Escrita Lição 4, CPAD, A PATERNIDADE
DIVINA, 1Tr26, Com. Extra Pr. Henrique, EBD NA TV
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Henrique de Almeida Silva
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – A REVELAÇÃO DA PATERNIDADE DO PAI
1. Definição da paternidade do PAI
2. A paternidade eterna do PAI
3. O PAI gerou o FILHO
4. O PAI nos concede o ESPÍRITO
II – RECONHECENDO A PATERNIDADE DO PAI
1. Confessar a CRISTO como FILHO
2. A perfeição do amor do PAI
3. As bênçãos da filiação divina
III – A EXPERIÊNCIA DO AMOR DO PAI
1. O amor é aperfeiçoado no crente
2. O amor é a marca dos filhos de DEUS
3. Fomos amados primeiro
TEXTO ÁUREO
“E vimos, e testificamos que o PAI enviou
seu FILHO para Salvador do mundo.”
(1 Jo 4.14)
VERDADE PRÁTICA
A paternidade de DEUS é revelada no envio
do FILHO e na concessão do ESPÍRITO, confirmando nossa filiação e
aperfeiçoando-nos no amor.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 1.18 O PAI não tem início nem fim,
Ele é eterno
Terça - Jo 17.5 O PAI sempre foi eternamente
Quarta - Jo 5.26 O PAI gera o FILHO e ambos têm
a vida em si mesmo
Quinta - Jo 15.26; 16.7 O ESPÍRITO procede do PAI
e do FILHO
Sexta - 1 Jo 4.15,16 Confessar a CRISTO revela a
habitação de DEUS
Sábado - 1 Jo 4.17-19 O amor de DEUS lança fora
o temor e nos capacita a amar
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 João 4.13-16
13 - Nisto conhecemos que estamos nele, e
ele em nós, pois que nos deu do seu ESPÍRITO,
14 - e vimos, e testificamos que o PAI
enviou seu FILHO para Salvador do mundo.
15 - Qualquer que confessar que JESUS é o FILHO
de DEUS, DEUS está nele e ele em DEUS.
16 - E nós conhecemos e cremos no amor que
DEUS nos tem. DEUS é amor e quem está em amor está em DEUS, e DEUS, nele.
HINOS SUGERIDOS :33, 48, 511 da Harpa
Cristã
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SUBSÍDIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO – LIVROS E
REVISTAS ANTIGAS E GOOGLE
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Lição 4 – A Paternidade Divina (subsídio por Thiago Santos: evangelista - CPAD)
Na presente lição, veremos com maiores
detalhes a paternidade divina, bem como o amor divino que nos capacita a viver
a nossa filiação com DEUS diante do mundo. Inicialmente, a lição destaca que a
paternidade de DEUS não tem início no tempo. DEUS é PAI desde a eternidade.
Isso nos remete à compreensão de que as Pessoas do FILHO e do ESPÍRITO SANTO
coexistem com o PAI desde a eternidade, tendo em vista que os três compartilham
da mesma natureza divina (Jo 10.30). Nesse sentido, a relação entre as três
Pessoas da Trindade é a referência ideal para o relacionamento do crente com DEUS.
Uma das marcas da filiação divina é a fé que expressamos em JESUS, o FILHO
Unigênito. Ele, por natureza, é o FILHO gerado - e não criado - pelo PAI (Hb
1.1-5); em contrapartida, a nossa filiação ocorre a partir da confissão de fé
em JESUS, que nos adentra à comunhão com DEUS por meio da graça. Sendo, pois,
justificados pela fé, temos paz com DEUS (Rm 5.1). Agora que somos filhos temos
também a testificação dessa filiação por meio do ESPÍRITO SANTO. Ele testifica
com nosso espírito que somos filhos de DEUS (Rm 8.16). De acordo com o
“Dicionário Bíblico Baker”, editado pela CPAD, adoção diz respeito ao “processo
voluntário de concessão de direitos, privilégios, responsabilidades e posição
de FILHO ou herdeiro a um indivíduo ou grupo que não nasceu originalmente do
adotante. Enquanto o nascimento ocorre naturalmente, a adoção ocorre apenas
pelo exercício da vontade. […] Os filhos adotivos de DEUS desfrutam de todos os
direitos de um FILHO natural, incluindo a oportunidade de chamar DEUS de ‘PAI’,
como JESUS fez (Mt 5.16; Lc 12.32). Paulo particularmente usa a adoção para
descrever o novo relacionamento do cristão com DEUS por meio do sacrifício
expiatório de JESUS CRISTO (Rm 8.15, 16, 21-23; 9.25, 26)” (2023, p. 23). Agora
que recebemos a nova natureza, podemos, como filhos de DEUS, desfrutar de todas
as abundantes bênçãos de Sua graça. Um dos grandes desafios da nossa geração é
preservar sua identidade enquanto filhos de DEUS. Inclusive, a marca que
distingue e torna pública essa filiação é o amor de DEUS derramado em nossos
corações (Rm 5.5). Esse amor nos capacita a adorar a DEUS em espírito e em
verdade (Jo 4.24), bem como a amar o próximo e perdoar aqueles que se colocam
como nossos inimigos e perseguidores (Mt 5.11,12,44-48). Se quisermos tornar
notória ao mundo a nossa experiência como filhos de DEUS, precisamos remover da
nossa forma de pensar e agir tudo aquilo que não corresponde à natureza divina.
Que a cada ato de renúncia ao pecado e submissão aos mandamentos divinos o amor
de DEUS possa se aperfeiçoar em nós
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RESUMO RÁPIDO DO Pr. Henrique
INTRODUÇÃO
A lição explora
a centralidade da paternidade de DEUS PAI na fé cristã, destacando que Ele é um
DEUS pessoal, amoroso e provedor, revelado plenamente em JESUS CRISTO. Mostra
como essa paternidade se manifesta por meio do amor, cuidado, adoção filial e
da ação do ESPÍRITO SANTO, que confirma a filiação divina no coração humano.
Ressalta o rompimento da distância entre DEUS e a humanidade, propondo uma
relação íntima e transformadora. Define a paternidade divina como fonte suprema
de amor, cuidado e identidade, sendo modelo para pais humanos. Aborda a
paternidade eterna de DEUS, sua origem trinitária e o convite à comunhão segura
e plena. Explica a geração eterna do FILHO, a concessão do ESPÍRITO SANTO e o
papel destes na vida cristã. Enfatiza a importância de reconhecer e viver essa
paternidade por meio da criação, redenção, estudo bíblico, oração e
experiências pessoais. Destaca o dever de confessar CRISTO como FILHO DE DEUS,
a perfeição do amor do PAI e as bênçãos da filiação divina. Por fim, apresenta
a experiência do amor de DEUS PAI como fonte de cura, confiança e identidade,
sendo o amor a marca dos filhos de DEUS.
I – A REVELAÇÃO DA PATERNIDADE DO PAI
A revelação da
paternidade de DEUS PAI, central no Cristianismo, é a de um DEUS
pessoal, amoroso e provedor, que se manifesta plenamente através de JESUS
CRISTO, Seu FILHO, revelando-se não como um governante distante, mas como
um PAI presente que busca intimidade, cuidado, direção e adoção para
todos que creem, com o ESPÍRITO SANTO confirmando essa filiação no coração
humano. JESUS ensinou essa paternidade através da oração do PAI-Nosso,
mostrando um relacionamento de amor e confiança, e afirmando "quem me vê,
vê o PAI".
Como essa
Paternidade se revela:
- Através de
JESUS: JESUS é a expressão
máxima do PAI, a "expressa imagem da sua pessoa", ensinando-nos
a chamar DEUS de "Aba, PAI" (Papai, paizinho) e mostrando Sua
natureza amorosa, que faz o sol nascer sobre justos e injustos.
- Pelo Amor
e Cuidado: DEUS
PAI cuida das necessidades humanas, provê direção, conforto e não
abandona, sendo um modelo de amor incondicional, não dependente de
desempenho.
- Pela
Adoção Filial: Ele
nos oferece a adoção como filhos e filhas, transformando-nos em Seu povo,
como prometido nas escrituras (2 Cor 6:18).
- Pelo ESPÍRITO
SANTO: O ESPÍRITO SANTO
testifica em nossos corações que somos filhos de DEUS, removendo o
sentimento de orfandade e nos conectando a Ele.
- Na Oração: O PAI-Nosso nos ensina a nos
aproximarmos de DEUS PAI com liberdade e confiança, como filhos se
aproximam de seu PAI terreno, buscando um relacionamento genuíno e não
apenas rituais.
O Objetivo da
Revelação:
- Rompimento
com a Distância: A
missão de CRISTO foi revelar o PAI a um mundo órfão, quebrando paradigmas
religiosos e mostrando um DEUS acessível e relacional..
- Um Convite
à Intimidade: DEUS,
o Criador, quer intimidade com cada um, convidando-nos a recalcular a rota
e viver como Seus filhos amados, prosperando em Sua presença..
Em resumo, a
paternidade de DEUS é a base da fé cristã, revelando um DEUS que não é apenas
Todo-Poderoso, mas também PAI amoroso e presente, que deseja uma relação íntima
e transformadora com Seus filhos.
1. Definição da paternidade do PAI
A paternidade
de DEUS PAI é a fonte soberana e o modelo supremo de todo
PAI, um atributo da Primeira Pessoa da Trindade que se manifesta em amor
incondicional, cuidado, ensino e adoção, revelando-se como um
relacionamento íntimo e constante, não apenas como criador, mas como Aquele que
nos adota em CRISTO para sermos seus filhos amados, oferecendo segurança,
propósito e uma identidade de pertencimento.
Principais
Aspectos da Paternidade Divina:
- Origem e
Fonte: DEUS PAI é o princípio
sem princípio, a origem de toda boa dádiva e do próprio relacionamento
familiar, sendo Ele quem gera o FILHO e de Quem procede o ESPÍRITO SANTO.
- Amor
Incondicional e Sacrificial: Ele
nos ama profundamente, mesmo em nossas falhas, e ofereceu Seu FILHO, JESUS,
para que tivéssemos comunhão com Ele, mostrando um amor que excede o
entendimento humano.
- Cuidado e
Provisão: Assim como um PAI
terreno, DEUS cuida, ensina, corrige e supre as necessidades de Seus
filhos, sendo um guia constante e um refúgio seguro.
- Identidade
e Adoção: Chamar DEUS de PAI
significa reconhecer que somos parte de Sua família espiritual, adotados
por Ele, o que nos dá uma identidade de filhos amados e pertencentes.
- Intimidade
e Relacionamento: A
paternidade divina busca comunhão e intimidade, convidando-nos a uma
relação pessoal, expressa por JESUS com o termo afetuoso "Abba"
(Papai ou Paizinho).
- Exemplo
para os Pais Humanos: Sua
paternidade serve como o padrão perfeito para pais terrenos, que são
chamados a amar e cuidar como Ele faz, ajudando seus filhos a trilharem o
caminho da identidade.
Em resumo, a
paternidade de DEUS é o convite para uma relação de amor, confiança e
pertencimento, onde somos vistos não apenas como criaturas, mas como filhos
amados, tendo em DEUS o PAI que nos ama e nos guia para uma vida plena em Sua
família.
2. A paternidade eterna do PAI
A paternidade
eterna de DEUS PAI significa que Ele é a fonte primordial de vida e amor,
existindo desde sempre como PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO, e sendo o fundamento
de toda paternidade, refletindo-se no cuidado, guia e amor incondicional que
Ele oferece aos Seus filhos, especialmente através de JESUS CRISTO, que nos
ensinou a chamá-Lo de "Abba" (PAI), conferindo-nos a segurança e o
pertencimento de filhos adotados, e nos prometendo participação em Sua vida
eterna.
Características
da Paternidade Eterna de DEUS:
- Origem
Trinitária: A
paternidade na Trindade (PAI, FILHO, ESPÍRITO SANTO) é a fonte de toda a
paternidade, com o PAI sendo o princípio gerador do FILHO e do ESPÍRITO SANTO.
- Amor
Incondicional: Ele
é um PAI que acolhe, cura, direciona e ama sem reservas, mesmo quando pais
humanos falham.
- Companhia
Constante: Sua
paternidade é uma presença eterna, como JESUS demonstrou ao clamar pelo PAI
na cruz e ser ressuscitado, mostrando que Ele nunca está sozinho.
- Fonte de
Identidade: Ao
nos adotar como filhos através de CRISTO, DEUS nos dá segurança,
pertencimento e um propósito, nos livrando do vazio de sermos órfãos.
- Reflexo
Imperfeito em Pais Humanos: Pais
que agem com amor, cuidado e sabedoria refletem o caráter do PAI
Celestial, sendo um ato de adoração.
- Paternidade
Revelada em CRISTO: JESUS
revelou a paternidade de DEUS com intimidade, usando o termo afetuoso
"Abba", convidando-nos a experimentar esse mesmo amor de
criança.
