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30 setembro 2026
Vídeo Lição 2, CPAD, Recapitulando a Jornada no Deserto, 4Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
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Escrita Lição 2, CPAD, Recapitulando a Jornada no Deserto, 4Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
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Vídeo https://youtu.be/bAjQpg7PElU?si=SF8VvPv_Xq_fLADr
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ESBOÇO DA LIÇÃO
I -
O VALOR DA LIDERANÇA COMPARTILHADA
1.
A necessidade de liderança.
2.
Critérios espirituais para compartilhar a liderança.
3.
O exercício justo e subordinado da liderança.
II
- A RECUSA DE ENTRAR NA TERRA PROMETIDA
1.
Uma recordação resumida.
2.
Fracassando pela linguagem da incredulidade.
3.
Pecados marcantes na vida de Israel.
III
- A SENTENÇA DIVINA PELA DESOBEDIÊNCIA
1.
A gravidade da rebeldia e o valor da fidelidade.
2.
A formação da nova geração pela fidelidade.
3.
As consequências da desobediência persistente.
TEXTO ÁUREO
“O SENHOR, vosso DEUS, que vai adiante
de vós, por vós pelejará, conforme tudo o que fez convosco, diante de vossos
olhos, no Egito.” (Dt 1.30)
VERDADE PRÁTICA
Confiar em DEUS conduz à vitória; já a
incredulidade leva à derrota e ao fracasso espiritual.
LEITURA
DIÁRIA
Segunda
- Dt
1.9-12 A liderança compartilhada
fortalece a obra de DEUS
Terça
- Êx
18.21; At 6.3 A liderança segundo DEUS é
compartilhada, criteriosa e espiritual
Quarta
- Dt
1.21; Hb 11.6 A promessa exige fé para ser
alcançada
Quinta
- Dt
1.28; Pv 3.5,6 A incredulidade distorce a visão e
enfraquece o coração
Sexta
- Dt
1.34,35 A incredulidade impede o
cumprimento da promessa divina
Sábado
- Dt
1.41,42; Is 1.19 A obediência no tempo de DEUS
conduz à vitória
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE - Deuteronômio 1.9-12, 19-21, 26-28, 34-36
9 -
E, no mesmo tempo, eu vos falei, dizendo: Eu sozinho não poderei levar-vos.
10
- O SENHOR, vosso DEUS já vos tem multiplicado; e eis que já hoje em multidão
sois como as estrelas dos céus. 11 - O SENHOR, DEUS de vossos pais, vos
aumente, como sois, ainda mil vezes mais e vos abençoe, como vos tem falado.
12
- Como suportaria eu sozinho as vossas moléstias, e as vossas cargas, e as
vossas diferenças?
19
- Então, partimos de Horebe e caminhamos por todo aquele grande e tremendo
deserto que vistes, pelo caminho das montanhas dos amorreus, como o SENHOR,
nosso DEUS, nos ordenara; e chegamos a Cades-Barneia. 20 - Então, eu vos disse:
Chegados sois às montanhas dos amorreus, que o SENHOR, nosso DEUS, nos dará. 21
- Eis que o SENHOR, teu DEUS, te deu esta terra diante de ti; sobe e possui-a
como te falou o SENHOR, DEUS de teus pais; não temas e não te assustes.
26
- Porém vós não quisestes subir, mas fostes rebeldes ao mandado do SENHOR,
vosso DEUS. 27 - E murmurastes nas vossas tendas e dissestes: Porquanto o
SENHOR nos aborrece e nos tirou da terra do Egito para nos entregar nas mãos
dos amorreus, para destruir-nos. 28 - Para onde subiremos? Nossos irmãos
fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto é
este povo do que nós; as cidades são grandes e fortificadas até aos céus; e
também vimos ali filhos dos gigantes.
34
- Ouvindo, pois, o SENHOR a voz das vossas palavras, indignou-se e jurou,
dizendo: 35 - Nenhum dos homens desta maligna geração verá esta boa terra que
jurei dar a vossos pais, 36 - salvo Calebe, filho de Jefoné; ele a verá, e a
terra que pisou darei a ele e a seus filhos; porquanto perseverou em seguir ao
SENHOR.
HINOS
SUGERIDOS: 58, 225 e 365 da Harpa Cristã
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
SUBSÍDIOS
EXTRAS – BÍBLIAS, LIVROS, REVISTAS, COPILOT E GEMINI
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
INTRODUÇÃO AMPLIADA
O livro de Deuteronômio representa a
última grande exposição teológica de Moisés ao povo de Israel antes da entrada
em Canaã. Mais do que uma simples repetição da Lei, o livro constitui uma
renovação da aliança entre DEUS e a nova geração que estava prestes a possuir a
Terra Prometida. Nesse contexto, Moisés relembra eventos históricos não apenas
para informar, mas para produzir reflexão, arrependimento e transformação
espiritual.
A narrativa demonstra que DEUS governa a
história de maneira soberana e pedagógica. Cada acontecimento do deserto
possuía um propósito formativo, preparando o povo para viver em santidade e
dependência do Senhor. Os fracassos da geração anterior tornaram-se
advertências permanentes para as gerações futuras.
Sob a perspectiva da Teologia Bíblica,
Deuteronômio enfatiza temas como eleição, aliança, fidelidade, obediência,
liderança e responsabilidade moral diante de DEUS. O relato de Cades-Barneia
revela um dos maiores contrastes das Escrituras: a fidelidade divina diante da
instabilidade humana.
A passagem estudada apresenta três
grandes lições espirituais: a importância da liderança compartilhada, os
perigos da incredulidade e as consequências da desobediência persistente. Esses
temas continuam relevantes para a Igreja contemporânea, que também é chamada a
viver pela fé, obedecer à Palavra e exercer liderança segundo os princípios
divinos.
Palavra Grega Importante para a Igreja
|
Palavra Grega |
Significado |
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Πίστις (Pístis) |
Fé, confiança em DEUS |
|
Ὑπακοή (Hypakoḗ) |
Obediência |
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Χάρις (Cháris) |
Graça |
|
Διαθήκη (Diathḗkē) |
Aliança |
|
Σοφία (Sophía) |
Sabedoria |
1. A Necessidade de Liderança
Comentário Teológico Ampliado
A liderança instituída por DEUS jamais teve como finalidade exaltar indivíduos, mas promover ordem, serviço e edificação do povo da aliança. Moisés compreendeu que a missão recebida era grande demais para ser conduzida de forma isolada. O crescimento numérico de Israel exigia uma estrutura administrativa e espiritual adequada. Isso revela um importante princípio da eclesiologia bíblica: DEUS distribui responsabilidades entre muitos servos para o benefício coletivo.
A liderança compartilhada também manifesta a sabedoria divina na distribuição dos dons. Nenhum líder possui em si mesmo toda a capacidade necessária para responder às demandas do povo. O Novo Testamento confirma esse princípio quando descreve a Igreja como Corpo de CRISTO, onde cada membro possui uma função específica.
Além disso, a sobrecarga ministerial pode produzir desgaste emocional, espiritual e físico. O conselho de Jetro demonstra que o próprio DEUS valoriza modelos saudáveis de liderança. A delegação não significa abandono da responsabilidade, mas administração sábia dos recursos humanos que DEUS concede.
A teologia da liderança bíblica enfatiza serviço, humildade e cooperação, contrastando com modelos autoritários e centralizadores encontrados em muitos contextos humanos.
· Gênesis 15.5; Êxodo 18.13-27; Números 11.14-17; Deuteronômio 1.9-12; Provérbios 11.14; Marcos 10.42-45; Romanos 12.4-8; Efésios 4.11-13; 1 Pedro 5.2-3
Diákonos (Διάκονος) = Servo, ministro.
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Aspecto |
Ensinamento |
|
Necessidade |
O crescimento exige organização |
|
Modelo |
Moisés compartilha responsabilidades |
|
Benefício |
Evita esgotamento |
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Aplicação |
A Igreja cresce melhor com cooperação |
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Princípio |
Liderança é serviço |
a. Exigências em 1ª Timóteo 3 (O Bispo / Diácono)
Paulo escreve a Timóteo orientando sobre como deve se comportar a liderança da igreja em Éfeso. As qualidades exigidas priorizam a ética e o testemunho:
· Irrepreensível: Deve ter uma vida limpa, sem acusações graves que comprometam o testemunho do Evangelho.
Na carta a Tito, que estava em Creta — uma cultura conhecida por desafios morais severos —, Paulo reforça qualidades muito semelhantes, com forte ênfase na integridade moral:
· Inculpável e irrepreensível: Livre de acusações justas sobre sua conduta pública ou privada.
Podemos sintetizar essas qualificações em quatro grandes pilares exigidos por Paulo:
1. Caráter Pessoal: Sobriedade, domínio próprio, honestidade e santidade.
Comentário Teológico Ampliado
A escolha de líderes no Reino de DEUS não deve basear-se em popularidade, influência financeira ou capacidade de persuasão. A Escritura estabelece que o caráter antecede a competência. Moisés escolheu homens que demonstravam maturidade espiritual, experiência e temor ao Senhor.
A imposição de mãos, mencionada por Paulo, não representa mera formalidade religiosa, mas reconhecimento público de uma vocação previamente evidenciada. A teologia ministerial ensina que o chamado divino deve ser acompanhado por confirmação prática da comunidade de fé.
A liderança verdadeira nasce do serviço e da submissão a DEUS. Os escolhidos para funções ministeriais precisam demonstrar integridade moral, equilíbrio emocional e compromisso doutrinário. A Igreja Primitiva, em Atos 6.1-6, adotou exatamente esse padrão.
A seleção de líderes espirituais influencia diretamente a saúde doutrinária e moral da comunidade. Quando os critérios bíblicos são negligenciados, surgem divisões, escândalos e crises espirituais.
· Êxodo 18.21; Deuteronômio 1.13; Atos 6.1-6; 1 Timóteo 3.1-13; 1 Timóteo 5.22; Tito 1.5-9; 2 Timóteo 2.2; Hebreus 13.7
Sophía (Σοφία) = Sabedoria espiritual.
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Aspecto |
Ensinamento |
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Critério principal |
Caráter piedoso |
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Exigência |
Sabedoria e temor a DEUS |
|
Perigo |
Escolhas precipitadas |
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Modelo |
Igreja Primitiva |
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Resultado |
Saúde espiritual da comunidade |
Comentário Teológico Ampliado
A autoridade bíblica encontra sua legitimidade na submissão a DEUS. Os líderes escolhidos por Moisés deveriam agir como representantes da justiça divina e não como governantes absolutos. O exercício da liderança estava condicionado à fidelidade à Lei do Senhor.
A imparcialidade exigida em Deuteronômio revela um atributo essencial do caráter divino: DEUS não faz acepção de pessoas. Portanto, os líderes deveriam refletir esse mesmo padrão moral. A justiça não poderia ser influenciada por posição social, riqueza ou prestígio.
Outro aspecto relevante é a existência de prestação de contas. Os casos complexos deveriam ser encaminhados a Moisés, demonstrando que a liderança bíblica não atua de forma independente. Esse princípio permanece válido na Igreja, onde a liderança deve funcionar em unidade, mutualidade e submissão aos princípios das Escrituras.
A verdadeira autoridade espiritual não é tirânica, mas servidora. Seu objetivo é glorificar a DEUS e promover a edificação do povo santo.
· Deuteronômio 1.16-17; Deuteronômio 16.18-20; Amós 3.3; Miquéias 6.8; Mateus 23.8-12; Romanos 13.1; Efésios 5.21; Hebreus 13.17; Tiago 3.1
Dikaiosýnē (Δικαιοσύνη) = Justiça, retidão.
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Aspecto |
Ensinamento |
|
Base da liderança |
Justiça |
|
Característica |
Imparcialidade |
|
Submissão |
À autoridade de DEUS |
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Objetivo |
Edificar o povo |
|
Resultado |
Unidade e estabilidade |
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Tema |
Verdade
Principal |
|
Necessidade da liderança |
A obra cresce por meio da cooperação |
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Escolha dos líderes |
Deve seguir critérios espirituais |
|
Exercício da liderança |
Deve refletir justiça e submissão |
|
Aplicação para a Igreja |
Liderança servidora e compartilhada |
|
Lição central |
DEUS fortalece Sua obra por meio de
líderes fiéis |
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Grego |
Transliteração |
Significado |
|
Σοφία |
Sophía |
Sabedoria |
|
Διάκονος |
Diákonos |
Servo |
|
Δικαιοσύνη |
Dikaiosýnē |
Justiça |
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Πίστις |
Pístis |
Fé |
|
Χάρις |
Cháris |
Graça |
A segunda parte do discurso de Moisés apresenta uma das mais importantes advertências espirituais de todo o Antigo Testamento. Israel chegou ao limite entre o deserto e a promessa, mas não conseguiu atravessar por causa da incredulidade. A Terra Prometida não foi perdida por falta de poder divino, mas pela ausência de confiança no Senhor. O episódio de Cades-Barneia demonstra que a fé não é apenas uma crença intelectual, mas uma resposta prática de obediência à revelação de DEUS.
Teologicamente, este evento ilustra a tensão entre a soberania divina e a responsabilidade humana. DEUS havia prometido a terra, mas o povo precisava responder com fé. A incredulidade tornou-se um ato de rebelião contra a Palavra revelada. O mesmo princípio é encontrado no Novo Testamento, quando os crentes são chamados a perseverar na fé para experimentar a plenitude das promessas divinas.
|
Grego |
Transliteração |
Significado |
|
Πίστις |
Pístis |
Fé |
|
Ἀπιστία |
Apistía |
Incredulidade |
|
Θάρσος |
Thársos |
Coragem |
|
Ἐλπίς |
Elpís |
Esperança |
|
Πειρασμός |
Peirasmós |
Provação |
O episódio está narrado principalmente em Números 13 e 14.
O que aconteceu?
a- Moisés enviou 12 espias para observar a Terra Prometida.
Como consequência da incredulidade, DEUS declarou que aquela geração não entraria na Terra Prometida e vagaria pelo deserto por 40 anos. Mesmo após essa sentença, alguns israelitas tentaram invadir Canaã por conta própria, sem a orientação de DEUS. Eles foram derrotados pelos amalequitas e cananeus, sendo perseguidos e rechaçados.
Significado
Cades-Barneia tornou-se um símbolo da:
· falta de fé;
Comentário Teológico Ampliado
Ao recordar a caminhada desde Horebe até Cades-Barneia, Moisés convida a nova geração a interpretar a história sob a perspectiva da providência divina. O deserto não foi apenas um local de dificuldades, mas uma escola espiritual onde DEUS formou o caráter do seu povo. Cada etapa da jornada manifestou a fidelidade do Senhor em suprir necessidades, proteger contra inimigos e conduzir Israel mediante Sua presença.
