20 junho 2026

Vídeo Lição 13, CPAD, O Legado de Fé de Abraão, Isaque e Jacó, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

 

19 junho 2026

Escrita Lição 13, CPAD, O Legado de Fé de Abraão, Isaque e Jacó, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Escrita Lição 13, CPAD, O Legado de Fé de Abraão, Isaque e Jacó, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
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Vídeo https://youtu.be/ZCgOir-LDM4?si=C8ktaPWoZTYsoAnv

Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2026/06/escrita-licao-13-cpad-o-legado-de-fe-de.html

Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2026/06/slides-licao-13-cpad-o-legado-de-fe-de.html

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ESBOÇO DA LIÇÃO

I – O LEGADO DE ABRAÃO

1. O alcance do legado de fé de Abraão.

2. A fé incondicional de Abraão.

3. A resposta ao chamado de DEUS.

II – O LEGADO DE ISAQUE

1. O significado do nome.

2. Isaque, o herdeiro da bênção e da comunhão com DEUS.

3. Isaque e o legado de uma fé que confia na direção de DEUS

III – O LEGADO DE JACÓ

1. Homens com virtudes e erros.

2. O arrependimento muda destinos.

3. A bênção ofuscando a tragédia.

 

TEXTO ÁUREO

 “Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.” (Hb 11.8)

 

VERDADE PRÁTICA

 Abraão, Isaque e Jacó deixaram um legado de fé em DEUS para as futuras gerações.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Gn 12.1-3 O legado da obediência de Abraão

Terça - Hb 11.8 O legado da confiança nas promessas

Quarta - Gn 22.9-12 O legado da entrega total

Quinta - Gn 24.12-14 O legado espiritual de Isaque

Sexta - Gn 26.24,25 O legado da perseverança nas promessas

Sábado - Gn 32.24-28 O legado da transformação de Jacó

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Hebreus 11.8-12, 17-21

8 - Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. 9 - Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. 10 - Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é DEUS. 11 - Pela fé, também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido. 12 - Pelo que também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar.

17 - Pela fé, ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado, sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito. 18 - Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que DEUS era poderoso para até dos mortos o ressuscitar. 19 - E daí também, em figura, ele o recobrou. 20 - Pela fé, Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras. 21 - Pela fé, Jacó, próximo da morte, abençoou cada um dos filhos de José e adorou encostado à ponta do seu bordão.

 

Hinos Sugeridos: 378, 610, 535 da Harpa Cristã

 

PALAVRA-CHAVE - Reconciliação

 

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SUBSÍDIOS EXTRAS – BÍBLIAS, GOOGLE, LIVROS, REVISTAS ANTIGAS

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RESUMO RÁPIDO 1 DO Pr. Henrique

O legado dos Patriarcas transcende gerações, formando o alicerce teológico e espiritual tanto para o Judaísmo quanto para o Cristianismo. Suas histórias demonstram que o maior legado que o ser humano pode deixar não são bens materiais ou conquistas terrenas, mas sim uma herança de fé inabalável, alianças com o Criador e obediência à Sua Promessa. Acompanhe abaixo o aprofundamento teológico de cada jornada.

 


 

INTRODUÇÃO: O Ciclo dos Patriarcas e o Legado da Promessa

O impacto central da história de Abraão, Isaque e Jacó não está apenas em sua humanidade ou falhas, mas em como suas vidas de obediência transcenderam o tempo e tornaram-se pilares espirituais e as bases da história da salvação.

 

O Modelo de Fé Prática e o Significado de Legado

Em termos teológicos, um legado espiritual vai além de uma herança hereditária comum. O legado deles é uma transferência geracional de confiança na Aliança e no caráter imutável de Deus. A fé prática que viveram não significou ausência de erros, mas sim uma postura constante de dependência do Eterno.

 

Idioma Original

Termo

Transliteração

Significado Teológico na Fé

Hebraico

אֱמוּנָה

Emunah

Fidelidade, confiança inabalável e firmeza nas promessas divinas.

Grego

Πίστις

Pistis

Fé, fidelidade, convicção profunda que resulta em ação e obediência.

 

A Promessa Eterna e o Papel de Cada Patriarca

Suas histórias estabelecem o plano redentor. Abraão deu início à nação eleita, Isaque consolidou a linhagem da aliança, e Jacó formou as doze tribos, estruturando o povo de onde viria o Messias (Deus feito homem).

 

Herança Compartilhada

A importância da fé deles é tão magna que o Novo Testamento os coloca na chamada "Galeria dos Heróis da Fé" (Hebreus 11). O legado deles não pertence apenas ao povo judeu; é o alicerce que nutre os princípios e a expansão do Cristianismo, unindo todos os povos pela graça.

 


 

I – O LEGADO DE ABRAÃO: O Pai da Fé

1. O alcance do legado de fé de Abraão
O legado de Abraão ultrapassa barreiras étnicas e cria uma herança espiritual universal. A promessa de que "em ti serão benditas todas as famílias da terra" encontra seu clímax em Jesus Cristo, justificando todos os povos pela fé e não pelas obras da lei.

A Bíblia relata que a espera pelo filho da promessa, Isaque, durou 25 anos. Durante esse período de dúvida e espera humana, Abrão gerou Ismael com a serva Hagar, uma atitude que trouxe consequências de longo prazo. No entanto, o erro humano não anulou a aliança.

 

Idioma Original

Termo

Transliteração

Significado Teológico

Hebraico

אַבְרָהָם

Avraham

Pai de multidões (de nações). Reflete o propósito universal da aliança.

Aramaico / Hebraico

הַבְטָחָה

Havtachah

Promessa. Refere-se à garantia divina que precede a ação humana.

Grego

Δικαιοσύνη

Dikaiosyne

Justiça. O ato de Deus declarar o pecador justo unicamente pela fé (Gl 3.6).

 

Comentário Teológico

A Fé de Abraão é o arquétipo (o modelo padrão) da fé bíblica. Ele creu em Deus quando as circunstâncias naturais indicavam ser impossível. O legado que ele deixou não foi o de um homem perfeito, mas o de um homem que creu no caráter de Deus. A teologia do apóstolo Paulo utiliza a fé de Abraão (Romanos 4) como a prova de que a salvação sempre foi pela graça e mediante a confiança no Messias, e não pelo cumprimento mecânico da Lei.

 

O Cumprimento Messiânico

A bênção global de Abraão origina-se em sua linhagem carnal, mas ultrapassa o aspecto nacional, culminando no nascimento de Jesus. Mateus 1.1 exalta Jesus como o descendente de Abraão, o cumprimento definitivo da promessa de que o Messias abençoaria a humanidade com a redenção eterna.

 


 

II – O LEGADO DE ISAQUE: A Semente da Promessa

1. A obediência silenciosa e a submissão
Diferente do pai Abraão (que viajou por várias nações) e do filho Jacó (que teve uma vida cheia de lutas e artimanhas), a jornada de Isaque foi marcada por uma profunda submissão e foco na continuidade da Aliança. Ele foi o "filho do milagre", o herdeiro que não apenas foi poupado no monte Moriá, mas que carregava a semente da aliança incondicional de Deus.

 

Idioma Original

Termo

Transliteração

Significado Teológico

Hebraico

יִצְחָק

Yitzchak

Ele rirá / Riso. Uma marca do contraste entre a dúvida humana (Sara) e a alegria da provisão divina.

Hebraico

בְּרִית

Berit

Aliança. O compromisso solene, incondicional e eterno estabelecido por Deus.

 

Comentário Teológico

O legado de Isaque centra-se na perseverança na promessa. Quando houve fome na terra, ele obedeceu à instrução divina para permanecer onde estava. Além disso, a sua disposição em deixar-se amarrar no altar do sacrifício (o monte Moriá, de acordo com Gênesis 22) é teologicamente vista como um tipo (sombra) do sacrifício perfeito do próprio Filho de Deus, Jesus Cristo, na cruz. O legado de Isaque nos ensina que a fé se prova na continuidade, na herança da graça e na confiança constante, mesmo em tempos de calmaria e espera.

