Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2026/09/escrita-licao-11-betel-preguica-um-mal.html
ESBOÇO DA LIÇÃO
1- A PREGUIÇA DESAGRADA A DEUS
1.1. O exemplo da formiga.
1.2. O preguiçoso não produz.
1.3. O preguiçoso acabará na miséria.
2- A PREGUIÇA IMPEDE O CRESCIMENTO ESPIRITUAL
2.1. O preguiçoso tem muitas desculpas.
2.2. O cristão deve ser diligente.
2.3. A preguiça e a vida cristã.
3- FUJA DOS PREGUIÇOSOS
3.1. A preguiça contamina.
3.2. A preguiça arruína.
3.3. O trabalho é uma bênção divina.
TEXTO ÁUREO
"A
alma do preguiçoso deseja e coisa nenhuma alcança, mas a alma dos diligentes
engorda", Provérbios 13.4
VERDADE APLICADA
Os
que conhecem o Senhor e nEle confiam têm como características o esforço, a
diligência e a perseverança.
OBJETIVOS
-
Conhecer os malefícios da preguiça.
-
Destacar que a preguiça prejudica a vida espiritual.
-
Reconhecer o trabalho como uma bênção do Senhor.
TEXTOS DE REFERÊNCIA - PROVÉRBIOS 6.6-11
6.
Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio.
7.
A qual, não tendo superior, nem oficial, nem dominador,
8.
Prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento.
9.
Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?
10.
Um pouco de sono, um pouco tosquenejando, um pouco encruzando as mãos, para
estar deitado.
11.
Assim te sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um
homem armado.
LEITURAS COMPLEMENTARES
Seg
| Pv 6.6 A pedagogia da formiga.
Ter
| Pv 10.4 A preguiça impede a prosperidade.
Qua
| Pv 21.25 O desejo do preguiçoso o mata.
Qui
| Pv 19.15 O preguiçoso acabará passando fome.
Sex
| Pv 1.7 A preguiça paralisa.
Sab
| Pv 13.4 A preguiça empobrece.
HINOS SUGERIDOS
332,
422, 432
MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore
para que o Senhor nos livre da preguiça.
PONTO DE PARTIDA - O preguiçoso deve observar a formiga.
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
📖 NOVA INTRODUÇÃO
A
preguiça, segundo a perspectiva bíblica, não é apenas um defeito de caráter,
mas um pecado que compromete a vocação espiritual do ser humano. A Escritura
nos mostra que fomos criados para o trabalho, para o cultivo da terra e para a
glória de DEUS (Gênesis 2.15; Colossenses 3.23). O termo grego "argos"
(ἀργός), usado em alguns textos do Novo Testamento, significa "inativo,
sem fruto, improdutivo". Assim, a preguiça não é apenas ausência de
esforço físico, mas também negligência espiritual, que impede o cristão de
frutificar no Reino de DEUS (João 15.2). Nesta reflexão, ampliaremos os
comentários sobre o tema, trazendo mais referências bíblicas, termos teológicos
e aplicações práticas.
Podemos
aprender com as formigas valiosas lições sobre trabalho em equipe, disciplina e
previsão para o futuro.
Principais Lições
·
Trabalho
duro e constância:
Elas mantêm-se sempre ativas e focadas em suas tarefas, sem precisar de um
chefe ou supervisor para mandar nelas. [1, 2,
3]
·
Previsão
e planejamento:
Juntam e armazenam alimentos no tempo certo (como no verão) para garantir a
sobrevivência nos momentos escassos (como no inverno).
·
Cooperação
e divisão de papéis:
Cada formiga conhece sua função no grupo — seja cuidar dos filhotes, buscar
comida ou defender o formigueiro — priorizando o bem coletivo.
·
Resiliência
diante de obstáculos:
Não desandam ou desistem quando encontram um fardo pesado, unindo forças ou
dividindo o problema em partes menores para conseguir vencer o desafio.
Mecanismos Biológicos Impressionantes
·
Comunicação
Química (Feromônios):
As formigas são praticamente cegas, mas usam "cheiros" para
conversar. Elas secretam trilhas químicas para indicar caminhos até a comida,
dar alarmes de perigo ou identificar quem pertence à mesma colônia.
·
Superorganismo: A colônia não funciona como um grupo de
indivíduos isolados, mas sim como um único organismo. Cada formiga age como uma
célula de um corpo maior, sacrificando-se se necessário pelo bem do
formigueiro.
·
Trofalaxia
(Troca de Fluidos):
Elas alimentam umas às outras boca a boca. Esse processo serve para transferir
nutrientes e também para espalhar hormônios que informam a saúde e as
necessidades da colônia.
