Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
I – REGENERAÇÃO: UMA OBRA TRINITÁRIA
1. A doutrina bíblica da Regeneração
2. A Regeneração como exigência de JESUS
3. O PAI como o autor da salvação
4. O ESPÍRITO como agente da Regeneração
II – A NATUREZA ESPIRITUAL DA REGENERAÇÃO
1. Uma transformação interior
2. Uma obra soberana do ESPÍRITO
3. Uma nova vida e nova conduta
III – SINAIS DO NOVO NASCIMENTO EM CRISTO
1. A Justificação pela Fé
2. A vida de Santificação
3. O Fruto do ESPÍRITO
TEXTO ÁUREO
“JESUS
respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer
de novo não pode ver o Reino de DEUS.” (Jo 3.3)
VERDADE PRÁTICA
A regeneração é
a transformação operada pelo ESPÍRITO SANTO, pela qual o pecador se torna uma
nova criatura.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 3.1-8 O novo nascimento é essencial para entrar no Reino de DEUS
Terça - Tt 3.4-7 A regeneração é resultado da misericórdia e graça divinas
Quarta - Ef 2.1-10 Pela graça, somos salvos em CRISTO e criados para praticar as boas
obras
Quinta - 1 Pe 1.22-23 O novo nascimento ocorre pela Palavra viva e eterna de DEUS.
Sexta - 2 Co 5.17-21 Em CRISTO, recebemos nova identidade e o ministério da
reconciliação
Sábado - Gl 5.16-25 O fruto do ESPÍRITO é a evidência prática da nova vida
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 3.1-8
1 - E havia entre os fariseus um homem
chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
2 - Este foi ter de noite com JESUS e
disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de DEUS, porque ninguém pode
fazer estes sinais que tu fazes, se DEUS não for com ele.
3 - JESUS respondeu e disse-lhe: Na
verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o
Reino de DEUS.
4 - Disse-lhe Nicodemos: Como pode um
homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua
mãe e nascer?
5 -
JESUS respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da
água e do ESPÍRITO não pode entrar no Reino de DEUS.
6 - O que é nascido da carne é carne, e o
que é nascido do ESPÍRITO é espírito.
7 - Não te maravilhes de te ter dito:
Necessário vos é nascer de novo.
8 - O vento assopra onde quer, e ouves a
sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é
nascido do ESPÍRITO.
Hinos Sugeridos: 432, 434, 447 da Harpa
Cristã
PALAVRA-CHAVE - REGENERAÇÃO
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SUBSÍDIOS EXTRAS – LIVROS, REVISTAS ANTIGAS
E GOOGLE
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VEJA A LIÇÃO SOBRE O MESMO ASSUNTO
ESTUDADA NO 3º TRIMESTRE DE 2025 PELA BETEL
Escrita Lição
5, Betel, O Novo Nascimento, O Diálogo Transformador com Nicodemos, 3Tr25, Com.
Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar
PIX 99991520454 (Tel) Luiz Henrique de Almeida Silva
EBD Editora
Betel | 3° Trimestre De 2025 | TEMA: JESUS CRISTO, O FILHO
DE DEUS: A verdade que Transforma Milagres, Ensinamentos e a Promessa da
Vida eterna no Evangelho de João | Escola Bíblica Dominical
Vídeo https://youtu.be/bF3oMUZiVkA?si=UuwqVBGhgL3g-7xg
Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2025/07/escrita-licao-5-betel-o-novo-nascimento.html
Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2025/07/slides-licao-5-betel-o-novo-nascimento.html
PowerPoint https://pt.slideshare.net/slideshow/slides-licao-5-betel-o-novo-nascimento-3tr25-pptx/281972653
ESBOÇO DA LIÇÃO
1- CONVERSANDO
COM O FILHO DE DEUS
1.1. Um
encontro improvável
1.2. É
necessário nascer de novo
1.3. O que
significa nascer de novo
2-
COMPREENDENDO O NOVO NASCIMENTO
2.1. O novo
nascimento transforma vidas
2.2. A
necessidade do novo nascimento
2.3. A ação do
ESPÍRITO SANTO no novo nascimento
3- NICODEMOS NO
EVANGELHO DE JOÃO
3.1. Nicodemos
reconheceu JESUS como Mestre
3.2. Nicodemos
rejeita a condenação do Mestre
3.3. Nicodemos
leva especiarias para ungir o corpo de JESUS
TEXTO ÁUREO
“Assim que, se
alguém está em CRISTO, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que
tudo se fez novo” 2 Соríntios 5.17.
VERDADE
APLICADA
Somente o
conhecimento intelectual da Bíblia e a boa vontade não nos dispensam de passar
pelo novo nascimento para entrar no Reino de DEUS.
OBJETIVOS DA
LIÇÃO
-
Identificar a preocupação de Nicodemos com a sua própria situação
espiritual
- Destacar a importância do novo nascimento na vida do crente.
- Saber que Nicodemos amou JESUS até a Sua morte.
TEXTOS DE
REFERÊNCIA - João 3.1-6
1 E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
2 Este foi ter de noite com JESUS, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és
Mestre, vindo de DEUS, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se
DEUS não for com ele.
3 JESUS respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que
não nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS;
4 Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode
tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?
5 JESUS respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da
água e do ESPÍRITO não pode entrar no reino de DEUS.
6 O que é nascido da carne, é carne, e o que é nascido do ESPÍRITO, é espírito.
LEITURAS
COMPLEMENTARES
SEGUNDA |
Jo 3.4 A conversa com Nicodemos.
TERÇA | Jo 3.3 O momento da conversa com o FILHO de DEUS.
QUARTA | Jo 7.45-53 Nicodemos fala em defesa de JESUS.
QUINTA | Jo 3.7 Como entrar no Reino de DEUS.
SEXTA | Jo 7.46 Ninguém falou assim com o FILHO de DEUS.
SÁBADO | Jo 19.38,9 Nicodemos no sepultamento de JESUS.
HINOS SUGERIDOS: 165, 227, 345
MOTIVO DE
ORAÇÃO
Ore para que
possamos reconhecer a necessidade de nascer de novo.
PONTO DE
PARTIDA: É necessário nascer de novo.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
SUBSÍDIOS
EXTRAS – REVISTAS ANTIGAS E LIVROS. LEIA TUDO E TERÁ CONDIÇÕES DE DAR UMA
EXCELENTE AULA.
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³⁹ E foi
também Nicodemos (aquele que, anteriormente, se dirigira de noite a JESUS),
levando quase cem libras de um composto de mirra e aloés.
⁴⁰ Tomaram,
pois, o corpo de JESUS e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os
judeus costumam fazer na preparação para o sepulcro.
⁴¹ E havia um
horto naquele lugar onde fora crucificado e, no horto, um sepulcro novo, em que
ainda ninguém havia sido posto.
⁴² Ali, pois
(por causa da preparação dos judeus e por estar perto aquele sepulcro)
João 19:38-42
João 19:39,
onde é mencionado que Nicodemos levou cerca de cem libras de um composto de
mirra e aloés para o sepultamento de JESUS. Essa quantidade
representa aproximadamente 33 a 35 kg. O composto era usado pelos
judeus para embalsamar os corpos antes do sepultamento.
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Nicodemos
defendeu JESUS perante o Sinédrio invocando a Halachá.
A lei judaica,
ou Halachá, exige que o réu seja ouvido antes de qualquer julgamento ou
decisão. Este princípio, conhecido como "audição do réu", é
fundamental na justiça judaica e assegura que todas as partes envolvidas em uma
disputa tenham a oportunidade de apresentar seus argumentos e evidências.
Elaboração:
A Halachá, ou
lei judaica, é um sistema legal abrangente que se baseia na Torá e no
Talmud. O princípio da "audição do réu" (também conhecido como
direito de defesa ou devido processo legal) é um dos fundamentos da justiça
judaica, garantindo que o réu tenha a oportunidade de apresentar sua versão dos
fatos e se defender antes de qualquer decisão judicial.
Este princípio
é expresso de várias maneiras na Halachá, incluindo:
· Direito
à defesa:
O réu tem o
direito de contratar um advogado, apresentar testemunhas e argumentos, e
questionar as evidências apresentadas contra ele.
· Ouvir
o réu:
Juízes e
tribunais são obrigados a ouvir o réu e considerar suas palavras e argumentos
antes de tomar qualquer decisão.
· Justiça
e equidade:
A lei judaica
busca garantir que o processo judicial seja justo e equitativo, considerando
todas as partes envolvidas.
· Imparcialidade:
Os juízes devem
ser imparciais e não mostrar preconceito contra o réu.
Além disso, a
Halachá enfatiza a importância da misericórdia e do perdão. O objetivo
final da lei judaica não é apenas a punição, mas também a reconciliação e a
restauração da justiça.
Portanto, a
"audição do réu" na lei judaica é mais do que apenas um procedimento
legal; é um princípio ético e moral que visa garantir a justiça e o
tratamento justo de todas as pessoas envolvidas em um processo judicial.
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Revista
antiga da CPAD para ajudar na compreensão da lição
Escrita Lição
2, CPAD, O Novo Nascimento, 2Tr25, Com. Extras Pr Henrique, EBD NA TV
Video https://youtu.be/M9yTKUlinn0?si=tSzGUliPjHFE8Ieh
Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2025/03/escrita-licao-2-cpad-o-novo-nascimento.html
Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2025/03/slides-licao-2-cpad-o-novo-nascimento.html
PowerPoint https://pt.slideshare.net/slideshow/slides-licao-2-cpad-o-novo-nascimento-2tr25-pptx/277310755
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – JESUS E NICODEMOS
1. Quem era Nicodemos?
2. O reconhecimento de Nicodemos sobre JESUS como Mestre
3. O diálogo entre JESUS e Nicodemos
II – O NOVO NASCIMENTO: A OBRA DE REGENERAÇÃO
1. O Novo Nascimento
2. A Regeneração como obra exclusiva de DEUS
3. A necessidade da Regeneração do pecador
III – OS MEIOS DA OBRA REGENERADORA
1. A operação do ESPÍRITO SANTO
2. A Palavra de DEUS
3. A Vontade soberana de DEUS
TEXTO ÁUREO
“JESUS respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que
não nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS.” (Jo 3.3)
VERDADE PRÁTICA
O Novo Nascimento é o modo bíblico de transformação radical da natureza do
pecador.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Ef 2.8 O novo nascimento como dom de DEUS
Terça - 1 Jo 3.9 Aquele que nasceu de novo não vive em prática
pecaminosa
Quarta - 1 Jo 4.7 Quem nasceu de novo demonstra amor pelo
próximo
Quinta - 1 Jo 5.1 A pessoa que nasceu de novo crê que JESUS é o
CRISTO
Sexta - 1 Jo 5.4 Aqueles que nasceram de novo vencem o
mundo
Sábado - Gl 5.22 Quem nasceu de novo revela o Fruto do ESPÍRITO
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 3.1-9,16
1 - E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos
judeus.
2 - Este foi ter de noite com JESUS e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és
mestre vindo de DEUS, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se
DEUS não for com ele.
3 - JESUS respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele
que não nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS.
4 - Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura,
pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?
5 - JESUS respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não
nascer da água e do ESPÍRITO não pode entrar no Reino de DEUS.
6 - O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do ESPÍRITO é
espírito.
7 - Não te maravilhes de ter dito: Necessário vos é nascer de novo.
8 - O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem,
nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do ESPÍRITO.
9 - Nicodemos respondeu e disse-lhe: Como pode ser isso?
16 - Porque DEUS amou o mundo de tal maneira que deu o seu FILHO unigênito,
para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
https://www.cpad.com.br/harpa-crista-popular-grande-vinho-365638/p
HINOS SUGERIDOS: 73, 227, 447 da Harpa Cristã
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SUBSÍDIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO 2
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Epístola do apóstolo Pedro: “sendo de novo gerados, não de semente corruptível,
mas da incorruptível, pela palavra de DEUS, viva e que permanece para sempre”
(1 Pe 1.23).
Semente de Adão corruptível (pecado)
Semente de DEUS incorruptível (Palavra - Bíblia)
Epístola do apóstolo Tiago:
Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos
como primícias das suas criaturas. (Tg 1.18).
Carta do apóstolo Paulo a Tito diz: Não pelas obras de justiça que houvéssemos
feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração
(colocação minha - Palavra) e da renovação do ESPÍRITO SANTO. Tito 3.5
Efésios 1.13
- Em quem também vós estais (em JESUS), depois que
ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele
também crido, fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa; O
qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para
louvor da sua glória.
Só estamos em JESUS, ou seja, salvos, depois de ouvirmos a pregação do
evangelho e crermos nela (fé).
A Sequência é:
Ouvimos a
pregação do evangelho falando a respeito da salvação em JESUS que morreu por
nós e em nosso lugar na cruz e ressuscitou.
Ao ouvirmos
desenvolvemos nossa fé nesta Palavra, cremos. NASCEMOS DE NOVO, agora da
semente incorruptível que é a Palavra de DEUS. Somos justificados pela fé.
Somos regerados.
Estamos salvos
- Agora o ESPÍRITO SANTO vem morar em nós nos convencendo do pecado, da justiça
e do juízo.
Nos
arrependemos e pedimos perdão.
Somos
introduzidos no corpo de CRISTO pelo ESPÍRITO SANTO.
Somos morada
do ESPÍRITO SANTO que nos santifica.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Lição 7, CPAD, A Necessidade do Novo Nascimento
3º Trimestre de 2017 - Título: A Razão da Nossa Fé: Assim Cremos,
assim Vivemos
Comentarista: Pr. Pres. Esequias Soares, Assembleia de DEUS, Jundiaí, SP
Complementos, ilustrações e vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva -
99-99152-0454
FIGURAS
ILUSTRATIVAS USADAS NOS VÍDEOS - https://ebdnatv.blogspot.com.br/2017/08/figuras-da-licao-7-necessidade-do-novo.html
LEITURA DIÁRIA (comentários BEP - CPAD)
Segunda - Jo 3.3-8 O novo nascimento é nascer do ESPÍRITO
3.3 NASCER DE NOVO. Para um exame da doutrina bíblica da regeneração (nascer de
novo).
3.5 NASCER DA ÁGUA. ÁGUA = PALAVRA + ESPÍRITO SANTO
Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível,
pela palavra de DEUS, viva, e que permanece para sempre. 1 Pedro 1:23
(grifo nosso)
Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua
misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do
ESPÍRITO SANTO, Tito 3:5 (grifo nosso)
Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
Efésios 5:26 (grifo
nosso)
Visto como na sabedoria de DEUS o mundo não conheceu a DEUS pela sua sabedoria,
aprouve a DEUS salvar os crentes pela loucura da pregação. 1
Coríntios 1:21 (grifo nosso)
Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o
evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o
ESPÍRITO SANTO da promessa; Efésios 1.13 ouviu + creu = salvo
JESUS também se referia à obra purificadora do ESPÍRITO SANTO no novo
nascimento. Em Tt 3.5, Paulo fala da "lavagem da regeneração e da
renovação do ESPÍRITO SANTO".
3.8 O VENTO... DO ESPÍRITO. Assim como o vento, embora invisível, é
identificado por sua atividade e pelo seu sonido, assim também o ESPÍRITO SANTO
é observado pela sua atividade sobre os nascidos de novo e pelo seu efeito
sobre eles.
Terça - 2 Co 5.17 A fé salvífica faz do pecador uma nova criatura em CRISTO
JESUS
.17 NOVA CRIATURA É. Mediante a palavra criativa de DEUS (4.6), os que aceitam
JESUS CRISTO pela fé, são feitos novas criaturas, pertencendo totalmente a DEUS
e constituindo o seu povo, onde impera o ESPÍRITO SANTO (Rm 8.14; Gl
5.25; Ef 2.10). O crente é uma nova criatura (Gl 6.15; Ef
2.10; 4.24; Cl 3.10), renovada segundo a imagem de DEUS (2Co
4.16; 1 Co 15.49; Ef 4.24; Cl 3.10), que compartilha da sua
glória (3.18), que experimenta a renovação do conhecimento (Cl 3.10) e do
entendimento (Rm 12.2), e que vive em santidade (Ef 4.24).
Quarta - At 10.43 O perdão dos pecados está disponível a todos
Depois de terminar seu relato da base histórica para a mensagem do evangelho -
a morte e a ressurreição de CRISTO -, Pedro anunciou-lhes as boas-novas:
"Todo aquele que nele crê recebe a remissão de pecados" (At
10:43; ver 2:21). Os ouvintes tomaram para si a expressão "todo
aquele"; aplicaram-na à própria vida, creram em JESUS CRISTO e foram
salvos.
Justificação (vv. 44-48). Pedro estava apenas começando sua mensagem
quando a congregação creu, e o ESPÍRITO SANTO interrompeu a reunião (At
11:15). Aqui, DEUS ESPÍRITO também o interrompe, e Pedro não chega a
terminar seu sermão! Como seria bom se os pregadores de hoje sofressem
interrupções desse tipo!
O ESPÍRITO SANTO dava testemunho aos seis judeus presentes de que esses
gentios haviam, verdadeiramente, nascido de novo.
Quinta - Tt 3.5 O novo nascimento significa regeneração
3.5 A LAVAGEM DA REGENERAÇÃO. A "renovação do ESPÍRITO SANTO"
refere-se à outorga constante da vida divina aos crentes à medida que se
submetem a DEUS (cf. Rm 12.2). ÁGUA – PALAVRA + ESPÍRITO SANTO
Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível,
pela palavra de DEUS, viva, e que permanece para sempre. 1 Pedro 1:23
(grifo nosso)
Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia,
nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do ESPÍRITO SANTO,
Tito 3:5 (grifo nosso)
Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
Efésios 5:26 (grifo nosso)
Visto como na sabedoria de DEUS o mundo não conheceu a DEUS pela sua sabedoria,
aprouve a DEUS salvar os crentes pela loucura da pregação. 1
Coríntios 1:21 (grifo nosso)
Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o
evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o
ESPÍRITO SANTO da promessa; Efésios 1.13 ouviu + creu = salvo
Sexta - 2 Co 5.18,19 Fomos reconciliados com DEUS pela morte de JESUS
5.18 NOS RECONCILIOU CONSIGO MESMO. A reconciliação (gr. katallage) é um dos
aspectos da obra de CRISTO como redenção. Refere-se à restauração do pecador à
comunhão com DEUS. (1) O pecado e a rebelião da raça humana trouxeram como
resultado, hostilidade contra DEUS e alienação dEle (Ef 2.3; Cl 1.21).
Essa rebelião provoca a ira de DEUS e seu julgamento (Rm 1.18,24-32; 1 Co
15.25,26; Ef 5.6). (2) Mediante a morte expiatória de CRISTO, DEUS removeu
a barreira do pecado e abriu um caminho para a volta do pecador a DEUS
(v.19; Rm 3.25; 5.10; Ef 2.15,16). (3) A reconciliação entra em
vigor mediante o arrependimento e a fé pessoal em CRISTO, do pecador (Mt
3.2; Rm 3.22). (4) A igreja recebeu de DEUS o ministério da reconciliação
(v. 18), para conclamar todas as pessoas a se reconciliarem com Ele (v. 20;
ver Rm 3.25).
Sábado - Jo 1.12 Fomos adotados como filhos de DEUS pela fé em JESUS
1.12 RECEBERAM... CRÊEM. Este versículo retrata claramente como a fé salvífica
é tanto um ato instantâneo como uma atitude da vida inteira. (1) Para alguém se
tornar filho de DEUS, deve "receber" (gr. elabon, de lambano) a
CRISTO. O tempo pretérito do aoristo aqui denota um ato definido de fé. (2)
Após este ato de fé, de receber a CRISTO como Salvador, deve haver da parte do
pecador uma ação contínua de crer. O verbo "crer" (gr. pisteuosin, de
pisteuo) é um particípio presente ativo, indicando a necessidade da
perseverança no crer. A fé genuína precisa continuar após o ato inicial da
pessoa aceitar a CRISTO para que ela seja salva. "Aquele que perseverar
até ao fim será salvo" (Mt 10.22; 24.12,13; Cl 1.21-23; Hb
3.6, 12-15).
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 3.1-12
1 - E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
2 - Este foi ter de noite com JESUS e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és
mestre vindo de DEUS, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se
DEUS não for com ele. 3 - JESUS respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade
te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS. 4 -
Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode
tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer? 5 - JESUS respondeu: Na verdade,
na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do ESPÍRITO não pode
entrar no Reino de DEUS. 6 - O que é nascido da carne é carne, e o que é
nascido do ESPÍRITO é espírito. 7 - Não te maravilhes de te ter dito:
Necessário vos é nascer de novo. 8 - O vento assopra onde quer, e ouves a sua
voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é
nascido do ESPÍRITO. 9 - Nicodemos respondeu e disse-lhe: Como pode ser isso?
10 - JESUS respondeu e disse-lhe: Tu és mestre de Israel e não sabes isso? 11 -
Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o
que vimos, e não aceitais o nosso testemunho. 12 - Se vos falei de coisas
terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?
PONTO CENTRAL - Cremos na necessidade do novo nascimento.
Resumo
da Lição 7, CPAD, A Necessidade do Novo Nascimento
I - UM LÍDER RELIGIOSO BEM-INTENCIONADO
1. Quem era Nicodemos?
2. Os fariseus.
3. Os sinais efetuados por JESUS.
II - O NOVO NASCIMENTO
1. É necessário nascer de novo (v.7).
2. Regeneração.
3. A perplexidade de Nicodemos.
III - UMA NECESSIDADE
1. O estado humano.
2. Saulo de Tarso.
3. O centurião Cornélio.
Escrita Lição 7, A Promessa De Um Coração Novo, 4Tr24, Com. Extras Pr.
Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
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Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2024/10/slides-licao-7-promessa-de-um-coracao.html
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ESBOÇO DA LIÇÃO
I – O CORAÇÃO NA PERSPECTIVA BÍBLICA
1. O coração na Bíblia
2. A circuncisão do coração.
3. Um coração novo.
II – O CORAÇÃO DE QUEM ESTÁ EM DEUS
1. Um coração inclinado a DEUS.
2. Um coração consciente.
3. DEUS vê o coração.
III – PROMESSAS PARA O CORAÇÃO
1. Um coração feliz.
2. Um coração cheio de amor.
3. O penhor do ESPÍRITO no coração.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Romanos 2.25-29; Jeremias 31.31-34
Romanos 2
25 - Porque a circuncisão é, na verdade, proveitosa, se tu guardares a lei; mas,
se tu és transgressor da lei, a tua circuncisão se torna em incircuncisão.
26 - Se, pois, a incircuncisão guardar os preceitos da lei, porventura, a
incircuncisão não será reputada como circuncisão?
27 - E a incircuncisão que por natureza o é, se cumpre a lei, não te julgará,
porventura, a ti, que pela letra e circuncisão és transgressor da lei?
28 - Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é
exteriormente na carne.
29 - Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão, a que é do coração, no
espírito, não na letra, cujo louvor não provém dos homens, mas de DEUS.
Jeremias 31
31 - Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei um concerto novo com a casa
de Israel e com a casa de Judá.
32 - Não conforme o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela
mão, para os tirar da terra do Egito, porquanto eles invalidaram o meu
concerto, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor.
33 - Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias,
diz o Senhor: porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração;
e eu serei o seu DEUS, e eles serão o meu povo.
34 - E não ensinará alguém mais a seu próximo, nem alguém, a seu irmão,
dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles
até ao maior, diz o Senhor; porque perdoarei a sua maldade e nunca mais me
lembrarei dos seus pecados.
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SUBSÍDIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO 7
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CORAÇÃO (não o membro de carne do corpo humano dentro do peito, mas alma –
intelecto, vontade, decisão, emoção)
לב leb HEBRAICO
ser interior, mente, vontade, coração,
inteligência - parte interior, meio - meio (das coisas) - coração
(do homem) - alma, coração (do homem) - mente, conhecimento, razão, reflexão,
memória - inclinação, resolução, determinação (da vontade) - consciência
- coração (referindo-se ao caráter moral) - como lugar dos desejos
- como lugar das emoções e paixões- como lugar da coragem.
καρδια kardia - GREGO
forma prolongada da palavra primária kar
(Latim, cor “coração”);
denota o centro de toda a vida física e espiritual - o vigor e o sentido da
vida física
- o centro e lugar da vida espiritual - a alma ou a mente, como
fonte e lugar dos pensamentos, paixões, desejos, apetites, afeições,
propósitos, esforços - do entendimento, a faculdade e o lugar da inteligência -
da vontade e caráter - da alma na medida em que é afetada de um modo ruim ou
bom, ou da alma como o lugar das sensibilidades, afeições, emoções, desejos,
apetites, paixões - do meio ou da parte central ou interna de algo, ainda que
seja inanimado.
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Efésios 1.13 - Em quem também vós estais (em JESUS), depois que
ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele
também crido, fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa; O
qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para
louvor da sua glória.
Só estamos em JESUS, ou seja, salvos, depois de ouvirmos a pregação do
evangelho e crermos nela (fé).
A promessa de DEUS de um coração novo é um tema fundamental na Bíblia,
especialmente no Antigo Testamento, e é reforçada no Novo Testamento. Essa
promessa está intimamente ligada à ideia da renovação espiritual e da salvação.
Para os judeus a promessa é de um derramar do ESPÍRITO SANTO no Milênio com o
governo de JESUS. (Jl 2.28).
Para nós, os gentios salvos, as promessas são superiores (Hb 8.6). Recebemos o
derramar do ESPÍRITO SANTO (Atos 2) e vamos ser arrebatados (1Ts 4.17) para
vivermos eternamente com JESUS na Nova Jerusalém (Jo 14.1-3).
No livro de Ezequiel, capítulo 36, versículos 26 e 27, está escrito:
"Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; tirarei
de vossa carne o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de
vós o meu ESPÍRITO e farei que andeis nos meus estatutos e guardeis os meus
juízos e os executeis."
Essa passagem enfatiza a transformação que DEUS promete realizar em seu povo,
substituindo o coração endurecido e rebelde por um coração novo, sensível e
obediente à sua vontade. O coração de pedra representa a resistência e a dureza
espiritual, enquanto o coração de carne simboliza a capacidade de amar, sentir
e responder à DEUS de maneira autêntica.
No Novo Testamento, essa promessa é reafirmada através da obra de JESUS CRISTO.
Através da fé nele, os crentes recebem um novo coração e são renovados pelo
ESPÍRITO SANTO (2 Coríntios 5:17; Efésios 4:24).
2 Coríntios 5:17 - Assim que, se alguém está em CRISTO, nova criatura é;
as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.
Efésios 4:24 - E vos revistais do novo homem, que segundo DEUS é criado em
verdadeira justiça e santidade.
A promessa de um coração novo inclui:
1. Renovação espiritual: Uma transformação profunda que permite aos crentes
viverem de acordo com os valores e a vontade de DEUS.
2. Nova criação: Os crentes se tornam novas criaturas em CRISTO, com uma
natureza renovada.
3. Capacidade de amar: O coração novo permite amar a DEUS e ao próximo de
maneira mais profunda e autêntica.
4. Obediência: O coração novo está disposto a seguir os mandamentos e a vontade
de DEUS.
Essa promessa é um convite para todos que desejam experimentar uma
transformação espiritual profunda e viver em harmonia com DEUS.
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Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua
aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado;
porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos
olhos, porém o Senhor olha para o coração.
Este versículo está em 1 Samuel 16:7.
Este é um dos versículos mais conhecidos da Bíblia e destaca a diferença entre
como DEUS e os seres humanos avaliam as pessoas.
Ao escolher um novo rei para Israel, Samuel estava procurando alguém com
aparência física impressionante, mas DEUS o corrigiu, enfatizando que:
- A aparência exterior não é o que importa.
- O coração é o que verdadeiramente importa.
Aqui estão algumas lições importantes deste versículo:
1. DEUS não julga pelas aparências.
2. O coração é o refletor da verdadeira natureza de uma pessoa.
3. A avaliação humana pode ser enganosa.
4. DEUS busca a pureza e a integridade do coração.
Este versículo também nos lembra de que:
- O que importa não é o que os outros pensam de nós.
- O que importa é o que DEUS pensa de nós.
Outros versículos relacionados:
- "O Senhor examina os corações" (Jeremias 17:10).
- "Crie em mim, ó DEUS, um coração puro" (Salmos 51:10).
- "O coração que busca a DEUS será recompensado" (Hebreus 11:6).
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O homem interior
O homem interior na tradução da versão KJV em inglês, de ko eso anthropos
em Romanos 7.22; Efésios 3.16; 2 Coríntios 4.16 (na última
referência apenas ko eso aparece, com anthropos devendo, claramente, ser
entendido a partir do contexto imediato). É uma expressão paulina que se refere
à natureza racional, moral e espiritual do homem, que é a esfera total na qual
o ESPÍRITO SANTO efetua a sua obra convincente, renovadora e santificadora. Em
resumo, é o sinônimo da alma do homem. Desse modo, não é o “novo homem”, isto
é, a nova capacidade de servir a DEUS e à justiça, que DEUS misericordiosamente
dá ao pecador na regeneração.
Em Romanos 7.22, Paulo está descrevendo a sua atitude em relação à lei
divina como um fariseu hipócrita, aquele que se gloria em sua própria justiça.
(Para a defesa da opinião e que Romanos 7.14-25 descreve Paulo ainda
como um fariseu legalista. Como um fariseu treinado, e possuindo um elevado
respeito pela lei de DEUS, Paulo poderia dizer que antes mesmo de sua conversão
ele concordava e tinha prazer na lei de DEUS. Mas não sendo regenerado na época
de sua vida descrita em Romanos 7, Paulo teve que admitir que naquela
época não possuía nenhuma iluminação do ESPÍRITO SANTO, por meio da qual
pudesse obedecer à lei conforme seu sentido correto. Sendo este o caso, Paulo
poderia, entretanto, declarar que como um homem religioso altamente treinado,
ele respeitava a lei divina em seu “homem interior”.
De acordo com esta interpretação, todos os crentes têm duas capacidades dentro
de seu ser: servir ao pecado e deleitar-se na lei de DEUS. Estas duas
capacidades permanecem com o cristão durante toda a vida na terra, com a
constante possibilidade de conflito. Por sua liberdade de escolha, o crente
ativa a velha ou a nova capacidade. Isso é Livre arbítrio.
Em 2 Coríntios 4.16, Paulo está simplesmente expressando sua confiança de
que, embora seu corpo físico se desgastasse por causa do estresse e do esforço
de seu trabalho, seu "homem interior״,
isto é, a sua alma e seu espírito seriam renovados diariamente pelo ESPÍRITO
SANTO.
Em Efésios 3.16, Paulo orou para que os crentes efésios pudessem
experimentar um novo avivamento do ESPÍRITO SANTO no “homem interior”. Aqui ele
estava meramente expressando seu desejo e a sua súplica de que eles crescessem
espiritualmente. R. L. R. - Dicionário Bíblico Wycliffe
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Na perspectiva bíblica, o coração é considerado o centro da vida espiritual,
emocional e intelectual do ser humano. Aqui estão algumas aspectos
importantes sobre o coração na Bíblia:
1. Centro da vida espiritual: O coração é considerado o local onde ocorre a
conexão com DEUS (Efésios 3:16-19).
2. Sede das emoções: O coração é associado às emoções, como amor, alegria,
tristeza e medo (João 14:1-3).
3. Fonte das decisões: O coração é onde são tomadas as decisões, boas ou más
(Provérbios 4:23).
4. Necessidade de renovação: A Bíblia enfatiza a necessidade de renovação do
coração para seguir DEUS (Romanos 12:2).
5. Promessa de um coração novo: DEUS promete dar um coração novo e renovado aos
que se arrependem e buscam sua graça (Ezequiel 36:26-27).
Algumas versículos bíblicos importantes sobre o coração:
- "Porque do coração procedem os pensamentos malignos" (Mateus
15:19).
- "O coração do homem é enganoso" (Jeremias 17:9).
- "Crie em mim, ó DEUS, um coração puro" (Salmos 51:10).
- "O coração que busca a DEUS será
recompensado" (Hebreus 11:6).
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O coração de quem está em DEUS, segundo a Bíblia, é caracterizado por:
1. Amor: Amor por DEUS e pelo próximo (1 Coríntios 13:1-3).
2. Humildade: Reconhecimento da própria limitação e dependência de DEUS
(Provérbios 22:4).
3. Pureza: Desejo de viver uma vida santa e justa (Mateus 5:8).
4. Obediência: Disposição para seguir os mandamentos de DEUS (João 14:15).
5. Gratidão: Reconhecimento da graça e bênçãos de DEUS (Salmos 100:4-5).
6. Misericórdia: Compaixão e bondade para com os outros (Mateus 5:7).
7. Paz: Tranquilidade interior, mesmo em meio às dificuldades (Filipenses 4:7).
8. Alegria: Felicidade que vem de viver em harmonia com DEUS (Salmos 16:11).
9. Esperança: Confiança na promessa de salvação e vida eterna (Romanos 5:1-5).
10. Sabedoria: Discernimento para tomar decisões certas (Provérbios 10:23).
Versículos bíblicos inspiradores:
- "O coração que busca a DEUS será recompensado" (Hebreus 11:6).
- "Crie em mim, ó DEUS, um coração puro" (Salmos 51:10).
- "O Senhor está perto dos que têm coração quebrantado" (Salmos
34:18).
- "O coração do homem é enganoso, mas DEUS examina os corações"
(Jeremias 17:9-10).
Lembre-se de que o coração de quem está em DEUS é um coração em constante
transformação e crescimento espiritual.
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Aqui estão algumas promessas de DEUS para o coração:
1. Um coração novo: "Dar-te-ei um coração novo e colocarei dentro de ti um
espírito novo" (Ezequiel 36:26).
2. Renovação: "Transformai-vos pela renovação da vossa mente"
(Romanos 12:2).
3. Paz: "A paz de DEUS, que excede todo o entendimento, guardará os vossos
corações" (Filipenses 4:7).
4. Consolo: "DEUS é o DEUS de toda consolação" (2 Coríntios 1:3).
5. Fortalecimento: "O Senhor fortalecerá o vosso coração" (1
Tessalonicenses 3:13).
6. Guiamento: "O coração do homem planeja seu caminho, mas o Senhor dirige
seus passos" (Provérbios 16:9).
7. Proteção: "O Senhor é o refúgio do meu coração" (Salmos 91:2).
8. Pureza: "Crie em mim, ó DEUS, um coração puro" (Salmos 51:10).
9. Esperança: "A esperança não decepciona, porque o amor de DEUS foi
derramado em nossos corações" (Romanos 5:5).
10. Vida eterna: "A vida eterna está nos corações dos que amam ao
Senhor" (João 17:3).
Lembre-se de que essas promessas são para aqueles que buscam e seguem DEUS.
Versículos bíblicos adicionais:
- "O Senhor está perto dos que têm coração quebrantado" (Salmos
34:18).
- "O coração que busca a DEUS será recompensado" (Hebreus 11:6).
- "Eu vos darei um coração que conheça que eu sou o Senhor" (Jeremias
24:7).
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Lição 7, A Necessidade do Novo Nascimento
3º Trimestre de 2017 - Título: A Razão da Nossa Fé: Assim Cremos, assim
Vivemos
Comentarista: Pr. Pres. Esequias Soares, Assembleia de DEUS, Jundiaí, SP
Complementos, ilustrações e vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva -
99-99152-0454
FIGURAS ILUSTRATIVAS USADAS NOS VÍDEOS - https://ebdnatv.blogspot.com.br/2017/08/figuras-da-licao-7-necessidade-do-novo.html
LEITURA DIÁRIA (comentários BEP - CPAD)
Segunda - Jo 3.3-8 O novo nascimento é nascer do ESPÍRITO
3.3 NASCER DE NOVO. Água - Palavra de DEUS. ESPÍRITO – Ação do ESPÍRITO SANTO.
3.5 NASCER DA ÁGUA. JESUS certamente se referia à obra purificadora do ESPÍRITO
SANTO no novo nascimento. Em Tt 3.5, Paulo fala da "lavagem da
regeneração e da renovação do ESPÍRITO SANTO".
3.8 O VENTO... DO ESPÍRITO. Assim como o vento, embora invisível, é
identificado por sua atividade e pelo seu sonido, assim também o ESPÍRITO SANTO
é observado pela sua atividade sobre os nascidos de novo e pelo seu efeito
sobre eles.
Terça - 2 Co 5.17 A fé salvífica faz do pecador uma nova criatura em CRISTO
JESUS
.17 NOVA CRIATURA É. Mediante a palavra criativa de DEUS (4.6), os que aceitam
JESUS CRISTO pela fé, são feitos novas criaturas, pertencendo totalmente a DEUS
e constituindo o seu povo, onde impera o ESPÍRITO SANTO (Rm 8.14; Gl
5.25; Ef 2.10). O crente é uma nova criatura (Gl 6.15; Ef
2.10; 4.24; Cl 3.10), renovada segundo a imagem de DEUS (2Co
4.16; 1 Co 15.49; Ef 4.24; Cl 3.10), que compartilha da sua
glória (3.18), que experimenta a renovação do conhecimento (Cl 3.10) e do
entendimento (Rm 12.2), e que vive em santidade (Ef 4.24).
Quarta - At 10.43 O perdão dos pecados está disponível a todos
Depois de terminar seu relato da base histórica para a mensagem do evangelho -
a morte e a ressurreição de CRISTO -, Pedro anunciou-lhes as boas-novas:
"Todo aquele que nele crê recebe a remissão de pecados" (At
10:43; ver 2:21). Os ouvintes tomaram para si a expressão "todo
aquele"; aplicaram-na à própria vida, creram em JESUS CRISTO e foram
salvos.
Justificação (vv. 44-48). Pedro estava apenas começando sua mensagem
quando a congregação creu, e o ESPÍRITO SANTO interrompeu a reunião (At
11:15). Aqui, DEUS ESPÍRITO também o interrompe, e Pedro não chega a
terminar seu sermão! Como seria bom se os pregadores de hoje sofressem
interrupções desse tipo!
O ESPÍRITO SANTO dava testemunho aos seis judeus presentes de que esses
gentios haviam, verdadeiramente, nascido de novo.
Quinta - Tt 3.5 O novo nascimento significa regeneração
3.5 A LAVAGEM DA REGENERAÇÃO. Isto se refere ao novo nascimento do
crente, ÁGUA – PALAVRA + ESPÍRITO SANTO
Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível,
pela palavra de DEUS, viva, e que permanece para sempre. 1 Pedro 1:23
(grifo nosso)
Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua
misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do
ESPÍRITO SANTO, Tito 3:5 (grifo nosso)
Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
Efésios 5:26 (grifo nosso)
Visto como na sabedoria de DEUS o mundo não conheceu a DEUS pela sua sabedoria,
aprouve a DEUS salvar os crentes pela loucura da pregação. 1
Coríntios 1:21 (grifo nosso)
Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o
evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o
ESPÍRITO SANTO da promessa; Efésios 1.13 ouviu + creu = salvo. A
"renovação do ESPÍRITO SANTO" refere-se à outorga constante da vida
divina aos crentes à medida que se submetem a DEUS (cf. Rm 12.2).
Sexta - 2 Co 5.18,19 Fomos reconciliados com DEUS pela morte de JESUS
5.18 NOS RECONCILIOU CONSIGO MESMO. A reconciliação (gr. katallage) é um dos
aspectos da obra de CRISTO como redenção. Refere-se à restauração do pecador à
comunhão com DEUS. (1) O pecado e a rebelião da raça humana trouxeram como
resultado, hostilidade contra DEUS e alienação dEle (Ef 2.3; Cl 1.21).
Essa rebelião provoca a ira de DEUS e seu julgamento (Rm 1.18,24-32; 1 Co
15.25,26; Ef 5.6). (2) Mediante a morte expiatória de CRISTO, DEUS removeu
a barreira do pecado e abriu um caminho para a volta do pecador a DEUS
(v.19; Rm 3.25; 5.10; Ef 2.15,16). (3) A reconciliação entra em
vigor mediante o arrependimento e a fé pessoal em CRISTO, do pecador (Mt
3.2; Rm 3.22). (4) A igreja recebeu de DEUS o ministério da reconciliação
(v. 18), para conclamar todas as pessoas a se reconciliarem com Ele (v. 20;
ver Rm 3.25).
Sábado - Jo 1.12 Fomos adotados como filhos de DEUS pela fé em JESUS
1.12 RECEBERAM... CRÊEM. Este versículo retrata claramente como a fé salvífica
é tanto um ato instantâneo (Ef 1.13 – ouvimos e cremos) como uma atitude da
vida inteira. (1) Para alguém se tornar filho de DEUS, deve "receber"
(gr. elabon, de lambano) a CRISTO. O tempo pretérito do aoristo aqui denota um
ato definido de fé. (2) Após este ato de fé, de receber a CRISTO como Salvador,
deve haver da parte do pecador uma ação contínua de crer. O verbo
"crer" (gr. pisteuosin, de pisteuo) é um particípio presente ativo,
indicando a necessidade da perseverança no crer. A fé genuína precisa continuar
após o ato inicial da pessoa aceitar a CRISTO para que ela seja salva.
"Aquele que perseverar até ao fim será salvo" (Mt
10.22; 24.12,13; Cl 1.21-23; Hb 3.6, 12-15).
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 3.1-12
1 - E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
2 - Este foi ter de noite com JESUS e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és
mestre vindo de DEUS, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se
DEUS não for com ele. 3 - JESUS respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade
te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS. 4 -
Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode
tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer? 5 - JESUS respondeu: Na verdade,
na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do ESPÍRITO não pode
entrar no Reino de DEUS. 6 - O que é nascido da carne é carne, e o que é
nascido do ESPÍRITO é espírito. 7 - Não te maravilhes de te ter dito:
Necessário vos é nascer de novo. 8 - O vento assopra onde quer, e ouves a sua
voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é
nascido do ESPÍRITO. 9 - Nicodemos respondeu e disse-lhe: Como pode ser isso?
10 - JESUS respondeu e disse-lhe: Tu és mestre de Israel e não sabes isso? 11 -
Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o
que vimos, e não aceitais o nosso testemunho. 12 - Se vos falei de coisas
terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?
Alguém que diz ter se convertido e continua no pecado, por exemplo, bebendo
bebida alcóolica ou fumando, é porque não nasceu de novo, continua em seus
pecados.
PONTO CENTRAL - Cremos na necessidade do novo nascimento.
Resumo da Lição 7, A Necessidade do Novo Nascimento
I - UM LÍDER RELIGIOSO BEM-INTENCIONADO
1. Quem era Nicodemos?
2. Os fariseus.
3. Os sinais efetuados por JESUS.
II - O NOVO NASCIMENTO
1. É necessário nascer de novo (v.7).
2. Regeneração.
3. A perplexidade de Nicodemos.
III - UMA NECESSIDADE
1. O estado humano.
2. Saulo de Tarso.
3. O centurião Cornélio.
SUBSÍDIO DIDÁTICO Top 1
Principais características de grupo religioso.
"Fariseus
Era um dos principais grupos de liderança religiosa em Israel no período de
JESUS. Os fariseus eram mais interessados na religião, ao passo que os saduceus
se interessavam mais pela política.
(Extraído e adaptado de Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal, CPAD,
2015, p. 1288.)
CONHEÇA MAIS Top 1
*Conversão
"[Do hb. sub, voltar atrás e mudar de rota; do gr. metanoeo, voltar; e, do
lat. conversionem, transformação] Mudança que DEUS opera na vida do que aceita
CRISTO como o seu Salvador pessoal, mundificando-lhe radicalmente a maneira de
ser, pensar e agir. A conversão é o lado objetivo e externo do novo nascimento.
Por intermédio dela, o pecador arrependido mostra ao mundo a obra que CRISTO
operou em seu interior: a regeneração. Em suma: o novo nascimento tem dois
lados: um subjetivo e outro objetivo." Para conhecer mais, leia Dicionário
Teológico, CPAD, p.115.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO Top 2
"O novo nascimento no Evangelho de João – morrer para a descendência de
Adão (semente do pecado), nascer para a descendência de DEUS (nascer da Palavra
de DEUS – esta é semente).
Encontramos a única menção explícita ao novo nascimento na conversa de JESUS
com Nicodemos (3.1-21). JESUS fala a Nicodemos: 'Na verdade, na verdade te digo
que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS' (v. 3). A
réplica de Nicodemos: 'Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode
tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?' (v. 4), indica que ele entendeu
o comentário de JESUS na esfera humana, física. A interpretação errônea de
Nicodemos fornece a JESUS a oportunidade de esclarecer o que queria dizer. Ele
fala da necessidade de um novo nascimento espiritual, não de um segundo
nascimento físico (vv. 6-8). A interpretação errônea e o esclarecimento
resultante dela são refletidos em um jogo de palavras no versículo 3 (repetidas
no v. 7). A palavra grega aõthen, traduzida por 'novo', na NVI, pode querer dizer
'de novo' ou 'de cima'. Contudo, o fato de Nicodemos entendê-la com o sentido
de 'de novo' leva-o a concluir que JESUS fala de um segundo nascimento físico,
mas a resposta de JESUS, registrada nos versículos 6-8, mostra que Ele se
refere à necessidade de um nascimento espiritual, um nascimento 'de cima'. Esse
novo nascimento não é resultado de nenhum ato humano, só a fé ao ouvir a
pregação do evangelho(cf. v.6), a seguir vem a obra do ESPÍRITO SANTO (v. 8). É
necessária a atividade sobrenatural do ESPÍRITO de DEUS para realizar esse novo
nascimento espiritual no indivíduo. Ele não consiste apenas em percepção ou
compreensão mais excelente, mas na completa transformação do indivíduo (cf. 2
Co 5.17)" (ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro,
CPAD, 2008, pp. 245-6). Com acréscimos do Pr. Henrique.
As pessoas precisam de uma experiência nova com CRISTO.
SUBSÍDIO DIDÁTICO Top 3
Professor, copie o esquema abaixo no quadro. Utilize-o para explicar aos alunos
o fato de que Paulo era um homem extremamente religioso, conhecedor da Lei,
porém sedento espiritualmente. A religiosidade não implica em relacionamento
com DEUS. Todavia, Paulo teve um encontro com CRISTO, confessou seus pecados,
entregou-se inteiramente a JESUS e passou a ter uma nova vida, que implica num
relacionamento íntimo e pessoal com JESUS. Mais tarde Paulo aprendeu o que é
padecer pelo Senhor. Por intermédio desse "vaso escolhido" a igreja
tornou-se basicamente gentia.
PARA REFLETIR -
A respeito da necessidade do novo nascimento, responda:
Por que o diálogo de Nicodemos com JESUS ainda impressiona as pessoas até
hoje? Esse diálogo impressiona as pessoas ainda hoje, pois nele está o
que consideramos ser o texto áureo da Bíblia (Jo 3.16).
O que atraiu Nicodemos a JESUS? Os milagres que JESUS havia
realizado.
O que significa nascer de novo, da água e do ESPÍRITO? Nascer de
novo é nascer da água e do ESPÍRITO, e isso significa regeneração. É o início
de uma nova vida, quando o pecador se torna nova criatura (2 Co 5.17) criada em
CRISTO JESUS (Ef 2.10). Trata-se de uma experiência profunda com JESUS, e não
de mera mudança de religião. A pessoa ouve a pregação do evangelho e crê. Está
salva. (Ef 1.13; Rm 10.9).
Qual a vontade de DEUS em relação às suas criaturas? Que creiam em
JESUS CRISTO para perdão dos pecados e experimentem o novo nascimento.
Como o apóstolo Paulo passou a se ver depois de sua experiência com
CRISTO? Depois de sua experiência com JESUS, ele se considerou o principal
entre os pecadores (1 Tm 1.15) e descreveu o seu estado de miséria diante de
DEUS igualando-se aos demais pecadores (Tt 3.3).
O que atraiu Nicodemos a JESUS? Os milagres que JESUS havia
realizado.
O que significa nascer de novo, da água e do ESPÍRITO? Nascer de
novo é nascer da água e do ESPÍRITO, e isso significa regeneração. É o início
de uma nova vida, quando o pecador se torna nova criatura (2 Co 5.17) criada em
CRISTO JESUS (Ef 2.10). Trata-se de uma experiência profunda com JESUS, e não
de mera mudança de religião. A pessoa ouve a pregação do evangelho e crê. Está
salva. (Ef 1.13; Rm 10.9).
Qual a vontade de DEUS em relação às suas criaturas? Que creiam em
JESUS CRISTO para perdão dos pecados e experimentem o novo nascimento.
Como o apóstolo Paulo passou a se ver depois de sua experiência com
CRISTO? Depois de sua experiência com JESUS, ele se considerou o
principal entre os pecadores (1 Tm 1.15) e descreveu o seu estado de miséria
diante de DEUS igualando-se aos demais pecadores (Tt 3.3).
CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 71, p39.
SUGESTÃO DE LEITURA - Vincent Vol. I, Hermenêutica Fácil e
Descomplicada e Teologia Sistemática Pentecostal
Resumo Rápido do Pr. Henrique da Lição 7, A Necessidade do Novo Nascimento
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
NASCER DA ÁGUA E DO ESPÍRITO - ÁGUA - PALAVRA DE DEUS PREGADA – FÉ -
CONVENCIMENTO E REVELAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO
Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível,
pela palavra de DEUS, viva, e que permanece para sempre. 1 Pedro 1:23
(grifo nosso)
Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua
misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do
ESPÍRITO SANTO, Tito 3:5 (grifo nosso)
Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
Efésios 5:26 (grifo nosso)
Visto como na sabedoria de DEUS o mundo não conheceu a DEUS pela sua sabedoria,
aprouve a DEUS salvar os crentes pela loucura da pregação. 1
Coríntios 1:21 (grifo nosso)
Nicodemos padrão de vida exemplar, era religioso, mas isso não fazia dele um
salvo. Precisava de JESUS. Era-lhe necessário nascer de novo.
Cornélio tinha prática de uma religiosidade sincera, era religioso, mas isso
não fazia dele um salvo. Precisava de JESUS. Era-lhe necessário nascer de novo.
Paulo tinha padrão de vida exemplar, era religioso, mas isso não fazia dele um
salvo. Precisava de JESUS. Era-lhe necessário nascer de novo.
Nesta lição veremos a necessidade e o que é nascer de novo.
I - UM LÍDER RELIGIOSO BEM-INTENCIONADO
1. Quem era Nicodemos?
Muito pouco se sabe a respeito dele. Seu nome é grego e significa
"vencedor do povo". Era fariseu, um príncipe do povo (Jo 3.1) e
membro do sinédrio (Jo 7.50). Nicodemos viu em JESUS algo que não existe em
nenhum dos seres humanos, mas ainda assim parece que não queria ser visto pelo
povo conversando com o Mestre. Talvez isso justifique o fato de ter ido à noite
se encontrar com o Senhor (v.2). Nicodemos nunca mais foi o mesmo depois desse
encontro com JESUS (Jo 7.51; 19.39). Esse diálogo impressiona as pessoas ainda
hoje, pois nele está o que consideramos ser o texto áureo da Bíblia (Jo 3.16).
Quem era Nicodemos?
Um fariseu, líder dos judeus (iarchon, “governador”, palavra usada muitas
vezes como título dos membros do Sinédrio, cf. João 7.50, “Nicodemos, que
era um deles”) um mestre em Israel, e provavelmente um homem abastado (Jo
3.1,10; 19.39). Sua visita noturna a JESUS deu ocasião ao discurso sobre o
nascimento espiritual registrado em João 3.1-10.
Nicodemos só é mencionado (no NT) no Evangelho de João.
(1) Ele procurou JESUS durante a noite, e o Senhor lhe ensinou a doutrina do
novo nascimento (Jo 3.1-10) ;
(2) Ele defendeu JESUS perante os principais sacerdotes e os fariseus - o
Sinédrio (Jo 7.46-52);
(3) Ele ajudou José de Arimatéia na preparação do corpo de JESUS para o
sepultamento (Jo 19.38-42).
Nada se sabe com certeza sobre sua família ou antecedentes. Tem havido
tentativas para identificá-lo com o Nicodemos ben Gorion mencionado no Talmude.
Depois de sua participação no sepultamento de JESUS, Nicodemos desapareceu da
narrativa do NT. Porém, em um relato apócrifo da paixão e ressurreição de
CRISTO, várias vezes intitulado Evangelho de Nicodemos e Atos de Pilatos, são
feitas outras referências a ele. Embora o NT não afirme que Nicodemos tenha,
posteriormente, se tornado um cristão, existe uma forte possibilidade deste
fato ter ocorrido.
A tradição cristã diz que ele foi batizado por Pedro e João, sofreu muitas
provações nas mãos de judeus hostis, foi privado de suas funções no Sinédrio e
expulso de Jerusalém por causa de sua fé em CRISTO.
Dicionário Whicliffe - CPAD - B. M. W.
2. Os fariseus.
Acredita-se que o termo fariseu deriva do verbo hebraico parask, isto é,
“dividir ou separar”. Portanto, os fariseus eram “o povo separado”. Porém,
tanto a origem desse grupo judeu como do nome que recebeu ainda são incertos. A
“separação” da qual o nome está falando poderia referir-se a uma separação
geral das impurezas ou do mundo, ou poderia estar ligada a alguma situação
histórica em particular. Por exemplo, os fariseus poderiam ter surgido como a
expressão de uma rígida abstenção dos costumes pagãos na época de Esdras e de
Neemias (ç.u.), ou da recusa de adotar costumes gregos mesmo sob a ameaça de
morte na época de Antíoco Epifânio (q.v.), ou da ruptura que aconteceu em 165
a.C,, após a reconquista do Templo, entre os macabeus (q.v) e os “piedosos” ou
Chasidim, que estavam dispostos a lutar pela liberdade religiosa, mas não pela
independência política. Todas essas possibilidades foram levantadas como teorias,
e todas podem ser consideradas como a personificação de alguns aspectos do
espírito farisaico; mas as evidências não são conclusivas para nenhuma delas.
A primeira referência aos fariseus, como um grupo existente em Israel, foi
feita durante o reinado de João Hircano (135-104 a.C.). De acordo com Josefo,
nessa época eles exerciam grande influência junto às massas. Hircano foi um de
seus discípulos, mas por causa de desentendimentos ele separou-se e juntou-se
aos saduceus (Ant. xiii.10. 5. f.). Em uma observação repleta de presságios,
Josefo acrescenta: “Por causa disso, naturalmente, cresceu o ódio das massas
por ele e seus filhos” (ibid). Consta, também, que Hircano deixou de observar
certos “regulamentos” que os fariseus haviam estabelecido para o povo. Josefo
explica que “os fariseus haviam transmitido ao povo certos regulamentos
(nomima) herdados das gerações anteriores, mas que não haviam sido registrados
na lei de Moisés (ttonwi), por essa razão eles foram rejeitados pelo grupo
saduceu” (10. xiii.6).
Esse relato serve para realçar o principal fator que existe em qualquer
definição do farisaísmo - o conceito da tradição, de uma contínua expansão da
lei oral. Ele também indica que, na época de Hircano, o farisaísmo já era um
florescente movimento com grande influência sobre a população. Além disso, a
referência à transmissão de regulamentos que haviam sido herdados das gerações
anteriores sugere alguma continuidade com o passado. Portanto, aqueles que têm
procurado acompanhar os fariseus desde os Chasidim, que lutaram ao lado de
Judas Macabeu, até a nova dedicação do Templo (1 Mac 2.42ss.; 7.13ss.;
2 Mac 14.6) podem ter chegado muito próximo da verdade. Embora algumas de
suas características tenham raízes que se estendem até tempos remotos, o
farisaísmo que conhecemos a partir de fontes disponíveis parece ter se
originado como uma resposta judaica ao desafio da cultura grega no início do
segundo século a.C.
Em uma época bastante posterior, quando o farisaísmo já havia se tornado a
expressão normativa do judaísmo, os hiatos históricos foram preenchidos de
forma a fazer crer que a lei oral havia sido estabelecida pelo próprio Moisés,
via Josué, os anciãos, os profetas, os homens da Grande Sinagoga fundada por
Esdras, e também por homens como Simeão, o Justo, e Antígono de Socho (séculos
IV e III a.C.) até os “pares” (zugoth) de mestres investidos de autoridade (por
exemplo, Semaías e Abtalion, Hilel e Shammai) e o rabinos que vieram depois
deles (veja o tratado de Mishna, conhecido como PirkeAboth, capítulo 1), Vale a
pena notar que a origem dos “pares” coincide aproximadamente com o momento em
que os fariseus começaram a constar em nossas fontes. É muito provável que a
era dos macabeus tenha marcado o seu verdadeiro aparecimento, embora eles
afirmassem que seus ancestrais espirituais haviam sido homens como Esdras, que
haviam confirmado e explicado a Torá. Eles podem até ter possuído algumas
tradições orais que remontavam até o início da época posterior ao Exílio.
Depois da ruptura com a casa real hasmoneana, representada por João Hircano, o
destino político dos fariseus sofreu algumas flutuações. Eles tornaram-se os
líderes de uma contínua oposição popular ao seu sucessor, Alexandre Janeu
(10376־ a.C.), de forma que em seu leito de morte, impressionado pela
influência que exerciam sobre as massas, Alexandre insistiu com sua esposa
Salomé Alexandra (76-67 a.C.) que trabalhasse mais próxima deles (Josefo, Ant.
xiii. 15.5.). Os tradicionais regulamentos herdados “dos pais” foram
restabelecidos, e os fariseus tornaram-se o poder por detrás do trono, livres
para vingar as injustiças que acreditavam ter sido feitas contra eles por
Alexandre (ibid., xiii. 16.1; cf. Wars i.5. 2. f.). Na luta pelo poder que se
seguiu à morte de Alexandra, parece que os fariseus se tornaram um terceiro
partido que não apoiava nenhum de seus dois filhos; eles requisitaram aos
romanos que abolissem o reinado judaico (que os sacerdotes haviam usurpado
depois da revolta dos macabeus) e o retomo ao antigo tipo de regulamento
sacerdotal (Ant. xiv. 3.2). Essa expectativa não se realizou, mas os romanos
realmente puseram um ponto final a essa disputa entre facções quando Pompeu
capturou o Templo, invadiu o santuário, exilou um dos filhos de Alexandra e
indicou o outro (Hircano II) como sumo sacerdote e representante do rei. A
independência política, conquistada de maneira tão nobre no século anterior,
foi novamente perdida quando o povo judeu passou a sofrer o domínio romano em
63 a.C.
Depois da conquista de Pompeu, os fariseus, em sua maior parte, tomaram-se
politicamente conformados. Embora houvesse alguns zelotes destacando-se entre
eles, os fariseus formavam um grupo que procurava evitar conflitos com Roma, e
somente depois de muita relutância foram finalmente arrastados para a malograda
revolta do ano 70 d.C. Depois da destruição de Jerusalém, foram os fariseus que
se incumbiram de recolher os fragmentos da fé e da vida judaica e reconstruir o
judaísmo que conhecemos por meio dos escritos dos rabinos. A situação era
análoga àquela que havia prevalecido após o exílio na Babilônia; não havia uma
nação judaica e a unidade do povo expressava-se através da lei, da sinagoga e
das boas obras. A esperança escatológica não estava ligada à atividade
revolucionária, mas à intervenção divina, e isso em seu momento oportuno. Dessa
forma, desde o ano 70 d.C. o judaísmo tomou-se o rebento daquilo que
previamente havia sido apenas um grupo entre vários outros — os fariseus.
Se os Salmos de Salomão mostram o farisaísmo sob o seu melhor aspecto, o NT
mostra o que de pior havia nele. Na época de JESUS, parece que os fariseus
formavam um grupo de laicos (isto é, homens que não eram sacerdotes), em que
alguns de seus membros haviam sido especialmente treinados no estudo das
Escrituras. Havia os escribas, e foi contra estes e contra os fariseus que o
Senhor JESUS dirigiu algumas de suas mais severas denúncias. O Senhor não
contestava categoricamente aquilo que aqueles homens ensinavam na sinagoga: “Na
cadeira de Moisés, estão assentados os escribas e fariseus” (Mt 23.2ss.); seus
ensinos deveriam ser seguidos. Mas eles eram hipócritas porque não viviam de
acordo com seus elevados padrões de justiça. Colocavam sobre o povo um jugo que
eles próprios não estavam dispostos a suportar (Mt 23.4) e faziam uso da
casuística para fugir ao espírito da lei, enquanto exigiam que ela fosse
cumprida à risca (Mt 23.16-22; cf. Mc 7.9-13). Os fariseus gloriavam-se em
sua justiça própria e só faziam boas obras para serem vistos pelos homens
(cf. Mt 23.5-12; 6.1-6,16-18; Lc 18.9-14). João Batista havia
chamado os fariseus de “raça de víboras” que se apoiavam de forma complacente
sobre a filiação deles à Abraão (Mt 3.7ss.). O Senhor JESUS confirmou esse
veredicto (Mt 23.33) acrescentando que eram como “sepulcros caiados” (23.27) e
filhos, não dos “profetas e dos justos”, para quem haviam construído túmulos
bem elaborados, mas daqueles que haviam assassinado esses mesmos profetas e
homens justos, desde Abel até Zacarias (23.29-36). Eram “condutores cegos” de
outros cegos, que procuravam encontrar muitos prosélitos, mas na realidade
deixavam os homens fora do Reino dos céus (Mt 15.14; 23.13-15).
Esse pensamento do NT é bem conhecido, mas não devemos nos esquecer de que
naquela ocasião os fariseus eram vistos sob uma luz um pouco mais favorável
(por exemplo, Lc 7.36ss.; 13.3 lss.). Foram atribuídas a Gamaliel (.q.v.)
algumas das boas qualidades que Josefo encontrou nos fariseus - moderação,
renúncia a castigos severos, consciência da soberania divina e também da
responsabilidade humana (Atos 5.33-39; cf. Josefo, Ant. xiii. 5.9; 10.6; Wars
ii.8.14). Paulo tinha sido um fariseu antes de sua conversão e aparentemente
considerava esse grupo como a mais elevada expressão da “justiça que há na lei”
(Fp 3.4-6; cf. Gl 1.14). Também não devemos nos esquecer de que mesmo
sendo denunciados por JESUS, os fariseus eram capazes de pesquisar e de fazer
uma rigorosa autocrítica. O Talmude descreve, de forma jocosa, sete classes de
fariseus. Entre eles existiam os “fariseus de ombro” que levavam as suas boas
obras em seus ombros, para que pudessem ser vistos pelos homens; os “fariseus
pilão”, cuja cabeça era curvada como o pilão em um almofariz como um sinal de
falsa humildade. Porém, existiam aqueles que verdadeiramente amavam a DEUS, e
que eram como Abraão (veja, por exemplo, Ber. 9,14b; Sot. 5,20c; Sot. 22b,
explicados de forma muito conveniente na obra de C. G. Montefiore e H. Loewe A
Rabbinic Anthology, p. 1385).
Uma definição do farisaísmo poderia começar insistindo que ele era legal, mas
não literal. Era uma religião que “construiu uma cerca em volta da lei” (Pirke
Aboth 1.1), selecionando os regulamentos legais do AT, muitos dos quais eram
dirigidos aos sacerdotes levitas e tornando-os relevantes e aplicáveis a cada
judeu. Isso foi feito através de seu sistema de interpretação oral da tradição.
Eles levaram a lei ao alcance de cada homem, de forma que em um sentido
diferente de Martinho Lutero, o farisaísmo representou o *sacerdócio do
crente”. Para o fariseu sincero, a lei não representava uma “letra morta”, como
havia sido explicada e interpretada pelos escribas, mas a sua própria vida.
Então, por que o Senhor JESUS denunciou o farisaísmo? Em parte por causa da
hipocrisia de alguns de seus representantes, que “diziam, mas não praticavam”
(Mt 23.3), e em parte porque o farisaísmo, em sua honesta tentativa de adaptar
a eterna lei de DEUS às mutáveis condições humanas, havia comprometido a justa
e absoluta exigência divina (Mt 15.3). Ao aplicarem a si mesmos e a seus
seguidores certos deveres exteriores, eles haviam realmente dado uma forma mais
fácil à justiça, um objetivo que seria alcançável através de uma certa
obediência, para que quando esses atos fossem realizados os fariseus pudessem
pensar que haviam feito tudo o que deles era exigido. Contra essa atitude,
JESUS disse que mesmo quando tais exigências tivessem sido cumpridas, o servo
de DEUS ainda não poderia permanecer seguro. A exigência ética ainda estava
presente; ele ainda seria um “servo inútil” (Lc 17.10). Portanto, JESUS disse
aos seus discípulos: “Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus,
de modo nenhum entrareis no Reino dos céus” (Mt 5.20). Dicionário Whicliffe -
CPAD - J. R. M.
JESUS disse que nós temos que superar a prática dos fariseus. Porque vos digo
que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum
entrareis no reino dos céus. Mateus 5:20
Exemplo. Jejuavam dois dias por semana. Faziam 3 horas de oração ao dia (3
orações de 1 hora cada). Davam esmolas. Estudavam e ensinavam a palavra de DEUS
com afinco. Faziam discípulos. Davam seus dízimos e ofertas fielmente.
3. Os sinais efetuados por JESUS.
Nicodemos foi atraído a JESUS devido aos milagres por Ele realizados.
"estando ele em Jerusalém pela Páscoa, durante a festa, muitos, vendo os
sinais que fazia, creram no seu nome" (Jo 2.23).
"ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se DEUS não for com
ele" (v.2).
Os sinais, prodígios e maravilhas confirmam e atestam a procedência de JESUS.
Homens israelitas, escutai estas palavras: A JESUS Nazareno, homem aprovado por
DEUS entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que DEUS por ele fez no meio
de vós, como vós mesmos bem sabeis; Atos 2:22
Esta era a oração dos apóstolos: “Agora, pois, Senhor, olha para as suas
ameaças e concede a teus servos que falem com toda ousadia a tua Palavra,
enquanto estendes a mão para curar, e para que se façam sinais e prodígios pelo
nome to teu SANTO FILHO JESUS.”
E porque oravam por sinais e prodígios? Porque queriam eles com tamanha
ansiedade, que DEUS demonstrasse sinais e prodígios? E porque queriam eles que
DEUS estendesse Sua mão para curar?
Porque os sinais e prodígios ajudaram a trazer as pessoas ao Senhor JESUS.
Ajudaram a trazer o povo à fé salvadora. “E a multidão dos que criam no Senhor,
assim homens como mulheres, crescia cada vez mais.”
Esse não é um exemplo isolado no livro de Atos. Era algo padrão. Contamos, pelo
menos 17 vezes no livro de Atos, onde um milagre realizado ajuda a levar à
conversão. Temos visto o milagre de Pentecostes que resultou em 3.000
conversões, e o milagre do homem aleijado em Atos 3:6, que levou à conversão de
2.000 pessoas (Atos 4:4). Atos 9:34 – 35 e 40, 42, são os exemplos mais claros.
Pedro cura a Enéias e Lucas diz, “E viram-no todos os que habitavam em Lida e
em Sarona, os quais se converteram ao Senhor.” Pedro ressuscita Tabita, e Lucas
diz, “E foi isto notório por toda Jope, e muitos creram no Senhor.”
Não existe dúvida de que a operação de milagres – sinais e prodígios – ajuda a
trazer as pessoas a CRISTO. Isto é o que Lucas deseja que vejamos e esta,
certamente, é a razão por que o Cristãos oraram em Atos 4:30 pedindo para que
DEUS estendesse sua mão para curar e para operar sinais e prodígios. Isto ajuda
a trazer as pessoas a CRISTO.
“Nós podemos produzir um grande número de convertidos - graças a DEUS por isso
- e isto acontece regularmente nas igrejas evangélicas a cada Domingo. Mas a
necessidade de hoje é demasiado grande para isso. A necessidade de hoje é a de
uma autenticação de DEUS, do sobrenatural, do espiritual, do eterno, e isto
poderá ser sua resposta dada graciosamente, ouvindo nosso clamor e outra vez
derramando Seu ESPÍRITO sobre nós, e enchendo-nos da mesma maneira em que Ele
continuamente enchia a igreja em seus primeiros dias.” (Joy Unspeakable, p.
278, em inglês).
O que necessitamos é uma poderosa demonstração do poder de DEUS que obrigaria
as pessoas a prestarem atenção, e a olhar, e a ouvir… (Veja Atos 8 - Filipe).
Esta a razão porque eu insisto em que orem por sinais e prodígios. “Quando DEUS
age, Ele pode fazer em um minuto muito mais do que o homem, com sua
organização, pode fazer em 50 anos.” (Revival, pp. 121 -122, em inglês). Martyn
Lloyd-Jones.
II - O NOVO NASCIMENTO
1. É necessário nascer de novo (v.7).
João 3.1-12
1 - E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
2 - Este foi ter de noite com JESUS e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és
mestre vindo de DEUS, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se
DEUS não for com ele. 3 - JESUS respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade
te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS. 4 -
Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode
tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer? 5 - JESUS respondeu: Na verdade,
na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do ESPÍRITO não pode
entrar no Reino de DEUS. 6 - O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido
do ESPÍRITO é espírito. 7 - Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é
nascer de novo. 8 - O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes
donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do ESPÍRITO. 9
- Nicodemos respondeu e disse-lhe: Como pode ser isso? 10 - JESUS respondeu e
disse-lhe: Tu és mestre de Israel e não sabes isso? 11 - Na verdade, na verdade
te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que vimos, e não
aceitais o nosso testemunho. 12 - Se vos falei de coisas terrestres, e não
crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?
NOVO - Strong Português - ανωθεν anothen
1) de cima, de um lugar mais alto
1a) de coisas que vem do céu ou de DEUS
2) do primeiro, do início
3) de novo, mais uma vez
Para viver na terra - nascimento físico - de baixo - Nascer para o mundo.
Para viver no céu - Nascimento espiritual - de cima - Nascer para o reino de
DEUS. Nascer de novo - “anothen”, “de cima” -
Renascer significa experimentar a obra criativa e que traz vida, que é
realizada pelo ESPÍRITO SANTO. Ele regenera (Jo 3.5) aqueles que estão mortos
em transgressões e pecados para que possam ser espiritualmente vivificados (Ef
2,1,5) e transformados de filhos do Diabo (Jo 8.44; Ef 2,2,31 em filhos e
filhas de DEUS (Jo 1.12; Rm 8,16,17), Ao nascer novamente, a pessoa se
torna participante da natureza divina de CRISTO (Gl 2.20; Ef 2.10; Cl
1.27; 1 Pe 1.23; 2 Pe 1.4).
São várias as interpretações da expressão “nascer da água e do ESPÍRITO’' (Jo
3.5). Tanto no Evangelho de João (veja 1.33; 7.37-39) como no AT (veja Ez
36.25-27; Is 44.3) esses dois elementos aparecem reunidos. Nos dias de
Nicodemos, o ministério de João Batista, que enfatizava a purificação através
do arrependimento e da vinda do ESPÍRITO, fora bastante ilustrativo. A água era
o sinal; a obra de purificação pelo ESPÍRITO era o significado literal. Ambas
são importantes e, em conjunto, complementam o conceito de arrependimento e fé
(Atos 20.21) que traz a salvação.
A necessidade do novo nascimento. DEUS preveniu Adão que no dia em
que se rebelasse contra Ele, pela desobediência aos seus mandamentos, morreria
(Gn 2.17). Ele morreu espiritualmente, quando comeu do fruto proibido (Rm
5.12 ); com a consequência de que, a despeito do quanto seus descendentes
pudessem vir a ser moralmente justos e obedientes às leis, cada homem, em seu
coração, seria totalmente pecador e depravado. O homem passaria a ter uma
natureza decaída e, por estar cego em relação ao pecado, seria incapaz de se
salvar (Jo 3.6; Sl 51.5; 1 Co 2.14; Rm 8.7,8) e, por isso,
precisaria ser purificado de seus pecados para que tivesse sua salvação pessoal
(Sl 51.7; Mt 26.28; Jo 13.8; Tt 3.5; Hb 1.3; 10.14).
CRISTO explicou a Nicodemos, membro da suprema corte dos judeus (o Sinédrio) e
um dos principais teólogos de sua época, que deveria necessariamente nascer de
novo (ou “de cima" como alguns traduziram o termo anothen em João
3.3-7). Pois “o que é nascido da came é carne* - através de nossos pais
experimentamos o nascimento físico e entramos no mundo como seres humanos, e “o
que é nascido do ESPÍRITO é espírito” - através do ESPÍRITO SANTO recebemos um
nascimento espiritual e nos tornamos filhos de DEUS.
Os testes do novo nascimento. Uma das razões pelas quais os homens às vezes
ignoram a doutrina do novo nascimento, é que não perceberam que esse fato está
evidenciado não só em João 3, mas também em 1 João. Em sua epístola, João
aborda mais profundamente o assunto do novo nascimento e revela os sinais ou
provas pelos quais um homem pode saber se realmente nasceu de novo
(1) Esse homem não vive em pecado (1 Jo 3.9; 5.18).
(2) Ele sente um verdadeiro amor cristão pelos semelhantes (4.7,20; cf.
3.14,15), particularmente pelos irmãos cristãos (5.1).
(3) Ama a DEUS e tenta, a todo custo, obedecer aos seus mandamentos (5.2,3).
(4) Vence o mundo, isto é, vive uma vida cristã vitoriosa (5.4,5).
Quando essas evidências estão ausentes, o homem não passa de um cristão
nominal, e portanto não foi salvo, ou é um cristão que está vivendo uma vida
frustrada e de derrotas. Veja Nova Criatura; Regeneração. Dicionário Whicliffe
- CPAD - R. A. K. e W. M. D.
2. Regeneração.
Mas quando apareceu a benignidade e caridade de DEUS, nosso Salvador, para com
os homens, 5Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua
misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do ESPÍRITO
SANTO, Que abundantemente ele derramou sobre nós por JESUS CRISTO nosso
Salvador; Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos
herdeiros segundo a esperança da vida eterna. Tito 3.5-7
A LAVAGEM DA REGENERAÇÃO. Isto se refere ao novo nascimento do
crente, ÁGUA – PALAVRA + ESPÍRITO SANTO
Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível,
pela palavra de DEUS, viva, e que permanece para sempre. 1 Pedro 1:23
(grifo nosso)
Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua
misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do
ESPÍRITO SANTO, Tito 3:5 (grifo nosso)
Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
Efésios 5:26 (grifo nosso)
Visto como na sabedoria de DEUS o mundo não conheceu a DEUS pela sua sabedoria,
aprouve a DEUS salvar os crentes pela loucura da pregação. 1
Coríntios 1:21 (grifo nosso)
Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o
evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o
ESPÍRITO SANTO da promessa; Efésios 1.13 ouviu + creu = salvo. A
"renovação do ESPÍRITO SANTO" refere-se à outorga constante da vida
divina aos crentes à medida que se submetem a DEUS (cf. Rm 12.2)
3.6 ABUNDANTEMENTE ELE DERRAMOU SOBRE NÓS. A referência de Paulo neste
versículo à obra do ESPÍRITO SANTO relembra o seu derramamento no dia do
Pentecoste, e a partir daí (cf. At 2.33; 11.15), DEUS provê um suprimento
abundante e adequado da sua graça e poder, como resultado do novo nascimento e
da operação do ESPÍRITO SANTO em nós.
REGENERAÇÃO - Strong Português - παλιγγενεσια paliggenesia
1) novo nascimento, reprodução, renovação, recreação, regeneração
1a) por isso renovação, regeneração, produção de uma nova vida consagrada a
DEUS, mudança radical de mente para melhor. A palavra é frequentemente usado
para denotar a restauração de algo ao seu estado primitivo, sua renovação, como
a renovação ou restauração da vida depois da morte
REGENERAÇÃO - Dicionário Wicliffe - CPAD
Este assunto não é apresentado de forma muito proeminente no AT, embora possa
ser visto em passagens como Isaías 57.15 e Salmo 51.10. No
entanto, pode ser inferido a partir das passagens que falam de uma regeneração
nacional. Passagens que falam da salvação de todo Israel por ocasião da segunda
vinda de CRISTO, indicam a regeneração dos israelitas sobreviventes (Jr
24.7; 31.31ss.; 32.38ss.; Ez 11.19; 36.24-27; 37.14; Rm
11.26). Zacarias 12.10-14 ; 13.6 refere-se ao
arrependimento de indivíduos judeus.
No NT, o termo palingenesia é usado em relação à restauração escatológica (Mt
19.28) de todas as coisas. Em Tito, na única outra vez em que a palavra é
usada, ela se refere à salvação do indivíduo (Tt 3.5). Outras expressões do NT
são usadas para a mesma verdade, mas todas têm em comum a ideia de uma mudança
dramática semelhante, e denominada novo nascimento. O novo nascimento significa
renascer ou nascer do alto (Jo 3.3; 1 Pe 1.23), ser nascido de DEUS (Jo
1.13), ser gerado por DEUS (1 Pe 1.3), ser vivificado (Ef 2.5; Cl 2.13).
Esta renovação ocorre pelo poder do ESPÍRITO SANTO (Jo 3.5; Tt 3.5) e faz
do homem uma nova criatura (q.v.; 2 Co 5.17; Ef 2.5; 4.24).
A regeneração deve ser distinguida da justificação. A justificação muda o
relacionamento do crente com DEUS. A regeneração afeta sua natureza moral e
espiritual e a transforma. A justificação remove sua culpa; a regeneração, sua
atrofia espiritual, de forma que ele passa da morte espiritual para a vida
espiritual. A justificação traz o perdão dos pecados; a regeneração, a
renovação da vida espiritual para que o indivíduo possa atuar como um filho de
DEUS.
A regeneração também deve ser distinguida da santificação (q.v.). A
santificação, ou a vida de crescimento progressivo na graça, começa somente
após a regeneração e continua até que o crente vá estar com CRISTO. Contudo, a
santificação é citada em termos similares à regeneração. O cristão é exortado a
ser transformado pela renovação de sua mente (Rm 12.2), a revestir-se do novo
homem (Ef 4.22-24; Cl 3.9,10), e a considerar- se morto para o pecado, mas
vivo para DEUS (Rm 6.3-11). Estas passagens mostram que o período de
santificação do crente começa com sua regeneração.
Os teólogos da Reforma fazem uma distinção adicional e colocam a regeneração
antes da fé, mostrando que o ESPÍRITO SANTO deve trazer nova vida antes que o
pecador possa, pela capacitação de DEUS, exercitar a fé e aceitar a JESUS
CRISTO. No entanto, isto não significa que a regeneração possa ocorrer sem que
a fé imediatamente a suceda, porque elas estão unidas (Ef 2.8). Uma não ocorre
sem a outra.
As igrejas Católica Romana e Anglicana ensinam uma forma de regeneração
batismal, e algumas igrejas da Reforma até falam da regeneração ocorrendo
“antes, durante, ou depois do batismo". As Escrituras, porém, não ensinam
a regeneração batismal de modo algum. Embora Pedro fale do batismo salvando o
crente (1 Pe 3.21), ele diz que a regeneração é causada pela Palavra de DEUS (1
Pe 1.23), como faz Tiago (Tg 1.18). Parece claro que o que Pedro quer dizer é
que o batismo no ESPÍRITO salva, a aplicação real do sangue de CRISTO pelo
ESPÍRITO SANTO aos nossos pecados na regeneração. CRISTO coloca tal ênfase no
ato de fé de aceitá-lo como Salvador (Jo 3.16,36; 5.24), que qualquer
regeneração, sem um conhecimento racional dele e uma aceitação pessoal não é
sequer considerada. As objeções nas Escrituras para a circuncisão e para a
observação da lei como um meio de regeneração mostram que qualquer ensino de
uma eficácia de batismo ex opere operato também não tem lugar. A Palavra de
DEUS fornece o conteúdo daquilo em que uma pessoa deve crer para ser salva, e o
batismo significa e confessa o poder purificador do sangue de CRISTO para
remover os pecados; mas a fé salvadora, dada como um dom ao homem no momento da
regeneração, é a condição. R. A. K.- Dicionário Whicliffe – CPAD
ÁGUA – PALAVRA + ESPÍRITO SANTO
Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível,
pela palavra de DEUS, viva, e que permanece para sempre. 1 Pedro 1:23
(grifo nosso)
Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua
misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do
ESPÍRITO SANTO, Tito 3:5 (grifo nosso)
Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
Efésios 5:26 (grifo nosso)
Visto como na sabedoria de DEUS o mundo não conheceu a DEUS pela sua sabedoria,
aprouve a DEUS salvar os crentes pela loucura da pregação. 1
Coríntios 1:21 (grifo nosso)
Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o
evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o
ESPÍRITO SANTO da promessa; Efésios 1.13 ouviu + creu = salvo
Uma Teoria Absurda do espiritismo (Seitas e Heresias).
Procurando dar sentido bíblico à absurda teoria da reencarnação, Allan Kardec
lança mão do capítulo 3 de João para dizer que JESUS ensinou sobre a
reencarnação. Os tradutores da obra de Allan Kardec, O Evangelho Segundo o
Espiritismo, usaram a versão bíblica do padre Antônio Pereira de Figueiredo
como texto base de sua tradução, grifando o versículo 3 do citado capítulo de
João: "Na verdade te digo que não pode ver o reino de DEUS senão aquele
que renascer de novo" (ênfase minha), quando o versículo
naquela versão é escrito da seguinte forma: "Na verdade, na verdade, te
digo, que não pode ver o reino de DEUS, senão aquele que nascer de novo"
(ênfase minha).
"Renascer" já significa nascer de novo, enquanto "renascer de
novo" constitui-se numa intolerável redundância, mas não sem propósito por
parte do espiritismo, que por tudo procura provar que a absurda teoria da
reencarnação tem fundamento na Bíblia.
3. A perplexidade de Nicodemos.
Muita gente pensa que DEUS está preocupado com religião. Mas essas pessoas
estão enganadas, pois a vontade de DEUS é a comunhão com as suas criaturas
inteligentes. O problema é que existe uma barreira que se chama pecado (Is
59.2). Foi de DEUS a iniciativa de comunicação com Adão logo após a Queda (Gn
3.8-10). Quando DEUS mandou Moisés levantar o tabernáculo, manifestou o desejo
de habitar no meio do seu povo (Êx 25.8). Por fim, DEUS assumiu a forma humana,
“e o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1.14). O novo nascimento
é a restauração da comunhão com DEUS, e não significa seguir um conjunto de
regras religiosas ou éticas. Isso estava muito longe da forma de pensar de
Nicodemos e de muitos religiosos ainda hoje.
Foi de DEUS a iniciativa de comunicação com Adão logo após a Queda.
III - UMA NECESSIDADE
1. O estado humano.
Estávamos mortos - distanciados de DEUS - separados de DEUS por causa de nossos
pecados - Por Adão o pecado incluiu a todos na morte espiritual - Todos pecaram
e estavam condenados a nunca experimentarem da glória de DEUS. Todos merecíamos
um salário - a morte - éramos filhos da ira.
E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, Efésios 2:1
E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne,
vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, Colossenses
2:13
Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com CRISTO
(pela graça sois salvos), Efésios 2:5
Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte,
assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.
Romanos 5:12
Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de DEUS; Romanos 3:23
Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de DEUS é a vida
eterna, por CRISTO JESUS nosso Senhor. Romanos 6:23
Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne,
fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da
ira, como os outros também. Efésios 2:3
2. Saulo de Tarso.
PAULO - Segundo seu próprio testemunho - Um israelita circuncidado
da tribo de Benjamin, que falava a língua aramaica em sua casa, herdeiro da
tradição do farisaísmo, estrito observador das exigências da Torá, e mais
avançado no judaísmo do que seus contemporâneos, era o primeiro e o mais
proeminente entre os judeus (Fp 3.5,6; Gl 1.14). “Eu sou fariseu, filho de
fariseu! No tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado!” (Atos
23.6). Mesmo depois desta afirmação, ele declarou: “Sirvo ao DEUS de nossos
pais, crendo tudo quanto está escrito na Lei e nos Profetas” (Atos 24.14).
Contudo, ele era um judeu da Dispersão, nascido em Tarso da Cilícia, um lugar
que não era insignificante (Atos 21.39), Quando criança viveu no meio da
cultura grega, um lugar de educação e comércio. “Era a cidade cujas
instituições reuniam melhor e mais completamente, o caráter oriental e
ocidental” (Ramsay, Cities, p. 88).
Tal ambiente provavelmente acarretou alguns problemas para um judeu. Primeiro,
ele seria membro de uma minoria, e até certo ponto, um grupo desprezado.
Segundo, um judeu seria confrontado com o problema do relacionamento social com
os gentios. Ele aprendeu a entendê- los a ponto de poder dizer: “Fiz-me tudo
para todos” (1 Co 9.22).
Foi para Jerusalém e foi educado por Gamaliel (Atos 22.3). A tríade das
palavras: (1) “nascido”, (2) “criado” e (3) "instruído” (Atos 22.3) era
uma ordem literária única (veja também Atos 7.20- 22i, indicando que
enquanto o lugar de nascimento de Paulo foi Tarso, sua criação, tanto em casa
como na escola, foi em Jerusalém.
Paulo passou um período de 8 a 10 anos na Síria e Cilícia
(veja Gl 1.21—2.1; cf. Atos 9.30) enquanto adulto, e assim tornou-se
profundamente consciente da cultura do mundo em que vivia. Estes foram anos de
preparação para aquele ministério em que ficou conhecido como o “apóstolo dos
gentios”.
Paulo era um cidadão romano (Atos 16.37-39; 22.25-28), e esta foi uma
posse premiada, porque se estimava que um a dois terços da população do império
romano era da classe dos escravos e, portanto, sem cidadania romana. Paulo
reconheceu o valor de ambas as cidadanias, a de Tarso (Atos 21.39) e a romana
(Atos 22.2528־). É interessante notar a
diferença na estimativa destas respectivas cidadanias aos olhos do capitão
romano Cláudio Lísias. A primeira apenas estabeleceu o fato de que Paulo não
era um egípcio (Atos 21.38); a segunda lhe deu uma imunidade aos açoites.
Paulo aparentemente herdou sua cidadania romana de seu pai: “Eu na verdade
nasci (um cidadão)”. Alguns dos privilégios contidos nesta cidadania eram: (1)
a garantia do julgamento (perante César, se exigido, cf. Atos 25.11) nos
casos de acusação; (2) imunidade legal dos açoites antes da condenação. e (3)
imunidade em relação à crucificação, a pior forma de pena de morte, no caso de
condenação.
Nestas epístolas, Paulo não só defendeu fortemente a manutenção da lei e da
ordem (o fundamento do governo romano), mas também se referiu frequentemente à
cidadania. Os crentes em CRISTO já não são “estrangeiros, nem forasteiros, mas
concidadãos dos santos” (Ef 2,19). Sua cidadania era do céu (Fp 3.20). A
palavra aparece novamente em Filipenses 1,27, e poderia ser literalmente
traduzida da seguinte forma: “Cumpram suas obrigações como cidadãos”
(Lightfoot). Tal ênfase era particularmente significativa aos destinatários da
carta aos filipenses, porque a cidade era uma colônia romana (Atos 16.12); e
eles, sem dúvida, lembravam-se de que Paulo havia ali apelado para sua
cidadania romana.
Conversão
Em sua carta aos Gálatas, Paulo referiu-se a seu modo de vida anterior no
judaísmo, e como “sobremaneira perseguia a Igreja de DEUS e a assolava” (Gl
1.13). Naquela hora ele acreditava que ao seguir aquele caminho, estava
servindo a DEUS e mantendo a pureza da lei. A passagem em Gaiatas 1.15 não
mostra nenhuma indicação de ter havido um intervalo neste esforço de agradar a
DEUS durante a época da sua conversão. E em Filipenses 3.6 ele
mostrava sua “perfeição quanto à justiça que há na lei”.
Enquanto as narrativas em Atos, assim como as notas nas cartas, parecem indicar
sua “súbita” conversão, alguns argumentam que certas experiências devem tê-lo
preparado previamente. Seu consentimento na morte de Estevão (Atos 7.58-8.1), e
o fervor da sua campanha de casa em casa contra aqueles do Caminho (Atos
8.3; 9.1,2; 22.4; 26.10,11) dificilmente não o afetariam; sua
furiosa jornada em direção a Damasco representou o clímax dos seus esforços.
De qualquer modo, há dois elementos na história que são claros: (1) Paulo
estava convencido de que tinha visto o Senhor ressurrecto; e, (2) Sua vida foi
radicalmente mudada daquele dia em diante. A base da sua afirmação para o
apostolado reside naquela experiência. Mais uma vez ele insiste nisso
(veja 1 Co 9.1; 15.8-15; Gal 1.15-17; cf. Atos
9.3-8; 22.6-11; 26.12-18). Visto que ele não era um dos doze
discípulos, e não tinha nem um chamado do Senhor JESUS, e tinha perseguido seus
seguidores, a necessidade da revelação pessoal de CRISTO para Paulo parece
visível.
A mudança foi primeiramente indicada pela resposta de Paulo à voz celestial:
“Senhor, que farei?” (Atos 22.10). Em Gálatas 2.20, ele mostra que tinha
um novo relacionamento com CRISTO (2 Co 5.16,17).
Segundo, a mudança foi evidenciada pela mensagem que Paulo começou a pregai nas
sinagogas de Damasco (precisamente no lugar onde ele pretendia prender os
discípulos do Senhor JESUS, cf. Atos 9.1,2). Ele [JESUS] “é o FILHO de
DEUS” (Atos 9.20), Agora, ele assumia a tarefa de provar “que aquele era o
CRISTO” (Atos 9.22). Pouco tempo antes, ele imaginava que “contra o nome de
JESUS, o Nazareno, devia... praticar muitos atos”, tentando forçar seus
seguidores a blasfemar (dizer “JESUS é anátema” cf. 1 Co 12.3),
perseguindo-os como um animal selvagem (Atos 26.9-11).
Terceiro, houve uma mudança no sentido da sua missão. Ele estava convencido de
que havia sido chamado por DEUS “para que o pregasse [o filho de DEUS] entre os
gentios” (Gl 1.16). Na verdade, este era o meio pelo qual Israel seria
finalmente restaurada e abençoada por DEUS (Rm 11.25-27).
Finalmente, houve uma mudança no próprio Paulo. Isto foi mostrado de várias
formas. Por exemplo, veja uma mudança no seu senso de valores
em Filipenses 3.7-14. Em 1 Coríntios 13, encontramos “um hino de
amor” escrito por alguém que tanto odiou. Também podemos observar Epístola a
Filemom, escrita em tons de ternura e sensibilidade, ao contrário do seu
comportamento exigente e rigoroso de outrora.
CRISTO apareceu a ele - assim como certamente apareceu a outros depois da
ressurreição (cf. 1 Co 15.5-8).
Principais Ensinos
O pensamento de Paulo era complexo. O problema da compreensão das suas idéias é
mais complicado pela falta de um desenvolvimento sistemático. Os judeus não
sabiam nada sobre a abordagem da teologia sistemática; o Mishna mostra, como
alguns reconhecem, a total falta de concordância sobre os temas, por grandes
estudiosos judeus de qualquer período.
A doutrina da justificação pela fé. Esta grande verdade foi experimentada pela
primeira vez pelo próprio Paulo (cf. Gl 2.16), formando o ponto central de
sua mensagem missionária (cf. Atos 13.33,39), e tornou-se o fundamento em
suas cartas para as igrejas. Ela é central particularmente nas cartas aos
Gálatas (3-4) e Romanos (3.21-5.21), e até mesmo onde não foi repetidamente
elaborada supõe-se que seja a base para a experiência cristã (1 Co 6,11; 2
Co 5.16-21; Ef 2.8,9). A justiça de DEUS é atribuída ao homem pela fé, e
não como o resultado de suas obras ou méritos (Rm 3.22; 10.4; Gl
2.16; 3.22; Fp 3.9).
Se um homem crê em DEUS, ele mudou de ideia (arrependimento) sobre várias
coisas.
Para Paulo, estar “em CRISTO” significava ser liberto da escravidão do pecado e
da lei. Um exemplo poderoso desta verdade encontra- se em Romanos 6-8. Uma
pessoa torna-se viva “para DEUS, em CRISTO JESUS” (6.11); ela recebe a “vida
eterna, por CRISTO JESUS, nosso Senhor” (6.23); não há mais condenação para
aqueles que estão “em CRISTO JESUS, nosso Senhor” (8.1); e nada pode nos
separar do amor de DEUS “que está em CRISTO JESUS” (8.39). Tudo isto contrasta
com estar “na carne” (8.8) e experimentar a escravidão do pecado “que habita”
em cada um de nós (7.17). O resultado da verdade é que CRISTO está em nós pelo
seu ESPÍRITO, para nos dar esta vitória (8.9-11).
O Senhor JESUS transmitia a ideia de que sua Parousia messiânica poderia
ocorrer em um futuro próximo, e a vivida esperança de seus ouvintes determinou
a conduta que demonstraram. Esta mesma expectativa foi evidenciada pelos
primeiros discípulos (cf. Atos 1.6-11; 3.19-21), e também por Paulo.
*Da primeira até a última carta, o pensamento de Paulo está sempre
uniformemente dominado pela expectativa do retomo imediato do Senhor JESUS, do
julgamento e da glória messiânica" (A. Schweitzer, The Mysticism of St.
Paul, p. 52).
Porém, muitos ainda reagem contra os excessos deste ponto de vista. Não havia
apenas uma mudança da ênfase da esperança da parousia à felicidade presente,
como A. M. Hunter entende (Paul and kis Predecessor, ver ed. 1961), mas havia
também “uma mudança gradual desde a escatologia apocalíptica à não
apocalíptica”. É possível que a distinção entre a escatologia e aquilo que é
apocalíptico tenha um propósito aqui. Paulo, na verdade acreditava firmemente
na segunda vinda de CRISTO como é evidente em muitas passagens de suas cartas
(1 Ts 4.13-5.11; 2 Ts 1-2; 1 Co 15; Rm 13.11,12). Ele ainda
percebeu o perigo com entusiasmo excessivo, uma atitude repressiva em relação à
parousia. A menos que se exercesse algum controle, como essas igrejas poderiam
ter sobrevivido em uma sociedade como a do Império Romano do primeiro século?
Na verdade, ele disse: “Acontecerá - mas não ainda”. Enquanto isso, os crentes
deveriam ocupar-se com dedicação e atenção às responsabilidades do dia a dia.
“Se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (2 Ts 3.10); este é um forte
lembrete da atenção que deve ser dada às obrigações diárias. Paulo enxergava a
salvação dos gentios como um fato necessário e preliminar para a salvação final
de Israel. De forma contrária à crença escatológica judaica, na qual a ordem
estava invertida (Israel, depois os gentios), Paulo ensinou que os “ramos da
oliveira” seriam primeiros enxertados, e depois os “ramos naturais” seriam
enxertados na sua própria oliveira (Rm 11.13-27). Então, desse modo, todo
Israel seria salvo.
Paulo esperava ansiosamente a segunda vinda como um resultado lógico da
ressurreição do Senhor JESUS CRISTO. Ele tornou-se “as primícias dos que
dormem” (1 Co 15.20) ao ser ressuscitado dentre os mortos por DEUS PAI; do
mesmo modo, aqueles que são de CRISTO serão vivificados na sua vinda (15.23).
Naquele dia, todos os inimigos serão destruídos, incluindo a morte, e o
propósito de DEUS de “tornar a congregar em CRISTO todas as coisas" (Ef
1.10) será cumprido. W. M. D.
DEUS NÃO TEM NETO - SÓ FILHO
Ninguém no mundo nasce cristão; todos os seres humanos nascem pecadores (Rm
3.23; 5.12). A salvação é individual e pessoal. Por isso, até mesmo aquele
que nasceu num lar cristão, apesar do privilégio de ter sido criado num
ambiente cristão e de ter recebido uma valiosa herança espiritual dos pais,
precisa receber a JESUS como Salvador pessoal para se tornar filho de DEUS (Jo
1.12). Ninguém é salvo simplesmente por pertencer a uma religião ou seguir a
tradição de seus antepassados. Saulo de Tarso era muito religioso - era
pertencente do judaísmo (At 26.5; Gl 1.14; Fp 3.5). Depois de sua
experiência com JESUS, ele se considerou o principal entre os pecadores (1 Tm
1.15) e descreveu o seu estado de miséria diante de DEUS igualando-se aos
demais pecadores: "insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a
várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos,
odiando-nos uns aos outros" (Tt 3.3).
3. O centurião Cornélio.
Quem Foi O Centurião Cornélio?
Este homem representa dois aspectos importantes em particular: ele é o primeiro
gentio (que foi registrado) a se converter ao cristianismo; e a história de sua
conversão é contada duas vezes. Sem contar a tripla repetição da memorável
conversão de Saulo, esta é única em Atos. A conversão de Cornélio é relatada
em Atos 10. Pedro, quando censurado em Jerusalém por comer com gentios
incircuncisos, contou novamente- te o incidente como a sua melhor defesa (Atos
11.1-18). No famoso Concílio de Jerusalém (48 d.C.), ele fez alusão a este
significativo evento como prova da intenção de DEUS de salvar os gentios pela
graça, de forma independente da lei mosaica (Atos 15.7-11).
Cornélio é identificado como um centurião da corte italiana estabelecida em
Cesaréia (Atos 10.1). Visto que em 82 a.C. Públio Cornélio Sulla libertou
10.000 escravos, dando a eles o nome de família Cornélio, este era um nome
comum no império romano desta época, e também muito honrado.
O centurião é descrito como um homem “piedoso e temente a DEUS, com toda a sua
casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a DEUS” (Atos
10.2). Há uma disputa considerável sobre o que isso significa exatamente. Seria
ele um verdadeiro prosélito do judaísmo? A maioria dos estudiosos concorda que
não, e ele tem sido normalmente rotulado como um “prosélito de portão”. Mas
Kirsopp Lake afirma que não existia uma categoria como esta. Os adoradores
gentios nas sinagogas judaicas eram considerados prosélitos apenas se fossem circuncidados
e observassem todas as regras da lei mosaica (“Prosélitos e Tementes a DEUS”,
Beginnings of Chri&tianity, V, 74-96). Cornélio não era um prosélito, mas
um homem temente a DEUS. A palavra grega para “temente” significa “pio,
piedoso”. Fica evidente que Cornélio havia aceitado o monoteísmo, e adorava ao
DEUS verdadeiro na sinagoga. E também fica igualmente claro que, antes disso,
ele não tinha ouvido o Evangelho Cristão de forma explícita. Na visão que teve,
ele foi instruído a buscar Pedro, que lhe declararia como poderia ser salvo
(Atos 11.12-14). Pedro pregou sobre a salvação através do nome de JESUS (Atos
10.43). Cornélio e seus companheiros aceitaram a mensagem de CRISTO e o
ESPÍRITO SANTO foi derramado sobre eles (Atos 10.44). - Dicionário Whicliffe -
CPAD. E.
O texto termina mostrando que o centurião Cornélio e os demais gentios de
sua casa foram batizados em nome do Senhor JESUS, deixando claro que DEUS tem
apenas um único povo, e que o chamado de sua graça não está baseado em qualquer
distinção de nacionalidade. Ali era a internacionalização da Igreja, onde
judeus e gentios formam um único corpo.
Não existe salvação sem JESUS (Jo 14.6). Nicodemos e Paulo eram israelitas e
professavam a religião dos seus antepassados, Abraão, Isaque, Jacó, Samuel,
Davi e outros patriarcas, reis e profetas do Antigo Testamento. Mas Cornélio
era romano e, mesmo assim, talvez por influência da religião judaica, era
"piedoso e temente a DEUS, com toda a sua casa, o qual fazia muitas
esmolas ao povo e, de contínuo, orava a DEUS" (At 10.2). Observe que essas
atitudes de Cornélio tinham a aprovação divina (At 10.4). Mas ninguém é salvo
pelas obras (Gl 2.16). Por isso o apóstolo Pedro foi enviado para falar a
Cornélio sobre a salvação em CRISTO. A descrição bíblica da conduta de Cornélio
se repete ao longo da história humana nas mais diversas culturas e
civilizações. A conversão envolve fé, arrependimento e regeneração. A salvação
é um dom de DEUS mediante a fé em JESUS (Ef 2.8,9).
É nossa tarefa como cristãos e comunicadores do evangelho falar sobre a
necessidade do novo nascimento.
CONCLUSÃO
Nicodemos era um líder religioso bem-intencionado, porém, não reconheceu JESUS
como DEUS. Nicodemos era um fariseu muito religioso, mas não salvo, foi atraído
a JESUS pelos sinais efetuados por Ele.
O novo nascimento deve ser buscado porque é necessário para haver a
regeneração. Nicodemos ficou perplexo com o ensino de JESUS. O Novo Nascimento
é uma necessidade devido ao estado humano de morte espiritual. Saulo de tarso e
o centurião Cornélio eram religiosos como bom testemunho de sua religiosidade,
as precisavam de um encontro com JESUS para serem salvos.
Precisamos levar o evangelho a todas as pessoas, pois sempre encontraremos os
religioso como Nicodemos, Paulo e Cornélio que estão esperando para ouvir o
evangelho e se converterem ao Senhor JESUS.
Comentários de diversas Bíblias, Dicionários e comentários Bíblicos
A REGENERAÇÃO DO SER HUMANO NAS SAGRADAS ESCRITURAS
Para nascer é preciso morrer.
A ideia de que o batismo é o ato pelo qual os pecados são perdoados,
inadvertidamente seguida, ainda hoje, por grupos religiosos que se dizem
evangélicos, é uma sutil humanização da doutrina da regeneração.
A regeneração
Quando correspondemos ao chamado divino e ao convite do ESPÍRITO e da
Palavra, DEUS realiza atos soberanos que nos introduzem na família do seu
Reino: regenera os que estão mortos nos seus delitos e pecados; justifica os
que estão condenados diante de um DEUS santo; e adota os filhos do inimigo.
Embora estes atos ocorram simultaneamente naquele que crê, é possível
examiná-los separadamente.
A regeneração é a ação decisiva e instantânea do ESPÍRITO SANTO, mediante a
qual Ele cria de novo a natureza interior. O substantivo grego (palingenesia)
traduzido por "regeneração" aparece apenas duas vezes no Novo
Testamento. Mateus 19.28 emprega-o com referência aos tempos do fim. Somente em
Tito 3.5 se refere a renovação espiritual do indivíduo. Embora o Antigo
Testamento tenha em vista a nação de Israel, a Bíblia emprega várias figuras de
linguagem para descrever o que acontece. O Senhor "tirara da sua carne o
coração de pedra e lhes dará um coração de carne" (Ez 11.19). DEUS diz:
"Espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados... E vos darei um
coração novo e porei dentro de vós um espírito novo... E porei dentro de vos o
meu espírito e farei que andeis nos meus estatutos" (Ez 36.25,27). DEUS
colocará a sua lei "no seu interior e a escreverá no seu coração" Jr
31.33). Ele "circuncidará o teu coração... para amares ao Senhor" (Dt
30.6).
O Novo Testamento apresenta a figura do ser criado de novo (2 Co 5.17) e a da
renovação (Tt 3.5), porém a mais comum é a e nascer gr. gennaõ, gerar ou dar à
luz) . JESUS disse: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não
nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS" (Jo 3.3). Pedro declara que
DEUS, em sua grande misericórdia) "nos gerou de novo para uma viva
esperança" (1 Pe 1.3). E uma obra que somente DEUS realiza. Nascer de novo
diz respeito a uma transformação radical. Mas ainda se faz mister um processo
de amadurecimento. A regeneração é o início do nosso crescimento no
conhecimento de DEUS, na nossa experiência de CRISTO e do ESPÍRITO e no nosso
caráter moral. (Teologia sistemática – Stanley M.Horton – CPAD).
ÁGUA – PALAVRA + ESPÍRITO SANTO
Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível,
pela palavra de DEUS, viva, e que permanece para sempre. 1 Pedro 1:23
(grifo nosso)
Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua
misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do
ESPÍRITO SANTO, Tito 3:5 (grifo nosso)
Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
Efésios 5:26 (grifo nosso)
Visto como na sabedoria de DEUS o mundo não conheceu a DEUS pela sua sabedoria,
aprouve a DEUS salvar os crentes pela loucura da pregação. 1
Coríntios 1:21 (grifo nosso)
Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o
evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o
ESPÍRITO SANTO da promessa; Efésios 1.13 ouviu + creu = salvo
|
A
REGENERAÇÃO
Apresentamos
a seguir, |
(1) A
regeneração é a nova criação e transformação da pessoa (Rm 12.2; Ef 4.23,24),
efetuadas por DEUS e o ESPÍRITO SANTO (3.6; Tt 3.5). Por esta operação, a
vida eterna da parte do próprio DEUS é outorgada ao crente (3.16; 2Pe 1.4;
1Jo 5.11), e este se torna um filho de DEUS (1.12; Rm 8.16,17; Gl 3.26) e uma
nova criatura (2Co 5.17; Cl 3.10). Já não se conforma com este mundo (Rm
12.2), mas é criado segundo DEUS “em verdadeira justiça e santidade” (Ef
4.24). |
|
(2) A
regeneração é necessária porque, à parte de CRISTO, todo ser humano, pela sua
natureza inerente e pecadora, é incapaz de obedecer a DEUS e de agradar-lhe
(Sl 51.5; 58.3; Rm 8.7,8; 5.12; 1Co 2.14), embora conheça o bem e o mal Gn
3.5, 22). |
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|
(3) A
regeneração tem lugar naquele que coloca a sua fé pessoal em JESUS CRISTO
como seu Senhor e Salvador (ver 1.12) e se arrepende dos seus pecados, e
volta-se para DEUS (Mt 3.2). |
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(4) A
regeneração envolve a mudança da velha vida de pecado em uma nova vida de
obediência a JESUS CRISTO (2Co 5.17; Ef 4.23,24; Cl 3.10). Aquele que
realmente nasceu de novo está liberto da escravidão do pecado (ver 8.36; Rm
6.14-23), e passa a ter desejo e disposição espiritual de obedecer a DEUS e
de seguir a direção do ESPÍRITO (Rm 8.13,14). Vive uma vida de retidão (1Jo
2.29), ama aos demais crentes (1Jo 4.7), evita uma vida de pecado (1Jo 3.9;
5.18) e não ama o mundo ( 1Jo 2.15,16). |
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|
(5) Quem é
nascido de DEUS não pode fazer do pecado uma prática habitual na sua vida
(ver 1Jo 3.9). Não é possível permanecer nascido de novo sem o desejo sincero
e o esforço vitorioso de agradar a DEUS e de evitar o mal (1Jo 2.3-11, 15-17,
24-29; 3.6-24; 4.7,8,20; 5.1), mediante uma comunhão profunda com CRISTO (ver
15.4) e a dependência do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.2-14). |
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(6) Aqueles
que continuam vivendo na imoralidade e nos caminhos pecaminosos do mundo,
seja qual for a religião que professam, demonstram que ainda não nasceram de
novo (1Jo 3.6,7). |
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(7) Assim
como uma pessoa nasce do ESPÍRITO ao receber a vida de DEUS, também pode
extinguir essa vida ao enveredar pelo mal e viver em iniquidade. As
Escrituras afirmam: “se viverdes segundo a carne, morrereis” (Rm 8.13).
Ver também Gl 5.19-21, atentando para a expressão “como já antes vos disse”
(v. 21). |
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(8) O novo
nascimento não pode ser equiparado ao nascimento físico, pois o
relacionamento entre DEUS e o salvo é questão do espírito e não da carne
(3.6). Logo, embora a ligação física entre um pai e um filho nunca possa ser
desfeita, o relacionamento de pai para filho, que DEUS quer manter conosco, é
voluntário e dissolúvel durante nosso período probatório na terra (ver Rm
8.13). Nosso relacionamento com DEUS é condicionado pela nossa fé em CRISTO
durante nossa vida terrena; fé esta demonstrada numa vida de obediência e
amor sinceros (Hb 5.9; 2Tm 2.12). |
|
1.
O homem foi criado por DEUS em perfeição. Só
o DEUS Altíssimo, Pessoal e Onipotente, a quem rendemos toda honra e glória,
seria capaz disso! |
O homem não
surgiu do acaso, como ensinam os humanistas, |
|
O homem foi
criado à imagem e semelhança de DEUS (Gn 1.26,27). |
|
|
DEUS é a
causa primária de todas as coisas, inclusive o ser humano. |
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|
O homem que
veio à existência em estado de perfeição espiritual, moral, psíquica e
física. |
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O homem é um
complexo aparelho psíquico consciente e perfeito, capaz de pensar e agir por
vontade própria, que o reveste de responsabilidade moral por seus feitos e de
característica singular, acima de todos os seres da Criação (Gn 1.28-31). |
|
|
O homem foi
criado num corpo completo, funcional e com uma anatomia perfeita. |
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|
DEUS,
soprou-lhe o espírito (Gn 2.7) a fim de propiciar-lhe comunhão |
|
2.
O homem pecou e foi afetado pelo pecado. |
Satanás
interagindo enganosamente com o livre-arbítrio do homem, seduziu-o e por meio
dele (o homem), introduziu o pecado e a morte no mundo (Rm 5.12). |
|
Um dos
principais significados do vocábulo pecado é errar o alvo. |
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|
O propósito
de DEUS para a raça humana foi desvirtuado pela desobediência de nossos
primeiros pais (Gn 2.15-17). |
|
|
O pecado
passou a contaminar todo homem que vem ao mundo, tornando-o presa fácil de
Satanás. |
|
|
Mediante a
disseminação de ideologias materialistas, o pecado, afasta a humanidade cada
vez mais de DEUS. |
|
3.
O homem necessita da regeneração. "Mas
DEUS, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os
homens, e em todo lugar, que se arrependam" (AT 17.30). |
No próprio
juízo de DEUS ao primeiro casal, extensivo a toda raça humana, veio também
implícita a promessa de sua redenção (Gn 3.15) |
|
Na época
exata, o FILHO Unigênito de DEUS tomou a forma de homem para, através de sua
obra vicária, redimir o ser humano de seus pecados e das mãos de Satanás (vv.
24-26; Fp 2.5-11). |
|
|
A parte de
DEUS está perfeitamente consumada, como claramente expõe reiteradamente a
Epístola aos Hebreus. |
|
|
Basta ao
homem crer na providência divina e pela fé salvífica em CRISTO, aceitá-la, ao
invés de dar ouvidos ao pós-modernismo humanista, que o leva cada vez mais
para o abismo. |
|
|
CRISTO veio
para restaurar todas as coisas, a partir do homem (Mt 19.28; At 3.21). |
|
|
Quando o
pecador se arrepende de seus pecados e aceita a JESUS como seu Salvador, ele
experimenta a nova vida em CRISTO, gerada pelo poder do ESPÍRITO SANTO, que
nele passa a habitar após receber a salvação. |
CONCLUSÃO
Assim, enquanto o mundo continua em busca da nova humanidade através dos
caminhos do pós-modernismo humanista, negando a necessidade da regeneração
bíblica, nós, os cristãos redimidos pelo sangue de CRISTO, reafirmamos com
ousadia os fundamentos da sua doutrina, sem a qual o revestir-se do novo homem
jamais poderá ser alcançado.
|
A
REGENERAÇÃO DOS DISCÍPULOS
Era,
realmente, a primeira vez que a presença regeneradora do ESPÍRITO SANTO e a
nova vida do CRISTO ressurreto saturavam e permeavam os discípulos. Regeneração:
Ato que se dá na vida de quem aceita a CRISTO, tornando-o partícipe da vida e
da natureza divina. |
(1) Durante a
última reunião de JESUS com seus discípulos, antes da sua paixão e
crucificação, Ele lhes prometeu que receberiam o ESPÍRITO SANTO, como aquele
que os regeneraria: “habita convosco, e estará em vós” (14.17). JESUS agora
cumpre aquela promessa. |
|
(2) Da frase,
“assoprou sobre eles”, em 20.22, infere-se que se trata da sua regeneração. A
palavra grega traduzida por “soprou” (emphusao) é o mesmo verbo usado na
Septuaginta (a tradução grega do AT) em Gn 2.7, onde DEUS “soprou em seus
narizes [de Adão] o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”. É o
mesmo verbo que se acha em Ez 37.9: “Assopra sobre estes mortos, para que
vivam”. O uso que João faz deste verbo neste versículo indica que JESUS
estava lhes outorgando o ESPÍRITO a fim de neles produzir nova vida e nova
criação. Isto é, assim como DEUS soprou para dentro do homem físico o fôlego
da vida, e o homem se tornou uma nova criatura (Gn 2.7), assim também, agora,
JESUS soprou sobre os discípulos, e eles se tornaram novas criaturas. Mediante
sua ressurreição, JESUS tornou-se em “espírito vivificante” (1Co 15.45). |
|
|
(3) O
imperativo “Recebei o ESPÍRITO SANTO” estabelece o fato que o ESPÍRITO,
naquele momento histórico, entrou de maneira inédita nos discípulos, para
neles habitar. A forma verbal de “receber” está no aoristo imperativo (gr.
lebete, do verbo lambano), que denota um ato único de recebimento. Este
“recebimento” da vida pelo ESPÍRITO SANTO antecede a outorga da autoridade de
JESUS para eles (Jo 20.23), bem como do batismo no ESPÍRITO SANTO, poucos
dias depois, no dia de Pentecoste (At 2.4). |
|
|
(4) Antes
dessa ocasião, os discípulos eram verdadeiros crentes em CRISTO, e seus
seguidores, segundo os preceitos do antigo concerto, não da igreja. Porém,
eles não eram plenamente regenerados no sentido da nova aliança. A partir de
então os discípulos passaram a participar dos benefícios do novo concerto
baseado na morte e ressurreição de JESUS (ver Mt 26.28; Lc 22.20; 1Co 11.25;
Ef 2.15,16; Hb 9.15-17. Foi, também, nessa ocasião, e não no Pentecoste, que
a igreja nasceu, i.e., uma nova ordem espiritual, assim como no princípio
DEUS soprou sobre o homem até então inerte para de fato torná-lo criatura
vivente na ordem material (Gn 2.7). Porém, a igreja que prega o evangelho só
nasceu no dia do Pentecostes, pois JESUS os proibiu de pregar o evangelho
enquanto não fossem batizados com o ESPÍRITO SANTO. Só a partir do batismo
com o ESPÍRITO SANTO é que começaram a ganhar almas. “E eis que sobre vós
envio a promessa de meu PAI; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do
alto sejais revestidos de poder”. Lucas 24:49 |
|
|
(5) Este
trecho é essencial para a compreensão do ministério do ESPÍRITO SANTO entre o
povo de DEUS: (a) os discípulos receberam o ESPÍRITO SANTO (i.e., o ESPÍRITO
SANTO passou a habitar neles e os regenerou) antes do dia de Pentecoste; e
(b) o derramamento do ESPÍRITO SANTO em At 2.4. Isto seguiu-se à
primeira experiência. O batismo no ESPÍRITO no dia do Pentecoste foi,
portanto, uma segunda e distinta obra do ESPÍRITO neles. |
|
|
(6) Estas
duas obras distintas do ESPÍRITO SANTO na vida dos discípulos de JESUS são
normativas para todo cristão. Isto é, todos os autênticos crentes recebem o
ESPÍRITO SANTO ao serem regenerados, e a seguir precisam experimentar o
batismo com o ESPÍRITO SANTO para receberem poder para serem suas testemunhas (At
1.5,8; 2.4; ver 2.39). |
|
|
(7) Não há
qualquer fundamento bíblico para se dizer que a outorga por JESUS do ESPÍRITO
SANTO em 20.22 era tão somente uma profecia simbólica da vinda do ESPÍRITO
SANTO no Pentecoste. O uso do aoristo imperativo para “receber” (ver supra)
denota o recebimento naquele momento e naquele lugar. |
Perfil de Liderança – BIBLICA - DA LIDERANÇA CRISTÃ - John C.
Maxwell
JESUS - FILHO de DEUS, líder de DEUS. (Jo 3.1-21)
Um fariseu chamado Nicodemos reconheceu que havia algo especial em JESUS, algo
que o punha à parte de todos os outros religiosos que ele já havia encontrado.
JESUS parecia ter uma autoridade exclusiva em cada coisa que dizia ou fazia.
Por essa razão, esse zeloso líder corretamente confessou a JESUS: "Ninguém
pode fazer estes sinais que tu fazes, se DEUS não estiver com ele" (Jo
3.2). Com essa afirmação, Nicodemos mostrou o quanto ele estava perto de
compreender a verdadeira identidade de JESUS CRISTO.
Em seu diálogo com Nicodemos, bem como em seu encontro com a mulher samaritana
junto ao poço, na série de milagres que JESUS realizou e em seus ensinamentos
que seguem (Jo 4—6), JESUS propôs a si mesmo, em palavras e feitos, como Aquele
que DEUS tinha enviado para ser o Salvador do mundo.
“Homens israelitas, escutai estas palavras: A JESUS Nazareno, homem
aprovado por DEUS entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que DEUS
por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis”; Atos 2:22
Nicodemos reconheceu que JESUS tinha sido enviado por DEUS, mas, na verdade,
havia muito mais nele do que isso. JESUS não tinha apenas sido enviado por
DEUS; ele era também o próprio DEUS encarnado, o FILHO de DEUS, ou seja, o DEUS
verdadeiro e vivo.
Visto que nenhum de nós pode reclamar a elevada herança de JESUS, também nenhum
de nós pode querer equiparar-se à liderança que ele teve enquanto esteve entre
nós em forma humana. Mas nós podemos olhar para ele como o modelo e exemplo de
liderança perfeita e suplicar ao ESPÍRITO SANTO (como ele o fez) para que nos
capacite em nossa liderança para o imitarmos em tudo (Sede meus imitadores,
como também eu de CRISTO. 1 Coríntios 11:1).
PALAVRA-CHAVE - Coração
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
O coração tem uma perspectiva bíblica muito singular. A palavra se refere à
realidade da vida interior de cada pessoa. Por isso que, ao longo da Bíblia,
nos deparamos com conselhos que nos incentivam a cuidar do coração, e guardá-lo
de todas as influências maléficas. O coração, segundo a Bíblia, é o centro da
vida. As promessas para o coração são o tema desta lição.
I – O CORAÇÃO NA PERSPECTIVA BÍBLICA
1. O coração na Bíblia
Na Bíblia, raramente, a palavra “coração” é usada como referência ao órgão
físico (2 Sm 18.14; 2 Rs 9.24). De modo geral, essa palavra se refere ao “homem
interior” a fim de revelar o centro da vida mental, emocional e espiritual do
ser humano. Desse modo, o apóstolo Paulo faz referência ao “homem exterior” (o
corpo físico) e ao homem interior (alma e espírito), que constitui o ser humano
em sua integralidade: corpo, alma e espírito (Hb 4.12). É para a dimensão desse
“homem interior” que a Bíblia aplica a palavra “coração”, tudo o que faz parte
da nossa alma e espírito.
2. A circuncisão do coração
O texto da Leitura Bíblica em Classe apresenta Romanos 2.25-29 num contexto em
que o apóstolo Paulo ensina o sentido da verdadeira circuncisão da Nova
Aliança. De fato, a circuncisão foi um ato físico estabelecido por DEUS para os
descendentes de Abraão. Contudo, no Novo Testamento, o que atesta a Nova
Aliança não é mais uma marca física (Rm 2.28), mas a obra realizada pelo
ESPÍRITO SANTO no coração da pessoa (Rm 2.29). Essa é a verdadeira circuncisão!
Essa é uma obra exclusiva do ESPÍRITO que nos capacita a ser um seguidor do
Senhor JESUS e estabelecer um relacionamento pessoal com DEUS. Sem essa
circuncisão do coração é impossível manter um relacionamento vivo com o PAI (Jo
3.3-8).
3. Um coração novo
Esse ensino do apóstolo Paulo remonta o profeta Jeremias 31.31-34 a respeito de
uma Nova Aliança que rompe com a forma da Antiga. Essa Nova Aliança não seria
mais conhecida pelas marcas físicas, ritualísticas e externas, mas teria a ver
com o interior da pessoa, pois DEUS escreveria a sua Lei no “coração”, poria a
sua Lei no interior da Casa de Israel (Jr 31.33). Assim, DEUS daria um coração
novo ao seu povo. Por isso, o apóstolo Paulo faz referência a essa obra com a
Palavra “espírito” em vez da “letra” (Rm 2.29), pois a Lei de DEUS estaria
dentro do ser humano que passasse pela obra de regeneração promovida pelo
ESPÍRITO SANTO (Jo 3.6,7). Portanto, de maneira geral, a palavra “coração” se
refere ao que está no interior do ser humano (Pv 4.23; Mt
15.18-20).
AMPLIANDO O CONHECIMENTO - “KARDIA
Forma prolongada de uma palavra primária, káp (Kar, em latim, cor, ‘coração’);
o coração, i.e., (figurado) os pensamentos ou sentimentos (a mente); também
(por analogia) o meio: – coração partido. Um substantivo que significa coração,
a sede e o centro de circulação, e, portanto, da vida humana. Em o Novo
Testamento é usado apenas em sentido figurado: I – Como sede dos desejos,
sentimentos, afetos, paixões, impulsos, i. e., o coração ou a mente (Mt
5.8,28); [...] II – Como sede do intelecto, significando a mente, o
entendimento (Mt 13.15); [...] III – Em sentido figurado: o coração de alguma
coisa, o meio ou a parte central, i.e., o coração da terra (Mt 12.40) [...].”
Amplie mais o seu conhecimento, lendo Bíblia de Estudo Palavras-Chave:
Hebraico e Grego, editada pela CPAD, p.2252.
SINÓPSE I
O coração se refere ao “homem interior” para revelar o centro da vida mental,
emocional e espiritual do ser humano.
AUXÍLIO TEOLÓGICO - A MENTE
“O coração refere-se à mente, mas não ao cérebro e, nesse caso, não envolve a
fisiologia humana. Trata-se de uma metáfora e, embora a neurofisiologia do
coração possa ser interessante por si só, não tem relação com esse uso da
linguagem. Deuteronômio 6.5 dá a ordem de amar a DEUS de todo o coração, alma e
poder. Quando a ordem é repetida nos Evangelhos, ocorre com três variações (Mt
22.37; Mc 12.30; Lc 10.27). Comum a todas as três é a adição da
palavra ‘mente’. Ao acrescentarem ‘mente’, os escritores dos Evangelhos querem
ter certeza de que o público ouve JESUS, só que a adição é baseada no fato de
que o significado da palavra hebraica para referir-se à coração inclui a mente.
As atividades mentais do coração metafórico são abundantes. O coração é onde a
pessoa pensa (Gn 6.5; Dt 7.17; 1 Cr 29.18; Ap 18.7), onde a
pessoa compreende e tem entendimento (1 Rs 3.9; Jó 17.4; Sl
49.3; Pv 14.13; Mt 13.15). O coração faz planos e tem intenções (Gn
6.5; 8.21; Pv 20.5; 1 Cr 29.18; Jr 23.20). A pessoa crê com
o coração (Lc 24.25; At 8.37; Rm 10.9). O coração é o lugar da
sabedoria, discernimento e habilidade (Êx 35.34; 36.2; 1 Rs
3.9; 10.24). O coração é o lugar da memória (Dt 4.9; Sl 119.11). O
coração desempenha o papel da consciência (2 Sm 24.10; 1 Jo 3.20, 21)”
(LONGMAN III, Tremper. Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD,
2023, p. 407).
II – O CORAÇÃO DE QUEM ESTÁ EM DEUS
1. Um coração inclinado a DEUS
Quando uma pessoa recebe a CRISTO como seu Salvador, ela passa pelo processo do
Novo Nascimento, da Regeneração. Por isso, ela passa a enxergar o Reino de DEUS
e, ao mesmo tempo, a própria necessidade espiritual. A respeito disso, nosso
Senhor diz: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo
não pode ver o Reino de DEUS” (Jo 3.3). Assim, quem tem um coração regenerado,
transformado, participa do Reino de DEUS e, consequentemente, se inclina para
as coisas do ESPÍRITO a fim de viver de acordo com os mandamentos de DEUS (Rm
8.5,6).
2. Um coração consciente
Como centro da vida interior do ser humano, no coração meditamos, ponderamos e
avaliamos, como fez Maria, a mãe de JESUS, ao ouvir o que os pastores diziam
acerca do menino: “E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores
lhes diziam. Mas Maria guardava todas essas coisas, conferindo-as em seu
coração” (Lc 2.18,19). Assim, quem recebe um coração novo, transformado pela
nova natureza a partir da Palavra de DEUS, tem a capacidade de guardar seu
coração e o que se passa ao seu redor, de maneira que possa desejar fazer a
boa, agradável e perfeita vontade de DEUS (Rm 12.2; Fp 4.8,9).
3. DEUS vê o coração
No livro do Profeta Jeremias está escrito: “Tu, pois, ó Senhor dos Exércitos,
que provas o justo e vês os pensamentos e o coração, veja eu a tua vingança
sobre eles, pois te descobri a minha causa” (Jr 20.12). A partir desse texto,
podemos depreender que o coração do ser humano é um lugar que poucos podem
conhecer, adentrar e contemplar. É o local mais escondido da pessoa.
Contudo, a Bíblia diz que DEUS vê o coração. Ele contempla o ser humano por
dentro e por fora. O Criador formou o homem em sua integralidade, tanto a vida
exterior quanto a interior, e, por isso, Ele contempla e conhece bem o coração
de cada pessoa. Assim, quem foi regenerado e transformado é contemplado por
DEUS em todas as dimensões do coração.
SINÓPSE II
O coração novo é inclinado para DEUS, consciente da sua vontade e sabe que DEUS
conhece todas as coisas.
AUXÍLIO TEOLÓGICO
NICODEMOS VISITA JESUS À NOITE (Jo 3.1-21).
“[...] O fato de uma pessoa precisar nascer novamente se referia a um
nascimento espiritual, mas Nicodemos entendeu que JESUS se referia a um
renascimento físico. Mas o que JESUS podia esperar que Nicodemos soubesse sobre
o Reino? A partir das Escrituras ele poderia saber que o Reino seria governado
por DEUS, seria finalmente restaurado na terra e iria incorporar o povo de
DEUS. JESUS revelou a esse piedoso fariseu que o Reino seria disponibilizado a
todo o mundo (Jo 3.16), não apenas aos judeus, e que Nicodemos não faria parte
dele a não ser que nascesse novamente (3.5). Esse era um conceito
revolucionário: o Reino é pessoal, e não nacional ou étnico, e as exigências
para entrar nele são o arrependimento e o novo nascimento espiritual. Mais
tarde, JESUS ensinou que o Reino de DEUS já havia começado no coração dos
crentes (Lc 17.21), e estará plenamente realizado quando Ele voltar para julgar
o mundo e abolir a iniquidade para sempre (Ap 21—22). [...] Somente o DEUS
ESPÍRITO SANTO concede a nova vida do céu (ser ‘nascido do ESPÍRITO’). Ao mesmo
tempo em que DEUS coloca o seu precioso ESPÍRITO em nós, recebemos um espírito
humano novo e regenerado. É o ESPÍRITO de DEUS, e não o nosso esforço, que nos
torna filhos de DEUS (1.12). A descrição de JESUS retifica a esperança dos
homens de poderem, de alguma forma, herdar a virtude de seus pais, de
conquistá-la pelo bom comportamento, pela formação recebida na igreja, ou por
se associarem às pessoas certas. Em determinado momento, devemos ser capazes de
responder à pergunta, ‘Será que já nasci do ESPÍRITO?’” (Comentário do Novo
Testamento – Aplicação Pessoal. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.
501, 502).
III – PROMESSAS PARA O CORAÇÃO
1. Um coração feliz
Quando o ser humano tem um novo coração, como resultado da obra realizada por
DEUS por meio de seu ESPÍRITO, a felicidade é uma realidade. Em seu Sermão do
Monte, o Senhor JESUS traz uma lista de bem-aventuranças, isto é, um estado de
felicidade para quem manifesta as virtudes do Reino de DEUS (Mt 5.1-9). Isso
significa que a felicidade para o cristão não se encontra em coisas materiais,
mas em praticar aquilo que agrada a DEUS. Em Provérbios, lemos: “O coração
alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos” (Pv
17.22). Como consequência dessa felicidade, a alegria se instala no coração.
Hoje, sabemos pela ciência que a alegria no coração, isto é, no interior,
produz reações químicas que contribuem para o equilíbrio e a manutenção da
saúde humana. A pessoa que procura a presença de DEUS, no seu dia a dia, tem a
alegria do Senhor, que é a nossa força (Ne 8.10).
A pessoa que procura a presença de DEUS, no seu dia a dia, tem alegria do
Senhor, que é a nossa força.”
2. Um coração cheio de amor
O amor é a essência do Cristianismo. Sem ele, não existe a verdadeira expressão
e identidade do que significa ser cristão. O apóstolo Paulo escreve: “E a
esperança não traz confusão, porquanto o amor de DEUS está derramado em nosso
coração pelo ESPÍRITO SANTO que nos foi dado” (Rm 5.5). Essa palavra mostra que
o amor de DEUS está derramado no coração daqueles que têm o ESPÍRITO SANTO e,
por isso, o coração transformado. Por isso, o coração do salvo está cheio de
amor. Dessa forma, podemos viver o que o apóstolo Paulo escreveu: “E, sobre
tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de DEUS,
para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e
sede agradecidos” (Cl 3.14,15).
3. O penhor do ESPÍRITO no coração
Em sua Segunda Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo escreve: “Mas o que nos
confirma convosco em CRISTO e o que nos ungiu é DEUS, o qual também nos selou e
deu o penhor do ESPÍRITO em nossos corações” (2 Co 1.21,22). Aqui, esse texto
bíblico mostra que o penhor do ESPÍRITO SANTO é a garantia de nossa salvação,
dada por DEUS e testificada em nosso coração. Além dessa garantia, o “penhor do
ESPÍRITO SANTO”, também chamado de “penhor da nossa herança”, é garantia de
vitória para a Igreja do Senhor JESUS CRISTO (Ef 1.13,14). Portanto, o ESPÍRITO
SANTO é a maior garantia de que DEUS cumprirá integralmente todas as promessas
feitas à sua Igreja.
SINÓPSE III
DEUS tem promessas de um coração novo, feliz, cheio do amor que é derramado
pelo ESPÍRITO SANTO.
CONCLUSÃO
Nesta lição, estudamos a promessa de “um coração novo” para a Igreja. Ninguém
pode ver o coração, pois ele se refere ao interior de cada um. A pessoa pode
falar uma coisa e pensar outra, pode prometer uma coisa e proceder de modo
diferente. Tudo isso faz parte das fraquezas da condição humana. Contudo,
mediante sua Onisciência, DEUS sabe de tudo e de todas as coisas, tanto do
universo quanto do coração do ser humano. Ele é o Senhor que esquadrinha o
nosso coração, prova os pensamentos e recompensa a cada um conforme suas ações
(Jr 17.10).
REVISANDO O CONTEÚDO
1. A que a palavra “coração” se refere?
A palavra se refere à realidade da vida interior de cada pessoa.
2. O que atesta a obra da Nova Aliança?
O que atesta a Nova Aliança não é mais uma marca física (Rm 2.28), mas a obra
realizada pelo ESPÍRITO SANTO no coração da pessoa (Rm 2.29).
3. Qual é a capacidade de quem recebe o coração novo?
Tem a capacidade de guardar seu coração e o que se passa a seu redor, de
maneira que possa desejar a fazer a boa, agradável e perfeita vontade de DEUS
(Rm 12.2; Fp 4.8,9).
4. Qual é a essência do Cristianismo?
O amor é a essência do Cristianismo. Sem ele, não existe a verdadeira expressão
e identidade do que significa ser cristão.
5. O que pode ser testificado em nosso coração?
O penhor do ESPÍRITO SANTO é a garantia de nossa salvação, dada por DEUS e
testificada em nosso coração.
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Lição 03 - JOÃO 3 – Conversa com Nicodemos sobre o Novo Nascimento | 2°
Trimestre de 2024 | EBD PECC
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em João 3 há 36 versos. Sugerimos começar a aula lendo, com os alunos, João
3.1-21 (5 a 7 min.). A revista funciona como guia de estudo e leitura
complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia.
A morte implica em estar sem vida plena. Não é sem vida física ou moral. Então,
hoje, professor, você não falará dos mortos que não podem pecar, mas dos mortos
que não podem ver ou sentir a glória de CRISTO, pois são esses que necessitam
nascer de novo.
O Evangelista João faz questão de fazer distinção dos períodos dos dois
encontros que Nicodemos teve com JESUS. O primeiro foi durante a noite, pois
ele tinha medo dos demais fariseus vê-lo com JESUS, pois sentir vergonha de
estar perto de JESUS é típico de alguém que ainda não nasceu de novo. O segundo
foi durante o dia, aos olhos de todos, pois quem já teve um encontro real com
JESUS não teme confessar publicamente a sua fé em Nele (Jo 19. 38-39).
Estar morto significa ser filho de Adão, parecido com Adão, ter a semente do
pecado em si. Conhecer o bem e o mal, mas amar mais as trevas do que a luz. É
escolher o caminho errado.
PARA COMEÇAR A AULA
Amado professor, inicie esta aula falando da transformação que ocorre na vida
de quem passa pelo novo nascimento, isso pode ser feito a partir de uma
analogia. Tendo em mãos um grão de milho e uma pipoca, pergunte à classe se ela
tem noção da transformação que ocorre para que o milho vire pipoca – as
respostas serão múltiplas. Em seguida, compare isso com o estado de mudança de
vida de quem goza da salvação ao se libertar do pecado que o aprisionava para
uma vida de alegria na presença de DEUS.
LEITURA ADICIONAL
OBS.: Pr. Henrique - Para sermos salvos só precisamos ouvir o evangelho e
crer nele.
Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da
verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes
selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa; Efésios1.13
É verdade que deve haver arrependimento, confissão, perdão e purificação do
pecado para alguém capacitar-se a permanecer no reino de DEUS. Deve, porém,
haver mais que isso, é preciso que o poder renovador e transformador do
ESPÍRITO SANTO intervenha. Enfatizo, portanto, que JESUS usa uma figura
conhecida por Nicodemos. JESUS tinha falado a respeito das talhas de água para
a purificação e do batismo de arrependimento pregado por João.
OBS.: Pr. Henrique - Nascer da água, no sentido espiritual é nascer
do ouvir a Palavra de DEUS – Para a santificar, purificando-a com a lavagem da
água, pela palavra, Efésios 5:26.
Após ser salvo precisa ser interiormente purificado, assim como a água nos lava
externamente.
Em João 1.33, Água e ESPÍRITO são mencionados, lado a lado, em ligação com
o Nascer de novo. Água – Palavra de DEUS (Ef 1.13; Pois, visto que na sabedoria
de DEUS o mundo não conheceu a DEUS pela sua sabedoria, aprouve a DEUS salvar
os crentes pela loucura da pregação.1 Coríntios 1:2. A fé entra para introduzir
o novo convertido no corpo de CRISTO. Sem a fé do ouvinte do evangelho não há
salvação. É preciso crer na pregação. Esta fé vem pelo ouvir o evangelho (Ef
2.8; De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de DEUS. Romanos
10:17).
Nascer de novo. ESPÍRITO – Após o novo convertido ouvir e crer o ESPÍRITO SANTO
vem convencendo-o do pecado, da justiça e do juízo para que se arrependa,
confessando seu pecado e recebendo perdão e purificação no sangue de JESUS.
O batismo nas águas não purifica pecado – batizamos salvos nas águas - não
batizamos para serem salvos. Quando entram nas águas já eram salvos.
O sinal de fato é de grande valor, é de grande importância tanto como uma
figura quanto como um selo. Mas o sinal deve ser acompanhado pela coisa que ele
representa: a obra purificadora do ESPÍRITO SANTO.
Sem a purificação da alma, operada pelo ESPÍRITO SANTO (Tt 3.5), mediante a
palavra de DEUS (Ef 5.26), ninguém pode entrar no reino de DEUS. Nessa mesma
trilha de pensamento, D. A. Carson diz que a passagem mais esclarecedora para
explicar João 3.5 é Ezequiel 36.25-27, em que água e ESPÍRITO
aparecem ligados muito estreitamente, a água significando purificação da
impureza, e o ESPÍRITO retratando a transformação do coração que capacitará as
pessoas a seguir DEUS integralmente.
Nascer do ESPÍRITO é nascer de cima, do alto, de DEUS. E ser transformado pelo
ESPÍRITO SANTO (Ez 36.25-27, Is 44.3). É ser nova criatura. O novo nascimento
não é algo superficial. Não é uma mera reforma moral. E uma mudança completa do
coração, do caráter e da vontade.
Livro: “João: As Glórias do FILHO de DEUS (Editora Hagnos Lida, 2015, São
Paulo – SP págs. 89-90)
“A isto, respondeu JESUS: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não
nascer de novo, não pode ver o reino de DEUS.” Jo 3.3
Vamos explorar versículo por versículo do capítulo 3 de João, analisando o
contexto, significado e implicação teológica de cada um:
· Versículo
1: "Ora, havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos
principais dos judeus."
· Contexto:
Nicodemos era um fariseu, membro do Sinédrio, o conselho judaico, era um líder,
e um "principal dos judeus", o que significa que ele era uma figura
de destaque na comunidade religiosa judaica.
· Significado:
Nicodemos representa a busca sincera por compreender os ensinamentos de JESUS,
apesar de sua posição social e religiosa. Ele vem a JESUS à noite,
possivelmente por medo ou discrição.
· Implicação
teológica: Este encontro entre Nicodemos e JESUS destaca a importância da busca
individual pela verdade espiritual e a disposição de questionar as crenças e
tradições estabelecidas.
· Versículo
2: "Este foi ter com JESUS, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és
Mestre vindo de DEUS, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se
DEUS não estiver com ele."
· Contexto:
Nicodemos reconhece JESUS como um mestre enviado por DEUS, com base nos sinais
miraculosos que ele realizou.
· Significado:
Nicodemos reconhece a autoridade e o poder de JESUS, indicando uma abertura
para aprender com ele.
· Implicação
teológica: Este versículo destaca a importância do reconhecimento da autoridade
divina de JESUS como Mestre e revelador da verdade de DEUS.
· OBS.:
Pr. Henrique - Por isso mesmo o evangelho deve ser pregado com a
cooperação do sinais, prodígios e maravilhas. Mostramos o JESUS que pregamos
com Ele mesmo estando presente e curando a todos (marcos 16.15-20).
· Versículo
3: "Respondeu-lhe JESUS: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não
nascer de novo, não pode ver o reino de DEUS."
· Contexto:
JESUS responde à abordagem de Nicodemos sobre os sinais miraculosos, levando a
conversa para um nível espiritual mais profundo.
· Significado:
JESUS introduz o conceito de novo nascimento espiritual como condição para
entrar no reino de DEUS.
· Implicação
teológica: Este versículo enfatiza a necessidade de uma transformação
espiritual radical, o novo nascimento, para experimentar e participar do reino
de DEUS.
· Versículo
4: "Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho?
Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?"
· Contexto:
Nicodemos interpreta literalmente a declaração de JESUS sobre o novo
nascimento, expressando incredulidade (OBS.: Pr. Henrique - o
primeiro nascimento nosso é na semente ou na descendência de Adão – em pecado)
· Significado:
Nicodemos não compreende o conceito espiritual do novo nascimento, pois está
pensando apenas em termos físicos.
· Implicação
teológica: Este versículo destaca a dificuldade humana em compreender e aceitar
conceitos espirituais, e a necessidade de uma revelação divina para
entendê-los.
· Versículo
5: "JESUS respondeu: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não
nascer da água e do ESPÍRITO, não pode entrar no reino de DEUS."
· Contexto:
JESUS explica o novo nascimento em termos espirituais, referindo-se ao ouvir a
Palavra de DEUS, o evangelho, e crer e ao trabalho regenerador do ESPÍRITO
SANTO (OBS.: Pr. Henrique).
· Significado:
O novo nascimento envolve tanto o ouvir a Palavra de DEUS como a obra interior
do ESPÍRITO SANTO, que purifica e regenera o coração humano.
· Implicação
teológica: Este versículo enfatiza a importância da fé como um símbolo externo
da regeneração espiritual e a necessidade da obra do ESPÍRITO SANTO para trazer
vida espiritual ao indivíduo.
Esses primeiros
versículos do capítulo 3 de João introduzem temas essenciais da teologia
cristã, como a busca pela verdade espiritual, a necessidade do novo nascimento,
a dificuldade da compreensão humana e a importância da fé e do ESPÍRITO SANTO
na vida espiritual do crente. Esses temas continuarão a ser explorados e
desenvolvidos ao longo do restante do capítulo.
A única forma de ingressarmos no céu é através do novo nascimento.
A verdade destacada aqui é fundamental na teologia cristã, baseada na declaração
de JESUS a Nicodemos em João 3:3. Vamos explorá-la mais a fundo:
· A
Necessidade do Novo Nascimento: JESUS enfatiza que é essencial nascer de novo
para entrar no Reino de DEUS. Isso indica uma transformação espiritual profunda
e interior, que vai além de meras reformas externas ou religiosidade
superficial. João 3:3 - "A isto, respondeu JESUS: Em verdade, em verdade
te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de DEUS."
· Tito
3:5 - "Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua
misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do
ESPÍRITO SANTO."
· Exclusividade
da Salvação em CRISTO: O novo nascimento não pode ser alcançado por meio de
esforços humanos, boas obras ou tradições religiosas. É um ato sobrenatural da
graça de DEUS, acessado somente pela fé em CRISTO como Salvador e Senhor. Atos
4:12 - "E não há salvação em nenhum outro, pois abaixo do céu não há
nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos."
· Efésios
2:8-9 - "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de
vós; é dom de DEUS; não de obras, para que ninguém se glorie."
· O
Papel do ESPÍRITO SANTO: O novo nascimento envolve a obra regeneradora do
ESPÍRITO SANTO na vida do crente. É Ele quem convence do pecado, da justiça e
do juízo, e capacita o indivíduo a se arrepender e crer em CRISTO para a
salvação. João 16:8 - "Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da
justiça e do juízo."
· Romanos
8:11 - "E, se o ESPÍRITO daquele que ressuscitou JESUS dentre os mortos
habita em vós, aquele que ressuscitou a CRISTO dentre os mortos também dará
vida aos vossos corpos mortais, por meio do seu ESPÍRITO que em vós
habita."
Portanto, a
verdade de que apenas através do novo nascimento podemos ingressar no céu
destaca a centralidade de CRISTO na salvação, a necessidade da obra do ESPÍRITO
SANTO em nossas vidas e o convite para uma fé genuína e comprometida com JESUS
como Senhor.
NTRODUÇÃO
I- NECESSIDADE DO NOVO NASCIMENTO Jo 3.1-7
1- Fé Superficial Jo 3.2
2- Indignação contra DEUS Jo 3.3
3- Única forma de entrar no Reino de DEUS Jo 3.5
II- CONDIÇÕES PARA O NOVO NASCIMENTO Jo 3.8-15
1- Reconhecer os pecados Jo 3.10
2- Crer na morte de JESUS Jo 3.15
3- Mudança radical Jo 3.3 (não para salvação, mas para posterior
preservação da salvação).
III- RESULTADOS DO NOVO NASCIMENTO Jo 3.16-21
1- Livramento da condenação Jo 3.16
2- Garantia da vida eterna Jo 3.16-18
3- A caminhada na luz Jo 3.20-21
APLICAÇÃO PESSOAL
RESUMO RÁPIDO
Pr. Henrique
INTRODUÇÃO
O novo nascimento é a mais importante e a mais urgente necessidade de sua vida.
JESUS é enfático: “importa-vos nascer de novo” (3.7). Sem o novo nascimento,
sua vida é vã, sua esperança é vã e sua religião é vã. Do capítulo 3 a 5 de
João, JESUS tem uma série de conversas transformadoras nas quais ele
instantaneamente chega ao coração dos indivíduos com histórias de vida e
necessidades diferentes. Falaremos sobre Nicodemos (3.1-15), a mulher
samaritana (4.1-26), ο oficial romano (4.46-54) e o homem no tanque de
Betesda (5.1- 15)
Essa introdução ressalta a importância crucial do novo nascimento na vida de
uma pessoa, baseando-se nas palavras de JESUS em João 3:7. Aqui estão alguns
pontos para aprofundar a introdução:
· A
Urgência do Novo Nascimento:
· Destacar
a urgência e a necessidade imediata de nascer de novo, conforme enfatizado por
JESUS. Sem isso, a vida espiritual é vazia e sem propósito.
· Transformação
Pessoal através das Conversas de JESUS:
· Mencionar
como JESUS teve conversas transformadoras com pessoas de diferentes origens e
circunstâncias. Ele não apenas falou com elas, mas penetrou profundamente em
seus corações, abordando suas necessidades mais profundas.
· Personagens
Bíblicos em Destaque:
· Apresentar
brevemente os personagens - Nicodemos, a mulher samaritana, o oficial romano e
o homem no tanque de Betesda. Cada um desses encontros revela uma dimensão
única da mensagem de JESUS sobre o novo nascimento.
· Relevância
Contínua da Mensagem:
· Salientar
que a mensagem do novo nascimento não é apenas histórica, mas tem relevância e
aplicabilidade contínuas na vida das pessoas hoje. Assim como esses personagens
bíblicos precisavam nascer de novo, nós também precisamos experimentar essa
transformação espiritual em nossas vidas.
I- NECESSIDADE DO NOVO NASCIMENTO (Jo 3.1-7)
O encontro de Nicodemos com JESUS está logicamente conectado ao contexto
imediatamente anterior, no qual JESUS demonstra certo receio sobre a fé
daqueles que creram somente porque viram o Senhor operando milagres (Jo 2.23-
25). Nicodemos estava entre estes. Nicodemos vai visitar JESUS à noite, talvez
por temor de ser visto em público com JESUS. Porém, como destaca D. A. Carson,
a noite de Nicodemos era mais escura do que ele pensava. Apesar de toda a sua
religiosidade, o mestre da Lei foi surpreendido com as palavras de JESUS. É bem
provável que ele tenha se perguntado o seguinte: Por que precisamos nascer de
novo?
