Escrita Lição 2, Betel, Preparando-se para o agir de DEUS, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
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ESBOÇO DA LIÇÃO
1. NEEMIAS
NÃO SE PRECIPITOU
1.1. O tempo da
resposta.
1.2. O tempo da
espera mudou Neemias.
1.3. Neemias
estava pronto para responder ao rei.
2. O LUGAR
CERTO E A HORA CERTA
2.1. Neemias
estava no lugar certo.
2.2. Neemias
respondeu na hora certa.
2.3. Confiar em
DEUS não dispensa o planejamento.
3. PREPARADOS
PARA A MISSÃO
3.1. O chamado
pode surgir de uma necessidade.
3.2. Prontos para agir diante da resposta de DEUS.
3.3. Dependendo
de DEUS somente.
TEXTO
AUREO
"Então
orei ao DEUS dos céus, e disse ao rei: Se é do agrado do rei, e se o teu
servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade
dos sepulcros de meus pais, para que eu a edifique" Neemias 2.4,5
VERDADE
APLICADA
Fazer a obra
que nos é confiada por DEUS exige preparo espiritual e posicionamento
assertivo.
TEXTOS DE
REFERÊNCIA - Neemias 2.1-4
1. Sucedeu,
pois, no mês de nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes, que estava posto vinho
diante dele, e eu tomei o vinho e o dei ao rei; porém nunca, antes, estivera
triste diante dele. 2. E o rei me disse: Por que está triste o teu rosto, pois
não estás doente? Não é isto senão tristeza de coração. Então temi muito
em grande maneira.
3. E disse ao
rei: Viva o rei para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, estando a
cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e tendo sido consumidas
as suas portas a fogo? 4. E o rei me disse: Que me pedes agora? Então orei ao DEUS
dos céus (...).
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SUBSÍDIOS
EXTRAS – LIVROS E REVISTAS ANTIGAS E GOOGLE
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Neemias
orou e jejuou por aproximadamente quatro meses antes
de falar com o rei Artaxerxes, entre o mês de Quisleu (Neemias 1:1) e o mês de
Nisã (Neemias 2:1) do vigésimo ano do reinado. Durante esse período, ele
lamentou, jejuou e orou continuamente sobre a destruição dos muros de
Jerusalém.
Detalhes do
período:
- Início: Neemias recebeu notícias de
Jerusalém no mês de Quisleu.
- Duração: O tempo de espera, luto e oração
durou cerca de quatro meses.
- Fim: O diálogo com o rei ocorreu no mês
de Nisã, quando Neemias apresentou seu pedido.
Esse longo
período de oração e jejum foi o alicerce para a reconstrução dos muros,
demonstrando a dependência de Neemias em DEUS antes de tomar uma atitude.
Neemias,
copeiro de confiança do rei Artaxerxes I da Pérsia, obteve permissão para
reconstruir Jerusalém após expressar profunda tristeza pela ruína de sua cidade
natal. Em oração e com o apoio do rei, Neemias viajou para Judá para liderar a
reconstrução dos muros, superando oposição local com a proteção divina.
Detalhes do
Encontro (Neemias 2):
- A Posição
de Neemias: Como
copeiro, Neemias tinha acesso direto e a confiança do rei.
- O Pedido: Neemias pediu para ir a Judá
reconstruir os muros de Jerusalém, onde estavam os túmulos de seus pais.
- A Reação
do Rei: Artaxerxes notou a
tristeza de Neemias (algo incomum na presença do rei) e, ao ouvir o
motivo, autorizou a viagem e forneceu recursos.
- O
Resultado: Neemias
recebeu cartas reais para garantir passagem segura e materiais para a
reconstrução.
O diálogo
demonstra a intervenção divina na história, usando a amizade de um monarca
pagão para restaurar a cidade de DEUS.
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2.4 ENTÃO, OREI. O primeiro impulso de
Neemias sempre era orar. Antes de responder à pergunta do rei, sussurrou uma
oração a Deus, pedindo ajuda e sabedoria. Isto é apenas uma das muitas ocasiões
registradas neste livro, em que Neemias invocou espontaneamente a Deus (cf.
4.4,5,9; 5.19; 6.9,14; 13.14,22,29,31). (1) Neste caso, Neemias estando em pé
diante do rei, apenas teve tempo para clamar a Deus, do íntimo do seu coração.
Nas emergências, não há tempo para longas orações. A curta oração de Neemias chegou
a Deus, porque fora precedida de quatro meses de oração e jejum. "Vale a
pena estar com a oração em dia". (2) O hábito de orar freqüentemente
durante o dia, abre caminho para um fluxo maior da graça, ajuda e sabedoria de
Deus, na vida do crente. O esquecimento da nossa dependência de Deus e da
necessidade da sua presença conosco durante o dia todo, limitará a operação do
Espírito Santo em nossa vida (ver Ef 6.18; 1 Ts 5.17).
2.8 A BOA MÃO DE DEUS SOBRE MIM. A mão do
Senhor sobre Neemias significava para ele, pelo menos, cinco coisas. (1) Estava
compartilhando dos propósitos de Deus (cap. 1). (2) Deus o estava guiando
claramente (v. 12). (3) Deus estava lhe concedendo sua graça e auxílio (v. 18;
cf. Hb 4.16). (4) Deus estava com ele, fazendo-o prosperar e ser bem-sucedido
na obra de Deus (v. 20; ver Lc 24.50). (5) Sentia renovada coragem e fé em Deus
(4.14,20).
2.12 NÃO DECLAREI A NINGUÉM O QUE O MEU
DEUS ME PÔS NO CORAÇÃO PARA FAZER. Embora Neemias tivesse chegado como
governador, com plena autoridade do Império Persa, não fez nada durante três
dias e nem contou a ninguém os planos que Deus lhe confiara. Sem dúvida, ele
estava esperando em Deus, ao invés de precipitar-se, confiando na sua própria
capacidade (ver Is 40.29-31). Passou, então, a fazer uma inspeção cautelosa e
cuidadosa nos danos causados nos muros pelos samaritanos (ver Esdras 4.23,24)
e, por certo, calcular as despesas (Lc 14.28-30). É muito importante observar
que, em vez de criticar os judeus pelos seus problemas e tristezas, ele queria
ver esses problemas como eles os viam. Daí, ele nada falar, enquanto não
compreendesse a situação segundo a sua perspectiva, sentindo o que eles
sentiam.
2.19 ZOMBARAM DE NÓS. Os fiéis de Deus
constantemente enfrentam o escárnio e a zombaria, pelo fato de, a cada dia,
procurarem viver uma vida de retidão entre os que não conhecem a Deus. O mundo
continuamente despreza os padrões morais do cristão e zomba da sua dedicação a
Cristo. Nossa confiança e nossa resposta devem ser as mesmas de Neemias o Deus
dos céus nos ajudará e por fim vindicará os justos (v. 20; ver Ap 2.7; 21.1-7).
2.20 DEUS... NOS FARÁ PROSPERAR. Em todas
as questões relacionadas com o reino de Deus, o sucesso começa com Ele. Neemias
começou a reedificar os muros da cidade porque sabia que era essa a vontade de
Deus; por isso, estava plenamente confiante que Deus lhe faria vitorioso nessa
obra. Em toda a obra de Deus, é da sua vontade que os fiéis sejam cooperadores
com Ele (cf. Fp 2.12,13). O cap. 4 revela três fatores de sucesso que implicam
esforço da nossa parte: (1) "o coração do povo se inclinava a trabalhar"
(4.6); (2) o povo trabalhava em atitude de oração e vigilância (4.9); e (3) o
povo demonstrava coragem, determinação e fé ante a oposição do inimigo (4.14).
Quando o muro de Jerusalém foi terminado em cinqüenta e dois dias, até mesmo os
inimigos dos judeus tiveram de reconhecer que essa obra fora concluída com a
ajuda de Deus (6.15,16). Deus sempre cumpre a sua parte quando os fiéis cumprem
a sua, com fé perseverante.
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Lições Bíblicas
CPAD - Sumário das Revistas de 2020 — Adultos
3º Trimestre - Título: Os princípios divinos em tempos de crise — A reconstrução de
Jerusalém e o avivamento espiritual como exemplos para os nossos dias
Comentarista: Eurico Bergstén
https://www.estudantesdabiblia.com.br/cpad_sumario_2020_3t.htm
Lição 6: Neemias reconstrói os muros de Jerusalém
Lição 7: O povo de Deus deve separar-se do mal
Lição 8: As causas da desunião devem ser eliminadas
Lição 9: Como vencer as oposições à Obra de Deus
Lição 10: Provai se os espíritos são de Deus
Lição 11: Esdras vai a Jerusalém ensinar a Palavra
Lição 12: Esdras e Neemias combatem o casamento misto
Lição 13: A vigilância conserva pura a igreja
Lição 6,
Neemias Reconstrói os Muros de Jerusalém
Revista Adulto,
CPAD, 3° trimestre 2020
Tema: Os Princípios Divinos em Tempo de Crise - A reconstrução de Jerusalém e o
avivamento espiritual como exemplos para os nossos dias
Comentarista:
Pr. Eurico Bergstén
Complementos,
Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva -
99-99152-0454. - henriquelhas@hotmail.com - Jordanésia, Cajamar
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LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE - Neemias 1.1-4; 2.1-9
Neemias 3
1- As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de quisleu, no
ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza, 2 - que veio Hanani, um de meus
irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam e que
restaram do cativeiro e acerca de Jerusalém. 3 - E disseram-me: Os restantes,
que não foram levados para o cativeiro, lá na província estão em grande miséria
e desprezo, e o muro de Jerusalém, fendido, e as suas portas, queimadas a fogo.
4 - E sucedeu que, ouvindo eu essas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei
por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o DEUS dos céus.
