BETEL DOMINICAL - 4º Trimestre de 2026 • Ano 36 • N º 141
Adultos Publicação Trimestral
Tema: ATÉ QUE ELE VENHA - As profecias bíblicas que fortalecem a fé, renovam a esperança e preparam a Igreja para a volta gloriosa de CRISTO
Comentários, Bispo Oides José Do Carmo
Vídeo https://youtu.be/EL70GkdEHcs?si=6v2wA8cFWmWo4A_m
Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2026/09/escrita-licao-1-betel-esperanca-crista.html
Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2026/09/slides-licao-1-betel-esperanca-crista-o.html
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NOSSA CAPA:
A Bíblia aberta iluminada pela luz do entardecer simboliza a Palavra de DEUS como direção segura, esperança viva e luz para a caminhada cristã.
Escrita https://ebdnatv.blogspot.com/2026/09/escrita-licao-1-betel-esperanca-crista.html
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SUMÁRIO
LIÇÃO 1, A esperança cristã, o futuro à luz das Escrituras
LIÇÃO 2, Enoque: o exemplo para os nossos dias
LIÇÃO 3, Daniel e a revelação dos acontecimentos futuros
LIÇÃO 4, Perigos dos últimos dias e o preparo da Igreja
LIÇÃO 5, A esperança cristã diante da morte: a promessa da vida eterna
LIÇÃO 6, A gloriosa volta de CRISTO: promessa, sinais e propósitos
LIÇÃO 7, A esperança da ressurreição e o juízo eterno
LIÇÃO 8, O arrebatamento da Igreja e a bendita esperança
LIÇÃO 9, A Grande Tribulação e o juízo de DEUS sobre a terra
LIÇÃO 10, O Tribunal de CRISTO e as Bodas do Cordeiro
LIÇÃO 11, O Milênio e o reinado de CRISTO sobre a Terra
LIÇÃO 12, O Juízo Final: a Justiça de DEUS revelada
LIÇÃO 13, Aguardando a volta de CRISTO com fidelidade e vigilância
Ajuda - https://youtube.com/playlist?list=PL9TsOz8buX186x_DfF98kInaZHTHAWd-6&si=UZ_dAcisVt4E_tDm OS GRANDES TEMAS DO FIM - ESCATOLOGIA - APOCALIPSE - Pr Henrique, EBD NA TV
ESCRITA LIÇÃO 1, BETEL, A ESPERANÇA CRISTÃ, O FUTURO À LUZ DAS ESCRITURAS, 4Tr26, com. Extra Pr. Henrique, EBD NA TV
ESBOÇO DA LIÇÃO
LIÇÃO 1, BETEL, A ESPERANÇA CRISTÃ, O FUTURO À LUZ DAS ESCRITURAS
1- O FUTURO REVELADO NAS ESCRITURAS
1.1 - Os Fundamentos Da Escatologia Bíblica
1.2 - O Cumprimento Do Propósito De DEUS
1.3 - A Escatologia Bíblica e o salvo
2 - PRINCÍPIOS E REGRAS DE INTERPRETAÇÃO
2.1 -A Bíblia interpreta a própria Bíblia
2.2 - A Posição Doutrinária Adotada
2.3 - Os Cuidados Com A Interpretação
3 - A ESPERANÇA DA IGREJA
3.1 - A bem-aventurada esperança
3.2 - CRISTO, o fundamento da nossa confiança
3.3. A centralidade da volta de CRISTO
"Pelo que, amados, aguardando nestas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz". 2 Pedro 3.14
VERDADE APLICADA
A revelação bíblica acerca do futuro fortalece a fé e nos ensina a viver preparados para a volta de CRISTO.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Compreender a importância de estudar o futuro à luz das Escrituras
- Conhecer princípios seguros para interpretar as profecias bíblicas
- Reconhecer que CRISTO é o centro da esperança da Igreja
TEXTOS DE REFERÊNCIA - MATEUS 24.5, 11-14
5. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o CRISTO; e enganarão a muitos.
11. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.
12. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.
13. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo.
14. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.
MOTIVO DE ORAÇÃO – Ore para que nossa esperança na volta de CRISTO nos mantenha firmes na fé.
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SUBSÍDIOS EXTRAS – BÍBLIAS, LIVROS, REVISTAS, COPILOT E GEMINI
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INTRODUÇÃO
Algumas
pessoas dizem que não importa acreditar que JESUS vem antes, ou no meio ou no
final da Grande tribulação. Dizem que isto não influencia na salvação de
ninguém. Porém, é de suma importância sermos pré-tribulacionistas: Estamos
esperando JESUS CRISTO vir nos buscar, enquanto esses outros tais, estão
esperando o anticristo se manifestar. Quem você acha que está certo? Quem está
esperando JESUS ou quem está esperando o anticristo? Quem vai estar se
preparando em santificação?
A
doutrina das últimas coisas ocupa lugar de destaque na Teologia Sistemática
porque revela o desfecho do plano redentor de DEUS para a humanidade e para
toda a criação. O estudo da Escatologia Bíblica não foi dado à Igreja para
produzir medo, especulações ou curiosidade excessiva, mas para fortalecer a fé,
consolidar a esperança cristã e estimular a perseverança dos santos.
Desde
o Antigo Testamento até o Apocalipse, as Escrituras apresentam DEUS como Senhor
absoluto da história. Nada acontece fora de Seu conhecimento ou de Sua vontade
permissiva e soberana. O mesmo DEUS que prometeu a primeira vinda do Messias
cumpriu fielmente Sua Palavra e também cumprirá tudo o que prometeu acerca da
segunda vinda de CRISTO, em duas fases distintas (Arrebatamento e Vinda em
Glória).
Por
essa razão, o crente deve estudar os acontecimentos futuros com reverência,
equilíbrio espiritual e dependência do ESPÍRITO SANTO. A esperança da Igreja
não está fundamentada em previsões humanas, mas na obra consumada de CRISTO e
na certeza de Seu retorno glorioso.
Palavras
gregas centrais INTRODUÇÃO 1
|
Palavra Grega |
Significado |
|
Eschatos (ἔσχατος) |
Último, final |
|
Elpis (ἐλπίς) |
Esperança |
|
Parousia
(παρουσία) |
Vinda, presença |
|
Pistis
(πίστις) |
Fé |
|
Apokalypsis (ἀποκάλυψις) |
Revelação |
O BÁSICO PARA ESTUDARMOS SOBRE ESCATOLOGIA
Comece pela própria Bíblia
Os livros mais importantes são:
- Daniel
- Ezequiel (capítulos 37 a 48)
- Mateus 24 e
25 (Sermão
Profético)
- Marcos 13
- Lucas 21
- 1 e 2 Tessalonicenses
- 1 Coríntios 15
- 2 Pedro 3
- Apocalipse
1. O FUTURO REVELADO NAS ESCRITURAS
As Escrituras revelam que a história humana não caminha de forma desordenada ou aleatória. DEUS governa todas as coisas segundo Seu propósito eterno. O futuro pertence ao Senhor porque Ele conhece o fim desde o princípio, conforme declarado em Isaías capítulo 46, versículos 9 e 10.
A revelação profética demonstra que existe um plano divino conduzindo todas as épocas para a glorificação de CRISTO. A escatologia não é apenas um estudo de eventos futuros, mas a manifestação progressiva do governo soberano de DEUS.
O conhecimento dessas verdades fortalece a confiança dos salvos. Quando compreendemos que DEUS controla a história, somos capacitados a enfrentar tribulações presentes sem perder a esperança.
O apóstolo Paulo ensina em Romanos capítulo 15, versículo 4, que as Escrituras foram escritas para nosso ensino, a fim de que, pela paciência e consolação, tenhamos esperança.
Portanto, o estudo do futuro bíblico produz estabilidade espiritual, maturidade cristã e disposição para permanecer fiel até a volta de CRISTO.
Tabela-resumo 1. O FUTURO REVELADO NAS ESCRITURAS 2
|
Aspecto |
Resumo |
|
Governo
Divino |
DEUS dirige
toda a história |
|
Propósito
Eterno |
Tudo converge para CRISTO |
|
Resultado
Prático |
Esperança e
perseverança |
|
Base Bíblica |
Isaías 46.9-10; Efésios
1.9-10 |
1.1 Os Fundamentos da Escatologia Bíblica
A Escatologia Bíblica trata dos atos finais da obra redentora de DEUS. Embora o termo não apareça literalmente na Bíblia, sua doutrina está claramente presente nas Escrituras.
A palavra "eschatos" indica aquilo que pertence aos últimos acontecimentos do plano divino. Não se trata meramente do encerramento da história, mas da consumação da redenção iniciada na cruz.
A escatologia possui uma dimensão presente e futura. Em CRISTO, muitas promessas já foram inauguradas. Contudo, ainda aguardamos sua completa realização.
A Teologia Bíblica chama esse conceito de "já e ainda não". O Reino de DEUS já está presente espiritualmente, mas sua manifestação plena ocorrerá na volta de CRISTO.
Desde o derramamento do ESPÍRITO SANTO em Atos capítulo 2 até a Nova Jerusalém descrita em Apocalipse capítulos 21 e 22, percebemos a continuidade do plano redentor.
A doutrina das últimas coisas inclui temas como arrebatamento, ressurreição, juízo final, glorificação dos santos e novos céus e nova terra.
A compreensão adequada desses eventos fortalece a esperança cristã e amplia a visão da soberania divina.
Palavras gregas 1.1 Os Fundamentos da Escatologia Bíblica 3
|
Palavra Grega |
Significado |
|
Eschatos |
Último |
|
Basileia |
Reino |
|
Apokalypsis |
Revelação |
|
Telos |
Fim, consumação |
Referências Bíblicas
· Mateus 24.1-8
Tabela-resumo 1.1 Os Fundamentos da Escatologia Bíblica 4
|
Tema |
Explicação |
|
Escatologia |
Estudo das
últimas coisas |
|
Consumação |
Conclusão do plano divino |
|
Reino de DEUS |
Já inaugurado e
ainda futuro |
|
Centro da
Doutrina |
JESUS CRISTO |
1.2 O Cumprimento do Propósito de DEUS
O propósito eterno de DEUS alcança não apenas os seres humanos, mas toda a criação. O pecado trouxe corrupção universal, afetando a natureza e toda a ordem criada.
Romanos capítulo 8, versículos 18 a 21, ensina que a criação aguarda ansiosamente sua libertação. Esse texto demonstra o alcance cósmico da redenção.
A obra salvadora de CRISTO possui implicações universais. Tudo será restaurado segundo o propósito divino.
A soberania divina garante que nenhum detalhe do plano de DEUS fracassará. Efésios capítulo 1, versículos 9 a 11, revela que DEUS opera todas as coisas conforme o conselho de Sua vontade.
Embora existam mistérios ainda não revelados, DEUS já revelou tudo o que é necessário para nossa fé e prática.
Assim, a expectativa cristã não é pessimista, mas fundamentada na certeza da vitória final de DEUS.
Palavras gregas 1.2 O Cumprimento do Propósito de DEUS 5
|
Palavra Grega |
Significado |
|
Oikonomia |
Administração, plano |
|
Boule |
Conselho,
propósito |
|
Doxa |
Glória |
|
Kainos |
Novo,
renovado |
Tabela-resumo 1.2 O Cumprimento do Propósito de DEUS 6
|
Elemento |
Verdade Teológica |
|
Criação |
Aguarda redenção |
|
CRISTO |
Centro da
restauração |
|
DEUS |
Conduz a história |
|
Futuro |
Garantido
pela soberania divina |
1.3 A Escatologia Bíblica e o Salvo
A escatologia possui aplicação prática para a vida cristã. Ela não foi dada apenas para informação, mas para transformação.
O conhecimento do futuro influencia diretamente as prioridades do presente. O cristão passa a viver com perspectiva eterna.
JESUS advertiu sobre o perigo de uma vida voltada exclusivamente para bens terrenos na parábola do rico insensato, registrada em Lucas capítulo 12, versículos 16 a 21.
A esperança escatológica produz santificação, fidelidade e vigilância. Quem aguarda a CRISTO busca viver em pureza.
1 João capítulo 3, versículos 2 e 3, declara que todo aquele que possui essa esperança purifica-se a si mesmo.
A expectativa da volta de CRISTO também encoraja a perseverança durante provações e sofrimentos.
O salvo vive olhando para a eternidade sem negligenciar suas responsabilidades presentes.
Tabela-resumo 1.3 A Escatologia Bíblica e o Salvo 7
|
Aspecto |
Aplicação |
|
Esperança |
Produz santidade |
|
Escatologia |
Transforma
o comportamento |
|
Vigilância |
Mantém o crente preparado |
|
Eternidade |
Orienta as
prioridades |
2. PRINCÍPIOS E REGRAS DE INTERPRETAÇÃO
A correta interpretação das profecias bíblicas exige responsabilidade hermenêutica. O intérprete deve evitar conclusões precipitadas e especulações sem fundamento textual.
O apóstolo Pedro adverte que nenhuma profecia provém de interpretação particular. Isso significa que ela deve ser compreendida dentro da totalidade da revelação bíblica.
A hermenêutica escatológica requer equilíbrio entre o aspecto literal e o simbólico dos textos proféticos.
O estudante deve respeitar o contexto histórico, gramatical e teológico de cada passagem.
Além disso, a iluminação do ESPÍRITO SANTO é indispensável para uma compreensão adequada das Escrituras.
A interpretação responsável preserva a Igreja de erros doutrinários e extremismos.
Tabela-resumo 2. PRINCÍPIOS E REGRAS DE INTERPRETAÇÃO 8
|
Princípio |
Importância |
|
Contexto |
Evita erros |
|
Hermenêutica |
Direciona a interpretação |
|
ESPÍRITO SANTO |
Ilumina a
compreensão |
|
Equilíbrio |
Protege contra exageros |
2.1 A Bíblia interpreta a própria Bíblia
Uma regra fundamental da interpretação bíblica é que textos mais claros esclarecem textos mais difíceis.
A unidade das Escrituras revela a existência de um único Autor divino inspirando diversos escritores humanos.
As profecias devem ser analisadas à luz do conjunto da revelação bíblica.
Símbolos encontrados em Daniel frequentemente recebem explicação em Daniel ou no Apocalipse.
JESUS censurou aqueles que desconheciam tanto as Escrituras quanto o poder de DEUS.
O método histórico-gramatical permanece essencial para discernir o significado original dos textos inspirados.
O estudante fiel procura harmonizar passagens sem forçar interpretações particulares.
Palavra Grega 2.1 A Bíblia interpreta a própria Bíblia 9
|
Palavra |
Significado |
|
Hermeneuo |
Interpretar |
|
Logos |
Palavra |
|
Aletheia |
Verdade |
Tabela-resumo 2.1 A Bíblia interpreta a própria Bíblia 10
|
Regra |
Objetivo |
|
Bíblia
interpreta Bíblia |
Evita
distorções |
|
Contexto |
Define significado |
|
Harmonia
Bíblica |
Produz
equilíbrio |
2.2 A Posição Doutrinária Adotada
A posição pré-tribulacionista ensina que a Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação.
Essa interpretação enfatiza a promessa de livramento da ira futura mencionada em 1 Tessalonicenses capítulo 1, versículo 10.
Nessa perspectiva, o arrebatamento é um evento distinto da manifestação gloriosa de CRISTO.
O arrebatamento (para a igreja – nós) é descrito como um encontro com o Senhor nos ares.
Já a Segunda Vinda visível envolve o retorno de CRISTO para julgar as nações e estabelecer Seu Reino (Desce sobre o Monte das Oliveiras).
Essa compreensão produz consolo e expectativa para a Igreja.
A esperança do arrebatamento encoraja a santidade e a vigilância espiritual.
Palavra Grega 2.2 A Posição Doutrinária Adotada 11
|
Palavra |
Significado |
|
Harpazo |
Arrebatar |
|
Parousia |
Vinda |
|
Ekklesia |
Igreja |
Tabela-resumo 2.2 A Posição Doutrinária Adotada 12
|
Doutrina |
Ensinamento |
|
Arrebatamento |
Antes da grande
tribulação |
|
Igreja |
Livre da ira futura |
|
Esperança |
Consolação para
os salvos |
2.3 Os Cuidados com a Interpretação
O estudo das profecias deve ser realizado com humildade e prudência.
Muitas confusões doutrinárias surgem quando determinados textos são analisados isoladamente.
A interpretação saudável reconhece tanto aquilo que DEUS revelou quanto aquilo que permaneceu oculto.
Deuteronômio capítulo 29, versículo 29, estabelece esse importante princípio.
A curiosidade excessiva pode conduzir à especulação e ao erro.
O cristão deve permanecer firme no ensino bíblico, evitando teorias sensacionalistas.
O alvo do estudo profético não é satisfazer curiosidades, mas promover fidelidade a DEUS.
Tabela-resumo 2.3 Os Cuidados com a Interpretação 13
|
Cuidado |
Motivo |
|
Humildade |
Evita
arrogância |
|
Prudência |
Evita especulações |
|
Contextualização |
Evita erros |
|
Fidelidade
Bíblica |
Preserva a verdade |
3. A ESPERANÇA DA IGREJA
A esperança cristã está centrada na pessoa de JESUS CRISTO. Não é uma expectativa vaga ou meramente emocional.
Trata-se de uma certeza fundamentada nas promessas imutáveis de DEUS.
A volta de CRISTO constitui o grande anseio da Igreja desde os tempos apostólicos.
A esperança futura fortalece os crentes durante perseguições, provações e sofrimentos.
A consumação final trará comunhão perfeita entre DEUS e Seu povo.
Toda a história da redenção converge para esse glorioso encontro.
Tabela-resumo 3. A ESPERANÇA DA IGREJA 14
|
Verdade |
Resultado |
|
CRISTO
voltará |
Esperança |
|
DEUS é fiel |
Confiança |
|
Eternidade |
Comunhão
perfeita |
3.1 A Bem-Aventurada Esperança
A expressão "bem-aventurada esperança" encontra-se em Tito capítulo 2, versículo 13.
Ela descreve a expectativa alegre e segura dos redimidos.
A ressurreição de CRISTO é a garantia histórica e teológica da futura ressurreição dos santos.
Sem a ressurreição, a esperança cristã seria vazia.
Porém CRISTO ressuscitou dentre os mortos e tornou-Se as primícias dos que dormem.
A esperança da Igreja fundamenta-se em fatos redentivos já realizados.
A fidelidade de DEUS assegura o cumprimento de cada promessa escatológica.
Tabela-resumo 3.1 A Bem-Aventurada Esperança 15
|
Elemento |
Importância |
|
Ressurreição |
Garantia da
esperança |
|
Promessa
divina |
Fonte de confiança |
|
Volta de CRISTO |
Centro da
expectativa |
3.2 CRISTO, o Fundamento da Nossa Confiança
Toda a esperança escatológica está baseada na pessoa e na obra de CRISTO.
Ele é o Salvador, Mediador, Sumo Sacerdote, Rei, profeta e Juiz.
Sua primeira vinda garantiu a salvação.
Sua segunda vinda garantirá a consumação dessa salvação.
A justiça divina será plenamente manifesta quando CRISTO retornar.
O mal será definitivamente julgado.
Os santos serão eternamente consolados e glorificados.
Palavras Gregas 3.2 CRISTO, o Fundamento da Nossa Confiança 16
|
Palavra |
Significado |
|
Soter |
Salvador |
|
Kyrios |
Senhor |
|
Mesites |
Mediador |
Tabela-resumo 3.2 CRISTO, o Fundamento da Nossa Confiança 17
|
Verdade |
Resultado |
|
CRISTO é
Senhor |
Segurança |
|
CRISTO é Juiz |
Justiça |
|
CRISTO é
Salvador |
Redenção
completa |
3.3 A Centralidade da Volta de CRISTO
Toda a Escatologia Bíblica converge para CRISTO.
O arrebatamento, a ressurreição dos mortos, transformação dos vivos, Grande Tribulação, Batalha no Armagedom, Juízo dos Bodes e Ovelhas, Satanás Preso Mil anos, o Reino Milenial, Satanás solto, Guerra Gogue e Magogue, Satanás lançado no Lago de Fogo e Enxofre, o Juízo Final no Trono Branco, Terra queimada pelo Fogo, Ímpios de todas as épocas lançados no Lago de Fogo e Enxofre, Salvos do Milênio para Nova terra para estado eterno – tudo isso aponta para Sua glória.
O triunfo final do Cordeiro demonstra a supremacia absoluta do Reino de DEUS.
Filipenses capítulo 2, versículos 9 a 11, ensina que todo joelho se dobrará diante de CRISTO.
A história culminará no reconhecimento universal de Seu senhorio.
Assim, a escatologia é fundamentalmente cristocêntrica.
Palavras Gregas 3.3 A Centralidade da Volta de CRISTO 18
|
Palavra |
Significado |
|
Kyrios |
Senhor |
|
Christos |
Ungido |
|
Basileus |
Rei |
Tabela-resumo 3.3 A Centralidade da Volta de CRISTO 19
|
Tema |
Ênfase |
|
Escatologia |
Cristocêntrica |
|
Volta de CRISTO |
Evento central |
|
Vitória Final |
Triunfo do
Cordeiro |
CONCLUSÃO
O estudo da Escatologia Bíblica não foi concedido para alimentar especulações, mas para fortalecer a fé, promover santidade e ampliar a esperança dos redimidos. Ao contemplarmos as promessas futuras reveladas nas Escrituras, somos lembrados de que a história permanece sob o governo absoluto de DEUS e caminha para a plena manifestação do Reino de CRISTO.
A volta do Senhor JESUS é a grande expectativa da Igreja e o ponto culminante do plano da redenção. Todas as promessas divinas encontrarão seu cumprimento perfeito naquele dia em que os salvos serão glorificados, a criação será restaurada e DEUS estabelecerá definitivamente Sua justiça.
Enquanto aguardamos esse glorioso acontecimento, somos chamados a viver em vigilância, fidelidade, perseverança e serviço cristão. Que a esperança da vinda de CRISTO produza em nós uma vida santa, dedicada ao Senhor e comprometida com a proclamação do Evangelho, até o dia em que veremos face a face Aquele que nos amou e nos salvou.
Referências gerais adicionais: Mateus 24.42-44; João 14.1-3; Atos 1.11; Romanos 8.18-23; 1 Coríntios 15.51-58; Filipenses 3.20-21; Tito 2.11-13; Hebreus 9.28; 1 Pedro 1.3-9; 2 Pedro 3.11-14; 1 João 3.1-3; Apocalipse 21.1-7; Apocalipse 22.12-21.
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QUESTIONÁRIOS
QUESTIONÁRIO COM 20 PERGUNTAS E RESPOSTAS
1. O que a falta de compreensão dos acontecimentos futuros pode gerar?
Resposta: Medo, confusão e interpretações equivocadas.
2. Qual é a esperança principal da Igreja?
Resposta: A volta de JESUS CRISTO.
3. Quem conduz a história ao cumprimento de Seu propósito?
Resposta: DEUS.
4. O que significa Escatologia Bíblica?
Resposta: O estudo das últimas coisas.
5. Qual é o acontecimento central da Escatologia Bíblica?
Resposta: A volta de CRISTO.
6. Quem aguarda a libertação da corrupção segundo Romanos 8.18-21?
Resposta: Toda a criação.
7. O que o conhecimento do futuro influencia na vida do cristão?
Resposta: As escolhas e atitudes do presente.
8. Segundo 2 Pedro 1.20, a profecia é de interpretação particular?
Resposta: Não.
9. Qual princípio fundamental deve ser usado para interpretar as profecias?
Resposta: A Bíblia interpreta a própria Bíblia.
10. Qual posição doutrinária é adotada na lição?
Resposta: A posição pré-tribulacionista.
11. Antes de qual período ocorrerá o Arrebatamento, segundo essa posição?
Resposta: Antes da Grande Tribulação.
12. Como deve ser realizado o estudo das profecias?
Resposta: Com reverência, equilíbrio e atenção ao texto bíblico.
13. Quem voltará para buscar a Sua Igreja?
Resposta: JESUS CRISTO.
