Escrita Lição 11, Betel, O caráter dos discípulos de CRISTO, 1Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva

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ESBOÇO DA LIÇÃO
1. O CARÁTER DO DISCÍPULO DE CRISTO
1.1. A história de Raabe
1.2. Jacó teve o caráter transformado
1.3. O caráter inquestionável de Rute
2. UM CARÁTER SEMELHANTE AO DE CRISTO
2.1. A mudança de caráter de Zaqueu
2.2. A samaritana encontrou o CRISTO
2.3. De Saulo de Tarso a Apóstolo Paulo
3. A FORMAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO
3.1. DEUS muda o nosso caráter
3.2. O discípulo de CRISTO tem seu caráter moldado na obediência
3.3. Em CRISTO temos um novo modo de pensar
TEXTO AUREO
"Assim que, se alguém está em CRISTO, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo", 2 Coríntios 5.17.
VERDADE APLICADA
O novo nascimento resulta em um novo viver em todas as áreas da vida, pela ação da Palavra de DEUS e do ESPÍRITO SANTO em nosso interior.
TEXTOS DE REFERÊNCIA - EFÉSIOS 4.17-22
17. E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido. 18. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de DEUS pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração. 19. Os quais, havendo perdido todo sentimento, se entregaram à dissolução, para, com avidez, cometerem toda impureza. 20. Mas vós não aprendestes assim com CRISTO. 21. Se é que o tendes ouvido e nele fostes ensinados, como está a verdade em JESUS. 22. Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano.
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SUBSÍDIOS EXTRAS – LIVROS, REVISTAS ANTIGAS E GOOGLE
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RESUMO RÁPIDO DO Pr Henrique
INTRODUÇÃO
O caráter cristão é formado a partir de um encontro real e contínuo com JESUS CRISTO.
Ser discípulo vai além de seguir uma religião, envolve transformação profunda de valores, atitudes e pensamentos. A Bíblia apresenta diversos exemplos de homens e mulheres que tiveram suas vidas moldadas pela graça de DEUS. Essas histórias revelam que ninguém está fora do alcance do amor e do poder transformador do Senhor. O discipulado cristão exige renúncia, obediência e compromisso com a Palavra. Ao caminhar com CRISTO, o caráter é lapidado por meio da fé, da perseverança e da santificação diária. DEUS utiliza circunstâncias, relacionamentos e desafios para nos tornar semelhantes a JESUS. A transformação não acontece de forma instantânea, mas como um processo contínuo. O ESPÍRITO SANTO atua na renovação da mente e na mudança de comportamentos. Assim, o verdadeiro discípulo reflete o caráter de CRISTO em todas as áreas da vida.
1. O CARÁTER DO DISCÍPULO DE CRISTO
Um verdadeiro discípulo de JESUS caracteriza-se por seguir seus ensinamentos, sendo transformado à sua semelhança e comprometido com sua missão. As características essenciais incluem amor por CRISTO acima de tudo, obediência à Sua Palavra, produção de frutos espirituais, humildade e perseverança diante de provações.
Aqui estão as principais características de um verdadeiro discípulo:
• Permanece na Palavra e em comunhão: O discípulo dedica-se ao estudo da Bíblia e à oração, cultivando um relacionamento contínuo com JESUS.
• Produz Frutos: Evidencia a transformação interna através de ações e obras que dão testemunho de sua fé, amando ao próximo como JESUS ama e evangelizando para compartilhar JESUS com outros.
• Renúncia e Compromisso: Está disposto a colocar JESUS acima de interesses pessoais, família e da própria vida, seguindo-O incondicionalmente.
• Coração Ensinável: É humilde para aprender, aceitar correções e crescer em maturidade espiritual.
• Perseverança: Mantém a fidelidade e a fé mesmo em meio a perseguições, provações e dificuldades.
• Imitação de CRISTO: Esforça-se para agir, pensar e viver como o Mestre, guardando Seus mandamentos. Ensinando, pregando e curando a todos como JESUS fazia. E percorria JESUS todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. Mt 9.35.
• Identidade com o Mestre: Aceita a rejeição do mundo, reconhecendo que seu estilo de vida difere dos valores do mundo.
O discipulado é um chamado para um compromisso radical, onde o seguidor se permite ser moldado por JESUS em todas as áreas da vida.
1.1. A história de Raabe
Raabe foi uma cananeia de Jericó que, ao ouvir sobre os feitos de DEUS, converteu-se e salvou dois espiões israelitas, abrigando-os em sua casa. Pela sua fé e obediência, ela e sua família foram poupadas da destruição de Jericó, integrando-se ao povo de Israel. Raabe tornou-se um exemplo de redenção, figurando na galeria dos heróis da fé (Hb 11:31) e na genealogia de JESUS (Mt 1:5).
Pontos Principais da História e Conversão de Raabe:
• A Fé no DEUS de Israel: Apesar de ser uma mulher pagã e prostituta, Raabe reconheceu a soberania do DEUS de Israel após ouvir relatos de Seus feitos poderosos, declarando: "o Senhor, vosso DEUS é DEUS em cima nos céus e embaixo na terra".
• O Ato de Coragem: Ela escondeu os espiões enviados por Josué no telhado de sua casa, enganando os guardas do rei de Jericó para proteger os mensageiros.
• O Cordão de Escarlate: Como sinal de aliança, os espiões instruíram Raabe a amarrar um cordão de cor escarlate na janela, garantindo que sua casa e família seriam poupadas durante a queda das muralhas.
• Redenção e Nova Vida: Os muros caíram, menos onde estava a casa de Raabe. Após a conquista, Raabe deixou a vida de prostituição e passou a viver entre o povo de DEUS.
• Linhagem Messiânica: Raabe casou-se com Salmom e tornou-se mãe de Boaz, inserindo-se na linhagem ancestral do Rei Davi e, consequentemente, de JESUS CRISTO.
A história de Raabe destaca o poder da fé e da graça divina, que transforma uma vida marcada pelo pecado e desprezo social em um testemunho de salvação.
1.2. Jacó teve o caráter transformado
Jacó, inicialmente um enganador oportunista, teve seu caráter transformado por DEUS de um suplantador para um homem de fé, humilde e obediente. Essa mudança ocorreu após encontros decisivos com DEUS, notavelmente em Betel (Gn 28:20-22) e no Vau de Jaboque (Gênesis 32:22-32), onde seu nome foi mudado para Israel. DEUS o escolheu e moldou, apesar de suas falhas, destacando a graça e a restauração pessoal.
Pontos principais da transformação de Jacó:
• O "Velho" Jacó: Caracterizado por todos como mentiroso, oportunista e enganador (Esaú disse que ele enganou seu PAI Isaque e seu tio Labão disse o mesmo a seu respeito). Jacó enganou seu sogro Labão ao fugir secretamente com sua família (Gn 31).
• O Encontro Transformador (Betel/Jaboque): O encontro com DEUS em Betel e a luta no Vau de Jaboque foram cruciais para a mudança, onde ele reconheceu sua necessidade de DEUS.
• A Mudança de Nome: DEUS alterou seu nome de Jacó ("suplantador") para Israel ("o que luta com DEUS" ou "príncipe de DEUS").
• O "Novo" Jacó: Após a transformação, tornou-se mais paciente, trabalhador, humilde e reconciliou-se com seu irmão Esaú.
A história de Jacó destaca que a transformação do caráter é possível através da graça divina e da submissão a DEUS, transformando um caráter imperfeito em um exemplo de restauração.
1.3. O caráter inquestionável de Rute
O caráter de Rute, no contexto de sua conversão ao DEUS de Israel é amplamente considerado inquestionável na tradição bíblica devido à sua fé genuína, lealdade incondicional e ações práticas que demonstram uma mudança radical de vida. Sendo uma moabita — nação historicamente inimiga de Israel — sua transição de um contexto de idolatria para a adoração a Yahweh, baseada na lealdade à sua sogra Noemi é vista como uma evidência de uma conversão profunda e sincera.
Pontos principais do caráter inquestionável de Rute:
• Fidelidade e Lealdade Radical (Hesed): A frase de Rute "Onde quer que fores irei eu... o teu povo é o meu povo, o teu DEUS é o meu DEUS" (Rute 1:16-17), sublinha uma lealdade que transcende a necessidade pessoal. Mesmo com a possibilidade de voltar para sua própria terra e família, ela optou por acompanhar Noemi, a viúva sem recursos.
• Ação baseada na Fé (Ações Práticas): A conversão de Rute não foi apenas de palavras. Ela agiu com humildade e diligência ao trabalhar no campo de Boaz para sustentar Noemi, demonstrando a verdadeira conversão através de atitudes de serviço, obediência e trabalho árduo.
• Abandono da Idolatria: Rute abandonou sua nação, cultura e deuses estrangeiros para se unir ao povo de Israel, assumindo os riscos de ser uma estrangeira na terra de Judá, evidenciando uma decisão incondicional.
• Virtude Reconhecida (Caráter Exemplar): O próprio Boaz, parente de Noemi, reconheceu a virtude de Rute antes mesmo de se casarem, chamando-a de "mulher virtuosa" e destacando o seu "amor e fidelidade" (hesed) em toda a cidade.
• Risco e Sacrifício: A decisão de Rute de seguir Noemi significava, na prática, aceitar uma vida de pobreza e o risco de se tornar uma pária social, o que demonstra que sua conversão foi motivada por um amor genuíno a DEUS e ao próximo, e não por interesses pessoais.
O caráter de Rute é exemplificado por sua integridade e coragem, tornando-a um modelo de devoção, nobreza e fé verdadeira, cujo testemunho transcendeu as barreiras culturais de sua época.
2. UM CARÁTER SEMELHANTE AO DE CRISTO
Ter um caráter semelhante ao de CRISTO é um processo contínuo de transformação diária através do estudo da Bíblia, oração e obediência ao ESPÍRITO SANTO. Envolve abandonar a velha natureza, cultivar virtudes como amor, humildade, paciência e perdão, e entregar pensamentos e decisões a JESUS.
Aqui estão passos essenciais para desenvolver o caráter de CRISTO:
• Estudo e Conhecimento: Estude a vida de JESUS nos evangelhos para entender Seus atributos — fé, esperança, caridade, paciência, humildade e pureza.
• Ação do ESPÍRITO SANTO: Permita que o ESPÍRITO SANTO o dirija (guie, oriente) transforme sua mente, o que é um processo diário e lento.
• Renovação Mental e Comportamental: Renove seus pensamentos constantemente, abandonando velhas maneiras de agir e adotando hábitos dignos de DEUS.
• Prática da Obediência: Coloque em prática o que aprende na Palavra de DEUS, não apenas conhecendo, mas obedecendo.
• Renúncia Própria (Tomar a Cruz): A formação do caráter de CRISTO exige renúncia pessoal e seguir a Ele diariamente.
• Vivência em Comunidade: Use as interações com outras pessoas (incluindo desafios) como ferramentas de DEUS para desenvolver paciência e amor.
• Autoavaliação: Avalie sua vida regularmente e busque o perdão e o arrependimento sincero.
A transformação é uma obra que DEUS opera em nós, mas requer nossa participação ativa, oração e desejo sincero de nos tornarmos mais parecidos com JESUS a cada dia.
2.1. A mudança de caráter de Zaqueu
O encontro de Zaqueu com JESUS em Jericó transformou-o de um cobrador de impostos rico e corrupto em um homem generoso e justo. Ele prometeu doar metade dos bens aos pobres e restituir quatro vezes mais a quem extorquiu (Lucas 19:8), evidenciando arrependimento genuíno e uma nova postura de vida.
Principais Aspectos da Mudança:
• Da Avareza à Generosidade: O apego ao dinheiro foi substituído pelo desejo de ajudar o próximo, doando metade de suas riquezas.
• Da Desonestidade à Restituição: Zaqueu comprometeu-se a reparar os danos causados, devolvendo quadruplicado a quem havia roubado, indo além da exigência da lei.
• Quebra de Orgulho: Ele, um "chefe dos publicanos", humilhou-se ao subir numa árvore e depois recebeu JESUS com alegria, demonstrando um coração convertido.
• Reconhecimento como FILHO de Abraão: JESUS validou sua transformação, declarando que a salvação entrou naquela casa, pois ele se mostrou um verdadeiro FILHO de Abraão.
A transformação de Zaqueu foi impulsionada pela graça e aceitação de JESUS, mostrando que a verdadeira conversão gera atitudes concretas de justiça e amor.
2.2. A samaritana encontrou o CRISTO
O encontro da mulher samaritana com JESUS, descrito em João 4 é um dos relatos mais profundos de transformação de caráter e vida no Novo Testamento. Ela foi de uma samaritana marginalizada, com um passado conturbado, a uma das primeiras e mais eficazes evangelistas daquela região.
Aqui estão os aspectos fundamentais da mudança de caráter da samaritana:
• Da Vergonha à Ousadia (Restauração da Dignidade): A mulher costumava ir ao poço ao meio-dia, provavelmente para evitar outras pessoas devido à sua má reputação e rejeição social. Após ser tratada com dignidade e respeito por JESUS, que conhecia sua história mas não a condenou, ela deixou seu passado para trás.
• Do Vazio Sentimental à Sede Saciada: Ela buscava felicidade em relacionamentos, passando por cinco casamentos e vivendo com um homem que não era seu marido. JESUS ofereceu a "água viva" — a satisfação espiritual —, o que mudou o foco de sua vida da busca por completude humana para a completude em DEUS.
• Do Medo ao Testemunho Público (Evangelista): A transformação foi tão radical que ela deixou seu cântaro de água (símbolo de sua antiga rotina e necessidade física – de sua sede espiritual) e correu para a cidade para contar a todos sobre JESUS. De uma mulher rejeitada, tornou-se uma mensageira que levou os moradores da cidade a crerem em CRISTO.
• A Mudança de Percepção (De "Judeu" a "Messias"): No início da conversa, ela era defensiva e focada nas barreiras religiosas e culturais. À medida que JESUS se revelava, ela passou a vê-lo como um profeta e, finalmente, como o Messias.
Resumo da Transformação
O encontro com CRISTO transformou a samaritana de uma pessoa de caráter estigmatizado e escondido (com "vazio emocional") em uma pessoa corajosa, transparente, liberta do passado e missionária
2.3. De Saulo de Tarso a Apóstolo Paulo
A mudança de Saulo (religioso) para Paulo (apóstolo) após encontrar JESUS no caminho de Damasco foi uma transformação radical de perseguidor implacável a maior apóstolo do cristianismo. Ele abandonou o orgulho farisaico e o ódio aos cristãos por um caráter marcado pela humildade, coragem e amor a CRISTO, dedicando sua vida a anunciar o Evangelho aos gentios.
Aspectos Principais da Mudança de Caráter:
• Identidade e Missão: Saulo era um fariseu zeloso que via os cristãos como ameaça. Após o encontro com JESUS, tornou-se Paulo, o "apóstolo dos gentios", dedicando-se à missão de pregar o Evangelho.
• O Encontro (Atos 9): Uma luz intensa o cegou, e ele ouviu a voz de JESUS, o que quebrou seu orgulho e mudou sua visão de vida.
• Quebrantamento: A cegueira de três dias em Damasco simbolizou um período de oração, jejum, reflexão e humilhação, onde deixou de confiar em si mesmo para depender de DEUS. Foi cheio do ESPÍRITOO SANTO e se tornou pregador do evangelho.
• Coragem e Sofrimento: Paulo passou a enfrentar perseguições, prisões e perigos (naufrágios), não mais como causador, mas como seguidor de CRISTO.
• Mudança de Valores: De um fariseu que buscava a justiça pela lei, ele passou a pregar a salvação pela graça através da fé em JESUS.
Esse encontro demonstra que o passado de perseguição não definiu seu futuro, tornando-o um símbolo de transformação e conversão na história da igreja.
3. A FORMAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO
A formação do caráter cristão é um processo contínuo de transformação, frequentemente chamado de santificação, no qual o indivíduo molda sua vida, atitudes e valores à semelhança de JESUS CRISTO. Envolve aspectos teológicos, morais e relacionais.
Os principais aspectos da formação do caráter cristão incluem:
• Fundamentação na Palavra, Jejum e Oração: O estudo da Bíblia, o jejum e a oração constante são meios pelos quais o ESPÍRITO SANTO trabalha no coração, transformando a mente e as atitudes.
• A Tríade das Virtudes (Fé, Esperança e Amor): Estes são considerados pilares centrais. O amor (ágape) é o maior deles, refletindo o caráter de DEUS.
• Fruto do ESPÍRITO SANTO: O caráter cristão é caracterizado pelo fruto do ESPÍRITO com suas qualidades, que inclui amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.
• Imitação de CRISTO (Justiça e Humildade): O foco é espelhar os atributos de JESUS: compaixão, obediência, serviço, perdão e humildade.
• Processo de Santificação Progressiva: Se inicia em um evento instantâneo, depois por uma mudança diária e progressiva, que começa na conversão e busca alinhar o comportamento do indivíduo aos valores de DEUS.
• Obediência e Disciplina: A obediência aos ensinamentos bíblicos molda o caráter, diferenciando-o dos padrões do mundo.
• Relacionamento Comunitário (Comunhão): A vida na igreja e a comunhão entre os irmãos são essenciais para o amadurecimento, amor ao próximo e correção mútua.
• Restauração da Imagem de DEUS: O objetivo final é restaurar o caráter virtuoso para o qual o homem foi criado, refletindo a santidade de DEUS.
Em resumo, formar um caráter cristão é o desenvolvimento de um perfil moral e espiritual que reflete JESUS CRISTO em todas as áreas da vida: com DEUS, consigo mesmo e com o próximo.
3.1. DEUS muda o nosso caráter
A perspectiva bíblica e cristã nos mostra que DEUS transforma o caráter, renovando a mente e o coração da pessoa (2 Coríntios 5:17). Essa mudança foca em valores morais, atitudes e comportamentos, moldando a pessoa à semelhança de CRISTO, mas geralmente não anula sua personalidade única. É um processo contínuo de santificação e entrega.
• Transformação de Caráter: DEUS muda comportamentos viciosos, a forma de pensar e as inclinações do coração.
• Renovação da Mente: A transformação ocorre através da renovação da mente e não se conformando com os padrões mundanos (Romanos 12:2).
• Personalidade vs. Caráter: Enquanto o caráter (valores) é transformado, a personalidade original, que é parte da identidade única dada por DEUS é respeitada
• O Papel da Vontade: Embora DEUS tenha poder para mudar, essa transformação frequentemente requer a vontade e a entrega da própria pessoa.
• Processo de Santificação: A mudança é um processo contínuo (fruto do ESPÍRITO com suas qualidades ou aspectos) que resulta em abandono de pecados e crescimento espiritual.
Em resumo, a fé cristã acredita que o caráter não é estático e pode ser totalmente restaurado e moldado por DEUS, tornando-o mais amoroso, honesto e alinhado com os princípios divinos.
3.2. O discípulo de CRISTO tem seu caráter moldado na obediência
Esse é um princípio central do cristianismo, indicando que a verdadeira transformação espiritual não ocorre apenas pelo conhecimento intelectual, mas pela submissão prática aos mandamentos de JESUS.
Aqui estão os pontos principais sobre essa formação do caráter:
• A Obediência como Marca do Discípulo: A obediência é considerada a primeira marca de um discípulo de JESUS, indo além de ser apenas um "seguidor" para ser alguém que aprende e vive como o Mestre.
• A Palavra Moldando a Vida: O discípulo não apenas ouve, mas obedece à Palavra de DEUS, permitindo que ela transforme o caráter de dentro para fora.
• A Fé Produz Caráter: A obediência aos mandamentos de DEUS, baseada na fé, molda uma força de caráter que permite ao cristão viver de forma madura e fiel, imitando a CRISTO (mansidão, humildade, amor, compaixão).
• O Amor como Motivação: A obediência não é vista como uma carga, mas como prova de amor a JESUS ("Se me amardes, guardareis os meus mandamentos" - João 14:15).
• Processo de Santificação: Essa obediência leva à separação das práticas mundanas, resultando em um caráter santo e conformado à imagem de CRISTO.
Em resumo, o caráter cristão é o resultado da obediência contínua, que transforma a vontade do discípulo para alinhar-se com a vontade de DEUS.
3.3. Em CRISTO temos um novo modo de pensar
Em CRISTO, temos um novo modo de pensar, caracterizado pela renovação da mente pela Palavra e ESPÍRITO SANTO (Efésios 4:23), alinhando-se com a perspectiva, humildade e obediência de JESUS (Filipenses 2:5). Isso transforma o comportamento de uma vida carnal para uma vida de serviço, amor e santidade.
Aspectos do novo modo de pensar em CRISTO:
• Mente Renovada: Substituir padrões mundanos pela verdade do Evangelho, resultando em uma mente transformada.
• Humildade e Serviço: Seguir o exemplo de JESUS, que, mesmo sendo DEUS, assumiu a forma de servo e priorizou os outros (Filipenses 2:5-8).
• Nova Natureza: Viver como uma "nova criação", deixando para trás o "velho homem" e pensamentos fúteis (2 Coríntios 5:17).
• Perspectiva Celestial: Enxergar situações sob o ponto de vista de DEUS, agindo com fé em vez de medo ou egoísmo.
• A Mente de CRISTO: Capacidade de discernir a vontade de DEUS e refletir Seu caráter justo e santo.
Este processo exige constante renovação, leitura da Palavra e comunhão com DEUS, permitindo que a mente seja guiada pelo ESPÍRITO, e não mais pelos desejos da carne.
CONCLUSÃO
A formação do caráter cristão é evidência de um relacionamento vivo e contínuo com CRISTO. As histórias bíblicas demonstram que DEUS transforma vidas, independentemente do passado. O discipulado verdadeiro envolve obediência, renúncia e compromisso diário com a Palavra. Essa transformação ocorre por meio da ação do ESPÍRITO SANTO e da cooperação humana. O caráter moldado em CRISTO reflete amor, humildade, justiça e perseverança. Não se trata de perfeição imediata, mas de um processo constante de santificação. Cada experiência vivida com DEUS contribui para o amadurecimento espiritual. A obediência aos ensinamentos de JESUS gera frutos visíveis na vida do discípulo. Assim, o caráter cristão torna-se um testemunho vivo do Evangelho. Viver como CRISTO viveu é o maior propósito e chamado de todo verdadeiro discípulo.
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Lição 13, JESUS CRISTO, o Modelo Supremo de Caráter
2º Trimestre de 2017 - Título: o Caráter do Cristão - Moldado Pela Palavra de DEUS e Provado Como Ouro
Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato de Lima (Pr. Pres. ADPAR - Assembleia de DEUS em Parnamirim/RN)
Ajuda -
http://ebdnatv.blogspot.com.br/2017/06/escrita-licao-13-jesus-cristo-o-modelo.html ESCRITA
http://ebdnatv.blogspot.com.br/2017/06/figuras-licao-13-jesus-cristo-o-modelo.html FIGURAS
https://www.youtube.com/watch?v=dVSndAueYuo VÍDEOS - Completo – 70 minutos
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 1.18, 21-23; 3.16,17
Mt 1.18 - Ora, o nascimento de JESUS CRISTO foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do ESPÍRITO SANTO.
21 - E ela dará à luz um FILHO, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. 22 - Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: 23 - Eis que a virgem conceberá e dará à luz um FILHO, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: DEUS conosco).
Mt 3.16 - E, sendo JESUS batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como pomba e vindo sobre ele. 17 - E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu FILHO amado, em quem me comprazo.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Estamos estudando a respeito do Homem mais importante de todos os tempos - JESUS. Sua vinda a este mundo se deu de forma sobrenatural e foi tão significativa e marcante que a História foi dividida em duas partes: antes de CRISTO e depois. Como Homem, JESUS teve um desenvolvimento e um caráter perfeito que refletia a sua natureza divina. Até os 30 anos, Ele viveu como todo judeu. Foi apresentado no Templo por seus pais, participou das festas judaicas, trabalhou como carpinteiro, pagou impostos e teve uma vida sociável, indo a jantares na casa dos amigos e a festas de casamento. Por isso, JESUS deve ser nosso modelo e referência como Homem e servo. Que possamos seguir sempre os seus passos, glorificando o seu nome.
Resumo da Lição 13, JESUS CRISTO, o Modelo Supremo de Caráter
I - JESUS DE NAZARÉ, O FILHO DO HOMEM
1. Sua origem humana.
2. Sua entrada no mundo.
3. Seu desenvolvimento humano e espiritual.
II - SEU MINISTÉRIO E CARÁTER SUPREMO
1. O caráter exemplar de JESUS.
2. Na prática,
3. Seu caráter é referência para a Igreja.
III - A MORTE, RESSURREIÇÃO E VOLTA DE CRISTO
1. A morte de CRISTO, exemplo supremo de amor.
2. A ressurreição de JESUS e a sua vinda em glória.
SÍNTESE DO TÓPICO I - JESUS de Nazaré foi e é o FILHO do Homem
SÍNTESE DO TÓPICO II - Como FILHO do Homem, JESUS teve um ministério e caráter supremo.
SÍNTESE DO TÓPICO III - JESUS veio ao mundo, morreu, ressuscitou e voltará novamente para buscar aqueles que são seus
"JESUS é o maior e mais excelente personagem da História."
PARA REFLETIR - A respeito de JESUS CRISTO, o modelo supremo de caráter, responda:
Para que JESUS se fez homem? Para remir o homem perdido.
Que fez JESUS dos doze aos trinta anos? Provavelmente, Ele exerceu o ofício de carpinteiro, aguardando o momento de iniciar seu ministério.
Que revelam as ações de JESUS em seu ministério? O lado divino e o lado humano de sua personalidade singular.
Cite algumas características do caráter de JESUS como homem perfeito. Humilde, manso, misericordioso, pacificador.
Como JESUS demonstrou seu amor pelos homens? Ele demonstrou seu amor na prática.
COMENTÁRIO RÁPIDO DO Pr. Henrique
Lição 13, JESUS CRISTO, o Modelo Supremo de Caráter
INTRODUÇÃO
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Mateus 11:29
Nesta Lição aprenderemos de JESUS que é a perfeição.
Tudo o que precisamos ser é como JESUS. O conhecimento de JESUS nos fará perfeitos.
Olhando para JESUS, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de DEUS. Hebreus 12:2
Para ter o ESPÍRITO SANTO é através DELE. E eu rogarei ao PAI, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; João 14:16
Para se chegar ao PAI é através DELE. Disse-lhe JESUS: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao PAI, senão por mim. João 14:6
Para ver o PAI tem que ver JESUS - Disse-lhe JESUS: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o PAI; e como dizes tu: Mostra-nos o PAI? João 14:9
Para ser salvo é através DELE. Porque há um só DEUS, e um só Mediador entre DEUS e os homens, JESUS CRISTO homem. 1 Timóteo 2.5
A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor JESUS, e em teu coração creres que DEUS o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Romanos 10:9
Reflexão – Em que sou parecido com JESUS?
O APÓSTOLO PAULO SE PARECIA COM CRISTO EM QUE?
Já estou crucificado com CRISTO; e vivo, não mais eu, mas CRISTO vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do FILHO de DEUS, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. Gálatas 2:20.
São ministros de CRISTO? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez.
Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas. Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza. O DEUS e PAI de nosso Senhor JESUS CRISTO, que é eternamente bendito, sabe que não minto. Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas pôs guardas às portas da cidade dos damascenos, para me prenderem. E fui descido num cesto por uma janela da muralha; e assim escapei das suas mãos. 2 Coríntios 11:23-33
EM QUE NÓS MINISTROS DE CRISTO NOS PARECEMOS COM CRISTO?
EM MANSÕES? EM FAZENDAS? EM LUGAR DE DESTAQUE NA MÍDIA? EM CONTAS NA SUIÇA E PARAISOS FISCAIS? EM CARGOS PÚBLICOS? EM FESTAS E BANQUETES MOVIDOS A CHURRASCOS E COCA COLA?
Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado; Antes, como ministros de DEUS, tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, Nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, Na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no ESPÍRITO SANTO, no amor não fingido, Na palavra da verdade, no poder de DEUS, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda, Por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama; como enganadores, e sendo verdadeiros;
Como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo, e eis que vivemos; como castigados, e não mortos;
Como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo. 2 Coríntios 6:3-10
I - JESUS DE NAZARÉ, O FILHO DO HOMEM
1. Sua origem humana.
DEUS (na pessoa de JESUS) se fez homem e habitou entre nós, mas nunca deixou de ser DEUS (na pessoa de JESUS) - As Escrituras dão testemunhos, de diversas maneiras, da humanidade de JESUS CRISTO. Ele era “FILHO de Abraão” (Mt 1.1); “da descendência de Davi segundo a carne” (Rm 1.3), concebido pela virgem Maria (Lc 1.31), “nascido de mulher (Gl 4.4), nascido de Maria (Mt 1.25; 2.11; Lc 2.7), “se fez carne” (Jo 1.14; cf. Rm 1.3; 1 Tm 3.16). Ele foi um bebê (Mt 2.11,14,20,21; Lc 2.7,16), Ele “crescia em sabedoria, e em estatura” (Lc 2.52), trabalhou como carpinteiro (Mc 6.3), teve fome (Mt 4.2; Mc 11.12), teve sede (Jo 4.7; 19.28), viveu as emoções da alegria e da tristeza (Lc 10.21; Jo 12.27), foi crucificado, morreu, e ressuscitou dos mortos. Ele é claramente chamado de homem (Jo 1.30; At 17.31; Rm 5.15; 1 Co 15.21,47; 1 Tm 2.5; Hb 2.6-9).
Jo 1.1- “No princípio era o verbo, e o verbo estava com DEUS, e o verbo era DEUS”.
Para compreender porque JESUS CRISTO é chamado de verbo, precisamos saber que uma frase para ser construída é necessário que haja um sujeito, um verbo e um complemento.
DEUS é um ser triuno, ou seja, é PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO (Jo 3.13-17).
Vamos aprender mais se construirmos uma frase, vejamos então:
Frase - DEUS salva o homem.
D E U S S A L V A O H O M E M
Sujeito Verbo Complemento
O que ordena o que faz o resultado
Idealizador realizador revelador
PAI FILHO ESPÍRITO SANTO
Conclusão: DEUS PAI planejou a salvação do homem,
DEUS FILHO morreu por nós na cruz do calvário, executando o plano de DEUS,
DEUS ESPÍRITO SANTO revelou-nos esta salvação, convencendo-nos do pecado, da justiça e do juízo.
Outra demonstração para fácil assimilação da trindade de DEUS é tomarmos como exemplo o sol:
O sol em si representando o PAI, a ordem para fazer;
A luz do sol representando o FILHO, o cumprimento da ordem;
O calor do sol representando o ESPÍRITO SANTO, a revelação, o poder como resultado.
O homem é uma tricotomia - Três partes de um todo. Mas cada parte é distinta e não concordante. Por exemplo: Ao acordar Domingo pela manhã o aluno da EBD poderá ser pego na seguinte situação: Seu corpo quer ficar na cama e dormir, seu espírito quer ir para a EBD e sua alma, hora fica querendo ir para a EBD, hora quer dormir. É uma guerra do corpo contra o espírito e do espírito contra o corpo. Vence quem a alma apoiar (a alma que pecar, esta morrerá - ela tem o poder de decisão). por isso o homem não é uma trindade, não é uma triunidade. O corpo, a alma e o espírito podem ter opiniões diferentes e decisões diferentes. Já DEUS concorda em tudo, em três pessoas com os mesmos desejos e vontades e decisões.
E, sendo JESUS batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como pomba e vindo sobre ele.
E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu FILHO amado, em quem me comprazo. Mateus 3.16,17.
AI ESTÁ A TRINDADE BEM CLARA - FILHO NA ÁGUA; ESPÍRITO SANTO EM FORMA CORPÓREA COMO POMBA; PAI FALA DOS CÉUS.
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do PAI, e do FILHO, e do ESPÍRITO SANTO; Mateus 28.19
Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, JESUS CRISTO; não só por água, mas por água e por sangue. E o ESPÍRITO é o que testifica, porque o ESPÍRITO é a verdade. Porque três são os que testificam no céu: o PAI, a Palavra, e o ESPÍRITO SANTO; e estes três são um. E três são os que testificam na terra: o ESPÍRITO, e a água e o sangue; e estes três concordam num. 1 João 5:6-8 - VEJA A TRINDADE AQUI DE NOVO - o PAI, a Palavra, e o ESPÍRITO SANTO. AI ESTÁ DIZENDO - e estes três são um.
Não havia sequer um justo, todos pecaram – COMO SALVAR A HUMANIDADE? Não havia um homem que pudesse fazer isso.
E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei. Ezequiel 22:30
O QUE ERA NECESSÁRIO PARA SAVAR O HOMEM? Era preciso um homem que nunca pecou e que aceitasse levar sobre ele os pecados de todos e as maldições e as suas doenças e enfermidades, depois morrer no lugar deles numa cruz e ir para o lugar que eles deveriam ir, o inferno. DEUS não achou nenhum para fazer isto.
Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de DEUS; Romanos 3:23
Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. Romanos 5:12
CRISTO nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Gálatas 3.13.
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de DEUS, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores. Isaías 53:4,5, 12.
DEUS MESMO VEIO FAZER O QUE O HOMEM NÃO PODIA FAZER.
DEUS SE TABERCULARIZOU – DEUS MESMO SE FEZ HOMEM PARA REALIZAR A TAREFA DE SALVAR O HOMEM.
E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Filipenses 2:8
OBSERVAÇÃO SOBRE GENEALOGIA - Pr. Henrique
POR QUE DIFERENTES GENEALOGIAS ENTRE MATEUS E LUCAS?