A narrativa demonstra que os obstáculos externos nunca foram o verdadeiro problema de Israel. O Senhor havia derrotado o Egito, aberto o Mar Vermelho e sustentado o povo com o maná. Portanto, a entrada em Canaã dependia da confiança naquele que já havia demonstrado seu poder inúmeras vezes.
O episódio ensina que a memória espiritual possui papel fundamental na vida de fé. Quando o povo esquecia dos feitos de DEUS, tornava-se vulnerável ao medo e à dúvida. A Bíblia frequentemente exorta o povo de DEUS a lembrar-se das obras divinas como forma de fortalecer a fé.
Sob o aspecto da teologia da aliança, DEUS continuava fiel à promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó. A demora não estava em DEUS, mas na resposta humana. O Senhor permaneceu imutável em sua palavra e propósito redentor.
· Deuteronômio capítulo 1, versículos 19 a 21; Gênesis capítulo 12, versículos 1 a 3; Gênesis capítulo 15, versículos 18 a 21; Êxodo capítulo 13, versículo 21
Elpís (Ἐλπίς) = Esperança fundamentada nas promessas de DEUS.
|
Aspecto |
Ensinamento |
|
Horebe |
Lugar da formação espiritual |
|
Deserto |
Escola de dependência de DEUS |
|
Cades-Barneia |
Momento decisivo da fé |
|
Promessa |
Garantida pela fidelidade divina |
|
Aplicação |
Devemos lembrar das obras do Senhor |
Comentário Teológico Ampliado
As palavras dos dez espias demonstram o enorme poder que a incredulidade possui para distorcer a realidade. Embora tenham visto uma terra fértil e abundante, decidiram concentrar sua atenção nos obstáculos em vez da promessa divina. A incredulidade não nega necessariamente os fatos; ela os interpreta sem considerar DEUS.
Sob a perspectiva bíblica, a linguagem revela a condição espiritual do coração. JESUS ensinou que "a boca fala do que está cheio o coração" (Mateus capítulo 12, versículo 34). O discurso pessimista dos espias refletia uma deficiência de confiança no Senhor.
A incredulidade possui também um efeito comunitário. O medo dos espias contaminou toda a congregação. Uma única mensagem negativa, quando aceita coletivamente, pode enfraquecer uma geração inteira. Por isso, a liderança espiritual deve ser cuidadosa na maneira como comunica os desafios da obra de DEUS.
A teologia da fé ensina que o crente deve interpretar as circunstâncias à luz das promessas divinas e não interpretar as promessas com base nas circunstâncias. Josué e Calebe compreenderam esse princípio. Eles reconheceram os gigantes, mas viram um DEUS maior que os gigantes.
A incredulidade tornou-se um pecado porque contradisse diretamente a Palavra revelada. DEUS já havia declarado que entregaria a terra; rejeitar essa promessa era rejeitar a própria autoridade divina.
· Deuteronômio capítulo 1, versículos 25 a 29; Números capítulo 13, versículos 27 a 33; Números capítulo 14, versículos 6 a 9; Provérbios capítulo 3, versículos 5 e 6; Isaías capítulo 55, versículos 8 e 9; Mateus capítulo 12, versículo 34; Marcos capítulo 9, versículo 23; Romanos capítulo 10, versículo 17; Hebreus capítulo 3, versículos 17 a 19
Apistía (Ἀπιστία) = Incredulidade, falta de confiança em DEUS.
|
Aspecto |
Ensinamento |
|
Relatório dos espias |
Foco exagerado nos obstáculos |
|
Origem do problema |
Falta de fé |
|
Consequência |
Medo coletivo |
|
Contraste |
Josué e Calebe confiaram no Senhor |
|
Aplicação |
Devemos interpretar a realidade pela
Palavra |
Comentário Teológico Ampliado
A incredulidade produziu manifestações concretas de pecado na vida nacional de Israel. O primeiro resultado foi a rebelião contra a ordem explícita de DEUS. O Senhor havia mandado avançar, mas o povo decidiu recuar. Essa atitude revelou independência espiritual e resistência à vontade divina.
Outro pecado foi a murmuração. Nas Escrituras, murmurar não significa apenas reclamar; significa questionar a bondade, a sabedoria e a fidelidade de DEUS. Quando Israel murmurava, estava declarando implicitamente que o Senhor não era digno de confiança.
O texto apresenta ainda uma distorção teológica extremamente grave. O povo passou a interpretar o amor de DEUS como se fosse hostilidade. Em Deuteronômio capítulo 1, versículo 27, eles chegaram a sugerir que DEUS os havia tirado do Egito para destruí-los. Essa acusação revelava uma profunda cegueira espiritual.
Entretanto, Moisés relembra que DEUS conduziu Israel como um pai conduz seu filho. Essa figura aponta para a doutrina da providência divina. O Senhor não apenas dirige a história; Ele acompanha amorosamente os seus filhos durante toda a jornada.
A incredulidade tornou-se o solo onde cresceram outros pecados: rebeldia, ingratidão, murmuração e desobediência. Por isso, o autor de Hebreus usa esse episódio para advertir a Igreja sobre o perigo do endurecimento do coração.
· Deuteronômio capítulo 1, versículos 26 a 33; Êxodo capítulo 16, versículos 2 e 3; Números capítulo 14, versículos 1 a 4; Salmo capítulo 78, versículos 17 a 22; Salmo capítulo 95, versículos 8 a 11; Isaías capítulo 63, versículos 9 e 10
Pístis (Πίστις) = Fé, confiança firme na Palavra de DEUS.
|
Aspecto |
Ensinamento |
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Rebeldia |
Recusa da ordem divina |
|
Murmuração |
Contestação da bondade de DEUS |
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Incredulidade |
Raiz do pecado |
|
Providência divina |
DEUS cuidava do povo como Pai |
|
Aplicação |
Fé previne a estagnação espiritual |
A experiência de Cades-Barneia revela que a maior barreira para o cumprimento das promessas divinas não estava nos gigantes de Canaã, mas na incredulidade do coração humano. DEUS havia demonstrado repetidamente seu poder, sua graça e sua fidelidade, porém Israel permitiu que o medo dominasse sua percepção espiritual. A falta de fé produziu murmuração, rebeldia e desobediência, impedindo uma geração inteira de experimentar a bênção preparada pelo Senhor. O relato permanece como advertência para a Igreja: a confiança em DEUS deve prevalecer sobre as circunstâncias adversas.
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Subtópico |
Lição
Principal |
|
Uma recordação resumida |
DEUS permaneceu fiel durante toda a
jornada |
|
A linguagem da incredulidade |
O medo distorce a visão das promessas |
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Pecados marcantes de Israel |
A incredulidade gera rebeldia e
desobediência |
|
Aplicação atual |
A fé é indispensável para avançar
espiritualmente |
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Verdade central |
DEUS honra aqueles que confiam em Sua
Palavra |
|
Grego |
Transliteração |
Significado |
|
Πίστις |
Pístis |
Fé |
|
Ἀπιστία |
Apistía |
Incredulidade |
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Ἐλπίς |
Elpís |
Esperança |
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Θάρσος |
Thársos |
Coragem |
|
Πειρασμός |
Peirasmós |
Provação |
O terceiro grande tema do discurso de Moisés trata da justiça de DEUS diante da rebeldia humana. O Senhor é misericordioso, longânimo e compassivo, mas também é santo e justo. A geração que saiu do Egito testemunhou milagres extraordinários, contudo rejeitou repetidamente a Palavra divina. Por isso, a sentença pronunciada em Cades-Barneia tornou-se um marco da teologia bíblica sobre responsabilidade espiritual.
Este episódio revela que a graça divina não elimina a necessidade da obediência. DEUS continuou fiel à sua aliança, mas a geração incrédula perdeu o privilégio de participar do cumprimento daquela promessa. Assim, a narrativa ensina que a desobediência produz consequências reais, enquanto a fidelidade preserva as bênçãos do Senhor.
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Grego |
Transliteração |
Significado |
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Κρίσις |
Krísis |
Julgamento |
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Ὑπακοή |
Hypakoḗ |
Obediência |
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Παρακοή |
Parakoḗ |
Desobediência |
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Μετάνοια |
Metánoia |
Arrependimento |
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Πιστός |
Pistós |
Fiel |
Comentário Teológico Ampliado
A expressão "geração maligna", utilizada por DEUS em Deuteronômio 1.35, demonstra a seriedade da incredulidade diante dos olhos divinos. Não se tratava apenas de medo humano, mas de uma rejeição consciente das promessas estabelecidas pelo Senhor. A geração do êxodo presenciou manifestações sobrenaturais do poder de DEUS, porém endureceu o coração diante da sua voz.
A rebeldia bíblica é mais do que um erro ocasional; é uma atitude persistente de resistência à vontade divina. Desde o episódio do bezerro de ouro, Israel revelou uma tendência constante à apostasia e à murmuração. Essa disposição interior evidenciava um coração dividido entre a fé e a incredulidade.
Em contraste, Calebe e Josué representam o remanescente fiel. Eles não ignoraram os desafios da terra, mas confiaram que DEUS era maior que qualquer obstáculo. Sua fidelidade tornou-se exemplo permanente para todas as gerações.
Do ponto de vista teológico, o conceito do remanescente aparece de forma notável nesse episódio. Mesmo quando muitos rejeitam a vontade de DEUS, sempre existe um grupo que permanece fiel ao Senhor. A história da redenção demonstra repetidamente essa realidade.
Moisés também manifesta maturidade espiritual ao interceder pelo povo. Embora tenha sofrido com a rebeldia da nação, continuou exercendo seu ministério pastoral com amor e dedicação.
· Deuteronômio capítulo 1, versículos 34 a 37; Êxodo capítulo 32, versículos 1 a 14; Números capítulo 14, versículos 20 a 24; Números capítulo 14, versículo 30; Números capítulo 20, versículos 10 a 12; Deuteronômio capítulo 31, versículos 7 e 8; Salmo capítulo 95, versículos 7 a 11; Romanos capítulo 11, versículo 5; Apocalipse capítulo 2, versículo 10
Pistós (Πιστός) = Fiel, digno de confiança.
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Aspecto |
Ensinamento |
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Rebeldia |
Rejeição da vontade divina |
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Julgamento |
Consequência da incredulidade |
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Calebe e Josué |
Exemplo de fidelidade |
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Remanescente |
DEUS preserva os fiéis |
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Aplicação |
A fidelidade produz recompensa |
Comentário Teológico Ampliado
A decisão de DEUS de permitir que os filhos entrassem na Terra Prometida demonstra tanto sua justiça quanto sua graça. Os pais rejeitaram a promessa, mas os filhos receberam a oportunidade de viver aquilo que a geração anterior desprezou. Isso evidencia que os propósitos divinos não podem ser anulados pela infidelidade humana.
A nova geração precisava aprender com os erros dos seus antepassados. O deserto tornou-se um ambiente de preparação espiritual onde DEUS moldou uma comunidade mais dependente da sua Palavra. O propósito não era apenas substituir uma geração por outra, mas formar homens e mulheres comprometidos com a aliança.
O texto também ressalta a responsabilidade dos pais na transmissão da fé. A formação espiritual no lar ocupa posição central na teologia de Deuteronômio. DEUS desejava que seus mandamentos fossem ensinados continuamente às futuras gerações.
A pedagogia divina não consiste apenas em corrigir o erro, mas também em preparar um futuro melhor. O Senhor preservou os filhos para demonstrar que sua promessa continuava viva. A graça de DEUS alcançou aqueles que ainda não possuíam discernimento pleno dos acontecimentos anteriores.
Para a Igreja, essa passagem lembra a importância do discipulado, do ensino bíblico e da formação espiritual das novas gerações. Uma fé saudável precisa ser transmitida de maneira intencional.
· Deuteronômio capítulo 1, versículo 39; Deuteronômio capítulo 6, versículos 6 e 7; Deuteronômio capítulo 11, versículos 18 e 19; Josué capítulo 21, versículo 45; Salmo capítulo 78, versículos 5 a 8; Provérbios capítulo 22, versículo 6; Joel capítulo 1, versículo 3; Efésios capítulo 6, versículo 4; Segunda a Timóteo capítulo 3, versículos 14 e 15
Paideía (Παιδεία) = Educação, disciplina, formação.
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Aspecto |
Ensinamento |
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Nova geração |
Herdeira da promessa |
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Graça divina |
DEUS mantém seus propósitos |
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Papel dos pais |
Transmitir a fé |
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Formação espiritual |
Essencial para o futuro |
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Aplicação |
Investir no discipulado cristão |
Comentário Teológico Ampliado
Depois de ouvir a sentença divina, Israel tentou corrigir o erro por iniciativa própria. No entanto, sua decisão ocorreu fora do tempo e da direção estabelecidos por DEUS. A tentativa de conquistar Canaã após a rejeição inicial demonstrou impulsividade espiritual e ausência de submissão.
Esse episódio ensina que nem toda atitude aparentemente correta nasce da obediência. Muitas vezes, pessoas tentam reparar erros sem experimentar verdadeiro arrependimento. A mudança exterior sem transformação interior não produz restauração genuína.
O texto diferencia arrependimento de remorso. O povo chorou após a derrota, mas suas lágrimas não refletiam uma mudança profunda de coração. O arrependimento bíblico envolve reconhecimento do pecado, abandono da prática errada e retorno sincero a DEUS.
A derrota diante dos amorreus confirmou que o sucesso espiritual depende da presença divina. Sem a direção do Senhor, até mesmo esforços sinceros tornam-se inúteis. A vitória não estava na força militar de Israel, mas na bênção do DEUS da aliança.
A narrativa termina mostrando que a desobediência prolonga o "deserto espiritual". Muitas oportunidades são perdidas quando a pessoa insiste em agir independentemente da vontade de DEUS.