1- Fé superficial (Jo 3.2)
Este, de noite, foi ter com JESUS e lhe disse: Rabi, sabemos que és Mestre
vindo da parte de DEUS: porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se
DEUS não estiver com ele.
Algumas pessoas, ao verem os milagres de JESUS, foram atraídas com uma fé
apenas intelectual ou emocional e creram Nele (2.23-25). Nicodemos foi a JESUS
admirado pelos milagres que o mestre praticava (3.2). Isso levou Nicodemos a
reconhecer que JESUS era vindo de DEUS e que DEUS estava com Ele. Mas essa fé
não é suficiente para a salvação da alma. Quando Nicodemos se aproximou de
JESUS tecendo-lhe os mais altos elogios, JESUS desviou o assunto para uma
necessidade mais urgente. Ele foi direto ao ponto, mostrando a Nicodemos a
necessidade da transformação de sua vida através do novo nascimento.
Fé Superficial
(Jo 3.2):
Nicodemos expressa uma fé inicial baseada nos milagres que JESUS realizou. Ele
reconhece JESUS como vindo de DEUS devido aos sinais extraordinários que
testemunhou. No entanto, essa fé parece ser mais intelectual do que pessoal e
transformadora. Nicodemos ainda não compreende plenamente o propósito e a
mensagem de JESUS. A fé meramente baseada em sinais e maravilhas pode ser
superficial e passageira, não alcançando a verdadeira salvação. JESUS, ao invés
de elogiar Nicodemos por sua fé inicial, direciona a conversa para uma
necessidade mais profunda: o novo nascimento.
2- Inclinação contra DEUS (Jo 3.3)
A isto, respondeu JESUS: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não
nascer de novo, não pode ver o reino de DEUS.
Você jamais desejará conhecer DEUS se o próprio DEUS não provocar essa sede em
você. A inclinação da sua carne é inimizade contra DEUS (Rm 8.7). Os maus
desígnios vêm do seu coração, mas não o desejo de ser salvo. Você não pode
mudar sozinho ou dar vida a si mesmo. Se você for deixado à própria sorte,
perecerá. Para ser salvo, é preciso que um poder do alto lhe dê vida, assim
como DEUS chamou à existência as coisas que não existiam. Dar vida é uma
prerrogativa divina.
Inclinação
Contra DEUS (Jo 3.3):
JESUS revela a Nicodemos a necessidade do novo nascimento, afirmando que
ninguém pode ver o reino de DEUS a menos que nasça de novo. Essa afirmação
indica que a condição humana natural está em oposição a DEUS. A inclinação da
carne é descrita como inimizade contra DEUS em Romanos 8:7. O novo nascimento
não é simplesmente uma questão de reforma moral ou de ajustar comportamentos
externos, mas uma transformação radical e espiritual do coração humano. É uma
obra divina, não algo que o homem possa alcançar por seus próprios esforços.
3- Única forma de entrar no Reino de DEUS (Jo 3.5)
Respondeu JESUS: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do
ESPÍRITO não pode entrar no reino de DEUS.
Ao ouvir que precisava nascer de novo, Nicodemos não conseguiu conceber a
profundidade das palavras de JESUS. Talvez ele, como o jovem rico, achasse que
já cumpria todos os requisitos para entrar no Reino de DEUS. Para o homem
natural as coisas de DEUS são loucuras incompreensíveis. JESUS é categórico:
Necessário vos é nascer de novo (3.7). Se mesmo Nicodemos, com seu vasto
conhecimento bíblico, talentos, entendimento, posição e integridade, não podia
entrar no reino prometido em virtude de sua posição e obras, que esperança há
para alguém que procura salvação por essas vias? Concordo com F. F. Bruce,
quando ele diz que, pelo nascimento natural, as pessoas tornam-se membros de
uma família terrena. Mas, para que elas se tornem membros da família de DEUS,
para receberem a natureza espiritual, que é o único meio de ser admitido em seu
reino, faz-se necessário um nascimento “do alto”.
Única Forma de
Entrar no Reino de DEUS (Jo 3.5):
JESUS explica a Nicodemos que o novo nascimento envolve nascer da água e do
ESPÍRITO. Isso não se refere ao batismo físico, mas sim à purificação e
renovação espiritual que ocorrem quando alguém é regenerado pelo ESPÍRITO
SANTO. A água pode simbolizar a purificação espiritual e a regeneração,
enquanto o ESPÍRITO SANTO é o agente ativo desse novo nascimento. A entrada no
reino de DEUS não é determinada por realizações humanas ou status social, mas
pela obra do ESPÍRITO SANTO na vida de uma pessoa. É uma transformação interior
que capacita o indivíduo a viver em comunhão com DEUS e participar de Seu reino
eterno.
Esses três pontos destacam a natureza essencial do novo nascimento como um
processo divino de transformação espiritual, que transcende a fé superficial e
a justiça baseada em obras, levando à verdadeira entrada no reino de DEUS. Essa
transformação é necessária para todos, independentemente de sua posição social,
conhecimento ou mérito pessoal.
II- CONDIÇÕES PARA O NOVO NASCIMENTO (Jo 3.8-15)
Neste ponto, o Senhor JESUS confronta o orgulhoso mestre Nicodemos e o
instrui a respeito das condições de um autêntico novo nascimento. Afinal, o que
é nascer de novo?
1- Reconhecer os pecados (Jo 3.10)
Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas?
Nicodemos relutava em admitir-se como pecador, uma vez que era quase impensável
que um orgulhoso fariseu admitisse tal realidade. Somente aqueles que sabem que
foram inoculados por um veneno mortal, chamado pecado, é que correm
desesperadamente para DEUS clamando por misericórdia (Pv 28.13). O
céu não é apenas o nosso destino, mas também a nossa origem. Nascemos não do
sangue, da vontade da carne, ou da vontade do homem, mas de DEUS (1.12). Nenhum
ser vivo pode operar em si mesmo esse novo nascimento, como nenhum ser morto
pode dar a vida a si mesmo. Só o ESPÍRITO pode abrir nosso coração,
convencer-nos do ресаdo, regenerar-nos, batizar-nos no corpo de CRISTO e
selar-nos para o dia da redenção. Sem a purificação da alma, operada
pelo ESPÍRITO SANTO (Tt 3.5), mediante a palavra de DEUS (Ef 5.26),
ninguém pode entrar no reino de DEUS. O ESPÍRITO SANTO é comparado ao vento por
JESUS. Não podemos explicá-lo, mas podemos senti-lo e ouvir sua voz. O ESPÍRITO
SANTO sopra onde e em quem jamais superaremos. Ele sopra na rua, na boate, no
campo de futebol, no botequim, no lar, na igreja.
Reconhecer os
Pecados (João 3.10):
Nicodemos, como mestre da Lei, deveria compreender as verdades espirituais, mas
JESUS o confronta, questionando sua compreensão das coisas celestiais. O novo
nascimento começa com o reconhecimento da própria pecaminosidade e da
necessidade de perdão e transformação. É somente quando admitimos nossa
condição pecaminosa que podemos buscar a graça salvadora de DEUS. O ESPÍRITO
SANTO, comparado ao vento, sopra onde quer, convencendo os corações do pecado e
da necessidade de redenção (João 16:8). Nenhum esforço humano pode gerar essa
transformação; é uma obra divina que requer humildade e quebra do orgulho.
2- Crer na morte de JESUS (Jo 3.15)
Para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.
Nicodemos, enquanto confessa que JESUS era um mestre vindo da parte de DEUS,
não estava pronto a aceitá-lo como DEUS. JESUS deixa explícito o propósito de
ser levantado: para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. (3.15). JESUS
faz referência a um episódio com o povo de Israel, no deserto, quando este se
insurgiu contra DEUS e o provocou à ira (Nm 21.4,5). DEUS castigou o povo com
serpentes venenosas, que o mordiam. Desesperado, o povo rogou a Moisés, que
intercedeu por ele (Nm 21.5,6). A humanidade, como aqueles israelitas do
passado, foi mordida, e o veneno mortal instilado em suas veias é o pecado. Na
ocasião, DEUS ordenou a Moisés que fizesse uma serpente de bronze.
Todo aquele que a olhasse seria curado imediatamente (Nm 21.9). Da mesma forma,
DEUS providenciou-nos um remédio na pessoa de Seu FILHO. Somente os que se
reconhecem pecadores olharam para JESUS como o DEUS Salvador. Ao ser levantado
na cruz, Ele assumiu o nosso lugar, como nosso Redentor. DEUS lançou sobre Ele
todos os nossos pecados. Quando olhamos para CRISTO, quando cremos Nele e confiamos
no que Ele fez por nós, então somos salvos e recebemos a vida eterna. Aí
acontece o novo nascimento. O reino de DEUS pode ser visto ou adentrado por
intermédio da obra salvadora de CRISTO na cruz, recebida pela fé.
Crer na Morte
de JESUS (João 3.15):
JESUS destaca a necessidade de crer na obra redentora que Ele realizará na
cruz. Assim como o povo de Israel olhou para a serpente de bronze e foi curado,
aqueles que olham para JESUS com fé são salvos. A morte sacrificial de JESUS na
cruz é o meio pelo qual o perdão e a vida eterna são oferecidos à humanidade. O
novo nascimento ocorre quando reconhecemos nosso pecado, confiamos na morte
expiatória de JESUS como nosso substituto e aceitamos Sua graça salvadora. Isso
implica uma mudança de perspectiva, de confiança em nossas próprias obras para
confiança exclusiva na obra redentora de CRISTO (Romanos 10:9-10).
3- Mudança radical (Jo 3.3)
A isto, respondeu JESUS: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não
nascer de novo, não pode ver o reino de DEUS.
A Bíblia diz que, se alguém está A em CRISTO é nova criatura, as coisas antigas
já passaram e se fizeram novas (2Co 5.17). Ocorre uma transformação de dentro
para fora, que implica ter um novo coração, uma nova mente, um novo nome, uma
nova família, uma nova pátria, novos desejos, novos gostos, novas preferências,
novos temores. Uma nova cosmovisão, transformada por CRISTO e atualizada pela
Sua Palavra. JESUS deixa claro para Nicodemos que uma pessoa só pode ver o
reino de DEUS se o ESPÍRITO SANTO implantar em seu coração a vida celestial. A
salvação implica uma mudança radical. Muitas pessoas confundem a verdadeira
natureza do novo nascimento. Vejamos a seguir o que ele não é
a) Ser bem-sucedido (19.39). Seu dinheiro não pode lhe garantir um lugar no
céu. Nicodemos era rico, mas não podia comprar a salvação de sua alma.
b) Ter conhecimento bíblico (3.10). Nicodemos era mestre da Lei, mas não estava
salvo. Há muitas pessoas que conhecem a verdade, mas nunca foram transformadas
por essa verdade.
c) Ser religioso (3.1). Os fariseus davam mais atenção às observações externas
da Lei do que à transformação interior do coração, acreditando em uma salvação
pelas obras. Nicodemos mantinha uma vida moralmente irrepreensível, mas não estava
salvo.
Mudança Radical (João 3:3):
JESUS enfatiza que o novo nascimento não é apenas uma reforma superficial, mas
uma transformação radical de todo o ser. É uma obra do ESPÍRITO SANTO que
concede uma nova vida espiritual e um relacionamento restaurado com DEUS. Essa
transformação resulta em uma nova identidade e uma nova direção na vida do
crente. A experiência do novo nascimento é evidenciada por uma mudança de
coração, mente e comportamento. Nicodemos representa aqueles que confiam em sua
própria justiça e tradição religiosa, mas JESUS mostra que a verdadeira
salvação só é possível através de uma transformação interior operada pelo
ESPÍRITO SANTO (2 Coríntios 5:17).
Esses pontos destacam que o novo nascimento não é meramente uma formalidade
religiosa ou uma adesão intelectual a doutrinas, mas uma experiência
transformadora que afeta todos os aspectos da vida de uma pessoa. É uma jornada
espiritual que começa com o reconhecimento do pecado, continua com a fé na obra
salvadora de CRISTO e culmina em uma mudança radical de vida. Através do novo
nascimento, somos reconciliados com DEUS e capacitados a viver uma vida de
obediência e comunhão com Ele.
III- RESULTADOS DO NOVO NASCIMENTO (Jo 3.16-21)
A comparação que JESUS faz da obra do ESPÍRITO com o vento nos ensina,
outrossim, que muitas vezes não conseguimos entender essa obra, mas podemos ver
seus efeitos. Embora algumas vezes não consigamos entender como o ESPÍRITO
SANTO trabalha, podemos ver seu efeito na vida dos convertidos. Três resultados
são destacados por JESUS no texto em tela.
1- Livramento da condenação (Jo 3.16)
Porque DEUS amou ao mundo de tal maneira que deu o seu FILHO unigênito, para
que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Há uma condenação inevitável para todos aqueles que permanecem em seus pecados:
“O salário do pecado é a morte” (Rm. 6.23). Contudo, quando você olha para
JESUS e o recebe como seu Salvador, essa condenação é cancelada, porque o Justo
morreu pelo injusto. Como seu substituto, ele sofreu a penalidade que você
deveria sofrer. Ele morreu em seu lugar, e agora você está livre de condenação.
Seu amor é oferecido a todas as pessoas livremente,
plenamente, honestamente, irreservadamente, mas unicamente através da
redenção que há somente em CRISTO.
Livramento da
Condenação (João 3.16):
O amor incondicional de DEUS pela humanidade é um tema central nas Escrituras.
João 3:16 destaca esse amor de maneira marcante: "Porque DEUS amou ao
mundo de tal maneira que deu o seu FILHO unigênito, para que todo o que nele
crê não pereça, mas tenha a vida eterna." Esse versículo mostra que a
morte de JESUS na cruz não foi apenas um evento histórico, mas uma expressão
suprema do amor divino, oferecendo salvação àqueles que creem Nele. Como disse
Charles Spurgeon, "O amor de DEUS é tão grande que Ele enviou Seu FILHO ao
mundo para morrer pelos pecadores mais vis." A cruz é o lugar onde a
justiça de DEUS foi satisfeita e Sua graça abundou, proporcionando perdão e
reconciliação.
2- Garantia da vida eterna (Jo 3.16-18)
Porquanto DEUS enviou o seu FILHO ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas
para que o mundo fosse salvo por ele (3.17).
Aqueles que foram amados por DEUS e creem no Seu FILHO, em vez de condenação,
recebem vida eterna. John Charles Ryle diz que sem fé não há salvação, mas pela
fé em CRISTO o mais vil pecador pode ser salvo. Este jamais perecerá
eternamente. Assim como a morte era afastada daqueles que olhavam para a
serpente de bronze, os pecados são perdoados daqueles que creem no FILHO de
DEUS. Concordo com Werner de Boor quando ele escreve: “Quem não quer aceitar o
ato redentor de DEUS na entrega do FILHO está forçosamente sujeito ao juízo e,
consequentemente, já está julgado, ainda que isso venha a ser definitivamente
manifesto apenas naquele dia diante do trono”.
Garantia da
Vida Eterna (João 3.16-18):
O Evangelho de João enfatiza repetidamente o tema da vida eterna como uma
promessa para aqueles que creem em JESUS CRISTO. Em João 3:16-18, JESUS explica
que Ele veio ao mundo para salvar, não para condenar. Esses versículos mostram
que a salvação é uma dádiva graciosa de DEUS, recebida pela fé. Como disse
Martinho Lutero, "A fé é um presente de DEUS que nos capacita a receber a
graça e a salvação." Aqueles que creem em JESUS são justificados diante de
DEUS e têm a garantia da vida eterna. Essa garantia não se baseia em nossos
próprios méritos, mas na obra redentora de CRISTO.
3- A caminhada na luz (Jo 3.20-21)
Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a
fim de não serem arguidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da
luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque foram feitas em DEUS.
Aqueles que nascem de novo e creem no FILHO de DEUS têm mudado não apenas seu
destino, mas também seu estilo de vida. Agora eles não amam mais as trevas. Seu
prazer está em DEUS. Seu deleite está em fazer a vontade de DEUS. Eles agora
têm uma nova mente, um novo coração, uma nova vida, novos gostos, novas
preferências, novos desejos. Passaram das trevas para a luz. Não vivem mais em
pecado, mas têm prazer em CRISTO, a luz que ilumina todo ser humano.
A Caminhada na Luz (João 3:20-21):
A transformação interior resultante do novo nascimento se manifesta em uma
mudança de comportamento e atitude em relação à luz e às trevas. João 3:20-21
destaca essa realidade: "Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz
e não se chega para a luz, a fim de não serem arguidas as suas obras. Quem
pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam
manifestas, porque foram feitas em DEUS." Esses versículos mostram que os
crentes são chamados a viver em conformidade com a verdade e a justiça,
refletindo a luz de CRISTO ao mundo. Como disse John Stott, "Os cristãos
são chamados a viver em um padrão moral mais elevado porque são filhos da luz e
do dia." A nova natureza que recebemos em CRISTO nos capacita a viver uma
vida santa e agradável a DEUS.
APLICAÇÃO PESSOAL
Cada batida de seu coração é uma nova oportunidade para você aceitar o
convite de viver plenamente a fé em JESUS. Hoje é o dia.
A afirmação de que "cada batida de seu coração é uma nova oportunidade
para você aceitar o convite de viver plenamente a fé em JESUS" reflete uma
verdade fundamental do Evangelho: a disponibilidade constante da graça de DEUS
para a salvação. Vamos explorar esse tema em detalhes:
· Cada
batida do coração como oportunidade: A vida é efêmera e incerta, mas a
misericórdia de DEUS é eterna e sempre acessível. Cada momento que vivemos é uma
oportunidade para nos voltarmos para DEUS e aceitarmos Seu convite para uma
vida transformada em CRISTO. Como Paulo escreveu aos Coríntios: "Como
colaboradores de DEUS, vos exortamos a que não recebais em vão a graça de DEUS,
pois Ele diz: 'Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação'.
Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação" (2 Coríntios 6:1-2).
· Aceitar
o convite para viver plenamente a fé em JESUS: A fé em JESUS não é apenas um
conjunto de crenças intelectuais, mas uma adesão total à Sua pessoa e obra
redentora. Significa confiar Nele como Senhor e Salvador, seguindo-O em todas
as áreas da vida. JESUS disse: "Eu vim para que tenham vida e a tenham
plenamente" (João 10:10). Aceitar o convite de JESUS é abraçar essa vida
abundante que Ele oferece, uma vida marcada pelo perdão, pela graça e pela
comunhão com DEUS.
· Hoje
é o dia: A urgência do Evangelho ressoa em cada página das Escrituras. Não
devemos presumir sobre o futuro, mas sim responder ao chamado de DEUS enquanto
é chamado hoje (Hebreus 3:15). O amanhã pode nunca chegar, e adiar a resposta
ao evangelho é arriscar a eternidade. JESUS disse: "Eis agora o tempo
favorável, eis agora o dia da salvação" (2 Coríntios 6:2). Portanto, hoje
é o momento oportuno para se voltar para DEUS e receber a salvação que Ele
oferece em CRISTO.
Em resumo, cada
batida do coração é uma oportunidade preciosa concedida por DEUS para
aceitarmos Seu convite para uma vida de fé em JESUS. Não devemos desperdiçar
essa oportunidade, mas sim responder com gratidão e submissão aos Seus
chamados, vivendo plenamente para Sua glória.
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LIÇÃO 2, CPAD, O NOVO NASCIMENTO - REVISTA NA ÍNTEGRA 2Tr2025
Escrita Lição 2, CPAD, O Novo Nascimento, 2Tr25, Com. Extras Pr Henrique,
EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – JESUS E NICODEMOS
1. Quem era Nicodemos?
2. O reconhecimento de Nicodemos sobre JESUS como Mestre
3. O diálogo entre JESUS e Nicodemos
II – O NOVO NASCIMENTO: A OBRA DE REGENERAÇÃO
1. O Novo Nascimento
2. A Regeneração como obra exclusiva de DEUS
3. A necessidade da Regeneração do pecador
III – OS MEIOS DA OBRA REGENERADORA
1. A operação do ESPÍRITO SANTO
2. A Palavra de DEUS
3. A Vontade soberana de DEUS
TEXTO ÁUREO
“JESUS respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não
nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS.” (Jo 3.3)
VERDADE PRÁTICA
O Novo Nascimento é o modo bíblico de transformação radical da natureza do
pecador.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Ef 2.8 O novo nascimento como dom de DEUS
Terça - 1 Jo 3.9 Aquele que nasceu de novo não vive em prática
pecaminosa
Quarta - 1 Jo 4.7 Quem nasceu de novo demonstra amor pelo
próximo
Quinta - 1 Jo 5.1 A pessoa que nasceu de novo crê que JESUS é o
CRISTO
Sexta - 1 Jo 5.4 Aqueles que nasceram de novo vencem o
mundo
Sábado - Gl 5.22 Quem nasceu de novo revela o Fruto do ESPÍRITO
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 3.1-9,16
1 - E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
2 - Este foi ter de noite com JESUS e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és
mestre vindo de DEUS, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se
DEUS não for com ele.
3 - JESUS respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que
não nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS.
4 - Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura,
pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?
5 - JESUS respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer
da água e do ESPÍRITO não pode entrar no Reino de DEUS.
6 - O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do ESPÍRITO é espírito.
7 - Não te maravilhes de ter dito: Necessário vos é nascer de novo.
8 - O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem
para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do ESPÍRITO.
9 - Nicodemos respondeu e disse-lhe: Como pode ser isso?
16 - Porque DEUS amou o mundo de tal maneira que deu o seu FILHO unigênito,
para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
https://www.cpad.com.br/harpa-crista-popular-grande-vinho-365638/p
HINOS SUGERIDOS: 73, 227, 447 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
A Bíblia denomina como Novo Nascimento a obra de Regeneração produzida pelo
ESPÍRITO SANTO. A conversa entre JESUS e Nicodemos, um doutor da Lei, revela um
dos textos bíblicos mais relevantes para a explicação da Doutrina Bíblica da
Regeneração. Essa obra pode ser também designada como "transformação de vida
de dentro para fora", "nascimento espiritual" ou "recriação
interior da vida espiritual de uma pessoa". Essas e outras sentenças estão
presentes no estudo intitulado de "Regeneração: Nascimento e Renovação
Espiritual", que se encontra na Bíblia de Estudo Pentecostal Edição
Global.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Relatar a conversa entre JESUS e Nicodemos; II)
Examinar a Doutrina da Regeneração; III) Elencar os meios da obra regeneradora.
B) Motivação: O tema da Obra da Regeneração encontra-se hierarquicamente
subordinado à Doutrina da Salvação, ou seja, ao estudo teológico da
Soteriologia. Esse conceito relaciona-se com o processo de transformação
espiritual e moral que resulta de uma mudança profunda no coração e na
personalidade do pecador. A Obra de Regeneração constitui a fundamentação de
toda a Ética Cristã, servindo como ponto de referência para uma nova forma de
pensar, sentir e agir na vida daquele que foi regenerado.
C) Sugestão de Método: O tema da Regeneração Cristã pode abordar diversos
tópicos que possibilitam uma reflexão profunda sobre como vivemos a nossa vida
moral e espiritual. Assim, sugerimos que destine um tempo no final da aula para
um momento de introspecção. Incentive a turma a ponderar sobre a necessidade de
transformação nas suas vidas pessoais. Por exemplo, você poderá levantar as
seguintes perguntas: Quais valores estão alinhados com o processo de
regeneração que experimentei? Existe coerência entre estar regenerado e não
demonstrar evidências na minha vida de que essa Regeneração realmente ocorreu?
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A Palavra de DEUS revela de forma clara que o pecador que
experimenta a Obra de Regeneração vê a sua vida espiritual e moral totalmente
transformada, visando glorificar a DEUS em todos os aspectos da sua existência.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz
reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas
Adultos. Na edição 101, p.37, você encontrará um subsídio especial para esta
lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão
suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "Nicodemos", localizado
depois do primeiro tópico, aprofunda as informações a respeito de Nicodemos; 2)
No final do segundo tópico, o texto "O Amor de DEUS" estabelece uma
correlação entre a Obra da Regeneração e a Obra do Calvário como ato do Amor de
DEUS.
PALAVRA-CHAVE - Regeneração
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos uma das mais significativas obras do ESPÍRITO SANTO: a
Regeneração. Com base no diálogo entre JESUS e Nicodemos, analisaremos a
realidade do Novo Nascimento, percebendo a Regeneração como uma ação única de
DEUS por meio do ESPÍRITO. Adicionalmente, destacaremos a importância dessa
extraordinária obra na vida do pecador e os meios que DEUS disponibiliza para
que possamos vivenciar a experiência da Regeneração.
I – JESUS E NICODEMOS
1. Quem era Nicodemos?
O contexto de João 3 revela que JESUS já era uma figura conhecida em Jerusalém.
Devido ao milagre que realizou, ao transformar água em vinho, a sua fama
espalhou-se entre o povo, especialmente entre os líderes religiosos do Templo
de Jerusalém (Jo 2.2-25). Foi nesse cenário que JESUS despertou o interesse de
um mestre israelita chamado Nicodemos (Jo 3.1), um sábio judeu de grande
prestígio tanto entre o povo como entre os seus colegas fariseus. Assim,
Nicodemos procurou JESUS durante a noite para questioná-lo sobre seus
ensinamentos (Jo 3.2).
2. O reconhecimento de Nicodemos sobre JESUS como Mestre
O versículo 2 indica que Nicodemos percebeu a autoridade que o PAI concedeu a
JESUS, chamando-o de “rabi” (Jo 3.2). Neste contexto, nota-se que não existia
hostilidade nas palavras de Nicodemos para com JESUS, mas sim um genuíno
interesse em compreender o “ensino novo” apresentado pelo nosso Senhor. Este
interesse também decorre do reconhecimento de Nicodemos em relação aos milagres
realizados por JESUS, que demonstram que nosso Senhor era mais do que um
simples mestre; era um enviado de DEUS.
3. O diálogo entre JESUS e Nicodemos
A partir do versículo 3, a afirmação de JESUS sobre o conceito de “nascer de
novo” e “nascer da água e do ESPÍRITO” para poder ver o Reino de DEUS deixou
Nicodemos perplexo (Jo 3.3,5,6). As palavras “água” e “ESPÍRITO” aparecem
frequentemente ao longo do Evangelho de João, transmitindo a ideia de elementos
fundamentais para a nossa admissão no Reino Celestial. Desta forma, a
referência à “água” e ao “ESPÍRITO” recorda-nos a mensagem de João Batista
sobre o arrependimento dos pecados e uma nova forma de viver (Jo 3.31; cf. Mt
3.10-12).
SINÓPSE I - A conversa entre JESUS e Nicodemos demonstra a procura genuína pela
verdade de um líder judaico.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO - “NICODEMOS
DEUS é especialista em encontrar e transformar pessoas que consideramos fora de
alcance. Demorou algum tempo para que Nicodemos deixasse de ser um discípulo
anônimo, mas DEUS foi paciente com este crente ‘secreto’. [...] Sabemos pouco
sobre Nicodemos, mas sabemos que ele saiu transformado daquele encontro com
JESUS; saiu com um entendimento completamente novo a respeito de DEUS e de si
mesmo.
Nicodemos era um dos membros do Sinédrio. Ele estava presente quando levaram
JESUS para ser julgado (Jo 7.50). À medida que o grupo discutia sobre como
poderia eliminar o Mestre, Nicodemos levantou a questão da justiça. Apesar de
sua objeção ser rejeitada, ele falou. Uma mudança foi operada em sua vida.
A última ilustração sobre Nicodemos mostra-o unido a José de Arimatéia para
solicitar o corpo de JESUS, a fim de providenciar o enterro (Jo 19.39). Mesmo
percebendo que se arriscava, Nicodemos praticou um ato corajoso. Ele continuou
a crescer na fé cristã.
DEUS espera por um desenvolvimento firme, não uma perfeição instantânea. Seu
crescimento espiritual atual condiz com o tempo que você conhece JESUS?
[...] Nicodemos foi a JESUS pessoalmente, apesar de poder enviar um de seus
assistentes. Queria examinar JESUS por si próprio para separar os fatos dos
rumores” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022,
p.1419).
II – O NOVO NASCIMENTO: A OBRA DE REGENERAÇÃO
1. O Novo Nascimento
A palavra “regeneração” tem origem no termo grego palingenesia, que significa
literalmente “voltar a ser gerado novamente”. Assim, a Regeneração é um
conceito utilizado na Teologia, especialmente na Soteriologia (Doutrina da
Salvação), para descrever o ato divino de transformação interior do pecador. A
expressão “Novo Nascimento” está vinculada à doutrina bíblica da Regeneração,
referindo-se a uma mudança realizada pela graça, quando o pecador, que possui
uma natureza carnal, corrompida e caída em pecado, passa a ter uma nova
natureza, agora purificada e espiritualmente restaurada (Tg 1.18,21). JESUS
abordou este tema quando falou a Nicodemos: “aquele que não nascer de novo não
pode ver o Reino de DEUS” (Jo 3.3).
2. A Regeneração como obra exclusiva de DEUS
A Regeneração é um ato que DEUS realiza na vida do pecador, levando-o a uma
mudança radical do seu coração e provocando uma transformação profunda da sua
vida interior. Este processo acontece quando o pecador reconhece os seus erros
e a necessidade de um Salvador. Neste contexto, DEUS efetua essa obra regeneradora
através do ESPÍRITO SANTO, que concede nova vida ao pecador. Por esta razão, a
regeneração é uma ação puramente divina. Na Epístola de Tiago, encontramos a
seguinte afirmação: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto”; “segundo
a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade” (Tg 1.17,18).
3. A necessidade da Regeneração do pecador
A Bíblia ensina que o ser humano é pecador. Em uma de suas cartas, o apóstolo
Paulo destaca a pecaminosidade do ser humano em razão da queda dos nossos
primeiros pais: “todos pecaram” (Rm 5.12). Assim, surge a necessidade de cada
indivíduo passar pela experiência da Regeneração (Rm 5.19). Esta magnífica obra
foi confirmada pelo Senhor JESUS durante sua morte sacrificial (Fp 2.8). Na
Cruz, Ele conquistou a oportunidade de vivermos uma nova vida (1 Pe 3.18).
Portanto, devido à nossa natureza pecaminosa e ao que JESUS realizou na Cruz, a
ação regeneradora do ESPÍRITO SANTO é essencial para todos os seres humanos.
AMPLIANDO O CONHECIMENTO
“Provavelmente por suas muitas ocupações, por desejar ser discreto ou mesmo por
temer ser descoberto, Nicodemos procurou JESUS de noite. As conversas à luz do
dia entre os fariseus e JESUS tendiam a ser hostis, mas Nicodemos queria
realmente aprender. Este homem provavelmente recebeu muito mais do que
esperava: um desafio para uma nova vida!” Amplie mais o seu conhecimento, lendo
a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, editada pela CPAD, p.1419.
SINÓPSE II - O ser humano é, por natureza, um pecador. Por isso, a obra de
regeneração é uma ação exclusiva de DEUS.
“Neste contexto, DEUS efetua essa obra regeneradora através do ESPÍRITO SANTO,
que concede nova vida ao pecador. Por esta razão, a regeneração é uma ação
puramente divina.”
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO - O AMOR DE DEUS
“[...] A nossa salvação acontece quando olhamos para JESUS, crendo que Ele irá
salvar-nos. DEUS nos tem dado este precioso Caminho, a fim de que possamos ser
curados da ferida fatal, infligida pelo pecado! [...] O amor de DEUS não é
estático ou egoísta; alcança e atrai os outros. Aqui, percebemos que DEUS
estabeleceu o exemplo do verdadeiro amor, a base para todos os relacionamentos
amorosos: quem ama alguém carinhosamente está disposto a dar-se gratuitamente,
a ponto de sacrificar a si mesmo. O amor de DEUS o levou a pagar o preço da
redenção do homem: a vida de seu FILHO; o mais alto preço que Ele poderia
pagar. JESUS aceitou nossa punição, pagou o preço por nossos pecados, e nos
ofereceu uma nova vida, que comprou para nós. Quando partilhamos as Boas Novas
com os outros, nosso amor deve ser como o de JESUS; devemos prontamente
desistir de nosso conforto e segurança, caso seja necessário, para que outros
possam unir-se a nós e receber o amor de DEUS!” (Bíblia de Estudo Aplicação
Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1413).
III – OS MEIOS DA OBRA REGENERADORA
1. A operação do ESPÍRITO SANTO
O conceito de “nascer da água” refere-se, de forma metafórica, à ação
purificadora do ESPÍRITO. Embora muitos interpretem a “água” no Evangelho de
João como uma alusão ao batismo cristão, a regeneração que se produz não é algo
físico ou material, mas sim uma transformação interior que apenas o ESPÍRITO
SANTO pode realizar. Nesse sentido, o “nascer da água” simboliza a obra
purificadora do ESPÍRITO, referindo-se àqueles que são “nascidos do ESPÍRITO”
(Jo 3.5,8). De certa forma, o modo como se manifesta a Regeneração na vida do
salvo possui um caráter misterioso. No entanto, é inegável que aqueles que
vivenciam essa experiência recebem, mediante a ação do ESPÍRITO, uma nova vida
em CRISTO e a “lavagem da regeneração e da renovação do ESPÍRITO SANTO” (Tt
3.5).
2. A Palavra de DEUS
A Palavra de DEUS tem poder regenerador na vida do pecador, conforme podemos
ler na Epístola do apóstolo Pedro: “sendo de novo gerados, não de semente
corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de DEUS, viva e que permanece
para sempre” (1 Pe 1.23). Semelhante, em Tiago lemos que pela sua vontade, DEUS
nos “gerou pela palavra da verdade” (Tg 1.18). Portanto, o Novo Testamento
apresenta com clareza o caráter regenerador da Palavra de DEUS. Por isso ela é
tão poderosa, viva e eficaz, pois alcança o lugar mais profundo do pecador que
mensagem humana alguma tem poder de alcançar (Hb 4.12). Ela é a semente de que
o ESPÍRITO SANTO se serve para gerar uma “nova criatura”.
3. A Vontade soberana de DEUS
A Palavra de DEUS ensina que é intenção divina que todos os seres humanos
alcancem a salvação e cheguem ao conhecimento da verdade (1 Tm 2.3,4). O plano
de salvação de DEUS revela a sua vontade perfeita, desejando que ninguém seja
condenado eternamente, como é mencionado na Epístola de Pedro (2 Pe 3.9). No
entanto, segundo a sua vontade permissiva, as pessoas têm a liberdade de fazer
escolhas, decidindo se buscam ou não o perdão divino e, por consequência, a
vida eterna (Lc 7.30; At 7.51). Logo, o ser humano não pode escapar da sua
tomada de decisão.
SINÓPSE III - A ação do ESPÍRITO, a Palavra de DEUS e a vontade soberana divina
são os instrumentos através dos quais DEUS atua na regeneração do pecador.
CONCLUSÃO
A obra de Regeneração do ESPÍRITO SANTO possibilita ao pecador a participação
na natureza divina (Gl 4.7). Este recebe pleno acesso ao Reino de DEUS, bem
como a sua filiação divina “aos que creem no seu nome” (Jo 1.12). Dessa forma,
assim que o pecador se arrepende e aceita o Evangelho, o ESPÍRITO SANTO começa
a residir nele e realiza a obra de Regeneração, capacitando-o para enfrentar a
sua velha natureza e garantindo que ele alcance a vitória total em CRISTO
JESUS.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Quem era Nicodemos? Um sábio judeu de grande prestígio tanto entre o povo
quanto entre os seus colegas fariseus.
2. Que afirmação de JESUS deixou Nicodemos perplexo? A afirmação de JESUS sobre
o conceito de “nascer de novo” e “nascer da água e do ESPÍRITO” para poder ver
o Reino de DEUS deixou Nicodemos perplexo (Jo 3.3,5,6).
3. O que se entende por Regeneração? A Regeneração é um conceito
utilizado na Teologia, especialmente na Soteriologia (Doutrina da Salvação),
para descrever o ato divino de transformação interior do pecador.
4. Por qual razão todos os seres humanos necessitam de Regeneração? Devido à
nossa natureza pecaminosa e ao que JESUS realizou na Cruz, a ação regeneradora
do ESPÍRITO SANTO é essencial para todos os seres humanos.
5. Qual é o significado da expressão “nascer da água”? O conceito de “nascer da
água” refere-se, de forma metafórica, à ação purificadora do ESPÍRITO.
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LIÇÃO
5, BETEL, O NOVO NASCIMENTO NA ÍNTEGRA COMO NA REVISTA
Escrita Lição
5, Betel, O Novo Nascimento, O Diálogo Transformador com Nicodemos, 3Tr25, Com.
Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
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EBD Editora
Betel | 3° Trimestre De 2025 | TEMA: JESUS CRISTO, O FILHO
DE DEUS: A verdade que Transforma Milagres, Ensinamentos e a Promessa da
Vida eterna no Evangelho de João | Escola Bíblica Dominical
ESBOÇO DA LIÇÃO
1- CONVERSANDO
COM O FILHO DE DEUS
1.1. Um
encontro improvável
1.2. É
necessário nascer de novo
1.3. O que
significa nascer de novo
2-
COMPREENDENDO O NOVO NASCIMENTO
2.1. O novo
nascimento transforma vidas
2.2. A
necessidade do novo nascimento
2.3. A ação do
ESPÍRITO SANTO no novo nascimento
3- NICODEMOS NO
EVANGELHO DE JOÃO
3.1. Nicodemos
reconheceu JESUS como Mestre
3.2. Nicodemos
rejeita a condenação do Mestre
3.3. Nicodemos
leva especiarias para ungir o corpo de JESUS
TEXTO ÁUREO
“Assim que, se
alguém está em CRISTO, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que
tudo se fez novo” 2 Соríntios 5.17.
VERDADE
APLICADA
Somente o
conhecimento intelectual da Bíblia e a boa vontade não nos dispensam de passar
pelo novo nascimento para entrar no Reino de DEUS.
OBJETIVOS DA
LIÇÃO
-
Identificar a preocupação de Nicodemos com a sua própria situação
espiritual
- Destacar a importância do novo nascimento na vida do crente.
- Saber que Nicodemos amou JESUS até a Sua morte.
TEXTOS DE
REFERÊNCIA - João 3.1-6
1 E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
2 Este foi ter de noite com JESUS, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és
Mestre, vindo de DEUS, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se
DEUS não for com ele.
3 JESUS respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que
não nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS;
4 Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode
tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?
5 JESUS respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da
água e do ESPÍRITO não pode entrar no reino de DEUS.
6 O que é nascido da carne, é carne, e o que é nascido do ESPÍRITO, é espírito.
LEITURAS
COMPLEMENTARES
SEGUNDA |
Jo 3.4 A conversa com Nicodemos.
TERÇA | Jo 3.3 O momento da conversa com o FILHO de DEUS.
QUARTA | Jo 7.45-53 Nicodemos fala em defesa de JESUS.
QUINTA | Jo 3.7 Como entrar no Reino de DEUS.
SEXTA | Jo 7.46 Ninguém falou assim com o FILHO de DEUS.
SÁBADO | Jo 19.38,9 Nicodemos no sepultamento de JESUS.
HINOS SUGERIDOS: 165, 227, 345
MOTIVO DE
ORAÇÃO
Ore para que
possamos reconhecer a necessidade de nascer de novo.
PONTO DE
PARTIDA: É necessário nascer de novo.
INTRODUÇÃO
Veremos, nesta
lição, o encontro do fariseu Nicodemos com o FILHO de DEUS, que lhe fala sobre
a necessidade do novo nascimento. Além do singular encontro, abordaremos outros
dois textos no Evangelho de João que mencionam Nicodemos. Com a indispensável
ajuda do ESPÍRITO SANTO, é possível extrair desses registros lições preciosas
para o nosso crescimento em CRISTO.
1- CONVERSANDO
COM O FILHO DE DEUS
Nicodemos
reconheceu que JESUS foi enviado por DEUS: “Bem sabemos que és Mestre vindo de
DEUS, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se DEUS não for com
ele”, Jo 3.2. JESUS explicou a Nicodemos que, para entrar no Reino de
DEUS, é preciso nascer de novo (Jo 3.3). Isso gerou dúvida no religioso, que
questionou como um homem velho poderia nascer novamente se não teria como
voltar ao ventre de sua mãe (Jo 3.4).
1.1. Um
encontro improvável
Nicodemos tinha
uma posição respeitada na sociedade da época, já que era um príncipe dos judeus
(Jo 3.1). Além disso, ele era fariseu, ou seja, pertencia ao núcleo mais
rigoroso do judaísmo, constituído essencialmente por pessoas da classe média,
com grande autoridade entre o povo e muitos protocolos a seguir (Jo 12.42,43).
Isso significa que Nicodemos era meticuloso quanto ao cumprimento da Lei
Mosaica, tornando o encontro com JESUS um insulto ao seu legalismo.
Revista Betel
Dominical, 2º Trimestre de 2002, Lição 5: “Este diálogo, travado entre JESUS e
uma pessoa especificada, é o mais bem desenvolvido de todos. Como Nicodemos é
tão claramente identificado, é possível traçar-se uma clara imagem de sua
personalidade e do propósito de sua visita. Como um dos principais dos
fariseus, pertencia à fraternidade mas profundamente religiosa de todo o
judaísmo. Como líder dos judeus, integrava o supremo organismo jurídico
permitido pelos romanos, o Sinédrio, encarregado da liderança espiritual e
moral da nação. Como mestre de Israel, era um teólogo preocupado com a
verdadeira compreensão e ensino da revelação dada por DEUS”.
1.2. É
necessário nascer de novo
Nicodemos devia
estar inseguro quanto à sua situação espiritual, por isso foi ver JESUS (Jo
3.2). Mesmo sendo membro do Sinédrio, que tinha cerca de setenta membros,
Nicodemos estava carente de DEUS (Sl 42.1,2). O Sinédrio tinha o poder de
decidir todas as questões além da jurisdição das cortes locais. Apesar de sua
importância e de ser conhecedor das Escrituras, Nicodemos só ouviu sobre a
necessidade de nascer de novo ao encontrar JESUS (Jo 3.3). Mais tarde, ele
defendeu o Mestre quando os fariseus e os principais dos sacerdotes queriam
prender JESUS durante a Festa dos Tabernáculos em Jerusalém (Jo 7.45-53).
Revista Betel
Dominical, 4º Trimestre de 2017, Lição 5: “A regeneração causada pelo efeito do
novo nascimento acontece individualmente, no interior de cada cristão (1Pe
1.23). É o ato pelo qual o pecador recebe vida espiritual através da graça
soberana de DEUS e obra especial do ESPÍRITO SANTO, passando a compreender e
discernir as coisas espirituais. Sem o novo nascimento não existe qualquer
esperança para a salvação. JESUS disse a Nicodemos que o novo nascimento era
uma necessidade, sem a qual não havia possibilidade alguma de se fazer parte do
Reino de DEUS (Jo 3.5). Interessante que o termo ‘novo, no grego ‘anothen,
significa ‘oriundo do alto, de cima’; por isso, é utilizado se referindo a tudo
que tem origem celestial ou do céu. Assim, é possível dizer ‘nascer do
alto’ ou ‘nascer de DEUS’ (Jo 1.13).
1.3. O que
significa nascer de novo
Conforme
o Dicionário Grego do Novo Testamento de Strong, a expressão “nascer”,
dentre outros sentidos, indica “gerar, no sentido ativo, referindo-se a DEUS,
que tem a prerrogativa de gerar em um sentido espiritual; transmissão de uma
nova vida e de um novo espírito em CRISTO (1Jo 5.1)”. E a expressão “novo”
aponta para o que “é de DEUS”. Assim, “nascer de novo” é nascer de DEUS (Jo
1.13), receber de DEUS uma nova vida espiritual. Trata-se de uma ação que tem
origem celestial. É a operação do grande poder em nós (Ef 1.19); não por sermos
merecedores, mas porque DEUS é riquíssimo em misericórdia e por Seu grande amor
(Ef 2.4).
Revista Betel
Dominical, 4º Trimestre de 2017, Lição 5:”Um termo sinônimo para novo
nascimento é ‘regeneração’. A palavra ‘regeneração’ significa “voltar a criar”.
É uma referência ao ato pelo qual o homem caído é recriado internamente a uma
condição que lhe permite ter comunhão com DEUS. Em outras palavras, o novo
nascimento é a renovação espiritual da imagem de DEUS no homem (Ef 4.24; Cl
3.10). A nossa condição antes da regeneração era esta: “Entenebrecidos no
entendimento, separados da vida de DEUS pela ignorância que há neles, pela
dureza do seu coração” (Ef 4.18).
EU ENSINEI QUE:
JESUS explicou
a Nicodemos que, para entrar no Reino de DEUS, é preciso nascer de novo.
2-
COMPREENDENDO O NOVO NASCIMENTO
Nascer de novo
é passar por uma mudança profunda (Gl 2.20), começar novamente e renovar-se
espiritualmente (2Co 5.17). O FILHO de DEUS nos livrou da lei do pecado e da
morte (Rm 8.2).
2.1. O novo
nascimento transforma vidas
Quando alguém
nasce de novo, há um desejo de viver a nova vida pautada nos ensinamentos do FILHO
de DEUS (1 Jo 2.24-28). Isso acontece porque a mudança proposta por JESUS é uma
mudança de consciência, não de aparência (At 24.16). Quando Nicodemos ouviu
JESUS falar de novo nascimento, ele não conseguiu perceber que se tratava
de uma nova consciência, de morrer para os próprios desejos (1Jo 2.16,17). Ο
novo nascimento nos leva a abandonar práticas antigas para viver uma nova vida
em CRISTO (1Jo 1.9).
Obs.: Pelo que,
se alguém está em CRISTO, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis
que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17. Nascer de novo muda caráter, moral e
identificação. De criatura passa a ser filho de DEUS. De pecador a
santo. Fazíamos boas obras para sermos salvos, agora fazemos boas obras porque
somos já salvos. (Pr. Henrique).
Revista Betel
Dominical, 4° Trimestre de 2017, Lição 5: “O apóstolo Paulo em sua primeira
Carta aos Coríntios 2.14 diz: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do
ESPÍRITO de DEUS, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque
elas se discernem espiritualmente. Escrevendo aos efésios, o apóstolo Paulo
descreve o novo nascimento como uma ressurreição de entre os mortos (Ef 2.5,6).
Ou seja, quando estávamos mortos em nossos delitos e pecados, a primeira coisa
que DEUS realizou em nossas vidas foi ressuscitarmos espiritualmente para que
pudéssemos compreender, ver, ouvir e receber o espiritual, e, dessa maneira,
ter comunhão com Ele através da fé”.
2.2. A
necessidade do novo nascimento
Todos os seres
humanos têm necessidade do novo nascimento para se reconciliar com DEUS. O
autor da Carta aos Hebreus recomenda não nos afastarmos de DEUS: “Vede, irmãos,
que não haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do
DEUS vivo”, Hb 3.12. JESUS ensinou a Nicodemos que todos precisam nascer
de novo para entrar no Reino de DEUS (Jo 3.3). JESUS disse a Nicodemos que
aquele que é nascido da carne é carne, e o nascido do ESPÍRITO é espírito (Jo
3.6).
Obs.: nascido
do ESPÍRITO é espírito - tem vida no ESPÍRITO SANTO, vida espiritual (Pr.
Henrique).
Ralph Earle
& Joseph Mayfield (2019, p.50): “O gerado sempre é semelhante ao que o
gerou. A aliança antiga só pode produzir a vida antiga. A escuridão gera
escuridão. A lei, que é para aqueles que estão sem lei, não pode gerar uma vida
boa. Se alguém quer ter vida, a fonte deve ser o ESPÍRITO. A preposição usada
nesta última frase é muito clara. Uma tradução literal seria “O que é nascido a
partir do ESPÍRITO é espírito”.
2.3. A ação do
ESPÍRITO SANTO no novo nascimento
A nova criação,
que Paulo em Efésios expressa como “criados em CRISTO JESUS” (Ef
2.10), é levada a efeito pela ação do ESPÍRITO SANTO: “nascer do ESPÍRITO” (Jo
3.5,6). O ESPÍRITO SANTO opera o novo nascimento e nos concede uma nova vida em
CRISTO (Tt 3.5). E, após o novo nascimento, o mesmo ESPÍRITO habita na nova
criatura operando outras obras: capacitação, fruto, ajuda, santificação e
tantas outras. Como o próprio Senhor disse: o ESPÍRITO está com os discípulos
de CRISTO e vive com os Seus discípulos (Jo 14.16-17).
Revista Betel
Dominical, 4º Trimestre de 2017, Lição 5:”Assim como o ESPÍRITO SANTO
desempenhou um papel na criação (Gn 1.2) a regeneração é Obra do ESPÍRITO SANTO
no íntimo das pessoas. Como o Senhor JESUS CRISTO foi gerado pelo ESPÍRITO
SANTO, assim, pela operação do mesmo ESPÍRITO, somos “feitos filhos de DEUS”
(Jo 1.12). Como já visto anteriormente, antes do novo nascimento, o ser humano
está, espiritualmente, morto em ofensas e pecados. A regeneração é DEUS agindo
em favor do homem: “E porei em vós o meu ESPÍRITO, e vivereis…” (Ez 37.14). O
ESPÍRITO SANTO é o ESPÍRITO de Vida (Rm 8.2). Logo, o novo nascimento não é
somente uma doutrina, mas uma realidade”.
EU ENSINEI QUE:
O novo
nascimento nos leva a viver uma nova vida em CRISTO.
3- NICODEMOS NO
EVANGELHO DE JOÃO
O nome
Nicodemos, no grego, significa “conquistador por povo” ou “vencedor sobre o
povo”. Somente o Evangelho de João menciona esse homem. Os registros revelam um
homem interessado em conhecer mais sobre JESUS; posteriormente, argumentando
com os principais dos sacerdotes e fariseus a favor de JESUS; e participando da
preparação do corpo de JESUS e Seu sepultamento.
3.1. Nicodemos
reconheceu JESUS como Mestre
JESUS era
amplamente reconhecido por Suas palavras e ensinamentos, sendo chamado tanto de
“Rabi” quanto de “Senhor”, títulos que evidenciavam o respeito que o povo
nutria por Ele como Mestre. Esse reconhecimento não se limitava apenas ao povo
comum, mas também alcançou membros da elite religiosa judaica. Nicodemos, um
fariseu e membro do Sinédrio, rompeu com o preconceito dominante entre as
autoridades religiosas ao buscar JESUS para aprender com Ele. Apesar da
resistência de seus pares, Nicodemos reconheceu a autoridade de CRISTO,
dirigindo-se a Ele com respeito e admiração: “Rabi, bem sabemos que és Mestre
vindo de DEUS, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se DEUS não
for com ele”, (João 3:2). A atitude de Nicodemos nos lembra que o verdadeiro
discipulado exige humildade para reconhecer a verdade e coragem para romper com
paradigmas estabelecidos.
D.A. Carson (O
Comentário de João, Shedd Publicações, 1ª Edição Abril de 2007, p. 187):
“Embora fosse um mestre destacado, Nicodemos se dirigiu a JESUS com um colegial
rabi. Em certo sentido, isso valeu mais que quando a mesma palavra foi
pronunciada por dois discípulos de João Batista não informados (1.38); foi
certamente mais respeitoso que o tom de alguns dos colegas de Nicodemos (7.15,
45-52). Tampouco, este desdenhava os milagres de JESUS como aqueles que
atribuíram suas Obras ao poder de Satanás (8.48, 52). É a evidência dos sinais
miraculosos que convence Nicodemos de que JESUS não é um mestre comum: Ele deve
ser um mestre que veio de DEUS – o que certamente não é uma confissão da
preexistência de JESUS, mas um reconhecimento de que DEUS estava peculiarmente
com Ele […].”
3.2. Nicodemos
rejeita a condenação do Mestre
Nicodemos era
membro do Sinédrio. João relatou que os principais sacerdotes e fariseus
enviaram servos para prender JESUS, mas eles não conseguiram executar a missão,
pois as palavras de JESUS tinham autoridade (Jo 7.46). Nicodemos protestou
contra a condenação de JESUS pelos líderes religiosos, uma vez que Ele não teve
chance de se defender (Jo 7.51).
F.F. Bruce
(1987, p. 165): “A regra a qual Nicodemos apela é assim formulada na literatura
rabínica: ‘Carne e sangue podem julgar um homem depois de ouvir suas palavras;
sem ouvi-las, não podem pronunciar julgamento. A lei romana coincidia com a lei
judaica neste aspecto […] Mas até o protesto de Nicodemos só conseguiu da
maioria irada a sugestão desdenhosa de que ele mesmo também se tornará
galileu”. O argumento usado pelos principais dos sacerdotes e fariseus (Jo
7.52) demonstra como eram ignorantes a respeito de JESUS, inclusive sobre a
região de seu nascimento.
Obs.: JESUS
nasceu em Belém, na Judeia, mas morou na Galileia. (Pr. Henrique).
3.3. Nicodemos
leva especiarias para ungir o corpo de JESUS
No último
registro sobre Nicodemos no Evangelho de João, vemos que ele participou, junto
com José de Arimateia, da preparação do corpo de JESUS e de Seu sepultamento.
Nicodemos levou uma grande quantidade de especiarias para ungir o corpo de
JESUS: “E foi também Nicodemos (aquele que, anteriormente, se dirigira de noite
a JESUS), levando quase cem libras de um composto de mirra e aloés”, Jo 19.39.
F.F. Bruce
(1987, pp. 324-325): “Mesmo que esta mistura de aloés e mirra não fosse um
unguento tão caro como o ‘nardo puro’ de Maria de Betânia (12.3-5), uma
quantidade tão grande deve ter representado uma despesa que somente um homem
excepcionalmente rico podia fazer. Entretanto, por que razão foi trazida uma
quantidade tão grande de substância aromáticas para sepultar um homem? Não
ficaríamos surpresos se todo este preparo fosse um sepultamento real mas, aos
olhos de Nicodemos, e provavelmente também de José, o sepultamento de JESUS
tinha tal natureza. Para eles, JESUS era verdadeiramente o que a inscrição na
cruz proclamara através de zombaria – O Rei dos Judeus”.
EU ENSINEI QUE:
Nicodemos
rompeu com o preconceito dos fariseus ao reconhecer JESUS como Mestre.
CONCLUSÃO
Concluímos que,
porque todos pecaram (Rm 3.23), todos precisam se submeter à condição
estabelecida por DEUS para entrar em Seu Reino: o novo nascimento. Essa
experiência é resultado da ação do ESPÍRITO SANTO e da Palavra de
DEUS na vida daquele que crê em JESUS CRISTO e se arrepende de seus pecados (At
2.38; 3.19), resultando em um viver como nova criatura em CRISTO (2Co 5.17).
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
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Lição 5, Fruto
do ESPÍRITO, o Eu Crucificado
Revistas Lições
Bíblicas Adultos, CPAD, 1° Trimestre 2021
Tema: O
Verdadeiro Pentecostalismo - A Atualidade Da Doutrina Bíblica Sobre A Atuação
Do ESPÍRITO SANTO
Comentarista:
Esequias Soares
Complementos,
Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva -
99-99152-0454. - henriquelhas@hotmail.com - Americana - SP - Tel
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Preciso de sua
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e Lotéricas - agência - 3151, 1288, conta 000859093213-1 Luiz Henrique de
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– Agência 4322-2 Conta Poupança 27333-3 Edna Maria Cruz Silva
Escrita Lição
12, CPAD, Vivendo No ESPÍRITO
SUBSÍDIOS
Lição 5, Fruto
do ESPÍRITO, o Eu Crucificado
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Bíblicas Adultos, CPAD, 1° Trimestre 2021
Tema: O
Verdadeiro Pentecostalismo - A Atualidade Da Doutrina Bíblica Sobre A Atuação
Do ESPÍRITO SANTO
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Esequias Soares
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Lição 5, Fruto
do ESPÍRITO: o Eu Crucificado
Escrita -
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Slides -
https://ebdnatv.blogspot.com/2021/01/slides-licao-5-fruto-do-espirito-o-eu.html
Lição 5, Fruto
do ESPÍRITO, o Eu Crucificado, completo, 1Tr21, Pr Henrique, EBD NA -
https://www.youtube.com/watch?v=p9AM6Xl24ms
Slideshare -
https://www.slideshare.net/henriqueebdnatv/slideshare-lio-5-fruto-do-esprito-o-eu-crucificado-3-partes-1tr21-pr-henrique-ebd-na-tv
Ajuda
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao1-ocfe-1tr17-as-obras-da-carne-e-o-fruto-do-espirito.htm
TEXTO ÁUREO
“Ora, o DEUS de
esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em
esperança pela virtude do ESPÍRITO SANTO.” (Rm 15.13)
VERDADE PRÁTICA
O fruto do
ESPÍRITO é um dos temas mais vibrantes da ética cristã, pois mostra para o
mundo o que ESPÍRITO SANTO colocou dentro de cada um de nós.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Rm
7.15-19 O apóstolo mostra o conflito interior do religioso formal
Terça - Rm 8.5
Existe uma diferença visível entre os incrédulos e os crentes em JESUS
Quarta - Rm
8.8,9 Quem tem o ESPÍRITO de CRISTO, este pertence a ele
Quinta - 2 Co
4.16 Os que estão em CRISTO se renovam a cada dia no seu interior
Sexta - Gl 2.20
O Senhor JESUS vive naquele que está crucificado com Ele
Sábado - Cl 3.5
A carne deve ser subjugada pelo ESPÍRITO SANTO
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - Gálatas 5.16-26
16 - Digo,
porém: Andai em ESPÍRITO e não cumprireis a concupiscência da carne. 17 -
Porque a carne cobiça contra o ESPÍRITO, e o ESPÍRITO, contra a carne; e estes
opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis. 18 - Mas, se sois
guiados pelo ESPÍRITO, não estais debaixo da lei. 19 - Porque as obras da carne
são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, 20 - idolatria,
feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões,
heresias, 21 - invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes
a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que
cometem tais coisas não herdarão o Reino de DEUS. 22 - Mas o fruto do ESPÍRITO
é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão,
temperança. 23 - Contra essas coisas não há lei. 24 - E os que são de CRISTO
crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. 25 - Se vivemos no
ESPÍRITO, andemos também no ESPÍRITO. 26 - Não sejamos cobiçosos de vanglórias,
irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.
OBJETIVO GERAL
- Demonstrar que o Fruto do ESPÍRITO é um dos temas mais vibrantes da vida
cristã.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS
Conceituar o
fruto do ESPÍRITO;
Distinguir e
relacionar fruto do ESPÍRITO e dons espirituais;
Conscientizar
que o ESPÍRITO se opõe à Carne.
INTERAGINDO COM
O PROFESSOR
Fruto do
ESPÍRITO e dons espirituais não deveriam ser exclusivistas, mas duas realidades
complementares que revelam todo o conselho de DEUS. Quem é cheio do ESPÍRITO
deve desejar o Fruto do ESPÍRITO na mesma intensidade que deseja os dons
espirituais. Se os dons são sinais poderosos para a evangelização e edificação
da igreja, o fruto do ESPÍRITO é o testemunho poderoso de uma natureza
purificada em meio à geração corrompida. Ora, no meio das trevas quem é luz é
como quem segura uma tocha iluminada a meia-noite. Assim, o fruto do ESPÍRITO é
o testemunho do "eu crucificado" com CRISTO. Esse "eu" não
é mais regido pelos instintos primitivos e animalescos da Carne, mas pela
direção harmoniosa, calma e serena do ESPÍRITO SANTO.
PONTO CENTRAL -
O Fruto do ESPÍRITO tem como fonte o próprio ESPÍRITO SANTO.
Resumo da Lição
5, Fruto do ESPÍRITO: o Eu Crucificado
I - O FRUTO DO
ESPÍRITO NA VIDA DO CRENTE
1. Definição.
2. “O fruto”,
no singular.
3. Andar no
ESPÍRITO (v.16).
II - DIFERENÇA
E RELAÇÃO ENTRE O FRUTO E OS DONS DO ESPÍRITO
1. Diferença.
2. Os dons na
igreja.
III - O
ESPÍRITO SE OPÕE À CARNE
1. O legalismo.
2. A Carne e o
ESPÍRITO.
3. Os vícios
(vv.19-21).
CUIDADO COM O
ORGULHO RELIGIOSO - O FRUTO É DO ESPÍRITO SANTO, NÃO NOSSO. QUANTO MAIS NOS
ENTREGAMOS AO ESPÍRITO SANTO, MAIS NOS PARECEMOS COM JESUS.
NÃO HÁ DOM DO
ESPÍRITO SANTO SEM AMOR AO PRÓXIMO, POIS É PRECISO QUE AQUELE QUE RECEBE O DOM
O MINISTRE AOS OUTROS.
QUEM RECEBE DOM
DO ESPÍRITO SANTO VIVE EM JEJUM, ORAÇÃO E ESTUDO DA BÍBLIA. PORTANTO O FRUTO DO
ESPÍRITO ESTÁ PRESENTE COM CERTEZA EM QUEM É USADO EM DONS DO ESPÍRITO SANTO.
Resumo rápido
do Pr Henrique da Lição 5, Fruto do ESPÍRITO: o Eu Crucificado
INTRODUÇÃO
O fruto do
ESPÍRITO SANTO nos é concedido no mesmo instante em que ouvimos o evangelho e
nele cremos. É concedido pela graça de DEUS a todo salvo. À medida em que o
crente se entrega ao ESPÍRITO SANTO, mais ele experimenta das qualidades ou
aspectos do Fruto do ESPÍRITO SANTO. O crente não produz o fruto e nem suas
qualidades, é o ESPÍRITO SANTO que manifestará essas qualidades à medida que
sejam necessárias, pois é ELE quem está no controle do crente cheio do ESPÍRITO
SANTO.
I - O FRUTO DO
ESPÍRITO NA VIDA DO CRENTE
1. Definição.
O fruto do
ESPÍRITO SANTO é a dádiva de DEUS para nós, para que possamos viver a vida de
JESUS neste mundo. O amor de DEUS é derramdo em nossos corações.
O apóstolo
Paulo nos revela as 9 qualidades ou aspectos do Fruto do ESPÍRITO SANTO. (amor,
gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança)
E, porque sois
filhos, DEUS enviou aos nossos corações o ESPÍRITO de seu Filho, que clama:
Aba, Pai. Gálatas 4:6
E a esperança
não traz confusão, porquanto o amor de DEUS está derramado em nosso coração
pelo ESPÍRITO SANTO que nos foi dado. Romanos 5:5
2. “O fruto”,
no singular.
O fruto é
singular, é um só fruto com 9 qualidades ou aspectos (exemplo didático - uma
laranja com 9 gomos).
As qualidades
são iniciadas pelo amor, sem a qual, as outras não serão desenvolvidas pelo
ESPÍRITO SANTO no crente. O amor é sacrificial e exigirá uma contínua submissão
ao ESPÍRITO SANTO.
JESUS quando
expulsou os cambistas do templo (Mt 21.12), ou quando chamou Herodes de raposa
(Lc 13.32), ou quando discutiu e chamou os religiosos de hipócritas e sepulcros
caiados (Mt23.27), não deixou de ser cheio do ESPÍRITO SANTO e nem deixou de
ter em si o Fruto do ESPÍRITO SANTO e todas suas qualidades inerentes a ele.
Paulo quando
repreendeu Pedro na presença de todos (Gl 3.11) ou quando discutiu, contendeu e
se separou de Barnabé (Atos 15.37-40), não deixou de ser cheio do ESPÍRITO
SANTO e nem deixou de ter em si o Fruto do ESPÍRITO SANTO e todas suas
qualidades inerentes a ele.
3. Andar no
ESPÍRITO (v.16).
Significa andar
submisso ao ESPÌRITO SANTO. Ouvir sua voz, entender sua vontade e a ela se
submeter.
E porei dentro
de vós o meu ESPÍRITO e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus
juízos, e os observeis. Ezequiel 36:27
E, passando
pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo ESPÍRITO SANTO de
anunciar a palavra na Ásia. Atos 16:6
Se vivemos no
ESPÍRITO, andemos também no ESPÍRITO. Gálatas 5:25
E repousará
sobre ele o ESPÍRITO do Senhor, e o ESPÍRITO de sabedoria e de inteligência, e
o ESPÍRITO de conselho e de fortaleza, e o ESPÍRITO de conhecimento e de temor
do Senhor. Isaías 11:2
JESUS era
guiado, conduzido pelo ESPÍRITO SANTO.
Então, foi
conduzido JESUS pelo ESPÍRITO ao deserto, para ser tentado pelo diabo. Mateus
4:1
E JESUS, cheio
do ESPÍRITO SANTO, voltou do Jordão e foi levado pelo ESPÍRITO ao deserto.
Lucas 4:1
II - DIFERENÇA
E RELAÇÃO ENTRE O FRUTO E OS DONS DO ESPÍRITO
1. Diferença.
Na conversão o
ESPÍRITO SANTO vem morar em nós e implanta em nós o Fruto do ESPÍRITO SANTO
(selo da promessa), depois o ESPÍRITO SANTO é que nos tem no Batismo no
ESPÍRITO SANTO. Tanto os dons do ESPÍRITO SANTO quanto o Fruto do ESPÍRITO
SANTO são dados pelo mesmo ESPÍRITO SANTO que é DEUS mesmo.
em quem também
vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa
salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da
promessa; Efésios 1:13
E todos foram
cheios do ESPÍRITO SANTO e começaram a falar em outras línguas, conforme o
ESPÍRITO SANTO lhes concedia que falassem. Atos 2:4
Mas o fruto do
ESPÍRITO é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão,
temperança. Gálatas 5:22
O amor é o
ponto de partida para as demais qualidades do Fruto do ESPÍRITO SANTO. Após o
arrebatamento da igreja nós não precisaremos mais dos dons do ESPÍRITO SANTO,
pois na eternidade não há doença, dor, sofrimento, morte e nada de mal. Lá
ouviremos a DEUS mesmo falar conosco, não precisaremos mais de ouvir profecias
nem Palavra de Sabedoria ou de Conhecimento (Apocalipse 21.4 e 22.1-5). Os dons
são manifestos devido ao amor pelos nossos semelhantes que DEUS colocou em nós.
Agora, pois,
permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.
1 Coríntios 13:13
Isto vos mando:
que vos ameis uns aos outros. João 15:17
O meu
mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. João
15:12
Um novo
mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que
também vós uns aos outros vos ameis. João 13:34
A ninguém
devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque
quem ama aos outros cumpriu a lei. Romanos 13:8
Quanto, porém,
ao amor fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos
estais instruídos por DEUS que vos ameis uns aos outros; 1 Tessalonicenses 4:9
2. Os dons na
igreja.
Os dons do
ESPÍRITO SANTO são as armas de guerra da igreja, são capacitações do ESPÍRITO
SANTO para a evangelização e para testemunho de JESUS vivo e atuante para
salvação de todos. Paulo elucidou as dúvidas dos Coríntios sobre os dons e deu
a eles a regulamentação do uso dos dons para a edificação da igreja e progresso
da obra de DEUS.
Devemos buscar
sermos usados em dons do ESPÍRITO SANTO (1 Co 12.1), não desprezarmos as
profecias (1 Ts 5.20).e não proibirmos o falar em línguas (1 Co 14.39)..Não
devemos proibir os milagres (Mc 9.39). Devemos orar a DEUS pedindo que nos use
em sinais, prodígios e maravilhas como fizeram os primeiros crentes (Atos
4.30).
III - O
ESPÍRITO SE OPÕE À CARNE
1. O legalismo.
Estar na carne
é o oposto do andar no ESPÍRITO.
Viver debaixo
do domínio da lei é viver sem vencer o pecado, pois a lei só mostra o pecado e
condena o pecador sem lhe apresentar um salvador. Ninguém consegue cumprir toda
a lei e assim é condenado.
Viver no
ESPÍRITO, por outro lado, depende da graça de DEUS (Gl 5.16-18). A graça nos
livra da condenação, pois nos mostra JESUS CRISTO que pagou o preço em nossos
lugar.
Portanto,
agora, nenhuma condenação há para os que estão em CRISTO JESUS, que não andam
segundo a carne, mas segundo o espírito. Romanos 8:1
2. A Carne e o
ESPÍRITO.
Qual o
significado da palavra “carne” no original grego e hebraico? A palavra grega
que o Novo Testamento usa para “carne” é σαρξ (sarx, s.fem.; DBLHebr 1414;
Strong 4561; TDNT 7.98) que, por sua vez, vem de σαροω (saroo) de um derivado
de sairo (remover), “varrer”, “limpar através do ato de varrer”. Assim, a
palavra grega σαρξ (sarx) significa “carne” (substância terna do corpo vivo,
que cobre os ossos e é permeada com sangue) tanto de seres humanos como de
animais, “corpo”, “corpo de uma pessoa”, usado da origem natural ou física,
geração ou afinidade, com a ideia do nascido por geração natural, natureza
sensual do homem, “a natureza animal” sem nenhuma sugestão de depravação,
natureza animal com desejo ardente que incita a pecar, natureza física das pessoas,
sujeita ao sofrimento, criatura viva (por possuir um corpo de carne), seja ser
humano ou animal, a carne, denotando simplesmente a natureza humana, a natureza
terrena dos seres humanos separada da influência divina, e por esta razão
inclinada ao pecado e oposta a DEUS.
A expressão
“ESPÍRITO”, ou “ESPÍRITO de DEUS”, ou ainda “ESPÍRITO SANTO” se encontra na
grande maioria dos livros da Bíblia. No Antigo Testamento a palavra hebraica
empregada de forma uniforme para “ESPÍRITO” se referindo ao ESPÍRITO de DEUS é רוּח, rūaḥ significando “sopro,” “vento” ou
“brisa.” A forma verbal da palavra é רוּח,
rūaḥ, ou ריח, rı̄aḥ usado apenas no Hiphil e
significando “respirar”, “soprar”. Um verbo semelhante é רוח,
rāwaḥ, significando “respirar”. A palavra que sempre é usada no Novo Testamento
para “ESPÍRITO” é o substantivo grego neutro πνεῦμα, pneúma, com ou sem o
artigo e para o ESPÍRITO SANTO, πνεῦμα ἅγιον, pneúma hágion, ou τὸ πνεῦμα τὸ ἅγιον,
tó pneúma tó hágioň. No Novo Testamento, nós encontramos as expressões,
πνευματι θεου (“O ESPÍRITO de DEUS”), πνευμα κυριου (“ESPÍRITO do Senhor”),
πνευμα του πατρος (“ESPÍRITO do Pai”), πνευματος ιησου χριστου (“ESPÍRITO de
JESUS CRISTO”). A palavra grega para “ESPÍRITO” no grego vem do verbo πνέω,
(pnéō), “respirar”, “soprar”. O correspondente em Latim é spiritus, de onde
derivamos o nosso português “espírito”.
3. Os vícios
(vv.19-21).
Vício é aquilo
que nos domina e escraviza, prejudicando nossa comunhão com DEUS e destruindo
nossa saúde.
São 16 as obras
da carne apresentadas por Paulo em Gálatas 5. Outras listas aparecem em outras
epístolas paulinas (Rm 1.29-31; 1 Co 6.9,10; 1 Tm 1.9,10). “e coisas
semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que
os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de DEUS” (v.21) é uma ideia de
que existem muitas outras obras da carne. Podemos classificar esses vícios em
três categorias: a) sexo ilícito: prostituição, impureza e lascívia; b) pecados
de ordem religiosa: idolatria e feitiçaria; c) pecados de ordem social:
inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas,
homicídios, bebedices e glutonaria.
CONCLUSÃO
O fruto do
ESPÍRITO SANTO é a dádiva de DEUS para nós, para que possamos viver a vida de
JESUS neste mundo. O amor de DEUS é derramdo em nossos corações.
O fruto do
ESPÍRITO SANTO é um com 9 qualidades ou aspectos. O fruto do ESPÍRITO SANTO em
nossa vida significa andar submisso ao ESPÌRITO SANTO. Ouvir sua voz, entender
sua vontade e a ela nos submetermos.
Dons do
ESPÍRITO SANTO são capacitações para fazermos a obra de DEUS e darmos
testemunho de JESUS e são temporários, ou seja, têm dia para findar, o
arrebatamento.
Os dons na
igreja são importantíssimos e necessários. Eles nos torna m fortes para
vencermos a guerra espiritual em que vivemos.
O legalismo é
obra da carne para nossa condenação. A carne é o sistema mundano de viver na
escravidão do pecado. O ESPÍRITO é DEUS mesmo e nos conduz à santificação e
união permanente com DEUS, nos incentivando e capacitando para o amor, gozo,
paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança. Os vícios
(vv.19-21), ao contrário do Fruto do ESPÍRITO SANTO, nos torna escravos do
pecado.
LIÇÕES ANTIGAS
SOBRE O ASSUNTO - FRUTO DO ESPÍRITO
Lição 1, As
Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO
1º Trimestre de
2017 - Título: As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - Como o
crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Comentarista: Pr.
Osiel Gomes da Silva (Pr Pres. Tirirical - São Luis -MA)
Ajuda para a
Lição -
http://ebdnatv.blogspot.com.br/2016/12/licao-1-as-obras-da-carne-e-o-fruto-do.html Lição
escrita
http://ebdnatv.blogspot.com.br/2016/12/figuras-da-licao-1-as-obras-da-carne-e.html Lição
em Figuras
http://ebdnatv.blogspot.com.br/2016/12/videos-da-licao-1-as-obras-da-carne-e-o.html Lição
em Vídeos
TEXTO ÁUREO
"Digo,
porém: Andai em ESPÍRITO e não cumprireis a concupiscência da carne." (Gl
5.16)
VERDADE PRÁTICA
Para vencer as
obras da carne precisamos andar em ESPÍRITO.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - Gálatas 5.16-26
16 - Digo,
porém: Andai em ESPÍRITO e não cumprireis a concupiscência da carne. 17 -
Porque a carne cobiça contra o ESPÍRITO, e o ESPÍRITO, contra a carne; e estes
opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis. 18 - Mas, se sois
guiados pelo ESPÍRITO, não estais debaixo da lei. 19 - Porque as obras da carne
são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, 20 - idolatria,
feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões,
heresias, 21 - invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes
a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que
cometem tais coisas não herdarão o Reino de DEUS. 22 - Mas o fruto do ESPÍRITO
é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão,
temperança. 23 - Contra essas coisas não há lei. 24 - E os que são de CRISTO
crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. 25 - Se vivemos no
ESPÍRITO, andemos também no ESPÍRITO. 26 - Não sejamos cobiçosos de vanglórias,
irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.
Resumo
da Lição 1, As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO
I - ANDAR NA
CARNE X ANDAR NO ESPÍRITO
1. O que é a
carne?
2. O que é o
espírito?
3. Andar na
carne x andar no ESPÍRITO.
II - OBRAS DA
CARNE, UM CONVITE AO PECADO
1. A cobiça.
2. A oposição
da carne.
III - FRUTO DO
ESPÍRITO, UM CHAMADO PARA SANTIDADE
1. O que é o
fruto do ESPÍRITO?
2. Os frutos (FRUTO
COM 9 QUALIDADES) provam a nossa verdadeira santidade.
3. A santidade
que o ESPÍRITO SANTO gera em nós.
a) Posicional.
b) Progressiva. c) Final.
VÁRIOS
COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMA CORREÇÃO DO Pr. Luiz Henrique
Resumo rápido
do Pastor Henrique
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
Neste
trimestre, estudaremos a respeito das obras da carne e o fruto do ESPÍRITO.
Estudaremos
sobre a luta entre a carne e o espírito. Sabemos que após aceitarmos a JESUS
CRISTO como salvador e senhor temos que olhar continuamente para ELE e tentar
imitá-lo em tudo, tanto em seu procedimento como ser humano, como em seu poder
sobre as forças demoníacas e sobre as doenças e moléstias.
Nós somos
formados por 3 partes distintas: espírito, alma e corpo. Somos essencialmente
espírito, possuímos uma alma e habitamos em um corpo feito do pó da Terra e a
ela está ligado enquanto não formos transformados e arrebatados ou morrermos.
Enquanto isso travaremos uma guerra entre os desejos carnais que acompanham
nossa antiga maneira de viver e a nossa nova realidade de filhos de DEUS,
nascidos de novo para boas obras e um caráter reformado. A única forma de
vencermos esta luta está em nos deixar dirigir, guiar, controlar pelo ESPÍRITO
SANTO que em nós habita e nos deu o Fruto do ESPÍRITO.
I - ANDAR NA
CARNE X ANDAR NO ESPÍRITO
1. O que é a
carne?
Ela é a sede
dos apetites carnais (Mt 26.41). É a atração pelo sistema mundano de viver em
pecado.
CARNE
(Dicionário Strong)
σαρξ sarx
- Natureza animal com desejo ardente que incita a pecar .
A carne,
denotando simplesmente a natureza humana, a natureza terrena dos seres humanos
separada da influência divina, e por esta razão inclinada ao pecado e oposta a
DEUS.
CARNE
(Enciclopédia Ilumina)
A natureza
humana deixada à vontade e dominada pelos seus desejos e impulsos (Gl 5.19;
6.8; v. CARNAL).
CARNE
(Dicionário Almeida)
O ser humano
fraco e mortal (Sl 78.39). - A natureza humana deixada à vontade e dominada
pelos seus desejos e impulsos (Gl 5.19; 6.8; v. CARNAL).
CARNE
(Dicionário teológico - Claudionor Correa de Andrade)
[Do hb. basar ;
do gr. sarx ; do lat. carnem ] Nas Sagradas Escrituras, o termo é usado tanto
para descrever a natureza humana, como para qualificar o princípio que está
sempre disposto a opor-se ao espírito. Este último sentido foi desenvolvido
como doutrina pelo apóstolo Paulo (Rm 7.7-25). O crente carnal, segundo muito
bem explica ele em suas epístolas, é o que dá inteira guarida ao pecado.
CARNE
(Dicionário Português)
Natureza
humana, do ponto de vista da sensibilidade: A carne é fraca. Concupiscência.
O crente pode
ser Carnal ou Espiritual.
CARNAL
(Dicionário Almeida)
O que pertence
à natureza humana deixada à vontade nos seus pensamentos e desejos em contraste
com os pensamentos e desejos espirituais, que vêm de DEUS. Quando não está
sujeito a DEUS, o ser humano tem inclinação para o pecado. O salvo pode ser
“carnal” ou “espiritual” (1Co 2.14—3.1; 1Pe 2.11). Algumas coisas que a
natureza humana produz são mencionadas em Gl 5.19-21; o que o ESPÍRITO produz é
referido nos vers. 22 e 23.
2. O que é o
espírito?
Existe espírito
humano e ESPÍRITO SANTO. (Também outros como se referindo a um anjo ou a
demônios ou ao próprio Satanás).
espírito Humano
- "espírito é a parte imaterial que DEUS insuflou no ser humano,
transmitindo-lhe a vida".
πνευμα pneuma (Dicionário Strong - Bíblia
The Word)
o espírito,
i.e., o princípio vital pelo qual o corpo é animado
um espírito,
i.e., simples essência, destituída de tudo ou de pelo menos todo elemento
material
um movimento de
ar (um sopro suave)
do vento; daí,
o vento em si mesmo
ESPÍRITO SANTO
- É DEUS (Jo 4.24). A Terceira Pessoa da Santíssima Trindade (Lc 4.1; Hb
3.7) - O ESPÍRITO SANTO é uma pessoa.
πνευμα pneuma
1) terceira
pessoa da trindade, o SANTO ESPÍRITO, coigual, coeterno com o Pai e o Filho
1a) algumas
vezes mencionado de um modo que enfatiza sua personalidade e caráter (o SANTO
ESPÍRITO)
1b) algumas
vezes mencionado de um modo que enfatiza seu trabalho e poder (o ESPÍRITO da
Verdade)
1c) nunca
mencionado como um força despersonalizada.
3. Andar na
carne x andar no ESPÍRITO.
Andar na
carne - "Portanto, os que estão na
carne não podem agradar a DEUS" (Rm 8.8). É viver na prática do pecado,
embora congregue, leia a bíblia, ganhe almas, ore etc. Mesmo assim, muitos
estão em situação, por exemplo, de adultério.
"Andai em
ESPÍRITO" (Gl 5.16). Significa obter vitória sobre os desejos e os
impulsos carnais pela dependência do ESPÍRITO SANTO.
Andar na carne
é ser dominado pela velha natureza adâmica, leva a pessoa a portar-se de modo
pecaminoso.
Andar no
ESPÍRITO - Aqui é letra maiúscula, pois o espírito humano está ligado e debaixo
do domínio do ESPÍRITO SANTO. É uma vida cheia do ESPÍRITO, é uma vida de
comunhão e intimidade com DEUS. É ter prazer em conhecer a DEUS e servi-lo.
Ilustração:
Conta-se que um
homem tinha dois cães, um nefro e pequeno e outro branco e muito grande. Este
homem vivia de apostas em lutas desses dois cães. Ele sempre ganhava suas
apostas, pois apostava sempre no pequeno cão negro ao invés de apostar, como
todos faziam, no grande cão branco.
Um dia alguém
lhe pagou um alto valor para que ele lhe revelasse como conseguia saber que o
cão negro ganharia a luta. Ele então respondeu: - é que não alimento o cão
branco e grande por 3 dias antes da luta e alimento muito bem o cão negro e
pequeno nesses mesmos dias que antecedem a luta.
Assim, nossa
vida cristã será, andando na carne, se a alimentarmos bem e sempre, mas
viveremos andando no ESPÍRITO se assim alimentarmo-nos de Bíblia e oração e
prática de vida cristã.
Quem você
alimenta mais, a carne ou o ESPÍRITO?
II - OBRAS DA
CARNE, UM CONVITE AO PECADO
Gl 5.19-23
“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza,
lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras,
pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e
coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos
disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de DEUS. Mas o fruto
do ESPÍRITO é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé,
mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.”
Nenhum trecho
da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do crente
cheio do ESPÍRITO e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do
que 5.16-26. Paulo não somente examina a diferença geral do modo de vida desses
dois tipos de crentes, ao enfatizar que o ESPÍRITO e a carne estão em
conflito entre si, mas também inclui uma lista específica tanto das obras da
carne, como do fruto do ESPÍRITO.
1. A cobiça.
Porque nós por
natureza gostamos de fazer as coisas ruins que são justamente o oposto das
coisas que o ESPÍRITO nos manda fazer; e as coisas boas que desejamos fazer
quando o ESPÍRITO nos domina, são justamente o oposto dos nossos desejos
naturais. Estas duas forças dentro de nós estão lutando constantemente uma
contra a outra, a fim de ganharem o domínio sobre nós, e os nossos desejos
nunca estão livres de suas pressões.(Bíblia Viva)
Paulo ensinou
às igrejas da Galácia a respeito da cobiça da carne contra o ESPÍRITO (Gl
5.17). Os desejos da carne serão sempre contrários à vontade de DEUS
επιθυμεω
epithumeo
1) girar em
torno de algo
2) ter um
desejo por, anelar por, desejar
3) cobiçar,
ansiar
3a) daqueles
que procuram coisas proibidas
Exemplos de Eva
e de Acã.
2. A oposição
da carne.
O seu espírito
deseja orar, jejuar e buscar a DEUS, mas a sua carne vai preferir ver
televisão, fofocar no celular, passar horas nas novelas ou futebol, comer bem
mais do que precisa e ficar no conforto da sua casa.
Durante toda
nossa vida teremos que continuar travando esta batalha contra a carne (desejos
mundanos que nos conduzem ao pecado). Podemos e devemos vencer somente se
vivermos cheios do ESPÍRITO SANTO.
Quando tivermos, no arrebatamento, o corpo glorificado (Fp 3.21), então
ficaremos livres desses desejos pecaminosos, pois a força da carne está no
corpo mortal e feito do pó da terra, que clama pelas coisas terrenas e não
anseia pelo céu e as coisas de cima. Veja que a glutonaria, por exemplo, não
terá mais lugar em nossa vida, posto que não precisaremos mais comer. Os
pecados sexuais não terão mais lugar em nossa vida, posto que não mais teremos
relações sexuais. Assim acontecerá com toda concupiscência - cessará seu desejo
carnal, pois foi vencida pela morte e transformação do corpo em um corpo
glorificado, semelhante ao de JESUS.
Nos
aproximemos, pois de DEUS e procuremos ter uma vida de comunhão e santidade com
o ESPÍRITO SANTO, assim, ELE poderá nos ajudar a vencer sempre as
concupiscências da carne e desenvolverá em nós as qualidades de seu fruto, em
nós.
III - FRUTO DO
ESPÍRITO, UM CHAMADO PARA SANTIDADE
1. O que é o
fruto do ESPÍRITO?
Segundo o
Dicionário Bíblico Wycliffe, "o fruto do ESPÍRITO são os hábitos e
princípios misericordiosos que o ESPÍRITO SANTO produz em cada cristão".
Esses hábitos e princípios são o resultado de uma vida de comunhão com DEUS.
FRUTO
καρπος karpos
1) fruta
1a) fruto das
árvores, das vinhas; colheitas
1b) fruto do
ventre, da força geratriz de alguém, i.e., sua progênie, sua posteridade.
2) aquele que
se origina ou vem de algo, efeito, resultado.
2a) trabalho,
ação, obra.
2b) vantagem,
proveito, utilidade.
2c) recolher
frutos (i.e., uma safra colhida) para a vida eterna (como num celeiro) é usado
figuradamente daqueles que pelo seu esforço têm almas preparadas almas para
obterem a vida eterna.
FRUTO DO
ESPÍRITO (Dicionário Teológico)
[Do gr.
karpós;do lat. fructus, resultado da maturação de uma planta + Espiritus]
Conjunto de virtudes morais e espirituais amadurecidas pelo ESPÍRITO SANTO na
vida do crente como resultado de uma permanente comunhão com CRISTO (Gl
5.22-23).
A expressão
certa é fruto e não frutos como se acha registrado em muitos trabalhos e livros
teológicos. No Novo Testamento, o fruto é mostrado como o fator determinante e
revelativo de um caráter. A árvore ruim não pode dar frutos bons, nem a árvore
boa há de produzir frutos ruins. Por nossos frutos somos conhecidos (Mt 7.16).
O FRUTO DO
ESPÍRITO. Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver
íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do ESPÍRITO”. Esta maneira
de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o ESPÍRITO dirija e
influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder
do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com DEUS
(ver Rm 8.5-14; 8.14 ; cf. 2Co 6.6; Ef
4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9). O fruto do ESPÍRITO inclui:
(1) “Caridade”
(ou amor) (gr. agape), i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa
sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).
(2) “Gozo” (gr.
chara), i.e., a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas
promessas e na presença de DEUS, bênçãos estas que pertencem àqueles que
crêem em CRISTO (Sl 119.16; 2Co 6.10; 12.9; 1Pe 1.8; ver Fp 1.14 ).
(3) “Paz” (gr.
eirene), i.e., a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo
vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb
13.20).
(4)
“Longanimidade” (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser tardio
para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1).
(5)
“Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem lhe
provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3).
(6) “Bondade”
(gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal;
pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na
correção do mal (Mt 21.12,13).
(7) “Fé” (gr.
pistis), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos
por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3;
1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10).
(8) “Mansidão”
(gr. prautes), i.e., moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém
que pode irar-se com equidade quando for necessário, e também humildemente
submeter-se quando for preciso (2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de JESUS,
cf. Mt 11.29 com 23; Mc 3.5; a de Paulo, cf. 2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9;
a de Moisés, cf. Nm 12.3 com Êx 32.19,20).
(9)
“Temperança” (gr. egkrateia), i.e., o controle ou domínio sobre nossos próprios
desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a
pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5).
O ensino final
de Paulo sobre o fruto do ESPÍRITO é que não há qualquer restrição quanto ao
modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar
essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver
segundo os princípios aqui descritos.
2. Os frutos
provam a nossa verdadeira santidade.
Antes de
aceitarmos a JESUS como nosso único Salvador e Senhor, vivíamos vendidos ao
pecado e, na maioria das vezes, atendíamos às concupiscências da carne quando
solicitado.
Ao morrermos
espiritualmente e nascermos de novo, nos tornamos templo, morada de DEUS na
Terra, pois o ESPÍRITO SANTO veio morar conosco e em nós. Quando de sua chegada
trouxe com ELE seu fruto contendo 9 qualidades inerentes à personalidade e modo
de agir do próprio JESUS que antes de nós se fez homem e num corpo humano
venceu as concupiscências da carne, exatamente por se deixar dominar e ser
guiado pelo ESPÍRITO SANTO como temos que fazer para vencermos a carne e suas
ambições.
Nós podemos ser
parecidos com JESUS, desde que nos entreguemos ao ESPÍRITO SANTO. É uma
rendição total e irrestrita. Assim como Paulo fez.
"Eu já
estou crucificado com CRISTO. E vivo, não mais eu, mas CRISTO vive em mim; e eu
vivo minha vida na carne por meio da fé do Filho de DEUS, que me amou, e
entregou a si mesmo por mim" (Gl 2.20).
3. A santidade
que o ESPÍRITO SANTO gera em nós.
Gl 5.22 -
Quando o apóstolo passa a recomendar como o cristão deve viver, ele usa a
expressão "fruto do ESPÍRITO" no singular. Cada arvore só dá um tipo
de fruto, segundo a sua espécie.
a) Quando
aceitamos a JESUS CRISTO como senhor e salvador, recebemos o ESPÍRITO SANTO em
nossas vidas, nosso espírito é ligado a DEUS e o ESPÍRITO SANTO implanta em nós
o seu fruto, ou semente, que devidamente tratada e regada crescerá e se tornará
numa frondosa árvore cheia de frutos (no caso, virtudes ou qualidades).
Se
dermos lugar ao ESPÍRITO SANTO e santificarmos nossas vidas todos
verão que DEUS está em nossas vidas, pois pelos frutos (no caso, virtudes ou
qualidades) somos conhecidos tanto pelo mundo, como pelo pai.
b) o fruto
do espírito representa os atributos de DEUS; os traços do seu caráter; o
fruto vem de dentro que aparece do lado de fora, no quotidiano.
c) do amor precede
todos os demais atributos de DEUS que são desenvolvidos no crente pelo ESPÍRITO
SANTO que nele habita.
d) nossa maturidade
cristã é medida pelo grau de permissão que damos ao ESPÍRITO SANTO de agir
e dirigir ou guiar a nossa vida. (JESUS era guiado, conduzido pelo ESPÍRITO
SANTO).
israel@openlink.com.br
NUMA EMPRESA,
COMO SERIAM AS QUALIDADES DO FRUTO DO ESPÍRITO DEMONSTRADAS POR NÓS?
AS QUALIDADES
DE UM LÍDER E O FRUTO DO ESPÍRITO (Gl 5.22-23)
(BÍBLIA DA
LIDERANÇA CRISTÃ - John C. Maxwell)
Provavelmente,
os versículos mais memoráveis deste livro sejam os que listam o "frutos –
FRUTO DO ESPÍRITO COM 9 QUALIDADES - do ESPÍRITO". Fruto é o resultado de
sementes plantadas. Quando as sementes crescem, elas dão frutos. Fruto
representa o comportamento externo, visível. Cada líder deve abraçar esta
maravilhosa lista de qualidades internas. Faça uma autoavaliação a partir dela:
1. Amor: Minha
liderança é motivada pelo amor pelas pessoas?
2. Alegria: Eu
demonstro uma alegria inabalável em todas as situações?
3. Paz: As
pessoas percebem minha paz interior e nela se encorajam?
4. Resignação:
Tenho paciência de esperar pelos resultados enquanto ajudo pessoas a crescerem
ou busco metas?
5. Benignidade:
Será que tenho cuidado e compreensão com as pessoas que encontro?
6. Bondade:
Estou buscando o melhor para os outros para a organização?
7. Fidelidade:
Estou sendo comprometido com a missão?
8. Mansidão:
Meu poder está sob controle. Será que consigo ser, quando necessário, severo e
carinhoso?
9. Domínio
próprio: Estou sendo disciplinado para obter progressos em minhas metas?
---------------------------------------------------------
Lição 2, O
Propósito do Fruto do ESPÍRITO
1º Trimestre de
2017 - Título: As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - Como o
crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Comentarista: Pr.
Osiel Gomes da Silva (Pr Pres. Tirirical - São Luis -MA)
VÍDEO
- http://ebdnatv.blogspot.com.br/2017/01/licao-2-o-proposito-do-fruto-do.html
FIGURAS
http://ebdnatv.blogspot.com.br/2017/01/figuras-da-licao-2-o-proposito-do-fruto.html
TEXTO ÁUREO
"Produzi,
pois, frutos dignos de arrependimento." (Mt 3.8)
VERDADE PRÁTICA
Somente através
de uma vida espiritual frutífera o crente poderá glorificar a DEUS.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - Mateus 7.13-20
13 - Entrai
pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à
perdição, e muitos são os que entram por ela; 14 - E porque estreita é a porta,
e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. 15 -
Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como
ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. 16 - Por seus frutos os
conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?
17 - Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos
maus. 18 - Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos
bons. 19 - Toda árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. 20 -
Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.
Resumo
da Lição 2, O Propósito do Fruto do ESPÍRITO
I - A VIDA
CONTROLADA PELO ESPÍRITO
1. O que
significa ser controlado pelo ESPÍRITO?
2. Um viver
santo.
3. A verdadeira
comunhão.
II - O FRUTO DO
ESPÍRITO EVIDENCIA O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS
1. O que é
caráter?
2. Caráter
gerado pelo ESPÍRITO SANTO.
3. Um novo
estilo de vida.
III -
TESTEMUNHANDO AS VIRTUDES DO REINO DE DEUS
1. O propósito
do fruto.
2. Uma vida
produtiva.
3. O que fazer
para manter a produtividade?
VÁRIOS
COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMA CORREÇÃO DO Pr. Luiz Henrique
A avaliação do
homem, feita por JESUS, não deve ser apreendida apenas através das palavras que
disse, mas de sua disposição de sacrificar sua própria vida para proporcionar a
sua salvação à humanidade. Obviamente a humanidade deve, com toda a fé, ser declarada
pecadora por aquele que conhece os corações melhor que ninguém (Mt 7.11). A
corrupção vem de dentro e não de influências exteriores (Mc 7.18-23).
O fruto nos
guiará a uma nova vida representando CRISTO na terra. Se eu fosse JESUS CRISTO
o que eu faria? pense e veja como estamos longe de sermos pelo menos parecidos
com ELE como deveríamos ser. Orava às vezes a noite toda. Passava metade de seu
tempo curando as pessoas e a outra metade ensinando e pregando sobre DEUS e seu
plano de salvação. E NÓS? Em um novo convertido é demonstrado muito mais do
fruto do ESPÍRITO do que em um crente de 10, 20 ou mais anos. É que esse novo
convertido está entregue inteiramente ao ESPÍRITO SANTO enquanto o crente já
antigo de fé se deixou amarrar por várias concupiscências da carne e tirou o
tempo que antes dava ao ESPÍRITO SANTO para dar esse tempo para as coisas do
mundo.
Para que eu
aproveite o fruto do ESPÍRITO, eu necessariamente vou ter que passar pelos
dons. Não existe controle do ESPÍRITO SANTO sem dons. Só recebe dons quem está
sendo controlado pelo ESPÍRITO SANTO. Se alguém disser que tem todas as
qualidades do Fruto e não se manifestar nele os dons é mentira dele, pois uma
das maneiras do ESPÍRITO SANTO manifestar suas qualidades é curando,
libertando, trazendo mensagens de edificação, consolação, exortação, revelação
de algo oculto, ressurreição, milagres etc. Olha para JESUS e veja JESUS sem os
dons. Não existe. Metade do evangelho é com manifestação dos dons..
Fruto é dado
junto com a entrada do ESPÍRITO SANTO em nós no dia em aceitamos a JESUS. À
medida que dermos lugar ao ESPÍRITO SANTO as qualidades vão aparecendo.
Já batismo no
ESPÍRITO SANTO é dado por JESUS a todos desde que desejem ganhar almas. Batismo
é revestimento de poder para ganhar almas. Todos podem e devem ser batizados.
As qualidades
do fruto do ESPÍRITO podem aparecer para DEUS e não aparecer para os homens.
Às vezes
estamos esperando uma coisa é DEUS outra.
JESUS expulsou
cambistas e quebrou mesas no Templo. Olhe para esta cena e veja mansidão,
temperança, longanimidade etc. Aí nesta cena. Conseguiu ver? Pois é. DEUS viu.
Os crentes mais
antigos eram mais severos porque amavam mais. Hoje o interesse é só por posição
social e dinheiro, o amor esfriou e a doutrina afrouxou. (a falta de disciplina
acompanhou).
Devemos nos
ater a diferença entre Fruto e Frutos. FRUTO DO ESPÍRITO é um só e tem nove
qualidades que aparecem na vida do crente à medida que ele se deixa moldar ou
dirigir pelo ESPÍRITO SANTO. Já os frutos são as obras que realizamos sob a
orientação do ESPÍRITO.
No original
grego edificar-se significa - promover crescimento em sabedoria cristã,
afeição, graça, virtude, santidade, bem-aventurança, crescer em sabedoria e
piedade. ORAR EM LÍNGUAS trás esta edificação.
Resumo Rápido
do Pr. Henrique
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
Numa época em
que a maioria dos crentes só congregam aos Domingos, não ganham sequer uma alma
para CRISTO em 1 ano inteiro, não sabem nem o que é jejum, não
evangelizam, não oram nem 30 minutos por
dia, a maioria não é batizada no ESPÍRITO SANTO, nem 1% possui algum dom do
ESPÍRITO SANTO, falar de vida no ESPÍRITO parece coisa do tempo de Atos dos
apóstolos ou pelo menos de tempos antiguíssimos.
Se não existe
comunhão com o ESPÍRITO SANTO, não existe caráter de CRISTO, pois é o mesmo
ESPÍRITO que nos comunica este caráter.
É bom
esclarecermos que Paulo fala de Andar no ESPÍRITO, fala de FRUTO DO ESPÍRITO.
LETRA MAIÚSCULA MESMO, pois se dependesse do espírito humano jamais
conseguiríamos alcançar sinais de caráter parecidos com o de CRISTO. O espírito
humano estava antes ligado a Satanás e não a DEUS. A partir do novo nascimento
nosso espírito (letra minúscula) foi ligado ao ESPÍRITO SANTO e agora temos
comunhão com DEUS através do ESPÍRITO SANTO que mora em nós. Nossos espírito
agora pode se comunicar com DEUS, porém, infelizmente, muitos que nasceram de
novo ainda permitem que seu espírito se comunique com Satanás como no passado.
falta santidade (separação exclusiva para DEUS).
Efésios
2.1 vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que, noutro
tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades
do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da
desobediência; 3 entre os quais todos nós também, antes, andávamos
nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e
éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
Se não
permitirmos o controle e a direção do ESPÍRITO SANTO de nada vale termos em nós
o Fruto do ESPÍRITO, pois suas virtudes só se manifestam na direção do mesmo
ESPÍRITO. Se retirarmos o ESPÍRITO SANTO do crente o fruto sai junto. Se
retermos o ESPÍRITO SANTO o fruto é retido com suas qualidades. Existem muitos
crentes com excelentes qualidades, parecidas com as do Fruto do ESPÍRITO,
porém, movidas pela religiosidade e autojustificação, o que é um pecado. Fazer
algo de bom para merecer alguma coisa de DEUS é, no mínimo, uma heresia. Somos
salvos pela graça e tudo o que recebemos é pela graça de DEUS (JESUS CRISTO
morreu e ressuscitou, levando sobre ELE nossos pecados e doenças e
enfermidades).
I - A VIDA
CONTROLADA PELO ESPÍRITO
1. O que
significa ser controlado pelo ESPÍRITO?
Não há
possibilidade do crente ser cheio do ESPÍRITOSANTO Sem transbordar, pois a
medida de DEUS é sacudida, compactada e transbordante. O crente que não fala em
línguas nunca foi totalmente cheio do ESPÍRITO SANTO, ou seja, nunca o ESPÍRITO
SANTO assumiu total controle sobre ele, pois a língua ficou sem ser dominada.
Efésios 5.18:
"[...] Mas enchei-vos do ESPÍRITO". Não é, aqui, um pedido ou um
conselho, mas uma ordem, está no imperativo. Veja o significado:
Strong πληροω
pleroo
1) tornar
cheio, completar, i.e., preencher até o máximo
1a) fazer
abundar, fornecer ou suprir liberalmente
1a1) Tenho em
abundância, estou plenamente abastecido
2) tornar
pleno, i.e., completar
2a) preencher
até o topo: assim que nada faltará para completar a medida, preencher até a
borda
2b) consumar:
um número
2b1) fazer
completo em cada particular, tornar perfeito
Atos 2.14 Pedro
mencionou em seu sermão, como interpretação daquela extraordinária ocorrência,
que acabara de suceder. (Ver Atos 2:16-21 e Joel 2:28-32). Essa profecia
revela-nos como o ESPÍRITO haveria de ser derramado sobre toda a carne, de modo
pleno e transbordante. Os cento e vinte irmãos reunidos no cenáculo, pois,
foram os primeiros a experimentar isso. Foram cheios e falaram em línguas.
A qualidade de
vida vibrante e transbordante disponível em CRISTO era evidente na autoridade
de seus discursos e no poder de seu toque (Mateus 9:18; Marcos 1:27, 41:42;
5:27-29). Ele é o "autor da vida" (Atos 3:15), que proporciona o
caminho à vida (Mateus 7:14; 25:46; Marcos 8:35-37; Marcos 9:42-47). Ele
levantou os mortos com seu poder vivificador. A sua própria ressurreição fez
dele um espírito vivificador, com o poder de uma vida indestrutível (Romanos
8:2; 1 Coríntios 15:45; Hebreus 7:16). Assim, JESUS CRISTO é a nossa vida
(Colossenses 3:4) - nele temos "novidade de vida" (Romanos 6:4) e
somos novamente criados vivendo de agora em diante para ele e não para nós
mesmos (2 Coríntios 5:15-17).
Não existe vida
transbordante, cheia do ESPÍRITO SANTO e guiada pelo ESPÍRITO SANTO sem
manifestação de seus Dons. A grande maioria dos crentes não passou nem pelo
primeiro estágio de enchimento que é o batismo e o falar em línguas. O crente
deve todos os dias falar em línguas e orar em línguas para ser edificado. Orar
bem. Falar diretamente com DEUS em mistérios. (! Coríntios 14)
2. Um viver
santo.
Sem
santificação não há visão de CRISTO. Esta é a vontade de DEUS, nossa
santificação. Essa santificação é nossa separação para que ELE possa nos usar
onde e da maneira que deseja. Nossa vida deve ser de jejuns, muita oração e
estudo da bíblia. Nosso maior desejo deve ser ganhar almas para CRISTO. Sendo
esse nosso desejo, vamos nos esforçar para estarmos sempre prontos para servir
a DEUS em qualquer lugar ou circunstância.
3. A verdadeira
comunhão.
Oração é o mais
importante na comunhão com CRISTO. Os discípulos, vendo o resultado da oração
de CRISTO pediram-Lhe para os ensinar a orar. Oração é intimidade com DEUS.
JESUS disse que devemos entrar para nossos quarto e falar em secreto com nosso
PAI e ELE nos recompensará publicamente. Nossas orações são como incenso
aromático de cheiro suave perante DEUS. Nossa intercessão pode mover quaisquer
barreiras ao evangelho.
Comunhão é
relacionamento que envolve propósitos e atividades comuns; parceria (At 2.42;
2Co 6.14; Gl 2.9; Fm 6, RA). Nossa comunhão com DEUS quer dizer que vamos ter
tudo em comum com ELE.
Comunhão é
associação com uma pessoa, envolvendo amizade com ela e incluindo participação
nos seus sentimentos, nas suas experiências e na sua vivência (1Co 1.9; 10.16;
2Co 13.13; Fp 2.1; 3.10, RA; 1Jo 1.3,6,7). Comunhão com o ESPÍRITO SANTO é ter
tudo em comum com ELE.
II - O FRUTO DO
ESPÍRITO EVIDENCIA O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS
1. O que é
caráter?
CARÁTER MORAL
(Dicionário Teológico)
[Do lat.
character ; do gr. kharacktér , marca,
sinal de distinção] Natureza básica do ser humano que o torna responsável por
seus atos tanto diante de DEUS como diante de seus semelhantes. O caráter moral
tem como ressonância elementar a consciência que, como a voz secreta que temos
na alma, aprova ou nos reprova as ações.
Segundo o
Dicionário Houaiss, é a "qualidade inerente a um indivíduo, desde o
nascimento; índole."
Em nosso caso
nosso caráter é modificado quando entramos na nova vida com CRISTO pelo Novo
Nascimento. Um filho deve se parecer com o PAI.
Somente se nos
deixarmos ser guiados pelo ESPÍRITO SANTO teremos um caráter parecido com o de
CRISTO, pois foi assim mesmo que JESUS fez quando aqui na Terra. Deixou-se
dominar, ser controlado, ser guiado pelo ESPÍRITO SANTO.
Importante não
confundir caráter com temperamento.
DEUS usa a cada
um com seu temperamento. Sobre temperamentos, o comentarista de nossa lição não
entra em detalhes sobre o assunto, pois a Bíblia não faz relação a isso. Para
que ninguém se complique de repente, tendo que acusar JESUS de ter um
temperamento ruim, o melhor é não querer ser psicólogo sem ser. Exemplo: JESUS
derrubou mesas e deu chicotadas em animais no Templo. Para a Bíblia e DEUS isso
é zelo. Para um psicólogo isso é temperamento fleumático etc. O problema de quem acredita nisso é que
passa a culpar seu temperamento pelos seus pecados.
2. Caráter
gerado pelo ESPÍRITO SANTO.
O Senhor JESUS
afirmou que o ESPÍRITO SANTO habitaria conosco e em nós (Jo 14.17).
Antes quem
reinava em nosso interior era a natureza adâmica, uma natureza carnal e
pecadora. Agora, controlados e direcionados pelo ESPÍRITO SANTO podemos
livremente escolher em fazer o bem, em amar a DEUS em primeiro lugar e aos
outros como a nós mesmos. Podemos decidir servir a DEUS e nos entregarmos
totalmente ao ESPÍRITO SANTO, nosso companheiro e professor inseparável. ELE
sabe mais sobre nós do que nós mesmos. Já falou com Ele hoje?
3. Um novo
estilo de vida.
Viver em
novidade de vida - Por isso notamos tanta mudança de caráter em um novo
convertido. Todos à sua volta veem a diferença. É o primeiro amor. É tudo novo
e o ESPÍRITO SANTO está no controle. O assunto preferido é CRISTO. As roupas
mudam, as palavras mudam, o agir muda, o comportamento muda, é tudo novo e
maravilhoso. é a ação do ESPÍRITO SANTO num coração voluntário e entregue a
DEUS. O problema é mantermos essa atitude a vida toda. Infelizmente, apara a
maioria dos crentes, isso é impossível. O amor esfria. Que tal voltar ao
primeiro amor?
Nossa vida
atual precisa refletir a vida de CRISTO na Terra. Sejamos parecidos com CRISTO
em tudo.
III -
TESTEMUNHANDO AS VIRTUDES DO REINO DE DEUS
1. O propósito
do fruto.
O propósito do
fruto é nos capacitar para vivermos uma vida plena na presença de DEUS, cheios
do ESPÍRITO SANTO e produzindo o que é mais precioso para DEUS - ALMAS.
O cristão não é
um agente secreto, é um representante de CRISTO em meio à mundo corrompido.
JESUS andava em meio às pessoas, conversava com elas, as abençoava e as curava
de todos seus males. Somos "luz" do mundo e "sal" da
terra (Mt 5.14,15). Todos gostavam de ouvir JESUS ensinar e pregar e todos
queriam estar onde Ele estava. A atração de JESUS era a presença do ESPÍRITO
SANTO. Ele ensinava o que fazia e fazia o que ensinava. JESUS praticava sua fé.
Devemos ser o espelho de JESUS. Amemos não só de palavras, mas de ações.
O fruto produz
a semente.
O fruto guarda
a semente e a protege.
A semente vai
gerar outras árvores que vão gerar outros frutos que vão gerar outras sementes.
2. Uma vida
produtiva.
O crente
precisa ter uma vida espiritual frutífera. Produzir no reino de DEUS é ganhar
almas. Com nossa vida de cristãos, nosso testemunho e nossas ações de
imitadores de CRISTO. Devemos ir até as pessoas e falar-lhes do amor de DEUS.
Precisamos produzir e dar frutos. Esses frutos são resultados práticos para o
reino de DEUS. ALMAS.
3. O que fazer
para manter a produtividade?
A vida cristã
precisa de manutenção. Por que um novo convertido é mudado e está sempre
testemunhando de CRISTO e está sempre alegre? Porque está sempre orando, lendo
a bíblia, jejuando congregando e evangelizando. Se fizermos o mesmo manteremos
a produtividade em nossa vida para o reino de DEUS.
CONCLUSÃO
Temos que ter
uma vida controlada pelo ESPÍRITO. Ser controlado pelo ESPÍRITO significa ter
tudo em comum com ele, um viver santo, uma verdadeira comunhão em submissão.
Devemos saber
que o fruto do ESPÍRITO evidencia o caráter de CRISTO em nós. Caráter é
personalidade restaurada, é ser dirigido e controlado pelo ESPÍRITO SANTO que
imprime em nós a personalidade de CRISTO. É o caráter gerado pelo ESPÍRITO
SANTO em nós. É um novo estilo de vida. Precisamos agora testemunhar as
virtudes do reino de DEUS, sabendo que o propósito do fruto é nos dar condições
de ter uma vida produtiva e devemos manter esta produtividade em nossas vidas
vivendo sempre em comunhão e submissão ao ESPÍRITO SANTO.
JESUS CRISTO
fazia o que aqui na Terra? Pregava, Ensinava, Orava muito, Jejuava, Curava a
todos, Libertava a todos, Fazia milagres. Será que estamos parecidos com JESUS
CRISTO ou o ESPÍRITO SANTO não consegue nos dirigir?
BOAS OBRAS
(Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia)
Convém-nos
considerar os pontos abaixo:
1-
Considerações Práticas.
O homem
espiritual foi criado a fim de praticar boas obras (Ef. 2:10). Essas são
expressões da operação da lei do amor em nós, e resultam do fato de termos
nascido de DEUS (I João 4:7,11). As boas obras, de todas as variedades, são
recomendadas aos crentes (Ef. 2:10; Tito 2:14). Elas resultam do uso apropriado
das Escrituras (II Tim. 3:17). Por intermédio delas, os homens glorificam a
DEUS (Mat. 5:16). Há uma recompensa à espera daqueles que praticarem boas obras
(I Cor. 3:14 e Apo. 22:12). As boas obras devem ser tanto sociais quanto
individuais, porquanto, quando expressamos amor, devemos fazê-lo tanto em favor
de indivíduos isolados como devemos ter em mira toda a sociedade humana. Fazem
bem as igrejas locais que promovem programas de bem-estar social, hospitais,
orfanatos e cursos práticos de instrução, que ajudam as pessoas a obterem
empregos etc. Não basta evangelizar. Temos mostrado sermos ativos nisto,
porquanto essa igreja tem promovido caridade, escolas, hospitais, etc., e
algumas de suas ordens religiosas existem com o propósito explícito de praticar
boas obras. Precisamos dar-nos crédito por essas atividades. Sermos sempre
ativos nas boas obras sociais, mesmo que não somos justificados pelas boas
obras, mas pela fé. A epístola de Tiago, no seu segundo capítulo, instrui-nos
quanto a essa questão. Todos os que, com honestidade, e sem interesses
egoístas, promovem o bem-estar social, estão cumprindo a vontade de DEUS, e
nessa medida, são servos de DEUS,
2- Um dos
Aspectos do Pragmatismo.
Em certo
sentido, a verdade pode ser equiparada às boas obras, porquanto a verdade é
aquilo que produz benefícios e opera em benefício dos homens. Se não
exagerarmos quanto a isso, não a transformando em uma teoria da verdade, então
seremos possuidores de uma compreensão útil. A verdade não pode jamais ser
apenas um conceito. É necessário que a verdade tenha manifestações práticas.
Uma dessas manifestações consiste em boas obras práticas.
3- A Boa
Vontade.
Alguns
filósofos pensam que a única coisa verdadeiramente boa é à vontade (Kant). Os
atos bons que podemos realizar não serão tão bons se, por detrás dos mesmos,
houver motivos egoístas. Além disso, quase sempre os próprios atos são
corrompidos por motivos ulteriores, que geralmente assumem formas egoístas.
Portanto, a bondade, quando pura e simples, reside na vontade de se fazer o
bem. Seja como for, a boa vontade é a mola impulsionadora de onde fluem os atos
bons. No sentido cristão, o ESPÍRITO SANTO transforma-nos para que sejamos
dotados de boa vontade, a fim de podermos praticar o bem.
4-
Considerações Teológicas.
a) Em primeiro
lugar, temos o conflito em torno da causa da justificação. Algumas denominações
cristãs, na realidade, a maioria das religiões, misturam o que é divino com o
que é humano, presumindo que a justificação vem através da combinação da fé e
das boas obras. Essa era a posição dos hebreus, refletida no Antigo Testamento.
Os primitivos cristãos, conforme vemos no décimo quinto capítulo do livro de
Atos, tiveram de enfrentar esse ponto de vista em suas próprias fileiras, o que
suscitou forte controvérsia. Além disso, o livro de Tiago reflete essa posição,
parecendo uma força opositora à doutrina paulina da justificação exclusivamente
pela fé. Não podemos divorciar o livro de Tiago do décimo quinto capítulo do
livro de Atos, interpretando-o não-historicamente. A história da Igreja
primitiva envolve essa controvérsia, — não nos devendo maravilhar que um dos
livros do Novo Testamento assuma uma posição não paulina sobre a questão.
Precisamos reconhecer que uma contribuição tipicamente paulina para a compreensão
da doutrina cristã é o seu princípio da graça divina. Há indícios dessa
doutrina fora de Paulo, mas é inútil tentar encontrar qualquer apresentação
clara da mesma antes das epístolas paulinas. Não obstante, é errônea a
aplicação do princípio das boas obras dentro do sistema de merecimento humano,
segundo o qual, mediante o acúmulo de atos corretos e feitos úteis ao próximo,
uma pessoa vai acumulando crédito diante de DEUS, até que chegue a merecer a
salvação de sua alma, através de suas boas obras.
Essa foi a
ideia que os reformadores combateram, e com toda a razão. Os escritos de Paulo
são radicalmente contrários a tal noção. Ver Romanos 3-5, quanto a uma
prolongada declaração cristã a esse respeito. Ver também Gál. 2:16-21 e
3:1 ss. A posição protestante é que as boas obras são o resultado natural da
conversão e da justificação, e jamais a sua causa. A ordem de coisas, em
Efésios 2:8-10, serve de apoio a essa contenção. O ponto de vista paulino é que
o indivíduo, por si mesmo, é incapaz de agradar a DEUS, pelo que suas boas
obras não lhe servem de mérito. O terceiro capítulo da epístola aos Romanos é
uma extensa declaração a esse respeito. O ESPÍRITO nos foi dado mediante o
ouvir com fé (Gál. 3:2), e não através das obras da lei. A operação do ESPÍRITO
é a nossa motivação e o nosso poder, e não a nossa tentativa, mediante as
nossas próprias forças, e através de nossos próprios recursos, de acumular
merecimento diante de DEUS.
b.
Reconciliação. Há uma maneira de reconciliar os princípios das boas obras
e da fé, como porções integrais da justificação. Se considerarmos que as obras
realizadas são frutos e labores do ESPÍRITO em, e através de nós, então as
obras tornam-se um termo para indicar a sua obra transformadora em nós,
juntamente com os resultados práticos dessa transformação. Isso é algo
necessário à justificação, porque o termo não é apenas uma expressão verbal.
Inclui aquilo que é feito na vida do crente pelo ESPÍRITO de DEUS. A
justificação, em uma definição mais ampla, tanto é transformação moral e
espiritual quanto é santificação. Se não fosse assim, como Paulo poderia falar
sobre a justificação da vida? (Romanos 5:18). Portanto, insisto aqui que a
descrição paulina da justificação é mais ampla do que a definição dos
reformadores a respeito. Ê precisamente isso que nos ensina a epístola de
Tiago! Mas, segundo a definição protestante tradicional, a justificação exclui
os aspectos posteriores da santificação e da transformação do caráter do
crente.
A justificação
não é uma categoria isolada das demais operações do ESPÍRITO. Somente como
concepção mental podemos isolá-la desse modo. Na prática, as operações do
ESPÍRITO em nós são reais e simultâneas; e essa realidade e simultaneidade
fazem parte da justificação. Nesse sentido, a justificação depende tanto da fé
quanto das obras da fé. Não obstante, essas obras não devem ser entendidas como
meritórias, como se fossem fruto da bondade humana. Antes, trata-se da atuação
do ESPÍRITO de DEUS em nós.
c) O
Acolhimento Humano. A chamada ao arrependimento mostra que o homem é capaz
de arrepender-se; de outro modo, tal chamada seria uma zombaria. O homem caiu
no pecado, mas continua havendo uma — graça geral — que o capacita a reagir —
favoravelmente — a DEUS. Se não adotarmos essa posição, perderemos inteiramente
o aspecto do livre-arbítrio, — e tal perda é intolerável. Sem livre-arbítrio,
não podem haver requisitos éticos, e nem responsabilidade humana. Em todos os
homens resta bondade suficiente para sentirem a força de atração da bondade de
DEUS e corresponderem à mesma. Porém, a salvação é um ato divino, e tanto a fé
quanto as obras da fé são resultantes das operações do ESPÍRITO. Contudo, o
homem caracteriza-se pela inércia espiritual, e para corresponder aos reclamos
do ESPÍRITO, é mister que receba o influxo da graça divina capacitadora. Desse
modo o homem chega a crer e a agir em consonância com a sua fé, embora suas
boas obras não sejam meritórias para a salvação.
d) A Questão
dos Galardões. Os galardões ou recompensas incluem aquilo que recebemos, mas o
conceito consiste, essencialmente, naquilo em que nos tomamos. Se um homem vier
a receber a coroa da justiça (II Tim. 4:8), isso significará que ele adquiriu a
natureza moral e santa de DEUS. Se ele vier a receber a coroa da vida (Tia.
1:12 e Apo. 2:10), isso significará que ele veio a compartilhar da vida divina,
da vida eterna, da vida celestial. Por toda a parte, as Escrituras são claras
no sentido de que os homens serão julgados de acordo com as suas obras,
recebendo essas coroas em resultado de um desempenho fiel, e não meramente por
haver crido em certo número de doutrinas acerca de CRISTO. Ver Rom. 2:6; Apo.
20:12. O trecho de I Coríntios 3:10 ss, deixa claro que esse princípio se
aplica plenamente ao crente. Portanto, podemos concluir somente que a
glorificação, que-inclui o princípio das recompensas, dependerá das nossas
obras, e não apenas da nossa fé. Ao mesmo tempo, precisamos apressar-nos a
ajuntar que isso resulta das operações divinas em nós, não sendo méritos que
acumulamos mediante nossos próprios esforços desassistidos. Não obstante, esse
princípio mostra-nos que as obras, nesse sentido, não são meramente resultados
da fé. Elas são, na sua própria essência, aquilo que o ESPÍRITO está operando
em nós, em. seu processo de transformação do crente. Quanto a esse aspecto, fé
e obras são sinônimos. Paulo declarou sucintamente esse princípio, ao escrever:
«...desenvolvei (efetuai) a vossa salvação com temor e tremor; porque DEUS é
quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade»
(Fil. 2:12,13). Deveríamos notar que ambos os verbos portugueses, «desenvolver»
e «efetuar», no original grego procedem da mesma raiz. Ninguém, por si mesmo,
pode efetuar a sua salvação. Mas quando alguém, através do ESPÍRITO, torna-se
capaz disso, então está na obrigação de fazê-lo.
5- Contra a
Crença Fácil.
Na Igreja
Católica Romana, os sacramentos tomam conta de tudo, e obtém-se a impressão de
que o homem nada mais precisa fazer, se tiver sido batizado, se assistir à
missa com frequência, se participar da comunhão, etc. Tal doutrina é
enganadora. Nas igrejas evangélicas, por sua vez, isso tem sido substituído
pela pública confissão de fé, na qual, presumivelmente, o indivíduo confessa a
CRISTO e dá seu assentimento diante de certo número de doutrinas acerca de sua
pessoa e de sua realização, nada mais faz, e, contudo, supostamente atinge a
salvação. Trata-se de uma total insensatez. Pois contradiz todos os conceitos
neotestamentários que dizem respeito ao que está envolvido na salvação: a nossa
transformação segundo a imagem e a natureza de CRISTO (Rom. 8:29), através da
contínua operação do ESPÍRITO (II Cor. 3:18), mediante o cultivo em nós das
virtudes morais e espirituais (Gál. 5:22,23). Ninguém obterá alguma coroa
espiritual, a menos que seja digno (Apo. 2:7), e ninguém verá o Senhor sem a
santificação (Heb. 12:14). Todas as promessas das sete cartas do Apocalipse
foram endereçadas aos vencedores. Aos vencedores é ali prometida a árvore da
vida (Apo. 2:14), o escapar da segunda morte (2:11), o poder comer do maná
celestial e o receber de um novo nome (2:17), o entrar no reino milenar e o
receber a estrela da manhã (2:28), o andar de branco e não ter o seu nome
apagado do Livro da Vida (3:5), o tornar-se uma coluna no templo celestial de
"DEUS e ter o nome de DEUS nele inscrito (3:12), e o sentar-se no trono de
DEUS (3:21).
Essas são
questões sérias, e, em minha opinião, são tratadas com superficialidade tanto
pela Igreja Católica Romana quanto por muitas igrejas protestantes e
evangélicas, embora sob diferentes ângulos. Nada é mais claro para mim do que
isto: A confissão de um crente é a sua vida. Sem isso, não há confissão válida.
(B C H NTI)
Manual de
dúvidas, enigmas e contradições da Bíblia
Mt
7.20 Devêssemos avaliar as palavras de um professor examinando sua vida.
Assim como a árvore se conhece pela classe de frutos que dá, um bom professor
mostrará boa conduta e um caráter moral alto ao tentar viver as verdades das
Escrituras. Isto não significa que devemos expulsar aos professores de Escola
Dominical, pastores e demais que não tenham chegado à perfeição. Todos estamos
expostos ao pecado e devemos mostrar a mesma misericórdia que nós mesmos
necessitamos. JESUS está falando dos professores que deliberadamente ensinam
doutrinas falsas. Devemos examinar a motivação dos professores, a direção que
estão seguindo e quão resultados estão esperando obter.
Comentário
Bíblico Vida Nova
O bom
comportamento só pode vir de um bom coração. É tolice esperar bons frutos de um
solo ruim e esperar bons atos de uma pessoa má. Somente a pessoa cujo coração é
enriquecido com bom produzirá bom ensinamento.
A palavra de
DEUS deve ser acolhida com fé e perseverança, se os ouvintes devem ser o tipo
de terreno que produz bons frutos. Nos corações de algumas sementes de nunca
ter a chance de germinar, enquanto outros interrompido porque o crescimento não
vai conseguir perseverar.
-------------------------------------------------------
Lição 3, O
perigo das Obras da Carne
1º Trimestre de
2017 - Título: As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - Como o
crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Comentarista: Pr.
Osiel Gomes da Silva (Pr Pres. Tirirical - São Luis -MA)
TEXTO
ÁUREO
“Vigiai e orai,
para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a
carne é fraca” (Mt 26.41).
VERDADE
PRÁTICA
Oremos e
vigiemos para que não sejamos surpreendidos pelas obras da carne.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - Lucas 6.39-49.
39 — E
disse-lhes uma parábola: Pode, porventura, um cego guiar outro cego? Não cairão
ambos na cova? 40 — O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o
que for perfeito será como o seu mestre. 41 — E por que atentas tu no
argueiro que está no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu
próprio olho? 42 — Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar
o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no
teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás bem para
tirar o argueiro que está no olho de teu irmão. 43 — Porque não há boa
árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto. 44 — Porque cada
árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros,
nem se vindimam uvas dos abrolhos. 45 — O homem bom, do bom tesouro do seu
coração, tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração, tira o mal,
porque da abundância do seu coração fala a boca. 46 — E por que me chamais
Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo? 47 — Qualquer que vem a mim, e
ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante. 48
— É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo,
e pôs os alicerces sobre rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a
corrente naquela casa e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre rocha.
49 — Mas o que ouve e não prática é semelhante ao homem que edificou uma
casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo
caiu; e foi grande a ruína daquela casa.
Resumo da Lição
3, O perigo das Obras da Carne
I. A VIDA
CONDUZIDA PELA CONCUPISCÊNCIA DA CARNE
1. A
concupiscência da carne.
2. A vida
guiada pela concupiscência da carne.
3. A vida
conduzida pela concupiscência dos olhos.
II. A
DEGRADAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO
1. O
caráter.
2. O caráter
moldado pelo ESPÍRITO.
3. Ataques ao
seu caráter.
III. UMA VIDA
QUE NÃO AGRADA A DEUS
1. Viver
segundo a carne.
2. Vivendo como
espinheiro.
3. Uma vida
infrutífera.
VÁRIOS
COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMA CORREÇÃO DO Pr. Luiz Henrique
TRAVE ou
VIGA Uma palavra usada para traduzir vários termos hebraicos e gregos que
se referem a grandes vigas na construção de pisos, tetos e telhados de
edifícios (1 Rs 6.9; 7.2,3; 2 Rs 6.2,5). A palavra também se refere a uma
grande barra cujo arqueamento poderia ocorrer de forma indistinta, podendo ser
chamada de "eixo do tecelão" (Jz 16.14; 1 Sm 17.7; 1 Cr 11.23). Em 1
Reis 6.36; 7.12, faz-se referência a um tipo que era comum no Oriente Próximo
durante o segundo milénio a.C, o uso de um vigamento de traves de madeira para
fortalecer um muro sobre um alicerce de pedras com a finalidade de mantê-lo
firme caso ocorressem terremotos. O termo foi usado por JESUS em um sentido
figurado em contraste com um argueiro iq.v.) ou partícula (Mt 7.3).
ARGUEIRO Esta
palavra consta em várias versões em Mateus 7.3-5; Lucas 6.41,42. A palavra
grega karphos, que significa "murchar ou secar", aparece como
"lasca" ou "mancha" em algumas traduções. O contraste
pretendido por nosso Senhor parece ser basicamente aquele entre um pequenino
pedaço de palha, caco, ou pau, assim como uma lasca, farpa, trave, ou lenha.
Ele adverte contra a crítica ou a tentativa de corrigir uma falta ou
deformidade insignificante de um irmão, quando a própria pessoa tem uma mancha
muito mais evidente ou séria. Se não atentar para isso, o Senhor JESUS diz, a
pessoa não será simplesmente hipócrita, mas incapaz de enxergar o suficiente
para ajudar o seu irmão.
Argueiro -
Dicionário Strong em português - καρφος karphos - de karpho
(murchar);
1) um talo ou
ramo seco, palha
2) palhiço,
resíduos dos cereais
Resumo Rápido
do Pr. Henrique
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
Para agradar a
DEUS devemos ter uma vida frutífera, mas para isso acontecer temos que vencer
as batalhas internas que nos sobreveem. Em nosso interior batalham a natureza
adâmica (carnal) e a nova natureza (espiritual). Acontece que após aceitarmos a
JESUS como único Salvador e Senhor ainda seremos tentados a nos voltar aos
velhos hábitos e desejos de nossa antiga vida pecaminosa que gerava a morte
espiritual. Temos que vencer esta luta e só o podemos fazer com a ajuda do
ESPÍRITO SANTO que em nós habita.
I. A VIDA
CONDUZIDA PELA CONCUPISCÊNCIA DA CARNE
1 Jo 2.16
Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos
olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo.
MUNDANISMO
(Dicionário Teológico)
- [Do lat.
mundanus] Conformação ideológica e emocional ao sistema implantado por Satanás,
cujo principal objetivo é levar o ser humano a deificar o material em
detrimento do espiritual. O apelo básico do mundanismo é realçar o que se vê, o
que se pega e o que se sente. E, portanto, um sistema diametralmente oposto ao
Reino de DEUS, cuja maior virtude acha-se na fé que devotamos ao Senhor Nosso
DEUS.
Três coisas
caracterizam o mundanismo: a concupiscência dos olhos, a concupiscência da
carne e a soberba da vida. Esta última é a tônica de todos os que fazem do
mundanismo a norma de sua vida.
1. A
concupiscência da carne.
Concupiscência
1 - Dicionário Bíblico Wycliffe - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea
A palavra
luxúria, empregada em várias versões da Bíblia Sagrada, abrange uma grande
variedade de desejos. Em 1611 d.C. ela não estava restrita ao sentido moderno
de paixão sexual.
a. Forte
desejo. Pode ser um desejo ardente (heb. nephesh), como o do exército egípcio
para alcançar e destruir Israel no Mar Vermelho (Êx 15.9); ou dos negociantes
ansiosos (epithumias) para auferir os lucros de seus empreendimentos comerciais
(Ap 18.14); ou simplesmente um desejo (gr. epithumia) ou uma ambição por outras
coisas (Mc 4.19).
b. Desejo
excessivo, forte anseio, luxúria no sentido de excesso (heb. ta'awa, Nm
11.4,34; SI 78.30). Muitas coisas boas quando feitas em excesso para a
autogratificação se tornam luxúria, como por exemplo, comer demais, gastar
tempo demais com o prazer (Rm 13.14).
c. Um desejo
consumidor pelo que é bom, isto é, zelo pelo que é correto. O termo gr.
epithumia, quando usado para o que é verdadeiramente um zelo piedoso, foi
traduzido como "desejo" em Lucas 22.15; Filipenses 1.23; 1
Tessalonicenses 2.17. Este uso do termo grego mostra claramente que é o objeto
de desejo de uma pessoa ou sua motivação (e não sua intensidade), que torna
esse desejo certo ou errado.
d. A luxúria
como um anseio por aquilo que é proibido. Esse é o uso mais comum do termo.
Paulo revela que DEUS entregou o homem caído às suas próprias concupiscências
(epithumiais, Rm 1.24). Ele cita o mandamento do AT, "Não cobiçarás"
(Êx 20.17; Dt 5.21), em Romanos 7.7, mostrando que cobiçar aquilo que não é seu
é uma forma de luxúria. Aparentemente, esse era o próprio pecado costumeiro de
Paulo com o qual ele teve que lutar mais vigorosamente após sua conversão (Rm
7.7-25).
A
concupiscência {epithumia), Tiago declara, é uma causa raiz do pecado (Tg
1.14,15), que por sua vez leva à morte. O caminho de derrocada da luxúria é
retratado em Romanos 1.24-32. Tiago também usa um outro termo, o gr. hedone, em
4.1,3 para explicar que as discussões e conflitos entre os crentes resultam da
luxúria e dos prazeres que combatem nos próprios membros de seus corpos. A
palavra também ocorre como "deleites da vida" em Lucas 8.14 e como
"escravos de toda sorte de paixões [epithumiais] e prazeres" ou
"servindo a várias concupiscências [epithumiais] e deleites" em Tito
3.3.
Bibliografia.
Friedrich Búchsel, "Thumos, Epithumia etc.", TDNT, III, 167-172.
Gustav Stahlin, "Hedone", TDNT, II, 909-926. R. A. K.
Concupiscência
- 2
Um termo usado
teologicamente para expressar os desejos malignos e lascivos que assediam os
homens caídos (Rm 7.8; Cl 3.5; 1 Ts 4.5).
A opinião
bíblica Reformada vê a concupiscência como a lascívia que leva a pecar,
desenvolvida quando o homem se rebelou contra DEUS e caiu. Ela é pecaminosa em
si, e revela a corrupção de toda a natureza do homem e o pecado que está nele.
Não só as ações voluntárias são pecado, mas os pensamentos intencionais (Gn
6.5; Mt 5.28). Paulo fala disto em Romanos 7 quando reconhece sua própria
fraqueza e tendência a pecar. A concupiscência só pode ser vencida através do
reconhecimento de que a natureza caída em nós está julgada (Rm 8.3); e então
devemos passar a andar no ESPÍRITO, e deixar que Ele mantenha a lei de DEUS em
nós (Rm 8.4). Isto significa ter uma vida cheia do ESPÍRITO. R. A. K.
A velha
natureza precisa ser controlada pelo ESPÍRITO para que não venhamos a cair em
péssimas ações e abominações. Se vivemos vigiando e vivemos constantemente
cheios do ESPÍRITO SANTO (Ef 5.18) então somos mais do que vencedores. Quem
semeia na carne, ou seja, vive segundo a velha natureza, da carne ceifará
corrupção (Gl 6.8). Só há um viver que agrada a DEUS - viver no ESPÍRITO. Isso
significa vitória sempre sobre o pecado e seus domínios maléficos.
Concupiscência
(Dicionário Teológico)
[Do lat.
concupiscência] Apetite carnal exagerado e insaciável. Como a concupiscência
advém da cobiça, os Dez Mandamentos encerram-se justamente com uma advertência
contra o desejo de se possuir o que não se tem direito (Ex 20.1-17). Embora
associada à sexualidade, a concupiscência tem o cerne no orgulho e na altivez
do espírito. Pois delicia-se em quebrantar as ordenanças divinas quanto à
satisfação dos instintos básicos: fome, sexo, segurança etc. A concupiscência é
condenada energicamente pela Bíblia (1 Jo 2.15-17). É tida como algo efêmero,
passageiro e tremendamente prejudicial à vida piedosa.
2. A vida
guiada pela concupiscência da carne. (Eva achou o fruto desejável de se
comer)
No homem
natural já habita a concupiscência da carne e o domínio é de Satanás, mas no
crente a concupiscência da carne está debaixo do domínio do ESPÍRITO, portanto
não podemos ceder aos apetites da carne, mas refreá-los e vencermos pela ajuda
do ESPÍRITO SANTO em nós. Quando chega o pensamento, a intenção, aí já começa a
batalha. É hora de orarmos repreendendo esse mal em nós e se preciso,
repreender o inimigo que se aproxima. Podemos nesta hora lermos na bíblia ou
nos lembrarmos do que já lemos sobre este desejo pecaminoso. Às vezes será
necessário buscar ajuda de um líder.
Na
concupiscência da carne as tentações acontecem no corpo, pelos 5 sentidos.
Na soberba da
vida o ataque é no espírito, é no desejo de ser grande, famoso, de ser rico
etc. (Eva pegou o fruto e o comeu porque queria ser igual a DEUS).
3. A vida
conduzida pela concupiscência dos olhos. (Eva olhou o fruto e achou
bonito)
O desejo entra
pelos olhos, pela cobiça, pelo desejo de possuir o que se vê e se acha belo ou
prazeroso.
Sem manter sua
comunhão com DEUS, o ser humano dá asas a seus sentimentos mais perversos e os
permite em sua mente até que os liberta da prisão em que estavam depois de se
converter.
Um crente que
não vive sendo controlado pelo ESPÍRITO SANTO e sim por seus instintos,
torna-se semelhante aos animais. Não existe nele mais o desejo pelas coisas de
cima e agora só anseia pelas temporais, humanas e diabólicas.
Davi viu e
desejou a mulher de Urias, e o seu desejo descontrolado o levou a cometer um
adultério e um homicídio (2Sm 11.1-4).
Sansão antes de
se tornar cego dos olhos naturais já estava cego espiritualmente. Brincou com
Satanás e o resultado foi funesto.
II. A
DEGRADAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO
1. O
caráter.
No grego,
caráter é charaktēr e significa “estampa”, “impressão” e “marca”.
Qualidade do crente que o faz agir de acordo com o que, pela lei de DEUS, é
considerado certo, justo e próprio; integridade (Sl 25.21; Ef 4.24, RA
Segundo
o Dicionário Houaiss é “um conjunto de traços psicológicos e, ou
morais, que caracterizam um indivíduo”. O caráter não é inato e pode ser
mudado.
Caráter é o que
é impresso na personalidade de uma pessoa, em nosso caso, num cristão, pelo seu
convívio e intimidade com o ESPÌRITO SANTO.
2. O caráter
moldado pelo ESPÍRITO.
Uma nova vida
em CRISTO. Um novo caráter deve vir -a velha natureza deve morrer, uma vez que
a pessoa se revista da nova natureza (3.5-14); novos princípios de vida devem
ser adotados - a paz dominando o coração, a Palavra habitando no salvo, e a
graça inspirando a canção do coração (3.15-17); uma nova conduta deve ser
mostrada nos relacionamentos domésticos, e no evangelismo entre aqueles que são
do mundo (3.18-4.6).
Ao darmos
autorização ao ESPÍRITO SANTO de nos guiar, conduzir, dominar, então Este nos
molda à semelhança de JESUS. As qualidades do fruto do ESPÍRITO (Gl 5. 22), que
já está em nós desde o dia em que nos convertemos, passam a ser vistas e a
produzirem vidas para o reino de DEUS. Nosso novo caráter agora é de um cristão
e nossas ações (Mt 5.16) demonstram que tivemos um encontro real com o
Salvador. Na igreja, vemos que existem
aqueles que são transformados por JESUS mais rapidamente e constatamos que a maioria
não.
Quem está em
CRISTO é uma nova criatura e como tal procura andar em novidade de vida, pois
já se despiu do velho homem, da natureza adâmica (2Co 5.17).
Temos agora uma
vida de Abstinência.
QUAIS OS
BENEFÍCIOS DA ABSTINÊNCIA?
Romanos 6:13 É:
nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado como instrumento de
iniquidade; mas oferecei-vos a DEUS como ressurretos dentre os mortos, e os
vossos membros a DEUS como instrumentos de justice. Abster-se de todo o mal é a
forma pela qual posso dar glória a DEUS. É impossível agarrar-se a DEUS e a um
estilo de vida pecaminoso ao mesmo tempo.
Cantares de
Salomão 8:9-10 É: Se ela for um muro, edificaremos sobre ele uma torre de
prata.. Eu sou um muro, e os meus seios como duas torres; sendo assim, fui tida
por digna de confiança do meu amado. Abster-se de pecado sexual antes do
casamento resulta em grandes bênçãos para você e seu cônjuge após o casamento..
PROMESSA DE
DEUS:
Gálatas
5:22-23...Mas o fruto do ESPÍRITO é: amor, alegria, paz, longanimidade,
benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas
cousas não há lei.
3. Ataques ao
seu caráter.
Inimigos de
nosso caráter cristão: a carne, o Diabo e o mundo.
Não estamos sós
no mundo, portanto seremos tentados a nos desviar do verdadeiro caminho ou alvo
que é CRISTO.
TENTAÇÃO
(Dicionário Teológico)
[Do hb. nissi ;
do gr. ekpeirazo ; do lat. tentationem ] Estímulo que leva à prática do pecado.
Embora a tentação, em si, não constitua pecado, o atender às suas
reivindicações caracteriza a transgressão das leis divinas. Eis porque JESUS,
na Oração Dominical, ensina-nos a orar: "E não nos induzas à tentação, mas
livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre.
Amém!" (Mt 6.13).
Atração para
fazer o mal por esperança de obter prazer ou lucro. Pode vir do Tentador (Gn 3)
ou de dentro do ser humano (Tg 1.14-15). Ninguém é tentado acima das suas
forças (1Co 10.13). JESUS foi tentado e venceu (Mt 4.1-11), podendo, por isso,
socorrer os que são tentados (Hb 2.18; 4.15). Devemos vigiar e orar para não
cedermos à tentação (Mt 6.13; 26.41). E é nosso dever socorrer os que caem (Gl
6.1)Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, pois dele procedem
as saídas da vida. (Provérbios 4:23)
REAÇÕES TENDEM
A SEGUIR AFEIÇÕES.
O nosso coração
- os nossos sentimentos de amor e desejo - revelam uma boa parte de como
vivemos, porque sempre achamos tempo pra fazer o que gostamos. Salomão nos diz
para guardar o nosso coração com muita diligência, sempre nos certificando que
estamos concentrados naqueles desejos que nos manterão no caminho certo.
Coloque barreiras nos seus desejos: Não vá atrás de tudo o que você vê. Olhe
para frente, deixe os seus olhos fixados no seu objetivo e não se deixe desviar
para caminho que levam a tentação.
É necessário
orar, ler a Palavra de DEUS e jejuar. Sem a leitura da Bíblia, a oração e o
jejum não conseguiremos vencer e ter uma vida frutífera.
III. UMA VIDA
QUE NÃO AGRADA A DEUS
1. Viver
segundo a carne.
Apesar de na
igreja aos Coríntios todos os dons se manifestarem, havia alguns que viviam de
maneira carnal. Paulo não identifica quais eram estes e nem afirma que eram
aqueles que eram usados em dons. Paulo cita caso de um homem que estava em
pecado e não era punido ou disciplinado por este pecado que era de possuir a
esposa de seu próprio pai.
Isso indica
que, mesmo numa igreja tremendamente espiritual, pode a maioria ser carnal e
concordar com um pecado, por exemplo, de um líder ou de alguém rico e ajudador.
isso causará inveja, contendas e dissensões (1 Co 3.3) na igreja.
É possível que
em Corinto fosse prática de alguns da igreja a homossexualidade e a falta de
disciplina sobre tais pecadores.
Após o Dilúvio,
viu-se o Senhor obrigado a destruir Sodoma e Gomorra, por haver estas cidades
se corrompido com o homossexualismo (Gn 19). Buscando preservar o seu povo, o
Senhor foi taxativo ao entregar a Lei a Moisés: “Nenhum homem deve ter relações
sexuais com outro homem. E uma coisa abominável” (Lv 18.22).
Nas Escrituras
do Novo Testamento, a homossexualidade continua a ser execrada. Eis o que o
apóstolo escreve aos coríntios: “Não se deixem enganar! Nem os imorais, os
efeminados, nem os homossexuais terão parte no Reino de DEUS” (1 Co 6.9).
É prova de
espiritualidade a correção e a disciplina de quem vive na prática do pecado.
Em CRISTO
JESUS, porém, todos os pecados são removidos. Basta tão-somente o transgressor
aceitar os méritos do sacrifício vicário do Filho de DEUS (1 Jo 1.7), para que
todas as ofensas lhe sejam perdoadas.
Não existe
possibilidade de um crente agradar a DEUS e viver na prática do pecado. O fruto
do ESPÍRITO em nós deve desabrochar de acordo com nossa vida de total entrega
ao ESPÍRITO SANTO.
2. Vivendo como
espinheiro.
Assim como a
roupa ou a apresentação doce e serena de alguém pode enganar a muitos, a árvore
é identificada não por suas flores ou folhas (beleza externa), mas por seus
frutos (resultados no reino espiritual).
Frutos aqui não
é o Fruto do ESPÍRITO SANTO, mas resultados das qualidades do fruto do ESPÍRITO
no crente - principal - ALMAS. Podemos incluir aqui o batismo no ESPÍRITO
SANTO, os dons espirituais para ajudar aos outros, pois assim JESUS era usado
por DEUS, pois tinha nele as características ou qualidades do fruto do
ESPÍRITO.
A árvore boa
com fruto do ESPÍRITO produz no reino espiritual. A medida dos carnais é o
resultado na vida material e emocional. Ajuntam muitos amigos que vivem como
eles e se combinam para pecarem juntos.
Jamais vamos
colher laranja de uma macieira, pois cada árvore produz o seu fruto segundo sua
espécie (Gn 1.11).
Logo, é
impossível um cristão dominado pelo ESPÍRITO SANTO produzir as obras da carne.
O homem bom tira de seu íntimo, do seu coração transformado, coisas boas, mas o
homem mau tira do seu mau coração pelejas, dissensões, prostituição, iras etc.
(Mt 7.18-22) e não produz almas e nem resultados espirituais.
Jotão apresenta
algumas árvores em uma parábola para o seu povo (Jz 9.7-21). As árvores
representam o povo de Siquém que desejavam um rei. Essas árvores eram boas: uma
produzia azeite que era utilizado na unção dos sacerdotes e iluminação; outra
produzia figos que alimentava o povo; a videira produzia vinho, que era usado
nos sacrifícios de libações. Porém o espinheiro, arbusto inútil, representava
Abimeleque. Muitos atualmente estão como Abimeleque, não produzem nada de útil
para DEUS ou para a próximo e ainda ferem as pessoas com seus espinhos. Quem
vive segundo a carne se torna um espinheiro, inútil para DEUS e para a Igreja.
Juízes 9.
7. Jotão foi e
se pôs no cume do monte Gerizim. Uma plataforma rochosa triangular projeta-se
de um dos lados de Gerizim formando um púlpito natural que dá para Siquém. A
voz de uma pessoa falando de Gerizim pode ser ouvida até o Monte Ebal, por cima
do vale no qual Siquém está localizada. Jotão, o único sobrevivente irmão de
Abimeleque, escolheu este local para fatal, dirigindo-se aos homens de Siquém.
8. Foram . . .
as árvores a ungir. . . um rei. Jotão escolhe instruir o povo por meio de uma
parábola. Ele quis mostrar que só indivíduos baixos têm o desejo de governar os
outros. Aqueles que têm ocupações dignas estão ocupados demais pala quererem
ser reis.
9. A oliveira
lhes respondeu: Deixaria eu o meu óleo? Bosques de oliveiras abundam na região
a volta de Siquém. Azeite de oliva era usado como unguento pala a pele e com
propósitos cerimoniais quando sacerdotes e reis eram ungidos. Era queimado para
fornecer iluminação, e usado na alimentação tal como a nossa manteiga. A
oliveira não pede ser persuadida a deixar seu importante trabalho para se
tornar rei.
11. A figueira
lhes respondeu: Deixaria eu a minha doçura? A figueira era a árvore frutífera
mais comum da Palestina. Os figos não eram um luxo delicioso, como são em
outras partes do mundo, mas um dos gêneros alimentícios mais comuns do pais.
