Escrita Lição 2, Betel, A proposta de Faraó, um convite ao compromisso ou uma armadilha para a fé? 2Tr25, Pr Henrique, EBD NA TV

Escrita Lição 2, Betel, A proposta de Faraó, um convite ao compromisso ou uma armadilha para a fé? 2Tr25, Pr Henrique, EBD NA TV
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EBD, Revista Editora Betel | 2° Trimestre De 2025 | Tema, MORDOMIA CRISTà– A Gratidão e Fidelidade na Administração dos Recursos que DEUS nos Confiou  | Escola Bíblica Dominical 

Vídeo https://youtu.be/fp2-5v5dvUU?si=CdwGPUG1ySXFDjC1

Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2025/03/escrita-licao-2-proposta-de-farao-um.html
Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2025/03/slides-licao-2-proposta-de-farao-um.html
PowerPoint https://pt.slideshare.net/slideshow/slides-licao-2-betel-a-proposta-de-farao-um-convite-pptx/277401103
 
ESBOÇO DA LIÇÃO
1- ADORANDO A DEUS
1.1. Moisés, o mediador da adoração a DEUS no deserto.
1.2. A adoração após a vitória.
1.3. A razão da adoração a DEUS.
2- SERVINDO A DEUS COM OS NOSSOS BENS
2.1. A adoração parcial.
2.2. Os bens como expressão de adoração. 
2.3. Honrando a DEUS com os nossos bens. 
3- SERVINDO A DEUS COM O NOSSO MELHOR
3.1. Satanás tenta nos desviar da perfeita adoração.
3.2. Ofertando o melhor ao Senhor.
3.3. Não permita que Satanás roube sua adoração.
 
Texto Áureo
“Moisés, porém, disse: Tu também darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao Senhor, nosso DEUS.” Êxodo 10.25
 
Verdade Aplicada
Devemos adorar ao Senhor com cânticos, com nossos bens e com um viver coerente com a vontade de DEUS.
 
Objetivos da Lição
Saber que DEUS deve ser adorado.
Identificar o que afeta nossa adoração a DEUS.
Ressaltar que devemos servir a DEUS com o nosso melhor.
 
Textos de Referência - Êxodo 10.24-26
Êxodo 10
24 Então, Faraó chamou a Moisés e disse: Ide, servi ao Senhor; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças.
25 Moisés, porém, disse: Tu também darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao Senhor, nosso DEUS.
26 E também o nosso gado há de ir conosco, nem uma unha ficará; porque daquele havemos de tomar para servir ao Senhor, nosso DEUS; porque não sabemos com que havemos de servir ao Senhor, até que cheguemos lá.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Pv 12.27 Ser diligente é um bem preciosa.
TERÇA | Ec 5.19 DEUS concede os bens.
QUARTA | Mt 6.24 Ninguém pode servir a dois senhores.
QUINTA | Lc 12.15 Devemos nos guardar da avareza.
SEXTA | At 2.44 A Igreja Primitiva tinha tudo em comum.
SÁBADO | 1Jo 2.16 O que é do mundo não provém do Pai.
HINOS SUGERIDOS: 225, 227, 253
 
MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que DEUS tenha a primazia em nossas finanças.
 
PONTO DE PARTIDA – Devemos a DEUS nossos servir com bens.
 
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SUBSÍDIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO 2
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ABAIXO, COMENTÁRIOS SOBRE ESTE ASSUNTO NA REVISTA ANTIGA DA CPAD DO 1º Trimestre de 2014 - As Pragas Divinas e as Propostas Ardilosas de Faraó
Tema: Uma Jornada de Fé - A Formação do povo de Israel e sua herança espiritual - Comentários de vários livros com algumas modificações extras do Pr.Henrique
 
‘Revesti-vos de toda a armadura de DEUS, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6.11).
 
Como salvos por CRISTO, podemos pela fé vencer o Diabo em suas investidas contra nós.
 
LEITURA BÍBLICA - Êxodo 3.19,20; 7.4,5; 8.8,25; 10. 8,11,24.
Êxodo 3
19 - Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem ainda por uma mão forte. 20 - Porque eu estenderei a minha mão e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois, vos deixará ir.
Êxodo 7
4 — Faraó, porém, não vos ouvirá; e eu porei a mão sobre o Egito e tirarei os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito com grandes juízos. 5 - Então, os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando estender a mão sobre o Egito e tirar os filhos de Israel do meio deles.
Êxodo 8
8 - E Faraó chamou a Moisés e a Arão e disse: Rogai ao SENHOR que tire as rãs de mim e do meu povo; depois, deixarei ir o povo, para que sacrifiquem ao SENHOR. 25 - Então, chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide e sacrificai ao vosso DEUS nesta terra.
Êxodo 10
8 - Então, Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó, e ele disse-lhes: Ide, servi ao SENHOR, vosso DEUS. Quais são os que hão de ir? 11 - Não será assim; andai agora vós, varões, e servi ao SENHOR; pois isso é o que pedistes. E os lançaram da face de Faraó. 24 - Então, Faraó chamou a Moisés e disse: Ide, servi ao SENHOR; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças.
 
INTERAÇÃO
Faraó era perverso e não tinha intenção alguma de libertar os hebreus. Diante da recusa dele, DEUS enviou várias pragas ao Egito (Êx 3.19,20). Qual era o propósito divino ao enviar as pragas? O objetivo era o julgamento contra o governo de Faraó e seu povo e um juízo contra o generalizado culto idólatra egípcio.
 
 
Professor, reproduza o quadro da página seguinte conforme as suas possibilidades. Em classe, juntamente com os alunos, complete a segunda coluna. Debata com a turma as propostas de Faraó e as suas consequências, caso Moisés as aceitasse. Conclua enfatizando que, como salvos por CRISTO, podemos pela fé nEle sempre vencer o Diabo em suas investidas contra nós.
 

AS PROPOSTAS DE FARAÓ AO POVO DE DEUS

AS CONSEQÜÊNCIAS

AS PROPOSTAS

 

“Ide, sacrificai ao vosso DEUS nesta terra” (Êx 8.25).

 

“Somente que indo, não vades longe” (Êx 8.28).

 

“Deixai ir os homens” (Êx 10.7).

 

“Ide, servi ao Senhor; somente fiquem ovelhas e vossas vacas“ (Êx 10.24).

 

 
 
 Subsídio Bibliológico
“As pragas do Egito combinam todos os aspectos das pragas da Bíblia. Esses eventos são explicados através de exames dos termos hebraicos usados para defini-los. Muitas palavras derivam da raiz nagap ‘atingir, destruir’, e mostram as pragas como um golpe de DEUS para castigar ou punir. A palavra hebraica negep, no sentido de ‘golpear, atacar’ foi usada como termo de julgamento. É encontrada relacionada às pragas do Egito apenas em Êxodo 12.13, que fala sobre a morte dos primogênitos. A palavra hebraica maggepa também quer dizer ‘golpe, matança, praga, pestilência’ e é aplicada à praga somente em Êxodo 9.1 4 que é uma referência geral a esses acontecimentos.
Da raiz naga, ‘tocar, alcançar, atingir’, vem nega, ‘golpe, praga’, que é usada metaforicamente para doenças como castigo divino. Na narrativa do Êxodo ela aparece apenas em 11.1, onde se refere à destruição dos primogênitos. Esses termos indicam uma ação direta de DEUS no castigo; outros termos e declarações bíblicos mostram que esses atos são o testemunho do poder e da divindade do DEUS único (cf. Dt 4.34,35)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.l 584).
 
Satanás vai tentá-los com muitas propostas. Ele tentou o Filho de DEUS, mas foi derrotado. JESUS derrotou o Diabo utilizando a Palavra de DEUS, faça uso da Bíblia, pois ela é uma arma poderosa contra as propostas ardilosas do Inimigo.
 
INTRODUÇÃO
Neste capítulo examinaremos duas situações que ocorreram por ocasião da presença dos israelitas no Egito: as pragas enviadas por DEUS e as propostas de Faraó no sentido de manter os israelitas cativos.
DEUS havia dito a Faraó, por meio de Moisés e Arão, que deixasse seu povo ir embora daquela terra. DEUS poderia simplesmente retirar Ele mesmo o povo da escravidão, mas preferiu usar Moisés como instrumento para aquela obra. Isso nos deve fazer lembrar de que DEUS tem todo o poder, e pode fazer o que desejar, mas ainda assim, em muitas situações, prefere se valer de instrumentos humanos para executar sua vontade. Que isso nos sirva de lição, tendo em vista que, não raro, somos tentados a imaginar que DEUS realmente precisa muito de nós para a sua obra, e que sem nós Ele não faria nada. Na verdade, Ele pode usar quem quiser para fazer a sua vontade, e opera, apesar de nós, e não apenas por nossa causa.
O Encontro de Faraó e Moisés
É curioso observar a capacidade que certas pessoas possuem de tentar negociar com DEUS. Faraó fora advertido de que deveria libertar os israelitas, mas preferiu resistir à voz de DEUS. Se analisarmos a forma com que DEUS se utilizou para falar àquele monarca, veremos que foi dada a ele oportunidade de reconhecer o poder de DEUS antes que males terríveis assolassem o Egito.
Primeiro o Senhor falou através de Moisés
DEUS prioriza advertir Faraó por meio de Moisés, o octogenário pastor do deserto. Como já nos é sabido, o rei não acreditou nas palavras do libertador.
E, depois, foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o Senhor, DEUS de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto. Mas Faraó disse: Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel. (Êx 5.1,2)
Essa foi a resposta de Faraó. Quem é o Senhor? Não o conheço, e como não o conheço, não deixarei os hebreus saírem livres. Não raro, essa tem sido uma resposta comum da própria humanidade: Porque devo obedecer a DEUS se nem sei quem é Ele? Parece uma lógica correta levando em consideração que o Egito tinha vários deuses, e que o próprio Faraó era tido como uma divindade. Como seria possível reconhecer como DEUS um Ser que envia um pastor do deserto para falar com o rei da maior potência da época? Esse DEUS poderia ter embaixadores melhores para representá-lo. Mas à medida que o texto se desenrola, Faraó percebe que está lidando com um DEUS que escolhe bem seus enviados, e que não se permite ser ridicularizado por ninguém.
COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 24-25.
 
