Escrita, Lição 5, CPAD, O Casamento De Rute E Boaz, A Remição Da
Família, 3Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV
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ESBOÇO DA LIÇÃO 5
I – O COMPROMISSO DE BOAZ COM RUTE
1. No lugar da bênção
2. A iniciativa de Noemi
3. Respeitando o processo
II – O CASAMENTO ENTRE BOAZ E RUTE
1. Concluindo o negócio
2. Resgate e lei do levirato
3. O registro público
III – A REMIÇÃO DA LINHAGEM DE DAVI ATRAVÉS DE RUTE E BOAZ
1. O nascimento de Obede
2. Boaz, um tipo de Cristo
TEXTO ÁUREO
“Agora, pois, minha filha, não temas; tudo quanto disseste te
farei, pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa.” (Rt 3.11)
VERDADE PRÁTICA
Uma mulher virtuosa tem um valor incalculável, por seu caráter e
sua disposição de servir a Deus e à família.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 2.18; Ec 4.9-12; Hb 13.4
O casamento como instituição divina fundamental
Esperando o tempo certo e o desfecho do devido processo
Quarta - Gn 2.24; Ef 5.25-28; 1 Pe 3.7
A liderança masculina na família pressupõe atitude, amor e honra
Quinta - Sl 128.6
Netos como recompensas aos avós é sinônimo de renovação de vida
Sexta - Ez 16.8
O compromisso de Deus com o povo de Israel
Sábado - Jo 3.16; 1 Pe 1.18,19
Jesus Cristo, nosso Senhor, como Redentor eterno
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Rute 3.8-10; 4.11
Rute 3
8 - E sucedeu que, pela meia-noite, o homem estremeceu e se voltou;
e eis que uma mulher jazia a seus pés.
9 - E disse ele: Quem
és tu? E ela disse: Sou
Rute, tua serva; estende, pois, tua aba sobre a tua serva, porque
tu és
o remidor.
10 - E disse ele: Bendita
sejas tu do Senhor, minha filha; melhor fizeste esta tua
última beneficência do que a primeira, pois após nenhuns jovens foste, quer
pobres quer ricos.
Rute 4
11 - E todo o povo que
estava na porta e os anciãos
disseram: Somos testemunhas; o Senhor
faça a esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e como a Leia,
que ambas edificaram a casa de Israel; e há-te já valorosamente em Efrata e
faze-te nome afamado em Belém.
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HINOS SUGERIDOS:
227, 505, 519 da Harpa Cristã
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SUBSÍDIOS EXTRAS DA LIÇÃO 4
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OBSERVAÇÃO
Pr. Henrique - Era uma lei a questão do descalçar a sandália, Era uma lei a
questão do Levirato:
Deuteronômio 25.5 Quando irmãos morarem juntos, e um deles
morrer, e não tiver filho, então a mulher do falecido não se casará com homem
estranho, de fora; seu cunhado estará com ela, e a receberá por mulher, e fará
a obrigação de cunhado para com ela. 6 E o primogênito que ela lhe der
será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o seu nome não se apague
em Israel. 7 Porém, se o homem não quiser tomar sua cunhada, esta subirá à
porta dos anciãos, e dirá: Meu cunhado recusa suscitar a seu irmão nome em
Israel; não quer cumprir para comigo o dever de cunhado. 8 Então os
anciãos da sua cidade o chamarão, e com ele falarão; e, se ele persistir, e
disser: Não quero tomá-la; 9 Então sua cunhada se chegará a ele na
presença dos anciãos, e lhe descalçará o sapato do pé, e lhe cuspirá no rosto,
e protestará, e dirá: Assim se fará ao homem que não edificar a casa de seu
irmão;
10 E o seu nome se chamará em Israel: A casa do descalçado.
OBSERVAÇÃO
Pr. Henrique – Veja a lei do Levirato em Gênesis
Gênesis 38.1 Naquele tempo, Judá,
apartando-se dos seus irmãos, foi para a casa de um homem de Odolão, chamado
Hira. 2 Judá viu ali a filha de um cananeu, de nome Sué, e desposou-a,
unindo-se a ela. 3 Ela concebeu e deu à luz um filho, ao qual chamou Her. 4 Concebeu
novamente e deu ao mundo um filho, e deu-lhe o nome de Onã. 5 E teve ainda
um filho, que chamou Sela. Judá estava em Achzib na ocasião desse nascimento. 6 Judá
escolheu para Her, seu primogênito, uma mulher chamada Tamar. 7 Her,
porém, o primogênito de Judá, era mau aos olhos do Senhor, e o Senhor o feriu
de morte. 8 Então Judá disse a Onã: "Vai, toma a mulher de teu irmão,
cumpre teu dever de levirato e suscita uma posteridade a teu irmão." 9 Mas
Onã, que sabia que essa posteridade não seria dele, maculava-se por terra cada
vez que se unia à mulher do seu irmão, para não dar a ele posteridade. 10 Seu
comportamento desagradou ao Senhor, que o feriu de morte também.