Porque Lucas mostra a humanidade de JESUS e Mateus sua Realeza (na de Mateus é demonstrada a descendência de JESUS do rei Davi por causa de José que era da casa real)
Lucas coloca mais nomes de descendentes humildes e às vezes sem expressividade em sua genealogia para mostrar a humildade e humanidade de JESUS.
A intenção de Lucas é mostrar JESUS se fazendo homem para salvar a todos os descendentes de Adão. Por isso a genealogia de Lucas vai até Adão.
Já Mateus está interessado em provar que JESUS é rei e mostra JESUS descendente dos reis até Davi porque é FILHO de José, da casa de Davi. Entre tantos outros descendentes de Davi, José é mais um que poderia se candidatar ao trono. Assim JESUS nasce em Belém, tribo de Judá. Também é FILHO legalmente de José da casa de Davi.
Cuidado com fábulas artificialmente compostas (2 Pedro 1:16) de que na genealogia de Lucas está registrada a genealogia de Maria e que Eli ou Heli é PAI de Maria (Absurdo)
Não existe nenhuma comprovação bíblica disso. A genealogia é de JESUS e as mulheres não influenciavam as genealogias. Apenas são citadas como esposas de alguém que faz parte da genealogia de JESUS.
A única família de Maria encontrada na Bíblia é a de Isabel, sua prima, descendente de Arão, da tribo de Levi. Alguém já viu um parente distante passar quase três meses na casa de outro parente? Maria era prima mesmo de Isabel. Passou quase Três meses na casa de sua prima Isabel.
Lucas 1:5 Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel.
Lucas 1:36 E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um FILHO em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril;
Lucas 1:56 E Maria ficou com ela quase três meses, e depois voltou para sua casa.
SE MULHER INFLUENCIASSE GENEALOGIA DAVI SERIA APENAS UM ZERO A ESQUERDA.
Davi é descendente de Raabe, a prostituta e de Rute, a Moabita (descendente de um incesto das filhas de Ló com ele)
E Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé; Mateus 1:5. ISSO NOS MOSTRA CLARAMENTE QUE MULHER NÃO INFLUENCIA NA GENEALOGIA. JESUS SÓ É RECONHECIDO COMO DA CASA DE DAVI POR CAUSA DE JOSÉ, QUE É DA CASA DE DAVI. E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), Lucas 2:4
JESUS, O VERBO DE DEUS - CRISTOLOGIA - A doutrina de JESUS CRISTO - Esequias Soares
NO PRINCÍPIO, ERA O VERBO, E O VERBO ESTAVA COM DEUS, E O VERBO ERA DEUS... E O VERBO SE FEZ CARNE E HABITOU ENTRE NÓS, E VIMOS A SUA GLÓRIA, COMO A GLÓRIA DO UNIGÊNITO DO PAI, CHEIO DE GRAÇA E DE VERDADE
JOÃO 1.1, 14
O apóstolo João começa seu evangelho apresentando JESUS como o Verbo de DEUS. Ele usa o termo grego logos, que a maioria de nossas versões traduz por “Verbo” ou “Palavra”. Ele emprega esse vocábulo apenas no prólogo, duas vezes (Jo 1.1, 14 ), e não no resto do evangelho, pois relata a história do JESUS Homem, o Verbo feito Carne. O apóstolo emprega, ainda, o referido termo em sua primeira epístola (1 Jo 1.1 ) e em Apocalipse 19.13. Trata-se de uma palavra que exige explicação para tornar-se compreensível ao povo na atualidade, entretanto, era conhecida aos leitores da época.
O LOGOS
Nós recebemos o ensinamento de que CRISTO é o primogênito de DEUS e indicamos que ele é o Verbo, do qual todo o gênero humano participou. Portanto, aqueles que viveram conforme o Verbo são cristãos.
O termo hebraico é דָּבָר (dābār),2 “palavra, fala, discurso, coisa” (HARRIS; ARCHER, JR.; WALTKE, 1998, p. 292), traduzida na Septuaginta alternadamente por λόγος e ῥῆμα (logos e rhēma). Esses vocábulos gregos são usados nela como sinônimos, sendo que rhēma é mais comum no Pentateuco, Josué, Juízes, Rute e Jó. Para o judeu ou qualquer oriental da antiguidade, a palavra não era um mero som, mas algo de existência independente e cheio de poder (Sl 33.6; 107.20; 147.15; Jr 23.29). Veja que a palavra de Isaque, quando abençoou a Jacó, não podia mais voltar atrás (Gn 27.33). No relato da criação é manifesto o poder da Palavra de DEUS (Gn 1.3, 6, 11, 14, 20, 24).
Os Targumim usam o termo aramaico מֵימַר (mēimar) “palavra, declaração, discurso” (JASTROW, 1996, p. 775; SOKOLOFF, 1992, p. 305) para “Senhor”, isso em diversas passagens onde há a presença de elementos antropomórficos empregados para DEUS. Isso acontece centenas de vezes, mas vamos a alguns exemplos: “Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de DEUS” (Êx 19.17). Os judeus consideravam essa declaração demasiadamente humana para falar de DEUS, por isso parafrasearam traduzindo por “ao encontro com a palavra de DEUS”, no Targum de Ônquelos. Algo semelhante acontece no mesmo Targum com a frase “isso é um sinal entre mim e vós” (Êx 31.13), vertendo por “entre minha palavra e vós”. Algo semelhante acontece no profeta Isaías: “a minha mão fundou a terra” (Is 48.13), no Targum de Jonathan encontramos “por minha palavra fundei a terra”.
O salmo 119 é um tesouro que melhor representa a palavra com suas diversas nuanças. Em Provérbios 8 e 9, a sabedoria é o agente de DEUS na iluminação e na criação. Assim, sabedoria e razão são uma mesma coisa, dessa forma, o Logos está presente na literatura sapiencial ou de sabedoria, coletânea de pensamentos dos sábios de Israel, inspirados por DEUS e registrados nos livros poéticos: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão. Essa coletânea ensina que a Sabedoria “é a tua vida” (Pv 4.13) e tem existência eterna (Pv 8.23).
AS TRÊS CLÁUSULAS DE JOÃO 1.1
A primeira parte de João 1.1 diz: “No princípio era o Verbo” (Jo 1.1a). No princípio ele já existia. Antes mesmo de Gênesis 1.1, o Verbo já estava com o PAI. Ele não pode fazer parte da criação: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Assim, ele não pode ter sido uma criatura, porque nada há no universo que não tinha vindo dele. Antes da criação e do tempo começar, o Verbo já existia (Jo 8.58).
Essa afirmação diz respeito a sua eternidade. A Bíblia declara “no princípio criou DEUS os céus e a terra” (Gn 1.1), mas o apóstolo João foi mais além ao afirmar que “no princípio era”, ou seja, já existia o Verbo. O imperfeito grego ἦν (ēn), “era”, é existencial e transmite a idéia de continuidade. Esse pensamento teológico é confirmado em todo o contexto bíblico. Ele já existia mesmo antes de começar o tempo, existe por si mesmo (Jo 5.26) e transcende a linha do tempo “ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17). Estava com o PAI antes da criação do mundo (Jo 17.5, 24).
A pré-existência de CRISTO é eterna. O profeta Miquéias, ao anunciar o nascimento do Messias na cidade de Belém de Judá, concluiu a mensagem dizendo: “e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2). Isto revela que o FILHO já existia na eternidade, antes da criação de todas as coisas. Em Isaías, JESUS é chamado de “PAI da Eternidade” (9.6). Como pode ser o FILHO criatura, visto que o texto sagrado nos diz aqui que ele é o “PAI da Eternidade”?
Há outra passagem que corrobora esta grande verdade: “JESUS CRISTO é o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hb 13.8).
Além disso, lemos em João 1.3: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”; ou “por intermédio dele” (ARA). A palavra grega usada aqui é dia, διά (dia), “através de, por meio de, por, causa de” (BALZ & SCHNEIDER, 2001, vol. I, p. 894). Essa mesma palavra é aplicada ao DEUS-PAI: “Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!” (Rm 11.36). “Todas as coisas foram feitas por ele”? O texto joanino é claro e objetivo ao mostrar que nada há nesse infinito universo que não seja criado pelo Senhor JESUS.
O conceito de eternidade do Logos é o mesmo que a Bíblia apresenta como um dos atributos incomunicáveis de DEUS: “O teu trono está firme desde então; tu és desde a eternidade” (Sl 93.2). Isso significa que DEUS é livre de toda a distinção temporal de passado ou de futuro, ele não teve um começo e nem terá fim em seu Ser, é de duração infinita de tempo, sem início nem fim. É essa a idéia que o apóstolo transmite ao afirmar “no princípio era o Verbo”.
“E o Verbo estava com DEUS” (Jo 1.1b). O termo “DEUS”, nessa cláusula, é uma referência ao PAI, pois o nome grego theos, “DEUS”, no Novo Testamento, quando vem acompanhado do artigo ou sem outra qualificação, refere-se sempre ao PAI, veja os seguintes exemplos: ὀ δὲ αὐτὸς θεὸς... (ho de autos theos...), “mas é o mesmo DEUS” (1 Co 12.6), o artigo é “ho”; καὶ ἡ ἀγάπη τοῦ θεοῦ (kai hē ágapē tou theou), “e o amor de DEUS” (2 Co 13.13), “tou” é a forma flexionada de ho; εἷς θεὸς καὶ πατὴρ πάντων (heis theos kai patēr pantōn), “um só DEUS e PAI de todos”, “patēr” é o qualificativo (Ef 4.6); εἰς δόξαν θεοῦ πατρός (eis doxan theou patros), “para a glória de DEUS PAI”, patros é o qualificativo (Fp 2.11), são alguns exemplos. Nem sempre a presença do artigo grego aparece nas versões em língua moderna. Aqui, a expressão pros ton theon, “com o DEUS”, mostra idéia de um relacionamento dinâmico numa comunhão perfeita na eternidade passada entre o PAI e o FILHO. A preposição grega pros, “com”, na construção feita pelo apóstolo indica um plano de intimidade e igualdade, face a face.
Assim, a parte b de João 1.1 mostra o PAI como Pessoa distinta do Verbo, contra o pensamento modalista e, também, contra os unicistas da atualidade. Esses grupos, embora defendam a divindade de JESUS, negam a doutrina bíblica da Trindade.
A manifestação das três pessoas distintas é clara nas Escrituras. O batismo de JESUS (Mt 3.16, 17) e a oração sacerdotal de CRISTO, em João 17, são exemplos clássicos contra a teologia deles (Jo 8.17, 18; 1 Jo 2.22-24). O apóstolo volta a enfatizar que o PAI é uma pessoa e o FILHO, outra, no versículo seguinte, “ele estava no princípio com DEUS” (Jo 1.2).
“E o Verbo era DEUS” (Jo 1.1c). A idéia nesse versículo é progressiva, uma declaração vai esclarecendo a anterior até culminar com a declaração enfática “e o Verbo era DEUS”. Se o prólogo do evangelho João (1.1-14) fosse o único lugar nas Escrituras em favor da divindade do Verbo já teríamos subsídios suficientes, entretanto, essa doutrina é ensinada em todo o contexto bíblico. JESUS é DEUS igual ao PAI (Jo 5.18, 10.30; Cl 2.9).
Ele é apresentado como Criador de todas as coisas: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). O Criador do mundo agora estava ele entre os homens: “estava no mundo e o mundo foi feito por ele” (Jo 1.10); como Vida e Luz: “nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens” (Jo 1.4). Tanto o PAI como o FILHO são a fonte da vida: “amando o SENHOR, teu DEUS, dando ouvidos à sua voz e te achegando a ele; pois ele é a tua vida” (Dt 30.20); “como o PAI tem a vida em si mesmo, assim deu também ao FILHO ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26).
Vida é contrário de morte, de destruição, e a vida que JESUS veio trazer é a vida eterna, não simplesmente pela sua duração, mas pela sua qualidade, é a vida de DEUS cheia de gozo e alegria, oferecida a todos os pecadores que se arrependerem de seus pecados. JESUS disse: “eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao PAI senão por mim” (Jo 14.6). No penúltimo capítulo do evangelho de João, o apóstolo declara “que JESUS é o CRISTO, o FILHO de DEUS, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.30).
Luz é um atributo divino, é verdade que JESUS ensinou no Sermão do Monte que seus discípulos são “a luz do mundo” (Mt 5.14), mas não temos luz própria. Assim, como a lua reflete na Terra a luz do sol, da mesma maneira nós refletimos para o mundo a luz de CRISTO. Todo o contexto bíblico mostra e ensina de maneira enfática e expressa que DEUS é Luz (1 Jo 1.5), que “habita na luz inacessível” (1 Tm 6.16). Esse termo aparece mais de 20 vezes no evangelho de João, e JESUS é apresentado nele como a luz do mundo: “Falou-lhes, pois, JESUS outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12). No relato da Criação afirma que DEUS, pelo poder de sua Palavra, fez aparecer a luz, que desfez o caos (Gn 1.2,3). O Senhor JESUS é a “luz que alumia a todo o homem que vem ao mundo” (Jo 1.9) e desfaz o caos da vida humana.
“E O VERBO SE FEZ CARNE”
No prólogo do seu evangelho, o apóstolo João descreve algumas características e atributos divinos e encerra afirmando explicitamente que o Verbo se tornou homem: “e o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do PAI, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). Ele habitou entre nós. O verbo grego usado, aqui, para “habitar” é σκηνόω (skēnoō) “morar em uma tenda”, (BALZ & SCHNEIDER, 2002, vol. II, p. 1431); σκηνή (skēnē) significa “tenda, cabana, tabernáculo”. O apóstolo empregou um verbo que indica morada provisória, diferente daquele que o apóstolo Paulo usou para enfatizar a sua divindade: “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). O verbo grego, nesse caso, é κατοικέω (katoikeō), “viver, habitar” e cuja idéia é de morada permanente (BALZ & SCHNEIDER, 2001, vol. I, p. 2269, 2270). Ele andou entre nós, manifestando os atributos da divindade. As características divinas do Verbo feito carne são demonstradas ao longo de sua narrativa.
O termo Logos foi estratégia do ESPÍRITO SANTO ao inspirar o apóstolo João na produção de seus escritos. Esse vocábulo foi um recurso extraordinário, naquela época, para alcançar judeus e gregos, pois era do conhecimento desses povos o conceito de “palavra”, ou seja, dâbâr, em hebraico e logos, em grego. As traduções hebraicas do Novo Testamento usam dābār, em João 1.1, 14; 1 João 1.1 e Apocalipse 19.13. Convém ressaltar que a idéia grega é impessoal, porém, o Logos de João 1.1 é pessoal e recebeu o nome JESUS ao vir ao mundo. Foi o termo usado para que a mensagem do evangelho fosse perfeitamente compreensível pelas civilizações semítica e greco-romana, “primeiro do judeu e também do grego” (Rm 1.16). A palavra é o principal recurso numa comunicação, por isso DEUS revelou-se a si mesmo por meio de sua Palavra: “DEUS nunca foi visto por alguém. O FILHO Unigênito, que no seio do PAI, este o fez conhecer” (Jo 1.18), ou “o DEUS unigênito”, de acordo com alguns manuscritos (ARA).
Reúnem-se em JESUS todas as qualidades divinas que o descreve como o único Salvador da humanidade. Sua história e suas obras não se limitam ao período entre o nascimento e a morte, ele esteve presente desde a eternidade passada, atuou na história do povo de Israel, veio como homem e sua glória foi vista pelos de sua geração, realizou a obra da redenção na cruz do Calvário, retornou ao Céu, de onde dirige a sua igreja, e voltará em glória para estabelecer a paz universal.
"Mas, vindo a plenitude dos tempos, DEUS enviou seu FILHO, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos" (Gl 4.4,5).
JESUS nasceu na plenitude dos tempos
“Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, enviou DEUS o seu FILHO, nascido de uma mulher, nascido sob a Lei” Gálatas 4,4
A expressão “plenitude do tempo” sublinha o caráter histórico escatológico da encarnação, a qual acontece em um ponto preciso da história humana (o aoristo “chegou”) coloca em evidência seu valor messiânico; “enviou DEUS”: significando verbalmente enviar expedir, e interpreta-se com a descrição da missão do FILHO JESUS enviado pelo PAI. Um verbo de uso comum no helenismo e muito usado na LXX aparece no versículo G1 4,4 e 4,6; entretanto, no Novo Testamento seu uso é raro, somente o encontramos em Lucas e nos Atos dos Apóstolos. A expressão “plenitude do tempo” confirma a espera da humanidade pela sua salvação e a concretização desta obra pelo FILHO de DEUS JESUS no momento designado por DEUS. http://www.abiblia.org/ver.php?id=2303
PLENITUDE DOS TEMPOS - http://ciberteologia.paulinas.org.br/ciberteologia/wp-content/uploads/2009/05/plenitudedostempos.pdf
Não são os homens que arrumam as coisas para DEUS, DEUS é quem controla tudo para na hora certa fazer acontecer.
"Mas, vindo a plenitude dos tempos, DEUS enviou seu FILHO, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos" (Gl 4.4,5).
A primeira observação que devemos fazer é: JESUS é um ser humano histórico, ou seja, ele viveu durante um certo intervalo de tempo e nesse mundo em que nascemos, vivemos e morremos até hoje. Não é exatamente isso que nos mostra o evangelista Lucas. Na verdade, ele buscou situar a pessoa histórica de JESUS dentro de limites temporais. Segundo ele, JESUS de Nazaré nasceu sob o governo do imperador Augusto (Lc 2,1). No ano décimo quinto do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe, tetrarca da Ituréia e da Traconítide, e Lisânias, tetrarca de Abilene, sendo sumo-sacerdotes Anás e Caifás (Lc 3,1). Como podemos observar em Mc 1,15 e Gl 4,4, existe uma delimitação temporal de um conjunto de condições históricas, políticas, econômicas, sociais e geográficas, às quais, para eles, propiciaram a encarnação do Verbo, constituindo assim, como vimos, o kairós de DEUS. Esses textos revelam que JESUS CRISTO não nasceu numa época qualquer, mas ao chegar à “plenitude dos tempos”. Como as profecias messiânicas não apontam para uma data da vinda do Messias, não se pode interpretar esses textos como fazendo alusão ao cumprimento de uma profecia específica. De acordo com os estudiosos, a interpretação adequada de “plenitude dos tempos” é: “tempo certo”, “momento ideal”, “ocasião propícia” designada por DEUS, mas não revelada nas profecias escritas. Assim, temos a seguinte definição técnica para a expressão “plenitude dos tempos”:5 época ou contexto histórico cuja realidade (acontecimentos) foi muito favorável ao objetivo da vinda de CRISTO ao mundo, que é a anunciação e propagação universal do Evangelho. A natureza dessa realidade é a uniformização política propiciada pelo sistema administrativo do Império Romano, somadas as contribuições religiosas, dos judeus, e culturais, dos gregos, que já faziam parte desse ambiente mundial. Como vimos acima, essas três civilizações trouxeram grandes contribuições para a ocorrência do evento central e único6 da linha da salvação durante o Império Romano do século I. Roma influenciou na política, os gregos na questão intelectual e os judeus na religiosidade. Os romanos Como já sabemos, os romanos influenciaram politicamente os povos sob seu domínio. A seguir, algumas contribuições prestadas por Roma à difusão do cristianismo:
1- Domínio mundial de Roma;
2- Os povos unificados;
3- A paz universal – pax romana;
4- A importância das cidades;
5- O intercâmbio entre os vários povos.
O cristianismo, durante os três primeiros séculos de existência, não ultrapassou os limites do Império Romano.
Os romanos, como nenhum outro povo até então, desenvolveram um sentido da unidade da espécie sob uma lei universal.
A paz universal – Pax romana - Era um período de paz. A ausência de guerras contribuiu para o cristianismo, contudo as guerras também influenciaram na prosperidade da nova religião. As conquistas romanas levaram muitos povos à falta de fé em seus deuses, uma vez que eles não foram capazes de protegê-los dos romanos.
A importância das cidades
A cultura helênica se alastrou restritivamente nas cidades, onde se concentravam o comércio e o trânsito, possibilitando a aquisição de riquezas e o desenvolvimento de uma vida de bem-estar. No meio rural, o conservadorismo das aldeias preservou sua diversidade. As mudanças na cidade ocorreram no sentido da busca de cultura greco-romana. A população da cidade usava forma comuns em muitos setores de vida. A cidade, então, era o lugar onde a nova civilização podia ser experimentada, onde novos empreendimentos eram estimulados em primeiro lugar. Era o lugar em que, se houvessem mudanças, podiam ser constatadas e até procuradas. Assim como a cultura helênica era urbana, o cristianismo também o foi. A expansão da Igreja cristã deu-se, sobretudo, nas cidades espalhadas pelo Mediterrâneo. Paulo traçou sua estratégia de propagação do Evangelho a partir da seleção de cidades que possuíam intenso volume de difusão de cultura, cidades que serviam como rotas de grandes massas populacionais.
O intercâmbio entre os vários povos
“O fio condutor para qualquer história do cristianismo primitivo e mais antigo é a irresistível expansão da fé cristã na região do Mediterrâneo durante os primeiros cento e vinte anos”. Havia uma prosperidade aparente pelo fato de haver um intenso intercâmbio comercial entre todos os povos conquistados pelos romanos. Houve a construção de estradas, cuja função era propiciar a rápida comunicação entre os vários pontos do império, o que facilitava a relação entre as várias etnias existentes naquela região. Pelas estradas romanas circulavam mercadorias, pensamentos, cultura, dinheiro e pessoas. Essa ligação foi tão importante como o é a globalização atualmente. O mundo até então conhecido estava interligado, o, não por cabos e satélites, mas por estradas romanas. Estradas foram construídas e mantidas; o Mediterrâneo ficou quase que totalmente livre dos piratas. Cidades livres tinham permissão de cunhar suas próprias moedas. As taxas foram estabilizadas, passaram a ser cobradas de maneira mais equitativa e eficiente, e até, em alguns casos, foram temporariamente reduzidas.
Filosofia grega
Existem aí cinco elementos fundamentais na teologia cristã, os quais foram adotados da filosofia grega: • o conceito de transcendência: as idéias eram, para Platão, as essências das coisas. Se as idéias e, com elas, a abstração, representam o real, as coisas terrenas perdem seu valor; • a desvalorização da existência; • “a doutrina da queda da alma da eterna participação no mundo essencial ou espiritual, sua degradação terrena num corpo físico, que procura livrar-se da escravidão desse corpo, para finalmente elevar-se acima do mundo material”; • a Providência Divina; • “o divino é forma sem matéria, perfeito em sim mesmo” (Aristóteles). A filosofia grega preparou o caminho para a vinda do cristianismo por ter levado à destruição as antigas religiões.
Os judeus
Por mais importantes que as contribuições de Atenas e Roma, como pano de fundo histórico, tenham sido para o cristianismo, as contribuições dos judeus formam a herança do cristianismo. O cristianismo pode ter se desenvolvido no sistema político de Roma e pode ter encontrado o ambiente intelectual criado pela mente grega, mas seu relacionamento com o judaísmo foi muito mais íntimo. Os judeus prepararam o “berço do cristianismo”, fizeram os preparativos para seu nascimento e alimentaram-no na sua primeira infância. Abaixo estão elencadas as contribuições dos judeus para o desenvolvimento do cristianismo: • monoteísmo; • esperança messiânica; • sistema ético; • Antigo Testamento; • filosofia da história; • sinagoga.
Monoteísmo
O monoteísmo judaico apresenta algumas distinções do monoteísmo cristão. O monoteísmo judaico preparou os povos pagãos para o cristianismo. O judaísmo contrastava flagrantemente com a maioria das religiões pagãs, ao fundamentar-se num sólido monoteísmo espiritual.
Esperança messiânica
Os judeus ofereceram ao mundo a esperança de um messias que estabeleceria a justiça na terra. Apesar da diversidade das versões sobre o messias e o tempo da salvação, todas elas tinham em comum a aparição do ungido de DEUS como regente e juiz que poria termo à humilhação de Israel, expulsaria os pagãos e fundaria o reino da glória.
Sistema ético
Na parte moral da lei judaica, o judaísmo também ofereceu ao mundo o mais puro sistema ético de então. O elevado padrão proposto nos Dez Mandamentos chocava-se com os sistemas éticos prevalecentes e com práticas por demais corruptas dos sistemas morais pelos quais se pautavam.
Antigo Testamento
JESUS fez uso constante do Antigo Testamento para nutrir a sua própria vida e basear os seus ensinos, e, consoante seu exemplo, as Escrituras judaicas eram lidas regularmente nas reuniões de cultos primitivos cristãos. O Antigo Testamento era composto, como JESUS mesmo testifica (Mt. 5,17), pela Lei e os profetas.
Recém-nascida teologia judaica.
Em Alexandria, surgiu também a primeira escola teológica judaica que tentou combinar os ensinos das Escrituras com a filosofia grega, prática também utilizada por alguns apóstolos, como João e Paulo.
Filosofia da história
A filosofia da história substantiva procura estabelecer a significância de um evento dentro do contexto de toda a história. Os judeus tornaram possível uma filosofia da história por insistirem que a história tem significado. Eles se opuseram a toda e qualquer visão que deixasse a história sem significado.
Sinagoga
Os judeus também forneceram uma instituição, da qual muitos cristãos esquecem a utilidade, no surgimento e desenvolvimento do cristianismo primitivo. Essa instituição era a sinagoga. Foi ela a casa de pregação do cristianismo primitivo. No tempo de JESUS, existia uma sinagoga em cada povoado de judeus. Renan ressalta que “não se poderia compreender a disseminação do cristianismo sem as sinagogas”. Nas cidades maiores, como Jerusalém, e também Roma, Alexandria ou Antioquia, havia várias sinagogas para o culto, o estudo da lei e o ensino às crianças. Renan declara que as sinagogas já estavam espalhadas por toda a região marginal do Mediterrâneo. Notamos as três principais funções da sinagoga: culto, estudo da Lei e ensino das crianças.
Conclusão
Concluímos, do que foi exposto, que a plenitude dos tempos é o que podemos chamar de kairós de DEUS — o tempo certo de DEUS. Não haveria momento mais propício à eclosão do cristianismo do que aquele inaugurado por Augusto César. Um mundo unificado política e culturalmente jamais tinha existido até então. Havia um intercâmbio comercial, intelectual e populacional muito grande. O dialeto ático — koinê — era o utilizado nas cidades, a filosofia aguçava a mente humana para as coisas transcendentais, tudo era favorável para algo novo e revolucionário.
O ser humano greco-romano necessitava de respostas. Descobrir o sentido da existência era o cerne de suas vidas. O Evangelho deu-lhes aquilo que estavam buscando — o sentido para a existência — algo que a filosofia, o judaísmo, as religiões de mistérios etc. não conseguiram satisfazer. O QUE O HOMEM NECESSITAVA ERA DE JESUS. A HORA ERA AQUELA - A PLENITUDE DOS TEMPOS CHEGOU.
Não são os homens que arrumam as coisas para DEUS, DEUS é quem controla tudo para na hora certa fazer acontecer.
2. Sua entrada no mundo.
POR QUE JESUS NASCEU DE UMA MULHER PARA VIR À TERRA NOS SALVAR?
O PRIMEIRO ADÃO FOI CRIADO POR DEUS COM CORPO, ALMA E ESPÍRITO - PRONTO JÁ - AQUI NA TERRA. POR QUE JESUS NÃO APRECEU DE REPENTE JÁ COM CORPO, ALMA E ESPÍRITO?
Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora. E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos. João 10:1-5
Dois Que Vieram Do Céu E Estão Na Terra
Curral - Mundo
Ovelhas - Seres Humanos
Porta - Nascimento Físico (Nascer De Mulher)
Bom Pastor - JESUS
Outra Parte - Expulso Do Céu, Está No Mundo Também, Mas Sem Forma Humana, Não Nasceu De Mulher.
Ladrão E Salteador - Satanás
JESUS nasce de uma mulher, essa é a primeira vez que DEUS está na Terra numa forma totalmente humana. Em carne e osso. Em tudo semelhante ao homem, com exceção do pecado original vindo de Adão, já que não nasceu de semente humana corrompida proveniente de Adão. Quando é gerado pelo ESPÍRITO SANTO no útero virgem de Maria não existe contato físico dela com algum homem, portanto a herança pecaminosa de Adão não lhe é passada. A semente do pecado está no homem e vai passando de PAI para FILHO (o esperma, a semente de Adão, contém o pecado).
Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. Romanos 5:12
A semente que gera a vida está no homem, no espermatozoide - A mulher só recebe a semente e ela se desenvolverá até se formar um ser humano.
Lucas 2.1-7
1 E aconteceu, naqueles dias, que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse. 2 (Este primeiro alistamento foi feito sendo Cirênio governador da Síria.) 3 E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. 4 E subiu da Galiléia também José, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), 5 a fim de alistar-se com Maria, sua mulher, que estava grávida.
6 E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. 7 E deu à luz o seu FILHO primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.
Lc 1:26-56 (Comentário Bíblico Moody)
A Anunciação à Maria. 1:26-56.
27. A uma virgem desposada com certo homem . . . cujo nome era José. A lei judaica considerava o compromisso do noivado tão válido quanto o casamento. O noivado era completado depois de negociações realizadas pelo representante do noivo e depois de pago o dote ao PAI da moça. Depois de assumido o noivado, o noivo podia reclamar a noiva a qualquer momento. O aspecto legal do casamento estava incluído no compromisso de casamento; o casamento propriamente dito era apenas um reconhecimento do compromisso que já fora estabelecido. José tinha todo o direito de viajar com Maria a Belém. Da casa de Davi. Pelos direitos de adoção, considerado como FILHO de José, JESUS podia reclamar a herança real da casa de Davi.
28. Favorecida. A palavra pode ser traduzida para cheia de graça, mas refere-se a quem é o recipiente da graça e não a fonte da mesma.
29. Que significaria esta saudação. Ser escolhida dentre todas as outras mulheres para receber uma bênção era perturbador. Maria não entendeu por que ela fora escolhida para esta honra.
31. A quem chamarás pelo nome de JESUS. JESUS é a forma grega para o Josué hebreu, que significa Jeová é salvação. Compare a narrativa de Mateus da anunciação feita a José (Mt. 1:21).
32. O trono de Davi, seu PAI. Os descendentes de Davi reinaram sobre Judá desde o Reino Unido até o Exílio numa dinastia ininterrupta. O anjo predisse que JESUS completaria essa sucessão.
33. Reinará para sempre sobre a casa de Jacó. Esse reino será tanto temporal quanto espiritual.
34. Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? A pergunta de Maria confirma a declaração de sua virgindade no versículo 27. José ainda não a tomara por mulher.
35. Descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO. Em contraste com as lendas pagãs da antiguidade relacionadas com reputada descendência de deuses e homens, não houve nenhuma intervenção física. O ESPÍRITO SANTO, por meio de um ato criador no corpo de Maria, providenciou os meios físicos para a Encarnação.
36. Isabel, tua parenta. Se Maria e Isabel eram primas em primeiro grau, JESUS e João Batista eram em segundo grau.
38. Aqui está a serva do Senhor. A pronta aceitação de Maria demonstrou seu caráter devoto e obediente. Ela estava pronta para se arriscar a cair em desgraça e divórcio para cumprir a ordem de DEUS.
43. A mãe do meu Senhor. A saudação de Isabel mostra que ela estava pronta a reconhecer o FILHO de Maria como o seu Senhor.
46. A minha alma engrandece ao Senhor. Os versículos de 46 a 56 são chamados O Magnificat, que tem origem na primeira palavra da tradução latina. Compare à oração de Ana (I Sm. 2:1-10).
47. DEUS, meu Salvador. Maria não era sem pecado; ela reconhecia a sua necessidade de um Salvador.
48. Serva (gr. doulê). Literalmente, uma escrava.
49. Porque . . . me fez grandes coisas. Melhor: fez grandes coisas em meu favor.
Seu desenvolvimento humano e espiritual.
A INFÂNCIA DE JESUS -
E O MENINO CRESCIA E SE FORTALECIA EM ESPÍRITO, CHEIO DE SABEDORIA; E A GRAÇA DE DEUS ESTAVA SOBRE ELE... E CRESCIA JESUS EM SABEDORIA, E EM ESTATURA, E EM GRAÇA PARA COM DEUS E OS HOMENS
LUCAS 2.40, 52
São poucos os relatos inspirados da infância de JESUS, por isso devemos extrair deles tudo o que pudermos para uma melhor compreensão da mais bela história da humanidade. Nada se sabe da vida de JESUS depois do relato de seu nascimento até a sua manifestação pública a Israel, exceto o que Lucas escreveu. O relato de Lucas 2.40-52 quebra o silêncio desse período.
O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA
José e Maria tinham conhecimento da origem de JESUS, DEUS revelou-a a ambos, contudo, ficaram perplexos com a sua resposta: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu PAI?” (Lc 2.49). Não compreendiam, porém, como JESUS, ainda adolescente, tinha o conhecimento perfeito de sua identidade. Essas são as primeiras palavras de JESUS registradas na Bíblia. Essa declaração pode revelar que não houve descuido do menino JESUS em não seguir a caravana, pois, na ocasião, foi despertado de tal maneira que estava agora absorvido em seu pensamento sobre sua identidade e missão. Ele havia se dado conta de que esta, de fato, era a casa de DEUS. É possível que tudo isso tenha impulsionado de maneira irresistível de se ocupar nos negócios de seu PAI.