· Deuteronômio capítulo 1, versículos 41 a 46; Números capítulo 14, versículos 40 a 45; Primeiro Livro de Samuel capítulo 15, versículos 22 e 23; Isaías capítulo 1, versículo 19; Jeremias capítulo 7, versículos 23 e 24; Mateus capítulo 7, versículos 21 a 23; Segunda aos Coríntios capítulo 7, versículo 10; Hebreus capítulo 12, versículos 16 e 17; Tiago capítulo 1, versículos 22 a 25
Metánoia (Μετάνοια) = Arrependimento verdadeiro, mudança de mente e direção.
|
Aspecto |
Ensinamento |
|
Tentativa tardia |
Agir fora do tempo de DEUS |
|
Derrota |
Consequência da desobediência |
|
Remorso |
Não é o mesmo que arrependimento |
|
Vitória verdadeira |
Depende da presença de DEUS |
|
Aplicação |
Obedecer imediatamente ao Senhor |
A sentença pronunciada por DEUS em Cades-Barneia revela que a justiça divina acompanha sua santidade. A geração incrédula perdeu a oportunidade de entrar na Terra Prometida porque rejeitou repetidas vezes a Palavra do Senhor. Entretanto, DEUS preservou um remanescente fiel em Calebe e Josué e preparou uma nova geração para herdar a promessa. A narrativa ensina que a fidelidade é recompensada, enquanto a desobediência persistente produz perdas espirituais. Além disso, mostra que o verdadeiro arrependimento exige transformação interior e submissão à vontade divina.
|
Subtópico |
Verdade
Principal |
|
Gravidade da rebeldia |
DEUS leva a sério a desobediência |
|
Valor da fidelidade |
Os fiéis são preservados e
recompensados |
|
Formação da nova geração |
DEUS continua seu plano redentor |
|
Consequências da desobediência |
O pecado produz perdas espirituais |
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Aplicação atual |
A obediência contínua conduz à bênção |
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Grego |
Transliteração |
Significado |
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Κρίσις |
Krísis |
Julgamento |
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Ὑπακοή |
Hypakoḗ |
Obediência |
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Παρακοή |
Parakoḗ |
Desobediência |
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Μετάνοια |
Metánoia |
Arrependimento |
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Πιστός |
Pistós |
Fidelidade |
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Παιδεία |
Paideía |
Formação e disciplina |
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Χάρις |
Cháris |
Graça |
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Δικαιοσύνη |
Dikaiosýnē |
Justiça |
A história da sentença divina em Cades-Barneia demonstra que DEUS é perfeitamente justo e fiel à sua Palavra. A geração rebelde colheu as consequências de sua incredulidade, enquanto Calebe, Josué e a nova geração experimentaram o cumprimento das promessas. O texto enfatiza a necessidade da perseverança na fé, da transmissão dos valores espirituais às futuras gerações e do arrependimento genuíno. Para a Igreja contemporânea, a principal lição é que a obediência contínua, sustentada pela fé, conduz ao cumprimento dos propósitos divinos e à maturidade espiritual.
Qual era o propósito de Moisés ao relembrar a história de Israel?
Resposta: Levar a nova geração a aprender com os erros do passado e não repeti-los.
Resposta: O valor da liderança compartilhada.
Resposta: Porque o povo havia crescido e surgiram muitas demandas, conflitos e responsabilidades.
Resposta: Jetro.
Resposta: Sabedoria, experiência e caráter.
Resposta: Que não se deve impor as mãos precipitadamente.
Resposta: Com justiça, imparcialidade e equidade.
Resposta: Justiça, unidade, submissão e temor ao Senhor.
Resposta: Cades-Barneia.
Resposta: Que subisse e possuísse a terra.
Resposta: Como uma terra boa.
Resposta: O medo e o desânimo.
Resposta: Gerou temor, desobediência e afastamento das promessas de DEUS.
Resposta: Rebeldia, murmuração e desobediência.
Resposta: Como o cuidado de um pai para com seu filho.
Resposta: Geração maligna.
Resposta: Josué e Calebe.
Resposta: Os filhos da nova geração.
Resposta: Sofreu derrota e frustração.
Resposta: A fé, a obediência e a liderança piedosa são essenciais para o cumprimento das promessas de DEUS.
4. Quem
aconselhou Moisés sobre a necessidade de delegar responsabilidades?
5. Quais
qualidades deveriam ser encontradas nos líderes escolhidos?
6. O
que a Bíblia adverte sobre a escolha de líderes?
7. Como
os líderes deveriam exercer seus julgamentos?
8. O
que sustenta uma liderança bíblica saudável?
9. Qual
local tornou-se símbolo da incredulidade de Israel?
10. O
que DEUS ordenou ao povo em relação à Terra Prometida?
11. Como
os espias descreveram a terra de Canaã?
12. O
que dominou as palavras da maioria dos espias?
13. Qual
foi o efeito da incredulidade sobre o povo?
14. Quais
pecados marcaram a atitude de Israel em Cades-Barneia?
15. Como
Moisés descreveu o cuidado de DEUS pelo seu povo?
16. Como
DEUS chamou aquela geração incrédula?
17. Quais
homens permaneceram fiéis ao Senhor?
18. Quem
herdaria a promessa rejeitada pelos pais?
19. O
que aconteceu quando Israel tentou agir sem a direção de DEUS?
20. Qual
é a principal lição da conclusão do estudo?
QUESTIONÁRIO 3 - Múltipla Escolha
(Gabarito Marcado) - Para Professores
1. Qual era o propósito do discurso de
Moisés?
( ) Construir um novo tabernáculo
(X) Ensinar a nova geração
através dos erros do passado
( ) Escolher novos sacerdotes
( ) Organizar o exército
2. O que Moisés reconheceu em
Deuteronômio 1?
( ) Que o povo era pequeno
(X) Que não podia liderar sozinho
( ) Que precisava voltar ao Egito
( ) Que Canaã seria impossível
3. Quem aconselhou Moisés?
( ) Josué
(X) Jetro
( ) Arão
( ) Calebe
4. Quais qualidades eram exigidas dos
líderes?
( ) Popularidade e riqueza
(X) Sabedoria, experiência e
caráter
( ) Influência política
( ) Força física
5. Como os líderes deveriam agir?
( ) Favorecendo parentes
( ) Segundo interesses pessoais
(X) Com justiça e imparcialidade
( ) Conforme a maioria desejasse
6. Qual lugar marcou a decisão do povo?
( ) Sinai
( ) Jericó
(X) Cades-Barneia
( ) Berseba
7. O que DEUS ordenou sobre Canaã?
( ) Esperar mais tempo
(X) Subir e possuir a terra
( ) Negociar com os inimigos
( ) Retornar ao deserto
8. Como os espias descreveram a terra?
( ) Estéril
(X) Boa
( ) Pequena
( ) Sem valor
9. O que dominou os espias incrédulos?
( ) Alegria
(X) Medo e desânimo
( ) Gratidão
( ) Esperança
10. O que a incredulidade produziu?
( ) Avivamento
( ) Santificação
(X) Temor e desobediência
( ) Crescimento espiritual
11. O que Israel fez em Cades-Barneia?
( ) Adorou ao Senhor
(X) Murmurou e rebelou-se
( ) Jejuou
( ) Evangelizou
12. Como Moisés comparou DEUS?
( ) A um guerreiro
( ) A um juiz
(X) A um pai
( ) A um rei terreno
13. Como DEUS chamou aquela geração?
( ) Fiel
( ) Corajosa
(X) Maligna
( ) Justa
14. Quem permaneceu fiel ao Senhor?
( ) Moisés e Arão
(X) Josué e Calebe
( ) Nadabe e Abiú
( ) Efraim e Manassés
15. Quem herdaria a promessa desprezada
pelos pais?
( ) Os egípcios
( ) Os amorreus
(X) Os filhos da nova geração
( ) Os moabitas
16. O que os pais deveriam fazer segundo
a lição?
( ) Apenas sustentar os filhos
(X) Ensinar a fé e a obediência
( ) Priorizar riquezas
( ) Evitar correção
17. O que Israel fez após ouvir a
sentença de DEUS?
( ) Esperou em DEUS
(X) Tentou lutar sem a direção de
DEUS
( ) Voltou ao Egito
( ) Construiu cidades
18. Qual foi o resultado dessa atitude?
( ) Vitória
( ) Prosperidade
(X) Derrota
( ) Conquista parcial
19. O que o choro do povo demonstrava?
( ) Fé
(X) Remorso sem arrependimento
verdadeiro
( ) Alegria
( ) Gratidão
20. Qual é a principal mensagem da
lição?
(X) A fé e a obediência conduzem
às promessas de DEUS
( ) A força humana é suficiente
( ) O sucesso depende da maioria
( ) O deserto é o objetivo final
QUESTIONÁRIO 4 - Múltipla Escolha (Sem
Gabarito) Para Alunos
1. Qual era o propósito do discurso de
Moisés?
( ) Construir um novo tabernáculo
( ) Ensinar a nova geração através dos
erros do passado
( ) Escolher novos sacerdotes
( ) Organizar o exército
2. O que Moisés reconheceu em
Deuteronômio 1?
( ) Que o povo era pequeno
( ) Que não podia liderar sozinho
( ) Que precisava voltar ao Egito
( ) Que Canaã seria impossível
3. Quem aconselhou Moisés?
( ) Josué
( ) Jetro
( ) Arão
( ) Calebe
4. Quais qualidades eram exigidas dos
líderes?
( ) Popularidade e riqueza
( ) Sabedoria, experiência e caráter
( ) Influência política
( ) Força física
5. Como os líderes deveriam agir?
( ) Favorecendo parentes
( ) Segundo interesses pessoais
( ) Com justiça e imparcialidade
( ) Conforme a maioria desejasse
6. Qual lugar marcou a decisão do povo?
( ) Sinai
( ) Jericó
( ) Cades-Barneia
( ) Berseba
7. O que DEUS ordenou sobre Canaã?
( ) Esperar mais tempo
( ) Subir e possuir a terra
( ) Negociar com os inimigos
( ) Retornar ao deserto
8. Como os espias descreveram a terra?
( ) Estéril
( ) Boa
( ) Pequena
( ) Sem valor
9. O que dominou os espias incrédulos?
( ) Alegria
( ) Medo e desânimo
( ) Gratidão
( ) Esperança
10. O que a incredulidade produziu?
( ) Avivamento
( ) Santificação
( ) Temor e desobediência
( ) Crescimento espiritual
11. O que Israel fez em Cades-Barneia?
( ) Adorou ao Senhor
( ) Murmurou e rebelou-se
( ) Jejuou
( ) Evangelizou
12. Como Moisés comparou DEUS?
( ) A um guerreiro
( ) A um juiz
( ) A um pai
( ) A um rei terreno
13. Como DEUS chamou aquela geração?
( ) Fiel
( ) Corajosa
( ) Maligna
( ) Justa
14. Quem permaneceu fiel ao Senhor?
( ) Moisés e Arão
( ) Josué e Calebe
( ) Nadabe e Abiú
( ) Efraim e Manassés
15. Quem herdaria a promessa desprezada
pelos pais?
( ) Os egípcios
( ) Os amorreus
( ) Os filhos da nova geração
( ) Os moabitas
16. O que os pais deveriam fazer segundo
a lição?
( ) Apenas sustentar os filhos
( ) Ensinar a fé e a obediência
( ) Priorizar riquezas
( ) Evitar correção
17. O que Israel fez após ouvir a
sentença de DEUS?
( ) Esperou em DEUS
( ) Tentou lutar sem a direção de DEUS
( ) Voltou ao Egito
( ) Construiu cidades
18. Qual foi o resultado dessa atitude?
( ) Vitória
( ) Prosperidade
( ) Derrota
( ) Conquista parcial
19. O que o choro do povo demonstrava?
( ) Fé
( ) Remorso sem arrependimento
verdadeiro
( ) Alegria
( ) Gratidão
20. Qual é a principal mensagem da
lição?
( ) A fé e a obediência conduzem às
promessas de DEUS
( ) A força humana é suficiente
( ) O sucesso depende da maioria
( ) O deserto é o objetivo final
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Escrita Lição 3, Betel, Calebe,
Perseverança Na Fé Rumo À Terra Prometida, 4Tr25, Com. Extras Pr Henrique, EBD
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ESBOÇO DA LIÇÃO
1- A HISTÓRIA DE CALEBE
1.1- Avançar enquanto outros recuam
1.2- O Senhor não se agrada de quem
recua
1.3- Falta de visão do Reino
2- OS BONS OLHOS DE JOSUÉ E CALEBE
2.1- Calebe, exemplo de fé e otimismo
2.2- Na dificuldade apareceram
oportunidades
2.3- A vontade de conquistar
3- A PROMESSA DE DEUS A CALEBE
3.1- Calebe confiou no cumprimento da
promessa de DEUS
3.2- O tempo não apaga as promessas
3.3. A disciplina leva a bons resultados
TEXTO ÁUREO
"Porém o meu servo Calebe,
porquanto nele houve outro espírito e perseverou em seguir-me, eu o levarei à
terra em que entrou, e a sua semente a possuirá em herança", Números
14.24.
VERDADE APLICADA
A perseverança nos leva a seguir em
frente, atingir o alvo e alcançar as promessas de DEUS.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Conhecer o relato bíblico sobre
Calebe.
- Ressaltar a importância de ter bom
ânimo diante de situações adversas.
- Reconhecer a importância de crer nas
promessas de DEUS.
TEXTOS DE REFERÊNCIA - Josué 14.7-11
Josué 14. 7. Da idade de quarenta anos
era eu, quando Moisés, servo do Senhor, me enviou de Caries-Barneia a espiar a
terra; e eu lhe trouxe resposta, como sentia no meu coração. 8. Mas meus
irmãos, que subiram comigo, fizeram
derreter o coração do povo; eu, porém,
perseverei em seguir o Senhor, meu DEUS. 9. Então Moisés, naquele dia, jurou,
dizendo: Certamente a terra que pisou o teu pé será tua e de teus filhos, em
herança perpetuamente; pois perseveraste em seguir o Senhor, meu DEUS. 10. E,
agora, eis que o Senhor me conservou em vida, como disse; quarenta e cinco anos
há agora, desde que o Senhor falou esta palavra a Moisés, andando Israel ainda
no deserto; e,
agora, eis que já hoje sou da idade de
oitenta e cinco anos. 11. E, ainda hoje, estou tão forte como no dia em que
Moisés me enviou; qual a minha força então era, tal é agora a minha força, para
a guerra, e para sair, e para entrar.
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA Nm 14.6-8 A terra espiada era
muito boa.
TERÇA Nm 14.36-38 Calebe e Josué
sobreviveram aos demais espias.
QUARTA Nm 26.63-65 Calebe e Josué
sobreviveram aos contados no Sinai.
QUINTA Jz 1.20 Calebe recebeu a cidade
de Hebrom como herança.
SEXTA 2Cr 15.7 0 esforço tem recompensa.
SÁBADO Is 40.29-31 Os que esperam no
Senhor renovam as suas forças.
HINOS SUGERIDOS -
107, 535, 604
MOTIVO DE ORAÇÃO -
Ore para que sejamos perseverantes e possamos alcançar as promessas de DEUS sem
retroceder.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
SUBSÍDIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO – REVISTAS
E LIVROS
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Contexto Histórico – Da Escravidão ao
Momento Decisivo
Antes de chegarem à Canaã, os israelitas
presenciaram grandes milagres como:
· Foram
preservados por DEUS durante todas as pragas do Egito;
· Atravessaram
a seco o Mar Vermelho e viram os soldados egípcios serem
tragados pelas águas;
· Comeram
maná todos os dias em meio ao deserto;
· Comeram
codornizes aos milhares
· Receberam
água da rocha providenciada sobrenaturalmente por DEUS;
· A
presença do Senhor permaneceu ao seu lado em forma de coluna de
nuvem e fogo.