·
Divisão
Castas por Tamanho (Polimorfismo): Em muitas espécies, a biologia da formiga muda conforme
sua função. As formigas "soldado" nascem cabeçudas e com mandíbulas
enormes para defesa, enquanto as operárias são menores e ágeis para carregar
peso.
Casos Extremos na Natureza
·
Formigas-Cortadeiras
(Agricultoras):
Elas não comem as folhas que cortam. Elas mastigam o vegetal para cultivar um
fungo específico no subsolo, alimentando-se exclusivamente dele.
·
Formigas-Legionárias
(Nômades): Não
constroem formigueiros fixos. Elas viajam em colunas de milhões, caçando tudo
pelo caminho e criando estruturas físicas (pontes e ninhos) usando os próprios
corpos interligados.
O papel da rainha
·
Postura
de ovos: Ela
passa a maior parte da vida no interior do ninho protegida pelas operárias,
botando milhares ou até milhões de ovos que vão originar novas formigas
(trabalhadoras, soldados ou futuras rainhas).
·
Fundação
da colônia: É
ela quem inicia o formigueiro após o voo nupcial, cavando o primeiro refúgio e
cuidando sozinha das primeiras larvas usando suas reservas de gordura e
músculos das asas antes de ter operárias.
·
Controle
químico: Por
meio de feromônios (substâncias químicas que ela libera), a rainha
consegue influenciar o comportamento das operárias, indicando as necessidades
da colônia e mantendo a ordem no formigueiro.
Ao
contrário do que o nome "rainha" sugere, ela não governa ou dá ordens
como uma soberana humana; seu papel é estritamente biológico e focado na reprodução
1. A PREGUIÇA DESAGRADA A DEUS
A
preguiça é uma afronta ao propósito divino, pois DEUS nos criou para o trabalho
e para a administração da criação (Gênesis 2.15). O termo grego "argos"
(ἀργός) significa "inativo, sem fruto", e descreve bem o preguiçoso
que não cumpre sua vocação. O trabalho é parte da dignidade humana e reflete a
imagem de DEUS, que é ativo e criador (João 5.17). A preguiça, portanto, não é
apenas um defeito social, mas um pecado que rouba a glória de DEUS e impede o
homem de frutificar espiritualmente (João 15.2). O preguiçoso se torna inútil
para o Reino, desperdiçando talentos e oportunidades (Mateus 25.26-30). Por
isso, a Escritura insiste que o Senhor abençoa as mãos diligentes (Provérbios
10.4), mas rejeita a indolência.
1.1. O EXEMPLO DA FORMIGA
A
formiga é símbolo de diligência e sabedoria prática. Em Provérbios 6.6-11,
Salomão exorta o preguiçoso a observar esse pequeno ser que, sem chefe ou
supervisor, trabalha incansavelmente. O termo hebraico "ḥārûṣ"
(חָרוּץ) significa "esforçado, aplicado". A formiga representa a
disciplina e a previsão, pois armazena alimento no verão para sobreviver ao
inverno (Provérbios 30.25). Teologicamente, isso nos ensina sobre a importância
da previdência espiritual: o cristão deve acumular tesouros no céu
(Mateus 6.20), preparando-se para os tempos difíceis. A diligência da formiga
contrasta com a indolência humana, mostrando que até a criação irracional
obedece ao princípio divino do trabalho.
📊 Resumo 1.1
|
Elemento |
Palavra-chave |
Texto central |
Aplicação |
|
Formiga |
Diligência (ḥārûṣ) |
Pv 6.6-11 |
Trabalho constante e previdente |
1.2. O PREGUIÇOSO NÃO PRODUZ
O
preguiçoso é improdutivo e vive em constante desculpa. Provérbios 19.15 mostra
que a preguiça conduz ao sono profundo e à fome. O preguiçoso é comparado ao
"servo inútil" (Mateus 25.30), que não cumpre sua missão. O termo
grego "argos" (ἀργός) reforça essa ideia de inutilidade.
Teologicamente, isso significa que o preguiçoso não frutifica no Reino,
tornando-se estéril espiritualmente (João 15.6). Paulo exorta: "Desperta,
tu que dormes" (Efésios 5.14), mostrando que a indolência é como morte
espiritual. O preguiçoso não apenas falha em produzir bens materiais, mas
também falha em gerar frutos espirituais como amor, fé e perseverança (Gálatas
5.22).