 


 

III – O LEGADO DE JACÓ: A Transformação pela Fé

1. A luta e a transformação de caráter
A vida de Jacó é um retrato claro da imperfeição humana sendo moldada pela graça e pela dependência de Deus. Desde o seu nascimento, ele lutou para obter as primícias da herança, o que reflete seu nome original, que carrega a ideia de "suplantador" ou "aquele que segura pelo calcanhar".

 

Idioma Original

Termo

Transliteração

Significado Teológico

Hebraico

יַעֲקֹב

Ya'akov

Jacó. Derivado de akev (calcanhar). Significa "o que segura pelo calcanhar" ou "suplantador".

Hebraico

יִשְׂרָאֵל

Yisra'el

Israel. Significa "aquele que luta com Deus" ou "Deus prevalece".

Grego

Κληρονομία

Kleronomia

Herança. A porção espiritual e o destino eterno prometidos aos filhos de Deus.

 

Comentário Teológico

O legado teológico de Jacó é o da graça transformadora e da eleição divina. Ele não foi abençoado por causa de sua astúcia humana (que só lhe trouxe sofrimento e exílio), mas pela graça soberana e imutável de Deus. O ápice de sua jornada ocorreu no vale de Jaboque, onde ele lutou com o Anjo do Senhor. Ali, ele foi ferido em sua autoconfiança, teve seu caráter transformado e seu nome mudado para Israel. O legado de Jacó nos lembra que a verdadeira fé requer que abandonemos nossos próprios esforços (nossas "artimanhas") e nos rendamos à soberania do Eterno, aceitando a herança não por mérito, mas pela Sua misericórdia.


 

A Essência do Legado Teológico Compartilhado

Unindo a trajetória dos três, a teologia bíblica evidencia que a verdadeira herança não é física, mas espiritual. Todos eles passaram por desertos, provações, erros e momentos de triunfo, mas a fé foi o fio condutor que os manteve alinhados ao propósito divino. Eles deixaram um legado que aponta diretamente para o Messias, nosso Senhor Jesus Cristo.

 

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Resumo Rápido 2: Pr. Henrique

 

Introdução

O capítulo 11 da carta aos Hebreus é conhecido como a “galeria dos heróis da fé”. Nele, Abraão, Isaque e Jacó aparecem como testemunhas vivas de que a confiança em DEUS transcende gerações e circunstâncias. A fé não é apenas uma convicção intelectual, mas uma entrega existencial que molda decisões, famílias e destinos. Ao analisarmos o texto em seus idiomas originais — Hebraico, Aramaico e Grego — percebemos que cada palavra carrega nuances que ampliam nossa compreensão do legado espiritual dos patriarcas. [1]

O legado de fé de Abraão, Isaque e Jacó se desdobra em três grandes lições práticas:

  • A obediência de Abraão (O chamado e a entrega): Ele nos ensina a dar passos em direção ao desconhecido, confiando nas promessas divinas mesmo antes de ver o resultado. É a fé que age e obedece. [1, 2, 3, 4, 5] [1]
  • A perseverança de Isaque (A paciência e a colheita): Isaque nos ensina a manter a constância e a cultivar a paz. Ele permaneceu fiel cultivando a terra e confiando que as promessas passariam para a próxima geração, mesmo nos momentos de escassez.
  • A transformação de Jacó (A dependência e o caráter): A vida de Jacó nos lembra que Deus trabalha ativamente em nossas falhas e fraquezas. A sua jornada de um homem autossuficiente para alguém que depende totalmente de Deus mostra que o Senhor nos molda e nos transforma em meio às adversidades.

📖 Comentários Teológicos Extras

1.    Abraão e a obediência pela fé

  • Hebraico: אֱמוּנָה (emunah) — fé, firmeza, fidelidade. Não é apenas acreditar, mas viver em confiança constante.
  • Grego: πίστις (pistis) — fé, confiança, lealdade. Em Hebreus, é a base da relação com DEUS.
  • Aramaico: הֵימָנוּתָא (heymanuta) — fé, confiança. Usado em textos rabínicos para indicar fidelidade prática.

 

Apostila Teológica — Patriarcas e a Promessa

🌿 Introdução

A fé dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó é apresentada em Hebreus 11 como exemplo de confiança perseverante em DEUS. Paulo, em Romanos 4, mostra que essa fé é fundamento da justificação, e em Gálatas 3 amplia a promessa para todas as nações em CRISTO. A linha do tempo bíblica revela como a promessa feita a Abraão em Gênesis se desenvolve até sua consumação em Apocalipse.

Capítulo 1 — Abraão: Pai da Fé

  • Chamado: Gênesis 12.1-3 — promessa de bênção universal.
  • Obediência: Hebreus 11.8-10 — Abraão parte sem saber o destino.
  • Justificação: Romanos 4.3 — “Abraão creu em DEUS, e isso lhe foi imputado como justiça.”
  • Universalidade: Gálatas 3.6-7 — os que são da fé são filhos de Abraão.

Termos Originais:

  • Hebraico: אֱמוּנָה (emunah) — fé, fidelidade.
  • Grego: πίστις (pistis) — fé, confiança.
  • Aramaico: הֵימָנוּתָא (heymanuta) — confiança prática.

Capítulo 2 — Isaque: Alegria da Promessa

  • Nascimento: Gênesis 21.6 — “DEUS me deu motivo de riso.”
  • Milagre: Hebreus 11.11-12 — Sara recebe poder para conceber.
  • Esperança: Romanos 4.19-21 — Abraão não duvidou da promessa.
  • Filho da promessa: Gálatas 4.28 — “Nós, irmãos, somos filhos da promessa, como Isaque.”

Termos Originais:

  • Hebraico: יִצְחָק (Yitzḥaq) — ele ri.
  • Grego: Ἰσαάκ (Isaak) — transliteração.
  • Aramaico: אִצְחָק (Itzḥaq) — riso.

Capítulo 3 — Jacó: Transformação pela Graça

  • Luta em Peniel: Gênesis 32.28 — Jacó recebe o nome Israel.
  • Adoração final: Hebreus 11.21 — Jacó abençoa e adora apoiado em seu bordão.
  • Escolha divina: Romanos 9.13 — “Amei Jacó...”
  • Herança espiritual: Gálatas 3.29 — os que são de CRISTO são descendência de Abraão.

Termos Originais:

  • Hebraico: יַעֲקֹב (Ya‘aqov) — suplantador.
  • Grego: Ἰακώβ (Iakōb) — transliteração.
  • Aramaico: יַעֲקוּב (Yaqub) — usado em targumim.

Capítulo 4 — Linha do Tempo da Promessa

Etapa

Texto Bíblico

Palavra-chave

Idioma

Significado

Chamado de Abraão

Gn 12.1-3

בְּרָכָה (berakhah)

Hebraico

Bênção universal

Formação de Israel

Êx 19.5-6

עַם (am)

Hebraico

Povo separado

Profetas

Is 49.6

גּוֹיִם (goyim)

Hebraico

Luz para as nações

Hebreus

Hb 11

πίστις (pistis)

Grego

Fé perseverante

Romanos

Rm 4

δικαιοσύνη (dikaiosynē)

Grego

Justiça pela fé

Gálatas

Gl 3

σπέρμα (sperma)

Grego

Descendência em CRISTO

Apocalipse

Ap 7.9

ἔθνη (ethnē)

Grego

Multidão universal

Capítulo 5 — Tipologia Cristológica e Eclesiológica

  • Abraão: figura do Pai que inicia a promessa; Igreja como comunidade missionária.
  • Isaque: figura do Filho unigênito entregue; Igreja como herdeira da promessa.
  • Jacó: figura da transformação espiritual; Igreja como povo perseverante e transformado.

 

🌟 Conclusão

Abraão, Isaque e Jacó são marcos teológicos que revelam o desenvolvimento da promessa divina. Hebreus destaca a perseverança, Romanos a justificação, e Gálatas a universalidade da promessa em CRISTO. A Igreja é o cumprimento dessa promessa: um povo de todas as nações, unido em CRISTO, vivendo pela fé e aguardando a consumação na Nova Jerusalém (Apocalipse 7.9; 21.12).


