Escrita Lição 1, Central Gospel, A excelência de Cristo, o resplendor da gloria de Deus, 1Tr23, Pr Henrique, EBD NA TV

CENTRAL GOSPEL 1º TRIMESTRE DE 2023

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COMENTÁRIOS EXTRAS

Lições CPAD Jovens e Adultos - LIÇÕES BÍBLICAS CPAD ADULTOS -  1º Trimestre de 2018

 Título: A supremacia da Cristo — Fé, esperança e ânimo na Carta aos Hebreus

Comentarista: José Gonçalves

 Lição 1: A Carta aos Hebreus e a excelência de Cristo

Data: 7 de Janeiro de 2018

 

TEXTO ÁUREO

 “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho” (Hb 1.1).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Por meio de Cristo, Deus revelou-se de uma forma especial e definitiva ao seu povo.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — 2Tm 3.16

Hebreus, uma carta inspirada como as demais do Novo Testamento

 

 

Terça — 1Tm 3.16

Cristo, manifestado em carne

 

 

Quarta — Hb 1.1

A revelação profética na Antiga Aliança

 

 

Quinta — Hb 1.2,3

Cristo, a revelação final de Deus

 

 

Sexta — Hb 1.4,5

Cristo, superior aos anjos em natureza e essência

 

 

Sábado — Hb 1.6-8

Cristo, superior aos anjos em majestade e deidade

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Hebreus 1.1-14.

 

1 — Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho,

2 — a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.

3 — O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas;

4 — feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.

5 — Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?

6 — E, quando outra vez introduz no mundo o Primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.

7 — E, quanto aos anjos, diz: O que de seus anjos faz ventos e de seus ministros, labareda de fogo.

8 — Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino.

9 — Amaste a justiça e aborreceste a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros.

10 — E: Tu, Senhor, no princípio, fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos;

11 — eles perecerão, mas tu permanecerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão,

12 — e, como um manto, os enrolarás, e, como uma veste, se mudarão; mas tu és o mesmo, e os teus anos não acabarão.

13 — E a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha destra, até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés?

14 — Não são, porventura, todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?

 

HINOS SUGERIDOS

 

306, 439 e 561 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Apresentar as características da Carta aos Hebreus e a superioridade de Cristo.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I. Pontuar a autoria, o destinatário e o propósito da Carta de Hebreus;

II. Expor a superioridade de Cristo em relação aos profetas;

III. Mostrar a superioridade de Cristo em relação aos anjos.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 Prezado(a) professor(a), iniciaremos mais um trimestre pela graça de Deus. A carta de Hebreus é o objeto do nosso estudo nestes próximos três meses. Antes de iniciar o estudo da primeira lição em classe, apresente o comentarista deste trimestre: pastor José Gonçalves, escritor, conferencista, comentarista de Lições Bíblicas Adultos da CPAD, membro da Comissão de Apologética da CGADB e líder da Assembleia de Deus em Água Branca — PI.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Nesta lição introdutória do nosso estudo da Carta aos Hebreus, queremos iniciar dizendo que assim como todos os escritos da Bíblia, esta carta é um documento especial. Em nenhum outro documento do Novo Testamento encontramos um apelo exortativo tão forte. Isso possuía uma razão de ser — os crentes hebreus davam sinais de enfraquecimento espiritual e até mesmo o risco de abandonarem a fé! Era, portanto, urgente admoestá-los a perseverarem. Jesus, a quem o autor mostra ser maior do que os profetas, maior do que todas as hostes angélicas, maior do que Arão, Moisés, Josué e até mesmo os céus, é nosso grande ajudador nessa jornada.

  PONTO CENTRAL - A carta de Hebreus é uma mensagem de instrução e exortação que serve à Igreja de Cristo ao longo dos séculos.

  I. AUTORIA, DESTINATÁRIO E PROPÓSITO

 1. Autoria. A Carta aos Hebreus não revela o nome do seu autor. Esse fato fez com que surgissem inúmeras controvérsias em torno de sua autoria. É certo que os cristãos primitivos sabiam quem realmente a escreveu; todavia, já por volta do segundo século da nossa era não havia mais consenso quanto a isso. Clemente de Alexandria, no final do segundo século, atribuiu ao apóstolo Paulo a sua autoria, contudo, ao afirmar que Paulo a escreveu em hebraico e que Lucas a teria traduzido para o grego, passou a ser duramente questionado. As razões são basicamente duas: O texto de Hebreus, um dos mais rebuscados do Novo Testamento grego, não parece ser uma tradução. Por outro lado, o estilo usado na carta não parece ser de forma alguma de Paulo. Outros nomes surgiram como possíveis autores de Hebreus: Barnabé, Apolo, Lucas, Clemente Romano, etc. O certo é que somente Deus sabe quem é o seu autor. Por outro lado, o fato de ter sua autoria desconhecida em nada diminui a sua autoridade.

2. Destinatários. Não há dúvida de que a Carta aos Hebreus foi escrita para cristãos judeus. Deve ser observado que essa carta foi endereçada a uma comunidade específica de cristãos e não a um grupo indeterminado. O autor conhece o público a quem endereça o seu texto e espera até mesmo encontrar-se com eles (Hb 13.19,23). Onde viviam esses crentes é um ponto debatido pelos teólogos. Baseados na expressão “os da Itália vos saúdam” (Hb 13.24), muitos eruditos argumentam que esses crentes se encontravam fora de Roma, capital do Império Romano. A data da carta é motivo de disputa, mas as evidências internas permitem-nos situá-la antes da destruição do Templo de Jerusalém no ano 70 d.C.

3. Propósito. O escritor I. Howard Marshal observa que Hebreus combina instrução com exortação. De fato, essa carta possui uma grande carga exortativa. Ela exorta os crentes a terem ânimo, confiança e fé em um tempo marcado pela apostasia. Muitos pareciam estar desanimados com a oposição que a nova fé vinha sofrendo e em razão disso estavam voltando às antigas práticas judaicas. A carta, portanto, exorta esses crentes a suportarem as pressões e perseguições, lembrando-os que não haviam ainda derramado sangue pela sua fé (Hb 12.4). Essas palavras continuam ecoando nesses dias quando muitos crentes demonstram apatia e falta de fervor espiritual diante de um mundo hostil.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

A autoria de Hebreus é desconhecida; seus destinatários eram cristãos judeus; seu propósito, exortar os cristãos a terem ânimo e fé.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 Professor(a), para introduzir o primeiro tópico desta lição, se possível, reproduza o quadro-resumo que se encontra abaixo. O objetivo é pontuar as questões de autoria, destinatário e propósito da carta em estudo.

  CONHEÇA MAIS

 Hebreus: Inigualável e não convencional

“Com relação à sua forma inigualável e não convencional, Orígenes observou: ‘Começa como um tratado, prossegue como um sermão e termina como uma carta’. Ao invés de iniciar com uma saudação, o primeiro parágrafo de Hebreus é semelhante às palavras de abertura de um tratado teológico formal (1.1-4). Então, o livro prossegue mais como um sermão do que como uma carta convencional do Novo Testamento, alternando-se entre um argumento cuidadosamente construído (baseado em uma exposição do Antigo Testamento) e uma séria exortação”. Para conhecer mais leia Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, CPAD, pp.1529-39.

 

II. CRISTO — A PALAVRA SUPERIOR A DOS PROFETAS

 1. A revelação profética e a Antiga Aliança. Ao falar da supremacia de Jesus, o autor de Hebreus primeiramente o faz em relação aos profetas. Deus falou no passado pelos profetas e no presente pelo Filho (Hb 1.1). A revelação profética no antigo Israel fez com que esse povo se distinguisse dos demais. O autor mostra um Deus que se revela, que se comunica com os seus. Ele fala de uma forma direta a seu povo, não é um Deus mudo! Os advérbios gregos polymerôs (“muitas vezes”) e polytropos (“muitas maneiras”), que modificam o verbo falar, mostram a intensidade dessa comunicação. Deus, em nenhum momento da história, deixou o seu povo sem orientação. Ele fala, e fala sempre o que é necessário.

2. A revelação profética e a Nova Aliança. Aos cristãos da Nova Aliança, Deus falou por intermédio do seu Filho (Hb 1.1). O uso das expressões “havendo falado” ou “depois de ter falado” (Hb 1.1,2) por parte do autor mostra que essa ação de Deus foi um fato consumado. Isso tem levado alguns intérpretes a dizer que a partir daquele momento, Deus não falaria mais diretamente com ninguém. Mas isso é ir além daquilo que o autor tencionava dizer. O uso dessa expressão é mais bem entendida como significando que Deus falou de forma completa nos dias do autor, todavia, sem a conotação temporal de que não falaria mais no futuro. O Espírito profético, que é o Espírito de Cristo (1Pe 1.11; Rm 8.9,10), continua dando à Igreja hoje a percepção do plano e vontade de Deus para o seu povo (Jo 14.26; 15.26; 16.13). E isso sempre em consonância com as Escrituras.

3. Cristo: a revelação final. O objetivo do autor aqui, evidentemente, é mostrar que Cristo é o clímax da revelação profética. Ele é a revelação final! O ministério profético na Antiga Aliança era de importância ímpar. O Senhor disse que falaria por intermédio de seus profetas: “Certamente o Senhor Jeová não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Am 3.7). O silêncio profético, portanto, era a pior forma de castigo que poderia vir ao antigo Israel. Os profetas eram importantes, mas a relevância deles estava muito longe daquela possuída por Jesus Cristo, o Filho de Deus. Os profetas eram apenas servos, mas o Filho era o herdeiro de Deus e o agente da Criação (Hb 1.2). Ele é o redentor do mundo! Nenhum profeta morreu de forma vicária pelo povo de Deus.

 

 SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 Da Antiga à Nova Aliança, Cristo é a revelação plena de Deus Pai, por isso, Ele é superior aos profetas.

 

 SUBSÍDIO LEXICOGRÁFICO

 “REVELAÇÃO — [Do gr. apokalupsis ; do lat. revelatio , tirar o véu] Manifestação sobrenatural de uma verdade que se achava oculta. Tendo em vista o caráter e a urgência das profecias do último livro da Bíblia, Apocalipse é considerado a revelação por excelência (Ap 1.1-3).

REVELAÇÃO BÍBLICA — Conhecimento divino preservado nas Sagradas Escrituras, e posto à disposição da humanidade. Consta do Antigo e do Novo Testamento. É a nossa única regra de fé e prática.

REVELAÇÃO PROGRESSIVA — Evolução progressiva e dispensacional das verdades divinas que, tendo a sua gênese no Antigo Testamento, culminaram e se completaram no Novo. O texto-áureo da revelação progressiva acha-se em Hebreus 1.1,2” (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. RJ: CPAD, 1999, pp.255,56).

 

III. CRISTO — SUPERIOR AOS ANJOS

 

1. Cristo: superior em natureza e essência. Devemos ter sempre em mente que o autor de Hebreus tenciona mostrar a superioridade de Cristo em relação às demais ordens da criação. O seu foco aqui são os anjos. A cultura judaica via os anjos como seres de uma ordem superior e mediadores da revelação divina (At 7.53; Gl 3.19; Hb 2.2). Mesmo cercados de força e poder, os anjos eram inferiores ao Filho (Hb 1.4). Jesus é o reflexo da glória de Deus e possuidor da mesma essência divina (Hb 1.3). O autor usa dois vocábulos gregos que deixam isso bem definido: apaugasma e character , que significam respectivamente “radiância” e “reflexo”, traduzidos aqui como resplendor e “caráter”, com o sentido de expressão exata do seu ser. Embora sendo pessoas diferentes, tanto o Filho como o Pai possuem a mesma essência. Cristo é o Deus revelado!

2. Cristo: superior em majestade e deidade. O autor passa então a mostrar a supremacia de Cristo em relação aos anjos por meio de vários fatos documentados nas Escrituras. Os anjos são criaturas, o Filho é Criador. O filho é gerado, não criado. C. S. Lewis observa que o que Deus gera é Deus; assim como o que o homem gera é homem. O que Deus cria não é Deus; da mesma forma que o que o homem faz não é homem. Daí a razão de os homens não serem filhos de Deus no mesmo sentido que Cristo. Eles podem assemelhar-se a Deus em certos aspectos, mas não pertencem à mesma espécie. O mesmo se pode dizer dos anjos. Eles não possuem a mesma essência divina que o Filho. É por essa razão que o autor destaca que o Filho é chamado de “Deus” (v.8) e que por isso merece adoração (v.6). A Ele toda honra e glória!

  

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 Jesus Cristo é superior aos anjos em relação à natureza, essência, majestade e deidade.

  

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 “ANJOS. A palavra ‘anjo’ (hb. Malak ; gr. angelos ) significa ‘mensageiro’. Os anjos são mensageiros ou servidores celestiais de Deus (Hb 1.13.14), criados por Deus antes de existir a terra (Jó 38.4-7; Sl 148.2,5; Cl 1.16).

(1) A Bíblia fala em anjos bons e em anjos maus, embora ressalte que todos os anjos foram originalmente criados bons e santos (Gn 1.31). Tendo livre-arbítrio, numerosos anjos participaram da rebelião de Satanás (Ez 28.12-17; 2Pe 2.4; Jd 6; Ap 12.9; Mt 4.10) e abandonaram o seu estado original de graça como servos de Deus, e assim perderam o direito à sua posição celestial.

(2) A Bíblia fala numa vasta hostes de anjos bons (1Rs 22.19; Sl 68.17; 148.2; Dn 7.9,10; Ap 5.11), embora os nomes de apenas dois sejam registrados nas Escrituras: Miguel (Dn 12.1; Jd 9; Ap 12.7) e Gabriel (Dn 9.21; Lc 1.19,26). Segundo parece, os anjos estão divididos em diferentes categorias: Miguel é chamado de arcanjo (lit.: ‘anjo principal’, Jd 9; 1Ts 4.16); há serafins (Is 6.2), querubins (Ez 10.1-3), anjos com autoridade e domínio (Ef 3.10; Cl 1.16) e as miríades de espíritos ministradores angelicais (Hb 1.13,14; Ap 5.11)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.386).

 

 

CONCLUSÃO

 

O autor de hebreus não quis se identificar, mas isso em nada compromete a autoridade desse documento. Desde os primórdios, a igreja valeu-se dos ensinos dessa carta para fortalecer a fé dos crentes. Clemente de Alexandria fez amplo uso das exortações encontradas nessa carta e, ao assim fazer, reconhecia o profundo valor espiritual de Hebreus. Nesses últimos dias, onde os joelhos de muitos cristãos parecem vacilantes, faz-se necessário atentarmos diligentemente para o conselho encontrado em Hebreus, “se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração” (3.7).

 

PARA REFLETIR

 A respeito de a Carta aos Hebreus e a Excelência de Cristo, responda:

 Quem é o autor da carta aos Hebreus?

A carta aos Hebreus não revela o nome do seu autor.

 Para quem a carta foi escrita e por quê?

Ela foi escrita para os cristãos judeus. O propósito da carta foi para exortar aos cristãos a terem ânimo e fé em tempos de apostasia.

 Segundo as Escrituras, o Espírito de Deus deixou de falar nos dias atuais?

Não. Deus, em nenhum momento da história, deixou o seu povo sem orientação.

 Qual a pior forma de castigo que poderia vir ao antigo Israel?

O silêncio profético.

 Por que o escritor da Carta aos Hebreus diz que os anjos são inferiores ao Filho?

Porque os anjos são criaturas, o Filho é Criador.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 A Carta aos Hebreus e a excelência de Cristo

 

O tema deste 1º trimestre é sobre uma importante epístola, Hebreus, por isso, leve em conta algumas sugestões abaixo:

• Estude com afinco a Carta aos Hebreus, lendo quantas vezes puder, e for necessário, os 13 capítulos da carta;

• Faça uma análise histórico-cultural da carta. Para essa atividade, leia a introdução da Bíblia de Estudo Pentecostal (editada pela CPAD) da Carta aos Hebreus e a introdução do Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento (editado pela CPAD). Por meio desse exercício é possível complementar mais informações importantes como: o propósito do autor, o contexto histórico dos destinatários da epístola.

• Faça uma análise teológica da carta. Aqui o assunto “Lei e Evangelho” tem grande relevância. Nesse aspecto, as obras mencionadas acima, bem como outras editadas pela CPAD, muito o ajudarão.

Ao iniciar seus estudos, tenha sempre em mente os objetivos gerais da lição, por exemplo, os da primeira lição: (I) Objetivo Geral: Apresentar as características da Carta aos Hebreus e a superioridade de Cristo; (II) Objetivos específicos: [1] Pontuar a autoria, o destinatário e o propósito da Carta de Hebreus; [2] Expor a superioridade de Cristo em relação aos profetas; [3] Mostrar a superioridade de Cristo em relação aos anjos.

Note como os objetivos específicos obedecem rigorosamente cada Tópico e subtópico da lição. E que o objetivo geral é o resultado do desdobramento de todos esses tópicos e subtópicos: ou seja, as características da carta e superioridade de Cristo. É importante ter toda essa estrutura da lição bem construída e compreendida na mente, pois esse entendimento é essencial para elaborar uma aula objetiva e com conteúdo.

 

Sugestão Pedagógica

Ao introduzir o conteúdo da primeira lição, é importantíssimo reproduzir e explicar resumidamente o esboço da Epístola aos Hebreus. Faça isso conforme as suas possibilidades. Você garantirá maior eficiência no processo de ensino-aprendizagem. Bom trimestre!

 

  

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LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS

 1º Trimestre de 2018

 Título: A supremacia da Cristo — Fé, esperança e ânimo na Carta aos Hebreus

Comentarista: José Gonçalves

 

 Lição 2: Uma Salvação grandiosa

Data: 14 de Janeiro de 2018

 

TEXTO ÁUREO

 “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram” (Hb 2.3).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A salvação não é algo dado ao crente compulsoriamente. O cristão é exortado a ser vigilante e não negligente em relação a essa dádiva recebida.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Jo 10.9

Jesus deu testemunho de uma tão grande salvação

 

Terça — Hb 2.3

A Igreja Primitiva deu testemunho da salvação

 

Quarta — Hb 2.7,9

A salvação do homem tornou necessária a humanização do Redentor

 

Quinta — Hb 2.14

A eficácia da salvação é demonstrada na vitória sobre o Diabo

 

Sexta — Hb 2.15

A eficácia da salvação é demonstrada no triunfo sobre a morte

 

Sábado — Hb 2.18

A eficácia da salvação é demonstrada na vitória sobre as tentações

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Hebreus 2.1-18.

 

1 — Portanto, convém-nos atentar, com mais diligência, para as coisas que já temos ouvido, para que, em tempo algum, nos desviemos delas.

2 — Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição,

3 — como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram;

4 — testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?

5 — Porque não foi aos anjos que sujeitou o mundo futuro, de que falamos;

6 — mas, em certo lugar, testificou alguém, dizendo: Que é o homem, para que dele te lembres? Ou o filho do homem, para que o visites?

7 — Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos, de glória e de honra o coroaste e o constituíste sobre as obras de tuas mãos.

8 — Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que lhe não esteja sujeito. Mas, agora, ainda não vemos que todas as coisas lhe estejam sujeitas;

9 — vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.

10 — Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse, pelas aflições, o Príncipe da salvação deles.

11 — Porque, assim o que santifica como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos,

12 — dizendo: Anunciarei o teu nome a meus irmãos, cantar-te-ei louvores no meio da congregação.

13 — E outra vez: Porei nele a minha confiança. E outra vez: Eis-me aqui a mim e aos filhos que Deus me deu.

14 — E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo,

15 — e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.

16 — Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão.

17 — Pelo que convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.

18 — Porque, naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados.

 

HINOS SUGERIDOS

 

35, 156 e 542 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Explicar que a salvação não é algo dado ao crente compulsoriamente, por isso, ele deve ser vigilante e não negligenciar a graça recebida.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I. Mostrar a grandiosidade da salvação divina;

II. Discutir a necessidade da salvação;

III. Saber que a salvação pela fé em Cristo é eficaz.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Prezado(a) professor(a), estudaremos a exortação do escritor de Hebreus a respeito da grandiosidade da salvação. Salvação essa que recebemos mediante a fé em Jesus Cristo. Ela é resultado da graça divina, mas Cristo pagou um alto preço. Por isso, no capítulo dois, o autor aos Hebreus faz uma séria advertência a respeito dos que negligenciam tão grande salvação. Para redimir a humanidade pecadora, Cristo assumiu a forma humana a fim de se identificar conosco e nos outorgar a salvação. Ele morreu por nós, mas ao terceiro dia ressuscitou coroado de glória e honra. Cristo também nos elevou a uma condição superior, a de filhos(as) de Deus. Jesus é superior aos anjos e a todas as coisas, e a salvação que Ele oferece é o maior bem que o ser humano pode obter, por isso não devemos negligenciar tal graça.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

O autor dá início à seção de Hebreus 2.1-18 com uma forte exortação. Era necessário, por parte dos crentes maior firmeza em relação às coisas espirituais. O que o autor observava entre eles era certa letargia e negligência diante de um fato de tão grande importância como é a salvação. Nesse aspecto a resposta devia ser dada por meio do retorno às verdades anteriormente ouvidas e que haviam sido esquecidas. Isso era de suma importância porque evitava que algum deles viesse a se desviar. De fato, o vocábulo grego usado pelo autor — pararreo —, traduzido como “desviar”, significa originalmente “perder o rumo”. O termo era usado também em relação a um barco que acidentalmente era desancorado e lançado à deriva em alto mar. No pensamento do autor só havia uma maneira de manter-se no rumo certo: ancorando o barco no porto seguro, Jesus.

 

 

PONTO CENTRAL

 

Precisamos ser vigilantes e não negligenciarmos a salvação divina.

 

 

I. UMA SALVAÇÃO GRANDIOSA

 

1. Testemunhada pelo Senhor. O autor faz um contraste entre as alianças do Sinai e do Calvário. Enquanto a Antiga Aliança foi intermediada por anjos (v.2), a Nova Aliança tinha Jesus, o Filho de Deus, como seu mediador. O autor, então, faz uma analogia entre as duas Alianças para que o contraste entre ambas fique bem definido. Foi Jesus, o Filho de Deus, e não os anjos, que anunciou essa tão grande salvação. Por serem mediadores da Lei, os anjos despertavam grande estima e respeito dos judeus por eles. Se uma Aliança firmada na Lei, mediada por anjos, imperfeita e transitória, requeria obediência por parte dos crentes, muito mais a Nova Aliança que é perfeita e eterna. Se quem não observava os princípios do Antigo Pacto, quebrando os seus preceitos, era punido de forma dura, que castigo merecia quem ultrajava a Nova Aliança, que em tudo era superior?

2. Proclamada pelos que a ouviram. Essa salvação grandiosa foi primeiramente anunciada pelo Senhor e, posteriormente, por “aqueles que a ouviram” (Hb 2.3). Fica evidente nesse texto que o autor não foi uma testemunha ocular dos feitos de Jesus, mas recebera a Palavra por meio dos que a “ouviram”. Mesmo não tendo recebido a Palavra de Deus diretamente do Senhor, o autor não tem dúvida que a mensagem apostólica era essencialmente a mesma Palavra de Deus. Esse fato deveria fazer com que os crentes fossem mais diligentes na observância dos preceitos neotestamentários. De fato, a palavra bebaioô , aqui traduzida como “confirmar”, tem o sentido de algo que transmite segurança e confiança. Em outras palavras, o que o Senhor anunciou e que, posteriormente, foi proclamado por testemunhas oculares, deve servir de fundamento da nossa fé.

3. Confirmada pelo Espírito Santo. A mensagem, que primeiramente fora anunciada pelo Senhor e testemunhada pelos que a ouviram, foi instrumentalizada pelo Espírito Santo. Nesse aspecto, as traduções — “distribuições feitas pelo Espírito Santo” ou “distribuições do Espírito Santo” (Hb 2.4) — expressam bem o que o autor quis dizer. O Espírito Santo é o agente por trás de cada milagre e sinal operados na história do povo de Deus, tanto do passado quanto do presente. O autor quer chamar a atenção de seu público leitor mais uma vez para a importância da mensagem recebida, ou seja, ela fora também testemunhada de uma forma concreta e palpável pelo Espírito Santo por intermédio da distribuição de seus muitos dons.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

Pela fé em Jesus Cristo recebemos uma salvação grandiosa.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

Hebreus 2.1-4

“Esta é a primeira de sete passagens em Hebreus onde o autor combina uma urgente exortação com uma solene advertência a fim de mover seus leitores a uma confiança renovada, a uma esperança e fé perseverante em Cristo. Estas sete advertências não são divagações, no entanto se relacionam diretamente com o principal propósito do autor. A íntima conexão entre este parágrafo e a interpretação em 1.5-14 demonstra que a exposição bíblica do autor não era propriamente um fim, mas originou-se de sua preocupação por seus leitores e sua perigosa situação.

O rico vocabulário e os dons do autor como orador são novamente evidentes. A construção grega de 2.1-4 consiste em duas sentenças: uma declaração direta (2.1), seguida por uma longa sentença explicativa (2.2-4), que inclui uma pergunta retórica (‘como escaparemos nós?’) com uma condição (‘se atentarmos para [ou negligenciarmos] uma tão grande salvação’, 2.3a).

A expressão ‘Portanto’ (2.1) liga este parágrafo ao esplendor e à incomparável supremacia do Filho no capítulo 1. Pelo fato de o Filho ser superior aos profetas e aos anjos, se o que Deus ‘nos falou pelo Filho’ (1.2) for negligenciado, seremos muito mais culpáveis: ‘Portanto, convém-nos atentar, com mais diligência, para as coisas que já temos ouvido, para que, em tempo algum, nos desviemos delas’” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.1549).

 

CONHEÇA MAIS

 

Salvação

“1. Sõteria (σωτηρία) denota ‘libertação, preservação, salvação’. O termo ‘salvação’ é usado no Novo Testamento para se referir a: (a) o livramento material e temporal de perigo e apreensão: (1) nacional (Lc 1.69,71; At 7.25, ‘liberdade’); (2) pessoal, como do mar (At 27.34, ‘saúde’); da prisão (Fp 1.19); do dilúvio (Hb 11.7); (b) o livramento espiritual e eterno concedido imediatamente por Deus aos que aceitam as condições estabelecidas por Ele referentes ao arrependimento e fé no Senhor Jesus, somente em quem será obtido (At 4.12), e sob confissão dEle como Senhor (Rm 10.10); para este propósito o Evangelho é o instrumento de salvação (Rm 1.16; Ef 1.13 [...])”. Para conhecer mais leia Dicionário Vine, CPAD, p.967.

  

II. UMA SALVAÇÃO NECESSÁRIA

 1. Por intermédio da humanização do Redentor. Na seção vv.5-9, o autor toma o Salmo 8 como pano de fundo de seu argumento (Sl 8.4-6). Nesse aspecto, ele segue a Septuaginta que usa o termo “anjo”, em vez do texto massorético, que traz a palavra “Deus”. Na mentalidade judaica, da qual o autor participa, o homem foi feito como coroa da criação e a ele foi confiado todo o domínio. Todavia, devido à queda, esse domínio fora perdido. Na mente do autor dessa Escritura, portanto, o Salmo 8 não pode se aplicar a Adão, nem tampouco a raça pós-queda, mas a Jesus, o Messias, que por meio da cruz, veio restaurar a humanidade caída.

