05 novembro 2026

Vídeo Lição 8, CPAD, Escolhendo entre a Vida e a Morte, 4Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV, Com Questionários

 

Escrita Lição 8, CPAD, Escolhendo entre a Vida e a Morte, 4Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV, Com Questionários

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ESBOÇO DA LIÇÃO
I - O LIVRE-ARBÍTRIO À LUZ DAS ESCRITURAS
1. A compreensão do livre-arbítrio.
2. O livre-arbítrio na teologia bíblica.
3. O livre-arbítrio em Deuteronômio.
II - A PROPOSTA DIVINA E A RESPONSABILIDADE HUMANA
1. A hora da decisão.
2. O verbo “propor”.
3. A teologia de Deuteronômio.  
III - ESCOLHENDO O MELHOR CONVITE
1. Escolhe a vida.
2. A trilha da obediência.
3. A promessa da vida.
 
TEXTO ÁUREO
“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente.” (Dt 30.19)
 
VERDADE PRÁTICA
DEUS propõe a vida por meio da sua Palavra; cabe a cada um responder com fé e obediência.
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Dt 30.15; Rm 6.23 A escolha entre a vida e a morte
Terça - Dt 30.16; Jo 14.21 Amar a DEUS é obedecer à sua Palavra
Quarta - Dt 30.19; Js 24.15 A responsabilidade da decisão espiritual
Quinta - Dt 30.14; Rm 10.8-10 A Palavra está próxima: direção para a vida
Sexta - Dt 30.6; Ez 36.26 A ação de DEUS no coração humano
Sábado - Dt 30.20; Jo 11.25 A vida está em permanecer no Senhor
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Deuteronômio 30.15-20
15 - Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, a morte e o mal; 16 - porquanto te ordeno, hoje, que ames o SENHOR, teu DEUS, que andes nos seus caminhos e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas e te multipliques, e o SENHOR, teu DEUS, te abençoe na terra, a qual passas a possuir. 17 - Porém, se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires, 18 - então, eu te denuncio, hoje, que, certamente, perecerás; não prolongarás os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas. 19 - Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente, 20 - amando ao SENHOR, teu DEUS, dando ouvidos à sua voz e te achegando a ele; pois ele é a tua vida e a longura dos teus dias; para que fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque e a Jacó, que lhes havia de dar.
 
Hinos Sugeridos: 158, 201 e 452 da Harpa Cristã
PALAVRA-CHAVE - ESCOLHA
 
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SUBSÍDIOS EXTRAS – BÍBLIAS, LIVROS, REVISTAS ANTIGAS, COPILOT, CHATGPT, GEMINI, QUESTIONÁRIOS
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INTRODUÇÃO (AMPLIADA)
O capítulo 30 de Deuteronômio constitui um dos momentos mais solenes da revelação veterotestamentária. Nele, Moisés apresenta ao povo de Israel o clímax de sua exortação final antes da entrada na Terra Prometida. O legislador não está apenas transmitindo mandamentos, mas convocando a nação para uma decisão espiritual de profundas implicações históricas, morais e eternas. A aliança estabelecida por DEUS exigia uma resposta consciente, demonstrando que a comunhão com o Senhor nunca foi baseada em imposição mecânica, mas em relacionamento e fidelidade.
A teologia presente nesse capítulo ressalta simultaneamente a soberania divina e a responsabilidade humana. DEUS continua sendo o Senhor absoluto da história, porém trata o homem como agente moral responsável diante de sua revelação. Assim, a escolha entre vida e morte, bênção e maldição, não deve ser compreendida apenas em termos de consequências terrenas, mas como uma realidade espiritual que aponta para a comunhão ou o afastamento do Criador.
No contexto da revelação progressiva das Escrituras, este chamado encontra seu cumprimento pleno em CRISTO. O que em Deuteronômio aparece como uma convocação para permanecer fiel à aliança mosaica, no Novo Testamento manifesta-se como um convite para receber a vida que procede do Filho de DEUS. Portanto, a ordem "escolhe a vida" transcende o contexto israelita e alcança toda a humanidade.
A passagem revela ainda a pedagogia divina. DEUS instrui, adverte, promete e exorta. Não há arbitrariedade em suas ações. Antes de trazer juízo, Ele oferece misericórdia; antes da disciplina, apresenta o caminho da restauração; antes da condenação, oferece oportunidade de arrependimento.
Dessa forma, Deuteronômio 30 continua atual para a Igreja. Em uma geração marcada pelo relativismo moral e pela valorização excessiva da autonomia humana, o texto lembra que a verdadeira liberdade só encontra seu significado quando exercida em submissão à vontade de DEUS. A vida abundante está inseparavelmente ligada ao amor, à obediência e à comunhão com o Senhor.
 
PALAVRAS HEBRAICAS E GREGAS IMPORTANTES DA INTRODUÇÃO

Palavra

Língua

Significado

בָּחַר (Bāḥar)

Hebraico

Escolher deliberadamente

חַיִּים (Chayyim)

Hebraico

Vida, plenitude de vida

בְּרִית (Berith)

Hebraico

Aliança

χάρις (Cháris)

Grego

Graça

ζωή (Zoē)

Grego

Vida espiritual e eterna

πίστις (Pistis)

Grego

Fé, confiança em DEUS

ὑπακοή (Hypakoē)

Grego

Obediência

 
COMENTÁRIO TEOLÓGICO ADICIONAL DA INTRODUÇÃO
A narrativa de Deuteronômio 30 demonstra que a história da redenção é construída mediante o encontro entre a iniciativa divina e a resposta humana. DEUS é sempre o primeiro a agir, revelando-se, chamando e oferecendo sua graça. Contudo, o homem é chamado a responder à revelação recebida. Esse princípio percorre toda a Escritura e revela a natureza relacional da fé bíblica.
A doutrina da aliança ocupa posição central nesse texto. A bênção prometida não é fruto de mérito humano, mas consequência da permanência de Israel no relacionamento estabelecido por DEUS. A fidelidade divina permanece constante, ainda que o homem seja frequentemente inclinado à infidelidade.
Outro aspecto importante é o conceito de vida. Na mentalidade hebraica, vida não significa apenas existência biológica. Trata-se de uma condição de prosperidade espiritual, comunhão com DEUS, paz interior e participação em suas promessas. A vida proposta pelo Senhor é integral, alcançando todas as dimensões da existência humana.
O Novo Testamento identifica essa vida plenamente em CRISTO, que declarou: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14.6). Assim, a eleição da vida em Deuteronômio aponta profeticamente para a necessidade de receber a CRISTO como Senhor e Salvador.
A passagem também combate dois extremos teológicos. De um lado, rejeita o fatalismo, segundo o qual as escolhas humanas seriam irrelevantes. De outro, combate o humanismo autônomo, que atribui ao homem independência absoluta diante de DEUS. A Bíblia mantém o equilíbrio entre graça divina e responsabilidade humana.
Por fim, o texto ressalta o caráter pastoral de DEUS. O Senhor não deseja a destruição do pecador, mas seu arrependimento e restauração. Sua voz continua ecoando através das Escrituras, convidando homens e mulheres a escolherem a vida encontrada somente nele.
 
Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. Jo 15.16
Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Rm 5.8
 
 
REFERÊNCIAS BÍBLICAS COMPLEMENTARES DA INTRODUÇÃO

Referência

Resumo

Gn 2.16-17

DEUS concede escolha moral ao homem no Éden.

Js 24.15

Josué conclama o povo a decidir servir ao Senhor.

Sl 1.1-6

Dois caminhos são apresentados: justiça e impiedade.

Pv 14.12

Nem todo caminho aparentemente correto conduz à vida.

Is 55.6-7

Convite divino ao arrependimento e misericórdia.

Ez 18.32

DEUS não tem prazer na morte do ímpio.

Mt 7.13-14

JESUS apresenta os dois caminhos.

Jo 3.16

A vida eterna é oferecida a todo aquele que crê.

Jo 10.10

CRISTO veio para dar vida abundante.

Rm 6.23

O salário do pecado é a morte, mas DEUS oferece vida eterna.

Gl 6.7-8

O homem colhe aquilo que semeia.

Ap 22.17

O ESPÍRITO convida todos a receber a água da vida.

 
RESUMO DA INTRODUÇÃO

Elemento

Síntese

Tema Central

DEUS apresenta o caminho da vida e chama o homem à decisão.

Verdade Teológica

Soberania divina e responsabilidade humana coexistem.

Ênfase Doutrinária

A aliança exige resposta de fé e obediência.

Aplicação Cristológica

CRISTO é o pleno cumprimento da promessa de vida.

Aplicação Prática

O crente deve responder diariamente ao chamado divino.

Resultado da Obediência

Comunhão, bênção e vida espiritual.

Resultado da Rejeição

Distanciamento de DEUS e juízo.

 
I - O LIVRE-ARBÍTRIO À LUZ DAS ESCRITURAS
O tema do livre-arbítrio ocupa lugar de destaque na teologia bíblica porque está diretamente relacionado à responsabilidade moral do ser humano diante de DEUS. As Escrituras revelam que o Senhor criou o homem com capacidade de decisão, mas jamais com independência absoluta. O ser humano é um agente moral capaz de responder ao chamado divino, porém continua sujeito à soberania do Criador. Nesse sentido, a Bíblia mantém um equilíbrio perfeito entre a liberdade humana e o governo providencial de DEUS. A doutrina do livre-arbítrio, quando corretamente compreendida, não exalta o homem acima de DEUS, mas evidencia o relacionamento pessoal que o Senhor deseja estabelecer com suas criaturas. Em Deuteronômio 30, essa verdade aparece de forma clara quando Moisés apresenta os dois caminhos diante de Israel. O povo precisava decidir qual direção seguir, sabendo que cada escolha produziria consequências espirituais e históricas.
 
1. A COMPREENSÃO DO LIVRE-ARBÍTRIO
A compreensão bíblica do livre-arbítrio difere significativamente das concepções filosóficas secularizadas. Enquanto muitas correntes filosóficas defendem uma autonomia humana absoluta, a Bíblia ensina que a liberdade humana existe dentro dos limites estabelecidos pelo Criador. O homem pode escolher, mas não pode determinar as consequências finais de suas escolhas.
A doutrina da Queda (Gn 3) demonstra que a liberdade humana foi afetada pelo pecado. O homem continua possuindo capacidade de decidir, porém sua natureza encontra-se inclinada para o erro. Por isso, a liberdade humana não deve ser confundida com neutralidade moral. A tendência pecaminosa torna necessária a atuação da graça de DEUS.
Do ponto de vista teológico, a liberdade humana opera sob a providência divina. DEUS governa soberanamente a história sem destruir a responsabilidade moral de suas criaturas. Tal realidade é observada em diversas narrativas bíblicas, nas quais os homens exercem suas escolhas e, simultaneamente, DEUS realiza seus propósitos eternos.
A teologia cristã histórica afirma que a verdadeira liberdade não consiste em fazer tudo o que se deseja, mas em ser capacitado para fazer aquilo que agrada a DEUS. O pecado escraviza, mas a graça liberta. Essa é a razão pela qual JESUS declarou que somente a verdade pode libertar plenamente o homem (Jo 8.32).
O livre-arbítrio não representa autossuficiência espiritual. O homem não é o centro do universo nem o senhor absoluto do seu destino. Sua liberdade é derivada, limitada e dependente da sustentação divina.
Teologicamente, essa questão protege duas verdades fundamentais: a soberania absoluta de DEUS e a responsabilidade humana. Negar qualquer uma delas produz desequilíbrios doutrinários.
Assim, a liberdade humana deve ser entendida como um dom concedido por DEUS, mediante o qual o homem responde à revelação divina e assume responsabilidade por suas decisões.
 
O HOMEM PECOU E PASSOU A CONHECER O BEM E O MAL – O FRUTO PRODUZIU O QUE A ÁRVORE TINHA. CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL
²² Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, SABENDO O BEM E O MAL; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente,²³ O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado.²⁴ E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida. Gênesis 3:22-24 | ACF
 
COMENTÁRIO TEOLÓGICO EXTRA
A antropologia bíblica ensina que o homem foi criado à imagem e semelhança de DEUS (Gn 1.26,27). Essa imagem inclui racionalidade, consciência moral e capacidade de decisão. Embora o pecado tenha corrompido a natureza humana, não eliminou completamente essas faculdades.
A doutrina da depravação humana não ensina que o homem seja incapaz de qualquer decisão moral, mas que todas as áreas de sua existência foram afetadas pelo pecado. Portanto, ele necessita da intervenção da graça para responder adequadamente a DEUS.
O conceito bíblico de liberdade está intimamente ligado à verdade. Quanto mais distante de DEUS, mais escravizado o homem se torna ao pecado. Quanto mais próximo de DEUS, mais livre ele é para viver segundo o propósito para o qual foi criado.
No Novo Testamento, a liberdade cristã aparece associada à obra do ESPÍRITO SANTO. O ESPÍRITO não anula a vontade humana, mas a ilumina e a direciona para a vontade divina.
O pecado promete autonomia, mas produz escravidão espiritual. A graça, por sua vez, exige submissão, mas produz verdadeira liberdade.
Por essa razão, a liberdade cristã jamais pode ser confundida com licenciosidade ou independência moral.
A mais elevada expressão da liberdade humana é render-se voluntariamente ao senhorio de CRISTO.
 
PALAVRAS CENTRAIS

Palavra

Língua

Significado

ἐλευθερία (Eleutheria)

Grego

Liberdade

θέλημα (Thelēma)

Grego

Vontade

χάρις (Charis)

Grego

Graça

εἰκών (Eikōn)

Grego

Imagem

רָצוֹן (Ratzon)

Hebraico

Vontade

בָּחַר (Bāḥar)

Hebraico

Escolher

 
REFERÊNCIAS BÍBLICAS COMPLEMENTARES

Texto

Resumo

Gn 1.26-27

O homem é criado à imagem de DEUS.

Gn 3.1-19

A Queda afeta a liberdade humana.

Sl 119.30

O salmista escolhe o caminho da verdade.

Pv 16.9

O homem planeja, mas DEUS dirige.

Ec 12.13

O dever humano é temer a DEUS.

Jo 8.32

A verdade traz liberdade.

Jo 8.34-36

CRISTO liberta da escravidão do pecado.

Rm 6.16

O homem torna-se servo daquilo que escolhe obedecer.

Gl 5.1

CRISTO chama à verdadeira liberdade.

1 Pe 2.16

A liberdade deve ser usada para servir a DEUS.

 
RESUMO DO SUBTÓPICO

Aspecto

Síntese

Origem da liberdade

Concedida por DEUS

Limitação

Afetada pelo pecado

Necessidade

Graça divina

Resultado correto

Obediência ao Senhor

Perigo

Autonomia sem DEUS

Ensino central

Liberdade e responsabilidade coexistem

 
2. O LIVRE-ARBÍTRIO NA TEOLOGIA BÍBLICA
A teologia bíblica apresenta a liberdade humana sempre associada à graça divina. DEUS chama, convence, exorta e oferece salvação, mas não obriga ninguém a recebê-la. O amor divino é apresentado mediante convite, não por coerção.
A narrativa bíblica demonstra constantemente homens e mulheres sendo confrontados pela necessidade de escolher. Desde Adão até os dias apostólicos, a Palavra de DEUS convoca o ser humano à resposta.
A graça divina precede a decisão humana. Antes mesmo que o homem procure a DEUS, DEUS já tomou a iniciativa de procurá-lo. Essa verdade aparece claramente na história da redenção.
Entretanto, a graça pode ser rejeitada. Estêvão afirmou que muitos resistiam continuamente ao ESPÍRITO SANTO (At 7.51). Tal afirmação demonstra que existe responsabilidade pessoal diante da atuação divina.
A Bíblia também ensina que ninguém pode salvar-se por si mesmo. A salvação é uma obra da graça de DEUS do começo ao fim.
A condenação não ocorre porque DEUS negou oportunidade ao homem, mas porque este rejeitou a provisão oferecida em CRISTO.
Desse modo, a teologia bíblica preserva simultaneamente a soberania divina, a graça preveniente e a responsabilidade humana.
 
COMENTÁRIO TEOLÓGICO EXTRA
A soteriologia bíblica apresenta DEUS como autor da salvação. O Pai planeja, o Filho realiza e o ESPÍRITO aplica a obra redentora.
Mesmo sendo totalmente fruto da graça, a salvação exige uma resposta de fé. A fé não constitui mérito humano, mas confiança na obra realizada por CRISTO.
A Escritura nunca apresenta o homem como uma vítima passiva dos acontecimentos espirituais. Pelo contrário, ela enfatiza continuamente a necessidade de arrependimento e fé.
A oferta universal do Evangelho demonstra o amor de DEUS por toda a humanidade. CRISTO morreu por pecadores e o convite da salvação é proclamado a todos.
O juízo divino, portanto, é justo porque o homem rejeita conscientemente a revelação recebida.
A tensão entre soberania divina e responsabilidade humana não deve ser vista como contradição, mas como mistério revelado nas Escrituras.
A Igreja deve anunciar tanto a graça de DEUS quanto a necessidade da resposta humana ao Evangelho.
 
PALAVRAS GREGAS CENTRAIS

Palavra

Significado

σωτηρία (Sōtēria)

Salvação

μετάνοια (Metanoia)

Arrependimento

πίστις (Pistis)

Fé

κλῆσις (Klēsis)

Chamado

πρόνοια (Prónoia)

Providência

ἀλήθεια (Alētheia)

Verdade

 
REFERÊNCIAS BÍBLICAS COMPLEMENTARES

Texto

Resumo

Ez 18.30-32

DEUS chama ao arrependimento.

Mt 11.28

CRISTO convida os cansados.

Mt 23.37

Jerusalém resistiu ao chamado divino.

Jo 3.16

DEUS ama o mundo.

Jo 5.40

Muitos recusam vir a CRISTO.

Jo 6.44

A graça atrai o homem.

At 7.51

O ESPÍRITO SANTO pode ser resistido.

Rm 10.9-10

A fé resulta em salvação.

Ef 2.8-9

A salvação é pela graça.

1 Tm 2.4

DEUS deseja que todos sejam salvos.

2 Pe 3.9

DEUS não deseja que ninguém pereça.

 
RESUMO DO SUBTÓPICO

Aspecto

Síntese

Base da salvação

Graça divina

Resposta exigida

Fé e arrependimento

Iniciativa

DEUS

Responsabilidade

Homem

Possibilidade

Resistir à graça

Resultado

Salvação ou condenação

 
3. O LIVRE-ARBÍTRIO EM DEUTERONÔMIO
Em Deuteronômio, o livre-arbítrio aparece dentro da estrutura da aliança estabelecida entre DEUS e Israel. O Senhor apresenta claramente os dois caminhos e convoca seu povo a uma decisão consciente.
Essa liberdade não deve ser interpretada como independência. Israel não estava livre para criar sua própria verdade ou seus próprios padrões morais. A escolha deveria ocorrer dentro da revelação já concedida por DEUS.
Moisés demonstra que a obediência produz bênção, enquanto a desobediência produz juízo. Esse princípio reflete a justiça moral do governo divino.
O texto também evidencia a graça de DEUS, pois o Senhor instrui, adverte e capacita o povo antes de exigir uma resposta.
A circuncisão do coração mencionada em Deuteronômio 30.6 aponta para a atuação transformadora da graça divina na vida interior do homem.
O amor exigido na aliança não é mero sentimento, mas compromisso de fidelidade e submissão ao Senhor.
Assim, a escolha proposta por Moisés constitui um convite para participar plenamente da vida da aliança mediante fé, amor e obediência.
 
COMENTÁRIO TEOLÓGICO EXTRA
A teologia deuteronômica enfatiza repetidamente que DEUS é um DEUS de relacionamento. Sua aliança é baseada não apenas em mandamentos, mas em comunhão.
O chamado para escolher a vida revela o desejo divino de abençoar seu povo e conduzi-lo à prosperidade espiritual.
A circuncisão do coração mencionada por Moisés antecipa a doutrina neotestamentária do novo nascimento.
O Senhor exige obediência porque ela preserva a comunhão da aliança.
O pecado, por outro lado, rompe essa comunhão e traz consequências espirituais severas.
A escolha da vida aponta profeticamente para CRISTO, que mais tarde se apresentaria como a própria Vida (Jo 14.6).
Portanto, o livre-arbítrio em Deuteronômio não é uma doutrina isolada, mas parte do grande plano redentivo de DEUS.
 
PALAVRAS HEBRAICAS CENTRAIS

Palavra

Significado

בְּרִית (Berith)

Aliança

חַיִּים (Chayyim)

Vida

אָהַב (Ahav)

Amar

שָׁמַע (Shama)

Ouvir e obedecer

לֵב (Lev)

Coração

בָּחַר (Bāḥar)

Escolher

 
REFERÊNCIAS BÍBLICAS COMPLEMENTARES

Texto

Resumo

Dt 6.5

Amar a DEUS integralmente.

Dt 10.12-13

DEUS requer temor e obediência.

Dt 30.6

Circuncisão do coração.

Dt 30.15-20

Escolha entre vida e morte.

Js 24.15

Escolhei hoje a quem servireis.

Jr 31.33

A Lei escrita no coração.

Ez 36.26

Novo coração dado por DEUS.

Mt 22.37

O maior mandamento é amar a DEUS.

Jo 14.15

O amor produz obediência.

Hb 8.10

A Nova Aliança transforma o interior.

 
RESUMO DO SUBTÓPICO

Aspecto

Síntese

Contexto

Aliança divina

Convocação

Escolha entre vida e morte

Exigência

Amor e obediência

Capacitação

Graça transformadora

Objetivo

Comunhão com DEUS

Cumprimento pleno

CRISTO

 
RESUMO GERAL DO TÓPICO I

Subtópico

Ensinamento Principal

1. A compreensão do livre-arbítrio

A liberdade humana existe, mas é limitada pelo pecado e subordinada a DEUS.

2. O livre-arbítrio na teologia bíblica

A graça divina e a responsabilidade humana coexistem na obra da salvação.

3. O livre-arbítrio em Deuteronômio

DEUS apresenta a vida e chama seu povo a responder voluntariamente à aliança.

Doutrina Central

Soberania divina e responsabilidade humana caminham juntas.

Aplicação Cristã

Escolher a CRISTO é escolher a verdadeira vida.

Aplicação Prática

A obediência diária demonstra a realidade da fé.

Propósito Espiritual

Comunhão eterna com DEUS.

 
 
II - A PROPOSTA DIVINA E A RESPONSABILIDADE HUMANA
A mensagem de Deuteronômio 30 revela uma das maiores verdades da revelação bíblica: DEUS toma a iniciativa de oferecer a vida, mas o ser humano é chamado a responder ao seu convite. O Senhor não trata o homem como um ser irracional, mas como alguém capaz de compreender sua vontade e assumir responsabilidade por suas decisões. A proposta divina manifesta tanto a graça quanto a justiça de DEUS. Graça, porque Ele oferece o caminho da vida; justiça, porque responsabiliza cada pessoa pela resposta dada à sua Palavra.
Em toda a Bíblia observamos esse mesmo padrão. DEUS fala, chama, orienta e adverte. O homem, por sua vez, deve decidir se obedecerá ou rejeitará a vontade divina. A responsabilidade humana não anula a soberania de DEUS, e a soberania divina não elimina a necessidade de escolhas conscientes.
A proposta apresentada por Moisés ao povo de Israel continua atual para todos os crentes. O Evangelho também apresenta dois caminhos, dois destinos e duas respostas possíveis diante da revelação de DEUS. Por isso, a decisão espiritual permanece sendo uma das realidades mais sérias da vida humana.
 
1. A HORA DA DECISÃO
O discurso de Moisés chega ao seu ponto culminante quando o povo é colocado diante de uma escolha inadiável. Depois de transmitir os mandamentos, recordar os atos poderosos de DEUS e reafirmar os termos da aliança, Moisés convoca Israel para uma decisão. Não bastava possuir o conhecimento da Lei; era necessário obedecê-la.
Essa verdade revela um importante princípio bíblico: toda revelação divina exige uma resposta humana. DEUS nunca comunica sua vontade apenas para informar, mas para transformar. Seu propósito é conduzir o homem à obediência e à comunhão.
A expressão "vida e bem, morte e mal" não representa apenas prosperidade ou sofrimento terrenos. Ela aponta para realidades espirituais profundas. A vida está associada à comunhão com DEUS; a morte relaciona-se ao afastamento do Senhor.
No pensamento hebraico, não existe neutralidade espiritual. O homem está caminhando em direção à vida ou à morte. Não há uma terceira opção entre a obediência e a desobediência. A omissão também constitui uma escolha.
JESUS reafirmou esse mesmo princípio ao ensinar acerca da porta estreita e da porta larga (Mt 7.13,14). O Reino de DEUS exige decisão. A fé cristã jamais foi concebida como mera aceitação intelectual de verdades religiosas.
A hora da decisão é também a hora da revelação do coração. As escolhas exteriores refletem as convicções interiores. O comportamento humano manifesta aquilo que governa a alma.
Portanto, a convocação de Moisés continua ecoando através dos séculos, lembrando que cada pessoa deve decidir diariamente entre obedecer a DEUS ou seguir os caminhos da própria vontade.
 
COMENTÁRIO TEOLÓGICO EXTRA
A Bíblia apresenta diversos momentos decisivos nos quais DEUS confronta indivíduos e nações com a necessidade de escolha. Adão precisou decidir entre obedecer ou desobedecer ao mandamento divino. Josué convocou Israel a decidir quem serviria. Elias chamou o povo a abandonar a indecisão espiritual.
A revelação divina produz responsabilidade proporcional à luz recebida. Quanto maior o conhecimento da vontade de DEUS, maior a responsabilidade diante dela.
A decisão espiritual possui dimensão escatológica. As escolhas feitas nesta vida possuem implicações eternas.
O arrependimento bíblico é uma decisão prática e não meramente emocional. Ele envolve mudança de mente, direção e comportamento.
A resposta ao Evangelho também é uma decisão. Embora seja operada pela graça, requer fé pessoal e compromisso com CRISTO.
A procrastinação espiritual é um dos grandes perigos mencionados nas Escrituras. Adiar a obediência frequentemente conduz ao endurecimento do coração.
Por isso, a Bíblia insiste continuamente na urgência da resposta ao chamado divino.
 
PALAVRAS GREGAS E HEBRAICAS CENTRAIS

Palavra

Língua

Significado

μετάνοια (Metanoia)

Grego

Arrependimento

κρίσις (Krisis)

Grego

Julgamento, decisão

ζωή (Zoē)

Grego

Vida espiritual

θάνατος (Thanatos)

Grego

Morte

דֶּרֶךְ (Derekh)

Hebraico

Caminho

חַיִּים (Chayyim)

Hebraico

Vida

 
REFERÊNCIAS BÍBLICAS COMPLEMENTARES

Referência

Resumo

Dt 11.26-28

DEUS coloca bênção e maldição diante do povo.

Js 24.15

Escolha de servir ao Senhor.

1 Rs 18.21

Elias condena a indecisão espiritual.

Sl 1.1-6

Dois caminhos e dois destinos.

Pv 4.18-19

O caminho dos justos e dos ímpios.

Is 1.18-20

A obediência produz bênção.

Ez 18.30

DEUS chama ao arrependimento.

Mt 7.13-14

Duas portas e dois caminhos.

Lc 13.24

Esforço para entrar pela porta estreita.

Hb 3.15

Não endurecer o coração.

Ap 3.20

CRISTO bate à porta e aguarda resposta.

 
RESUMO DO SUBTÓPICO

Aspecto

Síntese

Tema Central

A necessidade da decisão espiritual

Escolha

Vida ou morte

Exigência

Posicionamento diante de DEUS

Perigo

Neutralidade aparente

Resultado

Comunhão ou afastamento

Aplicação

Responder prontamente ao Senhor

 
2. O VERBO “PROPOR”
O verbo hebraico natan possui o sentido de colocar diante, apresentar ou oferecer. Em Deuteronômio 30.15, DEUS coloca claramente perante Israel duas possibilidades de vida. O Senhor não esconde as consequências de cada escolha.
Esse aspecto revela o caráter pedagógico da revelação divina. DEUS instrui antes de julgar. Ele esclarece antes de cobrar responsabilidade. Sua justiça é sempre acompanhada de clareza e verdade.
A proposta divina demonstra também a bondade do Senhor. DEUS não deseja que seu povo caminhe na ignorância. Pelo contrário, Ele mostra o caminho correto para que o homem possa segui-lo.
Ao apresentar os dois caminhos, DEUS respeita a condição moral do ser humano. Ele não força a obediência, mas convida à submissão voluntária.
A proposta divina manifesta ainda a transparência de DEUS. O Senhor não promete bênção sem mencionar as exigências da aliança. Da mesma forma, alerta claramente sobre as consequências da rebelião.
No Novo Testamento, essa mesma dinâmica aparece na proclamação do Evangelho. CRISTO anuncia tanto a salvação quanto a necessidade do arrependimento.
A Palavra de DEUS continua sendo apresentada à humanidade como a grande proposta divina para a vida eterna.
 
