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Escrita Lição 3, CPAD, A verdadeira adoração, 2Tr25, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV
Escrita Lição 3, CPAD, A Verdadeira Adoração, 2Tr25, Com. Extra Pr. Henrique, EBD NA TV
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ESBOÇO DA LIÇÃO
I – O
ENCONTRO EM SAMARIA E DUAS PRECIOSAS LIÇÕES
1. A
necessidade de passar em Samaria
2. A
necessidade do ser humano
3. O lugar
de adoração a DEUS
II – O
ENSINO DE JESUS A RESPEITO DA VERDADEIRA ADORAÇÃO
1. A
adoração
2. JESUS e
a verdadeira adoração
III – A
ADORAÇÃO BÍBLICA
1. O
conceito bíblico de adoração
2. Adoração
como ato de rendição a DEUS
3. Adoração
como ato de serviço a DEUS
4. Uma
experiência interior de adoração
TEXTO ÁUREO
“DEUS é ESPÍRITO, e importa que os que o adoram o adorem em
espírito e em verdade.” (Jo 4.24)
VERDADE PRÁTICA
Adorar significa viver em total rendição a DEUS, entregando-nos
plenamente a Ele.
LEITURA
DIÁRIA
Segunda - 2 Co 9.12; Fp 2.7,30 A singularidade da Adoração autêntica
Terça - Nm 25.1,2; Sl 24.3,4 Diferenciando a Adoração das práticas profanas
Quarta - 2 Rs 17.25,28 A Adoração está relacionada ao temor de DEUS
Quinta - Jo 15.1-8 A Adoração envolve uma relação com CRISTO e a Igreja
Sexta - Hb 13.15; Rm 12.1; 1 Pe 2.5 O sentido da Adoração no Novo Testamento
Sábado - Jo 4.23,24 O ensinamento de JESUS sobre a Adoração
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE - João 4.5-7,9,10,19-24
5 - Foi, pois, a uma
cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu
filho José.
6 - E estava ali a
fonte de Jacó. JESUS, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da
fonte. Era isso quase à hora sexta.
7 - Veio uma mulher de
Samaria tirar água. Disse-lhe JESUS: Dá-me de beber.
9 - Disse-lhe, pois, a
mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou
mulher samaritana (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)?
10 - JESUS respondeu e
disse-lhe: Se tu conheceras o dom de DEUS e quem é o que te diz: Dá-me de
beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
19 - Disse-lhe a
mulher: Senhor, vejo que és profeta.
20 - Nossos pais
adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve
adorar.
21 - Disse-lhe JESUS:
Mulher, crê-me a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o
Pai.
22 - Vós adorais o que
não sabeis; nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus.
23 - Mas a hora vem, e
agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em
verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
24 - DEUS é ESPÍRITO,
e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
HINOS SUGERIDOS:
525, 526, 545 da Harpa Cristã
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SUBSÍDIOS
EXTRAS PARA A LIÇÃO
COMENTÁRIOS
DE REVISTAS ANTIGAS E LIVROS
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Tudo se
resume a entender o que JESUS CRISTO queria dar à mulher Samaritana:
A fonte é
esta (a fonte é que gera o rio)
João
7.37-39
37 E no último dia, o grande dia da
festa, JESUS pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a
mim, e beba.
38 Quem crê em mim, como diz a
Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.
39 E isto disse ele do ESPÍRITO que
haviam de receber os que nele cressem; porque o ESPÍRITO SANTO ainda não fora
dado, por ainda JESUS não ter sido glorificado.
Adoração
Jo 4.23- “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros
adoradores adorarão o Pai em ESPÍRITO e em verdade; porque o Pai procura a tais
que assim o adorem”.
Cabe-nos esclarecer que os verdadeiros adoradores são aqueles que
trabalham na obra do Senhor, embora muitos pensem que são os exclusivamente
cantores e musicistas. A adoração a DEUS é um estado constante em nosso
espírito “recriado” (ligado a DEUS pelo novo nascimento, através do ESPÍRITO
SANTO), não sendo determinada por momentos de louvor, mas uma vida de comunhão
com o ESPÍRITO SANTO; neste capítulo 4, a palavra adoração aparece 10 vezes
indicando-nos, a necessidade de atentarmos mais para esse fato tão importante.
A verdadeira adoração exige serviço na obra de DEUS e dedicação em obedecer à
vontade de DEUS e ganhar almas (esta é a prioridade da Igreja, a evangelização),
além disso, uma vida de comunhão com o ESPÍRITO SANTO. Uma vida de JEJUM e regada
com muita oração e estudo da Bíblia.
Devemos lembrar-nos de que DEUS é ESPÍRITO e aqueles que desejam
adorá-lo devem fazê-lo em ESPÍRITO e em Verdade, ou seja, dispensando os
estímulos externos; com um coração sincero e temente a DEUS (A adoração é a
expressão máxima da oração).
Jamais devemos confundir a adoração com o louvor, pois:
HÁ MUITA DIFERENÇA ENTRE LOUVOR E ADORAÇÃO.
- Louva-se a DEUS pelo que ELE fez ou faz, mas adora-se a ELE pelo
que ELE é;
- O louvor é um agradecimento a DEUS, a adoração é um
engrandecimento de DEUS;
- No louvor precisa-se da participação de outras pessoas e às vezes
de instrumentos musicais, a adoração é individual e nasce dentro de nós, em
nosso espírito ligado ao ESPÍRITO SANTO;
- O louvor chega aos átrios, a adoração chega ao santo dos santos
(presença de DEUS);
- No louvor são usados o corpo e a alma; na adoração são usados o
corpo (mortificado), a alma (lavada no sangue de JESUS) e o espírito
(“recriado”, unido ao ESPÍRITO SANTO);
- Para louvar a DEUS não é preciso comunhão com o ESPÍRITO SANTO,
pois até os animais o louvam (Sl 148, 149, 150); para se adorar a DEUS é
preciso uma estreita comunhão com o ESPÍRITO SANTO, pois é ELE que nos
transporta ao trono.
- O louvor é um aceno e cumprimento, a adoração é um abraço e um
beijo cheio de amor.
- Tomemos como exemplo um marido que dá um fogão de presente à sua
esposa e manda entregar em sua casa. A esposa louva ao marido pelo seu ato de
amor, mas quando ele chega em casa ela o abraça e beija agradecida e cheia de
amor (Essa é a diferença entre louvor e a adoração).
- Para louvar não é preciso nascer de novo, para adorar só com
espírito “recriado” (ligado a DEUS pelo novo nascimento, através do ESPÍRITO
SANTO).
O louvor não exige sacrifício, a adoração exige sacrifício, vida no
altar e disposição de servir.
- Observação: Por isso se vê tão poucos adoradores e tantos que
louvam.
Aos homens se aplaude (manifestação externa), a DEUS se adora
(manifestação interna).
Estudo do Pr Henrique, EBD NA TV
σαμαρεια Samareia
de origem hebraica - Samaria = “proteção”
território da Palestina chamado Samaria (Israel), que tinha a cidade de Samaria
como sua capital
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JESUS e a Mulher Samaritana
Introdução
JESUS deixou Jerusalém porque seus milagres estavam atraindo as
pessoas do
tipo errado - espectadores curiosos que tinham do Reino um conceito
errado.
Foi, portanto, para os distritos rurais, onde o povo tinha mais
simplicidade e
seriedade de coração. Ali ganhou muitos, que se converteram a Ele e
aceitaram o
batismo. Mais uma vez, porém, seu próprio sucesso fez periclitar o
propósito do
seu ministério. Os fariseus, ouvindo a notícia de que grandes
multidões acorriam
ao seu batismo, ficaram com inveja e alimentaram uma discussão
entre os
discípulos de JESUS e os de João Batista (cf. Jo 3.25; 4.1,2). JESUS,
desejando
evitar uma contenda com os fariseus, deixou a Judéia. Não havia
finalidade em
que ele se revelasse como Messias diante dos fariseus, porque, com
suas mentes
cheias de idéias preconcebidas, teriam entendido os seus ensinos de
maneira
errada. Era diante de pessoas de mente sincera e coração faminto
como a mulher
samaritana que JESUS se sentia livre para revelar-se, em vez de
entrar em
controvérsias teológicas com os fariseus.
Este trecho, bem como o que estudamos no capítulo anterior, são
exemplos dos
ensinamentos de CRISTO sobre o poder regenerador do ESPÍRITO SANTO.
No capítulo
anterior, ouvimos JESUS instruindo Nicodemos com respeito ao novo
nascimento;
agora, estudaremos a sua entrevista com uma mulher samaritana. Ele
era um
membro da sociedade que desfrutava de grande respeito; ela, uma
mulher proscrita. Ela, era um homem da mais severa moralidade; ela, uma mulher vivendo
no pecado. Ele era um culto ensinador de Israel; ela, uma analfabeta das classes
inferiores. Ambos têm a mesma necessidade - a transformação espiritual para
entrar no Reino de DEUS.
Este trecho descreve os passos mediante os quais o supremo
Conquistador de
almas conseguiu a conversão da mulher samaritana.
I – Conseguindo a Atenção (Jo 4.5-9)
“Foi, pois a uma cidade, de Samaria, chamada Sicar, junto da
herdade que Jacó
tinha dado a seu filho José. E estava ali a fonte de Jacó. JESUS,
pois, cansado do
caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase a hora
sexta”. Esta
menção do cansaço de JESUS é a evidência de que, quando
compartilhou da
natureza humana, o fez com toda seriedade: realmente tomou sobre si
nossa
natureza, e experimentou todas as limitações e fraquezas a que a
carne humana
está sujeita (menos as que são fruto direto do nosso pecado).
“Vinde a mim,
todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt
11.28) foi dito
por aquEle que sabia como é a dor de músculos cansados e
latejantes.
“Veio uma mulher de Samaria tirar água; disse-lhe JESUS: Dá-me de
beber”. O
propósito do Senhor era levar a mulher necessitada à água
espiritual que satisfaz
a sede da alma; assim, fez seu primeiro contato com ela ao pedir
água. Ele de
que tomar a iniciativa, porque a mulher, de si mesma, não teria
falado com Ele
primeiro. Existiam quatro barreiras que impediriam semelhante
conversação, e
que o Senhor primeiramente teria de romper. 1) A barreira do sexo.
Os próprios
discípulos ficaram atônitos ao ver CRISTO agir contrariamente às
bem conhecidas
atitudes de sua época, falando assim a uma mulher em público (v.
27).
Geralmente, os preconceitos dos rabinos proibiam que as mulheres
recebessem
educação superior. 2) A barreira da nacionalidade. Não havia
comunicação entre
os judeus e os samaritanos. 3) A barreira do caráter moral. A
mulher samaritana
sabia que nenhum rabino judeu chegaria perto de uma pecadora como
ela. 4) A
barreira da ignorância.
No decurso da conversação, foram rompidas todas as barreiras. A
mulher
recebeu novos horizontes para a sua vida, seu caráter foi
transformado, e sua
alma, iluminada.
Note a habilidade do Senhor em abrir caminho para esta conversação.
Pediu um
favor da parte dela, fazendo-a sentir- se, por um momento, em
condições de
superioridade. Mediante um apelo à simpatia da mulher, criou
ambiente
apropriado para conversar sobre assuntos espirituais.
Foi uma grande surpresa para a mulher quando a pessoa junto à fonte
- que ela
reconheceu como sendo um judeu - , fez um pedido a uma mulher
samaritana de
sua condição. “Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que
sou
samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os
samaritanos)”. Embora
JESUS, como Messias, viesse da tribo de Judá, nunca se chamou
“Filho de Israel”;
sempre é chamado de “Filho do homem”, da humanidade inteira. Não
havia
lugar em sua mente e em seu coração para o preconceito.
II – Despertando o Interesse (Jo 4.10-14)
1. O desafio surpreendente.
A mulher samaritana aproveitou para se rir um pouco daquele judeu
que, segundo pensava, fora forçado a mostrar franqueza e amabilidade por causa
da intensa sede que sentia, e de não ter condições de conseguir água.
Surpreendeu-se, no entanto, por Ele não se mostrar embaraçado; pelo contrário,
suas palavras é que a deixaram intrigada: “Se tu conheceras o dom de DEUS, e
quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água
viva.”
“Se tu conheceras”. Há pessoas que não percebem quantos poderes e oportunidades
jazem escondidos ao nosso redor. Por não reconhecermos quantas bênçãos se nos
oferecem, perdemos milhares delas! “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou
o conhecimento” (Os 4.6). A mulher samaritana estava falando face a face com
aquEle que satisfaria a todos os seus anseios de paz e de vida – e não o sabia.
Há muitas pessoas que passam pela vida bem perto daquilo que poderia
revolucionar sua existência, e ficam alheias à verdadeira bem-aventurança por
falta de saber e de considerar. Em dois assuntos, especificamente, faltava
conhecimento à mulher.
1.1. Não conhecia o dom de DEUS, aquilo que DEUS queria
graciosamente dar a
ela.
A pobre mulher nem esperava bênçãos da parte de DEUS. Desiludida, esgotada,
sem caráter, sem alegria, praticava a enfadonha rotina dos serviços diários.
Ouvira falar sobre DEUS, mas nem sequer sonhava que Ele estivesse disposto a
entrar na sua vida, fazendo com que sua existência valesse a pena.
A água “viva” é a que flui ou que jorra de uma fonte - a água em
movimento, em
contraste com a água parada (cf. Gn 26.19; Zc 14.8). Simboliza a
vida divina que
flui mediante o contato com DEUS (Jr 2.13; Ap 7.17; 21.6; 22.1).
Assim como a
água natural satisfaz a sede física, o ESPÍRITO SANTO satisfaz a
alma que anseia por
DEUS (cf. Sl 42.1,2).
1.2. A mulher não conhecia a identidade daquele que disse: “Dá-me
de beber”.
A vinda do Messias era a esperança dos samaritanos, e não somente
dos judeus, e
ambas as nações tiraram encorajamento e forças desta promessa:
suportavam os males do presente, sustentados pela visão do futuro, que se
centralizava ao redor
da Pessoa do Messias. Agora, o Messias estava falando com esta
mulher sem
que ela o percebesse. Muitos são os que têm familiaridade com as
palavras de
JESUS, ouvindo-as como se escutassem uma canção. Não são
transformados,
porém, porque não se apercebem realmente de que as palavras que
ouvem não
são as de um mestre humano, e sim as do próprio Filho de DEUS.