2. Por meio do sofrimento do Redentor. Para um judeu do primeiro século era escandalosa a ideia de um Messias sofredor. Como então assegurar que Jesus era superior aos anjos se Ele morrera em uma cruz? O autor de Hebreus usa o versículo cinco do Salmo 8 para explicar esse aparente paradoxo. Sim, argumenta ele, Jesus de fato foi feito um “pouco” menor do que os anjos por causa da sua humanização. Os intérpretes entendem que as palavras “pouco” e “pouco tempo” (Hb 2.7,9) podem denotar posição ou tempo. Em outras palavras, Jesus se tornou “menor” que os anjos enquanto vivia os limites da condição humana e experimentou o sofrimento advindo desse estado de humilhação. Todavia, foi por meio deste mesmo sofrimento de Cristo que os homens tornaram-se livres.

3. Por intermédio da glorificação do Redentor. Na mente do autor, Cristo não sofreu para ser glorificado, mas Ele foi glorificado porque sofreu. Foi por intermédio do sofrimento que Ele foi “coroado de glória e de honra, [...] para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos” (Hb 2.9). Para os crentes que viam no sofrimento algo incompatível com o viver cristão, e que, devido a isso estavam desanimados, essas palavras serviam de ânimo e consolo.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

Depois da Queda a salvação tornou-se necessária, por isso, por meio da cruz, Jesus veio restaurar a humanidade.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“Jesus, superior aos anjos em sua missão redentora (Hb 2.5-18)

Esta seção dá continuidade ao pensamento iniciado em 1.5-14 a respeito da superioridade do Filho em relação aos anjos, porém sob uma perspectiva diferente. No capítulo 1 a ênfase estava na divindade da natureza do Filho; aqui o enfoque está em sua humanidade e no sofrimento como componentes necessários de sua missão redentora. Os anjos, por um lado, são servos; sua missão para o homem como ‘espíritos ministradores’ é ‘servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação’ (1.14). O Filho, por outro lado, é o Salvador; sua missão para o homem como ‘o Príncipe da salvação deles’ (2.10) é ‘salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus’ (7.25). Entretanto, como Salvador, a missão redentora do Filho envolvia tanto a humilhação como a glória.

Como o homem perfeito, Jesus se tornou o verdadeiro representante da raça humana e o cumprimento absoluto do Salmos 8. Somente Ele poderia cumprir ‘o propósito declarado do Criador quando trouxe a raça humana à existência’. Mas, assim fazendo, Ele teve de se identificar plenamente com a condição humana, incluindo o sofrimento humano (cf. Hb 4.15,16; 5.6), a fim de ‘abrir o caminho da salvação para a humanidade e agir eficazmente como o Sumo Sacerdote de seu povo na presença de Deus’. Isto significa que Ele não é apenas aquEle em quem se cumpre a soberania destinada à humanidade, mas também aquEle que, por causa do pecado humano, deve concretizar esta soberania por meio do sofrimento e da morte. Portanto, o Filho, que já foi apresentado como superior aos anjos, teve de ser feito ‘um pouco menor do que os anjos’ (2.7a) antes de poder ser ‘coroado de glória e de honra’ (2.7b) como Senhor sobre todas as coisas” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2 Edição. RJ: CPAD, 2004, pp.1551,52).

 

 

III. UMA SALVAÇÃO EFICAZ

 

1. Vitória sobre o Diabo. Na conclusão de seu argumento o autor mostra os métodos e os resultados dessa grandiosa salvação. Para que a salvação se efetivasse o Salvador precisava sofrer e morrer pelos homens. Somente por meio da morte na cruz, o Diabo, arqui-inimigo dos homens, seria derrotado (Hb 2.14). O autor usa o verbo grego catargeo para se referir à derrota de Satanás. Esse verbo tem o sentido de “destronar” ou “tornar inoperante”. Por intermédio da cruz, Cristo destronou e desarmou Satanás das armas que este possuía. Foi na cruz que Ele despojou os principados e as potestades e nos garantiu a vitória (Cl 2.15).

2. Vitória sobre a morte. Com a entrada do pecado no mundo a morte passou a ser um inimigo temido. Essa arma poderosa era usada por Satanás para manter os homens debaixo do jugo do medo (Hb 2.15). Todavia, ao morrer na cruz por todos os homens, Jesus venceu a morte. Os homens continuam a morrer, mas os que o recebem como Salvador tem a vida eterna, pois a morte não tem mais domínio sobre eles.

3. Vitória sobre a tentação. Pela primeira vez na epístola o autor usa a denominação “sumo sacerdote” em relação a Jesus (Hb 2.17). O tema do sacerdócio de Cristo será explorado pelo autor com maior profundidade em passagens posteriores (Hb 3.1; 4.14-16; 5.1-10; 6.20; 7.14-19,26-28; 8.1-6; 9.11-28; 10.1-39). Todavia, aqui o seu uso é justificado no contexto da identificação de Jesus com seus “irmãos”, os salvos. Esse sumo sacerdote é misericordioso e fiel. Por ter assumido a natureza humana, e se identificado com os homens nos seus limites, Ele sabe o que é ser tentado e por essa razão está pronto a ajudá-los.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

O sacrifício de Cristo foi único, eficaz e nos garante a vitória sobre o Diabo, a morte e a tentação.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“[...] Pela graça de Deus, Jesus provou a morte por todos os homens (Hb 2.9). Três verdades importantes estão sucintamente incorporadas aqui:

1. A morte de Jesus na cruz, para realizar a salvação, foi um ato da graça de Deus.

2. Sua morte foi em favor de ( byper ) cada pecador; um claro ensino de Hebreus é que sua morte foi uma expiação substitutiva pelo nosso pecado (cf. 5.1; 7.27).

Sua morte não foi uma ‘expiação limitada’ — isto é, para algumas pessoas seletas, como alguns reivindicam — mas Ele provou temporariamente a morte por todos os homens. Sua morte é de proveito para todo aquele que por fé se submete a Ele como Senhor e Cristo.

Para os judeus daqueles dias, a ideia de um Messias em sofrimento era detestável e a reivindicação cristã de que isto convinha, deveria ser vista contra este panorama. Qualquer que seja a razão para a cruz, não há dúvida alguma de que tais fatos revelam a natureza de Deus. É neste sentido que ‘convinha’ que as coisas ocorressem como de fato ocorreram” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.1553).

 

 

CONCLUSÃO

 

Por meio da sua humanização e humilhação Jesus se tornou o legítimo Sumo Sacerdote representante da humanidade. Os anjos de fato são seres especiais a serviço de Deus, entretanto, Jesus não veio socorrê-los, mas buscar a descendência de Abraão, os crentes. Por intermédio de seu sofrimento e morte, Ele pode dar vida aos que estão mortos.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito de Uma Salvação Grandiosa, responda:

 

Segundo o autor aos Hebreus, qual a única maneira de manter-se no rumo certo?

No pensamento do autor só havia uma maneira de manter-se no rumo certo: ancorando o barco no porto seguro, Jesus.

 

Enquanto a Antiga Aliança foi intermediada por anjos, a Nova Aliança foi mediada por quem?

Enquanto a Antiga Aliança foi intermediada por anjos, a Nova Aliança tinha Jesus, o Filho de Deus, como seu mediador.

 

Como os homens tornaram-se livres?

Por meio do sofrimento de Cristo.

 

O que foi preciso ser feito para que a salvação se efetivasse?

Para que a salvação se efetivasse o Salvador precisava sofrer e morrer pelos homens.

 

Por que Jesus Cristo, o verdadeiro Sumo Sacerdote, sabe o que é ser tentado e, por isso, está pronto a nos ajudar nas fraquezas?

Por ter assumido a natureza humana, e se identificado com os homens nos seus limites, Ele sabe o que é ser tentado e por essa razão está pronto a ajudá-los.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Uma Salvação Grandiosa

 

Caro professor, prezada professora, com base no esboço acima, leve em consideração o objetivos geral e específicos da lição. Você deve explicar que a salvação não é algo dado ao crente compulsoriamente, por isso, ele deve ser vigilante e não negligenciar essa graça recebida (Objetivo Geral).

Seu aluno deve chegar a esse objetivo, por meio do recurso selecionado por você, a fim de fazê-lo (1) perceber a grandiosidade da salvação divina, (2) discutir a necessidade da salvação e (3) mostrá-los que a salvação pela fé em Cristo é eficaz.

 

Um ponto importante sobre o Tópico I

É importante ressaltar que Hebreus 2.1-4 é uma advertência em relação às coisas que a igreja havia ouvido “PARA QUE, EM TEMPO ALGUM, NOS DESVIEMOS DELAS” (v.1). Por isso é preciso — preste atenção as nestas expressões! - “atentar com diligência”, “como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação” (v.3). Esses quatro primeiros versículos do escritor aos Hebreus afirmam pelos menos duas verdades: [1] É possível o crente salvo e remido negligenciar, descuidar e faltar com interesse a respeito da verdade do ensino do Evangelho, o que seria desastroso demais; [2] todo cristão é tentado a tornar-se e a permanecer indiferente para com a Palavra de Deus. É notória a preocupação do escritor aos Hebreus acerca da possibilidade, de aos poucos, e paulatinamente, o crente salvo se distanciar do Filho de Deus, mergulhando na mais terrível apostasia. Essa preocupação, o autor de Hebreus desdobrará melhor nos próximos capítulos. Por isso, é importante você ressaltar esse ponto nesse primeiro tópico.

 

Sugestão Pedagógica

Ao final da aula, retome o ponto central da presente lição, conforme consta na sua revista de professor: “Precisamos ser vigilantes e não negligenciar a salvação divina”. Leia com a classe e, em seguida, ore com os alunos, rogando ao Pai por vigilância e perseverança em Cristo.

 

 

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LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS

 

 

1º Trimestre de 2018

 

Título: A supremacia da Cristo — Fé, esperança e ânimo na Carta aos Hebreus

Comentarista: José Gonçalves

 

 

Lição 3: A superioridade de Jesus em relação a Moisés

Data: 21 de Janeiro de 2018

 

 

 

TEXTO ÁUREO

 

“Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou” (Hb 3.3).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Cristo em tudo foi superior a Moisés na Casa de Deus, pois enquanto o legislador hebreu foi um mordomo, o Salvador foi o dono.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Hb 3.1

Uma vocação superior dada a Cristo por Deus Pai

 

 

Terça — Lc 19.10

Uma missão superior que apenas Cristo poderia cumprir

 

 

Quarta — Hb 3.1; 1Tm 2.5

Cristo - O único Mediador entre os homens e Deus

 

 

Quinta — Hb 3.2

Cristo, o edificador da Casa de Deus

 

 

Sexta — Hb 3.5,6

Cristo, não apenas servo, mas Filho

 

 

Sábado — Hb 3.7,8

Cristo, superior em palavra à Lei

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Hebreus 3.1-19.

 

1 — Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão,

2 — sendo fiel ao que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa.

3 — Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou.

4 — Porque toda casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus.

5 — E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar;

6 — mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim.

7 — Portanto, como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz,

8 — não endureçais o vosso coração, como na provocação, no dia da tentação no deserto,

9 — onde vossos pais me tentaram, me provaram e viram, por quarenta anos, as minhas obras.

10 — Por isso, me indignei contra esta geração e disse: Estes sempre erram em seu coração e não conheceram os meus caminhos.

11 — Assim, jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso.

12 — Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo.

13 — Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado.

14 — Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.

15 — Enquanto se diz: Hoje, se ?ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na provocação.

16 — Porque, havendo-a alguns ouvido, o provocaram; mas não todos os que saíram do Egito por meio de Moisés.

17 — Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi, porventura, com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?

18 — E a quem jurou que não entrariam no seu repouso, senão aos que foram desobedientes?

19 — E vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade.

 

HINOS SUGERIDOS

 

295, 396 e 620 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Evidenciar a superioridade de Jesus em relação ao legislador Moisés.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I. Apresentar a superioridade da vocação, da missão e da mediação de Jesus em relação a Moisés;

II. Exprimir a autoridade maior de Jesus em relação a Moisés;

III. Esclarecer a superioridade do discurso de Jesus em relação ao de Moisés.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

A Antiga Aliança apresenta Moisés como “apóstolo”, isto é, o mensageiro de Deus da Aliança com o povo de Israel, e o seu irmão Arão, como sumo sacerdote do povo de Deus, respectivamente. Essa dispensação deu lugar a uma nova ordem, a um novo concerto em que Cristo Jesus se apresenta como executor desses dois ofícios. Agora, Ele é o apóstolo da Nova Aliança e o Sumo Sacerdote perfeito. Essa verdade é que permeia toda a lição.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

O autor dá início ao capítulo três fazendo um contraste entre Moisés e Cristo. Ele estava consciente da grande estima que seus compatriotas tinham pela figura do grande legislador hebreu, Moisés. Em nenhum momento desse contraste o autor deprecia a pessoa de Moisés, mas sempre o coloca como um homem fiel a Deus na execução de sua obra. Entretanto, mesmo tendo assumido a grande missão de conduzir o povo rumo à Terra Prometida, Moisés não poderia se equiparar a Jesus, o Autor da nossa fé. O contraste entre Moisés e Cristo é bem definido: Moisés é visto como um administrador da casa, Jesus como Edificador; Moisés é retratado como servo, Jesus como Filho; Moisés foi enviado em uma missão terrena, Jesus numa missão celestial, eterna.

 

 

PONTO CENTRAL

 

A carta de Hebreus revela a superioridade de Jesus em relação a Moisés quanto à tarefa, à autoridade e o discurso.

 

 

I. UMA TAREFA SUPERIOR

 

1. Uma vocação superior. O autor introduz a seção vv.1-6 tomando como ponto de partida o que havia dito anteriormente — Jesus era o autor e mediador da nossa salvação (Hb 2.14-18). Tomando por base esse conhecimento, seus leitores, a quem ele chama afetuosamente de irmãos santos, deveriam ficar atentos ao que seria dito agora (Hb 3.1). Eles não eram apenas um povo nômade pelo deserto escaldante à procura da Terra Prometida, mas herdeiros de uma vocação celestial. Eles deveriam se lembrar de quem os fez aptos e idôneos dessa vocação. Nesse aspecto, os leitores de Hebreus não deveriam ter dúvida alguma de que Jesus, como Aquele que os conduzia ao destino eterno, era em tudo superior a Moisés, a quem coube a missão de conduzir o povo à Canaã terrena.

2. Uma missão superior. O autor pela primeira vez usa a palavra apóstolo em relação a Jesus (Hb 3.1). A palavra apóstolo se refere a alguém que é comissionado como um representante autorizado. Não havia dúvida de que Moisés havia sido um enviado de Deus em uma missão, todavia, ele não foi o “apóstolo da grande salvação”. A missão de Moisés foi tirar o povo de dentro do Egito e conduzi-lo à Terra Prometida, mas a missão de Jesus é a de conduzir a Igreja à Canaã celestial. A missão mosaica era daqui, a Canaã terrena; a missão de Jesus possuía uma vocação celestial. Cristo não foi apenas um enviado em uma missão, mas acima de tudo, o apóstolo da nossa confissão, alguém com autoridade na missão de nos conduzir ao destino eterno.

3. Uma mediação superior. Depois de afirmar que Jesus era “o apóstolo”, o autor também diz que Ele é o “sumo sacerdote da nossa confissão”. Jesus era superior a Moisés, não apenas em relação à missão, mas também em relação à função que exercia. O autor fará um contraste mais detalhado entre o sacerdócio de Cristo e o araônico mais adiante, mas aqui os crentes deveriam ter em mente que a mediação de Jesus era em tudo superior ao sistema mosaico e levítico. Cristo era o mediador da nossa confissão. A palavra “confissão” traduz o termo original homologia , que tem o sentido primeiro de “concordância”. Quando confessamos Jesus como Salvador, concordamos que Ele em tudo tem a primazia. Ele é o Senhor. Ele é maior do que tudo e do que todos; Ele, e somente Ele, é a razão do nosso viver.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

Em relação a Moisés, a carta de Hebreus apresenta o Senhor Jesus com uma vocação superior, uma missão superior e uma mediação superior.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Prezado(a) professor(a), inicie a aula desta semana fazendo as seguintes perguntas:

a) O que Moisés representou para o povo de Israel?

b) Qual foi o papel de Moisés no estabelecimento da Antiga Aliança de Deus com o seu povo?

c) Por que Moisés é uma autoridade respeitada na história de Israel?

Ouça as respostas dos alunos e em seguida faça um resumo abordando as respostas das três perguntas a fim de amarrar as informações. A ideia dessa atividade é familiarizar a classe com Moisés a fim de, a partir da importância dele para o povo judeu, destacar a magnitude de Jesus Cristo como o mediador da Nova Aliança.

 

CONHEÇA MAIS

 

 

A possibilidade de não chegar ao fim da caminhada

“O livro de Hebreus considera a possibilidade de permanecer firme na fé ou de abandoná-la como uma escolha real, que deve ser feita por cada um dos leitores; o autor ilustra as consequências da segunda opção referindo-se à destruição dos hebreus rebeldes no deserto após sua gloriosa libertação do Egito”. Leia mais em Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, CPAD, pp.1557-59.

 

 

II. UMA AUTORIDADE SUPERIOR

 

1. Construtor, não apenas administrador. O autor destaca que tanto Moisés como Jesus foram fiéis na “casa de Deus” (Hb 3.2). Eles foram fiéis na missão que lhes foram confiada. Isso mostra o apreço que o autor possuía pelo legislador hebreu. Todavia, ao se referir a Jesus, o autor usa a palavra grega aksioô , traduzida como “digno”, “valor”, “mérito”. Duas coisas precisam ser destacadas no uso desse vocábulo pelo autor. Primeiramente ele quer mostrar que o mérito de Jesus era maior do que o de Moisés. Nosso Senhor era o construtor do edifício, da casa de Deus, e não apenas o mordomo, como fora Moisés. Os crentes precisavam enxergar isso e, assim, valorizarem mais a sua salvação. Por outro lado, ao usar o pretérito perfeito (tempo verbal grego), ele demonstra que a glória de Moisés era desvanecente, enquanto a de Jesus era permanente.

2. Filho, não apenas servo. O autor sabe da grande estima que Moisés possuía dentro da comunidade judaico-cristã e por isso é extremamente cuidadoso no uso das palavras. “E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar; mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim” (Hb 3.5,6). Em vez de usar o termo doulos (servo), vocábulo usado para se referir a um escravo ou serviçal, ele usa outro vocábulo, therápôn . Essa palavra só aparece aqui no Novo Testamento e é traduzida como servo ou ministro. A ideia expressa é de um serviço que é prestado de forma voluntária entre duas pessoas que se relacionam bem. Assim era Moisés com o seu Deus. Mas o autor deixa claro que esse relacionamento de Moisés com Deus não podia se equiparar ao de Deus com o seu Filho, Jesus.

3. Uma igreja, não apenas tabernáculo. Alguns autores entendem que a expressão “casa de Deus” usada em relação a Moisés pode se referir ao tabernáculo como centro do culto mosaico no deserto, enquanto outros veem como uma referência à antiga congregação do povo de Deus do êxodo. Em todo caso, a ideia gira em torno do povo de Deus que adora na Antiga Aliança. Moisés foi um ministro de Deus no culto da congregação do deserto. Mas Jesus, como Filho é o ministro da Igreja, o povo de Deus na Nova Aliança, “a qual casa somos nós” (Hb 3.6).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

Hebreus destaca o Senhor Jesus como o construtor da Nova Aliança; o Filho amado de Deus; o ministro excelente da Igreja de Deus.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“[...] Pedro apresenta Jesus como o Profeta semelhante a Moisés (vv.22,23). Moisés havia declarado: ‘O SENHOR, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis’ (Dt 18.15). Seria natural dizer que Josué cumpriu essa profecia. Josué, o seguidor de Moisés, realmente veio depois deste e foi um grande libertador de seu tempo. Surgiu, porém, outro Josué (na língua hebraica, os nomes Josué e Jesus são idênticos). Os cristãos primitivos reconheciam Jesus como o derradeiro cumprimento da profecia de Moisés.

No final do capítulo (vv.25,26), Pedro lembra aos ouvintes a aliança com Abraão, muito importante para se entender a obra de Cristo: ‘Vós sois os filhos dos profetas e do concerto que Deus fez em nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra. Ressuscitando Deus a seu Filho Jesus, primeiro o enviou a vós, para que nisso vos abençoasse, e vos desviasse, a cada um, das vossas maldades’. Claro está que, agora, é Jesus quem traz a bênção prometida e cumpre a aliança com Abraão — e não apenas a Lei dada por meio de Moisés” [HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. RJ: CPAD, 1996, pp.307,08].

 

 

III. UM DISCURSO SUPERIOR

 

1. O perigo de ouvir, mas não atender. Seguindo a redação da Septuaginta (tradução grega da Bíblia Hebraica), o autor cita o Salmo 95.7-11 para trazer uma série de advertências. Se o povo de Deus no Antigo Pacto precisou ser exortado, maior exortação precisava os que tinham maiores promessas. Primeiramente havia o perigo de ouvir e não atender (Hb 3.7,8). No passado, o povo de Deus tinha ouvido a mensagem divina; entendido, mas não atendido! O mesmo erro estava se repetindo. O Espírito Santo, falando profeticamente pela boca do salmista, advertia os o leitores para que seus corações não se endurecessem. É um apelo atual, porque o povo de Deus muitas vezes demonstra ser tardio para ouvir.

2. O perigo de ver, mas não crer. “[...] E viram, por quarenta anos, as minhas obras” (Hb 3.9). Erra quem pensa que só acredita quem vê. Parece que quem muito vê, menos acredita. Acaba ficando acostumado com o sobrenatural. O sobrenatural se naturaliza. É exatamente isso o que aconteceu no deserto e era exatamente isso o que estava acontecendo com a comunidade do autor de Hebreus. Tanto Moisés, como Jesus, foram poderosos em obras, mas isso não estava sendo suficiente para segurar os crentes. É preocupante quando o cristão se acostuma com o sobrenatural e nada mais parece impactá-lo.

3. O perigo de começar, mas não terminar. “Estes sempre erram em seu coração e não conheceram os meus caminhos” (Hb 3.10b). Com estas palavras o autor mostra o perigo de começar, mas não chegar. De andar, mas se desviar. Alguns do antigo povo de Deus haviam começado bem, mas terminaram mal. Muitos caíram pelo caminho, desistiram da estrada. O mesmo risco estava ocorrendo com os cristãos neotestamentários — haviam começado bem, mas estavam correndo o risco de caírem e perderem a fé. O alerta é para nós também.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

A mensagem de Cristo faz alguns alertas: o perigo de ouvir, mas não atender ao apelo; o perigo de ver, mas não crer na revelação; o perigo de começar, mas não terminar a jornada.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“SE OUVIRDES HOJE A SUA VOZ Citando Salmos 95.7-11, o escritor se refere à desobediência de Israel no deserto, depois do êxodo do Egito, como advertência aos crentes sob o novo concerto. Porque os israelitas deixaram de resistir ao pecado e de permanecer leais a Deus, foram impedidos de entrar na Terra Prometida (ver Nm 14.29-43; Sl 95.7-10). Semelhantemente, os crentes do Novo Testamento devem reconhecer que eles, também, podem ficar fora do repouso divino, se forem desobedientes e deixarem que seus corações se endureçam.

NÃO ENDUREÇAIS O VOSSO CORAÇÃO

O Espírito Santo fala conosco a respeito do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11; Rm 8.11-14; Gl 5.16-25). Se formos indiferentes à sua voz, nossos corações se tornarão cada vez mais duros e rebeldes a ponto de se tornarem insensíveis à Palavra de Deus ou aos apelos do Espírito Santo (v.7). A verdade e o viver em retidão já não serão prioridades nossas. Cada vez mais, buscaremos prazer nos caminhos do mundo e não nos caminhos de Deus (v.10). O Espírito Santo nos adverte que Deus não continuará a insistir conosco indefinidamente se endurecermos os nossos corações por rebeldia (vv.7-11; Gn 6.3). Existe um ponto do qual não há retorno (vv.10,11; 6.6; 10.26)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.1902).

 

 

CONCLUSÃO

 

Ao mostrar a superioridade de Jesus sobre Moisés, o autor da Carta aos Hebreus não tencionava exaltar o primeiro e desprezar o segundo, mas pôr em relevo a obra do Calvário, bem como esclarecer como os crentes devem valorizá-la. Ora, se Moisés que não era divino, que não se deu sacrificalmente em lugar de ninguém, merecia ser ouvido, então por que Jesus, o Filho do Deus bendito, Senhor da Igreja e superior aos anjos, não merecia reconhecimento ainda maior?

 

PARA REFLETIR

 

A respeito da Superioridade de Jesus em relação a Moisés, responda:

 

Qual o ponto de partida para o autor aos Hebreus introduzir o assunto sobre a vocação superior de Jesus?

Que Jesus era o autor e mediador da nossa salvação (Hb 2.14-18).

 

Em que concordamos quando confessamos Jesus como Salvador?

Quando confessamos Jesus como Salvador, concordamos que Ele em tudo tem a primazia. Ele é o Senhor. Ele é maior do que tudo e do que todos; Ele e somente Ele é a razão do nosso viver.

 

O que devemos destacar quando o autor usa aksioô, isto é, “digno”, “valor” e “mérito”?

Diferente de Moisés, o mérito de Jesus era maior e sua glória era permanente.

 

Se Moisés foi um ministro de Deus no culto da congregação do deserto, o que foi Jesus?

O ministro da Igreja, o povo de Deus na Nova Aliança, “a qual casa somos nós” (Hb 3.6).

 

Qual risco corria os cristãos neotestamentários?

O perigo de ouvir, mas não atender, o perigo de ver, mas não crer e o perigo de começar, mas não terminar.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A superioridade de Jesus em relação a Moisés

 

Explicando o capítulo 3

O capítulo 3 de Hebreus está na seção que aborda a supremacia do Filho de Deus: 1.4—4.13. Essa parte da carta demarca a supremacia de Jesus em relação a Moisés, o legislador de Israel. Diferentemente de Moisés, que serviu a uma casa, que “não era o tabernáculo, mas os da casa de Deus, ou o povo de Deus como a comunidade da fé” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, CPAD, p.1557), Jesus Cristo é o construtor dessa casa de Deus, enquanto o legislador de Israel fazia parte dela.

Podemos retomar essa abordagem no Evangelho de Mateus, no capítulo 16, e no versículo 18: “edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Atenção para o verbo “edificarei” e o pronome possessivo “minha”. É Cristo quem construiu, edificou e ergueu o povo de Deus, por isso, esse povo pertence a Ele; diferentemente de Moisés, que embora fosse uma figura proeminente entre os judeus, um líder exemplar, ele não edificou o povo de Deus, mas se achou parte dele.

Portanto, o escritor de Hebreus faz um apelo aos leitores de sua carta, que diferentemente dos judeus do deserto que não atentaram para as palavras de Moisés, os seguidores de Cristo atentem para o mandamento do Filho, o edificador do povo de Deus, e não se deixem endurecer pelo engano do pecado.

 

Sugestão Pedagógica

Caro professor, prezada professora, ao introduzir a lição desta semana reproduza o esquema abaixo conforme as suas possibilidades:

 

 

Em seguida, dê um espaço de tempo para que os alunos tenham a oportunidade de expressar suas opiniões sobre a comparação entre Moisés e Jesus a partir do esquema apresentado. Depois explique a superioridade da vocação de Jesus reafirmando os pontos do esquema acima.

  

 

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LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS

 1º Trimestre de 2018

 Título: A supremacia da Cristo — Fé, esperança e ânimo na Carta aos Hebreus

Comentarista: José Gonçalves

 

 

Lição 4: Jesus é superior a Josué — O meio de entrar no repouso de Deus

Data: 28 de Janeiro de 2018

 

 

 

TEXTO ÁUREO

 

“Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência” (Hb 4.11).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O descanso provido por Josué foi terreno, temporário e incompleto; o descanso provido por Cristo é celestial, eterno e completo.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Hb 4.2

A mensagem de Deus deve ser recebida pela fé

 

 

Terça — Hb 4.6

A mensagem de Deus deve ser acompanhada pela obediência

 

 

Quarta — Hb 4.7

A mensagem de Deus dever ser acolhida com contrição

 

 

Quinta — Hb 4.8,9

A mensagem de Deus promove um descanso real e total

 

 

Sexta — Hb 4.11

A mensagem de Deus promove um descanso eterno

 

 

Sábado — Hb 4.12

A Palavra de Deus é viva e eficaz

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Hebreus 4.1-13.