13. A videira
lhes respondeu: Deixaria eu o meu vinho, que agrada a DEUS e aos homens? Elohim
pode ser traduzido para DEUS ou deuses. Neste contexto parece que Jotão se
refere às libações religiosas oferecidas aos deuses, durante as quais o vinho
era derramado sobre o sacrifício ou sobre o solo ao lado do altar. As uvas eram
grandemente estimadas em Israel, como no mundo mediterrâneo em geral. As uvas
não tinham função mais alta do que produzir vinho.
15. Respondeu o
espinheiro às árvores: . . . Vinde, e refugiai debaixo de minha sombra. Como
última alternativa, as árvores aproximaram-se do espinheiro, o qual podia ser
visto trepando pelos rochedos nas vizinhanças de Siquém. O espinheiro disse
ironicamente: Refugiai debaixo da minha sombra, um absurdo óbvio. Com
sentimento de auto importância, ameaçou consumir os cedros do Líbano, se as
outras árvores não lhe concedessem a devida deferência. O espinheiro seco
geralmente é o ponto inicial de incêndios destrutivos. Moore, em suas notas no
ICC, diz: "Aqueles que fizeram do espinheiro o seu rei, colocaram-se neste
dilema: se lhe fossem fiéis, desfrutariam de sua proteção que não passava de
tolice; se lhe tossem infiéis, ele os arruinaria".
16-20. Se
deveras e sinceramente procedestes ... alegrai-vos com Abimeleque ... mas, se
não, saia fogo de Abimeleque. Jotão fez uma aplicação evidente à sua parábola.
Os homens de Siquém poderiam sentir que agiram bem, no fato de esquecer tudo o
que Gideão tinha feito por eles, apoiando o assassinato dos seus filhos. Neste
caso, disse Jotão, "muita felicidade vocês terão com este seu
rei-espinheiro" (Moore). Contudo, Jotão advertiu, tal não seria o caso.
Não só este rei-espinheiro se comprovaria destrutivo para os homens de Siquém,
mas os homens de Siquém, por sua vez, consumiriam Abimeleque.
21. Fugiu logo
Jotão, e foi-se para Beer. Jotão conseguiu escapar da vingança de Abimeleque.
Beer significa poço, e havia muitos lugares na Palestina com esse nome. Alguns
comentadores têm sugerido que o lugar de seu retiro fosse Berseba. El-Bireh,
entre Siquém e Jerusalém, é outra possibilidade.
3. Uma vida
infrutífera.
Certa vez,
JESUS contou uma parábola a respeito de uma árvore estéril, uma figueira (Lc
13.6-9). Podemos usar a parábola para se referir a nossa vida cristã. A
figueira sem frutos pode ser aplicada aos crentes que professam a JESUS e, no
entanto, insistem em viver uma vida carnal, pecaminosa. Na parábola, o
agricultor investe na figueira, adubando, regando, podando, ou seja, dando
todas as condições para que produza fruto. Mas caso ela não viesse a frutificar
seria cortada. DEUS está investindo em sua vida e dando todas as condições para
que você produza bons frutos, aproveite a oportunidade.
13.6-9
Frequentemente no Antigo Testamento, uma árvore com fruto simboliza a vida
piedosa (vejam-se, por exemplo, Jr 17:7-8). JESUS sublinhou o que lhe
aconteceria à outra classe de árvore, aquele que ocupou tempo e espaço e não
produziu nada para o paciente agricultor.
Esta era uma
maneira de advertir a seus ouvintes de que DEUS não ia tolerar para sempre está
infecundidade. Luc 3:9 inclui a versão do João o Batista sobre o mesmo tema.
Desfruta você do trato especial de DEUS sem dar nada em troca? Se não, responda
à paciência do agricultor e prepare-se a dar fruto para DEUS.
Referências a
figueiras na bíblia - Figueira, Jz 9:10; 1Rs 4:25; Pv 27:18; Hc 3:17; Mt 21:19;
Lc 13:6; 21:29; Jo 1:48; Tg 3:12; Ap 6:13.
figueira (Dic
Portugues.dctx)
s. f. Bot. 1.
Árvore brasileira da família das Moráceas, particularmente qualquer árvore
cultivada ou não, derivada da figueira comum. 2. Árvore muito grande, nativa do
Brasil; fícus.
FIGO, FIGUEIRA
O figo comum,
mencionado por volta de sessenta vezes na Bíblia, é uma das plantas mais
importantes. Gênesis 3:7 fala de suas folhas. Quando os profetas do Velho
Testamento profetizavam para as pessoas por suas maldades, eles frequentemente
ameaçavam que a vinha e a colheita dos figos seriam destruídas.
19 E, avistando
uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ela, e não achou nela senão folhas.
E disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente.
19, 20.
Figueira. Esta conhecida árvore da Palestina era usada muitas vezes como
símbolo da nação de Israel (Os. 9:10; Joel 1:7). Uma peculiaridade dessa árvore
é que seus frutos e folhas costumam aparecer ao mesmo tempo, com os frutos às
vezes em primeiro lugar. A próxima colheita seria esperada para Junho. Essa
árvore em particular produzira tão abundante folhagem em Abril que qualquer um
esperaria encontrar nela também os frutos. Este parece ser um exemplo no qual,
pelo fato de CRISTO ter-se esvaziado completamente do seu ego (Fl. 2:7), Ele
deixou de usar a sua onisciência para que a sua reação humana fosse
inteiramente genuína.
CONCLUSÃO
A vida
conduzida pela concupiscência da carne é uma vida sem DEUS. A concupiscência da
carne é sempre morte. A vida guiada pela concupiscência da carne é uma vida
desprovida de alegria e paz. A vida conduzida pela concupiscência dos olhos é
uma vida de atrações pecaminosas. A degradação do caráter cristão se dá
pela falta de condução do ESPÍRITO SANTO. As qualidades do fruto do ESPÍRITO
não desabrocham. O caráter é o resultado de uma vida entregue a DEUS. As
qualidades do ESPÍRITO que estão no fruto aparecerão. A vida, se conduzida pela
carne e suas paixões aparecerão em pecados. O caráter moldado pelo espírito
produz vida em abundância e aparência de CRISTO no cristão. Podem acontecer
ataques ao caráter cristão, se o crente ceder terá uma vida que não agrada a
DEUS. O Viver segundo a carne é seguir o caminho da perdição e condenação
eterna. não continue vivendo como espinheiro que só serve para espetar os
outros e não produz nada no reino espiritual de DEUS, não tenha uma vida
infrutífera para DEUS.
Quem vive
segundo a carne não pode agradar a DEUS. E a vida sem DEUS torna-se
infrutífera. Longe do Senhor nos tornamos espinheiros, nos ferimos e ferimos ao
próximo. Busque a DEUS e seja uma árvore frutífera.
Lucas 39 - 49 -
Lucas - Série Cultura Bíblica - Leon L. Morris
39. JESUS agora
volta-Se a responsabilidade que incumbe aos discípulos no sentido de fazerem
mais discípulos. Emprega uma série de metáforas para ressaltar a importância de
viverem no nível mais alto enquanto assim fazem. Fala primeiramente de um cego
que procura guiar outro cego. Visto que o líder não enxerga melhor do que o
liderado, o único futuro para ambos e o desastre. Isto importa em problemas
para aqueles que colocam sua confiança em pessoas tais como os fariseus. E uma
advertência acerca da liderança que os seguidores de JESUS exercerão. O cristão
não pode ter
esperança de servir como guia para outras pessoas a não ser que ele mesmo veja
claramente para onde está indo. Se lhe faltar amor, não enxerga mesmo. Se
alguém pessoalmente não conhecer o caminho da salvação, somente poderá guiar os
outros a desgraça.
40. A segunda
ilustração relembra o pequeno grupo da sua posição como discípulos.
Declarações algo semelhantes sio achadas noutros lugares (22:27; Mt 10:24; Jo
13:16). Claramente é um pensamento que JESUS expressou mais de uma vez e de
modos diferentes. O progresso do estudante e limitado pelo ensino que recebe:
não pode saber mais do que
seu mestre. Nio
devemos entender isto em termos da nossa própria situação, em que as
bibliotecas e outras facilidades colocam possibilidades ilimitadas diante do
estudante. JESUS está falando de um tempo em que o discípulo somente tinha seu
rabino como sua fonte de informação. Alegar que estava acima do seu mestre era
o máximo da presunção. O único alvo do discípulo era ser como o seu mestre, e
chegava a este ponto somente depois de bem instruído. Esta última expressão
traduz o verbo katartizo, que tem um significado como “tornar digno” ou
“completo.”
E empregado
para consertar aquilo que está quebrado (Mc 1:19) ou para suprir plenamente
(como quando o mundo foi “plenamente formado,” Hb 113). O seguidor de JESUS
deve fazer da semelhança a Ele seu alvo. Não pode deixar de lado o mandamento
do amor, acreditando que está acima
daquele nível.
Mas o impacto principal do dito diz respeito aos mestres humanos. Visto que não
e razoável esperar que um discípulo saiba mais do que seu mestre, é importante
que o próprio mestre esteja pessoalmente bem adiantado no caminho cristão.
Especificamente, deve resguardar-se
contra a
cegueira espiritual e a falta de amor.
41,42. JESUS
repreende a hipocrisia com a ilustração do argueiro e da trave. Este e outro
tema as vezes empregado pelos rabinos. Não devemos olvidar-nos do fato de que
JESUS está bem-disposto a inculcar Sua lição em tom humorístico. Ficamos tão
frequentemente impressionados com a solenidade das questões envolvidas em boa
parte do Seu
ensino que nos
esquecemos que JESUS tinha um senso de humor. Aqui, escolhe o método da
parodia. Retrata o hipócrita com uma grande trave projetando-se do seu olho,
enquanto procura cuidadosamente tirar uma partícula do olho do seu irmão. Mesmo
assim, o humor da ilustração
não deve
cegar-nos diante da seriedade da lição que ensina. A leve imperfeição noutras
pessoas está frequentemente mais aparente a nós do que a grande imperfeição em
nós mesmos. JESUS nos exorta ao rígido autoexame antes de nos engajarmos no
julgamento dos outros. É importante
remover a trave
do nosso próprio olho. Não é importante nos preocuparmos com o cisco no olho do
nosso irmão. E é impossível endireitarmos nosso irmão antes de termos liquidado
nossas próprias falhas. Não podemos ver com clareza suficiente para fazer este
trabalho.
VI. A árvore e
o fruto (6:43-45). Os atos do homem mostram como é o seu coração.
43,44. JESUS
não explica o que quer dizer com uma árvore boa ou uma árvore má, mas a
declaração seguinte mostra que o tipo de fruto que a árvore produz está em
mente. Figos e uvas são contrastados com espinheiros e abrolhos. Onde se trata
da vida vegetal, fica claro que cada árvore tem seu fruto característico. Não
se pode colher um certo tipo de fruto de qualquer árvore senão a apropriada.
Todas as demais árvores produzem outros tipos de frutos.
45. Os homens
bons, como as árvores boas, produzem bons frutos.
O homem bom
produz fruto bom do bom tesouro do coração. E aquilo que ele é na sua natureza
íntima que determina qual fruto sua vida produzira, Assim acontece também com o
mau. O mal no seu íntimo somente pode produzir o mal. O princípio e declarado
no fim: porque a boca fala do que está cheio o coração. Sempre há um motivo
para as palavras que falamos. Nossas palavras revelam o que está em nosso
coração.
VII.
Fundamentos (6:46-49). Este sermão, como aquele em Mateus, termina com uma
lembrança impressionante da importância de agir a altura do ensino que JESUS
deu. Ha uma diferença quanto a um pormenor: em Mateus a diferença entre os dois
homens e que escolheram terrenos
diferentes para
construir sobre eles; aqui, diferem quanto a sua maneira de edificar nos
terrenos.
46. Parece que
alguns ja se mostraram falsos discípulos. Destarte, JESUS pergunta por que O
chamam Senhor, Senhor, mas não o obedecem.
Chamar alguém
de “Senhor” e reconhecer que lhe é devida a lealdade.
Repetir o trato
e colocar certa ênfase sobre esta confissão. Mas as palavras não sio substituto
para a obediência.
47,48, JESUS
agora fala do homem que presta atenção aquilo que Ele diz. Este homem e como um
construtor que cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha.
Esta obra e essencial para construir solidamente, mas gasta muito tempo e
trabalho pesado. Alguns, portanto, a evitam. Quando, porém, chegarem as
tempestades e as enchentes, a casa com alicerces na rocha ficara firme. O
trabalho pesado acabou valendo a pena. Fica claro o paralelo na vida
espiritual. Quando chegar o teste final no dia do juízo, e o fundamento sobre o
qual nossa vida é edificada que importará (cf. 1 Co 3:11 ss.). As palavras
certamente têm uma aplicação as tempestades desta vida. O homem com um bom
fundamento não é facilmente perturbado pelas dificuldades da vida; mas e o teste
supremo e final que está especialmente em mira aqui.
49. 0 caso e
diferente quando a casa está edificada sobre a terra sem alicerces.
Arrojando-se o rio contra a casa edificada desta maneira, logo desabou. Nio
poderia resistir o ataque. Assim é o homem que ouve o ensino de JESUS mas não
age de acordo com ele. Esta edificando sua vida sem fundamento. Pode ter toda a
aparência externa da respeitabilidade e pode ser notável por suas observâncias
religiosas, mas faltando-lhe um fundamento, não é nada.
TEOLOGIA
SISTEMÁTICA PENTECOSTAL - Pr. Antônio Gilberto
O fruto
do ESPÍRITO. Em I Coríntios 2.14—3.3, vemos que DEUS divide toda a
humanidade em três grupos de pessoas. Apenas três, e isso no sentido
espiritual: (I) o homem natural, literalmente controlado pela sua alma (2.14);
(2) o homem espiritual, literalmente controlado pelo ESPÍRITO SANTO
(2.15); e (3) o homem carnal, controlado, literalmente, pela sua natureza
carnal (3.3). Ninguém escapa dessa classificação divina. Todos nós somos um
desses "homens”. Identifique-se!
O homem natural
não é salvo. É irregenerado. É chamado de “natural” porque vive segundo a
natureza adâmica, decaída. O homem espiritual é aquele que
o ESPÍRITO SANTO governa e rege seu espírito, sua alma e seu corpo.
Nele, o seu “eu”, pela fé em CRISTO, está mortificado, crucificado (Rm 6.11; G1
2.19,20).
Já o homem
carnal, na conceituação bíblica, é o crente espiritualmente imaturo e que assim
continua através da vida —“meninos em CRISTO” (I Co 3.1). A vida do crente
carnal é mista, dividida, fracassada. Esse crente vive em conflito interior
entre a sua natureza humana e a divina, sendo a sua alma o campo de batalha
(cf. G1 5.13-26).
O homem
espiritual é o crente cheio do ESPÍRITO SANTO, isto é, aquele em cuja
vida o fruto do ESPÍRITO tem amadurecido (G1 5.22,23; Ef 5.9; Jo
15.1-8, 16). A evidência de que alguém continua cheio do ESPÍRITO é a
manifestação do fruto do ESPÍRITO de DEUS em sua vida (Mt 3.8; 7.20).
Se um cristão
afirma ser nascido de novo, mas seu modo de viver dentro e fora da igreja
desmente o que afirma, isso é uma contradição, um escândalo e uma pedra de
tropeço para os descrentes e os cristãos mais fracos. É pela sua habitação e
presença permanente no crente, regendo-o em tudo, que o ESPÍRITO produz o seu
fruto, como descrito em Gálatas 5.22.
A igreja
realiza as obras do Reino mediante a proclamação do evangelho de poder que lhe
foi outorgado por CRISTO (Rm I.I6). A mesma instrumentalidade que operou em
JESUS, durante o seu ministério terreno, está presente na vida da igreja para
que os milagres se realizem, as boas novas cheguem aos confins da Terra e ela
possa confrontar o orgulho, a falsidade e o egoísmo disseminado pelo reino das
trevas. E assim manifestar em sua existência as qualidades do fruto do ESPÍRITO
(G1 5.22), que antecipam a verdadeira natureza da era vindoura. Os dons
espirituais nao devem operar sem o fruto do ESPÍRITO (G1 5.22; I Co 13; Jo
15.1-8).
Obra da Carne e
Fruto do ESPÍRITO - William Barclay
Fica bem claro
que para Paulo o corpo não é essencialmente mau.
Na sua
natureza, morrerá. Mas tem potencialidades tremendas para o bem e para o mal,
dependendo se é dominado pelo pecado ou dedicado a DEUS.
Para Paulo, o
corpo em si mesmo é bem neutro.
A direção que
seguirá depende da força que o controla, para o bem ou para o mal.
Mas agora
chegamos a uma palavra muito mais difícil, sarx, a carne.
Esta é uma das
palavras características de Paulo, uma das palavras que percorre suas cartas, e
especialmente as cartas aos Romanos, aos Gálatas e aos Coríntios. É uma palavra
que representa certos fatos na situação humana que fazem parte da experiência básica
de todos os homens. Procuremos, portanto, penetrar em seu significado.
Podemos começar
com dois fatos fundamentais a respeito dela.
i. Sarx é a
inimiga mortal do pneuma. O conflito na alma é exatamente entre a carne, para
usar a tradução comum da palavra, e o ESPÍRITO.
“Estes,” diz
Paulo, “são opostos entre si” (G1 5.17). Qualquer que seja uma outra verdade a
este respeito, estas duas são as forças opostas dentro da existência humana.
ii. Sarx é
muito mais do que o corpo. No pensamento de Paulo os pecados da carne incluem
muito mais do que os pecados carnais que têm a ver com o corpo. Quando Paulo
alista as obras da carne, é certo que começa com a imoralidade, a impureza e a
licenciosidade, mas daí passa para a inimizade, as contendas, os ciúmes, a ira
e o espírito partidário que não são pecados do corpo, de modo algum. Os pecados
da carne, no sentido moderno e normal do termo, estão longe de serem aqueles
que são usados
no sentido paulino do termo. Na realidade, é verdade dizer que nem sequer são
os pecados principais e mais sérios da carne.
iii. Paulo usa
o termo para denotar uma condição física, do corpo.
Fala da
circuncisão da carne, em comparação com a circuncisão do coração (Rm 2.28).
Fala de um espinho na carne, com o que quer dizer uma enfermidade ou doença
física (Gl 4.13). Ha ocasiões em que Paulo emprega sarx onde poderia ter usado
sõma com igual efeito, e onde seu significado é físico sem quaisquer
implicações ou ideias subentendidas.
iv. Paulo usa
sarx em frases que poderíamos expressar em português assim: “humanamente
falando” , ou: “do ponto de vista humano” . Assim, JESUS descendeu de Davi
segundo a carne (Rm 1.3).
Abraão e o
nosso antepassado segundo a carne (Rm 4.1). JESUS é um judeu segundo a carne
(Rm 9.5).
Quando sarx é
usada assim, sempre subentende que o assunto não se esgota aí, que há algo mais
a ser dito, que o que é dito é verdadeiro do ponto de vista humano, embora não
seja a totalidade da verdade.
v. Paulo usa
sarx em frases e contextos onde usaríamos uma frase tal como: “julgando por
padrões humanos” .
Não muitos
sábios segundo a carne são chamados para fazer parte da Igreja (1 Co 1.26), ou
seja: não muitos que são sábios segundo os padrões mundanos (RSV), ou qualquer
padrão humano (NEB). Paulo, escrevendo aos coríntios, defende-se contra a
possível acusação de ter propósitos segundo a carne (2 Co 1.17), ou seja: de
fazer planos com um homem mundano que está disposto a alterá-los de
conformidade com aquilo que a conveniência venha a sugerir.
Escreve aos
coríntios afirmando que, agora, não conhece a homem algum, nem sequer a CRISTO,
segundo a carne (2 Co 5.16).
Aqui a RSV
traduz: “Não consideramos a ninguém do ponto de vista humano” , e a NEB: “Os
padrões do mundo deixaram de ser levados em conta nossa estimativa de qualquer
homem.” Em tais frases, a carne representa o padrão humano, o ponto de vista
humano, a avaliação humana.
vi. Paulo usa
sarx onde o pensamento principal diz respeito a humanidade.
A expressão:
“Nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei” (Rm 3.20; Gl
2.16; 1 Co 1.29) e um hebraísmo e uma expressão judaica normal, a passo que a
linguagem moderna diria “ninguém” (AKA, cf. ARC supra). Assim, JESUS veio na
semelhança da carne pecaminosa (Rm 8.3), onde a ideia e que CRISTO tomou sobre
Si a nossa humanidade.
A língua
hebraica sempre preferiria uma expressão concreta suma expressão abstrata, e,
portanto, prefere falar na carne ao invés da humanidade.
vii. Agora
chegamos ao uso paulino, único e distintivo, da palavra sarx, o conceito que
Paulo tem de sarx como a inimiga suprema no conflito na alma. Vejamos, pois,
como Paulo usa a palavra neste sentido especial.
(a) Pode-se
dizer que viver na carne é exatamente o inverso de ser um cristão. “Vós, porém,
não estais na carne, mas no ESPÍRITO” (Rm 8.9, 12).
É o não-cristão
que vive na carne. Paulo pode relembrar o tempo “ quando vivíamos segundo a
carne” (Rm 7.5; 8.5). O cristão crucificou a carne com suas paixões e desejos
(Gl 5.24). Viver na carne é exatamente o inverso de viver no ESPÍRITO, em
CRISTO; é o oposto de ser cristão.
(b) Para
expressar o assunto de modo ainda mais amplo, estar na carne é estar sujeito ao
pecado (Rm 7.14). Ser dominado pela carne e ser escravo do pecado são a mesma
coisa.
(c ) A carne é
a grande inimiga da vida virtuosa e da vida cristã:.
É esta sarx que
torna a lei fraca e enferma (Rm 8.3). Isto quer dizer que a sarx é a
responsável pela situação humana sempre repetida, em que o homem sabe com
perfeita clareza o que deve fazer, mas é totalmente incapaz de fazê-lo. Na sarx
não habita nada de bom (Rm 7.18). Se entendermos que esta é uma declaração
generalizada, é exatamente aqui que vemos a diferença entre sõma e sarx, o
corpo e a carne. O corpo pode tornar-se instrumento do serviço e da glória de
DEUS; a carne não o pode. O corpo pode ser purificado e até mesmo glorificado;
a carne deve ser eliminada e erradicada. É com a carne que o homem serve a lei
do pecado (Rm 7.25).
E a sarx que
torna o homem totalmente incapaz de assimilar o ensino que deveria saber
receber (1 Co 3.1-3). A sarx não pode agradar a DEUS (Rm 8.8). Pior do que
isso, a sarx é essencialmente hostil a DEUS
(Rm 8.7). Os
ciúmes, as contendas e a amargura são a prova de que o homem ou a comunidade
está vivendo na sarx (1 Co 3.3).
Fica bem claro
que temos um problema bem considerável na tradução.
De modo geral,
as traduções mais usadas no Brasil mantém a palavra “ carne,” com o adjetivo “
carnal.” Das paráfrases, temos: P: “baixos instintos da natureza” ; BLH: “a
natureza humana” ; BV: “ suas próprias inclinações erradas.” As versões mais
atuais em inglês oferecem variações de frases tais como: “a natureza inferior”
, “a natureza terrena” , “a natureza não-espiritual” , “a natureza pecaminosa”
, “ a natureza carnal” , “a fraqueza da natureza humana” . Há, sem dúvida, uma
série específica de passagens em Gálatas em que a ideia de baixos instintos da
natureza serve muito bem. A ARA traduz Gl 5:13: “Não useis da liberdade para
dar ocasião à carne.” Phillips traduz: “Apenas convém usar de cautela, para que
essa liberdade não vá estimular-vos aos baixos instintos.” A ARA traduz Gl
5:16:
“Andai no
ESPÍRITO, e jamais satisfareis a concupiscência da carne.”
Phillips
traduz: “Vivei a sua vida no ESPÍRITO, em nada satisfazendo os baixos instintos
da natureza humana.” A ARA traduz Gl 5.24: “E os que são de CRISTOJESUS
crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.”
Phillips
traduz: “Quem é de CRISTO, crucificou a sua velha natureza com tudo o que amava
e cobiçava.” A ARA traduz Gl 6.8: “Porque o que semeia para a sua própria
carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o ESPÍRITO, do
ESPÍRITO colherá vida eterna.” Phillips traduz:
“ Se semeia
para os baixos instintos da natureza, a colheita só pode ser a corrupção e a
morte da sua própria natureza. Se semeia, porém, para o ESPÍRITO, a colheita
será a vida eterna por esse mesmo ESPÍRITO.” Em todos estes casos, a tradução
de sarx por “baixos instintos da natureza” aparece
de forma bem
apta e relevante.
O que, pois, é
a carne? Logicamente, a carne não é o corpo.
Fica igualmente
claro (se o pensamento de Paulo for consistente) que a carne não é o homem
natural, porque ele disse que este homem não-cristão, o homem pagão, não
precisa necessariamente ser totalmente mau. Mesmo em tais condições há ocasiões
em que o homem pode fazer por natureza
aquilo que a
lei requer, porque as exigências da lei estão escritas no seu coração, e porque
mesmo em tal condição o homem possui consciência (Rm 2.14, 15). (N.E.: Mas
Paulo de maneira nenhuma ensina que o homem na carne pode agradar a DEUS [1 Co
2.14]). Falar da carne como a natureza
inferior ( “ os
baixos instintos da natureza” ) não é inteiramente satisfatório.
Fazer assim
subentende que há no homem uma natureza que é capaz de produzir a bondade,
assim como há uma natureza que é fadada ao mal. O problema com semelhante ponto
de vista é que a podridão, a despeito de tudo quanto temos dito a respeito do
homem natural, perpassa a natureza humana inteira; toda a estrutura está
minada. É cheio de relevância o fato de que Paulo fala das obras da carne e do
fruto do ESPÍRITO (Gl 5.19, 22). Uma obra é algo que o homem produz para si
mesmo; um fruto é algo produzido por um poder que ele não possui.
Os homens não
podem fabricar um fruto. Isto quer dizer que o homem pode produzir o mal por si
só, com bastante facilidade, e não pode deixar de fazê-lo; a bondade, no
entanto, tem que ser produzida para ele por um poder que não é seu. A verdade é
que, embora a tradução “os baixos instintos
da natureza”
frequentemente faça bom sentido, não atinge suficientemente o sentido.
A essência da
carne é a seguinte. Nenhum exército pode invadir um país pelo mar a não ser que
possa obter uma cabeça de ponte.
A tentação não
teria a capacidade de afetar os homens, a não ser que houvesse algo já
existente no homem que correspondesse a tentação. O pecado não poderia obter
nenhuma cabeça de ponte na mente, coração, alma e vida do homem a não ser que
houvesse um inimigo dentro dos portões que estivesse disposto a abrir a porta
ao pecado. A carne é exatamente a cabeça de ponte através da qual o pecado
invade a personalidade humana.
A carne é como
o inimigo do lado de dentro e que abre o caminho para o inimigo que está
forçando a porta.
Mas de onde vem
esta cabeça de ponte? De onde surge este inimigo do lado de dentro? É
experiência universal da vida que um homem pela sua conduta se capacita ou não
a experimentar certas coisas.
Faz de si mesmo
uma pessoa tal que se dispõe ou se indispõe a corresponder a certas
experiências. A carne é aquilo que homem fez de si mesmo em contraste com o
homem conforme DEUS o fez. A carne e o homem de conformidade com aquilo que
permitiu que viesse a ser, em contraste com o homem conforme DEUS pretendeu que
ele fosse. A carne representa o efeito total do pecado do homem sobre si mesmo
e do pecado dos seus pais e de todos os homens que existiram antes dele. A
carne é a natureza humana conforme se tornou através do pecado. O pecado do
homem é o pecado da humanidade, tornou-o, por assim dizer, vulnerável ao
pecado. Fê-lo cair mesmo quando sabia que estava caindo, e mesmo quando não
queria cair. Fez dele uma pessoa tal que não pode nem evitar o fascínio do
pecado nem resistir ao poder do pecado. A carne é o homem enquanto está
separado
de JESUS CRISTO
e Seu ESPÍRITO.
Assim o crente
deve tomar todo cuidado para não deixar que a carne o domine, pois estaria
voltando ao estado original, sem salvação, sem vida eterna.
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Lição 4,
Alegria, Fruto do ESPÍRITO; Inveja, Hábito da Velha Natureza
1º Trimestre de
2017 - Título: As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - Como o
crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Comentarista: Pr.
Osiel Gomes da Silva (Pr Pres. Tirirical - São Luis -MA)
Figuras da
Lição http://ebdnatv.blogspot.com.br/2017/01/figuras-da-licao-4-alegria-fruto-do.html
TEXTO ÁUREO
“Regozijai-vos,
sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos.” (Fp 4.4)
Regozijar
- χαιρω chairo
1)
regozijar-se, estar contente
2) ficar
extremamente alegre
3) estar bem,
ter sucesso
4) em
cumprimentos, saudação!
5) no começo
das cartas: fazer saudação, saudar
VERDADE PRÁTICA
A alegria,
fruto do ESPÍRITO, não depende de circunstâncias.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - João 16.20-24
20 - Na
verdade, na verdade vos digo que vós chorastes e vos lamentareis, e o mundo se
alegrará, e vós estareis tristes; mas a vossa tristeza se converterá em
alegria. 21 - A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é
chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já se não lembra
da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo. 22 - Assim também
vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso
coração se alegrará, e a vossa alegria, ninguém vô-la tirará. 23 - E, naquele
dia, nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto
pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vô-lo há de dar. 24 - Até agora, nada
pedistes em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra.
Resumo da Lição
4, Alegria, Fruto do ESPÍRITO; Inveja, Hábito da Velha Natureza
I - ALEGRIA,
FELICIDADE INTERIOR
1. A alegria do
Senhor.
2. A fonte da
nossa alegria.
3. A bênção da
alegria.
II - INVEJA, O
DESGOSTO PELA FELICIDADE ALHEIA
1. Definição.
2. Inveja,
fruto da velha natureza.
3. Os efeitos
da inveja.
III - A ALEGRIA
DO ESPÍRITO É PARA SER VIVIDA
1. A alegria no
viver.
2. Alegria no
servir.
3. Alegria no
contribuir.
VÁRIOS
COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMA CORREÇÃO DO Pr. Luiz Henrique
Nossa
verdadeira e humilde atitude deveria ser:
Eu não tenho
conseguido me entregar ao ESPÍRITO SANTO de maneira que as qualidades do
ESPÍRITO SANTO apareçam em meu caráter.
Eu vejo em mim
todas as obras da carne e com a ajuda do ESPÍRITO SANTO tenho lutado contra
essas e algumas vezes reconheço que tenho perdido a batalha, pois deixei de
seguir a orientação do ESPÍRITO.
Alegria . A
segunda manifestação do fruto do
ESPÍRITO é alegria . Chara ( alegria ) é
utilizado cerca de 70 vezes no Novo Testamento, sempre para significar um
sentimento de felicidade que é baseado em realidades
espirituais. Alegria é o deep-down sensação de bem-estar sendo que
habita no coração da pessoa que sabe tudo está bem entre ele e o
Senhor. Não é uma experiência que vem de circunstâncias favoráveis ou
até mesmo uma emoção humana que é divinamente estimulados. É um presente
de DEUS para os crentes. Como Neemias, declarou: "A alegria do Senhor
é a vossa força" (Ne 8:10). Alegria é uma parte da própria
natureza e de DEUS ESPÍRITO que Ele se manifesta em seus filhos.
Falando de como
nos sentimos a respeito do Senhor JESUS CRISTO, Pedro escreveu: "Ainda que
você não O tenha visto, você o amam, e ainda que você não O veja agora, mas
acredita Nele, exultais com alegria indizível e cheia de glória" (1
Pe. 1:8). Alegria é o excesso inevitável de receber JESUS CRISTO como
Salvador e do crente de conhecer a Sua presença contínua.
Alegria não
só não vem de circunstâncias humanas favoráveis, mas às vezes é maior quando
essas circunstâncias são as mais dolorosas e graves. Pouco antes de sua
prisão e crucificação, JESUS disse aos seus discípulos: "Em verdade, em
verdade vos digo que, que vocês vão chorar e lamentar, mas o mundo se alegrará;
vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria" (
João 16:20). Para ilustrar essa verdade JESUS comparou a
divina alegria para uma mulher em trabalho de parto. "Ela
tem tristeza, porque é chegada a sua hora; mas quando ela dá à luz a criança,
ela não se lembra da angústia mais, por causa da alegria que trouxe uma criança
ter nascido no mundo. Por isso vocês agora também tendes tristeza;. Mas eu vou
estar com vocês novamente, e seus corações se alegrarão, e ninguém tirará essa
alegria de vocês" (vv. 21-22).
A alegria de
DEUS é completa, completa em todos os sentidos. Nada de humano ou
circunstancial pode completá-la ou afastar-se dela. Mas não é cumprida na
vida de um crente, exceto através da dependência e obediência ao Senhor. "Pedi
e recebereis", JESUS passou a explicar, "que a vossa alegria seja
completa" (João 16:24). Uma das motivações de João ao escrever sua
primeira epístola foi ensinar que nossa alegria pode "ser feita
completa" (1 João 1:4).
O próprio JESUS
é mais uma vez o nosso exemplo supremo. Ele era "um homem de dores, e
experimentado no sofrimento" (Isaías 53:3; cf. Lc 18:31-33), mas, assim
como Ele havia prometido para seus discípulos, Sua tristeza se transformou em
alegria. "Para o gozo que lhe [Ele], suportou a cruz, desprezando a
ignomínia, e está assentado à destra do trono de DEUS" (Heb
12:2). Apesar do mal-entendido, a rejeição, o ódio e a dor que Ele
suportou dos homens, enquanto encarnado entre eles, o Senhor nunca perdeu a sua
alegria no relacionamento que teve com seu pai. E que alegria Ele dá a
cada um de Seus seguidores.
Apesar
da alegria ser um dom de DEUS através de Seu ESPÍRITO para
aqueles que pertencem a CRISTO, ela também é um mandamento para
nós. "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez eu vou dizer:
alegrem-se! “Paulo ordena (Fp 4:4; cf. 3:1). Porque a
alegria vem como um presente dEle, o comando, obviamente, não é para os
crentes fabricarem ou tentar imitá-la. O comando é aceitar com gratidão e
deleitar-se com esta grande bênção que já possuem. "Porque o reino de
DEUS não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no ESPÍRITO
SANTO" (Rom 14:17).
Discórdias,
dissensões, facções, e invejas são as expressões mais
particulares e permanentes dos pecados gerais que os precedem na
lista. Eles representam animosidades entre indivíduos e grupos que, por
vezes, continuam a apodrecer e crescer muito depois de a causa original do
conflito já ter passado. Esses pecados dominaram feudos de velhos tempos e
clãs das montanhas por muitas gerações com hostilidades nacionais que duraram
séculos, esses pecados podem se tornar um modo de vida estabelecido e
destrutivo. Podem atingir famílias que se odiarão por séculos. passam a ser uma
tradição familiar ou entre igrejas ou entre empresas etc.
RESUMO RÁPIDO
DO Pr. HENRIQUE
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
Na lição de
hoje, estudaremos a alegria, como fruto qualidade do ESPÍRITO, e a inveja, como
obra da carne.
Existe alegria
da alma e do ESPÍRITO. A alegria que vem do fruto do ESPÍRITO é espiritual,
portanto, sobrepõe a alegria da alma, sobrepõe os sentimentos, sobrepõe as
aflições, angústias e todas as circunstâncias adversas que possam ocorrer.
A inveja, ou
ciúme, ou zelo, tem um lado bom quando nos conduz ao desejo de melhorar nossa
condição espiritual, mas pode nos conduzir ao pecado quando nos induz ao
sentimento de tristeza e angústia por não possuir, ou ter, ou ser o que outro
possui ou tem, ou é.
I - ALEGRIA,
FELICIDADE INTERIOR
1. A alegria do
Senhor.
A alegria,
qualidade ou virtude do fruto do ESPÍRITO, independe do que está acontecendo a
nossa volta. O crente pode estar alegre mesmo estando preso numa cadeia, como
aconteceu com Paulo, quando escreveu aos filipenses. essa alegria é provinda da
comunhão e intimidade com o ESPÍRITO SANTO. O crente que está alegre
espiritualmente não se entristece com as circunstâncias a sua volta. A situação
moral, espiritual ou material dos outros não pode abalar sua alegria com DEUS.
A alegria da certeza da salvação e da viva esperança do arrebatamento não podem
ser subjugadas pelos problemas da vida.
2. A fonte da
nossa alegria.
ALEGRIA DO
ESPÍRITO - Milagre de DEUS, vem de DEUS, é sobrenatural, é pura, é perfeita.
Tiago nos revela que DEUS é a fonte de todas as dádivas que recebemos (Tg
1.17).
É um milagre de
DEUS - Vem do ESPÍRITO SANTO, não é nossa, não vem de nós - DEUS é a fonte da
Alegria Verdadeira.
Tg 1.17 Toda a
boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em
quem não há mudança nem sombra de variação.
3. A bênção da
alegria.
Segredos
conhecidos, mas pouco praticados para se ter uma vida alegre com DEUS - oração,
a leitura da Palavra e o jejum.
Dois tipos de
alegria - da alma e do ESPÍRITO.
ALEGRIA DA ALMA
- Emoção e estado de satisfação e felicidade (Sl 16.11; Rm 14.17).
חדוה chedvah
1) alegria,
contentamento
Dicionário
Português - Qualidade de alegre. 2. Contentamento. 3. Tudo o que alegra. 4.
Divertimento, festa.
Ne 8.10
Disse-lhes mais: Ide, e comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções
aos que não têm nada preparado para si; porque esse dia é consagrado ao nosso
Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do SENHOR é a vossa
força.
ALEGRIA DO
ESPÍRITO
χαρα chara
1) alegria,
satisfação
1a) a alegria
recebida de você
1b) causa ou
ocasião de alegria
Rm 14.17 Porque
o reino de DEUS não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no
ESPÍRITO SANTO.
II - INVEJA, O
DESGOSTO PELA FELICIDADE ALHEIA
INVEJA - Zelos
- Pode ser num sentido bom ou num sentido mal. Aqui na lição estudamos como
desejo mal, como obra da carne.
1. Definição.
INVEJA
- Sentimento de pesar pelo bem e pela felicidade de outra pessoa, junto
com o desejo de ter isso para si (Sl 37.1; Pv 14.30; 1Pe 2.1).
zelos ζηλος e
phthonos φθονος
ciúmes e
inveja
Inveja - קנאה -
qin’ah ou קנא
qana’
1) ardor, zelo,
ciúme
1a) ardor,
ciúme, atitude ciumenta (referindo-se ao marido)
1a1) paixão
sexual
1b) ardor de
zelo (referindo-se ao zelo religioso)
1b1) de homens
por DEUS
1b2) de homens
pela casa de DEUS
1b3) de DEUS
pelo seu povo
1c) ardor de
ira
1c1) de homens
contra adversários
1c2) de DEUS
contra os homens
1d) inveja
(referindo-se ao homem)
1e) ciúme (que
resulta na ira de DEUS)
Dicionário
Bíblico Wycliffe - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea
CIÚME
No Antigo
Testamento a palavra heb. qin'a tem como ideia básica o profundo ardor
emocional. Pode ser o ardor: (1) do ciúme (Nm 5.14; Ct 8.6), (2) do zelo (Nm
25.11; Is 42.13; 63.15), ou (3) da ira (Ez 35.11; 36.6). O ciúme de DEUS é o
ciúme daquele que ama e exige atenção exclusiva, adoração e fidelidade do seu
povo (Êx 34.14; Nm 25.11; Dt 32.16-21; Jl 2.18; Zc 1.14; 8.2). No Novo
Testamento, a palavra grega básica é zelos, que pode ser usada no bom sentido
do zelo (2 Co 7.11; 9.2; 11.2), ou no mau sentido do ciúme (Rm 13.13; 1 Co
3.3), podendo até mesmo trazer uma conotação de inveja. Um sinônimo, phthonos,
é sempre empregado quando se deseja transmitir o sentido de inveja (Mt 27.18;
Fp 1.15).
INVEJA
A inveja é um
princípio ativo de hostilidade dirigido maliciosamente a um aspecto de
superioridade - real ou suposta - de outra pessoa. Originou-se da fracassada
tentativa de Satanás de usurpar os atributos divinos (Is 14.12-20). Eva
absorveu esse pernicioso pecado ao ceder às insinuações de Satanás (Gn 3.4-7).
2. Inveja,
fruto da velha natureza.
Dicionário
Bíblico Wycliffe - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea
A palavra grega
phthonos, que designa "inveja" em todas as passagens, possivelmente
exceto em Tiago 4.5, caracteriza a natureza humana (Rm 1.29; Tt 3.3) e a
"carne" (Gl 5.19,21). Sua manifestação entre os cristãos é proibida
(Gl 5.26; 1 Tm 6.4; 1 Pe 2.1). A palavra grega zelos ("zelo"), embora
muitas vezes justamente motivado (2 Co 7.7,11; 9.2) pode, quando mal
direcionado (Rm 10.2; Fp 3.6), tornar-se facilmente em inveja (At 13.45; 17.5;
Rm 13.13; 1 Co 3.3; 2 Co 12.20; Tg 3.14,16).
A inveja
incendeia a pessoa que a guarda em seu coração a falar mal de outra pessoa e a
não ajudar a outra pessoa apenas para que a mesma não se destaque mais do que
ela. A inveja detesta o brilho dos outros, pois não suporta ver alguém brilhar
mais do que a si própria.
Crentes deixam
de ajudar ou de fazer a obra de DEUS porque não suportam a liderança da igreja,
pois aparecem mais do que elas.
3. Os efeitos
da inveja.
A inveja foi
causadora do primeiro assassinato (Gn 4.5). Seu aspecto mais hediondo aparece
em Raquel (Gn 30.1), nos irmãos de José (Gn 37.11, cf. At 7.9), em Saul (1 Sm
18.8ss), e em Israel (SI 106.16). Ela até instigou os líderes judeus a
entregarem JESUS a Pilatos (Mt 27.18; Mc 15.10).
A inveja é
sempre má, arrasa com toda felicidade e alegria.
É soberbo, e
nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais
nascem invejas (φθονος phthonos - 1) inveja 2) por inveja, i.e., motivado
pela inveja), porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, Contendas de
homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade
seja causa de ganho: aparta-te dos tais.
III - A ALEGRIA
DO ESPÍRITO É PARA SER VIVIDA
1. A alegria no
viver.
Seja alegre
todo tempo e em todo tempo. A alegria vem em abundância sobre aqueles que estão
em comunhão com o ESPÍRITO SANTO. Estão ocupados na obra de DEUS. praticam a
oração em abundância., bem como o estudo da Palavra de DEUS e o jejum.
2. Alegria no
servir.
JESUS é o
modelo de serviço a todos e principalmente a DEUS. Por isso mesmo o PAI também
se alegrou com as obras do Filho (Mt 3.16,17).
Servir a DEUS e
a nosso próximo é dever de todos nós, pois o amor de DEUS nos constrange a
isto. Representamos JESUS aqui na terra e devemos fazer as mesmas obras que ELE
fez e até maiores.
Na verdade, na
verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e
as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. João 14:12
3. Alegria no
contribuir.
Nunca escolha o
pior para DEUS, isso é o que fazem os tolos. Na hora de contribuir com suas
ofertas, escolhem as piores notas ou até mesmo moedas para ofertarem. Querem
muito de DEUS, mas dão para DEUS o seu pior. A oferta deve ser dada com alegria
e agradecimento a DEUS que nos deu de tudo o que necessitávamos.
Quem não dizima
e nem oferta não deveria nem entrar num templo onde se louva e adora a DEUS e
se recebe de DEUS. Tudo ali foi construído com o dinheiro dos dízimos e das
ofertas.
CONCLUSÃO
A alegria é uma
felicidade interior, é a alegria do senhor que é a nossa fonte de onde jorra
alegria e nos abençoa com a alegria de DEUS.
A inveja é o
desgosto pela felicidade alheia, é por definição o sentimento de pesar
pelo bem e pela felicidade de outra pessoa, junto com o desejo de ter isso para
si (Sl 37.1; Pv 14.30; 1Pe 2.1). A Inveja é o fruto da velha
natureza e traz consigo efeitos malignos como Paulo escreveu aos
coríntios, foi responsável pelo assassinato de Abel cometido por Caim, pela
fuga de Jacó diante de Esaú, pela venda de José para o Egito pelos seus irmãos,
pela tentativa de assassinato feita por Saul contra Davi, e pelo ódio pagão que
derramou o sangue dos mártires cristãos (I Clemente 4.6).
A alegria do
espírito é para ser vivida, é a alegria no servir e no contribuir, é a alegria
da comunhão com DEUS. Seja feliz e alegre, você é filho(a) de DEUS.
Obra da Carne e
o Fruto do ESPÍRITO-William Barclay
ALEGRIA - chara
χαρα - Alegria Do Viver
Somente quando
estudamos detalhadamente o Novo Testamento descobrimos quão importante livro de
alegria ele é.
No Novo
Testamento o verbo chairein, que significa alegrar-se, ocorre setenta e duas
vezes, e a palavra chara, que significa alegria, aparece sessenta vezes. O Novo
Testamento é o livro da alegria.
A saudação
grega normal, tanto na conversa quanto nas cartas, é a palavra chairein, e é
geralmente traduzida simplesmente por “Saudações!”
Assim é usada
na carta de Felix a respeito de Paulo, dirigida ao oficial romano Claudio
Lísias (Atos 23.26). Se fossemos dar a chairein sua tradução integral e
literal, teríamos: “A alegria seja contigo!” , e há certas ocasiões no Novo
Testamento em que somente a tradução integral é correta.
Quando a Igreja
cristã resolveu no Concilio de Jerusalém que a porta da Igreja seria aberta aos
gentios, os líderes da Igreja enviaram aos cristãos gentios na Síria, Antioquia
e Cilicia uma carta informando-os a respeito daquela grande decisão, e a carta
começa com: “Chairein” - a alegria seja convosco! (Atos 15.23). Estava aberta a
porta a alegria cristã. Quando Tiago estava escrevendo aos cristãos dispersos
pelo mundo, e quando estava pensando neles como exilados da eternidade, começa
sua carta: “A alegria esteja convosco!” (Tiago 1.1). Uma das últimas palavras
que Paulo escreveu aos seus amigos em Corinto foi: “A alegria seja convosco,
irmãos!” (2 Co 13.11). Há dois belíssimos usos desta palavra chairein em
conexão com a vida de JESUS. Quando o anjo veio a Maria, a fim de contar-lhe a
respeito do filho ao qual havia de dar à luz, a sua saudação foi: “A alegria
seja contigo!” (Lc 1.28). E na manhã da ressurreição a saudação do CRISTO
ressurreto às mulheres que tinham vindo para lamentar foi: “A alegria seja
convosco” (Mt 28.9). Esta grande saudação ressoa de modo triunfante pelas
páginas do Novo Testamento. Examinemos, portanto, está alegria cristã conforme
nos mostra o Novo Testamento.
(i) Devemos
começar notando que a alegria é a atmosfera distintiva da vida cristã. Podemos
expressá-la da seguinte maneira — sejam quais forem os ingredientes da vida
cristã, e as proporções em que forem misturados, a alegria é um deles. Na vida
cristã, a alegria sempre permanece como um fator constante. “Alegrai-vos no
Senhor,” escreve Paulo aos seus amigos filipenses, e passa a repetir a sua
ordem: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos” (Fp 3.1;
4.4). “Regozijai-vos sempre,” escreve aos tessalonicenses (I Ts 5.16). Já foi
dito que “alegrai-vos!” é sempre a ordem do dia para o crente.
Na carta aos
colossenses há uma passagem muito relevante. Paulo diz aos colossenses que está
orando por eles, pedindo a DEUS para que transbordem do pleno conhecimento da
Sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual, a fim de viverem de
modo digno do Senhor, para o Seu inteiro agrado, frutificando em toda a boa
obra, e crescendo no pleno conhecimento de DEUS. Continua, então: “ sendo
fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a
perseverança e longanimidade” — e então vem as palavras finais: “com alegria”
(Cl 1.9-11).
Toda virtude e
conhecimento devem ser irradiados com alegria; até mesmo a paciência e a
perseverança, que podem ser coisas áridas e repugnantes, devem ser iluminadas
com a alegria. “O reino de DEUS não é comida, nem bebida, mas justiça, e paz, e
alegria no ESPÍRITO” escreveu Paulo aos romanos (Rm 14.17).
Não há virtude
na vida cristã que não se torne radiante com a alegria; não há circunstância e
ocasião que não sejam iluminadas com a alegria.
Uma vida sem
alegria não é uma vida cristã, porque a alegria é um ingrediente constante na
receita para a vida cristã.
Quando
examinamos as referências a alegria no Novo Testamento, com toda a sua
variedade e multiplicidade, elas enquadram-se num certo padrão, e nos falam
acerca de certas esferas em que a alegria cristã deve ser descoberta de modo
especial.
(a) Há a
alegria da comunhão cristã. O Novo Testamento está cheio da alegria
daquilo que pode ser chamado de “ fraternidade” . É uma alegria até semelhante
à comunhão. Paulo escreve a Filemom dizendo-lhe da alegria e conforto que
recebeu do amor de Filemom e ao ver o modo pelo qual os santos foram reanimados
pelos cuidados amorosos dele (Fm 7). Num famoso ditado, os pagãos olhavam para
a Igreja cristã e diziam: “Vede como estes cristãos amam-se mutuamente.” Nunca
se deve esquecer de que uma das maiores influências na evangelização do mundo é
a visão da verdadeira comunhão cristã, e uma das maiores barreiras a
evangelização é a visão de uma igreja onde a comunhão está perdida e destruída.
É uma alegria ainda maior gozar da comunhão cristã. Alegra o coração de Paulo o
fato de seus amigos em Filipos terem se lembrado dele com suas dádivas (Fp
4.10). Ver a comunhão cristã é algo glorioso, estar envolvido nela é mais
glorioso ainda. É uma alegria ver a comunhão cristã restaurada. Quando Tito
voltou da igreja perturbada em Corinto com a notícia de que o problema havia
sido sanado e a comunhão restaurada, Paulo regozijou-se (2 Co 7.7,13). É uma
alegria experimentar a comunhão cristã restaurada. O Novo Testamento mostra a
alegria de alguém ao reencontrar-se com amigos. João espera que se encontrará
outra vez com seus amigos, e então sua alegria será completa (2 Jo 12).
No Novo
Testamento, não existe vestígios da religião que isola o homem do seu próximo.
O Novo Testamento mostra vividamente a alegria de fazer amigos, conservá-los e
reencontrá-los, porque a amizade e a reconciliação entre um homem e outro
refletem a comunhão e a reconciliação que há entre o homem e DEUS;
(b) Há a
alegria do evangelho. Há a alegria da nova descoberta e pode ser dito que
a história do evangelho começa e termina em alegria.
Foram novas de
grande alegria que os anjos trouxeram aos pastores (Lc 2.10), e os sábios se
alegraram quando viram a estrela que lhes contou sobre o nascimento do rei (Mt
2.10). Assim, houve alegria no início. Na manhã da Ressurreição as mulheres
voltaram do túmulo após seu encontro com o Senhor Ressurreto, em temor e grande
alegria (Mt 28.8). Os discípulos nem podiam acreditar nas boas novas, por causa
de tanta alegria (Lc 24.41).
Quando JESUS
colocou-se no meio deles, os discípulos se alegraram ao verem o Senhor (Jo
20.20). E bem no fim, conforme Lucas narra a história, após a Ascensão, os
discípulos voltaram para Jerusalém com grande alegria (Lc 24.52). A história do
evangelho começa, continua e termina com grande alegria. Há alegria de receber
o evangelho. Foi com alegria que Zaqueu recebeu JESUS em sua casa (Lc 19.6). Os
tessalonicenses receberam a palavra com alegria (1 Ts 1.6).
Repetidas vezes
Atos fala a respeito da alegria que veio aos homens quando o evangelho chegou
entre eles. A pregação de Filipe trouxe alegria para Samaria (At 8.8); depois
do seu batismo, o eunuco etíope foi seguindo o seu caminho, cheio de jubilo (At
8.39). Havia alegria em Antioquia da Pisidia quando os gentios ouviram que o
evangelho estava para sair da sinagoga e chegar a eles (At 13.48). O Novo
Testamento torna claro que a conversão deve ser uma das experiências mais
felizes de todo o mundo.
Há a alegria de
crer. A oração de Paulo pelos cristãos em Roma é para que o DEUS da
esperança os encha de todo gozo e paz em sua crença (Rm 15.13). Paulo deseja
aumentar a alegria de sua fé para os filipenses (Fp 1.25). O Novo Testamento
torna claro que a crença cristã é seguida pela alegria. Dizia-se a respeito de
Burns que ele era mais pressionado do que ajudado pela sua religião. Sempre
existem aqueles que tem feito da sua religião uma agonia. Mas para o Novo
Testamento, a fé e a alegria andam juntas.
Há uma certa
severidade nesta alegria cristã. É uma alegria que se regozija até mesmo na
disciplina e na provação. Tiago ordena que seus leitores se alegrem quando são
provados (Tg 1.2). A alegria cristã é como a alegria de uma mulher de quem as
dores de parto já se foram, e cujo filho chegou (Jo 16.21, 22).
É notável quão
frequentemente no Novo Testamento a alegria e a aflição andam lado a lado. A
despeito da perseguição, os cristãos em Antioquia ficam cheios do ESPÍRITO
SANTO e de gozo (Ato 13.52).
O cristão pode
ter tristezas mas também estar se regozijando (2 Co 6.10). O evangelho trouxe
tribulação a Tessalônica mas também trouxe alegria (1 Ts 1.6).
Esta alegria na
tribulação pode ser uma coisa muito maravilhosa, e a maravilha dela acha-se no
fato de ser suportada e empreendida por amor a JESUS CRISTO. Pedro e João
deixaram o Sinédrio e as suas ameaças, regozijando-se por terem sido
considerados dignos de sofrer afrontas pelo nome de JESUS (Ato 5.41). Pedro
encoraja os seus leitores, dizendo-lhes que quando sofrem estão compartilhando
dos sofrimentos do próprio CRISTO (1 Pe 4.13).
A .passagem
mais estarrecedora no Novo Testamento acha-se em Cl 1.24 onde Paulo diz que se
regozija nos seus sofrimentos. “Preencho o que resta das aflições de CRISTO, na
minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja.” Como é que algo pode
faltar, ou restar, dos sofrimentos de JESUS CRISTO? Façamos uma analogia. É
possível que um cientista, um cirurgião ou um médico, no seu laboratório,
centro cirúrgico ou sala de pesquisas, trabalhe com esforço e sofrimento,
correndo perigo, arriscando e destruindo sua própria saúde para achar a cura ou
alguma ajuda para as dores e enfermidades dos homens. Mas a sua descoberta
permanece inútil a não ser que seja tirada do laboratório e colocada à
disposição dos homens em todas as partes do mundo. E é bem possível que aqueles
que levam a descoberta até aos homens tenham de suar, labutar, sofrer e fazer
sacrifícios para torná-la disponível. É pode-se dizer com exatidão e
propriedade que os sofrimentos deles para tornar a dádiva disponível aos homens
preenchem e completam os sofrimentos do grande homem que fez a descoberta
original. A obra de JESUS CRISTO foi realizada e completada. Mas ainda falta
torná-la disponível aos homens. Repetidas vezes na história, os homens têm
labutado, sofrido e morrido para contar aos outros aquilo que JESUS CRISTO fez
por eles. E em seus sofrimentos podemos dizer que estão completando os
sofrimentos do próprio JESUS CRISTO. Aqui está o grande pensamento inspirador
afirmando que, se em qualquer tempo nosso serviço e lealdade a Ele nos custarem
alguma coisa, isto quer dizer que estamos completando os sofrimentos de JESUS
CRISTO. Que privilégio e mais sublime do que este? Se assim for, a alegria não
poderá ser retirada de nós (Jo 16.22).
(c) Há a
alegria da obra e do testemunho cristãos, Há alegria ao ver DEUS em ação. Os
Setenta voltaram com alegria, porque os demônios foram conquistados no nome de
CRISTO (Lc 10.17). Diante das obras maravilhosas de JESUS o povo se regozijou
por causa das coisas gloriosas que estavam sendo feitas por Ele (Lc 13.17;
19.37). Há alegria ao ver o evangelho sendo anunciado.
Barnabé ficou
alegre quando viu os gentios sendo trazidos para a fé em Antioquia (Ato 11.23).
O relato da propagação do evangelho trouxe muita alegria aos irmãos (Ato 15.3).
O evangelho é a última coisa que algum cristão deveria guardar para si mesmo.
Quanto mais o evangelho se propaga, e quanto maior for o número de pessoas que
compartilham dele, maior será a sua alegria.
Há a alegria do
mestre e do pregador no progresso cristão do seu povo. A notícia da
obediência dos cristãos em Roma propagou-se e Paulo está alegre por causa deles
(Rm 16.19). A unidade da congregação é a alegria do pastor (Fp 2.2). Mesmo em
sua ausência, Paulo regozija-se na firmeza dos cristãos em Colossos e com o
progresso dos cristãos de Tessalônica (Cl 2.5; 1 Ts 3.9). João se alegra quando
seus filhos andam na verdade (2 Jo 4). “Não tenho maior alegria do que esta,”
diz ele, “a de ouvir que meus filhos andam na verdade” (3 Jo 4).
Nunca devemos
nos esquecer de que, segundo o Novo Testamento, o objetivo de toda a pregação
cristã é trazer alegria aos homens. “Tenho-vos dito estas coisas,” disse JESUS,
“para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo” (Jo 15.11). O
objetivo de JESUS ao falar aos Seus discípulos era que tivessem o Seu gozo
cumprido em si mesmos (Jo 17.13).
O alvo de João
ao escrever aos seus conhecidos era que a alegria deles e a sua fossem
completas (1 João 1.4). O desejo de Paulo para os coríntios era de que pudesse
cooperar com eles visando a alegria (2 Co 1.24).
Paulo gostaria
de ser poupado por um pouco mais de tempo a fim de que ajudasse os filipenses
no seu progresso e gozo da fé (Fp 1.25).
Pode ser que um
pregador tenha de despertar tristeza e arrependimento no seu povo; é possível
que tenha de colocar temor nos seus corações; pode ser que tenha de levá-lo a
ter auto repugnância e a se humilhar.
Mas nunca um
sermão cristão pode parar aí. O sermão que deixa o homem nas trevas do
desespero não é um sermão cristão, porque depois da vergonha e da humilhação do
arrependimento deve haver a alegria do perdão recebido e do amor de DEUS que
foi experimentado. Ninguém deve, em ocasião alguma, levantar-se no fim de um
culto cristão sem a possibilidade de a alegria arder e flamejar diante dele.
Stanley Jones conta a respeito de Rufus Moseley: “O cristão mais fervoroso” que
havia conhecido. Alguém disse a respeito dele: “Na primeira vez que o ouvi,
achei que ele estava louco, mas na segunda vez, tive a certeza disso.” Certa
vez, alguém perguntou a Moseley se achava que JESUS riu alguma vez: “Não sei,”
disse ele, “mas certamente consertou a minha vida de modo que eu possa rir.”
É bem possível
que, no final, a maior alegria será a alegria nas pessoas que trouxemos para
JESUS CRISTO.
Para Paulo, os
filipenses e os tessalonicenses são sua alegria e coroa (Fp 4.1; 1 Ts 2.19,
20). O escritor aos Hebreus conclama aqueles que estão colocados numa posição
de liderança e autoridade a serem fiéis a sua vocação, de modo que possam
prestar contas, no fim da jornada, não com tristeza mas com alegria (Hb 13.17).
Quando Samuel
Rutherford estava encarcerado por causa de sua fé, sua mente estava na pequena
igreja de Anwoth onde morara, ministrara e trabalhara. Estava pensando nas
pessoas que ali ensinara e amara, e no fim do qual agora não poderia escapar. A
Sra. Cousins expressa em palavras os pensamentos que ele tinha naqueles
momentos:
Bela Anwoth no
Rio Solway, Ainda me és querida; Já estando perto do céu, Dedico-te uma
lágrima. Oh! se uma só alma de Anwoth, Encontrar-me à destra de DEUS, Meu céu
será dois céus Na terra de Emanuel.
E assim
chegamos ao fim, porque esta alegria é a alegria do próprio DEUS; e a alegria
de quem achou as coisas que se perderam, como o pastor e as ovelhas perdidas
(Lc 15.5, 7;Mt 18.13); como a alegria da mulher que achou a moeda que estava
perdida (Lc 15.10); como a alegria do pai cujo filho perdido voltou para casa
(Lc 15.32).
Tanto para o
homem como para DEUS, a maior de todas as alegrias é a alegria do amor
renascido e restaurado, é a alegria do pastor pelo seu povo não é outra coisa
senão a alegria de DEUS.
Alegrar-Se,
(Dicionário Vine Antigo e Novo Testamento)
שמח samach
שמחה simchah
שמה sameach
ALEGRAR-SE
A. Verbo.
sãmah (שפה): “alegrar-se. regozijar-se”. Este verbo
também ocorre no ugarítico (onde seus radicais são sh-m-h) e talvez no
aramaico-siríaco. Aparece em todos os períodos do hebraico e por volta de 155
vezes na Bíblia.
O
termo sãmah diz respeito a uma emoção espontânea ou felicidade
extrema que é expressa de maneira visível e/ou externa. Não representa um
estado permanente de bem-estar ou sentimento. Esta emoção surge em banquetes,
festas de circuncisão, de casamento, de colheita, a derrota dos inimigos e em
outros eventos semelhantes. Os homens de Jabes-Gileade irromperam com alegria
quando souberam que seriam libertos dos filisteus (1 Sm 11.9).
A emoção
manifesta no verbo sãmah encontra expressão visível. Em Jr 50.11. os
babilônicos são denunciados por "se alegrarem’' e saltarem de prazer com a
pilhagem de Israel. Sua emoção é revelada externamente por terem inchado como
bezerra gorda e relinchando como garanhões. A emoção representada no verbo é
concretizada no substantivo .· ir-ihãh é acompanhada às vezes por
dança, canto e instrumentos musicais. Este era o sentido quando Davi
foi aclamado pelas mulheres de Jerusalém quando ele voltava vitorioso das
batalhas contra os filisteus (1 Sm 15.6). Esta emoção é descrita como produto
de uma situação, circunstância ou experiência exterior, como a encontrada na
primeira ocorrência bíblica de sãmah. DEUS disse a Moisés que Arão
estava vindo para encontrá-lo e, ־‘vendo-te, se
alegrará em seu coração” (Êx 4.14). Esta passagem fala do sentimento
interno que é expresso visivelmente. Quando Arão viu Moisés, ele foi vencido
pela alegria e o beijou (Êx 4.27).
O
verbo sãmah sugere três elementos: 1) Um sentimento espontâneo e
descontinuado de júbilo, um sentimento tão forte que encontra expressão em um
ato exterior e 3) um sentimento provocado por um incentivo exterior e não
sistemático.
Este verbo é
usado 110 vezes no modo intransitivo com o significado de que a ação é enfocada
no sujeito (cf. 1 Sm 11.9). DEUS é, às vezes, o sujeito, aquele que "se
alegra e se regozija”: “A glória do SENHOR seja para sempre! Alegre-se o Senhor
em suas obras!" (SL 104.31). Quanto aos justos: “Alegrai-vos no SENHOR e
regozijai-vos; [...] e cantai alegremente” (SL 32.11). No lugar que o Senhor
escolher, Israel deve “alegrar-se” em tudo o que o Senhor o abençoar (Dt 12.7).
Usado neste modo, o verbo sãmah descreve um estado no qual a pessoa se coloca
sob determinadas circunstâncias. Tem o sentido adicional e técnico de descrever
tudo o que se faz ao preparar uma festa perante DEUS: Έ ao primeiro dia
tomareis para vós ramos de formosas árvores, ramos de palmas, ramos de
árvores espessas e salgueiros de ribeiras; e vos alegrareis perante o SENHOR,
vosso DEUS, por sete dias” (Lv 23.40).
Em alguns
casos, o verbo descreve um estado contínuo. Em 1 Rs 4.20, o reinado de Salomão
é resumido assim: "Eram, pois, os de Judá e Israel muitos, como a areia
que está ao pé do mar em multidão, comendo, e bebendo,
e alegrando-se".
Substantivo.
simehãh (שסחח): “alegria, regozijo”. Este substantivo,
que também aparece no ugarítico, é encontrado 94 vezes no hebraico bíblico. O
substantivo sinfhãh é termo técnico para designar a expressão exterior de
“alegria” (Gn 31.27, primeira ocorrência bíblica; cf. 1 Sm 18.6; Jr 50.11) e é
uma representação do sentimento ou conceito abstrato de “alegria” (Dt 28.47).
Em outro uso técnico, este substantivo significa toda a atividade de fazer uma
festa perante DEUS: "Então, todo o povo se foi a comer, e a beber, e a enviar
porções, e a fazer grandes festas [literalmente, “fazer grande alegria”]” (Ne
8.12).
O substantivo
apanha a nuança concreta do verbo. como em Is 55.12: "Porque,
com alegria, saireis; [...] os montes e os outeiros exclamarão de
prazer perante a vossa face e todas as árvores do campo baterão palmas".
Adjetivo.
sãmeah (riçrj:
“alegre, contente". Este adjetivo ocorre 21 vezes no Antigo Testamento. A
primeira ocorrência bíblica está em Dt 16.15: ‘ Sete dias celebrarás a festa ao
SENHOR, teu DEUS no lugar que o SENHOR escolher, porque o SENHOR, teu DEUS te
há de abençoar; [...] pelo que te alegrarias certamente”.
ALEGRIA
(Dicionário Teológico)
[Do lat. alacer
] Satisfação, contentamento, júbilo. De conformidade com as Sagradas
Escrituras, a alegria do crente independe das circunstâncias. Como dom de DEUS
e fruto do ESPÍRITO SANTO, pode ser desfrutada sob as mais adversas condições
(Gl 5,22).
Eis as palavras
hebraicas mais usadas no Antigo Testamento para expressar alegria: simhã -
gozo, riso; gûl - saltar, ser alegre; e: sãmeah - brilhar, estar contente. No
Novo Testamento, temos os seguintes vocábulos: chara - gozo; chairo -
regozijar-se. Esta alegria pode manifestar-se até mesmo em meio às perseguições
e às mais impensáveis provas (Mt 5.12; 2 Co 12.9). A graça de CRISTO faz-nos
assentar nos lugares celestiais.
Obra da Carne e
o Fruto do ESPÍRITO-William Barclay
INVEJA -
Zelos - B, ARA, BJ, Mar., BLH, BV: ciúmes; P: inveja; ARC: emulações; CKW:
rivalidade.
Traduções de
zelos, quando ocorre num bom sentido: ARA: zelo (Rm 10.2; 2 Co 7.7; 7.11; 9.2;
Fp 3.6); P: vivo interesse (para comigo) (2 Co 7.7); ansiedade (em
procurar a fé) (2 Co 7.11); BV: caloroso afeto (2 Co 7.7); almejar (2 Co 7.11);
ser sincero (Fp 3.6); BLH: dedicação (Rm 10.2); devoção (2 Co 7.11).
Fthonos -
(primeira palavra do v. 21) inveja(s):BV, B, ARC, ARA, BJ, Mar.; ciúmes; BLH:
são invejosas; outra ocorrência: inveja: ARA (Fp 1.15).
Estas palavras,
embora separadas no trecho de Gálatas em estudo (Gl 5.20,21), precisam ser
estudadas juntas, porque ocorrem tão frequentemente como par, e porque há casos
em que uma delas tem que ser definida em contraste com a outra. O princípio
geral que governa seu significado é que zelos tem um sentido bom e um mal, ao
passo que fthonos é sempre mau.
i. Começamos
tratando as palavras na ordem em que ocorrem nas próprias Escrituras.
Zelos ocorre
nos dois sentidos no AT grego.
(a) No seu bom
sentido na LXX, zelos é usado repetidas vezes a respeito de DEUS. “O zelo do
SENHOR dos Exércitos fará isto” (Is 9.7).
DEUS tomou o
zelo como sua armadura completa (Sab. 5.17). Aqui, o zelo é a resolução
incansável de DEUS no sentido de levar a efeito os Seus próprios propósitos e
de vindicar os Seus. Se pudermos expressar a questão em termos humanos, zelos é
o entusiasmo infatigável de DEUS em cumprir o Seu propósito no mundo.
(b) Zelos é a
palavra que muito frequentemente expressa os ciúmes santos de DEUS. Há um
quadro que encontramos repetidas vezes nos profetas; e o retrato de Israel com
a noiva de DEUS. Quando, portanto,
Israel se
desgarra para longe de DEUS e adora a outros deuses, pode-se dizer que Israel
se entregou a outros amantes que são falsos; e em tal situação os profetas
falam dos ciúmes de DEUS, que é o verdadeiro marido de Israel (Ez 16.37, 38;
23.25). Os ciúmes de DEUS são como os ciúmes de um amante cuja amada
comporta-se de modo estulto e falso.
(c) Assim como
zelos é usado num bom sentido no que diz respeito a DEUS, assim também pode ser
usado no tocante aos homens. O salmista diz: “O zelo da tua casa me consumiu”
(sal 69.9). “O meu zelo,” diz ele, “me consome” (sal 119.139). Este zelo é a
paixão por DEUS que consome e estimula o homem.
(d) Mas
igualmente no AT grego, zelos tem um mau sentido, o da inveja e ciúmes que
destroem os relacionamentos pessoais e a felicidade individual.
Elifaz diz a
Jo: “A ira do louco o destrói, e o zelo [a inveja] do tolo o mata” (Jo 5.2). O
ciúme deixa um homem furioso (Pv 6.34).
O escritor de
Eclesiastes adota o ponto de vista de que a labuta e a diligência são
simplesmente o resultado da inveja do homem contra o seu próximo (lie 4.4).
Amor, ódio e inveja, todos eles perecem na morte (Ec 9.6).
O ciúme e a ira
encurtam a vida, e a ansiedade provoca a velhice precoce (Ecli. 30.24). Zelos
pode ser uma coisa maligna, que arruína a vida.
ii.
Voltemo-nos, agora, ao NT. Nas cartas de Paulo, zelos ocorre nove vezes, e pelo
menos seis num bom sentido. Os judeus têm zelo por DEUS, mesmo sem iluminação
(Rm 10.2). Paulo, no seu zelo pela lei, era
um perseguidor
da Igreja (Fp 3.6). Paulo fala do anseio e do zelo dos coríntios pela sua
pessoa (2 Co 7.7) e do zelo que o arrependimento produziu neles (2 Co 7.11).
Fala do zelo dos coríntios na sua contribuição a
coleta em favor
dos pobres na Igreja de Jerusalém (2 Co 9.2). Tem zelo pelos coríntios porque
foi ele quem os preparou como noiva de CRISTO (2 Co 11.2).
Por outro lado,
as contendas e os ciúmes são duas coisas das quais o cristão deve livrar-se
tendo em vista a proximidade da vinda de CRISTO (Rm 13.13). Os ciúmes e as
contendas são a prova de que os coríntios ainda estão sob o domínio dos baixos
instintos da sua natureza (1 Co 3.3).
O ciúme é um
dos erros que Paulo teme achar se voltar para Corinto (2 Co 12.20). Aqui,
então, temos esta palavra, equilibrada, por assim dizer, entre o bem e o mal.
iii. Quando nos
voltamos para o exame destas duas palavras no grego secular, recebemos ajuda
real na definição do significado delas.
Três escritores
dão uma ajuda notável.
(a) Em Platão
as duas palavras são usadas juntas repetidas vezes.
A ira, o medo,
o luto, o amor, os ciúmes (zelos) e a inveja (fthonos) são dores da alma
(Filebo 47 E). Uma comunidade em que não há riqueza nem pobreza e a única
comunidade onde a insolência e a injustiça, as rivalidades e as invejas, não
tem oportunidade alguma de florescer (Leis 679 C).
Onde existe a
riqueza, há olhares ciumentos (República 550 E).
Mas há um uso
das palavras em Platão que é de relevância especial. Depois do sucesso de
Atenas contra os bárbaros, e depois da maneira com que Atenas salvou a Grécia,
ela teve de passar pela penalidade inevitável do sucesso.
Em primeiro
lugar, foi assaltada pelos ciúmes (zelos), e depois, pela inveja (fthonos), que
trouxe a guerra no seu séquito (Menex. 242 A). Fica claro, nesta base, que
Platão considera zelos como uma etapa no caminho para fthonos. Zelos,
poderíamos dizer, é a inveja que lança olhares de má vontade; fthonos é a
inveja que chegou as ações hostis. Há, conforme veremos, outra diferença; mas
até agora foi estabelecido o seguinte: zelos é menos sério, menos amargo, menos
maligno do que fthonos; fthonos é aquilo a que zelos pode chegar, a não ser que
o coração seja purificado.
(b) É realmente
muito lúcida a maneira de Aristóteles lidar com a diferença entre as duas
palavras. Para Aristóteles, zelos é um sentimento bom e necessário da
alma. Selos e um estímulo; é o sentimento que vem ao homem quando vê outra
pessoa possuindo alguma coisa nobre.
Esse sentimento
não é de tristeza porque a outra pessoa possui uma coisa magnífica; apenas é um
lamento por também não possuí-la. É uma virtude e uma característica do homem
virtuoso. Não há nela má vontade; mas há o incentivo para a ambição nobre, no
sentido de obter uma virtude que foi vista de relance mas não possuída. Por
outro lado, fthonos é “um tipo de dor diante da visão do sucesso” , “a dor
diante daquilo que é bom no outro,” segundo a definição dos estoicos (Diogenes
Laércio 7.63, 111).
E esta dor tem
sua origem, não no fato de que a pessoa que olha não possui a coisa magnífica;
brota do fato de que a outra pessoa a possui. O homem que tem fthonos no seu
coração não é inspirado por uma ambição nobre; simplesmente está amargurado
diante da visão de outra pessoa possuindo o que ele não tem, e faria tudo
quanto fosse possível, não para possuir a coisa, mas para evitar que a outra
pessoa a possuísse. Fthonos é baixeza, é a característica do homem vil
(Aristóteles: Política 2.10, 11).
zelos pode ser
uma ambição nobre; fthonos nunca poderá ser outra coisa senão ciúme malévolo e
amargo. Xenofonte, na Memorabilia, transmite uma definição de fthonos. “E um
tipo de dor, não diante do infortúnio de um amigo, nem diante do sucesso do
inimigo. Os invejosos são aqueles que se irritam somente com o sucesso dos seus
amigos” (Xenofonte'.Memorabilia 3.9.8). Fthonos é um sentimento horrível.
(c) Plutarco
faz muita coisa para definir o significado destas palavras.
zelos, escreve
ele, é o desejo de estimular aquilo que elogiamos; e a boa disposição para
fazer o que admiramos, e de não fazer o que censuramos.
É a imitação
(mimèsis) daquilo que é excelente. O amor por uma pessoa, diz ele, não pode ser
realmente ativo, a não ser que haja nele um pouco de ciúme (zelos). O amor
verdadeiro da virtude não pode ser eficaz a não ser que crie em nós, não a
inveja {fthonos), mas o estimulo {zelos) nas coisas honrosas. Não é contenda; é
a rivalidade em bondade (Plutarco: Progresso na Virtude 14). Por outro lado,
fthonos inveja toda a prosperidade e todo o sucesso. É, portanto, ilimitado, “
sendo como a oftalmia que se perturba diante de tudo o que tem brilho”.
Fthonos
irrita-se diante da prosperidade. Os insetos atacam o trigo maduro, e a inveja
ataca os bons e aqueles que estão crescendo na virtude e na boa reputação
(Plutarco: Da Inveja e do Ódio 2-8).
A inveja, disse
Eurípedes, é a maior enfermidade entre os homens.
Podemos ver a
diferença entre as duas emoções, conforme Plutarco e Aristóteles as viam, em
duas histórias gregas. Temístocles não conseguia descansar quando pensava na
grande vitória que Militardes obtivera em Mamlona; o pensamento dela enchia-o
de ambição nobre; e não descansou até que conseguiu sua vitória em Salamis lado
a lado com a vitória de Miltiailes em Maratona. Não tinha inveja da grandeza de
Militardes; desejava realizar algo semelhante (Plutarco: Temístocles 3). Isto é
zelos. Aristides era chamado o Justo. Estava sendo processado, e certo homem
veio a ele, sem saber quem era, e pediu que Aristides lhe escrevesse o seu
voto, pois não sabia escrever; e o voto era a favor do banimento do próprio
Aristides!
“Que mal
Aristides lhe fez?” perguntou-lhe. “Estou cansado,” disse o homem, “ de ouvir
as pessoas o chamarem de o Justo” (Plutarco: Aristides 7).
Esta não era
nenhuma ambição nobre no sentido de imitar a grandeza; era simplesmente o
ressentimento amargo porque alguém era considerado grande. Isto e fthonos.
Fthonos não
ocorre no AT canônico em lugar algum. Ocorre, porém, nos Apócrifos. “E por
inveja do diabo que a morte entrou no mundo: prová-la-ão quantos são de seu
partido! (Sab. 2.24). A inveja é uma coisa diabólica. “ Não caminharei junto
com a inveja corrosiva que com a Sabedoria não comunga” (Sab. 6.23). Em 1
Macabeus o historiador diz a respeito dos romanos: “Confiam por um ano o poder
sobre si e o governo de Iodos os seus domínios a um só homem, unicamente ao
qual todos obedecem, sem haver inveja ou rivalidade entre eles” (1 Mac. 8.16).
Fthonos é
claramente algo a ser detestado.
Paulo usa-a
apenas duas vezes. Em Rm 1.29 e um dos pecados que caracterizam o mundo pagão.
E em Fp 1.15 é o ESPÍRITO que impulsiona aqueles que pregam a CRISTO, não tanto
para ganhar as pessoas para CRISTO, mas simplesmente para ofender Paulo. Não
cobiçam para si o sucesso dele, mas desejam nega-lo a Paulo.
Os escritores
pagãos teriam permitido alguma grandeza necessária a zelos, como a rivalidade
na ambição nobre, mas estava para vir o dia em que Clemente de Roma faria
remontar todo o pecado a esta própria qualidade.
A inveja
(zelos), escreveu ele aos coríntios, foi responsável pelo assassinato de Abel
cometido por Caim, pela fuga de Jacó diante de Esaú, pela venda de José para o
Egito pelos seus irmãos, pela tentativa de assassinato feita por Saul contra
Davi, e pelo ódio pagão que derramou o sangue dos mártires cristãos (I Clemente
4.6).
Há algo trágico
na situação humana aqui. Fthonos sempre foi uma palavra feia, mas zelos poderia
denotar uma coisa grandiosa que acabou em pecado. Talvez seja verdade dizer que
não há teste melhor para um homem do que sua reação diante da grandeza e
do sucesso de outra pessoa. Se isto o levar ao zelos, que é a ambição nobre da
bondade, trata-se da obra do ESPÍRITO, mas se o levar a um ressentimento amargo
e ciumento, trata-se de obra da carne, e aquilo que deveria ser um incentivo a
bondade tornou-se uma persuasão ao pecado.
INVEJA -
Tesouro de Conhecimentos Bíblicos - Emílio Conde
- Do hebraico
“qinãh”, “qannã ”, e do grego “phthonos”. O Antigo Testamento usa de
perífrases para indicar o olho mau.
Não é nosso
propósito, neste comentário, analisar a palavra inveja do ponto de vista
literário, sociológico ou político; o que temos em vista, ao comentar esta e
outras frases que desfilam nestas páginas, é apresentá-la de acordo
como aparece nas páginas da Bíblia, uma vez que nosso objetivo
é conhecer melhor a Palavra de DEUS, através do estudo de frases e de
temas.
Para aqueles
que acariciam a inveja, embora não desejem ser chamados de
invejosos, para esses que sentem prazer em exercitar-se no terreno
da inveja, diremos que a Bíblia declara que os crimes mais nefandos
da história do mundo foram instigados pela inveja. — A inveja, em
suas manifestações, está sempre acompanhada pelo ódio, que não tolera a
prosperidade nem a alegria do próximo. Não é só isto: a inveja odeia quem
desfruta de algum bem, e tudo faz para possuir ou gozar exclusivamente os
bens que outros possuem e desfrutam.
Vamos consultar
a Escritura, a fim de que os leitores conheçam o que ela diz acerca da inveja.
O livro de Gênesis registra alguns fatos em que aparece a inveja misturada ao
ódio. É bom lembrar que o primeiro homicídio da história foi causado pela
inveja de Caim, que matou seu irmão Abel, por não suportar que ele recebesse e
gozasse os favores de DEUS.
Outro fato
registrado em Gênesis, no qual aparece a ação maléfica da inveja, aconteceu nos
dias de Isaque, filho de Abraão, quando os filisteus acirrados pela
inveja, entulharam os poços de água. Vejamos como a Bíblia registra este
fato: “E tinha [Isaque] possessão de ovelhas e possessão de vacas, e muita
gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam. E todos os
poços que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de seu
pai Abraão, os filisteus entulharam e encheram de terra" (Gn
26.14,15). Como se vê, a prosperidade de Isaque provocou a inveja dos filisteus
vizinhos, que em vingança entulharam-lhe os poços de água.
Outro tipo de
inveja era o das mulheres entre si, no caso de casamento polígamo:
Vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve ciúmes (inveja) de sua
irmã, e disse a Jacó: Dá-me filhos, senão morrerei” (Gn 30.1).
Daí a lei ordenar que o homem não tomasse outra mulher, além
da sua, para que não lhe fosse por rival e não causasse a
inveja (Lv 18.18).
Os irmãos de
José também o quiseram matar e depois resolveram vendê-lo, por causa da
inveja que tinham em seu coração. Quem mencionou isso foi Estêvão, no
Novo Testamento, em seu discurso de defesa contra aqueles que queriam matá-lo.
Uma coisa que
os leitores devem saber, relacionada com a inveja e que a Bíblia
aponta como perigo grave a que se expõem os invejosos, está
contida nestas palavras: "A inveja é a podridão dos ossos” (Pv
14.30). É um corpo com ossos apodrecidos; é um cadáver. No sentido
espiritual, a inveja faz apodrecer a estrutura da vida, torna imprestável o
invejoso, mata aqueles que sentem prazer em invejar. No mesmo
livro de Provérbios, lemos esta oportuna advertência que os leitores devem
guardar: ‘‘Não tenha o teu coração inveja dos pecadores” (23.17), ‘‘dos
homens malignos” (24.1), dos perversos (24.19). “Quem pode resistir à
inveja?” (27.4). Aqueles que sentem inveja da riqueza do próximo, que
invejam a prosperidade moral e intelectual de outrem correm o risco de
ficar moralmente inutilizados e mortos para DEUS.
Dissemos no
início que a inveja foi a causa do primeiro homicídio da história mas foi
também a causa do maior crime. Qual foi o maior crime da história? Vamos
ver quanta gente importante estava envolvida no maior crime que a inveja
praticou.
Aconteceu, há
muitos séculos, na cidade de Jerusalém, quando se comemorava uma festa
anual, entre os judeus. A Bíblia assim registra o fato: “Ora, por
ocasião da festa, costumava o presidente soltar um preso, escolhendo o
povo aquele que quisesse. E tinham então um preso bem conhecido, chamado
Barrabás. Portanto, estando eles reunidos [os acusadores de JESUS],
disse-lhes Pilatos: Qual quereis que vos solte: Barrabás ou JESUS,
chamado CRISTO? Porque sabia que por inveja o haviam entregado” (Mt
27.15-18). Por inveja! O havia entregado por inveja! isto é, a ação
da inveja entregou JESUS CRISTO, o Filho de DEUS, nas mãos de
Pilatos, para que o Mestre fosse condenado à morte sem ser culpado, a
fim de que se consumasse o maior e o mais clamoroso crime da história: a
morte do Filho de DEUS. Inveja, porque JESUS agradava mais do que eles, os
fariseus; porque CRISTO falava com autoridade divina. Inveja, porque JESUS não
tinha defeito algum que eles pudessem apontar para que o incriminassem.
Inveja, porque JESUS é o Filho de DEUS.
A inveja, no
entanto, não findou sua missão diabólica com a crucificação do Salvador;
ela não se satisfez com o crime mais nefando do universo. Nos dias da
igreja primitiva, faziam-se sinais e prodígios entre o povo, pelas mãos
dos apóstolos. “Transportavam os enfermos para as ruas e os punham em
leitos e em camilhas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este
passasse, cobrisse alguns deles” (At 5.12-15). A operação de milagres
incomodou os homens religiosos que também estavam revestidos de autoridade,
os quais se deixaram dominar pela inveja para perseguirem os
apóstolos. “E levantando-se o sumo sacerdote, e todos quantos estavam
com ele (e eram eles da seita dos saduceus), encheram-se de inveja,
e lançaram mão dos apóstolos e os puseram na prisão pública
” (At 5.17,18). Encheram-se de inveja os sacerdotes porque DEUS
usava homens simples e não a eles, sacerdotes, para curar os enfermos e
para atrair as multidões que aceitavam a salvação em JESUS CRISTO.
Quando Paulo e
Barnabé pregaram na sinagoga de Antioquia, os judeus, vendo as multidões
que áfluíam para ouvi-los, tomaram-se de inveja e contradiziam o que
Paulo falava. A inveja terminou por expulsar os apóstolos da cidade (At
13.45-52).
Na cidade de
Tessalônica, quando Paulo e Silas anunciaram a CRISTO, o Messias
das profecias, grande multidão creu e se ajuntou aos dois pregadores.
Os homens religiosos da cidade, em lugar de se alegrarem com a mensagem
de boas-novas de Paulo e Silas,
Apesar de todos
os contratempos que sofreu, Ismael não foi desamparado por DEUS:
tornou-se pai de doze filhos, chefes de tribos nômades desobedientes,
“movidos de inveja, tomaram consigo alguns homens perversos, dentre os vadios
e, ajuntando o povo, alvoroçaram a cidade, e assaltando a casa de Jason [que
os abrigara], procuravam tirá-los para junto do povo” (At
17.5). Como vê o leitor, a inveja convence os invejosos a praticarem toda
sorte de crimes, sem se aperceberem que se aproximam do abismo.
O apóstolo
Paulo, quando escrevia suas cartas, sempre colocava a inveja ou o
ciúme como sentimentos carnais. A inveja temo-la em relação
aos outros e o ciúme em relação às nossas coisas (Rm 13.13; 1
Co 3.3; 13.4; 2 Co 12.20; Gl 5.20,21; Fp 1.15).
A Palavra de
DEUS condena a inveja e repreende os invejosos. O apóstolo Tiago
escreveu esta expressiva sentença acerca da inveja: “Mas se
tendes amarga inveja ou sentimento faccioso em vosso coração,
não vos glorieis, nem mintais contra a verdade” (Tg 3.14). O apóstolo
Pedro também advertiu: “Despojando-vos, portanto, de toda a maldade e
dolo, de hipocrisias e invejas, e de toda sorte de
maledicências” (1 Pe 2.1).
Portanto, a
inveja que mente, calunia e mata moral e espiritualmente, deve ser evitada e
proscrita da vida de todos quantos desejam servir realmente a DEUS.
A inveja está
sempre acompanhada pelo ódio que não tolera a prosperidade nem a
alegria do próximo.
---------------------------------------------------------------------
Lição
5, Paz de DEUS: Antídoto contra as inimizades
1º Trimestre de
2017 - Título: As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - Como o
crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Comentarista: Pr.
Osiel Gomes da Silva (Pr Pres. Tirirical - São Luis -MA)
TEXTO ÁUREO
“Deixo-vos a
paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso
coração, nem se atemorize” (Jo 14.27).
VERDADE PRÁTICA
A paz, como
fruto do ESPÍRITO, não promove inimizades e dissensões.
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE- Efésios 2.11-17.
11
— Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e
chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela
mão dos homens; 12 — que, naquele tempo, estáveis sem CRISTO, separados da
comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança
e sem DEUS no mundo. 13 — Mas, agora, em CRISTO JESUS, vós, que antes
estáveis longe, já pelo sangue de CRISTO chegastes perto.
14
— Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando
a parede de separação que estava no meio, 15 — na sua carne, desfez a
inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para
criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, 16 — e, pela
cruz, reconciliar ambos com DEUS em um corpo, matando com ela as inimizades. 17
— E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que
estavam perto;
Resumo
da Lição 5, Paz de DEUS: Antídoto contra as inimizades
I. A PAZ QUE
EXCEDE TODO ENTENDIMENTO
1. Paz.
2. Paz com
DEUS.
3. Promotor da
paz.
II. INIMIZADES
E CONTENDAS, AUSÊNCIA DE PAZ
1. Três tipos
de inimizades.
2. Inimizade e
soberba.
3. Inimizade e
facção.
III. VIVAMOS EM
PAZ
1. O favor
divino.
2. A cruz de
CRISTO.
3. A nossa
missão.
VÁRIOS
COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMA CORREÇÃO DO Pr. Luiz Henrique
Lição
5, Paz de DEUS: Antídoto contra as inimizades
Resumo rápido
do Pastor Henrique
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
Estudo de hoje:
Paz como uma das qualidades do fruto do ESPÍRITO e a inimizade como uma das
obras da carne.
Quem não é
nascido de novo não tem ainda o Fruto do ESPÍRITO em si, portanto, não pode ter
a verdadeira paz que só CRISTO oferece. A paz de DEUS é interior e não se
importa com as adversidades da vida. A certeza de salvação e esperança de estar
para sempre com o SENHOR é maior do que tudo.
I. A PAZ QUE
EXCEDE TODO ENTENDIMENTO
1. Paz.
PAZ -
DICIONÁRIO STRONG EM PORTUGUÊS
ειρηνη - eirene
- Lê-se Êremê
provavelmente
do verbo primário eiro (juntar);
1) estado de
tranquilidade nacional
1a) ausência da
devastação e destruição da guerra
2) paz entre os
indivíduos, i.e. harmonia, concórdia
3) segurança,
seguridade, prosperidade, felicidade (pois paz e harmonia fazem e mantêm as
coisas seguras e prósperas)
4) da paz do
Messias
4a) o caminho
que leva à paz (salvação)
5) do
cristianismo, o estado tranquilo de uma alma que tem certeza da sua salvação
através de CRISTO, e por esta razão nada temendo de DEUS e contente com porção
terrena, de qualquer que seja a classe
6) o estado de
bem-aventurança de homens justos e retos depois da morte
A paz aqui é
espiritual, é um milagre de DEUS em nossa vida, pois só a temos devido ao
sacrifício de JESUS por nós. A paz interior é resultado da paz com DEUS que
temos a partir do momento que aceitamos a JESUS CRISTO como SALVADOR e SENHOR.
O ESPÍRITO SANTO veio morar em nós e trouxe Consigo o fruto do ESPÍRITO, e
neste a paz para vivermos em harmonia com DEUS e nossos irmãos e até com nossos
inimigos, se for possível.
O mundo pode
estar em guerra a nossa volta, mas nós estamos em paz com DEUS e procuramos
estar em paz com todos.
Ultimamente,
temos visto o aumento da chamada Síndrome do Pânico. O crente que vive em paz
com DEUS não sentirá tais sintomas.
18 Sintomas da
Síndrome do Pânico:
Sensação de
perigo iminente
Medo de perder
o controle
Medo da morte
ou de uma tragédia iminente
Sensação de
estar fora da realidade
Dormência e
formigamento nas mãos, nos pés ou no rosto
Palpitações,
ritmo cardíaco acelerado e taquicardia
Sudorese
Tremores
Dificuldade
para respirar, falta de ar e sufocamento
Hiperventilação
Calafrios
Ondas de calor
Náusea
Dores
abdominais
Dores no peito
e desconforto
Dor de cabeça
Tontura
Sensação de
estar com a garganta fechando
Tudo isso
ocorre com quem não está em paz com DEUS.
2. Paz com
DEUS.
Quando nos
convertemos fomos declarados justos diante de DEUS porque nossos pecados foram
levados por JESUS na cruz e para o inferno. Como diz o profeta
Isaias: "...o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas
suas pisaduras fomos sarados." Isaías 53:5
Paulo nos
revela isso assim: "Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com
DEUS, por nosso Senhor JESUS CRISTO;" (Rm 5.1). Já não somos inimigos de
DEUS, agora somos filhos amados.
Depois de
termos esse milagre realizado me nossa vida podemos passar esta paz aos outros
pela pregação do evangelho e compartilhamento da presença de DEUS em nós.
"Assim
que, se alguém está em CRISTO, nova criatura é; as coisas velhas já passaram;
eis que tudo se fez novo. E tudo isto provém de DEUS, que nos reconciliou
consigo mesmo por JESUS CRISTO, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto
é, DEUS estava em CRISTO reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os
seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos
embaixadores da parte de CRISTO, como se DEUS por nós rogasse. Rogamos-vos,
pois, da parte de CRISTO, que vos reconcilieis com DEUS. Àquele que não
conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de
DEUS." 2 Coríntios 5:17-21
JUSTIFICAÇÃO -
DICIONÁRIO STRONG EM PORTUGUÊS δικαιοω dikaioo
1) tornar justo
ou com deve ser
2) mostrar,
exibir, evidenciar alguém ser justo, tal como é e deseja ser considerado
3) declarar,
pronunciar alguém justo, reto, ou tal como deve ser
JUSTIFICAÇÃO -
Dicionário Bíblia Almeida
1) Segundo
alguns BIBLISTAS, o ato judicial de DEUS por meio do qual ele, pela sua graça,
perdoa os seres humanos de sua culpa. A base para esse perdão é que JESUS
cumpriu a Lei em lugar dos seres humanos e sofreu o castigo pelos pecados deles
(Rm 5.12-21). As pessoas são justificadas através da fé (Rm 3.21-25,28; 5.1),
que DEUS lhes dá pela ação do ESPÍRITO SANTO.
2) Segundo
outros biblistas, justificação é o ato pelo qual DEUS, como Rei, Senhor e
Salvador, aceita e põe em relação correta consigo a pessoa que faz com ele uma
ALIANÇA, a qual é baseada na fé em CRISTO. A justificação é originada e mantida
pelo ESPÍRITO SANTO (v JUSTIÇA - Rm 1.17; 3.24 e 4.25 ).
JUSTIFICAÇÃO -
Dicionário Teológico - [Do heb. tsadik\ do gr. dikaios-, do lat.
justificationem] Ato de declarar justo. Processo judicial que se dá junto ao
Tribunal de DEUS, através do qual o pecador que aceita a CRISTO é declarado
justo (Rm 5.1). Ou seja: passa a ser visto por DEUS como se jamais tivera
pecado em toda a sua vida (Rm 5.1).
A justificação
é mais que um mero perdão. O criminoso perdoado, ou anistiado, continuará
criminoso. Mas se DEUS o justificar, torna-se ele justo (Rm 8.1). A
justificação é obtida única e exclusivamente pela fé em CRISTO JESUS.
JUSTIÇA -
Tesouro de Conhecimentos Bíblicos - Emílio Conde
- Do hebraico
“sedã-qãh” e do grego “dikaiosy-nê”, “dikaos’', é a virtude que dá a cada um o
que lhe é de direito.
A palavra
justiça na Bíblia adquire um sentido mais amplo do que nos
códigos coordenados pelos magistrados para orientarem seus atos,
ao serem chamados para julgar ou aplicar a lei.
Há uma
diferença profunda entre o significado da palavra justiça
na interpretação humana e sob o ponto de vista divino
A justiça
divina não é apenas um sentimento passageiro e falho; é um atributo
essencial através do qual os atos de DEUS personificam a equidade
É vá a
tentativa de medir a justiça de DEUS através de medidas humanas. Os fariseus
e os rabinos do tempo de JESUS pensavam que receberiam a justa
recompensa divina somente por cumprirem a Lei. A eles JESUS respondeu:
“Depois de haverdes feito tudo quanto vos foi ordenado, dizei:
Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos
fazer” (Lc 17.10).
A noção de
justiça de DEUS em Paulo é encontrada em Romanos 1.17; 3.5,21,25; 10.3;
2 Coríntios 5.21 e tem um sentido derivado. Para a maior parte dos
exegetas, a justiça divina em Romanos é a justiça que vem de DEUS, que o
homem recebe de DEUS, meramente imputada, ou como fruto de santificação. Para
outros, a justiça de DEUS em Paulo é a justiça que o próprio DEUS
possui, isto é, um atributo divino que em certo sentido é comunicado
aos homens.
A justiça de
DEUS é o fundamento para a justiça humana e para a graça da filiação,
como encontramos nas cartas de João: “Se sabeis que Ele é justo,
reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele” (1
Jo 2.29). A justiça de DEUS requer que o homem que conhece e
ama essa justiça se abstenha de proceder como os demais que são como
que cegos espirituais. A justiça forma o elemento principal do caráter que
aprova a Palavra de DEUS. A exigência para que o homem se
apresente diante de DEUS e dos homens pronto para receber a
justiça consiste apenas em amar a misericórdia e andar humildemente com
DEUS.
As Escrituras
apresentam como justos os homens que possuem as qualificações acima
mencionadas. Vamos observar o que a Bíblia diz acerca de Simeão, quando
JESUS foi apresentado no templo: “Havia em Jerusalém um homem chamado
Simeão; homem este justo” (Lc 2.25). Simeão é chamado de justo, isto é,
digno de justiça, simplesmente porque viu o Messias e creu nas
infalíveis promessas divinas de restauração do gênero humano.
Tudo quanto até
aqui declaramos, foi apenas uma tentativa de esboçar o magnífico e incomparável
tema que é a justiça de DEUS. Contudo, somente nos aproximamos do problema; não
conseguimos penetrar no esplendor do reflexo dos atos de recompensa da
justiça divina, nem nos foi possível demonstrar a profundidade
dela, por uma razão muito simples: é impossível alcançar a base
da justiça de DEUS, pois está escrito que a justiça é a base do trono de
DEUS e quem poderá perscrutar esse fundamento?! (Sl 97.2).
Adão e Eva
foram expulsos em consequência da justiça de DEUS que
havia determinado bênção para o obediente e castigo para o
transgressor.
3. Promotor da
paz.
A paz que
encontramos em CRISTO deve ser anunciada e proclamada a todos os que nos
cercam, pois é desejo de DEUS que todos a incorrem também. As pessoas
perceberão esta paz em nós, mesmo durante nossas aflições e circunstâncias
adversas pelas quais passarmos por elas.
Paulo fala de
nosso esforço para ter paz com todos, de nossa parte devemos fazer de tudo o
que for possível para isso seja possível, mesmo sabendo que muitos nos odiarão,
mas JESUS disse que devemos amar nossos inimigos e orar por eles.
"Se for
possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os
homens. Romanos" 12:18
"E odiados
de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim,
esse será salvo." Mateus 10:22
"Eu,
porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei
bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para
que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;" Mateus 5:44
II. INIMIZADES
E CONTENDAS, AUSÊNCIA DE PAZ
1. Três tipos
de inimizades.
INIMIZADE
εχθρα -
echthra - Lê-se Festrá
1) inimizade
2) causa de
inimizade
Inimizades.
A palavra grega
exthrai, traduzida por “inimizades”, significa hostilidade, animosidade.
Trata-se daquele sentimento hostil nutrido por longo tempo, que se enraíza no
coração. A ideia é a de um homem que se caracteriza pela hostilidade para com
seu semelhante. É o oposto do amor.
Três tipos de
inimizade. Vejamos:
Inimizade para
com DEUS (Rm 8.7) - “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra DEUS,
pois não é sujeita à lei de DEUS, nem, em verdade, o pode ser.” (Rm 8.7).
inimizade entre
as pessoas (Lc 23.12) - “E no mesmo dia, Pilatos e Herodes entre si se fizeram
amigos; pois dantes andavam em inimizade um com o outro.” (Lc 23.12)
hostilidade
entre grupos e pessoas (Ef 2.14-16) - “Porque ele é a nossa paz, o qual de
ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio,
Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia
em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, E
pela cruz reconciliar ambos com DEUS em um corpo, matando com ela as
inimizades.” (Efésios 2:14-16)
Em Gálatas,
Paulo apresenta a inimizade, as contendas e as disputas como obras da carne (Gl
5.20).
2. Inimizade e
soberba.
A inimizade
pode ser resultado da soberba, ou desejo de ser grande, de ser maior que todos.
Desejo de fama e de glória. JESUS ensinou que aquele que deseja ser grande deve
ser o menor.
"Mas entre
vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso
serviçal;" (Marcos 10:43)
Na igreja todos
devemos servir a todos, cada um com seu talento dado por DEUS. Cada um deve
administrar aos outros aquilo que recebeu para benefício de todos.
"Cada um
administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da
multiforme graça de DEUS." (1 Pedro 4:10)
Que fareis
pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem
revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. 1
Coríntios 14:26
Paulo nos diz
que aqueles que buscam inimizades estão pecando, pois são carnais e não podem
agradar a DEUS.
"Porque
ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não
sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?" (1 Co 3.3)
3. Inimizade e
facção.
As inimizades,
muitas vezes, causam divisão e grandes prejuízos à obra de DEUS. São grupos que
se formam e se dividem dentro da ighreja e com focos diferentes. A
evangelização, que deve ser o objetivo comum, perde seu papel primordial e é
substituído por passeios e festas entre grupos.
Na igreja de
Corinto havia 4 grupos distintos. Eram partidos em torno de Paulo, Apolo, Cefas
e CRISTO. Uns diziam que pertenciam a Paulo, enquanto outros a Apolo (1Co
1.12), outros a Pedro e ainda outros diziam pertencer a CRISTO. Paulo dá fim à
discussão e às inimizades perguntando aos irmãos: “Está CRISTO dividido? Foi
Paulo crucificado por vós?” (1Co 1.13).
Até o grupo de
CRISTO estava errado pois estavam divididos como se pudesse CRISTO dividir a
igreja em grupos.
Todos devem se
unir na evangelização dos povos, como um corpo, com todos os membros se
dirigindo para um único lugar, o Céu, com um mesmo SENHOR,JESUS, todos em
comunhão com um mesmo ESPÍRITO, O ESPÍRITO SANTO, todos sendo filhos de um
mesmo DEUS, o PAI.
III. VIVAMOS EM
PAZ
1. O favor
divino.
Fomos todos
árvores cheias de espinhos e que estavam destinadas ao fogo eterno, éramos
zambujeiros, mas fomos enxertados na oliveira verdadeira, JESUS e assim nos
chegamos a DEUS (Rm 11.17). Os judeus não compreenderam que foram colocados por
DEUS no mundo para abençoar as outras nações (Gn 12.3).
Paulo nos
mostra que, em CRISTO, tanto gentios como judeus, todos somos iguais perante
DEUS e todos carecemos de misericórdia e amor de DEUS, por isso, devemos viver
em paz e unidade, desde que através de JESUS. Só em JESUS poderemos achar a
unidade do corpo de CRISTO. Levemos a paz a todos os povos, sem acepção de
pessoas.
OLIVEIRA
(Tesouro de Conhecimentos Bíblicos)
- Do hebraico
“zayit”, do grego “elaia”. Nome científico: “olea euro-paea L”.
Como a figueira
e a videira, a oliveira é a planta característica da Palestina. É vista
mais comumente nas encostas das montanhas e floresce em
maio. Sua cor é acinzentada; a parte inferior das folhas é
esbranquiçada e a superior é verde escura. Por causa do intenso
calor, suas folhas se enrolam e encolhem, razão por que a sombra que
oferecem é pequena. Quando floresce, saem umas folhas esbranquiçadas
que caem depois que nascem um ou dois frutos. São muito conhecidos os
olivais de Siquém, Jerusalém e Hebrom. As palavras derivadas da oliveira
são poucas na Bíblia: monte das Oliveiras (Zc 14.4; Mt 26.30; Mc
14.26; Lc 22.39); encosta das Oliveiras (2 Sm 15.30). Sua madeira
dura é utilizável; seu fruto, em forma de ameixa, tem uma carne muito
oleosa; por causa dessa utilidade, é denominada de rainha das árvores (Jz
9.8). Nesse texto de Juízes, está registrado o apólogo de Jotão.
Em Israel, os
olivais de Ramá da Galiléia são famosos, havendo oliveiras ali com alguns
milênios de idade. Visitando o Jardim das Oliveiras ou do Getsêmane,
deparamo-nos com oliveiras que presenciaram, silenciosas, o sofrimento de
JESUS. A Palestina não é somente descrita como terra que mana leite e
mel, mas também “terra das oliveiras”, abundante de azeite e mel (Dt
8.8). No tempo de Davi, havia um chefe encarregado dos olivais e um
outro do depósito de azeite (1 Cr 27.28).
Outro fato que
os leitores devem conhecer é que a azeitona, em grande parte, e em algumas
regiões é colhida verde. A razão disso é que - assim dizem os entendidos -
o azeite é melhor. O azeite era extraído, esmagando-se ou pisando-se
as azeitonas (Êx 27.20; Jl 2.24; Mq 6.15).
O azeite também
era usado para ungir os reis quando escolhidos. Os sacerdotes também eram
ungidos com o óleo especial (1 Sm 2.10,35; 12.3; 16.6).
Finalmente
temos uso do azeite na alimentação. Esta função como alimento é
das mais importantes, pois o uso do azeite não provoca irritações,
nem alergias, como acontece com outros produtos oleosos e gordurosos, que
facilitam também o desenvolvimento de doenças. Na Grécia e na
Palestina, a alimentação é preparada à base de azeite; esse fato elimina
muitas doenças do aparelho digestivo que afligem as criaturas que se
alimentam com gorduras pouco saudáveis.
Agora vejamos o
simbolismo da oliveira na Bíblia. A partir da época de Noé e do Dilúvio, a
oliveira transformou-se símbolo universal da paz, não somente para os
homens de sentimentos religiosos, mas também para os políticos
que tudo exploram em seu próprio favor. A razão por que o
ramo de oliveira é o símbolo da paz baseia-se no fato registrado
em Gênesis 8.11, onde aparece a pomba que Noé soltou, após cento
e cinquenta dias de chuva; ela voltou trazendo uma folha de oliveira, sinal de
que a ira de DEUS se aplacara, sinal de que havia novamente
paz entre os homens e DEUS.
O fruto da
oliveira, em seu estado silvestre, é pequeno e sem valor. Torna-se bom
e abundante quando na oliveira silvestre é enxertado um ramo de
boa árvore. Por outro lado, a oliveira se reproduz através dos brotos
que saem da raiz; esses são enxertados em outra oliveira para que
cresçam e deem frutos. Dessa figura interessante, Paulo tira uma
lição preciosa, quando escreve aos romanos (Rm 11.17-24). Ele se
refere aos ramos silvestres (os pagãos), enxertados na
oliveira cultivada (os judeus); o ramo enxertado vive pela
seiva transmitida através do tronco: os gentios recebem
benefícios por causa de Israel.
O azeite na
Bíblia é o símbolo do ESPÍRITO SANTO; precisamos de sua unção
para que nosso testemunho diante dos homens seja vivo e eficaz!
Com o óleo
especial de oliveira eram ungidos os reis e os sacerdotes que
se tornavam consagrados para o serviço de DEUS
2. A cruz de
CRISTO.
A cruz é um dos
símbolos mais conhecidos do cristianismo. A cruz é sinal de maldição. É onde
JESUS levou nossos pecados, doenças e enfermidades. Pelo seu sacrifício fomos
justificados, regenerados, perdoados, redimidos, salvos, pois, pela graça de
DEUS e mediante a fé no sacrifício de JESUS, somos reconciliados com DEUS.
JESUS sofreu
calado por nós. Não abriu sua boca para reclamar ou dizer palavras ofensivas
aos seus algozes (Is 53.7; Jo 3.16). JESUS permaneceu quieto durante seu
julgamento e castigo. Ele demonstrou ter paz e equilíbrio emocional mesmo
vivendo uma situação tão terrível. Ele sabia o porquê de sua missão e que o seu
sacrifício era necessário para que pudéssemos nos reconciliar com DEUS.
Entre todas as
pedras preciosas que resplandecem na coroa da bênção de Abraão (a bênção que
recebeu), com toda segurança, esta era uma das mais preciosas, a saber, que por
ele - mais precisamente, por meio de sua semente, o Messias - uma quantidade
inumerável de pessoas seria abençoada. Por meio de CRISTO e seu ESPÍRITO, o
ESPÍRITO da promessa (At 1.4,5; Ef 1.13), o rio da graça (Ez 47.3-5)
continuaria seu curso sem fim, abençoando primeiramente aos judeus, mas depois
também aos homens de toda raça, tanto gentios como judeus. Sim, o rio da graça
flui pleno, abundante, refrescante, fortificante para todos. E, para receber a
bênção, a saber, a realização da promessa: “Eu serei o teu DEUS”, a única coisa
da qual se necessita é a fé, a confiança no CRISTO crucificado, porque foi no
Calvário que as chamas da ira de DEUS descarregaram toda sua fúria, e os
crentes de todas as nações, tribos e línguas são salvos para sempre!
3. A nossa
missão.
JESUS veio ao
mundo com uma missão do PAI, morrer na cruz pelos nossos pecados. JESUS nos deu
uma missão (Mt 28.19,20; Mc 16). Para executarmos essa missão, precisamos estar
em paz com todos, pois em inimizade não poderíamos levar o evangelho a ninguém.
Como ouviriam de um inimigo o evangelho? Anunciemos ao mundo que somente JESUS
pode nos dar a verdadeira paz, pois Ele é o Príncipe da Paz (Is 9.6).
CONCLUSÃO
A Paz,
qualidade do fruto do ESPÌRITO, é a paz que Excede Todo Entendimento, é Paz Com
DEUS, De posse desta paz devemos ser Promotores Da Paz.
As Inimizades e
Contendas são obras da carne, essa inimizade é ausência De Paz, existem pelo
menos três Tipos De Inimizades, entre uma pessoa e outra, entre grupos e entre
nações. Muitas vezes a Inimizade é produto da soberba. A Inimizade produz
Facção, ou divisão até mesmo dentro da igreja.
Portanto,
Vivamos Em Paz. Esta paz é um Favor Divino. Foi conquistada na Cruz por
CRISTO. JESUS nos deu uma Missão, a missão de ir por todo o mundo e
compartilhar esta paz de DEUS com todos. Compartilhar JESUS e sua salvação para
que todos tenham paz com DEUS e entre si.
Paz é um
milagre - é paz sobrenatural - vem do ESPÍRITO SANTO - Paz com DEUS
Porquanto o
Reino de DEUS não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no ESPÍRITO
SANTO; (Rm 14.17).
Comentário
Mattew Henry do Novo Testamento
Se formos
cuidadosos para agirmos sob a direção e o poder do ESPÍRITO bendito, apesar de
não sermos liberados dos estímulos e da oposição da natureza corrupta que resta
em nós, esta não teria domínio sobre nós. Os crentes estão metidos num conflito
em que desejam sinceramente essa graça que possa alcançar a vitória plena e
rápida. Os que desejam entregar-se à direção do ESPÍRITO SANTO não estão sob a
lei como aliança de obras, nem expostos a sua espantosa maldição. Seu ódio pelo
pecado, e sua busca da santidade, mostram que tem uma parte na salvação do
Evangelho.
As obras da
carne são muitas e manifestas. Estes pecados excluirão do céu aos homens,
todavia, quanta gente que se diz cristã vive assim e dizem que esperam ir para
o céu!
Enumeram-se as
qualidades do fruto do ESPÍRITO, ou da natureza renovada, que devemos
manifestar em nosso caráter. E assim como o apóstolo tinha mencionado
principalmente as obras da carne, não somente daninhas para os mesmos homens,
senão que tendem a fazê-los mutuamente nocivos, assim aqui o apóstolo nota
principalmente as qualidades do fruto do ESPÍRITO, que tendem a fazer
mutuamente agradáveis aos cristãos, assim como a torná-los felizes. As
qualidades do fruto do ESPÍRITO e seus resultados na vida cristã mostram
evidentemente que eles são conduzidos pelo ESPÍRITO.
A descrição das
obras da carne e do fruto do ESPÍRITO e suas qualidades nos diz que devemos
evitar e resistir, e que devemos desejar e cultivar; e este é o afã e empresa
sinceros de todos os cristãos reais. O pecado não reina agora em seus corpos
mortais, de modo que lhe obedeçam (Rm 6.12), mas eles procuram destruí-lo.
CRISTO nunca reconhecerá os que se rendem para serem servos do pecado. E não
basta com que cessemos de fazer o mal, senão que devemos aprender a fazer o
bem. Nossa conversação sempre deverá corresponder ao princípio de que nos guia
e nos governa (Rm 8.5).
Obra da Carne e
o Fruto do ESPÍRITO - William Barclay
PAZ - eirene ειρηνη - Lê-se Êremê - Paz
O Melhor da
Vida
Havia poucas
coisas que o mundo antigo desejava mais do que a paz. A busca pela paz era
universal. O alvo de todas as filosofias antigas era ataraxia, a serenidade, a
tranquilidade, a mente quieta. César talvez pudesse produzir um mundo em paz,
mas o anelo dos homens era um coração em paz, uma paz não proclamada por César,
mas por DEUS (Epiteto: Discursos 2.13.12). Nesta busca pela paz, há certas
ideias que voltam sempre a ocorrer.
(a) A paz
somente pode vir com a eliminação do desejo.
“ Se quiser
tornar Pitocles feliz,” disse Epicuro, “não aumente os seus bens, mas diminua
os seus desejos.
” Nada que se
possa dar ao homem pode lhe trazer a paz. Deve-se retirar-lhe os desejos
humanos instintivos que fazem da vida uma frustração e um campo de batalha.
(b) A paz
somente pode vir com a morte da emoção. O homem deve tornar-se apathès, livre
da emoção. Se permitir que outra pessoa controle o seu coração, ou que qualquer
pessoa possua as chaves do mais íntimo do seu ser, então a paz será perdida
para sempre. Conforme diz Glover, os pensadores fizeram da vida um deserto, e
chamavam-no de paz.
(c) A paz vem
da aquisição da indiferença. Nesta vida tudo pode ser incluído entre duas
classes. Há as coisas que estão dentro do controle de um homem, e as coisas que
não estão. A única coisa que está dentro do controle de um homem e sua mente,
sua escolha moral, a atitude que adotara para com a vida e as circunstâncias.
Diante de todas as coisas externas e de tudo quanto possa ser afetado por
forças e circunstâncias fora do seu controle, o homem deve conservar
indiferença total. A solicitude para com qualquer pessoa ou objeto deve ser
estrangulada antes de nascer, conforme ensinavam os estoicos.
(d) A paz vem
de uma total independência autossuficiente, da autarkeia.
O homem nunca
deve tornar-se, em sentido algum, dependente de qualquer coisa fora de si
mesmo. Sua vida deve ser totalmente autossuficiente, defendida pela resolução
de que não se importará com nada.
Estas eram as
ideias básicas da paz: “a ausência da dor física e da preocupação na mente,”
conforme a definição de Epicuro. Fica bem claro que estes filósofos antigos
viam a paz em termos de imparcialidade, auto isolamento e resistência contra a
vida. A única coisa proibida era o envolvimento na situação humana externa. E
fica bem claro que há uma diferença enorme entre isto, o modo de vida
neotestamentário e o ideal cristão.
Examinemos,
então, a ideia neotestamentária de paz. A palavra paz entrou no Novo Testamento
com uma história grandiosa. E a tradução da palavra hebraica shalôm. É verdade
que shalõm significa paz, e como paz é traduzida na maior parte das referências
em nossas Bíblias, embora existam outras possibilidades tais como: (BV): saúde
(sal 38), .3bem-estar (como vai ele?) (Gn 43.27), prosperidade (riquezas e
fama) (Jó 15.21). Shalõm realmente significa tudo quanto contribui para o bem
do homem, tudo que faz com que a vida seja verdadeiramente vida. Entre nós, paz
passa a ter um significado um pouco negativo. Tende a significar a ausência de
guerra e de problemas. Por exemplo, se numa batalha, as hostilidades
propriamente ditas terminassem, sem haver mais lutas, provavelmente diríamos
que houve paz; mas bem certamente o hebreu não chamaria de paz uma situação
onde há terras queimadas, e onde as pessoas ainda se olham com um tipo de
suspeita aterrorizada. No pensamento hebraico a paz é algo muito mais positivo;
e tudo quanto contribui para o sumo bem dos homens. A saudação salaam não
expressa simplesmente o desejo negativo de que a vida da pessoa fique livre de
problemas; expressa a esperança e a oração positivas de que ela possa desfrutar
de todas as boas dádivas e bênçãos da mão de DEUS. Ao pensar no significado de
paz, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, é essencial ter em mente o
significado positivo da palavra.
Examinemos
brevemente, então, a palavra eirènè conforme é usada na LXX.
i. Descreve a
serenidade, a tranquilidade, o perfeito contentamento da vida totalmente feliz
e segura. O caminho da retidão será a paz, e o efeito da retidão será a
quietude e segurança para sempre (Is 32.17). O salmista deitar-se-á em paz e
dormirá, porque é DEUS quem o faz repousar seguro (sal 4.8). Jeremias contrasta
a terra da paz com a floresta do Jordão (Jr 12.5).
Esta palavra
“paz” traz a calma e a serenidade da vida da qual o medo e a ansiedade foram
banidos para sempre.
ii. Eirènè
(Lê-se Êremê) é a palavra para descrever a perfeição dos relacionamentos.
(a) E a palavra
da amizade humana. Os amigos de um homem são literalmente, em hebraico, “os
amigos da minha paz” (Jr 20.10, ARA: “ íntimos amigos;” Jr 38.22, ARA: “bons
amigos” ). A condenação que Isaias
faz dos homens
maus e injustos é que não conheceram o caminho da paz. Têm sido destruidores de
relacionamentos pessoais. Procura a paz, diz o salmista, e empenha-te por
alcançá-la (sal 34.14). Faça tudo para endireitar o relacionamento com o seu
próximo.
(b) É a palavra
do relacionamento certo entre uma nação e outra, como, por exemplo, quando
Josué faz a paz com os homens de Gibão (Js 9.15).
(c) É a palavra
do relacionamento certo entre o homem e DEUS. Entre DEUS e os Seus, há uma
aliança da paz, o que torna certo de que será mais fácil serem removidas as
montanhas e as colinas do que a misericórdia de DEUS afastar-se dos homens (Is
54.10). Jeremias declara que DEUS tem pensamentos de paz para com os homens (Jr
29.11).
É fácil ver
quão importante é a palavra “paz.” É muito mais do que um estado negativo onde
os problemas cessaram temporariamente. Descreve a saúde do corpo, o bem-estar e
a segurança, a perfeita serenidade
e
tranquilidade, uma vida e um estado em que o homem tem um relacionamento
perfeito com o seu próximo e com o seu DEUS. Verdadeiramente, “paz” é uma
palavra que entra no vocabulário do NT trazendo consigo aspectos de glória.
No NT a palavra
paz, eirènè, ocorre oitenta e oito vezes, e em todos os livros. O NT é o livro
da paz.
A ocorrência
mais comum acha-se nas saudações. A saudação normal numa carta do NT é: “Graça
a vós outros e paz” (Rm 1.7; 1 Co 1.3; 2 Co 1.2; Gl 1.3; Ef 1.2; Fp 1.2; 1 Ts
1.1; 2 Ts 1.2; Fm 3; cf. 1 Tm 1.2; 2 Tm 1.2; Tt 1.4; 1 Pe 1.2; 2 Pe 1.2; 2 Jo
3; Ap 1.4). É uma saudação especialmente significativa. Graça é charis; charis
é o substantivo de chairein que é o início normal de uma carta pagã. É
usualmente traduzido: “Saudações!” , e pode significar, conforme já vimos: “A
alegria seja contigo!” Paz é eirènè, e é a saudação normal e comum numa carta
judaica. É como se os escritores cristãos tomassem e juntassem as saudações
pagãs e judaicas e dissessem: “Em JESUS CRISTO realizou-se tudo quanto judeus e
gentios já sonharam e desejaram para si mesmos e para os outros. Em JESUS
CRISTO existe, para judeus e gentios, hebreus e gregos, tudo para o sumo bem
dos homens.” Todas as bênçãos reúnem-se no bem-estar perfeito oferecido em
JESUS CRISTO. No NT, paz tem certas origens: A paz provém da fé. A oração de
Paulo pelos cristãos em Roma é que o DEUS da esperança os enchesse com todo o
gozo e paz no seu crer (Rm 15.13). A paz provém da certeza da sabedoria, do
amor e do poder de DEUS. A paz provém de apostar sua vida na fé de que aquilo
que JESUS disse a respeito de DEUS é verídico.
A paz provém da
fé que se aplicou à atuação. Há glória e honra e paz para todos quantos
praticam o bem, para o judeu e o grego igualmente (Rm 2.10). A paz provém da
obediência que se fundamenta na total confiança em DEUS. A vida cristã tem em
primeiro plano a atividade intensa, e, como pano de fundo, uma passividade
sábia em que o cristão descansa em DEUS.
A paz provém de
DEUS. Paulo fala da paz de DEUS que excede todo o entendimento (Fp 4.7). Com
toda a probabilidade, isto não quer dizer tanto que a paz de DEUS ultrapassa o
poder da compreensão da mente
humana, mas que
a paz de DEUS ultrapassa a capacidade de planejar da mente humana. A paz é
muito mais uma coisa que DEUS dá, do que algo que o homem cria.
A paz é o dom
de JESUS CRISTO. Quando o CRISTO ressurreto voltou para Seu próprio povo, Sua
saudação foi: “Paz seja convosco” (Jo 20.19, 21, 26).
Mesmo assim,
JESUS também deixou Sua última vontade e testamento:
“Deixo-vos a
paz, a minha paz vos dou” (Jo 14.27). Em última análise a paz não é algo que o
homem alcança — é algo que ele aceita.
No NT, a paz
tem significado que é mais frequente do que qualquer outro, e foi transmitido
pelo pensamento e uso judaicos. A paz é o relacionamento certo em todas as
esferas da vida.
(a) A paz é o
relacionamento certo dentro do lar. Em 1 Co 7.12-16.
Paulo trata de
um problema que fora levantado pela igreja de Corinto. Havia um partido dentro
da igreja de Corinto que acreditava que, se um cônjuge num casamento se
tornasse cristão e o outro permanecesse pagão, o cônjuge cristão deveria deixar
o outro, rompendo e terminando, assim, o casamento. Paulo dá conselhos
enfáticos contra tal comportamento. O dever do cônjuge cristão não é abandonar
o cônjuge pagão, mas levá-lo a JESUS CRISTO. Passa, então, a citar a razão:
“DEUS vos tem chamado a paz” (1 Co 7.15). Esta palavra “paz” descreve a união
indissolúvel do relacionamento que existe entre o marido e a esposa dentro do
lar.
(b) A paz e o
novo relacionamento entre os judeus e os gentios. JESUS, disse Paulo, é a nossa
paz, porque de dois povos fez um, e derrubou o muro de hostilidade que estava
no meio. Criou nEle mesmo um novo homem para tomar o lugar dos dois, fazendo a
paz por este modo (Ef 2.14-17).
Há um quadro
duplo aqui. O Templo em Jerusalém consistia em uma série de átrios em ordem
crescente de santidade e separação. O átrio mais externo era o Átrio dos
Gentios onde qualquer homem de qualquer nação podia entrar. Havia, depois, o
Átrio das Mulheres, além do qual as mulheres não podiam penetrar a não ser que
fosse para fazer algum sacrifício estipulado. Mais para dentro ainda, havia o
Átrio dos Israelitas, além do qual não podia penetrar qualquer leigo. O átrio
mais interior era o Átrio dos Sacerdotes, na extremidade do qual havia o Templo
propriamente dito e o SANTO Lugar, e onde ficam os altares. Entre o Átrio dos
Gentios e o Átrio das Mulheres havia um cercado bem baixo chamado o cel.; e
encaixada nele, em intervalos, havia uma inscrição: “Nenhuma pessoa de outra
raça deve entrar no cercado e plataforma em volta do Lugar SANTO.
Quem for
encontrado agindo assim será responsável pela sua própria morte, que se
seguirá.” Havia, bem literalmente, um muro de divisão entre os judeus e os
gentios, uma separação total. Aquele muro foi edificado pelos judeus, mas do
lado dos gentios havia uma parede invisível de ódio, suspeita e antissemitismo
que excluía o judeu. Com a vinda de JESUS, a parede de separação foi derrubada;
a diferença radical foi apagada. Nas orações matutinas judaicas havia uma
expressão de ações de graças da parte do homem judeu, em que agradecia a DEUS
por não ter nascido gentio, escravo ou mulher. Mas a grande declaração de Paulo
é que em CRISTO não há nem judeu, nem grego, nem escravo, nem liberto, nem
homem, nem mulher (Gl 3.28). Em JESUS CRISTO as barreiras estão derrubadas, e
só nEle pode ser estabelecido o relacionamento certo entre uma nação e outra, e
entre uma raça e outra.
(c) A paz
descreve o novo relacionamento que deve existir dentro da Igreja. Na Igreja, os
cristãos devem manter a unidade do ESPÍRITO no vínculo da paz (Ef 4.3). Em
Colossenses, Paulo usa uma metáfora: “Seja a paz de CRISTO o arbitro em vossos
corações” (Cl 3.15). A palavra “arbitro” é proveniente dos jogos esportivos,
referindo-se ao arbitro que dá suas decisões. Dentro da Igreja a paz de DEUS
deve ser o arbitro de todas as decisões dentro do nosso coração.
As decisões não
devem ser governadas pela ambição pessoal, desejo de prestigio, amargura ou
espirito implacável; devem, sim, ser governadas pela paz de DEUS; devem ser
feitas num relacionamento pessoal com os homens que é possibilitado
exclusivamente por um relacionamento com DEUS.
(d) A paz
descreve o relacionamento cristão entre um homem e outro.
É dever de cada
cristão esforçar-se por criar e manter esse relacionamento. O cristão deve
esforçar-se em prol da paz com todos os homens (Hb 12.14). O cristão deve
labutar para ser achado em paz por CRISTO, ou seja, num relacionamento certo
com seu próximo (2 Pe 3.14). A condenação dos maus é que não conheceram o
caminho da paz (Rm 3.17). Há aqui uma promessa e uma advertência subentendidas.
Ninguém pode fazer uma obra mais cristã do que estabelecer o relacionamento
certo entre os homens. E DEUS certamente não considerara inocente o homem que
perturba os relacionamentos pessoais dentro da Igreja. O pacificador está
fazendo a obra de DEUS; o provocador de contendas está fazendo a obra do diabo.
(e) A paz
descreve o novo relacionamento entre o homem e DEUS. Temos paz com DEUS porque,
mediante a obra de JESUS CRISTO, entramos num relacionamento certo com Ele (Rm
5.1). JESUS fez a paz, ou seja: estabeleceu um relacionamento certo, entre DEUS
e o homem, pelo sangue da Sua cruz (Cl 1.20). Através da obra de JESUS CRISTO,
o medo, a alienação, o terror e a distância já não existem e temos intimidade
com DEUS. Bem pode ser dito que o novo relacionamento é resumido na nova
palavra pela qual podemos, mediante JESUS, dirigir-nos a DEUS. O próprio JESUS
chamava DEUS de Abba (Mac 14.36), e mediante o ESPÍRITO nos é possível usar a
mesma palavra (Rm 8.15). Abba, na Palestina antiga, como yába ainda o é entre
os árabes hoje, era a palavra com a qual uma criancinha dirigia-se ao pai no
círculo familiar. Uma tradução em nossa língua pareceria grotesca, pois o
significado é “papai.” Que infinita diferença está no clamor aterrorizado de
Manoá, dizendo para a esposa: “Certamente morreremos, porque vimos a DEUS” (Jz
13.22).
A paz e o
relacionamento completamente novo que JESUS CRISTO possibilitou entre o homem e
DEUS. Fica claro que esta paz tem um valor infinito; e sabemos que alcançá-la
não é uma tarefa fácil humanamente falando. Já dissemos que ela é o dom de
DEUS, porque no NT Ele é chamado de o DEUS da paz pelo menos seis vezes (Rm
15.33; 16.20; Fp 4.9; 2 Co 13.11; 1 Ts 5.23; Hb 13.20,21).
Mas, embora
todas as dádivas de DEUS sejam feitas gratuitamente, há também um sentido em
que não são oferecidas de graça. Devem ser intensamente desejadas e buscadas
com grande esforço. Destarte, o NT usa três grandes palavras para a parte do
homem na busca desta paz. Devemos buscar a paz e persegui-la (“empenhe-se por
alcançá-la” — ARA) (1 Pe 3.11).
Devemos ser
zelosos para sermos achados por ele em paz (2 Pe 3.14).
A palavra
traduzida por buscar é zêtein, e significa fazer da paz o objeto de todos os
nossos esforços. A palavra traduzida por perseguir é diõkein, que significa
perseguir até alcançar, como um caçador faria. A
palavra
traduzida por ser zeloso é spoudazein que significa procurar uma coisa com
entusiasmo ardente. A paz que consiste em relacionamentos certos não se obtém
de modo fácil ou automático, mas quando a desejamos de todo o coração e a
buscamos com toda a nossa mente, usando todas as nossas faculdades para achá-la
e mantê-la, DEUS abre a Sua mão e a dá abundantemente.
INIMIZADE -
Obra da Carne e o Fruto do ESPÍRITO-William Barclay
echthra - εχθρα
- Lê-se Festrá - Inimizade
B, ARC, ARA,
Mar.: Inimizades; BJ, P, BV: ódio; BLH; as pessoas ficam inimigas; M: brigas.
Outras traduções de outras ocorrências da palavra:
RSV: hostil ou
hostilidade (Rm 8.7; Ef 2.14, 16). M: inimizade tradicional entre famílias (Ef
2.16); W: inimizade mútua (Ef 2.16); P. elementos conflitantes (Ef 2.14).
Não é
necessário gastar muito tempo discutindo o significado de echthra; echthros é a
palavra grega normal para um inimigo, e echthra, para a inimizade.
No próprio NT,
ocorre somente em duas outras passagens. Em Rm 8.7
Paulo escreve
que a mente que se fixa na carne é hostil a DEUS, ou, conforme diz NEB: “O
ponto de vista da natureza inferior é inimizade contra DEUS.” Em Ef 2.14,16 é
usada para a parede divisória de hostilidade que faz separação entre o judeu e
o gentio até que ambos se tornem um só em JESUS CRISTO.
No mundo antigo
havia três tipos de inimizade, e estas continuam sendo reproduzidas na vida
humana.
i. Havia
inimizade entre uma classe e outra dentro da mesma cidade do mesmo pais. Platão
disse que em cada cidade havia uma guerra civil entre os que possuem e os que
não possuem. Pode haver em qualquer
comunidade uma
guerra de classes que as pessoas de disposição maligna podem facilmente
fomentar visando atingir seus propósitos pessoais maldosos.
ii. Havia a
inimizade entre os gregos e os bárbaros. Esta, disse Platão, era uma guerra que
não conhecia fim; e Sócrates implorava que Homero nunca fosse omitido do
currículo educacional do jovem grego, porque
Homero
demonstra a separação eterna entre o grego e o bárbaro. Para os gregos,
havia num sentido literal uma diferença entre os gregos e os bárbaros. “Havia,”
escreve T. R. Glover, “alguma diferença natural entre os gregos e os bárbaros.
Não se podia ir contra a Natureza; e a Natureza planejara dois tipos distintos
do homem — o grego e o não grego — e a diferença era fundamental” (T. R.
Glover: Springs of Hellas, pag. 32).
Deve ser notado
quão essencialmente arrogante era esta distinção grega. Como, perguntava
insistentemente Ctesias, o historiador antigo, homens que só sabiam latir
chegariam a governar o mundo? Ora, este teste do idioma grego relegava nações
altamente civilizadas, tais como o Egito, a Fenícia, a Pérsia, a Lídia tão
próspera, a categoria de bárbaras.
Aristóteles pensava que o próprio clima do mundo mantinha esta
diferença.
Aqueles que
habitavam no norte, nos países frios, tinham bastante coragem e ânimo, mas
pouca perícia e inteligência; aqueles que habitavam no sul, na Ásia Menor,
conforme o nome que agora damos a região, tinham bastante perícia, inteligência
e cultura, mas pouco ânimo ou coragem.
Somente os gregos viviam num clima projetado pela Natureza para produzir
o caráter perfeitamente equilibrado e harmonizado (Aristóteles: Política
7.7.2). Para os gregos, estes “bárbaros” eram por natureza escravos, e era
perfeitamente correto para um grego superior reduzi-los a escravidão,
comprá-los e vendê-los. Esta atitude para com o não grego ressaltava-se
vividamente num adjetivo que Plutarco aplica a Heródoto, o historiador antigo.
Heródoto tinha uma curiosidade insaciável, e poderíamos dizer que era de
alcance mundial. Para eles, grandes façanhas permaneciam grandes façanhas, quer
realizadas por um grego, quer não. Era, conforme J. L. Myers escreve a respeito
dele em The Oxford Clássica Dictiomry: “ isento do preconceito e intolerância
raciais”. E o resultado é que Plutarco rotula-o com a palavra Philo bárbaros,
amigo dos bárbaros, como se a palavra fosse uma condenação (Plutarco: De Mal.
Her. 857 A).
É de relevância
que dois dos lugares onde ocorre a palavra echthra (Ef 2.14, 16) referem-se ao
relacionamento no mundo antigo entre judeus e gentios. Havia realmente uma
parede de hostilidade, uma inimizade
tradicional
antiga, entre judeus e gentios. Era uma ojeriza que existia em ambas as partes.
Os romanos podiam falar da religião judaica como sendo superstição bárbara
(Cícero: Pro Flacco 28), e do povo judaico como o mais vil dos povos (Tácito.
Histórias 5.8). Na mesma passagem, Tácito diz a respeito dos judeus que tem uma
lealdade inabalável uns aos outros, mas um ódio hostil a todos os demais
homens. Diodoro Siculo repete o ditado de que os judeus supõem que todos os
judeus sejam inimigos (31.1.1.3). Apiao declarou que os judeus juraram
pelo DEUS do céu, da terra e do mar que nunca demonstrariam boa vontade a
qualquer homem de outra nação, e especialmente que nunca fariam isso com os
gregos (Joseio: Contra Apião 1.34; 2.10). Por outro lado, os judeus consideravam
os gentios impuros. Casar-se com um gentio era o mesmo que ter morrido. Nos
seus momentos mais amargos, os judeus podiam considerar os gentios como animais
imundos, odiados por DEUS, e destinados a serem combustível para o fogo do
inferno. O antissemitismo não é nenhum fenômeno novo, e a exclusividade judaica
faz parte da essência do judaísmo. A cortina de ferro do preconceito racial e
da amargura inter-racial Nilo e coisa nova. O espírito que produz os motins
raciais é a segregação das cores e tão antigo quanto a civilização — e desde o
seu início e condenado pela ética e fé cristãs.
iii. Há a
inimizade entre um homem e outro. Neste caso, é mais simples definir echthra em
termos do seu antônimo. Echthra é o antônimo exato de agapê. Agapê, amor, a
suprema virtude cristã, é a atitude mental que nunca permitirá sentir amargura
para com homem algum, e que nunca buscara outra coisa senão o sumo bem dos
outros, independentemente de qual seja a atitude dos outros para com ela
.Echthra é a atitude da mente e do coração que coloca as barreiras e que tira a
espada; agapê é a atitude do coração e da mente que alarga o círculo, que
estende irmão da amizade e que abre os braços do amor. A primeira é uma obra da
carne; a outra e qualidade do fruto do ESPÍRITO.
PAZ -
Dicionário Teológico
- [Do hb.
shalom;do gr. eirene; do lat. pacem] Nas Escrituras, paz não significa apenas
ausência de guerras, ou de, conflitos. De acordo com os profetas e apóstolos, é
a serenidade que o ESPÍRITO SANTO nos infunde no coração mediante a fé que
depositamos na providência divina (Is 26.3; Fp 4.7).
Como qualidade
do fruto do ESPÍRITO, a paz é a profunda quietude do coração firmada na
convicção de que DEUS está no comando de todas as coisas (GL 5.22,23).
Num tempo de
necessidade e insegurança, esta foi a oração de um homem que vivia a paz como
qualidade do fruto do ESPÍRITO: “Puseste alegria no meu coração, mais do que no
tempo em que se multiplicaram o seu trigo e o seu vinho. Em paz também me
deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança” (SL
4.7,8).
PAZ -
Dicionário Português
s. f. 1. Estado
de um país que não está em guerra; tranquilidade pública. 2. Repouso, silêncio.
3. Tranquilidade da alma. 4. União, concórdia nas famílias. 5. Sossego. —
Paz-de-alma: pessoa inofensiva, pacífica.
Paz -
Comentário Bíblico Wesleyano
A coroa de
tudo. É a qualidade da mente para o qual os homens lutam, sangram e morrem
e ainda que escapa milhões. É mais do que perdoar a si mesmo e viver
consigo mesmo. É um sentimento de relação harmoniosa com a de mais
significativo ambiente de DEUS, o céu, a justiça, a verdade, e os homens de boa
vontade. Não é tanto o ajuste de circunstâncias externas como a realidades
internas e finais. Ela respira a calma durante a tempestade e dá uma
âncora para a alma. É uma fonte de força e coragem, esperança e confiança. Mas,
também, não é uma conquista. É um resultado de uma relação que produz um
hábito da mente.
inimizades são
violações de amor em sentimento ou em ato.
inimizades - é
algo latente, passando pelas porfias, que é algo operante (indicando neste caso
disputas devidas ao egoísmo), pelas dissensões (antes, divisões)
Tradução do
hebraico “SHALOM”, que não significa apenas ausência de guerra, inimizade e
brigas, mas inclui também tranquilidade, segurança, saúde, prosperidade e
bem-estar material e espiritual para todos (Sl 29.11; Jo 20.21).
Paz com DEUS -
Comentário Bíblico Wesleyano
ESTA PAZ indica
a "paz de completa reconciliação com Ele" ou "a segurança e
tranquilidade de aceitação." A ira de DEUS já não ameaça naqueles que são
aceitos em CRISTO. Godet chama essa paz "serenidade completa"
como para o passado, o futuro, e até mesmo o julgamento, porque CRISTO não
somente morreu por nós, mas vive para nos manter neste estado de salvação
( 5: 9 , 10 ) Embora a palavra sugira sentimento , denota
muito mais. É uma relação entre DEUS e o homem.
A outra coisa a
fazer é justificada para desfrutar da comunhão restaurada que o tipo de
justificação pela fé traz na expiação. Já está reconciliação é
nossa por graça. A Inimizade é destruída. Em vez de medo da ira,
agora é comunhão entre o homem e DEUS. O homem não foi capaz de conseguir
isso. É uma libertação operada pelo sangue de CRISTO. A paz é mais do
que não-agressão. É a harmonia e a partilha mútua. Na KJV é chamado
de " expiação " . Nós, que éramos tão "separados"
somos agora "um" pela expiação. Isso agora desfrutaremos na
certeza de que o tipo de fé e justiça inclui todos os recursos necessários para
o triunfo final através de JESUS CRISTO, nosso Senhor.
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Lição 6,
Paciência: Evitando as Dissensões
1º Trimestre de
2017 - Título: As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - Como o
crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Comentarista: Pr.
Osiel Gomes da Silva (Pr Pres. Tirirical - São Luis -MA)
TEXTO
ÁUREO
"Alegrai-vos
na esperança, sede pacientes na tribulação [...]."(Rm 12.12)
VERDADE PRÁTICA
A paciência,
como fruto do ESPÍRITO, é um antídoto contra a ansiedade e as dissensões.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - Tiago 5.7-11
7 - Sede, pois,
irmãos, pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso
fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e
serôdia. 8 - Sede vós também pacientes, fortalecei o vosso coração, porque já a
vinda do Senhor está próxima. 9 - Irmãos, não vos queixeis uns contra os
outros, para que não sejais condenados. Eis que o juiz está à porta.
10 - Meus
irmãos, tomai por exemplo de aflição e paciência os profetas que falaram em
nome do Senhor. 11 - Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram.
Ouvistes qual foi a paciência de Jó e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque
o Senhor é muito misericordioso e piedoso.
Resumo
da Lição 6, Paciência: Evitando as Dissensões
I - PACIÊNCIA,
ATO DE RESISTÊNCIA À ANSIEDADE
1. A paciência
como fruto do ESPÍRITO.
2. A paciência
e a ansiedade.
3. Jó, exemplo
de paciência em meio à dor.
II -
DISSENSÕES, RESULTADO DA IMPACIÊNCIA
1. Exemplos
bíblicos de impaciência.
2. Deixe de
lado toda dissensão.
3. Evitando o
partidarismo.
III -
PACIÊNCIA, PROVA DE ESPIRITUALIDADE E MATURIDADE CRISTÃ
1. Pacientes
até a volta de JESUS.
2. Quando a
paciência é provada.
3. Maturidade
cristã.
VÁRIOS
COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMA CORREÇÃO DO Pr. Luiz Henrique
Tiago 5.7-11
7 - Sede, pois,
irmãos, pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso
fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e
serôdia. 8 - Sede vós também pacientes, fortalecei o vosso coração, porque já a
vinda do Senhor está próxima. 9 - Irmãos, não vos queixeis uns contra os
outros, para que não sejais condenados. Eis que o juiz está à porta.
10 - Meus
irmãos, tomai por exemplo de aflição e paciência os profetas que falaram em
nome do Senhor. 11 - Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram.
Ouvistes qual foi a paciência de Jó e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque
o Senhor é muito misericordioso e piedoso.
CHUVAS - temos
que esperar as duas chuvas com fé e esperança, sendo pacientes para receber o
resultado, a bênção completa.
1- chuva
temporã - πρωιμος proimos
cedo, primeiras
da chuva
temporã que cai a partir de Outubro
2- chuva
serôdia - οψιμος opsimos
tardio, mais
tarde
as chuvas
tardias ou primaveris, que caem principalmente nos meses de Março e Abril justo
antes da colheita
PACIÊNCIA dos
profetas - μακροθυμια makrothumia - Lê-se Mácrosímia -
Longanimidade
1) paciência,
tolerância, constância, firmeza, perseverança
2) paciência,
clemência, longanimidade, lentidão em punir pecados
PACIÊNCIA de
Jó - υπομονη hupomone - Ipomonê
1)
estabilidade, constância, tolerância
1a) no NT, a
característica da pessoa que não se desvia de seu propósito e de sua lealdade à
fé e piedade mesmo diante das maiores provações e sofrimentos
1b)
pacientemente, firmemente
2) paciente,
que espera por alguém ou algo lealmente
3) que persiste
com paciência, constância, e perseverança
Pense no que
espera uma colheita de grão, e não esperará você uma coroa de glória? Se for
chamado a esperar um pouco mais que o camponês, não será que existe algo mais
valioso que esperar? Em todo sentido vem-se aproximando a vinda do Senhor e
todas as perdas, privações e sofrimentos de seu povo serão recompensados. Os
homens contam como longo o tempo porque o medem segundo suas próprias vidas,
porém todo o tempo é como nada para DEUS; é como um instante. Uns quantos anos
parecem séculos às criaturas de curta vida; mas a Escritura, que mede todas as
coisas pela existência de DEUS, reconhece que milhares de anos são como alguns
dias.
Se a metáfora
do agricultor não nos faz ficarmos esclarecidos dessa verdade, Tiago ainda nos
dá outras duas comparações. Ele nos recorda dois outros exemplos de paciência:
os profetas e Jó (Tg 5.11-12) Sem levar em conta as imagens que ele dá, o
segrede é prestar atenção nos frutos ou no resultado que deverá seguramente,
ser revelado no final de tudo. BILBIA DA LIDERANÇA CRSTÃ - John C.
Maxwell.
o que tenha que
sofrer esperando.
E vós também,
pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à
virtude a ciência, E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e
à paciência a piedade,
E à piedade o
amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. (2 Pedro 1:5-7).
Perseverança (Paciência
no esperar)- υπομονη hupomone - Lê-se - Ipomonê
1)
estabilidade, constância, tolerância
1a) no NT, a
característica da pessoa que não se desvia de seu propósito e de sua lealdade à
fé e piedade mesmo diante das maiores provações e sofrimentos
1b)
pacientemente, firmemente
2) paciente,
que espera por alguém ou algo lealmente
3) que persiste
com paciência, constância, e perseverânça
Tudo se resume
no amor - Há aqui primeiramente o tríplice desdobramento do próprio amor (amor,
alegria, paz), depois seu tríplice desdobramento em relação ao próximo
(longanimidade, benignidade, bondade), e finalmente o tríplice desdobramento da
conduta pessoal (fidelidade, mansidão, domínio próprio).- Comentário Esperança
N.T.
PACIÊNCIA -
Obra da Carne e o Fruto do ESPÍRITO-William Barclay
Makrothumia OU
Makrothumeo - μακροθυμια - Lê-se Mácrosâmia ou Macroçamel - Longanimidade
A Paciência
Divina e Humana
Makrothumia, o
substantivo, makrothumos, o adjetivo e makrothumein, o verbo, são expressos na
ARC e ARA pela ideia de longanimidade e paciência. São palavras muito
expressivas. Em inglês fala-se de pessoas com paciência curta, e em português,
de pouca paciência. Não se usa uma frase que deveria ser o antônimo: a pessoa
tem paciência longa, ou é de longa paciência. Mas temos a palavra
longanimidade, porque makros significa grande ou longo, e thumos quer dizer
ânimo ou disposição. Temos a palavra magnanimidade, que significa grandeza de
coração. Na Vulgata makrothumia (Lê-se Mácrosímia) é traduzida
bem literalmente pela palavra longanimitas, e as primeiras edições da Bíblia
Católica Romana de Rheims (em inglês) procuraram introduzir na língua inglesa a
palavra longanimity em 2 Pe 3.15 e Cl 1.11; a palavra longanimidade existe em
português como expressão perfeita da ideia neste grupo de vocábulos gregos.