Os Dez Juízos
Toda a terra do Egito tremeu debaixo dos golpes sucessivos da vara de DEUS. Todos, desde o monarca sentado no seu trono à criada moendo no moinho, tiveram de sentir o peso terrível dessa vara. "Enviou Moisés, seu servo, e Arão, a quem escolhera. Fizeram entre eles os seus sinais e prodígios, na terra de Cam. Mandou às trevas que a escurecessem; e elas não foram rebeldes à sua palavra. Converteu as suas águas em sangue, e assim fez morrer os peixes. A sua terra produziu rãs em abundância, até nas câmaras dos seus reis. Falou ele, e vieram enxames de moscas e piolhos em todo o seu território. Converteu as suas chuvas em saraiva e fogo abrasador, na sua terra. Feriu as suas vinhas e os seus figueirais e quebrou as árvores dos seus termos. Falou ele, e vieram gafanhotos e pulgão em quantidade inumerável, e comeram toda a erva da sua terra e devoraram o fruto dos seus campos. Feriu também a todos os primogênitos da sua terra, as primícias de todas as suas forças" (SI 105:26 -36).
Aqui, o Salmista dá-nos uma ideia resumida desses terríveis castigos que por dureza do seu coração Faraó trouxe sobre a sua terra e o seu povo. Este soberbo monarca havia empreendido a tarefa de resistir à vontade soberana e ao caminho do DEUS Altíssimo; e, como consequência justa desta atitude, foi entregue à cegueira judicial e dureza de coração. "Porém o SENHOR endureceu o coração de Faraó, e não os ouviu, como o SENHOR, tinha dito a Moisés.
Então, disse o SENHOR a Moisés: Levanta-te, pela manhã cedo, e põe-te diante de Faraó, e dize lhe: Assim diz o SENHOR, o DEUS dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva. Porque esta vez enviarei todas as minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, para que saibas que não há outro como eu, em toda a terra. Porque agora tenho estendido a mão para te ferir a ti e ao teu povo com pestilência e para que sejas destruído da terra; mas deveras para isto te mantive, para mostrar o meu poder em ti e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra" (capítulo 9:12-16).
C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editoração: Associação Religiosa Imprensa da Fé.
 
As ofertas do Faraó (w. 25-32). Durante o tempo das pragas, o Faraó ofereceu quatro acordos a Moisés e Arão. Os dois primeiros encontram-se registrados nestes versículos, durante a praga das moscas (vv. 25, 28). O terceiro foi durante a praga dos gafanhotos (Êx 10:7-11) e o quarto durante os três dias de escuridão (vv. 24-26). O fato de o Faraó chegar a pensar que poderia negociar com DEUS é outra prova de seu orgulho. Quem é um homem mortal, mesmo o rei de uma grande nação, para ousar negociar com a vontade de DEUS? Essas ofertas todas faziam parte do plano hipócrita do Faraó de enganar Moisés e Arão, pois seu coração ainda estava obstinado e irredutível. Não estava interessado nem na vontade de DEUS nem no bem-estar dos judeus; tudo o que queria era fazer cessar as pragas.
O povo de DEUS enfrenta "concessões egípcias" semelhantes hoje em dia, quando buscamos servir ao Senhor. O inimigo nos diz que não precisamos ser separados do pecado, pois podemos servir a DEUS "nesta terra". A resposta de DEUS encontra-se em 2 Coríntios 6:14-18.
"Não exagere", sussurra o inimigo, "ou as pessoas vão chamá-lo de fanático". Tiago 1:27 e 4:4 derrubam essa proposta.
O verdadeiro serviço significa dar autoridade a DEUS sobre nossas posses e todas as pessoas em nossa família pelas quais somos responsáveis. Não fazê-lo é desobedecer àquilo que encontramos em Marcos 10:13-16; Efésios 6:4; e Deuteronômio 6:6-13. Uma vez que começamos a negociar a vontade de DEUS e a ver quão perto do mundo podemos chegar, já desobedecemos ao Senhor em nosso coração.
Em sua primeira proposta, o Faraó ofereceu permissão para que os hebreus fizessem sua comemoração religiosa na terra do Egito (Êx 8:25), oferta esta que Moisés e Arão rejeitaram.
Sabiam que alguns dos animais que os hebreus sacrificariam eram sagrados aos egípcios,3 e aquilo que começaria como um encontro de adoração solene se transformaria rapidamente num tumulto. Os hebreus eram um povo separado, vivendo em Gósen, a terra que DEUS havia destinado a eles, e era preciso que se separassem do Egito com uma jornada de três dias a fim de agradar ao Senhor.
A segunda oferta do Faraó foi para que Israel deixasse a terra, mas que não se afastasse muito (v. 28). O pedido acrescentado pelo Faraó ("Orai também por mim"), no final da proposta, mostra que sua verdadeira preocupação era livrar-se dos enxames de moscas. A primeira vista, temos a impressão de que Moisés e Arão aceitaram essa segunda oferta, uma vez que Moisés prometeu livrar-se das moscas. Talvez acreditassem que, tendo saído da terra, poderiam viajar para algum lugar mais distante, mas certamente os dois sabiam que o Faraó não cumpriria sua promessa. O rei do Egito costumava implorar por ajuda quando precisava (v. 8; 9:28; 10:16, 17) e, depois, mudar de ideia, uma vez que a praga fosse retirada (Êx 8:15, 32; 9:34, 35; 10:20). DEUS respondeu à oração de Moisés e retirou as moscas, mas o Faraó só endureceu o coração ainda mais.
WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag. 250-251.
 
Êx 3.18 irás, com os anciãos de Israel. Os líderes formariam uma frente unida. A primeira vitória de Moisés seria que os anciãos de Israel (ver o vs. 16) concordariam com o seu plano. Alguns representantes do povo estavam destinados ajudar Moisés em seus esforços por convencer o Faraó. Isso não seria fácil porquanto, por muitos anos, ele desfrutara a vantagem de contar com o trabalho escravo dos filhos de Israel. E esse trabalho era sempre importante em grandes projetos públicos, como os que estavam em andamento no Egito. “A predição sobre a acolhida que seria dada pelos anciãos preparou o caminho da exibição de fidelidade por parte de Moisés (4.1-16)” (J. Coert Rylaarsdam, in loc.).
 
O Senhor, o DEUS dos hebreus. No hebraico temos aqui os nomes divinos Yahweh Elohim. Esses são os nomes divinos tradicionais dos hebreus (ver o vs. 15). Os egípcios eram um povo extremamente religioso, embora politeísta. Talvez o Faraó se mostrasse sensível a um apelo que envolvesse uma diretiva divina. Não se tratava apenas de uma greve ou de um movimento social. Era um projeto divino, o qual deveria ser apresentado ao Faraó. Essa expressão reflete o monoteísmo. De cada vez em que o Faraó fazia alguma concessão, as demandas eram aumentadas (Êxo. 10.9-11). O propósito era demonstrar a onipotência de DEUS, contra uma crescente teimosia e endurecimento de Faraó. A expressão “o DEUS dos hebreus” também figura em Êxo. 5.3; 7.16; 9.1,13 e 10.3.
Caminho de três dias, Moisés deveria começar com um pedido pequeno e razoável, uma breve jornada com propósitos religiosos, que o Faraó poderia entender facilmente. Moisés, todavia, não revelou seu real intuito, seus planos a longo prazo: a total redenção do povo de Israel do exílio no Egito. Alguns supõem que a distância comparativamente grande a que Israel iria, a fim de sacrificar, tinha por finalidade evitar as objeções dos egípcios ao sacrifício de animais sagrados. Talvez, por esse tempo, tais ideias já tivessem penetrado na teologia dos egípcios. Ao sair do Egito, finalmente, Israel foi até ao monte Sinai, para o que precisou de três meses (Êxo. 19.1), embora fosse fazendo pausas ao longo do caminho. Essa pequena viagem de três dias seria feita na direção do Sinai, mas não seria feita nenhuma tentativa de chegar a Horebe, “o monte de DEUS” (Êxo. 3.1).
Êx 3.19 O rei do Egito não vos deixará ir. Em vez de permitir a caminhada de três dias, o Faraó reagiria de forma radical à sugestão, e aumentaria a carga de trabalho dos escravos israelitas. Às vezes, um bom projeto começa lentamente, ou mesmo chega a falhar a princípio. Mas se DEUS está presente, haverá provisão para o sucesso, afinal. A recusa do Faraó tinha sido claramente prevista, mas mesmo assim era mister fazer o esforço. Aquilo era apenas um começo, apenas uma introdução. Conforme fosse aumentando a obstinação do Faraó, também aumentaria a pressão divina, até que, por fim, haveria uma notável vitória. O episódio indica um modelo de persistência. Nenhum projeto de importância pode lograr êxito sem que, primeiramente, haja entusiasmo. E, em segundo lugar, deve haver persistência.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 315-316.
 
Êx 3.19. Se não for obrigado. Esta é a leitura da LXX, com ’im lõ ’ em lugar de v^lõ’. A tradução antiga poderia permanecer, se entendermos o texto da seguinte maneira: “ não, nem mesmo quando ferido duramente” , referindo-se à obstinação de Faraó.
20. Prodígios. nipla’ôt é provavelmente a palavra hebraica que mais se aproxima, etimologicamente, a “ milagres” , mas tem uma conotação muito diferente. Pensamos em “ milagre” como uma transcendência, uma suspensão ou uma reversão da ordem natural pelo DEUS que tudo criara e sustentava. Num sentido, portanto, o israelita não distinguia entre o “ natural” e o “ sobrenatural” , pois tudo era obra de DEUS. As pragas do Egito são a série de prodígios aqui mencionados, embora a travessia do mar e o sustento e direção no deserto sejam outros exemplos.
R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 69-70.
Êx 7.4 Porei a minha mão. A pesada mão de DEUS seria descarregada contra o Egito. A derrota do Faraó seria, ao mesmo tempo, a derrota dos deuses falsos do Egito. Cada uma das dez pragas seria um golpe dado pela mão de DEUS.
As minhas hostes. Em algumas traduções, mais de acordo com o original hebraico, lemos aqui “famílias”. Ver as notas sobre essa expressão em Exo. 6.26.
O meu povo. Ver essa expressão em Êxo. 3.7,10; 8.1; 9.13; 10.3 etc. Israel era o povo pertencente a DEUS, em razão do Pacto Abraâmico (ver as notas sobre esse pacto em Gên. 15.18).
Os Números Envolvidos. O trecho de Números 1.46 mostra-nos que havia cerca de seiscentos mil homens capazes de pegar em armas, em Israel, por ocasião do êxodo. Isso indica que o total do povo de Israel deveria ser de cerca de três milhões de pessoas. Talvez esse povo tivesse sido organizado em unidades quase militares, conforme a palavra “hoste”, aqui usada, dá a entender. É possível mesmo que os israelitas tivessem saído armados do Egito, preparados para combater contra os egípcios, se estes saíssem ao seu encalço.
Êx 7.5 Eu sou o Senhor. No original hebraico temos aqui o nome divino Yahweh. Este deveria ser conhecido pelo mundo todo, destacando-se sobretudo que Ele é o DEUS único; que Ele favorece Israel e opera através desse povo; que os deuses do Egito são falsos; que todos os povos devem prestar lealdade a esse DEUS único. O Faraó não sabia quem era Yahweh (Êxo. 5.1-2), e não queria obedecer aos Seus mandamentos. Os muitos sinais, milagres e pragas serviriam de vividas lições teológicas quanto à identidade e o poder de Yahweh. Ver o artigo detalhado sobre esse nome divino no Dicionário, como também os artigos DEUS, Nomes Bíblicos de e Monoteismo.
“O Egito era a maior monarquia do mundo inteiro. Agora essa monarquia estava no máximo de seu resplendor. Dentre todas as formas de politeísmo existentes, a forma egípcia era a mais famosa; e os seus deuses devem ter parecido, não somente para os egípcios, mas para todas as nações circundantes, os mais poderosos. Lançar esses deuses no descrédito era lançar no descrédito o politeísmo em geral” (Ellicott, in loc.).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 329.
 