 

1 — Temamos, pois, que, porventura, deixada a promessa de entrar no seu repouso, pareça que algum de vós fique para trás.

2 — Porque também a nós foram pregadas as boas-novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes ?aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram.

3 — Porque nós, os que temos crido, entramos no repouso, tal como disse: Assim, jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso; embora as suas obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo.

4 — Porque, em certo lugar, disse assim do dia sétimo: E repousou Deus de todas as suas obras no sétimo dia.

5 — E outra vez neste lugar: Não entrarão no meu repouso.

6 — Visto, pois, que resta que alguns entrem nele e que aqueles a quem primeiro foram pregadas as boas-novas não entraram por causa da desobediência,

7 — determina, outra vez, um certo dia, Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração.

8 — Porque, se Josué lhes houvesse dado repouso, não falaria, depois disso, de outro dia.

9 — Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus.

10 — Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas.

11 — Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência.

12 — Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.

13 — E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.

 

HINOS SUGERIDOS

 

47, 146 e 212 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Demonstrar que Jesus é superior a Josué na mensagem e no provimento de repouso para o povo de Deus.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I. Mostrar que a mensagem de Jesus é superior a de Josué;

II. Mencionar a provisão de um descanso superior ao de Josué;

III. Apontar a superioridade da orientação de Jesus em relação à de Josué.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

O texto de Hebreus 4 mostra o que a história de Josué representa para a Igreja de Cristo. Enquanto o ministério do sucessor de Moisés foi de caráter terreno, temporário e incompleto — primeiro porque Israel não conquistou toda a terra; depois, as guerras continuaram —, Jesus Cristo proveu um descanso celestial, eterno e completo. Na lição desta semana, é preciso fazer o contraste entre os ministérios de Jesus e Josué, conforme abaixo:

 

JOSUÉ  Terreno → Temporário → Incompleto

JESUS  Celestial → Eterno → Completo

 

Devido à popularização da teologia da prosperidade, bem como o aumento da “politização ideológica” dos movimentos evangélicos, é comum alguns cristãos virarem as costas para a dimensão celestial e eterna do ministério de Jesus, alegando que se dermos ênfase ao “céu” formaremos cristãos “escapistas”. O problema é que eles se esqueceram de combinar isso com o autor de Hebreus. A natureza celestial, eterna e esperançosa do ministério de Cristo é cristalina nas Escrituras! Por isso, embora a obra de Cristo tenha consequências presentes como uma antecipação das bênçãos futuras, claro que podemos vivê-las hoje, aqui e agora, não tenha receio de enfatizar a natureza do porvir da obra de Cristo, pois Ele nos prometeu a vivência da comunhão no Reino Celestial (Mt 26.28,29).

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

A conquista de Canaã sob a liderança de Josué é retratada pelo autor da Carta aos Hebreus como um tipo da Canaã celestial. Deus havia prometido a conquista da terra a Moisés e Josué (Êx 3.8; Js 1.2,3). Mas ao longo da jornada do Êxodo muitos ficaram pelo caminho. A incredulidade e a desobediência, somadas à falta de ânimo, fizeram com que o povo não vivesse as promessas de Deus em sua plenitude. O mesmo processo estava se repetindo agora com os crentes da Nova Aliança e pelas mesmas razões. A única forma de voltar para a corrida e completar o percurso, entrando no descanso de Deus, era observando a sua Palavra.

 

 

PONTO CENTRAL

 

Enquanto Josué proporcionou um descanso terreno, temporário e incompleto para Israel, Jesus Cristo proveu um descanso celestial, eterno e completo para a Igreja.

 

 

I. JESUS PROVEU UMA MENSAGEM SUPERIOR A DE JOSUÉ

 

1. Uma mensagem que deve ser recebida pela fé. O autor inicia sua argumentação com uma afirmação e uma declaração. Primeiramente ele afirma que as boas-novas foram pregadas a seus contemporâneos, assim como havia acontecido com os crentes dos dias de Josué (Hb 4.2). Tanto aqui como no versículo seis, o autor usa o verbo grego euangelizomai , que significa “evangelizar”, “pregar as boas-novas a alguém”. É a mesma raiz que dá origem à palavra “evangelho”. Em segundo lugar, o autor declara que “a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram” (Hb 4.2). Muitos crentes do Antigo Pacto haviam ficado de fora da Terra Prometida porque não receberam a mensagem com fé, o que se poderia esperar então dos que receberam a mensagem em sua plenitude, mas não lhe deram crédito?

2. Uma mensagem que se fundamenta na obediência. O autor passa a mostrar a razão de alguns não terem entrado no descanso de Deus: “Visto, pois, que resta que alguns entrem nele e que aqueles a quem primeiro foram pregadas as boas novas não entraram por causa da desobediência” (Hb 4.6). A desobediência (gr. apeitheia ) é a manifestação ativa da incredulidade. Essa palavra ocorre seis vezes no texto original e foi usada pelo apóstolo Paulo para se referir aos “filhos da desobediência” (Ef 2.2). O crente, quando não crê, age da mesma forma do incrédulo. O autor de Hebreus usa essa palavra novamente no versículo 11, do mesmo capítulo, quando alerta o crente a não “cair no exemplo de desobediência”. A mensagem de Deus só tem proveito quando acompanhada pela obediência.

3. Uma mensagem que conduz à contrição. A mensagem de Deus para ser recebida necessita encontrar corações receptivos, abertos: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 4.7b). O autor usa o termo sklerynô — traduzido como “duro”, “endurecido” — quatro vezes nesta carta. Esse termo deu origem a palavra portuguesa “esclerose”, “esclerosado”, isto é, “endurecido”, “enrijecido”. É a mesma palavra usada por Lucas em Atos 19.9 para dizer que os judeus se “mostraram endurecidos” e por essa razão rejeitaram a mensagem de Paulo. Aqui em Hebreus, como em outros lugares do Novo Testamento, é o homem, e não Deus, que endurece o seu próprio coração. Deus só endurece quem já está anteriormente endurecido (Rm 1.28,29). Para que a mensagem tenha efeito é preciso encontrar corações contritos.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

A mensagem de Jesus deve ser percebida pela fé, praticada com obediência e recebida em contrição pessoal.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Professor(a), o recebimento da Palavra com fé, o viver em obediência e o coração contrito e aberto à Palavra são os três aspectos do ouvinte da mensagem de Jesus que devem ser enfatizados neste primeiro tópico. Deixe claro que sem fé é impossível agradar a Deus; sem obediência à Palavra não há fundamento na vida cristã; sem coração contrito não há arrependimento.

 

 

II. JESUS PROVEU UM DESCANSO SUPERIOR AO DE JOSUÉ

 

1. Um descanso total. Quando contrastamos o capítulo 11.23 com o 13.1 do livro de Josué surge uma pergunta: Josué conquistou ou não Canaã? Especialistas em línguas semíticas avaliam que Josué 11.23 refere-se a uma avaliação otimista das campanhas do líder do povo de Deus. Ora, o povo peregrino ansiava por vir chegar o dia de herdar a Terra Prometida. Nesse sentido, e como era comum à época, o exército de Josué estabeleceu a supremacia militar por sobre toda Canaã assim que chegou ao território, embora não tivesse pleno controle de cada cidade e vila, conforme deixa patente Josué 13.1. Logo, os capítulos 11 e 13 não são contraditórios, mas confirmam que o descanso dado por Josué ao antigo povo de Deus foi incompleto e parcial. Por outro lado, o que o autor de Hebreus está mostrando é que o descanso provido por Jesus foi completo, total. Nada ficou para ser conquistado.

2. Um descanso real. A redação de Hebreus 4.8, diz: “Porque, se Josué lhes houvesse dado repouso, não falaria, depois disso, de outro dia”. A conquista de Canaã era apenas um tipo da qual a Canaã celestial é o antítipo. A conquista da Terra Prometida por Josué era apenas uma sombra da qual Jesus é a realidade. Quem proveu, de fato, um descanso para o povo de Deus foi Jesus, não Josué: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).

3. Um descanso eterno. Para o autor de Hebreus, o descanso provido por Josué não foi apenas incompleto e tipológico, ele foi também temporário: “Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus” (Hb 4.9). O descanso não é aqui! Embora desfrutemos das bênçãos do reino na era presente, todavia, o futuro aguarda a sua plenitude. A estrada é longa e ninguém pode se deixar fatigar pelo caminho. É preciso caminhar com dedicação e vigilância: “Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência” (Hb 4.11).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

O descanso que Jesus proveu para o seu povo é completo, real e eterno.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“O repouso de Deus, no qual os crentes são convidados a entrar, é algo para o presente ou para o futuro? Certamente o repouso de Deus em seu sentido mais amplo aguarda a era por vir, mas há também um sentido presente de entrar pela fé, como é indicado pelo versículo 3: ‘porque nós, os que temos crido [tempo passado], entramos [tempo presente] no repouso’ (cf. a ênfase do tempo presente em 4.1,10,11). A fé torna possível, no presente, realidades que são futuras, invisíveis, ou celestiais (cf. 11.1).

Em 4.3-5, são enfatizados dois fatos importantes:

1) O repouso de Deus é uma realidade presente e completa (4.3c,4) e

2) Os israelitas não puderam entrar no repouso de Deus (4.3b,5b) por causa de sua incredulidade e desobediência (3.19; 4.6). Note que nosso autor cita Gênesis 2.2 em Hebreus 4.4 e se refere ao Salmos 95.11 (duas vezes) em Hebreus 4.3,5. Sua preocupação por seus leitores é que entrem no repouso de Deus agora pela fé e que não o percam para sempre, como fez a geração que peregrinou no deserto. A incredulidade fecha o coração para Deus e torna sua promessa sem efeito.

O que é o repouso de Deus? É um repouso baseado na conclusão de sua obra na criação (4.3c,4), do qual o sábado sagrado é um testemunho duradouro. Nossa participação em seu repouso é baseada na obra consumada de Cristo na cruz; o fato de Ele estar ‘assentado’ (que inclui o pensamento de repouso) à direita do Pai é o testemunho duradouro. O fato de Deus ter repousado não significa que Ele, por conseguinte, tenha estado ou esteja em um estado de ociosidade, mas apenas que não há nada a se acrescentar àquilo que Ele fez. Deus repousou após criar todas as coisas porque sua obra (de criar) foi terminada ‘desde a fundação do mundo’ (4.3c)” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. RJ: CPAD, 2004, pp.1563,64).

 

CONHEÇA MAIS

 

 

 

O Descanso

“A preocupação pastoral do autor se torna novamente evidente: ‘Que, porventura, deixada a promessa de entrar no seu repouso, pareça que algum de vós fique para trás’ (cf. 3.12,13; 4.11). Entrar no repouso de Deus não é algo que acontece automaticamente após a conversão a Cristo, da mesma maneira que Israel não entrou automaticamente em Canaã após a sua redenção do Egito. Como Bruce observa, os leitores ‘farão bem em temer a possibilidade de perder a grande bênção que nos está prometida, da mesma maneira que a geração de israelitas que morreu no deserto perdeu a Canaã terrestre, embora este fosse o objetivo que tinham diante de si quando saíram do Egito’”. Leia mais em Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, CPAD, pp.1563,64.

 

 

III. JESUS PROVEU UMA ORIENTAÇÃO SUPERIOR A DE JOSUÉ

 

1. Uma palavra viva. Já vimos que o autor de Hebreus afirma que a geração do Êxodo ouviu as boas-novas da Palavra de Deus, mas não lhe deu ouvido. Novamente o povo de Deus estava diante de sua Palavra. Essa Palavra não foi anunciada por um anjo, Moisés nem tampouco por Josué, mas pelo próprio Filho de Deus — Jesus. Essa Palavra não mais se limita à letra, a Lei, porque ela é “viva” (Ez 37.3,4). Jesus afirmou que suas palavras “são espírito e vida” (Jo 6.63). Como devemos nos portar diante da Palavra Viva de Deus?

2. Uma palavra eficaz. A Palavra de Deus é viva, ela produz vida. Mas além de viva, ela é eficaz. Produz resultados: “sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre” (1Pe 1.23). O autor mostra que essa palavra é produtiva. O termo energes , traduzido como “eficaz”, é usado na Bíblia para se referir à atividade divina que produz resultados: “assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei” (Is 55.11).

3. Uma palavra penetrante. A Palavra de Deus é retratada como um instrumento vivo, eficaz e cortante, “mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12). A metáfora usada pelo autor é muito forte e serve para mostrar que a Palavra de Deus possui um grande poder de penetração. Ela não fica na superfície, mas vai até o centro do ser humano. Os israelitas falharam por não ouvir as palavras de Moisés e Josué, e os cristãos, por outro lado, deveriam ter mais prontidão para responder a essa Palavra.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

A orientação de Jesus foi manifesta por meio de uma Palavra viva, eficaz e penetrante.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Ao terminar a exposição deste tópico , e com o auxílio das seções objetivos específicos e sínteses dos tópicos, faça uma breve recapitulação dos assuntos abordados nesta aula. Não esqueça também de trabalhar com a classe as questões da seção Para Refletir.

 

 

CONCLUSÃO

 

A palavra chave desta lição é “descanso”. Todos nós nos fatigamos na caminhada da vida. O problema, portanto, não é se cansar, mas permitir que fatores diversos interrompam a nossa jornada de fé. Com os israelitas o desânimo veio como consequência da infidelidade, incredulidade e desobediência. As mesmas coisas podem acontecer conosco se não atentarmos para a santa, viva e eficaz Palavra de Deus. Nessa jornada temos como guia não um Moisés ou um Josué, mas Jesus, o autor e consumador da nossa fé.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito de Jesus é superior a Josué — O meio de entrar no repouso de Deus, responda:

 

Qual a primeira afirmação do autor aos Hebreus?

Que as Boas-novas foram pregadas aos seus contemporâneos, assim como havia acontecido com os crentes dos dias de Josué (Hb 4.2).

 

O que é preciso para que a mensagem tenha efeito?

A mensagem de Deus para ser recebida necessita encontrar corações receptivos, abertos.

 

Segundo a lição, o que foi a conquista de Canaã?

A conquista da Terra Prometida por Josué era apenas uma sombra da qual Jesus é a realidade.

 

Para o autor de Hebreus, o que foi o descanso de Josué?

Para o autor de Hebreus, o descanso provido por Josué não foi apenas incompleto e tipológico, ele foi também temporário: “Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus” (Hb 4.9).

 

Se os israelitas falharam ao não ouvir as palavras de Moisés e Josué, qual o cuidado que os cristãos devem ter?

Os cristãos, por outro lado, deveriam ter mais prontidão para responder a essa Palavra.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Jesus é superior a Josué — O meio de entrar no repouso de Deus

 

O livro de Josué narra a conquista parcial da terra prometida, a terra de Canaã, sua distribuição e o estabelecimento do povo israelita nela. A narrativa do texto mostra batalhas sangrentas para conquistar a terra. Os cananeus não a entregariam gratuitamente. Entretanto, ao longo do livro é possível perceber que Deus honrou Israel, fazendo-o vencer os inimigos idólatras e obter a dádiva da terra prometida ao seu povo. Ali, começaria a se cumprir a promessa da Aliança de Deus com os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó.

Nesse contexto que a promessa de descanso, ou repouso, isto é, a promessa de conquistar e permanecer na terra prometida, que não foi plenamente realizada, foi cumprida por intermédio de Josué ao povo de Israel, mas unicamente numa perspectiva terrena, incompleta e finita. Aqui, o capítulo 4 de Hebreus faz o maior contraste com o “repouso” proposto no livro de Josué.

A Carta aos Hebreus mostra que “o repouso prometido por Deus não é somente o terrestre, mas também o celestial” (vv.7,8; cf.13.14). Para os crentes, resta ainda o repouso eterno no céu (Jo 14.1-3; cf. Hb 11.10,16). Entrar nesse repouso final significa o cessar do labor, dos sofrimentos e da perseguição, tão comuns em nossa vida nesta terra (cf. Ap 14.13); significa participar do repouso do próprio Deus e experimentar a eterna alegria, deleite, amor e comunhão com Deus e com os santos redimidos. Será um descanso sem fim (Ap 21.22)” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1905).

 

  

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ADULTOS

 

 

1º Trimestre de 2018

 

Título: A supremacia da Cristo — Fé, esperança e ânimo na Carta aos Hebreus

Comentarista: José Gonçalves

 

 

Lição 5: Cristo é superior a Arão e à Ordem Levítica

Data: 04 de Fevereiro de 2018

 

 

 

TEXTO ÁUREO

 

“Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão” (Hb 4.14).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Como Filho de Deus e Sumo Sacerdote, Jesus intercede eficazmente por sua Igreja.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Hb 4.14

Jesus, Sumo Sacerdote qualificado para representar os homens diante de Deus

 

 

Terça — Hb 4.15

Jesus, Sumo Sacerdote identificado com a condição humana

 

 

Quarta — Hb 5.4

Jesus, Sumo Sacerdote e ministro do santuário

 

 

Quinta — Hb 5.7

Jesus, o Sumo Sacerdote de vida santa

 

 

Sexta — Hb 5.8, 12.28

Jesus, o Sumo Sacerdote obediente e submisso que nos ensina

 

 

Sábado — Hb 5.9-14

Jesus, o Sumo Sacerdote transcendente e necessário

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Hebreus 4.14-16; 5.1-14.

 

Hebreus 4

14 — Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão.

15 — Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.

16 — Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.

 

Hebreus 5

1 — Porque todo sumo sacerdote, tomado dentre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados,

2 — e possa compadecer-se ternamente dos ignorantes e errados, pois também ele mesmo está rodeado de fraqueza.

3 — E, por esta causa, deve ele, tanto pelo povo como também por si mesmo, fazer oferta pelos pecados.

4 — E ninguém toma para si essa honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão.

5 — Assim, também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei.

6 — Como também diz noutro lugar: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.

7 — O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia.

8 — Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu.

9 — E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem,

10 — chamado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.

11 — Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação, porquanto vos fizestes negligentes para ouvir.

12 — Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento.

13 — Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino.

14 — Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal.

 

HINOS SUGERIDOS

 

152, 291 e 402 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Pontuar o sacerdócio do Senhor Jesus como superior à ordem levítica e que, por isso, Ele teve autoridade para inaugurar uma nova ordem.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I. Demonstrar biblicamente a natureza da superioridade do sacerdócio de Jesus Cristo;

II. Ensinar que o sacerdócio de Cristo foi superior quanto ao serviço;

III. Expressar a importância teológica do sacerdócio do Senhor Jesus.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Hebreus 4.14-16 talvez seja a passagem mais enfática acerca da perfeição do ministério sacerdotal de Jesus Cristo. Ali, o texto apresenta nosso Senhor como um sumo sacerdote capaz de compadecer-se de nossas fraquezas porque Ele havia sido tentado em tudo. Com base nesse fato que o autor aos Hebreus encoraja os cristãos: “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (v.16). Encoraje sua classe a partir dessa Palavra!

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

A doutrina do sacerdócio de Jesus começa a ser exposta a partir de Hebreus 4.14-16. Nessa seção o autor apresenta Jesus como “o grande sumo sacerdote que penetrou os céus”. Jesus, portanto, era um Sumo Sacerdote grandioso, misericordioso e compassivo. Na seção de Hebreus 5.1-10, o autor sacro apresenta de forma detalhada uma discussão sobre as atribuições e qualificações do sacerdócio. A intenção dele é mostrar que o sacerdócio de Jesus superou o sacerdócio arônico e a ordem levítica em grandeza e qualificação. Os sacerdotes humanos eram cobertos de fraquezas e defeitos e, por isso, pouco podiam fazer pelos homens. Todavia, Jesus, como Sumo Sacerdote, era de uma ordem superior e perfeita e, por conta disso, capaz de condoer-se e socorrer os que a Ele recorrem. Por fim, o autor finaliza censurando os crentes pela ignorância deles frente a uma doutrina de tão grande relevância.

 

 

PONTO CENTRAL

 

Jesus Cristo é o sacerdote perfeito que executou o mais perfeito sacrifício pela humanidade.

 

 

I. UM SACERDÓCIO SUPERIOR QUANTO À QUALIFICAÇÃO

 

1. Por representar melhor os homens diante de Deus. O escritor de Hebreus mostra que o sumo sacerdote do Antigo Pacto era escolhido dentre seus pares (Hb 5.1). Com essa exposição o autor quer chamar a atenção para o mistério da encarnação, quando Deus se humaniza para tratar com os homens. Mesmo porque, como afirma certo teólogo, “é necessário que um homem seja escolhido para representar homens ao tratar dos pecados deles contra Deus”. Jesus, nosso Sumo Sacerdote, é quem nos apresentou diante de Deus. Ao contrário do sacerdócio arônico, que oferecia ofertas e sacrifícios, Jesus ofereceu sua própria vida como oferta a Deus em nosso favor (Hb 4.14-16).

2. Por compreender melhor a condição humana. Para melhor compreender a condição humana, o autor prossegue com sua exposição da função sacerdotal. O sumo sacerdote era alguém tirado de entre o povo e com a capacidade de compreender a condição humana. A palavra “compadecer-se” (Hb 5.2,3) traduz o termo grego metriopatheia , que significa escolher um meio termo a fim de se evitar os extremos. Um sacerdote que trabalhava com as exigências da Lei e, ao mesmo tempo com as fraquezas humanas, necessitava, a todo momento, evitar os extremos. Isso se tornava mais emblemático quando ele precisava fazer sacrifícios pelos pecados alheios e os seus próprios. Ele não poderia ser complacente com o pecado nem tampouco agir com extrema severidade. Na mente do autor sagrado somente Jesus, o Sumo Sacerdote perfeito, pôde cumprir esse requisito.

3. Pela posição que exerceu. Não era sumo sacerdote quem quisesse ser, mas aquele a quem o Senhor chamasse (Hb 5.4). O contexto deixa claro que a palavra “honra” tem o sentido de “cargo” ou “posição” e está relacionada ao ministério sacerdotal ao qual o Senhor delegou a alguém. Ser um ministro do altar era algo extremamente honroso, de grande importância e de muita responsabilidade. Tanto Arão como seus filhos foram escolhidos diretamente por Deus para esse ministério (Êx 28.1; Sl 105.26). Jesus, nosso Sumo Sacerdote, em tudo foi superior e mais honrado do que Arão visto pertencer a uma ordem sacerdotal superior e haver sido enviado do céu para essa missão.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

O sacerdócio de Cristo é mais qualificado do que o de Arão e o da ordem levítica porque representa melhor o ser humano diante de Deus, pois compreende a condição humana, e também por pertencer ao “sacerdócio do céu”.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Enfatize a superioridade da qualificação do sacerdócio de Cristo em relação ao de Arão e ao da ordem levítica. Utilize o auxílio do esquema abaixo.

 

 

CONHEÇA MAIS

 Todo o sumo sacerdote

“Duas qualificações são necessárias para um verdadeiro sacerdócio. (1) O sacerdote deve ser compassivo, manso e paciente com aqueles que se desviam por ignorância, por pecado involuntário e por fraqueza (v.2; 4.15; cf. Lv 4; Nm 15.27-29). (2) Deve ser designado por Deus (vv.4-6). Cristo satisfaz ambos requisitos.

[...] Cristo aprendeu pela experiência o sofrimento e o preço que com frequência se paga pela obediência a Deus num mundo corrupto (cf. 12.2; Is 50.4-6; Fp 2.8). Ele se tornou o Salvador e sumo sacerdote perfeito, porque seu sofrimento e morte na cruz ocorreram sem pecado. Por isso, Ele estava qualificado em todos os sentidos (vv.1-6), para nos prover a eterna salvação”. Leia mais em Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, pp.1905,06.

 

 

II. UM SACERDÓCIO SUPERIOR QUANTO AO SERVIÇO

 

1. Pela realeza e o propósito pelo qual viveu. Em sua exposição sobre o sacerdócio de Cristo, o autor combina o Salmo 2.7 com o 110.4. Essas citações servem para o autor sacro argumentar a favor da filiação divina e da realeza do sacerdócio de Jesus. Respeitados especialistas em Antigo Testamento ressaltam que o tipo de “messias” que os judeus da época de Jesus esperavam era de natureza político-religiosa. Entretanto, os textos dos Salmos mostram que Jesus Cristo não era um messias político nem meramente religioso, mas o Messias aclamado por Deus em Salmos 2.7 e reconhecido pelo Pai como Sumo Sacerdote em Salmos 110.4: o Messias que os cristãos reconhecem como o Filho de Deus, Rei e Sumo Sacerdote do Novo Pacto. Nosso Cristo, mesmo sendo Filho de Deus, não glorificou a si mesmo nem tampouco buscou honra para si, mas exerceu o sacerdócio por meio da vontade do Pai (Fp 2.5-7).

2. Pela vida santa que possuía. A primeira parte do versículo sete do capítulo cinco de Hebreus é usada pelo autor sacro para se referir à vida piedosa de Jesus. Intercessão, compaixão, oração e súplicas são qualidades presentes em um verdadeiro sacerdote. O autor destaca que os fatos por ele levantados aconteceram quando Jesus ainda exercia seu ministério terreno, revelando dessa forma o seu viver santo. Os intérpretes destacam que esses fatos estão relacionados com a oração de Jesus no Getsêmani (Mc 14.33-36), conforme narra os Evangelhos e serve para mostrar que um sacerdote assim, santo, piedoso e compassivo, é capaz de condoer-se das fraquezas humanas e dos que sofriam.

3. Pela submissão que demonstrou. A expressão “foi ouvido quanto ao que temia” (Hb 5.7, ARC) é traduzida na Almeida Revista e Atualizada (ARA) como “tendo sido ouvido por causa da sua piedade”. A razão da diferença nas traduções é a palavra eulabeia usada pelo autor. Essa palavra só aparece duas vezes no Novo Testamento grego e as duas ocorrências encontram-se em Hebreus: uma aqui no capítulo 5 e outra em Hebreus 12.28. Em Hebreus 12.28, tanto a ARC como a ARA traduzem como “reverência”. Não há dúvida que este último sentido deve ser mantido aqui. Eulabeia , portanto, mantém o sentido de um temor piedoso e reverente. O viver temente de Jesus o conduziu a suportar o sofrimento em favor da humanidade e, dessa forma, a completar a obra expiatória em favor de todos.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

A realeza, o propósito pelo qual viveu, a vida santa que possuía e a submissão demonstrada no seu ministério apontam para superioridade do serviço de Cristo.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“Filho e sacerdote (5.5,6). O autor cita duas passagens. A primeira estabelece o direito de Jesus, na condição de filho, de ministrar no próprio céu (cf.8.3-6). A segunda, estabelece seu direito de servir na terra como Sumo Sacerdote. A razão pela qual é importante traçar o sacerdórcio de Jesus desde Melquisedeque é discutida no capítulo 7.

Obediência (5.7,8). Obedecer é responder de acordo com o pedido ou o comando de outra pessoa. Ambos os Testamentos deixam claro que a obediência a Deus cresce em direção ao relacionamento pessoal com Ele e é motivado pelo amor. Duas das mais importantes passagens das epístolas examinam a obediência de Cristo. Filipenses 2 focaliza a atitude de humildade e renúncia, expressas na encarnação de Cristo. E sua trajetória até a cruz. Essa passagem, Hebreus 5, discute o significado da obediência de Cristo. Ao aprender a obedecer ele estabeleceu suas credenciais como um verdadeiro ser humano, vivendo da mesma maneira que vivemos, no que diz respeito à obediência a Deus. Assim qualificado, Jesus tornou-se o ‘Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem’” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. RJ: CPAD, 2010, p.859).

