Escrita Lição 10, CPAD, O Avivamento Na Vida Pessoal, 1Tr23, Pr Henrique, EBD NA TV

Lição 10, CPAD, O Avivamento Na Vida Pessoal

Para me ajudar - PIX 33195781620 Luiz Henrique de Almeida Silva

 


 

TEXTO ÁUREO
“Porque a tua benignidade é melhor do que a vida; os meus lábios te louvarão. Assim, eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos.” (Sl 63.3,4)

 

 

VERDADE PRÁTICA
A presença do ESPÍRITO SANTO é uma realidade em todos os dias da vida de um crente avivado.

 


LEITURA DIÁRIA
Segunda - Sl 55.17 A oração do salmista três vezes ao dia
Terça - Dn 6.10 Daniel orava três vezes ao dia
Quarta - Sl 119.11 Escondendo Palavra no coração para não pecar
Quinta - Sl 119.105 A Palavra de DEUS dirige a vida do crente
Sexta - 1 Tm 4.16 O cuidado do cristão consigo mesmo e com a doutrina
Sábado - 1 Pe 1.15,16 Sendo santo em todas as áreas da vida


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Salmos 63.1-8
1- Ó DEUS, tu és o meu DEUS; de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água, 2- para ver a tua fortaleza e a tua glória, como te vi no santuário. 3- Porque a tua benignidade é melhor do que a vida; os meus lábios te louvarão. 4- Assim, eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos. 5- A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura; e a minha boca te louvará com alegres lábios, 6- quando me lembrar de ti na minha cama e meditar em ti nas vigílias da noite. 7- Porque tu tens sido o meu auxílio; jubiloso cantarei refugiado à sombra das tuas asas. 8- A minha alma te segue de perto; a tua destra me sustenta.


Hinos Sugeridos: 25, 53, 370 da Harpa Cristã


PALAVRA-CHAVE
Fervor - Nada é tão consolador para uma vida avivada do que o crente ter DEUS como auxílio, refúgio e fortaleza."

 

Resumo da Lição 10, CPAD, O Avivamento Na Vida Pessoal

I – O AVIVAMENTO NA VIDA DO SALMISTA
1. Uma busca sincera.

2. Contemplando e bendizendo ao Senhor.

3. DEUS é o nosso auxílio.

II – O AVIVAMENTO ESPIRITUAL DO CRENTE
1. Reservando uma agenda de piedade.

2. A prática da oração.

3. A leitura devocional da Bíblia.

III – A VIDA PESSOAL E FAMILIAR DO CRENTE AVIVADO
1. A vida pessoal.

2. A vida com o cônjuge.

3. A vida com os filhos.

4. Os efeitos do avivamento na vida pessoal.

 

 

Subsídios extras

 

COMENTÁRIOS BEP - CPAD

63.1-11 Ó DEUS... DE MADRUGADA TE BUSCAREI. Todo crente deve orar como Davi orou neste salmo, o qual (1) descreve o profundo anseio por DEUS que o crente sente no seu coração, anseio este que só encontra satisfação numa íntima comunhão com Ele (ver Sl 42 notas); (2) leva-nos a conhecer a DEUS e a testar a nós mesmos, perguntando: Tenho de fato profunda sede de DEUS e da sua presença na minha vida? Ou vivo mais ocupado com as coisas seculares e passatempos mundanos, enquanto que a oração, a leitura da Bíblia e a profunda fome e sede de DEUS e da sua justiça têm pouco lugar ou interesse na minha vida? (ver Mt 5.6; 6.33)
63.2 PARA VER A TUA FORTALEZA E A TUA GLÓRIA... NO SANTUÁRIO. O crente não somente deve buscar com zelo a presença de DEUS em sua vida pessoal, mas também anelar que o seu ESPÍRITO, o seu poder e a sua glória se manifestem na sua Casa. Devemos orar para que DEUS demonstre o seu poder contra o domínio satânico, a opressão demoníaca (Mt 12.28; Mc 1.34,39), o pecado (Rm 6) e as doenças e enfermidades (Mt 4.23; 9.35; At 4.30; 8.7). Devemos, com fervor, orar para que o evangelho convença e salve os pecadores (Jo 16.8-11; At 4.33), santifique-os (Jo 17.17) e os conduza à plenitude do ESPÍRITO (At 1.8; 2.4)
63.6 QUANDO ME LEMBRAR DE TI... E MEDITAR EM TI. Juntamente com a oração e a leitura da Palavra de DEUS, devemos procurar concentrar nossos pensamentos nEle, de dia e de noite. Lembrar de DEUS não nos deve ser algo casual, mas uma prática constante, a saber: pensar no céu e louvar a DEUS, ante a sua presença e seu senhorio, tendo comunhão com Ele. Nada seria melhor do que se nosso primeiro pensamento da manhã e o último da noite fossem a respeito da sua graça, caráter, amor e plano para nossa vida. E, quando não pudermos dormir de noite, devemos então dirigir nossa mente e coração a DEUS.

 

 