Neemias 2
1 - Sucedeu, pois, no mês de nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes, que
estava posto vinho diante dele, e eu tomei o vinho e o dei ao rei; porém nunca,
antes, estivera triste diante dele. 2 - E o rei me disse: Por que está triste o
teu rosto, pois não estás doente? Não é isso senão tristeza de coração. Então,
temi muito em grande maneira 3 - e disse ao rei: Viva o rei para sempre! Como
não estaria triste o meu rosto, estando a cidade, o lugar dos sepulcros de meus
pais, assolada, e tendo sido consumidas as suas portas a fogo? 4 - E o rei me
disse: Que me pedes agora? Então, orei ao DEUS dos céus 5 - E disse ao rei: Se
é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te que me
envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a edifique. 6 -
Então, o rei me disse, estando a rainha assentada junto a ele: Quanto durará a
tua viagem, e quando voltarás? E aprouve ao rei enviar-me, apontando-lhe eu um
certo tempo. 7 - Disse mais ao rei: Se ao rei parece bem, deem-se-me cartas
para os governadores dalém do rio, para que me deem passagem até que chegue a
Judá; 8 - como também uma carta para Asafe, guarda do jardim do rei, para que
me dê madeira para cobrir as portas do paço da casa, e para o muro da cidade, e
para a casa em que eu houver de entrar. E o rei mas deu, segundo a boa mão de
DEUS sobre mim. DEUS sobre mim. 9 - Então vim aos governadores dalém do rio, e
dei-lhes as cartas do rei. E o rei tinha enviado comigo chefes do exército e
cavaleiros.
OBJETIVO GERAL
- Mostrar que foi DEUS quem despertou em Neemias o desejo de restaurar os muros
de Jerusalém.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS
Mostrar como DEUS respondeu às orações de
Neemias;
Saber como foi a ida e a chegada de Neemias a Jerusalém;
Explicar como Neemias iniciou a reconstrução dos muros;
Compreender que o levantamento dos muros provocou grande oposição;
Apontar como foi a inauguração solene dos muros;
Conscientizar a respeito dos ensinos que a construção dos muros traz.
INTERAGINDO
COM O PROFESSOR
Prezado(a) professo(a), nesta lição estudaremos a respeito da reconstrução
dos muros de Jerusalém. Veremos que Neemias foi escolhido pelo Senhor como
líder para esta grandiosa obra.
Neemias era um homem íntegro que dependia inteiramente de DEUS e da sua
Palavra. Além de trabalhar arduamente na construção dos muros e portas, ele
teve que enfrentar inimigos externos e internos. Homens que se infiltraram no
meio dos trabalhadores, cujo único objetivo era atrapalhar e impedir a reforma
da cidade. Porém, Neemias não se deixou intimidar pelos adversários. Aprendemos
com o exemplo de vida deste servo de DEUS que todas as vezes que desejamos
empreender algo em favor do povo de DEUS, os adversários se levantam, mas
quando confiamos no Todo-Poderoso inteiramente, recebemos forças e coragem para
lutar. DEUS colocou em suas mãos uma importante obra: ensinar sua Palavra.
Então, não desista diante dos desafios, dos inimigos e das dificuldades.
Resumo da Lição
6, Neemias Reconstrói os Muros de Jerusalém
I – DEUS
RESPONDE ÀS ORAÇÕES DE NEEMIAS
1. DEUS envia emissário a Neemias.
2. Neemias,
angustiado, jejua e ora.
3. DEUS
responde às orações de Neemias.
4. DEUS
despertou o rei a atender o pedido de Neemias.
Comentários do
Pr Henrique
INTRODUÇÃO
Templo
21 anos
Muros feitos em 52 dias Neemias 6.15
Neemias orou e jejuou por 3 meses. Comia só a porção obrigatória da comida
do rei.
No mês de Nisã DEUS fala com Neemias. Redenção. Primeiro mês do calendário
judaico.
Mês da Páscoa. Libertação do povo do cativeiro do Egito.
Templo, santo dos santos, nosso espírito, local de comunhão íntima com DEUS.
Oração.
Cidade, alma, casas, nossos sentimentos, vontade, decisão. Leitura bíblica.
Muros, corpo, desejos da carne ou domínio do espírito, primeiro local do ataque
do inimigo, deve estar protegido pelo jejum.
Inimigo
ataca assim.
Concupiscência da carne, concupiscência dos olhos, soberba da vida.
Corpo, alma e espírito.
Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos
olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 1 João 2:16
Inimigos
impedidos de participar da obra.
Neemias, mordomo
do rei Xerxes, soube da triste situação da cidade de Jerusalém e seus
compatriotas. Orou e jejuou pedindo a DEUS solução e o favor do rei para ir a
Jerusalém ajudar seu povo. DEUS concede sua petição e traça o plano de
reconstrução através de Neemias.
o livro de
Neemias narra todo o processo de reconstrução dos muros de Jerusalém. A serviço
de Artaxerxes, rei da Pérsia, Neemias recebeu um triste diagnóstico social da
Cidade Santa e pôs-se a orar pela intervenção de DEUS em favor de Jerusalém.
Como resposta de sua prece, o capítulo 2 descreve que, através de Artaxerxes,
Neemias foi nomeado governador da cidade e iniciou a restauração moral e
política de Jerusalém.
"Nem todo
o mundo tem o nome de Neemias em sua lista de personagens bíblicos favoritos.
Imagino que isso se deva a, pelo menos, duas razões: Para começar, a maioria
dos cristãos conhece bem pouco sobre ele. Suas leituras do Antigo Testamento
são incompletas, e o livro de Neemias não é mencionado no Novo Testamento,
inferem que não seja importante e não se interessam por ele. Se lhes fosse dito
como é forte o caso que o liga a Moisés refundador da nação, para cuja criação
DEUS usou Moisés, ficariam surpresos. Além disso, aqueles que conhecem algo a
seu respeito formaram uma imagem desagradável dele, que os impede de levá-lo a
sério como homem de DEUS. Veem-no como uma pessoa um tanto selvagem, que
lançava a própria carga sobre os outros e nunca foi uma companhia agradável, em
circunstância alguma. Notam as imprecações em suas orações: 'Caia o seu
opróbrio sobre a sua cabeça, e faze com que sejam um despojo, numa terra de
cativeiro. E não cubras a sua iniqüidade, e não se risque diante de ti o seu
pecado' (Ne 4.4,5; compare com 6.14 e 13.29, onde 'lembrar' significa 'lembrar
para julgamento'). Observam que, ao menos em uma ocasião, ele amaldiçoou e
espancou seus compatriotas, e arrancou-lhes os cabelos (13.25). E então
concluem que, dificilmente, ele era um homem bom; decerto, não um homem de
grande estatura espiritual, de quem se pode aprender lições preciosas. Qual é o
comentário para tal avaliação? Primeiro, havia algumas arestas realmente
ásperas em Neemias; todo líder as possui. Com base nos quatro temperamentos,
ele parece ter sido um homem colérico, rijo, indócil e franco, que se sentia
extremamente feliz despendendo energia em projetos desafiadores, e que achava
mais fácil fazer do que ser. Pessoas desse tipo são sempre consideradas
assustadoras, em particular quando, guiadas por seu zelo, falam e agem de modo
excessivamente enfático - o que acontece com frequência. Segundo, DEUS prepara
Neemias para uma tarefa que um homem menos franco não seria capaz de executar.
E, terceiro, a limpeza que JESUS fez no Templo e a acusação que lançou aos
fariseus foram mais rudes que qualquer coisa feita por Neemias. Se achamos que
a impetuosidade de JESUS era justificada, podemos admitir a possibilidade de
que a de Neemias também fosse. [...] Todavia, não defendo que Neemias tenha
sido impecável. Eu seria tolo e beiraria à blasfêmia, se o fizesse. JESUS
CRISTO é o único homem sem pecado encontrado na Bíblia. [...] Todo servo de
DEUS falha, de um modo ou de outro, e Neemias não era a exceção à regra.
Contudo, a sua força era maravilhosa. Por isso, espero que ninguém perca o
interesse nesse estadista, simplesmente por havermos concordado que ele não era
perfeito" (PACKER, J. I. Neemias - Paixão pela fidelidade. 1.ed., RJ:
CPAD, 2011, pp.35,36).
Livro
Décimo Primeiro - Flávio Josefo - História dos Hebreus - 2004 - CPAD
445.
Neemias 1. Depois da morte de Esdras, um judeu dentre os escravos, de
nome Neemias, que era mordomo do rei Xerxes, passeando um dia fora da cidade de
Susã, capital da Pérsia, viu uns estrangeiros que vinham de províncias
distantes e percebeu que eles falavam a língua hebraica. Aproximou-se deles
para perguntar de onde vinham e soube que eram da Judéia. Perguntou-lhes como
ia aquele país, particularmente Jerusalém. Responderam-lhe que tudo estava em
muito mau estado, que as muralhas da cidade estavam em ruínas e que não havia
males que os povos vizinhos não lhes causassem, pois devastavam continuamente
os campos, levavam prisioneiros os habitantes da cidade, e frequentemente
encontravam-se cadáveres pelas estradas.
Neemias ficou
tão desconsolado pela aflição do povo de seu país que não pôde reter as
lágrimas. E, elevando os olhos ao céu, disse a DEUS: "Até quando, Senhor,
permitireis que a vossa nação seja perseguida e torturada por tantos males? Até
quando permitireis que ela seja presa de vossos inimigos?" O sofrimento
fez-lhe esquecer até o momento em que se encontrava, pois vieram dizer-lhe que
o rei estava prestes a se pôr à mesa, e ele correu para servi-lo.
Neemias 2. O príncipe, que estava de bom humor, tendo notado ao sair da
mesa que Neemias estava muito triste, perguntou-lhe o motivo. Ele respondeu,
depois de rogar a DEUS em seu coração que tornasse as suas palavras bem
persuasivas: "Como poderia, majestade, não estar triste pela aflição de
saber a que estado se acha reduzida a cidade de Jerusalém, minha querida
pátria, onde estão os sepulcros de meus antepassados? Os seus muros estão
completamente em ruínas, e as suas portas, reduzidas a cinzas. Fazei-me,
Senhor, o favor de permitir que eu vá reerguê-las e de fornecer o que falta
para completar a restauração do Templo!"
O soberano
recebeu tão bem esse pedido que não somente concedeu o que ele desejava, como
também prometeu escrever aos seus governadores para que o tratassem com muita
honra e o ajudassem em tudo o que ele desejasse. Acrescentou o príncipe:
"Esquecei então a vossa aflição e continuai a servir-me, com
alegria". Neemias adorou a DEUS e deu ao rei os seus humildes e sinceros
agradecimentos por tão grande favor. O seu rosto tornou-se tão alegre quanto
antes estava triste.