COMENTÁRIO TEOLÓGICO EXTRA
O verbo natan destaca a iniciativa soberana de DEUS em revelar sua vontade aos homens. A salvação não nasceu da busca humana por DEUS, mas da revelação de DEUS ao homem.
Toda a Escritura é um testemunho dessa iniciativa divina. Desde o Éden até o Apocalipse, é DEUS quem fala primeiro.
A proposta divina demonstra que o Senhor deseja relacionamento consciente e não mera obediência mecânica.
O conhecimento da verdade aumenta a responsabilidade espiritual. Quem conhece a vontade de DEUS não pode alegar ignorância.
A graça se manifesta não apenas no perdão, mas também na revelação da verdade.
DEUS propõe vida porque seu caráter é amoroso e misericordioso.
Rejeitar essa proposta significa rejeitar o próprio DEUS que oferece a salvação.
 
PALAVRAS CENTRAIS

Palavra

Língua

Significado

נָתַן (Natan)

Hebraico

Dar, apresentar, propor

λόγος (Logos)

Grego

Palavra

ἀλήθεια (Alētheia)

Grego

Verdade

χάρις (Charis)

Grego

Graça

φῶς (Phōs)

Grego

Luz

σοφία (Sophia)

Grego

Sabedoria

 
REFERÊNCIAS BÍBLICAS COMPLEMENTARES

Referência

Resumo

Dt 30.14-15

DEUS apresenta o caminho da vida.

Sl 119.105

A Palavra ilumina o caminho.

Pv 6.23

O mandamento é luz.

Is 55.1-3

Convite gratuito para a vida.

Jr 21.8

Caminho da vida e da morte.

Jo 1.9

CRISTO é a verdadeira luz.

Jo 6.68

Somente JESUS tem palavras de vida eterna.

Jo 8.12

CRISTO é a luz do mundo.

Rm 10.17

A fé vem pelo ouvir a Palavra.

2 Tm 3.16-17

A Escritura prepara o homem para toda boa obra.

 
RESUMO DO SUBTÓPICO

Aspecto

Síntese

Palavra-chave

Natan

Ação divina

Apresentar claramente os caminhos

Objetivo

Conduzir à vida

Método

Revelação da Palavra

Responsabilidade humana

Responder ao chamado

Ensinamento

DEUS instrui antes de julgar

 
3. A TEOLOGIA DE DEUTERONÔMIO
O livro de Deuteronômio enfatiza a responsabilidade humana diante da aliança estabelecida por DEUS. A relação entre bênção e obediência, bem como entre maldição e desobediência, constitui um dos principais temas do livro.
Moisés apresenta DEUS como um legislador justo e um Pai amoroso. O Senhor não exige obediência arbitrariamente, mas porque seus mandamentos promovem vida e comunhão.
A convocação dos céus e da terra como testemunhas demonstra a solenidade do compromisso assumido por Israel. Todo o universo criado serve como evidência da fidelidade de DEUS e da responsabilidade do povo.
A teologia deuteronômica mostra que as escolhas possuem consequências reais. O pecado nunca é tratado como algo insignificante. Da mesma forma, a fidelidade nunca deixa de receber a aprovação divina.
Essa perspectiva prepara o terreno para o ensino neotestamentário de que o homem colherá aquilo que semear.
Além disso, Deuteronômio enfatiza que a obediência deve proceder do amor. DEUS deseja um relacionamento vivo e não apenas observância externa de regras.
Por isso, a teologia desse livro continua sendo extremamente relevante para a vida cristã contemporânea.
 
COMENTÁRIO TEOLÓGICO EXTRA
A teologia de Deuteronômio está profundamente fundamentada no conceito de aliança (berith). DEUS relaciona-se com seu povo através de um pacto baseado em amor, fidelidade e compromisso.
O livro destaca continuamente a santidade divina. O Senhor exige exclusividade na adoração porque somente Ele é DEUS.
A justiça retributiva presente em Deuteronômio revela que DEUS governa o universo moralmente.
A bênção não deve ser compreendida apenas em termos materiais, mas sobretudo espirituais.
A obediência é apresentada como fruto do amor e da gratidão pela redenção recebida.
A Nova Aliança em CRISTO aprofunda essas verdades, escrevendo a Lei divina no coração dos crentes.
Dessa forma, a teologia de Deuteronômio aponta profeticamente para a obra transformadora do Evangelho.
 
PALAVRAS HEBRAICAS CENTRAIS

Palavra

Significado

בְּרִית (Berith)

Aliança

תּוֹרָה (Torah)

Lei, instrução divina

קָדוֹשׁ (Qadosh)

SANTO

צֶדֶק (Tsedeq)

Justiça

אֱמוּנָה (Emunah)

Fidelidade

יִרְאָה (Yirah)

Temor reverente

 
REFERÊNCIAS BÍBLICAS COMPLEMENTARES

Referência

Resumo

Dt 4.39-40

A obediência traz bem-estar.

Dt 6.4-9

O amor ao Senhor é central.

Dt 8.1

A obediência conduz à vida.

Dt 28.1-14

Bênçãos decorrentes da fidelidade.

Dt 28.15-68

Consequências da desobediência.

Dt 30.19-20

Escolha da vida.

Jr 31.31-33

Promessa da Nova Aliança.

Gl 6.7

O homem colhe o que semeia.

Hb 8.10

A Lei escrita no coração.

Tg 1.22

Ser praticante da Palavra.

 
RESUMO DO SUBTÓPICO

Aspecto

Síntese

Base Teológica

Aliança com DEUS

Convite

Escolher a vida

Princípio

Toda escolha gera consequências

Exigência

Amor e obediência

Revelação

Justiça e misericórdia divinas

Cumprimento

CRISTO e a Nova Aliança

 
RESUMO GERAL DO TÓPICO II

Subtópico

Ensino Principal

1. A Hora da Decisão

DEUS exige resposta diante de sua revelação.

2. O Verbo “Propor”

DEUS apresenta claramente os caminhos ao homem.

3. A Teologia de Deuteronômio

Cada escolha produz consequências espirituais e eternas.

Doutrina Central

Responsabilidade humana diante da graça divina.

Ênfase Bíblica

Obediência conduz à vida; rebelião conduz à morte.

Aplicação Cristã

O Evangelho exige posicionamento pessoal.

Objetivo Final

Comunhão eterna com DEUS através da fé e da obediência.

 
 
III - ESCOLHENDO O MELHOR CONVITE
O capítulo 30 de Deuteronômio alcança seu ponto culminante quando Moisés apresenta o convite mais importante da história espiritual de Israel: escolher a vida. Essa convocação não se limita a uma simples decisão moral ou religiosa, mas diz respeito ao relacionamento da criatura com o seu Criador. DEUS não apenas oferece uma alternativa melhor entre várias opções; Ele apresenta o único caminho que conduz à verdadeira vida.
A expressão "escolhe, pois, a vida" revela o imenso amor divino. O Senhor não deseja a destruição do homem, mas sua restauração. Por isso, ao longo das Escrituras, vemos DEUS chamando pecadores ao arrependimento, à fé e à comunhão. O mesmo convite ecoa no Novo Testamento através da pessoa de CRISTO, que veio para que os homens tivessem vida e a tivessem em abundância (Jo 10.10).
Esse chamado demonstra que a fé bíblica envolve decisão, obediência e perseverança. Não basta ouvir a Palavra; é necessário colocá-la em prática. A verdadeira vida é encontrada quando o homem responde positivamente ao chamado de DEUS e passa a caminhar segundo sua vontade revelada.
 
1. ESCOLHE A VIDA
A ordem divina para escolher a vida constitui uma das mais belas expressões da graça de DEUS em toda a Escritura. O Senhor não apenas mostra o caminho correto, mas encoraja seu povo a segui-lo. Essa exortação demonstra que DEUS deseja o bem espiritual daqueles que o servem.
O verbo hebraico bāḥar descreve uma escolha consciente, intencional e responsável. Não se trata de uma decisão impulsiva, mas de um compromisso assumido diante de DEUS. Israel deveria deliberadamente preferir a vontade divina aos desejos da carne e às influências das nações pagãs.
A escolha da vida envolve amar ao Senhor, obedecer à sua voz e permanecer fiel à aliança. Portanto, não é uma decisão isolada, mas uma postura contínua de fidelidade.
A vida proposta por DEUS vai além da mera existência física. Trata-se de uma vida caracterizada pela presença divina, pela paz espiritual e pela participação nas promessas da aliança.
No Novo Testamento, CRISTO apresenta-se como a personificação dessa vida prometida. Ele não apenas mostra o caminho, mas é o próprio caminho (Jo 14.6).
A escolha da vida exige renúncia. Seguir a DEUS implica abandonar caminhos contrários à sua vontade e submeter-se ao senhorio divino.
Portanto, escolher a vida significa escolher DEUS acima de todas as coisas e reconhecer que somente nEle existe verdadeira plenitude.
 
COMENTÁRIO TEOLÓGICO EXTRA
A doutrina da vida espiritual percorre toda a história da redenção. Desde o Jardim do Éden até a Nova Jerusalém, DEUS apresenta-se como a fonte da vida.
A vida que DEUS oferece possui dimensões presente e futura. O crente desfruta comunhão com DEUS agora e aguarda sua consumação eterna.
A escolha da vida é também uma escolha pela santidade. Não existe verdadeira comunhão com DEUS sem separação do pecado.
A regeneração produzida pelo ESPÍRITO SANTO capacita o homem a viver segundo os princípios do Reino de DEUS.
CRISTO é chamado de "Príncipe da Vida" porque nele se encontram todas as riquezas da salvação.
A conversão pode ser descrita como a passagem espiritual da morte para a vida.
Toda decisão genuinamente cristã deve ser avaliada à luz da pergunta: isso me aproxima ou me afasta da vida em DEUS?
 
 
PALAVRAS HEBRAICAS E GREGAS CENTRAIS

Palavra

Língua

Significado

בָּחַר (Bāḥar)

Hebraico

Escolher

חַיִּים (Chayyim)

Hebraico

Vida plena

ζωή (Zoē)

Grego

Vida espiritual e eterna

βίος (Bios)

Grego

Vida física

σωτηρία (Sōtēria)

Grego

Salvação

καινὴ κτίσις (Kainē Ktisis)

Grego

Nova criação

 
 
REFERÊNCIAS BÍBLICAS COMPLEMENTARES

Referência

Resumo

Dt 30.19

DEUS ordena a escolha da vida.

Js 24.15

Escolha consciente de servir ao Senhor.

Sl 16.11

Em DEUS está a plenitude da vida.

Pv 8.35

Quem encontra DEUS encontra a vida.

Ez 33.11

DEUS não deseja a morte do ímpio.

Jo 1.4

Em CRISTO estava a vida.

Jo 5.24

Quem crê passou da morte para a vida.

Jo 10.10

Vida abundante em CRISTO.

Jo 14.6

CRISTO é a vida.

1 Jo 5.11-12

Quem tem o Filho tem a vida.

 
RESUMO DO SUBTÓPICO

Aspecto

Síntese

Convite

Escolher a vida

Meio

Fé e obediência

Fonte

DEUS

Cumprimento

CRISTO

Benefício

Comunhão eterna

Aplicação

Viver segundo a vontade divina

 
2. A TRILHA DA OBEDIÊNCIA

A vida proposta por DEUS não é uma realidade abstrata. Ela se manifesta através de uma caminhada diária de obediência. Deuteronômio apresenta três elementos fundamentais dessa jornada: ouvir, obedecer e cumprir.
O verbo hebraico shāma possui significado profundo. Ele não se limita ao ato de escutar sons, mas envolve acolher interiormente, compreender e responder àquilo que foi ouvido.
Na mentalidade bíblica, ouvir sem obedecer não constitui verdadeira escuta. A Palavra de DEUS deve produzir transformação prática.
A obediência é a evidência externa de uma fé autêntica. O relacionamento com DEUS não é medido apenas por declarações religiosas, mas pela disposição de cumprir sua vontade.
A trilha da obediência exige perseverança. O discípulo de CRISTO é chamado a seguir diariamente os ensinos do Senhor.
JESUS ensinou que aqueles que o amam guardam os seus mandamentos, estabelecendo uma ligação inseparável entre amor e obediência.
Portanto, a verdadeira espiritualidade manifesta-se não apenas no conhecimento bíblico, mas na prática constante da Palavra de DEUS.
 
 
COMENTÁRIO TEOLÓGICO EXTRA
A obediência é um dos grandes temas da teologia da aliança. DEUS sempre desejou um povo que não apenas conhecesse sua vontade, mas que a praticasse.
A fé salvadora produz frutos visíveis. A ausência permanente de obediência levanta dúvidas sobre a autenticidade da profissão de fé.
A obediência cristã não é legalismo. Ela nasce do amor e da gratidão pela graça recebida.
O ESPÍRITO SANTO capacita o crente a viver de acordo com os princípios da Palavra.
A santificação progressiva é uma expressão prática da obediência diária.
A maturidade espiritual está diretamente relacionada à capacidade de aplicar a Palavra de DEUS em todas as áreas da vida.
Quanto mais o crente obedece, mais profunda se torna sua comunhão com DEUS.
 
PALAVRAS CENTRAIS

Palavra

Língua

Significado

שָׁמַע (Shāma)

Hebraico

Ouvir e obedecer

מִצְוָה (Mitzvah)

Hebraico

Mandamento

ὑπακοή (Hypakoē)

Grego

Obediência

μαθητής (Mathētēs)

Grego

Discípulo

ἁγιασμός (Hagiasmos)

Grego

Santificação

πιστός (Pistos)

Grego

Fiel

 
REFERÊNCIAS BÍBLICAS COMPLEMENTARES

Referência

Resumo

Dt 6.4-5

O grande mandamento do amor.

Dt 30.10

Ouvir e obedecer à voz do Senhor.

1 Sm 15.22

Obedecer é melhor do que sacrificar.

Sl 40.8

Prazer em cumprir a vontade de DEUS.

Pv 4.20-22

A Palavra produz vida.

Mt 7.24-27

O homem prudente pratica a Palavra.

Jo 14.23

Amar é obedecer.

Rm 6.17

Obediência de coração.

Tg 1.22

Praticantes da Palavra.

1 Jo 2.3-5

Conhecemos a DEUS quando obedecemos.

 
RESUMO DO SUBTÓPICO

Aspecto

Síntese

Base

Ouvir a Palavra

Evidência

Obediência

Resultado

Santificação

Capacitação

ESPÍRITO SANTO

Expressão do amor

Guardar os mandamentos

Objetivo

Comunhão com DEUS

 
3. A PROMESSA DA VIDA
A escolha da vida está ligada às promessas de DEUS. Em Deuteronômio, essa promessa incluía permanência na Terra Prometida, prosperidade, proteção e comunhão com o Senhor.
Entretanto, o Novo Testamento amplia essa compreensão e revela que tais promessas apontavam para uma realidade superior e eterna.
A Terra Prometida tornou-se uma figura da herança celestial reservada aos santos. Assim como Israel aguardava Canaã e tiveram que derrotar os inimigos que lá moravam para a poderem possuir, a Igreja aguarda os novos céus e a nova terra lutando contra o pecado e Satanás para poder ser arrebatada.
A promessa da vida não consiste apenas em bênçãos temporais. Seu aspecto mais elevado é a comunhão eterna com DEUS.
CRISTO tornou-se o mediador dessa promessa. Por meio de sua morte e ressurreição, abriu o caminho para a vida eterna.
A esperança cristã é escatológica. O crente vive olhando para a consumação final do Reino de DEUS.
Dessa forma, a promessa da vida alcança sua plenitude quando os redimidos estarão para sempre na presença do Senhor.
 
COMENTÁRIO TEOLÓGICO EXTRA
A escatologia bíblica apresenta a vida eterna como a consumação do plano redentor de DEUS.
A promessa feita a Israel encontra seu pleno significado em CRISTO e em seu Reino eterno.
A vida eterna começa na conversão, mas alcançará sua manifestação perfeita na glorificação.
A ressurreição dos mortos constitui uma das maiores expressões dessa promessa.
A obra redentora de CRISTO garantiu definitivamente o futuro dos crentes.
A esperança cristã não está baseada em desejos humanos, mas nas promessas imutáveis de DEUS.
O céu representa a comunhão perfeita e eterna entre DEUS e seu povo redimido.
 
PALAVRAS GREGAS CENTRAIS

Palavra

Significado

ζωὴ αἰώνιος (Zoē Aiōnios)

Vida eterna

ἐλπίς (Elpis)

Esperança

δόξα (Doxa)

Glória

ἀνάστασις (Anastasis)

Ressurreição

κληρονομία (Klēronomia)

Herança

παρουσία (Parousia)

Vinda de CRISTO

 
REFERÊNCIAS BÍBLICAS COMPLEMENTARES

Referência

Resumo

Dt 30.20

DEUS é a fonte da vida.

Sl 23.6

Habitação eterna com DEUS.

Is 25.8

A morte será destruída.

Dn 12.2

Ressurreição para a vida eterna.

Jo 3.16

A promessa da vida eterna.

Jo 11.25-26

CRISTO é a ressurreição e a vida.

Rm 8.18

A glória futura supera os sofrimentos.

Hb 11.16

Pátria celestial.

Ap 21.1-4

Novos céus e nova terra.

Ap 22.1-5

Vida eterna na presença de DEUS.

 
RESUMO DO SUBTÓPICO

Aspecto

Síntese

Promessa

Vida eterna

Garantia

Obra de CRISTO

Esperança

Glorificação

Consumação

Novos céus e nova terra

Realidade presente

Comunhão com DEUS

Destino final

Eternidade com o Senhor

 
RESUMO GERAL DO TÓPICO III

Subtópico

Ensino Principal

1. Escolhe a Vida

A verdadeira vida encontra-se somente em DEUS por meio de CRISTO.

2. A Trilha da Obediência

A fé genuína manifesta-se na prática da Palavra.

3. A Promessa da Vida

A obediência conduz à esperança da vida eterna.

Doutrina Central

DEUS oferece vida abundante e eterna aos que lhe obedecem.

Aplicação Cristã

Viver diariamente em amor, fé e submissão ao Senhor.

Cumprimento Supremo

JESUS CRISTO, a própria Vida.

 
NOVA CONCLUSÃO GERAL
O estudo de Deuteronômio 30.15-20 revela uma das mais profundas declarações da teologia bíblica acerca do relacionamento entre a soberania de DEUS e a responsabilidade humana. O Senhor apresenta diante do homem dois caminhos, duas respostas e dois destinos. Sua graça oferece a vida; sua justiça responsabiliza cada pessoa pela decisão tomada.
Ao longo desta passagem, aprendemos que o livre-arbítrio não deve ser entendido como independência absoluta de DEUS, mas como a capacidade moral concedida pelo Criador para responder à sua revelação. O homem é chamado a escolher, mas sua escolha deve ocorrer à luz da Palavra e sob a influência da graça divina.
A proposta divina permanece inalterada através dos séculos. Assim como Israel foi convocado a escolher entre a vida e a morte, o Evangelho continua apresentando à humanidade a necessidade de decidir entre aceitar ou rejeitar a CRISTO. Não existe neutralidade diante da revelação de DEUS. Toda resposta produz consequências espirituais e eternas.
A vida descrita em Deuteronômio encontra seu pleno cumprimento na pessoa de JESUS CRISTO. Ele é o "Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14.6); o "Pão da Vida" (Jo 6.35); a "Ressurreição e a Vida" (Jo 11.25); e aquele que veio para conceder vida abundante (Jo 10.10). Nele a promessa da aliança alcança sua realização definitiva.
Portanto, escolher a vida significa confiar em CRISTO, amar a DEUS, ouvir sua voz, obedecer à sua Palavra e permanecer fiel até o fim. Essa decisão não é apenas o início da caminhada cristã, mas um compromisso renovado diariamente na presença do Senhor.
Que a exortação de Moisés continue ecoando em nossos corações: "Escolhe, pois, a vida". Pois somente aquele que escolhe DEUS encontra sentido para o presente, esperança para o futuro e a certeza da comunhão eterna com o Senhor dos senhores e Rei dos reis.
 
 
RESUMO FINAL DE TODO O ESTUDO

Tema

Síntese Doutrinária

Livre-arbítrio

Capacidade humana de responder ao chamado de DEUS.

Graça

DEUS tomou a iniciativa de oferecer salvação, enviando JESUS.

Responsabilidade Humana

Cada pessoa responde por suas escolhas (vida ou morte).

Aliança

Relacionamento estabelecido entre DEUS e seu povo.

Escolha da Vida

Decisão consciente de servir ao Senhor.

Obediência

Evidência prática da verdadeira fé.

Promessa

Vida abundante e vida eterna em CRISTO.

Cristologia

JESUS é a plenitude da vida prometida.

Escatologia

A vida eterna culminará na presença de DEUS.

Aplicação Final

Amar, ouvir e obedecer ao Senhor diariamente.

 
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QUESTIONÁRIOS
 
QUESTIONÁRIO DISCURSIVO - 20 PERGUNTAS E RESPOSTAS PARA PROFESSORES
1. Qual é a principal mensagem de Deuteronômio 30.15-20?
Resposta: A principal mensagem é que DEUS coloca diante do ser humano a escolha entre a vida e a morte, a bênção e a maldição, chamando-o a escolher a vida mediante a fé, o amor e a obediência ao Senhor.
2. O que a proposta de "vida ou morte" revela sobre DEUS?
Resposta: Revela que DEUS é justo, misericordioso e relacional. Ele oferece ao homem a oportunidade de escolher o caminho correto, sem anular sua responsabilidade moral.
3. Como a Bíblia apresenta o livre-arbítrio?
Resposta: A Bíblia apresenta o livre-arbítrio como uma liberdade real concedida por DEUS ao homem, porém limitada pela condição pecaminosa humana e subordinada à soberania divina.
4. Qual o perigo da visão filosófica secularizada do livre-arbítrio?
Resposta: O perigo está em exaltar a autonomia humana acima de DEUS, ignorando a realidade do pecado e a necessidade da graça divina.
5. Como a soberania divina se relaciona com o livre-arbítrio humano?
Resposta: A soberania divina não elimina a responsabilidade humana. DEUS governa todas as coisas, mas o homem continua responsável por suas escolhas diante do Senhor.
6. O que a teologia bíblica ensina sobre a salvação e a resposta humana?
Resposta: Ensina que a salvação é oferecida pela graça de DEUS, mas requer uma resposta pessoal de fé, arrependimento e aceitação do Evangelho.
7. Por que o homem necessita da graça divina para responder a DEUS?
Resposta: Porque o pecado afetou a natureza humana, tornando necessária a ação da graça para capacitar o homem a responder positivamente ao chamado divino.
8. O que significa resistir à graça de DEUS?
Resposta: Significa rejeitar ou não atender ao chamado divino, recusando o arrependimento, a fé e a submissão à vontade de DEUS.
9. Como o livre-arbítrio é apresentado em Deuteronômio?
Resposta: Ele é apresentado no contexto da aliança, onde DEUS coloca diante do povo os caminhos da vida e da morte e convoca cada pessoa a decidir-se pelo Senhor.
10. Qual a importância da transformação do coração em Deuteronômio 30.6?
Resposta: Ela demonstra que DEUS opera no interior do homem, capacitando-o espiritualmente para amá-lo e obedecê-lo.
11. O que representa a "hora da decisão" mencionada por Moisés?
Resposta: Representa o momento em que Israel deveria responder à Palavra de DEUS, escolhendo entre a obediência que conduz à vida ou a desobediência que conduz à morte.
12. Por que não existe neutralidade espiritual?
Resposta: Porque toda pessoa toma decisões que a aproximam ou a afastam de DEUS. A própria omissão diante da verdade já constitui uma escolha.
13. Qual é o significado do verbo hebraico "natan"?
Resposta: Significa "dar", "colocar diante", "apresentar" ou "propor". Em Deuteronômio, descreve DEUS apresentando claramente as opções ao seu povo.
14. O que o verbo "natan" ensina sobre o caráter de DEUS?
Resposta: Ensina que DEUS age com transparência, bondade e justiça, revelando claramente ao homem o caminho correto a seguir.
15. O que a teologia de Deuteronômio ensina sobre as escolhas humanas?
Resposta: Ensina que todas as escolhas possuem consequências e que o homem é responsável diante de DEUS por suas decisões.
16. O que significa a expressão "Escolhe, pois, a vida"?
Resposta: Significa decidir conscientemente viver em comunhão com DEUS, amando-o, obedecendo à sua Palavra e permanecendo em sua vontade.
17. Qual o significado do verbo hebraico "bāḥar"?
Resposta: Significa escolher deliberadamente, de forma consciente, responsável e intencional.
18. Quais são os três verbos centrais da trilha da obediência?
Resposta: Ouvir, obedecer e cumprir. Eles descrevem a resposta prática do crente à vontade de DEUS.
19. O que significa o verbo hebraico "shāma"?
Resposta: Significa ouvir com atenção, compreender e obedecer. Não se trata apenas de escutar, mas de responder à Palavra de DEUS.
20. Como a promessa da vida alcança seu cumprimento pleno?
Resposta: Ela alcança seu cumprimento pleno em JESUS CRISTO, que concede vida abundante no presente e vida eterna a todos os que creem nele.
 
GABARITO RESUMIDO (SÓ RESPOSTAS CORRETAS – PARA PROFESSORES)
1.     Escolha entre vida e morte.
2.     DEUS é justo e misericordioso.
3.     Liberdade limitada e subordinada a DEUS.
4.     Exalta a autonomia humana.
5.     Responsabilidade humana sob a soberania divina.
6.     Salvação pela graça mediante fé.
7.     Por causa do pecado.
8.     Rejeitar o chamado divino.
9.     No contexto da aliança.
10. Capacitação espiritual para obedecer.
11. Momento de responder a DEUS.
12. Toda pessoa escolhe um caminho.
13. Dar, propor ou apresentar.
14. Transparência e bondade divinas.
15. Escolhas geram consequências.
16. Viver em comunhão com DEUS.
17. Escolha consciente e deliberada.
18. Ouvir, obedecer e cumprir.
19. Ouvir e obedecer.
20. Em JESUS CRISTO.
 
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QUESTIONÁRIO DISCURSIVO - 20 PERGUNTAS (SEM RESPOSTAS – PARA ALUNOS)
1.     Qual é a principal mensagem de Deuteronômio 30.15-20?
 