Na Prática:
- Para os
Fiéis: Significa entender que,
mesmo em meio às dificuldades, há um PAI que cuida, sustenta e oferece a
vida eterna.
- No Lar: Pais e mães são chamados a refletir
o amor de DEUS, sendo a primeira igreja onde os filhos aprendem a amar e
confiar em DEUS.
Em essência, a
paternidade eterna de DEUS é um convite para uma relação íntima e segura com
Aquele que é o princípio e o fim de tudo, o PAI que nos ama e nos conduz à
glória.
3. O PAI gerou o FILHO
DEUS PAI
"gerou" o FILHO, JESUS CRISTO, de forma eterna,
significando que JESUS possui a mesma essência divina do PAI, sendo
consubstancial (da mesma substância) e não uma criação, embora a Bíblia também
use a ressurreição de JESUS como o momento em que Ele é "gerado" no
sentido de ser coroado Rei, como em Atos 13:33. Essa "geração" eterna
implica que JESUS sempre existiu com o PAI, sendo a segunda Pessoa da Trindade,
e não um ser criado.
Entendendo a
"Geração Eterna":
- Não é
criação: A palavra grega em
Hebreus 1:5 sugere uma origem inerente, não algo trazido à existência do
nada, como uma criatura.
- Essência
Divina: Como FILHO eterno, JESUS
é DEUS de DEUS, luz de luz, DEUS verdadeiro de DEUS verdadeiro, possuindo
a mesma natureza divina do PAI.
- Ato do PAI: O PAI é a fonte, e JESUS, o FILHO, é
a expressão perfeita dessa natureza divina, existindo eternamente com Ele.
A
"Geração" na Ressurreição:
- Coroação e
Autoridade: Textos
como Atos 13:33 interpretam Salmos 2:7 ("Tu és meu FILHO, eu hoje te
gerei") como o momento da ressurreição e coroação de JESUS, quando
Ele recebeu autoridade plena no céu. Aqui JESUS é o primeiro homem ressuscitado
e glorificado a entrar no céu de glória.
- Prova de
Sua Divindade: Sua
ressurreição, operada pelo PAI, confirmou Sua identidade como FILHO de DEUS
e Senhor.
Em Resumo:
DEUS PAI gerou JESUS CRISTO eternamente, sendo Ele o FILHO unigênito com a
mesma natureza divina, e também O "gerou" no tempo, através da
ressurreição, para Sua exaltação como Rei e Senhor.
4. O PAI nos concede o ESPÍRITO
DEUS PAI
concede o ESPÍRITO SANTO aos que o pedem, como uma promessa de JESUS, sendo Ele
a força que nos guia, nos santifica, nos ensina a orar e nos torna filhos de DEUS,
sendo um dom gratuito essencial para viver a fé e a vida cristã. Ele é o
Consolador (Paráclito), a promessa de vida nova e o que nos conecta ao PAI e ao
FILHO.
O que o PAI
concede através do ESPÍRITO SANTO:
- Força e
poder: Para viver a vontade de DEUS
e ser testemunha de CRISTO, como prometido em Atos 1:8,
"receberão poder quando o ESPÍRITO SANTO descer sobre vocês".
- Vida nova: O ESPÍRITO vivifica nossos corpos
mortais e nos torna participantes da vida de DEUS (Jo 6.63).
- Filiação
Divina: Ele nos torna filhos
adotivos de DEUS, pois "todos aqueles que se deixam conduzir pelo ESPÍRITO
de DEUS são filhos de DEUS" (Romanos 8:14).
- Ajuda na
oração: O ESPÍRITO intercede por
nós com gemidos inexprimíveis, ensinando-nos a pedir e a orar (Rm 8.26).
- Condução à
verdade: Ele nos guia a toda a
verdade e nos revela a vontade de DEUS (Jo 16.13).
- Acesso ao PAI: Sem o ESPÍRITO, não é possível
conhecer o FILHO, e sem o FILHO, não se chega ao PAI; Ele é a ponte para DEUS.
- Nos faz lembrar das Palavra de JESUS
(Jo 14.26) e nos dá Palavras para pregar ou ensinar ou responder a alguma
pergunta sobre JESUS, ou DEUS (Mt 10.19).
Como recebemos:
- Através da
oração: JESUS ensinou que, se
pecadores dão coisas boas aos seus filhos, o PAI dará o ESPÍRITO SANTO aos
que o pedirem (Lucas 11:13).
- Na
conversão: O ESPÍRITO
SANTO é recebido no momento da conversão ao ouvirmos o evangelho e nele
crermos (Ef 1.13)
- O Batismo com o ESPÍRITO SANTO,
o revestimento de poder, pode ser recebido no momento da conversão (At 10
45-46), pode ser recebido após a conversão (At 2.4), pode ser recebido
antes do batismo nas águas ou após o batismo nas águas (At 10 45-46; 19.5-6).
Em resumo, o ESPÍRITO
SANTO é o grande presente do PAI para que possamos viver plenamente a nossa fé,
sermos transformados e edificar a Igreja.
II – RECONHECENDO A PATERNIDADE DO PAI
Reconhecer a
paternidade de DEUS PAI envolve aceitar Seu amor incondicional e
cuidado protetor, manifestados através da criação, redenção em CRISTO,
e a presença do ESPÍRITO SANTO, o que leva a uma relação de dependência,
oração, busca por santidade e obediência, chamando-o "Abba, PAI",
e vivendo como Seus filhos adotados e amados.
Como Reconhecer
a Paternidade de DEUS:
1. Pela Criação e Redenção:
·
Criador e Provedor: DEUS se
revela como PAI Todo-Poderoso que criou tudo e cuida das necessidades, provendo
direção e conforto.
·
Adoção em CRISTO: Através
de JESUS, somos adotados como filhos e herdeiros, podendo chamar DEUS de "PAI"
(Romanos 8:15, Gálatas 4:6).
2. Pela Bíblia (A Palavra):
·
Leitura e Estudo: A Bíblia
é o manual que revela o caráter de DEUS como PAI: amoroso, justo,
misericordioso, santo, e disciplinador por amor.
·
Oração (PAI Nosso): A oração
ensinada por JESUS ("PAI Nosso") nos ensina como nos conectar
diretamente a Ele, reconhecendo Sua santidade e dependência d'Ele.
3. Pela Ação do ESPÍRITO SANTO:
·
Presença Interna: O ESPÍRITO
SANTO habita em nós, confirmando nossa filiação e nos capacitando a viver como
filhos.
4. Pela Vida de JESUS CRISTO:
·
O Exemplo Perfeito: JESUS,
sendo FILHO, mostrou a paternidade de DEUS ao viver uma vida de amor,
obediência e sacrifício, convidando-nos a segui-Lo (João 14:9).
5. Em Nossas Experiências:
·
Dependência e Humildade: Reconhecer
nossa fragilidade e necessidade de guia, deixando de lado a autossuficiência.
·
Relacionamento Íntimo: Buscar
uma comunhão constante, permitindo que Ele faça parte de nossas alegrias e
tristezas, como um PAI presente.
·
Santidade e Testemunho: Viver
uma vida que reflete Seu amor e justiça, sendo luz para o mundo.
Em Resumo: É um processo de confissão, entrega e relacionamento,
onde você se despoja do "querer ser independente" para viver uma vida
de amor, cuidado e propósito como FILHO(a) de DEUS, experimentando Sua
companhia constante e Seu amor incondicional.
1. Confessar a CRISTO como FILHO
O dever de
confessar a JESUS CRISTO como FILHO de DEUS é um pilar central da fé cristã,
fundamentado tanto na necessidade de salvação quanto no compromisso público do
fiel.
Aqui estão os
pontos principais sobre esse dever:
1. Requisitos
para a Salvação
A Bíblia
estabelece que a confissão verbal, acompanhada da fé interior, é essencial para
a redenção.
- Romanos
10:9-10: Afirma que se você
confessar com sua boca que "JESUS é Senhor" e crer em seu
coração que DEUS o ressuscitou, será salvo.
- Somos
salvos pela graça (JESUS e sua obra salvífica), mediante a fé. Crer na pregação do evangelho é requisito
principal para a salvação (Ef 1.13, 2.8)
- 2.
Reconhecimento da Identidade Divina
Confessar CRISTO
como "FILHO de DEUS" não é apenas um título, mas o reconhecimento de
sua divindade e autoridade suprema.
- Mateus
16:16-17: Quando Pedro declara:
"Tu és o CRISTO, o FILHO do DEUS vivo", JESUS afirma que essa
revelação veio diretamente do PAI.
3.
Consequências Diante de DEUS
JESUS ensinou
que a postura do homem em relação a Ele na Terra determinará Sua postura em
relação ao homem na eternidade.
- Mateus
10:32-33: JESUS declara que quem o
confessar diante dos homens, Ele o confessará diante de Seu PAI, mas quem
o negar, será negado.
4. Testemunho
Público e Coragem
O dever de
confessar implica não se envergonhar do Evangelho, mesmo diante de oposição ou
perseguição.
- 1 João
4:15: Diz que "qualquer
que confessar que JESUS é o FILHO de DEUS, DEUS permanece nele, e ele em DEUS".
- Isso se traduz em viver uma
vida que reflita os ensinamentos de CRISTO, tornando a confissão visível
através de atos e palavras.
5. O Papel do ESPÍRITO
SANTO
A teologia
cristã ensina que uma confissão genuína só é possível através da influência
divina. Segundo 1 Coríntios 12:3, "ninguém pode dizer que JESUS
é o Senhor, senão pelo ESPÍRITO SANTO". Após ouvir o evangelho e nele
crer (Ef 1.13), o pecador é convencido do pecado, da justiça e do juízo (Jo
16.8), arrependendo-se e passando a fazer parte do corpo de CRISTO (mergulhado
pelo ESPÍRITO SANTO no corpo de CRISTO que é a Igreja, Ef 4.5).
Em resumo,
confessar a CRISTO como FILHO de DEUS é um ato de fidelidade, submissão
e gratidão, sendo a resposta humana necessária ao sacrifício de JESUS.
2. A perfeição do amor do PAI
A perfeição do
amor de DEUS PAI é um amor incondicional, sacrificial, pessoal e
transformador, revelado plenamente no envio de JESUS CRISTO, que busca,
perdoa e adota Seus filhos, convidando-nos a sermos perfeitos como Ele, amando
até os inimigos e buscando a união com Ele através da fé e dos mandamentos.
Esse amor é eterno, infinito e se manifesta em cuidado, presença e força, sendo
a base para uma vida plena e para a transformação interior.
Características
do amor perfeito de DEUS PAI:
- Natureza
Divina: DEUS é amor, e Seu amor
faz parte de Sua essência, sendo perfeito e infinito.
- Sacrificial: A maior prova é o envio de JESUS
para morrer por nós, mesmo pecadores (João 3:16; Romanos 5:8).
- Pessoal e
Individual: Ele
conhece cada um intimamente, com seus medos e sonhos, e nos ama
individualmente (João 16:27).
- Inquebrável: Nada pode nos separar desse amor
(Romanos 8:38-39).
- Transformador: Ele nos adota como filhos, nos dá
nova vida e nos guia (Efésios 2:4-5).
- Chamado à
Perfeição: JESUS
nos convida a amar como Ele, perdoando e orando por quem nos persegue
(Mateus 5:48).
Como
experimentá-lo:
- Através de
JESUS: O amor do PAI é revelado
em CRISTO, que é DEUS escondido em alimento e vida (João 6:56-57).
- Com fé e
obediência: Amar
a DEUS implica guardar Seus mandamentos e buscá-Lo de todo o coração, não
apenas intelectualmente, mas com experiência espiritual (Deuteronômio 6:5;
João 14:15).
- Na
prática: Perdoar, orar pelos
inimigos e amar quem não nos quer bem são manifestações desse amor.
Em resumo, o
amor do PAI é a fonte de nossa salvação e esperança, um amor que nos busca e
nos capacita a amar como Ele, alcançando a plenitude da vida.
3. As bênçãos da filiação divina
A filiação
divina sob a perspectiva teológica pentecostal, é compreendida como um ato
de adoção espiritual mediante a fé em JESUS CRISTO. Diferente
do conceito de que todos são filhos por criação, a Bíblia ensina que a filiação
é um "poder" ou direito concedido somente àqueles que recebem a CRISTO
como único e suficiente Salvador e Senhor.
As principais
bênçãos e privilégios dessa posição incluem:
- Identidade
e Novo Nome: O
crente deixa de ser apenas criatura para ser reconhecido como FILHO amado,
tendo seu nome escrito no Livro da Vida.
- Acesso e
Intimidade (Abba, PAI): Através
do ESPÍRITO SANTO, o FILHO de DEUS tem a liberdade de se aproximar do PAI
com confiança, desfrutando de uma comunhão íntima que não se baseia em
rituais, mas em relacionamento, o véu foi rasgado.