 

 

III. UM SACERDÓCIO SUPERIOR QUANTO À IMPORTÂNCIA TEOLÓGICA

 

1. Uma doutrina transcendente. A última parte da seção de Hebreus 5.11-14 forma um parêntese feito pelo autor para chamar a atenção da importância teológica que possuía essa doutrina — o sacerdócio de Jesus Cristo. A compreensão dessa doutrina era de suma importância para o viver cristão, mas a falta de crescimento por parte dos leitores tornava difícil para o autor torná-la compreendida. Era uma doutrina que transcendia em muito aqueles princípios formadores da fé cristã. Requeria maturidade, o que só teria sido possível se eles exercitassem suas mentes na meditação da Palavra.

2. Uma doutrina essencial. Se por um lado essa doutrina era por natureza transcendente, por outro, formava o âmago da fé cristã. A sua compreensão traz substância à nossa fé. Não era de admirar que os hebreus estavam indolentes, desanimados e fracos. Não possuíam uma fé substancial (Hb 5.13,14). Quando não se tem maturidade suficiente na vida cristã fica difícil e, às vezes, impossível de se fazer escolhas acertadas.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

A doutrina da superioridade sacerdotal de Cristo é transcendental aos princípios formadores da fé cristã e essencial à nossa fé.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“Resumo do capítulo [5]. O sumo sacerdote ocupava uma posição única na religião de Israel, um cargo acessível tão somente a um descendente de Arão. Por isso, o escritor se mostra cauteloso ao enumerar as qualificações de Cristo para esse papel na fé, no Novo Testamento. O sumo sacerdote é tomado dentre os homens. Sua comissão de representar a outros homens diante de Deus exige que Ele seja uma pessoa sensível às necessidades dos seres humanos (v.4). Cristo foi ordenado por seu Pai ao sacerdócio (vv.5,6). Cristo também cumpre as qualificações de sensibilidade diante da fraqueza humana. Como homem, Jesus aprendeu a obediência pelas cousas que sofreu (vv.7,8). Devidamente qualificado, foi nomeado sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque e se transformou na fonte de nossa salvação (vv.9,10). Isto posto, o autor lança mais uma advertência devido à aparente incapacidade de seus leitores de perceberem até mesmo as mais elementares verdades do cristianismo. Para caminhar em direção à maturidade, devem se valer das verdades que têm ensinado, como guia a distinguir o bem do mal. Para ser considerada alimento sólido e não leite, a verdade deve ser explicitada na prática (vv.11-14)” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. RJ: CPAD, 2010, p.859).

 

 

CONCLUSÃO

 

O final do capítulo quatro de Hebreus e todo o capítulo cinco trazem aspectos relevantes sobre o sistema sacerdotal nos dias bíblicos. Vimos que o autor apresentou, primeiramente, as qualificações que eram exigidas para um sacerdote e depois as contrastou com o Sumo Sacerdote perfeito, Jesus. O Filho de Deus viveu toda a nossa condição humana e, como sacerdote perfeito, está habilitado para interceder por nós. Esta é uma doutrina que todos devemos conhecer bem.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito de Cristo é superior a Arão e à Ordem Levítica, responda:

 

Ao contrário do sacerdócio arônico, o que Jesus ofereceu?

Jesus ofereceu sua própria vida como oferta a Deus em nosso favor (Hb 4.14-16).

 

Por que Jesus, nosso Sumo Sacerdote, em tudo foi superior e mais honrado do que Arão?

Jesus, nosso sumo sacerdote, em tudo foi superior e mais honrado do que Arão visto pertencer a uma ordem sacerdotal superior e haver sido enviado do céu para essa missão.

 

Como foi estabelecido o sacerdócio de Jesus?

Jesus foi aclamado por Deus como Messias davídico (Sl 2.7) e como sumo sacerdote (Sl 110.4). Portanto, o sacerdócio de Jesus se dá em razão da sua filiação divina.

 

Quais as qualidades presentes em um verdadeiro sacerdote?

Intercessão, compaixão, oração e súplicas são qualidades presentes em um verdadeiro sacerdote.

 

Como seria possível chegar à maturidade cristã?

Exercitando a mente na meditação da Palavra.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Cristo é superior a Arão e à Ordem Levítica

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

 

1. Introdução

Texto Bíblico: Hebreus 4.14-16; 5.1-14

 

2. I. Um sacerdócio superior quanto à Qualificação

• 1. Por representar melhor os homens diante de Deus.

• 2. Por compreender melhor a condição humana.

• 3. Pela posição que exerceu.

 

3. II. Um sacerdócio superior quanto ao Serviço

• 1. Pela realeza e o propósito pelo qual viveu.

• 2. Pela vida santa que possuía.

• 3. Pela submissão que demonstrou.

 

4. III. Um sacerdócio superior quanto à importância Teológica

• 1. Uma doutrina transcendente.

• 2. Uma doutrina essencial.

 

5. Conclusão

 

Nesta altura, chegamos numa seção crucial da Carta aos Hebreus: A Supremacia do Sumo Sacerdócio de Cristo. O início dessa seção resgata o fato de que o Senhor Jesus, por intermédio de seu sacerdócio supremo, torna aberto o caminho para todas as pessoas aproximarem-se ao trono da Graça de Deus com confiança. Ora, nosso Senhor compartilhou a nossa humanidade e, por isso, ninguém melhor que Ele para compreender nossas fraquezas e debilidades. Por isso, precisamos de um mediador perfeito, “porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos” (1Tm 2.5,6). Por todos esses motivos, o Senhor Jesus (1) representa mais eficazmente todos os seres humanos do que os sacerdotes do Antigo Testamento; (2) compreende melhor a condição humana, pois a viveu em sua plenitude — Ele é verdadeiro Homem; (3) sua posição, junto ao Pai, o coloca em melhor posição para interceder por nós (1Jo 2.1).

Dentre muitos outros motivos, esses três levantados acima atestam claramente que o nosso Senhor é o Sumo Sacerdote por excelência. Nele, devemos depositar a nossa confiança!

 

Sugestão Pedagógica

 

Uma boa sugestão é que você explique a classe a estrutura da ordem sacerdotal e levítica de Israel. Nesse sentido, vale a pena ler o capítulo 16 do livro de Levítico que descreve uma das principais cerimônias que o sumo sacerdote celebrava: o Dia da Expiação. Os capítulos 15 e 16.1-6 de 1 Crônicas também merecem atenção, pois eles destacam a organização dos levitas feita pelo rei Davi. Faça essa leitura com o auxílio da Bíblia de Estudo Pentecostal, editada pela CPAD. Boa aula!

 

 

 

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LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS

 

 

1º Trimestre de 2018

 

Título: A supremacia da Cristo — Fé, esperança e ânimo na Carta aos Hebreus

Comentarista: José Gonçalves

 

 

Lição 6: Perseverança e fé em tempo de apostasia

Data: 11 de Fevereiro de 2018

 

 

 

TEXTO ÁUREO

 

“Para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que, pela fé e paciência, herdam as promessas” (Hb 6.12).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Contra o perigo da apostasia, a Palavra de Deus revela a necessidade de ânimo e perseverança de fé.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Hb 6.1,2

A necessidade do crescimento espiritual em Cristo

 

 

Terça — Hb 6.4

Apostasia, um perigo na vida de quem foi regenerado

 

 

Quarta — Hb 6.5

Apostasia, um perigo na vida de quem viveu as realidades do Reino

 

 

Quinta — Hb 6.10

O serviço cristão, a obra de Deus e a justiça divina

 

 

Sexta — Hb 6.12,13

Abraão, um exemplo de perseverança e fidelidade

 

 

Sábado — Hb 6.20

Jesus, o nosso precursor na Eternidade com Deus

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Hebreus 6.1-15.

 

1 — Pelo que, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus,

2 — e da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno.

3 — E isso faremos, se Deus o permitir.

4 — Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo,

5 — e provaram a boa palavra de Deus e as virtudes do século futuro,

6 — e recaíram sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus e o expõem ao vitupério.

7 — Porque a terra que embebe a chuva que muitas vezes cai sobre ela e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada recebe a bênção de Deus;

8 — mas a que produz espinhos e abrolhos é reprovada e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.

9 — Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos.

10 — Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra e do trabalho de amor que, para com o seu nome, mostrastes, enquanto servistes aos santos e ainda servis.

11 — Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança;

12 — para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que, pela fé e paciência, herdam as promessas.

13 — Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo,

14 — dizendo: Certamente, abençoando, te abençoarei e, multiplicando, te multiplicarei.

15 — E assim, esperando com paciência, alcançou a promessa.

 

OBJETIVO GERAL

 

Conscientizar que para perseverarmos na fé precisamos crescer em Cristo, estar em constante vigilância e confiar nas promessas.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I. Afirmar a necessidade do crescimento espiritual;

II. Sinalizar a necessidade de vigilância espiritual num tempo de apostasia;

III. Conscientizar acerca da necessidade de confiarmos nas promessas de Deus.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Apostasia remonta a ideia de decaída, deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastamento daquilo que antes se estava ligado. Em relação à nossa fé, apostasia significa romper o relacionamento salvífico com Cristo. Geralmente esse fenômeno se manifesta na esfera moral e ética, bem como na esfera doutrinária. Neste tempo de apostasia, à luz da Carta de Hebreus, somos chamados a perseverar na comunhão com Cristo e a viver em fé na esperança renovada de que um dia estaremos para sempre com o Senhor.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

O autor já havia dito que os crentes deveriam ser mestres, mas em vez disso necessitavam que alguém lhes ensinasse de novo os primeiros rudimentos da fé (Hb 5.12). A vida cristã é dinâmica e exige que o discípulo vá além dos primeiros passos. Mas isso não estava acontecendo com a comunidade com a qual o autor sacro se correspondia. Em vez disso, dava sinais de cansaço, indolência, negligência e imaturidade espiritual, o que poderia trazer como consequência o esfriamento e o fracasso na fé. A graça não é irresistível e nem tampouco incondicional. A apostasia é retratada pelo escritor como algo real e não apenas como um perigo hipotético, por isso, ele mostra que para se evitar decair é necessário perseverança, fé e confiança nas promessas de Deus.

 

 

PONTO CENTRAL

 

Devemos ter uma vida de perseverança e fé em tempos de apostasia.

 

 

I. A NECESSIDADE DO CRESCIMENTO ESPIRITUAL

 

1. Indo além dos rudimentos doutrinários sobre arrependimento e fé. Longe de dizer que a doutrina do arrependimento e da fé não é mais necessária, o autor quer mostrar que ela é importante sim, mas que constitui o “ABC doutrinário” da fé cristã. A vida cristã começa com o arrependimento e fé (Mc 1.15). De fato, a Bíblia mostra que para que uma pessoa possa ser salva, ela primeiro deve crer (Mc 16.16; At 16.31; Rm 1.16; Ef 2.8; 1Tm 1.16) e não o contrário. Todavia não deve parar aí. Há um longo caminho a percorrer e os seus leitores, parece, haviam se esquecido desse fato, “estacionando” na jornada.

2. Indo além dos rudimentos doutrinários sobre batismos e imposição de mãos. O segundo bloco de rudimentos doutrinários (Hb 6.2) mostrado pelo autor é formado pelos ensinamentos sobre batismos e imposição de mãos. O contexto mostra que em Hebreus 6.2 a referência é ao batismo cristão em contraste com outros batismos praticados no judaísmo. Na igreja primitiva o batismo em águas era feito em razão do “arrependimento para remissão de pecados” (Mc 1.4; At 10.47,48; 22.16). O batismo não possuía poder salvífico, isto é, não era um sacramento, mas um testemunho público da fé em Cristo. Por outro lado, a doutrina da imposição de mãos é evidenciada em vários lugares na Bíblia, mas era sempre demonstrada como um símbolo exterior da prática da oração (At 6.6; 13.3; 1Tm 4.14).

3. Indo além dos rudimentos doutrinários sobre ressurreição e juízo. Fica patente para o leitor do Novo Testamento que a pregação apostólica se fundamentava primeiramente no fato da ressurreição de Jesus (At 4.33; 17.18). Tanto a doutrina da ressurreição dos mortos como a do juízo vindouro são demonstradas pelo autor como fontes de esperança para os cristãos (Hb 10.36,37; 12.28,29). Elas eram elementos indispensáveis para que o cristão mantivesse sua expectativa no porvir. Mas não deveriam parar aí, antes, tinham de avançar.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

Crescer espiritualmente significa ir além dos rudimentos doutrinários do arrependimento e da fé, do batismo, da imposição de mãos, da ressurreição e do juízo.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Prezado(a) professor(a), faça um resumo do capítulo 6 de Hebreus para a classe, antes de introduzir este tópico. Se possível, reproduza o esquema abaixo:

 

 

CONHEÇA MAIS

 Apostasia

“[Do gr. apostásis , afastamento] Abandono premeditado e consciente da fé cristã. No Antigo Testamento, não foram poucas as apostasias cometidas por Israel. Só em Juízes, há sete desvios ou abjuração da verdadeira fé em Deus. Para os profetas, a apostasia constituía-se num adultério espiritual. Se a congregação hebreia era tida como a esposa de Jeová, deveria guardar-lhe fielmente os preceitos, e jamais curvar-se diante dos ídolos”. Leia mais em Dicionário Teológico, de Claudionor Corrêa de Andrade, CPAD, p.48.

 

 

II. A NECESSIDADE DA VIGILÂNCIA ESPIRITUAL

 

1. Apostasia, uma possibilidade para quem foi iluminado e regenerado. As palavras do autor dão início ao versículo 4 do capitulo 6 de Hebreus com o vocábulo grego adynato , traduzido aqui como “impossível”. É a mais forte advertência em o Novo Testamento sobre o perigo de decair da graça. Os gramáticos observam que o seu sentido aqui é enfatizar o que vem colocado depois da conversão (Hb 6.4). O autor fala de pessoas crentes, porque nenhum descrente foi iluminado nem tampouco experimentou do dom celestial. No capítulo 10 e versículo 32 ele usa a expressão “iluminados” para se referir à conversão dos seus leitores. Além do mais, as palavras “uma vez” (Hb 6.4) contrastam com “outra vez” (Hb 6.6), mostrando o antes e o depois da conversão. Essas não são expressões usadas para pessoas não regeneradas. A apostasia, o perigo de decair da fé, é colocada pelo escritor de Hebreus como algo factível, um perigo real a ser evitado por quem nasceu de novo.

2. Apostasia, uma possibilidade para quem vivenciou a Palavra e o Espírito. A possibilidade de decair da graça é posta para aqueles que “se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus” (Hb 6.4,5). O autor sacro já havia dito como uma pessoa se torna participante de alguma coisa. Os crentes tornam-se participantes da vocação celestial (Hb 3.1); participantes de Cristo (Hb 3.14) e, dessa forma, participantes do Espírito Santo (Hb 6.4). Mais uma vez o texto mostra que a mensagem é dirigida às pessoas regeneradas. Esses crentes haviam se tornado participantes do Espírito Santo e da Palavra de Deus. Somente os nascidos de novo participam do Espírito Santo (Jo 14.17) e provam da Palavra (At 8.14; 1Ts 2.13). Portanto, trata-se de uma advertência para os salvos.

3. Apostasia, uma possibilidade para quem viveu as expectativas do Reino. Esses crentes, aos quais o autor se referia, também experimentaram “as virtudes do século futuro” (Hb 6.5). Essa expressão é usada no contexto da cultura neotestamentária como uma referência a era messiânica. Ao receber a Cristo como Salvador, os crentes já participam antecipadamente das bênçãos do Reino de Deus. Vigilância mais uma vez é requerida para os salvos que ingressaram nesse Reino. Quem despreza a graça de Deus, não se torna um “cidadão real” desse Reino.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

Precisamos ter vigilância espiritual porque a apostasia é uma possibilidade para quem foi iluminado e regenerado, para quem vivenciou a Palavra, provou do Espírito e viveu a expectativa do Reino.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“Alguns intérpretes combinam 5.11-6.20 como uma unidade exortativa. No entanto, há boas razões para dividir a passagem em duas advertências separadas (embora relacionadas). Enquanto 5.11-6.3 enfoca o perigo da lentidão e da regressão espiritual, com uma exortação para avançar em direção à maturidade, a segunda advertência enfoca a terrível possibilidade de uma apostasia irreparável, se tal regressão prosseguir de modo incontrolável (6.4-8). O autor então encoraja e desafia seus leitores a progredirem, prosseguindo em esperança e fé com perseverança (6.9-20).

Hebreus 6.4-6 constitui uma frase longa e complexa em grego, que adverte solenemente sobre a possibilidade de abandono (apostasia) da fé cristã e da impossibilidade desta vir a ser restaurada, uma vez que tal condição tenha ocorrido. [...] Quem são os sujeitos desta impossibilidade?

[...] O estudioso F. F. Bruce observa corretamente que o texto em 6.4-6 foi tanto ‘indevidamente minimizado’ quanto ‘indevidamente exagerado’. Foi indevidamente minimizado por aqueles que argumentam de uma forma ou de outra que as pessoas descritas 6.4,5 nunca foram cristãos completamente regenerados (por exemplo, Grudem, 1995, 132-182), ou que este foi somente um caso hipotético sendo apresentado pelo autor e não algo que pode realmente acontecer na prática (por exemplo, Hewitt, 1960, 110-11). A passagem também foi indevidamente exagerada por aqueles que ensinam que uma vez que uma pessoa tenha se convertido e sido batizada em Cristo, e em seu corpo, e então por um lapso cair novamente em sua antiga vida pecaminosa, não poderá haver um perdão futuro ou uma restauração ao convívio cristão (por exemplo, Tertuliano sobre o pecado pós-batismal). Estas interpretações estão sendo aplicadas à passagem sem uma consideração de seu contexto, e não fazem nenhuma distinção entre ‘desviar-se’ e ‘apostatar’” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. RJ: CPAD, 2004, pp.1573-75).

 

 

III. A NECESSIDADE DE CONFIAR NAS PROMESSAS DE DEUS

 

1. O serviço cristão e a justiça de Deus. O autor sabia que usou um tom exortativo forte deixando claro que não se pode brincar com a fé. Agora ele vê a necessidade de consolar os cristãos depois desse “tratamento de choque” (Hb 6.9,10). Aos crentes fiéis no seu serviço é dito que Deus, em sua justiça, os recompensará. É bom saber que mesmo não recebendo o reconhecimento dos homens, teremos o reconhecimento de Deus.

2. A perseverança de Abraão e a fidelidade de Deus. A exortação do escritor de Hebreus toma como parâmetro a pessoa de Abraão. O velho patriarca é o modelo do crente perseverante, que de posse da promessa de Deus, soube esperar com paciência (Hb 6.12,13). Por que voltar atrás se temos as promessas de Deus que nos motivam a caminhar à frente (Hb 6.14,15)?

3. Cristo, sacerdote e precursor do crente. O autor sagrado volta-se para Jesus, o nosso exemplo maior de perseverança, fidelidade e esperança. Nessa jornada, Ele se adiantou e foi a nossa frente, tornando-se o nosso precursor (Hb 6.20). O termo “precursor” era usado na cultura antiga em referência a um batedor militar, a alguém que tomava a dianteira para abrir caminho. Jesus entrou na presença de Deus, como nosso sumo sacerdote para nos dar o direito de viver eternamente.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Podemos confiar nas promessas do Senhor, pois à luz da perseverança de Abraão e da fidelidade de Deus, nos chegamos a Cristo, o sacerdote e precursor do crente.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“A promessa que Deus fez a Abraão foi fundamento de todas as promessas da aliança e da atividade redentora de Deus (Gn 12.1-3), que foram repetidas em inúmeras ocasiões e de formas diferentes ao longo da história do Antigo Testamento (por exemplo, Gn 15.1-21; 26.2-4; 28.13-15; Êx 3.6-10). Porém, numa ocasião em particular, após Abraão quase ter sacrificado Isaque em obediência ao teste de Deus, Deus tornou a veracidade de sua promessa enfática por meio de um juramento (Gn 22.16: ‘Por mim mesmo, jurei, diz o Senhor’). Hebreus 6.13,14 indica que este juramento mais tarde encorajou Abraão a esperar ‘com paciência’, e assim, posteriormente ‘alcançou a promessa’” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. RJ: CPAD, 2004, p.1577).

 

 

CONCLUSÃO

 

O capítulo 6 de Hebreus contém uma das mais fortes exortações encontradas em todo o Novo Testamento — a necessidade de perseverança e vigilância para não se decair da fé. O processo da salvação não se dá de forma mecânica e nem compulsória, mas se firma na entrega e aceitação voluntária a uma dádiva divina. A tudo isso temos que responder com amor, cuidado e zelo (1Co 10.7-13). Essa exortação de forma alguma deve levar-nos ao medo, pavor ou pânico, mas conduzir-nos a confiar inteiramente no Senhor que é poderoso para guardar-nos até o dia final.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito de Perseverança e Fé em Tempo de Apostasia, responda:

 

Como se inicia a vida cristã?

A vida cristã começa com arrependimento e fé (Mc 1.15).

 

O que fica patente para todo leitor do Novo Testamento?

Fica patente para o leitor do Novo Testamento que a pregação apostólica se fundamentava primeiramente no fato da ressurreição de Jesus (At 4.33; 17.18).

 

Segundo o autor sagrado, Hebreus 6.4 fala a respeito de quem?

O autor fala de pessoas crentes, porque nenhum descrente foi iluminado nem tampouco experimentou do dom celestial.

 

Segundo Hebreus, quem se torna participante do Espírito Santo e da Palavra de Deus?

Os crentes.

 

Em que sentido o autor de Hebreus usa o patriarca Abraão como modelo?

O velho patriarca é o modelo do crente perseverante, que de posse da promessa de Deus soube esperar com paciência (Hb 6.12,13).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Perseverança e fé em tempo de apostasia

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

 

1. Introdução

Texto Bíblico: Hebreus 6.1-15

 

2. I. A Necessidade do Crescimento Espiritual

• 1. Indo além dos rudimentos doutrinários sobre arrependimento e fé.

• 2. Indo além dos rudimentos doutrinários sobre batismos e imposição de mãos.

• 3. Indo além dos rudimentos doutrinários sobre ressurreição e juízo.

 

3. II. A Necessidade da Vigilância Espiritual

• 1. Apostasia, uma possibilidade para quem foi iluminado e regenerado.

• 2. Apostasia, uma possibilidade para quem vivenciou a Palavra e o Espírito.

• 3. Apostasia, uma possibilidade para quem viveu as expectativas do Reino.

 

4. III. A Necessidade de confiar nas Promessas de Deus

• 1. O serviço cristão e a justiça de Deus.

• 2. A perseverança de Abraão e a fidelidade de Deus.

• 3. Cristo, Sacerdote e Precursor do crente.

 

5. Conclusão

 

A lição desta semana pode ser introduzida por intermédio das seguintes perguntas:

1. É possível o crente regredir espiritualmente?

2. É possível o crente apostatar-se da fé?

3. É possível o crente perder a salvação?

 

Segundo o teólogo pentecostal J. Wesley Adans, na obra Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, na seção de Hebreus 6.9-20, o autor epistolar encoraja e desafia os primeiros leitores da carta a “progredirem, prosseguindo em esperança e fé com perseverança”. Por que o autor sagrado inicia o capítulo seis assim? Por que o texto de Hebreus seis adverte solene e seriamente sobre a possibilidade de o crente abandonar, isto é, apostatar-se da fé uma vez provada. E com um agravante: além da apostasia da fé cristã, a o perigo da impossibilidade desse crente ser restaurado, uma vez imerso na apostasia.

Sobre o termo “impossível”, conforme consta no versículo 4 do capítulo seis de Hebreus, o teólogo J. Wesley Adans destaca: “a palavra ‘impossível’ ( adynatos ) ocorre quatro vezes em Hebreus. Em 6.18 ‘é impossível’ que Deus minta; em 10.4 ‘é impossível’ que o sangue dos touros e dos bodes tire pecados; em 11.6 ‘sem fé é impossível’ agradar-lhe [a Deus]; e aqui (6.4) é ‘impossível’ que os apóstatas sejam restaurados através do arrependimento. Em cada caso a impossibilidade é absolutamente declarada” (p.1574).

 

 

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LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS

 

 

1º Trimestre de 2018

 

Título: A supremacia da Cristo — Fé, esperança e ânimo na Carta aos Hebreus

Comentarista: José Gonçalves

 

 

Lição 7: Jesus — Sumo Sacerdote de uma Ordem superior

Data: 18 de Fevereiro de 2018

 

 

TEXTO ÁUREO

 

“Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus” (Hb 7.26).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Como Sumo Sacerdote de outra ordem, a de Melquisedeque, Jesus possui um sacerdócio imutável, perfeito e eterno.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Sl 110.4

Jesus, um sacerdócio com realeza

 

 

Terça — Hb 7.11

Jesus, um sacerdócio perfeito

 

 

Quarta — Hb 7.12

Jesus, um sacerdócio imutável

 

 

Quinta — Hb 7.17

Jesus, um sacerdócio eterno

 

 

Sexta — Hb 7.26

Jesus, um sacerdócio santo

 

 

Sábado — Hb 7.26; cf. 2Co 5.21

Jesus, um sacerdócio inculpável e imaculado

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Hebreus 7.1-19.

 

1 — Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou;

2 — a quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça e depois também rei de Salém, que é rei de paz;

3 — sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre.

4 — Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos.

5 — E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham descendido de Abraão.

6 — Mas aquele cuja genealogia não é contada entre eles tomou dízimos de Abraão e abençoou o que tinha as promessas.

7 — Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior.

8 — E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive.

9 — E, para assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos.

10 — Porque ainda ele estava nos lombos de seu pai, quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro.

11 — De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?

12 — Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.

13 — Porque aquele de quem essas coisas se dizem pertence a outra tribo, da qual ninguém serviu ao altar,

14 — visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio.

15 — E muito mais manifesto é ainda se, à semelhança de Melquisedeque, se levantar outro sacerdote,

16 — que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo a virtude da vida incorruptível.

17 — Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.

18 — Porque o precedente mandamento é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade

19 — (pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus.

 

HINOS SUGERIDOS

 

137, 236 e 555 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Apresentar a tipologia do sacerdócio de Melquisedeque com relação a Jesus Cristo, expressando a verdade de que nosso Senhor possui um sacerdócio imutável, perfeito e eterno.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I. Explicar o aspecto tipológico de Melquisedeque;

II. Destacar a natureza do sacerdócio de Cristo;

III. Expor os atributos do sacerdócio de Cristo.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Caro(a) professor(a), a lição desta semana trata de um assunto muito especial: o sacerdócio perfeito e eterno de Jesus. Isso significa que estudaremos como todo o sistema de sacrifício levítico, apresentado no Antigo Testamento, deu lugar ao sacrifício completo de Jesus no Calvário. Sim, veremos que Jesus Cristo, e só Ele, tinha todas as prerrogativas para mudar o sacerdócio e a Lei. E foi isso que o nosso Senhor fez! Por isso, dedique-se para compreender o melhor que puder o capítulo 7 de Hebreus. Boa aula!