A família do Rei Davi, portanto, tinha três mulheres gentias:
Tamar, Raabe e Rute.
OBSERVAÇÃO Pr. Henrique
- Veja a lei do Levirato sendo mencionada para
JESUS:
Mateus
22. 23 No mesmo dia chegaram junto dele os saduceus, que dizem não haver
ressurreição, e o interrogaram, 24 Dizendo: Mestre, Moisés disse: Se
morrer alguém, não tendo filhos, casará o seu irmão com a mulher dele, e
suscitará descendência a seu irmão. 25 Ora, houve entre nós sete irmãos; e
o primeiro, tendo casado, morreu e, não tendo descendência, deixou sua mulher a
seu irmão. 26 Da mesma sorte o segundo, e o terceiro, até ao sétimo; 27 Por
fim, depois de todos, morreu também a mulher. 28 Portanto, na
ressurreição, de qual dos sete será a mulher, visto que todos a possuíram? 29 Jesus,
porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o
poder de Deus. 30 Porque na ressurreição nem casam nem são dados em
casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu. 31 E, acerca da
ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo: 32 Eu
sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus
dos mortos, mas dos vivos.
OBSERVAÇÃO
Pr. Henrique - Era uma lei a questão da
remissão, Era uma lei a questão do Jubileu
Levítico 25.25 Quando teu irmão empobrecer e vender alguma
parte da sua possessão, então virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o
que vendeu seu irmão.
26 E se alguém não tiver resgatador, porém conseguir o
suficiente para o seu resgate,
27 Então contará os anos desde a sua venda, e o que ficar
restituirá ao homem a quem a vendeu, e tornará à sua possessão.
28 Mas se não conseguir o suficiente para restituir-lha, então
a que foi vendida ficará na mão do comprador até ao ano do jubileu; porém no
ano do jubileu sairá, e ele tornará à sua possessão.
OBSERVAÇÃO
Pr. Henrique -TIPOS E ANTÍTIPOS NO LIVRO DE RUTE
ANTÍTIPO
JESUS – TIPO DE CRISTO REMIDOR – BOÁZ
ANTÍTIPO
IGREJA – TIPO DA IGREJA – RUTE
ANTÍTIPO
ISRAEL – TIPO NOEMI (AMADA PELA IGREJA)
RUTE - Este livro declara quatro verdades do NT.
(1) Transtornos humanos dão oportunidade a DEUS para realizar seus
grandes propósitos redentores (Fp 1.12).
(2) A inclusão de Rute no plano da redenção demonstra que a
participação no reino de DEUS independe de descendência física, mas pela
conformação da nossa vida à vontade de DEUS, mediante a “obediência da fé” (Rm
16.26; cf. Rm 1.5,16).
(3) Rute como partícipe da linhagem de Davi e de JESUS (ver Mt 1.5)
significa que pessoas de todas as nações farão parte do reino do grande “Filho
de Davi” (Ap 5.9; 7.9).
(4) Boaz, como o parente-remidor, é uma prefiguração do grande
Redentor, JESUS CRISTO (Mt 20.28; ver Rt 4.10).