2.     O que a proposta de "vida ou morte" revela sobre o caráter de DEUS?
 
3.     Como a Bíblia apresenta o livre-arbítrio em contraste com a filosofia secularizada?
 
4.     Qual o perigo de considerar o homem totalmente autônomo e independente de DEUS?
 
5.     De que maneira a soberania divina se harmoniza com a responsabilidade humana?
 
6.     O que a teologia bíblica ensina sobre a relação entre a graça de DEUS e a resposta humana?
 
7.     Por que o homem necessita da graça divina para responder adequadamente ao chamado de DEUS?
 
8.     O que significa resistir à graça de DEUS segundo as Escrituras?
 
9.     Como o livre-arbítrio é apresentado no contexto de Deuteronômio 30?
 
10. Qual a importância da transformação do coração mencionada em Deuteronômio 30.6?
 
11. O que representa a "hora da decisão" no discurso final de Moisés?
 
12. Por que não existe neutralidade espiritual diante da proposta divina?
 
13. Qual é o significado do verbo hebraico "natan"?
 
14. O que o verbo "natan" ensina sobre a maneira como DEUS se relaciona com o ser humano?
 
15. O que a teologia de Deuteronômio ensina acerca das consequências das escolhas humanas?
 
16. O que significa a expressão "Escolhe, pois, a vida" em Deuteronômio 30.19?
 
17. Qual é o significado do verbo hebraico "bāḥar" e sua importância para a escolha espiritual?
 
18. Quais são os três verbos centrais da trilha da obediência apresentados na lição?
 
19. O que significa o verbo hebraico "shāma" e como ele se aplica à vida cristã?
 
20. Como a promessa da vida encontra seu pleno cumprimento em JESUS CRISTO?
 
 
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QUESTIONÁRIO DE MÚLTIPLA ESCOLHA (COM GABARITO MARCADO PARA PROFESSORES)
1. Qual é a principal mensagem de Deuteronômio 30.15-20?
a) A conquista de Canaã
x b) A escolha entre vida e morte
c) A construção do Templo
d) A escolha de um rei
2. O que a proposta de "vida ou morte" revela sobre DEUS?
a) Apenas seu poder
x b) Sua justiça e misericórdia
c) Sua ira apenas
d) Seu silêncio
3. Como a Bíblia apresenta o livre-arbítrio?
a) Como autonomia absoluta
b) Como inexistente
x c) Como liberdade real subordinada a DEUS
d) Como destino imutável
4. Qual o perigo da visão secularizada do livre-arbítrio?
a) Valorizar a graça
x b) Exaltar a autonomia humana e ignorar o pecado
c) Fortalecer a vida espiritual
d) Aproximar-se de DEUS
5. A soberania divina e a responsabilidade humana:
a) São incompatíveis
b) Se anulam mutuamente
x c) Caminham juntas nas Escrituras
d) Não aparecem na Bíblia
6. A salvação é oferecida:
a) Apenas a Israel
b) Somente aos perfeitos
x c) A todos, sem imposição divina
d) Apenas aos sacerdotes
7. O homem necessita da graça divina porque:
a) Não possui inteligência
b) Não possui emoções
x c) Foi afetado pelo pecado
d) Não conhece a Lei
8. O que significa resistir à graça?
a) Orar mais
b) Ler a Bíblia
x c) Rejeitar o chamado de DEUS
d) Louvar ao Senhor
9. Em Deuteronômio, o livre-arbítrio é apresentado no contexto:
a) Militar
b) Econômico
x c) Da aliança
d) Político
10. O que DEUS propõe ao povo?
a) Três caminhos
x b) Vida e morte
c) Apenas bênçãos
d) Apenas juízo
11. A "hora da decisão" mostra:
x a) A condição do coração humano
b) A riqueza do povo
c) O poder político
d) A cultura israelita
12. O verbo hebraico "natan" significa:
a) Amar
b) Julgar
x c) Propor, apresentar ou colocar diante
d) Escolher
13. O verbo "natan" ensina que DEUS:
a) Obriga o homem a obedecer
x b) Apresenta claramente o caminho correto
c) Esconde sua vontade
d) Não deseja relacionamento
14. Segundo Deuteronômio, toda escolha:
a) É indiferente
b) Não produz resultados
x c) Produz consequências
d) Não possui significado espiritual
15. O que significa "Escolhe, pois, a vida"?
a) Buscar apenas prosperidade material
b) Viver sem compromisso espiritual
x c) Decidir viver em comunhão com DEUS
d) Escolher uma religião
16. O verbo hebraico "bāḥar" significa:
a) Ouvir
x b) Escolher conscientemente
c) Ensinar
d) Cumprir
17. Quais são os três verbos centrais da trilha da obediência?
a) Orar, jejuar e ofertar
x b) Ouvir, obedecer e cumprir
c) Ler, cantar e ensinar
d) Crer, falar e liderar
18. O verbo "shāma" significa:
a) Apenas escutar
x b) Ouvir com disposição para obedecer
c) Julgar
d) Memorizar
19. A promessa da vida aponta para:
a) Apenas Canaã
b) Apenas prosperidade material
x c) Vida eterna com DEUS
d) Poder nacional
20. Em quem a promessa da vida encontra seu cumprimento pleno?
a) Moisés
b) Josué
x c) JESUS CRISTO
d) Abraão
 
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QUESTIONÁRIO DE MÚLTIPLA ESCOLHA (SEM GABARITO PARA ALUNOS)
1. Qual é a principal mensagem de Deuteronômio 30.15-20?
a) A conquista de Canaã
b) A escolha entre vida e morte
c) A construção do Templo
d) A escolha de um rei
2. O que a proposta de "vida ou morte" revela sobre DEUS?
a) Apenas seu poder
b) Sua justiça e misericórdia
c) Sua ira apenas
d) Seu silêncio
3. Como a Bíblia apresenta o livre-arbítrio?
a) Como autonomia absoluta
b) Como inexistente
c) Como liberdade real subordinada a DEUS
d) Como destino imutável
4. Qual o perigo da visão secularizada do livre-arbítrio?
a) Valorizar a graça
b) Exaltar a autonomia humana e ignorar o pecado
c) Fortalecer a vida espiritual
d) Aproximar-se de DEUS
5. A soberania divina e a responsabilidade humana:
a) São incompatíveis
b) Se anulam mutuamente
c) Caminham juntas nas Escrituras
d) Não aparecem na Bíblia
6. A salvação é oferecida:
a) Apenas a Israel
b) Somente aos perfeitos
c) A todos, sem imposição divina
d) Apenas aos sacerdotes
7. O homem necessita da graça divina porque:
a) Não possui inteligência
b) Não possui emoções
c) Foi afetado pelo pecado
d) Não conhece a Lei
8. O que significa resistir à graça?
a) Orar mais
b) Ler a Bíblia
c) Rejeitar o chamado de DEUS
d) Louvar ao Senhor
9. Em Deuteronômio, o livre-arbítrio é apresentado no contexto:
a) Militar
b) Econômico
c) Da aliança
d) Político
10. O que DEUS propõe ao povo?
a) Três caminhos
b) Vida e morte
c) Apenas bênçãos
d) Apenas juízo
11. A "hora da decisão" mostra:
a) A condição do coração humano
b) A riqueza do povo
c) O poder político
d) A cultura israelita
12. O verbo hebraico "natan" significa:
a) Amar
b) Julgar
c) Propor, apresentar ou colocar diante
d) Escolher
13. O verbo "natan" ensina que DEUS:
a) Obriga o homem a obedecer
b) Apresenta claramente o caminho correto
c) Esconde sua vontade
d) Não deseja relacionamento
14. Segundo Deuteronômio, toda escolha:
a) É indiferente
b) Não produz resultados
c) Produz consequências
d) Não possui significado espiritual
15. O que significa "Escolhe, pois, a vida"?
a) Buscar apenas prosperidade material
b) Viver sem compromisso espiritual
c) Decidir viver em comunhão com DEUS
d) Escolher uma religião
16. O verbo hebraico "bāḥar" significa:
a) Ouvir
b) Escolher conscientemente
c) Ensinar
d) Cumprir
17. Quais são os três verbos centrais da trilha da obediência?
a) Orar, jejuar e ofertar
b) Ouvir, obedecer e cumprir
c) Ler, cantar e ensinar
d) Crer, falar e liderar
18. O verbo "shāma" significa:
a) Apenas escutar
b) Ouvir com disposição para obedecer
c) Julgar
d) Memorizar
19. A promessa da vida aponta para:
a) Apenas Canaã
b) Apenas prosperidade material
c) Vida eterna com DEUS
d) Poder nacional
20. Em quem a promessa da vida encontra seu cumprimento pleno?
a) Moisés
b) Josué
c) JESUS CRISTO
d) Abraão
 
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REVISTA ANTIGA PARA AJUDAR
 
Lição 8, Salvação e Livre-Arbítrio
4º Trimestre de 2017 - Título: A Obra da Salvação - JESUS CRISTO é o Caminho, e a Verdade e a Vida.
Comentarista: Pr. Claiton Ivan Pommerening, Assembleia de DEUS de Joinvile, SC.
Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 3.14-21
14 - E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, 15 - para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 16 - Porque DEUS amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 - Porque DEUS enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 18 - Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de DEUS. 19 - E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. 20 - Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não vem para a luz para que as suas obras não sejam reprovadas. 21 - Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em DEUS.
 
Resumo da Lição 8, Salvação e Livre-Arbítrio
I - A ELEIÇÃO BÍBLICA É SEGUNDO A PRESCIÊNCIA DIVINA
1. A eleição de Israel.
2. A eleição para a salvação.
3. A presciência divina.
II - ARMÍNIO E O LIVRE-ARBÍTRIO
1. Breve histórico de Jacó Armínio.
2. O livre-arbítrio.
3. O livre-arbítrio na Bíblia.
III - ELEIÇÃO DIVINA E LIVRE-ARBÍTRIO
1. A eleição divina.
2. Escolha humana e fatalismo.
3. A possibilidade da escolha humana.
 
PONTOS BÁSICOS DA DOUTRINA DE ARMÍNIO
1. A predestinação depende da forma de o pecador corresponder ao chamado da salvação. Logo: acha-se fundamentada na presciência divina; não é um ato arbitrário de DEUS, não é obrigado e nem escolhido previamente (Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa; Efésios 1:13; Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. 1 Timóteo 2:4).
2. CRISTO morreu, indistintamente, por toda a humanidade, mas somente serão salvos os que crerem (Mc 16.16; Mt 10.32; Rm 10.9)
3. O ser humano tem a capacidade de crer (todos, recebe a assistência do ESPÍRITO SANTO quando crê Jo 16.8) -  (tem a capacidade de saber entre o bem e o mal - Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal
Gênesis 3:22.--- O homem sem DEUS conhece o bem e o mal desde Adão que escolheu e comeu da árvore, extamente, do conhecimento do bem e do mal, e tem a opção, ou seja, o livre arbítrio de escolher entre o bem e o mal. Entre ser salvo ou não. A fé é pessoal e todo ser humano a tem. Se não a desenvolve para o lado de DEUS, a desenvolve para o lado de Satanás.
4. Apesar de sua infinitude, a graça (JESUS CRISTO e sua obra salvífica) pode ser resistida (E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. João 3:19;
Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! Mateus 23:37).
5. Nem todos os que aceitaram a CRISTO perseverarão (E, acabada a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse, João 13:2; E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto; os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns 2Tm 2.17,18; Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do ESPÍRITO SANTO, e provaram a boa palavra de DEUS e as virtudes do século futuro, e recaíram sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de DEUS e o expõem ao vitupério. Hb 6.4-6).
 
PARA REFLETIR - A respeito da salvação e livre-arbítrio, responda:
Qual foi o propósito da eleição de Israel no Antigo Testamento? A eleição de Israel é específica e pontual. DEUS tinha um propósito de enviar o Salvador ao mundo por intermédio da nação judaica (Gl 3.16).
O que é a presciência divina? Presciência é a capacidade de DEUS saber todas as coisas de antemão e de interferir na história humana (O seu DEUS o ensina, e o instrui acerca do que há de fazer. Isaías 28:26).
O que é o livre-arbítrio? O livre-arbítrio é a possibilidade que os seres humanos têm de fazer escolhas e tomar decisões que afetam seu destino eterno, especificamente se tratando da salvação (Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal - Gênesis 3:22).
O que é a eleição segundo a Bíblia? A eleição é uma escolha soberana de DEUS que tem como objeto de seu amor todos os seres humanos. Não é uma obra que leva em conta o mérito humano, mas que é feita exclusivamente em CRISTO (Ef 1.4).
Qual é a vontade de DEUS quanto à salvação do ser humano? O nosso DEUS deseja que todo ser humano, espontânea e livremente, o ame de todo coração e mente. (Efésios 1:13; Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. 1 Timóteo 2:4).
 
CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 72, p40
 
EIS UMA GRANDE DIFERENÇA ENTRE O CALVINISMO E A BÍBLIA - PARA O CALVINISMO DEUS ESCOLHEU QUEM IRÁ SER SALVO E QUEM IRÁ SER CONDENADO ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO. PARA A BÍBLIA A GRAÇA SALVADORA SÓ PASSOU A EXISTIR APÓS JESUS MORRER E RESSUSCITAR E MORREU POR NÓS E PARA SALVAR A TODOS. DEUS EM SUA ONISCIENCIA VIU NO FUTURO OS QUE ACEITARIAM SEU FILHO E SE CONVERTERIAM, ASSIM OS CHAMOU DE FILHOS ANTES DELES EXISTIREM.
 


Resumo da Lição 8, Salvação e Livre-Arbítrio

INTRODUÇÃO

JESUS morreu por todos nós, na cruz, no calvário. Não merecemos e nunca poderíamos adquirir a salvação por nossos próprios esforços. Somente por decisão pessoal, e liberdade individual é que cada um pode ser incluído nessa salvação. (Ap 22.17; 2 Pe 3.9).

A salvação é pela graça de DEUS (JESUS levando sobre Ele nossos pecados e morrendo em nosso lugar).

A salvação só é possível mediante a fé individual no sacrifício de JESUS e em sua ressurreição (Mt 10.32; Mc 16.16; Rm 10.9).

 

I - A ELEIÇÃO BÍBLICA É SEGUNDO A PRESCIÊNCIA DIVINA

1. A eleição de Israel.

A eleição no Antigo Testamento - Justificação pela fé em DEUS e em suas promessas -

E não duvidou da promessa de DEUS por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a DEUS, Romanos 4:20
Assim como Abraão creu em DEUS, e isso lhe foi imputado como justiça. Gálatas 3:6

 

A eleição de Israel veio por Abraão e sua posteridade que é CRISTO - Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é CRISTO. Gálatas 3:16. Da família de Abraão viria a nascer JESUS CRISTO.

 

A eleição de Israel não pode ser usada como base para fundamentar a salvação individual do crente.

Israel se rebelou contra o Senhor e desobedeceu à sua ordem por diversas vezes (Jr 6.30; 7.29). Foram até para o cativeiro babilônico. Paulo diz que só o remanescente é que será salvo.

Também Isaías clama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo. Romanos 9:27

Não podemos repetir os mesmos erros do povo de DEUS do Antigo Testamento (1 Co 10.6,11).

 

A ELEIÇÃO DE ISRAEL FOI ESPECÍFICA, PONTUAL E COLETIVA (NÃO SERVE DE PARÂMETRO PARA ELEIÇÃO DA IGREJA)

Um povo foi escolhido para que dele nascesse JESUS. Os descendentes de Abraão pertencem a DEUS por força da aliança de DEUS com Abraão. Quando se fazia tal aliança tudo o que era de um se tornava também do outro. DEUS tem direito de interferir e de usar quem Ele desejar e do modo que desejar. Quando DEUS chama Abraão, isso é eleição de Abraão e sua descendência. Quando DEUS tem em vista JESUS no decorrer da descendência da família de Abraão, isso é específico. Como esta eleição não foi para salvação por pertencer a família de Abraão (ninguém seria salvo apenas por pertencer à família de Abraão, mas era necessário também obedecer às leis da aliança - Dt 28), mas para uma missão, ela não pode servir de parâmetro de algum plano de salvação humana, isso é ser pontual. Como este povo é uma nação e não apenas uma pessoa, essa eleição era coletiva. ------ Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é CRISTO. Gálatas 3:16 ------

 

2. A eleição para a salvação.

Predestinação Condicional - tem condição para ser salvo - Qual condição? Aceitar pela fé a JESUS como Senhor e Salvador. Rm 10.9. "A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor JESUS, e em teu coração creres que DEUS o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo". Romanos 10:9. Só somos salvos ou eleitos após ouvir a proclamação do evangelho e nele crermos e depois recebermos o

ESPÍRITO SANTO.

Predestinação Condicional é a pregada por Armínio, a mesma que seguimos e acreditamos, pois concorda com a bíblia.

A Igreja está predestinada a ir para o céu - A Igreja vai para o céu - Paulo sempre usa o plural para falar sobre predestinação, pois fala de Igreja, outros autores como Pedro sempre falam no plural, porque falam a respeito da igreja e não de pessoas individuais.

Se Paulo é o teólogo da predestinação fatalista então deveria falar como se ele mesmo estivesse salvo para sempre.

Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de DEUS em CRISTO JESUS. Filipenses 3:13,14.

Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me considero justificado, pois quem me julga é o Senhor. 1 Coríntios 4:4.

Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado. 1 Coríntios 9.27.

 

DEUS deseja que todos sejam salvos, e para isso têm que responder afirmativamente pela fé ao ouvir o evangelho (At 2.37; 1 Tm 2.3,4; 2 Pe 3.9). As Escrituras mostram claramente que quem crer será salvo, mas quem não crer será condenado (Mc 16.16).

 

3. A presciência divina.

Eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: Graça e paz vos sejam multiplicadas. 1 Pedro 1:2.

Presciência não é predeterminação. Presciência é saber antes, é ter ciência antes. DEUS em sua onisciência sabe o que vai acontecer no futuro mesmo antes de acontecer.

Como DEUS sabe quem será salvo, Ele tem o direitos de interferir na vida do crente, desde que tenha sido autorizado pelo mesmo no futuro.

DEUS em sua soberania nos concedeu o livre-arbítrio mesmo já sabendo que o desobedeceríamos muitas vezes e que a maioria de suas criaturas não aceitariam seu filho como único Salvador e Senhor.

 

II - ARMÍNIO E O LIVRE-ARBÍTRIO

1. Breve histórico de Jacó Armínio.

Na verdade não somos arminianos. Somos Bíblicos.

Jacó Armínio (*1560 +1609) nasceu na Holanda - Livre Arbítrio x Predestinação, Graça Irresistível x Vontade Permissiva... Para todos os que se interessam pela teologia, não é segredo que o mundo protestante/evangélico se divide em arminianos e calvinistas. A bem da verdade, o esquema de doutrina teológica conhecido durante os últimos dois séculos como Arminianismo não recebeu essa denominação pelo fato de Armínio ter sido o seu autor, mas porque ele coletou e incorporou, em um único sistema, as observações dispersas e frequentemente incidentais dos patriarcas cristãos e dos primeiros clérigos protestantes e também explicou e defendeu este esquema de forma mais plena e definitiva do que qualquer outro autor anterior.

A igreja evangélica brasileira em sua grande maioria, se identifica com a visão arminiana, porém, por mais paradoxal que seja, até a presente data, não possuía traduzida para o português toda a extensão do pensamento deste importante teólogo reformado. Isto levava a sui generis situação onde muitos evangélicos brasileiros, inclusive pastores, se reconheçam como arminianos sem, de fato, terem lido uma linha sequer de seus escritos acerca da Predestinação, Providência Divina, o livre-arbítrio, a Graça de DEUS, A divindade do filho de DEUS e a justificação do homem, entre diversos outros assuntos.

http://www.cpad.com.br/as-obras-de-arminio-264883/p

 

2. O livre-arbítrio.

Segundo o Dicionário Teológico - livre-arbítrio [Do lat. liberum arbitrium] é a liberdade de escolha. Capacidade que possui o ser humano de pensar ou agir tendo como única motivação a sua vontade.

Em linguagem filosófica, é o instituto moral e ontológico que nos faculta escolher entre o bem e o mal. Através do livre-arbítrio, podemos exercer um poder sem outro motivo que não a própria existência desse poder.

 

LIVRE-ARBÍTRIO - Teologia Sistemática de Charles Finney

Muitas passagens, incluindo a oração de Daniel 9, demonstram que a reação dos homens faz uma diferença no esquema final das coisas. A obediência ou a desobediência determinam a direção [dos eventos] porque o livre-arbítrio do homem é real. Caso contrário, as advertências proféticas e exortações ao arrependimento não fariam sentido (Is 1.18-20). De igual modo, as admoestações com relação a uma vida santa também seriam palavras vazias (Lv 19.2) e o modelo da fidelidade de Daniel se tornaria irrelevante.

LIVRE-ARBÍTRIO: Faculdade ou poder dos agentes morais em escolher, decidir entre objetos de escolha sem força ou por necessidade.

 

Gálatas 5.1-12: Fomos Chamados para a Liberdade 

 Paulo mostra que os gálatas foram chamados não para viverem uma vida de escravidão, quando teriam de cumprir diversos e variados rituais ou práticas, mas para viverem em total liberdade, pois foi para isso que eles foram salvos. Gálatas 5.1-12: Fomos Chamados para a Liberdade Aqui começa uma longa seção que se estende até o versículo 12, em que Paulo mostra que os gálatas foram chamados não para viverem uma vida de escravidão, quando teriam de cumprir diversos e variados rituais ou práticas, mas para viverem em total liberdade, pois foi para isso que eles foram salvos.
a) 5.1-3: O jugo da escravidão
Nos três versículos que se seguem, o apóstolo fala da liberdade e sua implicação se caso os gálatas aceitassem a circuncisão. Para o apóstolo, a prática da circuncisão é algo que somente escraviza, e se caso viessem a aceitá-la, tudo o que eles aprenderam ou creram sobre JESUS perde todo o seu valor. CRISTO de nada aproveitará se adotarem práticas da lei.
# V 1 - Foi para a liberdade que CRISTO nos libertou. Aqui parece, à primeira vista, haver repetição; mas sem dúvida o apóstolo quer ressaltar a incongruidade de qualquer outro resultado. Por meio da lei a existência humana fica na ignorância, fica fundada sobre a falsidade de suas promessas e, portanto, sobre a falsidade dos esforços com que se lhe serve. Finalmente, a liberdade que liberta do pecado e da mentira, libertando da lei e também da morte (Rm 7.9-11; 5.21; 5.12; 6.21,23; 1 Co 15.56). A libertação por CRISTO ocorre naturalmente na entrega de sua vida (Gl 1.14; 2.20, 3.13; 4.4). Paulo pensa aqui no acontecimento histórico da cruz de CRISTO, pelo qual tanto os gálatas quanto todos os cristãos foram chamados “para a liberdade”. Não se toca aqui na questão da imputação e aprovação da liberdade.
Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão. A conseqüência que se deduz do fato da liberdade outorgada por CRISTO é que os galatas devem permanecer firmes nela. A palavra liberdade é usada aqui no sentido absoluto. Eles são exortados, com base na liberdade em CRISTO, a tomar posição firme. A utilização da palavra “submeter”, que aqui é de uso passivo, tem um sentido de “não permitir que um novo jugo seja imposto sobre eles”. O uso da palavra “novamente (palin) refere-se ao estado anterior dos gálatas”. Dobrar-se debaixo do jugo da escravidão, novamente, contradiz a situação de liberdade em que os gálatas foram colocados pela ação de CRISTO. Paulo desejava guardá-los da recaída. EM SUMA, FOMOS LIBERTOS DA ESCRAVIDÃO DE UM DONO TIRANO E SEM PIEDADE - O PECADO - POR TRÁS DELE NOSSAS CONCUSPISCÊNCIAS E SATANÁS. AGORA SOMOS LIVRES PARA SERVIR, POR AMOR, A UM NOVO DONO - JESUS (QUE NOS LIVRA DO PECADO POR SUA MORTE NA CRUZ).

 

3. O livre-arbítrio na Bíblia.

Cooperação Com DEUS na Salvação

Quanto à doutrina da salvação, existem hoje duas correntes de interpretação: uma comprometida com o “determinismo”, e a outra com o “livre arbítrio”.

a) O Determinismo

O cristão determinista crê que DEUS predeterminou de antemão os salvos e os perdidos, independentemente da escolha humana. A salvação, portanto, é uma conseqüência inteiramente da graça de DEUS. Neste caso, a fé é expressa, não como uma decisão da parte do crente, mas, sim, como uma resposta à irresistível atuação de DEUS sobre o espírito do homem. Quanto aos predestinados á perdição eterna, segundo o determinismo, embora querendo ser salvos, lhes é negado este direito. Vieram ao mundo, podem ouvir a pregação do evangelho, porém jamais se salvarão, uma vez que DEUS decretou de antemão a perdição deles.

b) O Livre Arbítrio

Segundo esta corrente de interpretação, todos os tratos de DEUS com o homem, inclusive a eleição e a predestinação, estão baseados nas decisões que o homem toma, uma vez que é um agente livre para aceitar ou rejeitar o dom de DEUS. Mais que isto, todos os homens têm igual oportunidade de buscar a DEUS, ouvir o evangelho, se arrependerem de seus pecados e serem salvos.

c) Cooperando Com a Salvação

Os defensores do determinismo estão equivocados quando salientam demasiadamente a verdade da majestade, da graça e do poder de DEUS, em detrimento da insuficiência do homem para fazer qualquer coisa sem o auxilio divino. Ignoram a capacidade de decisão do homem quanto à determinação do seu futuro eterno. De igual modo os defensores do livre arbítrio correm o risco de enfatizar a livre agência do homem, reduzindo a fé a um ritual sem vida, levando o cristão a uma obediência apenas à letra do evangelho, esquecendo-se do poder de DEUS operante na sua vida. A salvação, como experiência prática, só é possível com a cooperação do crente. Quanto a isto diz o apóstolo Paulo: “de sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora, na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor; porque DEUS é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.12,13).

 

III - ELEIÇÃO DIVINA E LIVRE-ARBÍTRIO

1. A eleição divina.

A ELEIÇÃO ACONTECE APÓS A CONVERSÃO.

A Igreja está predestinada a ir para o céu - A Igreja vai para o céu - Paulo sempre usa o plural para falar sobre predestinação, pois fala de Igreja, outros autores como Pedro sempre falam no plural, porque falam a respeito da igreja e não de pessoas individuais.

1 Pe 1.2 - A eleição é segundo a presciência de DEUS Pai

 eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça e paz vos sejam multiplicadas.
A PRESCIÊNCIA DE DEUS. A presciência divina é o eterno amor e propósito de DEUS para com o seu povo, a igreja (ver Rm 8.29). Os "eleitos" são o conjunto dos verdadeiros crentes, escolhidos em harmonia com a resolução divina de redimir a igreja pelo "sangue de JESUS CRISTO", em "santificação do ESPÍRITO". Todos os crentes devem participar da sua eleição, procurando diligentemente tornar mais firme sua vocação e eleição (ver 2 Pe 1.5,10).
A predestinação (gr. proorizo) significa “decidir de antemão” e se aplica aos propósitos de DEUS inclusos na eleição. A eleição é a escolha feita por DEUS, “em CRISTO”, de um povo para si mesmo (a igreja verdadeira). A predestinação abrange o que acontecerá ao povo de DEUS (todos os crentes genuínos em CRISTO).
(1) DEUS predestina seus eleitos a serem: (a) chamados (Rm 8.30); justificados (Rm 3.24; 8.30); (c) glorificados (Rm 8.30); (d) conformados à imagem do Filho (Rm 8.29); (e) SANTOS e inculpáveis (1.4); (f) adotados como filhos (1.5); (g) redimidos (1.7); (h) participantes de uma herança (1.14); (i) para o louvor da sua glória (1.12; 1Pe 2.9); (j) participantes do ESPÍRITO SANTO (1.13; Gl 3.14); e (l) criados em CRISTO JESUS para boas obras (2.10).
(2) A predestinação, assim como a eleição, refere-se ao corpo coletivo de CRISTO (i.e., a verdadeira igreja), e abrange indivíduos somente quando inclusos neste corpo mediante a fé viva em JESUS CRISTO (1.5, 7, 13; cf. At 2.38-41; 16.31).

 

2. Escolha humana e fatalismo.

CALVINISMO RADICAL - João Calvino - Uns nasceram para Salvação eterna outros para perdição eterna.

ARMINIANISMO - Jacobus Arminos - DEUS é Soberano, porém o homem possui o Livre-arbítrio, a salvação é para todos, porém só para quem ouvir o evangelho e crer (Ef 1.13; 2.8), aceitar a JESUS como Salvador e Senhor.

 

O Calvinismo radical leva o homem a viver de qualquer maneira, pois já está salvo. (Batistas tradicionais, presbiterianos etc. - Liberdade do corpo)

A teologia do merecimento - leva o homem a pensar que pode ganhar a salvação pelas obras. (Espiritismo, catolicismo, islamismo, judaísmo, budismo, hinduísmo etc)

O ensino da livre-vontade do homem, sem a participação de DEUS, pode conduzir ao engano de uma salvação dependente de obras, conduta e obediência humanas.

 

A DOUTRINA DA ELEIÇÃO DIVINA

“Eleição” e “escolha” são apenas um termo, no original: eeloge. A eleição “olha” para o aspecto passado da nossa salvação (I Pe 1.2; Ef 1.4). Eleição divina é, pois, a nossa escolha para a salvação, feita por DEUS. Nós, pecadores por natureza, não sabemos escolher, mas o Senhor nos escolhe (Jo 15.16).