No dia
seguinte, o rei entregou-lhe as cartas endereçadas a Sadé, governador da Síria,
da Fenícia e de Samaria, pelas quais ordenava tudo o que dissemos há pouco.
Neemias partiu com essas cartas para a Babilônia, de onde levou várias pessoas
de sua nação, e chegou a Jerusalém no vigésimo quinto ano do reinado de Xerxes.
Depois de entregar as cartas a Sadé e as que eram endereçadas aos outros,
mandou reunir todo o povo e falou: "Não ignorais o cuidado que o DEUS
Todo-poderoso teve de Abraão, de Isaque e de Jacó, nossos antepassados, por
causa da piedade deles e de seu amor pela justiça. E hoje ainda Ele nos faz ver
que não nos abandonou, pois obtive do rei, por auxílio dEle, permissão para
reedificar as nossas muralhas e ultimar a construção do Templo. No entanto,
como não posso duvidar do ódio que nos têm as nações vizinhas, as quais, quando
virem o entusiasmo com que trabalhamos nestas obras, tudo farão para nos
atrapalhar, creio que temos duas coisas a fazer. A primeira é pormos toda a
nossa confiança no auxílio de DEUS, que pode sem dificuldade confundir os
desígnios de nossos inimigos. A segunda é trabalhar dia e noite com ardor
infatigável, para terminarmos a nossa empresa sem perda de tempo, pois este nos
é favorável e deve ser para nós muito precioso".
Depois dessas
palavras, Neemias ordenou aos magistrados que mandassem medir o perímetro das
muralhas. Dividiu o trabalho entre o povo, fixou a cada porção um número de
aldeias e de vilas, para também trabalharem com eles, e prometeu ajudá-los o
quanto possível. Todos animaram-se com essas palavras e puseram mãos à obra.
Foi então que se começou a chamar de judeus os que de nossa nação regressaram
da Babilônia e da Judéia ao país, porque fora outrora propriedade da tribo
de Judá.
Neemias 4 e 6. Quando os amonitas, os moabitas, os samaritanos e os
habitantes da Baixa Síria souberam que a obra progredia, sentiram grande
desgosto, e nada houve que não fizessem para dificultar o empreendimento:
faziam emboscadas aos nossos, matavam os que lhes caíam nas mãos e, como
Neemias era o principal objeto de seu ódio, deram dinheiro a alguns assassinos,
para que o matassem. Procuraram também assustar os judeus com vãos terrores,
fazendo correr o boato de que um exército formado por diversas nações avançava
para atacá-los. Tantos esforços e artifícios acabaram assustando o povo, e
pouco faltou para que abandonassem o empreendimento.
Nada, porém,
foi capaz de assustar ou desanimar Neemias. Intrépido em meio a tantas
dificuldades, continuou a trabalhar com mais ardor do que nunca e fez-se
acompanhar por alguns soldados, para lhe servirem de guardas, não que tivesse
medo da morte, mas por saber que os seus concidadãos perderiam a coragem se não
o tivessem mais entre eles para animá-los na execução de tão santa empresa.
Ordenou aos operários que, no trabalho, mantivessem a espada sempre ao lado e
perto de si os seus escudos, para deles se servirem em caso de necessidade.
Colocou trombeteiros de quinhentos em quinhentos passos, para dar o alarme e
obrigar o povo a tomar logo as armas se aparecessem os inimigos. Ele mesmo
fazia, durante toda a noite, a ronda pela cidade. Para fazer o trabalho
progredir não bebia, não comia e não dormia, exceto quando obrigado pela
necessidade. Isso ele fez não por pouco tempo, mas de forma contínua pelo
espaço de vinte e sete meses, que foi o quanto empregaram na restauração das
muralhas da cidade. Por fim, a obra foi concluída, no nono mês do vigésimo
oitavo ano do reinado de Xerxes.
Então Neemias e
todo o povo ofereceram sacrifícios a DEUS e passaram oito dias em festas e
banquetes de regozijo, o que causou aos sírios visível desprazer. Neemias,
vendo que Jerusalém não estava bastante povoada, induziu os sacerdotes e os
levitas que moravam no campo a vir para a cidade morar nas casas que ele
mandara construir e obrigou os camponeses a lhes trazer os dízimos (o que eles
fizeram com prazer), a fim de que nada os pudesse impedir de se dedicar
inteiramente ao serviço de DEUS. Assim, Jerusalém povoou-se, e esse grande
homem, após realizar ainda outras coisas dignas de mérito, morreu em idade
avançada. Era um homem tão bom, justo e zeloso do bem de sua pátria, a quem ela
é devedora de tantos benefícios, que a sua memória jamais há de perecer entre
os judeus. Flávio Josefo - História dos Hebreus - 2004 - CPAD (Adquira
esse livro da CPAD e leia com atenção para ministrar suas aulas).
AUTOR - NEEMIAS
DATA - 445-425 a.C.
O HOMEM NEEMIAS
- Como copeiro do rei Artaxerxes I, a posição de Neemias era de grande
responsabilidade (comprovar que o vinho bebido pelo rei jamais estivesse
envenenado) e de muita influência (já que um servo que desfrutava de tanta
confiança frequentemente se tomava um conselheiro bem íntimo). Ao ouvir que as
muralhas de Jerusalém ainda não haviam sido reconstruídas, e recebendo
permissão do rei para ir a Jerusalém e corrigir a situação, demonstrou
qualidades ímpares de liderança e organização. Em 52 dias o trabalho de
reconstrução foi terminado. Como governador de Judá, Neemias demonstrou
humildade, integridade, patriotismo, energia, piedade e altruísmo.
Depois de doze
anos no cargo, ele retomou por pouco tempo à corte de Artaxerxes (2: 1; 13:6) e
de lá voltou a Judá, onde exortou seu povo ao arrependimento.
Tão vívido e
franco é o relato que muito do material contido no livro provém do que deve ter
sido o diário pessoal de Neemias.
CONTEXTO
HISTÓRICO - Os papiros de Elefantina, descobertos em 1903, confirmam a
historicidade do livro de Neemias, mencionando Sambalá (2:19) e Joanã (6:18;
12:23). Estas fontes também nos indicam que Neemias deixou de ser governador de
Judá antes de 408 a.C.
CONTEÚDO - O
livro completa a história do remanescente que voltara do exílio em Babilônia,
restauração esta começada sob a liderança de Esdras. “Marca também o início das
«setenta semanas» de Daniel e fornece o contexto histórico para a profecia de
Malaquias».
I –
DEUS RESPONDE ÀS ORAÇÕES DE NEEMIAS
A
angústia de Neemias pela desgraça de Jerusalém – Sua oração
Neemias
era o copeiro do rei da Pérsia. Quando DEUS tem uma obra que realizar, nunca
lhe faltarão instrumentos para realizá-la. Neemias vivia comodamente e com
honra, porém não esquece que é israelita e que seus irmãos estão angustiados.
Estava disposto a utilizar seus bons ofícios para ajudá-los em tudo quanto
pudesse; e para saber como fazê-lo melhor, realiza indagações a esse respeito.
Nós devemos investigar especialmente o que se refere ao estado da igreja e da
religião.
Cada crente
terá algum defeito que requererá ajuda dos serviços de seus amigos.
A primeira
apelação de Neemias foi a DEUS, para ter a plena confiança em sua petição ao
rei. Nossas melhores argumentos em oração são tomadas da promessa de DEUS, a
palavra pela qual nos dá esperanças. Devem usar de todos os métodos, mas a
oração eficaz do justo pode muito em seus efeitos. A comunhão com DEUS nos
preparará para tratar com os homens. Quando temos encomendado nossas
preocupações a DEUS, a mente fica livre; sente satisfação e compostura, e se
desvanecem as dificuldades. Sabemos que se o assunto for lesivo, Ele poderia
impedi-lo facilmente, e se for bom para nós, Ele pode fazê-lo progredir
facilmente.
Neemias 1:1-4
Neemias Recebe Notícias do Estado Deplorável de Jerusalém; Ele Ora, Chora e
Jejua
Não temos relato acerca da tribo de Neemias; mas, caso seja verdade (de acordo
com o autor de Macabeus, 2 Macabeus 1.18) que ele ofereceu sacrifício, devemos
concluir que foi um sacerdote.
Observe:
A posição de Neemias na corte da Pérsia. Lemos aqui que ele estava em Susã, a
fortaleza, ou cidade real, do rei da Pérsia, onde a corte ficava geralmente
estabelecida (v. 1), e (v. 11) que ele era o copeiro do rei. Reis e homens
notáveis provavelmente achavam pomposo ser assistidos por pessoas de outras
nações. Nesse lugar na corte, ele estaria mais bem qualificado para o serviço
do seu país no ofício para o qual DEUS o havia designado, da mesma forma que
Moisés esteve mais bem preparado para governar pelo fato de ser criado na corte
de Faraó, e Davi, na corte de Saul. Ele também teria a oportunidade mais
legítima de servir a seu país por causa dos seus benefícios com o rei e os que
o cercavam. Observe: Ele não está ansioso em contar-nos o grande cargo
honorífico que ocupava na corte; somente no final do capítulo ele nos relata
que era o copeiro do rei (um posto de grande confiança, bem como de honra e
benefício), quando não poderia mais deixar de falar nisso, por causa da
história seguinte; mas no início, ele apenas diz: estando eu na cidadela de
Susã. Isso nos ensina a ser humildes e modestos, e cautelosos para falar das
nossas promoções. Nas providências de DEUS em relação a ele, podemos observar,
para o nosso consolo:
1. Que quando
DEUS tem um trabalho a ser feito, nunca lhe faltarão ferramentas para
realizá-lo.
2. Que em
relação àqueles a quem DEUS escolhe para devotar-se ao seu serviço, Ele
encontrará maneiras apropriadas para torná-los aptos e para chamá-los para tal.