📊 Resumo 1.2
|
Elemento |
Palavra-chave |
Texto central |
Aplicação |
|
Preguiçoso |
Inutilidade (argos) |
Pv 19.15 |
Falta de frutos espirituais |
1.3. O PREGUIÇOSO ACABARÁ NA MISÉRIA
A
miséria é consequência inevitável da preguiça. Provérbios 24.34 afirma que a
pobreza vem como ladrão. O preguiçoso não planeja, não trabalha e não se
prepara, por isso colhe escassez. Teologicamente, a pobreza é também símbolo da
morte espiritual (Romanos 6.23). O preguiçoso rejeita o princípio bíblico de
semear e colher (Gálatas 6.7). O hebraico usa o termo "rēš" (רֵשׁ)
para pobreza, indicando falta e carência. O preguiçoso não apenas empobrece
materialmente, mas também espiritualmente, pois não acumula tesouros no céu
(Mateus 6.19-21). A miséria é resultado da negligência e da falta de zelo pela
vida e pela fé.
📊 Resumo 1.3
|
Elemento |
Palavra-chave |
Texto central |
Aplicação |
|
Preguiçoso |
Pobreza (rēš) |
Pv 24.34 |
Consequência da negligência |
2. A PREGUIÇA IMPEDE O CRESCIMENTO ESPIRITUAL
A
vida cristã exige disciplina, perseverança e zelo. O termo grego "spoudē"
(σπουδή) significa "diligência, zelo". Romanos 12.11 nos exorta:
"No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos no espírito, servindo ao
Senhor." A preguiça impede o crescimento espiritual porque rouba o tempo
da oração, da leitura bíblica e da comunhão. O preguiçoso não se dedica à
santificação (Hebreus 12.14) e não persevera na fé (Hebreus 10.36). Assim, sua
vida espiritual se torna estéril e sem frutos. O crescimento espiritual exige
esforço, disciplina e constância, virtudes que a preguiça destrói.
2.1. O PREGUIÇOSO TEM MUITAS DESCULPAS
O
preguiçoso inventa desculpas para não trabalhar. Provérbios 26.13 mostra que
ele diz: "Há um leão no caminho." Isso é autoengano, pois cria
perigos inexistentes. Jeremias 17.9 afirma que o coração é enganoso, e o
preguiçoso usa isso para justificar sua indolência. Teologicamente, isso mostra
que a preguiça é acompanhada de mentira e fuga da responsabilidade. Lucas 14.18
mostra que muitos se desculpam para não participar do banquete do Senhor. O
preguiçoso, portanto, perde bênçãos espirituais porque prefere desculpas à
obediência.
📊 Resumo 2.1
|
Elemento |
Palavra-chave |
Texto central |
Aplicação |
|
Preguiçoso |
Autoengano |
Pv 26.13 |
Justificativas falsas |
2.2. O CRISTÃO DEVE SER DILIGENTE
O
cristão é chamado à diligência. 1 Coríntios 15.58 nos exorta a sermos firmes e
constantes na obra do Senhor. O termo grego "spoudē" (σπουδή)
significa zelo e esforço. Hebreus 6.12 nos chama a imitar os que pela fé e
paciência herdam as promessas. Teologicamente, a diligência é fruto da fé viva
(Tiago 2.17). O cristão diligente não se deixa vencer pela preguiça, mas
trabalha com entusiasmo, sabendo que seu trabalho no Senhor não é vão. A
diligência é virtude que fortalece a fé e garante crescimento espiritual.
📊 Resumo 2.2
|
Elemento |
Palavra-chave |
Texto central |
Aplicação |
|
Cristão |
Zelo (spoudē) |
1Co 15.58 |
Trabalho constante na obra |
2.3. A PREGUIÇA E A VIDA CRISTÃ
A
preguiça destrói a vida cristã porque impede o desenvolvimento das virtudes
espirituais. Marcos 13.13 afirma que só quem perseverar até o fim será salvo. O
preguiçoso não persevera, não ora, não lê a Bíblia e não participa da comunhão.
Apocalipse 3.11 nos exorta a conservar o que temos para não perder a coroa.
Teologicamente, a preguiça é inimiga da perseverança e da santificação. O
preguiçoso não investe na devoção e, por isso, sua vida espiritual se torna
fraca e vulnerável. A vida cristã exige esforço e disciplina, virtudes que a
preguiça destrói.
📊 Resumo 2.3
|
Elemento |
Palavra-chave |
Texto central |
Aplicação |
|
Vida cristã |
Perseverança |
Mc 13.13 |
Fidelidade até o fim |
3. FUJA DOS PREGUIÇOSOS (continuação)
A
convivência com pessoas preguiçosas é espiritualmente perigosa, pois a
indolência é contagiosa e pode enfraquecer a disciplina cristã. O termo grego "mimēsis"
(μίμησις), que significa "imitação", nos lembra que somos
influenciados por aqueles com quem convivemos (1 Coríntios 11.1). O preguiçoso
não apenas deixa de contribuir, mas também suga a energia e os recursos dos
outros, como uma sanguessuga (Provérbios 30.15). Teologicamente, isso mostra
que a preguiça não é apenas uma falha pessoal, mas um comportamento destrutivo
para a comunidade. O cristão deve buscar relacionamentos que edifiquem e
fortaleçam sua fé (Hebreus 10.24-25), evitando a influência negativa dos indolentes.