14. Em quem está fundamentada a esperança da Igreja?
Resposta: Em JESUS CRISTO.
15. O que garante a futura ressurreição dos salvos?
Resposta: A ressurreição de CRISTO.
16. Qual é a base da confiança cristã quanto ao futuro?
Resposta: O retorno pessoal de JESUS.
17. O que será plenamente revelado na manifestação de CRISTO?
Resposta: Sua justiça perfeita.
18. Para quem convergem todos os temas da Escatologia Bíblica?
Resposta: Para JESUS CRISTO.
19. O que será reconhecido universalmente no futuro?
Resposta: Que JESUS CRISTO é o Senhor.
20. A Igreja foi chamada para a especulação ou para o serviço cristão?
Resposta: Para a sobriedade, firmeza e serviço cristão.
QUESTIONÁRIO COM 20 PERGUNTAS (SEM RESPOSTAS)
1. O que a falta de compreensão dos acontecimentos futuros pode gerar?
SOMENTE AS RESPOSTAS
1. Medo, confusão e interpretações equivocadas.
QUESTIONÁRIO DE MÚLTIPLA ESCOLHA (COM RESPOSTAS CORRETAS MARCADAS)
1. O que pode resultar da falta de compreensão dos acontecimentos futuros?
a) Prosperidade
b) Medo, confusão e interpretações equivocadas ✅
c) Crescimento econômico
d) Poder político
2. Qual é a esperança principal da Igreja?
a) Paz mundial
b) Prosperidade material
c) A volta de CRISTO ✅
d) Conhecimento humano
3. Quem conduz a história ao cumprimento do Seu propósito?
a) Os anjos
b) Os governantes
c) O acaso
d) DEUS ✅
4. O que significa Escatologia?
a) Estudo dos anjos
b) Estudo das últimas coisas ✅
c) Estudo da criação
d) Estudo dos milagres
5. Qual é o evento central da Escatologia Bíblica?
a) Pentecostes
b) Dilúvio
c) Volta de CRISTO ✅
d) Êxodo
6. Quem aguarda a redenção segundo Romanos 8?
a) Somente Israel
b) Somente a Igreja
c) Toda a criação ✅
d) Os anjos
7. O entendimento do futuro influencia:
a) Apenas emoções
b) As escolhas do presente ✅
c) Apenas o passado
d) A cultura
8. A profecia é de interpretação particular?
a) Sim
b) Não ✅
c) Às vezes
d) Somente para líderes
9. Qual princípio deve orientar a interpretação?
a) Tradições humanas
b) Opiniões pessoais
c) A Bíblia interpreta a própria Bíblia ✅
d) Filosofia
10. Qual posição doutrinária é adotada?
a) Pós-tribulacionista
b) Universalista
c) Pré-tribulacionista ✅
d) Preterista
11. O Arrebatamento ocorrerá:
a) Após o Juízo Final
b) Antes da Grande Tribulação ✅
c) Após o Milênio
d) Após a eternidade
12. O estudo profético exige:
a) Fanatismo
b) Reverência e equilíbrio ✅
c) Curiosidade exagerada
d) Sensacionalismo
13. Quem virá buscar a Igreja?
a) Miguel
b) Elias
c) JESUS CRISTO ✅
d) Moisés
14. A esperança da Igreja está firmada em:
a) Obras humanas
b) JESUS CRISTO ✅
c) Tradições
d) Política
15. O que garante a futura ressurreição dos salvos?
a) Boas obras
b) Conhecimento
c) Ressurreição de CRISTO ✅
d) Riquezas
16. Nossa confiança está baseada em:
a) Ciência
b) Retorno pessoal de JESUS ✅
c) Filosofia
d) Poder humano
17. O que será revelado na volta de CRISTO?
a) Sistemas políticos
b) Segredos humanos
c) Sua justiça perfeita ✅
d) Novas religiões
18. Os temas escatológicos convergem para:
a) Israel
b) Os profetas
c) JESUS CRISTO ✅
d) Os anjos
19. O que será reconhecido universalmente?
a) O poder humano
b) JESUS CRISTO é o Senhor ✅
c) A ciência moderna
d) A riqueza das nações
20. A Igreja foi chamada para:
a) Especulação
b) Isolamento
c) Sobriedade, firmeza e serviço cristão ✅
d) Dominação política
QUESTIONÁRIO DE MÚLTIPLA ESCOLHA (SEM MARCAR AS CORRETAS)
1. O que pode resultar da falta de compreensão dos acontecimentos futuros?
a) Prosperidade
b) Medo, confusão e interpretações equivocadas
c) Crescimento econômico
d) Poder político
2. Qual é a esperança principal da Igreja?
a) Paz mundial
b) Prosperidade material
c) A volta de CRISTO
d) Conhecimento humano
3. Quem conduz a história ao cumprimento do Seu propósito?
a) Os anjos
b) Os governantes
c) O acaso
d) DEUS
4. O que significa Escatologia?
a) Estudo dos anjos
b) Estudo das últimas coisas
c) Estudo da criação
d) Estudo dos milagres
5. Qual é o evento central da Escatologia Bíblica?
a) Pentecostes
b) Dilúvio
c) Volta de CRISTO
d) Êxodo
6. Quem aguarda a redenção segundo Romanos 8?
a) Somente Israel
b) Somente a Igreja
c) Toda a criação
d) Os anjos
7. O entendimento do futuro influencia:
a) Apenas emoções
b) As escolhas do presente
c) Apenas o passado
d) A cultura
8. A profecia é de interpretação particular?
a) Sim
b) Não
c) Às vezes
d) Somente para líderes
9. Qual princípio deve orientar a interpretação?
a) Tradições humanas
b) Opiniões pessoais
c) A Bíblia interpreta a própria Bíblia
d) Filosofia
10. Qual posição doutrinária é adotada?
a) Pós-tribulacionista
b) Universalista
c) Pré-tribulacionista
d) Preterista
11. O Arrebatamento ocorrerá:
a) Após o Juízo Final
b) Antes da Grande Tribulação
c) Após o Milênio
d) Após a eternidade
12. O estudo profético exige:
a) Fanatismo
b) Reverência e equilíbrio
c) Curiosidade exagerada
d) Sensacionalismo
13. Quem virá buscar a Igreja?
a) Miguel
b) Elias
c) JESUS CRISTO
d) Moisés
14. A esperança da Igreja está firmada em:
a) Obras humanas
b) JESUS CRISTO
c) Tradições
d) Política
15. O que garante a futura ressurreição dos salvos?
a) Boas obras
b) Conhecimento
c) Ressurreição de CRISTO
d) Riquezas
16. Nossa confiança está baseada em:
a) Ciência
b) Retorno pessoal de JESUS
c) Filosofia
d) Poder humano
17. O que será revelado na volta de CRISTO?
a) Sistemas políticos
b) Segredos humanos
c) Sua justiça perfeita
d) Novas religiões
18. Os temas escatológicos convergem para:
a) Israel
b) Os profetas
c) JESUS CRISTO
d) Os anjos
19. O que será reconhecido universalmente?
a) O poder humano
b) JESUS CRISTO é o Senhor
c) A ciência moderna
d) A riqueza das nações
20. A Igreja foi chamada para:
a) Especulação
b) Isolamento
c) Sobriedade, firmeza e serviço cristão
d) Dominação política.
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Lição 1, Escatologia, o Estudo das Últimas Coisas
1º trimestre de 2016 - O Final de Todas as Coisas - Esperança e Glória Para os Salvos
Comentarista da CPAD: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS
VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA
LIÇÃO
AQUI VOCÊ VÊ PONTOS DIFÍCEIS
DA LIÇÃO - POLÊMICOS
Veja 4º Trimestre De
2004 - VEM O FIM, O FIM VEM - - A Doutrina Das
Últimas Coisas - COMENTÁRIOS Pr. Claudionor Corrêa De Andrade
VEJA FIGURAS ILUSTRATIVAS EM http://ebdnatv.blogspot.com.br/2015/12/figuras-ilustrativas-da-licao-1.html
TEXTO ÁUREO
"Sabe,
porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos." (2 Tm
3.1)
VERDADE PRÁTICA
O estudo da Escatologia
bíblica traz ao coração dos salvos a esperança de um dia estarem para sempre
com o Senhor JESUS CRISTO.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 24.3 A
preocupação dos discípulos de JESUS a respeito da sua segunda vinda
Terça -
Lc 12.40 O Filho do Homem virá a qualquer momento
Quarta
- At 1.7 Não se pode especular quanto à segunda vinda do Filho de DEUS
Quinta
- 2 Pe 3.8 O tempo de DEUS não é o nosso tempo
Sexta -
Mt 24.36 Só DEUS sabe o tempo da vinda de JESUS e o fim do mundo
Sábado
- Mt 24.23-25 Antes da vinda de JESUS surgirão falsos cristos e falsos profetas
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE -
Mateus 24.4, 5, 11-13; 1 Tessalonicenses 1.10
Mt 24.4 - E JESUS,
respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane, 5 - porque
muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o CRISTO; e enganarão a muitos.
11 - E surgirão muitos falsos
profetas e enganarão a muitos. 12 - E, por se multiplicar a iniquidade, o amor
de muitos se esfriará. 13 - Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.
1 Ts 1.10 - e esperar dos
céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, JESUS, que nos livra
da ira futura.
OBJETIVO GERAL
Explicar
o real significado da Escatologia Bíblica.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Definir a Escatologia;
Mostrar a preocupação do
homem com os fins dos tempos;
Explicar algumas das
diferentes interpretações escatológicas.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado
professor, neste primeiro trimestre do ano estudaremos a respeito das últimas
coisas, pois em breve JESUS virá! Muitos já não creem na Segunda Vinda de
CRISTO, por isso, desprezam as profecias bíblicas. Todavia, JESUS virá como um
ladrão, na hora que ninguém espera. Este glorioso dia não nos pegará de
surpresa, pois somos do Senhor e aguardamos a sua vinda a qualquer momento.
O
comentarista do trimestre é o pastor Elinaldo Renovato de Lima - autor de
diversos livros, líder da Assembleia de DEUS em Parnamirim, RN.
Que o
estudo de cada lição possa trazer esperança ao seu coração, pois breve Ele virá
e estaremos para todo o sempre em sua presença.
PONTO CENTRAL
O estudo da Escatologia
Bíblica traz esperança para os salvos em JESUS CRISTO.
Resumo da Lição 1,
Escatologia, o Estudo das Últimas Coisas
I - O
ESTUDO DA ESCATOLOGIA
1.
Definição.
2. A escatologia e a volta de
JESUS.
II - A PREOCUPAÇÃO COM OS
FINS DOS TEMPOS
1. Os discípulos de JESUS.
2. As previsões falsas sobre
o futuro.
3. Falsos profetas.
III - INTERPRETAÇÕES
ESCATOLÓGICAS
Existem diferentes
interpretações escatológicas a respeito do fim. Não podemos estudar todas em
uma única lição, porém estudaremos algumas:
1. Futurista. subdivide-se
em: a) Pré-tribulacionista. b) Pré-milenista. c) Midi-tribulacionistas. d)
Pós-tribulacionistas.
2. Histórica.
3. Preterista
4. Simbolista.
SÍNTESE DO TÓPICO I - A
Escatologia Bíblica tem como objetivo estudar os assuntos relacionados às
últimas coisas.
SÍNTESE DO TÓPICO II - Os
discípulos de JESUS sempre se preocuparam com os fins dos tempos.
SÍNTESE DO TÓPICO III -
Existem várias interpretações escatológicas a respeito do fim.
PARA
REFLETIR - A respeito da Escatologia Bíblica, responda:
Defina
"escatologia".
A
palavra escatologia tem origem em dois termos gregos: escathos,
"último", e logos, "estudo", "mensagem",
"palavra". O termo grego cognato é éschata, que significa
"últimas coisas". Daí vem à expressão "estudo", ou
"doutrina" das "últimas coisas".
Quais
os temas estudados pela escatologia?
Estado
Intermediário, Arrebatamento da Igreja, Grande Tribulação, Milênio, Julgamento
Final e o Estado Perfeito Eterno.
Quando
se dará a volta de CRISTO?
A
qualquer momento CRISTO poderá voltar.
Cite
três interpretações escatológicas a respeito do fim.
Pré-tribulacionista,
Pré-milenista, Midi-tribulacionistas.
O que a
corrente Preterista entende a respeito do Apocalipse?
Os
preteristas entendem que o Apocalipse já se cumpriu totalmente na época do
Império Romano, incluindo a destruição de Jerusalém, no ano 70 a.C..
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão -
CPAD, nº 65, p. 36.
Você encontrará mais
subsídios para enriquecer a lição.
SUGESTÃO DE LEITURA
Escatologia, doutrina das
Últimas Coisas, Erros escatológicos que os Pregadores devem evitar e
Hermenêutica Fácil e descomplicada.
Comentários de vários autores com alguma
modificações do EV. Luiz Henrique
Pontos difíceis e polêmicos
Mas, quando vier aquele ESPÍRITO de verdade, ele
vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o
que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. João 16:13
Nosso credo - Igreja Evangélica Assembleia de
DEUS
11 - (1Ts 4.16. 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc
14.5 e Jd 14)
Cremos na Segunda Vinda premilenial de CRISTO,
em duas fases distintas. Primeira - invisível ao mundo, para arrebatar a sua
Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda - visível e corporal,
com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos.
12 -(2Co 5.10)
Cremos que
todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de CRISTO, para receber
recompensa dos seus feitos em favor da causa de CRISTO na terra.
13 - (Ap 20.11-15)
Cremos no
juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis.
14 - (Mt 25.46)
Cremos na
vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os
infiéis.
Haverá ação do ESPÍRITO SANTO durante a grande
Tribulação e durante o milênio?
O ESPÍRITO SANTO estará atuando nas duas
testemunhas, elas farão sinais e prodígios como pregação e testemunho do
evangelho do reino de DEUS.
Durante o milênio o ESPÍRITO SANTO será
derramado sem medida - Joel 2.27-29 E vós sabereis que eu estou no meio de
Israel, e que eu sou o Senhor vosso DEUS, e que não há outro; e o meu povo
nunca mais será envergonhado.E há de ser que, depois derramarei o meu ESPÍRITO
sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos
velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.
E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu ESPÍRITO
Joel 2:27-29
Quem serão as duas testemunhas que farão proezas
durante a Grande Tribulação?
Estudando sobre as duas testemunhas chegamos a
uma conclusão mais provável: Serão Moisés e Elias.
Moisés é representante da lei e o maior desejo
que ele tinha era entrar na terra prometida, entrou depois de morto mas entrou
e voltará novamente.
Elias é representante dos profetas e o maior
desejo dele era ver Israel sem idolatria, ainda terá chance de ver seu povo
deixar sua última idolatria, o anticristo.
As pessoas mais representativas são Moisés representando a lei e Elias
representando os profetas, tanto a lei como os profetas previram a vinda de
JESUS e seu ministério.
A bíblia se resume na lei e nos profetas.
Ap 11.6 Estes têm poder para fechar o céu, para
que não chova, nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para
convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de pragas, todas
quantas vezes quiserem. - Claramente identifica Elias e Moisés. Elias - 3 anos
e meio sem chuva e Moisés - águas transformadas em sangue e pragas.
PODERÁ TAMBÉM OCORRER QUE ESSAS DUAS TESTEMUNHAS
SEJAM PESSOAS VINDAS NA UNÇÃO E PODER COMO DE ELIAS E DE MOISÉS, NÃO TEMOS
CERTEZA.
Haverá salvação para gentios e desviados do
evangelho durante a Grande Tribulação?
Claro que vai haver conversões aos montes na
grande tribulação. DEUS é tremendo. esse amor nos constrange.
As pessoas que estão desviadas não precisam de
mais nada a não ser mais uma chance. DEUS em sua infinita misericórdia dará
essa chance para elas. DEUS é amor (Esses fazem parte dos "Força-os a
entrarem" E disse o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e
valados, e força-os a entrar, para que a minha casa se encha. Lucas 14:23).
Lembre-se de que - Se, porém, não
perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as
vossas ofensas. Mateus 6:15
Os pregadores serão as duas testemunhas e os 144
mil pregadores.
Apocalipse 11:3-6
E darei poder às minhas duas
testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de
saco.Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do DEUS
da terra.E, se alguém lhes quiser fazer mal, fogo sairá da sua boca, e devorará
os seus inimigos; e, se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja
morto.Estes têm poder para fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua
profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir
a terra com toda a sorte de pragas, todas quantas vezes quiserem.
Apocalipse 7:13,14
E um dos anciãos me falou,
dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde
vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que
vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue
do Cordeiro.
|
TABEL
RESUMO DO TRIMESTRE - APOCALIPSE – ESCATOLOGIA – EVENTOS FINAIS |
|||
|
ARREBATAMENTO (ANTES
DA GRANDE TRIBULAÇÃO) |
ESPÍRITO SANTO
RETIRADO COM A NOIVA (DESTINO – NOVA JERUSALÉM) |
TRIBUNAL DE CRISTO |
BODAS DO CORDEIRO |
|
SATANÁS ASSUME
GOVERNO DA TERRA |
7 ANOS DE GOVERNO DE
SATANÁS – ANTICRISTO (BESTA DO MAR), FALSO PROFETA (BESTA DA TERRA) E DRAGÃO
(3,5 ANOS PAZ FALSA E 3,5 ANOS DE GUERRAS E JUÍZOS DE DEUS) |
3,5 ANOS DE ENGANO –
ANTICRISTO E FALSO PROFETA (CONSTRUÇÃO DO TEMPLO, PRIMEIRA GUERRA DE MAGOGUE
CONTRA ISRAEL) – 144 MIL |
ANTICRISTO DESCOBERTO
3,5 ANOS DE GUERRAS E JUÍZOS DE DEUS SOBRE ISRAEL. MARCA DA BESTA. DUAS
TESTEMUNHAS - |
|
VINDA DE JESUS EM
GLÓRIA - DERROTA DE SATANÁS E SEUS EXÉRCITOS - |
ANTICRISTO E FALSO
PROFETA LANÇADOS NO LAGO DE FOGO - SATANÁS PRESO POR MIL ANOS |
JUÍZO DE BODES E
OVELHAS. |
OVELHAS FICAM PARA
MILÊNIO. BODES MORTOS E VÃO PARA O INFERNO. 1Ts 3:13 "na vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO com todos os seus santos." |
|
MILÊNIO (IGREJA NO
CÉU, NA NOVA JERUSALÉM, SUA CASA) |
JESUS GOVERNA SOBRE
ISRAEL E DEMAIS NAÇÕES |
RESTAURAÇÃO DA TERRA
E TRILHÕES DE PESSOAS NA TERRA (PAZ, PROSPERIDADE, LONGEVIDADE,
MULTIPLICAÇÃO) |
SATANÁS SOLTO –
GUERRA CONTRA CRISTO – MAGOGUE - VENCIDO SATANÁS LANÇADO NO LAGO DE
FOGO E ENXOFRE – APOIADORES DE SATANÁS - INFERNO |
|
ARREBATAMENTO DE
TODOS – RESSURREIÇÃO FINAL (UNS PARA VIDA ETERNA E OUTROS PARA PERDIÇÃO
ETERNA) |
VIVOS DO MILÊNIO E
MORTOS EM TODAS AS ÉPOCAS (INFERNO E MORTE) |
TRONO BRANCO (SALVOS
E PERDIDOS) – JUÍZO FINAL SÓ PARA ÍMPIOS DE TODAS AS ÉPOCAS |
SALVOS PARA NOVA
TERRA E NOVOS CÉUS COM IGREJA NA NOVA JERUSALÉM E DEUS MORANDO LÁ (ETERNIDADE
COM DEUS). |
236 Silva, Severino Pedro da SIL e Escatologia, doutrina das últimas coisas. Rio de Janeiro, CPAD, 1988. 1 v. 1. Escatologia. 2. O Anticristo. I. Título.
O que Significa Escatologia?
1. Definição־ do termo
O termo “ escatologia” e seus cognatos correspondem à “doutrina das últimas coisas” . Escaton (que vem por último) designa a doutrina que diz respeito ao fim do mundo presente e ao mundo vindouro. Desde que CRISTO irrompeu e com Ele o Reino de DEUS, o domínio da escatologia já está presente misteriosamente entre nós, com o seu peso de promessas e, simultaneamente, seu atual julgamento.(1)
2. Definição do argumento
Existem em o Novo Testamento alguns termos técnicos que designam o domínio presente, atual e futuro, ao mesmo tempo, da escatologia na vida da Igreja e na vida do mundo. Estes termos, segundo se diz, focalizam com exclusividade este tempo futuro. Vejamos:
a. “ E nos últimos dias acontecerá, diz DEUS, que do meu ESPÍRITO derramarei sobre toda a carne...” (J1 2.28 e ss; At 2.17 e ss).
3. A vinda de JESUS
A vinda do Senhor JESUS tem uma tríplice relação: à Igreja (para o arrebatamento), a Israel (para seu preparo em receber o Messias sete anos depois) e, às Nações (para o Milênio). A tríplice divisão natural é depreendida de 1 Tessalonicenses 4.16 que expressa o significado do argumento quando diz: “ ...o alarido” (à Igreja); “ ...a voz do arcanjo” (a Israel); “ ...a trombeta de DEUS” (às Nações).
a. Em relação à Igreja. Para com a Igreja, a descida do Senhor aos ares para ressuscitar os que dormem e transformar os crentes vivos é apresentada como constante expectação e esperança (1 Co 15.51,52; F1 3.20; 1 Ts 4.14-17; 1 Tm 6.14; Tt 2,13; Ap 22.20).
4. O desenvolvimento do argumento
A volta do Senhor, no que diz respeito à sua primeira vinda (ou fase), se destinará apenas à sua Igreja, e é chamada de “encontro” em 1 Tessalonicenses 4.17. A palavra “ rrebatamento” não se encontra, graficamente falando, nas passagens que descrevem o momento do arrebatamento da Igreja, mas a ideia do termo está na frase inserida. Isto é, no contexto que diz: “...seremos arrebatados” (1 Ts 4.17). A presente expressão obedece à seguinte sentença: “ tirar” , “ arrancar” , “ levar” , “ afastar” , “ tirar por força ou por violência” , “ impelir” , “ suprimir” , “ elidir” , etc.( ) Todas estas expressões designam, fundamentalmente, o traslado de uma coisa de um lado para outro ou de uma dimensão inferior para uma outra superior. Encontramos em o Novo Testamento cinco termos técnicos na língua grega que descrevem a manifestação de CRISTO em suas duas fases futuras: Arrebatamento e Parousia e cada uma delas exemplificadas com passagens bíblicas:
a. Optomai (aparecer). “ Assim também CRISTO, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação” (Hb 9.28).
5 .O "encontro “
Em 1 Tessalonicenses 4.17, a palavra “ arrebatamento” tem o mesmo sentido no grego que “ nosso encontro” , em Atos 28.15 onde lemos: “ ...ouvindo os irmãos novas de nós, nos saíram ao encontro à praça de Ápio e às três Vendas. E Paulo vendo-os deu graças a DEUS, e tomou ânimo . A palavra “ encontro” , neste sentido, significa portanto literalmente “ sair” a fim de voltar com “ alguém” . Somente duas passagens focalizam essas palavras com tal sentido, a saber: no trecho de Gênesis 24.63-67 e Mateus 25.1,6. Na passagem de Gênesis descreve-se o encontro de Rebeca com Isaque e na passagem de Mateus ilustra o encontro da Igreja com CRISTO.
a. Para Israel. A volta do Senhor no que diz respeito à sua segunda fase (Parousia) se destinará especificamente a Israel, mas as Nações, de um certo modo, estão envolvidas no acontecimento. Prenunciando a volta do Senhor nos ares, Israel é representado na figueira que brota. “ Aprendei pois esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão” (Mt 24.32). As parábolas foram métodos de ensino muito usados por JESUS. As parábolas são estórias que transmitem instrução, comunicando geralmente um ponto importante.( ) O ponto enfatizado na parábola da figueira contada por JESUS tem como objetivo ensinar-nos a identificar um "período de tempo geral” . Quando as folhas da figueira começam a brotar, sabemos que o verão se aproxima. Ainda hoje em Israel a natureza da figueira continua a mesma. Tão-somente quando as árvores ali brotam, anunciam a vinda da primavera, assim estes sinais (disse JESUS) anunciarão a Volta do Rei em glória.