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

O capítulo sete de Hebreus apresenta o sacerdócio de Jesus numa nova perspectiva — Ele é sumo sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque (Sl 110.4 cf. Hb 7.17). O autor mostra que a profecia do salmista, na qual revela um sacerdócio de outra ordem, superior à de Arão e à levítica, teve seu fiel cumprimento em Jesus (Hb 7.13). Mas mesmo pertencendo à mesma ordem sacerdotal, o autor sublinha a proeminência de Jesus sobre Melquisedeque quando afirma que este “foi feito semelhante ao Filho de Deus” (Hb 7.3) e não o contrário. O pensamento do autor é mais bem compreendido se observarmos o sacerdócio de Jesus quanto aos aspectos de sua tipologia, de sua natureza e de seus atributos. Há muitas especulações sobre a pessoa de Melquisedeque, mas à luz do contexto bíblico é melhor vê-lo como uma pessoa histórica de natureza tipológica. Melquisedeque, portanto, deve ser visto como um tipo que aponta para Jesus Cristo. Nesse aspecto, o escrito sagrado mostra o sacerdócio de Jesus como de natureza eterna, imutável e perfeita.

 

 

PONTO CENTRAL

 

O sacerdócio de Cristo é imutável, perfeito e eterno.

 

 

I. QUANTO AO ASPECTO DE SUA TIPOLOGIA

 

1. Um sacerdócio com realeza. O autor sacro destaca que Melquisedeque era um sacerdote-rei. Como sacerdote, recebeu dízimos de Abraão e como rei governava sobre Salém (Hb 7.2). Embora os reis tivessem alguma participação no culto da Antiga Aliança (2Sm 6.12-14; 1Rs 3.4,15; 9.25), todavia, a função sacerdotal levítica, de oferecer sacrifícios e representar o povo diante de Deus, cabia somente aos sacerdotes (1Sm 13.9,13; 2Cr 26.16-18). Eles não eram reis. A ordem do sacerdócio levítico não previa a existência de um sacerdote-rei. A existência de um sacerdote-rei, portanto, no contexto bíblico só poderia acontecer se este fosse de outra ordem. Jesus, que era da tribo de Judá, é levantado por Deus como sumo sacerdote segundo essa nova ordem, da qual Melquisedeque é o tipo (Sl 110.4).

2. Um sacerdócio firmado na justiça. Mostrando a tipologia sobre o sacerdócio de Melquisedeque, o autor destaca que este fora “rei de justiça e depois também rei de Salém, que é rei de paz” (Hb 7.2). A figura histórica de Melquisedeque como rei de Salém aparece em Gênesis 14.18-20 no contexto da guerra de cinco reis contra quatro no vale do Rei. O nome Melquisedeque, cujo significado original era “Sedeque é rei”, é interpretado pelo autor de Hebreus como “rei de justiça” (Hb 7.2). É fora de qualquer dúvida que Melquisedeque é um tipo de Jesus, que reinaria com justiça e cujo reinado não teria fim (Is 32.1; Jr 23.5; Lc 1.33).

3. Um sacerdócio com legitimidade divina. O versículo três de Hebreus sete — “sem pai, sem mãe, sem genealogia” —, deve ser visto como um contraste entre o sacerdócio levítico e o de Melquisedeque. O sacerdócio levítico dependia da genealogia para se legitimar. Quem não fosse da tribo de Levi não podia oficiar como sacerdote. É exatamente isso o que o autor quer mostrar, pois assim como o sacerdócio de Melquisedeque não dependia de genealogia para mostrar sua legitimidade sacerdotal, da mesma forma o sacerdócio de Cristo era também legítimo por pertencer a uma ordem superior, a ordem de Melquisedeque.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

Como o sacerdócio de Melquisedeque, o sacerdócio de Cristo tem grande realeza, é firmado na justiça e é legitimamente divino.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Neste tópico é importante que você explique quem foi a pessoa histórica de Melquesedeque. Comece o tópico abordando que “Melquisedeque, contemporâneo de Abraão, foi rei de Salém e sacerdote de Deus (Gn 14.18). Abraão lhe pagou dízimos e foi por ele abençoado (vv.2-7). Aqui, a Bíblia o tem como uma prefiguração de Jesus Cristo, que é tanto sacerdote como rei (v.3). O sacerdócio de Cristo é ‘segundo a ordem de Melquisedeque’ (6.20), o que significa que ‘Cristo é anterior a Abraão, a Levi e aos sacerdotes levíticos e maior que todos eles’. As Escrituras mencionam também que o rei de Salém não tinha pai nem mãe, o que não ‘significa que Melquisedeque, literalmente, não tivesse pais nem parentes, nem que era anjo. Significa tão-somente que as Escrituras não registram a sua genealogia e que nada diz a respeito do seu começo e fim. Por isso serve como tipo de Cristo eterno, cujo sacerdócio nunca terminará’” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, pp.1907,08).

 

 

II. QUANTO AO ASPECTO DE SUA NATUREZA

 

1. Um sacerdócio perfeito. A palavra teleiôsis (perfeição) usada pelo autor em Hebreus 7.11, quer dizer também um “alvo a ser atingido”. Nesse contexto ela é usada para se referir ao relacionamento com Deus. Nem a Lei nem o sistema sacerdotal do Antigo Testamento puderam resolver o problema da culpa e produzir o perdão que a santidade de Deus exigia. O autor sacro destaca que o problema do relacionamento do homem com Deus só pode ser resolvido por um sacrifício perfeito, algo que o sistema levítico não tinha possibilidade de realizar.

2. Um sacerdócio imutável. O capítulo sete ainda destaca que “mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei” (Hb 7.12). O Espírito Santo havia falado por boca de Davi que seria levantado um sumo sacerdote de outra ordem, a ordem de Melquisedeque (Sl 110.4). Se uma nova ordem se instauraria, consequentemente a antiga passaria. Essa profecia quando cumprida, necessariamente, tornava obsoleta a lei mosaica e o sacerdócio levítico, demonstrando dessa forma o seu caráter transitório. Somente o sacerdócio de Jesus seria imutável e de caráter não transitório.

3. Um sacerdócio eterno. Assim, o sacerdócio de Cristo “não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo a virtude da vida incorruptível” (Hb 7.16). A expressão “vida incorruptível” é uma referência a ressurreição de Jesus e seu triunfo sobre a morte, demonstrando assim o caráter eterno do seu sacerdócio. Cristo não era sacerdote por uma imposição humana ou mandamento carnal, mas por atribuição divina. Como diz o versículo 17: “Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb 7.17).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

A natureza do sacerdócio de Cristo é expressa pela sua imutabilidade, perfeição e eternidade.

 

 

SUBSÍDIO HISTÓRICO-CULTURAL

 

“Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei (7.12). Este é um dos versículos mais significativos desta seção da carta aos Hebreus. Ele lembra os leitores de que a torah é uma só. A revelação mosaica retrata um sistema interligado no qual o relacionamento de Deus com Israel é definido, um sistema de concerto que define as exigências de Deus e que equilibra os pecados do homem com sacrifícios oferecidos pelos sacerdotes Arônicos.

O que o autor destaca é que uma mudança no sacerdócio destrói o equilíbrio do sistema do Antigo Testamento, e claramente implica numa mudança em todos os demais aspectos também — uma mudança na Lei e uma mudança no sacrifício.

À medida que saímos do capítulo 7, vemos que o autor desenvolve este mesmo tema: houve uma mudança dramática na Lei (capítulo 8) e também uma mudança no sacrifício (capítulos 9-10)” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. RJ: CPAD, 2004, p.501).

 

CONHEÇA MAIS

 

Sacerdócio Perpétuo

“O escritor se vale de um argumento tipicamente rabínico baseado no fato de que nem o nascimento nem a morte de Melquisedeque constam dos registros bíblicos. Assim, de acordo com a Escritura, ele é uma figura perpétua, um símbolo apropriado de Jesus a quem, devido a sua vida eterna, permanece como um sacerdote perpetuamente”. Leia mais em Guia do Leitor da Bíblia, de Lawrence O. Richards, CPAD, p.861.

 

 

III. QUANTO AO ASPECTO DE SEUS ATRIBUTOS

 

1. Um sacerdócio santo. Santidade é um dos atributos de Deus (Is 6.3). Em outro ponto da carta aos Hebreus, o autor sagrado afirma que sem “a santificação, [...] ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Esta era uma das exigências da lei mosaica: que o sumo sacerdote não apresentasse nenhum defeito, inclusive físico (Lv 21.16-23). Assim, devido à condição humana, não apenas os sacerdotes não eram perfeitos, mas todo sistema sacerdotal levítico era imperfeito. Somente Cristo podia atender as exigências de um sacerdócio inteiramente santo e perfeito (Hb 7.26).

2. Um sacerdócio inculpável. Vimos que Jesus cumpriu todas as exigências de uma vida santa requerida para o sumo sacerdote. Mas além desse atributo, Ele deveria ser também “inocente” (Hb 7.26). A palavra akakos , traduzida aqui como “inocente”, significa também “sem maldade” e é descrita pelos lexicógrafos como ausência de tudo o que é ruim e errado. O apóstolo Pedro afirmou sobre Jesus que Este “não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano” (1Pe 2.22). Não havia culpa nem imperfeição no sacerdócio de Cristo Jesus.

3. Um sacerdócio imaculado. O autor sacro usa o termo amiantos (Hb 7.26), para dizer que Jesus é um sacerdote sem “mácula”. Essa palavra, que também tem o sentido de “sem manchas”, era usada no contexto bíblico para se referir tanto a pureza ritual como ética. Foi a essa vida santa, no seu sentido ético, e não apenas ritual, que o autor alude para retratar o Senhor como “separado dos pecadores”. O Filho de Deus assumiu a condição humana e se fez pecado pelos homens (2Co 5.21), mas sem pecar. Cristo é o sacerdote imaculado e sem manchas.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

O ministério sacerdotal de Jesus Cristo é santo, inculpável e imaculado.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“[7.26-28] O autor continua a descrever a principal realização de Jesus como Sumo Sacerdote Perfeito, isto é, seu sacrifício único e suficiente pelo pecado (27): não necessita ‘oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo’, como fizeram ‘os sumos sacerdotes’. Isto é verdade por duas razões: (1) porque Ele próprio era sem pecado, e (2) porque sua inigualável oferta de si mesmo pelo pecado pôs fim a todo o sistema de sacrifícios levíticos (tanto aos sacrifícios diários como ao Dia da Expiação, a cada ano). Como Sacerdote espiritualmente e moralmente perfeito (v.26), Jesus podia oferecer o sacrifício perfeito e definitivo (v.27), e isto Ele fez. Quando a Bíblia nos diz que seu sacrifício pelos pecados foi feito ‘uma vez por todas’ ou ‘uma vez’ ( ephapax ), significa que Ele foi tanto completo quanto permanentemente válido, sem necessidade de repetição. O caráter decisivo da obra de Cristo é uma legitimidade de Hebreus [...]” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. RJ: CPAD, 2004, p.1583).

 

 

CONCLUSÃO

 

A Carta aos Hebreus é o único texto do Novo Testamento que apresenta uma doutrina sistematizada do sacerdócio de Cristo. A carta mostra aos leitores que Jesus é o Sumo Sacerdote-Rei predito nas Escrituras e que, como tal, superior ao sistema levítico. Melquisedeque, rei de Salém, a quem Abraão entregou o dízimo, tornou-se um tipo desse sacerdócio eterno. E não só isso, mas todo o sistema levítico tornara-se obsoleto visto que a nova ordem sacerdotal havia suplantado a antiga.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito de Jesus — Sumo Sacerdote de uma Ordem superior, responda:

 

Qual era a função do sacerdote levítico?

Oferecer sacrifícios e representar o povo diante de Deus.

 

“Sem pai, sem mãe, sem genealogia”. O que o autor de Hebreus quer mostrar com esse texto?

O versículo três de Hebreus sete — “sem pai, sem mãe, sem genealogia” —, deve ser visto como um contraste entre o sacerdócio levítico e o de Melquisedeque.

 

Qual o único sacerdócio podia ser imutável e de caráter não transitório?

Somente o sacerdócio de Jesus seria imutável e de caráter não transitório.

 

Além do atributo de “santidade”, qual outro atributo o Senhor Jesus apresentou?

Além desse atributo, Ele deveria ser também “inocente” (Hb 7.26).

 

Segundo a Carta aos Hebreus, quais os significados da palavra “inocente”?

Significa também “sem maldade” e é descrita pelos lexicógrafos como ausência de tudo o que é ruim e errado.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Jesus — Sumo Sacerdote de uma Ordem superior

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

 

1. Introdução

Texto Bíblico: Hebreus 7.1-19

 

2. I. Quanto ao Aspecto de sua Tipologia

• 1. Um sacerdócio com realeza.

• 2. Um sacerdócio firmado na justiça.

• 3. Um sacerdócio com legitimidade.

 

3. II. Quanto ao Aspecto de sua Natureza

• 1. Um sacerdócio perfeito.

• 2. Um sacerdócio imutável.

• 3. Um sacerdócio eterno.

 

4. III. Quanto ao Aspecto de seus Atributos

• 1. Um sacerdócio santo.

• 2. Um sacerdócio inculpável.

• 3. Um sacerdócio imaculado.

 

5. Conclusão

 

Destaque alguns pontos do capítulo sete de Hebreus, o texto bíblico base da lição desta semana:

1. Na seção 7.1-10 é feita uma exposição sobre Melquisedeque, em que o autor de Hebreus usa o relato de Gênesis 14.18-20 para priorizar a peculiaridade desse sacerdote das terras de Salém.

2. No relato de Gênesis 14, cruzando com o de Hebreus sete, podemos constatar: (a) Antes da Lei de Deus ser promulgada no Sinai, já havia um sacerdote que servia ao Deus Altíssimo e recebera dízimos de Abraão, o patriarca, antes da Lei; (b) a ausência de uma genealogia de Melquisedeque aponta para uma ausência de um sucessor ou predecessor humano.

3. Nas seções dos vv.11-25 e vv.26-28, o autor de Hebreus mostra que o sacerdócio de Cristo Jesus está na mesma ordem do de Melquisedeque, portanto, trata-se de um sacerdócio legítimo e superior ao de Arão.

Sugestão Pedagógica Professor, professora, sugerimos que leia com atenção os três subsídios propostos na revista do professor (subsídios 1, 2 e 3) e, com base neles, exponha e explique a classe o seguinte esquema, que tem como objetivo detalhar o capítulo sete de Hebreus:

 

 

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LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS

 

 

1º Trimestre de 2018

 

Título: A supremacia da Cristo — Fé, esperança e ânimo na Carta aos Hebreus

Comentarista: José Gonçalves

 

 

Lição 8: Uma Aliança superior

Data: 25 de Fevereiro de 2018

 

TEXTO ÁUREO

 

“Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo” (Hb 8.10).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A Nova Aliança em tudo é superior à Antiga porque se fundamenta em promessas superiores.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Hb 8.2

Um Tabernáculo celestial fundado pelo Senhor

 

 

Terça — Hb 8.3,4

Um ministério celestial que transcende o sacerdócio terreno

 

 

Quarta — Hb 8.6

Um ministério eficaz e fundamentado em promessas superiores

 

 

Quinta — Hb 8.10

Promessas fundamentadas no Espírito

 

 

Sexta — Hb 8.11

Uma promessa de natureza individual e universal

 

 

Sábado — Hb 8.12

Uma promessa de natureza misericordiosa

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Hebreus 8.1-10.

 

1 — Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da Majestade,

2 — ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.

3 — Porque todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; pelo que era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer.

4 — Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei,

5 — os quais servem de exemplar e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que, no monte, se te mostrou.

6 — Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas.

7 — Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo.

8 — Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei um novo concerto,

9 — não segundo o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; como não permaneceram naquele meu concerto, eu para eles não atentei, diz o Senhor.

10 — Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo.

 

HINOS SUGERIDOS

 

183, 406 e 412 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Explicitar a superioridade do Novo Concerto inaugurado por Cristo.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I. Explicar os aspectos de superioridade da Nova Aliança: sua dimensão, natureza e importância;

II. Salientar a superioridade da Nova Aliança em seus aspectos posicional, funcional e cultual;

III. Mostrar que a promessa do Novo Concerto é de natureza interior e espiritual; de natureza individual e universal; bem como de natureza relacional

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Prezado(a) professor(a), chegamos numa seção bíblica importante da Carta de Hebreus: os capítulos 8-10. Esses capítulos narram os aspectos da Nova Aliança. Por isso, estude profundamente esses capítulos a fim de preparar-se para esta e para as próximas aulas. Assim, o assunto de destaque desta lição abarca a natureza, os aspectos e a promessa da Nova Aliança. Ore ao Senhor, para que após a exposição desses capítulos, seus alunos tenham mais convicção a respeito da dispensação que ora desfrutamos: o tempo da graça.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

O capítulo oito da Carta aos Hebreus apresenta uma aliança superior; um santuário superior e também um sumo sacerdote, Cristo Jesus, com um ministério igualmente superior. O antigo santuário terreno, com seu complexo sistema de ritos, dera lugar a um novo santuário, o celestial, onde o próprio Jesus oficia como Sumo Sacerdote. Mas Ele não é apenas um Sumo Sacerdote, Ele é o sumo sacerdote-rei, que está sentado à destra do Pai para interceder pelo seu povo. A Nova Aliança tornou obsoleta a Antiga por ser de natureza espiritual, interior e de se firmar em superiores promessas.

 

 

PONTO CENTRAL

 

O Novo Concerto que Jesus Cristo inaugurou é superior ao Antigo.

 

 

I. UM SANTUÁRIO SUPERIOR

 

1. Pertencente a uma dimensão superior. Tanto o judaísmo como o cristianismo estavam familiarizados com a figura do tabernáculo de Moisés. No livro do Êxodo constam as instruções dadas por Deus a Moisés para a construção do Santuário (Êx 25.1-9). As recomendações dadas a Moisés, conforme expõe o registro sagrado, eram destinadas a construção de um santuário, onde Deus habitaria com eles (Êx 25.8). Essa era, portanto, a finalidade terrena do tabernáculo móvel e era nesse tabernáculo que tanto os sacerdotes como o sumo sacerdote exerciam seus ministérios. Todavia, foi no santuário celestial que Cristo entrou para oficiar, como Sumo Sacerdote, em nosso favor. Para o escritor aos Hebreus, esse tabernáculo é o próprio céu que é chamado de “verdadeiro Tabernáculo” por pertencer à dimensão celestial.

2. Possuidor de uma natureza superior. O santuário terreno, mesmo tendo sido construído com objetos e metais preciosos, não era o verdadeiro tabernáculo, mas apenas um modelo do verdadeiro. Na verdade, o tabernáculo terreno era um tipo que aponta para o santuário celestial: “Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou” (Hb 8.5). Ele era o lado visível de uma realidade invisível. Invisível, mas real! O santuário terreno era por natureza temporal, figura do verdadeiro santuário, que é espiritual e eterno. Foi nesse santuário que Jesus se tornou “ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo” (Hb 8.2).

3. Possuidor de uma importância superior. É possível vermos a relevância do tabernáculo celeste quando o contrastamos com o terrestre. Certo autor destaca três grandes importâncias do tabernáculo terrestre. Primeiramente o tabernáculo propiciava as condições necessárias para manter comunhão no relacionamento com Deus. No tabernáculo celestial essa condição é plenamente satisfeita. Em segundo lugar, o tabernáculo era a garantia da presença divina no meio do seu povo. Esse fato faz com que o tabernáculo se conforme em cada detalhe ao seu caráter divino, isto é, unidade e santidade. Deus requer um santuário; o Deus santo exige um povo santo (Lv 19.2). No tabernáculo celeste, habita a plenitude da divindade. Em terceiro lugar, o tabernáculo revelava a perfeição e a harmonia do caráter do Senhor vistas na sua arquitetura, tais como as gradações em metais e materiais, os graus de santidade exibidos no átrio, o lugar santo e o santo dos santos. Mas tudo isso era apenas “sombra” da perfeição e harmonia do tabernáculo celeste.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

A Nova Aliança é dotada de uma dimensão superior, de uma natureza superior e de uma importância superior à Antiga.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Prezado(a) professor(a), antes de introduzir o primeiro tópico da lição desta semana, escreva no quadro estas três expressões: dimensão superior, natureza superior e importância superior. Após fazer a exposição do primeiro TÓPICO , retorne à lousa e peça para que os alunos expliquem com as próprias palavras as expressões-chaves sobre o ministério da Nova Aliança.

 

 

II. UM MINISTÉRIO SUPERIOR

 

1. No aspecto posicional. O autor mostra através de seus argumentos que Jesus, de fato, deve ser visto como verdadeiro sumo sacerdote-rei. Já foi destacado em lições anteriores que no Antigo Pacto nenhum rei exerceu de forma legítima a função de rei-sacerdote. Dois exemplos bíblicos de reis que tentaram atuar como sacerdotes, mas que foram reprovados são os de Saul e Uzias. Jesus é o único Sumo Sacerdote-Rei que cumpriu as exigências da profecia bíblica do Salmo 110.4. Por ser de uma ordem superior, a ordem de Melquisedeque, Ele não está sujeito às exigências do sistema levítico. E por ser Sumo Sacerdote da ordem de Melquisedeque também não está limitado a um tabernáculo terreno. O seu santuário, onde Ele oficiou, é divino, além de maior e melhor em dois outros aspectos.

2. No aspecto funcional. No Antigo Pacto, os sacerdotes adentravam no tabernáculo para oferecer suas ofertas e sacrifícios muitas vezes, e o sumo sacerdote uma vez no ano (Hb 8.3). Cristo, à semelhança do sistema sacerdotal arônico, também deveria ter oferta para oferecer. Contudo, há duas coisas que diferenciam o sacerdócio de Cristo com o do Antigo Pacto: Ele mesmo se deu em sacrifício (1Co 5.7) e este, ao contrário do sacrifício levítico, não mais se repete, foi efetuado de uma vez por todas. Cristo, portanto, não está mais oferecendo sacrifício no céu de forma repetida como fazia os sacerdotes levitas. Agora, Ele intercede por todos os que o invocam.

3. No aspecto cultual. O autor escreve a partir da perspectiva de que o culto levítico continuava em pleno funcionamento. Havia ainda nos seus dias sacerdotes que ofereciam sacrifícios e ofertas de acordo com a lei (Hb 8.4). A atividade sacerdotal juntamente com as demais funções exercidas pelos sacerdotes estava estritamente relacionada ao culto. Nesse aspecto, o sacerdócio de Cristo era superior porque sua atividade cultual era em tudo superior, visto se realizar no santuário celestial.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

A Nova Aliança inaugurada por Cristo é superior à Antiga no aspecto posicional, funcional e cultual.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“O ANTIGO E O NOVO CONCERTO

Os capítulos 8-10 descrevem numerosos aspectos do antigo concerto tais como o culto, as leis e o ritual dos sacrifícios no tabernáculo; descrevem os vários cômodos e móveis desse centro de adoração do Antigo Testamento. É duplo o propósito do autor: (1) contrastar o serviço do Sumo Sacerdote no santuário terrestre, segundo o antigo concerto, com o ministério de Cristo como Sumo Sacerdote no santuário celestial segundo o novo concerto; e (2) demonstrar como esses vários aspectos do antigo concerto prenunciam ou tipificam o ministério que estabeleceu o novo concerto.

(3) Jesus é quem instituiu o Novo Concerto ou o Novo Testamento (ambas as ideias estão contidas na palavra grega diatheke — testamento), e seu ministério celestial é incomparavelmente superior ao dos sacerdotes terrenos do Antigo Testamento. O Novo Concerto é um acordo, promessa, última vontade e testamento, e uma declaração do propósito divino em outorgar graça e bênção àqueles que se chegam a Deus mediante a fé obediente. De modo específico, trata-se de um concerto de promessa para aqueles que, por fé, aceitam a Cristo como o Filho de Deus, recebem suas promessas e se dedicam pessoalmente a Ele e aos preceitos do novo concerto” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.1910).

 

CONHEÇA MAIS

  

Aliança

“[Do lat. alligantia , ligar a, unir-se a] Em linguagem teológica, é um acordo firmado entre Deus e a família humana, através do qual Ele promete abençoar os que lhe aceitam a vontade e guardam os seus mandamentos (Gn 17.1-21). A base das alianças é o amor divino. É um compromisso gracioso da parte de Deus, pelo qual Ele concede-nos favores imerecidos”. Para conhecer mais leia Dicionário Teológico, CPAD, p.39.

 

 

III. UMA PROMESSA SUPERIOR

 

1. De natureza interior e espiritual. Debaixo da Antiga Aliança, Deus havia chamado os israelitas para ser o seu povo (Êx 19.5,6). Essa Aliança fora escrita em tábuas de pedras, revelando assim o seu lado exterior. Nesse aspecto, a lei agia de fora para dentro (Hb 8.9). Tendo o povo de Deus falhado em cumprir as exigências legais da Antiga Aliança, Deus prometeu fazer uma Nova. Nessa Nova Aliança, a lei divina não mais seria escrita em tábuas de pedras, mas sim no coração. Não mais do lado de fora, mas do lado de dentro (Hb 8.10).

2. De natureza individual e universal. A Antiga Aliança é contrastada com a Nova também quanto ao seu alcance. Na Antiga Aliança, nem todos conheciam ao Senhor, o que estava reservado somente ao sacerdote, ao escriba e àqueles que se especializavam em minúcias da Lei. Nos dias de Jesus, era comum encontrar os “mestres da lei” que frequentemente eram consultados sobre os detalhes da Torá. Todavia, na Nova Aliança o Senhor prometeu que “todos me conhecerão” (Hb 8.11). Na Nova Aliança o conhecimento do Senhor está à disposição de todos os crentes e não apenas de uma classe privilegiada.

3. De natureza relacional. O aspecto relacional é posto em evidência na citação deste versículo: “Porque serei misericordioso para com as suas iniquidades e de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais” (v.12). A Nova Aliança é um concerto de misericórdia, graça e perdão. Certo autor destaca que o antigo sistema separava a religião da vida. O homem podia ser reto cerimonialmente e perverso no coração, ou reto no coração e incorreto cerimonialmente. Na Nova Aliança, em vez de uma “recordação de pecados todos os anos” (Hb 10.3 — ARA), como na Antiga Aliança, Deus não mais se lembra dos pecados de seu povo (Hb 10.17).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

A promessa do Novo Concerto é de natureza interior e espiritual; de natureza individual e universal; bem como de natureza relacional.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“Estabelecido o Novo Concerto em Cristo, o Antigo Concerto se tornou obsoleto (8.13). Não obstante, o Novo Concerto não invalida a totalidade das Escrituras do Antigo Testamento, mas apenas as do pacto mosaico, pelo qual a salvação era obtida mediante a obediência à Lei e ao seu sistema de sacrifícios. O Antigo Testamento não está abolido; boa parte de sua revelação aponta para Cristo [...], e por ser a inspirada Palavra de Deus, é útil para ensinar, repreender, corrigir e instruir na retidão” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.1911)

 

 

CONCLUSÃO

 

O autor já havia mostrado a superioridade do sacerdócio de Jesus sobre o arônico e levítico quando o coloca como pertencente à ordem de Melquisedeque. Agora, ele mostra que esse sumo sacerdote possui um ministério superior porque ministra em um santuário superior e é o fiador de uma superior aliança. Por pertencerem a essa Nova Aliança, os crentes desfrutam de promessas superiores. Por isso glorificamos a Deus por essas bênçãos.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito de Uma Aliança Superior, responda:

 

De acordo com o escritor aos Hebreus, onde “fica” o tabernáculo em que Jesus entrou para oficiar?

Para o escritor aos Hebreus, esse tabernáculo é o próprio céu que é chamado “verdadeiro Tabernáculo” por pertencer à dimensão celestial.

 

Por que Jesus deve ser visto como Sacerdote-Rei?

Porque Jesus é o único Sacerdote-Rei que cumpriu as exigências da profecia bíblica do Salmo 110.4.

 

Cristo continua oferecendo sacrifícios no ceú? Explique.

Não, pois Ele intercede por todos os que o invocam.

 

Qual é a diferença da Nova Aliança, em relação à Antiga, em termos de alcance?