Mesmo assim, ao estarem próximos da
terra prometida, o povo enfrentou um dilema: avançar era uma atitude de fé e
completa dependência de DEUS, mas eles preferiram olhar para a força
dos inimigos em vez de enxergar a grandeza d’Aquele que os tinha
trazido até ali.
Quantas vezes, como Israel, trocamos a
certeza do sobrenatural pelo “realismo” das limitações humanas?
https://www.evangelhododia.com/numeros-13/
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
כלב Kaleb
Calebe = “cão”
1) o filho devoto de Jefoné e o espião fiel que relatou favoravelmente a
respeito da terra prometida e recomendou a sua captura
2) filho de Hezrom, neto de Perez, bisneto de Judá, pai de Hur e avô de Calebe,
o espião
Calebe, o príncipe de Judá. Ele tinha 45
anos quando Hebrom foi prometida a ele, ainda no deserto, na época em que foi
espiar Canaã (Js 14.6-8). Passados 40 anos, Calebe estava com 85 anos. Sua
determinação foi tão grande que afirmou ter a mesma força e disposição da época
em que recebeu a promessa (Js 14.10,11). Calebe foi extremamente confiante na
promessa de DEUS e tinha certeza de que seus inimigos seriam derrotados (Js
14.12,13). Assim, ele recebeu sua herança e conquistou a região que lhe foi
entregue.
Js 14.14 – Comentários BEP – CPAD -
CALEBE... PERSEVERARA EM SEGUIR O SENHOR. Calebe permaneceu fiel a DEUS e
recebeu integralmente a herança que lhe fora prometida (vv. 9-14). Sua vida
ilustra a fidelidade do crente e o recebimento da dádiva prometida pelo Pai,
segundo o novo concerto i.e., o ESPÍRITO SANTO (At
1.4,5). Depois do arrependimento e do
cumprimento das condições do novo concerto da parte de DEUS, o crente deve
prosseguir e receber quaisquer dons espirituais que DEUS queira lhe outorgar
(cf. Rm
12.6-8; 1
Co 12.4-31),
e manifestar o fruto do ESPÍRITO na sua vida (cf. Gl
5.22-25; At
6.3; 1
Co 2.6-16; Ef
1.17; Tg
3.13-18).
Todas essas coisas constituem a herança apropriada daqueles que estão cheios do
ESPÍRITO e de poder (At
1.4-8; 2.4).
Calebe expulsou de Hebrom os gigantes da
família dos anaquins, especificamente os três filhos de Anaque: Sesai,
Aimã e Talmai, conforme descrito em Josué 15:14. Calebe enfrentou esses
gigantes quando, com 85 anos, pediu e conquistou a região de Hebrom, onde eles
viviam, como sua herança em Canaã.
Contexto da Conquista de Hebrom
· A
Missão dos Espiões:
Calebe e outros espiões foram enviados
por Moisés para explorar a terra de Canaã.
· O
Medo dos Gigantes:
Ao encontrarem os anaquins em Hebrom, os
espiões se sentiram como gafanhotos e descreveram a terra como cheia de
gigantes.
· A
Fé de Calebe:
Calebe, por sua fé em DEUS, encorajou o
povo a tomar posse da terra, confiando que DEUS os daria vitória.
· A
Conquista Posterior:
Quarenta e cinco anos depois, Calebe
pediu a Josué a região de Hebrom e, com a ajuda de DEUS, conquistou-a dos
anaquins, demonstrando sua confiança na promessa divina.
Acsa e Otniel foram um casal do
Antigo Testamento da Bíblia.
Acsa, filha de Calebe, casou-se com
Otniel, o primeiro juiz de Israel, após ele ter conquistado a cidade de
Debir. A história de Acsa é notável pela sua esperteza ao persuadir o pai
a dar-lhe terras com fontes de água, além das terras secas que lhe foram
prometidas como casamento.
Quem eram Acsa e Otniel?
· Acsa:
Era a filha de Calebe, um personagem
bíblico importante da tribo de Judá.
· Otniel:
Foi o primeiro juiz de Israel, um homem
de caráter e fé que serviu ao povo de DEUS.
A história do casal:
1. O
casamento:
Calebe prometeu a mão da sua filha Acsa
a quem conquistasse a cidade de Debir (ou Quiriate-Sefer).
2. A
conquista:
Otniel, o jovem primo de Acsa e servo do
Senhor, aceitou o desafio e conquistou a cidade, o que lhe garantiu o casamento
com Acsa.
3. O
presente e a perspicácia:
Ao se instalarem na terra prometida,
Acsa recebeu terras secas. Acsa, vendo a necessidade, pediu ao pai que lhe
desse "fontes superiores e inferiores" (terras com águas), o que
Calebe atendeu. Essa atitude demonstra a astúcia e o cuidado de Acsa com a
sua família, garantindo-lhes o necessário para a vida e o sustento.
Significado e Relevância:
· A
história de Acsa e Otniel, relatada em três passagens bíblicas, mostra a
transição da conquista de Canaã para o período dos juízes.
· Acsa
é lembrada pela sua capacidade de identificar e resolver problemas, e por não
aceitar passivamente uma situação desfavorável, o que serviu de exemplo de
inteligência feminina.
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
CALEBE (Js 14.6-15) -
https://escolabiblicadominical.org/licao-11-josue-14-e-15-fe-para-continuar-conquistando/
EBD | 1° Trimestre De 2021 |
Revista da Escola
Dominical PECC | CPAD | Tema: Josué – Sê
Forte e Corajoso! Eu sou Contigo | Lição 11: Josué 14 e 15 – Fé para Continuar
Conquistando
1. Quem foi Calebe (Js
14.7).”Tinha eu quarenta anos quando Moisés, servo do Senhor, me enviou de
Cades-Barneia para espiar a terra; e eu lhe relatei como sentia no
coração.”
A importância de Calebe dentro
da comunidade israelita, em seus dias, é fato inegável. Ele é listado
como um dos cabeças tribais ou príncipe do povo (Nm 34.19). Além disso, fora um
dos escolhidos para execução da missão de espiar a terra prometida (Js 14.7).
As principais características de Calebe
eram seu caráter provado e sua fé sólida no DEUS verdadeiro. Junto
com Josué, foram os únicos homens da sua geração que mantiveram a fé no
que DEUS dissera sobre a posse da terra. Por isso, dentre os recenseados de 20
anos para cima (exceto os levitas), foram os únicos a usufruírem da promessa de
DEUS de entrar em Canaã (Nm 14.29-30).
2. A importância da fé (Js
14.10). “Eis, agora, o Senhor me conservou em vida, como prometeu;
quarenta e cinco anos há desde que o Senhor falou esta palavra a Moisés,
andando Israel ainda no deserto; e, já agora, sou de oitenta e cinco
anos.”
Quarenta e cinco anos se passaram, o
corpo envelheceu, porém a fé de Calebe se manteve inabalável. A mesma fé que
vislumbrou a vitória desprezando a grandeza do inimigo foi condição primordial
para que DEUS lhe fizesse a promessa. Agora, depois de 45 anos, essa fé servia
como combustível da esperança de um homem, em dar-lhe forças para desembainhar
a espada, subir por regiões de relevo acidentado e pelejar com gigantes. E isso
aos 85 anos de idade!
3. Reivindicando a herança (Js
14.12). “Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia, pois,
naquele dia, ouviste que lá estavam os anaquins e grandes e fortes
cidades; o Senhor, porventura, será comigo, para os desapossar, como
prometeu.”
Em meio ao sorteio do território
conquistado, Calebe toma a palavra e apela à memória do dia
inesquecível em que DEUS, pela boca de Moisés, lhe prometeu as montanhas
de Hebrom por herança. Não restam dúvidas de que a fé de Calebe foi preponderante
para que o Senhor lhe fizesse esta promessa. Isto fica claro na argumentação de
Calebe: “Mas meus irmãos que subiram comigo desesperaram o povo; eu, porém,
perseverei em seguir o SENHOR, meu DEUS” (Js 14.8).
A herança reclamada estava
localizada em Quiriate-Arba, cujo nome indicava que seus habitantes eram
descendentes de Arba, homem lendário por ser o maior de todos os Anaquins. A
batalha era dura e o inimigo imprimia pavor, mas Calebe não esmoreceu, pois
pelejou por sua promessa e logrou êxito em conquistá-la. Após isso, a “terra
repousou da guerra” (14.15).
LIÇÕES PARA HOJE (Js
15.13-19)
1. É necessário perseverar (Js
15.13). “A Calebe, filho de Jefoné, porém, deu Josué uma parte no
meio dos filhos de Judá, segundo lhe ordenara o Senhor, a saber, Quiriate-Arba,
isto é, Hebrom; este Arba era o pai de Anaque.”
Em dois momentos, os capítulos 14 e 15
nos informam sobre a perseverança de Calebe em servir ao Senhor (Js 14.8,14).
Ele poderia tranquilamente contentar-se com qualquer outro trecho pacificado da
terra prometida; entretanto, decidiu lutar com gigantes nas colinas de
Quiriate-Arba, haja vista sempre ter crido em uma promessa.
A despeito do tempo transcorrido (45
anos), e agora, de sua idade avançada (85 anos), além da dificuldade da
peleja, as promessas foram a mola propulsora que fez Calebe perseverar e
alcançar a promessa do Senhor. Ele sabia que a grandeza daquele que é fiel para
cumprir o que prometeu é maior que qualquer adversidade.
É impressionante a disposição e saúde de
Calebe, a despeito da longevidade. Sem dúvida, uma grande fonte de inspiração e
motivação para as gerações de hoje, principalmente para os idosos.
2. Fontes superiores e inferiores (Js
15.19). “Respondeu ela: Dá-me um presente; deste-me terra seca, dá-me também
fontes de água. Então, lhe deu as fontes superiores e as fontes
inferiores.”
Apesar de estarem firmadas na grandeza
de DEUS, as promessas não são unilaterais; isto é, elas exigem empenho de nossa
parte para o seu cumprimento. Assim como Calebe, devemos buscar pelas promessas
de DEUS com fé e ousadia.
Há uma relação interessante nas
Escrituras entre as promessas divinas e a busca por elas. Para exemplificar
isso, podemos citar pelo menos dois momentos em que há essa percepção:
a) o
preço pago por Otoniel para tornar possível o amor que alimentava por uma
esposa querida;
b) a
decisão e confiança que Acsa demonstrou ao apear do seu jumento e pedir a seu
pai Calebe um presente de casamento muito raro e difícil na região onde
moravam: fontes de água.
Descansar na promessa divina não é
sinônimo de marasmo ou comodismo, mas sim da certeza de que aquilo que buscamos
é garantido pelo próprio DEUS.
3. A quem vencer (Js
15.16) “Disse Calebe: A quem derrotar Quiriate-Sefer e a tomar, darei
minha filha Acsa por mulher.”
Semelhante a este desafio e promessa
feitos por Calebe, temos também desafios e promessas gloriosas feitas por
JESUS:
a) fontes
e rios de água viva do seu ESPÍRITO (Jo 4.14);
b) coroa
da vida aos que forem fiéis até a morte. “O vencedor herdará estas coisas, e
lhe serei DEUS, e ele me será filho (Ap 21.7,10).
DEUS tem nos feito diversas promessas
maravilhosas, válidas tanto neste mundo quanto no porvir. Neste exato momento,
gozamos de Suas promessas (sua presença, provisão, segurança, perdão dos
pecados etc.), mas tais promessas não se restringem apenas a este mundo vil
(1Co 15.19).
Diante disso, o apóstolo Pedro nos
afirma que, na eternidade, seremos “coparticipantes da natureza divina” e
habitantes de “novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2Pe 1.4;
3.13).
Além disso, temos a plena certeza de que
alcançaremos cada uma destas promessas, pois todas elas estão firmadas na
pessoa bendita de CRISTO JESUS. Isto posto, o apóstolo Paulo afirma que, em
todas elas, ele é o “sim” e também o “amém” para a glória de DEUS, ou seja,
todas se cumprirão cabalmente (2Co 1.20).
APLICAÇÃO PESSOAL
DEUS tem promessas para nós, e todas
visam ao nosso crescimento e vitória em CRISTO. Por isso, devemos continuar a
nossa caminhada de fé com os olhos fitos Naquele que nos prometeu, pois sabemos
que Ele é fiel para cumpri-las cabalmente. Sejamos também fiéis.
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CALEBE - Dicionário Bíblico Wycliffe -
CPAD
1. Calebe, filho de Jefoné da tribo de
Judá, um dos doze espias enviados de Cades-Barnéia para explorar a terra da
Palestina (Nm 13.6). Enquanto dez dos espias enviaram relatórios adversos que
desencorajavam o povo de conquistar a terra prometida por causa das grandes
cidades e de seus assustadores habitantes, “os filhos de Anaque” (Nm 13.33),
Calebe e Josué insistiram para que Israel prosseguisse nesta conquista,
confiando no Senhor (Nm 13.30 14.6-9). Embora Israel, naquele momento, se
recusasse a entrar na terra por causa de sua descrença, o Senhor prometeu a
Calebe e Josué que eles teriam uma parte na ocupação do país devido à sua fé e
lealdade (Nm 14.24,30). Calebe se projeta como um dos grandes
heróis da fé porque ele “perseverou em seguir ao Senhor" (Nm 32.12; Dt
1.36).
Ao final dos quarenta anos de
peregrinação sob a sentença de DEUS, Calebe e Josué entraram na terra prometida
e fizeram parte da grande conquista. Depois das decisivas vitórias em que Josué
subjugou a terra, tomou-se responsabilidade de cada tribo ocupar o território
que lhe havia sido designado por sorteio, Apesar de ser um homem idoso, Calebe
se tornou um exemplo para a nação pela fé e vigor com que reivindicou as suas
posses. Ele pediu a cidade de Quiriate-Arba, situada na região montanhosa do
sul. Essa era a cidade de Arba que foi “um grande homem entre os anaquins” ou
“o maior homem entre os anaquins”, ou seja, um dos gigantes que haviam
aterrorizado os espias muitos anos antes (Js 14.6-15). É como se Josué
estivesse desejando mostrar ao povo de Israel que seus pais poderiam ter
entrado na terra há 40 anos se apenas tivessem crido em DEUS. Como incentivo
aos jovens de sua tribo, Calebe ofereceu sua filha Acsa, em casamento, àquele
que conquistasse a cidade de Quiriate-Sefer (Js 15.16; Jz 1.12). Foi seu próprio
sobrinho Otniel que, inspirado pela recompensa e por sua fé, liderou a
investida e tomou a cidade, e, com isso, recebeu a mão de Acsa (Js 15.17ss; Jz
1.13ssb. Nos anos seguintes, Otniel tornou-se o primeiro dos juizes de Israel
(Jz 3.9).
