Escrita Lição 1, Betel, A sabedoria do Livro de Provérbios, 3Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV, com questionário
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Silva
3º TRIMESTRE DE 2026 – ADULTOS – EDITORA
BETEL
TEMA: SABEDORIA QUE EDIFICA A VIDA
Princípios divinos que moldam o caráter,
fortalecem a fé e abençoam a família
Comentarista,
Bispo Abner Ferreira
Lição 1,
Betel, A sabedoria do Livro de Provérbios
Lição 2,
Betel, A sabedoria que nos conduz a Deus
Lição 3,
Betel, A sabedoria de confiar no Senhor
Lição 4,
Betel, O Senhor ama a verdade, mas abomina a mentira
Lição 5,
Betel, A disciplina do Senhor conduz à vida
Lição 6,
Betel, A bênção da generosidade: quando o coração
aberto atrai o favor de Deus
Lição 7,
Betel, Provérbios e a arte de viver com sabedoria
Lição 8,
Betel, Pais e filhos: a responsabilidade de guiar e a
graça de seguir
Lição 9,
Betel, A prudência: uma virtude que guarda a vida
Lição 10,
Betel, O poder das palavras: a responsabilidade do que
dizemos
Lição 11,
Betel, A preguiça, um mal que destrói caminhos
Lição 12,
Betel, A sabedoria de Deus para guardar a família
Lição 13,
Betel, A mulher sábia e o seu valor segundo o Livro de
Provérbios
A CAPA DA
REVISTA Betel Dominical – Adultos
tem um significado profundamente simbólico e espiritual.
✨ Elementos visuais e seus
significados:
- A Bíblia
aberta representa a Palavra de
Deus como fonte de sabedoria e verdade. É o fundamento sobre o qual o
cristão constrói sua vida.
- A bússola
dourada simboliza direção e
orientação divina. Assim como uma bússola guia o viajante, a sabedoria
de Provérbios guia o crente nas decisões do dia a dia.
- A luz
dourada que ilumina a cena remete à presença
de Deus, que revela o caminho certo e traz clareza espiritual.
📜 Mensagem
central da capa: O tema “Provérbios: Sabedoria que edifica a vida”
reforça que os ensinamentos do livro são princípios divinos que moldam o
caráter, fortalecem a fé e abençoam a família. A imagem comunica que a
verdadeira sabedoria vem de Deus e serve como bússola para uma vida equilibrada
e edificada sobre a justiça e o temor do Senhor.
Em resumo, essa
capa expressa que a Bíblia é o mapa e Deus é o norte, e que o Livro de
Provérbios é o guia prático para quem deseja trilhar o caminho da sabedoria.
PROVISÓRIO
Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2026/06/escrita-licao-1-betel-sabedoria-do.html
Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2026/06/slides-licao-1-betel-sabedoria-do-livro.html
ESBOÇO DA LIÇÃO
1- INTRODUÇÃO AO LIVRO DE PROVÉRBIOS
1.1. Um dos Livros Poéticos
1.2. Síntese do livro
1.3. O propósito do livro
2- O NOME DO LIVRO
2.1. A autoria dos Provérbios
2.2. A data e o local de autoria do livro
2.3. O apoio teológico
3- A PRESENÇA DO LIVRO DE PROVÉRBIOS NO NT
3.1. JESUS conhecia o Livro de Provérbios
3.2. Onde JESUS está no Livro de Provérbios?
3.3. A intertextualidade de Provérbios no NT
✨ “Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência.”
📖 Significado espiritual: Este versículo resume o propósito essencial do Livro de Provérbios: ensinar o caminho da sabedoria prática e divina. A sabedoria aqui não é apenas intelectual, mas espiritual — é o discernimento que vem de Deus e orienta o ser humano a viver de forma justa, prudente e equilibrada.
- “Conhecer a sabedoria” significa buscar compreender os princípios divinos que moldam o caráter.
- “Entender as palavras da prudência” aponta para agir com cuidado e discernimento nas decisões da vida.
VERDADE APLICADA
Busquemos diariamente do Senhor mais sabedoria, para vivermos no presente século segundo a Sua vontade.
✨ “Busquemos diariamente do Senhor mais sabedoria, para vivermos no presente século segundo a Sua vontade.”
- Orar diariamente pedindo discernimento para enfrentar os desafios do presente século.
- Permitir que a Palavra de Deus seja a bússola que orienta nossas escolhas.
- Viver de forma coerente com a vontade divina, mesmo em meio às pressões e valores contrários da sociedade atual.
- Enfatizar a aplicação do Livro de Provérbios como fundamento para uma vida.
- Reconhecer o Livro de Provérbios como uma fonte de sabedoria.
- Identificar os princípios do Livro de Provérbios no NT.
2. Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência;
3. Para se receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade;
4. Para dar aos simples prudência, e aos jovens conhecimento e bom siso;
5. Para o sábio ouvir e crescer em sabedoria, e o entendido adquirir sábios conselhos;
6. Para entender provérbios e sua interpretação, como também as palavras dos sábios e suas adivinhações.
7. O temor do Senhor é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.
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SUBSÍDIOS EXTRAS – BÍBLIAS, GOOGLE, LIVROS E
REVISTAS ANTIGAS
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RESUMO
RÁPIDO Pr. HENRIQUE
Este livro,
dentro dos chamados Livros Sapienciais ou Poéticos, funciona como um verdadeiro
manual de sabedoria bíblica, oferecendo conselhos práticos tanto para a vida
pessoal quanto para a convivência coletiva.
📌 Pontos-chave
da introdução:
- Provérbios
é parte dos Livros de Sabedoria (junto com Jó, Salmos, Eclesiastes e
Cantares).
- É uma fonte
de conselhos firmes e práticos, aplicáveis ao cotidiano.
- Ensina a
valorizar a prudência, os bons conselhos e a sabedoria (Pv 1.2).
- Serve como
direção segura para a caminhada cristã, mostrando que a vida bem-sucedida
depende do temor do Senhor e da aplicação da sabedoria divina.
💡 Aplicação
prática da introdução: Ao iniciar o estudo de Provérbios, o leitor é convidado
a enxergar a sabedoria não como teoria, mas como princípio de vida. É um
chamado para viver com discernimento, justiça e equilíbrio, permitindo que a
Palavra de Deus seja guia constante.
📖 Estudo
Teológico Ampliado sobre Provérbios
Provérbios
apresenta a sabedoria (chokmah) como algo que não se limita ao intelecto
humano, mas como dom divino que orienta a vida.
- Dimensão
teológica: a sabedoria é vista como
atributo de DEUS, presente desde a criação (Pv 8.22-31).
- Dimensão
cristológica: CRISTO é
identificado como a própria sabedoria de DEUS (1Co 1.24), cumprindo aquilo
que Provérbios descreve.
- Dimensão
prática: sabedoria é traduzida em
escolhas éticas, relacionamentos saudáveis e vida equilibrada.
2.
Palavras-chave em Hebraico
|
Palavra |
Hebraico |
Transliteração |
Significado |
Aplicação |
|
חָכְמָה |
Chokmah |
Sabedoria
prática |
Habilidade
para viver segundo DEUS |
Buscar
discernimento em decisões diárias |
|
מָשָׁל |
Mashal |
Provérbio,
parábola |
Comparação
que ensina |
Usar imagens
para transmitir verdades |
|
יִרְאָה |
Yir’ah |
Temor reverente |
Reconhecimento
da majestade divina |
Reverência
que molda atitudes |
|
תְּבוּנָה |
Tevunah |
Entendimento |
Discernimento
profundo |
ESPÍRITO SANTO
concede clareza |
|
דַּעַת |
Da’at |
Conhecimento |
Saber
aplicado à vida |
Conhecimento
que gera transformação |
3. Quadros
Temáticos
A Sabedoria e CRISTO
|
Provérbios |
CRISTO
no NT |
Aplicação |
|
Pv
8.22-31: Sabedoria pré-existente |
Jo 1.1-3: CRISTO
eterno |
Reconhecer CRISTO
como fundamento da criação |
|
Pv
3.13: Bem-aventurado quem acha sabedoria |
Mt 11.28-30: CRISTO
como descanso |
Encontrar paz
em CRISTO |
|
Pv
4.7: Adquire sabedoria |
Tg 1.5: DEUS
dá sabedoria |
Orar pedindo
direção divina |
Provérbios e
Ética Cristã
|
Tema |
Provérbios |
NT |
Aplicação |
|
Justiça |
Pv 21.3 |
Mt 23.23 |
Praticar
justiça além da religiosidade |
|
Humildade |
Pv 16.18 |
Lc 14.11 |
Evitar
soberba, cultivar serviço |
|
Disciplina |
Pv 3.11-12 |
Hb 12.5-6 |
Correção como
expressão do amor divino |
|
Amor
cobre o pecado |
Pv 10.12 |
1Pe 4.8 |
Perdão como
prática diária |
|
Fazer
o bem ao inimigo |
Pv 25.21 |
Rm 12.20 |
Vencer o mal
com o bem |
- No lar: disciplina equilibrada entre pais e
filhos, baseada em amor e correção (Pv 3.11-12).
- No
trabalho: integridade e prudência como
marcas de quem teme ao Senhor (Pv 11.1).
- Na vida
social: cultivar humildade e evitar
soberba, reconhecendo que o orgulho precede a queda (Pv 16.18).
- Na
espiritualidade: buscar
sabedoria como prioridade, pedindo a DEUS entendimento em oração (Pv 4.7;
Tg 1.5).
- Nas
finanças: evitar dívidas desnecessárias
e servir de fiador (Pv 6.1-2), aplicando prudência econômica.
- Nas
amizades: escolher companhias que
edificam, evitando más influências (Pv 1.15-16).
- Árvore da
Sabedoria: raízes no temor de DEUS,
tronco na justiça, frutos em atitudes corretas.
- Espelho de
Provérbios: cada
provérbio reflete nossa vida e nos chama ao alinhamento com a vontade
divina.
- CRISTO como Sabedoria encarnada: Ele é a personificação do que Provérbios descreve — justiça, humildade, discernimento e temor do Senhor.
Provérbios nos ensina que sabedoria não é apenas conhecimento acumulado, mas vida transformada pela presença de DEUS. O temor do Senhor é o princípio, e CRISTO é o cumprimento dessa sabedoria.
📌 Devocional Texto: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Pv 9.10). Reflexão: A sabedoria não é um fim em si mesma, mas um caminho para conhecer a DEUS. Aplicação: Antes de qualquer decisão, pergunte: “Isso reflete o caráter de CRISTO?”
- Relacionamentos: Provérbios ensina a cultivar palavras
brandas (Pv 15.1), aplicável em conflitos familiares ou profissionais.
- Finanças: alerta contra dívidas e fiador
imprudente (Pv 6.1-2), incentivando responsabilidade econômica.
- Trabalho: valoriza a diligência (Pv 10.4),
aplicável na disciplina e excelência profissional.
- Espiritualidade: o temor do Senhor (Pv 1.7) nos lembra
que toda decisão deve ser feita em reverência a DEUS.
- Sociedade: justiça e equidade (Pv 1.3) nos chamam a
agir com ética, mesmo em ambientes corruptos.
1 – INTRODUÇÃO AO LIVRO DE PROVÉRBIOS
1.1. Um dos Livros Poéticos
- O Livro de Provérbios é parte dos Livros Poéticos da Bíblia (Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos).
- Apesar de estar nessa categoria, sua ênfase é prática: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Provérbios 9:10).
- A palavra hebraica חָכְמָה (Chokmah) significa sabedoria prática, habilidade para viver de acordo com DEUS.
- O livro ensina que a sabedoria é mais valiosa do que riquezas: “Mais preciosa é do que rubis; e tudo o que podes desejar não se pode comparar a ela” (Provérbios 3:15).
- O objetivo é formar caráter e guiar a vida diária: “Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência” (Provérbios 1:2).
- O Novo Testamento confirma que CRISTO é a sabedoria de DEUS: “Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, CRISTO é o poder de DEUS e a sabedoria de DEUS” (1 Coríntios 1:24).
- JESUS ecoa princípios de Provérbios: “Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento” (Provérbios 3:13) em paralelo com “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28).
2.1. Autoria dos Provérbios
- Grande parte atribuída a Salomão: “Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel” (Provérbios 1:1).
- Outras coleções: “Também estes são provérbios de Salomão, os quais os homens de Ezequias, rei de Judá, transcreveram” (Provérbios 25:1).
- Agur: “Palavras de Agur, filho de Jaque” (Provérbios 30:1).
- Lemuel: “Palavras do rei Lemuel, a profecia que lhe ensinou sua mãe” (Provérbios 31:1).
- Escritos em Jerusalém durante o reinado de Salomão (c. 970–930 a.C.).
- Compilação final possivelmente feita por escribas posteriores.
- Parte da literatura sapiencial (Jó, Provérbios, Eclesiastes).
- Enfatiza que a sabedoria é inseparável da fé: “O temor do Senhor é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução” (Provérbios 1:7).
3.1. JESUS conhecia o Livro de Provérbios
- JESUS aplicava princípios de sabedoria prática em suas parábolas e ensinos.
- CRISTO é a personificação da sabedoria: “O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos, antes de suas obras mais antigas” (Provérbios 8:22), visto por muitos como uma antecipação da revelação de CRISTO.
- Confirmado em Paulo: “CRISTO é a sabedoria de DEUS” (1 Coríntios 1:24).
- Provérbios
3:34 → Tiago 4:6 e 1
Pedro 5:5: “DEUS resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.”
- Provérbios
25:21-22 → Romanos 12:20: “Se o
teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber.”
- Provérbios
3:11-12 → Hebreus 12:5-6: “Não
desprezes a correção do Senhor, nem desmaies quando por ele fores
repreendido.”
LIVRO DE
PROVÉRBIOS BEP – CPAD
1
1.1 PROVÉRBIOS. Um provérbio é um ditado,
comparação, ou pergunta breve e concisa, expressando um princípio ou uma
observação em torno do comportamento humano do ponto de vista de DEUS. Estes
provérbios foram escritos para ensinar o povo de DEUS (especialmente os jovens)
como viver uma vida agradável a Ele, como ter uma vida feliz e próspera e como
evitar as tragédias resultantes do pecado (vv. 2-6,15-19).
1.1 SALOMÃO. Salomão, o terceiro rei de
Israel, escreveu muitos dos provérbios. Bem no começo do seu reinado, orou
pedindo sabedoria, e DEUS lhe atendeu a petição (1 Rs 3.5-14; 4.29-32). No fim
da vida, porém, o próprio Salomão não perseverou na sabedoria que DEUS lhe
dera. Por não perseverar no temor ao Senhor, deixou seu coração desviar-se de DEUS
(1 Rs 11.1-11; ver 11.1). Vê-se, portanto, que o simples fato de alguém
conhecer, ou ensinar princípios morais da Palavra de DEUS, não basta para
garantir-lhe a vida espiritual; a pessoa deve também ter um contínuo temor a DEUS,
depender dEle e estar compromissado com Ele (v. 7).
1.2 SABEDORIA. A sabedoria, conforme o
emprego desse termo em Provérbios, significa viver e pensar de conformidade com
a verdade de DEUS, com seus caminhos e seus desígnios. Importa em considerar a
totalidade da vida do ponto de vista de DEUS, crendo que tudo quanto Ele diz é
certo e verdadeiro, sendo este o único padrão digno para orientar a nossa vida.
Obter a sabedoria é muito melhor do que possuir prata e ouro (3.13,14). Obtém a
sabedoria somente quem a busca através de um relacionamento correto com DEUS
(v. 7), e um estudo diligente da sua Palavra (3.1-3). CRISTO é, segundo diz o
NT, a suprema sabedoria de DEUS (1 Co 1.30; Cl 2.3), e Ele nos ensina que
obtemos a sabedoria quando permanecemos na sua Palavra, permitimos que ela
permaneça em nós (Jo 15.7) e entregamos nossos corações e mentes ao ESPÍRITO SANTO
que em nós habita (Jo 14.16-26).
1.7 O TEMOR DO SENHOR O reverente temor do
poder, majestade e santidade de DEUS produz em nós um santo temor em não
transgredir a sua vontade revelada. Uma tal reverência é essencial para se
obter um coração sábio. O NT mostra que o sincero temor do Senhor em nosso
coração será acompanhado pelo consolo do ESPÍRITO SANTO (ver At 9.31)
1.10 FILHO MEU, SE OS PECADORES, COM
BLANDÍCIAS, TE QUISEREM TENTAR. Desde cedo na vida, a juventude se vê tentada
por atrações ao pecado. A pressão dos colegas instigará o jovem a seguir a
maioria para desfrutar de prazeres pecaminosos. Os jovens podem resistir a
semelhantes tentações de desviar-se de DEUS e do seu caminho, mantendo um
estreito relacionamento com DEUS como seu Senhor, e dispostos a viverem
isolados se necessário for, pelo seu compromisso com os justos caminhos de DEUS
(vv. 15,16), sabendo que o caminho da transigência e do prazer pecaminoso leva
à angústia, ao sofrimento, à calamidade e à destruição (v. 27; ver Mt 4.1-11).
1.26 VOSSA PERDIÇÃO. O livro de Provérbios
frisa que DEUS estabeleceu padrões absolutos do certo e do errado; ignorar isto
resultará em tragédia em nossa vida. Uma das maiores verdades que se pode
aprender durante a juventude é que realmente ceifaremos aquilo que semearmos (Gl
6.7-9). O preço que acabamos pagando pelo pecado é a angústia, o sofrimento e,
até mesmo, a destruição (v. 27).