6. A posição de CRISTO
No plano mais amplo de Seu ministério mediatorial, CRISTO está agora assentado no Céu “ aguardando” . O grego êkõêxouai transmite o significado de alguém esperando o recebimento de alguma coisa vinda de outro. Isto mostra CRISTO agora na atitude de alguém que está esperando; encontra-se revelado em Hb 10.12,13. Ele está entronizado e pacientemente aguarda: o tempo certo e a ordem do Pai. Mas enquanto isso não acontece, Ele está exercendo sua tríplice função: Primeiro, como concessor de dons (Ef 4.7-16), e o diretor do seu exercício (1 Co 12.4-11), e conforme tipificado pelos sacerdotes do Antigo Testamento que consagravam os filhos de Levi (Êx 29.1-9), CRISTO está incessantemente ativo no Céu. Em relação a isto, todo o campo de serviço fica adequadamente apresentado e a que deve ser notada está entre a atividade universal tríplice do crente como sacerdote e o seu exercício diário. Segundo, como intercessor, CRISTO continua o seu ministério no Céu, o qual começou aqui na terra (Jo 17.1-26; Rm 8.34). Este empreendimento estende-se ao seu cuidado pastoral daqueles que Ele salvou. Ele vive para sempre para fazer intercessão por eles, e por causa disto Ele pode salvá-los quando se aproximam de DEUS através dele (Hb 7.25). Ele não ora pelo mundo, ora, porém, por aqueles que o Pai lhe deu (Jo 17.9). A intercessão de CRISTO relaciona-se com a fraqueza, imaturidade e limitações daqueles por quem Ele ora. Sua intercessão garante nossa segurança para sempre (Lc 22.31,32). Terceiro, como advogado, e como aquele que nos representa agora no Céu (Hb 9.24), CRISTO lida com o pecado atual do cristão. Ele é a propiciação pelos nossos pecados (1 Jo 2.2). Quando acontece um pecado na sua vida, o cristão tem um advogado junto ao Pai. Um advogado é aquele que defende a causa de outra pessoa nos tribunais, e há motivos abundantes para CRISTO advogar em benefício daqueles que tão constantemente necessitam de sua ajuda.(7)
7. O retorno de CRISTO exemplificado
Encontramos no Antigo Testamento, especialmente no livro de Levítico 23, o ritual de cada festa estabelecida por DEUS e observada pelo povo de Israel na Terra Santa. Cada festa destas, de acordo com sua significação especial, aponta para um tempo futuro.(8)
a. A Páscoa (Lv 23.4). A primeira delas era a Páscoa do Senhor. Era celebrada “ no mês primeiro, aos 14 dias do mês, pela tarde, é a páscoa do Senhor” . Esta festa é comemorável, e recorda a Redenção, feita por um grande Redentor. Em figura ela significa “ ...CRISTO, nossa páscoa..., sacrificado por nós” (1 Co 5.7).
8. Para os primeiros cristãos
Para os cristãos da Igreja Primitiva a maior e mais sublime expectação era o retorno de CRISTO para seus Santos. Eles não se conformavam ausentes da “ presença do Senhor” e ardentemente almejavam por ela. Paulo, por exemplo, conserva em si uma expectação imediata da presença de CRISTO em sua vida. Ouça o que Paulo diz: “ Mas, se o viver na carne (no corpo) me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. - Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com CRISTO, porque isto é ainda muito melhor” (F1 1.22,23). Nesta sua expectativa, Paulo deseja estar com CRISTO de qualquer maneira: tanto “ partir” como esperar na “carne” o retorno de CRISTO. Esse deve ser, portanto, o sentido de “ viver na carne” para Paulo (F11.22). E, evidentemente, ele é inspirado a fazer esta oração aramaiquizada, que é: “ MARANATA!” (1 Co 16.22). Tal locução proverbial, como produto da cristologia do Filho de DEUS na comunidade primitiva, encontra seu correspondente em Apocalipse 22.20: “Amém. VemT Senhor JESUS!” No mais, a expectativa imediata do retorno de CRISTO para os seus santos está ancorada numa palavra falada por JESUS e escrita por Paulo, em 1 Tessalonicenses 4.15: “Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós (ele atualiza), os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem". E na seção seguinte ele exclama: “ Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de DEUS...”
Na passagem de Romanos 16.20, encontramos a ardente expectação de Paulo pelo retorno de CRISTO, quando diz: “E o DEUS de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés...” Esta ansiedade de Paulo e dos demais cristãos no primeiro século vem à tona em vários elementos doutrinários, tais como:
a. Em 1 Coríntios 7.29, lemos: “ Isto, porém, vos digo, irmãos, que o tempo se abrevia-, o que resta é que também os que têm mulheres sejam como se as não tivessem” .
2) “ Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor!” (F1 4.5).
3) “ Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima” (Tg 5.8).
4) “ O Senhor não retarda a sua promessa (da sua vinda), ainda que alguns a têm por tardia...” (2 Pd 3.9a, etc...).
9. O conceito errôneo
Para muitos a segunda vinda de CRISTO a este mundo é apenas um processo de acontecimentos. Para outros, porém, isso significa um estado de morte. Mas, segundo se depreende, não é uma coisa nem outra. Razão porque a morte é a penalidade imposta pelo pecado, mas o retorno de CRISTO livra do pecado e da penalidade (Rm 6.23). “ Os pensamentos e as experiências relativas à morte são dolorosos; os pensamentos relativos à vinda de CRISTO nos são muito caros (Jo 11.31; Tt 2.13). No primeiro caso, olhamos para baixo e choramos; no segundo, para cima e nos regozijamos (Jo 11.35; F1 2.16).
No primeiro caso (a morte), o corpo é semeado em corrupção e desonra; no segundo caso será ressuscitado em incorrupção e glória (1 Co 15.42,43; 1 Ts 4.16,17). No primeiro caso, somos despidos; no outro, revestidos (2 Co 5.4). No primeiro caso, há triste separação entre amigos; no outro, alegre reunião (Ez 24.16; 1 Ts 4.16 e ss). Na morte entramos no descanso, mas na vinda de CRISTO seremos coroados (1 Ts 4.13; Ap 14.13). A morte vem como nosso grande inimigo; CRISTO, como nosso grande amigo (Pv 14.27; 1 Co 15.26). A morte é 0 rei dos terrores (Jó 18.14); CRISTO é o Rei da glória (SI 24.7). Satanás tem o poder da morte; CRISTO é o príncipe da vida (At 3.15; Hb 2.14). Por ocasião da morte partimos para estar com CRISTO; por ocasião da sua vinda Ele virá até nós (Jo 14.3; F11.23). JESUS faz distinção entre a sua vinda e a morte do crente. CRISTO e os apóstolos nunca ordenaram aos santos que aguardassem a morte, mas, repetidamente, exortaram-nos a esperar a vinda do Senhor (1 Co 15.51,52).
a. A “ Nova Teologia” ensina que JESUS CRISTO nunca voltará a este mundo em forma literal para os seus santos: que CRISTO está retornando tão rapidamente quanto lhe é possível entrar neste mundo; que Ele veio no Pentecoste, na presença do ESPÍRITO SANTO; que Ele veio por ocasião da destruição de Jerusalém, no julgamento contra aquela cidade, e que Ele vem por ocasião da morte das pessoas, como já falamos acima. Com efeito, a vinda de CRISTO não deve ser identificada com a destruição de Jerusalém, em 70 d. C., conforme a interpretação de alguns. O julgamento de DEUS contra Jerusalém não é o acontecimento referido na maioria das passagens em que a segunda vinda de CRISTO é mencionada. Isto. por vários motivos:
No primeiro caso, somos despidos; no outro, revestidos (2 Co 5.4). No primeiro caso, há triste separação entre amigos; no outro, alegre reunião (Ez 24.16; 1 Ts 4.16 e ss). Na morte entramos no descanso, mas na vinda de CRISTO seremos coroados (1 Ts 4.13; Ap 14.13). A morte vem como nosso grande inimigo; CRISTO, como nosso grande amigo (Pv 14.27; 1 Co 15.26). A morte é o rei dos terrores (Jó 18.14); CRISTO é o Rei da glória (SI 24.7). Satanás tem o poder da morte; CRISTO é o príncipe da vida (At 3.15; Hb 2.14). Por ocasião da morte partimos para estar com CRISTO; por ocasião da sua vinda Ele virá até nós (Jo 14.3; F11.23). JESUS faz distinção entre a sua vinda e a morte do crente. CRISTO e os apóstolos nunca ordenaram aos santos que aguardassem a morte, mas, repetidamente, exortaram-nos a esperar a vinda do Senhor (1 Co 15.51,52).
a. A “ Nova Teologia” ensina que JESUS CRISTO nunca voltará a este mundo em forma literal para os seus santos: que CRISTO está retornando tão rapidamente quanto lhe é possível entrar neste mundo; que Ele veio no Pentecoste, na presença do ESPÍRITO SANTO; que Ele veio por ocasião da destruição de Jerusalém, no julgamento contra aquela cidade, e que Ele vem por ocasião da morte das pessoas, como já falamos acima. Com efeito, a vinda de CRISTO não deve ser identificada com a destruição de Jerusalém, em 70 d.C., conforme a interpretação de alguns. O julgamento de DEUS contra Jerusalém não é o acontecimento referido na maioria das passagens em que a segunda vinda de CRISTO é mencionada. Isto. por vários motivos:
b. Outro ponto de vista da “ Nova Teologia” é que CRISTO veio na pessoa do ESPÍRITO SANTO. Em sentido muito real e importante, de fato, a vinda do ESPÍRITO SANTO foi uma vinda de CRISTO para os seus (Jo 14.15-18,21-23). Essa, porém, não foi a vinda de CRISTO referida nas passagens que afirmam que Ele voltará. Evidentemente, sua vinda é claramente estabelecida e distinta pelo testem unho conjunto dos profetas, de João Batista, dos anjos, dos apóstolos, e do próprio CRISTO! Dele. disseram os anjos: "Esse JESUS, que dentre vós foi recebido em cima no céu. há de vir assim como para o céu o vistes ir” (At 1.11b).
10. O tempo de DEUS
As Escrituras deixam bem claro que, do ponto de vista divino. DEUS jamais se atrasa. Se parece haver demora no retorno de CRISTO, é porque devem existir boas e convenientes razões para isso. É verdade que são já decorridos mais de 1900 anos da época em que a promessa do arrebatamento foi feita pela própria boca do Senhor (Jo 14.3). Entretanto, os membros da Igreja Primitiva em Tessalônica creram que CRISTO viria enquanto estivessem vivos e foram consolados pela expectativa de se reunirem aos seus entes queridos já falecidos. Isso porém, não contradiz, nem enfraquece a promessa de CRISTO para seus santos, pois, todos aqueles santos sabiam que CRISTO, como DEUS, tem a eternidade na sua mão e pode ligar o hoje do tempo, como se fosse o amanhã da eternidade (2 Pd 3.8,9). O mundo tem passado de um a crise a outra, mesmo quando parecia oportuno para 0 regresso de CRISTO. M as o significativo acontecimento não ocorreu.
a .A razão divina. Por que CRISTO ainda não cumpriu sua promessa de vir e receber seu povo para levá-lo consigo? Do ponto de vista da profecia bíblica, tal demora não é inesperada. Há, portanto, razão para tal. Quando CRISTO veio pela primeira vez, era um episódio que havia sido previsto há milhares de anos. Séculos de história haviam preparado o cenário para a primeira vinda de CRISTO à Terra. A língua grega se desenvolvera e era de uso comum em todo o mundo ocidental. Isso preparou o caminho para que o Novo Testamento fosse escrito em um idioma preciso e amplamente utilizado. Paulo afirma que, quando tudo, porém, estava pronto: “ ...DEUS enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (G1 4.4b). O Império Romano conseguira estabelecer relativa paz no Oriente Médio. A vida e culto judaicos na Palestina estavam prontos para a vinda do Messias. Apareceu João Batista para anunciar a vinda do Rei e conclamar a nação ao arrependimento (Mt 3). A Paz Romana havia franqueado o comércio internacional e as comunicações, possibilitando que os cristãos do Século I propagassem a mensagem do Evangelho pelo Império Romano inteiro e finalmente por todo o mundo. As profecias sobre a primeira vinda de CRISTO foram cumpridas num dia cuidadosamente preparado por um DEUS soberano. Ele estava “ velando” sobre este tempo (Jr 1.12). Assim também, as profecias concernentes ao retorno de CRISTO para buscar os crentes e a sua segunda vinda (Parousia) à terra serão cumpridas dessa forma, num perfeito sincronismo de DEUS.
11. Sua Parousia também será necessária
a. Na primeira, refere-se “ à oportunidade” que DEUS concedeu a eles para salvação. Paulo comenta isso em Romanos 11 e Efésios 2. Paulo fala deles no seguinte tema: “ ...naquele tempo estáveis sem CRISTO” (Ef 2.12). Refere-se ao tempo passado, antes de CRISTO ter vindo ao mundo. Conforme este conceito, os gentios estavam sem a “ promessa messiânica” , isto é, sem as vantagens do Pacto com Israel, o que é mencionado e comentado em Romanos 9.4,5. “ Chamados incircuncisão” (Ef 2.11); sim, os judeus chamavam os gentios de “ incircuncisão” , por desprezo. Em sentido geral, os gentios estavam sem a redenção que nos vem por intermédio de CRISTO inteiramente à parte de qualquer idéia de redenção mediada pelas promessas judaicas “ ...Mas agora” (Ef 2.13a). Diz Paulo: “ ...em CRISTO JESUS, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de CRISTO chegastes perto” . Portanto, “ os tempos dos gentios” nesta primeira seção, referem-se a “ um tempo para salvação” (Jo 1.12).
b. Na segunda, o termo refere-se “ ao domínio gentílico” que, como sabemos, começou com Nabucodonosor e se estenderá até o Armagedom (Dn 2.44,45; Ap 19.19-21). Durante este período as nações gentílicas têm ditado o destino de Jerusalém e oprimido o povo de Israel. Nosso Senhor predisse isso, em Lucas 21.24: “ ...E Jerusalém será pisada pelos gentios, até (esse “ até” vai até o Armagedom) que os tempos dos gentios se completem” . Temos aqui uma elaboração editorial, preparada por Lucas, conforme CRISTO predisse sobre os eventos que sobreviriam à cidade de Jerusalém e ao povo judeu, quando de sua destruição. A passagem, de maneira geral, reflete tanto um conhecimento histórico como profético daqueles acontecimentos; e isto mostra que do ano 70 d.C., até a presente era, de fato, Jerusalém tem sido pisada por esta gente. “ Tempos dos gentios” , como já tivemos ocasião de ver, é primeiramente usado para indicar o tempo durante o qual os gentios terão a oportunidade de se arrependerem e de acharem a salvação. “ ...DEUS visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome” (At 15.14b). Este tempo começou com a morte e ressurreição de nosso Senhor JESUS CRISTO e terminará em plenitude com o arrebatamento da Igreja. Porém, como já falamos, no sentido de domínio, refere-se ao tempo que DEUS estabeleceu para castigar Israel como nação, o que terá características daqueles tempos (Dn 8.13,14; .12.7,11.12 etc...). Nas palavras de JESUS em Lucas 23.28,29, podemos deduzir o que isto significa. Isto é, o que queria dizer “ Jerusalém” ser pisada pelos gentios. Ouça: “ Porém JESUS, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram!” Esta passagem trata-se de uma declaração profética a respeito da destruição da cidade de Jerusalém, pelo poderio gentílico, o que teve cumprimento no ano 70 d. C. A descrição foi tão horrorosa porque a maternidade, naqueles dias, tomou-se uma verdadeira maldição, e não uma bênção, segundo usualmente considerada. As mães foram forçadas a ver os seus filhos inocentes serem brutalmente assassinados, ou mortos por inanição. (Ver notas expositivas sobre isso, “ A fuga predita” .) Lemos nos escritos de Josefo que certas mulheres, por causa da fome causada pela muralha com que Flávio Tito Vespasiano cercou a cidade, chegaram a comer os seus próprios filhos, e até mesmo soldados tão endurecidos como os militares romanos sentiam asco de ver a cena de corpos infantis meio comidos ou meio cozinhados. Acrescenta-se a isso o fato de que a mãe com seus filhos seria impedida de fugir da cidade. Portanto, isso significa, domínio cruel dos gentios, até que seu tempo termine. O que só acontecerá com o retorno de CRISTO. As profecias, tanto do Antigo como do Novo Testamento, indicam que no retorno de CRISTO à Terra com poder e grande glória, JESUS será visto fisicamente na Palestina (Ap 1.7). O mesmo JESUS CRISTO que nasceu de uma virgem, que morreu na cruz, que ressuscitou e subiu ao Céu, brevemente voltará: primeiro para os seus santos (o arrebatamento) e segundo, com os seus santos (sua Parousia). Ele voltará em pessoa à esfera terrestre para exercer seu governo sobre o mundo. Está perfeitamente claro que este regresso de nosso Senhor será literal e não somente sua presença espiritual como tem sido afirmado por alguns estudiosos da Bíblia.
12. Seu retorno em glória
Esta descrição aqui do arrebatamento e Parousia de CRISTO faz-se necessária para que o estudioso das profecias tenha maior clareza na cronologia profética. Os acontecimentos que se seguirão em sua vinda pessoal a este mundo são mais ou menos estes:
a .O regresso de CRISTO será um regresso visível e glorioso. De acordo com as Escrituras, todos verão JESUS (Mt 24.30; 26.64; Ap 1.7). Seu primeiro toque a este mundo será no monte das Oliveiras como está descrito pelo profeta Zacarias 14.4: “ E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém, para o oriente...” Durante esse período, a marcha do cortejo e a rotação contínua da terra permitirão que o mundo inteiro presencie 0 acontecimento. O destino final do cortejo será o centro do Oriente Médio, ao encaminhar-se para 0 aniquilamento dos exércitos reunidos para a batalha do Armagedom e para a chegada definitiva de CRISTO ao Monte Sião (SI 2).
(־) Scofield, Dr. C. I. (Scofield Reference Bible)
( י) Peq. Die. da Ling. Port. p. 113, 11♦ Ed. 1979
(') A. E. B. Ant. da Ült. Bat. Armag. 1981
( ) Cont. Regres. P / O Juízo Fin. 1981 (s) Scofield, Dr. C. I. (Scofield Reference Bible)
(:) Teol. Sist. L. S. C. Vol. I. 1986 (8) Scofield, Dr. C. I. (Scofield Reference Bible) { ) Op. Cit. C. I. Scofield
236 Silva, Severino Pedro da SIL e Escatologia, doutrina das últimas coisas. Rio de Janeiro, CPAD, 1988. 1 v. 1. Escatologia. 2. O Anticristo. I. Título.
Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva - CPAD
1. “REVELAÇÃO de JESUS CRISTO, qual DEUS lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo”.
I. “...Revelação de JESUS CRISTO”. O vocábulo português “revelar”, derivado do latim “revelare”, é geralmente a tradução do termo hebraico “gãlô" e do termo grego “apokalyptõ” (substantivo, apokalypsis), que corresponde a “gãlô” na Septuaginta e no Novo Testamento. Os escritores clássicos traduziram a palavra “apocalipse” por “revelação”, e esta foi vertida para o latim com tal sentido, em razão de o verbo “revelar”, que freqüentemente é empregado nas Escrituras ter este sentido (Pv 11.13 e Dn 2.22, 28).
1. A revelação tem dois pontos focais: (a) os propósitos de DEUS; (b) a pessoa de DEUS:
(Ad. a ) Por um lado, DEUS informa os homens a respeito de Si mesmo: quem é Ele, o que tem feito, o que está fazendo, o que fará, e o que requer os homens façam. Assim é que o Senhor tomou Noé, Abraão e Moisés, aceitando-se em relação de confiança; informando-os sobre o que havia planejado e qual era a participação dos mesmos nesse plano (cf. Gn 6.13-21; 12.1 e ss; 15.13-21; Êx 3. 7-22). Semelhantemente, o DEUS Todo-poderoso declarou a Israel as leis e promessas de Sua Aliança (Êx capítulo 20 a 23; Dt 4.13 e ss; Sl 78.5; 147.19). Ele desvendou Seus propósitos aos profetas, seus servos (Am 3.7). CRISTO disse aos discípulos durante seu ministério terreno: “...tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (Jo 15.15b). DEUS revelou a Paulo, o grande “...Mistério da Sua vontade, segundo o seu beneplácito” (cf. Ef 1.9a e 3.3). No Apocalipse, CRISTO revelou a João seu servo “...as coisas que brevemente devem acontecer”.
(Ad. b) Por um lado, quando DEUS envia a Sua Palavra aos homens, Ele também os confronta consigo mesmo. “A Bíblia não concebe a revelação como uma simples transmissão divinamente garantida, mas antes, como a vinda pessoal de DEUS aos homens, para tornar-se conhecido deles (cf. Gn 35.7; Êx 6.3; Nm 12.6-8; Gl 1.15 e ss). Esta é a lição que devemos aprender das teofanias do Antigo Testamento (cf. Êx 3.2 e ss; 19.11-20; Ez 1; etc), bem como do papel desempenhado pelo enigmático “anjo (mensageiro) do Senhor”, que evidentemente é uma manifestação do próprio DEUS”. O Apocalipse não revela apenas o princípio de formação do grande plano de DEUS na obra da redenção, mas de um modo particular, seu desenvolvimento e consumação.
2. Seu conteúdo se compõe de: 22 capítulos, 404
versículos, 12000 palavras e 9 perguntas: (5.2; 6.10,17; 7.13; 13.4 (duas vezes); 15.4;
17.7; 18.18). “A Bíblia divide a raça humana em três partes: quer dizer, os
judeus, os gentios, e a Igreja (1 Co 10.32), e contém, uma mensagem para cada
uma das três. O Antigo Testamento trata das duas primeiras divisões. Por
exemplo, o livro de Daniel trata dos judeus e dos domínios gentílicos, sem
mencionar a Igreja graficamente. O Novo, dá a mensagem para a Igreja, e Paulo,
especialmente, em todas as suas epístolas trata dela, enquanto que temos a
palavra final de DEUS para judeus, gentios e, a Igreja, no Apocalipse.
Encontramos a Igreja no princípio do livro; Israel no meio; e as nações
gentílicas no fim.
3. O livro é composto ao redor do simbolismo do
número sete. Há
sete cartas para sete igrejas da Ásia Menor (hoje, atual porção da Turquia
Asiática), capítulos 1 a 3. Sete selos num livro que se encontra na mão direita
de DEUS, capítulo 5. Sete trombetas que anunciarão estranhos castigos,
capítulos 8 a 11. Sete castiças de ouro nas mãos de JESUS, capítulo 1. Sete
anjos (agentes humanos), capítulo 1.20 e ss. Sete anjos (agentes divinos),
capítulos 8 a 16. Um Cordeiro com sete pontas e sete olhos, capítulos 1.4 e
4.5. Sete trovões, capítulo 10.3. Há também referência de um grande dragão
vermelho com “sete cabeças”e “sete diademas”, capítulo 12.3. A Besta semelhante
ao leopardo tinha “sete cabeças”, capítulo 13. No capítulo 17 do livro em foco,
é-nos dito que, ela tem “sete cabeças”. Há também “sete montes” e “sete reis”,
capítulo 17.9-10. Para os remidos do Senhor, há também “sete bem-aventuranças”
(1.3; 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14). Na metade final da septuagésima
semana profética de Daniel (9.27), entra em ação sete personagens principais:
(a) A mulher. Ap 12.1 e ss; (b) O dragão. Ap 12.3 e ss; (c) O menino. Ap 12.5 e
ss; (d) Miguel, o Arcanjo. Ap 12.7; (e) A descendência da mulher. Ap 12.17; (f)
A Besta saindo do mar. Ap 13.1 e ss; (g) A Besta saída da terra. Ap 13.11 e ss.
