15 abril 2026

Slides Lição 4. CPAD, A Confirmação de Uma Promessa, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

 




































Vídeo Lição 3, Betel, Lidando com vozes contrárias , 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

 

12 abril 2026

Escrita Lição 3, Betel, Lidando com vozes contrárias, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV


Escrita Lição 3, Betel, Lidando com vozes contrárias, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva
 

 Vídeo https://youtu.be/vQeUrdNA6_0?si=UkYrfkrz1DBNtd8k

Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2026/04/escrita-licao-2-betel-preparando-se.html

Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2026/04/slides-licao-2-betel-preparando-se-para.html

PowerPoint https://pt.slideshare.net/slideshow/slides-licao-2-betel-preparando-se-para-o-agir-de-deus-2tr26-pptx/286896432

ESBOÇO DA LIÇÃO

1. NEEMIAS IDENTIFICOU A OPOSIÇÃO LOCAL 

1.1. Os opositores.

1.2. Os inimigos da Obra de DEUS são unidos.

1.3. Os opositores se revelam diante da obediência.

2. NEEMIAS BUSCOU CONHECIMENTO E AGIU COM PRUDÊNCIA 

2.1. Neemias guardou tudo em secreto.

2.2. Neemias buscou conhecimento.

2.3. Neemias dependia de DEUS.

3. NEEMIAS PREPAROU O POVO PARA VENCER 

3.1. Neemias anima o povo.

3.2. O propósito uniu o povo.

3.3. Neemias encorajou seu povo a ter fé.

 

TEXTO AUREO 

"Então lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada e que as suas portas têm sido queimadas a fogo; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém e não estejamos mais em opróbrio", Neemias 2.17.

 

VERDADE APLICADA 

É preciso buscar equilíbrio e maturidade em DEUS para enfrentar as oposições que venham a surgir em tempos de reconstrução. 

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA - Neemias 2.18-20

18. Então lhes declarei como a mão do meu DEUS me fora favorável, como também as palavras do rei, que ele me tinha dito. Então disseram: Levantemo-nos e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o bem. 

19. O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesém, o arábio, zombaram de nós, e desprezaram-nos, e disseram: Que é isto que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei? 

20. Então lhes respondi, e disse: O DEUS dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém". 

 

 

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SUBSÍDIOS EXTRAS – LIVROS, REVISTAS ANTIGAS E GOOGLE

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RESUMO RÁPIDO DO Pr. Henrique

 

INTRODUÇÃO

A Lição de Neemias apresenta um poderoso relato de liderança espiritual, perseverança e dependência total de DEUS diante de grandes desafios. Inserido em um contexto de ruínas físicas, morais e espirituais, Neemias surge como um instrumento levantado por DEUS para restaurar os muros de Jerusalém e, ao mesmo tempo, renovar a esperança e a identidade do povo. Ao longo dessa narrativa, vemos que a obra de DEUS não avança sem oposição, mas também não se sustenta sem oração, prudência e propósito claro. Este estudo destaca como Neemias discerniu a resistência dos inimigos, buscou conhecimento e direção divina antes de agir, e preparou o povo para vencer, mostrando que a obediência, aliada à fé e à ação organizada, conduz à vitória. A história de Neemias nos ensina que grandes obras exigem preparo espiritual, sabedoria estratégica e confiança constante na boa mão do Senhor.

 

1. NEEMIAS IDENTIFICOU A OPOSIÇÃO LOCAL 

Neemias identificou a oposição local, liderada principalmente por Sambalate, o horonita, Tobias, o amonita, e Gesém, o árabe. Eles tentaram impedir a reconstrução dos muros de Jerusalém através de zombaria, intimidação, conspiração e falsas acusações, mas Neemias respondeu com oração, vigilância e determinação, não interrompendo a obra. 

Principais Opositores:

  • Sambalate: Governador persa de Samaria, principal líder da oposição.
  • Tobias: O amonita, aliado de Sambalate.
  • Gesém: O árabe, que tentou difamar Neemias. 

Estratégias de Oposição Identificadas:

  • Zombaria e Escárnio: Tentaram desanimar os trabalhadores (Neemias 2:19; 4:1-3).
  • Ameaças e Conspiração: Planejaram atacar Jerusalém fisicamente (Neemias 4:7-8).
  • Intimidação e Suborno: Tentaram atrair Neemias para uma armadilha em Ono (Neemias 6:1-4).
  • Falsos Profetas e Difamação: Tentaram assustar Neemias com falsas profecias de Semaías e cartas difamatórias de Sambalate (Neemias 6:10-14). 

Reação de Neemias:

  • Oração: Neemias recorreu a DEUS constantemente (Neemias 4:4-5).
  • Vigilância: Colocou guardas dia e noite (Neemias 4:9).
  • Foco e Ação: Respondeu que estava fazendo uma "grande obra" e não podia parar (Neemias 6:3).
  • Organização: Armou os trabalhadores para que pudessem construir e se defender simultaneamente (Neemias 4:13-18). 

 

1.1. Os opositores.

Os principais inimigos de Neemias na reconstrução dos muros de Jerusalém foram Sambalate, o horonitaTobias, o amonita, e Gesém, o árabe. Eles lideraram uma oposição política e psicológica, usando deboche, conspiração, cartas de ameaça e falsas acusações para tentar parar a obra e assustar Neemias. 

Aqui estão os detalhes sobre quem eram e como agiram:

  • Sambalate (o horonita): Principal opositor, governador de Samaria, que ficou furioso com a reconstrução.
  • Tobias (o amonita): Chamado de "servo", tinha conexões em Judá e enviava cartas ameaçadoras para intimidar Neemias.
  • Gesém (o árabe): Juntou-se a Sambalate e Tobias para zombar e planejar ataques.

 Táticas dos Inimigos:

- Zombaria e Desprezo: Questionaram a capacidade dos judeus e disseram que até uma raposa derrubaria o muro.

- Ameaças de Ataque: Planejaram criar confusão e atacar Jerusalém.

- Intimidação e Calúnia: Tentaram marcar encontros para emboscadas e espalharam boatos de que Neemias queria se rebelar contra a Pérsia.

- Falsos Profetas: Tentarão subornar profetas para assustar Neemias e levá-lo a cometer um erro. 

Apesar da forte oposição, Neemias manteve o foco, a oração e a vigilância, concluindo a obra, o que frustrou os planos de seus inimigos. 

 

1.2. Os inimigos da Obra de DEUS são unidos.

A união de Sambalate, Tobias e Gesém contra Neemias foi uma aliança estratégica de oposição à reconstrução dos muros de Jerusalém. Eles zombaram, conspiraram e ameaçaram fisicamente os judeus para impedir a obra. No entanto, Neemias manteve o povo focado no trabalho, orando e organizando a defesa, resultando na conclusão dos muros. 

Principais Inimigos e Táticas:

  • Sambalate, o Horonita: Governador de Samaria, líder da oposição, usou zombaria e fúria.
  • Tobias, o Amonita: Funcionário aliado a Sambalate, tentou intimidar e espalhar notícias falsas.
  • Gesém, o Árabe: Aliado que conspirou para distrair Neemias e paralisar a obra. 

Como Neemias Enfrentou a Oposição:

  • Oração e Ação: Neemias orou pedindo proteção divina e manteve a guarda dia e noite.
  • Discernimento: Ele percebeu que as conspirações, como o convite para um falso "diálogo", eram ciladas.
  • Unidade do Povo: Os trabalhadores construíam com uma das mãos e seguravam armas com a outra. 

A obra foi concluída em 52 dias porque Neemias não se intimidou e manteve o foco no propósito de DEUS, superando a união dos seus opositores.

 

A união de inimigos para opor-se à obra de DEUS é um padrão recorrente na Bíblia, mostrando que, quando o propósito divino avança, forças contrárias se aliam. Exemplos marcantes incluem a aliança entre Sambalate, Tobias e Gesém contra Neemias, e a união entre Herodes e Pilatos contra JESUS. 

Aqui estão os principais exemplos bíblicos dessa aliança opositora:

  • Neemias e a Reconstrução dos Muros (Neemias 2-6): Sambalate (governador de Samaria), Tobias (oficial amonita) e Gesém (árabe) uniram forças para zombar, ameaçar e tentar parar a reconstrução dos muros de Jerusalém. Eles tentaram desviar Neemias através de conspirações e intimidação física.
  • A União contra JESUS (Lucas 23:12): Herodes e Pilatos, que eram inimigos entre si, tornaram-se amigos no dia do julgamento de JESUS, unindo-se para condená-lo e atender à pressão da multidão, mesmo reconhecendo que Ele não tinha culpa.
  • As Nações Contra Israel (Salmo 83:5-8): O salmista descreve uma coligação de nações inimigas (Edom, Ismaelitas, Moabe, Amon, Amalek, Filístia, Tiro e Assíria) que, com "um só coração", conspiraram contra o povo de DEUS para destruir a nação de Israel.
  • Faraó e o Egito (Êxodo 14): Faraó reuniu todo o seu exército e carruagens para perseguir os israelitas após a saída do Egito. Essa união de forças militares visava reescravizar o povo que DEUS estava libertando.
  • A Conspiração contra os Judeus (Ester 6-7): Hamã, um inimigo jurado, aliou-se ao sistema do império persa para planejar o extermínio dos judeus, mas o plano foi revertido por DEUS. 

Esses exemplos mostram que, embora os inimigos se unam, a Bíblia ensina que "operando DEUS, quem impedirá?", e que a resistência geralmente serve para evidenciar o poder divino. 

 

Os principais grupos religiosos que se uniram contra JESUS foram os Fariseus e os Saduceus, muitas vezes apoiados pelos Herodianos. Embora tivessem divergências doutrinárias significativas, esses grupos colaboraram para se opor ao ministério de JESUS, principalmente por medo de perderem influência religiosa e política. 

Aqui estão os detalhes sobre os principais opositores:

  • Fariseus: Eram rigorosos observadores da Lei mosaica e das tradições orais. Incomodaram-se com a interpretação de JESUS sobre a Lei, especialmente quanto ao sábado, e sua popularidade entre o povo.
  • Saduceus: Grupo da aristocracia sacerdotal que controlava o Templo. Eles não acreditavam na ressurreição e viam JESUS como uma ameaça à estabilidade política com o Império Romano.
  • Herodianos: Um grupo político-religioso que apoiava a dinastia de Herodes e, por extensão, o domínio romano. Eles se uniram aos fariseus para tentar prender JESUS com perguntas armadas sobre o pagamento de tributos.
  • Anciãos e Escribas: Membros do Sinédrio (o tribunal religioso judaico) que viam JESUS como um mestre rebelde que desafiava sua autoridade teológica. 

A união desses grupos, historicamente rivais, demonstrou o nível de ameaça que consideravam que JESUS representava para o status quo na Palestina do século

 

 

1.3. Os opositores se revelam diante da obediência.

A obediência de Neemias em reconstruir os muros de Jerusalém (Neemias 2-6) revelou e intensificou a oposição de inimigos externos, principalmente Sambalate, Tobias e Gesém. À medida que a obra avançava, esses líderes locais reagiram com zombaria, fúria, intimidação e tramas de conspiração, evidenciando seu desejo de interromper o cumprimento da vontade de DEUS. 

  • Reação à Obediência: A conclusão das muralhas gerou medo e frustração nos inimigos, pois reconheceram que a obra foi realizada com o auxílio de DEUS (Neemias 6:16).
  • Estratégias de Oposição: Os opositores usaram intimidação e falsas acusações, tentando enganar Neemias para que parasse o trabalho (Neemias 6:11).
  • Firmeza de Neemias: Mesmo diante das ameaças e convites enganosos, Neemias manteve o foco, recusando-se a parar uma "grande obra" (Neemias 6:3). 

A história mostra que a obediência e o progresso espiritual frequentemente trazem resistência, mas a perseverança, baseada na oração e na vigilância, supera a oposição

 

2. NEEMIAS BUSCOU CONHECIMENTO E AGIU COM PRUDÊNCIA 

Neemias agiu com profunda prudência e buscou conhecimento estratégico antes de iniciar a reconstrução dos muros de Jerusalém. Ele demonstrou liderança ao orar, planejar com discrição, investigar a situação real da cidade à noite e organizar o povo para a obra. 

Principais Atitudes de Prudência de Neemias:

  • Busca de Conhecimento: Neemias não iniciou a obra sem antes informar-se sobre a situação deplorável de Jerusalém.
  • Inspeção Discreta: Ao chegar, ele examinou as muralhas à noite, sem contar seus planos a ninguém inicialmente, garantindo um planejamento sem interferências.
  • Oração e Planejamento: Ele reportou o problema a DEUS e planejou cuidadosamente como proceder.
  • Liderança Consciente: Neemias soube dividir tarefas e motivar o povo, demonstrando maturidade espiritual e segurança, mesmo diante de oposição externa. 

Essa combinação de fé, busca de conhecimento e planejamento prudente permitiu a reconstrução bem-sucedida em 52 dias. 

 

2.1. Neemias guardou tudo em secreto.

Neemias guardou seus planos de reconstruir os muros de Jerusalém em segredo, conforme relatado em Neemias 2:12, para evitar a oposição precoce de inimigos como Sambalate e Tobias. Ele examinou as ruínas à noite, agindo com sabedoria, silêncio e dependência de DEUS antes de compartilhar a visão com os líderes locais. 

Pontos-chave da estratégia de Neemias:

  • Discrição Divina: Ele não contou a ninguém o que DEUS colocara em seu coração.
  • Inspeção Noturna: Avaliou pessoalmente os estragos das muralhas de noite, com poucos homens de confiança.
  • Foco na Reconstrução: O segredo foi essencial para evitar comprometer o projeto.
  • Revelação no Tempo Certo: Apenas após avaliar a situação é que ele mobilizou os judeus. 

Este comportamento demonstra sabedoria estratégica e a compreensão de que, antes de realizar uma grande obra, é preciso prepará-la em oração e silêncio

 

2.2. Neemias buscou conhecimento.

Neemias buscou conhecimento principalmente orando e jejuando para entender a vontade de DEUS ao saber da destruição dos muros de Jerusalém. Ele buscou discernimento espiritual antes de agir, analisou a situação com sabedoria, planejou a reconstrução e confiou nas promessas divinas. 

