13 junho 2026

Escrita Lição 12, Betel, Vigilância e oração - o perigo das alianças erradas, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Escrita Lição 12, Betel, Vigilância e oração - o perigo das alianças erradas, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

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ESBOÇO DA LIÇÃO

1- O PERIGO DE FAZER CONCESSÕES AO PECADO

1.1- Eliasibe, um sumo sacerdote atuante.

1.2. Eliasibe tinha uma função importante.

1.3. Eliasibe profanou o Templo do Senhor.

2- TODA ESCOLHA TEM CONSEQUÊNCIAS

2.1. A desobediência à Palavra de DEUS.

2.2. As consequências do pecado.

2.3. Escolhas ruins trazem consequências ruins.

3- MAUS EXEMPLOS SÃO MÁS INFLUÊNCIAS

3.1. Filhos que reproduzem os erros dos pais.

3.2. A Palavra de DEUS exerce influência positiva.

3.3. DEUS exige fidelidade.

 

 

TEXTO AUREO 

"Também um dos filhos de Joiada, filho de Eliasibe, o sumo sacerdote, era genro de Sambalate, o horonita, pelo que o afugentei de mim", Neemias 13.28 

 

VERDADE APLICADA 

Ao cultivar relacionamentos, o discípulo de CRISTO deve perseverar em oração e vigilância, para que esses vínculos edifiquem e não comprometam sua comunhão com DEUS. 

 

OBJETIVOS DA LIÇÃO 

- Ressaltar o perigo das concessões ao pecado. 

- Reconhecer que escolhas ruins têm consequências ruins. 

- Saber que os maus exemplos influenciam as pessoas ao redor. 

 

RESUMO RÁPIO do Pr. Henrique

 

Título: Lição 12, Betel, Vigilância e oração - o perigo das alianças erradas

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA - NEEMIAS 13.4, 23-24, 28

4. Ora, antes disto, Eliasibe, sacerdote, que presidia sobre a câmara da casa do nosso DEUS, se tinha aparentado com Tobias; 5. E fizera-lhe uma câmara grande, onde dantes se metiam as ofertas de manjares, o incenso, os vasos e os dízimos do grão, do mosto e do azeite, que se ordenaram para os levitas, e cantores, e porteiros, como também a oferta alçada para os sacerdotes. 

23. Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, 

amonitas e moabitas. 

24. E seus filhos falavam meio asdodita e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo 

28. Também um dos filhos de Joiada, filho de Eliasibe, o sumo sacerdote, era genro de Sambalate, o horonita, pelo que o afugentei de mim. 

 

LEITURAS COMPLEMENTARES 

SEGUNDA 1Co 15.58 Devemos ser atuantes na Obra de DEUS. 

TERÇA Ap 2.19 Devemos ser constantes em servir a JESUS. 

QUARTA Js Não faça alianças precipitadas. 

QUINTA Nm 14.22,23 As consequências do pecado são terríveis. 

SEXTA SI 119.148 Ocupe seu tempo com a Palavra de DEUS.

SÁBADO Ap 2.10 Sejamos fiéis a DEUS como filhos obedientes. 

 

HINOS SUGERIDOS - 75, 266, 467 

MOTIVO DE ORAÇÃO - Ore para que o povo de DEUS seja firme na 

fé e nas convicções. 

 

PONTO DE PARTIDA - Escolha bem suas companhias. 

 

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SUBSÍDIOS EXTRAS – BÍBLIAS, GOOGLE, LIVROS E REVISTAS ANTIGAS

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RESUMO RÁPIDO Pr. Henrique

Lição 12 – Betel, Vigilância e Oração. O perigo das alianças erradas

 

INTRODUÇÃO

A história de Neemias 13 revela não apenas falhas administrativas ou morais, mas uma crise teológica: a quebra da aliança (בְּרִית – berit) com o Senhor. O pecado não é apenas transgressão ética, mas ruptura da comunhão com DEUS. A Escritura mostra que alianças humanas contrárias à vontade divina corrompem a identidade espiritual do povo e comprometem o culto. Assim, a vigilância (γρηγορέω – grēgoreō, “vigiar”) e a oração (προσευχή – proseuchē) tornam-se armas espirituais indispensáveis para preservar a santidade da comunidade.

 

1. O PERIGO DAS CONCESSÕES AO PECADO

Neemias denuncia que tolerar práticas contrárias à vontade de DEUS enfraquece a comunhão e ameaça a unidade. Eliasibe, sumo sacerdote, profanou o templo ao dar espaço a Tobias, inimigo declarado da restauração.

 

📊 Tabela – Eliasibe e suas falhas

Função

Responsabilidade

Falha

Consequência

Sumo sacerdote

Guardar o culto e administrar ofertas

Aliou-se a Tobias (Ne 13.4)

Profanação do templo

Líder espiritual

Exemplo de santidade

Permitiu casamento misto na família (Ne 13.28)

Influência negativa sobre o povo

 

Teologia: A autoridade espiritual é condicional à fidelidade. Quando o culto é profanado, a função sacerdotal perde legitimidade (cf. Ne 13.29; Hb 5.1-4).

 

2. TODA ESCOLHA TEM CONSEQUÊNCIAS

Casamentos mistos levaram à perda da identidade linguística e espiritual (Ne 13.24). A desobediência à Palavra gera juízo divino.

 

📊 Tabela – Escolhas e seus efeitos

Escolha

Texto bíblico

Consequência

Casamento com gentios

Dt 7.1-4

Idolatria e juízo

Aliança com gibeonitas

Js 9

Servidão e engano

Roboão consulta conselheiros errados

1Rs 12

Divisão do reino

 

Teologia: O pecado é como semente (σπέρμα – sperma), que inevitavelmente produz colheita (Gl 6.7). A única solução é arrependimento (μετάνοια – metanoia), que restaura a comunhão (Ap 2.5).

 

3. MAUS EXEMPLOS SÃO MÁS INFLUÊNCIAS

O erro de Eliasibe repercutiu em sua descendência: seu neto casou-se com a filha de Sambalate (Ne 13.28). A infidelidade sacerdotal contaminou toda a nação.

 

📊 Tabela – Exemplos contrastantes

Personagem

Herança

Escolha

Resultado

Eliasibe

Sacerdócio

Aliança com Tobias

Profanação

Filho de Joiada

Netos de Eliasibe

Casamento com Sambalate

Influência negativa

Ezequias

Filho de Acaz (idólatra)

Reforma do templo

Restauração do culto

 

Teologia: A Palavra de DEUS é viva (ζῶσα – zōsa, Hb 4.12) e capaz de romper ciclos de pecado. A fidelidade (πίστις – pistis) é exigida até a morte (Ap 2.10).