Oxalá
soubessem quem é o que lhes fala!
2. A pergunta feita com surpresa.
Refutando a sugestão de ela ser ignorante quanto ao dom de DEUS, a
mulher responde: “Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde,
pois, tens a água da vida?” A resposta a esta pergunta se encontra nos
versículos 13 e 14. Quanto a ser acusada de ignorância sobre a Pessoa que fala
com ela, a mulher responde: “És tu maior do que o nosso Pai Jacó, que nos deu o
poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado?” Os versículos
25 e 26 respondem à objeção da mulher. Como Nicodemos, objeta: “Como pode
suceder isto?” Quando se trata das coisas de
DEUS, os que possuem boa educação não têm vantagem sobre os
iletrados.
Todos, igualmente, precisam do “ESPÍRITO que provém de DEUS, para
que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por DEUS” (1 Co 2.12).
3. A comparação que ilumina.
JESUS lança mão de uma comparação para esclarecer o significado das
suas palavras: “Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele
que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der
se fará nele uma fonte d’água que salte para a vida eterna”. A água natural é
mencionada aqui como símbolo das fontes de prazer que há aqui na terra, e que
só proporcionam satisfação momentânea. A totalidade da vida humana se compõe de
desejos intermitentes que recebem apenas parcial satisfação: anseios e
saciedade, enfado e novos desejos fortes se seguem num círculo vicioso.
Realmente, nunca houve verdadeira satisfação para os desejos humanos; a alma
humana nunca se aquieta, senão em DEUS. As fontes da terra podem oferecer
satisfação temporária, mas é somente depois de o homem ter achado a DEUS que
ele pode declarar ter satisfação completa e eterna. JESUS ensina à mulher que a
água no poço de Jacó jaz sem vida ou movimento nas
profundidades, enquanto a água celestial que ele oferece, embora
fique nas profundezas da personalidade humana, não fica parada ali; vem
brotando à
superfície, revelando sua presença aos outros, fluindo com mais e
mais força até
que, na vida do porvir, o indivíduo recebe a plenitude desta
bênção.
A fonte fica no indivíduo. O prazer do mundano depende das coisas
externas; a
Fonte da satisfação do cristão está dentro dele, independe das
circunstâncias. A
vida eterna, no Evangelho de João, é vinculada à fé em JESUS (Jo
3); provém da
ação de comer da sua carne e beber do seu sangue (Jo 6); é dádiva
direta da parte
dEle (Jo 10; 17). Neste capítulo, é considerada como resultado da
vida do ESPÍRITO no homem, o fruto da vida espiritual, que é diferente da vida
humana em qualidade, permanência e maturidade.
III – A Consciência da Necessidade (Jo 4.15-18)
1. O pedido urgente.
“Disse-lhe a mulher: Senhor, dá- me dessa água, para que eu não
mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la.” A mulher ainda não havia percebido
o âmago do ensino de JESUS. Nem sequer sonhava que Ele, falando sobre “água”,
queria dizer algo diferente daquilo que ela carregava no seu cântaro. Ela ainda
não percebera nada além dos seus desejos físicos e de suas necessidades
diárias. Começou a sentir a convicção de que aquele estranho talvez a pudesse
livrar da sua vida exaustiva de ter de caminhar até o poço com seu cântaro
pesado. Seria um alívio ter a água bem à mão! Embora não tivesse compreendido o
inteiro significado do dom prometido, entendeu, pelo menos, que se lhe oferecia
uma grande vantagem - e seu desejo foi despertado.
2. Uma declaração perscrutadora.
Agora, JESUS leva a mulher a dar um passo adiante, despertando seu
sentimento de necessidade espiritual. Faz com que ela se recorde de sua
vergonhosa vida de pecados para que, esquecendo- se da água do poço de Jacó,
tenha sede daquilo que a aliviaria da sua vergonha e miséria.
“Disse-lhe JESUS: Vai, chama o teu marido, e vem cá. A mulher
respondeu, e disse: Não tenho marido; porque tiveste cinco maridos, e o que
agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade”.
JESUS trata do assunto do pecado a fim de que a mulher veja a causa
da sua
infelicidade. A nova vida deve começar com base na veracidade e na honestidade.
O passado tem que ser enfrentado, por mais desagradável que seja, e o lixo da
vida anterior deve ser varrido para longe.
IV – CRISTO Revela a Si Mesmo (Jo 4.19-29)
1. A expressão de perplexidade.
A mulher, atônita diante do discernimento de JESUS, exclama:
“Senhor, vejo que és profeta”, e passa a levantar um problema religioso, da
controvérsia entre os samaritanos e judeus: “Nossos pais adoravam neste monte
[Gerizim] e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.” A
pergunta surgiu não somente do desejo de desviar o problema do pecado dela para
o campo de generalidades teológicas, como também de um real desejo de saber
como procurar comunhão com DEUS e se erguer acima da sua baixa situação moral.
Aproveitou a presença de um profeta para esclarecer suas dúvidas. JESUS, em
resposta, mostrou que a verdadeira adoração é matéria de atitudes certas, e não
do lugar certo; não se trata de onde, e sim de como.
2. CRISTO revelado.
Cheia de alegria pelas verdades que ouve, a mulher se lembra do que
se lhe contou acerca de um grande Mestre que haveria de vir, enviado da parte
de DEUS: “Eu sei que o Messias (que se chama o CRISTO) vem; quando ele vier,
nos anunciará tudo. JESUS disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo”. JESUS não
podia se revelar abertamente aos fariseus porque estes não percebiam as próprias
carências espirituais. No entanto, sempre estava disposto a se fazer conhecido
a todos aqueles que sentissem necessidade dEle (cf. Mt 11.25-27).
CRISTO sempre se revela àqueles que amam a sua vinda. Foi assim que
revelou-se
aos primeiros discípulos (Jo 1), e a Nicodemos (Jo 3.13; 9.35-38).
3. Começa o serviço cristão.
A mulher imediatamente tornou-se missionária do Profeta e Messias
que acabara de descobrir. “Deixou pois a mulher o seu cântaro” - mostrando que,
na alegria de descobrir a Água Viva, esquecera-se da sua procura pela água
natural _ “e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me
disse tudo quanto tenho feito; porventura não é este o CRISTO?” (cf. Jo 1.41).
Nada mais natural do que alguém que recebeu a Água Viva para beber levar outros
à mesma Fonte.
V – Ensinamentos Práticos
1. Fontes escondidas.
A mulher samaritana não sabia que falava ao Messias, e que a poucos
passos dela estava a Fonte de Água Viva; mas sua ignorância não alterava a
realidade dos fatos. As águas do Rio Amazonas entram oceano adentro com tanta
força que ainda há água doce a grande distância da praia.
Certo navio não tinha mais água potável a bordo, e os tripulantes,
longe da terra
firme, fizeram sinal a outro navio, pedindo água. Demoraram muito
tempo para
acreditarem na resposta: “Desçam os baldes no oceano, porque é de
água doce”.
Finalmente experimentaram fazer isto e descobriram que realmente
estavam
cercados por água doce. Nós também estamos cercados em todos os
lados por
DEUS, sustentados por Ele e vivendo nEle, e tantas vezes não
tomamos
conhecimento deste fato, deixando de lançar nossos baldes para
recebermos a
plenitude da sua graça. O Senhor JESUS abriu os olhos da mulher
samaritana para
que ela enxergasse a fonte das águas vivas, e fará o mesmo por nós.
No cansaço,
Ele nos mostrará uma fonte de refrigério; na tristeza, uma fonte de
consolação;
na enfermidade, uma fonte de cura; no desencorajamento, uma fonte
de esperança (cf. Gn 21.1619; Ex 17.1-6; Nm 20.9-11; Is 43.19).
2. Sede da alma.
“Qualquer que beber desta água tornará a ter sede”. Se nos colocássemos
de vigia numa esquina, examinando o rosto de cada um dos inúmeros transeuntes,
veríamos escrito nos semblantes da maioria desassossego, descontentamento
insatisfação. A maioria das pessoas segundo parece, sofre a dor das ânsias não
satisfeitas. Procurando a satisfação que seus corações tanto reclamam, uns vão
ao cinema, outros procuram as drogas, outros procuram se esquecer dos problemas
mediante vários tipos de atividades febris. Se realmente soubessem ler seu
próprio coração, diriam, juntamente com o salmista: “A minha alma tem sede de DEUS,
do DEUS vivo” (Sl 42.2). O ESPÍRITO SANTO é a Água Viva que satisfaz a alma, e JESUS
CRISTO veio a este mundo para nos levar “para as fontes das águas da vida” (Ap
7.17).
3. O ESPÍRITO que habita em nós.
Spurgeon escreveu: “O poder do ESPÍRITO SANTO que habita em nós é
superior a todos os reveses, como um rio que não pode ser forçado a ficar
debaixo da terra, por mais que procuremos represá-lo... Quando o Senhor dá de
beber a nossas almas, das fontes que brotam da grande profundidade do seu
próprio amor eterno, quando nos dá a bênção de possuirmos em nosso íntimo um
princípio vital de graça, nosso ermo se regozija, e desabrocha em flores como a
roseira, e o deserto ao nosso redor não pode murchar o nosso crescimento
verdejante; nossa alma fica sendo um oásis, mesmo quando tudo ao nosso redor é
secura infrutífera.
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Tudo se
resume a entender o que JESUS CRISTO queria dar à mulher Samaritana:
A fonte é
esta (a fonte é que gera o rio)
João
7.37-39
37 E no último dia, o grande dia da
festa, JESUS pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a
mim, e beba.
38 Quem crê em mim, como diz a
Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.
39 E isto disse ele do ESPÍRITO que
haviam de receber os que nele cressem; porque o ESPÍRITO SANTO ainda não fora
dado, por ainda JESUS não ter sido glorificado.
João 4 – Comentários BEP -
CPAD
4.7 MULHER DE SAMARIA. A conversa que JESUS teve com a mulher de
Samaria revela sua dedicação ao propósito de seu Pai celeste, bem como seu
próprio desejo de conduzir essa pessoa à vida eterna. A paixão consumidora de JESUS
era salvar os perdidos (ver Lc 15; cf. Pv 11.30; Dn 12.3; Tg 5.20), alvo este
que lhe era infinitamente mais importante que a comida e a bebida (v. 34).
Devemos seguir o exemplo de JESUS. Ao nosso redor há pessoas dispostas a ouvir
a Palavra de DEUS. Devemos falar-lhes da sua necessidade espiritual e de JESUS,
que pode satisfazer essa necessidade.
4.14 ÁGUA A JORRAR PARA A VIDA ETERNA. Em João 4.14, a
"água" dada por CRISTO significa a vida espiritual, vida cheia do ESPÍRITO
SANTO (Is 12.3). Para usufruir dessa água viva é necessário que a pessoa a
"beba" (ver 7.37). Esse "beber" não é um ato único e
momentâneo, mas sim um beber progressivo ou repetido. A palavra
"beba" (gr. pineto, derivado de pino) está no presente do imperativo
e representa uma ação progressiva ou repetida. Para beber da água da vida,
necessário é estar junto à fonte da água viva que é o próprio CRISTO, QUANDO
NOS CONVERTEMOS Ele envia o ESPÍRITO SANTO. Ninguém pode continuar bebendo da
água da vida, estando distanciado da fonte. Tal pessoa torna-se o que Pedro
descreve como "fontes sem água" (2 Pe 2.17), Sem JESUS não há fonte, pois
o mundo não pode receber (João 14:17).
4.23 ADORARÃO... EM ESPÍRITO E EM VERDADE. JESUS ensina várias
coisas neste versículo.
(1) "Em espírito" indica o nível em que ocorre a adoração
verdadeira. Devemos comparecer diante de DEUS cheios do ESPÍRITO SANTO e em
comunhão com Ele. (2) "Verdade" (gr. aletheia) é o próprio JESUS (João 14:6). A adoração deve ser prestada de
conformidade com a verdade do Pai que se revela no Filho e se recebe mediante o
ESPÍRITO. Aqueles que propõem um tipo de adoração que ignora a verdade e as
doutrinas da Palavra de DEUS desprezam no seu todo o único alicerce da
verdadeira adoração.
4.24 VERDADE. Porque CRISTO é a verdade (João 1.14; 5.31; 14.6; Lc
4.25; 9.27; 12.44), Viver em comunhão com CRISTO é ter a salvação.
4.36 FRUTO PARA A VIDA ETERNA. Quem está salvo em CRISTO tem a vida
eterna (João 6:47). Quem leva os outros à fé salvífica em JESUS CRISTO está
fazendo algo de relevância eterna. Um dia, virá a regozijar-se no céu por causa
daqueles que foram salvos graças a seus esforços, orações e testemunho. Ao
mesmo tempo, deve compreender que sua obra é muitas vezes fruto do trabalho de
outros (v. 38). Tudo quanto fazemos na obra de DEUS é em grande parte resultado
do labor sacrificial anterior de CRISTO e dos seus fiéis.
4.48 SINAIS E MILAGRES. Os sinais e milagres são obras autênticas
do reino de DEUS, nossa fé deve concentrar-se no CRISTO vivo e presente, do
qual eles dão testemunho (O REINO DE DEUS). Devemos crer em JESUS CRISTO,
porque Ele é o Filho de DEUS, nosso Senhor e Salvador. JESUS precisa ser
adorado e honrado por causa do seu amor, misericórdia, santidade e caráter
justo. Sinais, milagres e maravilhas devem nos levar a uma dedicação profunda
ao Senhor e a termos uma maior fé, assim como o milagre descrito aqui motivou
essas coisas na vida daquele régulo (vv. 50-53).
JESUS e a mulher samaritana ( 4:1-26 )
A cidade de Samaria foi fundada por Omri, o sexto rei do Reino de
Israel e do chefe de uma dinastia de quatro reis. Ele foi localizado em uma
colina de 400 metros nas terras altas centrais palestinos e deu o seu nome ao
território circundante. Ele também deu seu nome para as pessoas que habitavam o
território. Ele sofreu todas as adversidades da terra dos judeus, mas continuou
a sobreviver. No tempo de JESUS na terra de Samaria foi anexada à Judéia como
um único território sob os tetrarcas do Império Romano. Como resultado da
mudança de populações trazidas pelos assírios, com a queda do Reino do Norte,
em 721 a.C , os samaritanos eram de sangue misturado, mestiços. Em algum
momento depois da restauração em 536 a.C e à recusa dos judeus para
compartilhar com eles a reconstrução do Templo de Jerusalém, um templo rival
foi construído no Monte Gerizim, a sudeste da cidade de Samaria a curta
distância. O Pentateuco serviu como suas Escrituras. Aparentemente, alguns
cultos eram realizados lá na época de CRISTO.
