Escrita Lição 4, CPAD, A Confirmação De
Uma Promessa, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 33195781620 Luiz Henrique
de Almeida Silva
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO E DE SARAI
1. O novo nome de Abrão
2. O novo nome de Sarai
3. O pai da fé riu diante da promessa
II – A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DEUS COM
ABRAÃO
1. O chamado de DEUS a Abraão foi especial
2. Qual o objetivo do concerto com os
patriarcas?
3. O concerto e as promessas
III - O PACTO PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃO
1. Todo macho será circuncidado
2. Quando deveria ser feita a circuncisão
3. A circuncisão do coração
TEXTO ÁUREO
“E estabelecerei o meu concerto entre mim
e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para
te ser a ti por DEUS e à tua semente depois de ti.” (Gn 17.7).
VERDADE PRÁTICA
DEUS é fiel para cumprir tudo aquilo que
nos prometeu.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 17.4 O concerto é renovado
Terça - Jr 1.12 DEUS vela pela sua palavra para
a cumpri-la
Quarta - Gn 17.5 DEUS muda o nome de Abrão
Quinta - Gn 17.15 DEUS muda o nome de Sarai
Sexta - 2 Co 5.17 Mudança total para quem está
em CRISTO
Sábado - Cl 3.10 Vestindo-nos com o novo
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 17.1-9
1 - Sendo, pois, Abrão da idade de noventa
e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão e disse-lhe: Eu sou o DEUS
Todo-Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito.
2 - E porei o meu concerto entre mim e ti
e te multiplicarei grandissimamente.
3 - Então, caiu Abrão sobre o seu rosto, e
falou DEUS com ele, dizendo:
4 - Quanto a mim, eis o meu concerto
contigo é, e serás o pai de uma multidão de nações.
5 - E não se chamará mais o teu nome
Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te
tenho posto.
6 - E te farei frutificar grandissimamente
e de ti farei nações, e reis sairão de ti.
7 - E estabelecerei o meu concerto entre
mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo,
para te ser a ti por DEUS e à tua semente depois de ti.
8 - E te darei a ti e à tua semente depois
de ti a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua
possessão, e ser-lhes-ei o seu DEUS.
9 - Disse mais DEUS a Abraão: Tu, porém,
guardarás o meu concerto, tu e a tua semente depois de ti, nas suas gerações
HINOS SUGERIDOS : 86, 127, 135 da Harpa
Cristã
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
SUBSÍDIOS
EXTRAS – LIVROS, REVISTAS ANTIGAS E GOOGLE
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
https://ebdnatv.blogspot.com/2026/03/alianca-de-sangue-antiga-alianca-e-nova.html
É DE SUMA
IMPORTÂNCIA PARA COMPREENÇÃO DESTA LIÇÃO
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
RESUMO RÁPIDO
Pr. Henrique
INTRODUÇÃO
A história de
Abraão ocupa um lugar central na revelação bíblica e no plano redentor de Deus
para a humanidade. Muito mais do que o relato de um homem do passado, sua
trajetória revela como Deus age soberanamente na história, chamando,
transformando identidades e estabelecendo alianças eternas com propósitos
espirituais profundos. A mudança dos nomes de Abrão e Sarai, o riso diante da
promessa aparentemente impossível, o concerto divino firmado pela fé e o sinal
da circuncisão apontam para um Deus que não apenas faz promessas, mas também as
cumpre no tempo determinado. Este estudo percorre os principais marcos da
aliança de Deus com Abraão, destacando sua dimensão espiritual, profética e
cristológica, culminando na compreensão de que essas promessas encontram seu
pleno cumprimento em Jesus Cristo e se estendem a todos os que vivem pela fé.
I – DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO E DE SARAI
1. O novo nome de Abrão
Em Gênesis
17, Deus mudou o nome de Abrão ("pai exaltado")
para Abraão ("pai de uma multidão"), selando a
aliança de que ele seria pai de numerosas nações. Essa alteração, ocorrida
quando ele tinha 99 anos, simboliza a promessa divina e sua nova identidade
como patriarca..
Detalhes da
Mudança de Nome:
Na aliança de
sangue o nome dos que fazem a aliança muda. Meu nome vai para quem está fazendo
aliança comigo e o nome da pessoa vem para mim. No casamento brasileiro o sobrenome
do marido passa a fazer parte do nome da esposa.
DEUS, após
fazer aliança com Abrão passou a ser chamado “O DEUS de Abraão”
Abram não tem o
“H” vindo do nome de DEUS (YHWH)
Abraham tem o “H”
vindo do nome de DEUS (YHWH)
Gl 3.13 – O “H”
de DEUS vem para nós – esse “H” é o ESPÍRITO SANTO prometido.
- Nome
Original: Abrão (Abram), que
significa "pai elevado" ou "pai exaltado".
- Novo Nome: Abraão (Abraham), que significa
"pai de uma multidão" ou "pai de muitas nações".
- Contexto
Bíblico: A mudança é registrada em
Gênesis 17:5, onde Deus diz: "E não se chamará mais o teu nome Abrão,
mas Abraão será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te tenho
posto".
- Significado: A mudança reflete o cumprimento da
promessa de Deus de multiplicar a descendência de Abraão e estabelecer uma
aliança com ele e sua descendência.
A mudança de
nome na Bíblia representa uma mudança na identidade e no propósito do indivíduo
de acordo com o plano de Deus.
2. O novo nome de Sarai
O novo nome de
Sarai, alterado por Deus em Gênesis 17:15-27, é Sara. A
mudança de nome simbolizou sua nova posição como mãe de nações e reflete a
promessa divina de fertilidade, passando de "minha princesa"
(restrita) para "princesa" (universal).
Significado da
Mudança:
- Sarai: Geralmente traduzido como
"minha princesa" ou "minha senhora", um termo mais
restritivo..
- Sara: Significa "princesa" ou
"senhora" em um sentido absoluto e universal.
- Contexto: A mudança ocorreu quando Deus
estabeleceu sua aliança e prometeu que ela seria mãe de nações.
Para mais
detalhes sobre as versões bíblicas que mencionam essa mudança, consulte
- Sinal da
Aliança: Como parte da mesma
aliança, Deus também mudou o nome de Sarai para Sara e instituiu a
circuncisão como sinal perpétuo.
3. O pai da fé riu diante da promessa
A frase "O
pai da fé riu diante da promessa" refere-se a um momento crucial na
história bíblica de Abraão (Gênesis 17:17), quando ele, aos 99 anos, recebeu a
promessa de Deus de que teria um filho com sua esposa Sara, que já era idosa
(89 anos).
O contexto do
riso de Abraão:
- O Riso e a
Prostração: Em
Gênesis 17:17, é dito que Abraão caiu sobre o seu rosto, riu e disse no
seu coração: "A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à
luz Sara, aos noventa anos?".
- Significado
do Riso: Embora o riso de Sara
posteriormente (Gênesis 18:12) tenha sido de dúvida, alguns intérpretes
sugerem que o riso de Abraão pode ter sido uma mistura de surpresa,
alegria, espanto ou até mesmo incredulidade momentânea diante da
impossibilidade física, e não necessariamente cinismo, pois ele se
prostrou em reverência.
- O
"Pai da Fé" com Dúvida: Abraão
é chamado de "pai da fé", mas esse episódio destaca sua
humanidade e momentos de hesitação antes da plena convicção.
II – A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DEUS COM
ABRAÃO
1. O chamado de DEUS a Abraão foi especial
O chamado de
Deus a Abraão (Gênesis 12) foi especial por representar uma ruptura
drástica com a idolatria de seu Pai e o passado, exigindo fé incondicional para
deixar sua terra e parentela rumo a um lugar desconhecido. Deus prometeu
transformar Abraão em uma grande nação, abençoar o seu nome e, por meio dele,
abençoar todas as famílias da terra.
Pontos
marcantes do chamado de Abraão:
- Renúncia
Total: Abraão precisou deixar
para trás sua terra, parentes e a casa de seu pai, rompendo com a cultura
de Ur para seguir um chamado divino.
- Fé no
Desconhecido: Ele
obedeceu sem saber para onde ia, confiando apenas na promessa de Deus de
guiá-lo à terra de Canaã.
- A Promessa
da Aliança: A
promessa incluiu uma descendência numerosa (mesmo sendo Abraão idoso e sua
esposa estéril), a proteção divina e a formação de um novo povo.
- Propósito
Profético: O
objetivo era mais do que geográfica, era estabelecer uma nação santa
através da qual o Messias viria ao mundo.
A resposta de
Abraão foi imediata, caracterizando-o como o pai da fé, mudando sua vida de um
morador local para um peregrino sob a promessa de Deus, conforme explica.
E creu ele no
Senhor, e imputou-lhe isto por justiça. Gênesis 15:6
Pois, que diz a
Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça
Romanos 4:3
Assim como
Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Gálatas 3:6
E cumpriu-se a
Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como
justiça, e foi chamado o amigo de Deus. Tiago 2:23
Disse mais Deus
a Abraão: Tu, porém, guardarás a minha aliança, tu, e a tua descendência depois
de ti, nas suas gerações. Gênesis 17:9
2. Qual o objetivo do concerto com os
patriarcas?
O objetivo do concerto (aliança) de Deus com Abraão, Isaque e Jacó
era estabelecer uma nação santa (Israel) para revelar Sua vontade ao
mundo, formar uma aliança inquebrável com Seu povo e, fundamentalmente,
providenciar a salvação para todas as nações da terra através da descendência
deles, o descendente JESUS.
Portanto, é
pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a
toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que
teve Abraão, o qual é pai de todos nós, Romanos 4:16
Porque a
promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão,
ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé. Romanos 4:13
- A
"Semente" Singular: Paulo
argumenta que a Escritura não usa o plural "aos descendentes",
mas sim o singular "ao seu descendente", focando em uma pessoa
específica, que é Cristo. DEUS chama Abrão tendo em vista JESUS CRISTO.
Ora, as promessas foram feitas a
Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de
muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo. Gálatas
3:16
Principais
Objetivos e Promessas do Concerto:
- Salvação
Universal: O
propósito supremo era abençoar todas as famílias da terra, cumprido na
figura de Jesus Cristo.
- Formação
de uma Nação: Criar
um povo escolhido, Israel, que servisse como testemunha de DEUS e donde
nasceria JESUS.
- Promessa
de Terra: Promessa de uma Terra
extensa como herança perpétua para a descendência dos patriarcas (só será realizada
no milênio).
De acordo com Josué 1:4, 13.1, 21:43-45 e outras passagens, a promessa dada
por DEUS a Israel abrange uma área vasta, descrita com os seguintes limites:
Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua
descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio
Eufrates; ¹⁹ E o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, ²⁰ E o heteu, e o perizeu,
e os refains, ²¹ E o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu. Gênesis
15:18-21 – Hoje Israel só tem cerca de 2.8% das terras que DEUS lhes deu.
Josué 1:4 - Sul: O deserto. Norte: O Líbano e a
terra dos hititas (Síria). Leste: O grande rio, o Rio Eufrates. Oeste: O
Grande Mar (Mar Mediterrâneo).
- Multiplicação
e Proteção: Promessa
de transformar a semente de Abraão em uma "multidão de nações" e
protegê-los.
- Aliança
Pessoal: Estabelecer um
relacionamento inquebrável, onde Deus se torna o "Deus de Abraão,
Isaque e Jacó".
Os patriarcas
funcionaram como fundadores desta fé servindo como líderes espirituais e
familiares nesta aliança.
3. O concerto e as promessas
O concerto de
Deus com Abrão (Gênesis 12, 15, 17) foi uma aliança incondicional e
solene, onde Deus prometeu torná-lo pai de uma grande nação, dar-lhe uma
extensa terra, incluindo Canaã e
abençoar todas as famílias da terra através de sua descendência. As promessas
incluíam descendência inumerável, proteção divina e mudança de nome (Abrão para
Abraão).
Principais
Elementos do Concerto e Promessas (Gênesis 12, 15, 17):
- Terra: Promessa da extensa terra, incluindo Canaã para a sua
descendência.
- Descendência
(Semente): Promessa
de uma numerosa posteridade, que resultaria em uma grande nação e,
eventualmente, em Cristo.
- Bênção
Universal: "Em
ti serão benditas todas as famílias da terra" (através de JESUS).
- Nome
Grande: Deus engrandeceria o nome
de Abraão.
- Proteção: Deus seria o escudo e o galardão de
Abraão.
Detalhes do
Pacto:
- O Sinal: O sinal físico do concerto foi a
circuncisão de todos os homens da sua casa.
- Mudança de
Nomes: Abrão ("pai
exaltado") tornou-se Abraão ("pai de uma multidão de
nações"), e Sarai ("minha princesa") tornou-se Sara
("mãe de nações").
- Cumprimento: Apesar da espera de 25 anos (dos 75
aos 100 anos de Abraão), Deus cumpriu a promessa com o nascimento de
Isaque, conforme narrado em Gênesis 21.
O pacto,
explicado detalhadamente na Bíblia, estabelece Abraão como pai da fé, com as
promessas se estendendo a todos os crentes por meio de Cristo. A narrativa
bíblica completa do chamado e da aliança pode ser lida em Gênesis 12 e Gênesis
17.
III - O PACTO PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃO
1. Todo macho será circuncidado
Segundo Gênesis
17, Deus estabeleceu a circuncisão como sinal perpétuo da Aliança com Abraão e
seus descendentes. Todo macho, incluindo os nascidos em casa e os
comprados de estrangeiros, deveria ser circuncidado. A ordem exigia a
circuncisão no oitavo dia de vida, marcando o corpo como sinal de um pacto
eterno (O coto umbilical geralmente cai a partir de 7 dias de vida). DEUS deu
ordem para circuncidar a todas as crianças a partir de 8 dias de nascidas).
Detalhes da
Aliança (Gênesis 17):
- Abrangência: Abraão, Ismael, todos os machos,
incluindo crianças com mais de oito dias de nascidas, de sua casa, e
gerações futuras.
- O Sinal: A circuncisão na carne do prepúcio
(como operação de fimose).
- A Marca: Sinal visível de compromisso e
fidelidade.
2. Quando deveria ser feita a circuncisão
- O Prazo: Bebês com oito dias de nascidos ou
mais até os mais velhos.
- A
Consequência: O
incircunciso que não fizesse o pacto na carne seria extirpado do seu povo.
Abraão obedeceu
imediatamente, circuncidando a si mesmo, seu filho Ismael e todos os homens de
sua casa.. Esta aliança foi confirmada ao longo das gerações, com Isaque e
seus descendentes. Isaque também foi circuncidado ao oitavo dia conforme Gênesis
21:4 e confirmado em Atos 7:8.
A circuncisão
de bebês no oitavo dia de vida é uma prática mantida pelos judeus até os dias
de hoje.
A circuncisão é
praticada atualmente por diversos povos e culturas, motivada principalmente por
razões religiosas, culturais, higiênicas ou médicas. Os principais grupos
incluem:
- Povos
Judeus: A circuncisão (Brit Milá)
é um pacto religioso fundamental, geralmente realizado no oitavo dia de
vida do menino.
- Povos
Muçulmanos: A
prática é amplamente seguida em nações muçulmanosas, sendo quase universal
em países como Irã, Iraque, Cisjordânia, Iêmen, Indonésia e Síria.
- Cristãos
Ortodoxos e Copta: Praticada
em comunidades específicas, como a Igreja Ortodoxa Etíope e a Igreja
Ortodoxa Eritreia, além dos cristãos coptas.
- Povos da
África Subsaariana: A
circuncisão é uma prática tradicional e ancestral em muitas tribos, muitas
vezes atuando como um ritual de passagem para a vida adulta.
- Povos do
Oriente Médio e Ásia: Inclui
samaritanos, drusos e outras populações na região da Ásia Ocidental.
- Culturas
Ocidentais e Asiáticas (não religiosas): A prática é comum em países como os
Estados Unidos, Coreia do Sul e Filipinas, frequentemente por razões de
higiene ou profilaxia médica.
A circuncisão
também é realizada como um procedimento médico preventivo contra infecções ou
para tratar condições como a fimose.
Gênesis
21:4 registra o momento em que Abraão circuncida seu filho Isaque com oito
dias de vida, obedecendo rigorosamente à ordem de Deus. Este ato sela a aliança
divina, confirmando Isaque como o herdeiro da promessa, conforme relatado em
várias versões bíblicas.
Pontos-chave de
Gênesis 21:4:
- Obediência: Abraão cumpre a ordem divina
estabelecida anteriormente.
- Contexto: Isaque, filho da promessa, é
circuncidado no oitavo dia.
- Significado: Marca a continuidade da aliança de
Deus com a descendência de Abraão
3. A circuncisão do coração
A circuncisão
do coração na Bíblia é uma metáfora espiritual para a transformação
interior, conversão e remoção da rebeldia contra Deus, indo além do ritual
físico. Envolve consagrar o ser totalmente, humilhar-se e purificar-se,
permitindo que Deus mude a inclinação para o pecado.
Pontos-chave
sobre a circuncisão do coração:
- O que
significa: É o
ato do Espírito Santo de cortar a insensibilidade, a dureza ("cerviz
rígida") e a inclinação para o mal, capacitando o indivíduo a amar a
Deus de todo o coração.
- Origem no
AT: Moisés exortou o povo a
"circuncidar o coração" (Deuteronômio 10:16) para não serem
rebeldes, e Deus prometeu fazê-lo (Deuteronômio 30:6) para que o povo
vivesse
- Realidade
no NT: Paulo, inspirado pelo ESPÍRITO
SANTO, explica em Romanos 2:25-29 que a verdadeira identidade de um
"judeu" (povo de Deus) não é física, mas interior, realizada
pelo ESPÍRITO SANTO.
- Oposto de
"Incircunciso": Um
coração incircunciso é teimoso, surdo à palavra de Deus e focado em si
mesmo.
- Frutos: A circuncisão do coração resulta em
obediência, humildade, fé, esperança e amor.
Em resumo, é a
mudança de um coração de "pedra" para um coração de carne, tornando a
pessoa obediente e fiel a Deus.
CONCLUSÃO
A aliança de
Deus com Abraão revela de forma clara que o Senhor é um Deus que chama,
transforma identidades e cumpre Suas promessas apesar das limitações humanas. A
mudança de nome de Abrão para Abraão e de Sarai para Sara, Além De Revelar Uma Aliança
Perpétua De Abrão e Sarai com DEUS, simboliza uma nova realidade espiritual,
marcada não pelo que eles eram, mas pelo que Deus havia determinado que se
tornariam. O riso diante da promessa evidencia a fragilidade humana frente ao
sobrenatural, mas também ressalta que a fidelidade de Deus não depende da
perfeição da fé do homem, e sim da Sua graça soberana. O concerto estabelecido,
confirmado pelo sinal da circuncisão, aponta para uma aliança eterna que
ultrapassa o aspecto físico e encontra seu pleno significado na circuncisão do
coração, operada pelo Espírito Santo. Em Cristo, a descendência prometida,
todas as nações são alcançadas, e os que creem tornam-se herdeiros das
promessas feitas a Abraão. Assim, a história do patriarca não é apenas
memorial, mas um chamado atual para viver pela fé, em obediência, confiando que
Deus permanece fiel à Sua palavra em todas as gerações.
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Escrita, Lição
5, Central Gospel, Isaque, o Filho Da Promessa, 3Tr24, Com. Extras Pr.
Henrique, EBD NA TV
SUBSÍDIOS
EXTRAS
Lição 8, Betel, Isaque - o filho da Promessa
2° Trimestre de 2023 | EBD BETEL
Vídeo https://youtu.be/iADZWszAw5M
Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2023/05/escrita-licao-8-isaque-o-filho-da.html
Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2023/05/slides-licao-8-betel-isaque-o-filho-da.html
https://pt.slideshare.net/henriqueebdnatv/slides-lio-8-betel-isaque-o-filho-da-promessa-2tr23-pr-henriquepptx
TEXTOS DE REFERÊNCIA - GÊNESIS 26
22. E partiu Bali e cavou outro poco; e não porfiaram
sobre ele. Por isso, chamou o seu nome
Reobote, e disse: Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos
nesta terra.
23. Depois subiu dali a Berseba.
24. E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o
DEUS de Abraão, teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e
multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo.
25. Então edificou ali um altar, a invocou o nome do Senhor, e
armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço.
TIPOLOGIA DE ISAQUE
1. Isaque foi filho da promessa (Gl 4.23 e 28), e filho único.
JESUS foi o unigênito (Jo 1.14) e foi prometido como "semente da
mulher" (Gn 3.15) e como Emanuel, DEUS conosco (Is 7.14).
2. O nascimento de Isaque
foi sobrenatural. Os pais não estavam mais em condições de ter filhos (Rm
4.19). O nascimento de JESUS foi sobrenatural.
3. Isaque foi oferecido em sacrifício e obediente em tudo (Gn 22).
JESUS foi julgado por três dias e carregou a cruz aos ombros (Como Isaque
caminhou três dias coma condenação a sacrifício e levou a lenha nos ombros)
JESUS foi obediente em tudo até a morte e morte de cruz (Fl 2.8).
4. No casamento de Isaque, Abraão resolveu providenciar, e o servo
Eliezer foi buscar e trouxe a noiva (Gn 24.1-67).