Como Neemias buscou conhecimento e direção:

  • Oração e Jejum: Ao receber notícias tristes de seu povo e da cidade de Jerusalém, Neemias recorreu a DEUS em oração intensa.
  • Avaliação Realista: Ele investigou pessoalmente a situação dos muros derrubados.
  • Apoio na Palavra: Ele buscou o cumprimento das promessas de DEUS.
  • Planejamento Estratégico: Antes de falar com o rei ou agir, ele planejou, buscando autorização necessária.
  • Envolvimento do Povo: Ele promoveu a união e delegou tarefas, demonstrando liderança sábia. 

Neemias, um copeiro do rei, demonstrou que a busca por conhecimento espiritual e a oração são os primeiros passos para uma ação eficaz.

 

E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a DEUS, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa. Tiago 1:5-7

 

2.3. Neemias dependia de DEUS.

A dependência de DEUS era o fundamento da liderança de Neemias, evidenciada por sua oração constante, ação estratégica e confiança na "boa mão de DEUS" (Neemias 2:8) para reconstruir os muros de Jerusalém. Ele enfrentou oposição com oração e foco, reconhecendo o Senhor como sua força. 

Principais aspectos da dependência de Neemias em DEUS:

  • Oração Constante: Neemias orava antes de agir, buscando direção divina em todas as decisões.
  • Foco e Determinação: Mesmo sob ameaças de Sambalate e Tobias, ele se recusou a parar a obra, confiando na proteção divina.
  • Reconhecimento da Soberania: Ele atribuía o sucesso da reconstrução à "boa mão" de DEUS (Neemias 2:8), e não apenas aos seus próprios esforços.
  • Coragem e Liderança: Ele encorajou o povo a não temer, lembrando-os de lutar confiando no "grande e temível Senhor". 

Neemias demonstra que a verdadeira liderança espiritual nasce da dependência total de DEUS, unindo oração e ação

 

3. NEEMIAS PREPAROU O POVO PARA VENCER 

Neemias preparou o povo de Judá para vencer a oposição e reconstruir os muros de Jerusalém combinando liderança estratégica, oração fervorosa e trabalho diligente. Ele uniu o povo, organizou a segurança, motivou com a visão de DEUS e manteve o foco, mesmo diante de ameaças. 

Estratégias de Neemias para a Vitória:

  • Oração e Ação: Neemias intercedia a DEUS, mas também tomava medidas práticas, como inspecionar os muros e organizar o povo para o trabalho.
  • Organização e Liderança: Ele dividiu o trabalho, atribuindo tarefas específicas a famílias, sacerdotes e levitas, permitindo que cada um construísse a parte em frente à sua própria casa.
  • Visão Clara: Motivou o povo ao lembrar que a obra era do "grande e temível Senhor", incentivando-os a lutar por suas famílias e lares.
  • Discernimento e Coragem: Não se deixou intimidar por inimigos como Sambalate e Tobias, discernindo que a obra era de DEUS e recusando-se a parar.
  • Defesa Armada: Diante de ameaças, Neemias posicionou o povo para trabalhar com uma mão na obra e a outra segurando uma arma, garantindo a proteção contra-ataques inimigos. 

Neemias demonstrou que a perseverança e a confiança em DEUS são essenciais para superar desafios e alcançar a vitória. 

 

3.1. Neemias anima o povo.

Neemias animou o povo judeu a reconstruir os muros de Jerusalém relatando como a "boa mão de DEUS" (Neemias 2:8) estava com ele e mencionando o apoio do rei, o que motivou a todos a dizerem: "Levantemo-nos e edifiquemos" (Neemias 2:18). A ação, narrada no capítulo 2 de Neemias, visava vencer o desânimo e a oposição de inimigos como Sambalate e Tobias. 

Ações de Neemias para Animar o Povo:

  • Relato de fé: Contou como DEUS facilitou sua missão e o apoio oficial que obteve.
  • Liderança inspiradora: Neemias inspecionou as ruínas e motivou os líderes e o povo a reconstruir, fortalecendo suas mãos para a obra.
  • Encorajamento contra o medo: Disse ao povo para não temer os inimigos, lembrando-os do "grande e temível Senhor".
  • Ação prática: Organizou a reconstrução das muralhas, dividindo o trabalho entre as famílias. 

O resultado dessa liderança foi o início da reconstrução dos muros e a união do povo para fortalecer a cidade. 

 

3.2. O propósito uniu o povo.

A frase "o propósito uniu o povo" reflete um conceito central na liderança bíblica, especialmente na história de Neemias, onde um objetivo comum — reconstruir os muros de Jerusalém — superou o medo e desânimo, unindo o povo. 

  • União por Propósito: A ideia central é que a vontade divina ou um objetivo maior alinha propósitos e concilia chamados.
  • Contexto Bíblico: Neemias 10:29 mostra o povo se unindo aos líderes para assumir um compromisso após encontrar motivação no propósito.
  • Resultados: Ezequiel 37:22 relata a promessa de transformar um povo dividido em uma única nação, com um só coração e um só propósito.
  • Conceito Popular: A frase é comumente citada no contexto cristão como "DEUS não une pessoas, DEUS une propósitos". 

Essa unidade é vista como uma força que permite superar críticas e desafios, focado no cumprimento de um plano maior.

 

3.3. Neemias encorajou seu povo a ter fé.

Neemias encorajou seu povo a ter fé e agir com determinação na reconstrução dos muros de Jerusalém, combatendo o desânimo e o medo diante das ameaças inimigas. Ele motivou os judeus lembrando-os da grandeza de DEUS, declarando que "nosso DEUS lutará por nós" (Neemias 4:14), unindo oração e estratégia prática. 

Pontos-chave do encorajamento de Neemias:

  • Foco na Reconstrução: Neemias não aceitou a miséria e a vergonha do seu povo, liderando a reconstrução dos muros.
  • Fé em Meio à Luta: Mesmo sob ameaças de Sambalate e Tobias, Neemias incentivou a fé em DEUS e a resistência.
  • Ação e Confiança: Ele organizou a defesa, colocando trabalhadores como guardas, ensinando que a fé deve ser acompanhada de ação.
  • Liderança e Oração: Neemias orava e jejuava, mostrando que a dependência de DEUS traz direção e coragem para vencer.
  • Propósito e Unidade: Neemias motivou o povo a se unir, restaurando a identidade e a segurança de Jerusalém.

 

CONCLUSÃO

A trajetória de Neemias revela que toda obra realizada segundo a vontade de DEUS exige mais do que boa intenção: requer obediência, preparação espiritual, discernimento e perseverança. Diante da oposição, Neemias não se deixou paralisar pelo medo nem distrair por ameaças ou enganos, mas permaneceu firme em oração, vigilante e focado no propósito que DEUS lhe confiara. Sua liderança prudente, fundamentada na dependência do Senhor, foi essencial para unir o povo, restaurar a esperança e concluir uma obra que parecia impossível aos olhos humanos. Assim, o livro de Neemias nos ensina que, quando há fé ativa, propósito claro e confiança na boa mão de DEUS, os obstáculos se transformam em testemunhos de vitória, e o povo de DEUS é fortalecido para vencer qualquer desafio.

 

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BÍBLIA DA LIDERANÇA CRISTÃ - John C. Maxwell

O LIVRO DE NEEMIAS

Em poucas palavras - um estudo clássico sobre liderança

 

Resumo

Ele viu que havia algo a ser feito, levantou-se, teve uma visão, esboçou um plano e mobilizou outros para que se juntassem a ele, à sua causa. Em poucas palavras, esta é a história de Neemias, um estudo clássico sobre liderança. Um dos pontos distintivos em Neemias é o fato de ele não relatar a ocorrência de milagres manifestos em seu livro. Não há registros de curas milagrosas ou ressurreição de mortos. Simplesmente, DEUS responde às orações ao providenciar um líder que tivesse a sua aprovação, um líder que tivesse força e sabedoria. O trabalho de DEUS será percebido no cotidiano, na aplicação de trabalhadores comprometidos sob a liderança de um homem abençoado, que tem capacidade de liderar, em outras palavras, pessoas comuns recebendo a bênção de DEUS ao seguirem um líder que recebeu a bênção de DEUS. Se alguém deseja um estudo sobre os princípios fundamentais de liderança, este livro é um ótimo lugar para começar.

 

Contemporâneo de Esdras, Neemias tinha sua ocupação com copeiro do rei Artaxerxes. Ele aprendeu por si próprio a lei da navegação, a lei da empatia, a lei da oportunidade, a lei do comprometimento, a lei das prioridades, a lei da prontidão e a lei da vitória. Você verá todos essas coisas em prática nestes poucos capítulos.

 

Neemias ouviu dizer que os muros de Jerusalém estavam em ruínas, uma desgraça para os judeus. As nações vizinhas os ridicularizavam. Essas notícias horríveis incomodaram muito a Neemias, e ele percebeu que algo deveria ser feito. Definitivamente, ele decidiu tomar conta de um projeto de reconstrução das muralhas de Jerusalém que, por anos, ficaram deitadas ao chão. Posto em prática o seu projeto, aquelas muralhas estariam novamente reerguidas em 52 dias.

 

Neemias posicionou operários em locais estratégicos, e todos trabalharam com sucesso até que concluíssem sua tarefa. Neemias foi como o treinador que os instruiu a trabalharem como uma equipe. Israel nunca teve carência de mão-de-obra. O que a nação sempre necessitou foi de um líder que apontasse o caminho para pôr o povo em ação Zorobabel havia guiado o povo pra reconstruir o templo. Esdras liderou o restabelecimento do culto e dos cerimonia: Agora, havia a necessidade de um líder que conduzisse o povo na restauração dos muros de Jerusalém.

 

Sob a liderança de Neemias, os judeus receberam a permissão para o trabalho de reconstruir, juntar os recurso; necessários, identificar as pessoas e seus talentos, atribuir posições, superar as críticas e trabalhar até que os muros da cidade estivessem firmes e altos novamente. Tudo isso aconteceu em tempo recorde.

 

O papel de DEUS em Neemias

DEUS atuou nos bastidores para evidenciar o sucesso de Neemias. Ele influenciou os que influenciavam. Quando Neemias começou a chorar e orar por causa da desgraça que as ruínas de Jerusalém traziam, DEUS lhe concedeu a visão para reconstruir os muros. Em seguida, DEUS providenciou que ele alcançasse, junto ao rei Artaxerxes. a permissão para abandonar suas funções e ir até Jerusalém para inspecionar a cidade. DEUS ainda conseguiu, por meio das riquezas do Império Persa, os recursos de que Neemias necessitaria para pôr a termo a reconstrução dos muros da cidade.

 

Na medida em que o livro apresenta lições extremamente práticas sobre princípios de liderança, DEUS permaneci claramente visível desde o princípio.

 

Antes que ele fizesse qualquer coisa, Neemias usava tempo pra orar. Em cada etapa da caminhada, Neemias ia em busca da orientação divina. Foi dessa forma que ele reergueu os muros e também levou esperança aos judeus que moravam em Jerusalém. Eles viram nas muralhas reerguidas um símbolo de que DEUS não os havia abandonado e que estava pronto para restaurar também a vidas deles.

 

Líderes em Neemias

Neemias, o rei Artaxerxes e os chefes de cada família

Outras pessoas de influência em Neemias

Sambalá, Tobias e Gesém

 

Lições de liderança

• Você não deve separar uma boa liderança de uma boa visão.

• Líderes aprovados sentem angústia por causa de um problema antes de

terem a visão para resolvê-lo.

• Líderes agem a partir de um profundo senso de responsabilidade.

• Quanto maior for a preparação, maior será a motivação.

• Líderes realizam-se muito mais em poderem capacitar outros do que em   

            fazerem a tarefa por si mesmos.

 

Destaque de liderança em NEEMIAS

 

NEEMIAS E A LEI DA NAVEGAÇÃO: Qualquer um pode dirigir o barco, mas só o líder pode indicar o rumo (1.1—3.32)

 

INICIATIVA: Neemias assumiu a liderança (1.4—2.8)

SAMBALATE: O grande perturbador (4.1-23; 6.1-19)

MUDANDO com os tempos (7.1-2)

NEEMIAS: Comprometido com o caminho de DEUS (Ne 10.1-29)

 

ANTES DE TUDO, NEEMIAS ORA! (Ne 1.4)

 

Quando Neemias recebeu a notícia de que os muros de Jerusalém estavam em ruínas, de que seus portões estavam queimados e de que os judeus sobreviventes estavam amargando miséria e vergonha, ele fez o que todo grande líder deve fazer: jejuou e orou.

 

Algo poderoso acontece quando um líder ora e pára por um instante, em favor de seu povo, diante de DEUS. A intercessão deve ser sempre regra primária para um líder. O apóstolo Pedro declarou suas duas prioridades básicas para a liderança: a oração e o ministério da palavra de DEUS (At 6.4) A oração de um líder é acompanhada de quatro elementos:

1. A oração internaliza a responsabilidade, aprofundando nosso envolvimento com o problema;

2. A oração insiste em que nós devemos aquietar nosso coração e esperar, tornando-nos menos ativos, para recebermos de DEUS;

3. A oração nos faz mergulhar na visão, permitindo-nos perceber o que DEUS quer fazer;

4. A oração principia a realização da visão, agindo como um incentivador que nos leva a agir.

 

21 LEIS - NEEMIAS E A LEI DA NAVEGAÇÃO

Qualquer um pode dirigir o barco, mas só o líder pode indicar o rumo

(Ne l. 1—3.32 )

 

Líderes que navegam fazem muito mais do que controlar a direção na qual eles e seu povo viajam. Eles vêem toca A viagem em sua mente antes que deixem o estaleiro. Eles têm a visão de seu destino, eles conseguem antever tudo: de que necessitarão para alcançá-lo, sabe de quais pessoas precisarão ter ao seu lado com o intuito de terem equipes de sucesso e reconhecem os obstáculos já quando eles começam a surgir no horizonte.

 

Algumas vezes é complicado ter o equilíbrio entre o otimismo e o realismo, a intuição e o planejamento, a fé e a realidade. No entanto, foi isso que possibilitou a Neemias ser um líder que sabia navegar.