SALMO 63 - Comentário Bíblico Wesleyana
Tema: Duas maneiras; Dois destinos
Este é um salmo escrito por alguém que estava ausente do santuário, e desejando retornar (vv. 1 , 2 ); por um perseguido por seus inimigos, que tentaram tirar sua vida (v. 9 ); por um rei (v. 11 ) em uma terra seca e cansada, onde não há água ; e por alguém que estava confiante de proteção de DEUS (vv. 7 , 8 ), e cheio de ação de graças feliz na contemplação de sua benignidade (vv. 3-8 ). O título hebraico atribui a "Davi, quando ele estava no deserto." Dificilmente poderia ter sido quando ele estava fugindo de Saul, para, em seguida, Davi não era o rei (v. 11 ). Ele se encaixa muito bem no momento em que ele estava fugindo de Absalão.
Salmo 63 foi reconhecida através dos tempos para a sua beleza. Crisóstomo disse que "foi decretado e ordenado pelos Padres primitivos que nenhuma data deve passar sem que o público cantando deste Salmo."
Assim como os escritos mais triunfantes do apóstolo Paulo foram escritas por trás dos muros da prisão, por isso muitos de composições mais doces do salmista foram escritos enquanto ele estava no exílio no deserto. Se não tivesse sido para o cadinho do sofrimento, o mundo seria infinitamente mais pobre. Ele teria sido negada a rica mensagem do livro de Jó. Teria sido, sem de Bunyan O Peregrino . Ele nunca teria cantado os doces hinos de Fanny Crosby. Ele não poderia ter participado da graça da redenção eterna. Dado o fato do pecado, vamos agradecer a DEUS o fruto do sofrimento.
I. O CAMINHO DELE que anseia por DEUS ( Sl 63: 1-8. , 11a , b )
1  Ó DEUS, tu és o meu DEUS; sinceramente te busco:
A minha alma tem sede de ti, minha carne anseia por ti,
Em uma terra seca e cansada, onde não há água.
2  Por isso tenho eu vi-te no santuário,
Para ver a tua força e tua glória.
3  Porque a tua benignidade é melhor do que a vida,
Meus lábios te louvarão.
4  Então eu vou te abençoe enquanto viver;
Eu levanto as minhas mãos em teu nome.
5  A minha alma se farta, como de tutano e de gordura;
E a minha boca te louva com alegres lábios;
6  Quando me lembrar de ti na minha cama,
E mediar em ti nas vigílias da noite.
7  Porque tens sido a minha ajuda,
E, à sombra das tuas asas me alegre.
8  A minha alma se apega a ti:
A tua mão direita me sustém.
11  Mas o rei se regozijará em DEUS;
Cada um que jurar por ele deve glória;
O salmista reconheceu qualidades em DEUS que inspirou nele um desejo de adoração. Ele ficou emocionado com o Seu poder (v. 2 ). Ele estava paralisado por Sua glória (v. 2 ). Ele ficou surpreso com a Sua misericórdia , achando melhor do que a vida.Meditando sobre essas coisas, ninguém pode ser indiferente. A resposta do salmista foi: O deseje ardentemente (v. 1 ); a buscá-Lo com sinceridade (vv. 1 , 8 ); proferir palavras de louvor (vv. 3 , 5 ); para orar ( levanto as minhas mãos em teu nome ); e meditar na noite sobre a bondade de DEUS (v. 6 ).
Se é o deleite de DEUS para dar, é o seu prazer também para encontrar uma resposta sincera de gratidão e adoração por parte dos seus beneficiários. Para lembrar o Criador, assim, enobrece e enriquece a criatura, levantando-o às montanhas alegres da comunhão e da auto-realização. Para estes, ele foi feito.
O deleite do salmista estava no Senhor. Sabia, também, que DEUS agradou a defender-lo com Sua mão direita.

 