No casamento de JESUS CRISTO com a Igreja (Ap 19.7-9; Ef 5.22-32),
o Pai resolveu com o seu amor ao mundo, e o ESPÍRITO SANTO
veio habitar conosco para convencer, ensinar e santificar a Igreja que é
a noiva, para a realização das bodas (Ap 21.1-3). O ESPÍRITO SANTO conduz a
noiva ao noivo (como Eliézer conduziu Rebeca a Isaque)
)))))))))))))))))))))))))))))))
SUBSÍDIOS EXTRAS
)))))))))))))))))))))))))))))
Lição 4, Isaque, um Caráter Pacífico
2º Trimestre de 2017 - Título: o Caráter do Cristão - Moldado
Pela Palavra de DEUS e Provado Como Ouro
Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato de Lima (Pr. Pres. ADPAR -
Assembleia de DEUS em Parnamirim/RN)
Resumo
I - ISAQUE, O FILHO DA PROMESSA
1. Promessa de DEUS a Abrão.
2. Seu nascimento, um verdadeiro milagre.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 26.12-25
12 - E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo
ano, cem medidas, porque o SENHOR o abençoava. 13 - E engrandeceu-se o varão e
ia-se engrandecendo, até que se tornou mui grande; 14 - e tinha possessão de
ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os
filisteus o invejavam. 15 - E todos os poços que os servos de seu pai tinham
cavado nos dias de Abraão, seu pai, os filisteus entulharam e encheram de
terra. 16 - Disse também Abimeleque a Isaque: Aparta-te de nós, porque muito
mais poderoso te tens feito do que nós. 17 - Então, Isaque foi-se dali, e fez o
seu assento no vale de Gerar, e habitou lá. 18 - E tornou Isaque, e cavou os
poços de água que cavaram nos dias de Abraão, seu pai, e que os filisteus
taparam depois da morte de Abraão, e chamou-os pelos nomes que os chamara seu
pai.
19 - Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale e acharam ali
um poço de águas vivas. 20 - E os pastores de Gerar porfiaram com os pastores
de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. Por isso, chamou o nome daquele poço
Eseque, porque contenderam com ele. 21 - Então, cavaram outro poço e porfiaram
sobre ele. Por isso, chamou o seu nome Sitna. 22 - E partiu dali e cavou outro
poço; e não porfiaram sobre ele. Por isso, chamou o seu nome Reobote e disse:
Porque agora nos alargou o SENHOR, e crescemos nesta terra. 23 - Depois, subiu
dali a Berseba, 24 - e apareceu-lhe o SENHOR naquela mesma noite e disse: Eu
sou o DEUS de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo, e
abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo. 25
- Então, edificou ali um altar, e invocou o nome do SENHOR, e armou ali a sua
tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço.
Comentários BEP - CPAD
26.12 O SENHOR O ABENÇOAVA. No AT, às vezes, as pessoas recebiam
bens como recompensa pela fidelidade. No NT, ao contrário, a posse de bens
materiais geralmente é considerada um empecilho em potencial à vida espiritual
e à dedicação a DEUS (ver 3 Jo v.2).
DEUS havia prometido a Abraão um herdeiro, porém sua idade e a da
sua esposa já eram bem avançadas. Continuar esperando o cumprimento de uma
promessa a essa altura da vida não parecia nada fácil. Mas DEUS é fiel e vela
por sua palavra. Se Ele fez uma promessa a você, creia que no tempo certo ela
se cumprirá. Abraão e Sara devem ter criado o filho da promessa com muito amor
e carinho, contribuindo para desenvolver em Isaque um caráter manso,
pacificador e humilde. Isaque recebeu uma boa educação e decidiu fazer boas
escolhas. DEUS o abençoou em todas as áreas, mas, não significa que sua vida
foi fácil. Ele teve de enfrentar a esterilidade de sua esposa, vizinhos
invejosos e maus. Todavia, diante das adversidades, demonstrou ter um caráter
pacífico e confiante em DEUS.
PARA REFLETIR - A respeito de Isaque, um caráter pacífico,
responda:
Qual o significado do nome Isaque?
"Aquele que ri", "ele ri" ou "riso".
Que promessa DEUS fez a Abraão, quando ele tinha 75 anos de idade?
Que ele seria "uma grande nação" (Gn 12.2).
I - ISAQUE, O FILHO DA PROMESSA
Abrão tinha 75 anos quando recebeu a promessa e a promessa só se
cumpriu quando Abrão (agora Abraão) tinha 100 anos. Como Sara ficou grávida com
89 e Abrão tinha 99, então a promessa se cumpriu depois de 24 anos de espera,
mas se quisermos considerar cumprida só depois do nascimento de Isaque, então
são 25 anos de espera. Não tem na bíblia quantos anos tinha Isaque ao ser
oferecido no Monte Moriá, mas como DEUS é DEUS de Aliança e a Aliança no Antigo
Testamento (BHÊRITE ) diz que o que eu dou para DEUS, DEUS dá para mim, então
creio que Isaque tinha 33,5 anos, pois JESUS tinha esta idade quando foi
oferecido no calvário. Isaque é um tipo de CRISTO.
Vimos então que Abrão esperou 24 anos pela promessa, a bíblia nos
diz que Isaque se casou com 40 anos e seus filhos nasceram quando ele tinha 60
anos - Passou vinte anos orando por eles. Jacó trabalhou 14 anos por Raquel.
Então podemos ver que esta família era uma família perseverante em oração,
tinha muita paciência. Vimos também 3 mulheres estéreis na família. As três
matriarcas Sara, Rebeca e Raquel. Duas delas buscam resolver carnalmente
a situação, Sara com a serva Hagar e Raquel com as Mandrágoras do filho de
Leia, já Rebeca consegue a bênção pela oração de Isaque. Abraão espera 24 anos
pela promessa, Isaque 20 anos e Jacó 14 anos trabalha por Raquel. Família
paciente mesmo.
1. Promessa de DEUS a Abrão.
Gn 26.3-5 “...peregrina nesta terra, e serei contigo, e te
abençoarei; porque a ti e à tua semente darei todas estas terras e confirmarei
o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai. E multiplicarei a tua semente
como as estrelas dos céus e darei à tua semente todas estas terras. E em tua
semente serão benditas todas as nações da terra, porquanto Abraão obedeceu à
minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as
minhas leis.”
A NATUREZA DO CONCERTO. A Bíblia descreve o relacionamento entre
DEUS e seu povo em termos de “pacto” ou “concerto”. Esta palavra aparece pela
primeira vez em 6.18 e prossegue até o NT, onde DEUS fez um novo concerto com a
raça humana mediante JESUS CRISTO. Quando compreendemos o concerto entre DEUS e
os patriarcas (Abraão, Isaque e Jacó), aprendemos a respeito de como DEUS quer
que vivamos em nosso relacionamento pactual com Ele.
O nome especial de DEUS, em relação ao concerto, conforme a
revelação bíblica, é Jeová (ou Yavé) (traduzido “SENHOR”; ver 2.4). Inerente
neste nome pactual está a benignidade de DEUS, sua solicitude redentora pela
raça humana, sua contínua presença entre o seu povo, seu propósito de estar em
comunhão com os seus e de ser o seu Senhor.
A divina e fundamental promessa do concerto é a seguinte: “...para
te ser a ti por DEUS e à tua semente depois de ti” (ver 17.7). Desta promessa
dependem todas as demais integrantes do concerto. Significa que DEUS se
compromete firmemente com o seu povo fiel a ser o seu DEUS, e que por amor, Ele
lhe concede graça, proteção, bondade e bênção (Jr 11.4; 24.7; 30.22; 32.38; Ez
11.20; Zc 8.8).
O alvo supremo do concerto entre DEUS e a raça humana era salvar
não somente uma nação (Israel), mas a totalidade da raça humana. No caso de
Abraão, DEUS já lhe prometera que nele “todas as nações da terra” seriam
benditas (12.3; 18.18; 22.18; 26.4). DEUS estendeu sua graça pactual à nação de
Israel a fim de que esta fosse “para luz dos gentios” (Is 49.6; cf. 42.6). Isso
cumpriu-se mediante a vinda do Senhor JESUS CRISTO como Redentor, quando,
então, os cristãos começaram a levar a mensagem do evangelho por todo o mundo
(Lc 2.32; At 13.46,47; Gl 3.8-14).
Nos diversos concertos que DEUS fez com o ser humano através das
Escrituras, há dois princípios atuantes: (a) era somente DEUS quem estabelecia
as promessas e condições do seu concerto, e (b) cabia ao ser humano aceitar por
fé obediente essas promessas e condições. Em certos casos, DEUS estabeleceu com
muita antecipação as promessas e as responsabilidades de ambas as partes; em
tempo algum, porém, o povo conseguiu, junto a DEUS, alterar as condições dos
concertos para beneficiar-se.
O CONCERTO DE DEUS COM ABRAÃO.
(1) DEUS, ao estabelecer comunhão com Abraão, mediante o concerto
(cap. 15), fez-lhe claramente várias promessas: DEUS como escudo e recompensa
de Abraão (15.1), descendência numerosa (15.5) e a terra de Canaã como sua
herança (15.7; ver 15.6; 17.8; cf. 12.1-3).
DEUS conclamou Abraão a corresponder a essas promessas por fé,
aceitá-las, e confiar nEle como seu Senhor. Por Abraão assim fazer, DEUS o
aceitou como justo (15.6) e foi confirmado mediante comunhão pessoal com Ele.
Não somente Abraão precisou, de início, expressar sua fé para a
efetuação do concerto, como também DEUS requereu que, para a continuação das
bênçãos do referido concerto, Abraão devia, de coração, agradar a DEUS, através
de uma vida de obediência. (a) DEUS requereu que Abraão andasse na sua presença
e que fosse “perfeito” (ver 17.1). Noutras palavras, se a sua fé não fosse
acompanhada de obediência (Rm 1.5), ele estaria inabilitado para participar dos
eternos propósitos de DEUS. (b) Num caso especial, DEUS provou a fé de Abraão
ao ordenar-lhe que sacrificasse seu próprio filho, Isaque (22.1,2). Abraão foi
aprovado no teste e, por conseguinte, DEUS prometeu que o seu pacto com ele
(Abraão) ia continuar (ver 22.18). (c) DEUS informou diretamente a Isaque que
as bênçãos continuariam imutáveis e que seriam transferidas para ele porque
Abraão lhe foi obediente e guardou os seus mandamentos (26.4,5).
DEUS ordenou diretamente a Abraão e aos seus descendentes que
circuncidassem cada menino nascido na sua família (17.9-13). O Senhor
determinou que cada criança do sexo masculino não circuncidada fosse excluída
do seu povo (17.14) por violação do concerto. Noutras palavras, a desobediência
a DEUS levaria à perda das bênçãos do concerto.
O concerto entre DEUS e Abraão foi chamado um “concerto perpétuo”
(17.7). A intenção de DEUS era que o concerto fosse um compromisso permanente.
Era, no entanto, passível de ser violado pelos descendentes de Abraão, e assim
acontecendo, DEUS não teria de cumprir as suas promessas. Por exemplo, a
promessa que a terra de Canaã seria uma possessão perpétua de Abraão e seus
descendentes (17.8) foi quebrada pela apostasia de Israel e pela infidelidade
de Judá e sua desobediência à lei de DEUS (Is 24.5; Jr 31.32); por isso, Israel
foi levado para o exílio na Assíria (2Rs 17), enquanto Judá foi posteriormente
levado para o cativeiro em Babilônia (2Reis 25; 2Cr 36; Jr 11.1-17; Ez
17.16-21).
SORRISO DE ABRÃO DIFERENTE DO SORRISO DE SARA
Só Sara foi repreendida, então o riso de Sara era de incredulidade,
mas o riso de Abraão foi de admiração pelo poder de DEUS e de Alegria.
O CONCERTO DE DEUS COM ISAQUE.
(1) DEUS procurou estabelecer o concerto abraâmico com cada geração
seguinte, a partir de Isaque, filho de Abraão (17.21). Noutras palavras, não
bastava que Isaque tivesse por pai a Abraão; ele, também, precisava aceitar
pela fé as promessas de DEUS. Somente então é que DEUS diria: “Eu sou contigo,
e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente” (26.24).
(2) Durante os vinte primeiros anos do seu casamento, Isaque e
Rebeca não tiveram filhos (25.20,26). Rebeca permaneceu estéril até que Isaque
orou ao Senhor, pedindo que sua esposa concebesse (25.21). Esse fato demonstra
que o cumprimento do concerto não se dá por meios naturais, mas somente pela
ação graciosa de DEUS, em resposta à oração e busca da sua face (ver 25.21).
(3) Isaque também tinha de ser obediente para continuar a receber
as bênçãos do concerto. Quando uma fome assolou a terra de Canaã, por exemplo,
DEUS proibiu Isaque de descer ao Egito, e o mandou ficar onde estava. Se
obedecesse a DEUS, teria a promessa divina: “...confirmarei o juramento que
tenho jurado a Abraão, teu pai” (26.3; ver 26.5).
a- Uma promessa que só poderia ser cumprida por um milagre de DEUS
(Sarai era estéril).
b- Uma promessa que dependia de uma aliança.
c- Uma promessa que levou 25 anos para se cumprir (Promessa feita
quando Abrão tinha 75 anos e Isaque só nasceu quando Abraão tinha 100 anos).
2. Seu nascimento, um verdadeiro milagre.
a- Milagre porque Sarai era estéril.
b- Milagre porque Sara tinha 89 anos quando ficou grávida de
Isaque.
c- Milagre porque foi predito e até o nome dado antes.
II - UM HOMEM ABENÇOADO POR DEUS
POR QUE ISAQUE E NÃO ISMAEL?
Ismael é filho natural (escrava era mulher nova - poderia gerar de
Abraão mesmo ele sendo velho). Ismael é filho da desobediência de Sara e falta
de fé dela que acabou contaminando Abrão. Filho da escrava não herda as mesmas
promessas que o filho da esposa verdadeira.
Mas que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum
o filho da escrava herdará com o filho da livre. Gálatas 4:30
De maneira que, irmãos, somos filhos, não da escrava, mas da livre. Gálatas
4:31
Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da
livre. Gálatas 4:22
Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre,
por promessa. Gálatas 4:23
1. A prosperidade espiritual.
Riso chegou! Glória a DEUS!
Agora a expressão seria outra: Esaú e Jacó nasceram! Glória a DEUS!
A resposta de DEUS às orações de Isaque foram dois filhos.
De Isaque e Rebeca nasce Esaú, seu primogênito, com Jacó agarrado
em seu calcanhar. Por isso o nome de enganador, ou "aquele que agarra no
calcanhar", no original.
Isaque estava agora em plena comunhão com DEUS e as bênçãos
prometidas por DEUS a ele são cumpridas depois de 20 anos de espera e muita
oração.
Resumo rápido da vida de Isaque segundo minha opinião - Isaque com
aproximadamente 3 anos foi desprezado por seu irmão Ismael, com 33,5 foi
oferecido em sacrifício, com 37 perdeu sua mãe, com 40 se casou, com 60 lhe
nasceu dois filhos, morreu com 180 anos.
2. A bênção divina é passada de pai para filho.
Isaque era homem de oração, de milagres (desde sua concepção até
nas colheitas e água nos poços), era homem de altares (Ação de graças, louvor e
adoração).
Para que de Abraão nascesse JESUS era preciso continuar a Aliança
entre DEUS e Abraão, agora, via seus descendentes. Quando DEUS chamou Abrão
tinha em vista JESUS, o salvador de todos,, tanto judeus como gentios.
“Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente. Não
diz: ‘E a descendentes’, como no caso de muitos, mas como no caso de um só: ‘E
a teu descendente’, que é CRISTO.” Gálatas 3.16.
Isaque demonstrou ter a mesma fé de seu pai nas promessas de DEUS e
isso O agradou. Assim, a aliança teve continuidade.
- יצחק Yitschaq - Isaque =
“ele ri”
1) filho de Abraão com Sara, sua esposa, e pai de Jacó e Esaú
ISAQUE - Dicionário Wycliffe - יצחק Yitschaq
- Isaque = “ele ri”
O nome dado por DEUS antes do nascimento da criança (Gn 17.19) significa “ele
ri”, “aquele que ri”, ou simplesmente “riso". Veja referências a riso em
Gênesis 17.17; 18.12-15; 21.6.
História. Isaque nasceu (provavelmente em Gerar) de Abraão e Sara
quando estes tinham a idade de 100 e 90 anos, respectivamente. Ele foi o
primeiro a ser circuncidado no período normal, quando tinha oito anos de idade
(Gn 21.4), em reconhecimento à promessa da aliança (Gn 17.2-17). A presença de
Agar e de seu filho Ismael foi um fator perturbador na família da aliança, e
por ordem divina eles foram mandados embora. Se os eventos são narrados em
ordem cronológica, Ismael teria nessa época cerca de 16 ou 17 anos; ele é
retratado na história como um jovem imaturo que sofreu de exaustão antes de sua
mãe (Gn 21.15,18). Mas já tinha idade suficiente para ser um zombador (v.9)!
Nada é conhecido sobre os dias da infância de Isaque. Em seguida,
vemo-lo grande e forte o suficiente para carregar a madeira para o fogo do
altar subindo a montanha, não sabendo que ele mesmo seria colocado no altar. A
experiência de ter sido amarrado como uma vítima de sacrifício e então liberto
pela intervenção divina deve ter afetado profundamente toda a sua vida.
Isaque tinha 37 anos de idade quando sua mãe morreu em Hebrom, Três
anos mais tarde, seu casamento com Rebeca ocorreu em Laai-Roi. Nesse ponto ele
aceitou o arranjo feito por seu pai, evidentemente como sendo a ordem do
Senhor.
Para proteger a herança, Abraão despediu todos os seus outros
filhos para longe, assim como havia feito com Ismael, fazendo de Isaque o único
herdeiro (Gn 25.1-6), Isso evitaria qualquer disputa sobre o direito de
primogenitura. A morte de Abraão com a idade avançada de 175 anos reuniu Ismael
e Isaque, provavelmente pela última vez.
Isaque tinha 40 anos quando se casou, e esperou 20 anos por filhos.
Então vieram os gêmeos Esaú e Jacó, trazendo um novo conflito para dentro do
lar da aliança. O favoritismo dos pais promoveu nos filhos a luta pelo poder,
culminando com a trapaça de Jacó pela qual ele assegurou a bênção patriarcal.
Enquanto isso, a peregrinação de Isaque em Gerar revelou uma
semelhança comporta- mental dele com seu pai (Gn 26.6-11). Isaque fez Rebeca se
passar por sua irmã, imaginando que um irmão não correria o mesmo perigo que um
marido no caso de outro homem a desejar. Sua prosperidade em Gerar o tornou
impopular, de modo que não apenas o chefe filisteu o incentivou a partir, mas
os pastores do lugar disputavam seu direito aos poços que os seus servos
cavavam.
O retorno a Berseba teve a bênção do Senhor e uma renovação da
promessa divina (Gn 26.23,24). Mas ali também Isaque teve seus pesares. As
esposas de Esaú afligiram tanto a ele como a Rebeca, porém ainda mais penosa
foi a fraude de seu filho Jacó, instigado por sua mãe. Ali Isaque viu os seus
dois filhos cortarem relações. Isaque já era velho e de visão fraca quando Jacó
partiu para Padã-Arã. Vinte anos depois, quando Jacó retornou, Isaque ainda
estava vivo, mas habitando em Hebrom, onde havia sepultado Rebeca. Ali ele
morreu, com a idade de 180 anos, e ali seus filhos, parcialmente reconciliados,
o sepultaram. Veja Era Patriarcal.
Caráter. Isaque não foi tão grande quanto Abraão, nem tão vivido
quanto Jacó. Contudo, ele foi teve sua grandeza, e preencheu um lugar
importante entre o pai da nação e o pai das tribos.
A mansidão de Isaque é vista em sua submissão sem resistência a seu
pai ao tornar-se o sacrifício sobre o altar de Moriá, e em sua recusa a
discutir quando os pastores de Gerar reivindicavam os poços.
Ele possuía uma natureza afetuosa, profundamente ligado à mãe,
chorando por sua morte, e sendo depois confortado em seu amor por Rebeca. Seu
espírito mediador pode ter contribuído para seu afete expansivo.
Ele era um homem que vivia em contato com DEUS. Embora não tendo as
visitações dramáticas que foram concedidas a seu pai, Abraão, Isaque teve
comunhão com o céu, e obedeceu aos mandamentos de DEUS. O altar, a tenda e o
poço simbolizam os principais interesses de sua vida.
Ele está incluído no rol de heróis da fé em Hebreus 11. Suas
bênçãos sobre Jacó e Esaú estão ali declaradas como sendo atos de fé. Sem
dúvida alguma sua experiência no monte Moriá ajudou a tomá-lo um homem de fé.
Um outro traço admirável em Isaque foi sua disposição em não guardar rancores.
Ele foi tratado de maneira muito má por Abimeleque e seus servos; contudo,
quando Abimeleque, percebendo a força de Isaque, buscou um pacto de
não-agressão, ele perdoou o que havia passado e demonstrou boa vontade.
Como todos os homens, Isaque tinha seus defeitos. Dois defeitos
graves podem ser mencionados. Faltou-lhe sabedoria para evitar o favoritismo
paterno. Talvez tenha sido a evidente parcialidade de Rebeca por Jacó que
induziu Isaque a defender Esaú. Ao mesmo tempo ele admirava a coragem e o
esportismo de Esaú - e incidentalmente apreciava a carne de caça! Sem dúvida
alguma isso criou um sentimento de inferioridade em Jacó, e impeliu-o a
compensar essa preferência do pai pelo irmão por meio da astúcia.
Mas Isaque também podia mentir, como seu pai antes dele. Uma mulher
bonita era uma companhia perigosa. Um suposto pretendente daria um dote a um
irmão na ausência do pai, mas poderia matar um marido para ganhar o prêmio.
Assim Isaque usou as táticas de Abraão (embora com menor justificativa, pois
Sara era na verdade meia-irmã de Abraão), e disse: ‘Elá é minha irmã”. Isso não
foi nem verdadeiro nem heroico.
Aplicações espirituais
1. Na sarça ardente, DEUS apresentou-se a Moisés como ‘Eu sou o
DEUS de teu pai, o DEUS de Abraão, o DEUS de Isaque e o DEUS de Jacó” (Êx 3.6),
estabelecendo assim o relacionamento da aliança. O Senhor JESUS assumiu a
tríplice designação de DEUS para refutar os saduceus e para confirmar a fé na
ressurreição (Mt 22.31,32). Note como a forma singular “pai” abrange Abraão,
Isaque e Jacó. Aqui está uma distinção em unidade e uma unidade em distinção
que não é geralmente atribuída aos homens.