A mulher de Samaria provavelmente veio do interior de Samaria, em
vez de partir da cidade com esse nome. A cidade de Sicar, perto do qual estava
o poço de Jacó, onde a conversa da mulher com JESUS ocorreu, pode ser
identificada com Siquém. Sicar não é mencionado no Antigo Testamento. O campo
dado a José por Jacó é, sem dúvida, a parte extra ou "encosta de
montanha", que Jacó deu a José acima do que ele deu aos outros filhos (Gen.
48:22 ).
Diz-se que a rota usual tomada por judeus da Judéia para a Galileia
era a leste do rio Jordão, do lado oposto e próximo a decápolis, um desvio ao
redor de Samaria. Porque os samaritanos eram de raça mista e adoravam em um
templo rival, eles eram piores do que os pagãos nas mentes dos judeus e não podiam
ser associados a eles. "Cachorros" era um nome comum para eles.
JESUS deixou a Judéia e foi para a Galileia.
JESUS tomou a rota através de Samaria, e, pelo que parece, queria
se encontrar com a samaritana e ministrar às pessoas daquela província. Cremos
que por revelação do ESPÍRITO SANTO conheceu uma mulher que veio para tirar água
na fonte de Jacó. Ela provou ser uma boa ouvinte e um propagandista pronta para
ser testemunha JESUS e seu poder. Este encontro de JESUS com a mulher samaritana
foi uma das mais bem sucedidas missões registradas pelo apóstolo João, tanto em
termos de recepção da mensagem de CRISTO como na apreciação com que foi
recebido.
JESUS escolheu um momento oportuno para chegar ali em um horário
que ninguém estaria por ali, meio-dia, sol a pino. Nem mulheres e nem homens
com os rebanhos estariam ali àquela hora, somente a mulher samaritana. O dia
estava quente, e Ele estava visivelmente cansado e com sede. Ele se aproveitou
da situação para abrir uma conversa, pedindo à mulher um pouco de água. Os
discípulos tinham ido à cidade (Sicar-Siquém) para comprar alimentos; JESUS
pode lhes ter enviado. Ele e a mulher samaritana foram deixados sozinhos. Seu
discurso, e maneira de se vestir revelou sua identidade como judeu, e a
surpresa da mulher foi imediata e evidente. Como é que tu, sendo judeu, me
pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? João acrescentou o comentário
que os judeus não tinham relações amigáveis com os samaritanos. Além das
barreiras raciais e religiosas, e em parte por causa delas, as mulheres
samaritanas eram consideradas impuras, e um homem falando com uma delas seria
contaminado por ela. Ao falar com ela JESUS corria o risco de ser considerada
impuro por aqueles que o conheceram; mas Ele também mostrou que considerava a religião
cerimonial ineficaz para lidar com sua condição moral e espiritual real. Não é
de admirar que Ele era capaz de obter a atenção da mulher por tanto tempo. Ela
estava muito espantada para obter a água que ele havia pedido.
JESUS logo revelou que a água não era o que ele queria. Ele estava
à procura de uma abertura para a Sua mensagem, e ele começou a discursar sobre
a água da vida. Ele se ofereceu para dar-lhe água viva, a água da vida eterna.
E como Nicodemos, ela era incapaz de compreender além do que o significado de
suas palavras deveria. No entanto, ela parecia estar tateando em busca de
significado oculto. Esse homem tem alguns meios especiais de tirar água de um
poço tão profundo? Ou será que ele vai provar ser um homem maior do que Jacó
(que tinha fornecido o poço) e ele abasteceria a ela de água de alguma outra
forma? (V. 11-12 ). Ignorando o possível nota de sarcasmo em seu discurso, JESUS
disse-lhe que a água que Ele daria a ela traria vida eterna a ela. O Poço de
Jacó só poderia saciar a sede física dela por água. A água que JESUS ofereceu
iria matar a sede da alma e produzir a vida que seria eterna e lhe enviar o ESPÍRITO
SANTO. O poço de água representava o Velho cerimonialismo; JESUS estava
trazendo a oportunidade da graça. Ele ofereceu a vida do ESPÍRITO, assim como
Ele revelou a Nicodemos, a quem Ele falou em termos do novo nascimento.
Vídeo https://youtu.be/4ZDYtluqZFI?si=D4sLPOMpYx6FJlwn
Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2025/04/escrita-licao-3-cpad-verdadeira.html
Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2025/04/slides-licao-3-cpad-verdadeira-adoracao.html
PowerPoint https://pt.slideshare.net/slideshow/slides-licao-3-cpad-a-verdadeira-adoracao-2tr25-pptx/277535055
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – O ENCONTRO EM SAMARIA E DUAS PRECIOSAS LIÇÕES
1. A necessidade de passar em Samaria
2. A necessidade do ser humano
3. O lugar de adoração a DEUS
II – O ENSINO DE JESUS A RESPEITO DA VERDADEIRA ADORAÇÃO
1. A adoração
2. JESUS e a verdadeira adoração
III – A ADORAÇÃO BÍBLICA
1. O conceito bíblico de adoração
2. Adoração como ato de rendição a DEUS
3. Adoração como ato de serviço a DEUS
4. Uma experiência interior de adoração
TEXTO ÁUREO
“DEUS é ESPÍRITO, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (Jo 4.24)
VERDADE PRÁTICA
Adorar significa viver em total rendição a DEUS, entregando-nos plenamente a Ele.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 2 Co 9.12; Fp 2.7,30 A singularidade da Adoração autêntica
Terça - Nm 25.1,2; Sl 24.3,4 Diferenciando a Adoração das práticas profanas
Quarta - 2 Rs 17.25,28 A Adoração está relacionada ao temor de DEUS
Quinta - Jo 15.1-8 A Adoração envolve uma relação com CRISTO e a Igreja
Sexta - Hb 13.15; Rm 12.1; 1 Pe 2.5 O sentido da Adoração no Novo Testamento
Sábado - Jo 4.23,24 O ensinamento de JESUS sobre a Adoração
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 4.5-7,9,10,19-24
5 - Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José.
6 - E estava ali a fonte de Jacó. JESUS, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isso quase à hora sexta.
7 - Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe JESUS: Dá-me de beber.
9 - Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)?
10 - JESUS respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de DEUS e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
19 - Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.
20 - Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.
21 - Disse-lhe JESUS: Mulher, crê-me a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.
22 - Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus.
23 - Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
24 - DEUS é ESPÍRITO, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
HINOS SUGERIDOS: 525, 526, 545 da Harpa Cristã
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SUBSÍDIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO
COMENTÁRIOS DE REVISTAS ANTIGAS E LIVROS
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Tudo se resume a entender o que JESUS CRISTO queria dar à mulher Samaritana:
A fonte é esta (a fonte é que gera o rio)
João 7.37-39
37 E no último dia, o grande dia da festa, JESUS pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba.
38 Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.
39 E isto disse ele do ESPÍRITO que haviam de receber os que nele cressem; porque o ESPÍRITO SANTO ainda não fora dado, por ainda JESUS não ter sido glorificado.
Adoração
Jo 4.23- “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em ESPÍRITO e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”.
Cabe-nos esclarecer que os verdadeiros adoradores são aqueles que trabalham na obra do Senhor, embora muitos pensem que são os exclusivamente cantores e musicistas. A adoração a DEUS é um estado constante em nosso espírito “recriado” (ligado a DEUS pelo novo nascimento, através do ESPÍRITO SANTO), não sendo determinada por momentos de louvor, mas uma vida de comunhão com o ESPÍRITO SANTO; neste capítulo 4, a palavra adoração aparece 10 vezes indicando-nos, a necessidade de atentarmos mais para esse fato tão importante. A verdadeira adoração exige serviço na obra de DEUS e dedicação em obedecer à vontade de DEUS e ganhar almas (esta é a prioridade da Igreja, a evangelização), além disso, uma vida de comunhão com o ESPÍRITO SANTO. Uma vida de JEJUM e regada com muita oração e estudo da Bíblia.
Devemos lembrar-nos de que DEUS é ESPÍRITO e aqueles que desejam adorá-lo devem fazê-lo em ESPÍRITO e em Verdade, ou seja, dispensando os estímulos externos; com um coração sincero e temente a DEUS (A adoração é a expressão máxima da oração).
Jamais devemos confundir a adoração com o louvor, pois:
HÁ MUITA DIFERENÇA ENTRE LOUVOR E ADORAÇÃO.
- Louva-se a DEUS pelo que ELE fez ou faz, mas adora-se a ELE pelo que ELE é;
- O louvor é um agradecimento a DEUS, a adoração é um engrandecimento de DEUS;
- No louvor precisa-se da participação de outras pessoas e às vezes de instrumentos musicais, a adoração é individual e nasce dentro de nós, em nosso espírito ligado ao ESPÍRITO SANTO;
- O louvor chega aos átrios, a adoração chega ao santo dos santos (presença de DEUS);
- No louvor são usados o corpo e a alma; na adoração são usados o corpo (mortificado), a alma (lavada no sangue de JESUS) e o espírito (“recriado”, unido ao ESPÍRITO SANTO);
- Para louvar a DEUS não é preciso comunhão com o ESPÍRITO SANTO, pois até os animais o louvam (Sl 148, 149, 150); para se adorar a DEUS é preciso uma estreita comunhão com o ESPÍRITO SANTO, pois é ELE que nos transporta ao trono.
- O louvor é um aceno e cumprimento, a adoração é um abraço e um beijo cheio de amor.
- Tomemos como exemplo um marido que dá um fogão de presente à sua esposa e manda entregar em sua casa. A esposa louva ao marido pelo seu ato de amor, mas quando ele chega em casa ela o abraça e beija agradecida e cheia de amor (Essa é a diferença entre louvor e a adoração).
- Para louvar não é preciso nascer de novo, para adorar só com espírito “recriado” (ligado a DEUS pelo novo nascimento, através do ESPÍRITO SANTO).
O louvor não exige sacrifício, a adoração exige sacrifício, vida no altar e disposição de servir.
- Observação: Por isso se vê tão poucos adoradores e tantos que louvam.
Aos homens se aplaude (manifestação externa), a DEUS se adora (manifestação interna).
Estudo do Pr Henrique, EBD NA TV
σαμαρεια Samareia
de origem hebraica - Samaria = “proteção”
território da Palestina chamado Samaria (Israel), que tinha a cidade de Samaria como sua capital
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JESUS e a Mulher Samaritana
Introdução
JESUS deixou Jerusalém porque seus milagres estavam atraindo as pessoas do
tipo errado - espectadores curiosos que tinham do Reino um conceito errado.
Foi, portanto, para os distritos rurais, onde o povo tinha mais simplicidade e
seriedade de coração. Ali ganhou muitos, que se converteram a Ele e aceitaram o
batismo. Mais uma vez, porém, seu próprio sucesso fez periclitar o propósito do
seu ministério. Os fariseus, ouvindo a notícia de que grandes multidões acorriam
ao seu batismo, ficaram com inveja e alimentaram uma discussão entre os
discípulos de JESUS e os de João Batista (cf. Jo 3.25; 4.1,2). JESUS, desejando
evitar uma contenda com os fariseus, deixou a Judéia. Não havia finalidade em
que ele se revelasse como Messias diante dos fariseus, porque, com suas mentes
cheias de idéias preconcebidas, teriam entendido os seus ensinos de maneira
errada. Era diante de pessoas de mente sincera e coração faminto como a mulher
samaritana que JESUS se sentia livre para revelar-se, em vez de entrar em
controvérsias teológicas com os fariseus.
Este trecho, bem como o que estudamos no capítulo anterior, são exemplos dos
ensinamentos de CRISTO sobre o poder regenerador do ESPÍRITO SANTO. No capítulo
anterior, ouvimos JESUS instruindo Nicodemos com respeito ao novo nascimento;
agora, estudaremos a sua entrevista com uma mulher samaritana. Ele era um
membro da sociedade que desfrutava de grande respeito; ela, uma mulher proscrita. Ela, era um homem da mais severa moralidade; ela, uma mulher vivendo no pecado. Ele era um culto ensinador de Israel; ela, uma analfabeta das classes inferiores. Ambos têm a mesma necessidade - a transformação espiritual para entrar no Reino de DEUS.
Este trecho descreve os passos mediante os quais o supremo Conquistador de
almas conseguiu a conversão da mulher samaritana.
I – Conseguindo a Atenção (Jo 4.5-9)
“Foi, pois a uma cidade, de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó
tinha dado a seu filho José. E estava ali a fonte de Jacó. JESUS, pois, cansado do
caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase a hora sexta”. Esta
menção do cansaço de JESUS é a evidência de que, quando compartilhou da
natureza humana, o fez com toda seriedade: realmente tomou sobre si nossa
natureza, e experimentou todas as limitações e fraquezas a que a carne humana
está sujeita (menos as que são fruto direto do nosso pecado). “Vinde a mim,
todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28) foi dito
por aquEle que sabia como é a dor de músculos cansados e latejantes.
“Veio uma mulher de Samaria tirar água; disse-lhe JESUS: Dá-me de beber”. O
propósito do Senhor era levar a mulher necessitada à água espiritual que satisfaz
a sede da alma; assim, fez seu primeiro contato com ela ao pedir água. Ele de
que tomar a iniciativa, porque a mulher, de si mesma, não teria falado com Ele
primeiro. Existiam quatro barreiras que impediriam semelhante conversação, e
que o Senhor primeiramente teria de romper. 1) A barreira do sexo. Os próprios
discípulos ficaram atônitos ao ver CRISTO agir contrariamente às bem conhecidas
atitudes de sua época, falando assim a uma mulher em público (v. 27).
Geralmente, os preconceitos dos rabinos proibiam que as mulheres recebessem
educação superior. 2) A barreira da nacionalidade. Não havia comunicação entre
os judeus e os samaritanos. 3) A barreira do caráter moral. A mulher samaritana
sabia que nenhum rabino judeu chegaria perto de uma pecadora como ela. 4) A
barreira da ignorância.