E claro que a eleição, em si, não implica salvação:

Mas devemos sempre dar graças a DEUS, por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter DEUS elegido desde o principio para a salvação, em santificação do Espirito efié da verdade (2 Ts 2.13).

eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do Espirito, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça e paz vos sejam multiplicadas (l Pe 1.2).

Na Bíblia mencionam-se a eleição divina coletiva, como a de Israel (Is 45.4; e a da Igreja (Ef 1.4); e a individual, como a de Abraão (Ne 7.9) e a de cada crente (Rm 8.29). A vocação e a eleição do crente, do seu lado humano. Em 2 Pedro LIO lemos: “Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis”.

A escolha divina ocorre da maneira como é descrita em I Ts 1.4-10. Ela se dá pelo recebimento do evangelho, pela fé, e permanência em CRISTO, mediante a santificação daqueles que se convertem dos ídolos ao DEUS vivo e verdadeiro, a fim de servi-lo “e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, JESUS, que nos livra da ira futura” (v.10).

DEUS não elege uns para a salvação, e outros, para a perdição. O homem é capaz de fazer a livre-escolha. E a graça de DEUS não é irresistível, como muitos ensinam, valendo-se do falacioso chavão “Uma vez salvo, salvo para sempre”.

 

3. A possibilidade da escolha humana.

Predestinação Condicional - tem condição para ser salvo - Qual condição? Aceitar pela fé a JESUS como Senhor e Salvador. Rm 10.9. "A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor JESUS, e em teu coração creres que DEUS o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo". Romanos 10:9. Predestinação Condicional é a arminiana, a mesma que seguimos e acreditamos.

Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; Porquanto te ordeno hoje que ames ao Senhor teu DEUS, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o Senhor teu DEUS te abençoe na terra a qual entras a possuir. Porém se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires, Então eu vos declaro hoje que, certamente, perecereis; não prolongareis os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas; Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, Amando ao Senhor teu DEUS, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o Senhor jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar. Deuteronômio 30:15-20.

A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele. Mas se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e proceder com retidão e justiça, certamente viverá; não morrerá. De todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela justiça que praticou viverá. Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva? Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniqüidade, fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as justiças que tiver feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá. Dizeis, porém: O caminho do Senhor não é direito. Ouvi agora, ó casa de Israel: Porventura não é o meu caminho direito? Não são os vossos caminhos tortuosos? Desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo iniqüidade, morrerá por ela; na iniqüidade, que cometeu, morrerá. Mas, convertendo-se o ímpio da impiedade que cometeu, e procedendo com retidão e justiça, conservará este a sua alma em vida. Pois que reconsidera, e se converte de todas as suas transgressões que cometeu; certamente viverá, não morrerá. Ezequiel 18:20-28

 

CONCLUSÃO
A Eleição Bíblica é Segundo a Presciência Divina, DEUS nos viu, no futuro, aceitando a seu filho JESUS como salvador e senhor, Assim, fomos incluídos ou aceitos como filhos.
A Eleição De Israel como povo de DEUS se deu na chamada de Abraão, para que dele nascesse seu filho JESUS.
A Eleição Para a nossa Salvação se deu ao aceitarmos a JESUS como salvador e senhor.
A Presciência Divina significa DEUS já nos viu confessando a JESUS como salvador e Senhor antes mesmo de o fazermos, por  isso antes da fundação do mundo, já nos incluiu como seus filhos.
Armínio reconhece o Livre-Arbítrio, ou seja, a capacidade dada por DEUS ao ser humano para escolher entre ser salvo ou não, aceitar a JESUS como salvador (Graça de DEUS) ou não.
Num Breve Histórico De Jacó Armínio podemos encontrar em narrativas diversas que era um teólogo e pastor holandês.
 
PONTOS BÁSICOS DA DOUTRINA DE ARMÍNIO
1. A predestinação depende da forma de o pecador corresponder ao chamado da salvação. Logo: acha-se fundamentada na presciência divina; não é um ato arbitrário de DEUS (Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa; Efésios 1:13; Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. 1 Timóteo 2:4).
2. CRISTO morreu, indistintamente, por toda a humanidade, mas somente serão salvos os que crerem (Mc 16.16; Mt 10.32; Rm 10.9).
3. Como o ser humano não tem a capacidade de crer, precisa da assistência da graça divina (tem a capacidade de saber entre o bem e o mal - Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal
Gênesis 3:22 - O ESPÍRITO SANTO ajuda quando o homem deseja DEUS - convencendo-o do pecado, da justiça e do juízo - Jo 16.8).
4. Apesar de sua infinitude, a graça pode ser resistida (E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. João 3:19).
5. Nem todos os que aceitaram a CRISTO perseverarão (E, acabada a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse, João 13:2).
Extraído de Dicionário Teológico, CPAD, p. 62.
O Livre-Arbítrio Na Bíblia é a Faculdade ou poder dos agentes morais em escolher, decidir entre objetos de escolha sem força ou por necessidade. A eleição Divina, o Livre-Arbítrio são doutrinas bíblicas. Uma distorção dessas doutrinas bíblicas é a da Escolha Humana sem nenhuma participação de DEUS e outra é do Fatalismo que condena todo homem ao inferno.
 
ALGUMAS OBSERVAÇÕES
Mas devemos sempre dar graças a DEUS por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter DEUS elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do ESPÍRITO, e fé da verdade; 2 Tessalonicenses 2:13
Como é difícil para calvinista entender as coisas espirituais. Também não têm revelação de DEUS. Só entendem as coisas literais, pela razão humana. Mas vamos lá - vou tentar ajudar
PRESCIÊNCIA DE DEUS (CONTIDA NA ONISCIÊNCIA) - DEUS vê o futuro como se fosse presente - para DEUS não existe passado, presente e futuro - ELE é eterno.
ELE viu o dia em que aceitamos a JESUS (a fé é pessoal - somos justificados porque cremos - para o calvinista ele pensa que ninguém pode ter fé, para eles a fé para ser salvo e é dada por DEUS, mas veja, se fosse assim DEUS seria culpado de a pessoa não ter fé para ser salvo).
Se fosse como o calvinismo ensina DEUS estaria condenando trilhões de pessoas ao inferno. Se fosse Antigo Testamento ainda vá lá, pois JESUS não tinha morrido por nós e os inimigos de DEUS eram para serem destruídos - Mas estamos na época da graça. JESUS morreu por amor a todos e DEUS prova seu amor em que CRISTO morreu por nós sendo nós ainda pecadores.
DEUS nos escolheu desde o princípio porque viu no futuro cada um de nós aceitando a seu filho.
Todos recebemos o ESPÍRITO SANTO quando cremos e ELE nos inclui no corpo de CRISTO que é a Igreja. Somos declarados santos por isso. Somos justificados por causa de CRISTO morrendo por nós, por nossos pecados.
Essas 5 respostas ai explicam bem direitinho o versículo acima.
“Antes mesmo de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que viesses ao mundo, Eu te separei e te designei para a missão de profeta para as nações!” Jeremias, 1.5
Jeremias foi escolhido por DEUS com uma missão - Não está dizendo que foi salvo por DEUS, foi escolhido para ser profeta - ele poderia escolher ficar com DEUS ou não. Poderia se desviar como Isaias se desviou e foi morar com seu parente Rei Uzias. Só quando Uzias morreu é que ele passou a ver e escutar a DEUS novamente.
Também JEREMIAS não era do tempo em que JESUS morreu na cruz.
No Antigo Testamento DEUS tinha um tratamento especial com a nação de Israel para que dessa nação nascesse JESUS. DEUS interferia para que a nação não fosse totalmente extinta. (Se o Senhor dos exércitos não nos deixara alguns sobreviventes, já como Sodoma seríamos, e semelhantes a Gomorra – Is 1.9).
Hoje estamos no tempo da Graça e JESUS já morreu por nós. A menina dos olhos de DEUS agora é a Igreja - No milênio voltará a ser Israel.
Louvando a DEUS, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar. Atos 2:47
Se todos os dias A IGREJA ganhava almas, é evidente que todo dia tinha que alguém ser acrescentado ao corpo de CRISTO - a Igreja - veja que sempre a predestinação e eleição trata no plural pois está tratando da Igreja - Corpo de CRISTO na terra. Toda vez que alguém aceita a JESUS este alguém é acrescentado à Igreja.
E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou. Romanos 8.30
A predestinação sempre está se relacionando à coletividade - a igreja. é como um navio indo para o céu (navio simboliza a Igreja) - Todos os salvos pertencem à igreja e estão predestinados a chegarem no céu pois o destino do navio é o céu. Na presciência de DEUS todos os que aceitaram a JESUS fazem parte da igreja, portanto com destino certo - o céu. Porém a igreja nem existia no plano humano quando DEUS viu a igreja no futuro. JESUS nem tinha morrido ainda efetivamente quando DEUS fez a predestinação. Todos que fazem parte da igreja foram justificados, santificados e glorificados. Quem recebe o ESPÍRITO SANTO tem todas essas características quando se converte. Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo ESPÍRITO do Senhor. 2 Coríntios 3:18
 
A GLÓRIA DE MOISÉS (ROSTO BRILHAVA), APARECIA DO LADO DE FORA E DESVANECIA, OU SEJA, PASSAVA (REPRESENTANDO A LEI). NOSSA GLÓRIA DO LADO DE DENTRO. ESPÍRITO SANTO - SOMOS TEMPLO - QUANTO MAIS COMUNHÃO COM O ESPÍRITO SANTO, MAS GLÓRIA SE MANIFESTA. NÃO É PASSAGEIRA, MAS ETERNA.
E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, Como não será de maior glória o ministério do ESPÍRITO? Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça. Porque também o que foi glorificado nesta parte não foi glorificado, por causa desta excelente glória. Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece. Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar. E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por CRISTO abolido; E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Mas, quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará. Ora, o Senhor é o ESPÍRITO; e onde está o ESPÍRITO do Senhor, aí há liberdade. Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo ESPÍRITO do Senhor. 2 Coríntios 3:7-18
Viu como é simples refutar todas as ideias calvinistas? O problema é que são literais e desprovidos da revelação divina - quem mandou desprezarem as manifestações do ESPÍRITO SANTO? Agora ficaram sem revelação. Viraram apenas uma seita que mais parece um computador que faz hermenêutica e exegese.
 
 
Nomes de principais escritores calvinistas heréticos (acesso em 15-11-2017) - John Piper, Tim Keller, Mark Dever, Alister McGrath (e até bem pouco tempo, Mark Driscoll) nos Estados Unidos e no Reino Unido e, aqui no Brasil, Augustus Nicodemus Lopes, Davi Charles Gomes, Franklin Ferreira, Jonas Madureira, Hernandes Dias Lopes, Paulo Júnior (Igreja Aliança do Calvário - Franca /São Paulo), Antônio Carlos Costa, Renato Vargens, Heber Carlos Campos Jr e outros calvinistas.
 
Denominações Protestantes seguidoras do calvinismo, INFELIZMENTE.
Igreja Cristã de Nova Vida
Igreja Reformada Suíça.
Igreja Reformada Neerlandesa e Igreja Protestante Evangélica Holandesa.
Igreja Reformada Francesa - a igreja dos Huguenotes
Igreja Reformada Hungara
Igreja da Escócia
Igreja Presbiteriana do Brasil
Igreja Presbiteriana Unida do Brasil
Igreja Presbiteriana Independente do Brasil
Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil
Igreja Presbiteriana da Reforma no Brasil
Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal
Igreja Congregacional.
Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil
União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil
Igreja Anglicana Reformada do Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Calvinismo#Denomina.C3.A7.C3.B5es_calvinistas - acesso em 15-11-2017
 
COMENTÁRIOS DE DIVERSOS AUTORES
 
A DOUTRINA DA PRESCIÊNCIA DE DEUS - SOTERIOLOGIA A DOUTRINA DA SALVAÇÃO (TEOLOGIA SISTEMÁTICA PENTECOSTAL)
A presciência de DEUS é o seu pré-conhecimento de todas as coisas (I Pe 1.2; Rm 8.29). Ela é parte do seu atributo de onisciência. Ele pré-conhece todas as coisas sobre o homem, mas não as evita, por ser o homem livre e responsável por seus atos. No caso do pecado de Adão, o Senhor sabia disso na sua presciência; porém, não o evitou, por ter Adão livre-arbítno.
No caso de Judas Iscariotes, vemos que ele, que foi escolhido por JESUS como um dos doze (Jo 6.70; Lc 6.13), “tirava” — e não apenas “tirou” — da bolsa o que ali se lançava, o que indica um ato voluntário, preconcebido e continuado (Jo 12.6). E mais: a Palavra de DEUS diz que Judas “se desviou”, o que denota ato voluntário, consciente e gradual (At 1.25). E importante enfatizar que ele não nasceu marcado para trair JESUS; apenas enquadrou-se nas condições da profecia sobre aquele que seria o traidor.
O rei Saul — que fora enviado por DEUS (I Sm 9.15-17); ungido por Ele (I Sm 10.1); mudado (I Sm 10.9); possuído pelo ESPÍRITO (I Sm 10.10); que profetizara pelo ESPÍRITO (I Sm 10.10-13); edificara um altar ao Senhor (I Sm 14.35) — também desviou-se, ao edificar “uma coluna para si” (I Sm 15.12) e envolver-se, em seguida, em práticas espíritas. Por fim, morreu como suicida; distanciado de DEUS.
Demas foi um obreiro que trabalhou com o apóstolo Paulo, porém se des­viou, como lemos em 2 Timóteo 4.10: “Porque Demas me desamparou, amando o presente século...” Outros que também “naufragaram na fé”, desviando-se do caminho da verdade, foram Himeneu e Alexandre (I Tm 1.19,26). Basta ler a sucmta biografia desses obreiros para chegar à conclusão de que eles es­colheram o seu próprio caminho, haja vista a presciência de DEUS não forçar a livre-vontade do homem.
O Todo-Poderoso, como onisciente, conquanto conheça de antemão os que o rejeitarão, não interfere, por ter Ele criado o homem dotado de livre- arbítrio. DEUS não viola esse princípio. Sim, o Senhor não criou o homem como um autômato, um robô, mas como ser moral, responsável por seus atos, com a faculdade de decisão e livre-escolha — se bem que essas faculdades estão grandemente prejudicadas pelo efeito deletério do pecado, principalmente os de incredulidade e rebeldia.
 
SOTERIOLOGIA - O LADO DIVINO DA SALVAÇÃO
Muitos antes de o homem pensar em DEUS, ele já estar no pensamento de DEUS. Antes mesmo de o convertido clamar a DEUS, DEUS já o tem atraído pelo o ESPÍRITO SANTO. Paulo escreve este esforço de DEUS, nas seguintes e sublimes palavras: “e sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a DEUS, daqueles que são chamados por seu decreto. Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.28-30).
1. A Presciência de DEUS
“presciência” é o aspecto da onisciência relacionado com o fato de DEUS conhecer todos os eventos e possibilidades futuros. No que diz respeito à salvação, a presciência de DEUS não afeta as decisões do homem, nem o seu livre arbítrio. As ações de um homem não são permitidas ou impedidas simplesmente porque são previstas ou conhecidas de antemão, por DEUS. No Novo Testamento, o termo “presciência” aparece, inclusive com conceitos paralelos, nos seguintes textos: Romanos 3.25; Atos 26.5; Romanos 8.29; 11.2; 1 Pd 1.20; 2 Pd 3.17; Atos 2.23 e 1 Pd 1.2. Estas passagens destacam três importantes fatos relacionados com o conceito de “presciência”. Primeiramente significa de fato “saber alguma coisa de antemão”. Alguns estudiosos da Bíblia negam que esta palavra envolva conhecimento, e então alegam que significa “amor de antemão”, porque conhecer pode ser usado como uma expressão correspondente, para amar. Entretanto quando a mesma palavra grega é usada em casos não-teológicos, esses mesmos estudiosos nunca interpretam o termo por “amor de antemão. Por exemplo, em Atos 26.5, o termo se refere a homens que conheciam a reputação de Paulo muito antes da sua chegada a Roma; e em 2 Pedro 3.17 a palavra é usada para designar um conhecimento prévio acerca dos falsos mestres.
2. A Eleição Divina
A palavra “eleição” no contexto da doutrina da salvação, não significa que DEUS escolheu alguns para serem salvos e outros para a perdição, sem qualquer participação da pessoa nessa escolha. No que diz respeito à salvação, eleição é a escolha de DEUS de algumas pessoas para a salvação e privilégios, baseada na escolha inicial feita Por essas mesmas pessoas. Atentemos para o que diz o apóstolo Paulo: “como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade” (Ef 1.4). Deste modo o “mérito” de sermos escolhidos não se baseia em nós mesmos, mas no “mérito” de estarmos em CRISTO. Assim como estamos “em” CRISTO, assim também fomos feitos dignos de sermos escolhidos (eleitos) por DEUS. A maior dificuldade em entender a eleição está no fator tempo. Daí a freqüência com que surge a seguinte pergunta: “se a pessoa é ‘eleita’ antes de lançados os fundamentos da terra, como, pois, a eleição pode ser baseada na fé em CRISTO?” Pedro responde a esta pergunta, dizendo o seguinte: “eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO” (1 Pd 1.2). Baseado no seu conhecimento quanto à decisão que o crente tomaria, DEUS o elegeu, antes mesmo de lançados os fundamentos da terra.
3. A Predestinação
A doutrina da predestinação é uma das mais consoladoras doutrinas da Bíblia. Sua essência repousa no fato de que DEUS tem um plano geral e original para o mundo, e que seus propósitos jamais serão frustrados. Negativamente analisada, certamente que a predestinação não é uma manipulação da parte de DEUS das escolhas do homem. Isto o rebaixaria à posição de um fantoche, sem poder de escolha nem vontade. A predestinação nunca predetermina as escolhas dos homens, mas, sim, preordena as escolhas de DEUS no que concerne ao seu relacionamento com as inclinações, necessidades e escolhas dos homens. Sabendo de todas as possibilidades futuras, bem como os corações dos homens, DEUS fez um plano dos seus atos: atos estes que resultarão em maior glória para DEUS, na salvação do maior número de pecadores, e que contribuirão com o desenvolvimento da mais perfeita obediência de seus servos (Rm 8.28,29). A fim de entender a predestinação, é necessário distinguir entre predestinação e fatalismo. Fatalismo é uma crença herética que atribui as ações e escolhas do homem ao “determinismo” de DEUS. Ou melhor, DEUS decide o que o homem será e fará. Mediante o planejamento predeterminado por DEUS (a predestinação), a salvação é oferecida a todas as pessoas (Act 4.27,28) e é possível a todos quantos buscam a DEUS (Act 17.26,27). Por causa desta provisão, nenhuma pessoa poderá, em qualquer tempo, acusar DEUS de não lhe ter dado oportunidade para crer e se salvar (Rm 1.20). DEUS não apenas planeja uma maneira de todos os povos conhecerem a salvação, como também tem um plano para ajudar os crentes a progredirem na sua vida espiritual. “Também os predestinou para serem conforme a imagem de seu Filho” (Rm 8.29). Este plano, no entanto, depende da disposição do crente de corresponder em obediência a DEUS (Jr 15.19). DEUS “nos predestinou para ele, para adoção de filhos, por meio de JESUS CRISTO” (Ef 1.5). Fomos “predestinados... a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em CRISTO” (Ef 1.11,12).
4. O Chamamento
DEUS jamais força alguém a aceitá-Lo, mas certamente convida todos os homens a receberem a salvação. Para isto DEUS dispõe da sua graça e do poder do ESPÍRITO SANTO. Os atos de graça, mediante os quais DEUS concede a salvação e ajuda o homem a alcançá-la, são conhecidos como “chamamento de DEUS” (Rm 8.28). É importante compreender que o chamamento de DEUS para a salvação, é tanto universal quanto irresistível. Há três argumentos nas Escrituras quanto ao chamamento universal de DEUS aos homens para a salvação. São eles: DEUS deseja que todos os homens sejam salvos (2 Pd 3.9) mas não obriga o homem a aceitar a salvação, quer o homem queira, ou não. Os crentes são conclamados a “proclamar” o evangelho ao mundo inteiro e a “persuadir” os homens a aceitá-lo (Mt 28.19; 2 Co 5.11). A natureza universal do chamamento de DEUS é revelado no “convite da Escritura”. Lendo passagens como João 3.16; Isaias 55.1 e Mateus 11.28, notamos que o convite para a salvação não é seletivo, mas sim, coletivo, para todos quantos o atenderem. Não obstante o chamamento de DEUS seja dirigido a todos os homens, ele pode ser rejeitado (Jo 5.40; Act 7.51; Rm 10.21; Hb 10.29). O fato do chamamento de DEUS ser universal não faz a salvação um fato incondicionalmente universal. Assim como a redação através de CRISTO é suficiente para todas as pessoas, mas eficazmente para o que crê, assim também a chamada de DEUS é válida para o mundo inteiro, mas aplicável unicamente àqueles que a atendem.
5. Cooperação Com DEUS na Salvação
Quanto à doutrina da salvação, existem hoje duas correntes de interpretação: uma comprometida com o “determinismo”, e a outra com o “livre arbítrio”.
a) O Determinismo
O cristão determinista crê que DEUS predeterminou de antemão os salvos e os perdidos, independentemente da escolha humana. A salvação, portanto, é uma conseqüência inteiramente da graça de DEUS. Neste caso, a fé é expressa, não como uma decisão da parte do crente, mas, sim, como uma resposta à irresistível atuação de DEUS sobre o espírito do homem. Quanto aos predestinados á perdição eterna, segundo o determinismo, embora querendo ser salvos, lhes é negado este direito. Vieram ao mundo, podem ouvir a pregação do evangelho, porém jamais se salvarão, uma vez que DEUS decretou de antemão a perdição deles.
b) O Livre Arbítrio
Segundo esta corrente de interpretação, todos os tratos de DEUS com o homem, inclusive a eleição e a predestinação, estão baseados nas decisões que o homem toma, uma vez que é um agente livre para aceitar ou rejeitar o dom de DEUS. Mais que isto, todos os homens têm igual oportunidade de buscar a DEUS, ouvir o evangelho, se arrependerem de seus pecados e serem salvos.
c) Cooperando Com aSalvação
Os defensores do determinismo estão equivocados quando salientam demasiadamente a verdade da majestade, da graça e do poder de DEUS, em detrimento da insuficiência do homem para fazer qualquer coisa sem o auxilio divino. Ignoram a capacidade de decisão do homem quanto à determinação do seu futuro eterno. De igual modo os defensores do livre arbítrio correm o risco de enfatizar a livre agência do homem, reduzindo a fé a um ritual sem vida, levando o cristão a uma obediência apenas à letra do evangelho, esquecendo-se do poder de DEUS operante na sua vida. A salvação, como experiência prática, só é possível com a cooperação do crente. Quanto a isto diz o apóstolo Paulo: “de sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora, na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor; porque DEUS é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.12,13).
O LADO HUMANO DA SALVAÇÃO
A salvação é obra de DEUS em favor do homem, e não do homem em favor de DEUS. Como já vimos, o homem é completamente incapaz de agradar a DEUS por si só, pois leva sobre si a sentença de “morte espiritual”. Por este motivo DEUS mesmo tomou a iniciativa de prover a salvação independentemente dos méritos e possibilidades do homem. Há, porém, uma coisa que DEUS não faz no que diz respeito à salvação do homem: DEUS não o obriga a aceitá-la. Antes de experimentar a conversão, o homem precisa desejá-la, dando lugar à operação divina.
1. O Que é Conversão
O termo “conversão”, literalmente, significa “virar-se para a direção oposta”. De acordo com a Bíblia, é o ato pelo qual o pecador se volta do pecado para JESUS CRISTO, tanto para obter perdão dos pecados como para liberta-se deles. Isso inclui livramento da pena do pecado. Embora nitidamente ligada ao arrependimento, a conversão difere dele, uma vez que o arrependimento enfatiza o aspecto negativo do abandono ou saída do pecado, enquanto que a conversão enfatiza o aspecto positivo da volta para CRISTO (1 Ts 1.9). O arrependimento nos retira de todos os amores ou inclinações pecaminosas, enquanto que a conversão nos faz voltar para o Esposo. O arrependimento produz tristeza pelo pecado, já a conversão produz alegria por causa do perdão e livramento da pena do pecado. O arrependimento nos leva à cruz; a conversão nos leva ao túmulo vazio do Salvador ressuscitado. A conversão fala do abandono da vida de pecador para abraçar a vida real e verdadeira oferecida por DEUS através de JESUS CRISTO (Act 14.15; 26.18; Ez 18.30). A verdadeira conversão envolve dois atos da parte do pecador: Dar as costas ao “eu” e ao pecado e crer em DEUS, voltando-se para Ele e abraçando a vida eterna (Act 26.30; Mt 7.14; 1 Ts 1.8,9). Se a pessoa não se chega a DEUS, buscando-o, a conversão é incompleta. O simples fato de rejeitar o pecado, resultado somente numa reforma humana provisória e não em transformação divina e plena.
2. O Que é Arrependimento
O arrependimento envolve uma completa mudança de pensamento sobre o pecado e a percepção da necessidade de um Salvador. O arrependimento faz o homem ficar tão contristado por causa do pecado, que ele aceita com alegria tudo o que DEUS requer para uma vida de retidão. A fé é o correlativo conseqüente do arrependimento. Os dois juntos – arrependimento e fé – constituem a conversão. A isso pode adicionar-se a obra divina do perdão. “Arrependimento para com DEUS e a fé em nosso Senhor JESUS CRISTO” (Act 20.21) necessariamente caminham juntos. O arrependimento para salvação é encorajado pelo conhecimento de que DEUS é propício ao pecador, não em fazer vista grossa ao seu pecado mas em mandar o seu Filho para morrer em lugar do pecador. A fé em CRISTO é encorajada pela compreensão do propósito e significado da sua morte. É então a pregação da cruz que induz o pecador ao arrependimento e a fé. O arrependimento não é a mesma coisa que remorso. O remorso é um beco sem saída; o arrependimento é estrada transitável. O remorso olha só para os nossos pecados; o arrependimento olha para além dos nossos pecados – para o calvário. O remorso nos devolve para nós mesmos; o arrependimento nos faz voltar para DEUS. O remorso nos faz odiar a nós mesmos, muito embora possamos ao mesmo tempo amar nossos pecados; o arrependimento nos leva a odiar nossos pecados e amar nosso Senhor num único ato. O remorso é a tristeza do mundo que “produz morte”; o arrependimento é “a tristeza segundo DEUS” e conduz à salvação (2 Co 7.10). Os passos que levam o homem ao arrependimento, uma vez DEUS operando, são: reconhecimento do pecado, tristeza pelo pecado e abandono do pecado.
3. O Que é Fé
Arrependimento é dizer “Não”, ao pecado, enquanto que a fé na salvação, é dizer “Sim”, a DEUS. Este é o lado afirmativo da conversão. Enquanto o arrependimento dá ênfase aos nossos pecados, a fé fixa os nossos olhos em CRISTO. A fé é um relacionamento vivo com CRISTO, baseado no amor, confiança e consagração da vida e da vontade a Ele. A fé não é um mero assentimento intelectual, mas um relacionamento pessoal com DEUS (Gl 2.19,20). A fé não é uma emoção que passa de uma pessoa para outra, mas uma convicção interior da pessoa (2 Tm 1.12). A fé não se dirige a um credo ou crença doutrinária, mas a uma pessoa (Cl 2.5). Fé não é um ato isolado na vida, mas uma maneira de se viver (Rm 1.17). A fé não é uma simples confissão, mas uma dedicação ou entrega, evidenciada pelas “obras da fé”, na vida da pessoa (Tg 2.18). A palavra “fé” aparece cerca de 240 vezes no Novo Testamento, nem sempre se referindo à fé para a salvação. A fé salvadora é mais do que um assentimento mental ou reação; é um relacionamento vivo entre duas pessoas: DEUS e o homem. Pela impossibilidade do pecador autogerar a fé salvadora em beneficio próprio, a Bíblia a apresenta como um dom de DEUS (Fp 1.29; Hb 12.2; Rm 12.3).
 