2. Em Romanos 9.7, Isaque é apresentado como um caso típico de
eleição soberana. No que diz respeito à aliança, Ismael foi excluído, como
foram os filhos de Quetura. A geração natural não garante a uma pessoa um lugar
no Reino de DEUS. Este é um privilégio dos chamados, o que fica evidente pela
fé que expressam.
3.O nascimento de Isaque foi o fruto da fé - não somente de Abraão,
mas de Sara (Hb
11.11). Seu riso incrédulo deu lugar à fé, e o ventre senil
reviveu. Assim, o nascimento espiritual é sempre uma operação miraculosa em
resposta à fé.
4. A fé de Abraão também foi central na vida de Isaque. Ele creu na
Palavra de DEUS, a despeito de todas as impossibilidades naturais. Ele
contemplou firmemente sua própria impotência e os 90 anos de idade de Sara, e
ainda assim creu em DEUS. Foi essa fé que deu a Abraão uma posição de justiça
diante de DEUS. Isaque, portanto, foi o fruto de uma fé justificadora (veja Rm
4.18-22).
A ordem de oferecer Isaque no altar testou a fé de Abraão. Como a
morte de Isaque poderia encaixar-se em todas as promessas divinas? Abraão tinha
a resposta de fé, de que “DEUS era poderoso para até dos mortos o ressuscitar”.
Dessa forma, Isaque tornou-se uma figura da vida surgindo dos mortos; ou, dando
a isto um aspecto do NT, uma figura da nova vida em CRISTO (veja Hb 11.17-19;
Rm 6.3-5). Ele também aparece aqui como um protótipo de CRISTO, o Filho
obediente, que foi “obediente até à morte e morte de cruz”.
5. A aplicação espiritual mais elaborada encontra-se em Gálatas
4.21-31. Ali o contraste é entre Agar e Ismael por um lado, e Sara e Isaque por
outro. Historicamente, vemos o conflito entre a escrava e a esposa, e entre
seus filhos; mas foi o apóstolo Paulo que indicou que essa hostilidade era uma
alegoria, mostrando os antagonismos entre a carne e o ESPÍRITO, entre a
escravidão da lei e a liberdade da graça. Qualquer tentativa de coexistência
entre eles está fadada a fracassar. Isaque nos fala da liberdade ‘com que
CRISTO nos libertou” (Gl 5.1). J. C. M.
Gênesis 26 - Comentário Neves de Mesquita)
A Prosperidade de Isaque e a Inveja dos Filisteus - 26:12-25
Depois da experiência dos últimos versículos, Isaque dedicou-se à agricultura e
criação com tanto mais fervor quanto DEUS era grandemente com ele. Por algum
tempo os habitantes da terra não o molestaram e, pelo que nos diz o verso 11,
tinha até toda a proteção do próprio rei. Mas a inveja não conhece direitos, e
chegou o dia da contenda. Abraão, quando ali tinha estado, cavara uns poços que
depois foram entulhados pelos filisteus. Isaque cavou de novo estes poços, mas
isto deu nas vistas do rei, que pediu a Isaque se retirar, visto ser mais
poderoso que ele mesmo, pretexto, talvez, para expulsar aquele que tempos antes
tinha protegido. Isaque saiu da cidade e foi habitar no vale de Gerar, perto
dela, e ali desentulhou outros poços que Abraão tinha cavado e que os filisteus
tinham entulhado. E a contenda continuou. Os servos de Abimeleque tomaram os
poços e Isaque teve de mudar seu acampamento mais para o norte. Cavou outro
poço, mas teve ainda de abandoná-lo por causa da contenda, até que, finalmente,
cavou um que chamou Rebote que significa espaço. Afinal tinha encontrado um
lugar de paz.
Isaque foi o homem que mais poços cavou durante sua vida. Isto revela seu
grande desenvolvimento comercial. Os poços eram necessários para dar de beber
aos rebanhos, em que consistia a principal riqueza daquele tempo. Os hebreus
chamavam às águas nascentes dos poços "água vivas", tal era o valor
que tinham na sua vida. Há poucos rios naquelas paragens e é mesmo difícil
cavar um poço e encontrar água; daí o seu grande valor e o motivo das
contendas. Alguns destes poços era simples cisternas para coletar as águas
pluviais.
Depois de alguns anos em Gerar e no Vale de Gerar, mudou de acampamento para
Berseba, lugar bastante familiar a todos os estudantes de Gênesis. Ali, Abraão
morou muito tempo, talvez até a morte de Sara. Numa noite Jeová (ou Yavé) lhe
apareceu e renovou as promessas familiares de que o abençoaria e o faria prosperar
grandemente. Ao mesmo tempo lhe oferecia proteção contra os inimigos filisteus.
Nas horas de maior apreensão na vida dos servos de DEUS, Jeová (ou Yavé)
aparece para confortá-los e repetir as solenes promessas. Em resposta a esta
aparição, Isaque erige um altar e invoca o nome de Jeová (ou Yavé). Este era o
costume, sempre que DEUS aparecia a qualquer patriarca.
Não sabemos o que motivou a mudança repentina de Isaque do Vale de Gerar para
Berseba, mas é provável que algum incidente tenha ocorrido entre ele e os
filisteus. Não tendo espírito de contenda, preferia abandonar suas posições a
viver em guerra. Assim, deixou os poços e sua terra cultivada e foi à sua
antiga residência. Aqui, cavou novamente um poço, perto do altar, para servir
ao ritual do sacrifício. É significativo que nesse lugar não houvesse poços,
porquanto Abraão tinha morado ali tanto tempo! Ou ele precisava de mais este,
ou os que Abraão tinha cavado tinham sido tomados por alguma tribo da terra.
Pela mesma razão, construiu um altar, parecendo que não havia altar no lugar,
ou que Abraão não tinha o costume de erigir altares onde quer que pousasse, o
que não é admissível. Neste caso, ou o altar estava arruinado, e foi
reedificado, ou o lugar ficava distante daquele em que seu pai morreu
Gn 21:1-21 (Comentário Neves de Mesquita) - NASCIMENTO E VIDA DE
ISAQUE - (caps 21-25:23)
Sara Torna-se Mãe - 1-7
Começa aqui um novo capítulo na vida de Abraão.
O anjo Jeová (ou Yavé) tinha dito a Abraão: "Certamente
tornarei a ti por este tempo da vida, e eis que Sara tua mulher terá um
filho." Chegou afinal o tempo de se cumprir esta promessa e de o feliz
casal ver realizadas as suas mais queridas esperanças. O nome do menino era
Isaque, "riso" ou "ele rirá", porque sua mãe tinha rido
quando Jeová (ou Yavé) lho prometeu. Após o nascimento da criança, Sara disse:
"DEUS preparou riso para mim; e todo aquele que o ouvir se rirá por minha
causa." Isaque nasceu em Gerar, bastante longe da terra da promessa.
Depois de uma grande decepção na vida destes dois servos de DEUS, ao terem
cometido a falta de se concertarem para negar sua relação conjugal, Jeová (ou
Yavé) visitou Sara, como tinha prometido, e o menino nasceu. Quantas vezes
ficamos impacientes sobre alguma coisa que esperamos receber e, como estes,
também pretendemos apressar a vinda do que esperamos! Para DEUS, nunca é tarde.
"O Senhor visitou Sara, como tinha dito...". Ele promete, e não
falta. Como diz o prolóquio popular: "Quando DEUS tarda, vem pelo
caminho." Estava, pois, satisfeito o supremo desejo de Abraão e realizada
sua esperança de ter um herdeiro. O nascimento do menino quando Abraão tinha
cem anos de idade e sua mulher tinha passado a idade de ser mãe foi um
verdadeiro milagre, como foi milagre tudo que DEUS fizera mediante a promessa a
seu servo. As bênçãos da vida cristã são dádivas divinas e nem sequer podemos
compreender como nosso Pai Celestial tem tornado possível esta herança chegar
até nós.
Oito dias após o nascimento foi o menino circuncidado de acordo com
o pacto feito entre Abraão e DEUS (capítulo 17:10). Este ato era o selo de
união entre a família e DEUS. A guarda deste rito era necessária para a
confirmação de que a promessa continuava de pé.
Depois de algum tempo foi o menino desmamado e Abraão fez uma
festa. É a primeira vez que ouvimos de uma festa na casa de uma família
religiosa. Bem podemos imaginar o esplendor dessa festa. Aquele que tinha sido
por tanto tempo a esperança da casa chegara afinal e acabava de passar por um
período importante na vida. Lembremo-nos de que Abraão estava ainda em Gerar,
portanto, era terra alheia, se é que ele até agora tinha terra sua. Poucos
amigos tinham, mas possuía uma formidável casa de servos, e foi com eles que
fez a festa.
Abimeleque talvez fosse convidado, mas isto é mera conjectura.
Nesta mesma festa houve um incidente desagradável. Enquanto Isaque era
acariciado e feito objeto de todos os cuidados, o filho de Agar zombava dele.
Já grande bastante para compreender que este menino o tinha vindo deserdar,
ridicularizou a criança. Não podemos saber de que maneira foi o insulto, mas
parece ter sido grave. Se Agar tinha sido conivente ou não, nada se nos diz,
mas é provável que o feito de Ismael tivesse sido inspirado por sua própria
mãe. Não quero, entretanto, afirmar, visto o silêncio das Escrituras sobre o
assunto.
O temperamento de Sara parece ter sido um pouco irascível. Da
primeira vez, apenas se viu ridicularizada, maltratou a serva, que, se tinha
culpa, maior ainda era a de sua senhora. Agora, por uma ofensa, se grande ou
pequena, não sabemos, pede de novo a expulsão da serva. Parece que os nomes de
"minha princesa" e princesa", o último, dado por DEUS mesmo, não
condiziam muito bem com o seu temperamento. Era mais bela do que amável.
Orgulhosa de sua posição de senhora e de mãe do herdeiro de todas as promessas,
não pôde tolerar uma fã, a do filho de seu próprio marido. Quão diferente era
Abraão! O pedido de sua mulher, de deitar fora a escrava e seu filho, recusou,
e foi depois que DEUS lhe disse que desse ouvidos à sua mulher que se decidiu
lançar fora seu próprio filho. Difícil seria criar estes dois filhos com
pretensões iguais a herdeiros, sem que houvesse contínuas questões. Para evitar
isto, a separação talvez fosse ajuizada. Paulo cita estas palavras do Senhor em
Gálatas, capítulo 4, dizendo que Sara e Agar são duas alegorias, representando
dois concertos, um, feito no Sinai, gerando para a servidão, outro, espiritual,
em que Sara representava a Jerusalém celestial. Todos os filhos de DEUS têm de
nascer espiritualmente. Sem esta interpretação, muito nos faltaria para
compreender a transação. Ismael nasceu segundo a carne, isto é, veio ao mundo
naturalmente, como resultado da união de um homem e uma mulher; mas Isaque veio
por promessa. Não haveria união que, nas condições deste caso, fizesse nascer
um menino. Por isso ele é o tipo dos crentes que nascem espiritualmente.
No dia seguinte, de manhã cedo, em obediência ao mandado divino,
Abraão chama sua serva e seu filho e, com tristeza, lhes diz que é preciso sair
de casa. A ordem das coisas exige este sacrifício e ele, amoroso como era, pede
e o exemplifica. Não temos nesta singela narrativa o que este grande homem
disse à sua serva e a seu filho, mas, se conhecemos o seu coração, podemos
saber de que ternura usou ao despedir estes dois entes, que se tinham tornado
seus. Só os interesses do Reino de seu DEUS lhe poderiam dar coragem para
aquele sacrifício. Entretanto, para estes atos sempre estava pronto. Mais
tarde, encontramo-lo oferecendo o filho da promessa sobre o altar, em
obediência a seu DEUS. A religião que dá forças para oferecermos a DEUS o
melhor que temos e cumprir cada ordem, por mais difícil que seja, é uma
religião de poder. Felizmente, desta vez DEUS lhe poupou a agonia de perder o
seu filho, sendo este substituído por um carneiro, que providencialmente tinha
sido ali posto.
Diz-nos o verso 14 que Abraão pôs o odre d'água no ombro de Agar e
tomou pão e pôs a caminho o filho e sua mãe. A pobre não sabia para onde
seguir. Errante pelo deserto, acabou-se a água. De tudo ainda tinha, mas
faltava-lhe o precioso líquido. Nestes lugares se viaja dias e dias sem
encontrar água. É de supor que ela se dirigisse para o poço-de Beer-Laai-Rói,
onde Jeová (ou Yavé) encontrara da outra vez e lhe dissera que voltasse para
sua senhora, mas, exausta da viagem, ainda que não estivesse muito longe,
deitou-se debaixo de uma árvore, esperando morrer, pondo o menino a pouca
distância. Pobre criatura! DEUS ouviu a voz do menino, que chorava com sede,
certamente, e por se ver sozinho, e o anjo de DEUS bradou desde os céus a Agar
e a consolou. Mandou que pegasse no menino, porque dele faria uma grande nação.
Abrindo seus olhos, viu uma fonte; foi ali, encheu o odre e deu de beber ao
moço. Pouco sabemos da vida deste moço e de sua mãe depois desta ocasião.
Diz-nos o verso 20, que DEUS era com ele e habitou o deserto e sua mãe lhe
procurou mulher da sua raça na terra do Egito. Nada mais.
Que teria feito Abraão depois de despedir a serva e seu filho?
Tê-los-ia esquecido? Não Creio. É pena que nada mais saibamos, mas, mesmo sem
especular, podemos dizer que não foram esquecidos. A Bíblia não gasta palavras
desnecessárias. Esse homem tinha um papel diferente do de Isaque, e é com este,
e não com aquele, que a Bíblia se preocupa. No capítulo 25:6, Moisés, ao falar
do testamento, nos diz que Abraão aos Filhos de suas concubinas deu presentes.
Decerto não deserdou Ismael, porque não sabemos de outras concubinas, além de
Agar e Quetura. Se deu presentes aos filhos de concubinas, deve ter dado a
Ismael também.
DEUS cumpriu sua palavra a Agar, que de seu filho faria uma grande
nação. O deserto de Parã, onde ele morou, abrange toda a península do Sinai,
território muito maior do que a Palestina, e toda esta terra ainda hoje está em
poder dos seus descendentes, árabes e turcos.
Setenta e dois anos depois, encontramos Ismael já velho, a tomar
parte no enterramento de seu pai Abraão, juntamente com Isaque
ISAQUE - Dicionário Champlin
I. Caracterização Geral
A história da vida de Isaque aparece nos capítulos vinte e um a
vinte e nove do livro de Gênesis. Isaque era filho de Abraão e Sara, e foi
o segundo dos três patriarcas hebreus: Abraão, Isaque e Jacó. Era filho
gerado por promessa divina e por divina intervenção, o que fez dele um apto
símbolo de CRISTO, o Filho de DEUS à gloria. Seu nome significa «risos»
(comparar com Sal. 15:9 e Amós 7:9,16), embora essa mesma palavra hebraica
também signifique «zombaria», o que, naturalmente, não se ajusta
ao contexto de Gênesis. A razão desse nome é explicada na seção II A
Origem do Nome.
Isaque foi circuncidado como um filho prometido, porquanto nele é
que a aliança com Abraão (e, portanto, o pacto messiânico) teria
continuação. Ver o artigo separado, Pacto Abraâmico. Quando Isaque tinha seus
oito anos de idade, houve o seu sacrifício potencial, de onde extraímos
lições espirituais de grande valor moral, mas que, por si mesmo, não pode
ser justificado através de qualquer sã teologia. Ver esse problema na
terceira seção deste artigo. Seja como for, o povo terreno de DEUS,
escolhido, descenderia de Abraão, passando por Isaque. Destarte, no
relato, encontramos as raízes de uma grande nação, o povo de Israel.
II. A Origem do Nome
No tocante às circunstâncias de seu nascimento, lemos que várias
pessoas se riram. Abraão riu-se quando lhe foi revelado que ele teria um filho
na sua velhice (Gên. 17:17), o que também foi a reação de Sara, a mãe de
Isaque (Gên. 18:12). E ainda outros sentiram vontade de rir, quando
souberam do que estava sucedendo (Gên. 21:6). Sara foi repreendida por
DEUS, por ter rido, o que foi interpretado como sinal de falta de fé no poder
de DEUS. E, quando ela negou que se tinha rido, foi repreendida novamente.
Mas Sara mentiu por motivo de temor. Seja como for, a promessa divina teve
cumprimento. Mas, com base nessa circunstância de que várias pessoas se
riram, o menino recebeu o nome de Isaque, «riso», no hebraico. O
riso original fora divertido, e não zombeteiro, embora refletindo certa
fraqueza de fé. Todavia, nesse riso também podemos perceber o
júbilo diante do cumprimento das promessas de DEUS, que,
finalmente, resultou na vinda do Messias a este mundo, através da linhagem
de Isaque.
Lemos nos textos ugaríticos que o deus El costumava rir-se. Algo
semelhante se acha no segundo salmo. Talvez Isaque fosse um nome comum,
baseado na crença da existência de um deus risonho. Mas, no tocante ao
Isaque da Bíblia, é quase certo de que seu nome lhe foi dado por causa dos
vários incidentes de riso.
III. Sacrifício Humano por DEUS?
Não há que duvidar que esse é o aspecto mais difícil do relato
bíblico sobre Isaque. De fato, é um dos mais árduos problemas de todo o
Antigo Testamento. Aqueles que tentam apoiar a teoria de que não existe
revelação divina progressiva, encontram boa variedade de maneiras para
desculpar Yahweh por ter dado a Abraão a ordem de sacrificar seu filho,
Isaque. Todo esse esforço é inútil. Por que não confessar logo que estamos
ali tratando com um primitivo conceito acerca de DEUS, que foi totalmente
ultrapassado pela tradição religiosa hebreu-cristã, tendo então sido
abandonado como inaceitável?
Sentimo-nos desolados diante do vigésimo segundo capítulo de
Gênesis. Nenhuma explicação pode aliviá-lo de sua demonstração de uma
religião primitiva. Mesmo que Abraão tivesse crido, sinceramente, que DEUS
requerera dele um sacrifício humano, e isso do seu próprio filho, é
impossível crermos que DEUS, realmente, tivesse feito a ele tal exigência.
Abraão certamente errou (embora em boa-fé), apesar de seu estado
espiritual avançado. Podemos extrair do relato boas lições morais, mas é catastrófico
para a fé religiosa sã a suposição de que DEUS, sob quaisquer
circunstâncias, tivesse ordenado que se oferecesse um sacrifício humano.
Mais tarde, na legislação de Israel, os sacrifícios humanos foram estrita
e enfaticamente proibidos. Ver Lev. 18:21. A pena de morte foi imposta
aos desobedientes (Lev. 20:2,3).
Contudo, a lição espiritual que se sobressai nesse relato é a da
suprema dedicação de Abraão ao Senhor, uma dedicação desde o próprio lar.
A fé religiosa requer de nós todos, se quisermos ser sinceros, que nossos
filhos devam ser a primeira coisa que dedicamos a DEUS. Naturalmente, temos
nesse incidente um tipo do sacrifício do Filho de DEUS. DEUS amou de tal
maneira o mundo, que deu o Seu próprio Filho (João 3:16). O primeiro
mandamento da lei mosaica determina que amemos a DEUS de todo o coração e
de todas as nossas forças; em seguida, em grau de importância, temos o
mandamento para amarmos ao próximo como a nós mesmos. Abraão
pois. demonstrou esse tipo de amor a DEUS, sem importar o quão equivocado
fosse o seu ato.
Uma outra lição que se evidencia aqui é que as pessoas religiosas,
a despeito de suas boas intenções e grande sinceridade, podem estar equivocadas
naquilo que fazem e crêem, embora essa seja uma lição que todos preferimos
olvidar: a arrogância cega.
IV. As Notáveis Características de Isaque
Isaque foi o único dos três grandes patriarcas hebreus que nasceu
na Terra Prometida e nunca a abandonou. Acima dos outros dois, ele ancorava a
história de Israel àquela região. Esse relato também nos mostra como a
linhagem prometida passava por Jacó, ao passo que Esaú deu origem aos
idumeus. DEUS tem os seus escolhidos. Essa é uma das ilustrações mais
claras da Bíblia — usada por Paulo — para mostrar o fato. «E ainda não
eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que
o propósito de DEUS. quanto à eleição, prevalecesse, não por
obras, mas por aquele que chama), já lhe fora dito a ela (Rebeca): O
mais velho será servo do mais moço. Como está escrito: Amei a
Jacó, porém, me aborreci de Esaú» (Rom. 9:11-13).
O relacionamento de Isaque com DEUS caracterizava-se pela
passividade, pela confiança instintiva, pela submissão e pela devoção (Gên.
22:7, 25:21). Jacó referiu-se a DEUS como «o Temor de Isaque» (Gên.
31:42,53), o que demonstra a completa devoção de Isaque ao Senhor. No
Talmude e no judaísmo posterior, Isaque simbolizava a submissão do povo de
Israel à inescrutável vontade de DEUS. Isso, naturalmente, estava
vinculado à história de como Isaque submeteu-se a ser sacrificado a DEUS,
sem queixas e questionamentos.
Os intérpretes julgam como fraqueza de caráter o fato de Isaque ter
mentido acerca de sua esposa e de sua preferência por Esaú (o que se
deveria ao fato de que Esaú caçava e satisfazia ao apetite de Isaque; Gên.
25:28). Ou, pelo menos, esses incidentes mostrariam lapsos sérios na vida
de Isaque. Mas, dificilmente poderíamos julgar o caráter geral de um homem
por causa de dois incidentes difíceis de julgar, ou mesmo por causa de
alguma atitude errada e persistente, de algum tipo. É verdade que a bênção
que Isaque tencionava proporcionar a Esaú, finalmente foi dada a Jacó, por
desígnio divino; e isso não por causa do próprio Jacó e, sim, por causa do
plano divino relativo ao povo de Israel, porquanto esse povo seria divino
instrumento mediante o qual o Messias chegaria ao mundo e cumpriria a sua
missão terrena.