2
2.1 ESCONDERES CONTIGO OS MEUS
MANDAMENTOS. Somente entesourando a Palavra de DEUS em nossa mente é que
aprenderemos a viver de modo sábio e justo em nosso relacionamento com DEUS (v.
5). Podemos vencer o pecado, tendo os mandamentos de DEUS em nosso coração (Sl
119.11) e a Palavra de CRISTO habitando dentro de nós (Jo 15.7; Tg 1.21).
2.3 SE CLAMARES POR ENTENDIMENTO. O estudo
da Palavra de DEUS deve ser acompanhado de perseverante oração, em que o crente
contritamente clame por sabedoria e discernimento. É possível que só pelo
estudo alguém se torne um erudito bíblico, mas a oração aliada ao estudo da
Palavra de DEUS leva o ESPÍRITO SANTO a lançar mão da revelação divina e nos
fazer pessoas espirituais. O crente deve orar a respeito do trecho bíblico que
está lendo, desejando ardentemente a iluminação e a compreensão divinas (vv.
5-7).
2.10 PORQUANTO A SABEDORIA ENTRARÁ NO TEU
CORAÇÃO. Somente à medida que a sabedoria de DEUS entrar em nosso coração,
i.e., em nossos motivos, desejos e pensamentos interiores é que produzirá vida
e poder (cf.4.23). Para isso, é necessário que o ESPÍRITO da verdade opere em
nossa alma (Jo 16.13,14), fazendo com que os mandamentos e caminhos de DEUS
tornem-se um deleite para nós (Sl 119.47,48).
2.20 ANDES PELO CAMINHO DOS BONS E GUARDES
AS VEREDAS DOS JUSTOS. As bênçãos decorrentes da sabedoria incluem: (1)
aprender a temer ao Senhor e daí ser protegido contra o mal ao longo da
caminhada da vida (vv. 5-8); (2) poder discernir entre o bem e o mal e assim
evitar as tragédias do pecado (v. 11); (3) disposição para evitar pessoas más e
conviver com pessoas boas e justas (vv. 12-15,20); (4) abster-se da imoralidade
sexual (vv. 16-19) e (5) receber as bênçãos prometidas por DEUS (v. 21).
3
3.2 ANOS DE VIDA E PAZ. De modo geral,
obedecer a DEUS e viver segundo seus princípios santos resultará em melhor
saúde (v. 8), longevidade e uma vida mais feliz e mais próspera (cf. v. 16).
Esse princípio geral, no entanto, não deve ser considerado como uma garantia
absoluta, sem exceções. Às vezes, os justos são afligidos (Jó 1;2) e não gozam
de longa vida (At 7.59,60); enquanto que, às vezes, os ímpios gozam de saúde e
prosperidade (Sl 73.3,12; Tg 5.5), muito embora não haja dúvida da sua
condenação final (Sl 73.17-20; Tg 5.1-4).
3.5 CONFIA NO SENHOR. Confiar no Senhor de
todo o coração é o inverso de duvidar dEle e da sua Palavra. Esta confiança é
fundamental em nosso relacionamento com DEUS e tem base na premissa de que Ele
é fidedigno. Como filhos de DEUS, podemos ter a certeza de que nosso Pai
celestial nos ama e que cuidará fielmente de nós (ver Mt 10.31), conduzir-nos-á
no caminho certo e cumprirá as suas promessas. Nos tempos mais difíceis da
nossa vida, podemos entregar ao Senhor o nosso caminho (cf. Sl 37.5) e confiar
nEle para agir em nosso favor.
3.5 TEU PRÓPRIO ENTENDIMENTO. O
entendimento humano é limitado, falho e sujeito a erros (Ef 4.18). É imperioso
então que ele deva ser iluminado pela Palavra de DEUS e dirigido pelo ESPÍRITO SANTO
(Rm 8.9-16). O crente, em vez de confiar em seu próprio entendimento ou
inteligência (v. 7), deve orar para que na sua vida prevaleça a sabedoria e a
vontade de DEUS em todas as suas decisões e propósitos (ver 2.3).
3.6 RECONHECE-O EM TODOS OS TEUS CAMINHOS.
Em todos os nossos planos, decisões e atividades, devemos reconhecer DEUS como
Senhor, e fazer a sua vontade como nosso supremo alvo. Todos os dias, devemos
viver num profundo e confiante relacionamento com DEUS, sempre buscando a sua
direção "pela oração e súplicas, com ação de graças" (ver Fp 4.6).
Quando assim fazemos, DEUS promete conduzir nossos caminhos, i.e., nos levar em
direção ao seu alvo para a nossa vida, remover todos os obstáculos e nos
capacitar a tomar as decisões certas (ver 11.5; Is 45.13).
3.9 HONRA AO SENHOR COM A TUA FAZENDA. Os
israelitas traziam ao Senhor DEUS a primeira porção das suas colheitas, como
reconhecimento de que Ele era o dono da terra (Lv 23.10; 25.23; Nm 18.12,13).
Nós, também, devemos dar a DEUS as primícias da nossa renda a fim de honrá-lo
como Senhor da nossa vida e das nossas posses. Deste modo, DEUS abrirá o
caminho para derramar sobre nós as suas bênçãos (ver Ml 3.10; 2 Co 9.6).
"Aos que me honram honrarei" (1 Sm 2.30) é a promessa de DEUS a todos
que contribuem para a sua obra, fiel e generosamente, com suas finanças.
3.11,12 NÃO REJEITES A CORREÇÃO DO SENHOR.
Às vezes, DEUS permite que passemos por provações e dificuldades para nos
conformar mais perfeitamente à sua santidade e à sua vontade para a nossa vida
(cf. Jó 5.17). O NT emprega estes mesmos versículos para encorajar o crente que
está a enfrentar dores e aflições (ver Hb 12.5).
3.16 RIQUEZAS E HONRA. Nem sempre o crente
alcança honra e riquezas neste mundo, mesmo vivendo aqui de acordo com a
sabedoria de DEUS. Mas temos a certeza de que em nossa herança futura, seremos
honrados por DEUS, e também participantes das riquezas eternas (Lc 16.11; Ef
1.18; 3.8).
3.23 ANDARÁS COM CONFIANÇA NO TEU CAMINHO.
A sabedoria divina confere segurança porque ela faz-nos andar seguramente na
boa, agradável e perfeita vontade de DEUS (cf. 10.9; Rm 12.2). DEUS não
permitirá que os que nEle confiam sejam apanhados e destruídos nas ciladas
armadas pelo inimigo (vv. 25,26).
4
4.1-4 OUVI, FILHOS, A CORREÇÃO DO PAI.
Salomão tinha aprendido de seu pai sobre os caminhos de DEUS, e agora instrui
quanto a isso os seus próprios filhos. DEUS quer que os ensinos sobre a
verdadeira piedade e o conhecimento dos seus caminhos sejam ministrados
primeiramente pelos pais e pelos exemplos ocorridos no lar (Dt 6.7; ver o
estudo PAIS E FILHOS)
4.5 ADQUIRE A SABEDORIA, ADQUIRE A
INTELIGÊNCIA. A sabedoria de DEUS é essencial para uma vida cristã proeminente
segundo a vontade de DEUS (vv. 20-22; 3.21,22). Devemos, portanto, buscá-la
acima de todas as coisas. Não é fácil, porém, alcançar semelhante sabedoria,
pois é dada àqueles que esforçadamente pagam o seu preço. Essa sabedoria nos
chega por dois caminhos. (1) O ensino. Mediante o ensino bíblico, a pessoa
experimentará uma transformação espiritual que importará em apartar-se do mal e
voltar-se para o conhecimento de DEUS. A comunhão pessoal com DEUS é o primeiro
passo para se obter a verdadeira sabedoria. O crente deve temer ao Senhor e
odiar o mal (Pv 8.13; 9.10). (2) Dedicação. A sabedoria é concedida à pessoa
que percebe o seu valor e que por isso a busca com diligência (8.17). O sábio
aprende através do ensino (9.9) e da disciplina da parte de DEUS (3.11); ele
acata os mandamentos de DEUS (10.8), ouve o santo conselho dos pais e de outras
pessoas (v. 1; 13.10) e considera a sabedoria de DEUS mais valiosa do que a
prata, o ouro, ou joias preciosas (3.14,15; 23.23). JESUS CRISTO é a suprema
manifestação da sabedoria de DEUS (1 Co 1.30; Cl 2.2,3). Logo, essa exortação
do AT equivale a um chamamento para a pessoa dedicar sua vida a JESUS CRISTO.
Devemos abandonar o pecado e, renunciando ao nosso eu, voltar-nos para Ele,
largando tudo o que for necessário a fim de segui-lo como seus discípulos (Mt
13.44-46; Lc 14.33).
4.13 PORQUE ELA É A TUA VIDA. No livro de
Provérbios, a sabedoria dá vida e é vida. Viver da maneira que DEUS determinou,
resulta em (1) uma vida de satisfação e alegria (15.23,27), (2) quase sempre
uma longa vida física (v. 10; 3.2; 9.11), (3) uma vida moral e espiritual sadia
(Pv 8.35; 9.6; 10.16; 19.23) e (4) a esperança de vida com DEUS após a morte
(compare 11.7 com 14.32). CRISTO, que é a nossa sabedoria, é o cumprimento
desse ideal de sabedoria no AT; Ele é agora a nossa vida (Jo 5.40; 11.25; 14.6),
e quem tem a CRISTO, tem a vida (1 Jo 5.12).
4.23 SOBRE TUDO O QUE SE DEVE GUARDAR,
GUARDA O TEU CORAÇÃO. No coração está a fonte dos desejos e das decisões (ver o
estudo O CORAÇÃO). Seguir a DEUS e conhecer os seus caminhos requer uma firme
decisão de permanecermos dedicados a Ele, buscando em primeiro lugar o seu
Reino e a sua justiça (Mt 6.33). Se a nossa fome e sede por DEUS e pelo seu
reino arrefecer, devemos reavaliar nossas prioridades, admitir com honestidade
a nossa frieza e orar ferventemente por uma renovação do nosso anseio por DEUS
e por sua graça. Deixar de "guardar" o nosso coração nos fará sair do
caminho seguro e cair numa armadilha destruidora (cf. Pv 7.24-27). Vigiando o
nosso coração com toda diligência, teremos caminhos aplainados pela graça e
bondade de DEUS (vv. 25-27)
5
5.3 OS LÁBIOS DA MULHER ESTRANHA. O livro
de Provérbios adverte repetidas vezes quão destrutiva é a imoralidade sexual.
Salomão ressalta que, embora os prazeres enganosos dessa imoralidade sejam
atraentes, a entrega aos mesmos leva à ruína (vv. 7-14). Este capítulo e também
Pv 2.16-19; 6.20-35; 22.14; 23.27,28; 29.3; 30.20; 31.3 abordam a quebra das
normas divinas da pureza e da castidade. A resposta à imoralidade sexual é a
entrega pessoal a DEUS (v. 1) a abstenção sexual disciplinada pré-marital e a
satisfação do desejo sexual natural através de uma vida marital santa e amorosa
(vv. 15-23; ver o estudo PADRÕES DE MORALIDADE SEXUAL)
5.14 QUASE QUE EM TODO O MAL ME ACHEI. DEUS
determinou que quem cede à tentação da imoralidade sexual experimentará
profundo desgosto e remorso causados pela ruína da vida familiar e pelo
sofrimento pessoal. A prática sexual pré-marital e a infidelidade conjugal
geram consequências fatais (vv. 5,11). Aquilo que talvez começa doce como mel
(v. 3), termina amargo como fel. De DEUS não se zomba (v. 21); aquilo que é
semeado é ceifado.
5.15 BEBE A ÁGUA DA TUA CISTERNA. O
manancial do amor afetivo do homem (vv. 18-20) deve estar na sua própria esposa
(cf. Êx 20.17). Note que o prazer sexual no casamento é legítimo e instituído
por DEUS (cf. Gn 2.20-25). Num casal, um cônjuge deve considerar o outro como
uma dádiva especial da parte de DEUS, e amá-lo com prazer, pureza e ações de
graças (19.14).
5.21 OS CAMINHOS DO HOMEM ESTÃO PERANTE OS
OLHOS DO SENHOR. Uma das razões que Provérbios apresenta para resistirmos à
imoralidade sexual é que DEUS vê e conhece as práticas ímpias do homem (cf.
15.3; Jó 31.4; 34.21; Jr 16.17), e que julgará a cada um devidamente. Ele será
"uma testemunha veloz contra... os adúlteros" (Ml 3.5). Uma vez que
os atos do ser humano "estão perante os olhos do Senhor", ninguém que
é culpado de adultério escapará das consequências terríveis deste pecado (ver 2
Sm 12.9-13 ).
6
6.1 SE FICASTE POR FIADOR DO TEU
COMPANHEIRO. Este versículo é uma advertência para que ninguém seja
"fiador" de um amigo (cf. Pv 11.15; 17.18; 22.26). Ser fiador
significa aceitar a responsabilidade pela dívida doutra pessoa, se esta deixa
de pagá-la. Esse ato torna a situação financeira do consignatário dependente
dos atos do amigo e fica sujeita a fatos que escapam ao seu controle. Pode
levar à pobreza (cf. Pv 22.26,27) e à perda de amizades vitalícias. Isso não
significa, porém, que devemos recusar-nos a ajudar alguém que esteja realmente
sofrendo, sem meios para atender às necessidades básicas da vida (Êx 22.14; Lv
25.35; Mt 5.42). Quanto aos pobres, não devemos emprestar e sim dar-lhes (cf. Mt
14.21; Mc 10.21; ver Pv 19.17).
6.6 Ó PREGUIÇOSO. O preguiçoso é a pessoa
que (1) adia o começo daquilo que deve ser feito (Pv 6. 9,10; cf 22.13), (2)
não termina o que já foi iniciado (Pv 12.27); e (3) é adepto da lei do menor
esforço (Pv 20.4). A preguiça, ou a indolência, é ainda mais tentadora na
esfera espiritual do que na física. DEUS nos exorta a procurar fazer cada vez
mais firme a nossa vocação e eleição (2 Pe 1.10; cf. 2 Co 8.7; 2 Pe 1.5).
6.20 FILHO... PAI... MÃE. O livro de
Provérbios atribui valor máximo à família. (1) A família consiste em pai e mãe,
e um ou mais filhos. (2) O pai e a mãe, conjuntamente, devem cuidar da
instrução espiritual de seus filhos (Pv 1.8,9; 4.1-5). (3) Filhos sábios
obedecerão e honrarão a seus pais (Pv 1.8; 2.1; 3.1; 10.1). (4) A fidelidade
conjugal e o amor mútuo são de supremo valor aqui (5.15-20).
6.32,33 O QUE ADULTERA... O SEU OPRÓBRIO
NUNCA SE APAGARÁ. O crente que cometer adultério, sofrerá aflição e desonra;
além disso, seu opróbrio nunca desaparecerá. (1) O adultério é um pecado grave
e hediondo contra DEUS (2 Sm 12.9,10) e contra o cônjuge inocente que foi
enganado; a vergonha e a infâmia daquele pecado permanecem com a parte culpada
pela vida inteira. Embora a culpa do adultério possa ser perdoada mediante o
arrependimento, seu opróbrio permanecerá e suas cicatrizes nunca serão
totalmente removidas. Não é possível remediar completamente o dano feito (ver 2
Sm 12.10; 13.13,22; 1 Rs 15.5; Ne 13.26; Mt 1.6). (2) Por causa das
consequências terríveis e a longo prazo que o adultério acarreta a todos que o
praticam, devemos fugir de toda tentação e evitar qualquer relacionamento que
possa levar a esse pecado. Devemos orar para que o Senhor nos livre dessa
tentação (Mt 6.13) e lembrar-nos com sensatez, ao sermos tentados, das palavras
das Escrituras: "Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não
caia" (1 Co 10.12).
7
7.1-27 GUARDA AS MINHAS PALAVRAS. Mais uma
vez, Provérbios adverte contra a imoralidade cometida em nome do amor (v. 18),
e expõe seus resultados desastrosos (vv. 25-27; ver Pv 5.5; 5.14; 6.32,33). A
imoralidade sexual pode ser evitada: (1) se mantivermos um compromisso firme
com tudo o que DEUS diz que é justo e bom (vv. 1-5); (2) não permitindo que
nossos pensamentos se fixem em prazeres lascivos (v. 25); e (3) tomando
conhecimento de que esse pecado leva à tristeza, à aflição e à morte (vv.
26,27).
8
8.13 O TEMOR DO SENHOR É ABORRECER O MAL.
O temor a DEUS deve levar o crente a afastar-se do mal (16.6) e abominar o
pecado, o qual desagrada a DEUS e destrói, tanto a nós, como aqueles a quem
amamos.
9
9.8 REPREENDE O SÁBIO, E AMAR-TE-Á. Se
somos pessoas realmente sábias, e desejamos agradar a DEUS, acolheremos bem a
repreensão e a crítica (27.6; 28.23). A admoestação e a correção da parte de um
amigo, de um membro da família, ou do pastor, são alguns dos meios que DEUS
emprega para moldar nosso caráter segundo a sua santa vontade (ver Jo 16.8; Ef
5.11; 2 Tm 4.2; Tt 2.15; Ap 3.19). A congregação que recebe com humildade e
obediência a repreensão de um pastor amoroso, será, de fato, abençoada pelo ESPÍRITO
SANTO.