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LIÇÃO 5, RUTE 4 – BOAZ CASA-SE
COM RUTE E GERA FILHO
REVISTA DA
ESCOLA DOMINICAL – PECC, 3° Trimestre de 2021, Tema: RUTE E ESTER – A
Fé e a Coragem das Mulheres
Comentário e Adaptação: Berenice Araújo e Luzelucia Ribeiro
Texto Áureo
“Então, as mulheres disseram a
Noemi: Seja o Senhor bendito, que não deixou, hoje, de te dar um neto que será
teu resgatador, e seja afamado em Israel o nome deste.” Rt 4.14
Leitura Bíblica Para Estudo
Rute 4.1-22
1 E
Boaz subiu à porta, e assentou-se ali; e eis que o remidor de que Boaz tinha
falado ia passando, e disse-lhe: Ó fulano, vem cá, assenta-te aqui. E
desviou-se para ali, e assentou-se. 2 Então tomou dez homens dos anciãos
da cidade, e disse: Assentai-vos aqui. E assentaram-se. 3 Então disse ao
remidor: Aquela parte da terra que foi de Elimeleque, nosso irmão, Noemi, que
tornou da terra dos moabitas, está vendendo. 4 E eu resolvi informar-te
disso e dizer-te: Compra-a diante dos habitantes, e diante dos anciãos do meu
povo; se a hás de redimir, redime-a, e se não a houveres de redimir,
declara-mo, para que o saiba, pois outro não há senão tu que a redima, e eu
depois de ti. Então disse ele: Eu a redimirei. 5 Disse porém Boaz: No dia
em que comprares a terra da mão de Noemi, também a comprarás da mão de Rute, a
moabita, mulher do falecido, para suscitar o nome do falecido sobre a sua
herança. 6 Então disse o remidor: Para mim não a poderei redimir, para que
não prejudique a minha herança; toma para ti o meu direito de remissão, porque
eu não a poderei redimir. 7 Havia, pois, já de muito tempo este costume em
Israel, quanto a remissão e permuta, para confirmar todo o negócio; o homem
descalçava o sapato e o dava ao seu próximo; e isto era por testemunho em
Israel. 8 Disse, pois, o remidor a Boaz: Toma-a para ti. E descalçou o
sapato. 9 Então Boaz disse aos anciãos e a todo o povo: Sois hoje
testemunhas de que tomei tudo quanto foi de Elimeleque, e de Quiliom, e de
Malom, da mão de Noemi, 10 E de que também tomo por mulher a Rute, a
moabita, que foi mulher de Malom, para suscitar o nome do falecido sobre a sua
herança, para que o nome do falecido não seja desarraigado dentre seus irmãos e
da porta do seu lugar; disto sois hoje testemunhas. 11 E todo o povo que
estava na porta, e os anciãos, disseram: Somos testemunhas; o Senhor faça a
esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e como a Lia, que ambas
edificaram a casa de Israel; e porta-te valorosamente em Efrata, e faze-te nome
afamado em Belém. 12 E seja a tua casa como a casa de Perez (que Tamar deu
à luz a Judá), pela descendência que o Senhor te der desta moça. 13 Assim
tomou Boaz a Rute, e ela lhe foi por mulher; e ele a possuiu, e o Senhor lhe
fez conceber, e deu à luz um filho. 14 Então as mulheres disseram a Noemi:
Bendito seja o Senhor, que não deixou hoje de te dar remidor, e seja o seu nome
afamado em Israel. 15 Ele te será por restaurador da alma, e nutrirá a tua
velhice, pois tua nora, que te ama, o deu à luz, e ela te é melhor do que sete
filhos. 16 E Noemi tomou o filho, e o pôs no seu colo, e foi sua ama.
17 E as vizinhas lhe deram um nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E
deram-lhe o nome de Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi. 18 Estas
são, pois, as gerações de Perez: Perez gerou a Hezrom, 19 E Hezrom gerou a
Rão, e Rão gerou a Aminadabe, 20 E Aminadabe gerou a Naassom, e Naassom
gerou a Salmom, 21 E Salmom gerou a Boaz, e Boaz gerou a Obede, 22 E
Obede gerou a Jessé, e Jessé gerou a Davi.
Verdade Prática
Deus tem o mundo em suas mãos
e os seus olhos procuram as fiéis da terra.
INTRODUÇÃO
I- DIREITO TRANSFERIDO A BOAZ Rt 4.1-5
1– O processo legal Rt 4.1
2– O outro resgatador Rt 4.4
3– Uma condição inesperada Rt 4.5
II- CASAMENTO DE RUTE Rt 4.7-12
1– Transferência do direito Rt 4.8
2– Boaz casa-se com Rute Rt 4.10
3– Somos testemunhas Rt 4.11
III- FELICIDADE DE NOEMI RE 4.13-17
1- A concepção de Rute Rt 4.13
2– A alegria de Noemi Rt 4.17
3– A genealogia de Davi Rt 4.22
APLICAÇÃO PESSOAL
Devocional Diário
Segunda – Rt
4.1-5
Terça – Rt
4.7-8
Quarta – Rt
4.9-12
Quinta – Rt
4.13-14
Sexta – Rt
4.15-17
Sábado – Rt
4.18-22
Hinos da Harpa: 27 – 126
INTRODUÇÃO
De modo empolgante, o escritor
detalha o processo legal pelo qual Boaz se tornou o legítimo resgatador e se
casou com Rute, de modo que o filho deles foi o herdeiro de Elimeleque.
I- DIREITO TRANSFERIDO A BOAZ
(Rt 4.1-5)
1. O processo legal (Rt 4.1) “Boaz
subiu à porta da cidade e assentou-se ali. Eis que o resgatador de que Boaz
havia falado ia passando; então, lhe disse: Ó fulano, chega-te para aqui e
assenta-te; ele se virou e se assentou.”