Depois de regressar a Nazaré, não sabemos se retornou a Jerusalém para outras festas até o dia de sua apresentação pública, para iniciar seu ministério. O grande ensino para nossos dias é, que mesmo sabendo que era o FILHO de DEUS, continuou submisso a José e Maria, “e era-lhes sujeito” (Lc 2.51). Essas palavras revelam, muito cedo, a manifestação de obediência ativa e passiva à vontade de DEUS.
O escritor aos Hebreus esclarece sobre a necessidade de DEUS haver-se tornado homem (2.14-18), apresentando o que consideramos no texto, mas fora dos evangelhos, o que evidencia a natureza humana de JESUS: “O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era FILHO, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” (5.7, 8). Os “dias de sua carne” é uma referência ao período em que ele habitou entre nós, os termos “clamor, lágrimas, orações e súplicas” referem-se às passagens dos evangelhos como a ressurreição de Lázaro, o Getsêmani etc. O aprendizado, porém, diz respeito à fase que Lucas faz menção, da adolescência até ao dia sua manifestação pública. Essas coisas são evidência de um JESUS real, de um personagem histórico, de alguém que realmente existiu e cujos relatos registrados nos evangelhos são literais.
Os moradores de Nazaré, admirados com o que viam, perguntaram logo: “Não é este o carpinteiro, FILHO de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele” (Mc 6.3). Ora, tal atitude do povo não se justificaria se JESUS fosse um recém-chegado da Índia. Os três países, fora de Israel, que o Senhor JESUS visitou foram Egito (Mt 2.14, 15), Líbano, as antigas cidades de Tiro e Sidom, na Fenícia (Mt 15.21) e Jordânia.
Diante do exposto, damo-nos por satisfeitos com as poucas informações inspiradas disponíveis, pois são elas suficientes para a compreensão da vida de JESUS. São peças importantes na construção da verdadeira cristologia. O compromisso do cristão é com o que está escrito nas Escrituras, portanto, não devemos nos preocupar com especulações.
II - SEU MINISTÉRIO E CARÁTER SUPREMO
1. O caráter exemplar de JESUS.
JESUS SUPORTOU TODAS A TENTAÇÕES, MAS NUNCA PECOU
Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Hebreus 4:15
Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu. Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial. E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de DEUS, nem a corrupção herdar a incorrupção. 1 Coríntios 15:45-50
EXEMPLO Tradução das palavras gregas typos, hypogrammos, hypodeigma e deigma. A palavra em português "exemplo" é usada para ilustrar diferentes aspectos da conduta cristã. O estilo de vida e os valores adequados são dessa forma demonstrados individualmente e coletivamente, na vida de CRISTO (Jo 13.15; 1 Pe 2.21), dos profetas (Tg 5.10), de Paulo (Fp 3.17; 2 Ts 3.9), das igrejas e dos seus líderes (1 Ts 1.7; 1 Tm 4.12; Tt 2.7; 1 Pe 5.3).
O exemplo negativo (deigma, "uma coisa mostrada, um espécime", Jd 7; hypodeigma, "figura, cópia, exemplo", 2 Pe 2.6) afirma a severidade do julgamento de DEUS sobre a grave imoralidade sexual. Os exemplos de desobediência (Hb 4.11), idolatria e murmuração (1 Co 10.6-11) na peregrinação dos israelitas pelo deserto servem como advertências para os cristãos. As demais ocorrências da palavra "exemplo" são referências positivas de uma vida exemplar. Elas demonstram a relevância de se colocar CRISTO como o centro da motivação ética de alguém, e os efeitos positivos de uma vida fiel, possibilitando que outros homens compreendam o significado da vida cristã.
O exemplo básico que o cristão deve seguir é o do próprio Senhor JESUS CRISTO. Ele veio para cumprir a lei e aquilo que disseram os profetas (Mt 5.17), e assim Ele é o propósito da lei da justiça para todos aqueles que crêem (Rm 10.4). Somente em CRISTO pode ser cumprido em nós o requisito da lei - o padrão divino da moralidade (Rm 8.4). Ele ensinou com autoridade (q.v.) e deu uma interpretação nova e profunda dos Dez Mandamentos, a essência da lei (Mt 5.17-48; veja Lei de Moisés) e "o núcleo da ética bíblica" (Murray, Principies ofConduct, p. 7). O novo mandamento de JESUS aos seus discípulos é o de se amarem uns aos outros como Ele mesmo os havia amado (Jo 13.34). Nós sabemos o que é o amor, e como demonstrar amor, porque DEUS nos amou primeiro em CRISTO (1 Jo 4.19). A descrição clássica de Paulo sobre o amor em 1 Coríntios 13.4-7 é, muito provavelmente, baseada na vida de CRISTO. JESUS tinha ensinado: "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos" (Jo 15.13), e assim Ele mesmo fez esse supremo sacrifício. CRISTO prometeu enviar o mesmo ESPÍRITO que permitiu que Ele nos capacitasse a fazer as suas obras (Jo 14.12; 16.7) e assim produzíssemos o fruto do espírito (Gl 5.22). Assim, o ESPÍRITO de CRISTO é a fonte da moralidade cristã, pois Ele ilumina a consciência, que é a capacidade que alguém tem de fazer julgamentos morais.
O Senhor JESUS CRISTO é também o nosso padrão de humildade (Fp 2.5-8), de não agirmos para satisfazer a nós mesmos (Rm 15.2,3), de mansidão e bondade (2 Co 10.1) e de liberalidade (2 Co 8.9). Devemos imitar a DEUS (Ef 5.1) e ter a mesma perfeição do nosso PAI Celestial na esfera do caráter moral, do amor e da misericórdia (Mt 5.44-48; Lc 6.36). CRISTO é o modelo missionário que a igreja deve seguir para cumprir sua missão {veja Comissão, A Grande), pois Ele disse: "Assim como o PAI me enviou, também eu vos envio a vós" (Jo 20.21). JESUS esperava que seus discípulos se identificassem com Ele no seu propósito e destino, depois que Ele os purificou pela lavagem simbólica dos seus pés (Jo 13.1-17). Isso aconteceu durante a última noite em que Ele esteve com eles, antes de sua crucificação. O exemplo da lavagem dos pés {hypodeigma, "cópia") dado por JESUS, fornece uma demonstração audiovisual que leva os seus discípulos à essência da sua visão de vida e motivação (13.15). JESUS disse a Pedro que sem essa experiência de limpeza o apóstolo não teria parte com Ele (13.8). Tempos depois, com o discernimento de uma vida de experiência cristã, Pedro se referiu ao padrão de JESUS para a nossa vida, dizendo: "Porque para isto sois chamados, pois também CRISTO padeceu por nós, deixando-nos o exemplo {hypogrammos), para que sigais as suas pisadas" (1 Pe 2.21). A palavra grega indica que a própria vida de CRISTO é a "cópia escrita" para os seus discípulos, levando-os ao íntimo envolvimento com Ele na sua vida de sofrimento, carregando a cruz. Pedro parece ter em mente a instrução que JESUS repetia, sobre o discipulado que requer a completa negação de si mesmo (Mt 10.38, 39; 16.24-26; Lc 14.26-33; 17.33; Jo 12.24-26).
JESUS apresentou sua própria vida modelo, como a base da ética cristã. Seguir a CRISTO exigiria negar-se a si mesmo e tomar a cruz como o princípio de vida e como o objetivo de toda a vida (Mt 16.24). A vida cristã exemplar foi enfatizada por JESUS quando Ele disse, "eu faço sempre o que lhe agrada" (referindo-se ao PAI; Jo 8.29), e "não busco a minha vontade, mas a vontade do PAI, que me enviou" (5.30), e ainda, "eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou" (6.38). Esta é a essência da ética cristã - a vida que demonstra o princípio da cruz na conduta e no comportamento cristão.
No entanto, é necessário admitir que CRISTO não fez nada apenas com a finalidade de dar o exemplo. O ideal da sua vida perfeita irá condenar apenas o pecador. A cruz tem o poder de levar os homens à santidade ao revelar, em primeiro lugar, a expiação feita pelos pecados que praticaram. Tiago (5.10) ressalta o "exemplo" {hypodeigma) dos profetas do Antigo Testamento, que serviam como mediadores da revelação de DEUS por meio da sua pregação e dos seus ensinos. O exemplo dos seus sofrimentos é um testemunho de paciência para todos os cristãos. Dicionário Wycliffe
Ele não depende de qualquer outro ser para sua existência; Ele é independente. Ele nunca muda em seu caráter; Ele é imutável. Ele não está sujeito ao processo do tempo do universo físico; Ele é eterno.
As ações de DEUS revelam seu caráter e poder. Podemos conhecer a DEUS pelo que Ele fez e continua fazendo. DEUS não quer que o conheçamos como uma essência, uma abstração filosófica; mas Ele revelou a si mesmo, sua essência divina, a nós, através de JESUS CRISTO (Jo 14.9-11).
“Do modo como eu fiz, façais vós também.”
2. Na prática.
Brilhou sempre no caráter de JESUS esse interesse profundo pelo bem-estar de todos. JESUS se interessava mais por pessoas do que por credos, cerimônias, organizações ou equipamento. Via o povo "como ovelhas sem pastor" (Mar. 6:34). JESUS amava a todos. Quando os fariseus criticaram os discípulos de JESUS por haverem colhido espigas no dia de sábado, ele os defendeu, dizendo: "O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado" (Mar. 2:27). Quando aquele jovem avarento e ego centralizado fez JESUS parar na estrada para lhe perguntar qual o caminho que conduz à vida, diz o evangelista que "JESUS, contemplando-o, o amou" (Mar. 10:21). Na ocasião em que certo homem atacado de lepra suplicou a JESUS que o curasse, ele se sentiu todo tomado de profunda simpatia por aquele sofredor, e "estendendo a mão, tocou-o" (Mar. 1:41). Seu coração encheu-se de afeição pelos escribas que viviam a criticá-lo, pelos ciumentos fariseus, pelos desprezados e odiados publicanos, pelos pecadores malquistes, pelo cego, pelo surdo, pelo coxo.
Ele sempre amou a todos e se interessava vivamente por seus problemas. "Ele encarnou e revelou todo o amor de DEUS, e se compadeceu dos homens por todos os seus males e padecimentos." O Mestre não só se interessou pelos problemas humanos, mas sempre buscou fazer alguma coisa para solucioná-los. Revelou sempre genuíno espírito missionário, e afirmava repetidamente que viera para servir, e não para ser servido (Mat. 20:29). Não se julgou tão cansado que não pudesse conversar sobre a Água da Vida com uma decaída junto ao poço de Sicar. Não achou que lhe seria desdouro visitar em sua própria casa um malquisto coletor de impostos. Não deu ouvidos à crítica dos líderes religiosos e se associou com pecadores, para tirá-los do seu pecado. Nas parábolas da ovelha e da dracma perdidas e do FILHO pródigo, JESUS mostrou que realmente estava interessado em tudo. Seu coração se derretia de simpatia por um mundo necessitado, e suas mãos secundavam e espalhavam essa simpatia por meio de serviço e ajuda.
A principal ocupação de JESUS foi o ensino. Algumas vezes ele agiu como curador, outras vezes operou milagres, pregou frequentemente; mas foi sempre o Mestre. Ele não se pôs a ensinar porque não tivesse outra coisa a fazer; mas, quando não estava ensinando, estava fazendo qualquer outra coisa. Sim, ele fez do ensino o agente principal da redenção."
"Vós me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu o sou" (João 13:13).
J. M. Price, A PEDAGOGIA DE JESUS
A revelação é a atividade divina da autorrevelação pela qual o DEUS vivo revela algo do seu caráter e propósitos para a humanidade (Dt 29.29; 2 Co 4.6). As Escrituras são um produto daquela atividade reveladora, seu resultado linguístico e sua incorporação escrita. DEUS revela a si mesmo no plano da história por meio dos seus atos salvadores (At 2.11), e no plano da verdade por sua Palavra misericordiosa (Is 55.11).
3. Seu caráter é referência para a Igreja.
Como a autorrevelação do caráter divino, JESUS CRISTO é adequadamente designado como Fiel e Verdadeiro (Ap 19.11), aquele que com absoluta fidelidade cumpre todas as responsabilidades de Sumo Sacerdote (Hb 2.17), Apóstolo (Hb 3.1,2) e Testemunha (Ap 1.5; 3.14).
Esta qualidade do caráter divino encontra o seu reflexo humano em homens de fé (He 2.4). Como o seu Divino Exemplar, eles manifestam uma firme confiabilidade em todas as suas obrigações (Mt 25.21; 1 Co 4.2); eles são tenazmente leais, a ponto de enfrentar o martírio (Ap 2.10). Em resposta à fé, o ESPÍRITO SANTO produz nos homens este traço de fidelidade (Gl 5.22).
Outra palavra no NT para mente e pensamento, tem como forma substantiva o termo nous, um clássico conceito filosófico grego, também usado exclusivamente por Paulo no NT (exceto em Lc 24.45; Ap 13.18; 17.9), transmitindo a ideia de capacidade de raciocinar (Lc 24.45; Rm 1.28), de fazer julgamentos morais (Ef 4.23), de ser corrompido (Rm 1.28; Cl 2.18; 1 Tm 6.5; 2 Tm 3.8), e de ser renovado (Rm 12.2), de maneira que este termo é praticamente equivalente ao caráter. O homem espiritual tem "a mente de CRISTO" (1 Co 2.16). Os substantivos cognatos trazem um conceito similar, noema, indicando pensamentos, mente (Fp 4.7) e propósito (2 Co 2.11); ennoia, pensamento (1 Pe 4.1); e dianoia, inteligência ou mente com a capacidade de refletir (Mt 22.37), enquanto o verbo noeo significa "perceber" ou "entender" (Mt 16.9). 0 termo kardia, frequentemente usado para afeto (Lc 24.32), pode indicar pensamento (Rm 1.21; Ef 1.18), e ocasionalmente/wewma (espírito, 2 Co 2.13), psuche (alma, Fp 1.27), e nephros (rins, Ap 2.23). As atitudes corretas semelhantes às de CRISTO, que os apóstolos exortam cada crente a manter, envolvem: a humildade (Rm 12.3,16; Fp 2.3,5,8), unidade, cooperação e harmonia com seus irmãos, pela causa comum do evangelho (Fp 1.27; 2.2; 4.2; Rm 15.5; 2 Co 13.11; 1 Pe 3.8); a disposição de morrer ou sofrer por CRISTO (1 Pe 4.1); a preocupação com os outros (Fp 4.10); e a espiritualidade (Rm 8.5-7; Cl 3.2). Todas essas atitudes são o oposto de uma atitude carnal e autoindulgente (Fp 3.19; cf Mt 16.23).
Paulo ilustra, com sua própria vida, o significado de "exemplo" para os cristãos do seu tempo. Ele declara sua identificação com CRISTO nos termos da cruz, quando escreve aos gálatas: "estou crucificado com CRISTO; e vivo, não mais eu, mas CRISTO vive em mim" 12.20). Mais tarde, ele afirmou, "para mim o viver é CRISTO" (Fp 1.21). Paulo personificou o "exemplo" identificando-se com ele em Filipenses 3.17, usando a palavra typos, "marca de um golpe, selo, impressão". Paulo se dizia parecido com CRISTO. Ele insistiu com os Filipenses para que observassem aqueles que andavam de acordo com o padrão que viam nele (3.17) e que eles mesmos também agissem de uma forma semelhante (4.9). Seu estilo de vida, e comportamento, estenderam-se a uma geração de testemunho e serviço cristão. Os cristãos filipenses receberam sua exortação quase no final do seu confinamento em uma prisão romana. Em uma de suas primeiras epístolas, ele havia escrito aos crentes de Tessalônica que tinha trabalhado "para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes" (2 Ts 3.9; cf. 3.7). A conduta de Paulo, portanto, demonstra a validade da sua mensagem e a autoridade do Evangelho em sua vida. Tal envolvimento em uma vida de sacrifícios pela fé em CRISTO possibilitou que os dois apóstolos líderes falassem aos dois extremos da geração, cada um na sua época. Paulo a Timóteo, o representante da nova geração no Novo Testamento, e Pedro aos presbíteros. Paulo insistiu para que Timóteo não permitisse que nenhum homem desprezasse sua juventude; ao invés disso, Timóteo foi instruído a ser um exemplo para os fiéis (1 Tm 4.12). Pedro, por outro lado, ordenou que os presbíteros não somente governassem aqueles que estivessem sob os seus cuidados, mas também que servissem "de exemplo ao rebanho" (1 Pe 5.3).
Os cristãos tessalonicenses imitaram o apóstolo Paulo e o Senhor, tendo recebido a palavra, as revelações do Antigo Testamento, interpretadas e satisfeitas por CRISTO, "em muita tribulação, com gozo do ESPÍRITO SANTO". Consequentemente, eles tornaram-se um "exemplo para todos os fiéis na Macedónia e Acaia" (1 Ts 1.6,7). O escritor aos Hebreus descreve de forma similar a correlação entre sofrimento e alegria na vida de CRISTO, "o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz" (Hb 12.2). Os tessalonicenses, em sua experiência de sofrimento (1 Ts 2.14; 3.3,4; 2 Ts 1.4-7) e alegria, pareciam satisfazer o pedido de JESUS relacionado à unidade nele e no PAI, e no testemunho do amor de DEUS (Jo 17.21,23).
O testemunho dado pelo exemplo dos cristãos aos outros cristãos, inevitavelmente precede o testemunho aos não cristãos, em uma escala ainda mais ampla. Esse foi o caso em Tessalônica (1 Ts 1.7,8). Seu testemunho em relação a CRISTO estava diretamente relacionado à sua mudança de comportamento. Sua nova conduta era claramente evidente à população geral da Grécia, no sentido de que eles "converteram-se dos ídolos a DEUS, para servir ao DEUS vivo e verdadeiro" (1.9).
A base para tal mudança de comportamento está estabelecida no discipulado sem igual demonstrado pelos mesmos crentes em Tessalônica, de quem Paulo disse "fostes feitos nossos imitadores e do Senhor" (1 Ts 1.6). A palavra-chave do seu discipulado é "imitadores" (mimetai). A conduta cristã, resultante da mudança de comportamento, efetivada pela conversão à fé no DEUS vivo, está baseada na imitação do Senhor e do seu apóstolo, Paulo (cf. também 1 Coríntios 4.16; 11.1). A fé e a paciência de outros crentes e líderes cristãos também deveriam ser imitadas (Hb 6.12; 13.7).
Em outras palavras, a ética cristã tem o seu alicerce no mesmo princípio de vida que teve o Senhor JESUS CRISTO. Os mandamentos de DEUS, por meio dos seus profetas, dos seus apóstolos e do seu próprio FILHO, combinados com o exemplo perfeito de CRISTO, fornecem ao crente uma ética absoluta melhor do que o relativismo ético. O único princípio de vida totalmente inclusivo não é o amor intuitivo, que se relaciona às necessidades de outro, no momento único do encontro pessoal, mas sim: "quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de DEUS" (1 Co 10.31), e fazer tudo em nome do Senhor JESUS (Cl 3.17). O conteúdo da ética cristã está na vontade de DEUS, que deve ser feita com amor, ou seja, "a fé que opera por caridade [ou amor]" (Gl 5.6).
Todo o comportamento de CRISTO estava centrado em seu objetivo de servir e de dar sua vida como um resgate (Mt 20.28). Este era seu padrão para os seus seguidores (20.25-27). Paulo o aceitou. Também o fizeram os cristãos tessalonicenses. Eles tinham visto em Paulo o exemplo ("selo") de CRISTO que lhes deu significado e entendimento. Eles tomaram esse exemplo para suas próprias vidas, incluindo a aflição (thlipsis, "pressão, tribulação"). Nesse contexto da ética cristã, em meio ao sofrimento, imitando a vida de JESUS e a conduta de Paulo, aqueles crentes coletivamente e espontaneamente compartilharam um testemunho dinamicamente significativo de CRISTO pela Macedónia e pela Acaia.
O exemplo cristão, encontrado primeiramente em JESUS e em Paulo resulta no tipo de conduta fiel que efetivamente dá testemunho por meio do corpo combinado da igreja em qualquer outra área, fortalece o testemunho dos cristãos e possibilita que o comportamento dos obreiros (pastores e outros) inspire o rebanho a segui-los. O testemunho cristão bem-sucedido está centrado no exemplo. Dicionário Wycliffe
III - A MORTE, RESSURREIÇÃO E VOLTA DE CRISTO
1. A morte de CRISTO, exemplo supremo de amor.
O significado central da morte de CRISTO está contido em três palavras importantes - redenção, propiciação e reconciliação. De acordo com Romanos 3.24, os que crêem em CRISTO são "justificados gratuitamente por sua graça, pela redenção que há em CRISTO JESUS". A ideia da redenção é a do resgate por meio do pagamento de um preço. A imagem envolve tanto a redenção pelo pagamento, como a libertação do objeto da redenção. CRISTO, em sua morte, também constituiu uma propiciação ou uma satisfação da justiça de DEUS (Is 53.11), como explicado pelo apóstolo Paulo em Romanos 3.25,26. Da mesma forma, em seu sacrifício, "DEUS estava em CRISTO reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados" (2 Co 5.19). Por meio da morte de CRISTO, o pecador desfruta uma transformação, tanto em sua situação como em sua natureza, recebe a vida eterna e consequentemente se reconcilia com DEUS e com os seus santos padrões.
A FINALIDADE DO SOFRIMENTO E DA MORTE DE JESUS
Porque DEUS amou o mundo de tal maneira que deu o seu FILHO unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16
AMOR - A CHAVE DA MOTIVAÇÃO
JESUS sofreu, ao executar o plano divino que previa resultados eternos.
Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro. 1 João 4:19
Mas DEUS prova o seu amor para conosco, em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8.
1. JESUS sofreu e morreu por nós, "para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo" (Hb 9.26).
Ele é o "Cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29).
2. "Para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos mais ao pecado como escravos" (Rm6.6).
O sofrimento de JESUS teve por função libertar-nos da escravidão do pecado (Jo 8.32-36).
3."Para que nos consideremos mortos para o pecado e vivos para DEUS" (Rm 6.11).
Os que vivem no pecado, mesmo vivos estão mortos (1 Tm 5.6).
4. Para que o pecado não reine mais em nosso corpo mortal, dominando-nos através das paixões (Rm 6.12).
5. JESUS tomou os nossos pecados em seu corpo, para que o nosso corpo não seja instrumento de iniquidade, mas de justiça (Rm 6.13,19).
6. Para que a vida de JESUS se manifeste em nosso corpo, proporcionando-nos a felicidade nesta vida.
O apóstolo Pedro declara que CRISTO foi enviado para nos abençoar, no sentido de que cada um se aparte de suas perversidades (At 3.26).
Se cremos que CRISTO sofreu por nós, forçoso nos é admitir que Ele padeceu por estas sublimes finalidades, que são a expressão máxima do seu amor e a segurança da nossa eterna salvação. (Revista CPAD 2 - 1º trimestre de 1994 - Estevam Ângelo de Souza.)
2. A ressurreição de JESUS e a sua vinda em glória.
JESUS PASSOU PELOS LENÇÓIS - Jo 20.8 – Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu.
Lembramos aqui, ao leitor que tudo que João escreveu foi para provar aos incrédulos de sua época que JESUS CRISTO ressuscitou e que era o FILHO de DEUS (Jo 20.30,31)
Sendo João mais jovem correu mais depressa que Pedro, mas sendo mais reverente parou na entrada, mas quando Pedro chegou, com sua irreverência natural entrou correndo e ficou olhando e estudando o que havia acontecido; João agora entra e se lembra de que JESUS foi embalsamado (Jo 19.38-42) com muita mirra e aloés (cem arréteis = aproximadamente 80 Kg daquele composto) e o envolveram com lençóis como era costume judaico (enrolavam o corpo nos lençóis como múmia) e amarraram, com um lenço o seu queixo à sua cabeça para não ficar aberta a sua boca.
Vendo João que os lençóis estavam arrumados como se um corpo estivera ali dentro e o lenço à parte, separado, no lugar onde estivera antes a cabeça de JESUS, boquiaberto João creu maravilhado de que seu senhor ressuscitara com um corpo glorioso, espiritual e celeste (1 Co 15.44). Só é salvo quem crer nisso, na ressurreição de JESUS (1 Co 15.14, Rm 10.9-13).
O amigo leitor já pensou em ter um corpo assim? Nós teremos um corpo semelhante ao de JESUS quando da sua volta para nos levar para as moradas eternas (1Co 15.48; Rm 8.29,30; 1Jo 3.2).
Pv. Luiz Henrique - 99-99152-0454
A RESSURREIÇÃO DE JESUS É O ALICERCE DA FÉ CRISTÃ. A ressurreição é a chave para a fé cristã. Porque?
(1) Como ele havia prometido, ele ressurgiu dos mortos. Nós podemos estar confiantes, portanto, que ele cumprirá tudo que ele prometeu.
(2) A ressurreição do corpo nos mostra que o CRISTO vivo é soberano no reino eterno de DEUS, não um falso profeta ou impostor.
(3) Nós podemos ter certeza de nossa ressurreição porque ele foi ressuscitado. A morte não é o fim, existe a vida após a morte.
(4) O poder que trouxe JESUS de volta a vida está disponível para nós trazermos o nosso ser espiritual morto de volta a vida.
(5) A Ressurreição é à base do testemunho da igreja para o mundo. JESUS é mais que um líder humano, ele é o FILHO de DEUS.
LEITURA BÍBLICA: 1 Coríntios 15:12-28 VERSÍCULO CHAVE: Ora, se se prega que CRISTO foi ressuscitado dentre os mortos, como dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos?
A NOSSA RESSURREIÇÃO INCLUI O NOSSO CORPO E A NOSSA ALMA.
A maioria dos gregos não acreditavam que o corpo de uma pessoa poderia ser ressuscitado depois da morte. Eles viam a vida após a morte como algo só para a alma. De acordo com filósofos gregos, a alma era a pessoa de verdade presa a um corpo físico, e na morte a alma era liberta. Não havia imortalidade para o corpo, mas a alma entrava num estado eterno. O cristianismo, no entanto, afirma que o corpo e a alma serão unidos depois da ressurreição. A igreja de Corinto estava no coração da cultura grega, desta maneira, muitos crentes tinham dificuldade em acreditar na ressurreição do corpo.
NOSSA RESSURREIÇÃO É CERTA POR CAUSA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO.
A ressurreição de CRISTO é o centro da fé cristã. Porque CRISTO ressuscitou, como ele havia prometido, nós sabemos que o que ele disse é a verdade – ele é DEUS. Porque ele ressuscitou, nós temos certeza de que nossos pecados são perdoados. Porque ele ressuscitou, ele vive e nos representa perante DEUS. Porque ele ressuscitou e venceu a morte, sabemos que nós também ressuscitaremos.
A NOSSA RESSURREIÇÃO É A NOSSA ÚNICA ESPERANÇA PARA A VIDA ETERNA.
Nos dias de Paulo, o cristianismo levava a pessoa à execução, exclusão da família e, em muitos casos, a pobreza. Havia pouca vantagem em ser cristão naquela sociedade. O mais importante, no entanto, é que se CRISTO não tivesse ressuscitado, os cristãos não poderiam ser perdoados pelos seus pecados e não teriam nenhuma esperança de vida eterna.
CRER NA RESSURREIÇÃO DE JESUS É BÁSICO PARA SALVAÇÃO.
É tão importante crer na ressurreição de JESUS que Paulo afirma que aquele que não crê nisso a sua fé é vã e sem sentido.
1Co 15.17 E, se CRISTO não foi ressuscitado, a fé que vocês têm é uma ilusão, e vocês continuam perdidos nos seus pecados. 18 Se CRISTO não ressuscitou, os que morreram crendo nele estão perdidos. 19 Se a nossa esperança em CRISTO só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo. 20 Mas a verdade é que CRISTO foi ressuscitado, e isso é a garantia de que os que estão mortos também serão ressuscitados.
Na verdade Paulo nos assegura que para sermos salvos precisamos não só crer na morte expiatória de JESUS, mas também na sua ressurreição dentre os mortos, sendo esta uma exigência de DEUS para nossa justificação, uma condição para sermos salvos.
A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor JESUS, e em teu coração creres que DEUS o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. (Romanos 10:9)
Se CRISTO para você não ressuscitou, sua pregação e fé são vãs - sem valor.
E, se CRISTO não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. 1 Coríntios 15:14
O CRISTO glorificado
A visão de Estêvão At 7:55,56
A visão de Paulo At 26:13-15
A visão de João Ap 1:12-16
Provas da Ressurreição
A validade da ressurreição de CRISTO baseia-se na certeza da morte e sepultamento de JESUS e no selamento da sepultura, a pedra removida e a sepultura vazia, a condição ordenada dos lençóis, e no registro de dez diferentes aparições físicas do JESUS ressurrecto. As aparições são atestadas em seis relatos - em todos os quatro Evangelhos, em Atos e 1 Coríntios 15:
1. A Maria Madalena (Jo 20.11-18).
2. Às outras mulheres (Mt 28.9,10).
3. A Pedro, em particular (1 Co 15.5; Lc 24.34).
4. A Cleopas e seu companheiro na estrada para Emaús (Lc 24.13-35).
5. A dez dos apóstolos em uma sala trancada (Jo 20.19-25; Lc 24.36-43).
6. A Tomé e aos outros uma semana depois (Jo 20.26-29).
7. A mais de 500 discípulos em uma ocasião (1 Co 15.6). É provável que este fato tenha ocorrido na Galileia, como cumprimento de Mateus 28.7,8 e Marcos 16.7. Esta pode ter sido a mesma ocasião em que o Senhor JESUS encarregou os seus seguidores da grande tarefa de evangelização (Mt 28.16-20).
8. A Tiago, o irmão do Senhor (1 Co 15.7).
9. A sete discípulos perto do Mar da Galileia (Jo 21.1-23).
10. Aos apóstolos e talvez a outros em Jerusalém no momento de sua ascensão (Lc 24.50-52; At 1.4-9).
Outras aparições como estas são mencionadas em Atos 1.3. A Paulo também apareceu como a um abortivo.
OS PROPÓSITOS DA RESSURREIÇÃO
A compreensão natural do homem pecador não está apta a discernir os elevados propósitos de tão extraordinário acontecimento. Temos que ter a mente de CRISTO para avaliar as razões, profundas e misteriosas, de Sua ressurreição.
1. Demonstrar sua divindade.
A não ressurreição de JESUS tê-lo-ia deixado no túmulo, no mesmo nível dos demais homens. Ele teria sido apenas um mortal a mais. Através de Sua ressurreição o PAI declarou solenemente sua divindade (Rm 1.4). Pela ressurreição, CRISTO demonstrou ser impossível à morte detê-lo (At 2.24). Por causa de uma deliberada e amorosa vontade de salvar os homens, o PAI permitiu a JESUS ficar por três dias na região de sombra da morte, mas a sua divindade não lhe permitiu ficar entre os mortos, pois Ele é o Senhor da vida.
2. Aniquilar o medo.
"Não vos atemorizeis" , disse o anjo às mulheres (Mc 16.6). O medo, como estado, paralisa a pessoa, tira o ânimo e conduz à morte.
Foi o medo a primeira consequência do pecado: "Tive medo e me escondi " (Gn 3.10). JESUS muitas vezes bradou com autoridade: "Não temas" (Mt 10.26; 14.27;28.10; Mc 5.36; Lc 5.10; 8:50; 12.7; 12.32).
3. Garantir a nossa justificação.
Ao entregar-se à morte, na Cruz do Calvário, JESUS lançou a base do edifício de nossa justificação, que somente se tornou concluído com sua ressurreição (Rm 4.25).
4. Tornar-se as primícias dos que dormem.
Os atuais habitantes do Céu sabem que algum dia, a igreja do Senhor subirá, para lá também habitar. Eles olham para o CRISTO ressuscitado, sentado à destra do PAI e, sabendo que Ele aqui embaixo provou a morte e sobre ela triunfou mediante a ressurreição, sabem também que na sua ressurreição consiste na garantia da nossa. Ele subiu primeiro. Nós subiremos depois.
5. Dinamizar a pregação.
A crença na ressurreição de JESUS, produziu uma nova transformação na vida dos discípulos. Antes eram homens fracos, medrosos e desprezados (Lc 24.37,38). Veja por exemplo o intrépido Pedro, que negou o seu mestre por três vezes. Cf. Lc 22.34,54-60.
Após a ressurreição surgem como propagadores alegres, militantes e agressivos. Será que uma crença equivocada em supostas aparições, produziria uma convicção contagiante como a dos discípulos?
6. Quantos deram suas vidas, defendendo essa ressurreição? Será que morreriam em vão?
Um grande exemplo está marcado na memória do mundo, o Coliseu, em Roma, palco do derramamento do sangue de milhares de cristãos que testificaram assim a morte e ressurreição de JESUS.
CONCLUSÃO
JESUS De Nazaré, se autodenominava “O FILHO Do Homem”, sendo DEUS veio ao mundo em forma humana. Sua Entrada No Mundo deveria ser como de outro homem qualquer, através do nascimento físico, de uma mulher. Do mesmo modo que todos os seres humanos teve seu desenvolvimento humano e espiritual. Seu Ministério E Caráter foram de uma perfeição suprema. JESUS teve caráter exemplar, perfeito. Na Prática, Seu Caráter É Referência Para A Igreja. Sua Morte, sua Ressurreição e sua Volta certa para nos buscar estão registradas na Bíblia. A Morte De CRISTO é Exemplo Supremo De Amor verdadeiro e supremo. Aguardamos com expectativa o arrebatamento e nosso encontro com JESUS.