Não existe discrepância entre esse
relato da conquista de Calebe e a declaração de que Josué “extirpou os
anaquins” e “tomou toda esta terra” (Js 11.21,23). Está claro no livro de Josué
que a resistência a Israel foi quebrada pelas duas grandes vitórias em Gibeão e
Hazor (Js 10-11). Depois disso, foi apenas uma questão de cada tribo,
individualmente, mudar-se para os territórios designados e conquistar as
cidades, uma a uma. Como nas guerras modernas, o comandante-em-chefe tem a
responsabilidade de toda a operação. Em sua maior parte, as tribos fracassaram
totalmente em possuir a terra por causa de sua falta de fé e coragem em
obedecer completamente, ao Senhor (Jz 1.27ss). Aqui, como em Cades-Barnéia, o
intrépido Calebe deu o exemplo daquilo que significa obedecer a DEUS.
Existem algumas dúvidas sobre a exata
ascendência de Calebe. Em 1 Crônicas 2,18, está mencionado que Calebe era filho
de Hezrom. Por outro lado, Jefoné, o quenezeu, é chamado pai de Calebe em
Números 32.12. Os quenezeus, descendentes de Quenaz, parecem ter sido uma das
tribos nômades dos desertos do Sinai (Gn 36,15). Foi em uma dessas tribos de
edomitas que Moisés se casou (Jz 1.16; 4.11). A migração de Israel em direção
ao norte atraiu alguns desses povos e eles se reuniram, com fé, ao Senhor e ao
seu povo. A família de Calebe foi anexada à tribo de Judá, e Calebe conquistou
rapidamente uma posição de liderança. Embora o chefe da tribo fosse Naassom,
filho de Aminadabe (Nm 2.3), foi Calebe que representou a tribo como espia e,
mais tarde, como um daqueles que dividiu a terra em áreas tribais (Js 21.12).
Está registrado que foi entregue a Calebe a sua parte “no meio dos filhos de
Judá” (Js 15.13), implicando que ele não era realmente um membro daquela tribo.
Séculos mais tarde, nos dias de Saul e Davi, os descendentes de Calebe ainda
formavam uma família distinta em Judá, e sua parte do país parece ter sido um
enclave na tribo (1 Sm 25.3; 30.14). P. C. J.
CALEBE EFRATA OU CALEBE DE EFRATA
Com base em 1 Crônicas 2.24, acredita-se
que esse lugar seja um palácio nas vizinhanças de Belém onde morreu Calebe,
filho de Hezrom e antecessor de Davi. Esse local não é mencionado em nenhuma
outra passagem bíblica, e na versão LXX está escrito. “E depois da morte de
Hezrom, Calebe possuiu Efrata, esposa de Hezrom seu pai; e ela lhe deu Azur,
pai de Tecoa*. É possível que Efrata fosse a segunda esposa de Hezrom, e que
Calebe tenha se casado com ela para estabelecer seu direito à herança
(cf. 2 Sm 16.22).
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Calebe e sua Herança - Josué 14:6-15 -
https://pt.slideshare.net/slideshow/calebe-e-sua-herana/53288482
Calebe era um homem de 85 anos,
pertencente à tribo de Judá, conhecido por sua fé inabalável e coragem. No
passado, ele recebeu uma promessa especial de Moisés, que se tornou um marco em
sua vida e legado.
Missão Especial e Promessa
Quarenta e cinco anos antes, Calebe foi
escolhido junto com outros onze homens, cada um representando uma tribo de
Israel, para explorar a terra de Canaã. Essa missão tinha como objetivo
observar a terra e seus habitantes, avaliando as condições para a conquista e
posse da terra prometida.
Enquanto dez dos espias trouxeram
relatos desanimadores que causaram medo e murmuração entre o povo de DEUS,
Calebe e Josué se destacaram por sua visão diferente. Eles olharam para a terra
com os olhos da fé, confiando nas promessas de DEUS, e não se deixaram abater
pelas dificuldades aparentes.
1. Calebe era um homem Determinado
A determinação de Calebe é um exemplo de
coragem e otimismo diante da adversidade. Mesmo quando a maioria estava
desanimada, ele se levantou e falou com firmeza diante de Moisés: “Subamos
animosamente e possuamo-la em herança; porque, certamente, prevaleceremos
contra ela” (Números 13:30).
Essa atitude demonstra que um crente
determinado não é apenas destemido, mas também confiante no poder de DEUS para
superar obstáculos. Calebe não se intimidou diante da oposição da nação e
defendeu a liderança de Moisés com convicção.
2. Calebe era um homem Esperançoso
Durante quatro décadas e meia, Calebe
manteve viva a esperança na promessa que DEUS lhe havia feito. Mesmo com o
passar dos anos e as dificuldades enfrentadas, ele nunca perdeu a fé. Em sua
conversa com Josué, ele relembra a promessa feita por DEUS a Moisés em
Cades-Barnéia, mostrando sua confiança contínua: “Você sabe o que o Senhor
disse a Moisés, homem de DEUS, em Cades-Barnéia, sobre mim e sobre você” (Josué
14:6).
Essa esperança firme é um testemunho
poderoso de como a fé pode sustentar uma pessoa ao longo do tempo,
especialmente quando se trata de esperar pela realização das promessas divinas.
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Josué 14:6-15 - A
Petição de Calebe - Com. Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT - CPAD
Antes que a sorte fosse lançada para
delimitar as partes das respectivas tribos, a parte específica de Calebe foi
designada a ele. Ele era agora, além de Josué, não somente o homem mais idoso
em todo o Israel, mas era 20 anos mais velho do que qualquer um deles, porque
todos os que tinham acima de 20 anos quando ele tinha 40 foram mortos no
deserto. Era justo, portanto, que esse varão valoroso tivesse algumas marcas de
honra especiais na divisão da terra. Agora:
I
Calebe apresenta aqui sua petição,
ou melhor, faz a sua exigência, de ter Hebrom como sua posse (este monte, ele o
chama, v. 12), para que não seja colocado no sorteio com as outras partes da
terra. Para justificar sua exigência, ele lembra que DEUS lhe tinha prometido,
havia muito tempo, por meio de Moisés, este monte. De modo que, sendo a vontade
de DEUS já conhecida em relação a essa questão, seria uma coisa vã e
desnecessária consultá-lo por meio do sorteio. Esse critério nós somente
devemos usar nos casos em que não é possível alcançar uma decisão, não em casos
em que, como este, já há uma determinação. Calebe é aqui chamado de quenezeu,
alguns pensam que por causa de uma vitória marcante obtida por ele sobre os
quenezeus, semelhantemente aos romanos, que davam aos seus grandes generais
títulos a partir dos nomes dos países que conquistavam, como Africanus,
Germanicus etc. Observe:
1. Para fazer cumprir seu pedido: (1)
Ele traz os filhos de Judá, isto é, os líderes e grandes homens dessa tribo,
junto com ele, para apresentar sua petição. Esses homens estavam dispostos a
pagar seu respeito a esse homem honrado da sua tribo, e a confirmar que ele
deveria receber sua parte, e que o restante da tribo estava de acordo. Calebe
era a pessoa dessa tribo que DEUS tinha escolhido para ajudar na divisão da
terra (Nm 34.19), e, portanto, para que não parecesse que Calebe estava se
aproveitando de sua autoridade como um comissário para sua própria vantagem
pessoal e satisfação, ele trouxe seus irmãos com ele, e, abrindo mão do seu
próprio poder, parece preferir antes confiar no interesse deles. (2) Ele apela
a Josué quanto à verdade das alegações que serviram de base para o seu pedido:
Tu sabes a palavra (v. 6). (3) Ele faz uma menção honrosa de Moisés, que ele
sabia que, de forma alguma, seria desagradável a Josué: Moisés, o homem de DEUS
(v. 6), e o servo do Senhor (v. 7). Aquilo que Moisés dizia era entendido como
vindo diretamente de DEUS, porque Moisés era sua boca e seu agente, e,
portanto, ele tinha motivo tanto para desejar quanto para esperar que isso
fosse cumprido. O que pode ser mais sinceramente desejado do que os sinais do
favor de DEUS? E o que pode ser mais confiantemente esperado do que as
concessões da sua promessa?
2. Em seu pedido, ele apresenta:
(1) O testemunho da sua consciência
quanto à sua integridade na administração daquele grande empreendimento que
mudou a sorte de Israel, ou seja, a exploração secreta da terra. Calebe era um
dos 12 que foram enviados àquela missão (v. 7), e ele agora reflete acerca
dessa missão com o coração confortado, e a menciona, não com arrogância, mas
como aquilo que, sendo o motivo da concessão, era necessário ser inserido no
argumento: [1] Que ele apresentou o seu relato como estava no seu coração, ou
seja, ele falou conforme pensava quando falou tão honrosamente da terra de
Canaã, tão confiantemente do poder de DEUS para colocá-los na posse dela, e de
maneira tão desprezível da oposição que os cananeus, mesmo os anaquins,
poderiam mover contra eles, como o encontramos fazendo (Nm
13.30; 14.7-9). Ele não o fez meramente para agradar
a Moisés, ou para manter o povo em silêncio, muito menos com um espírito de
oposição aos seus companheiros, mas com uma plena convicção da verdade que
dizia e uma firme certeza da promessa divina. [2] Que ele acreditava que com
isso perseverava em seguir o Senhor, seu DEUS, isto é, mantinha-se próximo do
seu dever e sinceramente visava à glória de DEUS nisso. Ele sujeitava-se à
vontade divina com um olho no favor divino. Ele obteve esse testemunho do
próprio DEUS (Nm
14.24),
e, portanto, não era vanglória nele falar disso. Da mesma forma, os que têm o
ESPÍRITO testificando com o seu espírito de que são filhos de DEUS, contam aos
outros, de maneira humilde e agradecida, para o seu encorajamento, o que DEUS
fez por suas almas. Note: Aqueles que seguem a DEUS sinceramente quando são
jovens, receberão tanto o crédito quanto o conforto disso quando forem velhos,
e a recompensa eterna na Canaã celestial. [3] Que ele fez isso quando todos os
seus irmãos e companheiros nessa missão, com exceção de Josué, agiram de outra
forma. Eles fizeram derreter o coração do povo (v. 8), e as consequências
perniciosas disso eram muito bem conhecidas. DEUS é glorificado sobremaneira
quando, na nossa caminhada cristã, permanecemos fiéis a Ele, enquanto outros se
desviam e o abandonam. Calebe não precisou mencionar especificamente a conduta
de Josué nessa questão. Isso era suficientemente conhecido, e ele não precisava
bajulá-lo. Era suficiente dizer (v. 6): Tu sabes a palavra que o Senhor falou [...]
por causa de mim e de ti.
(2) A sua experiência da bondade de DEUS
desde então até esse dia. Embora tivesse caminhado com o restante do povo pelo
deserto, e tivesse ficado fora de Canaã por 38 anos, por causa do pecado que
ele tentou evitar de todas as formas, contudo, em lugar de queixar-se, ele
menciona, para a glória de DEUS, sua misericórdia para com ele em duas coisas:
[1] Que ele foi mantido vivo no deserto, apesar dos perigos e fadigas comuns
daquela marcha tediosa. Embora toda aquela geração de israelitas tenha morrido
nesse deserto, ele e Josué foram poupados. Com que senso agradecido da bondade
de DEUS para consigo ele fala isso! Com um coração profundamente grato (v. 10).
E, agora, eis que (olhe e se maravilhe) o Senhor me conservou em vida, como
disse; quarenta e cinco anos, trinta e oito anos no deserto, em meio às pragas
do deserto, e sete anos em Canaã, em meio aos perigos da guerra! Observe: Em
primeiro lugar, enquanto vivemos, é DEUS que nos mantém com vida. Pelo seu
poder, Ele nos protege da morte, e pela sua generosidade, nos supre
continuamente com o amparo e conforto da vida. Ele sustenta com vida a nossa
alma (veja Sl 66.9). Em segundo lugar, a cada dia de vida deveríamos ser mais
sensíveis acerca da bondade de DEUS para conosco em manter-nos com vida, seu
cuidado em prolongar nossas vidas frágeis, sua paciência em prolongar nossas
vidas perdidas. Tem Ele me mantido vivo nesses 45 anos? Estamos nesse período
da vida? Estamos mais à frente? Ou ainda não vivemos tanto? Em qualquer
situação, temos razão para dizer: As misericórdias do Senhor são a causa de não
sermos consumidos (veja Lm 3.22). Quanto somos gratos pelo favor divino, e como
podemos retribuí-lo? Que a vida, mantida pela providência de DEUS, seja
devotada ao seu louvor. Em terceiro lugar, a morte de muitas pessoas ao nosso
redor deveria tornar-nos mais gratos a DEUS por poupar-nos e manter-nos vivos.
Milhares caem à nossa direita e à nossa esquerda e, no entanto, somos poupados.
Esses favores distintos impõem sobre nós fortes obrigações a uma obediência
singular. [2] Que ele se sentia apto para o trabalho, agora que estava em
Canaã. Embora estivesse com 85 anos de idade, ele ainda se sentia tão disposto
e forte como quando tinha 40 (v. 11): ainda hoje, estou tão forte como no dia
em que Moisés me enviou. Esse foi o fruto da promessa, e foi além do que foi
dito. Porque DEUS não só dá o que promete, mas dá mais: vida por meio da
promessa será vida, e saúde, e força, e tudo aquilo que tornará a vida
prometida abençoada e agradável. Moisés disse, em sua oração (Sl
90.10),
que aos oitenta anos, a vida traz canseira e enfado. É isso que normalmente
ocorre. Mas Calebe foi uma exceção à regra. Sua força aos 85 anos era bem-estar
e alegria: isso ocorreu pelo fato de ele seguir o Senhor com perseverança.
Calebe menciona isso aqui para a glória de DEUS, e como uma justificativa para
pedir uma parte da terra que ele deve arrancar das mãos dos gigantes. Josué não
precisava dizer a Calebe que ele não sabia o que estava pedindo. Será que
Calebe teria condições de obter a posse daquilo que estava pedindo? “Sim”, ele
diz, “por que não? Estou tão preparado para a guerra como antes”.