Do terreiro da debulha Boaz
subiu à porta da cidade, um ponto de reunião de todas as pessoas; o lugar para
comunicar as notícias, fazer negócios e administrar a justiça, um centro de
decisões da vida social da cidade. Boaz estava ali para resolver a questão da
redenção de uma viúva e da propriedade de um parente. Havia, na sociedade
israelita, uma lei que atuava nos casos de heranças, de cuidado das viúvas e a
provisão de herdeiros para viúvas sem filhos. A causa em questão era decidir
formalmente qual dos homens, Boaz ou o parente mais chegado, seria o resgatador
da família de Elimeleque.
Boaz, uma autoridade
reconhecida na cidade, esperava o parente resgatador passar por ali. Este, ao
ser avistado, foi convidado para aproximar-se, assentando-se de imediato. Para
formar um quórum legal, que pode ser chamado de júri, Boaz convidou dez homens
dos anciãos da cidade para servirem de testemunhas, caso fosse necessário, os
quais poderiam certificar e validar qualquer transação.
2. O outro resgatador (Rt
4.4) “Resolvi, pois, informar-te disso e dizer-te: compro-a na
presença destes que estão sentados aqui e na de meu povo; se queres resgatá-la,
resgata-a se não, declaramos para que eu o saiba, pois outro não há senão tu
que a resgate, e eu, depois de ti. Respondeu ele: Eu a resgatarei.”
Boaz explica ao parente sobre
o caso em questão. Ele diz: “resolvi, pois, informar-te”, indicando que era
dele a iniciativa de fazer aquela reunião. E lhe disse que comprasse “a parte
da terra” na presença das testemunhas e do povo, tendo em vista a situação de
Noemi, viúva e sem herdeiros.
Evocando o propósito da
remissão e o dever legal de resgatador, Boaz oferece ao parente duas opções: a) se
desejasse servir como parente-resgatador, que o fizesse; b) se não
interessasse ou se sentisse impedido, que declarasse. Boaz lhe diz que não
havia outro resgatador, só eles dois. É possível que isso tenha estimulado o
ego do parente diante do único concorrente, então disse: “Eu a resgatarei”. Com
isso, o parente assume seu dever de ser o resgatador de Noemi.
3. Uma condição inesperada (Rt
4.5) “Disse, porém, Boaz: No dia em que tomares a
terra da mão de Noemi, também a tomarás da mão de Rute, a moabita, já viúva,
para suscitar o nome do esposo falecido, sobre a herança dele”.
Antes do parente se dirigir às
testemunhas e declarar que faria a redenção da propriedade (cf. v.9), Boaz
explica que, ao comprar a terra de Noemi, também teria de se casar com Rute
para suscitar o nome do esposo falecido sobre a herança dele.
Ao tomar conhecimento dessa
obrigação, ele declinou do seu direito em favor de Boaz e justificou que não
poderia efetuar o resgate para não prejudicar a herança dele. Esse prejuízo
poderia ser pagar pela terra e ter de entregá-la ao primeiro filho que teria
com Rute, o herdeiro legal de Elimeleque. E, ainda mais, ter suas despesas
aumentadas com o sustento de Rute e de Noemi.
Então, respondeu a Boaz
dizendo: “Redime tu o que me cumpria resgatar”. Para eximir-se de qualquer
prejuízo pessoal, repete diante das testemunhas e do povo: “porque eu não
poderei fazê-lo” (v. 6) e descalçou a sandália. Assim, ele cumpriu a
formalidade legal exigida.
Agora, Boaz tem a posse do
direito de remir a terra de Elimeleque, casar-se com Rute e prover um herdeiro
para a família de Noemi. Ele cumprirá a promessa que fizera a Rute de ser o seu
resgatador: “Eu o farei, tão certo como vive o Senhor” (3.13).
II- CASAMENTO DE RUTE (Rt
4.7-12)
1. Transferência do direito
(Rt 4.8) “Disse, pois o resgatador a Boaz:
compra-a tu. E tirou o calçado (sandália)”.
A cerimônia era um antigo
costume em Israel. Assim acontecia em uma negociação: quando um dos
negociadores queria confirmar o seu acordo numa transação, tirava o calçado e o
transferia para o parceiro. Naquela situação, o parente, que é o portador do
direito de resgatar, renunciou a favor de Boaz, dizendo: “compra-a tu”.
Suas palavras eram uma
declaração legal e, com o gesto simbólico de tirar o seu calçado e entregá-lo a
Boaz, tornava pública a cessão do direito de remidor que foi transferido a
Boaz.