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COMENTÁRIOS BEP - CPAD
11.8 PELA FÉ ABRAÃO... OBEDECEU. A fé e a obediência são inseparáveis entre si, assim como também são inseparáveis a incredulidade e a desobediência (3.18,19; ver Jo 3.36).
11.10 PORQUE ESPERAVA A CIDADE. Abraão sabia que a terra que lhe fora prometida, aqui no mundo, não era o fim da sua jornada. Pelo contrário, o fim era bem além, na cidade celestial, que DEUS preparara para seus servos fiéis. Abraão serve de exemplo a todo o povo de DEUS; devemos reconhecer que estamos apenas de passagem neste mundo, caminhando para nosso verdadeiro lar no céu. Não devemos pensar em segurança plena neste mundo, nem ficar fascinados por ele (vv. 14,16; 13.14). Devemos nos considerar estrangeiros e exilados na terra. Esta não é a nossa pátria, mas território estrangeiro; o fim da nossa peregrinação será uma pátria melhor (v.16), a "Jerusalém celestial" (12.22) e a "cidade permanente" (13.14).
 
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8  Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.
Os estudiosos destacam cerca de “sete maneiras” pelas quais a fé operava em Abraão:
1° — Abraão foi “chamado” por DEUS para deixar a sua terra natal e tornar-se um peregrino, em busca de um país melhor. A fé exigiu “ação aventurosa” da sua parte (v. 8).
2o      — A fé de Abraão o tornou um peregrino. Ele tinha uma herança, mas não entrou na posse da mesma. Sua peregrinação o levou a reconhecer que nesta terra não tinha habitação certa, e que a herança do crente não pode estar neste mundo — Deve­mos, portanto, aguardar uma herança celestial (w. 9,10).
3o — A fé foi um poder miraculoso, nele operante, bem como naqueles que com ele andavam, como Sara e outros (w. 11,12).
4o      — A fé abre a “dimensão eterna” à vida; leva o indiví­duo a reconhecer que o ser humano realmente pertence a um mundo espiritual e superior (v. 16).
5° — A fé nos ensina que DEUS é o nosso DEUS; que não há limite para a glória, pois na filiação o infinito é trazido ao que é finito (v. 16).
6° — A fé nos ensina que há um sacrifício supremo a ser feito à vontade de DEUS, a fim de que se cumpra em nós tudo quanto foi por Ele designado (v. 17).
1        o — A fé nos ensina a esperar o impossível, porquanto dependemos do poder de DEUS, que transmite vida e opera milagres (v. 19).
I.  Abraão e sua Descendência
9  Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.
Esses três patriarcas: Abraão, Isaque e Jacó, são mencio­nados freqüentemente, porque suas vidas representam três gerações de homens que viveram dentro dos limites da mesma fé. Suas vidas cobriram todo o período de peregrinação na Terra Prometida. Depois de Jacó, veio a descendência que foi levada ao cativeiro egípcio. Seus nomes são tomados para exemplificar a própria existência de DEUS, quando deles testifica, dizendo: “Eu sou o DEUS de Abraão, o DEUS de Isaque e o DEUS de Jacó...” (Mt 22.32). Aqui no texto em foco, DEUS se apresenta particularmente a cada patriarca. Ele bem poderia dizer: “Eu sou o DEUS de Abraão, de Isaque e de Jacó”, resu­mindo assim tempo e espaço. Contudo, Ele usou a extensão de seu nome para cada um deles, quando disse: “Eu sou o DEUS de Abraão, o DEUS de Isaque e o DEUS de Jacó”. Isso fala da fé extensiva e progressiva que vai passando de pai para fi­lho. Jacó pertencia a uma família que tinha vivido na fé. De Timóteo se diz que a fé que ele professava foi herdada de sua família cristã piedosa, como escreve Paulo: “trazendo à me­mória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti” (2Tm 1.5). A fé de sua avó Lóide e de sua mãe Eunice, e o ensinamento das “sagradas letras” em sua meninice lhe fizeram idôneo, sábio e capaz para o desempe­nho espiritual de sua vida e de seu ministério (2Tm 3.15).
10                   Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da
qual o artífice e construtor é DEUS.
O escritor sagrado faz aqui alusão à Jerusalém celestial, da qual o artífice e construtor é DEUS. Ela encontra-se edificada sobre um alto e sublime monte (Ap 21.10). Ela desce do céu para receber os remidos, pois é impossível construir uma cida­de santa aqui na terra (cf. Fp 4.20). O fato de ser chamada de “cidade mãe” corresponde à alegoria que Paulo faz em Gálatas 4.22-26, quando diz: “... está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas o que era da livre, por promessa, o que se entende por alegoria; porque estes são os dois concertos: um, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar. Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém que é de cima é livre, a qual é mãe de todos nós”. Durante sua peregrinação, Abraão nunca optou por morar na cidade de Jerusalém. Cremos que se este fosse o seu desejo, ele teria toda a liberdade de fazê-lo. Esta cidade fazia parte de sua herança e Melquisedeque, que nesta época era rei e sacerdote ali, era amigo de Abraão e de sua parentela. Mas Abraão não se aproveitou de nenhuma destas circunstâncias, pois tinha em mente uma outra linda cidade — a cidade do DEUS vivo, a Jerusalém celestial —, por esta razão se declarou peregrino aqui na terra durante a sua vida.
 
11                   Pela fé, também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber e deu à luz já fora da idade; porquanto teve
por fiel aquele que lho tinha prometido.
Aqui, o autor fala da esterilidade de Sara e no versículo seguinte, do amortecimento de Abraão; a fé curou os dois e Sara tornou-se fértil. Abraão era um homem idoso, que já passara da idade de gerar filhos, e sua esposa, Sara, era estéril; porém, DEUS consertou tudo aquilo, porque para Ele nada é impossível (Gn 18.14; Lc 1.37). Quando abrimos o Novo Testamento, observamos que o DEUS Todo-poderoso perma­nece o mesmo. Isabel e Zacarias “... eram ambos justos peran­te DEUS, vivendo irrepreensivelmente em todos os mandamen­tos e preceitos do Senhor. E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos eram avançados em idade” (Lc 1.6,7). Contudo, o DEUS que operou milagrosamente no idoso casal do Antigo Testamento, concedendo-lhes Isaque, também ope­rou eficazmente aqui no Novo Testamento, dando a Zacarias e a Isabel o profeta João Batista. O segredo de se honrar a DEUS com a fé é começar a crer na possibilidade de suas pro­messas. Jó cria em qualquer dessas possibilidades quando dis­se: “Bem sei eu que tudo podes, e nenhum dos teus pensa­mentos pode ser impedido” (Jó 42.1,2).
12                   Pelo que também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar.
 
A promessa de DEUS a Abraão era de que ele se tornaria pai de uma multidão de filhos. Isto se cumpriu não apenas literalmente, como também no aspecto espiritual da promessa divina para com o patriarca. Ele foi pai de Ismael, que se tor­nou o progenitor dos árabes meridionais. Depois da morte de Sara, Abraão casou com Quetura e dela gerou seis filhos: “Zinrã, e Jocsã, e Medã, e Midiã, e Isbaque, e Suá” (Gn 25.1,2). Abraão aconselhou a todos que se fossem se estabelecer na terra oriental; “eles assumiram um estilo de vida nômade e [segundo alguns historiadores], por fim, alcançaram toda a vasta península sírio-árabe”1. Ali, estes descendentes de Abraão, hoje subdivididos em vários povos árabes do Oriente Médio, formaram várias nações. Porém o pacto de DEUS com Abraão falava de uma extensão maior de famílias que viriam através do filho da promessa — Isaque. E assim, todas as nações, todas as raças, foram incluídas como beneficiárias da fé de Abraão, sendo CRISTO a figura central em todos estes acontecimentos.
 