Na Nova Aliança o conhecimento do Senhor está à disposição de todos os crentes e não apenas de uma classe privilegiada, como ocorria na Antiga Aliança.

 

No aspecto relacional, qual a grande diferença entre a Nova e a Antiga Aliança?

Na Nova Aliança, em vez de uma “recordação de pecados todos os anos” (Hb 10.3 — ARA), como na Antiga Aliança, Deus não mais se lembra dos pecados de seu povo (Hb 10.17).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Uma Aliança superior

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

 

1. Introdução

Texto Bíblico: Hebreus 8.1-10

 

2. I. Um Santuário Superior

• 1. Pertencente a uma dimensão superior.

• 2. Possuidor de uma natureza superior.

• 3. Possuidor de uma importância.

 

3. II. Um Ministério Superior

• 1. No aspecto posicional.

• 2. No aspecto funcional.

• 3. No aspecto cultual.

 

4. III. Uma Promessa Superior

• 1. De natureza interior e espiritual.

• 2. De natureza individual e universal.

• 3. De natureza relacional.

 

5. Conclusão

 

Vivemos num contexto em que a dimensão espiritual e celestial em muitas igrejas está se perdendo. Podemos apontar vários culpados para esse fenômeno: a teologia da prosperidade, a prosperidade econômica das nações, as distorções acerca das profecias concernentes a volta de Cristo e outros motivos. Entretanto, aproveite a oportunidade desta aula para resgatar o caráter celestial e espiritual do ministério de Jesus Cristo, logo, da missão da Igreja, o Corpo de Cristo. Assim, dialogando com a classe, pontue as seguintes questões em que o próprio Senhor deixa essa verdade bem clara:

 

• A Pilatos: “o meu Reino não é deste mundo; se o meu Reino fosse deste mundo, lutariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas, agora, o meu Reino não é daqui” (Jo 18.36).

• A alguns da multidão: “Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente, a vós é chegado o Reino de Deus” (Lc 11.20).

• Aos três discípulos mais próximos: “E, estando ele orando, transfigurou-se a aparência do seu rosto, e as suas vestes ficaram brancas e mui resplandecentes. E eis que estavam falando com ele dois varões, que eram Moisés e Elias, os quais apareceram com glória e falavam da sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém” (Lc 9.29-31).

 

Finalize essa atividade citando a conhecida mensagem do apóstolo Paulo aos coríntios: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1Co 15.19). Boa aula!

 

 


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LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS

 

 

1º Trimestre de 2018

 

Título: A supremacia da Cristo — Fé, esperança e ânimo na Carta aos Hebreus

Comentarista: José Gonçalves

 

 

Lição 9: Contrastes na adoração da Antiga e Nova Aliança

Data: 4 de Março de 2018

 

Pessoa com a mão no ar

Descrição gerada automaticamente com confiança média

 

TEXTO ÁUREO

 

“E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9.22).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A eficácia da adoração neste período da Nova Aliança está no fato de ela estar fundamentada no sangue de Cristo.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Hb 9.2

Os utensílios do culto na Antiga Aliança

 

 

Terça — Hb 9.4

O culto, os oficiantes e a liturgia na Antiga Aliança

 

 

Quarta — Hb 9.14

Uma redenção eterna pelo sangue do Cordeiro

 

 

Quinta — Hb 9.14,15

Uma consciência limpa pelo sangue de Cristo

 

 

Sexta — Hb 9.15,22

Uma herança eterna pelo sangue de Jesus

 

 

Sábado — Hb 9.28

Uma promessa gloriosa pelo sacrifício do Filho de Deus

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Hebreus 9.1-5,14,15,22-28.

 

1 — Ora, também o primeiro tinha ordenanças de culto divino e um santuário terrestre.

2 — Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o Santuário.

3 — Mas, depois do segundo véu, estava o tabernáculo que se chama o Santo dos Santos,

4 — que tinha o incensário de ouro e a arca do concerto, coberta de ouro toda em redor, em que estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas do concerto;

5 — e sobre a arca, os querubins da glória, que faziam sombra no propiciatório; das quais coisas não falaremos agora particularmente.

14 — quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?

15 — E, por isso, é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.

22 — E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.

23 — De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios melhores do que estes.

24 — Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus;

25 — nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue alheio.

26 — Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.

27 — E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,

28 — assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.

 

HINOS SUGERIDOS

 

41, 124 e 412 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Explicar que a adoração na Nova Aliança está fundamentada no sangue de Cristo.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I. Apontar como era o culto e seus elementos na Antiga Aliança;

II. Mostrar a eficácia do culto na Nova Aliança;

III. Explicar a singularidade do culto da Nova Aliança.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

A adoração e o louvor a Deus não é algo visto somente na Nova Aliança, já no Antigo Testamento o desejo de Deus era que os israelitas o adorassem e tivessem um relacionamento mais profundo com Ele. Por isso, o Criador ordenou que Moisés construísse uma tenda móvel de adoração, o Tabernáculo, que acompanharia o povo durante a longa travessia pelo deserto. Este seria o único lugar onde o povo poderia encontrar-se com Ele e adorá-lo. Cada detalhe, cada peça, o desenho, ou seja, tudo no Tabernáculo tinha um significado, simbolizando uma realidade espiritual.

Na carta aos Hebreus o autor detalha alguns principais utensílios do Tabernáculo a fim de mostrar o sentido da adoração e do serviço sagrado na Antiga Aliança, comparando com a obra de Cristo no Tabernáculo eterno da Nova Aliança.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Ao falar do tabernáculo como o local de culto na Antiga Aliança, o autor sagrado detalha alguns dos seus principais utensílios. Ele mostra que tem em mente o culto quando usa a palavra grega latreia. Essa palavra é usada em outros trechos (Hb 9.1,6,9,14) com o sentido de adoração ou serviço sagrado. É perceptível que a doutrina do sacerdócio de Cristo domina boa parte da epístola e muita coisa que foi dita sobre o assunto é enfatizado novamente aqui. A intenção é contrastar a antiga adoração prestada pelo sistema sacerdotal da Antiga Aliança e o serviço prestado por Cristo no tabernáculo eterno da Nova Aliança.

 

 

PONTO CENTRAL

 

A adoração na Nova Aliança está fundamentada na obra de Cristo no Calvário.

 

 

I. O CULTO E SEUS ELEMENTOS NA ANTIGA ALIANÇA

 

1. O culto e seus utensílios. O autor demonstra profundo conhecimento sobre o culto na Antiga Aliança quando fala do tabernáculo e dos seus utensílios. Ele tem em mente as duas principais divisões do antigo santuário: o santo lugar e o santo dos santos. Na descrição que ele faz do primeiro compartimento, o santo lugar, estavam o candelabro e a mesa dos pães da proposição. No segundo compartimento, o santo dos santos, que era separado do primeiro por uma cortina, o autor cita a arca da aliança e o incensário de ouro.

2. O culto: seus oficiantes e liturgia. Há toda uma simbologia nesses utensílios do antigo culto como demonstra a tipologia bíblica. O candelabro representaria o testemunho do povo de Deus; a mesa dos pães da proposição, a comunhão com Deus; o altar do incenso, a oração e a Arca do Concerto a presença de Deus. Todavia, o autor não se detém nos detalhes dessa tipologia. A sua intenção é mostrar o culto como um todo, conforme ele era prestado no antigo tabernáculo e, dessa forma, contrastar com o tabernáculo celeste no qual Cristo oficiava como sumo sacerdote. No santo lugar, os sacerdotes entravam diariamente para prestar culto, enquanto somente uma vez no ano o sumo sacerdote adentrava no santo dos santos para oficiar. O serviço sagrado prestado por eles era apenas uma sombra e não resolvia o problema da culpa. Por intermédio do sacrifício de si mesmo, Cristo entrou no santo dos santos celestial para resolver de uma vez por todas o problema do pecado.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

O culto na Antiga Aliança tinha os seus utensílios, seus oficiantes e sua liturgia ordenados por Deus.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“De alguma maneira o texto em Hebreus 9.1-10.18 é o âmago do argumento do autor. Por meio de um número considerável de detalhes, ele contrasta o serviço sacerdotal terreno, a Antiga Aliança, com o novo ministério sacerdotal de Cristo (o celestial) da Nova Aliança, a fim de completar seu argumento de que a antiga foi simplesmente um presságio e uma preparação para a nova, e que a nova cumpre, ultrapassa e substitui a antiga. Consequentemente, seus leitores não podem retornar à Antiga Aliança sem que sofram resultados desastrosos (cf. 10.19-31).

Em Hebreus 9.1, o autor apresenta dois importantes assuntos relacionados ao ministério sacerdotal sob o ‘primeiro’ concerto: (1) as ‘ordenanças de culto divino’, e (2) o ‘santuário terrestre’ (ou ‘tabernáculo’, Hb 9.2a), que ele discute em ordem inversa em 9.2-5 e 9.6-10. O tabernáculo é chamado de ‘terrestre’ ( kosmikon ) porque foi feito por mãos humanas (cf. 8.2; 9.11,24) e denota a esfera de sua atividade, em contraste com a esfera celestial não feita por mãos humanas, onde Jesus Cristo agora ministra (cf. 8.5,6; 9.11,12).

O autor destaca que o tabernáculo do Antigo Testamento (quando construído por Moisés no deserto) era dividido em dois compartimentos (ou salas); ‘Santuário’ (9.2) e ‘Santo dos Santos’ (9.3). Estas duas salas do tabernáculo são distinguidas pelos termos ‘primeiro’ e ‘segundo’. Cada uma delas continha uma mobília que tinha um significado simbólico, conforme as instruções dadas por Deus, e o véu que separava as duas salas tinham um profundo significado” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, pp.1587,1588).

 

 

II. A EFICÁCIA DO CULTO NA NOVA ALIANÇA

 

1. Uma redenção eterna. A diferença entre o culto da Antiga e o da Nova Aliança pode ser vista no contraste entre ambas alianças quanto à eficácia do sacrifício efetuado no contexto de cada uma. Sobre a eficácia da redenção operada por Cristo, o autor diz ir muito além da do antigo culto (Hb 9.12). No texto de Hebreus nove, a palavra “redenção” traduz o termo grego lytrôsis , que significa “resgate” com o sentido de “libertação mediante o pagamento de um preço”. Enquanto o culto levítico, com seus muitos rituais, produzia apenas pureza cerimonial, o sacrifício de Cristo operou a redenção eterna.

2. Uma consciência limpa. Já vimos que os sacrifícios na Antiga Aliança possuíam um aspecto meramente externo, isto é, cerimonial. Eles não conseguiam tratar com a parte interna do homem. Na verdade, esses muitos sacrifícios apenas “cobriam” os pecados em vez de removê-los. Por outro lado, o sacrifício de Cristo trata com o problema do pecado em sua raiz. Ele não apenas “cobre” a transgressão, mas a remove (Hb 9.14). Nenhum sacrifício no antigo culto era capaz de tratar com o problema da consciência. Todavia, o sangue de Cristo purifica e limpa a consciência tornando-a apta para a adoração a Deus.

3. Uma herança eterna. O efeito imediato da purificação interior efetuada pelo sangue de Cristo é visto nas palavras do autor em Hebreus 9.15, quando ele afirma que “os chamados recebam a promessa da herança eterna”. A palavra “herança” traduz o termo grego kleronomia , com o sentido de algo que alguém por direito possui. Em o Novo Testamento, é usado em relação às coisas terrenas (Lc 12.13) e celestiais, no sentido de que Cristo nos chamou “para uma herança incorruptível” (1Pe 1.4). Por isso, a nossa herança é celestial, espiritual e eterna.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

A eficácia do culto na Nova Aliança se dá mediante a redenção operada por Cristo.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“As ordenanças do Antigo Testamento quanto à adoração levítica envolviam coisas como ‘manjares, e bebidas, e várias oblações’ (Hb 9.10). Estas providências externas e temporárias foram válidas somente ‘até ao tempo da correção’. Cristo cumpre o que é antecipado e prenunciado na Antiga Aliança. Sua vinda foi, deste modo, uma emenda ou reforma completa da estrutura religiosa de Israel. A Antiga Aliança deveria agora dar lugar à nova; a sombra deveria dar lugar à essência; a cópia exterior e terrena deveria dar lugar à realidade interior e celestial” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.1591).

 

CONHEÇA MAIS

 Nova Aliança

“Esta é uma providência de Deus pela qual Ele estabeleceu um novo relacionamento de responsabilidade entre Si mesmo e o seu povo (Jr 31.31-34). A expressão nova aliança também é um sinônimo do NT e, portanto, refere-se aos 27 livros do NT, ou à própria Nova Aliança [...].

A escolha ou a designação da aliança. Quando mencionada pela primeira vez, esta aliança foi chamada de ‘nova’ (Jr 31.31), porque foi estabelecida em oposição à aliança primária ou a mais antiga de Israel, a saber, a aliança da lei Mosaica. Este mesmo contraste também é feito em Hebreus 8.6-13”. Leia mais em Dicionário Wycliffe, CPAD, pp.66,68.

 

 

III. A SINGULARIDADE DO CULTO DA NOVA ALIANÇA

 

1. O santuário celeste. O tabernáculo terrestre era um tipo do santuário celeste, onde Cristo oficia como sumo sacerdote (Hb 9.24). O culto na Antiga Aliança, com seu santuário terrestre, era apenas uma sombra da qual o santuário celeste é a realidade. O verdadeiro modelo de adoração não pode ser visto, olhando para a terra, mas para o céu. Se a adoração no antigo santuário, apesar de suas inúmeras limitações, teve seu valor, que dizer então da adoração que toma como ponto de partida o santuário celeste?

2. Um sacrifício superior. O serviço prestado pelos sacerdotes no antigo culto é contrastado com aquele realizado por Cristo na Nova Aliança. Cristo, ao contrário dos sacerdotes, não necessitou repetir o seu sacrifício nem tampouco fazê-lo por meio de sangue alheio (Hb 9.25). O culto no Antigo Concerto era imperfeito porque seus sacerdotes eram imperfeitos da mesma forma que o eram os seus sacrifícios. O verdadeiro culto, em tudo superior, só foi possível porque o Cordeiro de Deus se deu em nosso lugar.

3. Uma promessa gloriosa. O autor encerra a sua exposição sobre o culto na Antiga e Nova Aliança com uma promessa: “Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação” (Hb 9.28). O autor de Hebreus resume bem a mensagem do texto sobre a obra de Cristo, quando diz que o nosso Senhor “se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Hb 9.26). Agora, comparece por nós no céu (Hb 9.24), mas um dia aparecerá para levar-nos ao seu lar (Hb 9.28). Esses “três tempos da salvação” tem como base a sua obra consumada na Cruz do Calvário.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

O culto na Nova Aliança é singular, pois apresenta um sacrifício superior.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Professor(a), reproduza o quadro abaixo e utilize-o para mostrar a conexão entre o Antigo Concerto e o Novo Concerto Messiânico e a singularidade do culto da Nova Aliança.

 

 

CONCLUSÃO

 

O autor conseguiu seu objetivo ao contrastar a adoração na Antiga e na Nova Aliança. A adoração antiga era terrena, imperfeita, transitória, incompleta. Por outro lado, a adoração no Novo Pacto se firma em princípios celestiais, eternos e perfeitos. Não há, pois, como adorar a Deus de uma forma agradável tomando por base os rudimentos desta dimensão terrena. Nossa adoração é superior porque o nosso Senhor encontra-se entronizado acima dos anjos.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito de Contrastes na Adoração da Antiga e Nova Aliança, responda:

 

Quais as duas divisões do antigo santuário que o autor de Hebreus tem em mente?

Ele tem em mente as duas principais divisões do antigo santuário: o santo lugar e o santo dos santos.

 

Enquanto o culto levítico produzia apenas uma pureza cerimonial, o que opera o sacrifício de Cristo?

O sacrifício de Cristo operou uma redenção eterna.

 

Segundo o autor de Hebreus, qual é a nossa herança?

Nossa herança é celestial, espiritual e eterna.

 

O culto na Antiga Aliança era a sombra do quê?

O culto na Antiga Aliança, com seu santuário terrestre, era apenas uma sombra do qual o santuário celeste é a realidade.

 

O autor de Hebreus encerra a sua exposição com qual promessa?

O autor encerra a sua exposição sobre o culto na Antiga e Nova Aliança com uma promessa: “Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação” (Hb 9.28).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Contrastes na adoração da Antiga e Nova Aliança

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

 

1. Introdução

Texto Bíblico: Hebreus 9.1-5,14,15,22-28

 

2. I. O Culto e seus elementos na Antiga Aliança

• 1. O culto e seus utensílios.

• 2. O culto: seus oficiantes e liturgia.

 

3. II. A eficácia do culto na Nova Aliança

• 1. Uma redenção eterna.

• 2. Uma consciência limpa.

• 3. Uma herança eterna.

 

4. III. A singularidade do culto da Nova Aliança

• 1. O santuário celeste.

• 2. Um sacrifício superior.

• 3. Uma promessa gloriosa.

 

5. Conclusão

 

O tema da presente lição, de fato, é de grande conteúdo. Entretanto, o problema para alguns, talvez para a maioria que se sente desconfortável, não está na quantidade de elementos ou na descrição do culto judaico do Antigo Testamento, mas na aparente dificuldade de compreender o texto de Levítico, o livro que descreve toda função sacerdotal e os elementos do culto levítico.

“O texto do Pentateuco parece ser de difícil compreensão, impenetrável, muito fechado”, reclamam alguns. Diante disso, gostaria de relacionar algumas dicas para facilitar a sua leitura do livro de Levítico.

 

1. Para a lição desta semana, a leitura do livro de Levítico é fundamental. É o livro que trata da institucionalização do sacerdócio no Antigo Testamento. Portanto, se você ainda não leu o livro, não deixe de fazê-lo.

2. Leia Levítico numa Bíblia mais contemporânea, isto é, numa linguagem mais corrente. Refiro-me às seguintes versões: Almeida Século XXI, NVI (Nova Versão Internacional).

3. Por que recomendo o item dois? Porque, na maioria das vezes, a dificuldade que as pessoas reclamam com o livro do Levítico, na verdade, é oriunda da versão que se usa para ler o livro do que com o texto propriamente escrito. Explico-me no item quatro.

4. Por exemplo, sabemos que a ARC (Almeida Revista Corrigida) ou a ARA (Almeida Revista Atualizada), versões belíssimas da Bíblia, são versadas na Língua Portuguesa mais antiga, isto é, muitos termos caíram em desuso.

5. Mas atenção: recomendamos o uso da versão contemporânea apenas para o estudo pessoal. Entretanto, no culto público ou na exposição da aula na Escola Dominical, use a ARC (Almeida Revista Corrigida), a versão oficialmente usada por nossa denominação.

 

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LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS

 

 

1º Trimestre de 2018

 

Título: A supremacia da Cristo — Fé, esperança e ânimo na Carta aos Hebreus

Comentarista: José Gonçalves

 

 

Lição 10: Dádiva, privilégios e responsabilidades na Nova Aliança

Data: 11 de Março de 2018

 


TEXTO ÁUREO

 

“Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado com água limpa” (Hb 10.22).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A Nova Aliança é uma dádiva divina que traz grandes responsabilidades.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Hb 10.14

Uma única oferta santificou aos que creem

 

 

Terça — Hb 10.12

O único ofertante suficiente para o sacrifício

 

 

Quarta — Hb 10.10

Uma única vez, um único sacrifício e a substituição do culto

 

 

Quinta — Hb 10.23

A necessidade de vigilância para continuar crendo na promessa

 

 

Sexta — Hb 10.35

A necessidade de confiança na grande recompensa

 

 

Sábado — Hb 10.36

A necessidade de perseverança para alcançar a promessa

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Hebreus 10.1-7,22-25.

 

1 — Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.

2 — Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado.

3 — Nesses sacrifícios, porém, cada ano, se faz comemoração dos pecados,

4 — porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire pecados.

5 — Pelo que, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste;

6 — holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram.

7 — Então, disse: Eis aqui venho (no princípio do livro está escrito de mim), para fazer, ó Deus, a tua vontade.

22 — cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado com água limpa,

23 — retenhamos firmes a confissão da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu.

24 — E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras,

25 — não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia.

 

HINOS SUGERIDOS

 

208, 242 e 303 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Mostrar que a Nova Aliança é uma dádiva divina que traz grandes responsabilidades.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

qual a dádiva da Nova Aliança;

II. Apresentar os privilégios da Nova Aliança;

III. Explicar as responsabilidades da Nova Aliança.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Prezado(a) professor(a), nesta lição veremos os inúmeros privilégios que a Nova Aliança oferece a todos aqueles que creem no sacrifício de Jesus e buscam se achegar a Deus. Mediante a fé em Jesus fomos justificados e regenerados e hoje temos livre acesso a presença do Pai. Com certeza, este é o maior benefício que nos foi concedido pelo Senhor. Todos os benefícios da Nova Aliança só se tornaram possíveis mediante a obra expiatória de Jesus Cristo, pois na Antiga Aliança somente o sumo sacerdote podia entrar no Santo dos Santos uma vez no ano no Dia da Expiação. Hoje por meio do sacrifício perfeito e eterno de Cristo temos livre acesso à presença de Deus. Este é um grande privilégio que conduz a uma grande responsabilidade. Como crentes jamais devemos negligenciar a Nova Aliança menosprezando a graça de Deus.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

O autor sagrado está próximo de concluir a sua argumentação acerca do sacerdócio e do sacrifício de Cristo. A seção de Hebreus 10.1-18 é reservada por ele para lembrar, reforçar e concluir os argumentos anteriormente expostos sobre a singularidade e a eficiência da obra expiatória de Jesus Cristo. Tendo feito isso, ele destaca inúmeros privilégios desfrutados pelos crentes que só se tornaram possíveis graças à superioridade da Nova Aliança. O acesso direto à presença de Deus, graças à mediação de Cristo, constitui o maior deles. Mas ao mesmo tempo em que destaca as bênçãos da nova vida em Cristo, o autor também chama a atenção para as responsabilidades que derivam dela.

 

 

PONTO CENTRAL

 

A Nova Aliança é uma dádiva divina que traz grandes responsabilidades.

 

 

I. A DÁDIVA DA NOVA ALIANÇA

 

1. Uma única oferta. O Antigo Testamento põe em destaque as centenas de sacrifícios que eram realizados ano após ano no culto judaico. A quantidade de animais mortos nessas celebrações impressionava. Especialistas em cultura judaica, e na língua hebraica, afirmam que houve situações nas quais os filhos de Arão se gabavam de ficar cobertos de sangue sacrifical até os tornozelos. Em História dos Hebreus (CPAD), no livro “Guerras Judaicas”, o historiador Flávio Josefo fala em centenas de milhares desses sacrifícios. Para o autor de Hebreus, esses sacrifícios não passavam de uma sombra da qual Cristo era a realidade (Hb 10.1). Cristo, com uma única oferta, realizou a obra da redenção (Hb 10.14).

2. Um único ofertante. A oferta foi única, o ofertante também (Hb 10.12). Aqui, como já havia feito anteriormente, o autor destaca o ofício de Cristo como sacerdote e rei. Este é o diferencial entre o sistema sacerdotal do leviticalismo e o do cristianismo. À semelhança de Melquisedeque, Cristo não apenas oficia como sacerdote, mas também governa como rei. Depois de fazer a purificação do pecado com seu próprio sangue, Ele, agora como rei, assentou-se à direita de Deus (Hb 1.3).

3. Uma única vez. Uma única oferta feita uma única vez por um único sumo sacerdote (Hb 10.10)! Um dos pontos mais destacados na epístola pelo autor de Hebreus foi o caráter único do sacrifício de Cristo. Enquanto os sacrifícios da Antiga Aliança necessitavam ser frequentemente repetidos, o sacrifício de Cristo foi feito uma única vez em favor de todos os homens. Esse fato demonstra inequivocamente, que por um lado, os sacrifícios de animais eram imperfeitos e jamais poderiam aperfeiçoar alguém; e que por outro, deixa claro que somente o sangue de Cristo pode satisfazer a justiça de Deus.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

A Nova Aliança nos concede uma grande dádiva.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Quando as pessoas se reuniam para a oferta de sacrifícios no Dia da Expiação, elas eram lembradas dos seus pecados, e sem dúvida se sentiam culpadas novamente. O que elas mais precisavam era do perdão — o perdão permanente e poderoso que destrói o pecado, o perdão que temos em Cristo. Quando confessamos um pecado a Ele, não precisamos pensar nesse pecado nunca mais.

Os sacrifícios de animais não podiam remover os pecados; eles forneciam apenas uma forma temporária de lidar com o pecado até que Jesus viesse para lidar com o pecado de forma permanente. Como, então, as pessoas eram perdoadas nos tempos do Antigo Testamento? Pelo fato de os crentes do Antigo Testamento seguirem o mandamento de Deus sobre a oferta de sacrifícios, Deus lhes perdoava quando realizavam seus sacrifícios movidos pela fé. Mas essa prática aguardava, com expectativa, o sacrifício perfeito de Cristo. O modo de Cristo é superior à maneira do Antigo Testamento porque o mundo antigo apenas apontava para a obra excelente que Cristo faria para remover os pecados” (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2015, p.1798).

 

 

II. OS PRIVILÉGIOS DA NOVA ALIANÇA

 

1. Regeneração. No capítulo oito o autor já havia contrastado a Antiga Aliança com a Nova, levando em conta o seu aspecto cerimonial e ritual. Os inúmeros sacrifícios e rituais jamais puderam produzir mudança interna. A santificação no Antigo Pacto se dava mais no aspecto cerimonial. Todavia, a grandeza da Nova Aliança está na mudança interna que ela produz, isto é, no coração (Hb 10.16). O apóstolo Paulo disse o mesmo com outras palavras (Rm 2.29).

2. Adoração. O autor sacro já havia destacado que a adoração na Antiga Aliança era imperfeita porque poucos tinham acesso à presença de Deus. O povo era representado pelos sacerdotes e, uma vez no ano, pelo sumo sacerdote. Não era uma adoração em espírito e em verdade (Jo 4.23). Todavia, o autor revela que esse fato mudou. No Novo Concerto o próprio crente tem acesso ao lugar mais íntimo do santuário por intermédio de Cristo Jesus, o perfeito sumo sacerdote (Hb 10.19). A única atitude necessária destacada pelo autor é a de chegarmos a Deus “com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa” (Hb 10.22).

3. Comunhão. O conceito de Igreja como Corpo vivo de Cristo aparece no pensamento do autor de Hebreus. Embora o antigo povo formasse uma “congregação no deserto”, ele não era uma igreja no sentido neotestamentário. A existência da Igreja só se tornou possível depois do Calvário. Como Igreja, os cristãos podem desfrutar da perfeita comunhão com Cristo e uns com os outros. Sem comunhão, sem congregação, não há igreja. Ninguém consegue ser crente isolado ou sozinho. Por isso, o “congregar” é importantíssimo para a saúde espiritual do crente (Hb 10.24,25).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

Muitos são os privilégios da Nova Aliança, mas o acesso direto à presença de Deus, graças à mediação de Cristo, constitui o maior deles.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Reproduza o esquema abaixo no quadro. Depois inicie a explicação do segundo TÓPICO da lição fazendo a seguinte indagação: “Quais os privilégios da Nova Aliança?”. Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Em seguida utilize o quadro para mostrar aos alunos alguns dos muitos privilégios alcançados pela Nova Aliança.

 



III. AS RESPONSABILIDADES DA NOVA ALIANÇA

 

1. Vigilância. O autor volta às exortações feitas nos capítulos dois e seis. Não há dúvida de que ele acreditava que um cristão genuíno pode decair da graça, senão, não teria sentido algum seu duro tom exortativo. Primeiramente, ele aconselha o crente a se firmar na fé (Hb 10.23). O autor já havia usado a palavra “reter” (gr. katecheo ) duas outras vezes (Hb 3.6,14). Essa palavra é usada em Lucas 8.15 (ARA) para os que “retêm a palavra” a fim de não se desviarem dela. Esse apego era justificado segundo a pergunta retórica do autor: “Quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?” (Hb 10.29). Há um preço alto quando nos falta a vigilância.