- Herança
com CRISTO: Como
filhos, os crentes tornam-se herdeiros de DEUS e co-herdeiros com CRISTO,
o que inclui a promessa da vida eterna e de todas as bênçãos espirituais.
- Guia e
Proteção do ESPÍRITO: Ser FILHO
implica ser guiado pelo ESPÍRITO de DEUS (Romanos 8:14). Isso traz
segurança contra as forças do mal e a força necessária para vencer as
tentações do mundo.
- Transformação
de Caráter: O ESPÍRITO
SANTO trabalha no coração do FILHO para refletir a imagem de JESUS,
permitindo uma vida de santidade e luz. O fruto do ESPÍRITO SANTO é
implantado no crente no momento da conversão.
- Cuidado e
Provisão: DEUS, como o "melhor
PAI", assume a responsabilidade de cuidar, sustentar e prover para
Seus filhos, garantindo-lhes paz e conforto mesmo em tempos de
dificuldade.
Essa filiação é
mantida pela perseverança na fé e pela obediência voluntária
aos mandamentos, refletindo o amor de DEUS no mundo
III – A EXPERIÊNCIA DO AMOR DO PAI
A experiência
do amor de DEUS PAI é uma relação pessoal e transformadora, caracterizada
por um amor incondicional, fiel e misericordioso, revelado plenamente em JESUS CRISTO,
que nos convida a confiar, nos deixar amar e viver como Seus filhos,
encontrando cura, propósito e liberdade em Sua presença acolhedora, mesmo
diante de nossas falhas, nos chamando de volta ao Seu colo de paz e alegria.
Características
do Amor de DEUS PAI:
- Incondicional
e Infinito: É um
amor que não tem limites, perdoa e acolhe, independentemente de nossos
pecados ou fraquezas.
- Revelado
em JESUS: JESUS CRISTO é o rosto
visível desse amor, demonstrando a misericórdia e a entrega do PAI pela
humanidade, ao dar Seu FILHO único para a vida eterna.
- Fiel e
Presente: DEUS PAI não abandona,
está sempre trabalhando e acredita em cada um de nós, nos dando uma missão
e um chamado.
- Cura e
Cura: É a fonte de cura para a
alma, preenchendo o vazio que as coisas do mundo não conseguem,
permitindo-nos viver livres e satisfeitos. É também a fonte de cura para o
espírito e para o corpo.
- Criador: Sua essência é criar, e isso se
manifesta em nossa própria criatividade, que deve ser usada para construir
o Reino de DEUS.
Como
Experimentar Esse Amor:
- Reconhecer
e Acolher: Parar
para ver as obras de DEUS em sua vida e agir como um FILHO, permitindo-se
ser amado.
- Confiança
e Oração: Confiar em DEUS,
chamando-O de "Abba PAI", especialmente quando não temos forças,
pois Ele escuta os gemidos dos Seus filhos.
- Voltar
para Casa: Se
você sente falta desse afeto, "volte para casa", aninhando-se no
colo paterno para sentir o coração de DEUS.
- Deixar-se
Amar: Abraçar o amor de DEUS,
deixando de buscar fora o que só Ele pode dar, para viver a plenitude de
Sua alegria.
- Testemunhar: Usar as maravilhas que Ele fez em
sua vida para testemunhar, sem se gloriar, mas para glorificá-Lo.
Em resumo, a
experiência do amor de DEUS PAI é um convite para uma relação íntima e de total
confiança, onde somos amados, perdoados e capacitados para viver plenamente a
vida em Sua casa.
1. O amor é aperfeiçoado no crente
O amor de DEUS PAI
é aperfeiçoado no cristão através da obediência à Sua Palavra e
do amor ao próximo.
De acordo com
as Escrituras, esse aperfeiçoamento não significa que o ser humano se torna
impecável, mas que o amor divino atingiu seu objetivo pretendido na vida do
crente:
- Pela
Obediência: A
Primeira Epístola de João afirma que "qualquer que guarda a sua
palavra, o amor de DEUS está nele verdadeiramente aperfeiçoado" (1
João 2:5). A prática dos ensinamentos de CRISTO é a evidência de que o
amor de DEUS frutificou.
- Pelo Amor
Fraternal: O
texto bíblico também ensina que, embora ninguém nunca tenha visto a DEUS,
se amarmos uns aos outros, DEUS permanece em nós, e o Seu amor é
aperfeiçoado em nós (1 João 4:12).
- Pela
Ausência do Medo: O
amor aperfeiçoado lança fora o medo do juízo, pois o crente passa a viver
em confiança e comunhão plena com o PAI (1 João 4:17-18).
Em resumo, o
amor de DEUS é "aperfeiçoado" quando deixa de ser apenas um conceito
recebido e se torna uma ação praticada pelo crente em relação ao mundo.
2. O amor é a marca dos filhos de DEUS
A declaração "O
amor é a marca dos filhos de DEUS PAI" está fundamentada na Bíblia,
especialmente em passagens como 1 João 3:1, que diz: "Vede que grande amor
nos tem concedido o PAI, a ponto de sermos chamados filhos de DEUS; e, de fato,
somos filhos de DEUS". Isso significa que amar a DEUS e amar ao próximo
(inclusive o inimigo, orando por ele) é um testemunho de nossa filiação,
refletindo o amor de DEUS em nós, que é amor incondicional e que nos chama à
semelhança d'Ele.
Passagens-chave
que confirmam isso:
- : "Vede quão grande amor nos tem
concedido o PAI, a ponto de sermos chamados filhos de DEUS." (1Jo
3.1).
- : "Amados, amemo-nos uns aos
outros, porque o amor é de DEUS; e todo aquele que ama é nascido de DEUS e
conhece a DEUS." (1Jo 4.7).
- : JESUS disse: "Um novo
mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei,
que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus
discípulos, se amardes uns aos outros." (Jo 13.34-35).
O que significa
ser FILHO de DEUS e ter o amor como marca:
- Filiação
Divina: Ser chamado "FILHO
de DEUS" é um privilégio e uma realidade, não apenas uma designação,
devido ao grande amor do PAI (Jo 1.12; Rm 8.14, 16; Ef 5.1).
- Reflexo do
Amor de DEUS: O
amor que demonstramos (a DEUS e aos outros) é um reflexo do amor de DEUS
em nós, mostrando que nascemos d'Ele e O conhecemos.
- Mandamentos
do Amor: Amar a DEUS implica
obedecer aos Seus mandamentos, e amar ao próximo (mesmo inimigos) é um
sinal claro de quem pertence a Ele.
- Identidade
em CRISTO: Somos
filhos amados de DEUS, e essa identidade nos dá segurança, pertencimento e
um propósito, independentemente das falhas dos pais terrenos.
Portanto, o
amor é, de fato, a característica distintiva daqueles que são filhos de DEUS PAI,
um chamado para vivermos em Sua semelhança e para que o mundo veja Sua obra em
nós.
Mas, a todos
quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de DEUS, aos que
creem no seu nome; (João 1.12)
Vinde, e vede
as obras de DEUS: é tremendo nos seus feitos para com os filhos dos homens. (Salmos
66.5)
E sereis
consolados, quando virdes o seu caminho e os seus feitos; e sabereis
(Ezequiel 14.23)
3. Fomos amados primeiro
Essa é uma
verdade central da fé cristã, fundamentada na ideia de que o amor de DEUS é a
origem de tudo. Como afirma a Bíblia em 1 João 4:19: "Nós
amamos porque ele nos amou primeiro".
Esse conceito
traz algumas reflexões profundas:
- Iniciativa
Divina: O amor de DEUS não é uma
resposta ao nosso comportamento ou bondade; ele é a causa. Ele nos amou
antes mesmo de existirmos ou de podermos oferecer algo em troca.
- Amor
Incondicional: Por
ser o primeiro a amar, DEUS estabelece um vínculo que não depende de
mérito, mas da Sua própria natureza, que é o amor.
- Identidade: Saber que se é amado desde a origem
traz um senso de valor e propósito, independentemente das circunstâncias
externas.
CONCLUSÃO
O texto
reafirma que a paternidade de DEUS PAI é o fundamento da fé cristã, revelando
um DEUS próximo, amoroso e provedor, que deseja intimidade com cada pessoa. Por
meio de JESUS CRISTO e do ESPÍRITO SANTO, somos convidados a viver como filhos
adotados, desfrutando de identidade, segurança e propósito. A paternidade
divina é eterna, fonte de todo amor e cuidado, e modelo para as relações
humanas. Reconhecer essa paternidade implica aceitar o amor incondicional de DEUS,
buscar comunhão, obediência e testemunho. Confessar CRISTO como FILHO DE DEUS é
essencial para a salvação e para uma vida de fé autêntica. O amor do PAI é
perfeito, transformador e deve ser refletido em nossas atitudes e
relacionamentos. A filiação divina traz bênçãos como herança, proteção e
transformação de caráter. Experimentar o amor de DEUS é viver em confiança,
cura e plenitude. O amor é a marca dos filhos de DEUS, evidenciado pela prática
dos mandamentos e pelo testemunho ao mundo. Por fim, somos lembrados de que
amamos porque Ele nos amou primeiro, estabelecendo nossa identidade e valor em
Seu amor.
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
REVISTA
ANTIGA
Lição 4,
Salvação - O Amor e a Misericórdia de DEUS
4º Trimestre de
2017 - Título: A Obra da Salvação - JESUS CRISTO é o Caminho, e a Verdade
e a Vida - Comentarista: Pr. Claiton Ivan Pommerening, Assembleia de DEUS de
Joinvile, SC
https://www.youtube.com/view_play_list?p=F4869B9FECA6AD69
FIGURAS
https://ebdnatv.blogspot.com.br/2017/10/figuras-da-licao-4-salvacao-o-amor-e.html
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE - 1 João 4.13-19
13 - Nisto
conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu ESPÍRITO, 14
- e vimos, e testificamos que o PAI enviou seu FILHO para Salvador do mundo. 15
- Qualquer que confessar que JESUS é o FILHO de DEUS, DEUS está nele e ele em
DEUS. 16 - E nós conhecemos e cremos no amor que DEUS nos tem. DEUS é amor e
quem está em amor está em DEUS, e DEUS, nele. 17 - Nisto é perfeito o amor para
conosco, para que no Dia do Juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos
nós também neste mundo. 18 - No amor, não há temor; antes, o perfeito amor
lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é
perfeito em amor. 19 - Nós o amamos porque ele nos amou primeiro.
AMOR - Estudos Doutrinários
da Bíblia de Estudo Pentecostal - BEP - CPAD
DEUS é amor (1Jo
4.8). Seu amor é altruísta, pois abraça o mundo inteiro, composto de humanidade
pecadora (Jo 3.16; Rm 5.8). A manifestação principal desse seu amor foi a de
enviar seu único FILHO, JESUS, para morrer em lugar dos pecadores (1Jo
4.9,10). Além disso, DEUS tem amor paternal especial àqueles que estão
reconciliados com Ele por meio de JESUS (ver Jo 16.27).
DEUS é
misericordioso e clemente (Êx 34.6; Dt 4.31; 2Cr 30.9; 'Sl 103.8;
145.8; Jl 2.13); Ele não extermina o ser humano conforme merecemos
devido aos nossos pecados (Sl 103.10), mas nos outorga o seu perdão como dom
gratuito a ser recebido pela fé em JESUS CRISTO.
PONTO CENTRAL -
A salvação é resultado do amor e da misericórdia de DEUS.
Resumo da Lição
4, Salvação - O Amor e a Misericórdia de DEUS
I - O
MARAVILHOSO AMOR DE DEUS
1. DEUS é amor.
2. Um amor que
não se pode conter.
3. A certeza do
amor de DEUS.
II - UM DEUS
MISERICORDIOSO
1. O que é
misericórdia?
2. O PAI da
misericórdia.
3. Misericórdia
com o pecador.
III - AMOR,
BONDADE E COMPAIXÃO NA VIDA DO SALVO
1. Amor como
adoração a DEUS.
2. Amar ao
próximo.
3. Amor como
serviço diaconal.
SÍNTESE DO
TÓPICO I - A salvação é a maior prova do amor e da misericórdia de DEUS por
nós.
SÍNTESE DO
TÓPICO II - DEUS é um PAI misericordioso.
SÍNTESE DO
TÓPICO III - A salvação é evidenciada mediante o amor, a bondade e a compaixão.
PARA REFLETIR -
A respeito de salvação, o amor e a misericórdia de DEUS, responda:
Como podemos medir e comparar o amor de DEUS
pela humanidade?
A maior demonstração do amor de DEUS pelo mundo foi quando Ele entregou
vicariamente o seu amado FILHO (Rm 5.8; 2 Co 5.14; Gl 2.20). Logo, o objeto
desse amor vai muito além da Criação, pois tem, na humanidade, seu valor
monumental (Jo 3.16).
O amor de DEUS pode ser modificado pelo homem?