No capítulo 14, encontramos “sete visões”; visões separadas em si e, sem
conexão, cada uma completa em si mesma: (vs. 1-5; vs. 6-7; vs. 9-12; v. 13; vs.
14-16; vs. 17-20). Há também sete promessas para “aquele que vencer” (2.7,
11,17,26; 3.5,12,21). Há sete cores no “arco celeste”, capítulos 4 e 10. Sete,
declara o Dr. H. Lockyer, Sr., provém de uma raiz hebraica que significa “ser
completo, satisfeito, ter suficiente”, e transmite a idéia de perfeição ou
totalidade. O papel importante que este número tem no Apocalipse é provado pelo
fato de João usá-lo não menos que 50 vezes.
4. O AUTOR. O autor desta grande obra é o próprio DEUS. É
esta (diz H. H. Halley) a primeira declaração do livro. Do ponto de vista
humano, é atribuído a João, “o filho de Zebedeu” (Lc 5.10; Ap 1.1,4,9; 22.8). A
autoria do Apocalipse a pessoa de João, é comprovada tanto pelas provas
externas como internas:
(a) Provas externas. Segundo
tradição bem estabelecida, desde a época dos País Apostólicos, e no julgamento
da grande maioria dos primitivos cristãos, o Apóstolo João, aquele que esteve
reclinado “sobre o peito” do Senhor (Jo 21.20), foi o escritor do Apocalipse.
“Outro testemunho direto a favor do Apóstolo João como autor do Apocalipse nos
vem de Irineu, que morreu em Lion, na França, perto do ano 190 de nossa era.
Ele nasceu e se criou na Ásia Menor, na esfera das sete igrejas. Foi discípulo
de Policarpo, que foi bispo duma das sete igrejas, a de Esmirna. Dentre outros
do passado, Clemente, de Alexandria, Tertuliano, de Cartago, Orígenes, de
Alexandria (223 d.C.). Hipólito, de Roma (140 d.C.). Outros que vieram depois,
conclamaram a mesma coisa: Basílio, o Grande, Atanásio, Ambrósio, Cipriano,
Agostinho e Jerônimo”. Teófilo, bispo de Antioquia (Síria ocidental), na última
metade do século II d.C., cita o Apocalipse como sendo obra do Apóstolo João, o
último sobrevivente dos companheiros de JESUS.
(b) provas internas. O
próprio autor diz que seu nome é JOÃO, descreve-se como “servo” de DEUS (1.1),
e como um dos “profetas” (22.9). Com exceção de 1 Coríntios, Apocalipse é
citado com o nome do autor antes de qualquer outro livro do Novo Testamento. Em
seu Evangelho e Epístolas, João escreve na terceira pessoa, mas no Apocalipse,
menciona seu nome cinco vezes na primeira pessoa (1.1,4,9; 21.2; 22.8). A nossa
solene convicção é de que João o escreveu! Houve trovão quando DEUS escreveu as
primeiras palavras da Bíblia (cf. Êx 19.16 e 30.18). Assim, suas últimas
palavras só podiam ser escritas por João, “o filho do trovão” (Mc 3.17 e Ap 22.18).
5. DATA EM QUE FOI ESCRITO. Irineu e Eusébio afirmam categoricamente que o
Apocalipse foi escrito no tempo de Domiciano. (Ver Eusébio, História
Eclesiástica III, 18,3 e Irineu, adv. Haer. V. 30.3). Esse testemunho foi
aceito sem hesitação por Clemente de Alexandria, Orígenes e Jerônimo. A data
fixada por esta escola de interpretação, é o ano 96 d.C. Nesta possível data,
Domiciano decretou o “culto ao imperador”, fazendo disso uma prova de lealdade
ao império. Os cristãos, provavelmente, se recusaram a adorar o imperador como
se fosse um “deus”. E as conseqüências foram desastrosas para os santos
naqueles dias. Este imperador desalmado deportara também a João para a ilha de
Patmos “por causa da Palavra de DEUS, e pelo testemunho de JESUS CRISTO” (1.1).
6. CONCEITOS E MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO. O Apocalipse tem sofrido vários pontos de vista
de interpretações, tanto no passado como no presente, sendo, porém, cinco
defendidos com mais veemência:
(a) O ponto de vista
preterista. (Do passado). Este método é praticamente oposto ao método
futurístico. Os futuristas afirmam que nada do livro (com exceção dos capítulos
1,2, e 3) se cumpriu ainda. Os preteristas, no sentido restrito do termo,
afirmam que todo o livro foi já cumprido nos dias do império romano, no
primeiro século da nossa era, embora, talvez haja acontecimentos relacionados
ao segundo século. “A palavra “preter” é um prefixo do latim “praeter”, que
significa passado ou além de. O derivado “preterista” aqui empregado significa
aquele que encara o passado o cumprimento do Apocalipse. Pieters acha que há
dois grupos de preteristas: os da direita e os da esquerda.
(b) O ponto de vista
histórico. Os intérpretes que assumem essa posição procuram encaixar todos os
acontecimentos previstos no Apocalipse em várias épocas da história humana.
(c) O ponto de vista
futurista. (O que nós aceitamos em razão de se coadunar com o conteúdo e
argumento principal do livro). Esse ponto de vista aceita que os acontecimentos
narrados nos capítulos 1,2 e 3, são de fato históricos, e tiveram seu
cumprimento nas igrejas existentes naqueles dias, no pequeno Continente da Ásia
Menor (hoje, atual porção da Turquia Asiática). Porém, no que diz respeito aos
seus métodos de aplicação, têm servido para as igrejas de todos os tempos. A
partir do capítulo 4 o livro é completamente futurista, e terá o devido
cumprimento durante o período sombrio da Grande Tribulação, seguido pelo
Milênio; depois virá a Eternidade.
(d) O ponto de vista
simbólico. (Ou místico). Os eruditos dessa escola crêem que o livro do
Apocalipse não é essencialmente profético e nem histórico, mas é uma vívida
coletânea de símbolos místicos, que visam a ensinar lições espirituais e
morais. São os idealistas que, somente vêem no livro apresentações simbólicas
do conflito entre o bem e o mal, e da vitória final do bem. Esse método de
interpretação é, sem dúvida rejeitado na declaração: “As coisas que brevemente
devem acontecer” (1.1).
(e) O ponto de vista
eclético. (Citado pelo Dr. Russell Norman Champrin, Ph. D.). Alguns intérpretes
do Apocalipse “misturam” todas as idéias expostas acima, de modo que nenhuma
domina: as demais. Não há dúvida de que devemos preservar “alguns elementos”
(mas não todos) de cada um desses métodos apresentados sobre o livro, em um
grau ou outro. O livro ensina-nos lições morais e místicas, aplicáveis a
qualquer época. Contudo, certamente erraremos, se não contemplarmos o livro do
Apocalipse como obra “essencialmente profética”, e da primeira ordem.
2. “O qual testificou da
Palavra de DEUS, e do testemunho de JESUS CRISTO, e de tudo o que tem visto”.
I. “...A Palavra de DEUS”. A Palavra de DEUS à qual João se refere no
presente texto, é a palavra falada e escrita como no Monte Sinai: primeiro DEUS
fala (Êx 20), depois escreve (Êx 31.18). Em uma linguagem mais acessível esta
palavra “é o Evangelho de CRISTO” (cf. Ap 1.9; 6.9; 20.4). Enquanto que o
“testemunho de CRISTO” é um genitivo subjetivo, ou seja, o testemunho dado por
JESUS CRISTO em sua pureza e santidade. A revelação é a Palavra de DEUS
transmitida e testemunhada pelo próprio CRISTO (Ap 22.16,20). Ele disse ao
governador romano (Pilatos): “Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso vim ao
mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Tudo aquele que é da verdade ouve a
minha voz” (Jo 18.37). O verbo “testificar”está no tempo aoristo –
“testificou”. Isto indica que João já havia dado testemunho acerca do verbo de
DEUS. Esse sublime testemunho da pessoa de CRISTO, inclui também, o testemunho
de sua pessoa física durante os 33 anos de sua existência terrena.
3. “Bem-aventurado aquele que
lê, e os que ouvem as palavras desta profecia*, e guardam as coisas que nela
estão escritas; porque o tempo* está próximo”.
I. “...Bem-aventurado”. Esta é a primeira “Bem-aventurança” das sete
que este livro encerra (1.3; 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14). A escritora M.
S. Novah, observa que nesta primeira “Bem-aventurança” existe uma tríplice
promessa do Senhor: “Bem-aventurado aquele que lê (verbo no singular), e os que
ouvem (plural) as palavras desta profecia, e guardam (plural novamente) as
coisas que nela (singular) estão (plural) escritas; porque o tempo (do seu
cumprimento) está próximo”. Porque guardar o que está escrito? “Porque o tempo
está próximo”. Guardar não é só memorizar que se leu, é muito mais: é obedecer,
é praticar. Provavelmente, esta “Bem-aventurança”, se reserva aqueles (a Igreja
toda) que durante a Grande Tribulação, serão guardados por DEUS do sofrimento
sem precedente na história humana. (Cf. Ap 3.10), diz o que segue: “Como
guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da
tentação que há de vir sobre o mundo, para tentar os que habitam na terra”.
Apocalipse Versículo por Versículo - Severino
Pedro da Silva - CPAD
Lição 01 - O Fim Vem, Vem O Fim! A Doutrina Das
Últimas Coisas - 4º Trimestre De
2004 - VEM O FIM, O FIM VEM - A Doutrina Das Últimas Coisas -
COMENTÁRIOS Pr. Claudionor Corrêa De Andrade
A segunda vinda de
CRISTO e o juízo – 3.1-18.
Pedro encerra sua obra
com um capítulo escatológico. Após ter falado sobre dois caminhos, dois tipos
de vida, o apóstolo fala sobre a segunda vinda de CRISTO (3.4) e, novamente,
trás à tona o tema do juízo, comparado ao dilúvio dos dias de Noé (3.7). Está
em destaque a aparente demora da "parousia". Pedro adverte que
o tempo de DEUS é diferente do nosso. "Um dia para DEUS é como mil anos e
mil anos como um dia". (3.8). Sobre a segunda vinda precisamos de
duas atitudes: fé e paciência. A aparente demora de DEUS é manifestação da sua
misericórdia. Ele está dando tempo para muitos ainda se arrependam e se
convertam (3.9). Enquanto que o dilúvio foi a destruição dos ímpios e suas
obras através da água, Pedro nos diz que o fim desta nossa era se dará por meio
de um "dilúvio de fogo". O apóstolo "desenha" um cenário
"apocalíptico" iluminado pelas chamas da ira divina. O fogo abrasará
(3.10,12), destruirá (3.7) e fará derreter (3.12). Serão atingidos: os céus
(3.7,10,12), a terra (3.7,10) e todas as coisas que nela há (3.10-11).
Semelhantemente ao texto de Apocalipse 21.1, Pedro também fala de novos céus e nova
terra (II Pd.3.13; Is.65.17).
COMENTÁRIOS - Introdução
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, A
Escatologia como Doutrina Das Últimas Coisas não é só para teólogos e eruditos
da bíblia, antes pelo contrário, é revelação de DEUS para os mais humildes de
seu povo.
Em muitas religiões o livro de Apocalipse nem é
citado, sendo ensinado que estas coisas são muito complexas e são somente para
os líderes interpretarem-nas. A visão do futuro é uma forma de DEUS provar sua
existência e provisão para seus fiéis servos, não existe nada de complicado na
Palavra de DEUS, somente temos que nos aproximar do autor da bíblia com amor,
respeito, reverência e santo temor, pedindo como Daniel a interpretação correta
através do ESPÍRITO SANTO.
Tópico I - O Que É A Doutrina Das Últimas
Coisas?
A Doutrina
Das Últimas Coisas é o estudo mais importante sobre DEUS e nosso futuro com o
mesmo; negligenciar este estudo é negligenciar nossa salvação, pois é para
estas mesmas coisas, e para ficarmos livres de muitas delas, é que fomos
salvos.
1. Definição:
A
palavra escatologia é formada de duas palavras
gregas: escato (eschatos = último, fim) e logo (lógos = palavra, discussão,
instrução, ensino, assunto, tema). Portanto
escatologia é o estudo do fim ou o estudo das últimas coisas, ou ainda o estudo
dos últimos dias.
Várias
passagens das Escrituras empregam a palavra eschatos juntamente com hmera (heméra = dia). Assim temos escath hmera (eschatê heméra = último
dia), usado em Jo.6:39 e 7:37. A
primeira ocorrência se refere ao último dia da ressurreição, um dia
escatológico, enquanto que a segunda apenas faz alusão ao último dia da festa
de casamento. Temos escatai hmerai (eschatais hemerais = últimos
dias)em At.2:17; II Tm.3:1; Tg.5:3; e escatou
twn hemerwn (eschatou tôn hemerôn = últimos dias) em Hb.1:2. Todas estas passagens
aludem ao período de tempo entre a 1ª e a 2ª vindas de JESUS. Os últimos dias
iniciaram-se com a 1ª vinda de JESUS que veio na "plenitude do
tempo"(Gl.4:4), pois o tempo anterior da dispensação da lei já estava cumprido
(Mc.1:15; Lc.16:16). Estamos vivendo os últimos dias. Esse período de tempo que
a Bíblia chama de últimos dias, recebe ainda outras designações, tais como:
"tempo aceitável... dia da salvação"(Is.49:8) ou "ano aceitável
do Senhor"(Is.61:2a); "dispensação da plenitude dos
tempos"(Ef.1:10) ou "dispensação
da graça"(Ef.3:2)1 ou "dispensação do
mistério"(Ef.3:9); "tempo da oportunidade", "tempo
sobremodo oportuno", "dia da salvação"(IICo.6:2), "tempos
oportunos" (IITm.2:6), "tempos devidos" (Tt.1:3);
"hoje" (Hb.3:7,15;4:7,8); "fins dos séculos" (ICo.10:11);
"última hora"(IJo.2:18).
2. No Antigo Testamento:
As grandes religiões monoteístas foram
fortemente marcadas pela escatologia. As questões do juízo final e da
ressurreição dos mortos são esboçadas nos últimos livros do Antigo Testamento.
A partir do século I a.C., desenvolveu-se entre os judeus uma vasta literatura
apocalíptica, com influência sobre a primitiva literatura cristã e o islamismo.
A escatologia está fortemente presente em toda a
bíblia, exemplo maior disso é o Livro de Daniel e Ezequiel.
JEREMIAS 29.1-14
A CARTA DE JEREMIAS AOS JUDEUS DA BABILÔNIA
Eu escrevi uma carta aos judeus que
Nabucodonosor havia levado como prisioneiros de Jerusalém para a Babilônia:
autoridades, sacerdotes, profetas e todo o povo. Isso aconteceu depois de terem
saído de Jerusalém o rei Joaquim, a sua mãe, os oficiais do palácio, as
autoridades de Judá e de Jerusalém, os carpinteiros e os outros operários
especializados. O rei Zedequias, de Judá, mandou que Elasa, filho de Safã, e
Gemarias, filho de Hilquias, levassem a carta ao rei Nabucodonosor, da
Babilônia. Ela dizia:"O SENHOR Todo-Poderoso, o DEUS de Israel, diz o
seguinte a todos os judeus que ele deixou Nabucodonosor levar como prisioneiros
de Jerusalém para a Babilônia: 'Construam casas e morem nelas. Plantem árvores
frutíferas e comam as suas frutas.Casem e tenham filhos. E que os filhos casem
e também tenham filhos. Vocês devem aumentar em número e não diminuir.
Trabalhem para o bem da cidade para onde eu os mandei como prisioneiros. Orem a
mim, pedindo em favor dela, pois, se ela estiver bem, vocês também estarão. Eu,
o SENHOR Todo-Poderoso, o DEUS de Israel, os estou avisando para que não se
deixem enganar pelos profetas que vivem no meio de vocês nem por aqueles que
dizem que podem adivinhar o futuro. Não dêem atenção aos sonhos deles. Eles
dizem mentiras em meu nome. Eu não os enviei. Eu, o SENHOR, estou
falando.'"O SENHOR DEUS diz ainda: 'Quando os setenta anos da Babilônia
passarem, eu mostrarei que me interesso por vocês e cumprirei a minha promessa
de trazê-los de volta à pátria. Só eu conheço os planos que tenho para vocês:
prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o SENHOR,
quem está falando.Então vocês vão me chamar e orar a mim, e eu responderei.
Vocês vão me procurar e me achar, pois vão me procurar com todo o coração. Sim!
Eu afirmo que vocês me encontrarão e que eu os levarei de volta à pátria. Eu os
ajuntarei de todos os países e de todos os lugares por onde os espalhei. E
levarei vocês de volta à terra de onde os tirei e levei como prisioneiros. Eu,
o SENHOR, estou falando.'
A Escatologia no Antigo Testamento.
Destacaremos aqui dez importantes fatos escatológicos profetizados no Antigo
Testamento. São eles:
A vinda do messias prometido (Is 9.1-7);
O derramamento do ESPÍRITO SANTO (Jl 2.28);
A dispersão dos judeus (Lv 26.33, 36,37);
Aumento e retorno dos judeus a Israel e
reconstrução do Templo (Jr 23.4; Ez
39.22; Dn 9.27; Mq 2.12);
O juízo de Israel durante a grande tribulação
(Dn 12.1);
A batalha de Armagedom (Zc 12.3,9; 14.2);
Conversão em massa dos judeus (Ez 39.21,22; Is 52.8);
A doutrina da ressurreição e do juízo final (Dn
12.2);
A implantação do Reino divino na terra (Is
11.1-16);
O surgimento dos novos céus e da nova terra (Is
65.17).
3. No Novo Testamento:
O cristianismo afirma as doutrinas da
imortalidade da alma, do juízo particular, em que cada pessoa é julgada perante
DEUS pelos atos que praticou na existência terrena, e do julgamento universal
no fim do mundo, após a ressurreição corporal. A pregação messiânica de JESUS e
os textos do Novo Testamento foram objeto de interpretações desde os primeiros
séculos da era cristã e durante a Idade Média. Modernamente, os teólogos
apresentam novas soluções para os problemas escatológicos, fazendo da salvação
individual e coletiva não o objeto de uma espera passiva, mas de uma esperança
ativa, em que a plenitude do desenvolvimento humano realiza o encontro
espiritual com DEUS.
Jerusalém foi invadida em 70 d.c. pelos romanos,
o templo destruído e os judeus foram dispersos pelo mundo.
Romanos 11:25 = Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que
não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel,
até que a plenitude dos gentios haja entrado;
LUCAS 21:24
E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e
Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos destes se completem.
O termo "tempos dos gentios" é o período no qual Jerusalém estaria
sob o domínio dos gentios, desde o cativeiro babilônico, continuando até hoje e
continuará durante a tribulação. Terminando na segunda vinda de JESUS à terra
onde irá julgar as nações.Dn 2:35
A era da igreja que começou no dia de
Pentecostes vai até o arrebatamento da igreja. Também conhecida como
dispensação da graça Ef 3:1-7 .No livro de apocalipse temos representadas a era
da igreja em diversas épocas, através das sete igrejas da Ásia: Éfeso, Esmirna,
Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia (a última igreja).
Este período não é contado como dentro das 70 semanas pois não correspondem a
"teu povo e a tua santa cidade" (Israel e a Jerusalém), mas sim a
Igreja, pois a profecia é para Israel e Jerusalém.
Crucificação de JESUS CRISTO (FINAL DA 69a Semana)
JESUS morreu para a nossa Salvação.
Isaias 53:8
Pela opressão e pelo juízo foi arrebatado; e quem dentre os da sua geração
considerou que ele fora cortado da terra dos viventes, ferido por causa da
transgressão do meu povo?
A Escatologia no Novo Testamento.
Estaremos também destacando aqui dez importantes fatos escatológicos que são
destaques no Novo Testamento:
O arrebatamento da Igreja (1Ts 4.13-17);
O tribunal de CRISTO (Rm 14.10; 2Co 5.10);
As bodas do Cordeiro (Ap 19.7);
O surgimento do Anticristo (2Ts 2.1-12; Ap 13.1,2);
O aparecimento do Falso Profeta (Ap 13.11-16);
Os juízos divino (Ap 6.1-13; 8.15);
A vinda de JESUS em glória (Mt 24.29-39; Ap 19.11-16);
O Reino milenial de CRISTO (Ap 20.1-6);
O Juízo final (Ap 20.11-15);
O surgimento de um novo modo de ser e estar
perfeito e eterno, tendo como fundamento a Nova Jerusalém Celeste (Ap 21.1-27).
Tópico II - O Objetivo Da Doutrina Das Últimas
Coisas:
1. Mostrar o que está prestes a acontecer
DEUS está sempre revelando ao homem o que vai
fazer, antes mesmo de fazer, pois o ama e quer livrá-lo de todo o mal, tornando
possível à sua criatura ser salvo pelo poder do sacrifício de JESUS na cruz.
Am 3.7 Certamente o Senhor DEUS não fará coisa
alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.
2. Preparar o crente para encontrar-se com DEUS
Am 4.12 Portanto, assim te farei, ó Israel! E
porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu DEUS.
Devemos estar prontos para o arrebatamento, pois
JESUS vem buscar os preparados e não os que estão se preparando.
Em muitos o ensino escatológico provoca medo,
porém este ensino foi dado por DEUS para nos dar a alegria em saber que
brevemente estaremos com Ele para sempre.
Sl 101.6 Os meus olhos estarão sobre os fiéis da
terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me
servirá.
3. Tranqüilizar o povo de DEUS quanto aos
últimos acontecimentos
Nada melhor e mais confortante que lermos um
livro e ao terminarmos a leitura sabermos que nosso herói venceu e viveu feliz
para sempre; assim devemos nos deliciar no estudo da bíblia sabendo que nosso
salvador é vencedor da morte, do inferno e de Satanás; e que estaremos para
sempre com Ele, o nosso Salvador e Senhor, JESUS CRISTO, o rei dos reis e
Senhor dos senhores.
Ap 1.18 E o que vivo e fui morto, mas eis aqui
estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.
4. Alertar a todos que o noivo está chegando.
Foi-nos dadas pistas para que pudéssemos saber,
não o dia e nem a hora, porém a estação própria para a colheita de DEUS. Os
sinais são patentes e as profecias nunca se cumpriram com tanta velocidade,
estejamos prontos, aí vem o Noivo!!!!
Mt 25.6 Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí
vem o esposo, saí-lhe ao encontro.
Mt 25.13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia
nem a hora em que o Filho do homem há de vir.
Tópico III - As Fontes Da Doutrina Das Últimas
Coisas
1. A bíblia
É a infalível Palavra de DEUS, nosso prumo,
nossa lâmpada que ilumina o caminho para DEUS.
Sl 119.13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia
nem [a hora] em que o Filho do homem há de vir.
2. Os credos e as declarações doutrinárias da
igreja
A Igreja, ao longo dos séculos tem se sustentado
na fé e na Palavra de DEUS.
At 2.42 E perseveravam na doutrina dos
apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
3. A teologia
O sistemático estudo da Palavra de DEUS só trás
benefícios ao povo de DEUS e é o principal descobridor de revelações contidas
na Palavra de DEUS para nós, a sua Igreja. Hoje sabemos muito mais a respeito
do futuro do que nos tempos apostólicos, pois o ESPÍRITO SANTO vai a cada dia
nos revelando mais e mais dos tesouros escondidos nas profundezas da sabedoria
de DEUS.
1Co 2.10 Mas DEUS no-las revelou pelo seu
ESPÍRITO; porque o ESPÍRITO penetra todas as coisas, ainda as profundezas de
DEUS.
4. A história
A história, na maioria, escrita por homens
incrédulos, só tem comprovado o que não pode ser mudado, DEUS cumpre o que
escreveu e não muda um til sequer.