No decurso da conversação, foram rompidas todas as barreiras. A mulher
recebeu novos horizontes para a sua vida, seu caráter foi transformado, e sua
alma, iluminada.
Note a habilidade do Senhor em abrir caminho para esta conversação. Pediu um
favor da parte dela, fazendo-a sentir- se, por um momento, em condições de
superioridade. Mediante um apelo à simpatia da mulher, criou ambiente
apropriado para conversar sobre assuntos espirituais.
Foi uma grande surpresa para a mulher quando a pessoa junto à fonte - que ela
reconheceu como sendo um judeu - , fez um pedido a uma mulher samaritana de
sua condição. “Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou
samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)”. Embora
JESUS, como Messias, viesse da tribo de Judá, nunca se chamou “Filho de Israel”;
sempre é chamado de “Filho do homem”, da humanidade inteira. Não havia
lugar em sua mente e em seu coração para o preconceito.
II – Despertando o Interesse (Jo 4.10-14)
1. O desafio surpreendente.
A mulher samaritana aproveitou para se rir um pouco daquele judeu que, segundo pensava, fora forçado a mostrar franqueza e amabilidade por causa da intensa sede que sentia, e de não ter condições de conseguir água. Surpreendeu-se, no entanto, por Ele não se mostrar embaraçado; pelo contrário, suas palavras é que a deixaram intrigada: “Se tu conheceras o dom de DEUS, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.”
“Se tu conheceras”. Há pessoas que não percebem quantos poderes e oportunidades jazem escondidos ao nosso redor. Por não reconhecermos quantas bênçãos se nos oferecem, perdemos milhares delas! “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento” (Os 4.6). A mulher samaritana estava falando face a face com aquEle que satisfaria a todos os seus anseios de paz e de vida – e não o sabia. Há muitas pessoas que passam pela vida bem perto daquilo que poderia revolucionar sua existência, e ficam alheias à verdadeira bem-aventurança por falta de saber e de considerar. Em dois assuntos, especificamente, faltava conhecimento à mulher.
1.1. Não conhecia o dom de DEUS, aquilo que DEUS queria graciosamente dar a
ela.
A pobre mulher nem esperava bênçãos da parte de DEUS. Desiludida, esgotada, sem caráter, sem alegria, praticava a enfadonha rotina dos serviços diários. Ouvira falar sobre DEUS, mas nem sequer sonhava que Ele estivesse disposto a entrar na sua vida, fazendo com que sua existência valesse a pena.
A água “viva” é a que flui ou que jorra de uma fonte - a água em movimento, em
contraste com a água parada (cf. Gn 26.19; Zc 14.8). Simboliza a vida divina que
flui mediante o contato com DEUS (Jr 2.13; Ap 7.17; 21.6; 22.1). Assim como a
água natural satisfaz a sede física, o ESPÍRITO SANTO satisfaz a alma que anseia por
DEUS (cf. Sl 42.1,2).
1.2. A mulher não conhecia a identidade daquele que disse: “Dá-me de beber”.
A vinda do Messias era a esperança dos samaritanos, e não somente dos judeus, e
ambas as nações tiraram encorajamento e forças desta promessa: suportavam os males do presente, sustentados pela visão do futuro, que se centralizava ao redor
da Pessoa do Messias. Agora, o Messias estava falando com esta mulher sem
que ela o percebesse. Muitos são os que têm familiaridade com as palavras de
JESUS, ouvindo-as como se escutassem uma canção. Não são transformados,
porém, porque não se apercebem realmente de que as palavras que ouvem não
são as de um mestre humano, e sim as do próprio Filho de DEUS. Oxalá
soubessem quem é o que lhes fala!
2. A pergunta feita com surpresa.
Refutando a sugestão de ela ser ignorante quanto ao dom de DEUS, a mulher responde: “Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água da vida?” A resposta a esta pergunta se encontra nos versículos 13 e 14. Quanto a ser acusada de ignorância sobre a Pessoa que fala com ela, a mulher responde: “És tu maior do que o nosso Pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado?” Os versículos 25 e 26 respondem à objeção da mulher. Como Nicodemos, objeta: “Como pode suceder isto?” Quando se trata das coisas de
DEUS, os que possuem boa educação não têm vantagem sobre os iletrados.
Todos, igualmente, precisam do “ESPÍRITO que provém de DEUS, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por DEUS” (1 Co 2.12).
3. A comparação que ilumina.
JESUS lança mão de uma comparação para esclarecer o significado das suas palavras: “Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte d’água que salte para a vida eterna”. A água natural é mencionada aqui como símbolo das fontes de prazer que há aqui na terra, e que só proporcionam satisfação momentânea. A totalidade da vida humana se compõe de desejos intermitentes que recebem apenas parcial satisfação: anseios e saciedade, enfado e novos desejos fortes se seguem num círculo vicioso. Realmente, nunca houve verdadeira satisfação para os desejos humanos; a alma humana nunca se aquieta, senão em DEUS. As fontes da terra podem oferecer satisfação temporária, mas é somente depois de o homem ter achado a DEUS que ele pode declarar ter satisfação completa e eterna. JESUS ensina à mulher que a água no poço de Jacó jaz sem vida ou movimento nas
profundidades, enquanto a água celestial que ele oferece, embora fique nas profundezas da personalidade humana, não fica parada ali; vem brotando à
superfície, revelando sua presença aos outros, fluindo com mais e mais força até
que, na vida do porvir, o indivíduo recebe a plenitude desta bênção.
A fonte fica no indivíduo. O prazer do mundano depende das coisas externas; a
Fonte da satisfação do cristão está dentro dele, independe das circunstâncias. A
vida eterna, no Evangelho de João, é vinculada à fé em JESUS (Jo 3); provém da
ação de comer da sua carne e beber do seu sangue (Jo 6); é dádiva direta da parte
dEle (Jo 10; 17). Neste capítulo, é considerada como resultado da vida do ESPÍRITO no homem, o fruto da vida espiritual, que é diferente da vida humana em qualidade, permanência e maturidade.
III – A Consciência da Necessidade (Jo 4.15-18)
1. O pedido urgente.
“Disse-lhe a mulher: Senhor, dá- me dessa água, para que eu não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la.” A mulher ainda não havia percebido o âmago do ensino de JESUS. Nem sequer sonhava que Ele, falando sobre “água”, queria dizer algo diferente daquilo que ela carregava no seu cântaro. Ela ainda não percebera nada além dos seus desejos físicos e de suas necessidades diárias. Começou a sentir a convicção de que aquele estranho talvez a pudesse livrar da sua vida exaustiva de ter de caminhar até o poço com seu cântaro pesado. Seria um alívio ter a água bem à mão! Embora não tivesse compreendido o inteiro significado do dom prometido, entendeu, pelo menos, que se lhe oferecia uma grande vantagem - e seu desejo foi despertado.
2. Uma declaração perscrutadora.
Agora, JESUS leva a mulher a dar um passo adiante, despertando seu sentimento de necessidade espiritual. Faz com que ela se recorde de sua vergonhosa vida de pecados para que, esquecendo- se da água do poço de Jacó, tenha sede daquilo que a aliviaria da sua vergonha e miséria.
“Disse-lhe JESUS: Vai, chama o teu marido, e vem cá. A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido; porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade”.
JESUS trata do assunto do pecado a fim de que a mulher veja a causa da sua
infelicidade. A nova vida deve começar com base na veracidade e na honestidade. O passado tem que ser enfrentado, por mais desagradável que seja, e o lixo da vida anterior deve ser varrido para longe.
IV – CRISTO Revela a Si Mesmo (Jo 4.19-29)
1. A expressão de perplexidade.
A mulher, atônita diante do discernimento de JESUS, exclama: “Senhor, vejo que és profeta”, e passa a levantar um problema religioso, da controvérsia entre os samaritanos e judeus: “Nossos pais adoravam neste monte [Gerizim] e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.” A pergunta surgiu não somente do desejo de desviar o problema do pecado dela para o campo de generalidades teológicas, como também de um real desejo de saber como procurar comunhão com DEUS e se erguer acima da sua baixa situação moral. Aproveitou a presença de um profeta para esclarecer suas dúvidas. JESUS, em resposta, mostrou que a verdadeira adoração é matéria de atitudes certas, e não do lugar certo; não se trata de onde, e sim de como.
2. CRISTO revelado.
Cheia de alegria pelas verdades que ouve, a mulher se lembra do que se lhe contou acerca de um grande Mestre que haveria de vir, enviado da parte de DEUS: “Eu sei que o Messias (que se chama o CRISTO) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. JESUS disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo”. JESUS não podia se revelar abertamente aos fariseus porque estes não percebiam as próprias carências espirituais. No entanto, sempre estava disposto a se fazer conhecido a todos aqueles que sentissem necessidade dEle (cf. Mt 11.25-27).
CRISTO sempre se revela àqueles que amam a sua vinda. Foi assim que revelou-se
aos primeiros discípulos (Jo 1), e a Nicodemos (Jo 3.13; 9.35-38).
3. Começa o serviço cristão.
A mulher imediatamente tornou-se missionária do Profeta e Messias que acabara de descobrir. “Deixou pois a mulher o seu cântaro” - mostrando que, na alegria de descobrir a Água Viva, esquecera-se da sua procura pela água natural _ “e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura não é este o CRISTO?” (cf. Jo 1.41). Nada mais natural do que alguém que recebeu a Água Viva para beber levar outros à mesma Fonte.
V – Ensinamentos Práticos
1. Fontes escondidas.
A mulher samaritana não sabia que falava ao Messias, e que a poucos passos dela estava a Fonte de Água Viva; mas sua ignorância não alterava a realidade dos fatos. As águas do Rio Amazonas entram oceano adentro com tanta força que ainda há água doce a grande distância da praia.
Certo navio não tinha mais água potável a bordo, e os tripulantes, longe da terra
firme, fizeram sinal a outro navio, pedindo água. Demoraram muito tempo para
acreditarem na resposta: “Desçam os baldes no oceano, porque é de água doce”.
Finalmente experimentaram fazer isto e descobriram que realmente estavam
cercados por água doce. Nós também estamos cercados em todos os lados por
DEUS, sustentados por Ele e vivendo nEle, e tantas vezes não tomamos
conhecimento deste fato, deixando de lançar nossos baldes para recebermos a
plenitude da sua graça. O Senhor JESUS abriu os olhos da mulher samaritana para
que ela enxergasse a fonte das águas vivas, e fará o mesmo por nós. No cansaço,
Ele nos mostrará uma fonte de refrigério; na tristeza, uma fonte de consolação;
na enfermidade, uma fonte de cura; no desencorajamento, uma fonte de esperança (cf. Gn 21.1619; Ex 17.1-6; Nm 20.9-11; Is 43.19).
2. Sede da alma.
“Qualquer que beber desta água tornará a ter sede”. Se nos colocássemos de vigia numa esquina, examinando o rosto de cada um dos inúmeros transeuntes, veríamos escrito nos semblantes da maioria desassossego, descontentamento insatisfação. A maioria das pessoas segundo parece, sofre a dor das ânsias não satisfeitas. Procurando a satisfação que seus corações tanto reclamam, uns vão ao cinema, outros procuram as drogas, outros procuram se esquecer dos problemas mediante vários tipos de atividades febris. Se realmente soubessem ler seu próprio coração, diriam, juntamente com o salmista: “A minha alma tem sede de DEUS, do DEUS vivo” (Sl 42.2). O ESPÍRITO SANTO é a Água Viva que satisfaz a alma, e JESUS CRISTO veio a este mundo para nos levar “para as fontes das águas da vida” (Ap 7.17).
3. O ESPÍRITO que habita em nós.
Spurgeon escreveu: “O poder do ESPÍRITO SANTO que habita em nós é superior a todos os reveses, como um rio que não pode ser forçado a ficar debaixo da terra, por mais que procuremos represá-lo... Quando o Senhor dá de beber a nossas almas, das fontes que brotam da grande profundidade do seu próprio amor eterno, quando nos dá a bênção de possuirmos em nosso íntimo um princípio vital de graça, nosso ermo se regozija, e desabrocha em flores como a roseira, e o deserto ao nosso redor não pode murchar o nosso crescimento verdejante; nossa alma fica sendo um oásis, mesmo quando tudo ao nosso redor é secura infrutífera.
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Tudo se resume a entender o que JESUS CRISTO queria dar à mulher Samaritana:
A fonte é esta (a fonte é que gera o rio)
João 7.37-39
37 E no último dia, o grande dia da festa, JESUS pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba.
38 Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.
39 E isto disse ele do ESPÍRITO que haviam de receber os que nele cressem; porque o ESPÍRITO SANTO ainda não fora dado, por ainda JESUS não ter sido glorificado.
João 4 – Comentários BEP - CPAD
4.7 MULHER DE SAMARIA. A conversa que JESUS teve com a mulher de Samaria revela sua dedicação ao propósito de seu Pai celeste, bem como seu próprio desejo de conduzir essa pessoa à vida eterna. A paixão consumidora de JESUS era salvar os perdidos (ver Lc 15; cf. Pv 11.30; Dn 12.3; Tg 5.20), alvo este que lhe era infinitamente mais importante que a comida e a bebida (v. 34). Devemos seguir o exemplo de JESUS. Ao nosso redor há pessoas dispostas a ouvir a Palavra de DEUS. Devemos falar-lhes da sua necessidade espiritual e de JESUS, que pode satisfazer essa necessidade.
4.14 ÁGUA A JORRAR PARA A VIDA ETERNA. Em João 4.14, a "água" dada por CRISTO significa a vida espiritual, vida cheia do ESPÍRITO SANTO (Is 12.3). Para usufruir dessa água viva é necessário que a pessoa a "beba" (ver 7.37). Esse "beber" não é um ato único e momentâneo, mas sim um beber progressivo ou repetido. A palavra "beba" (gr. pineto, derivado de pino) está no presente do imperativo e representa uma ação progressiva ou repetida. Para beber da água da vida, necessário é estar junto à fonte da água viva que é o próprio CRISTO, QUANDO NOS CONVERTEMOS Ele envia o ESPÍRITO SANTO. Ninguém pode continuar bebendo da água da vida, estando distanciado da fonte. Tal pessoa torna-se o que Pedro descreve como "fontes sem água" (2 Pe 2.17), Sem JESUS não há fonte, pois o mundo não pode receber (João 14:17).