 

CONCLUSÃO

Firmar alianças erradas é como comprometer o pacto da santidade. O povo de DEUS é chamado a viver separado (ἁγιασμός – hagiasmos, “santificação”), não por isolamento social, mas por lealdade exclusiva ao Senhor. A vigilância e a oração mantêm a igreja no caminho da promessa. A fidelidade não é opcional: é exigência divina que garante bênção e preserva a identidade espiritual.

 

Síntese:

·        O pecado corrompe a comunhão.

·        As escolhas determinam o futuro espiritual.

·        A Palavra é a referência suprema.

·        A fidelidade é a marca da verdadeira aliança.

 

Esboço Homilético – Lição 12

 

Tema: Vigilância e oração – o perigo das alianças erradas

 

1. Introdução

·        A aliança (berit, בְּרִית) é o fundamento da relação entre DEUS e Seu povo.

·        O pecado rompe essa comunhão e compromete a identidade espiritual.

·        Neemias 13 mostra que alianças erradas corrompem culto, família e liderança.

·         

2. O perigo das concessões ao pecado

·        Eliasibe profanou o templo ao dar espaço a Tobias (Ne 13.4-9).

·        Autoridade espiritual depende de fidelidade (Hb 5.1-4).

·        Aplicação: não negociar princípios por conveniência.

·         

Texto-chave: 1Co 10.21 – “Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios.”

 

3. Toda escolha tem consequências

·        Casamentos mistos levaram à perda da identidade (Ne 13.24).

·        Escolhas são sementes (sperma, σπέρμα) que geram colheita (Gl 6.7).

·        Aplicação: decisões devem ser guiadas pela Palavra e oração.

·         

Texto-chave: Dt 7.1-4 – advertência contra alianças pagãs.

 

4. Maus exemplos são más influências

·        O neto de Eliasibe casou-se com a filha de Sambalate (Ne 13.28).

·        Exemplos negativos perpetuam ciclos de pecado.

·        Mas a Palavra (logos, λόγος) rompe heranças e gera fidelidade (Hb 4.12).

·         

Texto-chave: At 5.29 – “Mais importa obedecer a DEUS do que aos homens.”

 

5. Conclusão

·        Alianças erradas são como roleta russa espiritual.

·        O chamado é à santificação (hagiasmos, ἁγιασμός) e fidelidade até a morte (Ap 2.10).

·        Vigilância e oração preservam a comunhão e identidade do povo de DEUS.

·         

📊 Resumo para Ensino

1 – Tema

·        Vigilância e oração: o perigo das alianças erradas

·        Texto base: Neemias 13

2 – O perigo das concessões

·        Eliasibe e Tobias

·        Profanação do templo

·        Autoridade espiritual e fidelidade

3 – Consequências das escolhas

·        Casamentos mistos

·        Perda da identidade espiritual

·        Sementes e colheita (Gl 6.7)

4 – Maus exemplos

·        Netos de Eliasibe e Sambalate

·        Exemplos que perpetuam pecado

·        Palavra que rompe ciclos (Hb 4.12)

5 – Aplicações práticas

·        Não negociar princípios

·        Decisões guiadas pela Palavra

·        Fidelidade até a morte (Ap 2.10)

6 – Conclusão

·        Santificação (hagiasmos)

·        Vigilância (grēgoreō)

·        Oração (proseuchē)

 

 

Comparativo – Neemias e outros líderes diante das alianças erradas

 

Líder

Contexto

Tipo de aliança/pressão

Resposta

Resultado espiritual

Neemias (Ne 13)

Reconstrução de Jerusalém

Eliasibe aliou-se a Tobias; casamentos mistos

Purificação do templo, expulsão dos inimigos, restauração da ordem

Preservação da identidade espiritual de Israel

Josué (Js 9)

Entrada na Terra Prometida

Aliança precipitada com os gibeonitas

Não consultou ao Senhor; aceitou o engano

Servidão e consequências duradouras

Paulo (1Co 10; 2Co 6.14)

Igreja primitiva em meio ao paganismo

Pressão para sincretismo e alianças desiguais

Exortou: “Não vos prendais a um jugo desigual”

Igreja preservada da idolatria e chamada à santidade

JESUS (Mt 4; Jo 6.15)

Ministério terreno

Tentação de alianças políticas e espirituais (Satanás, multidões)

Rejeitou propostas de poder sem cruz

Fidelidade plena ao Pai, vitória sobre o pecado

Ezequias (2Cr 29–30)

Reino de Judá após idolatria de Acaz

Herança de alianças idólatras

Reforma do templo, restauração da Páscoa

Avivamento nacional e retorno ao culto verdadeiro

 

Observações teológicas

·        Neemias mostra que a vigilância (grēgoreō) é necessária para manter a pureza da comunidade.

·        Josué ensina que decisões sem oração podem comprometer gerações.

·        Paulo reforça que alianças espirituais devem ser discernidas à luz da Palavra (logos).

·        JESUS revela que fidelidade (pistis) é superior a qualquer poder terreno.

·        Ezequias prova que é possível romper ciclos de pecado e restaurar a santidade (hagiasmos)

 

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BEP - CPAD

13.3 APARTARAM DE ISRAEL TODA MISTURA. Os estrangeiros pagãos foram rejeitados em Israel, para que assim houvesse uma barreira entre o povo de DEUS e as práticas iníquas dos incrédulos. (1) Para se compreender a vontade de DEUS aqui, precisamos considerar a tendência inata do seu povo, de conformar-se com os costumes, prazeres e maneira de viver do mundo. (2) Portanto, um requisito essencial para o povo de DEUS ser santo, é permanecer separado do procedimento, padrões e costumes ímpios da nossa sociedade e tomar posição firme contra as influentes e populares manifestações do espírito deste mundo. Se os crentes se omitirem terão a perda da presença de DEUS e das bênçãos que Ele reservou para nós (ver Rm 12.2)

 

13.7 VIM A JERUSALÉM. Neemias voltou à Pérsia e esteve ausente de Jerusalém por algum tempo (vv. 6,7). Ao chegar de regresso a Jerusalém, Neemias descobriu que os judeus tinham negligenciado a sua dedicação moral e espiritual a DEUS. O cap. 13 registra vários desses fracassos espirituais.