Makrothumia
expressa uma certa atitude para com as pessoas e eventos. Expressa a atitude
para com as pessoas de nunca perder a paciência, por pouco razoáveis que elas
sejam, e de nunca perder a esperança com relação a elas, por menos agradáveis e
dóceis que sejam. Expressa a atitude para com os eventos de nunca admitir
derrota e de nunca perder a esperança e fé, por mais obscura que a situação
seja, por mais incompreensíveis que os eventos se mostrem, ou por mais severa
que seja a correção divina. E uma qualidade da qual os comentaristas do NT tem
dado muitas definições excelentes. Trench diz que ela descreve “a mente que
suporta por muito tempo, antes de dar lugar a ação ou ira” . T.K. Abbott diz
que makrothumia (Lê-se Mácrosímia) é o autocontrole que não se
apressa em retribuir o mal sofrido.” Plummer diz que é “a tolerância (ou
longanimidade) que suporta as injurias e as ações malignas sem ser provocada a
ira ou vingança” . Moffatt a descreve como “a tenacidade com que a fé vai
suportando” . No Testamento de José (2.7) temos a frase:
“A makrothumia (Lê-se Mácrosímia) é um grande remédio” . Há um
ditado de Meandro que Plutarco cita: “Uma vez que você e mero homem, nunca peca
aos deuses uma vida sem problemas, mas peca makrothumia. ” Poderíamos muito bem
traduzir makrothumia (Lê-se Mácrosímia) como “ o poder de levar
as coisas até ao fim.” Makrothumia não é uma palavra do grego clássico, mas
entrou no vocabulário cristão com uma história grandiosa, porque e uma das
grandes palavras do AT grego. No AT, movimenta-se em três esferas.
(a) Significa
paciência com os eventos. O uso mais iluminador palavra neste sentido e 1 Mc.
8.4.
Ali o escritor
atribui a grandeza de Roma a sua política e a sua paciência, a sua makrothumia,
e, conforme diz R. C. Trench, essa makrothumia (Lê-se
Mácrosímia) foi expressada pela determinação de Roma de que “nunca faria a
paz em condições de derrota” . Os romanos tinham a perseverança que podia
perder uma batalha, e até mesmo perder uma campanha mas que nunca admitiria a
derrota numa guerra. Diz-se que o teste de um exército e de como ele luta
quando os soldados estão famintos e cansados. Makrothumia é o espírito que não
reconhecera nem admitira a derrota.
(b) Significa a
paciência com as pessoas. Significa o espirito que nunca perde a paciência com
as pessoas, nem a esperança para com elas; que nunca se tornara em amargura ou
concordara em ser definitivamente repelido. Neste espirito e qualidade o AT vê
a origem das coisas mais importantes da vida.
i. E a base do
perdão. E o espírito que leva o homem a adiar a sua ira (Pv 19.11), e
recusar-se a ficar irado e meio-caminho andado para o perdão.
ii. E a base da
humildade. O paciente de espírito e melhor do que o orgulhoso de espírito (Ec
7.8). Makrothumia impede o homem de colocar-se no centro do quadro e de fazer
dos seus sentimentos o padrão para tudo.
iii. E
obviamente o alicerce da comunhão. O homem iracundo suscita contendas, mas o
longânime apazigua a luta (Pv 15.18). O homem que sempre está com o dedo no
gatilho da sua ira destrói a amizade e a comunhão; o homem cujo gênio está sob
controle solidifica a comunhão, e não deixa surgir a contenda.
iv. E a base de
todos os bons relacionamentos pessoais. Conforme Moffatt traduz Pv 25.15: “O
homem irado e apaziguado pela longanimidade.” Makrothumia sempre suaviza e
nunca exacerba. Recusa-se a permitir uma falha entre os relacionamentos
pessoais, e faz um grande esforço para sana-la quando ela surge.
v. E a base de
toda a sabedoria verdadeira. “O longânime e grande em entendimento, mas o de
animo precipitado exalta a loucura” (Pv 14. 29). O ditado judaico diz: “0 homem
irritadiço não pode ensinar,” e, da
mesma forma,
ele também não pode aprender. A primeira necessidade da aprendizagem e a
paciência.
vi. E a base de
alegria perpétua. Conforme diz Ben Siraque: “A paixão do ímpio não será
justificada, porque o ímpeto de sua cólera e a sua ruína. 0 paciente resistira
até o momento oportuno, mas depois a alegria
brotara para
ele” (Ecli. 1.22, 23). 0 homem impetuoso destrói a sua própria felicidade e
também a dos outros; o homem de gênio sereno traz a felicidade para si mesmo e
para todos com os quais entra em contato.
vii. E a base
de todo o poder legítimo. “Melhor o longânime do que o herói da guerra, e o que
domina o seu espirito do que o que toma uma cidade” (Pv 16.32). O homem que
pode dominar a si mesmo e o homem
que pode
governar aos outros.
(c) Mas o fato
mais sublime no tocante a esta palavra e que descreve o caráter do próprio
DEUS.
Há uma
descrição de DEUS que percorre o AT como um refrão. DEUS passou diante de
Moises e proclamou: “SENHOR, SENHOR DEUS compassivo, clemente e longânime, e
grande em misericórdia e fidelidade” (Ex 34.6). Disse Neemias: “Porém tu, o
DEUS perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em
bondade” (Ne 9.17). Repetidas vezes nos Salmos achamos o grande refrão de
regozijo: “O SENHOR e misericordioso e compassivo; longânime e assaz benigno”
(SI 103.8; 86.15; 145.8). Foi exatamente isso que Jonas não percebeu e teve de
aprender (Jn 4.2). Nesta longanimidade e demora em irar-Se por parte de DEUS,
vemos certas verdades a respeito da atitude de DEUS para com o pecador.
i.
A makrothumia (Lê-se Mácrosímia) de DEUS e a esperança do
pecador. Porque DEUS e misericordioso, compassivo, tardio em irar-se e grande
em benignidade, o conclama as pessoas a rasgarem o seu coração, e não as suas
vestes, e a se converterem a DEUS (J1 2.13). Sem a paciência de DEUS, não
poderia haver lugar para o arrependimento.
ii.
A makrothumia (Lê-se Mácrosímia) de DEUS e a advertência ao
pecador. O pecador não ousa pensar que, se nada aconteceu, ele escapou das
consequências do seu pecado. “Não digas: ‘pequei; o que me aconteceu?’, porque
o Senhor e paciente. Ele não te soltara de modo algum” (Ecli. 5.4 — LXX). E
realmente na Sua longanimidade que DEUS visita os pecados dos pais nos filhos
até a terceira e quarta geração (Nm 14.18). Porque DEUS é paciente, Ele tem a
última palavra.
iii.
A makrothumia (Lê-se Mácrosímia) de DEUS pode ser a condenação
do pecador.
Em 2 Mac. 6.14
há o pensamento terrível de que DEUS é paciente com os homens, e deixa-os
agirem por conta própria até que cheguem a medida máxima de seus pecados —
então vem o julgamento. O homem pode usar a longanimidade de DEUS para sua
própria destruição.
Agora,
voltemo-nos para o uso e o significado de makrothumia (Lê-se
Mácrosímia) no NT. Aqui, move-se nas mesmas três esferas de significado do
AT.
(a) Makrothumia
fala da paciência de DEUS.
i. Em 2 Pedro a
paciência de DEUS é apresentada no seu sentido mais amplo. “ Tende por salvação
a longanimidade de nosso Senhor” (2 Pe 3.15). É questão rebatível se “ o
Senhor” é JESUS ou DEUS, mas o significado do dito não é realmente afetado. O
pano de fundo no qual 2 Pedro foi escrito é de decepção e desilusão por causa
da demora na Segunda Vinda de JESUS CRISTO. E o argumento do escritor é que
esta demora não é insensibilidade; e paciência. É a oportunidade para os homens
se arrependerem e crerem no evangelho, para transformarem sua pecaminosidade em
santidade, e tornarem sua imprudência em preparação. Por trás disto há o
pensamento de que DEUS teria sido justo se explodisse o mundo ao ponto de não
existir mais, e de que, se fosse humano, teria agido assim há muito tempo; mas
na Sua paciência Ele espera dando aos homens a oportunidade para aceitarem a
salvação.
Em Paulo temos
exatamente o mesmo pensamento, e de modo ainda mais pessoal. Em 1 Tm 1.12-16 —
decerto um fragmento paulino genuíno, ainda que as Pastorais não sejam paulinas
na sua totalidade conforme hoje as possuímos (nota dos editores: não há uma
base solida para essa afirmação) — Paulo conta como blasfemava, perseguia e
insultava a CRISTO, sendo o principal dos pecadores. Mas nele JESUS demonstrou
Sua perfeita longanimidade. Com paciência, JESUS esperou até que Paulo, o
perseguidor, se tornasse no Paulo pronto a ser o apostolo. A paciência de DEUS
aguarda, ao passo que a impaciência do homem já há muito tempo teria agido em
há destrutiva.
ii. Mas a
paciência de DEUS e mais do que o simples aguardar; ela está chamando os homens
a se arrependerem. DEUS e longânime, não querendo que ninguém pereça, senão que
todos cheguem ao arrependimento (2 Pe 3.9). Os homens nunca devem abusar da
bondade e longanimidade de DEUS, porque essa bondade não visa ser uma
oportunidade para o pecado, mas, sim, um convite para o arrependimento (Rm
2.4). DEUS não apenas aguarda os homens até que retomem ao lar; em JESUS CRISTO
veio busca-los e salva-los; e ainda agora os convence com a atuação e os rogos
do Seu Espirito SANTO.
iii. Assim como
no pensamento do AT, a paciência de DEUS pode ser usada pelos homens para a sua
própria destruição. A longanimidade de DEUS com Israel pode ser entendida a luz
da decisão de deixar a nação obstinada seguir seu próprio caminho até que forçosamente
acontecesse a sua rejeição final (Rm 9.22). DEUS espera com paciência; DEUS
busca com paciência; e esta espera e busca pretendem contribuir para a salvação
do homem, mas o homem na sua teimosia pode transforma-las em condenação.
(b) O NT fala
da makrothumia (Lê-se Mácrosímia) em relação ao nosso próximo.
i. Makrothumia
é a insígnia e o emblema da vida cristã. O cristão deve andar com toda
humildade e mansidão e longanimidade, suportando a seu próximo em amor (Ef
4.2). O cristão deve revestir-se, como uma roupa, de ternos afetos de
misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade, e deve
suportar com amor o seu próximo (Cl 3.12). A longanimidade e a bondade são a
marca da vida cristã (2 Co 6.6). O amor cristão deve ser longânime, paciente e
benigno (1 Co 13.4). Por mais indesejáveis que os homens sejam, o cristão deve
ser longânime para com eles (1 Ts 5.14). O homem do mundo pode perder sua
calma, paciência e fé nos homens; o cristão nunca deve agir assim.
ii. Não e sem
motivo que makrothumia (Lê-se Mácrosímia) ocupa um lugar de
destaque entre as virtudes cristas nas Epistolas Pastorais. O amor perseverante
do mestre cristão e contrastado com a estultícia dos falsos mestres (2 Tm
3.10). O jovem missionário e instruído no sentido de nunca falhar na
longanimidade” (2 Tm 4.2). E ali, sem dúvida, a palavra combina seus dois
significados, porque o mestre e o pregador nunca devem perder sua fé nos
homens, por menos que eles pareçam corresponder, e nunca devem desesperar-se,
por mais hostis que sejam as circunstancias. Nenhum homem pode pregar ou
ensinar sem makrothumia.
(c) Makrothumia
descreve a resposta do cristão as circunstâncias aos eventos.
Paulo ora para
que os Colossenses tenham perseverança e longanimidade com alegria (Cl 1.11). A
paciência cristã não e uma aceitação inflexível e árida de uma situação; até a
própria paciência e irradiada com
a alegria. O
cristão aguarda, não como quem espera a noite, mas como quem espera a manhã.
Esta paciência incansável faz parte da vida cristã (2 Co 6.6). Devido ao fato
de Abraão ter perseverado com paciência, recebeu a promessa, e esta
longanimidade opera igualmente a favor do cristão que tem a mesma fé (Hb
6.12-15).
Talvez a lição
mais difícil de ser aprendida seja a de esperar; como esperar quando parece que
nada está acontecendo, e quando todas as circunstancias mostram motivos para o
desanimo. Tiago insiste que o cristão deve ser como os profetas que repetidas
vezes tinham de aguardar a atuação de DEUS; deve ser como o agricultor que
lança a semente e depois, no decurso dos meses lentos, espera a chegada da
ceifa (Tg 5.7-10). É bem possível que esta seja a tarefa mais difícil para uma
era que fez da velocidade um deus.
De certa
forma, makrothumia (Lê-se Mácrosímia) é a maior virtude. Não
está revestida de romance e fascinação; não tem a emoção da ação repentina numa
aventura; mas e a virtude do próprio DEUS. DEUS na
Sua makrothumia (Lê-se Mácrosímia) tolera os pecados, recusas e
rebeldia dos homens. DEUS na Sua makrothumia (Lê-se
Mácrosímia) recusa-se a abandonar Sua esperança no mundo que Ele criou e
que tão frequentemente vira as costas ao seu Criador. O homem na sua vida
terrena deve reproduzir a paciência incansável de DEUS para com as pessoas, e a
paciência que não perde a coragem com os eventos.
DISSENSÕES
- Obra da Carne e o Fruto do ESPÍRITO -
William Barclay
dichostasia -
Lê-se Dicóstasiá – διχοστασια – dissensões, B, ARC, ARA: dissensões; BJ, Mar.:
discórdia(s); P: desavenças; M: facções; CKW: espírito partidário. Outras
traduções da outra ocorrência da palavra de Rm 16.17: BV: os que causam
divisões (outras versões em português são semelhantes).
Dichostasia não
e uma palavra comum, quer no grego bíblico, quer no secular. Fora do presente
trecho, só ocorre outra vez nos escritos de Paulo em Rm 16.17, onde ele adverte
os cristãos romanos a evitarem os que criam dissensões e dificuldades. Na LXX
ocorre somente em 1 Mac. 3.29 onde descreve a dissenção e inquietude nacionais
que se seguiram após novas legislações incabíveis que formaram um rompimento
violento com o passado. Heródoto usa-a a respeito da situação que foi criada
quando um dos dois comandantes passou para o “outro lado” no meio de uma
campanha (Heródoto 5.75). Obviamente, semelhante ação provocaria um estado
agudo de divisa'. Platão cita um ditado de Teognis que diz que nos dias de
dichostasia o homem fiel vale seu peso em ouro (Platão: Leis 630 A; Teognis
5.77, 78). A palavra denota um estado de coisas em que os homens estão
divididos, onde florescem as inimizades tradicionais entre famílias, e onde a
união é destruída.
Dichostasia
leva seu retrato no rosto; literalmente, significa “ ficar a parte, separado”,
ou seja: um estado em que já se foi toda a comunhão, toda a comunidade e toda a
fraternidade. É por demais obvio que semelhante estado é tragicamente comum
entre os homens. Há divisão pessoal; podem surgir situações em que duas pessoas
chegaram a um ponto em que não se encontram nem conversam uma com a outra. Até
mesmo a obra de uma igreja pode ser dificultada por inimizades tradicionais
entre os seus membros.
...Há uma
divisão de classes; na realidade, são ideologias baseadas em nada menos do que
a necessidade de luta entre as classes. Ainda há a necessidade de aprender a
sabedoria pratica das palavras de JESUS: “ Todo reino dividido contra si mesmo
ficará deserto, e toda cidade, ou casa [lar - NEB], dividida contra si mesma,
não subsistirá” (Mt 12.25). Unidos, ficaremos em pé, divididos, cairemos; esta
e uma verdade que nunca perde sua atualidade.
Há uma divisão
entre partidos. Macaulay relembrou os grandes dias da República Romana onde
“ninguém estava a favor de um partido, e todos estavam a favor do estado.” Uma
das visões mais tristes no governo partidário democrático moderno é a da
política partidária fazendo manobras para tirar proveito dos perigos e
fracassos nacionais, e agindo como se o bem-estar nacional fosse um peão no
jogo da ambição e da política partidária.
Há a divisão
racial. Ainda existem sociedades das quais um homem pode ser excluído por causa
da cor da sua pele. Há poucas palavras que é uma maior negação da ética cristã
do que a palavra apartheid.
Há a divisão
teológica. O odium theologicum, o ódio teológico, não é uma coisa nova. Não há
outro âmbito de pensamento mais disposto a rotular as pessoas do que a
teologia, que considera como herege o homem que está usando a etiqueta errada.
Há a divisão
eclesiástica. É bem possível que o maior problema que a Igreja enfrenta no
tempo presente seja o problema da sua própria falta de união, e é bem possível
que a desunião não seja apenas o maior problema da Igreja, mas também o maior
pecado da Igreja. Kagawa, o grande cristão japonês, ficou profundamente aflito
com esta desunião. Disse certa vez: “Não falo inglês muito bem, e às vezes,
quando digo a palavra denominação (denomination), as pessoas pensam que eu
disse danação (damnation) — e para mim é a mesma coisa.”
Aqui há um
desafio e uma conclamação, não tanto para criticar os outros quanto examinar a
nós mesmos. Nada é mais fácil do que confundir preconceitos com princípios, e
confundir teimosia irracional com resolução inamovível. É perfeitamente
verídico que o cristão frequentemente tem de tomar uma posição sozinho, mas o
homem faria bem em examinar-se a si mesmo quando descobre que as opiniões que
sustenta separam-no da comunidade da qual faz parte. Talvez tenha razão, mas é
uma grave responsabilidade ser causa de divisão em qualquer igreja ou
comunidade. Antes de se separar dos outros, o homem deve lembrar-se das
palavras solenes que Cromwell dirigiu aos escoceses intransigentes: “Rogo-vos
pelas ternas misericórdias de CRISTO: pensai que é possível que estejais
enganados.”
Paciência
- μακροθυμεω makrothumeo - Lê-se Macroçamel - Um estímulo à paciência
perseverante (5.7-11) - Tiago - Série Cultura Bíblica - Douglas J. Moo
O Salmo 37 é um
maravilhoso cântico de ânimo dirigido ao justo. Este é descrito como “pobre e
necessitado” (v. 14), que está a sofrer perseguição sob a mão do ímpio (w.
12-15,32-33). Ele é tentado a invejar prosperidade e bem-estar do ímpio (w. 1,
7) e, um tanto paradoxalmente, a se impacientar para que o ímpio receba
julgamento. Nesta situação, o salmista incentiva o justo a “descansar no
Senhor” (v. 7); a “deixar a ira” (v. 8), pois DEUS, certamente, irá defender o
justo e destruir o ímpio (w. 34-40). Tiago escreve as pessoas justas,
principalmente pobres, que estavam sofrendo em circunstâncias semelhantes. Seu
conselho é o mesmo do salmista: “sede pacientes”, pois “a vinda do Senhor”,
quando os ímpios serão julgados (5.1-6) e os justos libertados, “está próxima”.
7. A transição
da denúncia contra ricos não-cristãos para o incentivo aos crentes é assinalada
pelo retorno de Tiago à sua forma de tratamento familiar: irmãos. Pois (oun)
mostra que este incentivo é baseado na condenação profética dos ímpios e ricos
opressores, em 5.1-6: uma vez que DEUS irá punir os opressores, os crentes
precisam esperar com paciência esta hora. Paciência, é claro, é a ideia chave
neste parágrafo. Ela é expressa quatro vezes com a raiz makrothym- (w. 7 [duas
vezes], 8 e 10) e duas vezes com a raiz hypomon- (v. 11). A última raiz figurou
proeminentemente no capítulo 1, onde Tiago encoraja seus leitores a
“perseverarem” nas provações que eles estavam experimentando. As duas raízes
são quase sempre distintas, sendo que geralmente makrothym- é usada para
indicar a atitude amorosa e longânima que devemos ter diante dos outros (1 Co
13.4; Ef 4.2; 1 Ts 5.14), enquanto hypomon- em geral se aplica àquela atitude
determinada e forte com a qual devemos enfrentar circunstâncias difíceis (2 Ts
1.4). Entretanto, neste parágrafo não se pode achar nenhuma diferença aguda de
significado: a makrothymia dos profetas (v. 10) não parece ser diferente da
hypomoriê de Jó (v. 11). Uma superposição de significados semelhante pode ser
observada no Testamento de José 2.7, onde José, depois de obter êxito na luta
contra a tentação da esposa de Potifar, diz que a “perseverança (makrothymia) é
um poderoso remédio, e a resistência (hypomoríê) fornece muitas coisas boas
(veja também Cl
1.11). Todavia,
makrothymia retém um sentido mais específico nos versículos 7-8, onde descreve
não a força nas provações, mas uma atitude de se esperar pacientemente no
Senhor.
De forma
específica, Tiago incentiva a paciência até a vinda do Senhor. Até (heõs) tem
um sentido complexo aqui, sugerindo a ideia de um alvo bem como a de um período
de tempo: “exercitem a paciência, enquanto vocês esperam, e buscam, a vinda do
Senhor”. Parousia, “presença” ou vinda, tornou-se um termo técnico na primeira
igreja, aplicado à esperada volta de JESUS em glória para julgar os ímpios (Mt
24.37,39; 2 Ts 2.8) e libertar os santos (1 Co 15.23; 1 Ts 2.19; 3.13; 4.15;
5.23). Esta tradição sugere com força que o Senhor aqui é JESUS, e não DEUS Pai
(todavia, cf. 2 Pe 3.12).
Como exemplo de
paciência, Tiago menciona o lavrador, que precisa aguardar com paciência que a
terra produza o precioso fruto do qual depende sua subsistência. Embora a
palavra chuvas não seja realmente usada neste texto (alguns manuscritos a
acrescentam; outros trazem “fruto”), a referência à as primeiras e as últimas
está certamente ligada às chuvas que caíam sobre a Palestina no fim do outono e
começo da primavera, as quais eram vitais para a agricultura (cf. Dt 11.14).1
Embora seja possível que a figura, sendo uma tradicional frase do Antigo
Testamento, não diga nada acerca da procedência da carta, é mais provável que
Tiago a utilize porque ela se encaixa nas circunstâncias de seus leitores,
8. Como o
agricultor que espera pacientemente a semente germinar e a safra amadurecer, os
crentes devem esperar com paciência a volta do Senhor que os libertará e
julgará seus opressores. Enquanto esperam, eles precisam “fortalecer” (stêrizõ)
seus corações. Paulo fez a mesma exortação aos tessalonicenses que aguardavam
aparousia (1 Ts 3.13; cf. 2 Ts 2.17), e o autor de Hebreus recomenda que o
coração esteja “confirmado com graça”, como um antídoto contra o falso ensino
(Hb 13.9). O que se recomenda, então, é um firme apego à fé em meio de
tentações e provações. À medida que esperam pacientemente a volta de seu
Senhor, os crentes precisam fortalecer uns aos outros para a luta contra o
pecado e circunstâncias difíceis.
Pode ser
perguntado se este conselho é importante para nós, uma vez que Tiago o baseia
na “proximidade” do Senhor. Muitos eruditos pensam que a convicção de Tiago de
que o Senhor estava “próximo” era um “engano”, um engano do qual participaram
muitos dos primeiros cristãos e, talvez, até o próprio JESUS. Se isto fosse
assim, a legitimidade do curso de ação sugerido aqui por Tiago poderia ser
seriamente questionada: que valor teria tal conselho, se a compreensão básica
do curso da história, na qual ele se baseia, é um engano? A acusação de que
Tiago estava errado neste assunto repousa sobre a suposição de que ele
acreditava que a parousia iria necessariamente ocorrer dentro de um breve
período. Mas não há razão para se pensar que isto era assim. A convicção dos
primeiros cristãos de que a parousia estava “próxima”, ou era “iminente”,
significava que eles criam plenamente que ela poderia ocorrer dentro de um
breve período de tempo — não que isso tinha de acontecer. À semelhança de
JESUS, eles não conheciam “nem o dia nem a hora” (Mc 13.32), mas agiam, e
ensinavam outros a agirem, como se a geração deles fosse a última. Quase vinte
séculos depois, vivemos exatamente a mesma situação: esta nossa década pode ser
a última na história humana. E o conselho de Tiago para nós é o mesmo que foi
dado a seus leitores do primeiro século: sede pacientes, fortalecei os vossos
corações
9. À primeira
vista, este versículo não tem muita coisa em comum com seu contexto, além de
participar numa ênfase na iminência do julgamento. Entretanto, a queixa contra
os outros é claramente uma tentação que acompanha a pressão das circunstâncias
difíceis. Quão frequentemente nós achamos atirando as frustrações de um dia
difícil em cima de nossos amigos íntimos e membros da família! Abster-se de
tais tipos de reclamações e queixas pode ser visto como um aspecto da própria
paciência: ela é ligada ao “suportar-nos uns aos outros” em amor, em Efésios
4.2, sendo contrastada com a retaliação, em 1 Tessalonicenses 5.14-15. A
palavra stenazõ, “queixar-se” ou “murmurar”, é geralmente empregada de modo
absoluto; apenas aqui no grego bíblico ela tem um objeto (uns dos outros).
Aqui, o significado pode ser que os crentes não devem se queixar das
dificuldades dos outros, ou que eles não devem acusar os outros, por causa de
suas dificuldades. Contudo, é perfeitamente possível que as duas idéias estejam
incluídas.
Do modo como
havia feito em 4.11-12, Tiago associa o falar contra os outros com o
julgamento. Lá, todavia, ele associou palavras críticas com o julgamento; aqui
ele adverte de que as críticas de uns contra os outros põem a pessoa em perigo
de julgamento. Esta advertência é semelhante à conhecida proibição de JESUS e
pode ter recebido influência dela: “Não julgueis, para que não sejais julgados”
(Mt 7.1). Para reforçar seu conselho, Tiago novamente lembra seus leitores de
que o julgamento é iminente: o juiz está às portas. À luz de 4.12 (“um só é
juiz”), é plausível a opinião de que o juiz, aqui, é DEUS, o Pai. Entretanto, o
paralelismo entre esta declaração e as referências à parousia, nos versículos
7-8, torna mais aceitável identificar CRISTO como o juiz (veja Mt 24.33; Ap
3.10). O comentário final de Davids sobre este versículo merece ser repetido:
“A proximidade do dia escatológico não é apenas um ímpeto para se olhar para o
julgamento dos “pecadores”... mas também é uma advertência a que a pessoa examine
seu comportamento, de modo que quando aquele, cujos passos se aproximam,
finalmente bater à porta, ela possa estar preparada para abri-la... O Senhor
que vem é também o juiz do cristão”.
10. A natureza
meio parentética do versículo 9 deve-se ao fato de os versículos 10-11 voltarem
à exortação à paciência nos versículos 7-8. Estes versículos mencionam os
profetas e Jó como exemplos de paciência e resistência no meio das aflições. A
enumeração de grandes atos de coragem debaixo da perseguição era um dos
elementos principais de muitos livros intertestamentários (cf. 2 Macabeus) e se
encontra no Novo Testamento (cf. Hb 11). JESUS incentivou seus discípulos a
enfrentarem a perseguição com coragem, “pois assim perseguiram aos profetas que
viveram antes de vós” (Mt 5.12). Tiago diz que especificamente os profetas são
um exemplo de sofrimento e paciência. Se a ARA estiver correta, ao traduzir
kakopatheia por sofrimento, esta frase é mais bem interpretada como uma
hendíadis, segundo a qual uma palavra modifica a outra: “paciência diante do
sofrimento” (cf. BLH). Por outro lado, há boas razões para se traduzir
kakopatheia por “resistência no sofrimento” (cf. a tradução que a ARA faz do
verbo cognato, em 2 Tm 4.5). Com este significado, kakopatheia denotaria o fato
de que os profetas resistiram à aflição; paciência (makrothymia) descreveria a
maneira pela qual eles a suportaram. O fato de que aqueles profetas falaram em
nome do Senhor é acrescentado para tornar claro que o sofrimento suportado por
eles era resultado não de erro, mas especificamente de sua fiel adesão à
vontade de DEUS.
11. A primeira
sentença deste versículo resume o ponto principal dos versos 10-11: aqueles que
fielmente perseveraram no sofrimento são chamados “bem-aventurados” (ARC). O
autor de 4 Macabeus começa seu relato chamando de “bem-aventurados” aqueles
mártires que demonstraram “perseverança” (hypomone) diante da perseguição
(1.10). De modo semelhante, JESUS também proferiu uma bem-aventurança sobre
aqueles que são “perseguidos por causa da justiça” (Mt 5.10). “Ser
bem-aventurado” não é, naturalmente, a mesma coisa que ser Feliz (apesar da
tendência de algumas versões modernas a esta tradução): “felicidade”
normalmente sugere uma reação emocional e subjetiva; “bem-aventurança” é a
aprovação e recompensa objetivas e inalteráveis de DEUS. Assim como os profetas
receberam esta recompensa, por serem fiéis na tribulação, da mesma forma, diz
Tiago, se deu com Jó. Muitas pessoas têm se maravilhado diante da alusão de
Tiago a Jó como um modelo de fiel perseverança no sofrimento, particularmente
com as traduções que trazem “a paciência de Jó”. Mas, mesmo quando traduzimos
de modo mais exato, “firmeza” ou “perseverança” de Jó, a ilustração parece não
ser muito apropriada. Não murmurou Jó acerca de suas circunstâncias,
proclamando em justiça própria sua inocência e, de modo geral, questionando a
forma de DEUS lhe tratar? A aparente incompatibilidade entre o quadro canônico
de Jó e a descrição que Tiago faz dele tem levado muitos a pensarem que Tiago
foi influenciado pelo livro apócrifo Testamento de Jó, onde este é apresentado
sob uma luz muito mais positiva. Mesmo assim, há um sentido em que o Jó do
Antigo Testamento pode ser visto como um grande exemplo de firmeza. Embora Jó
tenha reclamado amargamente do tratamento que lhe foi dado por DEUS, ele nunca
abandonou sua fé; no meio da incompreensão, ele se apegou em DEUS e continuou a
esperar nele (cf. Jó 1.21; 2.10; 16.19-21; 19.25-27). Segundo diz Barclay, “a
submissão de Jó não é daquela que se arrasta aos pés de alguém, passiva e que a
nada questiona; Jó lutou e questionou, e algumas vezes até desafiou, mas a
chama da fé nunca se apagou em seu coração”.
Além da
“firmeza de Jó”, os leitores de Tiago também ouviram do fim que o Senhor lhe
deu. Esta frase tem estado sujeita a uma grande variedade de interpretações.
Alguns traduzem telos como propósito e a entendem como uma referência ao
propósito final de DEUS por trás dos sofrimentos de Jó (cf. Jó 42.5-6).
Contudo, telos também pode significar “fim” ou “desfecho”. A referência pode
ser à parousia — o “fim” que o Senhor trará — ou à morte e ressurreição de
CRISTO — o “fim” e o “sinal” da vida do Senhor. Entretanto, faz melhor sentido
considerar a frase como uma referência ao fim ou desfecho da situação de Jó,
finalmente trazido pelo Senhor: e.g., a restauração de sua família e fortuna
(Jó 42.13). Esta interpretação encaixa-se com os paralelos da frase de Tiago
(Testamento de Gade 7.4 e Testamento de Benjamim 4.1; cf. Hb 13.7), fornece um
exemplo concreto do “bem-aventurado” mencionado anteriormente e explica a
oração final: O “fim” de Jó mostra que, na verdade, o Senhor é cheio de tema
misericórdia e compassivo. Isto também se encaixa na mensagem total do livro de
Jó, que tem como um de seus propósitos mostrar como a fidelidade de Jó foi, no
fim, recompensada por DEUS. Certamente, Tiago não quer dizer que a paciência no
sofrimento sempre será recompensada com prosperidade material; muitos exemplos,
no Antigo Testamento (Jeremias!) e no Novo, provam que isto é errado. Mas ele
procura incentivar nossa firmeza fiel e paciente na aflição, lembrando-nos da
bem-aventurança que recebemos de nosso DEUS compassivo e misericordioso, em
troca de tal fidelidade.
Paciência
- μακροθυμεω makrothumeo - Lê-se Macroçamel - A LEI DO PROCESSO: NÓS
AMADURECEMOS COMO A PLANTAÇÃO QUE ESPERA PELA COLHEITA (Tg 5.7-8) - BILBIA DA
LIDERANÇA CRSTÃ - John C Maxwell
Sara enfrentou
um problema e sentiu-se compelida a resolvê-lo. Faltava-lhe paciência para
confiar que DEUS cumpriria a sua promessa. Então, Sara apelou para os seus
métodos próprios. Depois de esperar mais do que uma década, pensou que havia
esperado tempo suficiente e, de maneira pouco sábia, tentou cumprir a vontade
de DEUS do jeito dela, através de uma serva egípcia chamada Agar.
O verdadeiro
problema de Sara não foi a necessidade de um descendente, mas sua impaciência.
Ao longo dos anos, José foi traído e aprendeu duras lições sobre a natureza
humana, sobre relacionamentos e liderança. O processo moldou o seu caráter,
dando-lhe paciência e humildade. Mais tarde, reconheceu que DEUS é a fonte de
bênção e poder.
Você deve
praticar a paciência do silêncio e da submissão. A frase-chave é: o Senhor
falava com Moisés.
Impaciência de
Nadabe e Abiú: não esperaram pela orientação do Senhor.
A influência de
Josué cresceu porque possuía paciência e integridade (Js 1.5-9).
Josué continuou
crescendo pacientemente mesmo depois que o povo rejeitou as suas palavras em
Números 14. Nem ele, nem Calebe morreram no deserto, mas ambos foram forçados a
perambular pelo deserto durante 40 anos sem que tivessem culpa própria disso.
Davi nunca se
esqueceu desse encontro. Ele sabia se uma mulher era de DEUS quando a via.
Depois da morte de Nabal, Davi escolheu Abigail para esposa. A paciência e a
submissão dela em tempos difíceis, bem como a sua sabedoria e as habilidades de
solucionar problemas prepararam Abigail para ser uma excelente esposa para
Davi. Davi valorizou a força de Abigail e sentiu-se fortemente atraído a essa
líder feminina altamente capaz.
Impaciência: Saul
recusou-se a esperar por Samuel e ofereceu um sacrifício ilegal.
Em nenhum
momento, Jó perde tudo. Isento de culpa própria, ele tem de enfrentar a
tragédia nos aspectos mais profundos. Porém a maneira com que lida com ela
fornece um belo estudo de caso no
Depois de
suportar quase 40 capítulos de crítica e condenação da parte de Elifaz, Bildade
e Zofar, Jó tem a oportunidade de ser compensado. DEUS anuncia o seu desprazer
para com os amigos de Jó, dando aparentemente uma maravilhosa chance de dizer:
"Eu disse!" Em vez disso, Jó ora por seus amigos tolos. Como todos os
grandes líderes, Jó recusou-se a tomar vingança ou guardar mágoas. Em vez
disso. manteve o alto nível. Perdoou os seus amigos, intercedeu por eles e os
despediu no caminho deles. Lembre-se das diferenças
O Corpo de
CRISTO precisa de líderes que têm a paciência e a sensibilidade para lidarem
com situações de conflito, com capacidade de discernirem problemas e fazerem o
que necessita ser feito para se corrigir a dificuldade. Em resumo, a Igreja
necessita de pessoas capazes de resolverem problemas, de quebra-galhos, a fim
de manter seu crescimento e sua saúde espiritual.
Resignação: Tenho
que ter paciência de esperar pelos resultados enquanto ajudo pessoas a
crescerem ou busco metas.
Paulo
demonstrou o Princípio da Paciência na Prática. Paulo teve paciência para
escolher Timóteo e instruí-lo. Ele, cuidadosamente, não permitiu que ele agisse
de forma prematura, bem como o alertou a não impor as mãos a quem quer que
fosse de maneira hostil (ITm 5.22). Ele estava certo de que sua equipe se
precipitou em permitir que João Marcos tivesse tão rapidamente se juntado a
eles.
Timóteo deveria
preparar os líderes de sua igreja. Ele deveria honrar aos que serviam com
diligência (ITm 5.17-18). corrigir aqueles que estavam em erro (ITm 5.19-21) e
preparar os que tinham sido chamados
com paciência e
cuidado (ITm 5.22). Nada deveria ser feito com precipitação.
Hebreus 12
desenvolve o tema da paciência. Os três primeiros versículos nos ensinam que o
segredo para a persistência é a paixão. Todos os homens e mulheres de fé
apresentados em Hebreus 11 foram persistentes porque eles eram apaixonados por
suas causas. O escritor compara nossa vida a uma corrida e tenta nos convencer
de que JESUS correu sua própria corrida e com muita paciência, tendo fixado
ante seus olhos a recompensa que viria. Nós devemos seguir seu exemplo.
Tiago pede-nos
que sejamos pacientes como um agricultor que, pacientemente, espera pelo tempo
da colheita. O agricultor sabe que, se ele colher o grão muito cedo, pode
perder boa parte do que plantou Assim se dá conosco. A lei do processo nos
lembra que o desenvolvimento de nossa liderança é um processo e não um
acontecimento. Nós crescemos diariamente e não em um dia. Não somos apenas nós
que aguardamos a volta de CRISTO, mas ele também espera que cresçamos. Ele não
está apenas preparando um lugar para nós, mas também está nos preparando para
esse lugar.
Se a metáfora
do agricultor não nos faz ficarmos esclarecidos dessa verdade, Tiago ainda nos
dá outras duas comparações. Ele nos recorda dois outros exemplos de paciência:
os profetas e Jó (Tg 5.11-12) Sem levar em conta as imagens que ele dá, o
segredo é prestar atenção nos frutos ou no resultado que deverá seguramente,
ser revelado no final de tudo.
Nossa
verdadeira e humilde atitude deveria ser:
Eu não tenho
conseguido me entregar ao ESPÍRITO SANTO de maneira que as qualidades do
ESPÍRITO SANTO apareçam em meu caráter.
Eu vejo em mim
todas as obras da carne e com a ajuda do ESPÍRITO SANTO tenho lutado contra
essas e algumas vezes reconheço que tenho perdido a batalha, pois deixei de
seguir a orientação do ESPÍRITO. Vou me esforçar mais e perseverar em imitar a
CRISTO.
Paciência
- μακροθυμεω makrothumeo - Lê-se Macroçamel - Bíblia Viva em
português
7 Agora,
quanto a vocês, queridos irmãos que estão esperando a volta do Senhor, sejam
pacientes, como o lavrador que espera até o outono para que a sua preciosa
colheita amadureça. 8 Sim, sejam perseverantes. E tenham coragem,
pois a vinda do Senhor está próxima. 9 Não murmurem uns dos outros,
irmãos. Será que vocês próprios estão acima de qualquer censura? Pois vejam! O
grande Juiz já vem. Está quase aqui; ( deixem que Ele faça qualquer censura que
precise ser feita ).
10 Para
exemplos de resignação no sofrimento, olhem para os profetas do
Senhor. 11 Sabemos como eles estão felizes agora porque permaneceram
leais a Ele, no tempo da sua vida, mesmo quando sofreram grandemente por isso.
Jó é um exemplo dum homem que continuou a confiar no Senhor no sofrimento, e
das experiências dele podemos ver como o plano do Senhor finalmente terminou em
bem, e que o Senhor é cheio de ternura e de misericórdia.
Paciência
- μακροθυμεω makrothumeo - Lê-se Macroçamel - Strong português
1) ser de um
espírito paciencioso, que não perde o ânimo
1a) perseverar
pacientemente e bravamente ao sofrer infortúnios e aborrecimentos
1b) ser
paciente em suportar as ofensas e injúrias de outros
1b1) ser
moderado e tardio em vingar-se
1b2) ser
longânime, tardio para irar-se, tardio para punir
Paciência
- μακροθυμεω makrothumeo - Lê-se Macroçamel - Dicionário
Português
s. f. 1.
Qualidade de paciente. 2. Virtude de quem suporta males e incômodos sem
queixumes nem revolta.
Paciência
- μακροθυμεω makrothumeo - Lê-se Macroçamel - Dicionário Bíblico
Wycliffe - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea
PACIÊNCIA Na
maior parte das vezes, essa palavra é um termo do NT encontrado apenas três
vezes no AT. Nos Salmos 37.7 e 40.1 as palavras hebraicas hul e qawa foram
respectivamente traduzidas como "esperar pacientemente" e em
Eclesiastes 7.8, a palavra 'arek (anseio) foi empregada para descrever alguém
que possui um espírito paciente. No NT, quatro palavras gregas foram traduzidas
de alguma maneira relacionada à paciência. A palavra
grega rn.akrothum.ia é a qualidade de suportar um longo sofrimento
(Mt 18.26,29). De acordo com Crisóstomo, makroth.um.ia descreve o
homem que é plenamente capaz de se vingar, mas recusa-se a fazê-lo. Também foi
traduzida como "longanimidade" como uma qualidade de DEUS (Rm 2.4; 2
Pe 3.9) e como o fruto do ESPÍRITO SANTO (Gl 5.22). A palavra grega hypomone
foi descrita por William Barclay, na obra A New Testament Wordbook (Londres.
SCM Press Ltd., 1956, p. 59), como "uma das mais nobres palavras do
NT". Seu significado básico é o de resistir (Hb 12.1), uma qualidade que
permite ao homem suportar as adversidades e provações (Rm 12.12).
Enquanto makrothumia (Lê-se Mácrosímia) está mais corretamente
relacionada às pessoas, hypomone fala sobre a paciência em relação às
circunstâncias difíceis. Essa palavra não retrata uma paciência submissa ou
passiva que está irremediavelmente resignada ao seu destino infeliz; ao
contrário, ela é uma resistência ativa marcada pela esperança e pela segurança
(1 Ts 1.3). Barclay ainda acrescenta que esta é a "qualidade que mantém um
homem sobre seus pés, com a face voltada para o vento" (p. 60). Um exemplo
desse tipo de paciência é Jó, que suportou as aflições que lhe sobrevieram (Tg
5.11).
A terceira
palavra traduzida como "paciência" é epieikes (1 Tm 3.2,3), que
descreve uma atitude bondosa, condescendente, razoável e conciliadora, e que
não insiste em seus direitos (Barclay, p. 38ss.). O quarto termo, anexikakos (2
Tm 2.24), significa, literalmente, "suportar sob o mal" e assim
expressa o tipo de paciência que suporta o mal sem ressentimentos (Arndt). Veja
Tolerância; Longanimidade; Perseverança.
TOLERÂNCIA Este
substantivo traduz o termo gr. anoche em suas duas ocorrências no NT. A palavra
significa literalmente "reter", "parar" (especialmente no
caso de hostilidades), e assim era frequentemente usada para um armistício ou
trégua. Em Romanos 2.4, a demora de um DEUS justo em infringir a ira ou o
castigo sobre o pecador é explicada pela verdade da sua bondade, paciência e
longanimidade. Esta demora tem a finalidade de dar oportunidade e levar o
pecador ao arrependimento. Em Romanos 3.25, foi declarado que DEUS suportou os
pecados durante a(s) antiga(s) dispensação(ões) em sua tolerância divina até
que o sacrifício substitutivo perfeito fosse oferecido por seu Filho JESUS
CRISTO. Este conceito da tolerância de DEUS também é encontrado em Neemias
9.30. O verbo relacionado, anechomai, é traduzido como "suportar" em
Efésios 4.2; Cl 3.13, onde é ordenado aos cristãos que suportem uns aos outros
em amor, que tenham consideração uns pelos outros, porque o amor "cobre
multidão de pecados" (1 Pe 4.8). Outros verbos gr. e heb. traduzidos como
"suportar" têm o sentido de "parar", "cessar",
"abster-se de".
LONGANIMIDADE A
expressão hebraica 'erek 'aph significa literalmente "nariz longo" ou
"respiração longa", porque a ira é acompanhada por uma respiração
rápida através das narinas; daí as possíveis traduções "demorado para se
irar", "tardio em irar-se" e "longânimo". Essa palavra
foi aplicada a DEUS (Ex 34.6; Nm 14.18; SI 86.15; cf. Ne 9.17; Jl 2.13; Jo 4.2;
Na 1.3, onde várias versões a traduziram como "tardio em irar-se").
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Lição
7, Benignidade, um escudo protetor contra as porfias
1º Trimestre de
2017 - Título: As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - Como o
crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Comentarista: Pr.
Osiel Gomes da Silva (Pr Pres. Tirirical - São Luis -MA)
TEXTO ÁUREO
“Antes, sede
uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros,
como também DEUS vos perdoou em CRISTO.” (Ef 4.32)
VERDADE PRÁTICA
A benignidade
na vida do crente torna-o uma testemunha do amor de DEUS.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - Colossenses 3.12-17
12 -
Revesti-vos, pois, como eleitos de DEUS, santos e amados, de entranhas de
misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, 13 -
suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver
queixa contra outro; assim como CRISTO vos perdoou, assim fazei vós também. 14
- E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. 15 - E a paz de DEUS, para a qual também
fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. 16
- A palavra de CRISTO habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria,
ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos
espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração. 17 - E, quanto
fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor JESUS, dando
por ele graças a DEUS Pai.
Resumo
da Lição 7, Benignidade, um escudo protetor contra as porfias
I - A
BENIGNIDADE FUNDAMENTA-SE NO AMOR
1. O que é
benignidade?
2. JESUS,
exemplo de benignidade.
3.A benignidade
na prática.
II - A PORFIA
FUNDAMENTA-SE NA INVEJA E NO ORGULHO
1. Inimizade e
porfia.
2. Evódia e
Síntique.
3. Miriã e
Arão.
III -
REVISTAMO-NOS DE BENIGNIDADE
1. Retirando as
vestes velhas.
2. Sede
benignos.
3. Imitando a
conduta de Paulo.
Resumo Rápido
do Pr. Henrique
INTRODUÇÃO
Estudo de hoje
- Benignidade, uma qualidade do fruto do ESPÍRITO X Porfias, mais uma das obras
da carne.
O crente cheio
do ESPÍRITO SANTO é naturalmente (melhor dizendo, espiritualmente) benigno, ou
seja, sempre deseja o bem das pessoas, tem sempre uma intenção de agradar e de
abençoar as pessoas com quem convive e às com quem deseja conviver, se não aqui
na terra, mas no céu, na eternidade.
Sabemos que
para convivermos com DEUS devemos ser humildes e Dele nada exigir e nem O
confrontar, pois Ele é DEUS e pode fazer do vaso o que desejar.
Para nos
relacionar bem com nossos semelhantes precisamos evitar discussões, disputas e
polêmicas. Paulo nos ensina a não entrar em discussões tolas a evitar e fugir
de toda aparência do mal (Tt 3.9,10; 1 Ts 5.22).
I - A
BENIGNIDADE FUNDAMENTA-SE NO AMOR
1. O que é
benignidade?
Chrestotes
χρηστοτης - Lê-se Crístotês - Benignidade - qualidade do Fruto do ESPÍRITO
Em Gálatas,VB e
P traduzem por “bondade” , ao passo que a TB, ARC, ARA, BJ e Mar. traduzem por
“benignidade.” a BLH tem “ ternura,” e “gentileza” representa a tradução
oferecida na RV, RSV, Kingsley Williams e Moffatt. Em 2 Co 6.6; Ef 2.7; Cl
3.12; Tt 3.4 a tradução em português É geralmente “benignidade” , com “bondade”
como outra alternativa.
A Vulgata
traduz por generosidade, ou por benignitas, de onde provém o adjetivo benigno.
A Bíblia Católica Romana de Rheims chega bem perto do significado quando traduz
chrèstotès por benignidade e em 2 Co 6.6 por doçura. Plummer, comentando 2 Co
6.6, diz que chrèstotès nos homens é “a gentileza simpática ou doçura de gênio
que deixa os outros a vontade e recua diante da ideia de provocar dor” .
Cl 3.12
Portanto, como eleitos de DEUS, santos e queridos, revesti-vos de entranhada
misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência. (Bíblia Ave-Maria
-católica romana)
Nós não somos
benignos por nossa própria capacidade, embora algumas pessoas possam parecer
benignas mesmo não sendo crentes. A benignidade, qualidade do fruto do
ESPÍRITO, é produzida pelo ESPÍRITO SANTO em nós, à medida que nos entregamos a
ELE, mediante a comunhão com JESUS CRISTO. Não conseguimos ser bondosos pelo
nosso próprio esforço. A benignidade se manifesta em nós por uma ação
sobrenatural do ESPÍRITO SANTO. É olhar para uma pessoa como DEUS olha. É
tratar uma pessoa como se fosse JESUS ali conversando e abençoando aquela
pessoa que está diante de nós.
2. JESUS,
exemplo de benignidade.
JESUS, como
homem perfeito, é o nosso maior exemplo de benignidade e amor (Jo 3.16).
Estamos falando de JESUS como homem, portanto digno de imitação. Ele não fazia
acepção de pessoas, não tratava um rico diferente de um pobre ou um homem
diferente de uma mulher, ou um adulto diferente de uma criança. Todos que a Ele
vinham, os amava a todos e os abençoava a todos.
A única espécie
de homens que JESUS tratava diferente eram os religiosos, pois estes, ao
contrário dos outros, não vinham a Ele para ouví-lo ou receber alguma bênção,
mas vinham para contendas e acusações, devido à inveja que os cegava. JESUS
mesmo disse: "Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de
maneira nenhuma o lançarei fora". João 6:37.
3. A
benignidade na prática.
Sermos o que
somos é fácil. Nossa tendência é sermos benignos com nossos amados próximos.
Quando contratamos com outras pessoas desconfiamos imediatamente delas, às
vezes as tememos, às vezes pensamos o que podemos tirar dessa pessoa, porém,
poucas vezes olhamos para alguém com o desejo de dar a ela algo de melhor, de
eterno, nosso amor, compreensão, carinho, e principalmente, compartilharmos com
ela nossa salvação.
Muitas pessoas
rejeitam o cristianismo porque alguns cristãos não amam como o seu Mestre.
Tomemos cuidado com a inveja - Não sejamos cobiçosos de vanglórias,
irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros. Gálatas 5:26.
Devemos evitar ao máximo as discussões e disputas - Se vós, porém, vos mordeis
e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros.
Gálatas 5:15. Para ganharmos almas devemos ser conhecidos como discípulos de
JESUS - Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos
outros. João 13:35.
JESUS foi
gentil para com os todos os que a Ele se achegaram buscando DEUS. Publicanos e
pecadores (Mt 9.11,12; Lc 19.1-10), salteadores (Lc 23.42,43); adúlteras (Jo
8.4), Cananeia (Mt 15.22) , centurião romano (Lc 7.2), etc...,
II - A PORFIA
FUNDAMENTA-SE NA INVEJA E NO ORGULHO
1. Inimizade e
porfia.
Eriteá
A inimizade
contra DEUS é também um atributo do egoísmo. - Teologia Sistemática de Charles
Finney
Inimizade é
ódio. O ódio pode existir ou como um fenômeno da sensibilidade, ou como um
estado ou atitude da vontade. E egoísmo visto em suas relações com DEUS. Que o
egoísmo é inimizade contra DEUS é manifesto:
(1) Na Bíblia.
O apóstolo Paulo diz expressamente que "a inclinação da carne (a mente
carnal) é inimizade contra DEUS" (Rm 8.7).
(2) O egoísmo
opõe-se diretamente à vontade de DEUS conforme expressa em sua lei. Esta exige
benevolência. O egoísmo é seu oposto e, portanto, inimizade contra o
legislador.
(3) O egoísmo é
tão hostil quanto possível ao governo de DEUS. Ele é diretamente oposto a toda
lei, princípio e medida de seu governo.
(4) O egoísmo é
uma oposição à existência de DEUS. DEUS é o inimigo intransigente do egoísmo. O
egoísmo é inimizade moral contra DEUS. DEUS assumiu a natureza humana e levou a
benevolência divina a um conflito com o egoísmo humano. Os homens não conseguiam
tolerar sua presença sobre a Terra e não descansaram até matá-lo.
Todas as
inimizades terrenas podem ser superadas pela bondade e pela mudança de
circunstâncias; mas que bondade, que mudança de circunstâncias pode mudar o
coração humano, pode superar o egoísmo ou a inimizade contra o DEUS que ali
reina?
echthra εχθρα -
Inimizade
B, ARC, ARA,
Mar.: Inimizades; BJ, P, BV: ódio; BLH; as pessoas ficam inimigas; M: brigas.
Outras traduções de outras ocorrências da palavra: RSV: hostil ou hostilidade
(Rm 8.7; Ef 2.14, 16). M: inimizade tradicional entre famílias (Ef 2.16); W:
inimizade mútua (Ef 2.16); P. elementos conflitantes (Ef 2.14). Não e
necessário gastar muito tempo discutindo o significado de echthra; echthros é a
palavra grega normal para um inimigo, e echthra, para a inimizade. No próprio
NT, ocorre somente em duas outras passagens. Em Rm 8.7 Paulo escreve que a
mente que se fixa na carne é hostil a DEUS, ou, conforme diz NEB: “O ponto de
vista da natureza inferior é inimizade contra DEUS.” Em Ef 2.14, 16 é usada
para a parede divisória de hostilidade que faz separação entre o judeu e o
gentio até que ambos se tornem um só em JESUS CRISTO. No mundo antigo havia
três tipos de inimizade, e estas continuam sendo reproduzidas na vida humana.
i. Havia
inimizade entre uma classe e outra dentro da mesma cidade do mesmo pais.
ii. Havia a
inimizade entre os gregos e os bárbaros.
iii. Ha a
inimizade entre um homem e outro. Neste caso, e mais simples definir echthra em
termos do seu antônimo.
Echthra é o
antônimo exato de ágape. Ágape, amor, a suprema virtude crista, e a atitude
mental que nunca permitirá sentir amargura para com homem algum, e que nunca
buscara outra coisa senão o sumo bem dos outros, independentemente de qual seja
a atitude dos outros para com ela.
Echthra é a
atitude da mente e do coração que coloca as barreiras e que tira a espada;
ágape é a atitude do coração e da mente que alarga o círculo, que estende laços
da amizade e que abre os braços do amor. A primeira é uma obra da carne; a
outra e fruto do ESPÍRITO.
Porfia –
eritheia (Êritêia)- εριθεια - Lê-se Éritiá - Discórdia - Obra da Carne
B: facões; ARC:
pelejas; ARA: discórdias; BJ: discussões; Mar: rixas; P: rivalidade; BLH:
separam-se em partidos; BV: esforço constante para conseguir o melhor para si
próprio. Outras traduções de outras ocorrências da palavra — ARC: contenção;
ARA: discórdia; P: espírito de partidarismo; BV: fazer inveja (Fp 1.17). BV:
desavenças (2 Co 12.20); ser egoísta (Fp 2.3).
Descreve uma
atitude errada na realização de um serviço e na detenção de um cargo. No grego
secular a palavra, com seu verbo correspondente, tinha dois sentidos.
Erithos é
trabalhador diarista, eritheuesthai, o verbo, é trabalhar por contrato, e
eritheia é o trabalho contratado. A palavra, portanto, pode descrever a atitude
do homem que não tem consideração pela prestação do serviço, nenhum orgulho,
nenhuma alegria no trabalho, e que se ocupa em qualquer trabalho visando
somente o que pode ganhar com ele.
Segundo o
Dicionário Houaiss, inimizade é ódio, indisposição e malquerença; porfia
significa contendas de palavras, discussão, disputa e polêmica.
A inimizade
pode surgir de uma porfia, inclusive entre irmãos. Já vi irmãs chegarem ao
ponto de expulsarem demônios uma da outra. Isso é resultado de pequenas
discussões que acabam por dividir igrejas e prejudicar muito o trabalho do
Senhor. Em cidades pequenas a política partidária tem dividido igrejas a ponto
de serem abertas outras congregações com facções políticas. também líderes de
igrejas grandes assistiram a perda de seus membros para outras denominações ou
se dividirem em outras convenções devido a essas porfias. Quantas denominações
têm, por exemplo, da Assembleia de DEUS, em nosso país. Tudo resultado de
porfias entre líderes.
2. Evódia e
Síntique.
Evódia e
Síntique - Quando o evangelho chegou à Europa por instrução do Senhor e
realizou sua obra em Filipos, essas duas mulheres estiveram juntas na luta.
Será que já tinham participado daquela primeira pequena reunião de mulheres com
Lídia na beira do rio ?
É o que Paulo
lembra agora quando precisa advertir as duas em público; afinal, a carta era
lida em voz alta na assembleia da igreja, todos ouviam juntos a exortação. Como
é delicado o jeito de Paulo! Dirige-se individualmente a cada uma delas: evita
qualquer juízo acerca das diferenças. Não critica sua atuação em si. Exorta
somente essas duas da mesma forma como havia feito com a igreja toda em Fp 2.2:
“que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, concordes e buscando uma só
coisa.” A unidade é uma questão muito séria para Paulo! Com que clareza ele via
os grandes perigos a que também essa igreja amada está exposta por causa das
circunstâncias! A história da igreja confirmou sobejamente a preocupação dele.
Ainda que não
exista nenhuma biografia sobre elas, ainda que a própria igreja desconsidere ou
em breve esqueça novamente sua ação – ela consta para sempre, inesquecível, no
livro de DEUS, o livro da vida.
As duas
mulheres serão alvo de gratidão pelo fato de que um homem – visivelmente
importante na igreja – cuida das dificuldades delas. Porque a melhor forma de
entender a marcante expressão “genuíno Sýzygos” é que de fato se trata de um
nome próprio, ainda que não o encontremos documentado como tal em nenhum outro
lugar. Esse nome Sýzygos significa “companheiro de jugo”. Sê, pois, um
verdadeiro companheiro de jugo, diz Paulo, aludindo ao nome dele, atrelando-te
também ao jugo nesta dificuldade, e atrele as duas mulheres novamente unidas
sob o jugo do serviço para o Senhor! Não te irrites com sua discórdia, mas
pensa no seu corajoso engajamento para a igreja nos primórdios, e ajuda-as para
que também agora tornem a prestar um serviço concorde e abençoado na igreja.
Como podemos aprender de Paulo a “exortar”!
3. Miriã e
Arão.
Números 12. 1 E
falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cusita, com quem se
casara; porquanto tinha casado com uma mulher cusita. 2 E disseram: Porventura
falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós? E o Senhor o
ouviu. 3 E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia
sobre a terra. 4 E logo o Senhor disse a Moisés, a Arão e a Miriã: Vós três saí
à tenda da congregação. E saíram eles três. 5 Então o Senhor desceu na coluna
de nuvem, e se pôs à porta da tenda; depois chamou a Arão e a Miriã e ambos
saíram. 6 E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta,
eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele. 7
Não é assim com o meu servo Moisés que é fiel em toda a minha casa. 8 Boca a
boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do
Senhor; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra
Moisés? 9 Assim a ira do Senhor contra eles se acendeu; e retirou-se. 10 E a
nuvem se retirou de sobre a tenda; e eis que Miriã ficou leprosa como a neve; e
olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa. 11 Por isso Arão disse a
Moisés: Aí, senhor meu, não ponhas sobre nós este pecado, pois agimos
loucamente, e temos pecado. 12 Ora, não seja ela como um morto, que saindo do
ventre de sua mãe, a metade da sua carne já esteja consumida. 13 Clamou, pois,
Moisés ao Senhor, dizendo: Ó DEUS, rogo-te que a cures. 14 E disse o Senhor a
Moisés: Se seu pai cuspira em seu rosto, não seria envergonhada sete dias?
Esteja fechada sete dias fora do arraial, e depois a recolham. 15 Assim Miriã
esteve fechada fora do arraial sete dias, e o povo não partiu, até que
recolheram a Miriã.
כושי Kuwshiyth - (Strong
Português)
zípora - uma
mulher cuxita, a esposa de Moisés, assim denominada por Miriã e Arão
מרים - Miryam - Miriã =
“rebelião”
1) irmã mais
velha de Moisés e Arão
אהרן - Ααρων Aaron - (Strong
Português)
Arão = “que
traz luz”
1) o irmão de
Moisés, o primeiro sumo sacerdote de Israel e o líder de toda ordem sacerdotal.
Arão - No
segundo ano de peregrinação no deserto, Arão ajudou Moisés a realizar um censo
para contar o povo (Números 1:1-3,17-18). Mais tarde Arão teve inveja de Moisés
por sua posição de liderança. Ele e Miriam, sua irmã, começaram a conspirar
contra ele, embora Moisés fosse o homem mais humilde na face da terra (Números
12:1-4). A ira de DEUS sobre eles foi aplacada pela oração de Moisés. Miriam
sofreu pelo seu pecado (Números 12:5-15). Arão novamente escapou da condenação.
משה - Μωσευς - Moseus ou
Μωσης - Moses - (Strong Português)
Moisés = “o que
foi tirado”
1) legislador
do povo judaico e num certo sentido o fundador da religião judaica. Ele
escreveu os primeiros cinco livros da Bíblia, comumente mencionados como os
livros de Moisés. Chamado o homem mais manso da terra.
(Hebreus -
SÉRIE Comentário Bíblico)
sendo fiel ao
que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa.
O próprio DEUS
falou isso a respeito de Moisés quando argumentava com Arão e Miriã, dizendo:
“Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa” (Nm 12.7
).
Nm 12:3 (Manual
de Dúvidas, Enigmas e Contradições da Bíblia)
NÚMEROS 12:3 -
Como pôde Moisés fazer essa declaração a respeito de si mesmo?
PROBLEMA:
Números 12:3 diz: "Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os
homens que havia sobre a terra". A posição tradicional quanto ao
Pentateuco é a de que foi Moisés o autor dos cinco livros. Mas como pôde ele
fazer essa declaração sobre si mesmo? Ele não estaria cheio de orgulho?
SOLUÇÃO:
Certamente ninguém afirmaria que JESUS estava sendo jactancioso ou orgulhoso
quando disse: "sou manso e humilde de coração" (Mt 11:29). JESUS
estava apenas declarando fatos. De igual modo, Moisés não estava se
vangloriando ou se enchendo de orgulho pela sua mansidão. Não, ele estava
simplesmente declarando um fato, porque isso era crucial para se Entender o
significado dos evento que ele estava narrando.
O capítulo 11
de números relata que depois que o ESPÍRITO do Senhor veio sobre Eldade e
Medade, fazendo-os profetizar, Josué aproximou-se de Moisés e disse:
"Moisés, meu senhor, proíbe-lho" (Nm 11:28). A resposta de Moisés é
uma perfeita ilustração de sua mansidão: "Tens tu ciúmes por mim? Quem
dera todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu
ESPÍRITO!" (Nm 11:29). Moisés demonstrou ter o caráter de um homem manso,
que não se irou porque DEUS estava usando outros para profetizar; demonstrou
ser humilde, não interessado em sua própria glória, mas somente na glória do
Senhor.
Moisés havia
sido escolhido pelo Senhor para conduzir o seu povo até Canaã, e uma das suas
características mais marcantes era a mansidão e a humildade (Nm 12.3). Todo
líder precisa dessas duas características para que tenha uma liderança
bem-sucedida. Certo dia, Miriã e Arão, irmãos de Moisés, ficaram indignados
pelo fato de ele ter se casado com uma mulher cuxita (Nm 12.1). Eles não
estavam preocupados com Moisés, mas, por trás da porfia, também havia outro
sentimento, a inveja. Eles certamente desejavam a liderança do irmão. Um
sentimento carnal traz consigo outros sentimentos, despertando o que há de pior
em cada pessoa. As consequências da inveja e da porfia foram terríveis para
Miriã e para todo o povo, pois tiveram que ficar retidos, em um lugar, até que
Miriã pudesse se ajuntar novamente à congregação (Nm 12.15). Tenha cuidado com
a porfia, pois ela trará prejuízos a você e ao povo de DEUS.
“Inveja”
(phthonoí) serve de passagem para este grupo. E o desejo de se apropriar do que
outras pessoas possuem. Refere-se ao desejo de privar o outro do que ele tem. E
aquela pessoa que fica amargurada diante da visão de outra possuindo o que ela
não tem, e que faria tudo quanto fosse possível não para possuir a coisa, mas
para evitar que a outra pessoa a possua.41
Quando Moisés
foi confrontado por Miriã e Arão (12:1), ele não respondeu em defesa própria.
Esta é uma característica da mansidão. Por que Moisés não falou com eles? Por
que não lhes falou com franqueza? Por que DEUS teve de falar com Miriã e Arão,
em favor de Moisés? A explicação encontra-se em Nm 12:3. Moisés não estava lá
para glorificar-se a si mesmo. Se ele tivesse respondido em sua própria defesa,
estaria justificando as queixas que eles tinham feito contra a sua pessoa. Mas
Moisés não era o líder do povo por ter tido qualquer espécie de ambição, nem
por ter confiado em si mesmo, nem por exercer uma obstinada busca de subir ao
poder. Ele foi escolhido por DEUS. Moisés era benevolente.
Curiosidade -
LEPRA (Tesouro
de Conhecimentos Bíblicos)
Do hebraico
“sãrá at” e do grego “lepra”. A lepra é uma enfermidade infecciosa e
contagiosa, crônica, provocada pelo “bacillus lepra de Hansen” ou o
“Mycobacterium le-prae”; ela se apresenta com lesões na pele, nos nervos e nas
vísceras, com anestesia local e ulceração.
O leproso
deveria andar com a cabeça descoberta, para ser reconhecido a distância; era
obrigado a cobrir o lábio superior, a fim de evitar o contágio da enfermidade
A raiz hebraica
“sã-rá” quer dizer ferido de DEUS.
Além disso, há
dois tipos de lepra: a alba, pela falta de pigmento da pele, e a maculosa,
pelas manchas roxas e brancas no rosto e no corpo.
Quem
diagnosticava a lepra não era o médico mas o sacerdote, porque a preocupação em
relação à higiene do povo também era religiosa, ritual.
Aquele que era
declarado leproso caía num estado de impureza ritual e deveria habitar somente
fora do acampamento ou cidade. Também era o sacerdote quem declarava cura do
leproso, por isso ele deveria apresentar-se diante do sacerdote.
O Antigo
Testamento menciona alguns personagens célebres, afetadas pela lepra: Moisés,
no milagre da sarça (Êx 4.6); sua irmã Miriã (Nm 12.10); Naamã (2 Rs 5); o rei
Azarias (2 Rs 15.5); provavelmente Jó.
JESUS curou
muitos leprosos e afirmou que a pureza ritual era um acessório. O importante é
a pureza moral, a pureza do coração, que nada tem a ver com possíveis manchas
na pele (Mt 15.10-20). Os textos que falam da cura dos leprosos são: Mateus
8.1-4; 10.8; 11.5; 26.6; Lucas 17.12.
λεπρα - lepra -
(Strong português)
moléstia
cutânea muito desagradável, irritante e perigosa. Seu vírus, que geralmente
impregna o corpo inteiro, é comum no Egito e no Oriente
III -
REVISTAMO-NOS DE BENIGNIDADE
1. Retirando as
vestes velhas.
Evidenciamos a
verdadeira conversão quando mortificamos nossa natureza terrena (Cl 3.5-9)
Agora, o
apóstolo volta a defender o que, para ele, era uma linha positiva de controle
próprio, que é tanto oposta à permissividade (3.5-8) quanto afirmadora de um
estilo de vida apropriado para o caráter cristão (3.10,11). O apóstolo Paulo
aborda três sublimes verdades aqui.
Em primeiro
lugar, devemos andar com a certidão de óbito no bolso (3.5-7). O apóstolo Paulo
dá uma ordem: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena...” (3.5). A palavra
“pois” indica que a mortificação, na prática, é motivada pelas qualidades do
fruto do ESPÍRITO em nós. A palavra grega nekrosate, “fazer morrer”, é a mesma
da qual vem nossa palavra “necrotério”. Precisamos andar com a nossa certidão
de óbito no bolso. Porque morremos com CRISTO (3.3), temos poder para fazer
morrer a nossa natureza terrena (isso não é ascetismo - flagelação do corpo).
Devemos considerar-nos mortos para o pecado (Rm 6.11). JESUS disse: “Se o teu
olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti” (Mt 5.29).
É óbvio que nem
Paulo nem CRISTO estão falando de uma cirurgia literal. O mal não vem do olho,
da mão, do pé, mas sim do coração, que abriga desejos perversos. Li algures
sobre duas jovens que se converteram depois de vários anos vivendo na boêmia.
Suas parceiras de aventuras mundanas, um dia, as convidaram para irem juntas à
boate, ao que elas prontamente responderam: “Nós não podemos ir, porque estamos
mortas”.
Em segundo
lugar, devemos saber para quais coisas estamos mortos (3.5). Paulo enumera
vários pecados. Esses pecados faziam parte da velha vida dos colossenses (3.7)
e eles atraem a ira de DEUS (3.6). Esses pecados não são mais compatíveis com a
nova vida que temos em CRISTO.
Que pecados são
esses?
a. Pecados
morais. Prostituição, impureza e lascívia estão diretamente ligados a pecados
sexuais. Toda sorte de relação sexual antes e fora do casamento está aqui
incluída.
Paulo condena
não apenas o ato pecaminoso, mas também a intenção e o desejo impuro. Fica
claro que os desejos e apetites conduzem às ações. A fim de purificar os atos,
é preciso antes purificar a mente e o coração.
b. Pecados
sociais. Desejo maligno e avareza falam de desejar o mal para os outros e de
desejar o que é dos outros.
A avareza,
pleonexia, é o pecado de desejar sempre mais, sem nunca se satisfazer: sejam
coisas ou prazeres.
A idéia básica
de pleonexia é a de um desejo que o homem não tem o direito de alimentar. O
desejo de dinheiro, por exemplo, conduz ao roubo; o desejo de poder conduz à
tirania, e o desejo sexual conduz à impureza. E o desejo de obter sempre o que
não se tem direito de possuir. Isso é idolatria, porque coloca as coisas no
lugar de DEUS e substitui DEUS por coisas ou prazeres. A essência da idolatria
é o desejo de obter. O homem que está dominado pelo desejo de possuir coisas
coloca-as no lugar de DEUS e as adora e lhes presta culto às coisas em vez de
adorar a DEUS. Nessa mesma linha de pensamento, Ralph Martin diz que a avareza
leva uma pessoa para longe de DEUS e a encoraja a confiar nas suas possessões
materiais. Por isso, a avareza não é melhor do que a idolatria, a devoção a um
deus falso.
Em terceiro
lugar, devemos despojar-nos das mortalhas da velha vida e deixá-las na
sepultura (3.8,9). O apóstolo Paulo prossegue na lista de pecados que devem ser
removidos da nossa vida, uma vez que morremos e ressuscitamos com CRISTO.
Agora, Paulo fala de mais duas categorias de pecado.
a- Pecados
ligados ao temperamento (3.8). Paulo menciona três pecados: ira (thumos),
indignação {orge) e maldade (kakian). Esses três pecados falam de um
temperamento não controlado pelo ESPÍRITO de DEUS. A ira (thumos) descreve um
temperamento explosivo como fogo de palha. Ela se relaciona com a palavra
“ferver”. Por outro lado, a indignação {orge) é uma ira inveterada, que arde
continuamente, que se recusa a ser pacificada e jamais cessa. Ralph Martin diz
que essas duas explosões de mau gênio humano destroem a harmonia dos
relacionamentos humanos. A maldade (kakia) fala de uma depravação mental da
qual surgem todos os vícios particulares. Trata-se de um desejo maligno contra
uma pessoa a ponto de entristecer-se quando ela é bem-sucedida e de alegrar-se
quando ela passa por problemas.
b- Pecados
ligados à língua (3.8,9). Aquela lista agora é substituída por um novo
catálogo, que consiste nos pecados da língua. Novamente Paulo menciona três
pecados: maledicência, linguagem obscena e mentira. Todos esses são termos que
descrevem o uso indevido e impróprio da língua.
Aqui blasfêmia
é falar mal dos outros.
Linguagem
obscena significa ter a boca suja e refere-se a todo tipo de palavra torpe, de
comunicação vulgar e de humor de baixo calão.
Mentira é o
falseamento a verdade. Quando um cristão mente, ele está cooperando e
aliando-se com Satanás, que é o pai da mentira. Espalhar contenda entre os
irmãos é o pecado que a alma de DEUS mais abomina (Pv 6.16-19).
Russell Shedd
alerta: As críticas aos nossos irmãos devem ser de tal modo dominadas pelo amor
que sempre expressem o desejo de encorajar, e nunca a intenção de destruir
maliciosamente. Cuidado com as fofocas e os comentários desnecessários que, ao
invés de encorajar e abençoar, amaldiçoam e desestimulam.
2. Sede
benignos.
A palavra
“bondade” (chrestótes) tem seu uso comum tanto no grego bíblico, quanto no
eclesiástico. Na LXX é o bem no sentido de bens terrenos (Ec 4.8; 5.10; 6.3) ou
de felicidade (Ec 5.14), o bem que acontece a alguém (Ec 15.17; 6.6; 9.18). A
bondade de DEUS é provada através dos bens que Ele concede na terra (2 Esd
19.25,35) ou guarda para o céu (2 Esd 23.31). E o bem moral que se pratica (Jz
8.35; 9.16; 2 Cr 24.16; SI 51.5). Em Paulo, significa benignidade, gentileza.
Refere-se a uma disposição gentil e bondosa para com os outros, é a
característica de “ser bom”.
O perigo da
vida é que as mas companhias corrompem os bons costumes que o cristão sempre
deve ter (1 Co 15.33). Esta benignidade é uma das coisas que o cristão deve
vestir como parte da vestimenta da vida cristã (Cl 3.12).
É com esta
benignidade que os cristãos devem perdoar uns aos outros, e este perdão segue o
modelo que nos mesmos recebemos de DEUS. “Antes sede uns para com os outros
benignos, perdoando-vos uns aos outros, como também DEUS em CRISTO vos perdoou”
(Ef 4.32). Até mesmo as virtudes mais rigorosas perdem seu valor se esta
benignidade não estiver presente na vida (2 Co 6.6).
Ainda restam
mais duas ocorrências da palavra no NT, que faltam ser estudadas, e que tem
mais para acrescentar ao quadro desta palavra. Em Lc 5.29 chrèstos é usado para
o vinho que se envelheceu e amadureceu. A dureza, aspereza e amargura foram
banidas pela benignidade cristã, é a graciosidade madura do amor cristão
permanece. Em Mt 11.30 JESUS diz: “Meu jugo é suave.” Ali, chrèstos pode
significar bem-adaptado. O serviço de CRISTO não é autoritariamente imposto
sobre um homem; não age como um capataz de escravos; é algo benigno, e a tarefa
que CRISTO dá a um homem lhe é feita sob medida.
A benignidade
cristã é bela e amável, e o seu encanto provém do fato de que ela significa
tratar os outros do modo que DEUS nos tratou.
“Mais
bem-aventurada coisa é dar do que receber” (At 20.35). Não há equívoco algum no
versículo que transcrevemos. É melhor, muito melhor, dar do que receber, afirma
a Palavra de DEUS, em contraste com o espírito cobiçoso e interesseiro que
sempre está alerta quando ouve pronunciar a palavra receber. Paulo recordou
essas palavras de JESUS porque sabia quão grande era o prazer de dar, dar bens
materiais, dar atenção, dar amor, dar a própria vida em favor do progresso do
Evangelho de JESUS CRISTO e para o bem do próximo!
3. Imitando a
conduta de Paulo.
Paulo sempre
via as pessoas com benignidade - sofreu muito, inclusive com agressões físicas,
mas nunca deixou de anunciar as virtudes daquele que o chamou das trevas para a
sua maravilhosa luz (1 Pedro 2:9) Quem poderia, hoje em dia, chamar os crentes
e dizer: "sede meus imitadores (1 Co 11.1)?
CONCLUSÃO
A benignidade
fundamenta-se no amor, o que é benignidade? É ter JESUS como, exemplo de
benignidade, ser benigno é viver a benignidade na prática.
A porfia
fundamenta-se na inveja e no orgulho e isso gera inimizade. Exemplo disso são
Evódia e Síntique que apesar de irmãs viviam separadas por inimizade. Miriã e
Arão porfiaram contra Moisés por inveja.
Revistamo-nos
de benignidade retirando as vestes velhas do pecado. Sejamos benignos imitando
a conduta do apóstolo Paulo que imitava o senhor da benignidade - JESUS.
VÁRIOS
COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMA CORREÇÃO DO Pr. Luiz Henrique
Benignidade é
amar antes de fazer, é amar com as palavras, é delicadeza no tratamento, é
desejo de ajudar; Bondade é demonstrar a Benignidade através de ações, é amar
com atos práticos.
Colossenses
3.12-17 -
12 -
Revesti-vos, pois, como eleitos de DEUS, santos e amados, de entranhas de
misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, 13 -
suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver
queixa contra outro; assim como CRISTO vos perdoou, assim fazei vós também. 14
- E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. 15 - E a paz de DEUS, para a qual também
fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. 16
- A palavra de CRISTO habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria,
ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos
espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração. 17 - E, quanto
fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor JESUS, dando
por ele graças a DEUS Pai.
Revesti-vos,
pois, como eleitos de DEUS, santos e amados (3.12). - Comentário Histórico
Cultura do Novo Testamento
O mandamento
“revesti-vos” (endysathe) é paralelo aos mandamentos anteriores de Paulo;
“mortificar e “despojai-vos.” O chamado urgente, presente, expressa o aspecto
positivo da responsabilidade pessoal do cristão, enquanto os chamados
anteriores expressam o aspecto negativo da responsabilidade do cristão.
O que Paulo faz
nestas exortações é nos lembrar de que, embora a transformação que
experimentamos dentro de nosso ser seja uma obra de DEUS em sua totalidade,
você e eu somos responsáveis por fazer as escolhas morais que determinam se
aquela obra de DEUS encontrará ou não expressão em nossa vida cotidiana.
E a paz de
DEUS, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações
(3.15).
A palavra é
brabeuo, e só é usada aqui no NT. No grego mais antigo ela possuía uma
conotação esportiva e significava "arbitrar”. É possível que no século I a
palavra significasse simplesmente decidir ou julgar.
A questão
crítica aqui é se Paulo está continuando a discutir os relacionamentos dentro
da igreja, e assim a “paz” seria interpessoal, ou se Paulo apresenta um novo
sujeito, e assim a paz seria interior. Os tradutores da NVI preferem a segunda
opinião, na qual “paz” é uma confiança que vem quando fazemos escolhas que
estão dentro da vontade de DEUS. Uma falta de paz pode muito bem indicar que
temos que repensar uma decisão, ou adiá-la por algum tempo.
E, quanto
fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor JESUS
(3.17). No século I, agir “em nome” de uma outra pessoa era agir como seu
representante. Tudo o que dizemos ou fazemos ajudará a moldar a impressão que
os outros têm de JESUS,
Comentários
Mattew Henry Cl 3.12-17
Não só não
devemos magoar a ninguém; devemos fazer todo o bem que possamos a todos, os que
são eleitos de DEUS, santos e amados, devem ser humildes e compassivos com
todos. Enquanto estivermos neste mundo, onde há tanta corrupção em nossos
corações, às vezes surgirão contendas, mas nosso dever é perdoar-nos uns a
outros imitando o perdão pelo qual somos salvados. A ação de graças sem DEUS
ajuda a fazer-nos agradáveis ante todos os homens. O evangelho é a palavra de
CRISTO. Muitos têm a palavra, porém habita pobremente neles; não tem poder
sobre eles. A alma prospera quando estamos cheios das Escrituras e da graça de
CRISTO. Quando cantamos salmos devemos ser afetados pelo que cantamos. Façamos
tudo em nome do Senhor JESUS, e dependendo da fé nEle, seja o que for em que
estivermos ocupados. Aos que fazem tudo em nome de CRISTO nunca lhes faltará
tema para agradecer a DEUS, o Pai.
Chrestotes
χρηστοτης - Lê-se Crístotês - Benignidade - Obra da Carne e o Fruto do ESPÍRITO
- William Barclay
A Benignidade
Divina
A quinta
virtude no fruto do ESPÍRITO é chrèstotès. Em Gálatas,VB e P traduzem por
“bondade” , ao passo que a TB, ARC, ARA, BJ e Mar. traduzem por “benignidade.”
a BLH tem “ ternura,” e “gentileza” representa a tradução oferecida na RV, RSV,
Kingsley Williams e Moffatt.
Em 2 Co 6.6; Ef
2.7; Cl 3.12; Tt 3.4 a tradução em português e geralmente “benignidade” , com
“bondade” como uma alternativa.
R. C. Trench
diz a respeito de chrèstotès: “é uma bela palavra para a expressão de uma bela
graça” . A Vulgata traduz a palavra por bonitas, que é bondade ou generosidade,
ou por benignitas, de onde provém o
adjetivo
benigno. A Bíblia Católica Romana de Rheims chega bem perto do significado
quando traduz chrèstotès por benignidade e em 2 Co 6.6 por doçura. Plummer,
comentando 2 Co 6.6, diz que chrèstotès nos homens é “a gentileza simpática ou
doçura de gênio que deixa os outros a vontade e recua diante da ideia de
provocar dor” .
Cl
3.12 Portanto, como eleitos de DEUS, santos e queridos, revesti-vos de
entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência. Bíblia
Ave-Maria (católica)
É uma palavra
que chegou ao vocabulário cristão com uma história importante. Marco Aurélio a
usa para descrever DEUS. Fala da benignidade com que DEUS tem glorificado ao
homem (Meditações 8.34). Fala do dever do homem de perdoar o pecador e o
néscio, e diz que isto é um dever porque os deuses são chrèstoi, são benignos,
porque eles também perdoam ao pecador (Meditações 8.11). Os filósofos pagãos
cantavam os louvores da virtude da benignidade. Marco Aurélio estipula que “a
benignidade (to eumenes) é irresistível, quando é sincera e não é um sorriso
fingido ou uma máscara colocada” (Meditações 11.18). Epiteto diz que um homem
perde a própria essência da varonilidade, a qualidade distintiva que faz dele
um homem, quando perdeu sua benignidade (to eugnõri) e sua fidelidade. Diz que
conhecemos a moeda e sabemos a quem uma moeda pertence pela impressão existente
nela; e depois diz que sabemos que o homem pertence a DEUS quando tem em si o
carimbo da mansidão, da generosidade, da paciência e da afeição, quando é hèmeros,
koinõnikos, anektikos e filallèlos.
Até mesmo os
filósofos pagãos teriam definido que é a benignidade que torna o homem
semelhante a DEUS.
Mas é na LXX
que chrèstotès tem seu pano de fundo mais importante para o pensamento
neotestamentário. Na LXX chrèstos e chrèstotès são usadas mais comumente a
respeito de DEUS do que qualquer outra pessoa. É uma revelação que traz
regozijo o fato de descobrirmos que, quando nossas versões bíblicas chamam DEUS
de bom, repetidas vezes o significado não é tanto a bondade moral quanto a
benignidade. Muitas vezes, quando voltamos a LXX, achamos que bom é chrèstos e
bondade é chrèstotès.
Frequentemente
o salmista canta: “Rendei graças ao SENHOR, porque ele é benigno, porque a sua
misericórdia dura para sempre” (sal 106.1; 107.1; 136.1; Jr 40.11).
O que comove o
coração do salmista não é a bondade moral de DEUS, mas a Sua pura benignidade.
Seu único direito aos dons de DEUS e sua única esperança de perdão, acham-se no
fato de que DEUS é benigno; sua oração é para que DEUS o ouça e para que lhe
seja misericordioso porque Ele é benigno (sal 69.16; 86.3; 100.5; 109.21). “
Lembre-te de mim” , ele ora, “ segundo a tua misericórdia, por causa da tua
benignidade, o SENHOR” (sal 25.7). “DEUS é o único rei e o único benigno
(gracioso)” (2 Mac. 1.24). Os sacerdotes e os levitas cantam seu louvor a DEUS
porque Sua benignidade (misericórdia) e glória estão para sempre em todo Israel
( 1Ed 5.61).
A bondade de
DEUS não é uma santidade moral que provoca no homem um recuo aterrorizado; é
uma benignidade que o atrai a Ele com amor. O AT vê esta benignidade de DEUS
expressa de certas maneiras.
i. A
benignidade de DEUS é expressa na natureza. “Também o SENHOR dará
benignidade,” diz o salmista, “ e a nossa terra produzirá o seu fruto” (sal
85.12). DEUS abençoara a lavoura do ano por causa da Sua benignidade (sal 64.11
— LXX). Quando DEUS abre a Sua mão, os homens ficam satisfeitos com a
benignidade (sal 104.28). A liberalidade da natureza é a expressão da
benignidade de DEUS.
ii. A
benignidade de DEUS expressa-se nos eventos da história. O salmista
divulgara a memória da benignidade de DEUS (sal 145.7). Dá graças a DEUS por
aquilo que DEUS tem feito; o nome de DEUS é bom, benigno, diante dos santos
(sal 52.9). DEUS foi adiante do rei com bênçãos da benignidade e pôs-lhe na
cabeça uma coroa de ouro puro (sal 20.3).
iii. A
benignidade de DEUS expressa-se até mesmo nos julgamentos divinos. O
salmista ora: “Afasta de mim o opróbrio, que temo, porque os teus juízos são
benignos” (sal 119.39). Se os julgamentos de DEUS fossem apenas moralmente
bons, logo, não sobraria nada senão o medo; mas os juízos de DEUS são benignos,
e nisto temos a nossa esperança.
iv. A
benignidade de DEUS expressa-se na instrução divina. “ Tu és benigno,” diz
o salmista a DEUS, “na Tua benignidade, portanto, ensina-me os teus decretos”
(sal 119.65-68). DEUS é reto e benigno, e por essa mesma razão, instruíra os
pecadores a respeito do caminho (sal 25.8). A benignidade de DEUS expressa-se
na revelação da Sua vontade e santidade diante dos homens.
v. A
benignidade vem de maneira muito especial para certas pessoas. Vem para os
que se sentem aflitos. O Senhor é benigno para com aqueles que se refugiam no
dia da sua angústia (Na 1.7). Vem para os
que são pobres,
para aqueles que conhecem muito bem a sua própria incapacidade e insuficiência.
DEUS na Sua benignidade preparou para os pobres (sal 68.10). A benignidade vem
para aqueles que esperam e confiam em DEUS. O apelo do Salmista é no sentido de
que os homens provem e vejam que DEUS é benigno, e que a alegria vem ao homem
que coloca nEle a sua esperança (sal 34.8). Vem para aqueles que O reverenciam
e temem. Há grande benignidade reservada para os que temem a DEUS (sal
31.19). Vem para aqueles que esperam em DEUS. O Senhor é benigno para com
os que esperam nEle (sal 145.9).
vi. Portanto,
não é surpreendente que o fato de possuir este tipo de benignidade torna o
homem bom, e que negligenciá-la traz a condenação divina. A lamentação do
salmista é por não haver ninguém que pratique a benignidade, e por não haver
ninguém que é benigno, nem sequer uma só pessoa (sal 53.3). Confia no Senhor,
diz o salmista, e faze o bem. Espera no Senhor, e sê benigno (sal 36.3). A
tragédia da vida é que não há ninguém que pratique a benignidade (sal
13.1, 3). O homem bom e benigno é aquele que se compadece e empresta (sal
112.5). Importar-se com os outros faz parte da própria essência da vida
virtuosa; ser bom é ser benigno, e ser benigno é ser bom.
vii.
Finalmente, no que diz respeito ao AT, podemos notar que a palavra chrèstos
pode descrever algo muito precioso, porque em Ezequiel é usada duas vezes para
descrever pedras preciosas (Ez 27.22; 28.13); e que pode descrever algo
que é bom e útil, porque em Jeremias é usada para descrever figos bons em
contraste com frutos podres (Jr 24.2, 4, 5).
Isto realmente
acrescenta algo ao significado da palavra, porque pode existir uma benignidade
que enfraquece e debilita, mas a benignidade que o AT exige da parte dos homens
e constantemente atribui a DEUS é proveitosa, preciosa e saudável.
Agora
voltemo-nos para as ocorrências das palavras no NT.
i. O NT também
fala da benignidade e da longanimidade de DEUS (Rm 2,4), e Paulo pode
somente condenar o homem que não vê que esta benignidade de DEUS visa
conduzir-nos ao arrependimento (Rm 2.4). Na realidade, deve ser assim: a
própria benignidade de DEUS é a dinâmica da bondade cristã. Pelo fato de que os
homens tiveram a experiência de que o Senhor é benigno, devem deixar de lado
todas as coisas pecaminosas (1 Pe 2.3). Nunca deve-se considerar que a
benignidade de DEUS oferece oportunidade para pecar; é uma coisa terrível
procurar tirar dela proveito indevido. De qualquer maneira, esta benignidade de
DEUS não é algo sentimental e negligente, porque juntamente com ela está a
severidade de DEUS (Rm 11.22).
Em DEUS há uma
combinação de força e suavidade. A benignidade de DEUS é universal, porque DEUS
é benigno até mesmo para com os ingratos e maus (Lc 6.35). A verdade é que é
impossível viver no mundo e desfrutar da luz do sol sem experimentar a
benignidade de DEUS; não há homem que não tem dívida para com esta benignidade
porque ela é outorgada de modo universal, não de conformidade com o merecimento
dos homens, mas segundo a liberalidade de DEUS em dar.
A benignidade
de DEUS tem um poder salvífico. É a benignidade de DEUS, nosso Salvador (Tt
3.4). É uma benignidade que perdoa os pecados do passado e que, mediante o
ESPÍRITO SANTO, fortalece os homens para
a benignidade
no futuro. Não somente perdoa o pecador; também o transforma em um homem bom. E
por isso que a benignidade de DEUS para conosco é exemplificada e demonstrada,
acima de tudo, em JESUS CRISTO (Ef 2.7). A vinda de JESUS CRISTO é o ato
supremo da benignidade de DEUS, e em JESUS CRISTO esta virtude é encarnada no
ser humano.
ii. Assim como
no AT, também no NT a benignidade é uma característica da vida
virtuosa. Paulo cita o salmista, dizendo que a tragédia da vida é que não
há quem faça o bem, não há quem seja benigno (Rm 3.12).
O perigo da
vida é que as mas companhias corrompem os bons costumes que o cristão sempre
deve ter (1 Co 15.33). Esta benignidade é uma das coisas que o cristão deve
vestir como parte da vestimenta da vida cristã (Cl 3.12).
É com esta
benignidade que os cristãos devem perdoar uns aos outros, e este perdão segue o
modelo que nos mesmos recebemos de DEUS. “Antes sede uns para com os outros
benignos, perdoando-vos uns aos outros, como também DEUS em CRISTO vos perdoou”
(Ef 4.32). Até mesmo as virtudes mais rigorosas perdem seu valor se esta
benignidade não estiver presente na vida (2 Co 6.6).
Ainda restam
mais duas ocorrências da palavra no NT, que faltam ser estudadas, e que tem
mais para acrescentar ao quadro desta palavra. Em Lc 5.29 chrèstos é usado para
o vinho que se envelheceu e amadureceu. A dureza, aspereza e amargura foram
banidas pela benignidade cristã, é a graciosidade madura do amor cristão
permanece. Em Mt 11.30 JESUS diz: “Meu jugo é suave.” Ali, chrèstos pode
significar bem-adaptado. O serviço de CRISTO não é autoritariamente imposto
sobre um homem; não age como um capataz de escravos; é algo benigno, e a tarefa
que CRISTO dá a um homem lhe é feita sob medida.
A benignidade
cristã é bela e amável, e o seu encanto provém do fato de que ela significa
tratar os outros do modo que DEUS nos tratou.
Benignidade -
χρηστοτης chrestotes - Cristotês - Dicionário Strong
1) bondade
moral, integridade
2) benignidade,
bondade
“Mais
bem-aventurada coisa é dar do que receber” (At 20.35). Não
há equívoco algum no versículo que transcrevemos. É
melhor, muito melhor, dar do que receber, afirma a Palavra de
DEUS, em contraste com o espírito cobiçoso e interesseiro que sempre está
alerta quando ouve pronunciar a palavra receber. Paulo recordou essas
palavras de JESUS porque sabia quão grande era o prazer de dar,
dar bens materiais, dar atenção, dar amor, dar a própria vida em
favor do progresso do Evangelho de JESUS CRISTO e para o bem do próximo!
Benignidade
- Bondade; misericórdia (Sl 26.3; Gl 5.22). - Dicionário Almeida
Benignidade
- Sl 17:7; 26:3; 63:3; Is 63:7; Jr
31:3; 32:18; Os 2:19. - V. Compaixão, Misericórdia, Bondade de DEUS.
- AJUDAS BÍBLICAS EXAUSTIVAS - BÍBLIA THOMPSON
Ver tb: Gn
48:11, Êx 15:13, Dt 8:16, 2Sm 22:51, Sl 5:7, Sl
25:6, Sl 31:21, Sl 36:7, Sl 36:10, Sl 40:10, Sl
42:8, Sl 48:9, Sl 51:1, Sl 69:16, Sl 88:11, Sl
89:33, Sl 89:49, Sl 92:2, Sl 101:1, Sl 103:4, Sl
107:43, Sl 117:2, Sl 119:76, Sl 119:88, Sl 119:149, Sl
119:159, Sl 138:2, Sl 143:8, Is 54:8, Jr 9:24, Jr
16:5, Jl 2:13, Ef 2:7, Tt 3:4
BENIGNIDADE.-
Dicionário Bíblico Vida Nova / editor: Derek Williams
Tradução de uma
palavra hebraica que ocorre principalmente em Salmos. Está estreitamente ligada
com as idéias de aliança e fidelidade. MISERICÓRDIA.
Porfia - eritheia - εριθεια - Lê-se Éritiá - Discórdia
- Obra da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - William Barclay
B: facões;
ARC: pelejas; ARA: discórdias; BJ: discussões; Mar: rixas;
P: rivalidade; BLH: separam-se em partidos; BV: esforço
constante para conseguir o melhor para si próprio. Outras traduções de outras
ocorrências da palavra — ARC: contenção; ARA: discórdia;
P: espírito de partidarismo; BV: fazer inveja (Fp 1.17).
BV: desavenças (2 Co 12.20); ser egoísta (Fp 2.3).
As numerosas e
variadas traduções desta palavra demonstram a incerteza do seu significado. No
entanto, fica bastante claro o que ela quer dizer de modo geral. Descreve uma
atitude errada na realização de um serviço e na detenção de um cargo. No grego
secular a palavra, com seu verbo correspondente, tinha dois sentidos.
i. Erithos é
trabalhador diarista, eritheuesthai, o verbo, é trabalhar por contrato, e
eritheia é o trabalho contratado. A palavra pode ser usada nesse contexto, sem
o menor mau sentido. Lemos, por exemplo, em Tobias, que Ana ganhava dinheiro
com trabalho feminino (Tob. 2.11). Todas estas palavras simplesmente têm
conexão com o trabalho em troca de pagamento. Mas, a distância entre trabalhar
por pagamento e trabalhar somente por pagamento, ou trabalhar sem outro motivo
do que ver quanto a pessoa pode ganhar, não é muito grande. A palavra,
portanto, pode descrever a atitude do homem que não tem consideração pela
prestação do serviço, nenhum orgulho no artesanato fino, nenhuma alegria no
trabalho, e que se ocupa em qualquer trabalho visando somente o que pode ganhar
com ele.
ii. Em
Aristóteles, eritheuesthai, o verbo, adquire outro significado. Talvez, aqui
também, o significado não seja totalmente claro, mas neste caso a atmosfera
geral também fica clara. Em Aristóteles a palavra significa angariar votos para
um cargo mediante partidários contratados, e Aristóteles alista esta atividade
como uma das práticas que finalmente levam às revoluções. Rackham a traduzia
por “ intrigas eleitorais” . Por trás disto há algo da mesma ideia que se liga
ao primeiro significado da palavra. A ação política descrita acha-se na
atividade de um homem cujo único motivo é a ambição partidária ou pessoal, e
que não concorre a um cargo com o desejo nobre de servir ao Estado, a
comunidade, e ao seu próximo, mas que apenas procura satisfazer sua ambição
pessoal, seu desejo pessoal pelo poder, ou a exaltação de um partido em
concorrência com outros, e não pelo bem do estado. A palavra descreve a atitude
do homem que está num emprego público visando as vantagens que pode usufruir,
mas, desta vez, o motivo não é tanto o lucro material ou financeiro quanto o
prestigio e poder pessoais. Burton traduz a palavra pela frase: “ dedicação
egoísta aos seus próprios interesses.”
Paulo usa a
palavra quatro vezes. Em Rm 2.8 fala daqueles que são ex eritheias,
aqueles que são dominados pela eritheia e que desobedecem a verdade, e
contrasta-os com aqueles que, perseverando em fazer o bem, procuram glória,
honra e incorruptibilidade, e fica bem claro que não se trata de glória e honra
humanas. Em 2 Co 12.20 usa-a no tocante aos pecados que receia achar
em Corinto, ligando-a com invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho
e tumultos. Em Fp 1.17 usa-a no tocante aqueles em cuja proclamação
do evangelho o motivo principal é a concorrência com ele próprio, aqueles cuja
pregação visa mais frustrá-lo do que glorificar a CRISTO. Em Fp
2.3 conclama os filipenses a não fazerem nada com eritheia ou soberba,
cada um considerando os outros superiores a si mesmo, e depois segue-se a grandiosa passagem que
diz como JESUS CRISTO esvaziou-Se da Sua glória por amor aos homens.
Estes usos são
relevantes para fixar o significado que Paulo atribuía à palavra. Deve ser
notado que três das quatro ocorrências aparecem em contextos nos quais o
problema principal acha-se nos partidos em mútua concorrência dentro da Igreja.
A igreja em Corinto estava dividida em partidos concorrentes entre si; na
igreja em Filipos a pregação se tornara em um meio de diminuir a Paulo ao invés
de proclamar a CRISTO. Em Paulo, a palavra denota claramente o espírito de
ambição e rivalidade pessoais que tem como resultado um partidarismo que
considera o partido acima da Igreja. Semelhante motivação já seria bastante
ruim no mundo, mas é uma tragédia quando invade a Igreja. Mas é exatamente isso
o que acontece.
Há aqueles cuja
obra na Igreja visa exaltar sua própria proeminência e importância, e que ficam
amargamente decepcionados quando não recebem a posição e as honrarias que
acreditam ter merecido. Há aqueles, por mais cruel que pareça ser esta
declaração, que trabalham em comissões e juntas porque estes são o único lugar
no mundo onde podem parecer ser alguém. O serviço deles, que parece ser
voluntario, e um meio de gratificar um desejo pelo poder.
Além disso, há
aqueles membros na Igreja, o pior tipo deles, que realmente planejam e fazem
intrigas para apoiarem uma política ou uma linha; e é bem possível que estejam
mais interessados em obter o triunfo da sua política do que o bem-estar geral
da Igreja. Não é impossível ouvir debates prolongados nas reuniões da Igreja
onde a preocupação não visa tanto a missão da Igreja quanto o triunfo de algum
partido, política, ou até mesmo pessoa dentro da Igreja. Há uma só resposta
para tudo isto. Enquanto CRISTO ficar no centro da vida do indivíduo e da
Igreja, eritheia, a ambição pessoal e a rivalidade partidária, não poderá
sequer começar a aparecer; mas quando CRISTO for removido do centro e as
ambições e políticas de qualquer homem se tornarem o centro, certa e
inevitavelmente eritheia, a competição pessoal, invadirá a Igreja e perturbará
a paz dos irmãos.
Quando alguém
luta com outros por cargo na igreja visando o salário e não o bem do povo de
DEUS, isso é eritheia - εριθεια - Lê-se Éritiá - Obra da Carne.
Porfia - eritheia - εριθεια - Lê-se Éritiá - Discórdia
- Obra da Carne - Comentário Bíblico Wesleyano
Ressentimentos ou
rivalidade é fortemente autoafirmação. iras indica uma forma mais
apaixonada da contenda. Facções são um desenvolvimento mais forte de
ciúmes. A hostilidade em seguida, chega ao ponto em que os contendores separar
em transitórias divisões ou permanentes partes . Estes
são seguidos por uma violação grosseira do amor que os
outros, invejas , o desejo de privar outro do que ele
tem. Muitos textos carregam a violação um passo além e incluir a
palavra assassinato , onde meios violentos são utilizados para levar
a cabo o propósito mal. Em outras palavras, a humanidade indisciplinada e
não resgatada, vive na carne, funciona mal e tende a cultivar uma atitude de
espírito que é bastante impermeável à influência do evangelho. No entanto,
é a este nível que o legalismo está condenado. Observe a condenação de
ambos o moralista e o homem religioso em Romanos 2: 1-3:
20 . Não há libertação no nível humano. De tudo isso o ESPÍRITO
deve entregar e deve proteger aqueles que vêm pela fé e pela promessa.
CONTENDA -
Porfia - Hebraico - riyb ou רוב ruwb
- מריבה m ̂eriybah -
yariyb - Dicionario Vine Antigo e Novo Testamento
Verbo.
ríb (ריב): “pelejar, lutar, contender”. Este verbo
ocorre 65 vezes e em todos os períodos do hebraico bíblico.
Em Êx
21.18, rib é usado com relação a uma luta física: Έ, se
alguns homens pelejarem, ferindo um ao outro com pedra ou com o punho, e
este não morrer...” O termo ríb aparece em Jz 6.32 com o significado
de “combater” por meio de palavras.
Substantivos.
ríb (ריב): “contenda, discussão, disputa, processo,
demanda, altercação, causa”. Este substantivo só tem um cognato no aramaico.
Suas 60 ocorrências ocorrem em todos os períodos do hebraico bíblico.
O
substantivo ríb é usado para designar conflitos fora do âmbito dos
casos legais e dos tribunais. Este conflito entre indivíduos pode se manifestar
em disputa, como em Pv 17.14: “Como o soltar as águas, é o princípio
da contenda; deixa por isso a porfia, antes que sejas envolvido”. Em
Gn 13.7,8 (primeira ocorrência de ríb), a palavra é usada para se
referir à “contenção” anterior para desencadear luta entre dois grupos: “E
houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do
gado de Ló”. Em tal caso, aquele com “contenda" é claramente a parte
culpada.
O
termo ríb representa "disputa" entre duas partes. Esta
“disputa" é estabelecida no contexto de uma estrutura legal mútua ligando
ambas as partes e um tribunal que é autorizado a decidir e executar justiça.
Isto pode envolver "altercação" entre duas partes desiguais (um
indivíduo e um grupo), como quando todos os israelitas disputaram com Moisés,
afirmando que ele não tinha cumprido sua parte no trato fornecendo provisões
suficientes para eles. Moisés apelou para o Juiz, que o vindicou enviando água
da rocha (rochedo íngreme?) ao ser golpeada por Moisés: “E chamou o nome
daquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de
Israel” (Êx 17.7). DEUS decidiu quem era a parte culpada, Moisés ou Israel. A
“altercação” pode ser entre dois indivíduos, como em Dt 25.1, onde os dois
disputantes vão aos tribunais (ter um “processo” ou “controvérsia” não
significa que a pessoa seja má): “Quando houver contenda entre
alguns, e vierem a juízo para que os juizes os julguem, ao justo justificarão e
ao injusto condenarão”. Em Is 1.23, O juiz injusto aceita suborno e não
permite que a “causa” (os argumentos) justa da viúva chegue perante dele.
Provérbios 25.8,9 admoestam o sábio: “Pleiteia a tua causa com o teu
próximo”, quando este pode “te confundir”.
O
termo ríb representa o que acontece na situação real de um tribunal.
E usado para aludir ao processo inteiro de adjudicação: “Nem ao pobre
favorecerás [serás parcial] na sua demanda’'’ (Ex 23.3; cf. Dt
19.17). Também é usado para se referir às várias partes de um processo. Em Jó
29.16, o patriarca defende sua retidão afirmando que ele era defensor dos
indefesos: “Dos necessitados era pai e as causas de que não tinha
conhecimento inquiria com diligência”. Aqui, a palavra significa a falsa
acusação trazida contra um acusado. Mais cedo no Livro de Jó (Jó
13.6), ríb representa os argumentos da defesa: “Ouvi agora a minha
defesa e escutai os argumentos dos meus lábios”. Em outro lugar, a palavra
descreve os argumentos da acusação: “Olha para mim. SENHOR, e ouve a voz dos
que contendem comigo [literalmente, “os homens que apresentam 0 caso
da acusação”]” (Jr 18.19). Finalmente, em Is 34.8. ríb significa um
“processo” já discutido e ganho. esperando justiça: “Porque será 0 dia
da vingança do SEXHOR. ano de retribuições, pela luta de Sião".
Dois outros
substantivos relacionados com ríb ocorrem raramente. O
termo nfríbãh aparece duas vezes e significa "contenda”. A
palavra se refere a uma confrontação extralegal (Gn 13.8) e a uma confrontação
legal (Xm 27.14). O vocábulo yãríb ocorre três vezes e quer dizer
“disputante, oponente, adversário" (Sl 35.1; Is 49.25; Jr 18.19).
São vários os
textos que de maneira concisa, relacionam uma série de pecados motivados pela
carne e suas ambições. Dicionario Vine Antigo e Novo Testamento.
Advertência de
CRISTO: I. (Mt 23.13-33)
— Hipocrisia — Condutores cegos - condutores do mal - —
Insensatos cegos - - cegueira do pensamento — Sepulcros caiados — Iniquidade —
Fariseu cego — Serpentes — Raça de víboras
Advertência de
CRISTO: II. (Me 7.21,22)
— Maus
pensamentos — Adultério — Prostituição — Homicídio — Furto — Avareza — Engano —
Dissolução — Inveja — Blasfêmia — Soberba — Loucura
Advertência de
Paulo aos romanos: III. (Rm 1.24-31)
—
Concupiscência — Imundície — Mentira — Paixões infames — Torpeza — Erro —
Sentimento perverso — Iniquidade — Avareza — Engano — Dissolução — Inveja —
Blasfêmia — Soberba — Loucura — Prostituição — Maldade — Malícia — Avareza —
Inveja — Homicídio — Contenda — Engano — Malignidade — Murmuração — Detratores
— Aborrecedores — Aborrecedores de DEUS — Injuriadores — Soberbos
— Presunçosos —
Inventores de males — Desobedientes aos pais e às mães — Néscios — Infiéis nos
contratos — Sem afeição natural — Irreconciliáveis — Sem misericórdia
Advertência de
Paulo —pecados de prostituição: IV. (1 Co 5.11)
Advertência
de Paulo —pecados abomináveis: V. (1 Co 6.10)
— Devasso —
Avarento — Idólatra — Maldizente — Beberrão — Devassos — Idólatras — Adúlteros
— Efeminados — Sodomitas — Ladrões — Avarentos — Bêbados — Maldizentes —
Roubadores
Advertência de
Paulo aos Gálatas — obras da carne: VI. (Gl 5.19-21)
— Prostituição
—Impureza — Lascívia — Idolatria — Feitiçaria — Inimizades — Porfias —
Emulações — Iras — Pelejas — Dissensões — Heresias — Invejas — Homicídios — Bebedices —
Glutonarias — E coisas semelhantes a estas.
g) Advertência
de Paulo aos efésios — obras infrutuosas:
VII. (Ef 5.3-6)
— Prostituição — Impureza — Avareza — Torpezas — Parvoíces — Chocarrices —
Devasso — Impuro — Avarento — Idólatra — Palavras vãs — Filhos da desobediência
Advertência de
Paulo aos colossenses — o velho homem: VIII. (Cl 3.5,8)
— Impureza —
Apetite desordenado — Vil concupiscência — Avareza, que é idolatria — Ira —
Cólera — Malícia — Maledicência — Palavras torpes
Advertência de
Paulo a Timóteo — tempos trabalhosos: IX. (2 Tm 3.2-5)
Homens amantes
de si mesmos - Avarentos - Presunçosos - Soberbos - Blasfemos - Desobedientes a
pais e mães - Ingratos - Profanos - Sem afeto natural - Irreconciliáveis -
Caluniadores - Incontinentes - Cruéis
- Sem amor para
com os bons - Traidores - Obstinados - Orgulhosos - Mais amigos dos deleites do
que amigos de DEUS
Advertência de
CRISTO: X. (Ap 21.8) Primeira lista:
— Os tímidos -
Os incrédulos — Os abomináveis — Os homicidas — Os fornicadores — Os
feiticeiros — Os idólatras — Os mentirosos
Advertência de
CRISTO: XI. (Ap 22.15)
— Os cães — Os
feiticeiros — Os que se prostituem — Os homicidas — Os idólatras — E qualquer
que ama e comete a mentira.
Unidade
manifestando influência no caráter.
Outras palavras
são o usadas como variantes contextualizadas em algumas destas palavras
mencionadas acima, que representam o lado mal da vida. Contudo, JESUS falou dos
dois lados com respeito ao caráter: bom ou mal do homem.
a) O bom
caráter. JESUS falou do homem de bom caráter. Ele disse: “O homem bom tira boas
coisas do seu bom tesouro” (Mt 12. 35a).
b) O mal
caráter. Eles fazem parte do contexto e da tese principal, com outros nomes e
apelativos, com o mesmo sentido. Por exemplo, a omissão do bem é pecado.
“Aquele pois que sabe fazer o bem e o não faz, comete pecado” (Tg 4.17); a
ausência da fé é pecado. “Tudo que não é de fé é pecado” (Rm 14.23). Não crer
em JESUS e em suas palavras é pecado. “Se não crerdes que eu sou, morrereis em
vossos pecados” (Jo 8.24). Aborrecer alguém sem causa é pecado. “Qualquer que
aborrece a seu irmão é homicida” (1 Jo 3.15). Nos contextos de Levítico 19.17 e
Mateus 5.22, se toma passivo de pecado, aquele que aborrece a seu irmão ‘sem
motivo’. Este variante apresenta o pecado com sentido temático sobre o caráter
do homem. As Escrituras usam também alguns temas para descrever com eles o
caráter de várias categorias de pecadores, tais como:
O homem
violento (Sl 18.48);
O homem do
pecado (2 Ts 2.3);
O homem mau (Mt
12.35);
O homem
vão (Jó 11.12);
O homem vil (Dn
11.21);
O homem
iníquo (Pv 29.27);
Os obreiros da
iniquidade (Sl 14.4);
Os homens
perversos (Act 17.5);
Grandes
pecadores etc. (Gn 13.13).
SÃO CHAMADOS
Filho do
inferno (Mt 23.15);
Filho do Diabo
(Act 13.10);
Filho da
perdição — Judas (Jo 17.12);
Filho da
perdição —Anticristo (2 Ts 2.3);
Os filhos da
desobediência (Ef 2.2);
Os filhos deste
mundo (Lc 16.8);
Os filhos da
ira (Ef 2.3).
CONTENDA
(Tesouro de Conhecimentos Bíblicos - Emílio Conde)
- Debate,
discussão, disputa, controvérsia, luta.
Todos aqueles
que estudam e anotam o comportamento humano constatam que a rivalidade e a
contenda, com raras exceções, acompanham o homem desde o berço até o
túmulo.
Contender,
disputar e altercar são qualidades negativas que se manifestam nos atos de
pequenos e grandes, por motivos diversos. Isso significa que homens,
mulheres e crianças contendem e contestam, sem haverem estudado qualquer
método sobre isso. A contenda é uma das coisas que se aprende sem estudar
e sem se esforçar; ela brota da natureza pecaminosa, a qualquer
tempo e em qualquer lugar.
Este comentário
não visa ensinar a contender. Temos em vista, ao comentar a
palavra contender à luz da Bíblia, chamar a atenção e mostrar o perigo da
contenda e da competição errada, provocando a ira dos contendores.
A primeira
referência à palavra contender, registrada nas Escrituras, foi a causa da
separação de duas famílias, de dois chefes de clãs que até então viviam
unidos em harmonia: “E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e
os pastores do gado de Ló; e os cananeus e os fereseus habitavam então na
terra” (Gn 13.7). Foi essa a primeira manifestação de contenda
registrada nas Escrituras. Havia os litigiosos naqueles dias, mas também havia
os pacificadores que fecharam o caminho à contenda. Eis como a Bíblia apresenta
aqueles que se opuseram à contenda: “E disse Abrão a Ló: Ora não haja
contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores,
porque irmãos somos” (Gn 13.8). Abrão era homem de paz; era varão
íntegro, amigo de DEUS. O ato pacificador de Abrão deve-se tornar em lição
permanente para aqueles que amam a paz e desejam viver em paz.
Na vida de
Isaque também houve um episódio de contenda entre os seus pastores e os de
Gerar, por causa de um poço. Então esse poço recebeu o nome de Eseque, que
significa contenda. Isaque porém demonstrou espírito de paz, e
foi cavar em outro lugar, sobre o qual também porfiaram,
sendo denominado de Sitna, que significa inimizade. Dali partiram para
cavar em outro lugar e chamaram o poço de Reobote, que significa
alargamento. (Gn 26.20-22).
O espírito de
contenda que domina o coração humano é tão atrevido que se volta contra o
próprio Criador, contendendo até mesmo com DEUS. A Bíblia registra um ato
de contenda coletiva do povo de Israel contra o próprio DEUS: ‘‘E chamou o
nome daquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos
de Israel, e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor
no meio de nós, ou não?” (Êx 17.2). Convém não esquecer que Moisés era o
representante divino e o povo estava ciente disso.
Os atos de
contenda generalizaram-se entre o povo, de tal modo que se tomou necessário
estabelecer juizes para julgarem os contendores e as rixas dos
irrequietos. Eis o que a Bíblia registra: “Quando houver contenda entre
alguns, e vierem a juízo, para que os julguem, ao justo
justificarão, e ao injusto condenarão” (Dt 25.1). São raros os fatos
bíblicos acerca de contendas consideradas justas, em razão de defenderem os
direitos do povo e as coisas sagradas. No tempo de Neemias, o abandono
dos bons costumes, a exploração dos pobres por parte dos ricos
e a decadência do espírito de adoração e louvor, fizeram com que
o governador, cheio de zelo pelas coisas divinas, contendesse com os ricos
e os magistrados: “Então contendi com os nobres de Judá e lhes
disse: Que mal é este que fazeis, profanando o dia de sábado?” (Ne
13.11,17).
A contenda
também usa disfarces, para apresentar-se sem ser reconhecida, a fim
de lançar a discórdia no momento mais propício. O autor do
livro de Provérbios denunciou a contenda que se mistura com a soberba: “Da
soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a
sabedoria” (Pv 13.10). Outro aliado da contenda é o ódio: “O
ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as
transgressões” (Pv 10.12).
A melhor
maneira de evitar a contenda é desviar-se do contendor ou escarnecedor: “Lança
fora o escarnecedor, e se irá a contenda" (Pv 22.10).
Não representa um ato de violência lançar fora o escarnecedor;
trata-se de medida recomendada pelo bom senso, para evitar
a contenda. Qualquer que espremer a ira, qualquer que se agitar irado e
provocador, produzirá o litígio.
Uma das causas
das contendas são as questões loucas (2 Tm 2.23), questões sem grande
importância, cuja discussão exalta os ânimos das pessoas e leva a uma
briga séria.
Isaías
repreende, em nome do Senhor, aqueles que jejuam para depois contender (Is
58.4). É o caso de muitos que sustentam uma espiritualidade sem a evidência
dela. O contexto é maravilhoso. Isaías fala que é necessário o
povo atentar para os que sofrem, aliviando-lhes o sofrimento.
É preciso dar pão ao faminto, minorando-lhe a fome, e cuidar de
outras necessidades do próximo. Somente assim o jejum alcançará o seu
valor e não quando há contendas, em vez do amor (vv 5-14).
Segundo
Jeremias 25.31, o Senhor contenderá com as nações, entrará em juízo
com toda a carne e julgará os ímpios.
Os evangelhos
registram uma vez apenas a palavra contenderá, uma variação do termo contenda,
assim mesmo precedida do advérbio não, formando a frase “não contenderá”,
que não é aplicável aos homens, pois todos são contendores por natureza. A
locução refere-se a uma profecia de Isaías apontando para JESUS, o Príncipe da
Paz! “Eis aqui o meu servo que escolhi, o meu amado em quem minha’lma
se compraz... Não contenderá nem clamará” (Mt 12.18,19). JESUS
sempre demonstrou compaixão pelos necessitados, mas também expressou
o seu juízo sobre os ímpios e sobre aqueles que não agiam
corretamente.
Até mesmo os
homens de DEUS estão sujeitos a tropeçar nos atos de contenda. O
litígio penetrou na comunidade apostólica. Está escrito que um
desentendimento entre alguns discípulos da circuncisão (que não
ensinavam a salvação unicamente pela graça sem auxílio da Lei), e Paulo e
Barnabé, gerou um debate em Antioquia, que se transformou
em discussão e contenda (At 15.2).
Entre Paulo e
Barnabé, por causa de João Marcos, houve uma contenda tal que eles
se separaram um do outro (At 15.39).
Não foram essas
as únicas vezes que Paulo foi envolvido em uma contenda. Quando
o apóstolo chegou em Atenas, após haver falado na
sinagoga, “Alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com
ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro?” (At 17.18).
Em Jerusalém, quando Paulo foi preso e levado perante o Sinédrio, ao
defender-se, procurando sua esperança na ressurreição, aconteceu que os
fariseus, partidários da ressurreição, tomaram o partido de Paulo e
contenderam com os saduceus: “E originou-se um grande clamor; e,
levantando-se os escribas da parte dos fariseus, contendiam [com os saduceus],
dizendo: Nenhum mal achamos neste homem e, se algum anjo lhe falou,
não resistamos a DEUS” (At 23.9).
Entre os
coríntios também havia contendas, de modo que Paulo lhes escreveu,
exortando-os a tomarem o caminho certo (1 Co 1.11 s).
A recomendação
válida das Escrituras para todos os tempos, para todos os lugares e para
todas as pessoas é esta: “Fazei todas as coisas sem murmurações nem
contendas” (Fp 2.14).
“Não entres em
questões loucas, genealogias e contendas”, escreveu Paulo a Tito 3.9).
A contenda é
fruto de corações cheios de pecado, daqueles que obedecem a Satanás (Rm 1.29),
que vive de contendas tal como ele mesmo fez com o arcanjo Miguel: “Mas
o arcanjo Miguel, quando contendia com o Diabo, e disputava a respeito do
corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele” (Jd
9). Essa contenda foi ‘provocada pelo Diabo, que desejava
apropriar-se do corpo de Moisés, que não lhe pertencia. Era patrimônio
divino. O maior inimigo de DEUS e dos homens contendeu com o arcanjo, mas foi
repreendido e derrotado.
A contenda é
uma das coisas que se aprende sem estudar e sem se esforçar. Ela brota
da natureza pecaminosa, a qualquer hora e em qualquer lugar
UMA SOLENE
ADVERTÊNCIA - O NEOMODERNISMO TEOLÓGICO (Seitas e Heresias - Raimundo Oliveira)
Escrevendo a
Timóteo, e, em extensão, a nós hoje, diz o apóstolo Paulo: "Se alguém
ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso
Senhor JESUS CRISTO, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e
nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais
nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, contendas de homens
corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja
causa de ganho; aparta-te dos tais. Mas é grande ganho a piedade com
contentamento" (l Tm 6.3-6).
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Lição 8, A
Bondade que Confere Vida
1º Trimestre de
2017 - Título: As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - Como o crente
pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Comentarista:
Pr. Osiel Gomes da Silva (Pr Pres. Tirirical - São Luis -MA)
TEXTO ÁUREO
"Qualquer
que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem
permanente nele a vida eterna." (1 Jo 3.15)
VERDADE PRÁTICA
A vida é um dom
de DEUS e ninguém tem o direito de tirá-la a não ser o próprio DEUS.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - Mateus 5.20-26
20 - Porque vos
digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo
nenhum entrareis no Reino dos céus. 21 - Ouvistes que foi dito aos antigos: Não
matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. 22 - Eu, porém, vos digo que
qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e
qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio; e qualquer que
lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno. 23 - Portanto, se trouxeres a
tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra
ti, 24 - deixa ali diante do altar a tua
oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta
a tua oferta. 25 - Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no
caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e
o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. 26 - Em verdade te digo
que, de maneira nenhuma, sairás dali, enquanto não pagares o último ceitil.
Resumo
da Lição 8, A Bondade que Confere Vida
I - BONDADE:O
FIRME COMPROMISSO PARA O BENEFÍCIO DOS OUTROS
1. A bondade
como fruto do ESPÍRITO.
2. A bondade de
DEUS.
3. Um homem
bondoso e uma mulher bondosa.
II - HOMICÍDIO,
A DESTRUIÇÃO DO PRÓXIMO
1. Não matarás.
2. Aborto, a
morte de um inocente indefeso.
3. O primeiro
homicídio.
III - SEJAMOS
BONDOSOS E MISERICORDIOSOS
1. Servindo ao
outro com amor.
2. Ajudando o
ferido.
3. Ajudando os
irmãos.
Resumo Rápido
do Pr. Henrique
INTRODUÇÃO
20 “Porém Eu
advirto a todos: - a menos que vocês tenham melhor caráter que os fariseus e
outros líderes dos judeus, não poderão de maneira nenhuma entrar no Reino do
Céus”. 21 “De acordo com as Leis de Moisés, a regra era: "Se você matar;
deve morrer””. 22 “Porém Eu ampliei aquela regra, e digo que basta que vocês
fiquem com raiva, mesmo que seja só em casa, para que corram já perigo de
julgamento! Se vocês chamarem um amigo de idiota, correm o perigo de serem
levados perante o tribunal. E se amaldiçoarem alguém, correm o perigo das
chamas do inferno”. 23 “Portanto, se você estiver diante do altar no templo,
oferecendo um sacrifício a DEUS, e de repente se lembrar de que um amigo tem
alguma coisa contra você”, 24 “deixe seu sacrifício ali, ao lado do altar, vá e
peça desculpas, faça as pazes com ele, depois volte, e ofereça o seu sacrifício
a DEUS”. 25 “Chegue depressa a um acordo com o seu inimigo, antes que seja
tarde demais, e ele arraste você ao tribunal, para que seja lançado na cadeia
como devedor”. 26 “Porque você ficará ali até chegar o último centavo”.
Bíblia Viva
A justiça dos
fariseus e outros líderes dos judeus era a justiça própria e por isso não valia
de nada diante de DEUS. Nossa Justiça vem de DEUS mediante o sacrifício de
JESUS por nós. Essa justiça não é nossa, não temos mérito algum nela. Por isso
nossa justiça é superior à justiça dos fariseus e outros líderes dos judeus.
Nossa justiça
foi conquistada por um ato de bondade de DEUS (enviou seu único filho para
morrer por nós)
Já que nascemos
de novo deveríamos ter somente bons pensamentos e boas intenções. Mas não é o
que acontece na realidade. Muitas vezes vamos precisar de uma ação sobrenatural
do ESPÍRITO SANTO para nos impulsionar a fazer aquilo que DEUS gostaria que
fizéssemos. Nesta hora, neste momento, entra a ação do nosso espírito ligado ao
ESPÍRITO SANTO que vai ouvir ou perceber uma ação do ESPÍRITO SANTO para que
façamos alguma coisa boa. Que coloquemos em prática o amor de DEUS para com
alguém. Isso é uma qualidade do fruto do ESPÍRITO tentando se manifestar
através de nós. Acontece que nós temos o controle de permitir esta ação e a
executarmos ou de não permitirmos esta ação e não a executarmos.
I - BONDADE: O
FIRME COMPROMISSO PARA O BENEFÍCIO DOS OUTROS
1. A bondade
como qualidade do fruto do ESPÍRITO.
Benignidade e
bondade se confundem muitas vezes, pois enquanto uma deseja fazer o bem a outra
executa esta necessidade de se fazer o bem.
A palavra grega
para bondade é agathosüne αγαθω συν η - Lê-se Ágatôsini, que significa
bondade de DEUS, que é perfeito e completo (Mc 10.18).
Pessoas podem e
devem ser bondosas, isso é agradável a DEUS (Mt 12.35; At 11.24; 1 Pe 2.18).
A bondade, como
uma das qualidades do fruto do ESPÍRITO, é uma qualidade nobre, gerada
por DEUS, nos corações dos crentes que nasceram de novo (Jo 3.3). Somos, ou
pelo menos, deveríamos ser inclinados sempre para fazer o bem às outras pessoas
(2 Co 5.17). Na verdade, essa qualidade vem de DEUS e só pode ser vivenciada em
sua plenitude quando direcionada pelo próprio DEUS.
αγαθω συν
η αγαθω συν η - agathosune - Lê-se Ágatôsini - Lê-se Ágatôsini
integridade ou
retidão de coração e vida, bondade, gentileza
2. A bondade de
DEUS.
A bondade de
DEUS é perfeita e ativa. DEUS consegue ser bondoso até para com seus inimigos
(Sl 145.9. DEUS foi tão bondoso para conosco que nos amou primeiro e ainda nos
amou quando ainda éramos pecadores.
Nós o amamos a
ele porque ele nos amou primeiro. (1 João 4:19)
Mas DEUS prova
o seu amor para conosco, em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda
pecadores. (Romanos 5:8)
DEUS é bem
diferente de nós quanto à bondade: Nós procuramos ser bons apenas para aqueles
que nos são mais próximos, como familiares e amigos; DEUS se importa com todos.
DEUS dá chuva,
sol etc. a todos, independentemente de sua fé, condição social ou financeira ou
racial: Ele faz com que o sol e a chuva se levante sobre os justos e injustos
(Mt 5.45).
Enquanto
queremos condenar, DEUS quer sempre salvar.
Porque DEUS
enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o
mundo fosse salvo por ele. João 3:17
A
impossibilidade de sermos bons nos leva a uma sincera pergunta; Como um coração
tão santo é obtido? Para fazer a pergunta os discípulos de JESUS um dia lhe
perguntaram: “Então, quem pode ser salvo?" (Mat. 19:25). E a
única resposta é a que JESUS deu naquela ocasião:" Aos homens é isso
impossível, mas a DEUS tudo é possível" (v 26)..Portanto, está bondade não
é obtida por méritos humanos, mas só DEUS pode conceder através do ESPÍRITO
SANTO que em nós habita. A bondade é uma qualidade do fruto do ESPÍRITO.
NO AT A BONDADE
DE DEUS SE MANIFESTA PELA LEI E NO NO NT PELA GRAÇA.
3. Um homem
bondoso e uma mulher bondosa.
Em nossa
jornada aqui na terra encontramos pessoas bondosas que nem crentes são e a
bíblia registra pessoas bondosas que foram visitadas por DEUS devido à sua
bondade.
Primeiro
exemplo é Jó:
Havia um homem
na terra de Uz, cujo nome era Jó; e era este homem íntegro, reto e temente a
DEUS e desviava-se do mal. Jó 1:1
Sucedia, pois,
que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava,
e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos
eles; porque dizia Jó: Porventura pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a DEUS no
seu coração. Assim fazia Jó continuamente.
Todo o capítulo
31 de Jó fala de suas qualidades incomparáveis e quase impossíveis de serem
imitadas por nós.
Fiz aliança com
os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem? Jó 31:1
Se andei com
falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano. Se os meus passos se
desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas
mãos se apegou qualquer coisa, Jó 31:7
Se o meu
coração se deixou seduzir por uma mulher, ou se eu armei traições à porta do
meu próximo, Jó 31:9
Se desprezei o
direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo; Jó
31:13
Se retive o que
os pobres desejavam, ou fiz desfalecer os olhos da viúva, Ou se, sozinho comi o
meu bocado, e o órfão não comeu dele (Porque desde a minha mocidade cresceu
comigo como com seu pai, e fui o guia da viúva desde o ventre de minha mãe), Se
alguém vi perecer por falta de roupa, e ao necessitado por não ter coberta, Se
os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com as peles dos meus
cordeiros, Se eu levantei a minha mão contra o órfão, porquanto na porta via a
minha ajuda, Jó 31:16-21.
Jó era um homem
notável em seu caráter e sua bondade era admirável. Faltava-lhe, porém conhecer
de onde vinha esta bondade.
Então DEUS se
revelou a ele. Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os
meus olhos. Jó 42:5
Segundo exemplo
é Dorcas:
Morava em Jope
uma discípula chamada Tabita, que traduzido se diz Dorcas. Esta mulher estava
cheia de boas obras e esmolas que fazia. Atos 9:36
Pedro, foi
chamado para orar por Dorcas quando esta veio a falecer. Quando Pedro chegou no
quarto alto onde estava o corpo de Dorcas, todas as viúvas o rodearam,
chorando e mostrando as túnicas e roupas que Dorcas fizera quando estava com
elas. Atos 9:39
Parece que esta
mulher era costureira e usava sua profissão para ajudar a todos na cidade de
Jope. DEUS a ressuscitou para que continuasse suas boas obras de bondade.
Veja que tanto
Jó como Dorcas demonstravam seu amor para com seus próximos na prática. O
evangelho é prática de bondade.
Juridicamente
chamadas de Excludentes de Ilicitude, são elas: a) Legítima defesa b) Estado de
necessidade e, c) Estrito cumprimento do dever legal Há também as Excludentes
de culpabilidade.
Marcos: 10. 17.
Ora, ao sair para se pôr a caminho, correu para ele um homem, o qual se
ajoelhou diante dele e lhe perguntou: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar
a vida eterna? 18. Respondeu-lhe JESUS: Por que me chamas bom? ninguém é bom,
senão um que é DEUS.
JESUS se
comportava como homem e nenhum homem é bom por si mesmo. A bondade vem de DEUS
Esta bondade dá
lição é qualidade do fruto do ESPÍRITO. É produzida pelo ESPÍRITO, vem de DEUS,
não do homem.
É aquele desejo
que vem em nosso coração de ajudar as pessoas. Quem se deixa dominar pelo
ESPÍRITO vai e realiza esse. Desejo do ESPÍRITO, quem está dominado pela carne
não realiza e ainda crítica quem realiza.
Benignidade e
Bondade são qualidades gêmeas? São duas qualidades do fruto do ESPÍRITO muito
parecidas. A benignidade vê o bem que deve ser feito e a bondade vai e faz.
Em sua
Benignidade DEUS viu o homem condenado e em sua Bondade enviou JESUS para nos
salvar.
II - HOMICÍDIO,
A DESTRUIÇÃO DO PRÓXIMO
1. Não matarás.
Só DEUS tem o
direito de matar. "Não matarás" (Êx 20.13; Dt 5.17). S
DEUS
providenciou leis acerca deste mandamento - Para os homicídios dolosos, ou
seja, quando uma pessoa mata a outra intencionalmente (Dt 27.24,25) e culposos,
quando não há intenção de matar (Dt 19.4-6). Existiam as cidades de refúgio
para acontecerem ali os julgamentos de todos que matavam, com ou sem a intenção
para isto.
Nosso código
penal fala de alguns crimes que hoje podem ser justificáveis, ou melhor, que
excluem a criminalidade. No artigo 23 do código penal está escrito: Não há
crime quando o agente pratica o fato: I Em caso de necessidade; II em legítima
defesa; III em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício de direito.
Primeiro, estado de necessidade que configura a ação de alguém que, em frente a
uma grande necessidade, age devido a um grande perigo, que não foi provocado
por sua própria vontade e que não lhe dá a outra opção. Exemplo: Duas pessoas
estão em alto - mar , mas há apenas um salva-vidas no barco, de modo que um
lutará para se salvar, condenado o outro à morte. Dr. Osiel Gomes. página 100.
Juridicamente chamadas de Excludentes de Ilicitude, são elas:
a) Legítima defesa
b) Estado de
necessidade e,
c) Estrito
cumprimento do dever
legal
Há também as
Excludentes de culpabilidade.
CIDADE DE
REFÚGIO - Tesouro de Conhecimentos Bíblicos – Emílio Conde - CPAD
A instituição
legal que assegura um lugar de refúgio a um criminoso especialmente um
assassino perseguido pela justiça e pelos vingadores da vítima. encontra-se em
todas as partes e em todos os tempos.
Em Números
35.9-34, está registrada a ordem de DEUS a Moisés para estabelecer cidades de
refúgio na Palestina. Havia então uma organização judicial também.
DEUS ordenou a
Moisés que estabelecesse seis cidades de refúgio, logo que tomasse posse da
terra de Canaã. “Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de
Israel, e dize-lhes: Quando * passardes o Jordão, à terra de Canaã, fazei com
que vos estejam à mão cidades que sirvam de cidade de refúgio, para que ali se
acolha o homicida que ferir alguma alma por erro. E estas cidades vos serão por
refúgio do vingador do sangue, para que o homicida não morra, até que esteja
perante a congregação no juízo. E das cidades que derdes haverá seis cidades de
refúgio para vós. Três destas cidades dareis daquém do Jordão, e três destas
cidades dareis na terra de Canaã; cidades de refúgio serão” (Nm 35.9-14).
Estas 6 cidades
Serviam para acolher e guardar em segurança aqueles que, por erro ou por
engano, matassem alguém, até que eles comparecessem perante o tribunal, para
que fossem julgados.
Essa medida
acauteladora era sábia e necessária, pois, naqueles dias, qualquer que
derramasse sangue, com sangue pagaria o seu ato.
Chamamos a
atenção dos leitores para este detalhe: os parentes do ferido ou do morto
tinham o direito de vingar a morte do ente querido, matando o homicida onde
quer que o encontrassem. Foi para evitar enganos ou injustiças na aplicação da
lei que dava ao parente o direito de tirar a vida ao que a vida sacrificou do
seu próximo, que se estabeleceram as cidades de refúgio.
Será útil e
necessário saber-se como funcionavam as cidades de refúgio. Suas portas estavam
abertas de dia e de noite, e havia anciãos em cada porta, prontos para
receberem aqueles que procuravam abrigo. Havia, também, estradas largas, bem
cuidadas, e com indicações para as cidades de refúgio. Garantia-se, assim, a
integridade do homicida que ali se abrigasse; isso, porém, não evitava que ele
comparecesse perante o tribunal para ser julgado.
As cidades de
refúgio, portanto, segregando o culpado e entregando-o ao tribunal para ser
julgado, contribuíam para abrandar o ódio entre os inimigos e fazia arrefecer o
desejo de vingança, de modo que as contendas entre as famílias e tribos
diminuíam e até se extinguiam.
Tratando-se de
um assassinato premeditado, o réu era entregue aos vingadores da vítima.
Segundo uma cláusula, provavelmente mais recente, por ocasião da morte do sumo
sacerdote havia uma espécie de anistia a todos os foragidos, e eles podiam
regressar às suas propriedades.
Para os
cristãos, o verdadeiro refúgio, o perfeito abrigo, é JESUS CRISTO, o Filho de
DEUS, no qual todas as almas, além do refúgio e segurança, encontram, também,
orientação para a vida e remédio para a morte.
A instituição
legal que assegura um lugar de refúgio a um criminoso, encontra-se em toda a
parte e em todos os tempos.
O Senhor JESUS
advertiu-nos para a possibilidade de matar alguém apenas falando com ele ou
falando mal dele (Mt 5.21, 22). Para quem aborrece o seu irmão é homicida (1 Jo
3.15). JESUS nos ensinou a amar e a perdoar e a abençoar até nossos inimigos.
μισεω miseo –
Dicionário Strong em português
1) odiar,
detestar, perseguir com ódio
2) ser odiado,
detestado
αγαπη ágape –
Dicionário Strong em português
1) amor
fraterno, de irmão, afeição, boa vontade, amor, benevolência
2) banquetes de
amor
Mt 5.43 “Há um
ditado assim: Ame os seus amigos e odeie seus inimigos”. 44 “Porém Eu digo:
Amem os seus inimigos! Orem por aqueles que perseguem vocês! ” 45 “Dessa forma
vocês agirão como verdadeiros filhos do seu Pai do Céu.
2. Aborto, a
morte de um inocente indefeso.
ABORTO -
Enciclopédia Ilumina Gold
ABORTO -
Expulsão do feto antes do tempo em que possa permanecer vivo fora do útero
materno (Jó 3.16).
O QUE TEM DEUS
A DIZER SOBRE A VIDA NO ÚTERO? Jeremias 1:1-5
VERSÍCULO
CHAVE: Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e antes que
saísses da madre, te consagrei e te constitui profeta às nações. (Jeremias 1:5)
AS PESSOAS TÊM
VALOR MESMO ANTES DE NASCEREM.
DEUS lhe
conheceu, como conheceu a Jeremias, muito antes de você nascer ou ser
concebido. Ele lhe conheceu, pensou a seu respeito, fez planos para você.
Quando você se sentir desencorajado ou inadequado, lembre-se que DEUS sempre o
considerou valioso e sempre teve um propósito para você.
Salmo 139: 1-24
Pois tu
formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou,
visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste. (Salmo 139: 13-14)
DEUS OBRA NA
VIDA DAS PESSOAS AINDA DENTRO DO ÚTERO
O caráter de
DEUS participa na criação de cada pessoa. Quando você se sente sem valor, ou
começa a se odiar, lembre-se que o ESPÌRITO de DEUS está pronto e disposto a
obrar em você. DEUS pensa em você constantemente (Salmo 139: 1-4). Devemos nos
respeitar tanto quanto o Criador nos respeita.
O QUE ESTÁ POR
TRÁS DO ABORTO HOJE?
2 Crônicas
28:1-8
Tinha
Acaz vinte anos de idade, quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em
Jerusalém; e não fez o que era reto perante o Senhor, como Davi seu pai (2
Crônicas 28:1).
O ABORTO É UM
PECADO CONTRA DEUS.
Tente imaginar
a monstruosidade de uma religião que oferece criancinhas como sacrifícios. DEUS
permitiu que Judá sofresse pesados danos como consequência das maldades de
Acaz. Esta prática perdura até os dias atuais. O sacrifício de crianças aos
duros deuses da conveniência, economia e desejos fugazes continua em clínicas
esterilizadas em quantidades que assombrariam ao próprio Acaz. Se queremos
permitir que crianças se aproximem de JESUS, precisamos primeiro permitir que
venham ao mundo.
No caso de
Manoá e sua esposa, DEUS lha proibiu de beber bebida alcoólica antes mesmo de
ficar grávida de Sansão, pois era estéril. Para DEUS Sansão já existia desde
aquele momento que falou com a mulher que ela iria ficar grávida e ter um
filho. A vida começa antes do útero para DEUS.
O aborto é
considerado homicídio tanto na Bíblia quanto em nosso código penal. Se trata de
um atentado contra a vida de um indefeso.
DEUS é o doador
da vida (Is 45.12; Mt 10.28).
Algumas
mulheres, desprezando o ensinamento bíblico, acreditam que o aborto deve ser
uma escolha da mulher, que dizem elas, serem possuidoras de seu próprio corpo.
DEUS não nos
deu o direito de decidir sobre vida e morte. DEUS deu a vida e só Ele pode
tirá-la.
A Eutanásia é
outro homicídio praticado por muitos, hoje em dia.
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/antesdaformacaonoventredamae.htm
Antes da
Formação no Ventre existe vida.
Dra. Angelica
B. W. Boldt
Como professora
e pesquisadora em Genética Humana, confesso que me enquadrava dentro da “grande
maioria” que acredita que a Bíblia não é clara sobre quando se dá o início da
vida humana, uma vez que conceitos como “célula”, “zigoto” e o próprio
mecanismo de fecundação e gestação eram um completo mistério para os seus
escritores, como é evidente no Salmo 139: “Tu criaste o íntimo do meu ser e me
teceste no ventre da minha mãe... Meus ossos não estavam escondidos de ti
quando em secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.”
(NVI, grifo do autora).ao meditar sobre a história do nascimento de Sansão em
Juízes 13, descobri que a Bíblia é BEM CLARA a respeito da origem da vida
humana. Ela conta que a mulher de Manoá, como a mãe de Sansão é chamada, era
estéril até receber a visita de um anjo. Este lhe declara que ela engravidará
de um filho que deve ser nazireu durante toda a sua vida, pois deve se tornar
um juiz do seu povo e libertá-lo da opressão dos inimigos. O nazireado
implicava em um sinal de consagração interior, através da abstenção de qualquer
produto da videira (mesmo uvas e passas), e de consagração exterior, através da
distância de cadáveres e manutenção do cabelo (o cabelo, assim como a barba,
nunca poderiam ser cortados). O detalhe crucial é que o anjo ordena à própria
mãe que não deve ingerir nada que viesse da uva, embora o nazireado coubesse
explicitamente ao filho.
Para ficar bem
clara, esta ordem é repetida duas vezes. Uma vez à mulher; outra vez a ela e a
seu marido Manoá. Além disso, a mãe também deveria se lembrar de não ingerir
qualquer comida impura, regulamento ao qual se sujeitavam todos os israelitas,
nazireus ou não. Como ela não sabia do momento da concepção, deveria iniciar o
jejum de uva desde já. Contudo, se a “vida” de Sansão se iniciasse após 11-12
semanas de gestação, a ordem do anjo teria sido a de abstenção da uva a partir
do momento em que a mulher de Manoá percebesse que estava grávida. Se a “vida”
de Sansão se iniciasse somente após o parto, a mãe receberia ordens apenas para
cuidar da dieta do filho. A seriedade deste compromisso revela que o espírito
de Sansão poderia ser contaminado pela desobediência da mãe desde o estágio
mais tenro do seu desenvolvimento, ou seja: o momento da união de um óvulo com
o espermatozoide!
Portanto, como
mães e como pais (note que o anjo falou a ambos), somos responsáveis pelas
vidas que geramos, desde a sua concepção! Pequenas, preciosas vidas que não
podemos, não devemos rejeitar. Isto também é reforçado por várias outras
passagens bíblicas que refletem a aversão que DEUS sente pelo aborto provocado.
Por exemplo, o famoso princípio “Olho por olho, dente por dente” ocorre pela
primeira vez na Torah (os cinco livros de Moisés) no contexto em que um parto
prematuro é provocado porque uma mulher grávida foi ferida em uma briga de
homens: Êx. 21:22-25. Também na Torah, a ordem de que “um cabrito não deve ser
cozido no leite da sua própria mãe” é repetida três vezes (Êx. 23:19, 34:26,
Deut. 14:21). Mais do que um preciosismo culinário, creio que esta ordem
representa a idéia de que uma mãe não deve ter participação alguma na morte do
seu filho.
A principal
razão para a destruição dos povos canaanitas foi a promiscuidade sexual seguida
do sacrifício dos filhos indesejados ao deus Moloque — os bebês eram queimados
vivos. Razões semelhantes conduziram à destruição de Jerusalém e ao êxodo dos
israelitas para a Assíria e a Babilônia. Quer os filhos sejam queimados após o
nascimento, quer sugados aos pedaços (como quer a cartilha mais recente sobre
“Como abortar com segurança” da OMS), quer destruídos na forma de embriões ou
fetos, creio que o ódio divino contra a destruição da vida humana é evidente de
qualquer forma.
Filhos são
sempre uma bênção, mesmo que em circunstâncias indesejadas. O assim chamado
“planejamento familiar” tem minado a saúde mental de centenas de mulheres às
quais foi ensinado que a criação de filhos representa um fardo e um empecilho
às suas carreiras. Acreditem, essa é uma grande mentira! Dois dos meus filhos
nasceram durante o mestrado e um no início do pós-doutorado. Cada um deles me
enriqueceu de uma maneira não comparável a todo o reconhecimento que obtive
pela minha carreira!
Dicionário
Teológico - Claudionor Correia de Andrade - CPAD.
[Do lat.
abortum ] Etimologicamente, o vocábulo aborto significa desaparecer na
linha do horizonte; morrer, perecer. Este termo evoca a imagem do último
entardecer, quando, apagando-se o sol, aparece a noite. Mostra-nos este quadro
o que o aborto provoca a um ser que, fora bem recebido, muitas contribuições
haveria de trazer à humanidade. A definição não se limita à poesia; é
conclusivamente ética: o aborto é um crime; em nada difere de um homicídio.
Segundo a
medicina, "é a expulsão do ovo antes da viabilidade, isto é, antes de o
feto ser capaz de sobrevida extrauterina".
Há, como se
sabe, o aborto provocado e o espontâneo. A interrupção da gravidez é tida como
provocada quando resulta da interferência intencional da gestante, do médico ou
de qualquer outra pessoa. É a suspensão criminosa da gravidez. Mas, acima de
tudo, é o quebrantamento da santidade da vida, pois a ordenança divina é mais
que explícita: "Não matarás" (Êx 20.13).
No Salmo 139,
Davi revela com que desvelo acompanha o Senhor DEUS a concepção do ser humano:
"Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me
formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os
meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido
como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda
informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles
escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda" (Sl 139.14-16).
Embora o aborto
seja um tema que pertença mais à bioética e ao biodireito, vem adquirindo
grande importância teológica porque a sua prática fere um dos mais valiosos
princípios da Palavra de DEUS: a santidade da vida.
UMA ÉTICA DO
ABORTO - Livro Ética Cristã - Norman L. Geisler - Sociedade Religiosa
Edições Vida Nova
O controle da
natalidade é essencialmente uma tentativa para prevenir que mais vida ocorra. O
aborto é uma tentativa de tirar uma vida depois dela ter começado a
desenvolver-se, o que é uma questão muito mais séria. O controle da natalidade
não é o assassinato (i.e., tirar uma vida humana), mas o que se diz acerca do
aborto? É assassinato? O que a Bíblia tem a dizer sobre este assunto?
A. O Aborto Não
É Necessariamente Assassinato
A única coisa
clara que as Escrituras indicam a respeito do aborto é que ele não é a mesma
coisa que o assassinato. Quando, pois, um aborto natural era precipitado por
uma briga, a pessoa culpada não era acusada de assassinato.
1. Um Nenê não
Nascido Não É Plenamente Humano — Conforme a lei de Moisés, matar um Nenê
não nascido não era considerado um delito capital. "Se homens brigarem, e
ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, será
obrigado a indenizar. . . " (Êx 21:22). No caso de matar um nené, uma
criança,8 ou adulto era exigida mais do que uma indenização - exigia-se a vida
do assassino (Êx 21: 22). Aparentemente, o Nenê não nascido não era considerado
plenamente humano e, portanto, causar sua morte não era considerado assassinato
(i.e., tirar uma vida humana inocente).