Exemplo de JESUS - AMOR - Tudo se resume a amar.
E JESUS disse-lhe: Amarás o Senhor teu DEUS de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. Mateus 22:37-40
Alguns comentários extras
JESUS nasceu em uma manjedoura e morreu numa cruz. Seu púlpito inicial foi de pobreza absoluta e seu púlpito final foi de desprezo, sofrimento e dor - A Cruz.
JESUS amava tanto que passava metade de seu tempo curando e libertando as pessoas. Curava a todos. Até os mortos não permaneciam mortos perto Dele.
JESUS não pregou o evangelho da graça - pregou o evangelho do reino de DEUS.
Ele, porém, lhes disse: Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do reino de DEUS; porque para isso fui enviado. Lucas 4:43
E, depois que João foi entregue à prisão, veio JESUS para a Galiléia, pregando o evangelho do reino de DEUS, Marcos 1:14
E aconteceu, depois disto, que andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de DEUS; e os doze iam com ele, Lucas 8:1
Na Grande Tribulação e no milênio diferente de nossa época que pregamos o evangelho da graça.
Na Grande Tribulação, evangelho do reino novamente e no Milênio Evangelho Eterno .
Reino porque vai começar o milênio e JESUS estará governando.
Depois, no milênio, evangelho eterno, porque depois do milênio só a eternidade, ou na nova terra e novos céus ou no lago de Fogo e Enxofre.
Mt:9.35-36 - E percorria JESUS todas cidades e aldeias ensinando nas sinagogas deles, e pregando o EVANGELHO DO REINO DE DEUS e curando todas as enfermidades e moléstias entre
Nós pregamos o evangelho da Graça de DEUS - O que é graça? É JESUS e Este morrendo por nós na Cruz, levando sobre Ele nossos pecados, doenças, enfermidades e o juízo de DEUS. (Is 53.4, 5, 12) e maldições (Gl 3.13); e depois ressuscitando.
E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, Apocalipse 14:6
Nosso período é da graça. Grande Tribulação é de Juízo - Milênio é de governo do próprio JESUS - Última oportunidade, para quem estiver vivo na época, é claro.
JESUS É O PROMETIDO EM Gn 3.15 - E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
JOÃO BATISTA -
A teologia de João Batista não dá a importância necessária aos milagres. SERÁ ESSE O PROBLEMA DA IGREJA ATUAL?
O próprio João sendo profeta e sendo cheio do ESPÍRITO SANTO não realizou nenhum milagre, embora pudesse, já que o ESPÍRITO SANTO estava nele e o poder para gerar o milagre está no ESPÍRITO SANTO. Por isso JESUS fazia e operava milagres - pelo dedo de DEUS - ESPÍRITO SANTO. Apesar de João Batista ver o ESPÍRITO SANTO descer sobre JESUS como está escrito -
E, sendo JESUS batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como pomba e vindo sobre ele. Mateus 3.16
Apesar de João Batista ouvir a voz de DEUS dizendo - Este é o meu FILHO amado, em quem me comprazo. Mateus 3:17
MESMO ASSIM DUVIDOU QUE JESUS ERA O MESSIAS.
Será que era porque João era primo de JESUS e o conhecia bem? Suas mães eram amigas - Maria visitou Isabel quando ela estava grávida de seis meses de João Batista. Com certeza se visitavam depois e iam às festas em Jerusalém juntas, com seus filhos. Será que o precursor de JESUS não acreditava que ele era o Messias por conhecê-lo tão de perto? Não o queria batizar por saber que Ele tinha um testemunho impecável. Nunca o vira mentir, desobedecer a seus pais, nunca o viu transgredir uma lei sequer. O batismo de João era de arrependimento. JESUS não precisava, mas o cumpriu, pois veio cumprir tudo o que Dele estava escrito, veio cumpri toda justiça de DEUS, inclusive o juízo de DEUS sobre o pecado.
O problema de João é o mesmo da igreja de hoje - se esquecer de que os milagres comprovam ser alguém legítimo FILHO de DEUS.
O problema de João é o mesmo da igreja de hoje - se esquecer de que DEUS confirma suas palavras através de milagres.
O problema de João é o mesmo da igreja de hoje - se esquecer de que milagres atraem milhões de pessoas ao evangelho.
O problema de João é o mesmo da igreja de hoje - se esquecer que só através de milagres conseguiremos atingir os povos não alcançados da Janela 10X40.
E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de DEUS. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém. Marcos 16:17-20
E JESUS, respondendo, disse-lhes: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes:
Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em mim. Mateus 11:4-6
João se esqueceu da profecia - O ESPÍRITO do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração,
A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor. Lucas 4:18,19.
Olha a resposta de JESUS para João quando seus discípulos foram com a pergunta querendo saber se ele era o Messias:
E JESUS, respondendo, disse-lhes: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes:
Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em mim. Mateus 11:4-6
João se escandalizava com os milagres. Para ele os milagres de nada serviam. Porém JESUS diz para ele que os milagres são a comprovação de que ELE é o Messias, os milagres confirmam suas Palavras como sendo de DEUS.
João Batista não sabia que sinais, prodígios e maravilhas (milagres) são de tanta importância que metade dos evangelhos se ocupam com eles.
1- Os milagres Atestam a procedência do FILHO de DEUS.
2- Os milagres Atraem multidões para ouvir o evangelho.
3- Os Milagres Confirmam a pregação do Legítimo Evangelho.
(Mc 16 - E estes sinais seguirão aos que crerem. -
cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram).
Olha a resposta de JESUS para João quando seus discípulos foram com a pergunta querendo saber se ele era o Messias:
E JESUS, respondendo, disse-lhes: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes:
Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em mim. Mateus 11:4-6
COMENTÁRIOS DE ALGUNS LIVROS
Harmonia dos eventos da Semana Santa
Dia Evento Mateus Marcos Lucas João
Sexta-feira / Sábado JESUS chega a Betânia 12:01
Maria unge JESUS 12:2-8
Multidão vem para ver JESUS 12:9-11
Domingo Entrada triunfal em Jerusalém 21:1-11 11:1-10 19:28-44 12:12-18
Alguns gregos buscam JESUS 12:20-36
JESUS chora sobre Jerusalém 19:41
Entra no templo 11:11
Volta ao Betânia 21:17 11:11
Segunda-feira JESUS amaldiçoa a figueira 21:18-19 11:12-14
Limpa o templo 21:12-13 11:15-17 19:45-46
Retorna para Betânia com os Doze 11:19
Terça-feira Discípulos ver a figueira secou sobre o retorno a Jerusalém 21:20-22 11:20-21
Controvérsias templo em Jerusalém 21:23-23:39 11:27-12:44 20:01-21:04
Sermão do Monte sobre o regresso à Betânia 24:1-25:46 13:1-37 21:5-36
Quarta-feira JESUS continua ensino diariamente no templo 21:37-38
Sinédrio lotes para matar JESUS 26:3-5 14:1-2 22:1-2
Quarta / quinta-feira Os preparativos para a Páscoa 26:17-19 14:12-16 22:7-13
Quinta-feira Refeição da Páscoa / Última Ceia 26:20-35 14:17-26 22:14-30
Cenáculo Discurso 13:01-17:26
JESUS ora no Getsêmani 26:36-46 14:32-42 22:39-46
Sexta-feira Traição e prisão (após a meia-noite?) 26:47-56 14:43-52 22:47-53 18:2-12
Julgamento Judeu:
-Diante de Anás 18:13-24
-Diante de Caifás e parte do Sinédrio 26:57-75 14:53-72 22:54-65 18:19-24
-Antes cheio Sinédrio (depois do nascer do sol?) 27:1-2 15:01 22:66-71
Julgamentos romanos:
-Diante de Pilatos 27:2-14 15:2-5 23:1-5
-Antes de Herodes 23:6-12
-Diante de Pilatos 27:15-26 15:6-15 23:13-25 18:28-19:16
Crucificação ( aprox. 9:00 am às 3:00 pm ) 27:27-54 15:16-39 23:26-49 19:16-37
Burial ( noite ) 27:57-61 15:42-47 23:50-54 19:38-42
Domingo Testemunhas Empty-túmulo 28:1-8 16:1-8 24:1-12
Aparições da ressurreição 28:9-20 16:9-20 24:13-53 20:01-21:25
Dicionário Wycliffe - CRONOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO
O Novo Testamento contém uma cronologia, no sentido de que ele registra a sua história com precisão e em ordem sequencial. Mas não apresenta uma crónica cuidadosamente datada. Por isso, existem esforços para tomar seus dados históricos, compará-los com as informações provenientes de outras fontes e determinar, se possível, as datas específicas para os seus principais acontecimentos.
Datas na Vida de CRISTO
O seu nascimento. Os fatos das Escrituras que estão envolvidos na data do nascimento de CRISTO são os seguintes: 1. Herodes era o rei da Judeia (Mt 2.1). O nascimento de CRISTO ocorreu quando Herodes ainda era vivo, e não muito tempo antes da sua morte (Mt 2.20,22), possivelmente dois anos antes, no máximo (Mt 2.7,16). O historiador judeu Josefo identifica o ano da morte de Herodes como IV a.C. Ele até mesmo diz a época do ano, pouco antes da Páscoa, e registra um eclipse da lua que precedeu a sua última doença. Esse eclipse foi datado astronomicamente em 12 de março de IV a.C. Assim, a primavera de IV a.C. foi a data da morte de Herodes e a última data possível para o nascimento de JESUS. Levando-se em conta a preocupação de Herodes com a hora exata do aparecimento da estrela e a sua ordem de matar todos os meninos de Belém "de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos" (Mt 2.16), parece provável que o nascimento tenha ocorrido pelo menos um ano antes, talvez dois, portanto em VI ou V a.C. Fica claro, então, que o monge Dionysius Exiguus, que em aprox. 525 d.C. introduziu o atual método de datar para o futuro e para o passado "a partir do ano da encarnação de nosso Senhor JESUS CRISTO" cometeu um erro nos seus cálculos. Com base nos dados que possuía, ele fixou o nascimento de CRISTO no ano 754 da era romana, ao invés de no ano 750 ou em um ano anterior.
2. O alistamento sob o governo de Cirênio (Lc 2.2). O que se sabe deste oficial romano a partir de informações externas à Bíblia está de acordo com o que as Escrituras dizem a seu respeito, mas não se fixa a data desse alistamento. Veja Censo; Cirênio.
3. A idade de JESUS na ocasião de seu batismo (Lc 3.23). "E o mesmo JESUS começava a ser de quase trinta anos" na época do seu batismo. Supondo-se que isto queira dizer que a sua idade estava próxima dos trinta anos, é possível calcular a data do nascimento de JESUS. A data do início do ministério de João é cuidadosamente fornecida por Lucas (veja abaixo) e, como demonstrado mais adiante, foi provavelmente 26 d.C. Se o batismo de JESUS ocorreu pouco tempo depois, que é a impressão que se tem ao fazer a leitura, então subtrair "quase trinta anos" nos leva a "aproximadamente" V a.C, como sendo a data do seu nascimento. Obviamente, este é um cálculo muito impreciso, mas coincide com a data calculada a partir da morte de Herodes.
4. A estrela de Belém. Foram feitas tentativas para fixar a data da natividade por meio da identificação da estrela vista pelos magos como sendo um fenómeno natural. Os astrónomos destacam o fato de que houve conjunções incomuns de planetas em VII ou VI a.C. Na China existe um registro de um cometa ou de uma estrela nova que ocorreu em março de V a.C, e em abril de IV a.C. No entanto, diversos argumentos são contrários a esta identificação. A conjunção de planetas nunca esteve suficientemente próxima para ser chamada de "uma estrela", e a data é muito adiantada, a menos que se assuma que os magos a viram muito tempo antes da sua chegada a Jerusalém. O mais importante, no entanto, é a afirmação de Mateus de que a estrela "se deteve sobre o lugar onde estava o menino". Isto seria impossível para qualquer estrela natural; isso requer um fenómeno sobrenatural, e deixa a explicação natural sem comprovação. Talvez o acontecimento natural incomum possa ter servido para despertar o interesse por parte dos magos, mas não ajuda a estabelecer a data do nascimento de CRISTO.
5. E o que dizer do dia 25 de dezembro? Aqui devemos admitir livremente que a data é meramente tradicional, e é a última tradição nesse aspecto (século IV d.C.) Até mesmo a última tradição se divide entre 25 de dezembro e 6 de janeiro (que é a data ainda hoje observada pela igreja oriental para comemorar tanto o nascimento como o batismo de CRISTO). Ambas as datas eram anteriormente comemorações pagãs, e provavelmente foram assumidas em uma tentativa para substituir as cerimónias pagãs pelas cristãs. As Escrituras não dão nenhuma pista. A estação do inverno não se encaixa bem no Evangelho. É improvável que os pastores estivessem nos campos com os seus rebanhos no meio do inverno.
O início do ministério público do Senhor JESUS CRISTO
1. O 15° ano de Tibério (Lc 3.1,2). Lucas dá aqui uma detalhada referência à data do começo da pregação de João. O batismo de JESUS aconteceu pouco tempo depois. Esse décimo-quinto ano de Tibério pode ter um cálculo variável; ele depende do início da contagem dos anos. Se esta contagem começou a partir de quando ele sucedeu Augusto, em 19 de agosto ou em 17 de setembro de XIV d.C, ou de quando ele foi nomeado governador conjunto das províncias do leste, em corregência com Augusto, em XII d.C. Lucas, como um provinciano, pode ter escolhido o segundo método. Para complicar ainda mais os cálculos, é incerto se os anos do seu reinado foram calculados de acordo com o sistema do "ano de ascensão" ou com o sistema do "não-ano-de-ascensão". Assim, as datas possíveis para o "ano quinze do império de Tibério César" (Lc 3.1) são quatro: 26,27,28 ou 29 d.C. Desses, o primeiro é o mais provável.
2. O 46° ano do templo (Jo 2.20). Esta referência ao templo não pode querer dizer que no passado haviam sido gastos 46 anos para concluí-lo, porque a construção ainda estava em andamento, e não foi concluída até quase quarenta anos mais tarde. Da afirmação normalmente se entende que o templo havia sido iniciado 46 anos antes daquela época. "Em quarenta e seis anos, foi edificado este templo". Josefo diz que ele começou no 18° ano de Herodes, ou seja, em 19 a.C. A Páscoa do 46° ano, portanto, seria a primavera de 27 d.C. Se o batismo de JESUS ocorreu no outono anterior, em 26 d.C, isso coincide com a data acima e a confirma como sendo o 15° ano de Tibério.
A duração do ministério público do Senhor JESUS CRISTO.
1. Nos Evangelhos Sinóticos. Esses Evangelhos não fornecem nenhuma informação que permita determinar a duração do ministério público do Senhor. Sempre se afirma que eles refletem um ministério que durou somente um ano. Mas uma conclusão como esta é certamente equivocada, pois mesmo nesses Evangelhos existem indicações de pelo menos duas outras primaveras além da Páscoa durante a qual Ele foi crucificado (Mt 12.1; Mc 2.23, "colher espigas"; Mt 14.19; Mc 6.39. "erva verde").
2. As Páscoas mencionadas no Evangelho de João. João cuidadosamente lista algumas das festas judaicas anuais e as relaciona com o ministério público do Senhor. Essa lista inclui pelo menos três Páscoas (Jo 2.13; 6.4; 12.1), o que torna necessário um ministério público de pelo menos dois anos. Assumindo que a festa não denominada de João 5.1 seja outra Páscoa - e existem muitos argumentos para assim entendê-la - isto significaria mais um ano. Uma vez que o batismo e o começo do ministério de CRISTO na Galileia precederam aquela primeira Páscoa pelo menos em seis meses, o período total do ministério público do Senhor seria de três anos e meio.
Dicionário Wycliffe (com algumas alterações minhas - Pr. Henrique)
Sob vários aspectos, JESUS CRISTO é uma pessoa singular, sendo que o mais importante é que Ele centraliza o evangelho da graça de DEUS. Ele mudou a face da história, pois através dele a eternidade invadiu o tempo. DEUS se fez homem e a vida humana adquiriu, por meio de sua redenção, um significado que a eleva acima da ordem natural e a apropria para a comunhão e a obra de DEUS.
Mas será que tal vida é possível? Um filósofo poderia estar inclinado a dizer que não, tomando como base o conceito de que o abismo existente entre DEUS e o homem é tão grande que não poderia ser transposto por um único ser, e que os elementos envolvidos são demasiadamente distintos para serem combinados em uma única personalidade. No entanto, os registros dos Evangelhos nos apresentam tal personalidade. Temos a opção de escolher entre a suposição de um milagre literário fundamentado na imaginação ou aceitar um milagre histórico baseado na soberana obra do DEUS Supremo, adequadamente comprovada por competentes testemunhos.
Um historiador poderia sentir-se impossibilitado de dispensar JESUS CRISTO como uma figura não histórica em vista do substancial caráter de todas as provas, entretanto ele se reconhece apreensivo perante a realidade de muitos elementos históricos presentes em nossas fontes. Afinal de contas, os primeiros Evangelhos surgiram cerca de 30 anos depois dos últimos eventos que lá estão relatados. Embora exista esse intervalo, ele não está totalmente vazio. Um grande número de recordações de JESUS de Nazaré permaneceu em centenas de vidas e essas recordações foram mantidas vivas através de freqüentes reminiscências estimuladas pela meditação e por sua proclamação.
Embora o Senhor JESUS nada tenha deixado escrito para a posteridade, Ele transmitiu aos seus mais próximos seguidores a certeza de que o ESPÍRITO de DEUS teria uma participação especial em seu ministério de levar às mentes desses homens a lembrança das coisas que Ele havia dito (Jo 14.26). Mesmo que não levássemos em conta esta ajuda espiritual, os discípulos nunca puderam se esquecer das cenas dramáticas que compartilharam com o Mestre. Alguns incidentes envolviam apenas a pessoa de JESUS, tal como o da tentação, mas não existem razões para supor que Ele tivesse se isolado a ponto de não os informar sobre o que havia acontecido.
Não é possível demonstrar que as matérias dos Evangelhos estejam sempre organizadas dentro de uma ordem estritamente cronológica. Mas está claro que todos os registros preservam uma ordem de acontecimentos que, procedendo daqueles que fizeram parte do início do ministério, vão até os que caracterizam o seu término, de modo que existe um sentido de progressividade e também de simetria. Ninguém poderia ficar com a impressão de que houvesse alguma coisa errada, ou de uma composição imaginária.
O cenário para essa vida, a maior de todas as vidas, é a terra da Palestina em uma época em que Roma havia estabelecido a sua soberania sobre a maior parte do Oriente Próximo. Funcionários do governo, militares e coletores de impostos exibiam a realidade constante e desagradável de que Israel não era uma nação livre. A inquietação, principalmente entre os zelotes, estava gradualmente se avolumando em direção a uma visível revolta. Em uma tal atmosfera não seria fácil desempenhar um ministério fundamentado em considerações espirituais. Os ensinos e as alegações pessoais de JESUS podiam ser facilmente mal interpretados. Qualquer assertiva pessoal sobre direitos reais estaria sujeita a ser distorcida por alguns como uma tentativa de assumir algum poder temporal. Qualquer comentário sobre liberdade seria imediatamente isolado de seu contexto de escravidão ao pecado e aplicado à situação política reinante. Foi somente com grande dificuldade que os doze apóstolos foram afastados dessas noções e, na época em que esse ajuste havia sido concluído (Atos 1), JESUS estava prestes a partir desse mundo. Dessa forma, mesmo que o conceito temporal do reino de DEUS houvesse persistido, a ele teria faltado qualquer possibilidade de realização, pois o Mestre estaria ausente desse cenário. Sob o controle do ESPÍRITO SANTO, a Igreja conseguiu caminhar apenas ao longo das linhas estabelecidas por JESUS — um reino livre de razões e métodos mundanos. Roma não precisava temer nenhuma competição exercida por este.
Embora JESUS tenha passado os seus dias na terra sob a égide da águia romana, a sua vida era muito mais influenciada pela herança judaica. Tendo nascido de mãe PAI judeu por adoção, e sendo criado em um lar repleto de conceitos religiosos. Ele foi estimulado a amar as Escrituras e treinado na adoração e nas instruções da Sinagoga. Ele aprofundou sua mente na história e nas tradições de seu povo. A facilidade com que podia mencionar as Escrituras, assim como a fidelidade de suas referências, serve para atestar um prolongado e cuidadoso estudo. O desenvolvimento de sua infância, ao longo dessa linha, ficou oculto para nós; mas o que ficou bastante claro é que Ele procurou a Palavra não só como alimento espiritual, mas também para encontrar as indicações necessárias à sua própria missão (Lc 4.18,19; 22-37; 24.44-47). Desprovido de um treinamento rabínico formal, Ele foi capaz de determinar as necessidades espirituais de sua nação de maneira independente, e indicar os diferentes caminhos pelos quais os líderes haviam desviado o seu povo. Todo este raciocínio retrata a humanidade do Senhor JESUS CRISTO; porém não podemos nos esquecer de que Ele era simultaneamente DEUS e que estava consciente disto o tempo todo. Essa habilidade de pertencer ao judaísmo, e ao mesmo tempo de se colocar contra ele, está refletida em uma certa dualidade que permanece constante no ministério de JESUS, principalmente quando se trata da lealdade a Israel (Jo 4.22; Mt 10.6; 15.24), da admiração pela fé daqueles que estavam afastados da nação da aliança divina (Mt 8.10), da compaixão pelos seus compatriotas (Mt 23.37) e de uma direta previsão de que outros iriam assumir a herança de Israel (Mt 8.11,12). De diferentes maneiras, JESUS, o judeu, era o menos judeu dos homens. Ele era, na verdade, um homem universal. Talvez isso representasse exatamente parte daquilo que Ele procurava transmitir ao se intitular FILHO do Homem. Na verdade, Ele era FILHO de Davi e Abraão (Mt 1.1). Não haveria nada de surpreendente nisso, pois Ele veio para cumprir a promessa feita aos pais e também assegurar que os gentios também poderiam ser capazes de glorificar a DEUS pela sua misericórdia (Rm 15.8,9).
Preparação para o ministério. Segundo a providência de DEUS, João Batista era um arauto que preparou o caminho para JESUS. João Batista proclamou publicamente que alguém maior havia chegado, alguém que seria ao mesmo tempo o Salvador (Jo 1.29) e o Juiz (Mt 3.12), e que os homens deveriam se arrepender de seus pecados por causa da proximidade do reino (Mt 3.2), Anúncios semelhantes foram feitos pelo próprio Senhor JESUS. Embora ambos fossem muito diferentes em hábitos e aparência, eles eram muito semelhantes ao contar com grande número de seguidores e criar opositores nos principais círculos do judaísmo, uma oposição que não se contentou apenas em tirar as suas vidas (Mt 17.12).
O batismo de JESUS, pelas mãos de João, marcou o abandono da vida de isolamento em Nazaré e a assunção de seu papel como o Servo de Yahweh (Mt 3.17; cf. Sl 2.7; Is 42.10). (Observação Minha - Pr. Henrique - Recebeu o batismo no ESPÍRITO SANTO para exercer seu ministério de milagres.)
Ao prepará-lo para essa missão, o ESPÍRITO SANTO desceu sobre Ele e o céu o reconheceu. O detalhe principal dessa missão estava baseado na insofismável prontidão do FILHO em identificar-se com a nação pecadora que Ele havia vindo para redimir (Mt 3.15). A plena implicação dessa identificação se tomaria aparente em seu batismo de sangue na cruz (Mc 10.38; Lc 12.50).
O FILHO de DEUS ainda não estava pronto para se lançar ao trabalho, embora tivesse a aprovação divina e o equipamento necessário para acrescentar a sua própria dedicação a essa tarefa. Primeiro, Ele deveria se sujeitar a uma exaustiva tentação nas mãos de Satanás. JESUS teria que lidar com mentes que o demônio havia cegado, com pessoas cujos corpos estavam ligados a ele e reduzidos a uma virtual inoperância, com vidas obscurecidas e torturadas pelos seus emissários de espíritos imundos. Ao enfrentar todas as provas do maligno, JESUS tinha agora o poder do ESPÍRITO SANTO para expulsar os demônios e livrar os homens do seu terrível domínio. Ele podia desafiar a influência do reino de Satanás porque derrotou o príncipe desse mundo, desviou todos os dardos contra a armadura da fé e impediu qualquer movimento do seu adversário através da espada do ESPÍRITO e da Palavra de DEUS. Através da experiência da tentação, Ele alcançou o modelo de uma resoluta dependência de DEUS, que permaneceu como uma constante característica de seu ministério.
Local e duração do ministério.
A partir dos Sinóticos, está claro que grande parte do ministério do Senhor teve lugar na Galiléia, com um considerável itinerário de viagens entre cidades e vilas. Cafarnaum mostrou ser um local adequado para o quartel-general por causa de sua situação central. Certa ocasião, uma viagem a Tiro e Sidom levou JESUS e seus discípulos para fora dos limites da Palestina (Mc 7.24). Outra viagem levou-os através de um setor da região de Decápolis, que consistia em um grupo de esparsas comunidades gregas localizadas a leste do mar de Galiléia (Mc 7.31). Além disso, houve uma retirada para o Norte, para Cesaréia de Filipe (Mc 8.27), e alguma atividade desenvolvida na Peréia, um território a leste do rio Jordão (Mc 10.1).
Por outro lado, a partir do Evangelho segundo João, ficamos sabendo pouco sobre a obra de JESUS na Galiléia, pois a maior parte da narrativa está centrada em visitas a Jerusalém, especialmente em conexão com as várias festas anuais dos judeus, como a Páscoa (Jo 2.23; 6.4; 13.1), Tabernáculos (7.2), Dedicação (10.22) e uma festa de nome ignorado (5.1). Os Sinóticos mencionam apenas uma Páscoa, a ocasião da paixão. A partir de Atos 10.37 é possível entender que JESUS exercia o seu ministério em outros lugares da Judéia, além de Jerusalém e suas vizinhanças.
Com a ajuda dessas referências a festas feitas por João, podemos calcular muito ligeiramente a duração do seu ministério. Ela deve ter excedido dois anos ou aproximadamente três. Alguns defendem um período de quatro anos (E. Stauffer, JESUS and His Story, pp, 6-7).
Ensinos de JESUS.
Os escritores dos Evangelhos nos proporcionam muitos quadros de nosso Senhor cercado por grandes multidões, e mantendo a atenção destas pessoas através de seus fascinantes ensinos. As pessoas ficavam impressionadas pela maneira como Ele falava - com autoridade (Mc 1,22), Ele não mencionava as citações dos rabinos e colocava as suas próprias afirmações ao lado dos ensinos do AT, sobrepujando muitas vezes até as declarações do passado que tinham autoridade (Mc 7.9-14; Mt 5.33,34,38,39). Ao contrário da maioria dos mestres de seu povo, Ele não se perdia em um emaranhado de detalhes inconsequentes nem recorria a excessivas minúcias, mas limitava o seu discurso a verdades essenciais. Uma grande simplicidade caracterizava as suas afirmações, e esta era auxiliada por sua aversão a termos técnicos e pelo uso frequente de ilustrações especialmente relacionadas com as parábolas. Ele sabia como levar as pessoas do conhecido até o desconhecido.
Seus ensinos eram desenvolvidos em vários cenários - sobre o declive de uma montanha, à beira de um lago, nos lares, nas sinagogas e no Templo de Jerusalém. Tudo estava aberto ao público (Jo 18.20). O fato de Ele ensinar durante muitas horas de cada vez deve ter levado a um severo esgotamento de suas energias, pois o seu corpo era totalmente humano (Mc 4.36-38).
Em seus ensinos públicos, JESUS podia se apoiar no fato de que seus ouvintes eram crentes em DEUS e muito familiarizados com o AT. Provavelmente por essa razão Ele dispensava uma instrução menos formal sobre a natureza de DEUS, o que em outras circunstâncias talvez fosse necessário. A verdade de que DEUS é ESPÍRITO foi revelada a um samaritano, e não a um judeu (Jo 4.24). O Senhor JESUS dedicava uma considerável atenção à bondade divina (Mt 5.45; 7.11; 19.17), ao cuidado que Ele tem para com os seus filhos (Mt 6.26,30,32) e à perfeição de seu amor (Mt 5.46-48). Ele dava a segurança do perdão divino àqueles que erravam em meio ao seu povo (Mc 11,25), e garantia a todos que estava sempre disposto a ouvir a oração que fosse feita com fé (Mc 11.22-24). Sua equidade é reconhecida (Mt 6.33) e também o seu trabalho como Juiz (Mt 10.28). Mas acima de tudo, JESUS estabelecia DEUS como PAI. A linguagem paterna havia sido usada no AT com o sentido de um Criador (Is 64.8), mas JESUS transmitia a seus ouvintes uma grande riqueza de interpretações até então desconhecidas, especialmente na área dos relacionamentos pessoais dos quais podia falar com imediato e íntimo conhecimento (Mt 11,27). Com muita graça divina, Ele convidava seus verdadeiros seguidores a passar a fazer parte da família celestial, o que os capacitaria também a chamar DEUS de seu PAI (Mt 6.9).
Um ponto central nos ensinos de CRISTO era a sua exposição sobre o reino de DEUS. Aqueles que participam desse reino não são os poderosos desse mundo, nem os farisaicos, mas os pobres de espírito e os perseguidos (Mt 5.3,10). Na verdade CRISTO, como Rei, exibe os mesmos traços exigidos de seus súditos (Mt 11.29; 21.5). poderíamos dizer que Ele é o reino em sua essência. Através de sua vinda a esse mundo, o seu reino também adquiriu um sentido inicial. Em seus ensinos foram revelados os princípios desse reino. Depois de sua partida, o reino continuou a fazer o seu apelo (At 28.31) e, de acordo com a sua previsão, será consumado em poder e glória por ocasião de sua volta (Mt 25.31-34).
A avaliação do homem, feita por JESUS, não deve ser apreendida apenas através das palavras que disse, mas de sua disposição de sacrificar sua própria vida para proporcionar a sua salvação à humanidade. Obviamente a humanidade deve, com toda a fé, ser declarada pecadora por aquele que conhece os corações melhor que ninguém (Mt 7.11). A corrupção vem de dentro e não de influências exteriores (Mc 7.18-23).
Dois defeitos da sociedade daquela época eram particularmente angustiantes para o Mestre. Um deles resultava de fatos religiosos centrados nos escribas e nos fariseus. Por causa de sua escrupulosa atenção às minúcias da lei e das tradições dos anciãos, e a comparativa negligência quanto às questões mais graves da justiça e do amor, esses líderes cegos estavam sufocando os impulsos religiosos da nação da aliança. O povo era como um rebanho sem pastor. Outra característica preocupante, muito influenciada pela primeira, era o desvio do homem comum em direção ao materialismo. Por demasiadas vezes, muitos haviam se inclinado a servir Mamom, imaginando que podiam se dedicar à avareza e ao mesmo tempo honrar a DEUS de uma forma apenas tolerável. JESUS precisava prevenir as pessoas sobre o perigo de perder a alma na vã tentativa de ganhar o mundo (Mc 8.36,37).
Ninguém conseguia ouvir JESUS sem perceber nele um tremendo entusiasmo sobre a vida e a maneira como deve ser vivida. Ela é o vestíbulo da eternidade. Para Ele, o céu e o inferno eram solenes realidades. Ele desafiava seus ouvintes a considerar o destino que teriam à luz de suas crenças e práticas.
Milagres de JESUS.
Não existe qualquer dúvida de que, juntamente com os seus ensinos, as poderosas obras de nosso Senhor foram muito influentes para despertar o entusiasmo popular, especialmente no auge da campanha da Galiléia. Ele não podia se esconder. Onde quer que fosse, as multidões o cercavam. Não seria possível estabelecer um modelo consistente do relacionamento que existia entre os seus ensinos e os milagres, nesse aspecto de atrair os seguidores; mas tendo Mateus 4.24-5.1 como guia, podemos razoavelmente concluir que as multidões estavam frequentemente inclinadas a assegurar a cura para si próprias e seus entes queridos e, quando isso era alcançado, um grande número de pessoas que permaneciam para ouvir os ensinos do Senhor. Algo que se desprendia do mesmo poder sobrenatural, revelado nas obras de cura, se irradiava dos ensinos. Uma atividade complementava a outra.
Será que esses milagres podem ser constatados? Por serem prevalecentes nas narrativas dos Evangelhos, torna-se extremamente difícil considerá-los como piedosas criações dos escritores. Os milagres foram obviamente verídicos. Devemos ponderar sobre o fato de que a igreja primitiva, de acordo com o testemunho do livro de Atos e das epístolas, gozava do mesmo poder miraculoso que é atribuído ao Senhor JESUS CRISTO (At 4.10; 9.34; Rm 15.18,19; Hb 2.4). Nossas fontes dão testemunho da transformação espiritual de um grande número de pessoas, inclusive dos apóstolos. São as mesmas fontes que proclamam o poder miraculoso de JESUS e ne seus seguidores. Como seria possível ter ao mesmo tempo a verdade e a mentira? O quadro geral deve permanecer ou então se desintegrar em termos não de um único ingrediente, mas de todos. As vidas que foram transformadas não são menos maravilhosas que os sinais e os milagres, e sem estes a Igreja não poderia ter aberto o seu caminho nesse mundo. Devemos também nos lembrar de que os milagres foram tão patentes, que não foram questionados na época de JESUS; nem mesmo por aqueles que se encontravam entre os seus inimigos (Mc 3,22; Mt 27.42).