10
10.2-7 A JUSTIÇA LIVRA DA MORTE. Estes
versículos mostram as bem-aventuranças da vida de retidão em contraste com a
infelicidade da vida de iniqüidade.
10.3 O SENHOR NÃO DEIXA TER FOME A ALMA DO
JUSTO. Este provérbio descreve a providência geral de DEUS ao suprir as
necessidades físicas do seu povo (cf. Mt 6.11,33). Isso não significa que não
surjam ocasiões de dificuldades e necessidades para o próprio crente, ou seus
familiares. Tempos de guerra, de fome, de condições econômicas ou sociais
assoladoras, bem como períodos de perseguição, podem motivar adversidades
graves para os justos (ver 3 Jo v. 2); contudo, DEUS nunca abandonará seus
filhos que nEle confiam plenamente.
10.5 O QUE DORME NA SEGA. Como é
vergonhoso ser preguiçoso quando há trabalho por fazer (Pv 6.9-11; 19.15).
Ainda mais vergonhoso é o crente recusar, egoisticamente, a trabalhar na
colheita de almas para DEUS! Prestemos atenção às palavras de JESUS e laboremos
juntamente com Ele pela salvação do mundo (Mt 9.37,38).
10.11 A BOCA DO JUSTO É MANANCIAL DE VIDA.
Os que conhecem e seguem os caminhos de DEUS levarão outras pessoas à plenitude
da vida que DEUS outorga. Comparar Ez 47.1-12 e Jo 4.14; 7.38, onde o ESPÍRITO
habitando no crente é declarado a fonte da água viva. À medida que a água viva
flui através do crente, a vida é comunicada aos outros. O crente deve orar para
que o ESPÍRITO SANTO o capacite a realizar essa grande missão (1 Co 12.4-10; 14.1-40).
10.15 A FAZENDA DO RICO É A CIDADE DA SUA
FORTALEZA. Este provérbio adverte quanto à aparente vantagem das riquezas (cf. Pv
14.20; 19.4), e as dificuldades da pobreza (cf. 18.23; 19.4,7). Talvez pareça,
ao observador desatento, que os ricos estão livres de perigo (ver 11.4). Aos
olhos de DEUS, no entanto, "os tesouros da impiedade de nada
aproveitam" (v. 2). O NT expõe com mais clareza o estado dos ricos e dos
pobres. "Porventura, não escolheu DEUS aos pobres deste mundo para serem
ricos na fé e herdeiros do Reino?" (Tg 2.5; cf. Lc 2.7-12). O livro de
Provérbios, assim como os demais livros do AT, deve ser lido à luz da plena
revelação completa de DEUS através do seu Filho, segundo o NT (Hb 1.1-3; ver o
estudo CRISTO NO ANTIGO TESTAMENTO)
10.22 A BÊNÇÃO DO SENHOR É QUE ENRIQUECE.
Muitas riquezas materiais deste mundo procedem da iniqüidade, da ganância, da
avareza e, portanto, não provêm de DEUS (v. 2). As riquezas verdadeiras
consistem na bênção do Senhor. Quer sejamos pobres, ou ricos, a presença e a
graça do Senhor são o nosso maior tesouro.
11
11.1 BALANÇA ENGANOSA É ABOMINAÇÃO PARA O
SENHOR. O emprego de balança inexata para lesar o próximo é condenado por DEUS
(cf. Lv 19.35). Ele ordena que sejamos honestos com todos, tanto em assuntos
financeiros quanto noutras circunstâncias em que a fraude é possível. Devemos
sempre ter em mente que "o seu [do Senhor] rosto está voltado para os
retos" (Sl 11.7); somente os retos "habitarão na tua presença" (Sl
140.13; cf. 24.3-5).
11.8 O JUSTO É LIBERTADO DA ANGÚSTIA. Como
princípio geral, o viver em retidão resulta em menos problemas do que o viver
na iniqüidade (cf. vv. 3-9). Isso não significa que os que seguem a DEUS nunca
terão problemas. Porém, o justo tem a certeza de que, quando em aflição, será
socorrido no momento certo de DEUS.
11.19 A JUSTIÇA ENCAMINHA PARA A VIDA. Ver
10.11.
11.19 O QUE SEGUE O MAL FAZ ISSO PARA SUA
MORTE. DEUS estabeleceu penalidades para quem violar suas leis. Os ímpios, um
dia, pagarão por seus pecados e por desprezarem a DEUS e ao próximo (ver 6.29; Gn
34.25-30; 49.7; Rm 6.23; Tg 1.15).
11.24,25 ESPALHAM, E AINDA SE LHES
ACRESCENTA MAIS. DEUS promete a quem dá com generosidade, receber de volta mais
do que aquilo que deu. Ele abençoa os bondosos e generosos que dão dos seus
recursos, ou dão de si mesmos. O NT ensina que somos mordomos dos dons de DEUS
e que devemos usá-los em prol da sua causa e visando o bem dos necessitados (Mt
25.26,27; ver 2 Co 8.2; 9.8).
11.30 O QUE GANHA ALMAS SÁBIO É.
Influenciar as pessoas a favor da justiça é ser sábio. O NT destaca o fato de
que o crente deve levar o pecador a CRISTO, à salvação e a uma vida de retidão
(ver Jo 14.6; 1 Co 9.20-22; 10.33; 1 Pe 3.1,2; Tg 5.19,20).
12
12.1 O QUE ABORRECE A REPREENSÃO É UM
BRUTO. Há ocasiões em que todos precisamos de repreensão e de correção. O
orgulhoso detesta ser advertido, mas o humilde acolherá com naturalidade a
crítica, e dela tirará proveito (cf. Pv 1.7; 6.23; 10.17).
12.4 A MULHER VIRTUOSA É A COROA DO SEU
MARIDO. Normalmente, o relacionamento humano mais profundo que alguém pode
desfrutar é aquele com a esposa ou esposo. Um bom cônjuge ajudará a consumar a
felicidade, alegria e sucesso conjugal, enquanto que um mau cônjuge causará
muita tristeza e tribulação. Quando nos decidimos por alguém para ser o nosso
cônjuge, devemos verificar o caráter da pessoa, sua dedicação a CRISTO e os
seus princípios de uma vida santa, para assim não casarmos com a pessoa errada,
e daí lamentarmos pelo resto da nossa vida (ver 1 Co 7.3,14).
12.10 O JUSTO OLHA PELA VIDA DOS SEUS
ANIMAIS. O viver em retidão, segundo a vontade de DEUS, inclui a bondade para
com os animais. Eles são úteis aos seres humanos, concernente ao
companheirismo, trabalho, alimentação, e nunca devemos maltratá-los, nem deles
fazer uso de modo cruel (Gn 1.28; 9.3; 24.32; Dt 25.4).
13
13.3 O QUE GUARDA A SUA BOCA CONSERVA A
SUA ALMA. A conversa descuidada e a língua desenfreada podem estragar nossa
motivação pela retidão, levar-nos a pecar (Ec 5.6) e afetar nosso
relacionamento com DEUS (Ec 5.7). Um crente com total maturidade deve controlar
com cuidado as suas palavras (8.6-8; Tg 3.2). Devemos orar para que DEUS nos
ajude a controlar nossa língua (ver Sl 141.3; cf. Pv 10.14,19; 18.7; 2 Tm 3.3; Tg
3.2-13).
13.5 O JUSTO ABORRECE A PALAVRA DE
MENTIRA. O justo prefere sofrer por falar a verdade do que evitar o sofrimento
usando de mentira (Dn 3.16-18). Tais pessoas sabem que mentir por hábito é
pecar contra o Senhor (12.22), que viver desse modo é excluir-se do reino de DEUS
(Jo 8.44; ver Ap 22.15).
13.10 DA SOBERBA SÓ PROVÉM A CONTENDA. Há
pessoas que muitas vezes discutem e lutam por suas idéias, motivadas por
soberba. Fazem isso para obter preeminência (Lc 22.24), rebelar-se contra a
autoridade (Nm 12.2) ou contra a verdade bíblica (2 Tm 4.3,4), ou impelidas por
um espírito de sectarismo (1 Co 3.3,4). Em caso de contenda, um autoexame nos
mostrará se isto é soberba ou se estamos sinceramente batalhando pela verdade (Gl
2.5; 1 Ts 2.2; Jd 3).
13.23 QUE SE CONSOMEM POR FALTA DE JUÍZO.
"Juízo" (hb. mishpat) pode também ser traduzido por
"justiça". Alguns são pobres e continuarão a sê-lo por serem vítimas
da injustiça social (ver Sl 35.10; Tg 5.1-6).
13.24 O QUE RETÉM A SUA VARA ABORRECE A
SEU FILHO. As Escrituras ordenam que os pais disciplinem com "vara" a
seus filhos, nos seus anos formativos, i.e., na infância. Castigo físico só
deve ser aplicado à criança em caso de desobediência proposital ou como
desafio. A disciplina tem como alvo eliminar a insensatez, a rebeldia e o
desrespeito para com os pais (22.15). Quando adequada, administrada pelos pais
de modo sábio, amoroso e equilibrado, ela leva a criança a aprender que o mau
comportamento resulta em consequências desagradáveis, inclusive castigo
(29.15). Tal disciplina é necessária para evitar que os filhos adotem atitudes
que mais tarde os levarão à ruína e à morte (Pv 19.18; 23.13,14). A disciplina
piedosa na família trará bem-estar e paz ao lar (29.17). Os pais devem aplicar
a disciplina com amor, assim como faz nosso Pai celestial (Hb 12.6,7; Ap 3.19).
14
14.1 TODA MULHER SÁBIA EDIFICA A SUA CASA.
A mulher sábia e piedosa faz do seu lar um lugar de refúgio, de paz e de
alegria, ao passo que a mulher imprudente se descuida da sua casa e família
(ver 1 Tm 2.15; Tt 2.4,5 ).
14.2 DESPREZA-O. Desprezar a DEUS é pecar
contra Ele e tratá-lo com desdém.
14.12 PARECE DIREITO. A sabedoria
humanista é insuficiente para determinar o que é verdadeiro ou falso, bom ou
mau. A revelação escrita da parte de DEUS é a única fonte infalível para se
determinar o caminho certo desta vida. O caminho traçado pelo homem contém as
sementes da morte; o caminho de DEUS leva à vida eterna.
14.14 O INFIEL DE CORAÇÃO. O
"infiel" é a pessoa que deixou de seguir a DEUS para seguir seu
próprio caminho egoísta (ver o estudo A APOSTASIA PESSOAL). Tais pessoas
colherão o fruto da sua decisão: mágoa e miséria (cf. Pv 1.31; 12.14; Gl 6.7).
Quem permanece fiel a DEUS (i.e., "o prudente" v. 15) colherá as
recompensas da retidão, tanto nesta vida como na futura (ver Ap 2.7)
14.31 O QUE OPRIME AO POBRE. Aquele que
maltrata o pobre ou tira proveito dele ofende a DEUS e revela desprezo a Ele.
Os pobres também foram feitos à imagem de DEUS e são objetos da sua
misericórdia e solicitude especiais (Dt 15.11). O NT revela que o evangelho
precisa ser pregado aos pobres (Mt 11.5; Tg 2.5); note que JESUS CRISTO
identificou-se com os pobres (Lc 2.7; 2 Co 8.9; Fp 2.7).
14.32 O JUSTO ATÉ NA SUA MORTE TEM
ESPERANÇA. O AT não contém ensino plenamente desenvolvido sobre o que acontece
depois da morte, contudo Provérbios revela com precisão que os justos têm a
esperança da vida depois da morte. Quando os ímpios morrem, não têm esperança,
mas somente o pavor da ruína final. Quando os justos morrem, entregam-se a DEUS
como seu refúgio e esperança além da morte (cf. 12.28; Sl 49.14,15; 73.24).
Revelação maior a respeito do destino eterno dos justos e dos ímpios temos nos
ensinos de CRISTO e dos apóstolos registrados no NT.
15
15.1 A RESPOSTA BRANDA. Quando estamos
diante de alguém irado, uma resposta branda facilitará a reconciliação e a paz
(cf. 1 Sm 25.21-34), ao passo que palavras duras despertam ainda mais a ira e a
hostilidade (ver Cl 4.5,6).
15.6 NA CASA DO JUSTO HÁ UM GRANDE
TESOURO. Embora possa faltar riqueza terrena na casa do justo (no sentido
individual ou coletivo), essa casa realmente contém tesouros espirituais que
enriquecem e fortalecem grandemente a vida dos santos de DEUS (cf. vv. 16,17).
Por outro lado, a casa dos ímpios está cheia de perturbação e contenda (cf. v.
27; Pv 1.10-19; 10.2).
15.8,9 O SACRIFÍCIO DOS ÍMPIOS. Somente
aqueles que são retos e que buscam seguir os caminhos de DEUS são aceitáveis
diante dEle (ver 28.9).
15.14 A BOCA DOS TOLOS SE APASCENTARÁ DE
ESTULTÍCIA. Nesses dias de alta tecnologia na mídia da comunicação e das
diversões, devemos guardar cuidadosamente o nosso coração e mente. Somente uma
pessoa tola se alimentará daquilo que ofende o ESPÍRITO SANTO e profana a
justiça de DEUS (ver Rm 1.32). Os que são sábios encherão os seus pensamentos
somente daquilo que é bom, verdadeiro e puro (Fp 4.8).
15.22 ONDE NÃO HÁ CONSELHO. O livro de
Provérbios frequentemente destaca a sensatez da procura dos conselhos dos
sábios no tocante aos nossos planos e propósitos (ver também Pv 11.14; 20.18; 24.6).
15.24 PARA O SÁBIO, O CAMINHO DA VIDA É
PARA CIMA. Aqui, temos outro vislumbre que o AT enuncia uma esperança futura.
Literalmente, este versículo traduz: "O caminho da vida segue para o lugar
que está acima, para o sábio, a fim de evitar o inferno (hb. sheol ) que está
em baixo". Sheol (às vezes, traduzido por "sepultura") também
pode significar o lugar de castigo dos perdidos, depois da morte (cf. no
NT," Hades"; ver Sl 16.10a). Sendo assim, os justos, após a morte,
irão ao lugar que está acima (ao céu), livres, pois, do Sheol (cf. Sl 23.6; 73.24,25).
15.29 ESCUTARÁ A ORAÇÃO DOS JUSTOS. Ver 1
Jo 3.22.
16
16.1 DO SENHOR, A RESPOSTA DA BOCA. Nós,
como seres humanos, podemos fazer planos, mas a capacidade de executar de fato
esses planos provém de DEUS (cf. 9.33; 21.31).
16.2 LIMPOS AOS SEUS OLHOS. Os crentes
quase sempre não vêem seus próprios defeitos e a sua pobreza espiritual. Se
formos honestos ao nos aproximarmos de DEUS em oração, Ele revelará a
verdadeira condição do nosso coração, de modo que sejamos realmente limpos e
obedeçamos melhor ao ESPÍRITO SANTO (Lc 16.15; 1 Co 4.4,5; Hb 4.12).
16.3 CONFIA AO SENHOR AS TUAS OBRAS. O
crente não deve empreender nada de modo presunçoso, mas em todas as coisas
buscar a vontade do Senhor (Tg 4.14-16). Se nossas obras e motivação forem
justas, poderemos confiá-las ao Senhor e ter a certeza de que Ele as
consolidará e nos abençoará (ver 3.6; Sl 37.5; 90.16,17; 1 Pe 5.7).
16.4 ATÉ AO ÍMPIO, PARA O DIA DO MAL.
Todas as coisas terão seu devido fim, e aqueles que praticam o mal sofrerão o
devido castigo da parte de DEUS (cf. v. 5). Este texto ressalta que DEUS lidará
com os ímpios de modo justo; DEUS não cria a iniqüidade, nem a motiva (ver Tg
1.13,17).
16.5 TODO ALTIVO DE CORAÇÃO. Ver Tg 4.6,16.
16.7 SEUS INIMIGOS... TENHAM PAZ. Estas
palavras correspondem à promessa de DEUS feita a Israel de que os israelitas
seriam preservados de ataques hostis quando andassem na sua vontade (Êx 34.24; 2
Cr 17.10). Os crentes do NT, no entanto, serão hostilizados por seus inimigos -
Satanás e o mundo - em muitas situações, por estarem cumprindo a vontade de DEUS
(cf.Mt 5.10; Lc 21.17,18; Jo 15.20; At 14.19).
16.33 A SORTE SE LANÇA NO REGAÇO. Como os
versículos 1,9, este versículo refere-se à divina providência e orientação na
vida dos justos. Isso não significa que DEUS controla e determina diretamente
cada detalhe da vida. Pelo contrário, o texto acima simplesmente declara o
princípio espiritual de que o justo que entrega seu caminho ao Senhor (vv. 3,9)
e o reconhece, será por Ele dirigido (ver 3.5,6).
17
17.5 O QUE ESCARNECE DO POBRE. Ver 14.31.
17.8 O PRESENTE. Um presente (i.e., aqui,
um suborno) às vezes traz temporariamente o sucesso e a riqueza. O suborno, no
entanto, é pecado, sendo pois condenado nas Escrituras porque obstrui a
execução da justiça (v. 23; 15.27; 1 Sm 12.3; Is 1.23; 1 Tm 6.10).