3. DEUS tem seu
remanescente em todos os lugares; lemos sobre Obadias na casa de Acabe, santos
na casa de César, e um devoto Neemias no palácio de Susã. 4. Que às vezes DEUS
pode tornar as cortes de príncipes berçários e, às vezes, santuários para os
amigos e benfeitores da causa da igreja.
1. DEUS envia emissário a Neemias.
1.1
NEEMIAS. Neemias partiu da Pérsia para Jerusalém em 444 a.C., como governador
de Judá. Isto ocorreu treze anos após a chegada de Esdras a Jerusalém. Neemias
veio incumbido pelo rei da Pérsia para reconstruir o muro de Jerusalém e
fortificar a cidade (2.7,8). Apesar de muita oposição, Neemias completou o muro
em cinqüenta e dois dias (6.15). Era um homem capaz, corajoso, perseverante e
de oração (ver 2.4). Ele também cooperou com Esdras, para levar a efeito a
renovação espiritual do povo (cap. 8).
A averiguação afável e compassiva referente ao estado dos judeus na sua própria
terra (v. 2). Aconteceu que um amigo e parente dele veio para a corte, com
alguns de Judá, por meio de quem teve a oportunidade de informar-se mais
plenamente acerca do estado dos filhos do cativeiro e da situação em que
Jerusalém, a cidade amada, se encontrava. Neemias vivia tranquilo, em honra e
em abundância, porém, mesmo assim, não conseguia se esquecer de que era
israelita, nem se livrar dos pensamentos dos seus irmãos em dificuldade, mas em
espírito (como Moisés, Atos 7.23), ele os visitou e atentou nas suas cargas (Êx
2.11). Como a distância do lugar não alienou seus sentimentos por eles (embora
estivessem longe dos seus olhos, no entanto, não estavam longe do seu coração),
assim:
1. A dignidade
com a qual foi favorecido também não afastou os seus sentimentos por eles.
Embora fosse um homem influente, e provavelmente em ascensão, ele não achou
humilhante inteirar-se acerca da situação dos seus irmãos que eram humildes e
desprezados, nem se envergonhava de reconhecer seu relacionamento com eles e
sua preocupação por eles.
2. A
diversidade dos sentimentos deles com os seus também não foi empecilho. Embora
não tivesse se estabelecido em Jerusalém (como achamos que deveria ter feito,
agora que a liberdade foi proclamada), mas havia se sujeitado à corte, e
permanecido ali, não julgou nem desprezou aqueles que tinham voltado, nem os
censurou como imprudentes, mas amavelmente se preocupou com eles, estava pronto
a prestar-lhes todo serviço possível e, para que tivesse compreensão da melhor
forma de mostrar-lhes benevolência, perguntou-lhes pelos judeus. Observe: É
legítimo e bom, perguntar: “O que há de novo?”. Deveríamos inquirir
especialmente com referência ao estado da igreja e da religião, e como está
indo o povo de DEUS; e o intento da nossa inquirição não deve ser, como a dos
atenienses, contar e ouvir as últimas novidades, mas saber como dirigir nossas
orações e nossos louvores.
O relato melancólico que é aqui apresentado a ele acerca do estado atual dos
judeus e de Jerusalém (v. 3). Hananias, a pessoa a quem perguntou, era um homem
fiel e temente a DEUS, mais do que muitos, e, portanto, não somente falaria a
verdade, mas, quando falasse das desolações de Jerusalém, falaria com ternura.
É provável que sua missão à corte nessa época fosse para solicitar algum favor,
algum tipo de socorro. Ele apresenta o seguinte relato:
1. Que a santa
semente foi miseravelmente pisoteada e abusada, estava em grande miséria e
desprezo, insultada em cada oportunidade pelos seus vizinhos, e farta da
zombaria daqueles que estão à sua vontade (veja Sl 123.4).
2. Que a cidade
santa estava exposta e em ruínas. O muro de Jerusalém continuava fendido, e as
suas portas estavam como os caldeus as deixaram, em ruínas. Isso tornava a
condição dos seus habitantes muito desprezíveis, debaixo das marcas permanentes
de pobreza e escravidão, e debaixo de grande perigo, porque se tornavam uma
presa fácil para os seus inimigos. O Templo foi construído, o governo,
estabelecido, e a obra da reforma, levada até certo ponto, mas uma boa parte da
obra ainda permanecia inacabada. Cada Jerusalém, desse lado da Jerusalém
celestial, terá uma imperfeição ou outra, e para consertá-la serão necessários
a ajuda e o serviço dos seus amigos.
2.
Neemias, angustiado, jejua e ora.
1 .4
CHOREI... E ESTIVE JEJUANDO E ORANDO. Neemias tinha grande solicitude pelo seu
povo e pela obra de DEUS em Judá. Durante quatro meses (cf. v. 1 com 2.1),
derramou seu coração diante de DEUS, em jejum e oração, com muitas lágrimas,
por causa do problema que afligia o povo de DEUS em Jerusalém e em Judá (cf. At
20.31). Sua oração incluiu a confissão de pecados (vv. 6,7), súplica a DEUS
para Ele cumprir a sua própria palavra (v. 8; cf. Lv 26.40-45; Dt 30.1-6), seu
zelo pela glória e propósitos de DEUS (vv. 5-8) e intercessão incessante pelos
filhos de Israel (v. 6).
A grande
aflição e preocupação que isso causou em Neemias (v. 4).
1. Ele chorou e
lamentou. Isso não aconteceu somente quando ele ouviu as notícias, a ponto de
cair em profundo choro, mas a sua tristeza continuou por alguns dias. Observe:
As desolações e angústias da Igreja deveriam causar em nós tristeza,
independentemente de quão tranquilos estejamos vivendo.
2. Ele jejuou e
orou; não em público (ele não tinha oportunidade para fazê-lo), mas perante o
DEUS dos céus, que vê em secreto, e recompensará abertamente. Pelo seu jejum e
oração: (1) Ele consagrou suas tristezas e dirigiu suas lágrimas da forma
correta, sendo contristado segundo DEUS (veja 2 Co. 7.11), com o olhar voltado
para DEUS, porque seu nome foi vituperado no desprezo lançado sobre o seu povo,
cuja causa, portanto, ele confia a Ele. (2) Ele atenuou sua tristeza, e aliviou
seu espírito, ao derramar sua reclamação diante de DEUS e deixá-la com Ele. (3)
Ele usou o método certo ao buscar o alívio para seu povo e a direção para si
mesmo sobre como servi-los. Aqueles que têm bons intentos para o serviço devem
levar DEUS com eles já na primeira concepção deles, e colocar todos os seus
projetos diante dele. Essa é a forma de prosperar neles.
Neemias
1:5-11
A Oração de Neemias
Temos aqui a oração de Neemias, uma oração que faz referência a todas as
orações que ele já tinha, por algum tempo antes, colocado diante de DEUS dia e
noite, enquanto continuava seu lamento pelas desolações de Jerusalém, e
sobretudo à petição que agora pretendia fazer ao rei, seu senhor, para que este
lhe fosse favorável em relação à Jerusalém. Podemos observar, nessa oração:
Sua oração humilde e reverente a DEUS, na qual se prostra diante Ele, e
apresenta a Ele a glória devida ao seu nome (v. 5). Sua oração é muito
semelhante à de Daniel (Ne 9.4). Ela nos ensina a nos aproximarmos de DEUS: 1.
Com uma reverência santa pela sua majestade e glória, lembrando-se de que Ele é
o DEUS do céu, infinitamente acima de nós, e soberano Senhor sobre nós, e que é
o DEUS grande e terrível, infinitamente sobrepujando todos os principados e
poderes tanto do mundo superior quanto do mundo inferior, anjos e reis; e Ele é
um DEUS a ser adorado com temor por todo o seu povo, e cuja ira poderosa todos
os seus inimigos deveriam temer. Mesmos os terrores do Senhor são
aperfeiçoáveis para o conforto e encorajamento daqueles que confiam nele. 2.
Com uma confiança santa em sua graça e verdade, porque guarda o concerto e a
benignidade para com aqueles que o amam, não somente a benignidade que é
prometida, mas mais do que Ele prometeu: nada será considerado demais a ser
feito por aqueles que o amam e guardam os seus mandamentos.
Seu pedido geral pela recepção e aceitação de todas as orações e confissões que
agora fez a DEUS (v. 6): “Estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração, que
faço hoje perante ti, e os teus olhos, abertos para o coração de onde vem a
oração, e o caso que é por meio da oração colocado diante de ti”. DEUS formou o
olho e fez o ouvido (veja Sl 94.9); e, portanto, acaso não verá Ele
perfeitamente? Não ouvirá Ele atentamente?
Sua confissão penitente do pecado; não somente Israel pecou (não era muito
humilhante confessar isso), mas eu e a casa de meu pai pecamos (v. 6). Dessa
forma, ele próprio se humilha, e se envergonha, nessa confissão. De todo nos
corrompemos (eu e minha família junto com os outros) contra ti (v. 7). Na
confissão de pecado, precisamos reconhecer a perversidade dessas duas coisas:
que é uma corrupção de nós mesmos e uma afronta a DEUS; é corromper-se contra
DEUS, estabelecendo as corrupções do nosso próprio coração em oposição aos
mandamentos de DEUS.
O apelo por misericórdia para o seu povo Israel.
1. Ele argumenta o que DEUS tinha dito antigamente a eles, a ordem que
tinha estabelecido dos seus procedimentos em relação a eles, que poderia ser a
regra das suas expectativas dele (vv. 8,9). Ele tinha dito de fato que, caso
violassem o concerto, Ele os espalharia entre os povos, e essa ameaça foi
cumprida no cativeiro: nunca um povo foi tão amplamente espalhado como Israel
nessa época, embora fosse, no início, tão intimamente unido; mas Ele tinha
dito, por outro lado, que, caso se convertessem a ele (como agora estavam
começando a fazer, tendo renunciado à idolatria e se guardado para o serviço do
Templo), Ele os ajuntaria novamente. Isto ele cita de Deuteronômio 30.1-5, e
pede permissão para lembrar a DEUS disso (embora a Mente Eterna não necessite
de ser lembrada) como aquilo que guia os seus desejos, e nisso baseava sua fé e
esperança, ao fazer essa oração: Lembra-te, pois, da palavra; porque disseste:
Procura lembrar-me (veja Is 43.26). Neemias reconheceu (v. 7): Não guardamos os
juízos que ordenaste a Moisés, teu servo; no entanto, ele roga (v. 8): Senhor,
lembra-te, pois, da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo; porque se diz
que o concerto com frequência é ordenado. Se DEUS não fosse mais atencioso com
as suas promessas do que nós com os seus preceitos, estaríamos perdidos. Nossas
melhores justificativas, portanto, em oração, são aquelas que são tomadas da
promessa de DEUS, a palavra na qual nos fez esperar (Sl 119.49).