Existe, por detrás desses fatos, um propósito intencional e motivador sugerido por um dos termos utilizados para os designar. Eram os sinais. Isso significa que os sinais visavam dar testemunho sobre o Senhor que os realizava e também sobre a verdade que Ele proclamava. Eram calculados para assegurar, àqueles que os experimentavam ou testemunhavam, que o Ungido de DEUS estava trabalhando no meio deles (veja Lc 4.16-21). Visavam aumentar o peso da palavra falada, que convidava os homens a se livrarem de seus pecados e voltarem-se para DEUS com arrependimento e fé. O fato disso nem sempre acontecer logo após os milagres serem realizados, demonstra a indiferença do coração humano (Mt 11.20,21). Um dos Evangelhos faz uma conexão explícita entre a inclusão de certos sinais de JESUS em seus registros, e a expectativa de que, como resultado, a fé nele, que é o CRISTO, o FILHO de DEUS (Jo 20.30,31) seria fortalecida.
Seria extraordinário esperar esse resultado da leitura dos Evangelhos se, com efeito, as pessoas não tivessem sido previamente levadas a essa fé através do testemunho desses sinais durante o ministério do Senhor JESUS. Mas insistir nesse propósito, como uma única reação aos milagres, não deixaria de ser uma atitude unilateral que pouco explicaria sobre a cura de todos os necessitados que constantemente se encontravam com JESUS. Mostrar o seu poder sobre alguns teria sido muito apropriado como demonstração de sua missão apostólica. Não podemos ignorar a clara insinuação feita pelas Escrituras da presença de um outro motivo. Nosso Senhor estava tão imbuído de compaixão pelas adversidades daqueles que a Ele afluíam que não podia deixar de ajudá-los. Como disse Pedro: “O qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo" (At 10.38). Portanto, os milagres são justamente considerados como revelações do amor de DEUS em CRISTO, assim como símbolos de um compromisso divino.
Resposta ao ministério.
Assim evoluiu o espectro de uma feroz oposição a uma adorável devoção. Os principais adversários eram os escribas e os fariseus. A princípio contentavam-se em observar as suas ações, mas logo fizeram ouvir suas vozes através de desafios relativos a uma variedade de acusações. Ficaram ofendidos quando Ele os acusou de ignorar os mandamentos de DEUS em favor de suas tradições (Mc 7.9). Sua censura era particularmente difícil de ser suportada porque Ele, não tendo sido treinado para ser rabino, tomava a liberdade de praticar julgamentos sobre eles. Atritos também surgiram por causa da insistência de JESUS de também praticar seu ministério de cura nos sábados, além dos outros dias (Mc 3.1-6). Aos olhos do Senhor, qualquer postergação do alívio do sofrimento humano carecia totalmente de sentido. Mas os líderes religiosos não tinham a mesma opinião sobre esse assunto. Ficaram tão furiosos que resolveram condenar JESUS à morte. Outra razão de afronta era a sua afirmação de poder perdoar os pecados. Aos seus opositores, isso representava uma blasfêmia absoluta, pois significava que Ele estava assumindo uma prerrogativa que pertencia exclusivamente a DEUS (Mc 2.7). Essa acusação de blasfêmia agigantou-se perante os olhos do Sinédrio, especialmente por envolver a admissão, por parte de JESUS, de sua filiação divina (Mc 14.61-64).
Entre as pessoas, em geral, as respostas variavam da indiferença a uma fé genuína. Talvez a característica mais frustrante para o nosso Senhor fosse a absoluta motivação egoísta de muitos que o seguiam. Certa ocasião Ele acusou a multidão de o estar seguindo meramente por aquilo que Ele podia lhes proporcionar sob a forma de bens materiais (Jo 6.26).
No entanto, havia naqueles dias alguns que, de bom grado, esqueceram-se de suas posses, objetivos de lucro, lares e entes queridos a fim de se tornar seus íntimos seguidores (Mt 19.27). Seria demasiadamente precipitado afirmar que os doze apóstolos eram mais dedicados que os outros, tendo especialmente em vista o ministério desempenhado por certas mulheres (Lc 8.1-3) e os laços de amizade que ligavam JESUS a seus amigos em Betânia (Lc 10.38-42; Jo 11). No entanto, os Evangelhos enfatizam a fidelidade dos apóstolos e a correspondente atenção que JESUS lhes dedicava na preparação de seu futuro trabalho como líderes da Igreja. Ali existia um ministério dentro de outro ministério. JESUS lhes ensinou a confiar no PAI e orar a Ele pelas suas necessidades, a olhar com compaixão os sofrimentos e as adversidades daqueles que os rodeavam, e cultivar seu apostolado com permanente e profunda compreensão de suas implicações. Quanto mais claramente fossem capazes de entender, através do ministério de JESUS, as linhas mestras de seu próprio ministério, mais significativa se tomaria sua chamada.
Para esses homens foi um verdadeiro choque ouvir dos lábios de JESUS que Ele deveria ir a Jerusalém para ser rejeitado e condenado à morte (Mt 16.21,22). E todas as demais instruções sobre esse assunto deixaram a todos perplexos e perturbados, porém eles não abandonaram sua causa. Foi somente com muita dificuldade que JESUS lhes comunicou a natureza básica de sua missão - a obediência ao PAI e a entrega total até se oferecer como preço do resgate de muitos (Mc 10.45).
Naturalmente, os doze apóstolos enfrentavam dificuldades na área da própria humildade até serem capazes de aceitar a interpretação do ministério do Senhor e se ajustar a ele. Mas foi uma lição difícil de entender. Pouco antes daquelas sagradas horas finais da Ceia, ainda estavam disputando entre si quem seria o maior (Lc 22.24). Mas vendo o Senhor inclinar-se para lavar os pés de cada um, ouvindo-o falar mansamente sobre seu grande amor por eles, e sua oração para que fossem um nele, e depois de vê-lo submeter-se tranquilamente à prisão por seus algozes, e se dispor a beber do cálice que o PAI lhe havia oferecido - tudo isso lhes causou uma profunda impressão. Juntamente com a tristeza pelas suas numerosas fraquezas, inclusive pela deserção na hora da crise, estava seu pesar pela prisão, crucificação e sepultamento do Mestre.
Mas desse abismo de penitência e pesar veio o renascimento da alegria e um novo senso de prestação de serviços ao seu Senhor, quando o acompanharam em sua ascensão. A eles restou serem cheios com o ESPÍRITO SANTO a fim de serem preparados para a obra apostólica. JESUS havia sido PAI e amigo, mestre e também crítico. Agora que Ele deveria ser reconhecido como o Senhor universal, a fidelidade e a paciência demonstradas pelo Senhor nos dias do treinamento se avolumavam na mente dos discípulos. Que privilégio é servir a alguém como Ele!
O clímax do ministério. Assim como Cesaréia de Filipe representou uma pedra de moinho no progresso espiritual dos discípulos, ela também foi um ponto culminante na carreira terrena do Senhor JESUS (Mt 16.13-21). A partir desse local a paixão tornou-se difundida, não como uma tentativa, mas como alguma coisa já determinada e acatada. A partir desse momento o Senhor retornou mais de uma vez ao assunto, mostrando que ele estava monopolizando o seu pensamento.
A transfiguração, por todo o mistério que cobre o relato da glória visível da pessoa do Salvador, deve ser entendida em íntima relação com Cesaréia de Filipe. A voz divina, com sua grave advertência aos discípulos para que ouvissem atentamente ao FILHO (Mt 17.5), encontra sua explicação na audácia de Pedro ao censurar JESUS por ter mencionado o assunto da cruz (Mt 16.22,23). Moisés e Elias haviam falado exatamente sobre isso no monte. A glória estava presente, também, com a finalidade de dramatizar a verdade da ressurreição e o triunfo que viria a seguir. Mais significativo ainda, para vincular a transfiguração à lembrança do ministério de JESUS, temos a observação de Lucas de que logo depois o Senhor se mostrou determinado a ir para Jerusalém (Lc 9.51). JESUS já estava prevendo o final, a despeito daquilo que ainda faltava para preencher esse ínterim, Ele desejava apressar o seu batismo de sangue (Lc 12.50).
O período que decorreu entre a transfiguração e a paixão apresenta vários problemas assim que alguém procura traçar os movimentos de JESUS. Basta dizer que parte desse intervalo foi passada ao longo da fronteira entre a Galiléia e a Samaria, e parte em Peréia. Grande parte daquilo que é peculiar a Lucas 9.51-19.27) pertence a esses lugares. Gradualmente, o Senhor preparou o seu caminho para Jerusalém. Crescentes multidões o cercavam (Lc 18.36; 19.3) de uma maneira que faz lembrar os seus dias mais ocupados na Galiléia.
Dois tópicos parecem dominar os seus ensinos à medida que a hora da paixão se aproximava (Jo 12.23-27). Um deles é a rejeição pelo seu próprio povo, e o outro é o seu regresso coberto de glória. Ele é o nobre que visita o campo para se apossar de seu reino e depois retoma. Os cidadãos o odeiam e insistem que não querem que ele os governe (Lc 19.14). Ele é o FILHO e herdeiro cujos súditos campesinos desejam matar para poderem se apossar de sua herança, mas com isso só conseguiram destruir a si próprios (Mt 21.33-41). Ele é a pedra que foi rejeitada pelos edificadores (Mt 21.42). Ele é o FILHO do rei, cujos convidados para o casamento rejeitam o convite a fim de darem prosseguimento aos seus próprios interesses (Mt 22.2ss.). Ele é o noivo que espera que haja vigilância em vista de seu retomo (Mt 25.1ss.). Ele é o Senhor que verificará a fidelidade de seus servos quando vier outra vez (Mt 25.14ss.), e o rei que irá julgar as nações (Mt 25.31ss.).
Se as palavras do profeta da Galiléia podiam ser consideradas provocadoras pelos judeus, seus atos não eram menos causadores de provocação - a audaciosa caminhada pela cidade, acompanhada pela entusiasmada aclamação do povo, a corajosa atitude de expulsar do Templo aqueles que comercializavam em seus pátios e o ofendiam, sendo casa de oração; e tudo isso acontecendo em plena luz do dia, sob os olhares dos sacerdotes que estavam se aproveitando desse comércio.
As perguntas dirigidas a nosso Senhor, durante a última semana, refletem a ira e frustração dos líderes judeus. Pensar que um forasteiro pudesse invadir o seu território dessa maneira e perturbar a situação reinante! Isso era desesperador! No entanto, não eram capazes de fazer com que Ele se confundisse em um debate para dessa forma desacreditá-lo. Desesperadamente, deliberaram e confessaram a sua impotência. Aparentemente, o único caminho que se abria para eles era aceitar a sentença do sumo sacerdote Caifás, proferida algum tempo antes, de que essa vida devia ser sacrificada para que toda a nação não fosse mergulhada em tumulto e revolução. Ele havia falado além de seu próprio conhecimento e, dessa forma, cumpriu a profecia da morte do Salvador (Jo 11.49-51). Mesmo assim, os governantes dos judeus estariam perdidos, sem saber como implementar essa decisão sem incorrer na ira do povo, caso Judas não tivesse se adiantado com a oferta de trair o Mestre (Mt 26.2-5,14-16).
Consciente da intriga de Judas, o Senhor JESUS não lhe contou o lugar onde encontraria os discípulos para comemorar a Páscoa e, dessa forma, foi capaz de gozar um período sem interrupções ao lado de seus companheiros na Ceia. As palavras pronunciadas nessa ocasião (Jo 13-16), bem como a sua oração (Jo 17), fazem parte da mais preciosa coleção que nos foi deixada, de todo o seu ministério. Elas trazem a marca da pressão e da situação ״patética” da hora que se aproximava para JESUS, mas também possuem a tranquila segurança da vitória que Ele conquistaria e comunicaria para o benefício da vida e da obra daqueles que o serviam, nos dias que se seguiriam.
Então se seguiu a luta da alma no jardim de Getsêmani (q.v.). O fato de JESUS precisar agonizar para fazer a vontade do PAI, é a nossa melhor indicação da severidade de seu conflito. A cruz, como instrumento de tortura, pouco pode responder por isso, mas a cruz como foco do pecado de todas as eras sobre o Crucificado, nos fornece a chave necessária para a solução desta questão. Somente uma alma totalmente livre de pecado poderia sentir tamanho horror, como sentiu JESUS, ao tomar sobre si os pecados do mundo.
Não se passaram muitas horas e Ele estava sobre a cruz. Depois de prendê-lo, as autoridades judaicas passaram o resto da noite em deliberação e, no início da manhã, decretaram sua condenação sob a acusação de haver cometido uma blasfêmia (Mc 14.60-64). Levando-o às pressas até Pilatos, o governador romano, antes que a cidade tivesse despertado completamente, os principais sacerdotes estavam assegurando a sentença que se baseava ostensivamente na acusação de que JESUS havia se declarado Rei dos Judeus (Mc 15.26; cf. Jo 19.21). Por volta das nove horas daquela manhã, Ele estava pendurado no madeiro maldito. De seus lábios não foi pronunciada nenhuma execração, mas uma oração pelos algozes. Seus acusadores continuaram inflexíveis, mas outros foram para casa batendo nos peitos (Lc 23.48). Cheio de admiração e espanto, o centurião exprimiu seus sentimentos de que Aquele homem só poderia ser o FILHO de DEUS (Mc 15.39). Um dos ladrões descobriu que JESUS tinha a chave do Paraíso, e que a sua própria morte em uma cruz não representava uma barreira para a participação em suas alegrias (Lc 23.39-43). Não demorou muito para que o poder salvador do crucificado FILHO de DEUS se pronunciasse.
Como JESUS já havia afirmado (Jo 10.18), Ele morreu voluntariamente, entregando o seu espírito a DEUS (Mt 27.50; Jo 19.30). Será que Ele seria capaz de conceder o pedido de seu companheiro de voltar à vida novamente? O paradoxo é que os discípulos, apesar dos diversos pronunciamentos que prometiam a ressurreição, não a estavam esperando, enquanto os inimigos de JESUS, baseando-se em muito menos, estavam determinados a não oferecer nenhuma base para essa afirmação (Mt 27.62-66), O primeiro grupo não duvidava de que DEUS pudesse ressuscitá-lo, mas não esperava que o fizesse, enquanto o último contava apenas com a iniciativa humana, pela remoção do corpo, fornecendo assim uma base bastante ampla para a afirmação da ressurreição. O primeiro grupo, tomado de alegre surpresa, deu graças pela ressurreição porque amava o seu Salvador. O outro grupo tomou-se o protótipo daqueles que negam esse grande evento e permanecem alheios a esse poder transformador.
As aparições que aconteceram após a ressurreição representavam ocasiões de renovada comunhão entre o Senhor e os seus discípulos, mas também davam uma oportunidade para a explicação daquilo que havia acontecido segundo os termos das profecias do AT, e para a incumbência dos apóstolos de pregar o evangelho em todos os lugares através da autoridade universal do Senhor (Lc 24.44-49; Mt 28.18-20). Essas aparições terminaram com a Ascensão que, por sua vez, deu início a uma nova era caracterizada pela presença do Senhor no céu em benefício de seu povo (Hb 9.24). Como Cabeça da igreja, Ele continua a nos dar a sua verdadeira presença e poder sobre a terra, e sem dúvida cumprirá a sua promessa de retomar e consumar todas as coisas.
A humanidade de JESUS CRISTO
As Escrituras dão testemunhos, de diversas maneiras, da humanidade de JESUS CRISTO. Ele era “FILHO de Abraão” (Mt 1.1); “da descendência de Davi segundo a carne” (Rm 1.3), concebido pela virgem Maria (Lc 1.31), “nascido de mulher (Gl 4.4), nascido de Maria (Mt 1.25; 2.11; Lc 2.7), “se fez carne” (Jo 1.14; cf. Rm 1.3; 1 Tm 3.16). Ele foi um bebê (Mt 2.11,14,20,21; Lc 2.7,16), Ele “crescia em sabedoria, e em estatura” (Lc 2.52), trabalhou como carpinteiro (Mc 6.3), teve fome (Mt 4.2; Mc 11.12), teve sede (Jo 4.7; 19.28), viveu as emoções da alegria e da tristeza (Lc 10.21; Jo 12.27), foi crucificado, morreu, e ressuscitou dos mortos. Ele é claramente chamado de homem (Jo 1.30; At 17.31; Rm 5.15; 1 Co 15.21,47; 1 Tm 2.5; Hb 2.6-9).
Quatro caracterizações resumem a doutrina da humanidade de CRISTO.
1. A realidade deve ser enfatizada em oposição a qualquer ponto de vista que afirme ou implique em mera aparência ou semelhança. Foi essa heresia que João foi obrigado a combater, dizendo que ela era do anticristo (1 Jo 4.1-3). No entanto, existem maneiras mais sutis, com as quais a realidade da humanidade de CRISTO pode ser comprometida. A natureza humana é finita e, portanto, existem limitações inseparáveis da humanidade de JESUS. O significado de muitas das suas palavras e ações no tempo em que Ele estava em carne estarão perdidas, se não forem levadas em conta as suas palavras e ações em termos de sua natureza humana, e desta forma com as limitações correspondentes a estas. Evidente a esse respeito é o texto em Mateus 24.36, onde, sem representar um problema, é um indicador claro do conhecimento limitado que a sua consciência humana possuía, e da sua dependência das revelações para enfrentar tudo o que viria em seu raio de ação.
2. A integridade da humanidade de CRISTO quer dizer que Ele possuía todas as qualidades essenciais à humanidade. Ele era corpo e espírito. Tinha conhecimento, sentimento e vontade humanos, que não estavam submersos nas qualidades da Divindade que Ele também possuía. O zelo com que a igreja deve manter essa integridade aparece naquilo que era central em sua missão. Ele sofreu e morreu em uma natureza humana. Seria uma infração contra a realidade da expiação tentar enfraquecer, de qualquer maneira, a inteireza com que Ele agiu, em termos de sua natureza humana.
3. A pureza de JESUS (que jamais pecou) distingue a sua natureza humana da de todos os demais. As limitações não devem ser comparadas com fraquezas de pecados nem com a falibilidade. Desde a sua concepção, Ele foi gerado de modo santo (Lc 1.35); nascido de uma virgem. Ele foi santo, inocente, imaculado e separado dos pecadores (Hb 7.26), e ninguém poderia condená-lo por algum pecado (Jo 8.46). Embora tentado de todas as maneiras, como nós também o somos, ainda assim é o adjetivo “sem pecado” que lhe confere a capacidade de compadecer-se e conceder a sua graça e a sua virtude incomparáveis (Hb 4.15).
4. Â continuidade da Sua humanidade é indispensável para o cumprimento do seu ministério celestial. Na morte, o corpo e o espírito foram separados, o corpo permaneceu no sepulcro e o espírito partiu para junto do PAI. Mas o corpo e o espírito se reuniram na ressurreição. Na integridade da natureza humana, constituída tanto física quanto mentalmente, Ele subiu aos céus, e continua o seu ministério mediador até que no seu segundo advento Ele retorne com essa mesma natureza humana, para julgar o mundo e consuma o reino de DEUS. J. M.
JESUS CRISTO é o FILHO de DEUS, e a essência do DEUS verdadeiro. Ele é constituído da mesma essência que o PAI e que o ESPÍRITO SANTO, e igual em poder e em glória. Desta forma, tudo o que pode ser dito do PAI e do ESPÍRITO SANTO poderá ser dito do FILHO. Ele é o Criador (Jo 1.1-3; Cl 1.16; Hb 1.2), assim como o PAI (Gn 1.1; Ap 4.11) e o ESPÍRITO SANTO (Gn 1.2) criaram. Ele é o que mantém e que sustenta todas as coisas (Cl 1.17; Hb 1.3), assim como o são o PAI (Gn 8.21,22) e o ESPÍRITO SANTO (Jó 27.3; 33.4). Ele é o Redentor (Ap 5.9; Rm 3.24; Tt 2.14), assim como O PAI (Is 63.16).
Provas bíblicas da Divindade de CRISTO.
A Divindade de CRISTO é provada por algumas afirmações expressas nas Escrituras (Emanuel, ou “DEUS conosco”, em Is 7.14 e Mt 1.23; Jo 1.1; Jo 1.18; Rm 9.5; Tt 2.13; Hb 1.8). Ele reivindicou ser capaz de perdoar os pecados (Mc 2.5; 10.11; Lc 7.48), o que é uma prerrogativa exclusiva de DEUS, que assim era reconhecida (Mc 2.7; Lc 5.21), Ele curou os enfermos (Mt 4.23,24; 8.14-17; 9.18-35; Lc 5.17-26; 7.18-23), e ressuscitou os mortos (Lc 7.11-15; 8.41,42,49-55; Jo 11.38-44; cf. 5.25- 29). Ele controlou a natureza acalmando as ondas (Mt 8.23-27). Ele agiu com criatividade, multiplicando os pães e os peixes (Mt 14.19-21; 15.32-38). Ele afirmou ser DEUS (Jo 10.33); e existir, com DEUS, antes que o mundo existisse (Jo 8.58; 17.5). Ele é igual ao PAI (Jo 14.9; Pp 2.5-8) e um, em essência, com o PAI (Jo 10.30). Somente Ele, dentre todos os homens, é digno de ser adorado, um ato proibido quando dirigido aos seres criados e reservado exclusivamente a DEUS (Jo 9.38; Fp 2.9-11; Ap 5.11-14; 19.10; 22.8ss.; At 10.25ss.).
Provas filosóficas e teológicas. Se devemos ter um DEUS que é infinito em sua pessoa e em seus relacionamentos, esse DEUS deve ter uma natureza trina.
Qualquer visão - como a da fé muçulmana, a do judaísmo, a das Testemunhas de Jeová — que afirme que existe somente uma pessoa na Divindade prova ser inadequada. Tal visão apresenta um DEUS que só teria conhecido um verdadeiro relacionamento sujeito- objeto (o relacionamento Eu-isso), um relacionamento pessoal real (o relacionamento Eu-Você) ou um verdadeiro relacionamento social (o relacionamento Nós-Você), depois de ter criado tanto o mundo como o homem. Este é o problema fatal em todas as visões unitárias. Pelo fato de o homem conhecer e desfrutar de todos esses relacionamentos ele seria, nesses aspectos, maior do que um DEUS não trino seria antes de criar o mundo e o homem. Assim, a eterna filiação e Divindade de CRISTO são filosoficamente convincentes e necessárias.
A divindade de JESUS CRISTO é de extrema importância para a nossa salvação. Somente uma pessoa infinita poderia oferecer um sacrifício infinito, suficiente para satisfazer a justiça de DEUS, e para expiar os pecados de todos aqueles que têm fé. Embora o pecado tenha começado com um ato único, a desobediência, como um incêndio na floresta pode começar com uma única faísca, ele se espalhou por toda a humanidade; e a sua expiação — depois que o pecado envolveu toda a natureza e toda a humanidade - exigiu não um simples ato de um homem, mas do Todo- Poderoso, em Seu próprio FILHO Onipotente. R. A. K.
Conclusões a partir das referências de CRISTO à sua própria infância.
JESUS deve ter sido intensamente interessado pela natureza, por causa das suas referências a raposas, pássaros (Mt 6.26; 8.20; 13.32; Lc 9.58; 12.6), galinhas e pintinhos (Mt 23.37), flores (Mt 6.28-30) e o clima (Mt 16.2,3; Lc 12,56). Supomos que Ele deva ter participado das mesmas brincadeiras de que as outras crianças participavam (Mt 11.16,17).
Em resumo, JESUS teve uma infância muito normal e saudável. Os seus pais eram humildes, honestos, trabalhadores e devotos. A sua mãe, em especial, era um exemplo de paciência e amor (Lc 2.19,51). José era um homem íntegro, e também compassivo (Mt 1.19-25); um homem de verdadeira fé. As experiências da infância de CRISTO sem dúvida foram as de um menino que passa muito tempo fora de casa, unidas a um aprendizado completo de um ofício. Com isso Ele se desenvolveu tanto mentalmente quanto fisicamente. Os seus ensinos provaram o desenvolvimento mental, e a sua resistência física o desenvolvimento físico. Além disso, Ele amadureceu espiritualmente em seu relacionamento com DEUS, e socialmente nos seus relacionamentos com os companheiros (Lc 2.40,52). R. A. K.
OBEDIÊNCIA DE CRISTO
Esta obediência inclui a aceitação voluntária de CRISTO em relação à encarnação, quando DEUS PAI falou com o FILHO no passado eterno, como registrado no Salmo 40.6-8 (cf. Hb 10.5-10). Sua vida de obediência perfeita ao PAI é mostrada por Ele ter “nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4), e por ter guardado a lei de forma perfeita. Ele cumpriu a vontade de DEUS em seu nascimento (Lc 2.21,22,39), em sua infância (Lc 2.52), em seu batismo (Mt 3.15), em sua tentação, na qual triunfou sobre Satanás em contraste com Adão que caiu (Mt 4.1-11; Lc 4.1-13), e por toda a sua vida (Jo 4.34; 6.38; 8.29,46; 15.10; 17.4; At 3.14; 2 Co 5.21; Hb 4.15). Ninguém poderia convencê-lo de desobediência a DEUS ou à sua lei (Jo 8.46; Hb 5.8,9). Embora tenha lutado contra o horror de sua futura condenação, ao ser feito pecado por nós, carregando nossos pecados em seu próprio corpo no madeiro (2 Co 5.21; 1 Pe 2.24), ainda assim, Ele submeteu-se, em obediência, até sua morte na cruz (Fp 2.8).
E costume dividir a obediência de CRISTO em duas fases: sua vida de obediência ativa e seu sofrimento e morte, ou sua obediência passiva. Sua obediência ativa então toma- se a base da justiça que nos é imputada; e sua obediência passiva, a expiação por nossos pecados e nosso perdão. A divisão não é totalmente satisfatória; porém seu sofrimento teve início antes da cruz, e o mérito de sua morte sacrificial reside em sua vida sem pecado, completamente santa (1 Pe 1.18,19). CRISTO e Adão são uma antítese (Rm 5.12-19). Através do primeiro Adão, o pecado e a morte entraram no mundo; através do segundo, a justiça e a vida (vv. 12,17). Pela desobediência de Adão, todos se tornaram pecadores e morreram espiritualmente; através da obediência do Senhor JESUS CRISTO, todos os que estão nele tornam-se justos e vivos (v. 19; cf. 1 Co 15.22). A perfeita obediência do Salvador deve ser o nosso exemplo (Hb 12.1,2; 1 Pe 2.21). R. A. K.
PUREZA DE CRISTO - Esta expressão se refere à perfeita pureza e isenção de CRISTO em relação ao pecado, não somente em seu aspecto exterior, quanto aos atos de pecado, mas também em seu aspecto interior, no que se refere à inclinação ao pecado.
Afirmações das Escrituras.
A perfeita pureza de CRISTO é profetizada no Antigo Testamento através da imagem da santidade e da justiça do Messias que viria (Sl 45.7; 89.19; Is 11.5; 32.1; 49.7; 53.9; 59.17; Jr 23.5; Zc 9.9). No Novo Testamento, ela é declarada em muitas passagens (Mc 1.24; Lc 1.35; 4.34; 23.40,41; Jo 1.29; 8.46; 10.36; 16.10; At 3.14; 4.27,30; 13.28; Rm 8.3; 2 Co 5.21; Hb 4.15; 7.26,27; 9.14; 1 Jo 3.5; 1 Pe 1.19,23; 3.18; 1 Jo 2.29; 3.5; Tg 5.6; Ap 3.7).
A pureza de Cristo é exemplificada no Antigo Testamento pela perfeição exigida nos sacrifícios (Ex 12.5; Dt 15.21; cf. Jo 1.29; 1 Pe 1.19).
Ela é declarada no Novo Testamento por meio do testemunho dos demônios (Mc 1.24; Lc 4.34); pela mulher de Pilatos, quando ela lhe disse, “Não entres na questão desse justo” (Mt 27.19); por Pilatos, quando disse; “nenhuma culpa... acho neste homem” (Lc 23.14); por Judas, quando clamou: “Pequei, traindo sangue inocente” (Mt 27.4); pelo centurião, quando disse, *Verdadeiramente, este era o FILHO de DEUS” (Mt 27.54; cf. Lc 23.47). A pureza de CRISTO é evidenciada pelo fato de que enquanto as outras pessoas admitiam ser pecadoras, CRISTO se conservava sem pecado (Jo 8.46); enquanto os outros tinham pecados para confessar, CRISTO não tinha nenhum; enquanto os outros precisavam nascer de novo, Ele nunca disse que teria esta necessidade. JESUS não estava, como nós, morto em ofensas e pecados (Ef 2.1); ao invés disso, Ele era a ressurreição e a vida (Jo 11.25).
Aspectos teológicos da pureza de CRISTO,
O homem é culpado de três tipos de pecado: (1) o pecado de Adão, que passa a todos os homens (Rm 5.12ss.); (2) uma natureza pecadora e caída, que leva o homem a querer pecar (Rm 7.17ss.); (3) atos pecaminosos individuais. Como o homem, sob a autoridade de Adão, pecou com Adão, o Novo Testamento diz “por um homem entrou o pecado no mundo... por isso que todos pecaram” (Rm 5.12), e “todos morrem em Adão” (1 Co 15.22). Mas CRISTO não veio ao mundo sob a autoridade de Adão. Ele introduziu uma nova autoridade, a sua própria (1 Co 15.20,22,45- 49). Para que isso acontecesse, era necessário que Ele não seguisse a descendência de Adão, mas que nascesse de uma virgem. O anjo deixou isso bem claro a Maria quando disse. “Descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO... pelo que também o SANTO, que de ti há de nascer, será chamado FILHO de DEUS” (Lc 1.35) . Uma boa tradução apoiada por Nestle, Westcott e Hort, é: “portanto também aquele que irá nascer será santo, o FILHO de DEUS”. Essa leitura responde à pergunta de Maria. “Como se fará isso, visto que não conheço varão?” (O FILHO de DEUS pode ser nascido de Maria e, ao mesmo tempo, ser santo, porque isso ocorrerá pelo poder do ESPÍRITO SANTO). Este é o testemunho do anjo Gabriel quanto à encarnação de CRISTO com sua santidade inata.
Alguns problemas.
Algumas passagens têm originado problemas. Por que CRISTO disse ao jovem príncipe, no Evangelho de Marcos: “Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é DEUS” (Mc 10.18; cf. Lc 18.19)? E por que Ele faz uma pergunta diferente no Evangelho de Mateus: “Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um” (Mt 19.17). A resposta, possivelmente, é o fato de que CRISTO fez duas perguntas separadas. Ele estava conduzindo o príncipe, gradualmente, da pergunta “Por que me perguntas sobre o que é bom?” (Mateus) para “Por que me chamas bom?” (Marcos e Lucas), em um esforço para evocar a fé salvadora e a resposta, “Porque Você é DEUS!” Visto deste modo, não há nenhuma indicação dada por CRISTO de que Ele não seja DEUS; mas, ao invés disso, Ele apresenta algumas perguntas persuasivas para levar o jovem príncipe à conclusão de que Ele é DEUS. Falando do batismo de CRISTO, o batismo de João não era para o arrependimento dos pecados? Sim, mas CRISTO identificava-se com aqueles que Ele veio salvar: *Mas, vindo a plenitude dos tempos, DEUS enviou seu FILHO, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4), e, portanto, Ele deveria manter a lei em sua forma integral. Ele foi circuncidado no oitavo dia (Lc 2,21), apresentado no templo após o término dos dias de purificação (Lc 2.22-24), e batizado para “cumprir toda a justiça” (Mt 3.13-17; Lc 3.21,22).
A afirmação em Hebreus 5.7,8, com respeito a CRISTO aprender a obediência, implica em uma época em que CRISTO não era obediente? CRISTO aprendeu obediência em conexão com o seu sofrimento. Ele teve que vir para fazer a vontade de DEUS (Hb 10.7-9), mas isso acarretava um terrível sofrimento e a agonia do FILHO puro de DEUS tomar-se pecado, aquele que tomaria sobre si os pecados de todos os pecadores (2 Co 5.21). Aqui está o contraste entre a desobediência de Adão e a obediência de CRISTO (Rm 5.19). R. A. K.
As funções de JESUS, o Ungido de DEUS, têm três aspectos: de um profeta, sacerdote e rei. - Dicionário Wycliffe
Essas eram as três funções entre os israelitas do AT cujos ocupantes recebiam investidura pela unção com óleo (profeta, 1 Rs 19.16; sacerdote, Ex 29.7; 30.25,30; rei, 1 Sm 9.16; 16.1,13).
É importante reconhecer e distingui-las. Teólogos liberais, como um todo, colocam tamanha ênfase em CRISTO como mestre, que suas outras funções perdem todo valor. Os bartianos reinterpretaram a função profética de CRISTO através de sua visão de uma revelação existencial, aqui e ali, pela audição ou leitura de uma “Bíblia contraditória e falível” ou por um sermão, de forma que as funções de CRISTO ficam grandemente absorvidas na de um divulgador.