Acima de qualquer outra coisa, o grande segredo para ser um bom líder é a preparação. Quando você se prepara, planeja bem, você passa segurança e confiabilidade ao povo. Não é o tamanho do projeto que determina se ele vai ser aceito, se vai ter apoio e sucesso. E a grandeza do líder. Líderes que são bons pilotos são capazes de levar seu povo para qualquer lugar.

Parece fora do comum, mas Neemias conseguiu ver tanto o problema como a solução, mesmo que ele nunca tenha estado em Jerusalém. Esta é uma característica fantástica de todos os grandes líderes: eles têm uma percepção incomum das coisas. E essa é a razão pela qual são capazes de conduzir grandes grupos de pessoas. Um líder vê:

• Além do que os outros vêem: Neemias foi capaz de ver o problema mesmo que estivesse vivendo centenas de quilômetros distante de Jerusalém. Além disso, pôde, apenas em sua cabeça, imaginar e arquitetar a solução para isso.

• Mais do que os outros vêem: Neemias sabia que as muralhas de Jerusalém poderiam e seriam reconstruídas e ele sabia o que deveria fazer para que isso acontecesse. Antes que deixasse Susã, ele pediu ao rei para conceder-lhe cartas que lhe garantissem obter o material necessário e lhe garantissem ter uma viagem segura até Judá;

• Antes que os outros vejam: nenhum dos povos vizinhos de Jerusalém desejava ver seus muros sendo reconstruídos. e muitos líderes dos seus inimigos conspiraram contra Neemias e o povo. Neemias, contudo, viu o perigo e preparou-se para tais confrontos; ele recusou-se entrar nas intrigas de seus inimigos. E, quando o povo se sentia apreensivo com respeito aos perigos, ele reformulava suas estratégias e, com isso, defendia a cidade, e mantinha o povo trabalhando ao mesmo tempo.
 
Os judeus necessitaram de apenas 52 dias para levantarem os muros da cidade que haviam ficado em ruínas por r as de 120 anos. E eles foram capazes de fazê-lo, porque tiveram um grande líder para dar-lhes as coordenadas certas
 
Neemias soube aonde queria chegar, fez seu planejamento e conduziu o povo através de todo o processo. Sua história é, sem dúvida, uma das mais notáveis histórias de liderança seguidamente recordadas.
 
A navegação de Neemias
Antes que o processo de construção pudesse começar, Neemias usou certo tempo para preparar a si mesmo e ao povo.
1. Ele tomou conhecimento do problema (Ne 1.2-4).
Primeiramente, ele informou-se acerca da situação de Jerusalém e dos muros que a cercavam. Quando soube que seus muros permaneciam em ruínas e que o nome de DEUS era ridicularizado, ele chorou. Ele passou a ter o problema do povo como seu e como sua responsabilidade.
2. Ele usou tempo para orar (Ne 1.4-11).
Quase imediatamente, Neemias pôs-se de joelhos para orar. Ele confessou os seus malfeitos e os do povo e intercedeu em seu favor. Em seguida, implorou a graça de DEUS. Não há dúvidas de que foi também durante o tempo que esteve em comunhão com DEUS, em oração, que teve a visão e arquitetou os planos de reconstruir os muros da cidade
3. Ele aproximou-se de pessoas chave (Ne 2.1-9).
Em qualquer empreendimento de liderança, pessoas chave, de influência, podem fazê-lo sustentar-se ou cair. Nesse caso, a pessoa chave para muitas coisas era o rei Artaxerxes. Dele Neemias recebeu não só a autorização pra reconstruir Jerusalém, mas também recebeu apoio e recursos. Indubitavelmente, Neemias tratou de cercar-se do apoio de outras pessoas de influência.
4. Ele avaliou as necessidades (Ne 2.11-15).
Quando ele, finalmente, chegou a Jerusalém, inspecionou pessoalmente os desafios que o aguardavam. Ele fez isso em silêncio, durante a noite, vendo com seus próprios olhos os estragos e fazendo seus planos, sem interferências de terceiros ou de conselhos inoportunos.
5. Ele encontrou o povo e lhe expôs a visão (Ne 2.16-17).
Nós não temos informações de como Neemias aproximou-se do povo ou de quem foi a primeira pessoa que ele procurou. Nós sabemos que ele conversou com os judeus, com os sacerdotes, com os nobres, com os oficiais e com o povo que estaria nas frentes de todo trabalho. Ele detalhou-lhes a visão que teve e as decorrências espirituais de seu projeto.
 
6. Ele os encorajou com projetos vitoriosos do passado (Ne 2.18).
Com uma tarefa tão assustadora como reconstruir os muros de Jerusalém, Neemias tinha de encorajar o povo. Assim, ele falou-lhes de "como a boa mão [de seu] DEUS estivera [com ele] e também as palavras que o rei [lhe] falara" (2.18).
7. Ele recebeu apoio do povo (Ne 2.18).
Duas sentenças curtas registram o momento da decisão para iniciar a reconstrução dos muros: "Então, disseram: 'disponhamo-nos e edifiquemos. 'Então eles fortaleceram as mãos para a boa obra" (Ne 2.18). O povo comprou a idéia. Eles se entregaram, então, para a visão e liderança de Neemias.
8. Ele organizou o povo e motivou-o a trabalhar (Ne 3.1-32).
O povo não passou a trabalhar de modo acidental ou aleatoriamente. Neemias organizou-o em grupos por família e estabeleceu-lhe que trabalhasse conforme as prioridades que tinham sido estabelecidas, iniciando com os portões da cidade.
Neemias dedicou muito de seu trabalho no sentido de ver concretamente realizada sua visão. Sem sua grande liderança e planejamento cuidadoso, as muralhas talvez nunca tivessem sido reerguidas.
 
A LEI DA OPORTUNIDADE:
NEEMIAS ESCOLHEU O TEMPO CERTO PARA VERO REI (Ne 2.1-5)
 
Bons líderes compreendem que a oportunidade, isto é, saber perceber o tempo certo para fazer as coisas é tudo. Neemias falou ao rei a respeito de Jerusalém, mas não antes de quatro meses depois de ter ouvido pela primeira vez sobre as ruínas de Jerusalém. Ele começou a orar em dezembro somente em abril ele falou ao rei a respeito de seu desejo de reconstruir a cidade. Qual foi a razão de sua demora?
 
Ninguém sabe com certeza, mas é muito provável que os motivos de sua demora de falar sobre seus planos tenham sido:
1. Tempo para assimilar sua responsabilidade e a visão que teve;
2. Necessidade de fundamentar sua decisão em oração;
3. Sentir-se preparado e seguro a respeito de seu plano;
4. A disposição mental e emocional do rei;
5. A estação do ano que lhe permitiria mover-se mais rapidamente;
 
ALEI DA ACEITAÇÃO: NEEMIAS SOUBE SEPARAR BEM O "POR QUE" ANTES DO "O QUE" (Ne 2.5-17)
 
Neemias levou três dias para fazer um levantamento das dimensões da cidade antes de falar aos judeus, aos oficiais, aos sacerdotes e aos nobres. Quando ele falou, ele fez uso da lei do comprometimento. Ele soube que ele deveria conseguir fazer com que eles se convencessem e se comprometessem primeiro com sua liderança e só depois com seus planos.
 
É bom prestarmos atenção em como esse homem falou primeiro os porquês e só depois os o quês. As razões que ele apontou para que seus compatriotas aderissem aos seus planos de reconstrução podem ser listadas como segue:
1. Ele dignou-se ele mesmo a inspecionar o projeto ^Ne 2.5);
2. Ele providenciou junto a Asafe o madeiramento para as vigas e portões (Ne 2.8);
3. Aceitar tal condição era vergonhoso e sinal de reprovação para Israel (Ne 2.17);
4. As muralhas em ruínas não poderiam proteger a ninguém (Ne 2.17);
5. A mão de DEUS estava com ele e tinha lhe dado seu favor (Ne 2.18);
6.O rei Artaxerxes havia lhe dado permissão para vir e reconstruir (Ne 2.18)
 
A CONSTRUÇÃO DE NEEMIAS SEGUE A LEI DA LIGAÇÃO (Ne 2.17-18)
Neemias uniu seu coração aos de seus companheiros antes de lhes pedir que sacrificassem seu tempo e sua energia. Ele apelou para seu senso de dignidade, de identidade e de responsabilidade. Os muros foram reconstruídos em tempo recorde, porque ele conquistou o coração das pessoas antes de conquistar suas mãos.
 
21 QUALIDADES INICIATIVA - Neemias assumiu a liderança (Ne 1.4—2.8)
Neemias pode muito bem ter servido apenas como um mensageiro para o ditado: "Você nunca poderá reiniciar algo de uma posição confortável." Ele ilustra de forma poderosa o princípio da iniciativa na vida de um líder. Esse líder de DEUS teve a iniciativa de orar por causa dos problemas de Jerusalém, teve a iniciativa de planejar o projeto de reconstrução, teve a iniciativa de convencer as pessoas a agirem e a iniciativa de obter todo material de que necessitariam. E ele o fez exatamente nessa ordem. Sua iniciativa revelou grande capacidade de percepção e discernimento das coisas, de visão.
 
Neemias não conseguiu imaginar-se imóvel ou indiferente diante do relato de que os muros de Jerusalém estavam deitados em ruínas. Ele tinha de agir. Dentre todas as coisas de que um líder deve ter medo, no topo da lista, está a complacência, isto é, o estar satisfeito apenas com sua autorrealização.
 
Mas o que habilita bons líderes a terem iniciativa? Neemias demonstrou que há algo no coração deles ou em seu íntimo que os leva a agir. Eles não sabem de tudo, mas eles sabem o suficiente para agirem. Neemias tinha discernimento nas seguintes áreas:
1. Ele soube quanto tempo a reconstrução levaria (Ne 2.6).
Neemias pediu ao rei um tempo definido para ausentar-se de suas funções de
copeiro;
2.Ele sabia como chegar lá (Ne 2.7).
Ele providenciou junto ao rei cartas de permissão, salvo-condutos para viajar
por todas as Províncias além do rio, para chegar a Judá;
3. Ele sabia de que coisas necessitaria para fazer o trabalho (Ne 2.8).
Neemias requisitou de Asafe o madeiramento necessário para refazer os
portões para as muralhas;
4.Ele sabia que a mão de DEUS estava com ele (Ne 2.8).
Neemias obteve de tudo quanto necessitava porque a mão de DEUS o
abençoava.
 
Qualidades daqueles que têm iniciativa
Neemias apresentava as qualidades que contribuem aos líderes no que diz 
respeito à iniciativa:
1. Os líderes sabem o que os outros querem.
Desejo é o ponto de partida para todo movimento. Neemias sabia que eles desejavam ver os muros em pé outra vez;
2. Eles os empurram para a ação.
No primeiro momento, Neemias agiu sozinho. Sua intenção era encontrar as coisas que seriam capazes de fazer os outros agirem com ele;
3. Eles correm riscos maiores que os outros.
Os grandes riscos que Neemias correu foram obter a autorização do rei para a reconstrução, obter a madeira para a obra e inspecionar a obra;
4. Os líderes cometem mais erros.
Neemias não teve medo de contar com trabalhadores que não eram profissionais contratados para construírem ou soldados para lutarem;
5. Eles agem com entusiasmo.
Naquelas coisas de que Neemias tinha carências pessoais, ele as compensava com entusiasmo apaixonado pela causa.
 
A LEI DA REPRODUÇÃO: NEEMIAS CAPACITOU OUTRAS PESSOAS A LIDERAREM E A PROSSEGUIREM A OBRA (Ne 2.5—6.14)
 
O Livro de Neemias é uma grande narrativa acerca de liderança eficiente. Leia com atenção a lista abaixo: "Dez coisas que sei sobre liderança". Como você pode imaginar, Neemias moldou-se em cada uma dessas verdades:
1. Liderança é influência (Ne 2.5-8,16-18);
2. Grandes líderes são muito hábeis em expor seus projetos (Ne 2.17-18);
3. Líderes infundem grande confiança no povo (Ne 3.1-32);
4. Grandes líderes sempre têm o auxílio de outros (Ne 3.1-32; 13.13);
5. A resolução de problemas é o meio mais rápido de obter-se a liderança (Ne 4.7-23);
6. Todas as coisas recaem sobre a liderança, vitória e derrota (Ne 4.9-15);
7. A liderança pode ser ensinada (Ne 4.21-23);
8. A liderança deve estar nas mãos de poucos; já as tarefas devem estar nas mãos de muitos (Ne 5.1-7);
9. Os ingredientes mais importantes para a liderança são credibilidade e integridade (Ne 5.14-19);
10. Liderança implica em responsabilidade por todas as áreas do projeto (Ne 6.1-14).
 
A LEI DAS PRIORIDADES: NEEMIAS USOU SABIAMENTE SEUS RECURSOS.
(Ne 3.1-32)
 
O ex-presidente norte-americano Thomas Jefferson certa vez disse: "Nenhuma tarefa que um executivo tem de fazer é tão difícil quanto encontrar a pessoa certa para ocupar o lugar certo." Pouco tempo depois que Neemias chegou a Jerusalém, lá estava ele lidando com a árdua tarefa de colocar as pessoas certas nas funções certas.
O texto lista as pessoas que foram designadas para liderar a construção em pontos específicos dos muros, cada uma junto a um determinado portão. Por quê? Neemias as havia posto em lugares específicos de acordo com seus dons e interesses e as pôs a reconstruir os muros que estavam junto de suas casas. Estamos falando sobre automotivação.
 
Neemias conhecia os princípios que são capazes de fazer grupos organizados progredirem, ou seja:
1. Motivação sem organização leva à frustração;
2. A organização mais poderosa é a mais simples;
3. As líderes amam a todos, porém animam-se com os que se animam;
4. Boa organização estabelece claramente os limites de autoridade;
5. As pessoas fazem o que você está exigindo e não o que você está esperando;
6. Os líderes conseguem criar e manter um clima de união e confiança;
7. Organizações de sucesso reconhecem e recompensam esforços.
 