É POSSÍVEL PERDER A SALVAÇÃO?
No V Século da nossa era, Agostinho pontificou que o crente, em circunstância alguma, poderá perder a salvação. Segundo ele, o crente uma vez salvo, permaneceria salvo por toda a eternidade, independentemente das suas ações ou atitudes. Esta declaração deu início a um debate doutrinário e teológico que permanece até os nossos dias.
1. O Argumento das Escrituras
Um dos maiores argumentos bíblicos, segundo o qual o crente pode perder a salvação, é a freqüente menção do condicional "se", com respeito à salvação. As porções bíblicas dadas a seguir demonstram que a salvação como uma experiência humana, depende da situação do crente, e é manifesta em expressões bíblicas tais como: "Permanecer em CRISTO", "Continuar na fé", "andar na luz", "não retroceder", etc. Segue-se uma lista de trechos das Escrituras onde estas frases aparecem.
-"Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora" (Jo 15.6).
-"Se é que permaneceis na fé" (Cl 1.23).
- "Se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei” (1 Co 15.2).
-"Se negligenciardes tão grande salvação" (Hb 2.3).
-"Se de fato guardarmos firmes até ao fim a confiança" (Hb 3.14).
-"Se retroceder” (Hb 10.38).
-"Se, porém, andarmos na luz” (1 Jo 1.7).
2. Advertências Diretas
A Bíblia contém muitas advertências acerca do perigo de cair da graça divina. Paulo advertiu os santos que achavam que fazendo o que quisessem mesmo assim estariam salvos: "Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia” (1 Co 10.12). O escritor da epístola aos Hebreus advertiu que é possível deixar o coração encher-se de descrença, ao ponto de perder a salvação: "Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do DEUS vivo" (Hb 3.12). A epístola de Judas leva-nos a meditar nos santos do Antigo Testamento, nos dias de Moisés, quando diz: "Quero, pois, lembrar-vos que o Senhor, tendo libertado um povo tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram" (Jd v.5). Há uma exortação severa de João, que não deixa dúvida alguma quanto à possibilidade de alguém perder a sua salvação: "O vencedor, de nenhum modo sofrerá o dano da segunda morte” (Ap 2.11). “Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa" (Ap 3.11).
3. Exemplos a Considerar
A Bíblia não apenas ensina sobre a possibilidade de se perder a salvação, como também registra casos de várias pessoas que viraram as costas para DEUS, perdendo por completo a comunhão com Ele. No Antigo Testamento, lemos acerca de Saul que "DEUS lhe mudou o coração" e que "o ESPÍRITO de DEUS se apossou de Saul" (1 Sm 10.9,10). Mais tarde, porém, tomou-se possuído dum espírito maligno, e acabou a sua vida cometendo suicídio. Está dito de Salomão, que na sua juventude "amava ao Senhor, andando nos preceitos de Davi, seu pai" (1 Rs 3.3). Mais tarde, porém, ele rejeitou a DEUS e começou a adorar os falsos deuses (1 Rs 11.1-8). Felizmente, em tempo, retornou a DEUS, não porque fosse predestinado à salvação, mas porque deu lugar ao arrependimento no seu coração. No Novo Testamento, o exemplo mais destacado dum desviado e apóstata, éo de Judas Iscariotes. Judas no princípio era um verdadeiro crente, pois jamais CRISTO confiaria a um pecador o ministério de evangelizar curar enfermos e expulsar demônios (Mt 10.7,8). Porém, já por ocasião da última Ceia Judas havia abandonado a fé. CRISTO sabia que Judas ja não fazia parte do grupo dos salvos. O próprio Judas confirmou isto, quando traiu a CRISTO e cometeu suicídio. Himeneu e Alexandre, dois dos cooperadores de Paulo pós manterem a fé e boa consciência, naufragaram na fé, pelo que Paulo os entregou a Satanás (1 Tm 1.19,20). Demas, outro associado ministerial de Paulo é declarado um ajudante fiel. Estava presente quando Paulo escrevia suas epístolas aos Colossenses e a Filemom (Cl 4.14; Fl v.24). Paulo mesmo o chamou de "cooperador" seu. É, pois, difícil compreender que Demas não fosse um crente verdadeiramente salvo. Apesar disto, mais tarde abandonou a fé, literalmente perdeu a salvação, por causa do seu "amor' ao presente século" (2 Tm 4.10). Apesar de tudo, o crente não tem porque ter medo. Pois aquele que não dormita e nem dorme, "aquele que te guarda" (Sl 121.3), diz: "Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).
 
GOVERNO MORAL - Teologia Sistemática de Charles Finney
A idéia básica de governo é a de direção, orientação, controle por meio de uma regra ou leis ou de acordo com elas.
Todo governo é e deve ser ou moral ou físico; ou seja, toda direção e controle devem ser exercidos de acordo com uma lei moral ou física; pois não pode haver leis que não sejam morais nem físicas.
O governo físico é controle exercido por uma lei de necessidade ou força, em distinção à lei do livre-arbítrio ou liberdade. É o controle da substância, em oposição ao livre-arbítrio. O único governo de tal substância, no que se distingue do livre-arbítrio, é capaz, é e precisa ser físico.
Estados e mudanças, de matéria ou mente, que não sejam atos de livre-arbítrio, devem estar sujeitos à lei de necessidade. Devem, portanto, pertencer ao departamento do governo físico. O governo físico, pois, é a administração da lei física, ou da lei de força.
O governo moral consiste na declaração e administração da lei moral. É o governo do livre-arbítrio pelos motivos, em contraposição ao governo da substância pela força. O governo físico preside e controla os estados físicos e as mudanças de substância ou constituição, e todos os estados e mudanças involuntários. O governo moral preside e controla ou procura controlar os atos do livre-arbítrio: rege os estados e mudanças de mente inteligentes e voluntários. É um governo de motivações, em oposição ao governo de força — controle exercido, ou que se procura exercer, de acordo com a lei de liberdade, em oposição à lei da necessidade. É a administração da moral em oposição à lei física.
O governo moral inclui a dispensação de recompensas e punições, sendo administrado por meios muito complicados e vastos como o total das obras, e a providência, os caminhos e a graça de DEUS.
 
A agência moral implica a posse de livre-arbítrio. Por livre-arbítrio entende-se o poder de escolher ou recusar-se a escolher, em cada situação, em obediência à obrigação moral. Livre-arbítrio implica o poder de gerar e tomar escolhas próprias e de exercer nossa soberania em cada situação de escolha em questões morais — de decidir ou escolher de acordo com o dever ou não em todos os casos de obrigação moral. Que o homem não pode estar sob a obrigação moral de executar uma impossibilidade absoluta é uma verdade primeira da razão. Mas a causalidade do homem, toda sua capacidade de causalidade para executar ou fazer algo está em sua vontade. Se não puder ter vontade, nada pode fazer. Toda sua liberdade deve consistir em sua capacidade de desejar. Suas ações externas e seus estados mentais estão ligados às ações de sua vontade por uma lei de necessidade. Se desejo mover meus músculos, eles precisam mover-se, a menos que haja paralisia dos nervos de movimento voluntário ou uma resistência que se oponha ao poder de minhas volições e as vença. As seqüências de escolha ou volição estão sempre sob a lei da necessidade e, a menos que a vontade seja livre, o homem não possui liberdade; e se ele não possui liberdade, não é um agente moral, ou seja, é incapaz de ações morais e de caráter moral. O livre-arbítrio, portanto, no sentido acima definido, deve ser uma condição da agência moral e, é claro, da obrigação moral.
Assim como a consciência fornece a afirmação racional de que a necessidade é um atributo da afirmação da razão e dos estados da sensibilidade, de maneira igualmente inequívoca também fornece a afirmação racional de que a liberdade é um atributo das ações da vontade. Tenho consciência da afirmação de que eu poderia desejar diferente do que desejo em cada caso de obrigação moral, assim como tenho consciência da afirmação de que, em relação às verdades da intuição, não posso afirmar outra coisa senão o que afirmo. Tenho consciência de afirmar que sou livre quanto à vontade, assim como de afirmar que não sou livre ou voluntário quanto a meus sentimentos e intuições.
A consciência de afirmar a liberdade da vontade, ou seja, da capacidade de desejar de acordo com a obrigação moral ou de recusar-me a fazê-lo é uma condição necessária para a afirmação da obrigação. Por exemplo, nenhum homem afirma, nem pode afirmar, sua obrigação de desfazer todos os atos de sua vida passada e refazer toda a vida. Ele não pode afirmar estar sob tal obrigação, simplesmente porque não pode deixar de afirmar sua impossibilidade. Ele só pode afirmar sua obrigação de arrepender-se e obedecer a DEUS no futuro, porque ele tem consciência de afirmar sua capacidade de fazer isso. A consciência da afirmação da capacidade de atender a alguma requisição é uma condição necessária da afirmação da obrigação de obedecer a tal requisição. Assim, nenhum agente moral pode afirmar estar sob a obrigação de executar uma impossibilidade.
 
Teologia Sistemática de Charles Finney - O homem está sujeito à obrigação moral.
Que o homem possui intelecto e sensibilidade, ou a capacidade de saber e sentir, não tem sido, pelo que eu saiba, contestado. Em teoria, o livre-arbítrio no homem tem sido negado. Ainda assim, os mesmos que o negam têm, em seu julgamento parcial, pressuposto a liberdade da vontade humana, do mesmo modo que os defensores mais dedicados do livre-arbítrio humano e de maneira tão completa quanto eles. Aliás, ninguém jamais conseguiu nem conseguirá, na prática, questionar a liberdade da vontade humana, sem ser com justiça acusado de insanidade. Por uma necessidade de sua natureza, cada agente moral tem consciência de que é livre. Ele já não pode esconder de si mesmo esse fato ou anular por argumentos a convicção de sua veracidade, assim como não pode especular e levar-se a não acreditar na existência dele mesmo. Ele pode, por especulação, negar ambos, mas na realidade tem consciência de ambos. Que ele existe e que é livre são verdades igualmente bem conhecidas, e conhecidas precisamente da mesma maneira, ou seja, são intuídas — são vistas à luz delas mesmas, em virtude da constituição de seu ser. Eu disse que o homem tem consciência de possuir as capacidades de um agente moral. Ele também possui a idéia do valor, do certo e do errado; disso ele tem consciência. Mas nada mais é necessário para fazer o homem ou qualquer outro ser estar sujeito à obrigação moral, e a posse dessas capacidades, juntamente com uma luz suficiente sobre assuntos morais para desenvolver as idéias que acabam de ser mencionadas.
 
JUDAS - Jo 6.64 SABIA, JESUS DESDE O PRINCÍPIO.
Isto pode significar que JESUS sabia quando Judas começou a desviar-se da sua fé original e quando planejou traí-lo. Judas tinha o mesmo livre-arbítrio que os outros onze discípulos. Ele foi a princípio um crente em JESUS e um amigo familiar da sua confiança (13.18; Sl 41.9), conforme demonstra o fato de CRISTO ter revelado confiança total em Judas (João 2.23,24; Mt 10.1-15). Posteriormente, Judas se desviou (At 1.25) pela sua própria escolha. Ele não foi obrigado a trair JESUS. A traição a JESUS foi profetizada somente quanto à sua ocorrência, mas não quanto ao seu praticante. A pessoa específica que trairia a CRISTO não estava predestinada desde a eternidade. O afastamento e o desvio de Judas para ficar com os inimigos de JESUS e a conseqüente tragédia que se seguiu, deve servir de advertência a todo seguidor de CRISTO, no sentido de não rejeitar as admoestações do ESPÍRITO a respeito da amizade com o mundo e o afastamento de CRISTO (Hb 10.29; 11.25; Tg 4.4).
 
A NECESSIDADE DE UMA RESPOSTA AGORA (Contra o Calvinismo- Dr. Roger Olson.)
Esta introdução tem o título “Por quê Este Livro Agora?”. De fato, por que um livro Contra o Calvinismo? O aumento da reflexão teológica séria e comprometimento entre jovens cristãos não é uma coisa boa? Por que derramar água fria sobre as chamas de espiritualidade do avivamento entre a juventude? Levo esta consideração muito a sério.
Todavia, creio que é chegado o tempo para que alguém aponte as falhas e fraquezas neste tipo específico de calvinismo — o tipo amplamente abraçado e promovido por líderes e seguidores do movimento jovem, incansável e reformado. Mas a promoção do que considero um sistema falho não advêm apenas deles. A mesma teologia da soberania absoluta de DEUS pode ser encontrada em Calvino (talvez sem o aspecto da expiação limitada), Edwards (de maneira extrema, conforme explicarei), Boettner, Boice. Sproul e inúmeros outros popularizadores do calvinismo. Mas então, qual é o erro em acreditar e celebrar a soberania de DEUS? Absolutamente nenhum! Mas, a soberania pode e frequentemente é levada a excessos — fazendo de DEUS o autor do pecado e do mal — que é algo que poucos calvinistas admitem, mas é o que se segue do que eles ensinam como a “consequência lógica e necessária” (uma expressão técnica de certa forma confusa geralmente utilizada pelos próprios calvinistas para salientar os efeitos temerosos que enxergam nas teologias não calvinistas).
Você pode acessar o fenômeno da Internet chamado Youtube e assistir vários clipes de vídeos de proponentes do novo calvinismo fazendo declarações chocantes acerca da soberania de DEUS, incluindo que DEUS causa calamidades e horrores “para sua glória” John Piper publicou um sermão, hoje muito conhecido, poucos dias após os acontecimentos terroristas nas Torres Gêmeas de 11 de setembro de 2001, declarando que DEUS não apenas permitiu tais eventos, mas que os causou 1. Ele desde então tem publicado outras declarações semelhantes em que atribui a DEUS desastres naturais e calamidades horrendas. Piper não está sozinho; muitos dos novos calvinistas e seus mentores estão afirmando agressivamente que esta visão de DEUS é a única que é bíblica e razoável.
O calvinismo popular contemporâneo pode ser, no geral, consistente com Calvino e muito de seus seguidores (embora eu pense que ele seja ainda mais moldado por seu sucessor e o pastor chefe de Genebra, Theodore Beza [1519 - 1605] e seus seguidores), mas ele não é a única versão da teologia reformada e do calvinismo. Explicarei mais sobre isso no capítulo seguinte. Por agora nos basta dizer que mesmo muitos cristãos reformados estão chocados e horrorizados com as implicações da ênfase extremada na soberania de DEUS do novo calvinismo.
Claro, a definição de “reformado” depende grandemente da igreja e do pensador que reivindica o termo. Na verdade, a organização mundial chamada Comunhão Mundial de Igrejas Reformadas (CM1R) inclui muitas denominações e igrejas que, de forma alguma, abraçam todo o sistema da TULIP. (De fato, surpreendendo a muitos calvinistas, a CMIR inclui algumas igrejas arminianas que acreditam no livre-arbítrio e que negam o controle meticuloso e providencial de DEUS de todos os acontecimentos!) Eu me considero reformado no sentido amplo — não luterano inserido na ampla corrente protestante que se estende da reforma suíça liderada originalmente por Ulrico Zuínglio (1484 - 1531).
Acredito que alguém precise, por fim, se levantar e, em amor, dizer um “Não!” com firmeza às afirmações ofensivas frequentemente feitas por calvinistas acerca da soberania de DEUS. Levadas a sua conclusão lógica, até mesmo o inferno e os que sofrerão eternamente nele são preordenados por DEUS, DEUS é, desse modo, retratado, no melhor cenário, como moralmente ambíguo e, no pior cenário, um monstro moral. Cheguei ao ponto de dizer que este tipo de calvinismo, que atribui tudo à vontade e o controle de DEUS, torna difícil (pelo menos para mim) enxergar a diferença entre DEUS e o diabo. Alguns de meus amigos calvinistas se sentiram ofendido com essa afirmação, mas eu continuo a acreditar que ela seja uma questão válida que valha a pena ser acompanhada. Quando digo isso quero dizer que se eu calvi-nista e acreditasse no que estas pessoas ensinam, eu teria dificuldade em dizer a diferença entre DEUS e Satanás. Falarei mais a esse respeito de maneira pormenorizada durante o curso deste livro.
Alguns calvinistas acusam os não calvinistas de rejeitarem sua teologia da soberania de DEUS em razão do amor humanista latente pelo livre--arbítrio. Um colega calvinista, que se tornou um autor bem conhecido de livros reformados, uma vez me indagou se eu considerava a possibilidade de que minha crença no livre-arbítrio fosse uma prova de humanismo não reconhecido em meu pensamento. Não é necessário dizer que rejeito essa suposição. A questão é que eu, assim como a maioria dos cristãos não calvinistas, abraço o livre-arbítrio por dois motivos (além do fato de acreditarmos que o conceito esteja suposto na Bíblia): o livre-arbítrio é necessário para conservar a responsabilidade humana pelo pecado e o mal e também por ele ser necessário para eximir DEUS da responsabilidade pelo pecado e o mal. Posso dizer com toda a sinceridade (como a maioria dos evangélicos não calvinistas o faz) que eu não dou a mínima para o livre-arbítrio a não ser por estes motivos.
Não tenho o interesse em uma teologia centrada no homem; estou intensamente interessado em adorar um DEUS que é verdadeiramente bom e acima da repreensão pelo Holocausto e todos os outros males que são por demais numerosos para serem mencionados. Um elevado número de autores calvinistas interpreta equivocadamente as teologias não calvinistas como se elas fossem antropocêntricas, humanistas, desonrosas a DEUS, e até mesmo não bíblicas sem jamais admitir os problemas em sua própria teologia. Muitíssimos seguidores jovens e impressionáveis ainda não se deram conta de quais sejam estes problemas2. Escrevo isso para ajudá-los.
É chegada a hora de um “Não” conciliador e amável para a versão extrema do calvinismo sendo promovida pelos líderes da geração jovem, incansável e reformada e que é frequentemente abraçada sem análise crítica por seus seguidores. Demonstrarei que o “Não” pode ser dito dentro da própria teologia reformada e que ele tem sido dito por alguns teólogos reformados e acadêmicos bíblicos preeminentes. Mostrarei que este calvinismo extremado, que juntamente com o partidário Hansel eu chamo de “radical” 3 é inerentemente defeituoso bíblica e logicamente e em termos da tradição cristã mais ampla.
Colocarei todas as minhas cartas na mesa aqui e confessarei que opero com quatro critérios de verdade teológica: Escritura, tradição, razão e experiência (o então chamado Quadrilátero Wesleyano). Escritura é a fonte e norma primária de teologia. Tradição é a “norma normatizada” — um respeitado mecanismo de orientação. Razão é uma ferramenta crítica para interpretar a Escritura e eliminar alegações teológicas absolutamente inacreditáveis que são contraditórias entre si ou que levem a consequências que são insustentáveis à luz do que mais é crido. Experiência é o teste inevitável na qual a teologia é feita, mas embora ela seja um critério para avaliação, ela náo é uma autoridade, portanto, dificilmente apelarei a ela. O que eu deveras acredito acerca da experiência é que nenhuma teologia é criada ou adotada no vácuo; experiência sempre afeta o que acreditamos e como acreditamos.
Argumentarei no decorrer deste livro que o calvinismo rígido não é a única e nem a melhor forma de se interpretar a Bíblia. Ele é uma interpretação possível de textos isolados, mas à luz de todo o testemunho da Escritura ele não é viável. Além do mais, argumentarei que o calvinismo rígido permanece em tensão com a antiga fé da igreja cristã e muito da herança da fé evangélica. Alguns de seus princípios fundamentais não podem ser encontrados antes de Agostinho, pai da igreja, no século V, e outros não podem ser encontrados antes de um herético chamado GottschalK (aproximadamente 867) ou a partir dele até o sucessor de Calvino, Theodore Beza.
Por fim, argumentarei que o calvinismo rígido entra em contradições; ele não pode ser feito inteligível — e o cristianismo deve ser inteligível. Por “inteligível” eu não quero dizer filosoficamente racional; quero dizer capaz de ser entendido. Uma contradição pura é evidente sinal de erro; até mesmo a maioria dos calvinistas concorda com isso. A maior contradição é a de que DEUS é confessado como perfeitamente bom ao mesmo tempo em que é descrito como autor do pecado e do mal. Não digo que todos os calvinistas admitem que sua teologia torna DEUS o autor do pecado e do mal; muitos negam isso. Mas mostrarei que tal é a “consequência lógica e necessária” do que dizem sobre DEUS.
Alguém disse que nenhuma teologia que não possa ser pregada na frente dos portões de Auschwitz é digna de ser crida. Eu, sob meu ponto de vista, não poderia ficar de pé na frente daqueles portões e pregar uma versão da soberania de DEUS que faça do extermínio de seis milhões de judeus, incluindo muitas crianças, parte da vontade e plano de DEUS de maneira que DEUS o tenha preordenado e o tornado certo4. Quero que os jovens calvinistas (e outros) saibam e, ao menos passem a reconhecer e lidar com as consequências inevitáveis e insuperáveis do que esta forma radical de teologia reformada ensina. E quero dar a seus amigos, familiares e mentores espirituais a munição a ser utilizada para solapar esta, por vezes, exagerada confiança na solidez de seu sistema de crença.
R. C. Sproul (Contra o Calvinismo- Dr. Roger Olson.)
De maneira semelhante a Edwards, Sproul rejeita o rótulo “determinismo” para sua forte visão da soberania divina    ele entende que
“determinismo” quer dizer “força externa” . Ele admite, juntamente com Edwards e todos os outros calvinistas rígidos, que DEUS determina todas as coisas, mas ele prefere não chamar essa “determinação” divina de “determinismo” IS. Podemos só nos perguntar que diferença isso realmente faz. Continuarei a chamar esta visão de determinismo divino seguindo a definição simples de “determinismo” (conforme dada em vários dicionários e enciclopédias), de que “todo evento se torna necessário por eventos e condições antecedentes” '9. Esse certamente é o caso com a crença de Edwards e de Sproul e da maioria dos outros calvinistas acerca da soberania de DEUS.
Vamos agora nos voltar para a descrição de Sproul da soberania providencial de DEUS. Sproul é bem conhecido por fazer afirmações um tanto quanto enfáticas e extremas acerca da doutrina calvinista. Por exemplo, em Eleitos de DEUS, ele escreve que qualquer pessoa que não concorde com sua crença (conforme expressa na Confissão de Fé de Westminster) acerca da predestinação deve ser um “ateu convicto”. Para Sproul (e muitos outros calvinistas) a predestinação é mais do que um conceito acerca da soberania de DEUS em decidir quem será salvo e quem não será salvo; ela também é um conceito acerca da “soberania total" de DEUS em todas as cosias. No capítulo 3 eu citei a afirmação de Sproul que não pode haver uma única molécula sequer no universo que não esteja sob o controle de DEUS. Ele é famoso por perguntar ao público se eles acreditam na soberania total de DEUS, no sentido de que eu aqui, chamo de determinismo divino. Então ele pergunta quantos são ateus. As pessoas que não levantaram suas mãos em resposta à sua primeira pergunta, ele diz, deveríam levantar suas mãos na segunda pergunta. Sua conclusão, claro, é que “se DEUS não é soberano, então ele não é DEUS. Pertence a DEUS como DEUS ser soberano”’.
O que é estranho acerca disto é que em Eleitos de DEUS, Sproul afirma que “eruditos e líderes cristãos” podem discordar acerca desta doutrina, mas então ele diz que qualquer um que não concordar com ele deve ser um ateu convicto. Ele não deveria se surpreender se alguns “eruditos e líderes cristãos” se ofendessem com essa sugestão Muitos cristãos concordam com ele que a soberania de DEUS é uma parte essencial da natureza de DEUS sem concordar com sua interpretação dessa soberania.
Então, qual é realmente a doutrina de Sproul da predestinação/pro-vidência? Obtemos uma forte dica em sua definição de predestinação: “Ela inclui tudo o que vem a acontecer no tempo e espaço”7. Em outras palavras, a predestinação, em seu sentido mais amplo, é simplesmente outra palavra para a determinação de DEUS de todos os eventos: providência meticulosa. Ele afirma que tudo o que acontece é a vontade de DEUS . Para concluir isso, ele escreve:
O movimento de cada molécula, as ações de cada planta, o cair de cada estrela, as escolhas de cada criatura volitiva, todos estes estão sujeitos à sua vontade soberana. Não há moléculas indisciplinadas correndo soltas no universo fora do controle do Criador. Se tal molécula existisse, ela poderia ser a mosca crítica no azeite eterno.
Em outras palavras, “uma molécula indisciplinada poderia destruir todas as promessas que DEUS já fez acerca do desfecho da história” . Sproul continua a fazer uma distinção entre os dois sentidos da vontade de DEUS: a vontade decretiva de DEUS e avontade permissiva de DEUS. Tal distinção pode aliviar alguma ansiedade acerca do papel de DEUS no mal, mas então ele tira com uma mão aquilo que ele deu com a outra: “o que DEUS permite, ele decreta permitir”. Em outras palavras, a permissão de DEUS édisposta e até mesmo permissão determinante; ela meramente reflete e promulga os decretos eternos de DEUS. Assim, até mesmo o pecado jaz tanto dentro da vontade decretiva de DEUS quanto da vontade permissiva de DEUS. A última, não determina a primeira em nenhuma forma ou caso contrário DEUS não seria soberano. O que DEUS permite, ele decretou permitir - incluindo o pecado. A forma como Sproul explica o relacionamento entre a vontade decretiva de DEUS e a vontade permissiva de DEUS tende a desmoronar as duas juntas. O espectro de um DEUS que deseja o pecado e o mal ainda paira sobre ele.
A fim de obter um entendimento mais completo da doutrina do Sproul da soberania providencial de DEUS, é útil olhar para sua visão de livre-arbítrio. Por um lado, diferente de alguns calvinistas, Sproul afirma que Adão e Eva caíram por seu próprio livre-arbítrio: “o calvinismo vê Adão pecando por seu próprio livre-arbítrio, e não por coação divina.”. Ademais, sobre a queda, ele diz:
“Adão lançou-se no poço [da depravação e morte espiritual]. Em Adão, nós todos nos lançamos no poço. DEUS não nos atirou dentro do poço”. Alguns dos leitores de Sproul são falsamente consolados por isso - como se isso aliviasse o problema da escolha soberana de DEUS de que Adão pecaria. Mas isso não está claro de jeito algum.
É importante analisar mais atentamente o que Sproul quer dizer por “livre-arbítrio” Lá ele se volta ao compatibilismo de Edwards, no qual o “livre-arbítrio” é simplesmente fazer o que você quer fazer mesmo se você não puder fazer o contrário. Assim como Edwards (em muitas formas, o mentor de Sproul), Sproul argumenta que “sempre escolhemos de acordo com a inclinação que é mais forte no momento”15 16. Isso também seria verdadeiro para Adão, pois tanto Edwards quanto Sproul estão simplesmente explicando o que “livre-arbítrio” sempre significa. Sproul explica ainda mais: “Há um motivo para toda escolha que fazemos. Em um sentido limitado, toda escolha que fazemos é determinada". Determinada pelo quê? Pelas nossas inclinações e motivos interiores.
Tudo o que alguém precisa fazer para ver que isso realmente não resolve o problema de DEUS e o mal é voltar a pensar no primeiro pecado de Adão e para o motivo que o controlava e que, na verdade, o causou. Em outras palavras o que Sproul está dizendo é que o pecado de Adão estava predeterminado por sua disposição interior para pecar. Adão não poderia ter feito diferente do que ele fez. Sproul diz que isto não é determinismo porque ele define determinismo como “coerção por forças externas”, que, na verdade, não tem nada a ver com isso, como já observamos. Ele parece estar inventando essa definição arbitrariamente para simplesmente evitar sua visão da história, incluindo a queda, de determinismo.
A questão para Sproul e para todos os calvinistas que usam esta abordagem é esta: de onde a má inclinação de Adão vinha? Para eles, ela não poderia vir do livre-arbítrio porque o livre-arbítrio é simplesmente agir sobre as inclinações de alguém. Posteriormente neste capítulo eu explorarei este dilema do calvinismo mais plenamente. Aqui eu quero simplesmente levantar o problema para as típicas explicações de Sproul e de outros calvinistas da queda da humanidade para o pecado e o mal e o envolvimento de DEUS nisso. Uma dica do que está por vir: parece logicamente necessário, por esta descrição de livre-arbítrio e soberania de DEUS, traçar a primeira inclinação do mal para DEUS como sua fonte, que, claro, nenhum calvinista quer fazer!
 