CRISTO como Profeta. A função de profeta exigia que a pessoa fosse; (1) O porta-voz de DEUS, seu comunicador junto aos homens. O ministério de profeta é encontrado em Êxodo 7.1, onde DEUS disse: “Eis que te tenho posto por DEUS sobre Faraó; e Arão, teu irmão, será o teu profeta”. O profeta devia ouvir a palavra de DEUS ou ter uma visão e comunicá-la (Dt 18.18). Seu ministério era ao mesmo tempo passivo ao receber, e ativo ao proclamar. Mas não era meramente passivo, pois Abimeleque, o Faraó e Nabucodonosor também receberam revelações e não foram considerados profetas. (2) Um prenunciador do futuro. O profeta fazia revelações relacionadas a eventos futuros. Ele previa o futuro. CRISTO exercia essas duas funções, mas de tal maneira que, em geral, elas se confundiam. Seu ministério como porta-voz e mestre foi mais claramente descrito por Ele mesmo em João 8, onde o próprio Senhor JESUS diz que fala o que ouviu do PAI (v. 26), o que viu (v.
38), o que lhe foi ensinado pelo PAI (v. 28) e que o próprio PAI está com Ele (v. 29). Seu ministério de prever o futuro pode ser encontrado em Mateus 24.2-31 ; 25.31-46 (cf. Lc 21.6-28).
As Escrituras do AT preveem que o Messias deveria ser um profeta (Dt 18.15; cf. At 3.22,23). JESUS falou sobre si mesmo como um profeta (Mt 13.57; Lc 13.33) e afirmou ter uma mensagem do PAI (Jo 8.26-28; 12.49,50; 14,10). O povo o recebeu como profeta (Mt 21.11,46; Lc 7.16; 24,19; Jo 3.2; 4.19; 6,14; 7.40; 9,17). Veja Profecia; Profeta, CRISTO como Sacerdote. O AT prevê seu ministério sacerdotal (Sl 40.6-8; 110.4), A função sacerdotal requer a oferta de sacrifícios (.Hb 5.1-3), bem como a prática da intercessão (Dt 5.5; 9,18; 1 Sm 7.5 etc.), e o Senhor JESUS exerce estas duas funções. Entretanto, o sacrifício que Ele ofereceu não era de touros ou cabras, mas de si próprio, de seu próprio corpo (Sl 40.6-8; Hb 10.5-14; cf. Hb 9.25-28). A intercessão que Ele faz não é realizada em um Templo terreno, mas no próprio trono de DEUS (1 Jo 2.1,2; Rm 8.34; Hb 7.25; 9.24). O sacerdócio e os sacrifícios do AT eram apenas tipos de CRISTO e de seu sacrifício no Calvário, e o representavam como o Cordeiro de DEUS (Jo 1.29).
CRISTO como Rei. A terceira função é a de rei e governante. CRISTO já exerce essa função sobre todos os membros de sua Igreja, e a exercerá de um modo mais amplo sobre toda a terra em sua segunda vinda (Zc 14.9,16,17; Ap 19.6; 20.4ss.). A ordem dos eventos que levam ao seu domínio final é: (1) A promessa da aliança de Davi (2 Sm 7.16; Sl 89.20- 27; cf. Is 11.1-16; 55.3,4). (2) Sua proclamação e nascimento como rei (Mt 2.2; Lc 1.32,33). (3) Sua rejeição como rei (Mc 15.12,13; Lc 19.14). Sua morte como sacrifício para satisfazer a justiça divina (Is 53.11), e ainda como rei (Mt 27.37). (5) Sua volta em glória para reinar como rei em Jerusalém (Mt 24.27-31; 26.64; Zc 14.8,9,16,17). Seu soberano reinado durará para sempre (2 Sm 7.15,16; Sl 89.36,37; Is 9.6,7; Dn 7.13,14). R. A. K.
CRUZ DE CRISTO
Um pilar vertical com uma viga horizontal fixada perto do topo, onde os condenados eram executados no mundo romano.
Formas; (1) Crux simplex, a cruz simples, a saber, um pilar único ou estaca vertical; (2) crux commissa ou crux humilus, a de SANTO Antônio, na forma de um “T”; (3) crux clecussata, a de SANTO André, na forma de um “X”; (4) crux immissa, a cruz latina; (5) Cruz de São George, formada por dois pedaços de mesmo comprimento; (6) cruz tripla, 3 cruzes em uma fileira, usada pelos sacerdotes e dignatários da igreja a partir do século V. Aceita-se de forma geral que CRISTO foi crucificado na crux immissa, ou cruz latina, visto que as Escrituras declaram que a inscrição “Este é JESUS, o rei dos judeus”, foi colocada sobre a sua cabeça (Mt 27.37; cf. Mc 15.26; Lc 23.38; Jo 19,19). Acredita-se que na cruz de SANTO André, e na cruz de SANTO Antônio isso não poderia ter sido feito. As tradições cristãs primitivas afirmam que JESUS morreu sobre uma cruz latina (Irineu, Against Heresies, ii.24.4; Justino, Trypho, 91).
A cruz de tau consistia em galhos ou estacas verticais plantadas permanentemente no campo de execução. Seu topo se afilava até um determinado ponto. O patíbulo era uma barra de madeira que pesava pouco mais de 56 quilos, com uma cavidade redonda esculpida no seu centro que se ajustava à ponta da haste. Algumas autoridades acreditam que esta era a cruz preferida pelos executores romanos, e que o título da placa podia ser fixado em um pedaço de madeira e pregado no patibulum, acima da cabeça ao criminoso.
A cruz, como um sinal, pode ter sido usada pelos primeiros cristãos judeus de Jerusalém, antes da destruição da cidade em 70 d.C. Ossuários (caixas retangulares de pedra onde se depositavam ossos humanos) foram encontrados em 1945 no subúrbio de Talpioth, sendo que um deles estava marcado em cada um dos quatro lados com uma cruz rudimentar, como um sinal de mais. Um ossuário marcado de forma similar foi encontrado em um cemitério aparentemente cristão no Monte das Oliveiras (FLAP, pp. 331ss.). Na cidade de Herculano, destruída em 79 d.C. pela erupção do Monte Vesúvio, uma casa escavada mostrava uma cruz latina gravada na parede de cimento em cima de um pequeno gabinete de madeira, considerado como um local de oração ou altar (FLAP, pp. 363ss.).
Símbolo ou emblema. A cruz é O símbolo de uma morte sob a maior culpa e a pior maldição. Thayer diz que a cruz era “um instrumento conhecido como a punição mais cruel e vergonhosa, emprestada aos gregos e romanos pelos fenícios; a ela foram condenados - entre os romanos, desde O tempo de Constantino O Grande - os criminosos mais execráveis, os pi- ores escravos, assaltantes, autores e cúmplices de revoltas, e ocasionalmente nas províncias, para O divertimento arbitrário dos governadores, também os homens justos e pacíficos, e até mesmo os próprios cidadãos romanos” (J. H. Thayer, A Greek-English Lexicon of the New Testament, p. 586). Por isso a cruz, para nós cristãos, se tomou o sinal de que Cris- to tomou sobre si a culpa, e assim pagou a penalidade pelos nossos pecados.
PAIXÃO DE CRISTO
A expressão “paixão de CRISTO” tem a sua origem na tradução do infinitivo aorista do verbo pascho em Atos 1.3, onde Lucas diz que CRISTO “depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas”. O verbo aqui colocado no particípio significa “sofrer”, e é frequentemente usado para se referir aos sofrimentos e à morte de CRISTO (Mt 26.21; 17.12), e especificamente à morte de CRISTO em Lucas 22.15; 24.26. A expressão não deve ser confundida com as “paixões dos homens”, que se referem às emoções humanas (At 14.15; Tg 5.17). O seu uso em relação a CRISTO personifica a idéia dos seus sofrimentos e da morte na cruz.
O cumprimento das profecias
A morte sacrificial de CRISTO foi antecipada no sistema de sacrifícios do Antigo Testamento, e também foi o assunto frequente das profecias do Antigo Testamento (Sl 22.69; Is 53; Zc 12.10; 13.7; cf. Ap 1.7). CRISTO predisse constantemente os seus próprios sentimentos e a sua morte, ao longo do ministério da sua vida e especialmente à medida que se aproximava do seu final (Mt 16.21; 17.22,23; 20.17-19; 26.12,28,31; Mc 9.31; 14.8,24,27; Lc 9.22,44,45; 18.31-34; 22.20; Jo 2.19-21; 10.17,18; 12.7). Também houve uma antecipação no anúncio de João Batista (Jo 1.29), quando CRISTO foi apresentado como “o Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo”, e especialmente no Evangelho de João em diversas passagens clássicas (3.14-16; 6.51; 10.11; 11.49-52; 12.24; 15.13).
A crucificação - uma morte atormentadora prescrita pela lei romana para aqueles que não eram cidadãos romanos - juntamente com o sepultamento de CRISTO, estão descritos nos quatro Evangelhos (Mt 27.31-56; Mc 15.20-41; Lc 23.26-49; Jo 19.16-37). A ordem dos acontecimentos nos Evangelhos inclui a tentativa de JESUS de carregar a cruz até o lugar da crucificação. Por Ele não ter conseguido fazer isso, Simão, de Cirene (uma cidade no norte da África), foi obrigado a carregar a cruz (Mt 27.32; Mc 15.21; Lc 23.26). Somente João não menciona Simão. O lugar da crucificação, descrito como Gólgota, é interpretado como “o lugar da Caveira” (Mt 27.33; Mc 15.22; Jo 19.17). Somente Lucas o chama de Calvário (Lc 23.33).
A ordem dos acontecimentos que se seguiram ao ato da crucificação é a seguinte:
(1) CRISTO recusando o vinagre com fé! (Mt 27.34; Mc 15.23); (2) a crucificação de CRISTO juntamente com dois ladrões (Mt 27.35-38; Mc 15.24-28; Lc 23.33-38; Jo 19.18-24); (3) a sua primeira frase na cruz “PAI, perdoa-lhes” (Lc 23.34); (4) os soldados lançando sortes sobre as suas vestes, como cumprimento da profecia (Sl 22.18; Mt 27,35; Mc 15.24; Lc 23.34; Jo 19.23,24); (5) a zombaria dos judeus (Mt 27.39-44; Mc 15.29-32; Lc 23.35-37);6) ־) a zombaria dos dois ladrões, embora mais tarde um deles viesse a crer (Mt 27.44; Mc 15.32; Lc 23.39-43); (7) a segunda frase de CRISTO “hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.43); (8) a terceira frase de CRISTO “Mulher, eis aí o teu FILHO” (Jo 19.26,27); (9) as três horas de escuridão (Mt 27.45; Mc 15.33; Lc 23.44); (10) a quarta frase de CRISTO “DEUS meu, DEUS meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46,47; Mc 15.34,35); (11) a quinta frase de CRISTO “Tenho sede” (Jo 19.28); {12) a sexta frase de CRISTO “Está consumado” (Jo 19.30); (13) a sétima e última frase de CRISTO “PAI, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23.46); (14) CRISTO entregando o seu espírito (Mt 27.50; Mc 15.37; Lc 23.46; Jo 19.30); Veja Cruz.
Imediatamente após a sua morte, o véu do templo rasgou-se em dois, de alto a baixo, e os sepulcros se abriram. Mais tarde, os soldados quebraram as pernas dos dois ladrões, mas como encontraram CRISTO morto, eles lhe perfuraram a lateral do corpo, como cumprimento das Escrituras (Jo 19.31-37; cf. Zc 12.10; Ap 1.7). O corpo de CRISTO foi solicitado por José de Arimatéia, que, juntamente com Nicodemos, preparou-o para o sepultamento e colocou-o num sepulcro novo, em um horto. Ao sepultamento de CRISTO seguiu-se a sua ressurreição no primeiro dia da semana. A Importância Teológica da Morte de CRISTO O significado central da morte de CRISTO está contido em três palavras importantes - redenção, propiciação e reconciliação. De acordo com Romanos 3.24, os que crêem em CRISTO são “justificados gratuitamente por sua graça, pela redenção que há em CRISTO JESUS”. A idéia da redenção é a do resgate por meio do pagamento de um preço. A imagem envolve tanto a redenção pelo pagamento, como a libertação do objeto da redenção. CRISTO, em sua morte, também constituiu uma propiciação ou uma satisfação da justiça de DEUS (Is 53.11), como explicado pelo apóstolo Paulo em Romanos 3.25,26. Da mesma forma, em seu sacrifício, “DEUS estava em CRISTO reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados” (2 Co 5.19). Por meio da morte de CRISTO, o pecador desfruta uma transformação, tanto em sua situação como em sua natureza, recebe a vida eterna e consequentemente se reconcilia com DEUS e com os seus santos padrões. Veja Propiciação; Reconciliação; Redenção.
As Diferentes Teorias Sobre a Expiação
Na história da igreja, foram apresentadas várias teorias sobre a expiação. A ortodoxia histórica apoiou o conceito de uma expiação substitutiva, também descrita como vicária ou penal. Isto se refere à morte de CRISTO, como basicamente dirigida a DEUS e à satisfação do seu caráter santo, e das suas justas exigências em relação aos pecadores (cf. Jo 1.29; 2 Co 5.21; Gl 3.13; Hb 9.20; 1 Pe 2.24). A expiação substitutiva é indicada por meio do uso das preposições peri, hyper e anti, usadas em relação ao sacrifício de CRISTO em benefício do pecador. O ponto de vista de A. H. Strong, chamado de “reconciliação ética”, e o de Louis Berkhof, são variações deste ponto de vista. Muitos pontos de vista alternativos surgiram. Os patriarcas da igreja, tais como Orígenes, Agostinho e outros, conservaram a teoria do resgate, que diz que a morte de CRISTO foi uma penalidade paga a Satanás na forma de um resgate, um ponto de vista largamente abandonado hoje em dia. A teoria da recapitulação, sustentada por Irineu, encarava a morte de CRISTO como uma fase do restabelecimento, por CRISTO, de todas as fases da vida humana, inclusive a de ser feito pecado, sem excluir a idéia da satisfação da justiça divina.
A teoria comercial, defendida por Anselmo no século XI, considera a expiação como algo essencialmente comercial, ou uma das satisfações a DEUS, no sentido de que ela satisfaz a honra de DEUS. Embora não contradiga, necessariamente, a visão substitutiva, fracassa em ser penal.
A teoria da influência moral, apresentada por Abelardo em oposição à de Anselmo, é baseada em uma premissa de que DEUS não exigiu a morte de CRISTO como uma expiação do pecado, mas apenas para demonstrar o seu amor e comunhão no sofrimento. Este ponto de vista é seguido por estudiosos neo-ortodoxos modernos e Liberais, na sua forma moderna como a teoria do exemplo, segundo a qual CRISTO morreu meramente como um exemplo.
Várias combinações dessas teorias foram apresentadas, tais como a de Tomás de Aquino, geralmente considerada a norma da teologia católica romana, que aceita a expiação substitutiva com algumas modificações. Aquino afirmava que DEUS não precisava oferecer a expiação. Outro ponto de vista, o de Duns Scotus, nega a necessidade da expiação, no que diz respeito à natureza de DEUS, e diz que se trata de uma escolha arbitrária por parte de DEUS, ao aceitar o sacrifício de CRISTO como suficiente, quer este seja ou não de fato suficiente.
Schleiermacher e Eitschl oferecem a teoria da experiência mística, uma variação da teoria da influência moral, em que a morte de CRISTO, de uma maneira mística, influencia o pecador para o bem.
A teoria governamental de Grotius é outro compromisso entre a teoria do exemplo e a expiação substitutiva ortodoxa, na qual a morte de CRISTO se origina da ordem de DEUS e não do caráter de DEUS.
A teoria da confissão vicária baseia-se na idéia de que DEUS poderia perdoar, se o homem pudesse arrepender-se adequadamente, e confessasse os seus pecados. Como ele não podería fazê-lo, CRISTO o fez em seu lugar.
As Escrituras apoiam o conceito substitutivo de que CRISTO realmente morreu no lugar no pecador, e que isso trouxe uma base de justiça para que DEUS perdoasse e salvasse os pecadores arrependidos (Is 53.11; Rm 3.25,26; 1 Pe 2.24). A morte de CRISTO é, portanto, essencial, não somente para a fé e para a salvação humana, mas para o programa divino de redenção, e constitui um fundamento da doutrina cristã. J. F. W.
O milagre da Páscoa é o âmago da fé e da mensagem cristã.
A ressurreição e a cruz são os temas principais do livro de Atos e das Epístolas. Em seu discurso no dia de Pentecostes (At 2.24), Pedro fala daquele “ao qual DEUS ressuscitou, soltas as ânsias da morte”. Esta frase ou alguma expressão equivalente ocorre por diversas vezes em Atos (At 3.15; 4.10; 5.30; 10.40; 13.23,30,37; 26.8) e da mesma maneira nas Epístolas de Paulo (Rm 8.11; 10.9; 1 Co 6.14; 15.15; 2 Co 1.9; 4.14; Gl 1.1; Ef 1.20; 1 Ts 1.10; cf. 1 Pe 1.21). A morte expiatória de CRISTO e a sepultura vazia são mencionadas juntas por nosso Senhor no que pode ser chamado de um complexo de redenção. O Senhor associou as duas em seu ensino (Mt 16.21; 20.18,19; Mc 8.31; 9.31; 10.33,34; Lc 18.32,33; Jo 10.17,18), e o apóstolo Pedro faz o mesmo (1 Pe 1.2-4; 3.18ss.).
A Teologia da Ressurreição de CRISTO
A ressurreição é a prova miraculosa de que o Senhor JESUS CRISTO fez a expiação pelo pecado (At 2.24,38; 13.37,38; Rm 1.4), e venceu a morte (2 Tm 1.10; Ap 1.18). Através dela, ele foi declarado como sendo o Senhor e CRISTO (At 2.32-36) e o FILHO de DEUS com poder (Rm 1.4; Fp 2.6-11; cf. At 13.33). Como o primogênito dentre os mortos, ele foi declarado o Cabeça da Igreja e o Soberano do universo (Cl 1.16-18; Ef 1.19-23; cf. Hb 1.3). Ele mesmo é a ressurreição, aquele que concede a vida eterna (Jo 11.25). Quando ressuscitou dos mortos e subiu às alturas, Ele enviou o ESPÍRITO SANTO (At 2.33,38; cf. Jo 15.26; 16.7).
E o Senhor ressurrecto que, como nosso Sumo Sacerdote, apresentou o seu sangue sacrificial a DEUS, o PAI (Hb 10.19-22; cf. 8.3; 10.10-14), agora intercede por nós (Rm 8.34; 1 Jo 2.1), e é habilitado e ordenado para tirar os selos dos juízos no fim dos tempos (Ap 5.1-7) e ser o juiz final do homem (Jo 5.21,22; At 10.42; 17.31).
Soteriologia da ressurreição. Para que o pecado do homem seja expiado, deve haver uma vida perfeita de justiça, vivida em completa obediência à santa lei de DEUS, para ser oferecida “sem mácula”; CRISTO realizou esta importante obra através de sua vida (Rm 5.19; 10.4; Hb 4.15; 5.8,9). Também deve haver uma expiação satisfatória para os pecados do homem e a lei infringida que exige a pena de morte (Rm 6.23), e isto Ele proveu submetendo-se à morte como o nosso substituto. DEUS mostrou sua absoluta satisfação com a obediência ativa e passiva de CRISTO, ressuscitando o seu Pilho dos mortos, e assim atestando que sua obra que visava alcançar a nossa justificação foi aprovada e aceita (Rm 4.25).
Escatologia da ressurreição. A ressurreição revela a vitória completa e final sobre a morte e o pecado, e sobre os seus efeitos no homem e na criação. Pelo fato de CRISTO ter ressuscitado, os crentes também ressuscitarão em corpos transformados (1 Co 15). Por meio deste mesmo fato, a natureza também será libertada da maldição. Esta é a explicação da ressurreição do crente ou a manifestação dos filhos de DEUS através da “redenção do nosso corpo”, e a remoção da “servidão da corrupção’’ na segunda vinda de CRISTO serem mencionados como ocorrendo simultaneamente em Romanos 8.1823־ (cf. Is 11.6- 12; 65.25; Zc 14.5).
Negações da Ressurreição
Têm sido sugeridas várias teorias que negam a ressurreição corpórea de CRISTO.
Teoria da fraude. Seus discípulos roubaram o seu corpo da sepultura e o esconderam em algum lugar. Esta opinião falha em explicar como os supostos covardes tornaram-se homens corajosos da noite para o dia, e também ignoram o fato da presença da guarda romana. Esta teoria presume que a mentira dos soldados deva ser aceita ao invés do testemunho dos crentes em CRISTO. Uma variação desta opinião é que os inimigos de CRISTO roubaram o corpo e o esconderam. Por que, então, eles não usaram isto mais tarde para refutar as alegações dos discípulos de que o Senhor havia ressuscitado?
Teoria da alucinação. Os discípulos apenas pensaram ter visto JESUS. Esta teoria falha em levar em conta o fato de que eles sentiram suas mãos e seus pés, falaram com ele, e comeram com ele e ele com eles (Lc 24.42,43). Uma variação disto é a teoria da razão histórica de Richard Niebuhr, de que os discípulos tinham uma lembrança histórica tão vivida de CRISTO, que pensavam e falavam dEle como se Ele estivesse vivo. Esta opinião falha pelas mesmas razões que as da teoria da alucinação. Além disso, como na teoria anterior, ela deve negar a sepultura vazia.
Teoria da visão objetiva. DEUS concedeu aos seguidores de JESUS visões reais para lhes dar a certeza de que o ESPÍRITO de JESUS havia sobrevivido. Esta opinião, da mesma forma, não consegue levar em conta a sepultura vazia, nem o seu corpo tangível em suas aparições. Teoria do corpo espiritual transformado. A fim de tentar explicar como os lençóis foram deixados intactos e como o CRISTO ressurrecto passou através de uma porta fechada, alguns têm afirmado com base em uma interpretação errônea de 1 Coríntios 15.44 que JESUS ressuscitou com um corpo completamente ״espiritual”, completamente imaterial; porém Ele comeu na presença de seus discípulos.
Teoria do desmaio. CRISTO estava apenas desmaiado e seus discípulos o raptaram da sepultura e o reanimaram. Esta opinião envolve os discípulos em uma fraude. Enganadores não arriscariam a vida mais tarde por causas justas como fizeram os discípulos. Esta teoria falha em fazer justiça ao exame e pronunciamento dos soldados romanos de que JESUS estava morto. Isto é ainda mais aviltante para os fundadores da Igreja primitiva.
Teoria da sepultura errada. Kirsopp Lake sugere que as mulheres foram para a sepultura errada e encontraram um estranho, de quem elas fugiram. Esta é uma tentativa um tanto desesperada de explicar o fenômeno que Lake considera a priori impossível, isto é, o milagre de uma ressurreição. Esta teoria falha em explicar tanto a experiência dos soldados tomando conta da sepultura na qual JESUS estava sepultado, como o fato da sepultura da qual as mulheres fugiram estar vazia.
Provas da Ressurreição
A validade da ressurreição de CRISTO baseia- se na certeza da morte e sepultamento de JESUS e no selamento da sepultura, a pedra removida e a sepultura vazia, a condição ordenada dos lençóis, e no registro de dez diferentes aparições físicas do JESUS ressurrecto. As aparições são atestadas em seis relatos - em todos os quatro Evangelhos, em Atos e 1 Coríntios 15:
1. A Maria Madalena (Jo 20.11-18).
2. Às outras mulheres (Mt 28.9,10).
3. A Pedro, em particular (1 Co 15,5; Lc 24.34).
4. A Cleopas e seu companheiro na estrada para Emaús (Lc 24.13-35).
5. A dez dos apóstolos em uma sala trancada (Jo 20.19-25; Lc 24.36-43).
6. A Tomé e aos outros uma semana depois (Jo 20.26-29).
7. A mais de 500 discípulos em uma ocasião (1 Co 15.6). E provável que este fato tenha ocorrido na Galiléia, como cumprimento de Mateus 28.7,8 e Marcos 16.7. Esta pode ter sido a mesma ocasião em que o Senhor JESUS encarregou os seus seguidores da grande tarefa de evangelização (Mt 28.16-20).
8. A Tiago, o irmão do Senhor (1 Co 15.7).
9. A sete discípulos perto do Mar da Galiléia (Jo 21.1-23).
10. Aos apóstolos e talvez a outros em Jerusalém no momento de sua ascensão (Lc 24.50-52; At 1.4-9).
Outras aparições como estas são mencionadas em Atos 1.3.
A ressurreição de CRISTO é historicamente atestada por: (1) o fato da súbita mudança na vida dos apóstolos - os 11 se comportaram de forma covarde na ocasião da crucificação, mas se comportaram como homens prontos a dar suas próprias vidas 50 dias depois no Pentecostes; (2) a descida do ESPÍRITO SANTO no dia de Pentecostes, em cumprimento à promessa do Senhor JESUS (Jo 14.16; 15.26; 16.7; cf. 7.37-39; At 2.32,33); (3) a mudança do dia de adoração do sábado judaico para o primeiro dia da semana, como um testemunho do dia em que CRISTO ressuscitou; (4) o súbito e espantoso crescimento da Igreja cristã; (5) a existência do NT, cuja mensagem depende da autenticidade da ressurreição.
A ressurreição corpórea de JESUS CRISTO é o acontecimento mais bem atestado na história antiga. E como Merril) C. Tenney resume: “A ressurreição é relevante para a necessidade humana de propósito e segurança... O evento está fixado na história; a dinâmica é potente para toda a eternidade” (The Reality ofthe Ressurrectton, p. 19).R. A. K.
JESUS - Comentário Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT)
O Batismo de JESUS
Mateus 3. 13-17
O nosso Senhor JESUS, desde a sua infância até agora, quando estava com quase trinta anos de idade, tinha estado escondido na Galiléia, como se estivesse enterrado vivo. Mas agora, depois de uma longa e escura noite, eis que o Sol da justiça se levanta em glória. A plenitude dos tempos era chegada para que CRISTO pudesse assumir o seu trabalho profético, e Ele decide fazê-lo, não em Jerusalém (embora seja provável que Ele tivesse estado ali nas três festas anuais, como todas as outras pessoas), mas ali, onde João estava batizando; pois Ele procurou aqueles que esperavam o consolo de Israel, os únicos para os quais Ele seria bem-vindo. João Batista era seis meses mais velho que o nosso Salvador, e supõe-se que tenha começado a pregar e batizar cerca de seis meses antes da manifestação de CRISTO; até então ele se dedicava a preparar o caminho do Senhor, na região próxima ao rio Jordão. E muito mais se fez para isto nesses seis meses do que tinha sido feito em muitos séculos antes. A vinda de CRISTO, da Galiléia ao Jordão, para ser batizado, nos ensina a não nos escondermos da dor e do trabalho árduo, para podermos ter a oportunidade de nos aproximarmos de DEUS, ao seu serviço. Devemos estar dispostos a nos excedermos na comunhão com DEUS, e não a sentirmos falta dela. Para encontrar, é preciso procurar.
Na história do batismo de CRISTO, podemos observar:
I
Com que dificuldade João foi persuadido a fazê-lo (vv. 14,15). Foi um exemplo da grande humildade de CRISTO o fato de Ele se oferecer para ser batizado por João; que aquele que não conheceu pecado se submetesse ao batismo do arrependimento. Observe que assim que CRISTO começou a pregar, Ele pregou humildade, pregou-a segundo o seu exemplo, pregou-a a todos, especialmente aos jovens ministros. CRISTO estava destinado às maiores honras, mas no seu primeiro passo Ele se humilha desta maneira. Observe que aqueles que se destinam a subir mais alto, devem começar mais baixo. “Diante da honra vai a humildade”. Esta era uma grande demonstração de respeito por João, pois CRISTO veio até ele; e foi uma retribuição pelo serviço que ele tinha prestado ao Senhor, avisando da sua chegada. Observe que DEUS honrará aqueles que o honram. Aqui, temos:
1. A objeção que João fez contra batizar JESUS (v. 14). João objetou, da mesma maneira como Pedro o fez, quando CRISTO foi lavar seus pés (Jo 13.6,8). Note que a condescendência graciosa de CRISTO é tão surpreendente, que parece inacreditável, à primeira vista, para os crentes mais vigorosos; tão profunda e misteriosa, que mesmo aqueles que conhecem bem o seu modo de pensar não conseguem descobrir o significado dela, mas, por razões de falta de esclarecimento, colocam objeções contra a vontade de CRISTO. A modéstia de João o leva a pensar que esta é uma honra excessivamente elevada para ele receber, e ele assim se expressa ao Senhor, da mesma maneira como a sua mãe tinha feito com a mãe de CRISTO (Lc 1.43): “Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?” João tinha conquistado um nome, e era nacionalmente respeitado; ainda assim, veja como ele ainda é humilde! Observe que DEUS tem grandes honras reservadas para aqueles cujo espírito continua humilde quando a sua reputação cresce.
(1) João acha que é necessário que ele seja batizado por CRISTO. “Eu careço de ser batizado por ti”, com o ESPÍRITO SANTO e com fogo, pois este era o batismo de CRISTO (v. 11). [1] Embora João estivesse cheio do ESPÍRITO SANTO desde o útero (Lc 1.15), ainda assim ele reconhece que tem a necessidade de ser batizado com aquele batismo. Note que aqueles que têm uma grande comunhão com o ESPÍRITO de DEUS, ainda assim, neste estado imperfeito, percebem que precisam de mais; e para que tenham mais precisam pedir a CRISTO. [2] João tem a necessidade de ser batizado, embora ele fosse o maior homem já nascido de uma mulher; mas, tendo nascido de uma mulher, ele está contaminado, como os outros da semente de Adão estão, e sabe que precisa de purificação. Observe que as almas mais puras são mais sensíveis à sua própria impureza residual, e procuram ansiosamente a purificação espiritual. [3] Ele sente necessidade de ser batizado por CRISTO, aquele que pode fazer por nós o que ninguém mais pode; aquilo que deve ser feito para nós, caso contrário seremos arruinados. Observe que os melhores e mais santos homens têm necessidade de CRISTO, e quanto melhores eles são, mais percebem esta necessidade. [4] Isto foi dito diante da multidão, que tinha uma grande veneração por João, e que estava pronta a aceitá-lo como o Messias; mas ele publicamente reconhece que tinha necessidade de ser batizado por CRISTO. Note que não é nenhum menosprezo, aos maiores homens, reconhecer que estão perdidos, sem CRISTO e a sua graça. [5] João era o precursor de CRISTO, e ainda assim reconhece que tinha a necessidade de ser batizado por Ele. Observe que mesmo aqueles que nasceram antes de CRISTO neste mundo dependem dele, recebem dele e têm os olhos nele. [6] Embora João estivesse tratando das almas dos outros, observe com quanto sentimento ele fala do caso da sua própria alma: “Eu careço de ser batizado por ti”. Note que os ministros, que pregam aos outros e que batizam os outros, se preocupam em pregar para si mesmos, e serem, eles mesmos, batizados com o ESPÍRITO SANTO. “Tem cuidado de ti mesmo e... te salvarás” (1 Tm 4.16).
(2) Portanto, ele acha que é completamente absurdo e ilógico que CRISTO seja batizado por ele. “Vens tu a mim?” O santo JESUS, que está separado dos pecadores, vem para ser batizado por um pecador, como um pecador, e entre os pecadores? Como isto é possível? Como podemos descrever isto? Lembre-se que a vinda de CRISTO até nós pode ser também espantosa.
2. A rejeição dessa objeção (v. 15). JESUS disse: “Deixa por agora”. CRISTO aceitou a sua humildade, mas não a sua recusa; Ele queria fazer isso; e é adequado que CRISTO siga o seu método, embora não possamos compreendê-lo, nem apresentar uma razão para ele. Observe:
(1) Como CRISTO insistiu nisto. “Isto deve ser assim, por ora”. Ele não nega que João tivesse necessidade de ser batizado por Ele, mas ainda assim Ele será agora batizado por João. Que seja assim, por agora. Observe que tudo está bem, na sua ocasião. Mas por que agora? Por que já? [1] CRISTO estava naquele momento em um estado de humilhação; Ele estava vazio, e não tinha uma reputação. Ele não apenas era encontrado como homem, mas à semelhança da carne pecadora, e, portanto, “agora”, Ele deveria ser batizado por João. Como se Ele precisasse ser lavado, embora fosse perfeitamente puro; e assim Ele se fez pecado por nós, embora não conhecesse o pecado. [2] O batismo de João agora adquire reputação, é aquele pelo qual DEUS está agora realizando o seu trabalho; esta é a presente revelação, e, portanto, JESUS será agora batizado com água, mas o seu batismo com o ESPÍRITO SANTO está reservado para mais tarde, não muito depois destes dias (At 1.5). O batismo de João tem o seu dia, e, portanto, deve ser honrado, e aqueles que o procuram devem ser incentivados. Aqueles que são os maiores destinatários de dons e graças devem, ainda, por sua vez, dar o seu testemunho aos rituais instituídos, comparecendo humilde e diligentemente a eles, para poderem dar um bom exemplo aos demais. Nós precisamos receber o que vemos que pertence a DEUS, e enquanto vemos que Ele o está concedendo. João agora estava crescendo, e, portanto, isto deveria ser assim naquele momento; dentro de pouco tempo, ele irá decair, e então as coisas serão diferentes. [3] Isto deve ser assim agora, porque agora é o momento da manifestação de CRISTO em público, e esta é uma boa oportunidade para isto (veja Jo 1.31,34). Assim Ele foi manifestado a Israel, e houve maravilhas do céu como sinais, naquele seu ato, que era de completa condescendência e humilhação pessoal.