Perfil de Liderança
    SAMBALETE O grande perturbador (Ne 4.1-23; 6.1-19)
 
Neemias teve de superar dificuldades com o mesmo tipo de pestes que incomodam bons líderes hoje: perturbadores, que atormentam e fazem todo o possível para impedirem o progresso do Reino de DEUS. Sambalate era o grande nome da lista dos que incomodaram Neemias na execução de seu projeto de reconstruir os muros.
 
Tão rápido quanto os muros de Jerusalém começaram a ser reerguidos em volta da cidade, Sambalate começou a agir. Ele sabia que a restauração dos muros de Jerusalém também iria levar de novo importância comercial e política para Jerusalém. Sambalate gostava do status quo que detinha. Por isso, tinha um vasto interesse em que Jerusalém permanecesse na situação deplorável em que se encontrava. Por essa razão, iniciou seus esforços para impedir o trabalho dos judeus.
 
Ele, primeiramente, tentou impedir as obras de reconstrução, zombando e ridicularizando os judeus. Como isso não surtiu efeito, sendo ele um líder capaz, embora mau, reorganizou suas estratégias. Sua nova tática foi criar medo, ciladas e manobras políticas.
 
A diferença entre Neemias e Sambalate dificilmente poderia melhor bem caracterizada. A característica da liderança de Neemias levou-o a contornar cada tentativa de Sambalate e ainda a munir-se de empenho para alcançar o que tinha sido projetado.
 
Líderes de hoje podem aprender valiosas lições ao estudarem os ardis, esquemas e ameaças de Sambalate:
• esteja preparado para perturbações;
• não permita que seu projeto deixe de andar por causa delas;
• confie em DEUS para que ele proteja você e sua reputação;
• mantenha suas mãos no arado e não olhe para trás.
 
COMPROMETIMENTO: COMO REBATER OS PROBLEMAS  (Ne 4.1—5.13)
 
Uma das maiores provações para a liderança é como lidar com a oposição criada por outras pessoas. Neemias enfrentou as táticas mais usuais de seus opositores: a ridicularização (Ne 4.1-3); a resistência (Ne 4.7-8) e os boatos (Ne 4.11-12). No entanto, ele conseguiu dar as contrapartidas corretas para cada uma delas. Ele...
1. Confiou em DEUS (Ne 4.4-5);
2. Respeitou a oposição (Ne 4.9);
3. Reforçou os pontos fracos (Ne 4.13);
4. Tranquilizou o povo (Ne 4.14);
5. Recusou-se a parar (Ne 4.15);
6. Renovou continuamente o ânimo do povo (Ne 4.16-23).
 
Enquanto o capítulo 4 de Neemias trata dos problemas externos que eles tiveram de enfrentar, o capítulo 5 trata dos problemas internos que surgiram: desentendimentos com divisão de alimentos, com a posse de propriedades e com questões envolvendo tributos e taxas.
 
A persistência é a última qualidade a ser medida em nossa liderança, e o segredo está em conseguir sobreviver ao ataque daqueles que nos criticam. Neemias ensinou-nos essa lição ao permanecer fiel ao compromisso de sua missão.
 
ALEI DO IMPULSO: O MELHOR AMIGO DE NEEMIAS (Ne 4.9-20)
 
A prontidão é o melhor amigo do líder. Quando o líder não tem a agilidade e a prontidão necessária, ele parece fraco e, de fato, o é. Quando ele tem prontidão e agilidade para o que o momento exige, ele parece ser melhor do que realmente é.
 
Neemias viu a hora de mostrar sua prontidão e agilidade quando, em um momento de descanso dos trabalhadores, os oponentes estavam ridicularizando e fazendo zombaria de seu trabalho. Os trabalhadores dos muros ficaram desencorajados. No entanto, depois de uma oração e uma palavra de ânimo da parte de seu líder, todos retomaram seu trabalho, que prosseguiu firmemente. A prontidão do líder no momento exato contribuiu mais uma vez. Neemias mantinha-se com prontidão e agilidade para horas cruciais através destas ações:
 
1. Ele orava pelo trabalho e pelos trabalhadores (Ne 4.9-10);
2. Ele criou um plano para que todos soubessem para onde encaminhar os problemas (Ne 4.12-13);
3. Ele conseguiu extrair o melhor de seus colaboradores (Ne 4.14);
4.Ele relembrava a todos o apoio divino neste projeto (Ne 4.14);
5. Ele apresentava novas estratégias para que conseguissem vencer (Ne 4.16);
6. Ele fornecia ferramentas (e armas) novas para os trabalhadores (Ne 4.16-17);
7. Ele reanimava o povo a suportar uns aos outros (Ne 4.19-20).
 
A LEI DA VITÓRIA: NEEMIAS CONCLUIU OS MUROS EM TEMPO RECORDE
(Ne 5.14—6.9)
 
Neemias estava sempre perto de tudo que estava sendo feito, como um líder deve fazer. Ele nunca ficou distante do povo, mesmo que pudesse estar desfrutando das regalias do Governador da Província. Ele cobrava impostos muito amenos. Ele permaneceu comprometido e envolvido com a construção. Ele rejeitou adquirir posição real, ao contrário de outros governadores no passado (Ne 5.14-19).
 
Quando os muros estavam muito perto de serem concluídos, Sambalate e Tobias convidaram Neemias para abandonar as obras para conversarem. Sua resposta foi: "Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria a obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?" (Ne 6.3) Em breve, a muralha ficou pronta, concluída em tempo recorde. Ao estarmos estudando a liderança de Neemias, podemos aprender pelo menos quatro lições importantes:
1. O modo mais rápido de parar uma grande tarefa é parando seu líder;
2. Empreendimentos e problemas parecem caminhar lado a lado;
3. A maré muda, e o projeto é vitorioso;
4. Um projeto vitorioso glorifica a DEUS.
 
COMPROMETIMENTO: QUATRO CARACTERÍSTICAS DAQUELES QUE CONCLUEM SUA TAREFA  (Ne 6.15-16)
 
O comprometimento vem antes de qualquer outra coisa em um líder. Foi pelo fato de Neemias ter comprometimento e comprovar isso que os muros foram concluídos no tempo recorde de 52 dias, mesmo em meio a tantas adversidades. Esse feito inusitado emocionou tanto a Neemias, que ele escreveu estas palavras: "Sucedeu que, ouvindo-o todos os nossos inimigos, temeram todos os gentios nossos circunvizinhos e decaíram muito em seu próprio conceito; porque reconheceram que por intervenção de nosso DEUS é que fizemos esta obra" (Ne 6.16).
 
Líderes que conseguem concluir uma tarefa têm pelo menos quatro características:
1. Um propósito que os constrange: eles têm um comprometimento enorme com a sua causa;
2. Uma visão panorâmica muito clara: eles não têm medo da nuvens escuras que começam a se levantar no horizonte;
3. Vida de oração contínua: eles oram por tudo e obtêm o favor de DEUS;
4. Uma persistência corajosa: eles avançam, apesar das dificuldades.
 
MUDANDO COM OS TEMPOS(Ne 7.1-2)
 
Dois sentimentos normalmente surgem depois de se concluir um grande empreendimento: primeiro, um suspiro de alívio e motivos para comemorar; segundo, uma sensação de vazio... E, agora, o que faremos?
 
A medida que estamos envolvidos com determinado projeto, ele vai revelando muito de nosso caráter. O período que segue a algo bem-sucedido pode ser muito perigoso. Somos, muitas vezes, tentados a nos acomodarmos, principalmente se não tivermos outra meta. Podemos nos dar por satisfeitos e baixar a nossa guarda. A prontidão e agilidade se enfraquecem em nós. O momento da vitória é um tempo crucial para qualquer organização. O lide' deve ser habilidoso para conseguir mudar ou enfrentar um problema transitório. O problema transitório ocorre quando o líder não sabe como crescer com sua organização. A vida de Neemias ilustra o problema:
 
Duas fases na liderança
O LÍDER PRÁTICO (Ne 8.8)
 
Tanto Neemias quanto Esdras desejavam fazer da reconstrução dos muros de Jerusalém um símbolo da restauração da vida espiritual. Assim eles "leram mo livro, na Lei de DEUS, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia" (Ne 8.8). Esses líderes queriam que todos pudessem entender e aplicar tudo quanto estavam ouvindo.
 
Perfil de Liderança
NEEMIAS
Comprometido com o caminho de DEUS (Ne 10.1-29)
 
Neemias e os demais líderes do povo de Israel compreendiam muito bem o quanto era sério fazer alianças, fazer promessas e assinar contratos. Assim, será que eles poderiam ter qualquer dúvida de que um silêncio reverente deveria também cair sobre eles quando se determinaram a, juntos, assumirem um compromisso com o DEUS verdadeiro e vivo?
 
Depois que Neemias havia guiado o povo por um momento de confissão e arrependimento, o Governador decidiu que era o momento de se comprometerem a obedecer às leis e aos mandamentos que DEUS tinha dado. Era a hora de todos consagrarem o seu coração ao Senhor DEUS.
 
Neemias assegurou-se de que o povo não o faria levianamente. Conforme o exemplo deixado por Moisés há centenas de anos, ele impeliu o povo a fazer um juramento a DEUS, submetendo-se tanto à bênção se fossem obedientes como à maldição de rebeldes. Eles juraram que se comprometeriam em observar cada palavra da Lei de DEUS e de não se desviarem dele em nenhuma hipótese (Ne 10.29).
 
Como governador e principal líder de seu povo, Neemias assinou um documento antes de todos. Ao fazer isso, mostrou que ele mesmo estava comprometido com o acordo e era exemplo para o restante das lideranças da nação. Como sempre, ele agiu como "líder dos líderes".
 
Quando um líder segue os passos de Neemias, ele muito, provavelmente, vá conseguir favorecer um clima de renovação e reavivamento. Ainda hoje, nós olhamos para Neemias como um exemplo de verdadeira liderança.
 
A LEI DO LEGADO: NÃO HÁ SUCESSO SE NÃO HOUVER UM SUCESSOR
(Ne 13.1-31)
 
Logo depois que Neemias retornou para junto do rei Artaxerxes, ele sentiu a necessidade de dar continuidade aos trabalhos em Jerusalém. Quando ele voltou para visitar a cidade, agora murada, ele fez ensinamentos ao povo, pois o povo já tinha aprendido o que significava observar os estatutos de DEUS, e notou que deveria fazer algo para garantir o sucesso dos últimos meses de trabalho.
 
Neemias tinha percebido que, quando um povo perde seu líder, o povo tende a ficar com a visão turva. Veja abaixo os problemas que ele encontrou:
1. Companhias comprometedoras (vs. 1-9);
2. Fracasso financeiro (vs. 10-14);
3. A desobediência ao sábado (vs. 15-22);
4. Casamentos mistos (vs. 23-31).
 
Visto que Neemias falhou em desenvolver um forte grupo interno de líderes para dar continuidade aos projetos que vislumbrou, todos ficaram à deriva. Ele testemunhou em primeira mão a segunda lei da termodinâmica: tudo o que sobe desce, a menos que seja novamente impulsionado para o alto. Um legado efetivo só ocorre quando uma equipe é treinada e posicionada corretamente para prosseguir a tarefa.
 
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Neemias 2:9-20
Neemias É Bem-Sucedido  quanto aos Inimigos
 
