Escrita Lição 1, CG, João Batista, a
Voz que Clama no Deserto, 2Tr25, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV
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ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 1 / ANO 2- N° 5
TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Mateus 3.1-4,6
1 - E, naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia
2 - e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.
3 - Porque este é o anunciado pelo profeta Isaias, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.
4 - E este João tinha a sua veste de pelos de camelo e um cinto de couro em torno de seus lombos e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre.
6 - (.)e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.
Lucas 3.15-18
15 - E, estando o povo em expectação e pensando todos de João, em seu coração, se, porventura, seria o CRISTO,
16 - respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com uyua, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias; este vos batizará com 0 ESPÍRITO SANTO e com fogo.
17 - Ele tem a pá na sua mão, e limpará a sua eira, e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga.
18 - E assim admoestando-os, muitas outras coisas também anunciava aq povo.
TEXTO ÁUREO
No dia seguinte, João viu a JESUS, que vinha para ele, e disse: Eis O Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo. João 1.29
SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO
2ª feira - Mateus 3.1-6 João inicia seu ministério pregando e batizando
3ª feira - Mateus 3.7-12 João e sua autoridade profética
4ª feira - João 1.16-20 João Batista dá testemunho de JESUS
5ª feira - Marcos 1.6-11 João Batista batiza JESUS
6ª feira - João 1.3-37 De João a JESUS: a transição do ministério Sábado
Sábado - Marcos 6.23-29 O martírio de João Batista
OBJETIVOS - Ao término do estudo bíblico, O aluno deverá:
-entender que João Batista prenunciou o fim da Lei e dos profetas e anunciou o Reino de DEUS;
-conhecer as características de João Batista, um dos mais influentes personagens bíblicos;
- entender que DEUS delega grandes missões a pessoas que demonstram coragem e humildade diante de desafios;
- saber que a fidelidade ao Senhor pode resultar no sacrifício da própria vida.
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Prezado professor, esta lição inaugura a série de estudos biográficos deste ciclo. Pergunte aos alunos o quanto apreciam ler biografias e quais figuras históricas mais os atraem. Em seguida, mencione que as narrativas bíblicas costumam ., destacar a infância e os primeiros anos de grandes personagens, mostrando as influências que moldaram suas vidas e as de seus sucessores (Ex 2.1-10; 1 Sm 1.24-28; 2.11,18-21). Explique que a história de João Batista (Lc 1.13-17,57-66), cuja vida se entrelaça com a de jesus, começa com eventos milagrosos em seu nascimento, sinalizando sua importância como precursor do Messias, conforme narrado nas Escrituras.
Boa aula!
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SUBSÍDIO DE REVISTA ANTIGA DA CPAD
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LIÇÃO 8 - JOÃO BATISTA - O ÚLTIMO PROFETA DO ANTIGO PACTO
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 3º Trimestre de 2010
O Ministério Profético na Bíblia, a voz de DEUS na Terra
Comentários da revista da CPAD: Pr. Ezequias Soares
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva
Observação Importante – João Batista era último profeta do Antigo Pacto, Antiga Aliança; não da Bíblia, Não do Novo Pacto, não Da nova Aliança. Esses profetas profetizaram a vinda de JESUS CRISTO ao mundo, nascendo aqui como homem.
A igreja tem profetas do ministério profeta de Efésios 4.11
No Novo Testamento, como ocorre com os apóstolos, temos o ministério de Profeta. Efésios 2.20; 4.11 fala sobre isso e em muitas outras partes do NT, como por exemplo: Atos 11:27 - profetas; Atos 15:32 - Judas e Silas; Atos 21:10 - Ágabo; 1 Co 12.28, 29; Tito 1.12 - profeta que revela pecado; Apocalipse 18.20 profetas e apóstolos.
TEXTO ÁUREO
"A Lei e os Profetas duraram até João; desde então, é anunciado o Reino de DEUS, e todo homem emprega força para entrar nele" (Lc 16.16).
VERDADE PRÁTICA
João Batista convocou o povo ao arrependimento, confissão de pecados e retorno a DEUS, bem como foi o precursor de JESUS, o Messias.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Is 40.3-5 O ministério de João Batista anunciado
Terça - Lc 1.15 João Batista, cheio do ESPÍRITO SANTO
Quarta - Jo 1.20-23 João Batista, consciente de sua identidade
Quinta -Mt 14.5 João Batista, reconhecido como profeta de DEUS
Sexta - Mc 1.9-11 João Batista batizou JESUS nas águas
Sábado - Jo 1.19 João Batista despertou a atenção das autoridades
PALAVRA CHAVE: PERSONALIDADE - Qualidade do que é pessoal; individualidade moral da pessoa.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 11.7-15
7 E, partindo eles, começou JESUS a dizer às turbas a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Uma cana agitada pelo vento? 8 Sim, que fostes ver? Um homem ricamente vestido? Os que se trajam ricamente estão nas casas dos reis. 9 Mas, então, que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta; 10 porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo, que preparará diante de ti o teu caminho. 11 Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no Reino dos céus é maior do que ele. 12 E, desde os dias de João Batista até agora, se faz violência ao Reino dos céus, e pela força se apoderam dele. 13 Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. 14 E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir. 15 Quem tem ouvidos para ouvir ouça.
11.7 JOÃO. Trata-se aqui de João Batista. CRISTO declara que João não era uma cana agitada pelo vento. Referia-se JESUS ao caráter justo de João e ao fato de ser ele um pregador que não transigia com o erro. João pregava a verdade e os mandamentos de DEUS, sem temer os homens e sem jamais temer a opinião popular. As autoridades judaicas ignoraram o pecado de Herodes, mas João nem por um momento jamais fez isso. Ele opôs-se ao tal pecado, com firmeza total, demonstrando nisso fidelidade absoluta a DEUS e à sua Palavra. Ele foi fiel a DEUS ao condenar o pecado, embora tal atitude viesse a custar-lhe a vida (14.3-12). Que todo pregador da Palavra de DEUS lembre-se disso: CRISTO, também, julgará seu ministério, seu caráter e sua posição em relação ao pecado (ver Lc 1.17).
11.11 MAIOR DO QUE ELE. Esta declaração talvez signifique que os privilégios dos mais humildes dentre os que pertencem à nova aliança são maiores do que os de João Batista. Possuem maiores tesouros de revelação divina (cf. 13.16,17) e verão maiores milagres (11.5), verão a morte e a ressurreição de CRISTO e receberão o derramamento pentecostal do ESPÍRITO SANTO (At 2.4)
11.12 O REINO DE DEUS - PELA FORÇA SE APODERAM DELE.
Mt 12.28: “Mas, se eu expulso os demônios pelo ESPÍRITO de DEUS, é conseguintemente chegado a vós o Reino de DEUS.”
A NATUREZA DO REINO. O reino de DEUS (ou dos céus), no presente, significa DEUS intervindo e predominando no mundo, para manifestar seu poder, sua glória e suas prerrogativas contra o domínio de Satanás e a condição atual deste mundo. Trata-se de algo além da salvação ou da igreja; é DEUS revelando-se com poder na execução de todas as suas obras.
(1) O reino é antes de tudo uma demonstração do poder divino em ação.
(2) Quando DEUS se manifesta com poder sobre o mundo, este entra em crise.
(3) O fato de DEUS irromper no mundo com poder, abrange:
(a) seu poder divino sobre o governo e domínio de Satanás (12.28; Jo 18.36);
(b) poder para operar milagres e curar os enfermos;
(c) a pregação do evangelho, que produz a convicção do pecado, da justiça e do juízo;
(d) a salvação e a santificação daqueles que se arrependem e crêem no evangelho e
(e) o batismo no ESPÍRITO SANTO, com poder, para testemunhar de CRISTO.
(4) Uma evidência máxima de que a pessoa está vivendo o reino de DEUS é viver uma vida de “justiça, e paz, e alegria no ESPÍRITO SANTO” (Rm 14.17).
(5) O reino de DEUS tem um aspecto tanto presente como futuro. .
O PAPEL DO CRENTE NO REINO. O NT contém abundante ensino sobre a missão do crente no reino de DEUS, na sua presente manifestação.
(1) Buscar incessantemente o reino de DEUS, em todas as suas manifestações, tendo fome e sede pela presença e pelo poder de DEUS,.
(2) Em 11.12, JESUS revela ue somente quem se esforça apodera-se do reino de DEUS.
(3) Não conhecerão o reino de DEUS aqueles que raramente oram, que transigem com o mundo, que negligenciam a Palavra e que têm pouca fome espiritual.
MALAQUIAS 4.5 - EIS QUE EU VOS ENVIO O PROFETA ELIAS. Malaquias profetiza que Elias viria ministrar antes que chegasse o dia do Senhor. O NT revela que esta profecia refere-se a João Batista (Mt 11.7-14) que, "no espírito e virtude de Elias" (ver Lc 1.17), preparou o caminho ao Messias. Alguns ainda crêem que Elias virá outra vez. Desta feita, aparecerá no período da tribulação para atuar como uma das duas testemunhas mencionadas no Apocalipse (ver Ap 11.3).
4.6 CONVERTERÁ O CORAÇÃO DOS PAIS AOS FILHOS. O ministério do profeta vindouro teria por objetivo reconciliar as famílias com DEUS e consigo próprias, i.e., entre seus respectivos membros. João Batista direcionava sua pregação neste sentido (Lc 1.17). (1) Não poderá haver bênçãos, nem vida abundante no ESPÍRITO, se o povo de DEUS não fizer da autoridade familiar, do amor e da fidelidade, as prioridades absolutas da igreja. A pureza e a retidão do lar precisam ser mantidas. Doutra forma, nossas congregações fracassarão. (2) A responsabilidade pela realização de tais tarefas cabe ao pai de família. Os pais devem amar os filhos, orando por eles (ver Jo 17.1), dedicando-lhes tempo, advertindo-os contra os caminhos ímpios, e ensinando-lhes diligentemente a Palavra de DEUS e os padrões de retidão. (3) Os pastores também devem fazer do alvo de João Batista sua própria meta na condução da igreja a fim de prepará-la à vinda do Senhor (ver Lc 1.17).
4.6 CONVERTERÁ O CORAÇÃO DOS PAIS AOS FILHOS. O ministério do profeta vindouro teria por objetivo reconciliar as famílias com DEUS e consigo próprias, i.e., entre seus respectivos membros. João Batista direcionava sua pregação neste sentido (Lc 1.17). (1) Não poderá haver bênçãos, nem vida abundante no ESPÍRITO, se o povo de DEUS não fizer da autoridade familiar, do amor e da fidelidade, as prioridades absolutas da igreja. A pureza e a retidão do lar precisam ser mantidas. Doutra forma, nossas congregações fracassarão. (2) A responsabilidade pela realização de tais tarefas cabe ao pai de família. Os pais devem amar os filhos, orando por eles (ver Jo 17.1), dedicando-lhes tempo, advertindo-os contra os caminhos ímpios, e ensinando-lhes diligentemente a Palavra de DEUS e os padrões de retidão. (3) Os pastores também devem fazer do alvo de João Batista sua própria meta na condução da igreja a fim de prepará-la à vinda do Senhor (ver Lc 1.17).
João declara: "Eis o cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo"
O cordeiro pascoal era um “sacrifício” (Êx 12.27) a servir de substituto do primogênito; isto prenuncia a morte de CRISTO em substituição à morte do crente
(ver Rm 3.25). Paulo expressamente chama CRISTO nosso Cordeiro da Páscoa, que foi sacrificado por nós (1Co 5.7).
O cordeiro macho separado para morte tinha de ser “sem mácula” (12.5); esse fato prefigura a impecabilidade de CRISTO, o perfeito Filho de DEUS (Jo
8.46; Hb 4.15).
QUEM ERA JOÃO BATISTA?
O BATISMO CRISTÃO NAS ÁGUAS É DIFERENTE DO BATISMO DE JOÃO BATISTA, TANTO PELO SIGNIFICADO, COMO PELA FINALIDADE
1- JESUS CRISTO FOI BATIZADO NAS ÁGUAS?
SIM. Mt 3.13 Então veio JESUS da Galileia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele. 14 Mas João o impedia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? 15 JESUS, porém, lhe respondeu: Consente agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele consentiu. 16 Batizado que foi JESUS, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o ESPÍRITO SANTO de DEUS descendo como uma pomba e vindo sobre ele; 17 e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. (TRINDADE PRESENTE). (REPARE QUE JOÃO BATISTA NÃO CONHECIA JESUS COMO FILHO DE DEUS, MAS CONHECIA-O COMO SEU PRIMO (Lc 1); ELE SÓ SOUBE QUE JESUS ERA O FILHO DE DEUS QUANDO O ESPÍRITO SANTO DESCEU SOBRE JESUS; VIDE Jo 1.33 Eu não o conhecia; mas o que me enviou a batizar em água, esse me disse: Aquele sobre quem vires descer o ESPÍRITO, e sobre ele permanecer, esse é o que batiza no ESPÍRITO SANTO.)
2- O BATISMO NAS ÁGUAS É UMA ORDEM DE JESUS CRISTO PARA NÓS? COMO BATIZAR?
SIM. Mt 28.19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO;
A forma de batizar é em nome do pai, do filho e do ESPÍRITO SANTO e quem dá a autoridade para batizar é JESUS.
3- A IGREJA NO PRINCÍPIO BATIZAVA OS NOVOS CONVERTIDOS NAS ÁGUAS?
At 2.41 De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas; At 8.2 Mas, quando creram em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de DEUS e do nome de JESUS, batizavam-se homens e mulheres. 13 E creu até o próprio Simão e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e admirava-se, vendo os sinais e os grandes milagres que se faziam.
4- O APÓSTOLO PAULO FOI BATIZADO NAS ÁGUAS?
At 9.18 Logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista: então, levantando-se, foi batizado. 19 E, tendo tomado alimento, ficou fortalecido. Depois demorou-se alguns dias com os discípulos que estavam em Damasco;
5- TEMOS EXEMPLO DE PESSOAS QUE FORAM BATIZADOS NAS ÁGUAS DEPOIS DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO?
SIM. At 10.47 Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam batizados estes que também, como nós, receberam o ESPÍRITO SANTO? 48 Mandou, pois, que fossem batizados em nome de JESUS CRISTO. Então lhe rogaram que ficasse com eles por alguns dias.
6- TEMOS EXEMPLO DE MULHER QUE FOI BATIZADA NAS ÁGUAS?
SIM At 16.15 Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos, dizendo: Se haveis julgado que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali. E nos constrangeu a isso. (Lídia)
7- TEMOS EXEMPLO DE POLICIAL SENDO BATIZADO NAS ÁGUAS?
At 16. 33 Tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes as feridas; e logo foi batizado, ele e todos os seus.(guarda da prisão)
8- O BATISMO DE JOÃO BATISTA É O MESMO QUE O CRISTÃO?
NÃO. O batismo de João que era para arrependimento de pecados, era também para esperar a vinda de JESUS CRISTO e o batismo cristão é para confirmar, pela fé que cremos que Ele veio em carne, morreu por nós, ressuscitou e está assentado à direita do pai donde intercede por nós.
At 19.3 Tornou-lhes ele: Em que fostes batizados então? E eles disseram: No batismo de João. 4 Mas Paulo respondeu: João administrou o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que após ele havia de vir, isto é, em JESUS. 5 Quando ouviram isso, foram batizados em nome do Senhor JESUS (foram batizados nas águas, na autoridade de JESUS). 6 Havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o ESPÍRITO SANTO, e falavam em línguas e profetizavam (depois foram batizados com o ESPÍRITO SANTO). 7 E eram ao todo uns doze homens.
O arrependimento do cristão se dá no dia em que se converte a CRISTO e não no dia do batismo em águas.
9- TEMOS EXEMPLO DE BATISMO NAS ÁGUAS E LOGO A SEGUIR BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO?
SIM. At 19.6 Havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o ESPÍRITO SANTO, e falavam em línguas e profetizavam ( foram batizados com o ESPÍRITO SANTO, depois do batismo nas águas - vide acima)). 7 E eram ao todo uns doze homens.
10- QUAL O SIGNIFICADO DO BATISMO PARA A IGREJA? NÓS MORREMOS MESMO NO BATISMO?