Comentário Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT - Salmo 63.1-8

Salmo 63.1,2
O Amor Devoto

O título nos informa acerca do tempo em que este salmo foi escrito: num momento em que Davi se encontrava no deserto de Judá; ou seja, no bosque de Herete (1 Sm 22.5), ou no deserto de Zife, 1 Samuel 23.15. 1. Até mesmo em Canaã, mesmo sendo uma terra produtiva e largamente povoada, havia lugares desérticos, isto é, lugares com solo menos produtivo e menos povoados do que outros. Assim será no mundo, na igreja, mas não no céu; tudo lá será cidade, paraíso sem solo desértico; lá, o deserto florescerá como a rosa. 2. Os melhores e os mais queridos santos e servos de DEUS podem ter a sua sorte lançada no deserto, o que significa que eles estarão abandonados e solitários, desolados e aflitos, errantes, passando por necessidade, e sem paradeiro, e vivendo um momento de grandes perdas na sua própria vida. 3. Todos os apuros e dificuldades de um deserto não podem fazer com que percamos a sintonia dos hinos sagrados; mas mesmo nestes momentos é nosso dever e nosso interesse a manutenção de uma jubilosas comunhão com DEUS. Existem salmos próprios para um deserto, e temos motivos para agradecer a DEUS que o deserto no qual nos encontramos é o de Judá, e não o deserto de Sim.
Nestes versículos, Davi anima-se a se achegar mais a DEUS:
I
Por intermédio de uma fé viva e ativa: Ó DEUS, tu és o meu DEUS. Observe que em todos os momentos em que nos dirigimos a DEUS, precisamos olhá-lo como DEUS, o nosso DEUS, e isto nos será por consolo nas horas em que estivermos vivendo o nosso estado de deserto. Quando dizemos: ó DEUS, o que é uma expressão séria, precisamos reconhecer que DEUS é, que estamos nos dirigindo a um ser que, de fato, existe e está presente ao nosso lado; lamentavelmente, algumas pessoas fazem um uso puramente proverbial desta expressão. Além disso, precisamos reconhecer que Ele tem autoridade e propriedade sobre nós, bem como a nossa relação com Ele: “tu és o meu DEUS, meu por criação, e, portanto, meu proprietário e mandatário por direito, meu por aliança e por meu próprio consentimento.” Precisamos declarar para nós mesmos com o maior dos prazeres e com gratidão a DEUS, como pessoas que estão decididas a permanecer com Ele: ó DEUS, tu és o meu DEUS.
II
Por intermédio de uma amor piedoso e devoto, segundo a decisão que ele tomou diante de DEUS e a aliança que ele fez com Ele.
1. Ele resolve buscar DEUS, junto com o seu favor e a sua graça: tu és o meu DEUS, e, por isso, buscar-te-ei; afinal, não recorrerá um povo ao seu DEUS?, Isaías 8.19. Precisamos buscá-lo; precisamos cobiçar o seu favor como o nosso bem maior e considerar a sua glória como o nosso maior propósito; precisamos buscar a intimidade com Ele por intermédio da sua Palavra e a sua misericórdia por intermédio da oração. Precisamos buscá-lo: (1) Cedo, com o maior zelo, como pessoas que temem perdê-lo; precisamos iniciar o nosso dia com Ele, começar cada dia na sua presença: de madrugada te buscarei. (2) Com zelo: “a minha alma tem sede de ti e a minha carne te deseja muito (ou seja, todo o meu ser é afetado por esta busca), aqui em uma terra seca e cansada, onde não há água.” Observe: [1] A sua queixa diante da privação da presença bondosa de DEUS. Ele estava em uma terra seca e cansada; segundo a sua perspectiva, nem tanto porque se tratava de um deserto, mas, principalmente, por causa da distância da arca, da Palavra e dos sacramentos. Este mundo é uma terra cansada (este é o significado da palavra); ele apresenta-se desta forma para as pessoas mundanas, aquelas que tem nele a sua porção; ele não produz qualquer tipo de satisfação verdadeira nas suas vidas; assim também é com os justos que também precisam passar por ele; é o vale de Baca; não há muito o que esperar dele. [2] A sua insistência por estar na presença de DEUS: a minha alma tem sede de ti. A sua privação despertava os seus desejos, que eram deveras intensos; ele tinha sede, tal qual a corsa anseia pelos regatos, e não se satisfaria com nada menos que isso. Os seus desejos eram quase impacientes; ele ansiava e sofria enquanto não era restaurado ao livre exercício das ordenanças divinas. Note que as almas piedosas desprezam o mundo com um santo desdém e olham para DEUS com um santo desejo.
2. Ele anseia por deleitar-se em DEUS. Mas o que será que ele deseja assim tão apaixonadamente? Qual é o seu desejo e o seu pedido? Simplesmente ver a tua fortaleza e a tua glória, como te vi no santuário (v. 2). Ou seja: (1) “Vê-las aqui no deserto da mesma forma que as via no Tabernáculo, vê-las em secreto, da mesma forma que as via na solene assembleia.” Observe que, quando somos privados dos benefícios das celebrações públicas, devemos desejar e nos empenhar para manter, nos momentos de retiro, a mesma comunhão com DEUS que mantínhamos nos grandes encontros da congregação. Um armário pode se transformar em um pequeno santuário. Ezequiel teve visões do Todo-poderoso em Babilônia, e João, na ilha de Patmos. Mesmo quando estamos solitários, podemos contar com a presença do Pai, e ela nos bastará. (2) “Vê-las novamente no santuário, tal qual eu já as havia visto anteriormente.” Ele anseia por ser resgatado do deserto, nem tanto para que pudesse reencontrar os seus amigos e voltar a desfrutar dos prazeres e do esplendor da corte, mas, principalmente, para que pudesse ter acesso ao santuário, nem tanto para que ali pudesse rever os sacerdotes e as cerimônias de adoração, mas, principalmente, para ver a fortaleza e a glória de DEUS (ou seja, o teu glorioso poder, ou a tua poderosa glória, que representam todos os atributos e perfeições de DEUS), “para que eu possa ter ainda mais intimidade com elas e ter as suas agradáveis impressões gravadas no meu coração” – assim refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, como também somos transformados [...] na mesma imagem, 2 Coríntios 3.18. “Para que eu possa ver a tua fortaleza e a tua glória,” ele não declara que viu “estas coisas”, mas que “viu o próprio DEUS” (como te vi, v. 2). Não podemos ver a essência de DEUS, mas o vemos ao olhar para os seus atributos e perfeições, com os olhos da fé. Davi aqui se alegra com a lembrança desta visão. Os minutos que ele passava em comunhão com DEUS eram preciosos; ele amava ficar recordando-lhes o tempo todo; ele lamentava a sua perda e ansiava para que pudesse voltar a desfrutar deste tempo na presença do Senhor. Observe que o prazer e o desejo da alma piedosa, ao participar de cerimônias solenes, é encontrar-se com DEUS, com o seu poder e a sua glória.

 