Mt 5.18 Porque em verdade vos digo que, até que
o céu e a terra passem, nem um jota ou um [til] se omitirá da lei, sem que tudo
seja cumprido.
5. O Testemunho do ESPÍRITO SANTO
O ESPÍRITO SANTO vai nos ensinando e nos
revelando tudo o que antes estava obscuro na Palavra de DEUS, para que
mantenhamos a comunhão e amizade com JESUS todos os dias de nossa vida aqui na
terra.
Jo 14.26 Mas aquele Consolador, o ESPÍRITO
SANTO, que o Pai enviará em meu nome, esse [vos ensinará] todas as coisas, e
vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Jo 15.26 Mas, quando vier o Consolador, que eu
da parte do Pai vos hei de enviar, aquele ESPÍRITO de verdade, que procede do
Pai, ele testificará de mim.
Rm 8.16 O mesmo ESPÍRITO testifica com o nosso
espírito que somos filhos de DEUS.
Tópico IV - Como Estudar a Doutrina das Últimas Coisas?
1. Recorrendo primeiro à bíblia
De preferência devemos estudar em bíblias de
diversas traduções, bem como livros como "Apocalipse, versículo por
versículo" de Severino Pedro da CPAD; "Espada Cortante 1 e 2 "
de Orlando Boyer da CPAD; tendo o cuidado de estudar estes livros e outros com
o máximo de cuidado para não comer "espinho junto com peixe"
2. Orando constantemente em profunda reverência
A oração deve ser por sabedoria e revelação como
fez Daniel. Lembrando de que revelação é igual a união do Antigo Testamento com
o Novo Testamento e revelado pelo ESPÍRITO SANTO, nestes termos.
3. Evitando as especulações e as vãs sutilezas
da falsa hermenêutica
Na Internet e por todo o lado acharemos milhares
de estudos escatológicos, porém devemos fazer uma acareação com a bíblia
sempre.
4. Esperando com alegria a manifestação do
Senhor da glória
DEUS está mais interessado em que nós aprendamos
sua Palavra e as futuras coisas que irão acontecer, do que nós mesmos;
portanto, busquemos com desejo de aprender para ajudar aos outros e DEUS
certamente nos fascinará com suas maravilhas preparadas para nós, os seus
filhos amados.
LIÇÃO 1, APOCALIPSE, A REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO
Lições Bíblicas do 2º
Trimestre de 2012 - CPAD - Jovens e Adultos
“As Sete Cartas do Apocalipse —
A mensagem Final de CRISTO à Igreja”.
Comentários da revista da
CPAD: Pr. Claudionor Correa de Andrade
Consultor Doutrinário e
Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Apocalipse
1.1-8
1 - Revelação de JESUS CRISTO, a qual DEUS lhe
deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e
pelo seu anjo as enviou e as notificou a João, seu servo, 2-o qual testificou
da palavra de DEUS, e do testemunho de JESUS CRISTO, e de tudo o que tem visto.
3 - Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e
guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. 4 -
João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte
daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete Espíritos que estão
diante do seu trono; 5 - e da parte de JESUS CRISTO, que é a fiel testemunha, o
primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e
em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, 6 - e nos fez reis e sacerdotes
para DEUS e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém! 7 - Eis
que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e
todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém! 8- Eu sou o Alfa e
o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir,
o Todo-Poderoso.
Todas essas igrejas se acabaram, apesar de serem
fundadas por Paulo e seus companheiros e de até Éfeso ser dirigida por João o
apóstolo.
Não ouviram as advertências de JESUS, em suas
cartas, sucumbiram pelos falsos ensinos dos falsos mestres.
Hoje os muçulmanos dominam totalmente o país e
essas cidades.
Fiquemos alerta com as cartas que JESUS nos
escreve. Leiamos esse importante livro e prestemos atenção aos avisos que nos
são dados por JESUS.
Eu pessoalmente creio
que livro de Apocalipse foi escrito por volta de 95 a 96 DC durante a última
metade do reino do Imperador Domiciano, o último dos doze Césares Romanos.
Todos os comentaristas
fundamentalistas modernos concordam com essa estrutura de tempo. Deixe-nos
citar algumas evidências que dão suporte a esta visão.
A respeito da visão de
que o livro de Apocalipse foi escrito pelo apóstolo João durante o governo de
Domiciano, há duas fortes evidências – ambas de natureza externa e interna.
Primeiro a evidência externa.
Inicialmente, de maneira
geral podemos dizer que todos os escritores dos três primeiros séculos, cujos
escritos foram encontrados, são explícitos, e concordam em situar o exílio do
João e a sua escrita do Apocalipse (Revelação) na última parte do reinado de
Domiciano, o último dos doze Césares; e isso, portanto, nos diz que esse livro
foi escrito em 95 ou 96 DC.
A primeira e maior das
testemunhas é Ireneu. Ele era aluno de Policarpo, que por sua vez foi um dos
discípulos de João. Portanto, Ireneu é muito mais provável de ter recebido um
verdadeiro relato dos últimos dias do apóstolo João do que qualquer outro escritor
cujas obras tenham chegado a nós. Sendo que, quando Ireneu fala da forte
probabilidade do nome do Anticristo ser Teutão (Teitan), ele dá este definido
testemunho acerca de João e da sua escrita do Apocalipse:
Nós não vamos,
entretanto, correr o risco de cometer um erro nesse assunto, de confiantemente
afirmar que ele terá esse nome; pois nós sabemos que, se estivesse estabelecido
que o seu nome deveria ser proclamado no tempo presente, isso teria sido
anunciado por aquele que viu a Revelação. Pois foi vista há não muito tempo,
mas quase em nossa geração, no final do reino de Domiciano.
Tertuliano, um contemporâneo de Ireneu,
observou: “Quão feliz é aquela Igreja cujos apóstolos derramaram todos as suas
doutrinas com seu sangue! Na qual Pedro resiste a sofrimentos semelhantes aos
do Senhor; na qual Paulo tem por coroa a mesma morte que João; e o apóstolo
João, após ter sido mergulhado em olho fervendo sem sofrer nenhum mal, foi
banido para uma ilha.” Aqui Tertuliano nos informa de dois fatos: primeiro, que
João foi banido; e segundo, que o lugar do seu exílio foi para uma ilha. Em
outra passagem após mencionar a perseguição por Nero, ele continua: “Domiciano
também, o qual era como um Nero em crueldade, ensaiou as mesmas coisas; mas
ele, como também era um ser humano, prontamente cessou o seu empreendimento, e
restaurou aqueles que haviam sido banidos.”
Tertuliano, dessa maneira, sugere que o exílio
era a pena usualmente infligida aos Cristãos por Domiciano; ao passo que, pelos
registros, Nero era acostumado a matá-los.
Clemente de Alexandria não menciona Domiciano
pelo nome; mas ele provavelmente o insinua quando fala do “tirano” após cuja
morte João voltou do exílio.
Eusébio, em três passagens, declara que a
expulsão de João ocorreu no reinado de Domiciano. Ele também diz que João
escreveu o Apocalipse no décimo quarto ano de reinado de Domiciano, que seria
95 DC.
Vitorinus de Petau, o
autor do mais antigo comentário que existe sobre Apocalipse, explica as
palavras: “importa que profetizes outra vez a povos, e nações, e línguas e
reis.” (Rev. 10.11 mg.), da seguinte maneira:
Ele fala dessa maneira
porque, quando João viu esta visão, ele estava na ilha de Patmos, havendo sido
condenado pelo César Domiciano a trabalhar na mina. Lá, então, ele viu o
Apocalipse; e, agora que, avançado em anos, ele começava a pensar que seria recebido
no descanso através de seus sofrimentos. Domiciano morrera, e todas suas
sentenças foram canceladas. E assim, João, após ter sido liberto da mina,
entregou essa mesma revelação que recebeu do Senhor.
Novamente, ao discutir o
oitavo rei mencionado no capítulo dezessete do livro de Apocalipse, Vitorinus
nos diz em seu comentário que o sexto era Domiciano, em cujo reinado foi
escrito o Apocalipse.
INTERAÇÃO
Caro professor, neste trimestre estudaremos o
tema: "As Sete Cartas do Apocalipse". Por isso, comente com os alunos
que o Apocalipse será a base temática para o nosso estudo bíblico. Veremos que
o Livro Profético mostra-nos o JESUS triunfante, exaltado e poderoso.
Desvendando os mais profundos segredos dos fatos que "foram",
"são" e "acontecerão" nos últimos dias (Ap 1.19). O
comentarista desse trimestre é o pastor Claudionor de Andrade, que, além de ser
ministro do evangelho, é conferencista, autor de várias obras editadas pela
CPAD e Gerente de Publicações da Editora.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, o Livro do Apocalipse retrata todo o
processo de consumação redentora da humanidade através de figuras de
linguagens e simbolismos dramáticos. Seu estilo literário é a apocalíptica
judaica (Ver subsídio bibliográfico I). Ela é encontrada fartamente no Antigo
Testamento, como em Ezequiel e Daniel. Estes, também, apresentam abundantes
figuras e simbolismos. Portanto, antes de iniciar a lição deste domingo apresente
aos alunos o esboço geral do Livro do Apocalipse proposto no esquema da página
seguinte. Boa aula!
|
O
LIVRO DE APOCALIPSE |
||||
|
ESBOÇO |
AUTOR |
TEMA |
DATA |
PROPÓSITO |
|
Prólogo (1.1-8) |
João, o apóstolo. |
A Consumação do Conflito
dos séculos. |
Cerca de 9096 d.C. |
Há um tríplice
propósito no livro: (1) Revelar os desvios doutrinários das igrejas da
Ásia. (2) Fortalecer a fé e a firmeza na fidelidade a CRISTO. (3) Dar aos
crentes uma perspectiva divina na revelação do desfecho da história humana. |
VEJA A DIFERENÇA ENTRE A VOLTA DE CRISTO PARA A IGREJA NO ARREBATAMENTO E SUA SEGUNDA VINDA:
|
ARREBATAMENTO
E SEGUNDA VINDA |
|
|
ARREBATAMENTO |
SEGUNDA
VINDA |
|
Será em segredo (Mt 24.36) |
Será pública (Ap 1.7) |
|
CRISTO
vem para a Igreja (1 Ts 4.17) |
CRISTO
vem com a Igreja (Judas 14) |
|
Antes da Grande Tribulação (Ap
3.10) |
Após a Grande Tribulação (Mt 24.29-30) |
|
JESUS
vem nos ares (1 Ts 4.17) |
JESUS
pisa no Monte das Oliveiras (Zc 14.4) |
|
Os santos o verão (1 Ts 4.17) |
Todo olho verá (Ap 1.7) |
|
Tempo
de Alegria (I Jo 3.2 Ap 1.6) |
Tempo
de Lamentação (Mt 24.30 Sf 1.17) |
|
Incrédulos deixados (Mt 24.40) |
Incrédulos destruídos (Mt 25. 41-46 Sf 1.17) |
|
Em
todo o Planeta |
Fisicamente
em Israel |
Como se dará o retorno triunfal de CRISTO.
|
O
Glorioso Aparecimento de CRISTO do Céu para Julgar e Guerrear |
|
|
CRISTO voltará com os crentes e com seus
anjos |
2
Ts 1.7-10; Jd 14, 15; Ap 19.14 |
|
CRISTO reunirá os santos da
tribulação |
Mt 24.31; 25.31-40; Mc 13.27; Ap 20.4 |
|
Os
incrédulos não estarão preparados para isso |
Mt
24.38,39,43 |
|
CRISTO separará os homens na terra |
Mt 13.40,41, 47-50; 25.31-46 |
|
As
nações ficarão enfurecidas diante desse evento |
Ap
11.18 |
|
Os santos se regozijarão diante
desse evento |
Ap 19.1-8 |
|
CRISTO
julgará e destruirá os ímpios, inclusive o Anticristo, e Satanás será
aprisionado por mil anos |
Is
13.6-12;Ez 20.34-38; Mt 13.41-50; 24.30; 25.41-46;Lc 19.11-17;1Ts 5.1-11; 2Ts 2.7-10,12;Ap 6.6,17; 11.18; 17.14; 18.1-24; 19.11-20.3 |
|
Os santos da tribulação receberão
galardões |
Mt 5.11,12; 1Co 3.12-14; 9.25-27; Gl 6.9,10; 2Tm 4.8; Ap
20.4 |
|
Os
santos da tribulação compartilharão da glória de CRISTO e do seu Reino |
Mt
25.31-40; Rm 8.29; 2Ts 2.13,14; Ap 20.4 |
TRIBUNAL DE CRISTO
O julgamento se dará pela quantidade e pela qualidade das obras realizadas pelos crentes, embora individual, o motivo das mesmas e as intenções das mesmas será de suma importância para o resultado do trabalho do corpo de CRISTO, enquanto aqui na Terra.
"Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de CRISTO, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal." [2 Coríntios 5:10]
A imagem mental que Paulo está projetando para nós diz respeito a um de seus métodos favoritos de ilustração — o esporte da época — os jogos greco-romanos. Bema era uma plataforma elevada na qual os juízes das diversas competições atléticas ficavam para premiar os vencedores. Isso se parece com o assento elevado de um juiz — alguém que detém o poder da vida e da morte em suas mãos? De forma alguma! É uma imagem de grande consolação para o cristão, pois combina o aspecto solene do julgamento com o de uma recompensa em potencial. Nosso grande, misericordioso e gracioso DEUS prometeu que o serviço fiel não ficará sem recompensa!
"Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é JESUS CRISTO. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo." [ênfase adicionada]
JESUS CRISTO se assentará para julgar as obras dos membros do seu corpo, a sua noiva, a igreja, provando-os pelo fogo. Observe a ordem descendente do seu valor relativo: "Ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno e palha". O ouro, a prata e as pedras preciosas resistem ao calor, mas a madeira, o feno e a palha são queimados. O Senhor determina o grau de valor e o fogo revelará o resultado. Se as obras de um cristão forem inteiramente consumidas no processo e assim se revelarem inúteis, ele sofrerá a perda de não ser o "vencedor da corrida", porém sua salvação nunca estará em questão. Esse ponto foi definitivamente estabelecido na cruz do Calvário.
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A SEGUIR VEM AS BODAS DO CORDEIRO |
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O REI |
É o próprio JESUS |
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PARTICIPANTES DA FESTA |
JESUS, a Igreja, os
Anjos e os Santos do AT |
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A FESTA NUPCIAL |
Os benefícios e as delícias do reino messiânico |
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TRAJE EXIGIDO |
Vestes santas de
pureza e justiça de DEUS |
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OCASIÃO |
Após o Arrebatamento e o Tribunal de CRISTO |
As bodas ou casamento é do filho do Rei, que para nós significa o Senhor JESUS CRISTO e sua noiva, a Igreja, sendo o local do casamento o grande dia final do Tribunal de CRISTO, enquanto na Terra, estará se findando a Grande Tribulação.
O termo “bodas” vem do latim “vota”, isto é, “votos”, em alusão aos votos matrimoniais por ocasião do casamento. É uma festa de casamento. O termo é também plural porque tal festa durava sete dias e até 14 dias (Jz 14.12). Na festa, a alegria, solidariedade, entrega de presentes, paz, comunhão, comida farta, quebra copos e todos os costumes judaicos numa festa de casamento aconteciam ao som de muita música e com danças típicas. Isto nos leva a pensar na alegria e gozo imensuráveis que experimentaremos logo após o Tribunal de CRISTO, quando nos sentaremos à mesa com CRISTO, o nosso salvador.
A SEGUIR O DESTINO DOS CRENTES
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A
VIDA GLORIOSA NA DITOSA CIDADE |
REFERÊNCIA |
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Será
de Comunhão com CRISTO |
Ap
21.22; 1Jo 3.2 |
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Será de Plena Santidade |
Ap 21.27 |
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Será
de Glória Inaudita |
Ap
21.11 |
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Será de Riquezas Imensuráveis |
Ap 21.11,18-21 |
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Será
de Completo Conhecimento de DEUS |
Ap
21.14; 22.4 |
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Será de Infinita Adoração |
Ap 22.3 |
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Será
de Contemplação da Face Divina |
Ap
22.4 |
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Será de Incomensurável Governo |
Ap 22.5 |
Veja 4º Trimestre De 2004 - VEM O FIM, O FIM VEM - A Doutrina Das Últimas Coisas - COMENTÁRIOS DA CPAD - Pr. Claudionor Corrêa De Andrade
Devemos Alertar a todos que o noivo está chegando.
Foi-nos dadas pistas para que pudéssemos saber, não o dia e nem a hora, porém a estação própria para a colheita de DEUS.
Os sinais são patentes e as profecias nunca se cumpriram com tanta velocidade, estejamos prontos, aí vem o Noivo!!!!
Mt 25.6 Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.
Mt 25.13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.
Dez importantes fatos escatológicos profetizados no Antigo Testamento. São eles:
· A vinda do messias prometido (Is 9.1-7);
Dez importantes fatos escatológicos que são destaques no Novo Testamento:
· O arrebatamento da Igreja (1Ts 4.13-17);
Capítulo I
1. “REVELAÇÃO de JESUS CRISTO, qual DEUS lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo”.
1. A revelação tem dois pontos focais: (a) os propósitos de DEUS; (b) a pessoa de DEUS:
(Ad. a ) Por um lado, DEUS informa os homens a respeito de Si mesmo: quem é Ele, o que tem feito, o que está fazendo, o que fará, e o que requer os homens façam. Assim é que o Senhor tomou Noé, Abraão e Moisés, aceitando-se em relação de confiança; informando-os sobre o que havia planejado e qual era a participação dos mesmos nesse plano (cf. Gn 6.13-21; 12.1 e ss; 15.13-21; Êx 3. 7-22). Semelhantemente, o DEUS Todo-poderoso declarou a Israel as leis e promessas de Sua Aliança (Êx capítulo 20 a 23; Dt 4.13 e ss; Sl 78.5; 147.19). Ele desvendou Seus propósitos aos profetas, seus servos (Am 3.7). CRISTO disse aos discípulos durante seu ministério terreno: “...tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (Jo 15.15b). DEUS revelou a Paulo, o grande “...Mistério da Sua vontade, segundo o seu beneplácito” (cf. Ef 1.9a e 3.3). No Apocalipse, CRISTO revelou a João seu servo “...as coisas que brevemente devem acontecer”.
(Ad. b) Por um lado, quando DEUS envia a Sua Palavra aos homens, Ele também os confronta consigo mesmo. “A Bíblia não concebe a revelação como uma simples transmissão divinamente garantida, mas antes, como a vinda pessoal de DEUS aos homens, para tornar-se conhecido deles (cf. Gn 35.7; Êx 6.3; Nm 12.6-8; Gl 1.15 e ss). Esta é a lição que devemos aprender das teofanias do Antigo Testamento (cf. Êx 3.2 e ss; 19.11-20; Ez 1; etc), bem como do papel desempenhado pelo enigmático “anjo (mensageiro) do Senhor”, que evidentemente é uma manifestação do próprio DEUS”. O Apocalipse não revela apenas o princípio de formação do grande plano de DEUS na obra da redenção, mas de um modo particular, seu desenvolvimento e consumação.
2. Seu conteúdo se compõe de: 22 capítulos, 404 versículos, 12000 palavras e 9 perguntas: (5.2; 6.10,17; 7.13; 13.4 (duas vezes); 15.4; 17.7; 18.18). “A Bíblia divide a raça humana em três partes: quer dizer, os judeus, os gentios, e a Igreja (1 Co 10.32), e contém, uma mensagem para cada uma das três. O Antigo Testamento trata das duas primeiras divisões. Por exemplo, o livro de Daniel trata dos judeus e dos domínios gentílicos, sem mencionar a Igreja graficamente. O Novo, dá a mensagem para a Igreja, e Paulo, especialmente, em todas as suas epístolas trata dela, enquanto que temos a palavra final de DEUS para judeus, gentios e, a Igreja, no Apocalipse. Encontramos a Igreja no princípio do livro; Israel no meio; e as nações gentílicas no fim.
(b) provas internas. O próprio autor diz que seu nome é JOÃO, descreve-se como “servo” de DEUS (1.1), e como um dos “profetas” (22.9). Com exceção de 1 Coríntios, Apocalipse é citado com o nome do autor antes de qualquer outro livro do Novo Testamento. Em seu Evangelho e Epístolas, João escreve na terceira pessoa, mas no Apocalipse, menciona seu nome cinco vezes na primeira pessoa (1.1,4,9; 21.2; 22.8). A nossa solene convicção é de que João o escreveu! Houve trovão quando DEUS escreveu as primeiras palavras da Bíblia (cf. Êx 19.16 e 30.18). Assim, suas últimas palavras só podiam ser escritas por João, “o filho do trovão” (Mc 3.17 e Ap 22.18).
5. DATA EM QUE FOI ESCRITO. Irineu e Eusébio afirmam categoricamente que o Apocalipse foi escrito no tempo de Domiciano. (Ver Eusébio, História Eclesiástica III, 18,3 e Irineu, adv. Haer. V. 30.3). Esse testemunho foi aceito sem hesitação por Clemente de Alexandria, Orígenes e Jerônimo. A data fixada por esta escola de interpretação, é o ano 96 d.C. Nesta possível data, Domiciano decretou o “culto ao imperador”, fazendo disso uma prova de lealdade ao império. Os cristãos, provavelmente, se recusaram a adorar o imperador como se fosse um “deus”. E as conseqüências foram desastrosas para os santos naqueles dias. Este imperador desalmado deportara também a João para a ilha de Patmos “por causa da Palavra de DEUS, e pelo testemunho de JESUS CRISTO” (1.1).
(b) O ponto de vista histórico. Os intérpretes que assumem essa posição procuram encaixar todos os acontecimentos previstos no Apocalipse em várias épocas da história humana.
(c) O ponto de vista futurista. (O que nós aceitamos em razão de se coadunar com o conteúdo e argumento principal do livro). Esse ponto de vista aceita que os acontecimentos narrados nos capítulos 1,2 e 3, são de fato históricos, e tiveram seu cumprimento nas igrejas existentes naqueles dias, no pequeno Continente da Ásia Menor (hoje, atual porção da Turquia Asiática). Porém, no que diz respeito aos seus métodos de aplicação, têm servido para as igrejas de todos os tempos. A partir do capítulo 4 o livro é completamente futurista, e terá o devido cumprimento durante o período sombrio da Grande Tribulação, seguido pelo Milênio; depois virá a Eternidade.
(d) O ponto de vista simbólico. (Ou místico). Os eruditos dessa escola crêem que o livro do Apocalipse não é essencialmente profético e nem histórico, mas é uma vívida coletânea de símbolos místicos, que visam a ensinar lições espirituais e morais. São os idealistas que, somente vêem no livro apresentações simbólicas do conflito entre o bem e o mal, e da vitória final do bem. Esse método de interpretação é, sem dúvida rejeitado na declaração: “As coisas que brevemente devem acontecer” (1.1).
(e) O ponto de vista eclético. (Citado pelo Dr. Russell Norman Champrin, Ph. D.). Alguns intérpretes do Apocalipse “misturam” todas as idéias expostas acima, de modo que nenhuma domina: as demais. Não há dúvida de que devemos preservar “alguns elementos” (mas não todos) de cada um desses métodos apresentados sobre o livro, em um grau ou outro. O livro ensina-nos lições morais e místicas, aplicáveis a qualquer época. Contudo, certamente erraremos, se não contemplarmos o livro do Apocalipse como obra “essencialmente profética”, e da primeira ordem.
2. “O qual testificou da Palavra de DEUS, e do testemunho de JESUS CRISTO, e de tudo o que tem visto”.