Nesse aspecto, o amor de DEUS pela humanidade é incondicional, ou seja, não há
nada que o ser humano possa fazer para aumentá-lo ou diminuí-lo.
O que é a misericórdia de DEUS?
É a fidelidade de DEUS mediante a aliança de amor estabelecida com a
humanidade, apesar da infidelidade dela.
Quando JESUS lavou os pés dos discípulos, o que Ele estava ensinando na
prática?
Quando JESUS lavou os pés dos discípulos, Ele ensinou, na prática, um estilo de
vida que deveria caracterizar seus discípulos (Jo 13.14), ou seja, o de um
servir ao outro.
Qual a maneira mais eficaz do crente demonstrar que é seguidor de JESUS?
"Amar uns aos outros" é a maneira mais eficaz de demonstrar ao mundo
que somos seguidores de JESUS (Jo 13.34).
CONSULTE -
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 72, p38
SUGESTÃO DE
LEITURA - Cristianismo Equilibrado - Ele Escolheu os Cravos - Feridas que Curam
Resumo
Rápido do Pr. Henrique
INTRODUÇÃO
O
amor de DEUS vem na vertical, de DEUS para nós. Devemos corresponder a este
amor verticalmente para DEUS e horizontalmente, ao nosso próximo.
A salvação só
nos foi possível por causa de duas ações graciosas e invisíveis de DEUS. Seu
amor e sua misericórdia. Antes mesmo de criar todas as coisas DEUS nos amou e
planejou nossa salvação por meio de duas alianças, uma temporária e outra
eterna e perfeita, em JESUS CRISTO. DEUS nos incluiu nessa.
Por meio de sua
misericordiosa intervenção nos torna seus filhos, co-herdeiros em CRISTO Fe
suas promessas (Efésios 3:6).
O Novo
Testamento fornece um número de definições e de exemplos de ágape que
geralmente expandem os usados nos textos antigos, denotando o amor entre
irmãos, o amor de um esposo com as crianças, e o amor de DEUS para todos os
povos. O uso cristão de ágape vem diretamente dos evangelhos. Quando
perguntado qual era o maior mandamento, JESUS disse:
"Amai" (ágape) ao senhor vosso DEUS com todo vosso coração e com toda
vossa alma e com toda vossa mente. Este é o primeiro e maior de todos os
mandamentos. E o segundo é: "Amai" (ágape) vosso próximo como a vós
mesmos. Toda a lei e os Profetas residem nestes dois mandamentos» (Mateus
22:37-41).
Como
nunca atingiremos o perfeito amor, como é o desejo de DEUS para nós, então o
que é perfeito só será visto, sentido e vivido no céu após o arrebatamento.
Isso não quer dizer que não vamos continuar tentando crescer no amor de DEUS
tanto para com ELE mesmo, como para com nossos irmãos e outras pessoas também,
enquanto por aqui estivermos.
Aqui os dons
são importantes demonstrações do poder e cuidado de DEUS para com a humanidade,
são atração para os pecadores se chegarem ao evangelho, são confirmações da
Palavra de DEUS e dos pregadores, e não devem ser desprezados, são armas de
conversão e de edificação, portanto, indispensáveis enquanto aqui vivermos,
mas, no céu não teremos mais necessidade dos dons, lá só o amor prevalecerá,
não mais teremos que ganhar almas lá. Os que estiverem lá, todos, já estarão
salvos..
O único ser
humano que conseguiu amar como DEUS foi JESUS, que nasceu sem a semente do
pecado, venceu o pecado em todas as suas formas e ELE mesmo É DEUS.
Jo 21.17-
Disse-lhe terceira vez: “Simão, FILHO de Jonas, amas-me?” Simão entristeceu-se
por lhe ter dito terceira vez: “Amas-me”? E disse-lhe: “Senhor, tu
sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. JESUS Disse-lhe: “apascenta as minhas
ovelhas”.
Pedro traiu a
JESUS por três vezes (Jo.:18.17-27) e depois se auto excluiu
da Comunhão do Senhor, Voltando ao ofício antigo (Lc 5.4; Jo 21.3), mas o
mestre o havia chamado para ser pescador de homens (Lc 5.10).
Para
restaurá-lo o senhor não usou de acusações ou repreensões e nem lhe perguntou
se estava arrependido e também não pediu-lhe que não mais o negasse,
buscou em Pedro o que ele tinha de mais precioso, a sinceridade e honestidade
procurando infundir-lhe o verdadeiro amor (1 Co 13); na verdade o que mais
interessa para JESUS é nosso coração (Mt 22.36-40; Sl 119.11; Sl 147.3; Pv
23.26). Existe, no diálogo entre JESUS e Pedro, dois tipos de amor: o amor
AGAPEO (amor profundo e não interesseiro, amor de DEUS) e o amor PHILEO (amor
com denotação de gostar, amor entre pais e filhos); portanto vamos reproduzir o
diálogo de maneira mais clara:
“Simão, FILHO de Jonas, amas-me mais do que estes”? Ele respondeu: “Sim,
senhor, tu sabes eu gosto de ti”. Ele disse: “Apascenta os meus cordeiros”. A
segunda vez perguntou-lhe JESUS: “Simão, FILHO de Jonas, amas-me?” Ele
respondeu: “Sim, senhor tu sabes que gosto de ti”. Ele disse: “pastoreia as
minhas ovelhas”.Terceira vez perguntou-lhe JESUS: “Simão, FILHO de Jonas,
gostas de mim”? Pedro entristeceu-se, por JESUS lhe ter perguntado pela
terceira vez: “Gostas de mim?” E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que
gosto de ti”. Disse-lhe JESUS: Apascenta as minhas ovelhas”.
JESUS pergunta se Pedro o ama com amor profundo por duas vezes e ele responde
que ainda não está pronto, pois o seu amor ainda é muito pequeno; a terceira
pergunta vem como uma chicotada pois JESUS lhe pergunta, com suas próprias
palavras se ele o ama mesmo com esse amor pequeno, mas sincero e Pedro agora é
restaurado porque depois de negar ao seu mestre por três vezes, agora o
confessa por três vezes. (1Pe 5.2-4). Esse é o DEUS de misericórdia, amor e
perdão, que nos aceita mesmo com esse amor fraco e muito aquém do que deseja.
Jo 3.16-
“Porque DEUS amou o mundo de tal maneira que deu seu FILHO unigênito para que
todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
O amor de DEUS é declarado aqui como algo incomensurável e tão grandioso que o
autor, João não conseguiu encontrar em seu vocabulário uma expressão que o
revelasse, deixando essa revelação para o ESPÍRITO de DEUS que testifica com
nosso espírito que somos filhos de DEUS. Seu amor é tão grande, que ELE nos deu
seu FILHO unigênito JESUS CRISTO, para morrer por nós na cruz, afim de nos
salvar.
- O
maior ser que existe (DEUS, o criador de todas as coisas).
- O
maior sentimento que existe (amor, DEUS sente por nós).
- A
maior quantidade de pessoas que existe (o mundo).
- O
maior cemitério que existe (a alma que pecar esta morrerá).
- A
maior dádiva que alguém pode oferecer (o FILHO unigênito).
- O
maior motivo de todos (a salvação, o perdão, a reconciliação).
- O
maior sacrifício de todos (morte na cruz, ELE fez).
- A
maior tragédia que existe (morte física, da alma e espiritual).
- A
maior fé que existe (é dom de DEUS).
- A
maior confissão que existe (Rm 10.9, Mt 10.32, você precisa fazer).
- A
maior e melhor vida que existe (A vida eterna, você a terá se confessar a JESUS
como senhor e salvador, Jo 5.24).
I -
O MARAVILHOSO AMOR DE DEUS
1. DEUS é amor.
Pode até uma
mãe se esquecer do FILHO que amamenta, mas DEUS jamais se esquece de nós (Is
49.15)!
O profeta
Oseias passou por crise de amor e adultério por parte de sua esposa que
simbolizava os israelitas indiferentes ao amor para com seu DEUS (Os 11.1-4).
Como DEUS é amor, DEUS os perdoou e insistiu em sua reconciliação com Ele.
Como temos o
ESPÍRITO SANTO morando em nós e Este derrama o amor de DEUS em nós, amar
reflete o amor do próprio DEUS, pois Ele é amor (1 Jo 4.8,16).
Temos um PAI
cheio de amor a nos oferecer perdão o tempo todo (1 Jo 4.19).
DEUS demonstrou
e provou que nos ama, realmente, ao nos dar vicariamente (substitutivamente) o
seu único FILHO, JESUS, para morrer em nosso lugar (Rm 5.8; 2 Co 5.14; Gl 2.20;
Jo 3.16).
O Amor de DEUS
Quando a
bondade de DEUS se manifesta em favor de suas criaturas racionais, assume o
mais elevado caráter de amor, amor este que se distingue conforme os objetos
aos quais se destina. Para distinguir o amor divino da bondade de DEUS, podemos
defini-lo como aquela perfeição de DEUS pela qual Ele é impelido eternamente a
comunicar-se com as suas criaturas. Posto que DEUS é absolutamente bom em si
mesmo, o seu amor não pode alcançar perfeita satisfação num objeto imperfeito,
no caso a criatura humana. Apesar disto DEUS ama o homem no seu atual estado de
queda (Jo 3.16). DEUS ama os crentes salvos com um amor especial, posto que os
contempla como seus filhos espirituais em CRISTO. A eles se comunica, em
sentido mais pleno e rico, com toda a plenitude da sua misericórdia e graça (Jo
16.27; Rm 5.8; 1 Jo 3.1).
E nós
conhecemos, e cremos no amor que DEUS nos tem. DEUS é amor; e quem está em amor
está em DEUS, e DEUS nele. 1 João 4:16
Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de DEUS; e qualquer que ama é
nascido de DEUS e conhece a DEUS. 1 João 4:7
Aquele que não ama não conhece a DEUS; porque DEUS é amor. 1 João 4:8
Porque DEUS não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de
moderação. 2 Timóteo 1:7
Mas, se alguém ama a DEUS, esse é conhecido dele. 1 Coríntios 8:3.
DEUS não sente amor - ELE é amor - o amor está em seu âmago. Esse amor é espiritual e não sentimental.
Não há como estar em DEUS sem amar. Primeiro amamos a DEUS sobre todas as coisas e depois a nosso próximo como a nós mesmos. Nisso se resume toda lei e os profetas. A vida cristã se resume no amor. E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu DEUS de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. Lucas 10:27
Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso PAI que está nos céus; Mt 5:44. Temos que amar até nossos inimigos para sermos parecidos com DEUS, sermos filhos de DEUS.
2. Um amor que não se pode conter.
DEUS nos amou antes da fundação do mundo (Ele nos viu antes de nos criar). Mesmo assim nos criou, homem e mulher, como prova desse amor (Gn 1.26,27).
O amor de DEUS é incondicional, Ele ama a todos e quer que todos sejam salvos - (1 Tm 2.4). Não são nossas obras que vão fazê-lo amar mais ou menos (2 Pe 3.9; 1 Tm 2.4).
O pecador deve saber que o amor de DEUS não lança fora sua justiça. O amor é oferecido, mas pode ser recusado, respeitando o livre-arbítrio do homem. Se recusado este amor, o homem é entregue à sua própria condição (Rm 1.18-32). Se o homem escolher Satanás, ficará com ele para sempre, no lago de enxofre e fogo. Assim, o amor e a justiça de DEUS se conciliam
Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de DEUS? 1 João 3:17. Esse amor impulsiona o crente a amar seu irmão.
Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados. E não temais com medo deles, nem vos turbeis; 1 Pedro 3:14. Esse amor não faz conta da própria vida para ser exercitado.
No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. 1 João 4:18
Não há como medir o amor de DEUS. É incomensurável. João tentou defini-lo, mas não encontrou palavras para descrevê-lo: Porque DEUS amou o mundo de tal maneira que deu o seu FILHO unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16
3. A certeza do amor de DEUS.
No mundo em que vivemos tudo é feito por interesse. As pessoas se relacionam por lucro, por dinheiro, por posição social, por política, por fama, etc... Talvez devido a isso não consigamos entender o amor desinteressado de DEUS por nós. O que temos a oferecer a DEUS? Pecado, maldições, doenças, enfermidades, etc... Não temos nada para lhe oferecer de bom, mas mesmo assim Ele nos ama.
Mesmo um desviado não perde o acompanhamento íntimo de DEUS. Todo tempo DEUS está buscando reconciliação com o ser que Ele criou para o adorar. Só se quebrantar (Sl 51.17), se arrepender (Pv 28.13) tendo atitude de retorno sincero, DEUS jamais lança fora os que a Ele se chegam (Lc 15.11-32). Experimente do seu perdão, do seu amor. O amor de DEUS se baseia n'Ele mesmo (Dt 7.6,7), a fonte inesgotável de amor.