(3) A promessa que Moisés tinha feito a
ele em nome de DEUS de que ele teria este monte (v. 9). Essa promessa é o seu
pedido principal, e é nela que ele confia. Nós a encontramos de uma maneira
geral: eu o levarei à terra em que entrou, e a sua semente a possuirá em
herança (Nm 14.24). Mas parece que DEUS tinha algo mais específico para Calebe,
e Josué sabia disso. Esse monte era o lugar de onde, mais do que de qualquer
outro lugar, os espias fizeram seu relatório, porque ali se encontraram com os
filhos de Anaque (Nm
13.22),
que deixaram uma forte impressão sobre eles (v. 33). Podemos supor que Calebe,
notando a ênfase que os outros espias deram à dificuldade de conquistar Hebrom,
uma cidade guarnecida pelos gigantes, e como eles concluíram daí que a
conquista de toda terra seria totalmente impossível, em oposição às suas
sugestões, e para convencer o povo que ele falava o que pensava, bravamente
desejava ter essa cidade que eles chamavam de invencível designada a ele por
sua porção: “Eu me encarregarei de lidar com esse monte, e, se não posso
possui-lo como herança, vou ficar sem”. “Bem”, disse Moisés, “então ele será
seu. Conquiste-o e usufrua-o”. Calebe tinha um espírito tão digno e heroico, e
seu desejo de inspirar seus irmãos era tão grande, que ele escolheu esse lugar
somente porque era o mais difícil de ser conquistado. E, para mostrar que tanto
sua alma quanto seu corpo não enfraqueceram, agora 45 anos depois, ele
permanece fiel à sua escolha e continua com a mesma disposição de ânimo.
(4) A esperança que ele tinha de ser o
senhor desse monte, apesar da atual posse dos filhos de Anaque (v. 12):
porventura, o Senhor será comigo, para os expelir. Josué já tinha subjugado a
cidade de Hebrom (Josué 10.37), mas o monte que pertencia a ela, e que era
habitado pelos filhos de Anaque, ainda permanecia inconquistado. Pois, embora a
extirpação dos anaquins de Hebrom seja mencionada em Josué 11.21, porque o
historiador uniu todas as ações militares, parece que esse monte não foi
conquistado até que começassem a dividir a terra. Observe: Ele construiu sua
esperança de expulsar os filhos de Anaque sobre o fato de DEUS estar com ele.
Ele não diz: “Visto que continuo tão forte para guerrear como há 40 anos, posso
expulsá-los”, dependendo do seu valor pessoal. Ele também não conta com o poder
bélico da tribo de Judá, que estava presente quando ele fez seu pedido, e que
sem dúvida o auxiliaria. Ele também não busca o auxílio de Josué para obter o
que deseja, ou coloca isso sobre ele: “Se tu fores comigo alcançarei meu
objetivo”. Mas: porventura, o Senhor será comigo. Aqui: [1] Ele parece estar
falando com incerteza acerca da presença de DEUS com ele, não de qualquer
desconfiança em relação à sua bondade ou fidelidade. Ele tinha falado sem a
menor hesitação acerca da presença de DEUS com Israel em geral (Nm 14.9): o
Senhor é conosco. Mas em relação a si mesmo, a partir de uma percepção humilde
da sua própria indignidade para tal favor, ele escolhe expressar-se deste modo:
porventura, o Senhor será comigo. A paráfrase dos Caldeus faz esta leitura: Se
a Palavra do Senhor for minha ajudante, essa Palavra que é DEUS, e que na
plenitude do tempo se tornou carne, e é o capitão da nossa salvação. [2] Mas
ele expressa, sem a menor dúvida, sua certeza de que se DEUS estiver com ele,
ele será capaz de desapossar os filhos de Anaque. “Se DEUS é conosco, se DEUS é
por nós, quem será contra nós, para prevalecer?” Também é sugerido que, se DEUS
não fosse com ele, embora todas as forças de Israel viessem em seu auxílio, ele
não seria capaz de obter a vitória. Independentemente da coisa que estivermos
fazendo, a presença favorável de DEUS conosco é tudo de que precisamos para
obter sucesso. Devemos, portanto, orar sinceramente por isso, e assegurar-nos
cuidadosamente disso, mantendo-nos no amor de DEUS E é nisso que devemos
colocar nossa dependência, e disso tirar nosso encorajamento contra as maiores
dificuldades.
3. Em toda essa questão, o pedido de
Calebe é (v. 12): dá-me este monte: (1) Porque essa, em tempos passados, tinha
sido a promessa de DEUS. Ele queria que Israel soubesse o quanto valorizava a
promessa, insistindo acerca deste monte de que o Senhor falou aquele dia, como
o mais desejável, ainda que talvez uma parte muito vantajosa pudesse ser
designada a ele pelo sorteio, junto com os outros. Os que vivem pela fé
valorizam o que é dado pela promessa muito mais do que o que é dado somente
pela providência. (2) Porque estava agora na posse dos anaquins, e ele queria
que Israel soubesse quão pouco temia o inimigo, e os animaria, por meio do seu
exemplo, a apressar a sua conquista. Dessa forma, Calebe agiu de acordo com o
seu nome, que significa todo coração.
O que fortes e jovens tiveram medo de
conquistar, um velho de 85 anos conquista pela fé em DEUS!
II
Josué lhe concede o seu pedido (v.
13): Josué o abençoou, elogiou sua bravura, aplaudiu seu pedido, e deu a ele o
que havia pedido. Ele também orou por ele, e pelo seu sucesso na sua missão
contra os filhos de Anaque. Josué era tanto um príncipe como um profeta, e como
tal era apropriado para ele dar sua bênção a Calebe, porque o menor é abençoado
pelo melhor. Hebrom foi dado a Calebe e seus herdeiros (v. 14), porquanto
perseverara em seguir o Senhor, DEUS de Israel. E bem-aventurados seremos se o
seguirmos. Note: Fidelidade singular será coroada com favores singulares.
Agora: 1. Lemos aqui que Hebrom tinha sido a cidade de Arba, um grande homem
entre os anaquins (v. 15). Ela era chamada de Quiriate-Arba (Gn 23.2), como o
lugar onde Sara morreu. Nessa vizinhança, Abraão, Isaque e Jacó viveram a maior
parte da sua vida em Canaã, e perto de lá ficava a gruta de Macpela, onde eles
foram enterrados, o que talvez tenha levado Calebe a ir para lá quando foi
espiar a terra, e o fez desejar essa terra mais do que qualquer outra parte da
sua herança. 2. Ficamos sabendo, mais tarde, o que Hebrom era. (1) Ela era uma
das cidades que pertencia aos sacerdotes (Josué 21.13), e uma cidade de refúgio
(Josué 20.7). Quando Calebe tomou posse dela, alegrou-se com a terra ao seu
redor, e alegremente deu essa cidade aos sacerdotes, os ministros do Senhor.
Ele acreditava que ela não seria menos sua, mesmo que seus filhos não pudessem
habitar nela, se fosse dedicada a DEUS. (2) Ela era uma cidade real, e, no
início do reinado de Davi, foi a metrópole do reino de Judá. De lá, o povo
recorreu a ele, e lá, ele reinou sete anos. Dessa forma, a cidade de Calebe foi
altamente honrada. É uma pena que muito tempo depois tenha havido um homem tão
perverso na sua descendência, como foi Nabal, que era da casa de Calebe (1
Sm 25.3).
Mas os melhores homens não podem transmitir por herança as suas virtudes.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Na Bíblia, Hebrom (ou Hebron) tem o
significado de "amizade, aliança ou comunhão", derivado
de raízes semíticas que significam "unir" ou "estar
unido". Além disso, a cidade de Hebrom era conhecida como uma cidade
santa para os judeus, a cidade dos patriarcas, e um local onde Abraão, Sara,
Isaque e Jacó foram enterrados. A cidade também foi uma das primeiras
capitais do reino de Israel, sob o rei Davi.
Significado do nome
· Amizade
e Aliança:
A palavra Hebrom vem de raízes semíticas
ligadas ao conceito de "unir" e "estar unido", o que
carrega os significados de "amizade", "confederação" e
"aliança".
· Nome
Comunitário:
O nome reflete o caráter comunitário e a
ligação entre as pessoas, sendo uma ideia associada à união e ao
companheirismo.
Significado na Bíblia
· A
Cidade dos Patriarcas:
É o local onde Abraão, Sara, Isaque e
Jacó foram enterrados na Gruta de Macpela, tornando-se a primeira
necrópole dos patriarcas.
· Centro
Histórico:
Hebrom foi uma cidade importante na
Terra Prometida, sendo um local de refúgio para o rei Davi e a primeira capital
de seu reino sobre a tribo de Judá, por sete anos.
· Conquista
e Divisão:
Após a conquista de Canaã por Josué,
Hebrom foi dada aos filhos de Coate, um dos filhos de Levi, e se tornou uma
cidade levita e de refúgio para o assassino.
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NA ÍNTEGRA COMO NA REVISTA Lição
3, Betel, Calebe, Perseverança Na Fé Rumo À Terra Prometida
Escrita Lição 3, Betel, Calebe,
Perseverança Na Fé Rumo À Terra Prometida, 4Tr25, Com. Extras Pr Henrique, EBD
NA TV
Para me ajudar PIX 33195781620 (CPF)
Luiz Henrique de Almeida Silva
ESBOÇO DA LIÇÃO
1- A HISTÓRIA DE CALEBE
1.1- Avançar enquanto outros recuam
1.2- O Senhor não se agrada de quem
recua
1.3- Falta de visão do Reino
2- OS BONS OLHOS DE JOSUÉ E CALEBE
2.1- Calebe, exemplo de fé e otimismo
2.2- Na dificuldade apareceram
oportunidades
2.3- A vontade de conquistar
3- A PROMESSA DE DEUS A CALEBE
3.1- Calebe confiou no cumprimento da
promessa de DEUS
3.2- O tempo não apaga as promessas
3.3. A disciplina leva a bons resultados
TEXTO ÁUREO
"Porém o meu servo Calebe,
porquanto nele houve outro espírito e perseverou em seguir-me, eu o levarei à
terra em que entrou, e a sua semente a possuirá em herança", Números
14.24.
VERDADE APLICADA
A perseverança nos leva a seguir em
frente, atingir o alvo e alcançar as promessas de DEUS.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Conhecer o relato bíblico sobre
Calebe.
- Ressaltar a importância de ter bom
ânimo diante de situações adversas.
- Reconhecer a importância de crer nas
promessas de DEUS.
TEXTOS DE REFERÊNCIA - Josué 14.7-11
Josué 14. 7. Da idade de quarenta anos
era eu, quando Moisés, servo do Senhor, me enviou de Caries-Barneia a espiar a
terra; e eu lhe trouxe resposta, como sentia no meu coração. 8. Mas meus
irmãos, que subiram comigo, fizeram
derreter o coração do povo; eu, porém,
perseverei em seguir o Senhor, meu DEUS. 9. Então Moisés, naquele dia, jurou,
dizendo: Certamente a terra que pisou o teu pé será tua e de teus filhos, em
herança perpetuamente; pois perseveraste em seguir o Senhor, meu DEUS. 10. E,
agora, eis que o Senhor me conservou em vida, como disse; quarenta e cinco anos
há agora, desde que o Senhor falou esta palavra a Moisés, andando Israel ainda
no deserto; e,
agora, eis que já hoje sou da idade de
oitenta e cinco anos. 11. E, ainda hoje, estou tão forte como no dia em que
Moisés me enviou; qual a minha força então era, tal é agora a minha força, para
a guerra, e para sair, e para entrar.
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA Nm 14.6-8 A terra espiada era
muito boa.
TERÇA Nm 14.36-38 Calebe e Josué
sobreviveram aos demais espias.
QUARTA Nm 26.63-65 Calebe e Josué
sobreviveram aos contados no Sinai.
QUINTA Jz 1.20 Calebe recebeu a cidade
de Hebrom como herança.
SEXTA 2Cr 15.7 0 esforço tem recompensa.
SÁBADO Is 40.29-31 Os que esperam no
Senhor renovam as suas forças.
HINOS SUGERIDOS -
107, 535, 604
MOTIVO DE ORAÇÃO -
Ore para que sejamos perseverantes e possamos alcançar as promessas de DEUS sem
retroceder.
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos a história de
Calebe, um dos doze espias enviados por Moisés para observar Canaã, a Terra
Prometida, e fazer um relatório sobre como conquistá-la. Juntamente com Josué,
ele passou uma impressão positiva da situação, em oposição à opinião dos outros
espias.
1- A HISTÓRIA DE CALEBE
Calebe, cujo nome significa
"cão" (transmitindo a ideia de fiel, corajoso), era filho de Jefoné,
descendente do povo quenezeu (Gn 15.19; Nm 32.12). Todavia, como sua mãe era
hebreia da tribo de Judá, ele era considerado um
autêntico israelita, por isso foi um dos escolhidos para espiar a Terra
Prometida (Nm 13.6). De personalidade marcante, Calebe mostrou perseverança e
determinação ao aguardar com paciência a promessa do Senhor, e isso fez dele um
homem vitorioso.
1.1- Avançar enquanto outros recuam
Calebe avançou, enquanto outros recuaram
cheios de pessimismo e incredulidade (Hb 3.16-19). A coragem de Calebe fez com
que ele se destacasse em meio à incerteza. Enquanto o medo paralisou os outros
espias, ele deu um passo à frente, movido pela fé e pela determinação de quem
não se abala diante dos obstáculos que os olhos veem (Nm 13.25-30).
Richard Hess (2006, p. 213): "Para
o cristão, como foi para Israel, Calebe representa o ideal do crente, que
corajosamente age debaixo das promessas de DEUS (Hb 11). Em Números, Calebe
assumiu uma posição impopular, baseado unicamente nas promessa divina de que
Israel receberia a terra. Conquanto a incredulidade de outros tenha impedido
sua concretização naquela época, Calebe não abandonou o povo de DEUS. Antes,
permaneceu com eles, paciente e fielmente aguardando o cumprimento da promessa
(Hc 2.3-4)’’.
1.2- O Senhor não se agrada de quem
recua
Haja o que houver, não podemos deixar
desfalecer a confiança que temos no Senhor. Devemos perseverar em fazer a
vontade de DEUS, mesmo em situações adversas ou quando não conseguimos
compreender tudo que está acontecendo. DEUS tem promessas ao Seu povo, é
necessário continuar exercendo a nossa fé, pois andamos por fé e não por vista
(2Co 5.7). O justo viverá pela fé; o Senhor diz que se ele recuar a Sua alma
não terá prazer nele (Hb 10.37-39). Quem lança mão do arado e olha para trás
não é apto para o Reino de DEUS (Lc 9.62). Calebe foi um exemplo de visão,
coragem, fé e perseverança para conquistar as promessas de DEUS para a sua
vida.
A F.F. Bruce (2023, pp. 335-336),
comenta sobre Hebreus 10.39, onde o autor procura exortar seus primeiros
leitores a serem pacientes e não recuar: "Eles haviam começado a carreira
cristã com aquele espírito despreocupado que aceita sem questionamento a
promessa de JESUS de que "todo aquele que quiser salvar a sua vida a
perderá; e todo aquele que perder a sua vida por minha causa e por causa do
evangelho a salvará" (Mc 8.35). Que eles mantenham esse espírito de fé até
o fim, e assim certamente ganharão a sua alma e "obterão a vida que
efetivamente é vida. Que isso se provará verdadeiro na vida do nosso autor e de
seus leitores é a certeza absoluta dele’’.