3.1. A PREGUIÇA CONTAMINA
O
preguiçoso ama o sono e a indolência (Provérbios 20.13), e sua postura
influencia negativamente os que estão ao seu redor. A preguiça gera procrastinação,
que é o adiamento constante das responsabilidades. Paulo alerta que "as
más conversações corrompem os bons costumes" (1 Coríntios 15.33),
mostrando que o convívio com preguiçosos pode enfraquecer a disciplina
espiritual. Teologicamente, isso significa que a preguiça é como o fermento que
leveda toda a massa (Gálatas 5.9), contaminando a comunidade. O cristão deve
vigiar suas amizades e evitar se associar a pessoas que não valorizam o
trabalho e a diligência, pois isso pode comprometer sua própria fé e produtividade
espiritual.
📊 Resumo 3.1
|
Elemento |
Palavra-chave |
Texto central |
Aplicação |
|
Preguiça contamina |
Procrastinação |
Pv 20.13 |
Más influências e desânimo espiritual |
3.2. A PREGUIÇA ARRUÍNA
A
preguiça não apenas contamina, mas também destrói. Eclesiastes 10.18 afirma
que, por indolência, o telhado se estraga. O preguiçoso deixa de cuidar do que
lhe foi confiado, e isso leva à ruína material e espiritual. Provérbios 18.9
declara que o negligente é irmão do desperdiçador. Teologicamente, isso mostra
que a preguiça é pecado contra a mordomia cristã, pois o homem é chamado a
cuidar da criação e dos bens que DEUS lhe confiou (Gênesis 2.15). A indolência
leva à destruição da família, da comunidade e da própria fé, pois o preguiçoso
não se empenha em preservar o que DEUS lhe deu. A ruína é consequência
inevitável da negligência.
📊 Resumo 3.2
|
Elemento |
Palavra-chave |
Texto central |
Aplicação |
|
Preguiça arruína |
Negligência |
Ec 10.18 |
Destruição material e espiritual |
3.3. O TRABALHO É UMA BÊNÇÃO DIVINA
O
trabalho é dom de DEUS e expressão da dignidade humana. Provérbios 13.4 mostra
que o preguiçoso deseja, mas nada alcança, enquanto o diligente prospera.
Gênesis 2.15 revela que DEUS colocou o homem no Éden para cultivar e guardar.
Teologicamente, o trabalho é parte da vocação humana e meio de glorificar a DEUS
(Colossenses 3.23). O preguiçoso vê o trabalho como fardo, mas o cristão o vê
como bênção. O trabalho é também meio de sustento e de serviço ao próximo
(Efésios 4.28). Assim, o trabalho não é apenas necessidade material, mas também
ato de adoração e gratidão ao Senhor.
📊 Resumo 3.3
|
Elemento |
Palavra-chave |
Texto central |
Aplicação |
|
Trabalho é bênção |
Sustento |
Pv 13.4 |
Dom divino para dignidade e adoração |
Comentário Bíblico Beacon Antigo e Novo Testamentos.
I. UMA SÉRIE DE ADVERTÊNCIAS, 6.6-11
O livro de Provérbios está repleto de sinais de advertência, luzes vermelhas piscando para nos alertar do perigo e do desastre à frente. Nesta seção temos quatro dessas luzes vermelhas piscando. Essas advertências nos lembram mais uma vez da relevância da mensagem de Provérbios. Numa época de revolta moral e de relativismo ético, é bom ler com frequência as palavras diretas e francas dos sábios de Israel "que falavam francamente dos males dos seus dias e indicavam aos jovens o caminho da sabedoria que é o caminho de DEUS".27
2. Não Seja Preguiçoso (6.6-11)
A ocorrência tripla da expressão um pouco (10) destaca o fato de que pequenas negligências resultam em grandes deficiências. Hoje, só mais um gole antes de pegar o volante pode resultar em grandes tragédias. O sábio adverte que, como resultado da indolência repetida, a pobreza e a necessidade sobrevirão ao preguiçoso (11).