IV            Isaque como Símbolo do Sacrifício de CRISTO
15                Pela fé, ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado, sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.
Quando Isaque tinha crescido e se tornara um rapaz for­moso, aos olhos de seus pais e também aos olhos de todos, Abraão ouviu a voz de DEUS. Esta era a oitava vez que DEUS falara com ele, dando-lhe sua orientação divina. Mas esta men­sagem não trazia o mesmo teor daquelas anteriores, conforme escreve o autor sagrado: “E aconteceu, depois destas coisas, que tentou DEUS a Abraão e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi” (Gn 22.1,2). O Alcorão diz que no monte Moriá foi oferecido Ismael, o primeiro filho de Abraão com a escrava egípcia. Mas é impos­sível que Moisés tenha se enganado quando escrevia o Pentateuco, trocando Isaque por Ismael. Isaque, o filho da promessa, foi o filho que DEUS ordenara a Abraão para tal sacrifício.
 
16                Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendênàa, considerou que DEUS era poderoso para até dos mortos o ressuscitar.
Martinho Lutero traz uma meditação de grande inspira­ção no tocante a este acontecimento, dizendo: “Abraão o amar­rou e deitou sobre a lenha. O pai ergueu o cutelo. O corpo de Isaque exposto àquele imenso cutelo afiado, que caminhava em direção a sua garganta inocente. Se tivesse DEUS dormita- do por um instante, o jovem estaria morto. Eu não poderia ter contemplado. Não posso fazer meus pensamentos prossegui­rem. O jovem era uma ovelha para o matadouro. Nunca, na história, houve tal obediência, salvo somente a de CRISTO. Mas DEUS estava observando, bem como todos os anjos. O Pai ergueu a faca; o corpo não estremeceu. O anjo clamou: Abraão, Abraão!’ Vemos como a majestade divina está às portas, na hora da morte. Dizemos: ‘Em meio à vida, morremos’. DEUS responde: ‘Sim, e em meio à morte, vivemos”’.
17                E daí também, em figura, ele o recobrou.
Muitos comentaristas vêem aqui nesta alegoria a morte e ressurreição de CRISTO. E JESUS parece querer ligar o ofereci­mento de Isaque no monte Moriá com sua morte na cruz, quando disse aos judeus: “Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se. Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão? Disse-lhes JESUS: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou” (Jo 8.56-58). Podemos ver ali no Moriá, como também aqui no pensamento do autor, uma verdadeira alegoria (Gn 22.1-19).
                 Abraão — representa DEUS
                 Isaque nesse momento — o pecador
                 O monte Moriá — o Calvário
                 O cordeiro — JESUS
                 A árvore — a cruz
                 As pontas que seguravam o cordeiro ao arbusto — os cravos.
O fato de JESUS afirmar ser “antes de Abraão”, e não pos­terior a ele, confirma aquilo que JESUS disse aos judeus, quan­do estes questionaram sua idade, dizendo: “Ainda não tens cinqüenta anos e viste Abraão?”, ao que JESUS lhes respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo que, antes que      Abraão exis­tisse, eu sou” (Jo 8.57,58). Portanto, CRISTO é antes de     Abraão.
O cordeiro substituiu Isaque, e o Cordeiro de DEUS (JESUS) foi o substituto do pecador (I Jo 2.1,2).
18                Pela fé, Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras.
Em Gênesis 27; 28, encontramos Isaque abençoando a seus dois filhos, Jacó e Esaú. Jacó foi abençoado, ouvindo seu pai pronunciar as seguintes palavras: “Assim, pois, te dê DEUS do orvalho dos céus, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto. Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê se­nhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem” (Gn 27.28,29). Na bênção conferida a Esaú, por outro lado, foi-lhe dito que ele deveria habitar longe “das gorduras da terra e sem orvalho dos céus”, conforme está escri­to: “Então, respondeu Isaque, seu pai, e disse-lhe: Eis que a tua habitação será longe das gorduras da terra e no orvalho dos céus. E pela tua espada viverás e ao teu irmão servirás. Acontece­rá, porém, que, quando te libertares, então, sacudirás o seu jugo do teu pescoço” (Gn 27.39,40). Estas profecias têm se cumpri­do fielmente nas vidas destes dois povos, porque elas foram pro­feridas pela fé, e DEUS honrou a fé — porque a fé honra a DEUS!
VI.          As Gerações Posteriores
19                Pela fé, Jacó, próximo da morte, abençoou cada um dos filhos de José e adorou encostado à ponta do seu bordão.
Podemos destacar três fases da vida de Jacó:
Ele nasceu lutando; Viveu enganando; Morreu abençoando.
I.   Nasceu lutando. A primeira batalha de Jacó foi com seu irmão ainda no ventre materno. “E os filhos lutavam dentro dela; então, disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi-se a perguntar ao Senhor. E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas: um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor” (Gn 25.22,23). Jacó também lutou “... com DEUS e com os homens”, quando atravessava o ribeiro de Jaboque (Gn 32.28). Na primeira batalha, Jacó nasceu fisicamente — na se­gunda, nasceu espiritualmente (Gn 32.30). Ele ainda partici­pou de uma outra batalha com os amorreus por causa de ”... um pedaço de terra”, cujos detalhes não nos são revelados. Contu­do, esta batalha aconteceu — e nela Jacó foi vitorioso (Gn 48.22)
2.                    Viveu enganando. O lado negativo de Jacó foi o enga­no. Talvez seu nome tenha exercido alguma influência sobre isso, pois sua vida mudou quando DEUS mudou o seu nome de Jacó para Israel. Jacó quer dizer “suplantador”, ou “enga­nador”, enquanto Israel significa “aquele que luta com DEUS”. Jacó enganou seu pai (Gn 27.29), seu irmão (Gn 27.36), seu sogro algumas vezes (Gn 30). Foi também enganado diversas vezes (Gn 29; 30). Ali operava a lei do mais esperto: “engana­do e sendo enganados” (2Tm 3.13).
3.                    Jacó morreu abençoando. Após seu encontro com DEUS no vale de Jaboque, Jacó se transformou em um novo homem, e a partir daí ele é mencionado por diversas vezes abençoando.
                 Abençoou a Faraó (Gn 47.7,10);
                 Abençoou os filhos de José (Gn 48.9,10);
                 Abençoou seus 12 filhos (Gn 49.28);
                 Finalmente, morreu adorando.
20                Pela fé, José, próximo da morte, fez menção da saída dos filhos de Israel e deu ordem acerca de seus ossos.
 
Já bem perto de sua morte, José profetizou a libertação dos filhos de Israel do jugo egípcio, dizendo: “Certamente, vos visitará DEUS, e fareis transportar os meus ossos daqui” (Gn 50.25). José recebeu de DEUS um discernimento especi­al no tocante à posse da Terra Prometida. Isso explica o seu desejo de que seus ossos fossem conduzidos quando DEUS provesse a grande libertação de seu povo, e ali em Canaã fossem sepultados como símbolo da participação na liber­dade conferida por DEUS. Quando “... subiram os filhos de Israel da terra do Egito armados. E tomou Moisés os ossos de José consigo, porquanto havia este estreitamente ajuramentado aos filhos de Israel, dizendo: Certamente DEUS vos visitará; fazei, pois, subir daqui os meus ossos convosco” (Ex 13.18,19). O desejo deste grande servo de DEUS foi por ele e pelo povo eleito cumprido! “Também enterraram em Siquém os ossos de José, que os filhos de Israel trouxeram do Egito, naquela parte do campo que Jacó comprara aos filhos de Hamor...” (Js 24.32).
 
 
Hebreus  - SÉRIE Comentário Bíblico - SEVERINO PEDRO DA SILVA
  
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Revista antiga:
Lições CPAD Jovens e Adultos - LIÇÕES BÍBLICAS CPAD ADULTOS -  1º Trimestre de 2018 -  Título: A supremacia da CRISTO — Fé, esperança e ânimo na Carta aos Hebreus - Comentarista: José Gonçalves
 
A perseverança de Abraão e a fidelidade de DEUS. A exortação do escritor de Hebreus toma como parâmetro a pessoa de Abraão. O velho patriarca é o modelo do crente perseverante, que de posse da promessa de DEUS, soube esperar com paciência (Hb 6.12,13). Por que voltar atrás se temos as promessas de DEUS que nos motivam a caminhar à frente (Hb 6.14,15)?
 