2. Um Nenê Não
Nascido Não É Sub-Humano — Se um embrião não é plenamente humano, o que é,
então? É sub-humano? Pode ser tratado como um apêndice — uma extensão
descartável do corpo da mãe? A resposta a isto é "Não." Um Nenê não
nascido é uma obra de DEUS que aumenta enquanto se desenvolve. O salmista
escreveu: "Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha
mãe. . . as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus
ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como
nas profundezas da terra" (SI 139:13-15). Talvez não se deva dar ênfase
demasiada a esta descrição poética de um embrião, mas parece razoável concluir
que há uma grande diferença entre um Nenê não nascido e um apêndice. O primeiro
pode tornar-se um ser humano completo, o outro não pode.9 O embrião humano é
potencialmente um ser humano, e um apêndice não o é. Há uma vasta diferença
entre o que se pode desenvolver até ser um Beethoven ou um Einstein, e um
apêndice da anatomia humana. O primeiro tem diante dele a imortalidade na
imagem e semelhança de DEUS; o último é meramente um tecido descartável do
corpo humano. Realmente, CRISTO foi o DEUS-homem a partir da concepção (Lc l
:31,32).
B. O Aborto É
Uma Atividade Muito Séria
O aborto não é
o assassinato, mas é uma atividade muito séria. O aborto artificial é um
processo iniciado por pessoas, mediante o qual se tira uma vida humana em
potencial. O aborto é uma questão muito mais séria do que o controle dá
natalidade, que meramente previne uma vida humana de ocorrer.
1. O Aborto É
Menos Sério do que o Assassinato — O assassinato é uma atividade, iniciada
pelo homem, de tirar uma vida humana real. O aborto artificial é um processo
iniciado pelo homem, que resulta em tirar uma vida humana em potencial.
Semelhante aborto não é assassinato, porque o embrião não é plenamente humano —
é uma pessoa subdesenvolvida. Mediante o aborto, a vida humana é destruída
antes de brotar (supondo que o nascimento inicia a brotação). Se uma vida há de
ser freada, é óbvio que é melhor que seja freada antes de realmente começar.
Mas a pergunta é esta: uma vida humana deve, em qualquer ocasião, ser freada
antes de realmente ter uma oportunidade para começar?
2. O Aborto É
Mais Sério do que o Controle da Natalidade — O controle da natalidade não
é essencialmente errado, porque meramente previne alguma vida de ocorrer. O
aborto, do outro lado, tira uma vida subdesenvolvida depois dela ter ocorrido.
Visto que DEUS é o Autor da vida, é uma coisa séria esmagar uma vida que Ele
permitiu iniciar-se. A pessoa
precisa ter uma
boa razão para extinguir aquilo que DEUS acendeu. O embrião humano se
desenvolverá (todas as condições sendo normais) numa pessoa imortal. Apagar
aquilo que poderia tornar-se um ser humano não é um ato amoral. Há implicações
sérias no ato de um homem que golpeia um ato de DEUS, o de dar início a uma
vida.
Ao gerar
filhos, os pais estão servindo como canal mediante o qual DEUS pode criar vida.
É errado, naturalmente, bloquear o canal completamente, de modo que nenhuma
vida possa passar (como no controle completo da natalidade da raça inteira).
Mas não é necessariamente mau limitar a quantidade ou tipo de fluxo através do
canal (como no controle da natalidade apropriado). Mesmo assim, uma vez que o
fluxo da vida começou, pode ser marcantemente errado apagá-lo sem lhe dar a
mínima chance de desenvolver-se. A concepção é um argumento, à primeira vista,
de dar à pessoa ainda não desenvolvida uma oportunidade de desenvolver-se. A
pessoa deve ter algum dever moral superior que exija o aborto antes dela lhe
dar início.
C. Quando o
Aborto Ë Justificado
O aborto não é
nem o assassinato de uma pessoa humana, nem uma mera operação ou ejeção de um
apêndice do corpo feminino. É uma responsabilidade séria tirar a vida de um ser
humano em potencial. As únicas circunstâncias moralmente justificáveis para o
aborto são aquelas em que há um princípio moral superior que possa ser
cumprido.
l. O Aborto por
Razões Terapêuticas — Quando é um caso nítido de, ou tirar a vida do Nenê
não nascido, ou deixar a mãe morrer, exige-se o aborto. Uma vida real (a mãe) é
de maior valor intrínseco do que uma vida potencial ( Nenê não nascido).10 A mãe
é um ser humano plenamente desenvolvido; o Nenê é um ser humano
não-desenvolvido.11 E um ser humano realmente desenvolvido é melhor do que um
que tem o potencial para a plena humanidade, mas ainda não se desenvolveu. Ser
plenamente humano é um valor superior à mera possibilidade de tomar-se
plenamente humano. Porque o que é tem mais valor do que o que pode ser. Assim
como a flor tem mais valor do que a semente que germina (uma flor em
potencial), assim também a mãe tem mais valor do que o embrião. Ela já é um sujeito
maduro, livre e autônomo, ao passo que o Nenê não nascido somente tem o
potencial para se tomar tal. Pode ser levantada aqui a questão de se alguns
seres humanos em potencial são mais valiosos do que alguns seres humanos reais.
O que acontece se o Nenê não nascido ficará sendo um Albert Schweitzer e a mãe
é uma indigente? O que acontece se a mãe é uma meretriz e o Nenê não nascido
acabará sendo um missionário? Podemos ser tentados a concordar que uma vida
humana potencialmente boa é melhor do que uma vida humana realmente má, se
pudéssemos ter certeza de antemão que o Nenê acabaria sendo bom. Mas isto
exigiria um tipo de onisciência que somente DEUS possui. Logo, somente DEUS
poderia fazer uma decisão baseada num conhecimento completo do fim ou dos resultados.
Ou seja: somente DEUS poderia usar eficazmente um cálculo utilitarista.12 Os
homens finitos devem contentar-se com as consequências imediatas, baseadas nos
valores intrínsecos, conforme os veem.
Nesta base, uma
vida real (quer seja má, quer não) é de mais valor do que uma vida em
potencial. Além disto, DEUS não julga o valor de uma vida individual por aquilo
que um homem faz com ela (seja o bem, seja o mal), mas, sim, por aquilo que ela
é. JESUS amava Judas ainda que soubesse que Judas se tomaria infalivelmente mau
com sua traição. Uma vida humana tem valor como tal, porque é feita à imagem de
DEUS — tem perfeições e poderes conforme DEUS tem, quer .sejam usados para
glorificar a DEUS, quer não. Daí", quando a escolha está sendo feita entre
a mãe má e um embrião potencialmente bom, deve-se preferir aquela a este, por
motivos do valor intrínseco, não de valor pragmático. Se alguém fosse levar ao
fim a lógica que os homens bons são melhores do que os maus, poder-se-ia
justificar um sem número de desumanidades a criminosos e assim chamados
"elementos inferiores" da raça. Os homens que praticam aios maus não
são, por isso, intrinsecamente maus. Seu valor intrínseco como seres humanos não
deve ser julgado pêlos atos extrínsecos que tenham realizado. Não devem ser
julgados simplesmente com base em quanto bem fazem para outros, mas, sim, para
o bem que são como criaturas de DEUS. Logo, o valor intrínseco maior de uma mãe
não deve ser determinado por aquilo que ela faz, mas, sim, por aquilo que ela
é. E a humanidade real da mãe é de maior valor do que o potencial do Nenê não
nascido.
2. O Aborto por
Razões Eugênicas — O que se diz de abortos por razões eugênicas? É certo
em qualquer hipótese tirar a vida de um embrião porque nascerá deformado,
retardado, ou sub-humano? Neste caso, mais uma vez, é necessário proceder com
cuidado. Sempre é uma coisa séria tirar a vida de um ser humano em potencial.
Sempre deve haver uma razão moral superior para apagar uma vida antes de
desabrochar.
Há várias
razões eugênicas pelas quais abortos têm sido recomendados por alguns, tais
como o mongolismo, outros por deformações devidas à talidomida ou drogas
semelhantes, e alguns, por retardamento ou outras deformidades devidas ao
sarampo, ou a outras causas. Estes são motivos legítimos para um aborto? Os
cristãos diferem entre suas respostas a estas situações. No entanto, do ponto
de vista da ética hierárquica o princípio básico é o seguinte: o aborto
eugênico é requerido somente quando as indicações claras são que a vida será
sub-humana, e não simplesmente porque talvez venha a ser uma pessoa deformada.
Talvez o mongolismo seja um motivo justificável para o aborto, mas a talidomida
não é. Seres humanos deformados e até mesmos seres humanos retardados ainda são
humanos. Os defeitos não destroem a humanidade da pessoa. Na realidade,
frequentemente ressaltam as características verdadeiramente humanas tanto nos
defeituosos quanto naqueles que trabalham com eles. Outro fator às vezes
olvidado na questão de se um embrião deve ter licença para viver: é o direito
do não nascido. O feto potencialmente humano tem um direito moral à vida, mesmo
que a vida venha a ser dalguma maneira defeituosa? Como é que as crianças e os
adultos mutilados e retardados se sentem acerca da questão de outra pessoa
decidir seu destino antes de nascerem? A resposta parece clara: uma vida
humana, defeituosa ou não, vale a pena ser vivida, e qualquer pessoa que toma
sobre si o resolver de antemão, em prol doutrem, que a vida deste não deve receber
a oportunidade de desenvolver-se está ocupada num ato ético sério.
3. O Aborto na
Concepção Sem Consentimento — Uma mãe deve ser forçada a dar à luz uma
criança concebida pelo estupro? Há uma obrigação moral de gerar uma criança sem
consentimento? Isto levanta a questão inteira do dever moral da maternidade.
Alguém pode ser forçada a ser uma mãe contra sua vontade? Sua madre é mero
utensílio para a tirania das forças externas da vida? Esta é uma pergunta
delicada, mas parece que envolve uma resposta delicada. O nascimento não é
moralmente necessitado sem o consentimento. Nenhuma mulher deve ser forçada a
levar na madre uma criança que ela não consentiu em ter relações sexuais.13 Uma
intrusão violenta na madre de uma mulher não traz consigo um direito moral de
nascimento para o embrião. A mãe tem o direito de recusar que o corpo dele seja
usado como objeto da intrusão sexual. A violação da sua honra e personalidade
foi mal suficiente sem piorar sua triste situação ao ainda forçar sobre ela uma
criança indesejada. Mas o que se diz do direito de a criança nascer a despeito do
modo maligno segundo o qual foi concebida? Neste caso o direito da vida
potencial (o embrião) é eclipsado pelo direito da vida real da mãe. Os direitos
ávida, à saúde, e à autodeterminação — i.e., os direitos à personalidade — da
mãe plenamente humana tomam precedência sobre o direito do embrião
potencialmente humano. Uma pessoa potencialmente humana não recebe um direito
de nascimento mediante a violação de uma pessoa plenamente humana, a não ser
que seu consentimento seja dado subsequentemente.
4. O Aborto na
Concepção mediante o Incesto — A concepção incestuosa pode envolver o
estupro e as consequências eugênicas e, portanto, pode providenciar uma base
ainda mais firme para um aborto justificável. Por qualquer dos motivos
isoladamente, parece que nenhuma obrigação moral possa ser imposta sobre uma
moça para levar a termo sua gravidez incestuosa. Sua personalidade foi violada
e a personalidade potencial do nenê não nascido pode ser seriamente danificada
por defeitos eugênicos também. Alguns males devem ser extirpados pela raiz.
Deixar um mal desabrochar em nome de um bem em potencial (o embrião) parece um
modo insuficiente de lidar com o mal, especialmente quando o bem em potencial
(o embrião) pode acabar sendo outra forma do mal. O incesto pode ser errado nos
dois lados: na concepção e nas suas consequências.
D. Quando o
Aborto Não É Justificável
Agora que
algumas das circunstâncias segundo as quais um aborto pode ser exigido foram
discutidas, as situações nas quais não é certo devem ser discutidas. Como regra
geral, o aborto não é justificado. Somente sob a pressão de uma
responsabilidade ética sobrepujante, tais como aquelas que foram discutidas
supra, é justificável em qualquer hipótese.
Como regra
geral, o aborto é errado, e a lista que se segue dá alguns exemplos específicos
para ilustrar a regra de que o aborto, como tal é errado a não ser que seja
realizado visando um princípio ético superior
1. O Aborto Não
É Justificável Depois da Viabilidade — A primeira consideração a ser
feita, e a mais básica, é que nenhum aborto é justificável, como tal, depois do
feto se tomar viável, i.e., depois do nascimento ser possível. Nesta altura, já
não seria sequer uma questão de aborto (i.e., tirar uma vida potencialmente
humana) mas, sim, matar uma vida humana real. Tirar a vida de um feto viável
sem justificação ética superior seria assassinato. Deste a concepção e no
decurso das oito primeiras semanas, o não nascido é chamado um embrião. A
partir deste tempo, é chamado um feto. A partir de cerca de seis meses, é
possível dar à luz um Nenê que pode viver e respirar sozinho, e que pode
desenvolver-se não ser humano maduro. Qualquer aborto justificável que deve ser
realizado, deve ocorrer antes deste ponto de viabilidade, para ser qualificado
como aborto. A partir deste ponto, qualquer ato alegadamente justificável de
tirar a vida teria de ser classificado como eutanásia, que é uma questão ética
ainda mais séria.14 Na realidade, desde a concepção o não nascido tem valor
emergente à medida em que se desenvolve. Agora sabe-se que o não nascido recebe
a totalidade da sua potencialidade genética, RNA e DNA, na ocasião da
concepção. Já no fim de quatro semanas um sistema cardiovascular incipiente
começa a funcionar. Com oito semanas, a atividade elétrica do cérebro pode ser
lida, e a maioria das formações dos órgãos essenciais estão presentes. E dentro
de dez semanas o feto é capaz de movimento espontâneo.15 Em muitos estados, a
lei requer uma certidão de nascimento para um feto de vinte semanas. Com isso
fica evidente que cada ponto de progresso realiza um valor aumentado até que,
finalmente, o pleno valor humano é atingido.
2. O Aborto Por
Causa de Crianças Não Desejadas Não É Justificável — O simples fato de que
uma mãe não deseja o Nenê não é motivo suficiente para apagar uma vida humana
em potencial. Os caprichos ou desejos pessoais de uma mãe não tomam precedência
sobre o valor do embrião ou do seu direito de viver. O princípio articulado por
Fletcher na sua ética situacional de que nenhum Nenê não planejado ou não
desejado deve nascer, em qualquer hipótese, está certamente errado. Entre
outras coisas, se for assim, então provavelmente boa parte (senão a maioria) da
raça humana nunca teria nascido. O não nascido tem um direito à vida, quer sua
vida tenha sido humanamente planejada ou desejada naquela ocasião, quer não.
Além disto, muitos filhos que não eram desejados inicialmente vieram a ser
benquistos, ou pêlos seus pais, ou por outra pessoa. Por que a criança
"não planejada" não pode receber a oportunidade de nascer e de ser
amada por alguém?
Além disto, a
questão moral básica não tem a ver com se o Nenê foi desejado ou não, mas se
foi determinado ou não. Os homens não desejam necessariamente muitas coisas que
determinam. Logo, são responsáveis por estes atos. O bêbado não deseja uma
ressaca, embora tenha determinado que ficaria bêbado. A indisposição de aceitar
a responsabilidade moral
das escolhas da
pessoa não diminui a responsabilidade por elas. Noutras palavras, se alguém
consentir em ter relações deve aceitar as consequências que advêm das relações,
viz., a geração de filhos. Quando não houver consentimento às relações, como no
caso do estupro, a questão é outra, conforme foi indicado supra. Mas quando
alguém escolhe ter relações ou
consente nelas,
está implicitamente consentindo em ter filhos. Visto que o casamento é
consentimento automático para ter relações sexuais (l Co 7:3ss), segue-se que
os filhos concebidos são automaticamente determinados, quer sejam desejados,
quer não. E visto que até mesmo o meretrício é um casamento aos olhos de DEUS
(l Co 6:16), logo, os filhos que nascem da fornicação também são determinados,
quer sejam desejados, quer não. Em síntese, qualquer filho nascido das relações
sexuais, entre partes que consentem, é implicitamente determinado, e, como tal,
tem o direito de viver. O aborto não resolve o problema dos filhos não
desejados; pelo contrário, complica o problema. Dois erros não perfazem um
acerto.
3. O Aborto
para o Controle da População Não É Justificável — Outro abuso
contemporâneo do aborto é um tipo de método de controle de natalidade
"depois do fato". Em ermos francos: uma vez que a concepção ocorreu,
é tarde demais para resolver que não deveria ter sido feito. Há algumas
decisões morais na vida que levam a uma só direção, e as dações sexuais que
levam à concepção é uma delas. Quando um homem resolve pular do alto de um
penhasco, é tarde demais mudar de opinião quando está no ar, a caminho para baixo.
Semelhantemente, quando um homem resolve ter relações sexuais que possam
resultam na procriação, é tarde demais decidir que não quer a criança depois de
ter ocorrido a concepção. O ponto da moralidade estava no consentimento às
relações. Tirar uma vida em potencial não é moralmente justificável,
simplesmente porque a pessoa não quer sofrer as consequências sociais ou
físicas que advém das suas próprias escolhas livres. Há meios eficazes do
controle de natalidade, sem chegar-se ao aborto. Dispositivos intraceptivos têm
sido aperfeiçoados ao ponto de garantirem virtualmente que a concepção não
ocorrerá. A esterilização é garantida como método de controle populacional.
Realmente, em vista destes não há necessidade alguma de dar-se ao uso
moralmente injustificável do aborto para controlar a população.
4.0 Aborto por
causa de Deformação Prevista Não É Justificável — O argumento em prol do
aborto pela razão da deformidade prevista é insuficiente. Em primeiro lugar, a
porcentagem de possibilidade de deformidade não é tão alta como às vezes é
antecipada. Por exemplo, quase metade dos nenês que nascem com defeitos os têm
em grau menor, que não precisam de tratamento médico algum. Dos defeitos
sérios, metade não se tornam aparentes a não ser depois do nascimento, o que é
tarde demais para um aborto. Além disto, em cerca de metade dos casos em que as
crianças nascem com defeitos sérios, o defeito pode ser corrigido ou compensado
de modo satisfatório mediante operações ou ajudas artificiais. Mesmo no caso da
rubéola, há uma chance de 80-85 por cento de nascer uma criança normal, se a
mãe foi afetada pela enfermidade depois do primeiro mês.16 A segunda razão, e a
mais básica, contra o aborto em razão da mera deformidade, é que uma criança
deformada é plenamente humana e capaz de relacionamentos interpessoais. A deformidade
normalmente não destrói a humanidade da pessoa. Logo, o aborto artificial de um
feto deformado, mesmo nos poucos casos em que isto possa ser sabido com certeza
de antemão, é tirar o que pode tornar-se uma vida plenamente humana. Os
defeituosos são humanos e têm o direito de viver. O aborto impede de antemão
este direito.
E. Algumas
Áreas Problemáticas
Os exemplos
supra de abortos justificáveis e injustificáveis não esgotam os possíveis casos
problemáticos. O que se diz da mãe cuja própria saúde mental, e, como
consequência, sua capacidade de cuidar dos seus demais filhos, é seriamente
ameaçada por outra gravidez? Sem declarar os fatos específicos de um
determinado caso deste tipo, bastará dizer que a decisão deve ser baseada no
valor mais alto que, segundo razoavelmente se pode esperar, será realizado por
um determinado curso de ação. O que deve ser prevenido é o empreendimento
precipitado de um aborto com base em possibilidades alegadas, porém incertas,
de consequências físicas e psicológicas que talvez nunca se concretizem. Outra
área problemática e' se ô aborto seria aplicável no caso de uma moça jovem que
ficou grávida mediante a experimentação do sexo sem entender realmente o que
poderia acontecer. Se a moça foi forçada por um homem de mais idade, que sabia
o que estava fazendo, trata-se de concepção pelo estupro, e o aborto é
legítimo. Se houver consentimento, mas com ignorância das circunstâncias, neste
caso é uma questão aberta que terá de ser decidida tendo em vista os valores
mais altos da situação total. O aborto é concebível em tal caso. Todos os fatos
devem ser pesados na balança, e o valor superior procurado. O problema não é
basicamente moral — i.e., de saber qual é o valor superior mas, sim, um
problema de fatos, i.e., determinar como matéria de fato qual modo de ação
realizará este valor mais alto.
F. O Aborto
Pode Ser Justificado Segundo o Princípio da Qualidade da Vida? Às vezes é
argumentado que o aborto de seres humanos imperfeitos e deformados pode ser
justificado pelo motivo de que a Bíblia ressalta a qualidade da vida e não a
mera quantidade. Logo, qualquer poda que seja necessária para melhorar a raça
realmente está de acordo com a intenção de DEUS. Por que ter um filho deformado
quando um filho sadio pode ser produzido na ocasião seguinte? E tendo em vista
a crise populacional, para que trazer ao mundo crianças imperfeitas quando
dificilmente há lugar para as completas? A própria natureza aborta embriões
imperfeitos. Logo, quando os homens sabem que um embrião será imperfeito, não
devem levar a efeito o padrão que a natureza estabeleceu? Há pelo menos três
premissas do argumento da qualidade da vida que devem ser examinadas. Primeiro,
reconhecendo que a Bíblia aceita um princípio da qualidade da vida, é a
qualidade da raça que deve tomar precedência sobre o indivíduo, ou o valor do
indivíduo é mais importante do que o da raça? A resposta parece evidente: DEUS
valoriza os indivíduos. O indivíduo foi criado à Sua imagem e semelhança (Gn
1:27). É errado matar o indivíduo porque ele é criado à Imagem de DEUS (Gn
9:6). É o indivíduo a quem DEUS ama (Mt 6:25-26) e assim por diante. Remover
indivíduos imperfeitos para melhorar a raça é, segundo a Escritura,
dificilmente justificável. Melhorar o indivíduo é bíblico, naturalmente, mas o
aborto não é nenhuma maneira de melhorar um indivíduo. Ajudar os defeituosos, e
não tirar sua vida de antemão, é a maneira de melhorar a qualidade da vida
deles.17
A segunda
premissa do argumento em prol do aborto baseado no princípio da qualidade da
vida, que precisa ser examinada, é a implicação ou asseveração de que os
abortos artificiais podem estar levando a efeito o próprio padrão que DEUS
ordenou nos abortos naturais. Há alguns problemas sérios com este argumento.
Primeiramente, toma por certo que DEUS não está causando um número suficiente
de abortos, i.e., que a natureza não está, realmente, levando a efeito a
intenção de DEUS. Em segundo lugar, que DEUS não tem propósito algum em
permitir que nasçam alguns seres imperfeitos. Isto é claramente contrário à
Escritura (cf. 9: 1-2). Em terceiro lugar, dá a entender que o homem é capaz de
desempenhar o papel de DEUS, porque pode fazer um serviço melhor do que a natureza
e até adivinhar de antemão os propósitos providenciais de DEUS. Na melhor das
hipóteses, a premissa inteira depende dalgumas pressuposições amplas. Na
realidade, não há indicação na Escritura de que o domínio do homem sobre a
terra inclua a autoridade para decidir quais seres humanos devem nascer e quais
não devem. Somente DEUS detém poder soberano sobre a vida e a morte, e não o
outorgou ao homem.18 Isto nos leva ao terceiro problema no argumento em prol do
aborto baseado na qualidade da vida e no padrão da natureza, que é o seguinte:
quanta autoridade o homem tem para desempenhar o papel de DEUS? O homem foi
feito à imagem de DEUS, mas não é DEUS. É limitado nos conhecimentos e na
previsão. Mas o argumento em prol do aborto, segundo o plano da natureza,
pressupõe que o conhecimento do homem é mais do que finito. Um ser humano pode
saber melhor do que a natureza qual é o plano de DEUS para uma vida individual,
especialmente tendo em vista o fato de que DEUS tem um plano e propósito mesmo
para vidas imperfeitas? Parece que não. Já é um papel bastante difícil aplicar
os princípios hierárquicos que DEUS revelou, sem pensar em tentar determinar
valores que somente DEUS pode estabelecer. Aplicar os valores de DEUS é uma
coisa; brincar com os valores de DEUS é outra coisa bem diferente. DEUS deu Sua
valorização a vida humana individual, perfeita ou não. É uma operação moral
séria mexer indevidamente com uma vida individual. Quando a vida é sub-humana
ou quando destruirá outra vida, plenamente humana, esta é outra questão. Mas
quando a pergunta é meramente: esta vida imperfeita, potencialmente humana,
deve ser tirada pelo aborto artificial, sem semelhante justificativa ética
superior? então o aborto foi levado além dos limites da moralidade.
6º Mês da
gravidez: o bebé pode sobreviver fora do útero
Já houve caso
de um Bebê americano nascido com apenas 21 semanas e sobreviveu, MAS JÁ TINHA
NASCIDO, OK?
Também existe
caso de substituição do útero por uma cavidade no abdominal da mãe, mas houve
uma gestação e não foi interrompida, portanto não houve aborto. O ABORTO é a
Cessação da vida.
E no caso de um
estupro a pessoa está errada em abortar???
NÃO SE PODE
MATAR UMA VIDA. SÓ ISSO. Quantos adotam uma criança? Deixa de ser filho porque
não é legítimo?
3. O primeiro
homicídio.
Em Gênesis já
acontece o primeiro homicídio motivado por ciúmes e inveja. trata-se do
assassinato de Abel por parte de Caim (Gn 4.8-11). Quando os dois filhos
de Adão e Eva vão oferecer a DEUS um sacrifício, cada um oferece o que lhe
apraz:
Abel quer
oferecer uma adoração legítima e eterna - sua própria vida (que é substituída
por um animal - sangue de uma animal em lugar de seu sangue). Prefigurando o
sacrifício de JESUS por nós, assim como Abraão teve o substituto para seu
filho, um animal, Abel teve um substituto para si, um animal. Porém, para JESUS
não havia substituto e DEUS o ofereceu por nós e em nosso lugar, para nossa
salvação. DEUS é BOM. O Senhor olhou com agrado para Abel e para sua
oblação.
Caim oferece
uma dádiva do próprio DEUS - Caim ofereceu frutos da terra em oblação ao
Senhor. O Senhor não atentou para Caim, nem para os seus dons.
DEUS amaldiçoou
Caim por isso (Gn 4.15). Homem algum pode zombar de DEUS, porque todo o pecado
tem a sua recompensa (Gl 6.7).
CAIM
- Enciclopédia Ilumina Gold
Caim foi o
primeiro filho de Adão e Eva. Ele era um fazendeiro enquanto seu irmão, Abel,
era pastor. O assassinato de Caim sobre Abel tornou-se um exemplo de outra
similar violência e pecado destrutivo (Judas 1:11). Cada um dos dois irmãos
trouxeram um sacrifício a DEUS (Genesis 4:3-4). De acordo com Hebreus 1:14,
Abel agiu em fé trazendo um sacrifício mais aceitável do que Caim. Quando Caim
ficou irado, ele se rebelou contra DEUS. e por causa disso ele matou Abel
(Genesis 4:5-8). Quando os Estudiosos da Palavra tentam entender o porquê desta
reação tão violenta de Caim, muitos deles simplesmente dizem que Caim pertencia
ao maligno (1 John3:12). DEUS confrontou Caim com a sua culpa, julgando-o,
amaldiçoando-o e levando-o para fora da terra de Node, a qual era ao oriente do
Jardim do Éden (Genesis 4:9-16). Quando Caim reclamou que sua punição era maior
do que ele podia aguentar e que alguém o acharia e o mataria, DEUS fez uma
marca em Caim e prometeu se vingar de qualquer pessoa que tentasse o matar.
Na terra de
Node, Cain construiu uma cidade e a nomeou depois de seu filho Enoque (Genesis
4:17). Através de Enoque e seus descendentes, Caim se tornou o cabeça de uma
família muito grande. Na maior parte, as pessoas de sua família viviam em
tendas. Eles viviam como pastores, músicos e artesãos que faziam objetos e
ferramentas de metal (Genesis 4:18-22).
III - SEJAMOS
BONDOSOS E MISERICORDIOSOS
1. Servindo ao
outro com amor.
JESUS sempre é
nosso ideal. Ao contrário do que nossos líderes pensam, JESUS veio para dar sua
vida por nós e não para nos tirar alguma coisa. JESUS veio para servir. Mt
20.28).
Precisamos
mostrar ao mundo nosso serviço e compaixão (Mt 5.13,14). Levarmos as cargas uns
dos outros (Gl 6.2).
O amor de DEU
derramado em nossos corações pelo ESPÍRITO SANTO nos impelirá a fazer o bem, a
sermos sempre bondosos e misericordiosos. Deixemo-nos conduzir pelo ESPÍRITO
SANTO e as qualidades do Fruto do ESPÍRITO aparecerão para nos auxiliar.
SERVO
- Enciclopédia Ilumina Gold
1) Empregado
(Mt 25.14, NTLH).
2) ESCRAVO (Gn
9.25, NTLH).
3) Pessoa que
presta culto e obedece a DEUS (Dn 3.26; Gl 1.10) ou a JESUS CRISTO (Gl
1.10). No NT JESUS CRISTO é chamado de “o Servo”, por sua vida de perfeita
obediência ao Pai, em benefício da humanidade (Mt 12.18; RA: At
3.13; 4.27).
2. Ajudando o
ferido.
Nossa geração
de cristãos tem demonstrado ser a pior dentre todas as outras. O egoísmo, o
amor ao dinheiro e as distrações têm roubado o coração dos crentes. (2 Tm 3.1).
O amor está em
baixa e cada qual cuida de si mesmo e mal de sua família.
CRISTO dá o
exemplo de um pobre judeu em apuros, socorrido por um bom samaritano. Este
coitado caiu nas mãos de ladrões que o deixaram ferido e quase moribundo. Os
que deveriam ser seus amigos o ignoraram, e foi atendido por um estrangeiro, um
samaritano, da nação que os judeus mais desprezavam e detestavam, com os que
não queriam ter tratos. É lamentável observar quanto domina o egoísmo nestes
níveis; quantas escusas dão os homens para poupar-se problemas ou gastos em
ajudar o próximo. O verdadeiro cristão tem escrita em seu coração a lei do
amor. O ESPÌRITO de CRISTO mora nele; a imagem de CRISTO se renova em sua alma.
A parábola é uma bela explicação da lei de amar ao próximo como a um mesmo, sem
acepção de nação, partido nem outra distinção. Também estabelece a bondade e o
amor de DEUS nosso Salvador para com os miseráveis pecadores. Nós éramos como
este coitado viajante em apuros. Satanás, nosso inimigo, nos roubou e nos
feriu: tal é o mal que nos faz o pecado. o bendito JESUS se compadeceu de nós.
O crente considera que JESUS o amou e deu sua vida por ele quando éramos
inimigos e rebeldes; e tendo mostrado misericórdia, o exorta a ir a fazer o
mesmo. é o nosso dever, em nosso trabalho e segundo a nossa capacidade,
socorrer, ajudar e aliviar a todos os que estejam em apertos e necessitados.
Imitemos o Bom
Samaritano, sejamos como aquele que acolhe e ajuda ao ferido (Lc 10.25-37).
3. Ajudando os
irmãos.
Porque aprouve
à Macedônia e à Acaia levantar uma coleta em benefício dos pobres dentre os
santos que vivem em Jerusalém. Isto lhes pareceu bem, e mesmo lhes são
devedores; porque, se os gentios têm sido participantes dos valores espirituais
dos judeus, devem também os servir com bens
Por isso,
enquanto (ainda) tivermos oportunidade, façamos o bem a todos. O mesmo período
que em Gl 1.4 ainda era chamado de “era perversa” (nvi), tem para a
igreja cristã simultaneamente o valor de uma oportunidade propícia, a qual
cumpre aproveitar. Isso seguramente acontece transmitindo-se a boa mensagem.
Apenas que no presente contexto Paulo não nutre o alvo de dizer o bem, mas de
fazer o bem. Cabe tornar compreensível para cada pessoa, por meio da bondade
prática, que também temos algo de bom para dizer, que o evangelho é
profundamente bom. Pois o próprio DEUS faz acompanhar de bondade sua palavra à
humanidade. Ele mantém o mundo caído, abençoa-o ano após ano com boas dádivas e
suporta malfeitores com paciência. Seu povo está convocado para ser perfeito
como ele é perfeito (Mt 5.48), e posicionar-se integralmente do seu lado. Neste
contexto cabe também esse fazer o bem por parte dos cristãos. Deve-se notar que
essa prática do bem não é exatamente coincidente com seus esforços
evangelísticos, mas está muito antes relacionada a eles como uma peça
complementar. Tem o mesmo grupo-alvo. Assim como o evangelho se dirige a todos,
também as boas obras dos fiéis devem acontecer em relação a todos.
Acrescenta-se ainda um adendo que parece restringir o universalismo cristão. A
prática do bem vale, mas principalmente aos da família da fé. Ou seja, será que
agora o amor de novo circula principalmente nas próprias fileiras? Isso o
tornaria questionável. Mas será uma ajuda para compreender essa palavra
tomarmos o termo “família” literalmente. Na maior parte, as igrejas existiam
como igrejas domiciliares. Tudo se desenrolava em ambientes de moradia
apertados e de fácil supervisão. Nessas circunstâncias, a superação espiritual
dos problemas do convívio dentro da igreja tornava-se a prova dos noves para o
amor em geral. Não fazia sentido pregar o amor universal a todos e aos mais
distantes, mas negar literalmente o amor ao próximo na igreja domiciliar. A
lógica situa-se bem na linha de 1Tm 5.8: “Ora, se alguém não tem cuidado dos
seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o
descrente”. (Comentário Esperança N.T)
Muitas vezes,
ao lado de nossa casa tem alguém doente, desempregado, passando necessidades
básicas no vestuário e na alimentação. Muitas vezes perdemos as almas de nossos
vizinhos, enquanto corremos o mundo atrás das almas. Talvez dentro da igreja
tenha irmãos passando por grandes necessidades sem ninguém saber.
É dever de a
igreja organizar arrecadação de cestas básicas para ajudar aos pobres que vivem
em seu derredor. Só assim teremos maior facilidade em ganhar as almas que estão
perecendo sem DEUS, sem paz e sem salvação.
Não amemos
apenas de palavras, mas também em ações, movidos pelo amor e bondade de DEUS.
CONCLUSÃO
A bondade é o
firme compromisso para o benefício dos outros, a bondade é mais uma qualidade
do fruto do espírito. DEUS tem em Si a bondade. Temos vários exemplos de
pessoas que demonstraram a bondade de DEUS em suas vidas, como por exemplo, Jó
e Dorcas.
A bíblia,
através de João nos revela que é homicídio e destruição do próximo o ódio. A
ordem de DEUS é: “não matarás”. Só DEUS tem autoridade sobre a vida. O aborto é
a morte de um inocente indefeso. Vemos o primeiro homicídio surgir por inveja e
ciúmes na vida de Caim que matou seu irmão Abel. Sejamos bondosos e
misericordiosos servindo ao nosso semelhante com amor, ajudando o ferido e
ajudando os irmãos.
VÁRIOS
COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMA CORREÇÃO DO Pr. Luiz Henrique
Tanto no Antigo
quanto no Novo Testamento, dois elementos aparecem em particular: uma bondade
que se baseia na misericórdia (hesed, chrestotes), e uma que se baseia na
bondade moral de DEUS (tob, agathosune). Desta maneira, em algumas ocasiões, a
bondade de DEUS é manifesta: “A terra está cheia da bondade do Senhor” (Sl
33.5; cf. Sl 52.1; 107.8); “Desprezas tu as riquezas da sua benignidade
[bondade]... ignorando que a benignidade de DEUS te leva ao arrependimento?”
(Rm 2.4). Em outras ocasiões, a perfeição e a bondade de DEUS vêm à tona (Nm
10.32; Sl 16.2; 23.6; Gl 5.22; 2 Ts 1.11). Uma das qualidades do fruto do
ESPÌRITO é a bondade (agathosune) no sentido da santidade e da justiça cristã
(Gl 5.22). Isto está de acordo com o objetivo da nossa vida cristã, que é o de
sermos semelhantes ao nosso Pai Celestial, tanto em caráter quanto em atitudes,
assim como CRISTO nos ensinou no Sermão do Monte (Mt 5.48). Deixemos o ESPÍRITO
SANTO nos guiar à bondade perfeita de DEUS. (Dicionário Wycliffe).
αγαθω συν
η - agathosune - Lê-se Ágatôsini
- também pode ser usado χρηστοτης - chrestotes
- Lê-se Cristotês
“Bondade” (gr.
agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser
expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do
mal (Mt 21.12,13). (BEP - CPAD)
Mateus 5.20-26
20 - Porque vos
digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo
nenhum entrareis no Reino dos céus. 21 - Ouvistes que foi dito aos antigos: Não
matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. 22 - Eu, porém, vos digo que
qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e
qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio; e qualquer que
lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno. 23 - Portanto, se trouxeres a
tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra
ti, 24 - deixa ali diante do altar a tua
oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta
a tua oferta. 25 - Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no
caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e
o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. 26 - Em verdade te digo
que, de maneira nenhuma, sairás dali, enquanto não pagares o último ceitil.
A verdade
implícita de Mateus 05:20 é a seguinte: O propósito da lei de DEUS era mostrar
que, para agradar a DEUS e ser digno da cidadania no seu reino, mais justiça é
necessário que qualquer um pode, eventualmente, ter ou realizar em si
mesmo. O objetivo da lei não era mostrar o que fazer, a fim de fazer-se
aceitável, muito menos para mostrar o quão bom um já é, mas para mostrar quão
pecadores e desamparados todos os homens são em si mesmos. (Esse é um dos
temas de Paulo em Romanos e Gálatas.) Como o Senhor apontou para os judeus na
primeira bem-aventurança, o passo inicial para a cidadania reino é pobreza de
espírito, reconhecendo a sua própria miserabilidade total e inadequação diante
de DEUS.
A identidade
dos escribas e fariseus
Como Ezra
(Esdras 7:12), o mais antigo grammateōn (escriba), foram encontrados
transmissores da Bíblia somente entre os sacerdotes e levitas. Eles
gravaram, estudaram, interpretaram, e muitas vezes ensinaram a lei
judaica. Embora houvesse escribas entre os saduceus, a maioria estava associada
com os fariseus. Israel tinha dois tipos de escribas, civis e
eclesiásticos. Os escribas civis trabalhavam pouco como notários, e
estavam envolvidos em várias funções governamentais. Sinsai (Esdras 4:8)
foi um escriba. Os escribas eclesiásticos dedicaram seu tempo para estudar as
Escrituras, e vieram a ser seus intérpretes primários e articuladores.
No entanto,
como JESUS deixou claro, eles não conseguiram entender o que estudaram e
ensinaram. Mesmo com sua dedicação à Palavra de DEUS, continuaram sendo
superficiais em seu entendimento, eles perderam a sua profunda revelação
espiritual.
Os influentes e
rígidos fariseus eram particularmente confiantes em seu sistema de
justiça. Os judeus tinham um ditado que dizia: “Se apenas duas pessoas vão
para o céu, um será um escriba e o outro um fariseu." Aqueles homens
estavam completamente convencidos de que DEUS era obrigado a honrar as suas
obras dedicadas e exigentes. Em comparando-se com as normas que haviam
estabelecido e, especialmente, em si mesmos, comparando com o judeu em média,
para não mencionar Gentios, eles não podiam imaginar um DEUS que não estivesse
impressionado com a sua bondade.
No entanto,
como muitos estudiosos sérios e capazes em toda a história da igreja, os
fariseus do judaísmo também estavam cegos para o significado das palavras que
diligentemente estudavam e discutiam.
De muitas
maneiras, os escribas e fariseus eram como os teólogos liberais de nossa
própria época. Eles estudavam termos bíblicos e redefinia-os de acordo com
suas próprias perspectivas humanas e filosofia. Eles mudavam ensinamentos
bíblicos, comandos e padrões para conformá-los de acordo com seus próprios
desejos e capacidades.
Como, por
exemplo, "Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou santo"
(Lev. 11:44) eles não interpretavam como uma chamada à pura atitude de coração,
mas como uma exigência para realizar certos rituais. Eles sabiam que não
podiam ser santos, da mesma forma que DEUS é santo, e não tinham nenhum desejo
de ser assim. Então simplesmente mudaram o significado de santidade.
Paulo nos
ensina que: Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo
comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias
concupiscências; 2 Timóteo 4:3
A Retidão que
DEUS precisa
A justiça de
DEUS exige de seus cidadãos do Reino que superem a justiça dos escribas e
fariseus . O termo supera é usado de um rio que transborda
dos seus leitos, enfatizando que é muito superior ao normal. O Senhor
exige justiça genuína, verdadeira santidade que excede em muito qualquer coisa
humana e que só existe no coração redimido. O salmista escreveu: “A filha
do Rei está toda gloriosa por dentro, sua roupa está entrelaçada com o
ouro" (Sl 45:13).. Quando o interior é bonito, beleza exterior é
adequada; mas sem beleza interior, exterior é adorno e fingimento.
DEUS sempre se
preocupou em primeiro lugar com a justiça interior. Quando Samuel estava
pronto para ungir o filho mais velho de Jessé, Eliabe, para ser o sucessor de
Saul, o Senhor disse: “Não olhe para a sua aparência, nem para a grandeza da
sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque DEUS não vê como vê o homem, O
homem vê o exterior, porém o Senhor olha para o coração "(1 Sam. 16:7).
DEUS não só
exige justiça interior, mas perfeita justiça. "Portanto, você deve
ser perfeito, como o vosso Pai celeste é perfeito" (Mat. 5:48). Para
ser qualificado para o reino de DEUS, devemos ser tão santos quanto o próprio
Rei ou estarmos procurando e buscando por tal perfeição. Esse padrão é tão
infinitamente grande que até mesmo a pessoa mais hipócrita não ousaria ter a
pretensão de possuí-la ou ser capaz de alcançá-la.
A Retidão que
DEUS Dá
Esta
impossibilidade leva a pessoa sincera a se perguntar como um coração tão santo
é obtido, para fazer a pergunta os discípulos de JESUS um dia lhe perguntaram:
“Então, quem pode ser salvo?" (Mat. 19:25). E a única resposta é
a que JESUS deu naquela ocasião: “aos homens é isso impossível, mas a DEUS tudo
é possível" (v 26)..
Aquele que
exige justiça perfeita dá a perfeita justiça. Aquele que nos fala do
caminho para o reino é mesmo assim. "Eu sou o caminho, e a verdade, e
a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (João 14:6), disse
JESUS. O rei não só define o padrão da justiça perfeita, mas Ele mesmo vai
trazer ninguém até que a norma que está disposta a entrar no reino em termos do
Rei.
"Um homem
não é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em CRISTO JESUS, ... desde
que pelas obras da lei nenhuma carne será justificada" (Gl.
2:16). Para ser justificado, deve ser feito justo, e se tornarão justos
por CRISTO que é o único caminho para se tornarem justos.
"Mas
agora, sem lei, a justiça de DEUS se manifestou, tendo o testemunho da Lei e
dos Profetas, justiça de DEUS mediante a fé em JESUS CRISTO para todos os que
crêem" (Rom 3:21-22). A fé sempre foi o caminho de DEUS para a
justiça, a verdade que os escribas e fariseus, os especialistas sobre o Antigo
Testamento, deveriam ter aprendido e ensinado a todas as outras
pessoas. Como Paulo lembrou aos seus leitores judeus em Roma, "Mas, o
que diz a Escritura: Abraão creu em DEUS, e isso lhe foi imputado como justiça?"
(Rom 4:3). Ele citou o livro de Gênesis (15:6), o primeiro livro do Antigo
Testamento. O primeiro patriarca, o primeiro judeu, foi salvo pela fé, não
pelas obras (Rom 4:2), nem pelo ato de circuncisão (10 v.). Abraão
"recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé que teve quando
ainda incircunciso, que ele poderia ser o pai de todos os que crêem sem serem
circuncidados, que a justiça pode ser concedida a eles" (v. 11).
O incircunciso
inclui aqueles tanto antes como depois de Abraão. Ele era o pai dos fiéis,
mas ele não foi o primeiro dos fiéis. "Pela fé, Abel ofereceu a DEUS
um sacrifício melhor do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era
justo" e "pela fé Enoque foi trasladado para que ele não visse a
morte; e não foi achado, porque DEUS o levou para cima , pois ele obteve o
testemunho de que antes de ele ser levado, era agradável (justo) a DEUS "
(Hebreus 11:4-5.). Foi também apenas pela fé que Noé encontrou a salvação
(v. 7). "Porque, se pela ofensa de um só [isto é, Adão], a morte reinou
por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça
reinarão em vida por um só, JESUS CRISTO" (Rm 5:17). "Assim como
o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a
vida eterna, por JESUS CRISTO, nosso Senhor" (v. 21).
A justiça de
DEUS exige, DEUS também dá. Ela não pode ser merecida, ganhou, sem
merecimento, só acreditamos e aceitamos. Levando nosso pecado, CRISTO
"condenou o pecado na carne, a fim de que a exigência da lei se cumprisse
em nós" (Rom 8:4-5). DEUS deu o padrão impossível e, em seguida,
mesmo providenciou o seu cumprimento. O pecado foi julgado e condenado e a
justiça aplicada sobre ele. JESUS levou nossos pecados sobre Ele e morreu em
nosso lugar.
O escritor de
romanos tinha consideravelmente mais pretensão de justiça feita pelo homem do
que a maioria dos escribas e fariseus a quem JESUS falou. "Se alguém
pensa confiar na carne, eu poderia muito
mais", escreveu Paulo; "Circuncidado ao oitavo dia, da nação de
Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu; quanto
ao zelo, perseguidor da Igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível
"(Fp. 3:4-6).
Mas quando o
apóstolo foi confrontado pela justiça de CRISTO, ele também foi confrontado por
seu próprio pecado. Quando viu o que DEUS tinha feito por ele, ele viu que
o que ele tinha feito por DEUS era inútil, era nada, eram trapos de imundícia. "As
coisas que para mim era lucro, essas coisas eu considerei perda por causa de
CRISTO. Mais do que isso, considero tudo como perda, tendo em vista o valor de
excelência do conhecimento de CRISTO JESUS, meu Senhor; pelo qual sofri a perda
de todas as coisas, e as considero como lixo, a fim de que eu possa ganhar a
CRISTO, e pode ser encontrado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei,
mas a que vem pela fé em CRISTO, a justiça que vem de DEUS com base na fé
"(vv. 7-9).
"Mas vós
sois dele, em JESUS CRISTO, o qual para nós foi feito por DEUS sabedoria, e
justiça, e santificação, e redenção" (1 Cor 1:30). Quando DEUS olha
para imperfeitos, crentes pecadores, ele vê seu perfeito e inocente
Filho. Nós nos tornamos "participantes da natureza divina" (2 Pe
1:4). Possuímos em nós mesmos a justiça do DEUS eterno e santo. É certo
que, até a nossa carne também é redimida (Rom 8:23) porque a nossa justificação
está em uma batalha contra o pecado. Mesmo assim, só somos justos em nossa
posição diante de DEUS em CRISTO, e assim temos a nova capacidade de agir com
retidão.
Aqueles que
insistem em vir para DEUS em sua própria justiça e em seu próprio poder nunca
irão alcançá-Lo; eles não entrarão no reino dos
céus . Nenhuma igreja, nenhum ritual, nenhuma obra, nenhuma
filosofia, nenhum sistema pode trazer uma pessoa a DEUS, nada disso pode
justificá-la. Aqueles que, através de uma igreja, por meio de um culto, ou
simplesmente através de seus próprios padrões pessoais, tentam alcançar o seu
caminho para a graça de DEUS não sabem nada do que Sua graça é.
É trágico que
muitas pessoas hoje, como os escribas e fariseus, tentam por alguma maneira se
justificarem diante de DEUS, mas à sua maneira. Eles vão tentar pagar
qualquer preço, mas não vão ser aceitos pelo preço que pagaram. Eles vão
fazer qualquer trabalho que lhes for imposto para se justificarem, mas eles não
serão aceitos, pois a obra necessária e única já foi consumada pelo Filho de
DEUS por eles. Eles precisam só aceitar o presente de DEUS, o dom da Sua
salvação gratuita. Tais pessoas são religiosas, mas não regeneradas, e
eles, por seus esforços próprios, não entrarão no reino dos céus .
26 - A Atitude
por Traz dos Atos (Uma Visão Geral de Mateus)
Desde o início
do Sermão da Montanha JESUS se concentra no interior, sobre o que os homens são
como em suas mentes e corações. Esse é o principal impulso de Mateus
5:21-48, como o Senhor enfatiza novamente os padrões divinos para viver em seu
reino, os padrões divinos já dados na lei do Antigo Testamento, em contraste
com a tradição judaica.
Ao contrário do
que a justiça externa, superficial, e hipócrita que tipificou os escribas e
fariseus, a justiça que DEUS requer é antes de tudo interno. Se ele não
existir no coração, ela não existe em tudo. Apesar de ter sido esquecido
ou negligenciado pela maioria dos judeus da época de JESUS, que a verdade foi
apresentado a eles em todo o Antigo Testamento.
Salomão orou:
“Ouve tu então nos céus, assento da tua habitação, e perdoa, e age, e dá a cada
um conforme a todos os seus caminhos, e segundo vires o seu coração, porque só
tu conheces o coração de todos os filhos dos homens." (1 Reis
8:39). Nas últimas palavras de Davi a Salomão, ele disse: “Quanto a você,
meu filho Salomão, conhece o DEUS de teu pai, e servi-O de todo o coração e
espírito voluntário; porque o Senhor esquadrinha todos os corações, e penetra
todas intenções do pensamentos "(1 Crônicas 28:9.). Hanani, o
vidente, lembrou o rei Asa, "Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam
por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é
perfeito para com ele; nisto, pois, procedeste loucamente porque desde agora
haverá guerras contra ti." (2 Crônicas 16:9.). "Todos os
caminhos do homem são limpos aos seus olhos", nos é dito em Provérbios,
"mas o Senhor pesa os motivos" (Prov. 16:2).
Que DEUS é,
antes de tudo preocupado com o que os homens são como no interior é uma verdade
central de ambos os Testamentos. Uma boa ação exterior é 'validado diante
de DEUS só quando representa honestamente o que está no
interior. "Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu testo a mente, e
isso para dar a cada um segundo os seus caminhos, de acordo com os resultados
de seus atos" (Jer. 17:10). No último livro da Bíblia, o Senhor
adverte a igreja em Tiatira: "Eu sou aquele que sonda as mentes e os
corações; e darei a cada um de vós segundo as suas obras" (Ap
2:23). Comportamento externo direito apenas agrada quando corresponde a
atitudes internas certas e bem-motivadas. "Porque em nada me sinto
culpado; mas nem por isso me considero justificado, pois quem me julga é o
Senhor. Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual
também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos
corações; e então cada um receberá de DEUS o louvor. "(1 Cor 4:4-5.).
As boas ações
presumidas dos escribas e fariseus orgulhosos auto-glorificantes não vieram de
um coração puro nem de boas atitudes do coração. JESUS diz que são
característicos de cidadãos do Reino: a pobreza de espírito (desejo conhecer
mais a DEUS) morte para o pecado, a mansidão, a fome e sede de justiça, e assim
por diante (vv. 3-12).
Porque JESUS
sabia que seus ouvintes, especialmente os líderes religiosos hipócritas e de
autossatisfação, não poderiam entender o que ele estava dizendo, ele dedicou
grande parte desse sermão para expor os princípios defeituosos e motivações do
sistema legalista que tinha substituído o do próprio DEUS em sua Palavra
revelada.
JESUS usou a
frase "Vocês ouviram o que os antigos disseram “e para isso disse seis
ilustrações corretivas nesta parte do seu sermão (ver vv. 21, 27, 31, 33, 38,
43). A frase faz referência à tradição rabínica, o ensino tradicional, e
em cada ilustração JESUS contrasta o ensino humano com o ensino divino da
Palavra de DEUS. Os exemplos mostram maneiras em que a justiça de DEUS
supera a dos escribas e fariseus (cf. v 20).. Eles lidam com os temas
específicos de assassinato, o pecado sexual, o divórcio, falando a verdade,
retaliação, e amar os outros. No entanto, todos eles ilustram o mesmo
princípio básico, o princípio JESUS diz que deve ser aplicado a todas as áreas
da vida e:a justiça é uma questão do coração.
JESUS não está
modificando a lei de Moisés, o ensinamento dos Salmos, os padrões dos profetas,
ou qualquer outra parte da Escritura. A essência do que ele acabou de
dizer nos versículos 17-20 é
(1) que o seu
ensino está firmemente de acordo com toda a verdade, mesmo cada palavra, do
Antigo Testamento" e
(2) que as
tradições religiosas judaicas não conseguiu fazer isto corretamente.
Nas seis
ilustrações encontradas nos versículos 21-48, JESUS primeiro refere-se a dois
dos Dez Mandamentos, em seguida, a dois princípios mais gerais na lei de
Moisés, e, finalmente, aos dois grandes princípios da misericórdia e
amor. Assassinato e ofertas adultério com as questões fundamentais de
preservação individual e social. Proteção da vida é a base do bem-estar
individual e proteção do casamento é a base do bem-estar social. Divórcio
e dizer a verdade envolve uma área mais ampla das relações sociais, e da
misericórdia e do amor uma área maior ainda. As ilustrações passam da
proteção de cada vida humana ao amor de toda a vida humana, incluindo os
inimigos. Juntas, essas ilustrações afirmam que todas as áreas de nossas
vidas devem ser caracterizados e medidas pelo padrão perfeito de DEUS da
justiça interior.
Ambos os
líderes judaicos e dentre o povo estavam espantados com a radical interpretação
do conteúdo da Palavra de DEUS e o ensino que foi usado por JESUS: Se ele
estava certo ou errado, era óbvio para eles que "Ele ensinava como quem
tem autoridade e não como os escribas" (Marcos 1:22).
Entre os
ensinos mais incríveis de JESUS sobre as escrituras tradicionais era sua
insistência de que tradição e Escritura estavam em conflito e que a justiça
interior, e não a forma externa, é a característica central e necessária de um
relacionamento correto com DEUS.
Cinco
princípios básicos resumem a ideia central de Mt 5:21-48.
O primeiro
princípio é que o espírito da lei é mais importante do que a letra. A lei
não foi dada como um conjunto mecânico de regras pelas quais os homens em seu
próprio poder poderão reger a sua vida fora. Foi dado como um guia para o
tipo de personalidade que DEUS requer.
O segundo
princípio é que a lei é positiva, bem como negativa. Seu Proposito não é
apenas para evitar o pecado interior e exterior, mas para promover a justiça de
DEUS tanto interna quanto externa.
O terceiro
princípio é que a lei não é um fim em si mesmo. Seu objetivo mais profundo
vai além da purificação da vida do povo de DEUS. Seu Propósito supremo é
glorificar a DEUS.
O quarto
princípio é que só DEUS é qualificado para julgar os homens, porque só Ele pode
julgar o coração dos homens. Somente o Criador tem o direito e a
capacidade de julgar os mais profundos pensamentos e intensões internos de suas
criaturas.
O quinto
princípio é que cada ser humano é ordenado a viver de acordo com o padrão
divino perfeito de acordo com a lei. Sabemos que esse mandamento é
impossível para o homem cumprir, sendo assim, o próprio DEUS providenciou o
cumprimento por meio de Seu Filho, JESUS CRISTO. O comandante da justiça
também é o Doador da justiça; o Legislador também é o Redentor.
A Bondade
Magnânima - αγαθω συν η - agathosune - Lê-se Ágatôsini - também pode ser usado χρηστοτης
- chrestotes - Lê-se Cristotês - Livro Obra da carne e fruto do
ESPÍRITO - William Barclay
A dificuldade
com a sexta virtude no fruto do ESPÍRITO é definir mais exatamente o que ela
significa. Todas as demais, em número de oito, são explicitamente adornos do
caráter cristão; mas em português bondade é um termo amplo e geral. A
dificuldade com a palavra é que seu significado depende do contexto e da esfera
em que se acha a excelência especifica que é descrita. Podemos dizer, por
exemplo: “Aquele é um bom animal.” Se o animal for criado para o abate é usado
como alimento, a bondade consiste na carne e gordura do corpo dele. Se o animal
for conservado para a reprodução, seu valor estará no seu pedigree. Se o animal
for para a corrida, sua bondade se achará nos seus músculos treinados e no fato
de não ter carne excessiva. Geralmente dizemos que o homem é bom em alguma
coisa; definimos a esfera em que a bondade opera. Alguém pode ser bom nos
idiomas e ruim na matemática; pode ser bom nos esportes e ruim nos estudos
acadêmicos; pode ser bom no seu trabalho e ruim como marido e pai. Pode ser bom
de caráter, mas ruim de saúde.
“Bondade” , em
si mesmo, é um termo bom geral, e devemos procurar definir mais de perto a
esfera em que Paulo está usando esta palavra. Começaremos citando duas
sugestões quanto a linha geral do significado de bondade. A palavra é
agathõsunè - e pode ser usada χρηστοτης - chrestotes
- Lê-se Cristotês.
As duas
interpretações que citamos ligam chrèstotès (χρηστοτης - chrestotes
- Lê-se Cristotês) e agathõsunè muito estreitamente. Lighfoot fez a
distinção entre as duas, dizendo que há mais atividade em agathõsunè.
Chrèstotès é uma qualidade do coração e emoção; agathõsunè é uma qualidade da
conduta e ação. Uma indica intenção e outra ação de bondade. Elas se
complementam. Nesta base poderíamos dizer que agathõsunè é chrèstotès em ação.
É uma ideia atraente, mas computando-se os fatos não há nenhuma evidência
explicita no sentido de as palavras serem assim diferenciadas no seu uso.
R. C. Trench
segue a interpretação de Jerônimo. Segundo esta interpretação há uma qualidade
de benignidade graciosa e atraente em chrèstotès, ao passo que em agathõsunè
pode haver muito mais rigor e austeridade. Em chrèstotès, a benignidade é
ressaltada; com agathõsunè o julgamento moral é enfatizado. Destarte, Trench
diz que agathõsunè pode muito bem ser demonstrado no zelo pela bondade e
verdade, na repreensão, correção e disciplina. JESUS demonstrou agathõsunè
quando expulsou os compradores e os vendedores do Templo (Mt 21.13) e quando
pronunciou suas ameaças e condenações contra os escribas e fariseus (Mt 23);
mas demonstrou chrèstotès quando tratou com mansidão o arrependimento no
coração da mulher que era pecadora e que ungiu os seus pês (Lc 7.37-50).
A dificuldade
em definir o significado de agathõsunè é acentuada pelo fato de não ser uma
palavra comum. Não ocorre nunca no grego secular.
Na LXX ocorre
cerca de treze vezes, e no NT há somente três outras ocorrências da palavra.
Poderíamos ter
procurado definir o significado deste substantivo examinando o adjetivo
correspondente agathos, mas agora nos defrontamos com a dificuldade oposta.
Agathos é uma das palavras mais comuns em grego. Na LXX ocorre quase 520 vezes
e no NT 100 vezes; e seu alcance é bastante amplo. Pode descrever uma árvore
(Mt 7.17); uma dádiva (Mt 7.11); um homem (Mt 12.35); um escravo (Mt 25.21); um
mestre, sendo o próprio JESUS neste caso (Mt 10.17); terra fértil (Lc 8.8); a
consciência de um homem (Ato 23.1); a vontade de DEUS (Rm 12.2); a esperança
cristã (2 Ts 2.16); frutos e colheitas (Tg 3.17); palavras e ações (Ef 2.10; 2
Ts 2.17). A palavra agathos é tão ampla em seu significado a ponto de descrever
aquilo que é excelente em qualquer esfera. A não ser que especifiquemos o seu
sentido um pouco mais, ela não nos ajudara á a definir agathõsunè. Examinemos,
portanto, a pequena quantidade de material disponível. Examinemos a palavra na
LXX.
i. Na LXX
agathõsunè pode significar bondade em geral. O salmista escreve: “Amas o mal
antes que o bem” , e o paralelo é:“Preferes mentir a falar retamente” (sal
52.3). Neste caso, agathõsunè e simplesmente um termo geral para “ bondade” em
contraste com “maldade.”
ii. Na LXX pode
significar prosperidade na vida. “No dia
da prosperidade,” diz o Pregador, “viva alegremente” (Ec 7.15). Não há vantagem
numa vida bem-sucedida se o homem não recebe nenhuma alegria com a sua prosperidade
(Ec 6.3). Com seu profundo pessimismo o Pregador diz que até mesmo se um homem
vivesse dois mil anos, não gozaria o bem (Ec 6.6). “Boa e bela coisa é,” diz
ele, “ comer e beber, e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho” (Ec 5.17).
Melhor é a sabedoria do que as armas de guerra, mas um só pecador desenfreado
pode destruir muitas coisas boas, ou seja: pode desfazer muita prosperidade (Ec
9.18). Ec 5.10,11 é um versículo obscuro. A LXX diz: “Na multidão do bem são
aumentados os que comem deste.” A ARA diz: “Onde os bens se multiplicam, também
se multiplicam os que deles comem.” Moffatt ressalta melhor o significado:
“Quanto mais o homem ganha, mais pessoas há para gastar.” Certamente na LXX
agathõsunè significa prosperidade, mas isto não nos ajuda muito aqui.
iii. Na LXX
pode ter a ideia de benefício. “Para quem trabalho eu,” diz o Pregador, “ se
nego a minha alma os bens da vida?” (Ec 4.8). A ideia é: Por que me privo dos
benefícios que poderia desfrutar? As palavras finais do livro de Neemias são:“
Lembra-te de mim, DEUS meu, para o meu bem” (Ne 13.31). Este também é um
significado que não nos ajuda muito.
iv. Na LXX pode
ter a ideia de generosidade. A acusação de Neemias contra o povo é: “Pois eles
no seu reino, e na muita abundância de bens [lit. bondade] que lhes deste” (Ne
9.35). Diz a respeito das pessoas que entraram na Terra Prometida: “Comeram e
se fartaram e engordaram, e viveram em delícias, pela tua grande bondade” (Ne
9.25). Regalavam-se, poderíamos dizer, na generosidade de DEUS. Agathõsunè,
portanto, tem a ideia de generosidade, especificamente a generosidade de DEUS.
As evidências neotestamentárias desta palavra são escassas.
Nada mais
podemos fazer a não ser registrar as três ocorrências dela fora desta passagem.
Em 2 Ts 2.17 Paulo ora em prol do seu povo no sentido de que DEUS cumpra para
com ele toda boa palavra [lit.]. Em Ef 5.9 Paulo diz que o fruto do ESPÍRITO
consiste em toda a bondade, e justiça, e verdade. Em Rm 15.14, ele escreve a
respeito dos cristãos de Roma: “E certo estou, meus irmãos, sim, eu mesmo, a
vosso respeito, de que estais possuídos de bondade, cheios de todo o
conhecimento, aptos para vos admoestardes uns aos outros.” Ainda temos pouca
ajuda para estabelecer com exatidão o significado desta palavra. A melhor
maneira de chegar ao significado desta palavra será comparando-a com duas
outras; com uma delas forma um paralelo estreito, e da outra é a antítese. A
palavra agathos frequentemente ocorre junto com a palavra dikaios, e agathõsunè
várias vezes está em associação com a palavra dikaiosunè. Dikaios significa
justo e dikaiosunê significa justiça. Os gregos definiam o justo como o homem
que dá aos deuses e aos homens o que lhes é devido. Os escritores gregos,
exatamente nesta base, definem, comparam e contrastam dikaiosunê e agathõsunè.
A justiça, dizem eles, é a qualidade que dá ao homem o que lhe é devido; a
benignidade é a qualidade que pretende fazer muito mais do que isto, e que
deseja dar ao homem tudo quanto visa o seu benefício e ajuda. O homem que é
justo cumpre a sua obrigação segundo a letra; o homem que é benigno vai muito
além. Neste ponto temos uma aplicação interessante. Os gnósticos diziam que o
DEUS do AT é dikaios, justo, ao passo que o DEUS do NT é agathos, generoso e
benigno. Falando de modo geral, no AT há o retrato de um DEUS que pôs em
operação a lei moral, e de quem cada um recebe de acordo com os seus
merecimentos. Falando de modo geral, no NT o retrato é de um DEUS que lida com
os homens, não segundo a lei, mas segundo a graça, e que lhes dá, não aquilo
que merecem, mas aquilo que Seu amor da gratuitamente, sem merecimento.
OU SEJA, NO AT
A BONDADE DE DEUS SE MANIFESTA PELA LEI E NO NO NT PELA GRAÇA (Pr. Henrique).
As
Homílias Clementinas dizem que DEUS é tanto agathos quanto dikaios: agathos por
perdoar o pecador arrependido, dikaios porque cada um recebe de acordo com suas
ações depois de ter-se arrependido. A grande característica de agathõsunè é a
generosidade que dá ao homem aquilo que nunca poderia ter merecido. Isto quer
dizer que a ideia primaria de agathõsunè é a generosidade. Na justiça, não há
espaço real para compaixão e misericórdia, porque elas simplesmente viriam
interferir no decurso da justiça abstrata. Na benignidade estão presentes a
compaixão e a misericórdia porque ela é a generosidade imerecida. A palavra com
o significado oposto de agathos e ponêros. Ponèros é uma palavra bem geral para
maligno ou mau. DEUS faz nascer Seu sol sobre maus {ponèros) e bons (agathos)
(Mt 5.45). Os homens adquiriram o conhecimento do bem e do mal (Gn 2.9, 17). Ho
Ponèros, o Maligno, é um dos títulos mais comuns para Satanás (Mt 6.13; Ef
6.16; 1 Jo 2.14). Mas ponèros tem um sentido especial. Ele é ressaltado especificamente
na Parábola dos Trabalhadores na Vinha. No fim do dia, todos os trabalhadores
receberam o mesmo pagamento, e aqueles que tinham cumprido um horário mais
longo queixaram-se. O proprietário da vinha respondeu: “Porventura não me é
licito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus {ponèros) os teus olhos
porque eu sou bom (agathos)!” (Mt 20.15). Moffatt traduz: “Estais com rancor
porque eu sou generoso?” A BV traduz:“ Você se zanga porque eu sou bondoso?”
Claramente naquela passagem ponèros significa avarento, mesquinho, rancoroso, e
agathos significa magnânimo, generoso. É possível que ponèros tenha o mesmo
significado em duas outras passagens do NT. Em Mt 6.23 JESUS diz:“ Se, porém,
os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas” , o que bem
possivelmente significa:“ Se você for avarento, mesquinho e destituído de
generosidade, sua vida inteira será sombras e escuridão” . JESUS alista entre
os pecados do espirito o olhar maldoso, e mais uma vez pode significar um olhar
mesquinho, ciumento, não-generoso:
Na LXX há
alguns casos indiscutíveis de ponèros neste sentido. “Não comas o pão,” diz o
Sábio, “ do mesquinho (ponèros) ” (Pv 23.6) “O homem avarento (ponèros) corre
atrás das riquezas” (Pv 28.22). Há dois exemplos claros deste sentido em
Deuteronômio. O homem mais mimoso e delicado na sua criação tem um olhar
maldoso (ponèros) para com sua esposa, irmãos e amigos, ou seja: no seu desejo
pelo luxo e mesquinho para com eles no tocante a tudo quanto precisa dar-lhes
(Dt 28.54). Segundo os regulamentos em Deuteronômio, no Ano da Remissão, todo
sétimo ano, todas as dívidas eram canceladas e tudo voltava a “estaca zero” .
Em tais circunstâncias era muito natural e até mesmo prudente que o homem
mesquinho se recusasse a emprestar alguma coisa quando estava perto o Ano da
Remissão, temendo nunca receber seu dinheiro de volta, pois as dívidas seriam
canceladas. É estipulado, portanto, que o homem não deve ter um olhar maldoso
(ponèros) contra seu irmão pobre, ao ponto de não lhe dar nada. Isto quer dizer
que o homem não deve ser tão mesquinho ao ponto de não emprestar aos pobres em
tal ocasião (Dt 15.9).
De modo claro,
ponèros frequentemente significa avarento, mesquinho, ganancioso, e, portanto,
agathos significara generoso, liberal, magnânimo. O homem agathos não é como o
dikaios, que dá ao outro somente aquilo que ele merece; nem mais nem menos, ele
é generoso para dar o que nunca foi merecido. O homem agathos não é como o
ponèros que se ressente por causa daquilo que deve dar; é generoso, de mãos e
coração abertos. Agathõsunè é a generosidade que brota do coração benigno.
A Epístola aos
Gálatas - χρηστοτης - chrestotes - Lê-se Cristotês (também
pode ser usado αγαθω συν η - agathosune - Lê-se Ágatôsini)
A palavra
“bondade” (chrestótes) tem seu uso comum tanto no grego bíblico, quanto no
eclesiástico. Na LXX é o bem no sentido de bens terrenos (Ec 4.8; 5.10; 6.3) ou
de felicidade (Ec 5.14), o bem que acontece a alguém (Ec 15.17; 6.6;
9.18). A bondade de DEUS é provada através dos bens que Ele concede na
terra (2 Esd 19.25,35) ou guarda para o céu (2 Esd 23.31). É também o bem
moral que se pratica (Jz 8.35; 9.16; 2 Cr 24.16; SI 51.5). Em Paulo,
significa benignidade, gentileza. Refere-se a uma disposição gentil
e bondosa para com os outros, é a característica de “ser bom”.
Bondade - χρηστοτης - chrestotes
- Lê-se Cristotês - (também pode ser usado αγαθω συν
η - agathosune - Lê-se Ágatôsini) a derivação encontrada em
Agathos ( bondade ) tem a ver com a excelência moral e
espiritual que é conhecida por sua doçura e bondade ativa. Paulo ajudou a
definir essa virtude, quando ele observou que "dificilmente haverá quem
morra por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer" (Rm
5:7.). Um cristão pode ser moralmente correto, mas ainda não manifestar a
graça de DEUS . Ele pode ser admirado e respeitado por seus
elevados padrões morais e pode até ter um amigo que iria arriscar sua vida por
ele. Mas a pessoa que também tem a bondade é muito mais provável
de ter amigos abnegados.
José era um
homem justo e bom. Quando soube que Maria estava grávida, sem ainda saber
que era pelo ESPÍRITO SANTO ", sendo um homem justo", ele não poderia
se casar com ela, supondo que ela tinha sido infiel. Mas, sendo também um
bom homem, ele não podia suportar a idéia de desonrar sua amada Maria e,
portanto, "desejou deixá-la
secretamente" (Mat. 1:19).
Davi tinha uma
profunda compreensão da bondade de DEUS, como ele revela repetidamente em seus
salmos. "Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos
os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor para sempre",
alegrou-se (Sl. 23:6). Ele confessou que de fato, "Pereceria sem
dúvida, se não cresse que veria a bondade do Senhor na terra dos
viventes. " (Sl. 27:13).
Tal acontece
com a graça que o ESPÍRITO proporciona, os crentes são ordenados para
exemplificar a bondade . Mais tarde, na carta Paulo exorta:
“Enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, e especialmente para
aqueles que são da família da fé" (Gl. 6:10). "Para este fim,
também oramos por vocês sempre", ele escreveu aos Tessalonicenses ",
que o nosso DEUS vos faça dignos da sua vocação, e cumpra todo desejo de
bondade e da palavra de fé com poder" (2 Ts 1:11).
Comentário
Bíblico Wesleyano - χρηστοτης - chrestotes - Lê-se
Cristotês (também pode ser usado αγαθω συν η - agathosune - Lê-se
Ágatôsini)
A
bondade não é necessariamente o único ativo ou unicamente
passiva. Lightfoot a chama de neutro. É uma disposição gentil para
com os vizinhos em quaisquer que sejam as circunstâncias. Ela pode
expressar-se em qualquer um com a paciência ou longanimidade. Fácil de se
conviver. A integridade e força lhe pertencem. Além da paciência e
longanimidade a terceira qualidade desta tríade é a bondade. Este é
um princípio mais ativo e enérgico. A palavra grega é encontrada somente
em escritores bíblicos e eclesiásticos. A qualidade em toda a sua força
foi aparentemente tão carente de observações pagãs que nem mesmo é
conhecida por eles. Pagãos conhecem boas ações, mas uma qualidade
consistente como a bondade vai muito além das obras da humanidade. Tinha
que ser uma qualidade do fruto do ESPÍRITO. É retidão de coração e vida,
bondade ativada, beneficência.
Dicionário
Teológico - χρηστοτης - chrestotes - Lê-se
Cristotês (também pode ser usado αγαθω συν η - agathosune - Lê-se
Ágatôsini)
[Do lat.
bonitate ] Qualidade e caráter do que é intrínseca e extrinsecamente bom.
Benevolência, indulgência, benignidade. Um dos atributos morais e comunicáveis
de DEUS. Sua bondade manifesta-se não somente em relação às suas perfeições,
mas também no amor que manifesta às suas criaturas.
Strong
Português - χρηστοτης - chrestotes - Lê-se
Cristotês (também pode ser usado αγαθω συν η - agathosune - Lê-se
Ágatôsini)
1) bondade
moral, integridade
2) benignidade,
bondade
Strong
Português - αγαθω συν η - agathosune - Lê-se Ágatôsini - integridade
ou retidão de coração e vida, bondade, gentileza
αγαθο
ς agathos
1) de boa
constituição ou natureza.
2) útil,
saudável
3) bom,
agradável, amável, alegre, feliz
4) excelente,
distinto
5) honesto,
honrado
(Enciclopédia
de Bíblia, Teologia e Filosofia)
Expressão que
precisa ser compreendida de dois modos diversos:
1. Bondade
expressa para com outrem, sem qualquer motivo egoísta ou expectativa de que o
ato será recompensado. Trata-se, nesse caso, simplesmente do exercício da lei
do amor (que vide).
2.Amor para com
DEUS como o supremo objeto do amor, sem qualquer idéia de compensação. O
mandamento que nos ordena amar ao próximo como a nós mesmos, dá a entender
amar àquela pessoa pelo valor que ela mesma tem, e não por causa de algo que se
possa ganhar egoisticamente com isso. Usualmente, o ódio também é interesseiro.
Em outras palavras, uma pessoa odeia a outrem por alguma razão egoísta. Ele me
enganou! Ele me dirigiu palavras ofensivas. Ele me defraudou. Por semelhante
razão, o amor e a bondade por muitas vezes alicerçam-se sobre os auto
interesses. JESUS ordenou que amássemos os nossos inimigos (Mat. 5:43
ss), àqueles que poderíamos odiar por alguma causa justa e pessoal. Longe
de termos um ódio interesseiro, cumpre-nos ter um amor desinteressado para com
aqueles que nos prejudicam. O samaritano fornece-nos um bom exemplo de
benevolência desinteressada (Luc. 10:33 ss). O próprio uso da palavra
«samaritano», nesse relato de JESUS, significa que da parte dele não se
esperava qualquer ajuda. Isso pode ser contrastado com o que sucede nas grandes
cidades, hoje em dia. Publicamente, em plena luz do dia, pessoas indefesas são
atrativas, enquanto outras veem tudo com indiferença, não querendo envolver-se.
Está em pauta a
doutrina filosófico-teológica da ética que diz que a verdadeira virtude envolve
os afetos e as paixões, devendo ser definida como amor altruísta. Cada ser vivo
deve ser amado de acordo com sua posição na escala do ser. Por conseguinte, o amor
a DEUS é o mais importante princípio moral, ao passo que o pecado consiste em
autoamor, sendo o pior de todos os vícios, sobretudo porque o autoamor exclui
ou prejudica ao próximo. A espiritualidade, uma vez renovada pelo ESPÍRITO de
DEUS, manifesta-se através da prática da benevolência, que inclui a eliminação
dos excessos do autosserviço. Essa doutrina tem provido a base de muitas das
atividades filantrópicas e missionárias.
MISERICÓRDIA
(Almeida.dctx)
1) Bondade (Js
2.14, RA).
2) Bondade,
AMOR e GRAÇA de DEUS para com o ser humano, manifestos no perdão, na proteção,
no auxílio, no atendimento a súplicas (Êx 20.6; Nm 14.19, RA; Sl 4.1). Essa
disposição de DEUS se manifestou desde a criação e acompanhará o seu povo até o
final dos tempos (Sl 136, RA; Lc 1.50).
3) Virtude pela
qual o cristão é bondoso para com os necessitados (Mt 5.7; Tg 2.13).
BOM, BONDADE
(Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia)
Nos diálogos de
Platão, exceto em seu Banquete, a Forma ou Idéia do Bom é o mais
elevado princípio moral e metafísico. Portanto, usando termos cristãos, a
bondade é a principal característica de DEUS, da qual tudo o mais se originou,
e na direção do que tudo se move. A vida inteira é uma inquirição ética, cujo
desígnio é libertar a alma de seu cárcere do corpo mortal, devolvendo-a à
liberdade do mundo das idéias (equivalente aos céus cristãos). Dali ela provém,
e para ali ela está retornando. Porém, isso toma-se impossível sem a perfeição
na bondade moral.
I. Idéias
Filosóficas:
1. No seu
diálogo, Leb, Platão substituiu as idéias pelo termo DEUS, fazendo com que as
idéias se tornassem atributos de DEUS. Portanto, a bondade seria o mais elevado
atributo divino. Isso é paralelo à declaração cristã e bíblica de que DEUS é
amor (ver I João 4:16). Ê interessante que a palavra anglo*saxôlli> ca para
DEUS, God, seja a palavra por detrás da palavra bom, good. A verdadeira bondade
é uma qualidade transcendental.
2. Platão deu
início à discussão sobre o que é intrinsecamente bom e sobre o que é
instrumento do bem. Um bem intrínseco é aquilo que é bom em si mesmo. Um bem
instrumental é aquilo que resulta no bem, mediante o seu uso.
3. O que é
intrinsecamente bom mescla-se com o conceito do bem maior, ou summum bonum (que
vide), uma expressão empregada pelos filósofos para referir-se a DEUS, ou ao
bem mais elevado possível.
4. Aristóteles
pensava que a eudaimonia (felicidade) é o maior bem, bem como o objeto de nossa
inquirição ética. Isso tem paralelo, na teologia cristã, há idéia de que a
finalidade do homem consiste em glorificar a DEUS e desfrutar de DEUS para
sempre (Confissão de Westminster, que vide).
5. Os filósofos
epicureus faziam do prazer o bem mais elevado, embora usualmente o
compreendessem como os prazeres intelectuais ou os prazeres moderados. Os
hedonistas (ver sobre o hedonismo) pensavam que quanto maior fosse o prazer,
tanto melhor; e isso, para eles, seria o maior bem.
6. Os estóicos
faziam da apatia ou indiferença o maior bem.
7. O
confucionismo (que vide) enfatiza o li (que vide), isto é a propriedade ou
princípio do benefício, resultante do amor, como o maior bem.
Alguns
filósofos veem a bondade como um conceito mais amplo do que o direito. O
direito pode ser justo, mas a bondade aplica a misericórdia e o amor a todas as
situações; pelo que a bondade é superior ao direito. Ver o contraste feito por
Paulo entre o homem justo e o homem bom, em Romanos 5:7, e ver a exposição
dessa idéia, no NTI.
8. Helvécio
(que vide) fazia a bondade ser equivalente ao prazer coletivo.
9. Para Hegel
(que vide) a bondade é a coincidência de uma vontade humana com a vontade
universal, isto é, a vontade racional: a correção de vontade, e, por
conseguinte, de ação, com base em princípios metafísicos.
10. Para
Westermarck (que vide) a bondade equivale à aprovação da sociedade a qualquer
ato ou atitude.
11. Os
filósofos analíticos desistiram de definir tão importante e amplo vocábulo como
é o adjetivo «bom».
12. Berdyaev
(que vide) identificava o bom com a criatividade e a espontaneidade.
13. Para
Blanshard (que vide) a bondade consistiria na combinação de satisfação e
cumprimento.
II. Idéias
Bíblicas
1. DEUS é amor,
e, portanto, é o ser supremamente bom, bem como a origem de toda a bondade (I
João 4:6). Através do amor, as boas obras visam o benefício do próximo. Quando
DEUS amou o mundo de tal maneira (ver João 3:16), ele fez a missão de seu Filho
revestir-se do proveito máximo. O bem mais alto é uma qualidade transcendental,
relacionado ao ser divino. (Ver Sal. 34:3 ; 149:9).
2. Os homens
tornam-se bons quando a bondade divina passa a ser cultivada neles, pelo
ESPÍRITO SANTO, pois a bondade é um dos aspectos do fruto do ESPÍRITO de DEUS
(ver Gál. 5:22).
3- O homem bom
é superior ao homem meramente justo, porquanto, além de ser alguém dotado de
ética correta, ele é generoso, demonstrando amor em sua vida (ver Rom 5:7).
4. A criação de
DEUS é boa, pois ali ele manifestou suas idéias e seus atos (Gên. 3:5).
5. A
prosperidade é um bem provido aos homens por DEUS. Essa prosperidade pode ser
material ou espiritual (ver Jos. 23:14 ss; I Reis 22:8 e Jó 2:10).
6. A lei de
DEUS é boa, porquanto faz a alma prosperar. Ver Deu. 30:15 ss\ Pirke Aboth
6:3:«O que é bom é simplesmente a Torah». Ver Rom 7:12.
7. O Novo
Testamento dá continuidade aos conceitos de bom exarados no Antigo Testamento.
O homem é uma boa obra de DEUS, criado para praticar o que é bom (Efé. 2:10).
As boas obras dos crentes glorificam a DEUS (Mat. 5:16).
8. A vontade
predestinadora de DEUS faz todas as coisas contribuírem juntamente para o bem
do crente, e o propósito disso é levá-lo a compartilhar da imagem e natureza do
Filho, afinei. Em outras palavras, a salvação (que vide) é o bom ato de DEUS,
aplicado ao homem (Rom 8:29).
9. Todas as
virtudes cristãs são boas e precisam ser cultivadas (Gál. 5:22,23; Filp. 4:8).
Essas virtudes devem ser objetos constantes de nossos pensamentos, a fim de que
elas se manifestem em nossas vidas. A alma é moralmente transformada por meio
dessas boas qualidades, e a transformação moral nos conduz à perfeição (Mat.
5:48). E isso, finalmente, nos leva à transformação metafísica, de tal modo que
os remidos compartilharão da própria natureza divina (II Cor. 3:18; II Ped.
1:4). Isso tem paralelo na idéia platônica de que o mais exaltado aspecto da
inquirição ética é a transformação metafísica no mundo das idéias.
10. A bondade
de DEUS garante tanto o poder quanto o cumprimento final de seus planos
cosmológicos, por meio dos quais ele chegará a restaurar todas as coisas (Efé.
1:10). O primeiro capítulo da epístola aos Efésios mostra-nos que essa bondade
será reconhecida pela criação inteira, e o oitavo capítulo de Romanos contém a
mesma idéia. E então o problema do mal (que vide) encontrará perfeita solução.
Teologia
Sistemática Pentecostal
Bondade.
A bondade de DEUS é um dos seus atributos morais.
DEUS é bom em si mesmo e para as suas criaturas. Ê a perfeição dEle
que o leva a tratá-las com benevolência. Essa bondade é para com
todos: “O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias são sobre todas
as suas obras” (Sm 145.9).
DEUS é a fonte
de todo o bem. JESUS disse: “Não há bom, senão um, que é DEUS” (Mt 19.17).
Nessa bondade estão envolvidos também o amor e a graça. São três conceitos
distintos, mas o amor é a bondade divina exercida em favor de suas criaturas
morais, em grau incomparável e perfeito:
Porque DEUS
amor o mundo de tal maneira que deu seu o Filho unigênito, para que todo aquele
que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna Jo 3.16).
Mas DEUS prova
o seu amor para conosco em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda pecadores
(Rm 5.8).
Misericórdia,
graça e longanimidade. Estes três atributos são correlatos, porém distintos
entre si; manifestam a bondade de DEUS. Misericórdia é o termo teológico para
compaixão; trata-se da disposição de DEUS para socorrer os oprimidos e perdoar
os culpados. A graça é o favor imerecido de DEUS para com o pecador; é a
bondade para quem apenas merece o castigo. Já a longanimidade é a demonstração
de paciência; é ser lento para irar-se; retardar a ira.
Passando, pois,
o Senhor perante a sua face, clamou: JEOVA, o SENHOR, DEUS misericordioso e
piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; que guarda a
beneficência em milhares; que perdoa a iniquidade, e a transgressão, e o
pecado; que ao culpado não tem por inocente; que visita a iniquidade dos pais
sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até à terceira e quarta geração
(Ex 34.6,1). Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em
benignidade (Sl 103.8).
Mas, quando
apareceu a benignidade e caridade de DEUS, nosso Salvador, para com os homens,
não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua
misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do ESPÍRITO
SANTO, que abundantemente ele derramou sobre nós por JESUS CRISTO, nosso
Salvador (Et 3.4-6).
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Lição 9,
Fidelidade, Firmes na Fé
1º Trimestre de
2017 - Título: As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - Como o crente
pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Comentarista:
Pr. Osiel Gomes da Silva (Pr Pres. Tirirical - São Luis -MA)
TEXTO ÁUREO
"Se formos
infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo." (2 Tm 2.13)
VERDADE PRÁTICA
A fidelidade,
como fruto do ESPÌRITO, ajuda o crente a permanecer firme na fé em CRISTO.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - Hebreus 10.35-39
35 - Não
rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. 36 -
Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade
de DEUS, possais alcançar a promessa. 37 - Porque ainda um poucochinho de
tempo, e o que há de vir virá e não tardará. 38 - Mas o justo viverá da fé; e,
se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. 39 - Nós, porém, não somos
daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que creem para a
conservação da alma.
Resumo
da Lição 9, Fidelidade, Firmes na Fé
I - O
SIGNIFICADO DE FIDELIDADE
1. Definição.
2. A fidelidade
como fruto do ESPÌRITO.
3. A fidelidade
de DEUS.
II - IDOLATRIA
E HERESIA: UM PERIGO À FIDELIDADE
1. O que é
idolatria?
2. A idolatria
no Novo Testamento.
3. O que
significa heresia?
III - SEJAMOS
FIÉIS ATÉ O FIM
1. Olhando para
o passado.
2.A fé que nos
ajuda a permanecermos fiéis.
3. Seja fiel.
Resumo Rápido
do Pr. Henrique
A
fidelidade que ora estudamos é sobrenatural, não deve ser confundida com
fé e nem com ser fiel ou honesto. são uma manifestação do ESPÍRITO SANTO
concedida ao crente quando necessária e somente dada quando o mesmo está em
comunhão intima com o ESPÍRITO SANTO.
Mas o justo
viverá da fé (fidelidade a DEUS e de DEUS); e, se ele recuar, a minha alma
não tem prazer nele. Hebreus 10. 38
A
Idolatria é a falta da fidelidade do crente e a falta de ser fiel e a
falta de fé dele. É colocar em mesmo pé de igualdade ou em superioridade ou até
mesmo em substituição ao DEUS verdadeiro por um deus falso, ou uma
representação deste deus ou até mesmo do DEUS verdadeiro.
Não terás
outros deuses diante de mim.
Não farás para
ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem
em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não te
encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu DEUS, sou DEUS
zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta
geração daqueles que me odeiam.
E faço
misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos.
Êxodo 20:3-6
As
heresias são a substituição voluntária de doutrinas bíblicas por doutrinas
que vão apoiar a opinião de alguns dentro da igreja para que criem outro grupo,
como por exemplo, os Nicolaítas e os seguidores de Balaão e os de Jezabel, como
em Apocalipse.
Tens, porém,
isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também
odeio. Apocalipse 2:6
Assim tens
também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu
odeio. Apocalipse 2:15
Mas algumas
poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de
Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel,
para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e fornicassem.
Apocalipse 2:14
Mas algumas
poucas coisas tenho contra ti que deixas Jezabel, mulher que se diz profetisa,
ensinar e enganar os meus servos, para que forniquem e comam dos sacrifícios da
idolatria. Apocalipse 2:20
Sabe, porém,
isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens
amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos,
desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural,
irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os
bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos
de DEUS, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes
afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam
cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias
concupiscências; Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento
da verdade. E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes
resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à
fé. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como
também o foi o daqueles. Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de
viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, Perseguições e aflições
tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, e em Listra; quantas
perseguições sofri, e o Senhor de todas
me livrou; E também todos os que piamente querem viver em CRISTO JESUS
padecerão perseguições. Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior,
enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de
que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, E que desde a tua
meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a
salvação, pela fé que há em CRISTO JESUS. Toda a Escritura é divinamente
inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para
instruir em justiça; Para que o homem de DEUS seja perfeito, e perfeitamente
instruído para toda a boa obra. 2 Timóteo 3:1-17
VÁRIOS
COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMAS CORREÇÕES DO Pr. Luiz Henrique
Hebreus
10.35-39
35 - Não
rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. 36 -
Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade
de DEUS, possais alcançar a promessa. 37 - Porque ainda um poucochinho de
tempo, e o que há de vir virá e não tardará. 38 - Mas o justo viverá da fé
(fidelidade a DEUS e de DEUS); e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer
nele. 39 - Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas
daqueles que creem para a conservação da alma.
Comentários da
Bíblia Diário Vivir - Hb 10.35-38 O escritor anima a seus leitores a não
abandonar a fé em tempos de perseguição, a não ser a demonstrar mediante a
paciência que essa fé é verdadeira. A fé significa depender do que CRISTO tem
feito por nós no passado, mas também significa esperar o que fará em nosso
favor no presente e no futuro (vejam-se Rom 8:12-25; Gal 3:10-13).
Comentário
Bíblico Wesleyana - Incentivo à perseverança final ( 10: 35-39 )
Não rejeiteis
pois a vossa confiança, que tem uma grande recompensa ... sois ... dos que têm
fé para a salvação da alma (vv. 35 , 39 ). JB
Phillips abruptamente e, caracteristicamente, traduz: "Não jogue fora a
sua confiança agora ... A paciência é o que você precisa. ..."
O escritor
chega ao fim deste grande capítulo com aconselhamento apropriado e sério para
seus leitores.
Na primeira instância,
ele entrega admoestação quente e zeloso para os crentes a manterem a
sua ousadia, a audácia da fé em CRISTO. Sua necessidade presente de
reparação moral e espiritual, de modo algum justifica a sua rejeição da fé em
CRISTO que permanece. Isso eles devem manter, e os outros que eles devem
ganhar. JESUS entregou como admoestações às igrejas do Apocalipse
(cf. Ap 2: 5 , 6 , 25 ; 3:
2 , 11 , 21 ).
O galardão foi
a razão suficiente citados pelo autor para a sua perseverança na fé
(cf. Heb. 11:26 ). Aqui parece haver uma intimação na referência
para recompensar de uma figura de linguagem do autor é para usar no
final deste capítulo, o de um navio em um mar tempestuoso de condução para seu
objetivo final ou porto. Esta é a recompensa para que os
marinheiros olhar com fé. Mas esta recompensa não é para ser pensado em
termos de presentes materiais, ou prêmios de DEUS, por sua fidelidade. A
justiça de fidelidade traz consigo sua própria recompensa. Sua recompensa
é inerente a ela. A realização e perfeição de suas próprias
personalidades, pela redenção fornecida em CRISTO é a recompensa prometida de
DEUS para estes e para todos os crentes fiéis e perseverantes (cf.
v. 34 ; Heb 11:26. ; 12: 23b ).
Em segundo
lugar , ele aponta-se a necessidade de resistência deliberada paciente e
lealdade contínua e fidelidade a CRISTO. Fé e paciência estão
inextricavelmente unidos em uma espécie de relação "espirituais
siamês-gêmeos (cf. Heb. 6:12 ). A fé ativa gera paciência,
paciência e por sua vez suporta fé. O objetivo final ( a
promessa ) é novamente citado por seu encorajamento. O homem é
constituído de forma que ele requer uma marca, uma meta, para visar se ele deve
ser mantido em um curso direto para o seu destino (cf. Heb. 11:39 ).
Em terceiro
lugar , o autor apresenta três fatores projetados para o incentivo dos
leitores no caminho cristão: (1) ele encoraja-os com a lembrança da iminência
do retorno de CRISTO; (2) ele faz fé a realidade sobre a qual tudo é
contingente ou dependente de fé não descansa no fato, mas fato concretizada
pela fé; e (3) ele expressa sua confiança neles através da aplicação de
uma citação do Antigo Testamento ( Hab. 2: 4 ), indicando a sua
aceitação contínua com DEUS ( o meu justo ), e em seguida,
delicadamente os adverte contra a falta de fé em CRISTO com a consequente
descontentamento de DEUS.
Quarta e,
finalmente, o autor desafia seus leitores, identificando-se com eles, como um
general valente na batalha, e oferecendo-os a continuar com ele no conflito
para a vitória final: nós não somos daqueles que recuam para a
perdição; mas daqueles que crêem para a conservação da
alma (v. 39 ).
O uso enfático
do pronome "nós" aqui parece destinado a desidentificar o autor e
seus leitores completamente dos vira-casacas espirituais e morais cujo destino
final será a desilusão e destruição. Se o desenho de volta no cristão é
expressa em decepção, desilusão e desânimo, derrota, ou depressão, é sempre
rastreáveisa desconfiar ou falta de fé em CRISTO. Positivamente, o autor
conclui: "temos fé que leva à salvação da alma" (Williams). A
tempestade da oposição é feroz e as ondas estão correndo alto e ameaçando nosso
navio de fé, o autor parece estar dizendo, mas não estamos entre aqueles que
vão "tomar em vela" (cf. Gal. 2:12 ). Tomé comenta
sobre estas palavras:
Hebreus - SÉRIE
Comentário Bíblico - SEVERINO PEDRO DA SILVA
- A Paciência Necessária ao Cristão
35- Não
rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão.
Desde a Igreja
Primitiva e nos séculos que se seguiram, muitos cristãos perderam tudo o que
possuíam por causa de sua fé. Porém, seus olhos estavam fixados numa recompensa
maior e mais valiosa, porque não era terrena, e sim, eterna. O próprio DEUS é a
recompensa grandiosa de seu povo; foi assim que Ele se apresentou a Abraão,
quando este temeu a perda de seus bens por causa de sua fé. “Não temas, Abrão,
eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão” (Gn 15.1). CRISTO e a sua
glória, bem como as suas riquezas, é uma recompensa sem igual, que ultrapassa
todos os limites passageiros dos bens desta vida, não podendo ser expressa pela
linguagem humana. “... como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o
ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que DEUS preparou
para os que o amam” (I Co 2.9).
36- Porque
necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de DEUS,
possas alcançar a promessa.
Nos versículos
que se seguem, o autor sagrado faz uma citação do profeta Habacuque, quando
DEUS exortou seu povo quanto à paciência, dizendo que seu juízo sobre os
caldeus dar-se-ia no tempo determinado (Hc 2.3). Esta promessa divina é de
igual modo aplicada com respeito a estes cristãos hebreus, quando o apóstolo
Paulo nos diz que num futuro mui breve DEUS cumpriria sua promessa de vingança
para com seus inimigos e de recompensa para seus santos (cf. 2Ts 1.6-10). A
vinda de JESUS terminaria com todo e qualquer sofrimento humano. Restava,
portanto, para eles e para nós, um pouco de paciência até que JESUS volte,
conforme fica demonstrado nos versículos seguintes. Todavia, a necessidade de
paciência não deve somente envolver a esperança da vinda de nosso Senhor, mas
ela deve estar presente em outros sofrimentos que acompanham a vida humana (cf.
Tg 5.11).
37- Porque
ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá e não tardará.
O grego, aqui,
indica “um pouco, quão muito, muito pouco”, e algumas traduções dizem: “dentro
de pouco tempo, e o que há de vir virá”. O contexto deste versículo, como
também do seguinte, segue uma citação do profeta Habacuque, que diz: “Porque a
visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará, e não mentirá; se
tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará. Eis que a sua alma se
incha, não é reta nele; mas o justo, pela sua fé, viverá” (Hc 2.3,4). O sentido
implícito na passagem de Hebreus é, em primeiro plano, a vinda de JESUS, mas o
sentido também adiciona a ajuda divina em nosso favor, “... a fim de sermos
ajudados em tempo oportuno”, alcançando assim, da parte do Senhor nosso DEUS,
todas as promessas que dizem respeito ao nosso bem-estar, tanto na vida
presente como na vida futura.
38 - Mas o
justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.
Apesar de o
Antigo Testamento ser de uma gigantesca extensão, a palavra “fé” somente
aparece por duas vezes. A primeira delas, em I Samuel 21.5, quando, questionado
pelo sacerdote Aimeleque no tocante à pureza moral dos mancebos, Davi responde:
“Sim em boa fé, as mulheres se nos vedaram desde ontem; e, anteontem...” Porém
como substantivo, ela somente é vista em Habacuque 2.4, quando o profeta diz:
“... mas o justo, pela sua fé, viverá”; citação esta que é reiterada por três
vezes no Novo Testamento (Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38). Neste ponto, a idéia é
que aquele que é verdadeiramente justo confia inteiramente em CRISTO, seja na
abundância, seja na necessidade. Em todos os aspectos de sua vida CRISTO ocupa
o primeiro lugar (cf. Fp 4.11-13). A fé deve estar presente em nosso viver,
devendo também nos acompanhar quando chegar a hora da partida desta vida para a
outra. O sucesso daquelas testemunhas que são mencionadas no capítulo 11 desta
epístola, é que todas elas viveram e morreram na “fé” (11.13).
39 - Nós,
porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que
crêem para a conservação da alma.
Um dos motivos
da demora de JESUS em vir buscar o seu povo escolhido deve-se ao fato de que
DEUS, “... não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a
arrepender- se”, orienta-o que demore um “poucochinho de tempo” até que estas
almas se arrependam (cf. 2 Pe 3.9). Este mesmo sentimento encontra-se no
coração amoroso de nosso Senhor JESUS CRISTO. Por esta razão Ele orou ao Pai,
dizendo: “Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu,
senão o filho da perdição...” (Jo 17.12). Muitos opinam que Judas Iscariotes
foi predestinado por DEUS para cumprir as Escrituras. Mas em tudo quanto este
discípulo fez, de alguma forma jamais deixou-se levar pela influência de JESUS
em sua vida. Ele preferiu a maldade, tornou-se maldoso e se perdeu por causa
dessa maldade. Até mesmo depois de trair seu Mestre poderia ainda ter sido
salvo, se realmente tivesse se arrependido e buscado o perdão de seus pecados.
Mas as Escrituras mostram seu caráter anterior. Ele era um “ladrão” (Jo 12.6);
“um hipócrita” (Lc 22.48); “um diabo” (Jo 6.70); “um filho da perdição” (Jo
17.12); “um precipitado” (At 1.18). Ele não desejou a salvação, então ela se
afastou dele (SI 109.17). Contudo, afora a atitude de Judas, nosso Senhor
disse: “nenhum deles se perdeu”, isto é, “nenhum outro” discípulo cujo coração
era dominado pelo amor de DEUS.
FIDELIDADE
BEP - CPAD
- Fé” (gr. πιστις - pistis - Lê-se Pístês), i.e., lealdade
constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa,
compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2;
4.7, Tt 2.10). Fidelidade.
DICIONÁRIO
Strong Português - πιστις - pistis - Lê-se Pístês
1) convicção da
verdade de algo, fé; no NT, de uma convicção ou crença que diz respeito ao
relacionamento do homem com DEUS e com as coisas divinas, geralmente com a
idéia inclusa de confiança e fervor santo nascido da fé e unido com ela
1a) relativo a
DEUS
1a1) a
convicção de que DEUS existe e é o criador e governador de todas as coisas, o
provedor e doador da salvação eterna em CRISTO
1b) relativo a
CRISTO
1b1) convicção
ou fé forte e bem-vinda de que JESUS é o Messias, através do qual nós obtemos a
salvação eterna no reino de DEUS
1c) a fé
religiosa dos cristãos
1d) fé com a
idéia predominante de confiança (ou confidência) seja em DEUS ou em CRISTO,
surgindo da fé no mesmo
2) fidelidade,
lealdade
2a) o caráter
de alguém em quem se pode confiar
Obra da Carne e
o Fruto do ESPÍRITO - William Barclay -
πιστις - pistis - Lê-se Pístês - Fé OU FIDELIDADE
A Virtude da
Confiança, ou convicção, ou coragem, ou fé, ou fidelidade
O sétimo
elemento no fruto do ESPÍRITO e pistis, que a ARC traduz por fé. Pistis e
uma das palavras mais comuns no NT, porque a fé é a base de toda a religião
cristã. Mas nesta lista do fruto do ESPÍRITO SANTO, fé é um termo que provoca
equívocos. Na grande maioria dos casos em que pistis ocorre no NT significa a
fé que é confiança, entrega e obediência totais no que diz respeito a JESUS
CRISTO. É o que se pode chamar de uma virtude teológica; é a base da crença e
da totalidade do nosso relacionamento com DEUS mediante JESUS CRISTO. Mas as
virtudes alistadas no fruto do ESPÍRITO não são virtudes teológicas; são
virtudes éticas: tem mais a ver com nosso relacionamento com nosso próximo do
que com DEUS. Pistis aqui significa fidelidade; ê a confiabilidade e fidedignidade
que torna uma pessoa totalmente confiável e cuja palavra podemos aceitar
completamente. É justamente fidelidade que temos em português em todas as
versões brasileiras em consideração, exceto a ARC. Em inglês, C. Kingsley
Williams diz honestidade. Quando examinarmos as ocorrências de pistis com este
significado no NT, frequentemente parecerá que a melhor tradução é simplesmente
lealdade. O número de casos em que pistis tem este significado no NT é
comparativamente reduzido. Em Mt 23.23 JESUS acusa os escribas e fariseus de
serem meticulosos em darem o dízimo da hortelã, do enduro e do cominho,
negligenciando as questões mais importantes da lei, a justiça, a misericórdia e
a fé. O significado é que muito cuidadosamente levam a efeito as exigências rituais
e cerimoniais da lei, mas negligenciam as qualidades humanas básicas da
justiça, benignidade e lealdade. Moffatt e Kingsley Williams tem fidelidade
aqui. Em Tt 2.10 e estipulado que os servos nunca devem furtar, mas demonstrar
boa fidelidade. O servo cristão deve ser honesto e fidedigno. Em Rm 3.3 Paulo
compara a inconstância dos homens com a fidelidade de DEUS. As promessas de
DEUS permanecem fiéis a despeito de toda a infidelidade dos homens. A
infidelidade do homem nunca poderá anular a fidelidade de DEUS. É provável que
neste sentido a palavra pistis seja usada mais de uma vez no Apocalipse. O
Apocalipse foi escrito num pano de fundo de perseguição, numa situação em que
as virtudes do mártir são as virtudes supremas do cristão, uma situação em que
a maior virtude e a lealdade inflexível a JESUS CRISTO. O CRISTO Ressurreto
sabe que os cristãos em Pérgamo têm de habitar onde está o trono de Satanás, e
Ele os parabeniza porque, mesmo nos dias em que a perseguição ardia, não
negaram a fé nEle e a lealdade deles resistiu à prova (Ap 2.13). Um tempo de
matança e uma chamada a perseverança é a fé, ou seja: a lealdade dos santos (Ap
13.10; 14.12).
Aos santos e
irmãos fiéis em CRISTO, que estão em Colossos: Graça a vós, e paz da parte de
DEUS nosso Pai e do Senhor JESUS CRISTO.
Colossenses 1:2
Se formos
infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo.
2
Timóteo 2:13
Estes são os
principais usos da palavra pistos no sentido de fidelidade ou lealdade, mas
possuímos um modo de desenvolver e ampliar o seu significado. O adjetivo
correspondente, pistis, é muito mais comum do que o substantivo. Ele
também tem dois significados que correspondem aos dois sentidos de pistis;
significa crente, e significa confiável, fidedigno, fiel. Examinemos, pois, o
caso do segundo significado, e veremos o que constitui esta lealdade
neotestamentária.
i. Pistos é
caracteristicamente o adjetivo mediante o qual o servo bom e leal é descrito.
Requer-se dos despenseiros que sejam encontrados fiéis (1 Co 4.2). Esta é a
palavra que JESUS usa a respeito do servo fiel (fidedigno) que é nomeado
mordomo da casa inteira (Mt 24.45; Lc 12.42). É a palavra da recomendação e
louvor dos servos bons e fiéis nas parábolas afins acerca dos talentos e das
minas (Mt 25.21, 23; Lc 19.17). Ocorre nas três lições associadas a parábola do
mordomo injusto. Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito. Se o homem não
for fiel nas riquezas temporais, quem lhe dará as riquezas da eternidade? O
homem fidedigno é fiel com os bens alheios (Lc 16.10-12). A fidedignidade é a
qualidade que os homens procuram em seu próximo, e aquilo que JESUS CRISTO
procura em Seus seguidores também.
ii. Portanto,
pode-se esperar que esta palavra descreva o servo bom do evangelho, da Igreja e
de JESUS CRISTO. Paulo a emprega a respeito de si mesmo. Dá graças a JESUS
CRISTO por considerá-lo fiel e por colocá-lo no ministério (1 Tm 1.12). Os
ensinos da Igreja devem ser confiados a homens fiéis que os ensinarão aos
outros (2 Tm 2.2). Aqui a palavra pode ter
um duplo sentido, podendo significar homens que são crentes e
fidedignos.
Repetidas
vezes, Paulo caracteriza seus ajudantes como fiéis no Senhor. Timóteo, Tiqueio,
Epafras e Onésimo são descritos assim (1 Co 4.17; Ef 6.21; Cl 1.7; 4.9); Pedro
usa a mesma palavra a respeito de Silvano (1 Pe 5.12), e João a usa a respeito
de Gaio (3 Jo 5). O patrimônio mais valioso que qualquer líder pode possuir
consiste nos homens que são fieis e leais, homens dos quais pode depender
totalmente quanto a lealdade e ao trabalho fiel.
Pistos não
somente é a palavra da Igreja e das suas virtudes, mas também é a palavra da
virtude doméstica, porque as esposas devem ser sóbrias e fieis em todas as
coisas (1 Tm 3.11).
Nenhuma igreja
ou casamento pode ficar em pé a não ser que estejam baseados na lealdade.
iii.
Especialmente nas Epistolas Pastorais, uma ocorrência característica de pistos
acha-se em conexão com logos, que e uma palavra ou declaração. Um pistos logos
é uma declaração sobre cuja verdade o ouvinte pode ter absoluta confiança, e da
qual pode ter total certeza. CRISTO JESUS veio ao mundo para salvar os
pecadores (1 Tm 1.15); desejar o cargo de bispo e desejar uma boa obra (1 Tm
3.1); o serviço de DEUS deve provocar, em si, sofrimento (1 Tm 4.9); aqueles
que declaram crer em DEUS devem produzir boas obras (Tt 3.8); o cristão deve
apegar-se a palavra em que pode confiar (Tt 1.9) — cada uma destas declarações
e descrita como pistos logos, uma declaração acerca da qual não pode haver
dúvidas. Assim, no Apocalipse a mensagem do CRISTO Ressurreto é fiel e
verdadeira (Ap 21.5;22.6).
Pistos logos é
uma palavra de cuja veracidade é impossível duvidar-se.
iv. Pistos
descreve o homem cuja lealdade o capacitara a morrer por JESUS CRISTO. Antipas
é o mártir fiel de CRISTO; e o cristão é conclamado a ser fiel até a morte (Ap
2.10; 3.14). O homem pistos preferiria perder a vida e não perder a honra.
v. Ainda não
chegamos ao completo significado da palavra pistos. Pistos é usado mais de uma
vez para descrever o próprio JESUS CRISTO. JESUS é a testemunha fiel, o fiel e
o verdadeiro (Ap 1.5; 19.11). Um homem pode apostar sua vida na veracidade
daquilo que JESUS disse. JESUS é o Sumo Sacerdote misericordioso e fiel (Hb
2.17). O homem pode depender totalmente dEle para abrir o caminho até DEUS.
JESUS é fiel a DEUS que O nomeou para a Sua tarefa (Hb 3.2, 5).
vi. Podemos dar
o último passo além do qual nenhuma palavra pode ir em circunstância alguma.
Repetidas vezes pistos é uma descrição de DEUS. Este e o caso especialmente nas
cartas de Paulo. O DEUS que nos chamou à comunhão de Seu Filho é fiel (1 Co
1.9). DEUS é fiel, e não permitirá que sejamos tentados além das nossas forças
(1 Co 10.13). Paulo assevera enfaticamente que DEUS é verdadeiro (2 Co 1.19). O
DEUS que nos chamou é fiel e cumprirá a Sua promessa e obra (1 Ts 5.24). O DEUS
que nos confirmará é que nos guardará do maligno e fiel (2 Ts 3.3). Ainda que
os homens descreiam, DEUS permanece fiel (2 Ts 2.13).
A ideia aparece
várias vezes como um refrão nas cartas de Paulo: “Vocês podem depender de
DEUS.” O escritor aos Hebreus insiste em que podemos depender do DEUS que deu
Sua promessa (Hb 10.23). Sara teve um filho na sua velhice porque acreditava
poder depender totalmente da promessa de DEUS (Hb 11.11).
Pedro conclama
os seus leitores, mesmo no meio de seus sofrimentos, a encomendarem as suas
almas ao Criador, de quem podem depender (1 Pe 4.19). Se confessarmos os nossos
pecados, diz João, podemos depender de DEUS no sentido de recebermos perdão (1
João 1.9).
Em uníssono, os
escritores do NT dão testemunho daquilo que eles mesmos experimentaram
repetidas vezes — a grande verdade de que podemos depender de DEUS.
Pistos
realmente é uma palavra importante. Descreve o homem em cujo serviço fiel
podemos confiar e cuja palavra podemos aceitar sem reservas. Descreve o homem
com a fidelidade inflexível de JESUS CRISTO e a total fidedignidade de DEUS.
Dicionário
Bíblico Wycliffe - FIDELIDADE 1 - (Gr. πιστις - pistis - Lê-se Pístês,
“fidelidade״, “confiabilidade").
O adjetivo
pistos é geralmente traduzido como “fiel”. A palavra pistis é traduzida como
"fidelidade” ou “lealdade” apenas uma vez no NT (Tt 2.10), embora seja
possível que em Gálatas 5.22 ela devesse ser traduzida dessa forma. Em Romanos
3.3, “a fidelidade de DEUS” expressa a justiça de DEUS.
Há uma
possibilidade de que em Lucas 18.8: “Quando, porém, vier o Filho do Homem,
porventura, achará fé na terra”, o significado deva ser “fidelidade”. Mais duas
passagens que trazem a palavra fé – 1Timóteo 6.11: “a piedade, a fé, a
caridade, a paciência, a mansidão”, e 2 Timóteo 2.22: “Segue a justiça, a fé, a
caridade” - fariam melhor sentido se fossem traduzidas como “fidelidade”. Em
todos os outros usos de pistis no NT o significado parece ser "fé” ou “a
fé” (q.v.). Quando a palavra “fidelidade” é usada em relação a DEUS, como em
Romanos 3.3, o significado é que podemos confiar que DEUS jamais mudará o seu
caráter ou a sua disposição. Ele possui o atributo da “fidelidade”. Em Tito
2.10; “Mostrando toda a boa lealdade”, os escravos (ou os servos) são exortados
a demonstrar a qualidade da fidelidade. Como cristãos, devemos todos permanecer
fiéis a CRISTO, isto é, termos fidelidade em nossa vida e em nossa fé cristã, e
manifestar “a perseverança dos santos”. Desta maneira também nos tornamos
“dignos de confiança”. F. E. H.
Dicionário
Bíblico Wycliffe - FIDELIDADE 2 -
DEUS, como
revelado na Bíblia, é vivo e pessoal, e, dessa forma, possuidor de um caráter
determinado. Um ponto central neste caráter é a fidelidade ou a possibilidade
de se ter total dependência dele. A passagem em Tiago 1.17 apresenta a
constância de DEUS, que é a antítese de tudo que é instável e variável. Um
texto muito semelhante é 2 Timóteo 2.13, onde se declara que a fidelidade de
DEUS é corolário da sua auto coerência. Estas passagens do NT destacam a mesma
característica que é metaforicamente expressada nos textos do AT que chamam o
Senhor de Rocha (Dt 32.4,15,18). Em outras palavras, o caráter de DEUS é o
fundamento sólido e inabalável da realidade. Desse modo, a sua aliança é
inviolável (Dt 7,9), a sua palavra é mais firme que a estrutura da natureza
obediente à lei (Mt 7.24-27; 24.35; Lc 21.33). Pelo fato de DEUS ser fiel, suas
promessas são infalivelmente confiáveis (Hb 10.23). DEUS permanece firme para
com os seus compromissos autoimpostos e leva a cabo os seus acordos
autoiniciados. O perdão, portanto, está enraizado na fidelidade divina (1 Jo
1.9), assim como a vitória de seu povo sobre as mais duras provações da vida (1
Co 10.13; 1 Pe 4.19), como também a sua perseverança (1 Ts 5.24).
Como a
autorrevelação do caráter divino, JESUS CRISTO é adequadamente designado como
Fiel e Verdadeiro (An 19.11), aquele que com absoluta fidelidade cumpre todas
as responsabilidades de Sumo Sacerdote (Hb 2.17), Apóstolo (Hb 3.1,2) e
Testemunha (Ap 1.5; 3.14).
Esta qualidade
do caráter divino encontra o sem reflexo humano em homens de fé (Hc 2.4). Como
o seu Divino Exemplar, eles manifestam uma firme confiabilidade em todas as
suas obrigações (Mt 25.21; 1 Co 4.2); eles são tenazmente leais, a ponto de
enfrentar o martírio (Ap 2.10). Em resposta à fé, o ESPÌRITO SANTO produz nos
homens este traço de fidelidade (Gl 5.22). V. C. G.
Claudionor
Correia de Andrade - Dicionário Teológico - (Do heb. aman; do gr. aletheia; do
lat. fidelitatem) πιστις - pistis - Lê-se Pístês
Firme
compromisso de DEUS em manter as cláusulas das alianças que Ele estabeleceu com
o seu povo. Sua fidelidade advém de sua natureza moral, absoluta e
infinitamente justa (2 Ts 3.3), e do exercício de seus atributos
incomunicáveis: onipotência, onisciência, onipresença, infinitude etc. Ele
mesmo é o aval de todos os pactos que, no transcorrer da história da salvação,
firmou com a raça humana (Hb 11.11). A mesma atitude devemos ter com o Senhor
DEUS. Caso contrário: desobriga-se Ele a cumprir os termos de suas alianças.
Pois estas sempre são firmadas em caráter condicional.
Teologia
Sistemática Pentecostal - Verdade e fidelidade.
Verdade é um
atributo relacionado com a fidelidade de DEUS. Ela diz respeito à sua
veracidade e é algo próprio da natureza divina. Já a fidelidade, do latim
fdelitas, é a garantia do cumprimento das promessas dEle:
“DEUS é
consistente e constante em suas promessas e em sua graça”. É, pois, um atributo
relacionado com a imutabilidade de DEUS.
O termo
“verdade” (hb. ’emeth) “tem o sentido enfático de certeza, confiança”. Daí
derivam as palavras ’emuna, “fé”, “fidelidade”, “firmeza” (Hc 2.4) e ’amen,
“amém”, “verdadeiramente”, “de fato”, “assim seja”. Esse vocábulo aplica-se
duas vezes a DEUS, em Isaías 65.16, onde foi traduzido por “verdade” (gr.
aktheia, na Septuagínta, “sinceridade” ou “franqueza”), cuja idéia é “não
oculto”, “não escondido”; veritas, em latim, que denota, ainda, “precisão”,
“rigor”, “exatidão de um relato”. Todas essas qualificações reúnem-se em DEUS,
em grau absoluto e infinito.
A “veritas Dei”
ou verdade de DEUS, é em última análise a correspondência, de fato, a
identidade do intelecto... e a vontade... de DEUS com a... essência de DEUS.
DEUS é a
verdade em si mesmo, num senso absoluto. ‘Verdade e fidelidade não são
diferentes nomes de um mesmo atributo, embora inseparáveis; são distintos, pois
não pode haver fidelidade sem verdade. A verdade mostra que DEUS é real; é tudo
aquilo que em sua Palavra Ele afirma ser; e nEle podemos confiar. Tal confiança
envolve tanto a verdade como a fidelidade.
Ele é a Rocha
cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos juízo são; DEUS é a
verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é (Dt 32.4).
Nas tuas mãos
encomendo o meu espírito; tu me remiste, Senhor, DEUS da verdade (Sl 31.5).
De sorte que
aquele que se bendisser na terra será bendito no DEUS da verdade; e aquele que
jurar na terra jurará pelo DEUS da verdade; porque já estão esquecidas as
angústias passadas e estão encobertas diante dos meus olhos (Is 65.16).
Eu sou o
caminho, e a verdade e a vida... (Jo 14.6).
JESUS, pois, é
fiel e justo para nos perdoar: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e
justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (1 Jo
1.9).
IDOLATRIA
DICIONÁRIO
Strong Português - IDOLATRIA - ειδωλολατρεια - eidololatreia - Lê-se
Idôlôlatria
1) adoração a
deuses falsos, idolatria
1a) de festas
sacrificiais formais celebradas para honrar falsos deuses
1b) da cobiça,
como adoração a Mamom
IDOLATRIA -
ειδωλολατρεια eidololatreia - Lê-se Idôlôlatria - Livro Obra da Carne e o
Fruto do ESPÍRITO - William Barclay
B, ARC, ARA,
BJ, Mar., BV; idolatria; P: o culto aos falsos deuses; BLH: a
adoração de ídolos.
Pela natureza
das coisas, a adoração aos ídolos parece difícil de ser entendida pelo homem
moderno. É difícil compreender como qualquer homem poderia considerar com
reverencia um pedaço de madeira, pedra
ou metal, por
mais bela que seja a forma em que é esculpido, e por mais dispendiosa que seja
a sua ornamentação. Torna-se ainda mais difícil entender quando nos lembramos
que muitos ídolos antigos eram tudo, menos belos. Por exemplo, a imagem de
Artêmis ou Diana no famoso templo em Éfeso era uma figura negra, achatada,
desajeitada, coberta de muitos seios, e totalmente destituída de beleza. O fato
e que no início ninguém adorava o ídolo. Este tinha duas funções. Visava
localizar e visualizar o deus que representava. Originalmente, nunca houve
intenção de que o ídolo fosse adorado. Seu propósito era facilitar ao homem a
adoração do deus a quem o ídolo representava, dando-lhe algo visível localizado
num determinado lugar. Mas, uma vez que isto foi feito, era quase inevitável
que o homem passasse a adorar o ídolo em
lugar do deus a
quem representava.
Citemos como
exemplo o desenvolvimento do culto ao imperador no Império Romano. Começou como
expressão de gratidão pela segurança, pela integridade física, pela justiça e
pela boa ordem que Roma trouxera aos homens. Roma varreu dos mares os piratas,
e das estradas os bandidos. Trouxe a justiça imparcial para substituir o
capricho dos tiranos. Os homens ficaram tão gratos a Roma pelo seu braço forte
e pela sua justiça imparcial que havia reis que legaram seus países a Roma ao
morrerem. A partir desta gratidão surgiu a adoração a deusa Roma, o ESPÍRITO de
Roma; e esta adoração existia há mais de um século antes de a adoração ao
Imperador, propriamente dita, ter surgido. Mas os homens desejam algo para ver,
e Roma e o ESPÍRITO de Roma foram, por assim dizer, encarnados no imperador. E
assim, a adoração veio a ser transferida ao próprio imperador, fenômeno este
que inicialmente deixava os imperadores romanos encabulados, procurando acabar
com ele. Mas para aqueles que estavam nas cercanias do Império, o Imperador
não passava de
um nome, de modo que a sua estátua era erigida, e a adoração era transferida a
estátua. Em primeiro lugar, o ESPÍRITO invisível de Roma; depois, o imperador
visível; e finalmente, a estátua presente
- foi este o
curso do desenvolvimento.
E aqui está o
primeiro erro básico da adoração aos ídolos — a adoração aos ídolos e a
adoração do objeto criado ao invés da adoração do Criador de todas as coisas. E
exatamente isto que Paulo viu no seu esboço da gênese da idolatria.
O que de DEUS
se pode conhecer é manifesto entre eles, porque DEUS lhes manifestou. Porque os
atributos invisíveis de DEUS, assim o seu
eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se
reconhecem,
desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram
criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento
de DEUS não o glorificaram como DEUS, nem lhe deram graças, antes se tomaram
nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se lhes o coração insensato.
Inculcando-se por sábios, tomaram-se loucos, e mudaram a glória do DEUS
incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves,
quadrúpedes e répteis (Rm 1.19-23). Este tipo de idolatria ainda existe,
porque, basicamente, ela é a adoração As
coisas ao invés da adoração a DEUS. Pode-se dizer que o deus da pessoa, nem
dúvida alguma, e aquilo a que ela dedica seu tempo, seus bens e seus lntentos;
e aquilo a que ela se entrega. Em tempos recentes tem entrado em nossa língua
uma expressão nova: “ o sinal de status” . O sinal de status e aquilo que o
homem deseja como prova e garantia externa de que alcançou certo grau de
sucesso. O sinal de status pode ser uma casa em certo bairro da cidade, algum
tipo de móvel ou eletrodoméstico que e cobiçado por muitos, mas possuído por
poucos. Pode-se dizer com muita verdade que o sinal de status e o ídolo do
homem, porque dedica-se totalmente a sua obtenção. Sempre quando algum objeto no
mundo começa ocupar o lugar principal em nosso coração, mente e intenção, esse
objeto torna-se um ídolo, porque tomou o lugar que pertence a DEUS. E
interessante e relevante o fato de que a idolatria e alistada imediatamente
depois do grupo de palavras que descrevem os pecados sexuais. No mundo antigo,
a idolatria e a imoralidade sexual estavam estreitamente ligadas. O escritor da
Sabedoria de Salomão, diz: “A ideia de fazer ídolos foi a origem da formicação,
sua descoberta corrompeu a vida” (Sab. 14.12 - BJ). De onde vem esta
associação?
Podemos ver
esta conexão no AT. Emerge de modo vivido, impressionante e dramático na poesia
do segundo capitulo de Oseias. A mãe, ou Seja: Israel, disse: “ Irei atrás de
meus amantes, que me dão o meu pão e minha água, a minha lá e o meu linho, o
meu óleo e as minhas bebidas.” lenta, a voz de DEUS continua: “Ela, pois, não
soube que eu é que lhe dei o grão, e o vinho, e o óleo” (Os 2.5, 8). Na
Palestina, no antigo culto pre-Israelita, os baalins eram deuses da
fertilidade. Eram os deuses das forças por trás do crescimento da ceifa. Eram
eles que davam o trigo, o vinho e o óleo. Israel voltou-se para eles, e, visto
que Israel era a noiva de DEUS, podia-se dizer que estava adulterando com
deuses estranhos; logo, o adultério veio a ser o símbolo da apostasia, pois a
apostasia era a infidelidade mediante a qual Israel se desviou de DEUS, que era
seu verdadeiro marido, para procurar um marido entre os deuses falsos. Ora,
conforme já notamos, entre todos os poderes de crescimento, o do sexo e o mais
vivido, o mais vital e o mais poderoso. Tendo em vista este fato, o ato sexual
veio a ser um ato de adoração e de glorificação a DEUS; e, portanto, equipar os
santuários antigos com prostitutas sagradas tornou-se um costume e as relações
sexuais com elas vieram a ser um tipo de ato de adoração do poder da forca da
vida. A atração que uma adoração deste tipo exerce sobre a parte mais baixa da
natureza humana e bem óbvia. O homem natural preferiria isto muito mais as
rigorosas austeridades da adoração verdadeira. Achava-se nisto o perigo
terrível do culto de Baal contra o qual os profetas pleiteavam e bradavam. A
tragédia da idolatria era dupla. Nela, os homens adoravam o objeto criado ao
invés do Criador de todas as coisas, e nela os homens usavam como adoração um
ato, belo em si mesmo, de tal maneira que se, tornou em pecado. Com um só
golpe, a idolatria destruiu a adoração; verdadeira e a pureza que é a mais
sublime adoração.
Adoração de
ÍDOLOS. Dicionário Bíblia Almeida
DEUS proíbe a
adoração de qualquer imagem, seja de um deus falso ou do DEUS verdadeiro (Êx
20.3-6). As nações que existiam ao redor de Israel eram idólatras, e Israel
muitas vezes caiu nesse pecado (Jr 10.3-5; Am 5.26-27). Entre outras, eram
adoradas as imagens de BAAL, ASTAROTE, MOLOQUE e o POSTE-ÍDOLO.
IDOLATRIA -
Tesouro de Conhecimentos Bíblicos - Emílio Conde - CPAD
A palavra tem
uma interpretação de ordem material, isto é, imagem, em linguagem popular,
é uma estátua, um desenho, uma estampa, representando, de modo
geral, um motivo religioso.
Convém conhecer
o que as Escrituras declaram acerca de imagens como objetos dedicados ao
culto religioso. DEUS foi muito claro acerca desse assunto, quando
entregou a Moisés os Dez Mandamentos que deveriam orientar a vida
moral e religiosa do povo de Israel. Sempre é bom ler o que está
escrito; é bom consultar a Bíblia: “Eu sou o Senhor teu DEUS que te
tirou da terra do Egito, da casa de servidão. Não terás outros deuses
diante de mim.
Não farás para
ti imagens de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus,
nem em baixo na terra” (Êx 20.2-4). Como se vê, o Senhor proibiu, de modo
muito claro, que o seu povo desviasse a atenção do verdadeiro DEUS para
objetos inanimados, para que não considerasse o DEUS vivo e
verdadeiro igual a uma simples figura. A razão da inclusão dessa proibição
nos Dez Mandamentos era, sem dúvida, para que o povo de Israel não se
nivelasse espiritualmente com os povos pagãos, que faziam e adoravam deuses
que não podiam ver, nem ouvir, nem ajudar a ninguém (Dt 4.15-19).
Os Dez
Mandamentos são o conjunto mais perfeito de lei que se conhece. O
decálogo tem servido de modelo para as constituições de vários
países.
Convém saber
que DEUS não proibiu a fabricação de estátuas, colunas ou monumentos em que a
arquitetura apresenta a habilidade do escultor ou do arquiteto. A arte, a
beleza e a inspiração sempre tiveram a apresentação divina. O que se lê
nos Dez Mandamentos é a proibição de se fazer imagens para serem
adoradas ou cultuadas. As obras de arte que povoam os parques e
jardins são peças ornamentais que deleitam o espírito e alegram os
sentimentos artísticos. Os quadros que figuram nos museus educam e
ensinam a amar a perfeição e o belo. Convém lembrar que beleza, perfeição
e nobreza são qualidades que DEUS deseja ver em todas as vidas. Assim
sendo, convém não confundir a arte, a beleza e a inspiração criativa
com a proibição expressa nos Dez Mandamentos.
Quando DEUS
ordenou a Moisés que construísse o Tabernáculo, isto é, o templo
da peregrinação no deserto, o mesmo Senhor outorgou inspiração
artística a dois homens -chamados Bezaleel e Aoliabe, aos quais encheu de
sabedoria, entendimento e ciência em todo o artifício para
inventar em invenções para trabalharem em ouro, e em prata, e
em cobre, e em artifício de pedras de engastar (Êx 35.31-33).
O que os leitores acabam de ler demonstra que DEUS ama a arte e
os artistas e Ele mesmo dá inspiração para produzir o que realmente é
bom e belo. Mas DEUS não consente que se adorem as obras humanas
nem que a elas se preste culto.
Ainda para
completar a explicação acerca de imagens e suas finalidades e da arte
ornamental e educativa, DEUS ordenou aos artesãos que Ele chamara e inspirara
que, além das obras de madeira talhada, dos bordados de linho
colorido, dos varais cobertos de ouro, além de tudo isso, e para
completar a ornamentação do Tabernáculo, ordenou que se fizessem dois
querubins, isto é, obra feita à mão, perfeita, como tudo que vem de DEUS.
IDOLATRIA -
Definição - Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
Esta é uma
transliteração da palavra gr. eidololatria (Lê-se Idôlôlatria), cujo
significado entendemos ser “a adoração a ídolos; a adoração a imagens como
divinas e sagradas”. Esse vocábulo gr. é uma composição de dois termos; O
primeiro é eido (cf. o latim rideo), significando “ver” e “saber”; assim ele
traz em si o conceito básico de “saber por ver”. Com base nesse termo foi
formada a palavra eidolon, “imagem”, que veio a significar especificamente uma
imagem de um deus como um objeto de adoração, ou um símbolo material do
sobrenatural como tal objeto. O segundo termo é latreia, significando “culto”
ou, mais especificamente, “culto ou adoração aos deuses”.
Idolatria,
então, é prestar honras divinas a qualquer produto de fabricação humana, ou
atribuir poderes divinos a operações puramente naturais.
Descrição
Como uma
criatura ligada ao tempo e ao espaço, o homem tem estado especialmente
inclinado a prestar adoração a algum tipo de símbolo visível de divindade. Ele
parece anelar por manifestações tangíveis da presença divina. Durante a
história humana, esta atitude tomou várias formas e manifestações. Mesmo que o
homem tenha abandonado a adoração ao verdadeiro DEUS, ele não renunciou à
religião, mas procurou substituir o verdadeiro DEUS por um deus falso que
estivesse de acordo com seu próprio gosto.
O animismo era
a adoração ou a reverência aos objetos inanimados, tais como pedras, árvores,
rios, fontes e outros objetos naturais. Também havia a adoração a coisas
animadas, tais como aos animais: touros ou bezerros sagrados, símbolos do
princípio da reprodução e procriação; a serpente, como símbolo de renovação
anual, uma vez que ela troca sua pele velha por uma nova; e pássaros, tais como
o gavião, a águia e o falcão, como símbolos de sabedoria e conhecimento
interior. Estas formas animais eram às vezes combinadas com formas humanas como
objetos de adoração - o teriomorfismo. Havia divindades astrais, tais como o
sol, a lua e as estrelas. Os elementos e as forças da natureza também eram
reverenciados e adorados: tempestades, ar, fogo, água e terra. Consequentemente,
os deuses da vegetação e o espírito do lugar, recebiam uma posição
importante.
O princípio da
fertilidade era frequentemente divinizado como uma deusa-mãe (veja Diana), como
as imagens de Éfeso indicam. Isso envolvia a adoração ao sexo e a glorificação
da prostituição.
Havia a
tendência comum da adoração aos heróis, que também incluía os ancestrais mortos
da tribo ou do clã.
O totemismo
representava não apenas a atividade em artes e ofícios, mas a adoração ao deus
ou à deusa que eram patronos do clã, qualquer que fosse a imagem sob a qual a
divindade tivesse sido concebida. Geralmente este era um animal selvagem ou um
pássaro, ou ainda a combinação de uma das formas animais com a humana.
O idealismo
envolvia a adoração a conceitos abstratos tais como a sabedoria e a justiça. A
adoração ao imperador deve ser incluída. Os reis, por terem o poder da vida e
da morte sobre seus súditos, passaram a ser divinizados. “Ave César”
significava mais que um desejo de “vida longa ao rei", assim como “Neil
Hitler” (“Salve Hitler״); estes eram, na
verdade, atos de adoração.
Somente o homem
possui o dom de fazer imagens. Assim fazendo, ele busca a reprodução de
impressões oculares que desaparecem, ou objetos sagrados imaginados. Assim a
idolatria fica estreitamente relacionada ao avanço do homem em artes e ofícios,
Sua história está repleta de tentativas de dar formas materiais a ideais e
idéias religiosas. Uma vez que estes se tornassem objetos concretos, então a
reverência e a adoração poderiam ser expressas em favor deles através da queima
de incenso, curvando-se os joelhos, beijando-se a imagem, recobrindo-a com
prata e ouro, adornando-a com joias e pedras preciosas, ou vestindo-a com
trajes suntuosos. Tudo isto consistia apenas em um outro passo para consultá-la
como um oráculo de sabedoria divina e um meio de predizer o futuro de uma
pessoa, ou o resultado de algum projeto militar ou político. Uma estátua de
culto era, portanto, um objeto de adoração e deleite porque a imagem visível
dava evidência da presença da divindade. Ela era regularmente guardada em algum
santuário, e um completo culto para sua adoração era desenvolvido. Era chamada
Imagem de Escultura. Em um sentido mais amplo, a idolatria em formas teóricas
pode incluir as vãs filosofias dos homens, pois ela tira parte da glória de
DEUS (Rm 1.23) e confere honras divinas a outrem. Assim, o naturalismo, o
humanismo, e o racionalismo são tipos de idolatria. Da mesma forma, ligar-se a
horóscopos e qualquer prática oculta de feitiçaria e espiritualismo deve ser
condenado como idolatria. (Exemplo: Magia; Feitiçaria).
A Idolatria dos
Vizinhos de Israel
Práticas pagãs
entraram em Israel principalmente por intermédio dos egípcios, dos cananeus e
das nações assírio-babilônicas. A antiga arte e escrita egípcia deixaram
evidências de milhares de divindades. Os próprios faraós eram considerados
encarnações de alguma divindade. Além dos seres humanos, pensava-se que um
touro, um crocodilo, um peixe, uma árvore, um gavião etc. também poderiam ser
habitados por um espírito e, portanto, divinizados. Havia muitas divindades com
cabeça de animal ou pássaro, porém com corpos de seres humanos.
Entre os
cananeus, os muitos baalins com seus respectivos cultos de fertilidade eram os
promotores de adorações orgiásticas da natureza e do princípio da
produtividade.
A principal
entre as divindades dos babilônios e assírios era a deusa imoral da luxúria e
da procriação, a mesopotâmia Ishtar. Os babilônios pareciam estar dispostos a
importar deuses de muitos vizinhos, ou de nações que eles haviam conquistado e
sujeitado ao pagamento de tributos. Sendo assim, eles tinham um deus para quase
tudo; aprendizado, guerra, fogo, maternidade, virgindade, fertilidade, céu,
vento, água, terra, e o mundo dos mortos, juntamente com o habitual sol, lua e
estrelas. O povo assírio era tão idólatra quanto o babilônio e, além disso,
ganhou a reputação nada invejável de ser a mais cruel e mais sádica de todas as
nações antigas do Oriente Próximo.
A História da
Idolatria Entre os Israelitas
Abraão viveu em
um mundo de idolatria. Sua viagem para oeste tinha a finalidade de abandonar a
idólatra de Ur dos caldeus e procurar um novo lar no qual poderia adorar ao
único DEUS verdadeiro. É significativo notar que de seus descendentes tenham
surgido as três grandes religiões monoteístas do mundo: o Judaísmo, o
Cristianismo e o Islamismo.
A proibição da
idolatria é um dos poucos conceitos absolutos e imutáveis no sistema judaico de
ética (juntamente com o incesto e o assassinato). A adoração sem a imagem de
Jeová anunciava não meramente que Ele era maior do que a natureza, mas que
também não era limitado por ela. No AT, há muitos termos heb. usados como
escárnio à idolatria, indicando sua infâmia e obscenidade, bem como seu
absoluto vazio.
Todas as
camadas da lei judaica dão testemunho da oposição a se fazer um retrato de
DEUS. Os dois primeiros mandamentos proíbem a adoração de imagens, bem como a
adoração a qualquer outro deus ícf. Ex 20.1ss.; Dt 5.7,8; Lv 19.4). A idolatria
era classificada como uma ofensa de estado e cheirava a traição, devendo ser
punida com a morte (Dt 17.2-7).
A profecia heb.
mostra, da mesma forma, uma hostilidade intransigente à idolatria. Qualquer
imagem é uma mera obra das mãos do homem (Am 5.26; Os 13.2; Is 2.8), uma
imitação das criaturas (Dt 4.16ss.) formada a partir de matéria sem vida (Os
4.12; Is 44.9,10; Sl 115). Portanto, sua adoração é absolutamente uma loucura.
Só DEUS deve ser adorado, visto que somente Ele é o Criador vivo de todas as
coisas, e um ESPÍRITO que não pode ser retratado de nenhuma forma. Contudo,
mesmo entre os israelitas pode ser notada a adoração a Jeová sob a forma de
alguma imagem ou símbolo; muitos deles se comportavam como se a adoração aos
deuses das nações vizinhas sob qualquer símbolo fosse apropriada; e, além
disso, adoravam as próprias imagens e símbolos (por exemplo, a serpente de
bronze, 2 Rs 18.4).
A história da
idolatria entre os hebreus começa com o relato do roubo - por parte de Raquel -
dos ídolos do lar que pertenciam a Labão (Gn 31.19), que eram provavelmente
estatuetas de deuses da família. Estes naturalmente não eram considerados como
o DEUS de Abraão e Naor (Gn 31.53). No entanto, Raquel pode não ter tido
interesse pelos ídolos do lar por motivos de adoração, porque descobertas em
Nuzu indicam que com a posse de um ídolo do lar vinha a chefia da família. Ela
pode ter tentado transferir a chefia patriarcal da família de seu pai para seu
marido.
Os anos no
Egito resultaram na fascinação de Israel pelos ídolos egípcios (cf. Js 24.14;
Ez 20.7,8), e assim DEUS, por meio de Moisés, considerou imperativo desafiar os
deuses do Egito (Nm 33.4). Durante a ausência de Moisés do acampamento ao pé do
monte Sinai, os israelitas clamaram por alguma representação visível de Jeová
(Ex 32.1). Somente uma mente completamente acostumada ao profundo respeito
prestado aos touros sagrados do Egito poderia inventar uma representação tão
estranha de Jeová (Êx 32.4). As pessoas que não estivessem familiarizadas com
essa prática egípcia não poderiam ter respondido tão prontamente como fizeram
esses israelitas. A festa que Arão proclamou para Jeová (Êx 32.5), que resultou
no povo cantando e dançando nú diante do ídolo (32.6,18,19,25), era como a
festa de Ápis; isto levou o povo à indecência — de uma forma pública ou privada
(a palavra “divertir-se” ou “folgar”, saheq, em 32.6 implica em gestos ou atos
sexuais; cf. “acariciava”, Gênesis 26,8). Portanto, a grande ira do Senhor e de
Moisés é compreensível (32.4,8). Arão chamou ao bezerro de Senhor (32.5), mas
representá-lo desse modo era idolatria (Sl 106.19,20).
Houve uma
apostasia temporária em Sitim quando os homens de Israel, cedendo aos encantos
das filhas de Moabe, deram lugar ao baalismo (Nm 25).
Ao entrar na
Palestina, Israel teve contato com várias formas de idolatria. E embora
tivessem recebido ordens expressas para destruir todos os ídolos (Dt 12.2,3), a
ordem não foi obedecida integralmente em todos os casos (Jz 2.12,14).
O pai de Gideão
havia levantado ou tomado posse de um altar a Baal, o qual Gideão foi obrigado
a destruir (Jz 6.25-32). O éfode de Gideão pode ter sido uma oferta de voto a
Jeová, mas ele
tornou-se um laço para todo o Israel, bem como para toda a sua casa (Jz 3.27).
Assim que Gideão morreu, Israel retomou à sua adoração idólatra a “Baal-Berite”
(Jz 8.33; 9.4). O episódio de Mica em Juízes 17 e 18 revela evidências de uma
idolatria secreta por parte de muitas pessoas (Jz 17.1-6). Neste caso, um
levita de todo o povo torna-se um sacerdote de imagens (cf Dt 27.15). Samuel,
ao assumir o ofício de juiz de Israel, considerou necessário repreender o povo
pela posse de deuses estrangeiros (1 Sm 7.3,4). Salomão já havia estabelecido o
cenário para uma grande apostasia e idolatria por sua importação de tantas
esposas estrangeiras, e com elas as suas respectivas formas de adoração pagã,
cada uma com seu falso deus. Havia Astarote dos sidônios, Quemos dos moabitas,
Milcom dos amonitas, só para citar alguns. Três dos cumes do monte das
Oliveiras foram coroados com postes-ídolos para essas divindades,
respectivamente, e o quarto ficou conhecido como o monte da corrupção (1 Es
11.5-8; 2 Rs 23.13,14). O filho de Salomão, Roboão, tinha uma mãe amonita, cuja
religião introduziu algumas das piores características de idolatria licenciosa
(1 Rs 14.21-24). Jeroboão, recém-saído de seu exílio no Egito, erigiu touros
sagrados em homenagem a Jeová em Dã e Betel (1 Rs 12.26-33). Na prática, porém,
a adoração parece ter sido dirigida aos animais de ouro ao invés de ser
oferecida ao próprio Senhor (cf. Am 4.4,5). Esta adoração aos bezerros é
tratada por Oséias como o “pecado de Israel” (Os 10.5-8). Um dos maiores
promotores da idolatria na história hebraica foi o rei Acabe, influenciado por
sua esposa, a princesa sidônia Jezabel (1 Rs 21.25,26). Ele não só construiu um
templo e um altar para o Baal dos sidônios - Melcarte, como se envolveu na
perseguição ativa aos profetas de Jeová (1 Rs 16.31-33). Diante dos profetas de
Baal e Aserá, Elias proclamou seu famoso discurso em defesa do DEUS verdadeiro
(1 Rs 18). A história do Reino do Norte então se toma, sucessivamente, com cada
um de seus reis, um restabelecimento do pecado de Jeroboão. Isto veio a ser
conhecido como o “caminho dos reis de Israel” (2 Rs 16.3; cf. 17.7-18). Assim
houve uma longa linhagem de apóstatas reais na nação de Israel, o que não
cessou até a conquista daquele reino pelos assírios. Um propagador da idolatria
no Reino do Sul foi o rei Acaz. Ele construiu um altar de acordo com o modelo
que havia visto em Damasco, bem no local do altar de bronze do Templo judeu (2
Rs 16.10-15). Também fez seu filho passar pelo fogo (2 Rs 16.3) e ofereceu sacrifícios
aos deuses de Damasco (2 Cr 28.23). Um dos reinados mais longos e mais
idólatras em Judá foi o do ímpio Manassés, que, embora tenha se voltado para o
Senhor pouco antes de sua morte (2 Cr 33,10-17), não pôde desfazer os
resultados de uma vida de apoio a encantamentos, adivinhações, feitiçaria,
profanação dos pátios do Templo com altares às divindades astrais e uma imagem
de Aserá no Lugar SANTO (2 Rs 21.1-9; Jr 32.34). Consequentemente, pouco antes
de seu arrependimento e morte, seu próprio filho restaurou os altares de Baal e
as imagens de Aserá. Contudo, como nos dias de Elias no Reino do Norte (1 Rs
19.18), também durante os reinados dos reis ímpios de Judá DEUS parece ter
conservado um remanescente justo que se recusou a dobrar os joelhos diante de
Baal. O tipo de idolatria mais deplorável era aquele dirigido pelos falsos
profetas, que como líderes da apostasia juntaram-se a sacerdotes corruptos (2
Rs 23.5) e profetizavam por Baal e seguiam “coisas de nenhum proveito”, isto é,
ídolos desprovidos de qualquer poder (Jr 2.8, cf. 2 Cr 15.3). Parece ter havido
algumas tentativas de adorar ao DEUS verdadeiro sob imagens idólatras e uma
contaminação da verdadeira adoração com rituais idólatras (2 Rs 17.32; 18.22;
Jr 41.5). Naturalmente, o casamento com pessoas oriundas de nações idólatras
era quase sempre o primeiro passo em direção à idolatria (Êx 34,14-16; Dt
7.3,4; Ed 9.2; 10.18; Ne 13.23-27). Ezequiel descreve um recinto de imagens em
Jerusalém (Ez 8.7-12) que era sem dúvida alguma proveniente do Égito. A
serpente de bronze parece ter se tomado um ídolo, e o povo lhe oferecia incenso
(2 Rs 18.4). Até mesmo a adoração a Moloque foi algumas vezes restaurada (2 Rs
17.17), embora a prática de lançar seus filhos ao fogo fosse basicamente
revoltante para a mente do povo hebreu. O exílio babilônico veio como uma
repreensão direta à idolatria do povo hebreu (Jr 29.8- 10), como DEUS havia
prevenido nos dias de Ezequias (Is 39.6). Nos tempos pós-exílicos,
especialmente sob o governo de Alexandre e seus sucessores, os judeus mais uma
vez depararam com a questão da idolatria (1 Mac 1.41-50,54-64). É bom lembrar,
para crédito deles, que muitos judeus desse tempo escolheram a morte ao invés
da idolatria (1 Mac 2,23-26,45-48). Mais tarde, a águia de ouro de Herodes, colocada
acima de uma das portas do santuário, provocou uma tempestade de protestos
(Josefo, Ant, xvii.6.3).
A Avaliação do
Novo Testamento
Os primeiros
cristãos inevitavelmente entraram em contato com a idolatria gentílica (At
17.16). Assim, eles frequentemente tinham que encarar questões relacionadas aos
alimentos e à carne oferecida aos ídolos durante as festividades (At 15.20; 1
Pe 4.3; Ap 2.14,20), especialmente em Corinto (1 Co 8; 10). Idólatra é o nome
dado àquele que adora deuses pagãos e ídolos pessoais no NT (1Co 5.10,11; 6.9;
10.7; Ap 21.8; 22.15). A idolatria é especificamente equiparada à cobiça, que
faz do dinheiro um deus, e torna o homem infiel em sua mordomia (Mt 6.24; Lc
16.13; Cl 3.5; Ef 5.5). As advertências contra a concupiscência maligna
certamente não se referem apenas à idolatria no ambiente dos primeiros
cristãos, mas também à nossa era, que é obcecada por sexo (Gl 5.19,20; Fp 3.19;
cf. Rm 16.18). A fonte da idolatria é basicamente um coração impuro e uma
vontade impura (Rm 1.21). Paulo concorda com Isaías quando diz que o homem
degenerou-se no paganismo ao invés de se desenvolver e abandoná-lo (cf. Rm 1;
Is 44). Portanto, ele ordena que os cristãos fujam da idolatria (1 Co 10.14).
João faz a mesma advertência (1 Jo 5.21).