Comentário Bíblico NVI F. F. Bruce
7) Vida simples e honesta (6.1-15) Três parágrafos vívidos advertem o jovem a evitar a responsabilidade por dívidas de outros, a trabalhar com diligência nos seus próprios negócios e a ser honesto. Provérbios se posiciona claramente contra alguém tornar-se fiador do seu próximo (17.18; 22.26,27) ou de um estranho (11.15; 20.16). Tomar garantias era uma precaução natural (Gn 38.17), particularmente talvez com mercadores estrangeiros, mas no mundo antigo os emprestadores eram capazes de fazer negócios altamente rentáveis para eles, e a lei israelita tentava controlar os abusos (Ex 22.25-27; Dt 24.6,12,17), mas essas leis eram negligenciadas com frequência (Am 2.8; Ne 5). Numa comunidade agrícola, mais até do que na nossa, a falta de condições de pagar uma dívida poderia ser o destino dos mais bem-intencionados; assim, Provérbios ensina a precaução. As palavras que você mesmo disse podem torná-lo prisioneiro do que falou, assim apresse-se em resolver a pendência (6.2,3). Isso não significa que deva haver indiferença insensível às necessidades do próximo (ou inimigo, 25.21), mas qualquer ajuda deve ser voluntária e proporcional aos recursos.
v. 6. O preguiçoso é um dos retratos bem desenhados (até com certo exagero) que Provérbios usa para ensinar uma lição (6.6,9; 10.26; 13.4; 15.19; 19.24; 20.4; 21.25; 22.13; 24.30; 26.13-16). Desajeitado, sempre procurando desculpas, indiferente, sempre à toa, ele é o oposto de tudo que Provérbios ensina sobre alguém que progride na vida de forma propositada, organizada e diligente como a formiga. Acerca do uso da história natural por parte dos sábios antigos, v. 30.2431; 1Rs 4.29-34.
v. 12. Anda [...] dizendo coisas maldosas: a AGF traz “tem a boca pervertida”. O gesto e a piscadela que acompanham essa boca fornecem um exemplo excelente da perversidade que Provérbios lamenta (v. 2.14). O prazer e a segurança da conversa natural são torcidos para enganar os outros e acabam trazendo desgraça sobre o que semeia essa discórdia. O resultado trágico desse tipo de comportamento vem repentinamente, e ele será destruído irremediavelmente. O perverso é tradução do hebraico “homem de Belial” (“homem sem caráter”, 16.27; “ímpios”, 19.28). O mal é o vazio, a ausência da dignidade e do bem. No NT, Belial é usado como referência ao Diabo em oposição à plenitude de CRISTO (2Co 6.15).
1- A PREGUIÇA DESAGRADA A DEUS
1.1. O exemplo da formiga.
1.2. O preguiçoso não produz.
1.3. O preguiçoso acabará na miséria.
2- A PREGUIÇA IMPEDE O CRESCIMENTO ESPIRITUAL
2.1. O preguiçoso tem muitas desculpas.
2.2. O cristão deve ser diligente.
2.3. A preguiça e a vida cristã.
3- FUJA DOS PREGUIÇOSOS
3.1. A preguiça contamina.
3.2. A preguiça arruína.
3.3. O trabalho é uma bênção divina.
"A alma do preguiçoso deseja e coisa nenhuma alcança, mas a alma dos diligentes engorda", Provérbios 13.4
Os que conhecem o Senhor e nEle confiam têm como características o esforço, a diligência e a perseverança.
- Conhecer os malefícios da preguiça.
- Destacar que a preguiça prejudica a vida espiritual.
- Reconhecer o trabalho como uma bênção do Senhor.
PROVÉRBIOS 6
6. Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio.
7. A qual, não tendo superior, nem oficial, nem dominador,
8. Prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento.
9.
Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?
10.
Um pouco de sono, um pouco tosquenejando, um pouco encruzando as mãos, para
estar deitado.
11.
Assim te sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um
homem armado.
LEITURAS COMPLEMENTARES
Seg
| Pv 6.6 A pedagogia da formiga.
Ter
| Pv 10.4 A preguiça impede a prosperidade.
Qua
| Pv 21.25 O desejo do preguiçoso o mata.
Qui
| Pv 19.15 O preguiçoso acabará passando fome.
Sex
| Pv 1.7 A preguiça paralisa.
Sab
| Pv 13.4 A preguiça empobrece.
HINOS SUGERIDOS
332,
422, 432
MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore
para que o Senhor nos livre da preguiça.
PONTO DE PARTIDA
O
preguiçoso deve observar a formiga.
INTRODUÇÃO
Nesta
lição, veremos algumas advertências contra a preguiça, um comportamento marcado
por desinteresse, indiferença e descaso; portanto, que afeta negativamente o
relacionamento com DEUS. A preguiça prejudica o crescimento espiritual e a
dignidade do indivíduo, que deixa de usufruir das muitas bênçãos que nos foram
preparadas pelo Nosso Senhor (Pv 6.11; 2Ts 3.10-12).