17.13 NÃO SE APARTARÁ O MAL DA SUA CASA.
Esta verdade é ilustrada na vida de Davi. Ele tornou "mal por bem" a
Urias, que lhe era íntegro e fiel. A partir desse momento, o mal nunca se
apartou da casa de Davi (2 Sm 12.10-12).
17.18 FICANDO POR FIADOR. Ver 6.1.
17.27 RETÉM AS SUAS PALAVRAS O QUE POSSUI
O CONHECIMENTO. Os que são sábios refreiam a língua e são cautelosos quanto
àquilo que dizem. Não exageram a verdade, nem lesam o próximo enquanto falam;
pelo contrário, tomam cuidado em falar com exatidão e na edificação do próximo
(cf. Sl 39.1,2).
18
18.10,11 O NOME DO SENHOR. O nome do
Senhor representa a sua pessoa, a sua autoridade e o seu caráter (cf. Êx 3.14,15;
At 4.12). Os justos procuram no Senhor o refúgio e a ajuda em tempos de
aflição. Por outro lado, os ricos, equivocados, acreditam que o dinheiro é sua
fonte de segurança nos reveses da vida (ver o estudo RIQUEZA E POBREZA)
18.12 ELEVA-SE O CORAÇÃO DO HOMEM. O
orgulho é um espírito de vaidade, em que um de seus componentes é a dependência
de si mesmo; a autoconfiança. A jactância e a arrogância são pecados associados
ao orgulho e levam à destruição (cf. Pv 15.33; 16.18). O orgulho é enganador (Jr
49.16) e impede uma atitude humilde para com DEUS e o próximo. DEUS se opõe aos
soberbos, mas dá graça e honra aos humildes (Tg 4.6).
19
19.4 AS RIQUEZAS GRANJEIAM MUITOS AMIGOS.
Isso é o que ocorre sempre, mas que não deveria ocorrer. Os amigos superficiais
são atraídos aos ricos, assim como as moscas são atraídas ao mel, enquanto o
pobre tem poucos amigos porque não pode proporcionar a ninguém vantagens
financeiras ou pessoais -(cf. v. 6). O NT adverte contra tal atitude entre os
crentes (Tg 2.1-9).
19.14 DO SENHOR VEM A MULHER PRUDENTE.
Quando se procura um cônjuge, a prudência é mais importante do que a aparência.
A sabedoria, direção e bênção do Senhor são essenciais se quisermos ter um
casamento feliz. O crente, ao casar-se, deve procurar alguém que seja realmente
dedicado ao Senhor JESUS, à sua Palavra e aos padrões do seu reino. Casar com
uma pessoa de vida santa é uma bênção especial de DEUS (cf. 18.22; Gn 24.14).
Contrair núpcias sem a direção de DEUS é procurar sofrimento, desgosto e
infelicidade.
19.17 AO SENHOR EMPRESTA O QUE SE
COMPADECE DO POBRE. Dar graciosamente daquilo que possuímos para socorrer o
pobre é uma maneira de servirmos ao Senhor. Ele recompensará aqueles que assim
fizerem (ver 6.1).
19.18 CASTIGA TEU FILHO ENQUANTO HÁ
ESPERANÇA. Os filhos devem ser disciplinados enquanto são crianças, enquanto há
oportunidade de moldar suas vidas para o bem e ensinar-lhes os caminhos de DEUS.
Se os pais são negligentes nisso, tornam-se em parte culpados da ruína
subsequente que atinge a vida de seus filhos (ver 13.24 ).
20
20.1 O VINHO É ESCARNECEDOR, E A BEBIDA
FORTE, ALVOROÇADORA. Este versículo descreve a natureza e o mal em potencial da
bebida fermentada. Note a prescrição da bebida embriagante juntamente com os
seus efeitos. (1) O vinho, como "escarnecedor", frequentemente leva
ao escárnio e zombaria daquilo que é bom (cf. Pv 9.7,8; 13.1; 14.6; 15.12). As bebidas
alcoólicas, por serem "alvoroçadoras", frequentemente causam
distúrbios, inimizades e conflitos nas famílias e na sociedade. (2) O vinho e
as bebidas embriagantes são chamados escarnecedores e alvoroçadores
independentemente da quantidade ingerida. (3) "Aquele que neles
errar", por julgar que as bebidas embriagantes são admissíveis, boas,
saudáveis ou inócuas, se ingeridas com moderação, desconsidera a advertência
clara das Escrituras (Pv 23.29-35). (4) Esta condenação da bebida alcoólica não
significa que a Bíblia condena o uso de todos os tipos de "vinho".
Yayin, a palavra hebraica comum para "vinho" no AT, frequentemente se
refere ao suco de uva não fermentado. A Bíblia não condena o uso de vinho não
fermentado (ver Pv 23.29-35).
20.9 QUEM PODERÁ DIZER: PURIFIQUEI...
LIMPO ESTOU. Ninguém, a não ser os redimidos, têm seu coração puro e livre da
culpa do pecado (cf. Rm 3.9-12). Aqueles que aceitaram o Salvador, pedindo
perdão e purificação dos seus pecados, estão limpos de mãos e puros de coração
(Sl 24.4). Somente mediante a graça redentora de DEUS é que alguém poderá viver
uma vida "sem ofensa, tanto para com DEUS como para com os homens"
(ver At 24.16 ).
20.22 VINGAR-ME-EI DO MAL. Quando formos
maltratados, não devemos nós mesmos tomar vingança (cf. Dt 32.35; Rm 12.19; Hb
10.30). Pelo contrário, devemos levar nosso sofrimento ao Senhor e entregar-nos
ao seu incessante cuidado (cf. 1 Pe 2.23; 4.19). Ele, no seu devido tempo,
vingará as injustiças sofridas pelos justos, que clamam a Ele de dia e de noite
(Lc 18.7,8).
20.24 O HOMEM, POIS, COMO ENTENDERÁ O SEU
CAMINHO? DEUS, às vezes, dirige o caminho do justo de um modo que este acha
difícil compreender o que está acontecendo. Talvez não consigamos ver o lado
bom de certas circunstâncias, mas a Bíblia nos assegura que DEUS realmente está
operando por trás dos bastidores para o nosso bem (ver Rm 8.28; cf. Sl 37.23).
21
21.1 O CORAÇÃO DO REI NA MÃO DO SENHOR.
Este versículo não significa que tudo quanto um governante intenta ou faz
provém diretamente do Senhor. DEUS, certamente, não é o autor dos males
cometidos pelos governantes (Tg 1.13-15). O significado é que DEUS é a
autoridade suprema sobre os governantes deste mundo e, às vezes, decide
influenciar as decisões deles para realizar o seu propósito redentor através da
história (cf. Êx 10.1,2; Ed 7.21; Is 10.5-7; 45.1-6). O NT ensina que as
orações do povo de DEUS movem o Senhor a dirigir as decisões dos governantes de
um modo mais afinado com a sua vontade (1 Tm 2.1-3)
21.13 AO CLAMOR DO POBRE. Se quisermos que
DEUS ouça as nossas orações quando estamos necessitados, devemos também atentar
para as necessidades do próximo e supri-las com amor (cf. Mt 25.31-46; Lc
16.19-31; Tg 2.13).
21.20 O HOMEM INSENSATO O DEVORA. Os que
são sábios e prudentes virão a ter as coisas necessárias para a vida, ao passo
que os insensatos gastam tudo quanto ganham para adquirir coisas não essenciais
visando seus prazeres (v. 17). Hoje em dia, muitos fazem uso insensato de
crédito fácil, que, frequentemente, torna-se a desgraça deles. DEUS se agrada
daqueles que sabiamente usam de parcimônia nos seus gastos, e assim não
contraem dívidas na tentativa de viverem acima de suas posses.
22
22.4 RIQUEZAS, E HONRA, E VIDA. Aqueles
que permanecerem fiéis a DEUS receberão essas bênçãos no tempo determinado por
Ele. Todo o povo de DEUS estará entre aqueles que "herdarão a terra"
(Mt 5.5). Já, aqui, os pobres de DEUS são considerados ricos nos bens e honras
espirituais (Ap 2.9).
22.6 INSTRUI O MENINO NO CAMINHO EM QUE
DEVE ANDAR. Os pais devem comprometer-se a ensinar e disciplinar seus filhos de
modo agradável a DEUS (cf. v. Pv 15; 13.24; 19.18; 23.13,14; 29.17). (1) A
palavra hebraica para "instruir" significa "dedicar". Assim
sendo, o ensino bíblico no lar tem como propósito a dedicação dos nossos filhos
a DEUS, o que é possível, separando-os das influências malignas deste mundo e
instruindo-os nas coisas de DEUS. A mesma palavra original também pode
significar "gostar de". Os pais devem, pois, motivar seus filhos a
buscarem a DEUS, e assim desfrutarem de experiências espirituais que nunca se
esquecerão. (2) "Não se desviará dele". O princípio geral é que uma
criança devidamente ensinada pelos pais, nos caminhos do Senhor, não se
afastará desses caminhos. Contudo, não se trata aqui de uma garantia absoluta
de que todos os filhos de pais salvos permaneçam fiéis ao Senhor e à sua
Palavra. Em meio a uma geração ímpia como a atual, em que até dentro das
igrejas deparamos com infiéis, os filhos de crentes podem ser influenciados a
ponto de pecarem e de cederem diante das tentações (ver Ez 14.14-20, onde DEUS
fala de uma apostasia tão grande que até mesmo homens justos como Noé, Daniel e
Jó não preservariam seus próprios filhos e filhas).
22.7 O QUE TOMA EMPRESTADO É SERVO DO QUE
EMPRESTA. Quem gasta mais do que recebe, torna-se escravo de seus credores (ver
21.20).
22.9 O QUE É DE BONS OLHOS SERÁ ABENÇOADO.
Isto é, DEUS abençoa os que são generosos (ver Pv 11.24,25 ).
22.14 AQUELE CONTRA QUEM O SENHOR SE IRAR.
Aqueles que se desviam de DEUS seguem seus próprios caminhos e aborrecem a
repreensão, tornam-se objetos da ira e da maldição de DEUS. DEUS os entrega às
práticas imorais e prazeres pervertidos (ver Rm 1.18-21).
23
23.4 NÃO TE CANSES PARA ENRIQUECERES. No
NT, temos a repetição deste mandamento (Mt 6.19; 1 Tm 6.9-11; Hb 13.5; ver o
estudo RIQUEZA E POBREZA)
23.29-35 VINHO... BEBIDA MISTURADA. Nestes
versículos, temos o primeiro mandamento claro e preciso, na revelação
progressiva de DEUS, que proíbe o seu povo de beber vinho fermentado. DEUS nos
instrui aqui concernente a bebidas alcoólicas e da sua influência degradante
(para um amplo estudo deste assunto, ver o estudo O VINHO NOS TEMPOS DO ANTIGO
TESTAMENTO)
23.31 NÃO OLHES PARA O VINHO, QUANDO SE
MOSTRA VERMELHO. Este versículo adverte sobre o perigo do vinho (hb. yayin) uma
vez fermentado. Portanto, o yayin a que se refere esta passagem deve ser
distinguido do yayin não fermentado (ver Is 16.10 e o estudo O VINHO NOS TEMPOS
DO ANTIGO TESTAMENTO). Fermentação é o processo pelo qual o açúcar do suco de
uva converte-se em -álcool e em dióxido de carbono. (1) O verbo
"olhar" (hb. רָאָה (rāʾāh) é uma palavra comum que significa
"ver, olhar, examinar" (cf. Gn 27.1); רָאָה (rāʾāh) é também empregado no
sentido de "escolher", o que sugere que não devemos olhar com desejo
para o vinho fermentado. DEUS instrui seu povo a nem sequer pensar em beber
vinho fermentado; nada se diz nesta passagem sobre beber vinho com moderação.
(2) O adjetivo "vermelho" (hb. ?adem) significa "vermelho,
avermelhado, rosado". Segundo o Lexicon de Gesenius, isso refere-se à
"efervescência" do vinho no copo, i.e., seu borbulhar cintilante. (3)
A frase seguinte: "quando resplandece no copo", diz literalmente
"quando [o vinho] dá olho no copo". Trata-se das bolhas de dióxido de
carbono produzidas pela fermentação, ou à aparência borbulhante do vinho
fermentado
23.32 NO SEU FIM, MORDERÁ COMO A COBRA. DEUS
proíbe seu povo de contemplar o vinho quando vermelho, pois o vinho fermentado
destrói a pessoa, qual serpente e, como víbora, ele a envenena. Os efeitos do
álcool são demoníacos e destruidores; incluem olhos avermelhados, visão turva,
mente confusa e palavras perversas e enganosas (vv. 29,33). Tomar bebidas leva
o indivíduo à embriaguez (v. 34), aos ais, à tristeza, à violência, às brigas,
aos danos físicos (vv. 29,35) e ao vício crônico (v. 35; ver Rm 14.21).
23.35 AINDA TORNAREI A BUSCÁ-LA OUTRA VEZ.
Este trecho descreve os efeitos da dependência do vinho fermentado.
Frequentemente, aquele que bebe, quer beber sempre mais, até perder seu
autocontrole. É por isso que a Palavra de DEUS diz: "Não olhes para o
vinho". O crente não deve beber nenhuma bebida embriagante. Esta ordem é
atual e válida para o povo de DEUS hoje.
24
24.10 NO DIA DA ANGÚSTIA. Angústias e
aflições virão a todos nós em algum tempo nesta vida (Jó 7.7; Tg 1.4). Quando
assim acontecer, nós, como crentes, devemos nos fortalecer no Senhor, confiar
nEle como nosso refúgio (Dt 33.27) e orar, crendo na veracidade da sua promessa
de que nunca nos abandonará (Hb 13.5). Àqueles que firmemente confiam em DEUS,
Ele lhes dá força e graça suficientes para vencerem em tempos de aflição (Is
40.29; 2 Co 12.9; Cl 1.11).
24.16 O JUSTO... SE LEVANTARÁ. Quando a
adversidade, as provações e os reveses abatem-se na vida do justo, DEUS o
soergue pela sua graça e faz serenar as aflições. DEUS não garante que teremos
aqui uma vida livre de problemas, mas promete, sim, que nos sustentará, não
importa o que acontecer. "Em tudo somos atribulados, mas não angustiados;
perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos,
mas não destruídos" (2Co 4.8,9; ver 4.7).
25
25.1 EZEQUIAS. Ezequias reinou sobre
Israel 200 anos depois de Salomão (c. 715-686 a.C.); ver 2 Rs 18-20; 2 Cr
29-32; Is 36-39, para informações sobre o seu reinado.
25.2 ENCOBRIR O NEGÓCIO. DEUS achou por
bem não revelar claramente todas as coisas a princípio (Rm 11.33). Muita coisa
jaz oculta da parte dEle numa leitura superficial das Escrituras, de modo que
somente aqueles que o buscam com diligência desfrutarão desse manancial. Os
dirigentes do povo de DEUS devem esquadrinhar com zelo as profundezas da
revelação de DEUS na sua Palavra (ver 1 Co 2.6-16).
25.21,22 SE O QUE TE ABORRECE TIVER FOME.
Fazer o bem a nossos inimigos pode levá-los a sentir vergonha e, por fim,
poderão chegar-se a DEUS e à salvação (ver Rm 12.20).
26
26.11 O CÃO QUE TORNA AO SEU VÔMITO. Pedro
aplicou este provérbio àqueles que antes -seguiam a CRISTO, conheciam o caminho
da retidão e depois se desviaram de DEUS e dos seus santos mandamentos para
voltarem à vida de pecado (2 Pe 2.20-22).
26.12 SÁBIO A SEUS PRÓPRIOS OLHOS. O
orgulho e a vaidade levam as pessoas a se julgarem sábias e, portanto, a
arrogantemente confiarem nas suas próprias idéias. A sabedoria e a verdade, no
entanto, não se adquire através do raciocínio humano, mas em aceitar tudo
quanto DEUS tem dito e revelado nas Escrituras. Ao reconhecermos honestamente
nossa propensão para o engano em nosso coração, não podemos afirmar de
improviso que nossos padrões do certo e do errado são os padrões de DEUS (ver
Jr 17.9). Pelo contrário, DEUS nos conclama a submeter, com humildade, nossos
pensamentos à autoridade da sua revelação e ao ministério do ESPÍRITO SANTO (Jo
16.8-14), e a pedir que Ele nos convença e corrija naquilo em que estivermos
enganados (cf. Ap 3.17).
27
27.1 NÃO PRESUMAS DO DIA DE AMANHÃ. É
possível que Tiago tivesse este versículo em mente quando escreveu: "não
sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que
aparece por um pouco e depois se desvanece" (Tg 4.14). Por ser a vida
breve e incerta, os planos humanos devem sempre depender da vontade do Senhor
(Tg 4.15) e não de suposições humanas. CRISTO aplicou esta verdade da incerteza
quanto ao futuro à necessidade de sempre estarmos preparados para a hora da sua
volta (ver Mc 13.35 ; Lc 12.35-40; 21.34).
27.21 O HOMEM É PROVADO PELOS LOUVORES. Os
elogios que recebemos do nosso próximo servem para testar nossa maneira de ser
ou com orgulho, ou com humildade. Uma atitude de orgulho diante do elogio,
revela que estamos enganando a nós mesmos, porque não reconhecemos que aquilo
que somos e aquilo que fazemos, devemos primeiramente a DEUS e ao próximo (ver
Fp 2.3). Nossos atos nunca devem ser efetuados visando ao elogio ou à
glorificação pessoal, mas devem ser fruto da nossa dedicação a DEUS, à sua
Palavra e ao seu reino. Quando passamos na prova do louvor pessoal, isso
confirma que estamos vivendo primeiramente para agradar a DEUS e não a seres
humanos, e que nosso coração é puro e que nosso espírito é uno com DEUS.