Rm 6. 1 Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que abunde a graça? 2 De modo nenhum. Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele? 3 Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em CRISTO JESUS fomos batizados na sua morte? 4 Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como CRISTO foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. 5 Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição; 6 sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado. 7 Pois quem está morto está justificado do pecado. 8 Ora, se já morremos com CRISTO, cremos que também com ele viveremos, 9 sabendo que, tendo CRISTO ressurgido dentre os mortos, já não morre mais; a morte não mais tem domínio sobre ele. 10 Pois quanto a ter morrido, de uma vez por todas morreu para o pecado, mas quanto a viver, vive para DEUS. 11 Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para DEUS, em CRISTO JESUS.
1 Co 15. 26 Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte. 27 Pois se lê: Todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz: Todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. 28 E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que DEUS seja tudo em todos. 29 De outra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que então se batizam por eles? 30 E por que nos expomos também nós a perigos a toda hora? 31 Eu vos declaro, irmãos, pela glória que de vós tenho em CRISTO JESUS nosso Senhor, que morro todos os dias. 32 Se, como homem, combati em Éfeso com as feras, que me aproveita isso? Se os mortos não são ressuscitados, comamos e bebamos, porque amanhã morreremos. 33 Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes. 34 Acordai para a justiça e não pequeis mais; porque alguns ainda não têm conhecimento de DEUS; digo-o para vergonha vossa.
O BATISMO É O NOSSO SEPULTAMENTO COM CRISTO E TAMBÉM NELE, A NOSSA RESSURREIÇÃO PARA UMA
NOVA VIDA Cl 2.12" tendo sido sepultados com ele no batismo, no qual também fostes ressuscitados pela fé no poder de DEUS, que o ressuscitou dentre os mortos;"
11- AS VELHAS ALIANÇAS CONTINUAM VALENDO?
AS VELHAS ALIANÇAS QUE PORVENTURA ALGUÉM TENHA FEITO EM ALGUMA SEITA, SÃO QUEBRADAS POIS AS ALIANÇAS SÓ VALEM ENQUANTO AQUELE QUE AS FEZ ESTÁ VIVO; QUANDO ALGUÉM ACEITA A JESUS CRISTO COMO SENHOR ELE MORRE E NASCE DE NOVO (Jo 3.3)
12- É preciso fazer curso de batismo nas águas?
Talvez esteja aí a razão porque tantos se desviam nos primeiros dias de sua conversão, nos dias atuais, pois ao atentarmos para os tempos bíblicos veremos que todos os que aceitavam o evangelho eram batizados nas águas imediatamente sem perguntas extras. Será que estamos inventando leis para salvação das pessoas? Será que estamos colocando os costumes adiante da fé? Não será hora de revermos nossa posição e seguirmos as orientações contidas na Bíblia, a infalível palavra de DEUS? Depois que alguém aceita a JESUS CRISTO como senhor e salvador certamente o ESPÍRITO SANTO ajudará essa pessoa a santificar sua vida e lhe revelará quais os melhores costumes a seguir, no modo de vestir, falar e agir; como nova criatura que agora é.
O COMPROMISSO QUE A PESSOA ASSUME AO SER BATIZADO A FORTALECE EM SUA FÉ, PORTANTO DEVE SER MINISTRADO O QUANTO ANTES.
Será que estamos fazendo igual aos judeus hipócritas que colocavam o Talmude acima da Bíblia?
"Por que JESUS se submeteu ao batismo?
Há várias maneiras de responder. De acordo com Lucas, era necessário para que JESUS recebesse o poder do ESPÍRITO SANTO a fim de cumprir sua chamada como Messias. Em Mateus, JESUS disse: 'Assim convém cumprir toda a justiça' (3.15). Ele carecia de purificação de pecados? Não, pois o Novo Testamento destaca que o entendimento que os primeiros cristãos tinham de sacrifício exigia um sacrifício sem mancha nem pecado, como nos sacrifícios judaicos. JESUS é apresentado como Cordeiro imaculado de DEUS para o sacrifício pascal (Mt 26.1 7-29; Jo 1.29; Ap 5.6-8). Paulo também entendeu que JESUS não tinha pecados (2 Co 5.21); portanto, a purificação de pecados não é o ponto de debate para JESUS.
O freqüente tema de Mateus cumprimento - afiança a resposta: para 'cumprir toda a justiça'. A justiça para Mateus não é meramente guardar normas e regulamentos [...]
Contudo a verdadeira justiça está baseada numa relação com DEUS, que está implícita no seu perdão misericordioso, e num recebedor arrependido que deseja cumprir a justiça de DEUS - e não no próprio entendimento que a pessoa tenha disso (Mt 5.20; 6.33)."
(ARRINGTONN, EL; STRONSTAD, R. (eds.) Comentário bíblico pentecostal: Novo Testamento. 2.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.27.)
- BATISMO NAS ÁGUAS
Algumas pessoas falam sobre o batismo, assistiram a batismo, outros até já foram batizados, mas ainda não sabem o seu verdadeiro significado. Primeiro, quero começar por dizer que o batismo é um mandamento de JESUS.
É UM MANDAMENTO DE JESUS
Na Bíblia, no livro de Marcos, capítulo 16 e versículos 15 e 16 podemos ler o que o próprio JESUS disse: - "E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado" JESUS TAMBÉM FOI BATIZADO - para em tudo ser o nosso exemplo.
Mateus 3:13-15 - “Então veio JESUS da Galileia ter com João junto do Jordão, para ser batizado por ele. Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim? JESUS, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu”.
OS DISCÍPULOS TAMBÉM PRATICAVAM este mandamento de JESUS Atos 2:37-39 - " E, ouvindo eles isto, compungiam-se em seu coração, e perguntavam a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos varões irmãos? E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de JESUS CRISTO, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do ESPÍRITO SANTO; Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe; a tantos quantos DEUS nosso Senhor chamar."
QUAL O SIGNIFICADO DO BATISMO NAS ÁGUAS
O Batismo nas águas simboliza o pacto entre JESUS e a pessoa que recebeu JESUS como Salvador. É uma manifestação pública da sua fé em JESUS. É feita diante de DEUS dos anjos e dos homens. O Batismo simboliza a nossa morte para o velho « EU », os caminhos errados, o pecado e o mundo. O Batismo simboliza a ressurreição de uma nova vida com DEUS. O Batismo é um funeral - a morte do « EU ». O mergulhar nas águas quer dizer que morremos para nós próprios e para o mundo. As águas simbolizam o sangue de JESUS no qual mergulhados ficamos aliviados dos nossos pecados. O sair das águas simboliza o ressuscitar - nascer de novo - para uma nova vida com JESUS (Romanos 6:3-4).
DEVEMOS BATIZAR BEBÊS?
Não! Porque o batismo nas águas é um ato de fé para ser feito após se ter nascido de novo. Como pode um bebê fazer uma decisão e quanto mais decisão de fé? Cada pessoa é responsável por si só diante de DEUS.
O BATISMO SALVA?
Não! Não é batismo em si que salva. Quem salva é só JESUS CRISTO. Em alguns círculos religiosos ensinam que uma pessoa só é salva depois de se batizar. Mas, então o que poderíamos pensar do ladrão que foi crucificado ao lado de JESUS? O próprio JESUS lhe disse que Ele estaria com Ele no paraíso naquele mesmo dia. Alguém pode dizer: “Mas ele não foi batizado!" Não estaria por isso salvo? Claro que sim! JESUS salvou-o. Salvação consiste em dar a vida a JESUS, aceitá-lo como Senhor e Salvador, isto é, nascer de novo.
BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
1) É UMA EXPERIÊNCIA SUBSEQÜENTE À SALVAÇÃO
Atos 2:38-39 - "E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de JESUS CRISTO, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do ESPÍRITO SANTO. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a tantos quantos DEUS nosso Senhor chamar"
2) A PROMESSA E CUMPRIMENTO DE JESUS
Promessa - Atos 1:4, 5 e 8 Cumprimento - Atos 2:1-4 Evidência do Batismo no ESPÍRITO SANTO - Atos 2:5-13
3) O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO TRAZ O PODER DE DEUS Atos 1:5 e 8.
O EVANGELHO DE JOÃO
Cap. 3.22-30
(22) Depois disto, foi JESUS com seus discípulos para a terra da Judéia; ali permaneceu com eles e batizava. (23) Ora, João também estava batizando em Enom, perto de Salim,
porque havia ali muitas águas, e para lá concorria o povo e era batizado. (24) Pois João ainda não tinha sido encarcerado. (25) Ora, entre os discípulos de João e um judeu suscitou-se uma contenda com respeito à purificação. (26) E foram ter com João e lhe disseram: Mestre, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, está batizando, e todos lhe saem ao encontro. (27) Respondeu João: O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada. (28) Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse : eu não sou o CRISTO, mas fui enviado como seu precursor. (29) O que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noivo. Pois esta alegria já se cumpriu em mim. (30) Convém que ele cresça e que eu diminua. (22) Depois disto, foi JESUS com seus discípulos para a terra da Judéia; ali permaneceu com eles e batizava.
Os três Evangelistas sinópticos pouco sabem das atividades de JESUS na Judéia. As informações deles parecem sugerir que o ministério de JESUS não passou de um ano. Informações adicionais que João fornece, às vezes parecem corrigir os sinópticos, mostrando que o ministério de JESUS estendeu-se por três anos aproximadamente. Em João 1.34 lemos que JESUS após seu primeiro encontro com o Batista e seu próprio batismo e experiência no deserto, deixou o movimento batista, sendo acompanhado nesse ato pelos seus primeiros seis discípulos, todos oriundos do movimento. Ele voltou para o norte, para sua Galileia. O velho Apóstolo lembra que, posteriormente, JESUS retornou ao Jordão, permanecendo ali por um bom tempo. A mensagem do Batista, a anunciação do Reino de DEUS, por DEUS ordenada, também movia a mente de JESUS. Embora Ele não tenha se ligado diretamente ao movimento batista viu o batismo como condição inicial (indicando o arrependimento) como tão indispensável que, por alguns meses, permitiu aos seus discípulos uma atividade similar. Ali JESUS foi procurado por muita gente.
(23) Ora, João também estava batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas, e para lá concorria o povo e era batizado. Ele havia mudado seu campo de ação mais para o norte. Jerônimo (350-420d.C.), trezentos anos mais tarde, ainda identificava o lugar da atividade do Batista.
(24) Pois João ainda não tinha sido encarcerado. Com essa frase intercalada João corrige a informação inconsistente de Marcos de que JESUS somente iniciou sua atividade ministerial após o Batista ser preso (Marcos 1.14). Por aproximadamente oito meses tanto João Batista como JESUS ministravam no Jordão, independentes, mas com o mesmo ministério, embora a certa distância. Os seguidores do Batista não viam de bons olhos a atividade do grupo de JESUS. Eles entenderam como traição o fato de alguns de seus antigos companheiros tivessem aberto outro campo sob a liderança de JESUS. A situação agravou-se quando o movimento de JESUS começou a crescer, ultrapassando o do Batista.
(25) Ora, entre os discípulos de João e um judeu suscitou-se uma contenda com respeito à purificação. (26) E foram ter com João (Batista) e lhe disseram: Mestre, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, está batizando, e todos lhe saem ao encontro. Não sabemos exatamente qual foi a “contenda”. Pelo que entendemos, “um judeu”, provavelmente após ser batizado por JESUS, resolveu questionar junto aos seguidores do Batista o valor do cerimonial da purificação destes (o batismo de João). Os seguidores do Batista, contestados por este tal “judeu” recorreram então ao seu mestre em busca do apoio para as suas argumentações. Levaram a ele não só a denúncia da atividade “desleal” de JESUS e que se realizava a alguns quilômetros mais ao sul, como também a preocupante informação de que “todos lhe saem ao encontro”. Em linguagem popular isso quer dizer: “Ele está virando moda e nós vamos ficar sem movimento e sobrando, pois todo mundo corre para lá”.
Para entendermos melhor a atividade paralela de João Batista e de JESUS ocorrida durante oito meses aproximadamente, lembramos que o batismo de João era (conforme Mateus 3,7) um “sacramento escatológico” (que preparava para o que vinha). O arrependimento e o perdão baseados no ato batismal anunciavam a iminente chegada da “era messiânica”. Pelo Evangelista sabemos que JESUS não somente aprovava esse ministério, como permitiu aos seus discípulos cumprirem a mesma tarefa durante meses. Servia-lhes de preparo.
JESUS pessoalmente não batizava (João 4.2). O batismo posterior, aquele da Igreja, seria em nome de JESUS; o batismo de quem falamos ainda, porém, ainda era preparativo. O batismo cristão tem sua raiz no batismo de João Batista, sendo substituído e tornado ineficaz com a posterior morte e ressurreição de JESUS. Mas no presente momento, os dois movimentos - tanto o do Batista como o de JESUS e seu grupo - andavam paralelos e movidos pelo mesmo ESPÍRITO.
Essas correções do Evangelista eram necessárias como argumentos contra o Movimento Batista ainda presente no fim do século primeiro, época em que o Evangelista escreveu sua obra.
Como testemunha, João simplesmente dispunha de melhores informações que seus colegas Evangelistas a respeito do início. Mateus ainda não tinha sido convocado a juntar-se ao grupo;
Marcos e Lucas dependiam de informações de segunda mão. João é a fonte mais confiável quando as informações nos quatro Evangelhos não condizem.
Voltemos aos seguidores do Batista que vieram reclamar perante seu mestre a “deslealdade” do grupo de JESUS, formado por ex-companheiros. O posicionamento do Batista, “o maior dos
nascidos de mulher” como JESUS o definiu em Mateus 11.11, uma figura impressionante na divisória das duas épocas, na passagem da Antiga para a Nova Aliança, é comovente. Livre de orgulho e necessidade de reconhecimento público, ele reafirma sua posição já dada em 1.22 – 27,30. Ele estava falando sério quando se definiu “precursor de outro maior”. Os seus seguidores parecem não ter dada a devida atenção às palavras de seu mestre.
(27) Respondeu João: O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada. O Batista viu no resultado crescente de JESUS a obra de DEUS. Todo esforço humano nas coisas de DEUS dará em nada se o próprio DEUS não estiver agindo. Para o Batista essa era uma verdade óbvia.
(28) Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: eu não sou o CRISTO, mas fui enviado como seu precursor. Nãohavia razão alguma para inquietação entre seus seguidores. João era
o precursor, aquele que abriu o caminho. Ele havia chegado ao limite de sua atuação. O movimento crescente em volta de JESUS configurava sua própria missão como cumprida: ele havia anunciado. Aquele que seria maior do que ele.
(29) O que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noivo. Pois esta alegria já se cumpriu em mim.
A imagem de bodas era comum em Israel quando se referia à chegada do Messias. As raízes dessa imagem vêm de Cantares. Aquele que tem a noiva é o noivo. A JESUS pertencia o Reino
anunciado, não ao Batista. No entanto, o “amigo”, a pessoa mais importante do lado do noivo, a pessoa enviada para buscar a palavra da noiva, era o paraninfo. Assim que conseguiu conduzir a noiva ao noivo, sua alegria havia chegado ao clímax. Não havia outra alegria maior. “Esta alegria já se cumpriu em mim”, disse o Batista. A imagem das bodas como imagem escatológica entrou também no Novo Testamento. JESUS a usou várias vezes. João Apóstolo compara no seu Apocalipse o estabelecimento final do “Reino do Senhor nosso DEUS” a uma festa de casamento. “Alegremo-nos, exultemos e demos glória, porque se aproximam as núpcias do Cordeiro. A Esposa está preparada...” (Apoc.19.7).
(30) Convém que ele cresça e que eu diminua. Era propósito divino que o Batista, uma vez concluída sua missão, recuasse. “Convinha” diminuir. Logo, sem que nesse momento ele o
soubesse, irá sucumbir num cárcere úmido e escuro e perder sua vida por causa do ódio de uma mulher (Marcos 6.14-29). Não fora isso que ele previa. Queria continuar a alegrar-se com o crescimento do ministério de JESUS. Não lhe fora reservada essa alegria. Nas suas últimas horas até dúvidas quanto à sua missão o castigavam, mas JESUS, através dos mensageiros enviados, o lembrou das profecias. Importava a ele diminuir. Se desejamos que CRISTO cresça em nossa vida, “convêm” a nós que diminuamos. O exemplo do Batista nos mostra que esse
“diminuir” não consiste em martírios voluntários, escolhidos por nós. DEUS mesmo se ocupará em fazer o nosso “ego” murchar; inclusive nas assim chamadas “atividades religiosas”.