Veja
acima a OBSERVAÇÃO Pr. Henrique - Era uma lei a questão do descalçar a sandália,
Era uma lei a questão do Levirato
Finalmente, Boaz levanta o objeto da questão: “também tomo por mulher Rute, a moabita” (4,5,10). É possível que a nacionalidade de Rute e o fato de ser viúva de Malom configuraram uma identificação legal da moabita para ser substituta de Noemi e, por meio do casamento, perpetuar o nome dos falecidos, o marido e filhos sobre a herança deles. Assim, o primeiro filho nascido de Rute e Boaz seria dono da propriedade da família de Elimeleque e renovaria a esperança de Noemi, de que seus mortos sobrevivessem através do herdeiro, continuariam com vida nas suas propriedades, no extrato social e no clã.
Por fim, para encerrar as manifestações, as testemunhas e os anciãos disseram que o sucesso de Boaz somente seria possível por meio da “prole que o SENHOR te der desta jovem.” (4.12). Ao mencionar “desta jovem eles: afirmam que os descendentes de Boaz viriam do seu casamento com Rute.
1. A concepção de Rute (Rt 4.13) “Assim, tomou Boaz a Rute, e ela passou a ser sua mulher; coabitou com ela, e o Senhor lhe concedeu que concebeu, e teve um filho.”
As mulheres da cidade (1.19) de novo se fazem presentes na vida de Noemi, louvando a Deus por ter dado a ela um neto que manteria viva a descendência de Elimeleque. Elas abençoaram o menino, desejando que ele fosse afamado (v.14), como os anciãos desejaram a Boaz (v.11), porém mais de maneira mais extensa, não só na cidade de Belém, mas entre toda a nação de Israel. Essa celebração contribui para concluir com alegria a história de Noemi que no início era de desolação e vazio, agora reflete a concretização ao ter os braços e colo cheios com a esperança desejada.
Na expressão “ela te é melhor que sete filhos”, as mulheres mostram a simbologia desta condição para aqueles dias: ter sete filhos era uma bênção divina e uma grande honra, e se fossem muitos, melhor, pelo valor atribuído aos homens (servir nas guerras, no trabalho, na administração e proteção dos bens).
Noemi faz um simbólico gesto, enquanto ouvia silenciosamente as amigas, e fecha o círculo da sua vida. Tomou (das mãos das mulheres) o menino, e o pôs no regaço, e entrou (na casa dela) a cuidar dele. Diante disso, elas exclamam: “a Noemi nasceu um filho”, relembrando o lamento dela (1.11-13; 20,21). Antes vazia, agora vivendo sua completude. Para finalizar, as mulheres deram nome ao menino e lhe chamaram Obede, “um que trabalha/servo”.
A figura do resgatador (goel) aponta profeticamente para o nosso Redentor, que nos concedeu o direito de participar legitimamente da família de Deus e sermos eternamente Seus herdeiros.
1) Onde era realizado o resgate de propriedade de um parente? À porta da cidade
I – O COMPROMISSO DE BOAZ COM RUTE
1. No lugar da bênção
2. A iniciativa de Noemi
3. Respeitando o processo
II – O CASAMENTO ENTRE BOAZ E RUTE
1. Concluindo o negócio
2. Resgate e lei do levirato
3. O registro público
III – A REMIÇÃO DA LINHAGEM DE DAVI ATRAVÉS DE RUTE E BOAZ
1. O nascimento de Obede
2. Boaz, um tipo de Cristo
“Agora, pois, minha filha, não temas; tudo quanto disseste te farei, pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa.” (Rt 3.11)
Uma mulher virtuosa tem um valor incalculável, por seu caráter e sua disposição de servir a Deus e à família.
Segunda - Gn 2.18; Ec 4.9-12; Hb 13.4
O casamento como instituição divina fundamental
Terça - Sl 27.14; Pv 20.21
Esperando o tempo certo e o desfecho do devido processo
Quarta - Gn 2.24; Ef 5.25-28; 1 Pe 3.7
A liderança masculina na família pressupõe atitude, amor e honra
Quinta - Sl 128.6
Netos como recompensas aos avós é sinônimo de renovação de vida
Sexta - Ez 16.8
O compromisso de Deus com o povo de Israel
Sábado - Jo 3.16; 1 Pe 1.18,19
Jesus Cristo, nosso Senhor, como Redentor eterno
Rute 3.8-10; 4.11
Rute 3
8 - E sucedeu que, pela meia-noite, o homem estremeceu e se voltou; e eis que uma mulher jazia a seus pés.
9 - E disse ele: Quem és tu? E ela disse: Sou Rute, tua serva; estende, pois, tua aba sobre a tua serva, porque tu és o remidor.
10 - E disse ele: Bendita sejas tu do Senhor, minha filha; melhor fizeste esta tua última beneficência do que a primeira, pois após nenhuns jovens foste, quer pobres quer ricos.