Salmo 63.3-6
Jubilosos Louvores

E como é rápido para que as queixas e as orações de Davi se transformem em ações de graças! Depois de dois versículos que expressam o seu desejo de buscar o Senhor, temos aqui alguns que expressam a sua alegria e satisfação nesse encontro. A oração fiel pode, rapidamente, transformar-se em jubiloso louvor, caso a adversidade não esteja ocorrendo por nossa própria culpa. Alegre-se o coração daqueles que buscam ao Senhor (Sl 105.3), e que o louvem por operar neles estes desejos, dando-lhes a certeza de que Ele os satisfará. Davi estava, agora, em um deserto, só que o seu coração estava mais sensível com as bênçãos de DEUS. Mesmo na aflição, devemos saber que temos, ainda assim, motivos para louvar o Senhor, desde que o nosso coração esteja sensível a Ele. Observe:
I
O motivo do louvor de Davi (v. 3): Porque a tua benignidade é melhor do que a vida, do que vidas, melhor do que a vida com todos os seus consolos, melhor do que a vida no melhor que ela possa proporcionar a um homem, melhor que uma vida longa e próspera. A benignidade é, por si mesma, e segundo o relato de todos os santos, melhor do que a vida. Ela é a nossa vida espiritual e é melhor do que a nossa vida temporal, Salmos 30.5. É mil vezes melhor morrer debaixo da vontade de DEUS do que viver debaixo da sua ira. No deserto, Davi descobre, por intermédio de uma experiência consoladora, que a benignidade de DEUS é melhor do que a vida, e, portanto, ele declara: os meus lábios te louvarão. Observe que aqueles que sentiram no coração o refrigério gerado pelos sinais da bondade de DEUS, necessariamente, passam a ter um coração mais sensibilizado no seu louvor a DEUS. Temos muitas razões para louvar a DEUS por termos bens e provisões melhores do que os que a riqueza deste mundo poderia nos proporcionar, e porque, no serviço e na comunhão com DEUS, temos melhores tarefas e prazeres mais intensos do que poderíamos ter nas ocupações e nas conversas mundanas.
II
Como e por quanto tempo ele louvará a DEUS, v. 4. Ele resolve levar uma vida de gratidão e na dependência de DEUS. Observe: 1. A forma com que ele bendiz DEUS: “Assim, eu te bendirei, assim como acabei de começar; o amor piedoso do momento não haverá de desvanecer, como a nuvem matinal, mas brilhará com intensidade cada vez maior, como o sol matinal.” Ou: “Bendir-te-ei com a mesma devoção e fervor com os quais eu, antes, orava a ti.” 2. A sua perseverança e fidelidade nesta tarefa: eu te bendirei enquanto viver. Note que o louvor a DEUS deve ser uma tarefa vitalícia; é preciso que sempre tenhamos um sentimento de gratidão pela bondade que DEUS já realizou em nossas vidas em tempos passados e sempre voltar a agradecer por esta bondade. A cada dia, devemos dar graças e não nos desviar dos nossos deveres em função de nenhuma das aflições deste tempo presente. Independentemente da época da nossa vida que estejamos vivendo, mesmo que os nossos dias sejam nublados e escuros, mesmo que tenham chegado os dias nos quais digamos: Não tenho neles contentamento, devemos dar graças a DEUS todos os dias, até mesmo no dia da nossa morte. Nisto, devemos empenhar o nosso tempo, porque a nossa esperança é passar a eternidade bendizendo o nome de DEUS. 3. O seu respeito inabalável por DEUS em todas as ocasiões, o que deve acompanhar o seu louvor a Ele: em teu nome levantarei as minhas mãos. Precisamos ter em mente o nome de DEUS (todas as coisas pelas quais Ele se fez conhecido) em todas as nossas orações e louvores, pois foi assim que o Mestre ensinou que deveríamos iniciar a nossa oração, fazendo uso da expressão: Santificado seja o teu nome, e concluindo com a expressão: Tua é a glória. É isto que devemos ter em mente no nosso serviço e nas nossas lutas; devemos erguer as nossas mãos para trabalhar e também erguê-las contra os nossos maiores inimigos, em nome de DEUS, ou seja, na força e na justiça do seu ESPÍRITO, Salmos 71.16; Zacarias 10.12. Devemos fazer os nossos votos em nome do Senhor; a Ele, devemos nos entregar para viver na dependência da sua graça. E quando levantarmos as mãos que estavam em repouso, no consolo e na alegria, devemos fazê-lo em nome de DEUS; é somente dele que deve vir o nosso consolo, e somente a Ele o nosso consolo deve ser atribuído. Em DEUS nos gloriamos todo o dia.
III
Com que prazer e deleite ele louvaria a DEUS, v. 5. 1. Com uma satisfação interior: A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura, não somente como a saciedade que vem com o pão, que é nutritivo, mas com a que vem do tutano, que é agradável e delicioso, Isaías 25.6. Davi espera retornar à alegre participação nas cerimônias de DEUS, para poder alcançar esta satisfação, especialmente por ter ficado afastado delas durante tanto tempo. Ou, se assim não for, mesmo diante da bondade divina e na sua conversa com DEUS em solitude, ele também encontrará satisfação para a sua alma. Observe que existem coisas em um DEUS gracioso e na comunhão com Ele que proporcionam uma plena satisfação a uma alma graciosa, Salmos 36.8; 65.4. E também existem coisas em uma alma graciosa que obtêm plena satisfação e comunhão em DEUS. Os santos têm o seu contentamento em DEUS; eles não desejam nada mais do que a sua bondade para que estejam felizes e têm uma satisfação transcendente em DEUS, diante da qual todos os prazeres dos sentidos são inócuos e insípidos, são como a água parada de uma poça quando comparada ao vinho deste divino consolo. 2. Com expressões exteriores desta satisfação; ele louvará a DEUS com alegres lábios. Ele o louvará: (1) Abertamente. A sua boca e os seus lábios louvarão a DEUS. Quando o homem crê e é grato de coração, é preciso que ele faça uma confissão verbal acerca destas duas coisas, para a glória de DEUS; não que as afirmações verbais sejam aceitas sem que sejam genuínas dentro do coração (Mt 15.8), mas que a boca deve falar daquilo que o coração está cheio (Sl 45.1), tanto para o despertar do nosso próprio amor piedoso quanto para a edificação das demais pessoas. (2) Jubilosamente. Devemos louvar a DEUS com alegres lábios; devemos nos entregar a este e a outros deveres religiosos com grande alegria e comunicar os louvores divinos a partir de um princípio de santa alegria. Lábios que louvam devem ser lábios alegres.
IV
A forma como ele se fortaleceria ao pensar em DEUS nos momentos em que estava mais isolado (v. 6): Eu te louvarei quando me lembrar de ti na minha cama. Devemos louvar a DEUS todas as vezes que nos lembrarmos dele. Agora que Davi estava excluído das cerimônias públicas, ele se valia muitíssimo da comunhão privada com DEUS e, desta forma, fazia algo para tentar compensar esta perda. Observe aqui: 1. Como Davi se aplicava a pensar em DEUS. DEUS estava em todos os seus pensamentos, o que é o contrário do caráter de um homem ímpio, Salmos 10.4. Os pensamentos sobre DEUS sempre habitavam a sua mente: “Eu me lembro de ti; ou seja, quando me ponho a pensar, encontro-te à minha destra, presente na minha mente.” Este assunto deveria se apresentar, primeiro, como algo que não pode ser esquecido ou desprezado. E estes pensamentos eram constantes na sua mente, no seu meditar em DEUS. Os pensamentos acerca de DEUS não devem ser pensamentos efêmeros, que passam rapidamente pela nossa mente, mas pensamentos residentes, que habitam a nossa mente. 2. Os momentos em que Davi se aplicava a estas coisas – na sua cama e nas suas vigílias noturnas. Davi era, agora, um homem errante e sem paradeiro, mas, onde quer que chegasse, levava consigo a sua religião. Sobre as minhas camas (segundo alguns); ao ser perseguido por Saul, ele, raramente, conseguia dormir duas noites na mesma cama; porém, onde quer que se deitasse, assim como fez Jacó, mesmo no chão frio e tendo uma pedra por travesseiro, os pensamentos agradáveis acerca de DEUS também se deitavam junto com ele. Davi estava, agora, tão tomado por ocupações ao longo do dia, tendo que mudar de paradeiro a todo momento por razões de segurança, que, dificilmente, tinha tempo livre para se dedicar, de forma solene, aos exercícios espirituais, e, portanto, em vez de deixar de fazê-los, ele preferia ficar sem o sono merecido. Ele, agora, estava com a sua vida em risco constante, de tal forma que podemos supor que o medo e a preocupação mantinham os seus olhos abertos e faziam com que ele tivesse noites mal dormidas; só que, naqueles momentos, ele se consolava e entregava o seu pensamento a DEUS. Às vezes, podemos ver que Davi estava aos prantos na sua cama (Sl 6.6), mas essa era a forma pela qual ele enxugava as suas lágrimas. Quando o sono não vier (por causa da dor, de uma doença física, ou de qualquer distúrbio em nossa mente), a nossa alma pode ficar tranqüila ao se lembrar de DEUS e nele encontrar repouso. Talvez uma hora de meditação piedosa nos seja mais benéfica do que um hora de sono. Veja Sl 16.7; 17.3; 4.4; 119.62. No Tabernáculo, havia vigílias noturnas mantidas para louvor a DEUS (Sl 134.1), nas quais Davi provavelmente tomou parte, enquanto esteve em liberdade, junto com os levitas; e agora que não podia estar lá com eles, mesmo em local diferente, ele vigiava no mesmo horário que eles, no seu grande desejo de lá estar.