2. Ele apela para o relacionamento antigo que tinham com DEUS: “Estes são teus
servos e o teu povo (v. 10), que separaste para ti, por meio do concerto. Acaso
Tu permitirás que os teus inimigos jurados pisem e oprimam os teus servos
jurados? Se não intervier a favor do teu povo, por quem intervirás?”. Veja
Isaías 63.9. Como evidência de serem servos de DEUS, ele apresenta este sinal
(v. 11): Eles desejam temer o teu nome; eles não somente são chamados pelo teu
nome, mas realmente têm um respeito por esse nome. Eles agora te adoram, e
somente a ti, de acordo com a tua vontade, e têm um profundo respeito por todas
as revelações que te agradas em fazer de ti mesmo”. Isso indica: (1) Sua boa
vontade para com o nome do Senhor. “Seu constante cuidado e esforço em cumprir
o seu dever; esse é o alvo deles, embora em muitas situações não o alcancem”.
(2) Sua complacência nisso. “Eles têm prazer em temer o teu nome (o texto pode
ser lido dessa forma), não somente em cumprir o seu dever, mas em cumpri-lo com
prazer”. Aqueles que realmente desejam temer o seu nome serão graciosamente
aceitos por DEUS; porque esse desejo é obra dele.
3. Ele suplica pelas grandes coisas que DEUS tinha feito anteriormente por eles
(v. 10): “Que resgataste com a tua grande força, nos dias da antiguidade. O teu
poder ainda continua o mesmo. Por que não os redimes e completas tua redenção?
Não permitas que esses que têm um DEUS de infinito poder sejam subjugados pelo
inimigo”.
Por último, ele conclui com um pedido específico, para que DEUS fizesse
prosperá-lo em sua incumbência, e lhe desse graça perante o rei: este homem
(assim Neemias chama o rei), porque os maiores homens são os homens diante de
DEUS. Eles precisam saber que são meros homens (Sl 9.20), e os outros também
devem conhecer esse fato. Quem pois és tu, para que temas o homem? (veja Is
51.12). Graça perante este homem é o que ele pede, querendo dizer não a graça
do rei, mas graça de DEUS quando se apresentar diante do rei. O favor dos
homens será obtido quando pudermos vê-lo brotando da graça de DEUS.
1.11 DÁ-ME
GRAÇA PERANTE ESTE HOMEM. "Este
homem" era Artaxerxes, rei da Pérsia (2.1). Neemias orou para que DEUS lhe
concedesse graça perante o rei, para o bem dos judeus. Quando precisarmos de
alguma coisa doutra pessoa, devemos primeiramente apresentar diante de DEUS
aquilo que estamos precisando. DEUS pode comover o coração e a mente de líderes
influentes, para cumprirem a vontade divina (ver Et 4.16; Pv 21.1).
3.
DEUS responde às orações de Neemias.
Neemias
2:1-8
Neemias É Bem-Sucedido na sua Petição ao Rei
Quando Neemias tinha orado pelo socorro dos seus compatriotas, e talvez
lembrando as palavras de Davi (Sl 51.18: edifica os muros de Jerusalém), ele
não ficou sentado e disse: “Que DEUS agora faça a sua obra, porque já não tenho
mais nada a fazer”, mas se dispôs a calcular o que poderia fazer com respeito à
sua missão. Nossas orações devem ser apoiadas com nossos esforços sinceros,
caso contrário, zombamos de DEUS. Quase quatro meses se passaram, desde Quisleu
até Nisã (desde novembro até março), antes que Neemias fizesse seu pedido ao
rei por permissão para ir a Jerusalém, ou porque o inverno não era o tempo
apropriado para essa jornada, e ele não faria a solicitação até que tivesse
condições de dar continuidade ao seu plano, ou porque esse foi o tempo de
espera, visto que não se poderia entrar na presença do rei sem ser chamado (Et
4.11). Agora que cuidava da mesa do rei, ele esperava obter a atenção dele. Não
somos limitados dessa forma a certos momentos em nossas orações ao Rei dos
reis, mas temos liberdade de acesso a Ele a qualquer hora; nunca chegamos ao
trono da graça em hora inoportuna. Temos aqui:
4.
DEUS despertou o rei a atender o pedido de Neemias.
Tudo foi
dirigido e providenciado por DEUS. DEUS colocou no coração de Neemias ajudar e
no coração do rei permitir e apoiar.
Como ribeiros
de águas, assim é o coração do rei na mão do Senhor; a tudo quanto quer o
inclina. Provérbios 21:1
A ocasião que
Neemias deu ao rei para indagar a respeito de sua inquietação e aflições ao
aparecer triste na sua presença. Aqueles que falam com homens tão importantes
não devem iniciar abruptamente a sua atividade, mas buscar um momento adequado.
Neemias queria descobrir se o rei estava de bom humor ou não, antes de
aventurar-se a contar-lhe a respeito de sua missão e esse método que usou para
prová-lo. Ele tomou o vinho e o deu ao rei quando foi chamado para fazê-lo,
esperando que então o rei observasse o seu rosto. Ele não costumava ficar
triste na presença do rei, mas agia de acordo com as regras da corte (como cabe
aos cortesãos), que não admitiam tristezas (Et 4.2). 2. Embora fosse
estrangeiro, cativo, era tranquilo e amável. Homens justos e bons devem fazer o
possível, por sua alegria, para convencer o mundo das vantagens do cristianismo
e para afastar o opróbrio que foi lançado sobre eles como melancolia; mas há
tempo para todas as coisas (Ec 3.4). Neemias agora via motivos para estar
triste e aparecer dessa forma. As misérias de Jerusalém lhe davam motivos para
estar triste, e sua aparência pesarosa faria com que o rei perguntasse o motivo
para tal. Ele não dissimulava tristeza, porque realmente estava profundamente
triste por causa das aflições de José, e não era como os hipócritas, que
desfiguram o rosto; no entanto, ele poderia ter ocultado a sua tristeza, caso
fosse necessário (o coração conhece sua própria amargura, e no meio do sorriso
com frequência há tristeza), mas agora serviria ao seu propósito descobrir a
sua tristeza. Embora tivesse vinho diante dele, e, provavelmente, de acordo com
o ofício de copeiro, bebesse ele próprio antes de entregá-lo ao rei, não
alegraria o seu coração enquanto o Israel de DEUS estivesse em angústia.
A observação bondosa que o rei fez de sua tristeza e a indagação acerca da
causa dessa tristeza (v. 2): Por que está triste o teu rosto, pois não estás
doente? Observe: 1. Devemos preocupar-nos, a partir de um princípio de
compaixão cristã, com os sofrimentos e tristezas dos outros, mesmo dos nossos
inferiores, e não dizer: O que tenho eu com isso? O grande DEUS não está
satisfeito com o abatimento e desconfortos do seu povo, mas deseja que o sirvam
com alegria e comam com alegria o seu pão (veja Sl 100.2; Ec 9.7).
2. Não é
estranho se os doentes têm um semblante triste, por causa do que é sentido e o
que é temido; a doença poderá obscurecer aqueles que estavam mais animados e
alegres: no entanto, uma pessoa justa, mesmo na doença, poderá estar animada,
se está segura de que seus pecados estão perdoados.
3. Estar livre
de doença é uma benignidade tão grande, que não deveríamos estar imoderadamente
desanimados diante de uma aparente carga; no entanto, a tristeza pelos nossos
próprios pecados e as adversidades da Igreja de DEUS certamente entristecerão
nossa aparência, mesmo sem estarmos doentes.
O relato que Neemias deu ao rei do motivo de sua tristeza, com humildade e
temor. 1. Com temor. Ele reconheceu (embora pareça, pela história seguinte, que
era um homem de coragem) que temia muito em grande maneira, talvez por causa da
ira do rei (porque esses monarcas orientais assumiam um poder absoluto sobre a
vida e a morte, Dn 2.12,13; 5.19), ou pelo risco de empregar mal uma palavra,
ou perder a oportunidade de fazer o seu pedido por administrar mal esse momento.
Uma boa segurança é, de fato, ótima façanha, no entanto, a modéstia humilde não
é nenhuma reprovação. 2. Com humildade. Sem crítica a homem algum, e com muito
respeito, consideração e boa vontade imagináveis para com o rei, seu senhor,
ele diz: “Viva o rei para sempre. Ele é sábio e bom, e a pessoa mais apropriada
do mundo para governar”. Ele modestamente pergunta: “Como não estaria triste o
meu rosto (embora eu esteja em paz), estando a cidade (o rei sabia acerca de
qual cidade ele se referia), o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada?”.
Muitos são melancólicos e tristes, mas não sabem o motivo para tal; não sabem
dizer por que e para quê. Estes deveriam reprovar-se pelas suas angústias e
medos infundados. Mas Neemias tinha um bom motivo para estar triste a ponto de
suplicar ao próprio rei acerca da sua tristeza. Observe: (1) Ele chama
Jerusalém de o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, o lugar onde seus
ancestrais foram sepultados. É bom que pensemos com frequência acerca dos
sepulcros dos nossos pais; estamos inclinados a lembrar das suas honras e
posições, suas casas e posses, mas deveríamos também lembrar dos seus sepulcros
e considerar que esses que saíram antes de nós do mundo, e seus monumentos, são
lembranças para nós. Também existe um grande respeito para com a memória dos
nossos pais, que não deveríamos estar dispostos a ver prejudicada. Todas as
nações, mesmo essas que não têm nenhuma expectativa em relação à ressurreição
dos mortos, têm olhado com respeito para os sepulcros dos seus ancestrais como,
de certa forma, sagrados e que não devem ser violados. (2) Ele se justifica em
sua tristeza: “Tenho motivos para estar triste. Por que não deveria estar?”. Há
momentos em que mesmo homens piedosos e prósperos têm motivos para estar tristes
e mostrar sua aflição. Os melhores homens não devem pensar em antever o céu ao
banir todos os pensamentos pesarosos; passamos por um vale de lágrimas, e
devemos submeter-nos à condição do clima. (3) Ele aponta as ruínas de Jerusalém
como a verdadeira causa de sua tristeza. Observe: Todas as injustiças da
Igreja, mas especialmente suas desolações, são, e deveriam ser, motivo de pesar
e tristeza para todas as pessoas justas, para todos que têm uma preocupação com
a honra de DEUS e que são membros vivos do corpo místico de CRISTO, e que têm
um espírito público; eles se compadecem até mesmo do pó de Sião (Sl 102.14).