Porque todas quantas promessas há de DEUS, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de DEUS por nós. 2 Coríntios 1:20. Não há dúvida do amor de DEUS para conosco.
DEUS prova que nos ama:
Mas DEUS prova o seu amor para conosco, em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8
Nisto se manifestou o amor de DEUS para conosco: que DEUS enviou seu FILHO unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. 1 João 4:9
II - UM DEUS MISERICORDIOSO
1. O que é misericórdia?
Dicionário Wycliffe - CPAD
No NT, a palavra “misericórdia” é a tradução da palavra grega eleos, ou “piedade, compaixão, misericórdia” (veja seu uso em Lucas 10.37; Hebreus 4.16), e oiktirmos, isto é, “companheirismo em meio ao sofrimento” (veja seu uso em Fp 2.1; Cl 3.12; Hb 10.28).
No AT, este termo representa duas raízes distintas: rehem, (que pode significar maciez), “o ventre”, referindo-se, portanto, à compaixão materna (1 Rs 3.26, “entranhas”), e hesed, que significa força permanente (Sl 59.16; 62.12; 144.2) ou ‘mútua obrigação ou solidariedade das partes relacionadas” - portanto, lealdade. A primeira forma expressa a bondade de DEUS, particularmente em relação àqueles que estão em dificuldades (Gn 43.14; Êx 34.6), A segunda expressa a fidelidade do Senhor, ou os laços pelos quais “pertencemos” ou “fazemos parte” do grupo de seus filhos. Seu permanente e imutável amor está subentendido, e se expressa através do termo berit,, que significa “aliança” ou “testamento” (Ex 15.13; Dt 7.9; Sl 136.10-24). No Novo Testamento
A Misericórdia de DEUS
Se a graça divina sentencia o homem como culpado diante de DEUS, fazendo-o carente do perdão divino, a misericórdia de DEUS distingue o homem como alguém cansado sob o fardo do pecado, necessitando de urgente ajuda espiritual. A misericórdia divina pode ser definida como a bondade ou o amor de DEUS para com aqueles que se encontram em estado de miséria espiritual, carecendo de ajuda. Desse modo, em sua misericórdia, DEUS se revela compassivo e piedoso para com os que se acham em estado de miséria espiritual, sempre pronto a socorrê-los. Segundo a Bíblia, a misericórdia de DEUS é gratuita; é para sempre; está sobre todos os homens; elas são a causa de não sermos consumidos (Dt 5.10; Sl 57.10; 86.5; 2 Cr 7.6; Sl 136; Ed 3.11; Ex 20.6; Dt 7.7,9; Lc 1.50; Sl 145.9; Ez 18.23-32; 33.11; Lc 6.35,36; Lm 3.22). Entre os judeus, existe uma crença antiga muito interessante, acerca da misericórdia e da justiça divina. Segundo essa crença, Miguel, o executor dos juízos de DEUS, possui apenas uma asa às costas, o que o faz voar devagar; enquanto que Gabriel, o executor da misericórdia, possui duas potentes asas, o que o faz voar mais velozmente. O rabinismo judaico usa essa ilustração para ensinar que DEUS tem mais pressa em ser misericordioso para com o homem do que em levá-lo a juízo. Mostra, porém, que se o homem rejeitar a misericórdia gratuitamente oferecida, mais cedo ou mais tarde ele será julgado e castigado pelo DEUS das muitas misericórdias.
hesed, “misericórdia" - É a prática do amor. É a urgência em livrar o ser humano do que lhe é penoso. É ter dó da miséria de outrem.
1. DEUS é o grande exemplo de misericórdia (Luc. 6:36).
2. As Escrituras mandam que usemos de misericórdia (II Reis 6:21; Osé. 12:6; Rom. 12:20,21).
3. A misericórdia deve ser gravada em nossos corações, tomando-se uma parte integrante de nossa natureza espiritual (Pro. 3:3).
4. A misericórdia deve ser uma das características dos santos (Sal. 37:26).
5. Neste mundo, JESUS foi o exemplo supremo do exercício da misericórdia, fazendo parte integral de sua missão selvática (Mat. 11:29,30; Luc. 1:78; Tito 3:5).
6. A misericórdia divina é grande (Núm. 14:18; Isa. 54:7); multifacetada (Lam. 3:32); abundante (I Ped. 1:3) e certa (Isa. 55:3; Miq. 7:20).
7. A misericórdia de DEUS enche a terra (Sal. 119:64).
8. A misericórdia divina é a base de nossa esperança (Sal. 130:7).
9. A misericórdia divina deve ser magnificada por nós (I Crô. 16:34; Sal. 115:1; Jer. 33:11).
10. Ela é tipificada no propiciatório (vide) (Êxo. 25:17), sendo ilustrada nas vidas de Ló (Gên. 19:16,19), de Epafrodito (Fil. 2:27) e de Paulo (I Tim. 1:13).
2. O PAI da misericórdia.
DEUS é o PAI da misericórdia (2 Co 1.3; Êx 34.6; Jn 4.2). DEUS demora a irar-se (é longânimo - Pavio Longo). Não nos trta segundo as nossas iniquidades (Sl 103.8-12); DEUS "conhece nossa estrutura" e "lembra-se de que somos pó" (Sl 103.14). Devido a essa misericórdia de DEUS, todos podem descansar no perdão e na reconciliação de DEUS (1 Jo 2.1).
JESUS demonstrou o tempo todo a misericórdia e compaixão de DEUS pelos pecadores (Mt 15.32; 20.34; Mc 8.2). JESUS estava sempre tentando minimizar o sofrimento humano (Lc 7.13; 15.20; Jo 8.10,11). JESUS é a expressão da misericórdia do PAI (Hb 1.1-3). Metade do evangelho é composto de sinais, prodígios e maravilhas que JESIUS operava em benefício das pessoas.
Bendito seja o DEUS e PAI de nosso Senhor JESUS CRISTO, o PAI das misericórdias e o DEUS de toda a consolação; 2 Coríntios 1:3
DEUS, PAI de infinita misericórdia.
O PAI manifesta a sua paternidade através das palavras e da vida do FILHO eterno, que entrou na história humana ao assumir a nossa natureza. CRISTO, com as suas obras e as suas palavras, revela-nos o PAI e dá-nos a conhecer o Seu amor infinito.
3. Misericórdia com o pecador.
A misericórdia é o ato de tratar um ofensor com menor rigor do que ele merece. Trata-se do ato de não aplicar um castigo merecido, mas também envolve a idéia de dar a alguém algo que não merece. Pode referir-se a atos de caridade ou de cura. Também aponta para o ato de aliviar o sofrimento, inteiramente à parte da questão de mérito pessoal. Quando chega à idéia de favor desmerecido, então, já se torna um sinónimo da palavra «graça». Alguém já declarou que a misericórdia retém o julgamento que um homem merece; que a graça outorga alguma bênção que esse homem não merece. De fato, algumas vezes pode ser feita essa distinção, mas, na major parte dos casos, os dois conceitos justapõem-se. Por conseguinte, a misericórdia pode indicar benevolência, benignidade, bênção, clemência, compaixão e favor.
A misericórdia é uma «atitude de compaixão e de beneficência ativa e graciosa expressa mediante o perdão calorosamente conferido a um malfeitor. Apesar de ser uma atitude apropriada somente a um superior ético, não denota condescendência, e, sim, amor, desejando restaurar o ofensor e mitigar, se não mesmo omitir, o castigo que esse ofensor merece. Na Bíblia, a misericórdia de DEUS é oferecida gratuitamente, uma expressão não constrangida de amor, sem qualquer mácula de preconceito, aberta a todos os homens, dignos e indignos igualmente. A teologia cristã não considera a misericórdia divina como incompatível com os seus justos julgamentos, mas considera ambas as coisas como expressões vivas de seu amor, conforme o mesmo é revelado em CRISTO, cuja morte expiatória reconcilia as exigências da justiça divina com as misericórdias divinas» (E).
É evidente que a misericórdia combina um forte elemento emocional, usualmente identificado com a compaixão, a piedade ou o amor, com alguma demonstração prática de gentileza ou bondade, em resposta à condição ou às necessidades do objeto da misericórdia» (Z)
Misericórdia. DEUS é misericordioso. "A misericórdia de DEUS é a divina bondade em ação com respeito às misérias de suas criaturas, bondade que se comove a favor deles, provendo o seu alivio, e, no caso de pecadores impenitentes, demonstrando paciência longânima" (Hodges). (Tito 3:5; Lam. 3:22; Dan. 9:9; Jer. 3:12; Sal. 32:5; Isa. 49:13; 54:7.) Uma das mais belas descrições da misericórdia de DEUS encontra-se no Salmo 103:8-18. O conhecimento de sua misericórdia toma-se a base da esperança (Sal. 130:7) como também da confiança (Sal. 52:8). A misericórdia de DEUS manifestou-se de maneira eloqüente ao enviar CRISTO ao mundo. (Luc. 1:78.)
Misericórdia (DicionárioPortuguês.dctx – The Word)
s. f. 1. Pena causada pela miséria alheia; comiseração. 2. Graça ou perdão. 3. Punhal com que antigamente os cavaleiros matavam o adversário depois de derrubado, se ele não pedia misericórdia. Interj. Apelo de quem pede compaixão ou socorro.
MISERICÓRDIA (Dicionário Teológico)
- [Do lat. miser, miséria + cordis, coração] Indulgência, graça. Compaixão suscitada pela miséria do próximo. Literalmente, significa voltar o coração à miséria alheia. Através deste sentimento, o Senhor mostra que, no juízo do Calvário, sua misericórdia sempre triunfa.
MISERICÓRDIA (Almeida.dctx)
1) Bondade (Js 2.14, RA).
2) Bondade, AMOR e GRAÇA de DEUS para com o ser humano, manifestos no perdão, na proteção, no auxílio, no atendimento a súplicas (Êx 20.6; Nm 14.19, RA; Sl 4.1). Essa disposição de DEUS se manifestou desde a criação e acompanhará o seu povo até o final dos tempos (Sl 136, RA; Lc 1.50).
3) Virtude pela qual o cristão é bondoso para com os necessitados (Mt 5.7; Tg 2.13).
III - AMOR, BONDADE E COMPAIXÃO NA VIDA DO SALVO
1. Amor como adoração a DEUS.
Adoramos a DEUS pelo que ELE é. DEUS é amor. Então um dos motivos pelos quais adoramos a DEUS é por causa de seu amor. O amor que usamos para adorar a DEUS é o reflexo de seu próprio amor, pois adoramos em ESPÍRITO e em VERDADE, ou seja, adoramos a DEUS através do ESPÍRITO SANTO e de JESUS, o logos de DEUS, a Palavra que se fez carne.
O pecador é inimigo de DEUS (Rm 5.10), alguns o odeiam (Lc 19.14). JESUS veio promover a reconciliação, pela cruz, com DEUS, pois Ele mesmo tomou a iniciativa e capacitou o salvo a amá-lo (1 Jo 4.11,19). JESUS ensinou que devemos amar o Senhor DEUS acima de todas as coisas (Dt 6.5; Mc 12.29,30). Isso vem de DEUS e só podemos sentir este amor se estivermos ligados ao ESPÍRITO SANTO (Dt 30.6). Amamos a DEUS porque Ele nos amou primeiro (1 Jo 4.19).
2. Amar ao próximo.
JESUS nos ensinou que devemos amara a todos indistintamente, até nossos inimigos. Uma condição para sermos perdoados por DEUS é perdoar a todos.
"Porque o amor de CRISTO nos constrange" (2 Co 5.14). Constrange-nos a que? A amar o nosso próximo (Mt 5.43-45; Ef 5.2; 1 Jo 4.11). Por que amar ao próximo? Porque CRISTO morreu por ele assim como morreu por nós (Rm 14.15; 1 Co 8.11). JESUS disse que quando fazemos algo de bom para nosso próximo estamos fazendo a Ele próprio (Mt 25.40). Quem é nosso próximo segundo a parábola do Bom Samaritano? Qualquer pessoa que aparecer diante de nós durante a caminhada da vida. Amemos o outro sem esperar algo em troca (Mt 22.39; 1 Co 13). Nossa função de cristão é amar.
3. Amor como serviço diaconal.
Quem ama serve. Quem ama serve com alegria. Quem ama tem prazer em servir.
JESUS lavou os pés dos discípulos, Ele ensinou, na prática, um estilo de vida que deveria caracterizar seus discípulos (Jo 13.14), ou seja, o de um servir ao outro.
O cristianismo exige sacrifício em favor dos outros. JESUS deu a vida por nós e nós devemos dar a vida pelos outros - Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. 1 João 3:16
"Amar uns aos outros" é a maneira mais eficaz de demonstrar ao mundo que somos seguidores de JESUS (Jo 13.35 - Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.
João).