A LIBERDADE DE DEUS E A RESPONSABILIDADE HUMANA (Contra o Calvinismo- Dr. Roger Olson.)
Pelo menos dois outros problemas surgem diretamente do relato do calvinismo rígido da soberania de DEUS. Não apenas a reputação de DEUS como boa é impugnada, mas também a liberdade de DEUS em relação á criação e a responsabilidade humana para o mal são colocadas em dúvida.
Já toquei no problema da liberdade de DEUS. Ela aparecerá mais uma vez em todo este livro porque isso é um assunto no cerne do debate sobre o calvinismo. Até mesmo alguns teólogos reformados acreditam que o calvinismo rígido clássico de maneira eficaz, se não inadvertidamente, minimiza a liberdade de DEUS - que é altamente irônico, pois todos os calvinistas reivindicam que sua visão de DEUS é projetada para proteger a transcendência de DEUS, incluindo sua liberdade.
Muitos calvinistas argumentam que só o calvinismo protege DEUS de ser feito dependente das criaturas. Boettner, por exemplo, defende que o calvinismo trata-se da absoluta liberdade de DEUS de ser condicionado por qualquer pessoa ou qualquer coisa fora de si mesmo. Na verdade, para Boettner, todo o esquema do calvinismo, embora apoiado pela Escritura, pode ser derivado da ideia da eternidade de DEUS. Assim sendo, quando DEUS criou o mundo ele o fez com “perfeita liberdade”1. Helm também se apoia na ideia da transcendência de DEUS ou total alteridade para dizer que as criaturas não podem afetar a vontade divina. DEUS é totalmente livre do condicionamento humano ou qualquer outro: “Nenhuma decisão humana pode mudar a vontade divina sobre qualquer assunto” . Sproul escreve acerca da autossuficiência de DEUS como absolutamente crucial à deidade de DEUS e deixa claro por isso que DEUS é livre de qualquer dependência de qualquer coisa fora de si mesmo para qualquer coisa que ele é ou faça.
Estas idéias de DEUS não são exclusivas do calvinismo; pois em sua maioria, elas são idéias comuns no que é chamado de “teísmo cristão clássico” - uma figura de DEUS desenvolvida através dos séculos, mas principalmente na igreja primitiva e universidades medievais. No teísmo cristão clássico diz-se que DEUS é incapaz de qualquer tipo de mudança ou dependência de qualquer coisa ou qualquer pessoa fora de si mesmo para qualquer coisa. DEUS é actus purus, para utilizar o termo de Tomás de Aquino, o grande teólogo e filósofo escolástico medieval. Isso significa que não existe potencialidade em DEUS, apenas realidade.
A pergunta é, todavia, se ao menos algumas versões do calvinismo inadvertidamente tornam DEUS dependente do mundo para algo que ele precise - sua própria autoglorificação através da manifestação de todos os seus atributos de maneira igual. Este é um tema que perpassa a maioria do calvinismo rígido - que tudo o que DEUS faz na criação e redenção é para sua glória. Esta ideia do propósito de DEUS é traçada, ao menos, a Edwards, mas Boettner a expressa melhor com sua resposta ao motivo pelo qual DEUS permitiu o pecado no mundo:
O pecado... é permitido a fim de que a misericórdia de DEUS possa ser mostrada em seu perdão, e que Sua justiça possa ser mostrada em sua punição. Sua entrada é o resultado de um projeto estabelecido que DEUS formou na eternidade, e através do qual Ele planejou revelar-se a Si mesmo para Sua criaturas racionais como completo e totalmente iluminado em todas as perfeições concebíveis”.
Piper, assim como Edwards, defende que o propósito de DEUS em tudo o que acontece é a exibição de sua glória. Edwards explicou claramente, e Piper concorda, que o propósito em tudo, incluindo o mal, é a plena manifestação de todos os seus atributos, incluindo a justiça e a ira”.
Em uma reviravolta irônica, esta explicação do propósito de DEUS na criação e redenção, incluindo o pecado e o mal, volta para assombrar Edwards e a maioria dos calvinistas após ele. (Sugestões disso também podem ser encontradas em Calvino). Aparentemente, DEUS precisa que o mundo seja como ele é, incluindo o pecado, mal, sofrimento inocente, redenção e reprovação (inferno), a fim de manifestar seus atributos e, assim, glorificar a si mesmo. DEUS poderia ter se abstido disso? Não, de acordo com Edwards, que afirmou a “a determinação necessária da vontade de DEUS em todas as coisas pelas quais ele entende comomais apropriadas e melhores”    .
As negações de Edwards e de outros calvinistas da liberdade libertária como incoerente e a adoção do compatibilismo, mesmo em DEUS (ex. o livre-arbítrio de DEUS é controlado por seus motivos mais fortes) levam diretamente para a ideia de que a criação do mundo, por DEUS, como o “teatro de sua glória” era necessária e não verdadeiramente livre no sentido de que tal não poderia ter sido de maneira contrária. Esta conclusão lógica a partir desta forte visão de soberania é contrária à forte ênfase na transcendência de DEUS e liberdade de condicionamento. Ela também é contrária à ortodoxia cristã tradicional! E ela também minimiza toda a ideia de criação e redenção sendo apenas unicamente pela graça, pois o que é necessário não pode ser pela graça.
O filósofo evangélico Bruce A. Little corretamente critica Piper e outros que pensam como ele. De acordo com Piper, ele corretamente observa, DEUS ordena o mal (assim como todas as demais coisas) para glorificar a si mesmo7. Ele nota que “Piper cuidadosamente utiliza suas palavras para dizer que DEUS tem um propósito para todo o mal nesta terra: fazer com que a glória de CRISTO brilhe mais claramente... a morte tortuosa [de uma criança] é parte de sua vontade. A posição não apenas torna o mal necessário ao propósito de DEUS, ela faz de DEUS único moralmente responsável pelo mal” 8. Little e outros críticos chegam bem perto de expor a extensão radical desta visão da soberania de DEUS, incluindo o mal. É que DEUS deve criar, permitir o pecado e o mal, redimir e rejeitar a fim de cumprir o potencial de sua própria autoglorificação.
Sem o mundo, então, DEUS não seria DEUS da mesma forma; sua glória seria menos do que ela é agora. O mal, então, é necessário para DEUS. DEUS é dependente do mundo, incluindo o mal. O filósofo evangélico Jeremy Evans corretamente conclui: “Se DEUS precisa da criação para exemplificar estas propriedades [justiça, ira], então os humanos podem corretamente questionar se DEUS estava livre em Seu ato de criação” .
Claro, poucos calvinistas irão colocar a questão desta forma, mas é a “consequência lógica e necessária” do que alguns deles dizem acerca do propósito de DEUS na criação e a necessidade das ações de DEUS oriundas de seu caráter. O resultado é que DEUS não é verdadeiramente livre em relação à criação no sentido de ser capaz de fazer o contrário a criar, permitir (tornar certo) o mal, redimir e condenar para sua glória.
O segundo dos dois problemas que seguem da doutrina calvinista da providência de DEUS é a inevitável mudança da responsabilidade pelo pecado e o mal; das criaturas para DEUS. Mais uma vez, todos os calvinistas dizem que DEUS não é responsável pelo pecado e o mal, ainda que ele os preordene e os tornem certos, e que as criaturas são responsáveis, ainda que elas não possam fazer o contrário do que fazem.
Em suas Institutas, Calvino reivindica que “a providência de DEUS não nos justifica nossa malignidade”. Aos que alegam que a providência de DEUS realmente faz de DEUS, e não o pecador, o responsável pelo mal, ele diz: "... fora com essa petulância canina, a qual na realidade pode ladrar, à distância, contra a justiça de DEUS. não, porém, tocá-la!” . Sua explicação é que embora as pessoas não façam coisas más ‘‘a menos que ele [DEUS] as tenha desejado”, eles as fazem motivados por uma “inclinação má”. Portanto, ainda que eles não possam fazer o contrário do que fazem, e ainda que “suas maldades sejam cometidas unicamente pela dispensação de DEUS” , DEUS não é culpado e eles são.
O que Calvino claramente quer dizer é que o “mal” jaz nas intenções do coração e que não nas próprias ações. Uma vez que DEUS preordena e torna certas as ações com um bom motivo (indubitavelmente para sua glória!), ele não pode ser tido como responsável pelos males deles. Antes, a pessoa que faz o mal, o faz por não poder deixar de fazer (pois é compelida por um motivo mau e, por fim, por DEUS), é a única culpada.
O que Edwards disse a esse respeito? Já vimos que Edwards acreditava e argumentava que DEUS “torna o pecado certo de maneira infalível” ao “reter sua ação e energia”. Acerca dos pecadores, ele escreveu que “DEUS os abandona para com eles mesmos [de maneira que eles] necessariamente pecam”. Mas, Edwards alegava, DEUS não faz o mal por desejar o mal. Isto porque a culpajaz inteiramente na disposição má do coração que se formou em Adão e em nós, pela permissão de DEUS, tornando-a necessária. Aqui está a citação de Edwards mais clara acerca do assunto: “Para DEUS... ter a disposição [controle] deste assunto [a queda], concernente a reter estas influências, sem as quais a natureza será corrupta, não é ser o autor do pe”
Observem algumas coisas aqui. Primeiro, Edwards acreditava e ensinava que a natureza humana (e talvez a natureza criada em geral, incluindo os anjos) se tornariam necessariamente corruptos e pecariam sem a influência divina sobrenatural. Todos os calvinistas que seguem a linha Edwards nesse ponto (e a maioria segue) devem estar fazendo a mesma suposição. O correlato necessário disso é que a natureza humana não foi criada boa. Isso equipara a finitude a algo que “não é bom”. Claro, ninguém jamais pensou que a natureza finita é metafisicamente perfeita assim como DEUS é perfeito. Ela é capaz de corrupção. Mas dizer que ela necessariamente se tornará corrupta sem a influência sobrenatural de DEUS é colocar em xeque a bondade da criação de DEUS.
Segundo, Edwards está dizendo que DEUS reteve a influência necessária, e ele deve querer dizer que ele a retirou, pois caso contrário a queda teria acontecido imediatamente. De qualquer forma, DEUS poderia ter preservado Adão de pecar; ele escolheu não preservá-la, sabendo infalivelmente que Adão cairia se ele retirasse seu poder sobrenatural preservador.
Terceiro, a queda de Adão e todas suas consequências (incluindo o sequestro, estupro e morte da garotinha) foram desejados por DEUS e tornado certo por DEUS. Quarto, Edwards em nenhum lugar explica a origem da disposição má de Adão que o tornou culpado, e não DEUS. Mas sua doutrina da providência divina, que é soberania exaustiva até os mínimos detalhes, parece exigir que tudo na criação, incluindo todos os motivos e disposições, está sob o controle de DEUS e é tornado certo por DEUS. Entretanto, neste argumento Edwards parece estar dizendo que a disposição má de Adão simplesmente veio a existir do nada. Mas isso é proibido pela forte doutrina de Edwards da soberania de DEUS e por sua negação do livre-arbítrio libertário. Tudo vem de algum lugar! Se a inclinação má que levou Adão a pecar veio dele mesmo, de maneira autônoma, tal seria uma enorme concessão ao arminianismo!
John E. Smith, erudito em Edwards, editor de The Works ofjonathan Edwards, comenta que “deve ser, então, que DEUS, em sua sabedoria, conta uma natureza má necessária sujeita à culpa moral” E, à luz da afirmação de Edwards em outra parte que “nada pode acontecer, mais o que for a vontade e o prazer de DEUS devem acontecer... esta linguagem extraordinariamente forte parece colocar Edwards na posição de tornar DEUS a causa eficaz de todo pecado e mal” . Smith critica Edwards por falhar em considerar adequadamente o pecado de Adão e a ausência de culpa em DEUS e, falando da defesa de DEUS da parte de Edwards, “Edwards termina imperfeitamente”
Voltemos a Boettner. O que ele disse acerca da responsabilidade de DEUS pelo pecado e o mal? Fiel a sua doutrina da providência meticulosa, ele não hesitou em afirmar “a influência absoluta de DEUS sobre os pensamentos e intenções do coração [do homem]. Todavia, ele defendeu, as pessoas estão escravizadas pelo pecado por sua própria culpa. Como esta escravidão ao pecado começou? Boettner repete os argumentos de Edwards. Mesmo a queda de Adão e Eva foi “ordenada nos conselhos secretos de DEUS”, e DEUS utilizou esta influência sobre seus pensamentos e intenções para tornar certa a queda. “Todavia”, Boettner alegou, “DEUS de maneira alguma coagiu o homem a cair. Ele simplesmente reteve aquela graça coerciva imerecida com a qual Adão infalivelmente não teria caído, graça esta que Ele não tinha nenhuma obrigação de conceder”. De acordo com Boettner, assim como Edwards antes dele, este é o motivo pelo qual DEUS não é responsável pelo pecado e o mal e os seres humanos são. Todos desde Adão herdaram essa natureza corrompida e também se expressam pecaminosamente em razão dela.
Assim, de acordo com Boettner, a única maneira de DEUS ter sido o responsável pelo primeiro pecado de Adão é se ele o houvesse compelido a pecar. Simplesmente tornar certo seu pecado ao reter “a graça coerciva” de forma alguma faz de DEUS o responsável por ele. Duas perguntas surgem. Primeiro, quem acredita que uma pessoa que torna certa que outra pessoa irá cometer um crime, de maneira que a pessoa que. na verdade, comete o crime por não poder fazer o contrário, não é cúmplice do crime? Qualquer um que assiste a série de televisão Law & Order sabe que a pessoa ou a companhia que seduz uma pessoa para cometer um crime, ainda que indiretamente, é tão culpada quando a pessoa que comete o crime. E a pessoa que comete o crime é culpada apenas na medida em que ela era capaz de evitar cometer tal crime. Eu pergunto, se você estivesse em um júri e se tornasse convencido (a) pelas provas que o réu não poderia ter feito senão cometer a ofensa, você votaria pela condenação ou pela absolvição? Eu me arrisco que o senso comum dita que os jurados, em tais casos, votam pela absolvição.
Segundo, Boettner acredita que DEUS de forma alguma devia a Adão a graça coerciva necessária para não pecar. Considero tal coisa debatível. Mas a questão aqui não é se DEUS devia a graça a ele, mas se o DEUS que é amor, revelado mais plenamente em JESUS CRISTO, teria removido a graça, e assim, portanto, tornando certo que Adão cairia e com todas as consequências advindas da queda. O argumento de Boetnner que DEUS de forma alguma devia a graça coerciva a Adão certamente faz DEUS parecer indiferente, principalmente quando DEUS então culpa a Adão por pecar quando ele lhe criou com uma natureza tão fraca que o pecar era inevitável. Parece que, neste relato, DEUS configurou Adão para pecar. Me lembra o antigo poema humorístico acerca do teólogo holandês supralapsariano Francisco Gomaro, que atormentou Armínio por não aceitar este relato rígido da soberania de DEUS e de tudo que a acompanha:
Franciscus Gomarus was a supralpsarius; He actually gave Adam an excuse.
God had decreed,
Foreordained Adam’s deed.
God pre-cooked Adam’s goose.
Francisco Gomaro era supralapsário;
Ele, na verdade, deu a Adão uma desculpa.
DEUS havia decretado,
De Adão preordenado o pecado. Dando a Adão, de antemão, a culpa.
E o que dizer de outros calvinistas? O que eles dizem sobra a responsabilidade de DEUS e a responsabilidade humana pela queda e todas as suas consequências? Helm repete os argumentos de Edwards e Boettner acerca da ordenação de DEUS do mal e o ato de torná-lo certo. DEUS não causa as ações más, mas “as determina” por “retenção divina” :0°. Ele alega que apenas a causa imediata de um ato mau pode ser considerado culpado dele . Creio que isso seja enganoso porque vai contra o senso comum e a lei natural. Jeremy Evans está certo: “a responsabilidade última... reside onde a causa última está” .
John Piper evita as explicações tortuosas de outros calvinistas e simplesmente diz que ele não sabe como é que DEUS preordena o torna certo o pecado e o mal e, entretanto, os pecadores são responsáveis e DEUS não é. Ele diz que isto é, no final das contas, um mistério que não pode ser aliviado pelo raciocínio humano. A Bíblia simplesmente diz ambos: DEUS preordena o mal e os humanos são, mesmo assim, responsáveis” .
Muitos críticos do calvinismo rígido, incluindo este escritor, acreditam que uma grave contradição jaz no cerne desta forte visão da soberania de DEUS que inclui o ato de DEUS preordenar e tornar o mal certo - principalmente quando ela é explicada pelo mecanismo de “retenção” ou “retirada" da parte de DEUS da graça necessária de sorte que Adão caiu (e toda sua posteridade com ele) infalivelmente por desígnio de DEUS. Eu levo a sério o fato de que os calvinistas raramente atribuem a culpa do pecado a DEUS; eles quase sempre dizem que DEUS é moralmente puro e imaculado e que toda a culpa pelo pecado está com as criaturas pecaminosas. Mas o problema é que isso contradiz sua forte visão da soberania de DEUS que inclui a determinação de DEUS para o mal.
Quem pode culpar os que temem que isso inevitavelmente leve a consequência lógica e necessária de que DEUS seja o autor do pecado e do mal e que DEUS, portanto, assume a responsabilidade primária por eles? Exceto por um simples ato de força de vontade para abraçar o que é ininteligível, o que impede alguém que acredita nisso de ir adiante e dizer que as criaturas não são responsáveis e que DEUS é? O que alguém precisa enfrentar é a pergunta concernente a qual lado desta doutrina de dois lados; a saber, a soberania determinante e absoluta de DEUS e a responsabilidade única dos humanos pelo mal, a pessoa deva abraçar. A pessoa não pode, de fato, abraçar as duas sem que caia em contradição. Apelar para o mistério não é apropriado; a contradição não é um mistério. assim como Sproul enfaticamente argumenta em Eleitos de DEUS, eu concordo com ele quando ele escreve que “para os cristãos, abraçar ambos os pólos de uma clara contradição é cometer suicídio intelectual”28. Lidarei mais com este problema da inteligibilidade na conclusão.
 
 
LIÇÃO 5 - A SOBERANIA DE DEUS E O LIVRE-ARBÍTRIO HUMANO
LIÇÕES BÍBLICAS ALUNO - JOVENS E ADULTOS - 4º TRIMESTRE DE 2008 - O DEUS DO LIVRO E O LIVRO DE DEUS
Comentários do Pr. Elinaldo Renovato de Lima
 
 RESUMO DA LIÇÃO 5 - 4 TRIMESTRE DE 2008
A SOBERANIA DE DEUS E O LIVRE-ARBÍTRIO HUMANO
Há diferentes formas de interpretação quanto ao assunto "soberania de DEUS e livre-arbítrio humano" 
I - A ONIPOTÊNCIA DE DEUS
1. DEUS é Onipotente. Ele tudo pode: " ... operando eu, quem impedirá?" (ls 43.13).
2. A Onipotência e a vontade de DEUS.
Os atributos de DEUS revelam o seu maravilhoso e irrepreensível caráter. "pode fazer tudo o que quer, mas não quer fazer tudo o que pode".
II - A SOBERANIA DE DEUS E O LIVRE-ARBÍTRIO HUMANO
DEUS, ao criar o homem, proveu-o de livre-arbítrio.
1. Vontade permissiva e livre-arbítrio. o homem pode rejeitar a salvação.
2. Vontade diretiva e predestinação. Vontade diretiva de DEUS opera em conformidade com sua sabedoria e soberania.  
III - PREDESTINAÇÃO E LIVRE-ARBÍTRIO
1. A predestinação e o livre-arbítrio. A Bíblia enfatiza tanto a doutrina da predestinação divina, quanto o ensinamento do livre-arbítrio humano.
2. A obra redentora e a presciência de DEUS. Uma interpretação bíblica livre de qualquer preconceito mostrará claramente que DEUS predestinou
todos os homens à salvação, mediante a obra redentora de JESUS, portanto, a predestinação fatalista contradiz dois atributos divinos:
a justiça o amor.
IV - OBSERVAÇÕES DOUTRINÁRIAS
1. A segurança salvífica. O crente está seguro quanto a sua salvação enquanto ele permanece em CRISTO (Jo 15.1-6).
2. A predestinação fatalista. Este ensino só considera a soberania de DEUS, e não sua graça e justiça (Rm 11.5; 3.21; Tt 2.11).     
CONCLUSÃO: As doutrinas da predestinação divina e do livre-arbítrio humano não estão na Bíblia para motivar controvérsias, especulação ou
coisas semelhantes, mas para encorajar o crente.  
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Isaías 43.11-13; Efésios 1.4-5; João 3.16
11 - Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador.
12 - Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor; eu sou DEUS.
13 - Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?
Efésios 1
4 - Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade, 5 -  e nos predestinou para filhos de adoção por JESUS CRISTO, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade.
João 3
16 - Porque DEUS amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
  
ELEIÇÃO do povo de DEUS: Êx 6:7; Dt 4:37; 7:6; Mt 25:34; Jo 15:16; Gl 4:30; Ef 1:4; 1Pe 1:2.
PREDESTINAÇÃO: Pv 16:4; At 4:28; Rm 8:29; 9:11; Ef 1:4; 3:11; 1Pe 1:20.
POVO DE DEUS: Referido como os escolhidos: Mt 24:22,31; Lc 18:7; Rm 8:33; 2Tm 2:10; 1Pe 1:2.
                                Chamados escolhidos: Dt 7:6; Sl 4:3; 1Co 1:26; Ef 1:4; Tg 2:5; 1Pe 2:10.
 
SOMENTE O VERSÍCULO A SEGUIR DEVERIA SER SUFICIENTE PARA SABERMOS SOBRE PREDESTINAÇÃO E LIVRE-ARBÍTRIO, PORÉM COMO SÃO MUITAS AS DÚVIDAS VEREMOS DETALHADAMENTE SOBRE ESSE ASSUNTO NESTA LIÇÃO.
 
E também nele que vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação. Tendo nele crido,
fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa. (Ef 1.13). grifo nosso.
 
1- Nós só estamos em CRISTO depois que ouvimos a palavra da verdade.
2- Nós ouvimos o evangelho da salvação.
3- Nós acreditamos nessa pregação.
4- Aí então, recebemos o selo do ESPÍRITO SANTO da promessa.
5- Daí para frente estamos predestinados para a salvação, antes não estávamos.
 
Isso é bem claro, mas vamos ainda nos dedicar ao estudo fazendo uma analogia:
No tocante à eleição e predestinação, podemos aplicar a analogia de um grande navio viajando para o céu. DEUS escolhe o navio (a igreja) para ser sua própria nau. CRISTO é o Capitão e Piloto desse navio. Todos os que desejam estar nesse navio eleito, podem fazê-lo mediante a fé viva em CRISTO. Enquanto permanecerem no navio, acompanhando seu Capitão, estarão entre os eleitos. Caso alguém abandone o navio e o seu Capitão, deixará de ser um dos eleitos. A predestinação concerne ao destino do navio e ao que DEUS preparou para quem nele permanece. DEUS convida todos a entrar a bordo do navio eleito mediante JESUS CRISTO e nele permanecer até o fim da viagem (arrebatamento e vida eterna com DEUS em um novo corpo, corpo celeste, incorruptível).
 
SOBERANIA DE DEUS   X    LIVRE-ARBÍTRIO DO HOMEM
Se não houvesse Livre-arbítrio os homens seriam fantoches ou robôs.
 
ÁRABES – Maktub ( “Está escrito”) Doutrina do Destino- Uns nascem para serem pobres e sofrerem e outros para serem ricos e viverem bem. "O universo poderia estar lá, conspirando para que seusucesso fosse inevitável e vivem assim... acreditando que tudo está escrito e que apesar do livre arbítrio, sempre chegam ao encontro do que lhes foi destinado...           
                 
CALVINISMO RADICAL  -  João Calvino - Uns nasceram para Salvação eterna outros para perdição eterna.
ARMINIANISMO   -  Jacobus Arminos -    DEUS é Soberano, porém o homem possui o Livre-arbítrio, a salvação é para todos, porém só para quem aceitar a JESUS como Salvador e Senhor.
 
O Calvinismo radical leva o homem a viver de qualquer maneira, pois já está salvo. (Batistas tradicionais, presbiterianos, neo-pentecostais, etc...Liberdade do corpo)
Arminianismo radical no livre-arbítrio leva o homem a pensar que pode ganhar a salvação pelas obras. (Espiritismo, catolicismo, islamismo, judaismo, budismo, hinduismo, etc... justificação pelas obras)
 
Observação – Se não houvesse o livre-arbítrio o homem não seria semelhante a DEUS.
 

RESUMO DAS DOUTRINAS CALVINISMO E ARMINIANISMO

CALVINISMO

João Calvino (Noyon, 10 de Julho de 1509 — Genebra, 27 de Maio de 1564) foi um teólogo cristão francês que sistematizou a predestinação absoluta, só para os pré-eleitos, sem direito de escolha.

ARMINIANISMO

Jacó Armínio (James Arminius, Jacob Harmenszoon; 10 de outubro de 1560 – 19 de outubro de 1609) foi um teólogo neerlandês que sistematizou a predestinação para todos os que aceitarem a salvação em JESUS, levando em conta o Livre-arbítrio.