Ele lhe diz o pior, que Faraó não lhe daria ouvidos, e, apesar disto, o trabalho seria feito. Por fim, o povo de Israel seria libertado e DEUS, então, seria glorificado, w. 4,5. Os egípcios, que não desejavam conhecer o Senhor, seriam forçados a conhecê-lo. Observe que é, e deve ser, suficiente satisfação para os mensageiros de DEUS o fato de que, qualquer que seja a contradição e oposição que lhes possa ser feita, ainda assim eles conseguirão seu objetivo, pois DEUS será glorificado no sucesso da sua missão, e todo o seu Israel escolhido será salvo, e então não terão razões para dizer que se esforçaram em vão. Veja aqui: (1) Como DEUS se glorifica. Ele faz o povo saber que Ele é Jeová, o Senhor. Israel é forçada a saber disto, pelo cumprimento das suas promessas a eles (cap. 6.3), e os egípcios são forçados a saber disto, pelo derramamento da sua ira sobre eles. Assim o nome de DEUS é exaltado, tanto naqueles que são salvos quanto naqueles que perecem. (2) O método que Ele utiliza para isto: Ele humilha os soberbos, e exalta os pobres, Lucas 1.51,52. Se DEUS estender em vão a sua mão aos pecadores, no final Ele estenderá a sua mão sobre eles. E quem poderá suportar o peso?
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Gênesis a Deuteronômio. Editora CPAD. pag. 246.
7:4. A s minhas hostes, o meu povo. Literalmente traduzido, “ meus exércitos” e, se tal, compare com a afirmação de que os filhos de Israel saíram do Egito “ equipados para batalha” (se esta é a tradução correta de 13:18, SBB — “ arregimentados” ). A figura de linguagem não é incorreta, desde que não a interpretemos em termos de um exército moderno disciplinado. Todo homem era um soldado em antigas “ hordas” e sem dúvida todo homem em Israel possuía sua arma, mesmo que fosse apenas uma faca ou uma funda. Davi, por exemplo, podia descrever YHWH para Golias como: “ o DEUS dos exércitos de Israel” e “ YHWH dos Exércitos” (1 Sm 17:45), ao passo que 15:3 afirma abertamente que “ YHWH é homem de guerra” . Sem sombra de dúvida o pensamento flutuava imediatamente dos “ exércitos de Israel” para os exércitos celestes, igualmente sob as ordens de DEUS.
Com grandes manifestações de julgamento. Cf 6:6, pois Israel está certo e Faraó errado, como ele mesmo admitirá em 9:27. Esta é outra maneira de ver os sinais do versículo 3, pois cada praga é também uma atividade judicial de DEUS, ao mesmo tempo justo Juiz e Salvador.
R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 85.
 
I - AS PRAGAS ENVIADAS E A PRIMEIRA PROPOSTA DE FARAÓ
1. Pragas atingem o Egito (Êx 7.19—12.33).
A palavra de Moisés e os sinais que ele fez por orientação divina não foram suficientes para tirar de Faraó sua dureza de coração. DEUS enviaria pragas por toda a terra do Egito, para mostrar com mão forte que a permanência de Israel naquelas terras seria extremamente custosa aos súditos de Faraó.
Depois dessa resposta direta de Faraó, de que não conhecia a DEUS e não deixaria o povo de Israel sair do Egito, DEUS trouxe a primeira praga àquela nação: o Nilo se transformou em sangue. O Nilo era considerado uma divindade para os egípcios, pois em uma região dependente do rio, sem dúvida ele era uma bênção para as colheitas e para a vida como um todo. Mas o Rio Nilo não era um deus. E foi isso que DEUS mostrou aos egípcios.
Veio a segunda praga: as rãs encheram o Egito. DEUS estava julgando outra “divindade” egípcia, Heqt, a responsável pela natalidade, segundo o Comentário Devocional da Bíblia. Uma coisa é reverenciar um animal na beira do rio. Outra coisa é ver centenas desses animais na sua casa, espalhados na cozinha, na sua cama e em todos os cômodos da casa. Após essa praga, Moisés então é chamado por Faraó para que termine com ela:
Quando questionado por Moisés acerca de quando iria orar por ele, Faraó disse “amanhã”. O rei tinha a oportunidade de se livrar da praga das rãs naquele mesmo dia, mas preferiu esperar até o dia seguinte. Moisés deu a oportunidade ao rei, e este preferiu protelar o livramento do seu próprio povo! É como se Moisés estivesse dizendo a Faraó: “A prioridade de acertar as coisas é sua. Quando quer que ore por você e por seu povo? Pode ser hoje. Por que não agora?” Mas Faraó não estava realmente interessado em receber uma oração. Ele queria mesmo é que a praga das rás sumisse e que Moisés desistisse de pedir que seus irmãos fossem libertos da escravidão.
Quantas vezes deixamos para amanhã aquilo que DEUS está de braços abertos para nos oferecer hoje? Isso pode significar deixar para amanhã o serviço a DEUS, ou tomar uma decisão da qual já fomos orientados por Ele. Há momentos em que a resposta de DEUS está diante de nós, e apenas precisamos dizer que a queremos nesse momento.
COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 25-27.
 
Pragas Divinas e Propostas Ardilosas
Êx 10. 21. Trevas que se possam apalpar. Presumivelmente trazidas pelo vento que hoje é chamado “hamsín” (literalmente “ o cinquenta” ). É assim chamado porque sopra ininterruptamente durante cinquenta dias, na primavera, e frequentemente traz consigo tempestades de areia do deserto. Próximo a Jericó nessas ocasiões, no auge da tempestade, a visibilidade cai quase a zero e o ar parece espesso e sólido devido à areia. Este é, provavelmente, o significado do termo hebraico yãmes, traduzido “ que se pode apalpar” (SBB), bem apropriado se estiver descrevendo a escuridão e o calor palpáveis e opressivos de uma tempestade de areia.
Êx 10.22. Trevas espessas. A escuridão é descrita da maneira mais forte possível através da combinação de duas palavras que significam, individualmente, “ escuridão” .
Êx 10.23. O período de três dias pode ser simbólico, ou pode ser outra memória popular, preservada na tradição. Presumivelmente Israel tinha “ luz” porque a tempestade de areia não cobriu sua região. Tempestades de areia podem variar consideravelmente de direção, mesmo dentro de uma mesma área por elas afetada. Se Gósen ficasse suficientemente a leste do delta e do vale do Nilo a probabilidade seria maior.
R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 97.
 
2. A quarta e última proposta.
As pragas anteriores não ensinaram o Egito e seu monarca, e por isso DEUS mandou outra praga: a escuridão. Por três dias os egípcios conviveram com a escuridão. Isso pode nos soar como que primitivo, mas em uma época em que não havia luz elétrica e as pessoas dependiam de outros recursos para poderem iluminar seus caminhos, trevas de noite eram aceitáveis, mas de dia não. Como o Egito ficou sem luz?
O certo é que se no último encontro Moisés e Arão foram lançados da presença de Faraó, desta vez foram chamados com a seguinte resposta: Então, Faraó chamou a Moisés e disse: Ide, servi ao Senhor; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças. Moisés, porém, disse: Tu também darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao Senhor, nosso DEUS. (Êx 10.24,25)
Um grande avanço nas negociações estava acontecendo. Israel poderia ir aonde quisesse para oferecer seus sacrifícios. Poderia ir com todos os adultos. Ah, desta vez, as crianças poderiam ir também. Mas o gado não. Para quê gado no deserto? DEUS não ia se preocupar com animais sendo oferecidos, pois já receberia todas as pessoas. Os bens a serem oferecidos não fariam parte do acordo.
Essa proposta de Faraó não está longe de nossos dias. Somos desafiados diariamente a oferecer nossos bens ao Senhor. Quando digo isso não estou me referindo a todos os dias dar uma oferta no santuário ou colaborar com a ajuda a pessoas necessitadas. Estou me referindo ao fato de o Diabo tenta nos fazer crer que os bens que temos em nosso poder são nossos, e não do Senhor.
A questão não se refere ao fato de DEUS precisar ou não de nossos bens para ser adorado. Creio que o honramos com as nossas fazendas e as primícias de nossa renda (Pv 3.9). Porém, mais que bens, Ele deseja nossa inteireza de coração, e um coração não fixado nas riquezas deste mundo. Eis aqui a diferença. Quando entendemos que tudo o que temos — quer pouco, quer muito — é do Senhor, não nos prendemos a eles. Não podemos ser reféns das bênçãos de DEUS. Elas são presentes que DEUS nos dá, mas não para que nos fixemos nelas.
DEUS seria adorado com tudo o que o povo de Israel possuía, e isso incluía os animais para o sacrifício. O curioso é que os egípcios desprezavam a atividade pastoril dos israelitas, mas desejavam-lhes os bens. Como se não bastassem os anos de escravidão, Faraó queria impedir que aquilo que eles tinham conseguido com trabalho fosse negado a DEUS.
Que isso nos sirva de lição. Os bens que temos em mãos são do Senhor, e a Ele devem ser oferecidos.
Cada proposta de Faraó foi rejeitada. Que tenhamos o discernimento adequado para, da mesma forma, rejeitar aquilo que o mundo tenta nos impor como correto. Faraó fez suas propostas, e Moisés as rejeitou. Façamos o mesmo.
"Por que devo obedecer a DEUS se nem sei quem é Ele? Parece uma lógica correta levando em consideração que o Egito tinha vários deuses, e que o próprio Faraó era tido como uma divindade. Como seria possível reconhecer como DEUS um Ser que envia um pastor do deserto para falar com o rei da maior potência da época?"
COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 32-34.
 