4.23 ADORARÃO... EM ESPÍRITO E EM VERDADE. JESUS ensina várias coisas neste versículo.
(1) "Em espírito" indica o nível em que ocorre a adoração verdadeira. Devemos comparecer diante de DEUS cheios do ESPÍRITO SANTO e em comunhão com Ele. (2) "Verdade" (gr. aletheia) é o próprio JESUS (João 14:6). A adoração deve ser prestada de conformidade com a verdade do Pai que se revela no Filho e se recebe mediante o ESPÍRITO. Aqueles que propõem um tipo de adoração que ignora a verdade e as doutrinas da Palavra de DEUS desprezam no seu todo o único alicerce da verdadeira adoração.
4.24 VERDADE. Porque CRISTO é a verdade (João 1.14; 5.31; 14.6; Lc 4.25; 9.27; 12.44), Viver em comunhão com CRISTO é ter a salvação.
4.36 FRUTO PARA A VIDA ETERNA. Quem está salvo em CRISTO tem a vida eterna (João 6:47). Quem leva os outros à fé salvífica em JESUS CRISTO está fazendo algo de relevância eterna. Um dia, virá a regozijar-se no céu por causa daqueles que foram salvos graças a seus esforços, orações e testemunho. Ao mesmo tempo, deve compreender que sua obra é muitas vezes fruto do trabalho de outros (v. 38). Tudo quanto fazemos na obra de DEUS é em grande parte resultado do labor sacrificial anterior de CRISTO e dos seus fiéis.
4.48 SINAIS E MILAGRES. Os sinais e milagres são obras autênticas do reino de DEUS, nossa fé deve concentrar-se no CRISTO vivo e presente, do qual eles dão testemunho (O REINO DE DEUS). Devemos crer em JESUS CRISTO, porque Ele é o Filho de DEUS, nosso Senhor e Salvador. JESUS precisa ser adorado e honrado por causa do seu amor, misericórdia, santidade e caráter justo. Sinais, milagres e maravilhas devem nos levar a uma dedicação profunda ao Senhor e a termos uma maior fé, assim como o milagre descrito aqui motivou essas coisas na vida daquele régulo (vv. 50-53).
JESUS e a mulher samaritana ( 4:1-26 )
A cidade de Samaria foi fundada por Omri, o sexto rei do Reino de Israel e do chefe de uma dinastia de quatro reis. Ele foi localizado em uma colina de 400 metros nas terras altas centrais palestinos e deu o seu nome ao território circundante. Ele também deu seu nome para as pessoas que habitavam o território. Ele sofreu todas as adversidades da terra dos judeus, mas continuou a sobreviver. No tempo de JESUS na terra de Samaria foi anexada à Judéia como um único território sob os tetrarcas do Império Romano. Como resultado da mudança de populações trazidas pelos assírios, com a queda do Reino do Norte, em 721 a.C , os samaritanos eram de sangue misturado, mestiços. Em algum momento depois da restauração em 536 a.C e à recusa dos judeus para compartilhar com eles a reconstrução do Templo de Jerusalém, um templo rival foi construído no Monte Gerizim, a sudeste da cidade de Samaria a curta distância. O Pentateuco serviu como suas Escrituras. Aparentemente, alguns cultos eram realizados lá na época de CRISTO.
A mulher de Samaria provavelmente veio do interior de Samaria, em vez de partir da cidade com esse nome. A cidade de Sicar, perto do qual estava o poço de Jacó, onde a conversa da mulher com JESUS ocorreu, pode ser identificada com Siquém. Sicar não é mencionado no Antigo Testamento. O campo dado a José por Jacó é, sem dúvida, a parte extra ou "encosta de montanha", que Jacó deu a José acima do que ele deu aos outros filhos (Gen. 48:22 ).
Diz-se que a rota usual tomada por judeus da Judéia para a Galileia era a leste do rio Jordão, do lado oposto e próximo a decápolis, um desvio ao redor de Samaria. Porque os samaritanos eram de raça mista e adoravam em um templo rival, eles eram piores do que os pagãos nas mentes dos judeus e não podiam ser associados a eles. "Cachorros" era um nome comum para eles.
JESUS deixou a Judéia e foi para a Galileia.
JESUS tomou a rota através de Samaria, e, pelo que parece, queria se encontrar com a samaritana e ministrar às pessoas daquela província. Cremos que por revelação do ESPÍRITO SANTO conheceu uma mulher que veio para tirar água na fonte de Jacó. Ela provou ser uma boa ouvinte e um propagandista pronta para ser testemunha JESUS e seu poder. Este encontro de JESUS com a mulher samaritana foi uma das mais bem sucedidas missões registradas pelo apóstolo João, tanto em termos de recepção da mensagem de CRISTO como na apreciação com que foi recebido.
JESUS escolheu um momento oportuno para chegar ali em um horário que ninguém estaria por ali, meio-dia, sol a pino. Nem mulheres e nem homens com os rebanhos estariam ali àquela hora, somente a mulher samaritana. O dia estava quente, e Ele estava visivelmente cansado e com sede. Ele se aproveitou da situação para abrir uma conversa, pedindo à mulher um pouco de água. Os discípulos tinham ido à cidade (Sicar-Siquém) para comprar alimentos; JESUS pode lhes ter enviado. Ele e a mulher samaritana foram deixados sozinhos. Seu discurso, e maneira de se vestir revelou sua identidade como judeu, e a surpresa da mulher foi imediata e evidente. Como é que tu, sendo judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? João acrescentou o comentário que os judeus não tinham relações amigáveis com os samaritanos. Além das barreiras raciais e religiosas, e em parte por causa delas, as mulheres samaritanas eram consideradas impuras, e um homem falando com uma delas seria contaminado por ela. Ao falar com ela JESUS corria o risco de ser considerada impuro por aqueles que o conheceram; mas Ele também mostrou que considerava a religião cerimonial ineficaz para lidar com sua condição moral e espiritual real. Não é de admirar que Ele era capaz de obter a atenção da mulher por tanto tempo. Ela estava muito espantada para obter a água que ele havia pedido.
JESUS logo revelou que a água não era o que ele queria. Ele estava à procura de uma abertura para a Sua mensagem, e ele começou a discursar sobre a água da vida. Ele se ofereceu para dar-lhe água viva, a água da vida eterna. E como Nicodemos, ela era incapaz de compreender além do que o significado de suas palavras deveria. No entanto, ela parecia estar tateando em busca de significado oculto. Esse homem tem alguns meios especiais de tirar água de um poço tão profundo? Ou será que ele vai provar ser um homem maior do que Jacó (que tinha fornecido o poço) e ele abasteceria a ela de água de alguma outra forma? (V. 11-12 ). Ignorando o possível nota de sarcasmo em seu discurso, JESUS disse-lhe que a água que Ele daria a ela traria vida eterna a ela. O Poço de Jacó só poderia saciar a sede física dela por água. A água que JESUS ofereceu iria matar a sede da alma e produzir a vida que seria eterna e lhe enviar o ESPÍRITO SANTO. O poço de água representava o Velho cerimonialismo; JESUS estava trazendo a oportunidade da graça. Ele ofereceu a vida do ESPÍRITO, assim como Ele revelou a Nicodemos, a quem Ele falou em termos do novo nascimento.
Adoração
Jo 4.23- “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros
adoradores adorarão o Pai em ESPÍRITO e em verdade; porque o Pai procura a tais
que assim o adorem”.
Cabe-nos esclarecer que os verdadeiros adoradores são aqueles que trabalham na obra do Senhor, embora muitos pensem que são os exclusivamente cantores e musicistas. A adoração a DEUS é um estado constante em nosso espírito “recriado” (ligado a DEUS pelo novo nascimento, através do ESPÍRITO SANTO), não sendo determinada por momentos de louvor, mas uma vida de comunhão com o ESPÍRITO SANTO; neste capítulo 4, a palavra adoração aparece 10 vezes indicando-nos, a necessidade de atentarmos mais para esse fato tão importante. A verdadeira adoração exige serviço na obra de DEUS e dedicação em obedecer à vontade de DEUS e ganhar almas (esta é a prioridade da Igreja, a evangelização), além disso, uma vida de comunhão com o ESPÍRITO SANTO. Uma vida de JEJUM e regada com muita oração e estudo da Bíblia.
Devemos lembrar-nos de que DEUS é ESPÍRITO e aqueles que desejam adorá-lo devem fazê-lo em ESPÍRITO e em Verdade, ou seja, dispensando os estímulos externos; com um coração sincero e temente a DEUS (A adoração é a expressão máxima da oração).
Jamais devemos confundir a adoração com o louvor, pois:
HÁ MUITA DIFERENÇA ENTRE LOUVOR E ADORAÇÃO.
- Louva-se a DEUS pelo que ELE fez ou faz, mas adora-se a ELE pelo que ELE é;
- O louvor é um agradecimento a DEUS, a adoração é um engrandecimento de DEUS;
- No louvor precisa-se da participação de outras pessoas e às vezes de instrumentos musicais, a adoração é individual e nasce dentro de nós, em nosso espírito ligado ao ESPÍRITO SANTO;
- O louvor chega aos átrios, a adoração chega ao santo dos santos (presença de DEUS);
- No louvor são usados o corpo e a alma; na adoração são usados o corpo (mortificado), a alma (lavada no sangue de JESUS) e o espírito (“recriado”, unido ao ESPÍRITO SANTO);
- Para louvar a DEUS não é preciso comunhão com o ESPÍRITO SANTO, pois até os animais o louvam (Sl 148, 149, 150); para se adorar a DEUS é preciso uma estreita comunhão com o ESPÍRITO SANTO, pois é ELE que nos transporta ao trono.
- O louvor é um aceno e cumprimento, a adoração é um abraço e um beijo cheio de amor.
- Tomemos como exemplo um marido que dá um fogão de presente à sua esposa e manda entregar em sua casa. A esposa louva ao marido pelo seu ato de amor, mas quando ele chega em casa ela o abraça e beija agradecida e cheia de amor (Essa é a diferença entre louvor e a adoração).
- Para louvar não é preciso nascer de novo, para adorar só com espírito “recriado” (ligado a DEUS pelo novo nascimento, através do ESPÍRITO SANTO).
O louvor não exige sacrifício, a adoração exige sacrifício, vida no altar e disposição de servir.
- Observação: Por isso se vê tão poucos adoradores e tantos que louvam.
Aos homens se aplaude (manifestação externa), a DEUS se adora (manifestação interna).
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Missão na Samaria. 4:1-42.
Samaria, um território que os judeus evitavam se possível, tornou-se o cenário de um triunfo espiritual: um poço, uma mulher, um testemunho, a colheita dos samaritanos que creram. Tanto o samaritanismo quanto o judaísmo precisavam do corretivo de CRISTO; precisavam ser substituídos pela vida do novo nascimento.
1-4. A crescente popularidade de JESUS, que excedia a de João, começou a alcançar os ouvidos dos fariseus. Para evitar problemas com eles nessa ocasião, JESUS determinou deixar a área e ir para a Galileia. Ali fez a maior parte de seu trabalho, de acordo com o registro dos Sinóticos.
Era-lhe
necessário atravessar a província de Samaria. Em João, essa palavra costuma apontar uma necessidade
divina, e pode ser o caso aqui, indicando a necessidade de lidar com os
samaritanos, abrindo-lhes as portas da vida. Além disso, há a necessidade mais
evidente de alcançar a Galileia através de uma rota mais reta.
5, 6. Sicar
(muito provavelmente Siquém) ficava
algumas poucas milhas a sudeste da cidade de Samaria e bastante perto do Monte
Gerizim, como também do terreno que Jacó deu a José (Gn. 48:22). Jacó lhe
deixou também um poço por herança (Jo. 4:6). Diz-se que tinha cerca de 26 m de
profundidade. Aqui, JESUS, cansado da viagem e por causa do calor do meio-dia (hora
sexta), parou para descansar.
7-10. Uma
mulher samaritana. Nenhuma
referência à cidade de Samaria, que ficava muito distante, mas ao território
dos samaritanos. Ela vinha equipada para tirar água. Considerando que a
aldeia de Sicar tinha água, é possível que a caminhada solitária da mulher ao
poço de Jacó indique uma espécie de ostracismo imposto pelas outras mulheres da
comunidade (cons. 4:18).
JESUS interrompeu o
silêncio pedindo água para beber. Era um pedido natural à vista do seu cansaço.
É um lembrete pungente da humanidade de nosso Senhor. Atendido ou não (a última
alternativa parece a mais provável), o pedido introduziu a conversa. A partida dos
discípulos foi providencial, pois a mulher não teria conversado com JESUS na
presença deles. Duas coisas deixaram a mulher admirada: que JESUS fizesse tal
pedido a uma mulher, pois os rabis evitavam qualquer contato com mulheres em
público; e particularmente que ele falasse assim com alguém que era samaritano.
Para explicar sua admiração, o escritor acrescenta a observação de que os
judeus não se associavam aos samaritanos. Isto não pode ser aceito em sentido
absoluto, pois foi refutado pelo versículo 8. Mostra a indisposição que havia
entre os dois grupos de pessoas. Os judeus desprezavam os samaritanos porque
eram um povo de sangue e religião misturados, apesar de possuírem o Pentateuco
e professarem adorar o DEUS de Israel.
Um significado mais restrito foi proposto para as palavras da mulher "os judeus não usam os mesmos vasos que os samaritanos". Isto se aplica bem à situação (D. Daube, The New Testament and Rabbinic Judaism, pág. 375-382). Respondendo, JESUS afastou-se de sua própria necessidade, sugerindo que a mulher tinha uma necessidade mais profunda, que alguém podia atender por meio do dom de DEUS. Alguns o explicam em termos pessoais, referindo-se ao próprio CRISTO (3:16), mas provavelmente seria melhor que o tornássemos equivalente à água viva. João 7:37-39 é o melhor comentário (cons. Ap. 21:6).
11, 12. Pensando no poço que estava diante dele, a mulher ficou perplexa. JESUS não tinha nenhum utensílio para tirar água e o poço era fundo. No fundo estava a água viva (corrente) alimentada por uma fonte. Este rabi estaria pretendendo evocar o que Jacó só conseguira com árduo trabalho? Ele realmente seria maior se o conseguisse.