CONCLUSÃO
O maravilhoso amor de DEUS está no próprio DEUS, pois DEUS é amor, esse é um amor que não se pode conter, é a certeza do amor de DEUS que é misericordioso, ou seja, vai a socorro do necessitado e aflito. DEUS é o PAI da misericórdia para com o pecador. Deve haver como reflexo do amor de DEUS em nós, o amor, a bondade e a compaixão em nossa caminhada cristã. O amor deve ser demonstrado como adoração a DEUS. Todo salvo deve amar ao seu próximo com amor sacrificial, como serviço diaconal.
Comentários de Livros diversos
ἀγάπη, ης, ἡ (Léxico do NT Gingrich)
ἀγάπη (agapē), ης (ēs), ἡ (hē). G26 — I. amor, afeição, estima a mais sublime virtude cristã 1 Co 13.13; Gl 5.22—1. mútuo entre DEUS e CRISTO, Jo 15.10; 17.26, de DEUS ou CRISTO aos homens Rm 5.8, etc. A essência de DEUS 1 Jo 4.8, 16.—2. de homens, a DEUS ou CRISTO, Jo 5.42; ou a outras pessoas 2 Co 8.7. —3. como uma qualidade abstrata Rm 13.10; 1 Co 8.1; 13.1-3 (sendo o sentido determinado mais amplamente pelo contexto da passagem).—II. uma festa de amor, uma refeição comunitária da Igreja Primitiva, Jd 12; 2 Pe 2. 13, v.1.
AMOR - (Strong Português) αγαπαω agapao - Talvez de agan (muito)
1) com respeito às pessoas
1a) receber com alegria, acolher, gostar muito de, amar ternamente
2) com respeito às coisas
2a) estar satisfeito, estar contente sobre ou com as coisas
1a) receber com alegria, acolher, gostar muito de, amar ternamente
2) com respeito às coisas
2a) estar satisfeito, estar contente sobre ou com as coisas
αγαπη agape -
1) amor fraterno, de irmão, afeição, boa vontade, amor, benevolência
2) banquetes de amor
AMOR - Dicionário Wycliffe - CPAD
Em várias versões o substantivo utilizado é, frequentemente, “caridade״ (q.v.). O principal verbo hebraico para amor é ’aheb (aprox. 225 vezes no AT), embora ocorram 18 outras palavras de significado semelhante (menos de 30 ocorrências no total). A tradução usual da LXX de ’ aheb é agapao (195 vezes). As palavras gregas clássicas para amor variavam. (1) erao, eros, “desejo sexual, desejo passional״ (um substantivo na LXX por duas vezes; nunca utilizada como verbo; o mesmo ocorre no NT); (2) phileo, philia, “afeição por amigos ou parentes” (um substantivo na LXX por oito vezes; como verbo, 26 vezes; como substantivo no NT, uma vez; como verbo, 25 vezes); (3) philadelphia, “amor dos irmãos” (não na LXX; seis vezes no NT); (4) philanthropia, "amor pela humanidade” (uma vez na LXX; duas vezes no NT); (5) stergo, storge, “afeição, amor familiar" (não consta na LXX nem no NT, mas veja astorgos, Rm 1.31; 2 Tm 3.3; philostorgos, Rm 12.10); (6) agapao, agape, agapetos (como substantivo na LXX 20 vezes; como verbo, cerca de 250 vezes; mais de 100 vezes como substantivo no NT: como verbo, cerca de 140 vezes; como adjetivo, mais de 60 vezes).
Na LXX parece haver pouca diferença entre as idéias traduzidas por phileo e agapao, ambas sendo usadas para traduzir a idéia de amor por alimentos, por prazer, por uma mulher e pelo sono. Eros (de onde vem o nosso adjetivo “erótico”), embora espiritualizado por Platão, não aparece no NT. Tanto as palavras hebraicas como gregas dizem respeito ao sentimento de desejo e são pessoais em natureza.
A comparação dos usos do AT (’aheb-agapao) e do NT (agapao) mostra quão diversos são os objetos do amor; por exemplo. (1) marido- mulher (Gn 24.67; Ef 5.25), (2) o próximo (Lv 19.18; Mt 5.43; 19.19), (3) dinheiro (Ec 5.9; 2 Pe 2.15), (4) um amigo (1 Sm 20.17 - Davi e Jônatas; Jo 11.5 - JESUS-Marta), (5) uma cidade (Sl 78.68; Ap 20.9).
Os usos teológicos em ambas as alianças dizem respeito ao amor de (1) DEUS ao homem, (2) do homem a DEUS, e (3) do homem para com os seus semelhantes.
1. A representação do AT do amor de DEUS ao homem é vista em sua preocupação com todos os homens (Dt 33.3), mas especialmente na escolha de Israel (seu amor eletivo, ’ahaba, Dt 7.7,8; 10.15; Is 63.9; Os 11.1; Ml 1.2), e seu voto de aliança constantemente renovado para com eles (seu amor contido em sua aliança, hesed, “misericórdia”, Dt 7.9; 1 Rs 8.23; Ne 9.32; “benignidade, Is 54.5-10; veja Benignidade). Este amor garante a Israel a proteção e a redenção de DEUS (Is 43.25; 63.9; Dt 23.5) e é estendido a cada um individualmente (Pv 3.12; Sl 41.12).
O NT reitera o amor que DEUS tem por todas as criaturas (Mt 5.45), mas enfatiza a manifestação em particular de si mesmo em CRISTO e no Calvário (Jo 3.16; Rm 5.8; 8.31-39), eventos que mostram a vida eterna para o crente. DEUS é revelado como amoroso porque Ele próprio é amor (1 Jo 4.8,16). O amor é a sua própria essência; o amor é outro termo juntamente com “luz” (1 Jo 1.5) que descreve a qualidade moral de seu ser. Veja DEUS. 2. O amor do homem a DEUS no AT é a resposta completa do homem (Dt 6.5,”de todo o coração”) ao DEUS misericordioso de Israel (Dt 6.5- 9; Êx 20.1-17; Sl 18.1; 116.1). O amor a DEUS é expresso, de forma ética, especialmente ao se guardar a lei e o temor a Ele (Êx 20.6; Dt 5.10; 10.12; Is 56.1-6). Este conceito de resposta total é repetido pelo Senhor JESUS no NT (Mc 12.29,30; veja também Mt 6.24; 10.37-39; Lc 9.57-62; 14.26,27). No entanto, a resposta é dirigida a um novo conjunto de eventos - a encarnação (Jo 4.10,19,25-29,39-42), a cruz (Rm 6.3-11; Gl 2.20; 5.24; 6.14), a ressurreição (Fp 3.10-11; Cl 3.1,2), e a segunda vinda (2 Tm 4.8). A equação de amor e obediência também é repetida (Jo 14.15,21; 1 Jo 4.21-5.3). O amor não é um mero sentimento, mas uma entrega pessoal e voluntária que conduz à submissão. 3. O amor do homem para com os seus semelhantes no AT é baseado no amor anterior de DEUS, e é exigido especialmente em relação ao próximo (Lv 19.18) e aos estrangeiros vivendo em Israel (Dt 10.19; Lv 19.34). Até mesmo o inimigo deve ser tratado com bondade (Êx 23.4,5; Pv 25.21). O Senhor JESUS apresentou o amor que deve existir entre os seres humanos (o seu principal uso no NT) como o segundo mandamento (Mt 22.39), o sinal infalível do discipulado (Jo 13.34,35), de filiação (1 Jo 4.7), e de nova vida (1 Jo 3.14). Ele deve ser expresso através de atitudes e obras (1 Jo 3.17,18). Ele é enfatizado pela unidade do corpo (Ef 4.1-4; Rm 12.16; Fp 1.27; 2.1,2; 4.2) e é evidenciado pela atrocidade do pecado de dissensão (Gl 5.19-21; 1 Co 1.10- 13; 3.3-8; 11.18-22). O Senhor JESUS ensinou que o amor deve incluir os inimigos (Mt 5.44), assim como Paulo ensinou que o amor prático deve incluir todos os homens (Gl 6.10). Esse amor, que deve ser diferenciado da afeição erótica e romântica, é a contraparte lógica do amor Divino em relação ao homem (1 Jo 4.11), e sem ele a reivindicação de amar a DEUS é vista como inconsistente (1 Jo 4.20- 21). Ele também é visto como o efeito do ESPÍRITO SANTO derramado em nossos corações (Rm 5.5; cf. Gl 5.22), Ele é uma imitação consciente do amor de DEUS, até mesmo por aqueles que fazem o mal (Mt 5.43-45; Jo 13.34; 15.12; Rm 15.7). O dever do cristão de retribuir o mal com o bem ao invés de retaliar (Rm 12.17-21) deve provavelmente ser considerado uma cooperação com o plano de DEUS para levar o homem ao arrependimento (Rm 2.4; 12.20-21). Este conceito de amor (agape) criativo é tão central que pode ser considerado uma ética cristã distinta.
A maior definição de amor (agape) nos relacionamentos humanos já escrita é a do apóstolo Paulo no hino de 1 Coríntios 13. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (w. 4-8a, F. F, Bruce, The Letters of Paul, an Expanded Translation, Grand Rapids. Eerdmans, 1965,p. 107). Resumindo, o amor é a comunhão entre as pessoas, baseado em atos de auto sacrifício. Tal amor é a bondade voluntária e deliberada, estendendo-se até mesmo aos inimigos por quem não se tem qualquer afeto pessoal.
Amor - DEUS Único e Verdadeiro - Russell E. Joyner (TEOLOGIA SISTEMÁTICA STANLEY M. HORTON)
Quando nos tornamos cristãos, o primeiro texto da Bíblia a ser memorizado é João 3.16, o qual recitamos com vigor e entusiasmo, muitas vezes enfatizando a expressão: "DEUS amou o mundo de tal maneira". Depois, com um conhecimento mais profundo do texto, descobrimos que a ênfase recai não ao caráter quantitativo do amor de DEUS, mas ao qualitativo. E o fato mais importante não é que DEUS nos tenha amado a ponto de dar o seu FILHO, mas que Ele nos haja amado de maneira tão sacrificial. 13
DEUS também demonstra o seu amor ao nos dar repouso, e proteção (Dt 33.12), que devemos sempre lembrar em nossas preces de ações de graças (SI 42.8; 63.3; Jr 31.3). No entanto, a forma suprema do amor de DEUS, sua maior demonstração de amor, acha-se na cruz de CRISTO (Rm 5.8). Ele quer que estejamos conscientes de que seu amor faz parte integrante de nossa vida em CRISTO: "Mas DEUS, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com CRISTO (pela graça sois salvos)" (Ef 2.4,5).
O caminho mais excelente, o caminho do amor, segundo o qual somos exortados a andar, identifica as características que DEUS nos revelou na sua Pessoa e na sua obra (1 Co 12.31-13.13). Se seguirmos o seu exemplo, produziremos o fruto do amor, e andaremos de tal maneira que os dons (charísmata) do ESPÍRITO SANTO cumprirão em nós os seus propósitos.
Gracioso e Misericordioso
Os termos "graça" e "misericórdia" representam dois aspectos do caráter e da atividade de DEUS que, embora distintos, são correlatos entre si. Experimentar a graça divina é receber uma dádiva que não podemos adquirir por conta própria, e da qual não somos merecedores. Experimentar sua misericóridia significa ser preservado do castigo a que se faz jus. DEUS é o juiz supremo que detêm o poder para determinar, em última análise, a punição a quem merece. Quando Ele nos perdoa o pecado e a culpa, experimentamos a sua misericórdia. Quando recebemos o dom da vida, experimentamos a sua graça. A misericórdia divina remove o castigo, ao passo que a sua graça coloca algo positivo no lugar do negativo. Embora mereçamos o castigo, Ele nos dá a paz e restaura-nos integralmente (Is 53.5; Tt 2.11; 3.5).
"Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade" (SI 103.8). Posto que precisemos ser trazidos da morte para a vida, esses aspectos de DEUS são amiúde mencionados juntamente nas Escrituras com a finalidade de demonstrar seu inter-relacionamento (Ef 2.4,5; cf. Ne 9.17; Rm 9.16; Ef 1.6).
Comentario Biblico Moody - Precaução Quanto ao ESPÍRITO do Amor: Falsa Profissão. 4:7-21.
1) O Fundamento do Amor. 4:7-10.
a) O amor é de DEUS. 4:7, 8.
7. "A transição parece abrupta, como se o apóstolo tivesse acabado sumariamente com um assunto desagradável" (Plummer, The Epistles, pág. 99). Esta é a terceira seção sobre o amor (cons. 2:7-11; 3:10-18). O amor procede de DEUS. A origem. Nascido. Tempo perfeito – "nasceu e continua sendo seu FILHO".