A QUARTA OBJEÇÃO
A quarta e última objeção de Faraó relacionava-se com os rebanhos e as manadas.
"Então, Faraó chamou a Moisés e disse: Ide, servi ao SENHOR: somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças (capítulo 10:24). Com que perseverança disputou Satanás cada palmo do caminho de Israel para fora do Egito! Em primeiro lugar procurou mantê-los no país; então diligenciou tê-los perto do país; depois esforçou-se por reter parte do povo; e por fim, depois de haver falhado nestas três tentativas, esforçou-se por fazê-los partir sem meios alguns para servir ao Senhor. Já que não podia reter os servidores procurava ficar com os meios que eles tinham para servir, pensando obter o mesmo resultado por um meio diferente. Já que não podia induzi-los a oferecerem sacrifícios no país, queria enviá-los fora do país sem vítimas para os sacrifícios.
C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editoração: Associação Religiosa Imprensa da Fé.
ÊX 10.24 Temos aqui a quarta transigência proposta pelo Faraó. Ver as notas completas sobre a questão das propostas ou condições do Faraó, para permitir a saída de Israel do Egito, em Êxo. 10.11. Ela dizia: “Vão, mas deixem no Egito os seus bens”. Esses bens incluíam os meios para oferecer sacrifícios, os animais. O gado deixado para trás ajudaria os egípcios a se ressarcir dos prejuízos sofridos, especialmente dos efeitos das pragas quinta e sexta (morte do gado e grande saraivada). Esses juízos divinos, porém, não tinham por finalidade ser aliviados. O Faraó e sua gente estavam recebendo o que mereciam. Alguns estudiosos pensam que outro propósito do Faraó era forçar Israel a voltar voluntariamente ao Egito, visto que não poderiam ir muito longe (sendo em número de cerca de três milhões de pessoas), sem o sustento representado pelos animais. Se o povo de Israel tomasse a decisão de voltar, então o Faraó não poderia ser acusado, além do que, presumivelmente, não haveria mais pragas.
As crianças dos israelitas também poderiam ir, algo que o Faraó não quis permitir, de acordo com sua terceira proposta de transigência (ver Êxo. 10.11). As referências às quatro transigências são estas: Êxo. 8.25,28; 10.11 e aqui.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 345.
 
Aqui está a impressão causada a Faraó por esta praga, muito semelhante à das pragas anteriores.
1. Ela o fez despertar de tal maneira que ele renovou o acordo feito com Moisés e Arão, e agora, por fim, consentia que eles levassem também a seus filhos. Ele somente desejava ficar com o gado deles empenhado, v. 24. É comum que os pecadores façam barganhas com o DEUS Todo poderoso. Alguns pecados, eles abandonarão, mas não todos. Eles deixarão os seus pecados por um tempo, mas não lhes darão um adeus final. Eles darão uma parte do seu coração ao Senhor, mas o mundo e a carne o compartilharão com Ele: assim, eles pensam que zombam de DEUS, mas, na realidade, enganam a si mesmos. Moisés decide não concordar com os termos de Faraó: “O nosso gado há de ir conosco”, v. 26. Observe que os termos da reconciliação são fixados de modo que embora os homens os disputem por muito tempo, eles não podem alterá-los, nem reduzi-los. Nós devemos corresponder às exigências da vontade de DEUS, pois não podemos esperar que Ele seja condescendente com as exigências das nossas luxúrias. Os mensageiros de DEUS sempre devem seguir esta regra (Jr 15.19): “Tornem-se eles para ti, mas não voltes tu para eles”. Moisés apresenta uma razão muito boa pela qual devem levar consigo seu gado. Eles devem ir oferecer sacrifícios, e por isto devem levar tudo. Eles ainda não sabiam quais eram as quantidades e os tipos de sacrifícios que seriam exigidos, e por isto precisam levar tudo. Observe que quanto a nós e aos nossos filhos, devemos dedicar todas as nossas posses terrenas ao serviço de DEUS, porque não sabemos que uso DEUS fará daquilo que temos, nem de que maneira podemos ser chamados a honrá-lo com aquilo que temos. 2. Isto o exasperou tanto que, uma vez que não conseguiu fazer o acordo nos seus próprios termos, dissolveu a reunião abruptamente e decidiu não mais negociar. A ira agora o atingiu intensamente, e ele ficou furioso, sem limites, v. 28. Moisés é mandado embora em ira, proibido de comparecer à corte sob pena de morte, proibido até mesmo de encontrar-se com Faraó outra vez, como estava acostumado a fazer, junto ao rio: “No dia em que vires o meu rosto, morrerás”. Que loucura prodigiosa! Ele não tinha descoberto que Moisés podia trazer-lhe pragas sem ver o seu rosto? Ou tinha se esquecido de tantas vezes em que tinha mandado buscar Moisés como seu médico, para curá-lo e remover as suas pragas? E agora Moisés deve ser proibido de se aproximar do Faraó? Perversidade impotente! Ameaçar com a morte alguém que estava armado com tal poder, e a cuja mercê ele tinha se colocado tantas vezes. A que a dureza de coração e o desprezo à palavra de DEUS e aos mandamentos levam os homens? Moisés acredita no que ele diz (v. 29): “Bem disseste. Eu nunca mais verei o teu rosto”, isto é, “não, depois desta vez”. Pois esta reunião não terminou até o capítulo 11.8, quando Moisés saiu em ardor de ira, e disse a Faraó com que rapidez ele iria mudar de ideia, e o seu espírito soberbo seria humilhado - o que se cumpriu (cap. 12.31) quando Faraó passou a suplicar humildemente que Moisés partisse. De modo que, depois desta reunião, Moisés não mais veio, até ter sido chamado. Observe que quando os homens afastam de si a palavra de DEUS, com razão Ele permite as suas desilusões e lhes responde em conformidade com a multidão dos seus ídolos. Quando os gadarenos desejaram que CRISTO os deixasse, Ele imediatamente os deixou.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Gênesis a Deuteronômio. Editora CPAD. pag. 257-258.
 
Êx 10. 24. Os vossos rebanhos e o vosso gado. Não nos é dito se Faraó pretendia manter os rebanhos como garantia de que Israel retornaria ou se já se conformara com a perda dos escravos e procurava apenas garantir para si a posse do gado israelita (o que é compreensível, já que houvera grande mortalidade entre o gado egípcio). Moisés evidentemente recusa pois vê o que há por detrás de tal proposta. A furiosa reação de Faraó é imediata e final.
R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 97-98.
ELABORADO: Pb Alessandro Silva e Pr Henrique, EBD NA TV
Colaboração: Gospel Books; Escriba Digital.
 
 
ABAIXO A LIÇÃO ORIGINAL de 2014
Lição 3: As pragas divinas e as propostas ardilosas de Faraó
 
“Revesti-vos de toda a armadura de DEUS, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6.11).
 
Como salvos por CRISTO, podemos pela fé vencer o Diabo em suas investidas contra nós.
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Êxodo 3.19,20; 7.4,5; 8.8,25; 10.8,11,24.
Êxodo 3
19 - Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem ainda por uma mão forte.
20 - Porque eu estenderei a minha mão e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois, vos deixará ir.
Êxodo 7
4 - Faraó, porém, não vos ouvirá; e eu porei a mão sobre o Egito e tirarei os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito com grandes juízos.
5 - Então, os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando estender a mão sobre o Egito e tirar os filhos de Israel do meio deles.
Êxodo 8
8 - E Faraó chamou a Moisés e a Arão e disse: Rogai ao SENHOR que tire as rãs de mim e do meu povo; depois, deixarei ir o povo, para que sacrifiquem ao SENHOR.
25 - Então, chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide e sacrificai ao vosso DEUS nesta terra.
Êxodo 10
8 - Então, Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó, e ele disse-lhes: Ide, servi ao SENHOR, vosso DEUS. Quais são os que hão de ir?
11 - Não será assim; andai agora vós, varões, e servi ao SENHOR; pois isso é o que pedistes. E os lançaram da face de Faraó.
24 - Então, Faraó chamou a Moisés e disse: Ide, servi ao SENHOR; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças.
 
 
INTRODUÇÃO
DEUS havia declarado que se Faraó não deixasse o seu povo sair do Egito, Ele feriria os egípcios com várias pragas (Êx 3.19,20). Em Êxodo 7.4,5, DEUS reiterou o envio de flagelos terríveis sobre o Egito, os quais tinham como propósitos: julgar tanto o governo quanto o povo por seus atos, e também apressar a saída dos hebreus e mostrar o poder de DEUS sobre os deuses egípcios.
A partir da ocorrência da segunda praga (a das rãs, Êx 8.1-15), Faraó passa a fazer uma série de propostas ardilosas e destruidoras a Moisés e Arão. Na lição de hoje estudaremos o ambiente e as circunstâncias em que ocorreram as pragas e as propostas de Faraó ao povo de DEUS.
 
I. AS PRAGAS ENVIADAS E A PRIMEIRA PROPOSTA DE FARAÓ
1. Pragas atingem o Egito (Êx 7.19 — 12.33). DEUS ordenou que Moisés e Arão fossem até o palácio de Faraó para pedir-lhe que deixasse o povo hebreu partir. Diante de Faraó Moisés fez alguns milagres, para que este contemplasse uma amostra do poder do Altíssimo e liberasse o povo de DEUS. Faraó era considerado um deus, por isso foi necessário que Moisés se apresentasse diante dele com sinais e maravilhas. Porém, Faraó endureceu o seu coração e não deixou o povo partir (Êx 7.13,14,22; 8.15,19,32; 9.7,34,35; 4.21; 7.3; 9.12; 10.1,27; 11.10; 14.4,8,17). Com receio das pragas que já estavam atingindo duramente o Egito, Faraó decide fazer algumas propostas ardilosas para Moisés e Arão.
2. A primeira proposta (Êx 8.25). Esta proposta exigia que Israel cultuasse a DEUS no próprio Egito, em meio aos falsos deuses. O ecumenismo também parte deste princípio, porém, a Palavra de DEUS nos exorta: “E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus” (Lv 20.26). A proposta de Faraó era para Israel servir a DEUS sem qualquer separação do mal. Todavia, “sem santificação ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Um povo separado por DEUS e para DEUS, e ao mesmo tempo misturado com os ímpios egípcios, como sendo um só povo, seria uma abominação ao Senhor. DEUS requer santidade do seu povo. Nestes últimos dias antes da volta de CRISTO, o pecado sob todas as formas avoluma-se por toda a parte, como um rolo compressor. Esta é uma das causas de haver tantos crentes frios espiritualmente: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.12). Precisamos ser mais santos e consagrados a DEUS!
 