13-15. A água do poço tinha de ser consumida
ininterruptamente, mas a água que CRISTO fornece satisfaz de modo que a pessoa nunca
mais terá sede. É assim que a vida eterna refrigera. Pode-se
estabelecer um paralelo com os repetidos sacrifícios da antiga aliança e o
sacrifício do Cordeiro de DEUS oferecido uma vez para sempre. Ainda não
compreendendo, mas já receptiva, a mulher pediu essa água, para que a sua vida
ficasse mais fácil (4:15).
16-18. Antes da mulher poder receber o dom da água viva,
tinha de compreender o quão desesperadamente precisava dela. O dom era para a
vida interior, a qual, no caso dela, estava realmente vazia.
Teu
marido... não tenho marido... cinco maridos... não é teu marido. A melancólica história de sua vida conjugal foi
descoberta pelo poder de penetração de JESUS e por sua própria confissão. É
provável que o divórcio entrou em pelo menos algum desses cinco relacionamentos
que precederam o "status" final ilegítimo. Moralmente, a mulher
estivera descendo há algum tempo.
19, 20. Para a mulher, JESUS era em primeiro lugar um judeu,
depois alguém merecedor do título Senhor, e agora um profeta. Ele
penetrara em sua alma. A referência à adoração no Monte Gerizim, instituída
para competir com a dos judeus em Jerusalém, pode ter sido uma tática
diversiva, mas é mais provável que fosse uma indicação da fome de um coração em
conhecer o caminho para DEUS.
21-24. A
hora vem. Na nova
ordem que CRISTO veio inaugurar, o lugar da adoração subordina-se à Pessoa. O
que importa é que os homens adorem o Pai, a quem o Filho veio declarar.
Usando o pronome vós, JESUS talvez antecipasse a conversão dos
samaritanos. A adoração dos samaritanos era coisa confusa (cons. II Reis
17:33).
A salvação
vem dos judeus, no sentido
em que uma revelação especial lhes fora dada quanto à maneira certa de se
aproximarem de DEUS; e o próprio JESUS, como o Salvador, veio desse povo (Rm.
9:5). A hora, e já chegou. Mesmo antes da nova dispensação ser
inaugurada em seu caráter universal, os verdadeiros adoradores têm o privilégio
de adorarem DEUS Pai em espírito e verdade. ESPÍRITO parece uma alusão a
Jerusalém e sua adoração em termos da letra (Lei), enquanto que verdade faz
contraste à adoração inadequada e falsa dos samaritanos. O novo tipo de
adoração é imperativo porque DEUS é ESPÍRITO (não um ESPÍRITO).
25, 26. A alusão que a mulher fez ao Messias foi
provavelmente com base em Dt. 18:15-18, que era aceito como Escritura pelos
samaritanos. Sendo o profeta por excelência, o Messias seria capaz de anunciar
tudo. Essa melancólica projeção para o futuro foi desnecessária. Eu o sou,
eu que falo contigo. Seria perigoso para JESUS anunciar-se desse modo entre
judeus, onde as idéias sobre o messiado eram politicamente coloridas. Aqui, ao
que parece, ele se julgava seguro. A semente estava plantada, e na hora exata,
pois a conversa terminou com a chegada dos discípulos.
27-30. Os discípulos ficaram admirados ao ver que JESUS
contrariava a convenção social falando com uma mulher (veja v. 9). Mas o
respeito por seu mestre evitou que o interrogassem abertamente. Desimpedida do
seu cântaro, a mulher retirou-se a toda pressa para a cidade, como prova
do seu propósito de retornar, pois estava determinada a obter a água viva
daquele momento em diante. Ela fez mais do que JESUS pediu, e não foi ter com
um só homem, mas aos homens da cidade com a notícia de sua maravilhosa
experiência. Ela não tinha a presunção de ensiná-los, mas colocou um pensamento
em suas mentes, por meio de uma pergunta tentadora: Será que esse não é o CRISTO?
Os homens ficaram suficientemente impressionados para irem com ela ao poço.
31-38. Enquanto isso os discípulos insistiam com JESUS para
que comesse, mas ele declinou dizendo que tinha um alimento que eles
desconheciam. Este, ele explicou, era fazer a vontade de DEUS (v. 34).
Ele a fizera na ausência deles, e a fizera à luz da cruz, onde concluiria a
obra que lhe fora confiada por DEUS (cons. 17:4; 19:30). Seu ministério era
tanto semear como colher.
Quatro
meses até à ceifa talvez
fosse a espera normal no reino natural, mas levantando seus olhos os discípulos
veriam terras que já branquejam (os samaritanos que se aproximavam), resultado
de sua sementeira (4:35). No trabalho espiritual, o semeador e o ceifeiro
costumam ser pessoas diferentes, que juntas se regozijam pelo que seus
esforços combinados realizaram (vs. 36, 37). Aqui em Samaria e em muitas outras
situações, os discípulos, embora não fossem os semeadores, seriam os
colhedores. Outros talvez inclua JESUS e a mulher de Samaria. Num certo
sentido até Moisés pode aqui ser incluído, sendo humanamente responsável por
implantar a semente da expectação messiânica no coração da mulher.
39-42. Aqui somos informados do fruto que CRISTO e a mulher
puderam colher, como semeador e colhedor. Muitos creram no Senhor por
causa do testemunho da mulher. Isso provocou um convite para que ficasse no
meio deles, no que CRISTO consentiu por dois dias. Durante esses dias,
outros que teriam ouvido o testemunho da mulher e se inclinariam a crer em JESUS,
tomaram-se crente em pleno desenvolvimento por causa do que receberam através
da sua palavra, isto é, dos lábios de JESUS (v. 42). Salvador do
mundo – uma grata confissão, uma vez que significava que tanto samaritanos
como judeus poderiam ser salvos.
Comentário Bíblico
Moody
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LIÇÃO 3, CPAD, REVISTA NA ÍNTEGRA
Escrita Lição 3, CPAD, A Verdadeira Adoração, 2Tr25, Com. Extra Pr. Henrique, EBD NA TV
Para nos ajudar PIX 33195781620 (CPF) Luiz Henrique de Almeida
Silva
ESBOÇO DA LIÇÃO
TEXTO ÁUREO
“DEUS é ESPÍRITO, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (Jo 4.24)
VERDADE PRÁTICA
Adorar significa viver em total rendição a DEUS, entregando-nos plenamente a Ele.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 2 Co 9.12; Fp 2.7,30 A singularidade da Adoração autêntica
Terça - Nm 25.1,2; Sl 24.3,4 Diferenciando a Adoração das práticas profanas
Quarta - 2 Rs 17.25,28 A Adoração está relacionada ao temor de DEUS
Quinta - Jo 15.1-8 A Adoração envolve uma relação com CRISTO e a Igreja
Sexta - Hb 13.15; Rm 12.1; 1 Pe 2.5 O sentido da Adoração no Novo Testamento
Sábado - Jo 4.23,24 O ensinamento de JESUS sobre a Adoração
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 4.5-7,9,10,19-24
5 - Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José.
6 - E estava ali a fonte de Jacó. JESUS, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isso quase à hora sexta.
7 - Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe JESUS: Dá-me de beber.
9 - Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)?
10 - JESUS respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de DEUS e que é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
19 - Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.
20 - Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.
21 - Disse-lhe JESUS: Mulher, crê-me a hora vem em que nem neste monte nem e Jerusalém adorareis o Pai.
22 - Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus.
23 - Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
24 - DEUS é ESPÍRITO, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
HINOS SUGERIDOS: 525, 526, 545 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Na aula desta semana, vamos estudar um dos temas centrais do Evangelho de João: a verdadeira adoração. Veremos que por meio do diálogo de JESUS com a mulher samaritana (Jo 4.23-24), observaremos que DEUS busca adoradores que o "adorem" em espírito e em verdade. Esse é um convite aos alunos para compreender que a adoração genuína é uma resposta ao amor de DEUS revelado por meio de JESUS CRISTO, seu Filho. Por isso, planeja-se para encorajar reflexões sobre viver a adoração como um estilo de vida que glorifique o Senhor em todos os aspectos.
2. APRESENTAÇÃO DA
LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Esclarecer aos alunos o diálogo de JESUS com a mulher samaritana; II) Fazer com que os alunos compreendam que a verdadeira adoração é um ato de rendição total a DEUS; III) Integrar os princípios da adoração bíblica à vida de serviço e entrega a DEUS.
B) Motivação: O diálogo entre JESUS e a mulher samaritana apresenta um ensino belo e profundo sobre a verdadeira adoração a DEUS. Esse encontro transformador entre JESUS e essa mulher também é um convite divino para nos aproximarmos de DEUS de forma sincera e humilde. A essência dessa adoração nasce no altar do nosso coração, e, por isso, só pode ser vivida em espírito e em verdade. Trata-se de um lugar de total rendição, gratidão e serviço a DEUS. Esta lição nos encoraja a cultivar um relacionamento mais profundo com o Senhor.
C) Sugestão de Método: Para iniciar a lição desta semana, divida a classe em três ou mais grupos e distribua a cada grupo uma parte do texto de João 4.7-30 para leitura. Peça que os grupos identifiquem os ensinamentos sobre a necessidade humana de adorar, especialmente o que significa adorar em espírito e em verdade. Após a partilha dos grupos, aprofunde a exposição e discussão do primeiro tópico, destacando que a adoração verdadeira é uma questão que tem muito a ver com a rendição do coração. Estimule seus alunos a aplicarem esse princípio em suas próprias vidas.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Em que áreas de nossas vidas as palavras rendição, gratidão e serviço a DEUS podem ser aplicadas? Essas palavras trazem consigo a expressão de uma adoração autêntica a DEUS. A adoração em espírito e em verdade é um chamado ao modo de viver em que DEUS é glorificado em tudo.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 101, p.37, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "O Contexto Histórico entre os Samaritanos e Judeus", localizado após o primeiro tópico, apresenta informações importantes para enriquecer a sua preparação para a exposição desse tópico; 2) No final do segundo tópico, o texto "A Verdadeira Adoração" mostra uma reflexão importante sobre o verdadeiro significado da adoração a DEUS.
PALAVRA-CHAVE - ADORAÇÃO
COMENTÁRIO – INTRODUÇÃO
O ser humano sente uma necessidade intrínseca de DEUS. Com a leitura da passagem de João 4, essa carência espiritual torna-se evidente. Neste contexto, também se revela a importância de uma autêntica adoração que surge de uma experiência profunda com JESUS CRISTO. Por este motivo, a Adoração Cristã é o tema central desta lição. A partir do diálogo entre JESUS e a mulher samaritana, podemos extrair ensinamentos valiosos sobre a adoração.
I – O ENCONTRO EM SAMARIA E DUAS PRECIOSAS LIÇÕES
1. A necessidade de passar em Samaria
Em João 4.4 é informado que “era-lhe necessário passar por Samaria”. O Senhor deixava a Judeia em direção à Galileia e, para tal, teria de atravessar por Samaria. Apesar de evitar entrar nessa cidade devido à tensão racial entre judeus e samaritanos, havia uma missão ainda mais urgente: o encontro com a mulher samaritana em Sicar, junto à “fonte de Jacó” (vv.6,7). Durante essa conversa, JESUS abordou o assunto sobre o local adequado para adorar a DEUS: seria em Samaria ou em Jerusalém? Nesse diálogo, nosso Senhor ensinou duas importantes lições.
2. A necessidade do ser humano
O encontro entre JESUS e a mulher samaritana não foi um simples acaso. Ele encontrava-se sentado à beira da fonte de Jacó, na hora sexta, durante o calor do meio-dia. A mulher samaritana dirigiu-se à fonte para recolher água, momento em que se cruzou com JESUS e ouviu um pedido do amado Mestre: “Dá-me de beber” (v.7). Em resposta ao pedido de JESUS, ela iniciou uma conversa com o divino Mestre, até que Este lhe propôs uma água que se tornará nela uma “fonte de água a jorrar para a vida eterna” (v.14). O que nosso Senhor ofereceu à mulher samaritana era “um tipo de água” capaz de transformar toda a sua existência. Aqui encontramos a primeira valiosa lição: toda pessoa necessita de DEUS e, por isso, devemos aproveitar cada oportunidade para partilhar essa “água da vida”.
“[...] O autêntico culto de adoração a DEUS, que satisfaz as necessidades humanas, não se limita a um lugar específico, mas reside no mais profundo do ser humano, em ‘ESPÍRITO e em verdade’.”
3. O lugar de adoração a DEUS
Dando seguimento à conversa com JESUS, a mulher samaritana questiona-O sobre onde deveria ocorrer a verdadeira adoração, se em Jerusalém ou no Monte Gerizim. Neste diálogo, a samaritana procura entender o local apropriado para adorar a DEUS. Em resposta à sua indagação, Nosso Senhor revela uma nova forma de culto. Esta adoração não seria exclusiva dos judeus nem dos samaritanos. Na realidade, o verdadeiro culto dirigido a DEUS deve ser feito ao “Pai em espírito e em verdade” (vv.23,24). Aqui encontramos uma segunda lição valiosa: o autêntico culto de adoração a DEUS, que satisfaz as necessidades humanas, não se limita a um lugar específico, mas reside no mais profundo do ser humano, em “espírito e em verdade”.
SINÓPSE I - O encontro entre JESUS e a mulher samaritana demonstra que a verdadeira adoração satisfaz a necessidade humana de adorar.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
O CONTEXTO HISTÓRICO ENTRE OS SAMARITANOS E JUDEUS
“Depois que o Reino do Norte, com sua capital em Samaria, foi derrotado pelos assírios, muitos judeus foram deportados para a Babilônia, e estrangeiros foram levados para colonizar Israel e ajudar a manter a paz (2 Rs 17.24). O casamento misto entre estrangeiros e judeus remanescentes resultou em um povo mestiço que se estabeleceu no Reino do Sul, e era considerado impuro na opinião de judeus etnicamente puros. Estes odiavam aqueles (os samaritanos), porque sentiam que seus compatriotas haviam traído seu povo e sua nação por meio de tais casamentos. Os samaritanos haviam instituído um centro alternativo para adoração no monte Gerizim (4.20), para concorrer com o Templo em Jerusalém, mas aquele havia sido destruído há 150 anos. Face a tantos conflitos, os judeus faziam o possível para evitar viajar pelo território de Samaria. Mas JESUS não tinha razões para viver segundo essas restrições culturais. A rota por Samaria era mais curta, e foi a que Ele tomou. [...] A fonte de Jacó ficava na terra que originalmente pertenceu a Jacó (Gn 33.18,19). Não havia nela uma nascente, era um reservatório, recebia águas da chuva e do orvalho, recolhendo-as ao fundo. As fontes eram quase sempre localizadas fora da cidade, ao longo da estrada principal. Duas vezes por dia, de manhã e ao anoitecer, as mulheres iam retirar água. Aquela samaritana, no entanto, foi ao meio dia, provavelmente para evitar encontrar-se com pessoas que conheciam sua reputação. JESUS levou àquela mulher uma extraordinária mensagem sobre a fonte e a água pura que podiam saciar a sede espiritual dela para sempre” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1422).