 

13.7 O MAL QUE ELIASIBE FIZERA. Tobias, o amonita, juntamente com Sambalate, o governador de Samaria, já em ocasião anterior, tinham zombado dos judeus, quando da edificação dos muros de Jerusalém (2.10,19). Agora, porém, casara-se com uma mulher de família sacerdotal aparentada com Eliasibe, o sumo sacerdote. Em consideração, o próprio Eliasibe remodelou e mobiliou uma grande moradia na área do templo, para Tobias. Quando Neemias viu essa profanação, ardeu com justa indignação e jogou fora os pertences de Tobias e os móveis luxuosos que Eliasibe colocara ali para ele. Neemias estava indignado porque tal profanação da casa de DEUS era uma afronta à santidade de DEUS. As igrejas atuais, que permitem atividades que prejudicam o reino de DEUS, devem tomar nota disso.

 

13.12 ENTÃO, TODO O JUDÁ TROUXE OS DÍZIMOS. Neemias restaurou a totalidade do culto no templo, juntamente com os ministérios dos levitas e cantores. Agora, os fiéis podiam trazer suas ofertas, pondo-as no próprio aposento que Eliasibe tinha cedido a Tobias. O povo fica mais disposto a dar o dízimo quando percebe que a adoração a DEUS traz bênçãos. Foi por volta desse período que DEUS suscitou Malaquias, cujas admoestações acentuavam a bênção de DEUS para os dizimistas fiéis (Ml 3.10). Trazer o dízimo sempre foi primeiro um caso de bênção, mais do que de lei. Bem antes de DEUS ter promulgado a sua Lei no monte Sinai, Abraão foi abençoado por Melquisedeque de tal forma que lhe deu o dízimo de tudo quanto possuía (Gn 14.19,20). O crente cheio do ESPÍRITO SANTO tem muito prazer em dar e compartilhar, como faziam os crentes da igreja primitiva (At 2.44,45; 4.34-37; 11.28-30).

 

13.17 PROFANANDO O DIA DE SÁBADO. O povo de DEUS permitiu aqui que seus interesses comerciais e a busca de coisas materiais destruíssem sua obediência ao mandamento de DEUS, no tocante ao dia de descanso. Os crentes do NT devem sempre tomar cuidado contra a tentação de deixar que a busca de riquezas e sucesso suplante seu desejo de honrar e adorar a DEUS, como Ele estabeleceu. Devemos buscar "primeiro o Reino de DEUS, e a sua justiça" (Mt 6.33; ver 12.1).

 

13.25 CONTENDI COM ELES. Há ocasiões em que os dirigentes, se realmente são servos de DEUS, precisam ter ira santa contra o mal e adotar medidas drásticas para corrigir uma situação maléfica que surja. Usar de brandura e mansidão, quando há desrespeito público e cínico ante a vontade de DEUS, pelos membros da igreja, passa a ser fraqueza e transigência. A correção aplicada por Neemias demonstra um zelo por DEUS semelhante ao de Cristo, quando Ele tomou um chicote para expulsar os vendilhões do templo de Jerusalém (Mt 21.12,13; Jo 2.13-16; ver Lc 19.45).

 

A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE

2Co 6.17,18 “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso”.

O conceito de separação do mal é fundamental para o relacionamento entre DEUS e o seu povo. Segundo a Bíblia, a separação abrange duas dimensões, sendo uma negativa e outra positiva: (a) a separação moral e espiritual do pecado e de tudo quanto é contrário a JESUS Cristo, à justiça e à Palavra de DEUS; (b) acercar-se de DEUS em estreita e íntima comunhão, mediante a dedicação, a adoração e o serviço a Ele.

1- No AT, a separação era uma exigência contínua de DEUS para o seu povo (Lv 11.44; Dt 7.3; Ed 9.2). O povo de DEUS deve ser santo, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a DEUS. Uma principal razão por que DEUS castigou o seu povo com o desterro na Assíria e Babilônia foi seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos (ver 2Rs 17.7,8; 24.3; 2Cr 36.14; Jr 2.5, 13; Ez 23.2; Os 7.8).

2- No NT, DEUS ordenou a separação entre o crente e (a) o sistema mundial corrupto e a transigência ímpia (Jo 17.15,16; 2Tm 3.1-5; Tg 1.27; 4.4); (b) aqueles que na igreja pecam e não se arrependem de seus pecados (Mt 18.15-17; 1Co 5.9-11; 2Ts 3.6-15); e (c) os mestres, igrejas ou seitas falsas que aceitam erros teológicos e negam as verdades bíblicas (ver Mt 7.15; Rm 16.17; Gl 1.9; Tt 3.9-11; 2Pe 2.17-22; 1Jo 4.1; 2Jo 10,11; Jd vv.1:12,13).

9.1-         Nossa atitude nessa separação do mal, deve ser de (a) ódio ao pecado, à impiedade e à conduta de vida corrupta do mundo (Rm 12.9; Hb 1.9; 1Jo 2.15), (b) oposição à falsa doutrina (Gl 1.9), (c) amor genuíno para com aqueles de quem devemos nos separar (Jo 3.16; 1Co 5.5; Gl 6.1; cf. Rm 9.1 3; 2Co 2.1-8; 11.28,29; Jd v. 22) e (d) temor de DEUS ao nos aperfeiçoarmos na santificação (2 Coríntios 7

.1, 9).

Nosso propósito na separação do mal, é que nós, como o povo de DEUS, (a) perseveremos na salvação (1Tm 4.16; Ap 2.14-17), na fé (1Tm 1.19; 6.10, 20,21) e na santidade (Jo 17.14-21; 2Co 7.1). (b) vivamos inteiramente para DEUS como nosso Senhor e Pai (Mt 22.37; 2Co 6.16-18) e (c) convençamos o mundo incrédulo da verdade e das bênçãos do evangelho (Jo 17.21; Fp 2.15).

1- Quando corretamente nos separarmos do mal, o próprio DEUS nos recompensará, acercando-se de nós com sua proteção, sua bênção e seu cuidado paternal. Ele promete ser tudo o que um bom Pai deve ser. Ele será nosso Conselheiro e Guia; Ele nos amará e de nós cuidará como seus próprios filhos (6.16-18).

2- O crente que deixa de separar-se da prática do mal, do erro, da impureza, o resultado inevitável será a perda da sua comunhão com DEUS (6.16), da sua aceitação pelo Pai (6.17), e de seus direitos de filho (6.18; cf. Rm 8.15,16).