HERESIA
DICIONÁRIO
Strong Português - HERESIA - αιρεσις - hairesis - Lê-se péressis
1) ato de
pegar, capturar: p.ex. atacando uma cidade
2) escolha
3) aquele que é
escolhido
4) um grupo de
homens escolhendo seus próprios princípios (seita ou partido)
4a) dos
saduceus
4b) dos
fariseus
4c) dos
cristãos
5) dissensões
originadas da diversidade de opiniões e objetivos
hairesis
αιρεσις - Facções - Lê-se péressis - Obra da Carne e o Fruto do ESPÍRITO -
William Barclay
B, Mar.:
partidos: P: partidarismo; BLH: grupos; ARC: heresias; ARA: facções; BJ:
divisões; NEB: intrigas partidárias.
A palavra em
português: heresia, é, para todos os fins práticos, uma transliteração da
palavra grega hairesis. Em nossa língua, “heresia” e uma palavra com um
significado distintivamente mau; denota uma crença contraria a ortodoxia e a sã
doutrina. Mas em grego hairesis não está necessariamente uma palavra má, porque
significa ou um ato de escolher, ou uma escolha. No AT grego pode ser usada,
por exemplo, para a escolha de uma dádiva como oferenda a DEUS (Lv 22.18); e pode ser usada para um propósito ou um
plano, um curso escolhido de ação. Na
LXX está escrito que Simeão e Levi realizaram seu propósito iníquo (Gn 49.5).
No NT a palavra denota mais comumente um grupo de pessoas que pertencem a uma
escola específica de pensamento e ação e que sustentam um tipo de crença; como,
poderíamos dizer, um grupo de pessoas que fizeram todas a mesma escolha.
Destarte, e usada no sentido de um partido, como no caso do partido dos
fariseus (Ato 15.5; 26.5); dos saduceus (Ato 5.17); dos nazarenos (Ato 24.5); e duas vezes dos
cristãos (Ato 24.14; 28.22). Em tais casos e comumente traduzida por “ seita” ,
mas não há nenhuma implicação necessária de que seita e aquilo que agora
chamaríamos de uma seita herética; e simplesmente um grupo de pessoas que
escolheu o mesmo modo de crer e de viver. Logo, quando hairesis atinge esta
etapa de significado, por causa daquilo que e a natureza humana, sua
degeneração adicional torna-se quase inevitável, porque passa, então, a
significar uma escolha de crença, e talvez também de conduta, que separa o
homem da comunidade da qual faz parte; e então que a palavra vem a significar
“heresia” no significado moderno do termo.
Nesta passagem, não é tanto a heresia que está em epígrafe quando a
divisão interna da Igreja em grupos e partidos, mediante a qual a harmonia
eclesiástica é destruída. O uso mais significativo da palavra acha-se em 1 Co
11.19. Ali, Paulo está repreendendo os cristãos de Corinto pela sua má conduta
a mesa do Senhor. Na Igreja antiga, duas coisas eram combinadas; havia a Ágape,
ou a Festa do Amor, e o próprio sacramento da Ceia do Senhor. A Festa do Amor
era uma parte muito bela da vida da Igreja primitiva. Era uma refeição em comum
onde todos os cristãos se reuniam no Dia do Senhor. Para vermos o quadro
corretamente, devemos nos lembrar de que naquele tempo a Igreja não tinha
edifícios próprios, e que os grupos cristãos se reuniam nas salas das casas
comuns. Para esta refeição em comum, cada um trazia o que podia, e isto era
repartido entre todos em comunhão amorosa. Bem provavelmente, em muitos casos,
esta seria a única refeição razoável que o escravo comia no decurso da semana.
Em Corinto, ao invés de se sentarem como grupo unido, compartilhando da
comunhão, os membros do grupo estavam divididos em grupinhos e seções, haurísseis
(a forma plural da palavra), e, ao invés de compartilharem de tudo quanto
tinham numa reserva comum, cada partido dentro do grupo maior guardava para si
aquilo que trouxera, e o resultado era que uns tinham pouquíssima coisa, ao
passo que outros tinham em abundancia. Aquilo que deveria ter sido uma só união
harmoniosa com participação e amor, foi dividido em pequenos fragmentos
egoístas, exclusivistas e autossuficientes. E isto que Paulo chama de hairesis.
E a unidade da Igreja que se fragmenta em grupinhos que fecham seu círculo para
todas as demais pessoas que não são seus próprios aderentes. Uma Igreja
fragmentada não e uma Igreja de modo algum; um grupo cujo círculo está fechado
certamente não e um grupo cristão. Se alguém considera que sua posição social e
algo que o separa de outras pessoas de uma posição social diferente, não
começou nem a ter o menor vislumbre do significado do cristianismo. Há uma
enorme diferença entre crer que temos razão e crer que todas as demais pessoas
estão erradas. A convicção inabalável é uma virtude crista; a intolerância
inexorável e um pecado. Ha muitos outros caminhos para DEUS e que são
diferentes do caminho que nos percorremos. Aqui, mais uma vez, a mesma
advertência e desafio nos são apresentados. Ninguém negara que a Igreja deve
muita coisa aqueles que tiveram a coragem e a convicção de resistirem sozinhos;
mas a verdade permanece: o homem deve examinar-se a si mesmo com cuidado, se
descobrir que sua chamada piedade e sua crença escolhida o separam do seu
próximo, porque o cristianismo nunca tencionou dividir os homens, mas uni-los,
e, se reivindicarmos o direito de escolher por nós mesmos, devemos conceber o
mesmo direito aos outros. O amor cristão deve ainda ser capaz de amar aqueles
com cuja crença e conduta ele não pode concordar.
“Heresias” (gr.
hairesis) - Bíblia de Estudo Pentecostal - BEP - CPAD - i.e., grupos divididos
dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da
igreja (1 Co 11.19).
2 Pedro
2.1 ENTRE VÓS HAVERÁ TAMBÉM FALSOS MESTRES O ESPÍRITO SANTO adverte
repetidas vezes nas Escrituras que surgirão muitos falsos mestres dentro das
igrejas. As advertências a respeito de mestres e líderes introduzindo heresias
no meio do povo de DEUS foram feitas antes por JESUS (ver Mt 24.11 .;
24.24,25), e o ESPÍRITO SANTO continuou advertindo através de Paulo (ver 2 Ts
2.7; 1 Tm 4.1 .; 2 Tm 3.1-5), de Pedro (vv. 1-22), de João (1 Jo 2.18; 4.1; 2
Jo 7,11), de Judas (Jd 3,4,12,18) e das cartas de CRISTO às sete igrejas (ver
Ap 2.2,6)
2.1 NEGARÃO O
SENHOR QUE OS RESGATOU. De conformidade com Pedro, os falsos mestres dentro da
igreja que estavam "negando (gr. arneomai = repudiar ou renunciar) o
Senhor que os resgatou" tinham abandonado o caminho certo e se desviado
(v. 15), tornando-se "fontes sem água" (v. 17). Antes, eles tinham se
livrado da maldade do mundo, mediante JESUS CRISTO, mas agora voltaram a
emaranhar-se no pecado (v. 20).
2.2 SERÁ
BLASFEMADO O CAMINHO DA VERDADE. Muitos crentes professos seguirão esses falsos
pregadores, com suas "dissoluções" (i.e., imoralidades sexuais). Por
causa da vida pecaminosa desses líderes e seus seguidores, DEUS e seu evangelho
serão infamados (ver 2 Tm 4.3,4).
2.3 POR
AVAREZA... PALAVRAS FINGIDAS. Os falsos mestres comercializarão o evangelho,
sendo peritos na avareza e em conseguir dinheiro dos crentes, a fim de promover
ainda mais seus ministérios e seus modos luxuosos de vida. (1) Os crentes devem
estar a par de que um dos métodos principais dos falsos ministros é usar
"palavras fingidas", ou seja, contar histórias impressionantes, mas
inverídicas, ou publicar estatísticas exageradas a fim de motivar o povo de
DEUS a contribuir com dinheiro. Glorificam a si mesmos e promovem seu próprio
ministério com esses relatos inventados (cf. 2 Co 2.17). Deste modo, o crente
sincero, mas desinformado, torna-se um objeto de exploração. (2) Pelo fato de
esses obreiros profanarem a verdade de DEUS e fraudarem o seu povo com sua
cobiça e engano estão destinados à perdição e à destruição.
2.4 ANJOS...
HAVENDO-OS LANÇADO NO INFERNO. Provavelmente, trata-se dos anjos que se
rebelaram juntamente com Satanás, contra DEUS (Ez 28.15 .), e tornaram-se os
espíritos maus referidos no NT. As Escrituras não explicam por que uns
espíritos malignos estão em cadeias, enquanto outros estão livres para agir com
Satanás na terra (cf. Jd 6)
2.8 AFLIGIA...
A SUA ALMA JUSTA. Uma característica principal do homem de DEUS é que ele ama a
justiça e detesta a inequidade (ver Hb 1.9 .). Sua alma se angustia e se aflige
(vv. 7,8) pelo pecado, imoralidade e impiedade reinantes no mundo (ver Ez 9.4 .;
Jo 2.13-17; At 17.16).
2.9 LIVRAR...
OS PIEDOSOS. O modo de Ló reagir ante a iniquidade e imoralidade ao seu redor
(v. 8) tornou-se uma prova que determinou, tanto o seu próprio livramento,
quanto seu destino na eternidade. (1) DEUS livrou Ló porque este rejeitava o
mal e sentia repugnância na sua alma, diante "da vida dissoluta dos homens
abomináveis" (v. 7). (2) Quando CRISTO voltar para levar seu povo (ver Jo
14.3 .) e manifestar a sua ira sobre os ímpios (3.10-12), Ele levará para si
mesmo a sua igreja visível que, por causa da sua fé nEle e do seu amor por Ele,
é, aqui, como Ló, afligida pela conduta carnal, pela vida imoral e pelos demais
pecados clamorosos da sociedade ao seu redor. (3) DEUS sabe como libertar seus
servos fiéis do meio ambiente imoral e corrupto, em cada geração (cf. Mt 6.13;
2 Tm 4.18; Ap 3.10)
2.10 DESPREZAM
AS DOMINAÇÕES... AS AUTORIDADES. Pedro fala das pessoas ímpias e imorais que,
como os homossexuais de Sodoma (v. 8; cf. Gn 19.4-11), desprezam todos os tipos
de autoridades que refreiam o mal, inclusive CRISTO e sua Palavra.
2.15 CAMINHO DE
BALAÃO. Trata-se do amor às honrarias pessoais e aos ganhos materiais, às
expensas do povo de DEUS (cf. Nm 31.16; Ap 2.14; ver Nm 25.2 .). Pedro enfatiza
que a imoralidade sexual, o amor às honrarias e a cobiça por dinheiro,
caracterizam esses falsos mestres e pregadores.
2.16 FALANDO
COM VOZ HUMANA. Pedro claramente crê nos milagres relatados no AT. Hoje,
críticos auto eleitos dentro da igreja zombam com arrogância dos milagres
registrados na Palavra de DEUS e consideram sem cultura e ingênuo quem neles
acredita. O verdadeiro filho de DEUS, no entanto, crê em DEUS e aceita todos os
milagres da Bíblia. Crê, também, que DEUS realiza milagres hoje em resposta às
orações e à fé dos seus (ver Jo 6.2).
2.19
PROMETENDO-LHES LIBERDADE. O espírito de anarquia, prometendo liberação das
restrições justas, predominará com altivez na sociedade e na igreja, nos
últimos dias, antes da vinda de CRISTO (ver 1 Tm 4.1 .; 2 Tm 3.1). Os padrões
morais imutáveis de DEUS serão considerados antiquados e tidos como simples
restrições legalistas à liberdade pessoal, à autodeterminação e à felicidade
dos seres humanos. À medida que os homens e mulheres se auto elegem como
autoridades máximas neste campo, tornam-se escravos da corrupção moral (v. 19b;
ver Rm 1.24,27).
2.20
ESCAPADO... FOREM OUTRA VEZ ENVOL-VI-DOS. Os versículos 20-22 claramente
mostram que alguns dos falsos mestres foram anteriormente redimidos do poder do
pecado, e depois perderam a salvação (cf. vv. 1,15).
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Lição 10,
Mansidão: Torna o Crente Apto para Evitar Pelejas
1º Trimestre de
2017 - Título: As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - Como o crente
pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Comentarista:
Pr. Osiel Gomes da Silva (Pr Pres. Tirirical - São Luis -MA)
TEXTO ÁUREO
“[...] que
andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e
mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor.” (Ef
4.1,2).
VERDADE PRÁTICA
A mansidão,
como fruto do ESPÍRITO, torna o crente apto para evitar contendas, pelejas e
dissensões.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - Efésios 4.1-7
1 - Rogo-vos,
pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes
chamados, 2 - com toda a humildade e mansidão, com longanimidade,
suportando-vos uns aos outros em amor, 3 - procurando guardar a unidade do
ESPÍRITO pelo vínculo da paz: 4 - há um
só corpo e um só ESPÍRITO, como também fostes chamados em uma só esperança da
vossa vocação; 5 - um só Senhor, uma só fé, um só batismo; 6 - um só DEUS e Pai
de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos. 7 - Mas a graça foi dada
a cada um de nós segundo a medida do dom de CRISTO.
Resumo
da Lição 10, Mansidão: Torna o Crente Apto para Evitar Pelejas
I - MANSIDÃO, O
OPOSTO DA ARROGÂNCIA
1. Mansidão não
é covardia.
2. Ser manso é
ser corajoso.
3. A mansidão,
fruto do ESPÍRITO.
II - EVITANDO
AS PELEJAS E CONTENDAS
1. Pelejas e
discórdias.
2. Ações do
homem carnal.
3. Um espírito
aguerrido.
III -
BEM-AVENTURADOS OS MANSOS
1. O Sermão da
Montanha.
2. Estêvão um
homem manso.
3. A mansidão
de CRISTO.
Resumo Rápido
do Pr. Henrique
Efésios 4.1-7
Eu,
portanto, o prisioneiro do Senhor, apelo e suplico a vocês que andem (levem uma
vida) digna do chamado [divino], para o qual vocês têm sido chamados, [com
comportamento que dê crédito para os recomendar para o serviço de DEUS, 2
vivendo como vocês se tornaram] em completa submissão de mente (humildade) e
brandura (generosidade, gentileza e submissão) com paciência, suportando-se uns
aos outros e fazendo concessões, por amarem-se uns aos outros. 3 Estejam ávidos
e esforcem-se honestamente para guardar e manter a harmonia e a unidade de [e
produzida pelo] ESPÍRITO, no vínculo do poder da paz. 4 [Há] um corpo e um
ESPÍRITO – tanto quanto há também uma esperança [que pertence] ao chamado que
vocês receberam - 5 [Há] um Senhor, uma fé, um batismo, 6 Um DEUS e Pai de nós
todos, o qual é acima de todos [Soberano sobre todos], impregnado em todos e
vivendo em todos nós.7 Contudo a graça (favor imerecido de DEUS) foi dada para
cada um de nós individualmente [não indiscriminadamente, mas de diferentes
formas] em proporção à medida do [rico e abundante] dom de CRISTO (Bíblia
Amplificada).
Comentários BEP
- CPAD
4.3 GUARDAR A
UNIDADE DO ESPÍRITO. "A unidade do ESPÍRITO" não pode ser criada
por nenhum ser humano. Ela já existe para aqueles que creram na verdade e
receberam a CRISTO, conforme o apóstolo proclamou nos capítulos 1-3. Os efésios
devem guardar e preservar essa unidade, não mediante os esforços ou
organizações humanos, mas pelo andar "como é digno da vocação com que
fostes chamados" (v. 1). A unidade espiritual é mantida pela lealdade à
verdade e o andar segundo o ESPÍRITO (vv. 1-3,14,15; Gl 5.22-26). Não pode ser
conseguida "pela carne" (Gl 3.3).
4.5 UM SÓ
SENHOR. Uma parte essencial da fé e unidade cristãs é a confissão de que
há "um só Senhor".
(1) "Um só
Senhor" significa que a obra da redenção que JESUS CRISTO efetuou é
perfeita e suficiente, e que não é necessário nenhum outro redentor ou mediador
para dar ao crente salvação completa (1 Tm 2.5,6; Hb 9.15). O crente deve
aproximar-se de DEUS somente através de CRISTO (Hb 7.25).
(2) "Um só
Senhor" significa, também, que devotar lealdade igual ou maior a qualquer
autoridade (secular ou religiosa) que não seja DEUS revelado em CRISTO e na sua
Palavra inspirada, é a mesma coisa que recusar o senhorio de CRISTO, e, portanto,
da vida que somente nEle existe. Não pode haver nenhum senhorio de CRISTO nem
"unidade do ESPÍRITO" (v. 3) à parte da afirmação de que o Senhor
JESUS é a suprema autoridade para o crente, e de que esta autoridade lhe é
comunicada na Palavra de DEUS.
INTRODUÇÃO
Nesta
oportunidade, estudaremos a qualidade do fruto do ESPÍRITO chamada mansidão. O
que pode impedir a mansidão de se manifestar são as obras da carne tais como as
pelejas, ou dissensões ou disputas -
estas são oposição à brandura e meiguice da mansidão. Atrelada à mansidão
marcha a humildade que lhe dará suporte para agir. O contrário da humildade,
que é a arrogância, impede o agir da mansidão e DEUS desaprova tal atitude (Pv
16.5). Os crentes são comparados às ovelhas porque ovelhas são dóceis, mansas e
submissas ao pastor (Jo 10.14,15). Aprendamos de JESUS, pois ELE mesmo, apesar
de pastor, disse ser manso e humilde de coração (Mt 11.29).
I - MANSIDÃO, O
OPOSTO DA ARROGÂNCIA
1. Mansidão não
é covardia.
Quem é manso ou
manifesta a mansidão de DEUS é humilde, amável e Cortez. A mansidão, como
qualidade do fruto do ESPÍRITO, é uma atitude interior que brota da comunhão
com o ESPÍRITO SANTO. Na hora que é solicitada esta qualidade deve aparecer.
Ela não é permanente em nós. Moisés, o homem mais manso do mundo falhou em
manifestá-la na hora que mais precisou. Paulo muito precisou desta qualidade
quando recebeu oposição de mestres dos Coríntios. Paulo sabia ser rígido com os
falsos irmãos, mas sabia ser manso para com os verdadeiros irmãos.
2. Ser manso é
ser corajoso.
Nenhum crente
pode ser covarde ou tímido (Qual é o homem medroso e de coração tímido? Dt
20.8).
O homem de DEUS
deve ser corajoso e repreender o mal, combater sempre, mas ser manso e humilde
ao mesmo tempo será necessário.
Que pregues a
palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com
toda a longanimidade e doutrina. 2 Timóteo 4:2
Fala disto, e
exorta e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze. Tito 2:15
JESUS era manso
e humilde de coração, mas sabia repreender os religiosos e combater os falsos
ensinos.
Ai de vós,
escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer
um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes
mais do que vós. Mateus 23:15
Mas ai de vós,
escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus;
e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando. Mateus 23:13
3. A mansidão,
fruto do ESPÍRITO.
A mansidão deve
ser manifesta entre as qualidades do fruto do ESPÍRITO na vida dos súditos do
Reino de DEUS (Mt 5.11). Isso só é possível com a submissão ao ESPÌRITO SANTO.,
JESUS ensinou a mansidão e se mostrou como digno de imitação nisso. (Mt
11.29,30). Aprendamos com nosso mestre. Humildade e mansidão.
As pessoas
vinham de longe para ter com JESUS - Ele é atraente em suas palavras, em seu
agir, em seu vestir, em seu comportar, em seu tratar, eu seu amor.
A mansidão
atrai pessoas para DEUS.
II - EVITANDO
AS PELEJAS E CONTENDAS
1. Pelejas e
discórdias.
No grego a
palavra utilizada para discórdia é eritheiai
Discórdia
- εριθεια - eritheia - Lê-se Eritiá
- Dicionário Strong em português
1) propaganda
eleitoral ou intriga por um ofício
1a)
aparentemente, no NT uma distinção requerida, um desejo de colocar-se acima, um
ESPÍRITO partidário e faccioso que não desdenha a astúcia
1b)
partidarismo, sectarismo
Antes do NT,
esta palavra é encontrada somente em Aristóteles, onde denota um perseguição
egoísta do ofício político através de meios injustos. (A&G) Paulo exorta
ser um em CRISTO, não colocando-se acima ou sendo egoísta (Fp 2.3). Tg 3.14
fala contra ter amor-próprio ou se vangloriar.
Pode descrever
uma pessoa que luta por posição e glória. A discórdia e a peleja são obras da
carne (Gl 5.20).
2. Ações do
homem carnal.
São conhecidas
as lutas dentro da igreja por cargos e posições. deveria ser conhecida a luta
por almas e pelas missões mundiais.
Cargos
ministeriais deveriam ser pouco disputados já que, para quem está ocupado na
obra de DEUS, o tempo para cuidar de coisas administrativas seria pouco e de
pouco valor, tendo seu tempo dedicado a conquista de almas para ao reino de
DEUS. O cuidado das ovelhas já requer um tempo dispendiosos para aqueles que
querem realmente fazer a obra de DEUS.
3. Um ESPÍRITO
aguerrido.
Olha o que
convém e o que não convém ao servo de DEUS - E ao servo do Senhor não convém
contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor;
Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura DEUS lhes dará
arrependimento para conhecerem a verdade, E tornarem a despertar,
desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos. 2
Timóteo 2:24-26
DEUS deseja que
sejamos santos - Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou SANTO. 1
Pedro 1:16 - santidade significa separação para DEUS - manter-se longe das
discussões e pelejas.
Precisamos nos
manter incorruptíveis, santos, sinceros e justos em um mundo de trevas (Fp
2.15).
A única forma
para combater a peleja é ser cheio do ESPÍRITO SANTO (Ef 5.18). O Consolador
nos ajuda a seguir os passos de JESUS CRISTO.
Embora os
servos de DEUS acabem por se tornarem famosos, pois isso lhes seria impossível,
veja que a fama é uma fama boa. fama de ser pobre, de ser manso, de ser
humilde, de ser cheio do ESPÍRITO SANTO, fama de ser usado por DEUS em milagres
etc. Esta é a fama que mesmo não querendo, o servo de DEUS terá. Alguém quer
esta fama hoje em dia? (JESUS se tornou pequeno, manso, humilde, semelhante aos
homens - Fp 2.5-8).
III -
BEM-AVENTURADOS OS MANSOS
1. O Sermão da
Montanha.
Existem
milhares de contrastes entre o reino dos homens e o reino de DEUS. No sermão da
Montanha JESUS nos enumera alguns:
3 "Muito
felizes são os humildes! " dizia Ele, "porque o Reino dos Céus é dado
a eles”. 4 “Felizes são os que choram! Porque serão consolados”. 5 “Felizes são
os mansos e simples! Porque o mundo inteiro pertence a eles”. 6 “Felizes
aqueles que aspiram por ser justos e bons, porque terão a justiça com toda a
certeza”. 7 “Felizes são os que são amáveis e têm misericórdia dos outros,
porque a eles se mostrará misericórdia”. 8 “Felizes os que tem coração puro,
porque verão a DEUS”. 9 “Felizes aqueles que procuram promover a paz - pois
serão chamados Filhos de DEUS”. 10 “Felizes aqueles que são perseguidos por
serem justos, pois o Reino dos Céus é deles”. 11 “Quando vocês forem
maltratados, perseguidos e caluniados por serem meus seguidores - ótimo! ” 12
“Fiquem contentes com isso! Fiquem muito contentes! Porque uma grandiosa
recompensa espera vocês lá em cima no céu. E lembrem-se: Os profetas antigos
também foram perseguidos”.
Enquanto os
judeus esperavam o JESUS do milênio para governar sobre eles, tendo destruído
os exércitos romanos, JESUS lhes aparece manso e meigo, cheio de maior e de
misericórdia. O reino de DEUS estava entre eles, mas não foram capazes de O
reconhecer, pois seus corações estavam carregados de pecados, mágoas, rancores,
ódio.
Confia no
Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.
Provérbios 3:5
2. Estêvão um
homem manso.
Estêvão foi
eleito diácono, no início da igreja, porque era homem cheio de fé e do ESPÍRITO
SANTO - Atos 6:5
Estêvão, era
homem de DEUS, pois estava sempre cheio de fé e de poder, fazia prodígios e
grandes sinais entre o povo. Atos 6:8
Grupos se
levantaram contra a pregação de Estêvão que não era política - E levantaram-se
alguns que eram da sinagoga chamada dos libertinos, e dos cireneus e dos
alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão.
Atos 6:9
Para
conseguirem algo contra o servo de DEUS subornaram uns homens, para que
dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra DEUS.
Atos 6:11
E excitaram o
povo, os anciãos e os escribas; e, investindo contra ele, o arrebataram e o
levaram ao conselho. Atos 6:12 Durante a defesa de Estêvão no sinédrio, todos
os que estavam assentados no conselho, fixando os olhos nele, viram o seu rosto
como o rosto de um anjo. Atos 6:15
Estêvão era
cheio de sabedoria e compreendia as escrituras - ele disse: Homens, irmãos, e
pais, ouvi. O DEUS da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando na
mesopotâmia, antes de habitar em Harã, Atos 7:2
Por causa de
sua sabedoria e intimidade com DEUS e seus desígnios Estevão foi expulso e
morto - E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os
dentes contra ele. Atos 7:54
Estêvão antes
de morrer viu seu SENHOR pronto a esperá-lo - Mas ele, estando cheio do
ESPÍRITO SANTO, fixando os olhos no céu, viu a glória de DEUS, e JESUS, que
estava à direita de DEUS; Atos 7:55
E apedrejaram a
Estêvão que em invocação dizia: Senhor JESUS, recebe o meu ESPÍRITO. Atos 7:59
E Saulo
consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a
igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia
e de Samaria, exceto os apóstolos. Atos 8:1
Suas palavras
antes de morrer foram de um homem manso, humilde e cheio de amor e misericórdia
como seu mestre JESUS:
E apedrejaram a
Estêvão que em invocação dizia: Senhor JESUS, recebe o meu ESPÍRITO. E,
pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este
pecado. E, tendo dito isto, adormeceu.
Atos 7:59,60
3. A mansidão
de CRISTO.
Características
de um servo sofredor - manso e humilde - Nosso Salvador. Consegue encontrar em
seus líderes algumas dessas características de nosso mestre.
- não tinha
beleza nem
- não havia boa
aparência nele, para que o desejássemos
- Era
desprezado
- mais
rejeitado entre os homens
- homem de
dores
- experimentado
nos trabalhos
- como um de
quem os homens escondiam o rosto, era - - desprezado
- não fizemos
dele caso algum.
- tomou sobre
si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si
- nós o
reputávamos por aflito, ferido de DEUS, e oprimido
- foi ferido
por causa das nossas transgressões, e
- moído por
causa das nossas iniquidades;
- o castigo que
nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
- o Senhor fez
cair sobre ele a iniquidade de nós todos.
- Ele foi
oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca;
- como um
cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus
tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.
-pela
transgressão do meu povo ele foi atingido.
- puseram a sua
sepultura com os ímpios,
- ao Senhor
agradou moê-lo, fazendo-o enfermar
- as
iniquidades deles levará sobre si.
Por isso lhe
darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto
derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele
levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.
Isaías 53:2-12
Conclusão
A Mansidão é o
Oposto Da Arrogância, a Mansidão Não É Covardia. Ser Manso É Ser Corajoso. A
Mansidão é uma qualidade importante do Fruto Do ESPÍRITO. Devemos viver
evitando As Pelejas E Contendas e Discórdias, pois estas são ações Do Homem
Carnal. Devemos ter um ESPÍRITO Aguerrido, mas sabendo que Bem-Aventurados são
os Mansos, como já disse JESUS no Sermão Da Montanha.
Estêvão era um
Homem Manso e mesmo na hora de morrer clamou com grande voz: Senhor, não lhes
imputes este pecado. nosso maior exemplo é JESUS. A Mansidão De CRISTO é dita
até por ELE mesmo a nós - Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que
sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Mateus 11:29
VÁRIOS
COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMAS CORREÇÕES DO Pr. Luiz Henrique
MANSIDÃO
πραοτης - Lê-se
Právis - praotes - Mansidão - Dicionário Strong português
1) gentileza,
bondade, humildade
πραοτης -
Lê-se Právis - praotes - Mansidão - Força e Suavidade - Obra da Carne e o Fruto
do Espirito - William Barclay
A oitava
virtude no fruto do Espirito e prautès, traduzido por mansidão pelas
versões em português, com exceção das paráfrases, que dizem: tolerância (P), e
humildade (BLH). No pensamento e na linguagem modernos, a mansidão não e uma
qualidade admirável. Hoje em dia, a palavra contém uma ideia de falta de
dinâmica e animo, ou falta de forca e virilidade. A única alternativa razoável
que as versões atuais (em inglês) oferecem e suavidade [que também pode ser
traduzida por mansidão]; isto e melhor, mas absolutamente ainda não e uma
tradução perfeita. A medida em que estudamos esta palavra, veremos que não há
nenhuma palavra isolada em português que a traduza de modo adequado; notaremos,
além disso, que trata-se de uma palavra que descreve uma qualidade sem a qual o
homem nunca poderá progredir na vida devocional, ou pratica. Prautès, o
substantivo, praus, o adjetivo, e prauein, o verbo, são palavras cujo
significado recebe muita luz do grego secular. Ali, são usadas com uma
atmosfera e qualidade muito especificas.
i. São usadas a
respeito de pessoas ou coisas com uma certa natureza suavizam-te. São usadas a
respeito de palavras que acalmam a pessoa que está num estado de ira, amargura
e ressentimento contra a vida. São usadas para o unguento que pode aliviar a
dor de uma ferida. Falam da suavidade no tom de voz daquele que ama. Nas Leis,
Platão as usa no caso de uma criança que pede ao médico que lhe trate da
maneira mais delicada possível. As palavras falam regularmente do poder de
abrandar, acalmar e tranquilizar.
ii. São usadas
para a delicadeza na conduta, especialmente por parte das pessoas que teriam
condições de agir de outra maneira. Designam o tirano que corteja o povo
mediante a promessa de um tratamento brando, se for investido de poder. Ciro, o
rei persa, e descrito como “brando e perdoador dos erros humanos” , porque
tratou com gentileza um oficial que falhara numa tarefa designada. Agesilau de
Esparta foi descrito assim: animado em meio ao medo, brando em meio ao sucesso.
Xenofonte usa estas palavras a respeito da maneira bondosa e paciente do
oficial ao treinar e tratar o pelotão de soldados inábeis. Usa-as, também, para
o modo simpático de o cavaleiro treinar e disciplinar um cavalo irrequieto.
Platão as emprega no sentido da fineza e cortesia que são a base da sociedade.
Xenofonte as usa a respeito da atmosfera da compreensão fraternal que se
desenvolve entre soldados que tem sido companheiros de lutas durante muito
tempo, que combateram juntos, e que juntos enfrentaram os perigos e a morte.
Chama a agricultura de arte branda, porque nela, os homens aprendem a cooperar
com a natureza nas suas forças e dádivas.
iii. Um dos
sentidos característicos destas palavras e a descrição da atitude e atmosfera
corretas que devem prevalecer em argumentos onde perguntas são feitas e
respostas são exigidas e dadas. Destarte, Sócrates em República agradece a
Trasimaco porque este deixou de implicar e tornou-se delicado. As palavras são
usadas para a aceitação com bom humor de algumas alusões diretas, e para a
discussão de coisas sem perder a calma. As vezes e mais fácil perceber o
significado de uma coisa ao ver seu inverso em operação. Sir Joshua Reynolds
disse a respeito do Dr. Johnson: “Para ele, a disputa mais leve e
insignificante era uma disputa na arena. Em todas as ocasiões, lutava como se
toda sua reputação dependesse da vitória do momento, e lutava com todas as suas
armas. Se fosse derrotado num argumento, apelaria a linguagem ofensiva e a
rudeza.” Depois de uma noite movimentada na Taverna “Coroa e Ancora” Johnson,
feliz, disse a Boswell: “Ora, tivemos uma boa conversa.” E Boswell respondeu,
obediente e com respeito: “Sim, o senhor jogou várias pessoas para o ar e
chifrou a
todas elas.”
Goldsmith disse a respeito do Johnson: “Não se pode discutir com Johnson;
porque quando sua pistola nega fogo, ele nos derruba com a coronha.” Até mesmo
o Rev. John Taylor, amigo íntimo de Johnson, disse a respeito dele: “Não se
pode disputar com ele. Ele não presta atenção a nós e, com uma voz mais
barulhenta, forçosamente nos silencia com rugidos.” Está claro que Johnson e
prautès são estranhos um ao outro.
iv. As palavras
são usadas a respeito de não levar uma coisa a sério. Sócrates diz que não se
importa com as coisas que os outros acreditam ser valiosas. Xenofonte usa as
palavras a respeito de um homem que fala levianamente a respeito de uma
experiência desagradável, e da equanimidade e varonilidade com que Sócrates
aceitou a sentença de morte.
v. As palavras
são regularmente usadas a respeito dos animais mansos, que aprenderam a aceitar
a disciplina e o controle. Um cavalo que obedece ao freio ou um cachorro
treinado para atender a voz de comando, e praus.
vi. O uso mais
característico destas palavras e na descrição do caráter em que a forca e a
delicadeza estão juntas. Em Platão, a melhor ilustração de prautès e a do cão
de guarda que revela hostilidade valente aos estranhos e amizade gentil para
com os familiares da casa, aos quais conhece e ama. O melhor e mais sublime
caráter do homem que é verdadeiramente
praus, é aquele que tem ao mesmo tempo impetuosidade e delicadeza nos
mais altos graus. Praus é a palavra em que forca e suavidade estão
perfeitamente combinadas. A mais plena e perfeita discussão de prautès acha-se
em Aristóteles, mas deixaremos por enquanto está referência e veremos como as
palavras são usadas na própria Bíblia.
i. Prautès e
uma das excelentes qualidades da esposa virtuosa. O Sábio diz: “ Se a bondade e
a doçura estão nos seus lábios, o seu marido e o mais feliz dos homens” (Ecli.
36.23). Podemos lembrar aqui a linha de Shakespeare: “A voz dela era sempre
suave, branda e quieta, coisa excelente entre as mulheres.”
ii. Prautès é o
espírito com que o homem deve responder ao seu próximo e tratar dos seus
negócios. O Sábio conclama os homens a darem ao pobre uma resposta a sua
saudação com amabilidade (Ecle. 4.8). “Filho,”
diz o Sábio, “
conduze teus negócios com doçura e serás amado mais do que um homem generoso”
(Ecle. 3.17, 18). A verdade, a mansidão e a justiça capacitam um soberano a
prosperar e reinar salmos 45.5. As
palavras quase chegam a significar que a cortesia perfeita para com os homens
de todas as categorias e posições e a base de todos os relacionamentos humanos
corretos.
iii. Este uso
das palavras leva diretamente ao terceiro fato a respeito delas. A mansidão e
regularmente contrastada com a soberba. “O Senhor,” diz o Sábio, “ derruba o
trono dos poderosos e assenta os mansos em seus lugares” (Ecli. 10.14). Os pés
dos mansos e dos aflitos pisarão sobre os soberbos (Is 26.6 - LXX). DEUS
vindicara a justiça dos mansos, em contraste com o Seu tratamento dado aos
hipócritas arrogantes (Jó 36.15). A mansidão e o antônimo da arrogância e
orgulho.
iv. As vezes
este contraste e mais amplo. Em alguns casos, o contraste e entre o manso e o
pecador. “O SENHOR ampara os humildes, e dá com os ímpios em terra” (Salmos
147.6). Esta mansidão e nada menos do que a qualidade básica que impede o homem
de pecar.
v. Repetidas
vezes no AT o manso e o homem que goza do favor especial de DEUS. A tal homem
DEUS revelara os Seus segredos. Os mistérios são revelados aos mansos (Ecls.
3.19). “Guia os humildes na justiça, e ensina aos mansos o seu caminho” (sal
25.9).
vi. Muito
comumente rio AT fala-se da exaltação dos mansos. Os mansos herdarão a terra
(sal 37.11). DEUS se levanta-Se em juízo para salvar todos os mansos de coração
(sal 76.9). O Senhor deleita-Se no Seu povo, e exaltara os mansos com salvação
(sal 149.4). “O SENHOR ampara os humildes, e dá com os ímpios em terra” (sal
147.6). A fé e a mansidão são um deleite para Ele (Ecles 1,18).
vii. Por
enquanto não procuramos realmente definir o significado da palavra; pelo
contrário, tentamos simplesmente reunir as evidencias em favor de tal
definição. Mas antes de deixarmos a LXX, há um uso da palavra que e um indicio
importante do seu significado. No AT, Moises e o exemplo supremo de mansidão.
“Era o varão Moises mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a
terra” (Nm 12.3). E o Sábio repete esta verdade, dizendo que DEUS santificou
Moises em toda a sua fidelidade e mansidão, e escolheu-o dentre todos os homens
(Ecli. 45.4). O fato de o caráter de Moises ser o grande exemplo de mansidão
lança luz sobre esta palavra — e voltaremos para esta consideração. Agora,
atentemos para o uso de praus e prautès no próprio NT. Temos uma considerável
quantidade de material para usar como base, porque o substantivo prautès ocorre
onze vezes e o adjetivo praus, quatro vezes. Continuaremos simplesmente expondo
as evidências, sem chegarmos ainda a definir o significado das palavras.
Examinaremos em primeiro lugar as palavras que ocorrem ao lado de praus,
i. Aparece
junto com ágape, que e o amor cristão. Paulo pergunta aos coríntios se querem
que ele vá com a vara de castigo ou com amor e espírito de mansidão (1 Co
4.21). Já vimos que ágape significa a benevolência invencível e a boa vontade
inflexível que nunca se transformara em amargura, mas sempre procurara o sumo
bem do homem, sem importar-se com o que este fizer. Ha, portanto, uma conexão
entre o amor e a mansidão.
ii. Ocorre ao
lado de epieikeia. Certamente, epieikeia e a palavra mais difícil de ser
traduzida no NT. E comumente traduzida por “mansidão,” “ clemencia” , ou
“modéstia,” mas significa muito mais do que isto. Aristóteles falou de
epieikeia coma a qualidade que é justa e as vezes e melhor do que a justiça.
Falou de epieikeia como a qualidade que corrige alei quando esta falha por
causa das suas generalizações. Ha ocasiões em que e necessário proceder com
base na equidade e não na justiça legalista. Ha ocasiões em que decisões
precisam ser tomadas, não conforme as regras e os regulamentos ditam, mas num
espirito que transcende a lei. Ha circunstancias que tornam injusta a aplicação
rigorosa da lei, e epieikeia é a qualidade que sabe quando a lei deve ser esquecida,
passando-se a lidar com os outros, não segundo a lei, mas pela misericórdia e
amor. Em 2 Co 10.1. Paulo coloca juntas as palavras prautès e epieikeia e
aplica-as a JESUS, falando da “mansidão e benignidade” de JESUS. Portanto,
prautès e semelhante a esta grande qualidade que reconhece que há ocasiões em
que a justiça pode tornar-se injusta e que existe algo muito superior a lei.
iii. Mais de
uma vez prautès está associada com a modéstia e a humildade. A humildade e a
mansidão são características da vocação cristã (Ef 4.2). Os eleitos de DEUS se
revestirão da humildade de mente e mansidão (Cl 3.12). O próprio JESUS e manso
e humilde de coração (Mt 11.29). Prautès tem a ver com a mansidão e humildade
onde não há arrogância e onde há prazer em servir. Agora devemos examinar as
palavras com as quais prautès é contrastada.
i. E
contrastada com o castigo severo e condigno. Já citamos a passagem em que Paulo
pergunta aos coríntios se desejam que ele vá com a severidade da vara do
castigo ou com mansidão e amor (1 Co 4.21). Prautès é o antônimo da disciplina
severa que aplica o castigo exigido pela justiça rigorosa.
ii. E
contrastada como espírito beligerante e pugnaz, o espírito de briga. Nas
Epistolas Pastorais o dever do ministro cristão é conclamar todos os homens a
não serem altercadores, mas a darem provas de cortesia para com todos os homens
(Tt 3.2). Prautès e o antônimo do espírito agressivo e beligerante que vive em
guerra contra todos os homens. Devemos examinar agora o papel que prautès
desempenha na vida cristã, e descobriremos que prautès é um dos elementos
essenciais da vida cristã.
i. Prautès e o
espírito em que se deve aprender. Os homens devem receber com mansidão a
palavra que pode salvar sua alma (Tg 1.21). Prautès é o espírito em que o homem
conhece a sua própria ignorância e com o qual e suficientemente humilde para
saber que não sabe; e o espirito que pode abrir a mente a verdade de DEUS e o
coração ao amor dEle.
ii. Prautès é o
espírito em que a disciplina deve ser exercitada, e em que as falhas dos outros
devem ser corrigidas. O conselho de Paulo e de que se alguém for surpreendido
em alguma falta, certamente deve ser corrigido, mas a correção deve ser dada e
aplicada em espírito de prautès (Gl 6.1). A correção pode ser administrada de
maneira a desencorajar e levar o homem ao desespero; mas também pode ser
aplicada de maneira a soerguer o homem, tornando-o resoluto no sentido de agir
melhor e tendo a esperança de que se comportara melhor. Prautès e o espírito
que faz da correção um estimulo e não um desencorajamento; um meio para chegar
a esperança, e não uma causa do desespero.
iii. Prautès e
o espírito com que se deve enfrentar a oposição. Nas Epistolas Pastorais o
ministro cristão e conclamado a instruir com prautès os que se opõem a ele (2
Tm 2.25). Frequentemente encontramo-nos com aqueles que não concordam conosco e
que tem diferenças de opinião, num espirito em que procuramos agredi-los
verbalmente até que mudem de opinião. O Dr. Dickie usa a seguinte ilustração:
suponhamos que entremos num aposento num dia de frio intenso, e descubramos que
as janelas estão com uma camada de gelo do lado de dentro. Ha duas coisas que
podemos fazer. Podemos procurar tirar o gelo esfregando para remove-lo das janelas, mas o único
resultado será que, quanto mais esfregarmos, mais rapidamente o gelo voltara a
formar-se. Ou, podemos acender a lareira e as janelas serio limpas por si
mesmas quando o gelo começar a derreter-se. O calor faz o que a fricção não
pode fazer. Ao lidarmos com aqueles que, segundo cremos, estão enganados, a
delicadeza produzira os resultados que a forca nunca produziria.
iv. Prautès e o
espírito do testemunho cristão. Pedro exige que o cristão sempre esteja pronto
para dar a razão da esperança que nele há — mas sempre com prautès e temor (1
Pe 3.15). 0 verdadeiro testemunho cristão sempre tem uma delicadeza graciosa
muito mais eficaz do que o tipo descortês de testemunho que procura forçar os
outros a aceitarem as suas opiniões. O testemunho cristão deve ser cativante,
além de forte.
v. Prautès é o
espírito que deve permear toda a vida cristã. Prautès sempre estará presente na
vida e conduta do homem sábio (Tg 3.13). O verdadeiro adorno da vida, precioso
aos olhos de DEUS e amável aos olhos dos homens e o espírito manso e quieto (1
Pe 3.4). Este e o espírito que realmente e agradável aos homens e a DEUS.
Restam duas coisas a serem ditas a respeito do uso de prautès no NT.
i. Prautès é
mais do que alguma coisa delicada e graciosa. E o segredo da conquista e do
poder, porque os mansos são bem-aventurados e herdarão a terra (Mt 5.5).
Prautès faz do homem um rei entre os demais.
ii. Finalmente,
devemos notar que pelo menos três vezes esta qualidade está ligada ao próprio
JESUS. Este foi o convite de JESUS: “Tomai sobre vos o meu jugo, e aprendei de
mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29). Sua entrada triunfante
em Jerusalém foi o cumprimento da profecia: “Eis aí te vem o teu Rei, humilde,
montado em jumento” (Zc 9.9; Mt 21.5). E pela mansidão e benignidade de CRISTO
que Paulo apela aos Coríntios rebeldes, pedindo simpatia e obediência (2 Co
10.1). Esta mansidão e da própria essência do caráter de JESUS. Conforme
dissemos no início, quase todas as versões do NT traduzem prautès por
“mansidão” ou “humildade.” A ARA coloca “mansidão” em 1 Co 4.21; 2 Co 10.1; G1
5.23; Ef 4.2; Cl 3.12; 2 Tm 2.25; Tg 1.21; 3.13; “brandura” em Gl 6.1; e “
cortesia” em Tt 3.2. A BV tem “mansidão” em 2 Co 10.1; Gl 5.23; 6.1; 2 Tm 2.25;
“bondade” em 1 Co 4.21; “amável” em Ef 4.2; “paciência” em Cl 3.12; “atencioso”
em Tt 3.2; “humildade” em Tg 1.21; e “não fazer alarde” em Tg 3.13. Versões em
inglês tem expressões tais como: “a humildade de sabedoria” , “o espírito tenro
que perdoa” , “modéstia.” A grande variação nas versões dos tradutores
demonstra muito bem a dificuldade em traduzir estas palavras. Ao discutirmos o
significado destas palavras no grego clássico, dissemos que uma discussão mais
completa poderia ser encontrada em Aristóteles, e agora examinaremos este
enfoque. No pequeno tratado Das Virtudes e dos Vícios, incluído nas obras de
Aristóteles, mas que não é dele, diz-se que prautès e coragem pertencem ao lado
impetuoso da natureza humana (1.3); diz-se, em seguida, que prautès e a bondade
do lado impetuoso da natureza do homem, e que o fato de possuí-la dificulta a
explosão de ira de uma pessoa (2.2). Em seguida, vem a definição mais completa:
“A prautès pertence a capacidade de suportar repreensões e ofensas com
moderação, sem partir rapidamente para a vingança e sem ser facilmente
provocado a ira, mas está livre de amargura e contenda, tendo tranquilidade e
estabilidade de espirito” (4.3). Agora, prautès está assumindo uma forma. Na
Ética a Eudemo, volta-se a tratar de prautès. Ê definido ali que o antônimo de
prautès é ira, e que o homem explosivo e o inverso daquele que é praus (2.5,
9). Mais adiante existe uma definição mais completa e iluminadora. Explodir em
ira e errado, e ser submisso com espirito de escravidão também o e. “ Visto,
portanto, que estes dois estados de caráter são errados, fica claro que o
meio-termo entre eles e certo, porque não e um gênio precipitado nem lento demais,
não fica irado contra as pessoas com quem não deve ficar, nem deixa de
expressar sua ira contra quem deve” (3.3, 4). O homem praus é o meio-termo
entre aquele que e servil e aquele que e severo. Mas a análise mais completa de
prautès acha-se na Ética a Nicômaco. Para Aristóteles, cada virtude é o meio
entre dois extremos. Por um lado, está o extremo do excesso e por outro está o
extremo da deficiência; entre eles está o meio. Aristóteles diz que prautès e o
meio-termo entre orgilotès, a ira excessiva, e aorgèsia, a falta excessiva de
ira .Prautès é o meio-termo entre ira em demasia e ira insuficiente; o homem
que e praus é aquele que tem a quantidade exatamente certa de ira em sua
personalidade (2.7.10). Prautès, continua dizendo, e a observância do meio-termo
no que diz respeito a ira. O homem praus é aquele que se ira “ por motivos
justos, contra as pessoas certas, da maneira certa, no momento certo e pelo
prazo certo.” Aqui, pois, está o significado de praus. O homem praus é aquele
que sempre se ira no momento certo, e nunca no momento errado.
E aqui esta a
razão pela qual Moises e o grande exemplo de prautès. Moises não era nenhuma
criatura sem caráter. Ele era um homem que podia irar-se ardentemente, quando a
ira era necessária, e que, também,
podia ser
humildemente submisso quando necessário. Nenhuma criatura sem caráter, sem
espírito ou fraca poderia ter conduzido os homens do modo pelo qual Moises os
conduziu. Moises tinha uma combinação de forca e suavidade. E se esta verdade
se aplica a Moises, aplica-se ainda mais a JESUS CRISTO, porque nEle havia ira
justa e amor que perdoava. Somente um homem praus poderia ter purificado o
Templo expulsando os comerciantes ou ter perdoado a mulher pega em flagrante
adultério, a quem todos os ortodoxos condenavam. O significado radical de
prautès é o autocontrole. E o controle completo da parte impetuosa da nossa
natureza. Quando temos prautès tratamos todos os homens com cortesia perfeita,
podemos repreender sem rancor, podemos debater sem intolerância, podemos
enfrentar a verdade sem ressentimento, podemos irar-nos sem pecar e podemos ser
mansos sem ser fracos. Prautès é a virtude na qual nossos relacionamentos
conosco mesmos e com os nossos próximos podem tornar-se perfeitos e completos.
Claramente nenhum homem pode atingir esse autocontrole para si e por si. As
explosões de ira rompem as correias e são fortes demais para a vontade e a
razão que querem refreá-las. Exatamente por este motivo prautès faz parte do
fruto do ESPÍRITO de DEUS. Prautès é o poder que, mediante o Espirito de DEUS,
faz a forca poderosa e explosiva da ira ser aproveitada no serviço humano e
divino.
Mansidão - A
Epístola aos Gálatas - Germano Soares
# V. 23 -
Mansidão e domínio próprio. “Mansidão” (prautes) é doçura, conduta suave,
atitude pacífica com o próximo. Contém um sentido de brandura que é visto como
a disposição de submeter-se à vontade de DEUS. E uma característica
especial dos cristãos enquanto pessoas espirituais. Este fruto deve ser usado
sempre que aparece a ira. E certo de que o conceito paulino de “mansidão”
é de origem helenística e, em razão disso, conserva o sentido primário de
“brandura”; porém, baseado na perspectiva cristã, está em íntima conexão
com a tradição do judaísmo e do Antigo Testamento, que pressupõe temor e
obediência a DEUS.
A
mansidão - Comentário Bíblico Wesleyano - Mansidão é acompanhado com
fidelidade. Por si só ou, neste contexto, que carrega uma imagem
completamente oposta à impressão popular. Não é fraqueza, mas de
força. O homem manso tem força de caráter suficiente para ser leve, suave
e gentil sob pressão. Homens fracos não têm a força para ser gentil.
Mansidão, também, vem de um mais elevado do que o poder humano. É uma
qualidade do fruto do ESPÍRITO.
MANSIDÃO -
Dicionário Wycliffe
Este termo
indica moderação nas ações, requinte nas atitudes e disposição; a ausência
daquilo que é precipitado e rude. O termo hebraico correspondente é ‘Ana, e tem
o significado básico de “inclinar”, “condescender”. Cf, a clemência de DEUS em
relação à humanidade (Sl 18.35). Quatro termos são usados para bondade no NT.
1. A palavra
grega chrestotes (Tt 3.4; Rm 2.4; 2 Co 6.6; Ef 2.7; Gl 5.22; Cl 3.12), tem o
significado geral de “benignidade”, “doçura”, “bondade potencial”, “bondade
moral e integridade". Josefo atribui a bondade de Isaque à sua natureza. O
velho vinho sazonado era chamado de chrestos. Os pagãos pareciam confundir
chrestos coro o nome de CRISTO, Christos, o que não podia ser considerado como
um erro total “à luz da natureza de CRISTO. Ele próprio fala sobre o seu jugo
(Mt 11.30) como sendo chrestos, isto é, aquele que não irrita, preocupa ou
atormenta, mas é suave e sereno. Portanto, esse termo sugere aquela bondosa
natureza que é jovial e que, de outra forma teria sido dura e austera.
2. A palavra
grega prautes quer dizer “mansidão”, “suavidade”, “meiguice”, “paciência” (1 Co
4.21; 2 Co 10.1; Gl 5.22,23). Esse termo parece também especificar cortesia,
consideração e um ESPÍRITO humilde e modesto (2 Tm 2.25).
3. A palavra
grega epios quer dizer “afável”, “bondade em relação a alguém” (1 Ts 2.7; 2 Tm
2.24).
4. A palavra
grega epieikeia indica a pessoa que é justa, bondosa, branda, compassiva,
conveniente e de bom senso (Fp 4.5; 1 Tm 3.3; Tt 3.2). É o contrário de
discórdia e egoísmo, e foi definida por Aristóteles como “equidade” ou
“ESPÍRITO justo”. Portanto, não é de admirar que Paulo especificasse essa
palavra como sendo uma das qualidades necessárias de um oficial da igreja.
Existe ainda
outro termo semelhante (philantropia) que embora não seja traduzido como
mansidão traz em si o conceito básico de “cortesia”, “bondade” ou “amor a um
semelhante” (At 27.3; 28.2; Tt 3.4).
R. E. Pr.
Mansidão -
Teologia Sistemática de Charles Finney - Outro atributo da benevolência é a
mansidão.
A mansidão,
considerada como virtude, é um fenômeno da vontade. Esse termo também expressa
um estado da sensibilidade. Quando empregada para designar um fenômeno da
sensibilidade, é quase sinônima de paciência. Ela designa um temperamento dócil
e controlado sob provocação. A mansidão, como um fenômeno da vontade e como um
atributo da benevolência, é o oposto da resistência à injúria e da retaliação.
É, de modo mais estrito e próprio, paciência sob tratamento injurioso. Com
certeza esse é um atributo de DEUS, conforme demonstram claramente a nossa
existência e o fato de não estarmos no Inferno. CRISTO disse a respeito dele
mesmo: "sou manso e humilde de coração" (Mt 11.29), e isso decerto
não era vangloria. De que forma admirável e incessante manifestou-se esse
atributo de seu amor? O quinquagésimo terceiro capítulo de Isaías é uma
profecia que expõe esse atributo sob luz mais tocante. Aliás, é difícil que
algum aspecto do caráter de DEUS e de CRISTO seja manifesto de maneira mais
contundente que essa. Evidentemente, esse deve ser um atributo da benevolência.
A benevolência é a boa vontade para com todos os seres. Somos naturalmente
pacientes com aqueles cujo bem buscamos de maneira honesta e diligente. Se
nosso coração está decidido a lhes fazer bem, naturalmente exerceremos
paciência para com eles. DEUS confiou a nós, de modo grandioso, sua paciência
no fato de, quando éramos ainda seus inimigos, abster-se de nos punir e nos dar
seu Filho para morrer por nós. A paciência é um atributo doce e amável. Como é
tocante a maneira pela qual ele a manifestou no tribunal de Pilatos e sobre a
cruz. "Foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus
tosquiadores, ele não abriu a boca" (Is 53.7).
Esse atributo
possui, neste mundo, abundante oportunidade de desenvolver e manifestar-se nos
Santos. São ocasiões diárias para o exercício dessa forma de virtude. Aliás,
todos os atributos da benevolência são chamados com frequência ao exercício
nesta escola de disciplina. De fato, este é um mundo adequado em que treina os
filhos de DEUS para desenvolver e fortalecer toda modalidade de santidade. Esse
atributo deve sempre aparecer onde existir a benevolência e sempre que houver
ocasião para seu exercício.
Há muito prazer
em contemplar a perfeição e glória daquele amor que se constitui obediência à
lei de DEUS. Em algumas ocasiões, a vislumbramos desenvolvendo um atributo após
outro, e pode haver muitos de seus atributos e modalidades dos quais ainda não
temos idéia alguma. As circunstâncias farão com que sejam exercidas. É
provável, se não certo, que os atributos da benevolência fossem conhecidos de
modo muito imperfeito no céu, antes da existência do pecado no universo e que,
não fosse o pecado, muitos desses atributos jamais teriam sido manifestados em
exercício. Mas a existência do pecado, tamanho o mal, dá oportunidade para que
a benevolência manifeste suas lindas fases e desenvolva seus ternos atributos
da maneira mais encantadora. Assim, a administração divina da benevolência faz
o bem brotar de mal tão grande.
O temperamento
impetuoso e impaciente sempre manifesta indícios de falta de benevolência ou de
verdadeira religião. A mansidão é e deve ser característica peculiar dos Santos
neste mundo em que existe tanta provocação. CRISTO reforçou com frequência e vigor
a obrigação de ser paciente. "Eu, porém, vos digo que não resistais ao
mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e
ao que quiser pleitear contigo e tirar-te a vestimenta, larga-lhe também a
capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas"
(Mt 5.39-41). Como é lindo!
Discórdia
- εριθεια - eritheia - Lê-se Eritiá
- Dicionário Strong em português
1) propaganda
eleitoral ou intriga por um ofício
1a)
aparentemente, no NT uma distinção requerida, um desejo de colocar-se acima, um
ESPÍRITO partidário e faccioso que não desdenha a astúcia
1b)
partidarismo, sectarismo
Antes do NT,
esta palavra é encontrada somente em Aristóteles, onde denota um perseguição
egoísta do ofício político através de meios injustos. (A&G) Paulo exorta
ser um em CRISTO, não colocando-se acima ou sendo egoísta (Fp 2.3). Tg 3.14
fala contra ter amor-próprio ou se vangloriar. (Wayne Steury)
Discórdia
- εριθεια - eritheia - Lê-se Eritiá
- Obra da Carne e o Fruto do Espirito - William Barclay
B: facões;
ARC: pelejas; ARA: discórdias; BJ: discussões; Mar: rixas;
P: rivalidade; BLH: separam-se em partidos; BV: esforço
constante para conseguir o melhor para si próprio. Outras traduções de outras
ocorrências da palavra — ARC: contenção; ARA: discórdia;
P: espirito de partidarismo; BV: fazer inveja (Fp 1.17).
BV: desavenças (2 Co 12.20); ser egoísta (Fp 2.3).
As numerosas e
variadas traduções desta palavra demonstram a incerteza do seu significado. No
entanto, fica bastante claro o que ela quer dizer de modo geral. Descreve uma
atitude errada na realização de um serviço e na detenção de um cargo. No grego
secular a palavra, com seu verbo correspondente, tinha dois sentidos.
i. Erithos e
trabalhador diarista, eritheuesthai, o verbo, e trabalhar por contrato, e
eritheia é o trabalho contratado. A palavra pode ser usada nesse contexto, sem
o menor mau sentido. Lemos, por exemplo, em Tobias, que Ana ganhava dinheiro
com trabalho feminino (Tob. 2.11). Todas estas palavras simplesmente têm
conexão com o trabalho em troca de pagamento. Mas, a distância entre trabalhar
por pagamento e trabalhar somente por pagamento, ou trabalhar sem outro motivo
do que ver quanto a pessoa pode ganhar, não está muito grande. A palavra,
portanto, pode descrever a atitude do homem que não tem consideração pela
prestação do serviço, nenhum orgulho no artesanato fino, nenhuma alegria no
trabalho, e que se ocupa em qualquer trabalho visando somente o que pode ganhar
com ele.
ii. Em
Aristóteles, eritheuesthai, o verbo, adquire outro significado. Talvez, aqui
também, o significado não seja totalmente claro, mas neste caso a atmosfera
geral também fica clara. Em Aristóteles a palavra significa angariar votos para
um cargo mediante partidários contratados, e Aristóteles alista esta atividade
como uma das práticas que finalmente levam as revoluções. Rackham a traduzia
por “ intrigas eleitorais” . Por trás disto há algo da mesma ideia que se liga
ao primeiro significado da palavra. A ação política descrita acha-se na
atividade de um homem cujo único motivo e a ambição partidária ou pessoal, e
que não concorre a um cargo com o desejo nobre de servir ao Estado, a
comunidade, e ao seu próximo, mas que apenas procura satisfazer sua ambição
pessoal, seu desejo pessoal pelo poder, ou a exaltação de um partido em
concorrência com outros, e não pelo bem do estado. A palavra descreve a atitude
do homem que está num emprego público visando as vantagens que pode usufruir,
mas, desta vez, o motivo não e tanto o lucro material ou financeiro quanto o
prestigio e poder pessoais. Burton traduz a palavra pela frase: “ dedicação
egoísta aos seus próprios interesses.” Paulo usa a palavra quatro vezes. Em Rm
2.8 fala daqueles que são ex eritheias, aqueles que são dominados pela eritheia
e que desobedecem a verdade, e contrasta-os com aqueles que, perseverando em
fazer o bem, procuram gloria, honra e incorruptibilidade, e fica bem claro que
não se trata de gloria e honra humanas. Em 2 Co 12.20 usa- no tocante aos pecados que receia achar em
Corinto, ligando-a com invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e
tumultos. Em Fp 1.17usa-a no tocante aqueles em cuja proclamação do
evangelho o motivo principal e a concorrência com ele próprio, aqueles cuja
pregação visa mais frustra-lo do que glorificar a CRISTO. Em Fp 2.3 conclama os
filipenses a fazerem nada com eritheia ou soberba, cada um considerando os
outros superiores a si mesmo, e depois
segue-se a grandiosa passagem que diz como JESUS CRISTO esvaziou-Se da Sua
gloria por amor aos homens. Estes usos são relevantes para fixar o significado
que Paulo atribuía palavra. Deve ser notado que três das quatro ocorrências
aparecem em contextos nos quais o problema principal acha-se nos partidos em
mutua concorrência dentro da Igreja. A igreja em Corinto estava dividida em
partidos concorrentes entre si; na igreja em Filipos a pregação se tornara em
um meio de diminuir a Paulo ao invés de proclamar a CRISTO. Em Paulo, a palavra
denota claramente o espírito de ambição e rivalidade pessoais que tem como
resultado um partidarismo que considera o partido acima da Igreja. Semelhante
motivação já seria bastante ruim no mundo, mas e uma tragédia quando invade a
Igreja. Mas é exatamente isso o que acontece. Ha aqueles cuja obra na Igreja
visa exaltar sua própria proeminência e importância, e que ficam amargamente
decepcionados quando não recebem a posição e as honrarias que acreditam ter
merecido. Ha aqueles, por mais cruel que pareça ser esta declaração, que trabalham
em comissões e juntas porque estes são o único lugar no mundo onde podem
parecer ser alguém. O serviço deles, que parece ser voluntario, e um meio de
gratificar um desejo pelo poder. Além disso, há aqueles membros na Igreja, o
pior tipo deles, que realmente planejam e fazem intrigas para apoiarem uma
política ou uma linha; e é bem possível que estejam mais interessados em obter
o triunfo da sua política do que o bem-estar geral da Igreja. Não é impossível
ouvir debates prolongados nas reuniões da Igreja onde a preocupação não visa
tanto a missão da Igreja quanto o triunfo de algum partido, política, ou até
mesmo pessoa dentro da Igreja. Ha uma só resposta para tudo isto. Enquanto
CRISTO ficar no centro da vida do indivíduo e da Igreja, eritheia, a ambição
pessoal e a rivalidade partidária, não poderá sequer começar a aparecer; mas
quando CRISTO for removido do centro e as ambições e políticas de qualquer
homem se tornarem o centro, certa e inevitavelmente eritheia, a competição
pessoal, invadira a Igreja e perturbara a paz dos irmãos.
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Lição 11,
Vivendo de Forma Moderada
1º Trimestre de
2017 - Título: As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - Como o crente
pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Comentarista:
Pr. Osiel Gomes da Silva (Pr Pres. Tirirical - São Luis -MA)
TEXTO ÁUREO
"Melhor é
o longânimo do que o valente, e o que governa o seu espírito do que o que toma
uma cidade." (Pv 16.32)
VERDADE PRÁTICA
A temperança
ajuda o crente a ser moderado em todas as áreas e circunstâncias da vida.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - 1 João 2.12-17
12 - Filhinhos,
escrevo-vos porque, pelo seu nome, vos são perdoados os pecados. 13 - Pais,
escrevo-vos, porque conhecestes aquele que é desde o princípio. Jovens,
escrevo-vos, porque vencestes o maligno. Eu vos escrevi, filhos, porque
conhecestes o Pai. 14 - Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que
é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de
DEUS está em vós, e já vencestes o maligno. 15 - Não ameis o mundo, nem o que
no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. 16 - Porque tudo o que há no mundo, a
concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é
do Pai, mas do mundo. 17 - E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele
que faz a vontade de DEUS permanece para sempre.
Resumo
da Lição 11, Vivendo de Forma Moderada
I - TEMPERANÇA,
O DOMÍNIO DAS INCLINAÇÕES CARNAIS
1. Vivendo de
modo sóbrio.
2. Temperança e
qualidade de vida.
3. A temperança
na vida de CRISTO.
II -
PROSTITUIÇÃO E GLUTONARIA, O DESCONTROLE DA NATUREZA HUMANA
1. Fugi da
prostituição.
2. A disciplina
em casos de prostituição.
3. A glutonaria
e seus males.
III - VIVENDO
EM SANTIFICAÇÃO E DEIXANDO OS EXCESSOS
1. Agradando a
DEUS em tudo.
2.
Santificação.
3. Deixando os
excessos.
Resumo Rápido
do Pr. Henrique
1 JOÃO 2.12-17
-
12 Estou
escrevendo estas coisas para todos vocês, meus filhinhos, porque os seus
pecados foram perdoados em nome de JESUS, nosso Salvador. 13 Estou
dizendo estas coisas a vocês, homens mais velhos, porque vocês conhecem
realmente a CRISTO, Aquele que está vivo desde o princípio. E estou falando a
vocês, rapazes, porque vocês venceram a batalha contra Satanás. E estou
escrevendo a vocês, mocinhos e mocinhas, porque vocês também aprenderam a
conhecer a DEUS nosso Pai. 14 E portanto eu digo a vocês, pais que conhecem
o DEUS eterno, e a vocês, rapazes que são fortes, e têm a palavra de DEUS em
seus corações, e triunfaram na sua luta contra Satanás: 15 Deixem de
amar este mundo mal e tudo o que ele lhes oferece, pois quando vocês amam estas
coisas mostram que realmente não amam a DEUS; 16 porque todas estas
coisas mundanas, estes maus desejos - a loucura pelo sexo, a ambição de comprar
tudo o que atrai vocês e o orgulho que resulta da riqueza e do prestígio - não
provêm de DEUS, e sim do próprio mundo pecaminoso. 17 E este mundo
está perecendo, e estas coisas más e proibidas perecerão com ele, mas todo
aquele que perseverar em fazer a vontade de DEUS, viverá para sempre. (BÍBLIA
VIVA).
MUNDO
- Dicionário Bíblico Wycliffe. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD
A palavra é
usada na Bíblia com vários significados, e é a tradução das seguintes palavras:
heb. ’eres, “terra” (aprox. 400 vezes), “mundo” (quatro vezes); heb. tebel,
“gerador de frutos” ou “terra habitável” (35 vezes); gr. aion, “idade”,
“dispensação”, “mundo” (32 vezes); gr. ge, “terra” (mais de 15Ó vezes),
“mundo” (uma vez em Apocalipse 13.3); gT. kosmos, “mundo ordenado”,
“sistema do mundo” (mais de 170 vezes); gr. oikoumene, “terra habitada” ou
“mundo habitado" (14 vezes). As palavras gregas demonstram uma importância
maior, particularmente as palavras aion. e kosmos. Embora o termo gr. aion seja
traduzido 28 vezes como “munao” na versão KJV em inglês, um estudo de seu
significado básico, “século” ou “era”, mais o seu uso em cada contexto, leva à
conclusão de que em mais da metade dos casos a palavra se refere
especificamente a um período ou época, e não à terra. Por exemplo, os
discípulos perguntaram ao Senhor JESUS CRISTO: “Dize-nos quando serão essas
coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo [aeon\T (Mt 24.3).
Visto que o AT e o NT falam de um reinado milenial de CRISTO (Is
11; 65; 66; Zc 14.9-21; Ap 20.4-6; cf. Rm
8.18-25; 11.26-29), e que os discípulos criam que isto iria ocorrer (Act
1.6-8), e ainda que o próprio CRISTO foi para o céu sem negar de nenhuma forma
esta verdade quando perguntado sobre o assunto em sua ascensão. 40 dias após a
sua ressurreição, é apenas razoável traduzir a palavra aion como “era”
em Mateus 24.3. Em muitas outras passagens, o uso da palavra indica
claramente um conceito que enfatiza a idéia de um período (cf. Mt
13.40,49; 28.20; Mc 10.30; Lc 18.30; 20.35; 2 Co
4.4; Gl 1.4; Ef 1.21). Ao mesmo tempo, porém, a palavra também é
usada sem qualquer conteúdo aparente de tempo (cf. Hb 1.2; 11.3).
A palavra gr.
kosmos foi usada a partir de Homero em expressões como “um apto e harmonioso
arranjo ou constituição, ordem” (Thayer’s Lexicon, p. 356), e também
significava o universo, o mundo. Ele é teologicamente importante porque seu
estudo no NT revela muito a respeito do mundo, da humanidade, e da condição
caída do homem, das tentações e problemas do cristão, bem como da obra de
CRISTO em relação ao cosmos caído e a seu príncipe, Satanás. Este assunto pode
ser considerado sob os seguintes tópicos:
1. O mundo
físico. O mundo teve um início (Mt 24.21; 25.34). DEUS (Act 17.24),
através de CRISTO, criou o kosmos, o mundo (Jo 1.3,10; cf. Hb 1.2, “por
quem fez também os aeons”). Este kosmos, ou terra, diz Pedro, foi destruído
pelo Dilúvio nos dias de Noé (2 Pe 2.5; 3.6). No entanto, mesmo antes de
DEUS ter formado o kosmos, Ele havia planejado a expiação pelos pecados da
humanidade caída (Ef 1.4; 1 Pe 1.20; Ap 13.8).
Quando criada a
princípio, a terra era boa; em cada etapa da criação DEUS a reexaminou e a
considerou boa (Gn 1.4,10,12,18,21,25, 31). O princípio do mal entrou nela
pela primeira vez quando Adão, rebelando-se contra DEUS, abriu as portas para a
entrada do pecado que se originou no céu por culpa de Satanás e de seus anjos
caídos (Rm 5.12; cf. Ez 28.12-18). Chegará o dia em que o mundo criado
(ktisis) será libertado novamente da maldição trazida pelo pecado. Hoje, ele
geme e suporta as angústias em agonia; mas então, após a ressurreição, ele será
novamente liberto (Rm 8.21-23; cf. Is 11.6-9; 65.25).
2. O mundo da
humanidade. Homens e mulheres nascem na raça humana ou no mundo da humanidade
(Jo 16.21). Este mundo é organizado em reinos ou estados (Mt 4.8,9), e foi isto
que Satanás ofereceu a CRISTO se Ele tão somente aceitasse o senhorio de
Satanás e o adorasse (Mt 4.8-10). Através de seus seguidores, isto é, os
governantes mundanos não salvos, Satanás reina sobre este sistema do mundo. E,
contudo, foi este mundo da humanidade caída que DEUS tanto amou, a ponto de
enviar o seu Filho para morrer para que eles pudessem ter a redenção (Jo 3.16).
3.O mundo
caído. O pecado entrou no kosmos quando Adão, seguindo a liderança de Satanás,
descreu em DEUS e se rebelou. A partir daquele momento, os irregenerados são
filhos de Satanás (Jo 8.44), e só podem se tornar filhos de DEUS através do
novo nascimento (Jo 3.3-7). Assim, o termo “mundo” designa, com moita
frequência, a humanidade como um todo em rebelião contra DEUS, e destinada ao
juízo.
O kosmos se
tornou o domínio de Satanás; “o mundo inteiro jaz no Maligno” (1 Jo 5.19). Ele
é o seu príncipe (Jo 12.31; 14.30). Ele se tornou o deus deste mundo (2 Co
4.4), e tem levantado muitos anticristos (1 Jo 4.1ss.) para enganar os
perdidos. O sistema do mundo tem a sua própria sabedoria (1 Co 1.21) em
contraste com o conhecimento de CRISTO como a sabedoria e o poder de DEUS para
a salvação (1 Co 1.24). Esta sabedoria deficiente leva ao orgulho e à luxúria
(1 Jo 2.16) e à cobiça que se toma uma forma de idolatria (Cl 3.5), porque o
homem tende a adorar aquilo que cobiça. Este mundo caído tem um espírito
próprio em contraste com o ESPÍRITO SANTO (1 Co 2.12), oferece uma comunhão
ímpia ao pecador (Tg 4.4), e prende em sua escravidão aqueles que não são regenerados
(Gl 4.3; Cl 2.20). Somente através da regeneração o homem pode ser
libertado do sistema do mundo (1 Jo 5.4,5).
4. CRISTO e o
mundo. DEUS amou o mundo caído o suficiente para enviar o seu Filho para dele
redimir o seus eleitos (Jo 3.16; 1 Jo 4.14). JESUS veio trazer juízo sobre
este mundo caído (Jo 9.39) e sobre o seu príncipe, Satanás (Jo
12.31; 14.30). Isto foi realizado na cruz (Jo 16.11). A morte de CRISTO é
suficiente para todos (1 Jo 2.2), mas só é eficaz para o crente. Foi em
benefício dos seus que o Senhor fez sua oração como Sumo Sacerdote (Jo 17.9), e
é por eles que Ele intercede constantemente junto a DEUS Pai (Hb 7.25). Em sua
segunda vinda, o reino do mundo se tornará o seu reino (Ap 11.15). Os crentes,
juntamente com seu pai, Abraão, deverão ser herdeiros deste mundo e reinar
sobre ele com CRISTO (Mt 5.5; Rm 4.13; 8.17; cf. Ap 5.10).
5. O
relacionamento atual dos cristãos com o mundo. O crente tem sido liberto das
armadilhas do sistema do mundo caído, e pode vencê-lo pela fé em CRISTO (1 Jo
5.4,5). Os ensinos do mundo caído são caracterizados por dois legalismos
extremos e rígidos (Gl 4.9,10; cf. Jo 8,41-44) por um lado, e pela luxúria
licenciosa por outro (Jo 8.44; Tg 4.1- 4). Enquanto estiver neste mundo o
cristão, como seu Senhor, sofrerá tribulações uma vez que o mundo o odeia (Jo
15.18,19; 16.33) e não o conhece (1 Jo 3.1). Através da presença e do
poder do ESPÍRITO SANTO, que é maior que o Diabo, o crente vence (1 Jo 4.4).
Mas CRISTO adverte contra se buscar a prosperidade nas coisas do mundo (Mt
16.26). Paulo reconhece que uma pessoa casada corre o risco de se distrair aa
devoção ao Senhor pela preocupação com as coisas do mundo (1 Co 7.31-35). João
proíbe severamente o crente de amar o mundo, mas diz que o amor a DEUS, sendo
de uma afeição mais elevada, é capaz de expulsar o amor ao mundo (1 Jo
2.15-17).
6. A
responsabilidade do cristão pelo mundo. O cristão deve permanecer no mundo e
deixar que sua luz brilhe (Mt 5.14), mas não se tornar parte dele (Jo 17.15). O
mundo é o campo onde o cristão deve servir (Mt 13.38). O evangelho deve ser
pregado ao mundo inteiro (Mc 14.9; 16.15), pois ele ainda é o mundo de
DEUS e jaz apenas temporariamente no poder de Satanás (1 Jo 5.19). É tarefa do
cristão não apenas ser uma luz para o mundo (Mt 5.14-16; Fp 2.15), mas
também declarar à humanidade caída que se reconcilie com DEUS através da cruz
(2 Co 5.19,20). DEUS libertará toda a criação tanto de Satanás quanto da
maldição do pecado, primeiro lançando Satanás no abismo (Ap 20.3), depois no
lago de fogo e enxofre (Ap 20.10), e então removendo a maldição tanto da natureza
como do homem (Em 8.21-24; cf. Jr 31.33,34).
O termo gr.
oikoumene, a terceira palavra grega, refere-se à terra habitada ou civilizada.
No decreto de César em Lucas 2.1, ela se refere ao Império Romano. O termo
é usado nesse sentido em Atos para descrever a extensão de uma seca (Act
11.28), os efeitos das mensagens missionárias de Paulo (17.6), a extensão da
adoração pagã a Diana (19.27), e a dispersão dos judeus (24.5).
Bibliografia. Hudson T. Armerding, ed.,
Christianity and the World ofThought, Chicago. D. H. van Daalen, Filadélfia.
Muhlenberg Press, 1961.
G. Nagel, J. Héring, Christian Senft,
“World”, A Companion to the Bible, ed. por J. J. Von Allmen, Nova York. Oxford
Univ. Press, 1958, pp. 466-471. Hermann Sasse, *Kosmos, etc.”, TDNT, III,
867-898.
R. A. K.
1 Ts 4.2 Porque
vós bem sabeis que instruções vos demos da parte do Senhor JESUS. 3 Visto que
esta é a vontade de DEUS: Vossa santificação, que vos abstenhais da fornicação;
4 que cada um de vós saiba como possuir o próprio corpo em santidade e honra, 5
não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a DEUS.
πορνεια -
porneia - Lê-se - Pórniá - prostituição - Strong em português
1) relação
sexual ilícita
1a) adultério,
fornicação, homossexualidade, lesbianismo, relação sexual com animais etc.
1b) relação
sexual com parentes próximos; Lv 18
1c) relação
sexual com um homem ou mulher divorciada; Mc 10.11-12
2) metáf.
adoração de ídolos
2a) da impureza
que se origina na idolatria, na qual se incorria ao comer sacrifícios
oferecidos aos ídolos
Resumo da Lição
11, Vivendo de Forma Moderada - Pr. Henrique
Introdução
Nesta lição
estudaremos sobre Temperança, ou Moderação, ou Domínio Próprio, uma qualidade
do Fruto do ESPÍRITO que nos dá poder de rejeitar o pecado, hoje,
principalmente nas áreas da Glutonaria e da Prostituição veremos esse
contraponto.
I - TEMPERANÇA,
O DOMÍNIO DAS INCLINAÇÕES CARNAIS
1. Vivendo de
modo sóbrio.
Não se
embriagar com as obras da carne, mas se embriagar com o ESPÍRITO seria o mais
apropriado aqui. É estando cheio do ESPÍRITO SANTO que se impede a ação das
obras da carne.
Quem não está
em comunhão com o ESPÍRITO SANTO age e aceita o mundo com suas concupiscências.
Quem está cheio do ESPÍRITO SANTO age segundo a direção do ESPÍRITO e vive como
um atleta que de tudo se abstém para satisfazer aquele que o alistou (DEUS). É
um viver como numa concentração, estando pronto para combater e vencer as
tentações e o pecado.
2. Temperança e
qualidade de vida.
A Temperança
trás domínio sobre o pecado e nos dá uma vida de santidade e tranquilidade na
presença de DEUS. É não viver com acusações na consciência, mas viver em
comunhão, harmonia e paz com o ESPÍRITO SANTO.
3. A temperança
na vida de CRISTO.
JESUS era cheio
do ESPÍRITO SANTO (Lc 4.18), e só isso explica porque nunca foi convencido de
pecado. A comunhão de JESUS com o ESPÍRITO SANTO era tanta que era guiado por
ELE e direcionado por ELE. O que JESUS falava era o que o ESPÍRITO SANTO queria
falar e o que JESUS fazia era o que o ESPÍRITO SANTO queria fazer.
II -
PROSTITUIÇÃO E GLUTONARIA, O DESCONTROLE DA NATUREZA HUMANA
1. Fugi da
prostituição.
πορνεια -
porneia - Lê-se - Pórniá - prostituição - Strong em português - Porneia
significa imoralidade, relações sexuais ilícitas. A bíblia nos orienta a fugir
da prostituição, isso quer dizer que está nos perseguirá. Somente cheios do
ESPÍRITO SANTO conseguiremos nos desviar deste pecado. Quando estamos desejando
a comunhão com o ESPÍRITO SANTO nos fortalecemos na oração, no jejum e no
estudo da bíblia - assim vencemos todas as lutas.
Nossa vida é o
templo, habitação, do ESPÍRITO SANTO e todos os atos pecaminosos cometidos
resultam em sujeiras que invadem a casa do ESPÍRITO, provocando o Seu
afastamento.
"Fugi da
impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas
aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso, não sabeis
que o vosso corpo é santuário do ESPÍRITO SANTO, que está em vós, o qual tendes
da parte de DEUS, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por
preço. Agora, pois, glorificai a DEUS no vosso corpo.” 1Co 6.18-20
É preciso a
consciência que a vida não é nossa, somos resgatados pelo Eterno para sermos
segundo a Sua vontade e instrumentos na manifestação de Sua glória. O impulso
de pecar tem a sua origem na mente, são os pensamentos impuros
sugestionados pela carne ou pelo próprio inimigo e a prática destes produz o
pecado. Todos nós estamos sujeitos aos pensamentos contrários à vontade do Pai,
mas, como servos não devemos permitir que eles cresçam e tome todo o nosso ser.
É preciso evitar todas as formas que desperta na vida tais desejos imundos, por
exemplo: sites pornográficos / eróticos; filmes eróticos; revistas; conversar
sobre o tema com amigos e tudo mais que desperta a nossa carne para os desejos
impuros. A recomendação é:
"Finalmente,
irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo,
tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma
virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento." Fp 4:8.
O sexo é
verdadeiramente ruim?
De formal
alguma! É um canal de prazer deixado por DEUS aos homens e quando praticado de
forma normal e natural e dentro de uma
união conjugal é totalmente aceitável. O sexo foi criado por DEUS visando à
procriação, como é comum a todos os animais. Mas, ao ser humano o Eterno
permitiu que além da idéia principal de procriação, as relações sexuais fossem
fonte de prazer e que naturalmente complementasse a vida conjugal (sexo,
abençoado, apenas no casamento). O diabo aproveitou-se da situação e plantou
nos corações a malícia, que desencadeia toda uma série de desejos imundos,
fortes o suficiente para escravizar o homem. A mulher tornou-se nas mãos do
inimigo um objeto, sedutor, cuja imagem é usada em quase todas as áreas.
Sexo,
exclusivamente no casamento: (Mt 5.27,28; 1Co 7.2,5; At 15.29; 1Co 7.2) O
Sexo é uma benção deixada por DEUS aos homens para ser praticada exclusivamente
dentro da união conjugal. Sua prática fora do casamento é pecado!
Inaceitável no
namoro / noivado: (Gl 5.19; 1Co 6.18; Ef 5.3; Cl 3.5) A impureza é um
pecado sexual. Todos os atos impuros praticados entre casais não casados é
fruto da carne. A fornicação é um pecado! Com certeza não vamos encontrar na
Bíblia um texto que literalmente faça alusão às práticas sexuais impuras de uma
forma explicita; mas, no conjunto da Palavra, facilmente vemos que tudo aquilo
que é praticado de uma forma antinatural ou impura é errado.
A Palavra do
Senhor é assim mesmo, simples e de fácil entendimento. Para que todos que a
leem, possam praticá-la (Mt 11.25; 1Co 2.1-5). As controvérsias existentes no
meio cristão sobre o assunto, têm suas origens em vidas que se deixam
influenciar pelos espíritos maus e buscam dar vazão aos desejos da carne.
Devemos dar
lugar ao ESPÍRITO de DEUS, jamais aos espíritos malignos. O amor a DEUS e a
santidade no viver, é indispensável.
2. A disciplina
em casos de prostituição.
Na igreja de
Corinto existiam os que estavam em comunhão com o ESPÍRITO SANTO, mas por
incrível que pareça, nesta mesma igreja existiam os que se encontravam em
pecado e em divisão, formando grupos. Ali existia até quem praticava atos
sexuais com sua madrasta. Paulo chama a atenção dos coríntios para que corrijam
o pecador e o conduzam a CRISTO para arrependimento. Havia o perigo de todos se
contaminarem, pois aqueles que pecassem diriam que estavam fazendo o mesmo que
outro fazia e não era repreendido. Houve a repreensão, o entristecimento pelo
pecado cometido, a reconciliação e o perdão. Aquela vida foi restaurada.
1 Coríntios 5.1
HÁ ENTRE VÓS FORNICAÇÃO. Paulo passa a escrever sobre um informe recebido,
de imoralidade na igreja de Corinto e a recusa dos seus dirigentes quanto a
disciplinar o culpado (vv. 1-8). Paulo declara que a igreja, sendo um povo
santo, não deve permitir nem tolerar a imoralidade entre seus membros. Cita
três razões por que a igreja deve disciplinar um membro culpado:
(1) Para o bem
do culpado (v.5). A exclusão pode despertá-lo para ver a tragédia do seu pecado
e sua necessidade de perdão e restauração.
(2) Por amor à
pureza da igreja (vv. 6-8). Tolerar a iniquidade numa igreja é rebaixar
paulatinamente o padrão moral de todos.
(3) Para o bem
do mundo (cf.v.1). A igreja não poderá ganhar homens e mulheres para CRISTO, se
ela mesma for semelhante ao mundo (cf. Mt 5.13). (para outros trechos do
NT sobre a disciplina na igreja, ver Mt 5.22; 18.15-17; 2 Ts 3.6,14,15; Ap
2.19-23).
1 Coríntios 5.1
QUEM ABUSE DA MULHER DE SEU PAI. Qual foi o pecado exato, aqui, não está
claro. Paulo, ao referir-se à mulher do pai daquele transgressor,
provavelmente, quis dizer que havia um envolvimento sexual deste com a sua
madrasta.
(1) Paulo ficou
pasmado e horrorizado, porque a igreja estava tolerando semelhante imoralidade
em seu meio. Ele sabe que isso é ainda mais grave do que a
própria
transgressão do indivíduo.
(2) A
permissividade dos coríntios é semelhante à de muitas igrejas da atualidade que
toleram e silenciam sobre a imoralidade entre seus membros, inclusive o
adultério e todas as formas de fornicação. As intimidades pré-conjugais,
especialmente entre a juventude da igreja, não somente são toleradas, mas, às
vezes, até mesmo justificadas, alegando-se amor e compromisso mútuo. Poucos
dirigentes de igrejas falam abertamente, em nome de CRISTO, da prática do
namoro imoral entre a juventude. Como faziam os líderes da igreja de Corinto,
os tais não lamentam o fato da corrupção do povo de DEUS, que se torna cada vez
mais semelhante à sociedade à sua volta. Esses dirigentes, na sua
autocomplacência, permitem o pecado, porque, conforme alegam, "vivemos em
tempos modernos, e não devemos ser vistos como juízes."
1 Coríntios 5.2
NEM... VOS ENTRISTECESTES. Paulo expressa qual deve ser a reação normal de
uma igreja cheia do ESPÍRITO SANTO, em caso de imoralidade entre seus membros
professos. Aqueles que aceitam o conceito bíblico da santidade de DEUS e da sua
aversão ao pecado, sentirão tristeza e pesar (cf. Is 6). Removerão do seu meio
a iniquidade (vv. 2,4,5,7,13).
1 Coríntios 5.5
SEJA ENTREGUE A SATANÁS. Isso significa (em um caso como esse de Corinto),
a igreja remover a pessoa imoral da sua comunhão e entregá-la ao domínio de
Satanás. expondo-a às influências destrutivas do pecado e demoníacas (vv.
7,13).
(1) Tal
disciplina tem dois propósitos:
(a) que o
culpado, ao experimentar problemas e sofrimentos físicos, arrependa-se e seja
finalmente salvo (Lc 15.11-24);
(b) que a
igreja se livre do "fermento velho" (v.7; i.e., das influências
pecaminosas), para assim tornar- se o pão novo "da sinceridade e da
verdade" (v. 8).
(2) A mesma
ação pode ser adotada pela igreja hoje, ao procurar salvar a quem abandonou a
vida cristã e voltou ao mundo (cf. 1 Tm 1.20).
1 Coríntios 5.6
UM POUCO DE FERMENTO FAZ LEVEDAR TODA A MASSA. Na Bíblia,
"fermento" (i.e., levedura que produz fermentação) é símbolo do erro
que permeia o povo e corrompe a verdade, a retidão e a vida espiritual (Gl
5.7-9; ver Êx 13.7; Mc 8.15). Paulo, neste versículo, compara o fermento ao
processo pelo qual o pecado e a iniquidade paulatinamente se propagam numa
comunidade cristã, corrompendo assim a muitos. Qualquer igreja que não tomar
medidas severas contra a imoralidade sexual entre seus membros descobrirá que a
influência maligna desse mal se alastrará pela congregação e contaminará a
muitos. O pecado deve ser rigorosamente removido; doutra forma, no decurso do
tempo, a totalidade da comunidade cristã se corromperá e o ESPÍRITO SANTO não
terá lugar nessa igreja (ver Ap 2,3).
1 Coríntios
5.12 JULGAIS... OS QUE ESTÃO DENTRO. Um crente não deve fazer crítica
precipitada ou injusta contra outro crente (cf. Mt 7.1-5).
Todavia, Paulo
mostra, aqui, que a igreja precisa julgar seus membros em caso de pecado grave,
iniquidade, imoralidade, ou conduta ímpia persistente. Tais ações iníquas
precisam ser julgadas e disciplinadas, para o bem da pessoa envolvida, da
pureza da igreja e do testemunho de CRISTO no mundo.
Aqui
aprendemos que uma congregação do Senhor JESUS CRISTO (v 13),
a) Não deve
sancionar conduta imoral de ninguém;
b) Deve manter
a pureza do Evangelho. Ver Mt 13.47-49;
c) Que na
igreja o viver do crente deve ser bem diferente do viver do incrédulo;
d) Que a igreja
como corpo local tem o direito de disciplinar os membros faltosos.
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao5-ldc-aimoralidadeemcorinto.htm
3. A glutonaria
e seus males.
O comer em
excesso é glutonaria, mas toda escravidão dentro da área do ingerir é
glutonaria e até mesmo o comer e vomitar é pecado.
Glutão é o
indivíduo que come muito... que come com olho maior que a boca e o estômago
juntos.
Uma pessoa
assim, que come como ninguém, está cavando a própria sepultura com a faca e o
garfo...
Essa pessoa
está cometendo o pecado que a Bíblia chama de gula.
Devo dizer logo
de início, que esse pecado cresce à medida que o padrão de vida cresce.
Quando uma
pessoa começa a viver mais folgada, ela acha mais alimentos para
comer. No
começo não havia dinheiro para manteiga, então era só margarina mesmo... e com
o dinheiro, achou o queijo, o requeijão, a geleia...
Então, a pessoa
quando vai prosperando na vida, quando começa a ter abundância e, começa a
concluir que o homem pode viver só de pão.
JESUS falou,
lemos em Mt 4.4 que: “nem só de pão viverá o homem “, mas a pessoa que sobe na
vida, que consegue um padrão de vida melhor, com folga e conforto, corre o
risco de achar que é possível viver só de pão...
Então, ela faz
do supermercado o seu altar — comer bem e bastante é o céu para elas.
Portanto, em
épocas de prosperidade econômica, em épocas de facilidade financeira, há o
grande perigo do pecado da gula crescer na população.
Ultimamente os
Estados Unidos têm sofrido por conta disso... o índice de obesidade é grande
por lá!
Porque o
materialismo tem provocado a queda de muitos que, satisfazendo seus apetites
carnais, têm caído em descontrolados comes e bebes.
Veja que
Provérbios 23.21 fala que beberrões e comilões vivem com sono e acabam na
pobreza, vestindo trapos.
A guia é um dos
pecados ao lado com o orgulho, a inveja e a impureza.
Esse pecado é
cometido por muitas pessoas, mas poucas delas reconhecem esse pecado, todavia,
a Bíblia condena o pecado da gula abertamente.
Muita gente
gulosa (e essa palavra vem de gula) condena os outros por seus pecados... vê um
cisco de impureza na vida dos outros, mas ignora e não vê a tábua em seus
próprios olhos.
A pessoa
gulosa, que come como ninguém, que se empanturra, acha fácil condenar aquele
que é escravo da bebida, mas ela mesma não percebe que é escrava do seu próprio
estômago.
Sobre a gula, o
empanturramento, lemos na Carta aos Filipenses (3. 18-19): “ ..há muitos que
vivem como inimigos da cruz de CRISTO. 0 destino deles é a perdição, o seu deus
é o estômago e eles têm orgulho do que é vergonhoso; só pensam nas coisas
terrenas“.
Nesse verso, a
gula é identificada com o materialismo, porque diz que as pessoas cujo deus é o
ventre, os gulosos, só cuidam das coisas terrenas.
Esteja certo
disso: a gula é pecado... primeiro, porque ela é a expressão física da
filosofia materialista.
O guloso diz:
“Comamos, bebamos e alegremo-nos, porque amanhã morreremos”.
Ele só se
interessa por isso: em comer, em beber, em viver de farras.
Aqui podemos
incluir a ingestão de bebida alcoólica, de drogas, de cigarro, etc... são o
aprisionamento em torno do paladar.
III - VIVENDO
EM SANTIFICAÇÃO E DEIXANDO OS EXCESSOS
1. Agradando a
DEUS em tudo.
Vivamos para
agradar a DEUS. Busquemos pela intimidade com o ESPÍRITO SANTO. DEUS quer nos
usar para fazer uma grande obra. Somos vasos e devemos estar vazios e prontos
para uso exclusivo de DEUS.
Pela graça de
JESUS, somos salvos e já experimentamos a regeneração. Como novas criaturas,
precisamos viver de modo a agradar ao Senhor.
2.
Santificação.
A SANTIFICAÇÃO (BEP
- CPAD)
1Pe 1.2
“Eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do ESPÍRITO, para a
obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça e paz vos sejam
multiplicadas”.
Santificação
(gr. hagiasmos) significa “tornar santo”, “consagrar”, “separar do mundo” e
“apartar-se do pecado”, a fim de termos ampla comunhão com DEUS e servi-lo com
alegria.
(1) Além do
termo “santificar” (cf. 1Ts 5.23), o padrão bíblico da santificação é expresso
em termos tais como “Amarás o Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, e de
toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37), “irrepreensíveis em
santidade” (1Ts 3.13), “aperfeiçoando a santificação” (2Co 7.1), “a caridade de
um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1Tm 1.5),
“sinceros e sem escândalo algum” (Fp 1.10), “libertados do pecado” (Rm 6.18),
“mortos para o pecado” (Rm 6.2), “para servirem à justiça para santificação”
(Rm 6.19), “guardamos os seus mandamentos” (1Jo 3.22) e “vence o mundo” (1Jo
5.4). Tais termos descrevem a operação do ESPÍRITO SANTO mediante a salvação em
CRISTO, pela qual Ele nos liberta da escravidão e do poder do pecado (Rm
6.1-14), nos separa das práticas pecaminosas deste mundo atual, renova a nossa
natureza segundo a imagem de CRISTO, produz em nós o fruto do ESPÍRITO e nos
capacita a viver uma vida santa e vitoriosa de dedicação a DEUS (Jo 17.15-19,23;
Rm 6.5, 13, 16, 19; 12.1; Gl 5.16, 22,23; ver 2Co 5.17).
(2) Esses
termos não subentendem uma perfeição absoluta, mas a retidão moral de um
caráter imaculado, demonstrada na pureza do crente diante de DEUS, na
obediência à sua lei e na inculpabilidade desse crente diante do mundo (Fp
2.14,15; Cl 1.22; 1Ts 2.10; cf. Lc 1.6). O cristão, pela graça que DEUS lhe
deu, morreu com CRISTO e foi liberto do poder e domínio do pecado (Rm 6.18);
por isso, não precisa nem deve pecar, e sim obter a necessária vitória no seu
Salvador, JESUS CRISTO. Mediante o ESPÍRITO SANTO, temos a capacidade para não
pecar (1Jo 3.6), embora nunca cheguemos à condição de estarmos livres da
tentação e da possibilidade do pecado.
(3) A
santificação no AT foi a vontade manifesta de DEUS para os israelitas; eles
tinham o dever de levar uma vida santificada, separada da maneira de viver dos
povos à sua volta (ver Êx 19.6; Lv 11.44; 19.2; 2Cr 29.5). De igual modo a
santificação é um requisito para todo crente em CRISTO. As Escrituras declaram
que sem santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).
(4) Os filhos
de DEUS são santificados mediante a fé (At 26.18), pela união com CRISTO na sua
morte e ressurreição (Jo 15.4-10; Rm 6.1-11; 1 Co 130), pelo sangue de CRISTO
(1Jo 1.7-9), pela Palavra (Jo 17.17) e pelo poder regenerador e santificador do
ESPÍRITO SANTO no seu coração (Jr 31.31-34; Rm 8.13; 1Co 6.11; 1Pe 1.2; 2Ts
2.13)
(5) A
santificação é uma obra de DEUS, com a cooperação do seu povo (Fp 2.12,13; 2Co
7.1). Para cumprir a vontade de DEUS quanto à santificação, o crente deve
participar da obra santificadora do ESPÍRITO SANTO, ao cessar de praticar o mal
(Is 1.16), ao se purificar “de toda imundícia da carne e do espírito” (2Co 7.1;
cf. Rm 6.12; Gl 5.16-25) e ao se guardar da corrupção do mundo (Tg 1.27; cf. Rm
6.13,19; 8.13; Ef 4.31; 5.18; Tg 4.8).
(6) A
verdadeira santificação requer que o crente mantenha profunda comunhão com
CRISTO (ver Jo 15.4), mantenha comunhão com os crentes (Ef 4.15,16), dedique-se
à oração (Mt 6.5-13; Cl 4.2), obedeça à Palavra de DEUS (Jo 17.17), tenha
consciência da presença e dos cuidados de DEUS (Mt 6.25-34), ame a justiça e
odeie a iniqüidade (Hb 1.9), mortifique o pecado (Rm 6), submeta-se à
disciplina de DEUS (Hb 12.5-11), continue em obediência e seja cheio do
ESPÍRITO SANTO (Rm 8.14; Ef 5.18).
(7) Segundo o
NT, a santificação não é descrita como um processo lento, de abandonar o pecado
pouco a pouco. Pelo contrário, é apresentada como um ato definitivo mediante o
qual, o crente, pela graça, é liberto da escravidão de Satanás e rompe
totalmente com o pecado a fim de viver para DEUS (Rm 6.18; 2Co 5.17; Ef 2.4,6;
Cl 3.1-3). Ao mesmo tempo, no entanto, a santificação é descrita como um
processo vitalício mediante o qual continuamos a mortificar os desejos
pecaminosos da carne (Rm 8.1-17), somos progressivamente transformados pelo
ESPÍRITO à semelhança de CRISTO (2Co 3.18) crescemos na graça (2Pe 3.18), e
devotamos maior amor a DEUS e ao próximo (Mt 22.37-39; 1Jo 4.10-12, 17-21).
(8) A
santificação pode significar uma outra experiência específica e decisiva, à
parte da salvação inicial. O crente pode receber de DEUS uma clara revelação da
sua santidade, bem como a convicção de que DEUS o está chamando para separar-se
ainda mais do pecado e do mundo e a andar ainda mais perto dEle (2Co 6.16-18).
Com essa certeza, o crente se apresenta a DEUS como sacrifício vivo e santo e
recebe da parte do ESPÍRITO SANTO graça, pureza, poder e vitória para viver uma
vida santa e agradável a DEUS (Rm 12.1,2; 6.19-22).
3. Deixando os
excessos.
Os extremos são
perigosos. Tudo o que vai além do limite da Palavra de DEUS deve ser evitado.
Como nos
comportar de acordo com a orientação do ESPÍRITO SANTO?
Comer com
moderação e só o que é permitido pela Palavra de DEUS.
Praticar sexo
normal e dentro do que permite a Palavra de DEUS e somente com o cônjuge.
Conclusão
Temperança
Significa Domínio Das Inclinações Carnais. Devemos Viver De Modo Sóbrio. A
Temperança é Qualidade De Vida Espiritual E Deve Ser Constante Na Vida De Quem
Segue A CRISTO, Pois ELE Era Temperante. A Prostituição E A Glutonaria São
Descontroles Da Natureza Humana. Fugi Da Prostituição É A Ordem Da Palavra De
DEUS. Deve A Igreja Praticar A Disciplina Em Casos De Prostituição De Seus
Membros. A Glutonaria Trás Grandes Males Para O Crente E Até Seu Afastamento
Dos Caminhos Do Senhor. Que Possamos Ser Achados Vivendo Em Santificação
E Deixando Os Excessos, Agradando A DEUS Em Tudo. Vivendo Em
Santificação. Deixando Os Excessos.
VÁRIOS
COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMAS CORREÇÕES DO Pr. Luiz Henrique
Domínio próprio
- εγκρατεια - egkrateia - Lê-se Egréziá - Strong em português
1) autocontrole
(virtude de alguém que domina seus desejos e paixões, esp. seus apetites
sensuais)
Domínio próprio
- εγκρατεια - Lê-se Engraziá - egkrateia - Domínio próprio´- A Vitória sobre o
Desejo - Obra da Carne e o Fruto do Espirito - William Barclay
A nona e última
virtude no fruto do Espirito é egkrateia, traduzida por temperança na B, ARC,
Mar., P.; por domínio próprio na ARA,BLH,BV; e por autodomínio na BJ. Domínio
próprio, que também aparece a margem da RSV, é a melhor tradução.
No próprio NT
temos muito pouca matéria com que podemos avaliar o significado desta palavra.
Ocorre somente em dois outros lugares. Paulo debateu com o governador
Felix e sua esposa Drusila acerca da justiça e do domínio próprio (At 24.25).
Pedro conclama seus leitores a acrescentarem o domínio próprio ao conhecimento,
e a perseverança a temperança (2 Pe 1.6).
O verbo
correspondente, egkrateuomai, ocorre duas vezes no NT.
Significa
exercer domínio próprio ou ter autodomínio. Em 1 Co 7.9 Paulo, falando do
relacionamento entre os sexos, adverte contra o casamento,
mas então
acrescenta: “Caso, porém, não se dominem, que se casem.” Ou seja: se o domínio
próprio se revelar impossível, então o casamento
e permissível.
Em 1 Co 9.25 ele determina o princípio universal de que todo homem que se
esforça para vencer em tudo se domina, ou e temperado. O adjetivo
correspondente egkratès ocorre uma só vez no NT. Significa “ com domínio de si”
, Em Tt 1.8 e estipulado aos bispos que
sejam sóbrios, justos, piedosos e que tenham domínio de si. De modo
claro, o NT propriamente dito fornece bem pouca matéria para a elucidação do
significado desta palavra.
A LXX não as
usa frequentemente, mas as poucas ocorrências realmente ajudam a dar conteúdo
ao seu significado. Ecli. 18.30 começa uma seção chamada Temperança da Alma. Na
BJ Domínio de si mesmo é a tradução deste título da seção seguinte: “Não te
deixes levar por tuas
paixões e
refreia os teus desejos. Se cedes ao desejo da paixão, ela fara de ti objeto de
alegria para teus inimigos. Não te deleites numa existência voluptuosa, não te
ligues a uma tal sociedade. Não te empobreças banqueteando com dinheiro
emprestado, quando nada tens no bolso” (Ecli. 18.30-33). Com base nesta
passagem fica claro que egkrateia inclui, pelo menos, autodomínio e
autodisciplina em questões de prazer físico e corporal.
A palavra
ocorre mais uma vez em 4 Macabeus. Este livro fala da terrível perseguição
contra os judeus no reinado de Antioco Epifânio, que fez uma tentativa
deliberada e selvagem de liquidar a religião judaica. Eleazar e colocado diante
dos perseguidores e lhe e' oferecida a escolha entre comer carne de porco e a
morte. Sua resposta e: “Eu não te trairei, O Lei, minha instrutora! Não te
abandonei, o amada Temperança!” (4 Mac. 5.4). Neste caso, a palavra descreve a
auto restrição, a autodisciplina, a abnegação que não violara as leis
alimentares judaicas, ainda que o comprimento importe em morte. O verbo
egkrateuesthai ocorre na LXX no sentido de refrear-se de fazer alguma coisa.
Quando Jose reconheceu seus irmãos, e em especial quando reconheceu Benjamim, ficou
tomado pelas suas emoções. Retirou-se para esconder a sua emoção e lagrimas.
Depois lavou o rosto, e saiu; e na presença deles, conteve-se (Gn 43.31). Ou
seja, refreou a sua emoção. De modo semelhante, em Ester, Hama enfurece-se
diante da prosperidade de Mordecai, porem se conteve no momento (Et 5.10). Ou
seja: refreou a sua ira por um momento. Na LXX egkratês e bastante comum, mas
não no sentido ético. Todas estas palavras têm como raiz o verbo kratein que
significa “pegar
em,” “
agarrar.” Destarte, egkratès pode significar simplesmente ter posse de, ou
segurar em (Tob. 6.3; Ecli. 6.27; 15.1; 27.30; 2 Mac. 8.30; 10.15, 17; 13.13).
Na realidade, esta e uma valiosa informação casual sobre o significado ético da
palavra; pois quando a palavra entra na esfera moral e ética descreve a forca
da alma com que o homem agarrasse em si mesmo, domina-se e tem um completo
autocontrole de modo a poder refrear-se de todo desejo maligno. Na LXX parece
ocorrer uma só vez no sentido ético. O Sábio declara: “Graça sobre graça e uma
mulher recatada, aquela que é casta é de um valor inestimável” (Ecli. 26.15).
Ali a palavra
descreve a castidade marcante que tem toda paixão sob o mais completo controle.
No grego clássico a palavra aparece em Platão como uma palavra moral e ética.
Platão fala na egkrateia, o domínio dos prazeres e dos desejos (República 430
E). Na Memorabilia Xenofonte registra a respeito de Sócrates que este era,
entre todos os homens, o que mais dominava os desejos do amor e do apetite
(Memorabilia 1.2.1). Como no caso de
pautes, a palavra egkrateia e discutida muito pormenorizadamente por Aristóteles,
mas deixaremos a análise feita por ele para o fim. A partir deste ponto,
dirigindo-nos a épocas anteriores ao NT, não achamos muito material que ajude
na definição de egkrateia. Neste caso,
podemos
procurar descobrir alguma ajuda indo para os tempos posteriores. O primeiro
grupo de escritores cristãos fora do NT escreveu durante
os últimos anos
do século I e na primeira metade do século II; são conhecidos como os Pais da
Igreja. São, obviamente, de vital importância para
o estudo do
pensamento da Igreja primitiva, e tem muita coisa a dizer a respeito de
egkrateia e seu lugar na vida cristã.
i. E um dos
maiores dons de DEUS. “Quão bem-aventurados e maravilhosos são os dons de DEUS”
escreve Clemente de Roma, e depois passa a enumerar alguns deles: “A vida na
imortalidade, o esplendor na justiça, a verdade na ousadia, a fé na confiança,
a continência (egkrateia) na santidade”
(1 Clemente 35.1, 2). A temperança (egkrateia), diz Hermas, e como toda
dadiva de DEUS. E dupla, porque há algumas coisas das quais refrear- se e um
dever, e há outras das quais o não refrear-se e um dever (O Pastor de Hermas,
Mandados 8.1). Clemente tem uma passagem nobre sobre a excelência da vida
cristã: “O forte, cuide do fraco; e o fraco respeite o forte. O rico, ajude com
liberalidade o pobre; e o pobre seja agradecido a DEUS, porque lhe deu alguém
através de quem suas necessidades foram supridas. O sábio manifeste a sua
sabedoria não em palavras, mas em boas obras; o que e humilde, não de
testemunho de si mesmo, mas deixe que de outro lhe venha o testemunho; o que e
puro na carne, não se jacte, sabendo que outro e o que lhe concede (o dom de) a
continência” (1 Clemente 38.2). A última oração de Clemente em favor de seus
leitores e: “Possa o DEUS que a tudo vê, Senhor dos espíritos e de toda carne,
que escolheu o Senhor JESUS CRISTO, e a nos, através dele, para sermos “um povo
peculiar” , dar a toda alma que invoca o seu magnifico e santo nome, fé, temor,
paz, paciência, longanimidade, domínio próprio, pureza e sobriedade, para serem
agradáveis ao seu nome, por meio de nosso Sumo Sacerdote e Protetor, JESUS
CRISTO, através de quem lhe seja gloria e majestade, poder e honra, agora e por
todos os séculos. Amem” (1 Clemente 64). Num mundo que contamina as pessoas, os
mestres primitivos amavam egkrateia e a viam como uma das maiores dadivas de
DEUS.
ii. Faz parte
da própria base da vida cristã. Clemente, encerrando a sua carta, escreve:
“Tocamos em todos os aspectos da fé, do arrependimento,
do legitimo
amor, do domínio próprio, da sobriedade e da paciência (1 Clemente 62.2).
Egkrateia é uma das colunas fundamentais que sustentam a vida cristã. Segundo
Hermas, egkrateia faz parte do primeiro mandamento da vida cristã. O anjo lhe
diz: “Ordeno-te no primeiro mandamento a conservar a fé e o temor e a
continência” (O Pastor de Iíermas, Mandamentos 6.1).
iii. E a aliada
da vida cristã. A carta de Barnabé diz: “O temor e a paciência são ajudadores
da nossa fé, a longanimidade e a continência são suas aliadas” (A Carta de
Barnabé 2.2).
iv. E a maneira
de salvar a alma. O anjo diz a Hermas: “ Tu es salvo por não teres rompido com
o DEUS vivo e pela tua simplicidade e grande temperança” (i0 Pastor de Hermas,
Visões 2.3.2). Em 2 Clemente está escrito: “Penso agora que meus conselhos não
foram de somenos valor, a
respeito do
controle próprio, e se qualquer homem os seguir, não se arrependera, mas
salvara tanto a si mesmo quanto a mim, o seu conselheiro”
(2 Clemente
15.1).
v. E a marca do
amor cristão. Policarpo define a lição que as esposas cristas devem aprender:
“Em seguida, ensina as nossas esposas a permanecerem na fé que lhe foi dada, e,
em amor e pureza, a amarem os seus maridos em toda a verdade, e a amar os
demais igualmente em toda a castidade, e a educar seus filhos no temor a DEUS”
(Policarpo: Filipenses 4.2). Egkrateia faz com que o amor seja castidade não
concupiscência.
vi. E o suporte
da Igreja Crista. Nas suas Visões Hermas viu uma torre sendo edificada, e a
torre e o símbolo da Igreja. Em derredor da torre havia sete mulheres, e a
torre era sustentada por elas. “A segunda, que tem cintura e que parece um
homem, e chamada Continência; e ela e a filha da fé. Quem portanto, segui-la,
será bem-aventurado em sua vida, porque se absterá de todas as ações mas,
crendo que, refreando-se de todas a concupiscência maligna, herdara a vida
eterna” (O Pastor de Hermas: Visões 3.8.4). Um dos suportes e fundamentos da
Igreja e vida cristã e egkrateia. O valor que os mestres primitivos atribuíam a
virtude de egkrateia está claro. E a auto restrição, o autocontrole, a
autodisciplina, a pureza e a castidade presentes na palavra, estão claros.
Aristóteles faz a grande análise clássica da palavra. Ele, ou seu discípulo,
trata-a no seu opúsculo Das Virtudes e dos Vícios. Declara-se ali que egkrateia
e a virtude da parte apetitiva da alma (1.3). Posteriormente, e definida de
modo mais completo: “A egkrateia pertence a capacidade de refrear o desejo pela
razão, quando este fixa-se nos gostos e prazeres vis, e de ser resoluto e
sempre pronto a suportar a necessidade e dor naturais”(5.1). Na Ética a Eudemo,
egkrateia volta a ser comentada. Ali Aristóteles lida com o homem que é o
inverso de egkratès, aquele que é a kratês. Ele escreve: “ Toda a iniquidade
torna o homem mais injusto, e a falta de domínio próprio parece ser iniquidade;
o homem descontrolado e o tipo de homem que age de conformidade com o desejo e
de modo contrário ao raciocínio; e demonstra sua falta de controle quando sua
conduta e guiada pelo desejo; de modo que o homem descontrolado agira
injustamente e segundo o seu desejo” (2.7.6). O inverso de egkrateia é a ação
dominada pelo desejo, e o homem egkratès é aquele que evita o desejo de ser o
ditador das suas ações e da sua vida. A discussão mais completa de egkrateia
acha-se no sétimo livro da Ética a Nicômaco e é de grande interesse e
importância. Aristóteles começa definindo aquele que e egratès ao tratar do
caso inverso: o homem akratès. O homem que e egkratès tem controle próprio,
aquele que é akratès não se controla (7.1.1.). Estas duas palavras, na
realidade, nos oferecem a chave para toda a questão. As duas tem ligação com o verbo
kratein, que significa agarrar, segurar firme, sustentar, controlar. O homem
egkratès e controlado por sua natureza decidida e confiante, aquele que e
akratès não tem segurança nem controle sobre si mesmo. Aristóteles passa,
então, a falar das coisas com as quais akrasia, a qualidade do homem akratès,
tem ligação. Está associada com malakia, a fraqueza no viver e trufè, que e a
luxuria sensual no viver (7.14). Por outro lado, e contrastada com karteria,
que e a solida perseverança e persistência. Aristóteles passa, então, a definir
as diferenças essenciais entre certos tipos de caráter. O homem que e sõphrón,
prudente e controlado, sempre tem domínio próprio e perseverança. O homem que é
akratès pratica atos errados, mas não os pratica por escolha própria, ele e
levado pelos impulsos e impetuosidade, sabendo que está praticando coisas mas,
em certo sentido, contra sua vontade e juízo. O desejo forçou-o a separar-se da
linha de ação que, segundo a razão lhe diz, e boa. O homem que e akoiastos
pratica deliberadamente as coisas erradas; e o libertino que, de modo
proposital, escolhe o caminho do desejo. O homem egkratès tem desejos fortes
que procuram desvia-lo do caminho da razão, mas ele os mim tem sob controle
(7.1.6, 7; 7.2.6.7).
Mas onde está
área de desejo e descontrole? Nesta vida há dois tipos de prazer — o prazer
necessário e o desnecessário. Os prazeres necessários são aqueles dos instintos
naturais; os prazeres desnecessários são o dinheiro, as vantagens, a honra, e
coisas assim. Ora, pode-se dizer que um homem e incontido no seu desejo pelo
dinheiro ou pela fama, mas em tal caso não seria dito que ele é intemperante
pura e simplesmente; declarasse a área em que ele e incontido. Quando se usa a
palavra incontido acerca de qualquer homem, sem qualifica-la, queremos dizer
incontido no que diz respeito aos prazeres e sofrimentos do corpo (7.4.1-4).
Aqui temos a
essência de toda a questão. Egkrateia não é outra coisa senão a castidade, e a
castidade foi a única virtude completamente nova que a ética cristã trouxe para
este mundo. Egkrateia é a grandiosa qualidade do homem quando CRISTO está em
seu coração, a qualidade que o capacita a viver e andar no mundo, conservando
imaculadas as suas vestes.
Domínio
próprio - A Epístola aos Gálatas - Germano
Soares - “domínio próprio” (egkrateia), significa autocontrole, a
característica de ter domínio sobre seus próprios apetites. Esta palavra também
é de origem helenística, e designa para Paulo, a conduta interna e externa
em oposição à imoralidade sexual, impureza e lascívia. Ela não significa
somente a capacidade de controle, mas de uma forma mais ampla: o
autodomínio e disciplina sexual.56 O autocontrole, no entanto, não
significa a negação de si mesmo, mas uma avaliação real da função do nosso
eu na forma mais nobre de vida.
Domínio próprio
- Comentário Esperança N.T. Completo
A raiz de
egkráteia é krátos, “poder”, “domínio”, de modo que resulta o sentido básico
de: “alguém tem domínio de si próprio”, p. ex., nas seguintes relações: em
referência à sua sexualidade (1Co 7.9), à sua maneira de alimentar-se (1Co
9.25), ao lidar com pessoas (Tt 1.8; de acordo com 2Tm 3.3 o contrário seria um
comportamento sem autocontrole) e, finalmente, em 2Pe 1.6, ao lidar com
entendimento espiritual: comprovar a medida certa em todas as áreas. A tradução
de Lutero com “castidade” afunila demais, para o senso linguístico de hoje, o
entendimento para a sexualidade. A tradução com “abstinência” inclui também a
renúncia ao álcool. Por isso ainda é melhor manter o termo “domínio próprio”
(ra, blh, nvi, vfl, bv).
stoichéo,
“conservar a linha da marcha”, “permanecendo na linha e na fila”. O termo não
ficou restrito ao âmbito militar, mas designou também, p. ex., a concordância
com uma filosofia, em At 21.24 com a lei judaica. Outra passagem importante é
Gl 6.16.
Bebedices - Μεθη - Lê-se Méssi
- methe - e - glutonarias - κωμος -
Lê-se Comós - komos - Obra da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - William Barclay
Methê — B, ARC,
ARC: bebedices; BJ: bebedeiras; Mar.,P, BV: embriaguez;
BLH: são bêbadas. Kõmos — B, BJ, Mar., P, BLH: orgias;
ARA: glutonarias; BV: divisões ferozes. Outra tradução da outra
ocorrência da palavra em Rm 13.13 - P : sensualidade.
E natural
considerar estas duas palavras como um par. No único outro lugar em que ocorrem
no NT (Rm 13.13), também aparecem juntas, onde orgias e bebedices são duas
coisas que os cristãos devem deixar de lado para sempre. A atitude do mundo
antigo, e da maior parte das Escrituras, para com o vinho e bebidas semelhantes
fica bem clara. A prática do mundo antigo e das Escrituras via a bebedice como
totalmente vergonhosa, mas dificilmente lhe ocorria ordenar ou praticar a
abstinência total. No mundo grego, até mesmo a criança bebia vinho; o desjejum,
por exemplo, era simplesmente uma fatia de pão molhada no vinho. A Pitoguia, a
festa da colheita das uvas na Grécia, era uma ocasião em que participavam todas
as pessoas de todas as idades. Na Grécia, porém, havia pouca embriaguez, porque
a pratica normalmente era beber o vinho numa forma muito diluída, duas partes
de vinho e três partes de agua. O perigo da embriaguez e claramente reconhecido
na LXX. O escritor de Provérbios diz: “O vinho e uma coisa intemperada, e a
bebida forte; está cheia de violência” (Pv 20.1 — LXX). Os profetas expressam a
condenação daqueles que “ cambaleiam por causa da bebida forte” (Is 28.7; Ez
23.33; 39.19). Em Tobias, lemos: “Não facas a ninguém o que não queres que te
façam. Não bebas vinho até a embriaguez, e não facas da embriaguez a tua
companheira pela estrada” (Tob. 4.15). Mas de modo gera a atitude do mundo
antigo e dos escritores bíblicos para com o vinho e demonstrada nas palavras de
Ben Siraque: “O vinho e vida para o homem, quando o bebe com moderação. Que
vida se vive quando falta o vinho? Ele foi criado para a alegria dos homens.
Gozo do coração e alegria da alma: eis o que é o vinho, bebido a seu tempo e o
necessário. Amargura para a alma: eis o que e o vinho, bebido em excesso, por
vicio e por desafio. O excesso de bebida aumenta o furor do insensato para sua
perda, diminui a sua forca e provoca feridas” (Ecli. 31.27-30). Sabemos que
JESUS não era ascético, porque Joao pode contar a história da transformação do
vinho em agua (Joao 2.1-11), e Seus inimigos podiam lancar-Lhe em rosto suas
zombarias e calunias de que Ele era um glutão e bebedor de vinho. É bem
possível argumentar que a abstinência e um dever cristão, mas não se pode
argumentar na base de declarações e proibições especificas nas Escrituras. Deve
ser argumentado com fundamento no grande princípio que Paulo formula duas
vezes: “E bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa
com que teu irmão venha a tropeçar ou se ofender [ou se enfraquecer]” (Rm
14.21). A liberdade cristã nunca deve tornar-se em pedra de tropeço para os
fracos. “E por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais
comerei carne, para que não venha a escandaliza-lo” (1 Co 8.9, 13). O argumento
não se pode basear em injunções explicitas das Escrituras, mas somente no
princípio de que não é certo alegar ter licença para se entregar a qualquer
prazer que possa escandalizar outra pessoa. Kõmos e orgia, mas no grego secular
tem um pano de fundo especifico. Descrevia especialmente a procissão alegre
pelas ruas e a celebração subsequente, após a vitória de um homem nos jogos.
Seus amigos reuniam-se para escolta-lo
pelas ruas, passando, então, a comer e beber em comemoração. No grego secular
tem o significado que a palavra “ comemoração” pode ter ocasionalmente em
português. Mas no grego bíblico kõmos e uma palavra muito mais séria. Não
ocorre noutro lugar no NT a não ser em Romanos 13.13. Não ocorre nos livros
canônicos do AT grego, mas ocorre duas vezes nos Apócrifos. Em Sabedoria e
usada numa passagem a respeito do pecado cada vez maior da humanidade. Eles
vinham para matar seus filhos como sacrifício, para usar em cerimonias
secretas, para fazer orgias de ritos estranhos. “Já não conservam pura nem a
vida nem o casamento, um elimina o outro insidiosamente ou o aflige pelo
adultério” (Sab. 14.23, 24). Num contexto como aquele, fica claro que o
significado da palavra vai muito além -do que uma celebração ocasional que
talvez dure um pouco mais do que o normal. Mas o uso realmente relevante da
palavra acha-se em 2 Maca. 6.4. A passagem narra as ações de Antioco Epifânio. No início do
século II a.C. Antioco invadiu Jerusalém. Fez uma tentativa deliberada de
eliminar a fé judaica. Tornou-se em crime passível de pena da morte o guardar o
sábado ou possuir um exemplar da Lei. Contaminou o grande altar dos holocaustos
oferecendo sobre ele carne de porco, e transformou os quartos dos átrios do
Templo em prostibulo públicos. O templo, está escrito, , encheu-se de
dissolução e orgias. Kõmos expressa um excesso sensual no prazer físico e
sexual que é ofensivo a DEUS e aos homens igualmente. É bem possível que a
melhor tradução da palavra seja a de J. W. C. Wand, quando a interpreta por “
devassidão.” Estas duas palavras, “bebedices” e “ orgias” , descrevem o prazer
que se tornou em devassidão. Ha uma só maneira para o cristão evitar todos os
prazeres deste tipo. E simplesmente lembrando-se de que esta perpetuamente na
presença de JESUS CRISTO, e, portanto, procurando, a cada passo, fazer que a
vida, nos seus trabalhos e nos seus prazeres, seja digna de ser vista por JESUS
CRISTO.
BEBIDA FORTE -
Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia
Várias palavras
hebraicas e gregas precisam ser consideradas:
1- Uma palavra
hebraica indica o suco fermentado da uva, sendo geralmente traduzida por
«vinho». Essa palavra é usada por cento e quarenta e uma vezes no Antigo
Testamento, com cognatos nas línguas dos povos que viviam ao redor da
Palestina, embora talvez não de origem semita. O seu equivalente grego
é otnos, «vinho». (Ver Gên. 9:21; Êxo. 29:40; Núm. 6:3; Zac. 10:7,
etc.).
2- Uma outra
palavra hebraica é usada por trinta e oito vezes no Antigo Testamento, também
traduzida por «vinho» ou «vinho novo», esta última sendo a sua verdadeira
tradução. As alusões da palavra indicam que essa bebida era tóxica quando
ingerida em grande quantidade. Oséias 4:11 diz que tanto o «vinho» quanto o
«mosto» (outra tradução para essa palavra) «tiram entendimento» (cf. Juí. 9:13;
Atos 2:13). A LXX também traduziu essa palavra por oinos.
3- Outra
palavra hebraica deriva-se de uma raiz que significa «fermentar». Essa é a
forma poética para indicar «vinho», no hebraico (ver Deu. 32:14), aparecendo
também como seu cognato aramaico (ver Esd. 6:9; 7:22; Dan. 5:1,2,4,23).
4- Um sinônimo
poético da segunda dessas palavras deriva-se da raiz que significa «esmagar». Ê
usado apenas por cinco vezes na Bíblia, em Can. 8:2; Isa. 49:26; Joel 1:5; 3:18
e Amós 9:13).
5- Uma quinta
palavra hebraica usualmente é traduzida por «bebida forte», proveniente de uma
raiz que significa «ficar embriagado». Essa palavra era usada para denotar
qualquer bebida alcoólica feita de fruto ou cereal, embora originalmente
incluísse o vinho(ver Núm. 28:7; cf. 28:14). Em Isaías 5:11, essa palavra é
usada como paralelo da primeira delas, como alusão a bebidas alcoólicas em
geral. Mas nossa versão portuguesa, nesse versículo, só faz alusão ao vinho.
Com o tempo, essa quinta palavra veio a indicar somente bebidas intoxicantes
não feitas com base na uva. Sacerdotes e nazireus não podiam consumir vinho e
bebida forte (ver Lev. 10:9; Núm. 6:3; cf. Juí. 13:4,7,14; e Luc. 1:15,
«ofno» kai síkera»). Em Pro. 20:1, lê-se que o vinho é «escarnecedor»
e que a bebida forte é «alvoroçadora» (cf. Pro. 31:4,6). Quando Eli acusou Ana
de estar embriagada, ela retrucou: «Não bebi nem vinho nem bebida forte; porém
venho derramar a minha alma perante o Senhor» (I Sam. 1:15).
Vinho
misturado. No período do Antigo Testamento, o vinho era tomado puro porque
diluí-lo com água era considerado indesejável. O vinho diluído com água
tomou-se símbolo de adultério espiritual (ver Isa. 1:22). Nos tempos romanos
algumas vezes o vinho era misturado com água, porque alguns criam que isso
melhorava a qualidade do vinho (ver II Macabeus 15:39). O vinho vermelho
geralmente era considerado melhor e mais forte que o vinho branco (ver Sal.
75:8;
Pro. 23:31). Os
vinhos do Líbano (ver Osé. 14:7) e os de Hebrom (ver Eze. 27:18) provavelmente
eram vinhos brancos. As vinhas de Hebrom eram famosas por seus imensos cachos
de uvas (ver Núm. 13:23). Samaria era um centro de viticultura (ver Jer. 31:5;
Miq. 1:6), e os efraimitas tinham a má reputação de serem grandes bebedores de
vinhos (ver Isa. 28:1).
Também há
menção ao «vinho aromático», em Can. 8:2. Eram vinhos preparados com diferentes
espécies de ervas, seguindo o costume de povos não ‘israelitas do Oriente
Próximo, e muito mais embriagadores que o vinho regular. Esse fato fazia esse
tipo de vinho muito popular nos banquetes e ocasiões festivas (ver Pro. 9:2,5).
A Bíblia proíbe claramente o uso desse tipo de bebida alcoólica (ver Pro.
23:29,30; em português, «bebida misturada»).
Quando o vinho
era misturado com mirra, era usado como um anestésico. Foi esse tipo de bebida
que ofereceram a JESUS, quando de Sua crucificação (ver Mat. 27:34; Mar.
15:23). Os rabinos, em seus escritos, referem-se a várias misturas de vinhos.
Havia uma mistura de vinho velho com água cristalina e bálsamo, usada
especialmente após o banho. Havia também um vinho de uvas passas e um vinho
misturado com um molho de azeite e (garum?). Uma mistura popular era a de vinho
com mel e pimenta. E havia muitas outras formas de mistura com vinho. Um bom
vinagre era feito misturando-se cevada ao vinho.
Atitude da
Bíblia para com o uso do vinho. A atitude refletida por toda a Bíblia,
quanto ao uso do vinho como uma bebida, é muito bem expressa por Ben Siraque:
«O vinho bebido com moderação e no tempo certo produz alegria no coração e
ânimo mental» (Eclesiástico 31:28,29). Todos os israelitas consumiam
regularmente o vinho, exceto - no caso dos sacerdotes que ministravam no
santuário, os nazireus e os recabitas. Mas a Bíblia constantemente denuncia a
incontinência no uso do vinho, pois o excesso era considerado
pecaminoso (ver Prov. 20:1; 23:29-35; Isa. 5:11,22; 28:7,8; Osé. 4:11). Paulo
recomendava moderação no uso do vinho (ver I Cor. 8:7-13 e Rom. 14:13-21).
Todavia, o
vinho também é elogiado na Bíblia. Ver Juízes 9:13: «Deixaria eu o meu vinho,
que agrada a DEUS e aos homens...?» (Cf. Sal. 104:15; EcL
10:19). Metaforicamente, o vinho representa a essência da bondade.
Algumas vezes os israelitas acompanhavam com cânticos a ingestão de vinho (ver
Isa. 24:9). A boa esposa é comparada a uma «videira frutífera» (Sal. 128:3).
Israel é comparada a uma vinha que DEUS trouxe do Egito e plantou na terra
prometida, onde «deitou profundas raízes e encheu a terra» (Sal. 80:8-11). A
prosperidade algumas vezes é simbolizada pela abundância de vinho, como quando
Jacó abençoou a Judá (ver Gên. 49:11). Os tempos de paz e de prosperidade são
descritos como segue, em I Reis 4:25: «Judá e Israel habitavam confiados, cada
um debaixo da sua videira, e debaixo da sua figueira...» Isaías utiliza-se do
vinho como figura das bênçãos espirituais (ver Isa. 55:1,2).
Ao que tudo
indica na Bíblia, o uso moderado de vinho não é repreensível (ver Est. 1:10;
Sal. 104:15; Ecl. 10:19; Zac. 10:7). As referências bíblicas ao vinho mostram
que a ingestão dessa bebida fazia parte da dieta regular dos israelitas (ver
Gên. 14:18; Juí. 19:19; I Sam. 16:20; II Crô. 11:11). Se a mera ingestão de
vinho fosse pecaminosa, JESUS não teria transformado água em vinho no casamento
em Caná da Galiléia (ver João 2:1-11), e nem Paulo teria recomendado a Timóteo:
«Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu
estômago e das tuas freqüentes enfermidades» (I Tim. 5:23). O que as Escrituras
condenam não é o uso e- sim, o abuso de bebidas alcoólicas. «E não
vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do ESPÍRITO»
(Efé. 5:18). Os crentes não devem assemelhar-se aos incrédulos, muitos dos
quais tornam-se viciados no alcoolismo, como em vários outros vícios (ver I
Ped. 4:3). Por isso mesmo, os líderes cristãos são exortados à temperança (ver
I Tim. 3,3,8). Há somente uma ocasião em que Paulo veda totalmente o uso do
vinho ao crente, isto é, se chegar a ser pedra de tropeço a algum irmão (ver
Rom. 14:21).
A viticultura
na Palestina. A produção de vinhos», era importante no Oriente Próximo,
sendo descrita na Bíblia com muitas referências. (Ver Gên. 40:11; Deu. 18:4;
Jos. 9:4; I Cro. 27:27; Eze. 17:5-10). A viticultura era considerada tão
importante em Israel que os proprietários de vinhas eram isentos do serviço
militar, no tempo da colheita da uva, no mês de setembro (Jer. 25:30; 48:33). A
vindima, ou colheita da uva, é referida em conexão com a festa dos tabernáculos
(ver Deu. 16:13). Os pobres podiam ficar com as uvas que caíssem ao chão, como
também podiam fazê-lo com todas as outras colheitas. No ano sabático, as vinhas
não recebiam cultivo, tal qual sucedia a qualquer outro tipo de plantação. O
vinho, enquanto fermentava, era sujeito a muitos cuidados. Um deles consistia
em derramar o vinho de um receptáculo para outro, para evitar qualquer
engrossamento indesejável. Jeremias 48:11 faz alusão a esse costume. Uma vez
que o vinho estivesse refinado e pronto para ser guardado por longos períodos,
era colocado em jarras forradas com betume, postas então em «adegas» (ver I
Crô. 27:27). Vinho não-fermentado, ou suco de uva, na opinião de alguns
especialistas no assunto, era impossível de ser guardado por qualquer período
de tempo, na Palestina antiga. Portanto, o vinho referido no Antigo e no Novo
Testamentos tinha certa dosagem alcoólica. A preservação do suco de uva é um
processo moderno.
Usos do vinho
no mundo bíblico. Por todo o Oriente Médio e Próximo o vinho era usado nas
libações aos deuses pagãos. Os hebreus foram constantemente advertidos pelos
profetas de DEUS a não se deixarem envolver nesses sacrifícios (ver Deu.
32:37,38; Isa. 57:6; 65:11; Jer. 7:18; 19:13). As libações que faziam parte dos
sacrifícios levíticos eram de vinho (ver Êxo. 29:40; Lev. 23:13; Núm. 15:7,10;
28:14). Os adoradores, quando ofereciam sacrifícios, geralmente levavam vinho,
entre outros requisitos, (ver I Sam. 1:24; 10:3,8). Havia certo suprimento de
vinho guardado no templo, para propósitos de sacrifícios (ver I Crô. 9:29).
Além disso, o
vinho era usado como medicamento, para revivificar os que desmaiassem (ver II
Sam. 16:2), ou como sedativo, «aos amargurados de espírito» (Pro. 31:6). Os
rabinos tinham um ditado que dizia: «O vinho é o melhor dos medicamentos;
quando falta o vinho, tornam-se necessárias as drogas». O vinho era até mesmo
derramado sobre os ferimentos, como se vê no caso do homem vitimado pelos
assaltantes, em Lucas 10:34. Finalmente, o vinho era um importante artigo
comercial e era doado como presente. Davi recebeu de Abigail «dois odres de
vinho» (I Sam. 25:18), e Ziba lhe deu «um odre de vinho» (II Sam. 16:1). Quando
Salomão edificou o templo de Jerusalém, pagou a Hirão, entre outras coisas,
«vinte mil batos de vinho» (II Crô. 2:10), pela madeira do Líbano e pela ajuda
dos operários de Hirão.
Nos tempos
modernos, a viticultura tem-se tomado a mais importante atividade agrícola em
Israel. (I ID LAN UN)
BEBIDA FORTE -
Wycliffe Bible Dictionary - As bebidas alcoólicas, na época da Bíblia,
eram feitas de romã, uva, cevada, tâmara, e passas. A expressão “bebida forte”
provavelmente referia-se a um tipo de cerveja de cevada forte, conhecida por
descobertas arqueológicas como muito popular entre os egípcios e os filisteus.
A expressão bebida forte (heb. shekar, acádio, sikaru) refere-se a uma bebida
que intoxica. Na Palestina, o vinho era quase sempre um suco de uva fermentado.
A Escritura é
enfática em sua denúncia contra as bebidas fortes. Arão e seus filhos não
deveriam beber vinho e nenhuma bebida forte quando ministravam no Tabernáculo
(Lv 10.9). Esta determinação aplicava-se também aos seus descendentes. Através
de Isaías, DEUS pronunciou a desgraça sobre aqueles que bebiam o dia todo (Is
5.11), e sobre as autoridades que bebiam, porque isto debilitava a sua
capacidade de julgamento (Is 5.22-23). Os sacerdotes e profetas “erram por
causa do vinho e com a bebida forte desencaminham-se” (Is 28.7). A bebida forte
é a causa da pobreza (Pv 21.17-20) e de muito sofrimento e devassidão (Pv
23.29-35). Compare também Lucas 1.15: “Não beberá vinho, nem bebida forte”
(sikera).
Em dias de
alcoolismo crescente a advertência de Provérbios 20.1 precisa ser divulgada. “O
vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; e todo aquele que neles
errar nunca será sábio”.
Veja Bebida,
Bêbado; Embriaguez; Vinho. R. H. B.
GLUTONARIA -
Wycliffe Bible Dictionary - Abuso ao comer ou beber que causa
desregramento, intoxicação ou uma terrível dor de cabeça ou ressaca (Lc 21.34).
O VINHO NOS
TEMPOS DO NOVO TESTAMENTO (1) - BEP - CPAD
Lc
7.33,34 “Porque veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e
dizeis: Tem demônio. Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí
um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores.”
VINHO:
FERMENTADO OU NÃO FERMENTADO? Segue-se um exame da palavra bíblica mais
comumente usada para vinho. A palavra grega para “vinho”, em Lc 7.33, é
oinos. Oinos pode referir-se a dois tipos bem diferentes de suco de uva: (1)
suco não fermentado, e (2) vinho fermentado ou embriagante. Esta definição
apoia-se nos dados abaixo.
1- A palavra
grega oinos era usada pelos autores seculares e religiosos, antes da era cristã
e nos tempos da igreja primitiva, em referência ao suco fresco da uva (ver
Aristóteles, Meteorológica, 387.b.9-13). (a) Anacreontes (c. de 500 a.C.)
escreve: “Esprema a uva, deixe sair o vinho [oinos]” (Ode 5). (b) Nicandro
(século II a.C.) escreve a respeito de espremer uvas e chama de oinos o suco
daí produzido (Georgica, fragmento 86). (c) Papias (60-130 d.C.), um dos pais
da igreja primitiva, menciona que quando as uvas são espremidas produzem
“jarros de vinho [oinos]” (citado por Ireneu, Contra as
Heresias, 5.33.3-4). (d) Uma carta em grego escrita em papiro (P. Oxy.
729; 137
2- C.), fala de
“vinho [oinos] fresco, do tanque de espremer” (ver Moulton e Milligan, The
Vocabulary of the Greek Testament, p. 10). (e) Ateneu (200 d.C.) fala de um
“vinho [oinos] doce”, que “não deixa pesada a cabeça” (Ateneu, Banquete, 1.54).
Noutro lugar, escreve a respeito de um homem que colhia uvas “acima e abaixo,
pegando vinho [oinos] no campo” (1.54). Para considerações mais pormenorizadas
sobre o uso de oinos pelos escritores antigos, ver Robert P. Teachout: “O
Emprego da Palavra ‘Vinho’ no Antigo Testamento”. (Dissertação de Th.D. no
Seminário Teológico de Dallas, 1979).
3- Os eruditos
judeus que traduziram o AT do hebraico para o grego c. de 200 a.C. empregaram a
palavra oinos para traduzir várias palavras hebraicas que significam vinho (ver
o estudo VINHO NOS TEMPOS DO ANTIGO TESTAMENTO). Noutras palavras, os escritores
do NT entendiam que oinos pode referir-se ao suco de uva, com ou sem
fermentação.
Quanto a
literatura grega secular e religiosa, um exame de trechos do NT também revela
que oinos pode significar vinho fermentado, ou não fermentado. Em Ef
5.18, o mandamento: “não vos embriagueis com vinho [oinos]” refere-se ao
vinho alcoólico. Por outro lado, em Ap 19.15 CRISTO é descrito pisando o
lagar. O texto grego diz: “Ele pisa o lagar do vinho [oinos]”; o oinos que sai
do lagar é suco de uva (ver Is 16.10 .; Jr 48.32,33 .). Em Ap
6.6, oinos refere-se às uvas da videira como uma safra que não deve ser
destruída. Logo, para os crentes dos tempos do NT, “vinho” (oinos) era uma
palavra genérica que podia ser usada para duas bebidas distintivamente
diferentes, extraídas da uva: o vinho fermentado e o não fermentado.
4- Finalmente,
os escritores romanos antigos explicam com detalhes vários processos usados
para tratar o suco de uva recém-espremido, especialmente as maneiras de evitar
sua fermentação. (a) Columela (Da 5- 5- Agricultura, 12.29), sabendo que o
suco de uva não fermenta quando mantido frio (abaixo de 10 graus C.) e livre de
oxigênio, escreve da seguinte maneira: “Para que o suco de uva sempre permaneça
tão doce como quando produzido, siga estas instruções: Depois de aplicar a
prensa às uvas, separe o mosto mais novo [i.e., suco fresco], coloque-o num
vasilhame (amphora) novo, tampe-o bem e revista-o muito cuidadosamente com
piche para não deixar a mínima gota de água entrar; em seguida, mergulhe-o numa
cisterna ou tanque de água fria, e não deixe nenhuma parte da ânfora ficar
acima da superfície. Tire a ânfora depois de quarenta dias. O suco permanecerá
doce durante um ano” (ver também Columela: Agricultura e Arvores; Catão: Da
Agricultura). O escritor romano Plínio (século I d.C.) escreve: “Tão logo tiram
o mosto [suco de uva] do lagar, colocam-no em tonéis, deixam estes submersos na
água até passar a primeira metade do inverno, quando o tempo frio se instala”
(Plínio, História Natural, 14.11.83). Este método deve ter funcionado bem na
terra de Israel (ver Dt 8.7; 11.11,12; Sl 65.9-13). (b) Outro método de
impedir a fermentação das uvas é fervê-las e fazer um xarope (para mais
detalhes, ver o estudo O VINHO NOS TEMPOS DO NOVO TESTAMENTO (2)).
Historiadores antigos chamavam esse produto de “vinho” (oinos). O Cônego Farrar
(Smith’s Bible Dictionary, p. 747) declara que “os vinhos se assemelhavam mais
a xarope; muitos deles não eram embriagantes”. Ainda, O Novo Dicionário da
Bíblia , observa que “sempre havia meios de conservar doce o vinho durante o
ano inteiro”.
O USO DO VINHO
NA CEIA DO SENHOR. JESUS usou uma bebida fermentada ou não fermentada de uvas,
ao instituir a Ceia do Senhor (Mt 26.26-29; Mc 14.22-25; Lc 22.17-20; 1Co
11.23-26)? Os dados abaixo levam à conclusão de que JESUS e seus discípulos
beberam no dito ato suco de uva não fermentado.
1- Nem Lucas
nem qualquer outro escritor bíblico emprega a palavra “vinho” (gr. oinos) no
tocante à Ceia do Senhor. Os escritores dos três primeiros Evangelhos empregam
a expressão “fruto da vide” (Mt 26.29; Mc 14.25; Lc 22.18). O vinho não
fermentado é o único “fruto da vide” verdadeiramente natural, contendo
aproximadamente 20% de açúcar e nenhum álcool. A fermentação destrói boa parte
do açúcar e altera aquilo que a videira produz. O vinho fermentado não é
produzido pela videira.
2- JESUS
instituiu a Ceia do Senhor quando Ele e seus discípulos estavam celebrando a
Páscoa. A lei da Páscoa em Êx 12.14-20 proibia, durante a semana daquele
evento, a presença de seor (Êx 12.15), palavra hebraica para fermento ou
qualquer agente fermentador. Seor, no mundo antigo, era frequentemente obtido
da espuma espessa da superfície do vinho quando em fermentação. Além disso,
todo o hametz (i.e., qualquer coisa fermentada) era proibido (Êx 12.19;
13.7). DEUS dera essas leis porque a fermentação simbolizava a corrupção e o
pecado (cf. Mt 16.6,12; 1Co 5.7,8). JESUS, o Filho de DEUS, cumpriu a lei em
todas as suas exigências (Mt 5.17). Logo, teria cumprido a lei de DEUS
para a Páscoa, e não teria usado vinho fermentado.
3- Um intenso
debate perpassa os séculos entre os rabinos e estudiosos judaicos sobre a
proibição ou não dos derivados fermentados da videira durante a Páscoa. Aqueles
que sustentam uma interpretação mais rigorosa e literal das Escrituras
hebraicas, especialmente Êx 13.7, declaram que nenhum vinho fermentado
devia ser usado nessa ocasião.
4- Certos
documentos judaicos afirmam que o uso do vinho não fermentado na Páscoa era
comum nos tempos do NT. Por exemplo: “Segundo os Evangelhos Sinóticos, parece
que no entardecer da quinta-feira da última semana de vida aqui, JESUS entrou
com seus discípulos em Jerusalém, para com eles comer a Páscoa na cidade santa;
neste caso, o pão e o vinho do culto de Santa Ceia instituído naquela ocasião
por 5- Ele, como memorial, seria o pão asmo e o vinho não fermentado do culto
Seder” (ver “JESUS”. The Jewish Encyclopaedia, edição de 1904. V.165).
5- No AT,
bebidas fermentadas nunca deviam ser usadas na casa de DEUS, e um sacerdote não
podia chegar-se a DEUS em adoração se tomasse bebida embriagante (Lv
10.9 .). JESUS CRISTO foi o Sumo Sacerdote de DEUS do novo concerto, e
chegou-se a DEUS em favor do seu povo (Hb 3.1; 5.1-10).
6- O valor de
um símbolo se determina pela sua capacidade de conceituar a realidade
espiritual. Logo, assim como o pão representava o corpo puro de CRISTO e tinha
que ser pão asmo (i.e., sem a corrupção da fermentação), o fruto da vide,
representando o sangue incorruptível de CRISTO, seria mais bem representado por
suco de uva não fermentado (cf. 1Pe 1.18,19). Uma vez que as Escrituras
declaram explicitamente que o corpo e sangue de CRISTO não experimentaram
corrupção (Sl 16.10; At 2.27; 13.37), esses dois elementos são corretamente
simbolizados por aquilo que não é corrompido nem fermentado.
7- Paulo
determinou que os coríntios tirassem dentre eles o fermento espiritual, i.e., o
agente fermentador “da maldade e da malícia”, porque CRISTO é a nossa
Páscoa (1Co 5.6-8). Seria contraditório usar na Ceia do Senhor um símbolo
da maldade, i.e., algo contendo levedura ou fermento, se considerarmos os
objetivos dessa ordenança do Senhor, bem como as exigências bíblicas para dela
participarmos.
O VINHO NOS
TEMPOS DO NOVO TESTAMENTO (2) - BEP -
CPAD
Jo
2.11 “JESUS principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia e
manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele. ”
Conjuntamente
com este estudo, o leitor deve ler O VINHO NOS TEMPOS DO NOVO TESTAMENTO (1).
O VINHO:
MISTURADO OU INTEGRAL? Os dados históricos sobre o preparo e uso do vinho pelos
judeus e por outras nações no mundo bíblico mostram que o vinho era: (a)
frequentemente não fermentado; e (b) em geral misturado com água. O estudo
anterior O VINHO NOS TEMPOS DO NOVO TESTAMENTO, aborda um dos processos
usados para manter o suco da uva fresco em estado doce e sem fermentação. O
presente estudo menciona dois outros processos de preparação da uva para
posteriormente ser misturada com água.
1- Um dos
métodos era desidratar as uvas, borrifá-las com azeite para mantê-las úmidas e
guardá-las em jarras de cerâmica (Enciclopédia Bíblica Ilustrada de Zondervan,
V. 882; ver também Columella, Sobre a Agricultura 12.44.1-8). Em qualquer
ocasião, podia-se fazer uma bebida muito doce de uvas assim conservadas.
Punha-se lhes água e deixava-as de molho ou na fervura. Políbio afirmou que as
mulheres romanas podiam beber desse tipo de refresco de uva, mas que eram
proibidas de beber vinho fermentado (ver Políbio, Fragmentos, 6.4; cf. Plínio,
História Natural, 14.11.81).