II – O ENSINO DE JESUS A RESPEITO DA VERDADEIRA ADORAÇÃO
1. A adoração
Ao afirmar que ofereceria a “água viva” aos que têm sede, JESUS referia-se a uma vivência espiritual que se daria no interior de cada indivíduo: “a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.14). Assim, à luz das suas palavras neste capítulo, a verdadeira adoração a DEUS não está mais ligada a um local específico, como Jerusalém ou Samaria. A presença de DEUS já não se restringe a uma determinada geografia, mas está presente em todos os lugares onde existam adoradores sinceros. Mais do que uma adoração formal e ritualística, a autêntica adoração possui essencialmente um caráter espiritual: “DEUS é ESPÍRITO, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24).
2. JESUS e a verdadeira adoração
Ao questionar JESUS sobre o local da adoração (Jo 4.20,21), a mulher samaritana teve uma revelação que lhe permitiu entender os ensinamentos de JESUS sobre a verdadeira adoração. O Senhor JESUS é, por si só, a base para essa adoração genuína (Jo 4.21). É pertinente ilustrar esta verdade ao lembrarmos do Calvário e do sepulcro vazio, onde, após sua morte, a obra realizada se tornou a razão fundamental para a adoração de todos os cristãos. Embora os locais físicos do Calvário e do sepulcro vazio possam não ter grande significado por si mesmos, a lembrança da obra realizada nesses lugares ultrapassa qualquer noção geográfica. O impacto dessa obra abrange todos, não importando o lugar de onde se encontrem. Sempre que participamos da Ceia do Senhor, essa memória permanece viva em nós, independentemente da nossa localização (1 Co 11.23-25; 15.3,4).
SINÓPSE II - A base da verdadeira adoração cristã reside na narrativa do Calvário: o sacrifício substitutivo de JESUS.
“A presença de DEUS já não se restringe a uma determinada geografia, mas está presente em todos os lugares onde existam adoradores sinceros.”
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO - A VERDADEIRA ADORAÇÃO
“A mulher levantou uma questão teológica popular entre judeus e samaritanos: qual o lugar correto para a adoração? Mas tal pergunta era uma cortina de fumaça que tinha a finalidade de manter JESUS longe da mais profunda necessidade dela. JESUS conduziu a conversa a um ponto muito mais importante: o lugar da adoração não é tão importante quanto a atitude dos adoradores. [...] A expressão “DEUS é ESPÍRITO” mostra que Ele não é um ser físico, limitado a tempo e espaço. Ele está presente em todos os lugares e pode ser adorado em qualquer local e a qualquer tempo. O mais importante não é onde adoramos, mas como adoramos o Senhor. A sua adoração é genuína e verdadeira? Você tem a ajuda do ESPÍRITO SANTO? Como o ESPÍRITO nos ajuda a adorar? Ele ora por nós (Rm 8.26), ensina-nos as palavras de CRISTO (14.26) e garante-nos que somos amados (Rm 5.5)” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1423).
III – A ADORAÇÃO BÍBLICA
1. O conceito bíblico de adoração
Na língua hebraica, existe uma expressão chamada hishtaha wa, que transmite a ideia de “manifestar um temor reverente, admiração e respeito característicos da adoração”. Já na língua grega, duas palavras são utilizadas para definir a adoração: latreia e proskuneo. A palavra latreia refere-se à submissão de quem serve outrem. Por sua vez, proskuneo significa “adorar” ou o “ato de adoração”. No diálogo com a mulher samaritana, JESUS utilizou o termo proskuneô (Jo 4.20-24). Em Português, a palavra “adoração” implica “atribuir mérito ou valor” a alguém. Em suma, adorar a DEUS significa essencialmente reconhecê-lo, render-se e exaltá-lo por tudo o que Ele é e faz.
“[...] A verdadeira adoração envolve uma postura interior que permite ao crente estabelecer um
vínculo profundo com JESUS CRISTO, reconhecendo-O como Senhor e Salvador das nossas vidas.”
2. Adoração como ato de rendição a DEUS
O conceito fundamental da palavra “adorar” (proskuneo) no Novo Testamento remete originalmente à noção de “beijar”, associado a um ato de se dobrar os joelhos ou prostrar-se com a testa no solo, ou sobre os pés da pessoa a quem se está submisso. O episódio da mulher pecadora ilustra bem esse significado (Lc 7.37,38) e nos ensina a reconhecer a própria inferioridade e, também, a superioridade daquEle que estamos dispostos a servir plenamente.
3. Adoração como ato de serviço a DEUS
O serviço a DEUS está profundamente associado à adoração. Esse é um ato espontâneo que demonstra o nosso reconhecimento da soberania de DEUS sobre tudo. Assim, o serviço que prestamos a Ele, ou seja, cumprir os seus propósitos para nós, exige uma entrega total da nossa vida, como um sacrifício vivo ao Senhor (Rm 12.1), de tal forma que não podemos servir a dois senhores, mas somente a um (Mt 6.24). Trata-se de uma entrega completa a DEUS através da nossa existência.
4. Uma experiência interior de adoração
Sentimos uma necessidade profunda de adorar a DEUS, conforme é lembrado no Salmo 42: “A minha alma tem sede de DEUS, do DEUS vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de DEUS?” (Sl 42.2). A gloriosa presença do DEUS Todo-Poderoso satisfaz todas as carências da pessoa. Assim, a verdadeira adoração envolve uma postura interior que permite ao crente estabelecer um vínculo profundo com JESUS CRISTO, reconhecendo-O como Senhor e Salvador das nossas vidas.
SINÓPSE III - O ato de adoração ao Senhor envolve a rendição completa de nossa vontade, pensamentos e ações a Ele, manifestando-se em um serviço voluntário.
CONCLUSÃO
Neste estudo, focamos nos ensinamentos práticos de JESUS acerca da adoração e, por consequência, discutimos a doutrina da Adoração Cristã. O capítulo 4 do Evangelho de João revela duas lições valiosas. A primeira é que todo ser humano possui uma necessidade a satisfazer: a necessidade de DEUS. A segunda é que, em JESUS, a verdadeira adoração surge como um movimento que se inicia no interior. Tudo isso resulta de uma experiência viva com JESUS CRISTO.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Quais são as duas principais lições que JESUS nos ensinou durante a sua conversa com a mulher samaritana?
Toda pessoa necessita de DEUS; o autêntico culto de adoração a DEUS não se limita a um lugar específico.
2. O que constitui o verdadeiro culto de adoração a DEUS que atende às necessidades humanas?
O verdadeiro culto dirigido a DEUS deve ser feito ao “Pai em espírito e em verdade” (vv.23,24).
3. Quais são os elementos essenciais da verdadeira adoração?
Em suma, adorar a DEUS significa essencialmente reconhecê-lo, render-se e exaltá-lo por tudo o que Ele é e faz.
4. Em resumo, o que implica adorar a DEUS?
Implica reconhecer a própria inferioridade e a superioridade daquEle que estamos dispostos a servir plenamente.
5. De que forma podemos definir a adoração como um ato de serviço dedicado a DEUS?
O serviço que prestamos a Ele, ou seja, cumprir os seus propósitos para nós, exige uma entrega total da nossa vida, como um sacrifício vivo ao Senhor (Rm 12.1).
LEITURAS PARA APROFUNDAR (CPAD)
Adoração sem Limites; Adoração, Santidade e Serviço
Cabe-nos esclarecer que os verdadeiros adoradores são aqueles que trabalham na obra do Senhor, embora muitos pensem que são os exclusivamente cantores e musicistas. A adoração a DEUS é um estado constante em nosso espírito “recriado” (ligado a DEUS pelo novo nascimento, através do ESPÍRITO SANTO), não sendo determinada por momentos de louvor, mas uma vida de comunhão com o ESPÍRITO SANTO; neste capítulo 4, a palavra adoração aparece 10 vezes indicando-nos, a necessidade de atentarmos mais para esse fato tão importante. A verdadeira adoração exige serviço na obra de DEUS e dedicação em obedecer à vontade de DEUS e ganhar almas (esta é a prioridade da Igreja, a evangelização), além disso, uma vida de comunhão com o ESPÍRITO SANTO. Uma vida de JEJUM e regada com muita oração e estudo da Bíblia.
Devemos lembrar-nos de que DEUS é ESPÍRITO e aqueles que desejam adorá-lo devem fazê-lo em ESPÍRITO e em Verdade, ou seja, dispensando os estímulos externos; com um coração sincero e temente a DEUS (A adoração é a expressão máxima da oração).
Jamais devemos confundir a adoração com o louvor, pois:
HÁ MUITA DIFERENÇA ENTRE LOUVOR E ADORAÇÃO.
- Louva-se a DEUS pelo que ELE fez ou faz, mas adora-se a ELE pelo que ELE é;
- O louvor é um agradecimento a DEUS, a adoração é um engrandecimento de DEUS;
- No louvor precisa-se da participação de outras pessoas e às vezes de instrumentos musicais, a adoração é individual e nasce dentro de nós, em nosso espírito ligado ao ESPÍRITO SANTO;
- O louvor chega aos átrios, a adoração chega ao santo dos santos (presença de DEUS);
- No louvor são usados o corpo e a alma; na adoração são usados o corpo (mortificado), a alma (lavada no sangue de JESUS) e o espírito (“recriado”, unido ao ESPÍRITO SANTO);
- Para louvar a DEUS não é preciso comunhão com o ESPÍRITO SANTO, pois até os animais o louvam (Sl 148, 149, 150); para se adorar a DEUS é preciso uma estreita comunhão com o ESPÍRITO SANTO, pois é ELE que nos transporta ao trono.
- O louvor é um aceno e cumprimento, a adoração é um abraço e um beijo cheio de amor.
- Tomemos como exemplo um marido que dá um fogão de presente à sua esposa e manda entregar em sua casa. A esposa louva ao marido pelo seu ato de amor, mas quando ele chega em casa ela o abraça e beija agradecida e cheia de amor (Essa é a diferença entre louvor e a adoração).
- Para louvar não é preciso nascer de novo, para adorar só com espírito “recriado” (ligado a DEUS pelo novo nascimento, através do ESPÍRITO SANTO).
O louvor não exige sacrifício, a adoração exige sacrifício, vida no altar e disposição de servir.
- Observação: Por isso se vê tão poucos adoradores e tantos que louvam.
Aos homens se aplaude (manifestação externa), a DEUS se adora (manifestação interna).
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Missão na Samaria. 4:1-42.
Samaria, um território que os judeus evitavam se possível, tornou-se o cenário de um triunfo espiritual: um poço, uma mulher, um testemunho, a colheita dos samaritanos que creram. Tanto o samaritanismo quanto o judaísmo precisavam do corretivo de CRISTO; precisavam ser substituídos pela vida do novo nascimento.
1-4. A crescente popularidade de JESUS, que excedia a de João, começou a alcançar os ouvidos dos fariseus. Para evitar problemas com eles nessa ocasião, JESUS determinou deixar a área e ir para a Galileia. Ali fez a maior parte de seu trabalho, de acordo com o registro dos Sinóticos.
Um significado mais restrito foi proposto para as palavras da mulher "os judeus não usam os mesmos vasos que os samaritanos". Isto se aplica bem à situação (D. Daube, The New Testament and Rabbinic Judaism, pág. 375-382). Respondendo, JESUS afastou-se de sua própria necessidade, sugerindo que a mulher tinha uma necessidade mais profunda, que alguém podia atender por meio do dom de DEUS. Alguns o explicam em termos pessoais, referindo-se ao próprio CRISTO (3:16), mas provavelmente seria melhor que o tornássemos equivalente à água viva. João 7:37-39 é o melhor comentário (cons. Ap. 21:6).
11, 12. Pensando no poço que estava diante dele, a mulher ficou perplexa. JESUS não tinha nenhum utensílio para tirar água e o poço era fundo. No fundo estava a água viva (corrente) alimentada por uma fonte. Este rabi estaria pretendendo evocar o que Jacó só conseguira com árduo trabalho? Ele realmente seria maior se o conseguisse.
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LIÇÃO 3, CPAD, REVISTA NA ÍNTEGRA
Escrita Lição 3, CPAD, A Verdadeira Adoração, 2Tr25, Com. Extra Pr. Henrique, EBD NA TV
ESBOÇO DA LIÇÃO
TEXTO ÁUREO
“DEUS é ESPÍRITO, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (Jo 4.24)
VERDADE PRÁTICA
Adorar significa viver em total rendição a DEUS, entregando-nos plenamente a Ele.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 2 Co 9.12; Fp 2.7,30 A singularidade da Adoração autêntica
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 4.5-7,9,10,19-24
5 - Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José.
6 - E estava ali a fonte de Jacó. JESUS, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isso quase à hora sexta.
7 - Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe JESUS: Dá-me de beber.
9 - Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)?
10 - JESUS respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de DEUS e que é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
19 - Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.
20 - Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.
21 - Disse-lhe JESUS: Mulher, crê-me a hora vem em que nem neste monte nem e Jerusalém adorareis o Pai.
22 - Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus.
23 - Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
24 - DEUS é ESPÍRITO, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
HINOS SUGERIDOS: 525, 526, 545 da Harpa Cristã
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Na aula desta semana, vamos estudar um dos temas centrais do Evangelho de João: a verdadeira adoração. Veremos que por meio do diálogo de JESUS com a mulher samaritana (Jo 4.23-24), observaremos que DEUS busca adoradores que o "adorem" em espírito e em verdade. Esse é um convite aos alunos para compreender que a adoração genuína é uma resposta ao amor de DEUS revelado por meio de JESUS CRISTO, seu Filho. Por isso, planeja-se para encorajar reflexões sobre viver a adoração como um estilo de vida que glorifique o Senhor em todos os aspectos.