28
28.5 OS QUE BUSCAM O SENHOR. Ver 2 Cr
14.4; 26.5.
28.9 ATÉ A SUA ORAÇÃO SERÁ ABOMINÁVEL.
Aqueles que oram a DEUS sem terem qualquer propósito sincero de lhe obedecer
segundo a sua Palavra, DEUS não responderá suas orações. Quem compromete sua
dedicação ao Senhor, frequentando locais de prazeres pecaminosos também não
terá resposta de suas orações (cf. Pv 15.29; Sl 66.18; Is 59.2; ver o estudo A
ORAÇÃO EFICAZ). Orar sem amor à Palavra de DEUS é hipocrisia e insulto diante
do Senhor (ver 1 Jo 3.22)
28.13 O QUE ENCOBRE AS SUAS TRANSGRESSÕES.
Quem procura negar seu pecado ou mantê-lo encoberto ao invés de reconhecer,
confessar e abandonar esse pecado, não progredirá espiritualmente. O perdão e a
misericórdia de DEUS, no entanto, estão à disposição de todos os que se chegam
a DEUS contritamente arrependidos (ver Mt 3.2).
28.20 O HOMEM FIEL... BÊNÇÃOS. Ver Lc
24.50.
28.27 DÁ AO POBRE. DEUS terá cuidado
daqueles que dão aos pobres e necessitados (cf. Pv 11.24,25; 14.21; 21.26; ver
o estudo O CUIDADO DOS POBRES E NECESSITADOS). Bênçãos divinas abundantes vêm
sobre aqueles que contribuem para suprir as necessidades materiais e
espirituais dos outros (ver 2 Co 8.2; Pv 9.6-8)
29
29.1 SERÁ QUEBRANTADO... SEM QUE HAJA
CURA. Aqueles que seguidamente rejeitam a direta repreensão e convicção do ESPÍRITO
SANTO (Jo 16.8-11) e desprezam a sua disciplina e correção (Hb 12.5-11,25)
correm o risco de endurecerem o coração a ponto de serem julgados por Ele.
Ninguém poderá continuar no pecado, rejeitando a graça, a misericórdia e o amor
de DEUS, sem sofrer por causa disso (cf. 1 Sm 2.25; ver o estudo A APOSTASIA
PESSOAL)
29.7 INFORMA-SE... DA CAUSA DOS POBRES. A
Israel foi revelada a preocupação pelos pobres e necessitados como norma da
justiça de DEUS, segundo o antigo concerto (ver 28.27). Os verdadeiros
discípulos de CRISTO também compartilharão da sua solicitude no tratamento dos
pobres com equidade e compaixão (ver Lc 6.20,21; At 4.34,35; 6.1-6; 20.38; 1 Co
16.2; ver Tg 1.27).
29.15 A VARA E A REPREENSÃO. Filhos que
não são ensinados, disciplinados e refreados pelos pais, mais tarde os
envergonharão e causarão sofrimentos a si mesmos. Às vezes, basta à criança
simples palavras de repreensão; noutras ocasiões, as palavras devem ser
acompanhadas da vara da correção (cf. v. 17; ver 13.24). Em caso de castigo
físico é importante que este seja precedido de uma explicação, de modo que a
criança entenda claramente o porquê do castigo e o que se requer dela.
29.18 NÃO HAVENDO PROFECIA.
"Profecia" neste versículo traduz a palavra hebraica hazon
(literalmente: "visão", e também "revelação"). A vontade
revelada de DEUS e suas justas exigências, conforme expressas nas Escrituras,
devem ser constantemente explanadas perante a congregação; senão, muitos
começarão a se conformar com o mundo (cf. Rm 12.1,2) e a transgredir a lei de DEUS.
30
30.5 TODA PALAVRA DE DEUS É PURA. Ver o
estudo A INSPIRAÇÃO E A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS
30.6 NADA ACRESCENTES ÀS SUAS PALAVRAS.
Nenhuma mistura de idéias e especulações deve ser acrescentada à Palavra de DEUS,
tais como filosofia, psicologia, feitiçaria ou espiritismo. A verdade revelada
por DEUS é plenamente suficiente para satisfazer todas as necessidades
espirituais da humanidade. Aqueles que afirmam que é preciso acrescentar algo à
verdade bíblica para complementar a nossa vida em CRISTO são mentirosos (cf. Ap
22.18; ver 2 Pe 1.3).
30.8 NEM A POBREZA NEM A RIQUEZA. Devemos
orar para termos um salário suficiente para cobrir nossas necessidades e as da
nossa família, para ajudar a manter a obra de DEUS e auxiliar os necessitados
(ver 2 Co 9.8-12).
17 ZOMBAM DO PAI OU DESPREZAM A OBEDIÊNCIA
DA MÃE. DEUS requer dos jovens que respeitem e obedeçam a seus pais. Honrar pai
e mãe resultará em bênçãos de DEUS (Êx 20.12; Dt 5.16; Ef 6.1-3);
desobedecê-los e desprezar-lhes os ensinamentos trará maldição.
31
31.4,5 NÃO É PRÓPRIO DOS REIS BEBER VINHO.
O padrão de comportamento requerido por DEUS para os reis e governantes do seu
povo, especialmente no tocante a beber vinho fermentado e bebidas inebriantes,
era elevado. (1) O hebraico diz literalmente aqui: "Que não haja
ingestão". Nada há nesta passagem que permita alguém beber com moderação
(ver 20.1; Pv 23.29-35. (2) A razão por que os reis e os governantes não devem
beber bebidas inebriantes é que, afetados pela bebida, eles podiam esquecer-se
da lei. A bebida os faria moralmente fracos e os levaria a desobedecer à lei de
DEUS e a perverter a justiça. Este texto levou os rabinos judaicos a decretar
que o juiz que bebesse um renuth (i.e., um copo de vinho) "não podia tomar
assento no juízo, nem numa escola, nem podia ensinar em tais
circunstâncias" (Koplowitz, Midrash, yayin, p. 30). (3) O mesmo princípio
regia os sacerdotes, que no AT ministravam perante o Senhor a favor do povo (Lv
10.8-11; ver 10.9). (4) Todos os salvos do NT são feitos reis e sacerdotes de DEUS,
pertencentes ao reino espiritual de DEUS (1 Pe 2.9). Logo, o padrão de DEUS
para os reis e sacerdotes quanto a não ingerirem bebidas embriagantes é
igualmente aplicável a nós (ver Nm 6.1-3; Ef 5.18; 1 Tm 3.3)
31.6,7 DAI BEBIDA FORTE AOS QUE PERECEM. É
inadmissível que o escritor inspirado tivesse a intenção de aprovar ou
prescrever o embriagamento como meio de alguém esquecer-se dos seus problemas
ante a aproximação da morte. A receita de DEUS para a aflição é o ser humano
buscá-lo em oração, e não recorrer à bebida embriagante (Sl 12; 25; 30; 34).
(1) Este versículo pode ser interpretado como uma expressão irônica
significando que a bebida forte tem a ver com aqueles que já arruinaram a sua vida
e que não têm esperança, e não com os reis e governantes sábios que devem ser
totalmente abstinentes (vv. 4,5). (2) Os versículos 8,9 descrevem o modo
apropriado de se lidar com os prejudicados cujos direitos foram violados (cf.
v. 5): o justo deve defender os direitos dos injustiçados. Recomendar a
embriaguez para ajudar alguém a esquecer de seus problemas não os solucionaria;
antes, criaria mais problemas. A tentativa de aliviar problemas através da
embriaguez pode ser método do mundo, mas não de DEUS.
31.10-31 MULHER VIRTUOSA. Estes versículos
descrevem a esposa e mãe ideal. Toda sua vida converge para um reverente temor
de DEUS (v. 30), compaixão pelos necessitados (vv. 19,20) e dedicação e amor à
sua família (v. 27). Certamente nem toda esposa e mãe tem todas as qualidades
declaradas aqui. Mas toda esposa deve procurar servir a DEUS, à sua família e
ao próximo conforme os talentos e os recursos materiais que DEUS lhe deu (ver
Ef 5.22 ; 1 Tm 2.15).
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LIÇÃO ANTIGA – REVISTA LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS
Lição
1: O Livro de Provérbios: um convite à Sabedoria - 4º Trimestre de
2024
Título: Alcance
um futuro feliz e seguro — Conselhos de Salomão no Livro de Provérbios: Um
convite à Sabedoria e às promessas de proteção - Comentarista: Marcelo
de Oliveira - Data: 6 de outubro de 2024
TEXTO PRINCIPAL
“O temor
do Senhor é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a
instrução.” (Pv 1.7).
RESUMO DA LIÇÃO
O livro
de Provérbios é um manual de ética diária em que DEUS se encontra no centro da
vida do jovem cristão.
LEITURA DA
SEMANA
SEGUNDA — Pv
2.20,21 Andando no caminho dos justos
TERÇA — Tg 3.17
A sabedoria do alto é pura, pacífica e
misericordiosa
QUARTA — Pv
1.1; 10.1 Autoria e compilação de Salomão
QUINTA — Pv
25.1 Compilação que transcreveram os
“homens de Ezequias”
SEXTA — Pv 1.5 Para o jovem ouvir e crescer
SÁBADO — Pv
1.22 O apelo da sabedoria
OBJETIVOS
- APRESENTAR um panorama geral do livro de
Provérbios;
- COMPREENDER a composição e a estrutura do livro
de Provérbios;
- REFLETIR a respeito do convite e o chamado à
sabedoria no livro de Provérbios.
INTERAÇÃO - Prezado(a) professor(a), é com grande alegria e, com a graça de DEUS,
que damos início a um novo trimestre, quando teremos a oportunidade de estudar
treze lições extraídas do livro de Provérbios, um manual divino para viver e se
relacionar com DEUS, conosco, com a família e com a sociedade. O comentarista
da lição é o Pr. Marcelo Oliveira, chefe do Setor de Educação Cristã da CPAD.
Ele é pastor auxiliar da AD em Augusto Vasconcelos — RJ; bacharel em Teologia;
especialista em Educação (Gestão e Docência); licenciado em Letras e acadêmico
em Psicologia. Nossa oração é para que este trimestre seja repleto de bênçãos
que resultem em crescimento espiritual.
ORIENTAÇÃO
PEDAGÓGICA - Professor(a), ao iniciar um novo
trimestre, é fundamental ressaltar a importância e a atualidade do tema que
será estudado. Isso não apenas demonstra a relevância da lição, mas também
desperta o interesse dos jovens e incentiva a participação ativa deles. Para
isso, comece a aula solicitando que os alunos compartilhem suas expectativas em
relação ao estudo do livro de Provérbios. Isso permite que eles expressem suas
ideias e se envolvam desde o início. Aproveite para apresentar o esboço de todo
o livro, conforme o esquema abaixo.
I. INTRODUÇÃO
AO LIVRO. 1.1-6
A. Os
princípios básicos da sabedoria. 1.7
II. CONSELHOS
PATERNOS SOBRE SABEDORIA
A. O resultado
da insensatez ou loucura e o da sabedoria. 1.8-32
B. Os
benefícios de ser sábio. 2.1-22
C. A sabedoria
e DEUS. 3.1-20
D. As
instruções sobre tomar decisões e ser bom para o seu próximo. 3.21-25
E. O grande
valor da sabedoria. 4.1-27
F. Advertência
contra o adultério. 5.1-23
G. Advertências
contra a insensatez, a preguiça e a depravação. 6.1-19
H. Mais
advertência contra o adultério. 6.20-35
I. A atração
sedutora do adultério. 7.1-27
J. A recompensa
de encontrar sabedoria. 8.1-36
K. A escolha
entre a sabedoria e a insensatez. 9.1-18
III. COLEÇÕES
DE PROVÉRBIOS
A. Os
provérbios de Salomão. 10.1 — 22.16
B. Os ditos dos
sábios. 22.17 — 24.22
C. Mais ditos
do sábio. 24.23-34
D. Mais
provérbios de Salomão. 25.1 — 29.27
E. Os ditos de
Agur. 30.1-33
F. Os ditos do
rei Lemuel. 31.1-9
G. O valor e a
grandiosidade de uma mulher nobre. 30.10-31
TEXTO BÍBLICO - Provérbios 1.1-7,20-23.
1 — Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel. 2 — Para
se conhecer a sabedoria e a instrução: para se entenderem as palavras da
prudência. 3 — Para se receber a instrução do entendimento, a
justiça, o juízo e a equidade. 4 — Para dar aos simples prudência,
e aos jovens conhecimento e bom siso. 5 — Para o sábio ouvir e
crescer em sabedoria, e o instruído adquirir sábios conselhos. 6 — Para
entender provérbios e sua interpretação, como também as palavras dos sábios e
suas adivinhações. 7 — O temor do Senhor é o princípio da ciência;
os loucos desprezam a sabedoria e a instrução. 20 — A suprema
Sabedoria altissonantemente clama de fora; pelas ruas levanta a sua voz. 21
— Nas encruzilhadas, no meio dos tumultos, clama; às entradas das
portas e na cidade profere as suas palavras: 22 — Até quando, ó
néscios, amareis a necedade? E vós, escarnecedores, desejareis o escárnio? E
vós, loucos, aborrecereis o conhecimento? 23 — Convertei-vos pela
minha repreensão: eis que abundantemente derramarei sobre vós meu espirito e
vos farei saber as minhas palavras.
COMENTÁRIO DA
LIÇÃO - INTRODUÇÃO
O que é a
sabedoria? Há um manual para como viver? Como devemos nos relacionar com DEUS,
com nós mesmos, com a família e com a sociedade? Essas questões farão parte
deste trimestre em que o livro de Provérbios é o nosso objeto de estudo.
I. UM LIVRO
PARA A VIDA
1. A arte de
viver. Recentemente, estudamos o
livro de Salmos. Vimos que esse livro apresenta lições preciosas para a nossa
vida espiritual. Diferentemente de Salmos, o livro de Provérbios é um conjunto
de conselhos que traz ensinamentos valiosos para a nossa maneira de viver com DEUS,
com nós mesmos, com a nossa família e com a sociedade em que estamos inseridos.
É um livro em que os ensinamentos provêm da revelação do alto, por isso são
princípios de fé, e confirmados na experiência de vida dos que vivem de maneira
justa e reta (Pv 2.20,21). Logo, o que se encontra no livro de Provérbios não é
uma forma idealizada de vida, mas um ensinamento prático que tem como fonte de
inspiração o próprio DEUS e, ao mesmo tempo, confirmado por meio do estilo de
vida dos justos que vivem para glorificar a DEUS. Isso não significa que o
livro de Provérbios deve ser lido como uma receita que traz um segredo para
cada momento da vida. Muito pelo contrário, Provérbios nos ensina a ser
realistas, prudentes e cuidadosos, sabendo que devemos ser instruídos por DEUS
para caminhar de modo que desenvolvamos uma justa maneira de viver, começando
sempre em DEUS (Pv 1.7).
2. O que é a
sabedoria? Na Bíblia, a palavra
“sabedoria” tem a ver com a habilidade de viver no meio de qualquer
circunstância sem perder de vista as virtudes que identificam um modo justo e
reto de quem serve a DEUS. Isso quer dizer que a sabedoria não está ligada à
informação ou ao conhecimento cultural puro e simples, mas à habilidade de
aplicar um determinado conhecimento para superar um problema da vida. Por
exemplo, a formação acadêmica não tem potência para livrar você dos caminhos da
delinquência (Pv 1.11-19), ou dos enlaces de uma sedução (Pv 7.21-23). Mas a
sabedoria que vem do alto o instrui e, ao mesmo tempo, cria, de dentro para a
fora, instrumentos necessários para fazer com que você rejeite o que é mau e
abrace o que é bom e glorifique a DEUS (Tg 3.17). Assim, a sabedoria é a
habilidade de lidar bem, de acordo com ajusta retidão, em nossa relação com DEUS,
com as nossas as emoções, com a dieta diária, com a sexualidade, com a nossa
família, com o próximo, com toda a sociedade e sua estrutura, com o dinheiro e
dimensões específicas da nossa existência.
3. Literatura
de Sabedoria. Ao lado de Jó, Eclesiastes e
Cantares de Salomão, Provérbios é um livro classificado no gênero literário de
sabedoria ou sapiencial. É um tipo de literatura que se preocupa com a
sabedoria prática aplicada diariamente às circunstâncias da vida: Como devemos
nos relacionar com DEUS? Com nós mesmos? Com nossos pais? Como devemos nos
relacionar com o próximo? Diante de uma injustiça, como devemos reagir sem
sermos nivelados ao agressor? Diante do sofrimento, como devemos nos relacionar
com DEUS? Qual é o sentido da vida? Essas e outras questões fazem parte da
experiência humana e são devidamente abordadas na coleção de Literatura de
Sabedoria e, em especial, no livro de Provérbios, objeto de nosso estudo neste
trimestre.