«A vida de Isaque, julgada segundo normas mundanas, pode parecer
inativa, desprezível e infrutífera; mas os anos de vida imaculada, de
oração, de atos graciosos, de ações de graças diárias, em meio
a atividades tipicamente pastorais, não devem ser julgados por
esse prisma, embora não nos pareçam espetaculares. O caráter de
Isaque talvez não tenha exercido nenhuma influência dominante sobre a
sua geração e sobre as gerações subsequentes, mas foi
suficientemente assinalada e coerente para conquistar o respeito e a
inveja da parte de seus contemporâneos. Seus pósteros sempre lhe deram
uma honra idêntica à que dão a Abraão e a Jacó. Esse nome
chegou mesmo a ser usado como parte de uma fórmula empregada
pelos mágicos egípcios dos tempos de Orígenes [Contra Celso 1:22),
empregada como eficaz para amarrar demônios que quisessem conjurar» (Smith,
Dicionário Bíblico).
V. Isaque nas Páginas do Novo Testamento
Além das duas vezes em que Isaque aparece na genealogia de JESUS
(ver Mat. 1:2 e Luc. 3:34), há outras referências a ele, como na expressão
«.....o DEUS de Abraão o DEUS de Isaque e o DEUS de Jacó.....» (Mat. 22:23;
Mar. 12:26; Luc. 13:28 e 20:37). Lucas repete essa fórmula em Atos 3:13. como
parte de um dos sermões de Pedro. No sétimo capítulo de Atos, no discurso
defensivo de Estêvão, Isaque e mencionado em conexão com a narrativa da
história de Israel (vs. 8 e 32). E as passagens de Rom. 9:7,10 e Gál. 4:28 enfatizam
Isaque como um filho prometido, que serve de ilustração sobre a posição
favorecida do Novo Israel (a Igreja), que também seria um filho prometido.
O trecho de Heb. 11:9 ressalta a vida de peregrinações dos patriarcas (entre
os quais estava Isaque), como herdeiros que foram da promessa divina de
salvação. Hebreus 11:17 menciona o sacrifício de Isaque, por parte de
Abraão, como um ato de fé. O fato de que ele foi preservado vivo
representa a ressurreição (vs. 19). E o versículo vigésimo mostra-nos que
a bênção dada por Isaque a Jacó era profética, sem dúvida alguma
envolvendo a promessa messiânica, que passava por Isaque. O trecho de Tia.
2:21 refere-se ao sacrifício de Isaque por parte de Abraão, como prova
de que um crente é justificado, igualmente, por suas obras de fé, e
não somente pela fé, o que o contexto afirma enfaticamente, especialmente
no versículo vigésimo quarto. Muitos pensam que temos nisso uma típica
interpretação rabínica, que Tiago usou para defender sua tese. Ver sobre o
Legalismo.
VI. TIPOLOGIA
1. O servo que foi enviado por Abraão a fim de obter esposa para
Isaque serve de símbolo do ESPÍRITO
SANTO, que está buscando uma noiva para CRISTO. De acordo com esse tipo,
Abraão simboliza DEUS Pai, e Isaque representa DEUS Filho. E a noiva é a
Igreja; ver Gên. 24.
2. O nascimento de Isaque, que foi miraculoso, representa o nascimento virginal
do Filho. Ver Gên. 21:1,2.
3. O sacrifício de Isaque simboliza o sacrifício de JESUS CRISTO, o Filho de
DEUS. Ver Rom. 8:32. DEUS «...não poupou a seu próprio Filho...” E o Filho de
DEUS também foi obediente até à morte (Fil. 2:5-8), exibindo a mesma atitude
que a de Isaque, diante da morte.
4. Isaque, como filho da promessa, também simboliza todos os filhos da
promessa, que, coletivamente, formam a Igreja. Ver Gál. 4:28.
5. Os filhos espirituais de Abraão, todos os quais passam através de Isaque,
simbolizam o novo Israel e a Igreja, ver Gál. 4:28.
6. Isaque também simbolizava a nova natureza do crente, nascido «segundo o
ESPÍRITO» (Gál.4:29).
ISAQUE - Enciclopédia Ilumina
Isaque era o filho de Abraão e Sara, um dos patriarcas de Israel.
Ele era pai de Jacó e Esaú. Na história de Isaque vemos um homem tentando
agradar a DEUS ao mesmo tempo que sofria com frustrações humanas.
NOME E LINHAGEM
O nome "Isaque" significa "ele ri" ou "ele
riu". Estudiosos já debateram sobre quem está rindo. A linhagem de Isaque
é interessante. Sara não só era a esposa de Abrão, como também sua meia irmã
(Gênesis 20:12). Este fato isolado pode ter interferido na concepção de um
filho anos antes. Por causa de seu parentesco, Isaque pertencia aos dois lados
da família de Terah (pai de Abraão).
No entanto, Isaque não era o único filho de seu pai. Ele também
tinha um filho com a concubina Hagar, chamado Ismael. Quando Abraão e Sara
duvidaram da Palavra de DEUS de que eles teriam um filho, Sara deu sua escrava,
Hagar, para Abraão para dar à luz a sua descendência. Mas, isso foi
inapropriado. Isso mostrou que eles não criam. Mais tarde, Isaque nasceu, assim
como DEUS havia prometido.
ABRAÃO PROVA SUA FÉ
O teste supremo da fé de Abraão veio na época em que Isaque era um
adolescente vivendo num território palestino. Abraão tinha observado o filho da
promessa crescer e virar um rapaz saudável. Porém DEUS pediu que Abraão
oferecesse Isaque como sacrifício. No entanto quando a sua fé não vacilou, DEUS
interveio no momento crucial e mandou outra oferenda na forma de um carneiro.
Por causa de sua obediência, DEUS prometeu grandes bênçãos à Abraão. Isaque
também participou nestas bênçãos (Gênesis 22; 25:11). Paulo honrou este ato de
fé e obediência séculos depois. Ele chamou Abraão de o pai de muitas nações
(Romanos 4:1-25). Depois da morte de Sara (Gênesis 23), Abraão resolveu arrumar
uma esposa para Isaque. Era costume naquela época que os pais arrumassem casamentos
para seus filhos. Abraão não queria que seu filho se casasse com uma mulher
pagã, então mandou seu servo à cidade de Nahor na Mesopotâmia para encontrar
uma esposa dentro de sua parentela. Está descrito em Gênesis 24 o seu encontro
com Rebecca. Este é um relato que enfatiza fé, perseverança e bênçãos divinas.
Bethuel, o pai de Rebecca, e Labão seu irmão, concordaram com o plano e ela
partiu com a benção de sua família para assumir suas novas responsabilidades
como esposa de Isaque.
O CONCERTO DE DEUS COM ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ - Estudos Doutrinários
BEP - CPAD
Gn 26.3-5 “...peregrina nesta terra, e serei contigo, e te
abençoarei; porque a ti e à tua semente darei todas estas terras e confirmarei
o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai. E multiplicarei a tua semente
como as estrelas dos céus e darei à tua semente todas estas terras. E em tua
semente serão benditas todas as nações da terra, porquanto Abraão obedeceu à
minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as
minhas leis.”
A NATUREZA DO CONCERTO. A Bíblia descreve o relacionamento entre
DEUS e seu povo em termos de “pacto” ou “concerto”. Esta palavra aparece pela
primeira vez em 6.18 e prossegue até o NT, onde DEUS fez um novo concerto com a
raça humana mediante JESUS CRISTO. Quando compreendemos o concerto entre DEUS e
os patriarcas (Abraão, Isaque e Jacó), aprendemos a respeito de como DEUS quer
que vivamos em nosso relacionamento pactual com Ele.
O nome especial de DEUS, em relação ao concerto, conforme a
revelação bíblica, é Jeová (ou Yavé) (traduzido “SENHOR”; ver 2.4). Inerente
neste nome pactual está a benignidade de DEUS, sua solicitude redentora pela
raça humana, sua contínua presença entre o seu povo, seu propósito de estar em
comunhão com os seus e de ser o seu Senhor.
A divina e fundamental promessa do concerto é a seguinte: “...para
te ser a ti por DEUS e à tua semente depois de ti” (ver 17.7). Desta promessa
dependem todas as demais integrantes do concerto. Significa que DEUS se
compromete firmemente com o seu povo fiel a ser o seu DEUS, e que por amor, Ele
lhe concede graça, proteção, bondade e bênção (Jr 11.4; 24.7; 30.22; 32.38; Ez
11.20; Zc 8.8).
O alvo supremo do concerto entre DEUS e a raça humana era salvar
não somente uma nação (Israel), mas a totalidade da raça humana. No caso de
Abraão, DEUS já lhe prometera que nele “todas as nações da terra” seriam
benditas (12.3; 18.18; 22.18; 26.4). DEUS estendeu sua graça pactual à nação de
Israel a fim de que esta fosse “para luz dos gentios” (Is 49.6; cf. 42.6). Isso
cumpriu-se mediante a vinda do Senhor JESUS CRISTO como Redentor, quando,
então, os cristãos começaram a levar a mensagem do evangelho por todo o mundo
(Lc 2.32; At 13.46,47; Gl 3.8-14).
Nos diversos concertos que DEUS fez com o ser humano através das
Escrituras, há dois princípios atuantes: (a) era somente DEUS quem estabelecia
as promessas e condições do seu concerto, e (b) cabia ao ser humano aceitar por
fé obediente essas promessas e condições. Em certos casos, DEUS estabeleceu com
muita antecipação as promessas e as responsabilidades de ambas as partes; em
tempo algum, porém, o povo conseguiu, junto a DEUS, alterar as condições dos
concertos para beneficiar-se.
O CONCERTO DE DEUS COM ABRAÃO. (1) DEUS, ao estabelecer comunhão
com Abraão, mediante o concerto (cap. 15), fez-lhe claramente várias promessas:
DEUS como escudo e recompensa de Abraão (15.1), descendência numerosa (15.5) e
a terra de Canaã como sua herança (15.7; ver 15.6; 17.8; cf. 12.1-3).
DEUS conclamou Abraão a corresponder a essas promessas por fé,
aceitá-las, e confiar nEle como seu Senhor. Por Abraão assim fazer, DEUS o
aceitou como justo (15.6) e foi confirmado mediante comunhão pessoal com Ele.
Não somente Abraão precisou, de início, expressar sua fé para a
efetuação do concerto, como também DEUS requereu que, para a continuação das
bênçãos do referido concerto, Abraão devia, de coração, agradar a DEUS, através
de uma vida de obediência. (a) DEUS requereu que Abraão andasse na sua presença
e que fosse “perfeito” (ver 17.1). Noutras palavras, se a sua fé não fosse
acompanhada de obediência (Rm 1.5), ele estaria inabilitado para participar dos
eternos propósitos de DEUS. (b) Num caso especial, DEUS provou a fé de Abraão
ao ordenar-lhe que sacrificasse seu próprio filho, Isaque (22.1,2). Abraão foi
aprovado no teste e, por conseguinte, DEUS prometeu que o seu pacto com ele
(Abraão) ia continuar (ver 22.18). (c) DEUS informou diretamente a Isaque que
as bênçãos continuariam imutáveis e que seriam transferidas para ele porque
Abraão lhe foi obediente e guardou os seus mandamentos (26.4,5).
DEUS ordenou diretamente a Abraão e aos seus descendentes que
circuncidassem cada menino nascido na sua família (17.9-13). O Senhor
determinou que cada criança do sexo masculino não circuncidada fosse excluída
do seu povo (17.14) por violação do concerto. Noutras palavras, a desobediência
a DEUS levaria à perda das bênçãos do concerto.
O concerto entre DEUS e Abraão foi chamado um “concerto perpétuo”
(17.7). A intenção de DEUS era que o concerto fosse um compromisso permanente.
Era, no entanto, passível de ser violado pelos descendentes de Abraão, e assim
acontecendo, DEUS não teria de cumprir as suas promessas. Por exemplo, a
promessa que a terra de Canaã seria uma possessão perpétua de Abraão e seus
descendentes (17.8) foi quebrada pela apostasia de Israel e pela infidelidade
de Judá e sua desobediência à lei de DEUS (Is 24.5; Jr 31.32); por isso, Israel
foi levado para o exílio na Assíria (2Rs 17), enquanto Judá foi posteriormente
levado para o cativeiro em Babilônia (2Reis 25; 2Cr 36; Jr 11.1-17; Ez
17.16-21).
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Lição 12, Isaque, o Sorriso de Uma Promessa
4º trimestre de 2015 - O Começo de Todas as Coisas - Estudos Sobre
O Livro de Gênesis
Comentarista da CPAD: Pr. Claudionor Correa de Andrade
http://ebdnatv.blogspot.com.br/2015/12/figuras-da-licao-12-isaque-o-sorriso-de.html
para figuras da Lição utilizadas no programa de TV
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 21.1-8
1 - E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como
tinha falado. 2 - E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao
tempo determinado, que DEUS lhe tinha dito. 3 - E chamou Abraão o nome de seu
filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque. 4 - E Abraão circuncidou o
seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como DEUS lhe tinha
ordenado. 5 - E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu
filho. 6 - E disse Sara: DEUS me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se
rirá comigo. 7 - Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a
filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice? 8 - E cresceu o menino e foi
desmamado; então, Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi
desmamado.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
DEUS havia prometido a Abraão um herdeiro, porém, sua idade e a da sua esposa
já eram bem avançadas. Continuar esperando o cumprimento de uma promessa a essa
altura da vida não parecia nada fácil. Mas, DEUS é fiel e vela por sua palavra.
Se DEUS fez uma promessa a você, creia que no tempo certo ela se cumprirá.
Todavia, Sara querendo resolver a situação do seu jeito pede que Abraão tenha
um filho com sua escrava Agar. A princípio, parecia que o plano de Sara havia
dado certo, porém, depois que o filho da promessa nasceu, começaram os
conflitos. Abraão teve que lançar seu filho fora. Mas DEUS não havia lançado
fora Ismael. O Senhor livra o menino e sua mãe da aflição do deserto e
transforma um caso que a princípio parecia de fracasso e morte, em bênção. DEUS
abençoou Ismael, mas Isaque era o filho da promessa e por seu intermédio, DEUS
cumpriria seu concerto com Abraão.
Resumo da Lição 12, Isaque, o Sorriso de Uma Promessa
I. ISAQUE, O SORRISO TÃO ESPERADO
1. O nascimento do "riso".
2. Isaque e Ismael.
II. ISAQUE, O BEM MAIS PRECIOSO DE ABRAÃO
1. A provação das provações.
2. O encontro de Isaque com DEUS.
III. O CASAMENTO DE ISAQUE
1. Uma esposa para Isaque.
2. O casamento de Isaque.
3. Os filhos que não vinham.
IV. ISAQUE, O BENDITO DO SENHOR
1. Príncipe de DEUS.
2. Profeta de DEUS.
SÍNTESE DO TÓPICO I - Isaque, o tão esperado herdeiro, ao nascer
encheu o coração dos seus pais de alegria.
SÍNTESE DO TÓPICO II - Isaque tornou-se o bem mais precioso de seus
pais. Somente DEUS deve ter a primazia em nossos corações.
SÍNTESE DO TÓPICO III - DEUS, ouviu o clamor do servo de Abraão e
providenciou uma noiva para Isaque.
SÍNTESE DO TÓPICO IV - Isaque foi o filho bendito de Abraão. DEUS
era com ele e o abençoou sobremaneira
SUBSÍDIO DEVOCIONAL top1
"Idade de Noventa e Nove Anos
Abraão agora estava com noventa e nove anos e Sarai já há muito ultrapassara a
idade de ter filhos. Mas treze anos após o nascimento de Ismael e vinte e
quatro anos depois da promessa original de DEUS, o Senhor apareceu a Abraão com
uma mensagem e exigência. (1) DEUS se revelou como o 'DEUS Todo-Poderoso',
significando que Ele era onipotente e que nada lhe era impossível. Como DEUS
Todo-Poderoso, Ele podia cumprir suas promessas, quando na esfera natural tudo
dizia ser impossível o seu cumprimento. Então, seria por um milagre que DEUS
traria ao mundo o filho prometido a Abraão. (2) DEUS ordenou que Abraão andasse
diante dEle e que fosse 'perfeito'. Assim como a fé de Abraão foi necessária na
efetuação do concerto com DEUS, assim também um esforço sincero para o agradar
era agora necessário, para continuação das bênçãos de DEUS, segundo o concerto
feito. A fé de Abraão tinha que estar unida à sua obediência (Rm 1.5); senão
ele estaria inabilitado para participar dos propósitos eternos de DEUS. Noutras
palavras, as promessas e os milagres de DEUS somente serão realizados quando o
seu povo busca viver de maneira irrepreensível, tendo o seu coração voltado
para Ele" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.
56).
CONHEÇA MAIS top1
O teu único filho
A intenção de DEUS não era de que Abraão sacrificasse seu filho. A
ordem de oferecer Isaque serviu para provar o quanto ele confiava no Senhor.
Contudo, tratava-se também de uma história profética. DEUS, que foi tão
generoso em permitir que Abraão sacrificasse seu filho, estava desejoso de
entregar seu único filho, a quem amava, para garantir a nossa salvação."
Para conhecer mais leia, Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p. 38.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO top2
"Isaque
O nome dado por DEUS antes do nascimento da criança (Gn 17.19) significa 'ele
ri', 'aquele que ri', ou simplesmente 'riso'.
Nada é conhecido sobre os dias da infância de Isaque. Em seguida, vemo-lo
grande e forte o suficiente para carregar a madeira para o fogo do altar
subindo a montanha, não sabendo que ele mesmo seria colocado no altar. A
experiência de ter sido amarrado como uma vítima de sacrifício e então liberto
pela intervenção divina deve ter afetado profundamente toda a sua vida"
(Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 989).
DEUS tinha planos para Isaque, e mostraria ao jovem que Ele cumpre suas
promessas.
SUBSÍDIO DIDÁTICO top3
Professor, procure enfatizar as características de Isaque. Mostre que a sua
mansidão "é vista em sua submissão sem resistência a seu pai ao tornar-se
o sacrifício sobre o altar de Moriá, e em sua recusa a discutir quando os
pastores de Gerar reivindicavam os poços. Ele possuía uma natureza afetuosa,
profundamente ligado à mãe, chorando por sua morte, e sendo depois confortado
em seu amor por Rebeca. Seu espírito mediador pode ter contribuído para seu
afeto expansivo.
Ele era um homem que vivia em contato com DEUS. Embora não tenha as visitações
dramáticas que foram concedidas ao seu pai, Abraão, Isaque obedeceu aos
mandamentos de DEUS. O altar, a tenda e o poço simbolizavam os principais
interesses de sua vida" (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2006, p. 990).
SUBSÍDIO DIDÁTICO top4
Professor, enfatize as características de Isaque e as lições de vida que
aprendemos com Ele. Mostre aos alunos que Isaque demonstrou ser um filho
obediente, um homem paciente e um marido cuidadoso. Observe algumas das lições
que aprendemos com o filho da promessa, Isaque. Se desejar, leia para os alunos
e discuta com eles cada lição:
"*A paciência sempre produz recompensas;
*As promessas e os planos de DEUS são maiores que os das pessoas.
*DEUS sempre cumpre suas promessas! Ele permanece fiel embora nossa fé seja
pequena.
*Exercer favoritismo certamente produz conflitos familiares" (Bíblia de
Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 35).
PARA REFLETIR A respeito do livro de Gênesis:
O que representou Isaque para Abraão?
Representou o cumprimento da promessa divina.
O que significou o Moriá para Isaque?
Significou a oportunidade de ter um encontro pessoal e fortemente experimental
com o DEUS de seu pai.
Quais as principais qualidades de Rebeca?
Espiritualidade, gentileza, disposição e amor ao trabalho.
O que fez Isaque em relação à esterilidade da esposa?
Ele orou e buscou a ajuda de DEUS.
Em que sentido Isaque foi profeta?
Ao impetrar a bênção sobre seus filhos.
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 63, p. 42.
SUGESTÃO DE LEITURA - As Faces do Perdão, Uma Esposa para Isaque e
Mulheres que Ouviram a Voz de DEUS
Comentários de vários autores de Livros com algumas correções do
Ev. Luiz Henrique
Pontos difícil? Polêmico?
Gn 15.7 Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor, que te tirei de Ur
dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para herdá-la.
Apesar de DEUS ter influenciado o pai de Abrão a sair de Ur dos
Caldeus, DEUS só chama Abrão na cidade de Harã, só aí DEUS fala com Abrão.
Gênesis 11.31 E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de
Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu
com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e
habitaram ali.
Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela
e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande
nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E
abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti
serão benditas todas as famílias da terra. Assim partiu Abrão como o Senhor lhe
tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos
quando saiu de Harã. Gênesis 12:1-4 (grifo nosso).
Abrão tinha 75 anos quando recebeu a promessa e a promessa só se
cumpriu quando Abrão (agora Abraão) tinha 100 anos. Como Sara ficou grávida com
89 e Abrão tinha 99, então a promessa se cumpriu depois de 24 anos de espera,
mas se quisermos considerar cumprida só depois do nascimento de Isaque, então
são 25 anos de espera.
Não tem na bíblia quantos anos tinha Isaque ao ser oferecido no
Monte Moriá, mas como DEUS é DEUS de Aliança e a Aliança no Antigo Testamento
(BHÊRITE ) diz que o que eu dou para DEUS, DEUS dá para mim, então creio
que Isaque tinha 33,5 anos, pois JESUS tinha esta idade quando foi oferecido no
calvário. Isaque é um tipo de CRISTO.
Veja que neste trimestre muitos paradigmas vão sendo quebrados e
muitas pregações famosas vão sendo contestadas. Já vimos que Noé pregou 100
anos, vimos que Noé passou 1 ano e 17 dias na arca e vamos cada dia aprendendo
mais.
Vimos então que Abrão esperou 24 anos pela promessa, a bíblia nos
diz que Isaque se casou com 40 anos e seus filhos nasceram quando ele tinha 60
anos - Passou vinte anos orando por eles. Jacó trabalhou 14 anos por Raquel.