2. Confiança. Com o objetivo de animar a fé dos crentes, o autor faz menção ao histórico da vida deles. Eles haviam experimentado sofrimento, abandono e até mesmo a espoliação; contudo, permaneceram firmes. O que estava, portanto, acontecendo agora? Aquela mesma confiança que haviam tido no passado deveria continuar como um sólido fundamento (Hb 10.35). Quando o cristão perde a capacidade de confiar, ele perde a motivação pelas coisas celestiais. O céu é para quem tem esperança!

3. Perseverança. O autor conclui o capítulo mostrando que na jornada cristã o crente precisa de paciência (Hb 10.36). A palavra grega hypomoné ocorre 32 vezes em o Novo Testamento com o sentido de “paciência” e “perseverança”. Essa palavra aparece também em Lucas 8.15, referindo-se ao crente que produz fruto com perseverança. O discipulado cristão, bem como a produção de frutos, demanda tempo. E para alcançar as promessas de Deus é preciso perseverar até o fim.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Na Nova Aliança há privilégios, mas também grandes responsabilidades.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“O autor de Hebreus faz uma série de exortações e uma delas é: ‘Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança’ (Hb 10.23). O autor retorna à sua preocupação pelos leitores, que estão em perigo de se afastar de sua fé e da confissão da esperança em Cristo (cf. 2.1-3; 3.12-14; 4.1; 6.4-6; 10.26-31). ‘Reter firme’ significa literalmente não se desviar nem para um lado nem para o outro, e deste modo significa estar ‘firme’, ‘estável’, ‘inabalável’. Para os leitores, reter firme sua ‘esperança’ em Cristo como judeus convertidos incluía permanecerem firmes em sua fé, crendo que Jesus Cristo é o seu sacrifício pelo pecado e o seu sumo sacerdote diante de Deus. A ‘esperança’, porém, é mais abrangente do que a ‘fé’, porque inclui as promessas específicas de Deus sobre o futuro. O incentivo mais forte possível para continuarem em direção à esperança é o caráter fidedigno de Deus: ‘Porque fiel é o que prometeu’. Nossa esperança é baseada na promessa infalível de Deus; porque não apreciamos e confessamos isto confiante e ousadamente.

Outra exortação importante é: ‘Consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos à caridade [ou ao amor] e às boas obras’ (Hb 10.24). Este verso enfoca o ‘amor’ (Hb 10.24,25), que completa a tríade com a fé (Hb 10.22) e a esperança (Hb 10.23). Os cristãos devem encorajar-se mutuamente e estimularem-se uns aos outros (‘incitar’, ‘provocar’) às expressões práticas do amor. O objetivo desta ação é o aumento e o aprofundamento do ‘amor e das boas obras’ em meio aos crentes. O amor deve ter ‘um resultado prático’ e ‘uma expressão tangível’” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.1602).

 

CONHEÇA MAIS

 

Sobre a importância de congregar

“10.25 Quando vedes que se vai aproximando aquele dia. O dia da volta de Cristo para buscar os seus fiéis está se aproximando [...]. Até chegar esse dia, enfrentaremos muitas provações espirituais e muitas falsificações na doutrina. Devemos congregar-nos regularmente para nos encorajarmos mutuamente e nos firmarmos em Cristo e na fé apostólica do novo concerto.

10.26 Se pecarmos voluntariamente. O escritor de Hebreus volta advertir seus leitores sobre o caso de abandonar a Cristo, como fizeram em 6.4-8”. Leia mais em Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, pp.1914,15.

 

 

CONCLUSÃO

 

Chegamos ao final de mais uma lição. Observamos que o autor, neste capítulo, praticamente exauriu o assunto em torno do sacerdócio de Cristo. A comparação detalhada que ele fez entre os dois pactos, a Antiga e a Nova Aliança, serviu para mostrar a superioridade desta última. Cristo tornou possível o que na Antiga Aliança era apenas uma promessa. Todavia, o cristão não deve se acomodar nem tampouco negligenciar a Nova Aliança, abusando do poder da graça de Deus. Em vez disso, ele deve demonstrar vigilância e perseverança no caminhar com Cristo.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito de Dádiva, Privilégios e Responsabilidades na Nova Aliança, responda:

 

Segundo a lição, o que o Antigo Testamento põe em destaque?

O Antigo Testamento põe em destaque as centenas de sacrifícios que eram realizados ano após ano no culto judaico.

 

“Enquanto os sacrifícios da Antiga Aliança necessitavam ser frequentemente repetidos, o sacrifício de Cristo foi feito uma única vez em favor de todos os homens”. O que esse fato demonstra?

Esse fato demonstra inequivocamente por um lado que os sacrifícios de animais eram imperfeitos e jamais poderiam aperfeiçoar alguém e, por outro lado, deixam claro que somente o sangue de Cristo poderia satisfazer a justiça de Deus.

 

Em que está fundamentada a grandeza da Nova Aliança?

A grandeza da Nova Aliança está na mudança interna que ela produz, isto é, no coração (Hb 10.16).

 

Segundo a lição, por que não há dúvida para o autor de Hebreus que o cristão poderia cair da graça?

Não há dúvida que o autor acreditava que um cristão genuíno pode decair da graça, senão, não teria sentido algum seu duro tom exortativo.

 

O que o autor de Hebreus destaca sobre a jornada da vida cristã?

O autor destaca que na jornada da vida cristã o crente precisa de paciência (Hb 10.36).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Dádiva, privilégios e responsabilidades na Nova Aliança

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

 

1. Introdução

Texto Bíblico: Hebreus 10.1-7,22-25

 

2. I. A Dádiva da Nova Aliança

• 1. Uma única oferta.

• 2. Um único ofertante.

• 3. Uma única vez.

 

3. II. Os Privilégios da Nova Aliança

• 1. Regeneração.

• 2. Adoração.

• 3. Comunhão.

 

4. III. As Responsabilidades da Nova Aliança

• 1. Vigilância.

• 2. Confiança.

• 3. Perseverança.

 

5. Conclusão

 

Na aula desta semana é importante conhecer o conceito de Expiação, que significa “reparação de culpas”. O termo é usado para se referir ao cancelamento do pecado humano com base na justiça de Cristo propiciada ao pecador que passou pela experiência de novo nascimento. A bênção da Expiação proporciona o cancelamento de todo pecado.

O conceito de Expiação é importante para compreender o ponto central do capítulo 10. Este capítulo marca o fim de um sólido discurso que teve início em Hebreus 4.17. Por isso, reproduzimos a explicação do teólogo pentecostal J. Wesley Adam acerca da mediação e perfeito sacrifício de Cristo:

 

“‘A lei’ de Moisés (10.1) com seu sistema sacrifical era severamente limitada porque (1) era somente ‘a sombra’ ( skia ) e ‘não a imagem exata’ da realidade ( eikon ) e (2) não podia ‘aperfeiçoar’ aqueles que desejavam aproximar-se de Deus como adoradores”.

“A lei serviu, no passado, como ‘uma testemunha de uma realidade futura’ quando prefigurou ‘os bens futuros’ (10.1). Estes ‘bens’ (que sob a perspectiva do Antigo Testamento estavam no futuro) vieram agora (9.11) no ministério do sumo sacerdotal e na morte sacrifical de Cristo”.

“Uma evidência da insuficiência e da imperfeição dos sacrifícios do Antigo Testamento era que aqueles tinham de ser ‘continuamente oferecidos a cada ano’ [a expiação de Cristo foi única e suficiente]”.

 

Sugestão Pedagógica

Reproduza como puder e discuta com os alunos essas três conclusões que a carta aos Hebreus nos possibilita chegar no capítulo 10.

 

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ADULTOS

 

 

1º Trimestre de 2018

 

Título: A supremacia da Cristo — Fé, esperança e ânimo na Carta aos Hebreus

Comentarista: José Gonçalves

 

 

Lição 11: Os gigantes da fé e o seu legado para a Igreja

Data: 18 de Março de 2018

 

TEXTO ÁUREO

 

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A fé é a confiança irrestrita nas promessas de Deus.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Hb 11.4

O sacrifício de Abel e a fé que ainda fala

 

 

Terça — Hb 11.5

O testemunho de Enoque e sua trasladação

 

 

Quarta — Hb 11.7

A confiança de Noé que o fez herdeiro da justiça

 

 

Quinta — Hb 11.8

A obediência de Abraão em sair para um lugar desconhecido

 

 

Sexta — Hb 11.22

A fidelidade de José e a ordem acerca de seus ossos

 

 

Sábado — Hb 11.24,25

A determinação de Moisés em se recusar a ter o gozo do pecado

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Hebreus 11.1-8,22-26,30-34.

 

1 — Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem.

2 — Porque, por ela, os antigos ?alcançaram testemunho.

3 — Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.

4 — Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala.

5 — Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte e não foi achado, porque Deus o trasladara, visto como, antes da sua trasladação, alcançou testemunho de que agradara a Deus.

6 — Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam.

7 — Pela fé, Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu, e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé.

8 — Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.

22 — Pela fé, José, próximo da morte, fez menção da saída dos filhos de Israel e deu ordem acerca de seus ossos.

23 — Pela fé, Moisés, já nascido, foi escondido três meses por seus pais, porque viram que era um menino formoso; e não temeram o mandamento do rei.

24 — Pela fé, Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó,

25 — escolhendo, antes, ser maltratado com o povo de Deus do que por, um pouco de tempo, ter o gozo do pecado;

26 — tendo, por maiores riquezas, o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa.

30 — Pela fé, caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias.

31 — Pela fé, Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias.

32 — E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel, e dos profetas,

33 — os quais, pela fé, venceram ?reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões,

34 — apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fugida os exércitos dos estranhos.

 

HINOS SUGERIDOS

 

107, 126 e 459 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Apresentar os gigantes da fé segundo Hebreus 11 e o seu legado para a Igreja.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I. Discutir a respeito da fé que gera confiança em Deus;

II. Mostrar que a fé nos faz ver o impossível;

III. Compreender que a fé dá poder para avançar.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Prezado(a) professor(a), estudaremos um dos capítulos mais conhecidos da Epístola aos Hebreus, a galeria dos heróis da fé que se encontra no capítulo 11. Esses heróis e heroínas eram pessoas comuns, sujeitos as intempéries da vida, mas a fé deles em Deus fez com que superassem grandes obstáculos, fazendo com que o nome do Senhor fosse exaltado. O estudo dessa galeria nos mostra que a fé, embora sendo algo subjetivo, traz sempre resultados práticos.

É importante que você ressalte, no decorrer da lição, que estes heróis da fé, não tinham as Escrituras Sagradas como temos hoje, o que tornava o conhecimento deles a respeito de Deus, se comparado a nós, limitado.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

O autor acabara de fazer sua longa exposição sobre a supremacia de Cristo, seu sacerdócio e a superioridade da Nova Aliança em relação à Antiga. Essa exposição começou no capítulo primeiro e se estendeu por quase todo o capítulo dez. Aqui, ele faz um apanhado histórico sobre a jornada de fé dos homens e das mulheres de Deus no Antigo Pacto e como isso deveria ser tomado como exemplo para os cristãos do Novo Concerto. Essa fé, diferentemente do conceito de justificação dado por Paulo, aparece aqui com o sentido de ousadia, perseverança e confiança nas promessas de Deus. A fé demonstrada por eles em diferentes momentos da história, e em diferentes situações, foi o que garantiu as suas inserções na galeria dos heróis bíblicos. Essa mesma fé, que garantiu que eles sempre avançassem e nunca recuassem, devemos imitar.

 

 

PONTO CENTRAL

 

A confiança em Deus fez com que pessoas comuns se tornassem gigantes da fé.

 

 

I. A FÉ QUE GERA CONFIANÇA EM DEUS

 

1. O sacrifício de Abel. O autor dá início a sua galeria dos heróis da fé com Abel, o primeiro exemplo de homem de fé (Hb 11.4). Abel foi um homem, que nos primórdios da humanidade, ousou confiar em Deus. A Bíblia mostra que seu sacrifício, feito com fé, agradou a Deus. O culto prestado por ele foi verdadeiro! Há muitas especulações sobre a natureza do sacrifício oferecido por Abel, mas o texto sagrado nada diz sobre o assunto. O fato é que a fé de Abel foi uma fé operante, diferentemente da fé de Caim, seu irmão. Para o autor de Hebreus, os cristãos, assim como fora Abel, deveriam ser em tudo confiantes porque o Cristo a quem seguem é, em tudo, superior a Abel (Hb 12.24).

2. O testemunho de Enoque. Há pouquíssimas referências à pessoa de Enoque no registro bíblico. Mas o pouco que há é suficiente para inspirar fé e confiança (Hb 11.5). Somente duas pessoas são citadas na Bíblia que não experimentaram a morte, um é Elias, o profeta de Tisbe, o outro é Enoque. A Bíblia diz que esse traslado de Enoque se deu por causa deste “andar” com Deus. Ninguém se aproxima do Pai, nem muito menos anda com Ele, se não demonstrar fé. Deus é soberano e age como quer, mas o fato é que Deus chamou Enoque para perto de si por causa do seu andar na fé. Sem fé ninguém agrada a Deus.

3. A confiança de Noé. No seu sermão escatológico, Jesus se referiu aos dias de Noé como uma época de insensibilidade espiritual. Foi uma geração, à semelhança da nossa, imediatista! Do aqui e agora. Nos dias de Noé já se vivia uma espécie de hedonismo, porque todos se preocupavam apenas com aquilo que dava prazer imediato (Mt 24.37-39). Eales não “perceberam”, mas Noé, sim. Quando ninguém conseguia ouvir Deus, Noé o ouviu: “Pela fé, Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu, e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé” (Hb 11.7).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

A fé produz confiança irrestrita em Deus.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Três coisas são mencionadas a respeito da fé de Abel:

(1) Ele é elogiado por ser um adorador de Deus. A Escritura somente diz que ‘pela fé, Abel ofereceu a Deus maior [melhor] sacrifício do que Caim’, porque o sacrifício de Abel era uma expressão de adoração que envolvia toda a sua vida e fé. Apresentou toda a sua fé a Deus, não manteve qualquer reserva. Isto representou total devoção ao Senhor, não simplesmente uma cerimônia religiosa. Pela fé, adentrou a mais profunda realidade espiritual e interior do sacrifício ao Deus invisível.

(2) ‘Alcançou testemunho de que era justo’. Caim não era justo; Deus lhe disse que sua oferta somente seria aceitável se fizesse o que era certo (Gn 4.3-7). Deus rejeito a adoração de Caim porque seu coração não era justo. Abel, por outro lado, demonstra a íntima relação entre a retidão e a fé em 10.38. Sua adoração agradou a Deus porque vivia e agia pela fé como um homem justo.

(3) Foi mencionado por seu testemunho. Abel morreu como o primeiro mártir profético da história (cf. Lc 11.50,51); seu testemunho duradouro passou por sucessivas gerações e continua a falar da vida de fé que agrada a Deus, como homem fiel que adora a Deus de todo o seu coração” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.1612).

 

 

II. A FÉ QUE FAZ VER O INVISÍVEL

 

1. A obediência de Abraão. Após ter falado sobre Abel, Enoque e Noé, o autor agora foca o seu argumento sobre a fé da pessoa de Abraão, o patriarca da nação hebreia. Todos os nomes citados anteriormente são tidos como exemplos de fé, mas nenhum deles havia se tornado um modelo para os judeus, como fora Abraão. Quando chamado por Deus, Abraão obedeceu e sua fé o guiou mesmo quando não sabia para onde ia (Hb 11.8). Mas Abraão não era apenas pai dos judeus, ele era pai de “todos os que creem” (Gl 3.7). Os cristãos deveriam seguir suas pegadas com a mesma obediência e a mesma fé do amigo de Deus.

2. A fidelidade de José. A Escritura testemunha sobre a fidelidade de José. Embora tenha sido vendido, ele mesmo nunca se vendeu (At 7.9,10). A fé o manteve vivo no Egito. Se a fé de Abraão fez com que conhecesse o desconhecido, por outro lado, a fé de José fez ele enxergar o invisível (Hb 11.22). José, pela fé, “viu” o Êxodo do povo judeu. De fato, a palavra grega “saída” (v.22) é a mesma usada para se referir ao Êxodo. É essa fé, que nos faz enxergar o desconhecido e acreditar no futuro, que o autor exorta os crentes a demonstrarem.

3. A determinação de Moisés. A jornada do Êxodo, sob a liderança de Moisés, durou quarenta anos. Todavia, a jornada da fé de Moisés começou bem antes (Hb 11.24,25). Moisés foi um homem determinado, ousado, confiante e cheio de fé. A sua fé também permitiu que ele enxergasse o invisível, pois teve “por maiores riquezas, o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito” (Hb 11.26). Ele “viu” Cristo, mesmo tendo vivido centenas de anos antes. Por que não seguir seu exemplo de fé na jornada espiritual?

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

A fé nos faz ver o invisível e alcançar o impossível.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

“Fé no período patriarcal (11.8-22)

O período patriarcal do Antigo Testamento se estende de Abraão a José. Abraão é como o centro das atenções; somente um verso é dedicado a Isaque (v.20), Jacó (v.21) e José (v.22). Isto é compreensível, já que Abraão, o homem de fé por excelência no Antigo Testamento, desempenha um papel central no princípio da história hebraica e na obra do plano de salvação de Deus. No Novo Testamento, Abraão é mencionado mais extensivamente do que qualquer outra figura do Antigo Testamento. Aqui em Hebreus 11, três principais episódios da vida de Abraão são mencionados para ilustrar três importantes faces de sua jornada de fé.

1) Ao obedecer ao chamado de Deus para partir de Ur dos Caldeus para uma terra prometida desconhecida, Abraão demonstrou fé no futuro não visto (11.8-10).

2) Durante longos anos de espera pelo filho e descendentes prometidos em circunstâncias humanamente impossíveis, Abraão demonstrou fé na promessa impossível (11.11,12).

3) Quando Deus pediu que sacrificasse Isaque (seu único filho da promessa), Abraão demonstrou fé em meio à prova ou ao teste severo (11.17-19). Além destes modos em que a fé está poderosamente ilustrada, um parêntese em 11.13-16 chama a atenção para uma linha comum de fé que percorre a vida de Abraão e dos outros patriarcas” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.1614).

 

 

III. A FÉ QUE DÁ PODER PARA AVANÇAR

 

1. A ousadia de Josué. Moisés havia morrido e a Josué coube a missão de introduzir o povo na Terra Prometida. Contudo, o ingresso na terra não poderia ser feito enquanto Jericó permanecesse de pé. De nada adiantava ter saído do Egito para ficar fora de Canaã. O povo só ficaria de pé se Jericó caísse. Numa guerra a vitória pertence a quem for mais numeroso, bem armado e melhor treinado. Israel não possuía tais capacidades. O autor então mostra como eles venceram — pela fé (Hb 11.30). Sim, a fé foi a arma infalível nessa guerra! Se a fé os fez avançar na conquista da Canaã terrena, muito mais essa mesma fé pode fazer na jornada celestial.

2. A coragem de Raabe. Na queda de Jericó, Raabe escapou com vida. Escapou, como afirma o texto bíblico, pela fé (Hb 11.31). Mas a sua fé fez mais — pela fé, Raabe, mesmo sendo gentia, entrou na linhagem do povo de Deus (Mt 1.5). A fé de Raabe deve servir de inspiração e motivação para quem está na jornada rumo à Canaã celestial.

3. O heroísmo de Gideão. O autor fecha a sua lista dos heróis da fé citando vários personagens bíblicos. A lista é encabeçada por Gideão, um dos juízes durante o regime tribal israelita (Hb 11.32). Gideão foi desafiado por Deus a buscar o livramento do seu povo por meio da fé. Em desvantagem numérica e bélica, ele contava apenas com a fé na grandeza de Deus. Com apenas 300 homens, mas com a promessa divina recebida pela fé, ele deu grande livramento a seu povo. Deus não conta com números, Ele conta com quem tem fé!

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

A confiança em Deus nos dá poder para avançar e vencer os obstáculos.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“Pela fé, Raabe, a meretriz, e sua família foram poupadas durante a destruição de Jericó (11.31; cf. Js 6.23). Com exceção de Sara (Hb 11.11), Raabe é a única mulher mencionada pelo nome, na lista dos heróis da fé em Hebreus 11. Sua fé é revelada por ter acolhido e ocultado dois espiais enviados por Josué a Jericó antes da conquista. É também evidente em sua confissão — ‘Bem sei que o Senhor vos deu esta terra’ (Js 2.9) — uma fé baseada naquilo que ouviu e creu sobre o relatório do milagroso Êxodo de Israel do Egito, e das vitórias de Israel a leste do Jordão, antes de rodearem Jericó (Js 2.10-13). ‘Pela fé’ ela creu que o Deus de Israel era o Deus do céu e da terra. Além disso, Raabe demonstrou sua fé arriscando o ‘presente por causa da perseverança futura’. Deste modo, quando Jericó foi conquistada e seus habitantes destruídos, Raabe ‘não pereceu com os incrédulos’ (isto é, os desobedientes da cidade). Raabe foi poupada — uma mulher gentílica, prostituta secular, pecadora contumaz — este é um clássico exemplo, no Antigo Testamento pelo fato de Deus ser rico em misericórdia e abundante em graça, é salva pela graça através da fé (cf. Ef 2.3-9)” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, pp.1624,25).

 

CONHEÇA MAIS

 

“No Novo Testamento o verbo pisteuõ (‘creio, confio’) e o substantivo pistis (‘fé’) ocorrem 480 vezes. Poucas vezes o substantivo reflete a ideia da fidelidade como no Antigo Testamento (por exemplo, Mt 23.23; Rm 3.3; Gl 5.22; Tt 2.10; Ap 13.10). Pelo contrário, normalmente funciona como um termo técnico, usado quase exclusivamente para se referir à confiança ilimitada (com obediência e total dependência) em Deus (Rm 4.24), em Cristo (At 16.31), no Evangelho (Mc 1.15) ou no nome de Cristo (Jo 1.12)”. Para conhecer mais leia Teologia Sistemática — Uma Perspectiva Pentecostal, CPAD, pp.369-70.

 

 

CONCLUSÃO

 

O autor de Hebreus contrasta o caminhar de várias personagens da história bíblica com a carreira proposta aos cristãos. Essas personagens tinham em comum um longo e desafiador percurso para fazer. Sem perseverança, ousadia e fé nenhum deles teria conseguido chegar ao seu destino final. A única forma de não retroceder é caminhar com fé. A fé derruba o obstáculo, abate o Inimigo e levanta o abatido.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito de os Gigantes da Fé e seu Legado para a Igreja, responda:

 

Qual elemento o autor aos Hebreus cita para falar que Jesus é superior a Abel?

O sangue da aspersão (Hb 12.24).

 

Noé foi lembrado em qual Sermão do Senhor Jesus?

No seu Sermão Escatológico de Mateus 24.

 

Abraão não é pai unicamente dos judeus. Explique.

Segundo Gálatas 3.7, pela fé ele era pai de “todos os que creem”.

 

Qual foi o pedido de José?

Que na saída dos filhos de Israel do Egito levassem seus ossos (Hb 11.22).

 

Por que Jericó precisava ser destruída?

Porque o ingresso na terra não poderia ser feito enquanto Jericó permanecesse de pé.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Os gigantes da fé e o seu legado para a Igreja

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

 

1. Introdução

Texto Bíblico: Hebreus 11.1-8,22-26,30-34

 

2. I. A Fé que gera confiança em Deus

• 1. O sacrifício de Abel.

• 2. O testemunho de Enoque.

• 3. A confiança de Noé.

 

3. II. A Fé que faz ver o invisível

• 1. A obediência de Abraão.

• 2. A fidelidade de José.

• 3. A determinação de Moisés.

 

4. III. A Fé que dá poder para avançar

• 1. A ousadia de Josué.

• 2. A coragem de Raabe.

• 3. O heroísmo de Gideão.

 

5. Conclusão

 

O capítulo 11 de Hebreus é um dos mais conhecidos e mais ricos sobre o tema da fé. Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, editada pela CPAD, “o capítulo 11 demonstra a natureza do único tipo de fé aceita por Deus e que triunfará na pior das situações. É uma fé que crê nas realidades espirituais (v.1), que leva à justiça (v.4), que busca a Deus (v.6), que crê na sua bondade (v.6), que tem confiança na sua palavra (vv.7,11), que obedece aos seus mandamentos (v.8), que vive segundo as promessas de Deus (vv.13,29), que rejeita o espírito deste presente mundo mau (v.13), que busca um lar celestial (vv.14-16; cf.13.13,14), que abençoa a geração seguinte (v.21), que recusa os prazeres do pecado (v.25), que suporta a perseguição (v.27), que pratica poderosos atos de justiça (vv.33-35), que sofre por amor a Deus (vv. 25,35-38) e que não volta àquela pátria donde haviam saído, i.e., o mundo” (p.1916).

Com base nesse comentário, podemos destacar algumas características da fé que o autor aos Hebreus se refere no capítulo 11: a fé nos faz crê nas realidades espirituais (v.1); A fé nos leva à justiça (v.4); a fé nos leva crê na bondade de Deus (v.6); a fé nos leva a ter confiança na Palavra de Deus (vv.7,11); a fé nos leva a obedecer os mandamentos divinos (v.8); a fé nos leva viver segundo as promessas divinas (vv.13,29); a fé nos leva a rejeitar o espírito do mundo (v.13); a fé nos levar a buscar um lar celestial (v. vv.14-16; cf.13.13,14); a fé nos leva a abençoar a nossa geração seguinte (v.21); a fé nos leva a recusar os prazeres do pecado (v.25); a fé nos leva a suportar a perseguição (v.27); a fé nos leva a sofrer por amor a Deus (v.25,35-38). Boa aula!

 

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LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS

 

 

1º Trimestre de 2018

 

Título: A supremacia da Cristo — Fé, esperança e ânimo na Carta aos Hebreus

Comentarista: José Gonçalves

 

 

Lição 12: Exortações finais na grande maratona da fé

Data: 25 de Março de 2018

  

TEXTO ÁUREO

 

“Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta” (Hb 12.1).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Assim como um atleta, o cristão corre a grande maratona da fé.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Hb 12.1

O exemplo dos antigos em correr a maratona da fé

 

 

Terça — Hb 12.2

O exemplo de Jesus, autor e consumador de nossa fé

 

 

Quarta — Hb 12.3,4

O exemplo da igreja em resistir à perseguição

 

 

Quinta — Hb 13.17

A necessidade de se valorizar os líderes espirituais

 

 

Sexta — Hb 13.9

A necessidade de se valorizar a doutrina bíblica

 

 

Sábado — Hb 13.18

A necessidade de se cultivar os valores espirituais

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Hebreus 12.1-8; 13.15-18.

 

Hebreus 12

1 — Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta,

2 — olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.

3 — Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos.

4 — Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado.

5 — E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor e não desmaies quando, por ele, fores repreendido;

6 — porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho.

7 — Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque que filho há a quem o pai não corrija?

8 — Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois, então, bastardos e não filhos.

 

Hebreus 13

15 — Portanto, ofereçamos sempre, por ele, a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.

16 — E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque, com tais sacrifícios, Deus se agrada.

17 — Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.

18 — Orai por nós, porque confiamos que temos boa consciência, como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente.