Podemos confiar nas promessas do Senhor, pois à luz da perseverança de Abraão e da fidelidade de DEUS, nos chegamos a CRISTO, o sacerdote e precursor do crente.
 
“A promessa que DEUS fez a Abraão foi fundamento de todas as promessas da aliança e da atividade redentora de DEUS (Gn 12.1-3), que foram repetidas em inúmeras ocasiões e de formas diferentes ao longo da história do Antigo Testamento (por exemplo, Gn 15.1-21; 26.2-4; 28.13-15; Êx 3.6-10). Porém, numa ocasião em particular, após Abraão quase ter sacrificado Isaque em obediência ao teste de DEUS, DEUS tornou a veracidade de sua promessa enfática por meio de um juramento (Gn 22.16: ‘Por mim mesmo, jurei, diz o Senhor’). Hebreus 6.13,14 indica que este juramento mais tarde encorajou Abraão a esperar ‘com paciência’, e assim, posteriormente ‘alcançou a promessa’” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. RJ: CPAD, 2004, p.1577).
 
Em que sentido o autor de Hebreus usa o patriarca Abraão como modelo?
O velho patriarca é o modelo do crente perseverante, que de posse da promessa de DEUS soube esperar com paciência (Hb 6.12,13).
 
Hebreus 11.8 — Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.
A FÉ QUE FAZ VER O INVISÍVEL
 
A obediência de Abraão. Após ter falado sobre Abel, Enoque e Noé, o autor agora foca o seu argumento sobre a fé da pessoa de Abraão, o patriarca da nação hebreia. Todos os nomes citados anteriormente são tidos como exemplos de fé, mas nenhum deles havia se tornado um modelo para os judeus, como fora Abraão. Quando chamado por DEUS, Abraão obedeceu e sua fé o guiou mesmo quando não sabia para onde ia (Hb 11.8). Mas Abraão não era apenas pai dos judeus, ele era pai de “todos os que creem” (Gl 3.7). Os cristãos deveriam seguir suas pegadas com a mesma obediência e a mesma fé do amigo de DEUS.
 
“Fé no período patriarcal (11.8-22)
O período patriarcal do Antigo Testamento se estende de Abraão a José. Abraão é como o centro das atenções; somente um verso é dedicado a Isaque (v.20), Jacó (v.21) e José (v.22). Isto é compreensível, já que Abraão, o homem de fé por excelência no Antigo Testamento, desempenha um papel central no princípio da história hebraica e na obra do plano de salvação de DEUS. No Novo Testamento, Abraão é mencionado mais extensivamente do que qualquer outra figura do Antigo Testamento. Aqui em Hebreus 11, três principais episódios da vida de Abraão são mencionados para ilustrar três importantes faces de sua jornada de fé.
1) Ao obedecer ao chamado de DEUS para partir de Ur dos Caldeus para uma terra prometida desconhecida, Abraão demonstrou fé no futuro não visto (11.8-10).
2) Durante longos anos de espera pelo filho e descendentes prometidos em circunstâncias humanamente impossíveis, Abraão demonstrou fé na promessa impossível (11.11,12).
3) Quando DEUS pediu que sacrificasse Isaque (seu único filho da promessa), Abraão demonstrou fé em meio à prova ou ao teste severo (11.17-19). Além destes modos em que a fé está poderosamente ilustrada, um parêntese em 11.13-16 chama a atenção para uma linha comum de fé que percorre a vida de Abraão e dos outros patriarcas” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.1614).
 
Abraão não é pai unicamente dos judeus. Explique.
Segundo Gálatas 3.7, pela fé ele era pai de “todos os que creem”
 
Hebreus 2.16 — Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão.
Por meio da sua humanização e humilhação JESUS se tornou o legítimo Sumo Sacerdote representante da humanidade. Os anjos de fato são seres especiais a serviço de DEUS, entretanto, JESUS não veio socorrê-los, mas buscar a descendência de Abraão, os crentes. Por intermédio de seu sofrimento e morte, Ele pode dar vida aos que estão mortos.
 
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Revista antiga
LIÇÕES HEBREUS - 3º trimestre 2001 - www.cpad.com.br 
Hebreus — “… os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes”
Comentários Pr. Elinaldo Renovato de Lima, Natal - RN
 
introdução
 Nesta lição, estudaremos um dos assuntos mais palpitantes da Bíblia: a Fé. Esta palavra tão pequena encerra em si grande conteúdo para os que de DEUS se aproximam. Sem ela não existiria a Igreja, não haveria salvos, esperança de vida futura, não poderíamos esperar um mundo melhor nem creríamos na Segunda Vinda de CRISTO. É por meio da fé que recebemos as bênçãos de DEUS. Esta preciosa e santíssima fé vem-nos através de CRISTO, para que ninguém tenha de que se gloriar (Hb 12.2).
 
I. CONCEITO DE FÉ
O escritor sacro não pretendeu simplesmente definir a fé, mas sim descrevê-la como elemento fundamental da vida cristã.
1. O firme fundamento. Fundamento aqui significa muito mais que a mera certeza humana, fruto da lógica, ou do exercício da futurologia. Na visão cristã, tem o sentido de certeza inabalável, ou seja, temos convicção de que servimos a um DEUS onipotente, onisciente e onipresente, que vela por sua Palavra para a cumprir (cf. Jr 1.12; Is 43.13). Significa também certeza absoluta a respeito da nossa salvação. Ver 1 Jo 3.2. Assim, a certeza é o primeiro elemento essencial da verdadeira fé, isto é, “a fé que é por Ele” (At 3.16).
2. Das coisas que se esperam. “A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam...”. O segundo elemento essencial da fé é a esperança. Esta é consubstanciada na forte convicção de que aquilo que se espera da parte de DEUS há de acontecer sempre, independente das circunstâncias. Abraão creu que teria um filho segundo a promessa divina, fruto de sua união com Sara, mesmo quando a lógica humana dissesse o contrário.
3. A prova das coisas que não se veem. A “prova” tem o significado de “convicção”, que é o terceiro elemento da fé. Aqui temos um ponto muito importante a considerar. Pessoas há que manipulam este texto para justificar a prática mística do que eles chamam de visualização mental para obtenção do que se deseja. Nesse meio estão certas ramificações da Confissão Positiva. Tal prática não tem apoio nas Escrituras Sagradas. No contexto do capítulo 11 de Hebreus, “as coisas que não se veem” são as coisas de DEUS, “os bens futuros” (Hb 9.11), “as melhores promessas” (Hb 8.6). Isso porque tais “coisas” foram prometidas por DEUS em sua Palavra, e esta não pode falhar em nenhuma hipótese. Há “crentes” que, iludidos pelo seu próprio coração, asseveram que podem aplicar esse texto (v.1) a qualquer coisa. Por exemplo: “eu creio que DEUS vai me dar um carro novo, e uma bela casa”. Ora, isso é um desejo, mas não uma promessa de DEUS. Pode tornar-se real ou não. É algo condicional e circunstancial.
 