Então podemos ver que esta família era uma família perseverante em oração,
tinha muita paciência.
Vimos também 3 mulheres estéreis na família. As três matriarcas
Sara, Rebeca e Raquel. 2 buscam resolver carnalmente a situação, Sara com a
serva Hagar e Raquel com as Mandrágoras do filho de Leia, já Rebeca consegue a
bênção pela oração de Isaque. Abraão espera 24 anos pela promessa, Isaque 20
anos e Jacó 14 anos trabalha por Raquel. Família paciente mesmo.
Abrão só teve um filho. Ismael, o filho da escrava. Precisou apenas
de Abrão ter relações sexuais de adultério com Agar, o que era natural, humano
e possível, filho da carne. Este nasceu antes da Aliança entre DEUS e Abrão..
Abraão só teve um filho. Isaque, o filho da promessa - Precisou de
um milagre sobrenatural e espiritual para que essa promessa se cumprisse (Sara
ficou grávida com 89 anos e Abraão tinha 99 anos). Este nasceu depois da
Aliança entre DEUS e Abrão que se tornou em Abraão.
Na aliança de DEUS com Abrão está contida a mudança de nome.
Significa: Seu nome se torna meu nome e meu nome se torna seu nome. Por isso
Abrão recebe uma letra do nome de DEUS, o H e passa a se chamar Abrhaão, mas em
português Abraão e Sarai passa a se chamar Sarah, mas em português Sara. DEUS
agora passa a ser chamado o DEUS de Abraão. Depois faz aliança com Isaque e
passa a se chamar O DEUS de Abraão e de Isaque, depois faz aliança com Jacó e
passa a ser chamar O DEUS de Abraão, de Isaque e de Jacó. Hoje ELE se chama o
DEUS de _______________ (coloque seu nome ai). Nós temos uma aliança com DEUS
em JESUS CRISTO. Recebemos o selo de DEUS, a adoção de DEUS como filhos.
Eu sou o DEUS de Abraão, o DEUS de Isaque, e o DEUS de Jacó? Ora,
DEUS não é DEUS dos mortos, mas dos vivos. Mateus 22:32.
Israel é por direito de posse carnal de Ismael e por direito de
posse espiritual de Isaque. No milênio isso se resolverá e Israel assumirá seu
território prometido por DEUS.
ABRÃO, MAS ABRAÃO. Abrão significa pai elevado; Abraão significa
pai de uma multidão.
Sarai e Sara significa princesa. O Talmud explica que Sarai
significava "minha princesa". Porém ao receber uma bênção que dela
viria uma importante nação, seu nome é mudado para Sara, sem sufixo, pois será
uma princesa para todos. Sarai - princesa, Sara mãe de nações. “Sarai”
significa, em hebraico, “Yahweh é príncipe“
Agar nunca se converteu, tanto que deu uma mulher egípcia para
casar com seu filho Ismael.
Para ela o DEUS de Abraão poderia livrar Ismael, não o seu DEUS.
DEUS não ouve a pecadores que não querem se converter apesar de verem os
milagres de DEUS acontecerem, por isso ouviu Ismael e não Agar.
Agar presenciou um dos maiores milagres de DEUS, o nascimento de um filho de
uma mulher aos 90 anos, mesmo assim não se converteu.
Gênesis 21:20,21 - E era DEUS com o menino, que cresceu; e habitou
no deserto, e foi flecheiro. E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe
mulher da terra do Egito.
Levantar sua voz e chorar pode significar gritou e chorou, mas pode
significar só chorou alto mesmo.
Estamos vendo pelo texto que DEUS ouviu Ismael e não Agar, também
notamos que o poço existia, porém nem Ismael e nem Agar o tinham visto.
Claro o poço estava lá faltava os dois verem. A solução de
nossos problemas está a um passo de nós, falta vermos Aplicando em nossa vida,
devido à falta de comunhão somos impedidos de ver o milagre ou a solução a
nossa frente.
Ismael tinha 17 anos quando saiu da casa de seu pai com sua mãe.
Ismael tinha 13 anos quando foi circuncidado, daí a mais um ano
nasceu Isaque, depois se passou mais 3 anos para o menino ser desmamado e na
festa do desmame Agar e Ismael foram expulsos. 13+1+3= 17 anos. (adotamos aqui
3 anos para Isaque ser desmamado, pois era a média para isso acontecer).
Uma família de fé e paciência. Exemplo para nós. Abrão morava em
tendas porque esperava sua morada no céu.
Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que
havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé habitou
na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e
Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem
fundamentos, da qual o artífice e construtor é DEUS. Pela fé também a mesma
Sara recebeu a virtude de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto
teve por fiel aquele que lho tinha prometido. Por isso também de um, e esse já
amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas, e como a areia
inumerável que está na praia do mar. Hebreus 11:8-12
Resumo rápido da vida de Isaque segundo minha opinião - Isaque com
3 anos foi desprezado por seu irmão Ismael, com 33,5 foi oferecido em
sacrifício, com 37 perdeu sua mãe, com 40 se casou, com 60 lhe nasceu dois
filhos, morreu com 180 anos.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Lição 12 - ISMAEL E ISAQUE - IRMÃOS EM CONFLITO - 22-12-02
ABRAÃO - ÊXITOS E FRACASSOS DO AMIGO DE DEUS
4º TRIMESTRE DE 2002 - COMENTÁRIOS DE Pr. ELIENAI CABRAL -
(CONSULTORIA DOUTRINÁRIA E TEOLÓGICA DE Pr. ANTÔNIO GILBERTO)
TEXTO ÁUREO:
“Não são os filhos da carne que são filhos de DEUS, mas os filhos
da promessa são contados como descendência” (Rm 9.8).
Gl 4.22 ABRAÃO TEVE DOIS FILHOS. Paulo emprega uma ilustração para demonstrar a
diferença entre o antigo e o novo concerto. Agar representa o antigo concerto,
firmado no monte Sinai (v. 25); os seus filhos vivem agora sob esse concerto e
nascem segundo a carne (v.23), i.e., não têm o ESPÍRITO SANTO. Sara, a outra
esposa de Abraão, representa o novo concerto; os seus filhos, i.e., os crentes
em CRISTO, têm o ESPÍRITO e são verdadeiros filhos de DEUS.
Filhos da carne: significa que nasceram da união física entre
Abrão e Agar, união essa, perfeitamente passível de gerar filhos, pois Agar era
mulher jovem (Geração natural).
Filhos da promessa: São os filhos que DEUS prometeu a Abraão
que seriam gerados a partir de Sara, sua esposa, que não podia mais ter filhos
e então seria necessário um milagre ou intervenção de DEUS para que viesse a
ser gerado o filho da promessa, Isaque, de quem nasceria Esaú e Jacó, de Jacó
os doze patriarcas e daí para frente a nação de Israel e daí o messias, JESUS
CRISTO e deste os filhos de DEUS que são todos aqueles que o aceitam como
senhor e salvador.
VERDADE PRÁTICA:
A fidelidade de DEUS é imutável e independente dos fracassos
humanos.
Rm 11.29 Porque os dons e a vocação de DEUS são sem arrependimento.
Estas palavras se referem aos privilégios de Israel mencionados em 9.4,5 e
11.26. O contexto desta passagem tem a ver com Israel e os propósitos de DEUS
para aquela nação e não aos dons espirituais ou à vocação ministerial
relacionados com a obra do ESPÍRITO SANTO na igreja (cf. 12.6-8; 1 Co 12).
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Gn 15.3A queixa de Abrão
3 Disse mais Abrão: Eis que me não tens dado semente, e eis que um
nascido na minha casa será o meu herdeiro.
Sem filhos seria impossível que a promessa de DEUS se cumprisse, Abrão não
podia crer que um DEUS tão poderoso deixaria que seu servo herdasse suas
promessas; ele cria que DEUS poderia lhe dar um filho.
Terça Gn 15.4 DEUS promete um filho a Abrão
4 E eis que veio a palavra do SENHOR a ele, dizendo: Este não será
o teu herdeiro; mas aquele que de ti será gerado, esse será o teu herdeiro.
Abrão, em resposta a essas palavras de consolo, relembrou a DEUS
que não tinha filhos e, portanto, nenhum herdeiro (v. 2). Assim sendo, ele
adotaria um dos seus servos para se tornar o seu herdeiro. DEUS rejeitou a
ideia e prometeu a Abrão que este seria pai de um filho com sua esposa estéril,
Sarai (cf. 11.30) e teria uma descendência inumerável. O fato incrível - e
nisso está a grandeza de Abrão é que ele teve fé em DEUS. É essa fé em DEUS que
lhe foi imputada por justiça.
Quarta Gn 16.1-4 A precipitação de Abrão
1 Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe gerava filhos, e ele tinha
uma serva egípcia, cujo nome era Agar. 2 E disse Sarai a Abrão: Eis que o
SENHOR me tem impedido de gerar; entra, pois, à minha serva; porventura, terei
filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.3 Assim, tomou Sarai, mulher de
Abrão, a Agar, egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão, seu marido, ao
fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã.4 E ele entrou a Agar, e
ela concebeu; e, vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus
olhos.
16.2 O SENHOR ME TEM IMPEDIDO DE GERAR. Entre o povo da Mesopotâmia, o costume,
quando a esposa era estéril, era deixar que a sua serva tivesse filhos com o
esposo. Esses filhos eram considerados filhos legítimos daquela esposa.
(1) Apesar de existir então esse costume, a tentativa de Abrão e
Sarai de terem um filho através da união de Abrão com Agar não teve a aprovação
de DEUS (2.24).
(2) O NT fala do filho de Agar como sendo o produto do esforço
humano segundo a carne, e não segundo o ESPÍRITO (Gl 4.29). Segundo a carne,
equivale ao planejamento puramente carnal, humano, natural. Noutras palavras,
nunca se deve tentar cumprir o propósito de DEUS usando métodos que não são
segundo o ESPÍRITO, mas esperando com paciência no Senhor e orando com fervor.
O homem é sempre tendente a escolher o caminho mais curto e rápido
na solução de seus problemas, mas DEUS sempre escolhe um caminho que necessite
de fé para que o homem cresça em seu conhecimento.
Quinta Gn16.5-16 O nascimento de Ismael
5 Então, disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti. Minha serva
pus eu em teu regaço; vendo ela, agora, que concebeu, sou menosprezada aos seus
olhos. O SENHOR julgue entre mim e ti.6 E disse Abrão a Sarai: Eis que tua
serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai,
e ela fugiu de sua face.7 E o Anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água
no deserto, junto à fonte no caminho de Sur.8 E disse: Agar, serva de Sarai, de
onde vens e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai, minha
senhora.9 Então, lhe disse o Anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora e
humilha-te debaixo de suas mãos.10 Disse-lhe mais o Anjo do SENHOR:
Multiplicarei sobremaneira a tua semente, que não será contada, por numerosa
que será.11 Disse-lhe também o Anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e terás um
filho, e chamarás o seu nome Ismael, porquanto o SENHOR ouviu a tua aflição.12
E ele será homem bravo; e a sua mão será contra todos, e a mão de todos, contra
ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos.13 E ela chamou o nome
do SENHOR, que com ela falava: Tu és DEUS da vista, porque disse: Não olhei eu
também para aquele que me vê?14 Por isso, se chama aquele poço de Laai-Roi; eis
que está entre Cades e Berede.15 E Agar deu um filho a Abrão; e Abrão chamou o
nome do seu filho que tivera Agar, Ismael.16 E era Abrão da idade de oitenta e
seis anos, quando Agar deu Ismael a Abrão.
A escrava estava se sentindo dona da situação, ela era a abençoada
(tinha um filho de Abrão), Sara teria que se submeter a seus caprichos para que
Abrão não a deixasse; quão enganada estava Agar, pois Abrão é além de tudo, um
esposo que ama e respeita sua esposa, prova disso, lhe dá carta branca para
agir segundo sua vontade.
16.7 O ANJO DO SENHOR. À medida que esta narrativa prossegue, torna-se claro
que o anjo do Senhor é o próprio DEUS falando com Agar (v. 13; 18.1,22; Jz
6.12,14).
Fugida de sua senhora: Apesar de se ter comportado mal perante sua
senhora, Agar não tinha culpa de ser escolhida pela própria Sarai para gerar um
filho de seu esposo Abrão. O conselho é sempre a humilhação para posterior
exaltação.
16.11 ISMAEL. O nome Ismael significa "DEUS ouve" e
significa que DEUS viu o modo injusto de Abrão e Sarai tratarem Agar, e que
também agiu a respeito disso. Aquele nome dado antecipadamente foi um
julgamento sobre Abrão, e revela que DEUS abomina toda e qualquer injustiça
entre os seus. Que DEUS castigará quem cometer injustiça contra os fiéis da
igreja, não deixa dúvida o NT (ver Cl 3.25).
16.12 CONTRA TODOS. Ismael, juntamente com os seus descendentes,
seria um povo aguerrido, forte e corajoso. Sua disposição para a luta poderia
ser usada na peleja espiritual, em favor de DEUS ou contra DEUS. A escolha
seria dele.
Gn 21.17 DEUS OUVIU. DEUS sabia que era melhor que Agar e Ismael se separassem
de Abrão. Nem por isso DEUS desamparou os dois, pois permaneceram na sua
presença e sob seus cuidados (vv. 17-21). DEUS tinha um propósito para Ismael,
paralelo ao seu propósito para com Isaque, a saber: que dele faria uma grande
nação (v. 18).
Sexta Gn 17.1-8, 17-21; 18.10-14 DEUS renova suas promessas
Gn 17.1 Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos,
apareceu o SENHOR a Abrão e disse-lhe: Eu sou o DEUS Todo-poderoso; anda em
minha presença e sê perfeito.2 E porei o meu concerto entre mim e ti e te
multiplicarei grandissimamente.3 Então, caiu Abrão sobre o seu rosto, e falou
DEUS com ele, dizendo: 4 Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é, e serás o
pai de uma multidão de nações. 5 E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas
Abraão será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te tenho posto.6 E
te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti.
7 E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em
suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por DEUS e à tua semente
depois de ti.8 E te darei a ti e à tua semente depois de ti a terra de tuas
peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão,
17.1 IDADE DE NOVENTA E NOVE ANOS. Abrão agora estava com noventa e
nove anos, e Sarai já há muito ultrapassara a idade de ter filhos. Mas, treze
anos após o nascimento de Ismael e vinte e quatro anos depois da promessa
original de DEUS, o Senhor apareceu a Abrão com uma mensagem e uma
exigência.
(1) DEUS se revelou como o DEUS Todo-Poderoso (hb. El Shaddai),
significando que Ele era onipotente e que nada lhe era impossível. Como DEUS
Todo-Poderoso, Ele podia cumprir suas promessas, quando na esfera natural tudo
dizia ser impossível o seu cumprimento. Então, seria por um milagre que DEUS
traria ao mundo o filho prometido a Abrão (vv. 15-19; 35.11; Is 13.6; Rm 4.19;
Hb 11.12).
(2) DEUS ordenou que Abrão andasse diante dEle e que fosse perfeito
(i.e., totalmente dedicado ao cumprimento da sua vontade). Assim como a fé de
Abrão foi necessária na efetuação do concerto com DEUS, assim também um esforço
sincero para agradá-Lo era agora necessário, para continuação das bênçãos
de DEUS, segundo o concerto feito (22.16-18). A fé de Abrão tinha que estar
unida à sua obediência - (Rm 1.5); senão ele estaria inabilitado para
participar dos propósitos eternos de DEUS. Noutras palavras, as promessas e os
milagres de DEUS somente serão realizados quando seu povo busca viver de
maneira irrepreensível, tendo o seu coração voltado para Ele (5.24; 6.9; Dt
13.4; ver Mt 17.20).
17.2 O MEU CONCERTO. DEUS já tinha prometido, por concerto, que
daria a Abrão a terra prometida (cap. 15); agora, Ele renova essa
promessa, declarando que de Abrão descenderiam muitas nações e reis (v. 6), que
o Senhor seria o DEUS dos seus descendentes, e que Sarai, a sua esposa, daria à
luz um filho e seria mãe de nações e reis (vv. 15,16). Abrão e seus
descendentes veriam o cumprimento do concerto à medida que se dedicassem a DEUS
e às obrigações do concerto (vv. 9-14; ver 15.6).
17.5 NÃO... ABRÃO, MAS ABRAÃO. Abrão significa pai elevado; Abraão significa
pai de uma multidão (Ne 9.7; Rm 4.17). Na Bíblia, uma nova experiência com
DEUS, muitas vezes, requeria um novo nome para a pessoa, simbolizando aquele
novo relacionamento.
17.7 PARA TE SER A TI POR DEUS. A razão de ser e a realidade do concerto de
DEUS com Abrão era DEUS ser o DEUS único de Abrão e dos seus descendentes
(vv. 7,8). A promessa de DEUS de te ser a ti por DEUS é a promessa mais
grandiosa das Escrituras. É a primeira promessa, a promessa fundamental, na
qual se baseiam todas as demais promessas. Significa que DEUS assume o
compromisso, sem reservas, com o seu povo fiel, para ser o seu DEUS, seu escudo
e seu galardão (ver 15.1). Significa, também, que a graça de DEUS, seu perdão,
promessas, proteção, orientação, bondade, ajuda e bênção são dados aos seus com
amor (Jr 11.4; 24.7; 30.22; 32.38; Ez 11.20; 36.28; Zc 8.8). Todos os crentes
herdam essa mesma promessa mediante sua fé em CRISTO (Gl 3.16).
17.8 PERPÉTUA POSSESSÃO. Abraão e seus descendentes físicos receberiam, pela
promessa divina, a terra de Canaã (12.7; 13.15; 15.7,18-21). O concerto era
perpétuo do ponto de vista de DEUS. Ele poderia ser violado somente pelos
descendentes de Abraão (Is 24.5; Jr 31.32); assim sendo, a posse da terra dependia
da condição da obediência a DEUS (v. 9; ver v. 1)
Gn 17.21 O meu concerto, porém, estabelecerei com Isaque, o qual
Sara te dará neste tempo determinado, no ano seguinte.
O concerto que visa a promessa é o concerto de Abraão com DEUS, através do
nascimento de Isaque e não com Ismael como insistem em torcer os
muçulmanos.
Gn 18.10 E disse: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida;
e eis que Sara, tua mulher, terá um filho. E ouviu-o Sara à porta da tenda, que
estava atrás dele.11 E eram Abraão e Sara já velhos e adiantados em idade; já a
Sara havia cessado o costume das mulheres.12 Assim, pois, riu-se Sara consigo,
dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu
senhor já velho?13 E disse o SENHOR a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Na
verdade, gerarei eu ainda, havendo já envelhecido?14 Haveria coisa alguma
difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida,
e Sara terá um filho.
18.14 HAVERIA COISA ALGUMA DIFÍCIL AO SENHOR? DEUS quer que compreendamos que
Ele tem poder para cumprir aquilo que Ele prometeu. JESUS realçou essa verdade
quando disse: A DEUS tudo é possível (Mt 19.26)
21.5 NASCEU ISAQUE, SEU FILHO. Isaque, o filho da promessa,
finalmente nasceu no lar de Abraão e Sara. Através de Isaque, DEUS continuaria
seu concerto com Abraão (v. 12; 17.19). O cumprimento da promessa de DEUS a
Abraão teve lugar depois de vinte e cinco anos (12.4). Bom é o Senhor para os
que se atêm a ele (Lm 3.25); no tempo determinado por Ele, suas promessas
fielmente se cumprem.
Sábado Gn 21.1-21 O nascimento de Isaque
1 E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha
falado. 2 E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo
determinado, que DEUS lhe tinha dito. 3 E chamou Abraão o nome de seu filho que
lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque.4 E Abraão circuncidou o seu filho
Isaque, quando era da idade de oito dias, como DEUS lhe tinha ordenado.5 E era
Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.6 E disse
Sara: DEUS me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo.7 Disse
mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um
filho na sua velhice?8 E cresceu o menino e foi desmamado; então, Abraão fez um
grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.9 E viu Sara que o filho de
Agar, a egípcia, que esta tinha dado a Abraão, zombava. 10 E disse a Abraão:
Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com
meu filho, com Isaque.11 E pareceu esta palavra mui má aos olhos de Abraão, por
causa de seu filho.12 Porém DEUS disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus
olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a
sua voz; porque em Isaque será chamada a tua semente.13 Mas também do filho
desta serva farei uma nação, porquanto é tua semente.
O despedimento de Agar e Ismael
14 Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e tomou pão
e um odre de água, e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu
o menino e despediu-a; e ela foi-se, andando errante no deserto de Berseba.15
E, consumida a água do odre, lançou o menino debaixo de uma das árvores.16 E
foi-se e assentou-se em frente, afastando-se a distância de um tiro de arco;
porque dizia: Que não veja eu morrer o menino. E assentou-se em frente, e
levantou a sua voz, e chorou.17 E ouviu DEUS a voz do menino, e bradou o Anjo
de DEUS a Agar desde os céus e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque
DEUS ouviu a voz do rapaz desde o lugar onde está.18 Ergue-te, levanta o moço e
pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação.19 E abriu-lhe DEUS os
olhos; e viu um poço de água, e foi-se, e encheu o odre de água, e deu de beber
ao moço.20 E era DEUS com o moço, que cresceu, e habitou no deserto, e foi
flecheiro.21 E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra
do Egito.
21.5 NASCEU ISAQUE, SEU FILHO. Isaque, o filho da promessa,
finalmente nasceu no lar de Abraão e Sara. Através de Isaque, DEUS continuaria
seu concerto com Abraão (v. 12; 17.19). O cumprimento da promessa de DEUS a
Abraão teve lugar depois de vinte e cinco anos (12.4). Bom é o Senhor para os
que se atêm a ele (Lm 3.25); no tempo determinado por Ele, suas promessas
fielmente se cumprem.