A) Objetivos da Lição: I) Esclarecer aos alunos o diálogo de JESUS com a mulher samaritana; II) Fazer com que os alunos compreendam que a verdadeira adoração é um ato de rendição total a DEUS; III) Integrar os princípios da adoração bíblica à vida de serviço e entrega a DEUS.
B) Motivação: O diálogo entre JESUS e a mulher samaritana apresenta um ensino belo e profundo sobre a verdadeira adoração a DEUS. Esse encontro transformador entre JESUS e essa mulher também é um convite divino para nos aproximarmos de DEUS de forma sincera e humilde. A essência dessa adoração nasce no altar do nosso coração, e, por isso, só pode ser vivida em espírito e em verdade. Trata-se de um lugar de total rendição, gratidão e serviço a DEUS. Esta lição nos encoraja a cultivar um relacionamento mais profundo com o Senhor.
C) Sugestão de Método: Para iniciar a lição desta semana, divida a classe em três ou mais grupos e distribua a cada grupo uma parte do texto de João 4.7-30 para leitura. Peça que os grupos identifiquem os ensinamentos sobre a necessidade humana de adorar, especialmente o que significa adorar em espírito e em verdade. Após a partilha dos grupos, aprofunde a exposição e discussão do primeiro tópico, destacando que a adoração verdadeira é uma questão que tem muito a ver com a rendição do coração. Estimule seus alunos a aplicarem esse princípio em suas próprias vidas.
A) Aplicação: Em que áreas de nossas vidas as palavras rendição, gratidão e serviço a DEUS podem ser aplicadas? Essas palavras trazem consigo a expressão de uma adoração autêntica a DEUS. A adoração em espírito e em verdade é um chamado ao modo de viver em que DEUS é glorificado em tudo.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 101, p.37, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto "O Contexto Histórico entre os Samaritanos e Judeus", localizado após o primeiro tópico, apresenta informações importantes para enriquecer a sua preparação para a exposição desse tópico; 2) No final do segundo tópico, o texto "A Verdadeira Adoração" mostra uma reflexão importante sobre o verdadeiro significado da adoração a DEUS.
PALAVRA-CHAVE - ADORAÇÃO
COMENTÁRIO – INTRODUÇÃO
O ser humano sente uma necessidade intrínseca de DEUS. Com a leitura da passagem de João 4, essa carência espiritual torna-se evidente. Neste contexto, também se revela a importância de uma autêntica adoração que surge de uma experiência profunda com JESUS CRISTO. Por este motivo, a Adoração Cristã é o tema central desta lição. A partir do diálogo entre JESUS e a mulher samaritana, podemos extrair ensinamentos valiosos sobre a adoração.
I – O ENCONTRO EM SAMARIA E DUAS PRECIOSAS LIÇÕES
1. A necessidade de passar em Samaria
Em João 4.4 é informado que “era-lhe necessário passar por Samaria”. O Senhor deixava a Judeia em direção à Galileia e, para tal, teria de atravessar por Samaria. Apesar de evitar entrar nessa cidade devido à tensão racial entre judeus e samaritanos, havia uma missão ainda mais urgente: o encontro com a mulher samaritana em Sicar, junto à “fonte de Jacó” (vv.6,7). Durante essa conversa, JESUS abordou o assunto sobre o local adequado para adorar a DEUS: seria em Samaria ou em Jerusalém? Nesse diálogo, nosso Senhor ensinou duas importantes lições.
2. A necessidade do ser humano
O encontro entre JESUS e a mulher samaritana não foi um simples acaso. Ele encontrava-se sentado à beira da fonte de Jacó, na hora sexta, durante o calor do meio-dia. A mulher samaritana dirigiu-se à fonte para recolher água, momento em que se cruzou com JESUS e ouviu um pedido do amado Mestre: “Dá-me de beber” (v.7). Em resposta ao pedido de JESUS, ela iniciou uma conversa com o divino Mestre, até que Este lhe propôs uma água que se tornará nela uma “fonte de água a jorrar para a vida eterna” (v.14). O que nosso Senhor ofereceu à mulher samaritana era “um tipo de água” capaz de transformar toda a sua existência. Aqui encontramos a primeira valiosa lição: toda pessoa necessita de DEUS e, por isso, devemos aproveitar cada oportunidade para partilhar essa “água da vida”.
“[...] O autêntico culto de adoração a DEUS, que satisfaz as necessidades humanas, não se limita a um lugar específico, mas reside no mais profundo do ser humano, em ‘ESPÍRITO e em verdade’.”
3. O lugar de adoração a DEUS
Dando seguimento à conversa com JESUS, a mulher samaritana questiona-O sobre onde deveria ocorrer a verdadeira adoração, se em Jerusalém ou no Monte Gerizim. Neste diálogo, a samaritana procura entender o local apropriado para adorar a DEUS. Em resposta à sua indagação, Nosso Senhor revela uma nova forma de culto. Esta adoração não seria exclusiva dos judeus nem dos samaritanos. Na realidade, o verdadeiro culto dirigido a DEUS deve ser feito ao “Pai em espírito e em verdade” (vv.23,24). Aqui encontramos uma segunda lição valiosa: o autêntico culto de adoração a DEUS, que satisfaz as necessidades humanas, não se limita a um lugar específico, mas reside no mais profundo do ser humano, em “espírito e em verdade”.
SINÓPSE I - O encontro entre JESUS e a mulher samaritana demonstra que a verdadeira adoração satisfaz a necessidade humana de adorar.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
O CONTEXTO HISTÓRICO ENTRE OS SAMARITANOS E JUDEUS
“Depois que o Reino do Norte, com sua capital em Samaria, foi derrotado pelos assírios, muitos judeus foram deportados para a Babilônia, e estrangeiros foram levados para colonizar Israel e ajudar a manter a paz (2 Rs 17.24). O casamento misto entre estrangeiros e judeus remanescentes resultou em um povo mestiço que se estabeleceu no Reino do Sul, e era considerado impuro na opinião de judeus etnicamente puros. Estes odiavam aqueles (os samaritanos), porque sentiam que seus compatriotas haviam traído seu povo e sua nação por meio de tais casamentos. Os samaritanos haviam instituído um centro alternativo para adoração no monte Gerizim (4.20), para concorrer com o Templo em Jerusalém, mas aquele havia sido destruído há 150 anos. Face a tantos conflitos, os judeus faziam o possível para evitar viajar pelo território de Samaria. Mas JESUS não tinha razões para viver segundo essas restrições culturais. A rota por Samaria era mais curta, e foi a que Ele tomou. [...] A fonte de Jacó ficava na terra que originalmente pertenceu a Jacó (Gn 33.18,19). Não havia nela uma nascente, era um reservatório, recebia águas da chuva e do orvalho, recolhendo-as ao fundo. As fontes eram quase sempre localizadas fora da cidade, ao longo da estrada principal. Duas vezes por dia, de manhã e ao anoitecer, as mulheres iam retirar água. Aquela samaritana, no entanto, foi ao meio dia, provavelmente para evitar encontrar-se com pessoas que conheciam sua reputação. JESUS levou àquela mulher uma extraordinária mensagem sobre a fonte e a água pura que podiam saciar a sede espiritual dela para sempre” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1422).
II – O ENSINO DE JESUS A RESPEITO DA VERDADEIRA ADORAÇÃO
1. A adoração
Ao afirmar que ofereceria a “água viva” aos que têm sede, JESUS referia-se a uma vivência espiritual que se daria no interior de cada indivíduo: “a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.14). Assim, à luz das suas palavras neste capítulo, a verdadeira adoração a DEUS não está mais ligada a um local específico, como Jerusalém ou Samaria. A presença de DEUS já não se restringe a uma determinada geografia, mas está presente em todos os lugares onde existam adoradores sinceros. Mais do que uma adoração formal e ritualística, a autêntica adoração possui essencialmente um caráter espiritual: “DEUS é ESPÍRITO, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24).
2. JESUS e a verdadeira adoração
Ao questionar JESUS sobre o local da adoração (Jo 4.20,21), a mulher samaritana teve uma revelação que lhe permitiu entender os ensinamentos de JESUS sobre a verdadeira adoração. O Senhor JESUS é, por si só, a base para essa adoração genuína (Jo 4.21). É pertinente ilustrar esta verdade ao lembrarmos do Calvário e do sepulcro vazio, onde, após sua morte, a obra realizada se tornou a razão fundamental para a adoração de todos os cristãos. Embora os locais físicos do Calvário e do sepulcro vazio possam não ter grande significado por si mesmos, a lembrança da obra realizada nesses lugares ultrapassa qualquer noção geográfica. O impacto dessa obra abrange todos, não importando o lugar de onde se encontrem. Sempre que participamos da Ceia do Senhor, essa memória permanece viva em nós, independentemente da nossa localização (1 Co 11.23-25; 15.3,4).
SINÓPSE II - A base da verdadeira adoração cristã reside na narrativa do Calvário: o sacrifício substitutivo de JESUS.
“A presença de DEUS já não se restringe a uma determinada geografia, mas está presente em todos os lugares onde existam adoradores sinceros.”
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO - A VERDADEIRA ADORAÇÃO
“A mulher levantou uma questão teológica popular entre judeus e samaritanos: qual o lugar correto para a adoração? Mas tal pergunta era uma cortina de fumaça que tinha a finalidade de manter JESUS longe da mais profunda necessidade dela. JESUS conduziu a conversa a um ponto muito mais importante: o lugar da adoração não é tão importante quanto a atitude dos adoradores. [...] A expressão “DEUS é ESPÍRITO” mostra que Ele não é um ser físico, limitado a tempo e espaço. Ele está presente em todos os lugares e pode ser adorado em qualquer local e a qualquer tempo. O mais importante não é onde adoramos, mas como adoramos o Senhor. A sua adoração é genuína e verdadeira? Você tem a ajuda do ESPÍRITO SANTO? Como o ESPÍRITO nos ajuda a adorar? Ele ora por nós (Rm 8.26), ensina-nos as palavras de CRISTO (14.26) e garante-nos que somos amados (Rm 5.5)” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1423).
III – A ADORAÇÃO BÍBLICA
1. O conceito bíblico de adoração
Na língua hebraica, existe uma expressão chamada hishtaha wa, que transmite a ideia de “manifestar um temor reverente, admiração e respeito característicos da adoração”. Já na língua grega, duas palavras são utilizadas para definir a adoração: latreia e proskuneo. A palavra latreia refere-se à submissão de quem serve outrem. Por sua vez, proskuneo significa “adorar” ou o “ato de adoração”. No diálogo com a mulher samaritana, JESUS utilizou o termo proskuneô (Jo 4.20-24). Em Português, a palavra “adoração” implica “atribuir mérito ou valor” a alguém. Em suma, adorar a DEUS significa essencialmente reconhecê-lo, render-se e exaltá-lo por tudo o que Ele é e faz.
“[...] A verdadeira adoração envolve uma postura interior que permite ao crente estabelecer um
vínculo profundo com JESUS CRISTO, reconhecendo-O como Senhor e Salvador das nossas vidas.”
2. Adoração como ato de rendição a DEUS
O conceito fundamental da palavra “adorar” (proskuneo) no Novo Testamento remete originalmente à noção de “beijar”, associado a um ato de se dobrar os joelhos ou prostrar-se com a testa no solo, ou sobre os pés da pessoa a quem se está submisso. O episódio da mulher pecadora ilustra bem esse significado (Lc 7.37,38) e nos ensina a reconhecer a própria inferioridade e, também, a superioridade daquEle que estamos dispostos a servir plenamente.
3. Adoração como ato de serviço a DEUS
O serviço a DEUS está profundamente associado à adoração. Esse é um ato espontâneo que demonstra o nosso reconhecimento da soberania de DEUS sobre tudo. Assim, o serviço que prestamos a Ele, ou seja, cumprir os seus propósitos para nós, exige uma entrega total da nossa vida, como um sacrifício vivo ao Senhor (Rm 12.1), de tal forma que não podemos servir a dois senhores, mas somente a um (Mt 6.24). Trata-se de uma entrega completa a DEUS através da nossa existência.
4. Uma experiência interior de adoração
Sentimos uma necessidade profunda de adorar a DEUS, conforme é lembrado no Salmo 42: “A minha alma tem sede de DEUS, do DEUS vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de DEUS?” (Sl 42.2). A gloriosa presença do DEUS Todo-Poderoso satisfaz todas as carências da pessoa. Assim, a verdadeira adoração envolve uma postura interior que permite ao crente estabelecer um vínculo profundo com JESUS CRISTO, reconhecendo-O como Senhor e Salvador das nossas vidas.
SINÓPSE III - O ato de adoração ao Senhor envolve a rendição completa de nossa vontade, pensamentos e ações a Ele, manifestando-se em um serviço voluntário.
CONCLUSÃO
Neste estudo, focamos nos ensinamentos práticos de JESUS acerca da adoração e, por consequência, discutimos a doutrina da Adoração Cristã. O capítulo 4 do Evangelho de João revela duas lições valiosas. A primeira é que todo ser humano possui uma necessidade a satisfazer: a necessidade de DEUS. A segunda é que, em JESUS, a verdadeira adoração surge como um movimento que se inicia no interior. Tudo isso resulta de uma experiência viva com JESUS CRISTO.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Quais são as duas principais lições que JESUS nos ensinou durante a sua conversa com a mulher samaritana?
Toda pessoa necessita de DEUS; o autêntico culto de adoração a DEUS não se limita a um lugar específico.
2. O que constitui o verdadeiro culto de adoração a DEUS que atende às necessidades humanas?
O verdadeiro culto dirigido a DEUS deve ser feito ao “Pai em espírito e em verdade” (vv.23,24).
3. Quais são os elementos essenciais da verdadeira adoração?
Em suma, adorar a DEUS significa essencialmente reconhecê-lo, render-se e exaltá-lo por tudo o que Ele é e faz.
4. Em resumo, o que implica adorar a DEUS?
Implica reconhecer a própria inferioridade e a superioridade daquEle que estamos dispostos a servir plenamente.
5. De que forma podemos definir a adoração como um ato de serviço dedicado a DEUS?
O serviço que prestamos a Ele, ou seja, cumprir os seus propósitos para nós, exige uma entrega total da nossa vida, como um sacrifício vivo ao Senhor (Rm 12.1).
LEITURAS PARA APROFUNDAR (CPAD)
Adoração sem Limites; Adoração, Santidade e Serviço
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