II. EXEMPLOS MARCANTES DE FÉ
1. Abel. Foi exemplo de fé sacrificial. A Bíblia não diz em Gênesis 4 por que DEUS aceitou seu sacrifício e não o de seu irmão, o homicida Caim. Mas em Hebreus 11.4 podemos constatar o final da história: enquanto a oferta de Abel foi movida pela fé em DEUS (ver Jd v.11), Caim trilhou seu “caminho” sem fé.
A ideia de que a oferta de Abel foi aceita por tratar-se de oferta com sangue (apontava para o sacrifício de CRISTO) apesar de correta, é parcial, uma vez que a oblação de Caim, mesmo sendo de vegetais, também seria aceita por ser produto do seu trabalho como lavrador (Gn 4.3; ver v.7).
Caim tinha má índole; era iracundo e “suas obras eram más” (1 Jo 3.12), por essas razões suas ofertas não foram aceitas pelo Senhor.
2. Enoque. Exemplo de fé agradável. O pouco que a Bíblia fala sobre esse homem de DEUS encerra a grandeza de seu caráter e de sua fé: “E andou Enoque com DEUS; e não se viu mais, porquanto DEUS para si o tomou” (Gn 5.24). Se ele “andou com DEUS”, ou seja, viveu em íntima comunhão com o Eterno e no centro da sua vontade, diante da extrema incredulidade de seu tempo, foi porque tinha uma fé viva, que via o mundo melhor. Por isso, ainda na terra, antes da sua trasladação, “alcançou testemunho de que agradara a DEUS”. Sem fé não agradamos a DEUS (Hb 11.6).
3. Noé. Exemplo de fé obediente e justa. Nunca ouvira falar de dilúvio, todavia, “divinamente avisado das coisas que não se viam, temeu” e obedeceu, preparando uma arca “para salvação da sua família”. Noé foi o primeiro homem na Bíblia a ser chamado justo. Isso nos traz uma lição de extremo valor: o homem de fé precisa ser justo diante de DEUS e dos homens.
4. Abraão. É considerado o pai da fé provada. Quando foi chamado por DEUS, sequer imaginava para onde iria (v.8). Passou anos habitando em tendas, peregrinando “como em terra alheia” (v.9) e recebeu a promessa de que seria “uma grande nação” (Gn 12.2). O Todo-Poderoso mandou que ele olhasse para os céus e contasse as estrelas, se pudesse, dizendo que assim seria sua semente: “e creu ele no Senhor e foi-lhe imputado isto por justiça”. Mais tarde DEUS pediu-lhe em sacrifício seu único filho, Isaque. Sem relutar, o grande patriarca obedeceu piamente à voz do Altíssimo, crendo “que DEUS era poderoso para até dos mortos o ressuscitar” (vv.17,18). O DEUS de Abraão é o nosso DEUS. Ele é fiel em cumprir sua palavra (cf. Jr 1.12).
 
III. VIRAM AS PROMESSAS DE LONGE
1. Todos estes morreram na fé. Após destacar os quatro primeiros heróis da fé, o escritor declara que eles morreram na fé, “sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe...”. Como Paulo, combateram o bom combate, acabaram a carreira e guardaram a fé (2 Tm 4.7).
2. Viram as promessas de longe. Era a fé fazendo-os olhar para o horizonte ao longe, sem chegar lá, porém contemplando o cumprimento das promessas. Certamente eles usufruíam a salvação em CRISTO porque criam na vida eterna, na entrada nos céus, na vitória sobre o mal e, sobretudo, no reinado eterno de DEUS.
3. Crendo nas promessas, abraçando-as e confessando-as (v.13). A fé daqueles homens era tão forte e poderosa que, mesmo sem verem o cumprimento das promessas de DEUS, nelas creram e as abraçaram (cf. v.1). Eles consideravam-se “estrangeiros e peregrinos na terra”, porque esperavam uma pátria melhor, definitiva, no futuro, sendo aclamados por DEUS, “porque já lhes preparou uma cidade” (vv.13-16).
 
IV. HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO
Na última parte do texto em estudo, a Palavra de DEUS fala de forma comovente sobre dois tipos de heróis da fé. São eles:
1. Os lutadores. As Escrituras apresentam vários exemplos de lutadores. Eles “venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, neutralizaram a força do fogo, escaparam do fio da espada”, tudo isso pela fé no Todo-Poderoso.
2. Os martirizados. Foram os que, na luta pela fé, foram açoitados, apedrejados, presos, aflitos, torturados e mortos: “não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição” (vv.35-37). A história da Igreja registra outros grandiosos exemplos de fé e coragem entre os mártires do cristianismo.
3. Foram homens “dos quais o mundo não era digno”. O “mundo” que não é digno dos homens de DEUS é aquele que se opõe ao bem, e que dificulta a inquirição espiritual. Foi para esse mundo que JESUS apontou ao falar sobre a inevitabilidade das perseguições: “Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, me aborreceu a mim” (Jo 15.18).
Os homens dos quais o mundo não era digno viram de longe as promessas, mas não as alcançaram, “provendo DEUS alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados” (vv.39,40).
 
CONCLUSÃO
Hoje para muitos, principalmente crianças e adolescentes que não conhecem a DEUS, os heróis são os ídolos humanos ou virtuais da TV e do cinema. Esses não passam de falsos ídolos e heróis que desencaminham seus admiradores para o mal. Contudo, a Bíblia nos inspira fé e perseverança, necessárias para que confiemos nas promessas de DEUS. Ela nos mostra em suas páginas a vida de homens e mulheres, crianças e adolescentes, jovens e adultos, que nos legaram exemplos extraordinários da verdadeira fé em DEUS.
  
“Encorajamento palas vitórias da fé (Cap.11). O autor, neste capítulo, destaca a fé como sendo a grande característica e o denominador comum do verdadeiro povo de DEUS em todos os tempos (cf. 10.38,39). Ele menciona detalhadamente os heróis da fé que viviam sob a antiga aliança e cujos exemplos nos incentivam a sermos leais a DEUS, hoje.
O versículo 1 é muitas vezes citado como uma definição de fé, porém, na realidade é mais uma explicação das características da fé. Em poucas palavras, a fé é simplesmente confiança em DEUS e sua palavra (cf. Rm 10.17). Parafraseando o versículo, poderíamos dizer: “A fé significa que somos confiantes; temos a certeza (algo que serve de base ou apoio a qualquer coisa, como um alicerce, um fundamento, uma promessa ou um contrato) daquilo quer esperamos receber, a convicção da realidade das coisas invisíveis”.
Foi com essa atitude de fé que, naquele tempo, os heróis enfrentaram o futuro e aprenderam as coisas invisíveis. Os antigos alcançaram testemunho e o próprio DEUS também testificou da fé que possuíam, a qual superou todos os obstáculos, sendo seus feitos registrados na Bíblia como homens de fé (v.2). A crença em DEUS como Criador de todas as coisas do universo é imprescindível para a vida de fé, qualquer que seja sua manifestação (v.3). ‘Por isso, em primeiro lugar, o autor declara essa ação primária da fé, pela qual chegamos à plena certeza de que o mundo — a História e as eras — não resultou do acaso; é uma resposta à expressão da vontade de DEUS’ (Westcott).” (Comentário Bíblico — Hebreus, CPAD, pág. 158.)
“Creia que ele existe (Hb 11.6). Este versículo descreve as convicções integrantes da fé salvífica. (1) devemos crer na existência de um DEUS pessoal, infinito e santo, que tem cuidado de nós. (2) Devemos crer que Ele nos galardoará quando o buscarmos com sinceridade, sabendo que nosso maior galardão é a alegria e a presença do próprio DEUS. Ele é nosso escudo e nossa grande recompensa (Gn 15.1; Dt 4.29; Mt 7.7,8; Jo 14.21). (3) Devemos buscar a DEUS com diligência e desejar ansiosamente a sua presença e graça.” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, pág. 1916.)
  

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NA ÍNTEGRA COMO NA REVISTA

Escrita Lição 13, CPAD, O Legado de Fé de Abraão, Isaque e Jacó, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

I – O LEGADO DE ABRAÃO

1. O alcance do legado de fé de Abraão.

2. A fé incondicional de Abraão.

3. A resposta ao chamado de DEUS.

II – O LEGADO DE ISAQUE

1. O significado do nome.

2. Isaque, o herdeiro da bênção e da comunhão com DEUS.

3. Isaque e o legado de uma fé que confia na direção de DEUS

III – O LEGADO DE JACÓ

1. Homens com virtudes e erros.

2. O arrependimento muda destinos.

3. A bênção ofuscando a tragédia.

 

TEXTO ÁUREO

 “Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.” (Hb 11.8)

 

VERDADE PRÁTICA

 Abraão, Isaque e Jacó deixaram um legado de fé em DEUS para as futuras gerações.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Gn 12.1-3 O legado da obediência de Abraão

Terça - Hb 11.8 O legado da confiança nas promessas

Quarta - Gn 22.9-12 O legado da entrega total

Quinta - Gn 24.12-14 O legado espiritual de Isaque

Sexta - Gn 26.24,25 O legado da perseverança nas promessas

Sábado - Gn 32.24-28 O legado da transformação de Jacó

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Hebreus 11.8-12, 17-21

8 - Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. 9 - Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. 10 - Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é DEUS. 11 - Pela fé, também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido. 12 - Pelo que também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar.