II. FARAÓ NÃO DESISTE
1. A segunda proposta de Faraó (Êx 8.28). “Somente que indo, não vades longe”. Isso resultaria em o povo de DEUS sair do Egito, mas o Egito não sair deles, como acontece ainda hoje com o crente mundano (Tg 4.4,5; 1Jo 2.15). Assim fez a mulher de Ló, que saiu de Sodoma, mas não tirou Sodoma do seu coração e da sua mente, e perdeu-se (Gn 19.17,26; Lc 17.32). O propósito de Faraó ao ordenar “não vades longe” era vigiar e controlar os passos do povo de Israel. “Não vades longe” significa para o crente hoje o rompimento parcial com o pecado e com o mundo. É a vida cristã sem profundidade, sem expressão e por isso sempre vulnerável. “Não vades longe” (Êx 8.28) equivale ao crente viver sem compromisso com DEUS, com a doutrina do Senhor, com a igreja, com a santidade. É a vida cristã superficial, sem consagração a DEUS e ao seu serviço.
2. A terceira proposta de Faraó (Êx 10.7). Essa proposta atingia os chefes de família e demais adultos. Os demais membros da família ficariam no Egito. O povo de Israel vivia organizado por famílias e casas paternas (Êx 6.14,15,17,19). A família é universalmente a unidade básica da sociedade humana. A saída parcial do povo, como queria Faraó, resultaria no fracionamento e fragilização das famílias, dividindo-as. O propósito de DEUS é sempre abençoar toda a família, no sentido de que ela seja salva, unida, coesa, forte, feliz e saudável.
A proposta de Faraó traria resultados nefastos para o povo de DEUS. Vejamos:
a) Famílias sem o governo dos pais, sem provisão, sem proteção, sem direção.
b) Maridos sem as esposas; homens viajando no deserto e as crianças sem os pais. O Diabo quer a ruína do casamento (Êx 1.16). Oremos por um avivamento espiritual sobre os casais que servem ao Senhor.
c) Miscigenação devastadora. Os jovens de Israel sozinhos no deserto a caminho de Canaã se casariam com moças pagãs, idólatras. Por sua vez, as jovens deixadas no Egito se casariam com os incrédulos egípcios. Enfim, haveria perda de identidade dos hebreus como povo do Senhor.
 
III. A PROPOSTA FINAL DE FARAÓ
1. A situação caótica do Egito. A praga das trevas acabara de ocorrer, e todo o Egito durante três dias seguidos ficou sem luz. Só havia luz nas casas dos hebreus (10.21-23). Faraó teve muitas oportunidades, mas não deu ouvidos à voz do Senhor e não atendeu aos apelos de Moisés. A cada praga o coração de Faraó se tornava mais endurecido. O rei do Egito escolheu resistir a DEUS e teve seu país devastado pelas pragas. Quem pode resistir ao Senhor? Se DEUS está falando com você, atenda-o. Não resista! Muitos já viram e experimentaram os milagres do Senhor, porém, seus corações permanecem duros e inflexíveis, como o de Faraó. Lembre-se de que há um preço alto a se pagar por não se dar atenção ao que DEUS fala.
2. A quarta e última proposta. A situação era tão caótica no Egito que o próprio Faraó procurou Moisés (Êx 10.24) e fez a sua última proposta: “Ide, servi ao Senhor; somente fiquem as ovelhas e vossas vacas” (v.24). A ovelha e a vaca eram animais cerimonialmente “limpos” para oferendas de sacrifícios a DEUS na época da Lei (cf. 1Pe 2.25; Hb 13.15,16). Sem as ovelhas e vacas não haveria sacrifícios. Não haveria entrega ao Senhor. Segundo a Bíblia Explicada, esta proposta também significa “os nossos negócios e interesses materiais, não santificados e não sujeitos à vontade de DEUS” (10.24). O crente precisa viver uma vida digna, não só diante de DEUS, mas também diante dos homens (2Co 8.21). A santidade é um imperativo na vida do cristão até mesmo nos negócios.
 
CONCLUSÃO
A atitude do cristão hoje ante as traiçoeiras propostas do Maligno deve ser a mesma dos representantes de Israel, Moisés e Arão: “Nem uma unha ficará” no Egito (Êx 10.26). Satanás figurado em Faraó não mudou em relação à sua luta contra o povo de DEUS. Ele continua a tentar o crente de muitas maneiras para fazê-lo cair, inclusive com más insinuações, sugestões, conclusões etc. “Mas graças a DEUS, que nos dá a vitória por nosso Senhor JESUS CRISTO” (1Co 15.57).
 
 
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AS QUATRO PROPOSTAS DE FARAÓ 
 
Êxodo 3.10 “Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo (os filhos de Israel) do Egito.”
Êxodo 8.25-28 “Então chamou Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Ide, e sacrificai ao vosso DEUS nesta terra. 26- E Moisés disse: Não convém que façamos assim, porque sacrificaríamos ao Senhor nosso DEUS a abominação dos egípcios; eis que se sacrificássemos a abominação dos egípcios perante os seus olhos, não nos apedrejariam eles? 27- Deixa-nos ir caminho de três dias ao deserto, para que sacrifiquemos ao Senhor nosso DEUS, como ele nos disser. 28- Então disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que sacrifiqueis ao Senhor vosso DEUS no deserto; somente que, indo, não vades longe; orai também por mim.”
De acordo com a palavra de DEUS existem três lugares que o crente pode estar:
1° Egito. Quando você pratica algo fora da vontade de DEUS Se eu ainda estou praticando as mesmas coisas que antes da conversão significa que ainda estou no Egito. O Egito na Bíblia significa mundo. Se estivermos praticando as mesmas coisas que o mundo pratica, péssima notícia, estamos ainda no Egito.
2° Deserto. Quando você é tentado, mas não pratica. Existe uma diferença, entre ser tentado e ceder à tentação. Ser tentado não significa que pecamos, mas ser tentado pode nos levar ao pecado.
3° Canaã. Quando você está vivendo a palavra de DEUS. Deleite, prazer e alegria, Reino de DEUS.
 
INTRODUÇÃO. 
Neste estudo veremos quando o povo de Israel estava para sair do Egito, Faraó fez quatro propostas a Moisés para reter o povo no cativeiro. Essas propostas eram indecentes. Tinham como objetivo enganar o povo e mantê-lo na escravidão.
1. Israel clamou ao DEUS Eterno. Êxodo 2.23-25 “E aconteceu, depois de muitos dias, que morrendo o rei do Egito, os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram; e o seu clamor subiu a DEUS por causa de sua servidão. 24- E ouviu DEUS o seu gemido, e lembrou-se DEUS da sua aliança com Abraão, com Isaque, e com Jacó; 25- E viu DEUS os filhos de Israel, e atentou DEUS para a sua condição.”
2. DEUS ouviu o clamor do Seu povo. Êxodo 3.7-11 “E disse o Senhor: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores. 8- Portanto desci para livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel; ao lugar do cananeu, e do heteu, e do amorreu, e do perizeu, e do heveu, e do jebuseu. 9- E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim, e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem. 10- Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo (os filhos de Israel) do Egito.”
Após 430 anos de escravidão, o Senhor DEUS levantou Moisés para tirar Seu povo do cativeiro. Quando DEUS apareceu a Moisés no Monte Horebe deu-lhe uma missão quase impossível: Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o Meu povo, os filhos de Israel, do Egito. E tendo (de má vontade) aceitado aquela missão, enfrentou a astúcia do soberano do Egito que não tinha nenhuma vontade de deixar o povo ir. Por quatro vezes Faraó tentou enganar Moisés sem lograr êxito.
 