SUBSÍDIO I - Professor(a), depois de apresentar o tema do trimestre,
explique aos alunos que “o livro de Provérbios começa com uma clara declaração
de seu propósito: levar as pessoas a buscarem a sabedoria para que vivam de uma
forma agradável a DEUS. Os primeiros capítulos consistem em conselhos paternais
de Salomão aos jovens. Embora a maioria do material desta seção seja dirigido
aos jovens, todos aqueles que buscam ser sábios se beneficiarão muito desses
textos e descobrirão a fonte, o valor e os benefícios da sabedoria.” (Bíblia
de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p.834).
II. COMPOSIÇÃO
E ESTRUTURA DE PROVÉRBIOS
1. Provérbios,
autoria e data. Basicamente, podemos dizer que
“provérbios” é um “ditado”, ou uma “máxima” que expressa uma verdade geral. Por
exemplo: “o cair é do homem, mas o levantar é de DEUS”. Embora não esteja na
Bíblia, trata-se de um bom ditado popular. Há outros provérbios no contexto
secular que expressam uma verdade geral. Entretanto, os que estão presentes na
Bíblia são inspirados por DEUS e, por isso, contêm um significado mais amplo,
não se atendo apenas a uma máxima ou ditado, mas remontando à interpretação de
um ensino ético da fé do povo de Israel. Não por acaso, a palavra mashal,
“provérbios” em hebraico, tem esse significado mais amplo como destacamos. São
máximas ou ditados que expressam verdades as quais servem como princípio de
vida correta e justa diante de DEUS. Além disso, a autoria do livro de
Provérbios é do sábio Salomão (a maioria dos provérbios é de sua autoria), o
árabe Agur, outro não israelita, Lemuel, e um autor desconhecido. Esses autores
versaram máximas ou ditados, parábolas que expressam princípios divinos que
podem ser aplicados ao nosso cotidiano. Já a data aproximada de sua composição
é 970 — 700 a.C., antes do exílio dos judeus.
2. A estrutura
do livro de Provérbios. Em
primeiro lugar devemos destacar que o livro de Provérbios foi escrito como
poesia hebraica. Por isso ele é denominado também de livro poético. Essa
informação é importante para observar as muitas imagens que estão presentes no
livro (Pv 7.10-27) por meio de comparações, contrastes e paralelismos como
elementos bem peculiares da poesia hebraica. Assim, por se tratar também de um
gênero poético, não é possível estabelecer uma organização rigorosamente
sistemática. Por isso, para fins didáticos, os estudiosos costumam estruturar o
livro de Provérbios em três principais divisões: I — Discursos (1 — 9); II —
Coleções de provérbios (10 — 29); III — Apêndices (30 e 31). Uma informação de
destaque é a autoria e a compilação de Salomão a respeito dos capítulos 1 ao 24
(Pv 1.1; 10.1), e a compilação dos capítulos 25 a 29 pelos “homens do rei
Ezequias” (Pv 25.1), embora a autoria seja de Salomão.
A primeira
divisão (Caps. 1 ao 9) traz uma introdução (1.1-7) que apresenta o contexto e
propósitos do livro de Provérbios e, em seguida, abre uma série de discursos
mais longos que trazem instrução, exortação, advertências, repreensões que
estimulam o temor ao Senhor, ilustrado por meio do contraste entre a conduta do
sábio e a conduta do ímpio (Caps. 1.8 — 9.18). A segunda divisão (Caps. 10.1 —
29.27) é uma coleção dos provérbios propriamente ditos, ou seja, de máximas ou
ditados, em que frases concisas e vivas têm como objetivo instalar-se na
memória do leitor, reforçando o ensino dos discursos presentes da primeira
divisão (1.8 — 9.18). E, finalmente, a terceira divisão (Caps. 30 e 31),
denominada de apêndice, que reforça toda a sabedoria apresentada ao longo do
livro, priorizando uma relação reta e justa com o nosso próximo.
SUBSÍDIO II - Professor(a), peça aos alunos(as) que citem um ditado popular que
conheçam e que gostem de usar. Depois de ouvir os alunos, explique que o livro
de Provérbios é um verdadeiro compêndio da sabedoria do povo hebreu. São
sentenças curtas, porém carregadas de significados e verdades que foram
aprendidas no dia a dia dos israelitas. Explique que grande parte dos
provérbios tem a sua origem nos ditos populares do povo de DEUS. Estes ditos
populares foram coletados, agrupados segundo uma sequência lógica e compilados
pelos sábios, em especial Salomão. Porém, este livro é a Palavra de DEUS. É DEUS
falando por intermédio das circunstâncias da vida. Enfatize também que existem
várias formas literárias dentro do livro, como por exemplo, parábolas, poemas,
antíteses e comparações.
III. CONVITE E
CHAMADO À SABEDORIA
1. O propósito
do livro de Provérbios (Pv 1.1-7). O propósito do livro de Provérbios está
exposto na introdução do próprio livro. Aqui, destacamos três expressões que
revelam esse propósito: “conhecer a sabedoria e a instrução” (Pv 1.2); “para
conhecimento e discernimento aos jovens” (Pv 1.4 — NVT); “para o
sábio ouvir e crescer em sabedoria” (Pv 1.5). Por consequência, aparece duas
imagens no final da primeira divisão (1.8 — 9.18): a imagem da insensatez
personificada numa mulher que busca seduzir o jovem ingênuo (Pv 9.13-18) e a da
senhora sabedoria que busca induzir o jovem a adquirir sabedoria e inteligência
(Pv 8). Elas são analogias perfeitas da insensatez e da sabedoria
respectivamente. Dito isto, podemos afirmar que o propósito do livro de
Provérbios é instruir os jovens, moldando o seu caráter de modo que a sua vida
seja plenamente coerente entre os valores atemporais de DEUS e as
circunstâncias temporais de nossa experiência humana. Por isso, um livro tão
antigo como o de Provérbios tem muito a dizer a você, pois as questões de que
trata são atemporais, eternas: elas não brotam da esfera externa do ser humano,
mas das questões do coração que todo jovem apresenta em qualquer contexto que
se encontra. O livro de Provérbios foi escrito para você!
2. Tudo começa
em DEUS (v.7). Uma das preciosas lições da
introdução do livro de Provérbios é que a tradição bíblica de sabedoria começa
em DEUS (Pv 1.7). Ela se inicia com “o temor do Senhor”, isto é, a reverência a
DEUS, o amor para com Ele, a confiança nEle e a humildade como consequência da
obediência aos seus mandamentos. Aqui, devemos prestar atenção para a expressão
“princípio”. Ela refere-se ao que vem primeiro, às condições elementares para
dar qualquer passo adiante. O “temor do Senhor” é a condição elementar para
conquistar a sabedoria em relação às coisas de DEUS, consigo mesmo, com sua
família e na relação com a sociedade. Com efeito, todas as questões de nossa
vida, bem como nossa relação com o mundo em que vivemos, estarão organizadas
quando a nossa relação com DEUS estiver em ordem e coerência com Ele. Não há
atalhos. Tudo começa em DEUS!
3. Escolha a
sabedoria (Pv 1.20-23). No
versículo 20, a sabedoria está personificada numa mulher que “clama de fora”,
isto é, ela clama nas ruas, nas avenidas, nas praças ou em qualquer lugar que o
jovem esteja; e os confronta de maneira muito direta: “Até quando vocês serão
ingênuos, insistirão em sua ingenuidade” (Pv 1.22 — NVT). O ingênuo
aqui, ou o néscio, é aquele que carece de prudência e entendimento, não tem
convicção própria e, por isso, segue o caminho de qualquer insensato (Pv 1.4).
A Sabedoria Bíblica revelada em DEUS faz com que o jovem cristão seja
responsável pela sua vida diante dEle, bem como diante dos homens (Pv 1.23).
Nesse sentido, o livro de Provérbios nos convida a amadurecer, a fim de trilhar
o caminho da prudência e da responsabilidade. Provérbios deseja forjar um
caráter divino dentro de você.
CONCLUSÃO
Nesta lição,
introduzimos o estudo ao livro de Provérbios, vimos algumas particularidades
desse livro sagrado, sua organização e propósito. Entretanto, o mais importante
é atender ao convite e ao chamado que o livro nos faz para viver em sabedoria.
Então, você deseja crescer em sabedoria?
HORA DA REVISÃO
1. O que difere os ensinamentos do livro de Provérbios dos
ensinos de Salmos?
Diferentemente
de Salmos, o livro de Provérbios traz ensinamentos valiosos para a nossa vida
prática, ou seja, é um livro de ética, maneira de viver em DEUS, consigo mesmo,
em família e em sociedade.
2. O que é sabedoria?
Na Bíblia, a
palavra “sabedoria” tem a ver com a habilidade de viver no meio de qualquer
circunstância sem perder de vista as virtudes que identificam um modo justo e
reto de quem serve a DEUS.
3. Quais são as principais divisões do livro de Provérbios?
I — Discursos
(1-9); II — Coleções de provérbios (10 — 29) e III — Apêndices (30 e 31).
4. Qual é o propósito do livro de Provérbios?
O propósito do
livro de Provérbios está exposto na introdução do próprio livro: “conhecer a
sabedoria e a instrução” (Pv 1.2); “para conhecimento e discernimento aos
jovens” (Pv 1.4 — NVT) e “para o sábio ouvir e crescer em
sabedoria” (Pv 1.5).
5. Onde a tradição de Sabedoria Bíblica começa?
A tradição
bíblica de sabedoria começa em DEUS (Pv 1.7).
Autor: Salomão e Outros
Tema: Sabedoria para a Vida Correta
Data: Cerca de 970-700 a.C.
Considerações Preliminares
O AT hebraico era em regra dividido em três partes: a Lei, os Profetas e os Escritos (cf. Lc 24.44). Na terceira parte estavam os livros poéticos e sapienciais, a saber: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes etc. Semelhantemente, o Israel antigo tinha três categorias de ministros: os sacerdotes, os profetas e os sábios. Estes últimos eram especialmente dotados de sabedoria e conselho divinos a respeito de princípios e práticas da vida. O livro de Provérbios representa a sabedoria inspirada dos sábios.
A palavra hebraica mashal, traduzida por “provérbio”, tem os sentidos de “oráculo”, “parábola”, ou “máxima sábia”. Por isso, há declarações longas no livro de Provérbios (e.g., Pv 1.20-33; 2.1-22; 5.1-14), mas há também as concisas, mas ricas de sentido e sabedoria, para se viver de modo prudente e justo. O conteúdo de Provérbios representa uma forma de ensino comum no Oriente Próximo antigo, mas no caso deste livro, sua sabedoria é diferente porque veio da parte de DEUS, com seus padrões justos para o povo do seu concerto. O ensino mediante provérbios era popular naqueles antigos tempos, em virtude da sua grande clareza e facilidade de memorização e transmissão de geração em geração.
Assim como Davi é o manancial da tradição salmódica em Israel, Salomão é o manancial da tradição sapiencial em Israel (ver 1.1; 10.1; 25.1). Conforme 1 Rs 4.32, Salomão produziu 3.000 provérbios e 1.005 cânticos. Outros autores mencionados por nome em Provérbios são Agur (30.1-33) e o rei Lemuel (31.1-9), ambos desconhecidos. Autores outros estão subentendidos em 22.17 e em 24.23. A maioria dos provérbios teve origem no século X a.C.,porém a provável data mais antiga para a conclusão deste livro seria o período de reinado de Ezequias (i.e., c. 700 a.C.). A participação dos homens de Ezequias na compilação dos provérbios de Salomão (25.1—29.27) talvez remonte a 715—686 a.C., durante o avivamento espiritual liderado por esse rei temente a DEUS. É possível que os provérbios de Agur, de Lemuel e os outros “sábios” também tenham sido compilados nesse período.
O propósito do livro está bem esclarecido em 1.2-7: dar sabedoria e entendimento quanto a comportamento sábio, justiça, discernimento e imparcialidade (1.2,3), de modo que (1) os simples sejam prudentes (1.4), (2) os jovens sejam inteligentes e ajuizados (1.4) e (3) os sábios sejam ainda mais sábios (1.5,6). Muito embora Provérbios seja basicamente um manual sapiencial sobre a vida de justiça e prudência, o devido alicerce dessa sabedoria é “o temor do SENHOR”, como está explicitamente declarado em 1.7.
O tema central de Provérbios é “sabedoria para um viver justo”, sabedoria esta que começa com a submissão humilde do crente a DEUS, e daí flui para todas as áreas da sua vida.
A sabedoria em Provérbios (1) instrui a respeito da família, da juventude, da pureza sexual, da fidelidade conjugal, da honestidade, do trabalho diligente, da generosidade, da fraternidade, da justiça, da retidão e da disciplina; (2) adverte quanto à insensatez do pecado, das contendas, dos males da língua, da imprudência, da bebedeira, da glutonaria, da concupiscência, da imoralidade, da falsidade, da preguiça e das más companhias; (3) faz um contraste entre a sabedoria e a tolice, entre os justos e os ímpios, entre a soberba e a humildade, entre a preguiça e a diligência, entre a pobreza e a riqueza, entre o amor e a concupiscência, entre o certo e o errado e entre a vida e a morte.
Embora Provérbios, como os Salmos, não seja fácil de resumir como outros livros da Bíblia, há seções com estrutura definida (ver o esboço). É o caso principalmente dos caps. 1—9, com sua série de 13 discursos apropriados para os pais em relação aos filhos quando estes atingem a adolescência. Com exceção de três desses discursos (ver 1.30; 8.1; 9.1), os demais iniciam por “meu filho” ou “meus filhos”. Esses treze discursos contêm numerosos preceitos importantes no âmbito da sabedoria para a juventude. A partir do cap. 10, Provérbios contém diretrizes de peso a respeito dos relacionamentos familiares (e.g., Pv 10.1; 12.4; 17.21, 25; 18.22; 19.14, 26; 20.7; 21.9, 19; 22.6, 28; 23.13,14, 22, 24,25; 25.24; 27.15,16; 29.15-17; 30.11; 31.1-31). Provérbios é um livro sobretudo prático, mas contém conceitos profundos de DEUS. DEUS é a personificação da sabedoria (e.g., Pv 8.22-31) e o Criador (e.g., Pv 3.19,20; 8.22-31; 14.31; 22.2); Ele é descrito como onisciente (e.g., Pv 5.21; 15.3, 11; 21.2), justo (e.g., Pv 11.1; 15.25-27, 29; 19.17; 21.2,3) e soberano (e.g., Pv 16.9, 33; 19.21; 21.1). Provérbios termina com uma solene homenagem à mulher de caráter nobre (31.10-31).
Oito características principais assinalam o livro de Provérbios. (1) A sabedoria da parte de DEUS não está primeiramente vinculada à inteligência ou a grandes conhecimentos, e sim diretamente ao “temor do SENHOR” (1.7). Daí, sábios são aqueles que andam com DEUS e observam a sua Palavra. O temor do Senhor é um tema frequente através do livro de Provérbios (1.7, 29; 2.5; 3.7; 8.13; 9.10; 10.27; 14.26,27; 15.16, 33; 16.6; 19.23; 22.4; 23.17; 24.21). (2) Boa parte dos sábios conselhos expostos em Provérbios assemelha-se ao aconselhamento que um piedoso pai ministra a seus filhos. (3) É o livro mais prático do AT, pois abrange uma ampla área de princípios básicos de relacionamentos e comportamentos corretos na vida cotidiana — princípios estes aplicáveis a todas as gerações e culturas. (4) Sua sabedoria prática, seus preceitos santos, e seus princípios básicos para a vida são expressos em declarações breves e convincentes, de fácil memorização e recordação pela juventude como diretrizes para a vida. (5) A família ocupa um lugar de vital importância em Provérbios, assim como ocupava no concerto entre DEUS e Israel (cf. Êx 20.12, 14, 17; Dt 6.1-9). Pecados que violam o propósito de DEUS para a família são expostos abertamente com a devida advertência contra eles. (6) Os destaques literários de Provérbios, a saber: o farto emprego de linguagem expressiva e figurativa (e.g., símiles e metáforas), paralelismos e contrastes, preceitos concisos e repetições. (7) A esposa e mãe sábia, retratada no fim do livro (cap. 31) é incomparável na literatura antiga, quanto à maneira elevada e nobre de abordar o assunto da mulher. (8) As exortações sapienciais de Provérbios são os precursores do AT às muitas exortações práticas das epístolas do NT
A personificação da sabedoria no Pv 8 é semelhante à personificação do logos (“O Verbo”) do Evangelho segundo João 1.1-18). A sabedoria (1) está empenhada na criação (3.19,20; 8.22-31); (2) está relacionada à origem da vida física e espiritual (3.19; 8.35); (3) tem aplicação prática à vida reta e moral (8.8,9) e (4) está disponível aos que a buscam (2.3-5; 3.13-18; 4.7-9; 8.35,36). A sabedoria de Provérbios tem sua expressão plena em JESUS CRISTO, a pessoa “maior do que Salomão” (Lc 11.31), que “para nós foi feito por DEUS sabedoria...” (1 Co 1.30) e “em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Cl 2.3).