2- Outro método
era ferver suco de uva fresco até se tornar em pasta ou xarope grosso (mel de
uvas); este processo deixava-o em condições de ser armazenado, ficando isento
de qualquer propriedade inebriante por causa da alta concentração de açúcar, e
conservava a sua doçura (ver Columella, Sobre a Agricultura, 12.19.1-6; 20.1-8;
Plínio, História Natural, 14.11.80). Essa pasta ficava armazenada em jarras
grandes ou odres. Podia ser usada como geleia para passar no pão, ou dissolvida
em água para voltar ao estado de suco de uva (Enciclopédia Bíblica Ilustrada,
de Zondervan, V. 882-884). É provável que a uva fosse muito cultivada para
produção de açúcar. O suco extraído no lagar era engrossado pela fervura até
tornar-se em líquido conhecido como “mel de uvas” (Enciclopédia Geral
Internacional da Bíblia, V. 3050). Referências ao mel na Bíblia frequentemente
indicam o mel de uva (chamado debash pelos judeus), em vez do mel de abelha.
3- A água,
portanto, pode ser adicionada a uvas desidratadas, ao xarope de uvas e ao vinho
fermentado. Autores gregos e romanos citavam várias proporções de mistura
adotadas. Homero (Odisséia, IX 208ss.) menciona uma proporção de vinte partes
de água para uma parte de vinho. Plutarco (Symposíacas, IlI.ix) declara:
“Chamamos vinho diluído, embora o maior componente seja a água”. Plínio
(História Natural, XIV.6.54) menciona uma proporção de oito partes de água para
uma de vinho.
4- Entre os
judeus dos tempos bíblicos, os costumes sociais e religiosos não permitiam o
uso de vinho puro, fermentado ou não. O Talmude (uma obra judaica que trata das
tradições do judaísmo entre 200 a.C. e 200 d.C.) fala, em vários trechos, da
mistura de água com vinho (e.g., Shabbath 77a; Pesahim 1086). Certos rabinos
insistiam que, se o vinho fermentado não fosse misturado com três partes de
água, não podia ser abençoado e contaminaria quem o bebesse. Outros rabinos
exigiam dez partes de água no vinho fermentado para poder ser consumido.
5- Um texto
interessante temos no livro de Apocalipse, quando um anjo, falando do “vinho da
ira de DEUS”, declara que ele será “não misturado”, i.e., totalmente puro (Ap
14.10). Foi assim expresso porque os leitores da época entendiam que as bebidas
derivadas de uvas eram misturadas com água (ver Jo 2.3 .).
6- Em resumo, o
tipo de vinho usado pelos judeus nos dias da Bíblia não era idêntico ao de
hoje. Tratava-se de (a) suco de uva recém-espremido; (b) suco de uva assim
conservado; (c) suco obtido de uva tipo passas; (d) vinho de uva feito do seu
xarope, misturado com água; e (e) vinho velho, fermentado ou não, diluído em
água, numa proporção de até 20 para 1. Se o vinho fermentado fosse servido não
diluído, isso era considerado indelicadeza, contaminação e não podia ser
abençoado pelos rabinos. À luz desses fatos, é ilícita a prática corrente de
ingestão de bebidas alcoólicas com base no uso do “vinho” pelos judeus dos
tempos bíblicos. Além disso, os cristãos dos dias bíblicos eram mais cautelosos
do que os judeus quanto ao uso do vinho (ver Rm 14.21 .; 1Ts 5.6 .;
1Tm 3.3 .; Tt 2.2 .).
A GLÓRIA DE
JESUS MANIFESTA ATRAVÉS DO VINHO. Em Jo 2, vemos que JESUS
transformou água em “vinho” nas bodas de Caná. Que tipo de vinho era esse?
Conforme já vimos, podia ser fermentado ou não, concentrado ou diluído. A
resposta deve ser determinada pelos fatos contextuais e pela probabilidade
moral. A posição desta Bíblia de Estudo é que JESUS fez vinho (oinos) suco de
uva integral e sem fermentação. Os dados que se seguem apresentam fortes razões
para rejeição da opinião de que JESUS fez vinho embriagante.
1- O objetivo
primordial desse milagre foi manifestar a sua glória (2.11), de modo a
despertar fé pessoal e a confiança em JESUS como o Filho de DEUS, santo e
justo, que veio salvar o seu povo do pecado (2.11; cf. Mt 1.21). Sugerir
que CRISTO manifestou a sua divindade como o Filho Unigênito do
Pai (1.14), mediante a criação milagrosa de inúmeros litros de vinho
embriagante para uma festa de bebedeiras (2.10 .; onde subentende-se que os
convidados já tinham bebido muito), e que tal milagre era extremamente importante
para sua missão messiânica, requer um grau de desrespeito, e poucos se
atreveriam a tanto. Será, porém, um testemunho da honra de DEUS, e da honra e
glória de CRISTO, crer que Ele criou sobrenaturalmente o mesmo suco de uva que
DEUS produz anualmente através da ordem natural criada (ver 2.3 .). Portanto,
esse milagre destaca a soberania de DEUS no mundo natural, tornando-se um
símbolo de CRISTO para transformar espiritualmente pecadores em filhos de DEUS
(3.1-15). Devido a esse milagre, vemos a glória de CRISTO “como a glória do
Unigênito do Pai” (1.14; cf. 2.11).
2- Contraria a
revelação bíblica quanto a perfeita obediência de CRISTO a seu Pai celestial
(cf. 4.34; Fp 2.8,9) supor que Ele desobedeceu ao mandamento moral do Pai: “Não
olhes para o vinho, quando se mostra vermelho... e se escoa suavemente”, i.e.,
quando é fermentado (Pv 23.31). CRISTO por certo sancionou os textos
bíblicos que condenam o vinho embriagante como escarnecedor e alvoroçador (Pv
20.1), bem como as palavras de Hc 2.15: “Ai daquele que dá de beber ao seu
companheiro!... e o embebedas” (cf. Lv 10.8-11; Pv 31.4-7; Is 28.7; Rm
14.21).
3- Note, ainda,
o seguinte testemunho da medicina moderna. (a) Os maiores médicos especialistas
atuais em defeitos congênitos citam evidências comprovadas de que o consumo
moderado de álcool danifica o sistema reprodutivo das mulheres jovens,
provocando abortos e nascimentos de bebês com defeitos mentais e físicos
incuráveis. Autoridades mundialmente conhecidas em embriologia precoce afirmam
que as mulheres que bebem até mesmo quantidades moderadas de álcool, próximo ao
tempo da concepção (c. 48 horas), podem lesar os cromossomos de um óvulo em
fase de liberação, e daí causar sérios distúrbios no desenvolvimento mental e
físico do nenê. (b) Seria teologicamente absurdo afirmar que JESUS haja servido
bebidas alcoólicas, contribuindo para o seu uso. Afirmar que Ele não sabia dos
terríveis efeitos em potencial que as bebidas inebriantes têm sobre os
nascituros é questionar sua divindade, sabedoria e discernimento entre o bem e
o mal. Afirmar que Ele sabia dos danos em potencial e dos resultados
deformadores do álcool, e que, mesmo assim, promoveu e fomentou seu uso, é
lançar dúvidas sobre a sua bondade, compaixão e seu amor.
A única
conclusão racional, bíblica e teológica acertada é que o vinho que CRISTO fez
nas bodas, a fim de manifestar a sua glória, foi o suco puro e doce de uva, e
não fermentado.
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Revista do 1º
Trimestre de 2005 - Título: O Fruto do ESPÍRITO — A plenitude
de CRISTO na vida do crente - Comentarista: Pr. Antonio Gilberto
Temperança é
domínio-próprio em ação! O temperante segundo Tito 1.8 é aquele que exerce
autocontrole sobre as paixões ou desejos desregrados da alma. Na criação, DEUS
dotou o homem de certas faculdades naturais necessárias à sobrevivência:
alimentar-se, preservar-se, reproduzir-se, dominar sobre a criação e adquirir
bens. No entanto, com a entrada do pecado, essas aptidões inatas foram
contaminadas pelo pecado. A partir de então, surgiram a glutonaria, o suicídio,
a prostituição, a servidão, a ganância, a cobiça etc. Esses últimos
manifestam-se muitas vezes de modo incontido, aprisionando a pessoa aos vícios
e ao desejo irrefreável de cometer tais pecados — a Bíblia os chama de
“concupiscências da carne”. O desejo refreado, por exemplo, é contemplado por Tito
(1.8) no termo traduzido por “moderado”. Este termo, no original (sophroneo),
significa literalmente “são de cérebro” ou “mente sóbria” e se refere à
prudência e ao autocontrole proveniente de uma reflexão. O moderado, dentro
deste contexto, é alguém que não se deixa dominar pela ansiedade, pelo
contrário, exerce controle sobre ela, pois pondera seus atos e suas respectivas
consequências de acordo com a Palavra de DEUS.
Temperança
em diversas áreas da vida:
INTRODUÇÃO
Nesta
lição, analisaremos o fruto do ESPÍRITO quanto a sua “fatia” da disciplina — a
temperança. O crente, que permite ao ESPÍRITO SANTO torná-lo segundo a imagem
de JESUS, desenvolverá esta virtude em todas as áreas da vida (2Co 3.18).
Você precisa de
mais disciplina e ordem em sua vida, sem reclamação? O fruto da temperança ou
autocontrole — não simplesmente o natural ou advindo de cursos, mas do ESPÍRITO
— é a resposta.
I. O QUE É
TEMPERANÇA
DEUS anela que
o crente tenha domínio próprio, pois este fruto capacita o crente a renunciar a
impiedade e as concupiscências mundanas (Tt 2.11,12). O fruto da temperança
abrange a renúncia aos desejos ou prazeres pecaminosos.
1. Definição
bíblica. A palavra original traduzida por “temperança” aparece somente em três
passagens do NT: Gl 5.22, At 24.25 e 2Pe 1.6. Em Gálatas 5.22, é usada para
designar a última seção do fruto nônuplo do ESPÍRITO. Em Atos 24.25, Paulo
empregou o termo ao discorrer com Félix acerca “da justiça, e da temperança, e
do juízo vindouro”. Em 2 Pedro 1.5,6, a palavra é incluída na lista das
qualidades que todo cristão deve desenvolver: “Acrescentai à vossa fé a
virtude, e à virtude, a ciência, e à ciência, a temperança, e à temperança, a
paciência, e à paciência, a piedade”.
2. Temperança
como fruto do ESPÍRITO é autodisciplina. A ideia principal de “temperança” é
força, poder ou domínio sobre o ego, inclusive petulância, arrogância,
brutalidade e vanglória. É o controle de si mesmo sob a orientação do ESPÍRITO
SANTO.
Em 1 Coríntios
9.25, a temperança é empregada em alusão ao treinamento e disciplina rígidos de
corredores gregos em seu esforço para conquistar o prêmio. Paulo frequentemente
faz uso das analogias do atleta e do soldado em seus escritos. “Correi de tal maneira
que alcanceis [o prêmio]. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim
combato, não como batendo no ar. Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à
servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a
ficar reprovado” (1Co 9.24,26,27). Aqui, não se trata de ascetismo pagão e
idólatra, nem de autoflagelação religiosa, mas de manter o nosso inteiro ser em
sujeição por amor a CRISTO.
3. Domínio
sobre os desejos sexuais. A palavra temperança também é usada em referência ao
domínio do cristão sobre os desejos sexuais: “Mas, se [os solteiros] não podem
conter-se, casem-se. Porque é melhor casar-se do que abrasar-se” (1Co 7.9).
II. O SEGREDO
DA TEMPERANÇA
A falta de
temperança leva a pessoa a cometer excessos ao dar vazão aos desejos
pecaminosos da carne. O melhor antídoto contra isso é estar cheio do ESPÍRITO
SANTO, porque desta maneira estaremos sob o seu controle. Ele nos ajuda a
dominar nossas fraquezas, e submetermo-nos à sua vontade. Ver Rm 8.5-9 e Jo
3.6.
Sem o auxílio
do ESPÍRITO de DEUS, nossas inclinações naturais cedem facilmente aos desejos
pecaminosos. Todavia, ao nascermos do ESPÍRITO, a nova natureza divina em nós
esforça-se por cumprir toda a sua vontade e agradá-lo.
III. UMA VIDA
EQUILIBRADA
1. O princípio
do equilíbrio é uma das leis naturais do universo. O controle perfeito que DEUS
exerce sobre a natureza é mencionado na Bíblia (Jó 37.14-16).
2. O propósito
divino é que os cristãos tenham uma vida equilibrada. Isto implica equilíbrio
espiritual, físico, mental e emocional. Por exemplo, o apóstolo Paulo escreveu
os capítulos 12, 13 e 14 de 1 Coríntios a fim de enfatizar o equilíbrio no
exercício dos dons espirituais, e a necessidade de estes estarem harmonizados
pelo amor. Na igreja de Corinto havia abuso no exercício dos dons espirituais,
enquanto, na de Tessalônica havia controle excessivo dos referidos dons, o que
também causava desequilíbrio. Estes crentes impediam a obra do ESPÍRITO e até
menosprezavam os dons, principalmente o mais notório, a profecia (1Ts 5.19,20).
3. Vida
equilibrada é viver com moderação. Isto significa que devemos evitar os
extremos de comportamento ou expressão, conservando os apropriados e justos
limites.
Obviamente há
coisas das quais o cristão tem de se privar totalmente (Gl 5.19-21; Rm 1.29-31;
Rm 3.12-18; Mc 7.22,23). Entretanto, DEUS criou muitas coisas boas para delas
desfrutarmos com prudência, sob a orientação do ESPÍRITO SANTO e da Palavra de
DEUS. Examinemos os ensinos bíblicos quanto à temperança em áreas específicas
de nossa vida.
a) Controle da
língua. A temperança começa com o controle da língua, e o apóstolo Tiago
informa-nos o quão difícil é realizá-lo (Tg 3.2). Se você não controla sua
língua, sua fala, sua conversa, não controla nada mais em sua vida. Se você
realmente deseja o fruto da temperança, peça ao ESPÍRITO SANTO para controlar
sua língua.
b) Moderação
nos hábitos cotidianos. Em 1 Coríntios 6.12-20, aprendemos a importância de
honrar a DEUS através do nosso corpo. Nesta passagem, trata-se não só a
respeito da imoralidade sexual, mas também sobre qualquer outra prática que
desonre o corpo e, consequentemente, desonre DEUS.
A glutonaria e
a bebedice são hábitos pecaminosos contra os quais somos advertidos na Bíblia
(Pv 23.20,21). Alguém que repreende outrem por alcoolismo e ao mesmo tempo come
de forma excessiva é incoerente. Esse tal prejudica-se igualmente, pecando
contra o corpo. Precisamos da ajuda do ESPÍRITO SANTO para educar nossos
hábitos alimentares.
c) Moderação no
uso do tempo. Provavelmente o maior exemplo bíblico de satisfação excessiva dos
próprios desejos é o rico insensato de Lc 12.15-21. JESUS destacou a
importância de usar nosso tempo com sabedoria em seu discurso em relação à
vigilância (Lc 12.35-48). O crente equilibrado o dividirá entre a família, o
trabalho, o estudo da Bíblia a Casa do Senhor, a oração, o descanso e o lazer.
O preguiçoso, ou o indivíduo que desperdiça tempo em atividades inúteis, não
tem domínio próprio (1Ts 5.6-8).
d) Autodomínio
da mente. No mundo de hoje, há muitas atrações e passatempos aparentemente
inofensivos com o objetivo de afastar-nos de nossas responsabilidades para com
DEUS. O que lemos, vimos, ou ouvimos causa impacto em nossa mente, por isso
precisamos da ajuda do ESPÍRITO SANTO a fim de conservá-la pura (Fp 4.8).
IV. UMA VIDA
SANTA
Acima de tudo,
DEUS deseja que sejamos santos! Esta ideia é enfatizada inúmeras vezes ao longo
da Bíblia: “Porque eu sou o SENHOR, que vos faço subir da terra do Egito, para
que eu seja vosso DEUS, e para que sejais santos; porque eu sou santo” (Lv
11.45). “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o
Senhor” (Hb 12.14).
O ESPÍRITO
SANTO trabalha em nosso interior, aperfeiçoando a santidade e tornando CRISTO
uma realidade em nossa vida. Ele quer produzir em nós o fruto espiritual da
temperança, e cria em nós o desejo de separação do mundo pecaminoso para viver
de modo agradável a DEUS (Rm 8.8-10).
CONCLUSÃO
O fruto da
temperança suscitado pelo ESPÍRITO SANTO opõe-se a todas as obras da natureza
pecaminosa carnal e humana. No momento em que somos salvos, o ESPÍRITO SANTO
passa a habitar em nós. A partir de então, não deveremos estar mais sob a
escravidão do pecado. Ao longo da vida terrena, precisamos exercer o governo
disciplinado sobre os desejos da carne. Esta (a natureza inatamente pecaminosa)
fará tudo para recuperar o seu domínio sobre nós. Busquemos todos, sempre, a
renovação espiritual e tenhamos uma vida inteiramente rendida a JESUS como
Senhor. Nessa dimensão espiritual nasce e cresce o fruto do ESPÍRITO.
VOCABULÁRIO
Antídoto:
Medicamento que reverte os efeitos do veneno; contraveneno; antitóxico.
Ascetismo:
Doutrina que considera a privação, a solidão e a autopunição como elementos
necessários à santidade.
Excessivo:
Exagerado; demasiado; desmedido.
Glutonaria:
Pecado que consiste na ingestão exagerada de alimentos.
OBRAS DA CARNE.
BEP - CPAD
“Carne” (gr.
sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no
cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl
5.17,21). Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de
DEUS (5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e
mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através do
poder do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.4-14; ver Gl 5.17). As obras da carne (5.19-21)
incluem:
(1)
“Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas. Isto
inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos (cf. Mt
5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos moichéia e pornéia são
traduzidos por um só em português: prostituição.
(2) “Impureza”
(gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive
maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).
(3) “Lascívia”
(gr. aselgeia), i.e., sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e
maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).
(4) “Idolatria”
(gr. eidololatria), i.e., a adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e a
confiança numa pessoa, instituição ou objeto como se tivesse autoridade igual
ou maior que DEUS e sua Palavra (Cl 3.5).
(5)
“Feitiçarias” (gr. pharmakeia), i.e., espiritismo, magia negra, adoração de
demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria (Êx
7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23).
(6)
“Inimizades” (gr. echthra), i.e., intenções e ações fortemente hostis;
antipatia e inimizade extremas.
(7) “Porfias”
(gr. eris), i.e., brigas, oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1Co 1.11;
3.3).
(8) “Emulações”
(gr. zelos), i.e., ressentimento, inveja amarga do sucesso dos outros (Rm
13.13; 1Co 3.3).
(9) “Iras” (gr.
thumos), i.e., ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações
violentas (Cl 3.8).
(10) “Pelejas”
(gr. eritheia), i.e., ambição egoísta e a cobiça do poder (2Co 12.20; Fp
1.16,17).
(11)
“Dissensões” (gr. dichostasia), i.e., introduzir ensinos cismáticos na
congregação sem qualquer respaldo na Palavra de DEUS (Rm 16.17).
(12) “Heresias”
(gr. hairesis), i.e., grupos divididos dentro da congregação, formando conluios
egoístas que destroem a unidade da igreja (1Co 11.19).
(13) “Invejas”
(gr. fthonos), i.e., antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo
que não temos e queremos.
(14)
“Homicídios” (gr. phonos), i.e., matar o próximo por perversidade. A tradução
do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na tradução de methe, a
seguir, por tratar-se de práticas conexas.
(15)
“Bebedices” (gr. methe), i.e., descontrole das faculdades físicas e mentais por
meio de bebida embriagante.
(16)
“Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de modo
extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.
As palavras
finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz
crente em JESUS e participa dessas atividades iníquas exclui-se do reino de
DEUS, i.e., não terá salvação (5.21; ver 1Co 6.9).
Qualidade ou
virtude de quem modera apetites e paixões.
Serve de freio
no momento da tentação quando nosso velho homem quer ceder à tentação, as
paixões a coisas ilícitas. (Tiago 1:12-16)-
O fruto do
ESPÍRITO nos dá o domínio para refrearmos a nossa inclinação carnal. A vontade
de DEUS pode as vezes significar que precisamos nos privar de algo, e o domínio
próprio aceita a privação. A vontade de DEUS é mais importante. (Mateus
10:37-39)
Quando o
ESPÍRITO flui no crente o domínio próprio, a carne, o mau humor ou as
concupiscências não determinam o que ele faz ou deixa de fazer, mas ele tem
vitória sobre todas estas coisas.
A última parte
do fruto (ou última qualidade do fruto, como queira) é a temperança, que
algumas versões colocam como "domínio próprio". O dicionário coloca
que temperança é "qualidade daquele que é moderado nas paixões, nos
apetites, etc.; comedimento, sobriedade", o que, é evidente, não cabe no
conceito bíblico de temperança. Mais uma vez devo lembrar que o entendimento
bíblico deve ser espiritual, e, portanto, de acordo com o ESPÍRITO de DEUS.
Temperança, em
linhas gerais, é o negar-se a si mesmo de que falou JESUS em Mateus 16:24;
Marcos 8:34 e Lucas 9:23.
Existem fatores
que conduzem o ser humano: o pensamento (entendimento, espírito) e o sentimento
(emoção, alma). Em outras palavras: as pessoas fazem o que acham certo ou o que
querem, desejam fazer. Não raro, ocorrem contradições entre os sentimentos e os
pensamentos: queremos fazer o que condenamos, o que achamos errado, reprovável;
ou não queremos fazer o que precisa ser feito.
DEUS precisa
dominar nossos pensamentos (espírito) e nossos sentimentos (alma). Enquanto
nossos pensamentos e nossos sentimentos forem carnais e vendidos sob a
escravidão do pecado (Rom.7), nossos atos também o serão. Enquanto não
chegarmos a estatura de varão perfeito, estaremos sujeitos a fazer o que é
errado, pensando que é o certo, e nos deixar dominar por emoções carnais, pelo
desejo lascivo, devasso, destrutivo.
Não digo que
devamos negar e reprimir todas as nossas emoções, sentimentos e desejos, mas
que isso deve acontecer para nossa alegria e alegria dos que vivem e convivem
conosco. Entregar-se às emoções que magoam, matam e destroem nos conduzirá para
as trevas e para a solidão.
Nossos
pensamentos vão se formando aos poucos, vão evoluindo, e se tornam como as
rochas que seguram as ondas do mar (e também precisam da santificação). Não são
as águas que seguram as rochas, são as rochas que seguram as ondas. Assim, os
pensamentos é que refreiam as emoções. A raiva, o ódio, a paixão, o desejo, são
tempestades que agitam nossa alma, e se não houver rochas altas, rígidas e
firmes, as águas acabam por escapar, destruindo tudo que está à frente.
Enquanto não se
chega ao final do processo de santificação, eu entendo que devemos confiar mais
em nossos pensamentos do que em nossos sentimentos. Desconfie sempre de suas
emoções. Machado de Assis (escritor de romances do início do século XX) já
dizia que "a emoção nunca foi boa conselheira".
A temperança
(negar-se a si mesmo) é justamente isso: reprimir sentimentos, emoções e
desejos carnais, egoístas e destrutivos, e agir mais de acordo com os
pensamentos. Os pensamentos são mais confiáveis, visíveis, compreensíveis e
palpáveis. Nossas emoções mudam de repente, sem nenhum motivo aparente. O mesmo
não ocorre com nossos pensamentos. A emoção não distingue o que é bom ou mau. O
pensamento distingue quais são as emoções "boas" ou "más".
Emoções,
desejos, sentimentos são coisas que despencam (ou explodem) em nós, sem que
peçamos, sem que possamos escolher. Não somos nós que controlamos o surgimento,
o nascimento, a gênese de nossas emoções. Mas somos nós que controlamos o
crescimento e o desenvolvimento dessas emoções dentro de nossos corações.
Temperança é a
capacidade de não se deixar dominar pelas emoções que nos afastam de DEUS (por
mais que queiramos), e alimentar as que nos aproximam de DEUS (por mais que as
repudiemos).
O ensino final
de Paulo sobre o fruto do ESPÍRITO é que não há qualquer restrição quanto ao
modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas
virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo
os princípios aqui descritos.
QUENEUS -
Uma das tribos
da Palestina no tempo de Abraão (Gn 15.19), habitando nos retiros fortificados
ao sul de Judá (1 Sm 15.6 e 27.10). Foi apostrofada por Balaão (Nm 24.21,22).
Jetro, o sogro de Moisés, era queneu (Jz 1.16). Por esta razão, e pelo fato de
terem sido amáveis para com os israelitas, vindos do Egito, foram os queneus
salvos da destruição, quando eram esmagados os amalequitas (1 Sm 15.6) -
aconteceu isto depois da conquista de Canaã. No tempo de Débora, Héber, o
queneu, vivia muito para o norte (Jz 4.11). Hemate, também queneu, foi o
fundador da seita ou família, que era conhecida pelo nome de recabitas. Para
explicar as amigáveis relações que por muito tempo existiram entre esta tribo
de midianitas errantes e o povo de Israel, deve-se notar que os recabitas se
acham realmente incluídos nas genealogias de Judá (1 Cr 2.55). O professor
Sayce julga que os queneus eram uma família de ferreiros.
(http://www.bibliaonline.net/scripts/dicionario.cgi)
RECABITAS
Tiveram seu
princípio em Jonadabe, filho de Recabe. os princípios dos recabitas consistiam
numa reação e protesto contra o luxo e a licenciosidade que, no reinado de
Acabe e Jezabel, ameaçavam destruir inteiramente a simplicidade da antiga vida
nômade de israel. Em conformidade com as suas idéias, os recabitas não bebiam
vinho, nem edificavam casas, nem semeavam grão, nem plantavam vinhas, nem
possuíam coisa alguma. Habitavam em tendas, em obediência ao princípio de
pureza imposto por seu líder Jonadabe e em memória de terem sido estrangeiros
na terra. Pelo espaço de dois séculos e meio eles cumpriram fielmente as suas
normas - mas, quando Nabucodonosor invadiu Judá, no ano 607 a.C., tiveram então
que abandonar as suas tendas. (http://www.bibliaonline.net/scripts/dicionario.cgi)
OBSERVAÇÃO
IMPORTANTE: NÃO ERAM HEBREUS OU JUDEUS OU ISRAELITAS - ERAM UMA MISTURA DE
CANENEUS COM QUENEUS.
INTERAÇÃO
Jeremias
utilizou vários métodos para apresentar a Palavra de DEUS ao povo de Judá. Na
lição de hoje veremos que ele usou uma tribo inteira para ensinar aos
israelitas acerca da importância de se respeitar às ordenanças divinas. Os
recabitas se recusavam a beber vinho, porque o patriarca da família havia
determinado que seus descendentes não bebessem vinho de forma alguma (35.1-11).
Os recabitas foram obedientes e demonstraram respeito às tradições de seus
pais. DEUS queria que o povo de Judá compreendesse que eles não estavam
respeitando suas leis e ordenanças. Eles desobedeciam a DEUS persistentemente
e, por isso, seriam disciplinados. Se quisermos agradar ao Senhor, precisamos
obedecer-Lhe. A obediência é uma prova do nosso amor ao Pai.
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Lição
12, Quem Ama Cumpre plenamente a Lei Divina
1º Trimestre de
2017 - Título: As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - Como o crente
pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Comentarista:
Pr. Osiel Gomes da Silva (Pr. Pres. Tirirical - São Luis -MA)
TEXTO ÁUREO
"A ninguém
devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque
quem ama aos outros cumpriu a lei." (Rm 13.8).
VERDADE PRÁTICA
Amar a DEUS e
ao próximo é cumprir plenamente a lei divina.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - Romanos 12.8-14
8 - ou o
que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o
que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com
alegria. 9 - O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao
bem. 10 - Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal,
preferindo-vos em honra uns aos outros. 11 - Não sejais vagarosos no
cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor; 12 -
alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na
oração; 13 - comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a
hospitalidade; 14 - abençoai aos que vos perseguem; abençoai e não
amaldiçoeis.
12.8 EXORTA...
REPARTE... PRESIDE... EXERCITA... MISERICÓRDIA. Trata-se, aqui, de dons
espirituais.
(1) Exortar é a
disposição, capacidade e poder dados por DEUS, para o crente proclamar a
Palavra de DEUS de tal maneira que ela atinja o coração, a consciência e a
vontade dos ouvintes, estimule a fé e produza nas pessoas uma dedicação mais
profunda a CRISTO e uma separação mais completa do mundo (ver At 11.23; 14.22;
15.30-32; 16.40; 1 Co 14.3; 1 Ts 5.14-22; Hb 10.24,25).
(2) Repartir é
a disposição, capacidade e poder, dados por DEUS a quem tem recursos além das
necessidades básicas da vida, para contribuir livremente com seus bens
pessoais, para suprir necessidades da obra ou do povo de DEUS (2 Co 8.1-8; Ef
4.28).
(3) Presidir ou
liderar é a disposição, capacidade e poder dados por DEUS, para o obreiro
pastorear, conduzir e administrar as várias atividades da igreja, visando ao
bem espiritual de todos (Ef 4.11,12; 1 Tm 3.1-7; Hb 13.7,17, 24).
(4)
Misericórdia é a disposição, capacidade e poder dados por DEUS para o crente
ajudar e consolar os necessitados ou aflitos (cf. Ef 2.4)
12.9 ABORRECEI
O MAL. Ver Hb 1.9
12.10 AMAI-VOS
CORDIALMENTE UNS AOS OUTROS. Todos os que se dedicam a JESUS CRISTO pela fé,
também devem dedicar mútuo amor uns aos outros, como irmãos em CRISTO (1 Ts
4.9,10), com afeição sincera, bondosa e terna. Devemos preocupar-nos com o
bem-estar, as necessidades e a condição espiritual dos nossos irmãos, sendo
solidários e assistindo-os nas suas tristezas e problemas. Devemos preferir-nos
em honra uns aos outros, i.e., devemos estar dispostos a respeitar e honrar as
boas qualidades dos outros crentes (ver Jo 13.34,35).
Resumo
da Lição 12, Quem Ama Cumpre plenamente a Lei Divina
I - A
SINGULARIDADE DO AMOR AGÁPE
1. Amor, um
aspecto do fruto.
2. O amor
agápe.
3. O amor agápe
derramado em nós.
II - AMAR A
DEUS E AO PRÓXIMO
1. O amor a
DEUS.
2. O amor a si
mesmo.
3. O amor ao
próximo.
III - SOB A
TUTELA DO AMOR, REJEITEMOS AS OBRAS DAS TREVAS
1. Debaixo da
tutela do amor.
2. Amor,
antídoto contra o pecado.
3. O amor leva
à obediência.
Resumo Rápido
do Pr. Henrique
Lição 12, Quem
Ama Cumpre plenamente a Lei Divina
Introdução
Amor ágape é o
amor perfeito que está em DEUS. Nós não produzimos este amor, ele se manifesta
em nós através do ESPÍRITO SANTO. É uma manifestação sobrenatural. É a
perfeição se manifestando no imperfeito.
O amor de DEUS
é perfeito, já nosso amor tanto para com DEUS como para com as pessoas é
imperfeito. O Amor perfeito de DEUS é uma das qualidades do fruto do ESPÍRITO,
a primeira e a mais importante, somente após esse amor entrar em operação é que
as outras qualidades se manifestarão.
Se nos
deixarmos guiar ou conduzir pelo ESPÍRITO SANTO esse amor se manifestará
trazendo salvação, curas, milagres, libertações etc. Tudo de bom que a presença
de DEUS nos traz.
Em 1 Co 14.1,
Paulo usa uma expressão muito significativa. A ARA traduz: “Segui o amor.” Mas
o verbo que é traduzido por seguir é diõkein que significa perseguir, correr
atrás. O amor cristão não é algo que simplesmente acontece; é algo que deve ser
buscado, desejado, perseguido, algo que exige a oração e a disciplina do homem
para obtê-lo. Longe de ser uma posse automática, e a realização suprema da
vida. Pode-se até dizer que o amor cristão não é somente difícil; humanamente
falando, é impossível. O amor cristão não é uma realização humana; faz parte do
fruto do ESPÍRITO. É derramado em nosso coração pelo ESPÍRITO SANTO. É, assim,
chegamos a outra verdade a respeito deste amor cristão. Há um versículo
magnífico na carta aos filipenses. Nele, a palavra “amor” propriamente dita não
aparece, mas a ideia é a que está no centro do amor cristão. Paulo escreve,
conforme diz a AV: “Anseio por todos vós nas entranhas de JESUS CRISTO” (Fp
1.8). Literalmente, isto significa: “Amo-vos com o próprio amor de CRISTO. Através
de mim CRISTO vos ama. O amor que eu vos tenho não é outro senão o amor do
próprio CRISTO.” Ágape tem a ver com a mente: não é simplesmente uma emoção que
surge em nosso coração sem ser convidada; é um princípio segundo o qual vivemos
deliberadamente. Ágape tem a ver, de modo supremo, com a vontade.
O amor Ágape é
impossível a qualquer pessoa que não seja cristã. Ninguém pode pôr em prática a
ética cristã até que se torne cristão.
Como agrupar os
nove aspectos do fruto do ESPÍRITO SANTO?
Aspectos que
tratam do nosso relacionamento com DEUS: amor, paz e alegria.
Aspectos que
tratam do nosso relacionamento com o próximo: longanimidade, benignidade e
bondade.
Aspectos que
tratam do nosso relacionamento com nós mesmos: fidelidade, mansidão e domínio
próprio.
I - A
SINGULARIDADE DO AMOR AGÁPE
1. Amor, um
aspecto do fruto.
O amor é o
primeiro aspecto do fruto que encontramos em Gálatas 5.22. Em 1 Coríntios 13
encontramos uma apologia ao amor de DEUS derramado em nossos corações.
No grego
podemos estudar alguns vocábulos para denominar o amor:
AMOR -
Dicionário Bíblico Wycliffe. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009,
Em várias
versões o substantivo utilizado é, frequentemente, “caridade״
(q.v.). O principal verbo hebraico para amor é ’aheb (aprox. 225 vezes no AT),
embora ocorram 18 outras palavras de significado semelhante (menos de 30
ocorrências no total). A tradução usual da LXX de ’ aheb é agapao (195 vezes).
As palavras gregas clássicas para amor variavam. (1) erao, eros, “desejo
sexual, desejo passional״
(um substantivo na LXX por duas vezes; nunca utilizada como verbo; o mesmo
ocorre no NT); (2) phileo, philia, “afeição por amigos ou parentes” (um
substantivo na LXX por oito vezes; como verbo, 26 vezes; como substantivo no
NT, uma vez; como verbo, 25 vezes); (3) philadelphia, “amor dos irmãos” (não na
LXX; seis vezes no NT); (4) philanthropia, "amor pela humanidade” (uma vez
na LXX; duas vezes no NT); (5) stergo, storge, “afeição, amor familiar"
(não consta na LXX nem no NT, mas veja astorgos, Rm 1.31; 2 Tm 3.3;
philostorgos, Rm 12.10); (6) agapao, Ágape (Lê-se Ágapi), agapetos (como
substantivo na LXX 20 vezes; como verbo, cerca de 250 vezes; mais de 100 vezes
como substantivo no NT: como verbo, cerca de 140 vezes; como adjetivo, mais de
60 vezes).
AMOR - Ágape
(Lê-se Ágapi) (Lê-se Ágapi) - αγαπη - Amor - o Maior de todos - Obra da Carne e
o Fruto do ESPÍRITO - William Barclay
Há a palavra
Ágape. Aqui, temos pouca orientação com base no grego secular. O verbo
correspondente agapan é bastante comum no grego secular, mas o substantivo
Ágape quase nunca ocorre. Conforme diz R. C. Trench: “Ágape é uma palavra que
nasce no seio da religião revelada.” E isto não é por acidente. Ágape é uma
palavra nova que descreve uma qualidade nova, uma palavra que indica uma
atitude nova para com os outros, uma atitude nascida dentro da comunidade,
vinda de DEUS, e impossível sem a dinâmica cristã. Como, pois, devemos
determinar o significado de Ágape? Podemos determinar melhor seu significado
tendo por fundamento a maneira de o próprio JESUS falar dele. A passagem básica
é Mt 5.43-48. Ali, JESUS insiste em que o amor humano deve seguir o padrão do
amor de DEUS. E qual é a grande característica do amor de DEUS? DEUS faz vir
chuvas sobre justos e injustos, e faz nascer o sol sobre maus e bons. Logo, o
significado de Ágape é a benevolência invencível, a boa vontade que nunca é
derrotada.
Ágape é o
ESPÍRITO no coração que nunca procurará outra coisa senão o sumo bem do seu
próximo. Não se importa com o tratamento que recebe do seu próximo, nem com a
natureza dele; não se importa com a atitude do próximo para com ele, nunca
procurará outra coisa a não ser o sumo bem do próximo, o melhor para ele.
Quando se vê isto, imediatamente surgem algumas verdades vitais.
2. O amor
ágape.
Perfeição só
após o arrebatamento.
Nem Paulo se
declarou perfeito.
3. O amor ágape
derramado em nós.
Tudo começa com
o amor de DEUS, porque DEUS é o DEUS de amor (2 Co 13.11). O amor cristão é o
reflexo do amor de DEUS, e dele obtém seu padrão e poder. Este amor de DEUS é
totalmente imerecido, porque a prova dele é que, enquanto ainda éramos
pecadores, CRISTO morreu por nós (Rm 5.8). O Novo Testamento nunca poderia
tolerar qualquer conceito de expiação que subentendesse ou sugerisse que
qualquer coisa que JESUS fez mudou ou alterou a atitude de DEUS para com os
homens; que, de alguma maneira, JESUS tenha transformado a ira de DEUS em amor.
O processo inteiro da salvação tem seu início no amor de DEUS, não merecido por
nós. Além disso, o amor de DEUS é um amor que produz e transforma. É aquele
amor que, derramado no coração dos homens, produz as grandes qualidades da vida
e do caráter cristãos (Rm 5.3-5). Há um amor humano que enfraquece a fibra
moral do homem, que paralisa seu esforço, e que o retira da batalha da vida;
mas o amor de DEUS é a dinâmica transformadora da vida cristã, produzindo no
homem a paciência, a perseverança, a experiência e a esperança que o
preparam-no para a vida. O amor de DEUS é um amor inseparável. Nada há no tempo
nem na eternidade que pode separar o homem dele (Rm 8.35-39). Aqui, na
realidade, temos um dos grandes argumentos para a vida após a morte. O amor e a
perfeição do relacionamento entre duas personalidades, e o amor de DEUS oferece
um relacionamento consigo mesmo que, pela própria natureza das coisas, nada
pode quebrar ou interromper. O amor de DEUS é simplesmente um grande amor (Ef
2.4-7). E, de conformidade com esta passagem, o amor de DEUS é um grande amor
por três razoes. Primeira: Ele nos amou enquanto estávamos mortos nos nossos
pecados. Segunda, vivificou-nos para a novidade de vida. Terceira, ultrapassa o
tempo e vai além da vida para os lugares celestiais.
II - AMAR A
DEUS E AO PRÓXIMO
1. O amor a
DEUS.
O primeiro
mandamento: amar a DEUS (v.30). Um escriba aproximou-se de JESUS e
perguntou-lhe qual seria o “primeiro de todos os mandamentos” (Mc 12.28). O
Mestre, serenamente, respondeu, citando Dt 6.5, que diz: “Amarás, pois, o
SENHOR, teu DEUS, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu
poder”.
a) “De todo o
teu coração”. No Antigo Testamento, DEUS disse: “Não terás outros deuses diante
de mim” (Ex 20.3). Era um preceito, uma determinação legal. Nosso Senhor JESUS
CRISTO, tomou esse preceito e o transportou para a esfera do amor. O Senhor não
admitia nem admite que o crente tenha outro DEUS além dEle, em seu coração. Não
se pode servir a DEUS com coração dividido. O amor a Ele devotado deve ser
total, incondicional e exclusivo, verdadeiro e santo. É condição indispensável,
inclusive, para poder encontrar a DEUS: “E buscar-me-eis e me achareis quando
me buscardes de todo o vosso coração (Jr 29.13).
b) “De toda a
tua alma”. A alma é a sede da emoções, dos sentimentos. Podemos dizer que é o
centro da personalidade humana. O amor a DEUS deve preencher todas as emoções e
sentimentos do cristão. Maria disse: “A minha alma engrandece ao Senhor” (Lc
1.46). O salmista adorou: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em
mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te
esqueças de nenhum de seus benefícios” (Sl 103.1,2).
c) “De todo o
teu entendimento”. Isso fala de compreensão, de conhecimento. Aquele que ama a
DEUS de verdade, tem consciência plena desse amor, sendo, por isso, grato ao
Senhor. É o culto racional (Rm 12.1b).
d) “De todas as
tuas forças”. Certamente, o Senhor JESUS referia-se aos esforços espiritual,
pessoal, emocional, e, muitas vezes, até físico, voltados para a adoração a
DEUS.
2. O amor a si
mesmo.
Amor A Si Mesmo
- A Dimensão Interior
O Amor a si
mesmo reflete o amor de DEUS por nós
É importante
ser ensinável, se submeter à sã doutrina. Mas há algumas coisas que nenhum ser
humano pode ensinar. Há algumas crises que só o ESPÍRITO SANTO pode levar à uma
saída. Às vezes inexistem respostas em lugar algum da mente humana, e então o
ESPÍRITO SANTO precisa nos ensinar como sair da crise! Necessitamos voltar-nos
para o nosso interior, e bloquear todas as vozes e as falas exteriores. Eis a
prova:
“...a unção que
dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos
ensine...” (I João 2:27).
“...a loucura
de DEUS é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de DEUS é mais forte do que
os homens” (I Coríntios 1:25).
As coisas que
DEUS deseja fazer por nós ainda nem sequer chegaram à mente dos conselheiros
sábios do mundo.
“...nem olhos
viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que DEUS
tem preparado para aqueles que o amam” (I Coríntios 2:9).
Elas são
reveladas pelo ESPÍRITO em nós!
“...DEUS no-lo
revelou pelo ESPÍRITO...”
Se aquilo que
DEUS preparou para nós ainda “nem penetrou na mente humana”, como alguém poderá
me dizer algo que não sabe?
“Porque qual
dos homens sabe as cousas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele
está? Assim, também as cousas de DEUS, ninguém as conhece, senão o ESPÍRITO de
DEUS” (I Coríntios 2:11).
Não estou
contra o cristão buscar bom aconselhamento. Não estou contra a psicologia
cristã. Mas nenhuma delas vale sequer mencionar, a menos que leve a pessoa à
esta verdade absoluta: nenhum outro ser humano pode ser a sua fonte de
felicidade e paz!
Os que se
apoiam nos braços da carne cavam poços que não aguentam um teste. Estão sempre
precisando de alguém para lhes derramar um conselho, mas não o retém. São
cisternas rotas.
“Não sabeis que
sois santuário de DEUS e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós?” (I Coríntios
3:16).
“Mas o fruto do
ESPÍRITO é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade,
fidelidade, mansidão, domínio próprio...” (Gal. 5:22).
“é necessário
que aquele que se aproxima de DEUS creia que ele existe (em nós) e que se torna
galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).
“em quem também
vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação,
tendo nele também crido, fostes selados com o SANTO ESPÍRITO da promessa, o
qual é o penhor da nossa herança, até o resgate da sua propriedade...” (Efésios
1:13,14).
Você está
pronto para receber essa verdade e agir baseado nela? O que foi que acabamos de
ler? Ele está em você: para consolar, para guiar, para guiar à toda a verdade;
para lhe mostrar as coisas que virão; para lhe vivificar; para lhe ajudar em
suas enfermidades; para lhe ajudar a entender todas as coisas que DEUS
graciosamente lhe concedeu; para lhe trazer alegria, amor, paz, paciência,
bondade, domínio próprio; para lhe dar tudo que foi prometido a um filho de
DEUS; para lhe recompensar por sua diligência; para lhe assegurar liberdade;
para lhe prover acesso ao Pai; para lhe levar a um lugar de repouso suave e de
verdade.
2- O Pecado
impede que a pessoa ame a si mesma
O pecado faz
divisão entre nós e DEUS, causa o efeito "Falta de confiança para falar
com DEUS ou ouvir DEUS falando conosco". A fé fraqueja no momento mais
difícil e de precisão da alma que anseia pela comunhão, mas sucumbe na dúvida.
Relação entre
as três dimensões do amor ágape
Há uma
distinção entre ágape e as outras qualidades do amor, sempre integradas uma à
outra e presentes em toda experiência do amor. Pelo seu caráter transcendente,
ágape não pode ser experimentada como força vital, senão através das outras e
especialmente do eros. Contudo, em todas as decisões morais, ágape deve ser o
elemento determinante, pois é ligado à justiça e transcende a finitude do amor
humano. Sozinha, ágape se tornaria moralista e legalista. Mas sem ágape, o amor
perderia a sua seriedade. Contudo, não vimos uma ordem hierárquica entre as
qualidades do amor, a não ser em relação à ágape.
O fruto do
ESPÍRITO é como uma linda flor que se abre com uma chave chamada AMOR; é só a
partir do Amor que conhecemos as outras qualidades do fruto do ESPÍRITO em nós
implantado, no instante em que aceitamos a CRISTO como nosso Senhor e Salvador.
Como vimos, o
amor não pode por um lado ser um tema abandonado, nem por outro, um discurso
isolado. Se somos cristãos de fato, a mais autêntica cristologia bíblica deverá
acompanhar esta amor e a importância dada aos demais mandamentos da lei de DEUS
deverá testemunha de nossa fidelidade (ou adesão) ao Bem Maior, que é CRISTO
JESUS. Não amamos porque somos naturalmente bons, mas porque nascemos da graça.
Não cumpriremos a lei para fazer-nos “justos”, mas porque ele nos justificou
com sua justiça. Não brilharemos porque temos luz própria, mas porque
refletimos o sol da justiça.
3. O amor ao
próximo.
O amor ao
próximo se demonstra com ações.
De que valeria
a nosso semelhante um amor de indicações?
Is 56.6 Acaso
não é este o jejum que escolhi? que soltes as ligaduras da impiedade, que
desfaças as ataduras do jugo? e que deixes ir livres os oprimidos, e despedaces
todo jugo?7 Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e
recolhas em casa os pobres desamparados? que vendo o nu, o cubras, e não te
escondas da tua carne?8 Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura
apressadamente brotará. e a tua justiça irá adiante de ti; e a glória do Senhor
será a tua retaguarda.9 Então clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e
ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o
falar iniquamente;10 e se abrires a tua alma ao faminto, e fartares o aflito;
então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.11 O
Senhor te guiará continuamente, e te fartará até em lugares áridos, e
fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado, e como um manancial,
cujas águas nunca falham.
O segundo
mandamento – amar ao próximo (v.31). JESUS, complementando a resposta ao
escriba, acrescentou que o segundo mandamento, semelhante ao primeiro, é:
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, concluindo que “Não há outro mandamento
maior do que este”. Os judeus, a exemplo dos orientais em geral, não
valorizavam muito o amor ao próximo. O evangelho de CRISTO trouxe nova dimensão
ao amor às pessoas. Paulo enfatiza isso, dizendo : “porque quem ama aos outros
cumpriu a lei” (Rm 13.8b); “O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o
cumprimento da lei é o amor (Rm 13.10).
AMOR FRATERNAL
(Dicionário Wycliffe)
O termo grego
“philadelphia” foi traduzido com este sentido tanto em 2 Pedro 1.7 quanto em
outras passagens (1 Pe 1.22; Rm 12.10; 1 Ts 4.9; Hb 13.1). A conotação bíblica
de "philadelphia" não é simplesmente a do amor pelos irmãos de
sangue, como em todos os escritos pagãos primitivos, mas de amor por uma
fraternidade mais ampla, a dos verdadeiros crentes (cf. Arndt). Aqueles que,
através da fé em CRISTO, foram adotados passando a ter uma filiação Divina (Jo
1.12) tornam-se, necessariamente, irmãos em seu relacionamento mútuo (Mt 23.8;
Rm 8.17; Ef 4.15,16; considere o sentido de “vizinho” ou “próximo” no AT, por
exemplo, em Lv 19.17). Assim, o amor fraternal se toma um elemento
indispensável (1 Jo 4.20) no crescimento cristão na santificação (2 Pe 1.7) que
se mostra com harmonia (At 2.46; Rm 12.16), sinceridade (1 Pe 1.22), afeição e
estima pelos seus companheiros discípulos (Rm 12.10; cf. Gl 6.10; e em Lv 19.34
para outros também), e é mantido com zelo (Hb 13.1; 1 Pe 1.22). Ao testemunhar
essa especial abnegação, os pagãos podiam apenas exclamar, "Vejam como
eles amam uns aos outros!” (Tertuliano , Apologéticus, cf. Jo 13.35).
III - SOB A
TUTELA DO AMOR, REJEITEMOS AS OBRAS DAS TREVAS
1. Debaixo da
tutela do amor.
COMO JESUS
TRATOU AS PESSOAS COMUNS (Como JESUS Tratava as pessoas)
Você já
participou do jogo "siga-o-líder" quando era criança? E ao brincar
nesse jogo, você alguma vez se encontrou entrando numa piscina com todas as
roupas, caminhando através de um lodaçal ou pulando do alto do telhado da
garagem? Se já, provavelmente você aprendeu a questionar seriamente o jogo!
Os carneiros
são notórios por seguirem o líder. Em um matadouro na cidade de Nova Iorque um
bode foi treinado para ser o líder. Seu nome era Judas. Ele ia entrando pelo
portão tão logo este se abria e todos os carneiros o seguiam cegamente. No
último minuto, o bode escapava através de um pequeno portão lateral e os
carneiros continuavam rumo ao seu destino, enquanto o bode voltava para
conduzir outro grupo.
Uma das menores
parábolas, contadas por JESUS é sobre o assunto dos perigos do jogo
"siga-o-líder" no sentido espiritual. Ela se encontra em S. Lucas
6:39 e 40.
"Propôs-lhes
também uma parábola: Pode porventura um cego guiar a outro cego? Não cairão
ambos no barranco? O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele,
porém, que for bem instruído será como o seu mestre."
Frequentemente,
JESUS compara Seus seguidores a ovelhas, e somos convidados a seguir para onde
Ele nos conduz. Assim, o problema não está em seguir, mas com quem está
liderando você. Nos dias de CRISTO, os fariseus e saduceus eram aceitos como
líderes pela vasta maioria do povo comum. Como notamos os fariseus eram os
tradicionalistas, os conservadores; e os saduceus eram os liberais. Ambos eram
legalistas, porque ambos os grupos dependiam de seus próprios esforços para
garantir a salvação. E as pessoas seguiam seus líderes - seus cegos líderes - e
no final uniram-se a eles, rejeitando a JESUS.
É trágico o
fato de que o povo raramente se eleva acima de seus ministros, professores ou
líderes. O povo judeu pereceu como nação porque eles seguiram seus líderes no
erro. Eles não pesquisaram as Escrituras por si mesmos e não decidiram por si
mesmos o que era a verdade. Isso não é um grande perigo para nós hoje? Quão
fácil é simplesmente seguir, em vez de estudar, pesquisar e orar por nós mesmos
para conhecermos a voz do verdadeiro Pastor.
Um outro texto
semelhante, concernente a seguir líderes, encontra-se em S. Mateus 15:13 e 14.
Isto ocorreu exatamente após JESUS ter dito algumas coisas duras aos líderes
religiosos daqueles dias e Seus discípulos Lhe perguntaram: Você sabe que os
fariseus ficaram ofendidos quando ouviram o que o Senhor disse? Então JESUS
"respondeu: Toda planta que Meu Pai celeste não plantou, será arrancada.
Deixai-os: são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão
ambos no barranco". Aparentemente é possível encontrar líderes, mesmo em
comunidades religiosas, que não foram plantados pelo Senhor. Nem todos os que
são externamente membros do corpo de CRISTO são árvores de justiça. E o tempo
virá, quando aqueles que não são plantados pelo Senhor serão arrancados.
Eu gostaria de
fazer aqui uma declaração: quando falamos hoje sobre seguir os líderes, não
estamos falando exatamente dos que dirigem a igreja de um local específico. A
prática de seguir o líder não está limitada às sedes da igreja. Isto não é de
maneira nenhuma uma crítica ou censura à direção da igreja. As pessoas escolhem
seus próprios líderes - dependendo de como desejam viver, e você pode sempre
encontrar alguém em algum lugar que lhe indicará a direção que você deseja
seguir. DEUS tem ordenado a liderança como meio de guiar em Sua obra e em Sua
igreja. A liderança tem um propósito e uma função válidos. O ponto aqui é que é
perigoso seguir qualquer um cegamente.
Segundo
pesquisas e estatísticas disponíveis, apenas uma entre quatro ou cinco pessoas
na igreja hoje está gastando algum tempo em comunhão pessoal e estudo da
Palavra de DEUS. Se este é o caso, então temos hoje, também, um grande número
de seguidores cegos. Assim, não vamos apenas olhar para isso como uma lição da
história, mas ver onde podemos nos beneficiar das lições que JESUS tentou
ensinar ao grande número de seguidores cegos de Seus dias.
Assim, foi
nessa situação que JESUS apresentou a parábola de que é possível seguir um
líder diretamente para dentro da cova. Por que era assim? Qual era o problema
com o povo comum, as multidões que seguiam, que o faziam tão facilmente
enganados?
Primeiro, eles
não estavam convertidos. Eles nunca haviam experimentado a obra sobrenatural do
ESPÍRITO SANTO no coração humano. A atitude deles para com DEUS não havia
mudado. Eles nunca haviam permitido que DEUS lhes desse uma nova capacidade que
eles não possuíam de conhecê-Lo. Eles gastavam pouco tempo em buscar
pessoalmente a DEUS porque nem mesmo tinham tal capacidade. Nos dias de CRISTO,
eles amarravam pedacinhos da Escritura ao redor dos punhos e da cabeça, em vez
de colocá-los no coração. Todas as suas atividades religiosas se centralizavam
no ego. Eles se sentiam satisfeitos com uma religião externa e aceitavam as
formas e cerimônias, mas o coração se mantinha intocado pela graça de DEUS.
Essas pessoas
não tinham relacionamento com DEUS. Eram vítimas da salvação pelas obras e o
motivo de seus exercícios e padrões religiosos era garantir bênçãos temporais.
Eles gostavam de a idéia dos gafanhotos pararem e não cruzarem a cerca daqueles
que pagavam seus dízimos. Eles estavam interessados no Céu e na oferta de viver
para sempre. Ficaram impressionados pelos pães e peixes - e as doenças que
foram banidas por poucas e suaves palavras de JESUS. Mas, em S. João 6, quando
JESUS falou do pão da vida, eles ficaram decepcionados e disseram: "Duro é
este discurso, quem o pode ouvir?" Verso 60.
As pessoas nos
dias de JESUS O aceitavam apenas de maneira limitada. Eles estavam dispostos a
aceitá-Lo como um grande Mestre. Estavam dispostos a aceitá-Lo como um operador
de milagres. Estavam dispostos a crer que Ele era um profeta. Porém, eles se
recusavam a aceitá-Lo como Salvador, Senhor ou DEUS. Sua limitada aceitação
terminou em total rejeição.
As pessoas
tinham problemas em aceitar o ESPÍRITO de Profecia. Você encontra isso em S.
Lucas 16:19-31, onde JESUS usa uma bem conhecida fábula romana para ensinar
várias verdades - e a condição da raça humana após a morte Não é uma delas!
Porém o homem rico, como você se lembra estava em tormento, e pediu que Lázaro,
o mendigo, fosse enviado para falar a seus cinco irmãos e os advertir da mesma
sorte. "Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam- nos. Mas
ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém (entre os mortos for ter com eles,
arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos
profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre
os mortos." Versos 29-31.
Pouco tempo
depois, alguém foi ressuscitado dentre os mortos e seu nome era Lázaro! Eles
não apenas se recusaram a aceitar essa evidência, mas conspiraram para matar
tanto JESUS como Lázaro, a quem Ele havia ressuscitado. Assim, essas pessoas
enfrentaram dificuldades com Moisés e os profetas.
Em S. Mateus
23, é dito que eles adornavam os túmulos dos profetas, e no entanto, eram os
filhos daqueles que haviam matado os profetas, tanto em espírito quanto em
linhagem. Paulo fala sobre isto em Atos 13:26 e 27. Aqui Paulo está pregando:
"Irmãos,
descendência de Abraão... Pois os que habitavam em Jerusalém, e as suas
autoridades, não conhecendo a JESUS nem os ensinos dos profetas que se leem
todos os sábados, quando O condenaram cumpriram as profecias. " Eles liam
cada sábado os escritos dos profetas, mas não aceitavam ou compreendiam o que
liam.
Estêvão disse
isso em Atos 7:51-53:
"Homens de
dura cerviz e. incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao
ESPÍRITO SANTO, assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis. Qual dos
profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente
anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e
assassinos, vós que recebestes a lei por ministério de anjos, e não a
guardastes."
Aquilo foi
demais para as pessoas ali, e eles se lançaram sobre Estêvão, arrastaram-no
para fora da cidade e um jovem chamado Saulo permaneceu ali coletando as
vestes, enquanto as pedras começavam a voar. Porém, Estêvão olhando para o céu,
teve uma visão de JESUS, em pé à destra do Pai. Eu sempre gostei dessa
história. JESUS não ia enfrentar isso assentado! Ele estava em pé ao lado de
Estêvão e Estêvão morreu em paz, orando por seus inimigos. Mas ele havia falado
a verdade sobre aquelas pessoas. Eles professavam aceitar e reverenciar os
profetas, mas na realidade rejeitavam tanto os profetas quanto Aquele anunciado
pelos profetas.
Isto é
evidenciado também no relacionamento deles com João Batista. Em S. Mateus 21,
os líderes religiosos se encontraram numa situação difícil, porque JESUS os
havia questionado sobre como eles consideravam João Batista. E eles se
recusaram a responder, porque sabiam que as pessoas criam que João era um
profeta. Porém, eles deram a João Batista apenas uma limitada aceitação, pois
não aceitaram a JESUS como Aquele a quem João Batista havia indicado.
JESUS tentou
contar às pessoas comuns que eles não precisavam de líderes? Não. Há um
propósito para a liderança. Contudo, é propósito da liderança colocar a verdade
nas mãos das pessoas sem lhes perguntar nada? Não! O propósito dos líderes,
professores e pregadores é encorajar e motivar as pessoas a compreenderem a
verdade, buscando e pesquisando por si mesmas. Um velho adágio afirma: "Dê
a um homem um peixe e você vai alimentá-lo por um dia. Ensine-o a pescar e vai
alimentá-lo por toda a vida." Não sei se essa você poderia chamar de uma
ilustração vegetariana, mas apesar disso é boa.
Paulo ensinou a
verdade? Certamente que sim. JESUS ensinou a verdade? Sim. Seus discípulos
ensinaram a verdade? Sim. E os bereanos conferiram isso para ver se era verdade
- e foram elogiados por seu discernimento. JESUS não pedia às massas que O
seguissem cegamente. Ele não pede a ninguém que O siga cegamente. Contudo, Ele
pediu-lhes que O seguissem.
A maioria das
pessoas comuns nos dias de CRISTO não aceitaram. Mas houve exceções, e elas nos
dão hoje, coragem e inspiração.
Nem todos
aqueles no meio da multidão eram inconstantes. Nem todos uniam-se àqueles que
cantaram Seu louvor na entrada triunfal e poucos dias depois gritaram:
"Crucifica-O!" A mulher no poço estava buscando alguma coisa para
satisfazer a alma. Ela aceitou a JESUS como o Messias e convenceu uma cidade
toda de Seu valor. Lázaro, um trabalhador comum, sem distinção na sinagoga, por
ocasião de seu primeiro encontro com JESUS, amou-O com um amor que nunca se
atrofiou. O ladrão na cruz voltou a cabeça em meio à dor e gritou:
"Senhor, lembra-Te dê mim!" Estou feliz e alegre pelas exceções, e
você?
Podemos hoje
unir-nos às exceções, como fizeram os discípulos no final do discurso de JESUS
em S. João 6. As multidões estavam se retirando e JESUS perguntou: Estão vocês
se retirando também? Veja verso 67. Você não quer se unir aos discípulos e
dizer, como eles: "Senhor para quem iremos? Tu tens as palavras de
vida!" Verso 68. Crer em JESUS não era popular. Isso não era comum, que as
multidões continuassem seguindo a JESUS quando Ele esteve aqui - e ainda não é.
Mas eu gostaria de convidá-lo a uma dupla experiência que o impedirá de seguir
cegamente a qualquer um e ser malconduzido.
Primeiro, um
relacionamento com JESUS por si mesmo. Segundo, uma compreensão inteligente da
verdade na qual tal relacionamento está baseado. Ambas são igualmente
importantes. Uma semana outra não funciona. Entretanto, podemos aceitar hoje o
privilégio de conhecer a JESUS e a verdade por nós mesmos, bem como buscá-Lo em
Sua Palavra e através da oração. E podemos continuar a procurá-Lo até que Ele
venha novamente.
2. Amor,
antídoto contra o pecado.
A oposição ao
pecado é outro atributo ou característica do verdadeiro amor a DEUS.
Esse atributo
com certeza está implícito na própria essência e natureza da benevolência. A
benevolência é ter boa vontade ou desejar o máximo bem do ser como um fim. Ora,
nada no universo destrói mais esse bem que o pecado. A benevolência não pode
senão opor-se para sempre ao pecado, como algo abominável a que necessariamente
odeia. E absurdo e contraditório afirmar que a benevolência não se opõe ao
pecado. DEUS é amor ou benevolência. Ele deve, portanto, ser o oponente
inalterável do pecado — de todo pecado, e toda forma e grau.
Mas há um
estado, tanto do intelecto como da sensibilidade, muitas vezes confundido com a
oposição da vontade ao pecado. A oposição a todo pecado é e deve ser um
fenômeno da vontade e só por essa base torna-se virtude. Mas ela muitas vezes
existe como um fenômeno do intelecto e igualmente da sensibilidade. O intelecto
não pode contemplar o pecado sem desaprová-lo. Essa desaprovação é com
frequência confundida com a oposição do coração ou da vontade. Quando o
intelecto desaprova com veemência e denuncia o pecado, existe natural e
necessariamente um sentimento correspondente de oposição a ele na
sensibilidade, um sentimento de aversão, de ódio, de repugnância. Isso é amiúde
confundido com a oposição da vontade ou coração. Isso é manifesto pelo fato de
que com frequência os pecadores mais notórios manifestam forte indignação
diante da opressão, injustiça, falsidade e muitas outras formas de pecado. Esse
fenômeno da sensibilidade e do intelecto, conforme eu disse, é muitas vezes
confundido com uma oposição virtuosa ao pecado, o que não pode ser, a menos que
implique um ato da vontade.
Mas deve-se
lembrar que a oposição virtuosa ao pecado é uma característica do amor a DEUS e
ao homem, ou seja, a benevolência. Não é possível essa oposição ao pecado
coexistir com algum grau de pecado no coração. Ou seja, essa oposição não pode
coexistir com uma escolha pecaminosa. A vontade não pode ao mesmo tempo opor-se
ao pecado e cometê-lo. Isso é impossível, e a suposição implica uma
contradição. A oposição ao pecado como um fenômeno do intelecto ou da
sensibilidade pode existir; em outras palavras, o intelecto pode desaprovar com
veemência o pecado, e a sensibilidade pode sentir-se profundamente contrária a
certas formas dele, enquanto, ao mesmo tempo, a vontade pode apegar-se à
indulgência consigo mesma em outras formas. Esse fato sem dúvida responde pelo
engano corriqueiro de que podemos, ao mesmo tempo, exercer uma oposição
virtuosa ao pecado e ainda continuar a cometê-lo.
Muitos estão,
sem dúvida, labutando sob esse engano fatal. Eles estão cônscios não só de uma
desaprovação intelectual do pecado em certas formas, mas também, às vezes, de
fortes sentimentos de oposição a ele. E mesmo assim também estão cônscios de
continuar a cometê-lo. Assim, concluem que possuem neles um princípio de
santidade e um princípio de pecado, que são em parte santos e em parte
pecadores ao mesmo tempo. A oposição intelectual e emocional deles, supõem-na
uma oposição santa quando, sem dúvida, é apenas tão comum no Céu e, até, mais
que na Terra, uma vez que o pecado é mais descoberto ali do que o é em geral
aqui.
Mas agora pode
surgir a pergunta: como é possível o intelecto e a sensibilidade estarem em
oposição ao pecado e, ainda assim, perseverar-se nele? Que motivo a mente pode
ter para uma escolha pecaminosa quanto levada a ela não pelo intelecto nem pela
sensibilidade? A filosofia desse fenômeno exige explicação. Vamos nos dedicar a
ela.
Sou um agente
moral. Meu intelecto necessariamente desaprova o pecado. Minha sensibilidade
está tão ligada ao meu intelecto, que simpatiza com ele ou é afetada por suas
percepções e julgamentos. Eu considero o pecado. Eu necessariamente o desaprovo
e o condeno. Isso afeta minha sensibilidade. Eu o detesto e abomino. Ainda
assim, o cometo. Ora, a que se deve isso? O método usual o atribui a uma
depravação na própria vontade, um estado decaído ou corrompido da faculdade, de
modo que persevera na escolha do pecado pelo próprio pecado. Ainda que
desaprovado pelo intelecto e abominado pela sensibilidade, ainda assim, dizem,
é a depravação inerente da vontade que é pertinaz em apegar-se ao pecado apesar
de tudo e continuará a fazê-lo até que tal faculdade seja renovada pelo
ESPÍRITO SANTO e uma tendência ou inclinação santa seja inculcada na própria
vontade.
Mas há um
engano crasso. Para ver a verdade nesse assunto, é de grande importância
inquirir o que é pecado. Todos aceitam que o egoísmo é pecado. Comparativamente
poucos parecem compreender que o egoísmo é a totalidade do pecado, que toda
forma de pecado pode resumir-se em egoísmo, exatamente como toda forma de
virtude pode resumir-se em benevolência. Não é meu propósito agora mostrar que
o egoísmo é a totalidade do pecado. Por enquanto é suficiente tomar a admissão
de que o egoísmo é pecado. Mas que é egoísmo? É a escolha da gratificação
própria como um fim. E a preferência de nossa própria gratificação à custa do
máximo bem da existência universal. A gratificação própria é o fim supremo do
egoísmo. Essa escolha é pecaminosa. Ou seja, a moral dessa escolha egoísta é
pecado. Ora, em caso algum nosso pecado é ou pode ser escolhido por si ou como
um fim. Sempre que algo é escolhido para gratificar a si próprio não é
escolhido porque a escolha é pecaminosa; mesmo assim, é pecaminosa. Não é o
caráter pecaminoso da escolha em que a preferência se fixa como um fim ou por
si, mas a gratificação trazida pelo objeto escolhido. Por exemplo, furtar é
pecado. Mas a vontade, no ato de furtar, não almeja nem termina no caráter
pecaminoso do furto, mas no ganho ou gratificação esperada do objeto furtado. A
bebedeira é pecaminosa, mas o bêbado não intenta ou escolhe o pecado por si ou
como um fim. Ele não escolhe a bebida forte porque a escolha é pecaminosa, mas,
mesmo assim, ela é. Escolhemos a gratificação, mas não o pecado, como um fim.
Escolher a gratificação como um fim é pecado, mas o pecado não é o objeto da
escolha. Nossa mãe, Eva, comeu o fruto proibido. Esse ato foi pecaminoso. Mas o
objeto escolhido ou intentado não foi o pecado de comer, mas a gratificação que
a fruta daria. O pecado não é e não pode ser escolhido como um fim em si, em
caso algum. O pecado é só a qualidade do egoísmo. O egoísmo é a escolha, não do
pecado como um fim ou por si, mas da gratificação própria; e essa escolha da
gratificação própria como um fim é pecaminosa. Ou seja, a qualidade moral da
escolha é pecado. Dizer que o pecado é ou pode ser escolhido por si é mentiroso
e absurdo. E o mesmo que dizer que uma escolha pode terminar num elemento,
qualidade ou atributo de si mesmo; que o objeto escolhido é de fato um elemento
da própria escolha.
Mas dizem que
os pecadores às vezes têm consciência de escolher o pecado por si ou porque é
pecado; que eles possuem um estado mental tão maldoso, que amam o pecado por
si; que "rolam o pecado como uma guloseima doce sob a língua"; que
"engolem os pecados do povo de DEUS como se comessem pão" (SI 14.4),
ou seja, que amam os próprios pecados e os pecados dos outros, como amam a
comida que lhes é necessária e os escolhem por esse motivo ou exatamente como
escolhem a comida, que não só pecam com ânsia, mas também têm prazer nos que
fazem o mesmo. Ora, tudo isso pode ser verdade, mas não desaprova de modo algum
a posição que eu tomei, a saber, que o pecado jamais é e jamais pode ser
escolhido como um fim ou por si. O pecado pode ser buscado e amado como um meio,
mas jamais como um fim. A escolha da comida servirá de ilustração. A comida
jamais é escolhida como um fim último; ela jamais pode ser escolhida desse
modo. Ela é sempre um meio. E a gratificação ou a utilidade dela, de algum
ponto de vista, que constitui a razão de escolhê-la. A gratificação é sempre o
fim pelo qual o homem egoísta come. Aquilo que ele busca pode não ser única ou
principalmente o prazer momentâneo de comer. Mas, apesar disso, se for egoísta,
terá em vista a própria gratificação como um fim. Pode ser que não tenha em
vista tanto uma gratificação presente, mas uma gratificação remota. Assim, ele
pode escolher um alimento que lhe dê saúde e força para buscar alguma
gratificação distante, a aquisição de bens ou outra coisa que lhe trará gratificação.
Pode acontecer
de um pecador chegar a um estado de rebelião contra DEUS e o universo, de
caráter tão temerário que tenha prazer em desejar, fazer e dizer coisas
pecaminosas só porque são pecaminosas e desagradáveis para DEUS e para os seres
santos. Mas, mesmo nesse caso, o pecado não é escolhido como um fim, mas como
um meio de gratificar esse sentimento maldoso. E, afinal, a gratificação
própria escolhida como um fim, não o pecado. O pecado é o meio e a gratificação
própria, o fim.
Ora, estamos
prontos para compreender como pode ocorrer de o intelecto e a sensibilidade
estarem muitas vezes contra o pecado e, mesmo assim, a vontade apegar-se à
indulgência. Um bêbado considera o caráter moral da bebedeira. Ele condena
instantânea e necessariamente a abominação. Sua sensibilidade simpatiza com o
intelecto. Ele detesta o caráter pecaminoso de beber bebida forte e detesta a
si mesmo por isso. Ele tem vergonha e, fosse possível, cuspiria no próprio
rosto. Ora, nesse estado, com certeza seria absurdo supor que poderia escolher
o pecado de beber, como um fim, por si. Isso seria escolhê-lo por um motivo
impossível e não por motivo algum. Mesmo assim, ele pode escolher continuar sua
bebedeira, não por ser pecado, mas mesmo assim é pecado. Pois embora o
intelecto condene o pecado de beber bebida forte, e a sensibilidade deteste o
caráter pecaminoso da indulgência, entretanto ainda existe um apetite tão
forte, não pelo pecado, mas pelo álcool, que ele busca a gratificação, apesar
de ser pecaminoso. Assim é e assim deve ser em todos os casos em que o pecado é
cometido diante das queixas do intelecto e da abominação da sensibilidade. A
sensibilidade detesta o pecado, mas deseja com maior vigor o objeto escolhido,
o qual é pecaminoso. A vontade não ser egoísta presta obediência ao impulso
mais forte da sensibilidade, e o fim escolhido não é, em caso algum, o caráter
pecaminoso do ato, mas a gratificação própria. Aqueles que supõem que essa
oposição do intelecto ou da sensibilidade seja um princípio santo estão
fatalmente enganados. É esse tipo de oposição ao pecado que com frequência se
manifesta entre homens perversos e que os leva a creditarem para si uma bondade
ou virtude, sem possuir um átomo sequer disso. Esses não se considerarão moral
e totalmente depravados, enquanto tiverem consciência de possuir dentro de si
tamanha hostilidade para com o pecado. Mas eles devem compreender que essa
oposição não vem da vontade, pois então não conseguiriam prosseguir no pecado;
ela é um puro estado involuntário da mente, não possuindo qualquer caráter
moral. Deve-se lembrar, portanto, que uma oposição virtuosa ao pecado é sempre
e necessariamente um atributo da benevolência, um fenômeno da vontade; e que é
naturalmente impossível que essa oposição da vontade coexista com a comissão do
pecado.
Uma vez que
essa oposição ao pecado está claramente implicada e é um atributo essencial da
benevolência ou do verdadeiro amor a DEUS, segue-se que a obediência à lei de
DEUS não pode ser parcial, no sentido de amarmos a DEUS e pecarmos ao mesmo
tempo.
3. O amor leva
à obediência.
É um amor
obediente. Repetidas vezes o NT preconiza que a única maneira de podermos
comprovar que amamos a DEUS é oferecendo-Lhe nossa obediência incondicional (Jo
14.15, 21, 23, 24; 13.35; 15.10;
1 Jo 2.5; 5.2,
3; 2 Jo 6). A obediência é a prova final do amor. A obediência a DEUS e a ajuda
amorosa prestada aos homens são duas coisas que comprovam o nosso amor.
A equação de
amor e obediência também é repetida (Jo 14.15,21; 1 Jo 4.21-5.3). O amor não é
um mero sentimento, mas uma entrega pessoal e voluntária que conduz à
submissão.
Conclusão:
Existe uma
singularidade no amor Ágape, amor, um aspecto do fruto, o amor Ágape é
derramado em nós pelo ESPÍRITO SANTO, Devemos amar a DEUS e ao próximo, Amor
vertical, horizontal e a nós se resume em o amor a DEUS, o amor ao próximo e o
amor a si mesmo, sob a tutela do amor rejeitemos as obras das trevas, vivamos
debaixo da tutela do amor. Amor é antídoto contra o pecado, o amor leva à
obediência.
VÁRIOS
COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMAS CORREÇÕES DO Pr. Luiz Henrique
Exortações a
todos os membros da igreja, Rm 12.9-21
9 O amor seja
sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. 10 Amai-vos cordialmente
uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. 11
No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor;
12 regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração,
perseverantes; 13 compartilhai (ativamente) as necessidades dos santos;
praticai a hospitalidade (incansavelmente); 14 abençoai os que vos perseguem,
abençoai e não amaldiçoeis. 15 Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com
os que choram. 16 Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de
serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos
vossos próprios olhos (Pv 3.7). 17 Não torneis a ninguém mal por mal;
esforçai-vos por fazer o bem (Pv 3.7,27; 17.13) perante todos os homens; 18 se
possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; 19 não vos
vingueis a vós mesmos, amados, mas daí lugar à ira; porque está escrito: A mim
me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. 20 Pelo contrário,
se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber;
porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça (Pv 25.21,22).
21 Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.
João 3.16
16 Porque DEUS
amou o mundo (apresenta o tipo de amor a DEUS) , que deu o seu Filho Unigênito
(o entregou à Cruz, por isso é que ele tomou para redimir a humanidade) , para
que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a Vida Eterna.
3.16 DEUS AMOU
O MUNDO DE TAL MANEIRA. BEP - CPAD - João 3.16 revela o coração e o propósito
de DEUS para com a humanidade. (1) O amor de DEUS é suficientemente imenso para
abranger todos os homens, i.e., "o mundo" (cf. 1 Tm 2.4). (2) DEUS "deu"
seu Filho como oferenda na cruz por nossos pecados. A expiação procede do
coração amoroso de DEUS. Não foi algo que Ele foi obrigado a fazer (1 Jo 4.10;
Rm 8.32). (3) Crer (gr. pisteuo) inclui três elementos principais: (a) plena
convicção de que CRISTO é o Filho de DEUS e o único Salvador do perdido
pecador; (b) comunhão com CRISTO pela nossa auto submissão, dedicação e
obediência a Ele (cf. João 15.1-10; ver 14.21; Jo 15.4); (c) plena confiança em
CRISTO de que Ele é capaz e quer conduzir o crente à salvação final e à
comunhão com DEUS no céu (ver o estudo FÉ e GRAÇA, p. 1704). (4)
"Perecer" é a quase sempre esquecida palavra em 3.16. Ela não se
refere à morte física, mas à pavorosa realidade do castigo eterno no inferno
(Mt 10.28). (5) "Vida eterna" é a dádiva que DEUS outorga ao homem
quando este nasce de novo (ver o estudo A REGENERAÇÃO). "Eterna"
expressa não somente a perpetuidade da nova vida, mas também a qualidade desta
vida, como a de DEUS; uma vida que liberta o homem do poder do pecado e de Satanás,
e que o afasta daquilo que é puramente terreno para que ele conheça a DEUS (cf.
João 8.34-36; ver 17.3)
AMOR -
Dicionário Strong em português
Amor - אהב ’ahab ou אהב
’aheb
1) amar
1a) (Qal)
1a1) amor entre
pessoas, isto inclui família e amor sexual
1a2) desejo
humano por coisas tais como alimento, bebida, sono, sabedoria
1a3) amor
humano por ou para DEUS
1a4) atitude
amigável
1a4a) amante
(particípio)
1a4b) amigo
(particípio)
1a5) o amor de
DEUS pelo homem
1a5a) pelo ser
humano individual
1a5b) pelo povo
de Israel
1a5c) pela
justiça
1b) (Nifal)
1b1) encantador
(particípio)
1b2) amável
(particípio)
1c) (Piel)
1c1) amigos
1c2) amantes
(fig. de adúlteros)
2) gostar
AMOR - Ágape
(Lê-se Ágapi) (Lê-se Ágapi) - αγαπη - Amor - o Maior de todos - Obra da Carne e
o Fruto do ESPÍRITO - William Barclay
O alvo
necessário de todos os escritores sobre a ética da vida virtuosa é pintar em
palavras o retrato do homem bom. Em outras palavras: a tarefa contínua do
mestre da ética é expor os vários ingredientes na receita da bondade. É isto
que Paulo faz em Gálatas 5.22, 23 quando alista as grandes qualidades do fruto
do ESPÍRITO - amor, alegria, paz, longanimidade, bondade, fidelidade, mansidão,
domínio próprio. É inevitável que o amor fique no início da lista, porque DEUS
é amor (I João 4.8) e, portanto, necessariamente, o maior destes é o amor ( 1
Co 13.13).
O amor é o
vínculo da perfeição, o vínculo perfeito, que liga tudo numa harmonia perfeita
(Cl 3.14), é o amor e em si mesmo o cumprimento da lei (Rm 13.10).
Devemos começar
definindo os nossos termos. Há momentos em que o português, em comparação com o
grego, é um idioma pobre. Diz-se que, em gaulês, se um jovem ama uma moça, há
vinte maneiras diferentes para ele lhe dizer isso! Nós temos uma só palavra
para “ amar” ’ e esta palavra tem que servir para expressar muitos sentimentos.
Mas o grego tem quatro palavras para “amar.”
(i) Há a
palavra Eros. É caracteristicamente a palavra para o amor entre os sexos, o
amor de um rapaz para com uma jovem; sempre há um lado predominantemente
físico, e sempre envolve o amor sexual. Aristóteles diz que erõs sempre começa
com o prazer dos olhos, que ninguém se apaixona sem primeiramente ficar
encantado pela beleza, e que o amor não é amor, a não ser que se anseie pelo
amado quando ele está ausente, desejando ardentemente a sua presença
(Aristóteles: Ética a Nicômaco 9.4.3). Epíteto descreve este tipo de amor como
uma compulsão da paixão (Discursos 4.1.147). Esta palavra não aparece no NT em
lugar algum, não porque o NT despreza ou rejeite o amor físico, mas porque, já
nos tempos do NT, esta palavra passara a ser ligada com a concupiscência mais
do que com o amor. Eros, conforme alguém já disse, é o amor ainda sem
conversão. Atração sexual.
(ii) Há a
palavra philia. Esta é a palavra mais nobre no grego secular para expressar o
amor. Descreve um relacionamento caloroso, íntimo e tenro do corpo, mente e
espírito. Inclui o lado físico do amor, pois o verbo philein pode significar
beijar ou acariciar, mas inclui muita coisa a mais. Até mesmo nesta palavra há
algo que falta. “O amor não é o amor” , disse Shakespeare, “que se altera
quando descobre uma alteração.” Mas philia, como todas as coisas humanas, pode
alterar-se. Aristóteles escreve: “O prazer do amante é contemplar a sua amada,
o prazer da amada é receber as atenções do seu amante, mas quando murchar a
beleza da amada, a amizade (philia) as vezes murcha também, visto que o amante
já não acha prazer na visão da sua amada, e a amada não recebe atenção do
amante” (Aristóteles: Ética a Nicômaco 8.4.1). É verdade que philia descreve o
tipo mais nobre do amor humano, mas também é verdade que a luz da philia pode
diminuir e seu calor esfriar.
(iii) Há a
palavra storgè. Esta e a palavra mais limitada na sua esfera, porque no grego
secular e a palavra do amor no lar, do amor dos pais para com os filhos e dos
filhos para com os pais, para o amor entre irmãos, irmãs e parentes.
(iv) Há a
palavra Ágape. Aqui, temos pouca orientação com base no grego secular. O verbo
correspondente agapan é bastante comum no grego secular, mas o substantivo
Ágape quase nunca ocorre. Conforme diz R. C. Trench: “Ágape é uma palavra que
nasce no seio da religião revelada.” E isto não é por acidente. Ágape é uma
palavra nova que descreve uma qualidade nova, uma palavra que indica uma
atitude nova para com os outros, uma atitude nascida dentro da comunidade,
vinda de DEUS, e impossível sem a dinâmica cristã. Como, pois, devemos
determinar o significado de Ágape? Podemos determinar melhor seu significado
tendo por fundamento a maneira de o próprio JESUS falar dele. A passagem básica
é Mt 5.43-48. Ali, JESUS insiste em que o amor humano deve seguir o padrão do
amor de DEUS. E qual é a grande característica do amor de DEUS? DEUS faz vir
chuvas sobre justos e injustos, e faz nascer o sol sobre maus e bons. Logo, o
significado de Ágape é a benevolência invencível, a boa vontade que nunca é
derrotada.
Ágape é o
espírito no coração que nunca procurará outra coisa senão o sumo bem do seu
próximo. Não se importa com o tratamento que recebe do seu próximo, nem com a
natureza dele; não se importa com a atitude do próximo para com ele, nunca
procurará outra coisa a não ser o sumo bem do próximo, o melhor para ele.
Quando se vê isto, imediatamente surgem algumas verdades vitais.
(i) Quando
Aristóteles escreve a respeito do amor, sua atitude é que somente aquele que
merece o amor pode ser amado. Fala daqueles que desejam ser amados, que tem
desejo de que o amor seja recíproco, e diz a respeito das pessoas que tem este
desejo que seu anseio é ridículo,' se eles nada possuem de atraente
(Aristóteles: Ética de Nicômaco 8.8.6). Insiste em que um homem não pode
esperar ser amado “ se nada houver j nele para despertar afeição” (Ética a
Nicômaco 9.1.2). Epíteto diz praticamente a mesma coisa, quando declara:
“Aquilo que desperta o interesse da pessoa e o que ela ama por natureza”
(Discursos 2.22.1). Platão disse: “O amor é para os amoráveis.” Mas a qualidade
distintiva do amor cristão acha-se exatamente na sua obrigação e capacidade de
amar os pouco amáveis e os que dificilmente se pode amar, de procurar o sumo
bem do outro independentemente daquilo que ele é, ou faz, ou tenha feito. No
amor cristão a ideia do mérito não deve ser levada em conta.
(ii) Para os
escritores gregos, o amor é necessariamente uma coisa exclusiva. Aristóteles
define o amor como “a amizade num grau superlativo” . Passa, então, a dizer
que, se é assim, pode ser por uma pessoa, e
por uma pessoa
somente (Aristóteles: Ética a Nicômaco 9.10.5). Na realidade, a convicção de
Aristóteles é de que o amor não pode ser difundido, nem pode a amizade ser
muito espalhada. Na amizade, o círculo deve ser estreito; no amor, nem sequer
há um círculo, mas somente um único ponto em que tudo se focaliza. O amor
cristão é o próprio inverso disso. É uma benevolência que abrange a todos.
Agostinho disse a respeito de DEUS que Ele ama a todos como se houvesse uma só
pessoa para Ele amar; o amor cristão deve modelar-se no amor de DEUS.
(iii) Há um
sentido em que o amor cristão difere radicalmente do amor humano comum. O amor
humano comum é uma reação do coração; e algo que simplesmente ocorre. Ele é
algo com cuja criação e aurora nada temos a ver. Mas Ágape, o amor cristão, é
um exercício da personalidade total. É um estado não somente do coração, mas
também da mente; faz parte dos sentimentos, emoções, e da vontade. Não é alguma
coisa que simplesmente acontece e que não podemos evitar; é algo que temos de
desejar. Não é algo com que não temos nada a fazer; é uma conquista é uma
realização. Na realidade, tem sido dito que, em pelo menos um dos seus
aspectos, Ágape é a capacidade, o poder e a determinação de amar as pessoas das
quais não gostamos. É certamente verídico que este amor cristão não é uma coisa
fácil e sentimental; não é uma resposta emocional automática e não procurada. É
uma vitória sobre o eu. A pura verdade é que este amor cristão é uma qualidade
do fruto do ESPÍRITO; é algo totalmente impossível sem a dinâmica de JESUS CRISTO.
Por isso é fútil falar na aceitação da ética do Sermão do Monte e do amor
cristão. A verdade simples é que o mundo não pode aceitá-la; somente o cristão
cheio do ESPÍRITO e dedicado a CRISTO pode fazê-lo.
(iv) Havia uma
grande área do pensamento pagão que considerava esta ideia do amor cristão como
uma contradição revolucionária de tudo quanto ele mesmo tinha em vista. Todas
as filosofias contemporâneas ao cristianismo tinham um só alvo e objetivo: a
única coisa que todos procuravam era a paz de espírito, ataraxia, serenidade,
tranquilidade, o coração em repouso. A fim de chegarem a isto, todas elas, de
uma forma ou outra, insistiam na absoluta necessidade de duas qualidades
básicas.
A primeira era
autarkeia, que significa a perfeita autossuficiência, a perfeita independência
de qualquer objeto ou pessoa. Autarkeia é a atitude da mente que acha sua
felicidade e paz inteira e exclusivamente dentro de si mesma.
A segunda tinha
uma estreita relação com ela; era apatheia. Apatheia não é a apatia no sentido
da indiferença. A apatheia é essencialmente a incapacidade de sentir alegria ou
tristeza, gozo ou mágoa; é a atitude de coração e mente que não pode ser tocada
por qualquer coisa que porventura pudesse acontecer a si mesma ou a outrem. É o
coração isolado de todos os sentimentos e emoções Se este for o ideal da vida,
então bem claramente o grande inimigo da paz e o amor; o amor é o grande
perturbador. Epíteto conta como César trouxe paz e segurança políticas a este
mundo, e depois diz, com desespero: “Mas será que César pode nos dar a
imunidade do amor?” (Epíteto: Discursos 2.13.10). Concorda que o homem deve
tornar-se afetuoso (philostorgos), mas somente de uma maneira tal que, nunca,
em tempo algum, dependerá de outra pessoa para a sua felicidade e alegria,
porque, se um homem permitir a outra pessoa entrar no seu coração e habitar
ali, sua liberdade foi-se para sempre (Epíteto: Discursos 3.24-58). Para Epíteto,
o amor é um tipo de escravidão (Epíteto: Discursos 4.17.57). Por essa razão, a
filosofia é um treinamento que visa atingir a indiferença. Epíteto insiste em
que os homens nunca devem fixar seu coração em qualquer objeto ou pessoa,
porque nada e ninguém deve ser uma necessidade para nós. O homem deve
ensinar-se a não se importar com nada. Que comece com coisas sem importância —
uma vasilha, uma xícara que, de qualquer maneira, pode ser facilmente quebrada.
Que avance um pouco mais, para uma túnica, um miserável cachorro, um mero
cavalo, um pedaço de terra. Se algo acontecer a alguma destas coisas, que
aprenda a não se importar. Depois, finalmente, chegará paulatinamente a uma
etapa em que não se importará com o que acontece a seu próprio corpo, quando
poderá perder os filhos, a esposa, os irmãos — sem se importar com isso
(Epíteto. Discursos 4.1.110,111). É verdade que as vezes Marco Aurélio fala de
modo aparentemente diferente. Amai os homens entre os quais a vossa sorte é
lançada, diz ele e amai de todo o coração. Amai a humanidade e segui a DEUS.
Tudo quanto é racional é afim, e faz parte da natureza humana importar-se com
todos os homens. A divindade entronizada dentro de nós acalenta um sentimento
fraterno para com os homens. Se não podeis converter o malfeitor, lembrai-vos
de que a bondade vos foi dada para enfrentar semelhante caso e lidar com tal
homem. Ninguém deve, em caso algum, ser obrigado a arrancar de nós a bondade.
Devemos viver com mansidão para com aqueles que procuraram opor-se a nós e para
com aqueles que são um espinho em nossa carne (Marco Aurélio: Meditações 6.38;
7.31, 34, 36;| 9.11; 11.9). O cínico verdadeiro será necessariamente acoitado,
mas devei amar os homens que o acoitam, como se fosse o pai ou o irmão deles
todos (Epíteto: Discursos 3.22.55). Mas, ao procurar o sentido e significado de
passagens tais como estas, sempre deve ser lembrado que esta atitude para com
os outros nasceu, não da identificação com os outros, ou da simpatia para com
os outros, ou da participação da sua situação humana, mas da superioridade
consciente. O sábio estava tão fechado dentro da sua virtude, tão acima dos
homens! comuns, que nunca deixaria as excentricidades e a insensatez dos
mortais inferiores afetarem sua calma olímpica. Em contraste direto com isto, o
amor cristão se importa. O amor cristão é o próprio inverso dos princípios
elementares da filosofia pagã. O filosofo pagão dizia: “Ensina-te a não te
importar.” A mensagem cristã dizia: “Ensina-te a importar-te apaixonada e
intensamente para com os homens.” O filosofo pagão dizia: “Não deves, em
circunstância alguma, ficar pessoal e emocionalmente envolvido na situação
humana.” A mensagem cristã diz: “Deves entrar na situação humana de tal maneira
que vejas penses e sintas com os olhos, a mente e o coração da outra pessoa na
sua profunda identificação com os outros.” A mensagem cristã oferecia o caminho
para a felicidade naquela mesma atitude que o filosofo pagão considerava como o
caminho para a infelicidade. Para o cristão, o princípio no amago da vida era a
única coisa que o filosofo pagão procurava eliminar inteiramente da sua vida.
Analisemos, portanto, o significado deste Ágape, usando em especial os
elementos das cartas de Paulo, onde a palavra ocorre mais de sessenta vezes.
(i) Tudo começa
com o amor de DEUS, porque DEUS é o DEUS de amor (2 Co 13.11). O amor cristão é
o reflexo do amor de DEUS, e dele obtém seu padrão e poder. Este amor de DEUS é
totalmente imerecido, porque a prova dele é que, enquanto ainda éramos pecadores,
CRISTO morreu por nós (Rm 5.8). O Novo Testamento nunca poderia tolerar
qualquer conceito de expiação que subentendesse ou sugerisse que qualquer coisa
que JESUS fez mudou ou alterou a atitude de DEUS para com os homens; que, de
alguma maneira, JESUS tenha transformado a ira de DEUS em amor. O processo
inteiro da salvação tem seu início no amor de DEUS, não merecido por nós. Além
disso, o amor de DEUS é um amor que produz e transforma. É aquele amor que,
derramado no coração dos homens, produz as grandes qualidades da vida e do
caráter cristãos (Rm 5.3-5). Há um amor humano que enfraquece a fibra moral do
homem, que paralisa seu esforço, e que o retira da batalha da vida; mas o amor
de DEUS é a dinâmica transformadora da vida cristã, produzindo no homem a paciência,
a perseverança, a experiência e a esperança que o preparam-no para a vida. O
amor de DEUS é um amor inseparável. Nada há no tempo nem na eternidade que pode
separar o homem dele (Rm 8.35-39). Aqui, na realidade, temos um dos grandes
argumentos para a vida após a morte. O amor e a perfeição do relacionamento
entre duas personalidades, e o amor de DEUS oferece um relacionamento consigo
mesmo que, pela própria natureza das coisas, nada pode quebrar ou interromper.
O amor de DEUS é simplesmente um grande amor (Ef 2.4-7). E, de conformidade com
esta passagem, o amor de DEUS é um grande amor por três razoes. Primeira: Ele
nos amou enquanto estávamos mortos nos nossos pecados. Segunda, vivificou-nos
para a novidade de vida. Terceira, ultrapassa o tempo e vai além da vida para
os lugares celestiais.
(ii) À medida
em que Paulo fala do amor de DEUS, também fala do amor de JESUS CRISTO. Para
Paulo, o amor de DEUS e o amor de JESUS CRISTO são a mesma coisa. Em Rm 8.35-39
Paulo começa perguntando: “Quem nos separará do amor de CRISTO'? E termina,
dizendo: “nada poderá separar-nos do amor de DEUS, que está em CRISTO JESUS
nosso Senhor.” Para Paulo, JESUS é o amor de DEUS em demonstração e ação. Paulo
passa, então, a dizer certas coisas a respeito do amor de JESUS CRISTO. É um
amor que excede todo entendimento (Ef 3.19). O amor é sempre um mistério.
Qualquer pessoa que é amada fica atônita, perguntando a si mesma por que aquilo
acontece. O amor de CRISTO não é algo a ser explicado; é algo diante de que o
homem somente pode maravilhar-se prestar culto e adorar. O amor de JESUS CRISTO
é o padrão da vida cristã.) O cristão deve andar em amor conforme CRISTO o amou
(Ef 5.2). O cristão não é perseguido pelo medo a fim de ser bom; é elevado até
a bondade mediante a obrigação do amor que desperta a generosidade que esta
adormecida na alma.
(iii) Uma das
associações mais consistentes que Paulo faz é entre o amor e a fé (Ef 1.15; Cl
1.4; 1 Ts 1.3; 3.6; 2 Ts 1.3; Fm 5). O mais alto louvor que Paulo pode oferecer
a qualquer igreja é dizer que seus membros têm fé em CRISTO e amor uns para com
os outros. O cristianismo envolve um duplo relacionamento pessoal e uma dupla
dedicação: o relacionamento com CRISTO e a dedicação a Ele, e o relacionamento
com os homens a dedicação a eles. O cristianismo é a comunhão com DEUS e os
homens “Ninguém,” disse Joao Wesley, “já foi para o céu sozinho” “DEUS,” disse
o sábio e velho conselheiro a Wesley quando este estava para deixar esta vida,
“não conhece a religião solitária.” Há uma dupla associação entre a fé e o
amor. Em Ef 6.23 Paulo ora para que seu povo tenha fé com amor; em Gl 5.6 fala
da fé operando através do amor, ou, conforme talvez seja a melhor tradução: a
fé energizada operada, pelo amor. Podemos expressar este fato nas seguintes
palavras o amor sem fé é sentimentalismo, e a fé sem amor é aridez.
O amor deve
basear-se na fé. Por exemplo, é inquestionavelmente verdadeiro que a única base
válida para uma crença na democracia é a crença de que todos os homens são
criaturas naturais de DEUS; e a única base verdadeira da evangelização é a
convicção teológica de que CRISTO morreu por todos os homens: A fé deve ser
inflamada pelo amor, a fim de não se transformar em intelectualismo, e para que
o teólogo não se torne, conforme a expressão Anatole France, um homem que nunca
olhou para o mundo em sua volta. Esta combinação de fé e amor deve produzir
ação, porque o amor nunca deve ser mera aparência (Rm 12.9). É perfeitamente
possível pregar o amor e viver uma vida sem ele, cantar os louvores do amor nas
palavras, e negar a existência dele nas ações. O amor produzirá especialmente
duas coisas. Produzirá a generosidade prática. Quando Paulo estava levantando a
coleta para os cristãos pobres de Jerusalém, seus repetidos apelos às igrejas
mais novas é no sentido de demonstrarem a sinceridade do seu amor, fornecendo a
prova dele mediante a sua generosidade cristã (2 Co 8.7, 8,. 24). Isto
redundará em perdão. Depois de terminarem os problemas em Corinto, e depois de
a paz ter sido restaurada, o apelo de Paulo aos coríntios é para que reafirmem
seu amor perdoando o homem que outrora fora o foco de agitação e de todos os
problemas (2 Co 2.8). A fé deve estar ligada ao amor, e o amor à fé, e esta
combinação deve ter como resultado a mão generosa e o coração que perdoa.
Devemos agora passar a ver, aquilo que poderíamos chamar de a qualidade básica
do amor em ação na vida cristã.
(i) O amor é a
atmosfera da vida cristã. O cristão, diz Paulo, deve andar em amor (Ef 5.2).
Toda vida leva consigo a sua própria atmosfera. Uma das alunas da grande mestra
norte-americana Alice Freeman Palmer disse acerca dela: “Ela fazia com que me
sentisse banhada pelos raios do sol.” Por outro lado, Richard Church em seu
ensaio autobiográfico fala a respeito do primeiro dia que passou na escola.
Tinha consciência daquilo que chamou de “um fingimento frio e impessoal de
benevolência no ar” . Há uma atmosfera que é como uma túnica quente, e outra
que é como uma ducha fria. O cristão leva esta atmosfera de benevolência
radiante por onde for. Paulo expressa esta mesma verdade de outra maneira. O
amor, diz ele, é a vestimenta da vida cristã. Conclama os colossenses a se
vestirem com o amor (Cl 3.14). Falamos de uma pessoa revestida de beleza, ou
armada em virtude. A vida cristã veste-se desta boa vontade que se estende a
todos os homens.
(ii) O amor é o
motivo universal da vida cristã. “ Todos os vossos atos sejam feitos com amor,”
Paulo escreve aos coríntios (1 Co 16.14). O Sermão no Monte nos deixa sem
dúvidas quanto a importância dos motivos do coração na vida cristã (Mt
5.21-48). Há um tipo de generosidade cujo motivo principal é obter prestígio.
Há um tipo de advertência e repreensão que brota do deleite em ferir as pessoas
e em vê-las afastando-se. Há até mesmo um tipo de labuta e serviço que provém
do orgulho. Um dos deveres mais negligenciados da vida cristã é o autoexame, e
talvez isto seja negligenciado por ser um exercício muito humilhante. Se nos
examinarmos, é bem possível que descubramos que não há quase nada neste mundo
que façamos com motivos puros e sem mistura. Ainda que seja assim, devemos
continuar a colocar diante de nós o padrão pelo qual devemos viver, a
insistência de que o único motivo cristão é o amor.
(iii) O amor é
o segredo da unidade cristã. Os cristãos são unidos pelo amor (Cl 2.2). O que
há de significante neste amor cristão é que ele se espalha em círculos que se
expandem cada vez mais. (a) Começa sendo amor pelos santos, ou seja, amor pelos
demais membros da comunidade cristã e pelos nossos irmãos cristãos (Ef 1.15; Cl
1.4; 1 Ts 3.12). (b) É amor pelos líderes da Igreja (1 Ts 5.12, 13). E um fato
muito simples que a única dádiva que Paulo pediu da parte das suas igrejas foi
que orassem por ele, que o conservassem em seus corações, e que o sustentassem
através da oração (Rm 15.30). (c) Toma-se amor por todos os homens. Os cristãos
deve abundar em amor uns com os outros, e com todos os homens (1 Ts 3.12). Há
um tipo de cristianismo que resume-se nas quatro linhas de um verso mal feito:
Somos os poucos
escolhidos de DEUS, Todos os demais irão para o inferno; Não há lugar no céu
para ti - O céu não deve superlotar-se. O amor cristão é o inverso disso;
expande-se até procurar englobar o mundo inteiro em seus braços, e receber
todos os homens em seu coração ;
(iv) O amor é o
enfatizar da verdade cristã. O cristão deve necessariamente ser um amante da
verdade (2 Ts 2.10), mas a todo tempo deve falar a verdade em amor (Ef 4.15). É
fácil falar a verdade de tal maneira
a ferir e
machucar; não é impossível alguém ter prazer ao ver uma pessoa encolher-se e
estremecer sob as chicotadas da verdade. “A verdade,” diziam os cínicos, “é
como a luz para olhos irritados.” Florence Allshorn foi uma famosa e muito
amada diretora de um grande instituto missionário para mulheres.
Inevitavelmente havia ocasiões em que ela tinha de repreender suas estudantes;
mas dizia-se a respeito dela que, quando tinha motivo para repreender, sempre o
fazia como se estivesse abraçando a pessoa a ser repreendida A verdade falada
com o intuito de ferir nada pode produzir senão ressentimento; mas a verdade
falada em amor pode despertar o arrependimento que e algo que traz restauração.
(b) O amor é o
fundamento do apelo cristão. Quando Paulo roga a Filemom em favor do escravo
fugitivo Onésimo, é ao amor que apela? (Fm 7). É ao amor que Paulo apela quando
pede as orações da igreja de
Roma antes de
empreender viagem para Jerusalém (Rm 15.30). O cristão nunca apelará à forca; o
cristão raramente apelará a sua autoridade. A arma do cristão é sempre o apelo
ao amor e quase nunca a exigência do poder.
(c) O amor é o
motivo da pregação cristã. Mesmo nos seus momentos mais severos, a motivação e
a aceitação das palavras de JESUS é o amor. É com amor que intercede pela
cidade quando está para morrer (Mt 23.37). Talvez o capítulo menos compreendido
em toda a Bíblia seja Mateus 23 onde há uma série terrível de “ais” dirigida
contra os escribas e os fariseus. É muito comum pensar nesse capitulo e lê-lo
como se tivesse sido falado num acesso de fúria incandescente, e como se JESUS
estivesse acoitando as pessoas com o chicote da Sua língua. “Ai de vos! ” diz
JESUS (Mt 23.13 ss.). Mas a palavra em grego é Ouai, e o próprio som dela é um
lamento. O sentimento não é de condenação, e sim de tristeza. Não é uma
explosão de ira; é a marca do amor que parte o coração. Há momentos em que
certos pregadores dão a impressão de que odeiam os seus ouvintes, e
assaltam-nos com uma bateria de ameaças quase causando a impressão de que
querem vê-los condenados ao inferno. ” Os homens podem ser levados a aceitar o
evangelho muito mais facilmente se não receberem açoites verbais para que o
aceitem. Stanley Jones em seu livro sobre a conversão conta a respeito da obra
do Dr. Karl Menninger da Clínica Menninger, em Topeka, EUA. Toda a obra da
clínica era organizada em torno do amor. Era tomado como princípio que “ desde
os psiquiatras superiores, descendo até aos eletricistas e faxineiros, todos os
contatos com os pacientes devem manifestar amor” . E tratava-se do “amor sem
limites” . O resultado foi que o período de internamento foi reduzido pela
metade. Houve uma mulher que ficou sentada durante três anos numa cadeira de
balanço sem dizer uma palavra para pessoa alguma. O médico chamou uma
enfermeira e disse-lhe: “Maria, estou colocando a Sra. Brown como sua paciente.
Tudo quanto lhe peço é que a ame até que ela sare.” A enfermeira fez a
experiência. Pegou uma cadeira de balanço do mesmo tipo, sentou-se ao lado
dela, e amou-a de manhã, de tarde e de noite. No terceiro dia, a paciente
falou, e dentro de uma semana, saiu da sua concha — e curada! Stanley Jones
cita alguns outros exemplos deste princípio em operação.Moços que fazem parte
de quadrilhas podem ser alcançados oferecendo-lhes aquilo que mais almejam — o
amor por parte de um adulto disposto a ajudar numa emergência.” Certo fabricante
hindu disse a Stanley Jones por que viera a um dos seus retiros espirituais:
“Sabe por que vim? Há muitos anos, quando eu era menino, atormentamos um
missionário que estava pregando num bazar, jogando tomates nele. Ele enxugou do
seu rosto o caldo dos tomates e então, após a reunião, levou-nos para a
confeitaria e comprou-nos doces. Eu vi o amor de CRISTO naquele dia, e é por
isso que estou aqui.” Um negro já idoso falou a respeito de um negro mais jovem
que se metera numa encrenca seria: “A gente simplesmente deve amá-lo para
atraí-lo para fora disto.” Havia na comunidade um ébrio inveterado. Certa
manhã, disse: “Os meninos jogaram pedras em mim ontem à noite.” Respondeu o
amigo dele: “ Talvez estivessem procurando fazer de você um homem melhor.” O
homem disse: “Ora, nunca ouvi falar que JESUS jogava pedras num homem para
torna-lo melhor” . Os homens podem ser ganhos muito mais se os amarmos para
levá-los ao céu do que se os ameaçarmos para que escapem do inferno.
(v) O amor é o
controlador da liberdade cristã. A liberdade deve ser usada, não como desculpa
para a licenciosidade, mas como dever de servirmos uns aos outros (G1 5.13).
Existem muitas coisas que são perfeitamente seguras para o irmão mais forte, e
que poderia legitimamente ser; permitida, sem dúvida alguma; mas ele abstém-se
dessas coisas porque, ama e recusa-se a prejudicar com o seu exemplo o irmão
por quem CRISTO morreu (Rm 14.15). Se o amor é a base da vida, a
responsabilidade e a sua tônica. Nenhum cristão pensa nas coisas somente porque
afetam a sua própria pessoa. O privilégio da liberdade cristã é condicionado
pela obrigação do amor cristão.
(vi) Este amor
cristão não é nenhuma emoção fácil e sentimentalista. O amor tem os olhos
abertos. A oração de Paulo pelos filipenses é no sentido de que abundem em todo
o conhecimento e em toda a percepção sensível, de modo que sejam capacitados a
distinguir entre as coisas que diferem entre si, escolhendo as que são certas
(Fp 1.10). O amor cristão na vida é acompanhado por uma nova sensibilidade para
com os sentimentos, necessidades e problemas dos outros, uma nova consciência
da bondade, e um novo horror pelo pecado. Longe de ser cego, o amor cristão
ensina o homem a ver com clareza e a sentir com uma intensidade nunca
experimentada. Da mesma maneira, o amor cristão é forte. Na correspondência de
Paulo com a igreja em Corinto há dois usos muito iluminadores da palavra
“amor.” Em 2 Co 2.4 Paulo escreve a respeito da carta dura e severa que havia
enviado a igreja em Corinto, carta esta que causara aos coríntios mágoa e dor.
Mas, diz ele, aquela carta foi escrita, não para lhes causar mágoa e tristeza,
mas para comprovar seu amor por eles. A sentença final da primeira carta aos
coríntios é : “O meu amor seja com todos vós! ” (1 Co 16.24). As cartas a
Corinto estão muito longe de serem cartas sentimentais. Administram a
disciplina; transmitem a repreensão; não hesitam em ameaçar com o uso da vara
de correção; distribuem a correção mais severa; até mesmo exigem a exclusão do
perturbador da comunhão da Igreja — contudo, são o resultado do amor. O amor no
sentido neotestamentário do termo nunca comete o engano de pensar que amar é
deixar uma pessoa fazer o que ela quer. O NT deixa claro que há momentos quando
a ira, a disciplina, a repreensão, o castigo e a correção fazem parte do amor.
(vii) É fácil
ver que a aquisição e a prática do amor cristão não são uma tarefa fácil. Em 1
Co 14.1, Paulo usa uma expressão muito significativa. A ARA traduz: “Segui o
amor.” Mas o verbo que é traduzido por seguir é diõkein que significa
perseguir, correr atrás. O amor cristão não é algo que simplesmente acontece; é
algo que deve ser buscado, desejado, perseguido, algo que exige a oração e a
disciplina do homem para obtê-lo. Longe de ser uma posse automática, e a
realização suprema da vida. Pode-se até dizer que o amor cristão não é somente
difícil; humanamente falando, é impossível. O amor cristão não é uma realização
humana; faz parte do fruto do ESPÍRITO. É derramado em nosso coração pelo
ESPÍRITO SANTO. É, assim, chegamos a outra verdade a respeito deste amor
cristão. Há um versículo magnífico na carta aos filipenses. Nele, a palavra
“amor” propriamente dita não aparece, mas a ideia é a que está no centro do
amor cristão. Paulo escreve, conforme diz a AV: “Anseio por todos vós nas
entranhas de JESUS CRISTO” (Fp 1.8). Literalmente, isto significa: “Amo-vos com
o próprio amor de CRISTO. Através de mim CRISTO vos ama. O amor que eu vos
tenho não é outro senão o amor do próprio CRISTO.” Ágape tem a ver com a mente:
não é simplesmente uma emoção que surge em nosso coração sem ser convidada; é
um princípio segundo o qual vivemos deliberadamente. Ágape tem a ver, de modo
supremo, com a vontade. É uma conquista, uma vitória é uma realização. Ninguém
já amou por natureza os seus inimigos. Amar os inimigos é uma conquista de
todas nossas inclinações e emoções naturais. Este amor cristão, não é meramente
uma experiência emocional que vem a nós sem convite e sem ser procurada; é um
princípio deliberado da mente, uma conquista e realização da vontade. É, na
realidade, o poder de amar os que não são amáveis, de amar as pessoas das quais
não gostamos. O cristianismo não pede que amemos nossos inimigos e os homens em
geral da mesma maneira que amamos nossos entes queridos e os que estão mais
próximos de nós; isto seria tanto impossível quanto errado. Mas realmente ele
exige que tenhamos a todo tempo uma certa atitude e direção da vontade para com
todos os homens, sem nos importarmos com que são eles. Qual, pois, é o
significado deste Ágape? A principal passagem para a interpretação do
significado de Ágape é Mt 5.43-48. Ali, somos ordenados a amar os nossos
inimigos. Por que? A fim de que sejamos como DEUS. E qual é a ação típica de
DEUS que é citada? DEUS envia Sua chuva aos justos e injustos, maus e bons. Ou
seja: a natureza do homem, não importa, DEUS não procura outra coisa senão o
sumo bem dele. Quer o homem seja santo, ou um pecador, o único desejo de DEUS é
o seu sumo bem. Ora, isto e Ágape. Ágape é o espírito que diz: “Não importa o
que o homem me faça, eu nunca procurarei lhe fazer mal; nunca intentarei a
vingança; sempre buscarei exclusivamente o sumo bem dele.” Isto quer dizer que o amor cristão, é a
benevolência invencível, a boa vontade insuperável.
Não é
simplesmente uma onda de emoção; é uma convicção deliberada da mente que tem
como resultado uma política deliberada na vida; é a realização, conquista e
vitória da vontade. Atingir o amor cristão exige a totalidade do homem; exige
não somente seu coração, mas também sua mente e vontade. Sendo assim, duas
coisas devem ser notadas.
i) O amor
humano para com o nosso próximo, é forçosamente uma qualidade imprescindível do
fruto do ESPÍRITO. O amor cristão não é natural no sentido de que não é
impossível ao homem natural. O homem somente pode exercer esta benevolência
universal, sendo purificado do ódio, da amargura e da reação humana natural
como a inimizade, injuria e antipatia, quando o ESPÍRITO tomar posse dele e
derramar no seu coração o amor de DEUS. O amor cristão é impossível a qualquer
pessoa que não seja cristã. Ninguém pode pôr em prática a ética cristã até que
se torne cristão. Pode-se ver bem claramente a qualidade desejável da ética
cristã; pode-se perceber que é a solução para os problemas do mundo; pode-se
aceitá-la mentalmente; mas, na prática, não pode ser vivido se CRISTO não viver
dentro da pessoa.
(ii) Quando
entendemos o que Ágape significa, refutamos amplamente a objeção de que uma
sociedade baseada neste amor seria um paraíso para os criminosos, e que isto
significa simplesmente deixar o malfeitor fazer o que quer. Se buscarmos
somente o sumo bem do homem, é bem possível que tenhamos de resisti-lo; é bem
possível que tenhamos de castigá-lo; é bem possível que tenhamos de agir com
severidade diante dele — para o bem da sua alma imortal. No entanto, permanece
o fato de que tudo quanto fizermos ao homem nunca será por vingança; nunca será
uma simples retribuição; sempre será feito com o amor que perdoa e que procura,
não o castigo do homem, e muito menos a eliminação do homem, mas sempre o seu
sumo bem. Noutras palavras, Ágape importa em lidar com os homens conforme DEUS
lida com eles — e isso não significa deixá-los agir desenfreadamente segundo a
sua própria vontade. Quando estudamos o NT descobrimos que o amor é a base de
todo relacionamento perfeito no céu e na terra.
(i) O amor é a
base do relacionamento entre o Pai e o Filho, entre DEUS e JESUS. JESUS pode
falar do “amor com que me amaste” (Jo 17.26). Ele e “ o Filho do Seu amor” (Cl
1.13; cf. Jo 3.35; 10.17; 15.9; 17.23, 24).
(ii) O amor e a
base do relacionamento entre o Filho e o Pai. O propósito de toda a vida de JESUS era que o mundo
soubesse que Ele amava o Pai (Jo 14.31).
(iii) E dever
do homem amar a DEUS (Mt 22.37; cf. Mac 12.30 e Lc 10.27; Rm 8.28; 1 Co
2.9;2Tm4.8;l Jo 4.19). O cristianismo
não pensa em termos do homem finalmente se submeter ao poder de DEUS; pensa em
termos de ele finalmente se entregar ao amor de DEUS. Não se trata de a vontade
do homem ser esmagada, trata-se de o seu coração ser quebrantado.
(iv) A força
motriz da vida de JESUS era o amor pelos homens (Gl 2.20; Ef 5.2; 2 Ts 2.16; Ap
1.5; Jo 15.9). JESUS realmente é aquele que ama as almas.
(v) A essência
da fé cristã é o amor por JESUS (Ef 6.24; 1 Pe 1.8; Jo 21.15, 16). Assim como
JESUS ama as almas, assim também o cristão ama a CRISTO. O NT tem muita coisa a
nos dizer acerca do amor de DEUS pelos homens.
(i) O amor é da
própria natureza de DEUS. DEUS é amor (1 Jo 4.7,8; 2 Co 13.11).
(ii) O amor de
DEUS é universal. Não foi apenas uma nação escolhida, foi o mundo inteiro que
DEUS amou (Jo 3.16).
(iii) O amor de
DEUS é sacrificial. A prova do Seu amor é que deu Seu Filho em prol dos homens
(1 Jo 4.9, 10; Jo 3.16). A garantia do amor de JESUS é que Ele nos amou e Se
deu por nós (Gl 2,20; Ef 5.2; Ap 1.5).
(iv) O amor de
DEUS é amor misericordioso (Ef 2.4). Não é ditatorial, não é possessivo de modo
dominante; é o amor ansioso do coração misericordioso.
(v) O amor de
DEUS salva e santifica (2 Ts 2.13). Salva da situação do passado e capacita o
homem a enfrentar as condições do futuro.
(vi) O amor de
DEUS é um amor fortalecedor. Nele e através dele o homem torna-se mais que
vencedor (Rm 8.37). Não é o amor abrandador e ultra protetor que torna o homem
fraco; é o amor que produz heróis.
(vii) O amor de
DEUS é um amor que galardoa (Tg 1.12; 2.5). Nesta vida, ele é algo precioso, e
suas promessas são ainda maiores para a vida futura.
(viii) O amor
de DEUS é um amor que disciplina (Hb 12.6). O amor de DEUS é o amor que sabe
que a disciplina é uma parte essencial do amor. O NT tem muita coisa a dizer
acerca de como deve ser o amor do homem por DEUS.
(i) Deve ser um
amor exclusivo (Mt 6.24; cf. Lc 16.13). Há lugar para uma só lealdade na vida
cristã.
(ii) É um amor
que está alicerçado na gratidão (Lc 7.42, 47). Os dons do amor de DEUS exigem
em troca a totalidade do amor dos nossos corações.
(iii) É um amor
obediente. Repetidas vezes o NT preconiza que a única maneira de podermos
comprovar que amamos a DEUS é oferecendo-Lhe nossa obediência incondicional (Jo
14.15, 21, 23, 24; 13.35; 15.10;
1 Jo 2.5; 5.2,
3; 2 Jo 6). A obediência é a prova final do amor.
(iv) É um amor
comunicativo. O fato de amarmos a DEUS é comprovado ao amarmos e ajudarmos
nosso próximo (1 Jo 4.12, 20; 3.14; 2.10). A falta em ajudarmos os homens
comprova que nosso amor por DEUS é falso (1 Jo 3.17). A obediência a DEUS e a
ajuda amorosa prestada aos homens são duas coisas que comprovam o nosso amor.
Vejamos, agora,
outras características deste amor cristão.
(i) O amor é
sincero (Rm 1.29; 2 Co 6.6; 8.8; 1 Pe 1.22). Não tem segundas intenções; não é
interesseiro. Não é uma gentileza superficial que serve de máscara para a
amargura interior. É o amor que ama com os olhos e coração abertos.
(ii) O amor é
inocente (Rm 13.10). O amor cristão nunca prejudicou alguma pessoa. O falso
amor pode ferir de duas maneiras. Pode levar ao pecado. Burns disse acerca do
homem que conheceu quando estava
aprendendo a
cardar linho em Irvine: “Sua amizade me causou prejuízo.” Ou pode ser super
possessivo e superprotetor. O amor materno, por exemplo, pode tornar-se
sufocante.
(iii) O amor é
generoso (2 Co 8.24). Há dois tipos de amor - o amor que exige e o amor que dá.
O amor cristão é o amor que dá, porque é uma cópia do amor de JESUS (Jo 13.34),
e tem seu motivo principal no amor generoso de DEUS (1 Jo 4.11).
(iv) O amor é
prático (Hb 6.10; 1 Jo 3.18. Não é meramente um sentimento bondoso, não se
limita aos melhores votos piedosos; e amor que resulta em ação.
(v) O amor é
longânime (Ef 4.2). O amor cristão resiste as coisas que tão facilmente
transformam o amor em ódio.
(vi) O amor
traz o aperfeiçoamento da vida cristã (Rm 13.10; Cl 3.14; 1 Tm 1.5; 6.11; 1 Jo
4.12). Não há nada mais sublime neste mundo do que amar. A grande tarefa de
qualquer igreja não é primeiramente aperfeiçoar suas construções, ou sua
liturgia, música ou paramentos. Sua grande tarefa é aperfeiçoar o seu amor.
Finalmente, o NT preconiza que há certas maneiras segundo as quais o amor pode
ser mal orientado.
(i) O amor pelo
mundo é mal orientado (1 Jo 2.15). Porque Demas amou o mundo, abandonou a Paulo
(2 Tm 4.10). O homem pode amar o tempo a ponto de se esquecer da eternidade. O
homem pode amar as
recompensas
deste mundo e se esquecer dos galardões ulteriores. O homem pode amar o mundo
de tal maneira que aceita os padrões mundanos e abandona os de CRISTO.
(ii) O amor ao
prestígio pessoal e mal orientado. Os escribas e os fariseus amavam os assentos
principais nas sinagogas e os louvores dos homens (Lc 11.43; Jo 12.43). A
pergunta do homem não deve ser: “O que os homens pensam sobre isso?” , mas: “O
que DEUS pensa sobre isso?”
(iii) O amor
pelas trevas e o medo da luz são as consequências inevitáveis do pecado (Jo
3.19). Assim que o homem peca, já tem algo para esconder; então passa a amar as
trevas. Mas as trevas podem ocultá-lo dos homens não de DEUS. E assim,
finalmente podemos dizer que o amor cristão se manifesta quando CRISTO é
novamente encarnado através de uma pessoa que se entregou totalmente a Ele.
AMOR -
Dicionário Bíblico Wycliffe. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009,
Em várias
versões o substantivo utilizado é, frequentemente, “caridade״
(q.v.). O principal verbo hebraico para amor é ’aheb (aprox. 225 vezes no AT),
embora ocorram 18 outras palavras de significado semelhante (menos de 30
ocorrências no total). A tradução usual da LXX de ’ aheb é agapao (195 vezes).
As palavras gregas clássicas para amor variavam. (1) erao, eros, “desejo
sexual, desejo passional״
(um substantivo na LXX por duas vezes; nunca utilizada como verbo; o mesmo
ocorre no NT); (2) phileo, philia, “afeição por amigos ou parentes” (um
substantivo na LXX por oito vezes; como verbo, 26 vezes; como substantivo no
NT, uma vez; como verbo, 25 vezes); (3) philadelphia, “amor dos irmãos” (não na
LXX; seis vezes no NT); (4) philanthropia, "amor pela humanidade” (uma vez
na LXX; duas vezes no NT); (5) stergo, storge, “afeição, amor familiar"
(não consta na LXX nem no NT, mas veja astorgos, Rm 1.31; 2 Tm 3.3;
philostorgos, Rm 12.10); (6) agapao, Ágape (Lê-se Ágapi), agapetos (como
substantivo na LXX 20 vezes; como verbo, cerca de 250 vezes; mais de 100 vezes
como substantivo no NT: como verbo, cerca de 140 vezes; como adjetivo, mais de
60 vezes).
Na LXX parece
haver pouca diferença entre as idéias traduzidas por phileo e agapao, ambas
sendo usadas para traduzir a idéia de amor por alimentos, por prazer, por uma
mulher e pelo sono. Eros (de onde vem o nosso adjetivo “erótico”), embora
espiritualizado por Platão, não aparece no NT. Tanto as palavras hebraicas como
gregas dizem respeito ao sentimento de desejo e são pessoais em natureza.
A comparação
dos usos do AT (’aheb-agapao) e do NT (agapao) mostra quão diversos são os
objetos do amor; por exemplo. (1) marido- mulher (Gn 24.67; Ef 5.25), (2) o
próximo (Lv 19.18; Mt 5.43; 19.19), (3) dinheiro (Ec 5.9; 2 Pe 2.15), (4) um
amigo (1 Sm 20.17 - Davi e Jônatas; Jo 11.5 - JESUS-Marta), (5) uma cidade (Sl
78.68; Ap 20.9).
Os usos
teológicos em ambas as alianças dizem respeito ao amor de (1) DEUS ao homem,
(2) do homem a DEUS, e (3) do homem para com os seus semelhantes.
1. A
representação do AT do amor de DEUS ao homem é vista em sua preocupação
com todos os homens (Dt 33.3), mas especialmente na escolha de Israel (seu amor
eletivo, ’ahaba, Dt 7.7,8; 10.15; Is 63.9; Os 11.1; Ml 1.2), e seu voto de
aliança constantemente renovado para com eles (seu amor contido em sua aliança,
hesed, “misericórdia”, Dt 7.9; 1 Rs 8.23; Ne 9.32; “benignidade, Is 54.5-10;
veja Benignidade). Este amor garante a Israel a proteção e a redenção de DEUS
(Is 43.25; 63.9; Dt 23.5) e é estendido a cada um individualmente (Pv 3.12; Sl
41.12).
O NT reitera o
amor que DEUS tem por todas as criaturas (Mt 5.45), mas enfatiza a manifestação
em particular de si mesmo em CRISTO e no Calvário (Jo 3.16; Rm 5.8; 8.31-39),
eventos que mostram a vida eterna para o crente. DEUS é revelado como amoroso
porque Ele próprio é amor (1 Jo 4.8,16). O amor é a sua própria essência; o
amor é outro termo juntamente com “luz” (1 Jo 1.5) que descreve a qualidade
moral de seu ser. Veja DEUS.
2. O amor do
homem a DEUS no AT é a resposta completa do homem (Dt 6.5,”de todo o
coração”) ao DEUS misericordioso de Israel (Dt 6.5- 9; Êx 20.1-17; Sl 18.1;
116.1). O amor a DEUS é expresso, de forma ética, especialmente ao se guardar a
lei e o temor a Ele (Êx 20.6; Dt 5.10; 10.12; Is 56.1-6). Este conceito de
resposta total é repetido pelo Senhor JESUS no NT (Mc 12.29,30; veja também Mt
6.24; 10.37-39; Lc 9.57-62; 14.26,27). No entanto, a resposta é dirigida a um
novo conjunto de eventos - a encarnação (Jo 4.10,19,25-29,39-42), a cruz (Rm
6.3-11; Gl 2.20; 5.24; 6.14), a ressurreição (Fp 3.10-11; Cl 3.1,2), e a
segunda vinda (2 Tm 4.8). A equação de amor e obediência também é repetida (Jo
14.15,21; 1 Jo 4.21-5.3). O amor não é um mero sentimento, mas uma entrega
pessoal e voluntária que conduz à submissão.
3. O amor do
homem para com os seus semelhantes no AT é baseado no amor anterior de
DEUS, e é exigido especialmente em relação ao próximo (Lv 19.18) e aos
estrangeiros vivendo em Israel (Dt 10.19; Lv 19.34). Até mesmo o inimigo deve
ser tratado com bondade (Êx 23.4,5; Pv 25.21). O Senhor JESUS apresentou o amor
que deve existir entre os seres humanos (o seu principal uso no NT) como o
segundo mandamento (Mt 22.39), o sinal infalível do discipulado (Jo 13.34,35),
de filiação (1 Jo 4.7), e de nova vida (1 Jo 3.14). Ele deve ser expresso
através de atitudes e obras (1 Jo 3.17,18). Ele é enfatizado pela unidade do
corpo (Ef 4.1-4; Rm 12.16; Fp 1.27; 2.1,2; 4.2) e é evidenciado pela atrocidade
do pecado de dissensão (Gl 5.19-21; 1 Co 1.10- 13; 3.3-8; 11.18-22). O Senhor
JESUS ensinou que o amor deve incluir os inimigos (Mt 5.44), assim como Paulo
ensinou que o amor prático deve incluir todos os homens (Gl 6.10). Esse amor,
que deve ser diferenciado da afeição erótica e romântica, é a contraparte
lógica do amor Divino em relação ao homem (1 Jo 4.11), e sem ele a
reivindicação de amar a DEUS é vista como inconsistente (1 Jo 4.20- 21). Ele
também é visto como o efeito do ESPÍRITO SANTO derramado em nossos corações (Rm
5.5; cf. Gl 5.22), Ele é uma imitação consciente do amor de DEUS, até mesmo por
aqueles que fazem o mal (Mt 5.43-45; Jo 13.34; 15.12; Rm 15.7). O dever do
cristão de retribuir o mal com o bem ao invés de retaliar (Rm 12.17-21) deve
provavelmente ser considerado uma cooperação com o plano de DEUS para levar o
homem ao arrependimento (Rm 2.4; 12.20-21). Este conceito de amor (Ágape (Lê-se
Ágapi) (Lê-se Ágapi)) criativo é tão central que pode ser considerado uma ética
cristã distinta.
A maior
definição de amor Ágape (Lê-se Ágapi) nos relacionamentos humanos já escrita é
a do apóstolo Paulo no hino de 1 Coríntios 13. O amor é sofredor, é benigno; o
amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não
se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não
suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre,
tudo crê, tudo espera, tudo suporta (w. 4-8a, F. F, Bruce, The Letters of Paul,
an Expanded Translation, Grand Rapids. Eerdmans, 1965,p. 107). Resumindo, o
amor é a comunhão entre as pessoas, baseado em atos de auto sacrifício. Tal
amor é a bondade voluntária e deliberada, estendo-se até mesmo aos inimigos por
quem não se tem qualquer afeto pessoal.
Veja Amigo,
Amizade; Bondade; Benignidade; Misericórdia.
Bibliografia. Edwin M. Good, “Love in the
Old Testament”, IDB, III, 164-168. George Johnston, "Love in the New
Testament”, IDB, III, 168-178. C. S. Lewis, The Four Loves, Nova York,
Harcourt, Brace & World, 1960.
Anders Nygren, Ágape and Eros, trad. por
Philip S. Watson, Filadélfia. Westminster, 1953. Gottfried Quell e Ethelbert
Stauffer, “Agapao etc.”, TDNT, I, 21-55. Norman H. Snaith, The Distinctive
Ideas of the Old Testament, Londres. Epworth
Press, 1944, pp. 94-142.J. W. R.
AMAR -
Dicionario Vine Antigo e Novo Testamento
אהב ’ahab ou אהב ’aheb - אהבה ’ahabah
A- Verbo.
'ãhab (אהב) ou ’ãheb (אהב):
“amar, gostar”. Este verbo aparece no moabita e no ugarítico. Ocorre em todos
os períodos do hebraico e ao redor de 250 vezes na Bíblia.
Basicamente,
este verbo é equivalente a “amar” no sentido de ter um forte afeto emocional e
desejo ou de possuir ou de estar na presença do objeto. Primeiro, a palavra se
refere ao amor que um homem tem por uma mulher e uma mulher por um homem. Tal
amor está arraigado no desejo sexual, embora, por geralmente, o desejo esteja
dentro dos limites das relações legítimas: ‘Έ Isaque trouxe-a para a tenda de
sua mãe, Sara, e tomou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e amou-a” (Gn 24.67).
Esta palavra se refere a um amor erótico, mas legítimo, fora do casamento. Tal
emoção pode ser um desejo de se casar e cuidar do objeto desse amor, como no
caso do amor de Siquém por Diná (Gn 34.3). Em raras ocasiões 'ãhab (ou ’ãheb)
significa não mais que pura luxúria — um desejo desregrado de ter relações
sexuais com seu objeto (cf. 2 Sm 13.1). O casamento pode ser consumado sem a
presença de amor por um dos parceiros (Gn 29.30).
Raramente ’ãhab
(ou ’ãheb) diz respeito a fazer amor (isto é representado pelo termo yãda\
“conhecer". ou por sãkab. “deitar-se”). Não obstante, a palavra parece ter
este significado adicional em 1 Rs 11.1: "E o rei Salomão amou muitas
mulheres estranhas, e isso além da filha de Faraó” (cf. Jr 2.25). Oséias parece
usar esta acepção quando escreve que DEUS lhe disse: "Vai outra vez, ama
uma mulher, amada de seu amigo e adúltera" 1 Os 3.1). Este é o significado
predominante do verbo quando aparece no radical causativo (como particípio ·.
Em todas as ocasiões, menos uma (Zc 13.6), ãhab (ou 'ãheb> significa aquele
com quem a pessoa fez ou quis fazer amor: "Sobe ao Líbano, e clama, e
levanta a uma voz em Basã. e clama desde Abarim, porque estão quebrantados os
teus namorados" (Jr 22.20: cf. Ez 16.331.
O termo 'ãhab
(ou 'ãheb) também é usado para aludir ao amor entre pais e filhos. Em sua
primeira ocorrência bíblica, a palavra retrata o afeto especial de Abraão por
seu filho Isaque: ‘Έ disse: Toma agora o teu filho, O teu único filho, Isaque,
a quem amas" (Gn 22.2). A palavra ’ãhab (ou ’ãheb) pode se referir ao amor
familiar experimentado por uma nora por sua sogra (Rt 4.15). Este tipo de amor
também é representado pela palavra rãham.
Às vezes, 'ãhab
(ou ,ãheb) descreve um forte afeto especial que um escravo tem por seu
senhor sob cujo domínio ele deseja permanecer: “Mas, se aquele servo
expressamente disser: Eu amo a meu senhor, e a minha mulher, e a meus filhos,
não quero sair forro” (Êx 21.5). Talvez aqui haja uma implicação de amor
familiar; ele “ama" seu senhor como um filho “ama" seu pai (cf. Dt
15.16). Esta ênfase pode estar em 1 Sm 16.21, onde lemos que Saul '"amou
muito” Davi. Israel veio a “amar” e admirar profundamente Davi, de forma que
eles observavam todos os seus movimentos com admiração (1 Sm 18.16).
Uso especial
desta palavra diz respeito a um afeto especialmente íntimo entre amigos: “A
alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua
própria alma” (1 Sm 18.1). Em Lv 19.18: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”
(cf. Lv 19.34; Dt 10.19), ’ãhab (ou ’ãheb) significa este tipo fraterno ou
amigável de amor. Além disso, a palavra sugere que o indivíduo busca se
relacionar com seu irmão e todas as pessoas de acordo com o que está
especificado na estrutura da lei que DEUS deu a Israel. Este devia ser o estado
normal das relações entre os homens.
Este verbo é
usado politicamente para descrevei־ a lealdade de um
vassalo ou subordinado ao seu senhor. Hirão. rei de Tiro, “amou” Davi no
sentido de que este lhe era completamente leal (1 Rs 5.1).
O forte afeto e
desejo emocional sugeridos por 'ãhab (ou ’ãheb) também podem ser estabelecidos
em objetos, circunstâncias, ações com relações.
B- Substantivo.
’ahabãh (אהבה): “amor”. Esta palavra aparece por cerca
de 55 vezes e representa vários tipos de “amor”. A primeira ocorrência bíblica
de 'ahabãh está em Gn 29.20, onde a palavra trata do “amor” entre homem e
mulher como conceito geral. Em Os 3.1, a palavra é usada para aludir ao “amor”
como atividade sexual. Em 1 Sm 18.3. ’ahabãh quer dizer “amor” entre amigos: Έ
Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria
alma”. A palavra se refere ao “amor” de Salomão em 1 Rs 11.2 e ao “amor” de
DEUS em Dt 7.8.
C- Particípio.
’ãhab (אהב): “amigo”. Esta palavra usada como
particípio pode significar “amigo”: “Os amigos dos ricos são muitos” (Pv
14.20).
AMOR - A
Epístola aos Gálatas - Germano Soares
Encabeçando a
lista está ágapê que aparece sempre ao final dos catálogos de virtudes e
manifesta deste modo como princípio e fundamento de todas as demais virtudes.
Este amor foi derramado em nossos corações com o ESPÍRITO SANTO e se manifesta
na fé enquanto amor “meu”. Ele dirige-se a DEUS (Rm 8.28; 1 Co 2.9), a
CRISTO e ao próximo (Rm 13.8,10; G1 5.13,14 etc). O amor de CRISTO JESUS
está dentro dos nossos corações, tendo sido derramado pelo ESPÍRITO SANTO
que atua como força vital divina que funde todos os carismas, é invariável
e permanente.
AMOR -
Comentário Bíblico Wesleyano
Na moral como
na ordem natural, não há nenhum substituto para a fruta. Obras não pode
realizar muito para a produção de uma árvore ou de seus frutos. "Só
DEUS pode fazer uma árvore." Mas o que não pode ser produzido no reino da
obra humana é perfeitamente possível e natural no ESPÍRITO. O fruto do
ESPÍRITO é descrito em nove termos que cobrem a faixa de valores éticos e
espirituais que fazem para o cumprimento tanto do indivíduo e da sociedade
empresarial e que agradam a DEUS. À medida que as obras da carne indicam
claramente inadequação do ato e atitude para o Reino de DEUS, essas graças
manifestar a presença e poder do ESPÍRITO SANTO na vida e revelam que um já é
uma parte do Reino. Esta é a herança dos filhos de promessa pela fé.
O fruto do
ESPÍRITO é enumerada em três grupos de três cada, que apresentam algum grau de
ordem. Os três primeiros compreendem hábitos cristãos da mente em seu
aspecto geral. O amor , é claro, é a fundação. Como a expressão
de santidade, esta é a qualidade que descreve a natureza de
DEUS. "Ele está derramado em nossos corações pelo ESPÍRITO SANTO que
foi dado a" (Rom. 5: 5 ). Ele é iluminado boa vontade. É o
alcance de um coração e vida que são renovadas pela graça e restaurado à imagem
de DEUS. O maior de todos os mandamentos (Marcos
12:30 , 31 ) não é uma conquista de longo trabalho e
luta. Ela brota quase despercebida como fruto do trabalho interior do
ESPÍRITO de DEUS no coração do homem.
AMOR - BEP -
CPAD
“Caridade” (gr.
Ágape (Lê-se Ágapi) (Lê-se Ágapi)), i.e., o interesse e a busca do bem maior de
outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).
AMOR -
Dicionário Bíblia Almeida - CPAD
Amor
- Sentimento de apreciação por alguém, acompanhado do desejo de lhe fazer
o bem (1Sm 20.17). No relacionamento CONJUGAL o amor envolve atração sexual e
sentimento de posse (Ct 8.6). DEUS é amor (1Jo 4.8). Seu amor é a base da
ALIANÇA, o fundamento da sua fidelidade (Jr 31.3) e a razão da ELEIÇÃO do seu
povo (Dt 7.7-8). CRISTO é a maior expressão e prova do amor de DEUS pela
humanidade (Jo 3.16). O ESPÍRITO SANTO derrama o amor no coração dos salvos (Rm
5.5). O amor é a mais elevada qualidade cristã (1Co 13.13), devendo nortear
todas as relações da vida com o próximo e com DEUS (Mt 22.37-39). Esse amor
envolve consagração a DEUS (Jo 14.15) e confiança total nele (1Jo 4.17),
incluindo compaixão pelos inimigos (Mt 5.43-48; 1Jo 4.20) e o sacrifício em favor
dos necessitados (Ef 5.2; 1Jo 3.16).
AMOR -
Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia
Discussão
Preliminar
Tradução do
termo hebraico aheb, palavra de larga conotação. Outros vocábulos também eram
usados no Antigo Testamento, com sentidos variegados, associados a amor,
desejo, amante etc. No N.T., temos
O círculo do
amor de DEUS não tinha início, e não terá fim. O amor de DEUS inspirou e
garantiu a execução da missão tridimensional do Logos. Ele ministrou e ministra
na terra, no hades e nos céus para ser tudo para todos,
afinal — .
O amor de DEUS
é real universalmente,
— não meramente
potencial - O amor de DEUS será absolutamente efetivo,
afinal — .
Limites de
pedra não podem conter o amor. E o que o amor pode fazer, isso o amor ousa
fazer.
(William
Shakespeare)
O oposto de
injustiça não é justiça — é amor
Agape (Lê-se
Ágapi) (Lê-se Ágapi) (agapao), comum na Septuaginta, e phileo, sinônimo de
agapao. Agapao aparece por 142 vezes no Novo Testamento; Ágape (Lê-se Ágapi)
(Lê-se Ágapi), por 116 vezes, e phileo por 25 vezes. Agapao tem todo o alcance
possível de significado que a nossa palavra amor exibe; e mediante o uso dessa
palavra, não se pode estabelecer a diferença entre o amor divino e o amor
humano, em contraste com phileo. A suposta diferença entre essas duas palavras
torna-se nula quando simplesmente tomamos um léxico e lemos as referências onde
figuram os dois termos. Ver o artigo sobre Ágape (Lê-se Ágapi) (Lê-se Ágapi),
como ilustração desse fato, e quanto a outras informações. A mudança de uma
para outra palavra, em João 21, é simples questão estilística, não envolvendo
qualquer sentido oculto. Eros, com frequência usada para indicar o amor
apaixonado e sexual, não se encontra no Novo Testamento. Também pode ser usado
para indicar o amor nobre e espiritual, embora envolvendo, em muitos casos pelo
menos, um sentido menos nobre do que aqueles achados no caso de agapao ephileo.
Nas Escrituras, o amor aparece tanto como um atributo de DEUS como uma virtude
humana moral, pelo que o assunto do amor pertence tanto à teologia quanto à
ética. O amor é fundamental à verdadeira religião e à filosofia moral, e de
fato, até na maior parte das filosofias pessimistas, como na de Schopenhauer,
onde é encarado favoravelmente sob o título de simpatia. O amor é uma parte
importante e mesmo dominante da fé judaico-cristã, básica ao evangelho. (Ver
João 3; 16). Ê um elemento essencial em todo o relacionamento humano. Portanto,
tanto mais atônitos ficamos em face do fato de que quase todos os credos
denominacionais evangélicos deixam-no totalmente de lado, ao alistarem seus itens
de crença (ver o artigo sobre Credos). Paulo declara que o amor é a maior de
todas as graças cristãs (ver I Cor. 13:13, onde aparece a exposição do NTI,
quanto a muitos dos atributos e características do amor). Nós escritos de
Paulo, também é o solo de onde brotam todas as outras virtudes (ver Gál.
5:22,23). Trata-se da marca distintiva de que alguém é filho de DEUS (ver Mat.
5:44 ss.). É um pré-requisito absoluto para que alguém seja uma pessoa
espiritual, um bom cidadão, um bom vizinho, um bom marido, esposa ou pai, ou
qualquer outra coisa, que envolva boas qualidades divinas ou humanas.
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LIÇÃO 13 -
AMOR, A VIRTUDE SUPREMA
Lições Bíblicas
Aluno - Jovens e Adultos - 2º TRIMESTRE DE 2009
1Coríntios - Os
Problemas da Igreja e Suas Soluções
Comentários do
Pr. Antônio Gilberto
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - 1 Coríntios 13.1-8,13.
1 Ainda que eu
falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, seria como o
metal que soa ou como o sino que tine. 2 E ainda que tivesse o dom de profecia,
e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda; que tivesse toda a
fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada
seria. 3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos
pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse
caridade, nada disso me aproveitaria. 4 A caridade é sofredora, é benigna; a
caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se
ensoberbece, 5 não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não
se irrita, não suspeita mal; 6 não folga com a injustiça, mas folga com a
verdade; 7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8 A caridade nunca
falha; mas, havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão;
havendo ciência, desaparecerá;
13 Agora, pois,
permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três; mas a maior destas é a
caridade.
1Co 13:1-13 -
(Bíblia de Estudo Pentecostal BEP )
13.1 E NÃO
TIVESSE CARIDADE. O cap. 13 é uma continuação do ensino de Paulo sobre os dons
espirituais. Ele enfatiza, aqui, que ter dons espirituais sem amor (caridade),
de nada adianta (vv. 1-3). O "caminho ainda mais excelente" (1Co
12.31) é o exercício de dons espirituais com amor (vv. 4-8). O amor, sendo o
único contexto em que os dons espirituais podem cumprir o propósito de DEUS,
deve ser o princípio predominante em todas as manifestações espirituais. Daí,
Paulo exortar os coríntios: "Segui a caridade e procurai com zelo os dons
espirituais" (1Co 14.1). Os crentes devem, com muito zelo, buscar as
coisas do ESPÍRITO, para que, assim equipados, possam ajudar, consolar e
abençoar o próximo neste mundo.
13.2 NADA
SERIA. Há pessoas afeitas às práticas religiosas sem qualquer aprovação de
DEUS. É até possível que nem sejam crentes. Por exemplo, pessoas, que falam em
línguas, profetizam, têm conhecimento ou realizam grandes obras da fé, sem,
contudo terem amor, nem a justiça de CRISTO. Esses, "nada" são aos
olhos de DEUS. Diante de DEUS, a sua espiritualidade e profissão de fé são vãs
(v.1); esses não têm lugar no Reino de DEUS (cf. 1Co 6.9,10). Não somente lhes
falta a plenitude do ESPÍRITO, como também não têm a sua presença habitando
neles. As manifestações espirituais que ocorrem neles não provêm de DEUS, mas
doutro espírito (ver At 8.21; 1 Jo 4.1). O essencial na autêntica fé cristã é o
amor segundo uma ética que não prejudique o próximo e que persevere na lealdade
a CRISTO e à sua Palavra (ver também v. 13)
13.4-7 A
CARIDADE. Essa seção descreve o amor divino através de nós como atividade e
comportamento, e não apenas como sentimento ou motivação interior. Os vários
aspectos do amor, neste trecho, caracterizam DEUS Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO.
Sendo assim, todo crente deve esforçar-se para crescer nesse tipo de amor.
13.8 LÍNGUAS,
CESSARÃO. Os dons espirituais, como profecia, línguas e ciência terminarão no
fim da presente era. A ocasião em que eles cessarão é descrita assim:
"quando vier o que é perfeito" (v. 10), ou seja, no fim da presente
era, quando, então, o conhecimento e o caráter do crente se tornarão perfeitos
na eternidade, depois da segunda vinda de CRISTO (v. 12; 1Co 1.7). Até chegar
esse tempo, precisamos do ESPÍRITO e dos seus dons na congregação. Não há
nenhuma evidência aqui, nem em qualquer outro trecho das Escrituras, de que a
manifestação do ESPÍRITO SANTO através dos seus dons cessaria no fim da era
apostólica.
13.13 A
MAIOR... É A CARIDADE. Este capítulo deixa claro que um caráter semelhante ao
de CRISTO, DEUS o enaltece acima do ministério, da fé ou da posse dos dons
espirituais. (1) DEUS valoriza e destaca o caráter que age com amor, paciência
(v. 4), benignidade (v. 4), altruísmo (v. 5), aversão ao mal e amor à verdade
(v.6), honestidade (v.6), e perseverança na retidão (v. 7), muito mais do que a
fé que move montanhas ou realiza grandes feitos na igreja (vv. 1,2,8,13). (2)
Os maiores no reino de DEUS serão aqueles que aqui se distinguem em piedade
interior e no amor a DEUS, e não aqueles que se notabilizam pelas realizações
exteriores (ver Lc 22.24-30). O amor de DEUS derramado dentro do coração do
crente pelo ESPÍRITO SANTO, é sempre maior do que a fé, a esperança, ou
qualquer outra coisa (Rm 5.5).
Palavra-Chave: Amor
- É a revelação da natureza e do poder de DEUS em nossas vidas.
Oração
Meu DEUS, meu
PAI, me ensina a amar como o Senhor ama (Mesmo sabendo que não conseguirei, lhe
peço assim mesmo).
Meu DEUS, meu
PAI, ajuda-me a amar meu semelhante como a mim mesmo (Mesmo sabendo que não
conseguirei, lhe peço assim mesmo).
Meu DEUS, meu
PAI, me ensina e me ajude a pelo menos me esforçar por amar como o Senhor ama.
Como nunca
atingiremos o perfeito amor, como é o desejo de DEUS para nós, então o que é
perfeito só será visto, sentido e vivido no céu após o arrebatamento. Isso não
quer dizer que não vamos continuar tentando crescer no amor de DEUS tanto para
com ELE mesmo, como para com nossos irmãos e outras pessoas também, enquanto
por aqui estivermos.
Aqui os dons
são importantes demonstrações do poder e cuidado de DEUS para com a humanidade
e não devem ser desprezados, são armas de conversão e de edificação, portanto,
indispensáveis enquanto aqui vivermos, mas, no céu não teremos mais necessidade
dos dons, lá só o amor prevalecerá.