8. Não ama. Particípio presente – "não ama habitualmente". DEUS é amor. A terceira das três grandes declarações de João quanto à natureza de DEUS (Jo. 4:24; I Jo. 1:5). A ausência do artigo (DEUS é o amor) indica que o amor não é simplesmente uma qualidade que DEUS possui, mas o amor é aquilo que Ele é por Sua própria natureza. Mais ainda, sendo DEUS amor, o amor que Ele demonstra brota dEle mesmo e não externamente. A palavra DEUS está precedida por um artigo, que significa que a declaração não é reversível; não se pode ler, "O amor é DEUS".
b) O amor é de CRISTO. 4:9, 10.
9. A manifestação do amor de DEUS em nosso caso (em nós) está na oferta do Seu FILHO. FILHO unigênito. DEUS, além de enviar o Seu FILHO, enviou o Seu FILHO unigênito. CRISTO é o único FILHO nascido no sentido de que não tem irmãos (cons. Hb. 11:17). Para vivermos. O propósito da vinda de CRISTO. Veio gerar filhos para DEUS através de sua morte na cruz, filhos por adoção, não como JESUS que é DEUS mesmo.
10. Nisto consiste o amor. Literalmente, o amor; isto é, o amor que é a natureza de DEUS. E tal amor não se relaciona a qualquer coisa que os seres humanos possam fazer, mas expressa-se no dom de CRISTO. Propiciação. Satisfação.
2) As Glórias do Amor. 4:11-21.
a) Leva-nos a amar os outros. 4:11, 12.
11. De tal maneira. Se DEUS nos amou até o ponto de dar o Seu único FILHO, devemos (obrigação moral) amar uns aos outros. Os falsos mestres não estavam preocupados em ensinar qualquer obrigação moral.
12. DEUS está em posição enfática. Tradução: DEUS ninguém jamais viu. A conexão entre este pensamento e o contexto parece ser este: Uma vez que nunca ninguém viu a DEUS, a única maneira de se ver Aquele que é amor, é através do amor de Seus filhos entre si, comprovando assim a semelhança familiar. Seu amor poderia se referir ao Seu amor por nós ou ao nosso amor por Ele (Plummer, pág. 103) ou à Sua natureza (Westcott, pág. 152; Wuest, pág. 166). Provavelmente não é o Seu amor por nós. Se é o nosso amor por Ele, este amor é aperfeiçoado (amadurecido) enquanto nós amamos os irmãos. Se é o amor que é a Sua natureza que é aperfeiçoado (ou atinge o seu propósito) enquanto os crentes amam uns aos outros.
b) Leva-nos a conhecer o DEUS que habita em nós. 4:13-16.
13. Uma vez que não podemos ver a DEUS, Ele nos deu evidências de Sua presença em nós por meio do Seu ESPÍRITO, o qual habita em nós.
Do seu ESPÍRITO. Não que nós recebamos parte da Terceira Pessoa da Trindade, mas que recebemos alguns dos muitos dons do ESPÍRITO.
15. Confessar. Dizer a mesma coisa; isto é, concordar com alguma autoridade fora de si mesmo. FILHO de DEUS. "Esta confissão da divindade de JESUS CRISTO implica em submissão e também obediência, não mero serviço de lábios" (A.T. Robertson, World Studies in the New Testament, VI, 234).
16. O amor que DEUS nos tem (literalmente, em nós). O amor se torna uma força trabalhando em nós.
c) Dá-nos ousadia para nos livrar do dia do juízo. 4:17.
17. O amor para conosco, literalmente. É o amor que DEUS, que é amor, produziu em nós, gerando-nos e colocando o Seu ESPÍRITO em nós. Estamos livres do juízo, mantenhamos confiança (Rm 8.1,2). O crente que tem o perfeito amor de DEUS em sua vida terrena pode comparecer no tribunal de CRISTO sem vexame. Tal segurança não é presunção, porque, segundo ele é, também nós somos neste mundo. A base para a ousadia é a nossa atual semelhança com CRISTO nesta vida, e particularmente, de acordo com este contexto, nossa semelhança em amor.
d) Lança fora o medo. 4:18.
18. A ideia da ousadia traz à mente o seu antônimo, o medo. Uma vez que o amor busca o mais alto bem para o outro, o medo, que é esquivar-se do outro, não pode ser uma parte do amor.
e) Comprova a realidade de nossa profissão. 4:19-21 .
19. Nós o amamos (E.R.C.). Vamos amar, porque ele nos amou primeiro.
20, 21. Nosso amor aos irmãos, uma coisa visível, comprova o nosso amor a DEUS, uma entidade invisível. É fácil dizer piedosamente, "eu amo a DEUS"; João diz que a verdadeira piedade se comprova no amor fraternal. Mais ainda, ele insiste na ideia declarando no versículo 21 que este é um mandamento de CRISTO (Jo. 13:34).
Comentário Mattew Henry do Novo Testamento - 1 João 4.13-19
O PAI enviou ao FILHO, Ele desejou Sua vinda a este mundo. O apóstolo testemunha isto. E qualquer que confessar que JESUS é o FILHO de DEUS, nesse habita DEUS e ele em DEUS. esta confissão abrange a fé no coração como fundamento; reconhece com a boca a glória de DEUS e CRISTO, e confessa na vida e conduta contra as bajulações e caras fechadas do mundo.
O verdadeiro amor de DEUS assegura aos crentes do amor de DEUS por eles. O amor nos ensina a sofrer por Ele e com Ele; portanto, podemos confiar que também seremos glorificados com Ele (2 Tm 2.12).
Devemos distinguir entre o temor de DEUS e ter-lhe medo; o temor de DEUS compreende alta consideração e veneração por DEUS. a obediência e as boas obras feitas a partir do princípio do amor não são como o esforço servil de um que trabalha sem vontade por medo à ira do amo. São como as de um FILHO obediente que serve a um PAI amado, que beneficia seus irmãos e as realiza voluntariamente. Sinal de que nosso amor dista muito de ser perfeito se são muitas as nossas dúvidas, temores e apreensões de DEUS. Que o céu e a terra se surpreendam por Seu amor. Ele enviou Sua Palavra a convidar os pecadores a participarem desta grande salvação. Que eles tenham o consolo da mudança feliz operada neles enquanto lhe dão a Ele a glória.
O amor de DEUS em CRISTO, nos corações dos cristãos pelo ESPÍRITO de adoção, é a grande prova de sua conversão. Esta deve ser provada por seus efeitos em seus temperamentos, e em suas condutas para com seus irmãos. Se um homem diz amar a DEUS e, contudo, se permite ira ou vingança, ou mostra uma disposição egoísta, desmente sua confissão. Mas se for evidente que nossa inimizade natural é mudada em afeto e gratidão, abençoemos o nome de nosso DEUS por este selo e primícia de gozo eterno. Então nos diferenciamos dos falsos professos que pretendem amar a DEUS, a quem não viram, mas odeiam a seus irmãos, aos que viram.
Misericórdia - Teologia Sistemática de Charles Finney
A misericórdia é também um atributo da benevolência. Esse termo expressa um estado de sentimento e representa um fenômeno da sensibilidade. A misericórdia é com frequência compreendida como sinônimo de compaixão, mas nesse caso não é devidamente compreendida.
Uma vez que a sabedoria e a justiça são também atributos da benevolência, a misericórdia jamais pode manifestar-se em esforços para garantir seu fim, exceto de um modo que e desde que não anule a justiça e a sabedoria. Nenhum atributo da benevolência pode ser exercido à custa de outro ou em oposição a outro. Os atributos morais de DEUS, conforme se disse, são apenas atributos da benevolência, pois a benevolência compreende e expressa todos eles. Pelo termo benevolência aprendemos que o fim para o qual ela caminha é bom. E também devemos inferir, pelo próprio termo, que os meios são inquestionáveis, porque é absurdo supor que o bem seja escolhido por ser bom e, mesmo assim, que a mente que faz tal escolha não deve hesitar em usar meios discutíveis e injuriosos para obter esse fim. Isso seria uma contradição, desejar o bem por si, ou em consideração a seu valor intrínseco, e depois escolher meios injuriosos para cumprir esse fim. Isso não é possível. A mente que se fixa no máximo bem-estar de DEUS e do universo como um fim jamais pode consentir em usar, para a concretização desse fim, esforços considerados incoerentes com ele, ou seja, que tendam a impedir o máximo bem-estar do ser.
A misericórdia, conforme eu disse, é a disposição da benevolência em perdoar o culpado. Mas esse atributo não pode ser exercido, a menos que preencha as condições coerentes com os outros atributos da benevolência. A misericórdia como um mero sentimento perdoaria sem arrependimento ou condição; perdoaria sem referir-se à justiça pública. Mas quando a vemos em conjunto com os outros atributos da benevolência, aprendemos que, mesmo sendo um verdadeiro atributo da benevolência, ela não é nem pode ser exercida sem o cumprimento daquelas condições que garantem a anuência de todos os outros atributos da benevolência. Essa verdade é ensinada e ilustrada com muita beleza na doutrina e fato da expiação, conforme veremos. Aliás, sem considerar os vários atributos da benevolência, ficamos necessariamente em total escuridão e confusão a respeito do caráter e governo de DEUS, o espírito e significado de sua lei, o espírito e significado do Evangelho, o estado espiritual de nós mesmos e os desenvolvimentos do caráter ao nosso redor. Sem um conhecimento dos atributos do amor ou benevolência, não há como não ficarmos perplexos — encontrando aparentes discrepâncias na Bíblia e na administração divina — e na manifestação do caráter cristão, tanto revelado na Bíblia como manifesto na vida cotidiana. Por exemplo: como os universalis-tas têm tropeçado por não considerarem essa questão! DEUS é amor! Bem, sem considerar os atributos desse amor, inferem que se DEUS é amor, não pode odiar o pecado e os pecadores. Se Ele é misericordioso, não pode punir pecadores no Inferno, etc. Os utilitaristas têm tropeçado de igual maneira. DEUS é misericordioso; ou seja, dispõe-se a perdoar o pecado. Bem, então qual a necessidade de uma expiação? Se for misericordioso, pode perdoar, e perdoará, havendo arrependimento, sem expiação. Mas podemos indagar: se Ele é misericordioso, por que não perdoar sem arrependimento? Se apenas sua misericórdia deve ser levada em conta, ou seja, simplesmente uma disposição de perdoar, ela, por si, não esperaria um arrependimento. Mas se o arrependimento é e deve ser uma condição para o exercício da misericórdia, não é possível que haja, ou não é preciso que haja, outras condições para seu exercício? Se a sabedoria e a justiça pública são também atributos da benevolência e condicionam o exercício da misericórdia, impedindo que ela seja exercida, a menos que haja arrependimento, por que não podem, ou por que não devem, condicionar igualmente seu exercício uma satisfação tal da justiça pública que garanta respeito igualmente pleno e profundo à lei como ocorreria na execução de sua penalidade? Em outras palavras, se a sabedoria e a justiça são atributos da benevolência e condicionam o exercício da misericórdia ao arrependimento, por que não podem ou devem também condicionar seu exercício ao fato de uma expiação? Uma vez que a misericórdia é um atributo da benevolência, ela dirigirá, de maneira natural e inevitável, a atenção do intelecto para elaborar meios a fim de tornar o exercício da misericórdia coerente com os outros atributos da benevolência. Ela empregará a inteligência para elaborar meios a fim de garantir o arrependimento do pecado e remover todos os obstáculos do caminho para seu exercício livre e pleno. Ela também garantirá o estado de sentimento chamado misericórdia ou compaixão. Assim, é certo que a misericórdia garantirá esforços para buscar o arrependimento e perdão de pecadores. Garantirá um anseio profundo na sensibilidade por eles e ação vigorosa para obter esse fim, ou seja, para obter o arrependimento e perdão deles. Esse atributo da benevolência levou o PAI a dar seu FILHO Unigênito amado e levou o FILHO a entregar-se à morte para obter o arrependimento e perdão de pecadores. E esse atributo da benevolência que leva o ESPÍRITO SANTO a realizar esforços tão grandes e delongados para obter o arrependimento de pecadores. E também esse atributo que levou profetas, apóstolos, mártires e santos de todas as eras a buscar a conversão dos perdidos no pecado. É um atributo amável. Todos os seus sentimentos são doces, ternos e gentis como o Céu.
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I – A REVELAÇÃO DA PATERNIDADE DO PAI
1. Definição da paternidade do PAI
2. A paternidade eterna do PAI
3. O PAI gerou o FILHO
4. O PAI nos concede o ESPÍRITO
II – RECONHECENDO A PATERNIDADE DO PAI
1. Confessar a CRISTO como FILHO
2. A perfeição do amor do PAI
3. As bênçãos da filiação divina
III – A EXPERIÊNCIA DO AMOR DO PAI
1. O amor é aperfeiçoado no crente
2. O amor é a marca dos filhos de DEUS
3. Fomos amados primeiro
“E vimos, e testificamos que o PAI enviou seu FILHO para Salvador do mundo.”
(1 Jo 4.14)
A paternidade de DEUS é revelada no envio do FILHO e na concessão do ESPÍRITO, confirmando nossa filiação e aperfeiçoando-nos no amor..