O encorajamento que o rei deu a ele para falar o que estava em seu coração, e a
oração que fez em seu coração a DEUS (v. 4). O rei tinha uma simpatia por ele,
e não estava satisfeito em vê-lo em melancolia. Também é provável que tivesse
uma simpatia pela religião judaica; ele a havia descoberto anteriormente na
comissão que deu a Esdras, que era um clérigo, e agora novamente no poder que
deu a Neemias, que era um estadista. Querendo saber como poderia ser útil a
Jerusalém, ele pergunta isso a esse amigo ansioso: “Que me pedes agora? Existe
algo que gostarias de ter. O que é?”. Ele tinha medo de falar (v. 2), mas essas
palavras do rei lhe deram ousadia; muito mais devem o convite que CRISTO nos
fez para orar e a promessa de que devemos nos apressar capacitar-nos a chegar
com confiança ao trono da graça. Neemias imediatamente orou ao DEUS dos céus
para que lhe desse sabedoria no sentido de pedir de maneira apropriada e
inclinar o coração do rei para conceder-lhe o seu pedido. Aqueles que encontram
favor com os reis devem assegurar o favor do Rei dos reis. Ele orou ao DEUS dos
céus reconhecendo que Ele estava infinitamente acima até desse monarca. Não foi
uma oração solene (ele não tinha oportunidade para tal), mas uma exclamação
secreta e repentina; ele elevou o seu coração a esse DEUS que entende a
linguagem do seu coração: Senhor, dá-me boca e sabedoria; Senhor, dá-me graça
perante este homem (veja Lc 21.15). Observe: Devemos estar preparados para
fazer exclamações piedosas, especialmente em ocasiões especiais. Onde quer que
estejamos, temos um caminho aberto para os céus. Isso não impedirá nenhum tipo
de atividade, mas irá, sim, favorecê-la. Portanto, não vamos permitir que
qualquer atividade impeça esse tipo de oração, mas, sim, promovê-la. Neemias
tinha orado de forma muito solene com relação a isso em muitas ocasiões (Ne
1.11), no entanto, quando está em apuros, ora novamente. Orações no ESPÍRITO e
orações solenes não devem se chocar, mas cada uma tem o seu lugar.
Sua petição humilde ao rei. Quando recebeu esse encorajamento, apresentou sua
petição muito modestamente e com submissão à sabedoria do rei (v. 5), mas de
forma muito clara. Ele pediu uma comissão para ir como governador a Judá, para
construir os muros de Jerusalém, e para permanecer lá por um período, alguns
meses, podemos supor; e então, ou ele teve sua comissão renovada ou voltou para
a Pérsia e foi enviado novamente, assim que esteve à frente do trabalho ali por
pelo menos 12 anos (5.14). Ele também pediu uma escolta (v. 7), e uma ordem
para os governadores, para lhe permitirem a passagem pelas suas respectivas
províncias, e outra ordem para o guarda da floresta do Líbano, para supri-lo com
a madeira que seria necessária para a obra de reconstrução.
O grande favor do rei a ele em perguntar quando voltaria (v. 6). Ele deixa
claro que não gostaria de perdê-lo, ou de ficar sem ele por muito tempo, no
entanto, para que pudesse cumprir sua missão de fazer bem ao seu povo, ele o
dispensaria por um tempo, e permite que as cláusulas que Neemias pediu fossem
inseridas em sua comissão (v. 8). Temos aqui uma resposta imediata de oração;
porque a semente de Jacó nunca buscou o DEUS de Jacó em vão. No relato que dá
do sucesso da sua petição, ele ressalta:
1. A presença
da rainha. Ela estava sentada junto a ele (v. 6), o que (dizem) não era comum
na corte persa (Et 1.11). Não sabemos se a rainha era adversária dele – o que
poderia obstruir o seu intento, e ele menciona esse fato para o louvor da
providência poderosa de DEUS, que, embora ela estivesse ao seu lado, ele foi
bem-sucedido –, ou se ela era sua verdadeira amiga, e ele menciona esse fato
para o louvor da providência bondosa de DEUS, pelo fato de ela estar presente
para ajudar a favorecer o seu pedido.
2. O poder e a
graça de DEUS. Ele obteve o que desejava, não de acordo com o seu mérito, sua
influência sobre o rei, ou sua conduta sábia diante do rei, mas segundo a boa
mão de DEUS sobre mim. Almas graciosas observam a mão de DEUS, sua boa mão, em
todos os acontecimentos que lhes são favoráveis. Esse é o agir de DEUS.
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
Comentário -
NVI (F.F.Bruce)
A VIAGEM DE NEEMIAS PARA JERUSALÉM COM A
AUTORIZAÇÃO DO REI (2.1-20)
1) O pedido de Neemias e a
comissão do rei (2.1-8)
Quatro meses se passaram até que Neemias
tivesse a em oportunidade de fazer o seu pedido ao rei Artaxerxes, sendo esse o
intervalo entre o “mês de quisleu” (1.1) e o mês de nisã (2.1). Neemias
estava ocupado com a sua tarefa normal de servir vinho ao rei.
Normalmente, quando fazia isso o seu semblante e comportamento eram alegres;
mas nessa ocasião, em virtude da situação em Jerusalém, ele estava
triste. E o rei notou isso e inquiriu-o acerca da razão da sua tristeza (v. 2).
Neemias explicou que era porque Jerusalém, a cidade em que os seus
ancestrais haviam vivido e morrido, tinha sido devastada. Quando
Artaxerxes perguntou se havia algo que Neemias queria que fosse feito
acerca dessa situação, este lhe expressou o desejo de ir a Jerusalém para
reparar os danos. Gomo resposta à oração de Neemias, Deus predispôs
favoravelmente o coração do rei, não somente para concordar com o pedido
de Neemias, mas também para lhe dar todo tipo de ajuda possível nessa
empreitada. Para que Neemias não fosse perturbado na viagem (v. 7), o
rei enviou uma escolta de oficiais do exército e de cavaleiros (v. 9)
para acompanhá-lo, uma provisão que Esdras, em circunstâncias um pouco
diferentes, preferiu dispensar (Ed 8.22). O rei também concordou com o
pedido de Neemias de que Asafe, guarda da floresta do rei (v. 8) —
provavelmente o chamado “jardim de Salomão”, a cerca de 10 quilômetros ao
sul de Jerusalém — lhe fornecesse a madeira de que precisaria. Somos
informados (não aqui, mas em 5.15) de que Artaxerxes, a essa altura,
até mesmo nomeou Neemias governador de Jerusalém e estipulou o período em
que deveria agir nessa função antes de apresentar-se novamente ao rei. A
duração desse período não é estabelecida; e parece que Neemias de
fato não voltou a Artaxerxes durante 12 anos (13.6). Provavelmente
foi estabelecido um período mais breve que isso, mas foi ampliado
progressivamente.
2) A viagem de Neemias (2.9,10)
Neemias iniciou, então, a longa viagem de
Susã a Jerusalém. Quando chegou à região ao norte da Judéia que desde o
final do século VIII a.C. era chamada de Samaria (v. 9), encontrou
Sambalate, o horonita, e Tobias, o oficial amonita (v. 10). Os papiros de
Elefantina, que consistem em cartas dos e para os colonizadores judeus na
ilha de Elefantina no Nilo no alto Egito, escritas em grande
parte durante o século V a.C., mostram que em 408 a.C. Sambalate era
governador de Samaria, e ele provavelmente exercia essa mesma autoridade
ali nessa época anterior. (Aliás, em 408 a.C. parece que ele já era bem
idoso e tinha delegado a sua autoridade a dois dos seus filhos.) O
termo horonita talvez indique que ele vinha de Bete-Horom, no distrito de Samaria.
Tobias parece ter sido seu subordinado, e a descrição que se faz dele é
que originariamente era um escravo amonita. Talvez nessa época estivesse
governando em Amom, a leste da Judéia. Sambalate e Tobias ficaram
muito irritados pelo fato de que Neemias havia sido escolhido e autorizado
a restaurar Jerusalém de sua degradação, pois sentiam que, se Judá
fosse fortalecida, Samaria seria enfraquecida.
3) Neemias faz uma
inspeção dos muros (2.11-16)
Três dias depois de Neemias chegar a
Jerusalém, decidiu fazer uma inspeção dos muros derrubados, escolhendo
fazer isso de noite (v. 12) para evitar chamar atenção desnecessária.
Montado num jumento ou numa mula, começou a sua inspeção na porta
do Vale (v. 13), próximo do canto sudoeste da cidade, chamada assim
em virtude do vale do Tiropeão, e continuou para o leste por mais 450
metros (3.13), examinando os muros pelo lado de fora, até chegar à porta
do Esterco, pela qual o lixo da cidade era levado para o vale de
Hinom. Seguiu então o muro oriental da cidade até o tanque do Rei,
que provavelmente era o tanque de Siloé; mas o muro aqui estava tão
arruinado que ele teve de desmontar do animal (v. 14), e, assim,
prosseguiu ao lado do muro oriental devastado, com vista para o vale de
Cedrom (v. 15), a pé. Depois de ter seguido, provavelmente, para o
canto nordeste da cidade, Neemias voltou (v. 15), o que provavelmente
significa que voltou pelo mesmo caminho, retornando à porta do Vale,
não inspecionando, nessa ocasião, os muros do norte e do oeste, que
ele talvez já inspecionara de dia.