 

A Confiança em DEUS. Davi Exulta na sua Esperança

Depois de expressar o seu desejo e o seu louvor diante de DEUS, Davi expressa agora a sua confiança nele e a sua alegre expectativa no Senhor (v. 7): jubiloso cantarei refugiado à sombra das tuas asas, numa possível alusão às asas dos querubins que se estendiam sobre a Arca da Aliança, onde se cria que DEUS habitava (“exultarei nos teus oráculos, bem como na aliança e na comunhão contigo”), ou às asas de um pássaro, sob as quais os filhotes desprotegidos buscam abrigo, como os filhotes da águia (Êx 19.4; Dt 32.11), o que nos fala do poder divino, e os pintinhos de uma galinha (Mt 23.37), o que nos fala mais da ternura de DEUS. Esta é uma expressão comumente utilizada nos Salmos (Sl 17.8; 36.7; 57.1; 61.4; 91.4), e em nenhuma outra parte da Bíblia com este sentido, salvo no caso de Rute 2.12, onde Rute, ao se tornar uma prosélita, teria vindo se abrigar debaixo das asas do DEUS de Israel. É nossa obrigação jubilar à sombra das asas de DEUS, o que denota que recorremos a Ele, pela fé e pela oração, de forma tão natural quanto os pintinhos correm instintivamente para debaixo das asas da sua mãe, quando sentem frio ou estão assustados. Isto também revela a nossa confiança na sua capacidade e prontidão em nos socorrer, bem como o refrigério e a satisfação que temos no seu cuidado e na sua proteção. Ao nos entregarmos a DEUS, devemos ficar tranqüilos e satisfeitos; livres do medo do mal. Agora, lancemos o nosso olhar um pouco mais para a frente:
I
Quais eram as bases e o estímulo da confiança de Davi em DEUS. Duas coisas lhe serviam de coluna para aquela esperança que tinha a Palavra de DEUS como único alicerce:
1. As suas experiências passadas com o poder de DEUS, nas quais Ele havia lhe trazido o alívio: “Porque tu tens sido o meu auxílio quando outros auxílios e auxiliadores me falharam, por isso continuarei me alegrando na tua salvação, confiarei em ti para o meu futuro, e o farei com prazer e santa alegria. Não foste apenas o meu auxiliador, mas também o meu auxílio;” pois jamais poderíamos ter nos auxiliado a nós mesmos, tampouco alguma criatura poderia ter nos auxiliado, senão Ele. Aqui podemos estabelecer o nosso Ebenézer, afirmando: Até aqui nos ajudou o Senhor, e devemos, portanto, decidir que jamais o abandonaremos, que jamais deixaremos de confiar nele, e que jamais desanimaremos na nossa caminhada com Ele.
2. O sentimento presente que ele tinha de que a graça de DEUS o carregava em todas estas perseguições (v. 8): A minha alma te segue de perto, o que fala de um desejo muito zeloso e de um esforço muito firme e intenso para manter a comunhão com DEUS; se nem sempre pudermos abraçar a DEUS, devemos, pelo menos, jamais tirar os nossos olhos dele, correndo rumo a Ele como se fosse o nosso prêmio, Filipenses 3.14. Seguir o Senhor com intensidade, é segui-lo de perto, como pessoas que temem perdê-lo de vista, e o seguem velozmente, como pessoas que anseiam estar perto dele. Isto Davi fazia e reconhecia, para a glória de DEUS: a tua destra me sustenta. DEUS o sustentava: (1) Nas suas aflições, para que ele não submergisse diante delas. E por baixo de ti estejam os braços eternos. (2) Nas suas devoções. DEUS o sustentou nos seus desejos e nas suas buscas santas, para que ele não se exaurisse ao fazer o que é justo. As pessoas que seguem DEUS de perto cedo desfaleceriam, se a destra de DEUS não os sustentasse. É Ele quem nos sustenta na nossa busca a Ele, Ele reaviva o nosso amor e nos consola enquanto não alcançamos as nossas metas. É pelo poder de DEUS (ou seja, pela sua própria destra) que somos impedidos de cair. E isto representava um grande incentivo para que o salmista esperasse receber de DEUS, no tempo devido, aquilo que ele tão zelosamente desejava, porque Ele havia, pela sua graça, despertado nele estes desejos e os mantido firmes.