Rute 4
11 - E todo o povo que estava na porta e os anciãos disseram: Somos testemunhas; o Senhor faça a esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e como a Leia, que ambas edificaram a casa de Israel; e há-te já valorosamente em Efrata e faze-te nome afamado em Belém.
HINOS SUGERIDOS: 227, 505, 519 da Harpa Cristã
1. INTRODUÇÃO
O tema da presente lição é o casamento de Boaz com Rute. Esse casamento, ao longo da história da Igreja, é visto como um tipo de Cristo e a Igreja. No relacionamento de Boaz com Rute temos um tipo de relacionamento do Senhor Jesus Cristo com a sua Noiva. A história de Boaz e Rute também é a história de salvação de Deus para a humanidade.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Explicar o compromisso de Boaz com Rute; II) Esclarecer o casamento de Boaz com Rute; III) Relacionar a remição da linhagem de Davi com a história de Rute.
B) Motivação: O que o casamento de uma moabita com um remidor da família de Noemi tem a ver com o plano de salvação? Das coisas simples, aparentemente sem importância, brota uma bênção que a abrange toda a humanidade. Deus usou uma crise de uma família para fazer a manutenção de um plano definido desde a fundação do mundo.
C) Sugestão de Método: Inicie a aula de hoje perguntando o que é mais difícil quando aguardamos uma promessa? Crer em meio ao contexto completamente contrário ao que foi prometido? Ou esperar o tempo necessário, dias, meses, anos ou décadas, para ver se concretizar o que foi prometido? Explique que o assunto de hoje traz lições preciosas a respeito da promessa de salvação e, também, acerca de como devemos nos comportar diante da espera de uma promessa. Aguardar as promessas de Deus se cumprirem pode ser tão desafiador quanto o crer diante do improvável. Por isso, desenvolva esta aula de modo que a fé de seus alunos seja estimulada a enfrentar os obstáculos da espera.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: O casamento entre Boaz e Rute nos ensina que Deus usa as coisas simples para fazer cumprir um plano muito maior. Também temos a lição de que é necessário aprendermos a esperar o tempo e aguardar o processo devido para alcançar a promessa.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 98, p.38, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
O livro de Rute começa com fome e mortes, mas termina com duas grandes celebrações: o casamento de Boaz e Rute e o nascimento de Obede, o avô de Davi. Nosso Deus é poderoso para reverter tragédias em bênçãos. Além de um redentor humano, a história nos apresenta parte da genealogia de Jesus Cristo, nosso Redentor divino-humano.
1. No lugar da bênção
A colheita da cevada e do trigo havia terminado e Rute permanecia servindo a Noemi e lhe obedecendo em tudo (Rt 2.23). Seu lema era: “Tudo quando me disseres farei” (Rt 3.5). Rute teve oportunidades fora de casa, mas não se aventurou por parte alguma, como se fosse autônoma e independente (Rt 3.10). Não buscou falsas liberdades, como as que são pregadas hoje pela ideologia feminista. Sua lealdade e sujeição fortaleceram o desejo de Noemi de vê-la casada novamente. Ter um novo lar era fundamental para a felicidade e segurança de Rute. O casamento é uma instituição divina fundamental para a solidez da família, da igreja e de toda a sociedade (Gn 2.18; Ec 4.9-12; Hb 13.4). A bênção de Rute estava chegando e ela permanecia no lugar certo.
Os cereais colhidos eram levados para a eira, um terreno plano preparado para a debulha das espigas. Noemi soube que naquela noite Boaz faria aquele trabalho. Era uma grande oportunidade para Rute se aproximar dele e demonstrar seu interesse em ser remida. Sem que fosse notada, Rute deveria esperar que Boaz se deitasse, lhe descobrir os pés e deitar-se discretamente. Boaz saberia o que fazer quando notasse sua presença (Rt 3.4-7), o que demonstra tratar-se de um costume conhecido na época. Estender a capa era sinal de compromisso de casamento (Rt 3.9). Em Ezequiel 16.8 essa prática é mencionada como metáfora, representando o compromisso de Deus com Israel.