1- A PREGUIÇA DESAGRADA A DEUS
A preguiça desagrada a DEUS porque
contraria o propósito para o qual fomos criados: ser Seus agentes no cuidado
com a criação e glorificá-lO em tudo que fazemos. A Bíblia apresenta a formiga
como um exemplo de trabalho sem precisar de supervisão (Pv 6.6-11). Também o
Apóstolo Paulo advertiu os tessalonicenses: "Se alguém não quiser
trabalhar, não coma também", 2Ts 3.10. DEUS abençoa as mãos diligentes (Pv
10.4), mas considera a preguiça um pecado que rouba a nossa vocação e
desperdiça os nossos talentos (Mt 25.26-30), refletindo ingratidão pelo dom da
vida e pelas oportunidades. O Livro de Provérbios, portanto, tem muito a nos
ensinar sobre o assunto (Pv 6.6-11; 10.4,5,26; 13.4; 19.15; 20.4,13; 24.30-34;
26.15,16).
1.1. O exemplo da formiga.
Salomão, em Provérbios 6.6-11, manda o
preguiçoso aprender com a formiga. Ele cita esse pequeno inseto porque, embora
não tenha líder, é trabalhador e organizado (Pv 6.7). As formigas sabem que não
é possível trabalhar no inverno; por isso, têm o cuidado de armazenar alimentos
no verão para que, no inverno, não venham a perecer (Pv 6.8). Esse é um exemplo
de diligência de um ser que não deixa a preguiça impedir sua responsabilidade
com a vida. Em nome da sobrevivência, elas são incansáveis no tempo da seara, o
verão, estocando o suprimento imprescindível para sobreviverem ao inverno.
A Bíblia usa a formiga
para revelar o contraste com o preguiçoso. Em Provérbios 6.6-8, ela trabalha
sem depender de fiscalização e sabe reconhecer o tempo certo de agir, enquanto
o preguiçoso precisa ser despertado e trata todas as estações como se fossem
iguais. A falta de discernimento faz com que ele perca oportunidades que
poderiam garantir sustento e segurança. Assim, o tempo da colheita se
transforma em frustração, como expressa Jeremias: "Passou a sega, findou o
verão, e nós não estamos salvos" (Jr 8.20). Quem não percebe o momento
presente acaba deixando escapar aquilo que poderia construir seu futuro.
1.2. O preguiçoso não produz
Em Provérbios 6.9, temos duas indagações
ao preguiçoso: "Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te
levantarás do teu sono?" São perguntas de confronto, que têm a intenção de
fazê-lo reagir e sair de sua postura inerte. O preguiçoso incomodou Salomão por
ser alguém improdutivo, cujo alvo é dormir e deleitar-se com um descanso
imerecido. Em Provérbios 19.15, a advertência é que ele acabará passando fome,
porque busca o conforto sem assumir responsabilidades para isso.
Bispo Abner Ferreira
(2024, p. 92): "O preguiçoso governa de maneira errada o seu tempo, adora
a si mesmo e é sonolento quanto às misérias do próximo. Suas atitudes mostram
carência de espiritualidade, de cautela e de senso de propósito. Há um
provérbio chinês que afirma: 'Não é a erva daninha que mata a planta, mas a
preguiça do agricultor' [...] a preguiça não pode ganhar lugar em nossa vida
(Pv 15.19). Devemos deixar a preguiça, pois ainda há uma longa jornada a
trilhar (Pv 20.13). A Bíblia adverte sobre o perigo da preguiça, que
repetidamente leva a pessoa a passar necessidade (Pv 21.25)".
1.3. O preguiçoso acabará na miséria
Para o preguiçoso, o trabalho é uma
punição, e as responsabilidades da vida são obstáculos invencíveis. Seu plano
de vida é deleitar-se de uma cama macia e render-se a um sono profundo.
Entretanto, está destinado à pobreza. O sábio o adverte: enquanto dorme, a
pobreza o ataca como um ladrão armado (Pv 24.34). Em Provérbios 10.4, lemos que
o preguiçoso ficará pobre porque quer tão somente aproveitar as benesses da
existência, mas sem a luta do trabalho denso. O preguiçoso não pensa no dia de
amanhã; ele não quer estresse nem se empenha por nada. Como disse Benjamin
Franklin: "A preguiça anda tão devagar que a pobreza facilmente a
alcança".