 

Salmo 63 - SEDENTO POR DEUS - Comentário - NVI (FFBruce)
O autor desse salmo era obviamente um homem que conhecia intimamente o seu DEUS, e para quem a experiência da presença e do favor de DEUS significava muito mais do que qualquer coisa na vida. Até mesmo o problema urgente dos que o estão perseguindo deve dar o primeiro lugar (v. 9-11) à expressão do seu anseio por DEUS (v. 1-8).
O cabeçalho (v. a seguir) associa o salmo à experiência de Davi, provavelmente referindo-se à sua fuga diante de Absalão e seu exército (cf. 2Sm 15.23-28; 16.2,14; 17.2,3, 29), e não diante de Saul e seus homens (cf. 1Sm 23.14; 24.2), visto que no v. 11 parece que ele está se referindo a Sl mesmo como rei (v. comentário do salmo 61). Embora o conteúdo do salmo aparentemente se encaixe muito bem nesse contexto de vida, muitos comentaristas modernos consideram o salmo ou o lamento de um homem acusado (cf. v. 11) que deseja estar novamente no templo desfrutando da proteção de DEUS, ou uma oração de gratidão apresentada no santuário por alguém que já experimentou a certeza do livramento de DEUS (cf. salmo 61). A igreja primitiva o adotou como o seu salmo da manhã (v. comentário do v. 1).

 

 

 

SUBSÍDIOS DA REVISTA

 

PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Professor(a), na lição deste domingo veremos que não há avivamento eclesiástico sem que haja cristãos genuinamente avivados. É desejo do Senhor que sejamos fervorosos e tenhamos intimidade diária com Ele. Não o busquemos de maneira sazonal, apenas quando tudo vai bem ou quando tudo vai mal, como diversas vezes Israel foi exortado, a fim de que o seu amor para com DEUS não fosse como a neblina da manhã ou como orvalho que logo evapora (Cf. Sl 78.34-37; Os 6.4). Mas que essa busca fosse sólida, contínua e sempre manifesta em atitudes de bondade e obediência (Cf. Is 58.1-10). Porque o Senhor quer misericórdia e não sacrifício; e o conhecimento de DEUS, mais do que holocaustos (Cf. Os 6.6). Portanto, não por acaso, todo avivamento é marcado pela busca fervorosa, oração constante, leitura e prática da Palavra. Tais práticas produzem frutos notáveis em todas as áreas da vida do cristão.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Compreender as características de um genuíno avivamento na vida do salmista; II) Conscientizar sobre a necessidade da prática constante das disciplinas espirituais cristãs para uma vida avivada; III) Entender que uma vida cristã avivada é manifesta em bons frutos na vida pessoal do crente.
B) Motivação: É desejo do Senhor se relacionar com você na intimidade, no secreto, revelando-te coisas grandes e ocultas que não sabes (Jr 33.3). Por que se contentar com cisternas rotas, quando se tem a disposição um manancial de águas vivas? (Jr 2.13) Por que se contentar com experiências espirituais gloriosas, mas que não foram suas? Será que você tem buscado o Senhor com toda a sede e devoção que lhe são devidas? Será que muitas respostas que procuramos não estão ocultas nos momentos de oração, leitura e prática bíblica que negligenciamos?
C) Sugestão de Método: Após orar pedindo ao ESPÍRITO SANTO que ministre em cada coração, conduza a sua classe a uma reflexão. Peça que todos permaneçam de olhos fechados e tentem se lembrar de suas experiências mais marcantes com DEUS. Dê algumas sugestões: O dia do seu batismo no ESPÍRITO SANTO; um dom recebido e manifesto em milagre; uma cura; uma resposta especial de oração; ser usado em profecia ou receber uma da parte de DEUS etc. Peça que reflitam sobre o que todas essas experiências têm em comum e entendam que as mãos do Senhor continuam estendidas para derramar muito mais sobre nós. Basta buscarmos a Ele com coração limpo e sincero (Is 59.1).
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A palavra "avivamento" pode ter sido banalizada pelo seu excesso de uso de maneira errônea. Contudo, assim como tantas outras virtudes de DEUS, de nada adianta conhecer ou falar a respeito sem vivenciá-la, sem ver seus efeitos repercutindo em bom testemunho. Se você anseia por mais do Senhor e deseja ter uma vida marcada pelo legítimo avivamento, Ele te diz: "buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração" (Jr 29.13).
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.41, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) Para aprofundar e expandir o segundo tópico, o texto "Enchei-vos do ESPÍRITO" mostra que o mandamento em Efésios 5.18 é contínuo. Portanto, o nosso fervor e busca espiritual não podem cessar após o batismo no ESPÍRITO ou se limitar ao momento do culto; 2) Para exemplificar e fundamentar o terceiro tópico, o texto "O fruto do ESPÍRITO SANTO" reforça que uma vida avivada é frutífera e manifesta o caráter de CRISTO, apresentando-o ao mundo por meio do nosso bom testemunho.

 

SINÓPSE I - O anseio e a busca sincera pela presença de DEUS possibilitaram um avivamento na vida do salmista.
SINÓPSE II - As disciplinas espirituais cristãs são características de um genuíno avivamento.
SINÓPSE III - O caráter e o testemunho exemplar são frutos de uma vida cristã avivada.