1.3- Falta de visão do Reino
A timidez e a covardia entraram no
coração da maioria dos espias (2Tm 1.7), que se considerou inferior pela falta
de fé. Esqueceram que o comandante era o Senhor dos Exércitos, o DEUS de Moisés
e de seus pais. À exceção de Calebe e Josué, os outros espias se revelaram
pessimistas e incrédulos, dizendo que a terra era boa e produtiva, que mana
leite e mel, mas a cidade era fortificada, habitada por um povo poderoso e por
gigantes. Diante disso, eles não viam como atacar quem era mais forte do que
eles (Nm 13.31-33).
Comentário no Novo Testamento
Interpretado (2002, pág. 363); "Covardia [...] No grego é `deilia; isto é,
`timidez', `covardia' A forma verbal, `deido' significa `ter medo: A forma
adjetivada, `deilos; significa `covardemente; `indignamente; `miserável'. O
ministro do evangelho não deve ser covarde, não deve ser alguém que perde a fé
no meio da luta, que desiste facilmente ou que fica por demais impressionado
com os pontos `adversos' contra ele. Deve estar disposto a atirar-se na batalha
espiritual, não se poupando do esforço, a fim de que seu ministério seja
realmente bem-sucedido - um triunfo agradável a DEUS''.
2- OS BONS OLHOS DE JOSUÉ E CALEBE
Josué e Calebe foram os únicos espias a
olhar a Terra Prometida na perspectiva de DEUS. Algumas vezes, olhar na
perspectiva humana pode nos levar a fracassar diante do que o Senhor tem
preparado para nós. Possivelmente, a história de Davi e Golias teria outro
resultado aos olhos humanos. Porém, olhar as circunstâncias adversas pela fé
aumenta nossa possibilidade de vitória (1Co 15.57).
2.1- Calebe, exemplo de fé e otimismo
Calebe se posicionou favorável à tomada
da terra, porque sentiu no coração a confirmação de DEUS. Com fé e otimismo,
Calebe fez o povo se calar perante Moisés, exortando todos a ter ânimo para
possuir aquela terra em herança (Nm 13.30). Calebe nos ensina a não olhar para
o tamanho do problema, porque não existe nada demasiadamente difícil para DEUS
(Jr 32.17).
A Revista Betel Dominical (3° Trimestre
de 2021, L.13): "O escritor aos Hebreus assinala que eles tiraram força da
fraqueza (Hb 11.34). É isso que acontece quando colocamos a nossa fé em DEUS.
Esses homens encontraram uma saída em meio às dificuldades, reprogramaram suas
vidas, avançaram com forças renovadas (Jl 3.10b). Se entregar à fraqueza é ser
conduzido ao desânimo e a única maneira de ser vitorioso é aprender a depender
de DEUS em tudo o que fazemos. É agradável ao Senhor DEUS quando Seus servos
demonstram humildade seguida de quebrantamento. O poder de DEUS se aperfeiçoa
em nossa fraqueza (2Co 12.9)".
FOCO NA LIÇÃO -
De personalidade marcante, Calebe mostrou perseverança e determinação ao
aguardar com paciência a promessa do Senhor, e isso fez dele um homem
vitorioso.
2.2- Na dificuldade apareceram
oportunidades
Os otimistas enxergam oportunidades onde
os pessimistas veem dificuldades. O otimista Calebe não olhou para a cidade
fortificada nem para os gigantes que a habitavam; pelo contrário, ele viu uma
terra que manava leite e mel, rica na produção de muitos frutos. Diante dessa
visão, pela fé, ele não olhou para as dificuldades. Então, Calebe mostrou
confiança em DEUS e incentivou a nação a avançar e conquistar Canaã (Nm
13.30-31).
A Revista Betel Dominical, 3° Trimestre
de 2020, Lição 13, tópico 3, aborda a provisão de DEUS em tempos difíceis e
menciona que DEUS cuidou do povo de Israel no deserto.
"Não deixe o medo destruir seus
sonhos - O medo é uma expressão emocional própria do ser humano. Paulo não se
deixou levar por motivos infundados para realizar a obra de DEUS. Ele não temia
o que lhe poderia fazer o homem (At 21.13). Devemos ter em mente que o medo em
demasia impede as bênçãos." Esse texto nos remete ao que aconteceu quando
os espias foram enviados à Terra Prometida. Dos doze espias, somente Josué e
Calebe, por perseverar em confiar no Senhor, tomaram posse da promessa.
2.3- A vontade de conquistar
Aos oitenta e cinco anos, Calebe pediu a
Josué a região montanhosa de Hebrom como herança (Js 14.13), demonstrando seu
desejo ardente de conquistar a terra que DEUS havia prometido ao povo de
Israel. Sua determinação e lealdade foram recompensadas, pois ele não apenas
recebeu Hebrom, mas também viu a promessa de DEUS se cumprir em sua vida,
tornando--se um exemplo de perseverança e obediência.
Nos momentos de fraqueza, também é
possível ouvir a DEUS. Tem hora que tudo parece perdido, mas é nesses momentos
que DEUS age e trabalha. Quem luta por você é bem maior do que as adversidades;
mas, antes de enfrentar qualquer situação, busque a orientação de DEUS (1 Sm
30.8). Ele trabalha para os que nEle confiam. A última palavra vem dEle.
Posicione-se diante das lutas e permaneça firme nas promessas.
EU ENSINEI QUE:
Josué e Calebe foram os únicos espias a olhar a Terra Prometida na perspectiva
de DEUS.
FOCO NA LIÇÃO -
Algumas vezes, olhar na perspectiva humana pode nos levar a fracassar diante do
que o Senhor tem preparado para nós.
3- A PROMESSA DE DEUS A CALEBE
Calebe se destacou por sua fé e coragem,
confiando na promessa de DEUS de que a terra seria dada aos israelitas:
"Porém o meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito e
perseverou em seguir-me, eu o levarei à terra em que entrou, e a sua semente a
possuirá em herança'; Nm 14.24. Aqui, DEUS reconhece a fidelidade de Calebe e
promete que ele entraria na Terra Prometida, ao contrário da geração incrédula
que pereceria no deserto.
3.1- Calebe confiou no cumprimento da
promessa de DEUS
Calebe tinha quarenta anos quando
recebeu a promessa da terra como herança; e ele tinha oitenta e cinco anos
quando pediu Hebrom a Josué, na certeza de que receberia aquelas terras ao
derrotar os habitantes de Canaã (Js 14.7-12). Mesmo quando não vemos nada
acontecer no aspecto humano, DEUS está trabalhando em favor de Seus filhos.
Calebe teve suas forças preservadas pela confiança na promessa de DEUS (Js
14.11).
Calebe se dizia tão forte quanto no dia
que Moisés o enviou como espia: força para guerrear, sair e entrar (Js 14.11).
Mente e corpo caminham juntos. Os imediatistas não esperam o tempo de DEUS: a
demora na resposta os leva a decisões precipitadas, pelas quais pagam um alto
preço. A situação adversa não determina o nosso futuro, pois apenas DEUS sabe
os planos que tem para nossa vida (Jr 29.11).
3.2- O tempo não apaga as promessas
Se o Senhor prometeu, a promessa vai se
cumprir, não importa o tempo que leve para isso. O salmista esperou com
paciência até que o Senhor ouvisse o seu clamor e o tirasse do charco de lodo
onde ele se encontrava. Depois disso, o Senhor firmou os pés do salmista numa
rocha e colocou um cântico novo em sua boca (Sl 40).
Pr. Valdir Alves, no livro Ouro
Refinado: "As palavras proféticas não têm prazo de validade. As promessas
não se submetem ao tempo do homem nem se apagam. Dizem que o tempo apaga tudo,
menos as promessas de DEUS. O tempo não apagou a esperança de Calebe. Quanto
mais o tempo passava, mais aumentava sua esperança. Aos oitenta e cinco anos,
ele estava tão forte quanto no dia em que Moisés lhe enviou’’.
3.3. A disciplina leva a bons resultados
Além de fé e perseverança, Calebe tinha
disciplina. Isso contribuiu para seu crescimento pessoal e espiritual,
aguardando o cumprimento da promessa de DEUS em sua vida e também para todo o
povo de Israel. A disciplina leva o ser humano a conquistar suas metas.
Paulo, escrevendo a Timóteo, menciona a
importância da autodisciplina cristã (1Tm 4.7-8), fazendo uma comparação com a
prática do exercício físico. J.N. Kelly (1983, p. 98), comenta sobre esse
texto: "[...] Consiste, porém, não em formas desnaturadas de abstinência,
mas, sim, podemos supor, no controle-próprio geral, na devoção contínua à
tradição do evangelho, e talvez mais do que tudo (conforme sugere 4.10), na
aceitação de bom grado da cruz de sofrimento que todos os cristãos devem
esperar".
EU ENSINEI QUE: Além
de fé e perseverança, Calebe tinha disciplina.
CONCLUSÃO
Calebe é um exemplo de fé e coragem. Por
sua fidelidade, DEUS prometeu que ele herdaria a terra, e isso se cumpriu
muitos anos depois, quando ele recebeu Hebrom como herança (Js 14.13,14). A
história de Calebe nos inspira a ter confiança em DEUS e perseverança para
alcançar Suas promessas.
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
NA ÍNTEGRA COMO NA REVISTA
ESCRITA LIÇÃO 2, CPAD, RECAPITULANDO A JORNADA NO DESERTO, 4TR26, COM. EXTRAS PR. HENRIQUE, EBD NA
TV
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Luiz Henrique de Almeida Silva
ESBOÇO DA LIÇÃO
I -
O VALOR DA LIDERANÇA COMPARTILHADA
1.
A necessidade de liderança.
2.
Critérios espirituais para compartilhar a liderança.
3.
O exercício justo e subordinado da liderança.
II
- A RECUSA DE ENTRAR NA TERRA PROMETIDA
1.
Uma recordação resumida.
2.
Fracassando pela linguagem da incredulidade.
3.
Pecados marcantes na vida de Israel.
III
- A SENTENÇA DIVINA PELA DESOBEDIÊNCIA
1.
A gravidade da rebeldia e o valor da fidelidade.
2.
A formação da nova geração pela fidelidade.
3.
As consequências da desobediência persistente.
TEXTO ÁUREO
“O SENHOR, vosso DEUS, que vai adiante
de vós, por vós pelejará, conforme tudo o que fez convosco, diante de vossos
olhos, no Egito.” (Dt 1.30)
VERDADE PRÁTICA
Confiar em DEUS conduz à vitória; já a
incredulidade leva à derrota e ao fracasso espiritual.
LEITURA
DIÁRIA
Segunda
- Dt 1.9-12 A liderança compartilhada
fortalece a obra de DEUS
Terça
- Êx 18.21; At 6.3 A liderança segundo DEUS é
compartilhada, criteriosa e espiritual
Quarta
- Dt 1.21; Hb 11.6 A promessa exige fé para ser
alcançada
Quinta
- Dt 1.28; Pv 3.5,6 A incredulidade distorce a visão e
enfraquece o coração
Sexta
- Dt
1.34,35
A
incredulidade impede o cumprimento da promessa divina
Sábado
- Dt
1.41,42; Is 1.19 A obediência no tempo de DEUS
conduz à vitória
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE - Deuteronômio 1.9-12, 19-21, 26-28, 34-36
9 -
E, no mesmo tempo, eu vos falei, dizendo: Eu sozinho não poderei levar-vos.
10
- O SENHOR, vosso DEUS já vos tem multiplicado; e eis que já hoje em multidão
sois como as estrelas dos céus. 11 - O SENHOR, DEUS de vossos pais, vos
aumente, como sois, ainda mil vezes mais e vos abençoe, como vos tem falado.
12
- Como suportaria eu sozinho as vossas moléstias, e as vossas cargas, e as
vossas diferenças?
19
- Então, partimos de Horebe e caminhamos por todo aquele grande e tremendo
deserto que vistes, pelo caminho das montanhas dos amorreus, como o SENHOR,
nosso DEUS, nos ordenara; e chegamos a Cades-Barneia. 20 - Então, eu vos disse:
Chegados sois às montanhas dos amorreus, que o SENHOR, nosso DEUS, nos dará. 21
- Eis que o SENHOR, teu DEUS, te deu esta terra diante de ti; sobe e possui-a
como te falou o SENHOR, DEUS de teus pais; não temas e não te assustes.
26
- Porém vós não quisestes subir, mas fostes rebeldes ao mandado do SENHOR,
vosso DEUS. 27 - E murmurastes nas vossas tendas e dissestes: Porquanto o
SENHOR nos aborrece e nos tirou da terra do Egito para nos entregar nas mãos
dos amorreus, para destruir-nos. 28 - Para onde subiremos? Nossos irmãos
fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto é
este povo do que nós; as cidades são grandes e fortificadas até aos céus; e
também vimos ali filhos dos gigantes.
34
- Ouvindo, pois, o SENHOR a voz das vossas palavras, indignou-se e jurou,
dizendo: 35 - Nenhum dos homens desta maligna geração verá esta boa terra que
jurei dar a vossos pais, 36 - salvo Calebe, filho de Jefoné; ele a verá, e a
terra que pisou darei a ele e a seus filhos; porquanto perseverou em seguir ao
SENHOR.
HINOS SUGERIDOS: 58, 225 e 365 da
Harpa Cristã
PLANO
DE AULA
1.
INTRODUÇÃO
Estudaremos
a recapitulação feita por Moisés acerca da jornada de Israel no deserto,
especialmente os acontecimentos em Cades-Barneia. Ao recordar os erros da
antiga geração, o líder de Israel evidencia como a incredulidade, a murmuração
e a desobediência impediram o povo de alcançar a promessa divina. Ao mesmo
tempo, a lição destaca a importância da liderança sábia, da fé perseverante e
da obediência ao Senhor. Trata-se de um chamado à Igreja para que aprenda com o
passado e permaneça fiel.
2.
APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A)
Objetivos da Lição:
I)
Enfatizar o valor da liderança compartilhada na obra de DEUS; II) Elencar os
perigos espirituais da incredulidade; III) Refletir sobre as consequências da
desobediência a DEUS.
B)
Motivação:
A
jornada de Israel no deserto revela lições atuais sobre fé, obediência e
perseverança. Ela auxilia-nos a perceber que os erros do passado servem de
advertência para nossa caminhada espiritual hoje. Essa lição é um desafio a
confiarmos plenamente em DEUS e a permanecermos firme na sua Palavra.