 

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Neemias13:1-9

Neemias Volta para Pôr em Ordem Coisas que se Infiltraram na sua Ausência

 

Era a honra de Israel, e a maior preservação de sua santidade, o fato de ele ser o povo exclusivo de DEUS; por isso, eles precisavam conservar a sua santidade, não misturando-se com as nações, nem permitindo que elas se unissem a eles. Temos aqui:

I

 A lei com esse teor, que foi lida naquele dia, aos ouvidos do povo (v. 1), no dia da dedicação dos muros, pelo que parece, porque, com suas orações e louvores, eles também leram a palavra; e, embora isso tenha sido muito tempo depois que as outras injustiças, aqui mencionadas, fossem corrigidas pelo poder de Neemias, no entanto, essa lei contra a miscigenação dos povos pode ter sido corrigida então pelos próprios atos do povo (v. 3). Ou talvez tenha ocorrido durante a comemoração do aniversário desse dia, alguns anos mais tarde; por isso, lemos que foi naquele dia. Eles descobriram uma lei, que dizia que os amonitas e moabitas não deveriam ser naturalizados, não deveriam habitar no meio deles, nem se unir a eles (v. 1). O motivo dessa lei é que eles tinham sido injuriosos e maus para o Israel de DEUS (v. 2), não lhes haviam mostrado uma civilidade habitual, mas buscaram a destruição deles, embora os israelitas não lhes tivessem causado mal algum, e fossem expressamente proibidos de fazê-lo. Esse era o motivo dessa lei (Dt 23.3-5).

II

 A pronta concordância do povo com essa lei (v. 3). Veja o benefício da leitura pública da palavra de DEUS; quando é devidamente observada, ela revela pecado e dever, benefício e infortúnio, e nos mostra onde erramos. Então, lucramos com a descoberta, quando somos forjados por ela para separar-nos de todo mal ao qual estávamos devotados. Eles apartaram de Israel toda mistura, que tinha sido uma armadilha para eles no passado, porque o vulgo, que estava no meio deles, veio a ter grande desejo (Nm 11.4). Eles expulsaram esses habitantes como usurpadores e perigosos.

III

 O caso específico de Tobias, que era amonita, e a quem, é provável, o historiador tinha em mente quando citou essa lei (v. 1), e o motivo dela (v. 2). Porque ele tinha a mesma inimizade com Israel que seus ancestrais tinham demonstrado, o espírito de um amonita, atestando sua indignação contra Neemias (2.10) e sua oposição em relação ao seu empreendimento (4.7,8). Observe:

1. A forma aviltante com que Eliasibe, o sumo sacerdote, levou esse Tobias a tornar-se um hóspede nos pátios do Templo. (1) Ele era aliado de Tobias (v. 4), inicialmente pelo casamento, e então pela amizade. Seu neto tinha se casado com a filha de Sambalate (v. 28). Provavelmente, mais alguém de sua família tinha se casado com alguém da família de Tobias, e (você imaginaria isso?) o sumo sacerdote achava que essa aliança era uma honra para sua família, e estava muito orgulhoso dela, embora fosse, na verdade, a sua maior desgraça, do que tinha motivos para envergonhar-se. Estava expressamente escrito na lei que o sumo sacerdote se casasse com alguém do seu povo, para não profanar a sua semente entre os seus povos (Lv 21.14,15). E, para Eliasibe, formalizar uma aliança com um amonita, um servo (porque assim ele é chamado), e valorizar-se dessa forma, provavelmente porque era esperto e um galanteador, e exaltado como um cavalheiro distinto (6.19), era um desprezo tão grande para a coroa de sua consagração, que não gostaríamos que fosse noticiado em Gate nem publicado nas ruas de Asquelom. (2) Como aliado dele, Eliasibe deve conhecê-lo pessoalmente. Tobias, sendo um homem de negócios, estava frequentemente em Jerusalém, quase certamente sem boas intenções. Eliasibe é afetuoso com seu novo parente, satisfeito com sua companhia, e precisa tê-lo tão próximo de si quanto possível. Ele não tem um quarto para si digno o suficiente em sua própria casa, nos pátios do Templo. Portanto, de diversas câmaras pequenas que tinham sido usadas para estocar provisões, ele tira suas divisórias e consegue fazer uma grande câmara, um quarto pomposo para Tobias (v. 5). Era uma coisa desprezível: [1] Que Tobias, o amonita, fosse recebido com respeito em Israel, e tivesse uma recepção esplendorosa. [2] Que o sumo sacerdote, que deveria ensinar a lei ao povo e servir de exemplo, agisse contra a lei, e providenciasse hospedagem para ele, fazendo uso do poder que tinha, como superintendente das câmaras do Templo, para esse fim. [3] Que ele o hospedasse nos pátios da Casa de DEUS, confrontando o próprio DEUS. Isso era semelhante a erguer um ídolo ali, como os reis perversos do passado haviam feito. Um amonita jamais deveria entrar na congregação de DEUS. Como é possível que um dos piores e mais desprezíveis dos amonitas estivesse sendo cortejado no próprio Templo? [4] Que ele lançasse fora os armazéns do Templo, para prover espaço para Tobias. Dessa forma, esses armazéns tinham sido inutilizados, desperdiçados, desapropriados, embora fossem as porções dos sacerdotes, meramente para contentar Tobias. Dessa forma, ele corrompeu o concerto de Levi, como Malaquias se queixa nessa época (2.8). Por isso, Neemias precisa acrescentar: Mas, durante tudo isso, não estava eu em Jerusalém (v. 6). Caso ele estivesse ali, o sumo sacerdote não se atreveria a fazer uma coisa dessas. O invejoso, que semeia o joio nos campos de DEUS, sabe como aproveitar a oportunidade, fazendo-o quando os servos dormem ou estão ausentes (Mt 13.25). O bezerro de ouro foi feito quando Moisés estava no monte.

2. A forma corajosa com que Neemias, o governador, o lançou fora, e tudo que pertencia a ele, e restaurou as câmaras ao seu devido uso. Quando retornou a Jerusalém, e foi informado pelas pessoas justas, que estavam incomodadas com a intimidade entre seu sumo sacerdote e seu principal inimigo, Neemias ficou indignado (vv. 7,8). Desagradou-lhe muito saber que a casa de DEUS tinha sido profanada dessa forma, que seus inimigos estavam sendo tratados com tamanha benevolência, e que sua causa tivesse sido atraiçoada por aquele que deveria ter sido seu protetor. Nada desagrada mais a um homem justo, um bom magistrado, do que ver os ministros da casa de DEUS agir de forma ímpia. Neemias tem poder e o usará para DEUS. (1) Tobias será expulso. Ele não teme afrontá-lo, não teme seus ressentimentos, ou os de Eliasibe, nem se desculpa por interferir em uma questão que era da alçada do sumo sacerdote; mas, como alguém zelosamente afetado em uma coisa boa, expulsa o intruso, ao lançar fora todos os móveis de Tobias. Ele não utilizou os móveis para si próprio, mas os lançou fora, para que Tobias, que provavelmente estava ausente, quando voltasse, encontrasse a câmara vazia. Nosso Salvador também purificou o templo, para que a Casa de Oração não fosse convertida em covil de ladrões (veja Mt 21.13). E, da mesma forma, aqueles que estão dispostos a expulsar o pecado do seu coração, esses templos vivos, precisam lançar fora todas as coisas mundanas, despojando-se de todas as coisas que são alimento e combustível para os desejos da carne; isso, de fato, é mortificar os desejos da carne. (2) As provisões do Templo serão renovadas outra vez, e os utensílios da Casa de DEUS, colocados no seu devido lugar; mas as câmaras primeiro precisam ser borrifadas com a água da purificação, e dessa forma limpas, porque tinham sido profanadas; assim, quando o pecado é lançado fora do coração pelo arrependimento, precisamos deixar que o sangue de Cristo seja aplicado nele pela fé, e então seja suprido com as graças do ESPÍRITO de DEUS para toda boa obra.