• Você está disposto a permitir que Ele cresça?
• Você não pode crescer junto com CRISTO, enquanto não O segue!
• Antes de reinar com Ele, Ele vai ensinar-lhe o discipulado (= seguir atrás).
Uma metáfora contada por R. Wurmbrand ilustra o nosso assunto:
O Rei Ibrahim procurou DEUS e não O encontrou. Uma noite, ele ouviu alguém usando botas pesadas andando no telhado do palácio. Subindo para ver quem era, viu que era o seu melhor amigo, que conhecia a sua busca espiritual. O Rei perguntou a ele:
“O que você está fazendo aí em cima?”
“Procuro camelos.”
“Que tolice procurar camelos no telhado de um palácio”,
exclamou o Rei, ao que o amigo respondeu:
“Tolice é procurar DEUS sentado num Trono”.
(Richard Wurmbrand. Alcançando as alturas. Ed. Voz dos Mártires, pág.12)
Fonte: Hagton
A morte de João Batista
Capítulo 14:1-12
Temos aqui um relato da interpretação feita pelo rei da Galileia, dos sinais e prodígios que estavam sendo realizados pelo Senhor JESUS.
O rei era Antipas, chamado de "o tetrarca" pois reinava sobre uma província, no seu caso a Galileia e Peréia; ele tinha dois irmãos, Filipe que reinava sobre o leste do Jordão e Arquelau, rei da Judéia e de Samaria. Os três eram filhos de Herodes o Grande e todos eram conhecidos como "Herodes", bem como outros descendentes de Herodes o Grande que mais tarde assumiriam o poder. Todos eram infames, notórios pela sua crueldade.
Antipas era de origem Iduméia e árabe por parte do pai, e samaritana por parte da mãe. Abandonando sua esposa, ele casou-se com Herodias, que havia sido esposa do seu irmão Filipe (não o tetrarca). João Batista repreendeu-o por causa disto (Levítico 20:21), e por todas as coisas más que ele tinha feito, e assim angariou o ódio dos dois e foi posto na prisão. Herodias queria vê-lo morto, mas Herodes temia João pois sabia que ele era um homem justo e santo (Marcos 6:20).
Mas Herodias aproveitou-se de uma promessa feita levianamente por Herodes a Salomé, filha de Herodias e sobrinha de Herodes, para conseguir que ele ordenasse o degolamento de João. Este episódio é relatado a seguir, e temos muitos mais detalhes narrados em Marcos 6:14 a 29.
Antes de os considerarmos, vejamos a interpretação dada por Herodes aos acontecimentos que vinham agora ao seu conhecimento, concernentes a alguém que estava se tornando notório pelos sinais e prodígios que fazia.
Alguns diziam que João havia ressuscitado e era ele quem fazia os milagres, outros que era o profeta Elias (levado ao céu num redemoinho, sem morrer - 2 Reis 2:11-12), e outros que era um dos velhos profetas do Velho Testamento, ressuscitado (Lucas 9:7-8).
Dessas três hipóteses, Herodes considerou que a primeira era a mais provável (v. 2, Marcos 6:14).
É notável que nem esse Herodes nem ninguém do seu povo parece ter sequer sugerido a verdadeira identidade do Messias JESUS, tão esperado pelo povo de Israel, perfeitamente provada pelo cumprimento das profecias a Seu respeito, e da qual dava sinais autênticos, à vista de todos.
Parecia mais fácil acreditar que um homem que havia sido degolado, cuja cabeça fora trazida numa bandeja para a vista de todos, tinha de alguma forma se reconstituído e voltado à vida.
Assim é a humanidade incrédula, que aceita qualquer explicação, por mais tola que seja, daquilo que não consegue entender, ao invés da divina revelação encontrada na Palavra de DEUS, a Bíblia.
A começar pela teoria da evolução, ridícula mas assim mesmo ensinada em todas as escolas, passando pelas religiões inventadas por homens, com seus deuses inócuos feitos por eles próprios, chegando até o cristianismo apóstata dos nossos dias, vazio da fé salvadora, são todos substitutos da realidade revelada por DEUS na Bíblia, disponível a todos os que a procuram com sinceridade.
Voltando ao estudo do nosso texto, temos as circunstâncias da morte de João Batista. Ele havia denunciado ao Herodes a imoralidade que estava cometendo ao coabitar com Herodias, a mulher do seu irmão.
Essa mulher ficou furiosa, encheu-se de ódio contra João Batista e queria vê-lo morto por causa disto.
Herodes tinha que decidir entre arrepender-se do que fazia e separar-se de Herodias, continuar na situação em que se encontrava e sofrer crescente oposição do povo em seguida à denúncia de João Batista, ou silenciá-lo de alguma forma.
Das três opções, influenciado por Herodias, Herodes decidiu pela terceira, mas hesitava em matá-lo, porque sabia que João era um homem de bem, justo e santo, e respeitado pelo povo. Mandou, portanto, que fosse amarrado e colocado na prisão.
Quantas vezes, seguindo um caminho mau, somos alertados por alguém e temos a oportunidade de nos corrigir, mas preferimos continuar no pecado.
Quantos pecadores são alertados pela pregação do Evangelho, e, ao invés de se converterem, eles se voltam contra o evangelista e o próprio Evangelho, tornando-se inimigos de CRISTO. Com isto eles pensam ganhar algum prazer nesta vida, mas perdem a vida eterna, permanecendo na condenação de DEUS para sempre.
Não é fácil deixar uma situação de pecado, que nos agrada, para endireitar a nossa vida. Foi o que aconteceu com Herodes. Preferiu cometer uma grande injustiça, aprisionando João Batista para agradar Herodias e abafar a sua própria consciência.
Não sabemos o que João Batista pensou sobre o ocorrido: não havia, entre os profetas, alguém maior do que ele (cap. 11:11, Lucas 7:28). Da prisão ele mandou uns discípulos seus perguntarem ao Senhor JESUS se Ele era de fato Aquele que havia de vir, ou se esperavam outro (capítulo 11).
À primeira vista, parece que João Batista estaria começando a ficar desanimado, e já duvidava da identidade do Senhor JESUS, apesar da clara identificação feita por ocasião do batismo
Por outro lado, existe a possibilidade que ele quis que eles obtivessem a confirmação direta do Messias para benefício deles próprios. É de se notar a maneira sigilosa em que foi fraseada a pergunta.
João Batista havia proclamado "É necessário que ele cresça e que eu diminua." (João 3:30). Era comum entre os profetas o sofrimento nas mãos daqueles a quem transmitiam a Palavra de DEUS, logo a situação em que ele se encontrava não era inesperada.
Este sofrimento, e mesmo a morte, também tem sido parte integrante da experiência de grande parte dos servos de DEUS, desde o início da igreja. O mundo teve ódio de JESUS CRISTO, e ainda tem ódio dos Seus discípulos, todos os que fazem parte do Seu rebanho, como Ele próprio declarou que ia acontecer (João 17:14).
O dia do aniversário de Herodes foi celebrado com uma festa (só lemos de outra festa de aniversário na Bíblia, esta celebrada por Faraó - Gênesis 40:20 - Dois aniversários horríveis). Foi quando ele cometeu outro grande erro.
A filha de Herodias, sobrinha de Herodes, dançou durante a festa. Seu nome não é mencionado na Bíblia, mas segundo a história profana ela era Salomé, que se casou mais tarde com outro tio, Filipe o tetrarca da Ituréia (Lucas 3:1).
Ela dançou tão bem que agradou muito Herodes e os seus convidados. Para recompensá-la, Herodes lhe prometeu, com juramento, que lhe daria tudo o que pedisse, até a metade do seu reino (Marcos 6:23).
Era uma promessa solene, e Salomé foi consultar a sua mãe sobre o que deveria pedir. Herodes era poderoso e rico, e as possibilidades eram muitas. Mas Herodias estava focalizada em uma coisa só: João Batista tinha que morrer. Surgiu agora a oportunidade de consegui-lo através da sua filha.
Para a aflição de Herodes, sua sobrinha, instruída por sua mãe, pediu: "Dá-me aqui num prato a cabeça de João Batista."
Herodes havia feito um juramento, e os que estavam à mesa com ele eram testemunhas, portanto ele tinha que ser cumprido. Ninguém daria o valor de metade do seu reino à cabeça de João Batista: só mesmo Herodias.
João Batista foi decapitado a mando de Herodes, e a sua cabeça exibida na mesa para a satisfação de Herodias.
Na verdade não foi um triste fim para João Batista. Segundo o plano de DEUS ele havia cumprido brilhantemente a sua missão, e havia agora chegado a hora dos seus discípulos se reunirem junto com os discípulos do Senhor JESUS, para aprenderem com Ele. A sua morte foi rápida e relativamente indolor. A morte do Messias seria imensamente mais dolorosa.
Os discípulos de João Batista foram buscar o seu corpo, e lhe deram um sepultamento digno. Depois foram contar tudo ao Senhor JESUS.
Herodes ficou com um grande peso na consciência, e para ele seria agora um alívio pensar que João Batista havia ressuscitado. (Por R David Jones).
INTERAÇÃO
Nesta lição, estudaremos a respeito de João Batista: sua origem, papel profético e personalidade. João Batista foi o último profeta veterotestamentário e o precursor de JESUS CRISTO - a "Voz do que clama no deserto" -, cuja missão era preparar o caminho do Senhor (Lc 1.76). João desempenhou um ministério árduo, porquanto, como profeta, denunciava o estado pecaminoso do povo e de autoridades (Lc 3.4,19). Nesse contexto, brota o caráter íntegro de João Batista, que, mesmo diante da morte, não renegou o padrão da Ética Cristã. Sua vida nos instrui a resistir às concessões éticas e permanecer firmes e alicerçados nos valores do Reino de DEUS.
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Explicar a missão de João Batista
Descrever a personalidade de João Batista
Conscientizar-se do privilégio de fazer parte do Reino de DEUS.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reproduza o quadro a respeito dos "Aspectos do Reino dos Céus" em data show, retroprojetor ou lousa e faça cópias para os alunos. Leia o texto bíblico de Mateus 5.1-12,20. Explique que o Reino dos Céus tem aspectos presentes e futuros. Nós, como Igreja, precisamos viver os valores do Reino de maneira intrínseca em nosso dia a dia. Enfatize que é preciso entender e desenvolver, à luz do Sermão do Monte (Mt 5), um comportamento embasado em CRISTO, a ponto de a nossa justiça superar a do mundo. Boa Aula!
SINOPSE DO TÓPICO (1)
João Batista foi oriundo de uma família piedosa, teve um nascimento miraculoso e sua missão foi converter os israelitas a DEUS e preparar o caminho do Messias.
SINOPSE DO TÓPICO (2)
A personalidade de João Batista destemida e sensível ao SANTO ESPÍRITO foi testificada por JESUS.
SINOPSE DO TÓPICO (3)
João Batista não somente encerrou o Profetismo em Israel, mas também foi o arauto de CRISTO.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO - Subsídio Bibliológico
João Batista como precursor do Messias; e a comparação com o profeta Elias
O papel de João Batista como um precursor do Messias o colocou numa posição de grande privilégio, descrito como 'muito mais do que profeta' (11.9), como não havendo ninguém maior do que ele. Nenhum homem jamais cumpriu este objetivo dado por DEUS melhor do que João. Ainda assim, no Reino de DEUS que está chegando, o menor terá uma herança espiritual maior do que João, porque ele viu e conheceu a CRISTO e a sua obra concluída na Cruz. João morreria antes que JESUS morresse e ressuscitasse para inaugurar o seu Reino. Como seguidores de JESUS testemunharão a realidade do Reino, eles terão privilégios e um lugar maior do que João Batista. Todos os profetas das Escrituras tinham profetizado a respeito da vinda do Reino de DEUS. João cumpriu a profecia, pois ele mesmo era o Elias que havia de vir (Ml 4.5). João não era Elias ressuscitado, mas ele assumiu o papel profético de Elias - o de confrontar corajosamente o pecado e mostrar DEUS
VOCABULÁRIO
Veterotestamentário: Relativo ao Antigo Testamento.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
BOYER, Orlando. Espada Cortante 2. Rio de Janeiro, CPAD, 2006.
Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. 2ª. ed.Rio de Janeiro, CPAD, 2004.
SAIBA MAIS NA Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 43, p.39.
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Observação Importante – João Batista era último profeta do Antigo Pacto, Antiga Aliança; não da Bíblia, Não do Novo Pacto, não Da nova Aliança. Esses profetas profetizaram a vinda de JESUS CRISTO ao mundo, nascendo aqui como homem.
A igreja tem profetas do ministério profeta de Efésios 4.11
No Novo Testamento, como ocorre com os apóstolos, temos o ministério de Profeta. Efésios 2.20; 4.11 fala sobre isso e em muitas outras partes do NT, como por exemplo: Atos 11:27 - profetas; Atos 15:32 - Judas e Silas; Atos 21:10 - Ágabo; 1 Co 12.28, 29; Tito 1.12 - profeta que revela pecado; Apocalipse 18.20 profetas e apóstolos.
Lição 7 - O ministério de Profeta
LIÇÕES BÍBLICAS - 2º Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: Dons Espirituais e Ministeriais - Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário
Comentário: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva
TEXTO ÁUREO
“E a uns pôs DEUS na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas” (1 Co 12.28).
VERDADE PRÁTICA
O ministério de profeta é fundamental para a Igreja de CRISTO nos dias atuais.
LEITURA DIÁRIA
Segunda- At 3.22Jesus O profeta prometido
Terça - At 11.2 7 Profetas na igreja primitiva
Quarta - Lc 11.49 Profetas enviados por DEUS
Quinta - 1 Co 14.3 O ministério do profeta
Sexta - 1 Ts 5.20 Não despreze as profecias
Sábado - Ap 3.22 O ESPÍRITO fala às igrejas
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 Coríntios 12.27-29; Efésios 4.11-13.
1 Coríntios 12.27 - Ora, vós sois o corpo de CRISTO e seus membros em particular. 28 - E a uns pôs DEUS na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. 29 - Porventura, são todos apóstolos? São todos profetas? São todos doutores? São todos operadores de milagres?
Efésios 4.11 - E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, 12 - querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra g do ministério, para edificação do corpo de CRISTO, 13 - até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de DEUS, a varão perfeito, à medida da estatura completa de CRISTO.
INTERAÇÃO
O ministério de profeta é um dom de DEUS para a igreja atual. O profeta é chamado para faiar segundo o coração do Pai. Nem sempre sua mensagem é aceita. No Antigo Testamento alguns sofreram perseguições terríveis por trazer aos israelitas a mensagem divina.
Em o Novo Testamento os profetas não perderam a preeminência. Eles, juntamente com os apóstolos, eram as colunas da Igreja. Atualmente, temos a Bíblia, a profecia maior; porém o Senhor continua a levantar e a usar seus porta-vozes para revelar a sua mensagem ao seu povo.
OBJETIVOS
Após a aula, o aluno deverá estar apto a:
Descrever a função do profeta no Antigo Testamento.
Compreender o ofício do profeta em o Novo Testamento.
PALAVRA-CHAVE
Profeta: Porta-voz oficial da divindade.
Resumo da Lição 7 - O ministério de Profeta
I- O PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO
1. Conceito.
2. O ofício.
3. O profetismo.
II- O PROFETA EM O NOVO TESTAMENTO
1. A importância do termo “profeta” em o Novo Testamento.
2. O ofício do profeta neotestamentário.
3. O objetivo do dom ministerial de profeta.
SINOPSE DO TÓPICO (1) - Os profetas do Antigo Testamento falavam em nome de DEUS, em primeiro lugar para a nação de Israel, em segundo, para povos estranhos.
SINOPSE DO TÓPICO (2) - Os profetas em o Novo Testamento desempenhavam um importante papel de liderança nas igrejas locais.
SINOPSE DO TÓPICO (3) - Uma das formas de reconhecer o falso profeta é identificar a sua arrogância e a podridão dos seus frutos.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French L. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol, 1: Mateus a Atos. 4. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.