A preguiça enfraquece a
vida e impede qualquer avanço real. Sem disciplina e responsabilidade, até o
que alguém recebeu sem esforço se perde, pois falta zelo e visão de futuro. A
Escritura adverte que "pela preguiça se enfraquece o teto" (Ec 10.18),
mostrando que a negligência destrói o que deveria ser preservado. Quem vive
acomodado não se prepara, não desenvolve habilidades e deixa escapar
oportunidades que poderiam transformar seu caminho. Assim, enquanto os
diligentes constroem, o preguiçoso vê até o que possui se desfazer (Pv 12.11;
13.4). A sabedoria bíblica é clara: prospera quem trabalha com constância, não
quem escolhe a inércia.
EU ENSINEI QUE:
A preguiça desagrada a DEUS porque
contraria o propósito para o qual fomos criados: trabalhar com diligência e
glorificá-lO em tudo que fazemos.
2- A PREGUIÇA IMPEDE O CRESCIMENTO
ESPIRITUAL
A preguiça é, sem dúvida, uma das
responsáveis pela falta de crescimento espiritual, conforme o Senhor nos exorta
(2Ts 3.11,12). O Apóstolo Paulo disse que devemos trabalhar para o Senhor com
entusiasmo e servi-lO com o coração cheio de fervor (Rm 12.11).
2.1. O preguiçoso tem muitas
desculpas.
Para ficar em casa e fugir do trabalho,
o preguiçoso inventa muitas desculpas: "Se eu sair, o leão me pega",
Pv 26.13. Assim, cria histórias e mentiras, vendo perigo onde não existe.
Entretanto, o leão que ronda sua vida é a pobreza, da qual ele não poderá
escapar. O sábio declarou que o preguiçoso morre desejando muitas coisas porque
se nega a trabalhar (Pv 21.25).
A preguiça cria uma forma
própria de distorcer a realidade. Em vez de encarar o que precisa ser feito, a
pessoa preguiçosa constrói justificativas que sustentam sua falta de ação.
Obstáculos mínimos se tornam enormes, perigos inexistentes ganham forma, e
qualquer tarefa parece pesada demais para ser iniciada. Provérbios retrata essa
atitude ao mostrar o preguiçoso dizendo: "Há um leão lá fora" (Pv
22.13), revelando como a imaginação se torna um refúgio para evitar
responsabilidades. Essa postura não apenas paralisa, mas também afasta a pessoa
das oportunidades que poderiam gerar crescimento. Enquanto a diligência abre
portas, a preguiça escolhe o caminho da fuga, preferindo desculpas ao progresso
(Pv 14.23). No fim, quem vive assim não é impedido pelos desafios, mas pelas
barreiras que ele mesmo cria.
2.2. O cristão deve ser diligente.
Todos nós precisamos de descanso, mas
sem extrapolar ou permitir que isso nos impeça de cumprir os compromissos com
esforço e dedicação. DEUS não se agrada da preguiça, por isso nos adverte a
continuarmos firmes e constantes na Sua Obra, sabendo que nEle o nosso trabalho
não é vão (1Co 15.58). Portanto, não devemos ser indolentes ao fazer a Obra de DEUS,
mas participar dela de coração, sempre diligentes, fazendo tudo como se fosse
para o Senhor e não para os homens (Cl 3.23). Infelizmente, a preguiça tem
levado o Ministério de muitos à ruína.
Bispo Abner Ferreira
(2024, p. 91): "DEUS não gosta da preguiça. Ele delineou em nós a
autorrealização por meio do trabalho. Nosso DEUS trabalha: 'E JESUS lhes
respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também', Jo 5.17 [...] A
preguiça não era bem-vista pelo Apóstolo Paulo, que nos recomendou viver com
serenidade, tratando dos nossos próprios negócios e trabalhando com as próprias
mãos".
2.3. A preguiça e a vida cristã
Quem se deixa levar pela preguiça
dificilmente desenvolve virtudes cristãs, como: persistência, diligência,
motivação e perseverança, as quais caracterizam uma vida firme com JESUS (Mc
13.13). O preguiçoso não investe na devoção a DEUS, não se empenha para ajudar
nos trabalhos da igreja, não comparece aos cultos com frequência, nunca
participa de mutirões, pois é muito acomodado para isso (Pv 20.4).
Bispo Abner Ferreira
(2024, p. 92): "Lembre-se, o que a preguiça pode fazer de pior em nós é
embaraçar ou destruir nossa caminhada com CRISTO. Não podemos esquecer que a
nossa carreira ainda não acabou e há muito que precisamos fazer para povoar o
Reino de DEUS. Isso mostra que a preguiça é incompatível com a vida cristã,
pois o crente tem muito a trabalhar, esforçando-se para entrar pela porta
estreita".