I. “...A Palavra de DEUS”. A Palavra de DEUS à qual João se refere no presente texto, é a palavra falada e escrita como no Monte Sinai: primeiro DEUS fala (Êx 20), depois escreve (Êx 31.18). Em uma linguagem mais acessível esta palavra “é o Evangelho de CRISTO” (cf. Ap 1.9; 6.9; 20.4). Enquanto que o “testemunho de CRISTO” é um genitivo subjetivo, ou seja, o testemunho dado por JESUS CRISTO em sua pureza e santidade. A revelação é a Palavra de DEUS transmitida e testemunhada pelo próprio CRISTO (Ap 22.16,20). Ele disse ao governador romano (Pilatos): “Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Tudo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (Jo 18.37). O verbo “testificar”está no tempo aoristo – “testificou”. Isto indica que João já havia dado testemunho acerca do verbo de DEUS. Esse sublime testemunho da pessoa de CRISTO, inclui também, o testemunho de sua pessoa física durante os 33 anos de sua existência terrena.
3. “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia*, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo* está próximo”.
I. “...Bem-aventurado”. Esta é a primeira “Bem-aventurança” das sete que este livro encerra (1.3; 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14). A escritora M. S. Novah, observa que nesta primeira “Bem-aventurança” existe uma tríplice promessa do Senhor: “Bem-aventurado aquele que lê (verbo no singular), e os que ouvem (plural) as palavras desta profecia, e guardam (plural novamente) as coisas que nela (singular) estão (plural) escritas; porque o tempo (do seu cumprimento) está próximo”. Porque guardar o que está escrito? “Porque o tempo está próximo”. Guardar não é só memorizar que se leu, é muito mais: é obedecer, é praticar. Provavelmente, esta “Bem-aventurança”, se reserva aqueles (a Igreja toda) que durante a Grande Tribulação, serão guardados por DEUS do sofrimento sem precedente na história humana. (Cf. Ap 3.10), diz o que segue: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre o mundo, para tentar os que habitam na terra”.
4. “JOÃO,
às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele
que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do
seu trono”.
I. “...João,
às sete igrejas”. Três pontos importantes deve ser aqui analisado:
1. (a) A saudação; (b) A eternidade de DEUS; (c)
Os sete espíritos que estão diante do seu trono: o trono de DEUS e do Cordeiro:
(aa) É importante observarmos a saudação de João
neste versículo. As sete igrejas que naqueles dias se encontravam dentro dos
limites da Ásia Menor , eram compostas de judeus e gentios. Ele diz “graça”
(para os crentes gentios – incluindo também gregos), e “paz” (para os crentes
judeus). O autor dirige-se às igrejas da Ásia, que a seguir serão especificadas
também geograficamente (1.11), mas por trás delas, dado o simbolismo do número,
que indica “totalidade”, está toda a Igreja, estamos nós também.
(bb) O autor sagrado continua e explica: “...da
parte daquele que é, e que era, e que há de vir”. (Trata-se de DEUS que segue
continuamente seu povo, faz com que exista (“é”) no presente, como já fez na
história da salvação que pertence ao passado (“era”). Continuará esta ação
criadora a volta (“vem”) que DEUS efetuará por meio de CRISTO. Podemos
contemplar nesta passagem no que diz respeito a DEUS, o presente do passado e
ainda o passado do presente. O tempo não pode desgastar a eternidade de DEUS.
Ele disse a Moisés: “EU SOU O QUE SOU” (Êx 3.14). Ele nunca nasceu também nunca
morrerá (1 Tm 6.16).
(cc) E da dos sete espíritos. Esta expressão é
repetida nos capítulos 3.1 e 4.5. Ela está associada aos “sete olhos do Senhor,
que discorrem por toda a terra” (Zc 4.10). Significa: “...da parte do ESPÍRITO
SANTO em sua plenitude Septiforme” (cf. 3.1; 4.5 e 5.6). São pela ordem: “(aaa)
o espírito do Senhor; (bbb) o espírito de sabedoria; (ccc) e de inteligência;
(ddd) o espírito de conselho; (eee) e de fortaleza; (fff) o espírito de
conhecimento; (ggg) e de temor do Senhor”. Is 11.1. Podemos observar no
presente texto, a multiforme operação do ESPÍRITO SANTO, pois os “sete
espíritos de DEUS” são: “as diferentes operações do ESPÍRITO SANTO nessa
perfeição, que necessariamente, lhes pertence” (7). O Novo Testamento fala em
outras passagens, da pluralidade de funções do ESPÍRITO Santos (cf. 1 Co 12.11;
14.32; Hb 2.4).
Em resumo, esta saudação vem do DEUS Trino: o
Pai saúda no v. 4 (aquele que era, e que há de vir). O ESPÍRITO SANTO saúda
também (com suas sete manifestações de poder). JESUS, o Filho Eterno, completa
esta saudação no v. 5. A bênção de DEUS no Decálogo, tinha uma forma tríplice:
“O Senhor (DEUS) te abençoe e te guarde. O Senhor (JESUS) faça resplandecer o
seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti. O Senhor (o ESPÍRITO SANTO)
sobre ti levante o seu rosto, e te dê a paz” (Nm 3.24-26).
5. “E
da parte de JESUS CRISTO, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o
príncipe dos reis da terra”.
I. “...a fiel testemunha”. João, o
grande servo de DEUS, apresenta JESUS nesta passagem, como “a fiel testemunha”.
Este título pertence a CRISTO por direito e por resgate, que, não só é
verdadeiro, mas a própria verdade (Jo 14.6 e Ap 19.11).
1. A “frase” no presente texto: “...JESUS
CRISTO; que é a fiel testemunha” descreve o relacionamento de CRISTO com DEUS
enquanto JESUS esteve na terra. Como fiel profeta Ele jamais falhou em declarar
todo o conselho de DEUS. A palavra “testemunho significa alguém que vê, sabe e
então fala; é uma palavra característica de João (ele a usa mais de 70 vezes em
seus escritos)”.
2. CRISTO é o Fiel em tudo aquilo que Ele o deve
ser: (a) Ele é genuíno e veraz em seu caráter; (b) Ele é fiel e digno de
confiança na concretização de sua missão; (c) Esse adjetivo pode significar
para nós confiança na pessoa de JESUS CRISTO, em sua missão, e que DEUS Pai,
depositou em seu Filho toda sua confiança; (d) Ele transmitiu fielmente a sua
mensagem, falando a verdade: Ele trilhou um caminho reto; não tinha curva,
revelando a verdade, sem jamais desviar-se de seu propósito.
3. O primogênito dos mortos. A presente
expressão reúne dois elementos fundamentais: (a) Ela revela o cumprimento à
risca das palavras dos profetas e do próprio JESUS, que predisseram com
antecedência de séculos, no primeiro caso, e de alguns meses, no segundo, o
episódio, e até com minúcias, em vários de seus elementos importantes. (Cf. Sl
16.10; At 13.34, etc.). A veracidade das Escrituras foi justificada, pois
dependia do fato dessa ressurreição (Lc 24.44-46; At 17.3). Foi também a
evidência central da divindade de CRISTO, da sua exaltação e glorificação, do
seu supremo poder pessoal, o emblema expressivo da ressurreição da
imortalidade, tanto no presente se for necessário, como no futuro.
(b) Ela deu a certeza, e assegurou o testemunho
apostólico, a certeza do Juízo Final, o fundamento da esperança dos justos,
agora, no presente, no futuro, e por toda a eternidade. Foi, e é, o
fortalecimento da pregação evangélica, em qualquer época, tempo ou lugar (1 Co
15.14). A ressurreição de CRISTO foi e é, realmente, a suprema e majestosa
história dos evangelhos e da humanidade.
6. “E
nos fez reis e sacerdotes para DEUS e seu Pai: a ele glória e poder para todo o
sempre. Amém”.
I. “...reis e sacerdotes”. O
objetivo de DEUS era fazer, de cada filho de Israel um “sacerdote” (cf. Êx
19.6), e evidentemente isso não pode ser cumprido, devido à desobediência e
carnalidade deles. (Assim o direito sacerdotal foi conferido a Arão e seus
filhos e descendentes). Hb 5.4.
1. Esse direito foi conferido à tribo de Levi,
em razão dessa tribo ter permanecido fiel ao Senhor quanto ao culto idólatra
diante do bezerro de ouro (Êx 32.1-29). O texto em foco ali, diz que Moisés se
pôs em pé na porta do arraial, e disse: “Quem é do Senhor, venha a mim. Então
se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi” (Êx 32.26) Dentro da dispensação
neotestamentária cumpre-se o ideal de DEUS quanto a esta promessa, não adiantam
obras e méritos humanos, e, sim, a livre graça divina, que torna cada remido um
sacerdote (1 Pd 2.6 e Ap 1.6; 20.6).
2. “No tocante ao “sacerdócio do crente”,
devemos considerar os pontos seguintes: (a) Esse sacerdócio se verifica por
direito de primogenitura; quando nos tornamos “filhos de DEUS”, naturalmente
temos acesso a DEUS Pai; (b) Esse sacerdócio indica um acesso superior a DEUS.
Hb 9.7; (c) O crente, na qualidade de sacerdote, oferece um sacrifício
superior: (aa) Seu próprio corpo, como um santuário para DEUS. Rm 12.1; Fl
2.17; 2 Tm 4.6; (bb) O louvor de sua vida e de seus lábios, ele oferece a DEUS.
Hb 13.15; (cc) Suas riquezas financeiras devem ser usadas para benefício do
próximo. Hb 13.16; (dd) Na qualidade de sacerdote, o crente, tal como CRISTO e
o ESPÍRITO SANTO, é um intercessor em favor de outros, 1 Tm 2.1-3; (ee) O
sacerdócio leva-nos à comunhão com DEUS, o qual é nosso Pai, segundo se aprende
em Ap 1.6. Portanto, o sacerdócio é um meio de comunhão, e, nessa capacidade, é
conservador da nova natureza, segundo a imagem do ESPÍRITO do Senhor. 2 Co
3.18; (ff) O alvo, pois, é que tenhamos, perfeito acesso a DEUS, e isso terá de
ser conseguido somente através da participação na própria natureza do Pai. 2 Pd
1.4. É nisso que consiste a “perfeição”, o que define, para nós, “como”seremos
aperfeiçoados. (Mt 5.48). O crente ao aceitar JESUS como Salvador, torna
participante de um “sacerdócio real”, isto é, “sacerdócio e realeza”. 1 Pd
2.5-9”.
7. “Eis
que vem com as nuvens e todo o olho o verá, até os mesmos que o transpassaram;
e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém”.
I. “...vem com as nuvens”. O
presente versículo fala da “Parousia” (ou segunda vinda) de CRISTO, com poder e
grande glória, e isso se dará sete anos após o arrebatamento de sua Igreja da
terra (1 Ts 4.13-17).
1. Eis que vem. O Dr. Herbert Lockyer, Sr.
declara que a exclamação bíblica “Eis”, que significa “olhe atentamente e
considere”, aparece mais de 400 vezes na Bíblia e é usada nos tempos passados,
presentes e futuros. Eis também ocorre como um arauto de esperança ou de
horror. Esta palavra aparece cerca de 28 vezes no Apocalipse (ver. 1.18;
2.10,22; 3.8,9,11,20; 4.1,2; 5.6,11; 6.2,5,8,12; 7.9; 8.13; 9.12; 11.14; 12.3;
13.1,11; 14.14; 16.15; 19.11; 21.5).
2. E todo o olho o verá. O leitor deve observar
bem a frase inserida no contexto: “até os mesmos que o transpassaram”, e
verificar que estas palavras apontam diretamente para o povo de Israel, na
presente era, pois, os que crucificaram a JESUS no sentido literal, estão
mortos a quase dois mil anos (Mt 26.64). Predições contemporâneas feitas pelos
Apóstolos e pelo próprio CRISTO (Mt 24.30), indicam que no retorno de CRISTO a
terra com poder e grande glória, JESUS será visto fisicamente na Palestina,
quando forças confederadas do Anticristo tiverem conquistado a Terra Santa,
ameaçando aniquilar o povo judeu. A passagem de Zacarias 12.10 é a base da
predição de que todos verão a quem transpassaram: “...e olharão para mim, a
quem transpassaram; e o prantearão como quem prateia por um unigênito; e
chorarão amargamente por ele, como se chora pelo primogênito”. Na passagem de
Mateus 26.64 fala desse acontecimento: “Disse-lhes JESUS: Tu o disseste;
digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do
poder (vírgula), e vindo sobre as nuvens do céu”. Será esse o momento da
intervenção divina, e aparecerá “no céu o sinal do Filho do homem; e todas as
tribos da terra se lamentarão...”. Durante sua vida terrena, o Senhor JESUS era
o próprio “sinal” para aquela geração (Lc 11.30). Na sua vinda em glória (o
presente texto), os judeus olharão para os céus, e esses se abrirão; eles verão
a JESUS “assentado” à direita do poder de DEUS (Mc 14.62). JESUS, nesse exato
momento, levantará suas mãos, e eles contemplarão “o sinal dos cravos em suas
mãos” (cf. Zc 12.10; Jo 20.25; Ap 1.7): Os judeus, pois, rejeitaram “a voz do
primeiro sinal (durante a vida terrena de JESUS), crerão à voz do derradeiro
sinal (em seu retorno)”. Êx 4.8. Para alguns comentaristas, DEUS fará
intervenção, tal como fez no mar Vermelho. O sinal da cruz aparecerá no
firmamento, e o Senhor JESUS será literalmente contemplado pelo povo. Isso será
reconhecido como uma intervenção divina, por parte de Israel, o qual,
oficialmente, se declarará “cristão”.
8. “Eu
sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e
que há de vir, o Todo-poderoso”.
I. “...O
Alfa e o Ômega”. O Alfa é a
primeira letra do alfabeto grego, significa: “O primeiro” (Ap 22.13) ou “O
princípio” (Ap 21.6). O Ômega é a última letra do alfabeto grego, e significa:
“O derradeiro” (Ap 21.13), ou “O último” (Ap 1.17; 2.8; 21.6). Estes títulos
são aplicados à pessoa de CRISTO JESUS, e apresentam ao mesmo tempo a sua
eternidade.
1. Na língua portuguesa a pessoa de CRISTO é
representada em cada letra, da seguinte forma:
(A) Advogado, 1 Jo 2.1. (B) Bispo das vossas
almas. 1 Pd 2.25. (C) CRISTO. Lc 2.11. (D) DEUS Forte. Is 9.6. (E) Emanuel
(DEUS conosco). Mt 1.23. (F) Filho de DEUS. Jo 1.34. (G) Governador. Is 55.4.
(H) Homem. 1 Tm 2.5. (I) Imagem de DEUS. Cl 1.15. (J) JESUS. Mt 1.21. (L) Leão
da tribo de Judá. Ap 5.5. (M) Maravilhoso. Jz 13.18; Is 9.6. (N) Nazareno. Mt
2.23. (O) Ômega. Ap 1.8. (P) Príncipe da Paz. Is 9.6. (Q) Querido do Pai. Sl
4.3. (R) Rei. Mt 2.2; Jo 18.37. (S) Salvador. Lc 2.11. (T) Tudo: no sentido de
bondade. Cl 3.11. (U) Ungido. Sl 2.2. (V) Verbo de DEUS. Jo 1.1. (Z) Zelador da
casa de DEUS. Jo 2.17. O (X) é substituído pelo “AMÉM”. Ap 3.14.
9. “Eu,
João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e
paciência de JESUS CRISTO, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra
de DEUS e pelo testemunho de JESUS CRISTO”.
I. “...na
ilha chamada Patmos”. A
palavra “ilha” ou “ilhas” encontram-se cerca de 38 vezes nas Escrituras e,
alguns dos lugares onde aparece a palavra “ilha” pode ser traduzida para seu
original hebraico “AI”. Os antigos usavam esta palavra do texto em foco: “ai”
como “terra costeira” ou no sentido hodierno de Continentes. Era termo de
designativo das grandes civilizações gentílicas do outro lado do mar. João,
porém, como sabemos não deixa nenhuma dúvida a seus leitores quanto a “ilha” de
seu exílio, esclarece ele: a “ilha” é “chamada Patmos”.
1. O termo “patmos” significa “mortal”. O
sentido original é, em razão de seu aspecto tristonho representado pela mesma
ilha que leva esse nome. No tempo do império romano, a “ilha de Patmos” serviu
de lugar de detenção para criminosos de alta periculosidade. Atualmente, a
“ilha” que leva esse nome, é chamada “Palmosa”, encrava-se no Mar Egeu no
pequeno Continente da Ásia Menor, tem cerca de vinte milhas de circunstância. A
“ilha de Patmos” antes do exílio de João, não tinha conotação nenhuma com o
mundo religioso; depois porém, como sabemos, se tornou célebre pela prisão e
visão ali vivida e presenciada. Lá existe uma “caverna” chamada “Apocalipse”,
onde milhares de pessoas religiosas realizam uma peregrinação anualmente em
rememoração ao sofrimento do Apóstolo quando ali esteve. Alguns metros dessa
caverna, encontra-se a escola grega, onde existe um salão com uma inscrição
posterior ao reinado de Alexandre Magno. Esta inscrição, fez referência aos
jogos olímpicos realizados durante o período grego. “Na ilha há também o mosteiro
de São João, com uma biblioteca fundada em 1088 d.C. construída no formato de
uma fortaleza com seus muros ameaçados, onde há curiosas obras. Em volta do
mosteiro, agrupam-se as ruas tortuosas da Capital da Ilha”.
10. “Eu
fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande
voz como de trombeta”.
I “no dia do Senhor”. Existem quatro expressões
técnicas no que diz respeito ao “dia do Senhor” no Novo Testamento: (ver notas
expositivas em Ap 16.14) sendo que, cada uma delas, aponta para uma época
diferente; por exemplo:
1. Analisemos os quatro pontos seguintes no que
diz respeito ao: (a) Dia do Senhor JESUS CRISTO; (b) Dia do Senhor, CRISTO ou
Filho do homem; (c) Dia de DEUS ou do Senhor: no sentido próprio; (d) Dia do
Senhor, do texto em foco:
(aa) O Dia do Senhor JESUS CRISTO. O dia do
Senhor JESUS se relaciona exclusivamente com o arrebatamento da Igreja; (bb) O
dia de CRISTO, do Senhor ou do Filho do homem, está relacionado com seu retorno
à terra com poder e grande glória; (cc) O dia de DEUS ou do Senhor, no sentido
próprio, está relacionado com o Juízo Final; (dd) dia do Senhor do texto em
foco, está relacionado com o dia da ressurreição de CRISTO. A presente
expressão “dia do Senhor”, significa; “O dia da Ressurreição” do Senhor JESUS CRISTO,
visto que, a expressão “Senhor JESUS” só ocorre no Novo Testamento depois da
sua ressurreição (Lc 24.3), sendo identificado entre os cristãos como “o
primeiro dia da semana” (Mc 18.9). Para o cristianismo o primeiro dia da
semana, contrasta bastante com o sétimo (o sábado): O sábado recorda o descanso
de DEUS na criação (Êx 20.11; 31.17); o domingo a ressurreição de CRISTO (Mc
16.1,9). No sétimo dia DEUS descansou; no primeiro dia da semana CRISTO esteve
em atividade incessante. O sábado comemora uma criação acabada; o domingo
rememora uma redenção consumada. O Dr. C. I. Scofield declara que “o sábado era
um dia de obrigação legal para Israel; o domingo, o culto espontâneo para o
cristão. O sábado é mencionado nos Atos dos Apóstolos somente com referências
aos judeus, e no resto do Novo Testamento, só duas vezes (Cl 2.16 e Hb 4.4). O
sábado era um dia de repouso total para Israel; para o crente em CRISTO, esse
repouso teve lugar no momento que ele aceitou CRISTO como Salvador. Hb 4.3”.
2. Voz como de trombeta. João, focaliza aqui:
“grande voz, como...”. A palavrinha: “como” significa que João tenta descrever
o indescritível. Por isso a palavrinha “como” aparece aproximadamente setenta
vezes no Apocalipse. (Cf 1.10, 14, 15, 16; 2.27; 3.3, 10, 17, 21; 4.1; 5.6;
6.1, 12, 13, 14; 7. (ausente); 8.8; 9.2, 3, 7, 8, 9, 17; 10.1, 3, 7, 9; 11.
(ausente); 12.15; 13.2, 3, 11; 14.2, 3, 4; 15. (ausente); 16.3, 6.15, 18;
17.12; 18.6, 21; 20.2, 11, 16, 21; 22.1). Além disso ele utiliza-se também da
expressão como “semelhante”. Aqui trata-se, portanto, de um som sobrenatural e
assustador, que contém tudo.
11. “Que
dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igreja que estão na
Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardo, e a
Filadélfia, e a Laodicéia”.
I. “...O
que vês, escreve-o num livro”. A ordem de escrever ocorre por treze vezes
neste livro. (Cf 1.11, 19; 2.1, 8, 12, 18; 3.1, 7, 14; 10.4; 14.13; 19.9;
21.5). A ordem ocorre uma vez em cada uma das sete cartas. O intuito do Senhor
JESUS CRISTO era que a revelação fosse preservada para as gerações seguintes; e
até hoje a forma escrita é a melhor maneira de preservar uma comunicação.
1. O leitor deve observar bem a frase “escreve-o
num livro, e envia-o”. Isso nos dá entender que não só a carta endereçada a
igreja devia ser lida, mas também todo o conteúdo do livro que encerrava a
visão (.13). O Dr. Russell Norman Champrin, observa que a posição geográfica
onde se encontravam essas igrejas, formavam um CÍRCULO. As cidades foram
numeradas partindo de Éfeso, na direção Norte, para Esmirna (64 quilômetros);
daí para Pérgamo, 80 quilômetros ao norte de Esmirna; então, atravessando 64
quilômetros para sueste, até Tiatira, descendo, então, 80 quilômetros para
Sardo; daí para Filadélfia a 48 quilômetros a sueste de Sardo; então Laodicéia
a 64 quilômetros a sueste de Filadélfia.
12. “E
virei-me para ver quem falava comigo. E virando-me, vi sete castiçais de ouro”.
I. “...E
virei-me para ver quem falava”. A poderosa voz “como de trombeta” que
ouvira no verso anterior, à semelhança do Monte Sinai, ai cada vez mais
aumentando (Êx 19.19), João se volta para ver de onde partia a voz, e teve a
sua primeira visão: “sete castiçais de ouro”. No santo lugar do templo dos
judeus havia um único castiçal com sete braços, recebeu destaque, aparentemente
representando Israel (Zc 4.2). Na visão de João os castiçais representavam as
igrejas, que agora era a luz do mundo (Mt 5.13). Apesar de ter o Castiçal da
antiga aliança sete braços, mesmo assim eram ligados por uma só peça (o
pedestal). Israel, mesmo dividido geograficamente em doze tribos, contudo, eram
ao mesmo tempo unidos por um só pedestal: A Lei do Senhor (Nm 9.14). Na Nova
Aliança o Senhor JESUS interpretou para João que os sete castiçais representam
as “sete Igrejas” (v. 20).
13. “E
no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés
de um vestido comprido, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro”.
I. “...no
meio”. Em cada cena do
Apocalipse, CRISTO sempre aparece como a “Figura Central”: no “meio”. Ele é
visto no “meio” dos sete castiçais de ouro (1.13); no “meio” da igreja de
Éfeso, em uma nova visão (2.1); no “meio” do trono (5.6); no “meio” do trono
novamente numa visão posterior (7.17). Isto demonstra que, o grande livro de
DEUS a ser focalizado tem como central nosso Senhor JESUS. Isto é, aquele que
viveu e andou entre os homens, contudo, sempre no “meio” (Mt 18.20; Jo 19.18;
20.19; 1 Tm 2.5). Agora, porém, no Apocalipse é um quadro do CRISTO da
atualidade. É um quadro de CRISTO, o Filho Eterno, que está assentado no “meio
do trono” à direita de DEUS.
1. Filho do homem. Este título, que
freqüentemente é aplicado à pessoa de CRISTO, lembra sua humanidade (Jo 1.14).
Cerca de 79 vezes esta expressão ocorre somente no Novo Testamento e com
exclusividade, nos Evangelhos, e vinte e duas vezes no livro do Apocalipse. Em
Ezequiel (por toda a extensão do livro), a frase é empregada por DEUS 91 vezes.