Com. Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT

  

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A SEGUNDA ADMINISTRAÇÃO DE NEEMIAS (13.1-31)

Quando em 445 a.C., o vigésimo ano do reinado de Artaxerxes (2.1; 5.14), Neemias foi nomeado governador da Judéia, houve um acordo de que ele voltaria ao rei depois de um certo período (2.6). Mas foi somente depois de 12 anos, em 433 a.C., no trigésimo segundo ano do reinado de Artaxerxes (v. 6), que Neemias se apresentou ao rei na Babilônia. Na época devida, Neemias retornou a Jerusalém para continuar o seu trabalho como governador da Judéia. Ao reassumir a sua função, ele descobriu, para seu desgosto, que na sua ausência os judeus de Jerusalém tinham se tornado cada vez mais displicentes nas suas tarefas morais e espirituais; e esse capítulo conta uma série de exemplos disso.

O primeiro exemplo está relacionado à tolerância demonstrada por um judeu proeminente a um amonita proeminente. Numa recente leitura pública da Lei (como em 8.1

8), tinham dado atenção a Dt 23.3-6, que decretava que, em virtude de os amonitas e moabitas não terem dado água e comida aos israelitas e terem contratado Balado para invocar maldição sobre eles (v. 2), como está relatado em Nm 22.22-24, nenhum amonita ou moabita (v. 1) poderia desfrutar dos plenos direitos de pertencer à comunidade israelita. Mesmo assim, durante a ausência de Neemias, ninguém menos do que o sumo sacerdote Elia-sibe (um homem já idoso a essa altura, a julgar por Ed 10.6), tinha dado ajuda a ninguém menos do que o inimigo amonita Tobias (v. 4) ao permitir que ele depositasse os seus móveis de casa “nas salas do templo do Senhor” (Ed 8.29). Essa sala específica nas dependências do templo fora usada como depósito para os dízimos do trigo, do vinho novo e do azeite (v. 5) para os servos do templo; mas, visto que a contribuição dos dízimos tinha minguado ultimamente, estava desocupada, e assim disponível para ser emprestada a Tobias, de quem Eliasibe era parente próximo (v. 4). Quando Neemias soube do mal que Eliasibe fizera, ele ficou muito aborrecido, jogou todos os móveis de Tobias fora da sala (v. 8) e ordenou que ela fosse novamente usada para o seu propósito original (v. 9).

As consequências do fato de que a prática dos dízimos tinha sido negligenciada e de que as promessas da aliança alistadas em 10.35-39 não haviam se cumprido foram que os servos do templo não receberam o sustento necessário e, para garantir a sua sobrevivência, foram forçados a abandonar a obra sagrada para a qual DEUS os havia chamado e se tornaram agricultores (v. 10). Neemias repreendeu os oficiais (v. 11) acerca desse assunto, pôs os que serviam no templo de volta às suas responsabilidades sagradas, impôs novamente a prática dos dízimos (v. 12) e designou quatro homens confiáveis como encarregados dos depósitos (v. 13), que ficaram responsáveis pela distribuição de suprimentos aos seus colegas.

Embora os judeus tivessem se comprometido em 10.31 a não se envolver em transações comerciais no sábado, logo esqueceram da sua promessa. Depois que Neemias havia retornado da Babilônia, ele viu homens que trabalhavam nos tanques de prensar uvas no

sábado, carregando jumentos com cargas variadas e transportando para Jerusalém, e também vendendo alimentos (v. 15). Ele também viu comerciantes do porto fenício de Tiro que tinham um depósito em Jerusalém vendendo peixes e toda espécie de mercadoria no sábado. Essas práticas deveriam ter sido impedidas pelos nobres de Judá (v. 17); por isso Neemias os repreendeu. Ele também ordenou que as portas principais da cidade fossem mantidas fechadas desde o anoitecer quando começava o sábado até o anoitecer do dia seguinte (v. 19). Com relação a algumas portas menores que devemos pressupor que permaneciam abertas, Neemias nomeou alguns dos seus servos para que ficassem perto delas a fim de garantir que nenhuma carga fosse levada para dentro da cidade no sábado. Houve alguns comerciantes, no entanto, que tentaram romper o bloqueio de Neemias montando suas barracas fora de Jerusalém (v. 20); mas Neemias os descobriu e os ameaçou com o aprisionamento; assim, eles decidiram não fazer isso novamente. Em seguida, substituiu os seus servos por levitas como vigias das portas (v. 22).

Apesar de os judeus terem feito uma aliança em 10.30 para não contrair matrimônios com os pagãos, essa promessa também foi logo descartada por eles, e Neemias descobriu judeus que haviam se casado com mulheres de Asdode, de Amom e de Moabe (v. 23). Acerca dos que haviam se casado com mulheres de Asdode (na faixa costeira ocidental, no antigo território dos filisteus), a metade dos seus filhos falavam a língua de Asdode ou a língua de um dos outros povos, e não sabiam falar a língua de Judá. Neemias agiu em relação a eles com violência considerável, e devemos pressupor (embora isso não seja expressamente afirmado) que ele ordenou que os infratores se divorciassem das mulheres estrangeiras. O exemplo mais escandaloso de casamento misto ocorreu entre um dos filhos de Joiada, filho do sumo sacerdote Eliasibe (v. 28), e uma filha de Sambalate. Parece que esse homem se negou a obedecer à ordem de Neemias para que despedisse a sua esposa; então Neemias o expulsou para longe dele.

Os últimos dois versículos do livro (v. 30,

31) descrevem algumas das medidas positivas que Neemias tomou para corrigir o funcionamento das atividades na casa de DEUS.