MENZIES, William W.; HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
Meus Comentários - Pr. Henrique
João Batista, o último profeta? Existiam profetas na época do início da igreja? Existem profetas hoje?
João Batista foi o último profeta do Antigo Testamento - profetas do AT profetizaram sobre primeira vinda de JESUS, nascendo na terra como homem, e quase nada sobre depois disso, com raríssimas exceções. Alguns muito usados em milagres, alguns sem milagres, mas com grandes profecias messiânicas, alguns com milagres e sem profecias messiânicas, mas com mensagens de juízo. Os verdadeiros eram temidos e pouco desejados em meio à sociedade em geral, principalmente entre os ricos. Eram pessoas de grande fé e santidade. Suas vidas eram inteiramente comprometidas com DEUS e sua palavra inspirada. A bíblia nos diz que nossa fé deve estar em conformidade com os ensinos dos apóstolos e dos profetas.
No Novo Testamento, como ocorre com os apóstolos, temos o ministério de Profeta. Efésios 2.20; 4.11 fala sobre isso e em muitas outras partes do NT, como por exemplo: Atos 11:27 - profetas; Atos 15:32 - Judas e Silas; Atos 21:10 - Ágabo; 1 Co 12.28, 29; Tito 1.12 - profeta que revela pecado; Apocalipse 18.20 profetas e apóstolos.
O ministério profeta deveria ser reconhecido na Igreja, mas com o passar do tempo, e devido à multiplicação do pecado, principalmente por parte da liderança da igreja, esse ministério teve a mesma sorte daquele que havia no AT, passaram a ser pessoas "non gratas" nas igrejas. Revelar pecado e juízo sobre esse pecado é uma das maiores tarefas de um legítimo profeta de DEUS, por isso sua pouca popularidade na igreja atual.
O que o profeta falaria hoje na igreja? O profeta revelaria o pecado oculto da maioria dos crentes de hoje. O profeta é excluído de nossos púlpitos devido ao temor dos líderes de que seus pecados sejam revelados e eles sejam desmascarados ante suas inocentes ovelhas que são tosquiadas a cada dia para enriquecimento dessas lideranças materialistas.
O pecado tem que ser combatido a qualquer custo e a mensagem do profeta deve ser ouvida na igreja para que o temor se apodere dos crentes e eles se arrependam de seus pecados e sejam sarados.
Lembremo-nos de que todos aqueles que escreveram nossos livros que estão contidos na bíblia e falam sobre alguma coisa no futuro, principalmente a escatologia, todos eles formam profetas de DEUS. Não existiria o livro de Apocalipse se não existisse profeta no Novo Testamento. Os ministérios podem ser mudados ao longo do tempo. Por exemplo, João que começou como apóstolo, terminou como profeta, escrevendo Apocalipse. Paulo que começou como Apóstolo, passou pelo ministério de profeta, evangelista, pastor e mestre.
O ministério é dado por CRISTO de acordo com a necessidade do momento. Paulo preso pode e é usado por JESUS como um legítimo profeta de DEUS, combatendo o pecado nas igrejas e falando sobre coisas futuras.
Dom de Profecia X Ministério Profeta
Dom de Profecia é para edificação, exortação e consolação, não prediz nada, pode vir de 3 fontes, DEUS, homem e o Diabo; deve ser julgada.
Profeta é ministério, Profeta é usado em dons de revelação - fala a respeito do futuro (Palavra de Sabedoria - dentro da Onisciência de DEUS - DEUS sabe o futuro); também revela coisas ocultas tanto no passado quanto no presente (Dom da Palavra da ciência ou Conhecimento - dentro da Onipresença de DEUS - DEUS está presente em toda parte). profeta é usado em dons de poder (ressuscitar mortos - Fé; Curar enfermos - Dons de Curar; Modificação na natureza - milagres) - Alguns profetas escrevem a respeito de coisas futuras, como Apocalipse, por exemplo - são revelações das coisas futuras dadas ao profeta. Quem tem ministério de profeta não quer dizer que um dia não possa ter outros ministérios.
Observação sobre sustento do profeta:
O Didaquê, obra da igreja primitiva que pode ser dada como de produção ao redor do ano 90 de nossa era (parece anteceder, inclusive, ao evangelho de João), e que é considerado como um manual de doutrina da igreja primitiva, diz o seguinte, sobre o trabalho de mestres itinerantes na vida das comunidades cristãs da época: “Todo apóstolo (profeta e pregador também) que venha a vós seja recebido como o Senhor, porém não permanecerá mais que um dia, e se houver necessidade, ainda o outro dia; mas se permanecer três dias, é um falso profeta. E tendo saído o apóstolo nada tomará para si, a não ser pão, até o próximo alojamento. Mas se pede dinheiro é um falso profeta” (11.4-7). Não estou declarando o Didaquê como inspirado, como os escritos do Novo Testamento, mas reconhecendo-o como documento histórico e como manual de doutrina da Igreja. A conexão que ele faz entre apóstolo, profeta e pregador itinerante é interessante, bem como o método para descobrir se é falso o apóstolo ou profeta ou pregador itinerante: se busca levar vantagem no exercício de sua função.
<http://www.ensinameaviver.com.br/admin/pdf/O_PROFETISMO_EM_ISRAEL_-_Isaltino_Gomes_Coelho_Filho.pdf >
A importância do ministério do profeta neotestamentário.
Atos 11:27 - profeta Ágabo
E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo ESPÍRITO, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César.
Veja a importância de um profeta aqui - este profeta previu uma grande seca em todo mundo - DEUS lhe revelou algo que haveria de acontecer no futuro. Deveríamos desejar que esse ministério fosse ativo na igreja - DEUS poderia nos dizer muita coisa grandiosa, mesmo antes de que elas acontecessem. Alguns historiadores dizem que pouco antes que o general Tito destruísse Jerusalém, DEUS enviou uma mensagem, através de um profeta, a igreja que estava em Jerusalém, avisando da tragédia que se avizinhava. Quem deu crédito ao que dizia o profeta de DEUS, fugiu da cidade e escapou com vida.
O dom Palavra de Sabedoria é muito percebido agindo no profeta, por isso mesmo, muitos escreveram a respeito de coisas que aconteceram muito depois de suas épocas e que ainda vão acontecer depois de nossa época, tanto os profetas do AT quanto os do NT . Um legítimo profeta recebe mensagens futurísticas de DEUS que sabe tudo sobre o futuro, dentro de Sua Onisciência, e revela a seus profetas.
"Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas". Amós 3:7
Atos 15:32-34
"Depois Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram e confirmaram os irmãos com muitas palavras. E, detendo-se ali algum tempo, os irmãos os deixaram voltar em paz para os apóstolos;
Mas pareceu bem a Silas ficar ali". Atos 15:32-34
Judas e Silas eram respeitados profetas da Igreja e foram encarregados de passarem nas igrejas abertas por Paulo para corrigirem erros doutrinários exigidos pelos falsos apóstolos e profetas que por ali passaram. Judas e Silas transmitiram aos irmãos a resoluções do primeiro concílio da igreja.
Veja a importância de verdadeiros profetas de DEUS que adquirem respeito e confiança da igreja. Os apóstolos confiavam a eles uma de suas mais importantes resoluções da igreja.
Atos 21:10-11
"E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo; E, vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo, e ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o ESPÍRITO SANTO: Assim ligarão os judeus em Jerusalém o homem de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios". Atos 21:10-11.
Veja aqui, mais uma vez, a importância de um profeta que fala a respeito do futuro. Paulo, agora, já sabia o que lhe aconteceria no futuro. Poderia fazer a escolha entre obedecer integralmente à ordem de JESUS para ele ou de servir a DEUS parcialmente. Temos a escolha de conhecer a vontade perfeita de DEUS para nós ou de conhecer sua vontade permissiva. Só recebem tudo de DEUS aqueles que são capazes de entregar-se totalmente a DEUS. São capazes de dar suas vidas pelo evangelho. "Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas". Amós 3:7.
1 Coríntios 12:28
"E a uns pôs DEUS na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas". 1 Coríntios 12:28.
Veja a importância do ministério de profeta. Aqui Paulo o coloca em segundo lugar de importância para a edificação e progresso da igreja.
Tito 1.12 - profeta que revela pecado
"Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos. Este testemunho é verdadeiro. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé". Tito 1:12-13.
Veja aqui Paulo dando testemunho da veracidade de uma palavra de um profeta a respeito dos cretenses. Um profeta sabia a verdade sobre a igreja, pois enxergava da maneira que DEUS enxergava e a revelava ao apóstolo.
Apocalipse 18.20 profetas e apóstolos.
Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já DEUS julgou a vossa causa quanto a ela.
Apocalipse 18:20
Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já DEUS julgou a vossa causa quanto a ela. Apocalipse 18:20
Um dia DEUS dará a paga aos perseguidores dos profetas de DEUS, sejam eles falsos crentes ou descrentes. Quase não se vê um profeta na igreja de hoje. São perseguidos. Não têm oportunidade para pregar em nossos púlpitos. São considerados como escória. São desprezados. São tidos como loucos. Ainda bem que um dia DEUS os recompensará.
Como identificar se a mensagem é vinda de um ministério Profeta ou de alguém usado em dom de profecia?
Quando se fala a respeito de coisas futuras ou coisas passadas ou ocultas quando se revela pecados ocultos e notícia de juízo é Ministério de profeta. O profeta revela às vezes um problema ou uma doença, ou um juízo e já trás a solução com um milagre, uma transformação, ---------a profecia não traz o milagre junto. A profecia é mais um aconselhamento, para edificação, consolação e exortação. não tem elemento preditivo e nem palavra de juízo contra o pecado. A profecia é para indicar a presença de DEUS na vida do crente ou descrente.
Não confunda profecia com Profeta, por favor. profecias devem ser julgadas. Profeta - homem de DEUS que traz uma mensagem de DEUS, revelando pecados ou coisas ocultas e futurísticas. Na hora que o profeta fala já se sabe se é de DEUS ou não. Se a mensagem for a respeito do futuro só se saberá se é de DEUS se acontecer o cumprimento. Não se pode julgar o que ainda não aconteceu.
Porque existe uma rejeição intensa para com o profeta ministerial nos dias de hoje?
Não só hoje, mas o profeta sempre foi temido, excluído, colocado à margem dos poderosos. O profeta tem a revelação do pecado, principalmente o pecado da liderança. profeta revela roubo de dinheiro na secretaria, desvio de dinheiro das obras sociais e de missões, revela superfaturamentos nas notas fiscais, revela adultérios, revela homossexualidade, lesbianismo, prostituição, etc... Imagine quem quer um profeta em sua igreja!!! O rei da igreja, ou o ditador da igreja morre de medo de um profeta e não dá oportunidade para ele pregar de jeito nenhum.
Fim de meus comentários - Pr. Luiz Henrique
Vamos ver outros comentários
Revista Ensinador Cristão CPAD, n° 58, p.39
O ministério de profeta ainda é válido para os nossos dias? Esta pergunta é polêmica em alguns lugares. Há pessoas que dão por encerrado esse ministério. Se fosse verdade, algumas perguntas seriam inevitáveis: Quando encerrou? Quem o encerrou? E como ficam as experiências do exercício do ministério de profeta relatadas pelo Novo Testamento e ao longo da História da Igreja?
Os exemplos são diversos. Em o Novo Testamento Ágabo e outros profetas exerciam o ministério em Antioquia (At 11.27-30; 21.10-12). As filhas de Filipe eram profetisas (At 21.8,9). Apesar de usar o ministério para o mal, a mulher em Apocalipse, de codinome de Jezabel, dizia-se profetisa (Ap 2.20) - por isso achava-se respeitada na comunidade cristã de Tiatira induzindo a muitos para a prostituição.
Outros exemplos são profusos na história da Igreja. Podemos começar por um documento cristão antigo datado do segundo século: "Didaqué: A Instrução dos Doze Apóstolos". Apesar de se chamar "A instrução dos Doze", o documento não foi escrito pelos doze apóstolos de CRISTO, mas formulado pelas lideranças da igreja do segundo século objetivando orientar os fiéis sobre vários assuntos da vida cristã. No capítulo 11, sobre "A Vida em Comunidade", os versículos 7-12 do documento falam do pleno exercício do ministério de profeta conforme registrado em Efésios 4.11.
Empurrado para o ralo da heresia pela igreja romana e pelos Cessacionistas, e devido à autonomia profética e carismática, Montano é um grande exemplo do exercício profético entre os séculos II e III na Ásia Menor, tendo inclusive atraído um dos mais importantes pais latinos da Igreja: Tertuliano.
O que dizer sobre Catarina de Siena, Tereza Dávila - mulheres que denunciaram profeticamente a corrupção de Roma John Huss, John Wycliffe e tanto outros gigantes da história que aprouve ao Senhor nosso DEUS levantá-los como verdadeiros profetas e profetisas?
À semelhança do Antigo Testamento, o ministério dos profetas neotestamentários, e na história da Igreja, sempre foi exercido nas raias da marginalização. Indo no caminho contrário ao que foi institucionalizado como certo, quando na verdade estava corrompido e longe dos desígnios de DEUS. Foi assim no Antigo Testamento; assim ocorreu em o Novo Testamento; e vem acontecendo ao longo da rica história eclesiástica. Por que teria de ser diferente na contemporaneidade?
COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
Neste capítulo, discorremos sobre o dom ministerial de profeta, na igreja cristã. É um assunto que envolve dificuldades de interpretação, tendo em vista alguns aspectos que parecem não estar bem claros, no texto neotestamentário. Quando se estuda a missão dos profetas, no Antigo Testamento, normalmente, não há grandes questionamentos. Mas, no âmbito do Novo Testamento, persistem algumas indagações. Há dúvidas acerca da correlação entre o dom de “profeta” e o dom espiritual de “profecia”. O profeta, na igreja atual é um dom ou é um ofício? E um cargo ministerial, como alguém utiliza, acima dos demais? Já existem igrejas em que seu titular já foi pastor, bispo, apóstolo e, atualmente, é chamado de “o profeta”!
A Igreja Primitiva é o modelo ideal a ser seguido pelas igrejas cristãs ao longo da História. Mesmo considerando algumas especificidades ministeriais, face ao contexto histórico e cultural de sua época, o que foi ensinado por JESUS e por seus apóstolos, ao longo do desenvolvimento das igrejas locais, tem valor essencial para quaisquer igrejas, em todos os tempos e lugares, no mundo em que vivemos. Desse modo, constatamos que tanto o dom de profecia como o ofício ou o dom ministerial de profeta eram naturalmente reconhecidos pelos cristãos primitivos.
Em momentos cruciais, quando as adversidades ameaçavam a comunidade cristã, homens de DEUS eram levantados para transmitir a mensagem de orientação, necessária para sua estabilidade. Os profetas do Novo Testamento não eram pessoas procuradas por irmãos ou grupos de irmãos, com a finalidade de buscarem orientações pessoais. Eles eram usados, em momentos especiais, quando havia uma necessidade de uma palavra especial da parte de DEUS. E o faziam de modo espontâneo, sem qualquer ideia de premeditação ou direcionamento da parte do profeta, como ocorre, infelizmente, em alguns lugares, nos dias presentes. Também não tinham o ofício de profeta, idêntico ao dos profetas do Antigo Testamento.
O profeta do Antigo Testamento era um homem que, além de transmitir a mensagem de DEUS, tinha outras atribuições de ordem nacional. Na unção dos reis, eram os profetas que tinham a incumbência de derramar o azeite santo da unção sobre a cabeça dos governantes (1 Sm 16.1; 1 Rs 19.16).
No Novo Testamento, o profeta tem função essencialmente voltada para o âmbito da igreja local. Mas, de modo geral, o profeta da igreja cristã atende à necessidade de edificação, exortação e consolação dos crentes (1 Co 14.3). Uma pessoa pode ter o dom espiritual de profecia sem ter o dom ministerial de profeta. Não se pode dizer que a igreja do século XXI não precisa mais de profetas. Considerando que, antes da Vinda de JESUS, está prevista terrível manifestação da apostasia (2 Ts 2.3), é indispensável que a igreja local tenha a presença da manifestação do ESPÍRITO SANTO, tanto através do dom de profecia, como a palavra dos profetas de DEUS.