Predestinação garantida desde o nascimento                                

Predestinação Condicional  

Expiação de JESUS particular – Só para eleitos                               

Expiação Universal – Para todos – Para quem quer  

Depravação Geral       

Livre-arbítrio  

Perseverança dos salvos – Basta estar na Igreja

Qualquer um pode rejeitar a salvação (Rejeitar a graça)

Graça Irrestível – Uma vez salvo, salvo para sempre                  

Pode cair da graça

 
 

ELEIÇÃO E PREDESTINAÇÃO (CPAD - BEP EM CD)
Ef 1.4,5 “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade, e 
nos predestinou para filhos de adoção por JESUS CRISTO, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade.”
ELEIÇÃO.
A escolha por DEUS daqueles que crêem em CRISTO é uma doutrina importante (ver Rm 8.29-33; 9.6-26; 11.5, 7, 28; Cl 3.12; 1Ts 1.4; 2Ts 2.13; Tt 1.1). A eleição (gr. eklegoe) refere-se à escolha feita por DEUS, em CRISTO, de um povo para si mesmo, a fim de que sejam santos e inculpáveis diante dEle (cf. 2Ts 2.13). Essa eleição é uma expressão do amor de DEUS, que recebe como seus todos os que recebem seu Filho JESUS (Jo 1.12). A doutrina da eleição abarca as seguintes verdades: 
(1) A eleição é cristocêntrica, i.e., a eleição de pessoas ocorre somente em união com JESUS CRISTO. DEUS nos elegeu em CRISTO para a salvação (1.4; ver v. 1). O próprio CRISTO é o primeiro de todos os eleitos de DEUS. A respeito de JESUS, DEUS declara: “Eis aqui o meu servo, que escolhi” (Mt 12.18; cf. Is 42.1,6; 1Pe 2.4). Ninguém é eleito sem estar unido a CRISTO pela fé.
(2) A eleição é feita em CRISTO, pelo seu sangue; “em quem [CRISTO]... pelo seu sangue” (1.7). O propósito de DEUS, já antes da criação (1.4), era ter um povo para si mediante a morte redentora de CRISTO na cruz. Sendo assim, a eleição é fundamentada na morte sacrificial de CRISTO, no Calvário, para nos salvar dos nossos pecados (At 20.28; Rm 3.24-26).
(3) A eleição em CRISTO é em primeiro lugar coletiva, i.e., a eleição de um povo (1.4,5, 7, 9; 1Pe 1.1; 2.9). Os eleitos são chamados “o seu [CRISTO] corpo” (1.23; 4.12), “minha igreja” (Mt 16.18), o “povo adquirido” por DEUS (1Pe 2.9) e a “noiva” de CRISTO (Ap 21.9). Logo, a eleição é coletiva e abrange o ser humano como indivíduo, somente à medida que este se identifica e se une ao corpo de CRISTO, a igreja verdadeira (1.22,23; ver Robert Shank, Elect in the Son (Eleitos no Filho). É uma eleição como a de Israel no AT (ver Dt 29.18-21; 2Rs 21.14 ).
(4) A eleição para a salvação e a santidade do corpo de CRISTO são inalteráveis. Mas individualmente a certeza dessa eleição depende da condição da fé pessoal e viva em JESUS CRISTO, e da perseverança na união com Ele. O apóstolo Paulo demonstra esse fato da seguinte maneira:
(a) O propósito eterno de DEUS para a igreja é que sejamos “santos e irrepreensíveis diante dele” (1.4). Isso se refere tanto ao perdão dos pecados (1.7) como à santificação e santidade. O povo eleito de DEUS está sendo conduzido pelo ESPÍRITO SANTO em direção à santificação e à santidade (ver Rm 8.14; Gl 5.16-25). O apóstolo enfatiza repetidas vezes o propósito supremo de DEUS (ver 2.10; 3.14-19; 4.1-3, 13,14; 5.1-18).
(b) O cumprimento desse propósito para a igreja como corpo não falhará: CRISTO a apresentará “a si mesmo igreja gloriosa... santa e irrepreensível” (5.27).
(c) O cumprimento desse propósito para o crente como indivíduo dentro da igreja é condicional. CRISTO nos apresentará “santos e irrepreensíveis diante dele” (1.4), somente se continuarmos na fé. A Bíblia mostra isso claramente: CRISTO irá “vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho” (Cl 1.22,23).
(5) A eleição para a salvação em CRISTO é oferecida a todos (Jo 3.16,17; 1Tm 2.4-6; Tt 2.11; Hb 2.9), e torna-se uma realidade para cada pessoa consoante seu prévio arrependimento e fé, ao aceitar o dom da salvação em CRISTO (2.8; 3.17; cf. At 20.21; Rm 1.16; 4.16). Mediante a fé, o ESPÍRITO SANTO admite o crente ao corpo eleito de CRISTO (a igreja) (1 Co 12.13), e assim ele torna-se um dos eleitos. Daí, tanto DEUS quanto o homem têm responsabilidade na eleição (ver Rm 8.29; 2Pe 1.1-11).
A PREDESTINAÇÃO.
A predestinação (gr. proorizo) significa “decidir de antemão” e se aplica aos propósitos de DEUS inclusos na eleição. A eleição é a escolha feita por DEUS, “em CRISTO”, de um povo para si mesmo (a igreja verdadeira). A predestinação abrange o que acontecerá ao povo de DEUS (todos os crentes genuínos em CRISTO).
(1) DEUS predestina seus eleitos a serem:
(a) chamados (Rm 8.30); justificados (Rm 3.24; 8.30);
(c) glorificados (Rm 8.30);
(d) conformados à imagem do Filho (Rm 8.29);
(e) santos e inculpáveis (1.4);
(f) adotados como filhos (1.5);
(g) redimidos (1.7);
(h) participantes de uma herança (1.14);
(i) para o louvor da sua glória (1.12; 1Pe 2.9);
(j) participantes do ESPÍRITO SANTO (1.13; Gl 3.14); e
(l) criados em CRISTO JESUS para boas obras (2.10).
(2) A predestinação, assim como a eleição, refere-se ao corpo coletivo de CRISTO (i.e., a verdadeira igreja), e abrange indivíduos somente quando inclusos neste corpo mediante a fé viva em JESUS CRISTO (1.5, 7, 13; cf. At 2.38-41; 16.31).
Selados:
É a marca de DEUS. Os Israelitas eram selados com a circuncisão feita na carne, por meio de mãos humanas, era sinal de aliança entre DEUS e seu povo. Agora somos selados , circuncidados no CORAÇÃO, pela palavra de DEUS que faz um profundo corte em nossa alma e nos dá o ESPÍRITO SANTO como selo de possessão de DEUS.
PENHOR = Ver Jo 14
 
CADA PESSOA TEM DIREITO Á SALVAÇÃO
A-   Basta arrepender-se, At 3.19
B-   Basta ter fé em JESUS, Jo 3.16
C-   Basta apropriar-se da salvação garantida, Jo 1.12
  
LEITURAS IMPORTANTES:
Dt 7.7-11 - O amor de DEUS é o fundamento da eleição de Israel
7 O SENHOR não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos, 8 mas porque o SENHOR vos amava; e, para guardar o juramento que jurara a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito. 9 Saberás, pois, que o SENHOR, teu DEUS, é DEUS, o DEUS fiel, que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos; 10 e dá o pago em sua face a qualquer dos que o aborrecem, fazendo-o perecer; não  será remisso para quem o aborrece; em sua face lho pagará. 11 Guarda, pois, os mandamentos, e os estatutos, e os juízos que hoje te mando fazer.
MISERICÓRDIA... AOS QUE O AMAM. DEUS escolheu Israel movido pelo seu amor aos israelitas (vv. 7,8). Além disso, DEUS prometeu que cumpriria fielmente o seu concerto e usaria de misericórdia de geração em geração, para com os "que o amam e guardam os seus mandamentos" (cf. 6.4-9). Não somente o amor de DEUS dependia dessa atitude de amor e obediência, mas também disso dependia a prosperidade deles (vv. 13,14), sua saúde (v. 15) e seu triunfo militar (vv. 16-18).
 
Ap 13.8 - DEUS amou o mundo desde a sua fundação
E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
CORDEIRO QUE FOI MORTO DESDE A FUNDAÇÃO DO MUNDO. A morte redentora de CRISTO, pela salvação da humanidade, foi determinada por DEUS desde o início da criação do mundo (ver 17.8; Gn 3.15; 1 Pe 1.18-20).
17.8- ESCRITOS NO LIVRO DA VIDA, DESDE A FUNDAÇÃO DO MUNDO. Estas palavras não poderão ser usadas para comprovar a eleição predeterminada do indivíduo para a salvação, ou perdição; pois, de acordo com a Bíblia, o nome de alguém pode ser apagado do livro da vida por infidelidade e abandono da fé (3.5; ver 13.8; cf. Sl 69.28).
Gn 3.15 ESTA TE FERIRÁ A CABEÇA, E TU LHE FERIRÁS O CALCANHAR. Este versículo contém a primeira promessa implícita do plano de DEUS para a redenção do mundo. Prediz a vitória final da raça humana e de DEUS contra Satanás e o mal. É uma profecia do conflito espiritual entre a semente da mulher (i.e., o Senhor JESUS CRISTO) e a semente da serpente (i.e., Satanás e os seus seguidores; ver v.1). DEUS promete aqui, que CRISTO nasceria de uma mulher (cf. Is 7.14), e que Ele seria ferido ao ser crucificado, porém, ressuscitaria dentre os mortos para destruir completamente (i.e., ferir ) Satanás, o pecado e a morte, para salvar a humanidade (Is 53.5; Mt 1.20-23; 1Pe 1.18-20 As Escrituras deixam claro que a morte sacrificial de CRISTO na cruz é a razão da redenção do crente, i.e., sua libertação da escravidão ao pecado (cf. Ef 1.7; ver Hb 9.14).
 
1 Pe 1.2 - A eleição é segundo a presciência de DEUS Pai
 eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça e paz vos sejam multiplicadas.
A PRESCIÊNCIA DE DEUS. A presciência divina é o eterno amor e propósito de DEUS para com o seu povo, a igreja (ver Rm 8.29). Os "eleitos" são o conjunto dos verdadeiros crentes, escolhidos em harmonia com a resolução divina de redimir a igreja pelo "sangue de JESUS CRISTO", em "santificação do ESPÍRITO". Todos os crentes devem participar da sua eleição, procurando diligentemente tornar mais firme sua vocação e eleição (ver 2 Pe 1.5,10).
A predestinação (gr. proorizo) significa “decidir de antemão” e se aplica aos propósitos de DEUS inclusos na eleição. A eleição é a escolha feita por DEUS, “em CRISTO”, de um povo para si mesmo (a igreja verdadeira). A predestinação abrange o que acontecerá ao povo de DEUS (todos os crentes genuínos em CRISTO).
(1) DEUS predestina seus eleitos a serem: (a) chamados (Rm 8.30); justificados (Rm 3.24; 8.30); (c) glorificados (Rm 8.30); (d) conformados à imagem do Filho (Rm 8.29); (e) SANTOS e inculpáveis (1.4); (f) adotados como filhos (1.5); (g) redimidos (1.7); (h) participantes de uma herança (1.14); (i) para o louvor da sua glória (1.12; 1Pe 2.9); (j) participantes do ESPÍRITO SANTO (1.13; Gl 3.14); e (l) criados em CRISTO JESUS para boas obras (2.10).
(2) A predestinação, assim como a eleição, refere-se ao corpo coletivo de CRISTO (i.e., a verdadeira igreja), e abrange indivíduos somente quando inclusos neste corpo mediante a fé viva em JESUS CRISTO (1.5, 7, 13; cf. At 2.38-41; 16.31).
 
Ef 1.5-9 - Predestinados para sermos filhos de adoção
5 que, mediante a fé, estais guardados na virtude de DEUS, para a salvação já prestes para se revelar no último tempo, 6 em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, 7 para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de JESUS CRISTO; 8 ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso, 9 alcançando o fim da vossa fé, a salvação da alma.
No tocante à eleição e predestinação, podemos aplicar a analogia de um grande navio viajando para o céu. DEUS escolhe o navio (a igreja) para ser sua própria nau. CRISTO é o Capitão e Piloto desse navio. Todos os que desejam estar nesse navio eleito, podem fazê-lo mediante a fé viva em CRISTO. Enquanto permanecerem no navio, acompanhando seu Capitão, estarão entre os eleitos. Caso alguém abandone o navio e o seu Capitão, deixará de ser um dos eleitos. A predestinação concerne ao destino do navio e ao que DEUS preparou para quem nele permanece. DEUS convida todos a entrar a bordo do navio eleito mediante JESUS CRISTO.
 
Ef 1.11-13 - A predestinação é conforme o propósito de DEUS
11 nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade, 12 com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que primeiro esperamos em CRISTO; 13 em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa;
 FOSTES SELADOS COM O ESPÍRITO SANTO. Como "selo", o ESPÍRITO SANTO é dado ao crente como a marca ou evidência de propriedade de DEUS. Ao outorgar-nos o ESPÍRITO, DEUS nos marca como seus (ver 2 Co 1.22). Assim, temos a evidência de que somos filhos adotados por DEUS, e que a nossa redenção é real, pois o ESPÍRITO SANTO está presente em nossa vida (cf. Gl 4.6). Podemos saber que realmente pertencemos a DEUS, pois o ESPÍRITO SANTO nos regenera e renova (Jo 1.12,13; 3.3-6), nos liberta do poder do pecado (Rm 8.1-17; Gl 6.16-25), nos faz conscientes de que DEUS é nosso Pai (v. 5; Rm 8.15; Gl 4.6) e nos enche de poder para testemunhar (At 1.8; 2.4).
 O ESPÍRITO SANTO. O ESPÍRITO SANTO e seu lugar na redenção do crente é um dos pontos principais desta carta. O ESPÍRITO SANTO no crente: (1) é a marca ou sinal de propriedade de DEUS (v. 13); (2) é a primeira "porção" ou "quinhão" da herança do crente [traduzido "penhor"] (v. 14); (3) é o ESPÍRITO de sabedoria e de revelação (v. 17); (4) ajuda o crente a aproximar-se de DEUS (2.18); (5) edifica os crentes como templo SANTO (2.21,22); (6) revela o mistério de CRISTO (3.4,5); (7) fortalece o crente com poder, no homem interior (3.16); (8) promove a unidade da fé cristã, na completa semelhança de CRISTO (4.3,13); (9) entristece-se com o pecado na vida do crente (4.30); (10) quer repetidamente encher e capacitar o crente (5.18); e (11) ajuda na oração e na guerra espiritual (6.18).
 
Rm 8.29 - Predestinados para sermos conforme à imagem de CRISTO
Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
OS QUE DANTES CONHECEU. Neste versículo, conhecer de antemão é o equivalente a amar de antemão e é usado no sentido de "ter como objeto de estima afetiva" e "optar por amar desde a eternidade" (cf. Êx 2.25; Sl 1.6; Os 13.5; Mt 7.23; 1 Co 8.3; Gl 4.9; 1 Jo 3.1). (1) A presciência de DEUS, aqui, significa que Ele determinou desde a eternidade, amar e redimir a raça humana através de CRISTO (5.8; Jo 3.16). O objeto da presciência (ou do amor eterno) de DEUS aparece no plural e refere-se à igreja. Isso significa que o amor eterno de DEUS objetiva, principalmente, o corpo coletivo de CRISTO (Ef 1.4; 2.4; 1 Jo 4.19) e somente tem a ver com indivíduos à medida que estes integram esse corpo coletivo, mediante a fé permanente em CRISTO e a sua união com Ele (Jo 15.1-6). (2) O corpo coletivo de CRISTO alcançará a glorificação no porvir (v. 30). O crente, considerado à parte, não alcançará a glorificação, caso ele venha a separar-se do corpo de CRISTO, amado de antemão pelo Pai, e deixar de conservar sua fé no Senhor (vv. 12-14,17; Cl 1.21-23)
 
CONCLUSÃO:
No próprio Éden, DEUS concede a liberdade para o homem escolher entre o certo e o errado, entre a vida e a morte, entre a natureza divina e a natureza carnal (Gn 3.1-13; Dt 30.19).
 
A chamada para a salvação
 

A chamada é universal.

O termo "chamada", no original, é traduzido em Efésios 1.18 por "vocação", ou "chamamento". Diz respeito ao gracioso ato divino pelo qual Ele chama os pecadores para a salvação em JESUS CRISTO , a fim de que sejam SANTOS (Rm 8.29,30; 11.5,6; Gl 1.6,15).

Esta chamada ocorre mediante a proclamação do Evangelho (Jo 1.10,11; At 13.46; 17.30; 1 Co 1.9, 18,24; 2 Ts 1.8-10; 2.14).

Segundo as Escrituras, é da vontade de DEUS que todos os homens sejam salvos (At 17.30; 1 Tm 2.3,4; 2 Pe 3.9 cf. Mt 9.13;). É uma vocação que opera para a salvação, fundamentada na escolha do homem (At 13.46-48).

A vocação divina para a salvação do homem é uma obra da qual a Trindade participa: é atribuída ao Pai (1 Co 1.9; 1 Ts 2.12; 1 Pe 5.10) ao Filho (Mt 1.28; Lc 5.32; Jo 7.37) e ao ESPÍRITO SANTO (Jo 14.16,17,26; 16.8-11; Jo 15.26; At 5.31,32).

 
A SALVAÇÃO
 

É para todos,

individualmente.

A salvação é algo efetuado por DEUS de forma pessoal e singular: "...todo aquele que nele crê..." (Jo 3.16); "...aquele que vem..." (Jo 6.37); "...todo aquele que invocar..." (Rm 10.13); "...eu nele..." (Jo 15.5).

DEUS nos predestinou para Ele, para a adoção de filhos, por meio de JESUS CRISTO, segundo o beneplácito de sua vontade (Ef 1.5).

A eleição divina foi feita com base em seu amor por todos os seres humanos (Jo 3.16; 1 Tm 2.3,4). O cuidado de DEUS também é visto até mesmo para com os rebeldes (Ez 33.11).

Pedro afirma que DEUS não faz acepção de pessoas (At 10.34). 

A decisão é pessoal, com conseqüências eternas em nossa vida.  "quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado" (Mc 16.16)."Se com tua boca confessares... "(Rm 10.9).

Os que não aceitam a JESUS como seu Salvador são os únicos responsáveis pelos seus atos, visto ser a vontade de DEUS que todos os homens se salvem (2 Tm 2.3,4).

O interesse de JESUS por todos é manifesto em sua pergunta, quando realçou claramente a dureza dos corações daqueles que o recusaram: "... não quereis vir a mim para terdes vida?" (Jo 5.40 cf. Mt 23.37). O evangelho é um presente de DEUS para todas as pessoas, cabe a cada uma delas aceitá-lo ou não. JESUS convida a cada um, indistintamente: "Vinde a mim..." (Mt 11.28); "... Aquele que tem sede venha e quem quiser receba de graça da água da vida" (Ap 22.17).

 
 
A vontade soberana de DEUS é que todos sejam salvos, porém esta salvação está condicionada à fé em JESUS CRISTO.
É a partir da aceitação da graça de DEUS que a revelação pelo ESPÍRITO SANTO é dada ao arrependido pecador, então a misericórdia de DEUS é demonstrada e este que a partir daí está predestinado à vida eterna com DEUS, desde que permaneça em sua fé no filho de DEUS.
  