 

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NA ÍNTEGRA COMO NA REVISTA

 

Escrita Lição 12, Betel, Vigilância e oração - o perigo das alianças erradas, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida Silva

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

1- O PERIGO DE FAZER CONCESSÕES AO PECADO

1.1- Eliasibe, um sumo sacerdote atuante.

1.2. Eliasibe tinha uma função importante.

1.3. Eliasibe profanou o Templo do Senhor.

2- TODA ESCOLHA TEM CONSEQUÊNCIAS

2.1. A desobediência à Palavra de DEUS.

2.2. As consequências do pecado.

2.3. Escolhas ruins trazem consequências ruins.

3- MAUS EXEMPLOS SÃO MÁS INFLUÊNCIAS

3.1. Filhos que reproduzem os erros dos pais.

3.2. A Palavra de DEUS exerce influência positiva.

3.3. DEUS exige fidelidade.

 

 

TEXTO AUREO 

"Também um dos filhos de Joiada, filho de Eliasibe, o sumo sacerdote, era genro de Sambalate, o horonita, pelo que o afugentei de mim", Neemias 13.28 

 

VERDADE APLICADA 

Ao cultivar relacionamentos, o discípulo de CRISTO deve perseverar em oração e vigilância, para que esses vínculos edifiquem e não comprometam sua comunhão com DEUS. 

 

OBJETIVOS DA LIÇÃO 

- Ressaltar o perigo das concessões ao pecado. 

- Reconhecer que escolhas ruins têm consequências ruins. 

- Saber que os maus exemplos influenciam as pessoas ao redor. 

 

RESUMO RÁPIO do Pr. Henrique

 

Título: Lição 12, Betel, Vigilância e oração - o perigo das alianças erradas

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA - NEEMIAS 13.4, 23-24, 28

4. Ora, antes disto, Eliasibe, sacerdote, que presidia sobre a câmara da casa do nosso DEUS, se tinha aparentado com Tobias; 5. E fizera-lhe uma câmara grande, onde dantes se metiam as ofertas de manjares, o incenso, os vasos e os dízimos do grão, do mosto e do azeite, que se ordenaram para os levitas, e cantores, e porteiros, como também a oferta alçada para os sacerdotes. 

23. Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, 

amonitas e moabitas. 

24. E seus filhos falavam meio asdodita e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo 

28. Também um dos filhos de Joiada, filho de Eliasibe, o sumo sacerdote, era genro de Sambalate, o horonita, pelo que o afugentei de mim. 

 

LEITURAS COMPLEMENTARES 

SEGUNDA 1Co 15.58 Devemos ser atuantes na Obra de DEUS. 

TERÇA Ap 2.19 Devemos ser constantes em servir a JESUS. 

QUARTA Js Não faça alianças precipitadas. 

QUINTA Nm 14.22,23 As consequências do pecado são terríveis. 

SEXTA SI 119.148 Ocupe seu tempo com a Palavra de DEUS.

SÁBADO Ap 2.10 Sejamos fiéis a DEUS como filhos obedientes. 

 

HINOS SUGERIDOS - 75, 266, 467 

MOTIVO DE ORAÇÃO - Ore para que o povo de DEUS seja firme na 

fé e nas convicções. 

 

PONTO DE PARTIDA - Escolha bem suas companhias. 

 

INTRODUÇÃO 

O capítulo treze de Neemias revela como o povo de DEUS e sua liderança religiosa tinham se aliançado com seus maiores inimigos. Nesta lição, veremos o perigo das alianças contrárias à Vontade de DEUS e suas consequências. 

 

1- O PERIGO DE FAZER CONCESSÕES AO PECADO

Neemias enfrentou pressões para tolerar práticas contrárias à Vontade de DEUS, como casamentos mistos e negligência na adoração, mas resistiu com firmeza (Ne 13). Permitir o pecado enfraquece a comunhão com DEUS, corrompe a integridade espiritual e ameaça a unidade do povo. A vigilância de Neemias nos ensina que ceder ao pecado, mes- mo em pequenas coisas, pode levar a consequências espirituais graves, afastando-nos do propósito divino. 

 

1.1- Eliasibe, um sumo sacerdote atuante.

Eliasibe, o sumo sacerdote no tempo de Neemias (Ne 13.28), vinha de uma família sacerdotal: era filho de Joaquim e neto de Jesua, além de contemporâneo de Zorobabel (Ne 12.10). Ele coordenou os sacerdotes na reconstrução da Porta das Ovelhas (Ne 3.1), por onde provavelmente passavam os animais que seriam sacrificados no Templo. Eliasibe assumiu sua parte na tarefa de reconstruir os muros e cooperar para que uma porta tão importante para o dia a dia de seu exercício ministerial e dos sacrifícios no Templo voltasse a ser utilizada. JESUS passou por lá quando se dirigiu ao tanque de Betesda, localizado a poucos metros da Porta das Ovelhas (Jo 5.2). Essa porta existe ainda hoje, mas chamada agora de Porta dos Leões, e fica cerca de 200 metros do jardim do Getsêmani.

 

Embora o sumo sacerdote fosse o principal líder religioso, responsável pelo culto e pelos sacrifícios, Eliasibe não se limitou ao altar: em Neemias 3.1, vemos que os demais sacerdotes puseram as mãos na obra e reconstruíram a Porta das Ovelhas. Esse exemplo ensina que, na igreja, ninguém está acima do serviço. Onde houver necessidade, servimos juntos, cada um oferecendo o que tem, para que o corpo seja "edificado em amor* (Ef 4,16).

 

1.2. Eliasibe tinha uma função importante.

Além de liderar a reconstrução da Porta das Ovelhas, Eliasibe tinha uma função de grande responsabilidade: administrar o local onde se armazenavam as ofertas, os dízimos e o incenso destinados ao culto a DEUS e ao sustento dos obreiros: "E fizera-lhe uma câmara grande, onde dantes se metiam as ofertas de manjares, o incenso, os vasos e os dízimos do grão, do mosto e do azeite, que se ordenaram para os levitas, e cantores, e porteiros. como também a oferta alçada para os sacerdotes, Ne 13.5. Todas as funções são importantes na igreja; tudo que é feito na Casa de DEUS, da limpeza ao preparo das refeições, contribui para promover um ambiente acolhedor e adequado aos momentos de oração, louvor e anúncio da Palavra de DEUS.