EU ENSINEI QUE:
Quem se deixa levar pela preguiça
dificilmente desenvolve virtudes cristãs.
3- FUJA DOS PREGUIÇOSOS
Pessoas preguiçosas não costumam se
dedicar à ajuda mútua, por isso não representam amizades construtivas. A
preguiça faz da pessoa uma sanguessuga, que espera do outro o que ela não se
dispõe a fazer por ele. Sua postura é de receber, nunca de dar. Portanto, a
companhia de preguiçosos é prejudicial e dificulta o nosso trabalho (Pv 10.26).
3.1. A preguiça contamina.
A vida do preguiçoso não é produtiva,
pois ele ama o sono (Pv 20.13). Como o entorno tende a nos influenciar, convém
não estabelecer relacionamentos profundos com quem vive assim. A preguiça reduz
a produtividade e leva à procrastinação (Pv 27.1); portanto, devemos ficar
atentos às pessoas com quem dividimos as nossas responsabilidades para não
ficarmos desestimulados nem sobrecarregados devido à acomodação ou preguiça de
outros.
Bispo Abner Ferreira
(2024, p. 92): "O costume habitual de muitos é deixar algumas coisas para
depois. O hábito de adiar, postergar, tem um nome: procrastinação, ou, como se
diz popularmente, 'empurrar com a barriga'. Isso leva a temeridades, como: acumular
afazeres, inatividade e desordem [...] A procrastinação é um problema que pode
alcançar qualquer pessoa, originando diferentes problemas em seu dia a dia,
desde uma simples tarefa no trabalho até seus planos de vida".
3.2. A preguiça arruína.
O preguiçoso gosta de viver deitado (Pv
6.10); com isso, seus bens se deterioram e a pobreza afeta os que estão à sua
volta. Segundo o sábio, se, por indolência, o preguiçoso deixar de consertar o
telhado da casa, ele ficará cheio de goteiras e cairá (Ec 10.18). O trabalho é
um dever honroso, que produz dignidade; portanto, quem não quer trabalhar
também não deve comer do fruto do trabalho do outro (2Ts 3.8-10).
Bispo Abner Ferreira
(2019. Vol. 2. p. 38): "Existem razões para o cristão não se permitir ser
governado pela preguiça. O Apóstolo Paulo falou aos crentes de Tessalônica a
esse respeito: 'Nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e
fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a vós (2Ts 3.8).
Naquela igreja, existiam irmãos eufóricos pela pregação do Evangelho, que
abandonaram seus empregos e passaram a viver às custas de outros (2Ts
3.11,12)".
3.3. O trabalho é uma bênção
divina.
O preguiçoso não vê o trabalho como um
meio de realizar seus desejos, por essa razão não alcança nada na vida (Pv
13.4). Para os preguiçosos, o trabalho é um fardo, e eles se recusam a
trabalhar (Pv 21.25). Dessa maneira, a preguiça é um comportamento que não cabe
aos cristãos, porque tudo que temos e conquistamos nos é concedido pelo Senhor;
inclusive o nosso trabalho, de onde vem o nosso sustento pessoal e, se for o
caso, de nossa família também.
O trabalho não surgiu como
um castigo, mas como parte da identidade humana desde a criação. Antes mesmo da
queda, DEUS confiou a Adão a tarefa de cultivar e guardar o jardim (Gn 2.15),
mostrando que o labor é expressão da dignidade dada por Ele. O peso e o cansaço
que hoje experimentamos são consequências do pecado (Gn 3.17-19), mas o ato de
trabalhar continua sendo um chamado divino. A própria Escritura revela que DEUS
é ativo, não passivo: JESUS declarou que o Pai trabalha continuamente, e Ele
também (Jo 5.17). Assim, quando exercemos nossas responsabilidades com empenho
e propósito, refletimos algo do caráter do Criador. O trabalho, portanto, não
apenas sustenta a vida; ele manifesta a imagem de DEUS em nós e dá sentido ao
uso dos dons que recebemos (Cl 3.23).
EU ENSINEI QUE:
Pessoas preguiçosas não costumam se
dedicar à ajuda mútua, por isso não representam amizades construtivas.
CONCLUSÃO
Que o ESPÍRITO SANTO nos ajude a não
sermos indiferentes ou negligentes com as diretrizes bíblicas, vivendo de
maneira digna e que glorifique o Senhor DEUS ao longo da nossa jornada cristã.
Que a Sua boa e poderosa mão continue estendida sobre nós, concedendo-nos mais
e mais a Sua Graça para que possamos nos esforçar e ser bem-sucedidos, para a
Sua glória.
Fonte: Revista Betel