21.17 DEUS OUVIU. DEUS sabia que era melhor que Agar e Ismael se separassem de
Abraão. Nem por isso DEUS desamparou os dois, pois permaneceram na sua presença
e sob seus cuidados (vv. 17-21). DEUS tinha um propósito para Ismael, paralelo
ao seu propósito para com Isaque, a saber: que dele faria uma grande nação (v.
18).
Leitura bíblica em classe:
Gn 21.1-13
1 E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara
como tinha falado.2 E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao
tempo determinado, que DEUS lhe tinha dito.3 E chamou Abraão o nome de seu
filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque.4 E Abraão circuncidou o seu
filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como DEUS lhe tinha ordenado.5
E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.6 E
disse Sara: DEUS me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo.7
Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe
dei um filho na sua velhice?8 E cresceu o menino e foi desmamado; então, Abraão
fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.9 E viu Sara que o
filho de Agar, a egípcia, que esta tinha dado a Abraão, zombava.10 E disse a
Abraão: Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não
herdará com meu filho, com Isaque.11 E pareceu esta palavra mui má aos olhos de
Abraão, por causa de seu filho.12 Porém DEUS disse a Abraão: Não te pareça mal
aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz,
ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua semente.13 Mas também do
filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua semente.
Ponto de contato:
1- Contextualize a lição trazendo à memória de seus alunos os
últimos acontecimentos no Oriente Médio.
2- Ressalte como um conflito familiar mal resolvido pode causar
transtornos para a vida inteira, atingindo pessoas que não tomaram parte
nele.
1 Pe 1.22 Já que tendes purificado as vossas almas na obediência à
verdade, que leva ao amor fraternal não fingido, de coração [amai-vos]
ardentemente uns aos outros
3- Destaque a importância do concerto quando ferirmos alguém e,
do perdão, quando de alguma forma nos sentirmos atingidos.
Mt 6.14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também
vosso Pai celestial vos perdoará a vós; 15 se, porém, não perdoardes aos
homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas.
Objetivos: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
1- Explicar a razão do permanente conflito entre os descendentes de Isaque e
Ismael.
2- Justificar o motivo pelo qual Israel não é destruído: a fidelidade de DEUS a
Abraão.
INTRODUÇÃO
Um conflito entre irmãos tem influenciado gerações. Se os pais não
educarem seus filhos dentro da palavra de DEUS, ensinando-os a se amarem, se
respeitarem e se perdoarem mutuamente, nunca teremos sossego e nem harmonia
dentro dos lares e consequentemente entre as nações. A história familiar de
Abraão e seus filhos Ismael e Isaque provoca nos leitores mais assíduos da
Bíblia, arrepios. São árabes (Descendentes de Ismael) e Judeus (Descendentes de
Isaque), lutando por uma terra que de direito espiritual pertence a Isaque e de
direito material, de possessão pela força, pertence a Ismael. Gênesis
caps.16 a 25.
I. OS DOIS FILHOS DE ABRAÃO
1. Ismael (Gn 16.1-5,15, 16). Ler Gênesis 13.15,16; 15.18; 18.18;
22.17,18; 26.3,4; 28.3,4.
Filho de Abrão com Agar (Escrava egípcia), filho de adultério
consentido por sua esposa Sara, que sem fé preferiu arriscar a desgraça de sua
família ao invés de crer em DEUS e esperar com paciência pelas suas promessas.
Abrão sendo tentado caiu no mesmo engodo de Satanás.
Tg 1.13 Ninguém, sendo [tentado], diga: Sou [tentado] por DEUS;
porque DEUS não pode ser [tentado] pelo mal e ele a ninguém tenta.14 Cada um,
porém, é [tentado], quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência;
Obs. Ev. Henrique - Essa Agar era jovem e bonita hein! Veja que
Ismael é filho de Abrão e não de Abraão. - tem muita diferença. (Na verdade
falta um "H" no nome de Abrahão, esse "H" é importante -
vem do nome de DEUS)
2. Isaque (Gn 18.9-14; 21.1-3).
Aos cem anos de idade Abraão vê o milagre do nascimento de Isaque
acontecer (Gn 17.19). Ler Gálatas 4.22-31.
Filho de Abraão com Sara, filho da promessa.
Gn 17.19 E DEUS lhe respondeu: Na verdade, Sara, tua mulher, te
dará à luz um filho, e lhe chamarás [Isaque]; com ele estabelecerei o meu pacto
como pacto perpétuo para a sua descendência depois dele.
Abraão, no início da narração de sua vida, na Bíblia, era chamado
simplesmente "Abrão" (em hebraico Abram), que significa “Grande
Pai”. Era um nome irônico, pois ele não tinha filhos. A partir de Gênesis 17 o
seu nome se transforma em Abraão (em hebraico Avraham), que significa "pai
de muitos". Isso aconteceu porque lhe foi prometida, por DEUS, uma grande
descendência.
Concluindo, o novo nome, na bíblia é uma metáfora da missão a qual
o personagem é chamado: Abrão, homem sem filhos, ironicamente chamado de
"grande pai", se torna Abraão, o pai efetivo de uma multidão, do povo
de Israel!
Diferente da nossa cultura, onde o nome é escolhido pela
"estética", o povo israelita e descendentes atribuem um pesado
significado ao nome. DEUS também utiliza esse raciocínio em Apocalipse: Quem
tem ouvidos, ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer
do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome
escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe. Apocalipse 2:17 Aqui
diz que somente nós conheceremos o novo nome porque só nós mesmo saberemos o
sentido do nosso novo nome, justamente porque apenas cada um de nós, e DEUS,
conhece nossas lutas e vitórias mais íntimas.
Gerado milagrosamente de uma mãe de 90 anos e um pai de 100 anos;
esse é o cumprimento das promessas de DEUS a Abrão.
Gn 17.21 O meu pacto, porém, estabelecerei com [Isaque], que Sara
te dará à luz neste tempo determinado, no ano vindouro.
II. O SURGIMENTO DO CONFLITO ENTRE OS DOIS IRMÃOS
Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e
outro da livre. Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o
que era da livre, por promessa. O que se entende por alegoria; porque estas são
as duas alianças; uma, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é
Agar. Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém
que agora existe, pois é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém que é de cima
é livre; a qual é mãe de todos nós. Gálatas 4:22-26
O apressamento de Sara e Abrão pela resposta de DEUS quanto a um filho fê-los
agir sem fé. Por isso, o filho de Agar é o filho da carne, e o filho de Sara é
o filho da promessa (Gl 4.22-31).
1. O começo do conflito (Gn 16.4-6).
Do ponto de vista da Bíblia, Ismael não é o filho da fé, e sim da
incredulidade.
O COMEÇO DO CONFLITO É ESPIRITUAL, POIS ISMAEL NASCEU DE UM
ADULTÉRIO MASCARADO E PERMITIDO POR SARA QUE SEGUIU OS COSTUMES DOS POVOS AO
INVÉS DE PERGUNTAR A DEUS QUAL SUA OPINIÃO.
PARA SERMOS POVO DE DEUS TEMOS QUE SABER SUA VONTADE E NÃO O QUE
DIZ A CARTILHA MUNDANA.
Do ponto de vista apenas humano o conflito teve início quando Sara
se sentiu humilhada por sua escrava egípcia que a estava tratando como
subalterna e não como patroa.
2. A razão do conflito (Gn 21.9-12).
Esse texto bíblico não deixa dúvidas. A rivalidade entre os dois
povos nunca foi totalmente amenizada.
A PRINCIPAL RAZÃO PARA O CONFLITO É ESPIRITUAL, POIS SATANÁS SABENDO DA
PROMESSA DE DEUS TENTOU POR TODOS OS MEIOS FAZER COM QUE ISMAEL FICASSE EM
POSIÇÃO SUPERIOR À DE ISAQUE PARA QUE AS PROMESSAS DE DEUS NÃO SE CUMPRISSEM
CABALMENTE E ASSIM DEUS FOSSE PROCLAMADO MAL-SUCEDIDO.
Do ponto de vista apenas humano a razão do conflito era o
tratamento de Ismael ao seu irmão menor, humilhando-o perante os outros. O
perigo da herança estava em jogo também, pois o costume do povo era que o filho
primogênito (mais velho), ficasse com a herança de seu pai quando ele morresse
ou ficasse muito velho para administrá-la, não se baseava ainda na lei, pois
ela ainda não havia sido dada. Toda administração ficava por conta do
primogênito. Labão é um exemplo disso.
III. A JUSTIÇA IMPARCIAL DE DEUS
1. DEUS não abandonou Ismael no deserto (Gn 21.14, 15).
Agar e seu filho Ismael tomaram o caminho do deserto sem saber
para onde ir, mas diz a Bíblia que ela tomou o caminho do deserto de Berseba.
Creio que DEUS ouviu a oração de seu servo Abraão novamente. No meu
entender Abraão intercedeu por seu filho que seguiu em direção ao deserto com
Agar sua mãe; então a benção de DEUS veio sobre Ismael e os olhos de Agar se
abriram para ver o que não havia visto ainda, um poço bem pertinho; é assim
mesmo, às vezes nossa bênção está tão próxima e não a vemos, só precisamos de
abrir nossos olhos espirituais para tomar posse das bênçãos que DEUS já nos tem
dado, mas elas só são nossas pela fé. A bíblia diz que DEUS ouviu a voz do
menino, não de sua mãe.
E ouviu DEUS a voz do menino, e bradou o anjo de DEUS a Agar desde
os céus, e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque DEUS ouviu a voz do
menino desde o lugar onde está. Gênesis 21:17
2. DEUS fez da semente de Ismael uma grande nação.
Diz a Bíblia que Ismael cresceu no deserto, tornou-se arqueiro
ou flecheiro. (Gn 16.12; Jó 39.5-8).
A nação Árabe que são o resultado da bênção de DEUS sobre Ismael é
hoje um povo imenso e muito rico que tem influenciado todas as nações do mundo
com sua religião (Islamismo = 2ª ou 1ª maior religião do planeta?), sua cultura
e sua extraordinária capacidade empresarial. Também o petróleo dos Árabes tem
alimentado os veículos e fábricas em todo o mundo, petróleo esse que tem
sido motivo de cobiça por parte principalmente dos Estados Unidos.
3. A injustiça humana não anula a justiça divina.
Aprendemos na Bíblia que a justiça divina tem sua base
na misericórdia.
Embora nos pareça injusta a atitude de Sara e de Abraão em expulsar
Agar e Ismael, devemos lembrar de que DEUS sendo consultado por Abraão disse
que esta era a medida correta a ser tomada. DEUS já tinha um plano para Ismael
e esse plano não o incluía na promessa dada a Abraão, portanto DEUS abençoou a
Ismael porque não pode ser injusto e nem mal, mas é misericordioso e bondoso
para com todos.
IV. O CONFLITO NÃO RESOLVIDO HOJE
1. A realidade desse conflito hoje.
Os descendentes de Ismael reivindicam não só o direito de posse
daquela terra que o Senhor deu aos descendentes de Isaque, mas também a
origem Abraâmica de seu pai, Ismael.
|
História: A Origem dos
Conflitos |
|
O conflito entre árabes e
judeus tem origem muito remota. Analisando a Bíblia encontramos a história de
Abraão, que obedecendo o comando de DEUS, deixou a Mesopotâmia e
estabeleceu-se em Canaã - passando assim a ser a Terra Prometida dos judeus.
Abraão teve vários filhos entre eles, Isaque e Ismael, dos quais descendem
respectivamente os judeus e os árabes. Jacó, neto de Abraão e filho de
Isaque, e os filhos deste, mudaram-se para o Egito onde foram escravos
durante 400 anos, até retornarem a Canaã. Visando recuperar a Terra
Prometida, Moisés, líder dos judeus libertou-os do escravismo do Egito
fazendo uma peregrinação de 40 anos pelo deserto, durante a qual formaram o
seu caráter de povo livre. Concretizando seu ideal, o povo judeu
estabeleceu-se às margens do Rio Jordão, na antiga Palestina, onde mais tarde
resolveram expandir suas fronteiras, durante o reinado de Salomão, que
consolidou a Monarquia Judaica. |
|
O império passou a se
estender do Egito a Mesopotâmia. Em seguida, dividiu-se em dois pequenos
reinos, que logo foram dominados pelos Babilônios que expulsaram os judeus
deste território. Os Babilônios foram dominados pelos Persas, estes pelos
gregos e, estes últimos, pelos Romanos. |
|
Antes do início da disputa
por Canaã, judeus e árabes viviam em harmonia, por muitas vezes sofreram os
mesmos destinos, contra inimigos comuns. |
|
No século XIX, a maioria dos
judeus concentrava-se no Leste Europeu. Nesta época, conseguiram muitas
vitórias, desenvolveram idéias sionistas (de Sion, colina da antiga Jerusalém
e que deu início ao movimento para a construção de uma nação judaica), dedicavam-se
ao comércio e ao empréstimo de dinheiro a juros. |
|
O jornalista judeu Theodor
Herzl, em 1896, criou o movimento sionista, cujo objetivo era estabelecer um
lar judeu na Palestina. O povo, então, deu início à colonização do país e, em
1897, fundou a Organização Sionista Mundial. |
|
Depois da 1ª Guerra Mundial,
os países europeus, de olho no petróleo e na posição estratégica da região,
passaram a dominar a área. Em 1918, a Inglaterra ficou responsável pela
Palestina. Um ano antes, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Lord
Balfour, apoiou a fundação de uma pátria nacional judaica na Palestina. Isto
aconteceu ao mesmo tempo em que os ingleses haviam prometido aos árabes a
independência em troca de apoio para ajudar a expulsar os turcos da região. |
|
Com a Revolução Industrial e
o desenvolvimento das burguesias europeias, os judeus acabaram sendo
responsabilizados pelo alto índice de desemprego e pela concorrência com as
classes dominantes. Com isso, nos países em que viviam, os judeus foram
confinados a guetos, sofreram várias perseguições e massacres. O resultado
destes fatos acarretou ainda mais a migração para a Europa Ocidental e
Palestina. |
|
Esta volta para a Palestina
ocorreu através da criação de Kibutz (fazendas coletivas) e cidades; além de
lançar a luta pela independência política; neste período, começaram os
choques entre judeus e árabes, que assistiam aos judeus conquistarem
significativa parte das terras boas para o cultivo, fatos que desencadearam
os conflitos entre árabes e judeus. |
|
Os judeus criaram um
exército clandestino (Haganah) para proteger suas terras e, à medida que
crescia a emigração judaica para a Palestina, aumentavam os conflitos.
Durante a 2ª Guerra Mundial - em função da perseguição alemã - a emigração
judaica para a região aumentou vertiginosamente e a tensão chegou a níveis
insuportáveis: os britânicos, na época, tomaram partido dos Aliados e os
árabes, do Eixo. |
|
Em 1936, quando os judeus já
constituíam 34% da população na Palestina, estourou a primeira revolta árabe.
Bases e instalações inglesas foram atacadas e judeus foram assassinados. A
Inglaterra esmagou a rebelião e armou 14 mil colonos judeus para que pudessem
defender suas colônias. |
|
Pouco tempo depois, a
Grã-Bretanha tentou controlar a emigração judaica para a área e, desta vez,
os judeus atacaram os ingleses. Em 1946, o quartel-general dos britânicos foi
dinamitado e 91 pessoas morreram. |
|
Apesar destes ataques, os
judeus conseguiram apoio internacional devido ao Holocausto, que exterminou
mais de 6 milhões de judeus. Desde então, os Estados Unidos passaram a
pressionar a Inglaterra para liberar a imigração judaica para a Palestina. |
|
Em 1948, os ingleses
deixaram a administração da região para a Organização das Nações Unidas que,
sob o comando do presidente norte-americano Harry Truman, determinou a
divisão da Palestina em duas metades. Os palestinos, que somavam 1.300.00
habitantes, ficaram com 11.500 km2 e os judeus, que eram 700.000, ficaram com
um território maior (14.500 km2), apesar de serem em número menor. |
|
Os judeus transformaram suas
terras áridas em produtivas, já que era uma sociedade moderna e ligada ao
Ocidente, aumentando ainda mais as diferenças econômicas entre judeus e
árabes, que sempre tiveram uma filosofia fundamentalista e totalmente
contrária ao Ocidente. |
|
Neste mesmo ano, o líder
sionista David Bem Gurion proclamou a criação do Estado de Israel. Os
palestinos reagiram atacando Jerusalém que, segundo a ONU, deveria ser uma
área livre. |
|
Desde então, o Oriente Médio
se tornou palco de conflitos entre israelenses e palestinos. O motivo da
guerra está muito além das diferenças religiosas, passa pelo controle de
fronteiras, de terras e pelo domínio de regiões petrolíferas. |
Veja mais em http://www.vol.eti.br/geo/curiosidades/israel_palestina.asp
Hoje Israel possui aproximadamente o tamanho do território de
Sergipe no Brasil - aproximadamente 20.000 Km².
Origem dos povos:
Palestina: corresponde à Judéia e à Canaã do mundo antigo. Os romanos se
referiam à Síria Palestina, que era a terra dos filisteus (philistinos). Os
britânicos e a ONU foram os responsáveis por esse nome Palestina, que
biblicamente não existe, pois todo esse território pertence a Israel, dado por
DEUS.
Israel: em hebraico a palavra Israel significa “Vencedor de DEUS”, de isra
(venceu) e el (DEUS). Em 1948, foi instituído o Medinat Israel (Estado de
Israel). Lembre-se que as palavras Judeus e Hebreus são sinônimos.
OS HERDEIROS
O nome da legítima mulher de Abraão era Sara. Foi dela que ele
obteve tardiamente um filho, cujo nome era Isaque. Este é o filho da promessa,
o legítimo herdeiro dos vínculos sagrados existentes entre DEUS e o seu povo
Israel. O DEUS que tudo criou em seis dias e descansou no sétimo, o
proprietário deste planeta originalmente informe e vazio, o DEUS e Senhor de
todo o Universo, fez promessas sob o concerto estabelecido com Abraão,
respeitantes à possessão de um território bem demarcado. E essas promessas de
caráter eterno seriam extensivas à posteridade do patriarca Abraão. Antes de
Isaque ser concebido, Sara entendeu, porque era estéril, que o seu marido
deveria gerar um filho através de sua escrava Agar. É assim que nasce Ismael, o
primeiro filho de Abrão. Embora para ele DEUS não tivesse reservado nem
intenções nem promessas, é-lhe dada em possessão também uma área geográfica
demarcada e um destino divinamente estabelecido. Depois da morte de Sara,
Abraão volta a casar. Desta vez com Quetura. Com Quase 140 anos o velho
patriarca ainda gera desta mulher 6 filhos: Zamrã, Jocsã, Madã, Madiã, Jesboc e
Suá. Também para estes DEUS reserva um destino e um lugar na Terra. YAHWEH - o
DEUS de Abraão, Isaque e Jacó - o criador e proprietário deste planeta onde
habitamos - é quem estabelece e determina o destino dos homens e dos povos. É
Ele pois a única entidade que nos pode esclarecer na nossa pesquisa das
origens, História e futuro de todos os povos e nações. Na Sagrada Escritura é
possível encontrar todos esses planos, História e ditames divinos.
AS HERANÇAS
Desde o grande rio Egito (entenda-se Nilo) até ao grande rio
Eufrates - esta é a possessão total da semente de Abraão.
"Naquele mesmo dia, fez o Senhor um concerto com Abraão
dizendo: à tua semente, tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao
grande rio Eufrates;" Genesis 15.18
Isto quer dizer que todos os oito filhos que procederam do
patriarca têm direito, por mandato divino, a toda esta extensão territorial -
desde o Egito, costas do Mediterrâneo, até à Assíria, terminando a oriente nas
margens do grande rio que deságua no Golfo Pérsico. O território dos filhos de
Cam, netos de Noé - os heteus ou hititas, os amorreus, todos os cananeus nas
suas tribos, os jebuseus e filisteus - concedeu DEUS aos descendentes de
Abraão.
"E o queneu, e o queneseu, e o cadmoneu, e o heteu, e o
pereseu, e os refains, e o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o
jebuseu." Genesis 15.19-21
Existe porém uma distinção entre a promessa relativa a Isaque e as
promessas feitas em relação a Ismael e aos 6 filhos de Quetura:
"E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho
abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze
príncipes gerará, e dele farei uma grande nação. O meu concerto porém,
estabelecerei com Isaque, o qual Sara te dará, neste tempo determinado, no ano
seguinte."
"E Abraão tomou outra mulher; e o seu nome era Quetura; e
gerou-lhe Zimran, e Jocsan, e Medan, e Midian, e Jisbac, e Sua. E Jocsan gerou
Seba e Dedan: e os filhos de Dedan foram Assurim, e Letusim e Leumim. E os
filhos de Midian foram Efa, e Efer, e Henoch, e Abida, e Elda: estes todos
foram filhos de Quetura. Porém Abraão deu tudo o que tinha a Isaque; mas aos
filhos das concubinas que Abraão tinha, deu Abraão presentes, e, vivendo ele
ainda, despediu-os do seu filho Isaque, ao oriente, para a terra
oriental." Genesis 17.20-21 / 25.1-6
Pelo testemunho bíblico podemos depreender que Isaque permaneceu no
lugar em que Abraão habitava, isto é, Hebrom, a ocidente do Jordão; enquanto
aos outros filhos foi dada ordem de se estenderem para oriente. Até nos é
possível saber qual a área territorial atribuída aos doze filhos de Ismael: O
norte da península arábica, envolvendo o deserto a oriente do Egito até ao sul
da Assíria.
"Estas, porém, são as gerações de Ismael, filho de Abraão, que
a serva de Sara, Agar, egípcia, deu a Abraão. E estes são os nomes dos filhos
de Ismael pelos seus nomes, segundo as suas gerações: o primogênito de Ismael
era Nebajoth, depois Quedar, e Abdeel, e Mibsam, e Misma, e Duma, e Massa,
Hadar, e Tema, Jetur, Nafis, e Quedma. Estes são os filhos de Ismael, e estes
são os seus nomes, pelas suas vilas e pelos seus castelos: doze príncipes
segundo as suas famílias. Estes são os anos da vida de Ismael, cento e trinta e
sete anos; e ele expirou, e morreu, e foi congregado ao seu povo. E habitaram
desde Havilá até Sur, que está em frente do Egito, indo para Assur; e fez o seu
assento diante da face de todos os seus irmãos." Genesis 25.12-18
Entretanto o juramento feito a Abraão é reiterado mais tarde a
Isaque, envolvendo o território de Gaza, onde se situam as cidades por ele
edificadas no vale do rio Gerar.