Aqui nos é dito:
I
 Agora Neemias foi despedido pela corte de onde foi enviado. O rei nomeou chefes do exército e cavaleiros (v. 9), tanto para sua guarda como para mostrar que ele era um homem de cuja honra o rei se agrada (veja Et 6.6), para que todos os servos do rei pudessem respeitá-lo devidamente. Aqueles a quem o Rei dos reis envia, Ele também os protege e os dignifica com uma hoste de anjos para assisti-los.
II
 Como ele foi recebido pelo país para o qual foi enviado.
1. Pelos judeus e seus amigos em Jerusalém. É-nos dito:
(1) Que, enquanto ocultava sua missão, não lhe deram muita atenção. Ele esteve em Jerusalém três dias (v. 11), e não parece que qualquer um dos homens importantes da cidade esperasse por ele para dar-lhe as boas-vindas na sua chegada, mas ele permaneceu desconhecido. O rei enviou cavaleiros para auxiliá-lo, mas os judeus não enviaram ninguém para recepcioná-lo; ele não tinha animal, a não ser sobre o qual montava (v. 12). Homens sábios, e aqueles que são dignos de honra dobrada, não anelam por ser vistos, por fazer um show, ou por fazer barulho, não, não quando vêm com as maiores bênçãos. Esses que em breve terão domínio na manhã (veja Sl 49.14), o mundo agora não os conhece, porque estão escondidos (1 Jo 3.1).
(2) Que, embora não o notassem, ele prestou muita atenção neles e no seu estado. Neemias levantou-se de noite e observou as ruínas dos muros, provavelmente com o luar (v. 13), para que pudesse ver o que precisava ser feito e o método a ser usado. Ele precisava se certificar se o antigo fundamento serviria, e se algum material dos escombros poderia ser usado. Observe: [1] Uma boa obra será bem feita se forem tomadas as devidas providências. [2] É sábio da parte daqueles que estão engajados em atividades públicas, tanto quanto for possível, ver com os próprios olhos, e não agir, de modo geral, de acordo com os relatórios e exposição dos fatos de outros, e mesmo assim fazê-lo sem barulho e, se possível, despercebidos. [3] Aqueles que edificam as paredes da Igreja devem, antes de tudo, observar as ruínas dessas paredes. Esses que sabem como reformar devem investigar o que está defeituoso, o que precisa de reforma, e o que serve do jeito que está.
(3) Que, quando ele revelou seu plano para os magistrados e o povo, eles concordaram alegremente com ele acerca do plano. Ele não lhes contou primeiro qual era o seu objetivo (v. 16), porque não queria parecer que o estivesse elaborando por ostentação, e porque, caso entendesse que fosse impraticável, poderia retirar-se de forma mais honrável. Homens humildes e justos não soarão a trombeta antes de dar esmolas ou fazer uma boa ação. Mas após ter visto e considerado a coisa, e provavelmente ter sentido o pulso dos magistrados e do povo, ele lhes contou o que DEUS pôs no seu coração (v. 12), ou seja, reedificar o muro de Jerusalém (v. 17). Observe: [1] Quão convenientemente ele propôs o empreendimento a eles: “Bem vedes vós a miséria em que estamos, como estamos expostos aos inimigos que estão ao nosso redor, quão legitimamente nos censuram como tolos e desprezíveis, quão facilmente nos tornam suas presas sempre que desejam; vinde, pois, e reedifiquemos o muro”. Ele não se encarregou de fazer a obra sem eles (não podia ser a obra de um só homem), embora tivesse a delegação do rei; mas, de uma maneira amistosa e fraternal, ele os estimulou e animou a que se unissem a ele nessa obra. Para encorajá-los a isso, ele fala do seu plano: em primeiro lugar, que esse plano se originou na graça especial de DEUS. Ele não recebe o louvor disso para si próprio, como uma ótima idéia dele próprio, mas reconhece que DEUS o pôs no seu coração e, portanto, todos devem apoiá-lo (tudo que vem de DEUS deve ser fomentado), e devem ter a confiança de prosperar nele, porque quando DEUS manda fazer algo, Ele se compromete em estar com eles. Em segundo lugar, que o progresso desse plano dependia da providência especial de DEUS. Ele apresentou a delegação do rei, contou-lhes quão prontamente ela foi concedida e quão solícito o rei estava em favorecer seu intento, em que via a mão do seu DEUS favorável. Tanto ele quanto o povo se sentiriam encorajados para participar de uma obra que recebia o favor tão marcante de DEUS. [2] Eles chegaram a uma resolução, todos eles, de cooperar com ele: Levantemo-nos e edifiquemos. Eles estão envergonhados pelo fato de terem permanecido sentados por tanto tempo, sem empenhar-se nessa obra tão indispensável, e agora decidem levantar-se da sua indolência, para colocar-se em movimento, e encorajar-se mutuamente. “Levantemo-nos”, isto é, “vamos fazê-lo com vigor, diligência e firmeza, como aqueles que estão determinados a ir até o fim com esse projeto”. Assim, esforçaram as suas mãos, suas próprias e reciprocamente, para o bem. Observe: Em primeiro lugar, muita obra boa encontraria mãos suficientes para engajar-se, desde que houvesse uma boa cabeça para liderá-las. Todos viram as desolações de Jerusalém, no entanto, nenhum deles propôs a restauração delas; mas, quando Neemias a propôs, todos concordaram em participar dela. É uma pena que uma boa proposta se perdesse pura e exclusivamente pela falta de alguém para tomá-la nas mãos e quebrar o gelo dela. Em segundo lugar, quando nos encorajamos a nós mesmos e uns aos outros para o que é bom, fortalecemos a nós mesmos e uns aos outros nessa boa obra. O grande motivo de nos encontrarmos fracos em nosso dever é porque somos frios, indiferentes e indecisos. Vamos ver agora como Neemias foi recebido:
2. Por aqueles que desejavam mal aos judeus. Aqueles a quem DEUS e seu Israel abençoavam, eles amaldiçoavam. (1) Quando ele apenas mostrou o seu rosto, eles ficaram contrariados (v. 10). Sambalate e Tobias, dois dos samaritanos, mas o primeiro moabita, e o último amonita, de nascimento, quando viram alguém vindo armado com uma delegação do rei para servir a Israel, isso lhes causou um grande desagrado, pois que todos os seus pequenos e desprezíveis artifícios para enfraquecer Israel estavam sendo frustrados por meio de um projeto justo, nobre e generoso para fortalecê-los. Nada é mais aborrecedor para os inimigos de pessoas justas, que as apresentaram aos príncipes como turbulentas, facciosas e indignas de viver, do que vê-las legitimadas pelos seus magistrados, sua inocência, esclarecida, e seu opróbrio, afastado, e que não eram dignas somente de viver, mas dignas de receber confiança. Quando observaram um homem vindo com essa conduta, que procurava o bem dos filhos de Israel, isso os aborreceu profundamente. O ímpio verá isto e se enraivecerá (veja Sl 112.10). (2) Quando ele começou a agir, eles se uniram para impedi-lo, mas em vão (vv. 19,20). [1] Veja aqui que mesmo sem motivo algum eles procuraram desencorajá-lo. Eles descreveram o empreendimento como uma coisa tola: zombaram de nós, e desprezaram-nos como construtores tolos, que não teriam condições de terminar o que começaram. Eles descreveram o empreendimento também como uma coisa perversa, como uma traição: Quereis rebelar-vos contra o rei? Porque essa era a velha condenação invejosa, embora agora eles tivessem uma delegação do rei e estivessem debaixo de sua proteção, mesmo assim são chamados de rebeldes. [2] Veja também os motivos que fizeram os judeus desprezar essas ações de desalento. Eles se animaram mutuamente com a certeza de que eram servos do DEUS do céu, o único e verdadeiro DEUS, que estavam agindo em favor dele, e que, portanto, os defenderia e os faria prosperar, apesar da amotinação das nações (Sl 2.1). Eles também consideraram que a razão de os seus inimigos agirem tão perversamente era que não tinham direito sobre Jerusalém, mas invejavam o direito deles. Da mesma forma, as ameaças impotentes dos inimigos da Igreja podem ser facilmente desprezadas pelos amigos da igreja.
 

Comentário Bíblico Exaustivo - Antigo Testamento e Novo Testamento - Matthew Henry - Obra Completa

 

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 A OPOSIÇÃO INICIOU SEU PROCESSO ANTES DE NEEMIAS CHEGAR

 

A Construção do Templo Enfrentou Oposição

 https://www.youtube.com/watch?v=QrUfIaeIARc

 
Esdras 4.7,9,11-13, 15,16,21-24
7 - E, nos dias de Artaxerxes, escreveu Bislão, Mitredate, Tabeel e os outros da sua companhia a Artaxerxes, rei da Pérsia; e a carta estava escrita em caracteres aramaicos e na língua siríaca.

9 - Então, escreveu Reum, o chanceler, e Sinsai, o escrivão, e os outros da sua companhia: dinaítas e afarsaquitas, tarpelitas, afarsitas, arquevitas, babilônios, susanquitas, deavitas, elamitas

11 - Este, pois, é o teor da carta que ao rei Artaxerxes lhe mandaram: Teus servos, os homens daquém do rio e em tal tempo. 12 - Saiba o rei que os judeus que subiram de ti vieram a nós a Jerusalém, e edificam aquela rebelde e malvada cidade, e vão restaurando os seus muros, e reparando os seus fundamentos. 13 - Agora, saiba o rei que, se aquela cidade se reedificar, e os muros se restaurarem, eles não pagarão os direitos, os tributos e as rendas; e assim se danificará a fazenda dos reis.

15 - para que se busque no livro das crônicas de teus pais, e, então, acharás no livro das crônicas e saberás que aquela foi uma cidade rebelde e danosa aos reis e províncias e que nela houve rebelião em tempos antigos; pelo que foi aquela cidade destruída. 16 - Nós, pois, fazemos notório ao rei que, se aquela cidade se reedificar e os seus muros se restaurarem, desta maneira não terás porção alguma desta banda do rio.
21 - Agora, pois, dai ordem para que aqueles homens parem, a fim de que não se edifique aquela cidade, até que se dê uma ordem por mim. 22 - E guardai-vos de cometerdes erro nisso; por que cresceria o dano para prejuízo dos reis?
23 - Então, depois que a cópia da carta do rei Artaxerxes se leu perante Reum, e Sinsai, o escrivão, e seus companheiros, apressadamente foram eles a Jerusalém, aos judeus, e os impediram à força de braço e com violência. 24 - Então, cessou a obra da Casa de DEUS, que estava em Jerusalém, e cessou até ao ano segundo do reinado de Dario, rei da Pérsia.


Aqui vemos um momento especial na vida do povo de DEUS após o exílio, a reedificação do Templo, um lugar de adoração e comunhão com o Todo-Poderoso. O altar, centro do culto judaico, já tinha sido restaurado, havia sacrifício e expiação pelo pecado sendo oferecidos ao Senhor. Como "reino sacerdotal e povo santo", o povo devia oferecer sacrifícios a DEUS. Porém, o Templo precisa ser restaurado e a restauração deveria ser vista como uma prioridade para eles. Então, os que haviam voltado do cativeiro lançaram os alicerces do Templo. "Todavia, o povo da terra debilitava as mãos do povo de Judá e inquietava-os no edificar" (Ed 4.4). Zorobabel , juntamente com o povo, além de trabalhar arduamente na construção, tiveram que enfrentar inimigos externos e internos. Homens que se infiltraram no meio dos trabalhadores, cujo único objetivo era atrapalhar e impedir a reconstrução. Porém, os judeus sobre a liderança de Zorobabel não se deixaram intimidar pelos adversários. Sempre que desejamos empreender algo em favor do povo de DEUS, os adversários se levantam, mas quando confiamos no Todo-Poderoso inteiramente, recebemos forças e coragem para lutar. Talvez, você esteja enfrentando algumas lutas, porém não desanime. Não olhe para os inimigos e não dê atenção as suas críticas, mas continue a olhar firmemente para JESUS e seja um vencedor.


Resumo

I - OS ALICERCES DO TEMPLO SÃO LANÇADOS
1. O lançamento dos alicerces foi celebrado com uma solenidade.

2. A reedificação do Templo.

II - OS SAMARITANOS OPÕEM-SE À CONSTRUÇÃO DO TEMPLO
1. Entre os moradores da terra estavam os samaritanos.

2. Os samaritanos tentam frustrar a construção do Templo (Ed 4.4,5).

III - COMO SE EXPLICA A FALTA DE RESISTÊNCIA DOS JUDEUS?
1. Os judeus deveriam ter ido ao rei da Pérsia para assegurar a construção.

2. Os judeus deveriam ter recorrido a DEUS.

3. O motivo da falta de resistência dos judeus era de ordem espiritual:
IV - A REACÃO DOS SAMARITANOS, QUANDO OS JUDEUS CESSARAM A OBRA
1. A tristeza dos judeus.

2. A alegria dos samaritanos.

3. O desânimo dos judeus.

 

 BEP - CPAD

4.1 OS ADVERSÁRIOS DE JUDÁ. Os crentes sempre sofrerão alguma forma de oposição da parte dos ímpios (2 Co 11.13-15; Ef 6.12; 2 Tm 3.12). Os justos, que proclamam a verdade e que dependem inteiramente de DEUS, devem responder a essas ameaças com a oração constante e fé sincera (ver Ef 6.11)

Revesti-vos de toda a armadura de DEUS, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; Efésios 6:11). 


4.2 DEIXAI-NOS EDIFICAR CONVOSCO. Os inimigos de DEUS (provavelmente samaritanos, ver 2 Rs 17.24,34)

E o rei da Assíria trouxe gente de Babel, e de Cuta, e de Ava, e de Hamate, e de Sefarvaim e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel; e tomaram a Samaria em herança e habitaram nas suas cidades. 2 Reis 17:24

Até ao dia de hoje fazem segundo os primeiros costumes; não temem ao Senhor, nem fazem segundo os seus estatutos, e segundo as suas ordenanças e segundo a lei, e segundo o mandamento que o Senhor ordenou aos filhos de Jacó, a quem deu o nome de Israel. 2 Reis 17:34 

 

Procuraram se infiltrar entre os judeus e interromper a construção do templo. Fingiram união, e hipocritamente ofereceram ajuda num trabalho conjunto para o progresso da obra de DEUS.

(1) Esses inimigos de Judá (v. 1), afirmavam que adoravam ao Senhor DEUS e que sacrificavam a Ele, igualmente como os judeus. Entretanto, tinham seus próprios deuses, e não aceitavam a Palavra de DEUS escrita como a autoridade suprema para seu povo (ver 2 Rs 17.24).

E o rei da Assíria trouxe gente de Babel, e de Cuta, e de Ava, e de Hamate, e de Sefarvaim e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel; e tomaram a Samaria em herança e habitaram nas suas cidades. 2 Reis 17:24

  

Essa oferta enganosa de ajuda era um sinistro complô para subverter a fé e dedicação do remanescente que voltara.

(2) As Escrituras advertem que Satanás procurará perverter a mensagem de DEUS e arruinar o santo remanescente, mediante ofertas de cooperação da parte de falsos crentes que não são leais à inspirada revelação da Palavra de DEUS (ver Mt 24.24; At 20.27-31; 2 Co 11.13-15; Ap 2-3).

porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Mateus 24:24

porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de DEUS. Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o ESPÍRITO SANTO vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de DEUS, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Atos 20:27-30

  

(3) A unidade entre os que adoram ao Senhor é um importante ensino bíblico, mas essa unidade deve basear-se na fé sincera, na justiça obediente e na verdade revelada por DEUS (ver Ef 4.3-13).

procurando guardar a unidade do ESPÍRITO pelo vínculo da paz: há um só corpo e um só ESPÍRITO, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só DEUS e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos. Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de CRISTO. Pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens. Ora, isto — ele subiu — que é, senão que também, antes, tinha descido às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas. E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de CRISTO, até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de DEUS, a varão perfeito, à medida da estatura completa de CRISTO, Efésios 4:3-13

 
4.3 NÃO CONVÉM QUE VÓS E NÓS... Zorobabel e Jesua recusaram-se a associar-se a "o povo da terra" (v. 4), pois os israelitas viviam segundo o princípio bíblico da separação da idolatria e do comprometimento com o mundo. Essa recusa de aceitar uma religião mista levou à oposição e perseguição contra os fiéis de DEUS (vv. 4-24; ver 2 Tm 3.12).

E também todos os que piamente querem viver em CRISTO JESUS padecerão perseguições. 2 Timóteo 3:12

  

Os adversários desanimaram o povo fiel, por meio de intimidação, ameaça e deturpação das intenções dos fiéis (vv. 4-6)
4.5 ATÉ AO REINADO DE DARIO, REI DA PÉRSIA. Esta referência ao reinado de Dario é repetida no versículo 24. Este tipo de repetição é o método usado no AT para indicar que o versículo 24 continua onde o versículo 5 parou. A matéria entre esses dois versículos é um parêntese que completa o relato da perseguição movida pelos samaritanos até aos dias do próprio Esdras. A seguir, o escritor retorna ao relato da reconstrução do templo. Note que os versículos 7-23 falam da reconstrução da cidade e não do templo. Certamente, Esdras recebera um decreto autorizando-o a reconstruir a cidade, e os samaritanos queriam que o mesmo fosse revogado.