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO TOP2
Enchei-vos do ESPÍRITO!
“Uma experiência contínua. Paulo encorajou os crentes a ‘encher-se [literalmente, ‘continuar sendo cheios’] do ESPÍRITO’ (Ef 5.18). Os versículos que se seguem são de interesse especial (vv. 19.21). Eles dão diversos exemplos daquilo que irá demonstrar uma vida cheia do ESPÍRITO SANTO:
(a) falar uns com os outros com salmos, hinos e canções espirituais; (b) cantar e fazer música para o Senhor; (c) sempre dar graças a DEUS Pai por tudo, no nome de nosso Senhor JESUS CRISTO; (d) submeter-se uns aos outros em temor de DEUS. Seguindo este último item está o tratamento extensivo dos relacionamentos de marido e mulher; de pais e filhos e de senhores e escravos (empregadores e empregados). É assim claro que a vida verdadeiramente cheia do ESPÍRITO inclui encorajamento de companheiros crentes (veja a passagem paralela em Cl 3. 16), adoração genuína, uma atitude reta com relação às circunstâncias e relações interpessoais adequadas. Carson comenta que a ordem de Paulo de ser cheio do ESPÍRITO ‘é vazia se Paulo não pensa que é perigosamente possível para os cristãos serem «vazios» do ESPÍRITO’. Isso parece ser o pensamento, sob panorama diferente, por trás da admoestação de Paulo a Timóteo para despertar ‘o dom de DEUS, que existe em ti pela imposição das minhas mãos’ (2 Tm 1. 6; veja também 1Tm 4.14)” (PALMA, Anthony D. O Batismo no ESPÍRITO SANTO e com Fogo. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp.100-01).


AUXÍLIO TEOLÓGICO TOP3
O Fruto do ESPÍRITO SANTO
“JESUS utilizou a analogia da videira para ensinar a relação necessária que deve existir entre o ESPÍRITO SANTO e o crente para que a sua semelhança com CRISTO seja notória nele.
É o ESPÍRITO SANTO que produz o fruto espiritual em nós quando nos rendemos sem reservas a Ele. Isso abrange nosso espírito, alma e corpo e todas as faculdades que os constitui.
[...] O fruto do ESPÍRITO é o caráter de CRISTO produzido em nós para que em nosso viver o demonstremos ao mundo” (GILBERTO, Antônio. O Fruto do ESPÍRITO. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, pp.15-37).


REVISANDO O CONTEÚDO
1. Qual é o anseio do salmista? O salmista também tinha o anseio em ver a “fortaleza” e a “glória” de DEUS, como ele pôde contemplar no santuário (Sl 63.2).
2. O que o salmista afirma em Salmos 63.5? O salmista também afirma que a sua alma se fartará com a presença de DEUS e sua boca louvará ao Senhor da vida (Sl 63.5).
3. Quais elementos encontramos como modelo espiritual para o crente? A prática da oração e da leitura devocional das Escrituras.
4. Por que o crente avivado deve ler e estudar a Bíblia? O crente avivado deve ler e estudar diariamente a Bíblia porque é preciso para entender, absorver e viver seus preciosos ensinamentos.
5. Quais aspectos relevantes devem ser desenvolvidos em nossa vida pessoal? Em suma, claramente há uma direção da Palavra de DEUS para desenvolver aspectos relevantes em nossa vida pessoal: integridade (Mt 5.37; Tg 2.12); prudência no falar e no agir (Pv 25.11; Ec 3.1,7); cuidado na saúde física e emocional (3 Jo 1.2).

 

 

 

 

REVISTA CPAD 1º TRIMESTRE DE 2023 NA ÍNTEGRA

 

Lição 10, CPAD, O Avivamento Na Vida Pessoal

Para me ajudar - PIX 33195781620 Luiz Henrique de Almeida Silva

 

 

TEXTO ÁUREO

“Porque a tua benignidade é melhor do que a vida; os meus lábios te louvarão. Assim, eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos.” (Sl 63.3,4)

 

 

VERDADE PRÁTICA

A presença do ESPÍRITO SANTO é uma realidade em todos os dias da vida de um crente avivado.

 


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Salmos 63.1-8
1- Ó DEUS, tu és o meu DEUS; de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água, 2- para ver a tua fortaleza e a tua glória, como te vi no santuário. 3- Porque a tua benignidade é melhor do que a vida; os meus lábios te louvarão. 4- Assim, eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos. 5- A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura; e a minha boca te louvará com alegres lábios, 6- quando me lembrar de ti na minha cama e meditar em ti nas vigílias da noite. 7- Porque tu tens sido o meu auxílio; jubiloso cantarei refugiado à sombra das tuas asas. 8- A minha alma te segue de perto; a tua destra me sustenta.

 

 

INTRODUÇÃO
É vontade de DEUS que os crentes sejam espiritual- mente avivados. Ademais, não pode haver igreja local avivada sem que os membros experimentem um avivamento espiritual em suas vidas. Além de esse avivamento se manifestar no interior do templo, ele se revela em todos os lugares, no testemunho cotidiano da vida, que inclui o casamento, a vida familiar, a escola/faculdade, o trabalho, os negócios, enfim, em toda nossa área de atividade e, principalmente, na proclamação do Evangelho. Assim, estudaremos a respeito da importância do avivamento espiritual na vida diária do crente.

 


I – O AVIVAMENTO NA VIDA DO SALMISTA

1. Uma busca sincera.

O estudante da Bíblia sabe que o salmista experimentou momentos de lutas, dificuldades e opressões ao longo da vida. Entretanto, mesmo diante desse processo difícil, o salmista desejava, com entusiasmo, a presença de DEUS: “Ó DEUS, tu és o meu DEUS; de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água” (Sl 63.1). Ainda que ele vivesse em um período de sequidão e cansaço “na carne”, sua alma tinha sede de DEUS e, por isso, promete buscá-lo na madrugada. O salmista tinha plena convicção: “tu és o meu DEUS”.