O profeta de hoje não tem a missão de ungir reis ou profetas em seu lugar, mas tem a grave responsabilidade de transmitir a mensagem de DEUS, nos momentos necessários, no tempo certo, para pessoas ou para a comunidade cristã. Essas mensagens são de grande valia, para denunciar as ameaças ou existência de pecados que comprometem a integridade espiritual do Corpo de CRISTO.
Quem tem um dom de DEUS deve ter consciência de que é apenas um servo e não um senhor dos outros.
Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 82-83.
1 - O PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO
1. Conceito.
No Antigo Testamento, o ofício do profeta era de âmbito nacional. Quando DEUS levantava um profeta, conferia-lhe a missão de falar em seu Nome para toda a nação e até para povos estranhos.
1. A IMPORTÂNCIA DOS PROFETAS
O Antigo Testamento foi marcado pela atividade e testemunho dos profetas. Quando JESUS se despedia dos seus discípulos, lhes disse: “São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos” (Lc 24.44). Os escritos dos profetas faziam parte da tríplice divisão da Bíblia hebraica.
1) Profetas no Pentateuco. Nos cinco primeiros livros do Antigo Testamento, vemos a presença de Abraão, o pai da nação Israelita, que foi considerado um profeta (Gn 20.7); quando Moisés, o líder do Êxodo, estava em aperto, na sua chamada para tirar o povo do Egito, DEUS lhe disse que Arão, seu irmão, seria seu profeta (Êx 7.1); os 70 homens, levantados por DEUS para ajudar Moisés profetizaram só uma vez; dois israelitas, Eldade e Medade, que ficaram na tenda, também profetizaram, provocando ciúmes em Josué (Nm 11.24-29). Em Números, DEUS diz como usaria um profeta, em visão ou sonhos (Nm 12.6). Em Deuteronômio, vemos DEUS ensinando ao povo como distinguir os verdadeiros e os falsos profetas (Dt 13.1-5). Aqueles homens não tinham um ministério profético. Foram usados por DEUS em mensagens ou missões de caráter profético. Seus nomes não fazem parte dos “Profetas”, na divisão da Bíblia hebraica, porque a profecia não era a sua missão principal.
2) Profetas em diversos livros do Antigo Testamento. Nos livros históricos, o papel dos profetas foi muito relevante. Os livros de 1 e 2 Samuel foram escritos pelo último dos juízes e o primeiro dos profetas, realmente dedicados à missão de falar ao povo mensagens da parte de DEUS de modo marcante e consequente (1 Sm 8.10-17); ele também era vidente (1 Sm 9.15, 19,20; 10.1-5). Foi usado para ungir Saul, o primeiro rei de Israel e Davi, seu sucessor (1 Sm 10.24; 16.13). Nos livros de 1 e 2 Reis, houve profetas de destaque, como Natã, que ungiu Salomão (1 Rs 1.39) e revelou o pecado de adultério de seu pai Davi antes, depois falou sobre a construção do templo pelo mesmo Salomão que havia de ungir como rei; o profeta Aias, que profetizou a divisão do Reino de Israel (1 Rs 11.31, 32); houve um profeta desconhecido, que vaticinou o nascimento de Josias, e foi enganado por um “profeta velho”, que mentiu, e, mesmo assim, foi usado por DEUS (1 Rs 13.1-3; 11-26). Quando DEUS quer, usa a quem Ele quer.
Dentre os profetas de 1 Reis, destacou-se o profeta Elias, que denunciou os pecados do rei Acabe e sua mulher ímpia, Jezabel (1 Rs 17.1; 18.1) e confrontou os profetas de Baal e Asera, cultuados pelo casal real (1 Rs 18.18-46). Seu sucessor foi o profeta Eliseu, que foi usado com grande poder (2 Rs 2.9-11), com grandes sinais e maravilhas (2 Rs 2.19-25). Isaías foi profeta de grande valor em 2 Reis (2 Rs 19.2, 6,7, 20-37), conhecido como o profeta messiânico devido à grande parte de suas profecias se referirem o Messias, no futuro. Naquele tempo, a profetiza Hulda foi usada por DEUS para exortar o povo em sua desobediência (2 Rs 22.14-20).
Esdras, líder da reconstrução do Templo em Jerusalém, após o cativeiro babilônico, foi ajudado por profetas (Ed 5.2). Na reconstrução dos muros, por Neemias, levantou-se a falsa profetisa Noadias, que, juntamente com outros profetas conluiaram-se contra Neemias, o líder da reconstrução dos muros de Jerusalém (Ne 6.4).
2. OS PROFETAS MAIORES
Integram uma lista de 5 livros, de Isaías a Daniel. São chamados de “maiores” não por importância pessoal dos profetas, mas pelo volume ou tamanho de seus livros bem como a abrangência das profecias. Aqueles mensageiros de DEUS foram usados para transmitir mensagens do Senhor ao povo de Israel, no seu tempo, e também foram usados de maneira profética para vaticinar acontecimentos futuros, escatológicos.
3. OS PROFETAS MENORES
São 12 livros, de Oseias a Malaquias. De igual modo, seus autores são chamados de “menores”, não por serem inferiores aos outros, mas pelo menor volume de seus livros e menor extensão de suas profecias. Os profetas do Novo Testamento apenas foram citados, no texto bíblico, em referência a sua participação na história da Igreja, mas não tiveram a condição de serem incluídos no cânon bíblico. Os profetas do Antigo Testamento tinham um ministério voltado para toda a nação.
Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 84-85.
O LUGAR DOS PROFETAS NA HISTÓRIA DE HEBREUS.
(1) Os profetas do AT eram homens de DEUS que, espiritualmente, achavam-se muito acima de seus contemporâneos. Nenhuma categoria, em toda a literatura, apresenta um quadro mais dramático do que os profetas do AT. Os sacerdotes, juízes, reis, conselheiros e os salmistas, tinham cada um, lugar distintivo na história de Israel, mas nenhum deles, logrou alcançar a estatura dos profetas, nem chegou a exercer tanta influência na história da redenção. (2) Os profetas exerceram considerável influência sobre a composição do AT. Tal fato fica evidente na divisão tríplice da Bíblia hebraica: a Torá, os Profetas e os Escritos (cf. Lc 24.44). A categoria dos profetas inclui seis livros históricos, compostos sob a perspectiva profética: Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis. É provável que os autores desses livros fossem profetas. Em segundo lugar, há dezessete livros proféticos específicos (Isaías até Malaquias). Finalmente, Moisés, autor dos cinco primeiros livros da Bíblia (a Torá), era profeta (Dt 18.15). Sendo assim, dois terços do AT, no mínimo, foram escritos por profetas.
PALAVRAS HEBRAICAS APLICADAS AOS PROFETAS.
(1) Ro’eh. Este substantivo, traduzido por “vidente”, em português, indica a capacidade especial de se ver na dimensão espiritual e prever eventos futuros. O título sugere que o profeta não era enganado pela aparência das coisas, mas que as via conforme realmente eram — da perspectiva do próprio DEUS. Como vidente, o profeta recebia sonhos, visões e revelações, da parte de DEUS, que o capacitava a transmitir suas realidades ao povo.
(2) Nabi’. (a) Esta é a principal palavra hebraica para “profeta”, e ocorre 316 vezes no AT. Nabi’im é sua forma no plural. Embora a origem da palavra não seja clara, o significado do verbo hebraico “profetizar” é: “emitir palavras abundantemente da parte de DEUS, por meio do ESPÍRITO de DEUS” (Gesenius, Hebrew Lexicon). Sendo assim, o nabi’ era o porta-voz que emitia palavras sob o poder impulsionador do ESPÍRITO de DEUS. A palavra grega prophetes, da qual se deriva a palavra “profeta” em português, significa “aquele que fala em lugar de outrem”. Os profetas falavam, em lugar de DEUS, ao povo do concerto, baseados naquilo que ouviam, viam e recebiam da parte dEle. (b) No AT, o profeta também era conhecido como “homem de DEUS” (ver 2Rs 4.21 .), “servo de DEUS” (cf. Is 20.3; Dn 6.20), homem que tem o ESPÍRITO de DEUS sobre si (cf. Is 61.1-3), “atalaia” (Ez 3.17), e “mensageiro do Senhor” (Ag 1.13). Os profetas também interpretavam sonhos (e.g., José, Daniel) e interpretavam a história — presente e futura — sob a perspectiva divina.
HOMENS DO ESPÍRITO E DA PALAVRA.
O profeta não era simplesmente um líder religioso, mas alguém possuído pelo ESPÍRITO de DEUS (Ez 37.1,4). Pelo fato do ESPÍRITO e a Palavra estarem nele, o profeta do AT possuía estas três características: (1) Conhecimentos divinamente revelados. Ele recebia conhecimentos da parte de DEUS no tocante às pessoas, aos eventos e à verdade redentora. O propósito primacial de tais conhecimentos era encorajar o povo a permanecer fiel a DEUS e ao seu concerto. A característica distintiva da profecia, no AT, era tornar clara a vontade de DEUS ao povo mediante a instrução, a correção e a advertência.
O Senhor usava os profetas para pronunciarem o seu juízo antes de este ser desferido. Do solo da história sombria de Israel e de Judá, brotaram profecias específicas a respeito do Messias e do reino de DEUS, bem como predições sobre os eventos mundiais que ainda estão por ocorrer.
(2) Poderes divinamente outorgados. Os profetas eram levados à esfera dos milagres à medida que recebiam a plenitude do ESPÍRITO de DEUS. Através dos profetas, a vida e o poder divinos eram demonstrados de modo sobrenatural diante de um mundo que, doutra forma, se fecharia à dimensão divina.
(3) Estilo de vida característico. Os profetas, na sua maioria, abandonaram as atividades corriqueiras da vida a fim de viverem exclusivamente para DEUS. Protestavam intensamente contra a idolatria, a imoralidade e iniquidades cometidas pelo povo, bem como a corrupção praticada pelos reis e sacerdotes. Suas atividades visavam mudanças santas e justas em Israel. Suas investidas eram sempre em favor do reino de DEUS e de sua justiça. Lutavam pelo cumprimento da vontade divina, sem levar em conta os riscos pessoais.
O PROFETA E O SACERDOTE.
Durante a maior parte da história de Israel, os sacerdotes e profetas, constantemente, entravam em conflito. O plano de DEUS era que houvesse cooperação entre eles, mas os sacerdotes tendiam a aderir ao liberalismo e deixavam de protestar contra a decadência do povo de DEUS. (1) Os sacerdotes muitas vezes concordavam com a situação anormal reinante, e sua adoração a DEUS resumia-se em cerimônias e liturgia. Embora a moralidade ocupasse um lugar formal na sua teologia, não era enfatizada por eles na prática. (2) O profeta, por outro lado, ressaltava fortemente o modo de vida, à conduta, e as questões morais. Repreendiam constantemente os que apenas cumpriam com os deveres litúrgicos. Irritava, importunava, denunciava, e sem apoio humano defendia justas exigências e insistia em aplicar à vida os eternos princípios de DEUS. O profeta era um ensinador de ética, um reformador moral e um inquietador da consciência humana. Desmascarava o pecado e a apostasia, procurando sempre despertar o povo a um viver realmente santo.
STAMPIS. Donald C. (Ed) Bíblia de Estudo Pentecostal: Antigo e Novo testamento. Rio de Janeiro: CPAD.
OITO CARACTERÍSTICAS DO PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO.
Que tipo de pessoa era o profeta do AT?
(1) Era alguém que tinha estreito relacionamento com DEUS, e que se tornava confidente do Senhor (Am 3.7). O profeta via o mundo e o povo do concerto sob a perspectiva divina, e não segundo o ponto de vista humano.
(2) O profeta, por estar próximo de DEUS, achava-se em harmonia com DEUS, e em simpatia com aquilo que Ele sofria por causa dos pecados do povo. Compreendia, melhor que qualquer outra pessoa, o propósito, vontade e desejos de DEUS. Experimentava as mesmas reações de DEUS. Noutras palavras, o profeta não somente ouvia a voz de DEUS, como também sentia o Seu coração (Jr 6.11; 15.16,17; 20.9).
(3) À semelhança de DEUS, o profeta amava profundamente o povo. .
(4) O profeta buscava o sumo bem do povo, i.e., total confiança em DEUS e lealdade a Ele.
(5) O profeta tinha profunda sensibilidade diante do pecado e do mal (Jr 2.12,13, 19; 25.3-7; Am 8.4-7; Mq 3.8). .
(6) O profeta desafiava constantemente a santidade superficial e oca do povo, procurando desesperadamente encorajar a obediência sincera às palavras que DEUS revelara na Lei. .
(7) O profeta tinha uma visão do futuro, revelada em condenação e destruição (e.g., 63.1-6; Jr 11.22,23; 13.15-21; Ez 14.12-21; Am 5.16-20,27, bem como em restauração e renovação (e.g., 61–62; 65.17–66.24; Jr 33; Ez 37). .
(8) Finalmente, o profeta era, via de regra, um homem solitário e triste (Jr 14.17,18; 20.14-18; Am 7.10-13; Jn 3–4), perseguido pelos falsos profetas que prediziam paz, prosperidade e segurança para o povo que se achava em pecado diante de DEUS (Jr 15.15; 20.1-6; 26.8-11; Am 5.10; cf. Mt 23.29-36; At 7.51-53). Ao mesmo tempo, o profeta verdadeiro era reconhecido como homem de DEUS, não havendo, pois, como ignorar o seu caráter e a sua mensagem.
A MENSAGEM DOS PROFETAS DO ANTIGO TESTAMENTO.
A mensagem dos profetas enfatiza três temas principais:
(1) A natureza de DEUS. (2) O pecado e o arrependimento. .(3) Predição e esperança messiânica. .
STAMPIS. Donald C. (Ed) Bíblia de Estudo Pentecostal: Antigo e Novo testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
3. O profetismo.
ASPECTOS GERAIS
O profetismo em Israel foi o fenômeno que marcou esta nação de forma peculiar, chegando a formar escola de profetismo, culminando na vasta literatura profética que hoje faz parte da Bíblia.
a- Etimologia
A palavra portuguesa Profeta geralmente é entendida como a pessoa que sabe prever o futuro. Esta, porém, não é a única compreensão etimológica da palavra, na sua origem. A sua raiz se encontra no grego profh,thj que pode ser traduzida por: Aquele que fala diante. Não é o pré-ditor, mas o que fala pelo outro, alguém que fala diante dos outros, que comunica revelação divina.
Traduz o Hebraico abn nabi, cuja raiz acádica tem o sentido de: chamar, falar em voz alta, orador, anunciador. A mesma raiz, em árabe tem o sentido de delirar, borbulhar, caráter frenético de expressão. A partir destas idéias, Albright define o profeta como um chamado por DEUS para falar por ele.
b- A Profecia no Antigo Oriente
Era comum, no Antigo Oriente, a existência de homens que exercem a magia e a adivinhação (Nm 22,5s; Dt 2,2; 4,3-4). São pessoas consultadas pelas autoridades antes de grandes empreendimentos. Geralmente diante de guerras, os profetas devem dizer com proceder.
c- A Profecia em Israel
Em Israel, inicialmente, os profetas têm papel semelhante aos do Antigo Oriente (1Rs 22,1-29). Nos tempos dos juízes surgem os filhos dos profetas (1Sm 10,5ss), cuja função é semelhante à dos profetas do Antigo Oriente (1Sm 19,20-24). Estes se parecem como grupos de dança e canto no culto. Ainda recebem títulos como: vidente (1Sm 9,9), visionário (Am 7,12), homem de DEUS (1Sm 9,7)[6].
Em Israel se formou uma tradição profética devido aos discípulos dos profetas (2Rs 2; Nm 11,17). Assim, o que inicialmente era apenas um movimento espontâneo, tornou-se uma experiência que foi marcante na história de Israel.
O surgimento dos profetas está relacionado com a instituição da monarquia e do sacerdócio. O profeta forma, ao lado do rei e do sacerdote, um dos três eixos da sociedade (1Rs 1). Eles dão orientações aos reis (Natan, Elias, Eliseu, etc.). Porém, a profecia não é uma instituição como a realeza e o sacerdócio (Dt 18,14-19). O profeta sempre será o portador de um Dom de DEUS. É neste sentido que o profetismo, em Israel, adquire um sentido diferente do mesmo fenômeno em outros povos., ainda que em Israel também havia profetas de outras divindades, de outros países, estes se restringiam à magia, adivinhação e oráculos. Não é este o caso dos legítimos profetas de Israel. “O conteúdo ético e religioso da profecia israelita não tem paralelo no mundo antigo”.