 


4.6 SOB O REINADO DE ASSUERO... ESCREVERAM UMA ACUSAÇÃO. Assuero (hb. ? Ahashwerosh), reinou na Pérsia em 485-465 a.C. Inscrições antigas revelam que os gregos o chamavam de Xerxes. Os eventos do livro de Ester ocorreram no período acima, do seu reinado.

 
4.11 ESTE, POIS, É O TEOR DA CARTA QUE AO REI ARTAXERXES LHE MANDARAM. Esdras não menciona os pormenores da acusação que os inimigos de Judá fizeram ao rei Assuero (v. 6), mas uma cópia da carta foi enviada, nos dias de Esdras, ao rei seguinte, Artaxerxes (que reinou de 465 a 424 a.C.). Infelizmente, a carta continha alguma verdade Jerusalém se rebelara contra os babilônios mais de uma vez.

 
4.23 E OS IMPEDIRAM À FORÇA DE BRAÇO E COM VIOLÊNCIA. Neemias 1.3 fornece mais detalhes do que fizeram os adversários dos judeus para impedir todo e qualquer progresso na reconstrução dos muros da cidade. Este versículo conclui o relato da perseguição dos samaritanos (ver v. 5).

 
4.24 ENTÃO, CESSOU A OBRA DA CASA DE DEUS. A construção do templo cessou pouco depois de ter começado, em 538 a.C., e somente recomeçou dezoito anos mais tarde, em 520 a.C.

  

Esdras 4:1-5 - Os Samaritanos se Oferecem para Ajudar na Construção - Com. Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT

Temos aqui um caso de um antigo inimigo que foi colocado entre a semente da mulher e a semente da serpente. O Templo de DEUS não será edificado sem que Satanás se enfureça e as portas do inferno combatam contra ele. O reino do evangelho, de maneira semelhante, seria estabelecido com muita luta e contenda. Nesse sentido, a glória da última casa será maior do que a glória da anterior, e era mais uma figura do Templo da Igreja de CRISTO, do que quando Salomão construiu o seu Templo, em que adversário não havia, nem algum mal encontrou (1 Rs 5.4); mas esse segundo Templo foi edificado apesar de grande oposição, na remoção e conquista da qual, e ao levar a obra à perfeição enfim, apesar dela, a sabedoria, o poder e a bondade de DEUS foram grandemente glorificados, e a Igreja foi encorajada a confiar nEle.
I
Os empreendedores são chamados de os que tornaram do cativeiro (v. 1), o que os torna muito insignificantes. Eles tinham recentemente voltado do cativeiro, nasceram no cativeiro e ainda traziam as marcas do cativeiro. Embora não fossem agora cativos, estavam debaixo do controle daqueles de quem tinham sido cativos recentemente. Israel era filho de DEUS, seu primogênito; mas pela iniqüidade deles, o povo se vendeu e escravizou-se, e assim tornaram-se filhos do cativeiro. Mas, pelo que parece, esse pensamento estimulou-os para essa obra, porque foi por negligenciarem o Templo que perderam sua liberdade.
II
Os opositores desse empreendimento são aqui chamados de os adversários de Judá e Benjamim. Não são eles os caldeus ou persas (esses não os perturbaram — “que construam e sejam bem-vindos”), mas o restante das dez tribos, e os estrangeiros que haviam se ajuntado a eles, e remendavam essa religião mestiça: ao SENHOR temiam e também a seus deuses serviam (veja 2 Rs 17.33). Eles são chamados de o povo da terra (v. 4). Os piores inimigos de Judá e Benjamim eram aqueles que se diziam ser judeus e não eram (Ap 3.9).
II
I. Os adversários tinham muito da sutileza da antiga serpente. Quando ouviram que o Templo estava sendo edificado, logo estavam cientes que seria um golpe fatal para a sua superstição, e dedicaram esforços para opor-se a essa construção. Eles não tinham poder para fazê-lo pela força, mas tentaram outras formas para serem bem-sucedidos.
1. Eles ofereceram seus serviços para construírem junto com os israelitas, para que dessa forma tivessem uma oportunidade de atrasar a obra, embora fingissem estar ajudando na construção. No entanto: (1) Sua proposta era razoável e parecia bondosa: “Deixai-nos edificar convosco, planejar e contribuir com as despesas, porque, como vós, buscaremos a vosso DEUS” (v. 2). Isso era falso, porque, embora buscassem o mesmo DEUS, não buscavam somente a Ele, nem o buscavam da maneira como Ele havia ordenado e, portanto, não o buscavam como os israelitas. Dessa forma, planejavam, dentro do possível, atrapalhar a construção do Templo, pelo menos atrapalhar que usufruíssem confortavelmente dele; era melhor não ter o Templo do que não tê-lo só para si mesmos para a adoração pura do verdadeiro DEUS e dele somente. Assim os beijos do que aborrece são enganosos (veja Ct 1.2); suas palavras são mais macias do que a manteiga, mas no seu coração há guerra (veja Sl 55.21). Mas: (2) A recusa da ajuda deles era muito justa (v. 3). Os chefes dos pais de Israel logo perceberam que não tinham a intenção de ser amáveis, mas realmente planejavam causar-lhes dano e, portanto, (embora tivessem necessidade de ajuda, desde que fosse confiável) disseram claramente a eles: “Não convém que vós e nós edifiquemos casa a nosso DEUS; vós não tenhais parte nessa questão, não são israelitas de nascença nem fiéis adoradores de DEUS. Vós adorais o que não sabeis (Jo 4.22). Não ousamos ter comunhão convosco, portanto, nós mesmos edificaremos esse Templo”. Eles não argumentam com eles em relação a lei do seu DEUS, que os proibia de misturar-se com estrangeiros (embora esse fosse o motivo principal que tinham em mente), mas ressaltaram aquilo que chamaria mais a atenção deles, ou seja, a ordem do rei, que era dirigida somente a eles: “O rei da Pérsia nos mandou edificar essa casa, e o afrontaríamos e trairíamos a sua confiança caso pedíssemos a ajuda de fora”. Observe: Ao fazermos o bem, necessitamos da prudência da serpente, bem como da simplicidade da pomba, e temos a necessidade de acautelar-nos dos homens (Mt 10.16,17). Deveríamos cuidadosamente considerar com quem estamos aliados e para que lado estamos tendendo. Enquanto confiamos em DEUS com uma convicção zelosa, devemos confiar nos homens com um zelo e cautela prudente.
2. Quando essa conspiração fracassou, fizeram o possível para distraí-los da obra e desanimá-los. Eles debilitavam as mãos do povo de Judá ao contar-lhes que sua tentativa era em vão, chamando-os de construtores tolos, que começavam algo que não tinham condições de terminar, e com sua insinuação os importunavam e inquietavam. Nem todos apresentavam o mesmo zelo na obra. Os apáticos e indiferentes, que queriam a ajuda deles, desanimaram com suas artimanhas (v. 4). E, visto que os judeus suspeitavam daquilo que os adversários diziam, e não se deixavam influenciar, os inimigos, então, de forma traiçoeira, alugaram contra eles conselheiros, que fingindo aconselhá-los para o melhor, buscavam dissuadi-los em dar continuidade a obra e frustrar, assim, o seu plano (v. 5); ou buscavam dissuadir os homens de Tiro e Sidom a fornecer-lhes a madeira que necessitavam (3.7); qualquer negócio que tinham com a corte persa, em que precisavam solicitar a concessão ou favor deles, conforme o édito geral de sua liberdade, havia aqueles que tinham sido “alugados” para aconselhar contra eles e frustrar os seus planos. Não devemos ficar admirados com a inquietação dos inimigos da Igreja em suas tentativas contra a edificação do Templo de DEUS. Aquele que eles servem, e cujo trabalho estão fazendo, é incansável em andar pela terra para causar dano (veja Zc 6.7). Que aqueles que buscam tirar o ânimo de uma boa obra e debilitar as mãos daqueles que estão empregados nela vejam bem de quem é o padrão que estão seguindo.

  

Os exilados que retomaram enfrentam oposição (4.1-24) - Comentário - NVI (F.F. Bruce)


O cap. 4 descreve casos de oposição que os exilados que retornaram enfrentaram por parte dos vizinhos do Norte. Os v. 1-5 descrevem a oposição que estes fizeram aos judeus já desde o tempo em que estes começaram a reconstruir o templo (quando Ciro era rei da Pérsia), e que continuou durante 16 anos até o segundo ano do reinado de Dario I (522—486 a.C.). O relato é completado (em conformidade com v. 1-5) com o v. 24. O cronista, tendo registrado essa campanha hostil, decidiu que inseriria aqui na sua narrativa a história de campanhas posteriores de hostilidade perpetradas por esses vizinhos do Norte contra os judeus. Uma dessas, brevemente relatada no v. 6, ocorreu durante o reinado de Xerxes I, 486—465 a.C. (conhecido também como Assuero); na cronologia, isso ocorreu durante o intervalo de 58 anos entre os caps. 6 e 7. A outra campanha é relatada em detalhes nos v. 7 a 23 e ocorreu durante a primeira metade do reinado de Artaxerxes I (465—424 a.C.); na cronologia, isso ocorreu durante o período de 13 anos entre o final do livro de Esdras e o início do livro de Neemias.
a) Oposição durante os reinados de Giro, Cambises e Dario I (4.1-5)
Os que são chamados inimigos de Judá e de Benjamim no v. 1 e a gente da região no v. 4 eram os descendentes de povos que, depois de os assírios terem derrotado o Reino do Norte de Israel e levado para o exílio a maioria da população masculina, tinham sido importados para a área da Palestina ao norte da Judéia e contraído casamentos mistos com os que haviam permanecido (como descrito em 2Rs 17.24). Houve uma sucessão de tais importações, uma delas feita por Esar-Hadom (v. 2; também mencionada em 2Rs 19.39, e que reinou na Assíria entre 681—669 a.C.), e outra por Assurbanipal (v. 10), (669—627 a.C.). A comunidade assim formada adorava a Javé (v. 2), mas era caracterizada por crenças e práticas que não se harmonizavam com isso. Mais tarde, tornaram-se conhecidos como os “samaritanos”. Estes pediram aos líderes dos judeus que lhes permitissem cooperar na reconstrução do templo de Jerusalém (v. 2), afirmando que não havia diferenças essenciais entre as respectivas práticas religiosas. Mas os líderes dos judeus rejeitaram o seu pedido (v. 3), sem dúvida porque consideravam que esses seus vizinhos estavam completamente enganados em relação às suas práticas religiosas (2Rs 17.32-34) e que permitir essa cooperação conduziria à contaminação da fé dos judeus. Os vizinhos do Norte ficaram indignados com essa recusa e realizaram uma campanha de oposição aos judeus que fez estes abandonarem por um período a obra de reconstrução do templo (v. 4,5).
b)    Oposição durante o reinado de Xerxes I (4.6)
Na época em que Xerxes se tornou rei da Pérsia, o templo em Jerusalém já tinha sido concluído havia 30 anos. Mas assim que chegou ao trono, no início do seu reinado, os inimigos dos judeus tentaram influenciá-lo contra os judeus. No entanto, não é registrado aqui que ele tenha dado atenção a essa acusação difamadora. Informações mais detalhadas acerca do relacionamento entre o rei Xerxes e os judeus é fornecida no livro de Ester.
c)    Oposição durante o reinado de Artaxerxes I (4.7-23)
Durante o governo de Esdras em Jerusalém, antes da chegada de Neemias, mais uma carta de queixas contra os judeus foi escrita ao rei persa pelos vizinhos do Norte. Parece que a queixa foi feita primeiramente por Bislão, Mitredate e Tabeel (v. 7), e a partir daí foi levada adiante por alguns oficiais de patente mais elevada, i.e., comandante Reum e o secretário Sinsai (v. 8), que talvez fosse o seu secretário particular. O conteúdo da queixa era que os judeus em Jerusalém estavam reconstruindo e levantando o seu muro (v. 12), e eles se queixaram de que, uma vez que os judeus tivessem permissão para concluir a sua obra, eles se rebelariam contra o rei e aí não pagariam mais impostos, tributos ou taxas (v. 13), e isso geraria a desonra do rei (v. 14) e diminuiria o território sobre o qual reinava (v. 16). Eles também contaram a Artaxerxes que a pesquisa nos arquivos históricos mostraria que Jerusalém era uma cidade rebelde, problemática para reis e provindas (v. 15). O rei Artaxerxes respondeu a essa carta de Reum e Sinsai dizendo que tinha pesquisado os arquivos em questão e descoberto que de fato os judeus em Jerusalém tinham se envolvido repetidas vezes em rebeliões e revoltas (v. 19) e, assim, ele autorizou Reum e Sinsai a ordenarem o seguinte aos judeus: que parem a obra, para que essa cidade não seja reconstruída (v. 21); mas ele acrescentou uma frase condicional: enquanto eu não mandar, o que significava que ele poderia, mais tarde, revogar sua decisão. E, de fato, mais tarde, ele revogou sua decisão, quando, no vigésimo ano do seu reinado, autorizou Neemias a organizar a reconstrução dos muros da cidade (Ne 2). Nesse momento, no entanto, ele ordenou que a construção dos muros fosse interrompida; e assim que Reum e Sinsai receberam a carta, eles foram depressa a Jerusalém e forçaram os judeus a parar a obra (v. 23). Aliás, fizeram ainda mais do que Artaxerxes tinha autorizado, destruindo parte dos muros que já tinham sido construídos e queimando os portões; e essa foi a destruição relatada a Neemias em Susã, em Ne 1.3.
O último versículo do capítulo (v. 24) está relacionado não à história que acabou de ser relatada, mas à dos v. 1-5. Ela relata que, em virtude das ações obstrutivas dos vizinhos do Norte durante o reinado de Giro, a obra do templo de DEUS em Jerusalém foi interrompida, e ficou parada até o segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia, i.e., por 16 anos, até 520 a.C.