17 - Pela fé, ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado, sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito. 18 - Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que DEUS era poderoso para até dos mortos o ressuscitar. 19 - E daí também, em figura, ele o recobrou. 20 - Pela fé, Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras. 21 - Pela fé, Jacó, próximo da morte, abençoou cada um dos filhos de José e adorou encostado à ponta do seu bordão.

 

Hinos Sugeridos: 378, 610, 535 da Harpa Cristã

 

PALAVRA-CHAVE - Reconciliação

 

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO

Nesta lição, encerramos nosso trimestre de estudo sobre a vida dos patriarcas. Certamente nossa fé no DEUS de Abraão, Isaque e Jacó foi fortalecida. O mesmo DEUS que escolheu, sustentou e conduziu esses homens de fé é o que também nos sustenta hoje, acompanhando nossa jornada até o dia em que estaremos para sempre com Ele.

Abraão deixou um legado poderoso para seus descendentes, para os judeus e também para nós, gentios. Ao estudarmos sua vida, aprendemos que o Senhor é soberano e governa a história com sabedoria e propósito. Por isso, confie nas promessas do Pai, assim como os patriarcas confiaram.

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição: I) Mostrar o legado de fé de Abraão; II) Explicar o legado de Isaque; III) Conhecer a escolha e o legado de fé de Jacó.

B) Motivação: Assim como Abraão, Isaque e Jacó receberam promessas de DEUS e precisaram aguardar com paciência o seu cumprimento, nós também somos chamados a caminhar confiantes, esperando pela maior e mais importante promessa do Pai: a nossa salvação plena. Que aguardemos com fé e perseverança o Grande Dia do Senhor, quando receberemos um corpo glorificado e estaremos para sempre com Ele. 

C) Sugestão de Método: Inicie a aula perguntando se as promessas de DEUS eliminam as lutas da vida e, após ouvir os alunos, mostre que Abraão, Isaque e Jacó receberam promessas, mas enfrentaram impedimentos reais. Explique que Isaque lidou com esterilidade, fome, falta de água e vizinhos invejosos, mas continuou cavando poços e confiando na suficiência divina. Mostre também que Jacó, mesmo tendo enganado e sido enganado, teve um encontro com DEUS que transformou seu caráter. Enfatize que as promessas de DEUS coexistem com desafios e que a fé perseverante dos patriarcas nos inspira a confiar e avançar apesar das dificuldades, compreendendo que DEUS nos fortalece no processo e usa cada situação para revelar seu cuidado, sua fidelidade e seu propósito em nossa jornada.

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO 

A) Aplicação: Depois de fazer toda a exposição dos tópicos da Lição, aplique as verdades estudadas, mostrando que DEUS é fiel para com aqueles que nEle confiam e esperam, independentemente das nossas imperfeições.

4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 105, p.42, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "A Fé de Abraão", localizado depois do primeiro tópico, traz uma reflexão do modo como as Escrituras Sagradas apresentam a ligação entre DEUS e Abraão; 2) O texto "O Concerto de DEUS com Isaque" ajuda a nossa compreensão no fato de que DEUS procurou estabelecer o concerto abraâmico com cada geração seguinte a partir de Isaque, filho de Abraão; 3) O texto "A Graça de DEUS" nos faz compreender que a chamada e a transformação de Jacó foram resultado da incomensurável graça de DEUS.

 

COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO

Com esta lição, encerramos o trimestre de estudos a respeito dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. Abraão, com quem teve início o povo judeu, Isaque e Jacó têm seus nomes na galeria da fé de Hebreus 11. Eles deixaram um legado inestimável para o povo judeu, para a Igreja do Senhor e para toda a humanidade em todos os tempos. Tanto o Judaísmo como o Cristianismo tem o exemplo de fé e obediência dos patriarcas a DEUS como padrão para todos os que querem desenvolver uma fé verdadeira e viva no Senhor.

 

I – O LEGADO DE ABRAÃO

1. O alcance do legado de fé de Abraão.

A herança de fé de Abraão não se limitou a Israel e à Igreja de CRISTO ela alcança todas as nações e famílias da terra. DEUS lhe disse: “E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). As famílias da terra seriam abençoadas por intermédio de Abraão, pois o Messias nasceria da sua semente. Na genealogia de JESUS, apresentada no Evangelho de Mateus, diz que JESUS, o Messias, era descendente de Davi, filho de Abraão (Mt 1.1). Os que creem em JESUS como Salvador, pela fé, “são filhos de Abraão” (Gl 3.7).

 

2. A fé incondicional de Abraão.

O que é fé?  A Bíblia diz que “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1). Abraão demonstrou ter essa fé verdadeira quando foi chamado por DEUS. Ele estava em sua terra junto de sua família, num lugar onde predominava a idolatria. Certamente, de alguma forma, teve conhecimento de DEUS, o Criador. O Senhor chamou Abraão de uma forma ímpar (Gn 12.1-3). E ele obedeceu ao chamado de modo incondicional.

 

3. A resposta ao chamado de DEUS.

Abraão recebeu o chamado divino quando se encontrava em Harã, a caminho de Canaã. Ele poderia ter questionado, indagando a DEUS, mas não questionou nada. Sem a menor dúvida, DEUS agradou-se da atitude de fé de Abraão e confirmou suas promessas a ele e seus descendentes (Gn 22.15-18).

"Assim, Isaque torna-se um sinal do legado da alegria e da esperança produzidas pela fé.”

 

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

“Abraão sabia que a terra prometida terrestre não seria o fim de sua jornada de fé. Antes, a promessa de DEUS vai além de tudo aquilo que existe sobre a terra; trata-se da cidade celestial que DEUS preparou para os seus servos fiéis. Abraão serve de exemplo para o povo de DEUS, lembrando-nos de que estamos apenas viajando por este mundo a caminho da cidade de DEUS e da casa que Ele preparou para nós no céu. Não devemos procurar ou esperar uma segurança absoluta na vida presente nem estar ligados a este mundo (Hb 11.14,16; 13.14). Devemos nos considerar como estrangeiros e peregrinos na terra. Esta não é a nossa pátria.” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal, editada pela CPAD, p. 70.

 

SINÓPSE I - Abraão deixou um legado de fé para Israel e à Igreja de CRISTO, alcançando todas as nações e famílias da terra.

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

“A FÉ DE ABRAÃO

Abrão é uma figura bíblica bem conhecida [...]. O relato em Gênesis detalha cem anos de vida de Abraão e move-se rapidamente pelos primeiros 75 anos de eventos. O Novo Testamento apresenta Abraão de várias maneiras significativas. A íntima ligação entre o Senhor e Abraão é notada na identificação de DEUS como ‘o DEUS de Abraão’ em Atos 7.32 (cf. Êx 3.6). O Novo Testamento também celebra o caráter de Abraão como homem de fé que recebeu a promessa (Gl 3.9; Hb 6.15). Abraão é o mais importante exemplo de como alguém é justificado pela fé (Rm 4.1,12) e do que significa andar pela fé (Tg 2.21,23).

Os que exercem fé no DEUS vivo, como fez Abraão, são chamados de “filhos de Abraão” (Gl 3.7). Com relação às promessas da aliança feitas a Abraão no Antigo Testamento, os escritores do Novo Testamento destacam as promessas de semente e bênção. De acordo com Paulo, a semente de Abraão é finalmente cumprida em CRISTO, e os que creem em CRISTO são a semente de Abraão (Gl 3.16, 29). Similarmente, os que têm fé semelhante à de Abraão são abençoados (3.9). A bênção concedida a Abraão chega aos gentios por meio da redenção de CRISTO e está associada à transmissão do ESPÍRITO (3.14)” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p. 20).