Este título: O Filho do Homem (Jo 3.13) havia se tornado uma figura messiânica
mais corrente. Motivo porque um exame dos textos evangélicos permitem, quase
sem possibilidade de erro, preferir que, ao designar-se “Filho do Homem” o
Senhor JESUS escolheu esse título, evidentemente, menos comprometido pelo
nacionalismo judaico e pelas esperanças bélicas. Havia também uma esperança
judaica do “Homem dos últimos tempos” (Cf. Rm 5.12-21; 1 Co 15.22, 45, 47;
2.5-11).
2. Vestido até os pés. Esta visão inicial que
João recebeu não referia-se à graça pastoral de CRISTO, mas à sua autoridade
judiciária. “É por isso que o Apocalipse deve ser visto como o livro do juízo.
“Juiz” e “Juízes” aparecem 15 vezes no livro”.
A veste comprida de CRISTO era uma vestimenta
talar, usada exclusivamente pelos sacerdotes e juízes no desempenho de duas
funções. É isso realmente, a dupla função do Filho de DEUS atualmente (2 Tm 2.8
e Hb 3.1). “O cinto de ouro cingido a altura do peito era também usado elo
sacerdote quando este ministrava no santuário, estava à altura do peio e não
nos rins, para ajustar as vestes de modo a facilitar os movimentos; assim,
quando o cinto está em volta de seus lombos, o serviço é proeminente. (Cf. Jó
38.3; Jo 13.4, 5), mas quando o cinto está em volta do peito implica juízo
sacerdotal dignificado, coisas que são inerentes ao Filho de DEUS tanto no
passado como no presente. Na simbologia profética das Escrituras Sagradas
aponta também: a pureza, a inocência de CRISTO (Sl 123.9).
14. “E
a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus
olhos como chama de fogo”.
I. “...sua
cabeça e cabelos eram brancos”. O
leitor deve observar como as Escrituras são proféticas e se combinam entre si
em cada detalhe: O Senhor JESUS é o Filho do “Ancião de dias”, e por cuja razão
deve ter a mesma natureza do Pai. Assim, o texto em foco, é similar a passagem
de Daniel 7.9: “Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um
ancião de dias se assentou: o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da
sua cabeça como a limpa lã...”. Ele (JESUS) é aquele que morreu com 33 anos de
idade, depois de levar os nossos pecados na cruz e suportar uma eternidade de
dores. Tem cabelos brancos como a neve. Entre o povo de DEUS, a “Coroa de honra
são as cãs...” (pv 16.31a). Certamente a alvura da cabeça e cabelos de CRISTO
provém, em parte, da intensidade da glória celestial e em parte da sabedoria e,
idoneidade moral. Assim, a brancura de seus cabelos, aqui, não significa
velhice, antes, sugere a eternidade, indicando também Pureza e Divindade.
15. “E
os seus pés, semelhante a latão reluzente, como se tivesse sido refinados numa
fornalha, e a voz como a voz de muitas águas”.
I. “...os
seus pés, semelhante a latão”. No
verso 11 do presente capítulo, encontramos JESUS vestido de uma vestimenta
talar. A sua veste “ai até aos pés”, mas não os cobria. Doutra forma não teria
visto as marcas dos cravos e adorado a seu Senhor, cuja forma glorificada
estava adequadamente vestida. Ele estava vestido com a linda roupa do Grande
Sumo Sacerdote. “...Os seus vestidos se tornaram brancos como a luz” (Mt 17.2).
João enfatiza que estes pés reluziam como se “tivessem sido refinados numa
fornalha”.
1. No campo espiritual realmente isso aconteceu
com o Filho do homem durante a sua vida terrena. Ele passou pela fornalha do
sofrimento, e foi provado no fogo do juízo de DEUS. (Cf. Lc 22.44; Hb 5.7).
Além de outros sacrifícios apresentados na antiga aliança que tipificava a
CRISTO sofrendo até a morte, em lugar do pecador. Tomamos aqui como exemplo a
oferta de manjares: “Em Lv 2. a oferta de manjares tipifica CRISTO nas Suas
próprias perfeições, e na Sua dedicação a vontade do Pai. A flor da farinha fala
de igualdade e equilíbrio no caráter de CRISTO; o fogo, de Ele ser provado pelo
sofrimento até a morte de cruz. O incenso, representa a fragrância de Sua vida
perante DEUS; a ausência de fermento, representa o caráter de CRISTO, como a
verdade; a ausência de mel; que Nele não havia a mera doçura natural que pode
existir sem a graça de DEUS na vida de alguém. Azeite misturado, CRISTO nascido
do ESPÍRITO SANTO; azeite untado, CRISTO batizado pelo ESPÍRITO, a frigideira,
os sofrimentos mais evidentes de Sua vida; o sal, o sabor da graça de DEUS na
vida de CRISTO: o que faz parar a ação do fermento; o forno, os sofrimentos
ocultos de CRISTO – consolidados no túmulo: a fornalha final”.
2. A sua voz como a voz de muitas águas. Em
sentido geral, o Apocalipse é o livro de grandes vozes e são elas que trazem as
mensagens: (Cf.1.10, 12, 15; 3.20; 4.1; 5.2, 11, 12; 6.6, 7, 10; 8.13; 9.13;
10.3, 4, 7, 8; 12.10; 14.2, 7, 13 e 15; 16.1, 17; 18.2, 4, 17; 18.2, 4, 22;
19.1, 5, 6, 17; 19.1, 5, 6, 17; 21.3). Em sentido similar, a sua voz do anjo,
em Dn 10.6, se assemelhava à de “uma multidão”. Tal como aqui, a voz de DEUS,
em Ez 43.2, é como a de “muitas águas”. O autor continua atribuindo, o sentido da
voz, a pessoa de CRISTO, como aquilo que o Antigo Testamento, diz acerca de
DEUS Pai. Em Ap 14.2 repete-se o simbolismo da figura da voz como de “muitas
águas”. Ao que é adicionado “um grande trovão”. Em Ap 19.6 a voz é a de uma
“multidão” e também de “muitas águas” e de “grandes trovões”. Seja como for,
tudo na esfera celestial, se reveste de primeira grande e é elevado a terceira
potência!
16. “E
ele tinha na sua desta sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de
dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece”.
I. “...na sua desta sete estrelas”. Dois pontos importantes devem serem analisado no presente
versículo: as sete estrelas; o rosto do Filho do homem:
1. As sete estrelas. Sobre a presente expressão:
“as estrelas”, existem várias interpretações, sendo que, duas delas, são
aceitas no campo teológico e a segunda, sem exitação:
(a) As sete estrelas (anjos), são instrumentos
nas mãos de CRISTO, seres angelicais literais, que ministram à Igreja,
controlando seus ministros, e, pelo menos em alguns casos, servindo de
mediadores dos dons espirituais. Por extensão dessa idéia, podemos supor que
todas as comunidades locais dos crentes contam com os seus próprios anjos
guardiões...”. (Cf. Sl 34.7; 1Co 11.10).
(b) As sete estrelas na mão direita do Senhor,
são interpretadas por JESUS como sendo os “sete anjos (pastores) das sete
igrejas” da Ásia Menor. Cf. v. 20. Este sete “mensageiros”, foram homens
enviados pelas igrejas da Ásia para saberem do estado do velho Apóstolo, então
um exilado em Patmos (compare-se Fl 4.18); mas (sendo na sua volta portadores
das “sete cartas”) pode figurar também em nossos dias um ministro de DEUS
portando uma mensagem especial para uma igreja. A palavra “anjo” é apenas
transliteração do grego para o português e significa “mensageiro”. É portanto,
o pastor ou pastores que aqui estão em foco.
2. Seu rosto era como o sol. As igrejas são
castiçais; seus ministros são estrelas; mas CRISTO é o sol (Ml 4.2). Ele é para
o mundo moral, o que o sol é para o mundo físico. A luz do rosto de JESUS
CRISTO é tal que na nova Jerusalém “não necessitarão de lâmpada nem de luz do
sol...” porque “...o cordeiro é a sua lâmpada” (Ap 21.23; 22.5). Num contexto
geral do significado do pensamento, o rosto dos justos resplandece como o sol
(Mt 13.43), o que também sucede no caso dos anjos (Ap 10.1).
17. “E
eu, quando o vi, caía a seus pés como morto; e ele pôs sobre a sua destra,
dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último”.
I. “...não temas”. O presente versículo, mostra João caindo aos pés do Filho de DEUS,
como Paulo no caminho de Damasco (Ap 9.4), porém às vozes nos dois episódios
são completamente diferentes: a primeira diz “porque me persegues?”, a segunda
diz “não temas”. Estas palavras, observa o Dr. R. N. Champrim, podem ser
comparadas a Dn 10.10,12; e confrontadas com (Is 44.2; Mt 14.2; 27.7; Lc 1.13 e
30). Para a igreja de Esmirna, há também uma expressão encorajadora da parte de
CRISTO para aquela igreja sofredora: “nada temas”. Esta expressão equivale no
grego do Novo Testamento, “não temas”, ocorre cerca de 365 vezes nas Escrituras
(uma para cada dia). Essa ordem é dada a fim de consolar (Mt 14.27; Jo 6.20; At
27.24); ela servia também para relembrar a João, que seu Senhor o conhecia e se
interessava profundamente por ele em meio ao sofrimento. Para nós, o Senhor tem
a mesma mensagem de amor e firmeza: “Tende bom ânimo! Sou eu. Não temas” (Mt
14.27). Agora, o apóstolo declara: “porém ele pôs sobre mim a sua destra (mão
direita), dizendo-me: “não temas”. Faz, então, uma declaração de amor,
tranqüilidade e poder. (Is 44.2).
18. “E
o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo sempre. Amém. E tenho
as chaves da morte e do inferno”.
I. “...E tenho as chaves da morte e do
inferno”. Isso significa autoridade suprema sobre qualquer força do mal (Mt
16.18; 28.18; Cl 2.15). Neste livro, CRISTO não só tem as chaves da morte e do
inferno, mas também “a chave de Davi” (Ap 3.7), e por conseguinte, no Novo
Testamento: “...as chaves do reino dos céus” (Mt 16.19). É evidente que,
enquanto o Senhor estava aqui na terra, Ele tinha em suas mãos “as chaves do
reino dos céus”; isso pode bem ser entendido na expressão do próprio JESUS ao
dizer a Pedro: “Eu te darei (no futuro) as chaves...”.
1. “A interpretação comum é que as chaves dadas
a Pedro representam a essencial honra que lhe foi concedida: a de ser o
primeiro a anunciar o Evangelho aos judeus: (no dia de Pentecostes) e aos
gentios: (na casa de Cornélio), tendo sido o ESPÍRITO SANTO dado do céu em cada
uma dessas ocasiões (At capítulo 2 e 10). Pedro mesmo descreveu seu privilégio
assim: “DEUS me elegeu dentre vós, para que os gentios ouvissem da minha boca a
palavra do Evangelho, e cressem” (At 15.7). Assim ele anunciou o perdão dos pecados
a todos os que crêem, e semelhantemente tal autoridade de DEUS foi conferida
não só a Pedro mais aos demais discípulos do Senhor (cf. Jo 10.23)”. O Dr. Geo
Goodman declara: “É comum salientar o lugar de Pedro no dia de Pentecostes,
abrindo o reino aos judeus, e depois, na pessoa de Cornélio, aos gentios.
Podemos admitir que ele ocupava um lugar eminente entre seus colegas, enquanto
que negamos que lhe fosse um lugar exclusivo”.
2. O Dr. Graham Scroggie observa: “E de fato não
podemos excluir os outros Apóstolos no dia de Pentecostes; nem caso de Cornélio
podemos concordar que esse fosse o único uso das chaves com relação aos
gentios, nem admitir que fosse necessário outra chave diferente daquela que abrira
o Reino aos judeus. Um só ato não havia de esgotar o uso da chave, nem seriam
duas chaves para abrir a porta duas vezes. Podemos entender que a porta, uma
vez aberta, assim permaneceu para nunca mais precisar da chave? Pelo contrário,
creio que se pode demonstrar concludente que a administração do Reino,
simbolizada por estas chaves, ainda não terminou: não findou num só ato inicial
de autoridade. Os homens ainda recebem o Reino e são recebidos no Reino, e o
Reino é a esfera do discipulado, então a chave é, de fato, somente autoridade”.
3. Podemos entender que depois da porta do
Evangelho estar aberta para os gentios, DEUS através de seus discípulos abriu
uma nova porta para eles, os gentios: a porta da FÉ (At 14.27). “Ora, as
chaves, e não simplesmente uma chave; e se o nosso pensamento é acertado nesta
forma de interpretação, isto significa uma dupla maneira de admitir. A primeira
é que o Senhor chama “a chave da ciência” a qual Ele diz que os doutores da lei
tiram do povo (Lc 11.52). Semelhantemente Ele denuncia os fariseus por fecharem
o Reino dos céus contra os homens: “Nem vós entrais nem deixais entrar os que
estão entrando” (Mt 23.13). Pedro não recebeu as chaves da Igreja, mas do
reino. Uma chave é sinal de autoridade (Is 22.22), e que o poder de “ligar e
desligar” significava para Pedro, significava também para os outros discípulos
(Mt 18.18; Jo 20.23). Ligar e desligar, na linguagem rabínica, queria dizer:
permitir ou proibir, e é isto que a Igreja tem feito desde os dias dos
Apóstolos até a presente era (Jo 20.23; 1Co 5.4-5; 2Cor 5.18-19).
19. “Escreve
as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de
acontecer”.
I. “...as coisas que tens..., etc”. Os teólogos costumam dividir o livro do Apocalipse em sete partes,
mas a sabedoria divina o dividiu apenas em três, a saber:
1. As coisas que tens visto. É a primeira das
três divisões deste livro. É, sem dúvida, a menor das três partes deste
compêndio divino: um capítulo, apenas! Também pela pequena duração dos
acontecimentos a que se refere.
2. E as que são. Esta se refere à segunda parte
do livro. De exposição, pouco mais extensa em conteúdo (capítulo 2 e 3). No que
diz respeito ao tempo, é o mais longo período: abrange ensinos para a vida
inteira da Igreja desde os primitivos tempos, e como te servido durante toda a
dispensação da Graça, até o momento do arrebatamento.
3. E as que depois destas (das duas primeiras)
hão de acontecer. A terceira parte, é essencialmente futurísticas, vai do
capítulo 4 a 22. Porém os fatos decorrerão com rapidez e as profecias que terão
lugar neste tempo, sofrerão uma reação em cadeia, e comprir-se-ão
sucessivamente. Porém, mesmo assim, devemos observar que, esta parte do livro,
inclui o Milênio de CRISTO e o estado Eterno ao dia da Eternidade (2Pd 3.18). O
livro do Apocalipse é o único livro profético do Novo Testamento, é a única
iluminação certa que dos acontecimentos atuais e futuros. Enquanto que o livro
de Gênesis é o início da Bíblia, dando começo de todas as coisas na terra, o
livro de Apocalipse encerra o livro divino, descrevendo a consumação de todas
as coisas.
20. “O
mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de
ouro. As estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que
vistes, são as sete igrejas”.
I. “...O mistério das sete estrelas”. O presente vocábulo “mistério” é usado no Novo Testamento cerca de
27 vezes, João emprega a palavra quatro vezes no seu livro, e sempre com
sentido especial:
1. Vejamos! (a) O mistério das sete estrelas e
dos sete castiçais. 1. 20; (b) O mistério de DEUS. 10.7 e 11.15; (c) O mistério
da grande Babilônia. 17.5; (d) O mistério da mulher. 17.7.
2. No texto em foco, a interpretação da
misteriosa visão, é dada pelo próprio CRISTO; isso é muito freqüente nas
Escrituras quando trata-se de um “mistério” (cf. Mt 13.19-23, 37-43). O Senhor
JESUS CRISTO aqui segue o mesmo exemplo, e explica a visão para João seu servo.
Ele diz: “As sete estrelas” (são os sete anjos das sete igrejas). E “...os sete
castiçais” (são as sete igrejas). Este versículo se divide em duas partes:
texto e contexto (metolinguagem); a primeira sendo uma visão; a segunda: uma
interpretação do próprio Senhor. O primeiro capítulo deste livro, a começar
pelo quarto versículo, é uma espécie de apresentação em favor do livro inteiro,
introduzindo o autor sagrado a sua mensagem à Igreja, além de aludir, em termos
breves, àquilo que está contido no livro. Portanto, o livro inteiro do
Apocalipse, apesar de ser um livro profético, é moldado na forma de uma
“carta”, endereçada as sete igrejas da Ásia Menor, e, através dessas igrejas, à
Igreja Universal do Filho de DEUS. Amém.
Estudos no Livro de APOCALIPSE - Hernandes Dias
Lopes
APOCALIPSE 1:1
TEMA: COMO ENTENDER A MENSAGEM DO APOCALIPSE
INTRODUÇÃO
1. O livro de Apocalipse é um livro sobre JESUS
e sua igreja.
2. É um livro de revelação. O véu é retirado e
nos é dado discernimento de determinadas coisas. Essa revelação é feita por
meio de sinais: candeeiros, selos, trombetas, taças. Usa também números: o
número sete aparece 54 vezes.
3. Lemos nos capítulos 1:12,13,20 e 5:5 que
tanto a igreja como a história estão sob total o controle de JESUS CRISTO. A
história não caminha para o caos nem está dando voltas cíclicas, mas caminha
para um fim glorioso da vitória completa de CRISTO e da igreja.
4. O propósito ao
estudarmos o livro de Apocalipse não é para nos aproximarmos dele com curiosidade
frívola, como se estivéssemos com um mapa profético nas mãos, para investigar
fatos históricos para sabermos os tempos no relógio profético. Ao contrário,
esse livro nos foi dado como propósitos morais e espirituais: CONSOLAR-NOS, "MOSTRAR,
O ÂMAGO DA LUTA QUE ESTAMOS TRAVANDO CONTRA O MUNDO E O DIABO E A VITÓRIA
RETUMBANTE DE CRISTO.
5. O estudo do Apocalipse deve nos incentivar à
santidade; encorajamento no sofrimento; adorar àquele que está no trono (2 Ped
3:12).
6. Aqueles que se aproximam desse livro com uma
obsessão escatológica, perdem a sua mensagem. O livro é prático e revela-nos:
1) A certeza de que JESUS tem o total controle da igreja; 2) JESUS tem o total
controle da História; 3) A perseguição do mundo e do diabo não podem destruir a
igreja; 4) Os inimigos que perseguem a igreja serão vencidos; 5) Os inimigos de
CRISTO terão que enfrentar o juízo de DEUS ao mesmo tempo que a igreja
desfrutará da bem-aventurança eterna.
I. COMO ESTUDAR O LIVRO DE APOCALIPSE
1. Qual
é o propósito deste livro?
Seu propósito principal é confortar a igreja
militante em seu conflito contra as forças do mal. O livro está cheio de consolações
para os crentes afligidos. A eles é dito:
Que
DEUS vê suas lágrimas — 7:17; 21:4
Suas orações produzem
verdadeiras revoluções no mundo - 8:3-4
Sua morte é preciosa aos
olhos de DEUS -14:13
Sua vitória é assegurada
- 15:2
Seu sangue será vingado
- 6:9; 8:3
Seu CRISTO governa o
mundo em seu favor - 5:7-8
Seu CRISTO voltará em
breve - 22:17
2. Qual
é o tema deste livro?
a) O tema do livro de Apocalipse é a vitória de
CRISTO e de sua igreja sobre Satanás e seus seguidores (17:14). A intenção do
livro é mostrar que as coisas não são como parecem ser. O diabo, o mundo, o
anticristo, o falso profeta e todos os ímpios perecerão, mas a igreja
triunfará. CRISTO é sempre apresentado como Vencedor e conquistador (1:18;
5:9-14; 6:2; 11:15; 19:9-11; 14:1,14; 15:2-4; 19:16; 20:4; 22:3. JESUS triunfa
sobre a morte, o inferno, o dragão, a besta, o falso profeta, a babilônia e os
ímpios.
b) A igreja que tem sido perseguida ao longo dos
séculos, mesmo suportando martírio é vencedora (7:14; 22:14; 15:2).
c) Os juízos de DEUS mandados para a terra são
uma resposta de DEUS às orações dos santos (8:3-5).
3. Para
quem foi destinado este livro?
a) Este livro foi inicialmente endereçado aos
crentes que estavam suportando o martírio na época do apóstolo João. Houve
grandes perseguições nos primeiros séculos contra a igreja: 1) Nero (64 d.C);
2) Domiciano (95 d.C); 3) Trajano (112 d.C); 4) Marco Aurélio (117 d.C); 5)
Sétimo Severo (fim do segundo século); 6) Décio (250 d.C); 7) Diocleciano (303
d.C).
b) Este livro foi destinado não apenas aos seus
primeiros leitores, mas a todos os crentes durante esta inteira dispensação,
que vai da primeira à segunda vinda de CRISTO.
4. Quando
foi escrito este livro?
a) Este livro foi escrito por João quase no
final do governo de Domiciano, quando foi banido para a Ilha de Patmos.
MINHA CONCLUSÃO GERAL (Pr. Henrique)
Acreditamos que JESUS vem nos buscar no
arrebatamento que se dará antes da Grande Tribulação, depois acontecerá no céu
o tribunal de CRISTO e as bodas do Cordeiro, enquanto na terra acontecerão 7
anos de Grande Tribulação, anos estes divididos em dois períodos de 3 anos e
meio, sendo que nos 3 anos e meio primeiros haverá paz entre as nações com a
administração do anticristo que enganará até aos judeus, fazendo-se passar por
CRISTO. Haverá pregação do evangelho durante a Grande tribulação que será feita
por 2 testemunhas e pelos 144 mil judeus selados para essa tarefa, Na metade da
grande tribulação o anticristo exigirá adoração e profanará a o templo (talvez
reconstruído por ele mesmo nos 3 anos e meio iniciais). Assim se iniciará os 3
anos e meio finais da grande tribulação com a divisão entre os povos que não
aceitam a liderança do anticristo e os que aceitam. Os judeus serão grandemente
perseguidos, todos as pessoas que não aceitarem a marca da besta que será
impressa na mão ou na testa de cada um será declarado inimigo e portanto,
condenado a morte. Tribos, nações e reinos e povos se enfrentarão na batalha do
Armagedom e JESUS descerá com poder e glória no final desta guerra sobre o
Monte das Oliveiras e vencerá os exércitos inimigos de Israel e desobedientes a
DEUS. Separará os bodes das ovelhas, ou seja os que querem seu governo e os que
não querem. Destruirá os que não querem e começará a governar por mil anos
sobre Israel e todos os povos que restaram. Satanás será preso por mil anos e
depois solto; tentará as nações e empreenderá batalha contra CRISTO que o
vencerá e aos seus seguidores. Depois vem o Juízo Final com o julgamento de
todos os que não têm seus nomes escritos no Livro da Vida para que sejam
lançados no lago de Fogo e Enxofre, onde já estarão o falso profeta, a besta e
o anticristo agora lançado lá.
Depois todos os povos que aceitaram a JESUS como
Salvador e Senhor serão congregados à Nova Jerusalém, a Jerusalém celeste. A
terra será destruída pelo fogo e Novos Céus e Nova Terra serão nossa morada
eterna junto a DEUS. Glória a DEUS.
RESUMO DA LIÇÃO 1, APOCALIPSE, A REVELAÇÃO DE
JESUS CRISTO - 2º trimestre de 2012
I. O LIVRO DO APOCALIPSE
1. Apocalipse, o único livro profético do NT.
2. Um livro de advertências e consolações.
II. AUTORIA, DATA E LOCAL
1. Autoria. João, filho de Zebedeu, é o autor do
Apocalipse (Ap 1.1,4,9; 22.8).
2. Data.
3. Lugar.
III. APOCALIPSE, O LIVRO PROFÉTICO DO NT
1. Tema do Apocalipse.
2. Divisões do Apocalipse.
3. Objetivos do Apocalipse.
IV. A LEITURA DO APOCALIPSE
1. A produção de livros no período do Novo
Testamento.