 

Em Neemias 13.5 vemos que Eliasibe não cuidava de "qualquer sala", mas do coração logístico do culto: depósitos de ofertas, dízimos, incenso e utensílios - sustento de levitas, cantores e porteiros. isso ensina que a adoração não é apenas púlpito e música; ela também passa por boa administração (ICo 4.2), serviço diligente (Cl 3.23) e cooperação do corpo onde "os membros menos vistosos" são indispensáveis (ICo 12.22-27). O Dicionário Bíblico Wycliffe (2006), diz que: "Ele foi culpado de aliar-se ao hostil Tobias, designando a este uma sala na área do Templo, pela qual Eliasibe era responsável (Ne 13.4-7). Teve até um neto que se casou com uma filha de Sambalate, outro oponente de Neemias (Ne 13.28).

 

1.3. Eliasibe profanou o Templo do Senhor.

Eliasibe cometeu dois erros terríveis: o primeiro foi se tornar aliado de Tobias, inimigo declarado de Neemias, que buscava a todo custo impedir a restauração de Jerusalém (Ne 13.4); o segundo erro, ainda pior que o primeiro, foi usar o local sagrado do Templo, destinado a armazenar as ofertas e dízimos, para preparar um quarto exclusivo para Tobias. Podemos afirmar, sem exagero, que o sumo sacerdote Eliasibe trouxe o inimigo para dentro da Casa de DEUS. Esse fato é uma advertência acerca do perigo de fazermos concessões para aquilo que desagrada a DEUS. Nenhuma aliança é boa se o preço for romper a aliança com DEUS ou desobedecer à Palavra. Eliasibe se corrompeu e colocou sua relação com Tobias acima da obediência e da fidelidade a DEUS.

 

Eliasibe, que deveria guardar o santo, abre espaço a Tobias no coração da Casa de DEUS (Ne 13.4-9), expondo sua incoerência. A correção restaura a ordem do culto, purifica as câmaras e reconduz a administração das ofertas e dízimos ao propósito divino (Ne 13.8-14). Fica a lição de que a autoridade espiritual é funcional e condicionada à fidelidade: quando a santidade do culto é violada, a própria função é colocada em xeque (Ne 13.29). Reforma começa com a Palavra e se prova em atos concretos, purificação e realinhamento da igreja ao padrão de DEUS (Ne 13.30-31).

 

EU ENSINEI QUE:

Devemos servir e fazer a nossa parte na Obra sem desobedecer a DEUS.

 

2- TODA ESCOLHA TEM CONSEQUÊNCIAS

Neemias advertiu seu povo pelo fato de muitos judeus terem se casado com mulheres gentias, e o resultado disso foi que seus filhos já não falavam judaico (Ne 13.24), comprometendo, assim, a preservação da identidade israelita, que envolvia a fé.

 

2.1. A desobediência à Palavra de DEUS.

Antes mesmo de o povo entrar na Terra da Promessa, DEUS os advertiu sobre não se unirem em casamento com os povos canaanitas, nem dessem seus filhos em casamento a eles (Dt 7.1-4). A comunhão com os povos que habitavam em Canaã resultaria em afastamento dos Mandamentos do Senhor e na vinda do juízo divino. Hoje, nós temos a Palavra de DEUS como uma bússola que norteia as nossas decisões, escolhas e alianças. Ela é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho (SI 119.105). Quando disseram a JESUS que sua mãe e seus irmãos estavam presentes, Ele estendeu a mão para os Seus discípulos e respondeu: "Qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe", Mt 12.50.

 

A "doutrina de Balaão" (Ap 2.14) não é mero desvio moral; é uma estratégia de acomodação que transforma fidelidade em barganha. Em Números, Balaão não conseguiu amaldiçoar Israel, então ensinou a contaminar por dentro: sedução, idolatria e mesa compartilhada com deuses estranhos (Nm 25.1-3;

31.16). O resultado é sempre o mesmo: paralisa a peregrinação, neutraliza o discernimento e corta os frutos da santidade. Contra essa lógica, CRISTO chama a sua igreja ao arrependimento e à separação consagrada, não ao isolamento social, mas à lealdade exclusiva ao Senhor. o culto sem sincretismo (ICo 10.21;

Hb 13.12-14). A cura para Balaão e simples e custosa: Palavra acima da conveniência, cruz acima do aplauso, obediência prática que mantém o povo em marcha rumo à promessa.

 

FOCO NA LICÃO - - A vigilância de Neemias nos ensina que ceder ao pecado, mesmo em pequenas coisas, pode levar a consequências espirituais graves, afastando-nos do propósito divino.

 

2.2. As consequências do pecado.

Deuteronômio 7.4 relata as consequências da desobediência dos israelitas à Palavra de DEUS e também por se unirem aos povos pagãos em casamento: seus filhos se afastariam de DEUS e serviriam a outros deuses, e Sua ira se acenderia e os consumiria. Infelizmente, Israel desobedeceu, misturou-se com povos pagãos e fez alianças erradas, como no caso dos gibeonitas (Is 9.14). Desde que chegou na Terra da Promessa, o povo de Israel oscilou entre estar na Presença de DEUS em obediência e santidade e voltar-se para os ídolos e as práticas profanas dos povos à sua volta. O resultado foi o cativeiro babilônico e o sofrimento que passaram; porém, os judeus do tempo de Neemias se esqueceram da própria história.

 

Em 1Co 10.1-10, o apóstolo Paulo nos adverte a não repetir os tropeços de Israel no deserto: cobiça que rebaixa o coração, idolatria que troca a glória de DEUS por mesas estranhas, imoralidade que profana a aliança, presunção que "tenta" ao Senhor e murmuração que corrói a comunhão. O contexto de Paulo inclui a mesa do Senhor e o perigo de sincretismo: não podemos beber "o cálice do Senhor e o cálice dos demónios" (ICo 10.21), nem flertar com padrões que desonram CRISTO.

Daí a exortação:" quem pensa estar em pé, veja que não cala" (v.12), vigilância humilde, não autoconfiança. Ainda assim, a palavra final é esperança: DEUS é fiel e não permite tentação além do que podemos suportar; com a prova, provê também o escape (v.13). A resposta prática é clara: fugir da idolatria (v.14), examinar o coração à luz da Palavra, buscar a comunhão do Espirito c escolher, dia após dia, a obediência que preserva o corpo e honra o Senhor (Sl 119.11; Gİ 5.16).

 

2.3. Escolhas ruins trazem consequências ruins.

Nossas escolhas são como sementes, que podem nos proporcionar uma colheita boa ou ruim (Gl 6.7). Escolhas como, casamento, profissão e educação dos filhos, por exemplo, podem trazer grandes alegrias ou serem motivo de duras frustrações. É necessário escolher com prudência e oração. Busque se aconselhar com cristãos sábios acerca de suas decisões, porque "na multidão de conselheiros há segurança" (Pv 11.14).