 

II – O LEGADO DE ISAQUE

1. O significado do nome.

O nome “Isaque” significa “riso” ou “ele ri”. O nascimento de Isaque trouxe um riso de alegria a seus pais e a todos que ouviram falar do seu nascimento, dando cumprimento da promessa divina (Gn 21.1-7). Tal verdade nos mostra que aqueles que esperam o tempo de DEUS e continuam crendo, apesar das circunstâncias adversas, vão também, em algum momento, sorrir de alegria. O nascimento de Isaque simboliza a fidelidade de DEUS e a concretização do seu plano, mostrando que nada é impossível para o Senhor. Assim, Isaque se torna um sinal do legado da alegria e da esperança produzidas pela fé.

"As famílias da terra seriam abençoadas por intermédio de Abraão.”

 

2. Isaque, o herdeiro da bênção e da comunhão com DEUS.

Isaque cresceu debaixo da promessa e aprendeu com o exemplo de seu pai, a depender de DEUS em todas as coisas. Quando assumiu o lugar de Abraão como patriarca, edificou altares e invocou o nome do Senhor, mantendo viva a comunhão com o DEUS de seus pais (Gn 26.24,25). Mesmo em meio à escassez e à inveja dos povos vizinhos, Isaque perseverou em fé e foi abençoado em tudo o que fez. Ele não se envolveu em conflitos, mas cultivou a paz, reabrindo os poços de seu pai e confiando na provisão divina (Gn 26.18-22). O legado de Isaque é o de uma fé serena, marcada pela obediência silenciosa e pela confiança constante em DEUS, mesmo quando as circunstâncias eram adversas.

 

3. Isaque e o legado de uma fé que confia na direção de DEUS.   

Quando chegou o momento de constituir família, Isaque não tomou decisões apressadas, mas esperou o agir de DEUS. Sua união com Rebeca foi resposta à oração e resultado da providência divina (Gn 24.63-67). O texto bíblico mostra Isaque em atitude de meditação e oração no campo, o que revela um homem de oração e de comunhão com o Senhor (Gn 24.63). Seu casamento foi fundamentado na fé e no propósito de DEUS e, dessa união, nasceu uma geração escolhida para dar continuidade à aliança divina. Isaque ensina-nos que o verdadeiro legado espiritual constrói-se quando confiamos em DEUS para guiar nossos relacionamentos, decisões e planos.

 

SINÓPSE II - Isaque, o filho da promessa, deixou um legado de fé e esperança para judeus e gentios.

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

“O CONCERTO DE DEUS COM ISAQUE

DEUS procurou estabelecer o concerto abraâmico com cada geração seguinte, a partir de Isaque, filho de Abraão (Gn 17.21). Noutras palavras, não bastava que Isaque tivesse por pai a Abraão; ele, também, precisava aceitar pela fé as promessas de DEUS. Somente então é que DEUS diria: ‘Eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente’ (Gn 26.24)” (Bíblia de Estudo Pentecostal.  Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.73).

 

III – O LEGADO DE JACÓ

1. Homens com virtudes e erros.

A Bíblia não esconde o fato de que os homens são imperfeitos e erram. Abraão, Isaque e Jacó também cometeram muitos erros. Mentiram e enganaram, pois não eram perfeitos, assim como nós. As Escrituras Sagradas nos mostram que, pelo fato de os seres humanos serem pecadores, nenhuma família seria perfeita. Entenda que Abraão, Isaque e Jacó, assim como suas famílias, não eram perfeitos. Quando entendemos essa verdade, paramos de exigir de nós e nossos familiares uma perfeição impossível de alcançar. Procure sempre ser o exemplo, e aceite e ame sua família com todo desprendimento, apesar das imperfeições.

Aprendemos com os patriarcas que a vida familiar saudável é resultado do temor ao Senhor e a submissão aos seus mandamentos. Jacó, depois de transformado, foi temente ao Senhor, e sabemos que o temor a DEUS é o princípio da sabedoria (Pv 9.10).

 

2. O arrependimento muda destinos.

Jacó teve um encontro com DEUS em Betel quando fugia da casa dos seus pais (Gn 28.10-19), e em Peniel, quando regressava (Gn 32.24-30). Embora imperfeito, sua história nos mostra que a conversão sincera faz com que DEUS derrame a sua bênção e cumpra as suas promessas. O Senhor prometeu e agiu na vida de Jacó não apenas como o provedor de recursos, mas também como o seu protetor.

 

3. A bênção ofuscando a tragédia.

DEUS prometeu abençoar Abraão e sua descendência e Ele o fez. Jacó foi transformado e restaurado pelo Senhor, e toda restauração tem propósitos específicos: revelar a presença de DEUS, sua bondade e misericórdia. DEUS desejava o bem dos patriarcas, embora, como nós, eles fossem imperfeitos.  Jacó mentiu e enganou seu pai, mas DEUS permitiu que ele recebesse a bênção de Isaque. Esaú também errou, pois, sendo o primogênito, trocou sua primogenitura por um prato de lentilhas (Gn 25.32-34). Além disso, Esaú não respeitou o mandamento de DEUS para que não tomasse filhas dos povos estranhos como esposas, nem para si nem para seus filhos, e casou-se com duas mulheres hititas. Quando tinha quarenta anos, ele casou-se com mulheres de Canaã, o que não tinha a aprovação de DEUS (Gn 36.1-3). Porém, vimos na vida de Jacó que o Senhor permitiu a adversidade como uma maneira de ensinar e instruir (Dt 13.3). Assim também, DEUS deseja o nosso bem, ainda que experimentemos adversidades, para que sejamos ensinados e instruídos por Ele. Jacó nos deixa um legado de aprendizado nas adversidades e bênçãos na caminhada com DEUS. 

 

SINÓPSE III - DEUS transformou o caráter de Jacó, pois ele também fazia parte do concerto de DEUS com Abraão e Isaque.

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

A GRAÇA DE DEUS

A chamada e a transformação de Jacó revelam a incomensurável graça de DEUS.  “Graça é o núcleo, o elemento central crítico, da obra redentora e santificadora do DEUS trino detalhado em todo o cânone das Escrituras. As variadas expressões da graça estão enraizadas na pessoa e obra de DEUS, de modo que a sua graça e favor demonstrados efetivamente em todos os aspectos do reino criado glorificam-no à medida que são compartilhados e desfrutados uns com os outros.

A terminologia bíblica que informa a compreensão da graça define-a como um dom ou reação ou mesmo disposição favorável em relação a alguém. Graça é generosidade, gratidão e boa vontade entre os humanos e de DEUS para eles. As expressões divinas da graça são amorosas, misericordiosas e eficazes. Os textos bíblicos fornecem um contexto para um entendimento mais robusto do dom divino” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p. 229).

 

CONCLUSÃO

Vimos que o legado dos patriarcas foi de valor para todas as gerações em Israel e para a Igreja do Senhor JESUS CRISTO, bem como para toda a humanidade. Depois do encontro de DEUS com Jacó, quando fugia de seu irmão, o Senhor mudou o seu nome, denominando-o Israel, ou “aquele que luta com DEUS”, e seu nome foi dado ao Estado de Israel. Assim, Abraão e sua descendência foram usados por DEUS para abençoar toda a humanidade e as famílias da terra.

 

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Qual foi o alcance do legado de fé de Abraão?

A herança de fé de Abraão não se limitou a Israel e à Igreja de CRISTO; ela alcança todas as nações e famílias da terra.

2. Segundo a lição, de quem eram os descendentes do Messias?

A genealogia de JESUS apresentada no Evangelho de Mateus diz que JESUS, o Messias, era descendente de Davi, filho de Abraão (Mt 1.1).

3. O que é fé?

A Bíblia diz que “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1).

4. Qual o significado do nome Isaque?

O nome “Isaque” significa “riso” ou “ele ri”.

5. Segundo a lição, o que o arrependimento pode mudar?

O arrependimento muda destinos.

 

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