 

HINOS SUGERIDOS

 

25, 320 e 539 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Mostrar que, assim como um atleta, o cristão corre a grande maratona da fé.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I. Discutir a respeito da corrida que nos foi proposta por Deus;

II. Mostrar que precisamos ser corredores bem treinados;

III. Saber que estamos na reta final da nossa corrida da fé.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Professor(a), pela graça do Senhor Jesus Cristo, chegamos ao final de mais um trimestre. Estudamos a Epístola aos Hebreus, uma carta que revela a superioridade de Cristo, do seu ministério e da Nova Aliança. Ela foi escrita em um tempo e em um contexto bem diferente do nosso, mas seu conteúdo é atual e nos ajuda a enfrentarmos os “tempos trabalhosos” pelos quais estamos passando. Nesta última lição estudaremos os dois últimos capítulos, esses nos exortam a correr a maratona da fé sem recuar ou olhar para trás, pois em breve o nosso Salvador virá.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Os dois capítulos finais da Carta aos Hebreus constituem-se como um dos mais fortes apelos exortativos de toda a epístola. A exortação, que começa no capítulo 12, é que cada um corra a “maratona da fé” que está proposta. A palavra grega agon traduzida como “carreira” tem o sentido de luta, conflito, esforço e corrida. No capítulo 11 o autor havia falado das promessas de Deus como o alvo a ser alcançado, agora ele coloca o cristão dentro da maratona da fé, correndo rumo a essa meta. Como toda corrida, é preciso fazer os preparativos necessários. E isso tem uma razão de ser — toda corrida, especialmente a maratona, demanda algum tipo de esforço e sofrimento. O sofrimento aparece como algo intrínseco da corrida, já que ela exige uma vida disciplinada. Todavia, nada disso deve servir de desmotivação, já que estamos numa pista onde outros, bem antes de nós, também já trilharam.

 

 

PONTO CENTRAL

 

Precisamos de fé para correr a grande maratona que nos está proposta.

 

 

I. A CORRIDA PROPOSTA

 

1. O exemplo dos antigos. Muito embora o autor fale sobre o futuro, ele o faz com um olhar no passado. A “grande nuvem de testemunhas” (Hb 12.1) é uma referência aos heróis da fé aos quais ele se referira no capítulo 11. Aqueles homens e mulheres de Deus do mundo antigo também entraram na corrida. Eles correram, e correram tão bem, que por essa razão tinham agora suas vidas como exemplos. Suas vidas e exemplos devem servir de motivação a todo que se propõe a entrar na corrida.

2. O exemplo de Jesus. O autor faz um apelo para que os crentes olhem “para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” (Hb 12.2). Essas palavras devem ser lidas a partir do contexto do primeiro século. O judaísmo, como uma religião milenar, possuía um sistema cerimonialista muito rígido. Esse ritualismo quando contrastado com a fé cristã, ainda embrionária, gerou fortes conflitos. Muitos crentes não demonstravam convicção suficiente para suportar essa pressão e, por isso, esses crentes abandonavam a nova fé ou voltavam para o antigo sistema que haviam abandonado. O autor apela então para o exemplo de Jesus, que mesmo suportando a afronta, a vergonha e a ignomínia, não abandonou a carreira que lhe fora proposta.

3. O exemplo da Igreja. A visão do autor em relação a seus companheiros de caminhada é a mais realista possível. Ele não nega em nenhum momento desconhecer a realidade pela qual eles estão passando. O sofrimento é uma realidade implacável que os cerca. Contudo, o seu apelo é que eles vejam o sofrimento por outro ângulo. Longe de ser um sinal de reprovação divina, o sofrimento é tido pelo autor como um instrumento pedagógico usado por Deus. O escritor volta-se para o Antigo Testamento onde esse ensino é bem claro (Hb 12.5,6). Por isso, ninguém na jornada da fé, quando surpreendido pelo sofrimento, deve esmorecer e abandonar a corrida.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

Estamos em meio a uma corrida que nos foi proposta por Deus.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“O chamado a perseverar como filhos (12.1-13)

O vínculo entre a fé e a perseverança (ou paciência) no capítulo 11 torna-se a plataforma para o chamado à perseverança em 12.1-13. Em 11.40, duas frases sinalizam o retorno à aplicação pessoal para os leitores originais e para nós: ‘Alguma coisa melhor a nosso respeito’ e ‘para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados’. Tendo descrito a história e os triunfos espirituais dos antigos santos, que se tornaram possíveis causas de sua fé e perseverança, o autor novamente enfoca o desafio que seus leitores têm de serem firmes na fé e perseverantes para suportar as provas (cf. 12.1-3,7 com 10.32,36). Ele desenvolve três incentivos principais que deveriam inspirar seus leitores a perseverarem como crentes no Senhor:

• O incentivo do exemplo de seus antepassados (21.1);

• O incentivo do exemplo de Cristo (21.2,3);

• O incentivo do relacionamento do Pai-Filho que tinha com Deus (12.4-11)” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.1630).

 

 

II. CORREDORES BEM TREINADOS

 

1. Respeitam limites. O autor lembra a seus leitores: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Certo autor ressalta que a santificação, como usada na Epístola, é principalmente um termo ritual (Hb 10.14,22). Da mesma forma que, sob a Antiga Aliança, a pessoa impura não poderia entrar num recinto sagrado para adorar, assim também sem santidade a visão final de Deus será impossível (cf. Mt 5.8). O pensamento se volta aqui, porém, para a prática da santidade e da moral. “Corredores” bem treinados respeitam limites.

2. Mantêm a mente limpa. Com o texto de Deuteronômio 29.18 em mente, o autor fala em tom exortativo do “cuidado” que deveriam ter a fim “de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem” (Hb 12.15). Moisés havia advertido o antigo Israel sobre os males da idolatria e seu fruto amargo, a apostasia. Alguém contaminado com a erva daninha da apostasia sem dúvida contaminaria toda a comunidade. A única forma de se manter livre desse mal era manter uma mente sóbria, limpa pela Palavra de Deus. Dessa forma era possível não permitir que o grupo fosse contaminado. Ninguém com raiz de amargura no coração consegue fazer com êxito a caminhada da fé. “Corredores” bem treinados mantêm a mente limpa.

3. Valorizam as coisas espirituais. O autor exorta seus irmãos de fé a valorizarem as coisas espirituais. Se alguém está regredindo e voltando atrás é porque não está dando o real valor a salvação recebida. O exemplo vem de Esaú, filho de Isaque e irmão de Jacó: “E ninguém seja fornicador ou profano, como Esaú, que, por um manjar, vendeu o seu direito de primogenitura” (Hb 12.16). De acordo com o livro de Gênesis, Esaú era um indivíduo mais preocupado com as coisas terrenas do que com as celestiais (Gn 25.29-34; 27.33,38). Não hesitou em trocar o seu direito de primogenitura por uma simples refeição. Esse fato revela a mente mundana que ele possuía. A indiferença religiosa conduz à apostasia espiritual e, muitas vezes, fica tarde para se arrepender! “Corredores” bem treinados valorizam as coisas espirituais.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

Para vencermos a corrida que nos foi proposta pelo Senhor precisamos de treino.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

“A santidade na vida prática (12.14)

A santidade não é algo opcional ou extra na vida cristã, mas algo que pertence à sua essência. Somente aqueles que têm o coração puro verão a Deus; ninguém mais (Mt 5.8). Aqui (Hb 12.14), como no verso 10, trata-se da santidade na vida prática. Deste modo, 12.14 começa exortando os crentes a procurarem verdadeiramente a paz e a santidade como estilo de vida. Fazer todo o esforço possível ( dioko ) transmite a ideia da diligência na busca da paz e da santificação, e não um esforço que produz obras mortas e justiça própria.

Muitos intérpretes entendem a busca da ‘paz’ em 12.14 como se referindo à paz com todos (como na NVI). A preposição grega neste verso, é meta com o genitivo, que traz um sentido de ‘junto com’ (cf. 11.9; 13.23). Deste modo, o termo ‘todos’ significa especialmente junto com ‘todos os outros crentes’ (cf. 13.24), que também estão sendo exortados a procurar a paz de Cristo na comunidade. Como um objeto direto do verbo dioko , a paz é vista como uma realidade objetiva ligada a Cristo e à sua morte redentora na cruz, que torna possível a harmonia e a solidariedade na comunidade cristã (cf. Cl 1.20).

Semelhantemente, a ‘santidade’ é essencial para a comunidade cristã (cf. 12.15). O pecado divide e contamina o Corpo de Cristo (a Igreja), da mesma maneira que o câncer faz com o corpo humano. Procurar a santidade sugere um processo de santificação no qual a nossa vida e nossa maneira de viver são separadas para Deus como santas e como instrumentos de honra a Ele. Somos transformados conforme a semelhança de Deus quando nos aproximamos e nos mantemos no Lugar Santíssimo de sua presença. Na união e na comunhão com Deus, no Lugar Santíssimo, reside o poder da ‘paz’ e da ‘santidade’” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.1634).

 

CONHEÇA MAIS

 Correr

“1. Trechõ (τρέχω), ‘correr’, usado: (a) literalmente (por exemplo, Mt 27.48); dramõn , particípio aoristo, proveniente de um verbo obsoleto dramõ , mas suprindo certas formas ausentes do verbo trechõ , literalmente, ‘tendo corrido, correndo’, expressivo da determinação do ato; a mesma forma no indicativo é usada, por exemplo, em Mt 28.8; nos Evangelhos, só é usado o significado literal; em outros lugares, ocorre em 1Co 9.24 (duas vezes na primeira parte); Ap 9.9; (b) metaforicamente, para ilustrar ‘corredores’ numa corrida, acerca da rapidez ou esforço em atingir um fim (Rm 9.16) [...]; 1Co 9.26; Hb 12.1, alude à atividade perseverante no trajeto cristão com vistas a obter recompensa”. Para conhecer mais leia Dicionário Vine, CPAD, p.512.

 

 

III. A CORRIDA FINAL, EXORTAÇÕES FINAIS

 

1. Valorizar a liderança. Uma das exortações e advertências que mais se repete nesse capítulo é feita em relação ao respeito devido aos líderes da comunidade cristã. A expressão grega no texto de Hebreus para o exercício da liderança é traduzida como pastor, chefe ou líder e ocorre seis vezes nessa carta, sendo três delas neste capítulo (Hb 13.7,17,24). Essa palavra é igualmente usada em Atos 7.10 para falar sobre José como governador do Egito. O autor pede que os cristãos não se esqueçam do trabalho que os líderes espirituais realizaram em prol deles (Hb 13.7). A natureza da missão a eles confiada pertence a outra dimensão, isto é, a espiritual (Hb 13.17). Onde não há respeito pela liderança, prevalece a anarquia. Os líderes não são intocáveis nem tampouco perfeitos, mas devem ser honrados pelo trabalho que realizam (1Ts 5.12,13), bem como devem ser lembrados por isso (Hb 13.24).

2. Valorizar a doutrina. Desde os primórdios a Igreja foi tentada a se desviar da verdade. Doutrinas falsas sempre estiveram à espreita. Aqui não foi diferente (Hb 13.9). É impossível precisarmos que tipo de doutrina associada ao uso de alimentos o autor estivesse falando, mas o contexto do Novo Testamento revela que esse fato não era estranho para os cristãos (Rm 14.1-4; 1Co 8.1; Cl 2.21). O certo é que o autor exorta os crentes a firmarem-se na Palavra de Deus para se manterem e não se enredarem para aquilo que era de natureza meramente material, ritual e externa.

3. Valorizar a adoração. O autor havia falado à exaustão nos capítulos anteriores sobre o sistema de sacrifício levítico. A Nova Aliança tornara totalmente dispensável tal sistema. Em Cristo, sob a Nova Aliança, os sacrifícios são de outra natureza e acontecem em outra dimensão (Hb 13.15). Louvor, adoração e ação de graça são formas legítimas de sacrifícios na Nova Aliança. O serviço a favor dos santos e a comunhão são também lembrados como uma poderosa forma de adorar a Deus (Hb 13.16). Adorar não é apenas “cantar”, mas “sacrificar”. Infelizmente, é possível termos muita música e não termos nenhuma adoração.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Estamos na corrida final, por isso, precisamos estar atentos as exortações do Senhor.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“Apegar-se ao ensino sadio do evangelho (13.7-12)

Os próximos três versos devem ser vistos como uma unidade de pensamento, sendo 13.8 a ponte entre 13.7 e 13.9. Jesus Cristo é o enfoque invariável da mensagem do evangelho (13.8), que foi fielmente pregado por seus líderes originais (13.7) e que deve permanecer de acordo com o padrão da verdade, pelo qual todos os ensinos serão julgados (13.9).

‘Lembrai-vos (uma ênfase na continuidade no tempo presente, isto é, continue lembrando) dos vossos pastores, que vos falaram (no passado, isto é, antigos líderes) a Palavra de Deus’ (13.7). Por três vezes neste capítulo o escritor menciona os líderes espirituais dos leitores (13.7, 17,24). Em todas, é utilizado o termo begoumenoi , que se refere a homens de autoridade em uma posição de liderança. Em 13.7, os leitores devem obedecer aos seus líderes, e em 13.24, o autor envia suas saudações a todos os líderes; em ambos os versos o autor se refere aos líderes atuais. Em 13.7, porém, são seus antigos líderes que devem ser lembrados. São recordados dois fatos importantes a respeito destes antigos líderes.

1) Proclamaram ‘a palavra de Deus’ (13.7); isto é, eram homens de autoridade espiritual em virtude de se manterem enfocados na Palavra de Deus. É mais provável que a igreja, que reunia em uma casa, à qual a carta aos Hebreus foi enviada tenha sido fundada como resultado da pregação e do ministério de ensino destes líderes.

2) Eram homens de ‘fé’ (13.7), cuja qualidade de fé e modo de vida exemplar os colocaram ao lado dos heróis da fé, sob a antiga aliança (veja 11.4-38). Sua vida e fidelidade a Cristo eram tão exemplares que o autor agora exorta os leitores a ‘imitarem’ sua fé. Existe mais poder no testemunho de uma pessoa que conhecemos ou vimos do que quando apenas lemos ou ouvimos a seu respeito. A advertência a considerar o resultado de suas vidas também aponta para o seu falecimento; agora a totalidade de sua vida pode ser vista juntamente com seu triunfo final de fé, na partida para estar com o Senhor” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.1645).

 

 

CONCLUSÃO

 

Nesta lição vimos que o autor se vale de uma metáfora — a maratona praticada no mundo antigo, para através dela contrastar a grande corrida da fé. Quando alguns crentes davam sinais de cansaço e fadiga espiritual, o autor de Hebreus exortava-os a imitar os grandes campeões da fé. Ninguém vence uma corrida sem que para isso não tenha de se sacrificar. O sofrimento é inevitável, mas o resultado alcançado por aqueles que ousam perseverar é infinitamente recompensador.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito de Exortações Finais na Grande Maratona da Fé, responda:

 

A quem o autor se refere ao falar da “grande nuvem de testemunhas”?

A “grande nuvem de testemunhas” (Hb 12.1) é uma referência aos heróis da fé aos quais ele se referia no capítulo 11.

 

Como o autor de Hebreus vê o sofrimento?

Ele vê o sofrimento como um instrumento pedagógico usado por Deus.

 

Qual texto o autor tinha em mente ao falar de “raiz de amargura”.

Ele tinha em mente o texto de Deuteronômio 29.18.

 

De acordo com o livro de Gênesis, como era Esaú?

De acordo com o livro de Gênesis, Esaú era um indivíduo mais preocupado com as coisas terrenas do que com as celestiais.

 

Quais são as formas de adoração apresentadas pelo escritor aos Hebreus?

Louvor, adoração e ação de graça são formas legítimas de sacrifícios na Nova Aliança.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Exortações finais na grande maratona da fé

 

ESBOÇO DA LIÇÃO

 

1. Introdução

Texto Bíblico: Hebreus 12.1-8; 13.15-18

 

2. I. A Corrida Proposta

• 1. O exemplo dos antigos.

• 2. O exemplo de Jesus.

• 3. O exemplo da Igreja.

 

3. II. Corredores Bem Treinados

• 1. Respeitam limites.

• 2. Mantêm a mente limpa.

• 3. Valorizem as coisas espirituais.

 

4. III. As Responsabilidades da Nova Aliança

• 1. Valorizar a liderança.

• 2. Valorizar a doutrina.

• 3. Valorizar a adoração.

 

5. Conclusão

 

Prezado professor, prezada professora, chegamos ao final de mais um trimestre. Eis uma excelente oportunidade para uma avaliação das ações pedagógicas, didáticas na classe em que atuamos. Algumas perguntas abaixo podem servir de norte para essa autoavaliação:

 

    1. Os instrumentos pedagógicos usados pelo professor são satisfatórios ao processo ensino-aprendizagem?

    2. O professor conseguiu mostrar clareza e eficácia ao expor o conteúdo?

    3. O aproveitamento das aulas pelos alunos tem sido satisfatório?

    4. Qual nota o professor dá ao próprio desempenho?

    5. Qual nota o professor dá ao desempenho da classe?

 

Sugestão Pedagógica

 

Para a aula final deste trimestre, recomendamos que você faça uma revisão geral do tema abordado ao longo do trimestre. Como a carta de Hebreus é altamente teológica, a revisão de conteúdo é importante para o aluno não perder de vista o assunto da epístola. Assim, siga adiante o conteúdo da última lição trimestral.

Para a última lição do trimestre, sugerimos que você deixe a classe bem ciente sobre a estrutura da presente lição: (1) A lição aponta a corrida proposta na carta; (2) A lição propõe que os corredores estejam bem treinados para essa corrida; (3) A lição versa sobre a corrida final e nos propõe últimas exortações. Boa aula!

 

 

 

 

LIÇÃO 1 DA REVISTA – COMPLETA - 2023

Lição 1, Central Gospel, A Excelência de CRISTO, o Resplendor da Glória de DEUS

 

TEXTO BÍBLICO BÁSICO - Hb 1.1-3; Cl 1.13-20

1- Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho, 2- a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. 3- O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas.

Colossenses 1.13-20

13- Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor, 14- em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; 15- o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; 16- porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. 17- E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. 18- E ele é a cabeça do corpo da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, 19- porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse 20- e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus.

TEXTO ÁUREO

Sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Filipenses 2.6.

 

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2ª feira - 2 Coríntio 4.1-4 JESUS é a imagem da glória de DEUS

3ª feira - Efésios 3.14-21 A Igreja deve dar glória a JESUS CRISTO

4ª feira - Romanos 11.33-36 A CRISTO pertence a glória eternamente

5ª feira - 1 Timóteo 3.14-16 CRISTO foi recebido em glória no céu

6ª feira - Apocalipse 4,9-11 JESUS é digno de receber glória, honra e poder

Sábado - Salmo 96.1-6 Glória e majestade estão diante de DEUS

 

 

COMENTÁRIO

Palavra introdutória

A epístola aos Hebreus foi redigida em torno do sumo sacerdócio de CRISTO. O escritor sagrado compara JESUS ao antigo pacto e apresenta-o como o cumprimento de todas as profecias messiânicas. O termo superior aparece treze vezes nesta carta, à medida em que o escritor demonstra a superioridade de JESUS e de Sua salvação em relação ao sistema religioso hebraico.

 

RESUMO GERAL DA LIÇÃO

1- INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA AOS HEBREUS

1-1- Escrita

1-2- Data de produção

1-3- Destinatários

1-4- Temática desenvolvida

2- JESUS CRISTO: A PERFEITA REVELAÇÃO DE DEUS

2-1- Revelação inspiracional e progressiva

2-2- A antiga revelação

2-3- Deus falou de muitas maneiras

2.4. A última e definitiva revelação

3- O PERFIL MAJESTOSO DE CRISTO

3-1- O herdeiro de tudo e criador do universo

3-2- O resplendor da glória de DEUS

3-2- O resplendor da glória de DEUS

3-3- A expressão exata de DEUS

3-4- O sustentador de tudo que foi criado pela palavra do Seu poder

3-5- O purificador dos nossos pecados

3-6- O exaltado à direita de DEUS

 

 

1- INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA AOS HEBREUS

1-1- Escrita

O livro de Hebreus é o único do Novo Testamento que permanece com o nome de seu escritor desconhecido. Em nenhuma parte desta carta o redator identifica-se explicitamente. Alguns estudiosos consideram que Paulo o redigiu; outros, porém, supõem que seus possíveis escritores tenham sido: Barnabé, Lucas ou Apolo. Ainda que haja indícios de escrita paulina, muitos estudiosos não consideram que esta seja uma hipótese plausível.

 

 

1-2- Data de produção

Nada há em Hebreus que nos revele a data de sua produção; contudo, a carta provavelmente foi escrita antes de 70 d.C., pois não há qualquer referência à destruição do templo e do seu culto levítico. Segundo Orton H. Wiley (2008), "a data provável da redação - é situada entre os anos 64 e 67 d.C., quando começou a guerra na Judeia e, mais provavelmente, pouco antes da destruição de Jerusalém pelos romanos, em 70 d.C."

 

1-3- Destinatários

A visão tradicional é que o livro de Hebreus foi escrito para os cristãos judeus na Palestina, que estavam sendo tentados a voltar ao judaísmo, em função da intolerância e perseguição existentes por terem aderido ao cristianismo. Diante dessa situação difícil, o escritor procura convencer seus leitores de que esse retorno é impossível, já que a Supremacia de CRISTO se define de modo incontestável.

 

SUBSÍDIO 1

Todos enfrentamos frustrações e tentações; a nossa jornada espiritual nem sempre tem um ritmo tranquilo. Mas, a carta aos Hebreus oferece-nos auxílio para ocasiões como essas: em primeiro lugar, mostrando-nos as armadilhas e os perigos; em segundo, incentivando-nos a jamais desistir.

 

1-4- Temática desenvolvida

A supremacia de CRISTO é o tema central de Hebreus. O escritor procura demonstrar que JESUS é o cumprimento das profecias como das promessas da antiga aliança. Sendo mediador de uma nova aliança, JESUS é superior aos anjos, a Moisés, aos profetas, ao sacerdócio levítico e a todo o antigo sistema religioso.

 

2- JESUS CRISTO: A PERFEITA REVELAÇÃO DE DEUS

JESUS CRISTO é a fonte, o centro e o fim de tudo o que DEUS tem para dizer.

 

2-1- Revelação inspiracional e progressiva

A epístola aos Hebreus começa com uma declaração importante: Havendo DEUS, antigamente, falado, (...) falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho (Hb 1.1). Perto do final do livro, o escritor afirma: Vede que não rejeiteis ao que fala (Hb12.25a). Essa afirmação é fundamental para a fé cristã. Foi DEUS quem falou, e falou por meio do Filho. O livro claramente delineia como a Bíblia é uma revelação progressiva, na qual a mudança crucial foi do Antigo ao Novo Testamento.

 

2-2- A antiga revelação

Em Hebreus 1.1, o escritor assevera que, antigamente, DEUS  falou muitas vezes, e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas. O Senhor usou de modo especial Moisés (Dt 18.15; At3.22); no entanto, também se destacam nesta galeria: Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Joel, Malaquias, dentre outros.

 

2-3- Deus falou de muitas maneiras

DEUS revelou-se de modo progressivo nas diversas dispensações, até que chegasse (...) a posteridade a quem a promessa tinha sido feita (Gl 3.19), e a posteridade é CRISTO. Em Seu poder e multiforme sabedoria, Deus fala à humanidade pela Criação (Rm 1.20), por meio da lei natural (Rm 2.14, 15), pela consciência (Rm 2.15), pelos profetas (Hb 1.1), pelo Filho (Hb 1.2), pelo Espírito Santo (Hb 3.7) e pelo sangue de CRISTO (Hb 12.24).

 

 

2.4. A última e definitiva revelação

JESUS é a revelação completa do Eterno. Ele é o Filho de DEUS, superior aos profetas do Antigo Testamento, aos anjos, a Moisés e a Josué. Ele é o eterno sumo sacerdote, que  ofereceu a si mesmo como sacrifício perfeito a DEUS, a fim de tirar os pecados da humanidade. É por meio dele que DEUS faz uma nova e perfeita aliança com o Seu povo; e é por meio dele que se alcança a salvação eterna.

 

 

3- O PERFIL MAJESTOSO DE CRISTO

3-1- O herdeiro de tudo e criador do universo

- O universo foi criado por JESUS — A deidade de CRISTO pode ser constatada nas obras que Ele realizou (Hb 1.2, 10).

- Tudo que existe foi feito para JESUS — DEUS outorgou ao Filho o poder de criar tudo que existe e fê-lo herdeiro de tudo que foi criado (Cl 1.16).

 

3-2- O resplendor da glória de DEUS

O resplendor da sua glória (conf. Hb 1.3) é uma referência à glória (shekinah) de DEUS, que habitava o tabernáculo e o templo (Ex 40.34-38; 1 Rs 8.10). Shekinah é a transliteração de um termo hebraico, que significa habitar. CRISTO é para o PAI o que os raios são para o sol, isto é, Ele é uma refulgência da glória de DEUS. Da mesma forma como não se pode separar os raios do sol, também é impossível separar a glória de CRISTO da natureza de DEUS.

 

 

3-3- A expressão exata de DEUS

CRISTO não é apenas o resplendor da glória de DEUS, mas é também Aquele que possui Seu caráter e natureza (Hb 1.3). Sendo Filho do Homem, CRISTO apresentou-se, ao mesmo tempo, com a natureza do PAI, isto é, divina (Jo 10.30). A união das naturezas divina e humana em CRISTO é denominada união hipostática. JESUS  enquanto transitou pela terra, foi plenamente homem e plenamente DEUS. A natureza humana (sem pecado) e a natureza divina constituíram a  mesma pessoa, sem qualquer impedimento.

 

 

3-4- O sustentador de tudo que foi criado pela palavra do Seu poder

JESUS é o agente da criação. Sua palavra criadora teve efeito não apenas no imediato, mas transformou-se em lei para todo o universo quando, como DEUS, proferiu: "Haja (...); haja (...); e haja (...); (ajuntem-se (...); apareça (...); produza (...); haja (...); produzam (...); voem (...); produza (...)" (Gn 1.3-24).

 

3-5- O purificador dos nossos pecados

Uma vez que o pecado é direcionado, em primeiro lugar,  a DEUS; logo, somente Ele tem o poder e autoridade para removê-lo. Dessa forma, quando JESUS perdoou pecados diretamente, Ele fê-lo sabendo quem era.  O escritor do livro de Hebreus recebeu a revelação da  obra redentora de CRISTO, como aquele que, pelo Seu sangue, purifica-nos de todo o pecado (1 Jo 1.7). CRISTO é o agente eficaz da salvação, remindo o homem que o aceita como  salvador e senhor de sua vida (Jo 3.16).

 

 

3-6- O exaltado à direita de DEUS

Depois de CRISTO haver efetuado o perdão dos nossos pecados, mediante Sua morte na cruz, Ele assumiu Seu lugar de autoridade à destra de DEUS (Mc 16.19; At 7.53). A atividade redentora de CRISTO no céu envolve Seu ministério de mediador divino (Hb 8.6; 13.15; 1 Jo 2.1,2); sumo sacerdote (Hb 2.17, 18; 4.14-16; 8.1-3); intercessor (Hb 7.25); e batizador no ESPÍRITO SANTO (At 2.33). Por isso, podemos confiar plenamente nele (Rm 8.34)?

 

 

CONCLUSÃO

A Palavra de Deus, isto é, o Verbo divino, o Filho de DEUS cumpre e transcende tudo o que foi anteriormente falado da parte de DEUS. Absolutamente nada tem maior autoridade do que CRISTO. Ele é o único caminho para a salvação eterna e o único mediador entre DEUS e o homem. JESUS CRISTO é o agente da criação, o apogeu da revelação, o mediador da redenção e o juiz da história.

 

 

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO

1. Como é denominada a união plena das naturezas humana e divina em CRISTO?