2. A leitura das Escrituras Sagradas.
3. A liturgia da Palavra.
VOCABULÁRIO
Alcunha: Qualificativo especial (p.ex. nobre,
leal, etc).
Arquipélago: Conjunto de ilhas dispostas em
grupo, em maior ou menor extensão, numa superfície marítima.
Epílogo: Recapitulação, resumo ou desfecho de
uma peça literária.
Ciosos: Que tem zelo.
Módico: Pouco, escasso; cujo valor é baixo.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HORTON, Stanley M. Apocalipse: As coisas que
brevemente devem acontecer. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001. LAWSON, Steven J.
As Sete Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final de CRISTO para seu povo. 5.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia de estudo - Aplicação
Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida.
Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo
Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas
variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA
de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD
- http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas.
BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO
INCLUSIVE
www.ebdweb.com.br - www.escoladominical.net - www.gospelbook.net - www.portalebd.org.br/
Dicionário Vine antigo e novo
testamentos - CPAD
Dicionário Bíblico Wycliffe -
Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea - CPAD
4º Trimestre De
2004 - VEM O FIM, O FIM VEM - A Doutrina Das Últimas Coisas -
COMENTÁRIOS Pr. Claudionor Corrêa De Andrade
LIÇÃO 1º - A Doutrina
Das Últimas Coisas – Um Ensino Necessário E Confortador;
LIÇÃO 2º - A Apostasia
Dos Últimos Tempos;
LIÇÃO 3º - Os Sinais Da
Volta De CRISTO;
LIÇÃO 4º - O
Arrebatamento Da Igreja;
LIÇÃO 5º - A
Reconstrução Do SANTO Templo;
LIÇÃO 6º - O
Renascimento Do Império Romano;
LIÇÃO 7º - A
Manifestação Do Anticristo;
LIÇÃO 8º - A Grande
Tribulação;
LIÇÃO 9º - A Volta
Triunfal De CRISTO;
LIÇÃO 10º - O Milênio –
O Reino Do Messias;
LIÇÃO 11º - O Julgamento
Final;
LIÇÃO 12º A Formosa
Jerusalém Celestial
LIÇÃO 13º - Estarás Tu
Vigiando, Quando JESUS Vier?
– YouTube - Henriquelhas
Lições Do 4º Trimestre De
2006 - Tema - As Verdades Centrais Da Fé Cristã - Comentarista: Pr.
Claudionor De Andrade. - As Doutrinas Básicas Da Bíblia - 12. O Arrebatamento Da Igreja E As Últimas
Coisas
4º Trimestre De 2007 -
Tema: As Promessas De DEUS Para Sua Vida: - Tema Do Trimestre: É
Tempo De DEUS Renovar As Promessas Na Vida Da Igreja, Promessas
Que Estão De Pé Pela Sua Palavra
Lição 11 - A Promessa Da
Segunda Vinda De CRISTO;
Lição 12 - A Promessa
De Nossa Entrada No Céu;
– YouTube - Henriquelhas
LIÇÕES BÍBLICAS - 2º
Trimestre de 2012 - CPAD - Para jovens e adultos - Comentários do
Pr. Claudionor Correa de Andrade - Lições temáticas sobre as cartas às
Sete Igrejas da Ásia e tem como título: “As Sete Cartas do Apocalipse — A
mensagem Final de CRISTO à Igreja".
– YouTube - Henriquelhas
Lição 1:
Apocalipse, a revelação de JESUS CRISTO
Lição 2: A visão
do CRISTO Glorificado
Lição 3: Éfeso, a
igreja do amor esquecido
Lição 4: Esmirna,
a igreja confessante e mártir
Lição 5: Pérgamo,
a igreja casada com o mundo
Lição 6: Tiatira,
a igreja tolerante
Lição 7: Sardes,
a igreja morta
Lição 8:
Filadélfia, a igreja do amor perfeito
Lição 9:
Laodiceia, uma igreja morna
Lição 10: O governo do
Anticristo
Lição 11: O Evangelho do
Reino no império do mal
Lição 12: O Juízo Final
Lição 13: A formosa Jerusalém
VÍDEOS DESTE TRIMESTRE - 2º Trimestre de 2012 – YouTube - Henriquelhas
Lição 1, Apocalipse, a
revelação de JESUS CRISTO,
Lição 2, A visão do CRISTO
Glorificado,
Lição 3, Éfeso, a igreja do
amor esquecido,
Lição 4, Esmirna, a igreja
confessante e mártir,
Lição 5, Pérgamo, a igreja
casada com o mundo,
Lição 6, Tiatira, a igreja
tolerante,
Lição 7: Sardes, a igreja
morta,
Lição 8, Filadélfia, a igreja
do amor perfeito,
Lição 9, Laodiceia, uma
igreja morna,
Lição 10, O governo do
Anticristo,
Lição 11, O Evangelho do
Reino no império do mal,
Lição 12, O Juízo Final,
Lição 13, A formosa
Jerusalém
)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))
NA
ÍNTEGRA COMO NA REVISTA
ESCRITA
LIÇÃO 1, BETEL, A ESPERANÇA CRISTÃ, O FUTURO À LUZ DAS ESCRITURAS, 4Tr26, com.
Extra Pr. Henrique, EBD NA TV
ESBOÇO
DA LIÇÃO
1- O
FUTURO REVELADO NAS ESCRITURAS
1.1 - Os Fundamentos Da Escatologia Bíblica
1.2 -
O Cumprimento Do Propósito De DEUS
1.3 -
A Escatologia Bíblica e o salvo
2 -
PRINCÍPIOS E REGRAS DE INTERPRETAÇÃO
2.1 -A Bíblia interpreta a própria Bíblia
2.2 - A Posição Doutrinária Adotada
2.3 - Os Cuidados Com A Interpretação
3 - A ESPERANÇA DA IGREJA
3.1 - A bem-aventurada esperança
3.2 - CRISTO,
o fundamento da nossa confiança
3.3. A
centralidade da volta de CRISTO
TEXTO
ÁUREO
"Pelo
que, amados, aguardando nestas coisas, procurai que dele sejais achados
imaculados e irrepreensíveis em paz". 2 Pedro 3.14
VERDADE APLICADA
A
revelação bíblica acerca do futuro fortalece a fé e nos ensina a viver
preparados para a volta de CRISTO.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
-
Compreender a importância de estudar o futuro à luz das Escrituras
-
Conhecer princípios seguros para interpretar as profecias bíblicas
-
Reconhecer que CRISTO é o centro da esperança da Igreja
TEXTOS
DE REFERÊNCIA - MATEUS 24.5, 11-14
5. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu
sou o CRISTO; e enganarão a muitos.
11. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.
12. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.
13. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo.
14. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a
todas as gentes, e então virá o fim.
MOTIVO
DE ORAÇÃO – Ore
para que nossa esperança na volta de CRISTO nos mantenha firmes na fé.
PONTO
DE PARTIDA - A esperança do crente é viva.
INTRODUÇÃO
A falta de compreensão sobre os acontecimentos futuros pode gerar medo,
confusão e interpretações equivocadas. Entretanto, a volta de CRISTO é motivo
de esperança para aqueles que permanecem firmes na fé (Jo 14.1-3; 1 Ts
4.16-18). Por isso, devemos viver em vigilância, santidade e perseverança,
aguardando o cumprimento da promessa do Senhor e a manifestação da nossa bem-aventurada
esperança (Mt 24.42; Tt 2.12,13; 1Jo 3.2,3).
1-
O FUTURO REVELADO NAS ESCRITURAS
As
Escrituras revelam que DEUS conduz a história ao cumprimento de Seu propósito
(Is 46.9,10; Ef 1.9,10). Esse
conhecimento fortalece a fé e renova a esperança dos salvos (Rm 15.4; lPe 1.3).
Desse modo, permanecemos preparados e firmes na fé, aguardando o retorno de CRISTO (Mt 24.42; Tt 2.13).
1.1 - Os Fundamentos Da Escatologia Bíblica
O
termo "escatologià' vem do grego: eschatos (extremo; último) e logia
(tratado; estudo), podendo ser definido como: "Tratado ou estudo das
últimas coisas''. Embora essa palavra não apareça nas Escrituras, seu conteúdo está presente nos textos que tratam dos últimos dias
da volta de CRISTO e da consumação do plano de DEUS (Mt 24.1-8; 1 Ts 5.1-6; Ap
1.1-3). A Bíblia utiliza expressões como "últimos dias'; "últimos
tempos" e "última hora” para mostrar que a história caminha sob a
direção de DEUS para o seu cumprimento final (Dt 4.30; Is 2.2; Dn 2.28; At
2.17; 1Co 10.11; 1Jo 2.18). Assim, a escatologia bíblica estuda a consumação do
propósito de DEUS. Ela inclui tanto aquilo que já foi inaugurado pela obra de
CRISTO e pelo derramamento do ESPÍRITO SANTO quanto os acontecimentos ainda
futuros: a volta de CRISTO, a ressurreição, o juízo e a nova criação (At
2.16,17; Hb 1.1,2; 1Co 15.20-28; Ap 21.1-5).
- Essas expressões mostram que, conforme o ensino do Novo
Testamento, os "últimos dias" começaram com a primeira vinda de CRISTO
e avançam para sua consumação. esse período, a Igreja permanece fiel à sua
missão, anunciando o Evangelho no poder do ESPÍRITO SANTO e aguardando o
Arrebatamento e a volta gloriosa do Senhor (At 2.16-18; lCo 10.11; Ef 1.13,14).
A Escatologia Bíblica ensina que a história está sob o controle soberano de DEUS
e caminha para o cumprimento de Suas promessas, culminando na restauração de
todas as coisas sob o Governo de CRISTO (Rm 8.19-23; Ef 1.9,10; Ap 21.1-5).
1.2
- O Cumprimento Do Propósito De DEUS
Não
apenas os salvos, mas toda a criação aguarda o dia em que será liberta da
corrupção e participará da gloriosa liberdade dos filhos de DEUS (Rm 8.18-21).
Os acontecimentos futuros fazem parte do propósito eterno do Senhor e têm a
volta de CRISTO como seu acontecimento central (Is 46.9,10; Ef 1.9-11). O
futuro não está entregue ao acaso, pois DEUS conduz a história segundo Sua
soberana vontade. Embora nem todos os detalhes tenham sido revelados, a Palavra
apresenta o que precisamos conhecer para viver com esperança, vigilância e
santidade (Dt 29.29; Ap 1.1-3; lPe 4.7; 2Pe 3.11-14).
- MELO, César Pereira Roza de. escatologia dos profetas Daniel e
Ezequiel, Rio de Janeiro: Editora Betel, 2024, p. 15. O autor destaca que as
profecias de Daniel exaltam a soberania de DEUS apresentando-O como quele que
mantém o controle sobre a história. Embora os impérios humanos exerçam poder
por determinado período, o domínio do Senhor permanece, e seu propósito será
plenamente cumprido. No tempo e tababelcido, DEUS encerrará o domínio dos
reinos humanos e estabelecerá o Reino eterno de CRISTO, que jamais será
destruído (Dn 2.4-1; 7.13,14).
1.3
- A Escatologia Bíblica e o salvo
O
que compreendemos acerca do futuro influencia nossas escolhas no presente. JESUS
chamou de louco o homem que acumulou bens para si, mas não considerou a
brevidade da vida nem sua responsabilidade diante de DEUS (Lc 12.16-21). Por
isso, o salvo deve conhecer toda a Palavra e viver segundo seus ensinamentos
(Mt4.4; 2Tm 3.16,17). O ensino sobre os acontecimentos futuros renova nossa
confiança nas promessas de DEUS e nos motiva a viver de modo preparado para o
encontro com CRISTO (Tt 2.12,13; 1Jo 3.2,3).
- Revista Betel Dominical - Professor, 2° trimestre
de 2012, Lição l. Apocalipse apresenta o trono de DEUS como o centro do governo
do Universo, mostrando que nenhum acontecimento escapa à Sua autoridade {Ap
4.2-11). Mesmo quando poderes humanos e forças malignas parecem dominar,sua atuação
permanece limitada pelo propósito divino (Ap 6.4; 12.12; 13.5,7). Reis,
impérios e sistemas terrenos são passageiros, mas o Reino de DEUS é eterno e
prevalecerá sobre toda oposição (Ap 11.15; 19.6). Assim, as profecias bíblicas
revelam que a história não avança de maneira desordenada: ela permanece sob o
controle do Senhor e chegará ao desfecho determinado por Ele (Ap 21.5,6).
EU ENSINEI QUE: A Escatologia Bíblica revela o futuro e nos ensina a viver
segundo os propósitos de DEUS.
2 - PRINCÍPIOS E REGRAS DE INTERPRETAÇÃO
Conforme
nos ensina o Apóstolo Pedro, a profecia da Escritura não é de interpretação
particular, isto é, não deve ser compreendida de forma isolada ou baseada
apenas em opiniões pessoais (2Pe 1.20). Ele também reconhece que há, nas
Escrituras, passagens de difícil entendimento, que podem ser distorcidas por
aqueles que não estão firmados na Verdade (2Pe 3.16).
2.1 - A Bíblia interpreta a própria Bíblia
A
interpretação das profecias exige atenção à maneira como a mensagem é
apresentada. Algumas passagens possuem sentido direto, enquanto outras utilizam
símbolos que precisam ser compreendidos à luz do próprio contexto bíblico (Dn
7.15,16). Em muitos casos, a própria Escritura apresenta a explicação do
símbolo utilizado (Ap 7.13,14; 17.5-7). JESUS ensinou que o desconhecimento das
Escrituras pode conduzir ao erro (Mt 22.29). Por isso, textos de difícil
compreensão devem ser lidos em seu contexto histórico, literário e canônico e
esclarecidos por passagens mais claras, sem ignorar o gênero profético, as
figuras de linguagem e o desenvolvimento da revelação bíblica. O estudante deve
manejar corretamente a Palavra da verdade (2Tm 2.15), examinando as Escrituras
com humildade, dedicação e dependência do ESPÍRITO SANTO (Jo 14.26; 1Co
2.12,13).
- Revista Betel Dominical - Professor, 2° trimestre
de 2012, Lição 1. O estudo das profecias deve permanecer dentro daquilo que DEUS
decidiu revelar em Sua Palavra. Existem verdades que pertencem exclusivamente
ao conhecimento divino, enquanto outras foram dadas para orientação do Seu povo
(Dt 29.29). Por essa razão, o estudante da Escatologia não deve tentar
estabelecer datas, criar previsões ou preencher com suposições aquilo que a
Bíblia não esclarece (Mt 24.36; At 1.7). A profecia bíblica não foi concedida
para alimentar curiosidades, mas para comunicar os propósitos de DEUS e
fortalecer a certeza de que Suas promessas serão cumpridas. Cabe à Igreja
conservar sobriedade, discernimento e firmeza, rejeitando qualquer ensino que
ultrapasse os limites da revelação escrita (l Ts 5.1-6; 2Pe 3.16,17).
FOCO NA LIÇÃO: As Escrituras revelam que DEUS conduz a história ao
cumprimento de Seu propósito (Is 46.9, 10; Ef 1.9, 10).
2.2 - A Posição Doutrinária Adotada
Entre
as diferentes interpretações sobre a relação entre o Arrebatamento e a Grande
Tribulação, esta lição segue a posição pré-tribulacionista. Nessa perspectiva, CRISTO
virá buscar a Sua Igreja antes do período de juízos sobre a Terra, livrando os
salvos da ira vindoura e conduzindo-os ao encontro com o Senhor nos ares (1 Ts
1.10; 4.16,17; 5.9; Ap 3.10). Esse acontecimento é distinto da manifestação
gloriosa, quando JESUS retornará de modo visível para estabelecer o Seu
Governo. A promessa de Sua vinda consola os crentes e os incentiva a
permanecerem firmes, preparados e fiéis até o cumprimento dessa esperança (Jo
14.1-3; Tt 2.13).
- Entre os intérpretes da Escatologia, há
divergências quanto ao momento em que ocorrerá o Arrebatamento. Alguns o situam
após a Grande Tribulação; outros, em seu ponto intermediário; e há ainda
posições que o relacionam ao período anterior à manifestação final da ira
divina. A presente lição mantém a linha pré-tribulacionista, segundo a qual CRISTO
retirará Sua Igreja antes do tempo de
juízos que sobrevirá ao mundo. Essa posição preserva a distinção entre o
Arrebatamento da Igreja e a manifestação gloriosa do Senhor (1 Ts 1.10;
4.16,17; 5.9; Ap 3.10).
2.3 - Os Cuidados Com A Interpretação
O
estudo dos acontecimentos futuros exige reverência, equilíbrio e atenção ao
texto bíblico. Interpretações isoladas, desconhecimento do contexto e aplicação
inadequada das profecias podem produzir dúvidas e confusões (2Pe 3.15,16). Por
isso, cada passagem deve ser examinada considerando seu tempo, seus
destinatários e sua relação com o conjunto das Escrituras. DEUS tornou
conhecido o que é necessário para orientar nossa caminhada, sem revelar cada
detalhe dos acontecimentos futuros (Dt 29.29; At 1.7). Assim, devemos
permanecer no que está escrito, evitando especulações e recebendo com humildade
as verdades reveladas pelo Senhor (1Co 4.6; 15.51,52).
- Síntese editorial com base em Stanley M. Horton,
2001, p. 312, destaca que a interpretação das profecias exige humildade,
dependência do ESPÍRITO SANTO e fidelidade ao que DEUS revelou. Por isso,
devemos evitar especulações e submeter nossas conclusões ao conjunto das
Escrituras (2Pe 1.20,21; 3.15,16). O e tudo dos acontecin1entos futuros não é
apenas intelectual, mas tan1bém espiritual. Requer oração, temor do Senhor,
coração ensinável e amor à Palavra (Dt 6.6; SI 119.18,67). Assim, o ensino das
Sagradas Escrituras deve despertar reverência, formar uma vida equilibrada e
conduzir-nos à obediência enquanto aguardamos a volta de CRISTO.
EU ENSINEI QUE: A interpretação das profecias exige conhecimento bíblico,
equilíbrio e dependência de DEUS.
FOCO
NA LIÇÃO: Ele também reconhece que há, nas Escrituras, passagens de difícil
entendimento, que podem ser distorcidas por aqueles que não estão firmados na
Verdade...
3 - A ESPERANÇA DA IGREJA A revelação dos acontecimentos futuros
fortalece a esperança da Igreja, pois CRISTO voltará para buscar os Seus e
levá-los para junto de Si (Jo 14.1-3; Tt 2.13). Os salvos viverão e reinarão
com o Senhor por toda a eternidade (2Tm 2.12; Ap 22.5). A consumação da
história manifestará em plenitude a comunhão com DEUS que os crentes já
desfrutam em CRISTO pelo ESPÍRITO.
3.1 - A bem-aventurada esperança
A
esperança da Igreja está firmada em JESUS CRISTO, em Sua Obra Redentora, em Sua
ressurreição e na promessa de Seu retorno. Ao vencer a morte e ser exaltado à
direita do Pai, o Senhor confirmou a eficácia da Salvação e garantiu a futura
ressurreição dos que Lhe pertencem (At 2.32-36; lCo 15.20-23). Por essa razão,
a expectativa cristã não se apoia em especulações ou cálculos humanos, mas na
fidelidade dAquele que prometeu voltar. Sua vinda conduzirá os salvos à plena
comunhão com DEUS, em uma realidade marcada por paz, justiça e ausência de
sofrimento (Tt 2.13; 2Pe 3.13; Ap 21.3-5). Enquanto aguarda esse dia, a Igreja
permanece fiel, servindo ao Senhor e testemunhando que, assim como CRISTO
ressuscitou, também viveremos e reinaremos com Ele (2Tm 2.11,12).
- Em Tito 2, a bem-aventurada esperança aparece
ligada à manifestação da glória de Je us CRISTO. O me mo Senhor que e revelou
em graça para salvar e voltará em glória para consumar, nos Seus, os efeitos da
Obra Redentora (Tt 2.11-14). A Salvação, portanto, possui uma dimensão presente
e outra futura: hoje recebemos perdão, nova vida ecomunhão com DEUS; na vinda
de CRISTO, experimentaremos a glorificação e a libertação definitiva de toda
limitação desta existência (Rm 8.23; Fp 3.20,21). A esperança cristã aponta,
assim, para o momento em que a redenção alcançará sua consumação e os salvos
serão plenamente conformados à imagem de CRISTO (lJo 3.2).
3.2 - CRISTO, o fundamento da nossa confiança
As
Escrituras nos declaram abertamente qual é a verdadeira esperança da Igreja (Hb
9.28; Fp 3.20,21; 1Ts 1.10; Tt 2.13). Tudo que se refere ao porvir está
conectado à vinda de CRISTO. Portanto, nossa confiança é o retorno pessoal
daquele "mesmo JESUS" que veio ao mundo, foi humilhado e morreu na
cruz por nossos pecados (1Pe 3.18). Ele vem não somente para nos livrar da ira
futura, mas para que estejamos com Ele para sempre (Jo 14.3). Na manifestação
de CRISTO, Sua justiça será publicamente revelada: Ele consolará os que Lhe
pertencem e julgará o mal com perfeita retidão (Ml 3.18; 2Ts 1.6-10).
- A esperança bíblica não expressa dúvida ou mera
possibilidade, mas uma expectativa segura, fundamentada nas promessas de DEUS.
É a esperança como uma "expectativa favorável e confiante" (Vine,
2016). É almejar, sonhar, buscar e agir. É esperar por algo que não se vê, mas
que foi prometido (Rm 8.24,25). Esperar com confiança - esta deve ser a nossa
perspectiva, sem que nada a comprometa (Jr 17.7, 8). Trata-se, portanto, de uma
esperança firme e ativa, que não se abala pelas circunstâncias, mas se sustenta
na fidelidade de DEUS. Ela impulsiona o crente a permanecer perseverante, com
os olhos voltados para o cumprimento das promessas, vivendo no presente à luz
daquilo que, com certeza, se cumprirá.
3.3. A centralidade da volta de CRISTO
A
Escatologia Bíblica não consiste em uma reunião de previsões isoladas. Seus
principais temas convergem para a revelação do senhorio de JESUS CRISTO sobre
todas as coisas. O Arrebatamento, a ressurreição, o juízo, o Reino e o estado
eterno devem ser compreendidos à luz de Sua autoridade e de Sua vitória.
Naquele dia, aquilo que hoje é confessado pela fé será reconhecido
universalmente:
JESUS
CRISTO é o Senhor (Fp 2.9-11; Ap 11.15). Assim, Sua volta constitui o eixo que
organiza o ensino acerca do futuro e confirma o triunfo definitivo do Cordeiro
sobre todo poder contrário a DEUS (lCo 15.24-28; Ap 19.11-16).
- William Barros, Apocalipse: mensagem sobre o
triunfo de CRISTO, exortações e promessas ao povo de DEUS. Rio de Janeiro:
Editora Betel, 2022, p. 12-13: destaca que o estudo das últimas coisas
contribui para proteger a Igreja contra falsos ensinos e interpretações
equivocadas. As profecias bíblicas devem ser examinadas à luz de toda a Palavra
de DEUS, sem sensacionalismo, medo ou especulações. Diante das diversas
mensagens acerca do futuro, a Igreja precisa permanecer firme na sã doutrina,
ensinar a verdade com clareza e preparar os salvos para discernirem o erro (Mt
24.4,5,11; Ef 4.14; 2Tm 2.24-26).
EU ENSINEI QUE: A esperança da Igreja está na volta de CRISTO, que
transforma o presente e garante o futuro.
CONCLUSÃO
O conhecimento das coisas futuras deve produzir uma fé prática e
responsável. A Igreja não foi chamada à especulação, mas à sobriedade, à
firmeza e ao serviço cristão (lTs 5.4-8; lCo 15.58). Sustentados pelas
promessas de DEUS, prosseguimos com confiança, aguardando a plena manifestação
da nossa redenção (Lc 21.28; Fp 3.20,21).
FONTE: BETEL DOMINICAL Revista do Professor


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