O único ser
humano que conseguiu amar como DEUS foi JESUS, que nasceu sem a semente do
pecado, venceu o pecado em todas as suas formas e ELE mesmo É DEUS.
Jo 21.17-
Disse-lhe terceira vez: “Simão, filho de Jonas, amas-me?” Simão entristeceu-se
por lhe ter dito terceira vez: “Amas-me”? E disse-lhe: “Senhor, tu sabes
tudo; tu sabes que eu te amo”. JESUS Disse-lhe: “apascenta as minhas ovelhas”.
Pedro traiu a JESUS por
três vezes (Jo.:18.17-27) e depois se
autoexcluiu da Comunhão do Senhor, Voltando ao ofício antigo (Lc 5.4; Jo 21.3),
mas o mestre o havia chamado para ser pescador de homens (Lc 5.10).
Para
restaurá-lo o senhor não usou de acusações ou repreensões e nem lhe perguntou
se estava arrependido e também não pediu-lhe que não mais o negasse,
buscou em Pedro o que ele tinha de mais precioso, a sinceridade e honestidade
procurando infundir-lhe o verdadeiro amor (1 Co 13); na verdade o que mais
interessa para JESUS é nosso coração (Mt 22.36-40; Sl 119.11; Sl 147.3; Pv
23.26). Existe, no diálogo entre JESUS e Pedro, dois tipos de amor: o amor
AGAPEO (amor profundo e não interesseiro, amor de DEUS) e o amor PHILEO (amor
com denotação de gostar, amor entre pais e filhos); portanto vamos reproduzir o
diálogo de maneira mais clara:
“Simão, filho de Jonas, amas-me
mais do que estes”? Ele respondeu: “Sim, senhor, tu sabes eu gosto de ti”.
Ele disse: “Apascenta os meus cordeiros”. A segunda vez perguntou-lhe JESUS:
“Simão, filho de Jonas, amas-me?” Ele respondeu: “Sim, senhor tu sabes que
gosto de ti”. Ele disse: “pastoreia as minhas ovelhas”. Terceira vez
perguntou-lhe JESUS: “Simão, filho de Jonas, gostas de mim”? Pedro
entristeceu-se, por JESUS lhe ter perguntado pela terceira vez: “Gostas de
mim?” E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que gosto de ti”. Disse-lhe
JESUS: Apascenta as minhas ovelhas”.
JESUS pergunta se Pedro o ama com
amor profundo por duas vezes e ele responde que ainda não está pronto, pois o
seu amor ainda é muito pequeno; a terceira pergunta vem como uma
chicotada pois JESUS lhe pergunta, com suas próprias palavras se ele o ama
mesmo com esse amor pequeno, mas sincero e Pedro agora é restaurado porque
depois de negar ao seu mestre por três vezes, agora o confessa por três vezes.
(1Pe 5.2-4). Esse é o DEUS de misericórdia, amor e perdão, que nos aceita mesmo
com esse amor fraco e muito aquém do que deseja.
Jo 3.16-
“Porque DEUS amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que
todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
O amor de DEUS é declarado aqui
como algo incomensurável e tão grandioso que o autor, João não conseguiu
encontrar em seu vocabulário uma expressão que o revelasse, deixando essa
revelação para o ESPÍRITO de DEUS que testifica com nosso espírito que somos
filhos de DEUS. Seu amor é tão grande, que ELE nos deu seu filho unigênito
JESUS CRISTO, para morrer por nós na cruz, a fim de nos salvar.
O maior ser que
existe (DEUS, o criador de todas as coisas).
O maior
sentimento que existe (amor, DEUS sente por nós).
A maior
quantidade de pessoas que existe (o mundo).
O maior
cemitério que existe (a alma que pecar esta morrerá).
A maior dádiva
que alguém pode oferecer (o filho unigênito).
O maior motivo
de todos (a salvação, o perdão, a reconciliação).
O maior
sacrifício de todos (morte na cruz, ELE fez).
A maior
tragédia que existe (morte física, da alma e espiritual).
A maior fé que
existe (é dom de DEUS).
A maior
confissão que existe (Rm 10.9, Mt 10.32, você precisa fazer).
A maior e
melhor vida que existe (A vida eterna, você a terá se confessar a JESUS
como senhor e salvador, Jo 5.24).
O Fruto Do
ESPÍRITO - Amor: o Fruto Excelente
"Amados,
amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de DEUS; e qualquer que ama é
nascido de DEUS e conhece a DEUS." (1Jo 4.7)
O amor é a
essência de todas as virtudes morais de CRISTO originadas pelo ESPÍRITO SANTO,
e implantadas no crente
Cl 3.14 O Amor
é o vínculo da perfeição
1 Pedro 4.8
Mas, sobretudo, tende ardente caridade uns para com os outros, porque a
caridade cobrirá a multidão de pecados,
João 13.34 Um
novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós,
que também vós uns aos outros vos ameis.
Romanos 13.8 A
ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros;
porque quem ama aos outros cumpriu a lei.
1Jo 4.7 O Amor
confirma a filiação divina
4.7 AMEMO-NOS
UNS AOS OUTROS. Embora o amor seja um aspecto do fruto do ESPÍRITO (Gl 5.22,23)
e uma evidência do novo nascimento (2.29; 3.9,10; 5.1), é também algo que temos
a responsabilidade de desenvolver. Por essa razão, João nos exorta a amar uns
aos outros, a termos solicitude por eles e procurar o bem-estar deles. João não
está falando apenas em sentimento de boa-vontade, mas em disposição decisiva e
prática, de ajudar as pessoas nas suas necessidades (3.16-18; cf. Lc 6.31).
João nos admoesta a demonstrar amor, por três razões: (1) O amor é a própria
natureza de DEUS (vv. 7-9), e Ele o demonstrou ao dar seu próprio Filho por nós
(vv. 9,10). Compartilhamos da sua natureza porque nascemos dEle (v. 7). (2)
Porque DEUS nos amou, nós, que temos experimentado o seu amor, perdão e ajuda,
temos a obrigação de ajudar o próximo, mesmo com grande custo pessoal. (3) Se
amamos uns aos outros, DEUS continua a habitar em nós, e o seu amor é em nós
aperfeiçoado (v. 12).
1Co 13.13 O
Amor é a essência das virtudes cristãs
13.13 A
MAIOR... É A CARIDADE. Este capítulo deixa claro que um caráter semelhante ao
de CRISTO, DEUS o enaltece acima do ministério, da fé ou da posse dos dons
espirituais. (1) DEUS valoriza e destaca o caráter que age com amor, paciência
(v. 4), benignidade (v. 4), altruísmo (v. 5), aversão ao mal e amor à verdade
(v.6), honestidade (v.6), e perseverança na retidão (v. 7), muito mais do que a
fé que move montanhas ou realiza grandes feitos na igreja (vv. 1,2,8,13). (2)
Os maiores no reino de DEUS serão aqueles que aqui se distinguem em piedade
interior e no amor a DEUS, e não aqueles que se notabilizam pelas realizações
exteriores (ver Lc 22.24-30). O amor de DEUS derramado dentro do coração do
crente pelo ESPÍRITO SANTO, é sempre maior do que a fé, a esperança, ou
qualquer outra coisa (Rm 5.5).
Rm 12.9 O Amor
combate a hipocrisia
Hb 1.9 AMASTE A
JUSTIÇA E ABORRECESTE A INIQÜIDADE. Não basta o crente amar a justiça; ele
deve, também, aborrecer o mal. Vemos esse fato claramente na devoção de CRISTO
à justiça (Is 11.5) e, na sua aversão à iniqüidade; na sua vida, no seu
ministério e na sua morte (ver Jo 3.19; 11.33). (1) A fidelidade de CRISTO ao
seu Pai, enquanto Ele estava na terra, conforme Ele demonstrou pelo seu amor à
justiça e sua aversão à iniqüidade, é a base para DEUS ungir o seu Filho (v.
9). Da mesma maneira, a unção do cristão virá somente à medida que ele se
identificar com a atitude do seu Mestre para com a justiça e a iniqüidade (Sl
45.7). (2) O amor do crente à justiça e seu ódio ao mal crescerá por dois
meios: (a) crescimento em sincero amor e compaixão por aqueles, cujas
vidas estão sendo destruídas pelo
pecado, e (b) por uma sempre crescente união com o nosso DEUS e Salvador, do
qual está dito: "O temor do SENHOR é aborrecer o mal?? (ver Pv 8.13; Sl
94.16; 97.10; Am 5.15; Rm 12.9; 1 Jo 2.15; Ap 2.6).
Rm 5.5 O Amor é
resultado da ação do ESPÍRITO SANTO no crente
5.5 O AMOR DE
DEUS... EM NOSSO CORAÇÃO. Os cristãos experimentam o amor de DEUS nos seus
corações, pelo ESPÍRITO SANTO; especialmente em tempos de aflição. O verbo
"derramar" está no tempo pretérito perfeito contínuo, significando
que o ESPÍRITO continua a fazer o amor transbordar em nossos corações. É essa
experiência sempre presente do amor de DEUS, que nos sustenta na tribulação (v.
3) e nos assegura que nossa esperança da glória futura não é ilusória (vv.
4,5). A volta de CRISTO para nos buscar é certa (cf. 8.17; Jo 14.3)
1Jo 4.16 DEUS é
a fonte e a causa do Amor
1 João 4.8
Aquele que não ama não conhece a DEUS, porque DEUS é caridade.
12 Ninguém
jamais viu a DEUS; se nós amamos uns aos outros, DEUS está em nós, e em nós é
perfeita a sua caridade.
1 João 3.24 E
aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos
que ele está em nós: pelo ESPÍRITO que nos tem dado.
João 13.34-35
= 34"Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros.
Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. 35 Com isso todos saberão
que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros".
13.34 AMEIS UNS
AOS OUTROS. O cristão é exortado a amar de um modo especial a todos os outros
cristãos verdadeiros, quer sejam membros da sua igreja e da sua persuasão
teológica, quer não. (1) Isso significa que o crente deve saber distinguir os
cristãos verdadeiros daqueles cuja confissão de fé é falsa, observando a sua
obediência a JESUS CRISTO e sua lealdade às Sagradas Escrituras (5.24; 8.31;
10.27; Mt 7.21; Gl 1.9). (2) Isso significa que quem possui uma fé viva em
JESUS CRISTO e é leal à Palavra inspirada e inerrante de DEUS, conforme tal
pessoa a compreende, e que resiste ao espírito modernista e mundano
predominante em nossos tempos, é meu irmão em CRISTO e merece meu amor,
consideração e apoio especiais. (3) Amar a todos os cristãos verdadeiros, inclusive
os que não pertencem à minha igreja, não significa transigir ou acomodar minhas
crenças bíblicas específicas nos casos de diferenças doutrinárias. Também não
significa querer promover união denominacional. (4) O cristão nunca deverá
transigir quanto à santidade de DEUS. É essencial que o amor a DEUS e à sua
vontade, conforme revelados na sua Palavra, controlem e orientem nosso amor ao
próximo. O amor a DEUS deve sempre ocupar o primeiro lugar em nossa vida (ver
Mt 22.37,39).
13.35
CONHECERÃO QUE SOIS MEUS DISCÍPULOS. O amor (gr. ágape) deve ser a marca
distintiva dos seguidores de CRISTO (1 Jo 3.23; 4.7-21). Este amor é, em suma,
um amor abnegado e sacrificial, que visa ao bem do próximo (1 Jo 4.9,10). Por
isso, o relacionamento entre os crentes deve ser caracterizado por uma
solicitude dedicada e firme, que vise altruisticamente a promover o sumo bem
uns dos outros. Os cristãos devem ajudar uns aos outros nas provações, evitar
ferir os sentimentos e a reputação uns dos outros e negar-se a si mesmos para
promover o mútuo bem-estar (cf 1 Jo 3.23; 1 Co 13; 1 Ts 4.9; 1 Pe 1.22; 2 Ts
1.3; Gl 6.2; 2 Pe 1.7).
Lucas 6.27-35
= 27 "Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus
inimigos, façam o bem aos que os odeiam, 28 abençoem os que os amaldiçoam, orem
por aqueles que os maltratam. 29 Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe
também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica.
30 Dê a todo aquele que lhe pedir, e se alguém tirar o que pertence a você, não
lhe exija que o devolva. 31 Como vocês querem que os outros lhes façam, façam
também vocês a eles. 32 "Que mérito vocês terão, se amarem aos que os
amam? Até os 'pecadores' amam aos que os amam. 33 E que mérito terão, se
fizerem o bem àqueles que são bons para com vocês? Até os 'pecadores' agem
assim. 34 E que mérito terão, se emprestarem a pessoas de quem esperam devolução?
Até os 'pecadores' emprestam a 'pecadores', esperando receber devolução
integral. 35 Amem, porém, os seus inimigos, façam-lhes o bem e emprestem a
eles, sem esperar receber nada de volta. Então, a recompensa que terão será
grande e vocês serão filhos do Altíssimo, porque ele é bondoso para com os
ingratos e maus.
6.27 AMAI A
VOSSOS INIMIGOS. Nós versículos 27-42, JESUS nos ensina como devemos conviver
com outras pessoas. Como membros da nova aliança, temos a obrigação de cumprir
as exigências que Ele expõe aqui. (1) Amar os nossos inimigos não significa um
amor emotivo, i.e., de ter afeto por eles, mas, sim, uma genuína solicitude
pelo seu bem e pela sua salvação eterna. Uma vez que sabemos da terrível ruína
que aguarda os que são hostis a DEUS e ao seu povo, devemos orar por eles e
procurar pagar-lhes o mal com o bem, levá-los a CRISTO e à fé do evangelho (ver
Pv 20.22; 24.29; Mt 5.39-45; Rm 12.17; 1 Ts 5.15; 1 Pe 3.9). (2) Amar nossos
inimigos não quer dizer ficarmos indiferentes enquanto os malfeitores continuam
nas suas atividades iníquas. Quando necessário for, pela honra de DEUS, pelo
bem ou segurança do próximo, ou proveito maior dos pecadores, deve-se tomar
providências rigorosas para deter a iniqüidade (ver Mc 11.15; Jo 2.13-17).
DINÂMICA: Eu utilizo uma rosa fechada, quase botão.
Chamo a rosa de qualidade do Fruto do ESPÍRITO - AMOR. Tudo começa pelo amor e
sem este nada mais poderá se desenvolver. Depois vou abrindo cada pétala que
sai do amor de DEUS, e vou nomeando cada pétala, como qualidades ou resultados
deste amor.
***Para ensinar
sobre o Fruto do ESPÍRITO utilizo uma laranja com nove gomos, se não achar com
nove abro-a em gomos e depois de contar nove gomos retiro os gomos que estão
sobrando e dou para algum aluno chupar. Chamo a laranja de Fruto do ESPÍRITO e
os gomos de qualidades do Fruto. Depois digo aos alunos que se cada um
aproveitar de cada gomo como o aluno chupou aquele gomo que você lhe deu, será
perfeito discípulo de CRISTO. Se o aluno não chupar de algum gomo ficará com
deficiência em seu caráter cristão, se chupar um mais do que o outro também
ficará com deficiência , o importante é que durante nossa peregrinação por aqui
(na Terra), estejamos todo o tempo, chupando a laranja o mais possível, afinal,
vitamina "C" é ótimo!!!!!! "C" de Caráter e "C"
de CRISTO. Aproveitemos todos os gomos o máximo que pudermos!!!!
PARTE I -
Os 4 Tipos De Amor:
Amor:- A
palavra 'amor' neste trecho das Escrituras é a tradução da palavra grega 'Agape
(Lê-se Ágapi) (Lê-se Ágapi)'. Este é amor que flui diretamente de DEUS. 'O amor
de DEUS está derramado em nossos corações pelo ESPÍRITO SANTO que nos foi
dado'(Rm 5.5). É um amor de tamanha profundidade que levou DEUS a dar seu único
Filho como sacrifício pelos nossos pecados (Jo 3.16). É o amor de JESUS por
nós: 'conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos
dar a nossa pelos irmãos (leia Jo 3.16; 15.2-13). É muito fácil amar os seus
entes queridos, como os pais, filhos esposos, parentes, amigos, esposas etc.
Mas, somente pelo ESPÍRITO SANTO, você é capaz de dedicar o amor aos seus
inimigos, de tal forma que lhes deseje o bem e perdoe as suas ofensas, de todo
o coração, para jamais se lembrar delas.
1- O Amor
Divino:
O amor é a
essência da natureza de DEUS.
DEUS age sempre
, em tudo, com Amor e conosco não é diferente, DEUS nos ama de uma tal forma
que foi capaz de nos dar o que ELE tinha de maior valor para que
reconhecêssemos esse imenso amor, seu único amado Filho, JESUS CRISTO.
Ágape (Amor De
DEUS, O Importante E Necessário, O Principal)
DEUS ME AMA, e
a prova que ele deu deste amor, foi enviando o seu Filho para morrer por mim
quando eu era ainda seu inimigo (Rm. 5.8-10). Estava morto espiritualmente, mas
Ele bondosamente me deu vida. Achava-me perdido, sem a menor chance de escapar
da condenação eterna, porém, Ele graciosamente me salvou. JESUS veio para me
dar vida, e vida com abundância
Este é o Amor
ágape cristão, sentimento que nos liga mesmo aos que nos são indiferentes,
mesmo aos nossos inimigos, e tem como horizonte virtual a humanidade inteira.
2- O Amor
Fraterno:
Phileo
(Fraternal, De Irmãos, Necessário Mas Não O Principal)
O amor ao
próximo se demonstra com ações.
De que valeria
a nosso semelhante um amor de indicações?
Is 56.6 Acaso
não é este o jejum que escolhi? que soltes as ligaduras da impiedade, que
desfaças as ataduras do jugo? e que deixes ir livres os oprimidos, e despedaces
todo jugo?7 Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e
recolhas em casa os pobres desamparados? que vendo o nu, o cubras, e não te
escondas da tua carne?8 Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura
apressadamente brotará. e a tua justiça irá adiante de ti; e a glória do Senhor
será a tua retaguarda.9 Então clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e
ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o
falar iniquamente;10 e se abrires a tua alma ao faminto, e fartares o aflito;
então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.11 O
Senhor te guiará continuamente, e te fartará até em lugares áridos, e
fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado, e como um manancial,
cujas águas nunca falham.
3- O Amor
Físico
Eros (Atração
Física, Necessário Mas Não O Principal)
4- O Amor
Familiar
Storge
(Afetivo, Amor Romântico, Necessário Mas Não O Principal)
PARTE II - Amor
a DEUS - A Dimensão Vertical
1- Amar a DEUS
acima de tudo
EU AMO A DEUS,
devo toda a minha vida a Ele, e a Ele entrego-me com alegria para o seu
serviço. Dedicar-me-ei a este curso, participando com empenho e com prazer,
esforçando-me para aprender, de maneira que eu possa crescer espiritualmente,
fortalecendo-me na graça e no conhecimento do meu Senhor, JESUS CRISTO.
2- O Exemplo de
JESUS
À esta altura
percebemos que o “amor ao próximo”, conforme apresentado na primeira epístola
de João, embora não negue um peculiar caráter “opcional”, ultrapassa a dimensão
da escolha racional para tornar-se, principalmente, um resultado da graça
divina. Sua fonte transfere-se da alma (antropologia hebraica) para o ser de
DEUS. A adesão (sent. próprio do hebraico 'ahabh), segundo esta teologia
joanina, não é uma mera filiação partidária ou paixão por uma causa (coisa que
os “do mundo” também podem ter); ela é, antes, uma aliança ou pacto com o
próprio DEUS. É aderir não a algo, mas a alguém. A partir deste ponto, podemos
interpretar João com os olhos de
Agostinho que entendia o Ágape joanino como sendo uma pessoa. Aliás,
note-se que, desde o evangelho e o Apocalipse, é comum para João personificar
em DEUS, os títulos que lhe atribuímos. E assim como o Logos e a Luz procederam
do Pai, encarnando-se na figura histórica de JESUS CRISTO, do mesmo modo o Amor
manifestado entre os homens (4:9) é outra “figuração personificada” para falar
do mistério da encarnação. Portanto, o dizer que o Amor procede de DEUS (h
agaph ek tou qeou estin[ 4:7]) é uma explícita referência à procedência de
CRISTO do Pai (para tou Patera[João 6:46; 7:29; 8:14; 8:42; 11:27, 16:28]) e
quando se diz “DEUS é amor”(o Qeos agaph estin) paralelamente se deve
lembrar do dito “e o Verbo era DEUS” (kai Qeos hn o logos).
O amor/ágape é,
enfim, o Filho de DEUS vindo ao mundo e o “permanecer” neste amor equivale a
“andar como ele andou” (amando ao próximo, cumprindo a justiça, obedecendo à
lei) e confessar o que ele é de fato (1:6 e 4:2). Fazendo isto, trazemos para o
presente uma encarnação salvadora fazendo com que ela deixe de ser mero evento
de um longínquo passado com o qual não temos relação.
3- O Teste do Amor ágape
Como sabermos
se amamos com o amor de DEUS?
Se somos
capazes de amar como DEUS ama, então sentimos este amor fluir de cada um de
nós.
Jo 3.16
"Porque DEUS tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que
todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
Somos capazes
de amar a ponto de darmos tudo o que temos de mais precioso, por amor aos
outros?
Rm 5.8 Mas DEUS
demonstra seu amor por nós: CRISTO morreu em nosso favor quando ainda éramos
pecadores.
Veja que DEUS
não nos amou porque éramos bons; somos capazes de amar aos pecadores e por eles
darmos nossas vidas?
Mt 5.44 Mas eu
lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem,
Somos capazes
de amar nossos inimigos e orar por eles?
Jo 13.35 A
marca distintiva do crente
35 Nisto todos
conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.
CONHECERÃO QUE
SOIS MEUS DISCÍPULOS. O amor (gr. Ágape (Lê-se Ágapi) (Lê-se Ágapi)) deve ser a
marca distintiva dos seguidores de CRISTO (1 Jo 3.23; 4.7-21). Este amor
é, em suma, um amor abnegado e sacrificial, que visa ao bem do próximo (1
Jo 4.9,10). Por isso, o relacionamento entre os crentes deve ser caracterizado
por uma solicitude dedicada e firme, que vise altruisticamente a promover
o sumo bem uns dos outros. Os cristãos devem ajudar uns aos outros nas
provações, evitar ferir os sentimentos e a reputação uns dos outros e
negar-se a si mesmos para promover o mútuo bem-estar (cf 1 Jo 3.23; 1 Co 13; 1
Ts 4.9; 1 Pe 1.22; 2 Ts 1.3; Gl 6.2; 2 Pe 1.7).
PARTE III -
Amor Ao Próximo - A Dimensão Horizontal
A questão do
relacionamento humano, se torna ajustada, encaminhada e equilibrada quando há o
diferencial DEUS, que nos tornou, pela salvação em CRISTO JESUS, seus filhos, e
criou a família de fé na qual somos irmãos que devem aprender a se amar.
Afinal, "Aquele que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas;
não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos" e,
"Nisto são manifestos os filhos de DEUS, e os filhos do diabo: quem não
pratica a justiça não é de DEUS, nem aquele que não ama a seu irmão" (1Jo
2.11; 3.10).Entendamos: para o Antigo Testamento, para a cultura hebreia, o
próximo, o semelhante era o igual. Os termos de Levítico 19.18 deixam claro
esse fato: "Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo,
mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor" (cf. Pv 3.28;
Jr 22.13). Amar o próximo tinha como contrapartida odiar o inimigo. Assim o
refletem Êxodo 15.6 e Levítico 26.8: "A tua destra, ó Senhor, é gloriosa
em poder; a tua destra, ó Senhor, despedaça o inimigo"; "Cinco de vós
perseguirão a cem, e cem de vós perseguirão a dez mil, e os vossos inimigos
cairão à espada diante de vós". JESUS e os apóstolos, porém, estendem o
significado: "Amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os
holocaustos e sacrifícios", disse um escriba ao Mestre, que aprovou a sua
exclamação (cf. Mc 12.33). "Cada um de nós agrade ao seu próximo no que é
bom para edificação", enunciou Paulo (Rm 15.2), precisamente na linha de
João que deixou a exortação, "Aquele que não ama a seu irmão a quem viu,
como pode amar a DEUS a quem não viu?" (1Jo 4.20b).
4.7 AMEMO-NOS
UNS AOS OUTROS. Embora o amor seja um aspecto do fruto do ESPÍRITO (Gl 5.22,23)
e uma evidência do novo nascimento (2.29; 3.9,10; 5.1), é também algo que temos
a responsabilidade de desenvolver. Por essa razão, João nos exorta a amar uns
aos outros, a termos solicitude por eles e procurar o bem-estar deles. João não
está falando apenas em sentimento de boa-vontade, mas em disposição decisiva e
prática, de ajudar as pessoas nas suas necessidades (3.16-18; cf. Lc 6.31).
João nos admoesta a demonstrar amor, por três razões: (1) O amor é a própria
natureza de DEUS (vv. 7-9), e Ele o demonstrou ao dar seu próprio Filho por
nós (vv. 9,10). Compartilhamos da sua natureza porque nascemos dEle (v.
7). (2) Porque DEUS nos amou, nós, que temos experimentado o seu amor, perdão e
ajuda, temos a obrigação de ajudar o próximo, mesmo com grande custo pessoal.
(3) Se amamos uns aos outros, DEUS continua a habitar em nós, e o seu amor é em
nós aperfeiçoado (v. 12).
PARTE IV -
Amor A Si Mesmo - A Dimensão Interior
1- O Amor a si
mesmo reflete o amor de DEUS por nós
É importante
ser ensinável, se submeter à sã doutrina. Mas há algumas coisas que nenhum ser
humano pode ensinar. Há algumas crises que só o ESPÍRITO SANTO pode levar à uma
saída. Às vezes inexistem respostas em lugar algum da mente humana, e então o
ESPÍRITO SANTO precisa nos ensinar como sair da crise! Necessitamos voltar-nos
para o nosso interior, e bloquear todas as vozes e as falas exteriores. Eis a
prova:
“...a unção que
dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos
ensine...” (I João 2:27).
“...a loucura
de DEUS é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de DEUS é mais forte do que
os homens” (I Coríntios 1:25).
As coisas que
DEUS deseja fazer por nós ainda nem sequer chegaram à mente dos conselheiros
sábios do mundo.
“...nem olhos
viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que DEUS
tem preparado para aqueles que o amam” (I Coríntios 2:9).
Elas são
reveladas pelo ESPÍRITO em nós!
“...DEUS no-lo
revelou pelo ESPÍRITO...”
Se aquilo que
DEUS preparou para nós ainda “nem penetrou na mente humana”, como alguém poderá
me dizer algo que não sabe?
“Porque qual
dos homens sabe as cousas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele
está? Assim, também as cousas de DEUS, ninguém as conhece, senão o ESPÍRITO de
DEUS” (I Coríntios 2:11).
Não estou
contra o cristão buscar bom aconselhamento. Não estou contra a psicologia
cristã. Mas nenhuma delas vale sequer mencionar, a menos que leve a pessoa à
esta verdade absoluta: nenhum outro ser humano pode ser a sua fonte de
felicidade e paz!
Os que se
apoiam nos braços da carne cavam poços que não aguentam um teste. Estão sempre
precisando de alguém para lhes derramar um conselho, mas não o retém. São
cisternas rotas.
“Não sabeis que
sois santuário de DEUS e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós?” (I Coríntios
3:16).
“Mas o fruto do
ESPÍRITO é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade,
fidelidade, mansidão, domínio próprio...” (Gal. 5:22).
“é necessário
que aquele que se aproxima de DEUS creia que ele existe (em nós) e que se torna
galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).
“em quem também
vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação,
tendo nele também crido, fostes selados com o SANTO ESPÍRITO da promessa, o
qual é o penhor da nossa herança, até o resgate da sua propriedade...” (Efésios
1:13,14).
Você está
pronto para receber essa verdade e agir baseado nela? O que foi que acabamos de
ler? Ele está em você: para consolar, para guiar à toda a verdade; para lhe
mostrar as coisas que virão; para lhe vivificar; para lhe ajudar em suas
enfermidades; para lhe ajudar a entender todas as coisas que DEUS graciosamente
lhe concedeu; para lhe trazer alegria, amor, paz, paciência, bondade, domínio
próprio; para lhe dar tudo que foi prometido a um filho de DEUS; para lhe
recompensar por sua diligência; para lhe assegurar liberdade; para lhe prover
acesso ao Pai; para lhe levar a um lugar de repouso suave e de verdade.
2- O
Pecado impede que a pessoa ame a si mesma
O pecado faz
divisão entre nós e DEUS, causa o efeito "Falta de confiança para falar
com DEUS ou ouvir DEUS falando conosco". A fé fraqueja no momento mais
difícil e de precisão da alma que anseia pela comunhão, mas sucumbe na dúvida.
3-
Relação entre as três dimensões do amor ágape
Há uma
distinção entre ágape e as outras qualidades do amor, sempre integradas uma à
outra e presentes em toda experiência do amor. Pelo seu caráter transcendente,
ágape não pode ser experimentada como força vital, senão através das outras e
especialmente do eros. Contudo, em todas as decisões morais, ágape deve ser o
elemento determinante, pois é ligado à justiça e transcende a finitude do amor
humano. Sozinha, ágape se tornaria moralista e legalista. Mas sem ágape, o amor
perderia a sua seriedade. Contudo, não vimos uma ordem hierárquica entre as
qualidades do amor, a não ser em relação à ágape.
O fruto do
ESPÍRITO é como uma linda flor que se abre com uma chave chamada AMOR; é só a
partir do Amor que conhecemos as outras qualidades do fruto do ESPÍRITO em nós
implantado, no instante em que aceitamos a CRISTO como nosso Senhor e Salvador.
PARTE V -
CARACTERÍSTICAS DO AMOR DE DEUS NO CRENTE
1. É
sofredor. 2. É benigno. 3. Não é invejoso. 4. Não é leviano. 5.
Não é soberbo. 6. Não é indecente. 7. Não é interesseiro. 8. Não se
irrita. 9. Não suspeita mal. 10. Não se regozija com a injustiça. 11.
Regozija-se com a verdade. 12. Tudo sofre, crê, espera, suporta. Para
conhecer o amor de DEUS, primeiramente necessitamos saber como é o amor do
homem. Segundo a Bíblia o amor do homem é frio (Mt 24:12), carnal (Gn 6:1-2),
dobre, ou seja, passageiro (Os 6:4), deturpado pelos mundanos e adúlteros (Pv
7:18) e busca seus interesses (Sl 116:1).
O amor de DEUS
é muito diferente do amor do homem, veja:
Como é o amor
de DEUS?
Incondicional: Jo
13:1; Inseparável: nada pode nos separar dele. Rm 8:35-39;
Inexprimível: palavras não podem expressá-lo. Ef 3:19; Extremamente
grandioso: Jo 3:16; Cobre a multidão de pecados: I Pe 4:8; Renova o
amor dos cristãos: Sf 3:17; Faz com que o cristão obedeça a DEUS através
do constrangimento: II Co 5:14; Traz consolo a vida do crente: II Ts
2:16; Disciplinador: nos corrige como um pai ao filho. Hb 12:6; Repleto de
bênçãos: II Tm 4:8;
Manifestação do
amor de DEUS
O ESPÍRITO
SANTO: Rm 5:5; Através de sua misericórdia: Ef 2:4-7; A nossa
obediência traz a manifestação do amor de DEUS: I Jo 2:5; Jo 14:21.
Provas do amor
de DEUS
A morte de
JESUS CRISTO pela humanidade pecadora: Rm 5:8; Jo 3:16; I JO 3:16; Jo
15:13-14; Libertação do jugo deste mundo: Dt 7:8; Vida no ESPÍRITO
SANTO: Ef 2:4-5.
Características
do verdadeiro amor
Não pratica o
mal, é santo: Rm 13:10; Edifica uma vida: I Co 8:1b; Suporta
tudo: II Co 2:4; Ef 4:2b; É o fim da fé - a fé opera por ele: Gl 5:6;
É perfeito, resplandece a glória de DEUS: Cl 3:14; Não tem medo: I Jo
4:18; Se gasta pelo próximo: II Co 12:15; Traz obras: I Jo 3:18;
Imparcial: Dt 10:19; É sincero e verdadeiro: Rm 12:9; Forte como a
morte: Ct 8:6-7. DEUS, pelo seu grande amor que nos amou espera que
venhamos a correspondê-lo. O amor só pode ser correspondido por obras, veja o
que DEUS espera que você faça para manifestar o seu amor a ele
Atitudes que
DEUS espera do que o ama
Permaneça no
seu amor: Jo 15:9; Obedeça a DEUS: Dt 10:12; Jo 14:15; Guarde o
amor: Os 12:6; Andar no exemplo do amor abnegado (desvinculado) de
CRISTO: Ef 5:1-2 ; Que o cristão siga o amor e ande nele: I Co 14:1;
Ef 5:2; Seja constante no amor: Hb 13:1; Sirva o próximo por amor: Gl
5:13; Que todas suas obras sejam feitas com amor: I Co 16:14; Deteste o
mal: Sl 97:10; Rejeite a Satanás e seus caminhos: Mt 6:24; Estimule
os outros a amar: Hb 10:24; Que manifeste seu amor: Pv 27:5, Que
declare seu amor a ele: Sl 18:1 Perca sua vida por amor de CRISTO: Mt
12:24-26; Gl 2:20;
Ordens de DEUS
sobre o amor
Amar o próximo
ardentemente de coração: I Pe 1:22; Jo 15:17; Amá-lo com tudo que
possuímos: Dt 6:5; Amar os ímpios: Dt 10:19; Mt 5:44. DEUS, como bom
galardoador que é, não deixará nem um de seus filhos sem a devida
correspondência, assim como ao pecador é dada uma punição, ao obediente é dado
um galardão. Veja o que a Bíblia Sagrada promete para aqueles que amam o seu
próximo.
Bênçãos
prometidas para quem ama
CRISTO, através
do ESPÍRITO SANTO, habita ricamente nesta vida: Ef 3:17; Jo 14:26; Jo
16:27; Traz crescimento espiritual em CRISTO JESUS: Ef 4:15; Ef 6:24;
Permanece ligado a CRISTO: I Jo 4:16; Traz a guarda do Senhor sobre
nós: Sl 145:20; Repreensão por amor: Pv 3:12; Perdão de
pecados: Is 38:17; Traz o amor de DEUS sobre nós: Jo 16:27; Todas as
coisas que acontecerem na vida do crente serão usadas para o seu bem: Rm
8:28; Sua vida é conhecida por DEUS: I Co 8:3; A pessoa que ama está na
luz do Senhor: I Jo 2:10; Todo que ama é filho de DEUS: I Jo 4:7;
Libertação: Sl 91:14; Traz capacidade para perdoar o próximo: Pv
10:12; Bênçãos inefáveis: que não se podem expressar. I Co 2:9.
Fontes do
verdadeiro amor
De DEUS - o
ESPÍRITO SANTO: Gl 5:22; II Tm 1:7; I Ts 3:12; I Jo 4:7;
De um coração
puro: I Tm 1:5;
De uma
consciência boa: I Tm 1:5;
De uma fé
cristã santa e verdadeira: I Tm 1:5;
Da misericórdia
de DEUS: Tt 3:4-5;
Palavras de
CRISTO sobre o amor
Ele é o
princípio e a base de toda a lei de DEUS: Mt 22:37-40; Lc 11:42. O
verdadeiro amor consiste em conhecer o poderoso nome do Senhor: Jo 17:26;
Homens religiosos, carnais e que não crêem em DEUS não podem ter o seu
amor: Jo 5:37-47
Findaremos este
estudo com alguns textos bíblicos que falam sobre o amor.
"O amor
seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente
uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. No
zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao
Senhor;" Romanos 12:9-11. Leituras complementares: Pv 15:17; Ct
1:2; Mt 5:43-48; Lc 10:25-37; Jo 21:15-23; Ap 12:11
Conclusão
Como vimos, o
amor não pode por um lado ser um tema abandonado, nem por outro, um discurso
isolado. Se somos cristãos de fato, a mais autêntica cristologia bíblica deverá
acompanhar este amor e a importância dada aos demais mandamentos da lei de DEUS
deverá testemunhar de nossa fidelidade (ou adesão) ao Bem Maior, que é CRISTO
JESUS. Não amamos porque somos naturalmente bons, mas porque nascemos da graça.
Não cumpriremos a lei para fazer-nos “justos”, mas porque ele nos justificou
com sua justiça. Não brilharemos porque temos luz própria, mas porque
refletimos o sol da justiça.
kai o ean
aitwmen lambanomen ap' autou, oti tas entolas autou throumen kai
ta aresta enwpion autou poioumen.
E aquilo que
pedimos, dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos diante
dele o que lhe é agradável.
kai auth estin
h entolh autou,
1 - ina
pisteuswmen tw onomati tou uios autou Ihsou Cristou
2 - kai agappwmen allhlous,
kaqws edwken entolhn hmin
kai o thrwn tas
entolas autou en autou menei kai autous en autw.
Ora, o
mandamento é este:
1 - que
creiamos em o nome de seu Filho JESUS CRISTO
2 - e que nos
amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou.
E aquele que
guarda os seus mandamentos, permanece nele e ele naquele.
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LIÇÃO 11 - O
AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO
Lições Bíblicas
Aluno - Jovens e Adultos - 3º TRIMESTRE DE 2009
1 João - Os
Fundamentos Da Fé Cristã
Comentários do
Pr. Eliezer de Lira e Silva
Consultor
Doutrinário e Teológico: Pr. Antonio Gilberto
Palavra-Chave: Amor
Ágape: amor abnegado, profundo e constante, como o amor de DEUS pela
humanidade.
"Respondeu-lhe
JESUS: Amarás o Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, de toda a tua alma e
de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo,
semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos
dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.37-40).
O mundo à nossa
volta está promovendo o amor-próprio e a autoestima. A autoestima é um aspecto
popular da psicologia humanista, que é baseada na crença de que todos nós
nascemos bons e que a sociedade é a culpada. Esse sistema coloca o homem como a
medida de todas as coisas. A ênfase no ego é exatamente o que começou no Jardim
do Éden e se intensifica através dos ensinos humanísticos do amor-próprio, da
autoestima, da autorrealização e auto-etc.
Por não crerem
em JESUS CRISTO, os humanistas seculares têm o ego como o único centro de
interesse do indivíduo. Assim podemos entender por que aqueles que não conhecem
a CRISTO desejam amar, estimar e satisfazer o ego, pois é a única coisa que
têm. E qual é a desculpa da Igreja?
Com o progresso
da influência e da popularização da psicologia, a ênfase em DEUS foi deslocada
para o ego por uma grande parte da igreja professa. De formas muito sutis, o
ego vai tomando o primeiro lugar e, assim, a atitude de ser escravo de CRISTO é
substituída pela de se fazer o que agrada e que seja para sua própria
conveniência. O amor aos outros só é praticado se for conveniente.
Com toda esta
ênfase no ego, é natural que os cristãos perguntem se é correto amar a si
mesmo. Como JESUS responderia? Embora não seja ardilosa como as dos escribas e
fariseus, a questão requer uma resposta "sim" ou "não". O
"sim" leva facilmente a toda espécie de preocupação consigo mesmo. E
o "não" conduz a um possível: "Bem, então devemos nos
odiar?" Nem sempre JESUS respondia como esperavam seus ouvintes. Em vez
disso, Ele usava a pergunta como oportunidade de lhes ensinar uma verdade. Sua
ênfase sempre era o amor de DEUS e o nosso amor a Ele e aos outros.
Linguisticamente,
em toda a Bíblia, o termo agapao é sempre dirigido aos outros, nunca
a mim mesmo. O conceito de amor-próprio não é o tema do Grande Mandamento, mas
apenas um qualificativo. Quando JESUS ordena amar a DEUS "de todo o teu
coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua
força" (Mc 12.30), Ele enfatiza a natureza abrangente desse
amor agapao (amor-atitude, que vai além da capacidade do homem
natural, sendo possível exclusivamente pela graça divina). Se Ele usasse as mesmas
palavras para o amor ao próximo, estaria encorajando-nos à idolatria. Contudo,
para o grau de intensidade de amor que devemos ao próximo, Ele usou as palavras
"como a ti mesmo".
JESUS não nos
ordenou a amar a nós mesmos. Ele não disse que havia três mandamentos (amar a
DEUS, ao próximo e a nós mesmos). Ele apenas afirmou: "Destes dois
mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.40). O
amor-próprio já está implícito aqui – ele é um fato – não uma ordem. Nenhum
ensino nas Escrituras diz que alguém já não ama a si mesmo. Paulo
afirma: "Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a
alimenta e dela cuida, como também CRISTO o faz com a igreja" (Ef
5.29). Os cristãos não são admoestados a amar ou a odiar a si mesmos.
Amor-próprio, ódio-próprio (que é simplesmente uma outra forma de amor-próprio
ou preocupação consigo mesmo), e autodepreciação (possivelmente uma desculpa
para culpar a DEUS por não conceder ao ego maiores vantagens pessoais), são
atitudes centradas no eu. Os que se queixam da falta de amor-próprio geralmente
estão insatisfeitos com seus sentimentos, habilidades, circunstâncias, etc. Se
realmente odiassem a si mesmos, eles estariam alegres por serem miseráveis.
Todo ser humano ama a si mesmo.
Em toda a
Escritura, e particularmente dentro do contexto de Mateus 22, a ordem é dirigir
aos outros todo o amor que o indivíduo tem por si. Não nos é ordenado que
amemos a nós mesmos. Já o fazemos naturalmente. O mandamento é que amemos os
outros como já amamos a nós mesmos. A história do Bom Samaritano, que
segue o mandamento de amar o próximo, não só ilustra quem é o próximo, mas qual
é o significado da palavra amor. Nesse contexto, amor significa ir além
das conveniências a fim de realizar aquilo que se julga ser melhor para o
próximo. A idéia é que devemos procurar o bem dos outros do mesmo modo como
procuramos o bem (ou aquilo que podemos até erradamente pensar que seja o
melhor) para nós mesmos – exatamente com a mesma naturalidade com que tendemos a
cuidar de nosso bem-estar.
Outra passagem
paralela com a mesma idéia de amar os outros como já amamos a nós mesmos é
Lucas 6.31-35, que começa com as palavras: "Como quereis que os
homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles." Evidentemente
JESUS supunha que Seus ouvintes quisessem ser tratados com justiça, amabilidade
e misericórdia. Em outras palavras, queriam ser tratados com amor e não com
indiferença ou animosidade. Para esclarecer esta forma de amor em contraste com
a dos pecadores, JESUS prosseguiu: "Se amais os que vos amam, qual é
a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam... Amai,
porém, os vossos inimigos..."
O amor que
JESUS enfatiza é o demonstrado por atos, do tipo altruísta e não o que espera
recompensas. Dada a naturalidade com que as pessoas satisfazem suas próprias
necessidades e desejos, JESUS desviou-lhes o foco da atenção para além delas
mesmas.
Essa espécie de
amor pelos outros procede primeiro do amor de DEUS, e somente depois de
respondermos sinceramente ao amor dEle (de todo o nosso coração, de toda a
nossa alma, de todo o nosso entendimento). Não conseguiremos praticá-lo a não
ser que O conheçamos através de Seu Filho. As Escrituras dizem: "Nós
amamos porque ele nos amou primeiro" (1 Jo 4.19). Não podemos
realmente amar (o amor-ação, agapao) a DEUS sem primeiro conhecermos o Seu
amor através da graça; e não podemos verdadeiramente amar o próximo como a nós
mesmos, sem primeiramente amarmos a DEUS. A posição bíblica correta para o
cristão não é a de encorajar, justificar ou mesmo estabelecer o amor-próprio, e
sim a de dedicar sua vida por amor a DEUS e ao próximo como [já ama] a si
mesmo.
(adaptado de um
artigo de PsychoHeresy Update).
Ajuda
extra (Segundo Semestre de 2000 - Revista CPAD - Comentarista Elinaldo Renovato
de Lima)
INTRODUÇÃO
Até hoje,
ninguém foi capaz de definir o que é amor. Poetas, escritores e dramaturgos,
sempre tentaram esboçar uma definição de amor, mas nunca conseguiram. Por que
isto? Certamente, porque o amor, em sua expressão perfeita e absoluta, é o
próprio DEUS (1 Jo 4.8). Podemos dizer que o amor é a “pedra de toque” do
cristão genuíno. O verdadeiro discípulo de JESUS é identificado pelo amor.
Nesta lição, abordaremos alguns aspectos importantes desse tema.
I. AMAR A DEUS
E AO PRÓXIMO
1. O primeiro
mandamento: amar a DEUS (v.30). Um escriba aproximou-se de JESUS e
perguntou-lhe qual seria o “primeiro de todos os mandamentos” (Mc 12.28). O
Mestre, serenamente, respondeu, citando Dt 6.5, que diz: “Amarás, pois, o
SENHOR, teu DEUS, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu
poder”.
a) “De todo o
teu coração”. No Antigo Testamento, DEUS disse: “Não terás outros deuses diante
de mim” (Ex 20.3). Era um preceito, uma determinação legal. Nosso Senhor JESUS
CRISTO, tomou esse preceito e o transportou para a esfera do amor. O Senhor não
admitia nem admite que o crente tenha outro DEUS além dEle, em seu coração. Não
se pode servir a DEUS com coração dividido. O amor a Ele devotado deve ser
total, incondicional e exclusivo, verdadeiro e santo. É condição indispensável,
inclusive, para poder encontrar a DEUS: “E buscar-me-eis e me achareis quando
me buscardes de todo o vosso coração (Jr 29.13).
b) “De toda a
tua alma”. A alma é a sede da emoções, dos sentimentos. Podemos dizer que é o
centro da personalidade humana. O amor a DEUS deve preencher todas as emoções e
sentimentos do cristão. Maria disse: “A minha alma engrandece ao Senhor” (Lc
1.46). O salmista adorou: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em
mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te
esqueças de nenhum de seus benefícios” (Sl 103.1,2).
c) “De todo o
teu entendimento”. Isso fala de compreensão, de conhecimento. Aquele que ama a
DEUS de verdade, tem consciência plena desse amor, sendo, por isso, grato ao
Senhor. É o culto racional (Rm 12.1b).
d) “De todas as
tuas forças”. Certamente, o Senhor JESUS referia-se aos esforços espiritual,
pessoal, emocional, e, muitas vezes, até físico, voltados para a adoração a
DEUS.
2. O segundo
mandamento – amar ao próximo (v.31). JESUS, complementando a resposta ao
escriba, acrescentou que o segundo mandamento, semelhante ao primeiro, é:
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, concluindo que “Não há outro mandamento
maior do que este”. Os judeus, a exemplo dos orientais em geral, não
valorizavam muito o amor ao próximo. O evangelho de CRISTO trouxe nova dimensão
ao amor às pessoas. Paulo enfatiza isso, dizendo : “porque quem ama aos outros
cumpriu a lei” (Rm 13.8b); “O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o
cumprimento da lei é o amor (Rm 13.10).
II.
CARACTERÍSTICA DO VERDADEIRO DISCÍPULO
JESUS,
dirigindo-se aos discípulos, de modo paternal, disse: “Filhinhos, ainda por um
pouco estou convosco... Um novo mandamento vos dou”:
1. “Que vos
ameis uns aos outros” (v.34). O discípulo de JESUS tem o dever de amar ao
próximo, ou seja, a qualquer pessoa, independentemente de ter afinidade,
amizade, ou não (Mc 12.31). Esse é um amor devido, que faz parte das obrigações
dos que servem a CRISTO. Contudo, o Senhor quer que amemos uns aos outros, como
discípulos dEle, não apenas para cumprir um mandamento, mas por afeto, de modo
carinhoso, mesmo. Paulo absorveu esse entendimento, e o retrata nas seguintes
palavras: “Portanto, se há algum conforto em CRISTO, se alguma consolação de
amor, se alguma comunhão no ESPÍRITO, se alguns entranháveis afetos e
compaixões” (Fp 2.1). Com isso, ele enfatiza o amor que consola, e os
“entranháveis afetos e compaixões”. Esse é o amor que deve haver entre os
crentes, de coração, e não só por obrigação. Nada justifica o crente aborrecer
a seu irmão. Isso é perigoso. Pode levar à condenação (vide 1 Jo 3.15).
2. “Como eu vos
amei a vós” (v.34). O padrão do amor cristão é o exemplo de CRISTO. É o
amor ágape, que tem origem em DEUS, o qual nos amou de modo tão grande (1 Jo
3.1). CRISTO demonstrou seu amor para conosco, de modo sacrificial. “Conhecemos
a caridade nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida
pelos irmãos” (1 Jo 3.16). Isto mostra que JESUS nos amou de verdade, de modo
sublime. Por isso, precisamos expressar o amor pelos irmãos, não de modo
teórico, porém prático: “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua,
mas por obra e em verdade” (1 Jo 3.18). A prática do amor deve começar em casa,
entre marido e mulher, pais e filhos e, na igreja, entre pastores e fiéis,
membros do Corpo de CRISTO.
3. “Nisto
conhecerão que sois meus discípulos” (v.35). Aqui, encontramos o padrão do
verdadeiro discípulo de JESUS: “...se vos amardes uns aos outros”. Este “se” é
o grande desafio ao verdadeiro discipulado. É importante que haja discípulos
que façam outros discípulos. Contudo, mais importante é que os cristãos amem
uns aos outros, pois, assim, demonstram serem discípulos de CRISTO, em
condições de obedecer ao evangelho e, desse modo, viverem aquilo que pregam.
Notemos que o Mestre não indicou outra característica pelos quais seus
seguidores seriam conhecidos de todos. Não sabemos o impacto total dessas
solenes palavras de JESUS entre os seus discípulos, mas Pedro mudou de idéia
rapidamente (ver Jo 13.36-38).
III. O AMOR
CRISTÃO GENUÍNO
1. “Amai a
vossos inimigos” (v.44). No Antigo Testamento, a norma era aborrecer o
inimigo e amar apenas ao próximo, de preferência o amigo. JESUS contrariou toda
aquela maneira de pensar e mandou que os cristãos amassem os próprios inimigos.
Ao proferir essas palavras, certamente, os olhos dos ouvintes se arregalaram,
causando-lhes grande impacto em suas mentes.
2. “Bendizei o
que vos maldizem” (v.44). Sem dúvida alguma, os que ouviam o sermão
olharam uns para os outros, indagando: “Que ensino é esse? Isso contraria tudo
o que nos foi ensinado até agora!”. Podemos ver, na Bíblia, homens piedosos,
como Davi, expressar até ódio aos seus inimigos: “Não aborreço eu, ó SENHOR,
aqueles que te aborrecem, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra
ti? Aborreço-os com ódio completo; tenho-os por inimigos” (Sl 139.22).
3. “Fazei bem
aos que vos odeiam” (v.44). O espanto deve ter sido completo entre todos
que ouviam o Mestre pregar. Na Lei de Moisés, a ordem era “olho por olho e
dente por dente” (Mt 5.38). JESUS mudou todo esse ensino e disse: “Eu, porém,
vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita,
oferece-lhe também a outra”, mandando que os seus seguidores façam bem aos que
os odeiam! Se para os judeus, isso era terrível, não o é menos difícil para os
crentes, hoje. Só um crente com “abundante graça” (At 4.33) e sob o controle do
ESPÍRITO SANTO (1 Pe 4.13,14) aceita e vive um ensino e uma prática como essa.
4. “Orai pelos
que vos maltratam” (v.44). JESUS não disse em que termos se deve orar
pelos que nos maltratam e nos perseguem. Mas, no contexto em análise, não deve
ser com vingança e ódio. Certamente, devemos orar para que DEUS mude seus
pensamentos, as circunstâncias, e os salve, assim os nossos desafetos passem a
agir de modo diferente.
5. “Para que
sejais filhos do Pai que estás nos céus” (v.45). Aqui está todo o escopo
do ensino de JESUS sobre o amor cristão. Não é amar por amar. Não é
ingenuidade. É amor consequente, que tem um objetivo sublime a ser alcançado.
Todo esse amor deve ser praticado, “para que sejais filhos do Pai que está nos
céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça
sobre justos e injustos”. Essa parte do sermão é concluída com a pergunta:
“Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos
também o mesmo?” (v.46).
CONCLUSÃO
Os ensinos de
JESUS sobre o amor contrariam toda a lógica ou referencial humano a respeito do
assunto. No Antigo Testamento, o comum era amar o amigo e aborrecer, e até
odiar o inimigo. JESUS determina que o verdadeiro cristão deve amar o seu
inimigo, orar por ele e abençoá-lo.
É a
superioridade da ética evangélica. Uma coisa é certa: muitos que se dizem
cristãos não terão condições de ir ao encontro de JESUS, na sua vinda, pelo
fato de aborrecerem a seu irmão (ler 1 Jo 3.15). Que DEUS nos ajude a cumprir a
doutrina cristã do amor.
Como vimos, o
amor não pode por um lado ser um tema abandonado, nem por outro, um discurso
isolado. Se somos cristãos de fato, a mais autêntica cristologia bíblica deverá
acompanhar este amor e a importância dada aos demais mandamentos da lei de DEUS
deverá testemunhar de nossa fidelidade (ou adesão) ao Bem Maior, que é CRISTO
JESUS. Não amamos porque somos naturalmente bons, mas porque nascemos da graça.
Não cumpriremos a lei para fazer-nos “justos”, mas porque ele nos justificou
com sua justiça. Não brilharemos porque temos luz própria, mas porque
refletimos o sol da justiça.
RESUMO DA
REVISTA DA CPAD - 3º Trimestre de 2009
LIÇÃO 11 - O
AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO
INTRODUÇÃO
Será que amo de
fato a DEUS e ao próximo? Como tenho demonstrado este amor?
I. O AMOR
DIVINO
1. DEUS é amor.
2. A
manifestação do amor de DEUS.
CRISTO é a
materialização do amor divino.
II. O AMOR COMO
IDENTIDADE DO CRISTÃO
1. O dever de
amar a todos.
2. A identidade
cristã. "
3. DEUS nos
capacita a amar.
III. O AMOR E A
SEGURANÇA DA SALVAÇÃO
Evidências
daqueles que são filhos de DEUS e, portanto, são salvos.
1. O amor ao
próximo (vv.12,13).
2. A confissão
de JESUS como Filho de DEUS (v.15).
3. A confiança
no amor de DEUS (vv.16-18).
CONCLUSÃO
Pois quem não
ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a DEUS, a quem não viu?"
Mateus
22.34-40; 24.10,12.
- http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao12-tt-afaltadeamor.htm
Mateus 22.34-40
34 E os
fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo
lugar. 35 E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:
36 Mestre, qual é o grande mandamento da lei? 37 E JESUS disse-lhe: Amarás o
Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu
pensamento. 38 Este é o primeiro e grande mandamento. 39 E o segundo,
semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40 Desses dois
mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
Mateus
24.10,12.
10 Nesse tempo,
muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se
aborrecerão. 11 E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. 12 E,
por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará.
Tipos de amor
Há o amor de
DEUS (João 3:16), o qual é a fonte de todo outro amor, até mesmo aquele
manifestado pelos incrédulos. O ESPÍRITO de DEUS, atuando no mundo, impede-o de
transformar-se em floresta completa, porquanto propaga ao redor o seu amor, e
muitas pessoas fazem o que fazem por motivos puramente altruístas.
Há o amor de
CRISTO pelo homem, o qual é uma extensão do amor de DEUS; e, em sua essência, é
a mesma coisa. (Ver II Cor. 5:14 sobre esse amor, que nos constrange a atitudes
que expressam o cristianismo).
Há o amor do
indivíduo por si mesmo, num afeto inteiramente egoísta, pois só se preocupa
consigo mesmo.
Há o amor de um
homem por outro ser humano. Quando alguém ama outrem, deseja para o próximo o
que deseja para si mesmo, ou transfere o cuidado por si mesmo para outra
pessoa, desejando o seu bem-estar, tal como deseja o seu próprio bem-estar.
Pode-se imaginar quase qualquer homem a amar um filho ou filha predileta. Por
causa de seus cuidados por seu filho, ele fará sacrifícios e procurará
protegê-lo. Pensará em como suprir às suas necessidades, e desejará a
felicidade de seu filho. Em outras palavras, fará em prol de outra pessoa (sem
importar quão mau seja, quanto a outras questões) aquilo que faria por si
mesmo. O amor-próprio é fácil; não é muito difícil a transferência desse amor
pelo menos a uma outra pessoa. Mas aqueles que amam verdadeiramente são os que
descobriram como transferir o amor-próprio para muitos pessoas. Aqueles que
assim fazem são a isso impelidos pelo ESPÍRITO de DEUS, sem importar se são ou
não discípulos de CRISTO, no sentido tradicional.
Há o amor
dirigido a CRISTO, o Filho de DEUS, ou então a DEUS Pai, o que se verifica
quando amamos aos nossos semelhantes. (Mat.25:35 e ss ).
Há o amor do
homem a CRISTO ou a DEUS Pai, diretamente expresso. Essa modalidade de amor
requer um senso altamente desenvolvido, e normalmente se expressa por meios
místicos, mediante a ascensão da alma, que passa a contemplar a DEUS.
Certamente essa foi a forma de amor que o escritor sagrado tinha em mente, em
João 4:7-21, embora o contexto contemple muitos resultados «diários» e
«práticos» da mesma, como o evangelismo dos perdidos, a vida santa, a lealdade
a CRISTO e as ações de caridade em favor do próximo.
Quantas pessoas
hoje em dia, quando pregam, somente atacam várias formas de males, como o
mundanismo, o modernismo, o comunismo, embora suas mensagens reflitam
pouquíssimo do amor conquistador de CRISTO. Tornaram-se polemistas
profissionais, mas pouco ou nada sabem do amor construtivo. Perderam a visão do
CRISTO, em meio à batalha.
Há um caminho
melhor do que esse. É o caminho do amor. O amor à semelhança da morte,
transforma a tudo quanto toca. Os homens são atraídos pelo amor. As coisas
semelhantes se atraem mutuamente. Os homens amam quando são amados. E odeiam
quando são odiados.
O Amor de DEUS
pelo mundo, a base do Evangelho
Este mundo não
é o mundo dos eleitos — mas sim, de todos os indivíduos do mundo, de todas as
épocas, sem exceção alguma.
DEUS, sendo um
ser inteligente, tem consciência da existência deste mundo e ama a todos os
homens que nele habitam. De alguma maneira, posto que indefinida, exceto
conforme entendemos as pessoas, DEUS possui qualidades emocionais. O seu amor é
a mais alta forma de amor, a mais pura, ao ponto de ser chamado de amor,
conforme lemos no trecho de I João 4:8. Esse princípio de amor, que faz com que
DEUS tenha o destino perfeito do homem, a sua felicidade e a sua utilidade
perfeita e cumprimento da existência, sempre perante os seus olhos, e que é a
força central motivadora de todas as suas ações para com os homens, também é
compartilhado pelo homem, para ser exercido em direção aos seus semelhantes. A
passagem de I João 4:16 expressa essa idéia, como também o faz o Sermão do
Monte (Mat. 5:7 e 22:38,39). Esse amor de DEUS pelos homens deve ser recíproco
— dos homens por DEUS, e, em seguida, por todos os homens. O amor, por
conseguinte, é a força dinâmica de toda a criação, bem como a origem de toda
autêntica bondade, porquanto a lei inteira se alicerça no amor, conforme também
nos ensina o trecho de Mat. 22:40, declaração essa confirmada por Paulo, em
Rom. 13:9. A grandeza do amor de DEUS impeliu o apóstolo Paulo a escrever o seu
soneto imortal, o qual lemos no décimo terceiro capítulo de sua primeira
epístola aos Coríntios; e nenhuma literatura superior a essa, sobre a questão,
foi jamais escrita. E ainda que esse apóstolo nada mais houvesse deixado
escrito, isso bastaria para assegurar-lhe o lugar de um dos maiores autores do
mundo.
O amor de DEUS
pelo Filho e na Familia divina
O amor de DEUS
Pai por DEUS Filho é mencionado e enfatizado em João 10:17, 14:31,' 15:9,
17:23,24,26. Fica entendido que esse amor é mútuo. João 14:21 destaca o amor
mútuo no seio da família de DEUS. Este evangelho apresenta o amor como um
autêntico requisito para que a obediência aceitável, além de ser um grande
motivo para agirmos corretamente, diante de DEUS.
DEUS é amor (I
Jo. 4:8)
Implicações
desta grande declaração:
Isso é o que
ensinam as Escrituras. Essa é uma das grandes afirmativas das Escrituras, que
quase todas as crianças de Escola Dominical conhecem. Certamente é uma das
melhor conhecidas declarações da primeira epístola de João. O amor,
naturalmente, é um atributo de DEUS; mas permeia a todas as coisas, de tal modo
que é legítima a declaração que «DEUS é amor». Por igual modo se diz que «DEUS
é luz» (I João 1:5) e «DEUS é ESPÍRITO» (João 4:24). Com idêntica propriedade
poder-se-ia dizer que «DEUS é Justiça», «DEUS é Bondade» e «DEUS é Verdade»,
ficando assim personificados e elevados os seus atributos infinitos. Platão, ao
descrever a realidade última, expressou-se desse modo. Assim sendo, as «idéias»
finais (formas espirituais finais, copiadas e imitadas por tudo quanto existe
no plano terrestre) seriam a «Bondade», a «Beleza» e a «Justiça». Em última
análise, DEUS é essas coisas; no nível terrestre, vê-se apenas imitações das
«idéias divinas», as quais representam a realidade espiritual final. As
Escrituras Sagradas, entretanto, preferem dizer que «DEUS é Amor», porquanto
todas as demais qualidades são atributos baseados sobre o amor divino.
Portanto, a «bondade» de DEUS se baseia sobre o seu amor; ele expressa bondade
porque ama. E a sua justiça, embora se mostre severa em certas ocasiões, se
baseia no amor; pois até mesmo os juízos de DEUS são medidas pelas quais ele
mostra ao homem o erro de seus distorcidos caminhos, levando-o a pagar dívidas
necessárias, levando-o a reconhecer a verdade e a justiça. Além disso, o amor
de DEUS se expressa através da «beleza». O plano de DEUS, relativo à redenção
humana, reveste-se de beleza esplendorosa. É a beleza do evangelho .que atrai a
ele mesmo tantas pessoas, e não a sua lógica, as suas ameaças e as suas
promessas.
DEUS, como
amor, é contrastado com outras noções religiosas, conforme se vê nos pontos
abaixo:
Os antigos
gregos imaginavam deuses tão imperfeitos como eles mesmos, e em doses
sobre-humanas. Seus deuses eram supremamente invejosos, desprezíveis,
destruidores, vingativos e odiosos. Estavam envolvidos em todas as formas de
«concupiscências», mas em doses sobre-humanas. Quão impuro e destruidor era
Zeus, com sua resmungadora esposa Hera, que sempre procurava levá-lo a fazer
algo que ele não queria fazer! Quão licencioso era Zeus, embora ninguém pudesse
chamá-lo à ordem! Em contraste com esse horrendo quadro de Zeus destaca-se o
DEUS do N.T. - caracterizado pela pureza, pelo amor, pela bondade, pela
justiça.
Além disso,
Aristóteles fazia de DEUS um Impulsionador Inabalável. Para ele a deidade seria
pensamento puro, a contemplar-se a si mesmo, porque nada haveria digno de
contemplação fora dele. Ele não tinha amor pelo universo, e, na realidade, nem
tinha consciência dele, porquanto nem merecia ser conhecido por ele não amaria
ao seu universo, mas moveria todas as coisas, sendo amado. O N.T., entretanto,
nega tais conceitos. Antes, ali se ensina que DEUS contempla seu universo e é
levado a amá-lo; seu amor ativo faz o mundo prosseguir.
Os gnósticos
pensavam que DEUS seria um ser totalmente transcendental. Ele tinha contato com
seus universos somente através de uma longa linhagem de sombrias emanações
angelicais ou mediadores, como eram os «aeons». DEUS seria elevado por demais
para ter qualquer contato direto com este mundo, ou mesmo para ao menos
interessar-se pela sua criação. O «deísmo» deles fazia de DEUS um ser
intocável, inatingível para qualquer ser mortal.
Pontos de vista
religiosos modernos, que exageram a vontade divina ou seu senso de vingança, às
expensas de seu amor, também contradizem o quadro que o N.T. faz dele. Aqueles
que crêem em «reprovação ativa» e em amor limitado; DEUS amaria não ao mundo, mas
exclusivamente aos «eleitos», na realidade não acreditam que DEUS seja amor.
Aqueles que veem apenas retribuição e vingança no julgamento divino, ignorando
passagens como o primeiro capítulo da epístola aos Efésios e as passagens de I
Ped. 3:18-20 e 4:6, ou então pervertendo-as, na realidade não podem dizer que
«DEUS é amor». Até mesmo o juízo de DEUS é uma medida de seu amor, porque o
juízo opera através do amor. Primeiramente mostra ao homem o quanto «custa» o
erro de seu caminho; em seguida, mostra ao homem o próprio erro; e em seguida
modifica a mente do homem acerca de CRISTO, de tal modo que até aqueles
«debaixo da terra» (ver Fil. 2:10, que fala sobre o «hades», lugar da prisão e
do juízo de almas perdidas) eventualmente virão a inclinar-se diante de «JESUS»
(Salvador) e CRISTO, que é o Senhor. DEUS dá a todos uma vida espiritual (ver I
Ped. 4:6), embora não seja o mesmo tipo de vida dos eleitos. Chegam a ter
utilidade e propósito em CRISTO, porquanto o mistério da vontade de DEUS é que,
eventualmente, o CRISTO seja «tudo para todos», conforme se aprende em Efé.
1:23. Os demais não chegarão a compartilhar da própria natureza de DEUS (ver II
Ped. 1:4), conforme sucederá aos eleitos, mas acharão em CRISTO o propósito e
alvo da existência; e o próprio julgamento será um meio para ensinar-lhes essa
lição. Assim, pois, o «juízo» serve de aquilatarão do amor de DEUS, e não algo
contrário ao mesmo. O julgamento é um dedo na mão do amor de DEUS. Ver
O Amor é a
Prova da Espiritualidade
Sabemos que o
amor é a maior de todas as
virtudes
cristãs, mais importante que a fé ou a esperança (ver I Cor. 13:12).
Sabemos que o
amor é o solo mesmo onde brotam e se desenvolvem todas as demais virtudes
espirituais (ver Gál. 5:22,23).
Porém, o que
talvez nos surpreenda é que não terá havido o novo nascimento, sob hipótese
alguma, sem que o amor haja sido implantado na alma. A alma egoísta não pode
ser uma alma regenerada.
I João 4:7
declara — ousadamente — que o amor é produto do próprio novo nascimento. DEUS é
amor, e o amor vem da parte de DEUS. Aquele que nasceu de DEUS recebeu o
implante da natureza altruísta. Tal indivíduo automaticamente amará a seu
próximo, embora isso sempre deva ser fortalecido e incrementado, conforme a
alma se vai tornando mais espiritual.
Portanto,
afirmamos que o amor é a prova mesma da espiritualidade de uma pessoa. Trata-se
da maior das virtudes espirituais, o solo onde todas as outras virtudes têm de
medrar. Assim sendo, realmente é de estranhar que alguns pensem que o conflito
e o ódio sejam a prova de sua espiritualidade!
Fomos aceitos
no «Amado» (ver Efé. 1:6), e assim, no seio da família divina, existe uma
comunhão de amor. Essa participação no espírito de amor deve necessariamente
caracterizar qualquer verdadeiro filho de DEUS. Aquele que odeia pertence ao
diabo.
Nossa
espiritualidade imita DEUS, o Pai. DEUS é amor. Ele é a origem de todo o
pensamento e ação altruísta. Os filhos de DEUS serão inspirados tanto por seu
exemplo como através do cultivo do amor na alma, uma realização do ESPÍRITO.
A prática da
lei do amor é um dos meios de desenvolvimento espiritual. De cada vez que
fazemos o bem para alguma outra pessoa, impelidos por motivos puros, o nível da
nossa espiritualidade se eleva. Outros meios de crescimento espiritual são o
estudo dos livros sagrados, a oração, a meditação, a santificação e o emprego
dos dons espirituais, que nos ajudam a cumprir nossas respectivas missões.
O Amor é a
Cultivação, o Fruto do ESPÍRITO SANTO
Gál. 5:22, o
amor é a primeira qualidade do fruto do ESPÍRITO na alma e na vida de uma
pessoa, e toma-se o solo no qual todos os demais frutos crescem.
Como o produto
supremo do ESPÍRITO, o amor torna-se a força por detrás de todos os dons
espirituais, sendo maior que qualquer um deles, isoladamente ou em conjunto
(ver I Cor. 13). Sem o amor nada somos.
DEUS nos
confere o seu amor, pela operação do ESPÍRITO na alma. O amor é uma planta
tenra da qual o ESPÍRITO cuida. Se o amor estiver ausente, então é que o
ESPÍRITO não habita em nós.
O Amor como
Altruísmo, comprimento da Lei
Capacidade de
olvidar-se de si mesmo no serviço ao próximo. Isso é amar a CRISTO, Mat. 25:31
e ss.
O amor não
consiste em mera emoção. E uma qualidade da alma, mediante a qual o indivíduo
sente ser natural servir ao próximo, tal como sempre quererá servir a si mesmo.
Essa qualidade da alma é produzida pela influência transformadora do ESPÍRITO,
segundo se vê em Gál. 5:22.
— O amor
consiste no interesse por nossos semelhantes como aquele que temos naturalmente
por nós mesmos. Trata-se de um altruísmo puro, a negação do próprio «eu»
visando o bem-estar alheio. Consiste em desejar as vantagens e a prosperidade,
física e espiritual, em favor dos outros, como naturalmente anelamos para nós
mesmos. Esse amor ao próximo é, ao mesmo tempo, amor a CRISTO, conforme
aprendemos no vigésimo quinto capítulo do evangelho de Mateus (ver Mat. 25:31 e
ss ). Poucas almas podem amar diretamente a DEUS, e somente quando a alma já
ascendeu o suficiente na direção de
DEUS é que esse
amor pode ocorrer, na forma de contemplação. Porém, parte dessa ascensão
consiste no amor por aqueles para quem DEUS outorgou a vida eterna. Assim
sendo, é impossível amar a DEUS e odiar a um ser humano. (Ver I João 4:7). Só
ama verdadeiramente aquele que nasceu de DEUS, porquanto o «amor cristão» é uma
qualidade eminentemente espiritual. (Ver I João 4:7). Outros- sim, aquele que
não ama também não conhece a DEUS (ver I João 4:8), porque DEUS é a própria
essência do amor, sendo altruísmo puro. Por semelhante modo, não amar é andar
nas trevas (ver I João 2:11). O amor é o caminho mais rápido de retomo ao
Senhor DEUS, porquanto é a virtude moral suprema que precisamos possuir a fim
de compartilhar de sua imagem moral, permitindo que todas as demais virtudes
possam ser bem mais facilmente adquiridas. Somente quando já somos possuidores
da natureza moral divina é que podemos possuir a natureza metafísica, que está
destinada aos remidos, a saber, a própria natureza de JESUS CRISTO, o Filho de
DEUS. Somente então é que nos tornamos verdadeiros filhos de DEUS, juntamente
com o Filho de DEUS, dentro da família divina, participantes da natureza
divina. (Ver
Ped. 1.4).
«...segundo
J.R. Seeley expressou o conceito, CRISTO adicionou um novo hemisfério ao mundo
moral». (Ecce Homo,págs. 201 e 202. Ver o capítulo inteiro sobre a ‘Moralidade
Positiva’). Paralelamente à moralidade negativa, e acima dela, ele
estabeleceu a moralidade positiva. Alguém poderia guardar com perfeição os Dez
Mandamentos e, no entanto, estar longe de praticar o verdadeiro cristianismo.
Para nós não existem dez mandamentos, e, sim onze. O décimo primeiro consiste
em: Amarás. Nessa pequena palavra, amor, no dizer de CRISTO, está sumariado o
dever inteiro de um homem. Em tudo isso CRISTO manifesta muito mais
originalidade do que percebemos. Assim também é que T.R. Glover, na obra
‘Influence of Christ in the Ancient World’, um excelente estudo acerca do cristianismo
e dos seus rivais mais próximos, declara: ‘As filosofias epicúrea e estóica
haviam posto grande ênfase na ‘imperturbabilidade’ e ‘liberdade* de toda
emoção, o que, em cada caso, é essencialmente um cânon muito egoísta da vida’.
Esse autor admite que no caso do estoicismo isso era sempre modificado pela
memória do descanso do cosmos. Todavia, Liberdade das emoções? A palavra grega
era e continua sendo, nesse caso apatia. ‘Não me ponho ao lado’, disse o gentil
Plutarco, ‘daqueles que entoam hinos à selvagem e dura apatia’». (Cambridge,
University of Cambridge Press, 1929, págs. 76 e 77). Não era esse o ideal de
CRISTO. Tal como o seu Mestre, o crente deve expor-se a ‘sentir o que os
miseráveis sentem’.
Para sermos
justos para com os antigos, deveríamos acrescentar neste ponto que, tanto na
moral de Sócrates, em sua busca pelas definições universais acerca da questões
éticas, fundamentadas em sua confiança de que todo o princípio ético é eterno e
imutável, contido na mente universal, como também na moral de Platão, em seus
universais e em suas «realidades últimas», que seriam eternos, perfeitos e
imutáveis, que também incluem princípios éticos e que, em seu diálogo sobre as
«Leis», são identificados com «DEUS», há uma aproximação bem delicada do ideal
do amor cristão.
"Respondeu-lhe
JESUS: Amarás o Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, de toda a tua alma e
de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo,
semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos
dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.37-40).
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Lição 13, CPAD,
Uma Vida de Frutificação
1º Trimestre de
2017 - Título: As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - Como o crente
pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Comentarista:
Pr. Osiel Gomes da Silva (Pr Pres. Tirirical - São Luis -MA)
TEXTO ÁUREO
"Toda vara
em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê
mais fruto." (Jo 15.2)
VERDADE PRÁTICA
O crente só
terá uma vida frutífera se estiver ligado à Videira Verdadeira, JESUS CRISTO.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - João 15.1-6
1 - Eu sou a
videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. 2 - Toda vara em mim que não dá
fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. 3 -
Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado. 4 - Estai em mim, e eu,
em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira,
assim também vós, se não estiverdes em mim. 5 - Eu sou a videira, vós, as
varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada
podereis fazer. 6 - Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a
vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
Comentários da
BEP - CPAD
15.1 EU SOU A
VIDEIRA VERDADEIRA. Nesta parábola ou alegoria, JESUS se descreve como "a
videira verdadeira" e aqueles que se tornaram seus discípulos, como
"os ramos". Ao permanecerem ligados nEle como a fonte da vida,
frutificam. DEUS é o lavrador que cuida dos ramos, para que deem fruto (vv.
2,8). DEUS espera que todo crente dê fruto.
15.2 TODA VARA.
JESUS fala de duas categorias de varas: infrutíferas e frutíferas. (1) As varas
que cessam de dar fruto são as que já não têm em si a vida que provém da fé
perseverante em CRISTO e do amor a Ele. A essas varas o Pai tira, i.e., Ele as
separa da união vital com CRISTO (cf. Mt 3.10). Quando cessam de permanecer em
CRISTO, DEUS passa a julgá-las e a rejeitá-las (v. 6). (2) As varas que dão
fruto são as que têm vida em si por causa da sua perseverante fé e amor para
com CRISTO. A essas varas o Pai "limpa", poda, a fim de ficarem mais
frutíferas. Isso quer dizer que Ele remove de suas vidas qualquer coisa que
desvia ou impede o fluxo vital de CRISTO. O fruto é o caráter cristão, como
qualidades, que no crente glorifica a DEUS, mediante sua vida e seu testemunho
(ver Mt 3.8; 7.20; Rm 6.22; Gl 5.22,23; Ef 5.9; Fp 1.11)
15.4 ESTAI EM
MIM. Quando uma pessoa crê em CRISTO e recebe o seu perdão, recebe a vida
eterna e o poder de estar ou permanecer nEle. Tendo esse poder, o crente
precisa aceitar sua responsabilidade quanto à salvação e permanecer em CRISTO.
Assim como a vara só tem vida enquanto a vida da videira flui na vara, o crente
tem a vida de CRISTO somente enquanto está vida flui nele pela sua permanência
em CRISTO. A palavra grega aqui é menor, que significa "continuar",
"permanecer", "ficar", "habitar". As condições
mediante as quais permanecemos em CRISTO são: (1) conservar a Palavra de DEUS
continuamente em nosso coração e mente, tendo-a como o guia das nossas ações
(v. 7); (2) cultivar o hábito da comunhão constante e profunda com CRISTO, a
fim de obtermos dEle forças e graça (v. 7); (3) obedecer aos seus mandamentos e
permanecer no seu amor (v. 10) e amar uns aos outros (vv. 12,17); (4) conservar
nossa vida limpa, mediante a Palavra, resistindo a todo pecado, ao mesmo tempo
submetendo-nos à orientação do ESPÍRITO SANTO (v. 3; 17.17; Rm 8.14; Gl
5.16-18; Ef 5.26; 1 Pe 1.22)
15.6 SERÁ
LANÇADO FORA, COMO A VARA. A alegoria da videira e das varas deixa plenamente
claro que CRISTO não admitia que "uma vez na videira, sempre na
videira". Pelo contrário, JESUS nessa alegoria faz aos seus discípulos uma
advertência séria, porém amorosa, mostrando que é possível um verdadeiro crente
abandonar a fé, deixar JESUS, não permanecer mais nEle e por fim ser lançado no
fogo eterno do inferno (v. 6). (1) Temos aqui o princípio fundamental que rege
o relacionamento salvífico entre CRISTO e o crente, a saber: que nunca é um
relacionamento estático, baseado exclusivamente numa decisão ou experiência
passada. Trata-se, pelo contrário, de um relacionamento progressivo, à medida
que CRISTO habita no crente e comunica-lhe sua vida divina (ver 17.3; Cl 3.4; 1
Jo 5.11-13). (2) Três verdades importantes são ensinadas nesta passagem. (a) A
responsabilidade de permanecer em CRISTO recai sobre o discípulo (ver v. 4
nota). É esta a nossa maneira de corresponder ao dom da vida e ao poder divinos
concedidos no momento da conversão. (b) Permanecer em CRISTO resulta em JESUS
continuar a habitar em nós (v. 4a); frutificação do discípulo (v. 5); sucesso
na oração (v. 7); plenitude de alegria (v. 11). (c) As consequências do crente
deixar de permanecer em CRISTO são a ausência de fruto (vv. 4,5), a separação
de CRISTO e a perdição (vv. 2a,6).
PROPÓSITOS DA
FRUTIFICAÇÃO
1- A
frutificação é uma expressão da vida de CRISTO.
2- A
frutificação é evidência de discipulado.
1- A
frutificação abençoa outras pessoas.
1- A
frutificação traz glória a DEUS.
Resumo
da Lição 13 - Uma Vida de Frutificação
I - A VIDEIRA E
SEUS RAMOS
1. A parábola
da vinha.
2. Condição
para ser produtivo.
3. A poda.
II - O
FUNDAMENTO DA FRUTIFICAÇÃO ESPIRITUAL
1. Firmados no
amor de CRISTO.
2. Por que o
amor é a base da frutificação?
3. Cheios do
ESPÍRITO e de amor.
III - CHAMADOS
PARA FRUTIFICAR
1. Revestidos
de amor.
a) A frutificar
em nosso relacionamento espiritual.
b) A ter um
relacionamento conjugal frutífero.
c) A ter um
relacionamento familiar frutífero.
2. Se a Palavra
estiver em nós.
3. Cumprindo a
lei.
Resumo Rápido
do Pr. Henrique
"raiz duma
terra seca" (Is 53:2).
Isaías vê JESUS
no futuro nascendo como a videira verdadeira em uma terra seca (tempos de
secura espiritual em Israel, não havia profeta e nem revelação de DEUS).
Esta é uma
apropriada figura de CRISTO descrevendo um aspecto de seu ministério ("sem
mim nada podeis"). DEUS plantou duas videiras. No AT a videira era Israel,
mas não deu fruto, secou e foi retirada (Temporariamente - o remanescente será
salvo). Mas no NT, JESUS é a videira verdadeira em que os crentes permanecem
para ter vida espiritual (Jo 15:1,3). JESUS gerou milhões de filhos para DEUS.
Israel
perseguiu e matou os enviados por DEUS para tomarem posse da vinha e por fim
matou o filho do dono da vinha. Mas ele RESSUSCITOU, está vivo para sempre,
venceu a morte, o inferno, satanás e o pecado. Nosso Salvador e Senhor está à
direita do PAI, onde intercede por nós. Estamos em CRISTO e nada pode nos
separar Dele. Fique firme ai, em CRISTO e brevemente estaremos com ELE na
eternidade.
É importante
saber que é o ESPÍRITO SANTO que coloca as qualidades quando são necessárias.
para isso é preciso estar cheio e controlado pelo ESPÍRITO SANTO.
As pessoas
parecem ter o fruto, mas não é possível ter se as manifestações são dadas pelo
ESPÍRITO SANTO na hora que precisamos. O fruto é do ESPÍRITO e não nosso.
Conhecemos pessoas boas que são crentes, mas podem ser também católicas,
espíritas, macumbeiras. Olha que os espíritas, por exemplo, são mais gentis e
amorosos do que os crentes em geral. O problema é que existem interesses por
detrás dessa "bondade" da grande maioria. Essa bondade é natural,
geralmente nasce com a pessoa e muitas vezes é até resultado de um problema
cardíaco.
Introdução
Nosso assunto
de hoje é produção, resultado, frutificação. Espera-se que os galhos cheios de
seiva que vem da árvore produzam frutos em abundância. Ou seja, espera-se que
os crentes, cheios do ESPÍRITO SANTO ganhem muitas almas, pois estão ligados a
JESUS que deseja salvar a todos os homens. O ESPÍRITO SANTO manifestará as
qualidades necessárias aos crentes para que produzam muito para o reino de
DEUS, para que ganhem muitas almas. Para produzirmos devemos estar ligados à
Videira Verdadeira que é CRISTO. Sem Ele nada podemos (Jo 15.4). Quem receberá
a glória, honra e louvor pela colheita é o PAI (Jo 15.8).
I - A VIDEIRA E
SEUS RAMOS
1. A parábola
da vinha.
A vinha é
figura de Israel no AT e figura de JESUS CRISTO no NT.
Em João 15.1-6
podemos ver aí uma parábola, ou alegoria, a respeito da videira. A videira é
JESUS CRISTO e os ramos são todos os discípulos de CRISTO, a igreja. O lavrador
é o PAI. Devemos frutificar.
No antigo
testamento a videira era Israel e falhou em produzir, pois deveria ter
evangelizado os povos do mundo todo e eles mesmos terem aceitado JESUS quando
se manifestou a eles como o Messias. Então Israel se tornou a falsa videira.
JESUS veio evangelizando os povos, Em Israel poucos o aceitaram, mas dentre os
gentios milhões O aceitaram e ainda Continuam aceitando e sendo salvos. Ele usa
os galhos para evangelizarem agora. Cada galho pode produzir muitos frutos,
pois a videira produz em cada galho muitos frutos.
JESUS então é a
videira verdadeira.
Nós somos os
galhos que precisam frutificar. Se existe verdadeira Videira é porque JESUS
estava dizendo que a outra era falsa. Falsa no sentido de falhar. Falsa de não
ser capaz de salvar. Falsa no sentido de não entender sua missão. Falsa porque
não produziu frutos dignos de arrependimento e nem reconheceu seu Messias.
Falsa também por não ter pregado aos gentios e os aceitado como povo de DEUS
também.
2. Condição
para ser produtivo.
Sem JESUS não
há frutificação. Se os galhos da videira não estiverem em CRISTO nada poderão
fazer para DEUS. Esse foi o problema de Israel, não tinham CRISTO e nem o
reconheceram quando se manifestou a eles. Muitas igrejas ditas cristãs ou
evangélicas hoje não produzem para DEUS pois, rejeitam o ESPÍRITO SANTO que é
quem liga o galho à árvore, ou seja, liga o Crente a JESUS.
O amor de DEUS
se manifesta no crente assim que se arrepende e aceita a JESUS como único
salvador e senhor. Este crente já pode e deve ser batizado no ESPÍRITO SANTO e
nas águas e ser uma testemunha do amor de DEUS, ganhando almas para CRISTO.
Isso acontece muito devido ao novo convertido se entregar totalmente a CRISTO e
ao ESPÍRITO SANTO e assim, através desse primeiro amor que já vem do fruto do
ESPÍRITO nele implantado pelo ESPÍRITO SANTO, produz muito para o reino de
DEUS. Frutifica muito nos primeiros dias. Pena que com o passar dos anos a
maioria dos crentes percam essa total entrega e passem a mar o mundo e o que
nele há. Assim param de frutificar. Mas DEUS espera que despertem deste sono e
sejam ganhadores de milhões de almas..
3. A poda.
O motivo da
poda é maior frutificação e ás vezes é para tentar salvar um galho que não
produz mais. Às vezes é preciso cortar os ramos que estão atrapalhando o
desenvolvimento da planta. Os galhos que produzem vão produzir mais após a
poda e os galhos que não produzirem serão cortados na próxima poda.
JESUS retira de
nós tudo que nos impede de frutificar ou nos faz frutificar pouco. Isso é
santificação. Isso acontece pelo ouvir a Palavra de DEUS ( João 15.3 - Vós
já estais limpos pela palavra que vos tenho falado).
II - O
FUNDAMENTO DA FRUTIFICAÇÃO ESPIRITUAL
1. Firmados no
amor de CRISTO.
Porque DEUS
amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele
que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna João 3.16
Mas DEUS
prova o seu amor para conosco, em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda
pecadores. Romanos 5.8
É nesse amor de
DEUS por nós e por toda humanidade que vamos ser usados pelo ESPÍRITO SANTO
para ganharmos almas para CRISTO. A seiva da árvore, da videira, é o amor,
primeiro produzido por JESUS e depois transmitido a nós pelo ESPÍRITO SANTO.
Assim frutificamos, pois, amamos a DEUS e a nosso próximo.
2. Por que o
amor é a base da frutificação?
Porque o amor é
como um botão de rosas que só vai gerar a flor depois de abrir a primeira
pétala que é o amor. As outras pétalas dependem dessa primeira. O ESPÍRITO
SANTO só vai conseguir manifestar as qualidades do fruto do ESPÍRITO em nós se
nos entregarmos a Ele para que manifeste em nós essa primeira qualidade.
Para sermos
salvos não necessitamos de obras e elas, quando apresentadas a DEUS como
justificação, são chamadas obras mortas. Somos salvos pela graça de DEUS, por
meio da fé, ou seja, tudo o que era preciso fazer para sermos salvos, JESUS já
fez. Só precisamos crer para sermos salvos.
Agora, depois
de salvos, nossa fé só será aceita se retesarmos obras para DEUS. Essas obras
têm como objetivo a salvação das pessoas.
Quanto mais o
sangue de CRISTO, que pelo ESPÍRITO eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a
DEUS, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao
DEUS vivo? Hebreus 9:14
Por isso,
deixando os rudimentos da doutrina de CRISTO, prossigamos até à perfeição, não
lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em
DEUS, Hebreus 6:1
Porque, assim
como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.
Tiago 2:26
Assim também a
fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Tiago 2:17
3. Cheios do
ESPÍRITO e de amor.
Na igreja
primitiva, ou primeira, em Atos dos Apóstolos, temos o exemplo do verdadeiro
amor altruísta que JESUS ensinou. É um amor desinteressado que sempre está
desejando dar e não tirar algo de alguém.
Tenho-vos
mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e
recordar as palavras do Senhor JESUS, que disse: Mais bem-aventurada coisa é
dar do que receber. Atos 20:35
Tinha crentes
tão cheios do ESPÍRITO SANTO e controlado por Ele, que venderam suas
propriedades para ajudar aos pobres.
"Não
havia, pois, entre eles necessitado algum [...]" (At 4.34).
E vendiam suas
propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.
Atos 2:45
(Barnabé)
Possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos
apóstolos. Atos 4:37
E repartia-se a
cada um, segundo a necessidade que cada um tinha. Atos 4:35
III - CHAMADOS
PARA FRUTIFICAR
1. Revestidos
de amor.
A palavra de
DEUS sempre nos orienta a sermos cheios do ESPÍRITO SANTO e assim
permitirmos a ELE manifestar em nós as virtudes contidas no fruto do ESPÍRITO.
Devemos frutificar em tudo:
a) A frutificar
em nosso relacionamento espiritual.
A vida cristã
abundante só é possível sob 3 pilares - Oração, Jejum e Leitura com estudo da
Palavra de DEUS. JESUS jejuava, seus discípulos jejuavam, Paulo jejuava.
Precisamos orar
mais, muito mais. E, voltando para os seus discípulos, achou-os
adormecidos; e disse a Pedro: Então nem uma hora pudeste velar comigo? Mateus
26:40
O jejum é
importante para vencermos a entrada do pecado, é importante para termos mais
capacidade de ouvir e entender a voz do ESPÍRITO SANTO. É importante para
compreendermos melhor a Palavra de DEUS. É importante para nos fortificar
espiritualmente para expulsarmos demônios. Jejum também é bom para se ouvir a
orientação de DEUS sobre a escolha de obreiros para a obra de DEUS.
Por isso sinto
prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas
angústias por amor de CRISTO. Porque quando estou fraco então sou forte. 2
Coríntios 12:10
Mas esta casta
de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum. Mateus 17:21
Em trabalhos e
fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em
frio e nudez. 2 Coríntios 11:27
E,
havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando
com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido. Atos 14:23
E disse
Cornélio: Há quatro dias estava eu em jejum até esta hora, orando em minha casa
à hora nona. Atos 10:30
E, servindo
eles ao Senhor, e jejuando, disse o ESPÍRITO SANTO: Apartai-me a Barnabé e a
Saulo para a obra a que os tenho chamado. Atos 13:2
b) A ter um
relacionamento conjugal frutífero.
O que a mulher
mais deseja num homem é seu amor. Dificilmente um homem entende qual o amor que
sua mulher deseja. Mas em resumo, é um amor de marido que demonstra seu amor
lembrando das datas importantes, dando-lhe presentes, de preferência joias, um
marido que a faça feliz sexualmente. Que a trate com carinho e atenção.
O amor que vem
do fruto do ESPÍRITO é superior a tudo isso. É um amor que vai conduzir sua
esposa a CRISTO, à salvação.
Vós, maridos,
amai vossas mulheres, como também CRISTO amou a igreja, e a si mesmo se
entregou por ela. Efésios 5.25
c) A ter um
relacionamento familiar frutífero.
O maior desejo
do marido é que sua esposa lhe seja submissa e que seus filhos a imitem nisso.
O princípio de autoridade está em plena decadência hoje e isso se reflete na
sociedade. Quando uma esposa não é submissa a seu marido, por conseguinte, seus
filhos não serão obedientes a ela, nem a seu esposo, nem aos seus professores,
nem a seu pastores,, nem às autoridades.
Assim também
vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a
mulher reverencie o marido. Ef 5.33
Vós, filhos,
sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e
a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; Para que te vá bem, e
vivas muito tempo sobre a terra.
Efésios 6:1-3.
2. Se a Palavra
estiver em nós.
Tudo funciona
bem quando usamos a Palavra de DEUS. A Palavra é CRISTO e devemos fazer como
Pedro: E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a
noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede. Lucas 5:5
ORE A PALAVRA
DE DEUS, ORE A RESPOSTA.
Desempregado? O
meu DEUS, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em
glória, por CRISTO JESUS. Filipenses 4:19
Doente?
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores
levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de DEUS, e oprimido.
Isaías 53:4
As palavras de
DEUS devem estar guardadas em nosso coração - Escondi a tua palavra no meu
coração, para eu não pecar contra ti. Salmos 119:11
Precisamos
estar em CRISTO e suas palavras estarem em nós - 1 co 15.7 Se vós estiverdes em
mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e
vos será feito.
3. Cumprindo a
lei.
"[...]
quem ama aos outros cumpriu a lei" (Rm 13.8).
Quem ama nunca
faz mal aos outros.
O amor não faz
mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor. Romanos 13:10
JESUS resumiu
toda lei e os profetas em uma palavra só - AMOR
E, respondendo
ele, disse: Amarás ao Senhor teu DEUS de todo o teu coração, e de toda a tua
alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo
como a ti mesmo. Lucas 10:27
Conclusão
A videira e
seus ramos são figuras da parábola da vinha. A condição para ser produtivo é
estar em CRISTO. A poda é necessária para cortar o que atrapalha a planta de
produzir mais e fazer o galho que produz, produzir mais ainda. O fundamento da
frutificação espiritual é o amor. Temos que estar firmados no amor de
cristo.
Por que o amor
é a base da frutificação? Porque somente cheios do ESPÍRITO e de amor somos
chamados para frutificar e somos revestidos de amor. Assim podemos frutificar
em nosso relacionamento espiritual. Teremos um relacionamento conjugal e
familiar frutíferos. Se a palavra estiver em nós e ao mor de DEUS cumpriremos a
lei.
VÁRIOS
COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMAS CORREÇÕES DO Pr. Luiz Henrique
FRUTO
- καρπος - kárpós - Dicionário Strong
1) fruta
1a) fruto das
árvores, das vinhas; colheitas
1b) fruto do
ventre, da força geratriz de alguém, i.e., sua progênie, sua posteridade
2) aquele que
se origina ou vem de algo, efeito, resultado
2a) trabalho,
ação, obra
2b) vantagem,
proveito, utilidade
2c) louvores,
que sã apresentados a DEUS como oferta de agradecimento
2d) recolher
frutos (i.e., uma safra colhida) para a vida eterna (como num celeiro) é usado
figuradamente daqueles que pelo seu esforço têm almas preparadas almas para
obterem a vida eterna
FRUTO
- καρπος - kárpós - Dicionário Wycliffe
O produto de
muitas plantas e árvores. Os mais frequentemente mencionados nas Escrituras são
as uvas, os figos e as azeitonas, e ainda hoje são cultivados na Palestina.
Veja comentários individuais no tópico Plantas.
Figurativo. O
termo “fruto” é frequentemente usado de forma simbólica. As crianças são
mencionadas como frutos (Ex 21.22; Sl 21.10) em frases como “o fruto do ventre”
(Sl 127.3; Dt 7.13; Lc 1.42) e “o fruto do corpo” (Sl 132.11; Mq 6.7). O louvor
é poeticamente descrito como o "fruto dos lábios” (Is 57.19; cf. Hb
13.15), e as palavras de um homem são chamadas de “fruto da boca” (Pv 12.14;
18.20).
O termo “fruto”
é aplicado às consequências das nossas ações e motivos; “Comerão do fruto do
seu caminho [ou procedimento]״
(Pv 1.31; Is 3.10). “O fruto da impiedade” é o juízo em que alguém incorre
devido a ações erradas (Jr 6.19; 21.14); e os “frutos de justiça” são as boas
obras que brotam do coração de um homem temente e obediente ao Senhor (Fp
1.11). “O fruto do ESPÍRITO" são os hábitos e princípios misericordiosos
que o ESPÍRITO SANTO produz em cada cristão (Gl 5.22,23; Ef 5.9). Assim, neste
sentido pode ser dito que o “fruto” é o resultado total que procede de qualquer
ação ou atitude específica. O fruto pode ser mal (Mt 3.10; 7.15-20; 12.33; Lc
6.43-46; Rm 7.5), porém ele é mais frequentemente bom (Sl 104.13; Mt 3.8;
21.43; Rm 7.4; Tg 3.17).
Os discípulos
foram incentivados a “produzir frutos” (Mc 4.20; Cl 1.10; Jo 15.4-8), e foram
criticados por serem espiritualmente infrutíferos (Mc 4.19; Tt 3.14; 2 Pe 1.8;
cf. 1 Co 14.14).
FRUTO
- καρπος - kárpós - Comentário Mattew Henry do Novo Testamento
Figurativo. O
termo “fruto” é frequentemente usado de forma simbólica. As crianças são
mencionadas como frutos (Ex 21.22; Sl 21.10) em frases como “o fruto do ventre”
(Sl 127.3; Dt 7.13; Lc 1.42) e “o fruto do corpo” (Sl 132.11; Mq 6.7). O louvor
é poeticamente descrito como o "fruto dos lábios” (Is 57.19; cf. Hb
13.15), e as palavras de um homem são chamadas de “fruto da boca” (Pv 12.14;
18.20).
O termo “fruto”
é aplicado às consequências das nossas ações e motivos; “Comerão do fruto do
seu caminho [ou procedimento]״
(Pv 1.31; Is 3.10). “O fruto da impiedade” é o juízo em que alguém incorre
devido a ações erradas (Jr 6.19; 21.14); e os “frutos de justiça” são as boas
obras que brotam do coração de um homem temente e obediente ao Senhor (Fp
1.11). “O fruto do ESPÍRITO" são os hábitos e princípios misericordiosos
que o ESPÍRITO SANTO produz em cada cristão (Gl 5.22,23; Ef 5.9). Assim, neste
sentido pode ser dito que o “fruto” é o resultado total que procede de qualquer
ação ou atitude específica. O fruto pode ser mal (Mt 3.10; 7.15-20; 12.33; Lc
6.43-46; Rm 7.5), porém ele é mais frequentemente bom (Sl 104.13; Mt 3.8;
21.43; Rm 7.4; Tg 3.17).
Os discípulos
foram incentivados a “produzir frutos” (Mc 4.20; Cl 1.10; Jo 15.4-8), e foram
criticados por serem espiritualmente infrutíferos (Mc 4.19; Tt 3.14; 2 Pe 1.8;
cf. 1 Co 14.14).
FRUTO
- καρπος - kárpós - DICIONÁRIO TEOLÓGICO
[Do gr. karpós;
do lat. fructus, resultado da maturação de uma planta + Espiritus] Conjunto de
virtudes morais e espirituais amadurecidas pelo ESPÍRITO SANTO na vida do
crente como resultado de uma permanente comunhão com CRISTO (GL 5.22,23).
A expressão
certa é fruto e não frutos como se acha registrado em muitos trabalhos e livros
teológicos. No Novo Testamento, o fruto é mostrado como o fator determinante e
relativo de um caráter. A árvore ruim não pode dar frutos bons, nem a árvore
boa há de produzir frutos ruins. Por nossos frutos somos conhecidos (Mt 7.16).
FRUTO
- καρπος - kárpós - Comentário Bíblico Wesleyana
VIDEIRA
VERDADEIRA e os ramos ( 15: 1-17) - Este capítulo tem uma ligação
dupla com o que se passou antes, com a oração no capítulo anterior e com
analogias de pão e água em capítulos anteriores. O objetivo aqui é um
avanço sobre o que se passou antes, porque JESUS estava interessado no produto
permanente e divulgação da nova vida vivida pelos discípulos. Ele seria
deixá-los em breve. Qual seria, então acontecer com eles e com a mensagem
que lhe fora confiada a eles? Era inevitável que ele deve proceder para
utilizar o presente analogia da videira e dos ramos, ou um de natureza
semelhante. Para o pão e água só pode sustentar-eles não podem se
reproduzir. A videira com seus ramos é viva e tem o poder de produzir
frutos, e por isso está se torna uma ilustração mais completa da relação entre
CRISTO e os cristãos e as consequências do relacionamento. Rezar e
fruitbearing estão intimamente relacionados aqui, o único que permanece em
CRISTO pede e recebe, e aquele que permanece nele, esse dá muito fruto.
JESUS é
a videira , o cristão é o ramo , e que o Pai é
o lavrador ou agricultor. Todo o processo de poda e descartando
de ramos inúteis é descrito aqui e quase não precisa ser explicada porque o seu
significado é tão óbvio. A ênfase principal é sobre o fato de que os
homens não são objetos inanimados, mas estão vivendo, querendo, escolhendo,
criaturas falíveis. JESUS sabia disso melhor do que ninguém. Ele
tinha observado pessoas indo e vindo, agora crentes, agora enganadora, mutante
como o vento e se deslocam com a multidão. Um de seus doze escolhidos
tinha apenas decidiu renunciar a sua lealdade. O que agora dos onze
restantes? A lição ensinada neste capítulo é forte e pontiagudo.
Vós não me
escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós (v. 16 ). JESUS
aqui declarou Sua autoridade soberana sobre Seus seguidores. Eles estavam
com ele porque ele os havia escolhido. Nem a sua própria escolha, nem a
confluência de circunstâncias poderia ter provocado o seu relacionamento com
ele. No entanto, ele não estava negando, assim, que eles próprios tinham
tido um papel em que, na realidade, foi um acordo entre eles e JESUS. Vós
não me escolhestes a mim deve ser levado em uma relativa, não absoluta, sentido. Para
eles, na verdade, tinha respondido a sua siga-me , tinha decidido
ficar quando Judas tinha decidido deixar; e o apelo de JESUS era sua
vontade e poderes de escolha- permanecerdes em mim; permanecereis no
meu amor; guardareis os meus mandamentos; ameis uns aos
outros . Esta mesma conclusão é entendida em campanhas evangelísticas
hoje, onde a ênfase é colocada em cima de aceitar a CRISTO, ao tomar uma
decisão por CRISTO, dando-se a CRISTO, ou consagrar-se a Ele. O convite
sai ", JESUS convida-o a vir a Ele", e que a resposta é: "O
Cordeiro de DEUS, eu venho." Esse tipo de recurso tem marcado o avanço do
cristianismo evangélico ao longo dos séculos. João colocou um conteúdo
teológico forte em sua maneira de expressar esse caráter duplo da escolha
divina: a resposta do homem é baseada na escolha de DEUS. Antes de nós
escolheu, Ele já nos havia escolhido. A soberania de DEUS não destrói ou
anular a soberania dada por DEUS do homem, nem a soberania do homem existe para
além da soberania de DEUS. DEUS é soberano em sua esfera de
ação; homem é soberano na sua esfera, pela vontade de DEUS. Escolhas
do homem são reais e não imaginários, mais quando Judas saiu do cenáculo e
enforcou-se, foi porque DEUS quer o escolheu para que o destino horrível ou não
a escolhê-lo para a salvação.
Esta teologia
joanina é fortemente apoiada por Paulo; DEUS "nos escolheu nele
[CRISTO] antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis
diante dele em amor" ( Ef 1: 4. ). Em CRISTO, DEUS escolheu
o homem para uma vida de santidade. A Encarnação com todas as suas implicações
Foi com esse propósito primário. Em nenhum lugar nas Escrituras,
interpretadas à luz da Cruz de CRISTO, ele pode ser encontrado que DEUS escolhe
o homem para qualquer outro destino de salvação. Ele fez apenas uma escolha
para o homem-salvação. Qualquer outro destino para o homem vem contrário à
vontade de DEUS. Se isso soa como a limitação do poder soberano de DEUS,
basta reconhecer que DEUS não tem o Seu caminho em muito do que se passa no
mundo. Paulo se refere a "príncipes do mundo destas trevas"
( Ef. 6:12 ) contra a qual o cristão deve lutam. Eleição do Novo
Testamento é a salvação, nunca para a condenação. A eleição divina é a
salvação. São Paulo reforça esse conceito, referindo-se a ele como o
"bom" o prazer da vontade de DEUS ( Ef. 1: 5 ), o
"conselho" de sua vontade ( Ef 1:11), o "propósito
eterno" de Sua vontade ( Ef. 3:11 ), todos os quais estão
envolvidos no "mistério" da Sua vontade ( Ef. 1: 9 ). É
verdade que é um mistério revelado ( mysterion ), mas não é um
mistério totalmente compreendido. É possível que a pessoa se torne
overwise ao afirmar conhecimento dos caminhos de DEUS, ao passo que Paulo
estava em humilde admiração diante do mistério da verdade revelada. A
soberania de DEUS e a soberania delegada do homem pode ser melhor entendida
quando visto, cada um em relação ao outro.
JESUS disse
ainda que o caminho do discipulado não era uma maneira fácil. O objetivo
do discípulo a seguir deve ser forte se ele vai resistir ao estresse da
vida; de fato, ele deve ser renovado ou perpetuada continuamente se é para
durar. Os discípulos foram escolhidos com o objetivo de dar frutos. E
este fim pode ser só se realiza por segurando as pontas, ou permanecer em
CRISTO, enquanto ameixas DEUS e trabalhos para fazer melhores vinhas
frutíferas. Há uma certa quantidade de sofrimento associado com a disciplina
depois é o que poda na vida cristã é. Se uma árvore de maçã, por exemplo,
não é aparado ele se transformará em uma proliferação de agências e uma
profusão de flores, e vai dar frutos que é a certeza de ser uma
decepção. A fruta é da mesma qualidade como a árvore. Uma árvore boa
produz bons frutos ( Mateus 7: 17-18. ). Bom fruto é glorificar
para o agricultor.
O fruto da qual
JESUS falou é o amor. O que ele tinha feito para eles e o Seu breve
retorno morte na cruz foi feito no amor. O fruto da vida cristã é o amor a
DEUS e amor para a humanidade. Este é o meu mandamento: que vos ameis uns
aos outros, como eu vos amei (v. 12 ). A palavra grega
é ágape , dom de si, o amor de autorrealização. O fruto é um,
não muitos. O amor tem seu muitos subprodutos e atinge o seu objeto ou o
destino de muitas formas, assim como frutas ou grãos chegue ao cliente de
variadas formas. Mas o amor que deve ser, e amá-lo será, se DEUS tem
permissão para podar e disciplina.
JESUS disse que
o sucesso do Evangelho depende do fruto produzido por seus
discípulos. Duas vezes nestes poucos versos ordenou a Seus discípulos a
amar uns aos outros (vv. 12 , 17 ). Uma pessoa não
pode ser comandado a amar como se poderia ser comandado a remar um barco ou
cantar uma canção. No entanto, o amor gera amor, o amor recebido responde
no amor, e comandos de amor na forma mais forte possível. CRISTO não
estava comandando como Senhor soberano, mas como Salvador Encarnado. Ele ordena
que amamos por Suas próprias demonstrações de amor. Nós amamos, porque ele
nos amou primeiro ( 1 Jo. 4:19 ). A esposa de um ministro
irmão morreu recentemente depois de uma doença prolongada que cobre um período
de 12 anos. Ele cuidou e cuidou dela quando ela não podia nem falar nem
cuidar de suas próprias necessidades mais simples. O conselho médico
poderia ter dito para colocá-la em uma casa de repouso, e os amigos podem ter
aconselhado outras maneiras de conhecer o problema; mas o amor mandou e
ele obedeceu. O homem era de amor e obrigado. Os mandamentos de
CRISTO são os mandamentos do amor (cf. 2 Cor. 5:14 ). Quando
nossas vidas e ações são impelidos pelo amor, então é o Pai
glorificado , porque estamos tendo muito fruto , e nós somos
seus discípulos, de fato.
VIDEIRA - αμπελος -
ampelos - Dicionário Strong
1) videira
VIDEIRA - αμπελος -
ampelos - Dicionário Almeida
videira - Pé de
uvas (Jo 15.1).
O papel de DEUS
em João - Bíblia da Liderança cristã - John C Maxwell
Se nós
tivéssemos de peneirar este Evangelho e separar uma única mensagem para os
líderes, seria esta: DEUS exemplifica líderes em JESUS de maneira que eles
possam obter seu poder e sustento do próprio CRISTO. Em João 15, JESUS descreve
a si mesmo como sendo a "videira" e nós como sendo os
"ramos".
Nenhum líder é
uma ilha. Se nós temos de cumprir a missão divina, nós devemos nos prover de
poder de DEUS nos sustenta e dirige enquanto estamos liderando. Nós devemos
permanecer ligados a ele, se nós quiser ser competentes em seu favor. Visto que
nós podemos ver JESUS de uma perspectiva divina neste Evangelho, dizer que
também podemos liderar nessa mesma perspectiva de DEUS. JESUS, o maior de todos
os líderes, trabalhou para permanecer ligado ao seu Pai. Ele também disse que
falou apenas sobre aquilo que tinha ouvido de Pai e fez somente aquilo que viu
seu Pai fazer (Jo 5.19-20). Da perspectiva horizontal, a liderança se dirige
para pessoas, mas, na perspectiva vertical, é uma resposta para DEUS.
Líderes em João
JESUS, João
Batista, o chefe dos sacerdotes, os fariseus, Pilatos
Outras pessoas
de influência em João
Os doze
discípulos, a mulher samaritana junto ao poço, Maria Madalena
Lições de
liderança
• Líderes de
DEUS primeiro se submetem a DEUS, depois servem pessoas.
• Grandes
líderes convidam para um grande comprometimento.
• Líderes
espirituais dão prioridade ao seu relacionamento com seus liderados.
• Líderes têm a
coragem de deixar as coisas familiares.
• Líderes
efetivos têm no crescimento das pessoas a sua maior conquista.
• Líderes
sábios jamais julgam pela aparência exterior.
• Líderes bons
vão para lugares onde sua Causa é celebrada e não apenas tolerada.
TEXTO
ÁUREO
“Mas o fruto do
ESPÍRITO é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade,
fé, mansidão,
temperança.” (Gl 5.22)
VERDADE PRÁTICA
O avivamento
espiritual traz uma realidade de vida no ESPÍRITO.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - Gálatas 5.19-25
19- Porque as
obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia,
20- idolatria,
feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões,
heresias,
21- invejas,
homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das
quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não
herdarão o Reino de DEUS.
22- Mas o fruto
do ESPÍRITO é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé,
mansidão, temperança.
23- Contra
essas coisas não há lei.
24- E os que
são de CRISTO crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.
25- Se vivemos
no ESPÍRITO, andemos também no ESPÍRITO.
INTRODUÇÃO
O salvo em
CRISTO JESUS, desde quando aceitou a JESUS como seu único e suficiente
Salvador, pode passar por diversas situações em sua vida para experimentar o
avivamento espiritual. A vida cristã é uma jornada espiritual que começa no dia
da conversão e prossegue até à morte, se a pessoa perseverar até o fim (Mt
10.22). Na caminhada espiritual, o crente precisa conservar-se fiel, vivendo de
acordo com a vontade de DEUS. Para isso é necessário andar no ESPÍRITO.
I – A VIDA NO
ESPÍRITO
1- Andando em
ESPÍRITO.
Na Bíblia, o
verbo andar tem o sentido figurado de viver, experienciar, praticar e conduzir
na vida espiritual. Por isso, Paulo escreve: “Digo, porém: Andai em ESPÍRITO e
não cumprireis a concupiscência da carne” (Gl 5.16). O andar em ESPÍRITO, com
“E” maiúsculo, tem um significado espiritual muito elevado e profundo. É ter
uma vida cristã subordinada à direção do ESPÍRITO SANTO, pautada nos ditames da
santa Palavra de DEUS. É ter uma vida espiritualmente avivada (Rm 8.1).
2- Por que
andar em ESPÍRITO?
O crente em
JESUS deve andar de acordo com o ESPÍRITO SANTO para não cumprir os desejos da
natureza carnal (Gl 5.16). Escrevendo aos romanos, o apóstolo Paulo disse:
“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em CRISTO JESUS, que
não andam segundo a carne, mas segundo o espírito. Porque a lei do ESPÍRITO de
vida, em CRISTO JESUS, me livrou da lei do pecado e da morte” (Rm 8.1,2). Por
isso, andando no ESPÍRITO, o salvo tem vitória sobre o império do pecado e da
morte.
3- Como andar
em ESPÍRITO?
Não é fácil
andar no ESPÍRITO. Infelizmente, a inclinação da natureza carnal, herdada de
nossos primeiros pais, inerente a todos os seres humanos, faz com que busquemos
as coisas que não agradam a DEUS. Quando as pessoas aceitam a CRISTO como
Salvador, tornam-se novas criaturas, pelo processo salvífico do Novo Nascimento
(Jo 3.3; 2 Co 5.17). Entretanto, elas precisam cultivar o relacionamento
espiritual e perseverante com DEUS. Portanto, para o crente andar em ESPÍRITO é
preciso ter o ESPÍRITO SANTO dentro dele (Jo 14.17); ser guiado pelo ESPÍRITO
(Rm 8.14); ser cheio do SANTO ESPÍRITO (Ef 5.18).
II – O
CONFRONTO ENTRE A CARNE E O ESPÍRITO
1- Carne x
ESPÍRITO.
Em termos
espirituais, é a maior luta da vida do crente salvo. A natureza carnal, herdada
de Adão, é alimentada pela concupiscência da carne. Ela se inclina para as
estruturas pecaminosas criadas pelo Diabo com o objetivo de afastar os seres
humanos para longe de DEUS. Por isso, o apóstolo João escreveu: “Não ameis o
mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está
nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a
concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo” (1 Jo
2.15,16). Infelizmente, muitas pessoas não querem saber de DEUS. Elas são
seduzidas e afastadas para longe de DEUS por meio de vários instrumentos: pelas
falsas religiões, pelo humanismo, materialismo etc. Como resultado, as pessoas
se esquecem de DEUS e procuram agradar ao Diabo e à própria natureza carnal,
corrompida pelo pecado. Não por acaso, o apóstolo Paulo admoestou a respeito
dessa luta entre a carne e o ESPÍRITO (Gl 5.16,17).
2- As obras da
carne.
Em termos
bíblicos, do grego sarx, “a carne” é a natureza decaída do homem, cuja
inclinação é a prática do que não agrada a DEUS. Assim, “as obras da carne”,
segundo a Epístola aos Gálatas, são as práticas, atitudes e pensamentos
contrários à santidade exigida por DEUS para os que são fiéis à Palavra.
Identificadas em pelo menos 15 tipos, sem fechar a lista, pois o autor bíblico
acrescenta “e coisas semelhantes a estas”, essas obras podem ser classificadas
em várias categorias: práticas sexuais ilícitas (5.19); práticas religiosas
(5.20a); mau relacionamento humano (5.20b; 21); e vícios e maus hábitos (5.21).
O apóstolo Paulo encerra essa parte da carta, dizendo “que os que cometem tais
coisas não herdarão o Reino de DEUS” (Gl 5.21; cf. 1 Co 6.9).
III – O
AVIVAMENTO PELO FRUTO DO ESPÍRITO
1- O Fruto do
ESPÍRITO.
Dons e Fruto do
ESPÍRITO são características essenciais para a vida e o caráter cristão. O uso
dos dons espirituais, sem a prática do Fruto do ESPÍRITO, pode ser apenas uma
demonstração de egoísmo e exibicionismo. Nem todos os cristãos são portadores
da graça dos dons espirituais, mas todos devem experimentar e testemunhar o
Fruto do ESPÍRITO em sua vida. Um cristão não pode dar bom testemunho sem a
unidade do Fruto do ESPÍRITO: não pode ter amor sem ter fé; não pode ter gozo
(alegria) e não ter benignidade, bondade ou temperança (Gl 5.22,23). Um aspecto
do fruto não pode ser dissociado do outro. Podemos usar o exemplo de uma fruta,
como uma laranja, que tem vários gomos, mas é um só fruto.
2- Os nove
aspectos do Fruto do ESPÍRITO (Gl 5.22).
Na Bíblia, amor
(ou caridade) (gr. ágape) é mais que filantropia, pois significa o verdadeiro
amor como sinônimo do amor ágape, o amor de DEUS no coração do homem (Fp 1.9; 1
Jo 4.7-8,16); gozo (gr. chara) é a alegria produzida pelo ESPÍRITO SANTO (Lc
8.13; Fp 1.4); paz (gr. eirene) é “a paz de DEUS que excede todo o
entendimento” (Fp 4.7); longanimidade (gr. makrothumia) é a paciência para
suportar as adversidades, os defeitos do outro (Ef 4.2; 2 Tm 3.10; Hb 12.1);
benignidade (gr. chrestotes) é a qualidade de quem é benigno, bondoso,
complacente, perdoador (Ef 4.32); bondade (gr. agathosune) refere-se àquele que
é bom (Mt 12.35; Ef 5.9; Sl 37.23); fé (gr. pistis), não é a fé natural, mas a
produzida pelo ESPÍRITO SANTO no coração dos que creem em DEUS, conforme as
Escrituras (Jo 7.38; Rm 1.17; 3.28; Hb 11.6); mansidão (gr. prautes) diz
respeito àquele que é manso, sinônimo de “brandura, de gênio afável, sossegado,
dócil” (Mt 5.5; 1 Tm 6.11) ; temperança (gr. egkrateia) quer dizer
autocontrole, domínio próprio, é o aspecto elevadíssimo do relacionamento com
os outros, com situações e fatos diversos na vida (Tt 1.8; 2 Pe 1.6).
3- Contra o
Fruto do ESPÍRITO, não há lei.
A conclusão de
Paulo sobre o fruto do ESPÍRITO é impressionante. Ele afirma de modo incisivo e
categórico: “Contra essas coisas não há lei. E os que são de CRISTO
crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no
ESPÍRITO, andemos também no ESPÍRITO” (Gl 5.23-25). Que DEUS nos ajude a
cultivar o Fruto do ESPÍRITO em nossas vidas. Os dons espirituais só têm valor
se forem acompanhados do Fruto do ESPÍRITO. Isso é viver na plenitude do
ESPÍRITO, tendo uma vida verdadeiramente avivada.
CONCLUSÃO
Crentes
avivados são beneficiados com grandes bênçãos da parte de DEUS, pois eles andam
em ESPÍRITO, e não andam conforme as concupiscências da carne (Gl 5.16). Além
dos dons espirituais, eles têm o Fruto do ESPÍRITO: “amor, gozo, paz,
longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gl 5.22). Por
isso, DEUS concede bênçãos em abundância sobre os crentes que andam e vivem no
ESPÍRITO: “Bendito o DEUS e Pai de nosso Senhor JESUS CRISTO, o qual nos
abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em CRISTO” (Ef
1.3).
SINÓPSE I - Ter
uma vida espiritualmente avivada é andar no ESPÍRITO e viver de acordo com os
ensinamentos bíblicos.
SINÓPSE II - Em
termos espirituais, o confronto entre a carne e o ESPÍRITO trata-se da maior
luta da vida do crente.
SINÓPSE III - O
uso dos dons espirituais e o Fruto do ESPÍRITO são práticas indissociáveis.
Auxílio
Teológico TOP2
Carne
“No sentido
ético ela faz referência à natureza carnal, ou à disposição no homem que é
propensa a pecar e que é antagônica a DEUS (Gn 6.12; Rm 7.18; 8.6-8; 1 Co 3.3;
Gl 5.17,19; Cl 2.18; 2 Pe 2.10,18; 1 Jo 2.16). Este é o uso mais importante
para o cristão. A carne, ou a natureza caída, cobiça e guerreia contra o
ESPÍRITO quando este opera através de uma nova natureza, o que pode resultar em
uma paralisia ou derrota espiritual (Gl 5.17-24; Rm 7.14—8.1). Esta condição é
vencida da seguinte maneira: a) Aprendendo a distinguir entre as obras da carne
e as obras do ESPÍRITO SANTO (Gl 5.19-23; cf. 1 Co 6.9-11; Rm 8.4-13). b)
Percebendo pela fé que a natureza caída já está sob condenação, embora ela
ainda não esteja removida (Rm 8.3) e, portanto, o ESPÍRITO SANTO pode habitar e
de fato habita o crente (Rm 8.9). c) Rendendo-nos e sujeitando-nos à direção
orientadora do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.4-13; Gl 5.24,25; Ef 5.18ss.), o que é
mencionado como ‘andar em ESPÍRITO’” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio
de Janeiro: CPAD, 2006, p. 379).
Auxílio
Teológico TOP3
Vivendo no
ESPÍRITO: a mensagem de Paulo.
“A mensagem de
Paulo é clara. Os crentes cheios do ESPÍRITO se separaram completamente do
pecado, do mundo e da carne. Mas as perguntas ainda permanecem. Em que sentido
nós fomos crucificados? Como esta crucificação acontece? E que papel
representamos na experiência da crucificação? Em resposta, note que a nossa
crucificação está sempre relacionada à cruz de CRISTO. Nós não nos crucificamos
a nós mesmos, mas em um sentido passivo fomos crucificados ‘com CRISTO’. Deste
modo a morte de CRISTO na cruz serve como o único fundamento para todas as
outras crucificações no corpo de CRISTO. Pela fé podemos participar da morte,
sepultamento e ressurreição de CRISTO (Rm 6.1-6). Em resumo, a partir da
perspectiva de DEUS, as experiências de CRISTO se tornaram as nossas
experiências.
Não obstante,
como crentes temos um papel ativo na crucificação da carne (Gl 5.24). Os
efésios são ordenados a despojarem-se do velho homem e revestirem-se do novo
homem (Ef 4.22-24). Os romanos são exortados a pararem de oferecer seus membros
como instrumentos de iniquidade (Rm 6.13). Não devem viver de acordo com a
natureza pecadora, mas de acordo com o ESPÍRITO (8.1,4). Os coríntios são
desafiados a limparem-se de toda contaminação do corpo e do espírito (2 Co
7.1). Embora CRISTO seja a nossa santidade (1 Co 1.30) os crentes recebem a
ordem de viver a santidade na vida diária (Rm 12.1; 1 Co 3.16,17; 6.19,20)”
(ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds). Comentário Bíblico Pentecostal –
Novo Testamento: Romanos-Apocalipse. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.
379).
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Prezado(a)
professor(a), na lição deste domingo veremos que o verdadeiro avivamento
espiritual proporciona ao crente uma nova dinâmica de vida no ESPÍRITO. No
entanto, isso não significa que o crente esteja isento de enfrentar lutas
espirituais, bem como batalhas na carne para que não obedeça à vontade de DEUS.
A caminhada espiritual requer do crente o esforço para preservar uma vida
santa, consagrada a DEUS por intermédio da oração e leitura da Palavra. O
Senhor JESUS alertou aos seus discípulos de que enfrentariam aflições neste
mundo, mas deveriam manter o bom ânimo, haja vista que Ele mesmo venceu esse
sistema pecaminoso (Jo 16.33). A Bíblia ressalta que o nascido de DEUS tem
condições de vencer o mundo mediante a fé (1 Jo 5.4). Logo, o estilo de vida pela
fé requer andar no ESPÍRITO.
2. APRESENTAÇÃO
DA LIÇÃO
A) Objetivos da
Lição: I) Destacar o que significa andar no ESPÍRITO e a sua importância para a
condução da vida espiritual; II) Apontar os aspectos que envolvem o confronto
entre a carne e o ESPÍRITO; III) Ressaltar os dons e o Fruto do ESPÍRITO como
predicados essenciais para a vida e o caráter cristão.
B) Motivação: O
apóstolo Paulo destacou que há uma batalha incessante entre a carne e o
ESPÍRITO para que não façamos o que queremos (Rm 7.18-20). Essa batalha se
mostra presente nas ocasiões em que intentamos praticar a vontade de DEUS,
porém, o mal do pecado está sempre presente para nos impedir. Paulo conclui que
somente a graça de DEUS, mediante a ação do ESPÍRITO no crente, pode resultar
na obediência a DEUS (Rm 8.1). Reflita com seus alunos o que precisa ser feito
para nutrir uma vida espiritual no ESPÍRITO e longe do pecado. Pergunte se a
santificação tem sido o alvo principal da nova vida em CRISTO ou a negligência
com esse compromisso tem sido uma constância em nosso cotidiano.
C) Sugestão de
Método: Neste momento da aula, sugerimos que você desenvolva com a classe o
método de aprendizagem baseado na resolução de um problema: considere a
situação de um crente que, após a conversão, se depara com a batalha entre a
carne e o ESPÍRITO. Pergunte aos alunos quais sãos as práticas que a Bíblia
ensina para que o crente vença essa batalha que, diga-se de passagem, parece
ser tão injusta. Peça que expliquem com base no texto bíblico de Romanos,
capítulos 7 e 8. Explique que a nova vida debaixo da graça requer disciplina e
sujeição aos mandamentos bíblicos para que o crente tenha uma vida cristã
direcionada pelo ESPÍRITO SANTO e vença as concupiscências da carne (cf. Gl
5.16).
3. CONCLUSÃO DA
LIÇÃO
A) Aplicação:
Após estudar a respeito da nova vida no ESPÍRITO, faça a seguinte pergunta:
como você tem lidado com as concupiscências da carne? Quais aspectos do Fruto
do ESPÍRITO você encontra maior dificuldade de produzir? Reforce a importância
dessa autoanálise para a saúde da vida cristã. Considere que, à medida que o
crente busca o fortalecimento da vida espiritual e o compromisso contínuo com a
prática dos ensinamentos bíblicos, menor a influência das obras da carne sobre
o comportamento diário. O apóstolo João ensina em sua Carta que "Aquele
que diz que está nele também deve andar como ele andou" (1 Jo 2.6).
4. SUBSÍDIO AO
PROFESSOR
A) Revista
Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens,
artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição
92, p. 42, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios
Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na
preparação de sua aula: 1) Para aprofundar o segundo tópico, o texto que tem
como título "Carne" trata-se de um verbete do Dicionário Bíblico
Wycliffe que tem como finalidade apresentar o sentido ético da palavra
"carne", que faz referência à natureza carnal do homem, propensa a
pecar, em contraste com a santidade de DEUS; 2) Para aprofundar o terceiro
tópico, o texto "Vivendo no ESPÍRITO: a mensagem de Paulo" diz respeito
ao comportamento do crente cheio do ESPÍRITO e a comunicação da morte e
ressureição de CRISTO com a nova vida de acordo com o ESPÍRITO.
REVISANDO O
CONTEÚDO
1. Qual o
sentido do verbo “andar” na Bíblia?
Na Bíblia, o
verbo andar tem o sentido figurado de viver, experienciar, praticar e conduzir
na vida espiritual.
2. De que a
natureza carnal é alimentada?
A natureza
carnal, herdada de Adão, é alimentada pela concupiscência da carne.
3. Segundo os
termos bíblicos, o que é “carne”?
Em termos
bíblicos, do grego sarx, “a carne” é a natureza decaída do homem, cuja
inclinação é a prática do que não agrada a DEUS.
4. O que são as características essenciais para
a vida e o caráter cristão?
Dons e fruto do
ESPÍRITO são características essenciais para a vida e o caráter cristão.
5. O que quer
dizer “temperança”?
Temperança (gr.
egkrateia) quer dizer autocontrole, domínio próprio, é qualidade elevadíssima
no relacionamento com os outros, com situações e fatos diversos na vida (Tt
1.8; 2 Pe 1.6).
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
REVISTA NA ÍNTEGRA - LIÇÃO 9, CPAD, ESPÍRITO SANTO, O REGENERADOR, 1º
TRIMESTRE DE 2026
Escrita
Lição 9, CPAD, ESPÍRITO SANTO, O Regenerador, 1Tr26, Com. Extras do Pr
Henrique, EBD NA TV
Para
nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
ESBOÇO
DA LIÇÃO
I – REGENERAÇÃO - UMA OBRA TRINITÁRIA
1. A doutrina bíblica da Regeneração
2. A Regeneração como exigência de JESUS
3. O PAI como o autor da salvação
4. O ESPÍRITO como agente da Regeneração
II – A NATUREZA ESPIRITUAL DA REGENERAÇÃO
1. Uma transformação interior
2. Uma obra soberana do ESPÍRITO
3. Uma nova vida e nova conduta
III – SINAIS DO NOVO NASCIMENTO EM CRISTO
1. A Justificação pela Fé
2. A vida de Santificação
3. O Fruto do ESPÍRITO
TEXTO ÁUREO
“JESUS
respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer
de novo não pode ver o Reino de DEUS.” (Jo 3.3)
VERDADE PRÁTICA
A regeneração é
a transformação operada pelo ESPÍRITO SANTO, pela qual o pecador se torna uma
nova criatura.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 3.1-8 O novo nascimento é essencial para entrar no Reino de DEUS
Terça - Tt 3.4-7 A regeneração é resultado da misericórdia e graça divinas
Quarta - Ef 2.1-10 Pela graça, somos salvos em CRISTO e criados para praticar as boas
obras
Quinta - 1 Pe 1.22-23 O novo nascimento ocorre pela Palavra viva e eterna de DEUS.
Sexta - 2 Co 5.17-21 Em CRISTO, recebemos nova identidade e o ministério da
reconciliação
Sábado - Gl 5.16-25 O fruto do ESPÍRITO é a evidência prática da nova vida
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 3.1-8
1 - E havia entre os fariseus um homem
chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
2 - Este foi ter de noite com JESUS e
disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de DEUS, porque ninguém pode
fazer estes sinais que tu fazes, se DEUS não for com ele.
3 - JESUS respondeu e disse-lhe: Na
verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o
Reino de DEUS.
4 - Disse-lhe Nicodemos: Como pode um
homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua
mãe e nascer?
5 -
JESUS respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da
água e do ESPÍRITO não pode entrar no Reino de DEUS.
6 - O que é nascido da carne é carne, e o
que é nascido do ESPÍRITO é espírito.
7 - Não te maravilhes de te ter dito:
Necessário vos é nascer de novo.
8 - O vento assopra onde quer, e ouves a
sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é
nascido do ESPÍRITO.
Hinos Sugeridos: 432, 434, 447 da Harpa
Cristã
PALAVRA-CHAVE - Regeneração
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
A Regeneração é obra indispensável à
salvação. JESUS ensinou que, para entrar no Reino, é necessário nascer de novo.
Essa transformação não é exterior, mas interior, realizada pelo ESPÍRITO SANTO,
que regenera o pecador e o torna nova criatura em CRISTO. Nesta lição veremos a
Regeneração como uma obra trinitária, sua natureza espiritual e seus sinais na
vida do crente.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Explicar que a
Regeneração é uma obra trinitária, planejada pelo PAI, realizada pelo FILHO e
aplicada pelo ESPÍRITO SANTO; II) Mostrar que a Regeneração é uma transformação
espiritual interior e indispensável à salvação; III) Apontar os sinais práticos
do Novo Nascimento: justificação, santificação e o fruto do ESPÍRITO.
B) Motivação: Muitos pensam que a vida
cristã se resume a boas obras ou a uma mudança de comportamento. Porém, JESUS
declarou que é necessário nascer de novo. A Regeneração é obra espiritual e
milagrosa do ESPÍRITO SANTO, que concede ao pecador uma nova vida. Essa verdade
deve motivar-nos a viver conscientes de que fomos transformados e chamados a
refletir o caráter de CRISTO.
C) Sugestão de Método: Inicie a aula
destacando no quadro ou de maneira verbal as palavras: "Carne" e
"ESPÍRITO". Peça aos alunos que citem exemplos do que pertence à
carne (Gl 5.19-21) e do que pertence ao ESPÍRITO (Gl 5.22,23). Depois, leia
João 3.5,6 e destaque: "O que é nascido da carne é carne; o que é nascido
do ESPÍRITO é espírito". Explique que a Regeneração não é um
aperfeiçoamento humano, mas um milagre espiritual. Então, inicie a exposição do
primeiro tópico.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A Regeneração não é
resultado de esforço humano, mas obra do ESPÍRITO SANTO que concede nova vida
em CRISTO. Essa transformação nos conduz à justificação, ao processo de
santificação e à manifestação do fruto do ESPÍRITO.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena
conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de
apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 104, p.37, você encontrará um
subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico,
você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O
texto "A Regeneração", localizado depois do primeiro tópico,
aprofundo o tópico da Regeneração como obra trinitária na Salvação; 2) O texto
"Purificando o Crente", ao final do segundo tópico, aprofunda o tema
da natureza espiritual da obra de Regeneração.
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
O Novo Nascimento é uma obra indispensável
à salvação. JESUS ensinou que para entrar no Reino é necessário nascer de novo.
Não se trata de uma mera mudança exterior, mas de uma obra de transformação
interior. Esta lição apresenta o ESPÍRITO SANTO operando no plano trinitário da
Salvação como o agente da Regeneração. Sua atuação revela o milagre divino que
regenera a natureza humana decaída, concedendo nova vida em CRISTO.
I – REGENERAÇÃO - UMA OBRA TRINITÁRIA
1. A doutrina bíblica da Regeneração
A expressão “nascer de novo” (Jo 3.3) é
tradução do verbo grego gennēthē — “ser gerado” ou “nascer”, e do advérbio
anōthen — “do alto”, “de cima”, “de novo”. No diálogo com Nicodemos, JESUS
explica que o “nascer de novo” não é físico, mas espiritual (Jo 3.5) — uma
segunda origem, não humana —, um renascimento a partir do alto, isto é, de DEUS.
Por isso, certas versões bíblicas traduzem como “nascer do alto”. Nesse
sentido, Paulo ensina que somos salvos “pela lavagem da regeneração e da
renovação do ESPÍRITO SANTO” (Tt 3.5b). Aqui “regeneração” (gr. palingenesia)
significa “novo nascimento” e está intimamente ligado à conversão. Trata-se da
renovação interior realizada pelo ESPÍRITO, ocasião em que a pessoa se torna
uma nova criatura (2 Co 5.17).
2. A Regeneração como exigência de JESUS
CRISTO declarou que: “Aquele que não
nascer de novo não pode ver o reino de DEUS” (Jo 3.3). Equivale dizer que a
regeneração é absolutamente necessária (Mt 18.3). Ela é a porta de entrada no
Reino, a obra inicial da graça que principia a transformação do pecador (1 Co
6.9-11). No milagre do novo nascimento, há fé e arrependimento (Mt 4.17).
Tornar-se uma nova criatura é uma exigência absoluta, uma condição essencial
para a salvação (Gl 6.15). Portanto, o plano divino para a Regeneração deve ser
pregado com prioridade (Mc 16.15).
3. O PAI como o autor da salvação
A regeneração, ou novo nascimento, tem sua
origem no plano eterno e soberano de DEUS PAI (Ef 1.4,5). É Ele quem inicia a
obra da redenção, movido por seu amor imensurável e por sua vontade de salvar
os pecadores (Jo 3.16). Esse amor divino é a fonte primária da salvação — não
condicionado aos méritos humanos, mas oferecido por graça divina, mediante a fé
(Jo 1.13; Ef 2.8,9). Essa verdade gloriosa exalta o PAI como a fonte de toda
boa dádiva e o autor da nova vida que recebemos (Tg 1.17,18).
4. O ESPÍRITO como agente da Regeneração
A regeneração é um ato da misericórdia
divina (Tt 3.5). É o PAI que a decreta (Ef 1.4), o FILHO que a torna possível
por sua morte e ressurreição (Ef 1.7), e o ESPÍRITO que a realiza no coração do
pecador (Jo 16.8). JESUS explicou essa ação do ESPÍRITO ao dizer: “O que é
nascido da carne é carne, e o que é nascido do ESPÍRITO é espírito” (Jo 3.6).
Isso indica que onde o ESPÍRITO opera, ocorre transformação espiritual. Essa
mudança se torna visível por meio do Fruto do ESPÍRITO na vida do regenerado
(Gl 5.22).
AMPLIANDO O CONHECIMENTO - O NASCIMENTO
ESPIRITUAL
“Em Jo 3.1-8, JESUS discute uma das
doutrinas fundamentais (isto é, ensinamentos, princípios básicos, as bases da
crença) da fé cristã: Regeneração (Tt 3.5), ou nascimento espiritual. Sem
‘nascer de novo’ no contexto espiritual, uma pessoa não pode se tornar parte do
Reino de DEUS. Isso significa que a vida de uma pessoa deve ser espiritualmente
renovada para que ela possa ser salva e receber o dom divino que é a vida
eterna através da fé em JESUS.” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a obra
Bíblia de Estudo Pentecostal: Edição Global, editada pela CPAD.
SINÓPSE I - A Regeneração é uma obra trinitária:
decretada pelo PAI, realizada pelo FILHO e aplicada pelo ESPÍRITO SANTO.
AUXÍLIO TEOLÓGICO - “A REGENERAÇÃO
Quando correspondemos ao chamado divino e
ao convite do ESPÍRITO e da Palavra, DEUS realiza atos soberanos que nos
introduzem na família do seu Reino: regenera os que estão mortos nos seus
delitos e pecados; justifica os que estão condenados diante de um DEUS santo; e
adota os filhos do inimigo. Embora estes atos ocorram simultaneamente na vida
que crê, é possível examiná-los separadamente. A regeneração é a ação decisiva
e instantânea do ESPÍRITO SANTO, mediante a qual Ele cria de novo a natureza
interior. O substantivo grego (palingenesia) traduzido por ‘regeneração’
aparece apenas duas vezes no Novo Testamento. Mateus 19.28 emprega-o com
referência a novos tempos do fim. Somente em Tito 3.5 se refere à regeneração
do indivíduo. [...] O Novo Testamento apresenta a figura do ser criado de novo
(2 Co 5.17) e da renovação (Tt 3.5), porém a mais comum é a de ‘nascer’ (gr.
gennáō, ‘gerar’ ou “dar à luz”). JESUS disse: ‘Na verdade, na verdade te digo
que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS’ (Jo 3.3). Pedro
declara que DEUS, em sua grande misericórdia, ‘nos gerou de novo para uma viva
esperança’ (1 Pe 1.3). É uma obra que somente DEUS realiza. ‘Nascer de novo’
diz respeito a uma transformação radical. Mas ainda se faz mister um processo
de amadurecimento” (HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma
Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, pp.371-72).
II – A NATUREZA ESPIRITUAL DA REGENERAÇÃO
1. Uma transformação interior
Nicodemos revelou incompreensão espiritual
ao questionar JESUS: “Como pode um homem nascer, sendo velho?” (Jo 3.4). A
pergunta reflete sua visão limitada ao plano natural (1 Co 2.14). O principal
entre os judeus interpretou o “nascer de novo” como se fosse algo físico (da
carne). Esse fato evidencia que a mente religiosa, espiritualmente morta, e
presa à lógica humana, é incapaz de compreender que a justiça de DEUS não advém
das obras (Rm 10.3). Ele estava apegado à ideia de mérito para entrar no Reino
de DEUS, mas JESUS exigiu algo totalmente novo: uma transformação interior
operada pelo ESPÍRITO, não um mero aperfeiçoamento de conduta ou aprimoramento
moral, mas um Novo Nascimento, operado de dentro para fora, como obra do ESPÍRITO
SANTO (Jo 3.5).
2. Uma obra soberana do ESPÍRITO
JESUS ensina a Nicodemos que, para entrar
no Reino de DEUS, é necessário nascer “da água e do ESPÍRITO” (Jo 3.5). Isso
significa uma transformação espiritual completa: ser purificado dos pecados e
receber renovação interior pelo poder do ESPÍRITO (Ef 3.16; 5.26). Essa mudança
não pode ser produzida pela carne, mas somente pelo ESPÍRITO. CRISTO assegura
que “o vento assopra onde quer” (Jo 3.8). Assim como o vento é livre, o ESPÍRITO
opera de modo soberano na salvação, sem ser controlado por nenhum esquema
humano (1 Co 2.11-12). É somente por essa ação divina que o pecador nasce
espiritualmente e passa a ter uma nova vida (2 Co 5.17). Assim, um cristão
regenerado é aquele que teve o coração transformado e passou a viver segundo
essa nova natureza espiritual (Ez 36.26,27).
3. Uma nova vida e nova conduta
CRISTO deixou bem claro que “O que é
nascido da carne é carne, e o que é nascido do ESPÍRITO é espírito” (Jo 3.6).
Essa distinção mostra que nada da carne pode produzir vida espiritual. A carne
gera concupiscência e aprisiona (Gl 5.19-21); somente o ESPÍRITO gera nova vida
com fruto espiritual (Gl 5.22). O que é nascido da carne permanece dominado
pela natureza pecaminosa (Rm 8.5). Mas, ao nascer do ESPÍRITO, o crente passa a
viver sob uma nova condição espiritual: tornando-se um novo homem, com uma nova
mentalidade: “e vos renoveis no espírito do vosso sentido” (Ef 4.23). Essa nova
vida se evidencia na prática da justiça, no amor fraternal, no desejo pela
Palavra e na obediência a CRISTO — marcas da regeneração genuína (Rm 6.4; 1 Jo
3.9).
SINÓPSE II - A Regeneração é uma transformação interior
operada pelo ESPÍRITO, purificando e renovando o pecador para viver em novidade
de vida.
AUXÍLIO DE TEOLÓGICO - “PURIFICANDO O
CRENTE.
A obra do ESPÍRITO não cessa quando a
pessoa reconhece sua culpa diante de DEUS, mas vai crescendo a cada etapa
subsequente. A segunda etapa na santificação pelo ESPÍRITO SANTO na vida do
indivíduo é a conversão. Esta é uma experiência instantânea. Inclui a
santificação pelo ESPÍRITO, ou, em linguagem biblicamente mais correta, o
processo da santificação pelo ESPÍRITO inclui a conversão. Podemos facilmente
demonstrar esse fato pelas Escrituras. Considere as palavras de Paulo: ‘Mas
devemos sempre dar graças a DEUS, por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter
DEUS elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do ESPÍRITO e
fé da verdade” (2 Ts 2.13). Note que a palavra ‘salvação’ é qualificada por
duas frases preposicionais, que descrevem como foram salvos os crentes de
Tessalônica. A segunda frase: ‘fé na verdade’ descreve o papel do crente na
salvação: ter fé no evangelho de JESUS CRISTO (v. 14). A primeira frase: ‘em
santificação do ESPÍRITO’, é mais importante para o presente estudo. Descreve o
papel do ESPÍRITO na salvação: santificar o crente” (HORTON, Stanley M. (Ed.).
Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2019,
pp.423-24).
III – SINAIS DO NOVO NASCIMENTO EM CRISTO
1. A Justificação pela Fé
Pela fé em CRISTO, o pecador é
justificado, recebendo uma nova posição diante de DEUS, não por mérito pessoal,
mas pela obra redentora do Calvário (Rm 3.24,28). O crente não é apenas
perdoado, mas é declarado justo diante de DEUS, isto é, absolvido da culpa, da
punição e da condenação do pecado (Rm 4.7,8). Essa dádiva é recebida somente
por meio da fé, como resposta à graça de DEUS revelada em CRISTO (Rm 3.22). A
justificação, portanto, não acontece à parte da fé, mas após a pessoa crer em CRISTO
como Salvador (Gl 2.16). Esse é o resultado da ação do ESPÍRITO SANTO que leva
o pecador à fé e, consequentemente, à justificação (Jo 16.8). Os efeitos da
justificação pela fé incluem a paz com DEUS (Rm 5.1) e a adoção como filhos
amados do PAI (Jo 1.12).
2. A vida de Santificação
Na obra da Redenção, o pecador é imediata
e simultaneamente salvo, regenerado, justificado e adotado como filho de DEUS
(At 13.39; Jo 5.24; Rm 8.15). A partir daí, inicia-se o processo contínuo de
santificação, ou seja, uma vida separada do pecado e consagrada à obediência,
até a sua glorificação final no dia de CRISTO (2 Co 3.18). O crente passa a
viver segundo o ESPÍRITO e não mais como escravo da carne (1 Ts 4.3,4).
Conforme abordado na lição anterior, a santificação apresenta aspectos
posicionais e progressivos, à medida que o crente avança em maturidade
espiritual e se torna mais semelhante a CRISTO (1 Pe 1.15,16). Essa nova vida
recebida na regeneração se manifesta pela renúncia ao pecado e pela prática
contínua da justiça e santidade (Rm 6.11; Ef 4.24).
3. O Fruto do ESPÍRITO
Um importante efeito visível da
regeneração é o fruto do ESPÍRITO: “amor, alegria, paz, longanimidade,
benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gl 5.22,23). Não se trata de
dons espirituais, mas de virtudes que o ESPÍRITO SANTO produz no caráter do
regenerado como expressão de sua nova vida (Ef 2.10). Antes, era dominado pelas
paixões carnais, mas agora manifesta a presença do ESPÍRITO em suas atitudes
diárias (Rm 8.5). Portanto, o Fruto do ESPÍRITO é a evidência prática da
Regeneração (Mt 7.16). Quem nasceu de novo passa a refletir, ainda que
imperfeitamente, o caráter de CRISTO em suas palavras, ações e reações (Lc
6.40). Tal postura não pode ser esporádica, mas uma marca contínua da nova vida
recebida em CRISTO (Mt 5.16).
SINÓPSE III - Os sinais do novo nascimento incluem a
justificação pela fé, a vida de santificação e a manifestação contínua do Fruto
do ESPÍRITO.
CONCLUSÃO
A regeneração é uma obra trinitária
operada pelo ESPÍRITO SANTO. Não é um esforço humano, mas uma transformação
espiritual profunda. Como regenerador, o ESPÍRITO concede nova vida, uma nova
natureza e uma nova direção ao ser humano. É necessário nascer do alto para ver
e entrar no Reino. Que cada crente se deixe conduzir pelo ESPÍRITO e reflita,
dia a dia, a natureza divina recebida no Novo Nascimento.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. De acordo com o diálogo entre JESUS e
Nicodemos, o que significa a expressão “nascer de novo”?
Significa nascer do alto, uma
transformação espiritual operada pelo ESPÍRITO SANTO (Jo 3.3-5).
2. Como é possível constatar a ação do ESPÍRITO
na vida do pecador regenerado?
Pela mudança interior e pela manifestação
do fruto do ESPÍRITO na vida diária (Gl 5.22-23).
3. O que a incompreensão espiritual de
Nicodemos evidencia sobre o novo nascimento?
Que a mente natural não pode compreender
as coisas espirituais sem a ação do ESPÍRITO (1 Co 2.14).
4. O que significa a expressão “O que é
nascido da carne é carne, e o que é nascido do ESPÍRITO é espírito” (Jo 3.6)?
Que a carne gera apenas o que é carnal,
mas o ESPÍRITO produz vida espiritual verdadeira (Jo 3.6).
5. Em linhas gerais, o que é o Fruto do ESPÍRITO?
O fruto do ESPÍRITO são virtudes cristãs
que evidenciam a nova vida em CRISTO (Gl 5.22,23).