Segunda - Jo 1.18 O PAI não tem início nem fim, Ele é eterno
13 - Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu ESPÍRITO,
14 - e vimos, e testificamos que o PAI enviou seu FILHO para Salvador do mundo.
15 - Qualquer que confessar que JESUS é o FILHO de DEUS, DEUS está nele e ele em DEUS.
16 - E nós conhecemos e cremos no amor que DEUS nos tem. DEUS é amor e quem está em amor está em DEUS, e DEUS, nele.
1. INTRODUÇÃO
A paternidade de DEUS é uma verdade revelada nas Escrituras que mostra o PAI como fonte eterna de toda vida. Ele enviou o FILHO e concedeu o ESPÍRITO, formando conosco uma relação íntima, segura e transformadora. É o que estudaremos nesta lição.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Compreender que a paternidade de DEUS é eterna e inseparável de sua natureza; II) Reconhecer que confessar a CRISTO como FILHO é evidência de filiação divina; III) Aplicar os princípios do amor do PAI como base para a vida cristã.
B) Motivação: A compreensão da paternidade de DEUS nos leva a desfrutar de segurança espiritual, a viver com confiança diante do mundo e a experimentar um amor que lança fora todo medo.
C) Sugestão de Método: Antes de iniciar o estudo desta lição, proponha uma breve revisão das Lições 1 a 3. Divida a classe em três grupos e atribua a cada grupo uma das lições anteriores para resumir. Oriente-os a destacar: o tema central, os principais versículos e a aplicação prática. Cada grupo apresenta seu resumo em até 3 minutos.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A paternidade de DEUS é uma verdade revelada nas Escrituras que mostra o PAI como fonte eterna de toda vida. Ele enviou o FILHO e concedeu o ESPÍRITO, formando conosco uma relação íntima, segura e transformadora. Nesta lição, estudaremos como a Trindade manifesta a paternidade divina por meio do FILHO e do ESPÍRITO.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz diversos subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 104, p.38, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "Características do PAI", localizado depois do primeiro tópico, mostra como DEUS se revela como PAI; 2) O texto "O Amor de DEUS como fonte do amor humano", ao final do terceiro tópico, mostra que é por meio do amor de DEUS que somos habilitados a amar o próximo.
Nesta lição, estudaremos como o PAI revela sua paternidade por meio da Trindade. Veremos que esta paternidade é reconhecida na confissão de CRISTO e aperfeiçoada em nós pelo amor, garantindo nossa comunhão com Ele, capacitando-nos a viver com confiança, fidelidade e expressão visível da nossa filiação diante do mundo.
1. Definição da paternidade do PAI
A Paternidade é atributo da Primeira Pessoa da Trindade, que opera por meio do FILHO e do ESPÍRITO SANTO: “um só DEUS e PAI de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos vós” (Ef 4.6). O PAI é a fonte de tudo, Ele é soberano (1 Co 8.6), Ele é o princípio sem princípio, Ele não é gerado (Jo 1.18), mas é Aquele que gera o FILHO (Sl 2.7; Hb 1.5) e de quem, junto com o FILHO, procede o ESPÍRITO SANTO (Jo 14.26). Entender a paternidade divina é uma fonte de consolo. Podemos confiar no cuidado do PAI, pois Ele é o originador de toda boa dádiva (Tg 1.17).
A Paternidade de DEUS não tem início no tempo. DEUS é PAI desde toda a eternidade. Na oração sacerdotal JESUS disse: “E, agora, glorifica-me tu, ó PAI, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” (Jo 17.5). Este texto ensina que o relacionamento entre o PAI e o FILHO é anterior à criação, revelando que a identidade de DEUS como PAI é eterna. Não houve momento em que DEUS se tornou PAI. O PAI sempre foi PAI, o FILHO sempre foi FILHO e o ESPÍRITO sempre foi ESPÍRITO (Ef 1.3,4; Hb 1.2,3; 9.14).
A geração do FILHO não implica criação; Ele sempre existiu com o PAI, com a mesma essência: “Porque, como o PAI tem a vida em si mesmo, assim deu também ao FILHO ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26). Significa que o DEUS PAI não recebeu vida de ninguém, Ele é autoexistente. O FILHO gerado pelo PAI também é autoexistente. Implica dizer que o FILHO não foi criado, mas eternamente gerado. O FILHO, assim como o PAI, possui vida em si mesmo, isto é, compartilha da mesma natureza divina (Jo 10.30).
O ESPÍRITO SANTO também tem sua origem no PAI, mas de modo distinto. Ele procede do PAI (Jo 15.26) e é enviado pelo FILHO (João 16.7). Saber que o ESPÍRITO SANTO procede do PAI e do FILHO é muito mais do que um detalhe teológico; é uma fonte poderosa de segurança para nossa vida cristã. O ESPÍRITO SANTO é o próprio DEUS (At 5.3,4), enviado para estar conosco para sempre (Jo 14.16,17). Ele nos aproxima do PAI (Ef 2.18), testemunha ao nosso espírito que somos filhos de DEUS (Rm 8.16) e nos guia em toda a verdade (Jo 16.13).
“(1) Como um PAI carinhoso, Ele se importa conosco, nos guia e nos recebe para que possamos ter uma comunhão profunda e aberta com Ele. Através da fé em CRISTO, temos acesso ao PAI a qualquer hora para adorá-lo e para expressar as nossas necessidades.
(2) Como um PAI, DEUS não tolera (ao contrário de alguns pais terrenos) o mal em seus filhos, e não falha quando é necessário discipliná-los corretamente. Fazer qualquer coisa menos que isto não seria bom para nós. DEUS se opõe ao pecado e àquilo que o pecado pode fazer contra os seus filhos.
(3) Como um PAI celestial, ele pode castigar assim como abençoar, reter assim como dar, agir tanto com justiça como com misericórdia. A maneira como Ele responde aos seus filhos depende da fé deles, e da obediência que demonstram a Ele. No entanto, podemos ter a confiança de que toda a direção e disciplina de DEUS são para o nosso bem” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1616).
1. Confessar a CRISTO como FILHO
A confissão de que JESUS é o FILHO de DEUS é um ato central na fé cristã: “Qualquer que confessar que JESUS é o FILHO de DEUS, DEUS está nele e ele em DEUS” (1 Jo 4.15). Reconhecer a filiação divina de CRISTO é mais do que uma afirmação privada. É uma declaração pública de fé e sinaliza que DEUS habita no coração do crente (Rm 10.9,10). Essa capacidade não nasce da carne, nem da persuasão humana, mas da ação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO (1 Co 12.3). Reconhecer JESUS como o FILHO de DEUS é a única forma legítima de acesso ao PAI (Jo 14.6). Negar o FILHO é, por consequência, negar o acesso ao PAI (1 Jo 2.23). Que cada crente possa, com o coração cheio de fé e gratidão, proclamar com ousadia: “Senhor meu, e DEUS meu!” (Jo 20.28).
O amor faz parte da natureza do PAI: “E nós conhecemos e cremos no amor que DEUS nos tem. DEUS é amor e quem está em amor está em DEUS, e DEUS, nele” (1 Jo 4.16). O amor do PAI é sacrificial, demonstrado ao enviar Seu FILHO (Jo 3.16). Esse amor nos adotou; fomos aceitos por Ele, com todos os direitos de filhos legítimos (1 Jo 3.1). Esse amor é inquebrável; nenhum poder ou circunstância poderá nos separar desse amor (Rm 8.38,39). Esse amor é pessoal; não é apenas geral, mas é individual, voltado para cada FILHO que crê (Jo 16.27). Assim, o amor do PAI é a fonte da nossa nova vida; nossa salvação brota da abundância do Seu amor (Ef 2.4,5). Foi o amor do PAI que nos buscou, nos salvou e nos guarda até o fim. Aleluia!
As Escrituras afirmam que o amor de DEUS, lança fora todo o temor, especialmente o medo do juízo: “Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no Dia do Juízo tenhamos confiança” (1 Jo 4.17). Essa confiança estabelece a segurança da nossa condição como filhos de DEUS. O crente não é mais um escravo ameaçado pelo castigo eterno, mas um FILHO livre, amado e aceito em CRISTO (Rm 8.15). Isso não significa que o crente não possa perder a salvação (Ez 18.24; 1 Co 10.12). Mas sim, que o ESPÍRITO SANTO, habitando em nós, testemunha a nossa filiação, extinguindo o medo da condenação (Ef 1.13,14). O verdadeiro amor, aperfeiçoado em nós pelo ESPÍRITO, remove o medo, pois “no amor, não há temor; antes, o perfeito amor lança fora o temor” (1 Jo 4.18).
1. O amor é aperfeiçoado no crente
O aperfeiçoamento do amor em nós é obra do ESPÍRITO. Guardar a Palavra é o meio pelo qual o amor divino é amadurecido: “Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de DEUS está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele” (1 Jo 2.5). Essa obediência prática à Palavra é a evidência externa de um amor interno e verdadeiro por DEUS (Jo 14.21). Não há amor genuíno a DEUS, sem compromisso concreto com a sua vontade revelada (1 Jo 5.3). A cada ato de obediência, mesmo nas pequenas coisas, o amor de DEUS é fortalecido em nós (Lc 16.10). Devemos viver de maneira que nossa prática aprofunde a realidade do amor em nosso coração (Tg 1.22). Portanto, refletir DEUS no mundo é estar sendo aperfeiçoado no amor (Mt 22.37-40).
O amor distingue os verdadeiros filhos de DEUS. O mundo conhece a DEUS por meio da manifestação de amor dos seus filhos: “Ninguém jamais viu a DEUS; se nós amamos uns aos outros, DEUS está em nós, e em nós é perfeito o seu amor” (1 Jo 4.12). DEUS é invisível, mas seu amor se torna visível à humanidade quando os cristãos vivem em amor mútuo (Jo 13.34,35). Quem ama de fato, revela que conhece a DEUS. Logo, o amor torna real a presença de DEUS àqueles que ainda não O conhecem (1 Jo 3.10; 4.8).
3. Fomos amados primeiro
A essência da vida cristã está fundamentada no fato de que DEUS nos amou: “Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro.” (1 Jo 4.19). Indica que a salvação, a fé e a nossa capacidade de amar são respostas à iniciativa incondicional do amor divino (1 Jo 4.10). Em vista disso, fomos amados antes de qualquer mérito, antes de qualquer movimento pessoal em direção a DEUS (Ef 2.4,5). Fomos amados no pior estado possível — em pecado — e recebidos como filhos em JESUS (Rm 5.8; Ef 1.5). Esta verdade sinaliza que somente pelo ESPÍRITO conseguimos amar a DEUS, ao próximo e ao inimigo (Rm 5.5). Antes da nossa redenção, houve uma cruz sangrenta preparada por amor (Jo 15.13). Desse modo, espera-se que a postura cristã seja uma resposta agradecida a esse amor imerecido (2 Co 5.14,15).
“O amor de DEUS é a fonte de todo o amor humano, e se espalha como o fogo. Ao amar os seus filhos, DEUS acende uma chama em seus corações. Estes, por sua vez, amam os outros, que são então aquecidos pelo amor de DEUS.
É fácil dizer que amamos a DEUS quando tal amor não nos custa nada mais do que nossa participação semanal nos cultos. Mas o verdadeiro teste do nosso amor a DEUS é como tratamos as pessoas que estão à nossa volta — os membros de nossa família e os nossos irmãos em CRISTO. Não podemos amar verdadeiramente a DEUS enquanto negligenciamos o amor àqueles que foram criados à sua imagem” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.1788).
A paternidade de DEUS é revelada de forma plena na ação conjunta da Trindade. O PAI envia o FILHO, concede o ESPÍRITO e estabelece conosco uma relação sólida e paterna. Confessamos a CRISTO, amamos porque fomos amados primeiro, e somos conduzidos pelo ESPÍRITO a viver em obediência e comunhão. A nossa identidade como filhos de DEUS é firmada em sua iniciativa soberana e amorosa, garantindo-nos plena confiança para o dia da eternidade, e ajudando-nos a refletir o amor do PAI ao mundo.
1. O que significa a expressão “o PAI gerou o FILHO”?
Significa que o FILHO é eternamente gerado pelo PAI, não criado, possuindo a mesma essência divina.
2. O que significa reconhecer a filiação divina de CRISTO?
É reconhecer que JESUS é o FILHO de DEUS, o único acesso legítimo ao PAI.
3. Qual a relação entre a nossa filiação a DEUS e a preservação da salvação?
O amor do PAI assegura nossa filiação e nos livra do medo da condenação, embora devamos permanecer firmes para não perder a salvação
4. Qual é a evidência externa de um amor interno e verdadeiro por DEUS?
Guardar a Palavra de DEUS.
5. De que forma os cristãos tornam visível à humanidade o amor de DEUS?
Vivendo em amor mútuo, tornando visível o caráter de DEUS ao mundo.

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