ARMINIANISMO segundo o dicionário Wycliffe
O Arminianismo é uma forma de teologia protestante que possui ao menos alguma semelhança com os ensinamentos de James Arminius (1560-1609). Em sua forma original, refere-se principalmente à doutrina que diz que a predestinação está condicionada à resposta que o homem (de forma livre) dá à graça de DEUS - o ensino de Arminius era semelhante ao dos protestantes Jonh Wesley e dos evangélicos conservadores deste século, tal como o falecido H. Orton Wiley (veja Christian Theology, vol. 3. 1940-46). Na sua forma menos autêntica, está associado ao Socinianismo, Unitarianismo, Latitudinarianismo, e outras teologias liberais, que levaram ao extremo certas idéias desenvolvidas por Arminius, principalmente sua tolerância e ênfase à liberdade humana. Lambertus Jacobus van Holl, referindo-se a estas idéias, fala sobre “o aumento do envolvimento do Arminianismo na teologia liberal” (“From Arminius to ARMINIANISMO in Dutch Theology”, Man’s Faith and Freedom, p. 27).
Os Antecedentes do Arminianismo
Arminius não originou o que se chama hoje de Arminianismo, mas foi apenas o seu principal expoente. Logo depois de ter se associado a tais ensinos, como a predestinação condicional, muitos eruditos ou seguia naquela direção ou ensinava aquela doutrina.
É bem sabido o fato de que o erudito Erasmo ensinou sobre a liberdade humana, em uma visão oposta à visão Agostiniana de Lutero, embora Erasmo fosse humanista e, portanto, bem diferente de Arminius, que viveu em uma época posterior.
Melancton parece ter gravitado na direção da predestinação condicional (veja Caspar Brandt, The Life of James Arminius, pp. 32-34).
Os Anabatistas, conhecidos mais tarde como Menonitas ensinaram que a condição para a salvação é universal, e que os homens dão o voto decisivo na sua condenação ou libertação. Embora Zwingli e Calvino tenham ensinado a predestinação incondicional, essa visão não era universalmente sustentada, e nem mesmo em sua própria terra, a Suíça. Em Zurique, o ilustre Bullinger questionou durante um certo tempo os ensinamentos de Calvino; e Jerome Bolsec e Charles Perrot, ambos de Genebra, também se opunham a essa visão.
Na Holanda, algumas décadas antes do Sínodo de Dort (1618-19), a maioria dos ministros estava inclinada à predestinação condicional. Theodore Beza, genro e sucessor de Calvino na Academia de Genebra, onde muitos ministros foram treinados para as igrejas Reformadas, começou a esperar que muitos dos estudantes dos Países Baixos fossem condicionalistas - embora ele próprio fosse um supralapsariano, ou seja, aquele que crê que a decisão de eleger alguns e condenar outros foi feita antes da criação e queda de Adão.
Na recém fundada universidade em Leyden, na Holanda, durante os seis anos em que Arminius ali estudou, a maioria dos professores era “Arminiana” (1775-1781). Nem a Confissão Belga nem o Catecismo de Heidelberg, os dois maiores credos das igrejas Reformadas, tinham ensinado a predestinação incondicional antes dos Canones de Dort - a não ser no caso de alguma inferência. Arminius estava certo de que eles não haviam ensinado claramente aquela doutrina.
Na Inglaterra, em 1595,foi negado o grau de Bacharel em Divindade de Cambridge a William Barrett, porque ele rejeitou as visões calvinistas de William Perkins, de Cambridge. Nesta época, o teólogo Peter Baro foi destituído da sua posição em Cambridge pela mesma razão (veja Carl Bangs, “Arminius and the Reformation”, Church History, junho de 1961, p. 7).
Mas, dentre todos, Arminius era indubitavelmente o mais capacitado, “De todos os agentes daquele movimento [o retrocesso do Calvinismo], embora tão fértil de poderosos, ninguém desempenhou papel mais notável, proeminente e exasperante do que Arminius” (John Guthrie, “Translator’s Preface". The Life of James Arminius, by Caspar Brandt. P. XIV).
Os Ensinos de Arminius
A “Declaração de Sentimentos de Arminius” (veja The Writings of James Arminius, I, 193), apresentada por ele perante as autoridades governamentais em Hague, em 1608, transmite suas próprias idéias e dá 20 argumentos contra o supralapsarianismo da Universidade de Leyden Francis Gomarus. Os argumentos de Arminius, condensados, dizem que a doutrina é falsa porque ela transforma DEUS em autor do pecado.
É nesse tratado também que Arminius apresenta sua distinta doutrina dos decretos divinos. Enquanto os supralapsarianos ensinavam que o decreto de salvar e condenar alguns indivíduos precedia o decreto de criá-los, Arminius ensinava que o primeiro decreto era enviar CRISTO para redimir os homens pecadores; o segundo era receber na graça aqueles que se arrependessem e cressem; o terceiro era ajudar todos os homens a se arrepender e crer (graça impeditiva); e o quarto era salvar e condenar os indivíduos de acordo com o conhecimento prévio de DEUS, de uma forma em que eles responderíam livremente ao dom da graça.
É importante também, para um melhor entendimento dos ensinos de Arminius, notar sua visão de liberdade humana. Em relação a isso ele não era um pelagiano, embora fosse acusado disto durante a sua vida. Ao contrário do antigo Pelágio, ele acreditava na queda da raça humana causada pelo pecado de Adão; e embora acreditasse que o “poder do arbítrio” estivesse retido no homem depois da queda, acreditava não ser possível para os homens caídos, sem a ajuda da graça impeditiva, exercer esta capacidade de liberdade em direção a qualquer coisa boa. Sobre o homem caído, natural, Arminius escreveu: “Neste estado, o livre arbítrio do homem em relação ao bem verdadeiro não está apenas ferido, mutilado, débil, torto e enfraquecido; mas também preso, destruído, e perdido. E estas forças não estarão apenas debilitadas e inutilizadas a menos que sejam assistidas pela graça divina, e não terão mais qualquer poder exceto aquele que lhe for instilado por esta preciosa graça. Porque CRISTO disse, ‘Sem mim, nada podeis fazer’”. (The Writings of Arminius, ed. por Nichols, I, 526).
Ele também escreveu: “A mente, neste estado é escura, destituída do conhecimento da salvação, e de acordo com o apóstolo, incapaz das coisas que se relacionam ao ESPÍRITO de DEUS. Porque ‘o homem natural não compreende as coisas do ESPÍRITO de DEUS" (1 Co 2.14; ibid.). Simultaneamente a esta escuridão do espírito e perversidade de coração, está a fraqueza absoluta de todos os poderes para realizar o que é verdadeira mente bom, e negligenciar a perpetração daquilo que é maligno” (ibid., pg 527). Como suporte, ele cita as palavras de CRISTO: “Não pode a árvore... má dar frutos bons”. (Mt. 7.18), e “como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus?” (Mt 12.34). Dentre outros fundamentos, ele também cita João 6.44. “Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, o não trouxer”. Depois de citar João 8.36. “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres”, ele diz. “Segue-se que a nossa vontade não é livre desde a primeira queda; ou seja, não é livre para o bem a menos que seja liberta pelo Filho através do seu ESPÍRITO” (ibid., pg 528).
Sempre se supôs que Arminius sustentava a doutrina da santificação absoluta, ou perfeição cristã (veja este erro em Man’s Faith and Freedom, pp. 66-79). Mas Arminius não ensinou esta doutrina. É verdade que às vezes ele parecia sugerir o ensino wesleyano. Sobre santificação, ele diz que esta é apenas para os crentes e que é uma atitude aceita por fé (Works, II, 120), e que é a “purificação o pecado”. Ele tirou algumas idéias a partir de uma compreensão wesleyana, através destas passagens, ao dizer. “Esta santificação não se completa em um único momento, mas o pecado... vai se enfraquecendo cada vez mais...” (ibid.). E também escreveu: “Quem pode negar, quando as Escrituras afirmam, que há em nós os remanescentes do pecado e do velho homem, enquanto vivermos nesta vida mortal?” (II, p. 263).
Arminius tentou fazer uma teologia realmente bíblica. Ele sentiu que a filosofia estóica, ao invés da Bíblia, era a base da doutrina da predestinação incondicional de Agostinho; porque os estóicos ensinaram que existe uma lei de necessidade escrita dentro da própria natureza da existência, à qual tanto o homem quanto DEUS estão sujeitos. Arminius também sentiu que os credos freqüentemente se tomavam mais autoritários do que as Escrituras, e acreditava que tanto a Confissão Belga quanto o Catecismo de Heidelberg deveriam ser interpretados, ou talvez corrigidos através da Bíblia.
Arminius era também irônico, embora fosse um homem pacífico e amoroso, que clamava não por uma uniformidade rígida de crença, mas por tolerância. É irônico que durante seus últimos anos e logo após a sua morte, o povo holandês tenha se posicionado de forma tão apaixonada quanto à questão da predestinação, de tal forma que muitos chegaram a se perguntar se a questão poderia causar uma guerra civil.
Arminius seguiu interesses práticos ao invés de simplesmente especulativos. Ele escreveu: “Porque a teologia que pertence a este mundo é prática... A teologia teórica pertence ao outro mundo... Por esta razão, devemos revestir o objeto da nossa teologia de tal modo que ela nos incline à adoração a DEUS, e nos persuada completa mente e nos traga a esta prática” (Writings, I, 60).
Durante séculos pensou-se que Arminius já teria sido um supralapsariano Calvinista, e que tivesse abraçado a doutrina da predestinação condicional. Supõe-se que esta mudança tenha se dado depois de lhe terem pedido que apoiasse o supralapsarianismo, contra o tipo de predestinação condicional que o humanista holandês Richard Coornhert estava defendendo, e contra o sublapsarianismo de certos ministros da cidade de Delft - o sublapsarianismo seria uma visão em que o decreto de DEUS para salvar ou condenar alguns indivíduos teria sido tomada depois do pecado voluntário e queda de Adão. Peter Bertius afirmou que Arminius mudou do supralapsarianismo para predestinação condicional. Bertius fez esta afirmação em um discurso fúnebre na época da morte de Arminius, o que parece ter influenciado aqueles que escreveram sobre Arminius desde então.
Embora esta questão não tenha sido resolvida, Carl Bangs, a principal autoridade da atualidade nas questões sobre Arminius, deu um exemplo interessante em relação à teoria de que Arminius havia sido um condicionalista durante todos os anos, e não se casou anteriormente com o supralapsarianismo (veja Carl O. Bangs, Arminius and Reformed Theology, Univ. of Chicago Library, 1958). Bangs cita o fato de que a única evidência elementar contrária é a afirmação de Bertius, mas que Bertius não era tão próximo de Arminius quanto alguns pensaram. Bangs também diz que Beza queria que seus alunos holandeses fossem condicionalistas, e assim não se chocava com Arminius, mas ao invés disso recomendava-o amplamente na conclusão dos seus estudos. Quanto ao motivo pelo qual teria sido solicitado a Arminius apoiar o supralapsarianismo , Bangs sustenta que, (1) primeiro solicitaram a outra pessoa, Martin Lydius, que por sua vez pediu a Arminius; e que (2) talvez este pedido se destinasse a diminuí-lo, junto com seu condicionalismo, em campo aberto, Um fator que isto não explica, entretanto, é porque Arminius teria aceitado tal tarefa, se de fato já era um oponente do supralapsarianismo.
O Arminianismo na Holanda
Em 1610, um ano depois da morte de Arminius, 42 ministros e dois educadores se encontraram em Hague, e prepararam e assinaram um documento que concordava de maneira geral com o que Arminius havia ensinado. Escrito por John Uytenbogaert, o amigo mais próximo de Arminius desde os tempos de estudante em Genebra, ele veio a se chamar Remonstrance, e os seus assinantes, Remonstrantes. Este documento, dirigido ao governo da Holanda, enumerava cinco doutrinas sustentadas por Uytenbogaert e seus associados, e era destinado a ganhar permissão oficial, para a promulgação daquelas doutrinas nas igrejas Reformadas da Holanda.
A Remonstrance discute certos problemas e também ressalta cinco diferenças doutrinárias entre o Calvinismo e o que foi rapidamente chamado de Arminianismo. Na primeira parte do documento, os Remonstrantes tratam da parte das confissões na igreja, e afirma que elas eram úteis, mas que poderiam ser mudadas a qualquer momento, e que apenas as Escrituras possuem uma autoridade imutável.
Uma afirmação interessante na primeira parte do documento, também á a sua visão de que as autoridades seculares têm o direito de entrar em disputas teológicas, a fim de preservar a paz e evitar cismas. Os Remonstrantes provavelmente imaginaram que as autoridades seculares seriam mais tolerantes e mais objetivas como árbitros de disputas teológicas, do que as autoridades eclesiásticas. Com exceção da questão relacionada à dúvida de que se daria ao estado o direito de dominar a igreja, este foi um passo dos Remonstrantes que, se fosse seguido nos anos seguintes na Holanda, podería bem ter garantido ao Arminianismo um status oficial. Porém, uma corte eclesiástica foi convocada mais tarde (1618-19), e condenou o Arminianismo.
A segunda parte da Remonstrance rejeita os cinco artigos do Calvinismo e estabelece as cinco posições opostas dos Remonstrantes. A primeira das cinco, de forma resumida, é o que se deve chamar de predestinação condicional. o propósito de DEUS de salvar aqueles que se arrependerem e crerem, e condenar aqueles que não o fizerem.
O segundo ponto principal da posição dos Remonstrantes é que CRISTO morreu “por todos os homens, e por cada um deles em particular”, e não simplesmente por um segmento da raça humana que foi previamente destinada para a salvação (veja Philip Schaff, The Creeds of Christendom, III, 545ss).
O terceiro ponto está relacionado ao que pode ser chamado de graça impeditiva - o propósito de DEUS de ajudar homens pecadores a se voltarem a Ele.
O quarto ponto é que esta graça pode ser resistida, e não, como os Calvinistas diziam, irresistivelmente recebida.
O quinto e último ponto é que tendo se tornado “incorporados a CRISTO pela verdadeira fé”. CRISTO “impede que eles caiam”, desde que apenas continuem a crer. Mas embora os Remonstrantes sejam cuidadosos sobre esta questão, eles insinuam que se uma pessoa salva não continuar a cooperar com CRISTO ela se tornará “destituída da graça (salvadora)”.
Quando a Remonstrance foi publicada, o grupo Calvinista lançou a Contra ■ Remonstrance, na qual deram a sua resposta.
O Arminianismo é Declarado Ilegal na Holanda
A Holanda agora estava dividida. Em 1610 e 1612 foram feitas conferências para ajudar a superar a disputa, mas não foram bem-sucedidas. Em 1614 o governo proibiu as discussões de púlpito destas doutrinas. Então em 1617, o Príncipe Maurice, que era a favor do Calvinismo, requereu um sínodo nacional para se reunir em Dort no ano seguinte. De acordo com as Memórias de Simon Episcopius, este príncipe foi arrolado pelos Calvinistas do lado da controvérsia contra o grande homem do Estado van Olden Barnevelt. Maurice estava enciumado e com medo dele, e viu na disputa religiosa unia oportunidade única de unir as províncias sob o seu controle.
Decidiu-se fazer do encontro em Dort um sínodo nacional para a União Holandesa, composta de seis representantes de cada uma das sete províncias. Estes representantes deviam ser escolhidos pelos sínodos provinciais; e por causa de certas manobras, até mesmo das províncias da Holanda e de Utrecht, onde os Arminianos eram maioria, quase todos os representantes eram calvinistas. Na verdade, ao todo havia apenas três Arminianos dentre 42 representantes oficiais; e somado aos oficiais, 33 representantes estrangeiros foram convidados como visitantes, todos eles calvinistas. Além de tudo isso, os três membros Arminianos foram impedidos pelas regras de defender o Arminianismo, e deixaram as sessões antes de fazer o juramento “Calvinista” como representantes. Embora ao orador Arminiano era permitido em algumas ocasiões responder às acusações feitas contra eles, não havia debate aberto sobre os méritos das duas teologias.
Este sínodo condenou o Arminianismo como heresia, e proibiu sua propagação nos Países Baixos - nos sete estados, ou seja, em sete dos 17 estados que compreendiam os Países Baixos, sendo os sete oficialmente chamados de República das Províncias Unidas, ou a
República Holandesa. As sessões do sínodo foram concluídas em maio de 1619, tendo começado em novembro de 1618. Em julho de 1619, a sentença do sínodo foi aprovada pelo governo e os líderes Arminianos foram banidos ou presos. Era ilegal realizar encontros com Remonstrantes, apoiar ou acolher qualquer um de seus ministros. Espiões foram contratados para relatar aos líderes se qualquer um deles retomasse para visitar suas famílias, e cerca de 18.000 tornaram-se mártires, mortos por mercenários contratados pelo grupo Contra-Remonstrante.
Apesar de todas estas tentativas para desistirem da sua fé, os Remonstrantes sempre se reuniram; e sobreviveram, mesmo sem prosperar. Em 1619 iniciaram uma organização chamada Irmandade Reformada Protestante (Remonstrant Reformed Brotkerhood), liderada por John Uytenbogaert, Simon Episcopius (discípulo de Arminius), e Grevinchovius. Quando o príncipe Maurício morreu, em 1623, a interdição contra os Remonstrantes foi suspensa. Eles organizaram a Comunidade da Igreja Reformada Remonstrante, que ainda existe como a Irmandade Remonstrante. Em 1634 fundaram uma faculdade teológica em Amsterdã, tendo Episcopius como diretor e seu primeiro professor de teologia. A faculdade ainda existe como parte da Universidade de Leyden (veja G. O. McCulloh, ed., Man’s Faith and Freedom, 1962, pp. 5-7).
Fora da Holanda
Arminius e Arminianos em geral sempre mencionam o fato de que os patriarcas tanto do Latim quanto do Grego antes de Agostinho (354-420) eram condicionalistas. Já se havia dito que os Menonitas que prosperaram na Alemanha eram Arminianos.
Os Moravianos, que se mudaram para os maiores estados de Count Zinzendorf na Alemanha, e que partiram dali como missionários para muitas partes do mundo, eram Arminianos. Sua crença de que qualquer um pode ser salvo, introduziu-os em um extensivo e comprometido trabalho missionário, em uma época em que poucos cristãos estavam dispostos a fazê-lo. Foi através do trabalho deles na América e na Inglaterra, que Peter Bõhler encontrou John Wesley em Londres, e ajudou-o a ter a experiência de receber um coração estranhamente aquecido. Na Inglaterra, havia alguns predestinacionistas antes do casamento de Arminius com aquela doutrina de disputas e publicações. Peter Baro. em Cambridge já foi mencionado. Seu sucessor (1608), John Playfere, lecionou e publicou sobre o livre arbítrio e a possibilidade de redenção para todos os homens. Assim também fez o Arcebispo Laud no início do séc. XVII, embora ele tenha ido ao extremo do ensino pelagiano. negando o pecado de Adão e Eva veja John Fletcher, Works, II, 276, 277).Os Quakers, místicos e não doutrinários em seus interesses, embora “Arminianos sem Arminius”, ainda assim ensinaram basicamente o mesmo que Arminius - que qualquer um pode ser salvo.
John Goodwin ensinou o Arminianismo na Inglaterra na metade do séc. XVII e influenciou diretamente Wesley nessa direção (veja a dissertação de Ph.D de William Strickland’s sobre Goodwin. Univ. Vanderbilt, 1967). Jeremy Taylor e William Law também ensinaram o Arminianismo e da mesma forma ajudaram a formar o fundador do Metodismo. Muitos teólogos ingleses anteriores à época de John Wesley (1703-1791) ensinaram um Arminianismo que poderia ser classificado como uma aberração. As contaminações dos Pelagianos, Socinianos, Arianos, Universalistas e Latitudinarianos foram introduzidas na oposição Arminiana a Calvino. É por isto que John Wesley escreveu: “Dizer: ‘Este homem é um Arminiano’ tem, nos ouvintes, o mesmo efeito de dizer, ‘Este é um cachorro louco’. Eles começam a tremer imediatamen- te...” (Veja a resposta à pergunta, “O que é um Arminiano?” na obra The Works of John Wesley, X, 358). Quando Wesley iniciou a edição de um periódico em 1778, ele teve coragem suficiente para chamá-lo de A Revista Arminiana.
Na verdade, existiam e ainda existem tanto na Inglaterra como no País de Gales, dois braços do movimento Arminiano. Geoffrey Nuttall, em um artigo apresentado em 1960 na Holanda, no quatrocentésimo aniversário do nascimento de Arminius, disse: “O Arminianismo autoconfesso na Inglaterra deve ser encontrado, essencialmente, em um ou outro dentre dois movimentos contrastantes. Um destes dois movimentos leva ao Arianismo, Socinianismo, e Unitarianismo, e eventualmente diminui em número e influência. O outro permanece Trinitariano e Evangélico, e aumenta”. (“The Influence of Arminianism in England”, Man's Faith and Freedom, ed. por G. O. McCulloh,1962, p. 50). Nuttall, na verdade, faz o traçado do braço “não autêntico” nos registros das congregações locais no País de Gales e na Inglaterra, e sustenta - através de um estudo histórico em primeira- mão - a sua afirmação, de que a facção não autêntica decresce em números.
Não era necessário tal estudo para provar que o outro braço do Arminianismo Wesleyano , o “Arminianismo sob fogo”, tendia a aumentar em números e influência. Tão efetiva, de fato, é a influência do Arminianismo Wesleyano, que estudantes universitários na Inglaterra, anos atrás, encontraram-se escrevendo sobre o tema: “Desde Wesley Somos Todos Arminianos”.
O Metodismo é o nome do movimento em que o Arminianismo foi mais amplamente disseminado na América. Através do ensino de que qualquer um pode ser salvo, os missionários metodistas (tanto os leigos quanto aqueles que eram formalmente ordenados) espalhavam a doutrina da predestinação condicional, enquanto a fronteira da América avançava para o oeste. Assim, o metodismo se tornou a maior denominação protestante dos Estados Unidos, sendo somente superada pelos Batistas do Sul na década de 1950.
Além de ser promulgado na América através do Metodismo, o Arminianismo original foi ensinado neste país pela United Brethren, pelo Exército da Salvação, e por muitas denominações Wesleyanas, incluindo a igreja do Nazareno, dentre outros numerosos grupos.
Bibliografia. James Arminius, The Writings of James Arminius, trad. por James Nichols e W. R. Bagnall, Grand Rapids. Baker. I-III. 1956. Carl Bangs, Arminius and Reformed Theology, dissertação de Ph.D. Dept. of Photoduplication, da Biblioteca da Univ. de Chicago, 1958; “James Arminius and the Remonstrants”, tese de B. D. não publicada, Seminário Teológico Nazareno, 1949. E. S. Brightman, A Philosophy of Religion, Nova York. Prentice-Hall, 1940. Edward John Carnell, The Kingdom of Love and the Pride of Life, Grand Rapids. Eerdmans, 1961. Robert E. Chiles, Theological Transition in American Methodism 1790- 1935, Nova York. Abingdon, 1965. George L. Curtiss, Amunianism in History, Nova York. Hunt e Eaton, 1894. Simon Episcopius, Memoirs of Simon Episcopius, ed. por Calder Frederick, Londres. Simpkin e Marshall, 1835. J. Kenneth Geiger, ed. The Word and the Doctrine, Kansas City. Beacon Hill Press, 1965. John Guthrie, The Life of James Arminius, Nashville. Stevenson e F. A. Owen, 1857. A. C. Knudson, The Principies of Christian Ethics, Nova York. Abingdon- Cokesbury, 1943, Gerald O. McCullon, ed., Man’s Faith and Freedom, Nova York. Abingdon, 1962. O. Glenn McKinley, Where Two Creeds Meet, Kansas City. Beacon Hill Press, 1959. John Miley, Systematic Theology, Nova York. Eaton e Mains, 1894. Robert Shank, Life in the Son. A Study in the Doctrine of Perseverance. Springfield. Mo.. Westcott Publishers,1960. Win. Fairfield Warren, In the Footsteps of Arminius, Nova York. Phillips e Hunt, 1888. H. Orton Wiley, Christian Theology, Kansas City. Beacon Hill Press, 1940-46. Mildred Bangs Wynkoop, Foundations of Wesleyan- Arminian Theology, Kansas City. Beacon Hill Press, 1967, J. K. G.
 
 
 Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=g8vFMrEvc1k
Slides https://ebdnatv.blogspot.com.br/2017/11/figuiras-da-licao-8-salvacao-e-livre.html
Slides Power Point https://www.slideshare.net/henriqueebdnatv/slides-lio8-salvao-e-livre-arbtrio
 
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NA ÍNTEGRA COMO REVISTA 2026
 
ESCRITA LIÇÃO 8, CPAD, ESCOLHENDO ENTRE A VIDA E A MORTE, 4TR26
 
ESBOÇO DA LIÇÃO
I - O LIVRE-ARBÍTRIO À LUZ DAS ESCRITURAS
1. A compreensão do livre-arbítrio.
2. O livre-arbítrio na teologia bíblica.
3. O livre-arbítrio em Deuteronômio.
II - A PROPOSTA DIVINA E A RESPONSABILIDADE HUMANA
1. A hora da decisão.
2. O verbo “propor”.
3. A teologia de Deuteronômio.  
III - ESCOLHENDO O MELHOR CONVITE
1. Escolhe a vida.
2. A trilha da obediência.
3. A promessa da vida.
 
TEXTO ÁUREO
“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente.” (Dt 30.19)
 
VERDADE PRÁTICA
DEUS propõe a vida por meio da sua Palavra; cabe a cada um responder com fé e obediência.
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Dt 30.15; Rm 6.23 A escolha entre a vida e a morte
Terça - Dt 30.16; Jo 14.21 Amar a DEUS é obedecer à sua Palavra
Quarta - Dt 30.19; Js 24.15 A responsabilidade da decisão espiritual
Quinta - Dt 30.14; Rm 10.8-10 A Palavra está próxima: direção para a vida
Sexta - Dt 30.6; Ez 36.26 A ação de DEUS no coração humano
Sábado - Dt 30.20; Jo 11.25 A vida está em permanecer no Senhor
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Deuteronômio 30.15-20
15 - Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, a morte e o mal; 16 - porquanto te ordeno, hoje, que ames o SENHOR, teu DEUS, que andes nos seus caminhos e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas e te multipliques, e o SENHOR, teu DEUS, te abençoe na terra, a qual passas a possuir. 17 - Porém, se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires, 18 - então, eu te denuncio, hoje, que, certamente, perecerás; não prolongarás os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas. 19 - Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente, 20 - amando ao SENHOR, teu DEUS, dando ouvidos à sua voz e te achegando a ele; pois ele é a tua vida e a longura dos teus dias; para que fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque e a Jacó, que lhes havia de dar.
 
Hinos Sugeridos: 158, 201 e 452 da Harpa Cristã
 
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Em Deuteronômio 30, Moisés aproxima-se do encerramento da sua missão e dirige à nova geração de israelitas um dos apelos mais solenes das Escrituras. Diante da iminente entrada na Terra Prometida, o legislador apresenta duas possibilidades: vida ou morte. Essa escolha não se restringia ao futuro de Israel, mas revelava uma verdade permanente: DEUS chama o seu povo a responder à sua Palavra com fé, amor e obediência. Assim, a presente lição destaca a responsabilidade humana diante da graça e do chamado divino.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Discorrer sobre o livre-arbítrio à luz das Escrituras e da graça divina; II) Analisar a proposta divina e a responsabilidade humana diante da escolha espiritual; III) Conduzir a classe à compreensão da escolha pela vida e das suas implicações eternas.
B) Motivação:
Todos os dias, somos chamados a fazer escolhas que influenciam nossa caminhada espiritual. Nesta lição, veremos que DEUS não apenas apresenta o caminho da vida, como também nos orienta por meio da sua Palavra. Incentive os alunos a estudarem o tema com atenção e a refletir sobre como as suas decisões podem fortalecer a sua comunhão com o Senhor e conduzi-los a uma vida de fidelidade e esperança.
C) Sugestão de Método:
Para o desenvolvimento do primeiro tópico, desenhe no quadro dois caminhos: um representando um robô e outro uma pessoa diante de uma encruzilhada. Em seguida, pergunte à classe: “Qual dos dois pode amar verdadeiramente?”. Após ouvir as respostas, explique que o amor pressupõe escolha e que DEUS criou o ser humano com capacidade de responder voluntariamente ao seu chamado. Mostre que o livre-arbítrio bíblico não significa independência de DEUS, mas responsabilidade diante da sua graça. Conclua destacando que a aliança divina é relacional e convida o homem a uma resposta consciente de fé e obediência.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
Aplicação:
DEUS continua apresentando o caminho da vida por meio da sua Palavra. Todos os dias, fazemos escolhas que fortalecem ou enfraquecem nossa comunhão com o Senhor. Desafie os alunos a examinarem as suas decisões e a escolherem conscientemente viver segundo a vontade de DEUS.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão:
Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio às Lições Bíblicas Adultos. Na edição 107, p.40, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais:
Ao fim do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “A Antiga Aliança e a Responsabilidade Humana”, localizado após o primeiro tópico, auxilia no aprofundamento da relação entre a aliança divina e a responsabilidade moral do ser humano diante de DEUS; 2) O texto “Escolhe a Vida”, localizado ao fim do terceiro tópico, contribui para a exposição da necessidade de uma resposta consciente à proposta divina de salvação.
 
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
No capítulo 30 de Deuteronômio, que é o terceiro discurso de Moisés, o legislador de Israel apresenta o ápice da sua exortação ao povo de Israel e propõe uma escolha decisiva: vida ou morte, bênção ou maldição (Dt 30.15-20). Essa convocação revela o caráter relacional da aliança divina, em que DEUS, que é justo e misericordioso, concede ao homem liberdade de decisão sem anular a sua responsabilidade moral. A proposta divina não é filosófica, mas espiritual e eterna, fundamentada na Palavra. À luz do Novo Testamento, compreendemos que, embora a salvação seja dom gratuito, a caminhada cristã exige escolhas conscientes (Mt 7.13,14; cf. Cl 3.1,2). A escolha pela vida, portanto, permanece atual para todo aquele que deseja viver em comunhão com DEUS.
 
PALAVRA-CHAVE - ESCOLHA
 
I - O LIVRE-ARBÍTRIO À LUZ DAS ESCRITURAS
1. A compreensão do livre-arbítrio. O livre-arbítrio tem sido amplamente discutido na filosofia e na teologia. No campo filosófico, especialmente na sua vertente secularizada, essa temática é tratada de forma perigosa, pois tende a absolutizar a autonomia humana, colocando o homem como senhor de si mesmo, independente de DEUS e alheio à realidade do pecado (Rm 1.21-23). Tal concepção enfraquece a responsabilidade moral e ignora a necessidade da graça divina. Em contraste, as Escrituras apresentam uma visão equilibrada: o homem possui liberdade real; ela, porém, é limitada pela sua condição caída e subordinada à soberania de DEUS (Is 46.10). A Bíblia, portanto, afirma a responsabilidade humana sem negar a atuação divina na história da salvação.
2. O livre-arbítrio na teologia bíblica. À luz das Escrituras, o livre-arbítrio deve ser entendido em harmonia com a soberania divina e a graça. DEUS oferece a salvação a todos sem impô-la, respeitando a resposta humana (Jo 3.16; Ez 18.30). Contudo, o homem, que é afetado pelo pecado, depende da graça divina, que o capacita a responder (Jo 6.44; cf. Jo 5.40). Assim, ele pode resistir à graça (At 7.51), sendo responsável pela sua decisão. A salvação é pela graça, e a condenação, pela rejeição.
3. O livre-arbítrio em Deuteronômio. Em Deuteronômio, o livre-arbítrio é apresentado no contexto da aliança: DEUS propõe dois caminhos - vida e morte - e convoca o povo à decisão (Dt 30.15-20). Essa liberdade não é independência, e sim responsabilidade diante de DEUS. Tal escolha, todavia, é possível pela graça divina, mediante a ação divina que transforma o coração (Dt 30.6). De igual forma, o Senhor não impõe, mas instrui, persuade e chama o povo à obediência. A aliança é relacional e exige resposta voluntária de amor (Dt 6.5).
 
"O Senhor não impõe, mas instrui e persuade, chamando o povo à obediência.”
 
SINOPSE I - O livre-arbítrio bíblico revela a responsabilidade humana diante da graça de DEUS.
 
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
A ANTIGA ALIANÇA E A RESPONSABILIDADE HUMANA
“No caso da aliança de DEUS com o seu povo, Ele promete ser o DEUS deste povo, e o povo, por sua vez, reserva-se a DEUS como o povo dele. Basicamente, a ‘antiga aliança’ compreendia os meios prescritos por DEUS acerca da manutenção de um relacionamento correto com Ele e de receber o perdão das ofensas cometidas contra Ele, antes de enviar JESUS para finalmente dar a sua vida para pagar a pena pelos nossos pecados. A antiga aliança estabelecida com Israel [...] estava baseada em leis e promessas de DEUS para o povo e na fidelidade e obediência do povo a DEUS. Enquanto as pessoas fossem fiéis a DEUS e respeitassem as condições e os requisitos daquela aliança, desfrutariam de um relacionamento especial com Ele e experimentariam a vida e os propósitos que Ele tinha para elas” (Bíblia de Estudo Pentecostal - Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2021, p. 2312).
 
II - A PROPOSTA DIVINA E A RESPONSABILIDADE HUMANA
1. A hora da decisão. Chega o momento decisivo para Israel no discurso de Moisés. A Lei já havia sido exposta, e agora o povo é chamado a responder: escolher entre a vida e o bem, ou a morte e o mal (Dt 30.15). Não há espaço para neutralidade quando o assunto é o destino humano, pois a relação com o Senhor DEUS exige posicionamento. Essa decisão envolve obediência prática e revela a condição do coração. Tal princípio é reafirmado por CRISTO ao falar dos dois caminhos (Mt 7.13,14). Desse modo, a vida está ligada à comunhão com DEUS, enquanto a rejeição conduz à perdição, o que evidencia a responsabilidade pessoal diante da revelação divina.
2. O verbo “propor”. O verbo hebraico natan (“pôr”, “propor”) revela a ação divina de apresentar com clareza as alternativas ao homem. DEUS não coloca a vida e a morte diante do povo arbitrariamente, mas pedagógica e relacionalmente (Dt 30.15). Ele não impõe a sua vontade, mas expõe-na, chamando à reflexão e à escolha consciente (Js 24.15). Tal proposta manifesta a bondade divina, pois torna acessível o caminho da vida. A Palavra está próxima e é suficiente para orientar as decisões (Dt 30.14). O homem, portanto, é chamado a responder com entendimento e responsabilidade espiritual.
3. A teologia de Deuteronômio. A teologia de Deuteronômio enfatiza que o Senhor chama o homem à decisão e responsabiliza-o pelas suas escolhas. O anúncio solene de Moisés, confirmado pelos céus e pela terra (Dt 30.19), revela que não há neutralidade: toda escolha traz consequências. A obediência conduz à vida e à bênção; já a desobediência, à morte e à maldição (Dt 30.17,18). Esse princípio expressa a justiça divina e permanece no Novo Testamento (Gl 6.7). Assim sendo, o livro evidencia que o homem é responsável pelas suas decisões, sendo chamado a escolher a vida em resposta ao convite gracioso de DEUS.
 
SINOPSE II - Escolher a vida é amar, ouvir e obedecer a DEUS para viver em comunhão.
 
III - ESCOLHENDO O MELHOR CONVITE
1. Escolhe a vida. Diante da proposta divina, DEUS conclama o povo a uma decisão: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30.19). O verbo hebraico bāḥar indica uma escolha deliberada, consciente e responsável. Não se trata apenas de existir, mas também de optar por uma vida em comunhão com DEUS, marcada por amor e obediência (Dt 30.16). Essa escolha, embora pessoal, é influenciada pela graça divina, que orienta o coração. Dessa forma, DEUS não apenas apresenta o melhor caminho, como também exorta o homem a segui-lo, o que evidencia que a verdadeira vida está em responder positivamente ao seu chamado.
2. A trilha da obediência. A escolha pela vida concretiza-se por meio de uma trilha espiritual formada por três verbos centrais em Deuteronômio: ouvir, obedecer e cumprir. Ouvir (shāma) envolve atenção reverente e disposição interior; obedecer implica responder com submissão à vontade divina; cumprir refere-se à prática fiel dos mandamentos (Dt 30.10,14). Esses verbos expressam a dinâmica da aliança, em que a fé manifesta-se em atitudes concretas. Esse princípio permanece no Novo Testamento (Jo 14.23). A verdadeira espiritualidade, portanto, não é só conceitual, mas também vivida na prática diária da Palavra.
3. A promessa da vida. A escolha pela vida está vinculada à promessa de DEUS: viver, prosperar e permanecer na sua presença (Dt 30.20). No contexto de Israel, isso incluía a permanência na Terra Prometida; essa realidade, porém, aponta para uma dimensão maior. A herança terrena prefigura a esperança escatológica da vida eterna com DEUS (Hb 11.16). Desse modo, a obediência não visa apenas benefícios temporais, mas também a comunhão eterna com o Senhor. Em CRISTO, essa promessa cumpre-se plenamente, garantindo vida abundante no presente e vida eterna na consumação final (Jo 10.10).
 
SINOPSE III - Escolher a vida é amar, ouvir e obedecer a DEUS para viver em comunhão.
 
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
ESCOLHE A VIDA
“Moisés chamou Israel ao compromisso. DEUS ainda nos chama para que nos comprometamos com Ele, amando-o com todas as nossas forças, com nossa alma e nosso coração. [...] DEUS lembrou a seu povo que, para ratificar a aliança, Israel precisava optar pela obediência. A decisão pessoal de obedecer traria muitos benefícios; a rebelião acarretaria severas calamidades. Nossas escolhas fazem a diferença. Obedecer a DEUS nos beneficia e melhora nosso relacionamento com as pessoas” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.232).
 
CONCLUSÃO
Deuteronômio 30 apresenta um chamado decisivo que atravessa toda a revelação bíblica: DEUS propõe, o homem decide, e as consequências manifestam-se. O Senhor, na sua graça, oferece a vida e orienta o caminho por meio da sua Palavra, capacitando o homem a responder. Assim, o livre-arbítrio revela-se como responsabilidade diante da proposta divina. Escolher a vida implica amar a DEUS, ouvir a sua voz, obedecer aos seus mandamentos e trilhar o caminho que conduz à comunhão e à promessa eterna. Essa escolha alcança o seu pleno sentido em CRISTO, pois somente nEle está a vida verdadeira (Jo 14.6). Não há, portanto, neutralidade: somos chamados a responder com fé e obediência ao convite gracioso de DEUS.
 
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Como as Escrituras apresentam o livre-arbítrio em contraste com a filosofia secularizada?
As Escrituras apresentam uma visão equilibrada: o homem possui liberdade real, porém limitada pela sua condição caída e subordinada à soberania de DEUS (Is 46.10).
2. De acordo com a lição, qual é a relação entre a graça divina e a resposta humana na salvação?
O homem, afetado pelo pecado, depende da graça preveniente, que o capacita a responder (Jo 6.44).
3. Como é o momento da decisão apresentado ao povo em Deuteronômio?
A Lei já havia sido exposta, e agora o povo é chamado a responder: escolher entre a vida e o bem, ou a morte e o mal (Dt 30.15).
4. Por que não há neutralidade diante da proposta divina?
O anúncio solene de Moisés, confirmado pelos céus e pela terra (Dt 30.19), revela que não há neutralidade: toda escolha traz consequências.
5. O que significa escolher a vida segundo Deuteronômio?
Optar por uma vida em comunhão com DEUS, marcada por amor e obediência (Dt 30.16).
 
LEITURAS PARA APROFUNDAR: Arminianismo - A Mecânica da Salvação; Doutrinas Bíblicas
 

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