"E havia fome na terra, além da primeira fome, que foi nos
dias de Abraão: por isso, foi-se Isaque a Abimelech, rei dos filisteus, em
Gerar. E apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra
que eu te disser: peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei;
porque a ti e à tua semente darei todas estas terras, e confirmarei o juramento
que tenho jurado a Abraão, teu pai, e multiplicarei a tua semente, como as
estrelas dos céus, e darei à tua semente todas estas terras; e em tua semente
serão benditas todas as nações da terra; porquanto Abraão obedeceu à minha voz,
e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas
leis. Assim, habitou Isaque em Gerar." Genesis 26.1-6
Assim temos, embora com algumas misturas e entrosamentos tribais, a
demarcação geográfica das possessões de Israelitas, Ismaelitas e árabes, com o
respectivo povoamento das diversas regiões. Em linhas gerais temos: no norte da
Palestina, a ocidente do Jordão, acompanhando todo o litoral do Mediterrâneo, a
nação de Israel, neto de Abraão, filho de Isaque. A sul, desde o Nilo até ao
Golfo Pérsico, também corretamente chamado Golfo Arábico, estende-se o
território concedido aos Ismaelitas. Toda a península arábica, desde Sabá (o
atual Iêmen) ao sul, até Madiã, ao norte, na parte oriental do Sinai, pertence
por direito aos árabes, isto é, aos descendentes de Abraão e Quetura.
A CADA UM O SEU DIREITO
A expansão do povo ismaelita e árabe e a fusão destes com os
persas, vindos do sul da Rússia - os indo-europeus -sem contar com a
mistura entre islamitas e judeus, derivada dos colonialismos e hegemonias
europeias no Médio-Oriente, faz com que hoje se confundam árabes com
ismaelitas, e que se perca a noção dos direitos de cada um destes povos,
nomeadamente dos israelitas. Se nos munirmos de um mapa poderemos perceber
melhor a distribuição geográfica de cada um deles e os seus direitos territoriais.
Se houvesse entre eles um verdadeiro sentido de fraternidade, todos os
conflitos entre árabes e judeus se resolveriam e estes povos poderiam viver
como no paraíso. Se cada um respeitasse o direito dos outros, poderiam viver
como uma família, em paz e prosperidade. Mas não é isso que acontece. Hoje,
palestinianos reclamam os seus direitos à terra e à autonomia. Os israelitas
endurecem em intransigência. As facções árabes - shiitas e sunitas -
combatem-se, lutam entre si, fazem e desfazem alianças. O Líbano, devastado
pela guerra mais fratricida de que há memória, é o campo de batalha entre
Israel e o mundo árabe e das facções árabes que se digladiam entre si.
Se Abraão voltasse à vida, veria com tristeza os seus filhos a
aniquilarem-se entre si, inspirados por um ódio demoníaco e irracional. Com a
proclamação do Estado de Israel a 15 de Maio de 1948 reacendem-se lutas antigas
e estabelecem-se oficialmente inimizades que se vão a pouco e pouco avolumando,
ao ponto de hoje depararmos com um conflito generalizado naquela região. A
disputa de fronteiras que já vem desde 1967 tem mantido judeus e palestinianos
num estado constante de guerra entremeado por negociações violentas. O Iraque
não é mais do que, juntamente com a Síria, o remanescente do antigo império
Assírio. Damasco é hoje ainda a capital desse antigo e florescente reino. É aí
mesmo que podemos situar o reduto dos principais inimigos de Israel; e é daí também
que saem as ameaças abertas ou veladas contra o povo escolhido de DEUS.
Enquanto esta mentalidade nacionalista megalômana perdurar, será
difícil os filho de Abraão estabelecerem laços duradouros de paz e
fraternidade. A intenção de DEUS em relação a todos eles é só uma - a de que
vivam como irmãos, em tranquilidade, harmonia e segurança - uma benção no meio
da Terra. Será isto possível ? Manuel José dos Santos
2. A contenção do conflito.
Por causa do pecado dos filhos de Israel, a dispersão do povo foi
inevitável. (Os 3.4,5; Ez 37.1-28).
Ez 37.1-14 A MÃO DO SENHOR... OSSOS. Por meio do ESPÍRITO SANTO,
Ezequiel vê numa visão um vale cheio de ossos secos. Os ossos representam toda
a casa de Israel (v. 11), i.e., tanto Israel como Judá, no exílio, cuja
esperança pereceu na dispersão entre os pagãos. DEUS mandou Ezequiel profetizar
para os ossos (vv. 4-6). Os ossos, então, reviveram em duas etapas:
(1) uma restauração nacional, ligada à terra (vv. 7,8), e
(2) uma restauração espiritual, ligada a fé (vv. 9,10). Esta visão
objetivou garantir aos exilados a sua restauração pelo poder de DEUS e o
restabelecimento como nação na terra prometida, apesar das circunstâncias
críticas de então (vv. 11-14). Não há menção da duração do tempo entre essas
duas etapas. (Não sabemos quando vai se iniciar o milênio antes de
experimentarmos o arrebatamento da Igreja e da Grande tribulação vir sobre os
habitantes da terra)
3. Disputa de primazia entre irmãos.
O filho da promessa, de quem descende JESUS CRISTO, o Salvador
do mundo, é o que foi gerado por Sara, não por Agar. (Jo 3.6).
Fiel cumprimento de uma Aliança ratificada por DEUS com Abraão e
sua descendência até que viesse o seu descendente, que é CRISTO.
Gl 3.16 Ora, a Abraão e a seu [descendente] foram feitas as
promessas; não diz: E a seus [descendente]s, como falando de muitos, mas como
de um só: E a teu [descendente], que é CRISTO.
Gl 3.19 Logo, para que é a lei? Foi acrescentada por causa das
transgressões, até que viesse o [descendente] a quem a promessa tinha sido
feita; e foi ordenada por meio de anjos, pela mão de um mediador.
CONCLUSÃO
A grande lição que aprendemos é que em CRISTO não há acepção de pessoas, de
raça, de língua ou cor, mas todos são um só em CRISTO JESUS.
Auxílios Suplementares:
Subsídio Teológico - “Originalmente, os ismaelitas eram uma tribo
de beduínos que vagueavam pelo deserto, incluindo a parte sul da Palestina (Gn
25.18). Eles estavam ligados aos hagarenos (Sl 83.6) e tinham conexões raciais
com eles. Os críticos supõem que esses povos tiraram vantagem da história à
nossa frente para assim obterem uma alegada descendência de Abraão. Mas não há
motivos para duvidar da veracidade do relato. Maomé dizia-se descendente direto
de Ismael, mas não sabemos a qualidade de suas informações quanto a esse
particular. Por outra parte, ele era seu filho espiritual, pois, de maneira
enfática, encabeçou a oposição a Israel, mediante sua nova religião. Mas em
algum ponto do futuro há uma unidade a ser conseguida (Ef 1.9,10) apesar de
tudo ainda estar distante. Nesse ínterim, os homens continuam a dividir-se em
campos opostos e conflitantes. Não existe ódio que se compare ao ódio
religioso, pelo que, onde houver fé religiosa, ali os conflitos mostram-se mais
amargos. E os homens sempre acusam DEUS por causa do ódio em seu coração. Se
alguém falar em amor, será questionada, pelos radicais, a qualidade da fé desse
alguém. Matanças e revides ocorrem em nome de DEUS, e os discípulos dos grandes
matadores veem tudo com olhar de aprovação.” (O Antigo Testamento Interpretado,
CPAD, vol.1, pág.124) Leia mais na Revista Ensinador Cristão, CPAD, nº 12, pág.
42
Sara, a princesa, a mãe das nações
“Disse DEUS a Abraão: Quanto a Sarai, tua mulher, não lhe chamarás
mais Sarai, porém Sara será seu nome. Abençoá-la-ei, e dela te darei um filho;
sim, abençoá-la-ei, e ela será mãe de nações; reis de povos sairão dela.” (Gn
17:15-16)
Sarai surge na Bíblia pela vez primeira, em Gênesis.11:29, como
esposa de Abraão. “Sarai” significa, em hebraico, “Yahweh é príncipe“, A cidade
natal de Sarai era Ur dos caldeus (Gn 11:31). Acompanhou Abraão em sua
peregrinação.
Sarai tinha um grande problema. A Bíblia cita que ela era estéril e
não dera filhos a Abraão (Gn.11:30). Aquela circunstância na vida de Sarai era
um grave problema. Naquela época a esterilidade era associada a uma maldição
divina. A principal função da mulher, na sociedade patriarcal da antiguidade,
era a de gerar filhos e uma mulher estéril era considerada inútil (Dt.7:14).
Apesar disso, Abraão não a desamparou, demonstrando que a amava. O plano de
DEUS era formar uma grande nação por meio de Abraão e a participação de Sarai,
como esposa, era de muita importância para que isso acontecesse.
Quando Abraão partiu de Harã para cumprir a ordem de DEUS, Sarai o
acompanhou mesmo não sabendo para onde rumava. Demonstrou submissão e confiança
em seu marido. Foi a primeira pessoa que decidiu acompanhar Abraão (Gn 12:5).
Sarai era uma mulher de fé (Hb 11;11) e partiu com seu marido sem questionar ou
pedir explicações.
Depois de estarem estabelecidos em Canaã, surgiu um período de seca
que causou fome e foram para o Egito. Mais uma vez Sarai demonstrou sua
submissão e confiança em seu marido, quando este pediu-lhe para passar por sua
irmã com vista de proteger sua vida (Gn 12:13). Sarai consentiu e isso
despertou a cobiça dos príncipes do Faraó, pois apesar dos seus sessenta e
cinco anos de idade, Sarai era mui formosa (Gn 12:14). Então, Sarai foi levada
para a casa do Faraó, porém DEUS a guardou impedindo que o seu casamento e sua
moral fossem maculados. O Faraó descobriu a meia-mentira e expulsou Abraão, sua
mulher e todos que o acompanhavam (Gn.12:17-20)
Passados dez anos que estavam em Canaã e Sarai vendo que não gerava
filhos a Abraão, decidiu usar do direito que tinha, segundo o costume da época.
Deu a Abraão sua escrava Agar para que gerasse com ela um filho (Gn 16:1-3).
Este deve ter sido o maior erro de Sarai. A escrava desprezou-a e Sarai a puniu
fazendo com que fugisse. Dá união entre Abraão e Agar nasceu Ismael (Gn 16:11)
que veio a ser o pai dos árabes.
Sarai foi tomada pelo desânimo. Cansara-se de esperar o milagre de
DEUS e, por conta própria tomou a decisão. Isso lhe causou um grande embaraço.
Mas DEUS cumpre o que promete. Em Gn 17:15, DEUS se revelou, renovou Sua
promessa de um herdeiro para Abraão, mudou o nome de Sarai para Sara, que
significa “princesa” e a abençoou com a promessa de um filho de seu ventre.
Sara seria a mãe de nações (Gn 17:15-16)
O próprio Abraão não creu de imediato na mensagem divina e riu
(Gn17:17). Sara já tinha noventa anos e havia cessado o incômodo das mulheres e
achou engraçada a promessa (Gn 17:10-12). Mas para DEUS nada é impossível. Sara
não acreditou na mensagem divina, porque em vez de pôr a fé em ação, pensou nas
condições humanas e materiais para o cumprimento da promessa. “Haveria alguma
coisa difícil ao Senhor”, perguntou o ser celestial a Sara.
Sara quis negar que tivesse sido incrédula e, por isso, mentiu,
dizendo que não havia rido. Foi, uma vez mais, repreendida pelo ser celeste. O
Senhor visitou a Sara e ela concebeu, dando à luz a Isaque, que significa
“riso”, no tempo determinado que DEUS lhe havia dito (Gn.21:1-3). A Bíblia
revela que Sara pôde conceber porque teve por fiel aquele que havia feito a
promessa (Hb.11:11).
O próprio Abraão não creu de imediato na mensagem divina e riu
(Gn17:17).
Mais uma vez Sara foi conivente com Abraão dizendo que era sua
irmã. Passou por momentos desagradáveis quando foi tomada por Abimeleque, rei
de Gerar (Gn 20:1-2), que descobriu a mentira que tentou ser justificada pelo
patriarca (Gn 20:11-13). Novamente DEUS impediu que Abimeleque possuísse Sara
(Gn 20:3-7). Abraão, ainda, intercedeu por Abimeleque e seu povo e o Senhor
sarou àquela nação, cuja madre tinha sido fechada por causa de Sara (Gn 20:18)
Sara concebeu e deu a Abraão um filho na sua velhice, conforme DEUS
prometeu (Gn 21:1-2). Outras dificuldades surgiram. Isaque, filho de Sara, no
dia de seu desmame, foi zombado por seu meio-irmão Ismael (Gn 21:9). Sara
percebeu que a situação não era conveniente e pediu a Abraão que mandasse
embora Agar e seu filho, porque Ismael não deveria compartilhar da herança com
Isaque (Gn 21:10). A reação de Abraão foi de tristeza, mas o Senhor DEUS
confirmou a vontade de Sara (Gn 21:12-13).
Após a despedida de Agar e seu filho, Sara desempenhou o seu papel
de “mãe de nações” e por trinta e sete anos conviveu com Isaque. Aos cento e
vinte sete anos de idade, Sara morreu (Gn 23:1)
Sara, mulher de formosa aparência, leal, correta, rica e simples,
submissa a DEUS e a seu marido, decidida e fiel. Sara era uma mulher obediente
e esta obediência causou-lhe, em certas ocasiões, momentos de sofrimento e
desesperança, mas por causa de sua grande fé o Senhor a protegeu. Cumpriu a
missão dada pelo Senhor e se tornou a mulher que deu à luz ao povo escolhido de
DEUS (Is 51:2)
Resumo rápido da vida de Isaque segundo minha opinião - Isaque com
3 anos foi desprezado por seu irmão Ismael, com 33,5 foi oferecido em
sacrifício, com 37 perdeu sua mãe, com 40 se casou, com 60 lhe nasceu dois
filhos, morreu com 180 anos.
Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP:
Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico
Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João
Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida,
Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson
EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S,
Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
www.ebdweb.com.br - www.escoladominical.net - www.gospelbook.net - www.portalebd.org.br/
Dicionário Vine antigo e novo testamentos - CPAD
Dicionário Bíblico Wycliffe - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos,
John Rea - CPAD
GÊNESIS - Introdução e Comentário - REV. DEREK KIDNER, M. A. -
Sociedade Religiosa Edições Vida Nova ,Caixa Postal 21486, São Paulo - SP,
04602-970
Gênesis a Deuteronômio - Comentário Bíblico Beacon - CPAD - O Livro
de Gênesis - George Herbert Livingston, B.D., Ph.D.
Revista CPAD - Lições Bíblicas - 1995 - 4º Trimestre - Gênesis, O
Princípio de Todas as Coisas - Comentarista pastor Elienai Cabral
Gênesis - Comentário Adam Clarke
Revista CPAD - Lições Bíblicas - 1995 - 4º Trimestre - Gênesis, O
Princípio de Todas as Coisas - Comentarista pastor Elienai Cabral
Revista CPAD - Lições Bíblicas 1942 - 1º trimestre de 1942 - A
Mensagem do Livro de Gênesis - LIÇÃO 2 - 11/01/1942 – A CRIAÇÃO DO HOMEM -
Adalberto Arraes
Estudo no livro de Gênesis - Antônio Neves de Mesquita - Editora:
JUERP
ABRAÃO - ÊXITOS E FRACASSOS DO AMIGO DE DEUS - 4º TRIMESTRE DE 2002
- COMENTÁRIOS DE Pr. ELIENAI CABRAL
https://ebdnatv.blogspot.com/
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
REVISTA NA ÍNTEGRA - Lição 8, BETEL, Isaque - o filho da
Promessa
TEXTO ÁUREO
"E a sua mão estendida está; quem, pois a fará voltar
atras?" Isaias 14.27b
VERDADE APLICADA
Persevere na fé em JESUS CRISTO e na obediência a Palavra de DEUS,
pois os desígnios do Senhor prevalecerão.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Mostrar como foi a escolha de uma esposa para Isaque.
Apresentar Isaque como a continuação da promessa
Apresentar Isaque como a Abraão e o DEUS de Isaque
TEXTOS DE REFERÊNCIA - GÊNESIS 26
22. E partiu Bali e cavou outro poco; e não porfiaram
sobre ele. Por isso, chamou o seu nome
Reobote, e disse: Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos
nesta terra.
23. Depois subiu dali a Berseba.
24. E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o
DEUS de Abraão, teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e
multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo.
25. Então edificou ali um altar, a invocou o nome do Senhor, e
armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço.
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA Gn 17.18-19 O propósito de DEUS sempre prevalece.
TERÇA Sl 105.1-11 DEUS guardou o Seu pacto com os patriarcas.
QUARTA Mt 22.29-32 DEUS de Abraão, de Isaque e de Jacó
QUINTA Rm 9.6-13 A liberdade absoluta da grata de DEUS.
SEXTA GI 4.27-28 Somos filhos da promessa, como Isaque.
SÁBADO Hb 11.20 Pela fé, Isaque abençoou Jacó e Esaú
HINOS SUGERIDOS - 28, 427, 519
MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore a DEUS por mais confiança em Suas promessas.
INTRODUÇÃO
O estudo sobre a vida de Isaque nos remete realidade de que, ao
longo da nossa peregrinação como discípulos de CRISTO, enfrentaremos diversas
situações, requerendo de nos confiança, vigilância, perseverança a atenção
quanto aos princípios bíblicos que devem ser aplicados em cada situação, com a
ajuda a iluminação do ESPÍRITO SANTO.
1- Uma esposa para Isaque
A mulher para Isaque deveria ser da linhagem piedosa de Sem. Esse
era o principal critério. Com isso Abraão se mostra sincronizado com o piano de
DEUS ao longo da história para a vida do Salvador.
1-1- Uma esposa para o filho escolhido.
"E era Abraão já velho e adiantado em idade, e o Senhor havia
aben4oado a Abraão em tudo." [Gn 24.1]. Assim e o epilogo da vida de
Abraão e a introdução da história de Isaque. As bençãos de DEUS que
acompanharam Abraão até o fim da sua vida, seguiriam o filho da aliança. Para
que a corrente da promessa não fosse quebrada, Abraão se preocupa
com a perpetuidade de sua semente pensando numa mulher para seu filho. E uma
benção ter um pai que se preocupa com o futuro de seus filhos [Gn
25.5]. Mas Abraão está mais ocupado com o propósito de DEUS para os
seus descendentes [Gn 24.7]. Sua iniciativa ao fim da vida
não significa que ele não confia em DEUS para conduzir tudo.
Demonstra que Abraão entendeu que DEUS o chamou para trabalhar junto com Ele.
1-2- Um servo piedoso para uma tarefa preciosa.
O servo a quem Abraão incumbiu esta importante tarefa era alguém
igualmente temente de DEUS. Ele promete a Abraão não escolher Para
Isaque mulher estrangeira [Gn 24.2-4, 9]. Ele pede a DEUS grata e direção [Gn
24.12-14]. Ele agradece a DEUS pelo sucesso [Gn.24.26-27, 51-52]. Embora
Eliezer não tivesse a mesma intimidade com DEUS que Abraão, seu
senhor, pois ele diz "O Senhor, DEUS de meu senhor Abraão" [Gn
24.12], pelo testemunho de Abraão [Gn 24.7] ele tinha muita confiança e
dependência em DEUS. DEUS respondeu em detalhes a sua oração [Gn 24.49-61 ].
1-3- O encontro marcado por DEUS.
Isaque perdera aquela que, até aqui fora a mulher mais importante
da sua vida: sua mãe. DEUS estava para conforta-lo com aquela que a partir de
então se tornaria a mulher mais importante para os seus descendentes [Gn
24.67]. Quando DEUS tem propósito em nossa vida, nossa história nunca termina
na dor. Seu coração se alegra novamente. Ele conhece uma mulher maravilhosa em
beleza e virtudes [Gn 24.62-65]. As belezas físicas eram a últimas coisas que
um pretendente conhecia de uma mulher. Depois de sua origem, seu caráter,
virtude e piedade eram as primeiras qualificações que um servo de DEUS buscava.
Quão distante estamos disso hoje em dia, onde o corpo e talvez a primeira e
muitas vezes a única coisa que pretendentes desejam conhecer.
2- Um novo patriarca
Abraão concluiu o propósito da sua vida morrendo em boa velhice [Gn
25.7-8]. Mas o propósito que DEUS começou em Abraão não morreu com
ele.
2-1- Contando com um milagre.
Depois da morte de seu pai, DEUS abençoou Isaque [Gn 25.11].
Precisamos aprender isso. As bençãos de DEUS para a nossa vida
não se resumem a nossa vida. Tem sempre propósitos maiores que
afetam outros e futuras gerações. Semelhante a Sara, Rebeca, esposa de Isaque,
tinha o ventre estéril, e ele precisa de um milagre de DEUS para a continuação
da promessa. Esta e a tônica insistente do Antigo Testamento. A despeito de
qualquer esforço humano, sem uma constante ação soberana de DEUS, as bençãos
prometidas a Abraão de abençoar em CRISTO todas as famílias da terra
não se cumpririam. Isaque está preocupado com a posteridade. Por
isso ora ao Senhor a DEUS o atende [Gn 25.21].
2-2- Duas nações em um ventre.
A narrativa do texto nos faz pensar sobre a gestação de filhos e a
vida sob uma perspectiva divina. Genesis 25.21 diz que DEUS atendeu a oração de
Isaque. A vinda dos gêmeos não foi acaso de um ventre agora fértil, mas, sim,
providência divina. Há uma briga ja destes dois filhos desde o ventre de
Rebeca. Um prenuncio profético de como seria a futura relação entre estes dois.