  

CAPÍTULO 4 - (535 a.C) - COMENTARIOS EXPOSITOR BIBLIA THE WORD

ZOROBABEL SE RECUSA A AJUDA DE SEUS ADVERSÁRIOS N OW quando os adversários de Judá e Benjamim souberam que os filhos do cativeiro construiu o Templo ao Senhor, DEUS de Israel (Satanás envia agora seus adversários, tentando impedir a construção do Templo) ;
2 Em seguida, vieram a Zorobabel e aos chefes dos pais, e disse-lhes: vamos construir com você: para nós buscaremos a vosso DEUS, como você faz; e nós lhe sacrificamos desde os dias de
Esar-Hadom, rei da Assíria(Assíria) , o que nos trouxe até aqui (estes eram os samaritanos, que ocupou o que antigamente era conhecido como o reino do norte de Israel) .
3 Porém Zorobabel, e Josué, e os outros chefes dos pais de Israel, disse-lhes: Não tem nada a ver com a gente para construir uma casa a nosso DEUS; mas nós sozinhos a edificaremos ao Senhor, DEUS de Israel, como o rei Ciro, rei da Pérsia, nos ordenou (o plano fomentou aqui por Satanás foi projetado para destruir o povo de DEUS, a sua proposta através do Samaritanos para ajudar, o que não foi dúvida extremamente necessário, possivelmente parecia atraente na superfície, no entanto, o Maligno tinha muito mais em mente do que o templo, ele queria diluir o povo judeu por meio de casamentos com os samaritanos, destruindo assim a linhagem pura, através do qual o Messias deve vir) .
4 Então o povo da terra debilitava as mãos do povo de Judá, e inquietava-os no prédio,
5 E contratou conselheiros contra eles, para frustrarem o seu plano, todos os dias de Ciro, rei da Pérsia, até ao reinado de Dario, rei da Pérsia (o Senhor permitiu que esta oposição, a fim de testar a fé do seu povo; infelizmente, eles não conseguiram , na verdade, tudo o que acontece com o crente é, em essência, um teste de fé).


A INTERRUPÇÃO DO TRABALHO NO TEMPLO POR ARTAXERXES, O REI
6 No reinado de Assuero, no princípio do seu reinado, escreveram-lhe uma acusação contra os habitantes de Judá e de Jerusalém (um novo rei assumiu o trono, então representações frescos foram feitas a ele pelos "adversários" para que o trabalho do Templo deve continuar) .
7 E nos dias de Artaxerxes escreveram Bislão, Mitredate, Tabeel, e o resto de seus companheiros, a Artaxerxes, rei da Pérsia; e da escrita da carta foi escrita na língua síria, e interpretadas na língua síria (Artaxerxes agora assume o reino persa, e os adversários apelar para ele, também!) .
8 Reum, e Sinsai, o escrivão, escreveram uma carta contra Jerusalém, ao rei Artaxerxes neste tipo:
9 Então escreveu Reum, o chanceler, e Sinsai e o resto de seus companheiros; os Dinaites, o Apharsathchites, o Tarpelites, o afarsaquitas, o Archevites, os babilônios, os Susanchites, o deavitas, e os elamitas (tanto os samaritanos não foram agora reunidas num só povo, ou então eles pensaram, listando todos esses nomes diferentes, que tal iria retratar poder e força para o rei, e ele seria, portanto, aderir a seu pedido) ,
10 E o resto das nações que o grande e nobre Asnapper trazidos, e estabelecidos nas cidades de Samaria, e o resto que estão deste lado do rio, e em tal hora (que esta "grande e nobre Asnapper" foi , que não é dito, pois eles estavam falando do "Rio Jordão") .
11 Esta é a cópia da carta que lhe mandaram, até Artaxerxes o rei; Seus servos, os homens dalém do rio, e em tal tempo.
12 Seja conhecido ao rei, que os judeus que subiram de ti vieram a nós em Jerusalém, construindo aquela rebelde e malvada cidade, e vão restaurando os seus muros, e juntou-se às fundações.
13 Agora saiba o rei, ainda que, se aquela cidade for reedificada e os muros se restaurarem, então eles não pagar portagem, tributo, e costume, e por isso você deve se danificará a fazenda dos reis.
14 Agora, pois temos a manutenção do palácio do rei, e não foi nos convém ver a desonra do rei, por isso tem que fomos e certificado o rei;
15 Essa busca pode ser feita no livro dos registros de seus pais: então você deve encontrar no livro dos recordes, e saber que esta cidade é uma cidade rebelde, e danosa aos reis e províncias, e que nela houve rebelião dentro da mesma de tempos antigos; por esta causa foi esta cidade destruída.
16 Certificamos ao rei que, se aquela cidade se reedificar, e os seus muros em configurar, por isso significa que você não terão parte deste lado do rio. (Os inimigos do Senhor disse a meias-verdades e mentiras, em a fim de impedir a reconstrução do Templo.)


A RESPOSTA DO REI À LETRA
17 Então enviou o rei (Artaxerxes) uma resposta a Reum, e Sinsai, o escrivão, e aos demais seus companheiros, que habitavam em Samaria, e até o resto além do rio (a leste do rio Jordão) , Paz, e em tal momento.
18 A carta que você enviou para nós foi claramente lida na minha.
19 E eu ordenei, e foi feita a pesquisa, e verificou-se que esta cidade, desde tempos antigos fez insurreição contra os reis, e que a rebelião e sedição foram feitas nele.
20 Houve reis poderosos sobre Jerusalém, os quais dominavam igualmente toda a província dalém do Rio; e pedágio, tributo, e costume, foi pago a eles.
21 Dai agora ordem para que aqueles homens parem, a fim de que esta cidade não ser construído, até que outro mandamento será dado de mim.
22 Acautelai-vos, agora que você não para não fazer isso: por que deve crescer para danificar o prejuízo dos reis?
23 Agora, quando a cópia da carta do rei Artaxerxes foi lida perante Reum e Sinsai, o escrivão, e seus companheiros, foram eles apressadamente a Jerusalém, aos judeus, e os impediram à força e com violência (os "adversários" perdido nenhum momento em brandindo a carta do rei persa, exigindo que a parada de trabalho; por ameaça de força, o trabalho fez parar) .
24 Então cessou a obra da casa de DEUS, que está em Jerusalém. E cessou até o segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia (se o trabalho foi retomado no início de segundo ano de Dario, todo o período de suspensão não pode ter muito excedeu um ano e meio, no entanto, os judeus permitiu que muitos outros coisas para atrapalhar, que se estendia em cerca de 15 anos de inatividade, como considera a reconstrução do Templo) .

  
- “Não foi antes da primavera, o segundo mês (abril/maio) do segundo ano da sua volta, que os judeus, sob o comando de Zorobabel, começaram a tarefa de reconstruir o Templo. Nesse ínterim, houve muita coisa a ser feita. Era necessário contratar pedreiros carpinteiros; as pedras deveriam ser cortadas e a madeira obtida nas colinas do Líbano. Esta era a mesma fonte da qual Salomão obteve a matéria-prima para o primeiro Templo (2 Cr 2.8,9). Parte do dinheiro necessário para isto conseguiu-se graças a concessão que lhes tinha feito Ciro, rei da Pérsia. Devido à santidade da tarefa, os levitas foram designados para supervisionar os trabalhadores. Jesua, ou Josué, era o sumo sacerdote (cf. 2.2; 3.2; Zc 3.1-10).Com a colocação das últimas pedras do alicerce, realizou-se uma elaborada cerimônia. Os sacerdotes e os levitas, vestidos adequadamente, tocaram suas trombetas e seus címbalos, e os corais entoaram em duas vozes o Salmo 136. E o povo jubilou com grande júbilo, louvando ao Senhor pelo que Ele tinha ajudado a realizar” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.493).'


- “Ao ouvir que Jerusalém era reconstruída e o Templo restaurado, os samaritanos e outros povos das redondezas perturbaram-se. Eles temiam que, se permitisse que os judeus se estabelecessem em Jerusalém, representariam uma ameaça à sua segurança e ao seu poder. Traiçoeiramente, pediram a Zorobabel e Jesua que deixassem que eles ajudassem a reconstruir o Templo, alegando que eles, como os judeus, adoravam o DEUS verdadeiro. Quando foram rejeitados, como naturalmente devem ter suposto que seriam eles imediatamente começaram a atrapalhar os judeus de todas as formas possíveis. Alugaram contra eles conselheiros e aparentemente deram uma impressão enganosa sobre os judeus ao rei da Pérsia. Em todo caso, os trabalhos de construção foram interrompidos e não foram reiniciados até quinze anos mais tarde, durante o reinado de Dario.
Muitos estudiosos pensam que a interrupção dos trabalhos de reconstrução do Templo é um simples exemplo de falta de fé por parte daqueles que estavam encarregados da obra. Eles tiveram a autorização de Ciro, a autoridade e a bênção de DEUS no início do empreendimento. Eles, como Neemias, deveriam ter continuado firmes no trabalho apesar da oposição, e DEUS certamente teria tornado possível a conclusão do trabalho, conforme havia planejado. Com base em Ageu 1.4, parece que durante esse período de estagnação os judeus se voltaram para a construção e a decoração de suas próprias casas” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.494).

 


- “Não por força, nem por violência, mas pelo meu ESPÍRITO”(Zc 4.6).
Embora esta mensagem tenha sido entregue a Zorobabel, é aplicável a todos os crentes (cf. 2 Tm 3.16). Nem o poderio militar, nem o político, nem as forças humanas poderão efetivar a obra de DEUS. Só conseguiremos fazer a sua obra se formos capacitados pelo ESPÍRITO SANTO. JESUS iniciou o seu ministério no poder do ESPÍRITO (Lc 4.1,18). E a igreja foi revestida pelo poder do ESPÍRITO SANTO no dia de Pentecoste para cumprir a grande comissão (At 1.18). Somente se o ESPÍRITO governar e capacitar a nossa vida, é que poderemos cumprir a vontade de DEUS. É por isso que JESUS batiza seus seguidores no ESPÍRITO SANTO” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, p.717).


- “Os samaritanos
No período do Antigo Testamento, este era um termo que se referia aos residentes da cidade ou da província de Samaria (2 Rs 17.29). Algumas desavenças entre os residentes da Palestina média e do sul eram evidentes no período dos juízes, mas os sentimentos foram intensificados com a formação do reino do norte de Israel sob Jeroboão I.
De uma forma geral, os residentes de Israel e os cananeus praticavam uma mistura racial, social e religiosa.
Os descendentes dessa população mista desejaram ajudar Zorobabel na construção do Templo, afirmando que adoravam ao mesmo DEUS. Mas, quando tiveram seu pedido negado, eles se opuseram à construção. Depois que Neemias começou a reconstruir os muros de Jerusalém, este servo do Senhor sofreu forte oposição por Sambalate, Gesém e Tobias. Sambalate era governador de Samaria” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.1748).

PARA REFLETIR
A respeito de “A Construção do Templo Enfrentou Oposição”, responda:
• Como foi feito o lançamento dos alicerces do Templo?
Com solenidade.
• De que forma podemos considerar a reedificação do Templo?
Como um resultado do reavivamento que moveu o coração do rei Ciro.
• Que povo vizinho a Israel tentou frustrar a construção do Templo?
Os samaritanos.
• Por que os judeus deveriam procurar o rei da Pérsia?
Para assegurar a construção do Templo.
• Por que os judeus deveriam ter recorrido a DEUS?
Porque DEUS era quem os estava dirigindo naquele negócio.

  

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NA ÍNTEGRA COMO NA REVISTA 2º TRIMESTRE DE 2026

 

Escrita Lição 3, Betel, Lidando com vozes contrárias , 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

1. NEEMIAS IDENTIFICOU A OPOSIÇÃO LOCAL 

1.1. Os opositores.

1.2. Os inimigos da Obra de DEUS são unidos.

1.3. Os opositores se revelam diante da obediência.

2. NEEMIAS BUSCOU CONHECIMENTO E AGIU COM PRUDÊNCIA 

2.1. Neemias guardou tudo em secreto.

2.2. Neemias buscou conhecimento.

2.3. Neemias dependia de DEUS.

3. NEEMIAS PREPAROU O POVO PARA VENCER 

3.1. Neemias anima o povo.

3.2. O propósito uniu o povo.

3.3. Neemias encorajou seu povo a ter fé.

 

TEXTO ÁUREO 

"Então lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada e que as suas portas têm sido queimadas a fogo; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém e não estejamos mais em opróbrio", Neemias 2.17.

 

VERDADE APLICADA 

É preciso buscar equilíbrio e maturidade em DEUS para enfrentar as oposições que venham a surgir em tempos de reconstrução. 

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA - Neemias 2.18-20

18. Então lhes declarei como a mão do meu DEUS me fora favorável, como também as palavras do rei, que ele me tinha dito. Então disseram: Levantemo-nos e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o bem. 

19. O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesém, o arábio, zombaram de nós, e desprezaram-nos, e disseram: Que é isto que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei? 

20. Então lhes respondi, e disse: O DEUS dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém". 

 

INTRODUÇÃO 

Depois que Neemias recebeu permissão do rei Artaxerxes para ir a Jerusalém, ele enfrentou o desafio de lidar com a realidade da cidade e de seus moradores no pós-guerra. Foi preciso unir e animar o povo, além de enfrentar as vozes contrárias à reconstrução da cidade então destruída. 

 

1. NEEMIAS IDENTIFICOU A OPOSIÇÃO LOCAL 

Enquanto Neemias e sua comitiva seguiam viagem para Jerusalém, antes mesmo de iniciarem a reconstrução da cidade, os opositores já haviam se levantado: "O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, lhes desagradou com grande desagrado que alguém viesse a procurar o bem dos filhos de Israel", Ne 2.10. 