Ao que parece, na origem do profetismo de Israel, havia líderes profetas que acolhiam discípulos. Estes alunos eram chamados de Filhos de Profetas, ou seja, eram discípulos de um profeta e se identificavam com sua causa. Samuel é um líder profeta (1Sm 3,1ss). Ele tem papel nas escolhas dos reis, na unção dos mesmos e até na sua deposição (1Sam 7 –15). Além desta função política, Samuel tem também funções de um operador de milagres. Ele é vidente (1Sm 9,9-11.18-19). Ele encontra animais perdidos. “Samuel é mais diretamente o antepassado do profetismo sucessivo do que o são os Filhos de Profetas”. Elias é um continuador do professorado de Samuel e depois dele, seu sucessor, Elizeu, deu sequência a esse ministério.
<http://www.estef.edu.br/pessoais/arquivos/ESTEF_PESSOAL_12_08_2005_21_34_48_ProfSab.htm>
d- Características Do Movimento Profético
O Profetismo no Antigo Israel: Forma extática.
Nabi – aquele que foi chamado. Também conhecido como Rozeh o vidente.
Possuía vida nômade. As Escolas de profetas marcaram a primeira época da profecia em Israel. Is 8:16;30:8; Jr 36.
Profetas profissionais do culto: Fundiram o Nabi com o rozeh.
Pregavam a Benção e a Salvação.
Seu tema principal é "a eleição do povo conduz os indivíduos a DEUS, ainda que pela punição".
Outro tema importante é a exaltação de Israel: "Os inimigos sempre serão aniquilados e Israel será salvo. Jr 14:13".
Profetas da Corte: Falam o que o rei quer ouvir I Reis 22:8-18; I Sm 10:1, 24; 16:12-13.
Conselheiros do rei 1Sm 22:5; 2Sm 24:11-19; 1Rs 11:29-31.
Quando a política se desviou dos planos de DEUS, a profecia mudou seu discurso e passou a criticar o rei. Inimigos, I Rs 21:20; 18:17.
Perseguidos I Rs 18:13; 19:10; Jr 18:18; 26:11.
Divisão: Profetas reais, ou da corte e profetas por vocação e chamado, independentes. Jr 28:1-17. 14:13-16; 23:9-40; 28:9; Ez 33:30-33; Jr 17:15; 12:1.
Profetas individuais ou anônimos - Amós, Oséias, Isaias, Miquéias, Sofonias, Jeremias e Ezequiel. Vocacionados e não profissionais.
Vêm o homem numa condição de abandono de DEUS, recusando entregar-se a Ele, revoltado.
Esperam a punição. (O dia do Senhor)
Apontam a possibilidade de perdão e de uma nova salvação. "Ruína ou salvação".
O Tema é a conversão.
A salvação, para esses profetas trata-se de uma transformação radical, interior e exterior.
Profetismo Escatológico: Reinterpretam os profetas individuais.
Inicia-se com o Isaias, seguido de Daniel, Joel, e a apocalíptica judaica.
Estágios Proféticos: DEUS se apossa interiormente da pessoa.
O ESPÍRITO ou a palavra de DEUS vem sobre o profeta. Is 6:8 audição.
O profeta não perde a consciência. O Profeta procede à interpretação e explanação de acordo com a fé em que vive. Acréscimo de imagens, ilustrações poética, que marcam o estilo do profeta.
Abraão, Moisés, Débora, Aarão, todos foram chamados de profetas. Gn 20:7; Ex 7:1; Dt 34:10; Jz 4:4.
Jeremias e Isaias não são chamados de profetas.
Amós rejeita ser chamado de profeta Am 7:14.
Em Ageu e Zacarias, após o exílio, vemos que o ofício profético foi reconhecido socialmente Ag1:1, Zc1:1, e já passaram a ser chamados como "Antigos Profetas" Zc 1:4.
Como o povo via os profetas? Como doidos, ou tolos 2Rs 9:11; Os 9:7. Será que alguém queria ser profeta? E hoje, as pessoas anseiam por ser profetas?
Os profetas foram pessoas que se levantaram em momentos de crise social. Surgem em grupos I Sm 19:20; I Rs 2:3,
Chamam-se filhos de profetas I Rs 20:35,
Líderes que presidiam suas reuniões I Sm 19:20;
Viviam em comunidades 2 Rs 4:38-41;
Alguns eram casados 2 Rs 4:1;
Sustento por esmolas e doações 2 Rs 4:8,42;
Vestimentas, mantos de pele e cinturão de couro 2 Rs 1:8; Zc 13:4; sinais e cicatrizes na testa I Rs 20:41;
Cantavam, soltavam gritos e lamentações I Sm 10:6-9; Mq 1:8; chegavam até a cair por terra, prostrados ou desmaiados I Sm 19:24; Dn 8:18,27. Entravam em transe I Sm 19:24.
II- O PROFETA EM O NOVO TESTAMENTO
1. A importância do termo “profeta” em o Novo Testamento.
Em o Novo Testamento, só há um livro profético — O Apocalipse. Nenhum personagem neotestamentário, além de João, o Evangelista, escreveu outro livro com esse caráter. Mas, ao longo dos livros do Novo Testamento encontramos referências a profetas, que tiveram papel relevante. Vamos refletir um pouco sobre eles.
UM DOM MINISTERIAL
Em sua carta aos coríntios, o apóstolo Paulo fala da importância do corpo de CRISTO, enfatizando que os crentes são “seus membros em particular” (1 Co 12.27). E o faz, depois de demonstrar a necessidade da unidade do corpo de CRISTO, fazendo uma analogia com o corpo humano, mostrando que nenhum membro do corpo pode dispensar a função do outro. “Mas, agora, DEUS colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Agora, pois, há muitos membros, mas um corpo” (1 Co 12.18-20). Daí, porque nenhum dom ministerial é maior que o outro. A ordem dos dons, no texto, é questão de prioridade.
Com essa visão, da unidade do corpo de CRISTO, que é a Igreja, o apóstolo apresenta uma lista de dupla referência. Primeiro, fala de homens a quem Ele põe na igreja, ao que tudo indica, numa ordem de prioridade. São “homens-dons”, por assim dizer. Nessa lista, os “profetas” aparecem em segundo lugar. Sem dúvida, não é por acaso, mas segundo o entendimento do ESPÍRITO SANTO. Os profetas eram os homens usados por DEUS para transmitir mensagens divinas para a comunidade dos que eram ganhos para CRISTO. Os doutores eram os que cuidavam do ensino ou do discipulado, estudando, interpretando e ensinando os fundamentos da fé cristã com profundidade. Eram mensagens sobrenaturais.
Na segunda parte do texto, vemos Paulo apresentar uma lista de ministérios, indispensáveis à unidade, a edificação, ao fortalecimento e à própria administração da igreja local: “depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas” (1 Co 12.28 b), e faz indagações que enfatizam o valor do uso dos dons de modo integrado e não fragmentado (1 Co 12.29-31). Se um dom fosse maior que o outro, não promoveria a unidade indispensável do corpo de CRISTO.
Escrevendo aos efésios, Paulo é mais didático ou explícito, em relação aos dons ministeriais. “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de CRISTO, até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de DEUS, a varão perfeito, à medida da estatura completa de CRISTO ” (Ef 4.11-13 — grifos nossos). Observe que, à semelhança do texto de 1 Coríntios 12.28, os profetas vêm em segundo lugar.
Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 86-87.
Estes versículos expõem quatro aspectos da metáfora. Primeiro, os apóstolos e profetas são as pedras da fundação do templo (20a). Recebem esta designação, porque sua função é proclamar a Palavra do Senhor. Wesley observa que “a palavra do Senhor, declarada pelos apóstolos e profetas, sustenta a fé de todos os crentes”. Certos estudiosos veem uma contradição no pensamento de Paulo ao usar esta metáfora aqui e em 1 Coríntios 3.11. Lá, CRISTO é o fundamento. O problema se resolve quando nos damos conta de que ele emprega a metáfora em sentidos diferentes. Na passagem coríntia, o pensamento gira em torno de si mesmo e de outros como construtores. Na relação aqui está claro que CRISTO é o fundamento sobre o qual eles constroem. Paulo está enfatizando as pedras usadas na construção. Nesta relação, CRISTO é a pedra da esquina. Todos os outros são pedras de menor significação. Mas, mesmo sendo de menor importância, os apóstolos e outros ministros na igreja são pedras de fundação no edifício de DEUS.
Nos versículos 4 a 22, temos o assunto: “A Igreja, a Morada de DEUS”. A unidade da Igreja Invisível é o tema de fundo. 1) A fundação da Igreja, 20; 2) A construção da Igreja: inclusiva, 11-19; exclusiva, 4-11; de projeto simétrico — bem ajustado; cresce até à conclusão — cresce para templo santo no Senhor, 21; 3) “Em CRISTO”, a Igreja é a morada de DEUS no ESPÍRITO, 22 (G. B. Williamson).
Willard H. Taylor. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 9. pag. 143-144.
2. O ofício do profeta neotestamentário.
Atos 11:27 - profeta Ágabo
E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo ESPÍRITO, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César.
Atos 11:28
"E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo ESPÍRITO, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César". Atos 11:28.
Veja a importância de um profeta aqui - este profeta previu uma grande seca em todo mundo - DEUS lhe revelou algo que haveria de acontecer no futuro. Deveríamos desejar que esse ministério fosse ativo na igreja - DEUS poderia nos dizer muita coisa grandiosa, mesmo antes de que elas acontecessem. Alguns historiadores dizem que pouco antes que o general Tito destruísse Jerusalém, DEUS enviou uma mensagem, através de um profeta, a igreja que estava em Jerusalém, avisando da tragédia que se avizinhava. Quem deu crédito ao que dizia o profeta de DEUS, fugiu da cidade e escapou com vida.
O dom Palavra de Sabedoria é muito percebido agindo no profeta, por isso mesmo, muitos escreveram a respeito de coisas que aconteceram muito depois de suas épocas e que ainda vão acontecer depois de nossa época, tanto os profetas do AT quanto os do NT . Um legítimo profeta recebe mensagens futurísticas de DEUS que sabe tudo sobre o futuro, dentro de Sua Onisciência, e revela a seus profetas.
"Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas". Amós 3:7
Atos 15:32 - Judas e Silas;
Depois Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram e confirmaram os irmãos com muitas palavras.
E, detendo-se ali algum tempo, os irmãos os deixaram voltar em paz para os apóstolos;
Mas pareceu bem a Silas ficar ali.
Atos 15:32-34
"Depois Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram e confirmaram os irmãos com muitas palavras. E, detendo-se ali algum tempo, os irmãos os deixaram voltar em paz para os apóstolos;
Mas pareceu bem a Silas ficar ali". Atos 15:32-34
Judas e Silas eram respeitados profetas da Igreja e foram encarregados de passarem nas igrejas abertas por Paulo para corrigirem erros doutrinários exigidos pelos falsos apóstolos e profetas que por ali passaram. Judas e Silas transmitiram aos irmãos a resoluções do primeiro concílio da igreja.
Veja a importância de verdadeiros profetas de DEUS que adquirem respeito e confiança da igreja. Os apóstolos confiavam a eles uma de suas mais importantes resoluções da igreja.
Atos 21:10 - profeta Ágabo novamente;
E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo;
E, vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo, e ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o ESPÍRITO SANTO: Assim ligarão os judeus em Jerusalém o homem de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios.
Atos 21:10-11
"E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo; E, vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo, e ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o ESPÍRITO SANTO: Assim ligarão os judeus em Jerusalém o homem de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios". Atos 21:10-11.
Veja aqui, mais uma vez, a importância de um profeta que fala a respeito do futuro. Paulo, agora, já sabia o que lhe aconteceria no futuro. Poderia fazer a escolha entre obedecer integralmente à ordem de JESUS para ele ou de servir a DEUS parcialmente. Temos a escolha de conhecer a vontade perfeita de DEUS para nós ou de conhecer sua vontade permissiva. Só recebem tudo de DEUS aqueles que são capazes de entregar-se totalmente a DEUS. São capazes de dar suas vidas pelo evangelho. "Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas". Amós 3:7.
1 Co 12.28, 29;
E a uns pôs DEUS na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.
1 Coríntios 12:28
"E a uns pôs DEUS na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas". 1 Coríntios 12:28.
Veja a importância do ministério de profeta. Aqui Paulo o coloca em segundo lugar de importância para a edificação e progresso da igreja.
Tito 1.12 - profeta que revela pecado;
"Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos. Este testemunho é verdadeiro. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé". Tito 1:12-13.
Veja aqui Paulo dando testemunho da veracidade de uma palavra de um profeta a respeito dos cretenses. Um profeta sabia a verdade sobre a igreja, pois enxergava da maneira que DEUS enxergava e a revelava ao apóstolo.
Apocalipse 18.20 profetas e apóstolos.
Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já DEUS julgou a vossa causa quanto a ela.
Apocalipse 18:20
Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já DEUS julgou a vossa causa quanto a ela. Apocalipse 18:20
Um dia DEUS dará a paga aos perseguidores dos profetas de DEUS, sejam eles falsos crentes ou descrentes. Quase não se vê um profeta na igreja de hoje. São perseguidos. Não têm oportunidade para pregar em nossos púlpitos. São considerados como escória. São desprezados. São tidos como loucos. Ainda bem que um dia DEUS os recompensará.
3. O objetivo do dom ministerial de profeta.
O DOM DE PROFETA NÃO É PARA TODOS
Examinando o contexto do capítulo 12 de 1 Coríntios, podemos verificar e concluir que os dons ministeriais não são para todos os crentes, na igreja local. Diz o texto: “E a uns pôs DEUS na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas” (1 Co 12.18). Note-se que o texto diz que “a uns pôs DEUS na igreja”. Isso mostra que DEUS não pôs todos, mas “uns”.
Na lista de Paulo aos efésios, vemos escrito: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de CRISTO” (Ef 4.11,12). Quando o escritor diz “uns” e “outros” fica bem claro que tais dons não estão à disposição de todos os crentes. Diz a Bíblia de Estudo Pentecostal: “Como dom de ministério, a profecia é concedida a apenas alguns crentes, os quais servem na igreja como ministros profetas’ (grifo nosso).
1) O aperfeiçoamento dos santos. A finalidade dos dons ministeriais é “o aperfeiçoamento dos santos” (1 Pe 1.15), ou seja, dos crentes fiéis, santificados e comprometidos com o Reino de DEUS, “para a obra do ministério”.
Há o que chamamos ministério ordenado, regular, integrado pelos auxiliares dos ministérios, são eles: presbíteros, diáconos ou cooperadores, ordenados, consagrados ou separados para atender às necessidades da comunidade cristã. E há diversos, que não são realizados pelos ministros ou obreiros. Na música, no louvor, no ensino, nos serviços gerais, na segurança, na operação de equipamentos e outros, que, quando executados por pessoas que são chamadas por DEUS, e assumem tais atividades, conscientes de que estão prestando um serviço à igreja.
Observação minha - Pr. Henrique - São verdadeiras bênçãos para a igreja todos os cooperadores. Nenhum desses exerce, no entanto, um ministério dado por CRISTO à igreja (Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres), mas todos cooperam para o engrandecimento do reino de DEUS.
2) Para a “obra do ministério”. O ministério tem como obra principal ganhar almas para CRISTO e coordenar o trabalho da igreja na terra, cuidando para que nenhuma alma se perca, mas que todos cheguem ao pleno conhecimento de CRISTO e por fim sejam salvos e alcancem um lugar ao lado de CRISTO na Glória eterna.
3) A edificação do Corpo de CRISTO. Os dons ministeriais também atendem à necessidade da “edificação do Corpo de CRISTO”, que é a Igreja (invisível), que se torna visível, no conjunto de salvos, na igreja local. Os crentes salvos são considerados “edifício de DEUS” (1 Co 3.9). A metáfora é bem adequada. Os salvos são considerados “pedras vivas”, na construção desse edifício espiritual. Diz o apóstolo Pedro: “vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a DEUS, por JESUS CRISTO” (1 Pe 2.5). Nessa edificação, o papel dos que têm o dom ministerial de profeta é de grande valia. Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 87-88.