As duas nações que surgiriam destes dois filhos não apenas brigariam entre si,
como os descendentes de Jacó seriam mais fortes que os descendentes de Esaú [Gn
25.23]. Devemos guardar isso na memória quando começarmos e observar os eventos
que farão da tribo de Israel (Jacó) uma poderosa nação.
2-3- O mais fraco governara o mais forte.
Em toda a Escritura DEUS faz assim. Usa o menor e mais fraco para
confundir os que acham que são [ 1Co 1.26-29]. Foi assim com Gideão [Jz 7.2],
Davi [2Sm 7.8], e o próprio Israel [Dt 8.17-18]. "O maior servira ao
menor" [Gn 25.23]. E DEUS tem uma razão bem específica para isso. Para que
a gloria dos feitos seja dada a DEUS e não aos Seus servos. Esaú era
formoso, caçador, homem do campo. Jacó era caseiro, mais fraco, inexpressível!
[Gn 25.24-28]. Por isso Isaque apreciava mais a Esaú que Jacó, e o via como o
herdeiro das promessas. Rebeca estava decidida a fazer qualquer coisa para que
seu preferido Jacó, e não seu outro filho, Esaú, fosse o herdeiro
das promessas. Mas, acima das intenções de uma mãe, há um DEUS dando
prosseguimento aos Seus propósitos.
3- DEUS de Abraão, DEUS de Isaque
As mesmas promessas que DEUS fez a Abraão se repetem agora em
Isaque [Gn 12.7; 26.1-5]. Há um fio de propósito divino perpassando por detrás
da história de vida dos patriarcas.
3-1- Promessas confirmadas.
Enquanto DEUS repete as bençãos a promessas, Isaque parece repetir
o erro a deslizes do seu pai. O mesmo medo que fez Abraão mentir dizendo que
Sara era sua irmã [Gn 20.2-18], levou Isaque mentira sobre Rebeca [Gn 26.6-11].
Tais erros e vacilos da jornada apenas mostram, como diz John Piper, "que
o caminho dos justos não uma linha reta do chamado até a vitória
final': Há curvas, buracos, desfiladeiros, bifurcações. Mas por causa da
fidelidade e soberania de DEUS, eles chegarão aonde DEUS planejou. Apesar deste
deslize de Isaque, DEUS preservou sua esposa a ele.
3-2- A benção da prosperidade.
Isaque buscou refúgio na terra de Abimeleque em razão da fome [Gn
26. 1]. Mas DEUS o abençoará tanto que começou a causar medo e inveja entre os
filisteus [Gn 26.14]. Os poços que Abraão, seu pai, havia cavado estavam em
suas terras. Para que nenhum direito fosse requerido por Isaque, os filisteus
entulham estes poços [Gn 26.15]. Isaque e convidado a se retirar de Gerar, pois
seu crescimento aparentava para Abimeleque
uma ameaça [Gn 26.16]. Por garantia Abimeleque faz um acordo de paz
com Isaque [Gn 26.26-33]. Como a terra onde Isaque prosperava com os poços era
dos filisteus, eles requeriam os poços cavados [Gn 26.18-21]. Isso parece
frustrar Isaque. Mas DEUS está vendo como estas demandas estão gerando
insegurança no coração do seu servo e lhe aparece para fortalecer a sua fé [Gn
26.24]. Sua resposta foi adoração [Gn 26.25].
3-3- O legado das bençãos.
Isaque esta velho e cego [Gn 27.1]. Mas antes de morrer, precisa
abençoar seu primogênito e passar adiante as promessas de DEUS dadas a Abraão
[Gn 27.4]. No patriarcado, a benção da primogenitura não se limitava
a herança física, mas também incluía a herança de autoridade espiritual sobre o
clã. Com a trama de Rebeca, Isaque abençoa Jacó ao invés de Esaú [Gn 27.6-29].
Embora Isaque fosse o portador das promessas, as suas preferencias por Esaú
não determinaram aquele a quem DEUS escolheu abençoar [Gn 25.23].
Como a benção era irrevogável, coube a Isaque recomendar ao filho da promessa
aquilo que seu pai, Abraão, recomendou a seu respeito. Que Jacó não tomasse
para si mulheres estrangeiras [ Gn 28.1; 26.34-35]. Embora Esaú tivesse direito
por nascimento, tudo nele apontava na direção oposta. Nao valorizava o que
deveria [Gn 25.34], não seguia os princípios de DEUS [Gn 26.34-35].
CONCLUSÃO
A major herança que podemos deixar de legado para os nossos filhos
não são as posses materiais, nem a cultura, nem a influência publica, mas uma
fé cristocêntrica que nos conduz a um comprometimento com DEUS, certos de que
somos dEle e vivemos para Ele.
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
NA ÍNTEGRA - LIÇÃO 4, CPAD, A CONFIRMAÇÃO
DE UMA PROMESSA, 2º TRIMESTRE DE 26
Escrita Lição 4, CPAD, A Confirmação De
Uma Promessa, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 33195781620 Luiz Henrique
de Almeida Silva
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO E DE SARAI
1. O novo nome de Abrão
2. O novo nome de Sarai
3. O pai da fé riu diante da promessa
II – A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DEUS COM
ABRAÃO
1. O chamado de DEUS a Abraão foi especial
2. Qual o objetivo do concerto com os
patriarcas?
3. O concerto e as promessas
III - O PACTO PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃO
1. Todo macho será circuncidado
2. Quando deveria ser feita a circuncisão
3. A circuncisão do coração
TEXTO ÁUREO
“E estabelecerei o meu concerto entre mim
e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para
te ser a ti por DEUS e à tua semente depois de ti.” (Gn 17.7).
VERDADE PRÁTICA
DEUS é fiel para cumprir tudo aquilo que
nos prometeu.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 17.4 O concerto é renovado
Terça - Jr 1.12 DEUS vela pela sua palavra para
a cumpri-la
Quarta - Gn 17.5 DEUS muda o nome de Abrão
Quinta - Gn 17.15 DEUS muda o nome de Sarai
Sexta - 2 Co 5.17 Mudança total para quem está
em CRISTO
Sábado - Cl 3.10 Vestindo-nos com o novo
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 17.1-9
1 - Sendo, pois, Abrão da idade de noventa
e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão e disse-lhe: Eu sou o DEUS
Todo-Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito. 2 - E porei o meu concerto
entre mim e ti e te multiplicarei grandissimamente.
3 - Então, caiu Abrão sobre o seu rosto, e
falou DEUS com ele, dizendo: 4 - Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é, e
serás o pai de uma multidão de nações. 5 - E não se chamará mais o teu nome
Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te
tenho posto. 6 - E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e
reis sairão de ti. 7 - E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua
semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti
por DEUS e à tua semente depois de ti. 8 - E te darei a ti e à tua semente
depois de ti a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua
possessão, e ser-lhes-ei o seu DEUS. 9 - Disse mais DEUS a Abraão: Tu, porém,
guardarás o meu concerto, tu e a tua semente depois de ti, nas suas gerações.
HINOS SUGERIDOS : 86, 127, 135 da Harpa
Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Com certeza nossa fé no DEUS que tudo pode
está sendo fortalecida pelo estudo da vida do patriarca Abrão. Aprendemos que,
mesmo sendo filhos e filhas de DEUS, estamos sujeitos a enfrentar conflitos em
nossa jornada. Contudo, as lutas e provações não vêm para nos destruir ou
desanimar; o Pai as permite para que confiemos mais nEle e em sua fidelidade.
Foi assim com Abrão e Sarai. A vida deles nos mostra que as tensões podem se
tornar oportunidades de crescimento espiritual e de transformação. O DEUS que
sustentou o povo no deserto e que preservou Abraão e seus descendentes é o
mesmo que o sustentará hoje, ajudando-o a enfrentar cada dificuldade. Não
importa o tamanho do problema: DEUS está no controle e é fiel para cumprir tudo
o que prometeu.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Mostrar que DEUS
mudou o nome de Abrão e Sarai; II) Apresentar a confirmação do concerto de DEUS
com Abraão; III) Explicar o pacto perpétuo da circuncisão.
B) Motivação: Ao estudarmos esta lição,
somos levados a refletir sobre a fidelidade de DEUS para com Abraão e Sarai e
sobre a capacidade deles de atravessar os anos sem perder a esperança. Sarai
não riu de DEUS, mas de sua própria condição física e da de seu marido.
Contudo, o Senhor permaneceu fiel, e eles viram o cumprimento da promessa. Essa
fé nos inspira a proclamar que não existe impossível para o nosso DEUS.
C) Sugestão de Método: Escreva no quadro a
palavra "pacto" e pergunte aos alunos: "Você sabe o que
significa um pacto?" Ouça com atenção e incentive a participação de todos.
Depois, explique que pacto é um acordo de compromisso que envolve promessas e
obrigações específicas. Mostre que a primeira ocorrência desse termo nas
Escrituras aparece em Gênesis 6.18 (leia o texto com os alunos). No Novo
Testamento, "pacto" significa literalmente "Novo Concerto",
estabelecido por meio de JESUS CRISTO. Assim como DEUS firmou um pacto com
Abraão, Isaque e Jacó, Ele deseja que vivamos em aliança com Ele por meio de CRISTO.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Depois de expor todos os
tópicos da lição, aplique as verdades estudadas mostrando que toda a humanidade
foi abençoada por meio de Abraão e pelo pacto perfeito revelado em CRISTO no
Novo Testamento. A história de Abraão manifesta o amor e a misericórdia de DEUS
por todos que creem, lembrando-nos de que sua fidelidade atravessa gerações e
continua alcançando cada um de nós hoje.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena
conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de
apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 105, p.38, você encontrará um
subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico,
você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O
texto "Abraão e Sara", localizado após o primeiro tópico, amplia
nossa compreensão sobre o significado de seus nomes e esclarece as razões pelas
quais DEUS os mudou; 2) O texto "Aliança", localizado após o segundo
tópico, apresenta, de forma clara, o sentido da aliança divina com Abraão e a
fidelidade de DEUS com o seu povo.
PALAVRA-CHAVE - promessa
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
DEUS prometeu que Abrão seria “pai da
multidão de nações”, mas ele já estava com 99 anos, e sua esposa, estéril,
estava com 89 anos. Porém, o Eterno mais uma vez trouxe esperança ao coração de
Abrão, afirmando: “E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua
semente depois de ti em suas gerações [...]” (Gn 17.7). Nesse caso, e nesta
oportunidade, veremos que DEUS é fiel e cumpre suas promessas no tempo certo.
I – DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO E DE SARAI
1. O novo nome de Abrão
Nos tempos do Antigo Testamento, os nomes
dos filhos, em grande parte, não eram escolhidos somente porque os pais achavam
os nomes bonitos ou era moda. Existiam vários fatores que influenciavam na
escolha, como, por exemplo, a vontade de DEUS, as circunstâncias na hora do
nascimento ou até mesmo as características físicas do bebê, como no caso de
Esaú, que nasceu ruivo e bem cabeludo (Gn 25.25). No caso de Abrão, seu nome
original significava “pai exaltado”; porém, diante do plano de DEUS em sua
vida, esse nome não parecia adequado, e o Senhor lhe mudou o nome para Abraão,
confirmando que seria pai de multidão (Gn 17.4).
2. O novo nome de Sarai
O nome Sarai é hebraico e significa “minha
princesa” ou “minha senhora”. Já o novo nome Sara significa “mãe de nações”.
Diz a Bíblia: “Disse DEUS mais a Abraão: a Sarai, tua mulher, não chamarás mais
pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome. Porque eu a hei de abençoar e te
hei de dar a ti dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de
povos sairão dela” (Gn 17.15,16). Podemos ver, por intermédio da vida de Abraão
e Sara, que DEUS promove mudanças significativas na vida daqueles que nEle
confiam e atendem ao seu chamado.
3. O pai da fé riu diante da promessa
Parece que o tempo deixou o coração de
Abraão fragilizado, pois, ao ouvir novamente a promessa divina, ele ri e
assevera: “[...] A um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sara
na idade de noventa anos?” (Gn 17.17). A espera prolongada pode entristecer o
coração, mas não podemos deixar que a tristeza nos faça esquecer que “para DEUS
nada é impossível” (Lc 1.37).
SINÓPSE I - DEUS muda o nome de Abrão e Sarai de
acordo com as promessas que Ele havia feito.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO - “ABRAÃO E SARA
O nome de Abrão (que significa “pai
exaltado”) é mudado em Gênesis 17.5 para Abraão, que significa ‘pai de muitas
nações’.
Sara. A esposa de Abraão, o pai de Israel
e povo escolhido de DEUS. Assim, Sara é uma matriarca (mãe) de Israel ao lado
de Rebeca e Raquel.
De acordo com Gênesis 11.29,30, Sarai
casou-se com Abrão antes de entrarem na Terra Prometida. A passagem também
anuncia que ela era estéril. Tendo em vista que uma parte essencial das
promessas divinas a Abrão é que ele será pai de uma grande nação, a falta de
descendência é um problema considerável e impulsiona muito do enredo da
narrativa (especialmente Gn 12–26).
Em suma, a incapacidade de Sarai conceber
é um obstáculo ao cumprimento da promessa e uma ameaça à fé de Abrão. Assim,
quando uma fome os obriga a ir ao Egito em busca de sobrevivência, ele diz à
esposa para mentir sobre o seu estado civil, dizendo que ela é a sua irmã.
Embora seja verdade que ela é a sua meia-irmã, a declaração é mentirosa, porque
ele esconde a parte mais importante do seu relacionamento com ela e coloca a
matriarca em perigo (Gn 12.10-20; 20.12). A fé de Abraão (a narrativa não
revela o pensamento de Sara, exceto, talvez, em Gn 18.10-15, quando ela ri do
pensamento de dar à luz na velhice) na capacidade de DEUS cumprir a promessa
flutua, e ele certamente não chegou a uma consistente posição de confiança
mesmo antes do nascimento de Isaque (Gn 20). [...].
A literatura posterior do AT muitas vezes
olha para Abraão como patriarca, mas apenas Isaías 51.2 menciona explicitamente
Sara no papel de cofundadora do povo de DEUS. Ela também é mencionada no NT, ao
lado de Abraão, como aquela por meio de quem o Senhor cumpre a promessa de um
filho (Rm 4.19; 9.9; Hb 11.11)” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de
Janeiro: CPAD, 2023, p. 453).
II – A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DEUS COM
ABRAÃO
1. O chamado de DEUS a Abraão foi especial
O Senhor confirmou o concerto ou pacto com
Abraão de modo muito solene, logo após fazer a mudança de seu nome (Gn 17.5-8).
Podemos ver, por toda a Bíblia, DEUS estabelecendo pactos. Você sabe o que
significa um pacto? Segundo o Dicionário Bíblico Baker, “é um acordo de
compromisso que continha promessas e obrigações específicas”. A primeira vez
que vamos encontrar a palavra pacto nas Sagradas Escrituras é em Gênesis 6.18.
No Novo Testamento, a palavra pacto significa, literalmente, “Novo Concerto”.
No Antigo Testamento, DEUS estabeleceu alguns acordos, mas é no Novo Testamento
que uma nova promessa e um novo acordo são estabelecidos por intermédio de JESUS
CRISTO, o Filho de DEUS. É importante que tenhamos uma exata compreensão do
concerto de DEUS com os patriarcas (Abraão, Isaque e Jacó) a fim de que aprendamos
como DEUS quer que vivamos em aliança inquebrável e perseverante com Ele.
2. Qual o objetivo do concerto com os
patriarcas?
O propósito único e supremo era trazer
salvação, não apenas a uma nação (Israel), mas a toda a raça humana. DEUS havia
prometido que abençoaria “todas as famílias da terra” por intermédio de Abraão
(Gn 12.3; 18.18; 22.18; cf. 26.4). O concerto de DEUS foi dado ao povo de
Israel para que eles pudessem ser a “luz dos gentios”. DEUS nunca teve a
intenção de privilegiar somente um povo. A graça de DEUS era e é para todas as
nações (Is 49.6; cf. 42.6). Vemos que esse concerto foi executado com êxito por
meio de JESUS CRISTO e seus discípulos, que, depois da sua ressurreição e
ascensão ao céu, transmitiram o Evangelho por todo o mundo (Lc 2.32; At
13.46-47; Gl 3.8-14).
3. O concerto e as promessas
O pacto de DEUS com Abraão viria
acompanhado de várias promessas. Observe: DEUS seria o escudo e o galardão de
Abraão (Gn 15.1), lhe daria muitos descendentes (Gn 15.5) e também a terra de
Canaã como herança (Gn 15.7). O Senhor também tem um pacto conosco em JESUS CRISTO,
e a sua maior promessa e bênção para nós é a salvação da nossa alma. A vida
eterna em CRISTO é o maior bem que uma pessoa pode receber. No entanto, para
recebê-la, é preciso perseverar em CRISTO até a morte.
SINÓPSE II - DEUS confirma seu concerto com Abraão.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO - “ALIANÇA
Pacto, concerto ou acordo (heb. berit). A
palavra correspondente do NT é diathēkē, definida como “disposição legal de
bens pessoais”.
A aliança é algo que une as partes ou
obriga uma parte à outra. Embora existam implicações legais associadas à
aliança, o aspecto relacional da aliança não deve ser negligenciado. Uma
aliança é mais bem entendida como uma relação com as legalidades relacionadas.
[...].
A relação de aliança mais significativa no
material bíblico é entre o Senhor DEUS e a humanidade. A singularidade da
relação de aliança de Israel com Jeová em contraste com todas as nações
vizinhas é estabelecida com base em Deuteronômio 32.8,9. Embora Jeová tenha
dado às nações a sua herança, Ele selecionou Israel para o seu próprio cuidado
pessoal; Ele estabeleceu uma relação com a nação independente e anterior à
associação da nação com a sua terra. A aliança é um tema dominante que dá
coesão à estrutura do AT e distingue a história de Israel. [...]
O NT destaca o papel messiânico
significativo de CRISTO em relação às alianças. Paulo faz referência à nova
aliança em ambos os livros de Coríntios (1 Co 11.25; 2 Co 3.6). Cada celebração
da Ceia do Senhor lembra-nos de que o sangue derramado de CRISTO é o sangue da
nova aliança. Esta é separada em associação ou com base na sua morte,
sepultamento e ressurreição (1 Co 11.25). O escritor do livro de Hebreus dá
atenção detalhada a como a nova aliança funciona em contraste com a antiga
aliança mosaica. O escritor explica que JESUS é o fiador de uma aliança melhor
(Hb 7.22; 8.6,7) [...]” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD,
2023, p. 33).
III - O PACTO PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃO
1. Todo macho será circuncidado
Na renovação do concerto de DEUS com
Abraão, Ele incluiu o pacto da circuncisão. DEUS lhe disse que aquele seria o
sinal visível da aliança entre Ele e a descendência de Abraão, uma marca
perpétua que lembraria o compromisso da fidelidade de DEUS (Gn 17.10).
2. Quando deveria ser feita a circuncisão
O bebê, do sexo masculino, deveria ser
circuncidado ao completar oito dias de nascido (Gn 17.12). A circuncisão é
feita entre os judeus até os dias de hoje, sendo realizada por especialistas e
com o uso de anestesia.
3. A circuncisão do coração
Em obediência à determinação de DEUS,
Abraão realizou esse ato em seu filho Ismael, quando este tinha 13 anos e a
todos os que estavam na sua casa. Ele próprio também foi circuncidado, quando
já estava com 99 anos de idade (Gn 17.23-27).
Não podemos nos esquecer de que a
circuncisão física era inútil para aqueles cujo coração permanece
“incircunciso” (Jr 9.25,26; cf. Rm 2.25). Mas como é realizada a circuncisão do
coração? Ela é realizada quando a pessoa
ama ao Senhor por completo e entrega-se a Ele também por completo (Dt 10.16; 30.6;
Jr 4.4; Rm 2.29). Na Nova Aliança, somente a circuncisão do coração, mediante a
graça e a fé em JESUS CRISTO, é capaz de nos fazer levar uma vida de obediência
e dedicação ao Senhor.
SINÓPSE III - O pacto de DEUS com Abraão se torna
visível mediante a circuncisão.
CONCLUSÃO
Vimos nesta lição o pacto que DEUS
estabeleceu com Abraão e seus descendentes. Toda a humanidade seria abençoada
por intermédio de Abraão e do pacto perfeito de CRISTO no Novo Testamento. A
história de Abraão revela o amor e a misericórdia de DEUS para com todos
aqueles que têm fé. Sem fé não podemos agradar a DEUS e ver as suas promessas
sendo cumpridas.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Cite alguns fatores que, no Antigo
Testamento, influenciavam na escolha dos nomes.
Existiam vários fatores que influenciavam
na escolha, como, por exemplo, a vontade de DEUS, as circunstâncias do
nascimento ou até mesmo as características físicas do bebê, como no caso de
Esaú, que nasceu ruivo e bem cabeludo (Gn 25.25).
2. Qual o significado do nome “Abraão”?
No caso de Abrão, seu nome original
significa “pai exaltado”; porém, diante do plano de DEUS em sua vida, esse nome
não parecia adequado, e o Senhor lhe mudou o nome para Abraão, confirmando que
seria pai de multidão (Gn 17.4).
3. Qual o significado do nome “Sara”?
Sara significa “mãe de nações”.
4. Qual era o objetivo do concerto com os
patriarcas?
O propósito único e supremo era trazer
salvação não apenas a uma nação (Israel), mas também a toda a raça humana.
5. Quais as promessas que viriam
acompanhadas do pacto de DEUS com Abraão?
O pacto de DEUS com Abraão viria
acompanhado de várias promessas: DEUS seria o escudo e o galardão de Abraão (Gn
15.1), lhe daria muitos descendentes (Gn 15.5) e também a terra de Canaã como
herança (Gn 15.7).

Nenhum comentário:
Postar um comentário