Roboão, filho do rei Salomão, embora tenha tido um pai sábio, fez uma escolha ruim por consultar as pessoas erradas, o que causou divisão e trouxe sofrimento ao povo de Israel (1 Rs 12).

 

Pr. William Barros (2022): "Não se negocia princípios, nossa obediência a DEUS não depende de circunstâncias e deve ser ensinada a nossos filhos pelo exemplo. Uma outra lição igualmente importante é que o tempo não apaga o pecado. Podem-se passar muitos anos, mas as consequências virão. A única solução para o pecado é o arrependimento sincero, levando o pecador arrependido ao perdão pelo Sangue de CRISTO JESUS. Em Apocalipse, o Senhor nos dá a receita: Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras, Ap 2.5".

 

EU ENSINEI QUE: Devemos tomar decisões baseadas na Palavra de DEUS.

 

3- MAUS EXEMPLOS SÃO MÁS INFLUÊNCIAS

Neemias, ao observar a conduta do povo de Israel, afirmou que o sacerdócio e a aliança dos sacerdotes e levitas haviam sido profanados devido à negligência e à desobediência dos israelitas em relação à Lei de DEUS (Ne 13.29). Os sacerdotes, responsáveis por manter a santidade do culto e liderar o povo em retidão, haviam permitido práticas pecaminosas. Essa profanação comprometeu a relação de Israel com DEUS, mostrando que a infidelidade no sacerdócio não apenas desonrou a aliança, mas também prejudicou a espiritualidade de toda a nação.

 

3.1. Filhos que reproduzem os erros dos pais.

O último erro descrito por Neemias mostra como atitudes ruins podem levar pessoas próximas a agir da mesma maneira, perpetuando um ciclo de iniquidades. O sumo sacerdote Eliasibe se aliançou com Tobias, profanando o Templo ao lhe conceder um quarto alto. Por sua vez, seu neto, seguindo os passos do avô, casou-se com a filha de Sambalate, aliançando-se com o maior inimigo de Neemias e opositor voraz da restauração de Israel: “Também um dos filhos de Joiada, filho de Eliasibe, o sumo sacerdote, era genro de Sambalate, o horonita, pelo que o afugentei de mim", Ne 13.28. Muitos filhos reproduzem os erros dos pais, mas o cristão genuíno tem em JESUS e na Sua Palavra uma referência maior do que a dos próprios pais (Gl 2.20).

 

A Bíblia mostra gente que rompeu heranças de pecado e serviu fielmente a DEUS. Ezequias é um exemplo: filho de Acaz, rei idolatra (2Cr 28), ele quebrou o ciclo e, " no primeiro ano do seu reinado, no primeiro mês: reabriu as portas do Templo, purificou a Casa de DEUS e restabeleceu o culto (2Cr 29.3-19). Convocou levitas, ordenou o serviço, celebrou uma Páscoa como não se via "desde os dias de Salomão" (2Cr 30.26), removeu os altares, quebrou os pilares e destruiu a serpente de bronze (chamada Nehustã). 2Rs 18.4.

 

3.2. A Palavra de DEUS exerce influência positiva.

O fato de pertencer a uma familia que mantinha laços estreitos com os inimigos do povo de DEUS não dava ao filho de Joiada permissão para pecar contra DEUS, casando-se com a filha de Sambalate.

Mesmo num ambiente adverso, Daniel ficou firme em DEUS e não se contaminou com as coisas da Babilônia (Dn 1.8). Os cristãos não se reduzem a ser produtos do meio, porque somos o que a Palavra de DEUS diz sobre nós.

Professor Antônio Gilberto afirmou: “Doutrinas fortes produzem um caráter forte. Independentemente das circunstâncias, se a Palavra de DEUS tem o primeiro lugar em nosso coração, nenhuma influência tem o poder de nos tirar do centro da Vontade de DEUS (SI 119.12-18).

 

A Bíblia não é apenas um livro antigo: é palavra viva que cria fé, corrige rotas e sustenta esperança (r 10.17; Hb 4.12). Quando é acolhida com obediência, converte o coração forma caráter: torna sábio o simples alegra a alma e ilumina os olhos (S 19.7-8). No cotidiano, ela reconstrói relações, redefine prioridades, ensina a dizer "não" ao pecado e "sim" vontade de DEUS (2Tm 3.16-17; Jo 17.17). Quem a pratica e a guarda aprende a caminhar em justiça, misericórdia e fidelidade, cultivando serviço, compaixão e integridade (Mq 6.8; Cl 3.16).

 

3.3. DEUS exige fidelidade.

Dos três erros apresentados por Neemias (Ne

13), podemos extrair uma lição importante: desobedecer à Palavra de DEUS e fazer alianças erradas tem um alto preço. Quando fazemos escolhas que afrontam os princípios bíblicos, as consequências vêm. Por outro lado, ser obediente e dirigido por DEUS resulta numa vida abençoada (SI 1.3). Quando os Apóstolos foram detidos, torturados e ameaçados para que não pregassem mais o Evangelho de JESUS, a resposta foi imediata, corajosa: "Mais importa obedecer a DEUS do que aos homens", At 5.29. DEUS espera de nós essa mesma fidelidade, independente das circunstâncias ou dos problemas que possam nos atingir.

 

Em Apocalipse 2.10, o mandamento "sê fiel até à morte" convoca a igreja a uma lealdade a CRISTO que não recua, mesmo quando isso pode custar a própria vida. A coragem nasce da promessa da coroa da vida (Tg 1.12), sinal do favor do Rei e contraponto à segunda morte (Ap 2.11). Não é proeza humana: é a graça que guarda e fortalece no meio do fogo. Por isso, a prática é perseverar, confessar JESUS sem negar seu nome, suportar pressões com esperança e rejeitar concessões que traiam o evangelho. Essa fidelidade é diária, se preciso, até o martírio, firmada naquele que "esteve morto e reviveu" (Ap 2.8), assegurando que nada poderá nos separar do seu amor.

 

EU ENSINEI QUE: A Palavra de DEUS é nossa maior referência de te e prática de vida.

 

CONCLUSÃO

Fazer concessões ao pecado e aliança com ímpios é como arriscar-se numa roleta russa: podemos ser abatidos a qualquer momento. Portanto, antes de fazer concessões ou firmar alianças, devemos atentar aos preceitos bíblicos, buscar a DEUS em oração e procurar a direção do ESPÍRITO SANTO para não prejudicar nossa comunhão com DEUS.

 

Fonte: Revista Betel

 

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