I. AS QUATRO PROPOSTAS A MOISÉS PARA RETER O POVO NO CATIVEIRO
1. Sirvam ao seu DEUS no Egito. “Então chamou Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Ide, e sacrificai ao vosso DEUS nesta terra.” (V. 25).
·         O Egito é um símbolo do mundo. O Egito é um mau caminho - é caminho largo.
·         A escravidão é um símbolo do pecado;
·         Faraó é um símbolo de Satanás;
A primeira proposta que Faraó sugeria que o povo servisse a DEUS, desde que não deixasse o Egito. Faraó quer que adoramos a DEUS nesta terra, no Egito.
DEUS não aceitaria um sacrifício na terra da escravidão. O Egito simboliza o mundo, lugar do pecado; temos que sair do mundo para consagrar nossa vida ao Senhor. DEUS requer uma mudança. Sacrifício no Egito significa um falso ensino e uma falsa conversão. A mensagem de DEUS é: Arrependei-vos e convertei-vos dos maus caminhos. O Egito é um mau caminho - é caminho do mundo. O pecador para receber o perdão de DEUS tem que abandonar o mundo, sair do Egito, e tornar-se para DEUS. O Faraó, com aquela proposta, queria que Moisés e o povo de Israel pensassem que estariam agradando a DEUS, mas seu real propósito era que eles continuassem escravos. O Egito é a terra da escravidão; Faraó é simboliza satanás e Moisés o libertador, uma figura do CRISTO. Moisés recusou a proposta de Faraó e não houve acordo.
1.2. Nesta terra, neste lugar. Faraó propôs a Moisés a sacrificar nesta terra, ou seja, adore a DEUS, no mundo. Não precisa sair do Egito. Ele quer que levantemos altares de adoração a DEUS, dentro do Egito, ou seja, ligados com o mundo.
A princípio parecia uma proposta simpática e acolhedora. Mas, toda vantagem proposta por Satanás tem uma armadilha.
1.3. Saia do Egito. Ainda hoje, Satanás usa a mesma estratégia, induzindo as pessoas a pensar que podem adorar a DEUS sem sair da escravidão do pecado.
- Que podem entrar para a igreja sem romper com os esquemas do mundo. Que podem colocar uma bela máscara de santidade, sem mudar de vida.
- Que podem se tornar religioso sem novo nascimento. Faraó propõe a religião da forma sem vida, do ritual sem conversão, da aparência sem novo nascimento.
- Moisés rechaçou a sedutora proposta de Faraó e nós devemos, também, rejeitar firmemente as insinuações do diabo. Não basta levantar altares a DEUS. Precisamos sair do Egito!
A. O Egito não lugar de adorar a DEUS.
B. Vivendo no Egito, não podemos servir ao Senhor com santidade. “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” (Hb 12.14).
C. Servir a DEUS na forma do mundo é religiosidade.
2. Sirvam ao seu DEUS no deserto, mas não vá longe. “...indo, não vades longe; orai também por mim.” (v. 28b).
A segunda proposta que Faraó propõe o povo ir, mas não ir tão longe. Aonde eu poso te ver, te orientar, e te usar (escravizar).
2.1. Não se aprofunde na adoração. Sirva a DEUS, mas sem oração, sem meditação da Palavra de DEUS e sem responsabilidade.
A proposta de Faraó a Moisés, era um culto raso e vazio. Porém, o mestre JESUS no monte das oliveiras exige a vigilância e a oração de Seus discípulos:
Mateus 26.36,37 “Então chegou JESUS com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar. 37- E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito.”
“...vou além orar.”
- Deixando oito discípulos reunidos, JESUS levou Pedro, Tiago e João mais adiante e entraram no jardim. Finalmente ele se afastou até mesmo deles para ficar sozinho em oração. Ordenou aos três que se encontravam mais perto (como também aos demais de um modo geral) que velassem, isto é, que lhe emprestassem força através de sua presença alerta e simpática.
Mateus 26.40,41 “E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então nem uma hora pudeste velar comigo? 41- Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.”
Mateus ainda esclarece que naquela noite JESUS orou três vezes no Jardim do Getsêmani. No intervalo entre uma oração e outra, JESUS sempre encontrou os seus discípulos dormindo. Foi nesse contexto que JESUS fez a seguinte exortação: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade o espírito está pronto, mas a carne é fraca.”
Por isso o doutor Lucas adverte a igreja a persevera no ensino dos apóstolo e na oração: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” (Atos 2.42).
O nosso adversário não quer que o crente em JESUS, se aprofunde na comunhão com o Pai, através da oração e na mediação das Sagradas Escrituras.
3. Sirvam ao seu DEUS, mas deixem a família fora disso. Êxodo 10.8-11 “Então, Moisés e Arão foram conduzidos à presença de Faraó; e este lhes disse: Ide, servi ao Senhor, vosso DEUS; porém quais são os que hão de ir? 9- Respondeu-lhe Moisés: Havemos de ir com os nossos jovens, e com os nossos velhos, e com os filhos, e com as filhas, e com os nossos rebanhos, e com os nossos gados; havemos de ir, porque temos de celebrar festa ao Senhor. 10- Replicou-lhes Faraó: Seja o Senhor convosco, caso eu vos deixe ir e as crianças. Vede, pois tendes conosco más intenções. 11- Não há de ser assim; ide somente vós, os homens, e servi ao Senhor; pois isso é o que pedistes. E os expulsaram da presença de Faraó.”
Somente vós, os homens...”. A terceira proposta Faraó propõe a Moisés levar o povo, mas deixar no Egito as crianças e os jovens. Com isso, está insinuando que o lugar para os jovens desfrutarem a vida é no Egito.
Caso falhem as artimanhas de “Faraó” para nos impedir de sair do “Egito”, certamente ele apelará para a intimidação, fazendo ameaças à nossa família. Ele não se “opõe” a que você sirva a DEUS, desde que deixe para trás filhos e cônjuge. Infelizmente, muitos irmãos têm deixado o diabo roubar-lhes os próprios filhos. Precisamos parar de barganhar com Faraó, e posicionar-nos para lutar e defender o nosso direito de servir a DEUS com a nossa família, sem ingerência alguma do diabo.
Moisés, com firmeza, resiste a proposta de Faraó e não abre mão das crianças nem dos jovens. A família não pode estar dividida. Velhos, jovens e crianças, todos, devem estar na presença de DEUS, a serviço de DEUS, pois o lugar dos jovens desfrutarem a vida e encontrarem plenitude de alegria é na presença de DEUS.
Faraó quer induzir Moisés a pensar que o culto a DEUS não tem atrativos para os jovens e que eles devem ficar no Egito, onde os prazeres são mais vibrantes. Essa mentira de Faraó traveste-se de muitas outras sedutoras propostas em nossos dias. Muitos jovens abandonam as fileiras da fé para retrocederem aos prazeres transitórios do pecado.
 
II. SIRVAM AO SEU DEUS, MAS DEIXE OS SEUS BENS FORA DISSO
Êxodo 10.24-26 “Então Faraó chamou a Moisés, e disse: Ide, servi ao Senhor; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças. 25- Moisés, porém, disse: Tu também darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao Senhor nosso DEUS. 26- E também o nosso gado há de ir conosco, nem uma unha ficará; porque daquele havemos de tomar, para servir ao Senhor nosso DEUS; porque não sabemos com que havemos de servir ao Senhor, até que cheguemos lá.”
1. Não precisamos negociar coisa alguma com “Faraó”. Faraó ao ver esgotadas todas as suas sugestões, tentou sua última cartada. Sugeriu que Moisés fosse embora, mas deixasse para trás o rebanho. Os israelitas serviriam a DEUS, mas seus rebanhos ficariam no Egito. A reposta de Moisés é corajosa e emblemática. Disse a Faraó que nem uma unha ficaria no Egito (Êx 10.26). Muitos querem adorar a DEUS, deixando seus bens no Egito. Querem servir a DEUS sem consagrar a ele seus bens. A Escritura é enfática em dizer que não podemos separar o culto que prestamos a DEUS dos bens que possuímos, pois onde estiver o nosso tesouro, aí também estará o nosso coração. Cuidado com as propostas de Faraó, elas são indecentes e muito perigosas. Acautelemo-nos!
Você não precisa aceitar a ideia de que DEUS quer a pobreza e a miséria para você. “Faraó” fez tudo para impedir que o povo levasse seus bens, mas DEUS não permitiu, e ainda fez mais: fez com que cada egípcio presenteasse os hebreus com ouro e prata. Cremos que é esta mesma atitude que DEUS espera de nós hoje. Não ceda nem um centavo para o diabo. Vamos servir a DEUS com os nossos bens. A maneira bíblica de vencer “Faraó”, nesta questão, é entregar ao Senhor os nossos bens. Quando entregamos nossas ofertas, destronamos “Faraó”. E os mais importantes, abrem-se portas para que a bênção financeira venha sobre nós. Analisando as propostas de Faraó, descobrimos que o inimigo sempre cede aos poucos, mas cede. “Sujeitai-vos, pois, a DEUS, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tg 4.7). Por isso, precisamos permanecer na posição correta e tomar cada parte da herança que nos pertence. Portanto, pare de negociar com “Faraó”; não aceite nenhuma de suas propostas.
2. Sirvam a DEUS, mas levem tudo. Êxodo 12.29-36 “E aconteceu, à meia-noite, que o Senhor feriu a todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se sentava em seu trono, até ao primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais. 30- E Faraó levantou-se de noite, ele e todos os seus servos, e todos os egípcios; e havia grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto. 31- Então chamou a Moisés e a Arão de noite, e disse: Levantai-vos, saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; e ide, servi ao Senhor, como tendes dito. 32- Levai também convosco vossas ovelhas e vossas vacas, como tendes dito; e ide, e abençoai-me também a mim. 33- E os egípcios apertavam ao povo, apressando-se para lançá-los da terra; porque diziam: Todos seremos mortos. 34- E o povo tomou a sua massa, antes que levedasse, e as suas amassadeiras atadas em suas roupas sobre seus ombros. 35- Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme à palavra de Moisés, e pediram aos egípcios joias de prata, e joias de ouro, e roupas. 36- E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, e estes lhe davam o que pediam; e despojaram aos egípcios.”
O juízo de DEUS não se dirigiu somente a Faraó ou aos chefes de estado da terra, mas ao Egito como um todo, já que eles eram igualmente responsáveis pela opressão e escravidão imposta ao povo de DEUS. Portanto, Faraó mandou chamar a Moisés pela última vez, na calada da noite, e disse: Levantai, e saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; e ide, e servi ao Senhor, como tendes dito. Levai também convosco vossas ovelhas e vossas vacas, como tendes dito; e ide e abençoai-me também a mim.”
3. “E os egípcios apertavam ao povo, apressando-se para lançá-los da terra...”. Agora são os próprios egípcios que estão pedindo a saída dos israelitas de suas terras com receio de serem todos mortos. E fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés e pediram aos egípcios vasos de prata, vasos de ouro e vestes. E saíram em vitória, livres e prósperos.
O Senhor DEUS é o dono da prata e do ouro e Ele é um DEUS Justo. O Senhor havia orientado a Moisés a pedir fundos aos vizinhos egípcios, e a promessa de que o próprio DEUS faria os egípcios atenderem a este pedido (Êx 11.2-3). Era, na realidade, uma indenização a pagar aos escravos libertos, uma fração daquilo que lhes era devido (cf. Dt 15.13-14).
 