Para encontrar-se com Boaz, Rute deveria banhar-se, se perfumar e vestir sua melhor roupa (Rt 3.3). Assim como não exclui a ternura, a santidade não despreza a beleza, desde que com simplicidade, em pureza e moderação (Gn 24.16; Is 39.2; 1 Tm 2.9,10). Por volta da meia noite, Boaz acorda, assustado, com uma mulher deitada a seus pés, e pergunta: “Quem és tu?” (Rt 3.9). Orientada por Noemi, Rute se identifica, lembra-lhe a condição de remidor e pede que estenda sobre ela a sua capa. Como Noemi dissera, Boaz realmente entendeu! Ele era, de fato, um parente remidor, mas havia outro mais chegado, que tinha prioridade na remição. Era preciso aguardar, respeitando o processo: “[...] se te não quiser redimir, vive o Senhor, que eu te redimirei”. O caráter santo de Boaz e Rute novamente se manifestam. Sem qualquer contato íntimo, ela passou o restante da noite deitada aos pés dele e saiu bem cedo, para não ser percebida (Rt 3.9-14). Mesmo estando perto, uma bênção pode ser perdida se não soubermos esperar o tempo certo e respeitar o devido processo (Sl 27.14; Pv 20.21).
1. Concluindo o negócio
Rute teve a iniciativa de sugerir a Boaz que exercesse o papel de remidor, conforme o costume da época. Mas era fundamental que ele superasse o obstáculo que havia: a preferência do parente mais próximo. Boaz agiu rapidamente, como Noemi havia dito: “Sossega, minha filha, [...] aquele homem não descansará até que conclua hoje este negócio” (Rt 3.18). Todo homem deve ser preparado para tomar iniciativas na vida, principalmente quando o assunto for casamento e vida conjugal. A liderança masculina pressupõe atitude, amor responsável e honra à mulher como vaso mais fraco (Gn 2.24; Ef 5.25-28; 1 Pe 3.7).
Boaz foi para a porta da cidade e logo viu o remidor, que ia passando (Rt 4.1). Não seria este mais um ato da providência divina? Boaz o convidou para tratar do assunto que lhe inquietava, e chamou 10 homens importantes da cidade para testemunharem o ato. Em princípio, o remidor aceitou adquirir as terras que haviam sido de Elimeleque, mas desistiu quando Boaz o informou que o resgate incluía o dever de se casar com Rute, a moabita, para “suscitar o nome do falecido sobre a sua herdade” (Rt 4.5). A aplicação das duas leis nesse caso – a do resgatador e a do casamento por levirato – certamente se deu porque apenas a aquisição das terras não faria que ficassem na família de Elimeleque. Assim, o resgate deveria ser acompanhado do casamento sob a lei do levirato. O remidor alegou motivos econômicos para a sua desistência: ele não aplicaria recursos em terras que não seriam de sua própria família, e sim dos sucessores de Elimeleque (Rt 4.6,10).
Seguindo mais um dos costumes da época, a transferência do direito de resgate foi selada com o remidor descalçando o sapato e entregando-o a Boaz (Rt 4.7,8). O testemunho público para a remição e o casamento com Rute foi invocado por Boaz e recebeu uma confirmação uníssona: “E todo o povo que estava na porta e os anciãos, disseram: Somos testemunhas; o Senhor faça a esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e como a Leia, que ambas edificaram a casa de Israel [...]” (Rt 4.9-11). Rute foi acolhida na comunidade de Israel com as mais elevadas honras.
“O CONTEXTO HISTÓRICO DO CASAMENTO ENTRE BOAZ E RUTE
Noemi provavelmente pensou que Boaz era seu parente mais próximo. Ele possivelmente desejou casar-se com Rute porque sua resposta demonstra que pensava algo sobre isto. Com certeza, não intentou desposar Noemi porque era muito velha para gerar filhos (1.11,12). Outro membro da família era o parente mais próximo; portanto, tinha o direito de tomar Rute como sua esposa. Caso sua resposta fosse negativa, Boaz estaria livre para casar-se com ela (3.13). Boaz marcou o encontro com seu parente no portão da cidade. Este era o centro das atividades locais. Ninguém podia entrar ou sair daquela localidade sem passar por lá. Os ambulantes instalavam seus negócios naquele local, que também servia como câmara municipal. Oficiais da cidade juntavam-se para realizar suas transações comerciais. Por existirem tantas atividades, este era um bom lugar para o encontro das testemunhas (4.2) e um local apropriado para Boaz fazer sua proposta. Boaz habilmente apresentou seu caso ao primo. Primeiro, transmitiu novas informações ainda não mencionadas na história — Elimeleque, o falecido marido de Noemi, ainda possuía uma propriedade que estava à venda. Como parente mais próximo, este tinha a prioridade para comprar a terra, o que ele concordou (Lv 25.25). Entretanto, Boaz disse que, de acordo com a lei, se ele adquirisse a propriedade também teria que casar-se com a viúva [...]” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.360).