O Antigo Testamento hebraico é dividido em três seções — a Lei, os Profetas e os Escritos, correspondentes aos três tipos de líderes: o sacerdote, o profeta e o sábio (Jr 18.18). Mesmo o leitor casual sente que os Escritos são bem diferentes das outras duas seções. Há história em Crônicas, Esdras-Neemias e Ester, mas não é exatamente como a história de Êxodo ou dos dois livros de Reis. Os salmos abrangem todo o AT, transmitindo forma cultual, experiência pessoal, história, pompa e sabedoria. Há também Jó, Provérbios e Eclesiastes. Eclesiastes é um livro breve e incomoda o leitor somente depois de estudo detalhado e muita reflexão. Mas há muito em Provérbios, e quanto mais se convive com esse livro, mais a “diferença” se destaca na mente e se torna quase tangível. Uma pista surpreendente é o uso das palavras “santo”, “santidade”, que ocorrem somente três vezes (v. comentário de 20.25;
30.3). Crônicas, Esdras e Neemias contêm muitas referências à santidade — na maioria das vezes em conexão com o lugar santo, ou com o povo santo, mas “santo” com referência ao DEUS que é transcendente, glorioso e zeloso. Ester, de forma estranha e peculiar, não menciona DEUS nem a santidade, embora DEUS esteja presente numa dialética mais sutil do que Marx seria capaz de imaginar. Jó segue o seu tema com menções ocasionais de DEUS e da santidade junto com sua preocupação com a angst (medo) e o sofrimento humanos. Eclesiastes é mordaz e provocativo, um apêndice para Jó. Mas Provérbios aparentemente é muito piedoso, devoto e sensato. Só lentamente se torna claro por que o editor tem tão pouco interesse na exclamação dos serafins: “SANTO, santo, santo”; “adorai o Senhor na beleza da sua santidade”; ou até (quando olhamos mais de perto) em qualquer tipo de adoração (v. comentário de 2.8).
Provérbios trata da vida e de como vivê-la de forma sensata. O mundo foi feito pela sabedoria (cap. 8), e as pessoas que seguem a sabedoria vão descobrir que o mundo combina com elas e estimula os seus esforços. A sabedoria é o arquiteto de DEUS (8.30), de forma que o temor do Senhor é o primeiro passo para a sabedoria (9.10), o fundamento e a origem de todo o conhecimento (1.7), e a fonte da vida (14.27). A sabedoria, aliás, é que redige o manual, o manual de instruções da oficina de DEUS. Se os tolos desprezam a sabedoria, arruínam a sua vida de todas as maneiras trágicas e diversas descritas em Provérbios. Os que lêem e praticam, que dão ouvidos ao sábio pai, vão prosperar no final, e em geral já agora também. É possível que para melhor seguir as instruções do manual seja útil conhecer o fabricante. Mas as pessoas podem reconhecer a sabedoria sem reconhecer o Senhor cujo temor é o seu princípio e, certamente, sem uma experiência pessoal de santidade. A sabedoria não é nacionalista; não se menciona a reverência e o pavor diante do monte em chamas e quase não há referências à aliança. E um livro para todas as raças. Reflete o mundo da perspectiva do pragmático. Os seus provérbios sábios e espirituosos “funcionam”. Eles funcionam porque é assim que DEUS estruturou as coisas. Até mesmo se as pessoas não invocam esse poder criador, a sua sabedoria criativa e sustentadora continua a lhes dar um mundo em que opera a sabedoria, em que as coisas fazem sentido para o ser humano. Provérbios é o rascunho da graça comum. Alexander Maclaren o descreveu como remédio portátil para as febres da juventude, e o que importa com um remédio é que você o tome, conhecendo o médico ou não. Provérbios reflete os escritos de sabedoria de muitos povos e nos lembra de forma nobre que todos os homens compartilham algumas percepções comuns acerca de sua situação, sua “condição humana”. A sua sabedoria pode até ser praticada pelas razões erradas — egoísmo, porque a sabedoria “funciona” — mas como disse William Temple: “A arte da política é arranjar as coisas de tal forma que os interesses próprios favoreçam o que a justiça exige”. Os cristãos talvez queiram seguir Provérbios por motivos mais profundos; ou talvez até considerem o seu lucro final insignificante. Outros talvez considerem Provérbios muito ligado a este mundo, com tão poucas referências ao porvir que alguns comentaristas até negam que elas existam (v. comentário de 11.7). Mas até estes podem ler o livro com proveito e alegria, ou com um sorriso torcido, com angústia e tristeza, e desfrutar de muitos ditos sutilmente equilibrados para fazê-los pensar de maneira profunda acerca do mundo e de seus habitantes tão diversos.
Há ligações concretas com palavras de grande significado no AT — equidade, retidão (v. comentário de 8.15-21) e justiça, pois essas são verdades profundas acerca dos verdadeiros alvos e a direção correta do homem. O lema (1.7; 9.10) também mostra uma firme ligação com o restante das Escrituras. O temor do Senhor é um conceito difícil de ser compreendido. Certamente não é terror, nem um pavor diante do divino (v. comentário de
28.14). E uma percepção reverente da realidade, exatamente o oposto da arrogância e da insolência. E o reconhecimento de que há um limite para a escolha e as descobertas humanas. Von Rad o descreve como um “limite à sabedoria empírica; no limite, submeta-se a DEUS”; e McKane comenta que o temor “não é a limitação do próprio eu, mas a descoberta do eu”. As pessoas que gastam todo o seu tempo desafiando a cerca não aprendem a desfrutar as bênçãos do campo. As pessoas que vivem no temor do Senhor descobrem uma ocupação que traz a liberdade perfeita e uma confiança que lhes concede autonomia. O temor do Senhor guiou as parteiras israelitas no Egito (Èx 1.21) e serviu de base para a justiça (Ex 18.21), as leis humanitárias (Lv 19.14,25; 25.17) e a monarquia (1Sm 12.14; 2Sm 23.3). Ele brilha no governante ideal (Is 11.2,3). No NT, esse temor é novamente o reconhecimento apropriado do homem de quem ele é (Lc 12.4,5; 2Co 7.1; Ef 5.21).
Em 1 Pe 2.17, encontramos a repetição de Pv 14.21, e a ordem “Temam a DEUS” faz parte do evangelho eterno (Ap 14.7). Esse temor pode ser percebido de forma tímida e articulado de maneira insuficiente; o uso de “temente a DEUS” como expressão de compreensão ou compromisso mais fraco do que “cristão” é um exemplo. Mas, invocado ou não, DEUS está presente, e a sabedoria está em reconhecer isso. Nesse aspecto, o final do século XX enfrentou uma crise. O senso comum de Provérbios é um cimento social bom e bem-vindo. Mas uma sociedade que está cada vez menos certa da existência e da presença de DEUS descobre que a base da moralidade e da comunidade está se esfacelando. Os que apagam as estrelas não têm mais com que se orientar. Os cristãos podem se alegrar com o fato de que, invocado ou não, DEUS está presente e que há no homem uma mente (v. 4.23) que pode responder.
A fé cristã vai além de Provérbios? Sim, na medida em que fornece uma motivação mais profunda. O conselho prudente de Provérbios parece quase interesseiro em comparação com o amor altruísta espontâneo que se espera do cristão. CRISTO traz não somente uma nova motivação, mas um novo poder para pô-la em prática (Rm 5.1-5). Por tudo isso, os cristãos precisam de Provérbios se querem ser “astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas” (Mt 10.16), se é que querem andar com sabedoria em relação aos outros, não como tolos mas como sábios. Provérbios ainda descreve o mundo em que vivemos. E um bom manual, até mesmo para os filhos do Fabricante.
A atribuição do livro a Salomão (1.1) o reconhece como fonte principal e maior inspiração da sabedoria e da literatura em Israel. Durante seu reinado, foram estabelecidos laços fortes com o Egito (1Rs 3.1), e havia uma ampla troca de conhecimento e de idéias entre os sábios (1Rs 4.31), como ocorre nas confraternidades de cientistas nos dias de hoje. Os títulos atribuem alguns grupos de provérbios especialmente a Salomão (10.1-22; 16 e 25.1—29.17, editado sob a direção de Ezequias). São citados homens sábios anônimos (22.17—24.22 e 24.23-24). Agur e Lemuel (30.1; 31.1) também são mencionados. Evidentemente foram acrescentados outros ditos (v. comentário de 30.1). Não podemos determinar exatamente em que estágio ocorreu a edição final. Está se tornando cada vez mais evidente que a literatura sapiencial era parte integrante do mundo antigo, e Kidner argumenta que no caso de Provérbios “todo o seu conteúdo pode ter existido, embora não colecionado em um livro [...] já durante a vida de Salomão”.
Duas outras coleções de sabedoria antiga de interesse especial são o Ensino Egípcio de Amenemope e as Palavras Assírias de Ahikar. O primeiro pode bem ter sido anterior a Salomão; o segundo dificilmente pode ser datado antes de 700 a.C. Os dois contêm paralelos próximos, até literais, com os ditos do sábio (22.17ss; v. comentário) e possíveis alusões em outras passagens. O uso que Provérbios faz deles, no entanto, sugere que o editor sentiu que poderia usar e modificá-los com grande liberdade, ou até que tinham sido absorvidos nas versões hebraicas da sabedoria comum do Oriente Médio e usados desde então, e não copiados servilmente de outras coleções.
Outros comentaristas argumentam que houve revisões que fizeram um alinhamento crescente da sabedoria de muitas fontes (predominantemente seculares) com a teologia israelita, e assim consideram referências a “Senhor” revisões posteriores. Mas embora possam ter havido revisões secundárias e alguns rearranjos, não há razão para duvidarmos do fato de que em Israel a tradição sapiencial se desenvolveu e cresceu no contexto de DEUS, o Senhor que criou todas as coisas, que conduz a história e cujos olhos estão em todo lugar, cuidando dos maus e dos bons.
O leitor talvez fique preocupado com a quantidade de notas de rodapé (notas no comentário) e talvez tema que, se foram necessárias tantas emendas textuais nas notas de rodapé da NVI, o texto esteja num estado deplorável. Sempre há grandes dificuldades de tradução relacionadas à tentativa de fazer a ponte entre séculos e de tentar fazer isso entre culturas diferentes. No caso de epigramas, isso é ainda mais difícil. Basta pensar em ditos comuns como “DEUS ajuda quem cedo madruga”. A força dessas expressões está na sua brevidade. Mas, em virtude dessa brevidade, muitas coisas estão implícitas. A maior parte de Provérbios consiste em parelhas de versos, metricamente equilibradas, com três ou quatro palavras hebraicas cada um. A ordem nem sempre é importante, e às vezes o verbo é omitido (v. comentário de 10.6;
27.19 p. ex.). Acrescente-se a isso o fato de que muitas palavras são incomuns, talvez usadas num trocadilho, o que torna a tarefa do tradutor realmente difícil. Não é de admirar que ele recorra a pequenas alterações aqui e acolá que parecem tornar o provérbio mais equilibrado, com sentido mais compreensível (v., e.g., comentário de 12.12). A NVI — e mais ainda a NTLH — tomou a liberdade de modificar não somente as vogais, mas com frequência também as consoantes, especialmente se alguma das versões (traduções gregas antigas etc.) apoia a alteração. A VA tentou ficar com o texto hebraico sempre que possível. Neste comentário, as dificuldades do texto são registradas, e sempre que a NIV ou a NEB (as versões em inglês) recorreram muito rapidamente a uma versão ou emenda, chamamos a atenção para outras possibilidades.
O estilo é métrico e epigramático. Em algumas ocorrências, a JB (em inglês) capta isso muito bem (12.23; 16.1; 21.4), mas não consegue manter esse padrão em todo o livro. A NIV em inglês e, de forma semelhante, a NVI em português primam pela suavidade e inteligibilidade do texto, o que transmite bem a antítese ou o paralelismo. Uma distinção principal de estilo literário pode ser vista no tipo de uso verbal. A chamada “literatura de frases” usa os verbos no indicativo, para afirmar os dois lados de qualquer idéia: “A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira”. E assim que funciona. Pense a respeito disso. A “literatura de instrução”, por contraste, usa os verbos no imperativo: “Não explore os pobres por serem pobres, nem oprima os necessitados no tribunal”. A distinção pode ser vista claramente no cap. 22 em que o estilo muda no v. 16. A literatura de instrução é desenvolvida nos primeiros nove capítulos para dar conselhos detalhados e exortação na forma de um simples imperativo, seguido de uma afirmação explicando a razão da instrução (v. comentário de 22.17).
McKane identifica três tipos na literatura de frases: ditados relativos à educação do indivíduo para uma vida harmoniosa e bem-sucedida; ditados relativos à comunidade e o efeito sobre ela do mau e do bom comportamento por parte dos indivíduos; ditados relativos a DEUS, o “moralismo que deriva da piedade javista”.
A classificação, no entanto, é de interesse principalmente acadêmico, e este comentário não tenta analisar os ditados segundo o seu tipo ou tópico. O livro de Provérbios é uma colcha de retalhos. Como disse um homem que começou a ler um dicionário: “Interessante, esse livro fica mudando de assunto o tempo todo”. E exatamente essa mudança que torna Provérbios uma leitura tão prazerosa e agradável. Repetidamente, de todos os pontos de vista possíveis, em todas as situações possíveis, os princípios básicos de vida vêm em nossa direção; isso ocorre de maneira incisiva, triste, secreta, humorística, direta, sugestiva; os provérbios são “amigos que com muito tato me convencem de quem eu realmente sou”. O livro não foi escrito para ser lido numa sentada, como se devêssemos entender a sua trama. Deve ser desfrutado em pequenas doses; deve ser lido e refletido, saboreado na mente; deve nos deixar intrigados até que captemos o seu sentido; deve ser lembrado como uma sacudida na consciência ou um tempero na conversa.
I. INTRODUÇÃO E LEMA (1.1-7)
II. CONSELHO E ADVERTÊNCIA DO PAI (1.8—9.18)
1) Instrução paterna (1.8-19)
2) O apelo da sabedoria (1.20-33)
3) Buscando e encontrando a sabedoria (2.1-22)
4) As expressões da sabedoria (3.1-35)
5) A herança preciosa da sabedoria (4.1-27)
6) O que é falso e o que é real no casamento (5.1-23)
7) Vida simples e honesta (6.1-15)
8) Coisas que o Senhor odeia (6.16-19)
9) Mais advertências contra o adultério (6.20-35)
10) Mais advertências contra a mulher adúltera (7.1-27)
11) A sabedoria apresenta a sua causa (8.1—9.18)
a) O chamado da sabedoria (8.1-5)
b) A sabedoria e a piedade (8.6-14)
c) A sabedoria e a sociedade (8.15-21)
d) A sabedoria e a criação (8.22-31)
e) A lição reforçada (8.32-36)
f) Dois convites e os seus resultados (9.1-18)
III. OS PROVÉRBIOS DE SALOMÃO (10.1—22.16)
IV AS PALAVRAS DOS SÁBIOS (22.17—24.22)
V MAIS PALAVRAS DOS SÁBIOS (24.23-34)
VI. A EDIÇÃO DOS PROVÉRBIOS DE SALOMÃO FEITA POR EZEQUIAS (25.1—29.27)
VII. OS DITADOS DE AGUR E OUTROS (30.1-33)
VIII. AS PALAVRAS DE LEMUEL (31.1-9)
IX. A BOA ESPOSA (31.10-31)
INTRODUÇÃO
O título provérbios dá nome ao livro tanto em hebraico quanto em português, de Salomão é uma referência a ele como autor principal e maior inspirador desse tipo de literatura em Israel. O hebraico mãsãl, “provérbio”, tem na sua raiz o significado de “comparação” e é usado com referência tanto à alegoria ampliada de Ez 17.2ss quanto ao símile colorido de 10.26. E usado também em relação à frase capciosa de 1Sm 24.13 ou até com referência ao escárnio (Is 14.4; Hc 2.6). A maioria dos ditados desse livro, no entanto, é de “comparações” no sentido de duas declarações que são postas lado a lado em forma de antítese (e.g., 10.10,11,12,22) — um par contrastante para destacar uma diferença significativa — ou sinônimos (e.g., 10.18) — uma repetição poética — ou, com menos frequência, como uma evolução (e.g., 29.1). Todos são lembrados com facilidade, e chegam a ser simplistas, como manchetes de notícias edificantes.
v. 1,2. O propósito da coleção é afirmado com uma lista fascinante de palavras-chave. sabedoria: heb. hokmãh, o termo geral, raramente usado também com o sentido de “astuto” (2Sm 13.3), mas em Provérbios sempre com conotação elogiosa, disciplina: heb. müsãr, uma das maneiras mais difíceis de se conseguir a sabedoria, com implicações de correção se necessário (v. 22.15). palavras que dão entendimento', o verbo (jbin) e o substantivo vêm da raiz “discernir”. Essa é a forma em que se capta a realidade de uma situação, distinguindo o que interessa do que é periférico. v. 3. O conteúdo dessa instrução e dessa percepção é detalhado em quatro grandes seções: a sensatez (da raiz sãkal, “comportar-se de forma sábia”, como em 1Sm 18.30) é considerada como sucesso e prosperidade (17.8). Possui a ambiguidade da prudência ou de saber lidar com todas as tentações (Gn
3.6) ou possibilidades de crescimento (21.11) que essa frase inclui. Talvez as palavras de JESUS em Lc 16.8 dêem um vislumbre disso. o que é justo, heb. Sedeq, uma expressão da natureza de DEUS, “o padrão pelo qual DEUS sustenta o mundo” (Snaith) e muitas vezes ocorre em conexão com justo (mispãi), uma palavra que tem no uso secular o significado de “costume” (1Sm 2.13), mas de forma geral é usado mais como um pronunciamento, como o de um juiz e, predominantemente, como referência à vontade de DEUS (SL 19.9 e salmo 119 passim). correto-, heb. mêsãrím, de uma raiz que significa “reto”, “plano”, destacando imparcialidade, que demasiadas vezes faltava na “justiça” da época.
v. 4. dar prudência aos inexperientes-, prudência-, heb. ‘ormãh, uma palavra que tem a conotação de “astuto” em escritos anteriores (e.g., Js 9.4), mas tem um valor um pouco melhor em Pv (1.4; 8.5; 8.12) e é contrastada aqui com inexperientes (pty), os quais encontramos com freqüência em Salmos (19.7; 119.130) e em Provérbios — não com a implicação moral de “tolo”, mas certamente de alguém mal preparado para a vida real; incapaz, ingênuo, quase um “bobo”. O paralelo jovens destaca e sublinha a inexperiência e a imprudência que precisa de conhecimento (da‘at, uma palavra que em geral significa informação e experiência acumuladas, possivelmente know-how e diferente de sabedoria, Ec 1.16) e de bom senso, uma palavra neutra que descreve a capacidade de planejar coisas para o bem (2.11) ou para o mal (12.2).