PROFETAS. Os profetas eram homens que falavam sob o impulso direto do ESPÍRITO SANTO, e cuja motivação e interesse principais eram a vida espiritual e pureza da igreja. Sob o novo concerto, foram levantados pelo ESPÍRITO SANTO e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem da parte de DEUS ao seu povo (At 2.17; 4.8; 21.4).
(1) O ministério profético do AT ajuda-nos a compreender o do NT. A missão principal dos profetas do AT era transmitir a mensagem divina através do ESPÍRITO, para encorajar o povo de DEUS a permanecer fiel, conforme os preceitos da antiga aliança. Às vezes eles também prediziam o futuro conforme o ESPÍRITO lhes revelava CRISTO e os apóstolos são um exemplo do ideal do AT (At 3.22,23; 13.1,2).
(2) A função do profeta na igreja incluía o seguinte: (a) Proclamava e interpretava, cheio do ESPÍRITO SANTO, a Palavra de DEUS, por chamada divina. Sua mensagem visava admoestar, exortar, animar, consolar e edificar (At 2.14-36; 3.12-26; 1Co 12.10; 14.3). (b) Devia exercer o dom de profecia (c) Às vezes, ele era vidente (cf. 1Cr 29.29), predizendo o futuro (At 11.28; 21.10,11). (d) Era dever do profeta do NT, assim como para o do AT, desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de DEUS (Lc 1.14-17). Por causa da sua mensagem de justiça, o profeta pode esperar ser rejeitado por muitos nas igrejas, em tempos de mornidão e apostasia.
(3) O caráter, a solicitude espiritual, o desejo e a capacidade do profeta incluem: (a) zelo pela pureza da igreja (Jo 17.15-17; 1Co 6.9-11; Gl 5.22-25); (b) profunda sensibilidade diante do mal e a capacidade de identificar e detestar a iniquidade (Rm 12.9; Hb 1.9); (c) profunda compreensão do perigo dos falsos ensinos (Mt 7.15; 24.11,24; Gl 1.9; 2Co 11.12-15); (d) dependência contínua da Palavra de DEUS para validar sua mensagem (Lc 4.17-19; 1Co 15.3,4; 2Tm 3.16; 1Pe 4.11); (e) interesse pelo sucesso espiritual do reino de DEUS e identificação com os sentimentos de DEUS (cf. Mt 21.11-13; 23.37; Lc 13.34; Jo 2.14-17; At 20.27-31).
(4) A mensagem do profeta atual não deve ser considerada infalível. Ela está sujeita ao julgamento da igreja, doutros profetas e da Palavra de DEUS. A congregação tem o dever de discernir e julgar o conteúdo da mensagem profética, se ela é de DEUS (1Co 14.29-33; 1Jo 4.1).
(5) Os profetas continuam sendo imprescindíveis ao propósito de DEUS para a igreja. A igreja que rejeitar os profetas de DEUS caminhará para a decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalismo quanto aos ensinos da Bíblia (1Co 14.3; cf. Mt 23.31-38; Lc 11.49; At 7.51,52). Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça (Jo 16.8-11), então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do ESPÍRITO. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do ESPÍRITO (2Tm 3.1-9; 4.3-5; 2Pe 2.1-3,12-22). Por outro lado, a igreja com os seus dirigentes, tendo a mensagem dos profetas de DEUS, será impulsionada à renovação espiritual. O pecado será abandonado, a presença e a santidade do ESPÍRITO serão evidentes entre os fiéis (1Co 14.3; 1Ts 5.19-21; Ap 3.20-22).
STAMPIS. Donald C. (Ed) Bíblia de Estudo Pentecostal: Antigo e Novo testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
Profecia
A profecia é uma manifestação do ESPÍRITO de DEUS e não da mente do homem, e é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso: 1 Co 12.7.
Embora o dom da profecia nada tenha a ver com os poderes normais do raciocínio humano, pois é algo muito superior, isso não impede que qualquer crente possa exercitá-la: “Porque todos podereis profetizar, um após outro, para todos aprenderem e serem consolados”, 1 Co 14.31.
Ainda que nalguns casos o dom da profecia possa ser exercido simultaneamente com a pregação da Palavra, é evidente que esse dom é dotado de um elemento sobrenatural, não devendo, portanto, ser confundido com a simples habilidade de pregar o Evangelho.
Dada a importância desse dom em face dos demais dons espirituais, e dentro do contexto da doutrina pentecostal, necessário se faz uma análise cuidadosa, no sentido de conceituá-lo no seio da Igreja hoje.
O apóstolo Paulo adverte os crentes a procurar “com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar” (1 Co 14.1); isto por razões que ele mesmo enumera:
a. Porque “o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação... O que profetiza edifica a igreja”, 1 Co 14.3,4.
“Edificação”, “exortação” e “consolação” são os três elementos básicos da profecia, são a razão de ser e de existir desse dom. É evidente que isto contraria a crença tão popular entre nós, de que o principal elemento da profecia é o preditivo (predição do futuro). Certamente, que tanto o Antigo quanto o Novo Testamento contêm numerosas profecias preditivas, muitas das quais já se cumpriram, e outras estão se cumprindo, e outras ainda se hão de cumprir, No entanto, no conteúdo geral das Escrituras, o elemento preditivo da profecia é relativamente o menor.
b. Porque ‘‘se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado. Os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a DEUS, publicando que DEUS está verdadeiramente entre vós”, l Co 14.24,25.
Há algo mais que precisamos ter em mente quanto ao dom de profecia e o seu uso na Igreja hodiemamente:
a) O dom de profecia nunca deve exercer propósitos diretivos ou de governo sobre a Igreja. No Antigo Testamento, Israel era governado por reis e o culto era dirigido pelos sacerdotes, mas nunca por alguém que se tivesse distinguido por um ministério cem por cento profético. Os profetas eram apenas colaboradores na condução do povo. O mesmo aconteceu com a Igreja dc Novo Testamento: o seu governo sempre esteve sob a responsabilidade dos presbíteros ou bispos, ou pastores, mas nunca sob a responsabilidade de profetas.
Escreveu o missionário Eurico Bergstén, que “quando alguém, por meio de profecia, penetra na direção da igreja, mostra que é dominado por influências estranhas. Abre-se, então, uma porta para a perturbação... Quando alguém se faz ‘oráculo de profeta’, para responder a perguntas e orientar os crentes, está usando indevidamente o dom de profecia... O dom de profecia não atinge, nesta dispensação, a faixa de consulta, pois tem uma outra finalidade: a edificação da Igreja”.
b) Devido a possíveis abusos quanto ao uso do dom da profecia, este dom está sujeito a análise e a consequente julgamento. Recomenda o apóstolo Paulo: “...falem dois ou três profetas, e os outros julguem”, 1 Co 14.29.
Paulo arremata suas advertências quanto ao dom de profecia, dizendo: “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”, 1 Co 14.37.
O dom de profecia não deve ser desprezado (1 Tm 4.14), mas despertado (2 Tm 2.16), a fim de que a Igreja seja enriquecida: 1 Co 1.57.
Raimundo F. de Oliveira. A Doutrina Pentecostal Hoje. Editora CPAD.
A Classificação dos Dons (4.11)
Tudo indica que Paulo, quando escreveu estas palavras, tinha em mente a lista dos ministérios relacionados em 1 Coríntios 12.28. A passagem coríntia compreende uma lista mais longa de dons espirituais (charismata). Mas nesta passagem, Paulo está interessado em apresentar os ofícios necessários para a expansão e sustento da igreja. CRISTO deu à igreja os apóstolos: os ministros supremos, os doze que haviam visto o Senhor ressurreto e recebido suas tarefas diretamente dele. Os profetas têm posição proximal à dos apóstolos, e o seu dom especial era o de ministério inspirado. Foulkes afirma que a função primária dos profetas era similar à dos profetas do Antigo Testamento: “anunciar” a palavra de DEUS. Porém, ocasionalmente prediziam acontecimentos futuros, como em Atos 11.28 e 21.9,ll.30 Os evangelistas eram pregadores itinerantes, que iam de lugar em lugar para ganhar os incrédulos (cf. 2 Tm 4.5), de modo muito semelhante como se faz hoje.
Certos intérpretes sugerem que as primeiras três categorias se aplicam à igreja universal, ao passo que as outras duas se ajustam especificamente à igreja local. Pastores são pastores de um rebanho de comunicantes; a palavra grega (poimen) empregada aqui significa, literalmente, “pastor de ovelhas”. A tarefa dos pastores é alimentar o rebanho e protegê-lo dos perigos espirituais. Doutores pode ser uma outra função do pastor. Bruce afirma que estes dois termos “denotam a mesma e uma única classe de homens”.31 Contudo, pode ser que os doutores representem uma classe de responsabilidade um tanto quanto menor que os pastores, mas que, mesmo assim, detêm lugar especial na igreja. Os cinco ministérios são concedidos pelo ESPÍRITO e dados por CRISTO à sua igreja.
O Propósito dos Dons (4.12-16)
Falando principalmente da vida interior da comunidade cristã, Paulo descreve o propósito para o qual CRISTO deu à igreja estes ministérios. Pelo menos quatro dimensões do propósito divino são distinguíveis.
a) Estes ministérios são dados para edificar ou construir o corpo de CRISTO (12). As três frases neste versículo, cada uma separada por uma vírgula (RC), dão a impressão de que o apóstolo expressa um propósito triplo. No idioma original, a ênfase está na última frase: “Ele fez isso para preparar o povo de DEUS para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de CRISTO” (NTLH). O objetivo destes servos especiais é ocasionar um aperfeiçoamento (katartismos, lit., “adaptação” ou “equipamento”) para a obra do ministério (diakonias). A expectativa é que haverá um trabalho ativo e frutífero para o Senhor, com o resultado de que a igreja será edificada. A medida que as almas são ganhas, a vida da comunidade se aprofunda e se fortalece pelo serviço unificador da igreja.
b) Estes dons ministeriais são dados para promover maturidade. O versículo 13 rememora o anterior e oferece explicação adicional da “edificação” da igreja. Uma vez mais, Paulo usa três frases, cada uma iniciada com a preposição grega eis: 1) à unidade da fé; 2) a varão perfeito; 3) à medida da estatura completa de CRISTO. Estas não são ideias paralelas. A primeira fala do meio da maturidade, a segunda fala da realidade da maturidade e a terceira fala da medida da maturidade. Uma tradução melhor do versículo seria esta: “Assim, todos finalmente atingiremos a unidade inerente em nossa fé e em nosso conhecimento do Filho de DEUS, e chegaremos à maturidade, medida por nada menos que a estatura completa de CRISTO” (NEB).
A unidade da fé e do conhecimento do Filho de DEUS constitui o meio do amadurecimento (cf. RA). A unidade é um dom do ESPÍRITO (cf. 3), mas requer-se fé e conhecimento para recebê-la. Neste texto, a fé é a resposta que damos ao Filho de DEUS e a nossa confiança nele — DEUS manifestado na carne que morreu no Calvário em nosso benefício. Aqui, conhecimento (epignosis) é semelhante à fé no ponto em que significa “compreensão, familiaridade, discernimento”. Não devemos equipará-lo a conhecimento intelectual, mas a relações pessoais. A unidade se origina dessa intimidade com o Filho proporcionada pela graça. Paulo não está falando da experiência inicial com CRISTO. O apóstolo se preocupa com o crescimento e aumento em entendimento e compreensão dos propósitos e vontade de DEUS conforme estão revelados em associação com CRISTO. Os membros da igreja podem e devem ter tal crescimento em maior medida enquanto o servem.
A varão perfeito refere-se ao nível de maturidade coletiva e individual na igreja, no qual o poder de DEUS se manifesta inteiramente em santidade e justiça. Tal estado será atingido em seu significado máximo futuramente, quando possuirmos a graça de CRISTO na perfeição da ressurreição (cf. Fp 3.7-16).
A medida da estatura completa de CRISTO é o padrão de medida que determina a maturidade cristã. Hodge escreve: “A igreja se torna adulta, homem perfeito, quando alcança a perfeição de CRISTO”. A chave para interpretar o versículo é a expressão estatura completa de CRISTO. Qual é esta estatura? Salmond diz que é “a soma das qualidades que fazem o que ele é”. Quando a igreja está à altura da maturidade plena do seu Senhor, ela é perfeita. E à medida que cresce em direção a essa maturidade, ela fica mais próxima de sua meta em CRISTO. Precisamos também destacar que não há crescimento na igreja separadamente de nosso crescimento individual como crente. É cada um de nós individualmente que tem de se dirigir com empenho à estatura completa de CRISTO.
c) Estes ministérios são dados para garantir a estabilidade na igreja diante de doutrinas divergentes e do engano de homens (14). Esta é consequência natural da maturidade, como Paulo indica por sua frase introdutória: Para que não sejamos mais meninos. Uma das evidências claras de imaturidade é a incapacidade de resistir, de forma inteligente e espiritual, as declarações das falsas doutrinas. As palavras de Paulo são pitorescas. O termo inconstantes só ocorre aqui no Novo Testamento e é derivado de kludon (“vagalhão” ou “onda”). Por conseguinte, o verbo significa literalmente “ser lançado pelas ondas”. Cristãos imaturos são como barcos açoitados pela tempestade. Levados em roda vem da palavra grega periphero, que tem a ideia de oscilar violentamente. Boas traduções dos dois termos são: “levados de um lado para outro pelas ondas” e “jogados para cá e para lá por toda nova rajada de ensino” (cf. BJ, NVI). Atarefa dos ministros é pôr mão forte no leme da igreja, mantê-la firme e fornecer o lastro doutrinário mediante um ministério fiel de pregação e ensino.
Aqueles que introduzem falsos ensinos, nos quais os crentes instáveis caem vítimas, enganam a si mesmos e também enganam fraudulosamente os outros. Esta fase é mais bem traduzida por “fazem uso de todo tipo de dispositivo inconstante para induzir ao erro” (Weymouth). Eles usam de engano (lit., “jogo de dados”). Metaforicamente, veio a significar “artimanha” (BJ, RA). Moule declara corretamente o aviso de Paulo: “Há pessoas próximas de vós que não só vos desviam, mas o fazem de propósito, pondo armadilhas premeditadas e organizando métodos bem-elaborados, com o objetivo de afastá-los de CRISTO a quem eles não amam”. A única proteção adequada contra a sutileza da heresia é uma fé crescente e um conhecimento progressivo da verdade. Os ministros têm de proporcionar a oportunidade de tal maturação para assim garantir a estabilidade na igreja.
d) Estes ministérios são dados para possibilitar o crescimento em CRISTO. Seguindo a verdade (15) é derivado do verbo grego aletheuo, geralmente traduzido por “falar a verdade” (cf. CH, NTLH). Mas há mais no pensamento de Paulo do que proferir sons articulados. Ele pensa em termos de viver e agir. Dale comenta: “A verdade tem de ser a vida de todos os cristãos. A revelação de DEUS em CRISTO tem de influenciar e inspirar todas as atividades dos cristãos. A verdade tinha de se encarnar nos efésios, tinha de se corporificar neles. [...] Não era apenas para falar, mas para vivenciá-la”.38 E esta vida era para ser vivida em caridade (“em amor”, ACF, AEC, BAB, BJ, CH, NVI, RA), quer dizer, com os motivos e inclinações que o amor evoca. As pessoas confessam e vivem asperamente certa porção de verdade, mas a comunidade cristã sempre tem de se expressar em amor. O resultado será o movimento progressivo em direção à perfeição de CRISTO, a cabeça da igreja. Repare que esta ideia é essencialmente idêntica ao pensamento do versículo 13. Além disso, esta ação positiva é a melhor defesa contra os efeitos do erro descritos no versículo 14.