(2) A razão que Ele dá para isso: “Assim nos convém cumprir toda a justiça”. Observe: [1] Havia uma adequação em tudo o que CRISTO fez por nós. Havia graça (Hb 2.10; 7.26); e nós devemos estudar para fazer não somente aquilo que nos é conveniente, mas também aquilo que é digno de nós; não somente aquilo que é indispensavelmente necessário, mas aquilo que é agradável e bom. [2] O nosso Senhor JESUS viu isto como algo perfeitamente digno dele, para cumprir toda a justiça, isto é (como o Dr. Whitby o explica), para possuir toda a instituição divina, e para mostrar a sua disposição em estar de acordo com todos os preceitos da justiça de DEUS. Assim, Ele justifica a DEUS PAI, aprovando a sua sabedoria, ao enviar João para preparar o seu caminho, por meio do batismo do arrependimento. Desse modo, é digno estimularmos e incentivarmos tudo o que for bom, tanto por padrão como por preceito. CRISTO frequentemente mencionou João e o seu batismo com honra; e o que é melhor, Ele mesmo foi batizado. Assim, JESUS começou primeiro a agir, e depois a ensinar; e os seus ministros devem seguir o mesmo método. Portanto, CRISTO cumpriu a justiça da lei cerimonial, que consistia em várias lavagens. Dessa forma, Ele recomendou, no Evangelho, a ordenança do batismo para a sua igreja, honrou este batismo, e mostrou que virtude Ele lhe destinava. Foi conveniente a CRISTO submeter-se à lavagem com água de João, porque isto era um mandamento divino; mas foi conveniente a Ele opor-se à lavagem com água dos fariseus, porque isto era uma invenção e imposição humanas; e Ele justificou os seus discípulos que se recusavam a realizá-la.
Com a vontade de CRISTO, e a sua razão para isto, João ficou completamente satisfeito, e então ele fez o que devia. A mesma modéstia que o fez, a princípio, declinar da honra que CRISTO lhe oferecia, agora o levou a realizar o serviço que CRISTO lhe impunha. Observe que nenhuma desculpa de humildade deve fazer-nos recusar qualquer dever.
II
Com que solenidade o Céu se alegrou em honrar o batismo de CRISTO com uma exibição especial de glória (vv. 16,17). “Sendo JESUS batizado, saiu logo da água”. Os outros que eram batizados permaneciam para confessar os pecados (v. 6), mas CRISTO, não tendo nenhum pecado a confessar, saiu imediatamente da água; é isto o que lemos, mas não exatamente; pois é apo tou hydatos – da água, da margem do rio, ao qual ele desceu para lavar-se na água, isto é, para lavar a sua cabeça ou o seu rosto (Jo 13.9); pois não há menção de CRISTO tirando ou recolocando as suas roupas, o que não teria sido omitido, se Ele tivesse sido batizado nu. Ele se levantou imediatamente, como alguém que inicia o seu trabalho com a determinação e a alegria mais completas. Ele não podia perder tempo. Ele se endireitou e se levantou assim que o batismo foi realizado!
Quando Ele estava saindo da água, e todo o grupo colocou os olhos sobre Ele:
1. Os céus se abriram sobre Ele, como para descobrir alguma coisa acima e além do firmamento estrelado, pelo menos para Ele. Isto aconteceu: (1) Para incentivá-lo a prosseguir em sua empreitada, com a perspectiva da glória e da alegria que se apresentava diante dele. O céu estará aberto para recebê-lo, quando Ele tiver concluído a obra que agora está começando. (2) Para nos incentivar a recebê-lo, e a nos sujeitar a Ele. Observe que em JESUS CRISTO, e por meio dele, os céus estão abertos para os filhos dos homens. O pecado trancou o céu, interrompeu todas as relações amistosas entre DEUS e o homem; mas agora CRISTO abriu o Reino dos céus a todos os crentes. A luz e o amor divinos são derramados sobre os filhos dos homens, e nós temos a ousadia de entrar no SANTO dos Santos. Nós temos recibos da misericórdia de DEUS, nós retribuímos com nosso dever a DEUS e tudo por meio de JESUS CRISTO, que é a escada que tem o pé na terra e o topo no céu. Somente através dele é que podemos ter um relacionamento confortável com DEUS, ou qualquer esperança de chegar, por fim, ao céu. Os céus se abriram quando CRISTO foi batizado, para nos ensinar que quando comparecemos, como devemos fazer, aos rituais de DEUS, nós podemos esperar a comunhão com Ele e a comunicação por parte dele.
2. Ele viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como uma pomba e vindo sobre Ele, ou pousando sobre Ele. CRISTO viu (Mc 1.10) e João viu (Jo 1.33,34), e é provável que todos os presentes também tenham visto, pois esta devia ser a sua primeira manifestação pública. Observe:
(1) Ele viu o ESPÍRITO de DEUS, que desceu e pousou sobre Ele. No início do mundo, o ESPÍRITO SANTO se movia sobre a face das águas (Gn 1.2), flutuando como uma ave sobre o ninho. Aqui, no começo deste novo mundo, CRISTO, como DEUS, não precisava receber o ESPÍRITO SANTO, mas tinha sido previsto que o ESPÍRITO do Senhor repousaria sobre Ele (Is 11.2; 61.1), e aconteceu isto aqui; pois: [1] Ele devia ser um Profeta, e os profetas sempre falavam pelo ESPÍRITO de DEUS, que descia sobre eles. CRISTO devia realizar a obra profética, não pela sua natureza divina (diz o Dr. Whitby), mas pela inspiração do ESPÍRITO SANTO. [2] Ele devia ser a Cabeça da igreja; e o ESPÍRITO desceu sobre Ele, para ser, por seu intermédio, transmitido a todos os crentes, com os seus dons, as suas graças, e o seu consolo. A unção sobre a cabeça desceu até às bordas das vestes; CRISTO recebeu dons para os homens, para que Ele os pudesse dar aos homens.
(2) O ESPÍRITO desceu sobre Ele como uma pomba; se esta era uma pomba real, e viva, ou, como era normal em visões, a representação ou a semelhança de uma pomba, não se sabe. Se é necessária uma forma corpórea (Lc 3.22), não poderia ser a de um homem, pois o ser visto como homem era peculiar à Segunda Pessoa: nenhuma forma, portanto, era mais adequada do que a forma de uma das aves do céu (que agora estava aberto), e entre todas as aves, nenhuma era tão significativa quanto a pomba. [1] O ESPÍRITO de CRISTO é um ESPÍRITO que pode ser tipificado por uma pomba; não como uma pomba enganada, sem entendimento (Os 7.11), mas como uma pomba inocente, sem amargura e sem ódio. O ESPÍRITO desceu, não sob a forma de uma águia, que, embora seja uma ave real, é uma ave predatória, mas sob a forma de uma pomba, que é a mais inofensiva das criaturas. Assim é o ESPÍRITO de CRISTO: Ele não luta nem grita; assim os cristãos devem ser, inofensivos como pombas. A pomba é notável por seus olhos; nós descobrimos que tanto os olhos de CRISTO (Ct 5.12) como os olhos da igreja (Ct 1.15; 4.1) são comparados aos olhos das pombas, pois têm o mesmo espírito. A pomba geme muito (Is 38.14). CRISTO chorava; e as almas penitentes são comparadas às pombas dos vales. [2] A pomba era a única ave que era oferecida em sacrifício (Lv 1.14), e CRISTO, pelo ESPÍRITO, o ESPÍRITO eterno, se ofereceu, imaculado, a DEUS. [3] As notícias do fim do dilúvio de Noé foram trazidas por uma pomba, que tinha um ramo de oliveira no bico; na ocasião adequada, portanto, as alegres notícias da paz feita com DEUS são trazidas pelo ESPÍRITO, como uma pomba. Isto fala da boa vontade de DEUS em relação aos homens; que os seus pensamentos sobre nós são pensamentos de bem, e não de mal. Através da expressão: “a voz da rola ouve-se em nossa terra” (Ct 2.12), a paráfrase em aramaico dá a entender que esta é a voz do ESPÍRITO SANTO. O fato de que DEUS está em CRISTO, reconciliando consigo o mundo, é uma mensagem de alegria, que chega até nós sobre as asas de uma pomba.
3. Para explicar e completar esta solenidade, veio uma voz do céu, que, temos razões para pensar, foi ouvida por todos os que estavam presentes. O ESPÍRITO SANTO se manifestou à semelhança de uma pomba, mas DEUS, o PAI, por uma voz; pois quando a lei foi entregue, não se viu semelhança, somente se ouviu uma voz (Dt 4.12). E este Evangelho veio assim, e realmente é um Evangelho, a melhor boa-nova que já veio do céu à terra; pois ela fala clara e plenamente sobre a graça de DEUS para com CRISTO, e também para conosco nele.
(1) Veja como o nosso Senhor JESUS pertence a DEUS: “Este é o meu FILHO amado”. Observe: [1] A relação que Eles tinham; Ele é o meu FILHO. JESUS CRISTO é o FILHO de DEUS, por geração eterna, como foi gerado do PAI antes de toda a criação, ou seja, “dos mundos” (Cl 1.15; Hb 1.3), e por concepção sobrenatural; portanto, Ele foi chamado de FILHO de DEUS, porque foi concebido pelo poder do ESPÍRITO SANTO (Lc 1.35). Mas isto não é tudo. Ele é o FILHO de DEUS por designação especial para o trabalho de Redentor do mundo. Ele foi santificado, selado, e enviado a esta missão, e sempre esteve de pleno acordo com o PAI para o desempenho dela (Pv 8.30), indicado para ela. “Lhe darei o lugar de primogênito” (Sl 89.27). [2] O afeto que o PAI sentia por Ele: “Este é o meu FILHO amado”; o seu FILHO amado, o FILHO do seu amor (Cl 1.13). Ele tinha estado no seu seio por toda a eternidade (Jo 1.18), sempre tinha sido a sua alegria (Pv 8.30), mas particularmente como mediador, e ao assumir a obra da salvação do homem, Ele era o seu FILHO amado. “Ele é o meu Eleito, em quem se compraz a minha alma” (veja Is 42.1). Por ter consentido no concerto da redenção, e se alegrado por realizar esta vontade de DEUS, o PAI o amou (Jo 10.17; 3.35). Observem, então, observem e maravilhem-se, que tipo de amor o PAI nos concedeu, para nos entregar aquele que era o FILHO do seu amor para sofrer e morrer por aqueles que eram a geração da sua ira; portanto, DEUS PAI o amou, porque Ele deu a sua vida pelas ovelhas! Agora nós sabemos que DEUS PAI nos amou, porque Ele não poupou o seu próprio FILHO, o seu único FILHO, o Isaque que Ele amava, mas, ao invés disso, o entregou para ser um sacrifício pelos nossos pecados.
(2) Veja aqui como Ele está disposto a nos tornar pertencentes a Ele, em CRISTO: “Este é o meu FILHO amado, em quem me comprazo”. Ele se compraz com todos os que estão nele, e estão unidos a Ele pela fé. Até agora, DEUS tinha estado descontente com os filhos dos homens, mas agora a sua ira foi afastada e Ele nos fez agradáveis a si no Amado (Ef 1.6). Que todo o mundo saiba que este é o Pacificador, o Ancião de dias, que colocou a sua mão sobre nós, e que não há como ir a DEUS PAI senão por Ele, como Mediador (Jo 14.6). Nele, nossos sacrifícios espirituais são aceitáveis, pois é dele o altar que santifica todas as ofertas (1 Pe 2.5). Sem CRISTO, DEUS é um fogo consumidor; mas, em CRISTO, Ele é um PAI reconciliado. Este é o resumo de todo o Evangelho; é uma mensagem fiel e merecedora de toda a aceitação, a de que DEUS declarou, por meio de uma voz do céu, que JESUS CRISTO é o seu FILHO amado, em quem Ele se compraz, com o que nós devemos, pela fé, alegremente estar de acordo e dizer que Ele é o nosso amado Salvador, em quem nos comprazemos.
OBSERVAÇÃO SOBRE GENEALOGIA - Pr. Henrique
POR QUE DIFERENTES GENEALOGIAS ENTRE MATEUS E LUCAS?
Porque Lucas mostra a humanidade de JESUS e Mateus sua Realeza (na de Mateus é demonstrada a descendência de JESUS do rei Davi por causa de José que era da casa real)
Lucas coloca mais nomes de descendentes humildes e às vezes sem expressividade em sua genealogia para mostrar a humildade e humanidade de JESUS.
A intenção de Lucas é mostrar JESUS se fazendo homem para salvar a todos os descendentes de Adão. Por isso a genealogia de Lucas vai até Adão.
Já Mateus está interessado em provar que JESUS é rei e mostra JESUS descendente dos reis até Davi porque é FILHO de José, da casa de Davi. Entre tantos outros descendentes de Davi, José é mais um que poderia se candidatar ao trono. Assim JESUS nasce em Belém, tribo de Judá. Também é FILHO legalmente de José da casa de Davi.
Cuidado com fábulas artificialmente compostas (2 Pedro 1:16) de que na genealogia de Lucas está registrada a genealogia de Maria e que Eli ou Heli é PAI de Maria (Absurdo)
Não existe nenhuma comprovação bíblica disso. A genealogia é de JESUS e as mulheres não influenciavam as genealogias. Apenas são citadas como esposas de alguém que faz parte da genealogia de JESUS.
A única família de Maria encontrada na Bíblia é a de Isabel, sua prima, descendente de Arão, da tribo de Levi. Alguém já viu um parente distante passar quase três meses na casa de outro parente? Maria era prima mesmo de Isabel. Passou quase Três meses na casa de sua prima Isabel.
Lucas 1:5 Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel.
Lucas 1:36 E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um FILHO em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril;
Lucas 1:56 E Maria ficou com ela quase três meses, e depois voltou para sua casa.
SE MULHER INFLUENCIASSE GENEALOGIA DAVI SERIA APENAS UM ZERO A ESQUERDA.
Davi é descendente de Raabe, a prostituta e de Rute, a Moabita (descendente de um incesto das filhas de Ló com ele)
E Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé; Mateus 1:5. ISSO NOS MOSTRA CLARAMENTE QUE MULHER NÃO INFLUENCIA NA GENEALOGIA. JESUS SÓ É RECONHECIDO COMO DA CASA DE DAVI POR CAUSA DE JOSÉ, QUE É DA CASA DE DAVI. E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), Lucas 2:4
José tinha uma profissão que o mantinha dentro da classe média e não da pobre. Quando se ocupou com a ida a Belém, nascimento de JESUS, ida a Jerusalém para apresentação do menino JESUS e depois fuga para o Egito, aí sim, sem trabalhar, teve dificuldades financeiras, embora no Egito tivesse produtos ganhados no nascimento de JESUS com os quais podia sustentar sua família.
OBSERVAÇÃO SOBRE GENEALOGIA - Pr. Henrique
POR QUE DIFERENTES GENEALOGIAS ENTRE MATEUS E LUCAS?
Porque Lucas mostra a humanidade de JESUS e Mateus sua Realeza (na de Mateus é demonstrada a descendência de JESUS do rei Davi por causa de José que era da casa real)
Lucas coloca mais nomes de descendentes humildes e às vezes sem expressividade em sua genealogia para mostrar a humildade e humanidade de JESUS.
A intenção de Lucas é mostrar JESUS se fazendo homem para salvar a todos os descendentes de Adão. Por isso a genealogia de Lucas vai até Adão.
Já Mateus está interessado em provar que JESUS é rei e mostra JESUS descendente dos reis até Davi porque é FILHO de José, da casa de Davi. Entre tantos outros descendentes de Davi, José é mais um que poderia se candidatar ao trono. Assim JESUS nasce em Belém, tribo de Judá. Também é FILHO legalmente de José da casa de Davi.
Cuidado com fábulas artificialmente compostas (2 Pedro 1:16) de que na genealogia de Lucas está registrada a genealogia de Maria e que Eli ou Heli é PAI de Maria (Absurdo)
Não existe nenhuma comprovação bíblica disso. A genealogia é de JESUS e as mulheres não influenciavam as genealogias. Apenas são citadas como esposas de alguém que faz parte da genealogia de JESUS.
A única família de Maria encontrada na Bíblia é a de Isabel, sua prima, descendente de Arão, da tribo de Levi. Alguém já viu um parente distante passar quase três meses na casa de outro parente? Maria era prima mesmo de Isabel. Passou quase Três meses na casa de sua prima Isabel.
Lucas 1:5 Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel.
Lucas 1:36 E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um FILHO em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril;
Lucas 1:56 E Maria ficou com ela quase três meses, e depois voltou para sua casa.
SE MULHER INFLUENCIASSE GENEALOGIA DAVI SERIA APENAS UM ZERO A ESQUERDA.
Davi é descendente de Raabe, a prostituta e de Rute, a Moabita (descendente de um incesto das filhas de Ló com ele)
E Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé; Mateus 1:5. ISSO NOS MOSTRA CLARAMENTE QUE MULHER NÃO INFLUENCIA NA GENEALOGIA. JESUS SÓ É RECONHECIDO COMO DA CASA DE DAVI POR CAUSA DE JOSÉ, QUE É DA CASA DE DAVI. E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), Lucas 2:4
José tinha uma profissão que o mantinha dentro da classe média e não da pobre. Quando se ocupou com a ida a Belém, nascimento de JESUS, ida a Jerusalém para apresentação do menino JESUS e depois fuga para o Egito, aí sim, sem trabalhar, teve dificuldades financeiras, embora no Egito tivesse produtos ganhados no nascimento de JESUS com os quais podia sustentar sua família.
JESUS - A Vida Diária Nos Tempos de JESUS - HENRI DANIEL-ROPS - Editora Vida
JESUS ENTRE SEU POVO E EM SEU TEMPO
JESUS de Nazaré, um judeu entre judeus — "CRISTO superou a Lei" — O povo judeu e JESUS
JESUS DE NAZARÉ, UM JUDEU ENTRE JUDEUS
Que tipo de homem era Ele, cuja vinda deveria marcar a maior data na história da humanidade, cujo advento renovou, de uma vez para sempre, a revelação feita a Israel? De que forma se enquadrou Ele, como homem, no padrão dessa nação cujas características procuramos descrever? Quais as razões, derivadas tanto de sua natureza como da de seu povo, que iriam forçar a separação entre eles e provocar o amargo drama em que a mensagem trazida por Ele seria transmitida em toda a sua plenitude? Nenhum livro sobre a vida na Palestina na época de CRISTO poderia terminar sem ter considerado essas questões.
Uma única frase fornece a resposta, a frase que Péguy dirigiu ao "povo dos judeus": "Ele era um judeu, um simples judeu, um judeu como você, um judeu entre vocês . .Este é o fato inegável, um fato que um número excessivo de cristãos tem tentado esquecer por muito tempo, mas que uma das obras históricas e exegéticas mais recentes vem tornando cada vez mais evidente. "JESUS CRISTO, a quem os cristãos adoram como DEUS mas (quem eles também dizem ser) também verdadeiramente homem" era um judeu, um judeu palestino da época de Augusto e Herodes. Ele não era apenas judeu por descendência, pelo seu estilo de vida e hábitos intelectuais, mas sua mensagem espiritual achava-se profundamente enraizada no solo judeu de Israel. "Cujo fato," escreve o padre Lagrange," de forma alguma diminui a sua origem divina".2
Os textos do Novo Testamento não poderiam ser mais categóricos. 0 apóstolo Paulo, ao declarar com orgulho que os israelitas eram seus "compatriotas, segundo a carne", também recorda, como uma verdade evidente por si mesma, que "deles descende o CRISTO”3 "Pois é evidente que nosso Senhor procedeu de Judá,"4 acrescenta a Epístola aos Hebreus. E à sua própria maneira simbólica o apóstolo João repete esta afirmativa no Apocalipse.6 Os evangelistas escrevem continuamente sobre nosso Senhor como o "FILHO de Davi"; e dois deles, Mateus e Lucas, dão até mesmo a genealogia deste descendente remoto dos reis que haviam sido a glória do Povo Escolhido.6
JESUS, "nascido sob a lei",7 foi imediatamente integrado na comunidade judaica de acordo com as regras de que já falamos.8 Ele foi circuncidado no oitavo dia.9 Seus pais obedeceram a todos os requisitos da Lei, tanto com relação às suas pessoas como à dele. Sua mãe observou os regulamentos estabelecidos na Torá para as mulheres depois de terem dado à luz, e Ele foi apresentado ao Templo, consagrado ao Senhor e remido pela oferta de duas pombas, como qualquer outro primogênito de uma família judia,10
O nome recebido por Ele, Yeshua, ou JESUS, do qual Josué é uma outra forma, era um nome judeu bastante antigo, relacionado com DEUS, significando "Javé é salvação" ou "Javé nos salva", muito encontrado na Bíblia, não só como o nome daquele famoso juiz de Israel que fez parar o sol em seu curso, mas também como o do autor do livro de "Eclesiástico", que assinou sua obra, quase no final — JESUS, FILHO de Siraque. Quatro sumo sacerdotes, entre os anos 37 A.C. e 70 A.D.; tiveram esse nome; e, segundo Lucas, um dos ancestrais do Senhor também o tivera.11 Os nomes dos pais deles eram outrossim tipicamente judeus: aquele famoso patriarca, o administrador do Faraó que estabelecera Israel no Egito, chamava-se José; e Maria era um nome dos mais comuns entre as mulheres judias da época.12 Os nomes de todos os parentes de JESUS eram judeus: João (Yohanan) seu primo, que seria o Batista; os pais de João, Zacarias e Isabel; e aqueles não mencionados no evangelho mas que se encontram nos escritos apócrifos assim como fazem parte da tradição da Igreja — Ana e Joaquim, seus avós.
Em sua infância, JESUS deve ter sido certamente educado como qualquer outra criança judia; isto é, recebeu uma educação religiosa, aprendendo a ler as Escrituras na Beth ha-Sefer, a escola de sua cidadezinha. Seus pais o ensinaram a ser um israelita piedoso, fazendo com que os acompanhasse desde cedo em suas peregrinações a Jerusalém. O episódio do Menino entre os doutores da Lei, debatendo com eles no Templo, nos diz muito sobre a instrução bíblica por Ele recebida. Por mais sobrenaturais que tenham sido os seus dotes nas ciências teológicas, é razoável supor que um menino de doze anos devesse ter bastante cultura para "surpreender" os rabinos com seus conhecimentos.13
Ele com certeza aprendeu o ofício do PAI, a carpintaria,14 e quando adulto, como a maioria dos judeus daquela época, JESUS trabalhou com as mãos, fazendo arados e jugos para os bois. Existe uma tradição, registrada por Justino Mártir no segundo século, que preserva a memória de seus trabalhos. Os seus contemporâneos o viram então usar uma apara de madeira por trás da orelha, que era a identificação especial dos que trabalhavam com madeira; e 0 viram alisando a madeira com um plaina e batendo nela com um malho. A casa em que viveu na cidade de Nazaré, antes de iniciar sua missão e não ter "onde reclinar a cabeça", era sem dúvida uma daquelas habitações humildes, em forma de cubo, como os camponeses da Palestina continuam construindo até hoje. Pode ter também sido em parte uma caverna. Quando a noite caía e chagava a hora de dormir, Ele estendia o tapete que servia de leito para o povo comum, e se enrolava numa coberta ou na sua capa.
A sua aparência física, sobre a qual milhares de pintores exercitariam a imaginação nos séculos futuros, era a de um judeu praticante daqueles dias. Cabelo longo, a barba não era uma exigência necessária, mas certamente usava os cachos laterais (costeletas) que são uma continuação do cabelo nas têmporas e que a lei tornou obrigatórios.15 Suas roupas eram aquelas usadas por todos: o evangelho fala de sua "túnica sem costura",15 e pelo episódio da mulher com um fluxo de sangue fica claro que não deixou de usar as quatro borlas de lã nos cantos da capa — aqueles tzitzith que lembram simbolicamente o usuário dos mandamentos do Senhor.17 Levava nos pés sandálias, como a maioria de seus companheiros.
Sua alimentação, como vemos nos textos, era a mais comum do país. Deve ter comido pouca carne. No evangelho o novilho cevado só é morto em uma ocasião extraordinária, e o cordeiro escassamente é visto na mesa, exceto na Páscoa. O peixe, por outro lado, que, como sabemos, tinha lugar importante na dieta judia, é mencionado com frequência. Afim de provar aos discípulos que não era um espírito, o CRISTO ressurreto comeu um pedaço de peixe na frente deles, nas praias do Mar da Galiléia.15 O evangelho também menciona com frequência um outro dos principais alimentos dos judeus — o pão, aquele pão que o Senhor elevaria ao nível de um símbolo sagrado. As bodas de Caná já bastam para mostrar que CRISTO bebia sem dúvida aquele vinho pesado e escuro que deve ser misturado com água antes de servir, cujo vinho viría também a partilhar da revelação da Ceia do Senhor. Os hábitos alimentares citados nos evangelhos são sempre muito frugais. Como vimos, a cozinha judia, pelo menos entre os pobres, nada tinha dos elaborados pratos romanos; mas, mesmo assim, a família era regalada com ricas iguarias nos dias festivos; e vemos no evangelho nosso Senhor participando frequentemente desses banquetes em companhia de seus amigos.
Todos esses costumes, como aparecem nos quatro evangelhos, nos apresentam JESUS como um judeu idêntico em todos os sentidos a qualquer outro homem de sua raça. A linguagem por Ele falada não diferia de modo algum da de seus conterrâneos — o aramaico, que Marcos não hesita em citar, injetando a mesma em seu texto grego, com alguns termos ditos pelo próprio Senhor.19 Quanto ao hebraico, a língua litúrgica, a linguagem bíblica, não há dúvida de que também o conhecia, pois fez a leitura de uma passagem das escrituras em voz alta na sinagoga e depois a comentou. -
Quando iniciou seu ministério, qual o contexto em que o exerceu, e quem foram seus ajudantes, seus colaboradores? O contexto físico foi o da terra judaica, a Palestina que praticamente não deixou apesar de suas muitas viagens. Seus discípulos, os doze apóstolos, eram todos judeus, a maioria deles camponeses e pescadores da Galiléia. Os próprios nomes deles mostram isso: Simão, João, Judas, Levi, que viría a ser Mateus, e os demais. Quando falava, seu estilo mostrava-se de tal forma impregnado com a forma judia de expressão que os ritmos, as repetições harmoniosas e as aliterações da poesia judaica20 se fazem sentir mesmo, no grego dos evangelhos. Percebemos também em suas parábolas o mesmo tipo de pensamento que produziu o midrash de Israel. Dizer que Ele possuía excelente conhecimento da Bíblia é obviamente inadequado: o texto sagrado formava parte de sua própria mente; Ele o citava a toda hora, e mesmo quando não usava as palavras exatas da Bíblia, com que frequência se referia a ela e quantas vezes fez harmonizarem-se as suas passagens. Alguns de seus ditos mais originais não passam de citações bíblicas brilhando com uma nova luz.21 Fica claro que este era um hábito mental que devia â sua educação israelita. Basta lembrar como sua mãe, Maria, ao improvisar o "Magnificat" o recitou do começo ao fim baseada em suas memórias do Livro, a tal ponto que este hino esplêndido parece ser um resumo de todos os grandes temas da esperança dos judeus.
Mas não foi somente pelo nascimento, roupas, estilo de vida, amizades e modo de falar que JESUS, como um homem, foi judeu; e tão inteiramente judeu, que tudo que tem sido dito sobre a vida diária de seu povo aplica-se a Ele e permite que formemos uma imagem concreta dEle, em sua época e entre o seu povo. Era também judeu ao reconhecer que seu povo possuía uma missão particular e um destino inteiramente seu. Da mesma forma que seus conterrâneos, Ele era um FILHO da aliança. E aqui novamente não há dúvida de que podemos sentir a influência da educação materna: todo o conjunto final do Magnificat glorifica "a promessa que ele fizera a nossos pais, Abraão e sua descendência, para sempre". A salvação, afinal de contas, deve vir dos judeus, disse JESUS a mulher samaritana, como se isto fosse uma coisa ordenada.22 Parece mesmo que pelo menos no início de seu ministério ele desejou limitar a revelação da sua mensagem, "às ovelhas perdidas da casa de Israel",23 e "não tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos"24 como se pretendesse enraizar seus ensinamentos firmemente na terra judaica antes da dar-lhes aquele caráter universal que deveria ter num período posterior, quando ordenou aos discípulos que fossem pregar em "todo o mundo, a fim de que todas as nações ouvissem a verdade".
JESUS, um FILHO da aliança, comportou-se como um judeu praticante, fervorosamente religioso. O evangelho menciona repetidamente sua presença nas sinagogas a fim de ensinar e orar — sente-se que ali ele estava em casa — e quando foi a Jerusalém subiu ao Templo a fim de orar ao PAI. Seu respeito pelo prédio sagrado, o centro da vida religiosa judia, fica evidenciado pela sua indignação contra os que "compravam e vendiam no Templo", que transformaram sua "casa de oração" em um "covil de salteadores".28 Ele não deixou de celebrar as grandes festas que se salientavam como marcos durante o ano, santificando-o: Ele celebrou a Festa dos Tabernáculos e a da Dedicação;28 e apenas alguns dias antes de sua morte mandou que dois de seus discípulos providenciassem os arranjos para a Páscoa, a fim de poder celebrá-la com eles.27 Supõe-se erradamente, e muitos fazem isso, que ele rejeitou e condenou todas as observâncias da Lei -Mosaica. Mas não foi assim. Uma conhecida passagem em Mateus declara formalmente: "Em verdade vos digo: Até que o céu e a terra passem, nem um i ou til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus”.28 Ele referiu-se com grande respeito ao sábado, aquela pedra de toque da observância judia: por exemplo, quando falou do fim do mundo, Ele disse: "Orai para que a vossa fuga não se dê no sábado",29 por ser proibido viajar nesse dia mais do que a jornada de um sábado ou levar quaisquer pertences. Um dos "ditados não-registrados" encontrado num papiro atribui ao Senhor estas palavras: "Se não guardares o sábado, não vereis o PAI".30 E se de fato Ele tomou posição contra as observâncias e contra o sábado foi por causa da excessiva importância dada pelos doutores a essas práticas ritualistas, e não por estar em desacordo com o princípio subjacente. Sua atitude é definida na famosa frase: "Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir".31
Todos os temas essenciais da fé judia podem ser encontrados nos ensinos de CRISTO. Em primeiro lugar, vemos aquele monoteísmo absoluto e imperativo, aquele avanço em direção ao DEUS Único que era o orgulho de Israel. Para JESUS, DEUS sempre foi "o primeiro a ser servido", como diria Joana D'Arc. Para Ele, como afirmamos antes, o "primeiro de todos os mandamentos" era amar a DEUS; e não foi por simples acaso que na resposta ao escriba Ele replicou recitando a Shema: "0 Senhor nosso DEUS é o único DEUS".32 Vimos, no entanto, que o grande princípio evangélico, "Ama teu próximo como a ti mesmo", o "segundo mandamento",33 também tinha suas raízes na tradição israelita. 0 ensino moral de CRISTO originava-se também da doutrina fundada por Moisés e desenvolvida pelos profetas, por Jó, o Salmista e JESUS, o FILHO de Siraque, com o mesmo propósito de tornar a vida espiritual mais interior e impedir que se transformasse numa obediência mecânica a determinados mandamentos. Quantos profetas, desde Isaías até Joel, já haviam dito que o jejum e a penitência ostentosos não bastavam I 0 próprio universalismo cristão está ligado a uma corrente de pensamento judeu que, embora não tenha talvez sido a mais largamente aceita, mesmo assim possuía uma força muito real.34
Embora seja verdade que o Senhor não possa ser tido como membro de qualquer das seitas religiosas que dividiam a comunidade judia, não existe dúvida que Ele concordava com os ensinos às vezes de um às vezes de outro grupo — até mesmo com a doutrina dos fariseus que, por uma leitura superficial do evangelho, parecem ter sido seus inimigos, homens rejeitados imediatamente por ele. Renan exagera quando diz que "o rabino Hillel foi o verdadeiro mestre de JESUS"; mas em muitos assuntos fundamentais, como a parte desempenhada pela Providência no mundo e pela Graça no homem, os conceitos do Senhor estão em conformidade com os dos fariseus. Vimos também36 quantas semelhanças podem ser apontadas entre a sua doutrina e seu modo de expressá-la, com a dos essênios, como revelado pelos rolos do Mar Morto. Existem até alguns ritos tipicamente cristãos que podem ser associados, embora apenas até um ponto limitado, com os costumes dos monges de Cunrã: por exemplo, aquelas purificações que nos fazem lembrar do batismo de CRISTO por João, e aquelas refeições de toda a comunidade que prefiguram a Última Ceia, em relação à qual os textos essênios falam de pão e vinho.38 Tudo isto situa JESUS e sua mensagem numa estrutura que é tão claramente judia que qualquer consideração de seu pensamento e sua personalidade que não dê crédito às raízes judias de ambos está fadada a cair em erro.
Quando o FILHO de Maria veio ao mundo, ele assumiu a função daquele Messias sobre quem as esperanças de Israel se haviam concentrado por centenas de anos; e foi no contexto da "redenção de Israel"37 que ele tornou conhecida a salvação que trouxe à humanidade. Esse sublime conceito do Redentor jamais teria sido acessível a não ser que uma longa tradição o fizesse surgir e desenvolver-se na consciência da nação a quem fora confiada a vontade expressa de DEUS; É preciso perceber perfeitamente os múltiplos elos que ligavam JESUS a seu povo, e reconhecer por completo sua associação racial, intelectual, moral e espiritual com a nação da aliança, a fim de medir até que ponto Ele superou suas idéias fundamentais, e compreender por que não era o Messias esperado por Israel.