4) “Venham, vamos
reconstruir” (2.17-20)
No dia seguinte, Neemias reuniu os líderes
judeus e lhes contou das suas intenções e da ajuda de Deus até aquele ponto, e
eles concordaram em começar a reconstruir os muros sem demora (v. 18). Mas
os inimigos Sambalate, Tobias e Gesém, o árabe, que talvez estivesse
governando em Edom ao sul, começaram a espalhar boatos de que os judeus
estavam planejando uma rebelião contra o rei Artaxerxes (v. 19) e podem bem
ter lembrado os judeus do que aconteceu quando haviam tentado reconstruir
os muros da vez anterior (Ed 4.12ss). A isso, Neemias respondeu: O Deus
dos céus fará que sejamos bem-sucedidos (v. 20).
))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
NA
ÍNTEGRA - LIÇÃO 2, BETEL, PREPARANDO-SE PARA O AGIR DE DEUS, 2º TRIMESTRE DE
2026
Escrita Lição
2, Betel, Preparando-se para o agir de DEUS, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique,
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ESBOÇO DA LIÇÃO
1. NEEMIAS
NÃO SE PRECIPITOU
1.1. O tempo da
resposta.
1.2. O tempo da
espera mudou Neemias.
1.3. Neemias
estava pronto para responder ao rei.
2. O LUGAR
CERTO E A HORA CERTA
2.1. Neemias
estava no lugar certo.
2.2. Neemias
respondeu na hora certa.
2.3. Confiar em
DEUS não dispensa o planejamento.
3. PREPARADOS
PARA A MISSÃO
3.1. O chamado
pode surgir de uma necessidade.
3.2. Prontos para agir diante da resposta de DEUS.
3.3. Dependendo
de DEUS somente.
TEXTO
AUREO
"Então
orei ao DEUS dos céus, e disse ao rei: Se é do agrado do rei, e se o teu
servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade
dos sepulcros de meus pais, para que eu a edifique" Neemias 2.4,5
VERDADE
APLICADA
Fazer a obra
que nos é confiada por DEUS exige preparo espiritual e posicionamento
assertivo.
TEXTOS DE
REFERÊNCIA - Neemias 2.1-4
1. Sucedeu,
pois, no mês de nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes, que estava posto vinho
diante dele, e eu tomei o vinho e o dei ao rei; porém nunca, antes, estivera
triste diante dele. 2. E o rei me disse: Por que está triste o teu rosto, pois
não estás doente? Não é isto senão tristeza de coração. Então temi muito
em grande maneira.
3. E disse ao
rei: Viva o rei para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, estando a
cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e tendo sido consumidas
as suas portas a fogo? 4. E o rei me disse: Que me pedes agora? Então orei ao
DEUS dos céus (...).
INTRODUÇÃO
DEUS preparou Neemias para a missão de restaurar a cidade de
Jerusalém. Tendo se disponibilizado para aquela obra, ele passou de copeiro do
rei a um importante líder e administrador. Porém, foi necessário tempo para que
Neemias estivesse pronto para tão árdua e nobre tarefa. Da mesma maneira,
precisamos nos manter sempre prontos para servir a DEUS conforme a Sua
vontade.
1. NEEMIAS NÃO SE PRECIPITOU
Desde que recebeu a notícia sobre Jerusalém, Neemias se dedicou à
oração
e ao jejum. Finalmente, passados quatro meses, chegou o
momento sobre o qual ele esteve orando (Ne 1.11). Que lição preciosa:
antes de agir, apresentarmos a DEUS em oração a situação e o que planejamos
fazer a respeito.
1.1. O tempo da resposta.
Neemias e Hanani se encontraram no mês de QUISLEU (Ne 1.1), que
corresponde ao início do mês de dezembro em nosso calendário. Porém, a resposta
às suas orações chegou cerca de quatro meses depois, no mês de NISSÃ, que
no nosso calendário corresponde entre o final do mês de março e início de abril
(Ne 2.1).
Pode parecer pouco tempo, mas para alguém que está em oração e
jejum, sentindo-se angustiado e vendo seu povo há tanto tempo esperando por um
milagre, é tempo demais. Neemias clamava a DEUS pelo seu povo, mas a
resposta não veio logo. Aqui, a lição é simples, porém profunda: Neemias
não desistiu, não esmoreceu, não se precipitou; ele ficou firme até que a
direção de DEUS chegasse. O Salmo 40.1 diz: "Esperei com paciência no
Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor". O fato de
algumas respostas divinas demorarem aos nossos olhos não significa que tudo
está perdido. DEUS nunca perde o controle de nada e, no tempo certo, trará a
resposta.
Bispo Abner Ferreira (2020): "É preciso
permanecer no esconderijo do Altíssimo (Sl 91.1) na certeza de que Ele cuida de
nós, ainda que atravessando um vale de sombra e morte (Sl 23.4)".
Nesse lugar, a mente é guardada em paz (Is 26.3; Fp 4.6-7), os fardos são
lançados sobre DEUS (1Pe 5.7) e a fé se firma em CRISTO, nosso Bom Pastor, que
nos toma nas mãos e ninguém arrebata (Jo 10.28-29). Assim, atravessamos noites
escuras com a certeza de que nada nos separará do seu amor (Rm 8.38-39).
1.2. O tempo da espera mudou Neemias.
Neemias servia ao rei Artaxerxes no palácio quando recebeu a
notícia que o deixou devastado: Jerusalém e seu povo estavam em grande miséria.
Ele, então, passou a orar e jejuar para que DEUS restaurasse o Seu povo e a
santa cidade (Ne 1.5-11). Foram necessários quatro meses para que Neemias
estivesse seguro do que fazer e pronto para assumir um papel de liderança para
mudar aquela situação (Ne 2.5-10). Assim, primeiro ele desejou fazer (Ne 1);
depois, planejou o que faria (Ne 2). Em vez de questionar, ele continuou orando
e jejuando, em total dependência de DEUS. Aqueles quatro meses foram
fundamentais para mostrar para Neemias que DEUS não apenas mudaria o triste
quadro do seu povo, mas faria dele a resposta às suas próprias orações. Se a
resposta divina ainda não chegou, provavelmente DEUS está trabalhando em sua
vida, preparando você para viver o seu milagre.
Neemias conhecia o drama de Jerusalém e teve de
escolher: agir ou omitir-se. Mas antes de qualquer passo, colocou-se em oração,
jejum, confissão e súplica, buscando a direção do DEUS da aliança (Ne 1.4-11).
Ele entendeu que decidir sem orar é presunção; orar antes de decidir é
obediência. A oração é, de fato, uma audiência com o Senhor dos Exércitos:
entramos com confiança, recebemos graça e saímos com propósito (Hb 4.16; Fp
4.6-7). Foi assim que Neemias levantou-se do secreto com coragem pública para reconstruir
o que estava em ruínas.
1.3. Neemias
estava pronto para responder ao rei.
Diante de uma situação tão complexa, os quatro meses que se
passaram até que Neemias tivesse a oportunidade de falar com o rei foi um
período propício para ele pensar, orar e se preparar. Se a conversa com
Artaxerxes tivesse acontecido assim que Neemias soube do estado em que se
encontrava Jerusalém, possivelmente não teria dado uma resposta tão adequada.
Imagine o rei perguntando: "Que me pedes agora?"; e Neemias
respondendo: "No momento, não tenho nada pronto, mas em algumas semanas
trago um projeto para o senhor!" Porém, por estar preparado para aquele
momento, ele orou ao DEUS dos céus e respondeu: “Se é do agrado do rei, e se o
teu servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos
sepulcros de meus pais, para que eu a edifique”, Ne 2.4,5. Até mesmo quando o
rei lhe perguntou sobre a duração da viagem a Jerusalém, Neemias já tinha um
prazo estipulado (Ne 2.6).
Pr. Marcos Sant'Anna (2018): "Como estamos
usando o nosso tempo? Como discípulos de JESUS CRISTO, precisamos lembrar que DEUS
é o Senhor do tempo (Sl 31.15; At 17.26)". Usar bem o tempo é mordomia
espiritual: andar com sabedoria, "remindo o tempo" (Ef 5.15-16), e
pedir a DEUS coração sábio para contar os dias (SI 90.12). Na prática, isso
significa alinhar agenda com o Reino (Mt 6.33), priorizar Palavra e oração,
servir com nossos dons (1 Pe 4.10) e deixar margem para descanso e família (Mc
6.31). DEUS é Senhor do tempo; nós somos servos que o administram para a Sua
glória (Cl 3.17; 4.5).
EU ENSINEI QUE: Foram
necessários quatro meses para que Neemias estivesse seguro do que fazer.
2. O LUGAR CERTO E A HORA CERTA
A situação do povo judeu deixou Neemias visivelmente abalado,
esperando um milagre de DEUS. Contudo, quem poderia imaginar que justamente a
dor abriria a porta da sua missão? Enquanto ele servia o vinho, o rei
Artaxerxes lhe perguntou o motivo de seu semblante triste, e aquele foi o
momento da resposta divina.
2.1. Neemias estava no lugar certo.
Enquanto estava sendo servido, Artaxerxes percebeu o semblante
triste de Neemias, possivelmente por algum descontentamento. Fazia parte do
protocolo que o servos do rei estivessem diante dele sempre dispostos, o que
explica a reação de Neemias: "então temi sobremaneira" (Ne 2.2). Ele
sabia que, caso o monarca desconfiasse de sua lealdade, poderia mandar
torturá-lo e até matá-lo, considerando que falaria sobre o estado de uma cidade
que deixou de ser edificada por decisão oficial (Ed 4.17-23). Entretanto, depois
de quatro meses orando e jejuando, certamente Neemias não morreria assim, e
aquela situação acabou permitindo o agir de DEUS em favor do Seu povo. Ainda
hoje, DEUS tem o poder de criar circunstâncias para nos fazer chegar onde Ele
prometeu, que nos levaria.