No versículo 16, o apóstolo retorna à analogia do corpo e se serve disso para enfatizar a unidade que CRISTO, a cabeça, traz para a igreja. Ele visualiza a estrutura maravilhosa e intricada do corpo humano com suas partes unidas de modo bem ajustado e ligado (“bem unido e consolidado”, NEB).39 Na analogia, juntas referem-se aos ligamentos pelos quais as partes do corpo se unem. Quando o corpo está funcionando segundo ajusta operação de cada parte, quer dizer, quando cada parte é ativada de acordo com o seu propósito, a harmonia prevalece e o crescimento é certo. CRISTO é, obviamente, o centro e a origem de toda a vida espiritual. Ele dá “coesão e poder vital para o crescimento”.40 Este crescimento resulta na edificação ou “construção” (BAB) da igreja em amor (cf. 1.4; 3.17; 4.2; 5.2). A estrutura tem a ver principalmente com o desenvolvimento espiritual interno, mas quando a igreja é interiormente forte ela aumenta numericamente.
Em suma, Paulo vê a unidade da igreja em termos orgânicos e não organizacionais. A verdadeira unidade é interior e resultado de um organismo saudável. O ESPÍRITO cria essa unidade; não é obra de homens, por mais inteligentes ou apessoados que sejam. Quando esta unidade prevalece, compartilhada por cada membro e motivada pela fidelidade de ministros talentosos, a igreja cresce em simetria e beleza, para espanto do mundo não crente.
Nos versículos 4 a 16, o pensamento da medida da estatura completa de CRISTO sugere o tema “O Alvo Último do Cristão”. 1) O meio para esse fim. Ensinar e pregar a Palavra de DEUS, 11,12; 2) O compêndio do ideal, 4-7,15. A fé incorporada e o corpo incorporado, 16; 3) A proximidade da meta num caráter estável, 14. CRISTO no trono do coração. A igreja unida (G. B. Williamson).
Willard H. Taylor. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 9. pag. 160-163.
Pr. Henrique e Pb Alessandro Silva
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Lição 1, João Batista – REVISTA NA ÍNTEGRA
Lição 1, João Batista, a Voz que Clama no Deserto
ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 1 / ANO 2- N° 5
TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Mateus 3.1-4,6
1 - E, naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia
2 - e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.
3 - Porque este é o anunciado pelo profeta Isaias, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.
4 - E este João tinha a sua veste de pelos de camelo e um cinto de couro em torno de seus lombos e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre.
6 - (.)e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.
Lucas 3.15-18
15 - E, estando o povo em expectação e pensando todos de João, em seu coração, se, porventura, seria o CRISTO,
16 - respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com uyua, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias; este vos batizará com 0 ESPÍRITO SANTO e com fogo.
17 - Ele tem a pá na sua mão, e limpará a sua eira, e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga.
18 - E assim admoestando-os, muitas outras coisas também anunciava aq povo.
TEXTO ÁUREO
No dia seguinte, João viu a JESUS, que vinha para ele, e disse: Eis O Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo.
João 1.29
SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO
2ª feira - Mateus 3.1-6
João inicia seu ministério pregando e batizando
3ª feira - Mateus 3.7-12
João e sua autoridade profética
4ª feira - João 1.16-20
João Batista dá testemunho de JESUS
5ª feira - Marcos 1.6-11
João Batista batiza JESUS
6ª feira - João 1.3-37
De João a JESUS: a transição do ministério Sábado
Sábado - Marcos 6.23-29
O martírio de João Batista
OBJETIVOS
Ao término do estudo bíblico, O aluno deverá:
entender que João Batista prenunciou o fim da Lei e dos profetas e anunciou o Reino de DEUS;
conhecer as características de João Batista, um dos mais influentes personagens bíblicos;
entender que DEUS delega grandes missões a pessoas que demonstram coragem e humildade diante de desafios;
saber que a fidelidade ao Senhor pode resultar no sacrifício da própria vida.
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Prezado professor, esta lição inaugura a série de estudos biográficos deste ciclo. Pergunte aos alunos o quanto apreciam ler biografias e quais figuras históricas mais os atraem. Em seguida, mencione que as narrativas bíblicas costumam ., destacar a infância e os primeiros anos de grandes personagens, mostrando as influências que moldaram suas vidas e as de seus sucessores (Ex 2.1-10; 1 Sm 1.24-28; 2.11,18-21). Explique que a história de João Batista (Lc 1.13-17,57-66), cuja vida se entrelaça com a de jesus, começa com eventos milagrosos em seu nascimento, sinalizando sua importância como precursor do Messias, conforme narrado nas Escrituras.
Boa aula!
COMENTÁRIO
Palavra introdutória
No Novo Testamento, três personagens importantes são identificados como João: o apóstolo, autor de um evangelho,
três epístolas e do Apocalipse (Jo 21.24; 1 Jo 1.1-3; Ap 1.1,23 João Marcos, sobrinho de Barnabé (At 12.25; CI 4.10); e João Batista, o precursor de CRISTO (Lc 1.13-17; Mt 3.1-3).
João Batista, destacado entre todos os profetas, foi escolhido por DEUS para introduzir o ministério de JESUS com grandeza e dignidade. Seu nome, que significa “favor de DEUS”, remete ao profeta Elias, com quem compartilhava um estilo de vida austero e uma postura firme contra a hipocrisia e a injustiça de sua época (Mt 3.4; 11.13,14), opondo-se até mesmo ao rei Herodes (Lc 3.19,20).
1. JORNADA PRODIGIOSA
Embora muitos pensem que todos os evangelhos detalhem a vida de João Batista, apenas Lucas oferece informações extensas. Ele menciona seus pais, Zacarias e Isabel (Lc 1.5), e revela sua ligação familiar com JESUS (Lc 1.36). Lucas narra ainda que, no sexto mês da gravidez de Isabel, o anjo Gabriel apareceu a Maria (Lc 1.26,27), sugerindo que JESUS e joão eram parentes próximos com uma diferença de idade aproximada de seis meses.
1.1. Concepção improvável
Zacarias e Isabel, justos perante DEUS, sofriam por não terem filhos devido à idade avançada e à infertilidade de Isabel, condição estigmatizada na cultura judaica (Lc 1.6,7; 1 Tm 2.14,15). Durante o serviço no Templo, Zacarias foi visitado pelo anjo Gabriel, que anunciou o nascimento de João (Lc 1.8-13).
1.2. Propósitos divinos e impactos eternos
Lucas descreve a mensagem do anjo a Zacarias, revelando o tríplice propósito de João Batista: ele seria a alegria de seus pais; levaria muitos israelitas de volta ao Senhor e prepararia o povo para a vinda de CRISTO (Lc 1.14-17).
A aparição súbita de Gabriel e a notícia surpreendente que ele anunciara deixaram Zacarias em choque (Lc 1.12). Devido à sua incredulidade, o anjo declarou que ele permaneceria mudo até o nascimento do menino (Lc 1.18-20,59-64).
1.3. Hábitos singulares de um profeta no deserto
A casa de Zacarias ficava na região montanhosa de Judá (Lc 1.39,40), e João cresceu no deserto, preparando-se para sua missão profética (Lc 1.80).
A aparência e o modo de vida de João Batista eram rústicos (Mt 3.4; Mc 1.6; Lc 7.24,25). Ele vestia uma túnica de pelos de camelo, presa por um cinto de couro, semelhante ao estilo de Elias (2 Rs 1.8), uma vestimenta que ainda é usada por beduínos e árabes pobres. Quanto à dieta, o profeta consumia gafanhotos e mel silvestre, alimentos comuns no deserto (Lv 11.22; Dt 32.13; 1 Sm 14.25-29).
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Em várias regiões do Oriente, como Arábia, Etiópia e Palestina, os gafanhotos ainda são um alimento básico para as classes menos favorecidas, sendo uma prática antiga entre os hebreus e considerada saudável e versátil.
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1.4. Traços marcantes de uma personalidade inabalável
João Batista era conhecido por seu rigor, coragem e seriedade; ele não hesitava em confrontar o que julgava errado. Com ousadia, o profeta repreendeu Herodes e permaneceu firme diante daqueles que, sem evidenciar arrependimento e contrição, procuravam ser batizados por ele (Mt 3.7; Lc 3.7).
2. MINISTÉRIO IMPACTANTE
O ministério de João Batista estava concentrado na preparação do caminho para o Messias. Sua mensagem poderosa incluía: o chamado ao arrependimento (Mt 3.2,7,8); 0 reconhecimento da superioridade de CRISTO (Mt 3.11); a crítica pública aos pecados dos fariseus (Lc 3.8); a proclamação do sacrifício redentor de CRISTO e o advento do ESPÍRITO SANTO (Jo 1.15,29,33,36).
2.1. As marcas do chamado divino
Como precursor de JESUS, João Batista desempenhou um papel singular na história bíblica, antecedendo o Messias em Seu nascimento, ministério e morte. Sua missão foi marcada por uma autoridade profética inquestionável, encerrando a era da antiga aliança e inaugurando a Era da Graça (Lc 16.16).
Conhecido como Batista por conduzir às águas aqueles que buscavam confessar publicamente seus pecados, João personificava o chamado ao arrependimento e à transformação espiritual (Lc 3.2,3). Atuando como um verdadeiro arauto, proclamava a mensagem de DEUS com coragem e firmeza. Seu ministério se desenvolveu principalmente no deserto da Judeia, um ambiente simbólico de renovação e preparação espiritual (Mt 3.1).
2.1.1. João Batista e JESUS: uma aliança profética
Segundo o texto bíblico, o relacionamento entre CRISTO e João Batista foi marcado por particularidades devido à natureza de seus ministérios:
eles eram parentes próximos (Lc 1.34-36,56,57) — O sentido exato do termo que indica o grau de parentesco entre Maria e Isabel é desconhecido (Lc 1.36 [cuyyevíç = syngenis]). Algumas versões traduzem como prima (ARC; ACF), enquanto outras usam parenta (ARA; NVI), sugerindo que jesus e João Batista eram parentes em algum grau;
João Batista foi, às vezes, confundido com JESUS (Mt 14.1,2; 16.13,14; Mc 6.14; 8.27,28);
JESUS comparou João a Elias (Mt 17.11-13) e o descreveu como o maior entre os nascidos de mulher (Mt 11.11; Lc 7.28), mas menor que qualquer um no Reino dos céus, destacando a grandeza do novo Reino (Mt 10.32-42);
JESUS também afirmou que o tempo de João era único (Mt 11.12,13; Lc 16.16), caracterizando-o como o último profeta da antiga aliança e o precursor do advento do Messias.
2.2. O símbolo de um novo começo: batismo
João surge na narrativa bíblica realizando batismos no rio Jordão (Mt 3.5,6), uma prática tão marcante que deu origem à expressão “batismo de João” (At 1.22). Esse rito, mencionado nos evangelhos (Mt 3.11; Jo 1.26-30; Lc 3.3) e em Atos (10.37; 11.16; 13.24; 19.3), simbolizava arrependimento e confissão de pecados.
O título Batista identifica-o como “aquele que realiza O rito do batismo”. Em grego, o termo para “aquele que batiza” (βαπτιστές = baptistés) relaciona-se com o verbo baptizó (βαπτιtitw), que significa “imergir” ou “lavar”.
3. MARCOS MINISTERIAIS DECISIVOS
A vida de João Batista é marcada por, pelo menos, quatro eventos significativos:
3.1. O batismo de JESUS
Às margens do rio Jordão, JESUS se aproximou de João para ser batizado (Mt 3.13). Surpreso, o profeta reconheceu a superioridade de CRISTO, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim? (Mt 3.14). Somente após JESUS afirmar que o batismo era necessário para cumprir toda a justiça — cumprir as exigências da Lei —, o profeta concordou em descê-lo às águas (Mt 3.15).
3.2. A transição ministerial
Após ser batizado por João, JESUS iniciou Seu ministério e atraiu muitos seguidores, incluindo alguns discípulos do profeta. Isso causou certa insatisfação entre os seguidores de João, mas ele os corrigiu, dizendo: E necessário que ele cresça e que eu diminua (Jo 3.22-30).
O ministério de João Batista, conhecido como à aurora da história evangélica, foi uma preparação providencial para 0 ministério de JESUS. Os profetas Isaías (40.3-5) e Malaquias (3.1) haviam predito que o Messias seria precedido por alguém que proclamaria Sua chegada. Por isso, os quatro evangelistas relacionam João Batista à profecia de Isaías (Mt 3.3; Mc 1.2,3; Lc 3.4-6; Jo 1.23).
3.3. A confirmação do Messias
Enquanto estava na prisão, João enviou dois de seus discípulos para perguntarem a JESUS se Ele era o Messias prometido, ou se deveriam esperar outro (Mt 11.1-5). Em vez de responder diretamente, o Nazareno deixou que Suas obras falassem por si: curou cegos, coxos, leprosos e surdos; ressuscitou mortos e pregou o evangelho, demonstrando, assim, ser o Messias anunciado por João (Lc 7.22,23).
3.4. A condenação final
João Batista não se limitava a pregar ao povo sobre suas obrigações morais e espirituais para receber o Messias. De modo aguerrido, ele também repreendeu Herodes Antipas por seus atos perversos, especialmente pelo casamento com Herodias, esposa de seu irmão Filipe, que considerava ilícito (Lc 3.19; Mc 6.17-19).
Herodias, então, passou a desejar a morte de João e constantemente pressionava Herodes. Embora o tetrarca temesse João, sabendo que era um homem justo e santo, e ouvia suas palavras com perplexidade e respeito, a filha de Herodias, sob orientação da mãe, aproveitou uma ocasião especial e pediu ao rei a cabeça de João em uma bandeja (Mc 6.21-25; Mt 14.6-8).
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"O zelo de João foi cruelmente castigado, pois Antipas (Lc 3.19,20) encerrou-o em um Calabouço da fortaleza de Machaerus (ou Maqueronte), construída como um ninho de águia em uma das regiões mais agrestes da Pereia Meridional, ao oriente do mar Morto, e, logo depois, foi decapitado, a mando de Herodes, e sepultado por seus discípulos.” (FILLION, Central Gospel, 2003, p. 392).
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4. LIÇÕES DA VIDA DE JOÃO BATISTA PARA A JORNADA DE FÉ
4.1. Autenticidade e propósito
Como filho de Zacarias, sacerdote do Templo, João Batista herdou um legado singular (Lc 1.5; 1 Cr 24.10), mas seguiu um caminho profético fora das tradições religiosas formais (Mt 3.1-6). Esse rompimento com a estrutura sacerdotal indica uma personalidade independente e corajosa, focada mais na autenticidade espiritual do que nas convenções institucionais.
A coragem para seguir uma vocação legítima, mesmo que isso signifique romper com tradições estabelecidas, é uma lição de integridade e propósito.
4.2. Humildade extraordinária
Apesar de sua popularidade e influência, João Batista reconheceu sua missão como preparador do caminho para JESUS. Quando seus discípulos questionaram a crescente projeção de CRISTO, ele respondeu com humildade: E necessário que ele cresça e que eu diminua (Jo 3.30).
Essa postura ensina a centralidade da mensagem redentora em nossa vida, desafiando-nos a colocar o Senhor acima de nossas realizações. O ministério autêntico nasce da disposição de viver para a glória de DEUS e não para o próprio reconhecimento (Cl 3.23,24).
4.3. Coragem inabalável
João Batista viveu e morreu como uma voz profética comprometida com a justiça e a retidão. Ele não hesitou em denunciar os pecados da sociedade, confrontando até mesmo Herodes Antipas por seu comportamento imoral (Mc 6.17-19). Seu exemplo ensina que a fidelidade a DEUS está acima de conveniências sociais e políticas.
Ainda hoje, somos chamados a proclamar a verdade divina com coragem, mesmo diante de riscos e consequências adversas (2 Tm 4.2-5).
CONCLUSÃO
João Batista dedicou sua vida a preparar o caminho para CRISTO, chamando o povo ao arrependimento. Ele é um exemplo de coragem e fidelidade. No entanto, ao nos voltarmos para JESUS, contemplamos o verdadeiro esplendor: Ele é a própria Palavra, a Luz eterna e a Vida.
Enquanto João foi sepultado, JESUS ressurgiu, vencendo a morte como Salvador da humanidade. Que nossa fé sempre reconheça essa verdade: João mostrou o caminho, mas CRISTO é o próprio Caminho, nossa esperança e redenção.
ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
1. Qual foi o tríplice propósito ministerial de João Batista?
R.: João Batista seria a alegria de seus pais; levaria muitos israelitas de volta ao Senhor e prepararia O povo para a vinda de CRISTO (Lc 1.14-17).
Fonte: Revista Central Gospel