1. O nascimento de Obede
Consumado o casamento, Boaz podia tomar a Rute por mulher: “[...] e o Senhor lhe deu conceição, e ela teve um filho” (Rt 4.13). Foi grande a celebração das mulheres de Belém, pois entendiam como Deus estava agindo em favor de Noemi (Rt 4.14). Antes amargurada e acreditando estar sob castigo divino (Rt 1.13,20,21), a viúva de Elimeleque recebeu uma “renovação da vida” (Rt 4.15 – NAA), e teria, agora, alguém que cuidaria dela em sua velhice. Era mesmo o começo de uma nova fase na vida de Noemi. Os netos enchem os avós de orgulho e alegria (Pv 17.6). Neles, os idosos projetam o prolongamento da vida, recebem novo ânimo e encorajamento. É uma recompensa por terem tido filhos e se dedicado a eles (Sl 128.6).
Se Noemi, Rute ou Orfa não se casassem com alguém da família de Elimeleque, a linhagem ancestral de Davi teria sido profundamente alterada. Noemi já não tinha idade para gerar filhos (Rt 1.12). Orfa voltou para os moabitas (Rt 1.14). O Deus de Israel encontrou Rute, cuja vida foi guiada por um caminho de renúncia, amor, pureza e muita submissão. Ela, como um tipo da Igreja, encontrou-se com Boaz, um tipo de Cristo, nosso Redentor eterno (Jo 3.16; 1 Pe 1.18,19).
“O LEGADO DA OBEDIÊNCIA
As genealogias no livro de Rute são apresentadas fornecendo dez gerações, explicando as omissões e, portanto, as diferenças com outros registros. As genealogias do Novo Testamento (Mt 1.3-6; Lc 3.32,33) são construídas sobre a precisão registrada no livro de Rute (Rt 4.17-22), o que também é a ligação mais vital na linhagem traçada de Abraão até Cristo. Contudo, o nome de Rute não aparece de fato nesses versículos (vv. 17-22), talvez por sua história ser o cerne do livro de Rute. Mateus incluiu o nome dela. Rute era pura e deu testemunho das qualidades do mais alto caráter em contraste com outras mulheres mencionadas, o que pode ter sido a razão de ele a ter mencionado pelo nome. Ainda assim, ela também precisava de um go’ēl, um remidor. E exatamente como Rute, não pertencente ao povo de Deus, proibida de entrar na congregação do Senhor (Dt 23.3) e sem esperança — alienada de Deus — se humilhou aos pés do parente remidor, Boaz, pedindo sua aceitação e ajuda, todas as mulheres têm de se humilhar aos pés do Senhor Jesus e buscar sua redenção salvífica. Ao fazer isso, assim como Rute encontrou a segurança terrena, você encontrará o descanso celestial” (Patterson, D. K, KELLEY, R. H. Comentário Bíblico da Mulher – Antigo Testamento. Vol. I. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, pp.486-87).
A história de Rute é uma história de redenção. Uma moabita foi não somente remida, mas entrou para a genealogia do Redentor da humanidade, Jesus, o filho de Davi. Ao lado de Tamar e Raabe, Rute proclama a graça de Deus, que se manifesta a todos, judeus e gentios (Tt 2.11). Que proclamemos com poder a vida e a obra de nosso Redentor divino-humano, Jesus Cristo, o Salvador dos homens (1 Tm 4.10; At 4.12).
1. Qual era o lema de Rute e como isso foi importante em sua vida?
Seu lema era: “Tudo quando me disseres farei” (Rt 3.5). Rute teve oportunidades fora de casa, mas não se aventurou por parte alguma, como se fosse autônoma e independente (Rt 3.10).
Os cereais colhidos eram levados para a eira, um terreno plano preparado para a debulha das espigas. Noemi soube que naquela noite Boaz faria aquele trabalho. Era uma grande oportunidade para Rute se aproximar dele e demonstrar seu interesse em ser remida.
3. Que processo deveria ser aguardado por Rute e Boaz?
Ele era, de fato, um parente remidor, mas havia outro mais chegado, que tinha prioridade na remição. Era preciso aguardar, respeitando o processo: “[...] se te não quiser redimir, vive o Senhor, que eu te redimirei”.
4. Por que houve a necessidade da aplicação das leis do resgate e do casamento por levirato?
A aplicação das duas leis nesse caso – a do resgatador e a do casamento por levirato – certamente se deu porque apenas a aquisição das terras não faria que ficassem na família de Elimeleque. Assim, o resgate deveria ser acompanhado do casamento sob a lei do levirato.
5. O que o nascimento de Obede representa no plano de redenção?
O Deus de Israel encontrou Rute, cuja vida dirigiu por um caminho de renúncia, amor, pureza e muita submissão. Ela, como um tipo da Igreja, encontrou-se com Boaz, um tipo de Cristo, nosso Redentor eterno (Jo 3.16; 1 Pe 1.18,19).
Remição: Ato ou efeito de remir; resgatar, quitar, liberar da pena ou dívida.