CONCLUSÃO. 
Essa história de Moisés tem milhares de anos. Mas mesmo assim Satanás não muda a sua estratégia. Ele sempre vai tentar negociar coisas na nossa vida. Ele sempre vai tentar negociar à nossa maneira de servir a DEUS. Por isso hoje tome algumas decisões: decida ir mais longe em DEUS, decida sair da superficialidade. Decida servir a DEUS com o seu melhor. Decida fazer mais para o Senhor. Decida servir mais na sua comunidade. Decida se envolver mais na obra de DEUS. Decida servir ao Senhor junto com a sua família. Não abra mão da sua esposa ou do seu marido, dos seus filhos estarem juntos com você na igreja. Decida servir a DEUS com os seus recursos. Esse foi o exemplo que Moisés deixou para cada um de nós.
Que cada um de nós possa dar o melhor a DEUS servindo com tudo que temos e somos sei deixar que faraó influencie as nossas vidas. O SENHOR tem para nós vida abundante com benção para os seus filhos.
Pr. Elias Ribas - Assembleia de DEUS - Blumenau SC
https://pastoreliasribas.blogspot.com/2021/06/as-quatro-propostas-de-farao.html
 
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ENCONTRO COM AS PROFECIAS
Abraão e uma profecia preocupante que DEUS fez para ele e seus descendentes. Isso aconteceu mais ou menos no ano de 1913 AC. “Então disse o Senhor a Abrão: sabe, com certeza, que peregrina será a tua descendência na terra alheia, e será reduzida a escravidão, e será afligida por quatrocentos anos” (Gênesis 15:13).  Guarde bem este número. Quatrocentos anos seria o tempo que os descendentes de Abraão seriam afligidos.
DEUS disse a Abrão que o tempo de espera para que seus descendentes tomassem posse de Canaã seria de 400 anos. Isso deve tê-lo assustado um pouco. Seria um bom tempo. E ele nem filhos tinha ainda. E, pior, seriam escravizados por muitos anos!
O mais curioso dessa história é que Moisés, ao sair com os descendentes de Abrão do Egito, declarou que os dias em que lá ficaram foram 430 anos (Êxodo 12:40). E não 400, como DEUS profetizara.
Gálatas 4:29 conta que Isaque foi perseguido por Ismael desde pequeno. Os netos de Abraão (Esaú e Jacó) também tiveram problemas. Em seguida vem José, primeiro como escravo e depois governador egípcio. Após a morte de José, finalmente, começa a grande opressão aos hebreus.
A profecia estava se cumprindo fielmente. Porém, fica aberta a questão: um texto diz 400 e o outro 430 anos. Tem algum erro ou contradição por aqui? A Bíblia contém erros ou está errada? Como resolver esse aparente problema de datas? 400 ou 430 anos?
Vamos para a Bíblia? Êxodo 12:40 diz que o tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de 430 anos. Isto parece nos dar a entender que os hebreus estiveram realmente 430 anos no Egito, isto é: desde a entrada dos filhos de Jacó até a saída do cativeiro. Veja agora Gálatas 3:16 e 17: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente. A Escritura não diz: e a seus descendentes, como falando a muitos, mas como de um só: e a teu descendente que é CRISTO. Mas digo isto: Que tendo sido o testamento confirmado por DEUS , a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não invalida, de forma que venha abolir  a promessa”.
Note o detalhe importante que Paulo destaca: a lei foi promulgada no Sinai 430 anos depois do pacto entre DEUS e Abraão. Se Paulo se refere a primeira promessa feita a Abraão, quando ele estava em Harã (Gênesis 12:1-3), os 430 anos começaram quando Abraão tinha 75 anos de idade.
Já os 400 anos de aflição iniciaram 30 anos depois, quando Abraão tinha 105 anos e seu filho Isaque apenas 5. Gálatas 4:20: “Mas, como então o que nasceu segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o ESPÍRITO, assim também é agora”.
O problema para Abraão começou quando Ismael nasceu. Ismael era seu filho com a escrava Hagar. Havia conflito entre Hagar e Ismael contra Sara e Isaque. Era uma disputa ferrenha entre as duas mulheres e Abraão estava no meio dessa confusão. E as crianças também!
Há outro detalhe importante. O tempo exato desde o chamado de Abraão até a entrada de Jacó no Egito foi de 215 anos (Gênesis 12:4; 21:5; 25:26; 47:9). Assim, os 215 anos restantes dos 430 foi o tempo que os filhos de Israel de fato ficaram no Egito.
Por esta razão os 430 anos, mencionados por Moisés, devem ser considerados desde o chamado de Abrão em Harã, a sua permanência e de seus descendentes em Canaã, e a sua estada no Egito, até o Êxodo. O texto de Êxodo 12:40 foi traduzido pela Septuaginta desta forma: “A permanência dos filhos de Israel, enquanto habitaram na  terra do Egito e na terra de Canaã, foi de 430 anos”. Inclusive na era patriarcal os faraós consideravam Canaã como de sua propriedade.
Portanto, foram dois longos períodos de anos. Ambos terminaram ao mesmo tempo. Os 430 anos começaram quando Abraão foi chamado para sair de Harã em direção à terra prometida. Já os 400 anos passam a contar 30 anos mais tarde, quando Isaque já estava com 5 anos e acontecem as brigas e conflitos entre as duas mulheres de Abraão e os dois filhos. Tudo por que o pai da fé não soube esperar e confiar em DEUS, tendo um filho (Ismael) com uma escrava.
O que podemos aprender desta profecia? Primeira lição: DEUS não estava destinando um grupo para sofrer. DEUS não destina uns para uma vida cheia de bens e fartura e outros para a miséria e a pobreza. Não há destino para o mal da parte de DEUS. O destino da parte de DEUS é para a salvação. DEUS não predestina uns para a salvação e outros para a perdição. A Bíblia não apoia a predestinação para o mal. “E nos predestinou para filhos de adoção por JESUS CRISTO, para si mesmo, segundo o seu beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:5).
A segunda lição que precisamos aprender é que na Bíblia não há contradição. As contradições estão em nossa mente, em nossa maneira de pensar, e nunca na palavra de DEUS. Muitas pessoas dizem que não lêem a bíblia porque encontram contradições nela. Me perdoe, mas essa é uma desculpa esfarrapada de quem não está disposto a pesquisar o Livro de DEUS.
Amigo ouvinte, não deixe de ler a Bíblia, mesmo que algumas coisas, a princípio, você não compreenda plenamente. Estude-a todos os dias. Pratique o que aprender e defenda os princípios que DEUS deixou na Palavra dEle.
Fique com a promessa: “Creia no Senhor DEUS e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará”.
https://www.wgospel.com/o-filho-da-promessa-de-abraao/
 
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NA ÍNTEGRA - Lição 2, A proposta de Faraó, um convite ao compromisso ou uma armadilha para a fé? 2Tr25
 
Escrita Lição 2, A proposta de Faraó, um convite ao compromisso ou uma armadilha para a fé? 2Tr25, Pr Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 33195781620 Luiz Henrique de Almeida Silva
 
EBD Revista Editora Betel | 2° Trimestre De 2025 | TEMA: MORDOMIA CRISTà– A Gratidão e Fidelidade na Administração dos Recursos que DEUS nos Confiou  | Escola Bíblica Dominical 
 
ESBOÇO DA LIÇÃO
1- ADORANDO A DEUS
1.1. Moisés, o mediador da adoração a DEUS no deserto.
1.2. A adoração após a vitória.
1.3. A razão da adoração a DEUS.
2- SERVINDO A DEUS COM OS NOSSOS BENS
2.1. A adoração parcial.
2.2. Os bens como expressão de adoração. 
2.3. Honrando a DEUS com os nossos bens. 
3- SERVINDO A DEUS COM O NOSSO MELHOR
3.1. Satanás tenta nos desviar da perfeita adoração.
3.2. Ofertando o melhor ao Senhor.
3.3. Não permita que Satanás roube sua adoração.
 
TEXTO ÁUREO
“Moisés, porém, disse: Tu também darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao Senhor, nosso DEUS.” Êxodo 10.25
 
VERDADE APLICADA
Devemos adorar ao Senhor com cânticos, com nossos bens e com um viver coerente com a vontade de DEUS.
 
Objetivos da Lição
Saber que DEUS deve ser adorado.
Identificar o que afeta nossa adoração a DEUS.
Ressaltar que devemos servir a DEUS com o nosso melhor.
 
TEXTOS DE REFERÊNCIA - Êxodo 10.24-26
Êxodo 10
24 Então, Faraó chamou a Moisés e disse: Ide, servi ao Senhor; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças.
25 Moisés, porém, disse: Tu também darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao Senhor, nosso DEUS.
26 E também o nosso gado há de ir conosco, nem uma unha ficará; porque daquele havemos de tomar para servir ao Senhor, nosso DEUS; porque não sabemos com que havemos de servir ao Senhor, até que cheguemos lá.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Pv 12.27 Ser diligente é um bem preciosa.
TERÇA | Ec 5.19 DEUS concede os bens.
QUARTA | Mt 6.24 Ninguém pode servir a dois senhores.
QUINTA | Lc 12.15 Devemos nos guardar da avareza.
SEXTA | At 2.44 A Igreja Primitiva tinha tudo em comum.
SÁBADO | 1Jo 2.16 O que é do mundo não provém do Pai.
HINOS SUGERIDOS: 225, 227, 253
 
MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que DEUS tenha a primazia em nossas finanças.
 
PONTO DE PARTIDA – Devemos a DEUS nossos servir com bens.
 
 
INTRODUÇÃO
Moisés se negou a deixar os animais no Egito, e essa atitude remete ao posicionamento do crente diante de uma orientação de DEUS. A atitude de Moisés mostra que ele não renunciou ao que viria a ser motivo de adoração e louvor a DEUS.
 
1- ADORANDO A DEUS
Adorar é obedecer ao primeiro e principal Mandamento: amar a DEUS sobre todas as coisas (Dt 6.5); assim, todos somos chamados a adorar. DEUS escolheu Moisés para conduzir os israelitas para adorá-l0 no deserto, mas Faraó considerou as palavras de Moisés mentirosas (Êx 5.1-9).
 
1.1. Moisés, o mediador da adoração a DEUS no deserto  
DEUS chama as pessoas certas para Sua obra. Ele se agrada de quem vive com retidão, abandona o pecado e adora com um coração sincero. Moisés foi enviado por DEUS a Faraó, o soberano mandatário do Egito, que deveria deixar que os israelitas fossem ao deserto adorá-lO (Êx 5.1). Essa passagem nos ensina que o deserto também é lugar de adoração a DEUS.
 
Dicionário Bíblico Wycliffe: “O encontro com Faraó foi muito interessante. Em última análise, ele levou a uma competição entre Jeová, o DEUS de Israel, e o ‘deus’ Faraó, uma representação dos poderes das trevas. Em primeiro lugar, Moisés simplesmente pediu que os israelitas tivessem permissão para fazer uma pequena viagem ao deserto e adorar ao seu DEUS. Como seu pedido fora recusado, DEUS mostrou seus sinais e maravilhas a Faraó. As pragas tiveram a finalidade de convencer os egípcios e os israelitas de que o DEUS de Israel é o DEUS Todo-Poderoso. (…) DEUS revelou que Ele os havia escolhido para serem o seu povo, e lhes daria sua lei, sendo que Moisés deveria ser o mediador entre a nação e DEUS.”
 