 


2. Contemplando e bendizendo ao Senhor.

O salmista também tinha o anseio em ver a “fortaleza” e a “glória” de DEUS, como ele pôde contemplar no santuário (Sl 63.2). Esse contato glorioso com o DEUS da glória gera, na alma do ser humano, o reconhecimento da benignidade divina. Por isso, os lábios do salmista louvarão ao Senhor (Sl 63.3) e ele o bendirá enquanto viver (Sl 63.4), tendo o nome do Senhor erguido em suas mãos (Sl 63.4). Aqui, podemos aprender com ele a respeito da disposição da alma em contemplar a glória do Senhor e bendizê-lo por toda a vida. Segundo o salmista, é possível viver essa realidade espiritual diante de um contexto completa- mente oposto à presença de DEUS. Somente um verdadeiro avivamento espiritual, na vida do crente, é capaz de fazer isso.

 


3. DEUS é o nosso auxílio.

O salmista também afirma que a sua alma se fartará com a presença de DEUS e sua boca louvará ao Senhor da vida (Sl 63.5). Esse é o resultado da busca e da contemplação do Senhor. O salmista sabe que lembrar de DEUS e meditar em sua Palavra é a garantia de auxílio, júbilo e segurança (Sl 63.6-8). Nada é tão consolador para uma vida avivada do que o crente ter DEUS como auxílio, refúgio e fortaleza. Um verdadeiro avivamento pessoal promove a bênção da segurança divina na vida do crente.

 


II – O AVIVAMENTO ESPIRITUAL DO CRENTE

1. Reservando uma agenda de piedade.

À luz do que aprendemos com o salmista, percebemos que há elementos imprescindíveis para que a vida do crente seja poderosamente avivada. São elementos que, ao longo das Escrituras e da história da Igreja, encontramos como modelo espiritual para o crente: a prática da oração e da leitura devocional das Escrituras. Primeiramente, é importante que o crente reserve um tempo ao longo do dia para desfrutar de períodos especiais em que cultive a vida devocional e, consequentemente, estreite a comunhão com DEUS (Sl 55.17; Dn 6.10).

 


2. A prática da oração.

A Bíblia relata exemplos de homens que desenvolveram o hábito de oração ao longo do dia. Aqui citamos três: o salmista Davi tinha o costume de orar pelo menos três vezes ao dia (Sl 55.17); Daniel orava três vezes ao dia (Dn 6.10); JESUS, o nosso maior modelo de oração, orava intensamente no dia (Mt 26.36-44). Esse exercício diário de oração é um instrumento maravilhoso para o crente desenvolver uma vida espiritualmente avivada. Na Bíblia, muitos homens e mulheres de DEUS venceram grandes batalhas porque tinham a prática diária de oração.

 


3. A leitura devocional da Bíblia.

O crente avivado deve ler e estudar diariamente a Bíblia. Isso é preciso para entender, absorver e viver seus preciosos ensinamentos. Além disso, os dias são maus e, por isso, devemos portar a “espada do ESPÍRITO” (Ef 6.17). Aliás, a Bíblia deve ser lida e estudada levando-se em conta os seguintes aspectos: ela nos permite meditar nas coisas de DEUS (Sl 119.97); ela previne o nosso coração de pecar (Sl 119.11); ela nos consola (Sl 119.50); ela dirige a vida (Sl 119.105); e ordena a vida pessoal (Sl 119.133).

 


III – A VIDA PESSOAL E FAMILIAR DO CRENTE AVIVADO

1. A vida pessoal.

O avivamento espiritual também traz consequências para a vida pessoal. Não por acaso, a Palavra de DEUS alerta para “ter cuidado” consigo mesmo, da “doutrina” e “perseverança” a respeito do que se tem aprendido (1 Tm 4.16). Em suma, claramente há uma direção da Palavra de DEUS para desenvolver aspectos relevantes em nossa vida pessoal: integridade (Mt 5.37; Tg 2.12); prudência no falar e no agir (Pv 25.11; Ec 3.1,7); cuidado na saúde física e emocional (3 Jo 1.2).

 


2. A vida com o cônjuge.

Uma vida matrimonial pode e deve ser vivida no ESPÍRITO de DEUS. Uma vida avivada no ESPÍRITO tem como consequência básica: o amor e a submissão (Ef 5.22,25-27); a demonstração de carinho e afeto (Pv 31.29; Ct 1.16; 4.1); uma comunicação eficiente e atenta (Tg 1.19; Pv 18.13,20). Portanto, uma vida de bênção no lar é consequência, como lemos em Efésios 5 e 6, de uma vida cheia do ESPÍRITO SANTO (Ef 5.18-21).

 


3. A vida com os filhos.

Um crente avivado dá atenção ao seu relacionamento com os filhos. Aqui, há cuidados indispensáveis para uma vida cristã avivada e feliz no relacionamento entre pais e filhos: o afeto (Fp 2.1,2; Sl 2.12); os cuidados espirituais (Dt 11.18-21); o hábito do culto doméstico (Sl 78.1-9); o relacionamento cristão com os filhos (Ef 6.4; Cl 3.21); a disciplina dos filhos (Hb 12.7; Pv 19.18; Jr 31.20).

 


4. Os efeitos do avivamento na vida pessoal.

O crente avivado é alegre (Ed. 3.11-13). A alegria do Senhor produz fortalecimento espiritual no interior do crente fiel, em todas as situações da vida e, por isso, ele é forte (Ne 8.10). Semelhantemente a Sadraque, Mesaque, Abede-Nego e Daniel, o crente avivado não teme a morte (Dn 3.12; 19-26; Dn 6.1-10). E, finalmente, o crente avivado é santo, uma condição indispensável para ver DEUS, pois sem santificação “ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14; 1 Pe 1.15,16).

 


CONCLUSÃO
Nos Salmos, podemos ver como Davi demonstrou uma realidade de forma bem expressiva de um avivamento espiritual diante de DEUS. Assim, todo crente pode ter uma vida pessoal avivada, desde que em todos os momentos e lugares, esteja em comunhão estreita com o Senhor.