Bispo Abner Ferreira (2020): "A história bíblica
nos mostra que, mesmo quando a realidade e as perspectivas humanas não apontam
uma saída para as adversidades, o Senhor DEUS é poderoso para fazer além do que
pedimos ou pensamos". Quando os recursos humanos se esgotam, Ele abre
caminho no mar (Ex 14), traz vida ao que estava morto (Rm 4.18-21; Jo 11), faz
nascer rio no deserto (Is 43.19). Por isso, nas crises não confiamos em nossas
forças, mas no DEUS que ressuscita os mortos (2Co 1.9).
2.2. Neemias respondeu na hora certa.
Neemias estava temeroso, pois sabia que, se não fosse convincente
em sua resposta, poderia sofrer as consequências; então orou, e DEUS o
ajudou. Em meio a muitas possibilidades, ele deu ao rei a única resposta que o
livrou de morrer e, ao mesmo tempo, abriu a porta para a restauração de seu
povo: "Viva o rei para sempre! Como não estaria triste o meu rosto,
estando a cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e tendo sido
consumidas as suas portas a fogo?" (Ne 2.3). Algo nessa resposta tirou a
questão do campo político e a colocou num ponto de grande importância para
alguém do Oriente Médio: "o lugar dos sepulcros de meus pais". Depois
disso, o rei perguntou a Neemias: "Que me pedes agora?" (v.4).
Naquele momento, a porta se abriu. Aleluia!
Revista Betel Dominical (4º tri, 2018): "Neemias
sabia que se explorasse o costume do respeito aos antepassados teria uma chance
de o rei acenar com uma resposta positiva. Sabiamente, Neemias resguarda o nome
da cidade, mencionando apenas que se tratava do "lugar dos sepulcros de
meus pais" (Ne 2.3). Neemias fala a verdade e, ao mesmo tempo, evita
gatilhos políticos ligados a "Jerusalém" e "muros". É
prudência retórica: conecta-se ao afeto do rei, enquadra a causa como honra
familiar e respeito à história de seus antepassados, e só depois apresenta o
pedido concreto".
2.3. Confiar em
DEUS não dispensa o planejamento.
Neemias estava preparado para aquele momento. Ele soube responder
ao rei até mesmo sobre o prazo para executar a tarefa e retornar ao palácio (Ne
2.6). Sendo assim, Artaxerxes concedeu ao seu copeiro tudo que ele
precisava: cartas para que os governadores dalém do Eufrates lhe permitissem
livre acesso até Judá (v.7); cartas para Asafe, guarda das matas do rei, para
que tivesse madeira para construção (v.8); foi-lhe concedida proteção militar
até seu destino (v.9). Diante de tantos benefícios, Neemias declarou o motivo
de estar naquela posição favorável: "porque a boa mão do meu DEUS era
comigo" (v.8). O mesmo aconteceu com o Profeta Elias: depois de presenciar
DEUS mandando fogo do céu, ele correu, de maneira sobrenatural, à frente do
carro do rei Acabe até a entrada da cidade de Jezreel. Isso só foi possível
porque a "mão de DEUS estava sobre Elias" (1Rs 18.46). Neemias nos
ensina a importância de buscar a DEUS e confiar nEle, mesmo estando diante de
uma situação que parece difícil ou mesmo impossível.
De modo providencial, DEUS alinhou as circunstâncias
e o tempo: moveu o coração do rei, abriu a porta, e forneceu a Neemias a
permissão e os recursos necessários (Ne 2.1-8; Pv 21.1). O que vemos não é
acaso, é favor sobre fidelidade: oração, jejum e perseverança encontrando a Mão
que abre portas que ninguém fecha (Ap 3.7). Assim também é conosco: confiança
obediente e constância (Sl 37.5; Hb 10.36) nos colocam num caminho onde DEUS
supre, guia e confirma; e, a seu tempo, colhemos, se não desfalecermos (Gl
6.9).
EU ENSINEI QUE: Neemias
estava preparado para aquele momento. Ele soube responder ao rei até mesmo
sobre o prazo para executar a tarefa e retornar ao palácio.
3. PREPARADOS PARA A MISSÃO
A história de Neemias é rica em verdades importantes para o nosso
tempo, entre elas a necessidade de estarmos preparados para o chamado de DEUS e
a importância de agir com sabedoria e firmeza diante dos desafios da
vida.
3.1. O chamado
pode surgir de uma necessidade.
O relato bíblico não nos mostra DEUS falando com Neemias em sonho,
profecia ou visão (Ne 1.4-11; 2.4-8,12; 5.19; 6.9). O seu chamado nasceu da
necessidade de restaurar Jerusalém e socorrer o povo judeu do estado miserável
em que se encontrava (Ne 1.3; 2.17–18). Com isso, aprendemos que onde a maioria
das pessoas vê uma impossibilidade, os chamados por DEUS enxergam uma
oportunidade (Gn 50.20; Rm 8.28; Ef 5.16). Onde a maioria das pessoas enxergam
crises, os chamados por DEUS veem uma chance de fazer a diferença (Et 4.14; Rm
12.21). Um banco vazio na Igreja pode representar apenas alguém ausente; porém,
para um evangelista, é um chamado para ganhar almas para JESUS (Lc 14.23; Jo
4.35; Mt 28.19-20). Quando determinada situação nos aperta o peito, é possível
que seja DEUS nos chamando para aquela Obra (Ne 1.4; Is 6.8).
Pr. Valdir Alves (2022): "Bem-aventurados
aqueles que estão atentos à Palavra de DEUS e a recebem, pois ela faz a
diferença ao vivenciarmos diferentes momentos na vida e nos mais diversos ambientes".
Quem constrói a vida sobre a Palavra permanece firme nas tempestades (Mt
7.24-25). Por isso, deixemos a Palavra habitar ricamente em nós, moldando
decisões e atitudes em qualquer ambiente (Cl 3.16).
3.2. Prontos para agir diante da resposta de DEUS.
O povo judeu passou cerca de
setenta longos anos no cativeiro, sob os governos babilónico e medo-persa (Jr
25.11-12; 2Cr 36.20-23). Neemias esperou cerca de quatro meses pela resposta de
DEUS e agiu rapidamente quando ela chegou (Ne 1.1; 2.1). A conversa com
Artaxerxes foi objetiva e rápida: o rei fez quatro perguntas a Neemias e,
diante de suas respostas assertivas, o liberou para conduzir a restauração
de Jerusalém (Ne 2.1-9). Cada oportunidade tem seu ritmo próprio, seu tempo
para acontecer; porém, uma vez perdida, pode não surgir de novo. Neemias fez a
parte dele: orou, jejuou e aproveitou a oportunidade que recebeu do Senhor para
restaurar a cidade de Jerusalém. Muitas pessoas passam a vida lamentando
oportunidades perdidas, que poderiam ter mudado suas histórias. Precisamos
estar atentos, em oração e vigilância, preparados para a resposta de DEUS às
nossas petições (Cl 4.2; 1Jo 5.14-15).
A trajetória do Apóstolo Paulo, antes de ser levado
por Barnabé para Antioquia (At 11.25), é um exemplo de preparação durante a
espera. Lembremos que, no caminho de Damasco, Paulo ouviu de JESUS que ele era
"vaso escolhido" para anunciar o Evangelho diante "dos
gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel" (At 9.15). Contudo, isso não
aconteceu de imediato. FF. Bruce (2019, p. 234) registra que, depois da visita
feita a Jerusalém, logo após sua conversão, retornou a Tarso, sua cidade natal.
"Durante um período - oito ou dez anos - Paulo sai completamente de cena.
Não foram anos de inatividade, e isso fica claro por causa de sua declaração de
que continuavam a chegar às igrejas da Judeia notícias de que o antigo
perseguidor agora prega a fé que antes tentava destruir' (Gl 1.22- 24)".
Como Neemias, Paulo também esperou, mas não estava inativo. Esse tempo de
trabalho no evangelho sem ir a Jerusalém foi de 14 anos (Gl 2.1).
3.3. Dependendo de DEUS somente.
Quando questionado pelo rei sobre o motivo de sua tristeza, Neemias
teve medo (Ne 2.2). Mesmo assim, em vez de se deixar dominar por seus
sentimentos, ele orou a DEUS (Ne 2.4), demonstrando sua total dependência.
Neemias estava certo de que dEle viria a direção para solucionar o problema do
povo judeu. Como disse Charles Spurgeon, o príncipe dos pregadores:
"Quando não pudermos ver a Sua face, podemos descansar à sombra de Suas
asas". O caminho para uma vida abençoada está em confiar e depender de DEUS
(Sl 20.7). A autossuficiência revela um coração orgulhoso e soberbo. Todos
nós precisamos entender uma verdade absoluta: Sem DEUS não somos nada. JESUS
ensinou isso, ao afirmar: "Eu sou a videira; vós, as varas. Quem está em
mim, e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer, Jo
15.5.
Pr. Marcos Sant'Anna (2018): "Lembremo-nos de
que DEUS sustenta os que O amam até mesmo quando estão repousando (Sl 127). É
preciso estarmos atentos para não sermos dominados pela obstinação em
detrimento da confiança e da dependência de DEUS". A paz guarda o coração
(Is 26.3; Fp 4.6- 7), a ansiedade cede lugar à confiança (1Pe 5.6-7) e a
obstinação dá espaço à obediência humilde (Tg 4.13-16). Em termos práticos: ore
antes, durante e depois; submeta seus planos à Palavra; aceite correções;
descanse nos limites que DEUS estabeleceu (SI 127). A vida abençoada não é
fruto de controle absoluto, mas de confiança obediente permanecer em CRISTO, a
Videira, para frutificar no tempo certo (Jo 15.5).
EU ENSINEI QUE: Cada
oportunidade tem seu ritmo próprio, seu tempo para acontecer, porém, uma vez
perdida, pode não surgir de novo.
CONCLUSÃO
Preparar-se para o tempo do agir de DEUS envolve oração, jejum,
planejamento cuidadoso e coragem para depender apenas da resposta dele. Neemias
orou, jejuou, planejou e esperou até que viesse do Alto a resposta à sua
petição, ou seja, ele apresentou seu pedido com sabedoria e confiou que a providência
divina lhe abriria a porta certa. Sua atitude nos ensina a ter uma fé ativa,
alinhada ao propósito de DEUS, que nos capacita para atender ao Seu chamado.