1.2. A adoração após a vitória 
Quando o povo de Israel atravessou o Mar Vermelho, todos adoraram e celebraram. A profetisa Miriã dançou com as outras mulheres em louvor ao Senhor. Naquele dia, o deserto se transformou num lugar de celebração (Êx 15.1-21). Embora isso possa causar estranheza, os crentes fiéis são capazes de festejar em tempos de dificuldades. Os que conseguem adorar no deserto evidenciam sua fé em DEUS, confirmando que somente Ele tem o controle de todas as circunstâncias da vida.
 
Manual Bíblico Unger: “Transbordando de louvor com o resgate glorioso das mãos dos egípcios, Israel canta extasiado ao Senhor. A grande vitória foi celebrada como triunfo do Senhor (Êx 15.1-10); Seu poder, santidade e benignidade são exaltados (Êx 15.11-13). Descreve-se o efeito atemorizador dessa grande libertação sobre a Filístia, Edom, Moabe e Canaã (Êx 15.14-16), junto com a promessa de que o Redentor também levaria a Canaã (Êx 15.17-18).”
 
1.3. A razão da adoração a DEUS   
A palavra “porque”, nos versículos 1 e 19 de Êxodo 15, nos apresenta a razão de DEUS estar sendo louvado pelo Seu povo, que celebrou uma festa no deserto ao testemunhar a libertação da escravidão e a travessia a pés secos pelo meio do mar. Os israelitas foram movidos por testemunhar os atos poderosos do Senhor, um poder manifestado também nas pragas enviadas ao Egito. Faraó, seu exército e as divindades egípcias não foram capazes de impedir a saída do povo de Israel do Egito. Essa realidade nos exorta a nos desprender das coisas deste mundo e viver como verdadeiros adoradores, com os olhos fixos no Senhor.
 
Lawrence Richards (2004, p. 103): “A redenção havia sido o trabalho de DEUS. A libertação do povo a cada nova situação de perigo também seria trabalho seu. Êxodo 15 inicia com o relato do cântico que os israelitas cantaram. Da mesma forma que nos louvor e adoração, o cântico exalta o passado de DEUS, recapitula os feitos do Senhor e o exalta para que todos vejam que DEUS é, de fato, ‘aquele que está presente conosco’ (Êx 15.1-2)”. Nesse cântico, vemos que a redenção do povo de Israel se deve inteiramente a DEUS, pois foi efetuada pelo Seu poder. Assim, ainda hoje, devemos ter sempre em mente a redenção que há em CRISTO JESUS (Rm 8.2; Ef 2.1-5) e, assim, adorá-lo em todo o tempo.
 
2- SERVINDO A DEUS COM OS NOSSOS BENS
O Faraó do Egito foi astuto ao fazer uma proposta ardilosa: “(…) Ide, servi ao Senhor; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças”, Êx 10.24. Na verdade, ele estava propondo aos hebreus que adorassem ao DEUS de Israel, mas que deixassem seus bens no Egito.
 
2.1. A adoração parcial   
Contrapondo-se à ideia de Faraó, Moisés não admitiu ser enganado. Ele sabia que aquela proposta levaria o povo a uma adoração parcial (Ne 10.32-39). A verdadeira adoração a DEUS envolve todo o nosso ser e todas as dimensões da nossa existência: bens, vida, família, trabalho. Essa entrega só é possível quando temos comunhão genuína com o Criador. Faraó propôs que eles levassem as mulheres e as crianças, mas deixassem o gado e as ovelhas; Moisés, porém, o contestou de maneira firme, pois sem seus rebanhos não haveria sacrifícios, ou seja, não haveria entrega total ao Senhor (Êx 10.24-26).
 
Comentário Bíblico MacArthur: “As habilidades de negociação enganadoras e manipuladoras fizeram jus à ocasião: ele deixaria o povo ir, mas reteria seus rebanhos como reféns para obrigar o retorno do povo. Ele ainda não entendera que uma obediência parcial às instruções do Senhor era algo inaceitável”.
 
2.2. Os bens como expressão de adoração   
Moisés confrontou Faraó. Diante das dez pragas, o monarca fez quatro propostas ao libertador de Israel. Na quarta e última, ele propôs que o povo partisse, mas deixasse seus bens no Egito (Êx 10.24). Moisés sabia que, se o povo partisse sem os animais, a adoração a DEUS no deserto seria afetada, e vejam que DEUS é, de fato, ‘aquele que está presente conosco’ (Êx 15.1-2)”. Nesse cântico, vemos que a redenção do povo de Israel se deve inteiramente a DEUS, pois foi efetuada pelo Seu poder. Assim, ainda hoje, devemos ter sempre em mente a redenção que há em CRISTO JESUS (Rm 8.2; Ef 2.1-5) e, assim, adorá-lo em todo o tempo.
 
Comentário Bíblico Beacon: “Muitas pessoas sucumbem às sugestões malignas e aceitam a proposta. Mas Moisés não! Ele declarou; ‘nenhuma unha ficará. Moisés sabia qual era a ordem de DEUS, embora ainda não dispusesse de todas as razões. Espera mais instruções, conforme o desdobrar dos acontecimentos”.
 
EU ENSINEI QUE:
DEUS se agrada do adorador que vive com retidão, abandona o pecado e adora com um coração sincero.
 
2.3. Honrando a DEUS com os nossos bens
O verbo “honrar” remete a: venerar, adorar, cultuar, enobrecer, amar, reverenciar, temer. Assim, mais do que dízimos e ofertas, DEUS espera que possamos Lhe dar honra (Pv 3.9,10). DEUS não está atento somente às ofertas, mas também à maneira como ofertamos (Êx 35.22). O Reino de DEUS trabalha por princípios, como o seguinte: “(…) aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão envilecidos”, 1Sm 2.30.
 
Comentário Bíblico Beacon: “No final das contas, o homem é um mordomo; e tudo que ele tem pertence a DEUS (Sl 50). Quando ele honra a DEUS com parte do seu progresso, ele vai ser abençoado materialmente e se encherão os teus celeiros. Temos um princípio de mordomia e não uma garantia de riquezas materiais. Podemos confiar a DEUS as nossas dádivas; Ele garante a provisão das nossas necessidades materiais (Mt 6.33)”.
 
EU ENSINEI QUE:
DEUS não está atento somente às ofertas, mas também à maneira como ofertamos.
 
3- SERVINDO A DEUS COM O NOSSO MELHOR 
A reação de Moisés à proposta de Faraó nos ensina a dizer não às investidas de Satanás (Tg 4.7). Diferentemente de Adão e Eva, que foram enganados pela proposta do inimigo, Moisés se manteve firme na fé (Hb 11.27) e não desistiu de servir ao Senhor com o melhor que possuía (Êx 10.25,26).
 
3.1. Satanás tenta nos desviar da perfeita adoração   
Diante das ardilosas propostas de Satanás, devemos ter o mesmo posicionamento de Moisés: “(…) nem uma unha ficará no Egito”, Êx 10.26. Satanás, modelado em Faraó, não mudou suas estratégias em relação ao povo de DEUS (1Pe 5.8); pelo contrário, ele continua a tentar o crente para que caia em tentação (Jo 13.27). O inimigo recorre a infidelidades e propostas sedutoras para nos desviar da verdadeira adoração, mas DEUS nos dá vitória por intermédio de nosso Senhor JESUS CRISTO (1Co 15.57).
 
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal (2020, p. 1220): “O diabo ofereceu o mundo inteiro a JESUS, desde que Ele apenas’ se ajoelhasse e o adorasse. Hoje, o diabo nos oferece o mundo, tentando envolver-nos pelo materialismo na busca pelo poder. Podemos resistir às tentações do mesmo modo que JESUS fez. Se você não almeja algo que o mundo oferece, cite as palavras de JESUS ao diabo: ‘Ao Senhor, teu DEUS adorarás e só a ele servirás”.
 
3.2. Ofertando o melhor ao Senhor 
Servir ao Senhor é ofertar com liberalidade. Moisés não abriu mão dos animais, que seriam usados para adorar ao Senhor em forma de sacrifício pelo perdão dos pecados (Lv 4.20, 26, 31). Analisando o Livro de Levítico, Pr. Fernando Alves comentou: “Toda oferta que fosse oferecida ao Senhor deveria ser de animais limpos e domésticos, e as características dos animais limpos são as unhas fendidas e a ruminação de alimentos (Lv 11.3)”. Do ponto de vista teológico, o sacrifício de animais era um símbolo da reconciliação com CRISTO e da retirada do pecado e da impureza do meio do povo. Todo o sistema sacrificial do AT aponta para CRISTO, cuja morte na cruz efetuou o sacrifício definitivo (Hb 9.23 a 10.14).
 
Bispo Abner Ferreira: “Para DEUS, o verdadeiro sacrifício é uma adoração sincera por parte do Seu povo. Eles necessitavam compreender que, ao levar animais para o holocausto, não estavam fazendo nenhuma caridade a DEUS, pois tudo já é dEle.
 
3.3. Não permita que Satanás roube sua adoração   
Encontramos nos Evangelhos e nas epístolas várias advertências quanto às investidas de Satanás para nos enganar (Mt 24.4,11; 2Ts 2.2-3; 1Tm 4.1; 2Tm 3.13), tanto quanto ao que é certo quanto ao que é errado (2Co 4.4). Quem aceita suas mentiras fica vulnerável ao seu poder (1Jo 3.8). Para nos desviar da verdadeira adoração, ele nos leva a empenhar nossos bens e finanças em coisas que parecem inofensivas: “Degustar uma bebida alcoólica, fumar um cigarro, usar drogas ou assistir a um filme pornográfico só uma vez não faz mal”. Satanás busca impedir a verdadeira adoração com propostas que, espiritualmente, podem ser fatais.
 
Bispo Abner Ferreira: “O povo hebreu recebeu ordens para adorar ao Senhor por meio de suas ofertas. A ordem era bem clara: “Honra ao Senhor com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda”, Pv 3.9. DEUS tem conhecimento de tudo; Ele observa todas as coisas e não se apraz daqueles que O roubam”.
 
EU ENSINEI QUE:
No AT, o sacrifício de animais era um símbolo da reconciliação com DEUS e da retirada do pecado e da impureza do meio do povo.
 
CONCLUSÃO
É importante estarmos atentos aos conselhos e propostas que tentam nos levar a servir ao Senhor de maneira parcial. Todos os aspectos da vida cristã devem ser norteados pelos princípios bíblicos. Como todas as coisas são de DEUS e para DEUS, nosso viver também deve ser para a glória de DEUS (Rm 11.36; 1Co 10.31). Isso inclui a administração dos bens que DEUS tem colocado sob nossa responsabilidade.