CRISTO SUPEROU A LEI
Pois ele não era. Falando de maneira geral, Israel não reconheceu JESUS como o Messias longamente esperado. Apenas um pequeno grupo seguiu-O. Desta recusa resultou o amargo drama em que o breve ministério terreno do jovem galileu, que havia ensinado a seus discípulos um modo mais perfeito de conhecer e servir a DEUS, chegou ao fim.
As razões que podemos atribuir a esta recusa e seus resultados estão também ligadas às suposições básicas do povo judeu, tanto quanto da originalidade fundamental de sua mensagem. Na condição em que Israel se achava por ocasião da vinda de JESUS, seria possível para os judeus aceitarem um ensinamento que, embora profundamente arraigado em sua tradição, ultrapassava de muito sua expressão comum, e até mesmo contrariava suas crenças em alguns assuntos que poderiam ser perfeitamente consideradas como de importância vital?
Acabamos de ver JESUS, em muitas partes de seu ministério, como o herdeiro do pensamento judeu. 0 herdeiro da soma total desse pensamento? Não. Mas de tudo que era mais puro nele, de tudo que era mais elevado e respondia melhor às exigências espirituais. No grande conjunto dos ensinamentos rabínicos, na maneira de pensar do povo, qual o peso desses elementos mais elevados? Alguns doutores da Lei sustentavam o exaltado conceito de DEUS como um PAI, contrariando a idéia de um DEUS todo-Poderoso perdido em mistério, um Juiz medonho e aterrador, como nosso Senhor o fez plena mente; mas quantos deles haveria? Alguns rabinos entre os fariseus e alguns teólogos entre os essênios mantinham a doutrina dos dons da Graça, tão "repugnante à mente judia'',38 que foi um dos temas centrais dos ensinos de CRISTO e de seu intérprete, o apóstolo Paulo. 0 Talmude, como sabemos, reuniu textos admiráveis sobre a caridade, o amor ao próximo e o perdão fraternal das ofensas; mas teriam eles prevalecido contra a dureza de coração daquele povo obstinado e do famoso "olho por olho, dente por dente"? E embora seja certo que tanto os textos bíblicos como os preceitos rabínicos ensinavam uma conduta moral mais sincera em que não bastava "limpar o exterior do copo" — ensinamento este conforme o de CRISTO — existem muitos sinais que mostram terem tido menor influência entre os fiéis do que os que insistiam em uma obediência mecânica aos mandamentos formais. JESUS pode muito bem colocar-se na linha direta dos grandes mestres espirituais de seu povo, mas fica perfeitamente claro que ele pertencia àquela pequena minoria que compunha sua aristocracia espiritual, os precursores, que raramente estão conformes com o corpo principal.
Mesmo neste grupo limitado Ele se destaca como um não-conformista. JESUS levou as implicações de algumas das tradições rabínicas ao seu limite máximo e, agindo assim, Ele ultrapassou-as infinitamente. Qual o rabino que, falando do Templo, esse ponto central da vida religiosa, jamais teria ousado dizer que havia "alguém maior que o Templo"39 ou que "vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores adorarão o PAI em espírito e em verdade"?40 Que líder espiritual judeu, estabelecendo a lei do amor pelo próximo, teria ousado pronunciar o sublime paradoxo sobre o qual a doutrina cristã está alicerçada: "amai os vossos inimigos",41 mesmo alguém tão magnânimo quanto Hillel? Essas palavras não contêm apenas um cumprimento, mas também um passar além, uma transcendência. Cuja transcendência, além do mais, pode ser também vista em muitos outros campos, no dos ritos, por exemplo. Os dois principais ritos cristãos, o batismo e a ceia, parecem estar associados a certas cerimônias judias; mas a semelhança é de fato somente superficial, Os sacerdotes do Templo e os monges de Cunrã se banhavam ritualmente muitas vezes, e João Batista lavava os penitentes que o procuravam nas águas do rio; mas o batismo cristão devia ser muito diferente de uma purificação, mesmo tendo está o propósito de uma purificação simbólica; e, como nos é dito em
Atos,42, ele não era só um "batismo de arrependimento” como o de João. Os essênios também tinham uma refeição comunal em que o pão e o vinho eram abençoados, mas não existe texto que nos leve a supor ter havido qualquer intenção além daquela de estabelecer a fraternidade.
Qual será então o significado das palavras do Senhor que acabamos de citar: "Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas: não vim para revogar, vim para cumprir (aperfeiçoar)". As palavras "cumprir ou aperfeiçoar" têm sido muito discutidas. 0 Senhor usou certamente uma expressão aramaica, mas como não sabemos qual era somos obrigados a pesquisar o grego de Mateus, plerosai, que pode significar "cumprir" ou "terminar". Os historiadores e comentaristas divergiram em sua escolha da tradução; alguns interpretaram as palavras como significando que a mensagem de CRISTO apenas prosseguia com a tradição de Israel, outros como indicando que ela pôs um término â mesma.43 Mas, a idéia de CRISTO não pode ter de fato abrangido ambos os significados, de modo que ambos sejam verdadeiros? Ele "aperfeiçoou a lei", isto é, realizou todas as suas potencialidades; mas, nesse ponto, a função da Lei chegou ao fim — foi cumprida. Paulo usa também uma frase ambígua praticamente com o mesmo sentido quando escreve: "CRISTO superou a lei."44.8)
Não pode ser negado que em certos assuntos — os quais eram, como sabemos, da máxima importância aos olhos dos judeus — JESUS deixou as tradições de sua raça e tomou posições que não podiam senão chocar o seu povo. Entramos aqui, portanto, em contato com as causas subjacentes do drama.
Esta era uma nação que estivera lutando em defesa de sua religião, a própria razão de sua existência, durante séculos; uma nação que se achava na época sob o governo e ocupação de pagãos idólatras, e devido â sua longa experiência, os judeus sabiam muito bem que o pagão poderia transformar-se num acirrado inimigo. A defesa da fé era assim uma questão de vida ou morte, sendo este o motivo por que a nação expulsava os hereges e cismáticos com tanto horror e desprezava igualmente aqueles que se mostravam infiéis aos preceitos religiosos. Qual foi, porém, a atitude de CRISTO? Ele adiantou-se muito ao mais universalista dos rabinos, vendo um irmão no pagão incircunciso, no pecador declarado e no incrédulo. Não partilhou de modo algum dos sentimentos anti-romanos de seus compatriotas mais violentos; em sua conhecida resposta: "Dai a César o que é de César", tornou perfeitamente claro que não se preocupava absolutamente com as questões políticas; e chegou ao ponto de apontar a fé manifestada pelo centurião de Cafarnaum, um gentio, como exemplo.48 Ele teve esse mesmo comportamento em relação aos samaritanos, aqueles heréticos cujo "pão era pior do que carne de porco”; pois falava deliberadamente com eles, e também os usou como exemplos de gratidão e caridade.48 Sua bondade estendeu-se igualmente a pecadores notórios, os desprezados publicanos, mulheres de vida fácil e aos fariseus tidos como desconhecedores da Lei. Houve aqui uma inversão tão completa de tudo que era tão costumeiro, não havendo portanto outro modo de considerar seu comportamento senão como escandaloso.
Tratava-se de uma nação que para melhor defender a sua fé, durante centenas de anos a protegera incessantemente com preceitos formais que deveriam assegurar a observância invariável dos grandes princípios religiosos. A tendência do conjunto global dos ensinamentos rabínicos era providenciar para que em todas as circunstâncias de sua vida o indivíduo tivesse um mandamento aplicável às mesmas, sabendo que agindo assim conformava-se â sua religião. Para eles, a verdadeira proteção do sistema, o "resguardo" dos fariseus, era sem dúvida a letra da Lei: mas JESUS se opunha a esta severidade. Duas questões preocupavam a mente dos rabinos: a observância do sábado e a impureza ritual. JESUS tomou, em relação a ambas, posições que desafiaram a opinião pública. Ele poderia dizer que o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado sem que isso constituísse um insulto muito grande, pois havia doutores da mesma opinião. Mas ao mesmo tempo em que afirmava a obrigação de respeitar o dia, Ele referiu-se à sua pessoa como "Senhor do sábado"; aprovou a desobediência dos discípulos às proibições rabínicas;47 e se dermos atenção ao Codex Bezae, chegou a dizer a um homem que trabalhava no dia santo: "Se sabes o que fazes, és abençoado".48 Sua atitude com relação à impureza ritual era a mesma. Ao declarar que "Não é o que entra pela boca o que contamina o homem",49 JESUS reduziu às suas devidas proporções aquilo a que os rabinos atribuíam uma importância capital. Adiantou-se ainda mais, pois seu ensinamento que Paulo expressa nas palavras: "A lei escrita infringe a morte, enquanto a espiritual traz vida", proclamava a vaidade de toda simples observância. Isto implicava em opor-se diretamente ao ensino oficial e â opinião pública: cujo resultado foi provocar uma cisão declarada.
Mesmo que não tivessem surgido essas duas causas sérias de discórdia, JESUS, como Ele era, tinha poucas possibilidades de ser reconhecido como o Messias. As razões são claras: de modo natural numa nação humilhada, a grande maioria dos judeus esperava que o homem enviado pela Providência viesse vingá-los, e disto surgira a imagem largamente difundida do Messias como um líder guerreiro, um rei glorioso, o terror de seus inimigos, o vingador de Israel. 0 FILHO do carpinteiro de Nazaré correspondia realmente a esta descrição? O fato de o Senhor ter contado a seus discípulos as tentações que sofrera e rejeitara durante seu retiro no deserto é significativo. E ele deve ter feito isso, pois não poderiam ficar sabendo dessas coisas por qualquer outra fonte. É como se desejasse que compreendessem claramente, desde o início, que o seu reino não seria deste mundo. Porém a idéia de um Messias absolutamente terreno estava de tal forma arraigada que até seus próprios discípulos ingenuamente se referiram a ela, e na sua simplicidade perguntaram-Lhe se iria naquela ocasião estabelecer o reino em Israel, e que estavam espantados com o fim que Ele teria. Quanto à imagem de um Messias sofredor, sacrificado pela salvação do mundo, que poderia ter-se formado com base em algumas poucas e breves passagens da Bíblia, devemos dizer de novo que era "completamente estranha ao judaísmo do período próximo â era cristã". Mais do que isso, a opinião pública daquela orgulhosa nação teria julgado escandaloso tal conceito, pois a derrota jamais lhes parecera um sinal divino. Esse o motivo pelo qual na multidão de observadores não surgiu piedade à vista daquele homem açoitado, sangrando, em quem haviam cuspido com desprezo. Aquele Messias ridículo bem tinha direito â cruz.
Não há sombra de dúvida que o próprio JESUS tinha plena consciência de que Ele e sua mensagem eram contrários aos sentimentos do povo. Expressões tais como, "não confiavam nele", "pedra de tropeço" e "vocês não me receberam" mostram perfeitamente seu modo de pensar. Segundo Ele, falando da plenitude de seu conhecimento, o "vinho novo" que trouxera não podia ser colocado em "odres velhos".0 seu ensino era realmente novo, e ele o transmitia embora corresse o risco de cortar relações com aqueles que defendiam a antiga doutrina.
A recusa de Israel em aceitar o Messias surgiu de um processo lógico que a história tende a reconhecer. Seria ultrapassar o escopo deste livro dizer que do ponto de vista cristão esta recusa só pode ser plenamente reconhecida â luz de seu significado divino, desde que uma espécie de necessidade faz com que ela se associe ao ministério do sacrifício redentor da Cruz. Deve ser porém destacado que esta recusa colocou o selo sobre outro mistério, o do destino maravilhosamente estranho e único do povo a quem a revelação divina fora confiada, o povo que tivera DEUS em seu meio.
O POVO JUDEU E JESUS
Resta ainda uma pergunta: a recusa de Israel englobou toda a nação? Todos os compatriotas de CRISTO tinham conhecimento de sua missão e mensagem? Todos eles sabiam que
Ele se proclamara Messias e tinham eles capacidade para distinguir aquilo que fazia dEle um "sinal de contradição"?
Afim de responder a isto, seria preciso conhecer exatamente a importância do progresso terreno do Senhor na vida do seu povo, a extensão em que seus ensinos e milagres eram conhecidos e quantos criam nele. Isto é bastante difícil. Não existem outros documentos além dos registros cristãos — Josefo não fala absolutamente do Senhor60 — e os quatro escritores dos evangelhos são nossa única fonte de informação. Mas, como todos sabem, os escritores inspirados não se preocupam com a documentação histórica, e aquelas questões que pareceriam da máxima importância a um historiador, nem sequer entraram-lhes em cogitação. A informação que fornecem é, pois, pouco clara.
Todavia, quando lemos essa informação concluímos que a repercussão imediata do ministério do Senhor não foi extensa. Os três evangelhos sinóticos concordam que a Galiléia foi a cena da parte principal de seus ensinos,61 especialmente a região do lago e a vizinhança de Cafarnaum. A Galiléia era uma província remota, longe do centro, pouco considerada pelos judeus da Judéia, os verdadeiros defensores das tradições de Israel. Na Galiléia propriamente dita, no momento em que as forças policiais de Herodes Antipas passaram a agir, as atividades de JESUS se tornaram mais discretas, e quando viajava "não queria que alguém o soubesse".62 Havia sem dúvida pessoas vindas de outras partes reunidas com os galileus, que O rodeavam.63 Isto significa que o número de ouvintes era muito grande? Por ocasião dos dois milagres dos pães e dos peixes, cinco mil e quatro mil pessoas foram alimentadas; isto é com certeza uma multidão, mas está longe de englobar a nação inteira, e uma simples assembleia local poderia computar tais números. Apesar do período que passou na Judéia, um ou dois períodos curtos em três anos, segundo os evangelhos sinóticos, fica claro em Mateus que JESUS não era conhecido naquela parte do país quando visitou a região na segunda fase de seu ministério, pois no Domingo de Ramos, o dia da entrada do Messias em Jerusalém, os espectadores perguntaram: "Quem é este?"64 E mesmo tendo durado seu ministério na Judéia tanto quanto afirma João, Ele ainda não teria sido muito conhecido, pois o próprio evangelista nos conta que JESUS frequentemente se mantinha oculto.66
Parece, portanto, que a mensagem de CRISTO teve uma certa influência e foi geralmente conhecida na Galiléia, embora no restante da Palestina suas repercussões devam ter sido bastante limitadas. Os judeus da Diáspora só podem ter ouvido falar dele casualmente, através dos peregrinos que voltavam de Jerusalém; mas, em separado deles, a grande massa do povo judeu ignorava provavelmente as palavras do profeta nazareno na mesma proporção em que os franceses da Idade Média desconheceriam as atividades de um agitador obscuro na Bretanha ou Auvergne que finalmente chegasse a Paris, apenas para ser enforcado ao fim de cinco dias. A opinião pública com toda certeza não se entusiasmou demasiado; e mesmo os que estavam a par dos acontecimentos podem não ter levado muito a sério aquela história de um suposto Messias. Os Messias por conta própria eram muito comuns: houve pelo menos meia dúzia deles no período entre o nascimento de CRISTO e a queda de Jerusalém. Além disso, ninguém havia esquecido do Mestre da Justiça dos essênios que entrara em conflito com o clero de Jerusalém, e muito menos de Judas de Gamala, que fora executado em 6 A.D. Essas crises não perturbaram por muito tempo a ordem pública. Os cidadãos melhor informados teriam sem dúvida considerado a carreira humana de JESUS como algo mais do que uma notícia comum, a fait divers, mas muito inferior a um acontecimento de importância nacional.
Sua mensagem provou uma reação hostil imediata? Ao que parece, houve por bastante tempo um sentimento de simpatia por Ele entre o povo comum, e até um certo entusiasmo. Quando Lucas diz que "ao ouvi-lo, todo o povo ficava dominado por ele",66 certamente se referia à multidão, à populaça, e não à classe governante. Existe bastante evidência no sentido de provar que até o domingo de sua entrada triunfal em Jerusalém, e incluindo esse dia, o sentimento popular estava a favor de JESUS. Além disso, teriam aquelas partes de seus ensinos que nos parecem contrariar as tradições judias mais estabelecidas, ofendido seriamente os ouvintes? Os camponeses e pescadores galileus dificilmente ficariam indignados quando o jovem profeta tratou os enfadonhos e cansativos regulamentos rabínicos sem o devido respeito, e se ele zombou da meticulosidade excessiva do dízimo, com o que eles eram os primeiros prejudicados, será que isso os vexaria muito?
Sua personalidade messiânica, tão diferente da esperada, poderia ter dado causa a uma dissensão crescente; mas parece que Ele procurou manter a mesma oculta na medida do possível. Foi apenas à mulher samaritana, uma estrangeira insignificante, que proclamou ser o Messias. Toda vez que sua divindade se revelou aos apóstolos, como na transfiguração, por exemplo, ou mediante os seus milagres, ele sempre exigiu silêncio. A única exceção a esta regra foi aceitar a entrada "triunfal" em Jerusalém no Domingo de Ramos; e mesmo assim este triunfo não parece ter sido grande, mas modesto. Quanto aos seus milagres, Lagrange observou perfeitamente que, por mais extraordinários que fossem, não constituiriam de forma alguma uma prova, aos olhos do povo, de que Ele era o Messias — menos ainda que tivesse feito qualquer alegação nesse sentido. Não havia certos profetas, como Elias e Eliseu, ressuscitado mortos?67
As raízes do conflito que chegou ao seu término terrível no mês de abril do ano 30, não serão encontradas na hostilidade espontânea do povo. Quem, então, fez surgir esta hostilidade? Tiago, o apóstolo que na sua Epístola mostra-se tão profundamente judeu, não hesitou em replicar que foram os ricos e poderosos58 — em suma, a classe governante de Israel. Desde os primeiros dias do ministério de CRISTO, os doutores da Lei e os fariseus, com pouquíssimas exceções, desconfiaram dele, e nós os vemos fazendo-lhe perguntas que não passavam de simples armadilhas e tramas contra Ele; fica claro que de sua parte compreendiam que a nova revelação não poderia senão entrar em conflito com os ensinamentos tradicionais. A reação natural dos saduceus, no final de sua missão, quando o Senhor ensinou na Judéia, foi a princípio desconfiança e depois hostilidade. A política praticada por eles era a de evitar dificuldades, mantendo-se em bons termos com as autoridades romanas, que detestavam os agitadores e perturbadores da ordem, reivindicando o título de Messias ou de Rei de Israel. Foi fácil então para os dois grandes partidos religiosos chegarem a um acordo, e a grande maioria do Sinédrio que o julgou naquela noite trágica de quinta para Sexta-Feira Santa, achava-se contra Ele. Quanto à multidão (e estas são geralmente volúveis), não foi difícil transformar seu entusiasmo em indignação, citando algumas de suas frases, fora do contexto, adulteradas e com um significado falso — expressões como aquela em que falou de si mesmo como sendo o FILHO de DEUS, por exemplo, ou disse que poderia levantar o Templo novamente em três dias. 0 amor pelo conformismo fez o resto e o povo seguiu as autoridades.
Assim, no dia 7 de abril do ano 30, pôde-se ver um homem, uma visão penosa, com seu rosto marcado e coberto de sangue, levando uma pesada trave nos ombros e cambaleando sob o seu peso, enquanto descia as ruas íngremes de Jerusalém, saindo da sala de julgamento da fortaleza Antônia, e depois subindo em direção â Porta de Efraim. Uma tropa de soldados romanos o escoltava, e com ele seguiam alguns de seus discípulos, na maioria mulheres.
Será que o povo, as donas-de-casa a caminho do mercado para fazer as compras da Páscoa, os artesãos, os adoradores que seguiam para o Templo, os condutores de jumentos, perceberam aquela procissão? Um condenado dirigindo-se para o lugar da execução não era um espetáculo incomum. E depois que tudo acabou, quando as três cruzes, a Cruz de CRISTO e as dos dois ladrões, se levantaram sobre o pico desnudo do Gólgota, aquele lugar frequentado por cães e abutres, quantos dos que viajavam para Jafa pararam para contemplar aqueles pobres remanescentes de humanidade, para ler a inscrição colocada sobre a cruz central e perguntar aos soldados que jogavam dados, "Quem é esse?" Na vida diária do povo judeu, não ê bem possível que o acontecimento mais importante na história do mundo tenha passado despercebido?
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REVISTA NA ÍNTEGRA - LIÇÃO 11- 1º Trimestre de 2026
Escrita Lição 11, Betel, O caráter dos discípulos de CRISTO, 1Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
ESBOÇO DA LIÇÃO
1. O CARÁTER DO DISCÍPULO DE CRISTO
1.1. A história de Raabe
1.2. Jacó teve o caráter transformado
1.3. O caráter inquestionável de Rute
2. UM CARÁTER SEMELHANTE AO DE CRISTO
2.1. A mudança de caráter de Zaqueu
2.2. A samaritana encontrou o CRISTO
2.3. De Saulo de Tarso a Apóstolo Paulo
3. A FORMAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO
3.1. DEUS muda o nosso caráter
3.2. O discípulo de CRISTO tem seu caráter moldado na obediência
3.3. Em CRISTO temos um novo modo de pensar
TEXTO AUREO
"Assim que, se alguém está em CRISTO, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo", 2 Coríntios 5.17.
VERDADE APLICADA
O novo nascimento resulta em um novo viver em todas as áreas da vida, pela ação da Palavra de DEUS e do ESPÍRITO SANTO em nosso interior.
TEXTOS DE REFERÊNCIA - EFÉSIOS 4.17-22
17. E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido. 18. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de DEUS pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração. 19. Os quais, havendo perdido todo sentimento, se entregaram à dissolução, para, com avidez, cometerem toda impureza. 20. Mas vós não aprendestes assim com CRISTO. 21. Se é que o tendes ouvido e nele fostes ensinados, como está a verdade em JESUS. 22. Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano.
INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos que o caráter do discípulo deve refletir a essência dos ensinamentos de JESUS por meio de uma vida de fé, obediência e amor. O discípulo de CRISTO não é um seguidor de regras, mas alguém chamado para viver em conformidade com os valores do Reino de DEUS.
1. O CARÁTER DO DISCÍPULO DE CRISTO
O caráter transformado do discípulo de CRISTO é fruto de um processo contínuo de renovação espiritual pela ação do ESPÍRITO SANTO e da Palavra de DEUS. Ao entregar nossa vida a JESUS, experimentamos uma mudança profunda, que transcende nosso comportamento externo e alcança as motivações do nosso coração. Abandonamos o egoísmo, o orgulho e os desejos mundanos para cultivar virtudes como: amor sacrificial, paciência e perdão. Essa transformação se manifesta em atitudes que refletem a semelhança com CRISTO, impactando nossas relacionamentos e escolhas diárias.
1.1. A história de Raabe
Raabe é um exemplo claro de que DEUS transforma o caráter do ser humano (Hb 11.31). Ela era uma prostituta de Jericó (Js 2.1); porém, ao ouvir sobre os feitos do DEUS de Israel, Raabe creu e experimentou uma profunda transformação (Js 2.9-14). Sua história evidencia que o passado não determina o futuro de quem entrega sua vida a DEUS. Raabe acabou se tornando esposa de Salmom, com quem gerou Boaz, entrando para a genealogia do rei Davi e, consequentemente, de JESUS (Mt 1.5).
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical - 2o Trimestre de 2024 Lição 11): "A fé vem pelo ouvir e ouvir pela Palavra de DEUS (Rm 10.17). Mergulhar na Palavra e descobrir os seus mistérios aumenta a nossa fé. Portanto, requer do discípulo de CRISTO interesse e atenção para com a Palavra de DEUS. Veja o exemplo de Raabe. Ela ouviu, creu e agiu (Js 2.9-12). Um dia os discípulos perguntaram a JESUS por que eles não puderam expulsar um demônio, e JESUS respondeu: "Por causa da vossa pequena fé”, Mt 17,19,20.
1.2. Jacó teve o caráter transformado
Jacó nasceu agarrado ao calcanhar de seu irmão primogênito e recebeu um nome que tinha relação com tal fato: "esteja nos calcanhares" ou "agarrador de calcanhares" (Gn 25.26). Ele comprou a primogenitura de Esaú, seu irmão (Gn 25.31-34), e enganou seu PAI (Gn 19-29). A mentira fez com que ele tivesse que fugir da fúria de Esaú, indo para longe de casa (Gn 27.41-46). Jacó, porém, teve um encontro com DEUS e teve seu caráter transformado (Gn 32.28), inclusive recebendo um novo nome: Israel. De origem hebraica, Israel significa "aquele que prevalece com DEUS" ou "que DEUS prevaleça". A experiência daquele encontro transformou não apenas o caráter, mas também a vida de Jacó.
R.N. Champlin (O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, Volume I. Hagnos, Nova edição - Maio de 2018. p. 257), comenta sobre Génesis 32.28: "Se os estudiosos do idioma hebraico não nos podem fornecer uma resposta única, pelo menos fica claro um ponto: o fraco Jacó tornou-se o poderoso Israel [...] O novo nome indica aquela transformação em nós que nos torna capazes de atingir toda a nossa potencialidade espiritual, para sermos conformados segundo a imagem de CRISTO de uma maneira especial e ímpar".
1.3. O caráter inquestionável de Rute
A despeito de sua origem pagã, a vida da jovem moabita Rute foi marcada não apenas pelas adversidades que enfrentou, mas especialmente por aceitar o DEUS de Israel, quando disse a Noemi: "Não me instes para que te deixe e me afaste de ti. Porque aonde quer que tu fores, irei eu; e onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu DEUS é o meu DEUS", Rt 1.16. A escolha acertada de Rute fez com que ela recebesse a honra de fazer parte da genealogia de JESUS (Mt 1.5).
Pastor David Cabral (Revista Betel Dominical - 3o Trimestre de 2005 - Lição 5): "Rute não tinha esperança no mundo; seu marido morreu, e ela não tinha ninguém em quem pudesse confiar. Então, o DEUS que ela viu em Noemi se tornou sua esperança e expectativa. [...] Rute não pode deixar sua sogra, especialmente quando esta deu seu passo em direção a DEUS com esperança e expectativa (1Tm 4.12).
Quando Noemi deu seu passo em direção a DEUS, somente Rute pôde segui-la. Orfa, que esperava na carne, não poderia segui-la. Ela teve que voltar ao seu povo sem dar a si mesma a oportunidade de conhecer DEUS”.
EU ENSINEI QUE - O caráter transformado do discípulo de CRISTO é fruto de um processo continuo de renovação espiritual.
2. UM CARÁTER SEMELHANTE AO DE CRISTO
Seguir a CRISTO nos leva a desejar ser como Ele (Ef 5.1,2), cujo caráter é puro e manso, repleto de amor por Seus discípulos e pelo povo. JESUS é o exemplo a ser imitado (Jo 13.15).
2.1. A mudança de caráter de Zaqueu
Independentemente do modo como acontece, o encontro com CRISTO é transformador (2Co 5.17), pois passamos a viver em união de fé com Ele. Zaqueu estava em cima de uma árvore quando foi visto por JESUS. Ele desceu apressado após JESUS dizer que ficaria hospedado em sua casa (Lc 19.5,6). Zaqueu aceitou JESUS e, a partir de então, aquele homem corrupto disse que doaria metade de seus bens aos pobres e restituiria quatro vezes mais os impostos que havia cobrado em excesso (Lc 19.8).
Bispo Abner Ferreira (Mensagens para uma vida bem-sucedida. Vol.2. Editora Betel, 2019, p. 24): "DEUS está sempre atento ao nosso coração e se agrada daqueles que entendem que a oferta é um ato de adoração. Prova disso é a maneira como se deu o encontro de JESUS com Zaqueu. Ao ver o Mestre, O recebeu em sua vida com imensa alegria. JESUS não tinha interesse nas posses de Zaqueu, mas em levar a Salvação àquela casa".
2.2. A samaritana encontrou o CRISTO
O encontro da mulher samaritana com JESUS é um exemplo de que os erros do passado não impedem a mudança de quem se rende a Ele (Jo 4.11,12). Ela passou por uma mudança profunda: de rejeitada a evangelista por ter crido no Senhor (Jo 4.17,18, 28-30). Não sabemos o nome dela, mas sua história ficou registrada para nos abençoar.
Pastor David Cabral (Revista Betel Dominical - 3° Trimestre de 2005 Lição 10): "Os santos de DEUS são os que verdadeiramente O adoram. É preciso vestir-se de 'trajes de santidade para adorá-Lo (Sl 29.2; 96.7-9; 99.3,5,9). Por isso, JESUS tratou do pecado da mulher (Jo 4.17,18). Enquanto aquela mulher persistisse em viver na iniquidade, não poderia adorar em ESPÍRITO e em verdade".
2.3. De Saulo de Tarso a Apóstolo Paulo
O Apóstolo Paulo é, sem dúvida, um dos personagens mais relevantes da Bíblia. As treze cartas que ele escreveu continuam válidas para a Igreja hoje. O fariseu Saulo de Tarso, perseguidor dos seguidores de CRISTO (At 9.1,2), tinha um caráter forte e intransigente (Fp 3.5). Ele presenciou a morte de Estevão (At 7.58) e, em Atos 9.1, foi descrito como alguém que respirava ameaça e morte contra os discípulos de CRISTO. Até que, no caminho para Damasco, JESUS surgiu diante dele com um resplendor de luz do céu (At 9.3). A partir daquele dia surge um homem que foi muito importante para a disseminação do Evangelho: Paulo, um homem transformado por CRISTO.
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical - 4o Trimestre de 2012 - Lição 2): "Conforme o seu temperamento e cultura, Paulo não se curvava a ninguém. Porém, quando se levantou do chão abatido e cego, nada mais lhe restava de oposição senão obedecer. A transformação dele aconteceu tanto imediatamente, quando ouviu a voz do Senhor JESUS, quanto na medida em que ele Lhe obedecia".
EU ENSINEI QUE: Independentemente de como chegamos a CRISTO, esse encontro é transformador.
3. A FORMAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO
O caráter dos discípulos de CRISTO é tecido após o novo nascimento, de modo paciente, com fios de submissão e doutrina, além de princípios práticos. O Senhor JESUS transforma vidas, muda o caráter e restaura o ser humano.
3.1. DEUS muda o nosso caráter
De acordo com a Bíblia, DEUS muda e aperfeiçoa o caráter de quem a Ele se submete, trabalhando valores e prioridades. Podemos afirmar que a vida de JESUS é um exemplo de caráter a ser seguido, pois seus ensinamentos mudaram completamente o pensamento e a vida de Seus discípulos.
Bispo Oides J. do Carmo (Discipulado... A continuidade do ministério de CRISTO. Editora Betel, 2017, p. 40): "O que os discípulos viram e ouviram mudou radicalmente suas vidas. Nunca se esqueceram da perfeita integração entre o ensino e a ação de JESUS (At 1.1). Fielmente, eles retrataram JESUS como alguém que 'andou fazendo bem e curando a todos os oprimidos do diabo, (At 10.38). Eles baseavam sua autoridade e buscavam credenciais para a sua mensagem nas palavras: "O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos" (1Jo 1.3). Ao observar e ouvir a CRISTO, esses discípulos foram transformados em homens cheios de Graça e do poder de DEUS (At 6.8)" .
3.2. O discípulo de CRISTO tem seu caráter moldado na obediência
Muitos acham que é impossível mudar o caráter de alguém, mas DEUS transforma o caráter de quem se volta para Ele (Jo 14.15). Esse novo caráter é marcado pela obediência, o que revela a transformação sofrida diante de DEUS e dos homens (Pv 4.11). Um caráter obediente é mais precioso do que bens materiais, conhecimento ou conquistas, por mais que essas coisas sejam importantes. Não há dúvidas de que o ensinamento dos pais é essencial para a formação do caráter, mas somente DEUS pode nos fazer participantes da natureza divina.
Bispo Oides J. do Carmo (Discipulado... A continuidade do ministério de CRISTO. Editora Betel, 2017, p. 13): "A meta na formação de discípulos é que eles aprendam a obedecer a tudo o que JESUS CRISTO ordenou a Seus próprios discípulos. Em outras palavras, sem obediência à vontade de DEUS, revelada em JESUS CRISTO, não há discipulado cristão verdadeiro".
3.3. Em CRISTO temos um novo modo de pensar
A mudança do caráter passa pela mudança de mente (Tg 4.8). Em Romanos 12.2, o Apóstolo Paulo nos adverte a não nos conformarmos com o mundo, mas transformar a nossa mente. O mundo está mergulhado em padrões imorais, contaminado em suas práticas e pensamentos, ou seja, longe dos padrões e do modo de pensar de DEUS (1Jo 2.15-17).
Bispo Primaz Manoel Ferreira (Discipular + Novos Convertidos, Editora Betel, 2021, Lição 12): "Por termos passado pela experiência do novo nascimento, somos responsáveis quanto ao que alimentará a nossa mente. A Bíblia diz que é necessária uma completa mudança na mente (Rm 12.1,2). Não se trata de algo instantâneo, mas, sim, de um contínuo processo. Afinal, somos chamados para um viver diferente - "Não vos conformeis" - assim, não podemos nos conformar com a maneira pecaminosa de viver do mundo. Tal diferença passa, necessariamente, pela mente".
EU ENSINEI QUE: A mudança do caráter passa pela mudança de mente.
CONCLUSÃO
Quando uma pessoa passa pela experiência do novo nascimento, ocorre uma profunda transformação em seu interior, demonstrada por um novo modo de pensar e agir. É o resultado de passar a viver em união de fé com CRISTO, a Fonte das virtudes que, pela ação do ESPÍRITO SANTO, passam a fazer parte do caráter do Seu discípulo.
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