 

1.1. Os opositores.

Sambalate era um homem de grande influência naquela região. Ele foi governador de Samaria e teve laços próximos com o sumo sacerdote de Israel, cujo neto era casado com a filha de Sambalate (Ne 13.28). Por sua vez, Tobias é descrito como um servo amonita, o que talvez indique que se tratava de um conselheiro ou assessor próximo a Sambalate. Influente entre os judeus em Jerusalém (Ne 6.17,18), era parente do sacerdote Eliasibe, tendo até, no pátio do Templo, um local reservado para ele (Ne 13.4,5), outrora reservado para os dízimos e ofertas. E Gesém, provavelmente, era o governante da província da Arábia, parecendo ser alguém relevante e conhecido dos judeus (Ne 6.6). Neemias, portanto, durante todo o tempo em que esteve em Jerusalém, enfrentou forte oposição à tarefa que DEUS lhe havia confiado.

 

Dicionário Wycliffe (2006): "Sambalate. Um homem que tinha grande importância política em Samaria na época da bem-sucedida tentativa de Neemias de reconstruir os muros de Jerusalém (Ne 2.10,19). A Bíblia Sagrada refere-se a ele como um horonita, o que, provavelmente, significa que ele residia em Bete-Horom, em Samaria, e não na cidade de mesmo nome em Moabe". 

 

1.2. Os inimigos da Obra de DEUS são unidos.

Na história de Neemias, três pessoas relevantes se uniram contra a obra de restauração de Jerusalém. Também em outras passagens, vemos opositores se unirem contra os que estavam fazendo a Vontade de DEUS ou para pecar, como: Dată, Coré e Abirão (Nm 16.25); Acabe e Jezabel (1Rs 21.25); Ananias e Safira (At 5.1-4); entre outros. Certa ocasião, acusaram JESUS de expulsar demônios por Belzebu, ao que Ele replicou: "Mas, conhecendo ele os seus pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo será assolado; e a casa dividida contra si mesma cairá. E, se também Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que eu expulso os demônios por Belzebu: Lc 11.17,18. O reino das trevas é mau e unido, e sua intenção é destruir os que obedecem ao Senhor e separar o povo de DEUS.

 

Dicionário Wycliffe (2006): "Tobias era um governador judeu-amonita, que uniu forças com Sambalate na tentativa de evitar que Neemias e os israelitas reconstruíssem os muros (Ne 2.10; 6.1-19). Quando Neemias se ausentou de Jerusalém, Tobias foi agraciado com um quarto na área do Templo, usado anteriormente como depósito, pois tinha um parente entre os sacerdotes (6.17,18; 13.6). Ele gozava de boas relações de amizade com os sacerdotes e os nobres de Jerusalém". 

 

1.3. Os opositores se revelam diante da obediência.

A maneira como algumas pessoas reagem ao ver o sucesso alheio revela o caráter delas. No caso dos inimigos de Neemias, a reação foi imediata à sua chegada em Jerusalém (Ne 2.10). Quando Maria, irmã de Lázaro, derramou um vaso com bálsamo de nardo puro e de grande valor nos pés de JESUS, Judas Iscariotes se indignou com aquele ato de adoração e honra (Jo 12.1-8). O motivo dessa reação é revelada no próprio texto: "Ora, ele disse isso não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão, e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava" (Jo 12.6). Eis a lição que todos devemos aprender: sermos prudentes, vigilantes e atentos aos sinais à nossa volta, agindo com sabedoria diante dos opositores que surgem quando estamos fazendo a Vontade de DEUS. 

 

Mesmo o menor trabalho feito na Obra do Senhor não passa despercebido pelo inimigo. Conforme a Revista Betel Dominical (2018, 2º trimestre), ele concentra seus ataques contra os servos que estão ativos e comprometidos com o avanço do Reino de DEUS. Isso nos lembra que servir ao Senhor é um ato de fé e resistência: o inimigo tenta desanimar, confundir e interromper, mas quem trabalha orando permanece firme (Ne 4.9). Por isso, precisamos estar vigilantes e revestidos da armadura de DEUS (Ef6.11-12), certos de que, mesmo diante das lutas, a vitória vem do Senhor (Ne 2.20). 

 

EU ENSINEI QUE: A maneira como algumas pessoas reagem ao ver o sucesso alheio revela o caráter delas. 

 

2. NEEMIAS BUSCOU CONHECIMENTO E AGIU COM PRUDÊNCIA 

Neemias sabia da oposição que o esperava em Jerusalém. Sendo assim, agiu com prudência e sabedoria para vencer os inimigos e cumprir a obra para a qual tinha sido chamado. 

 

2.1. Neemias guardou tudo em secreto.

Ao chegar em Jerusalém, Neemias não falou com ninguém sobre os seus planos, pois sabia que isso despertaria a atenção de seus inimigos: "Não declarei a ninguém o que o meu DEUS me pôs no coração para fazer em Jerusalém" (Ne 2.12). A Bíblia nos ensina que há tempo de calar e tempo de falar (Ec 3.7), e nós não devemos abrir o nosso coração para pessoas que não conhecemos ou que sabemos ser de caráter duvidoso. Tão importante quanto a habilidade de falar é saber o momento de guardar segredo. O silêncio pode ser mais do que a ausência de palavras e ser decisivo na comunicação eficaz e estratégica. Neemias soube utilizá-lo: falou na hora certa e com as pessoas certas. Que possamos assimilar essa lição e colocá-la em prática sempre que necessário. 

 

Comentário na Revista Betel Dominical (2018): "Como estrategistas incansáveis, Satanás e seus demônios jamais deixarão de se opor ao que fazemos na Obra de DEUS (Mt 4.1-11). Sabendo dessa verdade, o cristão não deve andar desatento na batalha; antes, deve revestir-se da armadura e das estratégias de defesa de DEUS (Ef 6.10)". Por isso, o cristão não pode viver distraído; precisa estar alerta e equipado. A ordem é clara: fortaleçam-se no Senhor e vistam toda a armadura de DEUS para permanecer firmes no dia mau (Ef 6.10-13). 

 

2.2. Neemias buscou conhecimento.  

Neemias reconheceu a oposição em Jerusalém e, com prudência, manteve seus planos em sigilo no momento crítico. Faltava-lhe, porém, um elemento indispensável: conhecer a realidade no terreno. Por isso, ao chegar, fez uma inspeção noturna dos muros e das portas, avaliando com precisão o que precisava ser reconstruído (Ne 2.13-15). Só então avançou para o próximo passo. Esse caminho é bíblico: "O temor do Senhor é o princípio do conhecimento" (Pv 1.7). Ou seja, dependência de DEUS, mais informação correta, é igual a decisões sábias. Projetos feitos em oração, mas também com dados, diagnóstico e estratégia (Pv 15.22; Lc 14.28-30), tendem a prosperar, porque unem reverência, discernimento e diligência. 

 

Neemias agiu com discrição e discernimento, guardando seus planos até o momento certo (Ne 2.11-16). Ele sabia que adiantar o propósito antes da hora poderia gerar oposição prematura e dar margem a pessoas descontentes ou mal-intencionadas. Em toda obra de DEUS, nem tudo precisa ser revelado de imediato; Revista Betel Dominical (2018): "Neemias, a princípio, não saiu contando para todos o que pretendia fazer. Adiantar o que planejamos pode suscitar problemas desnecessários. Muitos entraves podem surgir por intermédio de pessoas descontentes, que fazem de tudo para frustrar os objetivos". 

 

2.3. Neemias dependia de DEUS.

Neemias não tinha recursos financeiros e o conhecimento necessário para executar seu projeto, mas decidiu depender de DEUS para isso. Ele orou para falar com o rei, conseguiu os recursos de que precisava e reconheceu que a mão de DEUS era com ele (Ne 2.8). Também diante de seus inimigos, ele mostrou uma confiança inabalável em DEUS (Ne 2.20). Portanto, nem o conhecimento da situação nem os recursos necessários devem anular nossa dependência de DEUS; pelo contrário, eles devem andar juntos. Muitos cristãos se perderam ao longo da caminhada por se julgarem autossuficientes, pois somente os que confiam no Senhor permanecem para sempre (Sl 125.1). Sentir-se seguro pela condição financeira ou por estar em uma posição de destaque é o caminho para o fracasso. DEUS resiste ao soberbo, mas ajuda os que são humildes (Tg 4.6). 

 

"DEUS é a fonte de toda a autoridade (Rm 13.1). Por esta razão, só é possível ter autoridade se Ele a der ao homem (Lc 10.19), caso contrário é autoritarismo. Diótrefes usava de autoritarismo, acreditando que conseguiria impor as suas vontades, ignorando que a autoridade vem do Senhor. Ninguém tem autoridade para vencer se não tiver a intervenção de DEUS, por menor que seja o obstáculo." (Betel Dominical. 4º tri. 2023). 

 

EU ENSINEI QUE: Muitos cristãos se perderam ao longo da caminhada por se julgarem autossuficientes, pois somente os que confiam no Senhor permanecem para sempre (SI 125.1). 

 

3. NEEMIAS PREPAROU O POVO PARA VENCER 

Nós podemos até fracassar sozinhos, mas o sucesso só vem se estivermos acompanhados. Sabendo disso, logo após tomar conhecimento do real estado da cidade, Neemias foi falar com os judeus em Jerusalém. 

 

3.1. Neemias anima o povo.

Neemias mostrou aos judeus a triste e difícil realidade em que eles viviam; além disso, tocou num ponto sensível: a humilhação a que estavam submetidos. Depois da grandeza e do esplendor que tinham a cidade e o Templo nos dias de Salomão, viver em meio a ruínas era algo terrível. Porém, Neemias se identificou com a dor deles e os incentivou a mudar a situação, dizendo: "Estais vendo a miséria em que estamos, Jerusalém assolada, e as suas portas, queimadas; vinde, pois, reedifiquemos os muros de Jerusalém e deixemos de ser opróbrio”, Ne 2.17. Ele desafiou os judeus em Jerusalém a saírem da situação miserável em que se encontravam, e isso lhes reacendeu o ânimo. Em vez de pessimismo e incredulidade, Neemias reacendeu o ânimo de seu povo para lutar por uma vida nova. Que possamos fazer o mesmo com as pessoas à nossa volta. 

 

Pastor Valdir Alves (2022): "A obra de restauração inclui vivificação para um novo viver. DEUS disse que abriria as sepulturas e faria o seu povo sair delas para passar a vivenciar um novo tempo que incluía uma nova vida". A nossa volta, há gente vivendo entre ruínas de casamento, finanças, fé e esperança; como Neemias, falemos a verdade em amor (Ef4.15), convoquemos para passos concretos (oração, reconciliação, disciplina, serviço) e lembre- mos quem DEUS é: "o DEUS do céu é quem nos fará prosperar" (Ne 2.20). 

 

3.2. O propósito uniu o povo.

Para transformar o povo em uma equipe, Neemias precisava de algo além do fato de serem todos judeus (Ne 2.17; 4.6). Ele precisava que todos trabalhassem juntos, em união, e protegessem uns aos outros (Ne 4.13-14). Para isso, ele se identificou com os problemas do seu povo e se colocou na situação deles. Foi como se dissesse: “Esta humilhação não é somente de vocês, ela é nossa!" (Ne 2.17). Havia apenas uma visão e um só propósito, e esse fato os uniu (Ne 2.18;). O salmo 133.1 diz: “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”. A unidade pavimenta o caminho para alcançarmos nossos objetivos e nos realizarmos (1Co 1.10). Nós dependemos uns dos outros; juntos, reunimos todos os dons e ministérios do ESPÍRITO, conciliando as mais variadas profissões e níveis de conhecimento (1Co 12.4-7,12-27). Separados, somos alvo fácil para o reino das trevas (1Pe 5.8). 

 

A edificação mútua acontece quando estamos juntos, em comunhão, ensino, adoração e exercício dos dons fluem no corpo reunido (Betel Dominical, 3o tri., L.5, 2024). É o padrão bíblico: a igreja primitiva perseverava na doutrina, na comunhão, na mesa e na oração (At 2.42-47), e somos exortados a não abandonar a congregação, mas a estimular-nos ao amor e às boas obras (Hb 10.24-25). Em outras palavras, crescimento espiritual não é projeto solo: CRISTO nos forma em comunidade, onde a Palavra molda, a oração sustenta e os dons servem para o bem de todos. 

 

3.3. Neemias encorajou seu povo a ter fé.

Neemias contou aos magistrados, aos sacerdotes e ao povo como tinha sido abençoado: "Então lhes declarei como a mão do meu DEUS me fora favorável, como também as palavras do rei, que ele me tinha dito", Ne 2.18a. Com certeza, uma coisa é enfrentar desafios por desobediência à Palavra de DEUS, e outra coisa é olhar nos olhos das pessoas ao redor e dizer que foi DEUS que nos levou ali. O testemunho de Neemias resultou numa atitude de ânimo e fé. Naquele momento, a reconstrução de Jerusalém deixou de ser uma atitude patriótica para se tornar um feito de caráter espiritual. E o povo declarou: "Disponhamo-nos e edifiquemos. E fortaleceram as mãos para a boa obra", Ne 2.18b. A partir desse momento, não importava se a tarefa era difícil demais ou se os inimigos eram muitos. O povo tinha uma fé viva e um foco claro.

 

Quando DEUS chamou Josué para substituir Moisés e conduzir Israel, Ele o firmou na Palavra e na Presença: promessa da terra (Js 1.2-4), autoridade confirmada (1.5), e a garantia "como fui com Moisés, assim serei contigo" (1.5). O caminho da coragem passa por dois eixos: meditar e obedecer à Lei "dia e noite" (Js 1.8) e andar consciente de que DEUS está junto (Js 1.9). Por isso, a ordem final sela a vocação: "Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo... porque o Senhor teu DEUS é contigo" (Js 1.9). Liderança segundo DEUS não nasce de autoconfiança, mas de obediência cheia de fé (Sl 1.2–3; Jo 15.5): pés firmes na promessa, mente saturada da Escritura, coração seguro na presença que não abandona (Dt 31.8; Mt 28.20). 

 

EU ENSINEI QUE: O testemunho de Neemias resultou numa atitude de ânimo e fé. 

 

CONCLUSÃO 

Apesar do escárnio e das ameaças de Sambalate, Tobias e Gesém, Neemias permaneceu firme em sua missão, confiando em DEUS e inspirando os judeus a reconstruírem os muros de Jerusalém. Sua liderança determinada, aliada à fé e ao trabalho coletivo, transformou o desânimo em coragem e unidade. 


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