Não se tem em mente somente os inexperientes e jovens. O sábio e o que tem discernimento vão aumentar o seu conhecimento (leqah) — uma palavra relacionada a “tomar”, “pegar”, sugerindo que o conhecimento deve ser aceito de DEUS. Ela está ligada ao processo, e não ao conteúdo do aprendizado — obterá orientação. Obter: (qãnãh, palavra co-mumente usada para se referir a “comprar”): v. 4.7 e comentário.
A seção termina com quatro tópicos a serem estudados e compreendidos: provérbios (como no v. 1), parábolas (o outro único uso na Bíblia em Hc 2.6 sugere “sátira”), ditados [...] dos sábios, que eram amplamente venerados no mundo antigo, e enigmas (perguntas difíceis ou capciosas, Jz 14.12; 1Rs 10.1; ou ditados sombrios, SL 78.2).
v. 7. O conselho de Provérbios está resumido nesse lema tão conhecido. O temor (yiriãh) do Senhor, como Provérbios vai nos ensinar, não é um pavor aterrador, mas um relacionamento de reverência, transparência e obediência que traz força e vida (14.26, 27) e é o fundamento (principio [Gn 1.1], “base”, e não começo) de uma cosmovisão coerente e digna do título conhecimento. Mas os insensatos abraçam tudo que é contrário a esse relacionamento encorajador e fortalecedor. Eles são classificados em três tipos em Provérbios (kestl, ’ewil como aqui, e nãbãt), mas todos são caracterizados por obstinação e pela determinação insolente de não dar ouvidos à sabedoria dos outros ou à ordem de DEUS. desprezam-, esse verbo resume a sua atitude; se procurarmos a palavra “desprezar” numa concordância, vamos descobrir exatamente o tipo de pessoas que Provérbios tem em mente (Esaú, Gn 25.34; Mical, 2Sm 6.16; Sambalate, Ne 2.19; Amã, Et 3.6).
1) Instrução paterna (1.8-19)
v. 8. ...instrução de seu pai [...] ensino de sua mãe\ embora Provérbios descreva o mundo do homem com conselhos para meu filho (filhas são mencionadas somente uma vez, 31.29), a mãe ocupa um lugar de honra e respeito. A família é uma unidade de importância fundamental para o crescimento, a instrução e a disciplina. Nesse contexto seguro, o jovem em desenvolvimento pode adquirir real adorno e recompensa (v. 9). O perigo perene é que a alternativa seja mais atraente e os maus consigam seduzi-lo (v. 10). O conselho não ceda é fundamentado em um elemento típico da sabedoria: a violência cruel deles (v. 11) e os seus roubos (v. 13) são colocados nos seus devidos lugares, e a tolice impensada deles é exposta. Até as aves (v. 17) conseguem lidar melhor com as suas necessidades do que esses homens que não conseguem entender que armam emboscadas para eles mesmos (v. 18). A história só tem confirmado a verdade do v. 19 desde então (v. Lc 12.15).
2) O apelo da sabedoria (1.20-33)
A sabedoria é personificada (como em 8.1-36; 9.1-6), acrescentando força dramática a uma súplica urgente por atenção e uma busca séria por conhecimento e pelo temor do Senhor. O apelo é amplo e público, nas praças públicas; nas esquinas das ruas barulhentas e nas portas da cidade, onde os negócios e as questões causavam o encontro das pessoas. Os inexperientes (como no v. 4) e tolos (insensatos no v. 7) se juntam aos zombadores que aparecem em todo o livro de Provérbios como causadores de problemas. Eles são reprovados em virtude do desprezo intencional das ofertas da sabedoria (v. 24,25,29,30). O retrato não é de uma busca angustiante pela verdade fugidia, mas da negligência e da indiferença em relação à declaração aberta da verdade. A “busca” apavorada subsequente vai ser infrutífera (v. 28-30), um princípio que pode ser ridicularizado, mas não evitado (2Ts 2.11,12). vou rir-me [...] zombarei (v. 26; v. SL 2.4) não é uma indiferença cínica a pessoas, mas a vindicação da sabedoria diante da rejeição insolente. O elemento do desprezo ou do escárnio não pode ser eliminado do AT (e.g., SL 52.6,7), e o desejo de fazê-lo pode refletir uma atitude casual em relação à verdade, e não à verdadeira caridade.
1- INTRODUÇÃO AO LIVRO DE PROVÉRBIOS
1.1. Um dos Livros Poéticos
1.2. Síntese do livro
1.3. O propósito do livro
2- O NOME DO LIVRO
2.1. A autoria dos Provérbios
2.2. A data e o local de autoria do livro
2.3. O apoio teológico
3- A PRESENÇA DO LIVRO DE PROVÉRBIOS NO NT
3.1. JESUS conhecia o Livro de Provérbios
3.2. Onde JESUS está no Livro de Provérbios?
3.3. A intertextualidade de Provérbios no NT
"Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência" Provérbios 1.2
Busquemos diariamente do Senhor mais sabedoria, para vivermos no presente século segundo a Sua vontade.
- Enfatizar a aplicação do Livro de Provérbios como fundamento para uma vida.
- Reconhecer o Livro de Provérbios como uma fonte de sabedoria.
- Identificar os princípios do Livro de Provérbios no NT.
2. Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência;
3. Para se receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade;
4. Para dar aos simples prudência, e aos jovens conhecimento e bom siso;
5. Para o sábio ouvir e crescer em sabedoria, e o entendido adquirir sábios conselhos;
6. Para entender provérbios e sua interpretação, como também as palavras dos sábios e suas adivinhações.
7. O temor do Senhor é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.
O Livro de Provérbios está entre os Livros Sapienciais, ou livros de sabedoria, e é reconhecido como um verdadeiro manual da sabedoria bíblica pela diversidade de temas que apresenta, tanto para a vida pessoal quanto para a convivência coletiva. Constitui-se em uma admirável fonte de conselhos firmes e práticos, oferecendo direção segura para a caminhada cristã.
Provérbios é um livro prático. À medida que o estudamos, descobrimos ensinamentos que direcionam a vida cristã. Os Provérbios Bíblicos nos auxiliam a valorizar a sabedoria, os bons conselhos e as palavras de prudência (Pv 1.2). Assim, encontramos no Livro de Provérbios orientações valiosas para uma vida bem-sucedida.
Provérbios - juntamente com Jó, Salmos, Eclesiastes e Cantares de Salomão - faz parte da coletânea dos Livros Poéticos, ou Sapienciais, encontrados no AT, assim chamados devido ao estilo com que foram produzidos originalmente. São textos que, em geral, recorrem à linguagem figurada e a outros recursos literários para nos transmitir a Palavra de DEUS. Esses cinco livros, portanto, são ricos em sabedoria divina para o nosso bom viver (Pv 1.33).
O Livro de Provérbios é composto de trinta e um capítulos, os quais apresentam princípios práticos, principalmente escritos pelo rei Salomão, mas também por outros autores, como Agur e o rei Lemuel. É admirado por cristãos e também por não cristãos, uma vez que trata de aspectos comuns a todos, como: a excelência da sabedoria (Pv 2.6); o perigo das más companhias (Pv 1.15,16); a advertência sobre servir como fiador para outros (Pv 6.1,2); o risco da soberba, que precede à ruína (Pv 16.18), dentre outros. Por seu caráter pedagógico, o Livro de Provérbios é de grande relevância para quem deseja aprender os princípios divinos para uma vida plena e bem-sucedida (Pv 6.23).
O Livro de Provérbios foi escrito para nos ensinar a viver com sabedoria nas situações comuns da vida. Seu propósito é mostrar que a verdadeira compreensão começa quando reconhecemos o Senhor como fonte de todo entendimento (Pv 1.7). À medida que lemos suas páginas, percebemos que DEUS nos oferece discernimento para agir com prudência, pois "da sua boca vem o conhecimento e o entendimento" (Pv 2.6). Provérbios aponta para um jeito de viver marcado por justiça, equilíbrio e maturidade espiritual (Pv 3.13) e nos convida a buscá-la como prioridade (Pv 4.7). Essa sabedoria não é teórica; ela se reflete em nossas escolhas, atitudes e palavras.
O nome original do livro, em hebraico, é Mishlê Shelomoh (Provérbios de Salomão, literalmente), que aponta para o conceito de comparação. Isso porque a raiz hebraica mashal significa: "comparar, assemelhar-se", de onde vem o sentido de provérbio, parábola, dito sábio, porque compara uma verdade com uma imagem ou situação. Muitas vezes, o termo se refere a ensinos, advertências, parábolas, poemas e cantos. Em português, "Provérbios" tem sua origem em duas palavras latinas: pro (em vez de) e verbum (palavra, vocábulo), relacionando-se a ditos que proclamam a veracidade de algo de maneira sucinta.
Conforme a Bíblia, o rei Salomão escreveu a maior parte do Livro de Provérbios, o que faz dele o mais notável de seus autores (Pv 1.1), embora não seja o único. Salomão incentiva seus leitores a ouvirem "as palavras dos sábios" (Pv 22.17) e confessa ter recorrido aos provérbios de sábios anônimos (Pv 24.23-34). Além disso, os homens de Ezequias transcreveram alguns provérbios de Salomão, que circulavam nos dias daquele rei (Pv 25.1). O capítulo trinta foi escrito por Agur, filho de Jaque, e o capítulo trinta e um foi escrito pelo rei Lemuel, que transcreveu os ensinamentos de sua mãe.
Não se sabe ao certo quando e onde o Livro de Provérbios foi escrito, mas a tradição aponta para Jerusalém, no reinado de Salomão, no século X a.C., quando o rei, dotado de sabedoria concedida por DEUS (1Rs 3.12), reuniu grande parte dos ensinos que formam a obra. Com o tempo, esse material foi sendo preservado e ampliado, e o próprio texto informa que os escribas do rei Ezequias transcreveram e acrescentaram outros provérbios de Salomão à coletânea já existente (Pv 25.1-29.27). Assim, Provérbios se consolidou como um livro formado ao longo de gerações, reunindo a sabedoria que o povo de DEUS julgou essencial para a vida.
O apoio teológico do Livro de Provérbios está no fato de que sua sabedoria prática nasce de um coração voltado para DEUS e submisso à Sua vontade. Seus ensinamentos mostram que a verdadeira vida bem-sucedida não é medida apenas por conquistas humanas, mas pela capacidade de agir com discernimento dentro do mundo que DEUS criou. Como observa Derek Kidner (2017, p.14), a sabedoria apresentada em Provérbios é profundamente teocêntrica e, mesmo quando trata de assuntos cotidianos, orienta o leitor a administrar suas decisões de forma equilibrada, saudável e alinhada aos propósitos divinos.
O Livro de Provérbios é bastante admirado por seus conselhos práticos para uma vida bem-sucedida aos olhos de DEUS.
Quando esteve nesta terra, JESUS fez uso do Livro de Provérbios, tanto diretamente quanto por alusão. Embora nunca cite "Provérbios" pelo nome, Ele usou expressões, temas e versículos específicos desse livro em Seus ensinamentos. Assim, é possível afirmar que existe uma intertextualidade entre Provérbios e o NT. A parábola de JESUS sobre a escolha dos primeiros lugares pelos convidados para banquetes (Mt 23.6,7; Lc 14.7-11) está relacionada a Provérbios 25.6,7.
JESUS recorreu ao Livro Sapiencial como base de alguns de Seus ensinamentos, conforme podemos observar na Parábola do Rico Insensato (Lc 12.15-20), que nos remete a Provérbios 27.1 e na Parábola dos Dois Alicerces (Mt 7.24-27), que tem embasamento em Provérbios 14.11. E, na conversa com Nicodemos (Jo 3.13), é como se as palavras de JESUS respondessem ao questionamento de Agur em Provérbios 30.4.
Provérbios faz referência a CRISTO apenas de modo indireto. Do verso 22 ao 26 do capítulo 8, a "sabedoria" descreve a si mesma como quem "existe desde a eternidade, antes das obras do Senhor mais antigas" (v.22); que foi "gerada antes de haver fontes de águas" (v.24); "antes que os montes fossem firmados" (v.25) e "antes de o Senhor ter feito a terra, e seus campos, e o princípio do pó do mundo" (v. 26).
O Novo Testamento utiliza repetidamente a sabedoria de Provérbios, retomando seus ensinamentos em diferentes temas. A disciplina paterna aparece em Pv 3.11,12 em paralelo com Hb 12.5,6; o amor que cobre o pecado é visto em Pv 10.12 e reafirmado em 1Pe 4.8; o respeito às autoridades surge em Pv 24.21 e também em 1Pe 2.17; a humildade diante dos outros é ensinada em Pv 25.6,7 e retomada por JESUS em Lc 14.7-11; fazer o bem ao inimigo, presente em Pv 25.21, é reforçado por Paulo em Rm 12.20; a atitude do insensato que volta ao erro, descrita em Pv 26.11, aparece novamente em 2Pe 2.22; a imprevisibilidade da vida ensinada em Pv 27.1 é reafirmada em Tg 4.14; e a reflexão sobre a origem celestial do Filho de DEUS em Pv 30.4 encontra eco nas Palavras de JESUS em Jo 3.13.
O Livro de Provérbios é um guia prático para vivermos com sabedoria, cujo principal princípio é o temor do Senhor. De Salomão aos sábios anônimos, os provérbios bíblicos nos ensinam a escolher o caminho da justiça, da humildade e do discernimento — princípios que JESUS não só citou, mas viveu plenamente. Portanto, que possamos pautar nossa existência na busca por sabedoria, pois quem a obtém descobre um tesouro incalculável.
QUESTIONÁRIO A SER RESPONDIDO COM A
REVISTA
📖 Questionário – Livro de Provérbios
1. Em qual categoria de livros bíblicos o Livro de
Provérbios está inserido?
2. Qual é o principal objetivo do Livro de
Provérbios?
3. Quantos capítulos compõem o Livro de
Provérbios?
4. Quem escreveu a maior parte do Livro de
Provérbios?
5. Além de Salomão, quais outros autores
contribuíram para o livro?
6. Qual é o significado da palavra hebraica mashal?
7. Qual é a origem da palavra “Provérbios” em
português?
8. Em que cidade e período histórico a tradição
situa a autoria principal do livro?
9. Quem transcreveu alguns provérbios de Salomão
durante o reinado de Ezequias?
10.
Qual é o apoio teológico do Livro de Provérbios?
11.
Qual é o princípio fundamental que guia o Livro de Provérbios?
12.
Cite um exemplo de conselho prático encontrado em Provérbios.
13.
Como JESUS utilizou o Livro de Provérbios em seus ensinamentos?
14.
Qual parábola de JESUS se relaciona com Provérbios 25.6-7?
15.
Qual passagem de Provérbios é retomada em Hebreus 12.5-6?
16.
Qual versículo de Provérbios é reafirmado em 1 Pedro 4.8?
17.
Onde Provérbios faz referência indireta a CRISTO?
18.
Qual é a relação entre Provérbios 27.1 e Tiago 4.14?
19.
Qual é a mensagem central de Provérbios 8.22-26?
20.
Qual é a conclusão prática que o Livro de Provérbios nos ensina
para a vida cristã?
✅ Respostas
1. Nos Livros Sapienciais ou Poéticos.
2. Ensinar a viver com sabedoria nas situações
comuns da vida.
3. 31 capítulos.
4. O rei Salomão.
5. Agur e o
rei Lemuel.
6. “Comparar, assemelhar-se”; provérbio, parábola,
dito sábio.
7. Vem do latim: pro (em vez de) + verbum
(palavra).
8. Jerusalém, no século X a.C., durante o reinado de Salomão.
9. Os homens de Ezequias.
10.
A sabedoria prática nasce de um coração voltado para DEUS e
submisso à Sua vontade.
11.
O temor do Senhor.
12.
Advertência contra servir de fiador para outros (Pv 6.1-2).
13.
JESUS usou expressões e temas de Provérbios em parábolas e
ensinamentos.
14.
A parábola sobre os primeiros lugares nos banquetes (Lc 14.7-11).
15.
Pv 3.11-12.
16.
Pv 10.12.
17.
Em Provérbios 8.22-26, na descrição da sabedoria eterna.
18.
Ambos ensinam sobre a imprevisibilidade da vida.
19.
A sabedoria existe desde a eternidade, antes da criação.
20.
Que devemos pautar nossa vida na busca pela sabedoria, vivendo com
justiça, humildade e discernimento diante de DEUS.

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