C)
Sugestão de Método:
Para
iniciar a aula, sugerimos a seguinte pergunta à classe: “Qual experiência com DEUS
você jamais esqueceu?”. Permita que dois ou três alunos compartilhem respostas
rápidas. Em seguida, explique que Moisés utilizou a recordação como instrumento
pedagógico e espiritual para fortalecer a nova geração. Mostre que recordar os
feitos de DEUS preserva a fé, corrige erros e fortalece a perseverança. A
partir disso, introduza a ideia central da lição: Israel fracassou quando
esqueceu a fidelidade divina e deu lugar à incredulidade. Assim, a memória
espiritual torna-se essencial para uma caminhada cristã firme e obediente (Lm
3.21).
3.
CONCLUSÃO DA LIÇÃO
Aplicação:
A
jornada de Israel no deserto revela que a incredulidade, a murmuração e a
desobediência afastam o crente das promessas de DEUS. Em contraste, a fé, a
perseverança e a submissão à vontade do Senhor conduzem à vitória espiritual.
4.
SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A)
Revista Ensinador Cristão:
Vale
a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e
subsídios de apoio às Lições Bíblicas Adultos. Na edição 107, p.37, você
encontrará um subsídio especial para esta lição.
B)
Auxílios Especiais:
Ao
fim dos tópicos, você encontrará auxílios que darão suporte à preparação de sua
aula: 1) O texto “O Exemplo de Moisés”, localizado após o primeiro tópico,
auxilia na compreensão do tema da liderança compartilhada; 2) O texto “Diga Não
à Incredulidade”, localizado ao fim do segundo tópico, aprofunda a reflexão
sobre o perigo espiritual da incredulidade enfrentado pela nação de Israel.
PALAVRA-CHAVE
- Incredulidade
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
Analisaremos nesta lição a
primeira parte do primeiro grande discurso de Moisés em Deuteronômio, em que
ele relembra a trajetória de Israel no deserto e a rebeldia do povo em
Cades-Barneia, que se recusou a entrar na Terra Prometida. Assim, o propósito do
livro é conduzir a nova geração à reflexão para que ela aprenda com os erros do
passado e não os repita, bem como reconheça que a desobediência compromete o
cumprimento das promessas divinas e afasta o povo da vontade de DEUS. A lição,
portanto, será dividida em três partes: o valor da liderança compartilhada
(1.9-18); a recusa de entrar em Canaã (1.19-33); e a sentença divina em razão
da desobediência (1.34-46).
A liderança compartilhada deve,
contudo, ser criteriosa e evitar a escolha de pessoas sem vocação, pois DEUS
requer obreiros comprometidos com a sua vontade.
I -
O VALOR DA LIDERANÇA COMPARTILHADA
1. A necessidade de liderança
A Bíblia evidencia que o
crescimento do povo de DEUS exige liderança estruturada e compartilhada. Em
Deuteronômio 1.9-12, ainda dentro do primeiro discurso de Moisés, vê-se que o
legislador de Israel reconhece que não poderia conduzir sozinho uma multidão
que crescia conforme a promessa feita a Abraão (Gn 15.5). Com o aumento do
povo, surgem também demandas, conflitos e responsabilidades. Por isso, Moisés
institui auxiliares, pois compreende que liderar isoladamente conduz ao
esgotamento. A liderança compartilhada fortalece a tomada de decisões e protege
a obra. Deve, contudo, ser criteriosa e evitar a escolha de pessoas sem
vocação, pois DEUS requer obreiros comprometidos com a sua vontade.
2.
Critérios espirituais para compartilhar a liderança
A necessidade de cooperadores não
justifica escolhas precipitadas. A Escritura adverte quanto à imposição
apressada de mãos (1 Tm 5.22) e indica que a liderança deve ser cuidadosamente
discernida. Moisés, orientado por Jetro (Êx 18.13-27), selecionou homens com
qualidades evidentes: sabedoria, experiência e caráter. A liderança não é fruto
de conveniência, e sim de vocação e preparo. Assim como na Igreja Primitiva, a
escolha envolve critérios objetivos e participação comunitária (At 6.1-6). DEUS
requer líderes capazes de servir com responsabilidade, discernimento e
compromisso com a sua obra.
3.
O exercício justo e subordinado da liderança.
Os líderes escolhidos deveriam
agir com justiça e imparcialidade, pois representariam o próprio DEUS diante do
povo. Não poderiam favorecer pessoas, e sim julgar com equidade (Dt 1.16,17). A
liderança delegada exige submissão à autoridade estabelecida e mantém unidade
de propósito (Am 3.3). Os líderes deveriam recorrer a Moisés em casos difíceis,
evitando, assim, decisões independentes. Desse modo, o êxito ministerial
depende da fidelidade às orientações recebidas e do temor ao Senhor. A
liderança, portanto, sustenta-se na justiça, na unidade e na consciência de que
toda autoridade procede de DEUS.
SINOPSE I - A liderança sábia e compartilhada
fortalece a obra de DEUS.
AUXÍLIO
BIBLIOLÓGICO - O EXEMPLO DE MOISÉS
“Foi um tremendo fardo para Moisés
guiar a nação. Ele poderia não ter completado a tarefa, caso não contasse com a
ajuda de DEUS e de outras pessoas. Assim como nações, empresas e organizações,
na medida em que as igrejas crescem, tornam-se complexas. Surgem as
necessidades e disputas internas. Um líder não pode tomar sozinho todas as
decisões. Precisa de colaboradores fiéis. Talvez, assim como Moisés, você tenha
uma propensão para tentar fazer todo o trabalho sozinho. Por medo ou vergonha,
não pede ajuda. Mas lembre-se, Moisés tomou uma sábia decisão ao compartilhar a
liderança com outros. Em vez de tentar lidar com as maiores responsabilidades
sozinho, procure compartilhar a carga de forma que outros possam ajudá-lo e
exercitar seus dons e habilidades dados por DEUS em prol da Igreja. Moisés
demonstrou ter algumas qualidades comuns nos bons líderes, como sabedoria,
experiência e compreensão. Elas são bem diferentes daquelas que costumam ajudar
a eleger os líderes de hoje: boa aparência, riqueza, popularidade e disposição
para fazer qualquer coisa para chegar ao topo. As qualidades demonstradas por
Moisés devem ser cultivadas por nós que lideramos e devem ser identificadas
naqueles a quem elegemos como líderes” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.
1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, pp.232-33).
A desobediência e a falta de fé
distorceram a percepção que o povo tinha de DEUS. A lição é clara: a
incredulidade gera pecado e impede o avanço espiritual.
II
- A RECUSA DE ENTRAR NA TERRA PROMETIDA
1. Uma recordação resumida.
Moisés relembra a jornada desde
Horebe até Cades-Barneia e destaca os desafios do deserto e o cuidado constante
de DEUS (Dt 1.19-21). Mesmo diante de um caminho árido, a promessa estava
garantida: “Eis que o SENHOR, teu DEUS, te deu esta terra diante de ti; sobe e
possui-a” (Dt 1.21). Cades-Barneia torna-se símbolo decisivo: lugar de
milagres, mas também de incredulidade. Foi ali que o povo esteve às portas da
bênção, porém recuou por falta de fé. Essa memória serve de alerta à próxima
geração: sem fé é impossível agradar a DEUS (Hb 11.6), e a incredulidade impede
o cumprimento das suas promessas.
2.
Fracassando pela linguagem da incredulidade.
Dando continuidade à recordação
anterior, Moisés mostra que, mesmo diante da promessa confirmada (Dt 1.21), o
povo permitiu que a incredulidade moldasse as suas decisões. Embora os espias
reconhecessem que a terra fosse boa (Dt 1.25), as suas palavras foram dominadas
pelo medo e pelo desânimo (Dt 1.28). Assim, contrariaram a confiança que
deveriam ter em DEUS. A narrativa revela que estratégias humanas tornam-se
obstáculos quando dissociadas da fé (Pv 3.5,6). A incredulidade não só impede a
ação divina, como também contamina a comunidade, gera temor e afasta o povo do
cumprimento das promessas.
3. Pecados marcantes na vida de
Israel.
Dando sequência ao quadro
anterior, a incredulidade expressa pelos espias resultou em pecados concretos
no povo. Israel recusou subir, rebelou-se contra a ordem divina e passou a
murmurar nas suas tendas (Dt 1.26,27). A desobediência e a falta de fé distorceram
a percepção que o povo tinha de DEUS, o que o levou a duvidar do seu amor e
cuidado. Mesmo diante das promessas e do agir poderoso do Senhor, Israel
preferiu retroceder. Moisés, porém, reafirma o cuidado divino e compara-o ao de
um pai que cuida e guia o seu filho (Dt 1.31). A lição é clara: a incredulidade
gera pecado e impede o avanço espiritual (Hb 3.12; 1 Co 10.10).
SINOPSE II - A incredulidade impediu Israel de
entrar na Terra Prometida.
AUXÍLIO
BIBLIOLÓGICO - DIGA NÃO À INCREDULIDADE
“Moisés relembrou a Israel a
história da missão dos espias à Terra Prometida (Nm 13-14). Recordou que,
quando eles retornaram com o relatório sobre os gigantes e as cidades muradas,
os israelitas temeram prosseguir e começaram a reclamar de sua condição. Mas o
relato da minoria, Josué e Calebe, enfatizava que a terra era fértil, o inimigo
vulnerável e DEUS estava ao lado deles. Tornamo-nos temerosos e ficamos
imobilizados quando focamos os aspectos negativos de uma situação. Mas é muito
melhor olhar o lado positivo: a orientação de DEUS e suas promessas. Diante de
uma importante decisão, descubra o que deve fazer e aja com fé. Olhe para as
bênçãos enquanto confia em DEUS para vencer os obstáculos. Os problemas não
podem roubar sua vitória!” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2013, p.233).
III
- A SENTENÇA DIVINA PELA DESOBEDIÊNCIA
1.
A gravidade da rebeldia e o valor da fidelidade.
É severa a expressão divina ao
chamar Israel de “geração maligna” (Dt 1.35), mas ela é resultado do desprezo
às bênçãos e aos cuidados do Senhor. A rebeldia, evidenciada desde o episódio
do bezerro de ouro (Êx 32), revela um coração resistente à Palavra. Por causa
disso, aquela geração não entrou na Terra Prometida. DEUS, contudo, preserva
dois remanescentes fiéis: Calebe e Josué, que não cederam à incredulidade (Nm
14.30). Moisés, ainda que falho (Nm 20.10-12), demonstrou coração pastoral ao
interceder pelo povo (Nm 20.6) e, tempos depois, encorajou Josué com maturidade
espiritual (Dt 31.7,8).
A desobediência prolonga o deserto
e gera estagnação espiritual. Mais uma lição clara: não devemos agir fora da
vontade de DEUS, pois isso gera fracasso.
2. A formação da nova geração pela
fidelidade.
Em continuidade ao contraste entre
rebeldia e fidelidade, o Senhor revela que os filhos herdariam a promessa que
os seus pais desprezaram (Dt 1.39). Aqueles considerados frágeis foram
preservados da sentença, o que evidencia a graça divina. Isso, contudo, não
isenta a responsabilidade dos pais: cabe-lhes formar os filhos na fé e na
obediência (Dt 6.6,7). A geração anterior fracassou por causa do seu mau
exemplo, porém DEUS reafirma o seu cuidado e propósito redentor. Assim, os pais
devem ensinar, corrigir, testemunhar e conduzir os seus filhos no caminho do
Senhor para que estes não repitam os erros do passado (Pv 22.6; Sl 78.5-8).
3.
As consequências da desobediência persistente.
Dando sequência à sentença divina,
Israel passa a experimentar na prática os efeitos da sua rebeldia. Os que
rejeitaram a promessa agora tentam agir por conta própria, fora do tempo e da
direção de DEUS (Dt 1.41,42). O resultado não poderia ser outro: derrota e
frustração (Dt 1.44). O choro que se segue não nasce de arrependimento sincero,
mas de remorso, não sendo, portanto, ouvido pelo Senhor. A desobediência
prolonga o deserto e gera estagnação espiritual. Mais uma lição clara: não
devemos agir fora da vontade de DEUS, pois isso gera fracasso. Arrependimento
tardio sem mudança real não conduz à bênção; o essencial é viver em obediência
contínua (Is 1.19; 2 Co 7.10).
SINOPSE III - A desobediência trouxe juízo, mas
a fidelidade preservou a promessa.
CONCLUSÃO
Recapitular a jornada de Israel,
especialmente em Cades-Barneia, é contemplar um verdadeiro espelho espiritual.
Moisés evidencia que os pecados do povo - rebeldia, desobediência, orgulho e
desprezo à voz de DEUS - foram determinantes para o seu fracasso. A sua
intenção era advertir a nova geração para que esta não repetisse os mesmos
erros. Assim como Israel necessitava de fé, obediência e liderança para entrar
na Terra Prometida, a Igreja depende desses fundamentos para avançar rumo ao
cumprimento da promessa eterna.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. De acordo com a lição, o que a
Bíblia evidencia?
A Bíblia evidencia que o
crescimento do povo de DEUS exige liderança estruturada e compartilhada.
2. Quais eram as qualidades
evidentes dos homens selecionados por Moisés?
Moisés, orientado por Jetro (Êx
18.13-27), seleciona homens com qualidades evidentes: sabedoria, experiência e
caráter.
3. Embora os espias reconhecessem
que a terra era boa, como foram caracterizadas as palavras deles?
Embora os espias reconhecessem a
bondade da terra (Dt 1.25), a sua linguagem foi dominada pelo medo e pelo
desânimo (Dt 1.28).
4. Como os pais devem agir para
conduzir os seus filhos no caminho do Senhor?
Os pais devem ensinar, corrigir e
testemunhar, conduzindo os seus filhos no caminho do Senhor para que não
repitam os erros do passado (Pv 22.6; Sl 78.5-8).
5. Com base na afirmação “A
desobediência prolonga o deserto e gera estagnação espiritual”, qual lição
aprendemos claramente?
Mais uma lição clara: não devemos
agir fora da vontade de DEUS, pois isso gera fracasso.
LEITURAS PARA APROFUNDAR
Teologia do Antigo Testamento;
A
Família no Antigo Testamento
Pr Henrique, EBD NA TV, Cajamar, SP, Revista Lições Bíblicas, CPAD, Assembleia de Deus Belém, Missões, Central Gospel, ADVEC, BETEL, Madureira, adultos, estudantes, professores, Imperatriz, MA, Ervália, MG, estudos bíblicos, gospel, DEUS, ESPÍRITO SANTO, JESUS, Slides, Trimestres, Tema diversos, meu telefone, 99-99152-0454, Luiz Henrique de Almeida Silva, Canal YouTube, Henriquelhas, Rodovia Edgar Máximo Zambotto, 354, Residencial Vista Bella, Torre A, Apto 95, Jordanésia, Cajamar, SP. CEP: 07786-015
